SlideShare uma empresa Scribd logo
PARASITOLOGIA CLÍNICA
ALGUNS PARASITAS INTESTINAIS PATOLÓGICOS.
MICHAEL MATHEUS
SUMÁRIO
• Entamoeba Histolytica - Amebíase
• Giardia Lamblia – Giardíase
• Balantidium Coli – Balantidíase
• Ascaris Lumbridoides – Ascaridíase
• Ancilostomideo – Ancilostomíase
• Enterobius Vernicularis – Enterobíase
• Tenia Saginata e Solium – Teníase
• Trichuris Trichiura – Tricuríase
• Strongyloides Stercoralis – Estrongiloidíase
• Himenolepis Nana - Hemenolépíase
ENTAMOEBA HISTOLYTICA
(AMEBÍASE)
•Divisão Binária;
•Fecal Oral;
•Apresentam de um a quatro núcleos;
•Os cistos são esféricos e raramente ovais
•Amebíase intestinal: Colite, dor abdominal, dez ou mais evacuações diárias
de fezes líquidas com muco e sanguinolentas, náuseas, vômitos, tenesmo e
febre.
•Amebíase extra-intestinal: Abscessos hepáticos, pericárdio, sistema
nervoso central, pulmão e pele.
CISTO
TROFOZOÍTO
GIARDIA LAMBLIA
(GIARDÍASE)
•Divisão Binária;
•No seu interior encontram-se dois ou quatro núcleos e um axonema;
•Diarréia aguda, diarréia crônica, má absorção intestinal, náuseas, vômitos,
dor abdominal, constipação intestinal, anorexia, flatulência e perda de peso.
A esteatorréia crônica pode levar a desnutrição pela perda das vitaminas e
proteínas
CISTO
TROFOZOÍTO
BALANTIDIUM COLI
(BALANTIDÍASE)
•Vem do porco;
•Divisão binária;
•Os cílios podem ser vistos na fina parede cística.
•Água ou alimentos contaminados
•Febre, anorexia, náuseas, vômitos e diarréia. Podem penetrar as paredes
intestinais causando úlceras e resultando em fezes com muco, pus e sangue.
desidratação e hemorragias intestinais; a doença pode assumir forma
crônica.
•Entra na corrente sanguínea (extra-intestinal) e invadem o pulmão, fígado,
causa danos nos rins, choque séptico
TROFOZOÍTO
CISTO
ASCARIS LUMBRICOIDES
(ASCARIDÍASE)
•Algumas vezes, os ovos férteis estão descorticados - membrana externa lisa,
cor castanho claro ao amarelado;
•Sexuado;
•Dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia e anorexia;
•Quando a carga parasitária é grande, pode ocorrer quadro de obstrução
intestinal e apendicite aguda
•Fase do pulmão – febre, síndrome de Loeffler, eosinofilia sanguínea elevada
DESCORTICADO / FERTÍL
NORMAL / FERTÍL
NECATOR AMERICANUS
&
ANCYLOSTOMA DUODENALE
(ANCILOSTOMÍASE)
•Contato da larva com a pele ou ingestão direta da larva;
•Após penetrar a pele, a larva alcança os vasos sanguíneos e viaja até os
pulmões.
•Cada ancilostomídeo adulto que se adere à mucosa e passa a ingerir cerca
de 0,3 a 0,5 ml de sangue por dia. Para que surja anemia, é necessária uma
contaminação com, pelo menos, 40 vermes.
•Prurido na região da pele invadida pelas larvas, dor abdominal, náuseas,
vômitos, diarréia, flatulência, anorexia, fraqueza e perda de peso.
•Fase do pulmão - febre, tosse e bronquite, caracterizando a síndrome de
Loeffler, e eosinofilia sanguínea elevada.
ENTEROBIUS VERMICULARIS
(ENTEROBÍASE)
• Autoinfecção, Retroinfecção ou Heteroinfecção;
• Os ovos possuem membrana dupla e lisa, são transparentes,
com embrião ou uma larva no seu interior e presentam o
aspecto de um “D”;
• Prurido anal noturno, causado pela presença das fêmeas na
pele desta região, irritabilidade, desconforto e sono
intranquilo. O prurido intenso leva o indivíduo a coçar-se e a
produzir escoriações na pele, que abrem caminho a
infecções bacterianas;
• Náuseas, vômitos, dores abdominais, tenesmo e raramente
evacuações sanguinolentas. Pode ocorrer ligeira eosinofilia;
• Nas mulheres, o verme pode migrar para a vulva e vagina,
causando prurido vulvar e corrimento vaginal, e salpingite
TAENIA SOLIUM E SIGINATA
(TENÍASE
&
CISTICERCOSE)
• O suíno e o bovino são os hospedeiros intermediários da T. solium e T.
saginata;
• Possui os dois sexos;
• Os ovos de Taenia spp são esféricos, possuem uma casca espessa,
marrom e com estrias radiais;
• São dênticos, portanto, o encontro deles é diagnosticado como ovos
de Taenia spp;
• Teníase pode causar dor abdominal, náusea, debilidade, perda de peso,
apetite aumentado, diarréia e constipação.
• Cisticercose, depende de qual orgão seja acometido.
TRICHURIS TRICHIURA
(TRICURÍASE)
• Cólicas intestinais, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, insônia e
perda de peso;
• Tenesmo e enterorragia, acompanhada por anemia microcítica e
hipocrômica. Em crianças menores de cinco anos, desnutridas e com
elevada carga parasitária pode ocorrer o prolapso retal;
• Um sinal físico comum é o baqueteamento digital, que é um alargamento
da ponta dos dedos e da unha.
STRONGYLOIDES STERCORALIS
(ESTRONGILOIDÍASE)
• Capaz de completar seu ciclo de vida dentro do seu hospedeiro. Nem
todas as larvas nascidas no intestino serão excretadas nas fezes.
Algumas delas conseguem penetrar a mucosa do cólon ou a pele da
região perianal;
• Ocorre quando há penetração na pele por larvas em contato direto com
o solo contaminado por fezes humanas;
• Diarréia, dor abdominal, constipação, anorexia, náuseas, vômitos e dor
epigástrica que pode simular quadro de úlcera péptica.
• Na Hiperinfecção ocorrem quadros diarréicos graves com várias
evacuações diárias, causando desnutrição, desidratação, síndrome de
má absorção e acentuada perda de peso.
• Na fase do pulmão Síndrome de Loeffler, que eosinofilia sanguínea
elevada
HYMENOLEPIS NANA E DIMINUTA
(HIMENOLEPÍASE)
• Diarréias, dor abdominal, agitação, insônia, irritabilidade, raramente
ocorrendo sintomas nervosos, dos quais os mais penosos são ataques
epilépticos;
• O verme pode causar extensas lesões na mucosa intestinal com pequenas
ulcerações e perda de peso
• Os ovos de Hymenolepis nana são quase esféricos, claros e transparentes;
entre as duas membranas há um espaço claro e largo, ocupado
parcialmente por material granuloso. A membrana interna apresenta
duas saliências polares (mamelões), de cada uma das quais saem 4-8
filamentos longos
• Os ovos de Hymenolepis diminuta são esféricos, de cor castanho-
amarelada, com dupla membrana, sendo a membrana externa mais
espessa; membrana interna sem mamilos; ausência de filamentos polares
entre as membranas.
HYMENOLEPIS NANA
HYMENOLEPIS DIMINUTA
FIM
Fontes:
www.parasitologiaclinica.ufsc.br;
www.mdsaude.com
Acessados entre os dias 16 e 17 de abril de 2017.

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Parasitologia Cínica - Alguns parasitos patológicos.

helmintos.pptx
helmintos.pptxhelmintos.pptx
helmintos.pptx
Valeria146201
 
Reino protista
Reino protistaReino protista
Reino protista
Juliana Lima
 
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris LumbricoidesAscaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Fernanda Gomes
 
Relação parasito hospedeiro apresentação(1)
Relação parasito hospedeiro apresentação(1)Relação parasito hospedeiro apresentação(1)
Relação parasito hospedeiro apresentação(1)
Lucia Tavares
 
858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt
858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt
858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt
Tatiane Fernandes
 
Fascíola hepática
Fascíola hepáticaFascíola hepática
Fascíola hepática
Ana Neide Lopes Pontes
 
Nematelmintos
NematelmintosNematelmintos
Nematelmintos
Fabio Dias
 
RESUMO Fisiopatologia.doc
RESUMO Fisiopatologia.docRESUMO Fisiopatologia.doc
RESUMO Fisiopatologia.doc
LviaCarlaBarbedo
 
Assistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e Gastrointestinal
Assistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e GastrointestinalAssistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e Gastrointestinal
Assistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e Gastrointestinal
Ranther Rcc
 
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Sâmia Souza
 
Grupo ancilostomíase 1
Grupo ancilostomíase 1Grupo ancilostomíase 1
Grupo ancilostomíase 1
Eliene Andrade
 
Patologia sistema gastrointestinal I.ppt
Patologia sistema gastrointestinal I.pptPatologia sistema gastrointestinal I.ppt
Patologia sistema gastrointestinal I.ppt
EduardoArajo97
 
Helmintíases
HelmintíasesHelmintíases
Helmintíases
letyap
 
Aula de enterobius vermicularis
Aula de  enterobius vermicularisAula de  enterobius vermicularis
Aula de enterobius vermicularis
Rossana Martins
 
Nematoides_2012.pdf
Nematoides_2012.pdfNematoides_2012.pdf
Nematoides_2012.pdf
KAYKFF1
 
Aula.ppt neo
 Aula.ppt neo Aula.ppt neo
Aula.ppt neo
Leônidas Fernandes
 
Esporotricose
EsporotricoseEsporotricose
Esporotricose
Med. Veterinária 2011
 
Platelmintos & nematodeos
Platelmintos & nematodeosPlatelmintos & nematodeos
Platelmintos & nematodeos
Nóh Lopez
 
Nematodeos Intestinais Ancil
Nematodeos Intestinais   AncilNematodeos Intestinais   Ancil
Nematodeos Intestinais Ancil
Waldemar Monteiro
 
Aula helmintos
Aula helmintosAula helmintos
Aula helmintos
sergio102
 

Semelhante a Parasitologia Cínica - Alguns parasitos patológicos. (20)

helmintos.pptx
helmintos.pptxhelmintos.pptx
helmintos.pptx
 
Reino protista
Reino protistaReino protista
Reino protista
 
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris LumbricoidesAscaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
Ascaridíase - Lombriga - Ascaris Lumbricoides
 
Relação parasito hospedeiro apresentação(1)
Relação parasito hospedeiro apresentação(1)Relação parasito hospedeiro apresentação(1)
Relação parasito hospedeiro apresentação(1)
 
858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt
858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt
858836jnljijliihuugyuftrtdtreserzexgfc8.ppt
 
Fascíola hepática
Fascíola hepáticaFascíola hepática
Fascíola hepática
 
Nematelmintos
NematelmintosNematelmintos
Nematelmintos
 
RESUMO Fisiopatologia.doc
RESUMO Fisiopatologia.docRESUMO Fisiopatologia.doc
RESUMO Fisiopatologia.doc
 
Assistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e Gastrointestinal
Assistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e GastrointestinalAssistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e Gastrointestinal
Assistência à Crianças em Disfunção Geniturinária e Gastrointestinal
 
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
Infecções fúngicas e protozoárias, infecções bacterianas,
 
Grupo ancilostomíase 1
Grupo ancilostomíase 1Grupo ancilostomíase 1
Grupo ancilostomíase 1
 
Patologia sistema gastrointestinal I.ppt
Patologia sistema gastrointestinal I.pptPatologia sistema gastrointestinal I.ppt
Patologia sistema gastrointestinal I.ppt
 
Helmintíases
HelmintíasesHelmintíases
Helmintíases
 
Aula de enterobius vermicularis
Aula de  enterobius vermicularisAula de  enterobius vermicularis
Aula de enterobius vermicularis
 
Nematoides_2012.pdf
Nematoides_2012.pdfNematoides_2012.pdf
Nematoides_2012.pdf
 
Aula.ppt neo
 Aula.ppt neo Aula.ppt neo
Aula.ppt neo
 
Esporotricose
EsporotricoseEsporotricose
Esporotricose
 
Platelmintos & nematodeos
Platelmintos & nematodeosPlatelmintos & nematodeos
Platelmintos & nematodeos
 
Nematodeos Intestinais Ancil
Nematodeos Intestinais   AncilNematodeos Intestinais   Ancil
Nematodeos Intestinais Ancil
 
Aula helmintos
Aula helmintosAula helmintos
Aula helmintos
 

Último

Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)
Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)
Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)
sula31
 
4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx
4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx
4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx
AmaroAlmeidaChimbala
 
Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...
Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...
Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
Luiz Henrique Pimentel Novais Silva
 
Apostila Gerência de Riscos PDF voltado para Segurança do Trabalho
Apostila Gerência de Riscos PDF   voltado para Segurança do TrabalhoApostila Gerência de Riscos PDF   voltado para Segurança do Trabalho
Apostila Gerência de Riscos PDF voltado para Segurança do Trabalho
CatieleAlmeida1
 
Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptx
Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptxSíndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptx
Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptx
marjoguedes1
 
DESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptx
DESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptxDESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptx
DESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptx
Klaisn
 
História da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdf
História da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdfHistória da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdf
História da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdf
JandersonGeorgeGuima
 

Último (8)

Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)
Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)
Programa de Saúde do Adolescente( PROSAD)
 
4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx
4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx
4.Tecidos Excitáveis - Tecido Nervoso.pptx
 
Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...
Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...
Livro do Instituto da Saúde: amplia visões e direitos no ciclo gravídico-puer...
 
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
A DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO (1924)
 
Apostila Gerência de Riscos PDF voltado para Segurança do Trabalho
Apostila Gerência de Riscos PDF   voltado para Segurança do TrabalhoApostila Gerência de Riscos PDF   voltado para Segurança do Trabalho
Apostila Gerência de Riscos PDF voltado para Segurança do Trabalho
 
Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptx
Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptxSíndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptx
Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido (SDR).pptx
 
DESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptx
DESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptxDESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptx
DESVIOS POSTURAIS DA COLUNA VERTEBRAL 0001.pptx
 
História da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdf
História da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdfHistória da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdf
História da Enfermagem-Enfermagem 2024.pdf
 

Parasitologia Cínica - Alguns parasitos patológicos.

  • 1. PARASITOLOGIA CLÍNICA ALGUNS PARASITAS INTESTINAIS PATOLÓGICOS. MICHAEL MATHEUS
  • 2. SUMÁRIO • Entamoeba Histolytica - Amebíase • Giardia Lamblia – Giardíase • Balantidium Coli – Balantidíase • Ascaris Lumbridoides – Ascaridíase • Ancilostomideo – Ancilostomíase • Enterobius Vernicularis – Enterobíase • Tenia Saginata e Solium – Teníase • Trichuris Trichiura – Tricuríase • Strongyloides Stercoralis – Estrongiloidíase • Himenolepis Nana - Hemenolépíase
  • 3. ENTAMOEBA HISTOLYTICA (AMEBÍASE) •Divisão Binária; •Fecal Oral; •Apresentam de um a quatro núcleos; •Os cistos são esféricos e raramente ovais •Amebíase intestinal: Colite, dor abdominal, dez ou mais evacuações diárias de fezes líquidas com muco e sanguinolentas, náuseas, vômitos, tenesmo e febre. •Amebíase extra-intestinal: Abscessos hepáticos, pericárdio, sistema nervoso central, pulmão e pele. CISTO TROFOZOÍTO
  • 4. GIARDIA LAMBLIA (GIARDÍASE) •Divisão Binária; •No seu interior encontram-se dois ou quatro núcleos e um axonema; •Diarréia aguda, diarréia crônica, má absorção intestinal, náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação intestinal, anorexia, flatulência e perda de peso. A esteatorréia crônica pode levar a desnutrição pela perda das vitaminas e proteínas CISTO TROFOZOÍTO
  • 5. BALANTIDIUM COLI (BALANTIDÍASE) •Vem do porco; •Divisão binária; •Os cílios podem ser vistos na fina parede cística. •Água ou alimentos contaminados •Febre, anorexia, náuseas, vômitos e diarréia. Podem penetrar as paredes intestinais causando úlceras e resultando em fezes com muco, pus e sangue. desidratação e hemorragias intestinais; a doença pode assumir forma crônica. •Entra na corrente sanguínea (extra-intestinal) e invadem o pulmão, fígado, causa danos nos rins, choque séptico TROFOZOÍTO CISTO
  • 6. ASCARIS LUMBRICOIDES (ASCARIDÍASE) •Algumas vezes, os ovos férteis estão descorticados - membrana externa lisa, cor castanho claro ao amarelado; •Sexuado; •Dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia e anorexia; •Quando a carga parasitária é grande, pode ocorrer quadro de obstrução intestinal e apendicite aguda •Fase do pulmão – febre, síndrome de Loeffler, eosinofilia sanguínea elevada DESCORTICADO / FERTÍL NORMAL / FERTÍL
  • 7. NECATOR AMERICANUS & ANCYLOSTOMA DUODENALE (ANCILOSTOMÍASE) •Contato da larva com a pele ou ingestão direta da larva; •Após penetrar a pele, a larva alcança os vasos sanguíneos e viaja até os pulmões. •Cada ancilostomídeo adulto que se adere à mucosa e passa a ingerir cerca de 0,3 a 0,5 ml de sangue por dia. Para que surja anemia, é necessária uma contaminação com, pelo menos, 40 vermes. •Prurido na região da pele invadida pelas larvas, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, flatulência, anorexia, fraqueza e perda de peso. •Fase do pulmão - febre, tosse e bronquite, caracterizando a síndrome de Loeffler, e eosinofilia sanguínea elevada.
  • 8. ENTEROBIUS VERMICULARIS (ENTEROBÍASE) • Autoinfecção, Retroinfecção ou Heteroinfecção; • Os ovos possuem membrana dupla e lisa, são transparentes, com embrião ou uma larva no seu interior e presentam o aspecto de um “D”; • Prurido anal noturno, causado pela presença das fêmeas na pele desta região, irritabilidade, desconforto e sono intranquilo. O prurido intenso leva o indivíduo a coçar-se e a produzir escoriações na pele, que abrem caminho a infecções bacterianas; • Náuseas, vômitos, dores abdominais, tenesmo e raramente evacuações sanguinolentas. Pode ocorrer ligeira eosinofilia; • Nas mulheres, o verme pode migrar para a vulva e vagina, causando prurido vulvar e corrimento vaginal, e salpingite
  • 9. TAENIA SOLIUM E SIGINATA (TENÍASE & CISTICERCOSE) • O suíno e o bovino são os hospedeiros intermediários da T. solium e T. saginata; • Possui os dois sexos; • Os ovos de Taenia spp são esféricos, possuem uma casca espessa, marrom e com estrias radiais; • São dênticos, portanto, o encontro deles é diagnosticado como ovos de Taenia spp; • Teníase pode causar dor abdominal, náusea, debilidade, perda de peso, apetite aumentado, diarréia e constipação. • Cisticercose, depende de qual orgão seja acometido.
  • 10. TRICHURIS TRICHIURA (TRICURÍASE) • Cólicas intestinais, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, insônia e perda de peso; • Tenesmo e enterorragia, acompanhada por anemia microcítica e hipocrômica. Em crianças menores de cinco anos, desnutridas e com elevada carga parasitária pode ocorrer o prolapso retal; • Um sinal físico comum é o baqueteamento digital, que é um alargamento da ponta dos dedos e da unha.
  • 11. STRONGYLOIDES STERCORALIS (ESTRONGILOIDÍASE) • Capaz de completar seu ciclo de vida dentro do seu hospedeiro. Nem todas as larvas nascidas no intestino serão excretadas nas fezes. Algumas delas conseguem penetrar a mucosa do cólon ou a pele da região perianal; • Ocorre quando há penetração na pele por larvas em contato direto com o solo contaminado por fezes humanas; • Diarréia, dor abdominal, constipação, anorexia, náuseas, vômitos e dor epigástrica que pode simular quadro de úlcera péptica. • Na Hiperinfecção ocorrem quadros diarréicos graves com várias evacuações diárias, causando desnutrição, desidratação, síndrome de má absorção e acentuada perda de peso. • Na fase do pulmão Síndrome de Loeffler, que eosinofilia sanguínea elevada
  • 12. HYMENOLEPIS NANA E DIMINUTA (HIMENOLEPÍASE) • Diarréias, dor abdominal, agitação, insônia, irritabilidade, raramente ocorrendo sintomas nervosos, dos quais os mais penosos são ataques epilépticos; • O verme pode causar extensas lesões na mucosa intestinal com pequenas ulcerações e perda de peso • Os ovos de Hymenolepis nana são quase esféricos, claros e transparentes; entre as duas membranas há um espaço claro e largo, ocupado parcialmente por material granuloso. A membrana interna apresenta duas saliências polares (mamelões), de cada uma das quais saem 4-8 filamentos longos • Os ovos de Hymenolepis diminuta são esféricos, de cor castanho- amarelada, com dupla membrana, sendo a membrana externa mais espessa; membrana interna sem mamilos; ausência de filamentos polares entre as membranas. HYMENOLEPIS NANA HYMENOLEPIS DIMINUTA