Levantou-se na cidade
um novo e geral clamor:
todos contra amor se queixam,
ninguém sabe o que é amor.
Dizem uns que ele é doçura
Dizem uns que ele é doçura
     outros dizem que ele é dor;
outros dizem que ele é dor;
     não lhe acertam nome próprio,
não lhe acertam nome próprio,
     ninguém sabe o que é amor.
ninguém sabe o que é amor.
Que importa que alguém presuma
nestas cousas ser doutro,
se ele ignora como os outros?
Ninguém sabe o que é amor.
Amor é uma ciência
    que não pode haver maior
pois por mais que amor se estude,
   ninguém sabe o que é amor.
Em mil formas aparece
   o menino encantador;
inda assim não se conhece...
Ninguém sabe o que é amor.
Ao valente faz covarde,
ao covarde dá valor:
como é isto não se sabe,
ninguém sabe o que é amor.
Choram uns o seu desprezo,
outros cantam seu favor,
de amor chora, de amor cantam...
Ninguém sabe o que é amor.
A uns faz gelar de susto,
noutros causa um doce ardor;
não se sabe a qualidade,
ninguém sabe o que é amor.
Amor tem um ser divino,
não tem forma, corpo ou cor,
  sente-se mas não se vê...
Ninguém sabe o que é amor.
O AUTOR:

Domingos
 CALDAS
BARBOSA
Domingos CALDAS BARBOSA
                        04/8/1738 – Rio de Janeiro - Brasil
                         09/11/1800 – Lisboa - Portugal


Filho de um português com uma escrava angolana, foi enviado para Portugal em
1763, para estudar em Coimbra. Posteriormente em Lisboa, celebrizou-se pelas
trovas improvisadas ao som da sua viola de corda de arame. Suas composições
estão reunidas no livro Viola de Lereno, pseudônimo que ele adotava.

Foi soldado nas lutas na Colônia de Sacramento, fez, em Lisboa, uma vida de
padre mundano, que Tolentino satirizou, animando assembleias burguesas, salões
fidalgos e até serões do paço real.

Em sua poesia tratou das peculiaridades afetivas do povo brasileiro, distinguindo-
as das dos portugueses. Se aproximou assim de temas românticos, ainda que de
maneira não tão profunda.

É o Patrono da Cadeira nº3 da Academia Brasileira de Música .
FORMATAÇÃO: Mima (Wilma) Badan
       mimabadan@yahoo.com.br
   MÚSICA: É o amor (Zezé de Camargo)
        Execução: Flauta de Pan
         IMAGENS: da Internet
    (Repasse com os devidos créditos)

       BLOGs de MIMA BADAN:
    www.mimabadan.blogspot.com
  wwwrecantodepalavras.blogspot.com
  wwwrecantodasreceitas.blogspot.com
  wwwpurezadoutrinaria.blogspot.com
  wwwcasadavovomima.blogspot.com

PPSs e ESTÓRIAS INFANTIS de MIMA BADAN:
      www.slideshare.net/mimabadan

O que é o amor - Caldas Barbosa

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    Levantou-se na cidade umnovo e geral clamor: todos contra amor se queixam, ninguém sabe o que é amor.
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    Dizem uns queele é doçura Dizem uns que ele é doçura outros dizem que ele é dor; outros dizem que ele é dor; não lhe acertam nome próprio, não lhe acertam nome próprio, ninguém sabe o que é amor. ninguém sabe o que é amor.
  • 4.
    Que importa quealguém presuma nestas cousas ser doutro, se ele ignora como os outros? Ninguém sabe o que é amor.
  • 5.
    Amor é umaciência que não pode haver maior pois por mais que amor se estude, ninguém sabe o que é amor.
  • 6.
    Em mil formasaparece o menino encantador; inda assim não se conhece... Ninguém sabe o que é amor.
  • 7.
    Ao valente fazcovarde, ao covarde dá valor: como é isto não se sabe, ninguém sabe o que é amor.
  • 8.
    Choram uns oseu desprezo, outros cantam seu favor, de amor chora, de amor cantam... Ninguém sabe o que é amor.
  • 9.
    A uns fazgelar de susto, noutros causa um doce ardor; não se sabe a qualidade, ninguém sabe o que é amor.
  • 10.
    Amor tem umser divino, não tem forma, corpo ou cor, sente-se mas não se vê... Ninguém sabe o que é amor.
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    Domingos CALDAS BARBOSA 04/8/1738 – Rio de Janeiro - Brasil 09/11/1800 – Lisboa - Portugal Filho de um português com uma escrava angolana, foi enviado para Portugal em 1763, para estudar em Coimbra. Posteriormente em Lisboa, celebrizou-se pelas trovas improvisadas ao som da sua viola de corda de arame. Suas composições estão reunidas no livro Viola de Lereno, pseudônimo que ele adotava. Foi soldado nas lutas na Colônia de Sacramento, fez, em Lisboa, uma vida de padre mundano, que Tolentino satirizou, animando assembleias burguesas, salões fidalgos e até serões do paço real. Em sua poesia tratou das peculiaridades afetivas do povo brasileiro, distinguindo- as das dos portugueses. Se aproximou assim de temas românticos, ainda que de maneira não tão profunda. É o Patrono da Cadeira nº3 da Academia Brasileira de Música .
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    FORMATAÇÃO: Mima (Wilma)Badan mimabadan@yahoo.com.br MÚSICA: É o amor (Zezé de Camargo) Execução: Flauta de Pan IMAGENS: da Internet (Repasse com os devidos créditos) BLOGs de MIMA BADAN: www.mimabadan.blogspot.com wwwrecantodepalavras.blogspot.com wwwrecantodasreceitas.blogspot.com wwwpurezadoutrinaria.blogspot.com wwwcasadavovomima.blogspot.com PPSs e ESTÓRIAS INFANTIS de MIMA BADAN: www.slideshare.net/mimabadan