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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
        FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS




                AMANDA VIANA BORGES
              DANIELLE PEREIRA E SILVA
           MARIA CAROLINA DE FREITAS SGOTI
               RAINELA CEZARE VISSOTI




PERFIL DAS USUÁRIAS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS NA UBS DO
      MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES-SP




                   FERNANDÓPOLIS
                        2012
AMANDA VIANA BORGES
                DANIELLE PEREIRA E SILVA
            MARIA CAROLINA DE FREITAS SGOTI
                RAINELA CEZARE VISSOTI




PERIL DAS USUÁRIAS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS NA UBS DO
      MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES-SP




                   Trabalho de conclusão de curso apresentado à
                   Banca Examinadora do Curso de Graduação em
                   Farmácia      da     Fundação      Educacional  de
                   Fernandópolis como exigência parcial para obtenção
                   do título de bacharel em farmácia.


                   Orientador: Prof. Esp. Vanessa Maira Rizzato
                   Silveira




        FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS
                  FERNANDÓPOLIS – SP
                          2012
AMANDA VIANA BORGES
                              DANIELLE PEREIRA E SILVA
                        MARIA CAROLINA DE FREITAS SGOTI
                              RAINELA CEZARE VISSOTI




PERFIL DAS USUARIAS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS NA UBS DO
           MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES-SP




                                 Trabalho de conclusão de curso aprovado como
                                 requisito parcial para obtenção do título de bacharel
                                 em farmácia.

                                 Aprovado em: __ de novembro de 2012.




        Banca examinadora                      Assinatura               Conceito
Prof. Esp. Vanessa Maira Rizzato
Silveira (Orientador)
Prof. Dr. Anisio Storti (Avaliador 1)
Profa. MSc. Vânia Luiza Ferreira
Lucatti Sato (Avaliadora 2)




                              Prof. Esp. Vanessa Rizzato
                          Presidente da Banca Examinadora
Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, pois
sem ele, nada seria possível, e nossos sonhos não
seriam concretizados.
Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, e
estiveram presentes acreditando em nosso
potencial.
Aos nossos professores, que sempre nos orientaram
para a realização desse trabalho.
AGRADECIMENTOS


       Este trabalho não seria possível sem o incentivo e a dedicação de muitas
pessoas.   Em     primeiro   lugar   gostaríamos   de   expressar   nossos   sinceros
agradecimentos a Deus, com profunda gratidão por sua infinita sabedoria e sua
companhia nessa árdua tarefa, pela inspiração e pela coragem que nos foi dada.
       Agradecemos ainda nossos pais, por terem preparado com tanto carinho o
caminho para nossas realizações, por terem nos compreendido e nos apoiado nos
momentos difíceis no decorrer de todo o nosso percurso.
       Aos nossos amigos que estiveram ao nosso lado, nos apoiando e nos dando
forças, sendo junto a nós uma equipe maravilhosa.
       Agradecemos também aos nossos mestres e professores, que nos
enriqueceram de sabedoria mais do que poderíamos esperar durante todos esses
anos que passamos juntos, contribuindo para o nosso conhecimento nessa profissão
que escolhemos.
       Nossa gratidão a farmacêutica Tatiane Cristina Caparroz que colaborou com
tanta dedicação para a realização deste trabalho permitindo que nossa pesquisa
fosse realizada em seu ambiente de trabalho.
       Em especial nossos sinceros agradecimentos a Prof. Esp. Vanessa Maira
Rizzato, pelo grande apoio durante o prolongado processo de criação deste
Trabalho de Conclusão de Curso, pela ajuda indispensável nas difíceis leituras de
um material tão extenso e pela dedicação de forma tão talentosa. Obrigado por seu
companheirismo e confiança para a elaboração deste trabalho.
Não quero que o tempo volte, nem que
as lembranças magníficas já vividas se
repitam. Só quero novas histórias,
maiores e ainda melhores.



                      Dani Moraes
RESUMO


Os anticoncepcionais orais foram descobertos em 1951 e somente em 1962 foram
lançados no mercado brasileiro, desde então a pílula sofreu diversas mudanças, sua
principal função quando lançadas eram evitar a gravidez, através da ação de dois
hormônios estrogênio e progesterona, onde ambos possuem como mecanismo de
ação a inibição da secreção de gonadotrofinas pela pituitária, que como
consequência inibe a produção de Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e Hormônio
Luteinizante (LH) e com isso impedindo a ovulação. O presente trabalho teve como
objetivo avaliar o grau de conhecimento das usuárias de pílula anticoncepcional da
Unidade Básica de Saúde do município de São João Duas Pontes/SP. Os resultados
mostraram que as 40 mulheres entrevistadas estavam na faixa etária entre 32-36
anos, iniciando a utilização do método ainda jovens, com idade média de 15 anos,
maior parte das entrevistadas utilizam o método com intuito de evitarem a gravidez.
Pouco mais da metade delas relataram não saber como utilizar a anticoncepção de
forma correta, não sabendo como dar início a primeira cartela e nem a pausa que
deve ser realizada entre as mesmas, porém relataram saber que alguns
medicamentos reduzem ou até mesmo anulam a eficácia do método.                 Tais
resultados mostram que grande parte das entrevistadas não possuem informações
necessárias para uma contracepção totalmente segura, utilizando o método de
forma incorreta, estando assim susceptíveis a uma gravidez indesejada. Mesmo a
dispensação sendo realizado pelo farmacêutico, as entrevistadas não tem a
orientação correta quanto a utilização do método, sendo assim necessário uma
atenção farmacêutica especial para que as mesmas adquiram informações,
passando então a utilizar o método de forma correta, garantindo sua eficácia.

Palavras   chave:   Anticoncepcionais   orais.   Atenção   farmacêutica.   Métodos
contraceptivos.
ABSTRACT


Oral contraceptives pills were discovered in 1951 and only in 1962 they were
introduced in the Brazilian market, since then the pill has undergone many changes,
its main function when released was to avoid pregnancy, through the action of two
hormones estrogen and progesterone, which both have as a mechanism of action
inhibition of the pituitary gonadotropin secretion, which consequently inhibits the
production of FSH and LH, therefore preventing ovulation. This study aimed to
evaluate the knowledge of users about contraceptive pill in a community health
center in São João das Duas Pontes / SP. The results showed that of the 40 women
interviewed most were aged between 32 and 36 years, starting with the method still
young, with an average age of 15 years, most of the interviewed women use the
method with the intention of avoiding pregnancy. Slightly more than half of them
reported not knowing how to use contraception correctly, not knowing how to start
the first pack and neither pause that should to be taken between the packs, but they
reported knowing that some drugs reduce or even cancel out the effectiveness of
contraception. These results show that most interviewed women do not have enough
information for a totally safe contraception, using the method incorrectly, thus being
more likely to an unwanted pregnancy. Even medication management being
conducted by the pharmacist, the interviewees do not have the right guidance
regarding the use of the method and thus requires a special pharmaceutical care to
acquire this information, then use the method correctly, ensuring its effectiveness.

Key words: Oral Contraceptives. Pharmaceutical Care. Contraceptive methods.
LISTA DE FIGURAS


Figura 1 -    Aparelho reprodutor feminino                             18
Figura 2 -    Método contraceptivo comportamental - Tabelinha          21
Figura 3 -    Vantagens e desvantagens da tabelinha                    21
Figura 4 -    Temperatura basal                                        22
Figura 5 -    Vantagens e desvantagens da temperatura basal            22
Figura 6 -    Muco cervical típico do período fértil                   23
Figura 7 -    Vantagens e desvantagens do muco cervical                23
Figura 8 -    Vantagens e desvantagens do método contraceptivo
              coito interrompido                                       24
Figura 9 -    Vantagens de desvantagens da camisinha feminina          25
Figura 10 -   Camisinha masculina                                      25
Figura 11 -   Vantagens e desvantagens da camisinha masculina          26
Figura 12 -   Diafragma                                                26
Figura 13 -   Vantagens e desvantagens do uso do diafragma             27
Figura 14 -   Vantagens e desvantagens dos espermicidas                27
Figura 15 -   Esponja espermicida                                      28
Figura 16 -   Vantagens e desvantagens das esponjas espermicidas       28
Figura 17 -   Modelo de DIUs disponíveis no mercado                    29
Figura 18 -   Vantagens e desvantagens da utilização do DIU            29
Figura 19 -   Laqueadura                                               30
Figura 20 -   Vasectomia reversível                                    31
Figura 21 -   Vantagens e desvantagens da vasectomia                   31
Figura 22 -   Anel vaginal                                             32
Figura 23 -   Vantagens e desvantagens do anel vaginal                 32
Figura 24 -   Adesivo cutâneo                                          33
Figura 25 -   Vantagens e desvantagens do adesivo cutâneo              33
Figura 26 -   Cápsula de implante contraceptivo                        34
Figura 27 -   Vantagens e desvantagens da contracepção hormonal,
              implante contraceptivo                                   34
Figura 28 -   Vantagens e desvantagens do anticoncepcional injetável   35
Figura 29 -   Vantagens e desvantagens da pílula do dia seguinte       35
Figura 30 -   Vantagens e desvantagens da pílula anticoncepcional   36
SUMÁRIO


INTRODUÇÂO .......................................................................................................... 15
1.DESENVOLVIMENTO TEÓRICO .......................................................................... 17
1.1.HISTÓRIA DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL .................................................. 17
1.2.FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO ................................ 18
1.3.CICLO MENSTRUAL .......................................................................................... 19
1.4.MÉTODOS CONTRACEPTIVOS ........................................................................ 20
1.4.1.Métodos Comportamentais ........................................................................... 21
1.4.1.1 Tabelinha....................................................................................................... 21
1.4.1.2 Temperatura Basal ........................................................................................ 22
1.4.1.3 Muco Cervical ................................................................................................ 23
1.4.1.4 Coito Interrompido ......................................................................................... 24
1.4.2.Métodos de Barreira ....................................................................................... 24
1.4.2.1 Camisinha Feminina ...................................................................................... 25
1.4.2.2 Camisinha Masculina .................................................................................... 26
1.4.2.3 Diafragma ...................................................................................................... 27
1.4.2.4 Espermicidas ................................................................................................. 27
1.4.2.5 Esponjas........................................................................................................ 28
1.4.3.Dispositivo Intra-Uterino (DIU) ...................................................................... 29
1.4.4.Métodos Cirúrgicos ........................................................................................ 30
1.4.4.1.Laqueadura ................................................................................................... 31
1.4.4.2.Vasectomia.................................................................................................... 32
1.4.5.Contracepção Hormonal ................................................................................ 32
1.4.5.1 Anel Vaginal ................................................................................................ 33
1.4.5.2. Adesivos Cutâneos...................................................................................... 34
1.4.5.3. Implantes ..................................................................................................... 35
1.4.5.4. Anticoncepcional Injetável .......................................................................... 36
1.4.5.5. Pílula do Dia Seguinte ................................................................................ 36
1.4.5.6. anticoncepcional oral .................................................................................. 37
1.5.TIPOS DE ANTICONCEPCIONAIS ATUAIS NO MERCADO ............................. 37
1.5.1 Posologia dos Anticoncepcionais Orais ...................................................... 38
1.6.ESTROGÊNIO .................................................................................................... 39
1.7.PROGESTERONA .............................................................................................. 40
1.8.ESTROGÊNIO ASSOCIADO À PROGESTERONA ............................................ 40
1.8.1 Mecanismo de Ação dos Anticoncepcionais Associados .......................... 41
1.9.REAÇÕES ADVERSAS DOS ANTICONCEPCIONAIS ORAIS .......................... 41
1.10 Interações Medicamentosas dos Anticoncepcionais Orais................................ 43
2. OBJETIVOS .......................................................................................................... 44
2.1. OBJETIVO GERAL:............................................................................................ 45
2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: ............................................................................. 45
3. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................... 46
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 47
5.CONCLUSÃO ........................................................................................................ 57
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 58
15




INTRODUÇÂO


      A sexualidade é manifestada com maior intensidade durante a adolescência.
Estudos comprovam que quanto mais cedo se inicia a vida sexual, maior a chance
das adolescentes ficarem grávidas ou de adquirirem alguma doença sexualmente
transmissível (DST), devido ao pouco conhecimento dos métodos anticoncepcionais.
(CARVALHO; SCHOR, 2005). Vale lembrar que a pílula anticoncepcional não
previne as DSTs, sendo que a camisinha é o único método contraceptivo que
previne a transmissão de todas as doenças sexuais (FIGUEIREDO, 2005).
      Hoje em dia existe o planejamento familiar, cuja função é permitir que o casal
possa decidir quanto ao momento próprio para a “chegada” dos filhos, podendo
assim escolher a quantidade de filhos e o intervalo entre eles (JUNIOR,Cícero;
SOUZA; TEODORO, 2012).
      O controle da fertilidade está diretamente relacionada com o poder feminino
sobre o seu próprio corpo, controlando desta forma o destino biológico da
procriação. A possibilidade de evitar filhos proporciona uma vida menos sofrida, com
menos responsabilidade, evitando assim algumas dificuldades vivenciadas na
sociedade e na família (SILVA et al, 2011).
      A pílula anticoncepcional teve como objetivo inicial o tratamento de mulheres
saudáveis e não necessariamente para tratar uma doença, além de trazer benefícios
de um modo geral para toda a sociedade. Contudo a pílula não deixa de ser um
medicamento e como todo o medicamento, pode provocar riscos à saúde de suas
usuárias (NUCCI, 2012).
      Estima-se que aproximadamente 100 milhões de mulheres no mundo fazem
uso das pílulas anticoncepcionais e hoje já existe uma infinidade de pílulas no
mercado, que variam suas concentrações hormonais, e cuja escolha depende muito
dos seus efeitos colaterais, já que sua eficácia vária muito pouco de uma para outra.
Sendo assim é importante lembrar que é necessário a orientação de um profissional
da saúde para iniciar o tratamento (MIRANDA, 2012).
      Para a escolha do método contraceptivo, é importante que haja uma boa
interação médico-paciente, para que o clínico possa passar as informações
necessárias ao paciente garantindo maior confiança sobre o método utilizado,
evitando assim interromper o tratamento (OSIS et al, 2004).
16




      Existem diversos fatores que interferem no uso adequado da pílula, sendo
eles: os efeitos colaterais, os riscos que podem causar a saúde, a falta de confiança
na eficácia do método e a falta de conhecimento contribuem para a ineficácia da
pílula (MIRANDA, 2012).
      Porém deixando de utilizar a pílula, a mulher ficar susceptível a ter uma
gravidez indesejada. Acredita-se, porém que muitas mulheres não conseguem os
benefícios desejados da contracepção por não fazerem o uso correto do fármaco
(GOMES et al, 2011).
      No ano de 1983 o Ministério da Saúde criou o programa de Assistência
Integral à Saúde da Mulher, onde por meio de informações os casais puderam
planejar as suas famílias. Assim, a taxa de fecundidade do Brasil caiu rapidamente,
passando de uma média de 6,3 filhos na década de 60 para 2,3 filhos no ano 2000
(TAVARES; LEITE; TELLE, 2007).
      Portanto os métodos contraceptivos fazem parte do planejamento familiar,
sendo a pílula anticoncepcional o principal método utilizado entre as mulheres para
controlar a natalidade (CARRENO et al, 2006).
      Com o nosso trabalho, tivemos a possibilidade de avaliar se as usuárias do
método contraceptivo oral, sabem a forma correta de utiliza-los, levando em conta a
atenção farmacêutica, e a possibilidade de falha desse método contraceptivo.
17




1. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO



   1.1. HISTÓRIA DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL

         A primeira pílula anticoncepcional foi desenvolvida entre 1951 e 1955 pelo
biólogo Gregory Pincus, e o ginecologista John Rock, apoiado pela feminista
Margaret Sanger e por sua amiga Katherine Dexter McCornick que financiou todas
as pesquisas, elas queriam desenvolver a pílula contra a gravidez que fosse fácil de
utilizar e eficaz (NUCCI, 2012). Em 1960 a primeira pílula anticoncepcional foi
lançada: o Enovid colocada no mercado pelo laboratório Searle (STRASBUEGER,
1992).
         A pílula anticoncepcional começou a ser vendida no Brasil em 1962, dois
anos após ter sido aprovada nos Estados Unidos pelo Food and Drung
Admindtration (FDA) podendo assim ser comercializada (PEDRO, 2003).
         As primeiras pílulas que foram lançadas continham dosagens muito elevadas,
cada comprimido possuía cerca de 150ug de estrogênio (SILVA, 2006), já as pílulas
utilizadas hoje em dia possuem dosagens bem menores em relação as que foram
lançadas antigamente (NUCCI, 2012).
         As elevadas quantidades de hormônios colocavam em risco a saúde da
mulher, pois sofriam de sintomas indesejáveis como mal estar, dores de cabeça,
aumento de peso, varizes e tinham tendência de desenvolver doenças como
trombose (PEDRO, 2003).
         Em 1970 com os relatos freqüentes dos efeitos colaterais, através de estudos
foi descoberto que era possível criar pílulas com a mesma eficácia, contendo doses
menores de hormônios, surgindo as pílulas de segunda geração. Na mesma época
surgiram as pílulas bifásicas e as trifásicas contendo menores dosagens de
estrogênio. Em 1990 surgiram as pílulas anticoncepcionais de terceira geração,
contendo progestagenio, possibilitando os mesmos efeitos, benefícios e eficácia
(GOODMAN; GILMAN, 2005).
         As mulheres de antigamente só se preocupavam com a contracepção, hoje
em dia a mulher moderna deseja que essa medicação além de protegê-las contra a
gravidez não planejada, traga benefícios a sua vida, como redução de acnes,
diminuição das cólicas menstruais, controle do ciclo, redução dos efeitos causados
18




pela tensão pré-menstrual (TPM), como dores de cabeça e irritabilidade (GOMES et
al, 2011).




   1.2. Fisiologia do Aparelho Reprodutor Feminino

       O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários, duas tubas
 uterinas (trompas de Falópio), um útero, uma vagina, uma vulva. Ele está
 localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte
 que realiza uma função protetora (GUYTON; HALL, 2002).




                   Figura 1: Aparelho Reprodutor Feminino
                   Fonte: (ROCHA,2008)

       As mulheres passam por ciclos reprodutivos, que começam na puberdade e
normalmente, duram por toda vida reprodutiva, cessando na menopausa. Estes
ciclos têm como função preparar o sistema reprodutor para a gravidez (GUYTON;
HAAL, 2002).
       O hormônio responsável pela liberação de gonadotrofina (GnRH), é
sintetizado pelo hipotálamo, onde na hipófise é         produzido   dois hormônios: o
hormônio folículo-estimulante (FSH), e o hormônio luteinizante (LH). O folículo
estimulante tem função de estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a
produção de estrógeno pelas células foliculares. Já o hormônio luteinizante
desencadeia a ovulação, estimulando as células foliculares e o corpo lúteo a
produzirem progesterona. Quando o ovócito não é fecundado, o corpo lúteo começa
a degenerar cerca de 10 a 12 dias após a ovulação, os níveis de estrógeno e
19




progesterona diminuem e o endométrio entra numa fase isquêmica tendo por
conseqüência a menstruação (DOUGLAS, 2002.).
       Segundo Guyton e Hall (2002) no final do desenvolvimento embrionário de
uma menina, suas células já estarão prontas e irão transformar-se em gametas nos
ovários. Os ovócitos primários encontram-se dentro dos folículos de Graaf ou
folículos ovarianos. E na adolescência, sob ação hormonal, os folículos ovarianos
começam a se desenvolver. Quando os folículos se desenvolvem secretam o
hormônio estrógeno, geralmente só um folículo completa o desenvolvimento e a
maturação, quando isso acontece eles se rompem e liberam o ovócito secundário
(gameta feminino), esse fenômeno é conhecido como ovulação. Após seu
rompimento, os resultantes de folículos que não se desenvolveram recebem o nome
de massa celular, transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, e passam a secretar os
hormônios progesterona e estrógeno. Depois de um certo tempo, o corpo lúteo
regride e transforma- se em corpo albicans ou corpo branco, deixando uma pequena
cicatriz fibrosa no ovário.



   1.3. CICLO MENSTRUAL

       O ciclo menstrual é provocado pela liberação dos hormônios folículo-
estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), que são secretados pela hipófise,
e o estrogênio e a progesterona secretada pelos ovários (FIGUEIREDO, 2005).
       O folículo-estimulante (FSH) estimula as células foliculares ovarianas a
produzirem o estrogênio, esse hormônio ajuda no amadurecimento do óvulo. Com o
crescimento do folículo ovariano ocorre o aumento da produção do hormônio
luteinizante (LH), induzindo a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo, isso
acontece por volta do 14° dia do ciclo menstrual (STEPHENSON; O’CONNOR,
2004). Após a ovulação as células continuam secretando estrogênio, mas com o
aumento da secreção de progesterona (FIGUEIREDO, 2005).
       Após 8 dias de liberação intensa dos hormônios progesterona e estrogênio,
produzidos pelo corpo lúteo, ocorre a inibição da hipófise reduzindo a secreção do
hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante, com a diminuição da
progesterona e estrogênio o corpo lúteo se degenera, iniciando um novo        ciclo
(BOUOZAS; BRAGA; LEÃO, 2010).
20




       Segundo Carvalho (2004) o ciclo menstrual pode ser dividido em 3 fases:
1ª Fase: fase proliferativa ou estrogênica: tem início no primeiro dia do ciclo até a
ovulação, nessa fase acontece o desenvolvimento folicular pela ação folículo-
estimulante (FSH) e o folículo maduro produz estrogênio.
2ª Fase: fase da ovulação: período entre 12º e o 16º dia antes do início da
menstruação.
3ª Fase: fase secretora luteínica ou progesterônica: tem início com ovulação     e vai
até a próxima menstruação, nessa fase acontece a formação do corpo lúteo pela
ação do hormônio luteinizante (LH) com intensa produção de progesterona.



   1.4. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

       No ato sexual temos 400 milhões de representantes do sexo masculino sendo
eles os espermatozóides, e de um outro lado temos um único representante do sexo
feminino sendo ele o óvulo. Eles só podem se unir por um período de dezoito horas,
caso isso não ocorra, eles são eliminados, pelo mesmo local o qual entraram, e o
encontro fica para uma próxima vez, caso se encontro ocorra o resultado será
observado em aproximadamente nove meses, pois uma vez unidos nada os separa,
dando assim origem a um novo ser humano (FREGUGLIA; FONSECA, 2009). Para
que essa união não ocorra indesejavelmente a melhor saída é optar pelos métodos
contraceptivos (GOLVEIA, 1996).
       São existentes diversos métodos para o controle da reprodução humana,
porem nenhum deles é ideal, todos possuem tanto vantagens como desvantagens.
(FIGUEIREDO, 2005)
       Apenas os métodos contraceptivos, são capazes de impedir a união entre
espermatozóides e óvulo, porém as condições devem ser favoráveis ao encontro,
podem ser encontrados uma quantidade variável de métodos contraceptivos. (OSIS;
et al, 2004).
21




      1.4.1. Métodos Comportamentais

      São métodos tradicionais com baixa eficácia, mas ainda utilizados
por algumas mulheres. Os métodos comportamentais usam a abstinência sexual no
período do mês em que a mulher pode engravidar ou seja período fértil( MELO;
PEREIRA FILHO, 1997).




1.4.1.1 Tabelinha

      Para que o método seja eficaz a mulher deve ter seu ciclo menstrual
regulado. Esse método é baseado nos cálculos em que a mulher faz para saber
quando está no seu período fértil, geralmente a mulher ovula entre o 8° e o 19° após
a menstruação (CARVALHO; SCHOR, 2005).
      No período destacado na cor rosa a mulher não deve manter relações sexuais
(FREGUGLIA; FONSECA, 2009).




                     Figura n°2: Método contraceptivo comportamental : tabelinha
                     Fonte:(RAMOS, 2012)



      O método oferece vantagens e desvantagens como segue a figura a baixo :


        VANTAGENS                           DESVANTAGENS
        Não possui contra indicação         È um método pouco
                                            eficaz quando a mulher
                                            tem    a     menstruação
                                            desregulada.
        Não tem custo                       A     mulher   necessita
                                            conhecer bem seu corpo
       Figura n°3: Vantagens e Desvantagens da tabelinha
       Fonte: CARVALHO, 2004
22




 1.4.1.2 Temperatura Basal

       Esse método exige que a mulher anote diariamente a sua temperatura de
preferência pela manhã, deixando o termômetro por cinco minutos. Para a verificação
da temperatura o corpo deve estar em repouso por no mínimo 5 horas. A temperatura
pode ser verificada por via oral, vaginal ou retal (MELO; FILHO Alberto, 2012). O
método consiste em anotar a temperatura obtida diariamente, e quando a mesma se
manter constante por três dias então a mulher pode manter relação sexual sem correr
o risco de engravidar (MELO; FILHO Alberto, 2012).




       Figura n°4: Gráfico da temperatura basal
       Fonte: (http://www.mamanandco.com.pt/forum/topic80.html)


       O método possui vantagens e desvantagens como segue a figura a baixo:


                 VANTAGENS                         DESVANTAGENS
        Não causa danos a saúde da            Controle         diário   da
        mulher .                              temperatura.

        Utilizado para o casal tentar Longo período de abstinência
        engravidar, conhecendo assim sexual.
        a época do período fértil.


       Figura n° 5: Vantagens e desvantagens da temperatura basal.
       Fonte: (FIGUEIREDO, 2005)
23




1.4.1.3 Muco Cervical


      O método de ovulação de Billings, ou MOB, é uma maneira comportamental e
natural de prevenir a gravidez, já que se baseia em evitar relações sexuais em
determinados períodos de cada ciclo menstrual, de acordo com a análise do muco
cervical feminino; sem a utilização de métodos de barreira ou hormonais e,
tampouco,    intervenções cirúrgicas.(BILLINGS;WESTMORE,1983).
      Quando este evento ocorre, ela tem uma sensação de umidade na região
vaginal e o muco apresenta aspecto e consistência de clara de ovo. Ele tem a
função de nutrir, proteger, selecionar e conduzir espermatozoides até as tubas
uterinas (BRASIL, 2002).




             Figura N°6: Muco cervical típico do período fértil.
             Fonte: ( www.atituderimacomsaude.com.br/pagina/180/metodos-anticoncepcionais.aspx).




  A figura a baixo mostra as vantagens e desvantagens do método:


                VANTAGENS                             DESVANTAGENS
       Não utilização de métodos               Longo período de abstinência
       hormonais.                              sexual.
       Fácil reversão, caso a mulher           Não proteger contra uma
       deseje engravidar, é só não             doença          sexualmente
       controlar mais o método.                transmissíveis.

     Figura N°7: Vantagens e desvantagens do muco cervical.
     Fonte: (BILLINGS; WESTMORE,1983)
24




 1.4.1.4 Coito Interrompido

       Esse método consiste na retirada do pênis do interior da vagina durante a
 ejaculação, o método pode diminuir o prazer durante a relação sexual, além de não
 ser seguro, pois a secreção eliminada pelo pênis antes da ejaculação pode conter
 espermatozoides resultando uma gravidez (CARVALHO, SCHOR; 2005).


 A figura a baixo descreve as vantagens e desvantagens, do método de coito
 interrompido.


        VANTAGENS                       DESVANTAGENS
        É um método natural             Não é seguro.
                                        Exige muito alto controle

       Figura n°8: Vantagens e desvantagens do método contraceptivo comportamental coito
       interrompido.
       Fonte: (FIGUEIREDO, 2005)



       1.4.2. Métodos de Barreira

       Os métodos de barreira evitam a gravidez porque impedem o acesso dos
espermatozoides ao útero, através de obstáculos mecânicos, químicos ou mistos. São
conhecidos a muito tempo. A utilização é muito bem recomendada (FREGUGLIA;
FONSECA, 2009).
       Segundo Melo e Pereira Filho (1997) os métodos contraceptivos mais
eficazes fornecem menor proteção contra as DSTs como é o caso da laqueadura e
vasectomia, diferentemente dos métodos de barreira que se mostram eficazes na
prevenção de DST, porém apresenta alto índice de gravidez acidental. As DSTs são
doenças que não chamam a atenção apenas por sua patogênese mas também por
suas consequências tais como DIP, infertilidade, dor pélvica crônica. A AIDS,é
caracterizada como a mais grave das DSTs devido a sua letalidade além de
apresentar maior taxa de contaminação no mundo, este deveria ser o principal motivo
para a escolha de um método contraceptivo de barreira, usar como complemento um
método contraceptivo hormonal para a prevenção de uma gravidez é uma boa opção.
25




 1.4.2.1 Camisinha Feminina

         Feito de poliuretano material macio, possui 2 anéis um em cada extremidade,
 onde um dos anéis fica posicionado no interior da vagina e o outro fica cobrindo
 toda a região dos grandes e pequenos lábios (CARVALHO, 2004).


         Segundo Figueiredo (2005) a figura a baixo demonstra as vantagens e
 desvantagens do método de barreira, que por sua vez é o mais seguro.


 VANTAGENS                                     DESVANTAGENS
 É um meio da mulher se auto prevenir          Exige cuidado na hora da relação
 de       doenças         sexualmente          sexual pro homem não penetrar
 transmissível, e uma gravidez.                errado (entre a vagina e a camisinha)
 Não há necessidade de retira-la               Auto custo
 imediatamente após a relação sexual
 como a masculina.
 Pode ser colocada até 8 horas antes           O barulho que faz na hora da relação
 da relação sexual.                            sexual pode incomodar.

Figura n°9: Vantagens e desvantagens do uso de camisinha feminina.
Fonte:(CARVALHO, 2004).
26




 1.4.2.2 Camisinha Masculina

        Conhecida também como preservativo masculino ou condon, é feita de látex,
 são revestidas por lubrificante. Utilizada para revestir o pênis e reter a saída do
 esperma ou sêmen. Para a eficácia do método a camisinha deve ser colocada com o
 pênis ereto deixando uma parte vazia e sem ar para que após a ejaculação o
 esperma fique depositado (FREGULHA; FONSECA, 2009).




                              Figura n°10: Camisinha Masculina
                              Fonte:(BRASIL, 2010).
 A figura abaixo mostra algumas das vantagens e desvantagens de usar a camisinha.


 VANTAGENS                                    DESVANTAGENS
 Método seguro e eficaz contra Certo desconforto durante a relação
 doenças sexualmente transmissíveis sexual.
 e     gravidez  quando      usada
 corretamente.
 Baixo custo                        Em alguns casos pode romper.
                                    Tem que ser retirada logo após o
                                    coito.
Figura n°11: Vantagens e desvantagens da camisinha masculina.
Fonte:(CARVALHO, 2004)
27




 1.4.2.3 Diafragma

        É um dispositivo em forma de cúpula, feito de látex ou silicone, com uma
borda flexível permite a introdução no interior da vagina até ficar encaixado no colo do
útero, devendo ser colocado antes da relação sexual ou até com 6 horas de
antecedência. Disponível em vários tamanhos, e devem ser realizadas medições para
saber o tamanho adequado (FREGUGLIA; FONSECA, 2009).




          Figura n°12: Diafragma
          Fonte: (PINHEIRO,2009)



        O diafragma assim como os outros métodos apresentam vantagens e
desvantagens quanto ao seu uso, como segue a figura a baixo :


                 VANTAGENS                            DESVANTAGENS
      Possibilidade de falha entre 2% e Uso associado a espermicidas.
      5 %.
      Bordas flexíveis.                 Pouca aceitação no Brasil.
      Não apresenta rejeição.           Cuidados ao colocar e retirar.
     Figura n°13: Vantagens e desvantagens no uso de diafragma.
     Fonte: (VIEIRA; GUIMARÃES; PALMEIRA, 2003)



 1.4.2.4 Espermicidas

        São produtos que se apresentam de diversas formas, espuma, geleia,
 pomadas, tendo a finalidade de imobilizar e matar os espermatozoides. O produto
 deve se colocado         no fundo da vagina imediatamente antes da ejaculação
 (FREGULHA; FONSECA, 2009).
28




      Os espermicidas assim como outros métodos contraceptivos não é totalmente
seguro, e a figura a baixo mostra alguns pontos positivos e negativos do uso deste
método.


      Vantagens                        Desvantagens
      Não é necessário o uso diário    Tempo de ação de apenas 2
                                       horas.
      Não interfere no ciclo menstrual Pode provocar alergias
      Associado a outros métodos Baixa eficácia quando usado
      oferece uma eficácia maior.      sozinho
      Eficaz também como lubrificante. Corrimento desagradável após a
                                       sua utilização

     Figura n°14 : Vantagens e desvantagens dos espermicidas.
     Fonte: (CARVALHO; 2004).




1.4.2.5 Esponjas

      As esponjas contraceptivas são feitas de poliuretano contendo espermicida
nonoxinol-9, possuem formato circular, facilitando a aderência ao útero. Antes de
serem introduzidas a esponja deve ser umedecida para o espermicida ser ativado A
remoção da esponja deve ser realizada no, máximo oito horas depois da relação
sexual (MELO; PEREIRA FILHO, 1997).




    Figura n°15: Esponja espermicida
    Fonte: (LEWIS, 2007)
29




      A tabela abaixo demonstra algumas situações quanto ao uso das esponjas
contraceptivas.


               VANTAGENS                               DESVANTAGENS
    Não altera o funcionamento da              Não protege de doenças
    genitália.                                 sexualmente transmissíveis.
    O uso precisa de uma prescrição            Sua eficácia é maior quando
    médica.                                    associado a outros métodos
                                               contraceptivos.
    Figura n°17: Tabela de vantagens e desvantagens das esponjas espermicidas.
    Fonte: (MELLO; PEREIRA FILHO,1997).



      1.4.3. Dispositivo Intra-Uterino (DIU)

      É um dispositivo intrauterino, em forma de T, composto por um material
plástico mole e bem flexível, envolvido por um fio de cobre, na maioria das vezes.
Para colocar o dispositivo não é necessário a anestesia, porem o procedimento deve
ser realizado por médico ou enfermeira, treinados (FIGUEIREDO, 2005).
      Estão disponíveis em cobre os DIU TT380, MlCU, hoje eles estão disponíveis
em outros materiais, como plásticos e não apenas no cobre, alguns mais modernos
com a liberação de hormônios como é o caso de Gynefix que libera progestagênio
(hormônio sintético da progesterona) deixando a menstruação escassa e menos
dolorosa, UT380 que libera levonorgestrel (hormônio sintético da progesterona) , e
outros modelos para a usuária escolher o qual ela se adequa melhor (MELO;
PEREIRA FILHO, 1997).




              Figura n°17 : Modelos de DIUs disponíveis no mercado.
             Fonte:(www.obstetricia.blogspot.com.br/2009/10/el-diu.html)
30




      A tabela abaixo apresenta algumas das vantagens e desvantagens do uso do
método contraceptivo DIU, que assim como todos não é totalmente seguro.


               VANTAGENS                            DESVANTAGENS
    Pode ser usado por longo prazo,          Não pode ser usado por todas
    por muitos anos.                         as mulheres.
    Segurança                                Aumento do fluxo menstrual
    Não é sentido pelo homem                 Aumenta a possibilidade de
    durante a relação sexual.                infecções.
   Figura n°18: Vantagens e desvantagens da utilização do DIU.
   Fonte: (FIGUEIREDO, 2005)


      1.4.4.Métodos    Cirúrgicos


      São procedimentos realizados tanto em mulheres quanto em homens, porém
não aconselháveis para jovens e adolescentes, na maioria das vezes são definitivos
tornando homens e mulheres estéreis, ou seja, incapazes de ter filhos.
Esse procedimento é uma esterilização voluntária, podendo ser realizado apenas
por médicos, em ambiente hospitalar (FIGUEIREDO, 2005).
31




      1.4.4.1.     Laqueadura

      É uma remoção cirúrgica de parte das trompas uterinas, para não ter mais
filhos sendo assim um método irreversível, porém quando não a uma remoção
cirúrgica sendo apenas uma amarração é um método reversível, isso é uma escolha
da paciente (FIGUEIREDO, 2005).
      Com esse procedimento os óvulos não conseguem fazer a passagem dos
ovários para o útero da mesma forma os espermatozoides não conseguem alcançar
o óvulo (FREGULHA; FONSECA, 2009).




            Figura n°19: Laqueadura
            Fonte:(TECHIMA,2012)
32




          1.4.4.2.    Vasectomia

      É um procedimento cirúrgico simples, onde é realizado um corte na parte
superior da bolsa escrotal, dessa maneira os espermatozoides são produzidos
porem não conseguem ultrapassar a área que foi obstruída. O procedimento é
realizado usando apenas uma anestesia local e não tendo a necessidade de
internação do paciente (FIGUEIREDO, 2005).




                     Figura n°20: Vasectomia
                     Fonte:(GONÇALVEZ,2009)


      A tabela a baixo descreve algumas das vantagens e desvantagens, de um
método que esta sendo tão usado, e que é 100% seguro.


            VANTAGENS                                 DESVANTAGENS
    São métodos 100% seguros                   Métodos irreversíveis
    Aumento do desejo espontâneo               Distúrbios no comportamento
                                               sexual.

   Figura N°21: Vantagens e desvantagens da vasectomia.
   Fonte: (FIGUEIREDO, 2005).



      1.4.5. Contracepção Hormonal

       Os contraceptivos hormonais agem com a finalidade de bloquear a ovulação,
ao inibir a secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante, espessam o
33




muco cervical dificultando a passagem dos espermatozóides, tornam o endométrio
não receptivo à implantação e, alteram a secreção (FREGULHA; FONSECA, 2009).


                  1.4.5.1     Anel Vaginal

       Contraceptivo contendo uma pequena quantidade da combinação de dois
hormônios sendo eles etonogestrel (hormônio sintético da progesterona), e
etinilestradiol (hormônio sintético do estrogênio), essa combinação de etonogestrel
0,120mcg + etinilestradiol 0,015mcg é liberada lentamente na corrente sanguínea
24horas por um prazo de vinte e um dias ( NUVARING, 2012 ).




  Figura n° 22: Anel vaginal
  Fonte: (http://heypati.wordpress.com/2011/05/02/anel-vaginal/)


       É um método confortável, porém não oferece apenas benefícios, assim como
todos os métodos contraceptivos possui suas vantagens e desvantagens, como
segue a figura a baixo.


                VANTAGENS                                 DESVANTAGENS
     Fácil posologia                              Não protege de DST
     Regulação hormonal                           Diminuição do líbido
     Melhora acne                                 Prurido na zona genital

    Figura n° 23: Vantagens e desvantagens do método de barreira, anel vaginal
    Fonte: (NUVARING, 2012).
34




1.4.5.2. Adesivos Cutâneos

         É uma combinação hormonal onde são usados dois hormônios, sendo eles
estrogênio 0,6mg (miligrama) e progesterona 6,0mg sendo sua liberação de 203 mcg
(micrograma) de norelgestromina (hormônio sintético da progesterona) e 33,9 mcg
de etinilestradiol (hormônio sintético do estrogênio) num período de 24 horas, são
basicamente três adesivos que devem ser trocados de sete em sete dias (PEREIRA,
2012).
Nunca deve ser usado sobre as mamas, pois segundo o fabricante devido a
liberação hormonal se local pode causar câncer de mama segundo alguns estudos
recentemente realizados ( PEREIRA, 2012).




                         Figura n°24: Adesivo cutâneo
                         Fonte: (COSTA, 2009)




         O método tem sido muito usado, e vem fazendo muito sucesso entre as
mulheres, pois é confortável e de fácil posologia, a baixo tem uma tabela com
algumas vantagens e desvantagens do uso.


                VANTAGENS                               DESVANTAGENS
    Não tem que ingerir diariamente.         Alteração da menstruação
    Menor ação sistêmica                     Irritação da pele

   Figura n°25: Vantagens e desvantagens do adesivo cutâneo.
   Fonte: (ARGER, 2009)
35




1.4.5.3. Implantes

       Os implantes contraceptivos são constituídos de silicone com polímeros
hormonais no seu interior liberando o mesmo de forma contínua para a corrente
sanguínea, proporcionando assim o efeito contraceptivo. O procedimento para o
implante do método só pode ser realizado por médicos, pois trata-se de um implante
subcutâneo no braço na região bem próxima ao cotovelo. O mesmo só pode ser
realizado entre o primeiro e o sétimo dia da menstruação, para garantir a eficácia do
método, o implante tem duração de cinco anos, sendo liberado nos dois meses
iniciais 84mcg diárias de hormônio, do 3° ao 8° mês 50mcg são liberadas
diariamente, do 9° ao 17° mês a liberação diária é de 35mcg, porém a partir do 18°
mês até se completarem cinco anos que é o tempo de duração do implante a
liberação hormonal diária é de 30mcg ( MELO; PEREIRA FILHO, 1997).




Figura n°26: Cápsula de implante contraceptivo
Fonte: (RUNNER, 2009)


       É um método pouco usado, pois as mulheres têm apresentado receio quanto
ao método. A tabela a baixo descreve algumas vantagens e desvantagens do
método.

               VANTAGENS                                DESVANTAGENS
     Reduz cólicas menstruais.                 Alterações do ciclo, com tempo
                                               maior/menor de sangramento
     Diminui risco do câncer                de Ganho de peso excessivo ou perda
     endométrios.                              significativa de peso
     Reduz risco de DIP                        Dor nas mamas
     Menstruação mais escassa                  Dificuldade de remoção
     Eficácia por tempo prolongado             Alto custo

    Figura n°27: Vantagens e desvantagens da contracepção hormonal, implante contraceptivo.
    Fonte: ( MELO; PEREIRA FILHO,1997)
36




1.4.5.4. Anticoncepcional Injetável

         São hormônios injetados por via intramuscular profunda, usando geralmente
uma agulha 30x7, outras dimensões de agulha podem não ser tão profundas, não
garantindo assim a eficácia do método (FIGUEIREDO, 2005).


         Este é um método seguro, mais que por sua vez injeta uma grande
quantidade hormonal, por isso tem suas desvantagens, como segue a tabela a
baixo.


                VANTAGENS                            DESVANTAGENS
    Administrada uma vez no mês, e Grande     quantidade    de
    algumas a cada três meses.     hormônio
    Regulação hormonal             Método doloroso
    Previne a gravidez             Aumento da probabilidade de
                                   câncer.

   Figura n°28: Vantagens e desvantagens do anticoncepcional injetável.
   Fonte: (CARVALHO; SCHOR, 2005). (FIGUEIREDO, 2005).




1.4.5.5. Pílula do Dia Seguinte

         É uma contracepção de emergência, muito utilizada quando a mulher tem
relação sexual desprevenida, estando em seu período fértil.
Porém o método é eficaz apenas quando ingerido entre 24 e 72horas após a relação
sem prevenção. (MELO; PEREIRA FILHO, 1997).
         Esse método contraceptivo, assim como todos os já citados anteriormente,
apresenta prós e contras, segue na tabela abaixo, algumas indicações.


                VANTAGENS                            DESVANTAGENS
    95% de eficácia se ingerido as Não substitui o uso dos
    primeiras 24horas              anticoncepcionais diários,
                                   Elevada dosagem hormonal
    Figura n°29: Vantagens e desvantagens da pílula do dia seguinte.
    Fonte: (FIGUEIREDO, 2005)
37




1.4.5.6. Anticoncepcional oral

      A pílula anticoncepcional é considerada um dos melhores métodos de
prevenção para o controle da natalidade e planejamento familiar (JOHNS, 2011).
      As pílulas contraceptivas são compostas por uma combinação de estrógeno e
progesterona ou contém somente progesterona, possuindo alta eficácia e baixo
índice de falha (MEIER, 2011).
      A pílula atua anulando a produção do estrogênio e da progesterona,
impedindo assim a ovulação, o acontecimento é semelhante com o que acontece
durante a gravidez, sem a presença desses hormônios ocorre o bloqueio da
produção dos óvulos (GOODMAN; GILMAN, 2005).


      A tabela abaixo demonstra algumas vantagens e desvantagens do uso de
contraceptivos orais.


               VANTAGENS                             DESVANTAGENS
     99% de segurança                        A     eficácia    depende  da
                                             disciplina.
     Regula o ciclo menstrual                Efeitos colaterais
     Regulação hormonal                      Não indicado para fumantes

   Figura n°30: Vantagens e desvantagens da pílula anticoncepcional.
   Fonte: (FIGUEIREDO, 2005).




   1.5. Tipos de Anticoncepcionais Atuais no Mercado

      Hoje    já   podemos       encontrar     no   mercado      vários   tipos   de   pílulas
anticoncepcionais com diferentes concentrações de hormônios, (MIRANDA,2012),
sendo as pílulas de uso contínuo, monofásicas, bifásicas, trifásicas e as pílulas de
emergência (SILVA, 2006).


      Tipos de pílulas:
           Pílulas de uso contínuo (minipílulas): são pílulas compostas somente
              por progesterona com baixa dosagem, essas pílulas não inibem
              completamente a ovulação (SILVA, 2006).
38




            Pílulas monofásicas: são compostas pela combinação de estrogênio e
              progesterona, possuindo a mesma dosagem de hormônios em todos os
              comprimidos da cartela (SILVA, 2006).
            Pílulas bifásicas: são compostas pela combinação de estrogênio e
              progesterona, onde as doses de progesterona variam em dois
              períodos,   possuindo   assim   dois    tipos   de   comprimidos   com
              concentrações diferentes na mesma cartela (GOODMAN; GILMAN,
              2005).
            Pílulas trifásicas: são compostas pela combinação de estrogênio e
              progesterona, variando a dose de progesterona em três períodos e o
              estrogênio também tem sua dose modificada, possuindo assim três
              tipos de comprimidos com concentrações diferentes na mesma cartela
              (SILVA, 2006).
            Pílula de emergência ou do dia seguinte: são pílulas contendo altas
              concentrações de estrogênio e progesterona, possuindo somente dois
              comprimidos na cartela (GOODMAN; GILMAN, 2005).



1.4.5.1       Posologia dos Anticoncepcionais Orais

        As pílulas anticoncepcionais podem variar sua posologia de acordo com seu
tipo.
        Pílulas de uso continuo (minipílulas): o primeiro comprimido da cartela deve
ser administração no primeiro dia da menstruação, sem interrupção durante todo o
período que deseja evitar a fertilidade, portanto assim que terminar os comprimidos
de uma cartela se inicia outra sem dar nenhum intervalo (SILVA, 2006).
        Pílulas monofásica, bifásicas, trifásicas: a cartela contém 21 comprimidos
sendo que o primeiro comprimido deve ser tomado no primeiro dia da menstruação,
durante 21 dia consecutivos e sempre no mesmo horário, após a administração de
todos os comprimidos deve ser realizado uma pausa de 7 dias, durante esse período
ocorrera a “menstruação”, passado os 7 dias mesmo que o sangramento não tenha
acabado devesse iniciar uma nova cartela de comprimidos (EDELMAN et al, 2010).
        Pílulas de emergência ou do dia seguinte: a cartela é composta somente por
dois comprimidos, onde o primeiro comprimido deve ser administrado nas primeiras
39




  72 horas após a relação sexual, e o segundo comprimido após 12 horas (GODMAN;
  GILMAN, 2005).
         Deve-se levar em conta que a eficácia da pílula está relacionada com a forma
  de administrá-las tomando-as sempre nos mesmos horários, não se esquecendo de
  tomar nenhuma das pílulas. (BEZERRA JUNIOR; SOUZA; TEODORO, 2012).
         Caso se esqueça de tomar uma das pílulas da cartela deve administrá-la
  assim que lembrar, e além dessa deve se tomar a pílula do dia correspondente no
  horário de costume (FIGUEIREDO, 2005).
          Caso esqueça de tomar dois ou mais comprimidos, deve-se utilizar outro
  método contraceptivo (camisinha) para garantir a proteção (FIGUEIREDO, 2005).



      1.6. Estrogênio

         O nome estrogênio é um termo utilizado devido à substâncias capazes de
produzirem modificações típicas do estro. (aumento do volume uterino alterações no
epitélio vaginal) (SILVA, 2002).
         Existem dois tipos de classificação de estrogênios, os naturais e os artificiais,
essa diferenciação se dá pela capacidade que cada um tem de induzir as células de
muitos locais do organismo, se proliferando e aumentando o seu número. Exemplo a
musculatura lisa do útero aumenta tanto podendo duplica ou até mesmo triplicar o seu
tamanho após a puberdade, provocando também o aumento da vagina e
desenvolvimento dos pequenos e grandes lábios, ocorre alargamento dos quadris,
provocam o desenvolvimento das mamas, leva o tecido adiposo a se concentrar em
certas regiões do corpo em áreas como quadris e coxas acentuando assim a forma
feminina da mulher (SILVA, 2006).
         Por tanto o estrogênio é responsável por todas as características que
diferenciam a mulher do homem (GOODMAN; GILMAN, 2005).
         Ele responsável pelas mudanças que ocorrem durante a puberdade das
meninas, nesse período surgem às características secundária da mulher. Esse
hormônio estimula também o desenvolvimento e crescimento do útero, das tubas
uterinas, estimula o crescimento dos pelos axilares e pubianos e crescimento das
mamas. (GOODMAN; GILMAN, 2005).
40




        Nas tubas uterinas a ação do estrogênio faz com que ocorra aumento do
número de células, desenvolvendo assim a musculatura tubária que tem a finalidade de
conduzir o óvulo até o útero (DOUGLAS, 2002).
        O estrogênio também é responsável pelo aumento do número de proteínas no
organismo, fazendo com que a pele adquira textura macia, firme e lisa, por isso a
indicação dos anticoncepcionais para o tratamento da acne (DOUGLAS, 2002).
        O estrogênio também tem o seu papel no desenvolvimento masculino, nos
meninos a falta de estrogênio não os prejudica durante a puberdade, mas o estirão de
crescimento é reduzido, o amadurecimento esquelético e o fechamento da epífise são
prolongados e o crescimento linear vai até a vida adulta (GOODMAN; GILMAN, 2005).
        No   homem     a   falta   de   estrogênio   pode   causar   hipergonotropismo,
microquidismo, e aumento dos níveis de testosterona, também podendo afetar o
metabolismo de carboidratos e lipídeos (SETIAN, 2001).




     1.7. Progesterona

        É um hormônio esteróide, que é produzido a partir da puberdade, é o segundo
  hormônio feminino e é produzido pelo ovário.
        No processo de ovulação a célula fértil feminina, que é o óvulo se encontra
  dentro de um folículo, e é este folículo que produz o estrogênio. Após a liberação do
  óvulo o folículo se transforma em corpo lúteo, e começa a produzir a progesterona
  (SILVA, 2002).
        A progesterona quando produzida ou administrada cronicamente provoca
  aumento de peso corpóreo, exacerba o conteúdo hídrico orgânico e, em particular,
  do espaço extracelular (DOUGLAS, 2002).
        É a progesterona quem prepara a mulher para a amamentação e o
  aleitamento. É um hormônio essencial para a manutenção da gravidez, é produzido
  até a oitava semana de gestação e depois é sintetizado pela placenta (SILVA, 2002).



     1.8. Estrogênio Associado à Progesterona

        Os anticoncepcionais orais contêm estrógeno e progesterona, em diferentes
doses e esquemas posológicos:
41




        Monofásicas - são as mais comuns, apresentam 21 comprimidos, todos com a
mesma composição e dose (SILVA, 2006).
        Bifásicas - contém dois tipos de comprimidos ativos, de diferentes cores, com
os mesmos hormônios, em proporções diferentes. São 22 comprimidos que devem ser
tomados na ordem indicada na embalagem (GOODMAN; GILMAN, 2005).
        Trifásicas - contém os mesmos hormônios, mas em três doses diferentes.
  Devem ser tomados na ordem indicada na embalagem.
        Monofásicas contínuas - são mais recentes, apresentam 28 comprimidos com
  a mesma composição e dose (SILVA, 2006).
        Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são
  responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses
  hormônios,   como   os   hormônios    adrenocorticais   e   o   hormônio   masculino
  testosterona, são ambos compostos esteróides, formados, principalmente, de um
  lipídio, o colesterol. Os estrogênios são, realmente, vários hormônios diferentes
  chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas
  químicas muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um
  único hormônio (GUYTON; HALL, 1998).




  1.8.1 Mecanismo de Ação dos Anticoncepcionais Associados

        Os anticoncepcionais hormonais orais exercem seu efeito principalmente pela
  inibição das gonadotrofinas hipofisárias, impedindo a ovulação. Além disso,
  modificam o muco cervical tornando-o hostil à espermomigração, alteram o
  endométrio, modificam a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular e
  alteram a resposta ovariana às gonadotrofinas (MISODOR, 2008).



     1.9. Reações Adversas dos Anticoncepcionais Orais

        Os efeitos adversos mais frequentes relatados são náuseas, vômitos,
  sensibilidade mamária, dores de cabeça, mas esses efeitos geralmente são
  transitórios. (MEIER,2011) Também foram relatados alterações de humor, menor
  interesse sexual, amenorréia que é a ausência de menstruação e o cloasma que é o
  distúrbio de pigmentação da pele (BEZERRA JUNIOR; SOUZA; TEODORO, 2012).
42




      Ainda pode ser observado outros efeitos como:


      Trombose venosa profunda: Todos os anticoncepcionais podem causar a
trombose devido à grande quantidade de hormônios que eles possuem como o
estrógeno e a progesterona, podendo assim afetar na coagulação sanguínea.
(MIRANDA, 2012). Esse é um efeito negativo de maior potencial de dano,
principalmente acontece à evolução do quadro para embolia pulmonar. A trombose
venosa profunda é rara em mulheres jovens, mas esse valor é aumentado de dois a
seis vezes em mulheres usuárias de contraceptivos orais (MEIER, 2011).
      Ganho de peso: Apesar de que muitas mulheres e médicos acreditam na
correlação entre o anticoncepcional e o ganho de peso, não há estudos que
comprovem tal relação. Essa preocupação pode levar a mulher a deixar de fazer o
uso desse método contraceptivo altamente eficaz (GALLO et al, 2011).
      Doença cardiovascular: Há um aumento do risco de doença vascular devido a
uma alteração da função cardíaca, da pressão sanguínea, do metabolismo, da
gordura, e na coagulação do sangue (WIEGRATZ; THALER, 2011).
      Além dessas reações citadas, há aquelas que é de grande interesse, e
também buscado pelas mulheres, como redução da acne, controle do ciclo
menstrual, redução das cólicas menstruais e da tensão pré menstrual, regulação
hormonal (GOMES et al, 2011). Por essa razão, foi criado os contraceptivos orais
combinados, que diminuem a menorragia (perda de sangue uterina), dismenorréia
(fortes contrações uterinas), endometriose, miomas uterinos e a tensão pré-
menstrual. Também são muito usados para o tratamento de irsutismo que é o
crescimento excessivo de pêlos (WIEGRATZ; THALER, 2011).
      Acredita-se que o risco-benefício dos anticoncepcionais orais são bastante
equilibrados, sendo então que a mulher deva sim tomar os anticoncepcionais, mas
sempre controlado por um médico para que a medicação possa ser suspensa caso
seja necessário. (BEZERRA JUNIOR; SOUZA; TEODORO, 2012)
43




1.10 Interações Medicamentosas dos Anticoncepcionais Orais

       Segundo Cícero Junior, Souza e Teodoro (2012), ocorrem de duas formas:
        Uma é quando os anticoncepcionais alteram os efeitos de um fármaco, por
exemplo: Anticonvulsivantes, Antidepressivos, Teofilina, certos Benzodiazepínicos,
Anticoagulantes, etc. A outra é quando medicamentos diminuem a eficácias dos
anticoncepcionais orais, resultando em sangramentos intermenstruais e/ou gravidez,
por   exemplo:    Rifampicina,    Antibióticos em   geral,   Anticonvulsivantes   como
fenobarbital, fenitoina, primidona e carbamazepina, Antiretrovirais como efavirez,
nevirapina, nelfinavir e ritonavir.
       Médicos e farmacêuticos acreditam que os antibióticos de amplo espectro
diminuem a eficácia dos anticoncepcionais, mas estudos mostram que não há uma
diminuição significativa a nível plasmático (MASTERS; CARR, 2009). Esses relatos
de interação entre contraceptivos orais e antibióticos vem de casos isolados de
notificações e de estudos farmacocinéticos com grupos muito pequenos de
indivíduos, por um curto período de tempo (TOH et al, 2010).
       A eritromicina é outro antibiótico que possui uma inconveniente associação
com anticoncepcionais devido a perda de sua ação farmacocinética (SILVA, 2006).
       Estudos mostram que a rifampicina está associada a um maior risco de
gravidez indesejada, em relação as outros antibióticos (TOH et al, 2010).
       A exenatida é utilizada para o tratamento de diabetes tipo 2. Pode retardar a
absorção de contraceptivos orais resultando numa diminuição das concentração
máximas no sangue. O ideal seria então que o anticoncepcional seja administrado 1
hora antes da exenatina, pois antes dessa tempo, há uma redução na concentração
plasmática (KOTHARE et al, 2012).
       O efavirez quando associado a contraceptivos orais, há uma redução
plasmática de aproximadamente 50%, e no caso da Fenitoina, há uma redução
plasmática de 40% (CARTEN et al, 2012).
       As drogas antiepiléticas quando induzem a atividade das enzimas hepáticas,
podem alterar o metabolismo da maioria dos métodos contraceptivos, diminuindo
assim sua eficácia. O contrario também acontece, onde o método contraceptivo
pode afetar as drogas antiepiléticas (O’BRIEN; GUILLEBAUD, 2010).
44




      Os anticoagulantes quando usados concomitante com anticoncepcionais orais
leva a uma potencialização da ação dos anticoagulantes, podendo levar a
hemorragias (TERESA et al, 1979).
45




2.OBJETIVO

2.1. OBJETIVO GERAL:

      Este trabalho tem como objetivo avaliar o nível de conhecimento das usuárias
de pílula anticoncepcional na Unidade Básica de Saúde do município de São João
das duas Pontes – SP.




2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  a) Observar qual a faixa etária das mulheres que fazem uso de anticoncepcionais
     orais, na UBS do município de São João das Duas Pontes.


  b) A partir de que idade elas começaram a utilizar, levando em consideração o
     provável motivo dessa utilização.


  c) Observar se as mulheres que fazem uso dos anticoncepcionais orais possuem
     conhecimento correto quanto ao uso da medicação.


    d) Ressaltar a importância da atenção Farmacêutica, uma vez que os
    contraceptivos orais possuem uma posologia que deve ser fielmente seguida
    para garantir a eficácia.
46




3. MATERIAIS E MÉTODOS

       Foi realizado uma pesquisa, através de um questionário com 10 questões
objetivas as quais abordavam o uso dos anticoncepcionais orais na UBS do
município de São João das Duas Pontes. Levando em conta que 100 mulheres
faziam o uso de anticoncepcionais orais na UBS, apenas 40 pacientes se
prontificaram em responder nosso formulário. Para fundamentar a pesquisa, nós
fizemos uso de livros, artigos científicos e sites para as figuras.
47




4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

       Os dados foram obtidos através da pesquisa realizada na Unidade Básica de
Saúde (UBS) onde as mulheres que fazem uso da pílula anticoncepcional
responderam um questionário sobre o assunto.
       Os resultados estão representados através de uma imagem gráfica expressa
em porcentagem para cada uma das perguntas respondidas.




Gráfico 1: Idade atual das entrevistadas.
Fonte: Elaboração própria



       O gráfico representa em porcentagem a idade atual das mulheres que fazem
o uso da pílula anticoncepcional, sendo que de um total de 40 entrevistadas a
maioria se encontra entre 32 a 36 anos, com 27,5%.
       Porém as faixas etárias entre 17 a 21 anos, 22 a 26 anos e 27 a 31 anos,
obtiveram a mesma porcentagem, o que evidencia o uso da pílula anticoncepcional
por mulheres em idade fértil.
48




       O gráfico 2 representa a idade que as entrevistadas começaram a utilizar a
pílula anticoncepcional.




Gráfico 2: Idade em que a entrevistadas começaram a tomar a pílula
anticoncepcional.
Fonte: Elaboração própria



       O gráfico aponta que 47% das entrevistadas começaram a utilizar a pílula
anticoncepcional entre 14-16 anos.
       Sendo que a utilização do método contraceptivo foi iniciado pelas mulheres
ainda muito jovens, comprovando assim que a vida sexual entre as adolescentes
está sendo iniciada cada vez mais cedo e a pílula anticoncepcional tem como
principal objetivo preveni-las de uma gravidez indesejada.
49




       O gráfico 3 indica qual seria o principal motivo da utilização da pílula
anticoncepcional.




Gráfico 3: Qual a indicação médica para o uso do anticoncepcional?
Fonte: Elaboração própria



       O gráfico aponta que a maioria das mulheres entrevistadas utilizam a pílula
anticoncepcional para evitar a gravidez, porém 10% delas visam regulação
hormonal.
       A grande porcentagem das mulheres que utilizam o método para evitarem a
gravidez está relacionado com a idade fértil como mostra no gráfico 1, além das
mulheres que utilizam como finalidade de regular os hormônio femininos que com o
passar dos anos o organismo deixa de produzi-los de forma natural sendo assim
substituídos pelos hormônios que compõem a pílula.
       A reposição hormonal tem a finalidade de melhorar os sintomas gerados pela
menopausa, como sintomas vasomotores, e alterações urinárias, além previrem a
osteoporose nas mulheres susceptíveis a terem a doença (JÚNIOR.Naidilton;
ATHANAZIO,2007), (PARDINI,2007).
50




       O gráfico 4 representa o quantidade das entrevistadas que fizeram
acompanhamento médico após iniciar o tratamento com a pílula anticoncepcional.




Gráfico 4: Após iniciar o uso do anticoncepcional, você fez acompanhamento
médico?
Fonte: Elaboração própria


       O gráfico mostra que 47% das entrevistadas vão ao médico raramente, 8%
nunca mais procuraram o médico e somente 45% delas afirmaram visitar o
ginecologista com frequência para prosseguirem com o tratamento.
       Acreditamos que o fato das mulheres não terem que apresentar a receita
médica toda vez que necessitam pegar uma nova cartela de anticoncepcional está
relacionado com a falta de preocupação das mesmas em visitarem o médico com
frequência sendo para esclarecer suas dúvidas ou mesmo para realizarem exames
de rotina.
       O ideal seria que a receita médica valesse por um tempo determinado, assim
a mulher se sentiria incentivada a procurar o clínico, dessa forma com o
acompanhamento médico ela teria suas dúvidas esclarecidas, isso evitaria a falta de
efetividade do fármaco.
51




       O gráfico 5 representa o perfil das respostas em relação as mudanças que
ocorreram no organismo depois de tomarem a pílula anticoncepcional.




Gráfico 5: Após o inicio do uso do medicamento anticoncepcional, você observou
alguma alteração no seu corpo?
Fonte: Elaboração própria


       Através      do      gráfico   podemos   observar   que   das   entrevistadas
aproximadamente 22% observaram algum tipo de alteração no seu organismo,
sendo elas o aumento do peso corpóreo, alterações do humor, diminuição das
cólicas menstruais, e regulação menstrual.
       Segundo Meir (2006), as alterações relatadas pelas entrevistas são as mais
frequentes, podendo também ser relatas reações adversas mais leves como náusea,
dores de cabeça, vômitos, ou mais complicadas como trombose e acidentes
vasculares. É claro que essas reações não são regra e dependem tanto de um
organismo para o outro quanto do tipo de anticoncepcional escolhido.
       O fato da maioria das entrevistadas não sentirem mudança no corpo nos leva
a acreditar que a maioria estão certas quanto a escolha do contraceptivo, pois ele
não deve gerar nenhum desconforto.
52




                         O gráfico 6 indica se as entrevistadas sabem quem é o profissional da saúde
que entregam o seu medicamento.



                                          100%

                                          90%
    O medicamento foi entregue por qual




                                          80%

                                          70%
           profissional da saúde




                                          60%

                                          50%

                                          40%

                                          30%

                                          20%

                                          10%

                                           0%
                                                 Farmacêutico   Enfermeiro   Funcionários   Não Sei


Gráfico 6: Você recebeu seu medicamento por qual profissional da saúde?
Fonte: Elaboração própria


                         Através do gráfico podemos observar que todos os medicamentos
anticoncepcionais foram entregues as entrevistadas pelo farmacêutico.
                         As respostas obtidas através do questionário são os reflexos da falta de
assistência farmacêutica, já que o gráfico indica que todas as entrevistadas
receberam o medicamento pelo farmacêutico. Essa assistência evitaria o uso
inadequado do medicamento, evitando assim a ineficácia do tratamento.
53




       Os gráficos abaixo representarão o grau de conhecimento das entrevistadas
em relação ao uso do anticoncepcional, segundo as seguintes perguntas:




Gráfico 7: O que você faria no caso de ter se esquecido de tomar uma das pílulas
da cartela?
Fonte: Elaboração própria


       O gráfico 7 representa o conhecimento das entrevistadas em relação ao
procedimento que deve ser realizado caso aconteça de esquecer de tomar uma das
pílulas da cartela. .
       Segundo Figueiredo (2005), 42,5% das mulheres tomariam a decisão correta
e tomariam a pílula esquecida assim que se lembrassem independentemente do
horário.
       Porém somando uma grande porcentagem muitas entrevistadas não sabiam
qual o procedimento correto a ser realizado, visando    assim que a assistência
farmacêutica é de total importância nesse caso evitando que a paciente faça a
utilização do método erroneamente diminuindo a eficácia do mesmo e com isso não
obtenham o seu efeito desejado.
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Gráfico 8: Quantos dias de pausa você deixa entre uma cartela e outra?
Fonte: Elaboração própria



       Gráfico 8 está relacionado com o conhecimento das entrevistadas em relação
a pausa que deve ser realizada entre uma cartela e outra. Ele mostra que a maioria
das mulheres, (68%) sabem corretamente quantos dias de pausa devem ser
deixados entre uma cartela e outra, porém somando a outras porcentagens, 32%
das entrevistadas não sabem corretamente quantos dias devem ser realizados de
pausa entre uma cartela e outra.
       Segundo Figueiredo (2005) a maioria das mulheres responderam a pergunta
corretamente, mas não podemos deixar de ressaltar que parte delas não sabem ao
menos quantos dias de pausa devem ser realizados antes de iniciar uma nova
cartela de pílulas.
       Podendo então ser observado novamente à falta da assistência, seja ela
médica ou farmacêutica, sem as informações necessária sobre o método
contraceptivo a mulher ficará propicia a uma gravidez não desejada. Sendo assim
para eficácia total o medicamento deve ter sua posologia respeitada evitando assim
transtornos as usuárias
       O grafico 9 mostra se as entrevistadas sabem como tomar a o comprimido da
primeira cartela de anticoncepcionais
55




Gráfico 9: Você teve o conhecimento de como iniciar a primeira cartela de
anticoncepcionais?
Fonte: Elaboração própria


       O Gráfico 9 tem como objetivo avaliar o conhecimento das entrevistadas em
relação de como iniciar a primeira cartela de anticoncepcionais. Ele aponta que
somente 45% das entrevistas sabem corretamente como iniciar a primeira cartela de
comprimidos, já as outras entrevistas somando uma porcentagem de 55% não
sabem ou não se lembram de como dever iniciar a primeira cartela de
anticoncepcionais.
       Para adquirirem a primeira cartela de anticoncepcionais a paciente tem que
passar por uma consulta médica tendo todas as suas dúvidas sobre a utilização do
método contraceptivo esclarecidas, porém os dados da pesquisa nos mostra que
não é isso que está acontecendo, as pacientes saem do consultório sem ao menos
saber como devem utilizar o método e não obtém esta informação com o
farmacêutico no momento da dispensação.
       Se de um lado há o descaso do médico, do outro está o do farmacêutico, já
que nossa pesquisa mostra que todos os anticoncepcionais são entregues pelo
farmacêutico, sendo assim a atenção farmacêutica seria de fundamental importância
para retirar as dúvidas das pacientes. Assim o método seria mais eficaz tendo menor
possibilidade de falha.
56




Gráfico 10: Você tem o conhecimento de que alguns medicamentos podem reduzir
o efeito da pílula anticoncepcional?
Fonte: Elaboração própria


          O gráfico 10 avalia o conhecimento da entrevistadas em relação da
diminuição do efeito da pílula anticoncepcional quando administrada com alguns
medicamentos. Através desse gráfico podemos observar que 62% das entrevistadas
têm o conhecimento que alguns medicamentos podem reduzir o efeito da pílula
anticoncepcional, como é o caso dos antibióticos.
Embora a maioria delas responderam saber que existem medicamentos que
interferem na eficácia da pílula, não temos como comprovar se isso é realmente
idôneo pois em nosso questionário não havia especificações quanto ao tipo de
classe terapêutica.
           Apesar     delas   não   terem   suas   dúvidas   totalmente   esclarecidas,
acreditamos que como a interação medicamentosa é uma das causas da diminuição
da efetividade do fármaco as mulheres devem ficar mais atentas a esse requisito.
57




   5. CONCLUSÃO



      Atualmente, cada vez mais cedo tem se iniciado a vida sexual, como foi
verificado através da nossa pesquisa, já que as entrevistadas começaram a utilizar o
método contraceptivo na faixa etária entre 15 anos.
      Com base nos dados da nossa pesquisa observamos que as mulheres não
estão totalmente seguras em relação à utilização da pílula anticoncepcional,
possuindo muitas dúvidas sobre o método contraceptivo, e essas dúvidas não
esclarecidas podem ser a principal causa da ineficácia do medicamento.
      Antecipando esses problemas, evita-se uma série de inconvenientes, como a
gravidez não planejada, os abortamentos induzidos, as doenças sexualmente
transmissíveis e o câncer de colo uterino. Não só o farmacêutico, mas o médico
também possui um papel fundamental na conscientização de todas as mulheres que
fazem uso de algum método contraceptivo. É fundamental que o médico exponha as
opções ao paciente e qual o método ideal para cada uma.
      A falta de assistência médica e farmacêutica também se tornou visível, pois
as entrevistadas não possuem as orientações corretas sobre a utilização do
medicamento, assim, comprometendo a eficácia da terapia.
58




                                  REFERÊNCIAS


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Perfil das usuárias de contraceptivos orais na ubs do município de são joão das duas pontes

  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS AMANDA VIANA BORGES DANIELLE PEREIRA E SILVA MARIA CAROLINA DE FREITAS SGOTI RAINELA CEZARE VISSOTI PERFIL DAS USUÁRIAS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS NA UBS DO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES-SP FERNANDÓPOLIS 2012
  • 2. AMANDA VIANA BORGES DANIELLE PEREIRA E SILVA MARIA CAROLINA DE FREITAS SGOTI RAINELA CEZARE VISSOTI PERIL DAS USUÁRIAS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS NA UBS DO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES-SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  • 3. AMANDA VIANA BORGES DANIELLE PEREIRA E SILVA MARIA CAROLINA DE FREITAS SGOTI RAINELA CEZARE VISSOTI PERFIL DAS USUARIAS DE CONTRACEPTIVOS ORAIS NA UBS DO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES-SP Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: __ de novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura Conceito Prof. Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira (Orientador) Prof. Dr. Anisio Storti (Avaliador 1) Profa. MSc. Vânia Luiza Ferreira Lucatti Sato (Avaliadora 2) Prof. Esp. Vanessa Rizzato Presidente da Banca Examinadora
  • 4. Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, pois sem ele, nada seria possível, e nossos sonhos não seriam concretizados. Aos nossos pais, que sempre nos deram apoio, e estiveram presentes acreditando em nosso potencial. Aos nossos professores, que sempre nos orientaram para a realização desse trabalho.
  • 5. AGRADECIMENTOS Este trabalho não seria possível sem o incentivo e a dedicação de muitas pessoas. Em primeiro lugar gostaríamos de expressar nossos sinceros agradecimentos a Deus, com profunda gratidão por sua infinita sabedoria e sua companhia nessa árdua tarefa, pela inspiração e pela coragem que nos foi dada. Agradecemos ainda nossos pais, por terem preparado com tanto carinho o caminho para nossas realizações, por terem nos compreendido e nos apoiado nos momentos difíceis no decorrer de todo o nosso percurso. Aos nossos amigos que estiveram ao nosso lado, nos apoiando e nos dando forças, sendo junto a nós uma equipe maravilhosa. Agradecemos também aos nossos mestres e professores, que nos enriqueceram de sabedoria mais do que poderíamos esperar durante todos esses anos que passamos juntos, contribuindo para o nosso conhecimento nessa profissão que escolhemos. Nossa gratidão a farmacêutica Tatiane Cristina Caparroz que colaborou com tanta dedicação para a realização deste trabalho permitindo que nossa pesquisa fosse realizada em seu ambiente de trabalho. Em especial nossos sinceros agradecimentos a Prof. Esp. Vanessa Maira Rizzato, pelo grande apoio durante o prolongado processo de criação deste Trabalho de Conclusão de Curso, pela ajuda indispensável nas difíceis leituras de um material tão extenso e pela dedicação de forma tão talentosa. Obrigado por seu companheirismo e confiança para a elaboração deste trabalho.
  • 6. Não quero que o tempo volte, nem que as lembranças magníficas já vividas se repitam. Só quero novas histórias, maiores e ainda melhores. Dani Moraes
  • 7. RESUMO Os anticoncepcionais orais foram descobertos em 1951 e somente em 1962 foram lançados no mercado brasileiro, desde então a pílula sofreu diversas mudanças, sua principal função quando lançadas eram evitar a gravidez, através da ação de dois hormônios estrogênio e progesterona, onde ambos possuem como mecanismo de ação a inibição da secreção de gonadotrofinas pela pituitária, que como consequência inibe a produção de Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e Hormônio Luteinizante (LH) e com isso impedindo a ovulação. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o grau de conhecimento das usuárias de pílula anticoncepcional da Unidade Básica de Saúde do município de São João Duas Pontes/SP. Os resultados mostraram que as 40 mulheres entrevistadas estavam na faixa etária entre 32-36 anos, iniciando a utilização do método ainda jovens, com idade média de 15 anos, maior parte das entrevistadas utilizam o método com intuito de evitarem a gravidez. Pouco mais da metade delas relataram não saber como utilizar a anticoncepção de forma correta, não sabendo como dar início a primeira cartela e nem a pausa que deve ser realizada entre as mesmas, porém relataram saber que alguns medicamentos reduzem ou até mesmo anulam a eficácia do método. Tais resultados mostram que grande parte das entrevistadas não possuem informações necessárias para uma contracepção totalmente segura, utilizando o método de forma incorreta, estando assim susceptíveis a uma gravidez indesejada. Mesmo a dispensação sendo realizado pelo farmacêutico, as entrevistadas não tem a orientação correta quanto a utilização do método, sendo assim necessário uma atenção farmacêutica especial para que as mesmas adquiram informações, passando então a utilizar o método de forma correta, garantindo sua eficácia. Palavras chave: Anticoncepcionais orais. Atenção farmacêutica. Métodos contraceptivos.
  • 8. ABSTRACT Oral contraceptives pills were discovered in 1951 and only in 1962 they were introduced in the Brazilian market, since then the pill has undergone many changes, its main function when released was to avoid pregnancy, through the action of two hormones estrogen and progesterone, which both have as a mechanism of action inhibition of the pituitary gonadotropin secretion, which consequently inhibits the production of FSH and LH, therefore preventing ovulation. This study aimed to evaluate the knowledge of users about contraceptive pill in a community health center in São João das Duas Pontes / SP. The results showed that of the 40 women interviewed most were aged between 32 and 36 years, starting with the method still young, with an average age of 15 years, most of the interviewed women use the method with the intention of avoiding pregnancy. Slightly more than half of them reported not knowing how to use contraception correctly, not knowing how to start the first pack and neither pause that should to be taken between the packs, but they reported knowing that some drugs reduce or even cancel out the effectiveness of contraception. These results show that most interviewed women do not have enough information for a totally safe contraception, using the method incorrectly, thus being more likely to an unwanted pregnancy. Even medication management being conducted by the pharmacist, the interviewees do not have the right guidance regarding the use of the method and thus requires a special pharmaceutical care to acquire this information, then use the method correctly, ensuring its effectiveness. Key words: Oral Contraceptives. Pharmaceutical Care. Contraceptive methods.
  • 9. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Aparelho reprodutor feminino 18 Figura 2 - Método contraceptivo comportamental - Tabelinha 21 Figura 3 - Vantagens e desvantagens da tabelinha 21 Figura 4 - Temperatura basal 22 Figura 5 - Vantagens e desvantagens da temperatura basal 22 Figura 6 - Muco cervical típico do período fértil 23 Figura 7 - Vantagens e desvantagens do muco cervical 23 Figura 8 - Vantagens e desvantagens do método contraceptivo coito interrompido 24 Figura 9 - Vantagens de desvantagens da camisinha feminina 25 Figura 10 - Camisinha masculina 25 Figura 11 - Vantagens e desvantagens da camisinha masculina 26 Figura 12 - Diafragma 26 Figura 13 - Vantagens e desvantagens do uso do diafragma 27 Figura 14 - Vantagens e desvantagens dos espermicidas 27 Figura 15 - Esponja espermicida 28 Figura 16 - Vantagens e desvantagens das esponjas espermicidas 28 Figura 17 - Modelo de DIUs disponíveis no mercado 29 Figura 18 - Vantagens e desvantagens da utilização do DIU 29 Figura 19 - Laqueadura 30 Figura 20 - Vasectomia reversível 31 Figura 21 - Vantagens e desvantagens da vasectomia 31 Figura 22 - Anel vaginal 32 Figura 23 - Vantagens e desvantagens do anel vaginal 32 Figura 24 - Adesivo cutâneo 33 Figura 25 - Vantagens e desvantagens do adesivo cutâneo 33 Figura 26 - Cápsula de implante contraceptivo 34 Figura 27 - Vantagens e desvantagens da contracepção hormonal, implante contraceptivo 34 Figura 28 - Vantagens e desvantagens do anticoncepcional injetável 35 Figura 29 - Vantagens e desvantagens da pílula do dia seguinte 35
  • 10. Figura 30 - Vantagens e desvantagens da pílula anticoncepcional 36
  • 11. SUMÁRIO INTRODUÇÂO .......................................................................................................... 15 1.DESENVOLVIMENTO TEÓRICO .......................................................................... 17 1.1.HISTÓRIA DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL .................................................. 17 1.2.FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO ................................ 18 1.3.CICLO MENSTRUAL .......................................................................................... 19 1.4.MÉTODOS CONTRACEPTIVOS ........................................................................ 20 1.4.1.Métodos Comportamentais ........................................................................... 21 1.4.1.1 Tabelinha....................................................................................................... 21 1.4.1.2 Temperatura Basal ........................................................................................ 22 1.4.1.3 Muco Cervical ................................................................................................ 23 1.4.1.4 Coito Interrompido ......................................................................................... 24 1.4.2.Métodos de Barreira ....................................................................................... 24 1.4.2.1 Camisinha Feminina ...................................................................................... 25 1.4.2.2 Camisinha Masculina .................................................................................... 26 1.4.2.3 Diafragma ...................................................................................................... 27 1.4.2.4 Espermicidas ................................................................................................. 27 1.4.2.5 Esponjas........................................................................................................ 28 1.4.3.Dispositivo Intra-Uterino (DIU) ...................................................................... 29 1.4.4.Métodos Cirúrgicos ........................................................................................ 30 1.4.4.1.Laqueadura ................................................................................................... 31 1.4.4.2.Vasectomia.................................................................................................... 32 1.4.5.Contracepção Hormonal ................................................................................ 32 1.4.5.1 Anel Vaginal ................................................................................................ 33 1.4.5.2. Adesivos Cutâneos...................................................................................... 34 1.4.5.3. Implantes ..................................................................................................... 35 1.4.5.4. Anticoncepcional Injetável .......................................................................... 36 1.4.5.5. Pílula do Dia Seguinte ................................................................................ 36 1.4.5.6. anticoncepcional oral .................................................................................. 37 1.5.TIPOS DE ANTICONCEPCIONAIS ATUAIS NO MERCADO ............................. 37 1.5.1 Posologia dos Anticoncepcionais Orais ...................................................... 38 1.6.ESTROGÊNIO .................................................................................................... 39 1.7.PROGESTERONA .............................................................................................. 40 1.8.ESTROGÊNIO ASSOCIADO À PROGESTERONA ............................................ 40 1.8.1 Mecanismo de Ação dos Anticoncepcionais Associados .......................... 41 1.9.REAÇÕES ADVERSAS DOS ANTICONCEPCIONAIS ORAIS .......................... 41 1.10 Interações Medicamentosas dos Anticoncepcionais Orais................................ 43 2. OBJETIVOS .......................................................................................................... 44 2.1. OBJETIVO GERAL:............................................................................................ 45 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: ............................................................................. 45 3. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................... 46 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 47 5.CONCLUSÃO ........................................................................................................ 57 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 58
  • 12. 15 INTRODUÇÂO A sexualidade é manifestada com maior intensidade durante a adolescência. Estudos comprovam que quanto mais cedo se inicia a vida sexual, maior a chance das adolescentes ficarem grávidas ou de adquirirem alguma doença sexualmente transmissível (DST), devido ao pouco conhecimento dos métodos anticoncepcionais. (CARVALHO; SCHOR, 2005). Vale lembrar que a pílula anticoncepcional não previne as DSTs, sendo que a camisinha é o único método contraceptivo que previne a transmissão de todas as doenças sexuais (FIGUEIREDO, 2005). Hoje em dia existe o planejamento familiar, cuja função é permitir que o casal possa decidir quanto ao momento próprio para a “chegada” dos filhos, podendo assim escolher a quantidade de filhos e o intervalo entre eles (JUNIOR,Cícero; SOUZA; TEODORO, 2012). O controle da fertilidade está diretamente relacionada com o poder feminino sobre o seu próprio corpo, controlando desta forma o destino biológico da procriação. A possibilidade de evitar filhos proporciona uma vida menos sofrida, com menos responsabilidade, evitando assim algumas dificuldades vivenciadas na sociedade e na família (SILVA et al, 2011). A pílula anticoncepcional teve como objetivo inicial o tratamento de mulheres saudáveis e não necessariamente para tratar uma doença, além de trazer benefícios de um modo geral para toda a sociedade. Contudo a pílula não deixa de ser um medicamento e como todo o medicamento, pode provocar riscos à saúde de suas usuárias (NUCCI, 2012). Estima-se que aproximadamente 100 milhões de mulheres no mundo fazem uso das pílulas anticoncepcionais e hoje já existe uma infinidade de pílulas no mercado, que variam suas concentrações hormonais, e cuja escolha depende muito dos seus efeitos colaterais, já que sua eficácia vária muito pouco de uma para outra. Sendo assim é importante lembrar que é necessário a orientação de um profissional da saúde para iniciar o tratamento (MIRANDA, 2012). Para a escolha do método contraceptivo, é importante que haja uma boa interação médico-paciente, para que o clínico possa passar as informações necessárias ao paciente garantindo maior confiança sobre o método utilizado, evitando assim interromper o tratamento (OSIS et al, 2004).
  • 13. 16 Existem diversos fatores que interferem no uso adequado da pílula, sendo eles: os efeitos colaterais, os riscos que podem causar a saúde, a falta de confiança na eficácia do método e a falta de conhecimento contribuem para a ineficácia da pílula (MIRANDA, 2012). Porém deixando de utilizar a pílula, a mulher ficar susceptível a ter uma gravidez indesejada. Acredita-se, porém que muitas mulheres não conseguem os benefícios desejados da contracepção por não fazerem o uso correto do fármaco (GOMES et al, 2011). No ano de 1983 o Ministério da Saúde criou o programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, onde por meio de informações os casais puderam planejar as suas famílias. Assim, a taxa de fecundidade do Brasil caiu rapidamente, passando de uma média de 6,3 filhos na década de 60 para 2,3 filhos no ano 2000 (TAVARES; LEITE; TELLE, 2007). Portanto os métodos contraceptivos fazem parte do planejamento familiar, sendo a pílula anticoncepcional o principal método utilizado entre as mulheres para controlar a natalidade (CARRENO et al, 2006). Com o nosso trabalho, tivemos a possibilidade de avaliar se as usuárias do método contraceptivo oral, sabem a forma correta de utiliza-los, levando em conta a atenção farmacêutica, e a possibilidade de falha desse método contraceptivo.
  • 14. 17 1. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO 1.1. HISTÓRIA DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL A primeira pílula anticoncepcional foi desenvolvida entre 1951 e 1955 pelo biólogo Gregory Pincus, e o ginecologista John Rock, apoiado pela feminista Margaret Sanger e por sua amiga Katherine Dexter McCornick que financiou todas as pesquisas, elas queriam desenvolver a pílula contra a gravidez que fosse fácil de utilizar e eficaz (NUCCI, 2012). Em 1960 a primeira pílula anticoncepcional foi lançada: o Enovid colocada no mercado pelo laboratório Searle (STRASBUEGER, 1992). A pílula anticoncepcional começou a ser vendida no Brasil em 1962, dois anos após ter sido aprovada nos Estados Unidos pelo Food and Drung Admindtration (FDA) podendo assim ser comercializada (PEDRO, 2003). As primeiras pílulas que foram lançadas continham dosagens muito elevadas, cada comprimido possuía cerca de 150ug de estrogênio (SILVA, 2006), já as pílulas utilizadas hoje em dia possuem dosagens bem menores em relação as que foram lançadas antigamente (NUCCI, 2012). As elevadas quantidades de hormônios colocavam em risco a saúde da mulher, pois sofriam de sintomas indesejáveis como mal estar, dores de cabeça, aumento de peso, varizes e tinham tendência de desenvolver doenças como trombose (PEDRO, 2003). Em 1970 com os relatos freqüentes dos efeitos colaterais, através de estudos foi descoberto que era possível criar pílulas com a mesma eficácia, contendo doses menores de hormônios, surgindo as pílulas de segunda geração. Na mesma época surgiram as pílulas bifásicas e as trifásicas contendo menores dosagens de estrogênio. Em 1990 surgiram as pílulas anticoncepcionais de terceira geração, contendo progestagenio, possibilitando os mesmos efeitos, benefícios e eficácia (GOODMAN; GILMAN, 2005). As mulheres de antigamente só se preocupavam com a contracepção, hoje em dia a mulher moderna deseja que essa medicação além de protegê-las contra a gravidez não planejada, traga benefícios a sua vida, como redução de acnes, diminuição das cólicas menstruais, controle do ciclo, redução dos efeitos causados
  • 15. 18 pela tensão pré-menstrual (TPM), como dores de cabeça e irritabilidade (GOMES et al, 2011). 1.2. Fisiologia do Aparelho Reprodutor Feminino O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários, duas tubas uterinas (trompas de Falópio), um útero, uma vagina, uma vulva. Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora (GUYTON; HALL, 2002). Figura 1: Aparelho Reprodutor Feminino Fonte: (ROCHA,2008) As mulheres passam por ciclos reprodutivos, que começam na puberdade e normalmente, duram por toda vida reprodutiva, cessando na menopausa. Estes ciclos têm como função preparar o sistema reprodutor para a gravidez (GUYTON; HAAL, 2002). O hormônio responsável pela liberação de gonadotrofina (GnRH), é sintetizado pelo hipotálamo, onde na hipófise é produzido dois hormônios: o hormônio folículo-estimulante (FSH), e o hormônio luteinizante (LH). O folículo estimulante tem função de estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a produção de estrógeno pelas células foliculares. Já o hormônio luteinizante desencadeia a ovulação, estimulando as células foliculares e o corpo lúteo a produzirem progesterona. Quando o ovócito não é fecundado, o corpo lúteo começa a degenerar cerca de 10 a 12 dias após a ovulação, os níveis de estrógeno e
  • 16. 19 progesterona diminuem e o endométrio entra numa fase isquêmica tendo por conseqüência a menstruação (DOUGLAS, 2002.). Segundo Guyton e Hall (2002) no final do desenvolvimento embrionário de uma menina, suas células já estarão prontas e irão transformar-se em gametas nos ovários. Os ovócitos primários encontram-se dentro dos folículos de Graaf ou folículos ovarianos. E na adolescência, sob ação hormonal, os folículos ovarianos começam a se desenvolver. Quando os folículos se desenvolvem secretam o hormônio estrógeno, geralmente só um folículo completa o desenvolvimento e a maturação, quando isso acontece eles se rompem e liberam o ovócito secundário (gameta feminino), esse fenômeno é conhecido como ovulação. Após seu rompimento, os resultantes de folículos que não se desenvolveram recebem o nome de massa celular, transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, e passam a secretar os hormônios progesterona e estrógeno. Depois de um certo tempo, o corpo lúteo regride e transforma- se em corpo albicans ou corpo branco, deixando uma pequena cicatriz fibrosa no ovário. 1.3. CICLO MENSTRUAL O ciclo menstrual é provocado pela liberação dos hormônios folículo- estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH), que são secretados pela hipófise, e o estrogênio e a progesterona secretada pelos ovários (FIGUEIREDO, 2005). O folículo-estimulante (FSH) estimula as células foliculares ovarianas a produzirem o estrogênio, esse hormônio ajuda no amadurecimento do óvulo. Com o crescimento do folículo ovariano ocorre o aumento da produção do hormônio luteinizante (LH), induzindo a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo, isso acontece por volta do 14° dia do ciclo menstrual (STEPHENSON; O’CONNOR, 2004). Após a ovulação as células continuam secretando estrogênio, mas com o aumento da secreção de progesterona (FIGUEIREDO, 2005). Após 8 dias de liberação intensa dos hormônios progesterona e estrogênio, produzidos pelo corpo lúteo, ocorre a inibição da hipófise reduzindo a secreção do hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante, com a diminuição da progesterona e estrogênio o corpo lúteo se degenera, iniciando um novo ciclo (BOUOZAS; BRAGA; LEÃO, 2010).
  • 17. 20 Segundo Carvalho (2004) o ciclo menstrual pode ser dividido em 3 fases: 1ª Fase: fase proliferativa ou estrogênica: tem início no primeiro dia do ciclo até a ovulação, nessa fase acontece o desenvolvimento folicular pela ação folículo- estimulante (FSH) e o folículo maduro produz estrogênio. 2ª Fase: fase da ovulação: período entre 12º e o 16º dia antes do início da menstruação. 3ª Fase: fase secretora luteínica ou progesterônica: tem início com ovulação e vai até a próxima menstruação, nessa fase acontece a formação do corpo lúteo pela ação do hormônio luteinizante (LH) com intensa produção de progesterona. 1.4. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS No ato sexual temos 400 milhões de representantes do sexo masculino sendo eles os espermatozóides, e de um outro lado temos um único representante do sexo feminino sendo ele o óvulo. Eles só podem se unir por um período de dezoito horas, caso isso não ocorra, eles são eliminados, pelo mesmo local o qual entraram, e o encontro fica para uma próxima vez, caso se encontro ocorra o resultado será observado em aproximadamente nove meses, pois uma vez unidos nada os separa, dando assim origem a um novo ser humano (FREGUGLIA; FONSECA, 2009). Para que essa união não ocorra indesejavelmente a melhor saída é optar pelos métodos contraceptivos (GOLVEIA, 1996). São existentes diversos métodos para o controle da reprodução humana, porem nenhum deles é ideal, todos possuem tanto vantagens como desvantagens. (FIGUEIREDO, 2005) Apenas os métodos contraceptivos, são capazes de impedir a união entre espermatozóides e óvulo, porém as condições devem ser favoráveis ao encontro, podem ser encontrados uma quantidade variável de métodos contraceptivos. (OSIS; et al, 2004).
  • 18. 21 1.4.1. Métodos Comportamentais São métodos tradicionais com baixa eficácia, mas ainda utilizados por algumas mulheres. Os métodos comportamentais usam a abstinência sexual no período do mês em que a mulher pode engravidar ou seja período fértil( MELO; PEREIRA FILHO, 1997). 1.4.1.1 Tabelinha Para que o método seja eficaz a mulher deve ter seu ciclo menstrual regulado. Esse método é baseado nos cálculos em que a mulher faz para saber quando está no seu período fértil, geralmente a mulher ovula entre o 8° e o 19° após a menstruação (CARVALHO; SCHOR, 2005). No período destacado na cor rosa a mulher não deve manter relações sexuais (FREGUGLIA; FONSECA, 2009). Figura n°2: Método contraceptivo comportamental : tabelinha Fonte:(RAMOS, 2012) O método oferece vantagens e desvantagens como segue a figura a baixo : VANTAGENS DESVANTAGENS Não possui contra indicação È um método pouco eficaz quando a mulher tem a menstruação desregulada. Não tem custo A mulher necessita conhecer bem seu corpo Figura n°3: Vantagens e Desvantagens da tabelinha Fonte: CARVALHO, 2004
  • 19. 22 1.4.1.2 Temperatura Basal Esse método exige que a mulher anote diariamente a sua temperatura de preferência pela manhã, deixando o termômetro por cinco minutos. Para a verificação da temperatura o corpo deve estar em repouso por no mínimo 5 horas. A temperatura pode ser verificada por via oral, vaginal ou retal (MELO; FILHO Alberto, 2012). O método consiste em anotar a temperatura obtida diariamente, e quando a mesma se manter constante por três dias então a mulher pode manter relação sexual sem correr o risco de engravidar (MELO; FILHO Alberto, 2012). Figura n°4: Gráfico da temperatura basal Fonte: (http://www.mamanandco.com.pt/forum/topic80.html) O método possui vantagens e desvantagens como segue a figura a baixo: VANTAGENS DESVANTAGENS Não causa danos a saúde da Controle diário da mulher . temperatura. Utilizado para o casal tentar Longo período de abstinência engravidar, conhecendo assim sexual. a época do período fértil. Figura n° 5: Vantagens e desvantagens da temperatura basal. Fonte: (FIGUEIREDO, 2005)
  • 20. 23 1.4.1.3 Muco Cervical O método de ovulação de Billings, ou MOB, é uma maneira comportamental e natural de prevenir a gravidez, já que se baseia em evitar relações sexuais em determinados períodos de cada ciclo menstrual, de acordo com a análise do muco cervical feminino; sem a utilização de métodos de barreira ou hormonais e, tampouco, intervenções cirúrgicas.(BILLINGS;WESTMORE,1983). Quando este evento ocorre, ela tem uma sensação de umidade na região vaginal e o muco apresenta aspecto e consistência de clara de ovo. Ele tem a função de nutrir, proteger, selecionar e conduzir espermatozoides até as tubas uterinas (BRASIL, 2002). Figura N°6: Muco cervical típico do período fértil. Fonte: ( www.atituderimacomsaude.com.br/pagina/180/metodos-anticoncepcionais.aspx). A figura a baixo mostra as vantagens e desvantagens do método: VANTAGENS DESVANTAGENS Não utilização de métodos Longo período de abstinência hormonais. sexual. Fácil reversão, caso a mulher Não proteger contra uma deseje engravidar, é só não doença sexualmente controlar mais o método. transmissíveis. Figura N°7: Vantagens e desvantagens do muco cervical. Fonte: (BILLINGS; WESTMORE,1983)
  • 21. 24 1.4.1.4 Coito Interrompido Esse método consiste na retirada do pênis do interior da vagina durante a ejaculação, o método pode diminuir o prazer durante a relação sexual, além de não ser seguro, pois a secreção eliminada pelo pênis antes da ejaculação pode conter espermatozoides resultando uma gravidez (CARVALHO, SCHOR; 2005). A figura a baixo descreve as vantagens e desvantagens, do método de coito interrompido. VANTAGENS DESVANTAGENS É um método natural Não é seguro. Exige muito alto controle Figura n°8: Vantagens e desvantagens do método contraceptivo comportamental coito interrompido. Fonte: (FIGUEIREDO, 2005) 1.4.2. Métodos de Barreira Os métodos de barreira evitam a gravidez porque impedem o acesso dos espermatozoides ao útero, através de obstáculos mecânicos, químicos ou mistos. São conhecidos a muito tempo. A utilização é muito bem recomendada (FREGUGLIA; FONSECA, 2009). Segundo Melo e Pereira Filho (1997) os métodos contraceptivos mais eficazes fornecem menor proteção contra as DSTs como é o caso da laqueadura e vasectomia, diferentemente dos métodos de barreira que se mostram eficazes na prevenção de DST, porém apresenta alto índice de gravidez acidental. As DSTs são doenças que não chamam a atenção apenas por sua patogênese mas também por suas consequências tais como DIP, infertilidade, dor pélvica crônica. A AIDS,é caracterizada como a mais grave das DSTs devido a sua letalidade além de apresentar maior taxa de contaminação no mundo, este deveria ser o principal motivo para a escolha de um método contraceptivo de barreira, usar como complemento um método contraceptivo hormonal para a prevenção de uma gravidez é uma boa opção.
  • 22. 25 1.4.2.1 Camisinha Feminina Feito de poliuretano material macio, possui 2 anéis um em cada extremidade, onde um dos anéis fica posicionado no interior da vagina e o outro fica cobrindo toda a região dos grandes e pequenos lábios (CARVALHO, 2004). Segundo Figueiredo (2005) a figura a baixo demonstra as vantagens e desvantagens do método de barreira, que por sua vez é o mais seguro. VANTAGENS DESVANTAGENS É um meio da mulher se auto prevenir Exige cuidado na hora da relação de doenças sexualmente sexual pro homem não penetrar transmissível, e uma gravidez. errado (entre a vagina e a camisinha) Não há necessidade de retira-la Auto custo imediatamente após a relação sexual como a masculina. Pode ser colocada até 8 horas antes O barulho que faz na hora da relação da relação sexual. sexual pode incomodar. Figura n°9: Vantagens e desvantagens do uso de camisinha feminina. Fonte:(CARVALHO, 2004).
  • 23. 26 1.4.2.2 Camisinha Masculina Conhecida também como preservativo masculino ou condon, é feita de látex, são revestidas por lubrificante. Utilizada para revestir o pênis e reter a saída do esperma ou sêmen. Para a eficácia do método a camisinha deve ser colocada com o pênis ereto deixando uma parte vazia e sem ar para que após a ejaculação o esperma fique depositado (FREGULHA; FONSECA, 2009). Figura n°10: Camisinha Masculina Fonte:(BRASIL, 2010). A figura abaixo mostra algumas das vantagens e desvantagens de usar a camisinha. VANTAGENS DESVANTAGENS Método seguro e eficaz contra Certo desconforto durante a relação doenças sexualmente transmissíveis sexual. e gravidez quando usada corretamente. Baixo custo Em alguns casos pode romper. Tem que ser retirada logo após o coito. Figura n°11: Vantagens e desvantagens da camisinha masculina. Fonte:(CARVALHO, 2004)
  • 24. 27 1.4.2.3 Diafragma É um dispositivo em forma de cúpula, feito de látex ou silicone, com uma borda flexível permite a introdução no interior da vagina até ficar encaixado no colo do útero, devendo ser colocado antes da relação sexual ou até com 6 horas de antecedência. Disponível em vários tamanhos, e devem ser realizadas medições para saber o tamanho adequado (FREGUGLIA; FONSECA, 2009). Figura n°12: Diafragma Fonte: (PINHEIRO,2009) O diafragma assim como os outros métodos apresentam vantagens e desvantagens quanto ao seu uso, como segue a figura a baixo : VANTAGENS DESVANTAGENS Possibilidade de falha entre 2% e Uso associado a espermicidas. 5 %. Bordas flexíveis. Pouca aceitação no Brasil. Não apresenta rejeição. Cuidados ao colocar e retirar. Figura n°13: Vantagens e desvantagens no uso de diafragma. Fonte: (VIEIRA; GUIMARÃES; PALMEIRA, 2003) 1.4.2.4 Espermicidas São produtos que se apresentam de diversas formas, espuma, geleia, pomadas, tendo a finalidade de imobilizar e matar os espermatozoides. O produto deve se colocado no fundo da vagina imediatamente antes da ejaculação (FREGULHA; FONSECA, 2009).
  • 25. 28 Os espermicidas assim como outros métodos contraceptivos não é totalmente seguro, e a figura a baixo mostra alguns pontos positivos e negativos do uso deste método. Vantagens Desvantagens Não é necessário o uso diário Tempo de ação de apenas 2 horas. Não interfere no ciclo menstrual Pode provocar alergias Associado a outros métodos Baixa eficácia quando usado oferece uma eficácia maior. sozinho Eficaz também como lubrificante. Corrimento desagradável após a sua utilização Figura n°14 : Vantagens e desvantagens dos espermicidas. Fonte: (CARVALHO; 2004). 1.4.2.5 Esponjas As esponjas contraceptivas são feitas de poliuretano contendo espermicida nonoxinol-9, possuem formato circular, facilitando a aderência ao útero. Antes de serem introduzidas a esponja deve ser umedecida para o espermicida ser ativado A remoção da esponja deve ser realizada no, máximo oito horas depois da relação sexual (MELO; PEREIRA FILHO, 1997). Figura n°15: Esponja espermicida Fonte: (LEWIS, 2007)
  • 26. 29 A tabela abaixo demonstra algumas situações quanto ao uso das esponjas contraceptivas. VANTAGENS DESVANTAGENS Não altera o funcionamento da Não protege de doenças genitália. sexualmente transmissíveis. O uso precisa de uma prescrição Sua eficácia é maior quando médica. associado a outros métodos contraceptivos. Figura n°17: Tabela de vantagens e desvantagens das esponjas espermicidas. Fonte: (MELLO; PEREIRA FILHO,1997). 1.4.3. Dispositivo Intra-Uterino (DIU) É um dispositivo intrauterino, em forma de T, composto por um material plástico mole e bem flexível, envolvido por um fio de cobre, na maioria das vezes. Para colocar o dispositivo não é necessário a anestesia, porem o procedimento deve ser realizado por médico ou enfermeira, treinados (FIGUEIREDO, 2005). Estão disponíveis em cobre os DIU TT380, MlCU, hoje eles estão disponíveis em outros materiais, como plásticos e não apenas no cobre, alguns mais modernos com a liberação de hormônios como é o caso de Gynefix que libera progestagênio (hormônio sintético da progesterona) deixando a menstruação escassa e menos dolorosa, UT380 que libera levonorgestrel (hormônio sintético da progesterona) , e outros modelos para a usuária escolher o qual ela se adequa melhor (MELO; PEREIRA FILHO, 1997). Figura n°17 : Modelos de DIUs disponíveis no mercado. Fonte:(www.obstetricia.blogspot.com.br/2009/10/el-diu.html)
  • 27. 30 A tabela abaixo apresenta algumas das vantagens e desvantagens do uso do método contraceptivo DIU, que assim como todos não é totalmente seguro. VANTAGENS DESVANTAGENS Pode ser usado por longo prazo, Não pode ser usado por todas por muitos anos. as mulheres. Segurança Aumento do fluxo menstrual Não é sentido pelo homem Aumenta a possibilidade de durante a relação sexual. infecções. Figura n°18: Vantagens e desvantagens da utilização do DIU. Fonte: (FIGUEIREDO, 2005) 1.4.4.Métodos Cirúrgicos São procedimentos realizados tanto em mulheres quanto em homens, porém não aconselháveis para jovens e adolescentes, na maioria das vezes são definitivos tornando homens e mulheres estéreis, ou seja, incapazes de ter filhos. Esse procedimento é uma esterilização voluntária, podendo ser realizado apenas por médicos, em ambiente hospitalar (FIGUEIREDO, 2005).
  • 28. 31 1.4.4.1. Laqueadura É uma remoção cirúrgica de parte das trompas uterinas, para não ter mais filhos sendo assim um método irreversível, porém quando não a uma remoção cirúrgica sendo apenas uma amarração é um método reversível, isso é uma escolha da paciente (FIGUEIREDO, 2005). Com esse procedimento os óvulos não conseguem fazer a passagem dos ovários para o útero da mesma forma os espermatozoides não conseguem alcançar o óvulo (FREGULHA; FONSECA, 2009). Figura n°19: Laqueadura Fonte:(TECHIMA,2012)
  • 29. 32 1.4.4.2. Vasectomia É um procedimento cirúrgico simples, onde é realizado um corte na parte superior da bolsa escrotal, dessa maneira os espermatozoides são produzidos porem não conseguem ultrapassar a área que foi obstruída. O procedimento é realizado usando apenas uma anestesia local e não tendo a necessidade de internação do paciente (FIGUEIREDO, 2005). Figura n°20: Vasectomia Fonte:(GONÇALVEZ,2009) A tabela a baixo descreve algumas das vantagens e desvantagens, de um método que esta sendo tão usado, e que é 100% seguro. VANTAGENS DESVANTAGENS São métodos 100% seguros Métodos irreversíveis Aumento do desejo espontâneo Distúrbios no comportamento sexual. Figura N°21: Vantagens e desvantagens da vasectomia. Fonte: (FIGUEIREDO, 2005). 1.4.5. Contracepção Hormonal Os contraceptivos hormonais agem com a finalidade de bloquear a ovulação, ao inibir a secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante, espessam o
  • 30. 33 muco cervical dificultando a passagem dos espermatozóides, tornam o endométrio não receptivo à implantação e, alteram a secreção (FREGULHA; FONSECA, 2009). 1.4.5.1 Anel Vaginal Contraceptivo contendo uma pequena quantidade da combinação de dois hormônios sendo eles etonogestrel (hormônio sintético da progesterona), e etinilestradiol (hormônio sintético do estrogênio), essa combinação de etonogestrel 0,120mcg + etinilestradiol 0,015mcg é liberada lentamente na corrente sanguínea 24horas por um prazo de vinte e um dias ( NUVARING, 2012 ). Figura n° 22: Anel vaginal Fonte: (http://heypati.wordpress.com/2011/05/02/anel-vaginal/) É um método confortável, porém não oferece apenas benefícios, assim como todos os métodos contraceptivos possui suas vantagens e desvantagens, como segue a figura a baixo. VANTAGENS DESVANTAGENS Fácil posologia Não protege de DST Regulação hormonal Diminuição do líbido Melhora acne Prurido na zona genital Figura n° 23: Vantagens e desvantagens do método de barreira, anel vaginal Fonte: (NUVARING, 2012).
  • 31. 34 1.4.5.2. Adesivos Cutâneos É uma combinação hormonal onde são usados dois hormônios, sendo eles estrogênio 0,6mg (miligrama) e progesterona 6,0mg sendo sua liberação de 203 mcg (micrograma) de norelgestromina (hormônio sintético da progesterona) e 33,9 mcg de etinilestradiol (hormônio sintético do estrogênio) num período de 24 horas, são basicamente três adesivos que devem ser trocados de sete em sete dias (PEREIRA, 2012). Nunca deve ser usado sobre as mamas, pois segundo o fabricante devido a liberação hormonal se local pode causar câncer de mama segundo alguns estudos recentemente realizados ( PEREIRA, 2012). Figura n°24: Adesivo cutâneo Fonte: (COSTA, 2009) O método tem sido muito usado, e vem fazendo muito sucesso entre as mulheres, pois é confortável e de fácil posologia, a baixo tem uma tabela com algumas vantagens e desvantagens do uso. VANTAGENS DESVANTAGENS Não tem que ingerir diariamente. Alteração da menstruação Menor ação sistêmica Irritação da pele Figura n°25: Vantagens e desvantagens do adesivo cutâneo. Fonte: (ARGER, 2009)
  • 32. 35 1.4.5.3. Implantes Os implantes contraceptivos são constituídos de silicone com polímeros hormonais no seu interior liberando o mesmo de forma contínua para a corrente sanguínea, proporcionando assim o efeito contraceptivo. O procedimento para o implante do método só pode ser realizado por médicos, pois trata-se de um implante subcutâneo no braço na região bem próxima ao cotovelo. O mesmo só pode ser realizado entre o primeiro e o sétimo dia da menstruação, para garantir a eficácia do método, o implante tem duração de cinco anos, sendo liberado nos dois meses iniciais 84mcg diárias de hormônio, do 3° ao 8° mês 50mcg são liberadas diariamente, do 9° ao 17° mês a liberação diária é de 35mcg, porém a partir do 18° mês até se completarem cinco anos que é o tempo de duração do implante a liberação hormonal diária é de 30mcg ( MELO; PEREIRA FILHO, 1997). Figura n°26: Cápsula de implante contraceptivo Fonte: (RUNNER, 2009) É um método pouco usado, pois as mulheres têm apresentado receio quanto ao método. A tabela a baixo descreve algumas vantagens e desvantagens do método. VANTAGENS DESVANTAGENS Reduz cólicas menstruais. Alterações do ciclo, com tempo maior/menor de sangramento Diminui risco do câncer de Ganho de peso excessivo ou perda endométrios. significativa de peso Reduz risco de DIP Dor nas mamas Menstruação mais escassa Dificuldade de remoção Eficácia por tempo prolongado Alto custo Figura n°27: Vantagens e desvantagens da contracepção hormonal, implante contraceptivo. Fonte: ( MELO; PEREIRA FILHO,1997)
  • 33. 36 1.4.5.4. Anticoncepcional Injetável São hormônios injetados por via intramuscular profunda, usando geralmente uma agulha 30x7, outras dimensões de agulha podem não ser tão profundas, não garantindo assim a eficácia do método (FIGUEIREDO, 2005). Este é um método seguro, mais que por sua vez injeta uma grande quantidade hormonal, por isso tem suas desvantagens, como segue a tabela a baixo. VANTAGENS DESVANTAGENS Administrada uma vez no mês, e Grande quantidade de algumas a cada três meses. hormônio Regulação hormonal Método doloroso Previne a gravidez Aumento da probabilidade de câncer. Figura n°28: Vantagens e desvantagens do anticoncepcional injetável. Fonte: (CARVALHO; SCHOR, 2005). (FIGUEIREDO, 2005). 1.4.5.5. Pílula do Dia Seguinte É uma contracepção de emergência, muito utilizada quando a mulher tem relação sexual desprevenida, estando em seu período fértil. Porém o método é eficaz apenas quando ingerido entre 24 e 72horas após a relação sem prevenção. (MELO; PEREIRA FILHO, 1997). Esse método contraceptivo, assim como todos os já citados anteriormente, apresenta prós e contras, segue na tabela abaixo, algumas indicações. VANTAGENS DESVANTAGENS 95% de eficácia se ingerido as Não substitui o uso dos primeiras 24horas anticoncepcionais diários, Elevada dosagem hormonal Figura n°29: Vantagens e desvantagens da pílula do dia seguinte. Fonte: (FIGUEIREDO, 2005)
  • 34. 37 1.4.5.6. Anticoncepcional oral A pílula anticoncepcional é considerada um dos melhores métodos de prevenção para o controle da natalidade e planejamento familiar (JOHNS, 2011). As pílulas contraceptivas são compostas por uma combinação de estrógeno e progesterona ou contém somente progesterona, possuindo alta eficácia e baixo índice de falha (MEIER, 2011). A pílula atua anulando a produção do estrogênio e da progesterona, impedindo assim a ovulação, o acontecimento é semelhante com o que acontece durante a gravidez, sem a presença desses hormônios ocorre o bloqueio da produção dos óvulos (GOODMAN; GILMAN, 2005). A tabela abaixo demonstra algumas vantagens e desvantagens do uso de contraceptivos orais. VANTAGENS DESVANTAGENS 99% de segurança A eficácia depende da disciplina. Regula o ciclo menstrual Efeitos colaterais Regulação hormonal Não indicado para fumantes Figura n°30: Vantagens e desvantagens da pílula anticoncepcional. Fonte: (FIGUEIREDO, 2005). 1.5. Tipos de Anticoncepcionais Atuais no Mercado Hoje já podemos encontrar no mercado vários tipos de pílulas anticoncepcionais com diferentes concentrações de hormônios, (MIRANDA,2012), sendo as pílulas de uso contínuo, monofásicas, bifásicas, trifásicas e as pílulas de emergência (SILVA, 2006). Tipos de pílulas:  Pílulas de uso contínuo (minipílulas): são pílulas compostas somente por progesterona com baixa dosagem, essas pílulas não inibem completamente a ovulação (SILVA, 2006).
  • 35. 38  Pílulas monofásicas: são compostas pela combinação de estrogênio e progesterona, possuindo a mesma dosagem de hormônios em todos os comprimidos da cartela (SILVA, 2006).  Pílulas bifásicas: são compostas pela combinação de estrogênio e progesterona, onde as doses de progesterona variam em dois períodos, possuindo assim dois tipos de comprimidos com concentrações diferentes na mesma cartela (GOODMAN; GILMAN, 2005).  Pílulas trifásicas: são compostas pela combinação de estrogênio e progesterona, variando a dose de progesterona em três períodos e o estrogênio também tem sua dose modificada, possuindo assim três tipos de comprimidos com concentrações diferentes na mesma cartela (SILVA, 2006).  Pílula de emergência ou do dia seguinte: são pílulas contendo altas concentrações de estrogênio e progesterona, possuindo somente dois comprimidos na cartela (GOODMAN; GILMAN, 2005). 1.4.5.1 Posologia dos Anticoncepcionais Orais As pílulas anticoncepcionais podem variar sua posologia de acordo com seu tipo. Pílulas de uso continuo (minipílulas): o primeiro comprimido da cartela deve ser administração no primeiro dia da menstruação, sem interrupção durante todo o período que deseja evitar a fertilidade, portanto assim que terminar os comprimidos de uma cartela se inicia outra sem dar nenhum intervalo (SILVA, 2006). Pílulas monofásica, bifásicas, trifásicas: a cartela contém 21 comprimidos sendo que o primeiro comprimido deve ser tomado no primeiro dia da menstruação, durante 21 dia consecutivos e sempre no mesmo horário, após a administração de todos os comprimidos deve ser realizado uma pausa de 7 dias, durante esse período ocorrera a “menstruação”, passado os 7 dias mesmo que o sangramento não tenha acabado devesse iniciar uma nova cartela de comprimidos (EDELMAN et al, 2010). Pílulas de emergência ou do dia seguinte: a cartela é composta somente por dois comprimidos, onde o primeiro comprimido deve ser administrado nas primeiras
  • 36. 39 72 horas após a relação sexual, e o segundo comprimido após 12 horas (GODMAN; GILMAN, 2005). Deve-se levar em conta que a eficácia da pílula está relacionada com a forma de administrá-las tomando-as sempre nos mesmos horários, não se esquecendo de tomar nenhuma das pílulas. (BEZERRA JUNIOR; SOUZA; TEODORO, 2012). Caso se esqueça de tomar uma das pílulas da cartela deve administrá-la assim que lembrar, e além dessa deve se tomar a pílula do dia correspondente no horário de costume (FIGUEIREDO, 2005). Caso esqueça de tomar dois ou mais comprimidos, deve-se utilizar outro método contraceptivo (camisinha) para garantir a proteção (FIGUEIREDO, 2005). 1.6. Estrogênio O nome estrogênio é um termo utilizado devido à substâncias capazes de produzirem modificações típicas do estro. (aumento do volume uterino alterações no epitélio vaginal) (SILVA, 2002). Existem dois tipos de classificação de estrogênios, os naturais e os artificiais, essa diferenciação se dá pela capacidade que cada um tem de induzir as células de muitos locais do organismo, se proliferando e aumentando o seu número. Exemplo a musculatura lisa do útero aumenta tanto podendo duplica ou até mesmo triplicar o seu tamanho após a puberdade, provocando também o aumento da vagina e desenvolvimento dos pequenos e grandes lábios, ocorre alargamento dos quadris, provocam o desenvolvimento das mamas, leva o tecido adiposo a se concentrar em certas regiões do corpo em áreas como quadris e coxas acentuando assim a forma feminina da mulher (SILVA, 2006). Por tanto o estrogênio é responsável por todas as características que diferenciam a mulher do homem (GOODMAN; GILMAN, 2005). Ele responsável pelas mudanças que ocorrem durante a puberdade das meninas, nesse período surgem às características secundária da mulher. Esse hormônio estimula também o desenvolvimento e crescimento do útero, das tubas uterinas, estimula o crescimento dos pelos axilares e pubianos e crescimento das mamas. (GOODMAN; GILMAN, 2005).
  • 37. 40 Nas tubas uterinas a ação do estrogênio faz com que ocorra aumento do número de células, desenvolvendo assim a musculatura tubária que tem a finalidade de conduzir o óvulo até o útero (DOUGLAS, 2002). O estrogênio também é responsável pelo aumento do número de proteínas no organismo, fazendo com que a pele adquira textura macia, firme e lisa, por isso a indicação dos anticoncepcionais para o tratamento da acne (DOUGLAS, 2002). O estrogênio também tem o seu papel no desenvolvimento masculino, nos meninos a falta de estrogênio não os prejudica durante a puberdade, mas o estirão de crescimento é reduzido, o amadurecimento esquelético e o fechamento da epífise são prolongados e o crescimento linear vai até a vida adulta (GOODMAN; GILMAN, 2005). No homem a falta de estrogênio pode causar hipergonotropismo, microquidismo, e aumento dos níveis de testosterona, também podendo afetar o metabolismo de carboidratos e lipídeos (SETIAN, 2001). 1.7. Progesterona É um hormônio esteróide, que é produzido a partir da puberdade, é o segundo hormônio feminino e é produzido pelo ovário. No processo de ovulação a célula fértil feminina, que é o óvulo se encontra dentro de um folículo, e é este folículo que produz o estrogênio. Após a liberação do óvulo o folículo se transforma em corpo lúteo, e começa a produzir a progesterona (SILVA, 2002). A progesterona quando produzida ou administrada cronicamente provoca aumento de peso corpóreo, exacerba o conteúdo hídrico orgânico e, em particular, do espaço extracelular (DOUGLAS, 2002). É a progesterona quem prepara a mulher para a amamentação e o aleitamento. É um hormônio essencial para a manutenção da gravidez, é produzido até a oitava semana de gestação e depois é sintetizado pela placenta (SILVA, 2002). 1.8. Estrogênio Associado à Progesterona Os anticoncepcionais orais contêm estrógeno e progesterona, em diferentes doses e esquemas posológicos:
  • 38. 41 Monofásicas - são as mais comuns, apresentam 21 comprimidos, todos com a mesma composição e dose (SILVA, 2006). Bifásicas - contém dois tipos de comprimidos ativos, de diferentes cores, com os mesmos hormônios, em proporções diferentes. São 22 comprimidos que devem ser tomados na ordem indicada na embalagem (GOODMAN; GILMAN, 2005). Trifásicas - contém os mesmos hormônios, mas em três doses diferentes. Devem ser tomados na ordem indicada na embalagem. Monofásicas contínuas - são mais recentes, apresentam 28 comprimidos com a mesma composição e dose (SILVA, 2006). Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona, são ambos compostos esteróides, formados, principalmente, de um lipídio, o colesterol. Os estrogênios são, realmente, vários hormônios diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um único hormônio (GUYTON; HALL, 1998). 1.8.1 Mecanismo de Ação dos Anticoncepcionais Associados Os anticoncepcionais hormonais orais exercem seu efeito principalmente pela inibição das gonadotrofinas hipofisárias, impedindo a ovulação. Além disso, modificam o muco cervical tornando-o hostil à espermomigração, alteram o endométrio, modificam a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular e alteram a resposta ovariana às gonadotrofinas (MISODOR, 2008). 1.9. Reações Adversas dos Anticoncepcionais Orais Os efeitos adversos mais frequentes relatados são náuseas, vômitos, sensibilidade mamária, dores de cabeça, mas esses efeitos geralmente são transitórios. (MEIER,2011) Também foram relatados alterações de humor, menor interesse sexual, amenorréia que é a ausência de menstruação e o cloasma que é o distúrbio de pigmentação da pele (BEZERRA JUNIOR; SOUZA; TEODORO, 2012).
  • 39. 42 Ainda pode ser observado outros efeitos como: Trombose venosa profunda: Todos os anticoncepcionais podem causar a trombose devido à grande quantidade de hormônios que eles possuem como o estrógeno e a progesterona, podendo assim afetar na coagulação sanguínea. (MIRANDA, 2012). Esse é um efeito negativo de maior potencial de dano, principalmente acontece à evolução do quadro para embolia pulmonar. A trombose venosa profunda é rara em mulheres jovens, mas esse valor é aumentado de dois a seis vezes em mulheres usuárias de contraceptivos orais (MEIER, 2011). Ganho de peso: Apesar de que muitas mulheres e médicos acreditam na correlação entre o anticoncepcional e o ganho de peso, não há estudos que comprovem tal relação. Essa preocupação pode levar a mulher a deixar de fazer o uso desse método contraceptivo altamente eficaz (GALLO et al, 2011). Doença cardiovascular: Há um aumento do risco de doença vascular devido a uma alteração da função cardíaca, da pressão sanguínea, do metabolismo, da gordura, e na coagulação do sangue (WIEGRATZ; THALER, 2011). Além dessas reações citadas, há aquelas que é de grande interesse, e também buscado pelas mulheres, como redução da acne, controle do ciclo menstrual, redução das cólicas menstruais e da tensão pré menstrual, regulação hormonal (GOMES et al, 2011). Por essa razão, foi criado os contraceptivos orais combinados, que diminuem a menorragia (perda de sangue uterina), dismenorréia (fortes contrações uterinas), endometriose, miomas uterinos e a tensão pré- menstrual. Também são muito usados para o tratamento de irsutismo que é o crescimento excessivo de pêlos (WIEGRATZ; THALER, 2011). Acredita-se que o risco-benefício dos anticoncepcionais orais são bastante equilibrados, sendo então que a mulher deva sim tomar os anticoncepcionais, mas sempre controlado por um médico para que a medicação possa ser suspensa caso seja necessário. (BEZERRA JUNIOR; SOUZA; TEODORO, 2012)
  • 40. 43 1.10 Interações Medicamentosas dos Anticoncepcionais Orais Segundo Cícero Junior, Souza e Teodoro (2012), ocorrem de duas formas: Uma é quando os anticoncepcionais alteram os efeitos de um fármaco, por exemplo: Anticonvulsivantes, Antidepressivos, Teofilina, certos Benzodiazepínicos, Anticoagulantes, etc. A outra é quando medicamentos diminuem a eficácias dos anticoncepcionais orais, resultando em sangramentos intermenstruais e/ou gravidez, por exemplo: Rifampicina, Antibióticos em geral, Anticonvulsivantes como fenobarbital, fenitoina, primidona e carbamazepina, Antiretrovirais como efavirez, nevirapina, nelfinavir e ritonavir. Médicos e farmacêuticos acreditam que os antibióticos de amplo espectro diminuem a eficácia dos anticoncepcionais, mas estudos mostram que não há uma diminuição significativa a nível plasmático (MASTERS; CARR, 2009). Esses relatos de interação entre contraceptivos orais e antibióticos vem de casos isolados de notificações e de estudos farmacocinéticos com grupos muito pequenos de indivíduos, por um curto período de tempo (TOH et al, 2010). A eritromicina é outro antibiótico que possui uma inconveniente associação com anticoncepcionais devido a perda de sua ação farmacocinética (SILVA, 2006). Estudos mostram que a rifampicina está associada a um maior risco de gravidez indesejada, em relação as outros antibióticos (TOH et al, 2010). A exenatida é utilizada para o tratamento de diabetes tipo 2. Pode retardar a absorção de contraceptivos orais resultando numa diminuição das concentração máximas no sangue. O ideal seria então que o anticoncepcional seja administrado 1 hora antes da exenatina, pois antes dessa tempo, há uma redução na concentração plasmática (KOTHARE et al, 2012). O efavirez quando associado a contraceptivos orais, há uma redução plasmática de aproximadamente 50%, e no caso da Fenitoina, há uma redução plasmática de 40% (CARTEN et al, 2012). As drogas antiepiléticas quando induzem a atividade das enzimas hepáticas, podem alterar o metabolismo da maioria dos métodos contraceptivos, diminuindo assim sua eficácia. O contrario também acontece, onde o método contraceptivo pode afetar as drogas antiepiléticas (O’BRIEN; GUILLEBAUD, 2010).
  • 41. 44 Os anticoagulantes quando usados concomitante com anticoncepcionais orais leva a uma potencialização da ação dos anticoagulantes, podendo levar a hemorragias (TERESA et al, 1979).
  • 42. 45 2.OBJETIVO 2.1. OBJETIVO GERAL: Este trabalho tem como objetivo avaliar o nível de conhecimento das usuárias de pílula anticoncepcional na Unidade Básica de Saúde do município de São João das duas Pontes – SP. 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: a) Observar qual a faixa etária das mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais, na UBS do município de São João das Duas Pontes. b) A partir de que idade elas começaram a utilizar, levando em consideração o provável motivo dessa utilização. c) Observar se as mulheres que fazem uso dos anticoncepcionais orais possuem conhecimento correto quanto ao uso da medicação. d) Ressaltar a importância da atenção Farmacêutica, uma vez que os contraceptivos orais possuem uma posologia que deve ser fielmente seguida para garantir a eficácia.
  • 43. 46 3. MATERIAIS E MÉTODOS Foi realizado uma pesquisa, através de um questionário com 10 questões objetivas as quais abordavam o uso dos anticoncepcionais orais na UBS do município de São João das Duas Pontes. Levando em conta que 100 mulheres faziam o uso de anticoncepcionais orais na UBS, apenas 40 pacientes se prontificaram em responder nosso formulário. Para fundamentar a pesquisa, nós fizemos uso de livros, artigos científicos e sites para as figuras.
  • 44. 47 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os dados foram obtidos através da pesquisa realizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde as mulheres que fazem uso da pílula anticoncepcional responderam um questionário sobre o assunto. Os resultados estão representados através de uma imagem gráfica expressa em porcentagem para cada uma das perguntas respondidas. Gráfico 1: Idade atual das entrevistadas. Fonte: Elaboração própria O gráfico representa em porcentagem a idade atual das mulheres que fazem o uso da pílula anticoncepcional, sendo que de um total de 40 entrevistadas a maioria se encontra entre 32 a 36 anos, com 27,5%. Porém as faixas etárias entre 17 a 21 anos, 22 a 26 anos e 27 a 31 anos, obtiveram a mesma porcentagem, o que evidencia o uso da pílula anticoncepcional por mulheres em idade fértil.
  • 45. 48 O gráfico 2 representa a idade que as entrevistadas começaram a utilizar a pílula anticoncepcional. Gráfico 2: Idade em que a entrevistadas começaram a tomar a pílula anticoncepcional. Fonte: Elaboração própria O gráfico aponta que 47% das entrevistadas começaram a utilizar a pílula anticoncepcional entre 14-16 anos. Sendo que a utilização do método contraceptivo foi iniciado pelas mulheres ainda muito jovens, comprovando assim que a vida sexual entre as adolescentes está sendo iniciada cada vez mais cedo e a pílula anticoncepcional tem como principal objetivo preveni-las de uma gravidez indesejada.
  • 46. 49 O gráfico 3 indica qual seria o principal motivo da utilização da pílula anticoncepcional. Gráfico 3: Qual a indicação médica para o uso do anticoncepcional? Fonte: Elaboração própria O gráfico aponta que a maioria das mulheres entrevistadas utilizam a pílula anticoncepcional para evitar a gravidez, porém 10% delas visam regulação hormonal. A grande porcentagem das mulheres que utilizam o método para evitarem a gravidez está relacionado com a idade fértil como mostra no gráfico 1, além das mulheres que utilizam como finalidade de regular os hormônio femininos que com o passar dos anos o organismo deixa de produzi-los de forma natural sendo assim substituídos pelos hormônios que compõem a pílula. A reposição hormonal tem a finalidade de melhorar os sintomas gerados pela menopausa, como sintomas vasomotores, e alterações urinárias, além previrem a osteoporose nas mulheres susceptíveis a terem a doença (JÚNIOR.Naidilton; ATHANAZIO,2007), (PARDINI,2007).
  • 47. 50 O gráfico 4 representa o quantidade das entrevistadas que fizeram acompanhamento médico após iniciar o tratamento com a pílula anticoncepcional. Gráfico 4: Após iniciar o uso do anticoncepcional, você fez acompanhamento médico? Fonte: Elaboração própria O gráfico mostra que 47% das entrevistadas vão ao médico raramente, 8% nunca mais procuraram o médico e somente 45% delas afirmaram visitar o ginecologista com frequência para prosseguirem com o tratamento. Acreditamos que o fato das mulheres não terem que apresentar a receita médica toda vez que necessitam pegar uma nova cartela de anticoncepcional está relacionado com a falta de preocupação das mesmas em visitarem o médico com frequência sendo para esclarecer suas dúvidas ou mesmo para realizarem exames de rotina. O ideal seria que a receita médica valesse por um tempo determinado, assim a mulher se sentiria incentivada a procurar o clínico, dessa forma com o acompanhamento médico ela teria suas dúvidas esclarecidas, isso evitaria a falta de efetividade do fármaco.
  • 48. 51 O gráfico 5 representa o perfil das respostas em relação as mudanças que ocorreram no organismo depois de tomarem a pílula anticoncepcional. Gráfico 5: Após o inicio do uso do medicamento anticoncepcional, você observou alguma alteração no seu corpo? Fonte: Elaboração própria Através do gráfico podemos observar que das entrevistadas aproximadamente 22% observaram algum tipo de alteração no seu organismo, sendo elas o aumento do peso corpóreo, alterações do humor, diminuição das cólicas menstruais, e regulação menstrual. Segundo Meir (2006), as alterações relatadas pelas entrevistas são as mais frequentes, podendo também ser relatas reações adversas mais leves como náusea, dores de cabeça, vômitos, ou mais complicadas como trombose e acidentes vasculares. É claro que essas reações não são regra e dependem tanto de um organismo para o outro quanto do tipo de anticoncepcional escolhido. O fato da maioria das entrevistadas não sentirem mudança no corpo nos leva a acreditar que a maioria estão certas quanto a escolha do contraceptivo, pois ele não deve gerar nenhum desconforto.
  • 49. 52 O gráfico 6 indica se as entrevistadas sabem quem é o profissional da saúde que entregam o seu medicamento. 100% 90% O medicamento foi entregue por qual 80% 70% profissional da saúde 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Farmacêutico Enfermeiro Funcionários Não Sei Gráfico 6: Você recebeu seu medicamento por qual profissional da saúde? Fonte: Elaboração própria Através do gráfico podemos observar que todos os medicamentos anticoncepcionais foram entregues as entrevistadas pelo farmacêutico. As respostas obtidas através do questionário são os reflexos da falta de assistência farmacêutica, já que o gráfico indica que todas as entrevistadas receberam o medicamento pelo farmacêutico. Essa assistência evitaria o uso inadequado do medicamento, evitando assim a ineficácia do tratamento.
  • 50. 53 Os gráficos abaixo representarão o grau de conhecimento das entrevistadas em relação ao uso do anticoncepcional, segundo as seguintes perguntas: Gráfico 7: O que você faria no caso de ter se esquecido de tomar uma das pílulas da cartela? Fonte: Elaboração própria O gráfico 7 representa o conhecimento das entrevistadas em relação ao procedimento que deve ser realizado caso aconteça de esquecer de tomar uma das pílulas da cartela. . Segundo Figueiredo (2005), 42,5% das mulheres tomariam a decisão correta e tomariam a pílula esquecida assim que se lembrassem independentemente do horário. Porém somando uma grande porcentagem muitas entrevistadas não sabiam qual o procedimento correto a ser realizado, visando assim que a assistência farmacêutica é de total importância nesse caso evitando que a paciente faça a utilização do método erroneamente diminuindo a eficácia do mesmo e com isso não obtenham o seu efeito desejado.
  • 51. 54 Gráfico 8: Quantos dias de pausa você deixa entre uma cartela e outra? Fonte: Elaboração própria Gráfico 8 está relacionado com o conhecimento das entrevistadas em relação a pausa que deve ser realizada entre uma cartela e outra. Ele mostra que a maioria das mulheres, (68%) sabem corretamente quantos dias de pausa devem ser deixados entre uma cartela e outra, porém somando a outras porcentagens, 32% das entrevistadas não sabem corretamente quantos dias devem ser realizados de pausa entre uma cartela e outra. Segundo Figueiredo (2005) a maioria das mulheres responderam a pergunta corretamente, mas não podemos deixar de ressaltar que parte delas não sabem ao menos quantos dias de pausa devem ser realizados antes de iniciar uma nova cartela de pílulas. Podendo então ser observado novamente à falta da assistência, seja ela médica ou farmacêutica, sem as informações necessária sobre o método contraceptivo a mulher ficará propicia a uma gravidez não desejada. Sendo assim para eficácia total o medicamento deve ter sua posologia respeitada evitando assim transtornos as usuárias O grafico 9 mostra se as entrevistadas sabem como tomar a o comprimido da primeira cartela de anticoncepcionais
  • 52. 55 Gráfico 9: Você teve o conhecimento de como iniciar a primeira cartela de anticoncepcionais? Fonte: Elaboração própria O Gráfico 9 tem como objetivo avaliar o conhecimento das entrevistadas em relação de como iniciar a primeira cartela de anticoncepcionais. Ele aponta que somente 45% das entrevistas sabem corretamente como iniciar a primeira cartela de comprimidos, já as outras entrevistas somando uma porcentagem de 55% não sabem ou não se lembram de como dever iniciar a primeira cartela de anticoncepcionais. Para adquirirem a primeira cartela de anticoncepcionais a paciente tem que passar por uma consulta médica tendo todas as suas dúvidas sobre a utilização do método contraceptivo esclarecidas, porém os dados da pesquisa nos mostra que não é isso que está acontecendo, as pacientes saem do consultório sem ao menos saber como devem utilizar o método e não obtém esta informação com o farmacêutico no momento da dispensação. Se de um lado há o descaso do médico, do outro está o do farmacêutico, já que nossa pesquisa mostra que todos os anticoncepcionais são entregues pelo farmacêutico, sendo assim a atenção farmacêutica seria de fundamental importância para retirar as dúvidas das pacientes. Assim o método seria mais eficaz tendo menor possibilidade de falha.
  • 53. 56 Gráfico 10: Você tem o conhecimento de que alguns medicamentos podem reduzir o efeito da pílula anticoncepcional? Fonte: Elaboração própria O gráfico 10 avalia o conhecimento da entrevistadas em relação da diminuição do efeito da pílula anticoncepcional quando administrada com alguns medicamentos. Através desse gráfico podemos observar que 62% das entrevistadas têm o conhecimento que alguns medicamentos podem reduzir o efeito da pílula anticoncepcional, como é o caso dos antibióticos. Embora a maioria delas responderam saber que existem medicamentos que interferem na eficácia da pílula, não temos como comprovar se isso é realmente idôneo pois em nosso questionário não havia especificações quanto ao tipo de classe terapêutica. Apesar delas não terem suas dúvidas totalmente esclarecidas, acreditamos que como a interação medicamentosa é uma das causas da diminuição da efetividade do fármaco as mulheres devem ficar mais atentas a esse requisito.
  • 54. 57 5. CONCLUSÃO Atualmente, cada vez mais cedo tem se iniciado a vida sexual, como foi verificado através da nossa pesquisa, já que as entrevistadas começaram a utilizar o método contraceptivo na faixa etária entre 15 anos. Com base nos dados da nossa pesquisa observamos que as mulheres não estão totalmente seguras em relação à utilização da pílula anticoncepcional, possuindo muitas dúvidas sobre o método contraceptivo, e essas dúvidas não esclarecidas podem ser a principal causa da ineficácia do medicamento. Antecipando esses problemas, evita-se uma série de inconvenientes, como a gravidez não planejada, os abortamentos induzidos, as doenças sexualmente transmissíveis e o câncer de colo uterino. Não só o farmacêutico, mas o médico também possui um papel fundamental na conscientização de todas as mulheres que fazem uso de algum método contraceptivo. É fundamental que o médico exponha as opções ao paciente e qual o método ideal para cada uma. A falta de assistência médica e farmacêutica também se tornou visível, pois as entrevistadas não possuem as orientações corretas sobre a utilização do medicamento, assim, comprometendo a eficácia da terapia.
  • 55. 58 REFERÊNCIAS ANEL VAGINAL. Imagem disponível em: <http://heypati.wordpress.com/2011/05/02/anel-vaginal/> Acesso em: 23/09/2012 ARGER, M.E.B.F. Especial métodos contraceptivos e planejamento familiar. Outubro,2009. BEZERRA JUNIOR, C. R.; SOUZA, M. M.; TEODORO, L. P.; Métodos anticoncepcionais orais como instrumento do enfermeiro para o planejamento familiar na atenção básica, Saúde e Beleza, 2012. BILLINGS, E.; WESTMORI, A. O Método Billings: Controle da Fertilidade sem Drogas e Sem Dispositivos Artificiais. 5° ed. São Paulo: Paulinas, 1983. 11-91 p. BOUZAS, I.; BRAGA,C.; LEÃO, L. Ciclo menstrual na adolescência. Revista oficial do núcleo de estudos da saúde do adolescente/UERJ, v. 7, n. 3, Jul/Set. 2010. BRASIL, Ministério da Saúde. Assistência em planejamento familiar: Manual Técnico. 4. Ed, n.40, Brasília,2002. BRASIL. Secretaria da educação: Camisinha masculina. Outubro, 2010. Disponível em:<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=6& min=920&orderby=titleD&show=10> Acesso em: 13/10/2012 CARRENO, I.; DIAS-DA-COSTA, J. S.; OLINTO, M. T. A.; MENEGHEL, S. Use of contraceptive methods by sexually active women in São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brazil. Caderno de Saúde Pública,Rio de Janeiro, v. 22, n. 5, maio 2006. CARTEN, M.L.; KISER. J.J.; KWARA, A.; MAWHINNEY, S.; CU-UVIN, S. Pharmacokinetic Interactions between the Hormonal Emergency Contraception, Levonorgestrel, and Efavirenz. Infect this obstet gynecol, Fevereiro, 2012. CARVALHO, G. M.; Enfermagem em ginecologia. 1ºEd. São Paulo: Editora Pedagógica Universitária LTDA, 2004. Pág. 20-33. 1.ed CARVALHO, M. L. O.; SCHOR, N. Reasons why sterilized women refused reversive contraceptive methods. Revista de Saúde Pública. v. 39, n. 5, out, 2005.
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