Historia da Classe TrabalhadoraHistoria da Classe Trabalhadora
Carlos Balduino - BabuCarlos Balduino - Babu
Central Única dosCentral Única dos
TrabalhadoresTrabalhadores
A Estrutura Sindical BrasileiraA Estrutura Sindical Brasileira
E o papel da CUTE o papel da CUT
Carlos Balduino – BabuCarlos Balduino – Babu
Aparecido DonizetiAparecido Donizeti
As revoltas e os Quilombos
surgem como expressão da luta
pelo fim do regime escravagista.
Formas de luta e resistência
Organização Sindical no Brasil
Massas Migratórias
A partir de 1825 o mundo começa a
passar por um até então inédito
movimento de deslocamento em massa
de populações de um lado a outro do
globo. É a imigração maciça de
homens e mulheres que deixam suas
pátrias em busca de melhores
condições de vida em terras estranhas.
Organização Sindical no Brasil
Massas Migratórias
Nos países europeus e asiáticos,
situavam-se as frentes de movimentação
das populações migratórias.
Nos países americanos, entre os quais o
Brasil, ocorria um processo contrário
passando a receber imigrantes de várias
nacionalidades
Primeiro Navio 1877 – Com imigrantes Italianos
Organização Sindical no Brasil
Massas Migratórias
Motivos:
1. A substituição na lavoura do braço
escravo pela mão-de-obra
assalariada.
2. O movimento abolicionista crescia de
forma larga e o descontentamento e
revolta dos negros crescia na mesma
proporção em que se via reduzir a
produtividade das lavouras.
Organização Sindical no Brasil
Motivos:
3. Existência por parte da burguesia
portuguesa de uma política de
branqueamento da sociedade
brasileira para a qual o imigrante
italiano correspondia plenamente a
este perfil: era europeu e branco.
Cerca de 1 milhão de imigrantes de várias nacionalidades
Lavoura de CaféLavoura de Café
Anarco - Sindicalistas
GREVE GERAL
1917
Organização Sindical no Brasil
“A influência Anarquista na Organização
dos Trabalhadores Brasileiros”
Anarco – Sindicalistas
 Ação direta como forma de luta (greve geral)
 Sindicatos livres como núcleos de
organização sindical e social
 Contra o Estado e qualquer forma de
Governo
Organização Sindical no Brasil
Intervenção do Estado
No Brasil o Governo de Getulio Vargas toma o poder em 1930
com um golpe militar. Promove um grande enfrentamento aos
sindicatos livres impondo a sua concepção de Estado.
 Colaboração e Harmonia de Classes
 Fragmentação em categorias profissionais
 O Estado é o tutor das relações sociais
Com a criação do Ministério do trabalho em 1931 Getulio
começa a baixar o braço forte do estado sobre o movimento
sindical
Estrutura Sindical Brasileira
Principais Pilares da Estrutura Sindical Brasileira
UNICIDADE
protege o sindicato (único) da concorrência e
garante monopólio da representação sindical.
IMPOSTO SINDICAL
garante a sustentação financeira das entidades
e o assistencialismo
Estrutura Sindical Brasileira
O Imposto Sindical é o desconto de 1
dia de salário feito anualmente (3,3%)
no mês de março, de cada
trabalhador.
Estrutura Sindical dosEstrutura Sindical dos
TrabalhadoresTrabalhadores
5% Confederações
15% Federações
60% Sindicatos
10% Ministério do Trabalho
10 % Centrais Sindicais
Ausência de OLT
*As centrais sindicais não estão reconhecidas dentro da estrutura oficial
Em 2009 seis centrais sindicais foram reconhecidas pelo MTE
Central Única dosCentral Única dos
TrabalhadoresTrabalhadores
A Estrutura Sindical Brasileira IIA Estrutura Sindical Brasileira II
Carlos Balduino - BabuCarlos Balduino - Babu
Intervenção do Estado
Golpe Militar
Conseqüências
Intervenções nos sindicatos com a
cassação das direções.
Prisões de dirigentes e militantes.
Enfraquecimento pela força bruta da
luta e organização sindical por vários
anos.
No final dos anos 70 os movimentos sociais
encurralam a ditadura militar
Pastorais e
movimentos
sociais
O “Movimento Contra a Carestia”, organização popular
que denunciava a alta do preços dos alimentos
recolhe milhares de assinaturas contra a elevação de
preços
Movimento
estudantil
Os estudantes foram os primeiros a ir às ruas para
exigir liberdades democráticas e reconstroem a UNE
num Congresso de 10 mil pessoas na Bahia.
Movimento pela
anistia
Artistas e intelectuais, juntos com estudantes,
movimentos sociais e sindicalistas vão às ruas para
exigir anistia aos presos políticos, trazendo de volta
lideranças que estavam no exílio.
Movimento
sindical
As greves iniciadas no ABC paulista se estendem pelo
Brasil, atingindo dezenas de categorias profissionais,
encorajando militantes a lutar por liberdades
democráticas e condições de vida.
ENOS (Encontro Nacional das Oposições Sindicais) 1979
ANAMPOS (Articulação dos Movimentos Popular e Sindical) 1980
ENTOES (Encontro Nacional dos Trabalhadores em Oposição à Estrutura Sindical)
1980
Acumularam discussões no campo combativo
que levaram às negociações com o bloco de
dirigentes ligados à Unidade Sindical, para a
realização da 1ª CONCLAT.
Em 1981 acontece a 1ª CONCLAT (Conferência Nacional das
Classes Trabalhadoras) na Praia Grande
Os fundadores da CUT lutavam contra a ditadura militar, por
liberdades democráticas e pela redemocratização do Brasil
Lutavam também por democracia no movimento sindical contra um
sistema sindical tutelado pelo Estado.
I CONCLAT – PRAIA
GRANDE SÂO
PAULO
A questão da liberdade e autonomia
sindical tornou-se estratégica
CUT
Central Única dos Trabalhadores
O sindicalismo combativo convoca o 1º Congresso da Classe
Trabalhadora e funda a Central Única dos Trabalhadores – CUT, em
28 de agosto de 1983, nos estúdios da Cia. Vera Cruz de Cinema, na
cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo.
CONCLAT
Coordenação Nacional da Classe
Trabalhadora
A Unidade Sindical se organiza como CONCLAT (Coordenação
Nacional da Classe Trabalhadora) e, em 1986, funda a CGT - Central
Geral dos Trabalhadores (PCB, PCdoB, MR-8, sindicalistas do PMDB)
Comissão
Pró-CUT
Comissão Nacional Pró-Central
Única dos Trabalhadores
Em 1982, os participantes da Comissão divergem quanto ao modelo
de estrutura sindical e racham. O Bloco da Unidade Sindical, faz
uma aliança com os pelegos e recusa-se a marcar a data do
congresso de fundação da nova central.
Motivos da expansão sindical
•Criação de sindicatos de servidores públicos;
•Criação de novas entidades sindicais:
•Presença do novo sindicalismo pelos sertões do
país.
•Categorias diferenciadas
Estrutura Sindical Brasileira
Princípios fundamentais da CUT
Defesa da Liberdade e Autonomia Sindical.
Organização dos sindicatos por Ramo de Atividade.
Contra praticas Anti Sindicais
Direito a Organização no Local de Trabalho.
Direito a Negociação Coletiva
A Estrutura Sindical Brasileira IIIA Estrutura Sindical Brasileira III
Carlos Balduino - BabuCarlos Balduino - Babu
A CUT o FNT E A REFORMAA CUT o FNT E A REFORMA
SINDICALSINDICAL
NA TRABALHISTA A CUT PROPÕENA TRABALHISTA A CUT PROPÕE
AMPLIAR DIREITOS; REFERENDAR AS CONVENÇÕES
DA OIT EM ESPECIAL A 158, a 151; REDUÇÃO DA
JORNADA E MANUTENÇÃO DO ART. 7º DA CF
SINDICALSINDICAL
A CUT VAI PARA O FÓRUM NACIONAL DO TRABALHOA CUT VAI PARA O FÓRUM NACIONAL DO TRABALHO
PARA BUSCAR CONSTRUIR A UNIDADE ENTRE ASPARA BUSCAR CONSTRUIR A UNIDADE ENTRE AS
CENTRAIS SINDICAIS E PARA DEFENDER SUASCENTRAIS SINDICAIS E PARA DEFENDER SUAS
PROPOSTAS HISTÓRICAS.PROPOSTAS HISTÓRICAS.
Entrega da PEC 369 da
Reforma Sindical
A PROPOSTA FINALA PROPOSTA FINAL
•PEC - Projeto de Emenda Constitucional
altera os artigos 8º, 11º, 37º e 114 da Constituição Federal.
institui a liberdade sindical, assegura a representação dos
trabalhadores no local de trabalho, regulamenta o direito de greve e
torna obrigatória a participação das entidades na negociação coletiva.
•PL - Projeto de Lei
238 Artigos que regulamentam a Organização Sindical, a Sustentação
Financeira das entidades sindicais e o sistema de Solução de
Conflitos.
Entrega da PEC e Ante projeto de Lei a presidência da
Câmara e Senado pelo Ministro Ricardo Berzoini
Muita gente contraMuita gente contra
1. A PEC 369 e o ante projeto de lei abrem uma crise no
movimento sindical, de um lado toda a velha estrutura baseada
nas Federações e Confederações oficiais partem para um
ataque com um intenso movimento junto a parlamentares
construindo um amplo leque de apoio a retirada da PEC e do
Anteprojeto de Lei.
2. O governo estava recuado pela crise instalada com as
denuncias sobre sua base parlamentar.
3. Dentro da CUT os debates eram intensos e com divergências
profundas sobre o tema.
4. A bancada patronal minava as discussões propondo a retirada
de qualquer menção a OLT
A fragmentação da estrutura sindical
brasileira
•Sindicatos por categoria fracionam cada vez mais as entidades (são
fundados por subdivisão cerca de 600 sindicatos ao ano.)
•Unicidade impede, na prática, que categorias subdivididas se reunifiquem.
•Imposto sindical criou e sustenta sindicatos sem sócios e que não
representam, de fato, trabalhadores.
•Organização atual cada vez mais burocratizada, com baixa
representatividade;
•Direções é quem determinam estatutos, mandatos e regras eleitorais,
impedindo a democracia e a participação.
•Não estão submetidos a regra de representatividade, bastando para
funcionar e negociar, ter carta sindical
Negociação Coletiva
•Baixa representatividade
•Apoiadas unicamente nas decisões do M.T.E.
•Sem ganhos reais ou até sem reposição da inflação.
•Desmobilizadas
Sindicatos com pedido de registro no
M.T.E.
•Sindicato dos Empregados em Empresas Coletoras de Lixo,
Agências de Viagens, Instituições Beneficentes Religiosas e
Filantrópicas, Condomínios, Recursos Humanos e Prestadoras de
Serviços Ltda de Manaus e do Estado do Amazonas.
•Sindicato Nacional dos Revendedores de Discos Novos e Usados.
•Sindicato dos Proprietários de Veículos Escolares do Estado do
Rio Grande do Sul.
•Sindicato dos Proprietários de Veículos Escolares do Município de
Porto Alegre.
•Sindicato Porto Alegrense de Proprietários de Veículos de
Transporte de Escolares.
Quadro atual das principais Centrais
Sindicais
CUT
Central Única dos Trabalhadores – fundada em 1983 – a maior parte de seus
dirigentes são filiados ao PT, mas atua independente do partido
CGTB
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – fundada em 1986 como CGT - é ligada
ao MR 8 e filiada à Federação Sindical Mundial.
FS
Força Sindical – fundada em 1991 - é ligada ao PDT. Foi criada por Luiz Antonio
Medeiros com apoio do governo Collor para se contrapor a CUT e apoiar as
políticas neoliberais de Collor
NCST
Nova Central Sindical dos Trabalhadores – fundada em 2005 - criada pelas
confederações e federações oficiais para garantir o recebimento da contribuição
financeira que as centrais teriam direito após a legalização.
UGT
União Geral dos Trabalhadores - Formada em julho de 2007 pela fusão da CAT,
CGT Confederação, SDS e parte da FS
CTB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – fundada em dezembro de
2007 - segue a orientação do PCdoB
CONLUTAS
Segue orientações do PSTU. Debateu a formação de uma Central sindical
unificada com a Intersindical (PSOL) mas divergiram.
Intersindical
Oscila entre ser movimento ou central sindical. A maioria dos seus militantes são
vinculados ao PSOL.
Índices de representatividade por central sindical
% CENTRAL
34,39 CUT - Central Única dos Trabalhadores
12,83 FS – Força Sindical
11,94 UGT – União Geral dos Trabalhadores
9,20 CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
8,10 NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
3,20 CSP – Central Sindical de Profissionais
2,97 CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
2,17 CONLUTAS
0,35 CBDT – Central Brasileira Democrática dos Trabalhadores
0,01 Central Unificada dos Profissionais Servidores Públicos do Brasil
0,01 UST – União Sindical dos Trabalhadores
0,00 CENASP – Central Nacional Sindical dos Profissionais em Geral
13,35 Sem declaração de filiação a Central
 Grupo de Trabalho (GT) de Aferição da Representatividade das Centrais Sindicais - 2013
Desafios do movimentos Sindical Cutista
Liberdade e Autonomia
Superar e estrutura sindical corporativista e
dividida em categorias avançando no debate da
unidade e fusão de entidades de ramos.
Avançar nas negociações coletivas por ramo e
setor
Representatividade da CUT
Avançar no processo de filiação de sindicatos e
federações.
Representatividade dos sindicatos
Ampliar o número de trabalhadores
sindicalizados com organização no local de
Desafios do movimentos Sindical Cutista
Sustentação Financeira
• Preparar as entidades cutistas para o fim daPreparar as entidades cutistas para o fim da
Contribuição Sindical (Imposto Sindical).Contribuição Sindical (Imposto Sindical).
•Criação de uma nova forma de sustentaçãoCriação de uma nova forma de sustentação
financeira que possa ser democraticamente emfinanceira que possa ser democraticamente em
assembléias e vinculada a negociação coletiva.assembléias e vinculada a negociação coletiva.
SEGURIDADE SOCIALSEGURIDADE SOCIAL
Psicologos
FENAP
SI
CUT /
CNPL
Enfermeiro
s
FNE
CUT -
Empreg Estab
Serv Saude
FETESSE
SC
CUT / CNTS
Trab. Saude
FETRASA
P/PR
CUT / CNTSS
Ass. Sociais
FENA
S
CUT /
CNTSS
Empreg Estab
Serv Saude
FEESSE
RS
CUT /
CNTS
Trab.
Seg.Social
FETSS-
SP
CUT / CNTSS
CNTSS - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade
Social
A Seguridade Social engloba o conjunto das políticas que asseguram a proteção social
dos indivíduos, abrangendo a saúde, a previdência e a assistência social de forma
integrada e complementar.
CNTSS – Orgânica / Sem registro no MTE
 142 sindicatos
 4 Federações Estaduais e 3 Federações Nacionais
 1,1 milhão trabalhadores/as na base
 279 mil sócios (25%)
Dentro deste ramo temos as seguintes Federações:
Outras experiências de Confederações no Ramo da Saúde:
CNTS
Confed. Nacional dos
Trab. Na Saúde
Com registro MTE
67.139.485/0001-70
A CNTS não está filiada a nenhuma Central no MTE,
Movimento estidantil

Movimento estidantil

  • 1.
    Historia da ClasseTrabalhadoraHistoria da Classe Trabalhadora Carlos Balduino - BabuCarlos Balduino - Babu
  • 6.
    Central Única dosCentralÚnica dos TrabalhadoresTrabalhadores
  • 7.
    A Estrutura SindicalBrasileiraA Estrutura Sindical Brasileira E o papel da CUTE o papel da CUT Carlos Balduino – BabuCarlos Balduino – Babu Aparecido DonizetiAparecido Donizeti
  • 9.
    As revoltas eos Quilombos surgem como expressão da luta pelo fim do regime escravagista.
  • 10.
    Formas de lutae resistência
  • 11.
    Organização Sindical noBrasil Massas Migratórias A partir de 1825 o mundo começa a passar por um até então inédito movimento de deslocamento em massa de populações de um lado a outro do globo. É a imigração maciça de homens e mulheres que deixam suas pátrias em busca de melhores condições de vida em terras estranhas.
  • 12.
    Organização Sindical noBrasil Massas Migratórias Nos países europeus e asiáticos, situavam-se as frentes de movimentação das populações migratórias. Nos países americanos, entre os quais o Brasil, ocorria um processo contrário passando a receber imigrantes de várias nacionalidades Primeiro Navio 1877 – Com imigrantes Italianos
  • 13.
    Organização Sindical noBrasil Massas Migratórias Motivos: 1. A substituição na lavoura do braço escravo pela mão-de-obra assalariada. 2. O movimento abolicionista crescia de forma larga e o descontentamento e revolta dos negros crescia na mesma proporção em que se via reduzir a produtividade das lavouras.
  • 14.
    Organização Sindical noBrasil Motivos: 3. Existência por parte da burguesia portuguesa de uma política de branqueamento da sociedade brasileira para a qual o imigrante italiano correspondia plenamente a este perfil: era europeu e branco. Cerca de 1 milhão de imigrantes de várias nacionalidades
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 19.
    Organização Sindical noBrasil “A influência Anarquista na Organização dos Trabalhadores Brasileiros” Anarco – Sindicalistas  Ação direta como forma de luta (greve geral)  Sindicatos livres como núcleos de organização sindical e social  Contra o Estado e qualquer forma de Governo
  • 20.
    Organização Sindical noBrasil Intervenção do Estado No Brasil o Governo de Getulio Vargas toma o poder em 1930 com um golpe militar. Promove um grande enfrentamento aos sindicatos livres impondo a sua concepção de Estado.  Colaboração e Harmonia de Classes  Fragmentação em categorias profissionais  O Estado é o tutor das relações sociais Com a criação do Ministério do trabalho em 1931 Getulio começa a baixar o braço forte do estado sobre o movimento sindical
  • 21.
    Estrutura Sindical Brasileira PrincipaisPilares da Estrutura Sindical Brasileira UNICIDADE protege o sindicato (único) da concorrência e garante monopólio da representação sindical. IMPOSTO SINDICAL garante a sustentação financeira das entidades e o assistencialismo
  • 22.
    Estrutura Sindical Brasileira OImposto Sindical é o desconto de 1 dia de salário feito anualmente (3,3%) no mês de março, de cada trabalhador.
  • 23.
    Estrutura Sindical dosEstruturaSindical dos TrabalhadoresTrabalhadores 5% Confederações 15% Federações 60% Sindicatos 10% Ministério do Trabalho 10 % Centrais Sindicais Ausência de OLT *As centrais sindicais não estão reconhecidas dentro da estrutura oficial Em 2009 seis centrais sindicais foram reconhecidas pelo MTE
  • 24.
    Central Única dosCentralÚnica dos TrabalhadoresTrabalhadores
  • 25.
    A Estrutura SindicalBrasileira IIA Estrutura Sindical Brasileira II Carlos Balduino - BabuCarlos Balduino - Babu
  • 26.
    Intervenção do Estado GolpeMilitar Conseqüências Intervenções nos sindicatos com a cassação das direções. Prisões de dirigentes e militantes. Enfraquecimento pela força bruta da luta e organização sindical por vários anos.
  • 32.
    No final dosanos 70 os movimentos sociais encurralam a ditadura militar Pastorais e movimentos sociais O “Movimento Contra a Carestia”, organização popular que denunciava a alta do preços dos alimentos recolhe milhares de assinaturas contra a elevação de preços Movimento estudantil Os estudantes foram os primeiros a ir às ruas para exigir liberdades democráticas e reconstroem a UNE num Congresso de 10 mil pessoas na Bahia. Movimento pela anistia Artistas e intelectuais, juntos com estudantes, movimentos sociais e sindicalistas vão às ruas para exigir anistia aos presos políticos, trazendo de volta lideranças que estavam no exílio. Movimento sindical As greves iniciadas no ABC paulista se estendem pelo Brasil, atingindo dezenas de categorias profissionais, encorajando militantes a lutar por liberdades democráticas e condições de vida.
  • 33.
    ENOS (Encontro Nacionaldas Oposições Sindicais) 1979 ANAMPOS (Articulação dos Movimentos Popular e Sindical) 1980 ENTOES (Encontro Nacional dos Trabalhadores em Oposição à Estrutura Sindical) 1980 Acumularam discussões no campo combativo que levaram às negociações com o bloco de dirigentes ligados à Unidade Sindical, para a realização da 1ª CONCLAT. Em 1981 acontece a 1ª CONCLAT (Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras) na Praia Grande
  • 34.
    Os fundadores daCUT lutavam contra a ditadura militar, por liberdades democráticas e pela redemocratização do Brasil Lutavam também por democracia no movimento sindical contra um sistema sindical tutelado pelo Estado.
  • 35.
    I CONCLAT –PRAIA GRANDE SÂO PAULO
  • 36.
    A questão daliberdade e autonomia sindical tornou-se estratégica CUT Central Única dos Trabalhadores O sindicalismo combativo convoca o 1º Congresso da Classe Trabalhadora e funda a Central Única dos Trabalhadores – CUT, em 28 de agosto de 1983, nos estúdios da Cia. Vera Cruz de Cinema, na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. CONCLAT Coordenação Nacional da Classe Trabalhadora A Unidade Sindical se organiza como CONCLAT (Coordenação Nacional da Classe Trabalhadora) e, em 1986, funda a CGT - Central Geral dos Trabalhadores (PCB, PCdoB, MR-8, sindicalistas do PMDB) Comissão Pró-CUT Comissão Nacional Pró-Central Única dos Trabalhadores Em 1982, os participantes da Comissão divergem quanto ao modelo de estrutura sindical e racham. O Bloco da Unidade Sindical, faz uma aliança com os pelegos e recusa-se a marcar a data do congresso de fundação da nova central.
  • 37.
    Motivos da expansãosindical •Criação de sindicatos de servidores públicos; •Criação de novas entidades sindicais: •Presença do novo sindicalismo pelos sertões do país. •Categorias diferenciadas
  • 38.
    Estrutura Sindical Brasileira Princípiosfundamentais da CUT Defesa da Liberdade e Autonomia Sindical. Organização dos sindicatos por Ramo de Atividade. Contra praticas Anti Sindicais Direito a Organização no Local de Trabalho. Direito a Negociação Coletiva
  • 43.
    A Estrutura SindicalBrasileira IIIA Estrutura Sindical Brasileira III Carlos Balduino - BabuCarlos Balduino - Babu
  • 44.
    A CUT oFNT E A REFORMAA CUT o FNT E A REFORMA SINDICALSINDICAL NA TRABALHISTA A CUT PROPÕENA TRABALHISTA A CUT PROPÕE AMPLIAR DIREITOS; REFERENDAR AS CONVENÇÕES DA OIT EM ESPECIAL A 158, a 151; REDUÇÃO DA JORNADA E MANUTENÇÃO DO ART. 7º DA CF SINDICALSINDICAL A CUT VAI PARA O FÓRUM NACIONAL DO TRABALHOA CUT VAI PARA O FÓRUM NACIONAL DO TRABALHO PARA BUSCAR CONSTRUIR A UNIDADE ENTRE ASPARA BUSCAR CONSTRUIR A UNIDADE ENTRE AS CENTRAIS SINDICAIS E PARA DEFENDER SUASCENTRAIS SINDICAIS E PARA DEFENDER SUAS PROPOSTAS HISTÓRICAS.PROPOSTAS HISTÓRICAS.
  • 45.
    Entrega da PEC369 da Reforma Sindical
  • 46.
    A PROPOSTA FINALAPROPOSTA FINAL •PEC - Projeto de Emenda Constitucional altera os artigos 8º, 11º, 37º e 114 da Constituição Federal. institui a liberdade sindical, assegura a representação dos trabalhadores no local de trabalho, regulamenta o direito de greve e torna obrigatória a participação das entidades na negociação coletiva. •PL - Projeto de Lei 238 Artigos que regulamentam a Organização Sindical, a Sustentação Financeira das entidades sindicais e o sistema de Solução de Conflitos.
  • 47.
    Entrega da PECe Ante projeto de Lei a presidência da Câmara e Senado pelo Ministro Ricardo Berzoini
  • 48.
    Muita gente contraMuitagente contra 1. A PEC 369 e o ante projeto de lei abrem uma crise no movimento sindical, de um lado toda a velha estrutura baseada nas Federações e Confederações oficiais partem para um ataque com um intenso movimento junto a parlamentares construindo um amplo leque de apoio a retirada da PEC e do Anteprojeto de Lei. 2. O governo estava recuado pela crise instalada com as denuncias sobre sua base parlamentar. 3. Dentro da CUT os debates eram intensos e com divergências profundas sobre o tema. 4. A bancada patronal minava as discussões propondo a retirada de qualquer menção a OLT
  • 49.
    A fragmentação daestrutura sindical brasileira •Sindicatos por categoria fracionam cada vez mais as entidades (são fundados por subdivisão cerca de 600 sindicatos ao ano.) •Unicidade impede, na prática, que categorias subdivididas se reunifiquem. •Imposto sindical criou e sustenta sindicatos sem sócios e que não representam, de fato, trabalhadores. •Organização atual cada vez mais burocratizada, com baixa representatividade; •Direções é quem determinam estatutos, mandatos e regras eleitorais, impedindo a democracia e a participação. •Não estão submetidos a regra de representatividade, bastando para funcionar e negociar, ter carta sindical
  • 50.
    Negociação Coletiva •Baixa representatividade •Apoiadasunicamente nas decisões do M.T.E. •Sem ganhos reais ou até sem reposição da inflação. •Desmobilizadas
  • 51.
    Sindicatos com pedidode registro no M.T.E. •Sindicato dos Empregados em Empresas Coletoras de Lixo, Agências de Viagens, Instituições Beneficentes Religiosas e Filantrópicas, Condomínios, Recursos Humanos e Prestadoras de Serviços Ltda de Manaus e do Estado do Amazonas. •Sindicato Nacional dos Revendedores de Discos Novos e Usados. •Sindicato dos Proprietários de Veículos Escolares do Estado do Rio Grande do Sul. •Sindicato dos Proprietários de Veículos Escolares do Município de Porto Alegre. •Sindicato Porto Alegrense de Proprietários de Veículos de Transporte de Escolares.
  • 52.
    Quadro atual dasprincipais Centrais Sindicais CUT Central Única dos Trabalhadores – fundada em 1983 – a maior parte de seus dirigentes são filiados ao PT, mas atua independente do partido CGTB Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – fundada em 1986 como CGT - é ligada ao MR 8 e filiada à Federação Sindical Mundial. FS Força Sindical – fundada em 1991 - é ligada ao PDT. Foi criada por Luiz Antonio Medeiros com apoio do governo Collor para se contrapor a CUT e apoiar as políticas neoliberais de Collor NCST Nova Central Sindical dos Trabalhadores – fundada em 2005 - criada pelas confederações e federações oficiais para garantir o recebimento da contribuição financeira que as centrais teriam direito após a legalização. UGT União Geral dos Trabalhadores - Formada em julho de 2007 pela fusão da CAT, CGT Confederação, SDS e parte da FS CTB Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – fundada em dezembro de 2007 - segue a orientação do PCdoB CONLUTAS Segue orientações do PSTU. Debateu a formação de uma Central sindical unificada com a Intersindical (PSOL) mas divergiram. Intersindical Oscila entre ser movimento ou central sindical. A maioria dos seus militantes são vinculados ao PSOL.
  • 53.
    Índices de representatividadepor central sindical % CENTRAL 34,39 CUT - Central Única dos Trabalhadores 12,83 FS – Força Sindical 11,94 UGT – União Geral dos Trabalhadores 9,20 CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil 8,10 NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores 3,20 CSP – Central Sindical de Profissionais 2,97 CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil 2,17 CONLUTAS 0,35 CBDT – Central Brasileira Democrática dos Trabalhadores 0,01 Central Unificada dos Profissionais Servidores Públicos do Brasil 0,01 UST – União Sindical dos Trabalhadores 0,00 CENASP – Central Nacional Sindical dos Profissionais em Geral 13,35 Sem declaração de filiação a Central  Grupo de Trabalho (GT) de Aferição da Representatividade das Centrais Sindicais - 2013
  • 54.
    Desafios do movimentosSindical Cutista Liberdade e Autonomia Superar e estrutura sindical corporativista e dividida em categorias avançando no debate da unidade e fusão de entidades de ramos. Avançar nas negociações coletivas por ramo e setor Representatividade da CUT Avançar no processo de filiação de sindicatos e federações. Representatividade dos sindicatos Ampliar o número de trabalhadores sindicalizados com organização no local de
  • 55.
    Desafios do movimentosSindical Cutista Sustentação Financeira • Preparar as entidades cutistas para o fim daPreparar as entidades cutistas para o fim da Contribuição Sindical (Imposto Sindical).Contribuição Sindical (Imposto Sindical). •Criação de uma nova forma de sustentaçãoCriação de uma nova forma de sustentação financeira que possa ser democraticamente emfinanceira que possa ser democraticamente em assembléias e vinculada a negociação coletiva.assembléias e vinculada a negociação coletiva.
  • 56.
    SEGURIDADE SOCIALSEGURIDADE SOCIAL Psicologos FENAP SI CUT/ CNPL Enfermeiro s FNE CUT - Empreg Estab Serv Saude FETESSE SC CUT / CNTS Trab. Saude FETRASA P/PR CUT / CNTSS Ass. Sociais FENA S CUT / CNTSS Empreg Estab Serv Saude FEESSE RS CUT / CNTS Trab. Seg.Social FETSS- SP CUT / CNTSS CNTSS - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social A Seguridade Social engloba o conjunto das políticas que asseguram a proteção social dos indivíduos, abrangendo a saúde, a previdência e a assistência social de forma integrada e complementar. CNTSS – Orgânica / Sem registro no MTE  142 sindicatos  4 Federações Estaduais e 3 Federações Nacionais  1,1 milhão trabalhadores/as na base  279 mil sócios (25%) Dentro deste ramo temos as seguintes Federações: Outras experiências de Confederações no Ramo da Saúde: CNTS Confed. Nacional dos Trab. Na Saúde Com registro MTE 67.139.485/0001-70 A CNTS não está filiada a nenhuma Central no MTE,