O que é o método científico? Observar fenômenos, interpretar fatos e levantar hipóteses fazem parte do método científico.
ET assistindo jogo de futebol
O ET e o cientista
Hipóteses e previsões A partir de uma hipótese, podemos gerar previsões (se... então...). Essas previsões direcionam a coleta de dados na pesquisa científica.
Um exemplo: observação de comportamento de predação Predador: o esgana-gata ( Gasterosteus aculeatus ) é um peixe nativo do norte da Europa, norte da Ásia  e América do norte. Presa: a pulga d’água ( Daphnia  sp.) é um pequeno (0.2 a 5 mm) crustáceo aquático.
1- Tempo até primeira predação Situação A : 2 peixes em um tanque com daphnias  => primeira predação em 21.3 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (6s, 2s, 10s, 4s, 8s, 11s) Situação B : 4 peixes em um tanque com daphnias. => primeira predação em 16 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (4s, 2s, 3s, 8s, 3s, 6s, 4s)
1- Tempo até primeira predação Situação C : 1 peixe em um tanque com daphnias  => primeira predação em 42.5 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (14s, 3s, 3s, 12s, 2s, 21s) Situação D : 10 peixes em um tanque com daphnias => primeira predação em 8 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (4s, 3s, 6s, 10s, 2s, 2s, 5s)
1- tempo até primeira predação Avaliação preliminar (busca de um padrão): a primeira captura ocorre mais rapidamente quando há mais peixes no tanque  (1 peixe = 42,5s; 2 peixes = 21,3s; 4 peixes = 16s; 10 peixes = 8s) o tempo sem mobilidade  tende  a ser maior quando há menos peixes no tanque  (1 peixe = 55s; 2 peixes = 41s;  4 peixes = 30s; 10 peixes = 32s )
1- tempo até primeira predação Observação:  O tempo para a primeira predação tende a ser menor quando mais peixes estão no tanque. Hipótese:  Em grupo, os peixes sentem-se mais seguros e gastam menos tempo vigilantes contra predadores, sobrando mais tempo para partirem para predação. Previsão:  A taxa de alimentação individual irá aumentar quanto maior for o número de peixes no tanque.
1- tempo até primeira predação Observação:  A quantidade de tempo sem movimentação na água tende a diminuir quando mais peixes estão no tanque. Hipótese:  Ausência de movimento reflete vigilância contra predadores. Em grupo, os peixes sentem-se mais seguros e gastam menos tempo vigilantes. Previsão:  O tempo sem movimento irá diminuir em grupos mais numerosos de peixes, mas irá aumentar para grupos de qualquer número se os peixes forem alarmados.
2- Número e tamanho das presas Um peixe sozinho no tanque por 5 min: peixe A: capturou 1 daphnia gde, 4 médias e 1 peq peixe B: capturou 4 pequenas peixe C: capturou 2 médias e 1 pequena peixe D: capturou 5 pequenas peixe E: capturou 4 médias peixe F (particularmente grande): capturou 6 grandes e 4 médias
2- Número e tamanho das presas Avaliação preliminar (busca de um padrão): há variação no número e tamanho das presas capturadas peixes maiores capturam presas maiores?
2- Número e tamanho das presas Observação:  O peixe maior capturou daphnias maiores que os demais peixes observados. Hipótese:  O tamanho corpóreo do predador influi no tamanho da presa considerada mais viável (+ energia conseguida por tempo despendido na predação). Previsão:  Tendo chance, os peixes vão capturar as presas mais viáveis. A viabilidade da presa irá correlacionar-se diretamente ao tamanho do predador.
Previsões => teste “planejar” o experimento: Dividir em grupos experimentais para comparação –  ex. A: grupo 1= peixes alarmados e grupo 2 = peixes não alarmados; ex. B: grupo 1 = peixes que comem presas pequenas, grupo 2 = presas médias, grupo 3 = presas grandes Mensurar as variáveis –  ex: como medir os períodos sem movimento? Escolha de intervenções similares à situação natural –  ex.: como escolher o estímulo de alarme a ser usado no experimento?
Processo científico As  previsões  derivadas de  hipóteses  direcionam o delineamento de  experimentos  para testar as hipóteses;   Como resultado do teste,  as hipóteses podem ser rejeitadas, provisoriamente aceitas ou modificadas  a fim de gerar outras hipóteses testáveis; Os  resultados e conclusões  são apresentados em  comunicações científicas .
Comunicações científicas Oral: congressos, simpósios, conferências; Escrita: artigo científico publicado em periódico com revisão por pares  – 5 sessões principais que reproduzem os passos da pesquisa. => Dados não são apresentados brutos, mas sim sintetizados sob a forma de gráficos, tabelas e resultados de análises estatísticas.
De onde surgem as perguntas em ciência? curiosidade; observação casual; observação exploratória  (quando já se tem uma hipótese em mente); estudos prévios.
O conhecimento científico muda novas descobertas; desenvolvimento de novos conceitos e teorias. => As teorias são as melhores explicações que temos em determinado momento sobre certo conjunto de fenômenos. Portanto, as “verdades” em ciência são provisórias.
Fato – Hipótese – Teoria Fato:  uma verdade conhecida por experiência ou observação;   Hipótese:  uma proposição testável que procura explicar a ocorrência de um ou mais fenômenos; Teoria:  um conjunto coerente de proposições que explica uma classe de fenômenos. É suportada por conjunto de evidências e pode ser usada para prever observações futuras.
O que a ciência não é Não é certeza e não é verdade. Não é tecnologia: gera conhecimento (esse pode ou não virar tecnologia); pode ou não usar tecnologia na pesquisa.
Falhas no método científico? Cientistas são seres humanos: medos, “crenças”, interesses pessoais etc. – dados fraudados, dados guardados etc. Mas será que o fato de o cientista ser falível torna a ciência falível? – a longo prazo não.
Artigo de Stanley Temple (Science,1977) Calvária :  árvore nas Ilhas Maurício; maior população = 13 indivíduos com + de 300 anos de idade; semente com casca muito grossa. Dodô :  pássaro extinto em 1680. Moela muito poderosa seria capaz de triturar casca dessa semente.  Hipótese : extinção do dodô teria impedido a germinação de novos indivíduos de calvária, condenando mais uma espécie à extinção.
Mas...   trabalhos publicados em 1941 e 1946: as sementes da Calvaria germinam mesmo sem abrasão na sua casca, pois racha após tempo no solo;  dodôs comiam mesmo sementes de calvária?;  em 1991, novo censo populacional apontou maior número de calvárias. Experimento realizado por Temple: 17 sementes ingeridas por perus = 3 sementes que germinaram PROBLEMAS: não colocou 17 sementes no solo diretamente; perus esmagaram 40% das sementes, mas dodôs eram 3 vezes maiores. Uma hipótese nada vale se os fatos não a sustentarem.
Modelo:  ciclo predador-presa Densidade das populações de lebre (presa) e lince (predador) =>  censo indireto por meio do no. de peles vendidas por caçadores a uma companhia de peles em Hudson Bay, no Canadá.
Teias alimentares nenhum par de predador-presa ou parasita-hospedeiro existe isoladamente => teia complexa de interações tróficas. há efeitos diretos e indiretos que uma espécie pode ter sobre outras do mesmo ou de outros níveis tróficos =>  como estudar isso?
Intervenção em sistema natural uma forma é introduzir ou remover espécies. estudo conduzido por 2 anos em comunidade na costa NE dos EUA => exclusão das aves e avaliação da variação em abundância de lapas, cracas, mexilhões e algas.
Intervenção em sistema natural aves lapas algas L. digitalis  ocorre sobre cracas suavemente coloridas (camuflagem); L. pelta  ocorre sobre mexilhões; cracas X mexilhões cracas X algas cracas
Controle de teias alimentares As teias alimentares são controladas de baixo para cima ou de cima para baixo? baixo para cima: concentração de nutrientes, disponibilidade de presa; cima para baixo: no. de predadores controlando o no. de presas. Como analisar isso?
Controle de teias alimentares => situação hipotética: comunidades com 1, 2, 3 e 4 níveis tróficos => teste: escolha de bons modelos no ambiente natural
Modelo de sistema com 3 níveis tróficos Great Salt Lake, EUA: fitoplâncton  zooplâncton ( Artemia  sp.) inseto predador ( Trichorixa verticalis )
Previsão (se... então...) se o padrão é continuado, espera-se que em uma sistema de 4 níveis tróficos: produtores e carnívoros 1arios. sejam limitados de cima para baixo; herbívoros e carnívoros 2arios. sejam limitados de baixo para cima.
Modelos com 4 níveis tróficos
(Algumas) novas perguntas De todas as teias alimentares imagináveis na natureza, existem tipos particulares que nós tendemos a observar repetidamente? As teias alimentares reais têm propriedades particulares? Algumas estruturas de teias alimentares são mais estáveis do que outras?

Metodologia Científica em Ecologia

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    O que éo método científico? Observar fenômenos, interpretar fatos e levantar hipóteses fazem parte do método científico.
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  • 3.
    O ET eo cientista
  • 4.
    Hipóteses e previsõesA partir de uma hipótese, podemos gerar previsões (se... então...). Essas previsões direcionam a coleta de dados na pesquisa científica.
  • 5.
    Um exemplo: observaçãode comportamento de predação Predador: o esgana-gata ( Gasterosteus aculeatus ) é um peixe nativo do norte da Europa, norte da Ásia e América do norte. Presa: a pulga d’água ( Daphnia sp.) é um pequeno (0.2 a 5 mm) crustáceo aquático.
  • 6.
    1- Tempo atéprimeira predação Situação A : 2 peixes em um tanque com daphnias => primeira predação em 21.3 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (6s, 2s, 10s, 4s, 8s, 11s) Situação B : 4 peixes em um tanque com daphnias. => primeira predação em 16 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (4s, 2s, 3s, 8s, 3s, 6s, 4s)
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    1- Tempo atéprimeira predação Situação C : 1 peixe em um tanque com daphnias => primeira predação em 42.5 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (14s, 3s, 3s, 12s, 2s, 21s) Situação D : 10 peixes em um tanque com daphnias => primeira predação em 8 s => períodos sem movimentação num intervalo de 10 min (4s, 3s, 6s, 10s, 2s, 2s, 5s)
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    1- tempo atéprimeira predação Avaliação preliminar (busca de um padrão): a primeira captura ocorre mais rapidamente quando há mais peixes no tanque (1 peixe = 42,5s; 2 peixes = 21,3s; 4 peixes = 16s; 10 peixes = 8s) o tempo sem mobilidade tende a ser maior quando há menos peixes no tanque (1 peixe = 55s; 2 peixes = 41s; 4 peixes = 30s; 10 peixes = 32s )
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    1- tempo atéprimeira predação Observação: O tempo para a primeira predação tende a ser menor quando mais peixes estão no tanque. Hipótese: Em grupo, os peixes sentem-se mais seguros e gastam menos tempo vigilantes contra predadores, sobrando mais tempo para partirem para predação. Previsão: A taxa de alimentação individual irá aumentar quanto maior for o número de peixes no tanque.
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    1- tempo atéprimeira predação Observação: A quantidade de tempo sem movimentação na água tende a diminuir quando mais peixes estão no tanque. Hipótese: Ausência de movimento reflete vigilância contra predadores. Em grupo, os peixes sentem-se mais seguros e gastam menos tempo vigilantes. Previsão: O tempo sem movimento irá diminuir em grupos mais numerosos de peixes, mas irá aumentar para grupos de qualquer número se os peixes forem alarmados.
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    2- Número etamanho das presas Um peixe sozinho no tanque por 5 min: peixe A: capturou 1 daphnia gde, 4 médias e 1 peq peixe B: capturou 4 pequenas peixe C: capturou 2 médias e 1 pequena peixe D: capturou 5 pequenas peixe E: capturou 4 médias peixe F (particularmente grande): capturou 6 grandes e 4 médias
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    2- Número etamanho das presas Avaliação preliminar (busca de um padrão): há variação no número e tamanho das presas capturadas peixes maiores capturam presas maiores?
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    2- Número etamanho das presas Observação: O peixe maior capturou daphnias maiores que os demais peixes observados. Hipótese: O tamanho corpóreo do predador influi no tamanho da presa considerada mais viável (+ energia conseguida por tempo despendido na predação). Previsão: Tendo chance, os peixes vão capturar as presas mais viáveis. A viabilidade da presa irá correlacionar-se diretamente ao tamanho do predador.
  • 14.
    Previsões => teste“planejar” o experimento: Dividir em grupos experimentais para comparação – ex. A: grupo 1= peixes alarmados e grupo 2 = peixes não alarmados; ex. B: grupo 1 = peixes que comem presas pequenas, grupo 2 = presas médias, grupo 3 = presas grandes Mensurar as variáveis – ex: como medir os períodos sem movimento? Escolha de intervenções similares à situação natural – ex.: como escolher o estímulo de alarme a ser usado no experimento?
  • 15.
    Processo científico As previsões derivadas de hipóteses direcionam o delineamento de experimentos para testar as hipóteses; Como resultado do teste, as hipóteses podem ser rejeitadas, provisoriamente aceitas ou modificadas a fim de gerar outras hipóteses testáveis; Os resultados e conclusões são apresentados em comunicações científicas .
  • 16.
    Comunicações científicas Oral:congressos, simpósios, conferências; Escrita: artigo científico publicado em periódico com revisão por pares – 5 sessões principais que reproduzem os passos da pesquisa. => Dados não são apresentados brutos, mas sim sintetizados sob a forma de gráficos, tabelas e resultados de análises estatísticas.
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    De onde surgemas perguntas em ciência? curiosidade; observação casual; observação exploratória (quando já se tem uma hipótese em mente); estudos prévios.
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    O conhecimento científicomuda novas descobertas; desenvolvimento de novos conceitos e teorias. => As teorias são as melhores explicações que temos em determinado momento sobre certo conjunto de fenômenos. Portanto, as “verdades” em ciência são provisórias.
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    Fato – Hipótese– Teoria Fato: uma verdade conhecida por experiência ou observação; Hipótese: uma proposição testável que procura explicar a ocorrência de um ou mais fenômenos; Teoria: um conjunto coerente de proposições que explica uma classe de fenômenos. É suportada por conjunto de evidências e pode ser usada para prever observações futuras.
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    O que aciência não é Não é certeza e não é verdade. Não é tecnologia: gera conhecimento (esse pode ou não virar tecnologia); pode ou não usar tecnologia na pesquisa.
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    Falhas no métodocientífico? Cientistas são seres humanos: medos, “crenças”, interesses pessoais etc. – dados fraudados, dados guardados etc. Mas será que o fato de o cientista ser falível torna a ciência falível? – a longo prazo não.
  • 22.
    Artigo de StanleyTemple (Science,1977) Calvária : árvore nas Ilhas Maurício; maior população = 13 indivíduos com + de 300 anos de idade; semente com casca muito grossa. Dodô : pássaro extinto em 1680. Moela muito poderosa seria capaz de triturar casca dessa semente. Hipótese : extinção do dodô teria impedido a germinação de novos indivíduos de calvária, condenando mais uma espécie à extinção.
  • 23.
    Mas... trabalhos publicados em 1941 e 1946: as sementes da Calvaria germinam mesmo sem abrasão na sua casca, pois racha após tempo no solo; dodôs comiam mesmo sementes de calvária?; em 1991, novo censo populacional apontou maior número de calvárias. Experimento realizado por Temple: 17 sementes ingeridas por perus = 3 sementes que germinaram PROBLEMAS: não colocou 17 sementes no solo diretamente; perus esmagaram 40% das sementes, mas dodôs eram 3 vezes maiores. Uma hipótese nada vale se os fatos não a sustentarem.
  • 24.
    Modelo: ciclopredador-presa Densidade das populações de lebre (presa) e lince (predador) => censo indireto por meio do no. de peles vendidas por caçadores a uma companhia de peles em Hudson Bay, no Canadá.
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    Teias alimentares nenhumpar de predador-presa ou parasita-hospedeiro existe isoladamente => teia complexa de interações tróficas. há efeitos diretos e indiretos que uma espécie pode ter sobre outras do mesmo ou de outros níveis tróficos => como estudar isso?
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    Intervenção em sistemanatural uma forma é introduzir ou remover espécies. estudo conduzido por 2 anos em comunidade na costa NE dos EUA => exclusão das aves e avaliação da variação em abundância de lapas, cracas, mexilhões e algas.
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    Intervenção em sistemanatural aves lapas algas L. digitalis ocorre sobre cracas suavemente coloridas (camuflagem); L. pelta ocorre sobre mexilhões; cracas X mexilhões cracas X algas cracas
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    Controle de teiasalimentares As teias alimentares são controladas de baixo para cima ou de cima para baixo? baixo para cima: concentração de nutrientes, disponibilidade de presa; cima para baixo: no. de predadores controlando o no. de presas. Como analisar isso?
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    Controle de teiasalimentares => situação hipotética: comunidades com 1, 2, 3 e 4 níveis tróficos => teste: escolha de bons modelos no ambiente natural
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    Modelo de sistemacom 3 níveis tróficos Great Salt Lake, EUA: fitoplâncton zooplâncton ( Artemia sp.) inseto predador ( Trichorixa verticalis )
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    Previsão (se... então...)se o padrão é continuado, espera-se que em uma sistema de 4 níveis tróficos: produtores e carnívoros 1arios. sejam limitados de cima para baixo; herbívoros e carnívoros 2arios. sejam limitados de baixo para cima.
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    Modelos com 4níveis tróficos
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    (Algumas) novas perguntasDe todas as teias alimentares imagináveis na natureza, existem tipos particulares que nós tendemos a observar repetidamente? As teias alimentares reais têm propriedades particulares? Algumas estruturas de teias alimentares são mais estáveis do que outras?

Notas do Editor

  • #2 O que é método científico? [alguém já ouviu essa expressão, sabe o que significa?] // Lembrar que já aprenderam a diferenciar fatos de hipóteses – pedir que expliquem.
  • #3 É quase certo que após algum tempo observando a partida e depois de vários palpites errados, o visitante extraterrestre fosse capaz de compreender a maior parte das regras do nosso futebol.
  • #10 Outra hipótese: por causa de competição intraespecífica, os peixes são mais rápidos ao capturar suas presas quando em grupo do que quando sozinhos, sem competidores.
  • #11 Outra hipótese: na ausência de competidores, os peixes podem dar-se ao luxo de despender mais tempo escolhendo a presa que lhe pareça mais viável.
  • #15 Importante escolher a forma como os dados serão coletados e analisados.
  • #17 Exemplo de artigo em ecologia: http://www.plosbiology.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pbio.0060300
  • #19 Discutir o uso coloquial da palavra “teoria”, que remonta à ideia de ausência de provas, de falibilidade etc.
  • #20 Ex. de fatos: a dureza do ferro, o número de costelas no corpo do esquilo, a existência de fósseis de dinossauros // LEI: (“menos que teoria”): explica de forma simples e concisa (geralmente enunciada de forma matemática) um fato bem estabelecido, com hipóteses amplamente testadas e validadas. Mais comum em física e química que em biologia.
  • #21 A- os cientistas desenvolveram conhecimento suficiente sobre radiação de forma a possibilitar o desenvolvimento do aparelho de microondas; b- ornitólogo usa observação, anotações, anilhas...
  • #24 Cientistas podem se apaixonar por suas hipóteses, mesmo que os dados não as sustentem. Mas essa informação será testada, em algum momento, por outros cientistas e pode cair por terr se não for bem substanciada.
  • #25 Modelo: serve para ilustrar a observação que a interação entre duas espécies tende a gerar oscilações (as presas aumentam na ausência de predadores. A abundância de presas leva à abundância de predadores). No modelo: as presas estão simbolizadas em azul, e seu máximo antecede o do predador.
  • #29 Uma questão que pode surgir [a partir do exemplo das lapas]...
  • #30 Está ilustrado, para cada nível, se o controle é previsto ser de baixo para cima (B) ou de cima para baixo (T) e se as dinâmicas populacionais são determinadas principalmente por competição ou predação
  • #31 Em situações de redução de salinidade, inseto preda mais o zooplâncton, o que resulta em aumento de fitoplâncton. Assim, os herbívoros estão sujeitos ao controle de cima para baixo e os carnívoros ao controle de baixo para cima.
  • #34 Necessitamos de respostas para determinar, por exemplo, se algumas comunidades são mais frágeis e necessitam de maiores cuidados de conservação ambiental.