Palavras-chave: neurociência, emoção, sentimento, neurotransmissores, ciência,
religião
Você está feliz pois recebeu uma notícia de aprovação em um concurso e com
isto a sua vida mudará para melhor. É acometido de uma intensa sensação de
euforia e satisfação!
Acha que uma alma ou espírito lhe proporcionou esses sentimentos e emoções
ou o seu cérebro e o seu corpo estão em um “banho químico” de substâncias?
Errou se pensou em alma ou espírito.
O processo se passou, resumidamente, dessa maneira: a notícia (informação)
chega; é processada em regiões cerebrais onde todas as suas memórias com
expectativas pelo concurso (emoções e sentimentos) são evocadas; só então
neurônios de outras regiões cerebrais são ativados; informações chegam por eles
a glândulas endócrinas e mais hormônios são fabricados; estes percorrem seu
corpo, relaxando músculos, enrijecendo outros, deixando seu corpo leve, em
uma “suavidade” única que só uma felicidade intensa deixaria.
Endorfina, dopamina e noradrenalina são alguns desses hormônios, e, qualquer
semelhança, no processo citado acima, com um computador, não é mera
coincidência. Só que os computadores só possuem capacidades e vias para o
primeiro parênteses do processo: informação. Então os “estados” de
funcionamento dessas máquinas são limitadas comparados a nós seres
humanos.
Você já percebeu que este artigo possui uma visão materialista dos nossos
sentimentos e emoções mas, pode acreditar, existem muitas evidências para que
eu escreva assim. Existem experiências e literaturas demais para não levarmos
em consideração algo revolucionário como esse.
No meu artigo “O cérebro isento de alma” (1) eu proponho ao leitor raciocinar
ao contrário: por que colocar um sistema, o cérebro, que é o mais complexo do
universo, no alto da cabeça dos humanos se uma alma, de um criador
onipotente, onisciente e onipresente, fizesse todo o serviço da casa? Bastaria
termos apenas carne e ossos na cabeça! Também digo que se uma alma ajudasse
os processos físicos-químicos neuronais, estariam rebaixando esse conceito de
absoluta para algo menor, o que também não condiz com a ideia de um criador
absoluto.
Em outro artigo meu, “A base material dos sentimentos” (2), falo de uma
revolução científica e filosófica devido às descobertas da neurociência, desde o
funcionamento do neurônio até a complexa máquina neural não só emoções e
sentimentos mas também a nossa racionalidade.
Quanto a isso não vejo nenhuma discussão ou indagações a respeito do assunto,
mas, conforme os estudos do cérebro avançam cada vez mais, cientistas,
filósofos e pessoas comuns vão se apercebendo, vislumbrando uma nova etapa
no modo de se pensar sobre o assunto.
Então, como o nome deste artigo pergunta, o que é o sentir, digo que é um
conjunto de estados de nossa mente com o corpo, onde substâncias químicas
proporcionam sensações agradáveis ou não, de bem-estar, prazer, dor ou um
incômodo qualquer, em músculos, vísceras, etc. Como exemplo, a “suavidade”
mencionada por mim, na falta ainda de uma definição porque a neurociência é
uma ciência nova, de sua felicidade ao passar em um concurso.
Bibliografia:
1 - O cérebro isento de alma. O relativismo religioso - Como eu o vejo. Argos
Arruda Pinto. Disponível em:
< http://orelativismodasreligioes.blogspot.com.br/2014/08/o-cerebro-isento-de-
alma.html >. Acesso em: 19 out. 2016.
2) - A base material dos sentimentos. Cérebro & Mente. Argos Arruda Pinto.
Disponível em: <
http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/sentimentos.html >. Acesso em:
19 out. 2016;
e
A base material dos sentimentos. Sistemas, Teoria da Evolução e Neurociências.
Argos Arruda Pinto. Disponível em: <
http://sistemaevolucaoneurociencia.blogspot.com.br/ >. Acesso em 20 out.
2016.

O que é o sentir? Sentimentos e emoções

  • 1.
    Palavras-chave: neurociência, emoção,sentimento, neurotransmissores, ciência, religião Você está feliz pois recebeu uma notícia de aprovação em um concurso e com isto a sua vida mudará para melhor. É acometido de uma intensa sensação de euforia e satisfação! Acha que uma alma ou espírito lhe proporcionou esses sentimentos e emoções ou o seu cérebro e o seu corpo estão em um “banho químico” de substâncias? Errou se pensou em alma ou espírito. O processo se passou, resumidamente, dessa maneira: a notícia (informação) chega; é processada em regiões cerebrais onde todas as suas memórias com expectativas pelo concurso (emoções e sentimentos) são evocadas; só então neurônios de outras regiões cerebrais são ativados; informações chegam por eles a glândulas endócrinas e mais hormônios são fabricados; estes percorrem seu corpo, relaxando músculos, enrijecendo outros, deixando seu corpo leve, em uma “suavidade” única que só uma felicidade intensa deixaria. Endorfina, dopamina e noradrenalina são alguns desses hormônios, e, qualquer semelhança, no processo citado acima, com um computador, não é mera coincidência. Só que os computadores só possuem capacidades e vias para o primeiro parênteses do processo: informação. Então os “estados” de funcionamento dessas máquinas são limitadas comparados a nós seres humanos. Você já percebeu que este artigo possui uma visão materialista dos nossos sentimentos e emoções mas, pode acreditar, existem muitas evidências para que eu escreva assim. Existem experiências e literaturas demais para não levarmos em consideração algo revolucionário como esse. No meu artigo “O cérebro isento de alma” (1) eu proponho ao leitor raciocinar ao contrário: por que colocar um sistema, o cérebro, que é o mais complexo do universo, no alto da cabeça dos humanos se uma alma, de um criador onipotente, onisciente e onipresente, fizesse todo o serviço da casa? Bastaria termos apenas carne e ossos na cabeça! Também digo que se uma alma ajudasse os processos físicos-químicos neuronais, estariam rebaixando esse conceito de absoluta para algo menor, o que também não condiz com a ideia de um criador absoluto.
  • 2.
    Em outro artigomeu, “A base material dos sentimentos” (2), falo de uma revolução científica e filosófica devido às descobertas da neurociência, desde o funcionamento do neurônio até a complexa máquina neural não só emoções e sentimentos mas também a nossa racionalidade. Quanto a isso não vejo nenhuma discussão ou indagações a respeito do assunto, mas, conforme os estudos do cérebro avançam cada vez mais, cientistas, filósofos e pessoas comuns vão se apercebendo, vislumbrando uma nova etapa no modo de se pensar sobre o assunto. Então, como o nome deste artigo pergunta, o que é o sentir, digo que é um conjunto de estados de nossa mente com o corpo, onde substâncias químicas proporcionam sensações agradáveis ou não, de bem-estar, prazer, dor ou um incômodo qualquer, em músculos, vísceras, etc. Como exemplo, a “suavidade” mencionada por mim, na falta ainda de uma definição porque a neurociência é uma ciência nova, de sua felicidade ao passar em um concurso. Bibliografia: 1 - O cérebro isento de alma. O relativismo religioso - Como eu o vejo. Argos Arruda Pinto. Disponível em: < http://orelativismodasreligioes.blogspot.com.br/2014/08/o-cerebro-isento-de- alma.html >. Acesso em: 19 out. 2016. 2) - A base material dos sentimentos. Cérebro & Mente. Argos Arruda Pinto. Disponível em: < http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/sentimentos.html >. Acesso em: 19 out. 2016; e A base material dos sentimentos. Sistemas, Teoria da Evolução e Neurociências. Argos Arruda Pinto. Disponível em: < http://sistemaevolucaoneurociencia.blogspot.com.br/ >. Acesso em 20 out. 2016.