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Livro de magia 
O que é magia branca – Introdução 
Os conceitos de Magia, Esoterismo, Espiritualismo etc., sempre estiveram ligados à Humanidade ao 
longo da história. As doutrinas esotéricas não eram motivo de estudos de ignorantes, supersticiosos e 
medrosos, como quer que se acredit e e aceit e na atualidade, mas por uma ―nobreza‖que tem mant ido 
a chama de um Conhecimento Superior. É essa mesma Tocha do supremo conhecimento espiritual a 
que sempre foi barreira contra a ignorância, as trevas, o caos, a intolerância. 
A própria definição de Magia expressa bem sua verdadeira finalidade. Do persa Magh, que significa 
Sábio, essa palavra originou outras, como Magister, Magistério e Magnum. Portanto, Magia vem 
signif icar, basicamente, a sabedoria de todo o conhecimento que capacita o homem a desvendar e 
dominar o Universo, a Natureza e a si próprio. 
Outro termo para Magia é a aplicação da Consciência e da Vontade 
sobre todas as forças da Natureza, não só as físicas, tridimensionais, mas aquelas que estão fora d a 
esfera de nossos cinco sentidos. Em síntese, é a aplicação da ciência e da vontade sobre as diversas 
manifest ações da vida. É a Ciência Tot al… 
Origens Fantásticas da Magia 
Em seu livro apócrifo, o profeta Enoch nos fala sobre as origens de muitos ramos do 
conheciment o: ―Quando os filhos dos homens se mult iplicaram naqueles dias, aconteceu que lhes 
nasceram filhas elegantes e belas‖. 
E quando os Anjos, os Filhos dos Céus, as viram, ficaram apaixonados por elas… ―E escolheram cada 
qual uma mulher; e delas se aproximaram e coabitaram com elas; e lhes ensinaram a feitiçaria, os 
encantamentos e as propriedades das raízes e das árvores. 
E continua Enoch, afirmando que os Anjos caídos, ainda com bastante Conhecimento, ensinaram a 
arte de resolver os sortilégios, observar as estrelas, os caracteres mágicos, os movimentos da Lua, a 
arte de interpretar os signos, confeccionar talismãs etc. (VideLivro de Enoch, cap. 8). Que época é 
essa, citada por Enoch? 
Em sua portentosa obra O Timeu, Platão nos comenta que ouvira falar de uma legendária e poderosa 
civilização, a atlante, da boca de seu avô Crisitos, o qual ouvira do próprio Sólon ensinamentos dados 
a ele por sacerdotes-magos do templo egípcio de Saís. 
Segundo nos repassa Platão, essa civilização, a Atlântida, foi um conjunto de sete gigantescas ilhas 
que ficavam além das Colunas de Hércules, quer dizer, no Oceano Atlântico. Para o sábio discípulo de 
Sócrates, a origem de todo o conhecimento espiritual e
mágico foi atlante. Numa passagem do Timeu, lê-se: ―Os at lant es eram uma raça de Deuses que 
degenerou da sua origem celeste porque se aliou frequentemente com as filhas dos mortais; por isso, 
Júpiter os puniu, destruindo o país que habit avam‖. 
Ou seja, a origem de todo o Conhecimento remonta à Atlântida, aos arcaicos períodos de nossa 
história, em nada aceitos pela ciência materialista de hoje. Temos como fiéis 4 depositários dos 
atlantes os egípcios (os quais, por meio dos gregos e depois dos árabes, foram a base de toda a 
magia ocidental). Temos também como filhos dessa tradição esotérica atlante os indianos e chineses, 
pelo lado oriental, e os maias, incas e astecas, nas Américas. 
Estudando-se as raízes linguísticas de muitos povos que oficialmente nada têm em comum, 
percebemos muitas palavras semelhantes, senão, idênticas. Temos como exemplo o maia e o chinês 
mandarim, onde foram achadas mais de 50 palavras de pronúncia e significado idênticos. 
A Magia no Oriente 
O Yoga indiano e suas sete modalidades e as artes marciais têm algo em comum, que é atlante. Eram 
considerados como disciplinas que permitiam dominar o corpo físico e seus canais de energia para um 
pleno reconhecimento e manipulação da Alma. Os sete Yogas são: Hatha (físico), Raja (mecanismos 
mentais), Mantra (palavras de poder), Bhakti (devoção e serenidade), Jnana (conhecimento superior-gnose), 
Karma (direitos e deveres sociais e morais) e Tantra (o mais elevado de todos). 
O termo Yoga é o mesmo que religião, religare, ou seja, a arte de recriar aquele elo entre o humano e 
o divino, em todos os seus aspectos. Quanto às tradições marciais, sabe -se que elas foram 
recompiladas e reorganizadas por Bodydharma, um dos principais discípulos de Buda, que 
―evangelizou‖ a China. O Kung Fu, que originou as múltiplas técnicas marciais, tinha como finalidade 
dominar e movimentar as energias interiores e elementais, além, é claro, da mera defesa pessoal. 
Segundo certas tradições, algumas das linhas marciais, organizadas por Bodydharma, foram: os 
caminhos do Dragão, da Serpente, do Macaco, da Águia, do Bêbado etc. (há mais de 360 caminhos no 
Kung Fu), muito semelhantes às Ordens guerreiras das culturas americanas, como veremos logo em 
seguida. Além disso tudo vemos a magia e o conhecimento esotérico inseridos em outros ciclos, 
encabeçados por Fo-Hi e Lao-Tzu na China, Son-Mon e o Xintoísmo no Japão, Kumbu na Tailândia e 
Camboja, o Xamanismo original ao norte da Ásia e o Budismo tântrico tibetano de Marpa, Tsong-Kapa, 
Milarepa e outros. 
A Magia nas Américas 
Os astecas, incas e maias são as culturas que mais se expandiram nas Américas. Diz -se que foram 
colônias atlantes e por isso eram possuidores de altíssimo e complexo domínio da matemática, 
astronomia, religião e agricultura. Ainda hoje suas ordens esotéricas são um mistério. Quase todos 
seus escritos, estátuas sagradas e mesmo seus templos e sábios, foram destruídos pelos ávidos 
conquistadores europeus.
Vemos algumas Ordens monástico-militares que se dedicaram ao pleno desenvolvimento das artes 
mágicas e de todos os poderes humanos e divinos. Entre os astecas e maias, temos os Cavaleiros 
T igres e os Cavaleiros Águias (cujo lema mágico era ―Nós nos Dominamos‖) e ent re os incas sabemos 
da presença dos sagrados Cavaleiros Condores. Esses sacerdotes índios nos legaram práticas 
misteriosas e fantásticas, tais como a Magia Elemental, o Nagualismo (estudaremos esse tema mais 
adiante), o domínio da psicologia interior etc. 
As tradições orientais e americanas são muito complexas e de difícil compreensão e aprendizagem. 
Não obstante, os princípios de suas Ciências Mágicas eram os mesmos, somente o modo de expressá-los 
é que difere. 
Plantas de Poder 
Esse é um tema bastante espinhoso, dadas as suas implicações legais e morais nos dias de hoje, além 
da espantosa proliferação e mau uso, pela juventude, de alguns produtos sintetizados. Sob 
circunstâncias rigorosamente controladas, os Magos de todo o mundo, principalmente americanos, 
aceleravam o desenvolvimento dos poderes paranormais de seus discípulos, a fim de fazê-lo 
reconhecer o Mundo Oculto. Essas Plantas de Poder têm a capacidade de alterar o sistema endócrino, 
ativando assim todos os Chacras da Anatomia Oculta do Homem, despertando seus sentidos 
paranormais. 
Certas ervas, raízes, cogumelos, cipós etc., possuem um poder elemental e bioquímico capazes de 
mostrar um mundo totalmente novo aos olhos de nossa Consciência. Esse foi um legado da Magia 
primitiva, infelizmente adulterado na atualidade. 
A Magia no Ocidente 
Um dos maiores depositários da sabedoria egípcio-atlante foi certamente Hermes Trismegisto. Certas 
tradições gnósticas dizem que Metraton, Enoch, Íbis de Toth e o próprio Hermes eram o mesmo 
Mestre, o mesmo Ser. Atribui-se a Enoch a criação dos alfabetos egípcio e hebraico, A Tábua de 
Esmeralda e a organização e codificação da Alquimia. Foi o fiel depositário da tradição espiritual no 
Tarô e na Cabala (Torá), além de ser o organizador dos Axiomas Herméticos. 
Os egípcios conseguiram fecundar maravilhosamente a magia e as religiões dos hebreus, gregos, 
romanos e árabes. Com a posterior decadência, o Egito entregou seu conhecimento às correntes 
esotéricas dos árabes, denominadas de Sufismo. A expansão do islamismo por todo o Oriente, norte 
da África e depois pela Península Ibérica, leva a uma revalorização do esoterismo europeu. 
A maioria dos sábios e ordens esotéricas na Europa bebeu da fonte súfi: os Templários, Cátaros, Rosa-cruzes, 
Maçons, Dante Alighieri, Roger Bacon, Francisco de Assis, São Malaquias, Paracelso, Arnaldo 
de Villanueva etc. 
Os princípios religiosos e a magia 
Todos temos lido em obras místicas de diversas linhas sobre a abundância da vida criada por Deus. 
Diversos tratadistas de ocultismo nos relataram suas experiências com entidades conhecidas no 
âmbito do folclore, das crenças e mitos populares. Vemos em quase todos os povos lindas histórias 
acerca de fantásticas manifestações da vida. 
Quem de nós não ouviu uma história que fala de seres que vivem dentro de pedras, árvores, rios, 
cavernas, lagos, despenhadeiros, rios etc.? Essas formas de vida, chamadas no esoterismo de
Elementais, fazem parte ativa de culturas extremamente místicas, como os gauleses e seus Druidas, 
os tibetanos, os anglos e saxões, os povos pré-colombianos, os chineses, japoneses e outros tantos. 
Esses povos conservaram uma visão Panteísta, ou seja, conseguiam intuir a Vida Universal permeando 
todas e quaisquer formas de manifestação, visível e invisível. Apesar de terem grandes conhecimentos, 
tais como matemática, astronomia, engenharia, medicina e complexos sistemas de psicologia, ainda 
assim gostavam de viver cercados por um ambiente natural e de alta espiritualidade. 
Penetravam em seus bosques e rendiam culto às suas 
árvores sagradas; realizavam portentosas procissões, onde oferendavam os primeiros frutos de suas 
colheitas aos Deuses Santos; oravam profundamente aos Guardiães das cavernas e lagos encantados. 
Enfim, tinham uma visão do sagrado em todas as coisas, não conseguiam apartar o Divino do 
cotidiano humano. 
Com o passar dessa Idade de Ouro, esse Panteísmo foi se transformando, graças a uma mentalidade 
cada vez menos intuitiva, dando lugar a um Politeísmo que conseguimos reconhecer em algumas 
culturas, como a grega, romana, persa etc., as quais afastaram a Divindade de nosso cotidiano, pois 
Ela passa a residir agora nos céus, nas mais altas montanhas do mundo, no mais profundo dos sete 
mares, enfim, em todos os lugares inacessíveis à presença do homem. 
Entretanto, ainda se percebe, nessa duas formas religiosas uma conexão muito grande entre Deus e a 
Mãe Natureza. Deus é visto ao mesmo tempo como Pai e Mãe, suas múltiplas manifestações, poderes 
e virtudes são representados na presença dos Deuses do 
Olimpo, do Valhalla, do Aztlan: temos então, uma Minerva-Sabedoria, um Balder-Inspiração, uma 
Vênus-Amor, um Odin-Curador, um Kukulkán-Força etc. 
Assim como colocamos uma roupa nova diariamente, conforme nossas necessidades, os princípios 
religiosos também necessitaram adaptar-se ao nível de Consciência da humanidade. O Politeísmo, 
quando começou a entrar em sua fase decadente, foi caindo num descrédito cada vez maior, como foi 
o caso da religião romana, com seus Deuses cada vez mais ridicularizados pelos chamados ―livres-pensadores‖( 
na verdade, abut res mat erialist as): teat rólogos, filósofos e escrit ores. Antes, porém, de 
dar seu último suspiro, o Politeísmo viu crescerem novas visões da Divindade, não mais manifestada 
de maneira múltipla, como no caso dos 22 Deuses olímpicos. 
Começa a aparecer o Monoteísmo, com um só Deus supremo, obedecido por um séquito de Anjos, 
Arcanjos, Querubins, Serafins, Profetas, Santos e Beatos. Essas três formas religiosas que se
sucederam umas às outras foram necessárias em seu tempo. Devemos refletir, entretanto, que 
sempre existiu UMA ÚNICA RELIGIÃO, mais precisamente um princípio mágico, um espírito religioso, 
que mostrou o Conhecimento (Gnose) necessário para o homem trilhar o Caminho para Deus. 
Concordo quando se afirma que a religião do futuro (eternamente presente) é uma forma de 
Politeísmo Monista, uma espécie de Unidade Múltipla Perfeita, os Vários formando (e sendo) o Uno. E 
essa Religião não se diferenciará daquilo chamado pelos antigos de MAGIA. 
O Caminho Dévico 
Do ponto de vista iniciático, a realização completa e perfeita do trabalho alquímico e mágico pode nos 
levar a ver três Caminhos de Realização espiritual. Vêm a ser: 
1. Senda Nirvânica, escolhida por aqueles que trabalham com os mundos paradisíacos dos Budas; é 
o caminho do Êxtase. 
2. Senda Direta, escolhida pelos Mestres que desejam encarnar o Cristo Cósmico e perder-se 
completamente no Absoluto de Deus. 
3. Senda Dévica, ou Caminho Angélico, responsável pela manutenção da Grande Obra da Natureza; 
a esse Caminho escolheram os Seres que decidiram unir -se à evolução dos anjos e ser discípulos dos 
grandes Deuses, chamados de Gurus-Devas, os Supremos Construtores. É a esse Caminho que 
trataremos um pouco mais no GnosisOnline. 
Prática 
Sente-se ou deite-se de forma confortável, procurando ficar numa posição imóvel. Relaxe o corpo e 
solte toda tensão muscular. Sinta a vida que se manifesta em cada parte de seu corpo. Depois de 
relaxado o corpo, imagine que de várias partes dele se estendem raízes que penetram por muitos 
quilômetros no interior da terra. Sinta que a terra é o corpo de um ser gigantesco que alimenta e 
fortalece seu corpo físico com luz, vida, força e alegria de viver. 
Enquanto realiza este exercício, sinta que os mais sinceros sentimentos que brotam de seu coração se 
espalham, auxiliando na cura do planeta. Sinta que é uma troca. Você recebe e dá ao mesmo tempo. 
Finalmente, vocalize, ou mentalize somente, o mantra AOM por 3 vezes, agradecendo à Divina Mãe 
Natureza pela vida, saúde, harmonia e paz em sua vida. 
Pantáculos e símbolos mágicos
Eliphas Levi ensinou: ―Por t rás de t oda alegoria míst ica ou das dout rinas ant igas, por t rás das 
estranhas ordens de todos os iniciados, sob o escudo de todos os escritos sagrados, sob a ruína de 
Nínive ou Tebas, ou das pedras dos velhos templos e da visão das esfinges assírias ou egípcias, nas 
monstruosas e maravilhosas pinturas que interpretam para a fé da Índia as inspiradas páginas dos 
Vedas, nos emblemas dos nossos velhos livros de alquimia, nas cerimônias praticadas como recepção 
por todas as sociedades secretas, são encontradas indicações sobre a doutrina que em todo lugar é a 
mesma e em t odo lugar respeit ada‖. 
Assim existe na natureza ―uma força que é incomensurável e que um homem, que saiba adapt á-la e 
dirigi-la, poderá conhecer todo um mundo. 
Essa força era conhecida dos ant igos: é o agente universal, a primeira mat éria, a Grande Obra‖. 
Sagrado Pantáculo do Sol, símbolo de Poder, Prosper idade e Saúde. Um dos símbolos do Arcanjo Michael (ou 
Miguel), Rei do Sol e do Raio.Saiba mais, Clique aqui. 
Nos tratados de magia, dá-se o nome de Pantáculo a um selo mágico, impresso em diversos materiais, 
como peles de animais, tecidos e metais preciosos e pedras. Considera-se que os Pentáculos têm 
relação com determinadas realidades invisíveis, cujos poderes eles permitem compartilhar. 
Eles simbolizam, captam e mobilizam, ao mesmo tempo, poderes ocultos, tanto do Cosmo, dos 
planetas e estrelas, da Natureza e especialmente dos Mundos Internos do próprio homem, pois se 
sabe que a energia contida no macrocosmo-galáxia é a mesma contida no microcosmo-homem, 
lembrando-nos a frase hermét ica: ―O que est á em cima é como o que est á embaixo, e vice -versa‖. 
Os Pantáculos são canais de receptividade da Energia Cósmica. Eles são também símbolos gráficos dos 
planetas e dos seres espirituais, que regem e dirigem esses corpos planetários. Tais seres podem ser 
chamados de Anjos, Arcanjos, Querubins, Potestades etc. 
Devemos lembrar que o que era magia hoje é ciência. O que era religião hoje pode se transformar em 
fato científico. Hoje, utilizam-se diversos Pentáculos para curar e encontrar pessoas, para a defesa 
psíquica e harmonia de ambientes. Esses símbolos são hoje estudados pela Radiônica, Radiestesia e 
Feng Shui. 
De acordo com essas ―novas‖ ciências, pela Lei de Ressonância, os Pent áculos possibilit am criar 
estados internos e eventos externos afins aos símbolos contidos neles. Existem Pentáculos para Curar, 
Harmonizar, Fortalecer Virtudes, Proteger etc. 
Existem diversas maneiras de usarmos esses símbolos sagrados: pode -se realizar uma simples oração 
e meditação colocando o símbolo em nosso coração, ou ao lado da cama ou ainda em nosso altar; 
pode-se também usá-los em complexos rituais para que a Força Magnética desse talismã mágico seja 
altamente potencializada.
Eis alguns dos símbolos mágicos que podemos utilizar em nossas práticas sagradas, os quais foram 
tirados de antigos tratados de Cabala e Magia, tais como As Clavículas de Salomão, o Tarô egípcio e as 
pinturas do grande pintor-Iniciado Johfra. Também retiramos tais símbolos das obras de grandes 
Iniciados, como o Abade Tritemo, Paracelso, Cornélio Agrippa, Eliphas Levi e, na atualidade, o grande 
mestre gnóstico Samael Aun Weor.
Chacras e a 4ª dimensão 
(Conferência do Venerável Mestre Samael sobre o desenvolvimento dos chacras e explicação do 
mundo tetradimensional) 
Senhoras e Senhores, dirijo-me a vocês esta noite com o propósito de falar sobre poderes psíquicos, 
sobre psicologia experimental levada à prática. 
Começaremos fazendo uma breve análise a respeito do que seja o mundo físico no qual vivemos. 
Einst ein disse: ―Energia é igual à massa mult ip licada pela velocidade d a luz ao quadrado‖. ―A massa se 
t ransforma em energia, a energia se t ransforma em massa.‖ Sem dúvida, o mundo t ridimensional de 
Euclides se encontra limitado por essa fórmula básica de Einstein. 
Contudo, mais além dessa fórmula de Einstein existe algo, quero referir-me enfaticamente à quarta 
coordenada, à quarta vertical. Vejamos por exemplo esta mesa, que tem largura, comprimento e 
altura; estas são as três dimensões. Mas, há quanto tempo foi construída esta mesa? Eis aqui a quarta 
vertical, o tempo. 
Além desta quarta vertical existe a quinta coordenada que é, em si mesma e por si mesma, a 
eternidade. Muitíssimo além da quinta vertical temos a sexta dimensão, que em si mesma transcende 
o tempo e a eternidade. E por último existe a dimensão zero desconhecida, a sétima dimensão. 
Vivemos então em um mundo multidimensional. 
Infelizmente, as pessoas só percebem o mundo de três dimensões, 
sendo necessário desenvolver outras faculdades que nos permitam conhecer a quarta vertical. 
Felizmente, na anatomia oculta do ser humano se encontram em estado latente os sentidos que 
convenientemente desenvolvidos, de forma científica, podem dar-nos acesso não apenas à quarta 
vertical, mas também à quinta, sexta e sétima dimensões. 
Obviamente, na espinha dorsal dos seres humanos existem poderes divinos em estado latente. No 
cóccix existe um cent ro magnét ico especial, um ―chacra‖, falando em est ilo orient al. Dent ro desse 
centro subjaz um poder elétrico formidável, quero referir-me enfaticamente a Devi Kundalini Shakti, a 
serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Os hindus dizem que essa serpente está encerrada no 
Chacra coccígeo, afirmam que se encontra aí, enroscada com três voltas e meia. 
Nós temos poderes latentes, e um deles é precisamente o da Kundalini. Algumas escolas temem o 
despertar do Kundalini; é um poder explosivo, maravilhoso. Quem conseguir despertar a serpente 
ígnea de nossos mágicos poderes, poderá sair de uma caixa hermeticamente fechada; quem conseguir 
despertar esse poder ígneo, flamígero, pode caminhar sobre as águas sem afundar, voar pelos ares 
como fizeram muitos ascetas místicos, tanto no oriente como no ocidente do mundo.
Temos de despertar esse poder ígneo, flamígero que, como já disse, subjaz dentro de certo centro 
magnético do cóccix. 
No Apocalipse de São João, esse centro magnético coccígeo é denominado Igreja de Éfeso. Despertar, 
colocar em atividade esse centro flamígero é algo grandioso. Quem o desperte, adquirirá poder sobre 
o elemento terra; poderá fazer cair uma rocha com sua vontade, poderá dominar os terremotos com 
sua vontade, etc. segundo poder flamígero latente na espinha dorsal do homem encontra-se situado à 
altura da próstata; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja de Esmirna. 
Bem sabem os ascetas místicos que com despertar dessa maravilhosa faculdade se adquire poder 
sobre as águas, então poderemos dominar as tempestades do oceano, ou desatá-las à vontade. 
terceiro poder existente na espinha dorsal do homem está situado exatamente sobre o plexo solar, na 
altura do umbigo. 
No Apocalipse de São João este centro é denominado esotericamente de Igreja de Pérgamo. Os 
iogues hindus que despertaram esse maravilhoso poder podem ordenar aos vulcões em erupção que 
cessem sua atividade e eles obedecerão. O asceta que conseguiu dominar esse centro pode manejar 
as potências da vida universal; pode enterrar-se vivo durante meses inteiros e quando for tirado se 
descobrirá que não recebeu dano algum. 
No plexo solar, na região umbilical, está também o centro telepático. Esse centro telepático pe rtence 
certamente às funções da Igreja de Pérgamo. O quarto poder existente na espinha dorsal se acha 
situado exatamente à altura do coração; no Apocalipse de São João esse centro é denominado Igreja 
de Tiátira. Quem consiga despertar esse maravilhoso poder flamígero do coração realizará prodígios. 
É indispensável despertar esse centro, porque com ele adquirimos faculdades como o desdobramento 
astral, os estados de Jinas, etc. Nas obras de Mário Roso de Luna se fala muito sobre os estados de 
Jinas e é necessário rever, ainda que sucint amente, esse assunt o ―Jinas‖. Em nome da verdade, quero 
que vocês saibam que não é só aqui neste mundo das três dimensões que existe uma humanidade. 
Na quarta vertical certamente existe determinada raça humana, gente que ainda vive no Éden, gente 
que não saiu do paraíso, pessoas de carne e osso como nós, mas que não se degeneraram como nós, 
pessoas físicas com poderes extraordinários. Por certo não falam inglês, nem francês, nem espanhol, 
nem alemão; mas falam na língua primitiva que como um rio de ouro corre sob a selva espessa do Sol. 
Nós podemos visitar o Éden, isto é, a quarta vertical. Isto é possível desenvolvendo os poderes do 
Cárdias. Muit os são os cét icos que dizem: ―Ninguém foi ao out ro mundo para depois volt ar e nos 
cont ar o que é que existe lá do out ro lado‖. Mas, em nome da verdade, eu digo a vocês que se 
desenvolvemos os poderes do Cárdias, certamente é possível ir até o outro mundo em carne e osso. 
É indispensável penetrar na quarta vertical, mas a ciência atual se encontra estagnada em matéria de 
Física. A Física contemporânea é regressiva, retardatária, reacionária, não serve. Quando os cientistas 
abandonarem o dogma tridimensional de Euclides, poderá surgir uma Física revolucionária, com naves
capazes de viajar por dentro da quarta vertical. 
É indispensável sair do dogma tridimensional de Euclides. É inadiável, improrrogável, estudar mais 
profundamente o átomo; no átomo encontraremos a linha da quarta vertical. Quando se possa traçar 
a quarta vertical, então será elaborada uma geometria revolucionária, tetradimensional; com uma tal 
geometria será possível construir uma física de quatro dimensões. 
Uma Física assim servirá de embasamento para fabricar naves capazes de atravessar 
instantaneamente a barreira da velocidade da luz e entrar na quarta dimensão. Se uma nave consegue 
atravessar instantaneamente a barreira da velocidade da luz, pode viajar por dentro da quarta vertical 
através do infinito. Então a conquista do espaço será um fato definitivo. 
Esses foguetes atuais lançados por ―gregos e t roianos‖ impulsionados por combust ível líquido, esse 
foguetório barato que tanto impressiona os incautos; parece mais coisa de circo, com cinquenta mil 
acrobacias para descer na Lua. 
A conquista do espaço é possível com uma Física tetradimensional. Quando tal Física exista, e quando 
também nos tenhamos apropriado da energia solar e saibamos utilizá -la, a possibilidade de viajar 
através do infinito será um fato concreto, claro e definitivo. 
Naves viajando pela quarta vertical, impulsionadas por energia solar; eis aí as naves do Super-Homem, 
naves que verdadeiramente podem viajar através do espaço estrelado, de galáxia em galáxia! 
Infelizmente, a Física contemporânea continua estagnada; é necessário romper de uma vez e para 
sempre com o dogma tridimensional de Euclides Nós temos procedimentos íntimos, particulares, para 
meter o corpo físico dentro da quarta coordenada. 
Se estudamos cuidadosamente os sábios orientais, veremos que eles sabem como meter o corpo físico 
dentro da quart a dimensão. Dizia um sáb io orient al: ―Prat icando um samyasin sobre o corpo físico, ele 
se torna como de algodão e pode caminhar sobre as águas, voar pelos ares, atravessar uma 
mont anha de lado a lado ou caminhar sobre brasas de carvão sem nada sofrer‖. 
Prática Jinas de Harpócrates e as práticas Jinas
Um samyasin tem três partes: a primeira a concentração, a segunda a meditação e a terceira o êxtase. 
Se primeiro nos concentramos no corpo físico e depois meditamos nele, em suas células, em suas 
moléculas, na construção de seus átomos, etc. e por último chegamos à adoração, ao êxtase, então o 
corpo físico penetrará na quarta dimensão e poderá viajar através do mundo da quarta vertical. 
Nesta região poderemos encontrar uma outra humanidade que vive ao lado da nossa; que dorme, que 
come e que vive, mas que não sofre como todos nós estamos sofrendo. Existem diferentes 
procedimentos para colocar o corpo físico na quarta vertical. 
Na sabedoria antiga se menciona a Harpócrates. Mas, isso que estou dizendo não tem valo r algum 
para os céticos, para esses que estão engarrafados pela dialética materialista, para os reacionários, 
para os conservadores e retardatários. O que estou dizendo é revolucionário demais para ser aceito 
pelos que estão presos ao dogma tridimensional de Euclides. Harpócrates! Nome grego extraordinário, 
maravilhoso. Os místicos dos mistérios de Elêusis pronunciavam esse nome da seguinte maneira: 
Har-po-crat-is… 
Eles faziam certas práticas muito engenhosas que bem vale a pena comentar. Essas práticas 
pertencem aos mistérios gregos, aos mistérios que foram conhecidos em Atenas, Elêusis etc. 
Deitado em decúbito dorsal (barriga para cima), ou de lado, preferivelmente, com a cabeça na palma 
da mão esquerda, o asceta grego se imaginava ser um pintinho dentro da casca do ovo, se 
concentrava intensamente em Harpócrates, chamando-o: 
Har-po-crat-is… 
E quando, já entre sonhos, começasse a sentir cócegas pelo corpo, armado de grande vontade, não 
levava as mãos ao mesmo para não perder o estado psicológico especial em que estava e depois se 
levant ava suavemente da cama e pronunciava est a frase rit ual: ―Harpócrat es, ajude -me que vou com 
meu corpo‖. E com t oda confiança saía do quart o, dando post eriormente um salt inho com o propósit o 
de penetrar violentamente dentro da quarta vertical. 
Segundo velhas tradições, que se perdem na noite aterradora de todas as idades, era então que o 
asceta realmente viajava com o corpo físico pela dimensão desconhecida, era então que o místico de 
Elêusis conversava com os Deuses Santos, com os seres inefáveis. Estou comentando algo que 
pertence à Grécia antiga, mas é claro que quem quiser fazer a mesma pratica agora neste século 
vinte, poderá evidenciá-lo por si mesmo. Contudo, os gregos se exercitavam muito com este sistema, 
até conseguir realmente penet rar na quart a vert ical … 
No México antigo, temos os cavaleiros-t igres. Infelizmente, nos sent imos t ão ―modernos‖ que nos 
esquecemos da tradição milenar, apesar de amarmos nossa pátria mexicana. Chegou a hora de 
entender um pouco mais o que foram as ordens dos Cavaleiros-Tigres e dos Cavaleiros-Águias. 
Segundo velhos códices de Anahuac, deitados sobre peles daquele felino, invocavam os anjos 
prot etores dos mesmos, imaginavam por um inst ante serem t igres de verdade… 
A psicologia experimental e a alta magia nos dizem que a imaginação é feminina e a vontade é 
masculina; a chave do poder está em unir a imaginação e a vontade em vibrante harmonia. Os 
Cavaleiros-Tigres se sentiam completamente identificados com aquele felino (sabemos que no México 
ant igo o t igre era sagrado) e, cheios de fé, se punham a caminhar em quat ro pés, dizendo: ―Nós nos 
pert encemos.‖ 
Assim contam os códices antigos, isto não é invenção minha; lendo os códices, vocês poderão 
evidenciar que transformados em tigres, viajando pela quarta vertical, chegavam ao Templo de
Chapultepec. Existem pinturas murais nas quais o que estou dizendo está devidamente demonstrado. 
E em seguida, afirmam os códices de Anahuac, aqueles cavaleiros assumiam novamente sua figura 
humana e penetravam no templo. 
Realmente, aqui no México, em Chapultepec, temos um templo de Jinas, um templo situado na quarta 
dimensão. Eu conheço esse templo, sou membro ativo desse templo, não estou afirmando algo que 
não tenha experimentado. É um templo formidável, maravilhoso; suas colunas, seus muros, são de 
ouro puro da melhor qualidade. Ali se cultiva em segredo a doutrina secreta dos Nahuatls. Não sou o 
único membro ativo desse templo, há outros senhores que, como eu, pertencem ao mesmo; e 
também algumas senhoras da sociedade mexicana pertencem a esse templo. 
Assim, o Templo de Chapultepec realmente existe. Que alguns riam ou que isso se torne motivo de 
piadas para os céticos que não acreditam, não tem a menor importância para a ciência ou para nós. 
Est á escrit o que: ―quem ri do que não conhece est á a caminho de ser idiot a.‖ Viajar com o corpo físico 
dentro da quarta vertical é possível, mas temos que abandonar o asqueroso ceticismo que desde o 
século XVIII está corroendo a mente dessa humanidade degenerada e perversa. 
Em outros tempos, dizem as tradições, podia-se ver desde a costa da Espanha a ilha chamada 
―Nont rabada‖, uma ilha ext raordinária, formidável. Em cert a ocasião, um capit ão se ext raviou com seu 
navio no tempestuoso oceano e foi parar nessa ilha; ali viu e ouviu coisas formidáveis, extraordinárias. 
Certo sacerdote cat ólico havia ouvido falar muit o sobre a ―Nont rabada‖. 
Dizem os historiadores que uma vez, quando estava oficiando a santa missa, ele e seus fiéis viram a 
―Nont rabada‖. O bom cura a exorcizou e ela desapareceu por trás de uma nuvem. Hoje em dia 
ninguém fala da ―Nont rabada‖. Haverá deixado de exist ir? Que aconteceu com ela? Ninguém sabe, 
mas é óbvio que se submergiu definitivamente na quarta vertical, e isso aconteceu desde que se 
iniciou a era horripilante do ceticismo materialista. ceticismo tem como causa fundamental a mentira, 
a farsa. 
Quando a mente é mentirosa, quando está sempre dizendo embustes, quando é farsante, está 
falseada em si mesma, e já não pode acreditar em nada. Os estados de Jinas são extraordinários. 
Existem lagos de Jinas, lagos na quarta vertical. Me contaram um caso extraordinário, maravilhoso, 
sobre um povoado em Honduras (não o conheço, mas me falaram) onde, em determinada data exata, 
chovem peixes do céu e as pessoas correm para recolhê-los em pratos, cestos, balaios etc. O lugar 
está longe do mar, porque caem ali? De onde saem? É óbvio que saem da quarta vertical. 
Assim, a quarta vertical é uma tremenda realidade. Infelizmente, muitos são os que negam essa 
realidade, muitos tontos intelectuais debocham dessas coisas; mas a crisálida também acha que a 
folha em que está vivendo é tudo, a crisálida não suspeita que essa folha é uma das tantas folhas da 
árvore da vida. Assim é o homem intelectual; acredita que esse mundo tridimensional de Euclides é 
tudo, não se dá conta de que esse mundo de três dimensões é um dos tantos mundos da árvore da 
vida. 
Eu também experimentei com a ciência Jinas. Seguindo os procedimentos indicados, trabalhei com 
Harpócrates. Não é um exagero dizer, em forma enfática, ainda que as pessoas debochem de mim, 
que lutei muito para aprender a colocar o corpo físico dentro da quarta dimensão, mas consegui. 
Experimentando de noite, muitas vezes tive que abandonar o leito 15 ou 16 vezes contadas, sem 
resultado algum. Mas depois de certo tempo e com paciência tenaz, qualquer noite dessas tantas, meu 
corpo físico penetrou realmente na quarta dimensão, então flutuou deliciosamente e abandonei aquela 
casa.
É verdade que saí à rua e me encontrei com muitas pessoas que, como eu, sabiam utilizar o estado de 
Jinas. Pessoas de carne e osso, vivas e muito vivas, vivendo na quarta dimensão. Não nego que viajei 
através do tempestuoso oceano e não senti temor algum, ainda que bem sabia que se por um instante 
houvesse saído desse mundo de quatro dimensões, da quarta vertical, cairia nas ondas do furioso mar 
e pereceria. Mas não tive temor e viajei pelas terras da Europa com o corpo dentro da quarta vertical; 
cheguei onde tinha que chegar, em certo lugar no qual tinha interesse e depois regressei ao ponto de 
partida original sem nada sofrer. 
Tenho o valor de fazer essa declaração, não me importo com deboches porque não tenho temor. O 
que poderia me acontecer? Se estivéssemos na época da Inquisição, quando muito me queimariam 
vivo, como bruxo. Felizmente nesta época não existe Inquisição, o máximo que poderia receber seriam 
os sarcasmos, as ironias e nada mais, e essas nem sequer me fazem cócegas nos pés. 
Assim, a realidade Jinas existe. Se vocês querem comprová-la, façam a experiência com vocês 
mesmos, porque eu não sou ―porquinho da Índia‖, não sou ―coelho de laborat ório‖. Vocês quereriam 
que eu o fizesse aqui diante de vocês e eu lhes respondo que não sou ―coelho de laborat ório‖, 
experimentem em sua própria pele. Além disso, de nada serviria que eu colocasse o corpo dentro da 
quarta vertical aqui diante de vocês, pois também não acreditariam, porque ninguém consegue 
convencer o cético. Vocês diriam que eu os hipnotizei e isso é tudo. Acreditariam? Nada! Assim, isso é 
para que vocês experimentem na própria pele. 
Obviamente, os santos dos tempos antigos levitavam. Quem poderia negar que São Francisco de 
Assis, aquele místico cristão, levitava ? Muitas vezes seu discípulo mais amado ia levar-lhe comida e o 
santo estava a tal altura do solo que o discípulo não podia dar-lhe a comida. E conta a história que 
São Francisco se afastava então por um bosque e, flutuando, desaparecia na dimensão desconhecida. 
Está escrito que Felipe flutuava na atmosfera. Felipe, o discípulo do Cristo, também caminhava sobre 
as águas e aparecia e desaparecia à vontade. O evangelho de Felipe é esse. Felipe sabe ajudar aos 
que o invocam. Quando Gautama, o Buda Sakiamuni, abandonou o corpo físico para submergir-se no 
Nirvana, dizem as tradições que seus discípulos foram submetidos a provas pelas multidões. Cada um 
deles devia, de acordo com certo conselho examinador, atravessar uma rocha de lado a lado. Todos 
assim o fizeram menos um, Ananda, seu discípulo mais amado. O pobre não podia; quando tentava 
atravessar a rocha, feria miseravelmente a test a e sangrava… 
Mas finalmente, cheio de uma fé espantosa, praticou um samyasin sobre seu corpo físico; se 
concentrou nele, meditou nele, entrou em êxtase, se desesperou e por último atravessou a rocha de 
lado a lado. Tudo isso tem documentação. Não dizem que Pedro foi tirado da prisão por um Anjo? É 
óbvio que o Anjo ajudou Pedro a entrar na quarta vertical e assim ele pôde abandonar a prisão na 
véspera de sua execução, pois estava condenado à pena de morte. Desenvolvendo os poderes do 
Cárdias, os poderes do coração, tudo isso é possível. 
Continuação da explicação sobre os chacras, Música das Esferas e 
prática para despertar a Clarividência
Continuando com esta análise dos centros magnéticos da espinha 
dorsal, chegamos à altura das glândulas tiroide que, como bem sabemos, segrega o iodo biológico, tão 
necessário para o organismo humano. Existe um centro magnético na glândula tiroide; quero referir - 
me, de forma enfática, à Igreja de Sardis, tal como é mencionada no Apocalipse de São João. 
Desenvolvendo esse centro magnético adquirimos a Clariaudiência, o poder de ouvir à distância, o 
poder de ouvir a música das esferas, o poder de ouvir as criaturas que vivem nas dimensões 
superiores da natureza e do cosmos. 
Esse poder extraordinário pode ser desenvolvido se nos propomos a isso. Se, nas horas da 
madrugada, nos concentramos na música das esferas com o propósito de escutá-la, chegará o dia em 
que poderemos escutar realmente essas melodias insonoras que ressoam no coral maravilhoso do 
infinito. Obviamente, todos os sons que se produzem no planeta Terra dão uma nota síntese; todos os 
sons que se produzem no planeta Vênus dão também sua nota síntese; todos os sons que se 
produzem em Marte dão sua nota síntese. 
O conjunto de sons de todos os mundos que povoam o espaço estrelado formam a Música das 
Esferas, citada por Plotino, o grande filósofo grego. Melodias inefáveis vibram no espaço estrelado, 
melodias impossíveis de descrever com palavras, delic iosas sinfonias dentro dos ritmos do Mahavan e 
do Chotavan, que sustentam o Universo firme em sua marcha. 
Com just a razão diz o Apocalipse de São João que ―no princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus, e o 
Verbo estava com Deus; por ele todas as coisas foram feitas e sem Ele nada do que foi feito teria sido 
feito‖. A Música das Esferas é uma t remenda realidade; t udo que é, tudo que foi e tudo que será vibra 
deliciosamente no infinito estrelado. 
A flor do belo jardim perfumado reflete a luz da Lua e entre a flor e a Lua há um colóquio de melodias 
deliciosas que nenhum ser humano poderia compreender. A sinfonia que escapa da fonte cantarina faz 
vibrar completamente os átomos que pululam ao seu redor, logo repercute pelas entranhas dos 
bosques e se precipita como uma catarata de sinfonias no céu estrelado. 
Assim, a música é a base de toda a criação. Quando alguém desperta o centro da tiroide, pode escutar 
as sinfonias deliciosas do grande coral cósmico; quando alguém desperta esse centro maravilhoso, 
adquire também o sintetismo conceitual; quando alguém desperta esse centro mágico formidável, se 
faz mais inteligente, mais compreensivo, mais sábio. 
Continuando um pouco mais para cima, chegamos ao centro frontal. Na altura do entrecenho, na 
espinha dorsal, existe outro centro magnético formidável; quero referir-me claramente à Igreja de 
Filadélfia. Quem desperte esse centro formidável, se faz Clarividente; poderá ver, por si mesmo e em 
forma direta, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima dimensão, e então terá conceitos diferentes.
Atualmente, a humanidade com seus olhos físicos apenas consegue perceber as coisas do mundo 
físico, e não tudo; mas quem desperte os poderes da Igreja de Filadélfia poderá ver o que existe 
realmente dent ro do corpo físico e ent ão compreenderá que nem tudo ali é carne, osso e ―manteiga ‖. 
Verá que existe algo mais, verá um corpo vital penetrando o corpo físico e lhe servindo de base para 
todos os processos biomecânicos, fisiológicos, calóricos, perceptivos, etc. Se extraíssemos 
definitivamente o corpo vital de uma pessoa, é claro que est a morreria. 
Em certa ocasião, um médium espírita que estava em transe projetou fora de si mesmo o corpo vital, 
que se fez visível ante os assistentes, parecia um fantasma. Um jornalista presente sacou sua pistola e 
at irou cont ra o t al ―fant asma‘. Curiosamente, a bala apareceu exatamente no coração da vítima que, é 
claro, morreu. Mas, como se produziu esse fenômeno? Por que, estando o corpo físico aqui, projeta 
seu vital a certa distância? E por que ao se dar um tiro nesse corpo vital que está do lado oposto a 
bala aparece no coração do corpo físico? É óbvio que se trata de um fenômeno da quarta vertical, um 
fenômeno Jinas, fenômenos que não são conhecidos aqui neste mundo de três dimensões. 
Se pegamos um copo na quarta vertical, um copo que esteja no mundo de três dimensões, se o 
pegamos para passá-lo à quarta vertical e logo o transportamos a outro lugar, é claro que esse copo 
regressará aqui a seu ponto de partida original. Se alguém, viajando com o corpo físico pela quarta 
dimensão, abre uma porta, esta volta a fechar-se por si mesma. Contudo, há exceções; uma vez abri 
uma porta que ficou aberta, quando regressei daquela viagem descobri que estava aberta e, como era 
a da rua, não tive outra escolha que fechá-la. 
Assim, os fenômenos Jinas são extraordinários, maravilhosos. Com a Clarividência, com os poderes da 
Igreja de Filadélfia, podemos ver o corpo vital, ver as terras de Jinas, ver todos esses tipos de 
fenômenos; ver o que se esconde dentro do organismo humano, ver o corpo vital, que serve de 
fundamento ao corpo físico (esse corpo vital é a parte tetradimensional do corpo de carne e osso). 
Esse corpo que é estudado nos laboratórios científicos não poderia existir se lhe extraíssemos o corpo 
vital. Atualmente já existem aparelhos com lentes poderosas para ver esse corpo vital; essas lentes se 
aperfeiçoarão e chegará o dia em que poderemos ver totalmente a quarta dimensão. No momento 
atual, fechar-se a essas verdades é ser reacionário e conservador e a própria ciência oficial destroçará 
os conceitos intelectuais dos conservadores regressivos e retardatários. 
Além do centro da Clarividência, tão indispensável para conhecer por nós mesmos e de forma direta o 
que acontece quando alguém morre, ou quando alguém nasce, o que são os mistérios da vida e da 
morte, etc., existe ainda outro centro extraordinário; refiro-me agora ao centro da glândula pineal, ao 
centro que no Apocalipse é chamado de Igreja de Laodiceia. 
Quem consiga despertar esse centro tão maravilhoso, se tornará intuitivo em alto grau. Mas há que 
saber distinguir entre os processos racionais e os processos intuitivos. A razão se fundamenta no 
processo da opção; o int uit ivo não necessit a raciocinar, sabe t udo ―porque sim‖, porque sabe, sem o 
processo deprimente da opção. A Clarividência e a Intuição são faculdades superiores que estão bem 
além das ―velhacarias‖ do intelecto e que podem t ransformar-nos radicalmente. 
Existem exercícios para o desenvolvimento da Clarividência. Tenho aqui em minha presença um copo 
com água. Se colocamos este copo a certa distância dos olhos, podemos fazer um exercício 
formidável. Deve-se concentrar o olhar exatamente no centro do círculo aquático, avista deve 
atravessar o cristal, a concentração deve ser profunda. Esse exercício, praticado por dez minutos 
diários, nos dará a Clarividência.
Com 15 ou 20 dias de prática, veremos a água com cores; se um carro passa pela rua, veremos uma 
faixa de luz na água (esta é a rua) e veremos o carro se deslizando sobre essa faixa. Quem tenha 
paciência para praticar esse exercício do copo com água durante três anos, se tornará Clarividente. 
Mas é necessário ter continuidade de propósitos, só assim poderá desenvolver-se o centro da 
Clarividência. 
Com o microscópio, nós podemos ver os micróbios e os átomos. Mas a Clarividência vai além do 
microscópio, com ela podemos ver a quarta vertical, a quinta, a sexta e a sétima. Com ela podemos 
conhecer diret amente isso que as pessoas chamam de ―o além‖; com ela podemos ver os seres 
inefáveis, chamem-se Anjos ou Devas ou seja como queiramos chamá-los. Tais seres existem e 
podemos vê-los com a Clarividência. 
Estou falando de poderes psíquicos, de psicologia experimental revolucionária e transcendente. Esta 
noite vim para isso, para conversar com vocês, porque quero que vocês se elevem ao estado do 
Super-Homem. Chegou a hora de lutar de verdade por uma transformação radical. 
Dentro de nós, em estado latente, existem poderes formidáveis, mas é necessário despertá-los e sair 
desse estado de debilidade em que nos encontramos. Assim como estamos, somos vítimas das 
circunstâncias, não sabemos dirigir circunstâncias, somos vítimas e nada mais que isso, vítimas. 
Necessitamos transformar-nos totalmente, apelar a nossos poderes psíquicos, pois os temos e seria 
uma lástima se continuássemos assim como estamos. Isto seria tão absurdo como alguém, que 
sabendo que existe um tesouro enterrado, estando seguro da existência do mesmo, não o tirasse 
jamais. 
Meditação e Vazio Iluminador 
Paz Inverencial! Torna-se urgente que se compreendam a fundo as técnicas da meditação. Hoje 
falaremos sobre o Vazio Iluminador. 
Ao iniciar este tema, vejo-me obrigado a narrar de forma direta aquilo que sobre o particular pude 
verificar experimentalmente. Creio que os que me escutam estão informados sobre a maravilhosa Lei 
da Reencarnação. Pois, nela, eu fundamento o relato seguinte: 
Quando a Segunda Sub-Raça da nossa atual raça ariana floresceu na antiga China, estive ali 
reencarnado e me chamei Chou Li. Obviamente, fui membro da dinastia Chou. Naquela existência, fiz-me 
membro ativo da Ordem do Dragão Amarelo. Claro que em tal ordem pude aprender claramente a 
ciência da meditação. Ainda mantenho na memória aquele maravilhoso instrumento denominado Aya- 
Atapan, o qual tinha 49 notas. Bem sabemos o que é a sagrada Lei do Eterno Hept aparaparshinok, ou 
seja, a Lei do Sete. Indubitavelmente, sete são as notas das escalas musicais, e se multiplicarmos sete 
por sete obteremos 49 notas colocadas em sete oitavas. 
Nós, os irmãos, reuníamo-nos na sala da meditação, sentávamos ao estilo orient al com as pernas 
cruzadas e púnhamos as palmas das mãos de forma que a direita ficava sobre a esquerda. 
Sentávamos em círculo no centro da sala, fechávamos os olhos e em seguida púnhamos toda a 
atenção na música que certo irmão brindava ao Cosmo e a nós. Quando o artista fazia vibrar a 
primeira nota, estava em dó, todos se concentravam.
Quando fazia vibrar a nota seguinte, em ré, a 
concentração tornava-se mais profunda. Lutávamos com os diversos elementos subjetivos que 
carregávamos no interior, podíamos recriminá-los e fazê-los ver a necessidade de guardarem silêncio 
absoluto. Não será demais, queridos irmãos, lembrá-los de que esses elementos indesejáveis 
const it uem o eu, o Ego, o mim mesmo, o si mesmo … são a seu modo ent idades diversas 
personificando erros. 
Quando vibrava a nota mi, entrávamos na terceira zona do subconsciente e enfrentávamos toda essa 
multiplic idade de agregados psíquicos que em desordem fervilham em nosso interior, que impedem a 
quietude e o silêncio da mente; nós os recriminávamos e t ratávamos de compreendê-los. Quando o 
conseguíamos, entrávamos ainda mais fundo com a nota fá. É óbvio que novas lutas nos esperavam, 
pois amordaçar todos esses demônios do desejo não é tão fácil. Obrigá-los a guardar silêncio e 
quietude não é coisa simples, porém, com paciência o conseguíamos. Assim, prosseguíamos com cada 
uma das notas da escala musical. 
Em uma oitava mais elevada, continuávamos com o mesmo esforço, e assim, pouco a pouco, 
enfrentando os diversos elementos infra-humanos que carregávamos em nosso interior conseguíamos 
por fim amordaçá-los todos nos 49 níveis do subconsciente e a mente ficava quieta, no mais profundo 
silêncio. Esse era o momento em que a Essência, a Alma, aquilo que ternos de mais puro, escapava 
para experimentar o Real. Assim, entrávamos no Vazio Iluminador. Assim, o Vazio Iluminador irrompia 
em nós. Movendo-nos no Vazio Iluminador conseguíamos conhecer as leis da natureza em si mesmas 
tais quais são e não corno aparentemente são. 
Neste tridimensional mundo de Euclides só se conhecem causas e efeitos mecânicos, jamais as leis 
naturais em si mesmas. Assim, no Vazio Iluminador, elas surgem diante de nós corno realmente são. 
Nesse estado, podíamos perceber com a Essência, com os sentidos superlativos do Ser, as coisas em 
si tais quais são. No mundo dos fenômenos físicos, a realidade… só percebemos a aparência das 
coisas: ângulos, superfícies… nunca um corpo inteiro de forma integral. O pouco que percebemos é 
fugaz. Ninguém poderia perceber a quantidade de átomos, por exemplo, que uma mesa ou uma 
cadeira tem… Porém, no Vazio Iluminador percebemos as coisas em si t ais quais são… int egralmente! 
Enquanto nos achávamos submersos no grande Vazio Iluminador, podíamos escutar a voz do Pai que 
está em segredo. Fora de dúvida, nos achávamos num estado de arroubo que se podia denominar de 
Êxtase. A personalidade ficava ali, sentada, em estado passivo, na sala de meditação. Os centros 
emocional e motor integravam-se ao centro intelectual, formando um todo único e receptivo. De forma 
que as ondas de tudo aquilo que vivenciávamos no Vazio Iluminador circulavam pelo Cordão de Prata 
e eram recebidas pelos três centros: emocional, intelectual e motor. 
Quando o Samadhi terminava, voltávamos ao interior do corpo, conservando a lembrança de tudo 
aquilo que tínhamos visto e ouvido. No entanto, hei de lhes dizer que a primeira coisa que se tem de 
abandonar para submergir por longo tempo no Vazio Iluminador é o medo. O eu do temor precisa ser
compreendido … Já sabemos que sua desintegração faz-se possível quando se suplica à Divina Mãe 
Kundalini de forma veemente. Ela eliminará o eu do medo. 
Um dia qualquer, não importa qual foi, achando-me no Vazio Iluminador, além da personalidade, do 
eu e da individualidade, submerso nisso que se poderia chamar ―O NÃO‖, ―AQUILO‖, sent i que eu era 
tudo o que foi e será. Experimentei a unidade da vida, livre em seu movimento. Era a flor, o rio que, 
cristalino, corria no seu leito de pedras, cantando delícias na sua linguagem, a ave que se precipitava 
nos abismos insondáveis, era o peixe que nadava deliciosamente nas águas, era a Lua, os mundos… 
era tudo o que é, foi e será. Houve temor, os sent iment os do mim mesmo, do eu… Sent i que me 
aniquilava, que deixava de existir corno indivíduo, que era tudo menos um indivíduo, que o mim 
mesmo tendia a morrer para sempre. 
Obviamente, enchi-me de indizível terror e voltei à forma física. Outros esforços permitiram-me que o 
Vazio Iluminador irrompesse novamente e tornei a me sentir confundido com tudo; corno indivíduo, 
corno pessoa, corno eu, tinha deixado de existir. Esse estado de consciência fazia-se cada vez mais 
profundo; de tal forma que qualquer possibilidade para existir, para a existência individual, se 
acabava, tendia a desaparecer definitivamente. Não pude resistir mais e volte i à forma física. Numa 
terceira tentativa, tampouco pude resistir e voltei à forma. A partir de então, sei que para alguém 
experimentar o Vazio Iluminador, para sentir o TAO em si mesmo, terá de eliminar o eu do temor; e 
isso é indubitável. 
Entre os irmãos da Ordem do Dragão Amarelo, o que mais se distinguiu foi meu amigo Chang. Hoje, 
ele vive num desses ―planet as do Crist o‖, onde a nat ureza não é imperecedora e jamais muda. Há 
duas naturezas: a perecedora, mutável etc., e a imperecível, a que jamais muda, imutável. Nos 
planetas do Cristo existe a natureza eterna, imperecível e imutável. Chang vive num desses mundos 
onde o Cristo resplandece. Libertou-se há várias idades e vive ali naquele longínquo planeta com um 
grupo de irmãos que como ele também se libertaram. 
Então, eu gostaria de lhes ensinar os sete segredos da Ordem do Dragão Amarelo, porém, com grande 
dor me dou conta que os irmãos de todas as latitudes ainda não estão preparados para poder recebê - 
los; e isso é lamentável. 
Também é certo que hoje não é mais possível se utilizarem os 49 sons do aya-atapan, porque esse 
instrumento já não existe mais. Muitas involuções desse instrumento ocorreram; já não possuem mais 
as sete oitavas. Involuções dele são todos os instrumentos de corda: violino, guitarra, o próprio piano 
etc. No entanto, é possível chegar-se à experiência do Vazio Iluminador com um sistema prático e 
simples que todos os irmãos podem praticar. Vou ditar a técnica agora mesmo. Prestem atenção: 
A Técnica 
Sentem-se ao estilo oriental com as pernas cruzadas … Devido a que sois ocident ais, essa posição 
resultará muito cansativa para vós, então sentai-vos em uma cômoda cadeira ao estilo ocidental. 
Colocai a palma da mão esquerda aberta e a direita sobre a esquerda. Quero dizer, o dorso da palma 
da mão direita sobre a palma da mão esquerda. Relaxai o corpo ao máximo possível. 
A seguir, inalai profundamente e muito devagar. Ao inalarem, imaginai que a energia criadora sobe 
pelos canais espermáticos até o cérebro. Exalai curto e rápido. Ao inalar, pronunciai o mantra HAM. 
Ao exalar, pronunciai o mantra SAH. Indubitavelmente, inala-se pelo nariz e exala-se pela boca. Ao
inalar, vocalizai a sílaba sagrada HAM mentalmente, pois estais inalando pelo nariz. Mas, ao exalarem, 
articulai a sílaba SAH de forma sonora. 
O H soa sempre aspirado. Faz-se a inalação lenta e a exalação curta e rápida. Obviamente, a energia 
criadora flui em todas as pessoas de dentro para fora, isto é, de forma centrífuga. Nós devemos 
inverter essa ordem com objetivos de superação espiritual. Nossa energia deve fluir de forma 
centrípeta, de fora para dentro. 
Fora de dúvida, se inalamos devagar, lentamente, a energia criadora fluirá de forma centrípeta de fora 
para dentro. Se exalarmos curto e rápido, essa energia far-se-á cada vez mais centrípeta. 
Durante a prática, não se deve pensar absolutamente em nada. Os olhos ficam firmemente fechados e 
em nossa mente só vibrará oHAM SAH e nada mais. À medida que se pratique, a inalação vai se 
tornando mais funda e a exalação muito curta e rápida. 
Os grandes mest res da medit ação chegam a t ornar a respiração pura inalação… a respiração fica 
suspensa. Isto é impossível para os cientistas, porém, real para os místicos. Em tal estado, o mestre 
participa do Nirvikalpa Samadhi ou Maha Samadhi e vem a irrupção do vazio Iluminador. Ele precipita-se 
nesse grande vazio onde ninguém vive e onde somente se ouve a palavra do Pai que está em 
segredo. Com esta prática, consegue-se a irrupção do vazio iluminador sob a condição de não se 
pensar absolutamente em nada. Não se admitirá na mente pensamento algum, nenhum desejo, 
nenhuma lembrança … 
A mente tem de ficar completamente quieta por dentro, por fora e no centro. Aqui, o pensamento, por 
insignificante que seja, é obstáculo para o Samadhi, para o êxtase. Esta ciência da meditação 
combinada com a respiração produz efeitos extraordinários. 
Normalmente, as pessoas padecem disso que se chama poluções noturnas. Homens e mulheres 
sofrem tal situação. Têm sonhos eróticos, os eus copulam uns com os outros, a vibração passa pelo 
cordão de prata até o físico e sobrevém o orgasmo com a perda da energia criadora. Isso acontece 
quando a energia sexual flui de dentro para fora de forma centrífuga. Quando a energia sexual flui de 
fora para dentro de forma centrípeta, as poluções noturnas terminam, o que vem em benefício da 
saúde. 
Bem, propicia-se o Samadhi durante a prática de meditação graças a que as energias criadoras, 
fluindo de fora para dentro, impregnam a consciência e terminam por possibilitar seu abandono do 
Ego e do corpo. A consciência desengarrafada do Ego, na ausência do Ego, fora do corpo físico, entra 
no Vazio Iluminador e recebe o TAO. Aquele que eliminou o eu do medo, do temor, poderá 
permanecer no Vazio Iluminador sem preocupação alguma. 
Sentirá que seu aspecto individual vai se dissolvendo, sentirá a si mesmo vivendo na pedra, na rocha, 
na longínqua estrela ou na ave canora de qualquer mundo planetário; não terá medo. Se não tiver 
medo, por fim gravitará até sua origem, convertendo-se a consciência, a Essência, em uma criatura 
terrivelmente divina para além do bem e do mal. Poderá pousar no Sagrado Sol Absoluto e ali, nesse 
Sol, como estrela microcósmica, conhecerá todos os mistérios do universo.
É bom saber que o universo em si mesmo, todo o nosso sistema solar, existe na Inteligência do 
Sagrado Sol Absoluto como um instante eterno. Todos os fenômenos da natureza processam-se 
dentro de um instante eterno na Inteligência do Sagrado Sol Absoluto. Se tiver medo, perder-se-á o 
êxtase e haverá o retorno à forma densa. 
Queridos irmãos que me escutam, precisam abandonar o temor. Não basta dizer: deixarei de temer. 
Há necessidade de se eliminar o eu do temor, sim … e ele é dissolvido est rit amente pelo poder da 
Divina Mãe Kundalini Shakti. Primeiro temos de analisá-lo, compreendê-lo e depois invocar Devi 
Kundalini, nossa Divina Mãe Cósmica particular, pedindo para que Ela desintegre o eu do temor. 
Somente assim alguém consegue submergir no Vazio Iluminador de forma absoluta. Quem o conseguir 
gravitará para o Sagrado Sol Absoluto e conhecerá as maravilhas do universo. 
Nossos irmãos precisam, pois, praticar essa técnica de meditação tal como a demos. Não se esquecer 
de que o corpo precisa ficar bem relaxado, e isso é indispensável. HAM SAH é o grande alento, HAM 
SAH é a nossa alma, HAM SAH é também um mantra que transmuta as energias criadoras. A 
meditação combinada com o tantrismo é formidável. HAM SAH é a chave. 
Bem sabemos que a energia criadora serve para o despertar da consciência. Combinada com a 
meditação, tira inquestionavelmente a consciência de dentro do elemento egoico e a submerge no 
vazio iluminador. É óbvio que o vazio iluminador está além do corpo, dos afetos e da mente. 
Em uma sala de meditação oriental, um monge perguntou ao Mestre: que é o vazio iluminador? Dizem 
os textos que o Mestre deu-lhe um pontapé no estômago e o discípulo caiu desmaiado. Depois, o 
discípulo levantou-se e abraçou o Mestre: obrigado, Mestre, experimentei o Vazio Iluminador. Absurdo, 
declararão muitos, porém não é bem assim. O que acontece é que fenômenos muito especiais se 
apresentam para o Vazio Iluminador. 
Um pintinho está pronto para sair do ovo. Sua mãe o ajuda ou o auxilia picando também ela a casca. 
O pintinho segue picando e com sua ajuda sai do ovo. Assim, quando alguém amadureceu, recebe 
ajuda de sua Divina Mãe Kundalini. Fura o cascão do Ego e da personalidade e sai para experimentar o 
Vazio Iluminador. 
O Segredo: Meditação Combinada com o Sono 
No entanto, há que se perseverar na meditação, há que se saber combinar inteligentemente a 
concentração com o sono; sono e concentração misturados produzem iluminação. 
Muitos esoteristas pensam que a meditação não deve de modo algum ser combinada com o sono do 
corpo. Aqueles que pensam assim estão equivocados, porque a meditação sem sono arruína o 
cérebro. Deve-se sempre utilizar o sono em combinação com a técnica da meditação, porém, um sono 
cont rolado, um sono volunt ário, não um sono sem cont role, um sono absurdo… sono e medit ação 
combinados inteligentemente.
Devemos montar no sono e não deixar que o sono 
monte em nós. Se aprendermos a montar no sono, teremos triunfado. Se o sono monta em nós, 
fracassamos. Port ant o, usar o sono; medit ação combinada com o sono… Essa técnica leva os 
praticantes ao Samadhi, à experiência do Vazio Iluminador. 
Há que se praticar diariamente. A que hora? No momento em que nos sintamos com ânimo para 
executá-Ia e especialmente quando estivermos com sono. Se seguirem essas indicações, um dia 
poderão receber o TAO, poderão experimentar a verdade. 
Obviamente, há dois tipos de dialética: a dialética racional do intelecto e a dialética da consciência. 
Durante o Satori, trabalha a dialética da consciência, e tudo entendemos por intuição, através de 
palavras ou figuras simbólicas, na linguagem das parábolas do evangelho c ristão, na linguagem viva 
da consciência superlativa do Ser. No Ser, a dialética da consciência se adianta sempre à dialética do 
raciocínio. 
A um monge zen foi perguntado: por que o bodidharma veio do oeste? Resposta: quem está no jardim 
é o cipreste. Qualquer um diria que isso não tem concordância alguma. No entanto, tem sim. É uma 
resposta que se adianta à dialética do raciocínio; sai da essência. O cipreste, a árvore da vida, está em 
todas as partes, não interessa oriente ou ocidente. Este é o sentido da resposta. No vazio iluminador 
se sabe tudo por experiência direta da verdade. 
O estudante terá de se familiarizar com a dialética da consciência. Infelizmente, o poder formulativo 
de conceitos lógicos, por mais brilhante que seja, por mais útil que seja nos aspectos da vida prática, 
resulta em obstáculo para a dialética da consciência. Não quero com isso descartar o poder 
formulativo dos conceitos lógicos, pois todos precisam dele no terreno dos fatos práticos da existência. 
Porém, cada faculdade tem inquestionavelmente a sua órbita particular em que é útil, fora dela resulta 
sem utilidade e prejudicial. Deixemos o poder formulativo de conceitos dentro de sua órbita. No 
Samadhi ou no Pansamadhi da meditação devemos sempre vivenciar, captar, a dialética da 
consciência. Isso é questão de experiência que o discípulo irá adquirindo à medida que pratica a 
técnica da meditação. 
A Impaciência 
O caminho da meditação profunda implica muita paciência. Os impacientes jamais conseguirão 
triunfar. Impossível vivenciar a experiência do vazio iluminador enquanto exista a impaciência em nós. 
O eu da impaciência tem de ser e eliminado , depois de ter sido compreendido. Que se entenda isto 
com clareza! Se assim se age, se recebe o TAO; isso é óbvio. A experiência do real jamais poderia 
chegar a nós enquanto a consciência continuasse embutida no Ego. O Ego em si mesmo é tempo. 
Toda essa multiplicidade de elementos fantasmagóricos que constituem o mim mesmo são um 
compêndio de tempo. A experiência do vazio iluminador é sua antíte se; ele é atemporal, ele está além
do tempo e da mente. O tempo é toda essa multiplicidade de eus; o eu é o tempo. Assim, pois, o 
tempo é subjetivo, incoerente, torpe, pesado e não tem realidade objetiva. 
Quando alguém senta em uma sala de meditação ou simples ente em sua casa a fim de meditar, se 
quiser praticar essa técnica deverá esquecer o conceito de tempo e viver dentro de um instante 
eterno. Aqueles que se dedicam à meditação dependentes do relógio, obviamente não conseguem a 
experiência do Vazio Iluminador. Se me perguntassem quantos minutos diários devem ser utilizados 
na meditação, se meia hora, uma ou duas horas, não haveria resposta. 
Se alguém entra em meditação e está dependente do tempo não pode experimentar o Vazio 
Iluminador porque este não é do tempo. Seria algo similar a uma ave que tentasse voar e que 
est ivesse amarrada por uma pat a a um pau; não poderia voar … haveria uma t rava. Para experiment ar 
o vazio iluminador, temos de nos livrar de qualquer trava. 
O importante é certamente experimentar a verdade e a verdade está no Vazio Iluminador. Quando a 
Jesus, o grande Cabir, perguntaram o que é a verdade, o Mestre guardou profundo silêncio. Quando a 
Gautama Sakiamuni fizeram a mesma pergunta, ele deu as costas e retirou-se. A verdade não pode 
ser descrita, não pode ser explicada, cada um tem de experimentá-la por si próprio através da técnica 
da meditação. 
No vazio iluminador, experimentamos a verdade. Esse é um elemento que nos transforma 
radicalmente. Há que se perseverar, há que se ser tenaz … Pode acont ecer que no princípio não se 
consiga nada, porém à medida que o tempo for passando iremos sentindo que nos vamos fazendo 
cada vez mais profundos. Um dia qualquer irromperá em nossa mente a experiência do vazio 
iluminador. 
Inquestionavelmente, o vazio iluminador em si mesmo é o santo Okidanok, o Ativo Okidanok, 
onipresente, onipenetrante, onisciente, que emana de si mesmo, o Sagrado Sol Absoluto. Feliz de 
quem consiga precipitar-se no vazio Iluminador , onde não vive criatura alguma, porque será 
precisamente ali onde experimentará o real, a verdade. Perseverança faz-se indispensável… Há que se 
trabalhar afundo diariamente até se conseguir o triunfo total. A experiência da verdade através da 
meditação resulta prodigiosa. Ao se experimentar a verdade, a gente sente-se com força para 
perseverar no trabalho sobre si mesmo. 
Brilhantes autores falaram sobre o trabalho em si mesmo, sobre o eu, sobre o mim mesmo. Fizeram 
muito bem ao falarem assim, mas esqueceram-se de uma coisa: a experiência da verdade. Enquanto 
alguém não tenha experimentado o real, não se sente reconfortado e não se sente com força 
suficiente para trabalhar sobre si mesmo, sobre o próprio eu. Quando alguém de verdade passou por 
tal experiência mística, é diferente, nada poderá o deter em sua aspiração de libertação. Trabalhará 
incansavelmente sobre si mesmo para conseguir de verdade uma mudança radical, total e definitiva. 
Agora, meus queridos amigos, vocês compreenderão por que as salas de meditação são 
indispensáveis. Francamente, sinto tristeza ao ver que, apesar de tanto haver escrito 
sobre a meditação em diferentes Mensagens de Natal em anos anteriores, ainda não há 
salas de meditação nos países centro e sul-americanos, quando já deveriam existir. 
O que se passou? Existe indolência. Por quê? Por falta de compreensão! Faz-se necessário entender! O 
pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem precisa de alento, precisa de algo que o 
anime na lut a, est ímulo para o t rabalho sobre si mesmo… Sei que o pobre animal int elect ual é dé bil 
por natureza e encontra-se numa situação completamente desvantajosa. O Ego é demasiadamente 
forte e a personalidade terrivelmente débil. Como deixá-lo se assim apenas consegue caminhar? Ele
precisa de algo que o anime no trabalho, precisa de um apoio íntimo. Isso só se torna possível através 
da meditação. 
Não quero dizer que todos de uma só ceifada irão experimentar o Vazio Iluminador. Obviamente, se 
chegará a essa experiência através de diferentes graus. O devoto entenderá cada vez mais o impulso 
íntimo do Ser e terá diversas vivências mais ou menos lúcidas. Dia chegará em que terá a melhor das 
vivências: a experiência direta da grande realidade; então receberá o TAO. 
Todos aqueles que me escutam devem pesar bem minhas palavras. Reflitam, não basta simplesmente 
ouvir. Há que se saber escutar, o que é diferente. Porém, o que escuta a palavra e não a faz – diz o 
apóstolo Santiago na Epístola Universal – se parece com o homem que se olha no espelho e depois dá 
as costas e se vai. 
Há que se viver a palavra dentro de si próprio. Não basta que me escutem. É necessário que se 
converta esse ensinamento em carne, sangue e vida, se é que se pretende a transformação radical. 
Há que se perseverar! Até aqui, minhas palavras. 
Paz Inverencial 
Os 5 centros e suas disfunções 
A questão do funcionamento equivocado dos Centros é um tema que exige um estudo de toda a vida, 
at ravés da observação de ―si mesmo‖ em ação e do exame rigoroso dos sonhos. 
Não é possível chegarem, num instante, à compreensão dos centros. Necessitamos de infinita 
paciência para compreender suas formas incorretas de trabalhar. 
Toda a vida se desenvolve em razão dos Centros e é controlada por eles. Nossos pensamentos, 
sentimentos, esperanças, temores, amores, ódios, ações, sensações, prazeres, satisfações, frustrações 
etc. encontram-se nos Centros. 
O descobrimento de algum elemento inumano em qualquer um dos Centros deve ser motivo mais do 
que suficiente para trabalhá-lo esotericamente. 
É necessário compreender o que é a mente e o que são o sentimento e o sentimentalismo. Se 
estudarmos o Ser cuidadosamente, veremos que a mente não é o Ser. Na Teosofia fala-se muito do 
corpo Mmntal e as diversas escolas de pensamento o citam. Não queremos com isso dizer que todos 
os ―humanoides‖ já possuam o veículo mental. Haverá manas, como se diz em sânscrito, ou seja, 
substância mental, depositada em cada um de nós, porém, isso não é possuir realmente o veículo da 
mente. 
Em todo caso, a mente, se é que o ser humano já possui tal veículo ou que está começando a criá-lo, 
e mesmo que ainda não o tenha, não é mais que um instrumento de manifestação, mas não é o Ser. 
O sentimento tampouco é o Ser. No passado, senti-me inclinado a crer que o sentimento, em si 
mesmo, correspondia ao Ser. 
Mais tarde, depois de severas análises, vi-me na necessidade de retificar tal conceito. Obviamente, o 
sentimento advém do corpo astral nos seres humanos. Poderiam objetar-me dizendo que nem todos 
possuem este precioso veículo kedsjano e nisso estamos de acordo, mas existe a emoção, a 
substância astral correspondente em cada um de nós.
De fato, quer tenhamos o veículo sideral quer não, surge evidentemente isso que se chama 
sentimento. Em seu aspecto negativo, o sentimentalismo nos converte em entes demasiadamente 
negativos, mas o sent imento tampouco é o Ser, pode pertencer ao centro emocional, porém não é o 
Ser. 
A mente tem o seu Centro (o Centro Intelectual), mas não é o Ser. O Centro da Mente, o Intelectual, 
está localizado no cérebro – isto é obvio –, porém não é o Ser. O sentimento corresponde ao Centro 
Emocional, localiza-se na região do plexo solar e abarca os centros nervosos simpáticos e o coração, 
porém não é o Ser. 
O Ser é o Ser, e a razão do ser do Ser é o mesmo Ser… 
Por que temos de nos deixar levar pelos Centros da máquina? Por que permitimos que o Centro 
Intelectual ou o Emocional nos controlem? Por que temos de ser escravos desta maquinaria? Devemos 
aprender a controlar todos os Centros da máquina, devemos nos converter em seus senhores. 
Há cinco Centros na máquina, e isto é óbvio: o Intelectual, primeiro; o Emocional, 
segundo; o Motor, terceiro; o Instintivo, quarto; e o Sexual, quinto. 
Mas, os Centros da máquina não são o Ser; podem estar a serviço do Ser, porém não são o Ser. 
Assim, pois, nem a mente nem o sentimento são o Ser. 
Por que sofrem os seres humanos? Porque permitem que o pensamento e o sentimento intervenham 
nas diversas circunstâncias da vida. Se nos insultam, reagimos de imediato, se ferem nosso amor 
próprio, sofremos e até nos encolerizamos. 
Quando contemplamos todo o panorama da vida, podemos evidenciar claramente que temos sido, 
diríamos, como pedaços de madeira no oceano, graças precisamente a que temos permitido que a 
mente e o sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias da existência. 
Não temos dado oportunidade à Essência, ao Ser, para que se expresse através de nós. Temos 
sempre tentado resolver as coisas por nossa conta, reagimos ante qualquer palavra dura, qualquer 
problema ou qualquer dificuldade. Sentimos-no feridos quando alguém nos fere, ou contentes quando 
alguém nos agrada. 
Temos sido, dissemos, como pedaços de madeira entre as embravecidas ondas do grande oceano, não 
temos sido senhores de nós mesmos. 
Por que nos preocupamos? Pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês. Por causa do s ―problemas‖, 
me diriam. A preocupação, meus caros irmãos, é um hábito de muito mau gosto, de nada serve, nada
resolve. Uma pessoa tem de aprender a viver de instante em instante, de momento ao momento. Por 
que haverá alguém de se preocupar? 
Assim, não devemos permitir que a mente e os sentimento se intrometam nas diversas circunstâncias 
da vida. A personalidade humana deve tornar-se passiva, tranquila. Isto implica, de fato, uma 
tremenda atividade da consciência, isso significa aprender a viver conscientemente, isso signif ica 
dispor a base para o despertar. 
Para Saber Mais: 
Disfunções no trabalho do centro intelectual 
Disfunções no trabalho do centro emocional 
Disfunções no trabalho do centro motor 
Disfunções no trabalho do centro instintivo 
Disfunções no trabalho do centro sexual 
Como acessar o centro emocional superior 
Disfunções no trabalho do centro 
intelectual 
―É lament ável que, por falt a de sabedoria, os seres humanos estejam fabricando nos cinco cilindros da 
máquina orgânica inumeráveis Eus-Demônios que roubam parte de sua consciência e de suas vidas.‖ 
Se estudarmos judiciosamente o porquê do trabalho equivocado dos Centros, encontramos a resposta 
nos múltiplos eus-defeitos que se encontram ali e os controlam. No que se refere ao Centro 
Intelectual, vemos que os agregados psíquicos aproveitam os conhecimentos adquiridos para 
autoafirmar e fortalecer-se. Quando algum conhecimento não é submetido à meditação profunda, 
então o Eu da psicologia utiliza essas informações, originando, consequentemente, uma forma muito 
peculiar de intelectualismo. 
Os conhecimentos não prejudicam ninguém, mas quando são capturados pelo Ego, produzem 
consequências por si só bastante graves, porque o Eu se torna mais astuto, cauteloso e formula os 
piores crimes, busca maneiras de explorar o homem pelo homem, destrói as diversas manifestações 
científicas, artísticas, filosóficas e religiosas. 
O Eu de que a Psicologia Profunda fala, armado de conhecimentos intelectuais, sabota os valores que 
sempre têm sustentado a humanidade, trata de tirar os valores espirituais do ser humano, destrói a 
obra dos grandes homens. 
O intelectualismo é o polo oposto da Inteligência e é muito diferente da Intelecção Iluminada. O 
intelectualismo é uma mescla de Eu Psicológico com a informação adquirida através dos sentidos 
externos. A Inteligência é um atributo do Ser, é uma faculdade da Consciência Superlativa do Ser. 
A humanidade consciente trabalha com a inteligência, a humanidade mecânica e tenebrosa consegue 
seus níveis de prestígio social, político e econômico, trabalhando com a astúcia intelectual, trabalhando 
com a parte mecânica do Centro Intelectual, ou seja, com a pior parte de si mesma.
Em realidade, nas atuais condições o ser humano não é um verdadeiro indivíduo pensante, não tem 
mente individual. Do Centro Intelectual surtem diversos pensamentos que provêm não de um Eu 
permanente, como supõem os ignorantes ilustrados, mas dos diferentes Eus em cada um de nós. 
No entanto, quando pensa, o homem crê firmemente que em si me smo e por si mesmo está 
pensando. O pobre mamífero intelectual não quer se dar conta de que os múltiplos pensamentos que 
passam por seu entendimento têm sua origem nos distintos Eus que leva dentro de si. 
Um trabalho sério e continuado sobre o Centro Intelectual inclui a não identificação com tal ou qual 
pensamento negativo e prejudicial, porque todos os pensamentos desse tipo provêm deste ou daquele 
Eu que, em um momento dado, utiliza abusivamente nosso Centro Intelectual. 
Vista essa questão desse ângulo pluralizado de Pensadores e Pensamentos, o que ocorre é que cada 
um dos Eus que carregamos em nossa psique é de fato um pensador diferente. Não obstante, cada 
um desses eus-pensadores, apesar de constituir só uma parte, se crê o todo em um momento dado. 
Assim, por exemplo, quando surge em nós um pensamento de ódio contra determinada pessoa, 
cremos que a totalidade de nós está odiando, com o que não só nos autonegamos, senão que ainda 
fortalecemos o Eu autor do correspondente pensamento negativo através dos processos de 
identificações. 
Obviamente, quem não vive em estado de alerta novidade, em estado de percepção alerta, isto é, 
quem não observa os processos de seu Cent ro Intelect ual e ―pensa que est á pensando‖, se ident ifica 
facilmente com qualquer pensamento negat ivo. Se aceit armos est es pensament os, estes ―eus-pensadores‖ 
que num moment o qualquer cont rolam nosso Cent ro Int elect ual seremos ent ão, 
incapazes de nos liberar de seus resultados. 
Não devemos nunca esquecer que esses Eus negativos e briguentos se apoderam facilmente dos 
conhecimentos que não tenham sido devidamente compreendidos e dos conceitos adquiridos por 
imit ação mecânica, ou seja, se apoderam dos ―rolos ment ais‖ armazenados em nosso Cent ro 
Intelectual, originando correntes mentais nocivas e prejudiciais. 
Quando uma informação foi devidamente compreendida, não apenas no nível intelectual, mas também 
em todos os departamentos da mente, passa a formar parte da Essência ou Consciência, e então o Ser 
utiliza essa sabedoria para determinar circunstâncias no mundo físico. 
Segundo a Gnose, eliminado o Ego deixamos de ser vítimas das circunstâncias e da maldade do 
próximo e nos advém a Intelecção Iluminada, que é a mesma Razão Objetiva com Intuição. Com essa 
poderosa chave em nossa mente, poderíamos abrir, sem temor algum, a porta que conduz aos 
Mundos Superiores e investigar os Mistérios da Vida e da Morte. 
Daí a importância de descobrir o Ego em ação porque, no que se refere ao Centro Intelectual, quando 
a pessoa já aprendeu a viver em estado de alerta, os eus-pensadores não podem enganá-la, pois
compreende que uma parte de si mesma quer levá-la, por exemplo, ao adultério, ao orgulho místico, 
aos ciúmes, ou pretende afastá-la dos ensinamentos gnósticos. 
Inquestionavelmente, quando uma pessoa observa, compreende e a seguir elimina o Eu a que se 
refere a Psicologia Experimental e Revolucionária, cessam os autosenganos, termina o trabalho 
equivocado dos Centros. 
Disfunções no trabalho do centro 
emocional 
―Como poderia exist ir em nós o real sent imento de nosso verdadeiro Ser quando esses Eus estão 
sentindo e pensando por nós? O mais grave desta tragédia é que a pessoa pensa que está pensando, 
sente que está sentindo, quando é outro que em dado momento pensa com o nosso martirizado 
cérebro e sente com nosso dolorido coração. 
Infelizes de nós: quantas vezes cremos estar amando e o que acontece é que outro dentro de nós 
mesmos, cheio de luxúria, utiliza o centro do coração! Somos uns infelizes, confundimos a paixão 
animal com o amor e, entretanto, é outro dent ro de nós mesmos, dentro de nossa personalidade que 
passa por t ais confusões!‖ 
A transformação do Centro Emocional Inferior está intimamente relacionada com a não -expressão de 
emoções negativas. Quando cometemos o erro de esquecer de nós mesmos e nos ident ificamos com o 
mundo dos sentido externos, novos eus vêm à existência e se fortalecem os que já vivem em nosso 
espaço psicológico. 
No Plexo Solar ou Centro Emocional, sabiamente colocado pela Natureza na região do umbigo, os 
―agregados psíquicos‖ se expressam sentimentalmente, quase sempre com um sentimentalismo 
mórbido que a nada conduz. 
Concretamente, as emoções negativas têm sua causa-raiz nas associações mecânicas e na 
identificação consigo mesmo e com os demais. 
O animal intelectual olha a vida através das informações armazenadas nos Centros, e, quando um 
evento exterior não coincide com determinada informação, o resultado é uma emoção negativa. As 
ideias falsas que temos sobre nós mesmos provocam sempre emoções inferiores. 
Quando alguém se identifica com essas falsas ideias, então ama demasiado a si mesmo, se 
autoconsidera e pensa que sempre tem se portado bem com fulano, com beltrano, com a mulher ou o 
marido, com seus filhos, e supõe que ninguém tem sabido apreciá-lo. Ou seja, a emoção negativa da 
autoconsideração conduz de maneira inevitável à autocomiseração. 
É claro que a falsa educação, somada à pobreza espiritual, criou no animal intelectual formas 
estereotipadas de reagir, maneiras equivocadas de pensar e de sentir, mecanismos que se manifestam 
como pensamentos negativos e emoções inferiores. 
A psicologia gnóstica ensina o método exato para transformar ou purificar o Centro Emocional e, a 
este respeit o, assinala: ―É necessário aprender a ver o pondo de vist a alheio, precisamos aprender a 
nos colocar no lugar dos outros, é necessário aprender a receber com agrado as manifestações 
desagradáveis de nossos semelhantes‖.
A presença de um sentimento negativo não deve ser condenada nem justificada, mas auto -observada 
em um at o de ―recordação de si‖. Quando fizermos isso, podemos então conhecer nossos estados 
equivocados de consciência. 
A energia conscient e, que se acumula com cada ato de ―recordação de si‖, crist aliza -se finalmente 
num Centro Permanente de Consciência, capacitando-nos a receber as influências do Ser através dos 
Centros Superiores (Intelectual e Emocional). 
Mas se vivemos lamentando o perdido, chorando pelo que desprezamos, recordando os velhos 
tropeços e calamidades, sentindo piedade por nós mesmos, manifestando um amor-próprio 
exagerado, nos preocupando com o que os outros possam pensar de nós, nada poderá crescer em 
nosso interior, nunca podermos passar a um Nível Superior do Ser. 
Na lut a cont ra essas fraquezas, um preceit o deve ser urgentement e posto em prát ica: ―Se queremos 
nos modificar radicalment e, devemos sacrificar nossos próprios sofriment os‖. 
Estabeleçamos uma exata diferenciação entre sofrimentos mecânicos e padecimentos voluntários. Os 
sofrimentos mecânicos apresentam-se por causa de nossa consciência adormecida, por nossa própria 
culpa, graças a nossos erros e defeitos psicológicos. Os padecimentos voluntários são aqueles que o 
aspirante gnóstico impõe a si mesmo, para poder aniquilar o Ego animal, para alcançar a Alta Iniciação 
e ―perder-se no Ser‖. 
As pessoas que trabalharam muito na vida sem obter o que desejam, aqueles que sofreram muito e 
que obviamente se sentem enganados, os que pensam que a vida lhes deve aquilo que nunca foram 
capazes de conseguir, normalmente sentem uma tristeza interior, uma sensação de monotonia e téd io 
espantosos, um cansaço íntimo ou frustração em cujo redor se amontoam os pensamentos. 
O sentimento de que nos devem honras e satisfações, a dor que sentimos pelos males que outros nos 
causaram etc., detêm todo o progresso interior da Alma. Os que são incapazes de sacrificar seus 
próprios sofrimentos criam diariamente Eus muitos perversos, Eus ressentidos, Eus que odeiam e 
estão muito perto da maldição. Pessoas assim, incapazes de sacrificar os sofrimentos mecânicos, estão 
de fato ―mort as‖ para o t rabalho esotérico, fecham o caminho para Autorrealização do Ser. 
Em nossa tão cacarejada civilização moderna, a humanidade inteira vive identificada com as emoções 
inferiores, a ponto de não poder existir sem elas. As emoções inferiores constituem-se hoje numa 
enfermidade terrível e difícil de curar. Por isso, o aspirante gnóstico não deve admitir sentimentos de 
vingança, ressentimento, ansiedades pelos males que outros lhe tenham causado ou emoções 
negativas de violência, inveja, ciúmes, medo, desconfiança de si mesmo e dos demais etc.
Só assim, sacrif icando nossos próprios sofrimentos, poderemos conseguir o objetivo fundamental dos 
estudos gnóstico, isto é, converter-nos em seres diferentes. 
Disfunções no trabalho do centro 
motor 
―T ransformar reações mecânicas é possível mediante a confrontação lógica e a Autorrealização Íntima 
do Ser. É evidente que as pessoas reagem mecanicamente diante das diversas circunstâncias da vida. 
Pobres pessoas, costumam sempre se converter em vítimas! Quando alguém as adula, sorriem, e 
quando as humilha, sofrem; insultam se são insultadas, ferem se são feridas. Nunca são livres, seus 
semelhantes têm poder para levá-las da alegria à t rist eza, da esperança ao desespero.‖ (Samael Aun 
Weor, Psicologia Revolucionária) 
Quando uma pessoa estuda a si mesma sabe muito bem que o ponto de gravidade do Centro Motor 
está situado na parte superior da espinha dorsal e conhece também a notória influência deste Centro 
sobre todo o organismo. 
Para trabalhar seriamente sobre o Centro Motor e corrigir seu mau funcionamento, é necessário 
exercitar o sentido da auto-observação psicológica, colocando a atenção dinâmica ou voluntária em 
todas as atividades relacionadas a este Centro. As atividades do Centro Motor são as seguintes: 
. A imitação mecânica. 
. A criação de autoimagens, com a cumplicidade da fantasia (a infraimaginação 
e o sonho). 
. Os hábitos. 
. As tensões musculares desnecessárias, os movimentos inconscientes, as ações 
automáticas. 
. A conversação insubstancial de fala ambígua, o palavreado inútil, o ―falar por 
falar‖ et c. 
Devemos entender, em princípio, que os ―humanoides int elect uais‖ nada podem fazer, t udo nos 
acontece, tal como quando chove, troveja ou relampeja. O animal intelectual é uma máquina, porém, 
uma máquina muito especial, porque pode deixar de sê-lo, se a isso se propõe e se conhece o método 
exato. 
Assim, a primeira coisa que o estudante deve compreender e eliminar é a sua própria mecanicidade, 
se é que realmente almeja o despertar da Consciência.
Todas as nossas ações são 
completamente mecânicas. Isto ocorre por que o Ego se apodera do Centro Motor para nos obrigar a 
realizar movimentos de todo tipo, convertendo-nos em simples marionetes, em míseros bonecos 
acionados por diferente Eus. Entretanto, com o auxílio do terceiro estado de Consciência – que é o da 
Íntima Recordação de Si Mesmo –, podemos ir eliminando uma a uma as possibilidades de 
mecanicidade em todas as atividades do Centro Motor. 
Personalidade Mecânica ou Falsa Personalidade, que pertence ao inframundo das 96 leis, é formada 
precisamente por todas as coisas que adquirimos ou aprendemos durante a vida, ou seja, modos de 
pensar, sentir e atuar meramente mecânico. 
Sem sombra de dúvida, o homem-máquina, o robô-humanoide, perde desde criança essa faculdade 
conhecida como Percepção Instintiva das Verdades Cósmicas, e fica sujeito, graças a uma educação 
equivocada, a atuar em razão dos múltiplos eventos exteriores e de choques acidentais que originam 
em seu interior determinadas mudanças, quase sempre errôneas ou não coincidentes com o 
acontecimento em questão. 
Os Eus que desde cedo assumem o controle dos Centros da máquina orgânica vêm à existência por 
causa da pressão dos dramas, tragédias e comédias que, quer queira quer não, o animal intelectual, 
acontecem na escola da vida. 
Por culpa de nossa própria mecanicidade, a Essência perdeu suas possibilidades de manifestações, já 
que toda forma de ação consciente foi substituída pelo automatismo, a materialidade grosseira e a 
ignorância do que realmente somos. O Eu a que se refere a psicologia gnóstica, ao não transformar as 
impressões, desenha novas autoimagens, nova série de hábitos, costumes, movimentos, ilusões, 
palavras etc., que finalmente servem para nos converter em autômatos com a consciência 
profundamente adormecida. 
Quando uma impressão entra na máquina orgânica sem ser transformada, é imediatamente 
interceptada pela personalidade mecânica e, mediante certos dispositivos, enviada a lugares ou 
Centros equivocados, prejudicando o funcionamento normal dos Centros e adormecendo ainda mais a 
Consciência. 
Obviamente, quando uma impressão é captada sem a intervenção do terceiro estado de Consciência, 
ou seja, quando a pessoa está em estado de identificação, os diversos elementos psicológicos movem-se 
sem controle algum, reagindo mecanicamente. A auto-observação permite que a luz da Consciência 
ilumine esses aspectos mecânicos de si mesmo, tendo como resultado o Autoconhecimento. 
As primeiras tentativas de auto-observação do Centro Motor encontram um sério obstáculo nos 
automatismo inconsciente, especialmente nos hábitos e costumes ligados à Falsa Personalidade.
Certamente, nunca é tarefa fácil perder toda identificação com os acontecimentos de nossa própria 
vida. No entanto, se queremos corrigir o trabalho equivocado do Centro Motor, devemos nos despojar 
de certar atuações mecânicas que comumente adotamos por imitação, mas que são na realidade 
inúteis e prejudiciais. 
A tendência a imitar os gestos e atitudes dos outros é uma característica muito marcante no animal 
intelectual equivocadamente chamado Homem. 
Os esportes violentos (boxe, futebol, levantamento de peso, caratê etc.) constituem-se num atentado 
contra o Centro Motor, pois esgotam os valores energéticos que a Natureza colocou nesse cilindro. 
Note-se, entretanto, como se têm massificado esses esportes brutais, graças precisamente à imitação. 
Tampouco escapam do derrame de energia motora os artistas de cinema e da tevê, os fanáticos de 
todos os esportes, os que abusam do trabalho físico, os que se deixam dominar pela ira corporal e 
pela cólera ou ira da língua, os que não podem deixar de falar nem um só momento, os que vivem sob 
tensões desnecessárias etc. 
A luta contra o automatismo só pode ter sucesso com a ajuda da atenção consciente, plena, natural, 
espontânea, ante cada movimento que realizamos. Porém, o controle definitivo sobre as infinitas 
possibilidades desse Centro somente pode ser adquirido com a aniquilação total do Eu psicológico. 
As práticas gnósticas, a vocalização, meditação e oração conscientes colocam o Centro Motor em plena 
harmonia com o Infinito, obtendo-se então estados de relaxamento voluntário que ajudam a equilibrá-lo. 
Finalmente, na vida diária é necessário aprender a relaxar conscientemente o corpo físico, tratando de 
recordar-se de si mesmo, assim com aprender a não gritar, a não gesticular, tudo com o propósito de 
se autoconhecer e de economizar energia motora 
Disfunções no trabalho do centro 
instintivo 
―O corpo planet ário ou corpo físico às vezes se encont ra doente, às vezes são e assim sucessivamente. 
Cremos sempre ter algum conhecimento de nosso corpo físico, mas, na realidade, nem os melhores 
cientistas do mundo sabem muita coisa sobre o corpo de carne e osso. Não há dúvida de que o corpo 
físico, dado sua tremenda complicada organização, está muito além de nossa compreensão. 
Pode acontecer o caso concreto de que estejamos equivocadamente relacionados com o corpo físico e, 
em consequência disso, ficamos doentes. Quando uma pessoa se dá o ‗choque da recordação de si‘, 
produz-se realmente uma mudança milagrosa em todo o trabalho do corpo, de modo que as células 
recebem um alimento diferente‖. 
O centro de gravidade deste cilindro encontra-se na parte inferior da espinha dorsal, entretanto, sua 
influência abarca todo o organismo humano. 
As funções específicas do Centro Instintivo não devem ser confundidas com as do Centro Motor, pois 
são diferentes, mesmo quando, conjuntamente com o Centro Sexual, estão destinadas a trabalhar 
coordenada e harmoniosamente. Por isso, no Gnosticismo Universal, fala-se dos TRÊS CÉREBROS, a 
saber: Cérebro intelectual, Cérebro Emocional e Cérebro Motor-Instintivo-Sexual.
Deve-se ter em conta, no entanto, que as funções motrizes são adquiridas, devem ser aprendidas, ao 
passo que as funções instintivas são inatas. As funções do Centro Instintivo são: a respiração, 
circulação sanguínea, a digestão e, em geral, todo trabalho interno do organismo, além dos reflexos, 
que também pertencem a ele. 
O instinto sexual, o instinto de conservação da vida e outras funções instintivas normais estão 
lamentavelmente adulteradas. O Centro Instintivo trabalha de forma independente e possui, em si 
mesmo, as condições necessárias para enfrentar a vida. 
A Consciência deveria manejar as funções instintivas, pois 
tem poder para fazê-lo, porém, nas at uais condições do ―humanoide‖, essas funções realizam-se sem 
a intervenção da Vontade e da Consciência. Convém assinalar que toda enfermidade física é 
provocada pelo trabalho equivocado em todos os Centros, pelo domínio que sobre eles exerce o Eu da 
psicologia experimental. 
Os impactos do Eu adoecem o Corpo Vital e o danificam, com repercussão imediata em todos os 
Centros, muito particularmente no Instintivo. 
À medida que esse e todos os Centros vão ficando a serviço da Essência, toda possibilidade de 
enfermidade desaparecerá. Trabalhar esotericamente sobre o Centro Instintivo implica auto -observar 
as sensações, questão esta de suma importância, dado que as impressões chegam até nós pela via 
dos cinco sentidos. 
Ao Centro Instintivo corresponde o papel principal na ciência da transformação das impressões. Em 
outras palavras, o trabalho equivocado dos Centros não pode ser corrigido se não se estudam, se 
compreendem e eliminam as atividades errôneas do Centro Instintivo, o que de fato exige um saber 
adequado e um método que permita seu desenvolvimento harmônico. 
Nos momentos de inconsciência total, as funções normais do Centro Instintivo entram num processo 
involutivo, descendente, infranormal, e as impressões que se recebem do mundo exterior não são 
transformadas. Ao tratar de se adaptar às condições desfavoráveis para a vida, este Centro traz à 
existência alguns Eus infra-instintivos, terrivelmente negativos. 
O estudante gnóstico que almeja estabelecer o equilíbrio deste Centro deverá trabalhar na e liminação 
de certas formas bestiais, infra-humanas e infraconscientes, como a brutalidade instintiva, os instintos 
criminosos, o ódio, a luxúria, as psicopatias etc. 
Qualquer ego pode ocasionar graves danos em algum dos cilindros, porém, os que provocam 
explosões difíceis de cont rolar são precisamente os ―agregados‖ que se sit uam no Cent ro Inst int ivo, o 
qual é 30 mil vezes mais rápido que o Centro Intelectual.
Os eus instintivos são a representação real da parte animalesca de cada um de nós, vale dizer, são 
entidades que se desenvolvem no estado de Eikasia, ou sono absoluto da Consciência. Por isso, os 
sonhos relacionados com este Centro são demasiado confusos, quase impossíveis de decifrar. Algumas 
dessas entidades ou eus provocam, ao se manifestarem, os crimes mais espantosos: estupros, paixões 
sangrentas etc. 
Tais defeitos psicológicos, que tergiversam os instintos normais do ser humano, têm sua origem 
no Órgão Kundartiguador, inserido precisamente no Centro Instintivo. Resta dizer que o estudo da 
função instintiva, assim como o dos outros Centros, escapa sempre às análises normais do 
racionalismo especulativo e aos métodos intelectuais da psicologia ocidental. Nunca devemos 
esquecer, neste sentido, que o autoconhecimento, ou autognose, é um atributo da Consciência 
Superlativa do Ser. 
Num passado remoto, a humanidade possuía a Razão Objetica, elaborava seus conceitos com os 
dados da Consciência, que, por sua vez, utilizava um Centro Instintivo absolutamente perfeito. Então, 
não existia o Ego, e o Ser percebia o mundo e seus fenômenos através de uma Consciência iluminada 
e desperta. 
Restituir essa pureza original é o objetivo do trabalho sobre os cinco Centros da máquina orgânica, 
muito especialmente do Instintivo. A degeneração dos cinco sentidos, somada ao fato de que o animal 
intelectual elabora seus conceitos a partir das percepções externas, explica por que foram adulteradas 
as diferentes manifestações da Ciência, da Arte, da Filosofia e da Religião. 
O SENTIDO DE NOVIDADE, a CAPACIDADE DE ASSOMBRO, o OLHAR tudo de uma maneira nova, ou 
seja, em estado de PERCEPÇÃO-ALERTA, é um auxílio extraordinário para a percepção correta do 
mundo físico. 
Obviamente, quando aprendemos a olhar a vida sem nenhum tipo de associações, as impressões são 
transformadas e atingem diretamente a Consciência. O trabalho correto sobre o Centro Instintivo 
consiste, então, em capturar as impressões sem traduzi-las. Há que aprender a ver, degustar, ouvir, 
cheirar e apalpar em est ado de profunda concent ração, em est ado de ―Recordação de S i‖, o que 
somente é possível observando o ponto por onde entram as impressões e utilizando, como já 
dissemos, o Primeiro Choque Consciente. 
A ação do Ego através do Centro Instintivo se dá mediante nas sensações e a satisfações dos desejos. 
Primeiro vem a sensação, ou seja, o impacto do mundo externo através dos cinco sentidos. A seguir 
vem o desejo, produzido pela identificação do sujeito com o objeto. O eu pluralizado busca sempre 
aquelas sensações que lhe possam dar a tão almejada satisfação. O Ego deseja riquezas, poder luxo. 
O Ego busca, sobretudo, sensações e satisfações instintivo-sexuais. 
Quando uma pessoa aprende a se dividir entre observador e observado, pode então conhecer a causa 
dos desejos. 
Para autocomprazer-se, o Ego busca sensações cada vez mais fortes: drogas, paraquedismo, corridas 
de automóveis etc., o que sem dúvida o fortalece terrivelmente e degenera ainda mais o Centro 
Instintivo. O estudante gnóstico deve autoexplorar seu próprio Ego, a fim de compreender o que são 
os desejos e as vontades enfrascados nos Eus. 
Essas vontades nos obrigam a satisfazer os desejos, convertendo-nos em criaturas impotentes, fracas, 
miseráveis, incapazes de se sobrepor às circunstâncias. 
Por outra parte, as condições inadequadas e desumanas nas quais se devolve a vida moderna, os 
alimentos artificiais e contaminados com produtos químicos, o empilhamento nas grandes metrópoles,
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