3o
ano
2OANO
•
E
N
SINO FUNDAMENTAL I •
EF8ANOS
L I V R O D O P R O F E S S O R
2010
Cadernos de apoio
e aprendizagem
lIngua portuguesa
P R O G R A M A S : L E R E E S C R E V E R / O R I E N TA Ç Õ E S C U R R I C U L A R E S
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Prefeitura da Cidade de São Paulo
Prefeito
Gilberto Kassab
Secretaria Municipal de Educação
Secretário
Alexandre Alves Schneider
Secretária Adjunta
Célia Regina Guidon Falótico
Diretora da Assessoria Técnica de Planejamento
Fátima Elisabete Pereira Thimoteo
Diretora de Orientação Técnica
Regina Célia Lico Suzuki
(Coordenadora Geral do Programa)
Divisão de Orientação Técnica
Ensino Fundamental e Médio
Suzete de Souza Borelli
(Diretora e Coordenadora do Programa DOT/EF)
Cristhiane de Souza, Hugo Luiz Montenegro,
Humberto Luis de Jesus, Ione Aparecida Cardoso Oliveira,
Leika Watabe, Leila de Cássia José Mendes,
Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro, Maria Emilia
Lima, Regina Célia dos Santos Câmara, Silvia Moretti
Rosa Ferrari, Viviane de Camargo Valadares
Divisão de Orientação Técnica Educação Especial
Silvana Lucena dos Santos Drago
Diretores Regionais de Educação
Eliane Seraphim Abrantes, Elizabeth Oliveira Dias,
Hatsue Ito, Isaias Pereira de Souza, José Waldir Gregio,
Leila Barbosa Oliva, Leila Portella Ferreira, Maria Angela
Gianetti, Maria Antonieta Carneiro, Marcelo Rinaldi,
Silvana Ribeiro de Faria, Sueli Chaves Eguchi,
Waldecir Navarrete Pelissoni
Equipe técnica de apoio da SME/DOT
Ana Lúcia Dias Baldineti Oliveira, Ana Maria Rodrigues
Jordão Massa, Claudia Aparecida Fonseca Costa,
Delma Aparecida da Silva, Jarbas Mazzariello,
Magda Giacchetto de Ávila, Maria Teresa Yae Kubota
Ferrari, Mariana Pereira Rosa Santos,
Tania Nardi de Padua, Telma de Oliveira
Assessoria Pedagógica SME/DOT
Célia Maria Carolino Pires, Maria José Nóbrega,
Rosaura Angélica Soligo
Fundação Padre Anchieta
Presidente
João Sayad
Vice-Presidentes
Ronaldo Bianchi
Fernando Vieira de Mello
Diretoria de Educação
Diretor
Fernando José de Almeida
Gerentes
Monica Gardelli Franco
Júlio Moreno
Coordenadora do projeto
Maria Helena Soares de Souza
Equipe de autoria
Coordenação
Clecio dos Santos Bunzen Júnior, Jacqueline Peixoto Barbosa
Assessoria de coordenação
Márcia Mendonça e Claudia Vóvio
Autores
América dos Anjos Costa Marinho, Anna Maria C. Caricatti M. Cera,
Carolina Assis Dias Vianna, Celina Diaféria, Clecio dos Santos Bunzen Júnior,
Denise de Oliveira Teixeira, Ellen Rosenblat, Geraldo Antônio Andreasi Fantim,
Jacqueline Peixoto Barbosa, Jordana Lima de Moura Thadei, Laura Inês Breda
de Figueiredo, Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro, Maria Helena Costa,
Maria Inês Nocite, Marisa Balthasar Soares, Marisa Vasconcelos Ferreira,
Patrícia Prado Calheta, Paula Bacarat De Grande, Rosa Maria Antunes de Barros,
Shirley de Oliveira Garcia Jurado, Virginia Scopacasa
Pesquisa
Átila Augusto Morand, Eduardo de Moura Almeida
Leitura crítica
Roxane Rojo
Equipe Editorial
Gerência editorial
Carlos Seabra
Secretaria editorial
Janaína Chervezan da Costa Cardoso
Assessoria de conteúdo
Márcia Regina Savioli (Língua Portuguesa)
Maria Helena Soares de Souza (Matemática)
Controle de iconografia
Elisa Rojas
Apoio administrativo
Acrizia Araújo dos Santos, Ricardo Gomes, Walderci Hipólito
Edição de texto
Dida Bessana, Maria Carolina de Araujo
Revisão
Ana Luiza Saad Pereira, Barbara Eleodora Benevides Arruda, Marcia Menin,
Maria Carolina de Araujo, Miguel Facchini, Silvia Amancio de Oliveira
Direção de arte
Eliana Kestenbaum, Marco Irici
Arte e diagramação
Cristiane Pino, Cristina Izuno, Henrique Ozawa, Mariana Schmidt
Ilustrações
Fabiana Salomão
Renato Zechetto
Bureau de editoração
Mare Magnum Artes Gráficas
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Prezado(a) professor(a),
Os Cadernos de apoio e aprendizagem – Língua Portuguesa, destinados aos
estudantes dos nove anos do Ensino Fundamental, têm como finalidade contribuir
para o trabalho docente visando à melhoria das aprendizagens dos alunos. Sua
elaboração teve como critérios para seleção das atividades o alcance das expectativas
de aprendizagem contidas nos documentos de Orientações curriculares e as dificuldades
apresentadas pelos alunos na Prova São Paulo e na Prova da Cidade.
Na área de Língua Portuguesa, estes Cadernos foram preparados de modo a contemplar
as seguintes esferas discursivas: jornalística, cotidiana, literária (prosa e verso) e escolar.
Além do material escrito, os estudantes terão acesso também a vídeos produzidos
especialmente para subsidiar as atividades em sala de aula – por meio de DVD inserido
no Livro do Professor.
É importante ressaltar que esta obra não está recomendada como único recurso a
ser utilizado para a aprendizagem dos estudantes. Ela deve ser complementada com
atividades planejadas pelo professor, em função das características de sua turma,
fazendo uso de livros didáticos e de outras publicações da SME, disponíveis nas escolas,
para trabalho com o Ensino Fundamental (Guias de planejamento e orientações
didáticas – Ciclo I, Orientações curriculares e proposição de expectativas de
aprendizagem do Ciclo I e das áreas de conhecimento do Ciclo II, Referenciais de
expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora – Ciclo II).
Para cada ano de escolaridade foram produzidas sequências de atividades para os
alunos e orientações didáticas para o professor. A proposta é que estes Cadernos
sejam utilizados pelos professores e pelos alunos duas vezes por semana.
Esperamos que os Cadernos de apoio e aprendizagem – Língua Portuguesa, com
outros trabalhos e projetos desenvolvidos pelos professores nas Unidades Educacionais
e por todos nós na SME, e, em especial, as ações de formação continuada possam
colaborar para a melhoria da aprendizagem dos alunos em Língua Portuguesa.
Saudações,
Alexandre Alves Schneider
Secretário Municipal de Educação de São Paulo
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Bibliotecária Silvia Marques CRB 8/7377)
C122
Cadernos de apoio e aprendizagem: Língua Portuguesa / Programas:
Ler e Escrever e Orientações curriculares. Livro do Professor.
São Paulo: Fundação Padre Anchieta, 2010.
Terceiro ano, il.
(vários autores)
ISBN 978-85-8028-014-2
ISBN 978-85-8028-005-0 (aluno)
1. Ensino Fundamental 2. Língua portuguesa 3. Leitura 4. Escrita
I. Título.
CDD 371.302.813
Esta obra, Cadernos de apoio e aprendizagem – Matemática e Língua Portuguesa,
é uma edição que tem a Fundação Padre Anchieta como Organizadora
e foi produzida com a supervisão e orientação pedagógica da
Divisão de Orientação Técnica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
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Sumário
Apresentação dos Cadernos de apoio e aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Expectativas de aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
Uma nota sobre o trabalho com gêneros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
Integração entre as modalidades de atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12
Organização do Caderno do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13
Organização do Caderno do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14
O trabalho com o 3º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15
Unidade 1 – Contos tradicionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17
Unidade 2 – Poemas para ler, ouvir, cantar e declamar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20
Unidade 3 – Notícias: para se informar e comentar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23
Unidade 4 – No mundo dos porquês e das descobertas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27
Unidade 5 – Regras de jogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32
Acompanhamento e avaliação de aprendizagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35
Referências bibliográficas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
Comentários e sugestões página a página
Unidade 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
Unidade 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
Unidade 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
Unidade 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
Unidade 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 9
Apresentação dos
Cadernos de apoio e aprendizagem
A produção deste material se justifica por contemplar as es-
pecificidades da rede pública municipal paulistana do ponto
devistadesuasrealidadesregionais,dascondiçõesdeacervode
livros, de equipamentos disponíveis, de espaços físicos das
escolas e do processo de formação de educadores desenvolvi-
do nos últimos cinco anos.
Os Cadernos dos alunos têm formato consumível, para que
eles possam usá-los individualmente e fazer as atividades
tanto em sala de aula quanto em casa. Um DVD acompanha
os Cadernos do professor e contém os vídeos previstos em
algumas atividades, além de textos a serem lidos para os
alunos (em determinados casos).
O foco das atividades dos Cadernos são as expectativas de
aprendizagem relativas às práticas de leitura, produção es-
crita, escuta e produção oral de textos e de análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem, articuladas em torno dos gêne-
ros selecionados propostas para estudo e aprofundamento.
Assim, para cada ano, estão previstas cinco unidades – que
correspondem às esferas/gêneros selecionados para o traba-
lho com sequências didáticas ou projetos.1
O quadro a seguir
apresenta os gêneros selecionados para os dois ciclos do En-
sino Fundamental.
1 Para mais especificações
dessas modalidades de atividade,
ver p. 121 e 134 das
Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem
para o Ensino Fundamental – Ciclo I
e p. 106-107 das Orientações
curriculares e proposição de
expectativas de aprendizagem para
o Ensino Fundamental – Ciclo II,
Língua Portuguesa.
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10 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Gêneros selecionados em cada ano do Ciclo I em sequências didáticas ou projetos
Esfera de circulação
Cotidiana Jornalística Literária (prosa) Literária (verso) Escolar
1o
ano Bilhete/Recado
Legenda/
Comentário de
notícia
Conto de repetição
Parlenda/Regras
de jogos e
brincadeiras
Diagrama/
Explicação
2o
ano Receita
Manchete/Notícia
televisiva e
radiofônica
Conto tradicional
Cantiga/Regras
de cirandas e
brincadeiras
cantadas
Verbete de
curiosidades/
Explicação
3o
ano Regras de jogo
Notícia/
Comentário de
notícias
Conto tradicional
Poema para
crianças
Verbete de
enciclopédia
infantil/Explicação
4o
ano
Carta, e-mail,
relato de
experiências
vividas
Entrevista Fábula Poema narrativo
Verbete de
enciclopédia
infantil/
Exposição oral
5o
ano
Roteiro e mapa
de localização/
Descrição de
itinerário
Notícia/Relato de
acontecimento
cotidiano
Lenda e mito Poema
Artigo de
divulgação
científica para
crianças/
Exposição oral
Gêneros selecionados em cada ano do Ciclo II em sequências didáticas ou projetos
Esfera de circulação
Vida pública e
profissional
Jornalística Literária (prosa) Literária (verso) Escolar
6o
ano
Carta de
solicitação e
de reclamação/
Debate
Entrevista Conto/Causo Canção
Biografia/
Depoimento
7o
ano
Requerimento
e carta de
solicitação e
de reclamação/
Solicitação,
reclamação
Resenha/
Comentário
HQ e tiras/Piadas Cordel
Artigo de
divulgação
científica/
Exposição oral
8o
ano
Estatuto/Debate
regrado
Notícia,
reportagem/
Notícia televisiva e
radiofônica
Crônica/Relato de
fatos cotidianos
Poema visual/Rap
Verbete de
enciclopédia/
Exposição oral
9o
ano
Currículo/
Entrevista
profissional
Artigo de opinião/
Comentário
Teatro Poema
Relato histórico/
Exposição oral
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 11
Expectativas de aprendizagem
As expectativas de aprendizagem, organizadas em torno das
práticas de linguagem – leitura, produção de texto, fala e es-
cuta e análise linguística –, “são metas de desenvolvimento
que se alargam e se aprofundam progressivamente, conforme
as possibilidades e necessidades dos estudantes. A cada ano
do ciclo, são exploradas basicamente as mesmas expectati-
vas de aprendizagem, em graus de complexidade crescentes”.2
Nos Cadernos do professor, as atividades estão acompanhadas
das respectivas expectativas de aprendizagem para o ano, o
gênero e a prática de linguagem contemplada, com a mesma
formulação presente no documento de orientações curricula-
res. Essas são as aprendizagens que se espera que todos os
alunos construam (como diz Vygotsky,3
aprendizagens que
possam, no fim de cada etapa de trabalho, fazer parte de
seu desenvolvimento). Algumas atividades abrangem expec-
tativas propostas para anos ou ciclo posteriores, o que se
justifica por se tratar de um processo de construção em que
é importante que o que se espera ver consolidado em deter-
minado ano seja processualmente trabalhado desde os anos
anteriores (para Vygotsky, fariam parte do desenvolvimento
potencial dos alunos – criariam zonas de desenvolvimento
proximal –, vindo, futuramente, a fazer parte de seu desen-
volvimento real).
Há ainda questões que não se referem diretamente às ex-
pectativas de aprendizagem, quer para o ano em questão,
quer para os seguintes, mas que foram propostas porque, de
alguma forma, contribuem com os processos de compreensão
ou produção dos textos, objetivo maior de qualquer material
didático ou prática pedagógica.
Uma nota sobre o trabalho com gêneros
No dia a dia, participamos de várias esferas de atividades (fa-
miliar/cotidiana, escolar, jornalística, acadêmica, produtiva/
de consumo, política etc.), realizando ações próprias des-
sas esferas. Toda esfera de atividade é também uma esfera
2 Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem para
o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 36.
3 VYGOSTSKY, L. S. A formação social da
mente. São Paulo: Martins Fontes,
1987.
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12 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
de comunicação, e, para agir, nos comunicamos mediante os
gêneros textuais que nelas circulam. Assim, ao nos apropriar-
mos deles, temos oportunidade de participar mais adequada
e plenamente das práticas de linguagem que circulam em
cada uma dessas esferas, razão pela qual elegemos os gêneros
textuais como um dos eixos organizadores do currículo, arti-
culados às práticas de linguagem – leitura, produção escrita,
escuta/produção oral e análise linguística. Desse modo, ga-
rantimos também um movimento metodológico que privilegia
as práticas de uso – leitura/produção escrita, escuta/produ-
ção oral – em relação às práticas de análise linguística, que
devem reverter para os próprios usos.
Portanto, é necessário cuidado para não transformar o tra-
balho com os gêneros em uma série de atividades meramen-
te classificatórias e metalinguísticas não convergentes para
o uso – leitura/escuta e produção de textos. Não adianta o
aluno saber dizer uma série de características dos gêneros
(de forma decorada), se não puder reverter esse conhecimen-
to para a compreensão e/ou produção de textos relativos a
esses gêneros textuais.
Também na exploração dos elementos constitutivos dos gê-
neros, é fundamental garantir uma perspectiva que relacione
os gêneros (e os textos) aos contextos das esferas em que
circulam, às suas condições de produção típicas (e específi-
cas) e ao contexto sócio-histórico mais amplo, indo além de
uma perspectiva de abordagem meramente formal/estrutural,
possibilitando que o aluno compreenda conteúdos explícitos
e implícitos, interaja efetivamente com os textos lidos e pro-
duza textos adequados a cada uma das situações.
Integração entre as modalidades de atividades
Cabe ressaltar que os Cadernos de apoio e aprendizagem
abrangem parte das modalidades de atividades propostas
para os anos – sequências didáticas e projetos. Ao fazer seu
planejamento, você deve prever também atividades perma-
nentes ou pontuais, não contidas neste Caderno, para que
as demais intenções educativas possam se concretizar: não
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 13
é possível formar leitor literário ou de periódicos (jornais,
revistas etc.) apenas trabalhando alguns gêneros em algumas
séries. É preciso promover uma interação significativa cons-
tante com esses portadores.4
Organização do Caderno do aluno
Em cada Unidade, há um grupo de atividades que contem-
plam expectativas de aprendizagem elaboradas especifica-
mente para o ano/gênero/esfera/prática de linguagem abor-
dada. Cada uma delas, por sua vez, é composta por uma série
de questões, exercícios e demandas de ações articuladas.
Todas as Unidades são abertas com uma seção – Para co-
meço de conversa – que objetiva convidar os alunos para o
trabalho, contar quais serão os conteúdos trabalhados e as
principais produções e ativar alguns conhecimentos prévios
sobre o gênero em questão. É fundamental que você leia o
texto dessa seção com os alunos, garantindo que eles tenham
conhecimento do que vão estudar, por que isso está sendo
proposto e o que se espera deles, para que também eles pos-
sam aderir à proposta.
Após essa seção, são apresentadas atividades que compre-
endem exploração oral e respostas escritas coletivas e indi-
viduais. Questões a serem exploradas oralmente não preveem
espaço/linhas para resposta.
Algumas das atividades (devidamente indicadas) supõem que
os alunos assistam a vídeos. É fundamental que você os assis-
ta previamente e leia as orientações para o desenvolvimento
dessas atividades, a fim de fazer mediações que potenciali-
zem o uso desse recurso. Embora o trabalho com vídeo não
seja uma proposta nova, infelizmente ainda é prática pouco
frequente nas escolas e “o vídeo tem entrado na sala de aula
quase pela porta de trás”. No entanto, trata-se de recurso
de grande potencial mobilizador – pelas diferentes lingua-
gens de que se vale, pelos ritmos e tempos dinâmicos conso-
nantes com o tempo (de atenção/concentração) dos alunos,
pela forma sofisticada de contar histórias ou pela forma
4 Para melhor organização e
fundamentação de seu planejamento,
é essencial a leitura do
item 4.2.1 Língua Portuguesa
(p. 123-136) das Orientações
curriculares e proposição de
expectativas de aprendizagem para
o Ensino Fundamental – Ciclo I e
do item 5.3 Planejamento da rotina
e das modalidades organizativas
(p. 96-111) das Orientações
curriculares e proposição de
expectativas de aprendizagem para
o Ensino Fundamental – Ciclo II,
Língua Portuguesa do.
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14 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
sintética e organizada de apresentar/discutir informações.
Além disso, é de grande relevância para o trabalho com gêne-
ros orais, cujos modelos de texto também precisam ser dis-
cutidos. Senão, como ensinar a debater ou a participar de
seminários se aos alunos não se permite assistir a debates
e apresentações e discutir suas finalidades, seus conteúdos e
características? Entretanto, o vídeo por si só não promove
a interação. Daí a importância fundamental de sua mediação,
que pode e deve prever pausas, retomadas, elaboração de ou-
tras questões/atividades, objetivando o ajuste necessário en-
tre o proposto e as possibilidades/necessidades dos alunos.
No fim de cada Unidade, a seção Retomando percursos propõe
uma retomada da aprendizagem, mediante uma síntese que
destaca os principais conteúdos/conceitos, relações e habi-
lidades, e/ou mediante uma proposta de (auto)avaliação.
Organização do Caderno do professor
O Caderno do professor traz orientações de uso geral do ma-
terial (Apresentação dos Cadernos) e orientações específicas
para uso dos volumes (O trabalho com o 3o
ano). Cada volume
conta com uma breve descrição dos gêneros que serão objeto
de trabalho (subsídios direcionados para o professor, que não
necessariamente devem ser aplicados aos alunos), orienta-
ções gerais para a condução das atividades, possibilidades de
resposta e, algumas vezes, indicações de atividades comple-
mentares ou referências bibliográficas.
Por último, deve-se ressaltar que as propostas de atividade
fornecem pistas para caminhos que só serão efetivamente tri-
lhados (contando com rotas alternativas que se façam neces-
sárias) com a interação professor-alunos. Apenas a mediação
do professor pode concretizar uma proposta didática.
Bom trabalho!
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 15
O trabalho com o 3o
ano
O Caderno de apoio e aprendizagem do 3o
ano contém cinco
Unidades de trabalho, que abordam os gêneros: conto tradi-
cional, poema para crianças, notícia, verbete de enciclopédia
infantil e regras de jogo.
A opção pelo trabalho com gêneros e a eleição desses objetos
de ensino, ano a ano dos Ciclos I e II do Ensino Fundamen-
tal, sustentam-se nos avanços encontrados na área do ensino
da língua materna e apontam para a proposição de situações
e práticas pedagógicas em que os gêneros são tomados de
forma articulada com as esferas em que circulam socialmente.
Retoma-se aqui o importante papel do professor na mediação
entre o gênero e o estudante. Em favor dessa importância,
serão tratados também alguns aspectos relacionados às prá-
ticas pedagógicas consideradas mais produtivas no encami-
nhamento do trabalho proposto.
As práticas de leitura devem prever ao menos três momentos
interdependentes:
 Antes da leitura – Nesse momento, voltado à antecipação
de hipóteses de leitura, é fundamental que o professor faça
perguntas aos alunos sobre o tema de que vai tratar o
texto, dando lugar à ativação dos conhecimentos prévios
trazidos à situação.
 Durante a leitura – Recomenda-se o modo compartilhado,
em que a mediação do professor torna-se essencial no es-
clarecimento de passagens mais difíceis e na construção do
sentido global do texto.
 Depois da leitura – São propícias as atividades de proble-
matização e formalização de conhecimentos, como as su-
geridas no Caderno.
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16 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Aavaliaçãodosdomíniosdeleituraeescritaganham,Unidadea
Unidade, valor e expressão. Destaque-se a importância das
oportunidades de localização e recuperação de informações,
prévias àquelas que favorecem sua compreensão e interpre-
tação. Refletir sobre conteúdos lidos e aprendidos permitirá
produções escritas que, devidamente contextualizadas, mos-
trarão adesão às expectativas de aprendizagem propostas.
O professor de Língua Portuguesa deve explorar, além dessas
ações, a possibilidade de interlocução com conteúdos de ou-
tras áreas do conhecimento, situação especialmente privile-
giada no caso da Unidade 4 deste Caderno (“No mundo dos
porquês e das descobertas”). Essa interlocução com os diver-
sos componentes curriculares favorece que os alunos aprofun-
dem o conhecimento que estão adquirindo, porque permite
que um mesmo conteúdo seja alvo de abordagens distintas.
Propõe-se que o material seja usado em duas ou três aulas
semanais (de 45 min cada uma).
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 17
Unidade 1 – Contos tradicionais
Em plena virada de milênio, quando o professor se senta no
meio de um círculo de alunos e narra uma história, na verdade
cumpre um desígnio ancestral. Nesse momento, ocupa o lugar
do xamã, do bardo celta, do cigano, do mestre oriental, daquele
que detém a sabedoria e o encanto, do porta-voz da ances-
tralidade e da sabedoria. Nesse momento ele exerce a arte da
memória.
PRIETO, Heloísa. Quer ouvir uma história: lendas e mitos no mundo da criança.
São Paulo: Angra, 1999, p. 41.
A Unidade 1 deste Caderno é parte da proposta de trabalho
com gêneros literários a ser desenvolvida em todo o Ensi-
no Fundamental. O objetivo central da proposta é permitir o
acesso do aluno à literatura, “cujos textos de ficção em verso
e em prosa se apresentam à apreciação e à fruição estética
de modo a produzir maravilhamento e reflexão a respeito das
experiências humanas”.5
Diversificando as possibilidades de o aluno conhecer, apreciar
e fruir diferentes textos literários, o trabalho didático pro-
posto nos Cadernos de apoio e aprendizagem, em consonância
com as Orientações curriculares e proposição de expectativas
de aprendizagem para o Ensino Fundamental (SME/SP), se de-
senvolve em torno de dois eixos:
I) textos literários em prosa; e
II) textos literários em versos.
Da literatura em prosa, privilegiaremos a arte de ouvir histórias
que, sabemos, possibilita experiências em múltiplos planos:
psicológico, intelectual, social, cultural e estético. Vivenciar,
no imaginário, os conflitos de uma narrativa, acompanhar
as ações das personagens, compartilhar (ou não) da ética
que conduz às soluções propostas, enfim, tomar emprestadas
as inúmeras situações criadas no imaginário negociado entre
autor e leitor é uma experiência que amplia o conhecimento
sobre o mundo e sobre si mesmo.
Não sem razão os contos tradicionais fascinam os pequenos
leitores, pois são narrativas acessíveis e “mágicas” desse caldo
5 Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem para
o Ensino Fundamental –
Ciclo I, p. 34.
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18 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
cultural que luta para compreender as relações mais elemen-
tares do intercâmbio social, entre o “certo” e o “errado”, o
“bem” e o “mal”. Ouvir histórias também proporciona o en-
contro com outros povos e épocas e, ao mesmo tempo, com
a universalidade e a atemporalidade dos conflitos humanos.
Na escola, favorece também a aprendizagem de regras de
convívio social, pois é nas trocas coletivas que as diferenças
se manifestam, assim como a importância de saber ouvi-las
e respeitá-las.
A convivência e a familiaridade com os textos possibilitam,
ainda, maior domínio da língua, sobretudo em sua variedade
culta, e a fruição estética da palavra, ou seja, a apreciação
do modo de dizer. Aos poucos, os alunos elaboram critérios
e valores que permitem comparações, críticas, escolhas. É
assim que se formam os leitores.
Portanto, ler (ainda que pela voz do professor) é uma expe-
riência que vai muito além da memorização de informações,
de respostas assertivas e de compreensão unívoca.
Com tais propósitos foram organizadas as atividades desta
Unidade. A escolha dos textos levou em conta a aquisição
de um repertório significativo do ponto de vista cultural:
são narrativas de referência para toda a vida; e as ativi-
dades propostas têm por escopo promover o encontro dos
leitores em formação com a leitura, com os textos e com a
literatura.
A seguir apresentamos algumas características do gênero,
embora caiba reiterar que essa descrição objetiva apenas for-
necer informações para dar apoio a suas leituras e discussões
e não se constituir elenco de conteúdos para os alunos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 19
Breve descrição do gênero conto tradicional
Situação comunicativa
• Regular valores sociais, como modelos de traços de caráter e comportamentos desejáveis.
• Reproduzidos de memória por contadores de história, circulando oralmente entre os membros de
pequenas comunidades, no trabalho, em festas, nas praças etc., e levados a outros recantos por
viajantes.
• Parte da tradição popular, sendo indeterminada sua autoria, mas, ao longo dos tempos, compilados e
registrados por escrito por diferentes estudiosos (etnólogos, folcloristas, escritores), que se tornaram
autores de versões adaptadas.
• Atualmente, contos de diferentes épocas e lugares circulam por todo o mundo, em várias mídias,
fazendo com que a memória de múltiplas culturas e épocas esteja presente, também, em contextos
como escolas, sessões de leitura, teatros, cinemas, TV, internet etc.
Conteúdo temático
A despeito das inovações, os contos tradicionais mantêm suas características essenciais: abordam
a natureza humana, tanto do ponto de vista psicológico quanto social. Por isso, os conflitos narrativos
centrais são sempre provocados por questões como a fome, a mentira, a avareza etc.,
desdobrando-se em outros menores, em um encadeamento de acontecimentos gerados por ações das
personagens que transformam o protagonista em herói e punem o representante do mal. Aliás, o
contraste entre esses dois polos é sempre maniqueísta. Há, então, um embate entre o bem e o mal, que
ressalta as características humanas desejáveis pela ideologia dominante.
Construção composicional e marcas linguísticas (estilo)
• Iniciados com a apresentação das personagens, de suas condições de vida e da privação ou injustiça
que sofrem, o que gera o conflito narrativo.
• O enfrentamento do problema engendra as ações da narrativa até sua solução final e feliz, sempre a
favor das personagens que representam os valores que se deseja enaltecer (honestidade, bondade,
coragem, persistência etc.).
• Narrativas curtas.
• Poucas personagens, sem complexidade psicológica (boas ou más por natureza).
• História conduzida por um narrador onisciente.
• Presença de diálogos que dão maior movimentação à narrativa.
• Tempo e espaço indeterminados, por isso expressões como “Há muito tempo”, “Era uma vez”,
“Num lugar muito distante” etc.
• Para a descrição da situação inicial usa-se o pretérito imperfeito (vivia, trabalhava, amava etc.),
mas, depois da introdução do conflito, emprega-se o pretérito perfeito (apareceu, viajou, lutou,
casou-se etc.).
• Presença de segmentos descritivos e uso de adjetivos antepostos aos substantivos (linda princesa,
corajoso cavaleiro, terrível bruxa).
• Presença frequente de três movimentos (três tentativas de solucionar “o problema”), sendo a última
definitiva na direção do “Foram felizes para sempre”.
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20 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Unidade 2 – Poemas para ler, ouvir,
cantar e declamar
Toda obra literária é antes de mais nada uma espécie de objeto,
de objeto construído; e é grande o poder humanizador desta
construção, enquanto construção.
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. 3. ed. São Paulo:
Duas Cidades, 1995, p. 245.
Como desdobramento da ideia tomada por epígrafe, podemos
dizer que em literatura a forma é o conteúdo: é a maneira
com que o texto explora as possibilidades da língua para
recriar aspectos da vida que dá ao leitor a sensação de prazer
e interesse pelo texto literário.
Comosgênerosparlenda,regrasdejogosebrincadeiras,cantiga,
regras de ciranda, brincadeiras cantadas, cordel e canção,
o poema insere-se nos Cadernos de apoio e aprendizagem no
eixo dos textos em versos: textos em que a construção lite-
rária explora intencionalmente a sonoridade, alcançando uma
divisão estrutural e lógica diferente dos parágrafos em pro-
sa, com surpreendentes efeitos de musicalidade e sentido. O
poema será o centro das atividades em cinco séries distintas:
Ciclo I Ciclo II
3o
ano 4o
ano 5o
ano 8o
ano 9o
ano
Poema para
crianças
Poema narrativo Poema Poema visual Poema
A rigor, a descrição do gênero poema é difícil, uma vez que
são numerosas as formas que os poetas, desde a Grécia an-
tiga, adotaram; mas, para facilitar sua mediação, propomos
um modelo didático em que será possível visualizar melhor
os elementos que compõem um poema e como a interdepen-
dência destes estabelece com o leitor uma comunicação di-
ferenciada, isto é, menos automatizada, mais sugestiva, por
meio da linguagem figurada e dos aspectos sonoros. Assim,
o quadro que segue é apenas uma referência para você se
orientar em relação a algumas características do gênero sele-
cionadas e presentes nas atividades, não devendo ser tomado
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 21
como uma listagem de conteúdos a serem trabalhados com
os alunos.
Em cada uma das séries, as expectativas de aprendizagem
previstas são basicamente as mesmas, mas em um movimento
que as torna “metas de desenvolvimento que se alargam e se
aprofundam, progressivamente, conforme as possibilidades e
necessidades dos estudantes”.6
Com essa dinâmica, o aluno
pode construir ou aprimorar sistematicamente capacidades
Breve descrição do gênero poema
Conteúdo temático
É o tema ou o assunto de que fala o poema (o amor, por exemplo). Um poema pode tratar de
qualquer assunto (de uma notícia de jornal, de pessoas, de fatos históricos...), não havendo o
que lhe seja impróprio. O que o diferenciará em relação aos demais gêneros será o “jeito” usado
para falar de algo. Chamaremos esse “jeito” de recriação poética em versos. Desse modo,
sugestões rítmicas e imagéticas para o amor ou a exploração de novos sentidos para uma
palavra recorrente no vocabulário infantil poderiam ser conteúdo de um poema. Nesses casos,
o amor e a palavra só se tornariam conteúdos específicos do poema por terem sido recriados
poeticamente, com grande dependência da estrutura composicional e do tratamento estilístico.
Por isso comumente se diz que a forma de um poema é seu conteúdo.
Construção composicional
Um poema sempre se organiza em versos, que exploram intencionalmente a sonoridade,
alcançando uma divisão estrutural e lógica diferente dos parágrafos em prosa, com
surpreendentes efeitos de musicalidade e sentido. Esses versos, por sua vez, podem ser
agrupados em conjuntos, chamados estrofes. Se o elemento mínimo na estrutura de um
poema é o verso, a possibilidade de variação estrutural que um poema pode ter, combinando
a quantidade de versos, é grande: há poemas de apenas três versos (como os haicais), outros
com quatro (as quadrinhas), outros que dividem catorze versos em duas estrofes de quatro
versos (quartetos) e em duas de três versos (tercetos) – os sonetos, que remetem à poesia
clássica –, e também os que combinam livremente a quantidade de versos. Além
da musicalidade, a disposição dos versos muitas vezes tenta “imitar” alguma forma ou algum
movimento importante para os efeitos de sentido do poema, como se pode verificar com a
estrutura do poema “O relógio”, de Vinicius de Moraes. Outras vezes, essa sugestão de imagens
da estrutura é reforçada pela inserção da linguagem não verbal, como no poema de Millôr
Fernandes para expressar o movimento decrescente do sol a se pôr.
Aspectos estilísticos
Os poemas exploram prioritariamente os sentidos conotativos das palavras, isto é, sentidos que
precisam ser elaborados pelo leitor, com base nas “pistas” textuais. Por isso o uso recorrente
de figuras da linguagem figurada, que procura tirar das palavras os sentidos cristalizados
pelo uso. A combinação entre as palavras procura também efeitos de sonoridade, sendo,
portanto, recorrente a presença de aliterações (repetição de sons consonantais), assonâncias
(repetição de sons vocálicos), alternância de sílabas fortes e fracas em ritmo e combinações das
terminações das palavras em rimas, como marcas estilísticas próprias da recriação poética.
6 Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem para
o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 36.
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22 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
básicas para fruir poemas e, com crescente grau de autonomia,
avançar nas possibilidades de operar essas capacidades em
leituras, releituras e produções de poemas mais desafiadores.
Assim, as expectativas trabalhadas nesta Unidade serão re-
tomadas nas seguintes, mas aqui serão acentuadamente arti-
culadas à exploração do caráter lúdico que a linguagem pode
assumir nos poemas. Nessa direção, as atividades exploram
a criação de sentidos, os efeitos sonoros e as imagens men-
tais que os poemas podem suscitar em práticas de leitura,
oralidade e produção escritas pautadas no brincar. Por isso,
os poemas selecionados são para crianças, isto é: trata-se de
poemas que, sem ter sido escritos exclusivamente para essa
faixa etária, nos permitem dialogar com seu universo de in-
teresses e conhecimentos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 23
Unidade 3 – Notícias: para se informar
e comentar
A Unidade Notícias: para se informar e comentar integra a
proposta de trabalho com gêneros da esfera jornalística, que
serão abordados ao longo desta coleção, a saber: legenda
(1o
ano), manchete (2o
ano), notícia (3o
, 5o
e 8o
anos) entre-
vista (4o
e 6o
anos), resenha (7o
ano), reportagem (8o
ano),
artigo de opinião (9o
ano), comentário (1o
, 3o
, 7o
e 9o
) e relato
de acontecimento cotidiano (5o
ano).
Esta Unidade é composta por um conjunto de atividades que
enfocam o gênero textual notícia, sobretudo a impressa,
e o comentário de notícias, modalidade oral contemplada
na esfera deste ano. Nessa direção, as atividades exploram
fatos inusitados, notícias atemporais ou de maior relevân-
cia/impacto que mereçam comentários. A leitura, compar-
tilhada e individual, a exploração de alguns dos elementos
estruturais da notícia (manchete, título e lide), a produção
de textos e a análise e reflexão sobre a língua e a linguagem
são contempladas no conjunto das atividades que compõem
esta Unidade, à luz das expectativas de aprendizagem indi-
cadas nas Orientações curriculares e proposição de expectati-
vas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I e
do Guia de planejamento e nas orientações didáticas para
o professor do 4o
ano.
Vale dizer que a formação de um leitor de periódico não
se dá apenas pelas atividades sequenciais trabalhadas em
certas épocas do ano. Por isso, atividades pontuais e perma-
nentes envolvendo a leitura de jornais devem ser desenvol-
vidas em todos os anos.
A proposta de trabalho com o gênero notícia está planejada
para ser feita de modo mais sistemático no 3o
, 5o
e 8o
anos,
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24 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
havendo, portanto, necessidade de refletir sobre a progres-
são para o ensino do gênero, como destacado no quadro
abaixo:
3o
ano 5o
ano 8o
ano
Exploração simplificada do
suporte jornal.
Notícia nas diferentes mídias.
Objetivos das notícias.
Leitores/espectadores.
Exploração de suportes:
editorias, gêneros, 1a
página.
Diferentes suportes.
O espaço da publicidade.
Intencionalidade/aspectos
implícitos (suposta
neutralidade).
Jornal-empresa.
Características das notícias
nas diferentes mídias.
Diferentes tipos de
imprensa: sensacionalista e
investigativa.
Implicação do controle de
informações (o 4o
poder).
Intencionalidade/aspectos
implícitos (suposta
neutralidade).
Comparação entre diferentes
versões.
Os fatos noticiados: o novo,
o trágico, o extraordinário.
Idem com aumento de
complexidade.
Manchete, lide.
Marcadores temporais e de
causalidade.
Manchete, lide, corpo do
texto.
Fotos, ilustrações.
Coesão referencial.
Tempos verbais no pretérito.
Manchete, lide, corpo do
texto, (info)gráficos e tabelas.
Coesão sequencial.
Eixo do presente.
“Verbos dicendi”.
Expressões de tempo e lugar.
O quadro da página 25 visa a sintetizar e a sistematizar algu-
mas características do gênero textual notícia: seu conteúdo
temático (domínio discursivo; o que se pode dizer em textos
desses gêneros), sua forma composicional (como se organiza
o texto) e seu estilo (que elementos e recursos da língua são
selecionados).
É preciso ter em conta também que quem lê jornal o faz, em
geral, diariamente, embora quase nunca na íntegra, lendo
rapidamente a primeira página – concentrando-se em man-
chetes, títulos e lides das notícias de interesse – e, em segui-
da, passando os olhos pelos demais cadernos, para ler uma
ou outra matéria, até chegar ao caderno específico de maior
interesse, onde concentra sua atenção. Esse modo de ler o
jornal deve estar presente no trabalho escolar para a forma-
ção de leitores de gêneros da esfera jornalística: notícias,
reportagens, editoriais, artigos, crônicas, entrevistas, tiras,
charges etc. A leitura de jornais diários permite explorar uma
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 25
7 Descrição feita com
base em BARBOSA,
Jacqueline Peixoto.
Do professor suposto
pelos PCNs ao
professor real de
Língua Portuguesa:
são os PCNs
praticáveis? In: ROJO,
R. H. R. (Org.), 2000.
Breve descrição do gênero notícia7
I – Situação comunicativa de uma notícia
Redator/
jornalista
Em alguns casos o redator é desconhecido (algumas notícias não trazem
assinatura), em outros, está identificado.
Leitor/
espectador/
ouvinte
Leitores múltiplos e desconhecidos (conhece-se apenas estaticamente o
perfil do leitor de determinado jornal, do espectador de alguns telejornais
e do ouvinte de algumas rádios). A maioria dos que leem jornal impresso o
fazem rapidamente, ou na diagonal.
Audiência Leitores, telespectadores e ouvintes de determinado veículo.
Objetivo/intenção
Informar leitores, espectadores e ouvintes, despertando seu interesse pela
matéria e fazendo-se entender por eles, do modo mais neutro e com a
maior fidedignidade possível (compromisso ético-jornalístico).
Circulação/
publicação
Jornal impresso, revistas, sítios e blogs, programas jornalísticos de TV e
rádio.
II – Conteúdo temático
Relato de transformações, deslocamentos ou enunciações observáveis no mundo e consideradas
de interesse do público.As proposições essenciais da notícia abordam transformações (da ordem
do fazer), deslocamentos (da ordem do ir) ou enunciações (da ordem do dizer).
III – Forma composicional e estilo
a)Enunciados referenciais e inexistência de enunciados opinativos.
b) Prevalência do modo indicativo.
c) Uso da terceira pessoa.
d) Marcas de impessoalidade (pronome oblíquo – se; uso de passivas sintética e analítica etc.).
e) Evita-se o uso de adjetivos testemunhais e subjetivos (alto, chocante, bela, próspero etc.) nas
notícias. O objetivo é fornecer dados para que o leitor avalie por si.
f) Presença significativa de palavras que indicam precisão, como números, numerais (placas de
carro, hora exata, número de desabrigados etc.).
g) O verbo principal do lide aparece quase sempre nos tempos perfectivos (perfeito – se se trata
de fato acontecido – ou futuro do presente – se a notícia anuncia fato previsto), o que dá mais
especificidade ao fato, apresentado como concluído ou provável.
h) Adequação e escolha lexical. Além dos léxicos de precisão, há outras escolhas que se devem
não só ao gênero em si, mas também a opções ideológicas do veículo em que o texto será
impresso – tipo do jornal. Por exemplo, há sinonímia entre corpo/defunto/presunto/cadáver. No
jornal tipo A dificilmente se encontraria o termo “presunto”, ao passo que no jornal tipo B esse
termo pode aparecer. Escolher entre “grande fazendeiro” ou “latifundiário” tem implicações
ideológicas.
i) Usa-se, muitas vezes, o tempo presente nas manchetes ou nos títulos da matéria, o que apro-
xima o leitor do fato.
j) A linguagem adotada tenta conciliar registros (combinações ou expressões possíveis no regis-
tro coloquial e aceitas na linguagem formal), porque se objetiva uma comunicação eficiente e,
ao mesmo tempo, de aceitação social.
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26 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
dimensão específica da leitura que é “ler para se atualizar”,
para saber o que acontece no mundo. Explore com seus alunos
algumas características do suporte: os diferentes cadernos
e as seções que os compõem, a diagramação da primeira
página e das páginas internas dos cadernos e respectivas
fotos e outros elementos visuais (gráficos, tabelas, infográ-
ficos etc.), o tamanho diferente das letras na manchete, nos
títulos e nos subtítulos e no corpo do texto da notícia, na
foto-legenda etc.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 27
Unidade 4 – No mundo dos porquês e das
descobertas
Por várias ordens de razão – mudanças socio-históricas, interesse
na qualificação dos trabalhadores, mudanças na dinâmica políti-
ca e nas classes dominantes – a ciência foi um dos bens culturais
– assim como as artes e os ofícios – que entraram na disputa
social como bens cobiçados a partir do final da Idade Média.
A própria ideia de di-vulgação, isto é, a ação de dar ao vulgo
(à plebe, aos pobres, aos trabalhadores, aos que falam a língua
vulgar – o povo) os bens do conhecimento, nasce desse movimen-
to de acesso sucessivo das massas aos bens culturais valorizados,
patronizada pelos intelectuais da Revolução Francesa – os ilu-
ministas que devem levar as luzes (da ciência) ao século XVIII.
ROJO, R. H. R., 2008, p. 587.
Como consequência desse movimento de divulgação científica
para as pessoas leigas, assistiu-se ao surgimento da Enciclopé-
dia (do francês Encyclopédie). Segundo Rojo (2008), a publi-
cação desse material impresso em vários volumes no contexto
francês, organizado em ordem alfabética, permitiu aos leitores
ter uma visão geral dos temas e conhecimentos científicos e
artísticos da época. De fato, na própria origem do termo
enciclopédia, segundo seus autores, está a noção de encadea-
mento de conhecimentos. Entre os séculos XIX e XX, com a
expansão do processo de escolarização formal, a produção da
divulgação científica voltou-se também para a criança-leitora.
De modo geral, pode-se dizer que enciclopédia é uma obra que
se aproxima do dicionário, pois apresenta verbetes organi-
zados em ordem alfabética ou temática. A enciclopédia reúne
de forma mais ampliada que o dicionário “os conhecimentos
humanos ou apenas um domínio deles e os expõe de maneira
ordenada e metódica” (Costa, 2008, p. 90). No dicionário,
os verbetes são essencialmente definições lexicográficas, ou
seja, cada vocábulo contém seus vários significados em dada
língua. Na enciclopédia, as informações não estão voltadas
necessariamente para as questões linguísticas, mas procuram
ampliar a formação do leitor com informações advindas de
diversas áreas do conhecimento.
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28 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Os verbetes organizam a enciclopédia, pois são as “entradas”
das definições e explicações, acompanhadas de exemplos e
relações com outras informações específicas. Nas enciclo-
pédias infantis, os verbetes adquirem características espe-
cíficas, uma vez que são elaborados por especialistas, mas
dirigidos às ações de divulgação científica para crianças. O
trabalho com a linguagem verbal e com imagens, gráficos e
cores facilita o contato da criança com a linguagem e os con-
ceitos científicos, aproximando-se muitas vezes dos artigos
de divulgação científica.
O verbete de enciclopédia infantil é o foco da Unidade 4 do
Caderno de apoio e aprendizagem do 3o
ano e integra a pro-
posta de trabalhar com os gêneros da esfera escolar em diá-
logo com a esfera da divulgação científica. Tais gêneros pres-
supõem um trabalho interdisciplinar e apontam para o fato
de que “as práticas de linguagem no estudo de diferentes
conteúdos do currículo escolar podem ser aprendidas desde
que sejam objeto de ensino sistemático”.8
Nesse percurso, as
atividades de leitura buscam centrar-se em práticas relacio-
nadas à construção do significado, superando a reducionista
perspectiva que aborda o ato de ler como prática mecânica e
pouco transformadora. Também as atividades de escuta, inter-
câmbio oral e produção escrita pretendem aproximar os alunos
de situações específicas de comunicação, inspirando-se nos
textos que efetivamente circulam na escola.
A proposta de trabalho com o gênero verbete na sequência de
atividades insere-se em quatro momentos do Ensino Funda-
mental. Portanto, propõe-se uma progressão específica para
o trabalho com o gênero ao longo dos dois ciclos:
Ciclo I Ciclo II
2o
ano 3o
ano 4o
ano 8o
ano
Verbete de
curiosidades
Verbete de
enciclopédia
infantil
Verbete de
enciclopédia
infantil
Verbete de
enciclopédia
O trabalho com o gênero no 3o
ano retoma os verbetes de curio-
sidades que circulam em revistas infantis e suplementos estu-
8 Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem
para o Ensino Fundamental – Ciclo I,
p. 34.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 29
dados no 2o
ano, ampliando para a circulação e produção de
verbetes para enciclopédias, além de desenvolver aspectos
da pesquisa escolar. O quadro a seguir visa a sintetizar e a
sistematizar algumas características do verbete de enciclopé-
dia infantil relacionadas com seu contexto de produção, com
destaque para o conteúdo temático (o que se pode dizer em
textos desse gênero), a forma composicional (como o texto se
organiza, as partes que o compõem e como se articulam) e o
estilo (que elementos e recursos da língua são selecionados).
Não se trata de um rol de conteúdos a ser transmitido aos
alunos. Apenas algumas características foram selecionadas e
incorporadas em progressão às atividades propostas para o 3o
e 4o
anos, cujas expectativas de aprendizagem previstas são
basicamente as mesmas, mas em um movimento que as torna
“metas de desenvolvimento que se alargam e se aprofundam,
progressivamente, conforme as possibilidades e necessidades
dos estudantes”.9
Breve descrição do gênero verbete de enciclopédia infantil10
I – Situação comunicativa
Autor
Os verbetistas normalmente escrevem os verbetes, mas não
são identificados. Dessa forma, pressupõe-se – assim como nos
dicionários – uma autoria coletiva.
Os autores são, em geral, especialistas de determinados campos
científicos ou áreas do conhecimento.
Público-alvo
Crianças interessadas em explicações científicas para realizar
pesquisas escolares ou outras finalidades relacionadas com a
divulgação do conhecimento.
Objetivo/intenção
Inserir as crianças na cultura científica, apresentando-lhes
conceitos e explicações por meio de estratégias de divulgação
do conhecimento para o público infantil.
Instaurar uma relação com o leigo (a criança) para transmitir
conhecimentos científicos de forma mais simples e didática.
Local de circulação/
publicação
Enciclopédias, revistas de divulgação científica para crianças, livros
didáticos, suplementos infantis, sites para crianças.
9 Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem
para o Ensino Fundamental – Ciclo I,
p. 36.
10 A descrição tomou
como base ROJO,
R. H. R., 2008.
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30 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
II – Conteúdo temático
De modo geral, os verbetes enciclopédicos apresentam como temas a diversidade de
conhecimento humano acumulado ao longo dos séculos em diferentes áreas e campos
de estudo. Por essa razão, os temas da enciclopédia são heterogêneos. Existem também
enciclopédias temáticas, que abordam temas específicos (astronomia, música, botânica,
animais, corpo humano, dinossauros etc.). Há ênfase na explicação mais simplificada de
conceitos, fatos e noções discutidos pelos cientistas e/ou pelas várias tradições.
III – Construção composicional e marcas linguísticas (estilo)
• Texto breve, iniciado por uma palavra de entrada (em destaque) ou título (nas enciclopédias
infantis).
• Imagens (fotos e ilustrações), infográficos, mapas, tabelas e gráficos que dialogam com o
texto verbal explicativo. O estilo das ilustrações volta-se para o público-leitor infantil.
• Organização dos verbetes em ordem alfabética, numérica ou temporal.
• Corpo do texto com definições com sequências textuais descritivas, expositivas, mas também
narrativas.
• Termos específicos destacados com recursos gráficos (negrito, itálico) ou numerados.
• Uso predominante da terceira pessoa do singular, ou seja, ausência das marcas pessoais de
subjetividade.
• Verbos predominantemente no presente do indicativo.
• Linguagem científica, com recursos didáticos como explicações, retomadas, analogias e
metáforas para se aproximar do público infantil.
• Exemplos e boxes que procuram ampliar o tema, aproximando-se do leitor infantil.
Como gênero da ordem do expor, ou seja, texto expositivo,
pode-se afirmar que o verbete de enciclopédia infantil carac-
teriza-se, sobretudo, por expressar explícita ou implicitamen-
te a intenção de ensinar algo a alguém. Na esfera escolar,
pode fazer parte das propostas de estudo de temas diversos
– na área de Natureza e Sociedade, por exemplo, da rotina
semanal de leitura em voz alta, feita pelo professor para os
alunos, nos anos iniciais do primeiro ciclo ou, ainda, de tex-
tos sobre os mais variados temas em rodas de leitura.
No trabalho com a modalidade oral, os alunos devem retomar
e ampliar o trabalho com o gênero explicação. Nos verbetes
há sequências explicativas escritas que podem ser lidas/pro-
duzidas e, posteriormente, apresentadas para os colegas de
classe. As explicações podem ser organizadas em quatro mo-
vimentos discursivos: i) introdução do fenômeno a ser expli-
cado; ii) problematização; iii) resolução com introdução de
informações adicionais que ampliam o tema; iv) conclusão.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 31
Na Unidade, espera-se que os alunos possam produzir verbe-
tes e participar de explicações orais sobre temas que sejam
de seu interesse descobrir e explicar. A explicação, na esfera
escolar, tem a função de produzir um sentimento de compre-
ensão de diversos temas, diminuindo as dúvidas dos ouvintes.
O papel destes é essencial, pois a explicação pressupõe que o
expositor (professor, aluno) explica algo para o leigo (aluno,
comunidade) no assunto. A explicação oral insere-se também
no campo da divulgação científica, uma vez que aponta para
a reformulação de um discurso “especializado” em razão dos
interlocutores.11
11 CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU,
Dominique. Explicação e
transmissão de conhecimentos. In:
Dicionário de análise do discurso.
São Paulo: Contexto, 2004.
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32 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Unidade 5 – Regras de jogo
[...] É preciso, efetivamente, romper com o mito da brincadeira
natural. A criança está inserida, desde o seu nascimento, num
contexto social e seus comportamentos estão impregnados por
essa imersão inevitável. Não existe na criança uma brincadeira
natural. A brincadeira é um processo de relações interindivi-
duais, portanto de cultura. [...] A brincadeira pressupõe uma
aprendizagem social. Aprende-se a brincar. A brincadeira não é
inata, pelo menos nas formas que ela adquire junto ao homem.
BROUGÈRE, Gilles, 2008, p. 97-98.
A Unidade 5 do Caderno de apoio e aprendizagem compõe
parte do trabalho com os gêneros da esfera cotidiana, ou
seja, aquela que ocorre no âmbito mais privado e familiar.
O objetivo principal da proposta é permitir o acesso dos
alunos a textos que circulam e são produzidos nessa esfera.
Desse modo, espera-se “sensibilizar a criança para as práti-
cas de linguagem presentes em seu dia a dia como forma de
aproximá-la progressivamente das que caracterizam os usos
públicos da linguagem”.12
As crianças convivem com o gênero regras de jogo nas mais
diferentes situações, como: jogando sozinhas dentro e fora
de casa (na rua, no quintal, na quadra, perto da água, na
natureza); manipulando tabuleiros, dados e cartas; jogando
com a família (em casa, em viagens, em filas de espera);
jogando em grupo (no quintal, na rua, em parque e jardins,
em festas). No entanto, cada grupo cultural e social elabora
brinquedos e jogos específicos, fazendo com que as regras
ora sejam transmitidas oralmente, de geração em geração, ora
circulem escritas nos mais diversos portadores, entre eles
folhetos que acompanham os jogos e as próprias caixas ou
embalagens. É possível, ainda, encontrar livros, revistas e
programas televisivos com seções ou quadros que ensinam
como brincar de determinado jogo.
No 3o
ano, o foco é o gênero regras de jogo nas modalidades
oral e escrita. Aposta-se, assim, no processo de aprendizagem
de um gênero que os alunos, provavelmente, já produziram e
ouviram em situações orais diversificadas, além de terem tido
12 Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem
para o Ensino Fundamental – Ciclo I,
p. 34.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 33
contato com a leitura de regras de jogos nos mais diferentes
suportes e mídias, como jogos de tabuleiro e eletrônicos. Na
escola, é possível sistematizar e ampliar a aprendizagem em
relação à leitura, produção oral e escrita e análise linguística
do gênero.
Assim como as receitas e os manuais de instrução, as regras
de jogo procuram orientar os leitores e ouvintes para a rea-
lização de tarefas e ações específicas. Elas têm, por isso, a
função de apresentar um conjunto de informações (peças,
modos de jogar, objetivos) e instruções de maneira organiza-
da. Ao lerem as instruções, os leitores devem seguir passo a
passo as regras ou ordens explicitadas no texto, obedecendo
a uma ordem sequencial e temporal.
Por isso, é importante ter sempre em vista aspectos da pro-
dução do texto e da leitura. Na produção textual, os alunos
têm de assumir o papel social de alguém que possui um sa-
ber específico (“sabe jogar”, “sabe explicar” etc.) que deverá
transmitir para outros sujeitos que não sabem. As atividades
de leitura foram pensadas, então, com o objetivo de que os
alunos possam ler, discutir, questionar e agir. Nesse caso, a
aprendizagem do gênero se dá em vários momentos: na ex-
ploração dos materiais que compõem os jogos (por exemplo:
“Como são as peças (ou cartas)?”, “Como o tabuleiro está
organizado?”), na negociação das regras com os colegas, na
prática do jogo, na construção de táticas e estratégias para
jogar, na reflexão sobre as ações realizadas e as regras.13
Com o propósito de ampliar o conhecimento dos alunos sobre
regras de jogo, assim como criar um contexto de aprendiza-
gem favorável ao ensino da língua escrita e oral, os jogos es-
colhidos apresentam diferentes graus de dificuldade e formas
de jogar (individualmente, em duplas, com todo o grupo da
sala etc.). Também há jogos de diversas culturas, para que os
alunos tenham contato com elementos históricos dos modos
e significados dos jogos.
O quadro a seguir contém algumas características do gênero.
Cabe reiterar, porém, que essa descrição objetiva apenas for-
13 MACEDO, Lino; PETTY, Ana Lúcia;
PASSOS, Norimar. Aprender com jogos
e situações-problema. Porto Alegre:
Artmed, 2000.
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34 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
14 A descrição
tomou como base
KAUFMAN, A. M.;
RODRÍGUEZ, M. H.,
1995.
necer informações para dar apoio a suas leituras e discussões
e não se constituir em elenco de conteúdos para os alunos.
Breve descrição do gênero regra de jogos
I – Situação comunicativa
• Regular comportamentos, como forma de exibir instruções e prescrições sobre o jogo.
• Reproduzidas de memória oralmente pelos jogadores mais experientes das mais diversas
culturas, as regras circulam na família, entre amigos, nas brincadeiras de rua e na própria escola.
• Hoje, com a produção de jogos e brinquedos para crianças, as regras de jogo circulam em
diferentes portadores (caixas, folhetos, revistas) e mídias eletrônicas (celulares, jogos de
computador, jogos eletrônicos etc.).
• Em alguns contextos, as regras são aprendidas assistindo a jogadores experientes jogarem
e explicitarem as etapas do jogo; em outros, jogando, como muitos jogos eletrônicos que
dispõem de explicações e dicas ao longo do jogo.
• Além disso, antes das partidas, é possível realizar a leitura das regras nos folhetos informativos
que acompanham o jogo. Nesse caso, um especialista produz um texto instrutivo para que
os leitores possam compreender como jogar, com o auxílio, muitas vezes, de ilustrações de
caráter didático.
II – Conteúdo temático
O conteúdo temático encontra-se relacionado com as instruções para organizar um jogo e
atingir os objetivos. O leitor pode encontrar informações sobre o grau de dificuldade do jogo,
a idade apropriada para jogar, o número mínimo de participantes, os materiais utilizados. Em
alguns jogos, como os de tabuleiro, são comuns comentários sobre as peças (cores, funções,
valores), como o jogador deve organizar as peças no início do jogo, a distribuição das peças ou
cartelas entre os jogadores, como fazer os sorteios ou o lançamento dos dados, informações
sobre o tempo do jogo, os objetivos. Quando o jogo tem muitas regras, elas costumam ser
fornecidas separadamente para que o leitor possa compreender as ações a realizar.
III – Construção composicional e estilo (marcas linguísticas)14
• Títulos que apontam para elementos do jogo.
• Lista de elementos a serem utilizados ao longo do jogo (peças, tabuleiro, cartas, dado,
ampulheta etc.)
• Desenvolvimento das instruções e explicitação dos objetivos.
• Utilização de substantivos e numerais para composição das listas.
• Presença de segmentos descritivos para caracterizar o jogo, os jogadores e os elementos
utilizados. Por isto, percebe-se que as marcas linguísticas apontam para três processos
centrais: nomear, localizar/situar e qualificar.
• Verbos no imperativo ou no infinitivo para indicar as instruções (“Coloque as latas formando
uma torre”, “Volte a jogar até derrubar a torre”), assim como no subjuntivo (“Se você
conseguir derrubar todas...”) para orientar algumas ações, desafios ou obstáculos do jogo.
• Advérbios e locuções adverbiais tanto para expressar o modo como determinada ação deve
ser realizada quanto para organizar as ações no tempo e no espaço. Esses elementos são
essenciais para a construção da coesão textual nas regras de jogo orais e escritas, pois
enumeram as ações temporalmente.
• Ilustrações para auxiliar o leitor na compreensão das regras.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 35
Acompanhamento e avaliação de aprendizagem
Para acompanhamento sistemático do trabalho realizado
ao longo de cada Unidade, encontra-se em suas páginas
finais a avaliação individual dos alunos. As atividades da seção
“Retomando percursos” foram elaboradas com base na apren-
dizagem dos gêneros propostos para cada ano/ciclo nas
Orientações curriculares e proposição de expectativas de apren-
dizagem para o Ensino Fundamental.
O objetivo é que esse não seja o único instrumento de ava-
liação, mas que o professor estabeleça, durante o desenvol-
vimento das Unidades, outros critérios e indicadores para
avaliar o processo de ensino e aprendizagem.
[...] Observar, compreender, explicar uma situação não é
avaliá-la; essas ações são apenas uma parte do processo.
Para além da investigação e da interpretação da situação,
aavaliaçãoenvolvenecessariamenteumaaçãoquepromovaa
melhoria.
[...] O papel do avaliador, ativo em termos de processo,
transforma-se no de partícipe do sucesso ou do fracasso
dos alunos, uma vez que os percursos individuais serão
mais ou menos favorecidos a partir de suas decisões pe-
dagógicas que dependerão, igualmente, da amplitude das
observações.
[...] O professor assume o papel de investigador, de es-
clarecedor, de organizador de experiências significativas
de aprendizagem. Seu compromisso é o de agir refletida-
mente, criando e recriando alternativas pedagógicas ade-
quadas a partir da melhor observação e conhecimento de
cada um dos alunos, sem perder a observação do conjunto
e promovendo sempre ações interativas (Hoffmann, 2009,
p. 17-18).
O professor poderá elaborar para cada Unidade uma plani-
lha, como a da página 36, com as expectativas de aprendiza-
gem contempladas na sequência didática, mostrando o que o
estudante sabe e o que é preciso retomar, por meio da regu-
lação de atividades e de intervenções mais pontuais.
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36 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Legenda: S = sim; P = parcialmente; N = não.
Expectativas de aprendizagem Alunos
Unidade 4 – No mundo dos porquês
e das descobertas
1 2 3 4 5 6 7 8 9...
P13 Relacionar o verbete de
enciclopédia infantil à situação
comunicativa e ao suporte em que
circula originalmente.
S
P14 Estabelecer conexões entre o texto
e os conhecimentos prévios, vivências,
crenças e valores.
P
P15 Estabelecer a relação entre o título
e o corpo do texto ou entre as imagens
(fotos, ilustrações) e o corpo do texto.
N
P16 Explicitar o assunto do texto.
P18 Reconhecer os organizadores do
verbete: ordem alfabética, numérica ou
temporal.
P19 Produzir verbete a partir de
informações coletadas em pesquisa
prévia, levando em conta o gênero e
seu contexto de produção.
P20 Revisar e editar o texto focalizando
os aspectos estudados na análise e
reflexão sobre a língua e a linguagem.
P21 Identificar, com auxílio do
professor, possíveis elementos da
organização interna do verbete: título,
subtítulos e corpo do texto.
P22 Examinar o uso de recursos
gráficos no verbete: negrito, itálico,
marcadores e numeração.
P23 Explicar e ouvir com atenção
assunto pesquisado no verbete de
enciclopédia infantil.
P24 Participar de situações de
intercâmbio oral, formulando perguntas
ou estabelecendo conexões com os
conhecimentos prévios, vivências,
crenças e valores.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 37
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 39
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO/DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO
TÉCNICA. Guia de planejamento e orientações didáticas para o profes-
sor do 3o
e 4o
ano. São Paulo: SME/DOT, 2007.
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. Orientações curriculares e proposição de expectativas de apren-
dizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, 1o
ao 5o
ano. São
Paulo: SME/DOT, 2007.
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São Paulo: SME/DOT, 2007.
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petência leitora e escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental. São
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1o
semestre
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 43
A leitura desta seção é um con-
vite! Não se apresse em começar
as atividades. Promova uma con-
versa animada sobre a leitura de
contos, deixe os alunos falarem
sobre suas experiências de leitu-
ra, sobre as histórias de que gos-
tam... O tempo dedicado a esta
conversa pode ser de grande valia
para envolvê-los na proposta de
trabalho. Permita que folheiem o
livro, saboreiem as ilustrações, se
sintam desafiados. Bom trabalho!
Estimule os alunos a entrarem no
clima da brincadeira, imaginan-
do essas viagens, falando do que
encontrariam nos destinos pos-
síveis, de quem gostariam de ser
etc. Isso permitirá que relembrem
e compartilhem seus conhecimen-
tos sobre contos tradicionais. E,
como você sabe, esses conheci-
mentos prévios são a base para a
elaboração de novos conceitos;
ou melhor, para o aprimoramento
e a sofisticação destes. Quanto
mais relações o aluno estabelecer
com seus conhecimentos já cons-
truídos, maior será seu aprendiza-
do dos conteúdos em foco.
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44 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 45
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P64 Grafar sílabas cuja
estrutura seja diferente de
consoante e vogal, tal como as
que contêm ditongos, dígrafos
e encontros consonantais.
Essas questões visam a resgatar
possíveis conhecimentos que os
alunos já tenham sobre o texto
que será lido. Isso é importan-
te para identificar algumas ex-
pectativas em relação ao texto
e possibilitar maior compreen-
são deste, seja confirmando a
expectativa, seja reformulando
hipóteses.
Embora a questão seja simples,
é possível verificar na escrita do
título do texto algumas hipóte-
ses dos alunos sobre o sistema
de escrita. Chapeuzinho e verme-
lho são duas palavras que podem
suscitar dúvidas porque sua grafia
não corresponde à provável hi-
pótese inicial de alunos recém-
-alfabetizados, que supõem que,
para escrever cada segmento so-
noro da palavra (sílaba), usam-
-se duas letras: uma consoante e
uma vogal.
Chapeuzinho Vermelho
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46 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P48 Recontar contos
tradicionais, apropriando-se das
características do texto-fonte.
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P64 Grafar sílabas cuja
estrutura seja diferente de
consoante e vogal, tal como as
que contêm ditongos, dígrafos
e encontros consonantais.
Relembrar o conto, ou entrar em
contato com o que os colegas já
sabem, permitirá antecipações
importantes para a melhor com-
preensão do texto a ser lido.
Como resposta, o aluno poderá
escrever: estrada, floresta, casa
da vovó, casa de Chapeuzinho
Vermelho. Sua mediação, em si-
tuações contextualizadas, ajuda
os alunos a estabelecerem rela-
ções entre, por exemplo, cenários
e lugares, personagens e pessoas
da história, ampliando o vocabu-
lário e os conceitos usados em
literatura.
Sempre que julgar oportuno, su-
gira a eles que voltem aos exercí-
cios para completar ou reescrever
as respostas.
Floresta e casa da vovó
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 47
•P47 Ouvir com atenção
textos lidos ou contados,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Antes de começar a leitura do
conto, compartilhe com os alu-
nos algumas informações sobre o
texto: um clássico da literatura
conhecido por todo mundo, um
conto da tradição oral registrado
pelos irmãos Grimm e por Per-
rault, que ganhou diversas ver-
sões ao longo dos anos.
A íntegra do texto “Chapeuzinho
Vermelho” está no DVD que acom-
panha este volume.
É hora de conversar. Seria rele-
vante enfatizar que há diferentes
versões dos contos tradicionais.
É possível que alguns alunos co-
nheçam adaptações ou que te-
nham conhecido a história por
recontagem oral. É natural que
questionem uma ou outra pas-
sagem que não fez sentido para
eles. Releia, o trecho para aferir a
informação, mas procure não res-
ponder segundo sua compreensão
do texto; estimule-os a refletir
sobre as possíveis interpretações
que a leitura permite.
Algumas das leituras propostas
nesta unidade estão previstas
para a sala de leitura; portanto,
é preciso que os professores
discutam previamente a
atividade e depois compartilhem
a reflexão sobre a aula. Esta
proposta visa não só ao melhor
aproveitamento do tempo, mas
sobretudo à valorização da
sala de leitura como espaço
escolar onde também se produz
conhecimento.
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48 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P38 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P36 Relacionar o conto
tradicional à situação
comunicativa e ao suporte
em que circula originalmente.
As primeiras obras escritas desti-
nadas ao público infantil são atri-
buídas a Perrault (1628-1703),
que, em 1697, publicou “Contos
da Mamãe Gansa”. “Barba Azul”,
“Cinderela”, “A Gata Borralheira”
e “O Gato de Botas” são outros
contos do mesmo autor.
Registros da viagem. Chame a
atenção dos alunos para a pala-
vra que indica que há apenas uma
resposta correta (única). Desafie-
-os a identificar a que histórias
pertencem as demais ilustrações
(“O Gato de Botas” e “O Conse-
lho dos Ratos”). O trabalho com
ilustrações certamente os deixa-
rá curiosos por conhecer algumas
histórias. Elabore com eles uma
agenda de leituras, transformando
essa prática em um ritual diário.
X
X
X
Como atividade complementar
sugerimos a visita ao site
http://volobuef.tripod.com/
page_maerchen_ilustracoes_
volksm.htm para que outros
trabalhos do artista possam ser
comparados com ilustrações
mais atuais, feitas para as
mesmas histórias.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 49
•P64 Grafar sílabas cuja
estrutura seja diferente de
consoante e vogal, tal como as
que contêm ditongos, dígrafos
e encontros consonantais.
Antes de fazerem a atividade, ou-
çam a música (gravada no DVD)
e cantem-na várias vezes, pois a
atividade será mais eficiente se os
alunos souberem a letra de cor.
Além de fazer o levantamento
de outras palavras grafadas com
NH, chame a atenção deles para a
presença desse dígrafo em vários
diminutivos: vovozinha, chapeu-
zinho, lobinho etc.
Braguinha compôs muitas mú-
sicas, várias em parceria com
outros autores, que fazem parte
do cancioneiro popular brasilei-
ro: “Touradas em Madri”, “Chi-
quita bacana”, “Yes, nós temos
banana” e “Balancê” (regravada
por Gal Costa), entre dezenas de
outras. Se achar oportuno, com-
partilhe essas informações com
seus alunos.
vovozinha
caminho
tardinha
mamãezinha
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50 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P64 Grafar sílabas cuja
estrutura seja diferente de
consoante e vogal, tal como as
que contêm ditongos, dígrafos e
encontros consonantais.
Esse enunciado é, na verdade, uma
espécie de provocação que objeti-
va levar os alunos a perceber que
personagens como reis, príncipes
e bruxas se repetem em muitos
contos tradicionais. E isso não é
por acaso, pois essas personagens
representam características huma-
nas universais (bondade, inveja,
coragem etc.) e desempenham
funções estáveis: a donzela, por
exemplo, representa os anseios do
virtuoso; a bruxa, os obstáculos, e
o príncipe salvador, a persistência,
a determinação e a coragem. Essas
características e a organização das
narrativas vão sendo percebidas
pelos alunos à medida que conhe-
cem várias histórias, o que os aju-
da a predizê-las, ou seja, passam
a saber de antemão que a bruxa ou
outro vilão aparecerá para amea-
çar a tranquilidade ou os planos de
uma personagem “do bem”. Anteci-
par o desenrolar da narrativa é um
comportamento de leitores expe-
rientes que se baseiam não só em
seu conhecimento da língua e do
mundo, mas também no que já sa-
bem a respeito do gênero textual.
Branca de Neve
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 51
•P36 Relacionar o conto
tradicional à situação
comunicativa e ao suporte em
que circula originalmente.
•P64 Grafar sílabas cuja
estrutura seja diferente de
consoante e vogal, tal como as
que contêm ditongos, dígrafos
e encontros consonantais.
Os suportes textuais têm especifi-
cidades que nos dão pistas sobre
os gêneros que contêm. Em um
volume com o título Dicionário, é
sabido que encontraremos verbe-
tes; em outro, com o título A arca
dos bichos, há indicação da pre-
sença de textos informativos sobre
eles. Reconhecer tais característi-
cas também é uma competência a
ser desenvolvida na formação de
leitores.
A cruzadinha objetiva ampliar
a concepção dos alunos sobre a
escrita. Se eles não tiverem expe-
riência com palavras cruzadas,
proponha que façam, coletiva-
mente, uma das cinco palavras.
Depois do preenchimento da cru-
zadinha converse com eles sobre
o que acham que essas perso-
nagens fazem no conto, em que
momento aparecem, quem é o
vilão, qual ou quais são suas
artimanhas etc. Essa é outra es-
tratégia para que relembrem e/
ou elaborem suposições sobre
o texto, alimentando seu inte-
resse por conhecê-lo/revisitá-lo
e facilitando sua compreensão.
B R A N C A D E N E V E
S
E
T
E
N
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B
R
U
X
C
A
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52 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P47 Ouvir com atenção
textos lidos ou contados,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Sala de leitura
Retome com os alunos os pro-
cedimentos combinados para as
atividades de audição do conto,
pois sistematizá-los os ajudará a
incorporá-los. Como já levanta-
ram hipóteses sobre o enredo do
conto, apenas relembre-os de que
chegou o momento de verificarem
se suas hipóteses se confirmarão
ou não nesta versão. Não expresse
isso em termos de acerto ou erro,
mas enfatize que antes de qual-
quer leitura é gostoso e importan-
te fazer essa brincadeira: tentar
adivinhar o conteúdo do texto.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 53
•P46 Localizar palavras e
expressões que marcam a
progressão do tempo e as
que estabelecem as relações
de causalidade entre os
acontecimentos narrados para
compreender alguns de seus
usos.
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P41 Identificar o conflito
gerador.
Nesta Roda de conversa um dos
principais objetivos é que os alu-
nos percebam que no gênero con-
tos tradicionais os acontecimentos
não se passam em um tempo es-
pecífico, por isso é comum encon-
trarmos expressões como “Era uma
vez”. Outra característica é a linea-
ridade temporal, não há retrospec-
tivas e o passar do tempo pode ser
observado por indicadores como:
“Depois de alguns meses/anos”.
Quanto ao tempo que transcorre
na narrativa, não se encontra um
padrão no gênero: em “Branca de
Neve”, por exemplo, passam-se
anos; em “Chapeuzinho Verme-
lho”, algumas horas.
As perguntas podem surgir natu-
ralmente ou podem ser formula-
das por você em momentos opor-
tunos durante a discussão. Antes
de encerrar a conversa, leia-as em
voz alta para que os alunos veri-
fiquem do que já trataram e con-
verse mais um pouco com eles,
preocupando-se em responder o
que ainda não foi abordado.
Como atividade complementar,
sugere-se que numa aula de
leitura sejam distribuídos aos
alunos vários livros de contos
(um para cada dupla) para
que montem um banco de
ideias sobre como os contos
são iniciados. Numa cartolina
ou papel-craft, eles poderiam
escrever o nome do conto e,
ao lado, a expressão com que
são iniciados. Além de estarem
organizando uma referência
para atividades posteriores, o
contato com diversos volumes
e títulos é estimulante. Esse
momento também é propício
para estimular o empréstimo de
volumes que podem ser lidos
com/por familiares.
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54 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P58 Conhecer as
representações das letras no
alfabeto de imprensa maiúsculo
(para ler e escrever), no de
imprensa minúsculo (para ler) e
no cursivo (para ler e escrever).
Port3ºAnoPROF.indd 54Port3ºAnoPROF.indd 54 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 55
•P58 Conhecer as
representações das letras no
alfabeto de imprensa maiúsculo
(para ler e escrever), no de
imprensa minúsculo (para ler) e
no cursivo (para ler e escrever).
•P39 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
Converse com os alunos sobre o
travessão: sinal gráfico que, nesta
passagem, indica que uma perso-
nagem vai falar.
Aproveite este momento para
conversar sobre o efeito da va-
riação lexical nos textos. Pergun-
te aos alunos o que achariam se
a palavra RAINHA, por exemplo,
fosse repetida muitas vezes e que
outras palavras poderiam fazer
referência à mesma personagem.
O objetivo desta atividade é
promover a leitura autônoma e
fornecer orientações para que os
alunos possam ter bom desempe-
nho na leitura em voz alta.
X
Port3ºAnoPROF.indd 55Port3ºAnoPROF.indd 55 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
56 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
O quadro acima foi elaborado
para orientar a observação dos
alunos, pois é fundamental que
“os críticos” e a dupla que irá
apresentar o trabalho comparti-
lhem critérios de avaliação. Ainda
que tais critérios ajudem a tor-
nar os comentários mais objeti-
vos, é importante que os alunos
que “avaliam” sejam orientados
a agir com responsabilidade e
procurem formas de se expressar
que não sejam ofensivas e/ou
constrangedoras. Antes das apre-
sentações, seria interessante que
você comentasse com a turma al-
guns recursos que modalizam a
fala. Expressões como “Em minha
opinião”, “Vocês teriam feito uma
apresentação melhor se...”, “Da
próxima vez, procurem...”. É pre-
ciso, também, conversar com eles
sobre a recepção desses comen-
tários. Deixe claro que se trata
de um exercício importante para
aprimorarem seu desempenho,
pois são iniciantes, ou seja, nem
tudo sairá “MUITO BOM”. Essa é
a estreia de todos em apresenta-
ções desse tipo.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 57
•P47 Ouvir com atenção
textos lidos ou contados,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P38 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
A leitura deve ser acompanhada
pelos alunos, mas, dependendo
do grau de autonomia de leitura
da turma ou de alguns deles, é
desejável que sejam convidados a
ler alguns trechos, como as falas
das personagens a partir do ter-
ceiro parágrafo, já que, iniciado
o texto, haverá muitas pistas que
os ajudarão a predizê-lo e, por-
tanto, a lê-lo.
Este exercício e o próximo têm
como objetivo que os alunos es-
tabeleçam a relação entre o texto
verbal e o imagético. A sutileza
das diferenças entre as ilustra-
ções é proposital e talvez requei-
ra a releitura do trecho, proce-
dimento importante quando se
almeja precisão na apreensão das
informações. Questione os alunos
sobre como podem ter certeza das
características da bruxa descrita
e conduza a discussão para que
cheguem à ideia da releitura.
No Guia de planejamento e
orientações didáticas para o
professor do 2º ano, vol. 2,
p. 137 (SME/DOT, 2007), você
encontra a análise do conto
com recursos para caracterizar
personagens e cenários usados.
Vale a pena ler.
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58 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P38 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P39 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
•P40 Recuperar informações
explícitas.
A linguagem figurada é um re-
curso largamente empregado nos
textos literários. Não é raro que
os alunos nessa fase de desenvol-
vimento tomem “ao pé da letra”
expressões que sugerem compara-
ções ou metáforas, por exemplo.
X
X
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 59
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P40 Recuperar informações
explícitas.
Esta atividade objetiva traba-
lhar o planejamento de um tex-
to (neste caso, não verbal) e a
importância de se manter a coe-
rência com as informações sobre
características das personagens,
dos cenários, do gênero. Antes de
fazerem a ilustração, é importan-
te que os alunos socializem suas
ideias e que haja espaço para
comentários e sugestões sobre
a manutenção da coerência. Não
se trata de fazer uma ilustração
para o texto, de desenharem algo
que tem relação com ele, mas de
se preocuparem em mostrar aos
leitores como será solucionado o
conflito apresentado, sem entrar
em contradição com o que já foi
dito/lido.
Se, por um lado, os alunos apre-
ciam muito que suas produções
sejam socializadas, por outro,
nem sempre lidam bem com as
críticas ou sabem fazê-las de for-
ma adequada. Combine, então,
como devem proceder para que os
comentários sejam construtivos e
para que todos os recebam como
colaborações.
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60 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Para que os alunos possam ter
uma experiência de produção, pro-
cure vozear ações silenciosas im-
plicadas em uma produção textual.
Por exemplo: antes de começar a
escrita propriamente dita, retome
o objetivo (terminar o conto), re-
leia o último parágrafo e negocie
as várias ideias que surgirem, defi-
nindo a finalização do conto.
Você pode perguntar-lhes: “Como
um escritor profissional escreveria
essa parte?”. Outros desafios
importantes: não ser repetitivo,
pontuar o texto e escrever orto-
graficamente. A releitura de cada
trecho também não pode faltar.
Esses procedimentos auxiliam a
aproximação dos alunos do pro-
cesso de produção textual.
No Guia de orientações
curriculares – Ensino
Fundamental 1, podem ser
encontradas orientações para
diferentes atividades de escrita.
Entre elas, sobre a produção oral
com destino escrito.
“Produção oral com destino
escrito é a atividade em que os
estudantes, em especial os que
ainda não são alfabetizados,
compõem o texto oralmente
e o professor o escreve.
Durante essa atividade, eles
experimentam a tarefa de
composição, sem a preocupação
com o sistema ou com os
padrões da escrita, mas
testando suas hipóteses sobre
as condições de textualidade
da estrutura composicional do
gênero a que pertence o texto.”
Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem para o
Ensino Fundamental: Ciclo I / Secretaria
Municipal de Educação. São Paulo:
SME/DOT, 2007, p.126.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 61
Contamos aqui com a curiosidade
dos alunos em saber o fim origi-
nal e, portanto, com seu empe-
nho para vencerem as dificulda-
des naturais. Mas o quanto dessa
tarefa eles podem fazer sem sua
mediação depende de sua avalia-
ção. Forme duplas heterogêneas
em relação à competência de
leitura ou escreva os trechos na
lousa e explore com eles o que
conseguem ler sozinhos.
Na atividade 8, a leitura drama-
tizada prevê que o leitor, ao ler
as falas das personagens, pro-
cure produzir a voz e, eventual-
mente, algum gesto que com-
bine com a personagem e com
o enunciado da narrativa. Essa
estratégia tem por escopo moti-
var os alunos para a leitura autô-
noma. A preparação dos alunos é
fundamental: eles precisam saber
o que irão ler, quando, com que
parceiros, para que plateia e,
também, de tempo hábil para os
ensaios. O texto “Os três cabri-
tinhos” encontra-se na íntegra
no DVD (deve ser fotocopiado e
distribuído aos alunos).
“Partindo do princípio de que
o conhecimento é pouco a
pouco construído, a escola
deve oferecer desafios que, a
todo momento, mobilizem as
potencialidades dos estudantes
e os façam crescer em busca
da autonomia.
Toda criança, quando inicia
sua aprendizagem, necessita
de acompanhamento. Por isso
existem diferentes estratégias
para ensinar a ler e a escrever,
algumas em que o professor fica
mais próximo [...], outras em que
ele delega função mais ativa aos
estudantes [...].
À medida que o professor
observa avanços, novos desafios
devem ser lançados, visando a
auxiliar o estudante a conquistar
autonomia de leitura e produção
de textos.”
Orientações curriculares e proposição
de expectativas de aprendizagem para o
Ensino Fundamental: Ciclo I / Secretaria
Municipal de Educação. São Paulo:
SME/DOT, 2007, p.125
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62 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P61 Empregar letra maiúscula
em nomes próprios.
Ajude-os a identificar as falas das
personagens que representarão.
Para facilitar essa etapa do tra-
balho, sugerimos que reúna os
alunos (um de cada grupo) que
representarão a mesma persona-
gem para que possam localizar e
sublinhar suas falas com a ajuda
dos colegas que desempenharão
“o mesmo papel”.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 63
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64 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P47 Ouvir com atenção
textos lidos ou contados,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P48 Recontar contos
tradicionais, apropriando-se das
características do texto-fonte.
Assim que a atividade estiver ter-
minada, promova uma discussão
sobre a apresentação. Chame a
atenção dos alunos para o uso
da linguagem mais formal em
situações públicas, como é a re-
contagem oral de um conto num
programa televisivo ou numa apre-
sentação escolar, por exemplo.
Diferentemente da leitura, a
recontagem requer improvisa-
ções, pois não se trata de de-
corar o texto. O desafio está em
recontá-lo usando a linguagem
empregada no texto-fonte e evi-
tando as marcas da oralidade.
Sugerimos que combine essas
apresentações com professores
de outras turmas, pois atividades
assim motivam desempenhos es-
merados. Se isso não for possível,
tente trabalhar com vários textos,
um para cada grupo, pois assim
a plateia manter-se-á interessada
nas apresentações, uma vez que
ouvirá histórias diferentes.
Faça uma parceria com o
professor orientador da sala de
leitura para juntos selecionarem
alguns contos, a fim de que
os alunos disponham de
alternativas para a recontagem,
se for o caso.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 65
•P37 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P64 Grafar sílabas cuja
estrutura seja diferente de
consoante e vogal, tal como as
que contêm ditongos, dígrafos
e encontros consonantais.
•P61 Empregar letra maiúscula
em nomes próprios.
•P47 Ouvir com atenção
textos lidos ou contados,
estabelecendo relações
com os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Sala de leitura
O texto está no DVD que acom-
panha este volume. Durante a
leitura, explore recursos que
asseguram a continuidade da
narrativa (p. ex.: “Os dias foram
passando”, ”O lobo, então”, “Pela
terceira vez”, “De repente”), ou
seja, expressões que encadeiam
os fatos, dando coesão ao texto.
Chame a atenção dos alunos para
a ausência de expressões muito
usadas na oralidade em situações
informais, como “aí” e “daí”. Ao
fim desta leitura, como nas ou-
tras, proponha uma conversa
em torno das impressões sobre
o conto e, se houver necessida-
de, volte ao texto para reler os
fragmentos referentes às dúvidas
dos alunos.
Os três porquinhos
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66 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P38 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P42 Articular os episódios
narrados em sequência
temporal.
Antes de começar o trabalho,
explore as imagens, retomando a
sequência de eventos do conto.
Se sua turma não tiver condições
de fazer a leitura autônoma de
cada trecho, ainda que não seja
preciso lê-lo todo, faça o traba-
lho coletivamente e forme duplas
para a leitura das papeletas. No
fim da atividade, promova a lei-
tura do texto, já incluídos os tre-
chos nos devidos lugares.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 67
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68 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P43 Reescrever conto
tradicional a partir de modelo,
levando em conta o gênero e o
seu contexto de produção.
•P44 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
Leia o texto todo mais duas vezes,
discutindo com os alunos sobre
em qual ponto devem começar a
reescrita. Peça para que digam o
que aconteceu na história e liste
alguns fatos na lousa com frases
bem curtas (p. ex.: O lobo amea-
çou os porquinhos). Peça que
construam oralmente o primeiro
trecho que deverá dar continuida-
de ao conto. Reitere que devem
evitar expressões típicas da orali-
dade (“aí” e “daí”, ou repetições
de “então”). Em seguida, dê-lhes
um tempo para que escrevam o
trecho discutido. Proceda da mes-
ma forma para os demais trechos
até o fim da história.
Revisar o texto é parte do proces-
so de produção e estabelecer uma
pauta de correção é um procedi-
mento importante para que os alu-
nos tenham uma orientação clara
sobre o que observar. Dessa pauta
devem constar questões que vêm
sendo trabalhadas pela turma (uso
de letras maiúsculas, pontuação,
determinada variável ortográfica
etc.). Eleja dois ou três itens para
eles reverem em seus textos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 69
•P48 Recontar contos
tradicionais, apropriando-se das
características do texto-fonte.
Depois de os alunos darem sua
opinião, se julgar oportuno, co-
mente que nossa memória guar-
da o essencial das histórias que
ouvimos. Em recontagens orais
e escritas, muitas vezes, o texto
sofre pequenas variações; o mais
importante é preservar o enredo.
Após a sessão de vídeo, avalie
com os alunos a linguagem usada
pelos transeuntes que recontaram
a história e desafie-os a recon-
tá-la usando recursos dos textos
escritos. A proposta é que cada
grupo apresente um dos textos
trabalhados nesta Unidade e/ou
outros lidos na classe. Esta ativi-
dade demandará a releitura dos
textos e maior apropriação da
linguagem usada pelos autores.
Sugira aos alunos que destaquem
expressões que não querem deixar
de empregar e permita que con-
sultem o texto durante as apre-
sentações.
Port3ºAnoPROF.indd 69Port3ºAnoPROF.indd 69 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
70 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Retome os procedimentos da ati-
vidade 9. Converse mais uma vez
com seus alunos sobre a impor-
tância de fazerem observações
objetivas e de usarem formas edu-
cadas de apresentar suas críticas.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 71
Na abertura da Unidade, reco-
mendamos que o texto seja lido
por você para que eles conheçam
os objetivos centrais – compre-
ensão, apreciação e declamação
de poemas, desenvolvimento das
atividades propostas de forma a
contemplar as várias expectativas
de aprendizagem. O caráter lúdico
que a linguagem passa a ter no
gênero textual poema norteou a
seleção de poemas e as ativida-
des desta Unidade.
Primeiro, faça perguntas que pos-
sam recuperar possíveis conheci-
mentos prévios dos alunos sobre
poemas. Isso é importante para
delinear algumas expectativas em
relação ao gênero e possibilitar
maior compreensão deste, seja
por confirmações do que se espera,
seja por reconstrução das hipóteses
já formuladas. Sugestões: “O que
vocês sabem sobre poesia?”, “Vo-
cês já ouviram ou leram poemas?”,
“Vocês conhecem algum poema?”
etc. Os conhecimentos prévios são
a base para a construção de novos
conhecimentos, bem como para
sua ampliação e aprimoramento.
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72 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P50 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças
e valores.
Pretende-se explorar a leitura de
imagem. Ajude o aluno a perceber
o que pode ser observado na ilus-
tração: os poemas nos permitem
viajar, sonhar, imaginar, brincar
etc. com as letras e as palavras.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 73
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
Explore o boxe com os dados bio-
gráficos de José Paulo Paes. Desa-
fie os alunos a encontrarem esses
e/ou outros livros do autor na
sala de leitura. Em parceria com
o professor orientador da sala de
leitura crie uma situação em que
os alunos tenham de procurar/
encontrar um livro específico en-
tre outros. Se a catalogação e a
organização do acervo estiverem
em ordem, sugira que procurem
os livros nas próprias estantes/
caixas de origem. Se não esti-
verem, separe alguns livros de
poemas de diferentes autores em
uma caixa ou parte de uma es-
tante, organize-os em ordem al-
fabética pelo sobrenome do autor
e peça para os alunos localizarem
os livros de José Paulo Paes. Em
seguida, deixe que folheiem o
que encontraram. Leia para eles
um poema e sugira que leiam ou-
tros silenciosa ou oralmente, se
houver oportunidade.
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74 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
O Guia de planejamento e
orientações didáticas do
3º ano, vol. 2 (atualmente,
2º ano de publicação do Guia:
2007) sugere o poema “Convite”
por seu caráter “convidativo” e,
especialmente, por sua analogia
com o brincar, sendo também
representativo do caráter
lúdico que o texto poético pode
assumir, sobretudo quando
destinado a crianças.
O poeta faz um convite para brincar de poesia.
Os brinquedos se gastam e as palavras não; podem
sempre ser reinventadas (ficam sempre mais novas).
O objetivo é levar o aluno a rela-
cionar o título ao texto poético e
fazer uma inferência: o eu poé-
tico convida a criança a brincar
com poesia, jogando com as pa-
lavras, descobrindo novos senti-
dos e novas formas de lidar com
elas. Retome os conhecimentos
prévios que os alunos têm sobre
convite e compare com o tipo de
convite (poético) feito pelo eu
poético. Destaque o caráter lúdi-
co do poema: trata-se, como se
disse, de um convite para brincar
com as palavras.
Além disso, pretende-se explorar
a recuperação de informações ex-
plícitas no texto, para destacar
a especificidade “do brincar com
a poesia”. Chame a atenção dos
alunos para a relação estabele-
cida pelo poeta com a água do
rio, que é “água sempre nova”. E,
também, para a comparação da
poesia com os dias: “sempre um
novo dia”.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 75
•P51 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
Pergunte aos alunos o que é ilha
e se eles sabem qual é o sentido
literal da palavra. Compare com
o sentido no poema e aproveite
para discutir que num poema os
sentidos das palavras podem ser
diferentes daqueles que usamos
no dia a dia.
Com a exploração da intertextua-
lidade (expectativa para anos
posteriores, mas que deve ser
trabalhada processualmente em
todos os anos), pretende-se des-
tacar que a relação (ou brincadei-
ra) entre palavras é essencial na
poesia. As palavras são a matéria-
-prima (a essência) dos poemas.
Os dois poemas falam da relação da poesia com as palavras.
Para o primeiro, trata-se de relacionar palavras de uma
determinada forma: brincando.
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76 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P57 Apreciar poemas lidos ou
recitados.
Os poemas desenham com as pa-
lavras, fazendo lembrar as coisas
de que eles falam: um ovo, um
poste, o por do sol, um gol.
Resposta pessoal
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 77
Se julgar oportuno, faça um mural
com a produção dos alunos para
ser afixado na sala de aula.
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78 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Depois de uma breve exploração
dos três gêneros, parlenda, can-
tiga e poema, nos dedicaremos
à cantiga e ao poema. Sugere-se
deixar uma discussão um pouco
mais aprofundada sobre poemas
para a parte final da atividade –
questão 5.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 79
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80 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P50 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P54 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do poema: observar
segmentação do poema em
versos e estrofes.
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
Converse com os alunos, auxilian-
do-os na observação da organiza-
ção textual da parlenda, da canti-
ga e do poema. A seguir, chame,
gradativamente, a atenção deles
para os efeitos sonoros de cada
texto: na parlenda, a palavra que
estava no fim do verso é repetida
no começo do seguinte; na can-
tiga, a parte que se repete – o
refrão – Ah! Ah! Ah! / Oh! Oh!
Oh! procura imitar a risada dos
que debocham da barata que só
conta mentiras; no poema, a re-
petição do verso “Troco um pas-
sarinho na gaiola”, sugerindo a
insistência do eu lírico para fazer
seu negócio como se estivesse em
uma feira ou mercado.
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos reconheçam a
parlenda e a canção, gêneros trabalhados nos anos anteriores.
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos recuperem, por
exemplo, elementos da organização textual e o fato de um
dos textos ser cantado.
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos apreciem
os efeitos sonoros presentes em cada texto.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 81
•P50 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças
e valores.
Para aproximar os alunos do poe-
ma, vamos retomar uma expecta-
tiva de aprendizagem do 1º ano
em relação ao gênero cantiga de
roda, que também se vale de mui-
tos recursos da linguagem poéti-
ca: cantar cantigas de roda.
Sugerimos que você adote os pro-
cedimentos usuais de organização
e divisão dos alunos em grupo;
no caso, a turma deverá ser divi-
dida em dois grupos.
Hoje é domingo
A barata
Mercado de trocas
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82 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P54 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do poema: observar
segmentação do poema em
versos e estrofes.
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
Observe se os alunos percebem
que esse trecho pode estar em
qualquer lugar – no início, no
meio ou no fim do poema – já
que faz parte da estrutura que se
repete nas estrofes. Quando com-
pletarem com os versos faltantes,
verifique se os alunos mantêm a
estrutura e os versos originais da
cantiga e incentive-os a compar-
tilharem suas preferências com os
colegas.
A repetição de sons no fim das
palavras dentro do mesmo verso
ou entre versos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 83
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P52 Produzir novo poema a
partir de modelo, levando em
conta o gênero e o seu contexto
de produção.
Esta questão focaliza, mais uma
vez, a correlação entre os ele-
mentos da organização interna
dos gêneros cantiga e poema
(versos, estrofes e, em particu-
lar, a repetição de estrofes nas
canções, o refrão), bem como os
efeitos sonoros criados pelo uso
da rima e sua importância para a
memorização de canções e a de-
clamação de poemas. É a primeira
atividade que solicita a produção
escrita dos alunos com base em
textos memorizados.
Cada uma das linhas de um poema.
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84 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Esta atividade é a primeira de re-
visão de texto. A ficha pretende
fornecer parâmetros para que os
alunos possam identificar alguns
aspectos a serem revisados. É im-
portante trabalhar a conduta de
respeito que devem ter diante da
produção de outro colega.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 85
•P53 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e
reflexão sobre a língua
e a linguagem.
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
Sugerimos que você deixe que os
alunos assistam ao vídeo uma vez
e comentem-no livremente; na
segunda, que registrem as rimas
e, na terceira, que copiem uma
estrofe. É importante que você
assista ao vídeo antes. A cantiga
foi musicada em ritmo de rock, o
que pode ser explorado com os
alunos e contrastado com outras
versões e ritmos.
Não. Há mais versos na cantiga do vídeo.
Não. No vídeo a barata diz ter mais coisas.
Peludo/ veludo;
balão/ não/ sabão/ avião/ busão;
babado/ rasgado.
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86 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P50 Estabelecer relações entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P56 Recitar poemas.
•P49 Relacionar o poema
à situação comunicativa e
ao suporte em que circula
originalmente.
Todo texto impresso está em al-
gum lugar a que chamamos su-
porte: pode ser um livro, um jor-
nal, uma revista, um cartaz, uma
embalagem etc. A questão explo-
ra o principal suporte de textos
poéticos impressos: o livro.
Chame a atenção dos alunos para
a especificidade das capas mos-
tradas e sobre como elas ofere-
cem indicações sobre o gênero
que contêm.
Explore, além do livro de poemas,
as demais capas dos livros: o que
os outros contêm? Quem os es-
creveu? etc.
X
Esta é uma das atividades
desta Unidade que propõem
uma parceria entre o professor
da sala de aula e o da sala de
leitura, para não só aproveitar
melhor o tempo, mas valorizar
a sala de leitura como espaço
escolar onde também se produz
conhecimento. A exploração
do principal suporte é destacada
e pode ser ampliada. Os alunos
podem localizar no acervo
outros livros só de poemas.
O planejamento desta atividade
deve ser discutido previamente
por ambos os professores.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 87
O vídeo traz elementos para que
a turma se envolva na atividade
de produção de rimas, bem como
na de escrita coletiva de um poe-
ma. Sugerimos a leitura prévia
de coletâneas de rima para que
você proponha terminações com
mais possibilidades de palavras e
forneça subsídios aos alunos. Por
exemplo, http://rimas.mmacedo.
net/. Consulte o acervo da sala de
leitura e selecione alguns livros
de poemas, cuja leitura em voz
alta pode fornecer informações
aos alunos para a próxima ativi-
dade de produção.
•P49 Relacionar o poema
à situação comunicativa e
ao suporte em que circula
originalmente.
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88 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P52 Produzir novo poema a
partir de modelo, levando em
conta o gênero e seu contexto
de produção.
Antes de iniciar a oficina com a
turma, estimule os alunos a re-
lembrarem o percurso percorrido
pelos participantes da ativida-
de mostrada no vídeo. Ao final,
o poema produzido pela turma
poderá ser afixado no mural da
classe.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 89
Explore oralmente a cena descri-
ta no poema: alguém consegue
visualizá-la/imaginá-la? O que fa-
ria parte da cena? (pedra, alguém
sentado, o mar.) O que será que é
“foi mar pra tudo que é lado” – o
que a expressão “pra tudo que é
lado” significa? E “mar pra tudo
que é lado”, o que quer dizer?
Sugerimos que os alunos assis-
tam ao vídeo duas vezes: depois
da primeira exibição, incentive-
-os a comentarem-no livremente;
depois da segunda, com sua me-
diação, explore o efeito de humor
provocado pela animação.
•P50 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
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90 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P54 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do poema: observar
a divisão do poema em versos
e estrofes.
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
Esta atividade propõe a recapi-
tulação de conhecimentos sobre
poema (verso, estrofe, rima)
abordados nas atividades ante-
riores. Desta vez, será privilegia-
da a quadrinha como exemplo de
texto poético memorizado para
declamação.
Porque são compostos por uma estrofe de quatro versos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 91
Nas questões de múltipla esco-
lha e resposta única, leia com os
alunos todo o enunciado e todas
as alternativas para trabalhar
também a eliminação de possi-
bilidades.
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P52 Produzir novo poema a
partir de modelo, levando em
conta o gênero e o contexto de
sua produção.
(caminha, vizinha, espinha, farinha, sozinha, campainha)
(amor, flor, dor, cantor, beija-flor, valor, temor)
X
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92 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Sugerimos que você desenvolva
a atividade a seguir em duplas –
cada aluno lerá um verso da qua-
drinha – e organize a apresenta-
ção das leituras para que todas
as duplas leiam a quadrinha pro-
duzida.
(colchão, caminhão, botão, coração, camaleão, dedão)
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 93
•P50 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P51 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
Retome o sentido das expressões
contidas no poema. Estimule os
alunos a se lembrarem de situa-
ções de comunicação em que elas
são comumente empregadas. Se
eles manifestarem interesse, per-
mita que assistam ao vídeo mais
de uma vez.
Acolha as considerações dos alu-
nos sobre as semelhanças entre a
canção e os poemas lidos: escrita
em versos, “jogos” com as pala-
vras, repetições... Compartilhe-as,
enriquecendo a atividade.
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94 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Para mais sugestões de
exploração dos poemas,
consulte o Guia de planejamento
e orientações didáticas do
3º ano, vol. 2.
Esta atividade explora outras
características da linguagem
poética: junção de palavras, du-
plo sentido, metáforas, rimas. A
atividade supõe que os alunos se
afastem do significado e voltem
sua atenção para os aspectos so-
noros da própria palavra.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 95
•P54 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do poema: observar
a divisão do poema em versos
e estrofes.
Palma/palmeira;
Sem/semana; Ana/semana
Beija/beija-flor; flor/beija-flor
caixa
baixo
alto
fofo oca
foca
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96 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P52 Produzir novo poema a
partir do modelo, levando em
conta o gênero e o contexto de
sua produção.
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
Resposta pessoal
cara bola
gira
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 97
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
Esta atividade explora o ritmo
como efeito da sonoridade e da
métrica de versos do poema.
As questões contam, mais uma
vez, com a colaboração do pro-
fessor da sala de aula e o da sala
de leitura, e é importante que o
planejamento da atividade seja
discutido com antecedência por
ambos. Aqui são apresentados
os vídeos com as declamações
do poema “Relógio”, para que
os alunos percebam o som que os
poemas tentam representar.
Do pêndulo do relógio
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98 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P56 Recitar poemas.
•P50 Estabelecer relações entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
Procure incentivar os alunos a
compartilharem suas primeiras
impressões sobre o poema, valo-
rizando o que conseguirem extrair
desse contato inicial com o texto.
Nesta atividade o foco é a criação
de imagens pela combinação de
palavras. Antes de ler o poema,
certifique-se de que eles sabem o
que é pirilampo (mais conhecido
como vaga-lume) e criem expec-
tativas de leitura. Proponha, em
roda de conversa, as questões
a e b. Procure acolher a partici-
pação dos alunos e mediá-la para
garantir que todos compreendam
que pirilampos podem ser vistos
apenas à noite, em lugar com
pouca luminosidade, especial-
mente nas regiões menos urba-
nizadas, pois o dia é claro e não
permite que a luz desse inseto
seja percebida. Faça uma decla-
mação bem expressiva do poema,
sugerindo os efeitos da escuridão
da noite e a presença dos pirilam-
pos e de sua luz.
Para outras sugestões sobre
como explorar o poema, consulte
o Guia de planejamento e
orientações didáticas do 2º ano,
vol. 2, p. 110.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 99
•P57 Apreciar poemas lidos ou
recitados.
•P51 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
X
1
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100 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P51 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
Esta atividade requer alguns pro-
cedimentos para que os alunos
usem o dicionário.
Forneça o sentido de várzea e
trabalhe o sentido de arisco; le-
vando em conta o contexto do
poema, arisco é algo que se re-
laciona com quieto, dócil, meigo
ou com inquieto, desconfiado,
que rejeita carinho?
A próxima questão pressupõe pro-
cedimentos inferenciais. Se for
necessário, faça outras perguntas
intermediárias: “Como sabemos
se alguém está com muito sono
ou lutando contra o sono?”, “E
o vaga-lume, como ele faz?” etc.
Os olhos verdes dos meninos com sono se abrem e fecham assim
como as lanternas verdes dos vaga-lumes piscam-piscando.
X
Sugerimos a consulta prévia às
orientações específicas para o
trabalho com o dicionário em sala
de aula, como a disponível em:
http://portal.mec.gov.br, em
que se pode fazer download de
“O dicionário na sala de aula”,
Bagno & Rangel, publicação
do MEC.
RANGEL, Egon de Oliveira. Dicionários
em sala de aula. Elaboração Egon
de Oliveira Rangel e Marcos Bagno.
Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2008.
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ANO 101
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102 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P52 Produzir novo poema a
partir de modelo, levando em
conta o gênero e o contexto
de sua produção.
Sugerimos uma correção coleti-
va, como indicado nas questões
anteriores.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 103
Permita que os alunos assistam ao
vídeo mais de uma vez. Chame a
atenção para as versos valorizados
pela animação.
Oriente os alunos para que ob-
servem os sons dos versos e não
apenas os sentidos das palavras.
Ouça as impressões deles e in-
centive-os a justificarem suas res-
postas, permitindo que se sintam
à vontade para explorar os fone-
mas no poema. Depois, ajude-os
a experimentar os efeitos obtidos
pela combinação dos sons.
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P54 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do poema: observar
segmentação do poema em
versos e estrofes.
•P57 Apreciar poemas lidos
ou recitados.
Um relógio de corda.
No poema, a repetição de palavras e versos num certo ritmo
se assemelha ao barulho do ponteiro do relógio.
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104 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Retomando percursos. Se os alu-
nos tiverem dificuldade em sinte-
tizar e sistematizar os conteúdos
desenvolvidos nesta Unidade, su-
gerimos que você faça algumas
perguntas para ajudá-los: “Onde
encontramos poemas?”,“Quais as
semelhanças entre diferentes poe-
mas (presença de versos, estrofes,
refrão e rimas)?”, “Que brincadei-
ras os poetas fizeram nos poemas
desta Unidade (criaram palavras,
imagens, sons, ritmos, brincaram
com os sentidos etc.)?”, “O que
é necessário para uma boa decla-
mação de poema (preparo prévio
com leitura em voz alta, boa arti-
culação das palavras, voz audível
e respeito ao ritmo criado pelos
versos e palavras escolhidas pelo
poeta etc.)?”, “O que mais você
aprendeu sobre poemas?” etc.
•P54 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do poema: observar
segmentação do poema em
versos e estrofes.
•P55 Observar o funcionamento
do ritmo e da rima nos poemas
para compreender alguns de
seus usos.
•P56 Recitar poemas.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 105
Dependendo da autonomia de
leitura de seus alunos, opte por
ler com eles, o que também vale
para as demais atividades desta
Unidade. Na leitura de notícias ou
discussão sobre noticiários de TV
ou de rádio, favoreça os alunos a
comentá-las, questioná-las, ex-
por suas dúvidas etc. Na abertu-
ra, recomenda-se que o texto seja
lido com os alunos para que eles
saibam quais são os objetivos da
unidade e possam desenvolver
as atividades tendo em mente
atingi-las.
Para começo de conversa. A ati-
vidade a seguir compõe-se de um
conjunto de questões destinadas
a explorar os conhecimentos pré-
vios dos alunos sobre o gênero
textual notícia, enfocando as di-
ferentes mídias em que as notícias
circulam atualmente, em especial
no suporte jornal impresso. Isso é
importante para delinear algumas
expectativas em relação ao gênero
e possibilitar maior compreensão
deste, seja para confirmar, seja
para reelaborar as hipóteses já
formuladas.
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106 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P29 Recuperar informações
explícitas.
Neste ano não diferenciaremos
notícia de reportagem.
Explore as possibilidades levanta-
das pelos alunos sobre a atividade
mostrada na imagem. Focalize o
título e a legenda, comparando-
-os quanto à “qualidade” e preci-
são das informações trazidas por
cada um deles.
Leia o boxe sobre o código braille
para incrementar o levantamento
de hipóteses sobre o texto.
Espera-se que o aluno diga que
a leitura do título e da legenda
(além de trechos da reportagem)
permite saber o assunto da repor-
tagem. A leitura da notícia permi-
te responder às demais questões.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 107
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e corpo
do texto.Título da notícia
Nome do repórter que
escreveu a reportagem.
Legenda da foto
Nome do fotógrafo
que tirou a fotografia.
Corpo da notícia
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108 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P26 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P25 Relacionar o gênero
notícia à situação comunicativa
e ao suporte em que circula
originalmente.
A próxima questão pretende ati-
var conhecimentos prévios sobre
o principal suporte de notícia:
o jornal impresso. Selecione,
previamente, um dos diários im-
pressos de circulação na cidade
de São Paulo, preferencialmente o
que você costuma ler, para leitura
e discussão com os alunos. Traba-
lhar o jornal impresso na escola
requer cuidado na seleção das no-
tícias, uma vez que o potencial
destinatário dos grandes jornais
não é a criança, salvo dos cader-
nos infantis que circulam em dias
específicos da semana.
Todas as pessoas estão lendo.
Port3ºAnoPROF.indd 108Port3ºAnoPROF.indd 108 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 109
•P25 Relacionar o gênero
notícia à situação comunicativa
e ao suporte em que circula
originalmente.
•P26 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
Todo texto circula em um supor-
te. É importante considerar que,
além do jornal impresso, as no-
tícias são veiculadas também em
outras mídias, como TV e rádio,
e, mais recentemente, internet.
Assim, telejornais, programas de
rádio, sítios (sites) jornalísticos
também são suportes de notícias.
X
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110 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P26 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P25 Relacionar o gênero
notícia à situação comunicativa
e ao suporte em que circula
originalmente.
As questões a seguir pretendem
explorar alguns elementos do
contexto de produção do gênero
notícia (quem lê notícias e por
quê). Provavelmente, os alunos
responderão algo como: “Para
saber o que acontece na cida-
de”. Propomos que você amplie a
discussão indagando: “Para que
é preciso saber o que acontece?”.
A questão 9 objetiva conhecer
um pouco das práticas letradas
a que a família dos alunos tem
acesso. Saber o que eles (ou sua
família) leem, assistem ou ouvem
é importante para elaborar ativi-
dades mais próximas de seu dia
a dia. Não deixe de retomar com
eles as respostas que obtiveram.
Você pode até mesmo montar
uma tabela com os resultados,
para saber quais são os programas
mais assistidos ou ouvidos, ou os
jornais mais lidos.
As próximas atividades reque-
rem a colaboração do professor
orientador da sala de leitura.
Esta proposta visa não só ao
melhor aproveitamento do tem-
po para a realização da ativida-
Port3ºAnoPROF.indd 110Port3ºAnoPROF.indd 110 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 111
•P25 Relacionar o gênero
notícia à situação comunicativa
e ao suporte em que circula
originalmente.
•P26 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
de, mas à valorização da sala de
leitura como espaço escolar onde
também circulam informações
noticiadas em jornais e revistas.
É importante que o planejamen-
to da atividade seja discutido
previamente por ambos. Nesta
Unidade não distinguimos os
gêneros textuais notícia e repor-
tagem, o que será feito em anos
posteriores, a partir da progres-
são curricular do gênero notícia
apresentada no início deste ca-
derno. Sugerimos que você deixe
que os alunos assistam às repor-
tagens uma vez e comentem-nas
livremente; depois, que as assis-
tam pela segunda vez enfocando
as questões propostas.
Port3ºAnoPROF.indd 111Port3ºAnoPROF.indd 111 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
112 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P35 Comentar notícias
veiculadas no rádio, na
televisão ou no jornal impresso,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
A atividade 4 apresenta notícias
de maneira não usual tanto no
que se refere ao cenário televi-
sivo – os auxiliares dos “jorna-
listas âncoras” aparecem; em vez
de um teleprompter vê-se uma
assistente segurando um cartaz;
os apresentadores se vestem com
roupas clownescas – quanto em
relação à abordagem humorística
dos fatos relatados. Todos esses
recursos são usados para atrair os
telespectadores. Explore as dife-
renças entre as formas de noticiar
um fato na mesma mídia, a TV,
com base no perfil dos telespec-
tadores.
Port3ºAnoPROF.indd 112Port3ºAnoPROF.indd 112 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 113
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e corpo
do texto.
Torre de trinta metros é construída com peças
do brinquedo Lego.
A altura da torre de Lego
construída na Alemanha equivale
a um prédio de 10 andares.
Port3ºAnoPROF.indd 113Port3ºAnoPROF.indd 113 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
114 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Explore com os alunos a ideia
de que uma foto com a torre é o
mais importante, já que mostraria
seu tamanho, que, supostamente,
interessa mais do que a foto de
crianças brincando com Lego.
Juízes medem a torre de Lego
do alto de um guindaste.
Port3ºAnoPROF.indd 114Port3ºAnoPROF.indd 114 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 115
Na atividade 6, propomos que
antes da leitura você explore as
expectativas de acordo com a for-
matação do texto (notícia) e a
antecipação do tema ou da ideia
principal com base nos elemen-
tos paratextuais (foto-legenda,
título e subtítulo). Por exemplo,
observe a foto da notícia: “Do
que a notícia trata?”, “O que um
cachorro está fazendo ao lado de
um filhote de tigre?”, “O que terá
acontecido com eles?”, “A legenda
da foto nos dá alguma pista?”,
“O título confirma a informação
da legenda?”, “Por que a cadela
cuida desse filhote de tigre?”.
Proponha que façam a atividade
em casa para ser corrigida depois,
coletivamente, em sala de aula.
Crianças participam da montagem
da torre gigante.
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P29 Recuperar informações
explícitas.
•P25 Relacionar o gênero
notícia à situação comunicativa
e ao suporte em que circula
originalmente.
•P35 Comentar notícias
veiculadas no rádio, na
televisão ou no jornal impresso,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Port3ºAnoPROF.indd 115Port3ºAnoPROF.indd 115 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
116 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Para as questões de múltipla es-
colha e resposta única, chame a
atenção dos alunos para as in-
dicações (escolha a alternativa
e quem) de que há apenas uma
resposta correta (única). É impor-
tante que eles percebam indica-
dores como esse.
O inusitado do fato noticiado,
uma cadela adotar um filhote
de tigre, merece comentários.
Pesquise se os alunos conhecem
algum fato curioso que também
se relacione com animais e que
poderia se tornar uma notícia
publicada/divulgada em jornais,
revistas, TV, rádio e internet.
Por que ele foi abandonado pelos pais e não consegue
sobreviver sozinho.
Porque é um fato raro e os jornais buscam o que pode
interessar a seus leitores.
Do proprietário do zoo.
X
X
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 117
•P29 Recuperar informações
explícitas.
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e corpo
do texto.
Explore a formatação do gênero
(divisão em colunas, segmenta-
ção do texto), expectativas em
relação ao autor ou à instituição
responsável pela publicação. An-
tecipe o tema ou a ideia princi-
pal, considerando os elementos
paratextuais (título, subtítulo,
foto-legenda, imagens ou ele-
mentos gráficos). Você pode
ampliar a análise do jornal im-
presso discutindo com os alunos
algumas características do su-
porte, que serão aprofundadas
no 5º e 8º anos, como: a divisão
do jornal em seções, os gêneros
textuais (notícias, reportagens,
classificados, artigos de opinião,
textos publicitários etc.) e a dia-
gramação (texto diagramado em
colunas, os diferentes tamanhos e
cores de letras na manchete, nos
títulos, nas legendas e no corpo
dos textos).
A escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das
Olimpíadas de 2016.
Pela posição e tamanho das letras da manchete e tamanho
da foto-legenda que ocupam quase meia página.
Nesta atividade você e o
professor orientador da sala
de leitura vão trabalhar juntos
e é importante que a planejem
previamente. O foco das
questões é a exploração do
principal suporte de notícias,
o jornal impresso, sobretudo
de sua primeira página.
Port3ºAnoPROF.indd 117Port3ºAnoPROF.indd 117 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
118 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P25 Relacionar o gênero
notícia à situação comunicativa
e ao suporte em que circula
originalmente.
•P26 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
É importante que você e o profes-
sor orientador da sala de leitura
selecionem com antecedência
as notícias do dia a serem lidas
com os alunos para aproveitar
melhor o tempo da atividade, e,
sobretudo, para localizar notícias
compatíveis com a faixa etária e
o interesse deles.
Propomos que você explore o uso
incomum de recursos gráficos na
primeira página (letras “tremidas”
em alusão ao tremor resultante
do terremoto) com a finalidade
de atrair leitores. Analise a pre-
sença do mapa e do infográfico
dos bairros atingidos pelo tremor,
elementos visuais com informa-
ções sobre o fato.
Terremoto no Chile e consequente
tremor em São Paulo.
A diferença é o uso de recursos gráficos no Diário de S.Paulo,
na manchete, na linha-fina da notícia, no corpo do texto etc.,
com a intenção de chamar a atenção dos leitores.
Port3ºAnoPROF.indd 118Port3ºAnoPROF.indd 118 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 119
A atividade 8 explora elementos
como título, subtítulos e ima-
gens. Sugerimos que você con-
verse com os alunos sobre que
fatos eles imaginam que foram
noticiados, considerando os tí-
tulos e as fotos, e qual é o papel
de títulos e fotos nas notícias do
jornal impresso.
Port3ºAnoPROF.indd 119Port3ºAnoPROF.indd 119 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
120 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P29 Recuperar informações
explícitas.
A atividade 9 aborda um dos
elementos estruturais do gênero
notícia: o título. É o título que
indica o enfoque que será dado
ao fato noticiado visando a atrair
o leitor. Se os alunos não conse-
guirem criar um título adequado
para a notícia, sugira alternativas
e peça para escolherem uma. O
título original da notícia é: “Fran-
cês cria ‘lava a jato’ de cachorros”.
Descubra se os alunos sabem o
que é um lava a jato. Se não sou-
berem, explique.
A invenção de uma máquina para lavar cachorro.
Lava e seca o cachorro em trinta minutos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 121
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
As próximas atividades dão início
à exploração de alguns elementos
estruturais do gênero notícia: o
lide e a legenda de fotos. O lide
é a introdução da notícia, normal-
mente está no primeiro parágra-
fo da notícia impressa e fornece
informações fundamentais e re-
sumidas sobre o fato noticiado,
tornando mais rápida a seleção de
notícias e atraindo o leitor. Para
isso, o lide deve responder a seis
perguntas: “O quê?”, “Quem?”,
“Quando?”, “Onde?”, “Como?” e
“Por quê?”. Destaque a importân-
cia da leitura da legenda. Esta
pode ser definida como um texto
breve colocado ao lado, abaixo
ou dentro da foto ou da ilustra-
ção, para acrescentar informações
à imagem (foto, ilustração, grá-
fico, tabela) da notícia. Antes de
passar às perguntas, deixe que
os alunos comentem livremente
a notícia.
Sugestões: O que foi encontrado? Quem encontrou?
Quando o cheque foi encontrado? Onde foi encontrado?
Como foi encontrado?
Port3ºAnoPROF.indd 121Port3ºAnoPROF.indd 121 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
122 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e corpo
do texto.
Antes de trabalhar o item 3,
oriente e acompanhe a leitura
coletiva de lides mostrados em
notícias anteriores. Destaque as
características desse elemento em
cada exemplo. Quanto à produção
da legenda, estimule a observa-
ção da imagem e discuta as al-
ternativas sugeridas pelos alunos.
Sugestão: Gari achou cheque enquanto varria a rua.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 123
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e corpo
do texto.
•P29 Recuperar informações
explícitas.
Um jacaré foi encontrado em um restaurante no Rio de Janeiro.
Port3ºAnoPROF.indd 123Port3ºAnoPROF.indd 123 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
124 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P29 Recuperar informações
explícitas.
•P28 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
Estas atividades, mais uma vez,
exploram o lide da notícia. A
primeira atividade pretende ser
modelar em relação ao lide e sua
função para a estruturação de
uma notícia. A segunda, propõe a
produção de uma notícia a partir
do lide, que deve incluir título,
legenda da foto e primeiro pará-
grafo (o lide) da notícia.
Com os funcionários do restaurante.
Por volta das 7 horas de uma sexta-feira.
Em um restaurante na Barra da Tijuca, zona oeste
do Rio de Janeiro.
Alvoroço: agitação, tumulto, confusão. Resposta possível:
houve um alvoroço por causa do aparecimento do jacaré,
um animal que pode atacar seres humanos.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 125
•P26 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e
corpo do texto.
Resposta pessoal. Uma hipótese bastante plausível é que o
desequilíbrio ecológico (por exemplo, falta de alimento em seu hábitat)
pode ter motivado a “andança” do animal. Além disso, a pequena
distância entre o riacho e o restaurante possibilitou o ocorrido.
Para chamar atenção do leitor, uma vez que encontrar jacarés
em restaurante não é algo comum.
Port3ºAnoPROF.indd 125Port3ºAnoPROF.indd 125 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
126 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P29 Recuperar informações
explícitas.
Com a ajuda dos bombeiros que tiveram de serrar
o metal da tubulação.
Port3ºAnoPROF.indd 126Port3ºAnoPROF.indd 126 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 127
•P30 Articular os episódios
narrados em sequência
temporal.
•P31 Reescrever notícia,
relatando fatos noticiados em
diferentes mídias, levando
em conta o gênero e o seu
contexto de produção.
•P32 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
Se julgar conveniente, proponha
a produção em duplas.
Manchete: Mulher encontra gato
dentro de sofá 12 dias após a
compra.
Legenda: O GATO FICOU 12 DIAS
PRESO NO INTERIOR DO SOFÁ
Notícia: Uma mulher, nos Estados
Unidos, encontrou um gato den-
tro de um sofá 12 dias depois de
comprar o móvel. Enquanto ela
assistia TV, sentiu algo se mover
embaixo da almofada. Então per-
cebeu que havia um gato preso
dentro do sofá.
Antes de propor que os alunos fa-
çam a revisão, faça uma com toda
a turma, com base na produção
de um deles.
Esta é a primeira atividade em
que o aluno produzirá uma no-
tícia completa. Avalie a necessi-
dade de solicitar que a produção
seja compartilhada a cada etapa,
conforme as sugestões de traba-
lho oferecidas aos alunos.
Ao final, discuta uma produção
completa e, a partir do que nela
for apontado, indique que façam
a revisão da própria produção.
4
3
2
1
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128 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P29 Recuperar informações
explícitas.
•P33 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna da notícia: manchete,
parágrafo-síntese (lide) e corpo
do texto.
Port3ºAnoPROF.indd 128Port3ºAnoPROF.indd 128 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 129
•P30 Articular os episódios
narrados em sequência
temporal.
•P28 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia
•P29 Recuperar informações
explícitas.
X
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130 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P28 Inferir o sentido de
palavras ou expressões a partir
do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em
verbete de dicionário ou de
enciclopédia.
A questão a seguir requer proce-
dimentos para o uso do dicionário
com os alunos.
A atividade 14 visa a reduzir os
erros por interferência da fala re-
lativa à ausência do “R” na escrita
de verbos no infinitivo e à troca
de “E” por “I” e de “O” por “U” em
posição pré-tônica e pós-tônica no
fim das palavras. Chame atenção
para o fato de que há mais pala-
vras terminadas com “E” e “O”, já
que só serão grafadas com I ou
U as oxítonas, terminadas com o
som /i/ ou /u/. É também obje-
tivo desta atividade trabalhar o
ponto-final e o uso de letra maiús-
cula no início das frases. Em rela-
ção à ortografia, adiante para os
alunos as questões e desafie-os a
encontrar os erros nas palavras em
destaque.
Resposta pessoal, mas possivelmente a jiboia é maior
que os alunos do 3º ano.
Sugerimos a consulta prévia às
orientações específicas para o
trabalho com o dicionário em sala
de aula, como a disponível em:
http://portal.mec.gov.br, em
que se pode fazer download de
“O dicionário na sala de aula”,
Bagno & Rangel, publicação
do MEC.
RANGEL, Egon de Oliveira. Dicionários
em sala de aula. Elaboração Egon
de Oliveira Rangel e Marcos Bagno.
Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Básica, 2008.
Port3ºAnoPROF.indd 130Port3ºAnoPROF.indd 130 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 131
•P32 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
Além de possibilitar comentários,
esta atividade visa a explorar re-
lações de intertextualidade.
Port3ºAnoPROF.indd 131Port3ºAnoPROF.indd 131 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
132 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Os títulos originais das notícias
são: Notícia 1: Menino vestido
de Homem-Aranha salva bebê
de fogo; Notícia 2: Bombeiro se
veste de Homem-Aranha e salva
criança na Tailândia.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 133
•P35 Comentar notícias
veiculadas no rádio, na
televisão ou no jornal impresso,
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P27 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
Se os alunos tiverem dificuldades
para sintetizar e sistematizar os
conteúdos desenvolvidos nesta
Unidade, proponha-lhes algumas
perguntas: “Onde encontramos
notícias?”, “Para que serve uma
notícia?”, “Por que a notícia tem
título?”, ”Por que algumas notí-
cias têm fotos ou matérias grava-
das?”, “O que normalmente está
escrito na legenda das fotos das
notícias?”, “O que, em geral, está
escrito no primeiro parágrafo de
uma notícia?”, “O que mais você
aprendeu sobre notícia?”.
Ambas falam de salvamentos feitos por pessoas
com fantasia do Homem-Aranha.
Resposta pessoal
Resposta pessoal
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134 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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2o
semestre
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 137
•P13 Relacionar o verbete de
enciclopédia infantil à situação
comunicativa e ao suporte em
que circula originalmente.
Ao ler para os alunos esta seção
inicial, explore esse lado curioso
e convide-os a buscar por meio da
leitura e da pesquisa as respostas
para as questões que os intrigam.
Oriente os alunos para entrarem
em contato com os textos que
tratam das experiências e das
descobertas científicas. Faça per-
guntas e comente as dúvidas que
aparecerem, indicando fontes de
consulta para buscar as respostas
em livros, enciclopédias, revis-
tas ou jornais. Um dos objetivos
das atividades é levar o aluno a
aprender a encontrar explicações
corretas e confiáveis para seus
questionamentos. Outra finali-
dade é promover a leitura dos
verbetes das enciclopédias infan-
tis, dos suplementos dos jornais
e das revistas de ciências para as
crianças. Depois, os alunos vão
explicar os conceitos estudados e
produzir verbetes de curiosidades.
O registro das pesquisas e des-
cobertas dará origem à produção
de uma enciclopédia infantil que
fará parte do acervo da sala de
leitura da escola.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 137Port3ºAnoParte2PROF.indd 137 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
138 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A canção “Oito anos” faz parte do
CD Adriana Partimpim. Se possí-
vel, escute-a com seus alunos e
promova uma conversa sobre as
perguntas feitas nela: “Por que
os dentes caem?”; “Por que as
unhas crescem?”; “Por que a Terra
roda?”. Leve-os a perceber tam-
bém que as dúvidas fazem parte
do processo de aprendizagem e
que não conseguimos responder
com facilidade ou precisão a to-
das as perguntas, como: “Por que
a gente morre?”.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 138Port3ºAnoParte2PROF.indd 138 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 139
A proposta da Unidade é a desco-
berta de como algumas perguntas
simples enriquecem a vida das
pessoas. Nessa grande roda de
conversa e leitura, está presente
a preocupação de levar o aluno a
perceber que para aprender é
importante observar tudo o que
está em volta, prestar atenção
nos acontecimentos, buscar fon-
tes de consulta com informações
sobre determinados assuntos.
Se for preciso, ele deverá fazer
anotações e se preparar oralmen-
te para explicar o texto que foi
lido. Entretanto, é preciso fazer
o aluno perceber que nem todas
as fontes nos trarão as respostas
que procuramos; há textos espe-
cíficos para isso, como o texto
de divulgação científica e o ver-
bete de dicionário. Já podem ser
comentadas diferenças quanto à
estrutura dos textos: enquanto o
texto 3 é um verbete de curio-
sidades (se parece com um artigo
de divulgação científica, tem tí-
tulo, chamada e trata de assuntos
variados relacionados a um mes-
mo tema), o texto 4 (verbete de
Port3ºAnoParte2PROF.indd 139Port3ºAnoParte2PROF.indd 139 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
140 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
dicionário) procura ser mais di-
reto, parte de um único nome
(nuvem), uma entrada, e se de-
senvolve para explicar apenas o
significado desse nome.
A comparação com os textos
poéticos (textos 1 e 2) é funda-
mental para os alunos perceberem
que há textos que eles podem
consultar para tirar informações
específicas. Antes da leitura, pro-
cure fazer antecipações dos temas
e do gênero pela estrutura com-
posicional do texto, discutindo
com os alunos quem produziu e
em que suporte e mídia (impres-
sa, digital) os textos circularam.
O texto 3 requer procedimen-
tos de leitura específicos, por
isso oriente os alunos para que
leiam com cuidado para encon-
trar a ideia principal de cada
tipo de nuvem. Discuta as pala-
vras desconhecidas, consultando
Port3ºAnoParte2PROF.indd 140Port3ºAnoParte2PROF.indd 140 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 141
o dicionário quando necessário.
Construir um esquema na lousa
com as principais informações
do texto 3 e sua relação com os
nomes técnicos poderá auxiliar
os alunos a perceber de que ma-
neira as explicações trazem no-
vas informações sobre o tema
“nuvem”.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 141Port3ºAnoParte2PROF.indd 141 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
142 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Na comparação dos textos com os
alunos, solicite que eles compro-
vem suas respostas com exemplos
retirados dos textos. É importante,
por exemplo, que percebam que a
linguagem científica está mais pre-
sente no texto 3 do que nos textos
1 e 2. Por outro lado, a compara-
ção da nuvem com outros objetos
por analogia encontra-se presente
no verbete poético (nuvem como
algodão) e no verbete de curiosi-
dade (nuvem como véu branco e
transparente). Se possível, esque-
matize na lousa os diferentes tipos
de nuvem (seus respectivos nomes)
e altitudes para que os alunos pos-
sam comparar as informações en-
tre os textos de forma satisfatória,
recorrendo às discussões orais.
Se possível, assista com seus alu-
nos aos trechos do vídeo informa-
tivo Explicando o tempo: nuvem,
que fala sobre a formação das
nuvens e seus diversos tipos. Dis-
ponível em: <www.youtube.com/
watch?v=M9Ofr2C34Lw>.
•P14 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
X
X
X
X
X X
X X
X
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 143
X
X
Cirros, cirros-estratos, cirros-cúmulos, altos-estratos, altos-cúmulos.
Os textos 3 (verbete de curiosidade) e 4 (verbete de dicionário).
X
X
Port3ºAnoParte2PROF.indd 143Port3ºAnoParte2PROF.indd 143 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
144 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P14 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Respostas pessoais
X X
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 145
O texto acima, do site da revista
Ciência Hoje das Crianças, é um
artigo de divulgação científica
que traz a resposta para a ques-
tão colocada. Essa atividade deve
permitir contextualizar os alunos
no tema da divulgação científi-
ca. É interessante observar que o
texto de divulgação científica nos
fornece informações para resolver
nossas dúvidas, mas difere do ver-
bete quanto à estrutura. Ao fazer
a leitura do texto, pare em pontos
específicos para discutir com os
alunos e perceber se eles estão se
apropriando das informações e do
vocabulário científico do artigo.
Para melhor compreensão do tex-
to, é importante que entendam os
conceitos de “atmosfera”, “luz”
e “luz solar”. Durante a leitura,
é possível fazer um desenho na
lousa para que os alunos percebam
a luz do Sol em direção à Terra, a
atmosfera, a entrada da luz do Sol
pela atmosfera. Se achar necessá-
rio, informe que a atmosfera fun-
ciona como um “escudo protetor”
e como uma “esponja” que filtra
os raios solares.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 145Port3ºAnoParte2PROF.indd 145 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
146 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A luz branca do Sol é formada por uma mistura
de luzes de outras cores.
Porque elas são muito pequenas.
Ela é a luz que tem as ondas menos compridas e por isso
se espalha mais em todas as direções. Por isso o céu
parece azul para nós.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 146Port3ºAnoParte2PROF.indd 146 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 147
Discuta com os alunos a impor-
tância das perguntas que os lei-
tores enviam para revistas para
saber sobre os mais diferentes
assuntos. Se possível, traga re-
vistas para a sala de aula para
que percebam a diversidade de
perguntas que surgem: “Os ani-
mais sonham?”; “Por que algumas
pessoas são gagas?”, “Por que o
dinheiro foi inventado?”, “Quan-
tas espécies de girafa existem?”.
Ao fazer essa atividade, estamos
preparando os alunos para le-
vantar questões e escrever um
pequeno verbete de curiosida-
des. Por isso, é importante dis-
cutir a estrutura composicional
do verbete de curiosidade, com
destaque para: a) título em for-
ma de pergunta; b) texto curto
que procura responder de forma
direta à pergunta feita no título;
c) ilustrações que dialogam com
o público leitor. Se achar neces-
sário, providencie outros verbetes
de curiosidade para seus alunos
apreciarem.
Resposta pessoal
Não. Porque a função de uma revista de
circulação semanal é tirar as dúvidas das crianças.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 147Port3ºAnoParte2PROF.indd 147 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
148 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Para a realização da questão 11,
assista ao vídeo com os alunos
e promova uma discussão para
saber o que eles aprenderam de
novidade. À medida que forem
falando, vá registrando na lousa
e peça que eles copiem no livro,
sob o título: “O que aprendemos
no vídeo”.
Resposta pessoal
Port3ºAnoParte2PROF.indd 148Port3ºAnoParte2PROF.indd 148 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 149
A produção inicial dos “verbetes
de curiosidade” permitirá que você
faça uma avaliação do que os alu-
nos conhecem sobre o gênero,
assim como de suas dificuldades
em relação à apropriação de as-
pectos da língua escrita. Organize
os alunos em grupos e oriente-
-os para escolher uma pergunta
para elaboração do caderno de
“porquês” da turma. Esclareça que
algumas perguntas podem não ter
respostas, mas que é necessário
pesquisar antes de chegar a de-
terminadas conclusões. Planeje
uma visita à sala de leitura e à
sala de informática para que os
alunos possam consultar diferen-
tes fontes e assim resolver suas
dúvidas. É possível também reser-
var um tempo para uma pesquisa
em casa, assim como convidar
especialistas (geógrafos, biólo-
gos, médicos, veterinários, histo-
riadores) para conversar com os
alunos sobre as dúvidas. Durante
a pesquisa, é importante que eles
selecionem informações e com-
parem diferentes fontes sobre
o assunto. Antes de escreverem
Port3ºAnoParte2PROF.indd 149Port3ºAnoParte2PROF.indd 149 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
150 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
o verbete de curiosidades, re-
torne aos exemplos anteriores
e discuta o papel do título (em
forma de pergunta) e da breve
explicação, assim como da lin-
guagem adequada.
Os alunos deverão entregar-lhe
uma versão escrita do verbete para
que o caderno de “porquês” pos-
sa ser confeccionado. Nesse caso,
é importante planejar e discutir
com eles: o tamanho do suporte,
o tipo de papel a ser utilizado, o
tamanho das letras, as cores, o pa-
pel da ilustração e a forma como
será encadernado. Outra opção
é utilizar um caderno específico
para que os alunos façam suas
produções finais. Nas próximas
atividades, eles voltarão a discutir
a organização do caderno: capa,
sumário, ordem de apresentação
dos textos etc.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 150Port3ºAnoParte2PROF.indd 150 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 151
•P19 Produzir verbete a partir
de informações coletadas em
pesquisa prévia, levando em
conta o gênero e o seu contexto
de produção.
•P21 Identificar, com o auxílio do
professor, possíveis elementos
da organização interna do
verbete: título, subtítulos e corpo
do texto.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 151Port3ºAnoParte2PROF.indd 151 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
152 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Após a produção do quadro com
os conhecimentos prévios dos alu-
nos sobre a enciclopédia, agende
uma visita à sala de leitura para
que eles conheçam os mais diver-
sos exemplares e formatos (novos
e antigos). Lembre-se de que as
enciclopédias podem ser pouco
familiares a alguns alunos. Explo-
re as capas e as lombadas e faça
circular os exemplares para que
possam folheá-los. Compare as
enciclopédias com os dicionários
que são mais consultados no dia a
dia e escolha os mesmos verbetes
para leitura, tanto nos dicionários
quanto nas enciclopédias. Em se-
guida, se possível, leve os alunos
à sala de informática para que
acessem uma enciclopédia digital.
O professor encarregado da sala
pode ajudá-lo nessa tarefa. A per-
gunta “O que vocês gostariam de
saber sobre as enciclopédias?” po-
derá suscitar entrevistas com pais,
bibliotecários, outros professores
e alunos, para que a turma possa
compreender os usos e as funções
da enciclopédia.
•P13 Relacionar o verbete de
enciclopédia infantil à situação
comunicativa e ao suporte em
que circula originalmente.
•P14 Estabelecer conexões entre
o texto e os conhecimentos
prévios, vivências, crenças e
valores.
•P20 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
•P24 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas ou
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores. Elas buscam informações novas, textos
informativos.
Resposta pessoal. No entanto, essas
questões devem provocar uma reflexão com
o grupo, pesquisas e entrevistas para resolver
as dúvidas.
Resposta pessoal
Resposta pessoal
Resposta pessoal
Resposta pessoal
Port3ºAnoParte2PROF.indd 152Port3ºAnoParte2PROF.indd 152 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 153
É interessante questionar os alu-
nos não só em relação aos te-
mas, mas também se eles acham
que esses livros se destinam a
adultos ou crianças. Também é
importante pontuar que as res-
postas podem ter variações, mas
que devem se apoiar nos títulos
e nas imagens trazidas nas capas
para se justificar. Além disso, vale
também ressaltar o fato de serem
enciclopédias temáticas. Pergun-
te quais delas gostariam de ler
e por quê. Assim você conhecerá
melhor os interesses da turma e
poderá trazer leituras de verbetes
específicos para os interesses do
grupo.
Se possível, providencie diferen-
tes enciclopédias para a sala de
aula para discutir informações
específicas: a) título, b) organi-
zação das informações na capa,
c) editoras e d) autores. No caso
da autoria, discuta com os alu-
nos o porquê de não aparecer o
nome dos autores em todas as
capas, ou seja, problematize o
tema: “Quem são os autores das
enciclopédias?”. Para escolher o
•P13 Relacionar o verbete de
enciclopédia infantil à situação
comunicativa e ao suporte em
que circula originalmente.
•P14 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Corpo humano
Port3ºAnoParte2PROF.indd 153Port3ºAnoParte2PROF.indd 153 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
154 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
título do caderno pode ser feita
uma eleição na sala. Ou busque um
consenso entre os alunos.
A produção das capas deve ser
realizada em grupo, para que os
alunos possam decidir seus ele-
mentos centrais. Auxilie-os na
escolha do título, mostrando a
importância dele para atrair
a atenção do leitor, assim como
das ilustrações e cores. Estabe-
leça com o grupo alguns critérios
para escolher a capa do caderno
de “porquês”, organizando uma
eleição com o auxílio de uma urna.
Após a escolha da capa, todos
podem trabalhar em sua confec-
ção, que irá para a sala de leitura
da escola. É importante planejar
o tempo para a realização da
atividade, as funções dos alunos
(quem vai ilustrar, quem vai es-
crever, quem vai pintar etc.) e os
materiais necessários.
É importante que os alunos per-
cebam e sistematizem, com base
em seu conhecimento prévio, que
os sumários apresentam uma lista
de assuntos tratados na publica-
ção, já os índices relacionam no-
•P13 Relacionar o verbete de
enciclopédia infantil à situação
comunicativa e ao suporte em
que circula originalmente.
•P14 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P24 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas ou
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Animais
Plantas e flores
Port3ºAnoParte2PROF.indd 154Port3ºAnoParte2PROF.indd 154 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 155
mes de pessoas, nomes geográ-
ficos, partes do corpo humano
etc., normalmente organizados
por ordem alfabética, e trazem a
localização da página em que
as informações sobre o assunto
aparecem. Deve-se destacar a
função do sumário: auxiliar na
localização de informações pre-
cisas na obra sem que seja ne-
cessário folhear a enciclopédia.
As perguntas orientam também
para uma comparação entre a
enciclopédia impressa (com in-
formações sobre o número de
páginas) e a enciclopédia virtual
(sem número de páginas). Nesse
caso, é importante planejar uma
visita à sala de informática para
leitura dos verbetes e consulta
da enciclopédia virtual pelo site
<http://ciencia.hsw.uol.com.
br/enciclopedia-bichos.htm>.
No caso do sumário da Enciclo-
pédia B, cabe aqui comentar com
os alunos que a ordem alfabética
poderia não ser tão interessan-
te, visto que há aparentemente
uma hierarquia: o Universo é o
conceito mais abrangente, que
Port3ºAnoParte2PROF.indd 155Port3ºAnoParte2PROF.indd 155 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
156 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
contém as galáxias, as quais, por
sua vez, são constituídas por bi-
lhões de estrelas. As estrelas se
relacionam com as constelações
e o Sol é uma estrela, e os temas
vão se perpassando, como se um
levasse ao outro.
Retome o conhecimento prévio
dos alunos sobre a ordem alfa-
bética e explique a eles a or-
ganização dos dicionários, dos
catálogos telefônicos, das en-
ciclopédias, das listas etc. Eles
precisam se apropriar da ideia de
que a ordem alfabética ou uma
ordenação temática organizam
os textos e as diferentes formas
de ler e de consultar as enciclo-
pédias. Se possível, traga livros,
dicionários e enciclopédias para
que os alunos possam explorar o
suporte e localizar informações
específicas. A elaboração do su-
mário do caderno dos “porquês”
tem como objetivo sistematizar
essas aprendizagens. Esquematize
o sumário na lousa e organize o
caderno de “porquês” e solicite
aos alunos que o “paginem” con-
forme a organização estabelecida.
Universo
Nutrição
Áreas de conhecimento
Corpo humano
Músculos, órgãos, ossos, pele, sentidos, sistemas.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 156Port3ºAnoParte2PROF.indd 156 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 157
•P18 Reconhecer os
organizadores do verbete:
ordem alfabética, numérica
ou temporal.
X
Port3ºAnoParte2PROF.indd 157Port3ºAnoParte2PROF.indd 157 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
158 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A leitura do poema servirá de
apoio para a exploração do conhe-
cimento prévio dos alunos sobre
as constelações, assim como para
a apresentação e a retomada do
gênero verbete. É importante que
percebam que as enciclopédias
organizam os verbetes de dife-
rentes maneiras, mas que há uma
relação que se mantém: os títulos
que destacam o tema central e as
explicações. Reúna os alunos em
pequenos grupos para que possam
trocar informações e sistematizar
seus conhecimentos e hipóteses
sobre as estrelas, preenchendo
assim a coluna “O que eu acho”.
O trabalho de leitura busca pro-
mover antecipações e o emprego
de conhecimentos prévios para a
compreensão do texto. Trabalhe
com a possibilidade de surgirem
respostas bem variadas decor-
rentes de leituras diversificadas.
É fundamental ativar a associa-
ção dos conteúdos estudados aos
novos que estão sendo iniciados.
•P21 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do verbete: título,
subtítulos e corpo do texto.
•P24 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas ou
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Resposta pessoal
Port3ºAnoParte2PROF.indd 158Port3ºAnoParte2PROF.indd 158 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 159
Investigue o que os alunos sabem
a respeito do assunto, favorecendo
situações de intercâmbio oral. Nes-
sa roda de conversa, faça pergun-
tas sobre o hábito de olhar para o
céu: “Quem gosta de ficar espian-
do o céu e o que é possível ver?”.
Respostas pessoais
Port3ºAnoParte2PROF.indd 159Port3ºAnoParte2PROF.indd 159 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
160 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Combine com o professor orien-
tador da sala de leitura uma visi-
ta para que os alunos observem
algumas enciclopédias infantis,
sobretudo as mais ilustradas.
Mostre a eles que nessas obras,
em geral, a distribuição gráfica
do texto é lúdica e as ilustrações,
fotos e infográficos ocupam papel
de destaque, aproximando-se das
revistas e suplementos infantis,
que eles provavelmente conhecem.
Antes de passar para as questões,
leia o verbete com os alunos e
explique alguns termos importan-
tes para entendê-lo.
•P15 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
•P21 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do verbete: título,
subtítulos e corpo do texto.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 160Port3ºAnoParte2PROF.indd 160 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 161
•P15 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
•P22 Examinar o uso de
recursos gráficos no verbete:
negrito, itálico, marcadores
e numeração.
Os termos destacados são “atmosfera”, “Sol”, “meteoros”,
“estrelas cadentes”, “galáxias”, “nebulosas”, “cometas”,
“sistema binário”, “Alpha Crux”, “Cruzeiro do Sul”. Quanto à
justificativa do destaque, ela pode variar: pode-se dizer que
são palavras mais diretamente relacionadas com o verbete
“estrela” ou importantes para entender melhor o significado de
estrela, ou então são termos que também devem ter um verbete
específico que os descreve na mesma enciclopédia.
X
X
X
X
Resposta pessoal
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162 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A finalidade da leitura do poe-
ma “Receita de dançar no meio
do céu” é motivar a observação,
aqui entendida como procedimen-
to de considerar com atenção as
coisas, os seres, os acontecimen-
tos. O texto “Estrelas que contam
histórias”, da revista infantil de
divulgação científica, traz infor-
mações que comprovam possíveis
resultados de uma observação cui-
dadosa. Auxilie os alunos a des-
tacar as informações novas com
um lápis ou marcador de texto.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 163
No momento de socializar a ob-
servação do céu, aproveite as res-
postas dos alunos para elaborar
gráficos e tabelas sobre o que se
pode observar no céu em dife-
rentes horários, quais respostas
foram mais recorrentes, o que
aparece mais, o que é possível
ver durante menos tempo etc.
Se achar necessário, amplie a
discussão com textos sobre as
constelações e os nomes especí-
ficos (Gêmeos, Touro, Cão Menor
e Maior, Unicórnio, Órion, Erida-
no, Popa, Lebre, Pomba etc.). Na
Enciclopédia visual Recreio e na
Missão espaço: uma viagem pelo
Universo, ambas publicadas pela
Editora Abril, é possível encontrar
textos sobre as estrelas e a for-
mação das constelações.
•P24 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas ou
estabelecendo conexões com
os conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 163Port3ºAnoParte2PROF.indd 163 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
164 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A estratégia utilizada aqui no-
vamente é a comparação de dois
textos. Nos verbetes poéticos,
José Paulo Paes brinca com as
palavras dando explicações que
se apoiam no mundo real, mas
que apontam para o jogo da fic-
ção e da fantasia. Explore com os
alunos as metáforas, as compara-
ções e outros elementos poéticos
que fazem com que esses textos
tenham elementos do verbete
(representação de uma explica-
ção), mas com tom poético. Aju-
de os alunos na comparação com
um verbete de enciclopédia que
apresenta o mesmo animal com
linguagem mais objetiva e técni-
ca. Além disso, há um conjunto
de explicações para a produção de
luz no corpo do vaga-lume.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
•P21 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do verbete: título,
subtítulos e corpo do texto.
•P22 Examinar o uso de
recursos gráficos no verbete:
negrito, itálico, marcadores
e numeração.
A lanterna usada pelo guarda-noturno relaciona-se
com a emissão de luz pelos vaga-lumes.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 165
•P14 Estabelecer conexões
entre o texto e os
conhecimentos prévios,
vivências, crenças e valores.
•P15 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
•P21 Identificar, com o auxílio
do professor, possíveis
elementos da organização
interna do verbete: título,
subtítulos e corpo do texto.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 165Port3ºAnoParte2PROF.indd 165 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
166 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Combine com o professor da sala
de informática, para que os alunos
observem os links, nesse mesmo
texto e/ou em outro(s), clican-
do neles com o mouse. Chame a
atenção para o aprofundamento
que esse recurso permite, bem
como para a facilidade desse
procedimento do mundo virtual.
Apesar de os verbetes serem diferentes, isso não significa que
um esteja “errado” e o outro “certo”, tendo em vista a função
de cada um deles: enquanto o verbete do poema pretende ser
irreverente e divertir o leitor, o verbete da enciclopédia visa dar
informação completa e precisa sobre o termo buscado.
Porque é um poema, que não traz uma explicação científica.
Na enciclopédia virtual é possível “clicar” com o mouse no
termo destacado e ser direcionado a uma nova janela com a
definição do termo ou a algum artigo que o discuta.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 167
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168 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 169
Em relação ao tratamento do tema, o texto de divulgação
científica se aproxima mais do verbete da enciclopédia,
visto que não traz apenas a definição do termo, mas procura
expandi-la com informações adicionais, relacionando o termo
da entrada a outros tópicos (por exemplo, ao explorar por que
o vaga-lume pisca).
Port3ºAnoParte2PROF.indd 169Port3ºAnoParte2PROF.indd 169 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
170 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Os alunos devem
responder conforme
seus conhecimentos
enciclopédicos sobre os dois
animais. Oriente para que
eles topicalizem e enumerem
seus conhecimentos sobre
cada animal.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 171
Chame a atenção dos alunos para
as cores e imagens que dialogam
com o texto explicativo, reforçan-
do e tornando didáticas algumas
definições e explicações. Leve os
alunos a perceber o porquê de a
enciclopédia utilizar ilustrações
e não fotografias, ampliando a
discussão para a relação entre o
texto e o leitor ideal (crianças).
A organização das páginas, os
títulos e a disposição dos textos
verbais em blocos podem também
ser enfatizados durante sua media-
ção. Se necessário, complemente
a discussão sobre os animais com
outros textos de enciclopédia,
documentários ou reportagens.
•P15 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
•P22 Examinar o uso de
recursos gráficos no verbete:
negrito, itálico, marcadores
e numeração.
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172 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 173
Se possível, traga para a sala de
aula o livro Bichos que existem &
bichos que não existem, de Arthur
Nestrovski, para que os alunos co-
nheçam a obra e possam ter con-
tato com a explicação dada para
outros animais e seres fantásticos.
Explore as ilustrações de Maria
Eugênia, comparando-as com as
dos verbetes de enciclopédia. As
atividades solicitam que os alunos
comparem os textos para sistema-
tização das diferentes formas de
falar dos animais. É importante
observar o estilo, discutindo algu-
mas características presentes nos
dois em análise. A personificação
do cavalo-marinho, por exemplo,
é mais visível no texto literário do
que no de divulgação científica.
•P15 Estabelecer a relação
entre o título e o corpo do texto
ou entre as imagens (fotos,
ilustrações) e o corpo do texto.
•P16 Explicitar o assunto
do texto.
A cor verde no texto sobre a preguiça representa a floresta
tropical, enquanto o azul do texto sobre o cavalo-marinho
representa os oceanos.
A preguiça pode ser chamada de bicho-preguiça, e
o cavalo-marinho, de hipocampo.
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174 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A imagem 1 mostra que a preguiça vive
agarrada às árvores.
A imagem 2 mostra que sobre a pele da
preguiça podem brotar algas verdes,
nas quais as borboletas põem ovos.
A imagem 3 mostra que a preguiça
desce ao chão para fazer um buraco e
depositar suas fezes.
A imagem 4 mostra que a fêmea coloca
os ovos dentro da bolsa do macho.
A imagem 5 mostra o cavalo-marinho
macho “expulsando” os filhotes da bolsa.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 175
No quadro do item f, oriente os
alunos na ordenação das infor-
mações e na topicalização dos
itens para organizar o processo
de sistematização.
O texto tem esse título porque o cavalo-marinho é um
animal que vive escondido no meio das algas.
Os filhotes se agarram a uma alga e aspiram pequenos
animais ao redor.
Resposta pessoal
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176 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 177
O verbete é objetivo, informa sobre o bicho;
o texto 3 parece verbete, mas é um texto literário
saboroso, alegre e crítico.
Não. A imagem do texto literário refere-se ao fundo do mar,
focalizando várias representações de “peixes”. Nota-se que
não há nenhuma imagem de cavalo-marinho.
X
X
Port3ºAnoParte2PROF.indd 177Port3ºAnoParte2PROF.indd 177 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
178 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P19 Produzir verbete a partir
de informações coletadas em
pesquisa prévia, levando em
conta o gênero e o seu contexto
de produção.
•P20 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 178Port3ºAnoParte2PROF.indd 178 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 179
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180 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 181
•P23 Explicar e ouvir com
atenção assunto pesquisado no
verbete de enciclopédia infantil.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 181Port3ºAnoParte2PROF.indd 181 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
182 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Converse com os alunos a res-
peito do que aprenderam sobre
verbete de curiosidades e de en-
ciclopédias, assim como sobre a
produção do caderno de “porquês”
e do verbete sobre bichos para o
mural da classe. Discuta os pon-
tos mais interessantes e as di-
ficuldades que encontraram para
ler e escrever os textos. Propo-
nha algumas perguntas: “O que
aprendemos sobre os verbetes?”,
“Como as informações podem ser
divulgadas?”, “O que aprendemos
sobre pesquisa?”, “O que ainda
temos curiosidade de saber?”.
Oriente os alunos para outras
pesquisas e a possível continui-
dade do mural da classe com ou-
tras temáticas.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 183
Ao longo desta Unidade, preten-
de-se que os alunos leiam e es-
crevam textos do gênero regras
de jogo, recordem jogos apren-
didos na infância, conheçam
novos e ensinem alguns deles e
suas regras para outras pessoas.
Seu objetivo principal é a mon-
tagem, na sala de leitura ou em
um canto da sala de aula, de um
espaço com diferentes jogos,
uma ludoteca, para os alunos do
3o
ano, que pode ser depois aber-
ta à visitação de outras turmas.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 183Port3ºAnoParte2PROF.indd 183 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
184 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P1 Relacionar as regras de
jogo à situação comunicativa
e ao suporte em que circulam
originalmente.
Cada uma das atividades propos-
tas terá um produto específico:
confecção de jogos de tabuleiro
com as regras escritas na caixa
ou em anexo, folhetos e cartazes
com as regras de determinado
jogo. Seria importante, nesses
momentos, discutir com o grupo
a melhor forma de deixar as re-
gras dos jogos disponíveis para
os alunos que frequentarem o
espaço. Haverá uma caixa para
guardar cada um? As regras se-
rão escritas nela? Será feito um
folheto à parte? São feitas su-
gestões no material, mas cabe
também julgar o que seria mais
adequado tendo em vista o espa-
ço, a conservação do material, a
praticidade etc.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 184Port3ºAnoParte2PROF.indd 184 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 185
•P1 Relacionar as regras de
jogo à situação comunicativa
e ao suporte em que circulam
originalmente.
•P3 Estabelecer relações entre o
texto escrito e as imagens (foto
e ilustrações) quando houver.
•P10 Explicar e ouvir com
atenção instruções que
descrevam como jogar.
•P12 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas.
Resposta pessoal
Sistematize oralmente as regras
do dominó. Caso os alunos não
saibam as regras, sugira uma
pesquisa com pais ou colegas da
escola. Para essa aula, é impor-
tante que tenham contato com
as peças do jogo para que pos-
sam compreender as atividades
e jogar.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 185Port3ºAnoParte2PROF.indd 185 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
186 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Batida simples, batida carroção, batida lá e lô, batida cruzada.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 186Port3ºAnoParte2PROF.indd 186 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 187
Na questão 3, é desejável que
cada grupo tenha um dominó
para jogar e teste antes de fazer
sua apresentação para a classe.
Se quiser, organize um torneio de
dominó. Durante sua mediação
das atividades, explore o sentido de
“adversário” e “duplas” nos jogos.
Na questão 4, oriente a pes-
quisa e o tempo de que os alu-
nos devem dispor para trazer os
resultados para a sala de aula.
Sistematize as informações que
trouxerem, discutindo com eles
como os entrevistados aprende-
ram a jogar e o que sabem sobre
as regras do dominó. Ressalte que
muitas vezes as pessoas apren-
dem oralmente ou pela observa-
ção do próprio jogo, diferente-
mente de outros jogos em que a
leitura das regras é necessária.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 187Port3ºAnoParte2PROF.indd 187 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
188 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Como já salientado na introdução
desta Unidade, as regras de jogo,
em sua forma de composição, não
são simplesmente uma sequência
de ações, mas constituem uma
sequência de instruções (des-
crições de ação) ou interditos
(proibições) que têm de ser se-
guidos para o bom funcionamento
do jogo, e compõem, pois, um
texto do tipo injuntivo. Portanto,
apresentam verbos no imperativo
(em destaque nas regras dos três
jogos dessas páginas), no infini-
tivo ou no futuro do presente. Se
necessário, explore outras regras
de jogo, consultando com os alu-
nos o site indicado.
•P3 Estabelecer relações entre o
texto escrito e as imagens (foto
e ilustrações) quando houver.
•P7 Identificar, com o auxílio do
professor, possíveis elementos
da organização interna das
regras de jogo: inventário das
peças, objetivo, instruções.
Passa-anel
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 189
Queimada
Bolinha de gude
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190 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
•P8 Examinar o uso das
formas verbais no infinitivo
ou no imperativo para
executar as instruções.
Os verbos se referem a ações específicas do jogo e,
como estão no imperativo, indicam ordem.
A queimada
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 191
Cada cor representa um time do jogo queimada, assim como os
espaços específicos que devem ocupar durante o jogo.
Resposta pessoal
Port3ºAnoParte2PROF.indd 191Port3ºAnoParte2PROF.indd 191 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
192 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Ao longo dessa atividade, discuta
com os alunos como as imagens
podem dar sentido ao texto ver-
bal, que pode parecer impreciso
quando isolado. Vale a pena re-
tomar a discussão sobre a impor-
tância da imagem trabalhada na
questão 4 da atividade 2, que
não aparece apenas como um
enfeite ou uma ilustração, mas
contribui efetivamente e é fun-
damental para a construção de
sentido pelo leitor.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 193
Para esses jogos, será necessário
que os alunos, com a ajuda de
adultos, confeccionem:
1. saquinhos de tecido de mais
ou menos 4 × 3 cm, com enchi-
mento de areia ou grãos de arroz
ou sementes. Organize uma con-
fecção coletiva na sala de aula ou
escreva um bilhete para as famí-
lias pedindo que providenciem os
saquinhos. Se escolher a segunda
alternativa, aproveite para fazer
a escrita coletiva do bilhete: os
alunos ditam e você registra na
lousa. Depois, peça que copiem
em folhas pautadas para entregar
à família. Quando a classe tiver o
material necessário, inicie as roda-
das. Para isso, organize grupos de
três ou quatro participantes e
peça que leiam a regra do jogo.
Verifique se compreenderam e,
em seguida, deixe que joguem
um tempo livremente, retomando
sempre a regra.
2. um tabuleiro para o jogo de
damas, feito em cartolina ou pa-
pelão – se puder ser plastificado,
durará mais. As peças podem ser
tampinhas pintadas, botões etc.
•P3 Estabelecer relações entre o
texto escrito e as imagens (foto
e ilustrações) quando houver.
•P4 Estabelecer a sequência
temporal das instruções para
poder jogar.
•P7 Identificar, com o auxílio do
professor, possíveis elementos
da organização interna das
regras de jogo: inventário das
peças, objetivo, instruções.
•P8 Examinar o uso das formas
verbais no infinitivo ou no
imperativo para executar as
instruções.
•P9 Identificar marcadores
espaciais: dentro/fora, em cima/
embaixo, direita/esquerda etc.,
para compreender alguns de
seus usos.
•P10 Explicar e ouvir com
atenção instruções que
descrevam como jogar.
•P11 Compreender instruções
orais para poder jogar.
•P12 Participar de situações de
intercâmbio oral, formulando
perguntas.
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194 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Talvez eles tenham alguma di-
ficuldade no início, por isso é
importante que você e outros
jogadores experientes (entre os
próprios alunos) acompanhem
as primeiras tentativas de jogo,
sempre retomando as regras.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 195
Port3ºAnoParte2PROF.indd 195Port3ºAnoParte2PROF.indd 195 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
196 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 197
Antes da leitura da atividade,
explore as hipóteses e conheci-
mentos prévios dos alunos so-
bre o jogo da velha: “Quem já
jogou?”, “Quem conhece as re-
gras?”, “Quem pode explicar oral-
mente as regras?”, “Quem sabe
por que se chama jogo da velha?”.
Essas questões são importantes
para que contextualizem as in-
formações do texto. Se possível,
mostre no mapa-múndi onde se
localiza a Inglaterra, explorando
as origens do jogo e do nome.
Na sala de informática, organize
os alunos para jogarem no com-
putador; antes, porém, deixe-os
treinar na lousa ou no caderno.
No computador, eles podem jogar
com a própria máquina ou em du-
pla. Algumas informações apare-
cem em língua inglesa; portanto,
oriente-os. Há outros jogos nos
sites que podem ser explorados,
por meio da discussão das regras
ou de como se aprende jogando
por tentativas de acerto e erro.
•P1 Relacionar as regras de
jogo à situação comunicativa
e ao suporte em que circulam
originalmente.
•P3 Estabelecer relações entre o
texto escrito e as imagens (foto
e ilustrações) quando houver.
•P10 Explicar e ouvir com
atenção instruções que
descrevam como jogar.
•P11 Compreender instruções
orais para poder jogar.
•P12 Participar de situações de
intercâmbio oral, formulando
perguntas.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 197Port3ºAnoParte2PROF.indd 197 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
198 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
2
4
1
6
3
5
•P4 Estabelecer a sequência
temporal das instruções para
poder jogar.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 198Port3ºAnoParte2PROF.indd 198 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 199
Converse com os alunos sobre a
função do cartaz no espaço de jo-
gos e sobre as informações que
podem ser acrescentadas às regras,
além da descrição das ações (onde
jogar, material necessário, núme-
ro de participantes, objetivo do
jogo etc.). É importante levantar
questões como: “Onde colocar?”,
“Qual nosso público-alvo?”, “Como
chamar a atenção dele?”.
2
2
1
1
4
4
3
3
•P3 Estabelecer relações entre o
texto escrito e as imagens (foto
e ilustrações) quando houver.
•P4 Estabelecer a sequência
temporal das instruções para
poder jogar.
•P5 Reescrever regras de jogos
conhecidos a partir de modelo,
levando em conta o gênero e o
seu contexto de produção.
•P6 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
•P7 Identificar, com o auxílio do
professor, possíveis elementos
da organização interna das
regras de jogo: inventário das
peças, objetivo, instruções.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 199Port3ºAnoParte2PROF.indd 199 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
200 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Port3ºAnoParte2PROF.indd 200Port3ºAnoParte2PROF.indd 200 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 201
A tabela da questão 1 dá ideia
de alguns tópicos essenciais a
serem atendidos com a pesquisa
para que a apresentação oral pos-
sa ser preparada com base nessas
informações. Seria interessante se
houvesse a possibilidade de trazer
pessoas da família dos alunos para
falar sobre os jogos que jogavam,
especialmente se for algum jogo
não mais praticado ou pouco co-
nhecido hoje. Isso dará possibili-
dade de escolher novos jogos para
compor o espaço de jogos organi-
zado pela classe.
•P1 Relacionar as regras de
jogo à situação comunicativa
e ao suporte em que circulam
originalmente.
•P4 Estabelecer a sequência
temporal das instruções para
poder jogar.
•P5 Reescrever regras de jogos
conhecidos a partir de modelo,
levando em conta o gênero e o
seu contexto de produção.
•P6 Revisar e editar o texto,
focalizando os aspectos
estudados na análise e reflexão
sobre a língua e a linguagem.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 201Port3ºAnoParte2PROF.indd 201 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
202 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
É possível dar encaminhamen-
tos diferentes à questão 2. Se
vários familiares vierem auxiliar
os alunos na apresentação, pode
ser organizado um evento, com
a confecção de um cronograma,
convites, cartazes de divulgação
para a escola, enfim, uma estrutu-
ração maior. Caso não haja tempo
ou participantes suficientes para
esse evento, a apresentação pode
ser realizada entre os alunos, com
base na pesquisa realizada.
É importante que os grupos façam
um planejamento da exposição oral
sobre os jogos, utilizem elementos
que possam auxiliá-los na apresen-
tação, como cartazes e imagens, e
decidam a ordem dos apresentado-
res (Quem falará? Quando? Sobre
que tema?). A gestão do tempo
para essas atividades é fundamen-
tal, pois eles precisam:
• realizar a pesquisa;
• organizar os dados;
• planejar a apresentação; e
• ensaiar a apresentação.
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 203
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204 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Discuta com a turma a tabela
de avaliação da exposição oral,
acrescentando algum item caso
haja necessidade. Você pode, ain-
da, estipular, com os alunos, re-
gras para a apresentação e propor
a avaliação de cada apresentador
pelos colegas, que farão alguns
registros, de acordo com a ta-
bela discutida em sala de aula.
Depois, promova a votação dos
jogos apresentados de que mais
gostaram, para decidir quais deles
irão para o espaço de jogos. A
atividade de produção pode ser
feita em grupos.
•P10 Explicar e ouvir com
atenção instruções que
descrevam como jogar.
•P11 Compreender instruções
orais para poder jogar.
•P12 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 204Port3ºAnoParte2PROF.indd 204 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 205
Vá com os alunos ao pátio ou a
uma quadra da escola e oriente-
-os para fazer as medidas no chão
e acertar o espaço para o jogo.
Seria interessante organizá-los
em grupos e realizar um campeo-
nato. Se possível, leve-os à sala
de informática para que assistam
a vídeos sobre como outros jo-
gos indígenas são praticados na
aldeia e selecionem alguns para
também jogarem na escola. Aces-
se, por exemplo, o site: <http://
pibmirim.socioambiental.org/
como-vivem/brincadeiras>.
•P1 Relacionar as regras de
jogo à situação comunicativa
e ao suporte em que circulam
originalmente.
•P7 Identificar, com o auxílio do
professor, possíveis elementos
da organização interna das
regras de jogo: inventário das
peças, objetivo, instruções.
•P9 Identificar marcadores
espaciais: dentro/fora, em cima/
embaixo, direita/esquerda etc.,
para compreender alguns de
seus usos.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 205Port3ºAnoParte2PROF.indd 205 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
206 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Na questão 2, retome com os
alunos a estrutura das regras, em
que os verbos vêm no infinitivo
ou no imperativo. Discuta com
eles a melhor forma de organizá-
-los para deixar as regras o mais
claras possível para os jogadores.
trace
corra
troque
Saia
Faça
lembre
pule
•P8 Examinar o uso das
formas verbais no infinitivo
ou no imperativo para
executar as instruções.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 206Port3ºAnoParte2PROF.indd 206 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 207
Faça uma leitura do texto com a
turma, explorando aspectos es-
senciais para compreender o jogo
e suas regras como parte da cul-
tura de diversos povos.
Dedique um tempo para jogar os
jogos citados com os alunos. Em
seguida, discuta qual a melhor for-
ma de estruturar suas regras para
que também façam parte do es-
paço. Neste momento, é essencial
levá-los a perceber a sequência
temporal das instruções nos jogos.
Organize uma exploração oral
na qual os alunos descrevam as
instruções para a montagem da
peteca. Como eles já conhecem a
estrutura do tipo de texto injun-
tivo, trabalhada ao longo de toda
a Unidade, é importante chamar a
atenção deles para essa estrutura
na organização das falas.
•P1 Relacionar as regras de
jogo à situação comunicativa
e ao suporte em que circulam
originalmente.
•P3 Estabelecer relações entre o
texto escrito e as imagens (foto
e ilustrações) quando houver.
•P4 Estabelecer a sequência
temporal das instruções para
poder jogar.
•P10 Explicar e ouvir com
atenção instruções que
descrevam como jogar.
•P11 Compreender instruções
orais para poder jogar.
•P12 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 207Port3ºAnoParte2PROF.indd 207 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
208 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
Tobdaé, mangá e yó
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LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 209
Port3ºAnoParte2PROF.indd 209Port3ºAnoParte2PROF.indd 209 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
210 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
A estrutura do texto é a mesma e ele também tem por
finalidade orientar ações em uma sequência específica,
mas, diferentemente das regras, não com o objetivo de
ensinar a jogar, e sim com o de confeccionar uma peteca.
•P10 Explicar e ouvir com
atenção instruções que
descrevam como jogar.
•P11 Compreender instruções
orais para poder jogar.
•P12 Participar de situações
de intercâmbio oral,
formulando perguntas.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 210Port3ºAnoParte2PROF.indd 210 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
LIVRO DO PROFESSOR LÍNGUA PORTUGUESA · 3O
ANO 211
Utilize o quadro de avaliação para
perceber que aspectos do gênero
eles dominam e quais precisam ser
revistos. É importante discuti-lo
com os alunos, mostrar exemplos
na lousa ou realizar uma primei-
ra avaliação coletiva de um texto
produzido por eles.
A abrangência do torneio será
determinada pelo interesse dos
alunos, que podem convidar ou-
tras classes para participar dele.
É fundamental a discussão sobre
a importância das regras da com-
petição, para determinar quem
ganhará cada jogo e quem será o
campeão (como serão computa-
dos os pontos, quais as regras das
partidas etc.). Os alunos podem
fazer a divulgação e as inscrições
para quem quiser participar, assim
como montar oficinas de confec-
ção de petecas para o grande dia.
Seria interessante que, no ato da
inscrição, fosse entregue a cada
jogador uma cópia das regras do
jogo. Depois de tudo agendado,
é hora de fazer uma tabela com o
nome dos participantes, a classe
representada, as datas dos jogos.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 211Port3ºAnoParte2PROF.indd 211 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
212 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP
É importante que os alunos não
comentem apenas os jogos e
brincadeiras, mas o gênero es-
tudado: regras de jogo. Por isso,
explique que devem escrever so-
bre os jogos e também sobre o
que aprenderam sobre as regras:
“Como elas são organizadas?”,
“Que elementos elas apresen-
tam?”, “Quais são suas caracte-
rísticas?”, “As imagens são impor-
tantes para auxiliar o jogador?”.
Se possível, retome o assunto em
um quadro-síntese, que pode ser
construído coletivamente com a
turma. Explore, ainda, as apren-
dizagens da exposição oral.
Port3ºAnoParte2PROF.indd 212Port3ºAnoParte2PROF.indd 212 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM

Lp conteudo prof_3_ano

  • 1.
    3o ano 2OANO • E N SINO FUNDAMENTAL I• EF8ANOS L I V R O D O P R O F E S S O R 2010 Cadernos de apoio e aprendizagem lIngua portuguesa P R O G R A M A S : L E R E E S C R E V E R / O R I E N TA Ç Õ E S C U R R I C U L A R E S Port3ºAnoPROF.indd 1Port3ºAnoPROF.indd 1 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 2.
    Port3ºAnoPROF.indd 2Port3ºAnoPROF.indd 29/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 3.
    Prefeitura da Cidadede São Paulo Prefeito Gilberto Kassab Secretaria Municipal de Educação Secretário Alexandre Alves Schneider Secretária Adjunta Célia Regina Guidon Falótico Diretora da Assessoria Técnica de Planejamento Fátima Elisabete Pereira Thimoteo Diretora de Orientação Técnica Regina Célia Lico Suzuki (Coordenadora Geral do Programa) Divisão de Orientação Técnica Ensino Fundamental e Médio Suzete de Souza Borelli (Diretora e Coordenadora do Programa DOT/EF) Cristhiane de Souza, Hugo Luiz Montenegro, Humberto Luis de Jesus, Ione Aparecida Cardoso Oliveira, Leika Watabe, Leila de Cássia José Mendes, Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro, Maria Emilia Lima, Regina Célia dos Santos Câmara, Silvia Moretti Rosa Ferrari, Viviane de Camargo Valadares Divisão de Orientação Técnica Educação Especial Silvana Lucena dos Santos Drago Diretores Regionais de Educação Eliane Seraphim Abrantes, Elizabeth Oliveira Dias, Hatsue Ito, Isaias Pereira de Souza, José Waldir Gregio, Leila Barbosa Oliva, Leila Portella Ferreira, Maria Angela Gianetti, Maria Antonieta Carneiro, Marcelo Rinaldi, Silvana Ribeiro de Faria, Sueli Chaves Eguchi, Waldecir Navarrete Pelissoni Equipe técnica de apoio da SME/DOT Ana Lúcia Dias Baldineti Oliveira, Ana Maria Rodrigues Jordão Massa, Claudia Aparecida Fonseca Costa, Delma Aparecida da Silva, Jarbas Mazzariello, Magda Giacchetto de Ávila, Maria Teresa Yae Kubota Ferrari, Mariana Pereira Rosa Santos, Tania Nardi de Padua, Telma de Oliveira Assessoria Pedagógica SME/DOT Célia Maria Carolino Pires, Maria José Nóbrega, Rosaura Angélica Soligo Fundação Padre Anchieta Presidente João Sayad Vice-Presidentes Ronaldo Bianchi Fernando Vieira de Mello Diretoria de Educação Diretor Fernando José de Almeida Gerentes Monica Gardelli Franco Júlio Moreno Coordenadora do projeto Maria Helena Soares de Souza Equipe de autoria Coordenação Clecio dos Santos Bunzen Júnior, Jacqueline Peixoto Barbosa Assessoria de coordenação Márcia Mendonça e Claudia Vóvio Autores América dos Anjos Costa Marinho, Anna Maria C. Caricatti M. Cera, Carolina Assis Dias Vianna, Celina Diaféria, Clecio dos Santos Bunzen Júnior, Denise de Oliveira Teixeira, Ellen Rosenblat, Geraldo Antônio Andreasi Fantim, Jacqueline Peixoto Barbosa, Jordana Lima de Moura Thadei, Laura Inês Breda de Figueiredo, Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro, Maria Helena Costa, Maria Inês Nocite, Marisa Balthasar Soares, Marisa Vasconcelos Ferreira, Patrícia Prado Calheta, Paula Bacarat De Grande, Rosa Maria Antunes de Barros, Shirley de Oliveira Garcia Jurado, Virginia Scopacasa Pesquisa Átila Augusto Morand, Eduardo de Moura Almeida Leitura crítica Roxane Rojo Equipe Editorial Gerência editorial Carlos Seabra Secretaria editorial Janaína Chervezan da Costa Cardoso Assessoria de conteúdo Márcia Regina Savioli (Língua Portuguesa) Maria Helena Soares de Souza (Matemática) Controle de iconografia Elisa Rojas Apoio administrativo Acrizia Araújo dos Santos, Ricardo Gomes, Walderci Hipólito Edição de texto Dida Bessana, Maria Carolina de Araujo Revisão Ana Luiza Saad Pereira, Barbara Eleodora Benevides Arruda, Marcia Menin, Maria Carolina de Araujo, Miguel Facchini, Silvia Amancio de Oliveira Direção de arte Eliana Kestenbaum, Marco Irici Arte e diagramação Cristiane Pino, Cristina Izuno, Henrique Ozawa, Mariana Schmidt Ilustrações Fabiana Salomão Renato Zechetto Bureau de editoração Mare Magnum Artes Gráficas Port3ºAnoPROF.indd 3Port3ºAnoPROF.indd 3 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 4.
    Port3ºAnoPROF.indd 4Port3ºAnoPROF.indd 49/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 5.
    Prezado(a) professor(a), Os Cadernosde apoio e aprendizagem – Língua Portuguesa, destinados aos estudantes dos nove anos do Ensino Fundamental, têm como finalidade contribuir para o trabalho docente visando à melhoria das aprendizagens dos alunos. Sua elaboração teve como critérios para seleção das atividades o alcance das expectativas de aprendizagem contidas nos documentos de Orientações curriculares e as dificuldades apresentadas pelos alunos na Prova São Paulo e na Prova da Cidade. Na área de Língua Portuguesa, estes Cadernos foram preparados de modo a contemplar as seguintes esferas discursivas: jornalística, cotidiana, literária (prosa e verso) e escolar. Além do material escrito, os estudantes terão acesso também a vídeos produzidos especialmente para subsidiar as atividades em sala de aula – por meio de DVD inserido no Livro do Professor. É importante ressaltar que esta obra não está recomendada como único recurso a ser utilizado para a aprendizagem dos estudantes. Ela deve ser complementada com atividades planejadas pelo professor, em função das características de sua turma, fazendo uso de livros didáticos e de outras publicações da SME, disponíveis nas escolas, para trabalho com o Ensino Fundamental (Guias de planejamento e orientações didáticas – Ciclo I, Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem do Ciclo I e das áreas de conhecimento do Ciclo II, Referenciais de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora – Ciclo II). Para cada ano de escolaridade foram produzidas sequências de atividades para os alunos e orientações didáticas para o professor. A proposta é que estes Cadernos sejam utilizados pelos professores e pelos alunos duas vezes por semana. Esperamos que os Cadernos de apoio e aprendizagem – Língua Portuguesa, com outros trabalhos e projetos desenvolvidos pelos professores nas Unidades Educacionais e por todos nós na SME, e, em especial, as ações de formação continuada possam colaborar para a melhoria da aprendizagem dos alunos em Língua Portuguesa. Saudações, Alexandre Alves Schneider Secretário Municipal de Educação de São Paulo Port3ºAnoPROF.indd 5Port3ºAnoPROF.indd 5 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 6.
    Dados Internacionais deCatalogação na Publicação (CIP) (Bibliotecária Silvia Marques CRB 8/7377) C122 Cadernos de apoio e aprendizagem: Língua Portuguesa / Programas: Ler e Escrever e Orientações curriculares. Livro do Professor. São Paulo: Fundação Padre Anchieta, 2010. Terceiro ano, il. (vários autores) ISBN 978-85-8028-014-2 ISBN 978-85-8028-005-0 (aluno) 1. Ensino Fundamental 2. Língua portuguesa 3. Leitura 4. Escrita I. Título. CDD 371.302.813 Esta obra, Cadernos de apoio e aprendizagem – Matemática e Língua Portuguesa, é uma edição que tem a Fundação Padre Anchieta como Organizadora e foi produzida com a supervisão e orientação pedagógica da Divisão de Orientação Técnica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Port3ºAnoPROF.indd 6Port3ºAnoPROF.indd 6 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 7.
    Sumário Apresentação dos Cadernosde apoio e aprendizagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Expectativas de aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 Uma nota sobre o trabalho com gêneros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 Integração entre as modalidades de atividades. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12 Organização do Caderno do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13 Organização do Caderno do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14 O trabalho com o 3º ano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15 Unidade 1 – Contos tradicionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17 Unidade 2 – Poemas para ler, ouvir, cantar e declamar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .20 Unidade 3 – Notícias: para se informar e comentar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23 Unidade 4 – No mundo dos porquês e das descobertas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .27 Unidade 5 – Regras de jogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32 Acompanhamento e avaliação de aprendizagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35 Referências bibliográficas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37 Comentários e sugestões página a página Unidade 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Unidade 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 Unidade 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 Unidade 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 Unidade 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183 Port3ºAnoPROF.indd 7Port3ºAnoPROF.indd 7 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 8.
    Port3ºAnoPROF.indd 8Port3ºAnoPROF.indd 89/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 9.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 9 Apresentação dos Cadernos de apoio e aprendizagem A produção deste material se justifica por contemplar as es- pecificidades da rede pública municipal paulistana do ponto devistadesuasrealidadesregionais,dascondiçõesdeacervode livros, de equipamentos disponíveis, de espaços físicos das escolas e do processo de formação de educadores desenvolvi- do nos últimos cinco anos. Os Cadernos dos alunos têm formato consumível, para que eles possam usá-los individualmente e fazer as atividades tanto em sala de aula quanto em casa. Um DVD acompanha os Cadernos do professor e contém os vídeos previstos em algumas atividades, além de textos a serem lidos para os alunos (em determinados casos). O foco das atividades dos Cadernos são as expectativas de aprendizagem relativas às práticas de leitura, produção es- crita, escuta e produção oral de textos e de análise e reflexão sobre a língua e a linguagem, articuladas em torno dos gêne- ros selecionados propostas para estudo e aprofundamento. Assim, para cada ano, estão previstas cinco unidades – que correspondem às esferas/gêneros selecionados para o traba- lho com sequências didáticas ou projetos.1 O quadro a seguir apresenta os gêneros selecionados para os dois ciclos do En- sino Fundamental. 1 Para mais especificações dessas modalidades de atividade, ver p. 121 e 134 das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I e p. 106-107 das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo II, Língua Portuguesa. Port3ºAnoPROF.indd 9Port3ºAnoPROF.indd 9 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 10.
    10 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Gêneros selecionados em cada ano do Ciclo I em sequências didáticas ou projetos Esfera de circulação Cotidiana Jornalística Literária (prosa) Literária (verso) Escolar 1o ano Bilhete/Recado Legenda/ Comentário de notícia Conto de repetição Parlenda/Regras de jogos e brincadeiras Diagrama/ Explicação 2o ano Receita Manchete/Notícia televisiva e radiofônica Conto tradicional Cantiga/Regras de cirandas e brincadeiras cantadas Verbete de curiosidades/ Explicação 3o ano Regras de jogo Notícia/ Comentário de notícias Conto tradicional Poema para crianças Verbete de enciclopédia infantil/Explicação 4o ano Carta, e-mail, relato de experiências vividas Entrevista Fábula Poema narrativo Verbete de enciclopédia infantil/ Exposição oral 5o ano Roteiro e mapa de localização/ Descrição de itinerário Notícia/Relato de acontecimento cotidiano Lenda e mito Poema Artigo de divulgação científica para crianças/ Exposição oral Gêneros selecionados em cada ano do Ciclo II em sequências didáticas ou projetos Esfera de circulação Vida pública e profissional Jornalística Literária (prosa) Literária (verso) Escolar 6o ano Carta de solicitação e de reclamação/ Debate Entrevista Conto/Causo Canção Biografia/ Depoimento 7o ano Requerimento e carta de solicitação e de reclamação/ Solicitação, reclamação Resenha/ Comentário HQ e tiras/Piadas Cordel Artigo de divulgação científica/ Exposição oral 8o ano Estatuto/Debate regrado Notícia, reportagem/ Notícia televisiva e radiofônica Crônica/Relato de fatos cotidianos Poema visual/Rap Verbete de enciclopédia/ Exposição oral 9o ano Currículo/ Entrevista profissional Artigo de opinião/ Comentário Teatro Poema Relato histórico/ Exposição oral Port3ºAnoPROF.indd 10Port3ºAnoPROF.indd 10 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 11.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 11 Expectativas de aprendizagem As expectativas de aprendizagem, organizadas em torno das práticas de linguagem – leitura, produção de texto, fala e es- cuta e análise linguística –, “são metas de desenvolvimento que se alargam e se aprofundam progressivamente, conforme as possibilidades e necessidades dos estudantes. A cada ano do ciclo, são exploradas basicamente as mesmas expectati- vas de aprendizagem, em graus de complexidade crescentes”.2 Nos Cadernos do professor, as atividades estão acompanhadas das respectivas expectativas de aprendizagem para o ano, o gênero e a prática de linguagem contemplada, com a mesma formulação presente no documento de orientações curricula- res. Essas são as aprendizagens que se espera que todos os alunos construam (como diz Vygotsky,3 aprendizagens que possam, no fim de cada etapa de trabalho, fazer parte de seu desenvolvimento). Algumas atividades abrangem expec- tativas propostas para anos ou ciclo posteriores, o que se justifica por se tratar de um processo de construção em que é importante que o que se espera ver consolidado em deter- minado ano seja processualmente trabalhado desde os anos anteriores (para Vygotsky, fariam parte do desenvolvimento potencial dos alunos – criariam zonas de desenvolvimento proximal –, vindo, futuramente, a fazer parte de seu desen- volvimento real). Há ainda questões que não se referem diretamente às ex- pectativas de aprendizagem, quer para o ano em questão, quer para os seguintes, mas que foram propostas porque, de alguma forma, contribuem com os processos de compreensão ou produção dos textos, objetivo maior de qualquer material didático ou prática pedagógica. Uma nota sobre o trabalho com gêneros No dia a dia, participamos de várias esferas de atividades (fa- miliar/cotidiana, escolar, jornalística, acadêmica, produtiva/ de consumo, política etc.), realizando ações próprias des- sas esferas. Toda esfera de atividade é também uma esfera 2 Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 36. 3 VYGOSTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987. Port3ºAnoPROF.indd 11Port3ºAnoPROF.indd 11 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
  • 12.
    12 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP de comunicação, e, para agir, nos comunicamos mediante os gêneros textuais que nelas circulam. Assim, ao nos apropriar- mos deles, temos oportunidade de participar mais adequada e plenamente das práticas de linguagem que circulam em cada uma dessas esferas, razão pela qual elegemos os gêneros textuais como um dos eixos organizadores do currículo, arti- culados às práticas de linguagem – leitura, produção escrita, escuta/produção oral e análise linguística. Desse modo, ga- rantimos também um movimento metodológico que privilegia as práticas de uso – leitura/produção escrita, escuta/produ- ção oral – em relação às práticas de análise linguística, que devem reverter para os próprios usos. Portanto, é necessário cuidado para não transformar o tra- balho com os gêneros em uma série de atividades meramen- te classificatórias e metalinguísticas não convergentes para o uso – leitura/escuta e produção de textos. Não adianta o aluno saber dizer uma série de características dos gêneros (de forma decorada), se não puder reverter esse conhecimen- to para a compreensão e/ou produção de textos relativos a esses gêneros textuais. Também na exploração dos elementos constitutivos dos gê- neros, é fundamental garantir uma perspectiva que relacione os gêneros (e os textos) aos contextos das esferas em que circulam, às suas condições de produção típicas (e específi- cas) e ao contexto sócio-histórico mais amplo, indo além de uma perspectiva de abordagem meramente formal/estrutural, possibilitando que o aluno compreenda conteúdos explícitos e implícitos, interaja efetivamente com os textos lidos e pro- duza textos adequados a cada uma das situações. Integração entre as modalidades de atividades Cabe ressaltar que os Cadernos de apoio e aprendizagem abrangem parte das modalidades de atividades propostas para os anos – sequências didáticas e projetos. Ao fazer seu planejamento, você deve prever também atividades perma- nentes ou pontuais, não contidas neste Caderno, para que as demais intenções educativas possam se concretizar: não Port3ºAnoPROF.indd 12Port3ºAnoPROF.indd 12 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 13 é possível formar leitor literário ou de periódicos (jornais, revistas etc.) apenas trabalhando alguns gêneros em algumas séries. É preciso promover uma interação significativa cons- tante com esses portadores.4 Organização do Caderno do aluno Em cada Unidade, há um grupo de atividades que contem- plam expectativas de aprendizagem elaboradas especifica- mente para o ano/gênero/esfera/prática de linguagem abor- dada. Cada uma delas, por sua vez, é composta por uma série de questões, exercícios e demandas de ações articuladas. Todas as Unidades são abertas com uma seção – Para co- meço de conversa – que objetiva convidar os alunos para o trabalho, contar quais serão os conteúdos trabalhados e as principais produções e ativar alguns conhecimentos prévios sobre o gênero em questão. É fundamental que você leia o texto dessa seção com os alunos, garantindo que eles tenham conhecimento do que vão estudar, por que isso está sendo proposto e o que se espera deles, para que também eles pos- sam aderir à proposta. Após essa seção, são apresentadas atividades que compre- endem exploração oral e respostas escritas coletivas e indi- viduais. Questões a serem exploradas oralmente não preveem espaço/linhas para resposta. Algumas das atividades (devidamente indicadas) supõem que os alunos assistam a vídeos. É fundamental que você os assis- ta previamente e leia as orientações para o desenvolvimento dessas atividades, a fim de fazer mediações que potenciali- zem o uso desse recurso. Embora o trabalho com vídeo não seja uma proposta nova, infelizmente ainda é prática pouco frequente nas escolas e “o vídeo tem entrado na sala de aula quase pela porta de trás”. No entanto, trata-se de recurso de grande potencial mobilizador – pelas diferentes lingua- gens de que se vale, pelos ritmos e tempos dinâmicos conso- nantes com o tempo (de atenção/concentração) dos alunos, pela forma sofisticada de contar histórias ou pela forma 4 Para melhor organização e fundamentação de seu planejamento, é essencial a leitura do item 4.2.1 Língua Portuguesa (p. 123-136) das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I e do item 5.3 Planejamento da rotina e das modalidades organizativas (p. 96-111) das Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo II, Língua Portuguesa do. Port3ºAnoPROF.indd 13Port3ºAnoPROF.indd 13 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    14 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP sintética e organizada de apresentar/discutir informações. Além disso, é de grande relevância para o trabalho com gêne- ros orais, cujos modelos de texto também precisam ser dis- cutidos. Senão, como ensinar a debater ou a participar de seminários se aos alunos não se permite assistir a debates e apresentações e discutir suas finalidades, seus conteúdos e características? Entretanto, o vídeo por si só não promove a interação. Daí a importância fundamental de sua mediação, que pode e deve prever pausas, retomadas, elaboração de ou- tras questões/atividades, objetivando o ajuste necessário en- tre o proposto e as possibilidades/necessidades dos alunos. No fim de cada Unidade, a seção Retomando percursos propõe uma retomada da aprendizagem, mediante uma síntese que destaca os principais conteúdos/conceitos, relações e habi- lidades, e/ou mediante uma proposta de (auto)avaliação. Organização do Caderno do professor O Caderno do professor traz orientações de uso geral do ma- terial (Apresentação dos Cadernos) e orientações específicas para uso dos volumes (O trabalho com o 3o ano). Cada volume conta com uma breve descrição dos gêneros que serão objeto de trabalho (subsídios direcionados para o professor, que não necessariamente devem ser aplicados aos alunos), orienta- ções gerais para a condução das atividades, possibilidades de resposta e, algumas vezes, indicações de atividades comple- mentares ou referências bibliográficas. Por último, deve-se ressaltar que as propostas de atividade fornecem pistas para caminhos que só serão efetivamente tri- lhados (contando com rotas alternativas que se façam neces- sárias) com a interação professor-alunos. Apenas a mediação do professor pode concretizar uma proposta didática. Bom trabalho! Port3ºAnoPROF.indd 14Port3ºAnoPROF.indd 14 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 15 O trabalho com o 3o ano O Caderno de apoio e aprendizagem do 3o ano contém cinco Unidades de trabalho, que abordam os gêneros: conto tradi- cional, poema para crianças, notícia, verbete de enciclopédia infantil e regras de jogo. A opção pelo trabalho com gêneros e a eleição desses objetos de ensino, ano a ano dos Ciclos I e II do Ensino Fundamen- tal, sustentam-se nos avanços encontrados na área do ensino da língua materna e apontam para a proposição de situações e práticas pedagógicas em que os gêneros são tomados de forma articulada com as esferas em que circulam socialmente. Retoma-se aqui o importante papel do professor na mediação entre o gênero e o estudante. Em favor dessa importância, serão tratados também alguns aspectos relacionados às prá- ticas pedagógicas consideradas mais produtivas no encami- nhamento do trabalho proposto. As práticas de leitura devem prever ao menos três momentos interdependentes:  Antes da leitura – Nesse momento, voltado à antecipação de hipóteses de leitura, é fundamental que o professor faça perguntas aos alunos sobre o tema de que vai tratar o texto, dando lugar à ativação dos conhecimentos prévios trazidos à situação.  Durante a leitura – Recomenda-se o modo compartilhado, em que a mediação do professor torna-se essencial no es- clarecimento de passagens mais difíceis e na construção do sentido global do texto.  Depois da leitura – São propícias as atividades de proble- matização e formalização de conhecimentos, como as su- geridas no Caderno. Port3ºAnoPROF.indd 15Port3ºAnoPROF.indd 15 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    16 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Aavaliaçãodosdomíniosdeleituraeescritaganham,Unidadea Unidade, valor e expressão. Destaque-se a importância das oportunidades de localização e recuperação de informações, prévias àquelas que favorecem sua compreensão e interpre- tação. Refletir sobre conteúdos lidos e aprendidos permitirá produções escritas que, devidamente contextualizadas, mos- trarão adesão às expectativas de aprendizagem propostas. O professor de Língua Portuguesa deve explorar, além dessas ações, a possibilidade de interlocução com conteúdos de ou- tras áreas do conhecimento, situação especialmente privile- giada no caso da Unidade 4 deste Caderno (“No mundo dos porquês e das descobertas”). Essa interlocução com os diver- sos componentes curriculares favorece que os alunos aprofun- dem o conhecimento que estão adquirindo, porque permite que um mesmo conteúdo seja alvo de abordagens distintas. Propõe-se que o material seja usado em duas ou três aulas semanais (de 45 min cada uma). Port3ºAnoPROF.indd 16Port3ºAnoPROF.indd 16 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 17 Unidade 1 – Contos tradicionais Em plena virada de milênio, quando o professor se senta no meio de um círculo de alunos e narra uma história, na verdade cumpre um desígnio ancestral. Nesse momento, ocupa o lugar do xamã, do bardo celta, do cigano, do mestre oriental, daquele que detém a sabedoria e o encanto, do porta-voz da ances- tralidade e da sabedoria. Nesse momento ele exerce a arte da memória. PRIETO, Heloísa. Quer ouvir uma história: lendas e mitos no mundo da criança. São Paulo: Angra, 1999, p. 41. A Unidade 1 deste Caderno é parte da proposta de trabalho com gêneros literários a ser desenvolvida em todo o Ensi- no Fundamental. O objetivo central da proposta é permitir o acesso do aluno à literatura, “cujos textos de ficção em verso e em prosa se apresentam à apreciação e à fruição estética de modo a produzir maravilhamento e reflexão a respeito das experiências humanas”.5 Diversificando as possibilidades de o aluno conhecer, apreciar e fruir diferentes textos literários, o trabalho didático pro- posto nos Cadernos de apoio e aprendizagem, em consonância com as Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental (SME/SP), se de- senvolve em torno de dois eixos: I) textos literários em prosa; e II) textos literários em versos. Da literatura em prosa, privilegiaremos a arte de ouvir histórias que, sabemos, possibilita experiências em múltiplos planos: psicológico, intelectual, social, cultural e estético. Vivenciar, no imaginário, os conflitos de uma narrativa, acompanhar as ações das personagens, compartilhar (ou não) da ética que conduz às soluções propostas, enfim, tomar emprestadas as inúmeras situações criadas no imaginário negociado entre autor e leitor é uma experiência que amplia o conhecimento sobre o mundo e sobre si mesmo. Não sem razão os contos tradicionais fascinam os pequenos leitores, pois são narrativas acessíveis e “mágicas” desse caldo 5 Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 34. Port3ºAnoPROF.indd 17Port3ºAnoPROF.indd 17 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    18 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP cultural que luta para compreender as relações mais elemen- tares do intercâmbio social, entre o “certo” e o “errado”, o “bem” e o “mal”. Ouvir histórias também proporciona o en- contro com outros povos e épocas e, ao mesmo tempo, com a universalidade e a atemporalidade dos conflitos humanos. Na escola, favorece também a aprendizagem de regras de convívio social, pois é nas trocas coletivas que as diferenças se manifestam, assim como a importância de saber ouvi-las e respeitá-las. A convivência e a familiaridade com os textos possibilitam, ainda, maior domínio da língua, sobretudo em sua variedade culta, e a fruição estética da palavra, ou seja, a apreciação do modo de dizer. Aos poucos, os alunos elaboram critérios e valores que permitem comparações, críticas, escolhas. É assim que se formam os leitores. Portanto, ler (ainda que pela voz do professor) é uma expe- riência que vai muito além da memorização de informações, de respostas assertivas e de compreensão unívoca. Com tais propósitos foram organizadas as atividades desta Unidade. A escolha dos textos levou em conta a aquisição de um repertório significativo do ponto de vista cultural: são narrativas de referência para toda a vida; e as ativi- dades propostas têm por escopo promover o encontro dos leitores em formação com a leitura, com os textos e com a literatura. A seguir apresentamos algumas características do gênero, embora caiba reiterar que essa descrição objetiva apenas for- necer informações para dar apoio a suas leituras e discussões e não se constituir elenco de conteúdos para os alunos. Port3ºAnoPROF.indd 18Port3ºAnoPROF.indd 18 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 19 Breve descrição do gênero conto tradicional Situação comunicativa • Regular valores sociais, como modelos de traços de caráter e comportamentos desejáveis. • Reproduzidos de memória por contadores de história, circulando oralmente entre os membros de pequenas comunidades, no trabalho, em festas, nas praças etc., e levados a outros recantos por viajantes. • Parte da tradição popular, sendo indeterminada sua autoria, mas, ao longo dos tempos, compilados e registrados por escrito por diferentes estudiosos (etnólogos, folcloristas, escritores), que se tornaram autores de versões adaptadas. • Atualmente, contos de diferentes épocas e lugares circulam por todo o mundo, em várias mídias, fazendo com que a memória de múltiplas culturas e épocas esteja presente, também, em contextos como escolas, sessões de leitura, teatros, cinemas, TV, internet etc. Conteúdo temático A despeito das inovações, os contos tradicionais mantêm suas características essenciais: abordam a natureza humana, tanto do ponto de vista psicológico quanto social. Por isso, os conflitos narrativos centrais são sempre provocados por questões como a fome, a mentira, a avareza etc., desdobrando-se em outros menores, em um encadeamento de acontecimentos gerados por ações das personagens que transformam o protagonista em herói e punem o representante do mal. Aliás, o contraste entre esses dois polos é sempre maniqueísta. Há, então, um embate entre o bem e o mal, que ressalta as características humanas desejáveis pela ideologia dominante. Construção composicional e marcas linguísticas (estilo) • Iniciados com a apresentação das personagens, de suas condições de vida e da privação ou injustiça que sofrem, o que gera o conflito narrativo. • O enfrentamento do problema engendra as ações da narrativa até sua solução final e feliz, sempre a favor das personagens que representam os valores que se deseja enaltecer (honestidade, bondade, coragem, persistência etc.). • Narrativas curtas. • Poucas personagens, sem complexidade psicológica (boas ou más por natureza). • História conduzida por um narrador onisciente. • Presença de diálogos que dão maior movimentação à narrativa. • Tempo e espaço indeterminados, por isso expressões como “Há muito tempo”, “Era uma vez”, “Num lugar muito distante” etc. • Para a descrição da situação inicial usa-se o pretérito imperfeito (vivia, trabalhava, amava etc.), mas, depois da introdução do conflito, emprega-se o pretérito perfeito (apareceu, viajou, lutou, casou-se etc.). • Presença de segmentos descritivos e uso de adjetivos antepostos aos substantivos (linda princesa, corajoso cavaleiro, terrível bruxa). • Presença frequente de três movimentos (três tentativas de solucionar “o problema”), sendo a última definitiva na direção do “Foram felizes para sempre”. Port3ºAnoPROF.indd 19Port3ºAnoPROF.indd 19 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    20 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Unidade 2 – Poemas para ler, ouvir, cantar e declamar Toda obra literária é antes de mais nada uma espécie de objeto, de objeto construído; e é grande o poder humanizador desta construção, enquanto construção. CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. 3. ed. São Paulo: Duas Cidades, 1995, p. 245. Como desdobramento da ideia tomada por epígrafe, podemos dizer que em literatura a forma é o conteúdo: é a maneira com que o texto explora as possibilidades da língua para recriar aspectos da vida que dá ao leitor a sensação de prazer e interesse pelo texto literário. Comosgênerosparlenda,regrasdejogosebrincadeiras,cantiga, regras de ciranda, brincadeiras cantadas, cordel e canção, o poema insere-se nos Cadernos de apoio e aprendizagem no eixo dos textos em versos: textos em que a construção lite- rária explora intencionalmente a sonoridade, alcançando uma divisão estrutural e lógica diferente dos parágrafos em pro- sa, com surpreendentes efeitos de musicalidade e sentido. O poema será o centro das atividades em cinco séries distintas: Ciclo I Ciclo II 3o ano 4o ano 5o ano 8o ano 9o ano Poema para crianças Poema narrativo Poema Poema visual Poema A rigor, a descrição do gênero poema é difícil, uma vez que são numerosas as formas que os poetas, desde a Grécia an- tiga, adotaram; mas, para facilitar sua mediação, propomos um modelo didático em que será possível visualizar melhor os elementos que compõem um poema e como a interdepen- dência destes estabelece com o leitor uma comunicação di- ferenciada, isto é, menos automatizada, mais sugestiva, por meio da linguagem figurada e dos aspectos sonoros. Assim, o quadro que segue é apenas uma referência para você se orientar em relação a algumas características do gênero sele- cionadas e presentes nas atividades, não devendo ser tomado Port3ºAnoPROF.indd 20Port3ºAnoPROF.indd 20 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 21 como uma listagem de conteúdos a serem trabalhados com os alunos. Em cada uma das séries, as expectativas de aprendizagem previstas são basicamente as mesmas, mas em um movimento que as torna “metas de desenvolvimento que se alargam e se aprofundam, progressivamente, conforme as possibilidades e necessidades dos estudantes”.6 Com essa dinâmica, o aluno pode construir ou aprimorar sistematicamente capacidades Breve descrição do gênero poema Conteúdo temático É o tema ou o assunto de que fala o poema (o amor, por exemplo). Um poema pode tratar de qualquer assunto (de uma notícia de jornal, de pessoas, de fatos históricos...), não havendo o que lhe seja impróprio. O que o diferenciará em relação aos demais gêneros será o “jeito” usado para falar de algo. Chamaremos esse “jeito” de recriação poética em versos. Desse modo, sugestões rítmicas e imagéticas para o amor ou a exploração de novos sentidos para uma palavra recorrente no vocabulário infantil poderiam ser conteúdo de um poema. Nesses casos, o amor e a palavra só se tornariam conteúdos específicos do poema por terem sido recriados poeticamente, com grande dependência da estrutura composicional e do tratamento estilístico. Por isso comumente se diz que a forma de um poema é seu conteúdo. Construção composicional Um poema sempre se organiza em versos, que exploram intencionalmente a sonoridade, alcançando uma divisão estrutural e lógica diferente dos parágrafos em prosa, com surpreendentes efeitos de musicalidade e sentido. Esses versos, por sua vez, podem ser agrupados em conjuntos, chamados estrofes. Se o elemento mínimo na estrutura de um poema é o verso, a possibilidade de variação estrutural que um poema pode ter, combinando a quantidade de versos, é grande: há poemas de apenas três versos (como os haicais), outros com quatro (as quadrinhas), outros que dividem catorze versos em duas estrofes de quatro versos (quartetos) e em duas de três versos (tercetos) – os sonetos, que remetem à poesia clássica –, e também os que combinam livremente a quantidade de versos. Além da musicalidade, a disposição dos versos muitas vezes tenta “imitar” alguma forma ou algum movimento importante para os efeitos de sentido do poema, como se pode verificar com a estrutura do poema “O relógio”, de Vinicius de Moraes. Outras vezes, essa sugestão de imagens da estrutura é reforçada pela inserção da linguagem não verbal, como no poema de Millôr Fernandes para expressar o movimento decrescente do sol a se pôr. Aspectos estilísticos Os poemas exploram prioritariamente os sentidos conotativos das palavras, isto é, sentidos que precisam ser elaborados pelo leitor, com base nas “pistas” textuais. Por isso o uso recorrente de figuras da linguagem figurada, que procura tirar das palavras os sentidos cristalizados pelo uso. A combinação entre as palavras procura também efeitos de sonoridade, sendo, portanto, recorrente a presença de aliterações (repetição de sons consonantais), assonâncias (repetição de sons vocálicos), alternância de sílabas fortes e fracas em ritmo e combinações das terminações das palavras em rimas, como marcas estilísticas próprias da recriação poética. 6 Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 36. Port3ºAnoPROF.indd 21Port3ºAnoPROF.indd 21 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    22 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP básicas para fruir poemas e, com crescente grau de autonomia, avançar nas possibilidades de operar essas capacidades em leituras, releituras e produções de poemas mais desafiadores. Assim, as expectativas trabalhadas nesta Unidade serão re- tomadas nas seguintes, mas aqui serão acentuadamente arti- culadas à exploração do caráter lúdico que a linguagem pode assumir nos poemas. Nessa direção, as atividades exploram a criação de sentidos, os efeitos sonoros e as imagens men- tais que os poemas podem suscitar em práticas de leitura, oralidade e produção escritas pautadas no brincar. Por isso, os poemas selecionados são para crianças, isto é: trata-se de poemas que, sem ter sido escritos exclusivamente para essa faixa etária, nos permitem dialogar com seu universo de in- teresses e conhecimentos. Port3ºAnoPROF.indd 22Port3ºAnoPROF.indd 22 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 23 Unidade 3 – Notícias: para se informar e comentar A Unidade Notícias: para se informar e comentar integra a proposta de trabalho com gêneros da esfera jornalística, que serão abordados ao longo desta coleção, a saber: legenda (1o ano), manchete (2o ano), notícia (3o , 5o e 8o anos) entre- vista (4o e 6o anos), resenha (7o ano), reportagem (8o ano), artigo de opinião (9o ano), comentário (1o , 3o , 7o e 9o ) e relato de acontecimento cotidiano (5o ano). Esta Unidade é composta por um conjunto de atividades que enfocam o gênero textual notícia, sobretudo a impressa, e o comentário de notícias, modalidade oral contemplada na esfera deste ano. Nessa direção, as atividades exploram fatos inusitados, notícias atemporais ou de maior relevân- cia/impacto que mereçam comentários. A leitura, compar- tilhada e individual, a exploração de alguns dos elementos estruturais da notícia (manchete, título e lide), a produção de textos e a análise e reflexão sobre a língua e a linguagem são contempladas no conjunto das atividades que compõem esta Unidade, à luz das expectativas de aprendizagem indi- cadas nas Orientações curriculares e proposição de expectati- vas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I e do Guia de planejamento e nas orientações didáticas para o professor do 4o ano. Vale dizer que a formação de um leitor de periódico não se dá apenas pelas atividades sequenciais trabalhadas em certas épocas do ano. Por isso, atividades pontuais e perma- nentes envolvendo a leitura de jornais devem ser desenvol- vidas em todos os anos. A proposta de trabalho com o gênero notícia está planejada para ser feita de modo mais sistemático no 3o , 5o e 8o anos, Port3ºAnoPROF.indd 23Port3ºAnoPROF.indd 23 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    24 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP havendo, portanto, necessidade de refletir sobre a progres- são para o ensino do gênero, como destacado no quadro abaixo: 3o ano 5o ano 8o ano Exploração simplificada do suporte jornal. Notícia nas diferentes mídias. Objetivos das notícias. Leitores/espectadores. Exploração de suportes: editorias, gêneros, 1a página. Diferentes suportes. O espaço da publicidade. Intencionalidade/aspectos implícitos (suposta neutralidade). Jornal-empresa. Características das notícias nas diferentes mídias. Diferentes tipos de imprensa: sensacionalista e investigativa. Implicação do controle de informações (o 4o poder). Intencionalidade/aspectos implícitos (suposta neutralidade). Comparação entre diferentes versões. Os fatos noticiados: o novo, o trágico, o extraordinário. Idem com aumento de complexidade. Manchete, lide. Marcadores temporais e de causalidade. Manchete, lide, corpo do texto. Fotos, ilustrações. Coesão referencial. Tempos verbais no pretérito. Manchete, lide, corpo do texto, (info)gráficos e tabelas. Coesão sequencial. Eixo do presente. “Verbos dicendi”. Expressões de tempo e lugar. O quadro da página 25 visa a sintetizar e a sistematizar algu- mas características do gênero textual notícia: seu conteúdo temático (domínio discursivo; o que se pode dizer em textos desses gêneros), sua forma composicional (como se organiza o texto) e seu estilo (que elementos e recursos da língua são selecionados). É preciso ter em conta também que quem lê jornal o faz, em geral, diariamente, embora quase nunca na íntegra, lendo rapidamente a primeira página – concentrando-se em man- chetes, títulos e lides das notícias de interesse – e, em segui- da, passando os olhos pelos demais cadernos, para ler uma ou outra matéria, até chegar ao caderno específico de maior interesse, onde concentra sua atenção. Esse modo de ler o jornal deve estar presente no trabalho escolar para a forma- ção de leitores de gêneros da esfera jornalística: notícias, reportagens, editoriais, artigos, crônicas, entrevistas, tiras, charges etc. A leitura de jornais diários permite explorar uma Port3ºAnoPROF.indd 24Port3ºAnoPROF.indd 24 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 25 7 Descrição feita com base em BARBOSA, Jacqueline Peixoto. Do professor suposto pelos PCNs ao professor real de Língua Portuguesa: são os PCNs praticáveis? In: ROJO, R. H. R. (Org.), 2000. Breve descrição do gênero notícia7 I – Situação comunicativa de uma notícia Redator/ jornalista Em alguns casos o redator é desconhecido (algumas notícias não trazem assinatura), em outros, está identificado. Leitor/ espectador/ ouvinte Leitores múltiplos e desconhecidos (conhece-se apenas estaticamente o perfil do leitor de determinado jornal, do espectador de alguns telejornais e do ouvinte de algumas rádios). A maioria dos que leem jornal impresso o fazem rapidamente, ou na diagonal. Audiência Leitores, telespectadores e ouvintes de determinado veículo. Objetivo/intenção Informar leitores, espectadores e ouvintes, despertando seu interesse pela matéria e fazendo-se entender por eles, do modo mais neutro e com a maior fidedignidade possível (compromisso ético-jornalístico). Circulação/ publicação Jornal impresso, revistas, sítios e blogs, programas jornalísticos de TV e rádio. II – Conteúdo temático Relato de transformações, deslocamentos ou enunciações observáveis no mundo e consideradas de interesse do público.As proposições essenciais da notícia abordam transformações (da ordem do fazer), deslocamentos (da ordem do ir) ou enunciações (da ordem do dizer). III – Forma composicional e estilo a)Enunciados referenciais e inexistência de enunciados opinativos. b) Prevalência do modo indicativo. c) Uso da terceira pessoa. d) Marcas de impessoalidade (pronome oblíquo – se; uso de passivas sintética e analítica etc.). e) Evita-se o uso de adjetivos testemunhais e subjetivos (alto, chocante, bela, próspero etc.) nas notícias. O objetivo é fornecer dados para que o leitor avalie por si. f) Presença significativa de palavras que indicam precisão, como números, numerais (placas de carro, hora exata, número de desabrigados etc.). g) O verbo principal do lide aparece quase sempre nos tempos perfectivos (perfeito – se se trata de fato acontecido – ou futuro do presente – se a notícia anuncia fato previsto), o que dá mais especificidade ao fato, apresentado como concluído ou provável. h) Adequação e escolha lexical. Além dos léxicos de precisão, há outras escolhas que se devem não só ao gênero em si, mas também a opções ideológicas do veículo em que o texto será impresso – tipo do jornal. Por exemplo, há sinonímia entre corpo/defunto/presunto/cadáver. No jornal tipo A dificilmente se encontraria o termo “presunto”, ao passo que no jornal tipo B esse termo pode aparecer. Escolher entre “grande fazendeiro” ou “latifundiário” tem implicações ideológicas. i) Usa-se, muitas vezes, o tempo presente nas manchetes ou nos títulos da matéria, o que apro- xima o leitor do fato. j) A linguagem adotada tenta conciliar registros (combinações ou expressões possíveis no regis- tro coloquial e aceitas na linguagem formal), porque se objetiva uma comunicação eficiente e, ao mesmo tempo, de aceitação social. Port3ºAnoPROF.indd 25Port3ºAnoPROF.indd 25 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    26 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP dimensão específica da leitura que é “ler para se atualizar”, para saber o que acontece no mundo. Explore com seus alunos algumas características do suporte: os diferentes cadernos e as seções que os compõem, a diagramação da primeira página e das páginas internas dos cadernos e respectivas fotos e outros elementos visuais (gráficos, tabelas, infográ- ficos etc.), o tamanho diferente das letras na manchete, nos títulos e nos subtítulos e no corpo do texto da notícia, na foto-legenda etc. Port3ºAnoPROF.indd 26Port3ºAnoPROF.indd 26 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 27 Unidade 4 – No mundo dos porquês e das descobertas Por várias ordens de razão – mudanças socio-históricas, interesse na qualificação dos trabalhadores, mudanças na dinâmica políti- ca e nas classes dominantes – a ciência foi um dos bens culturais – assim como as artes e os ofícios – que entraram na disputa social como bens cobiçados a partir do final da Idade Média. A própria ideia de di-vulgação, isto é, a ação de dar ao vulgo (à plebe, aos pobres, aos trabalhadores, aos que falam a língua vulgar – o povo) os bens do conhecimento, nasce desse movimen- to de acesso sucessivo das massas aos bens culturais valorizados, patronizada pelos intelectuais da Revolução Francesa – os ilu- ministas que devem levar as luzes (da ciência) ao século XVIII. ROJO, R. H. R., 2008, p. 587. Como consequência desse movimento de divulgação científica para as pessoas leigas, assistiu-se ao surgimento da Enciclopé- dia (do francês Encyclopédie). Segundo Rojo (2008), a publi- cação desse material impresso em vários volumes no contexto francês, organizado em ordem alfabética, permitiu aos leitores ter uma visão geral dos temas e conhecimentos científicos e artísticos da época. De fato, na própria origem do termo enciclopédia, segundo seus autores, está a noção de encadea- mento de conhecimentos. Entre os séculos XIX e XX, com a expansão do processo de escolarização formal, a produção da divulgação científica voltou-se também para a criança-leitora. De modo geral, pode-se dizer que enciclopédia é uma obra que se aproxima do dicionário, pois apresenta verbetes organi- zados em ordem alfabética ou temática. A enciclopédia reúne de forma mais ampliada que o dicionário “os conhecimentos humanos ou apenas um domínio deles e os expõe de maneira ordenada e metódica” (Costa, 2008, p. 90). No dicionário, os verbetes são essencialmente definições lexicográficas, ou seja, cada vocábulo contém seus vários significados em dada língua. Na enciclopédia, as informações não estão voltadas necessariamente para as questões linguísticas, mas procuram ampliar a formação do leitor com informações advindas de diversas áreas do conhecimento. Port3ºAnoPROF.indd 27Port3ºAnoPROF.indd 27 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    28 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Os verbetes organizam a enciclopédia, pois são as “entradas” das definições e explicações, acompanhadas de exemplos e relações com outras informações específicas. Nas enciclo- pédias infantis, os verbetes adquirem características espe- cíficas, uma vez que são elaborados por especialistas, mas dirigidos às ações de divulgação científica para crianças. O trabalho com a linguagem verbal e com imagens, gráficos e cores facilita o contato da criança com a linguagem e os con- ceitos científicos, aproximando-se muitas vezes dos artigos de divulgação científica. O verbete de enciclopédia infantil é o foco da Unidade 4 do Caderno de apoio e aprendizagem do 3o ano e integra a pro- posta de trabalhar com os gêneros da esfera escolar em diá- logo com a esfera da divulgação científica. Tais gêneros pres- supõem um trabalho interdisciplinar e apontam para o fato de que “as práticas de linguagem no estudo de diferentes conteúdos do currículo escolar podem ser aprendidas desde que sejam objeto de ensino sistemático”.8 Nesse percurso, as atividades de leitura buscam centrar-se em práticas relacio- nadas à construção do significado, superando a reducionista perspectiva que aborda o ato de ler como prática mecânica e pouco transformadora. Também as atividades de escuta, inter- câmbio oral e produção escrita pretendem aproximar os alunos de situações específicas de comunicação, inspirando-se nos textos que efetivamente circulam na escola. A proposta de trabalho com o gênero verbete na sequência de atividades insere-se em quatro momentos do Ensino Funda- mental. Portanto, propõe-se uma progressão específica para o trabalho com o gênero ao longo dos dois ciclos: Ciclo I Ciclo II 2o ano 3o ano 4o ano 8o ano Verbete de curiosidades Verbete de enciclopédia infantil Verbete de enciclopédia infantil Verbete de enciclopédia O trabalho com o gênero no 3o ano retoma os verbetes de curio- sidades que circulam em revistas infantis e suplementos estu- 8 Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 34. Port3ºAnoPROF.indd 28Port3ºAnoPROF.indd 28 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 29 dados no 2o ano, ampliando para a circulação e produção de verbetes para enciclopédias, além de desenvolver aspectos da pesquisa escolar. O quadro a seguir visa a sintetizar e a sistematizar algumas características do verbete de enciclopé- dia infantil relacionadas com seu contexto de produção, com destaque para o conteúdo temático (o que se pode dizer em textos desse gênero), a forma composicional (como o texto se organiza, as partes que o compõem e como se articulam) e o estilo (que elementos e recursos da língua são selecionados). Não se trata de um rol de conteúdos a ser transmitido aos alunos. Apenas algumas características foram selecionadas e incorporadas em progressão às atividades propostas para o 3o e 4o anos, cujas expectativas de aprendizagem previstas são basicamente as mesmas, mas em um movimento que as torna “metas de desenvolvimento que se alargam e se aprofundam, progressivamente, conforme as possibilidades e necessidades dos estudantes”.9 Breve descrição do gênero verbete de enciclopédia infantil10 I – Situação comunicativa Autor Os verbetistas normalmente escrevem os verbetes, mas não são identificados. Dessa forma, pressupõe-se – assim como nos dicionários – uma autoria coletiva. Os autores são, em geral, especialistas de determinados campos científicos ou áreas do conhecimento. Público-alvo Crianças interessadas em explicações científicas para realizar pesquisas escolares ou outras finalidades relacionadas com a divulgação do conhecimento. Objetivo/intenção Inserir as crianças na cultura científica, apresentando-lhes conceitos e explicações por meio de estratégias de divulgação do conhecimento para o público infantil. Instaurar uma relação com o leigo (a criança) para transmitir conhecimentos científicos de forma mais simples e didática. Local de circulação/ publicação Enciclopédias, revistas de divulgação científica para crianças, livros didáticos, suplementos infantis, sites para crianças. 9 Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 36. 10 A descrição tomou como base ROJO, R. H. R., 2008. Port3ºAnoPROF.indd 29Port3ºAnoPROF.indd 29 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    30 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP II – Conteúdo temático De modo geral, os verbetes enciclopédicos apresentam como temas a diversidade de conhecimento humano acumulado ao longo dos séculos em diferentes áreas e campos de estudo. Por essa razão, os temas da enciclopédia são heterogêneos. Existem também enciclopédias temáticas, que abordam temas específicos (astronomia, música, botânica, animais, corpo humano, dinossauros etc.). Há ênfase na explicação mais simplificada de conceitos, fatos e noções discutidos pelos cientistas e/ou pelas várias tradições. III – Construção composicional e marcas linguísticas (estilo) • Texto breve, iniciado por uma palavra de entrada (em destaque) ou título (nas enciclopédias infantis). • Imagens (fotos e ilustrações), infográficos, mapas, tabelas e gráficos que dialogam com o texto verbal explicativo. O estilo das ilustrações volta-se para o público-leitor infantil. • Organização dos verbetes em ordem alfabética, numérica ou temporal. • Corpo do texto com definições com sequências textuais descritivas, expositivas, mas também narrativas. • Termos específicos destacados com recursos gráficos (negrito, itálico) ou numerados. • Uso predominante da terceira pessoa do singular, ou seja, ausência das marcas pessoais de subjetividade. • Verbos predominantemente no presente do indicativo. • Linguagem científica, com recursos didáticos como explicações, retomadas, analogias e metáforas para se aproximar do público infantil. • Exemplos e boxes que procuram ampliar o tema, aproximando-se do leitor infantil. Como gênero da ordem do expor, ou seja, texto expositivo, pode-se afirmar que o verbete de enciclopédia infantil carac- teriza-se, sobretudo, por expressar explícita ou implicitamen- te a intenção de ensinar algo a alguém. Na esfera escolar, pode fazer parte das propostas de estudo de temas diversos – na área de Natureza e Sociedade, por exemplo, da rotina semanal de leitura em voz alta, feita pelo professor para os alunos, nos anos iniciais do primeiro ciclo ou, ainda, de tex- tos sobre os mais variados temas em rodas de leitura. No trabalho com a modalidade oral, os alunos devem retomar e ampliar o trabalho com o gênero explicação. Nos verbetes há sequências explicativas escritas que podem ser lidas/pro- duzidas e, posteriormente, apresentadas para os colegas de classe. As explicações podem ser organizadas em quatro mo- vimentos discursivos: i) introdução do fenômeno a ser expli- cado; ii) problematização; iii) resolução com introdução de informações adicionais que ampliam o tema; iv) conclusão. Port3ºAnoPROF.indd 30Port3ºAnoPROF.indd 30 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 31 Na Unidade, espera-se que os alunos possam produzir verbe- tes e participar de explicações orais sobre temas que sejam de seu interesse descobrir e explicar. A explicação, na esfera escolar, tem a função de produzir um sentimento de compre- ensão de diversos temas, diminuindo as dúvidas dos ouvintes. O papel destes é essencial, pois a explicação pressupõe que o expositor (professor, aluno) explica algo para o leigo (aluno, comunidade) no assunto. A explicação oral insere-se também no campo da divulgação científica, uma vez que aponta para a reformulação de um discurso “especializado” em razão dos interlocutores.11 11 CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique. Explicação e transmissão de conhecimentos. In: Dicionário de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2004. Port3ºAnoPROF.indd 31Port3ºAnoPROF.indd 31 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    32 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Unidade 5 – Regras de jogo [...] É preciso, efetivamente, romper com o mito da brincadeira natural. A criança está inserida, desde o seu nascimento, num contexto social e seus comportamentos estão impregnados por essa imersão inevitável. Não existe na criança uma brincadeira natural. A brincadeira é um processo de relações interindivi- duais, portanto de cultura. [...] A brincadeira pressupõe uma aprendizagem social. Aprende-se a brincar. A brincadeira não é inata, pelo menos nas formas que ela adquire junto ao homem. BROUGÈRE, Gilles, 2008, p. 97-98. A Unidade 5 do Caderno de apoio e aprendizagem compõe parte do trabalho com os gêneros da esfera cotidiana, ou seja, aquela que ocorre no âmbito mais privado e familiar. O objetivo principal da proposta é permitir o acesso dos alunos a textos que circulam e são produzidos nessa esfera. Desse modo, espera-se “sensibilizar a criança para as práti- cas de linguagem presentes em seu dia a dia como forma de aproximá-la progressivamente das que caracterizam os usos públicos da linguagem”.12 As crianças convivem com o gênero regras de jogo nas mais diferentes situações, como: jogando sozinhas dentro e fora de casa (na rua, no quintal, na quadra, perto da água, na natureza); manipulando tabuleiros, dados e cartas; jogando com a família (em casa, em viagens, em filas de espera); jogando em grupo (no quintal, na rua, em parque e jardins, em festas). No entanto, cada grupo cultural e social elabora brinquedos e jogos específicos, fazendo com que as regras ora sejam transmitidas oralmente, de geração em geração, ora circulem escritas nos mais diversos portadores, entre eles folhetos que acompanham os jogos e as próprias caixas ou embalagens. É possível, ainda, encontrar livros, revistas e programas televisivos com seções ou quadros que ensinam como brincar de determinado jogo. No 3o ano, o foco é o gênero regras de jogo nas modalidades oral e escrita. Aposta-se, assim, no processo de aprendizagem de um gênero que os alunos, provavelmente, já produziram e ouviram em situações orais diversificadas, além de terem tido 12 Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, p. 34. Port3ºAnoPROF.indd 32Port3ºAnoPROF.indd 32 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 33 contato com a leitura de regras de jogos nos mais diferentes suportes e mídias, como jogos de tabuleiro e eletrônicos. Na escola, é possível sistematizar e ampliar a aprendizagem em relação à leitura, produção oral e escrita e análise linguística do gênero. Assim como as receitas e os manuais de instrução, as regras de jogo procuram orientar os leitores e ouvintes para a rea- lização de tarefas e ações específicas. Elas têm, por isso, a função de apresentar um conjunto de informações (peças, modos de jogar, objetivos) e instruções de maneira organiza- da. Ao lerem as instruções, os leitores devem seguir passo a passo as regras ou ordens explicitadas no texto, obedecendo a uma ordem sequencial e temporal. Por isso, é importante ter sempre em vista aspectos da pro- dução do texto e da leitura. Na produção textual, os alunos têm de assumir o papel social de alguém que possui um sa- ber específico (“sabe jogar”, “sabe explicar” etc.) que deverá transmitir para outros sujeitos que não sabem. As atividades de leitura foram pensadas, então, com o objetivo de que os alunos possam ler, discutir, questionar e agir. Nesse caso, a aprendizagem do gênero se dá em vários momentos: na ex- ploração dos materiais que compõem os jogos (por exemplo: “Como são as peças (ou cartas)?”, “Como o tabuleiro está organizado?”), na negociação das regras com os colegas, na prática do jogo, na construção de táticas e estratégias para jogar, na reflexão sobre as ações realizadas e as regras.13 Com o propósito de ampliar o conhecimento dos alunos sobre regras de jogo, assim como criar um contexto de aprendiza- gem favorável ao ensino da língua escrita e oral, os jogos es- colhidos apresentam diferentes graus de dificuldade e formas de jogar (individualmente, em duplas, com todo o grupo da sala etc.). Também há jogos de diversas culturas, para que os alunos tenham contato com elementos históricos dos modos e significados dos jogos. O quadro a seguir contém algumas características do gênero. Cabe reiterar, porém, que essa descrição objetiva apenas for- 13 MACEDO, Lino; PETTY, Ana Lúcia; PASSOS, Norimar. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artmed, 2000. Port3ºAnoPROF.indd 33Port3ºAnoPROF.indd 33 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    34 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 14 A descrição tomou como base KAUFMAN, A. M.; RODRÍGUEZ, M. H., 1995. necer informações para dar apoio a suas leituras e discussões e não se constituir em elenco de conteúdos para os alunos. Breve descrição do gênero regra de jogos I – Situação comunicativa • Regular comportamentos, como forma de exibir instruções e prescrições sobre o jogo. • Reproduzidas de memória oralmente pelos jogadores mais experientes das mais diversas culturas, as regras circulam na família, entre amigos, nas brincadeiras de rua e na própria escola. • Hoje, com a produção de jogos e brinquedos para crianças, as regras de jogo circulam em diferentes portadores (caixas, folhetos, revistas) e mídias eletrônicas (celulares, jogos de computador, jogos eletrônicos etc.). • Em alguns contextos, as regras são aprendidas assistindo a jogadores experientes jogarem e explicitarem as etapas do jogo; em outros, jogando, como muitos jogos eletrônicos que dispõem de explicações e dicas ao longo do jogo. • Além disso, antes das partidas, é possível realizar a leitura das regras nos folhetos informativos que acompanham o jogo. Nesse caso, um especialista produz um texto instrutivo para que os leitores possam compreender como jogar, com o auxílio, muitas vezes, de ilustrações de caráter didático. II – Conteúdo temático O conteúdo temático encontra-se relacionado com as instruções para organizar um jogo e atingir os objetivos. O leitor pode encontrar informações sobre o grau de dificuldade do jogo, a idade apropriada para jogar, o número mínimo de participantes, os materiais utilizados. Em alguns jogos, como os de tabuleiro, são comuns comentários sobre as peças (cores, funções, valores), como o jogador deve organizar as peças no início do jogo, a distribuição das peças ou cartelas entre os jogadores, como fazer os sorteios ou o lançamento dos dados, informações sobre o tempo do jogo, os objetivos. Quando o jogo tem muitas regras, elas costumam ser fornecidas separadamente para que o leitor possa compreender as ações a realizar. III – Construção composicional e estilo (marcas linguísticas)14 • Títulos que apontam para elementos do jogo. • Lista de elementos a serem utilizados ao longo do jogo (peças, tabuleiro, cartas, dado, ampulheta etc.) • Desenvolvimento das instruções e explicitação dos objetivos. • Utilização de substantivos e numerais para composição das listas. • Presença de segmentos descritivos para caracterizar o jogo, os jogadores e os elementos utilizados. Por isto, percebe-se que as marcas linguísticas apontam para três processos centrais: nomear, localizar/situar e qualificar. • Verbos no imperativo ou no infinitivo para indicar as instruções (“Coloque as latas formando uma torre”, “Volte a jogar até derrubar a torre”), assim como no subjuntivo (“Se você conseguir derrubar todas...”) para orientar algumas ações, desafios ou obstáculos do jogo. • Advérbios e locuções adverbiais tanto para expressar o modo como determinada ação deve ser realizada quanto para organizar as ações no tempo e no espaço. Esses elementos são essenciais para a construção da coesão textual nas regras de jogo orais e escritas, pois enumeram as ações temporalmente. • Ilustrações para auxiliar o leitor na compreensão das regras. Port3ºAnoPROF.indd 34Port3ºAnoPROF.indd 34 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 35 Acompanhamento e avaliação de aprendizagem Para acompanhamento sistemático do trabalho realizado ao longo de cada Unidade, encontra-se em suas páginas finais a avaliação individual dos alunos. As atividades da seção “Retomando percursos” foram elaboradas com base na apren- dizagem dos gêneros propostos para cada ano/ciclo nas Orientações curriculares e proposição de expectativas de apren- dizagem para o Ensino Fundamental. O objetivo é que esse não seja o único instrumento de ava- liação, mas que o professor estabeleça, durante o desenvol- vimento das Unidades, outros critérios e indicadores para avaliar o processo de ensino e aprendizagem. [...] Observar, compreender, explicar uma situação não é avaliá-la; essas ações são apenas uma parte do processo. Para além da investigação e da interpretação da situação, aavaliaçãoenvolvenecessariamenteumaaçãoquepromovaa melhoria. [...] O papel do avaliador, ativo em termos de processo, transforma-se no de partícipe do sucesso ou do fracasso dos alunos, uma vez que os percursos individuais serão mais ou menos favorecidos a partir de suas decisões pe- dagógicas que dependerão, igualmente, da amplitude das observações. [...] O professor assume o papel de investigador, de es- clarecedor, de organizador de experiências significativas de aprendizagem. Seu compromisso é o de agir refletida- mente, criando e recriando alternativas pedagógicas ade- quadas a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos alunos, sem perder a observação do conjunto e promovendo sempre ações interativas (Hoffmann, 2009, p. 17-18). O professor poderá elaborar para cada Unidade uma plani- lha, como a da página 36, com as expectativas de aprendiza- gem contempladas na sequência didática, mostrando o que o estudante sabe e o que é preciso retomar, por meio da regu- lação de atividades e de intervenções mais pontuais. Port3ºAnoPROF.indd 35Port3ºAnoPROF.indd 35 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    36 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Legenda: S = sim; P = parcialmente; N = não. Expectativas de aprendizagem Alunos Unidade 4 – No mundo dos porquês e das descobertas 1 2 3 4 5 6 7 8 9... P13 Relacionar o verbete de enciclopédia infantil à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. S P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. P P15 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. N P16 Explicitar o assunto do texto. P18 Reconhecer os organizadores do verbete: ordem alfabética, numérica ou temporal. P19 Produzir verbete a partir de informações coletadas em pesquisa prévia, levando em conta o gênero e seu contexto de produção. P20 Revisar e editar o texto focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. P21 Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do verbete: título, subtítulos e corpo do texto. P22 Examinar o uso de recursos gráficos no verbete: negrito, itálico, marcadores e numeração. P23 Explicar e ouvir com atenção assunto pesquisado no verbete de enciclopédia infantil. P24 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Port3ºAnoPROF.indd 36Port3ºAnoPROF.indd 36 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 37 Referências bibliográficas ABREU, Márcia. Cultura letrada: literatura e leitura. São Paulo: Editora Unesp, 2006. . Histórias de cordéis e folhetos. Campinas: Mercado de Letras, 1999. BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007. . Pesquisa na escola: o que é, como se faz?. São Paulo: Loyola, 1999. BARBOSA, Jacqueline Peixoto. Trabalhando com gêneros do discurso: argumentar – cartas de solicitação e de reclamação. São Paulo: FTD, 2005. . Trabalhando com gêneros do discurso: fábulas. São Paulo: FTD, 2001. . Trabalhando com gêneros do discurso: relatar – notícia. São Paulo: FTD, 2001. BERALDO, Alda. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. 2. ed. São Paulo: Pers- pectiva, 2004. BORTONI-RICARDO, Stella. Educação em língua materna: a sociolinguís- tica na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004. BRANDÃO, Helena. Gêneros do discurso na escola: mito, conto, cordel, divulgação científica. São Paulo: Cortez, 2003. BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e cultura. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2008. CAMPEDELLI, Samira Youssef. Teatro brasileiro do século XX. São Paulo: Scipione, 1995. CARDOSO, Sílvia. O discurso da propaganda. In: Discurso e ensino. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2002. COSTA, Adély et al. Oficina – Cordel: cultura popular na escola. Recife, 2002. Mimeografado. COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. DEZOTTI, Maria Celeste. A tradição da fábula: de Esopo a La Fontaine. Brasília/São Paulo: Editora UnB/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2003. DIONÍSIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxilia- dora (Orgs.). Gêneros textuais & ensino. São Paulo: Parábola, 2010. DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard (Orgs.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004. Port3ºAnoPROF.indd 37Port3ºAnoPROF.indd 37 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    38 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP FÁVERO, Leonor. Paródia e dialogismo. In: BARROS, Diana Luz Pessoa de; FIORIN, José Luiz (Orgs.). Dialogismo, polifonia, intertextualidade. São Paulo: Edusp, 2003. GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. Cordel: leitores e ouvintes. Belo Hori- zonte: Autêntica, 2001. GOLDSTEIN, Norma. Poesia e ensino de língua materna. In: CORRÊA, Manoel; BOCH, Françoise (Orgs.). Ensino de língua: representação e letramento. Campinas: Mercado de Letras, 2006. GOUVÊA, Guaracira. A revista Ciência Hoje das Crianças e práticas de leitura do público infantil. In: MASSARANI, Luísa (Org.). O pequeno cientista amador: a divulgação científica e o público infantil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência/UFRJ; Fiocruz, 2005. HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. 11. ed. Porto Alegre: Mediação, 2009. KARWOSKI, A. M.; GAYDECZKA, B.; BRITO, K. S. (Orgs.). Gêneros textuais: reflexões e ensino. 2. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006. KAUFMAN, Ana Maria; RODRÍGUEZ, Maria Helena. Escola, leitura e produ- ção de textos. Porto Alegre: Artmed, 1995. KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria & prática. 4. ed. Campinas: Pontes/Editora da Unicamp, 1996. KOCH, Ingedore; BENTES, Anna Christina; CAVALCANTE, Mônica. Intertex- tualidade: diálogos possíveis. São Paulo: Cortez, 2007. MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lilia Santos. Resumo. São Paulo: Parábola, 2004. MAGALDI, Sábato. Iniciação ao teatro. São Paulo: Ática, 1985. MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004. MASSARANI, Luísa (Org.). O pequeno cientista amador: a divulgação científica e o público infantil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência/ UFRJ; Fiocruz, 2005. MENDONÇA, Márcia. Infográfico: imagem e texto explicando o mundo. In: Diversidade textual: propostas para a sala de aula. Recife: CEEL/ Ministério da Educação, 2008. MICHELETTI, Guaraciaba (Coord.). Leitura e construção do real: o lugar da poesia e da ficção. São Paulo: Cortez, 2000. PEIXOTO, Fernando. O que é teatro. São Paulo: Brasiliense, 1980. PINHEIRO,Hélder.Ocordelnasaladeaula.SãoPaulo:DuasCidades,2001. ROJO, R. H. R. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Campinas: Mercado de Letras, 2000. . O letramento escolar e os textos de divulgação científica: a apropriação dos gêneros de discurso na escola. In: KLEIMAN, A.; BALTAR, M. (Orgs.). Linguagem em (Dis)curso, Palhoça, Unisul, v. 8, n. 3, set.-dez. 2008. Port3ºAnoPROF.indd 38Port3ºAnoPROF.indd 38 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 39 SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO/DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO TÉCNICA. Guia de planejamento e orientações didáticas para o profes- sor do 3o e 4o ano. São Paulo: SME/DOT, 2007. . Projeto Intensivo do Ciclo I. São Paulo: SME/DOT, 2006. . Orientações curriculares e proposição de expectativas de apren- dizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo I, 1o ao 5o ano. São Paulo: SME/DOT, 2007. . Orientações curriculares e proposição de expectativas de apren- dizagem para o Ensino Fundamental – Ciclo II, Língua Portuguesa. São Paulo: SME/DOT, 2007. . Orientações gerais para o ensino de Língua Portuguesa e de Matemática no Ciclo I. São Paulo: SME/DOT, 2006. . Referencial de expectativas para o desenvolvimento da com- petência leitora e escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental. São Paulo: SME/DOT, 2006. . Referencial de expectativas para o desenvolvimento da compe- tência leitora e escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental: caderno de orientação didática de Língua Portuguesa. São Paulo: SME/DOT, 2006. SOUZA, Ana Lúcia; CORTI, Ana Paula; MENDONÇA, Márcia. Ler e escrever para aprender na escola. In: Letramentos no Ensino Médio. São Paulo: Ação Educativa, 2009. TRAVASSOS, Tarcísia. Títulos, para que os quero? In: DIONÍSIO, Angela Paiva; BESERRA, Normanda (Orgs.). Tecendo textos, construindo ex- periências. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. VILAS BOAS, Sergio (Org.). Formação e informação científica: jornalismo para iniciados e leigos. São Paulo: Summus, 2005. Port3ºAnoPROF.indd 39Port3ºAnoPROF.indd 39 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 43 A leitura desta seção é um con- vite! Não se apresse em começar as atividades. Promova uma con- versa animada sobre a leitura de contos, deixe os alunos falarem sobre suas experiências de leitu- ra, sobre as histórias de que gos- tam... O tempo dedicado a esta conversa pode ser de grande valia para envolvê-los na proposta de trabalho. Permita que folheiem o livro, saboreiem as ilustrações, se sintam desafiados. Bom trabalho! Estimule os alunos a entrarem no clima da brincadeira, imaginan- do essas viagens, falando do que encontrariam nos destinos pos- síveis, de quem gostariam de ser etc. Isso permitirá que relembrem e compartilhem seus conhecimen- tos sobre contos tradicionais. E, como você sabe, esses conheci- mentos prévios são a base para a elaboração de novos conceitos; ou melhor, para o aprimoramento e a sofisticação destes. Quanto mais relações o aluno estabelecer com seus conhecimentos já cons- truídos, maior será seu aprendiza- do dos conteúdos em foco. Port3ºAnoPROF.indd 43Port3ºAnoPROF.indd 43 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    44 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoPROF.indd 44Port3ºAnoPROF.indd 44 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 45 •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P64 Grafar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante e vogal, tal como as que contêm ditongos, dígrafos e encontros consonantais. Essas questões visam a resgatar possíveis conhecimentos que os alunos já tenham sobre o texto que será lido. Isso é importan- te para identificar algumas ex- pectativas em relação ao texto e possibilitar maior compreen- são deste, seja confirmando a expectativa, seja reformulando hipóteses. Embora a questão seja simples, é possível verificar na escrita do título do texto algumas hipóte- ses dos alunos sobre o sistema de escrita. Chapeuzinho e verme- lho são duas palavras que podem suscitar dúvidas porque sua grafia não corresponde à provável hi- pótese inicial de alunos recém- -alfabetizados, que supõem que, para escrever cada segmento so- noro da palavra (sílaba), usam- -se duas letras: uma consoante e uma vogal. Chapeuzinho Vermelho Port3ºAnoPROF.indd 45Port3ºAnoPROF.indd 45 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    46 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P48 Recontar contos tradicionais, apropriando-se das características do texto-fonte. •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P64 Grafar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante e vogal, tal como as que contêm ditongos, dígrafos e encontros consonantais. Relembrar o conto, ou entrar em contato com o que os colegas já sabem, permitirá antecipações importantes para a melhor com- preensão do texto a ser lido. Como resposta, o aluno poderá escrever: estrada, floresta, casa da vovó, casa de Chapeuzinho Vermelho. Sua mediação, em si- tuações contextualizadas, ajuda os alunos a estabelecerem rela- ções entre, por exemplo, cenários e lugares, personagens e pessoas da história, ampliando o vocabu- lário e os conceitos usados em literatura. Sempre que julgar oportuno, su- gira a eles que voltem aos exercí- cios para completar ou reescrever as respostas. Floresta e casa da vovó Port3ºAnoPROF.indd 46Port3ºAnoPROF.indd 46 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 47 •P47 Ouvir com atenção textos lidos ou contados, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Antes de começar a leitura do conto, compartilhe com os alu- nos algumas informações sobre o texto: um clássico da literatura conhecido por todo mundo, um conto da tradição oral registrado pelos irmãos Grimm e por Per- rault, que ganhou diversas ver- sões ao longo dos anos. A íntegra do texto “Chapeuzinho Vermelho” está no DVD que acom- panha este volume. É hora de conversar. Seria rele- vante enfatizar que há diferentes versões dos contos tradicionais. É possível que alguns alunos co- nheçam adaptações ou que te- nham conhecido a história por recontagem oral. É natural que questionem uma ou outra pas- sagem que não fez sentido para eles. Releia, o trecho para aferir a informação, mas procure não res- ponder segundo sua compreensão do texto; estimule-os a refletir sobre as possíveis interpretações que a leitura permite. Algumas das leituras propostas nesta unidade estão previstas para a sala de leitura; portanto, é preciso que os professores discutam previamente a atividade e depois compartilhem a reflexão sobre a aula. Esta proposta visa não só ao melhor aproveitamento do tempo, mas sobretudo à valorização da sala de leitura como espaço escolar onde também se produz conhecimento. Port3ºAnoPROF.indd 47Port3ºAnoPROF.indd 47 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    48 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P38 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P36 Relacionar o conto tradicional à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. As primeiras obras escritas desti- nadas ao público infantil são atri- buídas a Perrault (1628-1703), que, em 1697, publicou “Contos da Mamãe Gansa”. “Barba Azul”, “Cinderela”, “A Gata Borralheira” e “O Gato de Botas” são outros contos do mesmo autor. Registros da viagem. Chame a atenção dos alunos para a pala- vra que indica que há apenas uma resposta correta (única). Desafie- -os a identificar a que histórias pertencem as demais ilustrações (“O Gato de Botas” e “O Conse- lho dos Ratos”). O trabalho com ilustrações certamente os deixa- rá curiosos por conhecer algumas histórias. Elabore com eles uma agenda de leituras, transformando essa prática em um ritual diário. X X X Como atividade complementar sugerimos a visita ao site http://volobuef.tripod.com/ page_maerchen_ilustracoes_ volksm.htm para que outros trabalhos do artista possam ser comparados com ilustrações mais atuais, feitas para as mesmas histórias. Port3ºAnoPROF.indd 48Port3ºAnoPROF.indd 48 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 49 •P64 Grafar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante e vogal, tal como as que contêm ditongos, dígrafos e encontros consonantais. Antes de fazerem a atividade, ou- çam a música (gravada no DVD) e cantem-na várias vezes, pois a atividade será mais eficiente se os alunos souberem a letra de cor. Além de fazer o levantamento de outras palavras grafadas com NH, chame a atenção deles para a presença desse dígrafo em vários diminutivos: vovozinha, chapeu- zinho, lobinho etc. Braguinha compôs muitas mú- sicas, várias em parceria com outros autores, que fazem parte do cancioneiro popular brasilei- ro: “Touradas em Madri”, “Chi- quita bacana”, “Yes, nós temos banana” e “Balancê” (regravada por Gal Costa), entre dezenas de outras. Se achar oportuno, com- partilhe essas informações com seus alunos. vovozinha caminho tardinha mamãezinha Port3ºAnoPROF.indd 49Port3ºAnoPROF.indd 49 9/16/10 10:58 AM9/16/10 10:58 AM
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    50 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P64 Grafar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante e vogal, tal como as que contêm ditongos, dígrafos e encontros consonantais. Esse enunciado é, na verdade, uma espécie de provocação que objeti- va levar os alunos a perceber que personagens como reis, príncipes e bruxas se repetem em muitos contos tradicionais. E isso não é por acaso, pois essas personagens representam características huma- nas universais (bondade, inveja, coragem etc.) e desempenham funções estáveis: a donzela, por exemplo, representa os anseios do virtuoso; a bruxa, os obstáculos, e o príncipe salvador, a persistência, a determinação e a coragem. Essas características e a organização das narrativas vão sendo percebidas pelos alunos à medida que conhe- cem várias histórias, o que os aju- da a predizê-las, ou seja, passam a saber de antemão que a bruxa ou outro vilão aparecerá para amea- çar a tranquilidade ou os planos de uma personagem “do bem”. Anteci- par o desenrolar da narrativa é um comportamento de leitores expe- rientes que se baseiam não só em seu conhecimento da língua e do mundo, mas também no que já sa- bem a respeito do gênero textual. Branca de Neve Port3ºAnoPROF.indd 50Port3ºAnoPROF.indd 50 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 51 •P36 Relacionar o conto tradicional à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P64 Grafar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante e vogal, tal como as que contêm ditongos, dígrafos e encontros consonantais. Os suportes textuais têm especifi- cidades que nos dão pistas sobre os gêneros que contêm. Em um volume com o título Dicionário, é sabido que encontraremos verbe- tes; em outro, com o título A arca dos bichos, há indicação da pre- sença de textos informativos sobre eles. Reconhecer tais característi- cas também é uma competência a ser desenvolvida na formação de leitores. A cruzadinha objetiva ampliar a concepção dos alunos sobre a escrita. Se eles não tiverem expe- riência com palavras cruzadas, proponha que façam, coletiva- mente, uma das cinco palavras. Depois do preenchimento da cru- zadinha converse com eles sobre o que acham que essas perso- nagens fazem no conto, em que momento aparecem, quem é o vilão, qual ou quais são suas artimanhas etc. Essa é outra es- tratégia para que relembrem e/ ou elaborem suposições sobre o texto, alimentando seu inte- resse por conhecê-lo/revisitá-lo e facilitando sua compreensão. B R A N C A D E N E V E S E T E N Õ E S B R U X C A Ç A O R P R Í C I P E X Port3ºAnoPROF.indd 51Port3ºAnoPROF.indd 51 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    52 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P47 Ouvir com atenção textos lidos ou contados, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Sala de leitura Retome com os alunos os pro- cedimentos combinados para as atividades de audição do conto, pois sistematizá-los os ajudará a incorporá-los. Como já levanta- ram hipóteses sobre o enredo do conto, apenas relembre-os de que chegou o momento de verificarem se suas hipóteses se confirmarão ou não nesta versão. Não expresse isso em termos de acerto ou erro, mas enfatize que antes de qual- quer leitura é gostoso e importan- te fazer essa brincadeira: tentar adivinhar o conteúdo do texto. Port3ºAnoPROF.indd 52Port3ºAnoPROF.indd 52 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 53 •P46 Localizar palavras e expressões que marcam a progressão do tempo e as que estabelecem as relações de causalidade entre os acontecimentos narrados para compreender alguns de seus usos. •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P41 Identificar o conflito gerador. Nesta Roda de conversa um dos principais objetivos é que os alu- nos percebam que no gênero con- tos tradicionais os acontecimentos não se passam em um tempo es- pecífico, por isso é comum encon- trarmos expressões como “Era uma vez”. Outra característica é a linea- ridade temporal, não há retrospec- tivas e o passar do tempo pode ser observado por indicadores como: “Depois de alguns meses/anos”. Quanto ao tempo que transcorre na narrativa, não se encontra um padrão no gênero: em “Branca de Neve”, por exemplo, passam-se anos; em “Chapeuzinho Verme- lho”, algumas horas. As perguntas podem surgir natu- ralmente ou podem ser formula- das por você em momentos opor- tunos durante a discussão. Antes de encerrar a conversa, leia-as em voz alta para que os alunos veri- fiquem do que já trataram e con- verse mais um pouco com eles, preocupando-se em responder o que ainda não foi abordado. Como atividade complementar, sugere-se que numa aula de leitura sejam distribuídos aos alunos vários livros de contos (um para cada dupla) para que montem um banco de ideias sobre como os contos são iniciados. Numa cartolina ou papel-craft, eles poderiam escrever o nome do conto e, ao lado, a expressão com que são iniciados. Além de estarem organizando uma referência para atividades posteriores, o contato com diversos volumes e títulos é estimulante. Esse momento também é propício para estimular o empréstimo de volumes que podem ser lidos com/por familiares. Port3ºAnoPROF.indd 53Port3ºAnoPROF.indd 53 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    54 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P58 Conhecer as representações das letras no alfabeto de imprensa maiúsculo (para ler e escrever), no de imprensa minúsculo (para ler) e no cursivo (para ler e escrever). Port3ºAnoPROF.indd 54Port3ºAnoPROF.indd 54 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 55 •P58 Conhecer as representações das letras no alfabeto de imprensa maiúsculo (para ler e escrever), no de imprensa minúsculo (para ler) e no cursivo (para ler e escrever). •P39 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. Converse com os alunos sobre o travessão: sinal gráfico que, nesta passagem, indica que uma perso- nagem vai falar. Aproveite este momento para conversar sobre o efeito da va- riação lexical nos textos. Pergun- te aos alunos o que achariam se a palavra RAINHA, por exemplo, fosse repetida muitas vezes e que outras palavras poderiam fazer referência à mesma personagem. O objetivo desta atividade é promover a leitura autônoma e fornecer orientações para que os alunos possam ter bom desempe- nho na leitura em voz alta. X Port3ºAnoPROF.indd 55Port3ºAnoPROF.indd 55 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    56 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP O quadro acima foi elaborado para orientar a observação dos alunos, pois é fundamental que “os críticos” e a dupla que irá apresentar o trabalho comparti- lhem critérios de avaliação. Ainda que tais critérios ajudem a tor- nar os comentários mais objeti- vos, é importante que os alunos que “avaliam” sejam orientados a agir com responsabilidade e procurem formas de se expressar que não sejam ofensivas e/ou constrangedoras. Antes das apre- sentações, seria interessante que você comentasse com a turma al- guns recursos que modalizam a fala. Expressões como “Em minha opinião”, “Vocês teriam feito uma apresentação melhor se...”, “Da próxima vez, procurem...”. É pre- ciso, também, conversar com eles sobre a recepção desses comen- tários. Deixe claro que se trata de um exercício importante para aprimorarem seu desempenho, pois são iniciantes, ou seja, nem tudo sairá “MUITO BOM”. Essa é a estreia de todos em apresenta- ções desse tipo. Port3ºAnoPROF.indd 56Port3ºAnoPROF.indd 56 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 57 •P47 Ouvir com atenção textos lidos ou contados, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P38 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. A leitura deve ser acompanhada pelos alunos, mas, dependendo do grau de autonomia de leitura da turma ou de alguns deles, é desejável que sejam convidados a ler alguns trechos, como as falas das personagens a partir do ter- ceiro parágrafo, já que, iniciado o texto, haverá muitas pistas que os ajudarão a predizê-lo e, por- tanto, a lê-lo. Este exercício e o próximo têm como objetivo que os alunos es- tabeleçam a relação entre o texto verbal e o imagético. A sutileza das diferenças entre as ilustra- ções é proposital e talvez requei- ra a releitura do trecho, proce- dimento importante quando se almeja precisão na apreensão das informações. Questione os alunos sobre como podem ter certeza das características da bruxa descrita e conduza a discussão para que cheguem à ideia da releitura. No Guia de planejamento e orientações didáticas para o professor do 2º ano, vol. 2, p. 137 (SME/DOT, 2007), você encontra a análise do conto com recursos para caracterizar personagens e cenários usados. Vale a pena ler. Port3ºAnoPROF.indd 57Port3ºAnoPROF.indd 57 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    58 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P38 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P39 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. •P40 Recuperar informações explícitas. A linguagem figurada é um re- curso largamente empregado nos textos literários. Não é raro que os alunos nessa fase de desenvol- vimento tomem “ao pé da letra” expressões que sugerem compara- ções ou metáforas, por exemplo. X X Port3ºAnoPROF.indd 58Port3ºAnoPROF.indd 58 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 59 •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P40 Recuperar informações explícitas. Esta atividade objetiva traba- lhar o planejamento de um tex- to (neste caso, não verbal) e a importância de se manter a coe- rência com as informações sobre características das personagens, dos cenários, do gênero. Antes de fazerem a ilustração, é importan- te que os alunos socializem suas ideias e que haja espaço para comentários e sugestões sobre a manutenção da coerência. Não se trata de fazer uma ilustração para o texto, de desenharem algo que tem relação com ele, mas de se preocuparem em mostrar aos leitores como será solucionado o conflito apresentado, sem entrar em contradição com o que já foi dito/lido. Se, por um lado, os alunos apre- ciam muito que suas produções sejam socializadas, por outro, nem sempre lidam bem com as críticas ou sabem fazê-las de for- ma adequada. Combine, então, como devem proceder para que os comentários sejam construtivos e para que todos os recebam como colaborações. Port3ºAnoPROF.indd 59Port3ºAnoPROF.indd 59 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    60 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Para que os alunos possam ter uma experiência de produção, pro- cure vozear ações silenciosas im- plicadas em uma produção textual. Por exemplo: antes de começar a escrita propriamente dita, retome o objetivo (terminar o conto), re- leia o último parágrafo e negocie as várias ideias que surgirem, defi- nindo a finalização do conto. Você pode perguntar-lhes: “Como um escritor profissional escreveria essa parte?”. Outros desafios importantes: não ser repetitivo, pontuar o texto e escrever orto- graficamente. A releitura de cada trecho também não pode faltar. Esses procedimentos auxiliam a aproximação dos alunos do pro- cesso de produção textual. No Guia de orientações curriculares – Ensino Fundamental 1, podem ser encontradas orientações para diferentes atividades de escrita. Entre elas, sobre a produção oral com destino escrito. “Produção oral com destino escrito é a atividade em que os estudantes, em especial os que ainda não são alfabetizados, compõem o texto oralmente e o professor o escreve. Durante essa atividade, eles experimentam a tarefa de composição, sem a preocupação com o sistema ou com os padrões da escrita, mas testando suas hipóteses sobre as condições de textualidade da estrutura composicional do gênero a que pertence o texto.” Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental: Ciclo I / Secretaria Municipal de Educação. São Paulo: SME/DOT, 2007, p.126. Port3ºAnoPROF.indd 60Port3ºAnoPROF.indd 60 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 61 Contamos aqui com a curiosidade dos alunos em saber o fim origi- nal e, portanto, com seu empe- nho para vencerem as dificulda- des naturais. Mas o quanto dessa tarefa eles podem fazer sem sua mediação depende de sua avalia- ção. Forme duplas heterogêneas em relação à competência de leitura ou escreva os trechos na lousa e explore com eles o que conseguem ler sozinhos. Na atividade 8, a leitura drama- tizada prevê que o leitor, ao ler as falas das personagens, pro- cure produzir a voz e, eventual- mente, algum gesto que com- bine com a personagem e com o enunciado da narrativa. Essa estratégia tem por escopo moti- var os alunos para a leitura autô- noma. A preparação dos alunos é fundamental: eles precisam saber o que irão ler, quando, com que parceiros, para que plateia e, também, de tempo hábil para os ensaios. O texto “Os três cabri- tinhos” encontra-se na íntegra no DVD (deve ser fotocopiado e distribuído aos alunos). “Partindo do princípio de que o conhecimento é pouco a pouco construído, a escola deve oferecer desafios que, a todo momento, mobilizem as potencialidades dos estudantes e os façam crescer em busca da autonomia. Toda criança, quando inicia sua aprendizagem, necessita de acompanhamento. Por isso existem diferentes estratégias para ensinar a ler e a escrever, algumas em que o professor fica mais próximo [...], outras em que ele delega função mais ativa aos estudantes [...]. À medida que o professor observa avanços, novos desafios devem ser lançados, visando a auxiliar o estudante a conquistar autonomia de leitura e produção de textos.” Orientações curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental: Ciclo I / Secretaria Municipal de Educação. São Paulo: SME/DOT, 2007, p.125 Port3ºAnoPROF.indd 61Port3ºAnoPROF.indd 61 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    62 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P61 Empregar letra maiúscula em nomes próprios. Ajude-os a identificar as falas das personagens que representarão. Para facilitar essa etapa do tra- balho, sugerimos que reúna os alunos (um de cada grupo) que representarão a mesma persona- gem para que possam localizar e sublinhar suas falas com a ajuda dos colegas que desempenharão “o mesmo papel”. Port3ºAnoPROF.indd 62Port3ºAnoPROF.indd 62 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 63 Port3ºAnoPROF.indd 63Port3ºAnoPROF.indd 63 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    64 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P47 Ouvir com atenção textos lidos ou contados, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P48 Recontar contos tradicionais, apropriando-se das características do texto-fonte. Assim que a atividade estiver ter- minada, promova uma discussão sobre a apresentação. Chame a atenção dos alunos para o uso da linguagem mais formal em situações públicas, como é a re- contagem oral de um conto num programa televisivo ou numa apre- sentação escolar, por exemplo. Diferentemente da leitura, a recontagem requer improvisa- ções, pois não se trata de de- corar o texto. O desafio está em recontá-lo usando a linguagem empregada no texto-fonte e evi- tando as marcas da oralidade. Sugerimos que combine essas apresentações com professores de outras turmas, pois atividades assim motivam desempenhos es- merados. Se isso não for possível, tente trabalhar com vários textos, um para cada grupo, pois assim a plateia manter-se-á interessada nas apresentações, uma vez que ouvirá histórias diferentes. Faça uma parceria com o professor orientador da sala de leitura para juntos selecionarem alguns contos, a fim de que os alunos disponham de alternativas para a recontagem, se for o caso. Port3ºAnoPROF.indd 64Port3ºAnoPROF.indd 64 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 65 •P37 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P64 Grafar sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante e vogal, tal como as que contêm ditongos, dígrafos e encontros consonantais. •P61 Empregar letra maiúscula em nomes próprios. •P47 Ouvir com atenção textos lidos ou contados, estabelecendo relações com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Sala de leitura O texto está no DVD que acom- panha este volume. Durante a leitura, explore recursos que asseguram a continuidade da narrativa (p. ex.: “Os dias foram passando”, ”O lobo, então”, “Pela terceira vez”, “De repente”), ou seja, expressões que encadeiam os fatos, dando coesão ao texto. Chame a atenção dos alunos para a ausência de expressões muito usadas na oralidade em situações informais, como “aí” e “daí”. Ao fim desta leitura, como nas ou- tras, proponha uma conversa em torno das impressões sobre o conto e, se houver necessida- de, volte ao texto para reler os fragmentos referentes às dúvidas dos alunos. Os três porquinhos Port3ºAnoPROF.indd 65Port3ºAnoPROF.indd 65 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    66 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P38 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P42 Articular os episódios narrados em sequência temporal. Antes de começar o trabalho, explore as imagens, retomando a sequência de eventos do conto. Se sua turma não tiver condições de fazer a leitura autônoma de cada trecho, ainda que não seja preciso lê-lo todo, faça o traba- lho coletivamente e forme duplas para a leitura das papeletas. No fim da atividade, promova a lei- tura do texto, já incluídos os tre- chos nos devidos lugares. Port3ºAnoPROF.indd 66Port3ºAnoPROF.indd 66 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 67 Port3ºAnoPROF.indd 67Port3ºAnoPROF.indd 67 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    68 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P43 Reescrever conto tradicional a partir de modelo, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. •P44 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. Leia o texto todo mais duas vezes, discutindo com os alunos sobre em qual ponto devem começar a reescrita. Peça para que digam o que aconteceu na história e liste alguns fatos na lousa com frases bem curtas (p. ex.: O lobo amea- çou os porquinhos). Peça que construam oralmente o primeiro trecho que deverá dar continuida- de ao conto. Reitere que devem evitar expressões típicas da orali- dade (“aí” e “daí”, ou repetições de “então”). Em seguida, dê-lhes um tempo para que escrevam o trecho discutido. Proceda da mes- ma forma para os demais trechos até o fim da história. Revisar o texto é parte do proces- so de produção e estabelecer uma pauta de correção é um procedi- mento importante para que os alu- nos tenham uma orientação clara sobre o que observar. Dessa pauta devem constar questões que vêm sendo trabalhadas pela turma (uso de letras maiúsculas, pontuação, determinada variável ortográfica etc.). Eleja dois ou três itens para eles reverem em seus textos. Port3ºAnoPROF.indd 68Port3ºAnoPROF.indd 68 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 69 •P48 Recontar contos tradicionais, apropriando-se das características do texto-fonte. Depois de os alunos darem sua opinião, se julgar oportuno, co- mente que nossa memória guar- da o essencial das histórias que ouvimos. Em recontagens orais e escritas, muitas vezes, o texto sofre pequenas variações; o mais importante é preservar o enredo. Após a sessão de vídeo, avalie com os alunos a linguagem usada pelos transeuntes que recontaram a história e desafie-os a recon- tá-la usando recursos dos textos escritos. A proposta é que cada grupo apresente um dos textos trabalhados nesta Unidade e/ou outros lidos na classe. Esta ativi- dade demandará a releitura dos textos e maior apropriação da linguagem usada pelos autores. Sugira aos alunos que destaquem expressões que não querem deixar de empregar e permita que con- sultem o texto durante as apre- sentações. Port3ºAnoPROF.indd 69Port3ºAnoPROF.indd 69 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    70 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Retome os procedimentos da ati- vidade 9. Converse mais uma vez com seus alunos sobre a impor- tância de fazerem observações objetivas e de usarem formas edu- cadas de apresentar suas críticas. Port3ºAnoPROF.indd 70Port3ºAnoPROF.indd 70 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 71 Na abertura da Unidade, reco- mendamos que o texto seja lido por você para que eles conheçam os objetivos centrais – compre- ensão, apreciação e declamação de poemas, desenvolvimento das atividades propostas de forma a contemplar as várias expectativas de aprendizagem. O caráter lúdico que a linguagem passa a ter no gênero textual poema norteou a seleção de poemas e as ativida- des desta Unidade. Primeiro, faça perguntas que pos- sam recuperar possíveis conheci- mentos prévios dos alunos sobre poemas. Isso é importante para delinear algumas expectativas em relação ao gênero e possibilitar maior compreensão deste, seja por confirmações do que se espera, seja por reconstrução das hipóteses já formuladas. Sugestões: “O que vocês sabem sobre poesia?”, “Vo- cês já ouviram ou leram poemas?”, “Vocês conhecem algum poema?” etc. Os conhecimentos prévios são a base para a construção de novos conhecimentos, bem como para sua ampliação e aprimoramento. Port3ºAnoPROF.indd 71Port3ºAnoPROF.indd 71 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    72 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P50 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Pretende-se explorar a leitura de imagem. Ajude o aluno a perceber o que pode ser observado na ilus- tração: os poemas nos permitem viajar, sonhar, imaginar, brincar etc. com as letras e as palavras. Port3ºAnoPROF.indd 72Port3ºAnoPROF.indd 72 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 73 •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Explore o boxe com os dados bio- gráficos de José Paulo Paes. Desa- fie os alunos a encontrarem esses e/ou outros livros do autor na sala de leitura. Em parceria com o professor orientador da sala de leitura crie uma situação em que os alunos tenham de procurar/ encontrar um livro específico en- tre outros. Se a catalogação e a organização do acervo estiverem em ordem, sugira que procurem os livros nas próprias estantes/ caixas de origem. Se não esti- verem, separe alguns livros de poemas de diferentes autores em uma caixa ou parte de uma es- tante, organize-os em ordem al- fabética pelo sobrenome do autor e peça para os alunos localizarem os livros de José Paulo Paes. Em seguida, deixe que folheiem o que encontraram. Leia para eles um poema e sugira que leiam ou- tros silenciosa ou oralmente, se houver oportunidade. Port3ºAnoPROF.indd 73Port3ºAnoPROF.indd 73 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    74 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP O Guia de planejamento e orientações didáticas do 3º ano, vol. 2 (atualmente, 2º ano de publicação do Guia: 2007) sugere o poema “Convite” por seu caráter “convidativo” e, especialmente, por sua analogia com o brincar, sendo também representativo do caráter lúdico que o texto poético pode assumir, sobretudo quando destinado a crianças. O poeta faz um convite para brincar de poesia. Os brinquedos se gastam e as palavras não; podem sempre ser reinventadas (ficam sempre mais novas). O objetivo é levar o aluno a rela- cionar o título ao texto poético e fazer uma inferência: o eu poé- tico convida a criança a brincar com poesia, jogando com as pa- lavras, descobrindo novos senti- dos e novas formas de lidar com elas. Retome os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre convite e compare com o tipo de convite (poético) feito pelo eu poético. Destaque o caráter lúdi- co do poema: trata-se, como se disse, de um convite para brincar com as palavras. Além disso, pretende-se explorar a recuperação de informações ex- plícitas no texto, para destacar a especificidade “do brincar com a poesia”. Chame a atenção dos alunos para a relação estabele- cida pelo poeta com a água do rio, que é “água sempre nova”. E, também, para a comparação da poesia com os dias: “sempre um novo dia”. Port3ºAnoPROF.indd 74Port3ºAnoPROF.indd 74 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 75 •P51 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. Pergunte aos alunos o que é ilha e se eles sabem qual é o sentido literal da palavra. Compare com o sentido no poema e aproveite para discutir que num poema os sentidos das palavras podem ser diferentes daqueles que usamos no dia a dia. Com a exploração da intertextua- lidade (expectativa para anos posteriores, mas que deve ser trabalhada processualmente em todos os anos), pretende-se des- tacar que a relação (ou brincadei- ra) entre palavras é essencial na poesia. As palavras são a matéria- -prima (a essência) dos poemas. Os dois poemas falam da relação da poesia com as palavras. Para o primeiro, trata-se de relacionar palavras de uma determinada forma: brincando. Port3ºAnoPROF.indd 75Port3ºAnoPROF.indd 75 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    76 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Os poemas desenham com as pa- lavras, fazendo lembrar as coisas de que eles falam: um ovo, um poste, o por do sol, um gol. Resposta pessoal Port3ºAnoPROF.indd 76Port3ºAnoPROF.indd 76 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 77 Se julgar oportuno, faça um mural com a produção dos alunos para ser afixado na sala de aula. Port3ºAnoPROF.indd 77Port3ºAnoPROF.indd 77 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    78 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Depois de uma breve exploração dos três gêneros, parlenda, can- tiga e poema, nos dedicaremos à cantiga e ao poema. Sugere-se deixar uma discussão um pouco mais aprofundada sobre poemas para a parte final da atividade – questão 5. Port3ºAnoPROF.indd 78Port3ºAnoPROF.indd 78 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 79 Port3ºAnoPROF.indd 79Port3ºAnoPROF.indd 79 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    80 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P50 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P54 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes. •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Converse com os alunos, auxilian- do-os na observação da organiza- ção textual da parlenda, da canti- ga e do poema. A seguir, chame, gradativamente, a atenção deles para os efeitos sonoros de cada texto: na parlenda, a palavra que estava no fim do verso é repetida no começo do seguinte; na can- tiga, a parte que se repete – o refrão – Ah! Ah! Ah! / Oh! Oh! Oh! procura imitar a risada dos que debocham da barata que só conta mentiras; no poema, a re- petição do verso “Troco um pas- sarinho na gaiola”, sugerindo a insistência do eu lírico para fazer seu negócio como se estivesse em uma feira ou mercado. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos reconheçam a parlenda e a canção, gêneros trabalhados nos anos anteriores. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos recuperem, por exemplo, elementos da organização textual e o fato de um dos textos ser cantado. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos apreciem os efeitos sonoros presentes em cada texto. Port3ºAnoPROF.indd 80Port3ºAnoPROF.indd 80 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 81 •P50 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Para aproximar os alunos do poe- ma, vamos retomar uma expecta- tiva de aprendizagem do 1º ano em relação ao gênero cantiga de roda, que também se vale de mui- tos recursos da linguagem poéti- ca: cantar cantigas de roda. Sugerimos que você adote os pro- cedimentos usuais de organização e divisão dos alunos em grupo; no caso, a turma deverá ser divi- dida em dois grupos. Hoje é domingo A barata Mercado de trocas Port3ºAnoPROF.indd 81Port3ºAnoPROF.indd 81 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    82 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P54 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes. •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Observe se os alunos percebem que esse trecho pode estar em qualquer lugar – no início, no meio ou no fim do poema – já que faz parte da estrutura que se repete nas estrofes. Quando com- pletarem com os versos faltantes, verifique se os alunos mantêm a estrutura e os versos originais da cantiga e incentive-os a compar- tilharem suas preferências com os colegas. A repetição de sons no fim das palavras dentro do mesmo verso ou entre versos. Port3ºAnoPROF.indd 82Port3ºAnoPROF.indd 82 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 83 •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P52 Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. Esta questão focaliza, mais uma vez, a correlação entre os ele- mentos da organização interna dos gêneros cantiga e poema (versos, estrofes e, em particu- lar, a repetição de estrofes nas canções, o refrão), bem como os efeitos sonoros criados pelo uso da rima e sua importância para a memorização de canções e a de- clamação de poemas. É a primeira atividade que solicita a produção escrita dos alunos com base em textos memorizados. Cada uma das linhas de um poema. Port3ºAnoPROF.indd 83Port3ºAnoPROF.indd 83 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
  • 84.
    84 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Esta atividade é a primeira de re- visão de texto. A ficha pretende fornecer parâmetros para que os alunos possam identificar alguns aspectos a serem revisados. É im- portante trabalhar a conduta de respeito que devem ter diante da produção de outro colega. Port3ºAnoPROF.indd 84Port3ºAnoPROF.indd 84 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 85 •P53 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. Sugerimos que você deixe que os alunos assistam ao vídeo uma vez e comentem-no livremente; na segunda, que registrem as rimas e, na terceira, que copiem uma estrofe. É importante que você assista ao vídeo antes. A cantiga foi musicada em ritmo de rock, o que pode ser explorado com os alunos e contrastado com outras versões e ritmos. Não. Há mais versos na cantiga do vídeo. Não. No vídeo a barata diz ter mais coisas. Peludo/ veludo; balão/ não/ sabão/ avião/ busão; babado/ rasgado. Port3ºAnoPROF.indd 85Port3ºAnoPROF.indd 85 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    86 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P50 Estabelecer relações entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P56 Recitar poemas. •P49 Relacionar o poema à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. Todo texto impresso está em al- gum lugar a que chamamos su- porte: pode ser um livro, um jor- nal, uma revista, um cartaz, uma embalagem etc. A questão explo- ra o principal suporte de textos poéticos impressos: o livro. Chame a atenção dos alunos para a especificidade das capas mos- tradas e sobre como elas ofere- cem indicações sobre o gênero que contêm. Explore, além do livro de poemas, as demais capas dos livros: o que os outros contêm? Quem os es- creveu? etc. X Esta é uma das atividades desta Unidade que propõem uma parceria entre o professor da sala de aula e o da sala de leitura, para não só aproveitar melhor o tempo, mas valorizar a sala de leitura como espaço escolar onde também se produz conhecimento. A exploração do principal suporte é destacada e pode ser ampliada. Os alunos podem localizar no acervo outros livros só de poemas. O planejamento desta atividade deve ser discutido previamente por ambos os professores. Port3ºAnoPROF.indd 86Port3ºAnoPROF.indd 86 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
  • 87.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 87 O vídeo traz elementos para que a turma se envolva na atividade de produção de rimas, bem como na de escrita coletiva de um poe- ma. Sugerimos a leitura prévia de coletâneas de rima para que você proponha terminações com mais possibilidades de palavras e forneça subsídios aos alunos. Por exemplo, http://rimas.mmacedo. net/. Consulte o acervo da sala de leitura e selecione alguns livros de poemas, cuja leitura em voz alta pode fornecer informações aos alunos para a próxima ativi- dade de produção. •P49 Relacionar o poema à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. Port3ºAnoPROF.indd 87Port3ºAnoPROF.indd 87 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    88 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P52 Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e seu contexto de produção. Antes de iniciar a oficina com a turma, estimule os alunos a re- lembrarem o percurso percorrido pelos participantes da ativida- de mostrada no vídeo. Ao final, o poema produzido pela turma poderá ser afixado no mural da classe. Port3ºAnoPROF.indd 88Port3ºAnoPROF.indd 88 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 89 Explore oralmente a cena descri- ta no poema: alguém consegue visualizá-la/imaginá-la? O que fa- ria parte da cena? (pedra, alguém sentado, o mar.) O que será que é “foi mar pra tudo que é lado” – o que a expressão “pra tudo que é lado” significa? E “mar pra tudo que é lado”, o que quer dizer? Sugerimos que os alunos assis- tam ao vídeo duas vezes: depois da primeira exibição, incentive- -os a comentarem-no livremente; depois da segunda, com sua me- diação, explore o efeito de humor provocado pela animação. •P50 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Port3ºAnoPROF.indd 89Port3ºAnoPROF.indd 89 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    90 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P54 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do poema: observar a divisão do poema em versos e estrofes. •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. Esta atividade propõe a recapi- tulação de conhecimentos sobre poema (verso, estrofe, rima) abordados nas atividades ante- riores. Desta vez, será privilegia- da a quadrinha como exemplo de texto poético memorizado para declamação. Porque são compostos por uma estrofe de quatro versos. Port3ºAnoPROF.indd 90Port3ºAnoPROF.indd 90 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 91 Nas questões de múltipla esco- lha e resposta única, leia com os alunos todo o enunciado e todas as alternativas para trabalhar também a eliminação de possi- bilidades. •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P52 Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto de sua produção. (caminha, vizinha, espinha, farinha, sozinha, campainha) (amor, flor, dor, cantor, beija-flor, valor, temor) X Port3ºAnoPROF.indd 91Port3ºAnoPROF.indd 91 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    92 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Sugerimos que você desenvolva a atividade a seguir em duplas – cada aluno lerá um verso da qua- drinha – e organize a apresenta- ção das leituras para que todas as duplas leiam a quadrinha pro- duzida. (colchão, caminhão, botão, coração, camaleão, dedão) Port3ºAnoPROF.indd 92Port3ºAnoPROF.indd 92 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 93 •P50 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P51 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. Retome o sentido das expressões contidas no poema. Estimule os alunos a se lembrarem de situa- ções de comunicação em que elas são comumente empregadas. Se eles manifestarem interesse, per- mita que assistam ao vídeo mais de uma vez. Acolha as considerações dos alu- nos sobre as semelhanças entre a canção e os poemas lidos: escrita em versos, “jogos” com as pala- vras, repetições... Compartilhe-as, enriquecendo a atividade. Port3ºAnoPROF.indd 93Port3ºAnoPROF.indd 93 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    94 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Para mais sugestões de exploração dos poemas, consulte o Guia de planejamento e orientações didáticas do 3º ano, vol. 2. Esta atividade explora outras características da linguagem poética: junção de palavras, du- plo sentido, metáforas, rimas. A atividade supõe que os alunos se afastem do significado e voltem sua atenção para os aspectos so- noros da própria palavra. Port3ºAnoPROF.indd 94Port3ºAnoPROF.indd 94 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 95 •P54 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do poema: observar a divisão do poema em versos e estrofes. Palma/palmeira; Sem/semana; Ana/semana Beija/beija-flor; flor/beija-flor caixa baixo alto fofo oca foca Port3ºAnoPROF.indd 95Port3ºAnoPROF.indd 95 9/16/10 10:59 AM9/16/10 10:59 AM
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    96 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P52 Produzir novo poema a partir do modelo, levando em conta o gênero e o contexto de sua produção. •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. Resposta pessoal cara bola gira Port3ºAnoPROF.indd 96Port3ºAnoPROF.indd 96 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 97 •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Esta atividade explora o ritmo como efeito da sonoridade e da métrica de versos do poema. As questões contam, mais uma vez, com a colaboração do pro- fessor da sala de aula e o da sala de leitura, e é importante que o planejamento da atividade seja discutido com antecedência por ambos. Aqui são apresentados os vídeos com as declamações do poema “Relógio”, para que os alunos percebam o som que os poemas tentam representar. Do pêndulo do relógio Port3ºAnoPROF.indd 97Port3ºAnoPROF.indd 97 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    98 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P56 Recitar poemas. •P50 Estabelecer relações entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Procure incentivar os alunos a compartilharem suas primeiras impressões sobre o poema, valo- rizando o que conseguirem extrair desse contato inicial com o texto. Nesta atividade o foco é a criação de imagens pela combinação de palavras. Antes de ler o poema, certifique-se de que eles sabem o que é pirilampo (mais conhecido como vaga-lume) e criem expec- tativas de leitura. Proponha, em roda de conversa, as questões a e b. Procure acolher a partici- pação dos alunos e mediá-la para garantir que todos compreendam que pirilampos podem ser vistos apenas à noite, em lugar com pouca luminosidade, especial- mente nas regiões menos urba- nizadas, pois o dia é claro e não permite que a luz desse inseto seja percebida. Faça uma decla- mação bem expressiva do poema, sugerindo os efeitos da escuridão da noite e a presença dos pirilam- pos e de sua luz. Para outras sugestões sobre como explorar o poema, consulte o Guia de planejamento e orientações didáticas do 2º ano, vol. 2, p. 110. Port3ºAnoPROF.indd 98Port3ºAnoPROF.indd 98 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 99 •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. •P51 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. X 1 Port3ºAnoPROF.indd 99Port3ºAnoPROF.indd 99 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    100 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P51 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. Esta atividade requer alguns pro- cedimentos para que os alunos usem o dicionário. Forneça o sentido de várzea e trabalhe o sentido de arisco; le- vando em conta o contexto do poema, arisco é algo que se re- laciona com quieto, dócil, meigo ou com inquieto, desconfiado, que rejeita carinho? A próxima questão pressupõe pro- cedimentos inferenciais. Se for necessário, faça outras perguntas intermediárias: “Como sabemos se alguém está com muito sono ou lutando contra o sono?”, “E o vaga-lume, como ele faz?” etc. Os olhos verdes dos meninos com sono se abrem e fecham assim como as lanternas verdes dos vaga-lumes piscam-piscando. X Sugerimos a consulta prévia às orientações específicas para o trabalho com o dicionário em sala de aula, como a disponível em: http://portal.mec.gov.br, em que se pode fazer download de “O dicionário na sala de aula”, Bagno & Rangel, publicação do MEC. RANGEL, Egon de Oliveira. Dicionários em sala de aula. Elaboração Egon de Oliveira Rangel e Marcos Bagno. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. 1 Port3ºAnoPROF.indd 100Port3ºAnoPROF.indd 100 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 101 Port3ºAnoPROF.indd 101Port3ºAnoPROF.indd 101 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    102 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P52 Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto de sua produção. Sugerimos uma correção coleti- va, como indicado nas questões anteriores. Port3ºAnoPROF.indd 102Port3ºAnoPROF.indd 102 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 103 Permita que os alunos assistam ao vídeo mais de uma vez. Chame a atenção para as versos valorizados pela animação. Oriente os alunos para que ob- servem os sons dos versos e não apenas os sentidos das palavras. Ouça as impressões deles e in- centive-os a justificarem suas res- postas, permitindo que se sintam à vontade para explorar os fone- mas no poema. Depois, ajude-os a experimentar os efeitos obtidos pela combinação dos sons. •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P54 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes. •P57 Apreciar poemas lidos ou recitados. Um relógio de corda. No poema, a repetição de palavras e versos num certo ritmo se assemelha ao barulho do ponteiro do relógio. Port3ºAnoPROF.indd 103Port3ºAnoPROF.indd 103 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    104 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Retomando percursos. Se os alu- nos tiverem dificuldade em sinte- tizar e sistematizar os conteúdos desenvolvidos nesta Unidade, su- gerimos que você faça algumas perguntas para ajudá-los: “Onde encontramos poemas?”,“Quais as semelhanças entre diferentes poe- mas (presença de versos, estrofes, refrão e rimas)?”, “Que brincadei- ras os poetas fizeram nos poemas desta Unidade (criaram palavras, imagens, sons, ritmos, brincaram com os sentidos etc.)?”, “O que é necessário para uma boa decla- mação de poema (preparo prévio com leitura em voz alta, boa arti- culação das palavras, voz audível e respeito ao ritmo criado pelos versos e palavras escolhidas pelo poeta etc.)?”, “O que mais você aprendeu sobre poemas?” etc. •P54 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes. •P55 Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns de seus usos. •P56 Recitar poemas. Port3ºAnoPROF.indd 104Port3ºAnoPROF.indd 104 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 105 Dependendo da autonomia de leitura de seus alunos, opte por ler com eles, o que também vale para as demais atividades desta Unidade. Na leitura de notícias ou discussão sobre noticiários de TV ou de rádio, favoreça os alunos a comentá-las, questioná-las, ex- por suas dúvidas etc. Na abertu- ra, recomenda-se que o texto seja lido com os alunos para que eles saibam quais são os objetivos da unidade e possam desenvolver as atividades tendo em mente atingi-las. Para começo de conversa. A ati- vidade a seguir compõe-se de um conjunto de questões destinadas a explorar os conhecimentos pré- vios dos alunos sobre o gênero textual notícia, enfocando as di- ferentes mídias em que as notícias circulam atualmente, em especial no suporte jornal impresso. Isso é importante para delinear algumas expectativas em relação ao gênero e possibilitar maior compreensão deste, seja para confirmar, seja para reelaborar as hipóteses já formuladas. Port3ºAnoPROF.indd 105Port3ºAnoPROF.indd 105 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    106 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P29 Recuperar informações explícitas. Neste ano não diferenciaremos notícia de reportagem. Explore as possibilidades levanta- das pelos alunos sobre a atividade mostrada na imagem. Focalize o título e a legenda, comparando- -os quanto à “qualidade” e preci- são das informações trazidas por cada um deles. Leia o boxe sobre o código braille para incrementar o levantamento de hipóteses sobre o texto. Espera-se que o aluno diga que a leitura do título e da legenda (além de trechos da reportagem) permite saber o assunto da repor- tagem. A leitura da notícia permi- te responder às demais questões. Port3ºAnoPROF.indd 106Port3ºAnoPROF.indd 106 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 107 •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto.Título da notícia Nome do repórter que escreveu a reportagem. Legenda da foto Nome do fotógrafo que tirou a fotografia. Corpo da notícia Port3ºAnoPROF.indd 107Port3ºAnoPROF.indd 107 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    108 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P26 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P25 Relacionar o gênero notícia à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. A próxima questão pretende ati- var conhecimentos prévios sobre o principal suporte de notícia: o jornal impresso. Selecione, previamente, um dos diários im- pressos de circulação na cidade de São Paulo, preferencialmente o que você costuma ler, para leitura e discussão com os alunos. Traba- lhar o jornal impresso na escola requer cuidado na seleção das no- tícias, uma vez que o potencial destinatário dos grandes jornais não é a criança, salvo dos cader- nos infantis que circulam em dias específicos da semana. Todas as pessoas estão lendo. Port3ºAnoPROF.indd 108Port3ºAnoPROF.indd 108 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 109 •P25 Relacionar o gênero notícia à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P26 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Todo texto circula em um supor- te. É importante considerar que, além do jornal impresso, as no- tícias são veiculadas também em outras mídias, como TV e rádio, e, mais recentemente, internet. Assim, telejornais, programas de rádio, sítios (sites) jornalísticos também são suportes de notícias. X Port3ºAnoPROF.indd 109Port3ºAnoPROF.indd 109 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    110 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P26 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P25 Relacionar o gênero notícia à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. As questões a seguir pretendem explorar alguns elementos do contexto de produção do gênero notícia (quem lê notícias e por quê). Provavelmente, os alunos responderão algo como: “Para saber o que acontece na cida- de”. Propomos que você amplie a discussão indagando: “Para que é preciso saber o que acontece?”. A questão 9 objetiva conhecer um pouco das práticas letradas a que a família dos alunos tem acesso. Saber o que eles (ou sua família) leem, assistem ou ouvem é importante para elaborar ativi- dades mais próximas de seu dia a dia. Não deixe de retomar com eles as respostas que obtiveram. Você pode até mesmo montar uma tabela com os resultados, para saber quais são os programas mais assistidos ou ouvidos, ou os jornais mais lidos. As próximas atividades reque- rem a colaboração do professor orientador da sala de leitura. Esta proposta visa não só ao melhor aproveitamento do tem- po para a realização da ativida- Port3ºAnoPROF.indd 110Port3ºAnoPROF.indd 110 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 111 •P25 Relacionar o gênero notícia à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P26 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. de, mas à valorização da sala de leitura como espaço escolar onde também circulam informações noticiadas em jornais e revistas. É importante que o planejamen- to da atividade seja discutido previamente por ambos. Nesta Unidade não distinguimos os gêneros textuais notícia e repor- tagem, o que será feito em anos posteriores, a partir da progres- são curricular do gênero notícia apresentada no início deste ca- derno. Sugerimos que você deixe que os alunos assistam às repor- tagens uma vez e comentem-nas livremente; depois, que as assis- tam pela segunda vez enfocando as questões propostas. Port3ºAnoPROF.indd 111Port3ºAnoPROF.indd 111 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    112 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P35 Comentar notícias veiculadas no rádio, na televisão ou no jornal impresso, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. A atividade 4 apresenta notícias de maneira não usual tanto no que se refere ao cenário televi- sivo – os auxiliares dos “jorna- listas âncoras” aparecem; em vez de um teleprompter vê-se uma assistente segurando um cartaz; os apresentadores se vestem com roupas clownescas – quanto em relação à abordagem humorística dos fatos relatados. Todos esses recursos são usados para atrair os telespectadores. Explore as dife- renças entre as formas de noticiar um fato na mesma mídia, a TV, com base no perfil dos telespec- tadores. Port3ºAnoPROF.indd 112Port3ºAnoPROF.indd 112 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 113 •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto. Torre de trinta metros é construída com peças do brinquedo Lego. A altura da torre de Lego construída na Alemanha equivale a um prédio de 10 andares. Port3ºAnoPROF.indd 113Port3ºAnoPROF.indd 113 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    114 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Explore com os alunos a ideia de que uma foto com a torre é o mais importante, já que mostraria seu tamanho, que, supostamente, interessa mais do que a foto de crianças brincando com Lego. Juízes medem a torre de Lego do alto de um guindaste. Port3ºAnoPROF.indd 114Port3ºAnoPROF.indd 114 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 115 Na atividade 6, propomos que antes da leitura você explore as expectativas de acordo com a for- matação do texto (notícia) e a antecipação do tema ou da ideia principal com base nos elemen- tos paratextuais (foto-legenda, título e subtítulo). Por exemplo, observe a foto da notícia: “Do que a notícia trata?”, “O que um cachorro está fazendo ao lado de um filhote de tigre?”, “O que terá acontecido com eles?”, “A legenda da foto nos dá alguma pista?”, “O título confirma a informação da legenda?”, “Por que a cadela cuida desse filhote de tigre?”. Proponha que façam a atividade em casa para ser corrigida depois, coletivamente, em sala de aula. Crianças participam da montagem da torre gigante. •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P29 Recuperar informações explícitas. •P25 Relacionar o gênero notícia à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P35 Comentar notícias veiculadas no rádio, na televisão ou no jornal impresso, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Port3ºAnoPROF.indd 115Port3ºAnoPROF.indd 115 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    116 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Para as questões de múltipla es- colha e resposta única, chame a atenção dos alunos para as in- dicações (escolha a alternativa e quem) de que há apenas uma resposta correta (única). É impor- tante que eles percebam indica- dores como esse. O inusitado do fato noticiado, uma cadela adotar um filhote de tigre, merece comentários. Pesquise se os alunos conhecem algum fato curioso que também se relacione com animais e que poderia se tornar uma notícia publicada/divulgada em jornais, revistas, TV, rádio e internet. Por que ele foi abandonado pelos pais e não consegue sobreviver sozinho. Porque é um fato raro e os jornais buscam o que pode interessar a seus leitores. Do proprietário do zoo. X X Port3ºAnoPROF.indd 116Port3ºAnoPROF.indd 116 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 117 •P29 Recuperar informações explícitas. •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto. Explore a formatação do gênero (divisão em colunas, segmenta- ção do texto), expectativas em relação ao autor ou à instituição responsável pela publicação. An- tecipe o tema ou a ideia princi- pal, considerando os elementos paratextuais (título, subtítulo, foto-legenda, imagens ou ele- mentos gráficos). Você pode ampliar a análise do jornal im- presso discutindo com os alunos algumas características do su- porte, que serão aprofundadas no 5º e 8º anos, como: a divisão do jornal em seções, os gêneros textuais (notícias, reportagens, classificados, artigos de opinião, textos publicitários etc.) e a dia- gramação (texto diagramado em colunas, os diferentes tamanhos e cores de letras na manchete, nos títulos, nas legendas e no corpo dos textos). A escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Pela posição e tamanho das letras da manchete e tamanho da foto-legenda que ocupam quase meia página. Nesta atividade você e o professor orientador da sala de leitura vão trabalhar juntos e é importante que a planejem previamente. O foco das questões é a exploração do principal suporte de notícias, o jornal impresso, sobretudo de sua primeira página. Port3ºAnoPROF.indd 117Port3ºAnoPROF.indd 117 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    118 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P25 Relacionar o gênero notícia à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P26 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. É importante que você e o profes- sor orientador da sala de leitura selecionem com antecedência as notícias do dia a serem lidas com os alunos para aproveitar melhor o tempo da atividade, e, sobretudo, para localizar notícias compatíveis com a faixa etária e o interesse deles. Propomos que você explore o uso incomum de recursos gráficos na primeira página (letras “tremidas” em alusão ao tremor resultante do terremoto) com a finalidade de atrair leitores. Analise a pre- sença do mapa e do infográfico dos bairros atingidos pelo tremor, elementos visuais com informa- ções sobre o fato. Terremoto no Chile e consequente tremor em São Paulo. A diferença é o uso de recursos gráficos no Diário de S.Paulo, na manchete, na linha-fina da notícia, no corpo do texto etc., com a intenção de chamar a atenção dos leitores. Port3ºAnoPROF.indd 118Port3ºAnoPROF.indd 118 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 119 A atividade 8 explora elementos como título, subtítulos e ima- gens. Sugerimos que você con- verse com os alunos sobre que fatos eles imaginam que foram noticiados, considerando os tí- tulos e as fotos, e qual é o papel de títulos e fotos nas notícias do jornal impresso. Port3ºAnoPROF.indd 119Port3ºAnoPROF.indd 119 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    120 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P29 Recuperar informações explícitas. A atividade 9 aborda um dos elementos estruturais do gênero notícia: o título. É o título que indica o enfoque que será dado ao fato noticiado visando a atrair o leitor. Se os alunos não conse- guirem criar um título adequado para a notícia, sugira alternativas e peça para escolherem uma. O título original da notícia é: “Fran- cês cria ‘lava a jato’ de cachorros”. Descubra se os alunos sabem o que é um lava a jato. Se não sou- berem, explique. A invenção de uma máquina para lavar cachorro. Lava e seca o cachorro em trinta minutos. Port3ºAnoPROF.indd 120Port3ºAnoPROF.indd 120 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 121 •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. As próximas atividades dão início à exploração de alguns elementos estruturais do gênero notícia: o lide e a legenda de fotos. O lide é a introdução da notícia, normal- mente está no primeiro parágra- fo da notícia impressa e fornece informações fundamentais e re- sumidas sobre o fato noticiado, tornando mais rápida a seleção de notícias e atraindo o leitor. Para isso, o lide deve responder a seis perguntas: “O quê?”, “Quem?”, “Quando?”, “Onde?”, “Como?” e “Por quê?”. Destaque a importân- cia da leitura da legenda. Esta pode ser definida como um texto breve colocado ao lado, abaixo ou dentro da foto ou da ilustra- ção, para acrescentar informações à imagem (foto, ilustração, grá- fico, tabela) da notícia. Antes de passar às perguntas, deixe que os alunos comentem livremente a notícia. Sugestões: O que foi encontrado? Quem encontrou? Quando o cheque foi encontrado? Onde foi encontrado? Como foi encontrado? Port3ºAnoPROF.indd 121Port3ºAnoPROF.indd 121 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    122 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto. Antes de trabalhar o item 3, oriente e acompanhe a leitura coletiva de lides mostrados em notícias anteriores. Destaque as características desse elemento em cada exemplo. Quanto à produção da legenda, estimule a observa- ção da imagem e discuta as al- ternativas sugeridas pelos alunos. Sugestão: Gari achou cheque enquanto varria a rua. Port3ºAnoPROF.indd 122Port3ºAnoPROF.indd 122 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 123 •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto. •P29 Recuperar informações explícitas. Um jacaré foi encontrado em um restaurante no Rio de Janeiro. Port3ºAnoPROF.indd 123Port3ºAnoPROF.indd 123 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    124 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P29 Recuperar informações explícitas. •P28 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. Estas atividades, mais uma vez, exploram o lide da notícia. A primeira atividade pretende ser modelar em relação ao lide e sua função para a estruturação de uma notícia. A segunda, propõe a produção de uma notícia a partir do lide, que deve incluir título, legenda da foto e primeiro pará- grafo (o lide) da notícia. Com os funcionários do restaurante. Por volta das 7 horas de uma sexta-feira. Em um restaurante na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Alvoroço: agitação, tumulto, confusão. Resposta possível: houve um alvoroço por causa do aparecimento do jacaré, um animal que pode atacar seres humanos. Port3ºAnoPROF.indd 124Port3ºAnoPROF.indd 124 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 125 •P26 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto. Resposta pessoal. Uma hipótese bastante plausível é que o desequilíbrio ecológico (por exemplo, falta de alimento em seu hábitat) pode ter motivado a “andança” do animal. Além disso, a pequena distância entre o riacho e o restaurante possibilitou o ocorrido. Para chamar atenção do leitor, uma vez que encontrar jacarés em restaurante não é algo comum. Port3ºAnoPROF.indd 125Port3ºAnoPROF.indd 125 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    126 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P29 Recuperar informações explícitas. Com a ajuda dos bombeiros que tiveram de serrar o metal da tubulação. Port3ºAnoPROF.indd 126Port3ºAnoPROF.indd 126 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 127 •P30 Articular os episódios narrados em sequência temporal. •P31 Reescrever notícia, relatando fatos noticiados em diferentes mídias, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. •P32 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. Se julgar conveniente, proponha a produção em duplas. Manchete: Mulher encontra gato dentro de sofá 12 dias após a compra. Legenda: O GATO FICOU 12 DIAS PRESO NO INTERIOR DO SOFÁ Notícia: Uma mulher, nos Estados Unidos, encontrou um gato den- tro de um sofá 12 dias depois de comprar o móvel. Enquanto ela assistia TV, sentiu algo se mover embaixo da almofada. Então per- cebeu que havia um gato preso dentro do sofá. Antes de propor que os alunos fa- çam a revisão, faça uma com toda a turma, com base na produção de um deles. Esta é a primeira atividade em que o aluno produzirá uma no- tícia completa. Avalie a necessi- dade de solicitar que a produção seja compartilhada a cada etapa, conforme as sugestões de traba- lho oferecidas aos alunos. Ao final, discuta uma produção completa e, a partir do que nela for apontado, indique que façam a revisão da própria produção. 4 3 2 1 Port3ºAnoPROF.indd 127Port3ºAnoPROF.indd 127 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    128 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P29 Recuperar informações explícitas. •P33 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna da notícia: manchete, parágrafo-síntese (lide) e corpo do texto. Port3ºAnoPROF.indd 128Port3ºAnoPROF.indd 128 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 129 •P30 Articular os episódios narrados em sequência temporal. •P28 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia •P29 Recuperar informações explícitas. X Port3ºAnoPROF.indd 129Port3ºAnoPROF.indd 129 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    130 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P28 Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia. A questão a seguir requer proce- dimentos para o uso do dicionário com os alunos. A atividade 14 visa a reduzir os erros por interferência da fala re- lativa à ausência do “R” na escrita de verbos no infinitivo e à troca de “E” por “I” e de “O” por “U” em posição pré-tônica e pós-tônica no fim das palavras. Chame atenção para o fato de que há mais pala- vras terminadas com “E” e “O”, já que só serão grafadas com I ou U as oxítonas, terminadas com o som /i/ ou /u/. É também obje- tivo desta atividade trabalhar o ponto-final e o uso de letra maiús- cula no início das frases. Em rela- ção à ortografia, adiante para os alunos as questões e desafie-os a encontrar os erros nas palavras em destaque. Resposta pessoal, mas possivelmente a jiboia é maior que os alunos do 3º ano. Sugerimos a consulta prévia às orientações específicas para o trabalho com o dicionário em sala de aula, como a disponível em: http://portal.mec.gov.br, em que se pode fazer download de “O dicionário na sala de aula”, Bagno & Rangel, publicação do MEC. RANGEL, Egon de Oliveira. Dicionários em sala de aula. Elaboração Egon de Oliveira Rangel e Marcos Bagno. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. Port3ºAnoPROF.indd 130Port3ºAnoPROF.indd 130 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 131 •P32 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. Além de possibilitar comentários, esta atividade visa a explorar re- lações de intertextualidade. Port3ºAnoPROF.indd 131Port3ºAnoPROF.indd 131 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    132 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Os títulos originais das notícias são: Notícia 1: Menino vestido de Homem-Aranha salva bebê de fogo; Notícia 2: Bombeiro se veste de Homem-Aranha e salva criança na Tailândia. Port3ºAnoPROF.indd 132Port3ºAnoPROF.indd 132 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 133 •P35 Comentar notícias veiculadas no rádio, na televisão ou no jornal impresso, estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P27 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. Se os alunos tiverem dificuldades para sintetizar e sistematizar os conteúdos desenvolvidos nesta Unidade, proponha-lhes algumas perguntas: “Onde encontramos notícias?”, “Para que serve uma notícia?”, “Por que a notícia tem título?”, ”Por que algumas notí- cias têm fotos ou matérias grava- das?”, “O que normalmente está escrito na legenda das fotos das notícias?”, “O que, em geral, está escrito no primeiro parágrafo de uma notícia?”, “O que mais você aprendeu sobre notícia?”. Ambas falam de salvamentos feitos por pessoas com fantasia do Homem-Aranha. Resposta pessoal Resposta pessoal Port3ºAnoPROF.indd 133Port3ºAnoPROF.indd 133 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    134 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoPROF.indd 134Port3ºAnoPROF.indd 134 9/16/10 11:00 AM9/16/10 11:00 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 137 •P13 Relacionar o verbete de enciclopédia infantil à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. Ao ler para os alunos esta seção inicial, explore esse lado curioso e convide-os a buscar por meio da leitura e da pesquisa as respostas para as questões que os intrigam. Oriente os alunos para entrarem em contato com os textos que tratam das experiências e das descobertas científicas. Faça per- guntas e comente as dúvidas que aparecerem, indicando fontes de consulta para buscar as respostas em livros, enciclopédias, revis- tas ou jornais. Um dos objetivos das atividades é levar o aluno a aprender a encontrar explicações corretas e confiáveis para seus questionamentos. Outra finali- dade é promover a leitura dos verbetes das enciclopédias infan- tis, dos suplementos dos jornais e das revistas de ciências para as crianças. Depois, os alunos vão explicar os conceitos estudados e produzir verbetes de curiosidades. O registro das pesquisas e des- cobertas dará origem à produção de uma enciclopédia infantil que fará parte do acervo da sala de leitura da escola. Port3ºAnoParte2PROF.indd 137Port3ºAnoParte2PROF.indd 137 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    138 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A canção “Oito anos” faz parte do CD Adriana Partimpim. Se possí- vel, escute-a com seus alunos e promova uma conversa sobre as perguntas feitas nela: “Por que os dentes caem?”; “Por que as unhas crescem?”; “Por que a Terra roda?”. Leve-os a perceber tam- bém que as dúvidas fazem parte do processo de aprendizagem e que não conseguimos responder com facilidade ou precisão a to- das as perguntas, como: “Por que a gente morre?”. Port3ºAnoParte2PROF.indd 138Port3ºAnoParte2PROF.indd 138 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 139 A proposta da Unidade é a desco- berta de como algumas perguntas simples enriquecem a vida das pessoas. Nessa grande roda de conversa e leitura, está presente a preocupação de levar o aluno a perceber que para aprender é importante observar tudo o que está em volta, prestar atenção nos acontecimentos, buscar fon- tes de consulta com informações sobre determinados assuntos. Se for preciso, ele deverá fazer anotações e se preparar oralmen- te para explicar o texto que foi lido. Entretanto, é preciso fazer o aluno perceber que nem todas as fontes nos trarão as respostas que procuramos; há textos espe- cíficos para isso, como o texto de divulgação científica e o ver- bete de dicionário. Já podem ser comentadas diferenças quanto à estrutura dos textos: enquanto o texto 3 é um verbete de curio- sidades (se parece com um artigo de divulgação científica, tem tí- tulo, chamada e trata de assuntos variados relacionados a um mes- mo tema), o texto 4 (verbete de Port3ºAnoParte2PROF.indd 139Port3ºAnoParte2PROF.indd 139 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    140 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP dicionário) procura ser mais di- reto, parte de um único nome (nuvem), uma entrada, e se de- senvolve para explicar apenas o significado desse nome. A comparação com os textos poéticos (textos 1 e 2) é funda- mental para os alunos perceberem que há textos que eles podem consultar para tirar informações específicas. Antes da leitura, pro- cure fazer antecipações dos temas e do gênero pela estrutura com- posicional do texto, discutindo com os alunos quem produziu e em que suporte e mídia (impres- sa, digital) os textos circularam. O texto 3 requer procedimen- tos de leitura específicos, por isso oriente os alunos para que leiam com cuidado para encon- trar a ideia principal de cada tipo de nuvem. Discuta as pala- vras desconhecidas, consultando Port3ºAnoParte2PROF.indd 140Port3ºAnoParte2PROF.indd 140 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 141 o dicionário quando necessário. Construir um esquema na lousa com as principais informações do texto 3 e sua relação com os nomes técnicos poderá auxiliar os alunos a perceber de que ma- neira as explicações trazem no- vas informações sobre o tema “nuvem”. Port3ºAnoParte2PROF.indd 141Port3ºAnoParte2PROF.indd 141 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    142 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Na comparação dos textos com os alunos, solicite que eles compro- vem suas respostas com exemplos retirados dos textos. É importante, por exemplo, que percebam que a linguagem científica está mais pre- sente no texto 3 do que nos textos 1 e 2. Por outro lado, a compara- ção da nuvem com outros objetos por analogia encontra-se presente no verbete poético (nuvem como algodão) e no verbete de curiosi- dade (nuvem como véu branco e transparente). Se possível, esque- matize na lousa os diferentes tipos de nuvem (seus respectivos nomes) e altitudes para que os alunos pos- sam comparar as informações en- tre os textos de forma satisfatória, recorrendo às discussões orais. Se possível, assista com seus alu- nos aos trechos do vídeo informa- tivo Explicando o tempo: nuvem, que fala sobre a formação das nuvens e seus diversos tipos. Dis- ponível em: <www.youtube.com/ watch?v=M9Ofr2C34Lw>. •P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P16 Explicitar o assunto do texto. X X X X X X X X X Port3ºAnoParte2PROF.indd 142Port3ºAnoParte2PROF.indd 142 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 143 X X Cirros, cirros-estratos, cirros-cúmulos, altos-estratos, altos-cúmulos. Os textos 3 (verbete de curiosidade) e 4 (verbete de dicionário). X X Port3ºAnoParte2PROF.indd 143Port3ºAnoParte2PROF.indd 143 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    144 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Respostas pessoais X X Port3ºAnoParte2PROF.indd 144Port3ºAnoParte2PROF.indd 144 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 145 O texto acima, do site da revista Ciência Hoje das Crianças, é um artigo de divulgação científica que traz a resposta para a ques- tão colocada. Essa atividade deve permitir contextualizar os alunos no tema da divulgação científi- ca. É interessante observar que o texto de divulgação científica nos fornece informações para resolver nossas dúvidas, mas difere do ver- bete quanto à estrutura. Ao fazer a leitura do texto, pare em pontos específicos para discutir com os alunos e perceber se eles estão se apropriando das informações e do vocabulário científico do artigo. Para melhor compreensão do tex- to, é importante que entendam os conceitos de “atmosfera”, “luz” e “luz solar”. Durante a leitura, é possível fazer um desenho na lousa para que os alunos percebam a luz do Sol em direção à Terra, a atmosfera, a entrada da luz do Sol pela atmosfera. Se achar necessá- rio, informe que a atmosfera fun- ciona como um “escudo protetor” e como uma “esponja” que filtra os raios solares. •P16 Explicitar o assunto do texto. Port3ºAnoParte2PROF.indd 145Port3ºAnoParte2PROF.indd 145 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    146 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A luz branca do Sol é formada por uma mistura de luzes de outras cores. Porque elas são muito pequenas. Ela é a luz que tem as ondas menos compridas e por isso se espalha mais em todas as direções. Por isso o céu parece azul para nós. Port3ºAnoParte2PROF.indd 146Port3ºAnoParte2PROF.indd 146 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 147 Discuta com os alunos a impor- tância das perguntas que os lei- tores enviam para revistas para saber sobre os mais diferentes assuntos. Se possível, traga re- vistas para a sala de aula para que percebam a diversidade de perguntas que surgem: “Os ani- mais sonham?”; “Por que algumas pessoas são gagas?”, “Por que o dinheiro foi inventado?”, “Quan- tas espécies de girafa existem?”. Ao fazer essa atividade, estamos preparando os alunos para le- vantar questões e escrever um pequeno verbete de curiosida- des. Por isso, é importante dis- cutir a estrutura composicional do verbete de curiosidade, com destaque para: a) título em for- ma de pergunta; b) texto curto que procura responder de forma direta à pergunta feita no título; c) ilustrações que dialogam com o público leitor. Se achar neces- sário, providencie outros verbetes de curiosidade para seus alunos apreciarem. Resposta pessoal Não. Porque a função de uma revista de circulação semanal é tirar as dúvidas das crianças. Port3ºAnoParte2PROF.indd 147Port3ºAnoParte2PROF.indd 147 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    148 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Para a realização da questão 11, assista ao vídeo com os alunos e promova uma discussão para saber o que eles aprenderam de novidade. À medida que forem falando, vá registrando na lousa e peça que eles copiem no livro, sob o título: “O que aprendemos no vídeo”. Resposta pessoal Port3ºAnoParte2PROF.indd 148Port3ºAnoParte2PROF.indd 148 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 149 A produção inicial dos “verbetes de curiosidade” permitirá que você faça uma avaliação do que os alu- nos conhecem sobre o gênero, assim como de suas dificuldades em relação à apropriação de as- pectos da língua escrita. Organize os alunos em grupos e oriente- -os para escolher uma pergunta para elaboração do caderno de “porquês” da turma. Esclareça que algumas perguntas podem não ter respostas, mas que é necessário pesquisar antes de chegar a de- terminadas conclusões. Planeje uma visita à sala de leitura e à sala de informática para que os alunos possam consultar diferen- tes fontes e assim resolver suas dúvidas. É possível também reser- var um tempo para uma pesquisa em casa, assim como convidar especialistas (geógrafos, biólo- gos, médicos, veterinários, histo- riadores) para conversar com os alunos sobre as dúvidas. Durante a pesquisa, é importante que eles selecionem informações e com- parem diferentes fontes sobre o assunto. Antes de escreverem Port3ºAnoParte2PROF.indd 149Port3ºAnoParte2PROF.indd 149 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    150 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP o verbete de curiosidades, re- torne aos exemplos anteriores e discuta o papel do título (em forma de pergunta) e da breve explicação, assim como da lin- guagem adequada. Os alunos deverão entregar-lhe uma versão escrita do verbete para que o caderno de “porquês” pos- sa ser confeccionado. Nesse caso, é importante planejar e discutir com eles: o tamanho do suporte, o tipo de papel a ser utilizado, o tamanho das letras, as cores, o pa- pel da ilustração e a forma como será encadernado. Outra opção é utilizar um caderno específico para que os alunos façam suas produções finais. Nas próximas atividades, eles voltarão a discutir a organização do caderno: capa, sumário, ordem de apresentação dos textos etc. Port3ºAnoParte2PROF.indd 150Port3ºAnoParte2PROF.indd 150 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 151 •P19 Produzir verbete a partir de informações coletadas em pesquisa prévia, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. •P21 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do verbete: título, subtítulos e corpo do texto. Port3ºAnoParte2PROF.indd 151Port3ºAnoParte2PROF.indd 151 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    152 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Após a produção do quadro com os conhecimentos prévios dos alu- nos sobre a enciclopédia, agende uma visita à sala de leitura para que eles conheçam os mais diver- sos exemplares e formatos (novos e antigos). Lembre-se de que as enciclopédias podem ser pouco familiares a alguns alunos. Explo- re as capas e as lombadas e faça circular os exemplares para que possam folheá-los. Compare as enciclopédias com os dicionários que são mais consultados no dia a dia e escolha os mesmos verbetes para leitura, tanto nos dicionários quanto nas enciclopédias. Em se- guida, se possível, leve os alunos à sala de informática para que acessem uma enciclopédia digital. O professor encarregado da sala pode ajudá-lo nessa tarefa. A per- gunta “O que vocês gostariam de saber sobre as enciclopédias?” po- derá suscitar entrevistas com pais, bibliotecários, outros professores e alunos, para que a turma possa compreender os usos e as funções da enciclopédia. •P13 Relacionar o verbete de enciclopédia infantil à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P20 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. •P24 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Elas buscam informações novas, textos informativos. Resposta pessoal. No entanto, essas questões devem provocar uma reflexão com o grupo, pesquisas e entrevistas para resolver as dúvidas. Resposta pessoal Resposta pessoal Resposta pessoal Resposta pessoal Port3ºAnoParte2PROF.indd 152Port3ºAnoParte2PROF.indd 152 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 153 É interessante questionar os alu- nos não só em relação aos te- mas, mas também se eles acham que esses livros se destinam a adultos ou crianças. Também é importante pontuar que as res- postas podem ter variações, mas que devem se apoiar nos títulos e nas imagens trazidas nas capas para se justificar. Além disso, vale também ressaltar o fato de serem enciclopédias temáticas. Pergun- te quais delas gostariam de ler e por quê. Assim você conhecerá melhor os interesses da turma e poderá trazer leituras de verbetes específicos para os interesses do grupo. Se possível, providencie diferen- tes enciclopédias para a sala de aula para discutir informações específicas: a) título, b) organi- zação das informações na capa, c) editoras e d) autores. No caso da autoria, discuta com os alu- nos o porquê de não aparecer o nome dos autores em todas as capas, ou seja, problematize o tema: “Quem são os autores das enciclopédias?”. Para escolher o •P13 Relacionar o verbete de enciclopédia infantil à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Corpo humano Port3ºAnoParte2PROF.indd 153Port3ºAnoParte2PROF.indd 153 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    154 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP título do caderno pode ser feita uma eleição na sala. Ou busque um consenso entre os alunos. A produção das capas deve ser realizada em grupo, para que os alunos possam decidir seus ele- mentos centrais. Auxilie-os na escolha do título, mostrando a importância dele para atrair a atenção do leitor, assim como das ilustrações e cores. Estabe- leça com o grupo alguns critérios para escolher a capa do caderno de “porquês”, organizando uma eleição com o auxílio de uma urna. Após a escolha da capa, todos podem trabalhar em sua confec- ção, que irá para a sala de leitura da escola. É importante planejar o tempo para a realização da atividade, as funções dos alunos (quem vai ilustrar, quem vai es- crever, quem vai pintar etc.) e os materiais necessários. É importante que os alunos per- cebam e sistematizem, com base em seu conhecimento prévio, que os sumários apresentam uma lista de assuntos tratados na publica- ção, já os índices relacionam no- •P13 Relacionar o verbete de enciclopédia infantil à situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente. •P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P24 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Animais Plantas e flores Port3ºAnoParte2PROF.indd 154Port3ºAnoParte2PROF.indd 154 9/16/10 11:16 AM9/16/10 11:16 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 155 mes de pessoas, nomes geográ- ficos, partes do corpo humano etc., normalmente organizados por ordem alfabética, e trazem a localização da página em que as informações sobre o assunto aparecem. Deve-se destacar a função do sumário: auxiliar na localização de informações pre- cisas na obra sem que seja ne- cessário folhear a enciclopédia. As perguntas orientam também para uma comparação entre a enciclopédia impressa (com in- formações sobre o número de páginas) e a enciclopédia virtual (sem número de páginas). Nesse caso, é importante planejar uma visita à sala de informática para leitura dos verbetes e consulta da enciclopédia virtual pelo site <http://ciencia.hsw.uol.com. br/enciclopedia-bichos.htm>. No caso do sumário da Enciclo- pédia B, cabe aqui comentar com os alunos que a ordem alfabética poderia não ser tão interessan- te, visto que há aparentemente uma hierarquia: o Universo é o conceito mais abrangente, que Port3ºAnoParte2PROF.indd 155Port3ºAnoParte2PROF.indd 155 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    156 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP contém as galáxias, as quais, por sua vez, são constituídas por bi- lhões de estrelas. As estrelas se relacionam com as constelações e o Sol é uma estrela, e os temas vão se perpassando, como se um levasse ao outro. Retome o conhecimento prévio dos alunos sobre a ordem alfa- bética e explique a eles a or- ganização dos dicionários, dos catálogos telefônicos, das en- ciclopédias, das listas etc. Eles precisam se apropriar da ideia de que a ordem alfabética ou uma ordenação temática organizam os textos e as diferentes formas de ler e de consultar as enciclo- pédias. Se possível, traga livros, dicionários e enciclopédias para que os alunos possam explorar o suporte e localizar informações específicas. A elaboração do su- mário do caderno dos “porquês” tem como objetivo sistematizar essas aprendizagens. Esquematize o sumário na lousa e organize o caderno de “porquês” e solicite aos alunos que o “paginem” con- forme a organização estabelecida. Universo Nutrição Áreas de conhecimento Corpo humano Músculos, órgãos, ossos, pele, sentidos, sistemas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 156Port3ºAnoParte2PROF.indd 156 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 157 •P18 Reconhecer os organizadores do verbete: ordem alfabética, numérica ou temporal. X Port3ºAnoParte2PROF.indd 157Port3ºAnoParte2PROF.indd 157 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    158 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A leitura do poema servirá de apoio para a exploração do conhe- cimento prévio dos alunos sobre as constelações, assim como para a apresentação e a retomada do gênero verbete. É importante que percebam que as enciclopédias organizam os verbetes de dife- rentes maneiras, mas que há uma relação que se mantém: os títulos que destacam o tema central e as explicações. Reúna os alunos em pequenos grupos para que possam trocar informações e sistematizar seus conhecimentos e hipóteses sobre as estrelas, preenchendo assim a coluna “O que eu acho”. O trabalho de leitura busca pro- mover antecipações e o emprego de conhecimentos prévios para a compreensão do texto. Trabalhe com a possibilidade de surgirem respostas bem variadas decor- rentes de leituras diversificadas. É fundamental ativar a associa- ção dos conteúdos estudados aos novos que estão sendo iniciados. •P21 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do verbete: título, subtítulos e corpo do texto. •P24 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Resposta pessoal Port3ºAnoParte2PROF.indd 158Port3ºAnoParte2PROF.indd 158 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 159 Investigue o que os alunos sabem a respeito do assunto, favorecendo situações de intercâmbio oral. Nes- sa roda de conversa, faça pergun- tas sobre o hábito de olhar para o céu: “Quem gosta de ficar espian- do o céu e o que é possível ver?”. Respostas pessoais Port3ºAnoParte2PROF.indd 159Port3ºAnoParte2PROF.indd 159 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    160 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Combine com o professor orien- tador da sala de leitura uma visi- ta para que os alunos observem algumas enciclopédias infantis, sobretudo as mais ilustradas. Mostre a eles que nessas obras, em geral, a distribuição gráfica do texto é lúdica e as ilustrações, fotos e infográficos ocupam papel de destaque, aproximando-se das revistas e suplementos infantis, que eles provavelmente conhecem. Antes de passar para as questões, leia o verbete com os alunos e explique alguns termos importan- tes para entendê-lo. •P15 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P16 Explicitar o assunto do texto. •P21 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do verbete: título, subtítulos e corpo do texto. Port3ºAnoParte2PROF.indd 160Port3ºAnoParte2PROF.indd 160 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 161 •P15 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P16 Explicitar o assunto do texto. •P22 Examinar o uso de recursos gráficos no verbete: negrito, itálico, marcadores e numeração. Os termos destacados são “atmosfera”, “Sol”, “meteoros”, “estrelas cadentes”, “galáxias”, “nebulosas”, “cometas”, “sistema binário”, “Alpha Crux”, “Cruzeiro do Sul”. Quanto à justificativa do destaque, ela pode variar: pode-se dizer que são palavras mais diretamente relacionadas com o verbete “estrela” ou importantes para entender melhor o significado de estrela, ou então são termos que também devem ter um verbete específico que os descreve na mesma enciclopédia. X X X X Resposta pessoal Port3ºAnoParte2PROF.indd 161Port3ºAnoParte2PROF.indd 161 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    162 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A finalidade da leitura do poe- ma “Receita de dançar no meio do céu” é motivar a observação, aqui entendida como procedimen- to de considerar com atenção as coisas, os seres, os acontecimen- tos. O texto “Estrelas que contam histórias”, da revista infantil de divulgação científica, traz infor- mações que comprovam possíveis resultados de uma observação cui- dadosa. Auxilie os alunos a des- tacar as informações novas com um lápis ou marcador de texto. Port3ºAnoParte2PROF.indd 162Port3ºAnoParte2PROF.indd 162 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 163 No momento de socializar a ob- servação do céu, aproveite as res- postas dos alunos para elaborar gráficos e tabelas sobre o que se pode observar no céu em dife- rentes horários, quais respostas foram mais recorrentes, o que aparece mais, o que é possível ver durante menos tempo etc. Se achar necessário, amplie a discussão com textos sobre as constelações e os nomes especí- ficos (Gêmeos, Touro, Cão Menor e Maior, Unicórnio, Órion, Erida- no, Popa, Lebre, Pomba etc.). Na Enciclopédia visual Recreio e na Missão espaço: uma viagem pelo Universo, ambas publicadas pela Editora Abril, é possível encontrar textos sobre as estrelas e a for- mação das constelações. •P24 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas ou estabelecendo conexões com os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. Port3ºAnoParte2PROF.indd 163Port3ºAnoParte2PROF.indd 163 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    164 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A estratégia utilizada aqui no- vamente é a comparação de dois textos. Nos verbetes poéticos, José Paulo Paes brinca com as palavras dando explicações que se apoiam no mundo real, mas que apontam para o jogo da fic- ção e da fantasia. Explore com os alunos as metáforas, as compara- ções e outros elementos poéticos que fazem com que esses textos tenham elementos do verbete (representação de uma explica- ção), mas com tom poético. Aju- de os alunos na comparação com um verbete de enciclopédia que apresenta o mesmo animal com linguagem mais objetiva e técni- ca. Além disso, há um conjunto de explicações para a produção de luz no corpo do vaga-lume. •P16 Explicitar o assunto do texto. •P21 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do verbete: título, subtítulos e corpo do texto. •P22 Examinar o uso de recursos gráficos no verbete: negrito, itálico, marcadores e numeração. A lanterna usada pelo guarda-noturno relaciona-se com a emissão de luz pelos vaga-lumes. Port3ºAnoParte2PROF.indd 164Port3ºAnoParte2PROF.indd 164 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 165 •P14 Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e valores. •P15 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P16 Explicitar o assunto do texto. •P21 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna do verbete: título, subtítulos e corpo do texto. Port3ºAnoParte2PROF.indd 165Port3ºAnoParte2PROF.indd 165 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    166 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Combine com o professor da sala de informática, para que os alunos observem os links, nesse mesmo texto e/ou em outro(s), clican- do neles com o mouse. Chame a atenção para o aprofundamento que esse recurso permite, bem como para a facilidade desse procedimento do mundo virtual. Apesar de os verbetes serem diferentes, isso não significa que um esteja “errado” e o outro “certo”, tendo em vista a função de cada um deles: enquanto o verbete do poema pretende ser irreverente e divertir o leitor, o verbete da enciclopédia visa dar informação completa e precisa sobre o termo buscado. Porque é um poema, que não traz uma explicação científica. Na enciclopédia virtual é possível “clicar” com o mouse no termo destacado e ser direcionado a uma nova janela com a definição do termo ou a algum artigo que o discuta. Port3ºAnoParte2PROF.indd 166Port3ºAnoParte2PROF.indd 166 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 167 Port3ºAnoParte2PROF.indd 167Port3ºAnoParte2PROF.indd 167 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
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    168 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoParte2PROF.indd 168Port3ºAnoParte2PROF.indd 168 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 169.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 169 Em relação ao tratamento do tema, o texto de divulgação científica se aproxima mais do verbete da enciclopédia, visto que não traz apenas a definição do termo, mas procura expandi-la com informações adicionais, relacionando o termo da entrada a outros tópicos (por exemplo, ao explorar por que o vaga-lume pisca). Port3ºAnoParte2PROF.indd 169Port3ºAnoParte2PROF.indd 169 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 170.
    170 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Os alunos devem responder conforme seus conhecimentos enciclopédicos sobre os dois animais. Oriente para que eles topicalizem e enumerem seus conhecimentos sobre cada animal. Port3ºAnoParte2PROF.indd 170Port3ºAnoParte2PROF.indd 170 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 171.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 171 Chame a atenção dos alunos para as cores e imagens que dialogam com o texto explicativo, reforçan- do e tornando didáticas algumas definições e explicações. Leve os alunos a perceber o porquê de a enciclopédia utilizar ilustrações e não fotografias, ampliando a discussão para a relação entre o texto e o leitor ideal (crianças). A organização das páginas, os títulos e a disposição dos textos verbais em blocos podem também ser enfatizados durante sua media- ção. Se necessário, complemente a discussão sobre os animais com outros textos de enciclopédia, documentários ou reportagens. •P15 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P16 Explicitar o assunto do texto. •P22 Examinar o uso de recursos gráficos no verbete: negrito, itálico, marcadores e numeração. Port3ºAnoParte2PROF.indd 171Port3ºAnoParte2PROF.indd 171 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 172.
    172 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoParte2PROF.indd 172Port3ºAnoParte2PROF.indd 172 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 173.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 173 Se possível, traga para a sala de aula o livro Bichos que existem & bichos que não existem, de Arthur Nestrovski, para que os alunos co- nheçam a obra e possam ter con- tato com a explicação dada para outros animais e seres fantásticos. Explore as ilustrações de Maria Eugênia, comparando-as com as dos verbetes de enciclopédia. As atividades solicitam que os alunos comparem os textos para sistema- tização das diferentes formas de falar dos animais. É importante observar o estilo, discutindo algu- mas características presentes nos dois em análise. A personificação do cavalo-marinho, por exemplo, é mais visível no texto literário do que no de divulgação científica. •P15 Estabelecer a relação entre o título e o corpo do texto ou entre as imagens (fotos, ilustrações) e o corpo do texto. •P16 Explicitar o assunto do texto. A cor verde no texto sobre a preguiça representa a floresta tropical, enquanto o azul do texto sobre o cavalo-marinho representa os oceanos. A preguiça pode ser chamada de bicho-preguiça, e o cavalo-marinho, de hipocampo. Port3ºAnoParte2PROF.indd 173Port3ºAnoParte2PROF.indd 173 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 174.
    174 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A imagem 1 mostra que a preguiça vive agarrada às árvores. A imagem 2 mostra que sobre a pele da preguiça podem brotar algas verdes, nas quais as borboletas põem ovos. A imagem 3 mostra que a preguiça desce ao chão para fazer um buraco e depositar suas fezes. A imagem 4 mostra que a fêmea coloca os ovos dentro da bolsa do macho. A imagem 5 mostra o cavalo-marinho macho “expulsando” os filhotes da bolsa. Port3ºAnoParte2PROF.indd 174Port3ºAnoParte2PROF.indd 174 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 175.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 175 No quadro do item f, oriente os alunos na ordenação das infor- mações e na topicalização dos itens para organizar o processo de sistematização. O texto tem esse título porque o cavalo-marinho é um animal que vive escondido no meio das algas. Os filhotes se agarram a uma alga e aspiram pequenos animais ao redor. Resposta pessoal Port3ºAnoParte2PROF.indd 175Port3ºAnoParte2PROF.indd 175 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 176.
    176 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoParte2PROF.indd 176Port3ºAnoParte2PROF.indd 176 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 177.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 177 O verbete é objetivo, informa sobre o bicho; o texto 3 parece verbete, mas é um texto literário saboroso, alegre e crítico. Não. A imagem do texto literário refere-se ao fundo do mar, focalizando várias representações de “peixes”. Nota-se que não há nenhuma imagem de cavalo-marinho. X X Port3ºAnoParte2PROF.indd 177Port3ºAnoParte2PROF.indd 177 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 178.
    178 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P19 Produzir verbete a partir de informações coletadas em pesquisa prévia, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. •P20 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. Port3ºAnoParte2PROF.indd 178Port3ºAnoParte2PROF.indd 178 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 179.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 179 Port3ºAnoParte2PROF.indd 179Port3ºAnoParte2PROF.indd 179 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 180.
    180 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoParte2PROF.indd 180Port3ºAnoParte2PROF.indd 180 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 181.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 181 •P23 Explicar e ouvir com atenção assunto pesquisado no verbete de enciclopédia infantil. Port3ºAnoParte2PROF.indd 181Port3ºAnoParte2PROF.indd 181 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 182.
    182 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Converse com os alunos a res- peito do que aprenderam sobre verbete de curiosidades e de en- ciclopédias, assim como sobre a produção do caderno de “porquês” e do verbete sobre bichos para o mural da classe. Discuta os pon- tos mais interessantes e as di- ficuldades que encontraram para ler e escrever os textos. Propo- nha algumas perguntas: “O que aprendemos sobre os verbetes?”, “Como as informações podem ser divulgadas?”, “O que aprendemos sobre pesquisa?”, “O que ainda temos curiosidade de saber?”. Oriente os alunos para outras pesquisas e a possível continui- dade do mural da classe com ou- tras temáticas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 182Port3ºAnoParte2PROF.indd 182 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 183.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 183 Ao longo desta Unidade, preten- de-se que os alunos leiam e es- crevam textos do gênero regras de jogo, recordem jogos apren- didos na infância, conheçam novos e ensinem alguns deles e suas regras para outras pessoas. Seu objetivo principal é a mon- tagem, na sala de leitura ou em um canto da sala de aula, de um espaço com diferentes jogos, uma ludoteca, para os alunos do 3o ano, que pode ser depois aber- ta à visitação de outras turmas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 183Port3ºAnoParte2PROF.indd 183 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 184.
    184 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P1 Relacionar as regras de jogo à situação comunicativa e ao suporte em que circulam originalmente. Cada uma das atividades propos- tas terá um produto específico: confecção de jogos de tabuleiro com as regras escritas na caixa ou em anexo, folhetos e cartazes com as regras de determinado jogo. Seria importante, nesses momentos, discutir com o grupo a melhor forma de deixar as re- gras dos jogos disponíveis para os alunos que frequentarem o espaço. Haverá uma caixa para guardar cada um? As regras se- rão escritas nela? Será feito um folheto à parte? São feitas su- gestões no material, mas cabe também julgar o que seria mais adequado tendo em vista o espa- ço, a conservação do material, a praticidade etc. Port3ºAnoParte2PROF.indd 184Port3ºAnoParte2PROF.indd 184 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 185.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 185 •P1 Relacionar as regras de jogo à situação comunicativa e ao suporte em que circulam originalmente. •P3 Estabelecer relações entre o texto escrito e as imagens (foto e ilustrações) quando houver. •P10 Explicar e ouvir com atenção instruções que descrevam como jogar. •P12 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas. Resposta pessoal Sistematize oralmente as regras do dominó. Caso os alunos não saibam as regras, sugira uma pesquisa com pais ou colegas da escola. Para essa aula, é impor- tante que tenham contato com as peças do jogo para que pos- sam compreender as atividades e jogar. Port3ºAnoParte2PROF.indd 185Port3ºAnoParte2PROF.indd 185 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 186.
    186 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Batida simples, batida carroção, batida lá e lô, batida cruzada. Port3ºAnoParte2PROF.indd 186Port3ºAnoParte2PROF.indd 186 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 187.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 187 Na questão 3, é desejável que cada grupo tenha um dominó para jogar e teste antes de fazer sua apresentação para a classe. Se quiser, organize um torneio de dominó. Durante sua mediação das atividades, explore o sentido de “adversário” e “duplas” nos jogos. Na questão 4, oriente a pes- quisa e o tempo de que os alu- nos devem dispor para trazer os resultados para a sala de aula. Sistematize as informações que trouxerem, discutindo com eles como os entrevistados aprende- ram a jogar e o que sabem sobre as regras do dominó. Ressalte que muitas vezes as pessoas apren- dem oralmente ou pela observa- ção do próprio jogo, diferente- mente de outros jogos em que a leitura das regras é necessária. Port3ºAnoParte2PROF.indd 187Port3ºAnoParte2PROF.indd 187 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 188.
    188 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Como já salientado na introdução desta Unidade, as regras de jogo, em sua forma de composição, não são simplesmente uma sequência de ações, mas constituem uma sequência de instruções (des- crições de ação) ou interditos (proibições) que têm de ser se- guidos para o bom funcionamento do jogo, e compõem, pois, um texto do tipo injuntivo. Portanto, apresentam verbos no imperativo (em destaque nas regras dos três jogos dessas páginas), no infini- tivo ou no futuro do presente. Se necessário, explore outras regras de jogo, consultando com os alu- nos o site indicado. •P3 Estabelecer relações entre o texto escrito e as imagens (foto e ilustrações) quando houver. •P7 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna das regras de jogo: inventário das peças, objetivo, instruções. Passa-anel Port3ºAnoParte2PROF.indd 188Port3ºAnoParte2PROF.indd 188 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 189.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 189 Queimada Bolinha de gude Port3ºAnoParte2PROF.indd 189Port3ºAnoParte2PROF.indd 189 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 190.
    190 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP •P8 Examinar o uso das formas verbais no infinitivo ou no imperativo para executar as instruções. Os verbos se referem a ações específicas do jogo e, como estão no imperativo, indicam ordem. A queimada Port3ºAnoParte2PROF.indd 190Port3ºAnoParte2PROF.indd 190 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 191.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 191 Cada cor representa um time do jogo queimada, assim como os espaços específicos que devem ocupar durante o jogo. Resposta pessoal Port3ºAnoParte2PROF.indd 191Port3ºAnoParte2PROF.indd 191 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 192.
    192 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Ao longo dessa atividade, discuta com os alunos como as imagens podem dar sentido ao texto ver- bal, que pode parecer impreciso quando isolado. Vale a pena re- tomar a discussão sobre a impor- tância da imagem trabalhada na questão 4 da atividade 2, que não aparece apenas como um enfeite ou uma ilustração, mas contribui efetivamente e é fun- damental para a construção de sentido pelo leitor. Port3ºAnoParte2PROF.indd 192Port3ºAnoParte2PROF.indd 192 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 193.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 193 Para esses jogos, será necessário que os alunos, com a ajuda de adultos, confeccionem: 1. saquinhos de tecido de mais ou menos 4 × 3 cm, com enchi- mento de areia ou grãos de arroz ou sementes. Organize uma con- fecção coletiva na sala de aula ou escreva um bilhete para as famí- lias pedindo que providenciem os saquinhos. Se escolher a segunda alternativa, aproveite para fazer a escrita coletiva do bilhete: os alunos ditam e você registra na lousa. Depois, peça que copiem em folhas pautadas para entregar à família. Quando a classe tiver o material necessário, inicie as roda- das. Para isso, organize grupos de três ou quatro participantes e peça que leiam a regra do jogo. Verifique se compreenderam e, em seguida, deixe que joguem um tempo livremente, retomando sempre a regra. 2. um tabuleiro para o jogo de damas, feito em cartolina ou pa- pelão – se puder ser plastificado, durará mais. As peças podem ser tampinhas pintadas, botões etc. •P3 Estabelecer relações entre o texto escrito e as imagens (foto e ilustrações) quando houver. •P4 Estabelecer a sequência temporal das instruções para poder jogar. •P7 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna das regras de jogo: inventário das peças, objetivo, instruções. •P8 Examinar o uso das formas verbais no infinitivo ou no imperativo para executar as instruções. •P9 Identificar marcadores espaciais: dentro/fora, em cima/ embaixo, direita/esquerda etc., para compreender alguns de seus usos. •P10 Explicar e ouvir com atenção instruções que descrevam como jogar. •P11 Compreender instruções orais para poder jogar. •P12 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 193Port3ºAnoParte2PROF.indd 193 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 194.
    194 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Talvez eles tenham alguma di- ficuldade no início, por isso é importante que você e outros jogadores experientes (entre os próprios alunos) acompanhem as primeiras tentativas de jogo, sempre retomando as regras. Port3ºAnoParte2PROF.indd 194Port3ºAnoParte2PROF.indd 194 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 195.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 195 Port3ºAnoParte2PROF.indd 195Port3ºAnoParte2PROF.indd 195 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 196.
    196 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoParte2PROF.indd 196Port3ºAnoParte2PROF.indd 196 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 197.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 197 Antes da leitura da atividade, explore as hipóteses e conheci- mentos prévios dos alunos so- bre o jogo da velha: “Quem já jogou?”, “Quem conhece as re- gras?”, “Quem pode explicar oral- mente as regras?”, “Quem sabe por que se chama jogo da velha?”. Essas questões são importantes para que contextualizem as in- formações do texto. Se possível, mostre no mapa-múndi onde se localiza a Inglaterra, explorando as origens do jogo e do nome. Na sala de informática, organize os alunos para jogarem no com- putador; antes, porém, deixe-os treinar na lousa ou no caderno. No computador, eles podem jogar com a própria máquina ou em du- pla. Algumas informações apare- cem em língua inglesa; portanto, oriente-os. Há outros jogos nos sites que podem ser explorados, por meio da discussão das regras ou de como se aprende jogando por tentativas de acerto e erro. •P1 Relacionar as regras de jogo à situação comunicativa e ao suporte em que circulam originalmente. •P3 Estabelecer relações entre o texto escrito e as imagens (foto e ilustrações) quando houver. •P10 Explicar e ouvir com atenção instruções que descrevam como jogar. •P11 Compreender instruções orais para poder jogar. •P12 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 197Port3ºAnoParte2PROF.indd 197 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 198.
    198 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 2 4 1 6 3 5 •P4 Estabelecer a sequência temporal das instruções para poder jogar. Port3ºAnoParte2PROF.indd 198Port3ºAnoParte2PROF.indd 198 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 199.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 199 Converse com os alunos sobre a função do cartaz no espaço de jo- gos e sobre as informações que podem ser acrescentadas às regras, além da descrição das ações (onde jogar, material necessário, núme- ro de participantes, objetivo do jogo etc.). É importante levantar questões como: “Onde colocar?”, “Qual nosso público-alvo?”, “Como chamar a atenção dele?”. 2 2 1 1 4 4 3 3 •P3 Estabelecer relações entre o texto escrito e as imagens (foto e ilustrações) quando houver. •P4 Estabelecer a sequência temporal das instruções para poder jogar. •P5 Reescrever regras de jogos conhecidos a partir de modelo, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. •P6 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. •P7 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna das regras de jogo: inventário das peças, objetivo, instruções. Port3ºAnoParte2PROF.indd 199Port3ºAnoParte2PROF.indd 199 9/16/10 11:17 AM9/16/10 11:17 AM
  • 200.
    200 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Port3ºAnoParte2PROF.indd 200Port3ºAnoParte2PROF.indd 200 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 201.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 201 A tabela da questão 1 dá ideia de alguns tópicos essenciais a serem atendidos com a pesquisa para que a apresentação oral pos- sa ser preparada com base nessas informações. Seria interessante se houvesse a possibilidade de trazer pessoas da família dos alunos para falar sobre os jogos que jogavam, especialmente se for algum jogo não mais praticado ou pouco co- nhecido hoje. Isso dará possibili- dade de escolher novos jogos para compor o espaço de jogos organi- zado pela classe. •P1 Relacionar as regras de jogo à situação comunicativa e ao suporte em que circulam originalmente. •P4 Estabelecer a sequência temporal das instruções para poder jogar. •P5 Reescrever regras de jogos conhecidos a partir de modelo, levando em conta o gênero e o seu contexto de produção. •P6 Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão sobre a língua e a linguagem. Port3ºAnoParte2PROF.indd 201Port3ºAnoParte2PROF.indd 201 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 202.
    202 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP É possível dar encaminhamen- tos diferentes à questão 2. Se vários familiares vierem auxiliar os alunos na apresentação, pode ser organizado um evento, com a confecção de um cronograma, convites, cartazes de divulgação para a escola, enfim, uma estrutu- ração maior. Caso não haja tempo ou participantes suficientes para esse evento, a apresentação pode ser realizada entre os alunos, com base na pesquisa realizada. É importante que os grupos façam um planejamento da exposição oral sobre os jogos, utilizem elementos que possam auxiliá-los na apresen- tação, como cartazes e imagens, e decidam a ordem dos apresentado- res (Quem falará? Quando? Sobre que tema?). A gestão do tempo para essas atividades é fundamen- tal, pois eles precisam: • realizar a pesquisa; • organizar os dados; • planejar a apresentação; e • ensaiar a apresentação. Port3ºAnoParte2PROF.indd 202Port3ºAnoParte2PROF.indd 202 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 203.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 203 Port3ºAnoParte2PROF.indd 203Port3ºAnoParte2PROF.indd 203 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 204.
    204 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Discuta com a turma a tabela de avaliação da exposição oral, acrescentando algum item caso haja necessidade. Você pode, ain- da, estipular, com os alunos, re- gras para a apresentação e propor a avaliação de cada apresentador pelos colegas, que farão alguns registros, de acordo com a ta- bela discutida em sala de aula. Depois, promova a votação dos jogos apresentados de que mais gostaram, para decidir quais deles irão para o espaço de jogos. A atividade de produção pode ser feita em grupos. •P10 Explicar e ouvir com atenção instruções que descrevam como jogar. •P11 Compreender instruções orais para poder jogar. •P12 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 204Port3ºAnoParte2PROF.indd 204 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 205.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 205 Vá com os alunos ao pátio ou a uma quadra da escola e oriente- -os para fazer as medidas no chão e acertar o espaço para o jogo. Seria interessante organizá-los em grupos e realizar um campeo- nato. Se possível, leve-os à sala de informática para que assistam a vídeos sobre como outros jo- gos indígenas são praticados na aldeia e selecionem alguns para também jogarem na escola. Aces- se, por exemplo, o site: <http:// pibmirim.socioambiental.org/ como-vivem/brincadeiras>. •P1 Relacionar as regras de jogo à situação comunicativa e ao suporte em que circulam originalmente. •P7 Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna das regras de jogo: inventário das peças, objetivo, instruções. •P9 Identificar marcadores espaciais: dentro/fora, em cima/ embaixo, direita/esquerda etc., para compreender alguns de seus usos. Port3ºAnoParte2PROF.indd 205Port3ºAnoParte2PROF.indd 205 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 206.
    206 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Na questão 2, retome com os alunos a estrutura das regras, em que os verbos vêm no infinitivo ou no imperativo. Discuta com eles a melhor forma de organizá- -los para deixar as regras o mais claras possível para os jogadores. trace corra troque Saia Faça lembre pule •P8 Examinar o uso das formas verbais no infinitivo ou no imperativo para executar as instruções. Port3ºAnoParte2PROF.indd 206Port3ºAnoParte2PROF.indd 206 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 207.
    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 207 Faça uma leitura do texto com a turma, explorando aspectos es- senciais para compreender o jogo e suas regras como parte da cul- tura de diversos povos. Dedique um tempo para jogar os jogos citados com os alunos. Em seguida, discuta qual a melhor for- ma de estruturar suas regras para que também façam parte do es- paço. Neste momento, é essencial levá-los a perceber a sequência temporal das instruções nos jogos. Organize uma exploração oral na qual os alunos descrevam as instruções para a montagem da peteca. Como eles já conhecem a estrutura do tipo de texto injun- tivo, trabalhada ao longo de toda a Unidade, é importante chamar a atenção deles para essa estrutura na organização das falas. •P1 Relacionar as regras de jogo à situação comunicativa e ao suporte em que circulam originalmente. •P3 Estabelecer relações entre o texto escrito e as imagens (foto e ilustrações) quando houver. •P4 Estabelecer a sequência temporal das instruções para poder jogar. •P10 Explicar e ouvir com atenção instruções que descrevam como jogar. •P11 Compreender instruções orais para poder jogar. •P12 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 207Port3ºAnoParte2PROF.indd 207 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 208.
    208 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP Tobdaé, mangá e yó Port3ºAnoParte2PROF.indd 208Port3ºAnoParte2PROF.indd 208 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 209 Port3ºAnoParte2PROF.indd 209Port3ºAnoParte2PROF.indd 209 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
  • 210.
    210 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP A estrutura do texto é a mesma e ele também tem por finalidade orientar ações em uma sequência específica, mas, diferentemente das regras, não com o objetivo de ensinar a jogar, e sim com o de confeccionar uma peteca. •P10 Explicar e ouvir com atenção instruções que descrevam como jogar. •P11 Compreender instruções orais para poder jogar. •P12 Participar de situações de intercâmbio oral, formulando perguntas. Port3ºAnoParte2PROF.indd 210Port3ºAnoParte2PROF.indd 210 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
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    LIVRO DO PROFESSORLÍNGUA PORTUGUESA · 3O ANO 211 Utilize o quadro de avaliação para perceber que aspectos do gênero eles dominam e quais precisam ser revistos. É importante discuti-lo com os alunos, mostrar exemplos na lousa ou realizar uma primei- ra avaliação coletiva de um texto produzido por eles. A abrangência do torneio será determinada pelo interesse dos alunos, que podem convidar ou- tras classes para participar dele. É fundamental a discussão sobre a importância das regras da com- petição, para determinar quem ganhará cada jogo e quem será o campeão (como serão computa- dos os pontos, quais as regras das partidas etc.). Os alunos podem fazer a divulgação e as inscrições para quem quiser participar, assim como montar oficinas de confec- ção de petecas para o grande dia. Seria interessante que, no ato da inscrição, fosse entregue a cada jogador uma cópia das regras do jogo. Depois de tudo agendado, é hora de fazer uma tabela com o nome dos participantes, a classe representada, as datas dos jogos. Port3ºAnoParte2PROF.indd 211Port3ºAnoParte2PROF.indd 211 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM
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    212 CADERNOS DEAPOIO E APRENDIZAGEM · SMESP É importante que os alunos não comentem apenas os jogos e brincadeiras, mas o gênero es- tudado: regras de jogo. Por isso, explique que devem escrever so- bre os jogos e também sobre o que aprenderam sobre as regras: “Como elas são organizadas?”, “Que elementos elas apresen- tam?”, “Quais são suas caracte- rísticas?”, “As imagens são impor- tantes para auxiliar o jogador?”. Se possível, retome o assunto em um quadro-síntese, que pode ser construído coletivamente com a turma. Explore, ainda, as apren- dizagens da exposição oral. Port3ºAnoParte2PROF.indd 212Port3ºAnoParte2PROF.indd 212 9/16/10 11:18 AM9/16/10 11:18 AM