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O Alterense
CDU Alter do Chão | Outubro a Dezembro de 2023 | Dezembro de 2023| N.º 41 | Ano X
CDU
Notícias Autárquicas
O Plano Plurianual de Investimentos (PPI) e Orçamento 2024 - 2027 foi discutido em reunião de Câmara de 15 de Novembro último e foi aprovado
por maioria, com os votos favoráveis dos vereadores do PSD (3) e os votos contra dos vereadores do PS (2).
A 24 do mesmo mês teve lugar a 5ª sessão ordinária da Assembleia Municipal onde, naturalmente, este assunto foi discutido. O Plano Plurianual de
Investimentos (PPI) e Orçamento 2024 – 2027 foi aprovado com 9 votos a favor (PSD), 6 votos contra (PS) e 4 abstenções (2 da CDU e 2 dos pre-
sidentes da Juntas de Freguesia de Seda e Chancelaria do PS).
A estrutura do PPI por funções é a seguinte:
O PPI engloba todos os projetos ou atividades que não são investimentos, mas são importantes para a autarquia.
Com a aprovação do OE para 2024, os fundos municipais previstos são:
A título de curiosidade salienta-se o pagamento de 127 465,00 euros à SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, SA, por um ano, para a recolha
e transporte de resíduos sólidos e lavagem de contentores e ainda mais 24 999,04 euros para transporte de monstros, verdes e aluguer de cubas para
as freguesias do concelho, por 2 anos.
Para as IPSS’s do concelho estão previstos 150 000,00 euros e para os Bombeiros a previsão de transferência é de 80 000,00.
Programa PPI %
Funções gerais
Administração geral 43 500,00 0,8
Proteção civil e luta contra incêndios 139 000,00 2,6
Ensino não superior 279 000,00 5,3
Serviços auxiliares de ensino 40 500,00 0,8
Serviços individuais de saúde 2 000,00 0,0
Acão social 146 000,00 2,7
Habitação 250 000,00 4,7
Ordenamento do território 52 800,00 1,0
Funções sociais
Saneamento 18 100,00 0,3
Abastecimento de água 14 000,00 0,3
Resíduos sólidos 200 000,00 3,8
Proteção meio ambiente conservação natureza 46 000,00 0,9
Cultura 966 356,00 18,2
Desporto, recreio e lazer 1 782 250,00 33,5
Outras atividades cívicas e religiosas 10 000,00 0,2
Funções económi-
cas
Agricultura, pecuária, silvicultura, caça, pesca 7 000,00 0,1
Indústria e energia 41 000,00 0,8
Transportes rodoviários 514 000,00 9,7
Mercados e feiras 15 000,00 0,3
Turismo 86 000,00 1,6
Outras funções económicas 0,00 0,0
Outras funções Transferência entre administrações 69 000,00 1,3
Diversas não especificadas 600 000,00 11,3
TOTAL 5 322 806,00 100
Designação Previsão 2023
Fundo de equilíbrio financeiro (corrente) 3 979 968,00
Fundo social municipal 87 928,00
Participação fixa no IRS (corrente) 70 491,00
IVA 77 418,00
Fundo de equilíbrio financeiro (capital) 442 219,00
nº 3, art.º 35, Lei nº 73/2013 1 440 963,00
Total 6 098 987,00
Pá g in a 2
O A lt eren se Dez emb ro d e 2 023 | N. º 41
A Freguesia de CUNHEIRA, onde ainda resistem cerca de 300 habitantes, confronta-se com várias anormalidades, algumas mesmo permanecem
iguais, há já alguns anos. Se não vejamos:
A falta de escoamento das águas pluviais da via pública é uma enorme falha das entidades envolvidas e responsáveis públicas, havendo casos
em que, no período das chuvas, as sargetas atiram toda a água para dentro de alguns quintais, alagando-os mesmos. Esta situação, que
prejudica vários habitantes, já foi exposta há alguns anos à Junta de Freguesia para que fosse levasse a reunião de Câmara mas não aconte-
ceu nada. Terá sido levada à reunião?
As atuais beneficiações das casas do Bairro Novo em Cunheira, estão sendo realizadas, mas com enormes prejuízos para habitantes e vizinhan-
ças. O amontoado dos entulhos retirados das obras do bairro, têm sido colocados numa das extremidades do bairro, num espaço público,
onde as poeiras em todas as casas e na sua vizinhança tem sido um autêntico desastre com prejuízos na higiene, (limpezas) nas pinturas e
alguma poluição atmosférica, visível dentro da própria aldeia.
No passado dia 5/11/2023, o GROC de CUNHEIRA levou a efeito uma atividade desportiva, onde estiveram presentes vários grupos e per-
sonalidades atletas que participaram no evento. Assim durante um período, seguramente, de 2 ou 3 horas todas as ruas da aldeia ficaram
isoladas de toda a circulação, com a presença da GNR e cancelas, barrando a passagem, a quem quer que fosse, inclusivamente a rua prin-
cipal da aldeia foi vedada. Eu pessoalmente estive na iminência de chamar o 112 face a uma arritmia acentuada com valores muito bai-
xos. Pergunto, essa situação que foi verificada no dia 5/11/2023, com o apoio da Junta de Freguesia, não poderia ter sido realizada, sem
haver necessidade de interromper todas as ruas da aldeia, durante o tempo da prova, estudando-se outros locais e percursos? Pensem
nisso.
Está faltando conhecimento e respeito a várias personalidades do meu Concelho. Penso mesmo que as autoridades autárquicas e até mesmo
algumas empresas do concelho de Alter do Chão, estão fazendo vista grossa com o que se está passando na estrada Municipal M-532,
junto à Estação da Chança que é feio, vergonhoso e altamente prejudicial, para quem por ir ali passa de automóvel, a pé ou de outra for-
ma. Quem por ali passa sabe daquilo que estou falando. Talvez seja melhor denunciar esta situação aos legítimos defensores Ambientais.
Pensem nisso, pois não são suficientes duas placas de aviso ali colocadas, penso que pela edilidade, no sentido prevenir condutores. É
necessário que a empresa que explora o olival intensivo faça com que as máquinas, antes de entrarem na EM 532, façam limpeza do roda-
do no sentido de não trazerem para a estrada o barro colado nas rodas e que sujam toda a via.
Não deveria ser possível ignorar os direitos e os deveres de um povo.
João da Silva Rodrigues/Cunheira.
Notícias da Cunheira….
Coisas soltas
Muito se tem falado do mundo desenvolvido, do mundo em desenvolvimento e do mundo subdesenvolvido.
Parece-me óbvio que o “mundo desenvolvido” se desenvolveu à custa do “mundo subdesenvolvido” quando o explorou e quando se aproveitou
dos seus recursos naturais. É igualmente claro que foi o mundo que se foi desenvolvendo quem criou a revolução industrial e, por arrasto, deu ori-
gem aos problemas que hoje todo o mundo enfrenta, as alterações climáticas. Quando há muito mundo com fome e muito mundo com desperdí-
cios, como se pode dizer aos famintos que não semeiem milho híbrido, que lhes pode matar a fome, porque é um transgénico e poluente para o
planeta?
Assim, penso que não seja justo exigir aos países subdesenvolvidos as mesmas contribuições financeiras ou outras para que se pare esta degradação
do planeta. O princípio do poluidor pagador deve ser integralmente aplicado. Quem polui mais deve contribuir mais para a salvação do planeta.
Em Portugal, os resultados da última análise PISA são assustadores. Os números da leitura e da matemática estão em queda, quase vertical. Não há
país que resista se não houver um forte, muito forte, investimento na instrução. O nosso ensino deve ser alvo de uma revolução. Os professores têm
de ser dignificados, os pais devem educar os seus filhos e os alunos têm que perceber que “andar na escola” requer trabalho, muito trabalho.
Portugal é um país onde a saúde anda pelas horas da morte. Como se pode entender que a “saúde privada” floresça e a “saúde pública” murche? A
quem interessa a destruição do SNS? É aceitável gastar dinheiro a satisfazer os caprichos da OTAN/NATO quando há tantas e graves falhas na
saúde e bem-estar dos portugueses? Como pode o país estar melhor se as pessoas não sentem isso?
Os inúmeros casos e casinhos e as recentes tricas deram origem a uma crise política que levou à queda do governo. Os amiguismos levam muitas
vezes à corrupção e, por ironia do destino, somos governados pelos mesmos há cerca de 50 anos.
Sem instrução, sem saúde, sem trabalho digno e sem seriedade não há povo que se aguente.
João Martins/Alter do Chão
Pá g in a 3
O A lt eren se Dez emb ro d e 2 023 | N. º 41
Até as indignações não são todas iguais...
O “Ocidente democrático, civilizado e livre” indignou-se muito, e bem, com a invasão russa à Ucrânia. E indignou-se de tal maneira que tratou de
fornecer, de imediato, armas e mais armas àquele país para que pudesse expulsar o invasor. Tratou também de criar vários pacotes de sanções à
Rússia no sentido de a penalizar. Nesta guerra não foi invocado o direito de defesa do povo ucraniano. Contudo, ignorando os antecedentes e os
tratados firmados, o “Ocidente democrático, civilizado e livre” decidiu ajudar o país de Zelenski dando-lhe (?) muito, muito dinheiro e armas para
defesa dos valores “democráticos” e da “liberdade” que são, e sempre foram, expoentes nesta Ucrânia.
O mesmo “Ocidente democrático, civilizado e livre” não teve a mesma ou outra indignação quando Israel invadiu ou ocupou a Palestina, nunca
cumpriu qualquer resolução da ONU, criou os colonatos, expulsou e obriga habitantes a saírem das suas terras para que possa bombardear, isolou
Gaza, mata à vontade e impõe regras a povos que não o seu, faltou ao respeito ao secretário-geral da ONU e se está nas tintas para os outros países.
As “democracias ocidentais e do mundo livre” nada dizem, nada fazem, antes pelo contrário, apoiam e fornecem mais e mais armas. Agora a na-
to/otan tão apressada a ajudar a invadida Ucrânia não vai ajudar a Palestina, não vai bombardear Israel, como fez noutros locais. E agora já não há
invasão por um estado "democrático" a uma região? Onde está a condenação geral do invasor e ajuda ao invadido?
Nesta guerra aceitou-se pacificamente que Israel tem o direito de se defender e de matar quem bem entender, mas não se apoia o direito de defesa
da Palestina.
Se não se questiona o apoio a Israel porque tem o “direito de se defender” porque se há-de questionar algum apoio dado ao HAMAS, igualmente
para se defender. Sim, foi horrível o que o Hamas fez aos israelitas que estavam num concerto, no passado 7 de Outubro. Sim é horrível o que Israel
está a fazer aos palestinianos desde essa data.
Não são ambos terroristas? Sim, são ambos terroristas.
O recente veto dos Estados Unidos a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para um cessar fogo humanitário é muito revelador das
intenções daquele país. Qual é a novidade ou surpresa do veto americano? Não estiveram sempre do lado e apoiaram bandidos? A comunidade
internacional assiste impávida e serena à matança palestiniana. Grandes defensores dos direitos humanos.
Condenámos, bem e muito, o holocausto. Porque não fazemos o mesmo ao genocídio em Gaza?
Romão Trindade/ Alter do Chão
Decorreu, no dia 18 de novembro, em Vila Franca de Xira, o 4º Encontro de Professores Ecologistas.
Este encontro permitiu que professores, amigos e membros do PEV de vários pontos do país se fizessem representar com o intuito de discutir
temas prementes da educação nacional para construção de conhecimento e de soluções para um planeta e uma sociedade que se querem “mais ver-
des e mais justos, onde a escola pública assuma um papel decisivo enquanto espaço de formação e conhecimento pela defesa dos direitos constituci-
onais e humanos”.
A abertura da sessão esteve a cargo de Dulce Arrojado, professora e elemento da Comissão Executiva do PEV e o painel de oradores foi bastante
diversificado e contou com nomes como o de Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF; Jorge Fael, Presidente da Associação Água Pública;
Bianca Castro, atriz e ativista pelo clima; Simone Oliveira, Licenciada em Geografia e autora de manuais escolares; e Carla Potrica Guerreiro, Vice-
Presidente da Câmara Municipal de Setúbal. Teve ainda como oradores alguns elementos do PEV e o encerramento da sessão foi feito por Mariana
Silva, professora e membro da Comissão Executiva do PEV.
Os principais temas foram debatidos em três painéis. O primeiro relacionou-se com a água e a necessidade de criar mecanismos que a protejam e
evitem a privatização desse recurso essencial à vida humana; o segundo abordou a ecologia e o ativismo; e o terceiro debruçou-se sobre a importân-
cia da escola pública “consagrada na Constituição da República Portuguesa de 1976 que tem sofrido um ataque constante naquilo que é a sua função
de ser uma escola para todos, inclusiva e diversa, promotora de uma cidadania ativa e que seja o garante do acesso a uma educação de qualidade para
as gerações de hoje e do futuro”.
Os presentes neste encontro, tiveram ainda o privilégio de visitar o Museu do Neorrealismo de Vila Franca, onde se encontra um riquíssimo conjun-
to de coleções museológicas, com destaque para espólios literários e editoriais e obras de arte centradas na temática neorrealista, onde nomes como
os de Joaquim Namorado, Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, Carlos de Oliveira, José Dias Coelho, Júlio Pomar, Mário Dionísio, Avelino Cunhal,
Manuel Ribeiro de Pavia, Margarida Tengarrinha, Nuno San-Payo, entre outros, podem ser apreciados à luz dessa época da nossa história.
Rosário Narciso – professora
Pá g in a 4
O A lt eren se Dez emb ro d e 2 023 | N. º 41
Ficha Técnica
Edição e Propriedade: CDU - Alter do Chão
ISSN: 2183-4415
Periodicidade: Trimestral
Tiragem: 250 exemplares
Distribuição: Impressa e online (gratuitas)
Diretor: João Martins
Morada: Rua Senhor Jesus do Outeiro, n.º 17
7440 - 078 Alter do Chão
Telefone: 927 220 200
Email: cdualter2013@gmail.com
Facebook: www.facebook.com/cdu.alter
Coisas . . .
 Como estão as obras dos sanitários da Cunheira?
 Roubaram, mais uma vez, as aves da gaiola do Jardim do Álamo. Qual é/foi o propósito? Ser contra os animais em cativeiro? Para comer?
Para chatear? Por diversão?
Forte de Peniche
Foi no Forte de Peniche
Que tanta gente do povo
Foi presa e torturada
Por monstros foi humilhada,
Para fazer um país novo
Quem poderá esquecer
Homens com tanta coragem,
Contra tudo e contra todos
Enfrentaram tantos doidos
Gente má gente selvagem
Naqueles pequenos cubículos
Impróprios para humanos
Ali sofreram e morreram
Nas torturas que ocorreram
Ao longo de muitos anos
O povo foi sempre humilde
Apenas quer paz e sossego
Mas lembrar e não esquecer
Porque ficaram a saber
Do que o fascismo é capaz
Gaivotas com voos serenos
Voam por toda a cidade
Soltam seus gritos de prazer
Como a quererem dizer
Que bom termos LIBERDA-
DE
Fabião Heitor Coutinho /Seda
A Poesia de Fabião Coutinho
A freguesia de Seda celebrou, a 1 de Outubro, 513 anos enquanto freguesia agraciada pelo foral manuelino de 1510.
Neste dia da freguesia, foi apresentado pela profª Rosário Narciso, que também escreveu o prefácio, o livro "Poemas de
Fabião Coutinho" do poeta Fabião Coutinho.
A cerimónia foi no adro da igreja e no final houve "comes e bebes" na Casa do Povo, cantaram-se os parabéns à freguesia
e soou o acordeão, alegrando as gentes da terra.
Houve igualmente, a 1 de Novembro, uma sessão de divulgação do livro no 47°aniversário do Centro Popular de Cultura
e Desporto da Póvoa de Santa Iria.
Alter do Chão
I
Lembrei-me neste dia
Coisas de Alter contar
Dizer aquilo que havia
Para hoje se recordar
II
Tentarei dar uma imagem
Imitando as fotografias:
Havia Pensões
e Estalagem
Fornos de Pão e Padarias
III
Havia Talhantes e Peixeiros
Muitas Lojas e
Mercearias
Carpinteiros, Abegões e Pregoeiros
Casas de Pasto e Salsicharias
IV
Havia Tabernas e Barbearias
Ferradores e Albardeiros
Fornos de Cal e Latoarias
Costureiras, Alfaiates e Correeiros
V
Loja de Solas e Cabedais
Pedreiros e Calceteiros
Sapateiros eram muitos mais
Que Ferreiros e Cauteleiros
VI
Havia a Fábrica da Farinha
De Peles e Cortumes
Até de Pirolitos Alter tinha
Como seus usos e costumes
VII
Cafés e também Papelarias
Tínhamos uma Endireita
Fotógrafo e Drogarias
E ao Postigo alguém espreita
VIII
Tínhamos Hortas e Quintais
Trabalhadores e Seareiros
Matadouro para animais
Água nos nossos Ribeiros
IX
Competiam como rivais
Cinema, Bailes em 6 Salões
Nunca estes foram demais
Para animar nossos serões
X
Em Ruas de calçada antiga
Passavam Carroças e Charretes
Hoje ninguém lhes liga
Nem se vêm bicicletes
XI
Eram 14 Igrejas e Capelas
Várias eram as Procissões
Todas grandes e belas
Mais as suas devoções
XII
Dois Médicos noite e dia
E um só Enfermeiro
Um hospital que servia
O alterense e forasteiro
XIII
Com Laboratório na Farmácia
Para manipular os medicamentos
Nesse tempo era uma eficácia
Para aliviar os padecimentos
XIV
Na Câmara havia uma carroça
No pino do Verão regava as Ruas
Não rias nem faças troça
Que as Ruas também são tuas
XV
Tudo isto foram realidades
Que faz bem reviver
Foram estas actividades
Que fez Alter do Chão crescer
XVI
Se caírem no esquecimento
As coisas da nossa vivência
É travar o sentimento
É proibir a inteligência
XVII
Até os costumes fomos perdendo
Mais parece uma tentação
Tudo vai desaparecendo
Até ficarmos sem população
XVIII
Agora os tempos são outros
De televisões e vários canais
Hoje somos já tão poucos
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  • 1. O Alterense CDU Alter do Chão | Outubro a Dezembro de 2023 | Dezembro de 2023| N.º 41 | Ano X CDU Notícias Autárquicas O Plano Plurianual de Investimentos (PPI) e Orçamento 2024 - 2027 foi discutido em reunião de Câmara de 15 de Novembro último e foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis dos vereadores do PSD (3) e os votos contra dos vereadores do PS (2). A 24 do mesmo mês teve lugar a 5ª sessão ordinária da Assembleia Municipal onde, naturalmente, este assunto foi discutido. O Plano Plurianual de Investimentos (PPI) e Orçamento 2024 – 2027 foi aprovado com 9 votos a favor (PSD), 6 votos contra (PS) e 4 abstenções (2 da CDU e 2 dos pre- sidentes da Juntas de Freguesia de Seda e Chancelaria do PS). A estrutura do PPI por funções é a seguinte: O PPI engloba todos os projetos ou atividades que não são investimentos, mas são importantes para a autarquia. Com a aprovação do OE para 2024, os fundos municipais previstos são: A título de curiosidade salienta-se o pagamento de 127 465,00 euros à SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, SA, por um ano, para a recolha e transporte de resíduos sólidos e lavagem de contentores e ainda mais 24 999,04 euros para transporte de monstros, verdes e aluguer de cubas para as freguesias do concelho, por 2 anos. Para as IPSS’s do concelho estão previstos 150 000,00 euros e para os Bombeiros a previsão de transferência é de 80 000,00. Programa PPI % Funções gerais Administração geral 43 500,00 0,8 Proteção civil e luta contra incêndios 139 000,00 2,6 Ensino não superior 279 000,00 5,3 Serviços auxiliares de ensino 40 500,00 0,8 Serviços individuais de saúde 2 000,00 0,0 Acão social 146 000,00 2,7 Habitação 250 000,00 4,7 Ordenamento do território 52 800,00 1,0 Funções sociais Saneamento 18 100,00 0,3 Abastecimento de água 14 000,00 0,3 Resíduos sólidos 200 000,00 3,8 Proteção meio ambiente conservação natureza 46 000,00 0,9 Cultura 966 356,00 18,2 Desporto, recreio e lazer 1 782 250,00 33,5 Outras atividades cívicas e religiosas 10 000,00 0,2 Funções económi- cas Agricultura, pecuária, silvicultura, caça, pesca 7 000,00 0,1 Indústria e energia 41 000,00 0,8 Transportes rodoviários 514 000,00 9,7 Mercados e feiras 15 000,00 0,3 Turismo 86 000,00 1,6 Outras funções económicas 0,00 0,0 Outras funções Transferência entre administrações 69 000,00 1,3 Diversas não especificadas 600 000,00 11,3 TOTAL 5 322 806,00 100 Designação Previsão 2023 Fundo de equilíbrio financeiro (corrente) 3 979 968,00 Fundo social municipal 87 928,00 Participação fixa no IRS (corrente) 70 491,00 IVA 77 418,00 Fundo de equilíbrio financeiro (capital) 442 219,00 nº 3, art.º 35, Lei nº 73/2013 1 440 963,00 Total 6 098 987,00
  • 2. Pá g in a 2 O A lt eren se Dez emb ro d e 2 023 | N. º 41 A Freguesia de CUNHEIRA, onde ainda resistem cerca de 300 habitantes, confronta-se com várias anormalidades, algumas mesmo permanecem iguais, há já alguns anos. Se não vejamos: A falta de escoamento das águas pluviais da via pública é uma enorme falha das entidades envolvidas e responsáveis públicas, havendo casos em que, no período das chuvas, as sargetas atiram toda a água para dentro de alguns quintais, alagando-os mesmos. Esta situação, que prejudica vários habitantes, já foi exposta há alguns anos à Junta de Freguesia para que fosse levasse a reunião de Câmara mas não aconte- ceu nada. Terá sido levada à reunião? As atuais beneficiações das casas do Bairro Novo em Cunheira, estão sendo realizadas, mas com enormes prejuízos para habitantes e vizinhan- ças. O amontoado dos entulhos retirados das obras do bairro, têm sido colocados numa das extremidades do bairro, num espaço público, onde as poeiras em todas as casas e na sua vizinhança tem sido um autêntico desastre com prejuízos na higiene, (limpezas) nas pinturas e alguma poluição atmosférica, visível dentro da própria aldeia. No passado dia 5/11/2023, o GROC de CUNHEIRA levou a efeito uma atividade desportiva, onde estiveram presentes vários grupos e per- sonalidades atletas que participaram no evento. Assim durante um período, seguramente, de 2 ou 3 horas todas as ruas da aldeia ficaram isoladas de toda a circulação, com a presença da GNR e cancelas, barrando a passagem, a quem quer que fosse, inclusivamente a rua prin- cipal da aldeia foi vedada. Eu pessoalmente estive na iminência de chamar o 112 face a uma arritmia acentuada com valores muito bai- xos. Pergunto, essa situação que foi verificada no dia 5/11/2023, com o apoio da Junta de Freguesia, não poderia ter sido realizada, sem haver necessidade de interromper todas as ruas da aldeia, durante o tempo da prova, estudando-se outros locais e percursos? Pensem nisso. Está faltando conhecimento e respeito a várias personalidades do meu Concelho. Penso mesmo que as autoridades autárquicas e até mesmo algumas empresas do concelho de Alter do Chão, estão fazendo vista grossa com o que se está passando na estrada Municipal M-532, junto à Estação da Chança que é feio, vergonhoso e altamente prejudicial, para quem por ir ali passa de automóvel, a pé ou de outra for- ma. Quem por ali passa sabe daquilo que estou falando. Talvez seja melhor denunciar esta situação aos legítimos defensores Ambientais. Pensem nisso, pois não são suficientes duas placas de aviso ali colocadas, penso que pela edilidade, no sentido prevenir condutores. É necessário que a empresa que explora o olival intensivo faça com que as máquinas, antes de entrarem na EM 532, façam limpeza do roda- do no sentido de não trazerem para a estrada o barro colado nas rodas e que sujam toda a via. Não deveria ser possível ignorar os direitos e os deveres de um povo. João da Silva Rodrigues/Cunheira. Notícias da Cunheira…. Coisas soltas Muito se tem falado do mundo desenvolvido, do mundo em desenvolvimento e do mundo subdesenvolvido. Parece-me óbvio que o “mundo desenvolvido” se desenvolveu à custa do “mundo subdesenvolvido” quando o explorou e quando se aproveitou dos seus recursos naturais. É igualmente claro que foi o mundo que se foi desenvolvendo quem criou a revolução industrial e, por arrasto, deu ori- gem aos problemas que hoje todo o mundo enfrenta, as alterações climáticas. Quando há muito mundo com fome e muito mundo com desperdí- cios, como se pode dizer aos famintos que não semeiem milho híbrido, que lhes pode matar a fome, porque é um transgénico e poluente para o planeta? Assim, penso que não seja justo exigir aos países subdesenvolvidos as mesmas contribuições financeiras ou outras para que se pare esta degradação do planeta. O princípio do poluidor pagador deve ser integralmente aplicado. Quem polui mais deve contribuir mais para a salvação do planeta. Em Portugal, os resultados da última análise PISA são assustadores. Os números da leitura e da matemática estão em queda, quase vertical. Não há país que resista se não houver um forte, muito forte, investimento na instrução. O nosso ensino deve ser alvo de uma revolução. Os professores têm de ser dignificados, os pais devem educar os seus filhos e os alunos têm que perceber que “andar na escola” requer trabalho, muito trabalho. Portugal é um país onde a saúde anda pelas horas da morte. Como se pode entender que a “saúde privada” floresça e a “saúde pública” murche? A quem interessa a destruição do SNS? É aceitável gastar dinheiro a satisfazer os caprichos da OTAN/NATO quando há tantas e graves falhas na saúde e bem-estar dos portugueses? Como pode o país estar melhor se as pessoas não sentem isso? Os inúmeros casos e casinhos e as recentes tricas deram origem a uma crise política que levou à queda do governo. Os amiguismos levam muitas vezes à corrupção e, por ironia do destino, somos governados pelos mesmos há cerca de 50 anos. Sem instrução, sem saúde, sem trabalho digno e sem seriedade não há povo que se aguente. João Martins/Alter do Chão
  • 3. Pá g in a 3 O A lt eren se Dez emb ro d e 2 023 | N. º 41 Até as indignações não são todas iguais... O “Ocidente democrático, civilizado e livre” indignou-se muito, e bem, com a invasão russa à Ucrânia. E indignou-se de tal maneira que tratou de fornecer, de imediato, armas e mais armas àquele país para que pudesse expulsar o invasor. Tratou também de criar vários pacotes de sanções à Rússia no sentido de a penalizar. Nesta guerra não foi invocado o direito de defesa do povo ucraniano. Contudo, ignorando os antecedentes e os tratados firmados, o “Ocidente democrático, civilizado e livre” decidiu ajudar o país de Zelenski dando-lhe (?) muito, muito dinheiro e armas para defesa dos valores “democráticos” e da “liberdade” que são, e sempre foram, expoentes nesta Ucrânia. O mesmo “Ocidente democrático, civilizado e livre” não teve a mesma ou outra indignação quando Israel invadiu ou ocupou a Palestina, nunca cumpriu qualquer resolução da ONU, criou os colonatos, expulsou e obriga habitantes a saírem das suas terras para que possa bombardear, isolou Gaza, mata à vontade e impõe regras a povos que não o seu, faltou ao respeito ao secretário-geral da ONU e se está nas tintas para os outros países. As “democracias ocidentais e do mundo livre” nada dizem, nada fazem, antes pelo contrário, apoiam e fornecem mais e mais armas. Agora a na- to/otan tão apressada a ajudar a invadida Ucrânia não vai ajudar a Palestina, não vai bombardear Israel, como fez noutros locais. E agora já não há invasão por um estado "democrático" a uma região? Onde está a condenação geral do invasor e ajuda ao invadido? Nesta guerra aceitou-se pacificamente que Israel tem o direito de se defender e de matar quem bem entender, mas não se apoia o direito de defesa da Palestina. Se não se questiona o apoio a Israel porque tem o “direito de se defender” porque se há-de questionar algum apoio dado ao HAMAS, igualmente para se defender. Sim, foi horrível o que o Hamas fez aos israelitas que estavam num concerto, no passado 7 de Outubro. Sim é horrível o que Israel está a fazer aos palestinianos desde essa data. Não são ambos terroristas? Sim, são ambos terroristas. O recente veto dos Estados Unidos a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para um cessar fogo humanitário é muito revelador das intenções daquele país. Qual é a novidade ou surpresa do veto americano? Não estiveram sempre do lado e apoiaram bandidos? A comunidade internacional assiste impávida e serena à matança palestiniana. Grandes defensores dos direitos humanos. Condenámos, bem e muito, o holocausto. Porque não fazemos o mesmo ao genocídio em Gaza? Romão Trindade/ Alter do Chão Decorreu, no dia 18 de novembro, em Vila Franca de Xira, o 4º Encontro de Professores Ecologistas. Este encontro permitiu que professores, amigos e membros do PEV de vários pontos do país se fizessem representar com o intuito de discutir temas prementes da educação nacional para construção de conhecimento e de soluções para um planeta e uma sociedade que se querem “mais ver- des e mais justos, onde a escola pública assuma um papel decisivo enquanto espaço de formação e conhecimento pela defesa dos direitos constituci- onais e humanos”. A abertura da sessão esteve a cargo de Dulce Arrojado, professora e elemento da Comissão Executiva do PEV e o painel de oradores foi bastante diversificado e contou com nomes como o de Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF; Jorge Fael, Presidente da Associação Água Pública; Bianca Castro, atriz e ativista pelo clima; Simone Oliveira, Licenciada em Geografia e autora de manuais escolares; e Carla Potrica Guerreiro, Vice- Presidente da Câmara Municipal de Setúbal. Teve ainda como oradores alguns elementos do PEV e o encerramento da sessão foi feito por Mariana Silva, professora e membro da Comissão Executiva do PEV. Os principais temas foram debatidos em três painéis. O primeiro relacionou-se com a água e a necessidade de criar mecanismos que a protejam e evitem a privatização desse recurso essencial à vida humana; o segundo abordou a ecologia e o ativismo; e o terceiro debruçou-se sobre a importân- cia da escola pública “consagrada na Constituição da República Portuguesa de 1976 que tem sofrido um ataque constante naquilo que é a sua função de ser uma escola para todos, inclusiva e diversa, promotora de uma cidadania ativa e que seja o garante do acesso a uma educação de qualidade para as gerações de hoje e do futuro”. Os presentes neste encontro, tiveram ainda o privilégio de visitar o Museu do Neorrealismo de Vila Franca, onde se encontra um riquíssimo conjun- to de coleções museológicas, com destaque para espólios literários e editoriais e obras de arte centradas na temática neorrealista, onde nomes como os de Joaquim Namorado, Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, Carlos de Oliveira, José Dias Coelho, Júlio Pomar, Mário Dionísio, Avelino Cunhal, Manuel Ribeiro de Pavia, Margarida Tengarrinha, Nuno San-Payo, entre outros, podem ser apreciados à luz dessa época da nossa história. Rosário Narciso – professora
  • 4. Pá g in a 4 O A lt eren se Dez emb ro d e 2 023 | N. º 41 Ficha Técnica Edição e Propriedade: CDU - Alter do Chão ISSN: 2183-4415 Periodicidade: Trimestral Tiragem: 250 exemplares Distribuição: Impressa e online (gratuitas) Diretor: João Martins Morada: Rua Senhor Jesus do Outeiro, n.º 17 7440 - 078 Alter do Chão Telefone: 927 220 200 Email: cdualter2013@gmail.com Facebook: www.facebook.com/cdu.alter Coisas . . .  Como estão as obras dos sanitários da Cunheira?  Roubaram, mais uma vez, as aves da gaiola do Jardim do Álamo. Qual é/foi o propósito? Ser contra os animais em cativeiro? Para comer? Para chatear? Por diversão? Forte de Peniche Foi no Forte de Peniche Que tanta gente do povo Foi presa e torturada Por monstros foi humilhada, Para fazer um país novo Quem poderá esquecer Homens com tanta coragem, Contra tudo e contra todos Enfrentaram tantos doidos Gente má gente selvagem Naqueles pequenos cubículos Impróprios para humanos Ali sofreram e morreram Nas torturas que ocorreram Ao longo de muitos anos O povo foi sempre humilde Apenas quer paz e sossego Mas lembrar e não esquecer Porque ficaram a saber Do que o fascismo é capaz Gaivotas com voos serenos Voam por toda a cidade Soltam seus gritos de prazer Como a quererem dizer Que bom termos LIBERDA- DE Fabião Heitor Coutinho /Seda A Poesia de Fabião Coutinho A freguesia de Seda celebrou, a 1 de Outubro, 513 anos enquanto freguesia agraciada pelo foral manuelino de 1510. Neste dia da freguesia, foi apresentado pela profª Rosário Narciso, que também escreveu o prefácio, o livro "Poemas de Fabião Coutinho" do poeta Fabião Coutinho. A cerimónia foi no adro da igreja e no final houve "comes e bebes" na Casa do Povo, cantaram-se os parabéns à freguesia e soou o acordeão, alegrando as gentes da terra. Houve igualmente, a 1 de Novembro, uma sessão de divulgação do livro no 47°aniversário do Centro Popular de Cultura e Desporto da Póvoa de Santa Iria. Alter do Chão I Lembrei-me neste dia Coisas de Alter contar Dizer aquilo que havia Para hoje se recordar II Tentarei dar uma imagem Imitando as fotografias: Havia Pensões e Estalagem Fornos de Pão e Padarias III Havia Talhantes e Peixeiros Muitas Lojas e Mercearias Carpinteiros, Abegões e Pregoeiros Casas de Pasto e Salsicharias IV Havia Tabernas e Barbearias Ferradores e Albardeiros Fornos de Cal e Latoarias Costureiras, Alfaiates e Correeiros V Loja de Solas e Cabedais Pedreiros e Calceteiros Sapateiros eram muitos mais Que Ferreiros e Cauteleiros VI Havia a Fábrica da Farinha De Peles e Cortumes Até de Pirolitos Alter tinha Como seus usos e costumes VII Cafés e também Papelarias Tínhamos uma Endireita Fotógrafo e Drogarias E ao Postigo alguém espreita VIII Tínhamos Hortas e Quintais Trabalhadores e Seareiros Matadouro para animais Água nos nossos Ribeiros IX Competiam como rivais Cinema, Bailes em 6 Salões Nunca estes foram demais Para animar nossos serões X Em Ruas de calçada antiga Passavam Carroças e Charretes Hoje ninguém lhes liga Nem se vêm bicicletes XI Eram 14 Igrejas e Capelas Várias eram as Procissões Todas grandes e belas Mais as suas devoções XII Dois Médicos noite e dia E um só Enfermeiro Um hospital que servia O alterense e forasteiro XIII Com Laboratório na Farmácia Para manipular os medicamentos Nesse tempo era uma eficácia Para aliviar os padecimentos XIV Na Câmara havia uma carroça No pino do Verão regava as Ruas Não rias nem faças troça Que as Ruas também são tuas XV Tudo isto foram realidades Que faz bem reviver Foram estas actividades Que fez Alter do Chão crescer XVI Se caírem no esquecimento As coisas da nossa vivência É travar o sentimento É proibir a inteligência XVII Até os costumes fomos perdendo Mais parece uma tentação Tudo vai desaparecendo Até ficarmos sem população XVIII Agora os tempos são outros De televisões e vários canais Hoje somos já tão poucos Dantes éramos muito mais. José Afonso Henriques/ Matosinhos