Análise do artigo
Former Students’ Perception of Improvement
Potential of Requirements
Engineering in Practice
Ricardo Guerra Freitas
Mestrando UniRIO - SAN
Orientador: Professor Mariano Pimentel
março/2015
Introdução
Introdução
O artigo tem como objetivo analisar a diferença da
engenharia de requisitos na teoria e na pratica pela ótica
de ex-alunos do um curso de engenharia de requisitos.
O artigo também pretende responder alguns
questionamentos sobre o tema, que seriam:
Qual é a natureza
da diferença?
Qual é o tamanho
da diferença?
Por que a
diferença existe?
O que poderia ser
feito para diminuir
a diferença?
Introdução
Para realizar o artigo foram entrevistados 70 ex-alunos do
curso de engenharia de requisitos para conhecer como
eles percebem o grau em que um conjunto de seis
artefatos de engenharia de requisitos são criados na
prática, e como eles percebem a melhoria potencial de
criação desses artefatos na prática.
Metodologia
Para cada artefato, foi perguntado sobre o uso do
artefato, e sobre a recomendação do uso do artefato.
A questão de uso teve
como objetivo conhecer
o grau em que o artefato
é explicitamente criado
na prática.
A recomendação visa
saber se temos ou não a
recomendação da criação
do artefato quando ainda
não havia sido criado.
Expectativa
Que houvesse uma melhoria na pratica da engenharia de
requisitos quando um numero significativo de entrevistados
recomendasse a criação de um artefato nos casos onde
não haviam sido criados
Escopo da pesquisa do artigo
Criação na prática do conjunto de artefatos de
engenharia de requisitos consistindo dos objetivos (ou
metas) definições, casos de uso, a qualidade (ou requisitos
não-funcionais), glossários, esquemas estruturais (ou
diagramas de classe) e restrições de integridade.
Não contemplado
Uma análise abrangente da prática da engenharia de
software deve levar em conta as atividades realizadas, os
métodos, técnicas e as ferramentas utilizadas, e os
artefatos criados.
Esse não é o escopo desse artigo.
Pesquisa
Estrutura da pesquisa
A pesquisa foi estruturada em 7 itens, alguns foram
perguntas diretas, outros com opções pré-definidas e
outras com a estrutura de Likert (escala de 1 a 5)
Dados coletados
369 possíveis
entrevistados
182 e-mails
inválidos
(49,3% do total)
72 respostas
completas
(39,6% do total)
1.39
2.78
5.56
0
1.39
0
4.17
6.94
5.56
2.78
1.39
0 0
4.17
8.33
2.78
4.17
2.78
1.39
16.67
1.39
2.78 2.78 2.78
18.06
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
0 1 2 3 >3
%
Qtd de projetos
<2 3 4 5 6
% de participantes por anos de
experiência e quantidade de projetos
Média das respostas na escala de
Likert para cada artefato
A divergência entre
os respondentes
mais experientes e
menos experientes
foi pequena
Objetivos
Objetivos
60% dos entrevistados percebem que os objetivos são
definidos nunca, raramente ou às vezes.
Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões
pelas quais o artefato não foi criado
1. Stakeholders preferiu indicar os requisitos do sistema, em
vez dos objetivos que pretendia atingir com o sistema
2. Considerou-se que o benefício esperado da definição
dos objetivos não justificavam o seu custo
Na questão aberta o motivo mais mencionado foi “falta de
tempo”
Objetivos
Na reunião do grupo focal, os participantes sugeriram que,
em muitos projetos, os clientes acreditam que eles já
conhecem os objetivos e eles não consideram que
compartilhá-los com os desenvolvedores é valioso para o
resultado do projeto.
Em vez disso, eles preferem ir diretamente para a discussão
sobre o que o sistema deve fazer e experimentar protótipos
de como o sistema está previsto para ser.
Objetivos
Para os mesmos entrevistados, a pesquisa também
perguntou as consequências de não definição dos
objetivos.
As três consequências sugeridas foram:
• Problemas no desenvolvimento de projetos;
• Falta de exploração de soluções alternativas para atingir
os objetivos;
• A falta de satisfação das partes interessadas no resultado
do projeto.
Objetivos
De acordo com
os ex-alunos, o
potencial de
melhoria da
definição dos
objetivos é de
48%
Casos de uso
Casos de uso
Assim como os objetivos, 60% dos entrevistados percebem
que eles são definidos nunca, raramente ou às vezes.
Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões
pelas quais o artefato não foi criado
• Houve uma definição implícita de casos de uso;
• Stakeholders considerados casos de uso desnecessário,
ou o seu custo não é justificado.
Casos de uso
De acordo com
os ex-alunos, o
potencial de
melhoria da
definição dos
casos de uso é
de 35%
Requisitos de qualidade
(requisitos não funcionais)
Requisitos de qualidade
75% dos entrevistados percebem que eles são definidos
nunca, raramente ou às vezes.
Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões
pelas quais o artefato não foi criado
• Houve uma definição implícita do artefato;
• Stakeholders considerados o artefato desnecessário, ou o
seu custo não é justificado.
Requisitos de qualidade
De acordo com
os ex-alunos, o
potencial de
melhoria da
definição dos
requisitos de
qualidade é de
39%
Glossário
Glossário
75% dos entrevistados percebem que eles são definidos
nunca, raramente ou às vezes.
Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões
pelas quais o artefato não foi criado
• Houve uma definição implícita do artefato;
• Stakeholders considerados o artefato desnecessário, ou o
seu custo não é justificado.
Glossário
De acordo com
os ex-alunos, o
potencial de
melhoria da
definição dos
glossários é de
23%
Esquemas estruturais
(diagrama de classe)
Esquemas estruturais
40% dos entrevistados percebem que eles são definidos
nunca, raramente ou às vezes.
Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões
pelas quais o artefato não foi criado
• Stakeholders considerados o artefato desnecessário, ou o
seu custo não é justificado;
• Metodologia utilizada não exigia a criação do esquema
estrutural.
Esquemas estruturais
De acordo com
os ex-alunos, o
potencial de
melhoria da
definição dos
esquemas
estruturais é de
27%
O que seria necessário para convencer
stakeholders desenvolvedores a usar o
artefato?
Hipótese e resultados
Hipótese
Acredita-se que pode haver uma oportunidade de
melhoria da prática de engenharia de requisitos quando
um número significativo de entrevistados recomenda a
criação de um artefato nos casos em que não foi criado.
Se o artefato foi criado quando recomenda-se a fazê-lo,
em seguida, o artefato seria criado com mais frequência, e
a prática da engenharia de requisitos seria melhor.
Resultados
Tentativa de identificar as razões pelas quais os artefatos
não foram criados, e o que seria necessário para
convencer os stakeholders e desenvolvedores a criar o
artefato, quando é recomendado.
Por fim, foram apontadas algumas implicações e pesquisas
para a prática da engenharia de requisitos que são
sugerida pelos resultados da pesquisa.
Conclusão
Conclusão
Foi mostrado que um aspecto da natureza da diferença é
que os artefatos importantes de engenharia de requisitos
não são criados, na prática, conforme especificado pela
teoria da engenharia de requisitos. De acordo com essa
teoria, os artefatos mencionados devem ser
obrigatoriamente criados na maioria, se não todos.
A magnitude do défice depende do artefato. A menor
diferença está no esquema estrutural, e é cerca de 40%. O
maior é no glossário, e é cerca de 80%.
Conclusão
Para os outros artefatos, a diferença situa-se entre estes
dois extremos. Foram descritas as razões pelas quais a
diferença existe. As razões dependem do artefato
considerado. Em geral, as duas principais razões são que,
na prática, há uma definição implícita do artefato, e que
as partes interessadas consideram o artefato
desnecessário, ou o seu custo não se justifica.
Conclusão
O potencial de melhoria dos seis artefatos (em ordem
decrescente) são:
• Objetivos (48%);
• Restrições de integridade (41%);
• Requisitos de qualidade (39%);
• Casos de uso (35%);
• Esquema estrutural (27% ); e
• Glossário (23%).
Conclusão
Estes resultados indicam que os ex-alunos percebem um
grande espaço para melhoria da situação atual em cada
artefato.
Foram sugeridas ideias sobre o que deve ser feito para
alcançar o potencial de melhoria. Isto depende também
do artefato. Em geral, o que é necessário é convencer as
partes interessadas que é necessário a criação do
artefato, e que o custo de criação, vale a pena.
Conclusão
Possíveis pontos de falhas na pesquisa:
• o viés geográfico e de domínio criado por desenhar os
entrevistados a partir dos ex-alunos de um curso de
engenharia de requisitos oferecido por uma universidade
particular.
• Possível viés introduzido pela forma que as perguntas são
feitas no questionário.
• O conjunto fechado de respostas pode levar os entrevistados as
respostas disponíveis, em vez de tomar mais tempo e utilizar respostas
abertas que exigem mais tempo e esforço cognitivo. No entanto, a
reunião dos grupo focais permitiu validar e, em alguns casos,
esclarecer os resultados da pesquisa.
Obrigado 

Olive etal formerstudentsperceptionimprovementpotentialconceptualmodelingpractice-er2013 - apresentação

  • 1.
    Análise do artigo FormerStudents’ Perception of Improvement Potential of Requirements Engineering in Practice Ricardo Guerra Freitas Mestrando UniRIO - SAN Orientador: Professor Mariano Pimentel março/2015
  • 2.
  • 3.
    Introdução O artigo temcomo objetivo analisar a diferença da engenharia de requisitos na teoria e na pratica pela ótica de ex-alunos do um curso de engenharia de requisitos. O artigo também pretende responder alguns questionamentos sobre o tema, que seriam: Qual é a natureza da diferença? Qual é o tamanho da diferença? Por que a diferença existe? O que poderia ser feito para diminuir a diferença?
  • 4.
    Introdução Para realizar oartigo foram entrevistados 70 ex-alunos do curso de engenharia de requisitos para conhecer como eles percebem o grau em que um conjunto de seis artefatos de engenharia de requisitos são criados na prática, e como eles percebem a melhoria potencial de criação desses artefatos na prática.
  • 5.
    Metodologia Para cada artefato,foi perguntado sobre o uso do artefato, e sobre a recomendação do uso do artefato. A questão de uso teve como objetivo conhecer o grau em que o artefato é explicitamente criado na prática. A recomendação visa saber se temos ou não a recomendação da criação do artefato quando ainda não havia sido criado.
  • 6.
    Expectativa Que houvesse umamelhoria na pratica da engenharia de requisitos quando um numero significativo de entrevistados recomendasse a criação de um artefato nos casos onde não haviam sido criados
  • 7.
    Escopo da pesquisado artigo Criação na prática do conjunto de artefatos de engenharia de requisitos consistindo dos objetivos (ou metas) definições, casos de uso, a qualidade (ou requisitos não-funcionais), glossários, esquemas estruturais (ou diagramas de classe) e restrições de integridade.
  • 8.
    Não contemplado Uma análiseabrangente da prática da engenharia de software deve levar em conta as atividades realizadas, os métodos, técnicas e as ferramentas utilizadas, e os artefatos criados. Esse não é o escopo desse artigo.
  • 9.
  • 10.
    Estrutura da pesquisa Apesquisa foi estruturada em 7 itens, alguns foram perguntas diretas, outros com opções pré-definidas e outras com a estrutura de Likert (escala de 1 a 5)
  • 11.
    Dados coletados 369 possíveis entrevistados 182e-mails inválidos (49,3% do total) 72 respostas completas (39,6% do total)
  • 12.
    1.39 2.78 5.56 0 1.39 0 4.17 6.94 5.56 2.78 1.39 0 0 4.17 8.33 2.78 4.17 2.78 1.39 16.67 1.39 2.78 2.782.78 18.06 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 0 1 2 3 >3 % Qtd de projetos <2 3 4 5 6 % de participantes por anos de experiência e quantidade de projetos
  • 13.
    Média das respostasna escala de Likert para cada artefato A divergência entre os respondentes mais experientes e menos experientes foi pequena
  • 14.
  • 15.
    Objetivos 60% dos entrevistadospercebem que os objetivos são definidos nunca, raramente ou às vezes. Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões pelas quais o artefato não foi criado 1. Stakeholders preferiu indicar os requisitos do sistema, em vez dos objetivos que pretendia atingir com o sistema 2. Considerou-se que o benefício esperado da definição dos objetivos não justificavam o seu custo Na questão aberta o motivo mais mencionado foi “falta de tempo”
  • 16.
    Objetivos Na reunião dogrupo focal, os participantes sugeriram que, em muitos projetos, os clientes acreditam que eles já conhecem os objetivos e eles não consideram que compartilhá-los com os desenvolvedores é valioso para o resultado do projeto. Em vez disso, eles preferem ir diretamente para a discussão sobre o que o sistema deve fazer e experimentar protótipos de como o sistema está previsto para ser.
  • 17.
    Objetivos Para os mesmosentrevistados, a pesquisa também perguntou as consequências de não definição dos objetivos. As três consequências sugeridas foram: • Problemas no desenvolvimento de projetos; • Falta de exploração de soluções alternativas para atingir os objetivos; • A falta de satisfação das partes interessadas no resultado do projeto.
  • 18.
    Objetivos De acordo com osex-alunos, o potencial de melhoria da definição dos objetivos é de 48%
  • 19.
  • 20.
    Casos de uso Assimcomo os objetivos, 60% dos entrevistados percebem que eles são definidos nunca, raramente ou às vezes. Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões pelas quais o artefato não foi criado • Houve uma definição implícita de casos de uso; • Stakeholders considerados casos de uso desnecessário, ou o seu custo não é justificado.
  • 21.
    Casos de uso Deacordo com os ex-alunos, o potencial de melhoria da definição dos casos de uso é de 35%
  • 22.
  • 23.
    Requisitos de qualidade 75%dos entrevistados percebem que eles são definidos nunca, raramente ou às vezes. Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões pelas quais o artefato não foi criado • Houve uma definição implícita do artefato; • Stakeholders considerados o artefato desnecessário, ou o seu custo não é justificado.
  • 24.
    Requisitos de qualidade Deacordo com os ex-alunos, o potencial de melhoria da definição dos requisitos de qualidade é de 39%
  • 25.
  • 26.
    Glossário 75% dos entrevistadospercebem que eles são definidos nunca, raramente ou às vezes. Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões pelas quais o artefato não foi criado • Houve uma definição implícita do artefato; • Stakeholders considerados o artefato desnecessário, ou o seu custo não é justificado.
  • 27.
    Glossário De acordo com osex-alunos, o potencial de melhoria da definição dos glossários é de 23%
  • 28.
  • 29.
    Esquemas estruturais 40% dosentrevistados percebem que eles são definidos nunca, raramente ou às vezes. Para os entrevistados, a pesquisa perguntou as razões pelas quais o artefato não foi criado • Stakeholders considerados o artefato desnecessário, ou o seu custo não é justificado; • Metodologia utilizada não exigia a criação do esquema estrutural.
  • 30.
    Esquemas estruturais De acordocom os ex-alunos, o potencial de melhoria da definição dos esquemas estruturais é de 27%
  • 31.
    O que serianecessário para convencer stakeholders desenvolvedores a usar o artefato?
  • 32.
  • 33.
    Hipótese Acredita-se que podehaver uma oportunidade de melhoria da prática de engenharia de requisitos quando um número significativo de entrevistados recomenda a criação de um artefato nos casos em que não foi criado. Se o artefato foi criado quando recomenda-se a fazê-lo, em seguida, o artefato seria criado com mais frequência, e a prática da engenharia de requisitos seria melhor.
  • 34.
    Resultados Tentativa de identificaras razões pelas quais os artefatos não foram criados, e o que seria necessário para convencer os stakeholders e desenvolvedores a criar o artefato, quando é recomendado. Por fim, foram apontadas algumas implicações e pesquisas para a prática da engenharia de requisitos que são sugerida pelos resultados da pesquisa.
  • 35.
  • 36.
    Conclusão Foi mostrado queum aspecto da natureza da diferença é que os artefatos importantes de engenharia de requisitos não são criados, na prática, conforme especificado pela teoria da engenharia de requisitos. De acordo com essa teoria, os artefatos mencionados devem ser obrigatoriamente criados na maioria, se não todos. A magnitude do défice depende do artefato. A menor diferença está no esquema estrutural, e é cerca de 40%. O maior é no glossário, e é cerca de 80%.
  • 37.
    Conclusão Para os outrosartefatos, a diferença situa-se entre estes dois extremos. Foram descritas as razões pelas quais a diferença existe. As razões dependem do artefato considerado. Em geral, as duas principais razões são que, na prática, há uma definição implícita do artefato, e que as partes interessadas consideram o artefato desnecessário, ou o seu custo não se justifica.
  • 38.
    Conclusão O potencial demelhoria dos seis artefatos (em ordem decrescente) são: • Objetivos (48%); • Restrições de integridade (41%); • Requisitos de qualidade (39%); • Casos de uso (35%); • Esquema estrutural (27% ); e • Glossário (23%).
  • 39.
    Conclusão Estes resultados indicamque os ex-alunos percebem um grande espaço para melhoria da situação atual em cada artefato. Foram sugeridas ideias sobre o que deve ser feito para alcançar o potencial de melhoria. Isto depende também do artefato. Em geral, o que é necessário é convencer as partes interessadas que é necessário a criação do artefato, e que o custo de criação, vale a pena.
  • 40.
    Conclusão Possíveis pontos defalhas na pesquisa: • o viés geográfico e de domínio criado por desenhar os entrevistados a partir dos ex-alunos de um curso de engenharia de requisitos oferecido por uma universidade particular. • Possível viés introduzido pela forma que as perguntas são feitas no questionário. • O conjunto fechado de respostas pode levar os entrevistados as respostas disponíveis, em vez de tomar mais tempo e utilizar respostas abertas que exigem mais tempo e esforço cognitivo. No entanto, a reunião dos grupo focais permitiu validar e, em alguns casos, esclarecer os resultados da pesquisa.
  • 41.