- sistema de interações humanas culturalmente 
padronizadas 
- sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas
Humor como forma de arte 
• Entreter 
• Alvo 
• Criticar falhas no sistema 
• Ironizar 
• Amenizar a seriedade de determinada situação
Para mim, uma coisa é bastante clara em relação ao humor: para que 
se faça graça, alguém tem que ser o alvo dessa graça. Falar em humor 
politicamente correto, por inteiro, soa como mera hipocrisia. Será que 
você nunca riu com uma piada de loira, de gaúcho, de português? 
Mesmo o público-alvo de certas piadas costuma achar graça de 
muitas delas, até porque todo mundo (ou quase todo mundo) sabe 
que fazer humor é buscar a graça, e não a seriedade (essa é a 
impressão que tenho, pelo menos). 
Nivaldo Machado Neto
Censura é uma coisa abominável. Mas não pode ser confundida 
com a proibição de usar meios de massa que possuem concessão 
pública para a apologia à discriminação étnica, à homofobia, à 
xenofobia e a preconceitos e intolerâncias 
Leonardo Sakamoto
A mesma sociedade que legitima valores machistas, racistas, homofóbicos, etc., 
contesta-os. Os “alvos” e “vítimas” deste tipo de humor organizam-se, reagem e 
exigem respeito. Mas não é patrulhamento da liberdade de expressão?! Não há 
temas proibidos, nem se trata de proibir. A questão é a forma que assume o 
discurso. Se este é ofensivo e quem se ofende é capaz de reagir coletivamente, é 
legítimo. A liberdade de expressão não se dá no vácuo, mas em tensão com o 
contexto social, político, cultural, histórico. Também o comediante não é neutro, ele 
precisa saber de que lado está. As piadas podem, inclusive, levar a pensar sobre as 
minorias, o racismo, o sexismo, etc. 
Trecho do documentário “Riso dos outros”
Não, nem sempre “É só uma piada!”, como proclama Rafinha Bastos e outros. A piada é 
concebida como desprovida de conteúdo ideológico, político, social, etc. É tratada como a 
piada em si, neutra. “É um insulto!, responde Lola Aronovich. Sim, uma piada preconceituosa 
não é apenas uma piada. A manifestação do artista reforça preconceitos ou contribui para 
questioná-los. Não é um discurso neutro, apolítico. Quem se imagina apolítico, tem uma 
compreensão simplista da política, restringindo-se à esfera institucional. Como diria Brecht é 
um “analfabeto político”! De qualquer forma, o que chama a atenção em tudo isto é o fato de 
as pessoas ainda rirem deste tipo de piada! Não tem graça! No entanto, o riso da maioria 
inebria e parece legitimar o comediante que diz o que o povo quer ouvir. E ele ainda fica com 
a impressão de que faz sucesso. Mas, como alerta Hugo Possolo, “Quem se curva demais ao 
público fica de quatro pra ele”. 
Trecho do documentário “Riso dos outros”
Alunos: Julia, Cecilia e Pedro Felipe

Os limites do humor

  • 4.
    - sistema deinterações humanas culturalmente padronizadas - sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas
  • 7.
    Humor como formade arte • Entreter • Alvo • Criticar falhas no sistema • Ironizar • Amenizar a seriedade de determinada situação
  • 8.
    Para mim, umacoisa é bastante clara em relação ao humor: para que se faça graça, alguém tem que ser o alvo dessa graça. Falar em humor politicamente correto, por inteiro, soa como mera hipocrisia. Será que você nunca riu com uma piada de loira, de gaúcho, de português? Mesmo o público-alvo de certas piadas costuma achar graça de muitas delas, até porque todo mundo (ou quase todo mundo) sabe que fazer humor é buscar a graça, e não a seriedade (essa é a impressão que tenho, pelo menos). Nivaldo Machado Neto
  • 9.
    Censura é umacoisa abominável. Mas não pode ser confundida com a proibição de usar meios de massa que possuem concessão pública para a apologia à discriminação étnica, à homofobia, à xenofobia e a preconceitos e intolerâncias Leonardo Sakamoto
  • 10.
    A mesma sociedadeque legitima valores machistas, racistas, homofóbicos, etc., contesta-os. Os “alvos” e “vítimas” deste tipo de humor organizam-se, reagem e exigem respeito. Mas não é patrulhamento da liberdade de expressão?! Não há temas proibidos, nem se trata de proibir. A questão é a forma que assume o discurso. Se este é ofensivo e quem se ofende é capaz de reagir coletivamente, é legítimo. A liberdade de expressão não se dá no vácuo, mas em tensão com o contexto social, político, cultural, histórico. Também o comediante não é neutro, ele precisa saber de que lado está. As piadas podem, inclusive, levar a pensar sobre as minorias, o racismo, o sexismo, etc. Trecho do documentário “Riso dos outros”
  • 11.
    Não, nem sempre“É só uma piada!”, como proclama Rafinha Bastos e outros. A piada é concebida como desprovida de conteúdo ideológico, político, social, etc. É tratada como a piada em si, neutra. “É um insulto!, responde Lola Aronovich. Sim, uma piada preconceituosa não é apenas uma piada. A manifestação do artista reforça preconceitos ou contribui para questioná-los. Não é um discurso neutro, apolítico. Quem se imagina apolítico, tem uma compreensão simplista da política, restringindo-se à esfera institucional. Como diria Brecht é um “analfabeto político”! De qualquer forma, o que chama a atenção em tudo isto é o fato de as pessoas ainda rirem deste tipo de piada! Não tem graça! No entanto, o riso da maioria inebria e parece legitimar o comediante que diz o que o povo quer ouvir. E ele ainda fica com a impressão de que faz sucesso. Mas, como alerta Hugo Possolo, “Quem se curva demais ao público fica de quatro pra ele”. Trecho do documentário “Riso dos outros”
  • 13.
    Alunos: Julia, Ceciliae Pedro Felipe