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PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTE SANTO
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Praça Prof. Salgado, nº 188, Centro - Monte Santo – Ba
CEP 48.800-000 CGC(MF) 13.698.766/0001-33
MONTE SANTO-BA
2014
SUMÁRIO
Introdução........................................................................................................04
I UNIDADE
Contexto histórico da Educação Física no Brasil ..............................................06
Ginástica ...........................................................................................................08
Desporto ...........................................................................................................09
Atividade prática: Handebol e boleado – nível II ..............................................11
II UNIDADE
Elementos da cultura corporal (dança e luta) ...................................................27
Habilidades físicas e coordenação motora .......................................................29
Atividade prática: Atletismo – nível II ................................................................35
III UNIDADE
Exercícios aeróbios e anaeróbios .....................................................................68
Quanto às lesões durante a atividade física .....................................................70
Atividade prática: Futsal/futebol/society – nível II .............................................72
IV UNIDADE
O corpo máquina...............................................................................................84
Puberdade e adolescência ...............................................................................85
Atividade prática: Voleibol – nível II ..................................................................87
Referências........................................................................................................95
Anexos...............................................................................................................96
4
Introdução
Educação Física é o estudo das possibilidades do uso do corpo e de
suas ações frente a um contexto sócio-histórico-econômico em que faz uso o
ser humano. Estudo este que visa entender o movimento humano na sua
amplitude e dinâmica sócio-educativa, compreendendo desde a sua fase inicial
a fase final do ser humano. Buscando conhecer novas práticas corporais que
facilitem o processo em que este ser se insere, cuja manutenção varia, ora
para seu desenvolvimento ou para seu entrave.
Contudo, a Educação Física ainda está aquém do seu devido valor, pois
muitos profissionais ainda se limitam a prática do esporte (e acima de tudo
tecnicista) negando ou desconhecendo outras possibilidades que a Educação
Física pode oferecer.
Assim sendo, a Educação Física embora tenha atendido a lógica de
cada período na história e de suas sociedades políticas e economicamente
estabelecidades, pouco parece ser de interesse educativo, tanto para a
sociedade que burla por meio do discusso midiático, a escola que efetivamente
não tem superado a prática obsoleta da “bola”.
Ao contrário disso, esse material de cunho didático (módulos de
Educação Física Escolar) é uma proposta pedagógica, que nasce a partir da
elaboração de uma proposta curricular, constituída por profissionais da
Educação Física Escolar, a qual busca compreender as necessidades dos
alunos nas suas limitações e potencialidades ludomotoras, afetiva-sociais e
cognitivas, possibilitando aos alunos conhecerem e praticarem atividades da
escola e não as atividades na escola como vem sendo historicamente
constituído no contexto escolar brasileiro.
Portanto, a Secretaria Municipal de Educação de Monte Santo,
sensibilizada com as necessidades materiais e profissionais no tocante a
Educação Física Escolar, bem como ciente da relevância socioeducativa da
cultura corporal de movimento, incentiva a elaboração e difusão desse material
nas escolas de séries finais do ensino fundamental e médio, no intuito de que
seja um subsídio teórico/prático aos professores de Educação Física Escolar
que dele venham fazer uso.
5
6
Contexto histórico da Educação Física no Brasil
A Educação Física no Brasil nos leva à época do desenvolvimento,
os portugueses, quando aqui chegaram, encontram indígenas habituados à
prática de exercícios físicos, pois os mesmos necessitavam para sua
sobrevivência nadar, lançar, correr, saltar, entre outros movimentos.
No Brasil Colônia (1500-1822) – apenas os índios praticavam a
Educação Física, através de sua vida natural e livre. Na época da escravidão
uma cultura foi introduzida pelos escravos africanos: a capoeira. Esta mistura
de dança, jogo e competição demonstrava o sentimento de emoção e
saudades de um povo.
A elite desta época dividia o trabalho em manual e intelectual.
Baseada nesta postura insistia na inclusão da Ginástica nas escolas pela
semelhança com o trabalho manual, trabalho este destinado aos escravos.
No Brasil Imperial, tivemos um documento que norteia os princípios
da Educação Física, a Carta Régia de 1810, que introduzia a Ginástica
Alemã(uma tentativa de equipar no mesmo grau de importância o intelecto e o
físico do homem) na Academia Militar. Nesse momento instaura-se a função
higienista, pois era importante termos homens fortes, sadios, robustos com
condutas morais e intelectuais para o desenvolvimento do Brasil.
Consequentemente, temos o primeiro livro brasileiro de Educação Física em
1828, “Tratado de Educação Física – Moral dos Meninos”, escrito por Joaquim
Jerônimo Serpa, que englobava a saúde do corpo e a cultura do espírito. Em
1867, surge “Estatutos Higiênicos” sobre educação física, intelectual e moral do
soldado, escrito pelo Dr. Eduardo Pereira de Abreu, que colocava o valor da
Educação Física para o soldado, tratando do exercício sobre a moral das
tropas.
Um dos fatos mais notáveis durante o Brasil Império, foi o Parecer
de Rui Barbosa de 1882, sobre o projeto” Reforma do Ensino Primário”, onde
ele coloca a Educação Física como elemento indispensável à formação integral
da juventude e mostra a evolução da Educação Física nos países mais
avançados do mundo, defendendo a Educação Física como elemento de
formação intelectual, moral e espiritual da juventude.
7
No Brasil República em uma primeira fase, encontramos o Ginásio
Nacional com a prática de tiro ao alvo, ginástica, saltos, excursões, peteca,
futebol, tênis, corridas, etc. em 1891 é fundada a ACM do Rio de Janeiro, que
assim como nos Estados Unidos deu uma grande contribuição aos desportos.
Após a Revolução de 1930, em 1931, a Reforma Francisco Campos, torna a
Educação Física obrigatória no ensino secundário. Surgem as primeiras
escolas superiores de Educação Física. Getúlio Vargas cria o Estado Novo e a
Constituição outorgada é a primeira a ter a Educação Física inserida em seu
contexto.
Após a 2ª Guerra Mundial e a queda de Getúlio Vargas, o povo
cansado da opressão, deixou de lado os desfiles, paradas, demonstrações de
ginástica, disciplina, etc.. Após alguns anos, a Educação Física Escolar passou
a ser praticada por milhares de alunos, sendo desvinculada de seu caráter
militar e político.
Década de 70
Os valores da sociedade são usualmente estabelecidos por uma
classe dominante, minoria privilegiada que de certa forma controla e domina as
manifestações dos indivíduos da massa popular. É esta forma de dominação
exercida por aqueles que detém o poder, basicamente estruturada em favor de
seus próprios interesses e privilégios, que acaba influenciando a consciência
geral.
Podemos facilmente evidenciar este fato na década de 70, por
exemplo, onde presenciou-se a existência de um regime autoritário de poder: a
Ditadura Militar. Em função desta nova perspectiva política, o sistema
educacional foi totalmente reformulado e a partir daí, as consequências desta
reforma desencadearam inúmeras mudanças em nossa sociedade.
A educação baseou-se na Pedagogia Tecnicista, que tinha como
princípios a racionalidade e a eficiência. Foi um período marcado pela meta da
produtividade. E com a privatização do ensino (sobretudo das universidades
que deveriam reservar-se às elites) foram criadas inúmeras instituições
universitárias.
8
Se por um lado o Regime Militar favoreceu a expansão da Educação
Física, pois houve um aumento significativo de suas escolas, por outro, a
qualidade do ensino ficou seriamente comprometida. Principalmente devido ao
comportamento dos professores e profissionais da área que, influenciados
pelas características da política educacional vigente e com uma postura
totalmente autoritária, apresentavam uma forte tendência em valorizar o
rendimento físico, a perfeição e o domínio dos movimentos adquiridos através
da aplicação de métodos rígidos de automatização e adestramento, para se
atingir uma melhor performance esportiva.
Nos tempos atuais, apesar de muitos progressos obtidos no setor
educacional, através de inúmeros movimentos, debates, discussões e
realizações, a Educação Física ainda necessita de mudanças. Principalmente
mudanças que possam contribuam para a formação do homem consciente e
crítico que nunca existiram. Sobretudo no sentido de convencer a sociedade e
até mesmo todo o corpo docente, constituído por profissionais de outras áreas,
quanto ao seu real valor, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos
indivíduos, por meio de uma educação relevante, responsável e realmente
comprometida com o momento histórico evolutivo.
Ginástica
A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e
não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de
força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de
aperfeiçoamento físico e mental. Durante o curso da
história as interpretações de ginástica variaram.
Atualmente o termo está perdendo seu uso e tem
sido substituído por exercício. Dessa forma,
ginástica também pode ser conceituada como a
“arte de exercitar o corpo”, traz em si uma
movimentação corporal cuja construção se deu a
partir das relações sociais.
9
Desenvolveu-se, efetivamente, a partir dos exercícios físicos
realizados pelos soldados da Grécia Antiga, incluindo habilidades para montar
e desmontar um cavalo e habilidades semelhantes a executadas em um circo,
como fazem os chamados acrobatas. Naquela época, os ginastas praticavam o
exercício nus (gymnos – do grego, nu), nos chamados gymnasios, patronados
pelo deus Apolo. A prática só voltou a ser retomada - com ênfase desportiva e
militar - no final do século XVIII, na Europa, através de Jean Jacques
Rousseau, do posterior nascimento da escola alemã de Friedrich Ludwig Jahn -
de movimentos lentos, ritmados, de flexibilidade e de força - e da escola sueca,
de Pehr Henrik Ling, que introduziu a melhoria dos aparelhos na prática do
esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica moderna, agora
subdividida.
Anos mais tarde, a Federação Internacional de Ginástica foi
fundada, para regulamentar, sistematizar e organizar todas as suas
ramificações surgidas posteriormente. Já as práticas não competitivas,
popularizaram-se e difundiram-se pelo mundo de diferentes formas e com
diversas finalidades e praticantes.
Desporto
Desporto ou esporte é toda a forma de praticar atividade física que,
através de participação ocasional ou organizada, visa equilibrar a saúde ou
melhorar a aptidão física e proporcionar entretenimento aos participantes. Pode
ser competitivo, onde o vencedor ou
vencedores podem ser identificados
por obtenção de um objetivo e pode
exigir um grau de habilidade,
especialmente em níveis mais
elevados. São centenas os tipos de
desportos existentes, incluindo
aqueles para um único participante,
10
até aqueles com centenas de participantes simultâneos, em equipes ou
individualmente.
Uma definição precisa de esporte é impossível devido a grande
variedade de significados. Quase tudo é entendido sob o termo esporte é
menos determinado por análises científicas em seus domínios do que pelo uso
diário e desenvolvimento histórico e transmitido pelas estruturas sociais,
econômicas, políticas e judiciais. Para os sociólogos do esporte uma definição
bastante aceita é que o mesmo é uma atividade competitiva, institucionalizada,
que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras
relativamente complexas, por indivíduos cuja participação é motivada pela
combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos.
Desportos são normalmente geridos por um conjunto de regras ou
costumes. Eventos físicos, tais como marcar golos ou cruzar uma linha em
primeiro muitas vezes definem o resultado de um desporto. No entanto, o grau
de habilidade e desempenho em alguns desportos, como Salto ornamental,
Adestramento e Patinagem no gelo é julgado de acordo com critérios bem
definidos.
Os desportos são na maioria das vezes jogados apenas por diversão
ou pelo simples fato que as pessoas precisarem de exercício para se
manterem em boas condições físicas. No entanto, o desporto e em especial o
profissional é muito competitivo e uma importante fonte de rendimento
econômico e de entretenimento.
ATIVIDADE
1. Quais foram os documentos que nortearam os prinípios da Educação Física
no Brasil? Comente sobre cada um deles.
2. Qual era o regime político no Brasil na década de 70, em que se baseou a
Educação Física neste período e qual a postura dos professores de
Educação Física nesta neste período?
3. Nos dias atuais, a Educação Física ainda precisa de mudanças?
4. Coneitue ginástica e desporto?
11
5. Observe as imagens e diga que tipo de ginástica cada uma representa:
imagem(1) imagem (2)
6. Observe as imagens abaixo e identifique dez modalidades esportivas:
Atividade prática: Handebol e boleado
Histórico do handebol
Criado por Karl Schellenz em 28 de outubro de 1917, na Alemanha,
o handebol começou a ser praticado inicialmente em campos. Somente em 8
de março de 1935, foi realizado o primeiro jogo de handebol de salão.
No Brasil, acredita-se que os imigrantes alemães foram os
responsáveis por introduzir o handebol de campo entre os anos de 1920 e
1930. Desde então, o handebol de salão foi se popularizando no Brasil.
Atualmente é o esporte mais praticado nas escolas. O órgão que coordena a
modalidade desse esporte no país é a Confederação Brasileira de Handebol.
12
Os países europeus detêm a hegemonia do esporte no mundo.
Destacam-se no handebol masculino as seleções da Suécia, Alemanha,
Espanha e Rússia. No feminino, os destaques ficam por conta da Dinamarca,
Áustria, Noruega, Rússia e atualmente a seleção brasileira. No continente
americano, o Brasil tem muita força, com destaque para a seleção feminina,
considerada a melhor da América Latina e do mundo. No caso do handebol
masculino, Argentina e Cuba igualam-se ao Brasil em termos de condições
técnicas.
Pega-fichas
MATERIAL: fichas de duas cores diferentes e um apito.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: ao primeiro sinal de comando, os alunos devem
deslocar-se, driblando a bola e juntando o maior número de fichas da cor
correspondente à sua equipe. Ao segundo sinal de comando, todos eles devem
levar as fichas para a contagem. Os alunos não podem parar de driblar a bola
para pegar as fichas. A equipe vencedora é aquela que somar o maior número
de fichas da cor que lhe foi estipulada.
Bola na trave
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem a posse da
bola. O objetivo da equipe está com a posse da bola é, por meio do passe,
aproximar-se da baliza adversária e acertar a bola na trave. A bola não pode
ser driblada, apenas passada. O arremesso contra a baliza deve ser feito
respeitando a área dos seis metros, específica do handebol (área do goleiro).
As equipes jogam sem goleiro e cada bola acertada na trave vale dois pontos.
Vence o jogo a equipe que somar mais pontos.
Handebol de progressão
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes compostas de sete jogadores cada uma.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes terá posse de bola.
O objetivo do jogo é fazer o gol na baliza adversária. Os jogadores não podem
driblar a bola e o passe de um jogador para o outro deve ser em progressão de
um arremesso com salto. Essa deve ser feita um (01), dois (02) ou três (03)
passos. O arremesso contra a baliza deve ser feito também por meio de
13
arremesso com salto, com um, dois ou três passos. Para passar e arremessar
a bola é obrigatório usar a progressão do arremesso com salto. Cada equipe
deve ter um goleiro e o arremesso deve ser feito respeitando a linha dos seis
metros (área do goleiro). Vence a equipe que tiver convertido mais gols ao final
do jogo.
Handebol passes picados
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes com goleiro cada.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes terá a posse de
bola. O objetivo do jogo é fazer o gol na baliza adversária. Os jogadores não
podem driblar a bola e o passe de um jogador para o outro deve
obrigatoriamente ser picado. O arremesso contra a baliza deve ser feito
respeitando a área dos seis metros, específicos do handebol (área do goleiro).
Vence a equipe que tiver convertido mais gols ao final do jogo.
Jogo dos dez passes
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem a posse de
bola. Ao sinal do professor, a equipe que está com a posse de bola deve
executar dez passes sem deixá-la cair no chão, enquanto a equipe adversária
tenta impedir a movimentação. Quando a bola cai no chão, ela passa a
pertencer à equipe adversária. A equipe que conseguir os dez passes obtém
um ponto no placar, vencendo a equipe que ao final do jogo somar mais
pontos. A contagem dos passes deve ser feita em voz alta pelo grupo. Em vez
de contar os passes de um até dez, possível fazer a contagem usando as
tabuadas dos 2, 3, 5, etc.
Derrubada de pinos
MATERIAL: vinte pinos ou vinte garrafas de plástico descartáveis e quatro
bolas de borracha.
FORMAÇÃO: duas equipes compostas de 10 jogadores cada uma.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe deve ser organizada em duas colunas de
cinco jogadores cada uma, a seis metros dos alvos. Os jogadores que estão na
frente das colunas têm a posse da bola. Ao sinal do professor, os jogadores
que estão com a posse da bola executam o arremesso com o objetivo de
derrubar os pinos. O jogador que arremessa a bola deve ir, em velocidade,
buscar a bola arremessada e entregar ao companheiro que está no começo da
coluna. Vence a equipe que derrubar antes seus dez alvos (pinos ou garrafas).
14
O conjunto
MATERIAL: uma bola de handebol, duas medicine balls de cinco quilos ou
duas cadeiras.
FORMAÇÃO: duas equipes compostas de sete jogadores cada uma.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe escolhe um aluno para ser o pivô da
equipe. Cada pivô fica em cima de uma cadeira ou medicine Ball, uma de cada
lado da quadra. Após um sorteio, uma das equipes tem a posse da bola. A
equipe que está com a posse da bola tem como objetivo fazê-la chegar a seu
pivô. A condição essencial para que a bola seja lançada ao pivô e que todos os
jogadores da equipe tenham tocado na bola. É permitido passá-la e driblá-la.
Quando a equipe faz a bola chegar a seu pivô, é marcado um ponto a seu
favor. Vence a equipe que somar mais pontos ao final do jogo.
Bola torre
MATERIAL: uma bola de handebol e dois bancos suecos.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe escolhe um aluno para ser a torre,
devendo ficar em cima do banco sueco, os bancos suecos são colocados, um
de cada lado, em cima da linha dos seis metros, específica do handebol. Após
um sorteio, uma das equipes tem a posse da bola. A equipe que está com a
posse da bola tem como objetivo fazê-la chegar a sua torre por meio de
passes, enquanto a equipe adversária tenta impedi-la. Quando a bola cai no
chão, ela passa a pertencer imediatamente à equipe adversária. A equipe que
faz a bola chegar a sua torre marca um ponto a seu favor. Após cada ponto, o
jogo é reiniciado no centro da quadra, vencendo a equipe que somar mais
pontos ao final do jogo.
Buscar a bola
MATERIAL: uma bola por jogador.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: dois times, um de cada lado, posicionados nas linhas
de fundo da quadra de vôlei. No centro da quadra, ficam todas as bolas,
enquanto as equipes mantêm-se sentadas no chão. Ao sinal do professor, os
alunos devem levantar ir até o centro da quadra em velocidade, pegar uma
bola e voltar driblando o mais rápido possível até a linha de fundo. Vence a
equipe cujos componentes estiverem sentados na linha de fundo primeiro.
Hand-rugby-bol
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem posse da bola.
O objetivo da equipe que está com a posse da bola é por meio de passes,
15
cruzar a linha de fundo da equipe adversária. O jogador pode dar no máximo
três passes com a bola na mão. Se o jogador que está com a bola for tocado
por um adversário, perde a posse da bola. Não é permitido o drible, apenas o
passe. Se durante os passes a bola. Não é permitido o drible, apenas o passe.
Se durante os passes abola cair no chão, ela passa a pertencer à equipe
adversária.
Cabeçobol
MATERIAL: uma bola de borracha.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: a equipe que vence o sorteio pode iniciar o jogo com a
posse de bola. Após o sinal do professor, a equipe deve trabalhar passes com
o objetivo de fazer gols. O gol somente deve ser feito com a cabeça, após o
lançamento feito por outro jogador. Qualquer aluno pode defender, não
havendo goleiro definido e nem área de gol. A bola não pode ser driblada,
somente passada. Após cada gol, a bola deve sair da linha de fundo da equipe
que sofreu o gol. Se durante os passes a bola cair no chão, ela passa a
pertencer à equipe adversária.
Pontaria
MATERIAL: várias bolas de handebol, seis medicine balls de dois e três quilos
e um banco sueco.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: as equipes devem ficar frente a frente, cada uma na
linha de fundo da quadra de vôlei, enquanto as medicine balls são colocadas
em cima do banco sueco, no centro da quadra. Cada equipe recebe um
número igual de bolas, arremessa-as tendo como alvo as medicine balls,
tentando derrubá-las. Vence a equipe que, em um tempo predeterminado,
derrubar maior quantidade de medicine balls.
Rouba-bola
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe deve escolher um aluno para ficar no gol.
Sentadas no chão, as equipes são colocadas de frente uma para a outra,
mantendo-se entre elas uma distância de mais ou menos cinco metros. Cada
participante das equipes recebe um número enquanto a bola é colocada no
centro. O professor chama um número e os alunos de cada equipe
correspondentes a esse número devem levantar rápido e tentar pegar a bola. O
aluno que pega a bola deve se deslocar em drible de velocidade, executar o
arremesso contra o gol adversário, enquanto o aluno da outra equipe deve
tentar recuperá-la. Vence a equipe que fizer mais gols.
16
Zig-zag
MATERIAL: duas bolas de handebol e doze cones.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe fica com uma bola e forma uma coluna.
São enfileirados 6 cones à frente da coluna. O objetivo é que cada equipe
passe pelos cones em zig-zag, batendo a bola tanto na ida como na volta.
Terminado o percurso, a bola é entregue ao companheiro seguinte, que faz a
mesma coisa. O jogador que completa o percurso vai para o final da fila. Vence
a equipe que em primeiro estiver com sua coluna em forma inicial.
Mãe-linha
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: num primeiro momento, o professor corre com os
jogadores sobre as linhas da quadra de handebol para um reconhecimento
prévio. A seguir, todos devem se colocar de forma aleatória sobre as linhas de
handebol. O professor escolhe um aluno para ser a “mãe”, que tem como
missão pegar os outros, correndo sobre as linhas até encostar-se ao corpo de
um deles. Como o jogo em andamento, o professor pode escolher mais uma ou
duas “mães” para tornar a brincadeira mais dinâmica. Elas só podem se
movimentar em cima das linhas da quadra de handebol. Para que possa
“pegar”, ela deve encostar a mão no corpo do companheiro. A criança que for
pega se tornará “mãe”.
Mãe-drible
MATERIAL: várias bolas de borracha.
FORMAÇÃO: os jogadores devem ser reunidos em grupo.
DESENVOLVIMENTO: os jogadores devem movimentar-se pelo espaço de
meia quadra de handebol, driblando a bola de borracha. Dois ou mais alunos
que não têm a posse de bola devem perseguir os colegas. Os alunos sem
posse de bola são as “mães” ou pegadores. O aluno que está com a bola, ao
ser tocado pela “mãe”, perde a posse da bola e passa a ser a nova “mãe”.
Bolichebol
MATERIAL: uma bola de handebol, quatro cones.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem a posse de
bola. Os jogadores que estão com a posse da bola devem rolá-la um para o
outro. O objetivo do jogo consiste em se aproximar da baliza adversária e
derrubar os cones colocados dentro do gol e ao lado das traves laterais. Os
cones só podem ser derrubados com um arremesso estilo boliche. Na hora de
derrubar o cone, o jogador não pode ultrapassar a linha dos seis metros (área
17
do goleiro). Este jogo também pode ser feito com passes e arremessos
normais. Vence a equipe que derrubar antes os dois cones da equipe
adversária.
Vários gols
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: utilizando meia quadra de handebol, devem ser feitos
vários “golzinhos” com dois cones cada um. A equipe que sai com a bola a
posse da bola tem como objetivo aproximar-se dos “golzinhos” e fazer com que
a bola seja passada, por entre os cones, de um jogador para o outro, por meio
de passe picado, cabendo à equipe adversária tentar impedir a ação. Toda vez
que se esse for feito com êxito, é marcado um ponto para a equipe e o jogo é
reiniciado pela equipe adversária, no centro da meia quadra de handebol. Não
é permitido o drible, somente o passe, além de não ser permitido dar mais que
três passos com a bola. Os passes para se aproximar dos “golzinhos” podem
ser feitos de qualquer maneira. Somente o passe para executar o ponto deve
ser picado. Vence o jogo a equipe que somar mais pontos.
Caçador-handebol
MATERIAL: uma bola de voleibol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes inicia o jogo no
centro da quadra, enquanto a equipe adversária se posiciona na linha de fundo
da quadra de handebol. O objetivo da equipe que está com posse de bola é,
por meio de passes, aproximarem-se da linha de fundo, não podendo invadir a
linha de seis metros (área do goleiro) e realizar o arremesso tentando acertar o
adversário. Se algum jogador for atingido após o arremesso tentando acertar o
adversário. Se algum jogador for atingido após o arremesso, ele perde uma
vida. O jogo segue a dinâmica de um jogo de handebol, em que os jogadores
da equipe que não saiu com a bola, por meio de passes, se deslocam tentando
acertar a equipe que iniciou o jogo. Cada jogador possui duas vidas e a
queimada pode ser feita na transição de uma quadra para a outro, ou quando
os jogadores já estiverem posicionados no fundo da quadra. Não se pode
invadir a linha dos seis metros para realizar a queimada. Não é permitido o
drible, somente o passe, além de não se poder dar mais que três passos com a
bola na mão.
Mãe-bola quente
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: todos os alunos devem ser dispostos aleatoriamente dentro de
um espaço previamente determinado.
18
DESENVOLVIMENTO: utiliza-se meia quadra de handebol ou a quadra toda se
a quantidade de alunos for grande. Um dos alunos começa com a bola,
fazendo um passe qualquer de seus colegas e assim sucessivamente, até que
o professor dê um sinal (apito ou assobio), paralisando a atividade. “O aluno
que permanece com a “bola quente” na mão é o “mãe-bola quente” e deve
roubar a bola dos demais. A atividade continua até a próxima paralisação pelo
professor, o que vai originar outra “mãe-bola quente” e assim por diante.
Quando o aluno rouba a bola, ele volta a ser um “passador”, enquanto o aluno
de quem ele roubou a bola passa a ser a “mãe”. Cabe ao professor decidir o
número de “mães-bola quente” por jogo.
Handearco
MATERIAL: uma bola de handebol, além de um arco para cada dupla.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe se organiza em duplas e cada dupla deve
ficar dentro de um arco. Em cada lada, nas traves de handebol, coloca-se um
goleiro. Após um sorteio, a equipe que está com a posse da bola tem como
objetivo fazer o gol na baliza adversária. O deslocamento pode ser feito por
meio de passe ou drible, respeitando as regras do handebol. Após cada gol. O
jogo é reiniciado no meio da quadra, vencendo a equipe que somar mais gols
ao final do jogo.
Handebol bandeiras
MATERIAL: bolas de borracha (uma para cada integrante) e dois pedaços de
pano.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada equipe tem como campo a metade da quadra na
qual ficou posicionando. Dentro da área dos seis metros (área do goleiro) é
colocada uma bandeira (pedaço de pano). O objetivo das equipes é a
atravessar o campo adversário e conquistar a bandeira. Para conquistá-la, os
integrantes da equipe precisam realizar a condução correta da bola, por meio
de drible e não podem ser tocados pelos adversários, se isso ocorrer ficarão
“colados”, e somente poderão ser salvos por seus colegas de equipe que ainda
não foram pegos. Após o jogador cruzar a linha dos seis metros, onde está à
bandeira a ser conquistada, não pode ser “colado”. A equipe só conquista a
bandeira quando todos os seus integrantes conseguem chegar a ela. Se numa
determinada investida algum integrante sair pela linha lateral, ficará “colado” ao
lado dessa linha. Quando a equipe resgata a bandeira, é marcado um ponto ao
seu favor. Após cada conquista da bandeira, o jogo é reiniciado no centro da
quadra, sendo considerada vencedora a equipe que conquistar mais vezes a
bandeira.
Independence Ball
MATERIAL: uma bola de handebol e dois bambolês.
19
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: a equipe que está com posse de bola tenta, por meio
de passes, acertar a bola no arco que deve estar pendurado no gol do
handebol, enquanto a equipe adversária tenta impedir a ação, interceptando os
passes. Os jogadores devem ficar espalhados pela quadra no início do jogo e
só podem se movimentar enquanto a bola estiver no ar. Quando a bola chega a
um dos jogadores todos na quadra devem parar, o mesmo acontecendo se a
bola cai no chão. Após cada ponto, a posse de bola passa para a equipe
adversária cabendo ao professor estipular o número máximo de passes de
acordo com a dificuldade desejada. A área dos seis metros não deve ser
invadida (área do goleiro) e vence o jogo a equipe que fizer mais pontos.
Handebol par e ímpar
MATERIAL: uma bola de handebol.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada aluno recebe um número e formam-se duas
equipes, a dos números pares e a dos números ímpares. A equipe que está
com a posse de bola tem como objetivo fazer o gol por meio de passes,
respeitando a sequência numérica 1, 3, 5, 7, 9,... ou 2, 4 , 6, 8, ... ao ganhar a
posse da bola, a equipe deve iniciar a sequência a partir do número que está
com a bola. Após cada gol, o jogo é reiniciado no centro da quadra pelo
primeiro número da equipe. Os alunos devem dizer em voz alta o seu
respectivo número no momento de receber a bola. Caso exista algum erro na
sequência de passes, a equipe perda a posse da bola. Vence a equipe que
somar mais gols ao término do jogo.
Handebol resgate
MATERIAL: uma bola de handebol ou de borracha e oito cones.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: cada time deve ficar sem sua metade da quadra, com
os alunos distribuídos aleatoriamente. Colocam-se os oitos cones, quatro de
cada lado, em cima da linha de gol, no espaço da trave de handebol. Escolhe
quem começa com a posse da bola e o objetivo do jogo consiste em derrubar
os cones, sem ultrapassar a linha dos seis metros. Os jogadores, por meio de
passes, têm de se locomover, sem andar com a bola na mão. Se andarem, a
posse de bola vai para a equipe adversária. O jogador que derrubar o cone tem
de pegá-lo e levá-lo para o outro lado, colocando-o na sua linha de gol
defensiva, junto com os outros cones. Vence o jogo a equipe que ao final do
tempo estipulado, estiver com mais cones em seu poder ou a equipe que não
tiver mais cones para derrubar.
Alerta
MATERIAL: uma bola de borracha.
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FORMAÇÃO: os alunos devem ser colocados aleatoriamente na quadra.
DESENVOLVIMENTO: atribuir um número a cada aluno e escolher um deles
para dar início à brincadeira. O aluno escolhido deve gritar um número e jogar
a bola para cima, enquanto os outros se deslocam. O aluno que tiver o número
chamado deve pegar a bola e gritar “alerta”. Nesse momento, todos os
participantes param de correr, enquanto ele tenta acertar o colega que estiver
mais perto. Está fora da brincadeira quem desvia da bola, quem pegá-la e
soltá-la e quem não acertar o colega. Para acertar o colega devem ser usados
os três passos e o arremesso do handebol.
Guarda-costas
MATERIAL: duas bolas de borracha.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIENTO: cada equipe deve escolher um aluno, para que seja a
vítima. Por meio de passes, as equipes devem encostar a bola na vítima que
pertence à equipe adversária. No começo do jogo cada equipe recebe uma
bola, sendo que uma delas pode vir a ficar com duas bolas no decorrer do jogo.
As vítimas podem correr livremente pela quadra. Não é permitido o drible,
sendo possível, entretanto, dar três passos com a bola na mão. A bola não
pode ser arremessada contra a vítima, que somente pode ser capturada
quando a bola for encostada nela pela equipe adversária. Quando a vítima é
capturada, o professor escolhe alguém para substituí-la. Cada vez que a
equipe captura a vítima adversária marca um ponto a seu favor, sendo
considerada vencedora a equipe que marcar mais pontos.
Bola mira
MATERIAL: uma bola de handebol, quatro arcos e quatro cones.
FORMAÇÃO: duas equipes.
DESENVOLVIMENTO: os arcos são arrumados nos ângulos superiores da
trave de handebol e os cones, colocados nos ângulos inferiores. Faz-se um
sorteio para decidir qual das equipes sai com a posse da bola. Essa equipe tem
como objetivo arremessar a bola para acertar os cones ou arremessá-la para
que ela passe por dentro dos arcos. O arremesso só pode ser feito
respeitando-se a área dos seis metros (área do goleiro). Pode-se passar e
driblar a bola livremente, seguindo as regras do handebol. Se a bola passar por
dentro dos arcos, vale dois pontos e se atingir o cone, vale um ponto. Após
cada ponto, o jogo é reiniciado no centro da quadra, vencendo a equipe que
marcar mais pontos.
Tomada da cidade
MATERIAL: uma bola de borracha e dois cones.
FORMAÇÃO: duas equipes.
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DESENVOLVIMENTO: cada equipe deve ocupar uma metade da quadra para
o início do jogo. No final de cada metade da quadra, marca-se um círculo e
coloca-se um cone no centro. Cada equipe escolhe um aluno que fica dentro
do círculo, protegendo o cone da sua equipe. A bola é lançada para o alto,
entre as duas equipes e quem conseguir apanhá-la tem como objetivo, por
meio de passes, chegar próximo ao círculo oposto e derrubar o cone
adversário, cabendo ao guarda tentar impedir a ação. Não é permitido o drible,
somente o passe. Os jogadores não podem invadir o círculo para arremessar a
bola no cone. Cada vez que o cone é derrubado, marca-se um ponto para a
equipe que o derrubou. Após cada ponto, o jogo é reiniciado no centro da
quadra. Sai vencedora a equipe que marcar mais pontos.
Histórico do boleado (queimada)
Queimada ou jogo do mata ou ainda queimado é um jogo desportivo
, muito usada, em versão similar, como brincadeira infantil. Não há notícias de
competições esportivas oficiais deste esporte no Brasil, porém em escolas é
muito praticado. Nos Estados Unidos existem ligas de queimada, ou dodgeball,
como a variante do esporte é conhecida por lá.
Na história da Queimada talvez o Egito não seja lá uma força nos
esportes com bola, mas o uso delas em práticas recreativas e esportivas vem
de muito longe. Algumas referências datam da 11ª dinastia (2130-1983 a.C.).
No Egito antigo a bola não era confeccionada como hoje em dia. Elas eram
sólidas, feitas de couro, junco e outros materiais. O preenchimento poderia ser
de papiro e elas não eram grandes, medindo entre 3 e 9 cm de diâmetro. Ao
que parecem, as bolas eram usadas em jogos de mulheres.
As referências de jogo com bola foram encontradas somente no
Reino Novo (1550-1070 a.C.). Elas possuíam um caráter ritualístico que só
reapareceu no período ptolomaico (aproximadamente entre 302-30 a.C.).
Esses jogos recreativos com bola não estavam restritos às crianças. É provável
que adolescentes e jovens adultos também tenham participado.
O jogo Queimada é um jogo esportivo que foi muito usado como
brincadeira infantil. É usado hoje como esporte de preparação para outras
modalidades esportivas e também como esporte de competição, nela é usada
uma bola de iniciação ao handebol. O local é um terreno plano ou quadra de
forma retangular, demarcado por linhas que devem ter 18 m de comprimento
22
por 9 m de largura, ou seja, é o mesmo tamanho da quadra de voleibol e por
isso que essa quadra é utilizada nas escolas, sendo dividido em dois campos
iguais, por uma linha reta e bem visível traçado no solo.
O jogo de Queimada também pode ser conhecido por outras
denominações, como: Barra Bola; Bola Queimada; Cemitério; Mata-mata;
Mata-soldado; Queimado; Caçador no estado do Paraná e Rio Grande do Sul;
Carimba no estado do Ceará; Baleado no estado da Bahia.
Queimada maluca
MATERIAL: uma bola de meia e giz.
FORMAÇÃO: pode ser jogado com diferentes números de jogadores, sendo
maior que 10 para maior motivação. Caso seja um grupo muito grande (40)
pode-se usar duas (02) bolas.
DESENVOLVIMENTO: o jogo consiste queimar, não ser queimado e salvar
seus colegas. Os jogadores terão oportunidades de jogar tentando manter o
jogo vivo. Para isso poderão ou não.
Alerta
MATERIAL: uma bola leve.
FORMAÇÃO: os alunos devem ser dispostos em círculo, ficando um deles no
centro, com uma bola nas mãos.
DESENVOLVIMENTO: o aluno do centro lança a bola para o alto e fala o nome
de um dos colegas. O aluno chamado deve correr e pegar a bola, gritando para
os demais colegas; “alerta” todos devem parar no lugar onde se encontram,
não podendo mover os pés do chão. O aluno que está com a bola olha em
torno de si, procura o colega que está mais próximo e dá três passos em sua
direção, lança-a, tentando acertar esse colega. Se o fizer, o colega “perde uma
vida”, se errar, quem “perde a vida” é o aluno que lançou a bola. Os alunos não
podem mover-se do lugar, porém podem esquivar-se da bola abaixando-se ou
curvando-se pra os lados.
VARIAÇÕES:
 A bola não pode tocar o chão entre o lançamento do aluno chamado e
aquele que deseja fazer com que “perca sua vida”.
 O aluno que perdeu a vida fica uma jogada sem participar.
 O aluno que perdeu a vida tem uma chance de recuperá-la, caso
consiga converter um arremesso na cesta de basquete.
Bola errante
MATERIAL: uma bola.
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FORMAÇÃO: os alunos devem ser dispostos num círculo, havendo um grande
espaço entre eles. Um dos alunos deve ficar no centro do círculo.
DESENVOLVIMENTO: os alunos do círculo jogam a bola uns para os outros,
enquanto o aluno do centro procura tocá-la. Quando conseguir, será
substituído pelo último a ter tocado na bola antes do aluno que está no centro.
VARIAÇÕES:
 Os passes entre os alunos devem ser feitos com os pés.
 Os passes devem ser feitos somente para o colega que estiver à
esquerda ou à direita.
 O passe deve ser executado com um quique no chão, antes de chegar
ao receptor.
 O aluno deve driblar com a bola no centro do círculo até entregá-la a
outro colega. O aluno que está no centro do círculo deve roubar-lhe a
bola.
 O aluno não pode ficar mais de três segundos com a bola nas mãos.
Derrubar a torre
MATERIAL: uma garrafa plástica e giz escolar para marcação do círculo.
FORMAÇÃO: os alunos devem ficar dispostos em círculo, atrás de uma linha
marcada no chão. Um dos alunos deve estar no centro do círculo, protegendo a
garrafa plástica para que ela não caia.
DESENVOLVIMENTO: os alunos que estão no círculo arremessam a bola,
tentando derrubar a garrafa plástica, cabendo ao aluno que está no centro do
círculo protegê-la. Portando-se como um goleiro na defesa da bola. Não é
necessário que o arremesso seja feito por ordem de colocação no círculo. O
aluno para cujo lado a bola naturalmente rolar, tem a oportunidade de jogá-la.
O aluno que conseguir derrubar a garrafa plástica deve ocupar o lugar do aluno
que está no centro do círculo.
VARIAÇÕES:
 Substituir a garrafa plástica por cones, tarugos, maçãs, etc.
 Os alunos arremessam a bola, tentando fazer com que ela ultrapasse os
pés de uma cadeira.
 Se o aluno que está no centro do círculo conseguir segurar a bola
arremessada sem quicá-la no chão, o aluno que a arremessou deve ser
excluído do círculo.
OBSERVAÇÃO: estar atento com a segurança durante o jogo, fazendo uma
grande circunferência para evitar que a bola seja arremessada com muita
velocidade ao aluno que está no centro do círculo.
Evitar a bola
MATERIAL: uma bola e giz escolar para marcar a linha do círculo.
FORMAÇÃO: os alunos devem estar dispostos do lado de fora de um círculo
desenhado no chão, um aluno no centro do círculo.
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DESENVOLVIMENTO: o objetivo dos alunos que estão fora do círculo é
“queimar” o aluno que está dentro, bastando, para isso, acertá-lo com a bola.
Quem conseguir arremessar a bola no colega que está no centro do círculo
deve ocupar o seu lugar.
VARIAÇÕES:
 Um número maior de alunos deve ocupar o centro do círculo. Aqueles
que forem atingidos pela bola, devem deixar o círculo.
 Quem acertar um colega que está no centro do círculo, deve trocar de
posição com ele.
 Deve ser traçada uma linha dividindo o círculo ao meio. Os alunos que
estão no centro do círculo podem fugir, utilizando somente meio círculo.
À medida que conseguirem agarrar a bola no ar, sem ela caia de suas
mãos, ganham o direito de fugir pelo círculo inteiro.
Bola-pega
MATERIAL: uma bola leve.
FORMAÇÃO: os alunos devem ficar espalhados livremente, permanecendo um
dos alunos com uma bola nas mãos.
DESENVOLVIMENTO: o aluno que está com a bola nas mãos tenta
arremessá-la contra qualquer aluno que esteja próximo, não podendo deslocar-
se com a bola. Se acertar a bola em um colega, este deve permanecer
sentado. Se ao arremessar a bola, um aluno segurá-la, este aluno pode
arremessá-la repetindo a movimentação. Ninguém pode andar com a bola.
Quem for “queimado” pela bola, deve sentar-se no chão e somente retornar à
atividade quando conseguir tocar na bola novamente. É permitido a um colega
salvar o outro, lançando lhe a bola, como também o aluno que foi “queimado”
pode tocar a bola quando essa passe perto de si, devendo permanecer sempre
sentado.
VARIAÇÕES:
 O aluno que esta com a posse da bola pode deslocar-se, quicando a
bola no chão.
 Pode haver pegadores fixos. Exemplo: todas as meninas de cabelo
preso devem ser as pegadoras, enquanto os demais alunos os fugitivos.
 O aluno que foi “queimado” não pode retornar à atividade.
 Colocar duas bolas de cores diferentes no jogo. Para salvar-se o aluno
deve tocar a bola que o ”queimou”.
OBSERVAÇÃO: quando a atividade for realizada com alunos menores, é
possível utilizar dados de espuma em lugar de bolas.
Acerte a bola
MATERIAL: bola de borracha de diferentes tamanhos.
FORMAÇÃO: duas equipes, cada equipe fica em fileira em cima da linha de
uma quadra de voleibol, uma fileira colocada paralela a outra. É colocada a
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bola no centro, bem no meio das equipes, então estão divididas em números
iguais as bolas.
DESENVOLVIMENTO: o objetivo é jogar a bola e acertar a bola de borracha e
consequentemente empurrá-la para o campo da equipe adversária marca o
ponto quem conseguir empurrar à bola de borracha jogando as outras nela. A
bola de borracha pode ser evitada a vim para o campo da equipe menos com
as mãos e os pés.
Queimada Gigante
MATERIAL: bolas de tamanhos diferentes.
FORMAÇÃO: número ilimitado onde cada um individualmente busca acertar a
bola em seu adversário.
DESENVOLVIMENTO: É uma queimada, cada um por si. Quem vai sendo
queimado senta e pode continuar queimando desde que sentado. O vencedor é
o último a ser queimado.
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Elementos da cultura corporal (luta e dança)
Luta
A luta é uma das mais antigas formas de combate, tão antigas
quanto a Ilíada de Homero, que narra a Guerra de Tróia, nos século XIII e 12
a.C.. As origens da luta podem ser rastreadas
até 15.000 anos através de desenhos em
cavernas na França. Desenhos babilônicos e
egípcios mostram lutadores usando a maioria
das pegadas conhecidas no esporte atual.
Existem desenhos de lutadores nas cavernas
dos sumérios-acadianos, datados de 3000
a.C.. No Egito, também existem estes tipos de desenhos em pinturas murais
datados de 2400 a.C..
Na Grécia antiga, a luta ocupou um lugar de destaque nas lendas e
na literatura; competições de lutas brutais foram introduzidas como esporte nos
Jogos Olímpicos da Antiguidade em 708 a.C., através da prática do estilo
pancrácio, pouco depois da data histórica do início dos Jogos Olímpicos, em
776 a.C.. Os antigos romanos tiveram fortes influências da luta grega, mas
eliminaram grande parte da sua brutalidade.
Durante a Idade Média (do século V ao século XV), a luta
permaneceu popular e apreciado com o patrocínio de várias famílias reais,
incluindo as da França, Japão e Inglaterra.
Atualmente, percebemos que em boa parte dos filmes a que
assistimos sobre lutas de origem oriental é preservada a imagem do mestre, o
qual, por sua vez, possui uma postura de educador, e ensina aos
seus “discípulos” vários preceitos que vão além da própria prática da luta, ou
seja, lições que serviriam para a vida.
A seleção das lutas como conhecimento a ser ensinado e
discutido na escola ainda é recente, e muitas discussões surgem em relação à
forma ideal que o assunto deve ser tratado. Mas as lutas apresentam
muitas possibilidades para o seu desenvolvimento na escola, mediante uma
abordagem intencional, de caráter pedagógico, já que esse é um dos espaços
28
onde os alunos experimentam, vivenciam, criticam, compreendem e atribuem
significados às suas experiências no âmbito da cultura de movimento.
Esses conhecimentos variam, mas existem conceitos que são
iguais em todas elas, como os conceitos de esquiva, ataque, defesa, rounds,
entre outros. Cada luta possui uma época e um local onde se originou, bem
como uma evolução histórica própria.
Dança
Dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao
lado do teatro e da música. São movimentos cadenciados incluindo passos e
saltos, executados ao som e ao compasso da
música. A dança é uma atividade que utiliza o corpo
em movimento como um meio de expressão,
comunicação e criação. O ritmo é um elemento
fundamental presente em todas as formas de vida, no
movimento humano, na natureza, no universo.
No antigo Egito já se realizava as
chamadas danças astroteológicas em homenagem a
Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em
especial aos olímpicos.[1]
A dança se caracteriza pelo uso do corpo seguindo
movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança
livre).[2]
Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é
acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de
sentimentos potenciados por ela.
A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de
divertimento ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos
de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que
ao longo do tempo foi se desvinculando das particularidades do teatro.
Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como
"Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em
qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.
A Dança é uma manifestação artística que se perpetua por milênios
adequando-se às mudanças sociais sendo praticada por diferentes povos.
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Durante o seu percurso contribuiu para estabelecer padrões estéticos e de
comportamento das diferentes classes sociais, reforçando a diferenciação das
classes dominantes e das classes dominadas e foi canal de superação dos
limites do ser humano. Como fenômeno social demonstrou potencial no
processo de renovação, transformação e significação do ser humano e da
sociedade.
A dança certamente contribuiu para a constituição, perpetuação e
disseminação da cultura de todos os povos que dançaram e que ainda dançam
permitindo conhecermos a diversidade cultural que se espalha pelo mundo em
todas as épocas e contextos históricos acompanhando a evolução da
humanidade.
As qualidades físicas e habilidades motoras
Valências físicas, também chamadas de qualidades físicas,
capacidades motoras, capacidades físicas entre outras denominações, são
aptidões potenciais físicas de uma pessoa, definindo os pressupostos dos
movimentos desde os mais simples aos mais complexos. Conceituadas como
todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são
todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento, comumente
classificadas em diversos tipos: força, resistência, velocidade, agilidade,
coordenação, flexibilidade, mobilidade e equilíbrio.
As valências físicas são determinadas geneticamente, todos os seres
humanos nascem aptos a desenvolver estas capacidades (por isso aptidões
em potencial), algumas com maior potencial que outras para os limites desse
desenvolvimento. Portanto, todos nascem com uma capacidade de gerar força,
resistência, por exemplo.
Força é qualidade física que permite a um músculo ou grupo
muscular opor-se a uma resistência. É qualquer ação que cause uma mudança
no estado de movimento de um objeto. Do ponto de vista fisiológica, é a
capacidade de exercer tensão contra uma resistência que ocorre por meio de
diferentes ações.
30
Existem vários tipos de força, porém as mais conhecidas são a força
estática: ocorre quando a força muscular se iguala a resistência não havendo,
portanto movimento e a força dinâmica: tipo de qualidade na qual a força
muscular se diferencia da resistência produzindo movimentos.
Flexibilidade é a qualidade expressa pela maior amplitude possível
do movimento natural de uma articulação ou combinação de articulações num
determinado sentido, dentro dos limites morfológicos e sem provocar lesão. É a
capacidade de realizar movimentos em certas articulações com apropriada
amplitude de movimento. A flexibilidade é composta dos seguintes
componentes da flexibilidade: mobilidade, elasticidade, plasticidade e
maleabilidade.
A flexibilidade pode ser influenciada por diversos fatores (fatores
determinantes), entre eles: superfície óssea, músculos, ligamentos, tendões,
idade (quanto mais velho, menos flexível), sexo ( as mulheres em geral são
mais flexíveis), aquecimento, temperatura ambiente ( o frio reduz e calor
aumenta a elasticidade muscular), hora do dia ( varia de indivíduo para
indivíduo), composição corporal e estado de treinamento (quanto mais treinado,
mais flexível).
A flexibilidade é de suma importância na realização de determinados
gestos desportivos e movimentos que de outra forma, seriam impossíveis de
serem realizados sem essa capacidade física. Ela aumenta a eficiência
mecânica dos movimentos, fazendo com que o atleta tenha um desperdício
menor de energia na execução de suas atividades, além de auxiliar na
profilaxia (medidas preventivas contra doenças) de lesões e de vícios
posturais, reduzirá tensões musculares e auxiliará na melhoria da contratilidade
muscular.
Resistência é a capacidade do esportista de resistir à fadiga. É a
qualidade física que permite ao corpo suportar um esforço de uma determinada
intensidade durante certo tempo. Significa também sustentar uma determinada
carga de trabalho o mais longo tempo possível sem fadiga.
A resistência pode ser dividida em resistência aeróbia: é aquela cuja
principal característica é apresentar uma intensidade pequena e um volume
grande, ou seja, um longo tempo de execução da atividade (é de manifestação
global do organismo) e em resistência anaeróbia: é aquela observada na
31
realização de exercícios de alta intensidade e por consequência, de pequena
duração. Não é de manifestação global do organismo.
Nosso corpo se mantém em equilíbrio, e graças a isso conseguimos
desenvolver movimentos, sejam eles bruscos ou delicados. A essa capacidade
de realizar esses movimentos chamamos de coordenação motora.
Nosso cérebro manda informações às partes de nosso corpo, e a
capacidade que o corpo tem de desenvolver aquele movimento nós chamamos
de coordenação motora. Pular, correr, andar, saltar ou realizar tarefas que
exijam maior habilidade, como pegar em um lápis, bordar, desenhar, recortar,
tudo isso exige de nós coordenação motora.
A coordenação motora nos permite realizar os mais diversos
movimentos coordenados. Na coordenação motora ocorre participação de
alguns sistemas do corpo humano, como sistema muscular, sistema
esquelético e sistema sensorial. Com a interação desses sistemas obtêm-se
reações e ações equilibradas. A velocidade e a agilidade com que a pessoa
responde a certos estímulos medem a sua capacidade motora. Podemos
classificar a coordenação motora de duas maneiras: coordenação motora
grossa e a coordenação motora fina.
Na coordenação motora grossa verificamos o uso de grupos de
músculos maiores e o desenvolvimento de habilidades como correr, pular,
chutar, subir e descer escadas, que podem ser desenvolvidas a partir de um
plano sistemático de exercícios e atividades esportivas. Quando se tem déficit
nessas habilidades, verificamos dificuldades, por parte principalmente de
crianças, em praticar atividades esportivas, o que acaba gerando baixa
autoestima.
Na coordenação motora fina verificamos o uso de músculos
pequenos, como das mãos e dos pés. Ao desenhar, pintar, manusear
pequenos objetos, a criança realiza movimentos mais precisos, delicados, e
desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida.
É possível observar a coordenação motora de um indivíduo desde
pequeno. A criança responde aos estímulos de várias formas e cabe ao
professor, nas primeiras séries, trabalhar a motricidade da criança. Ao aprender
a pintar dentro de espaços delimitados a criança já começa a desenvolver sua
32
coordenação, à medida que ela for sendo alfabetizada, aumentará a sua
capacidade motora.
Mas não é somente em crianças que se desenvolve a motricidade.
Em pessoas idosas ou pessoas que tenham certas limitações físicas, também
é preciso trabalhar a coordenação motora. Com o auxílio do profissional a
pessoa desenvolve os grupos musculares e exercita o cérebro, para conseguir
manter o equilíbrio e realizar atividades que requerem movimentos precisos,
fortes e rápidos.
As consequências do não desenvolvimento da coordenação motora
são principalmente a noção espacial prejudicada, lateralidade precária e
o tempo de reação defasado. Crianças que apresentam sintomas de transtorno
do desenvolvimento da coordenação (''TDC'') aos sete anos de idade podem
correr maior risco de sofrer depressão e outros problemas de saúde mental a
partir dos dez anos. Crianças com ''TDC'' têm problemas de habilidade motora
e encontram dificuldades em realizar atividades do cotidiano, como amarrar os
cadarços, andar de bicicleta, escrever e praticar esportes.
Agilidade é a capacidade de alterar a posição do corpo de forma
eficiente e requer a integração de competências de movimentos isolados
utilizando uma combinação de equilíbrio, coordenação, velocidade, reflexos,
resistência e força. Agilidade é um componente neuro-motor caracterizado
pela troca rápida de direção, sentido e deslocamento da altura do centro de
gravidade e de todo corpo ou parte dele, necessitando de força e coordenação.
(Matsudo, 1980).
O desenvolvimento da agilidade se dá através de quatro fatores:
manejo do centro de gravidade em relação à altura; manejo do centro de
gravidade em relação à distância; troca na direção do movimento do corpo e
troca de ritmo. As duas primeiras variáveis são de força e as duas últimas são
de coordenação.
Agilidade é uma das variáveis mais importantes na Educação Física
e em quase todas as baterias de testes de aptidão física estão incluídos testes
de agilidade. Nos esporte a agilidade é fundamental, bem na vida cotidiana.
Velocidade é uma qualidade física que permite ao indivíduo a ação
no menor tempo. Velocidade é uma capacidade inata. Depende das conexões
neurológicas e da quantidade de fibras de contração rápida presentes na
33
musculatura. Estas qualidades são determinadas geneticamente. Todos podem
melhorar significativamente a sua velocidade, porém, somente o indivíduo bem
dotado nesse sentido conseguirá obter resultados superiores.
A velocidade pode ser definida como: velocidade de reação:
observada entre um estímulo e a resposta correspondente (exemplo: o tiro de
saída). E ainda de velocidade de movimento expressa pela rapidez de
execução de uma contração muscular. Essa é uma capacidade que nos
permite movimentar os membros (superiores ou inferiores) o mais rápido
possível.
A importância da velocidade para o desempenho varia
consideravelmente, dependendo do esporte, da disciplina e do campo de
aplicação. Por exemplo, ela é relativamente sem importância para atividades
de condicionamento físico para á saúde, quando comparada a fatores como
capacidade aeróbia, força e características do movimento. No entanto, o
esporte de lazer, em geral, exige pelo menos certo nível básico de algumas
formas de velocidade, como a velocidade de reação. A importância da
velocidade para os esportes de elite não pode ser avaliada de forma geral,
porque as exigências da velocidade são determinadas por requerimentos
específicos do esporte ou disciplina em questão.
Todos os desportistas necessitam desenvolver esta valência física
em maior ou menor intensidade conforme a atividade central que se quer
desenvolver no atleta. Os treinamentos são direcionados para os movimentos
de maior necessidade de precisão. Um corredor de provas de velocidade tem
que treinar muito para que sua resposta de reação aos estímulos seja
satisfatória, um décimo de segundo perdido na largada pode significar a
derrota. Já para um corredor de provas de fundo ( corrida de longa distância )
esta não será uma questão tão importante.
Equilíbrio é a qualidade física conseguida por uma combinação de
ações musculares com o propósito de assumir e sustentar o corpo sobre uma
base, contra a lei da gravidade. Consiste na manutenção da projeção do centro
de gravidade dentro da área da superfície de apoio. Pode ser de 3 tipos:
dinâmico, estático e recuperado.
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Quando falamos em equilíbrio estamos nos referindo aqui à
capacidade física que nos permite sustentar o corpo em diferentes posições
estáticas ou dinâmicas, contra a gravidade.
É um sistema complexo, que envolve a captação de informações
externas e feedbacks internos do sistema nervoso e do sistema osteomuscular
em constante adaptação para manter os movimentos coordenados e
sincronizados.
Equilíbrio é uma capacidade física que, como qualquer outra,
precisa ser treinada e, quase sempre, é negligenciada pelos atletas, que
acreditam que ela estará naturalmente presente.
À medida que envelhecemos, todas as capacidades físicas
sofrem um declínio, e aliada à diminuição da acuidade visual, força e audição,
estabelece-se um quadro perfeito para diminuir o rendimento e principalmente
provocar quedas e lesões.
É necessário incluir nos treinos, desde a juventude, exercícios
específicos de equilíbrio que vão melhorar não só a propriocepção do atleta
como irão fortalecer os pequenos músculos que estabilizam as articulações,
garantindo assim maior controle e precisão nos movimentos.
Cada vez fica mais claro para os atletas o quão importante é ir
além do treinamento específico para se atingir um bom desempenho. Mais
ainda, a atividade física tem como fator de maior importância a manutenção da
saúde em qualquer fase da vida.
Incluir uma rotina de exercícios de equilíbrio em seus treinos trará
não só benefícios físicos tornará sua vida mais segura e fará de você uma
pessoa muito mais confiante e preparada para agir de forma mais consciente e
assertiva.
ATIVDADE
1. Conceitue luta e dança apresentando suas principais características.
2. Quais são as habilidades físicas e motoras e como elas se aplicam ao
handebol e o boleado?
35
3. Observe a cruzadinha e localize os seguintes tipos de luta e dança:
Luta: kung fu, jiu jitsu, taekwondo, capoeira, esgrima, caratê, sumô e judô.
Dança: axé, maculelê, samba de roda, frevo, pagode, forró, xaxado e balé.
J I U J I T S U U K U N G F U J K A M H
Q U I H K O L Ç O P K J L A F O R R O L
T A E K W O N D O P T N B A A S E R R I
K B C R I O H G A E A V G X D Z S H J K
O P J K O M U H F U N K U I H I I H B B
K O S U M O N G B B G V C D R A A U H L
A P A G O D E E O I O B A B A L E Z S A
E E M I L H G R E C O, R O M A N A A F E
J O B O A F R E V O R A X E E R I U O P
J H A C A P O E I R A L A K O O L Ç U R
I O D Ç J K L Ç Y T F L X G F D S C V A
I O E O M A C U L E L E A P O J U G I O
L Ç R P O G J F G J U D O S A S A L L B
O A O H J V I O N M V T O Y T V V H J K
O O D L J N J T L Ç O I U H G F D C T J
K L A L J G D C R E E S I Y O P O P Y G
J O L C A R A T E H F D S B N I K J U E
K J T R E S G R I M A H A A B O X E O K
U H I B F D H T Y L O Ç P K U Y B U R A
Atividade prática: Atletismo
Histórico do atletismo
Segundo Homero, no ano de 1496, a.C. foi realizada a primeira
prova de corrida considerada atlética. Ela foi organizada por Hércules.
Segundo a lenda, Hércules, depois de peregrinar pelo mundo, realizando
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proezas incríveis, radicou-se na ilha de Creta e construiu um estádio neste
local. Nele, eram realizadas competições de corridas com outros simpatizantes.
O estádio de Hércules possuía apenas uma pista de corrida, que era
percorrida em um só sentido. Mais tarde foi instituída a prova do Diaulo, com
percurso de ida e volta. Então, o percurso das provas de corridas foi
aumentando gradativamente para quatro, oito, doze e vinte e quatro vezes
duzentas jardas.
Os jogos Olímpicos, na Antigamente, eram realizados em um dia,
por contarem somente com uma modalidade de competição: a corrida. Depois,
houve um aumento das modalidades e os jogos passaram a ser realizados em
cinco dias. A cada quatro anos os gregos eram motivados a realizarem o
grandioso espetáculo.
As corridas são uma atividade praticada pela maioria das pessoas. A
sua prática não requer profundos conhecimentos sobre o assunto, por isso
muitas pessoas a escolhem. Além disso, a corrida traz muitos benefícios à
saúde, melhorando o desempenho dos aparelhos circulatório e respiratório. A
corrida é utilizada em quase todos os jogos e desportos que envolvem
movimentos e velocidade.
SALTO EM ALTURA
Algumas sugestões de atividades que envolvem salto em altura
Salto da escada
MATERIAL: escada com no máximo cinco degraus e colchões.
FORMAÇÃO: alunos dispostos devem subir a escada e pular sobre os
colchões.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem subir na escada e pular sobre os
colchões.
VARIAÇÕES:
 Apoiar a escada em um muro baixo, numa posição bem inclinada. Os
alunos devem subir o muro pela escada e quando o alcançarem deve
sair da escada, andar sobre ele e depois saltar sobre os colchões.
 Traçar algumas marcas no colchão. Os alunos devem saltar procurando
cair exatamente sobre as marcas.
 Os alunos devem iniciar os saltos pulando livremente da escada sobre o
colchão. Depois, o professor traça linhas (com distâncias
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gradativamente maiores) que deverão ser ultrapassadas e em seguida,
os alunos cairão sobre o colchão.
Salto do banco
MATERIAL: banco sueco e colchões.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em coluna.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem subir no banco e saltar o mais alto
que conseguirem sobre os colchões.
VARIAÇÕES:
 Apoiar um dos lados do banco sobre um muro baixo, deixando-o
inclinado em relação ao chão. Os alunos devem escalar o banco
engatinhando, arrastando-se, escorregando-se e quando chegarem ao
ponto mais alto do banco, eles devem se levantar e saltarem sobre os
colchões.
 Os alunos devem saltar por cima do banco, caindo sobre os colchões.
 Os alunos devem correr pisar sobre o banco com um dos pés que
servirá de impulso para um salto e cair sobre os colchões.
Cordas à vista
MATERIAL: cordas e cones.
FORMAÇÃO: alunos formando duas ou três colunas.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, os alunos devem correr e saltar a
corda e depois voltar para bater na mão do colega seguinte, liberando-o para a
corrida.
VARIAÇÕES:
 A atividade pode ser realizada em forma de competição.
 Colocar outros obstáculos para serem saltados, explorando as diferentes
alturas.
OBSERVAÇÃO: é importante o professor deixar o aluno escolher as primeiras
alturas que deverá saltar, para que gradativamente conquiste sua confiança.
Inclusive nas atividades com obstáculos, é interessante colocar dois ou três
obstáculos, um ao lado do outro, para que o aluno escolha um deles.
A corda vai subindo
MATERIAL: corda.
FORMAÇÃO: alunos próximos a uma corda.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar (como desejarem) a corda,
iniciando com um movimento rasteiro e gradativamente, eleva-se a altura.
VARIAÇÕES:
 A atividade pode ser realizada em forma de competição. Vence o aluno
que conseguir saltar a corda mais alta sem esbarrar nela.
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 Pode colocar mais cordas para realizar a brincadeira, uma em frente da
outra. Os alunos devem saltá-las, uma em seguida da outra. Variar as
alturas da corda.
 Colocar várias cordas com certa distância entre uma e outra. A altura da
corda em relação o chão deve ser cada vez maior.
Elástico
MATERIAL: cordas elásticas amarradas nas pontas.
FORMAÇÃO: alunos em trios ou quartetos.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem pular o elástico na altura dos
tornozelos, dos joelhos e abaixo do bumbum.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem pular sobre o elástico, fora do elástico, puxar a perna
e sair do elástico. Os três alunos fazem revezamento, ora um pula e ora
outro segura o elástico.
OBSERVAÇÃO: nesta atividade podem ser utilizados elásticos de costura,
meia fina, tiras de malha ou qualquer outro material que tenha uma certa
elasticidade.
Salta-salta
MATERIAL: corda.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar a corda estendida no chão,
fazendo a impulsão em uma perna e caindo nos dois pés.
VARIAÇÕES:
 Saltar várias cordas organizadas pelo espaço destinado à atividade.
 Saltar as cordas com alturas diferentes.
 Os alunos devem correr da diagonal (em relação á corda) e saltar a
corda estendida no chão, fazendo a impulsão em uma perna e caindo
com os dois pés.
 Os alunos devem correr na diagonal e saltar a corda no chão, fazendo a
impulsão com uma perna e caindo no outro pé (do outro lado da corda).
 Os alunos devem correr na diagonal e saltar a 40/50 cm do chão,
fazendo a impulsão em uma perna e caindo no outro pé (do outro lado
da corda).
 Os alunos devem saltar as cordas, fazendo a impulsão em uma perna e
caindo no outro pé, invertendo os pés cada vez que saltarem uma corda.
Três apoios
MATERIAL: corda.
FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, uma corda a 40/50 cm do chão.
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DESENVOLVIMENTO: os alunos devem correr de frente para a corda, fazendo
três passadas, saltar com a impulsão na perna forte e cair no outro pé, além
das duas mãos ocasionarem a inclinação do tronco para frente. Assim, a perna
de impulsão termina elevada.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem correr em diagonal, fazendo três passadas, saltar a
corda com a impulsão da perna forte e cair no outro pé, além das duas
mãos ocasionarem a inclinação do tronco para frente. Assim, a perna de
impulsão termina elevada.
OBSERVAÇÃO: o corpo deve ficar paralelo à corda.
Queda boa
MATERIAL: um colchão grosso ou vários colchões finos.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em coluna. A corda na altura do colchão.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem correr, em diagonal, saltar a corda e
cair como desejarem no colchão.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem correr em diagonal, saltar a corda e cair de frente no
colchão.
 Os alunos ficam de costas para o colchão e devem saltar e cair de
costas.
 Os alunos ficam de costas para o colchão sobre o plinto e devem saltar
e cair de costas.
 Os alunos devem correr em diagonal, saltar a corda de costas e cair de
costas no colchão.
 Os alunos devem correr em diagonal, virar de costas para o colchão,
elevar os joelhos e saltar a corda de costas, consequentemente, caindo
de costas no colchão.
Salto sobre a tábua
MATERIAL: tábua, pneus e colchões.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. A tábua ficará sobre os pneus,
de frente para os colchões.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem aproximar-se da tábua correndo e
saltar com os dois pés sobre ela. Depois, devem apoiar-se nela e fazer uma
impulsão vertical e horizontal e cair sobre os colchões.
VARIAÇÕES:
 Deve-se fazer a impulsão somente com um dos pés.
 A queda pode ser feita de frente para a tábua. Neste caso, o aluno deve
dar meio giro no ar antes de tocar os colchões.
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Educativo para o salto
MATERIAL: uma cadeira.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna, em frente a uma cadeira.
DESENVOLVIMENTO: os alunos, um a um, devem colocar as duas mãos
sobre o assento da cadeira, passar uma perna pelo encosto, sentar e passar a
outra perna, indo adiante.
VARIAÇÃO:
 Utilizar uma cadeira mais baixa e fazer o movimento em maior
velocidade.
Caindo no colchão
MATERIAL: vários colchões.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna, de frente para os colchões
empilhados.
DESENVOLVIMENTO: os alunos ficam de costas para os colchões, bem
próximos deles e fazem um arco entre os braços estendidos longitudinalmente
e as pernas, impulsionando o corpo para trás. Elevar o quadril.
Salto nas alturas
MATERIAL: um bastão, uma bola e uma corda.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. A bola será amarrada na ponta
do bastão com a corda.
DESENVOLVIMENTO: o professor segura o bastão elevando a bola presa na
sua extremidade. Os alunos devem saltar tentando tocar a bola com as mãos.
Aumenta-se gradativamente a altura da bola.
OBSERVAÇÃO: é importante o professor ressaltar a importância da corrida de
aproximação e impulsão com apenas um dos pés. É importante também que o
aluno execute o salto impulsionando com um dos pés e depois com o outro,
para averiguar particularmente qual o seu pé de apoio.
Girando a corda
MATERIAL: uma corda para cada grupo de cinco alunos.
FORMAÇÃO: um dos alunos segura a corda e os outros ficam espalhados em
volta deste aluno, formando um círculo grande.
DESENVOLVIMENTO: o aluno de posse da bola deve girar, arrastando a
corda no solo e os outros alunos devem pular. O aluno que encostar-se à
corda será eliminado. Eleva-se a altura da corda gradativamente.
VARIAÇÕES:
 O aluno que for tocado pela corda será o responsável por girar com ela.
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 Amarra-se uma boia inflável ou uma bola na ponta da corda.
 Os alunos devem pular por cima da corda em duplas de mãos dadas.
Saltar a corda inclinada
MATERIAL: uma corda e um pneu.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. A corda será amarrada numa
das extremidades em um ponto alto (poste ou árvore) e a outra extremidade
será presa em um pneu, estendendo a corda num sentido inclinado.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar de um lado para o outro
livremente, passando por cima da corda.
VARIAÇÃO:
 O aluno que saltar a corda e não encostar-se a ela poderá saltar
novamente, fazendo uma marca no ponto mais alto que conseguir saltar
sem encostar-se à corda.
Saltando pneus
MATERIAL: pneus.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em colunas, frente ao circuito de saltos feitos
de pneus. Organiza-se o circuito com pneus, mantendo certa distância entre
eles.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar os pneus de várias alturas e
distâncias, dispostos pelo percurso.
VARIAÇÕES:
 Pode-se variar a disposição dos pneus: dois a dois, sendo um pneu
deitado sobre o chão e outro sobre ele na mesma posição; dois a dois,
sendo um pneu em pé encaixado sobre um pneu deitado no chão, três
pneus, sendo dois pneus deitados e um pneu em pé sobre eles, etc.
SALTO EM DISTÂNCIA
Algumas sugestões de atividades que envolvem salto em distância
Mãe pedra
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos espalhados pelo espaço destinado à atividade. Um aluno
é escolhido para ser o pegador e os outros alunos devem fugir.
DESENVOLVIMENTO: o pegador corre perseguindo os fugitivos. O aluno que
for pego deve “virar pedra” (deve abaixar-se e ficar bem encolhido. Para
descolá-lo, os fugitivos devem saltar sobre as “pedras”. Troca-se o pegador
após algum tempo.
VARIAÇÃO:
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 Os alunos que “viraram pedra” só podem retornar à atividade quando
dois colegas diferentes saltarem sobre eles.
Só nas pedras
MATERIAL: arcos.
FORMAÇÃO: alunos divididos em três ou quatro colunas. Em frente de cada
coluna estarão espalhados vários arcos, em colunas, com certa distância entre
um e outro.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar com pé dentro de cada arco, na
ida e na volta tocando na mão do colega seguinte para autorizar a sua saída.
VARIAÇÕES:
 Os alunos podem saltar apenas com um dos pés dentro dos arcos.
 Os alunos devem saltar com um pé e depois com o outro, caindo
somente dentro dos arcos.
 Os alunos devem saltar com um pé dentro dos arcos e com os dois pés
no espaço que intercala dois arcos.
 Os alunos devem saltar com os dois pés juntos de um arco para o outro.
Olha a corda
MATERIAL: corda.
FORMAÇÃO: alunos dispostos em duas ou três colunas. Uma corda será
colocada a certa altura no lado oposto das colunas.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem correr em linha reta e saltar a corda.
Na volta, devem tocar na mão do colega seguinte para autorizar a sua saída.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem correr e saltar a corda com os pés unidos. Na volta,
devem bater na mão do colega seguinte para autorizar a sua saída.
 Colocar duas cordas paralelas. Os alunos devem fazer a corrida de
aproximação e saltar as duas cordas, sem pisar no espaço entre ela.
Aumentar gradativamente o espaço entre as cordas.
 Colocar o maior número de jogadores de corda (uma corda em frente da
outra com certa distância entre elas) e os alunos devem saltar todas
sem pisar nos intervalos entre uma corda e outra.
 Aumentar o espaço entre as duas cordas paralelas, fazendo com que os
alunos façam uma passada no intervalo entre uma corda e outra,
aumentar gradativamente o espaço entre as duas cordas.
Treinando o salto
MATERIAL: plinto.
FORMAÇÃO: alunos formando uma ou duas colunas, de frente para o plinto.
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DESENVOLVIMENTO: os alunos devem bater um dos pés no chão na frente
do plinto e cair sobre ele com ambos os pés, amortecendo a queda com a
semiflexão dos joelhos.
Pra areia
MATERIAL: cordas, plinto e caixa de areia.
FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, tendo a sua frente duas cordas, o
plinto e a caixa de areia, distantes de acordo com a faixa etária dos alunos.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem fazer a corrida de aproximação, com
a média de cinco passadas, impulsionar com o pé de impulsão antes das
cordas, passar sobre elas, apoiar novamente o pé impulsão sobre o plinto e
saltar com os pés unidos na caixa de areia.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem fazer a corrida de aproximação, impulsionar com o pé
de impulsão sobre o plinto, saltar elevando o quadril bem alto e cair com
os pés unidos na caixa de areia.
Salto na areia
MATERIAL: caixa de areia e giz escolar.
FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, em sua frente duas linhas
traçadas com giz e na sequência uma caixa de areia. Determina-se a distância
de acordo com a faixa etária dos alunos.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem fazer uma corrida de aproximação,
com a média de cinco passadas, impulsionar com o pé de impulsão a primeira
passada, fazer a segunda passada e saltar com os pés unidos na caixa de
areia.
Salto em distância
MATERIAL: caixa de areia.
FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, tentando a sua frente uma caixa
de areia.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem fazer uma corrida de aproximação e
saltar com os pés unidos, caindo dentro da caixa de areia, mantendo as pernas
semiflexionadas.
OBSERVAÇÃO: a atividade pode ser realizada em forma de composição.
Pode marcar os saltos dos alunos e depois verificar qual deles saltou mais
distante.
Saltando com arcos
MATERIAL: um arco para cada aluno.
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FORMAÇÃO: alunos espalhados pelo local destinado à atividade, cada um de
posse de um arco.
DESENVOLVIMENTO: os alunos farão várias evoluções com o arco,
trabalhando o salto em altura e em distância.
VARIAÇÕES:
 Apostar uma corrida com o arco.
 Lançar o arco rolando para frente, ultrapassá-la na corrida e deixar que
ele passe sob suas pernas.
 Lançar o arco rolando para frente, ultrapassá-lo na corrida e realizar um
salto sobre ele no sentido contrário ao rolamento do arco.
 Alunos formando pequenos grupos, dispostos numa coluna. Um colega
fica em frente da coluna de posse de todos os arcos. Este aluno lança
os arcos rolando um a um, para que os colegas saltem por cima deles.
 Alunos dispostos em duplas. Um aluno de posse de dois arcos. Este
aluno lança os arcos em direção ao colega e este deve saltá-los e
depois alcançá-los.
CORRIDAS DE REVEZAMENTO
Algumas sugestões de atividade que envolve corrida de revezamento
Um de cada vez
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos formando círculos, com 3 ou 4 componentes.
DESENVOLVIMENTO: os alunos devem contornar o círculo e voltar ao seu
local de partida. Escolhe um aluno para iniciar o jogo e este, ao retornar a sua
posição, toca a mão do seu colega da direita, o qual deve fazer o mesmo até
que todos tenham realizado o percurso.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem passar um material de mão em mão.
 Os alunos devem sair do seu lugar e além de contornar o círculo, devem
correr até determinado ponto da quadra para depois retornar ao seu
lugar.
Colunas velozes
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos formando quatro colunas, duas colunas frente a frente.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, os primeiros alunos das duas
colunas devem correr em direção à coluna respectiva frente a sua coluna, bater
nas mãos do primeiro aluno e postar-se no final desta coluna. O aluno que foi
tocado faz o mesmo procedimento e entra na coluna que estava a sua frente.
Repete-se o procedimento até que todos os alunos voltem as suas posições de
partida.
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VARIAÇÕES:
 O aluno que iniciar a corrida deve estar de posse de um bastão. Ele
deve correr em direção à coluna da frente, entregar o bastão para o
primeiro aluno e postar-se no final desta coluna. O aluno que receber o
bastão faz o mesmo procedimento e entra na coluna que estava a sua
frente. Repete-se o procedimento até que todos os alunos voltem aos
seus lugares de partida.
 Deslocar-se driblando uma bola com as mãos ou com os pés.
 Deslocar-se pulando corda.
Busca seu grupo
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos divididos em grupo, dispostos em colunas. Um aluno de
cada coluna deve posicionar-se a certa distância frente ao seu grupo.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o aluno que está distante da sua
coluna deve correr em direção a ela, dar as mãos para o primeiro aluno da
coluna e os dois devem correr em direção ao local de partida. Depois, o aluno
corre para buscar o segundo aluno, faz o mesmo procedimento e assim
sucessivamente. Vence o primeiro aluno que trouxer todo o seu grupo para o
local de partida.
VARIAÇÕES:
 Os alunos da coluna podem oferecer resistências na corrida.
 Coloca uma marca dois metros antes da coluna. Quando o aluno chegar
a esta marca, o primeiro aluno da coluna foge e deve ser apanhado. Em
seguida, deve se encaminhá-la ao ponto de partida.
Pega aí
MATERIAL: bastões.
FORMAÇÃO: alunos formando colunas, em quartetos. Um deles (o último da
coluna) de posse de um bastão.
DESENVOLVIMENTO: os alunos correm em velocidade moderada. O último
aluno da coluna passa o bastão para o companheiro a sua frente. O qual deve
estender a mão para trás para recebê-lo (sem olhar) e passá-lo da mesma
forma ao colega da frente e assim por diante, até chegar às mãos do primeiro
aluno da coluna. Este aluno posiciona-se por último na coluna e reinicia
atividade.
VARIAÇÕES:
 Executar a corrida com elevação das pernas, com elevação dos
calcanhares, etc.
 Pode-se substituir o bastão por outros objetos (uma bola pequena, uma
caneta, uma caixa de fósforo, etc.).
 Determina-se uma área para cada aluno percorrer, havendo uma
distância entre um aluno e outro.
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Atenção, galera!
MATERIAL: bastões.
FORMAÇÃO: alunos em quartetos, posicionados em linha reta, distantes três
metros aproximadamente um do outro.
DESENVOLVIMENTO: o primeiro aluno da coluna entrega o bastão para o
segundo aluno e volta ao seu lugar. Este o entrega para o terceiro aluno e volta
para o seu lugar. O terceiro entrega o bastão para o quarto aluno e volta para
seu lugar. Este último, pega o bastão, bate-o duas vezes no chão e inverte-se a
operação até o bastão voltar ao ponto de partida.
VARIAÇÕES:
 Depois que o primeiro aluno passar o bastão, ele ocupa o lugar do
colega que o recebeu. O último aluno que receber o bastão deve
posicionar-se no lugar do primeiro aluno da coluna.
 O aluno de posse do bastão deve correr em direção ao final da coluna,
contornar um cone, retornar e deslocar-se até o início da coluna.
Quando o aluno passar pelo seu lugar, deve entregar o bastão ao colega
da frente. Este repete a movimentação. Todos os alunos saem do seu
lugar e passam pelo início e fim da coluna e entregam o bastão ao
colega que está a sua frente.
 Fazer todo o percurso driblando uma bola, rolando um pneu ou um arco,
pulando corda, etc.
 Ao chegar aos cones, o aluno deve executar uma atividade (arremessar
em um alvo, encestar uma bola, encontrar um grão de feijão num pacote
de arroz, executar um rolamento sobre o colchão, vestir e tirar uma
roupa, etc.
Corrente elétrica
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos em duas fileiras, de mãos dadas. Uma coluna de costas
para a outra.
DESENVOLVIMENTO: o primeiro aluno da fileira aperta a mão do segundo e
assim por diante até chagar ao último aluno da fileira. Este, ao sentir o aperto
da mão levanta-se, corre até a linha demarcada e volta para sua fileira,
sentando-se no início, para reiniciar a atividade. Vence a fileira que terminar a
tarefa por primeiro. Todos os alunos devem correr.
VARIAÇÕES:
 Substituir o aperto de mão pela passagem de outro material, como: um
bastão, uma bola, um saquinho de areia, uma peteca, etc.
 Coloca-se na frente do primeiro aluno um balde com água e na linha
demarcada, coloca-se uma garrafa plástica. Ao sinal do professor, o
primeiro aluno da fileira enche o copo com água e passo-o aos outros
alunos, até chegar ao último colega. Este deve correr até a linha
demarcada e esvaziar o copo colocando a água dentro da garrafa
plástica.
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 Colocar obstáculos pelo caminho (saltar alturas e distâncias, fazer
rolamentos em colchões, ziguezaguear cones, etc.) para que o aluno
que estão correndo ultrapasse-os.
Organização
MATERIAL: medicinebol.
FORMAÇÃO: alunos formando duas ou três colunas. Em frente de cada coluna
uma bola de medicinebol.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna
deve correr contornar o medicinebol, voltar para sua coluna, bater as suas
mãos na do próximo colega e postar-se em último lugar na coluna. Vence a
equipe que terminar por primeiro a tarefa.
VARIAÇÕES:
 Colocar obstáculos pelo caminho (saltar alturas e distâncias, fazer
rolamentos em colchões, ziguezaguear cones, etc.) para que o aluno
que está correndo ultrapasse-os.
 O primeiro aluno de cada coluna deve estar com um copo plástico com
furos nas mãos e um balde com água a sua frente. Ao sinal do
professor, o aluno deve encher o copo com água e correr em direção à
medicinebol, onde encontrará uma garrafa plástica. Em seguida, deve
colocar a água na garrafa plástica e retornar a sua coluna. Vence o
grupo que encher a sua garrafa com mais água.
 Ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna (de posse do
bastão) deve correm contornar a medicinebol, voltar para sua coluna,
entregar o bastão para o próximo colega e postar-se em último lugar na
coluna. Vence a equipe que terminar a tarefa por primeiro.
 O aluno que receber o bastão deve correr lentamente, antes que o
próximo aluno se aproxime. Para isso, haverá uma marca no chão.
Quando o aluno que estiver de posse do bastão ultrapassar esta marca
no chão, o primeiro aluno da coluna deve sair correndo e o aluno que
estiver com o bastão deve dar uma volta por trás da coluna e depois
alcançar o colega, o qual passará o bastão.
Pegue e corra
MATERIAL: bastões.
FORMAÇÃO: alunos formando quatro colunas (1-2; 3-4). Duas colunas frente a
frente, distantes aproximadamente 20 metros uma da outra.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna
(1-2; 3-4) deve correr, entregar o bastão ao primeiro colega da coluna a sua
frente e posicionar-se no final desta coluna. Vence a equipe que terminar o
percurso por primeiro.
VARIAÇÕES:
 As colunas que trocam devem estar na diagonal (coluna 1 X coluna 4;
coluna 2 X coluna 3). Os alunos da coluna, ao correrem, devem cruzar o
caminho com os alunos do grupo adversário.
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 Na metade do percurso haverá um obstáculo (saltar certa distância,
saltar alturas, ziguezaguear cones, etc.) que os alunos devem
ultrapassar.
 O aluno que receber o bastão deve ficar de costas. Ao recebê-lo, deve
contornar uma coluna e correr na direção da coluna a sua frente.
Preto X branco
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos formando duas equipes, posicionados sobre as linhas
paralelas, distantes dois metros um do outro.
DESENVOLVIMENTO: nomeiam-se as equipes: uma será a preta e a outra
será a branca. O professor diz o nome de uma equipe. Esta, obedecendo à
combinação feita anteriormente, deve fugir dos colegas da outra equipe ou
pegá-los, dentro das linhas de fundo da quadra. Os alunos que forem pegos
dão pontos à equipe que os capturou. Após várias repetições e conforme a
pontuação define a equipe vencedora.
VARIAÇÕES:
 O professor lança um bastão para cima. Será o pegador o grupo que
ficar mais próximo do local onde cair o bastão.
Fugindo da bola
MATERIAL: bola.
FORMAÇÃO: alunos enfileirados sobre a terceira linha paralela.
DESENVOLVIMENTO: o professor posiciona-se sobre a primeira linha paralela
e lança a bola em direção aos alunos. Estes devem fugir assim que a bola
ultrapasse a segunda linha, impedindo que ela alcance-os.
VARIAÇÕES:
 O professor pode lançar mais bolas aos alunos.
 Os alunos que forem tocados pela bola ou que a perderem na corrida,
devem pagar uma multa (prenda).
 Os alunos devem partir para a corrida em determinada posição
(agachados, deitados, sentados de frente para o professor, etc.).
Passando de baixo para cima
MATERIAL: bastão.
FORMAÇÃO: alunos em duplas; cada aluno da dupla posicionando numa das
linhas, frente a frente. O aluno da primeira linha deve estar de posse de um
pequeno bastão.
DESENVOLVIMENTO: após a explicação do professor, os alunos que estão na
linha de trás saem para fazer a passagem ascendente (de baixo para cima) do
bastão. Em seguida, invertem-se as posições.
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VARIAÇÕES:
 Dividir os alunos em trios. Cada aluno deve ficar numa das três fileiras.
O primeiro grupo sai ao encalço do segundo grupo, o qual está de posse
do bastão. Este grupo deve fugir do primeiro até que consiga passar o
bastão ao terceiro grupo. Este grupo só estará salvo do primeiro quando
conseguir ultrapassar a quarta linha demarcada.
 O aluno, após passar o bastão para o parceiro, deve ocupar o seu lugar.
O colega de posse do bastão deve correr até determinado ponto, bater o
bastão sobre uma marca no chão ou parede e retornar entregando
novamente o bastão ao parceiro que fará o mesmo procedimento,
correndo até seu lugar inicial. Dá-se continuidade à atividade até que
todos tenham fixado o movimento de passagem do bastão.
 Realizar a atividade em forma de competição. Os alunos levam o bastão
até o parceiro e ficam no lugar dele. O aluno de posse do bastão deve
correr em direção a uma marca determinada, bater o bastão nesta
marca e retornar, entregando-o ao parceiro novamente. Este deve correr
para o seu lugar inicial. O aluno que chegar por primeiro será o
vencedor.
 Repetir todas as movimentações fazendo a passagem descendente (de
cima para baixo) do bastão.
Passa e corre
MATERIAL: bastão.
FORMAÇÃO: alunos em duplas, enfileirados em duas linhas. Um aluno de
cada dupla posicionado em uma linha.
DESENVOLVIMENTO: os alunos que estão na linha de trás ficam de posse do
bastão e saem para fazer a passagem deste. Enquanto isto, o aluno que
recebeu o bastão troca no seu no seu lugar. O aluno que passou o bastão
ultrapassa seu colega para esperar novamente a passagem/recebimento do
bastão.
VARIAÇÕES:
 O aluno que recebeu o bastão deve correr até a primeira linha, enquanto
o seu parceiro avança uma linha a sua frente. O aluno de posse do
bastão alcança seu parceiro e os dois fazem a mesma movimentação; a
cada passagem do bastão, os alunos avançam uma linha a sua frente.
Vence a dupla que chegar por primeiro ao final do percurso.
 O aluno que receber o bastão deve executar um determinado exercício
(dez saltos afastando e unindo as pernas, saltar alternadamente com
dois e um pé dez vezes, etc.
Agora é pra valer
MATERIAL: bastões e giz escolar.
FORMAÇÃO: alunos em quartetos. O professor risca uma pista similar a de
atletismo.
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DESENVOLVIMENTO: conforme o espaço disponível para realização da
atividade, duas ou três equipes devem competir por vez. O professor posiciona
os alunos nos respectivos lugares e dá o sinal de partida. As equipes devem
passar o bastão até completarem o percurso.
Revezamento na coluna
MATERIAL: pequenos bastões ou um material menor (bola, saquinho de areia,
etc.)
FORMAÇÃO: alunos divididos em grupos, dispostos em colunas. Cada coluna
de posse de um bastão.
DESENVOLVIMENTO: os alunos formam uma coluna. O último aluno da
coluna passa o material para frente até chegar às mãos do primeiro aluno da
coluna. Este sai correndo em direção a um cone, contorna-o e volta à coluna,
entrando no lugar do último aluno. Depois, repete-se toda movimentação.
Vence o grupo que executar a movimentação completa mais rápido.
Revezamento em grupo
MATERIAL: arcos, banco, cones, corda, corda elástica, pequenos bastões, etc.
FORMAÇÃO: alunos divididos em grupos de quatro elementos. Monta-se um
pequeno circuito com os materiais em forma de obstáculos para serem
saltados ou ultrapassados.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, um aluno de cada grupo sai
correndo pelo circuito ultrapassando os materiais, faz a volta completa e volta
ao ponto inicial, onde rapidamente tocará nas mãos do próximo companheiro
do grupo que executará o percurso. Vence o primeiro grupo que terminar o
percurso.
VARIAÇÃO:
 Colocar um aluno de cada grupo após um dos obstáculos do percurso.
Vence o grupo que voltar à posição inicial primeiro.
Revezamento em cruz
MATERIAL: quatro bastões pequenos e quatro cones.
FORMAÇÃO: aos alunos divididos em quatro colunas, dispostas frente a
frente, formando uma cruz. O primeiro aluno de cada grupo de posse de um
bastão. Os cones ficam de “esquinas”, entre um grupo e outro.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o aluno de posse do bastão sai
correndo, dá a volta no circuito, passando por trás dos cones, retorna ao seu
grupo e entrega o bastão ao próximo aluno que fará a mesma movimentação.
Vence o grupo que finalizar a passagem dos bastões para todos os seus
integrantes.
51
VARIAÇÕES:
 O último aluno da coluna inicia o jogo com o bastão. Ao sinal do
professor, este aluno deve passá-lo ao colega da frente e assim por
diante, até chegar ao primeiro aluno. Este, de posse o bastão, sai
correndo para fazer o percurso. Ao retornar ao seu grupo, entra no lugar
do último aluno da coluna e o grupo fará toda a movimentação de
passagem do bastão de um em um até chegar ao primeiro aluno
novamente. Repete-se a movimentação até que todos tenham feito o
percurso.
 Os alunos da coluna podem passar uma bola de mãos em mãos por
baixo das pernas, por cima da cabeça, etc.
Gato e rato com bastão
MATERIAL: um bastão.
FORMAÇÃO: alunos espalhados pelo espaço destinado à atividade. Um aluno
será o fugitivo e estará de posse do bastão e o outro será o pegador.
DESENVOLVIMENTO: o pegador corre perseguindo o aluno que estiver de
posse do bastão. Quando este sentir ameaçado, deve passar o bastão a um
aluno qualquer. Se o fugitivo for tocado antes de passar o bastão, troca de
lugar com o pegador.
VARIAÇÕES:
 O fugitivo estará de posse de uma bola.
 O pegador conta até dez e se o fugitivo não passar o bastão, deve
entregá-lo ao colega, tornando-se o pegador.
Revezamento em círculo
MATERIAL: um bastão para cada grupo.
FORMAÇÃO: alunos divididos em grupos, disposto sem um grande círculo.
Cada grupo de posse de um bastão.
DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o aluno de posse do bastão sai
correndo, contornando o círculo do seu grupo e quando chegar passa o bastão
ao colega do lado. Este aluno repete a movimentação assim como todos os
integrantes do grupo. Vence o grupo que terminar a tarefa por primeiro.
VARIAÇÕES:
 Todos os grupos estarão organizados no mesmo círculo, intercalando-
se. Ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada grupo sai correndo
dando a volta no círculo entrega o bastão ao próximo integrante do seu
grupo e permanece em seu lugar. Vence o grupo que passar primeiro o
bastão para todos os seus integrantes.
 Substitui-se o bastão por outros materiais, como: arcos, bola, saquinho
de areia, etc.
52
CORRIDAS DE VELOCIDADE
Algumas sugestões de atividade que envolve corrida de velocidade.
O último pega
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos em quartetos, espalhados pelo espaço destinado à
atividade.
DESENVOLVIMENTO: um dos alunos toca nas mãos estendidas dos outros
três colegas, o último a levar a palmada sai correndo, tentando pegar o colega
que o tocou. Depois, troca-se o aluno responsável por tocar nas mãos dos
colegas.
VARIAÇÕES:
 Os alunos devem ficar de costas e um colega os toca nas costas. O
último colega que for tocado deve girar e correr atrás do colega que o
tocou.
 Pode-se variar a posição da saída dos alunos que pegam: sentados,
ajoelhados, deitados, etc.
 Aumentar o número de integrantes dos grupos.
 Um aluno ameaça tocar nas mãos dos outros alunos e aquele que
realmente for tocado pelo colega deve correr para fugir dos demais até
chegar a um “pique”.
 Os alunos podem combinar duas palavras: uma delas significa que o
colega deve ficar imóvel e outra significa que o colega deve persegui-lo.
O aluno que tocar os outros alunos o mesmo instante que fizer o
movimento, diz a palavra.
Fuga correndo
MATERIAL: a atividade não requer o uso de material.
FORMAÇÃO: alunos em duplas, espalhados pelo espaço destinado à
atividade.
DESENVOLVIMENTO: as duplas saem correndo lentamente. O aluno que está
à frente tenta escapar do colega que está atrás, dando piques e fazendo fintas
de corpo.
VARIAÇÕES:
 Os dois alunos correm no mesmo ritmo, lentamente. Ao sinal do
professor, o primeiro aluno deve fugir do segundo.
 Os dois alunos correm no mesmo ritmo, lentamente. Quando o colega
da frente correr, dá um sinal para o parceiro correr atrás.
 Os dois alunos correm no mesmo ritmo, lentamente. O colega de trás
deve fugir aumentando a velocidade da sua corrida, passando na frente
do parceiro.
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Modulo 7 ano

  • 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE MONTE SANTO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Praça Prof. Salgado, nº 188, Centro - Monte Santo – Ba CEP 48.800-000 CGC(MF) 13.698.766/0001-33 MONTE SANTO-BA 2014
  • 2.
  • 3. SUMÁRIO Introdução........................................................................................................04 I UNIDADE Contexto histórico da Educação Física no Brasil ..............................................06 Ginástica ...........................................................................................................08 Desporto ...........................................................................................................09 Atividade prática: Handebol e boleado – nível II ..............................................11 II UNIDADE Elementos da cultura corporal (dança e luta) ...................................................27 Habilidades físicas e coordenação motora .......................................................29 Atividade prática: Atletismo – nível II ................................................................35 III UNIDADE Exercícios aeróbios e anaeróbios .....................................................................68 Quanto às lesões durante a atividade física .....................................................70 Atividade prática: Futsal/futebol/society – nível II .............................................72 IV UNIDADE O corpo máquina...............................................................................................84 Puberdade e adolescência ...............................................................................85 Atividade prática: Voleibol – nível II ..................................................................87 Referências........................................................................................................95 Anexos...............................................................................................................96
  • 4. 4 Introdução Educação Física é o estudo das possibilidades do uso do corpo e de suas ações frente a um contexto sócio-histórico-econômico em que faz uso o ser humano. Estudo este que visa entender o movimento humano na sua amplitude e dinâmica sócio-educativa, compreendendo desde a sua fase inicial a fase final do ser humano. Buscando conhecer novas práticas corporais que facilitem o processo em que este ser se insere, cuja manutenção varia, ora para seu desenvolvimento ou para seu entrave. Contudo, a Educação Física ainda está aquém do seu devido valor, pois muitos profissionais ainda se limitam a prática do esporte (e acima de tudo tecnicista) negando ou desconhecendo outras possibilidades que a Educação Física pode oferecer. Assim sendo, a Educação Física embora tenha atendido a lógica de cada período na história e de suas sociedades políticas e economicamente estabelecidades, pouco parece ser de interesse educativo, tanto para a sociedade que burla por meio do discusso midiático, a escola que efetivamente não tem superado a prática obsoleta da “bola”. Ao contrário disso, esse material de cunho didático (módulos de Educação Física Escolar) é uma proposta pedagógica, que nasce a partir da elaboração de uma proposta curricular, constituída por profissionais da Educação Física Escolar, a qual busca compreender as necessidades dos alunos nas suas limitações e potencialidades ludomotoras, afetiva-sociais e cognitivas, possibilitando aos alunos conhecerem e praticarem atividades da escola e não as atividades na escola como vem sendo historicamente constituído no contexto escolar brasileiro. Portanto, a Secretaria Municipal de Educação de Monte Santo, sensibilizada com as necessidades materiais e profissionais no tocante a Educação Física Escolar, bem como ciente da relevância socioeducativa da cultura corporal de movimento, incentiva a elaboração e difusão desse material nas escolas de séries finais do ensino fundamental e médio, no intuito de que seja um subsídio teórico/prático aos professores de Educação Física Escolar que dele venham fazer uso.
  • 5. 5
  • 6. 6 Contexto histórico da Educação Física no Brasil A Educação Física no Brasil nos leva à época do desenvolvimento, os portugueses, quando aqui chegaram, encontram indígenas habituados à prática de exercícios físicos, pois os mesmos necessitavam para sua sobrevivência nadar, lançar, correr, saltar, entre outros movimentos. No Brasil Colônia (1500-1822) – apenas os índios praticavam a Educação Física, através de sua vida natural e livre. Na época da escravidão uma cultura foi introduzida pelos escravos africanos: a capoeira. Esta mistura de dança, jogo e competição demonstrava o sentimento de emoção e saudades de um povo. A elite desta época dividia o trabalho em manual e intelectual. Baseada nesta postura insistia na inclusão da Ginástica nas escolas pela semelhança com o trabalho manual, trabalho este destinado aos escravos. No Brasil Imperial, tivemos um documento que norteia os princípios da Educação Física, a Carta Régia de 1810, que introduzia a Ginástica Alemã(uma tentativa de equipar no mesmo grau de importância o intelecto e o físico do homem) na Academia Militar. Nesse momento instaura-se a função higienista, pois era importante termos homens fortes, sadios, robustos com condutas morais e intelectuais para o desenvolvimento do Brasil. Consequentemente, temos o primeiro livro brasileiro de Educação Física em 1828, “Tratado de Educação Física – Moral dos Meninos”, escrito por Joaquim Jerônimo Serpa, que englobava a saúde do corpo e a cultura do espírito. Em 1867, surge “Estatutos Higiênicos” sobre educação física, intelectual e moral do soldado, escrito pelo Dr. Eduardo Pereira de Abreu, que colocava o valor da Educação Física para o soldado, tratando do exercício sobre a moral das tropas. Um dos fatos mais notáveis durante o Brasil Império, foi o Parecer de Rui Barbosa de 1882, sobre o projeto” Reforma do Ensino Primário”, onde ele coloca a Educação Física como elemento indispensável à formação integral da juventude e mostra a evolução da Educação Física nos países mais avançados do mundo, defendendo a Educação Física como elemento de formação intelectual, moral e espiritual da juventude.
  • 7. 7 No Brasil República em uma primeira fase, encontramos o Ginásio Nacional com a prática de tiro ao alvo, ginástica, saltos, excursões, peteca, futebol, tênis, corridas, etc. em 1891 é fundada a ACM do Rio de Janeiro, que assim como nos Estados Unidos deu uma grande contribuição aos desportos. Após a Revolução de 1930, em 1931, a Reforma Francisco Campos, torna a Educação Física obrigatória no ensino secundário. Surgem as primeiras escolas superiores de Educação Física. Getúlio Vargas cria o Estado Novo e a Constituição outorgada é a primeira a ter a Educação Física inserida em seu contexto. Após a 2ª Guerra Mundial e a queda de Getúlio Vargas, o povo cansado da opressão, deixou de lado os desfiles, paradas, demonstrações de ginástica, disciplina, etc.. Após alguns anos, a Educação Física Escolar passou a ser praticada por milhares de alunos, sendo desvinculada de seu caráter militar e político. Década de 70 Os valores da sociedade são usualmente estabelecidos por uma classe dominante, minoria privilegiada que de certa forma controla e domina as manifestações dos indivíduos da massa popular. É esta forma de dominação exercida por aqueles que detém o poder, basicamente estruturada em favor de seus próprios interesses e privilégios, que acaba influenciando a consciência geral. Podemos facilmente evidenciar este fato na década de 70, por exemplo, onde presenciou-se a existência de um regime autoritário de poder: a Ditadura Militar. Em função desta nova perspectiva política, o sistema educacional foi totalmente reformulado e a partir daí, as consequências desta reforma desencadearam inúmeras mudanças em nossa sociedade. A educação baseou-se na Pedagogia Tecnicista, que tinha como princípios a racionalidade e a eficiência. Foi um período marcado pela meta da produtividade. E com a privatização do ensino (sobretudo das universidades que deveriam reservar-se às elites) foram criadas inúmeras instituições universitárias.
  • 8. 8 Se por um lado o Regime Militar favoreceu a expansão da Educação Física, pois houve um aumento significativo de suas escolas, por outro, a qualidade do ensino ficou seriamente comprometida. Principalmente devido ao comportamento dos professores e profissionais da área que, influenciados pelas características da política educacional vigente e com uma postura totalmente autoritária, apresentavam uma forte tendência em valorizar o rendimento físico, a perfeição e o domínio dos movimentos adquiridos através da aplicação de métodos rígidos de automatização e adestramento, para se atingir uma melhor performance esportiva. Nos tempos atuais, apesar de muitos progressos obtidos no setor educacional, através de inúmeros movimentos, debates, discussões e realizações, a Educação Física ainda necessita de mudanças. Principalmente mudanças que possam contribuam para a formação do homem consciente e crítico que nunca existiram. Sobretudo no sentido de convencer a sociedade e até mesmo todo o corpo docente, constituído por profissionais de outras áreas, quanto ao seu real valor, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, por meio de uma educação relevante, responsável e realmente comprometida com o momento histórico evolutivo. Ginástica A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental. Durante o curso da história as interpretações de ginástica variaram. Atualmente o termo está perdendo seu uso e tem sido substituído por exercício. Dessa forma, ginástica também pode ser conceituada como a “arte de exercitar o corpo”, traz em si uma movimentação corporal cuja construção se deu a partir das relações sociais.
  • 9. 9 Desenvolveu-se, efetivamente, a partir dos exercícios físicos realizados pelos soldados da Grécia Antiga, incluindo habilidades para montar e desmontar um cavalo e habilidades semelhantes a executadas em um circo, como fazem os chamados acrobatas. Naquela época, os ginastas praticavam o exercício nus (gymnos – do grego, nu), nos chamados gymnasios, patronados pelo deus Apolo. A prática só voltou a ser retomada - com ênfase desportiva e militar - no final do século XVIII, na Europa, através de Jean Jacques Rousseau, do posterior nascimento da escola alemã de Friedrich Ludwig Jahn - de movimentos lentos, ritmados, de flexibilidade e de força - e da escola sueca, de Pehr Henrik Ling, que introduziu a melhoria dos aparelhos na prática do esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica moderna, agora subdividida. Anos mais tarde, a Federação Internacional de Ginástica foi fundada, para regulamentar, sistematizar e organizar todas as suas ramificações surgidas posteriormente. Já as práticas não competitivas, popularizaram-se e difundiram-se pelo mundo de diferentes formas e com diversas finalidades e praticantes. Desporto Desporto ou esporte é toda a forma de praticar atividade física que, através de participação ocasional ou organizada, visa equilibrar a saúde ou melhorar a aptidão física e proporcionar entretenimento aos participantes. Pode ser competitivo, onde o vencedor ou vencedores podem ser identificados por obtenção de um objetivo e pode exigir um grau de habilidade, especialmente em níveis mais elevados. São centenas os tipos de desportos existentes, incluindo aqueles para um único participante,
  • 10. 10 até aqueles com centenas de participantes simultâneos, em equipes ou individualmente. Uma definição precisa de esporte é impossível devido a grande variedade de significados. Quase tudo é entendido sob o termo esporte é menos determinado por análises científicas em seus domínios do que pelo uso diário e desenvolvimento histórico e transmitido pelas estruturas sociais, econômicas, políticas e judiciais. Para os sociólogos do esporte uma definição bastante aceita é que o mesmo é uma atividade competitiva, institucionalizada, que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas, por indivíduos cuja participação é motivada pela combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos. Desportos são normalmente geridos por um conjunto de regras ou costumes. Eventos físicos, tais como marcar golos ou cruzar uma linha em primeiro muitas vezes definem o resultado de um desporto. No entanto, o grau de habilidade e desempenho em alguns desportos, como Salto ornamental, Adestramento e Patinagem no gelo é julgado de acordo com critérios bem definidos. Os desportos são na maioria das vezes jogados apenas por diversão ou pelo simples fato que as pessoas precisarem de exercício para se manterem em boas condições físicas. No entanto, o desporto e em especial o profissional é muito competitivo e uma importante fonte de rendimento econômico e de entretenimento. ATIVIDADE 1. Quais foram os documentos que nortearam os prinípios da Educação Física no Brasil? Comente sobre cada um deles. 2. Qual era o regime político no Brasil na década de 70, em que se baseou a Educação Física neste período e qual a postura dos professores de Educação Física nesta neste período? 3. Nos dias atuais, a Educação Física ainda precisa de mudanças? 4. Coneitue ginástica e desporto?
  • 11. 11 5. Observe as imagens e diga que tipo de ginástica cada uma representa: imagem(1) imagem (2) 6. Observe as imagens abaixo e identifique dez modalidades esportivas: Atividade prática: Handebol e boleado Histórico do handebol Criado por Karl Schellenz em 28 de outubro de 1917, na Alemanha, o handebol começou a ser praticado inicialmente em campos. Somente em 8 de março de 1935, foi realizado o primeiro jogo de handebol de salão. No Brasil, acredita-se que os imigrantes alemães foram os responsáveis por introduzir o handebol de campo entre os anos de 1920 e 1930. Desde então, o handebol de salão foi se popularizando no Brasil. Atualmente é o esporte mais praticado nas escolas. O órgão que coordena a modalidade desse esporte no país é a Confederação Brasileira de Handebol.
  • 12. 12 Os países europeus detêm a hegemonia do esporte no mundo. Destacam-se no handebol masculino as seleções da Suécia, Alemanha, Espanha e Rússia. No feminino, os destaques ficam por conta da Dinamarca, Áustria, Noruega, Rússia e atualmente a seleção brasileira. No continente americano, o Brasil tem muita força, com destaque para a seleção feminina, considerada a melhor da América Latina e do mundo. No caso do handebol masculino, Argentina e Cuba igualam-se ao Brasil em termos de condições técnicas. Pega-fichas MATERIAL: fichas de duas cores diferentes e um apito. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: ao primeiro sinal de comando, os alunos devem deslocar-se, driblando a bola e juntando o maior número de fichas da cor correspondente à sua equipe. Ao segundo sinal de comando, todos eles devem levar as fichas para a contagem. Os alunos não podem parar de driblar a bola para pegar as fichas. A equipe vencedora é aquela que somar o maior número de fichas da cor que lhe foi estipulada. Bola na trave MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem a posse da bola. O objetivo da equipe está com a posse da bola é, por meio do passe, aproximar-se da baliza adversária e acertar a bola na trave. A bola não pode ser driblada, apenas passada. O arremesso contra a baliza deve ser feito respeitando a área dos seis metros, específica do handebol (área do goleiro). As equipes jogam sem goleiro e cada bola acertada na trave vale dois pontos. Vence o jogo a equipe que somar mais pontos. Handebol de progressão MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes compostas de sete jogadores cada uma. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes terá posse de bola. O objetivo do jogo é fazer o gol na baliza adversária. Os jogadores não podem driblar a bola e o passe de um jogador para o outro deve ser em progressão de um arremesso com salto. Essa deve ser feita um (01), dois (02) ou três (03) passos. O arremesso contra a baliza deve ser feito também por meio de
  • 13. 13 arremesso com salto, com um, dois ou três passos. Para passar e arremessar a bola é obrigatório usar a progressão do arremesso com salto. Cada equipe deve ter um goleiro e o arremesso deve ser feito respeitando a linha dos seis metros (área do goleiro). Vence a equipe que tiver convertido mais gols ao final do jogo. Handebol passes picados MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes com goleiro cada. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes terá a posse de bola. O objetivo do jogo é fazer o gol na baliza adversária. Os jogadores não podem driblar a bola e o passe de um jogador para o outro deve obrigatoriamente ser picado. O arremesso contra a baliza deve ser feito respeitando a área dos seis metros, específicos do handebol (área do goleiro). Vence a equipe que tiver convertido mais gols ao final do jogo. Jogo dos dez passes MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem a posse de bola. Ao sinal do professor, a equipe que está com a posse de bola deve executar dez passes sem deixá-la cair no chão, enquanto a equipe adversária tenta impedir a movimentação. Quando a bola cai no chão, ela passa a pertencer à equipe adversária. A equipe que conseguir os dez passes obtém um ponto no placar, vencendo a equipe que ao final do jogo somar mais pontos. A contagem dos passes deve ser feita em voz alta pelo grupo. Em vez de contar os passes de um até dez, possível fazer a contagem usando as tabuadas dos 2, 3, 5, etc. Derrubada de pinos MATERIAL: vinte pinos ou vinte garrafas de plástico descartáveis e quatro bolas de borracha. FORMAÇÃO: duas equipes compostas de 10 jogadores cada uma. DESENVOLVIMENTO: cada equipe deve ser organizada em duas colunas de cinco jogadores cada uma, a seis metros dos alvos. Os jogadores que estão na frente das colunas têm a posse da bola. Ao sinal do professor, os jogadores que estão com a posse da bola executam o arremesso com o objetivo de derrubar os pinos. O jogador que arremessa a bola deve ir, em velocidade, buscar a bola arremessada e entregar ao companheiro que está no começo da coluna. Vence a equipe que derrubar antes seus dez alvos (pinos ou garrafas).
  • 14. 14 O conjunto MATERIAL: uma bola de handebol, duas medicine balls de cinco quilos ou duas cadeiras. FORMAÇÃO: duas equipes compostas de sete jogadores cada uma. DESENVOLVIMENTO: cada equipe escolhe um aluno para ser o pivô da equipe. Cada pivô fica em cima de uma cadeira ou medicine Ball, uma de cada lado da quadra. Após um sorteio, uma das equipes tem a posse da bola. A equipe que está com a posse da bola tem como objetivo fazê-la chegar a seu pivô. A condição essencial para que a bola seja lançada ao pivô e que todos os jogadores da equipe tenham tocado na bola. É permitido passá-la e driblá-la. Quando a equipe faz a bola chegar a seu pivô, é marcado um ponto a seu favor. Vence a equipe que somar mais pontos ao final do jogo. Bola torre MATERIAL: uma bola de handebol e dois bancos suecos. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada equipe escolhe um aluno para ser a torre, devendo ficar em cima do banco sueco, os bancos suecos são colocados, um de cada lado, em cima da linha dos seis metros, específica do handebol. Após um sorteio, uma das equipes tem a posse da bola. A equipe que está com a posse da bola tem como objetivo fazê-la chegar a sua torre por meio de passes, enquanto a equipe adversária tenta impedi-la. Quando a bola cai no chão, ela passa a pertencer imediatamente à equipe adversária. A equipe que faz a bola chegar a sua torre marca um ponto a seu favor. Após cada ponto, o jogo é reiniciado no centro da quadra, vencendo a equipe que somar mais pontos ao final do jogo. Buscar a bola MATERIAL: uma bola por jogador. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: dois times, um de cada lado, posicionados nas linhas de fundo da quadra de vôlei. No centro da quadra, ficam todas as bolas, enquanto as equipes mantêm-se sentadas no chão. Ao sinal do professor, os alunos devem levantar ir até o centro da quadra em velocidade, pegar uma bola e voltar driblando o mais rápido possível até a linha de fundo. Vence a equipe cujos componentes estiverem sentados na linha de fundo primeiro. Hand-rugby-bol MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem posse da bola. O objetivo da equipe que está com a posse da bola é por meio de passes,
  • 15. 15 cruzar a linha de fundo da equipe adversária. O jogador pode dar no máximo três passes com a bola na mão. Se o jogador que está com a bola for tocado por um adversário, perde a posse da bola. Não é permitido o drible, apenas o passe. Se durante os passes a bola. Não é permitido o drible, apenas o passe. Se durante os passes abola cair no chão, ela passa a pertencer à equipe adversária. Cabeçobol MATERIAL: uma bola de borracha. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: a equipe que vence o sorteio pode iniciar o jogo com a posse de bola. Após o sinal do professor, a equipe deve trabalhar passes com o objetivo de fazer gols. O gol somente deve ser feito com a cabeça, após o lançamento feito por outro jogador. Qualquer aluno pode defender, não havendo goleiro definido e nem área de gol. A bola não pode ser driblada, somente passada. Após cada gol, a bola deve sair da linha de fundo da equipe que sofreu o gol. Se durante os passes a bola cair no chão, ela passa a pertencer à equipe adversária. Pontaria MATERIAL: várias bolas de handebol, seis medicine balls de dois e três quilos e um banco sueco. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: as equipes devem ficar frente a frente, cada uma na linha de fundo da quadra de vôlei, enquanto as medicine balls são colocadas em cima do banco sueco, no centro da quadra. Cada equipe recebe um número igual de bolas, arremessa-as tendo como alvo as medicine balls, tentando derrubá-las. Vence a equipe que, em um tempo predeterminado, derrubar maior quantidade de medicine balls. Rouba-bola MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada equipe deve escolher um aluno para ficar no gol. Sentadas no chão, as equipes são colocadas de frente uma para a outra, mantendo-se entre elas uma distância de mais ou menos cinco metros. Cada participante das equipes recebe um número enquanto a bola é colocada no centro. O professor chama um número e os alunos de cada equipe correspondentes a esse número devem levantar rápido e tentar pegar a bola. O aluno que pega a bola deve se deslocar em drible de velocidade, executar o arremesso contra o gol adversário, enquanto o aluno da outra equipe deve tentar recuperá-la. Vence a equipe que fizer mais gols.
  • 16. 16 Zig-zag MATERIAL: duas bolas de handebol e doze cones. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada equipe fica com uma bola e forma uma coluna. São enfileirados 6 cones à frente da coluna. O objetivo é que cada equipe passe pelos cones em zig-zag, batendo a bola tanto na ida como na volta. Terminado o percurso, a bola é entregue ao companheiro seguinte, que faz a mesma coisa. O jogador que completa o percurso vai para o final da fila. Vence a equipe que em primeiro estiver com sua coluna em forma inicial. Mãe-linha MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: num primeiro momento, o professor corre com os jogadores sobre as linhas da quadra de handebol para um reconhecimento prévio. A seguir, todos devem se colocar de forma aleatória sobre as linhas de handebol. O professor escolhe um aluno para ser a “mãe”, que tem como missão pegar os outros, correndo sobre as linhas até encostar-se ao corpo de um deles. Como o jogo em andamento, o professor pode escolher mais uma ou duas “mães” para tornar a brincadeira mais dinâmica. Elas só podem se movimentar em cima das linhas da quadra de handebol. Para que possa “pegar”, ela deve encostar a mão no corpo do companheiro. A criança que for pega se tornará “mãe”. Mãe-drible MATERIAL: várias bolas de borracha. FORMAÇÃO: os jogadores devem ser reunidos em grupo. DESENVOLVIMENTO: os jogadores devem movimentar-se pelo espaço de meia quadra de handebol, driblando a bola de borracha. Dois ou mais alunos que não têm a posse de bola devem perseguir os colegas. Os alunos sem posse de bola são as “mães” ou pegadores. O aluno que está com a bola, ao ser tocado pela “mãe”, perde a posse da bola e passa a ser a nova “mãe”. Bolichebol MATERIAL: uma bola de handebol, quatro cones. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes tem a posse de bola. Os jogadores que estão com a posse da bola devem rolá-la um para o outro. O objetivo do jogo consiste em se aproximar da baliza adversária e derrubar os cones colocados dentro do gol e ao lado das traves laterais. Os cones só podem ser derrubados com um arremesso estilo boliche. Na hora de derrubar o cone, o jogador não pode ultrapassar a linha dos seis metros (área
  • 17. 17 do goleiro). Este jogo também pode ser feito com passes e arremessos normais. Vence a equipe que derrubar antes os dois cones da equipe adversária. Vários gols MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: utilizando meia quadra de handebol, devem ser feitos vários “golzinhos” com dois cones cada um. A equipe que sai com a bola a posse da bola tem como objetivo aproximar-se dos “golzinhos” e fazer com que a bola seja passada, por entre os cones, de um jogador para o outro, por meio de passe picado, cabendo à equipe adversária tentar impedir a ação. Toda vez que se esse for feito com êxito, é marcado um ponto para a equipe e o jogo é reiniciado pela equipe adversária, no centro da meia quadra de handebol. Não é permitido o drible, somente o passe, além de não ser permitido dar mais que três passos com a bola. Os passes para se aproximar dos “golzinhos” podem ser feitos de qualquer maneira. Somente o passe para executar o ponto deve ser picado. Vence o jogo a equipe que somar mais pontos. Caçador-handebol MATERIAL: uma bola de voleibol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: após um sorteio, uma das equipes inicia o jogo no centro da quadra, enquanto a equipe adversária se posiciona na linha de fundo da quadra de handebol. O objetivo da equipe que está com posse de bola é, por meio de passes, aproximarem-se da linha de fundo, não podendo invadir a linha de seis metros (área do goleiro) e realizar o arremesso tentando acertar o adversário. Se algum jogador for atingido após o arremesso tentando acertar o adversário. Se algum jogador for atingido após o arremesso, ele perde uma vida. O jogo segue a dinâmica de um jogo de handebol, em que os jogadores da equipe que não saiu com a bola, por meio de passes, se deslocam tentando acertar a equipe que iniciou o jogo. Cada jogador possui duas vidas e a queimada pode ser feita na transição de uma quadra para a outro, ou quando os jogadores já estiverem posicionados no fundo da quadra. Não se pode invadir a linha dos seis metros para realizar a queimada. Não é permitido o drible, somente o passe, além de não se poder dar mais que três passos com a bola na mão. Mãe-bola quente MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: todos os alunos devem ser dispostos aleatoriamente dentro de um espaço previamente determinado.
  • 18. 18 DESENVOLVIMENTO: utiliza-se meia quadra de handebol ou a quadra toda se a quantidade de alunos for grande. Um dos alunos começa com a bola, fazendo um passe qualquer de seus colegas e assim sucessivamente, até que o professor dê um sinal (apito ou assobio), paralisando a atividade. “O aluno que permanece com a “bola quente” na mão é o “mãe-bola quente” e deve roubar a bola dos demais. A atividade continua até a próxima paralisação pelo professor, o que vai originar outra “mãe-bola quente” e assim por diante. Quando o aluno rouba a bola, ele volta a ser um “passador”, enquanto o aluno de quem ele roubou a bola passa a ser a “mãe”. Cabe ao professor decidir o número de “mães-bola quente” por jogo. Handearco MATERIAL: uma bola de handebol, além de um arco para cada dupla. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada equipe se organiza em duplas e cada dupla deve ficar dentro de um arco. Em cada lada, nas traves de handebol, coloca-se um goleiro. Após um sorteio, a equipe que está com a posse da bola tem como objetivo fazer o gol na baliza adversária. O deslocamento pode ser feito por meio de passe ou drible, respeitando as regras do handebol. Após cada gol. O jogo é reiniciado no meio da quadra, vencendo a equipe que somar mais gols ao final do jogo. Handebol bandeiras MATERIAL: bolas de borracha (uma para cada integrante) e dois pedaços de pano. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada equipe tem como campo a metade da quadra na qual ficou posicionando. Dentro da área dos seis metros (área do goleiro) é colocada uma bandeira (pedaço de pano). O objetivo das equipes é a atravessar o campo adversário e conquistar a bandeira. Para conquistá-la, os integrantes da equipe precisam realizar a condução correta da bola, por meio de drible e não podem ser tocados pelos adversários, se isso ocorrer ficarão “colados”, e somente poderão ser salvos por seus colegas de equipe que ainda não foram pegos. Após o jogador cruzar a linha dos seis metros, onde está à bandeira a ser conquistada, não pode ser “colado”. A equipe só conquista a bandeira quando todos os seus integrantes conseguem chegar a ela. Se numa determinada investida algum integrante sair pela linha lateral, ficará “colado” ao lado dessa linha. Quando a equipe resgata a bandeira, é marcado um ponto ao seu favor. Após cada conquista da bandeira, o jogo é reiniciado no centro da quadra, sendo considerada vencedora a equipe que conquistar mais vezes a bandeira. Independence Ball MATERIAL: uma bola de handebol e dois bambolês.
  • 19. 19 FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: a equipe que está com posse de bola tenta, por meio de passes, acertar a bola no arco que deve estar pendurado no gol do handebol, enquanto a equipe adversária tenta impedir a ação, interceptando os passes. Os jogadores devem ficar espalhados pela quadra no início do jogo e só podem se movimentar enquanto a bola estiver no ar. Quando a bola chega a um dos jogadores todos na quadra devem parar, o mesmo acontecendo se a bola cai no chão. Após cada ponto, a posse de bola passa para a equipe adversária cabendo ao professor estipular o número máximo de passes de acordo com a dificuldade desejada. A área dos seis metros não deve ser invadida (área do goleiro) e vence o jogo a equipe que fizer mais pontos. Handebol par e ímpar MATERIAL: uma bola de handebol. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada aluno recebe um número e formam-se duas equipes, a dos números pares e a dos números ímpares. A equipe que está com a posse de bola tem como objetivo fazer o gol por meio de passes, respeitando a sequência numérica 1, 3, 5, 7, 9,... ou 2, 4 , 6, 8, ... ao ganhar a posse da bola, a equipe deve iniciar a sequência a partir do número que está com a bola. Após cada gol, o jogo é reiniciado no centro da quadra pelo primeiro número da equipe. Os alunos devem dizer em voz alta o seu respectivo número no momento de receber a bola. Caso exista algum erro na sequência de passes, a equipe perda a posse da bola. Vence a equipe que somar mais gols ao término do jogo. Handebol resgate MATERIAL: uma bola de handebol ou de borracha e oito cones. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: cada time deve ficar sem sua metade da quadra, com os alunos distribuídos aleatoriamente. Colocam-se os oitos cones, quatro de cada lado, em cima da linha de gol, no espaço da trave de handebol. Escolhe quem começa com a posse da bola e o objetivo do jogo consiste em derrubar os cones, sem ultrapassar a linha dos seis metros. Os jogadores, por meio de passes, têm de se locomover, sem andar com a bola na mão. Se andarem, a posse de bola vai para a equipe adversária. O jogador que derrubar o cone tem de pegá-lo e levá-lo para o outro lado, colocando-o na sua linha de gol defensiva, junto com os outros cones. Vence o jogo a equipe que ao final do tempo estipulado, estiver com mais cones em seu poder ou a equipe que não tiver mais cones para derrubar. Alerta MATERIAL: uma bola de borracha.
  • 20. 20 FORMAÇÃO: os alunos devem ser colocados aleatoriamente na quadra. DESENVOLVIMENTO: atribuir um número a cada aluno e escolher um deles para dar início à brincadeira. O aluno escolhido deve gritar um número e jogar a bola para cima, enquanto os outros se deslocam. O aluno que tiver o número chamado deve pegar a bola e gritar “alerta”. Nesse momento, todos os participantes param de correr, enquanto ele tenta acertar o colega que estiver mais perto. Está fora da brincadeira quem desvia da bola, quem pegá-la e soltá-la e quem não acertar o colega. Para acertar o colega devem ser usados os três passos e o arremesso do handebol. Guarda-costas MATERIAL: duas bolas de borracha. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIENTO: cada equipe deve escolher um aluno, para que seja a vítima. Por meio de passes, as equipes devem encostar a bola na vítima que pertence à equipe adversária. No começo do jogo cada equipe recebe uma bola, sendo que uma delas pode vir a ficar com duas bolas no decorrer do jogo. As vítimas podem correr livremente pela quadra. Não é permitido o drible, sendo possível, entretanto, dar três passos com a bola na mão. A bola não pode ser arremessada contra a vítima, que somente pode ser capturada quando a bola for encostada nela pela equipe adversária. Quando a vítima é capturada, o professor escolhe alguém para substituí-la. Cada vez que a equipe captura a vítima adversária marca um ponto a seu favor, sendo considerada vencedora a equipe que marcar mais pontos. Bola mira MATERIAL: uma bola de handebol, quatro arcos e quatro cones. FORMAÇÃO: duas equipes. DESENVOLVIMENTO: os arcos são arrumados nos ângulos superiores da trave de handebol e os cones, colocados nos ângulos inferiores. Faz-se um sorteio para decidir qual das equipes sai com a posse da bola. Essa equipe tem como objetivo arremessar a bola para acertar os cones ou arremessá-la para que ela passe por dentro dos arcos. O arremesso só pode ser feito respeitando-se a área dos seis metros (área do goleiro). Pode-se passar e driblar a bola livremente, seguindo as regras do handebol. Se a bola passar por dentro dos arcos, vale dois pontos e se atingir o cone, vale um ponto. Após cada ponto, o jogo é reiniciado no centro da quadra, vencendo a equipe que marcar mais pontos. Tomada da cidade MATERIAL: uma bola de borracha e dois cones. FORMAÇÃO: duas equipes.
  • 21. 21 DESENVOLVIMENTO: cada equipe deve ocupar uma metade da quadra para o início do jogo. No final de cada metade da quadra, marca-se um círculo e coloca-se um cone no centro. Cada equipe escolhe um aluno que fica dentro do círculo, protegendo o cone da sua equipe. A bola é lançada para o alto, entre as duas equipes e quem conseguir apanhá-la tem como objetivo, por meio de passes, chegar próximo ao círculo oposto e derrubar o cone adversário, cabendo ao guarda tentar impedir a ação. Não é permitido o drible, somente o passe. Os jogadores não podem invadir o círculo para arremessar a bola no cone. Cada vez que o cone é derrubado, marca-se um ponto para a equipe que o derrubou. Após cada ponto, o jogo é reiniciado no centro da quadra. Sai vencedora a equipe que marcar mais pontos. Histórico do boleado (queimada) Queimada ou jogo do mata ou ainda queimado é um jogo desportivo , muito usada, em versão similar, como brincadeira infantil. Não há notícias de competições esportivas oficiais deste esporte no Brasil, porém em escolas é muito praticado. Nos Estados Unidos existem ligas de queimada, ou dodgeball, como a variante do esporte é conhecida por lá. Na história da Queimada talvez o Egito não seja lá uma força nos esportes com bola, mas o uso delas em práticas recreativas e esportivas vem de muito longe. Algumas referências datam da 11ª dinastia (2130-1983 a.C.). No Egito antigo a bola não era confeccionada como hoje em dia. Elas eram sólidas, feitas de couro, junco e outros materiais. O preenchimento poderia ser de papiro e elas não eram grandes, medindo entre 3 e 9 cm de diâmetro. Ao que parecem, as bolas eram usadas em jogos de mulheres. As referências de jogo com bola foram encontradas somente no Reino Novo (1550-1070 a.C.). Elas possuíam um caráter ritualístico que só reapareceu no período ptolomaico (aproximadamente entre 302-30 a.C.). Esses jogos recreativos com bola não estavam restritos às crianças. É provável que adolescentes e jovens adultos também tenham participado. O jogo Queimada é um jogo esportivo que foi muito usado como brincadeira infantil. É usado hoje como esporte de preparação para outras modalidades esportivas e também como esporte de competição, nela é usada uma bola de iniciação ao handebol. O local é um terreno plano ou quadra de forma retangular, demarcado por linhas que devem ter 18 m de comprimento
  • 22. 22 por 9 m de largura, ou seja, é o mesmo tamanho da quadra de voleibol e por isso que essa quadra é utilizada nas escolas, sendo dividido em dois campos iguais, por uma linha reta e bem visível traçado no solo. O jogo de Queimada também pode ser conhecido por outras denominações, como: Barra Bola; Bola Queimada; Cemitério; Mata-mata; Mata-soldado; Queimado; Caçador no estado do Paraná e Rio Grande do Sul; Carimba no estado do Ceará; Baleado no estado da Bahia. Queimada maluca MATERIAL: uma bola de meia e giz. FORMAÇÃO: pode ser jogado com diferentes números de jogadores, sendo maior que 10 para maior motivação. Caso seja um grupo muito grande (40) pode-se usar duas (02) bolas. DESENVOLVIMENTO: o jogo consiste queimar, não ser queimado e salvar seus colegas. Os jogadores terão oportunidades de jogar tentando manter o jogo vivo. Para isso poderão ou não. Alerta MATERIAL: uma bola leve. FORMAÇÃO: os alunos devem ser dispostos em círculo, ficando um deles no centro, com uma bola nas mãos. DESENVOLVIMENTO: o aluno do centro lança a bola para o alto e fala o nome de um dos colegas. O aluno chamado deve correr e pegar a bola, gritando para os demais colegas; “alerta” todos devem parar no lugar onde se encontram, não podendo mover os pés do chão. O aluno que está com a bola olha em torno de si, procura o colega que está mais próximo e dá três passos em sua direção, lança-a, tentando acertar esse colega. Se o fizer, o colega “perde uma vida”, se errar, quem “perde a vida” é o aluno que lançou a bola. Os alunos não podem mover-se do lugar, porém podem esquivar-se da bola abaixando-se ou curvando-se pra os lados. VARIAÇÕES:  A bola não pode tocar o chão entre o lançamento do aluno chamado e aquele que deseja fazer com que “perca sua vida”.  O aluno que perdeu a vida fica uma jogada sem participar.  O aluno que perdeu a vida tem uma chance de recuperá-la, caso consiga converter um arremesso na cesta de basquete. Bola errante MATERIAL: uma bola.
  • 23. 23 FORMAÇÃO: os alunos devem ser dispostos num círculo, havendo um grande espaço entre eles. Um dos alunos deve ficar no centro do círculo. DESENVOLVIMENTO: os alunos do círculo jogam a bola uns para os outros, enquanto o aluno do centro procura tocá-la. Quando conseguir, será substituído pelo último a ter tocado na bola antes do aluno que está no centro. VARIAÇÕES:  Os passes entre os alunos devem ser feitos com os pés.  Os passes devem ser feitos somente para o colega que estiver à esquerda ou à direita.  O passe deve ser executado com um quique no chão, antes de chegar ao receptor.  O aluno deve driblar com a bola no centro do círculo até entregá-la a outro colega. O aluno que está no centro do círculo deve roubar-lhe a bola.  O aluno não pode ficar mais de três segundos com a bola nas mãos. Derrubar a torre MATERIAL: uma garrafa plástica e giz escolar para marcação do círculo. FORMAÇÃO: os alunos devem ficar dispostos em círculo, atrás de uma linha marcada no chão. Um dos alunos deve estar no centro do círculo, protegendo a garrafa plástica para que ela não caia. DESENVOLVIMENTO: os alunos que estão no círculo arremessam a bola, tentando derrubar a garrafa plástica, cabendo ao aluno que está no centro do círculo protegê-la. Portando-se como um goleiro na defesa da bola. Não é necessário que o arremesso seja feito por ordem de colocação no círculo. O aluno para cujo lado a bola naturalmente rolar, tem a oportunidade de jogá-la. O aluno que conseguir derrubar a garrafa plástica deve ocupar o lugar do aluno que está no centro do círculo. VARIAÇÕES:  Substituir a garrafa plástica por cones, tarugos, maçãs, etc.  Os alunos arremessam a bola, tentando fazer com que ela ultrapasse os pés de uma cadeira.  Se o aluno que está no centro do círculo conseguir segurar a bola arremessada sem quicá-la no chão, o aluno que a arremessou deve ser excluído do círculo. OBSERVAÇÃO: estar atento com a segurança durante o jogo, fazendo uma grande circunferência para evitar que a bola seja arremessada com muita velocidade ao aluno que está no centro do círculo. Evitar a bola MATERIAL: uma bola e giz escolar para marcar a linha do círculo. FORMAÇÃO: os alunos devem estar dispostos do lado de fora de um círculo desenhado no chão, um aluno no centro do círculo.
  • 24. 24 DESENVOLVIMENTO: o objetivo dos alunos que estão fora do círculo é “queimar” o aluno que está dentro, bastando, para isso, acertá-lo com a bola. Quem conseguir arremessar a bola no colega que está no centro do círculo deve ocupar o seu lugar. VARIAÇÕES:  Um número maior de alunos deve ocupar o centro do círculo. Aqueles que forem atingidos pela bola, devem deixar o círculo.  Quem acertar um colega que está no centro do círculo, deve trocar de posição com ele.  Deve ser traçada uma linha dividindo o círculo ao meio. Os alunos que estão no centro do círculo podem fugir, utilizando somente meio círculo. À medida que conseguirem agarrar a bola no ar, sem ela caia de suas mãos, ganham o direito de fugir pelo círculo inteiro. Bola-pega MATERIAL: uma bola leve. FORMAÇÃO: os alunos devem ficar espalhados livremente, permanecendo um dos alunos com uma bola nas mãos. DESENVOLVIMENTO: o aluno que está com a bola nas mãos tenta arremessá-la contra qualquer aluno que esteja próximo, não podendo deslocar- se com a bola. Se acertar a bola em um colega, este deve permanecer sentado. Se ao arremessar a bola, um aluno segurá-la, este aluno pode arremessá-la repetindo a movimentação. Ninguém pode andar com a bola. Quem for “queimado” pela bola, deve sentar-se no chão e somente retornar à atividade quando conseguir tocar na bola novamente. É permitido a um colega salvar o outro, lançando lhe a bola, como também o aluno que foi “queimado” pode tocar a bola quando essa passe perto de si, devendo permanecer sempre sentado. VARIAÇÕES:  O aluno que esta com a posse da bola pode deslocar-se, quicando a bola no chão.  Pode haver pegadores fixos. Exemplo: todas as meninas de cabelo preso devem ser as pegadoras, enquanto os demais alunos os fugitivos.  O aluno que foi “queimado” não pode retornar à atividade.  Colocar duas bolas de cores diferentes no jogo. Para salvar-se o aluno deve tocar a bola que o ”queimou”. OBSERVAÇÃO: quando a atividade for realizada com alunos menores, é possível utilizar dados de espuma em lugar de bolas. Acerte a bola MATERIAL: bola de borracha de diferentes tamanhos. FORMAÇÃO: duas equipes, cada equipe fica em fileira em cima da linha de uma quadra de voleibol, uma fileira colocada paralela a outra. É colocada a
  • 25. 25 bola no centro, bem no meio das equipes, então estão divididas em números iguais as bolas. DESENVOLVIMENTO: o objetivo é jogar a bola e acertar a bola de borracha e consequentemente empurrá-la para o campo da equipe adversária marca o ponto quem conseguir empurrar à bola de borracha jogando as outras nela. A bola de borracha pode ser evitada a vim para o campo da equipe menos com as mãos e os pés. Queimada Gigante MATERIAL: bolas de tamanhos diferentes. FORMAÇÃO: número ilimitado onde cada um individualmente busca acertar a bola em seu adversário. DESENVOLVIMENTO: É uma queimada, cada um por si. Quem vai sendo queimado senta e pode continuar queimando desde que sentado. O vencedor é o último a ser queimado.
  • 26. 26
  • 27. 27 Elementos da cultura corporal (luta e dança) Luta A luta é uma das mais antigas formas de combate, tão antigas quanto a Ilíada de Homero, que narra a Guerra de Tróia, nos século XIII e 12 a.C.. As origens da luta podem ser rastreadas até 15.000 anos através de desenhos em cavernas na França. Desenhos babilônicos e egípcios mostram lutadores usando a maioria das pegadas conhecidas no esporte atual. Existem desenhos de lutadores nas cavernas dos sumérios-acadianos, datados de 3000 a.C.. No Egito, também existem estes tipos de desenhos em pinturas murais datados de 2400 a.C.. Na Grécia antiga, a luta ocupou um lugar de destaque nas lendas e na literatura; competições de lutas brutais foram introduzidas como esporte nos Jogos Olímpicos da Antiguidade em 708 a.C., através da prática do estilo pancrácio, pouco depois da data histórica do início dos Jogos Olímpicos, em 776 a.C.. Os antigos romanos tiveram fortes influências da luta grega, mas eliminaram grande parte da sua brutalidade. Durante a Idade Média (do século V ao século XV), a luta permaneceu popular e apreciado com o patrocínio de várias famílias reais, incluindo as da França, Japão e Inglaterra. Atualmente, percebemos que em boa parte dos filmes a que assistimos sobre lutas de origem oriental é preservada a imagem do mestre, o qual, por sua vez, possui uma postura de educador, e ensina aos seus “discípulos” vários preceitos que vão além da própria prática da luta, ou seja, lições que serviriam para a vida. A seleção das lutas como conhecimento a ser ensinado e discutido na escola ainda é recente, e muitas discussões surgem em relação à forma ideal que o assunto deve ser tratado. Mas as lutas apresentam muitas possibilidades para o seu desenvolvimento na escola, mediante uma abordagem intencional, de caráter pedagógico, já que esse é um dos espaços
  • 28. 28 onde os alunos experimentam, vivenciam, criticam, compreendem e atribuem significados às suas experiências no âmbito da cultura de movimento. Esses conhecimentos variam, mas existem conceitos que são iguais em todas elas, como os conceitos de esquiva, ataque, defesa, rounds, entre outros. Cada luta possui uma época e um local onde se originou, bem como uma evolução histórica própria. Dança Dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. São movimentos cadenciados incluindo passos e saltos, executados ao som e ao compasso da música. A dança é uma atividade que utiliza o corpo em movimento como um meio de expressão, comunicação e criação. O ritmo é um elemento fundamental presente em todas as formas de vida, no movimento humano, na natureza, no universo. No antigo Egito já se realizava as chamadas danças astroteológicas em homenagem a Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos.[1] A dança se caracteriza pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre).[2] Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela. A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculando das particularidades do teatro. Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico. A Dança é uma manifestação artística que se perpetua por milênios adequando-se às mudanças sociais sendo praticada por diferentes povos.
  • 29. 29 Durante o seu percurso contribuiu para estabelecer padrões estéticos e de comportamento das diferentes classes sociais, reforçando a diferenciação das classes dominantes e das classes dominadas e foi canal de superação dos limites do ser humano. Como fenômeno social demonstrou potencial no processo de renovação, transformação e significação do ser humano e da sociedade. A dança certamente contribuiu para a constituição, perpetuação e disseminação da cultura de todos os povos que dançaram e que ainda dançam permitindo conhecermos a diversidade cultural que se espalha pelo mundo em todas as épocas e contextos históricos acompanhando a evolução da humanidade. As qualidades físicas e habilidades motoras Valências físicas, também chamadas de qualidades físicas, capacidades motoras, capacidades físicas entre outras denominações, são aptidões potenciais físicas de uma pessoa, definindo os pressupostos dos movimentos desde os mais simples aos mais complexos. Conceituadas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento, comumente classificadas em diversos tipos: força, resistência, velocidade, agilidade, coordenação, flexibilidade, mobilidade e equilíbrio. As valências físicas são determinadas geneticamente, todos os seres humanos nascem aptos a desenvolver estas capacidades (por isso aptidões em potencial), algumas com maior potencial que outras para os limites desse desenvolvimento. Portanto, todos nascem com uma capacidade de gerar força, resistência, por exemplo. Força é qualidade física que permite a um músculo ou grupo muscular opor-se a uma resistência. É qualquer ação que cause uma mudança no estado de movimento de um objeto. Do ponto de vista fisiológica, é a capacidade de exercer tensão contra uma resistência que ocorre por meio de diferentes ações.
  • 30. 30 Existem vários tipos de força, porém as mais conhecidas são a força estática: ocorre quando a força muscular se iguala a resistência não havendo, portanto movimento e a força dinâmica: tipo de qualidade na qual a força muscular se diferencia da resistência produzindo movimentos. Flexibilidade é a qualidade expressa pela maior amplitude possível do movimento natural de uma articulação ou combinação de articulações num determinado sentido, dentro dos limites morfológicos e sem provocar lesão. É a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com apropriada amplitude de movimento. A flexibilidade é composta dos seguintes componentes da flexibilidade: mobilidade, elasticidade, plasticidade e maleabilidade. A flexibilidade pode ser influenciada por diversos fatores (fatores determinantes), entre eles: superfície óssea, músculos, ligamentos, tendões, idade (quanto mais velho, menos flexível), sexo ( as mulheres em geral são mais flexíveis), aquecimento, temperatura ambiente ( o frio reduz e calor aumenta a elasticidade muscular), hora do dia ( varia de indivíduo para indivíduo), composição corporal e estado de treinamento (quanto mais treinado, mais flexível). A flexibilidade é de suma importância na realização de determinados gestos desportivos e movimentos que de outra forma, seriam impossíveis de serem realizados sem essa capacidade física. Ela aumenta a eficiência mecânica dos movimentos, fazendo com que o atleta tenha um desperdício menor de energia na execução de suas atividades, além de auxiliar na profilaxia (medidas preventivas contra doenças) de lesões e de vícios posturais, reduzirá tensões musculares e auxiliará na melhoria da contratilidade muscular. Resistência é a capacidade do esportista de resistir à fadiga. É a qualidade física que permite ao corpo suportar um esforço de uma determinada intensidade durante certo tempo. Significa também sustentar uma determinada carga de trabalho o mais longo tempo possível sem fadiga. A resistência pode ser dividida em resistência aeróbia: é aquela cuja principal característica é apresentar uma intensidade pequena e um volume grande, ou seja, um longo tempo de execução da atividade (é de manifestação global do organismo) e em resistência anaeróbia: é aquela observada na
  • 31. 31 realização de exercícios de alta intensidade e por consequência, de pequena duração. Não é de manifestação global do organismo. Nosso corpo se mantém em equilíbrio, e graças a isso conseguimos desenvolver movimentos, sejam eles bruscos ou delicados. A essa capacidade de realizar esses movimentos chamamos de coordenação motora. Nosso cérebro manda informações às partes de nosso corpo, e a capacidade que o corpo tem de desenvolver aquele movimento nós chamamos de coordenação motora. Pular, correr, andar, saltar ou realizar tarefas que exijam maior habilidade, como pegar em um lápis, bordar, desenhar, recortar, tudo isso exige de nós coordenação motora. A coordenação motora nos permite realizar os mais diversos movimentos coordenados. Na coordenação motora ocorre participação de alguns sistemas do corpo humano, como sistema muscular, sistema esquelético e sistema sensorial. Com a interação desses sistemas obtêm-se reações e ações equilibradas. A velocidade e a agilidade com que a pessoa responde a certos estímulos medem a sua capacidade motora. Podemos classificar a coordenação motora de duas maneiras: coordenação motora grossa e a coordenação motora fina. Na coordenação motora grossa verificamos o uso de grupos de músculos maiores e o desenvolvimento de habilidades como correr, pular, chutar, subir e descer escadas, que podem ser desenvolvidas a partir de um plano sistemático de exercícios e atividades esportivas. Quando se tem déficit nessas habilidades, verificamos dificuldades, por parte principalmente de crianças, em praticar atividades esportivas, o que acaba gerando baixa autoestima. Na coordenação motora fina verificamos o uso de músculos pequenos, como das mãos e dos pés. Ao desenhar, pintar, manusear pequenos objetos, a criança realiza movimentos mais precisos, delicados, e desenvolve habilidades que a acompanharão por toda a vida. É possível observar a coordenação motora de um indivíduo desde pequeno. A criança responde aos estímulos de várias formas e cabe ao professor, nas primeiras séries, trabalhar a motricidade da criança. Ao aprender a pintar dentro de espaços delimitados a criança já começa a desenvolver sua
  • 32. 32 coordenação, à medida que ela for sendo alfabetizada, aumentará a sua capacidade motora. Mas não é somente em crianças que se desenvolve a motricidade. Em pessoas idosas ou pessoas que tenham certas limitações físicas, também é preciso trabalhar a coordenação motora. Com o auxílio do profissional a pessoa desenvolve os grupos musculares e exercita o cérebro, para conseguir manter o equilíbrio e realizar atividades que requerem movimentos precisos, fortes e rápidos. As consequências do não desenvolvimento da coordenação motora são principalmente a noção espacial prejudicada, lateralidade precária e o tempo de reação defasado. Crianças que apresentam sintomas de transtorno do desenvolvimento da coordenação (''TDC'') aos sete anos de idade podem correr maior risco de sofrer depressão e outros problemas de saúde mental a partir dos dez anos. Crianças com ''TDC'' têm problemas de habilidade motora e encontram dificuldades em realizar atividades do cotidiano, como amarrar os cadarços, andar de bicicleta, escrever e praticar esportes. Agilidade é a capacidade de alterar a posição do corpo de forma eficiente e requer a integração de competências de movimentos isolados utilizando uma combinação de equilíbrio, coordenação, velocidade, reflexos, resistência e força. Agilidade é um componente neuro-motor caracterizado pela troca rápida de direção, sentido e deslocamento da altura do centro de gravidade e de todo corpo ou parte dele, necessitando de força e coordenação. (Matsudo, 1980). O desenvolvimento da agilidade se dá através de quatro fatores: manejo do centro de gravidade em relação à altura; manejo do centro de gravidade em relação à distância; troca na direção do movimento do corpo e troca de ritmo. As duas primeiras variáveis são de força e as duas últimas são de coordenação. Agilidade é uma das variáveis mais importantes na Educação Física e em quase todas as baterias de testes de aptidão física estão incluídos testes de agilidade. Nos esporte a agilidade é fundamental, bem na vida cotidiana. Velocidade é uma qualidade física que permite ao indivíduo a ação no menor tempo. Velocidade é uma capacidade inata. Depende das conexões neurológicas e da quantidade de fibras de contração rápida presentes na
  • 33. 33 musculatura. Estas qualidades são determinadas geneticamente. Todos podem melhorar significativamente a sua velocidade, porém, somente o indivíduo bem dotado nesse sentido conseguirá obter resultados superiores. A velocidade pode ser definida como: velocidade de reação: observada entre um estímulo e a resposta correspondente (exemplo: o tiro de saída). E ainda de velocidade de movimento expressa pela rapidez de execução de uma contração muscular. Essa é uma capacidade que nos permite movimentar os membros (superiores ou inferiores) o mais rápido possível. A importância da velocidade para o desempenho varia consideravelmente, dependendo do esporte, da disciplina e do campo de aplicação. Por exemplo, ela é relativamente sem importância para atividades de condicionamento físico para á saúde, quando comparada a fatores como capacidade aeróbia, força e características do movimento. No entanto, o esporte de lazer, em geral, exige pelo menos certo nível básico de algumas formas de velocidade, como a velocidade de reação. A importância da velocidade para os esportes de elite não pode ser avaliada de forma geral, porque as exigências da velocidade são determinadas por requerimentos específicos do esporte ou disciplina em questão. Todos os desportistas necessitam desenvolver esta valência física em maior ou menor intensidade conforme a atividade central que se quer desenvolver no atleta. Os treinamentos são direcionados para os movimentos de maior necessidade de precisão. Um corredor de provas de velocidade tem que treinar muito para que sua resposta de reação aos estímulos seja satisfatória, um décimo de segundo perdido na largada pode significar a derrota. Já para um corredor de provas de fundo ( corrida de longa distância ) esta não será uma questão tão importante. Equilíbrio é a qualidade física conseguida por uma combinação de ações musculares com o propósito de assumir e sustentar o corpo sobre uma base, contra a lei da gravidade. Consiste na manutenção da projeção do centro de gravidade dentro da área da superfície de apoio. Pode ser de 3 tipos: dinâmico, estático e recuperado.
  • 34. 34 Quando falamos em equilíbrio estamos nos referindo aqui à capacidade física que nos permite sustentar o corpo em diferentes posições estáticas ou dinâmicas, contra a gravidade. É um sistema complexo, que envolve a captação de informações externas e feedbacks internos do sistema nervoso e do sistema osteomuscular em constante adaptação para manter os movimentos coordenados e sincronizados. Equilíbrio é uma capacidade física que, como qualquer outra, precisa ser treinada e, quase sempre, é negligenciada pelos atletas, que acreditam que ela estará naturalmente presente. À medida que envelhecemos, todas as capacidades físicas sofrem um declínio, e aliada à diminuição da acuidade visual, força e audição, estabelece-se um quadro perfeito para diminuir o rendimento e principalmente provocar quedas e lesões. É necessário incluir nos treinos, desde a juventude, exercícios específicos de equilíbrio que vão melhorar não só a propriocepção do atleta como irão fortalecer os pequenos músculos que estabilizam as articulações, garantindo assim maior controle e precisão nos movimentos. Cada vez fica mais claro para os atletas o quão importante é ir além do treinamento específico para se atingir um bom desempenho. Mais ainda, a atividade física tem como fator de maior importância a manutenção da saúde em qualquer fase da vida. Incluir uma rotina de exercícios de equilíbrio em seus treinos trará não só benefícios físicos tornará sua vida mais segura e fará de você uma pessoa muito mais confiante e preparada para agir de forma mais consciente e assertiva. ATIVDADE 1. Conceitue luta e dança apresentando suas principais características. 2. Quais são as habilidades físicas e motoras e como elas se aplicam ao handebol e o boleado?
  • 35. 35 3. Observe a cruzadinha e localize os seguintes tipos de luta e dança: Luta: kung fu, jiu jitsu, taekwondo, capoeira, esgrima, caratê, sumô e judô. Dança: axé, maculelê, samba de roda, frevo, pagode, forró, xaxado e balé. J I U J I T S U U K U N G F U J K A M H Q U I H K O L Ç O P K J L A F O R R O L T A E K W O N D O P T N B A A S E R R I K B C R I O H G A E A V G X D Z S H J K O P J K O M U H F U N K U I H I I H B B K O S U M O N G B B G V C D R A A U H L A P A G O D E E O I O B A B A L E Z S A E E M I L H G R E C O, R O M A N A A F E J O B O A F R E V O R A X E E R I U O P J H A C A P O E I R A L A K O O L Ç U R I O D Ç J K L Ç Y T F L X G F D S C V A I O E O M A C U L E L E A P O J U G I O L Ç R P O G J F G J U D O S A S A L L B O A O H J V I O N M V T O Y T V V H J K O O D L J N J T L Ç O I U H G F D C T J K L A L J G D C R E E S I Y O P O P Y G J O L C A R A T E H F D S B N I K J U E K J T R E S G R I M A H A A B O X E O K U H I B F D H T Y L O Ç P K U Y B U R A Atividade prática: Atletismo Histórico do atletismo Segundo Homero, no ano de 1496, a.C. foi realizada a primeira prova de corrida considerada atlética. Ela foi organizada por Hércules. Segundo a lenda, Hércules, depois de peregrinar pelo mundo, realizando
  • 36. 36 proezas incríveis, radicou-se na ilha de Creta e construiu um estádio neste local. Nele, eram realizadas competições de corridas com outros simpatizantes. O estádio de Hércules possuía apenas uma pista de corrida, que era percorrida em um só sentido. Mais tarde foi instituída a prova do Diaulo, com percurso de ida e volta. Então, o percurso das provas de corridas foi aumentando gradativamente para quatro, oito, doze e vinte e quatro vezes duzentas jardas. Os jogos Olímpicos, na Antigamente, eram realizados em um dia, por contarem somente com uma modalidade de competição: a corrida. Depois, houve um aumento das modalidades e os jogos passaram a ser realizados em cinco dias. A cada quatro anos os gregos eram motivados a realizarem o grandioso espetáculo. As corridas são uma atividade praticada pela maioria das pessoas. A sua prática não requer profundos conhecimentos sobre o assunto, por isso muitas pessoas a escolhem. Além disso, a corrida traz muitos benefícios à saúde, melhorando o desempenho dos aparelhos circulatório e respiratório. A corrida é utilizada em quase todos os jogos e desportos que envolvem movimentos e velocidade. SALTO EM ALTURA Algumas sugestões de atividades que envolvem salto em altura Salto da escada MATERIAL: escada com no máximo cinco degraus e colchões. FORMAÇÃO: alunos dispostos devem subir a escada e pular sobre os colchões. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem subir na escada e pular sobre os colchões. VARIAÇÕES:  Apoiar a escada em um muro baixo, numa posição bem inclinada. Os alunos devem subir o muro pela escada e quando o alcançarem deve sair da escada, andar sobre ele e depois saltar sobre os colchões.  Traçar algumas marcas no colchão. Os alunos devem saltar procurando cair exatamente sobre as marcas.  Os alunos devem iniciar os saltos pulando livremente da escada sobre o colchão. Depois, o professor traça linhas (com distâncias
  • 37. 37 gradativamente maiores) que deverão ser ultrapassadas e em seguida, os alunos cairão sobre o colchão. Salto do banco MATERIAL: banco sueco e colchões. FORMAÇÃO: alunos dispostos em coluna. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem subir no banco e saltar o mais alto que conseguirem sobre os colchões. VARIAÇÕES:  Apoiar um dos lados do banco sobre um muro baixo, deixando-o inclinado em relação ao chão. Os alunos devem escalar o banco engatinhando, arrastando-se, escorregando-se e quando chegarem ao ponto mais alto do banco, eles devem se levantar e saltarem sobre os colchões.  Os alunos devem saltar por cima do banco, caindo sobre os colchões.  Os alunos devem correr pisar sobre o banco com um dos pés que servirá de impulso para um salto e cair sobre os colchões. Cordas à vista MATERIAL: cordas e cones. FORMAÇÃO: alunos formando duas ou três colunas. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, os alunos devem correr e saltar a corda e depois voltar para bater na mão do colega seguinte, liberando-o para a corrida. VARIAÇÕES:  A atividade pode ser realizada em forma de competição.  Colocar outros obstáculos para serem saltados, explorando as diferentes alturas. OBSERVAÇÃO: é importante o professor deixar o aluno escolher as primeiras alturas que deverá saltar, para que gradativamente conquiste sua confiança. Inclusive nas atividades com obstáculos, é interessante colocar dois ou três obstáculos, um ao lado do outro, para que o aluno escolha um deles. A corda vai subindo MATERIAL: corda. FORMAÇÃO: alunos próximos a uma corda. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar (como desejarem) a corda, iniciando com um movimento rasteiro e gradativamente, eleva-se a altura. VARIAÇÕES:  A atividade pode ser realizada em forma de competição. Vence o aluno que conseguir saltar a corda mais alta sem esbarrar nela.
  • 38. 38  Pode colocar mais cordas para realizar a brincadeira, uma em frente da outra. Os alunos devem saltá-las, uma em seguida da outra. Variar as alturas da corda.  Colocar várias cordas com certa distância entre uma e outra. A altura da corda em relação o chão deve ser cada vez maior. Elástico MATERIAL: cordas elásticas amarradas nas pontas. FORMAÇÃO: alunos em trios ou quartetos. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem pular o elástico na altura dos tornozelos, dos joelhos e abaixo do bumbum. VARIAÇÕES:  Os alunos devem pular sobre o elástico, fora do elástico, puxar a perna e sair do elástico. Os três alunos fazem revezamento, ora um pula e ora outro segura o elástico. OBSERVAÇÃO: nesta atividade podem ser utilizados elásticos de costura, meia fina, tiras de malha ou qualquer outro material que tenha uma certa elasticidade. Salta-salta MATERIAL: corda. FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar a corda estendida no chão, fazendo a impulsão em uma perna e caindo nos dois pés. VARIAÇÕES:  Saltar várias cordas organizadas pelo espaço destinado à atividade.  Saltar as cordas com alturas diferentes.  Os alunos devem correr da diagonal (em relação á corda) e saltar a corda estendida no chão, fazendo a impulsão em uma perna e caindo com os dois pés.  Os alunos devem correr na diagonal e saltar a corda no chão, fazendo a impulsão com uma perna e caindo no outro pé (do outro lado da corda).  Os alunos devem correr na diagonal e saltar a 40/50 cm do chão, fazendo a impulsão em uma perna e caindo no outro pé (do outro lado da corda).  Os alunos devem saltar as cordas, fazendo a impulsão em uma perna e caindo no outro pé, invertendo os pés cada vez que saltarem uma corda. Três apoios MATERIAL: corda. FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, uma corda a 40/50 cm do chão.
  • 39. 39 DESENVOLVIMENTO: os alunos devem correr de frente para a corda, fazendo três passadas, saltar com a impulsão na perna forte e cair no outro pé, além das duas mãos ocasionarem a inclinação do tronco para frente. Assim, a perna de impulsão termina elevada. VARIAÇÕES:  Os alunos devem correr em diagonal, fazendo três passadas, saltar a corda com a impulsão da perna forte e cair no outro pé, além das duas mãos ocasionarem a inclinação do tronco para frente. Assim, a perna de impulsão termina elevada. OBSERVAÇÃO: o corpo deve ficar paralelo à corda. Queda boa MATERIAL: um colchão grosso ou vários colchões finos. FORMAÇÃO: alunos dispostos em coluna. A corda na altura do colchão. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem correr, em diagonal, saltar a corda e cair como desejarem no colchão. VARIAÇÕES:  Os alunos devem correr em diagonal, saltar a corda e cair de frente no colchão.  Os alunos ficam de costas para o colchão e devem saltar e cair de costas.  Os alunos ficam de costas para o colchão sobre o plinto e devem saltar e cair de costas.  Os alunos devem correr em diagonal, saltar a corda de costas e cair de costas no colchão.  Os alunos devem correr em diagonal, virar de costas para o colchão, elevar os joelhos e saltar a corda de costas, consequentemente, caindo de costas no colchão. Salto sobre a tábua MATERIAL: tábua, pneus e colchões. FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. A tábua ficará sobre os pneus, de frente para os colchões. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem aproximar-se da tábua correndo e saltar com os dois pés sobre ela. Depois, devem apoiar-se nela e fazer uma impulsão vertical e horizontal e cair sobre os colchões. VARIAÇÕES:  Deve-se fazer a impulsão somente com um dos pés.  A queda pode ser feita de frente para a tábua. Neste caso, o aluno deve dar meio giro no ar antes de tocar os colchões.
  • 40. 40 Educativo para o salto MATERIAL: uma cadeira. FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna, em frente a uma cadeira. DESENVOLVIMENTO: os alunos, um a um, devem colocar as duas mãos sobre o assento da cadeira, passar uma perna pelo encosto, sentar e passar a outra perna, indo adiante. VARIAÇÃO:  Utilizar uma cadeira mais baixa e fazer o movimento em maior velocidade. Caindo no colchão MATERIAL: vários colchões. FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna, de frente para os colchões empilhados. DESENVOLVIMENTO: os alunos ficam de costas para os colchões, bem próximos deles e fazem um arco entre os braços estendidos longitudinalmente e as pernas, impulsionando o corpo para trás. Elevar o quadril. Salto nas alturas MATERIAL: um bastão, uma bola e uma corda. FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. A bola será amarrada na ponta do bastão com a corda. DESENVOLVIMENTO: o professor segura o bastão elevando a bola presa na sua extremidade. Os alunos devem saltar tentando tocar a bola com as mãos. Aumenta-se gradativamente a altura da bola. OBSERVAÇÃO: é importante o professor ressaltar a importância da corrida de aproximação e impulsão com apenas um dos pés. É importante também que o aluno execute o salto impulsionando com um dos pés e depois com o outro, para averiguar particularmente qual o seu pé de apoio. Girando a corda MATERIAL: uma corda para cada grupo de cinco alunos. FORMAÇÃO: um dos alunos segura a corda e os outros ficam espalhados em volta deste aluno, formando um círculo grande. DESENVOLVIMENTO: o aluno de posse da bola deve girar, arrastando a corda no solo e os outros alunos devem pular. O aluno que encostar-se à corda será eliminado. Eleva-se a altura da corda gradativamente. VARIAÇÕES:  O aluno que for tocado pela corda será o responsável por girar com ela.
  • 41. 41  Amarra-se uma boia inflável ou uma bola na ponta da corda.  Os alunos devem pular por cima da corda em duplas de mãos dadas. Saltar a corda inclinada MATERIAL: uma corda e um pneu. FORMAÇÃO: alunos dispostos em uma coluna. A corda será amarrada numa das extremidades em um ponto alto (poste ou árvore) e a outra extremidade será presa em um pneu, estendendo a corda num sentido inclinado. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar de um lado para o outro livremente, passando por cima da corda. VARIAÇÃO:  O aluno que saltar a corda e não encostar-se a ela poderá saltar novamente, fazendo uma marca no ponto mais alto que conseguir saltar sem encostar-se à corda. Saltando pneus MATERIAL: pneus. FORMAÇÃO: alunos dispostos em colunas, frente ao circuito de saltos feitos de pneus. Organiza-se o circuito com pneus, mantendo certa distância entre eles. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar os pneus de várias alturas e distâncias, dispostos pelo percurso. VARIAÇÕES:  Pode-se variar a disposição dos pneus: dois a dois, sendo um pneu deitado sobre o chão e outro sobre ele na mesma posição; dois a dois, sendo um pneu em pé encaixado sobre um pneu deitado no chão, três pneus, sendo dois pneus deitados e um pneu em pé sobre eles, etc. SALTO EM DISTÂNCIA Algumas sugestões de atividades que envolvem salto em distância Mãe pedra MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos espalhados pelo espaço destinado à atividade. Um aluno é escolhido para ser o pegador e os outros alunos devem fugir. DESENVOLVIMENTO: o pegador corre perseguindo os fugitivos. O aluno que for pego deve “virar pedra” (deve abaixar-se e ficar bem encolhido. Para descolá-lo, os fugitivos devem saltar sobre as “pedras”. Troca-se o pegador após algum tempo. VARIAÇÃO:
  • 42. 42  Os alunos que “viraram pedra” só podem retornar à atividade quando dois colegas diferentes saltarem sobre eles. Só nas pedras MATERIAL: arcos. FORMAÇÃO: alunos divididos em três ou quatro colunas. Em frente de cada coluna estarão espalhados vários arcos, em colunas, com certa distância entre um e outro. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem saltar com pé dentro de cada arco, na ida e na volta tocando na mão do colega seguinte para autorizar a sua saída. VARIAÇÕES:  Os alunos podem saltar apenas com um dos pés dentro dos arcos.  Os alunos devem saltar com um pé e depois com o outro, caindo somente dentro dos arcos.  Os alunos devem saltar com um pé dentro dos arcos e com os dois pés no espaço que intercala dois arcos.  Os alunos devem saltar com os dois pés juntos de um arco para o outro. Olha a corda MATERIAL: corda. FORMAÇÃO: alunos dispostos em duas ou três colunas. Uma corda será colocada a certa altura no lado oposto das colunas. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem correr em linha reta e saltar a corda. Na volta, devem tocar na mão do colega seguinte para autorizar a sua saída. VARIAÇÕES:  Os alunos devem correr e saltar a corda com os pés unidos. Na volta, devem bater na mão do colega seguinte para autorizar a sua saída.  Colocar duas cordas paralelas. Os alunos devem fazer a corrida de aproximação e saltar as duas cordas, sem pisar no espaço entre ela. Aumentar gradativamente o espaço entre as cordas.  Colocar o maior número de jogadores de corda (uma corda em frente da outra com certa distância entre elas) e os alunos devem saltar todas sem pisar nos intervalos entre uma corda e outra.  Aumentar o espaço entre as duas cordas paralelas, fazendo com que os alunos façam uma passada no intervalo entre uma corda e outra, aumentar gradativamente o espaço entre as duas cordas. Treinando o salto MATERIAL: plinto. FORMAÇÃO: alunos formando uma ou duas colunas, de frente para o plinto.
  • 43. 43 DESENVOLVIMENTO: os alunos devem bater um dos pés no chão na frente do plinto e cair sobre ele com ambos os pés, amortecendo a queda com a semiflexão dos joelhos. Pra areia MATERIAL: cordas, plinto e caixa de areia. FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, tendo a sua frente duas cordas, o plinto e a caixa de areia, distantes de acordo com a faixa etária dos alunos. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem fazer a corrida de aproximação, com a média de cinco passadas, impulsionar com o pé de impulsão antes das cordas, passar sobre elas, apoiar novamente o pé impulsão sobre o plinto e saltar com os pés unidos na caixa de areia. VARIAÇÕES:  Os alunos devem fazer a corrida de aproximação, impulsionar com o pé de impulsão sobre o plinto, saltar elevando o quadril bem alto e cair com os pés unidos na caixa de areia. Salto na areia MATERIAL: caixa de areia e giz escolar. FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, em sua frente duas linhas traçadas com giz e na sequência uma caixa de areia. Determina-se a distância de acordo com a faixa etária dos alunos. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem fazer uma corrida de aproximação, com a média de cinco passadas, impulsionar com o pé de impulsão a primeira passada, fazer a segunda passada e saltar com os pés unidos na caixa de areia. Salto em distância MATERIAL: caixa de areia. FORMAÇÃO: alunos formando uma coluna, tentando a sua frente uma caixa de areia. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem fazer uma corrida de aproximação e saltar com os pés unidos, caindo dentro da caixa de areia, mantendo as pernas semiflexionadas. OBSERVAÇÃO: a atividade pode ser realizada em forma de composição. Pode marcar os saltos dos alunos e depois verificar qual deles saltou mais distante. Saltando com arcos MATERIAL: um arco para cada aluno.
  • 44. 44 FORMAÇÃO: alunos espalhados pelo local destinado à atividade, cada um de posse de um arco. DESENVOLVIMENTO: os alunos farão várias evoluções com o arco, trabalhando o salto em altura e em distância. VARIAÇÕES:  Apostar uma corrida com o arco.  Lançar o arco rolando para frente, ultrapassá-la na corrida e deixar que ele passe sob suas pernas.  Lançar o arco rolando para frente, ultrapassá-lo na corrida e realizar um salto sobre ele no sentido contrário ao rolamento do arco.  Alunos formando pequenos grupos, dispostos numa coluna. Um colega fica em frente da coluna de posse de todos os arcos. Este aluno lança os arcos rolando um a um, para que os colegas saltem por cima deles.  Alunos dispostos em duplas. Um aluno de posse de dois arcos. Este aluno lança os arcos em direção ao colega e este deve saltá-los e depois alcançá-los. CORRIDAS DE REVEZAMENTO Algumas sugestões de atividade que envolve corrida de revezamento Um de cada vez MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos formando círculos, com 3 ou 4 componentes. DESENVOLVIMENTO: os alunos devem contornar o círculo e voltar ao seu local de partida. Escolhe um aluno para iniciar o jogo e este, ao retornar a sua posição, toca a mão do seu colega da direita, o qual deve fazer o mesmo até que todos tenham realizado o percurso. VARIAÇÕES:  Os alunos devem passar um material de mão em mão.  Os alunos devem sair do seu lugar e além de contornar o círculo, devem correr até determinado ponto da quadra para depois retornar ao seu lugar. Colunas velozes MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos formando quatro colunas, duas colunas frente a frente. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, os primeiros alunos das duas colunas devem correr em direção à coluna respectiva frente a sua coluna, bater nas mãos do primeiro aluno e postar-se no final desta coluna. O aluno que foi tocado faz o mesmo procedimento e entra na coluna que estava a sua frente. Repete-se o procedimento até que todos os alunos voltem as suas posições de partida.
  • 45. 45 VARIAÇÕES:  O aluno que iniciar a corrida deve estar de posse de um bastão. Ele deve correr em direção à coluna da frente, entregar o bastão para o primeiro aluno e postar-se no final desta coluna. O aluno que receber o bastão faz o mesmo procedimento e entra na coluna que estava a sua frente. Repete-se o procedimento até que todos os alunos voltem aos seus lugares de partida.  Deslocar-se driblando uma bola com as mãos ou com os pés.  Deslocar-se pulando corda. Busca seu grupo MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos divididos em grupo, dispostos em colunas. Um aluno de cada coluna deve posicionar-se a certa distância frente ao seu grupo. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o aluno que está distante da sua coluna deve correr em direção a ela, dar as mãos para o primeiro aluno da coluna e os dois devem correr em direção ao local de partida. Depois, o aluno corre para buscar o segundo aluno, faz o mesmo procedimento e assim sucessivamente. Vence o primeiro aluno que trouxer todo o seu grupo para o local de partida. VARIAÇÕES:  Os alunos da coluna podem oferecer resistências na corrida.  Coloca uma marca dois metros antes da coluna. Quando o aluno chegar a esta marca, o primeiro aluno da coluna foge e deve ser apanhado. Em seguida, deve se encaminhá-la ao ponto de partida. Pega aí MATERIAL: bastões. FORMAÇÃO: alunos formando colunas, em quartetos. Um deles (o último da coluna) de posse de um bastão. DESENVOLVIMENTO: os alunos correm em velocidade moderada. O último aluno da coluna passa o bastão para o companheiro a sua frente. O qual deve estender a mão para trás para recebê-lo (sem olhar) e passá-lo da mesma forma ao colega da frente e assim por diante, até chegar às mãos do primeiro aluno da coluna. Este aluno posiciona-se por último na coluna e reinicia atividade. VARIAÇÕES:  Executar a corrida com elevação das pernas, com elevação dos calcanhares, etc.  Pode-se substituir o bastão por outros objetos (uma bola pequena, uma caneta, uma caixa de fósforo, etc.).  Determina-se uma área para cada aluno percorrer, havendo uma distância entre um aluno e outro.
  • 46. 46 Atenção, galera! MATERIAL: bastões. FORMAÇÃO: alunos em quartetos, posicionados em linha reta, distantes três metros aproximadamente um do outro. DESENVOLVIMENTO: o primeiro aluno da coluna entrega o bastão para o segundo aluno e volta ao seu lugar. Este o entrega para o terceiro aluno e volta para o seu lugar. O terceiro entrega o bastão para o quarto aluno e volta para seu lugar. Este último, pega o bastão, bate-o duas vezes no chão e inverte-se a operação até o bastão voltar ao ponto de partida. VARIAÇÕES:  Depois que o primeiro aluno passar o bastão, ele ocupa o lugar do colega que o recebeu. O último aluno que receber o bastão deve posicionar-se no lugar do primeiro aluno da coluna.  O aluno de posse do bastão deve correr em direção ao final da coluna, contornar um cone, retornar e deslocar-se até o início da coluna. Quando o aluno passar pelo seu lugar, deve entregar o bastão ao colega da frente. Este repete a movimentação. Todos os alunos saem do seu lugar e passam pelo início e fim da coluna e entregam o bastão ao colega que está a sua frente.  Fazer todo o percurso driblando uma bola, rolando um pneu ou um arco, pulando corda, etc.  Ao chegar aos cones, o aluno deve executar uma atividade (arremessar em um alvo, encestar uma bola, encontrar um grão de feijão num pacote de arroz, executar um rolamento sobre o colchão, vestir e tirar uma roupa, etc. Corrente elétrica MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos em duas fileiras, de mãos dadas. Uma coluna de costas para a outra. DESENVOLVIMENTO: o primeiro aluno da fileira aperta a mão do segundo e assim por diante até chagar ao último aluno da fileira. Este, ao sentir o aperto da mão levanta-se, corre até a linha demarcada e volta para sua fileira, sentando-se no início, para reiniciar a atividade. Vence a fileira que terminar a tarefa por primeiro. Todos os alunos devem correr. VARIAÇÕES:  Substituir o aperto de mão pela passagem de outro material, como: um bastão, uma bola, um saquinho de areia, uma peteca, etc.  Coloca-se na frente do primeiro aluno um balde com água e na linha demarcada, coloca-se uma garrafa plástica. Ao sinal do professor, o primeiro aluno da fileira enche o copo com água e passo-o aos outros alunos, até chegar ao último colega. Este deve correr até a linha demarcada e esvaziar o copo colocando a água dentro da garrafa plástica.
  • 47. 47  Colocar obstáculos pelo caminho (saltar alturas e distâncias, fazer rolamentos em colchões, ziguezaguear cones, etc.) para que o aluno que estão correndo ultrapasse-os. Organização MATERIAL: medicinebol. FORMAÇÃO: alunos formando duas ou três colunas. Em frente de cada coluna uma bola de medicinebol. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna deve correr contornar o medicinebol, voltar para sua coluna, bater as suas mãos na do próximo colega e postar-se em último lugar na coluna. Vence a equipe que terminar por primeiro a tarefa. VARIAÇÕES:  Colocar obstáculos pelo caminho (saltar alturas e distâncias, fazer rolamentos em colchões, ziguezaguear cones, etc.) para que o aluno que está correndo ultrapasse-os.  O primeiro aluno de cada coluna deve estar com um copo plástico com furos nas mãos e um balde com água a sua frente. Ao sinal do professor, o aluno deve encher o copo com água e correr em direção à medicinebol, onde encontrará uma garrafa plástica. Em seguida, deve colocar a água na garrafa plástica e retornar a sua coluna. Vence o grupo que encher a sua garrafa com mais água.  Ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna (de posse do bastão) deve correm contornar a medicinebol, voltar para sua coluna, entregar o bastão para o próximo colega e postar-se em último lugar na coluna. Vence a equipe que terminar a tarefa por primeiro.  O aluno que receber o bastão deve correr lentamente, antes que o próximo aluno se aproxime. Para isso, haverá uma marca no chão. Quando o aluno que estiver de posse do bastão ultrapassar esta marca no chão, o primeiro aluno da coluna deve sair correndo e o aluno que estiver com o bastão deve dar uma volta por trás da coluna e depois alcançar o colega, o qual passará o bastão. Pegue e corra MATERIAL: bastões. FORMAÇÃO: alunos formando quatro colunas (1-2; 3-4). Duas colunas frente a frente, distantes aproximadamente 20 metros uma da outra. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada coluna (1-2; 3-4) deve correr, entregar o bastão ao primeiro colega da coluna a sua frente e posicionar-se no final desta coluna. Vence a equipe que terminar o percurso por primeiro. VARIAÇÕES:  As colunas que trocam devem estar na diagonal (coluna 1 X coluna 4; coluna 2 X coluna 3). Os alunos da coluna, ao correrem, devem cruzar o caminho com os alunos do grupo adversário.
  • 48. 48  Na metade do percurso haverá um obstáculo (saltar certa distância, saltar alturas, ziguezaguear cones, etc.) que os alunos devem ultrapassar.  O aluno que receber o bastão deve ficar de costas. Ao recebê-lo, deve contornar uma coluna e correr na direção da coluna a sua frente. Preto X branco MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos formando duas equipes, posicionados sobre as linhas paralelas, distantes dois metros um do outro. DESENVOLVIMENTO: nomeiam-se as equipes: uma será a preta e a outra será a branca. O professor diz o nome de uma equipe. Esta, obedecendo à combinação feita anteriormente, deve fugir dos colegas da outra equipe ou pegá-los, dentro das linhas de fundo da quadra. Os alunos que forem pegos dão pontos à equipe que os capturou. Após várias repetições e conforme a pontuação define a equipe vencedora. VARIAÇÕES:  O professor lança um bastão para cima. Será o pegador o grupo que ficar mais próximo do local onde cair o bastão. Fugindo da bola MATERIAL: bola. FORMAÇÃO: alunos enfileirados sobre a terceira linha paralela. DESENVOLVIMENTO: o professor posiciona-se sobre a primeira linha paralela e lança a bola em direção aos alunos. Estes devem fugir assim que a bola ultrapasse a segunda linha, impedindo que ela alcance-os. VARIAÇÕES:  O professor pode lançar mais bolas aos alunos.  Os alunos que forem tocados pela bola ou que a perderem na corrida, devem pagar uma multa (prenda).  Os alunos devem partir para a corrida em determinada posição (agachados, deitados, sentados de frente para o professor, etc.). Passando de baixo para cima MATERIAL: bastão. FORMAÇÃO: alunos em duplas; cada aluno da dupla posicionando numa das linhas, frente a frente. O aluno da primeira linha deve estar de posse de um pequeno bastão. DESENVOLVIMENTO: após a explicação do professor, os alunos que estão na linha de trás saem para fazer a passagem ascendente (de baixo para cima) do bastão. Em seguida, invertem-se as posições.
  • 49. 49 VARIAÇÕES:  Dividir os alunos em trios. Cada aluno deve ficar numa das três fileiras. O primeiro grupo sai ao encalço do segundo grupo, o qual está de posse do bastão. Este grupo deve fugir do primeiro até que consiga passar o bastão ao terceiro grupo. Este grupo só estará salvo do primeiro quando conseguir ultrapassar a quarta linha demarcada.  O aluno, após passar o bastão para o parceiro, deve ocupar o seu lugar. O colega de posse do bastão deve correr até determinado ponto, bater o bastão sobre uma marca no chão ou parede e retornar entregando novamente o bastão ao parceiro que fará o mesmo procedimento, correndo até seu lugar inicial. Dá-se continuidade à atividade até que todos tenham fixado o movimento de passagem do bastão.  Realizar a atividade em forma de competição. Os alunos levam o bastão até o parceiro e ficam no lugar dele. O aluno de posse do bastão deve correr em direção a uma marca determinada, bater o bastão nesta marca e retornar, entregando-o ao parceiro novamente. Este deve correr para o seu lugar inicial. O aluno que chegar por primeiro será o vencedor.  Repetir todas as movimentações fazendo a passagem descendente (de cima para baixo) do bastão. Passa e corre MATERIAL: bastão. FORMAÇÃO: alunos em duplas, enfileirados em duas linhas. Um aluno de cada dupla posicionado em uma linha. DESENVOLVIMENTO: os alunos que estão na linha de trás ficam de posse do bastão e saem para fazer a passagem deste. Enquanto isto, o aluno que recebeu o bastão troca no seu no seu lugar. O aluno que passou o bastão ultrapassa seu colega para esperar novamente a passagem/recebimento do bastão. VARIAÇÕES:  O aluno que recebeu o bastão deve correr até a primeira linha, enquanto o seu parceiro avança uma linha a sua frente. O aluno de posse do bastão alcança seu parceiro e os dois fazem a mesma movimentação; a cada passagem do bastão, os alunos avançam uma linha a sua frente. Vence a dupla que chegar por primeiro ao final do percurso.  O aluno que receber o bastão deve executar um determinado exercício (dez saltos afastando e unindo as pernas, saltar alternadamente com dois e um pé dez vezes, etc. Agora é pra valer MATERIAL: bastões e giz escolar. FORMAÇÃO: alunos em quartetos. O professor risca uma pista similar a de atletismo.
  • 50. 50 DESENVOLVIMENTO: conforme o espaço disponível para realização da atividade, duas ou três equipes devem competir por vez. O professor posiciona os alunos nos respectivos lugares e dá o sinal de partida. As equipes devem passar o bastão até completarem o percurso. Revezamento na coluna MATERIAL: pequenos bastões ou um material menor (bola, saquinho de areia, etc.) FORMAÇÃO: alunos divididos em grupos, dispostos em colunas. Cada coluna de posse de um bastão. DESENVOLVIMENTO: os alunos formam uma coluna. O último aluno da coluna passa o material para frente até chegar às mãos do primeiro aluno da coluna. Este sai correndo em direção a um cone, contorna-o e volta à coluna, entrando no lugar do último aluno. Depois, repete-se toda movimentação. Vence o grupo que executar a movimentação completa mais rápido. Revezamento em grupo MATERIAL: arcos, banco, cones, corda, corda elástica, pequenos bastões, etc. FORMAÇÃO: alunos divididos em grupos de quatro elementos. Monta-se um pequeno circuito com os materiais em forma de obstáculos para serem saltados ou ultrapassados. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, um aluno de cada grupo sai correndo pelo circuito ultrapassando os materiais, faz a volta completa e volta ao ponto inicial, onde rapidamente tocará nas mãos do próximo companheiro do grupo que executará o percurso. Vence o primeiro grupo que terminar o percurso. VARIAÇÃO:  Colocar um aluno de cada grupo após um dos obstáculos do percurso. Vence o grupo que voltar à posição inicial primeiro. Revezamento em cruz MATERIAL: quatro bastões pequenos e quatro cones. FORMAÇÃO: aos alunos divididos em quatro colunas, dispostas frente a frente, formando uma cruz. O primeiro aluno de cada grupo de posse de um bastão. Os cones ficam de “esquinas”, entre um grupo e outro. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o aluno de posse do bastão sai correndo, dá a volta no circuito, passando por trás dos cones, retorna ao seu grupo e entrega o bastão ao próximo aluno que fará a mesma movimentação. Vence o grupo que finalizar a passagem dos bastões para todos os seus integrantes.
  • 51. 51 VARIAÇÕES:  O último aluno da coluna inicia o jogo com o bastão. Ao sinal do professor, este aluno deve passá-lo ao colega da frente e assim por diante, até chegar ao primeiro aluno. Este, de posse o bastão, sai correndo para fazer o percurso. Ao retornar ao seu grupo, entra no lugar do último aluno da coluna e o grupo fará toda a movimentação de passagem do bastão de um em um até chegar ao primeiro aluno novamente. Repete-se a movimentação até que todos tenham feito o percurso.  Os alunos da coluna podem passar uma bola de mãos em mãos por baixo das pernas, por cima da cabeça, etc. Gato e rato com bastão MATERIAL: um bastão. FORMAÇÃO: alunos espalhados pelo espaço destinado à atividade. Um aluno será o fugitivo e estará de posse do bastão e o outro será o pegador. DESENVOLVIMENTO: o pegador corre perseguindo o aluno que estiver de posse do bastão. Quando este sentir ameaçado, deve passar o bastão a um aluno qualquer. Se o fugitivo for tocado antes de passar o bastão, troca de lugar com o pegador. VARIAÇÕES:  O fugitivo estará de posse de uma bola.  O pegador conta até dez e se o fugitivo não passar o bastão, deve entregá-lo ao colega, tornando-se o pegador. Revezamento em círculo MATERIAL: um bastão para cada grupo. FORMAÇÃO: alunos divididos em grupos, disposto sem um grande círculo. Cada grupo de posse de um bastão. DESENVOLVIMENTO: ao sinal do professor, o aluno de posse do bastão sai correndo, contornando o círculo do seu grupo e quando chegar passa o bastão ao colega do lado. Este aluno repete a movimentação assim como todos os integrantes do grupo. Vence o grupo que terminar a tarefa por primeiro. VARIAÇÕES:  Todos os grupos estarão organizados no mesmo círculo, intercalando- se. Ao sinal do professor, o primeiro aluno de cada grupo sai correndo dando a volta no círculo entrega o bastão ao próximo integrante do seu grupo e permanece em seu lugar. Vence o grupo que passar primeiro o bastão para todos os seus integrantes.  Substitui-se o bastão por outros materiais, como: arcos, bola, saquinho de areia, etc.
  • 52. 52 CORRIDAS DE VELOCIDADE Algumas sugestões de atividade que envolve corrida de velocidade. O último pega MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos em quartetos, espalhados pelo espaço destinado à atividade. DESENVOLVIMENTO: um dos alunos toca nas mãos estendidas dos outros três colegas, o último a levar a palmada sai correndo, tentando pegar o colega que o tocou. Depois, troca-se o aluno responsável por tocar nas mãos dos colegas. VARIAÇÕES:  Os alunos devem ficar de costas e um colega os toca nas costas. O último colega que for tocado deve girar e correr atrás do colega que o tocou.  Pode-se variar a posição da saída dos alunos que pegam: sentados, ajoelhados, deitados, etc.  Aumentar o número de integrantes dos grupos.  Um aluno ameaça tocar nas mãos dos outros alunos e aquele que realmente for tocado pelo colega deve correr para fugir dos demais até chegar a um “pique”.  Os alunos podem combinar duas palavras: uma delas significa que o colega deve ficar imóvel e outra significa que o colega deve persegui-lo. O aluno que tocar os outros alunos o mesmo instante que fizer o movimento, diz a palavra. Fuga correndo MATERIAL: a atividade não requer o uso de material. FORMAÇÃO: alunos em duplas, espalhados pelo espaço destinado à atividade. DESENVOLVIMENTO: as duplas saem correndo lentamente. O aluno que está à frente tenta escapar do colega que está atrás, dando piques e fazendo fintas de corpo. VARIAÇÕES:  Os dois alunos correm no mesmo ritmo, lentamente. Ao sinal do professor, o primeiro aluno deve fugir do segundo.  Os dois alunos correm no mesmo ritmo, lentamente. Quando o colega da frente correr, dá um sinal para o parceiro correr atrás.  Os dois alunos correm no mesmo ritmo, lentamente. O colega de trás deve fugir aumentando a velocidade da sua corrida, passando na frente do parceiro.