SlideShare uma empresa Scribd logo
SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À
FAMÍLIA E SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E
FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS
Articulação necessária na Proteção Social Básica
A GESTÃO TERRITORIAL NO PROCESSO DE
ARTICULAÇÃO ENTRE OS SERVIÇOS
 As ações de proteção social básica
organizam-se em torno do Centro de
Referência de Assistência Social (CRAS),
uma unidade pública estatal e
descentralizada da Política de Assistência
Social. Cabem aos CRAS duas funções
exclusivas: gestão territorial e execução do
PAIF.
 Tanto o SCFV quanto os projetos e
programas da proteção básica que são
desenvolvidos no território de abrangência
do CRAS devem ser a ele referenciados e
devem manter articulação com o PAIF.
 A oferta integrada dos serviços pressupõe
articulação e organização das informações,
fluxos, procedimentos e dos compromissos
entre as unidades da rede socioassistencial.
A EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS
 De acordo com a Tipificação Nacional de
Serviços Socioassistenciais (Resolução
CNAS nº 109/2009), o PAIF consiste no
trabalho social com famílias, de caráter
continuado, com a finalidade de fortalecer a
função protetiva das famílias, prevenir a
ruptura dos seus vínculos, promover seu
acesso a direitos e o usufruto deles e
contribuir na melhoria de sua qualidade de
vida.
 Visando materializar seus objetivos, o PAIF
desenvolve ações individuais e coletivas
(acolhida, ações particularizadas,
encaminhamentos, oficinas com famílias e
ações comunitárias), que precisam ser
implementadas de forma articulada e
requerem planejamento e avaliação.
 O desenvolvimento do trabalho social com
famílias no âmbito do PAIF pode ocorrer
por meio de dois processos distintos, mas
complementares:
a) as famílias, um ou mais de seus membros,
podem ser atendidas pelo PAIF; e
b) as famílias podem ser acompanhadas pelo
PAIF.
 A fim de complementar o trabalho social com
famílias realizado pelo PAIF, há o SCFV, que
também compõe a proteção social básica,
com vistas a prevenir a ocorrência de
situações de risco social e fortalecer os
vínculos familiares e comunitários.
 A formação dos grupos deve respeitar as
necessidades dos participantes, levando
em consideração as especificidades do seu
ciclo de vida. Dessa maneira, no serviço
podem ser organizados grupos de crianças,
de adolescentes, de jovens, de adultos e de
pessoas idosas, a depender da demanda
do município.
ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS
Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV)
1. O que são?
Consistem na realização de
encontros previamente
organizados, com objetivos de curto
prazo a serem atingidos com um
conjunto de famílias, por meio da
participação de seus responsáveis
ou outros representantes, sob a
condução de técnicos de nível
superior do CRAS.
Os grupos do SCFV são
formados por até 30
usuários, geralmente,
reunidos conforme o seu
ciclo de vida, sob a
condução do orientador
social. A organização dos
grupos de acordo com o
ciclo de vida dos usuários
fundamenta-se na
compreensão acerca das
especificidades e desafios
relacionados a cada
estágio da vida dos
indivíduos.
ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS
Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV)
2. Quais são os
seus objetivos?
Promover a discussão e a
reflexão sobre situações
vivenciadas e interesses comuns,
que dizem respeito à reprodução
social da família, ao
fortalecimento de sua função
protetiva, ao acesso a direitos e
às vulnerabilidades do território,
que impactam no convívio
familiar e comunitário.
Por meio de variadas
atividades, os grupos têm o
objetivo de propiciar entre
os usuários oportunidades
para a escuta; valorização
e reconhecimento do
outro; produção coletiva;
exercício de escolhas.
ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS
Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV)
3. Quando são
realizados?
As oficinas podem ser
desenvolvidas em um ou vários
encontros, em um dado período
de tempo, a depender dos
critérios estabelecidos pelos
técnicos (profissionais de nível
superior) e coordenador do
CRAS e a partir dos objetivos a
serem alcançados.
Os encontros dos grupos
podem ser diários,
semanais ou quinzenais.
Neste serviço, a
convivência entre os
usuários representa a
metodologia de sua
intervenção e o modo pelo
qual se alcança o
fortalecimento dos vínculos
relacionais.
ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS
Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV)
4. Como são
organizadas (os)?
Sugere-se que a oficina com
famílias tenha duração de 60 a
120 minutos e que sejam
realizadas com no mínimo, 7 e,
no máximo, 15 participantes, de
acordo com os objetivos a serem
alcançados.
As oficinas com famílias devem
compor o quadro de ações do
PAIF de forma regular, assumindo
a cada semana, quinzena ou mês
um tema a ser trabalhado,
conforme a demanda do território
e o planejamento do serviço.
Nos grupos do SCFV, são
desenvolvidas atividades
planejadas, que
consideram as
especificidades
relacionadas aos ciclos de
vida dos usuários, bem
como as suas
potencialidades, as
vulnerabilidades e os
riscos sociais presentes no
território.
ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS
Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV)
5. Quem pode
participar?
Recomenda-se que das oficinas
com famílias participem os
responsáveis familiares, podendo
contemplar outros membros que
não desempenham essa função,
de modo a torná-las mais
heterogêneas e diversificar os
pontos de vista sobre os temas
discutidos, enriquecendo a troca
de vivências e possibilitando aos
participantes o exercício de
convivência, diálogo e reflexão.
O SCFV destina-se aos
usuários das seguintes
faixas etárias: crianças até
06 anos, crianças e
adolescentes de 6 a 15
anos, adolescentes de 15 a
17 anos, jovens de 18 a 29
anos; adultos de 30 a 59
anos e pessoas idosas.
ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS
O que não é “oficina com
famílias do PAIF”?
O que não é grupo do SCFV?
As oficinas com famílias do PAIF não
são oficinas de trabalhos manuais,
de terapias alternativas ou de
outras práticas que não condizem
com as seguranças afiançadas pela
política de assistência social. As
equipes do CRAS devem buscar
diferentes estratégias para
incentivar as famílias a participarem
dos serviços. As oficinas de
trabalhos manuais, além de
contribuírem para a melhora da
autoestima dos participantes, a
partir da potencialização de talentos,
podem atrair as famílias para o
CRAS.
Ações pontuais ou esporádicas na forma de
bailes, festas, atividades físicas, oficinas,
passeios e palestras não caracterizam, por
si só, os grupos do SCFV. O mesmo vale
para a promoção de cursos
profissionalizantes e para a oferta de apoio
escolar/ acadêmico, os quais não são de
competência da política de assistência
social e, por conseguinte, não o são
também do SCFV.
 As situações de vulnerabilidade e risco por
que passam os usuários devem ser
observadas não para estigmatizá-los, mas
para promover a sua melhor acolhida. Nos
grupos, devem ser proporcionadas acolhida
e partilha de experiências, ideias, dúvidas e
saberes, de modo a estimular a interação
entre os usuários e o orientador social,
responsável pela condução do grupo.
OFICINA NO SCFV
 A oficina é uma estratégia para potencializar
e qualificar as ações dos grupos do SCFV.
Trata-se de um subterfúgio para promover a
convivência, as conversações e os fazeres
por meio dos quais os vínculos entre os
usuários e entre estes e os profissionais
são construídos.
EQUIPES DE REFERÊNCIA
 O SUAS prevê a necessidade de equipes
multiprofissionais para o planejamento e a
execução dos serviços socioassistenciais.
 A quantidade de profissionais e as
categorias profissionais com atuação no
CRAS dependem do porte do município e
das necessidades das famílias e indivíduos
e do território.
EQUIPES DE REFERÊNCIA
 A equipe do SCFV é constituída por um
técnico de referência do CRAS com
atuação no SCFV, com formação de nível
superior - que poderá ser o assistente
social ou o psicólogo ou, ainda, outro
profissional que integre esta equipe do
CRAS.
 Orientadores sociais com, no mínimo, nível
médio de escolaridade que tem uma atuação
constante junto ao(s) grupo(s) do SCFV e é
responsável pela criação de um ambiente
de convivência participativo e democrático.
ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE TÉCNICA NO SCFV
 Técnico de Referência do CRAS com
atuação no SCFV:
 acolher, ofertar informações e encaminhar as
famílias usuárias do CRAS;
 realizar atendimento particularizado e visitas
domiciliares a famílias referenciadas ao
CRAS;
 encaminhar usuários ao SCFV;
 participar da definição dos critérios de
inserção dos usuários no serviço;
 assessorar o(s) orientador(es) social(ais) do
SCFV;
 garantir que as informações sobre a oferta
do SCFV estejam sempre atualizadas no
SISC e utilizá-las como subsídios para a
organização e planejamento do serviço.
 Etc.
 Orientador(es) Social(ais):
 organizar, facilitar oficinas e desenvolver
atividades coletivas nas unidades e/ou na
comunidade;
 acompanhar, orientar e monitorar os
usuários na execução das atividades;
 apoiar na organização de eventos artísticos,
lúdicos e culturais nas unidades e/ou na
comunidade;
 participar das reuniões de equipe para o
planejamento das atividades, avaliação de
processos, fluxos de trabalho e resultado;
 registrar a frequência e as ações
desenvolvidas, e encaminhar mensalmente
as informações para o profissional de
referência do CRAS;
 identificar o perfil dos usuários e
acompanhar a sua evolução nas atividades
desenvolvidas;
 coordenar o desenvolvimento das atividades
realizadas com os usuários;
 identificar e encaminhar famílias para o
técnico da equipe de referência do CRAS;
 Etc.
REFERENCIAS
 BRASIL. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à
Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento
de Vínculos: articulação necessária na proteção social
básica. Brasília, MDS; SNAS: 2015.
 BRASIL. O serviço de proteção e atendimento integral
à família segundo a tipificação nacional de serviços
socioassistenciais. Brasília, MDS; SNAS: 2012.
 BRASIL: Orientações técnicas sobre o serviço de
convivência e fortalecimento de vínculos para
crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. Brasília, MDS;
SNAS: 2010.
Obrigado!
Joelson Honorato dos Santos
Técnico de Referência do SCFV
joelson.hss@hotmail.com

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Cras paif
Cras paifCras paif
Cras paif
leilymoura
 
Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)
Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)
Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)
Joelson Honoratto
 
Suas, cras, creas
Suas, cras, creasSuas, cras, creas
Suas, cras, creas
Rosane Domingues
 
Apresentação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) UNOPAR
Apresentação do Sistema Único  de Assistência Social (SUAS)  UNOPARApresentação do Sistema Único  de Assistência Social (SUAS)  UNOPAR
Apresentação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) UNOPAR
Ana Patricia Fernandes Oliveira
 
14. apresentação cras lomba acolhida
14. apresentação cras lomba acolhida14. apresentação cras lomba acolhida
14. apresentação cras lomba acolhida
NandaTome
 
Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...
Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...
Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...
Rosane Domingues
 
Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.
Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.
Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.
Janaina Anjos
 
Perguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Perguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de VínculosPerguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Perguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Secretaria Especial do Desenvolvimento Social
 
Cras
CrasCras
Acolhimento no SCFV
Acolhimento no SCFVAcolhimento no SCFV
Acolhimento no SCFV
Joelson Honoratto
 
Suas 13 estudos de caso para debate
Suas  13 estudos de caso para debateSuas  13 estudos de caso para debate
Suas 13 estudos de caso para debate
Rosane Domingues
 
Eixos norteadores do scfv
Eixos norteadores do scfvEixos norteadores do scfv
Eixos norteadores do scfv
Joelson Honoratto
 
11 cras orientações técnicas (1)
11  cras orientações técnicas (1)11  cras orientações técnicas (1)
11 cras orientações técnicas (1)
Alinebrauna Brauna
 
Centro de referência da assistência social cras
Centro de referência da assistência social   crasCentro de referência da assistência social   cras
Centro de referência da assistência social cras
Luiza Cristina Ribas
 
Creas serviços
Creas  serviçosCreas  serviços
Creas serviços
Rosane Domingues
 
10. apresentação cras gloria
10. apresentação cras gloria10. apresentação cras gloria
10. apresentação cras gloria
NandaTome
 
Serviço social de grupo
Serviço social de grupoServiço social de grupo
Serviço social de grupo
Carol Alves
 
CRAS e CREAS- Quem faz o que.
CRAS e CREAS- Quem faz o que.CRAS e CREAS- Quem faz o que.
CRAS e CREAS- Quem faz o que.
Rosane Domingues
 
Formação continuada paif saf terceiro encontro.ppt 2
Formação continuada paif saf  terceiro  encontro.ppt 2Formação continuada paif saf  terceiro  encontro.ppt 2
Formação continuada paif saf terceiro encontro.ppt 2
NandaTome
 
06 ficha de evolução de atendimento
06   ficha de evolução de atendimento06   ficha de evolução de atendimento
06 ficha de evolução de atendimento
Janaina Anjos
 

Mais procurados (20)

Cras paif
Cras paifCras paif
Cras paif
 
Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)
Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)
Scfv 6 a 15 anos apresentacao (1)
 
Suas, cras, creas
Suas, cras, creasSuas, cras, creas
Suas, cras, creas
 
Apresentação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) UNOPAR
Apresentação do Sistema Único  de Assistência Social (SUAS)  UNOPARApresentação do Sistema Único  de Assistência Social (SUAS)  UNOPAR
Apresentação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) UNOPAR
 
14. apresentação cras lomba acolhida
14. apresentação cras lomba acolhida14. apresentação cras lomba acolhida
14. apresentação cras lomba acolhida
 
Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...
Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...
Reordenamento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos PASSO A ...
 
Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.
Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.
Informe esclarecimento sobre a atuação do creas.
 
Perguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Perguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de VínculosPerguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
Perguntas e respostas Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
 
Cras
CrasCras
Cras
 
Acolhimento no SCFV
Acolhimento no SCFVAcolhimento no SCFV
Acolhimento no SCFV
 
Suas 13 estudos de caso para debate
Suas  13 estudos de caso para debateSuas  13 estudos de caso para debate
Suas 13 estudos de caso para debate
 
Eixos norteadores do scfv
Eixos norteadores do scfvEixos norteadores do scfv
Eixos norteadores do scfv
 
11 cras orientações técnicas (1)
11  cras orientações técnicas (1)11  cras orientações técnicas (1)
11 cras orientações técnicas (1)
 
Centro de referência da assistência social cras
Centro de referência da assistência social   crasCentro de referência da assistência social   cras
Centro de referência da assistência social cras
 
Creas serviços
Creas  serviçosCreas  serviços
Creas serviços
 
10. apresentação cras gloria
10. apresentação cras gloria10. apresentação cras gloria
10. apresentação cras gloria
 
Serviço social de grupo
Serviço social de grupoServiço social de grupo
Serviço social de grupo
 
CRAS e CREAS- Quem faz o que.
CRAS e CREAS- Quem faz o que.CRAS e CREAS- Quem faz o que.
CRAS e CREAS- Quem faz o que.
 
Formação continuada paif saf terceiro encontro.ppt 2
Formação continuada paif saf  terceiro  encontro.ppt 2Formação continuada paif saf  terceiro  encontro.ppt 2
Formação continuada paif saf terceiro encontro.ppt 2
 
06 ficha de evolução de atendimento
06   ficha de evolução de atendimento06   ficha de evolução de atendimento
06 ficha de evolução de atendimento
 

Destaque

Projeto de intervenção slides
Projeto de intervenção slidesProjeto de intervenção slides
Projeto de intervenção slides
natanael alves da silva
 
Suicídio na adolescência
Suicídio na adolescência Suicídio na adolescência
Suicídio na adolescência
Duda Grabin
 
O Cristão e a Depressão
O Cristão e a DepressãoO Cristão e a Depressão
O Cristão e a Depressão
Leandro Sales
 
Palestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio originalPalestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio original
Alinebrauna Brauna
 
Roteiro básico Projeto de Intervenção
Roteiro básico Projeto de IntervençãoRoteiro básico Projeto de Intervenção
Roteiro básico Projeto de Intervenção
Goretti Silva
 
A Depressão
A DepressãoA Depressão
A Depressão
Marisa Almeida
 
Projeto de Intervenção
Projeto de IntervençãoProjeto de Intervenção
Projeto de Intervenção
moniquests
 

Destaque (7)

Projeto de intervenção slides
Projeto de intervenção slidesProjeto de intervenção slides
Projeto de intervenção slides
 
Suicídio na adolescência
Suicídio na adolescência Suicídio na adolescência
Suicídio na adolescência
 
O Cristão e a Depressão
O Cristão e a DepressãoO Cristão e a Depressão
O Cristão e a Depressão
 
Palestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio originalPalestra sobre suicídio original
Palestra sobre suicídio original
 
Roteiro básico Projeto de Intervenção
Roteiro básico Projeto de IntervençãoRoteiro básico Projeto de Intervenção
Roteiro básico Projeto de Intervenção
 
A Depressão
A DepressãoA Depressão
A Depressão
 
Projeto de Intervenção
Projeto de IntervençãoProjeto de Intervenção
Projeto de Intervenção
 

Semelhante a Paif e scfv

Apoio técnico a estados e municípios scfv
Apoio técnico a estados e municípios scfv Apoio técnico a estados e municípios scfv
Apoio técnico a estados e municípios scfv
ChcaraMonteiro
 
09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf
09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf
09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf
giselemg15
 
SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL
SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIALSOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL
SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL
Maíra B. Melo
 
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
ImaculadaConceiao
 
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
ImaculadaConceiao
 
Trabalho cras
Trabalho crasTrabalho cras
Trabalho cras
Aline Souza
 
Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015
Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015
Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015
patriciakvg
 
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básicaCartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
Rosane Domingues
 
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básicaCartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
Rosane Domingues
 
CADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdf
CADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdfCADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdf
CADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdf
yolandaabreu210
 
WEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptx
WEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptxWEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptx
WEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptx
AdrianoGPaulo
 
Cras instituição
Cras  instituiçãoCras  instituição
Cras instituição
Mariah Tamirys
 
Agente Social No Cras
Agente Social No CrasAgente Social No Cras
Agente Social No Cras
Maria Gold
 
Agente Social No C R A S
Agente  Social No  C R A SAgente  Social No  C R A S
Agente Social No C R A S
Maria Gold
 
Agente Social No C R A S
Agente  Social No  C R A SAgente  Social No  C R A S
Agente Social No C R A S
Maria Gold
 
Caderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdf
Caderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdfCaderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdf
Caderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdf
EloinaSoares1
 
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudosCapacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
GLAUCIA CASTRO
 
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudosCapacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
opensador
 
Orientacoes tecnicas sobre o paif tipificacao vol 1
Orientacoes tecnicas sobre o paif   tipificacao vol 1Orientacoes tecnicas sobre o paif   tipificacao vol 1
Orientacoes tecnicas sobre o paif tipificacao vol 1
NandaTome
 
Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de rua
Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de ruaCaderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de rua
Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de rua
Rosane Domingues
 

Semelhante a Paif e scfv (20)

Apoio técnico a estados e municípios scfv
Apoio técnico a estados e municípios scfv Apoio técnico a estados e municípios scfv
Apoio técnico a estados e municípios scfv
 
09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf
09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf
09172021113013-apresentacao.scfv.03.pdf
 
SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL
SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIALSOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL
SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL
 
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
 
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
02012017121907-c5.carpina.16.a.20.01.2017.t7.m3.1.pdf
 
Trabalho cras
Trabalho crasTrabalho cras
Trabalho cras
 
Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015
Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015
Caderno de-orientac3a7c3b5es-paif-e-scfv-mds-2015
 
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básicaCartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
 
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básicaCartilha paif   2016- articulação necessária na proteção social básica
Cartilha paif 2016- articulação necessária na proteção social básica
 
CADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdf
CADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdfCADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdf
CADERNO_DE_ATIVIDADES_SCFV_0_A_6_ANOS.pdf
 
WEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptx
WEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptxWEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptx
WEBNARIO-SUPAS-2021-CPSB-ATUAL.pptx
 
Cras instituição
Cras  instituiçãoCras  instituição
Cras instituição
 
Agente Social No Cras
Agente Social No CrasAgente Social No Cras
Agente Social No Cras
 
Agente Social No C R A S
Agente  Social No  C R A SAgente  Social No  C R A S
Agente Social No C R A S
 
Agente Social No C R A S
Agente  Social No  C R A SAgente  Social No  C R A S
Agente Social No C R A S
 
Caderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdf
Caderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdfCaderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdf
Caderno-de-Orientações-Técnicas-do-SCFV-para-Crianças-de-0-a-6-Anos-1.pdf
 
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudosCapacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
 
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudosCapacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
Capacitacao de conselheiros de assistencia social guia de estudos
 
Orientacoes tecnicas sobre o paif tipificacao vol 1
Orientacoes tecnicas sobre o paif   tipificacao vol 1Orientacoes tecnicas sobre o paif   tipificacao vol 1
Orientacoes tecnicas sobre o paif tipificacao vol 1
 
Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de rua
Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de ruaCaderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de rua
Caderno PAIF – Tipificacao – 2012 (Versão Preliminar)- moradores de rua
 

Paif e scfv

  • 1. SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA E SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS Articulação necessária na Proteção Social Básica
  • 2. A GESTÃO TERRITORIAL NO PROCESSO DE ARTICULAÇÃO ENTRE OS SERVIÇOS  As ações de proteção social básica organizam-se em torno do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), uma unidade pública estatal e descentralizada da Política de Assistência Social. Cabem aos CRAS duas funções exclusivas: gestão territorial e execução do PAIF.
  • 3.  Tanto o SCFV quanto os projetos e programas da proteção básica que são desenvolvidos no território de abrangência do CRAS devem ser a ele referenciados e devem manter articulação com o PAIF.
  • 4.  A oferta integrada dos serviços pressupõe articulação e organização das informações, fluxos, procedimentos e dos compromissos entre as unidades da rede socioassistencial.
  • 5. A EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS  De acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009), o PAIF consiste no trabalho social com famílias, de caráter continuado, com a finalidade de fortalecer a função protetiva das famílias, prevenir a ruptura dos seus vínculos, promover seu acesso a direitos e o usufruto deles e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida.
  • 6.  Visando materializar seus objetivos, o PAIF desenvolve ações individuais e coletivas (acolhida, ações particularizadas, encaminhamentos, oficinas com famílias e ações comunitárias), que precisam ser implementadas de forma articulada e requerem planejamento e avaliação.
  • 7.  O desenvolvimento do trabalho social com famílias no âmbito do PAIF pode ocorrer por meio de dois processos distintos, mas complementares: a) as famílias, um ou mais de seus membros, podem ser atendidas pelo PAIF; e b) as famílias podem ser acompanhadas pelo PAIF.
  • 8.  A fim de complementar o trabalho social com famílias realizado pelo PAIF, há o SCFV, que também compõe a proteção social básica, com vistas a prevenir a ocorrência de situações de risco social e fortalecer os vínculos familiares e comunitários.
  • 9.  A formação dos grupos deve respeitar as necessidades dos participantes, levando em consideração as especificidades do seu ciclo de vida. Dessa maneira, no serviço podem ser organizados grupos de crianças, de adolescentes, de jovens, de adultos e de pessoas idosas, a depender da demanda do município.
  • 10. ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV) 1. O que são? Consistem na realização de encontros previamente organizados, com objetivos de curto prazo a serem atingidos com um conjunto de famílias, por meio da participação de seus responsáveis ou outros representantes, sob a condução de técnicos de nível superior do CRAS. Os grupos do SCFV são formados por até 30 usuários, geralmente, reunidos conforme o seu ciclo de vida, sob a condução do orientador social. A organização dos grupos de acordo com o ciclo de vida dos usuários fundamenta-se na compreensão acerca das especificidades e desafios relacionados a cada estágio da vida dos indivíduos.
  • 11. ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV) 2. Quais são os seus objetivos? Promover a discussão e a reflexão sobre situações vivenciadas e interesses comuns, que dizem respeito à reprodução social da família, ao fortalecimento de sua função protetiva, ao acesso a direitos e às vulnerabilidades do território, que impactam no convívio familiar e comunitário. Por meio de variadas atividades, os grupos têm o objetivo de propiciar entre os usuários oportunidades para a escuta; valorização e reconhecimento do outro; produção coletiva; exercício de escolhas.
  • 12. ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV) 3. Quando são realizados? As oficinas podem ser desenvolvidas em um ou vários encontros, em um dado período de tempo, a depender dos critérios estabelecidos pelos técnicos (profissionais de nível superior) e coordenador do CRAS e a partir dos objetivos a serem alcançados. Os encontros dos grupos podem ser diários, semanais ou quinzenais. Neste serviço, a convivência entre os usuários representa a metodologia de sua intervenção e o modo pelo qual se alcança o fortalecimento dos vínculos relacionais.
  • 13. ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV) 4. Como são organizadas (os)? Sugere-se que a oficina com famílias tenha duração de 60 a 120 minutos e que sejam realizadas com no mínimo, 7 e, no máximo, 15 participantes, de acordo com os objetivos a serem alcançados. As oficinas com famílias devem compor o quadro de ações do PAIF de forma regular, assumindo a cada semana, quinzena ou mês um tema a ser trabalhado, conforme a demanda do território e o planejamento do serviço. Nos grupos do SCFV, são desenvolvidas atividades planejadas, que consideram as especificidades relacionadas aos ciclos de vida dos usuários, bem como as suas potencialidades, as vulnerabilidades e os riscos sociais presentes no território.
  • 14. ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS Oficinas com famílias (PAIF) Grupos (SCFV) 5. Quem pode participar? Recomenda-se que das oficinas com famílias participem os responsáveis familiares, podendo contemplar outros membros que não desempenham essa função, de modo a torná-las mais heterogêneas e diversificar os pontos de vista sobre os temas discutidos, enriquecendo a troca de vivências e possibilitando aos participantes o exercício de convivência, diálogo e reflexão. O SCFV destina-se aos usuários das seguintes faixas etárias: crianças até 06 anos, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, adolescentes de 15 a 17 anos, jovens de 18 a 29 anos; adultos de 30 a 59 anos e pessoas idosas.
  • 15. ESCLARECENDO AS DIFERENÇAS O que não é “oficina com famílias do PAIF”? O que não é grupo do SCFV? As oficinas com famílias do PAIF não são oficinas de trabalhos manuais, de terapias alternativas ou de outras práticas que não condizem com as seguranças afiançadas pela política de assistência social. As equipes do CRAS devem buscar diferentes estratégias para incentivar as famílias a participarem dos serviços. As oficinas de trabalhos manuais, além de contribuírem para a melhora da autoestima dos participantes, a partir da potencialização de talentos, podem atrair as famílias para o CRAS. Ações pontuais ou esporádicas na forma de bailes, festas, atividades físicas, oficinas, passeios e palestras não caracterizam, por si só, os grupos do SCFV. O mesmo vale para a promoção de cursos profissionalizantes e para a oferta de apoio escolar/ acadêmico, os quais não são de competência da política de assistência social e, por conseguinte, não o são também do SCFV.
  • 16.  As situações de vulnerabilidade e risco por que passam os usuários devem ser observadas não para estigmatizá-los, mas para promover a sua melhor acolhida. Nos grupos, devem ser proporcionadas acolhida e partilha de experiências, ideias, dúvidas e saberes, de modo a estimular a interação entre os usuários e o orientador social, responsável pela condução do grupo.
  • 17. OFICINA NO SCFV  A oficina é uma estratégia para potencializar e qualificar as ações dos grupos do SCFV. Trata-se de um subterfúgio para promover a convivência, as conversações e os fazeres por meio dos quais os vínculos entre os usuários e entre estes e os profissionais são construídos.
  • 18. EQUIPES DE REFERÊNCIA  O SUAS prevê a necessidade de equipes multiprofissionais para o planejamento e a execução dos serviços socioassistenciais.  A quantidade de profissionais e as categorias profissionais com atuação no CRAS dependem do porte do município e das necessidades das famílias e indivíduos e do território.
  • 19. EQUIPES DE REFERÊNCIA  A equipe do SCFV é constituída por um técnico de referência do CRAS com atuação no SCFV, com formação de nível superior - que poderá ser o assistente social ou o psicólogo ou, ainda, outro profissional que integre esta equipe do CRAS.  Orientadores sociais com, no mínimo, nível médio de escolaridade que tem uma atuação constante junto ao(s) grupo(s) do SCFV e é responsável pela criação de um ambiente de convivência participativo e democrático.
  • 20. ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE TÉCNICA NO SCFV  Técnico de Referência do CRAS com atuação no SCFV:  acolher, ofertar informações e encaminhar as famílias usuárias do CRAS;  realizar atendimento particularizado e visitas domiciliares a famílias referenciadas ao CRAS;  encaminhar usuários ao SCFV;
  • 21.  participar da definição dos critérios de inserção dos usuários no serviço;  assessorar o(s) orientador(es) social(ais) do SCFV;  garantir que as informações sobre a oferta do SCFV estejam sempre atualizadas no SISC e utilizá-las como subsídios para a organização e planejamento do serviço.  Etc.
  • 22.  Orientador(es) Social(ais):  organizar, facilitar oficinas e desenvolver atividades coletivas nas unidades e/ou na comunidade;  acompanhar, orientar e monitorar os usuários na execução das atividades;  apoiar na organização de eventos artísticos, lúdicos e culturais nas unidades e/ou na comunidade;
  • 23.  participar das reuniões de equipe para o planejamento das atividades, avaliação de processos, fluxos de trabalho e resultado;  registrar a frequência e as ações desenvolvidas, e encaminhar mensalmente as informações para o profissional de referência do CRAS;  identificar o perfil dos usuários e acompanhar a sua evolução nas atividades desenvolvidas;
  • 24.  coordenar o desenvolvimento das atividades realizadas com os usuários;  identificar e encaminhar famílias para o técnico da equipe de referência do CRAS;  Etc.
  • 25. REFERENCIAS  BRASIL. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: articulação necessária na proteção social básica. Brasília, MDS; SNAS: 2015.  BRASIL. O serviço de proteção e atendimento integral à família segundo a tipificação nacional de serviços socioassistenciais. Brasília, MDS; SNAS: 2012.  BRASIL: Orientações técnicas sobre o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. Brasília, MDS; SNAS: 2010.
  • 26. Obrigado! Joelson Honorato dos Santos Técnico de Referência do SCFV joelson.hss@hotmail.com