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        DIEGO ANDRADE CERQUEIRA




  A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA
Desde os séculos passados até os dias de hoje




     ETE. “RUBENS DE FARIA E SOUZA”
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             SOROCABA/ 2004
        DIEGO ANDRADE CERQUEIRA




  A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA
Desde os séculos passados até os dias de hoje


                         TCC apresentado à ETE. “Rubens de Faria e
                         Souza.”, como exigência parcial para conclusão
                         do   Curso   do   Ensino   Médio    em      2004
                         _______________
                         Orientador: Prof.(a) Acidália C. Moretti.




  ETE. “RUBENS DE FARIA E SOUZA”

             SOROCABA/ 2004
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      Dedico aos meus pais que não
     mediram esforços para investir
  em minha formação acadêmica,
   o que tornou possível a abertura
das portas de uma vida profissional
        de grandes sucessos a mim.
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                        AGRADECIMENTOS

                  Agradeço a Deus que a cada dia me dá sabedoria e
vigor, para avançar sempre vencendo a todas as barreiras que se
interpõem em meu caminho.


                  Agradeço a Ângela Maria Exner, valorosa amiga, sempre
presente em todos os momentos, dedicada, alegre e compreensiva.


                  Agradeço aos professores que se empenharam em ser
      mais que instrutores e com sua dedicação trouxeram para mim
      conselhos e momentos que haverei de levar por toda minha vida, a
      saber, Cíntia, Fátima, Acidália e Márcia.


                        Agradeço a Sergio Rosa e Kaliny Lourenção
Consorte, instrutores de informática, pelo apoio dispensado para o
enriquecimento de meus conhecimentos relacionados à minha profissão.


                        Agradeço aos meus pais por todo apoio que
dispensaram durante a elaboração deste trabalho.


                        Agradeço a mim mesmo pelas horas de dedicação
aos estudos autodidatas que tornaram possível a elaboração deste
trabalho.
6




                               RESUMO




                   Visando justamente apresentar de uma forma clara
e objetiva a história da informática, que impulsiona a globalização
atualmente, foi desenvolvida esta obra que mostra os principais
acontecimentos que desencadearam esta revolução digital que está presente
em todos os lugares e campos da humanidade. De uma maneira dinâmica
são apresentados ordenadamente os acontecimentos no campo da
informática desde a criação do primeiro computador eletrônico até os
microcomputadores presentes em milhares de casas, é apresentada a internet
desde a sua criação para fins relacionados à guerra até a sua popularização
atual. Esta obra foi desenvolvida com o justo intuito de preencher um espaço
deixado pela falta de livros de informática que nesta linha de pensamento
demonstrem a história da informática utilizando-se de termos técnicos
acessíveis. O que há hoje a respeito da evolução da informática são vagos
resumos       de     alguns    fatos    relevantes,    porém     sem     uma
explicação aprofundada. A obra foi divida por categorias e as categorias por
assuntos de maneira bastante objetiva. Através deste minucioso estudo é
possível compreender de forma mais facilitada os avanços tecnológicos da
atualidade, quebrar certas credulidades impostas por mitos pregados pelas
corporações participantes, mostrar idéias que também foram ou/e ainda são
inovadoras, de maneira a apresentar a informática sob um ângulo menos
unilateral, podendo-se assim aproveitar este estudo de forma a utilizar-se da
informática de uma maneira que favoreça um maior progresso. Pois somente
conhecendo-se as várias marcas, plataformas e tecnologias que se pode
então afirmar e aplicar as que se apresentam como as melhores.
7



                                                 SUMÁRIO
INTRODUÇÃO......................................................................................          01


1. O QUE É INFORMÁTICA.................................................................                   03
  1.1. Classificação...............................................................................       03
  1.2. Tipo de Computadores................................................................               03
  1.3. As Gerações...............................................................................         04
  1.4. Classificação do Porte dos Computadores.................................                           05
  1.6. Classificação dos Microcomputadores........................................                        06


2. A ORIGEM DOS COMPUTADORES................................................                              08


3. INÍCIO DA ERA DA COMPUTAÇÃO................................................                            12
  3.1. Aplicação da Tecnologia das Máquinas......................................                         12
  3.2. Sistemas Numéricos...................................................................              13


4. COMPUTADORES DE PRIMEIRA GERAÇÃO................................                                       14
  4.1. Mark I..........................................................................................   14
  4.2. Hitler, o destruidor de projetos...................................................                15
  4.3. Colossus.....................................................................................      16
  4.4. Eniac...........................................................................................   17
  4.5. Válvulas Termoiôncas.................................................................              19
  4.6. Edvac..........................................................................................    19
  4.7. Edsac..........................................................................................    20


5. COMPUTADORES DE SEGUNDA GERAÇÂO................................                                        20
  5.1. Transistores................................................................................       20
  5.2. Linguagens de Programação......................................................                    21
  5.3. Univac.........................................................................................    23
  5.4. Outras Inovações........................................................................           23
  5.5. Tradic..........................................................................................   24
8




6. COMPUTADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO...............................                                      24
  6.1. Circuito Integrado........................................................................       24
  6.2. Componentes com tecnologia CI................................................                    25
  6.3. Os primeiros Microcomputadores...............................................                    26
  6.4. Altair 8800...................................................................................   27
  6.5. Linguagens de Programação......................................................                  28
  6.6. Final da Terceira Geração..........................................................              29


7. COMPUTADORES DE QUARTA GERAÇÃO..................................                                     30
 7.1. Circuito Integrado em Larga Escala.............................................                   30
  7.2. Microprocessadores de Quarta Geração....................................                         30


8. COMPUTADORES DE QUINTA GERAÇÃO....................................                                   32
  8.1 Circuitos Integrados de VLSI.......................................................               32
  8.2. Multiprogramação.......................................................................          33
  8.3. Teleprocessamento.....................................................................           33
  8.4. Linguagens de Programação......................................................                  34


9. SOFTWARE......................................................................................       39
  9.1. O que é?.....................................................................................    39
  9.2. Classificação de Softwares.........................................................              40


10. HARDWARE...................................................................................         44
  10.1. Definição...................................................................................    44
  10.2. Componentes............................................................................         44


11. HISTÓRIA DOS COMPUTADORES IBM PC E PS/2.....................                                        71
  11.1 IBM-PC.......................................................................................    71
  11.2. IBM-PC XT................................................................................       73
  11.3. IBM-PCjr....................................................................................    74
9



  11.4. IBM-PC AT................................................................................          74
   11.5. IBM-PS/2..................................................................................        75
   11.6. IBM-PC’s Portáteis...................................................................             77
   11.7. A atualidade.............................................................................         78


12. FAMILÍA DE PROCESSADORES INTEL.......................................                                  79
  12.1. Origens – 8086/8088.................................................................               79
  12.2. Melhoria 80186/80188..............................................................                 81
  12.3. Evolução – 80286.....................................................................              82
  12.4. Tecnologia – 386......................................................................             83
  12.5. Inovação – 486..........................................................................           84
  12.6. Tecnologia dos Co-processadores Matemáticos......................                                  85
  12.7. Performance – Pentium............................................................                  86
  12.8. A tecnologia MMX.....................................................................              87


13. A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES APPLE MACINTOSH........                                                    88
  13.1. Apple II......................................................................................     88
  13.2. Outros Modelos Apple...............................................................                90
  13.3. Revolução Macintosh................................................................                92
  13.4. Viagem através doa anos na história do Apple Macintosh.......                                      94


14. HISTÓRIA DOS SISTEMAS OPERACIONAIS...............................                                     105
  14.1. Definição e CP/M......................................................................            105
  14.2. Microsoft DOS...........................................................................          108
  14.3. Unix...........................................................................................   108
  14.4. Microsoft Windows....................................................................             110
  14.5. Mac OS.....................................................................................       117
  14.6. IBM OS/2...................................................................................       118
  14.7. Linux .........................................................................................   118


15. A INTERNET...................................................................................         123
10



  15.1. As origens – ARPANET............................................................               123
  15.2. AS origens – WWW..................................................................             124
  15.3. Definições.................................................................................    125
  15.4. A Internet..................................................................................   125
  15.5. A Internet e as empresas..........................................................             126
  15.6. Geração Sites...........................................................................       129


16. CONCLUSÃO.................................................................................         130


BIBLIOGRAFIA.....................................................................................      132
11




                            INTRODUÇÃO



                   Se olharmos a nossa volta, certamente notaremos a
presença de diversos equipamentos eletrônicos, porém sem vislumbrar de
maneira aprofundada a importância que cada um representa para nossas
vidas, uma vez que isso somente acontece quando algum deles apresenta
algum problema que venha a inviabilizar o seu uso.
                   Devido ao avanço tecnológico do século passado, hoje é
impossível imaginar as nossas vidas sem as magníficas invenções que
ocupam os nossos lares, nosso local de trabalho e até mesmo lazer. As
invenções que surgiram ao longo dos tempos mudou as estruturas de nossas
vidas de alguma forma, tais como a roda, eletricidade, imprensa, automóvel,
televisor, entre outras, de maneira que hoje se uma delas faltar, certamente
causará grandes transtornos em nosso cotidiano, uma vez que se tornaram
imprescindíveis.
                   Mas de todas as invenções citadas acima, certamente o
computador é o que trouxe em menos tempo as mais radicais revoluções a
nível mundial. Hoje se o computador vier a faltar, certamente o mundo irá ficar
inerte, uma vez que hoje tudo está computadorizado, tudo está a um clique de
distância!
                   Criado a princípio apenas efetuar cálculos de uma maneira
menos complicada e rápida, os computadores tomaram dimensões de
importância tão grandes, que rapidamente passaram a contribuir de alguma
maneira em quase todos os campos da humanidade.
                   Potencialmente o equipamento mais versátil da atualidade,
pode ser utilizado para enviar e receber mensagens, ampliar os horizontes de
conhecimento, trazer entretenimento, possibilitar a comunicação mundial de
maneira simples, barata, rápida e eficaz, automatizar indústrias inteiras,
efetuar complicados cálculos, armazenar grandes quantidades de
informações de maneira dinâmica entre outras milhões de utilidades.
                   Justamente visando explorar um pouco deste vasto mundo
e de maneira clara e objetiva mostrar a evolução da informática é que esta
obra foi desenvolvida. O principal intuito é apresentar de forma clara para
aqueles que se utilizam diariamente do computador como ferramenta de
trabalho e desejam obter mais informações a respeito da evolução das
diferentes tecnologias que envolvem o mundo da informática e suas
aplicações, ou para aqueles que são usuários e desejam simplesmente
vislumbrar o histórico da informática desde os seus primórdios até os
presentes dias.
12



                   E com a grande demanda e crescimento das tecnologias
que envolvem o mundo da informática se faz necessário saber porque os
rumos assim são tomados e como avaliar o que cada corporação pode
oferecer tendo em vista o agir dela e os resultados trazidos ao longo dos
tempos.
                   Justamente também visando esta conscientização de que
não é necessário andar debaixo das regras ditadas pelas maiores
corporações que atuam no ramo da informática, muitas vezes de maneira
antiética é que são expressas as vantagens e desvantagens de cada uma das
tecnologias que surgiram e/ou estão presentes no nosso cotidiano.
                   E assim com base em mais de dois anos de pesquisa está
obra poderá assumir uma posição pouco difundida e explorada no mundo da
informática, de maneira a trazer para os que se utilizam da informática em seu
dia-a-dia uma visão mais crítica e menos unilateral a respeito do que se pode
visualizar no mercado a cada dia.
13



   1. O QUE É INFORMÁTICA?


      1.1. Classificação


                  Quando ouvimos a palavra informática, de imediato a
associamos aos computadores. Esta associação é muito lógica, pois nada
mais é do que a junção das palavras “informação” e “automática”, que
emergiram com os progressos realizados no domínio dos computadores que
estiveram na base do desenvolvimento desta nova ciência que denominamos
Cibernética. Informática nada mais é do que o tratamento automático da
informação através da utilização de técnicas, procedimentos e equipamentos
adequados.
                  O    minidicionário   “Silveira   Bueno”   define   a   palavra
“computador” como sendo: processador de dados capaz de aceitar
informações, efetuar “operações programadas e fornecer resultados para
resolução de problemas. Existem computadores de grande porte e os
microcomputadores. Quanto à evolução tecnológica os computadores se
dividem em: 1ª geração (utilização de válvulas); 2ª geração (utilização de
transistores); 3ª geração (utilização de circuitos integrados: chip). E a palavra
“informática” como sendo: “emprego da computação eletrônica na ciência ou
matéria da informação”.


      1.2. Tipo de Computadores


                  Há ainda uma classificação de tipos de computadores,
porém esta classificação é pouco difundida uma vez que na atualidade quase
todos os computadores utilizados são basicamente do mesmo tipo.
14



            1.2.1. Computadores Analógicos


                  São aqueles que operam por simulação de sinais elétricos
semelhantes e costumam ser aplicados em problemas de controle de
processos. A sua programação é integrada aos circuitos e não são muito
precisos e nem velozes. Possuem uma grande área de processamento e um
pequeno volume de entrada e saída de volume de dados.


            1.2.2. Computadores Digitais


                  Representam a programação e os dados através de
cadeias de dígitos binários (0 e 1). Encontram aplicação em praticamente
todos os campos de atividade humana, são mais precisos e velozes que os
computadores analógicos. Possuem uma pequena área de processamento de
dados e um grande volume de entrada e saída de dados.


            1.2.3 Computadores Híbridos


                  São os que possuem as características dos analógicos e
dos digitais. A entrada de dados é controlada por um conversor “analógico-
digital”, a informação é processada por um conversor digital e a saída é
canalizada por um conversor “digital-analógico”.


      1.3. As Gerações


                  A partir daí então é que se começa a dividir os
computadores, porém não há um consenso pré-determinado, há autores que
fazem a divisão em 4 gerações, outros em 5, outros em 6 e ainda outros em 3
ou 2, por isso convencionou-se fazer a divisão em 5 gerações.
15



      1.4 Classificação do Porte dos Computadores


                  Assim como a classificação dos computadores por geração
não é precisa, do mesmo modo não há um consenso com relação à
classificação do porte dos computadores. Por isso convencionou-se fazer a
classificação dos computadores em relação ao se porte em: super
computadores, minicomputadores e microcomputadores. Porém ainda assim
esta classificação não é muito difundida, pois computadores de diferentes
portes podem ser utilizados para desenvolver as mesmas tarefas, ainda que
em proporções diferentes.


            1.4.1. Super Computadores ou Mainframes


                  São utilizados em grandes corporações onde há uma
necessidade de processar grande volumes de dados. Sua aplicação consiste
em emissão de taxas e impostos, estatística, meteorologia, planejamento
econômico, sistemas bancários, controle de viagens espaciais entre outros.
Podem ocupar salas inteiras devido a exigência de uma alta capacidade de
processamento.


            1.4.2. Minicomputadores


                  São utilizados pelas médias empresas onde o volume de
informações a serem processadas é grande, mas menor em relação ao das
grandes corporações. Sua aplicação consiste em folhas de pagamento,
estatística, merketing e vendas, consultoria, controle de produtos e estoques,
planejamentos e produções entre outras atividades.
16



            1.4.3. Microcomputadores


                  É nesta categoria que se englobam os computadores
utilizados no dia-a-dia por milhões de pessoas em todo o mundo. Embora
possuam capacidade inferior de memória, velocidade e processamento são os
microcomputadores que movimentam a maior parte da economia baseada na
tecnologia da informação. Através deles pode se desenvolver tarefas
destinadas a uso doméstico e empresarial. São aplicados basicamente em
todos os campos da humanidade.


1.5. Classificação dos Microcomputadores


            1.5.1. Desktops


                  São os microcomputadores mais comuns de serem
encontrados. Geralmente são utilizados para aplicações domésticas e de
empresas. Apresentam construção modular, seus periféricos podem ser
unidos como alguns modelos da Apple e outros da antiga Compaq, ou
separados de sua Unidade Central de Processamento, como a maioria dos
computadores.
                  As vantagens que apresentam sobre os outros tipos de
microcomputadores são: baixo custo de manutenção e equipamentos, alta
capacidade de expansão, flexibilidade, tamanho relativamente bom para ser
transportado.


            1.5.2. Portáteis


                  São geralmente chamados de laptops ou notebooks. São
extremamente versáteis, uma vez que podem apresentar o mesmo
desempenho dos desktops com a vantagem de poderem ser transportados
17



para qualquer lugar, trazendo um melhor aproveitamento do tempo
principalmente para quem trabalha fora da empresa.
                   Os atuais laptops têm a vantagem de não somente ser
transportado     com   facilidade    como     também     de   poderem   trabalhar
desconectados da tomada através de uma bateria que os acompanha. Os
modelos atuais de notebook da plataforma IBM-PC são acompanhados com
baterias de duração média de uma hora e meia nos modelos básicos e
aproximadamente três horas e meia nos modelos mais sofisticados. Os
laptops da plataforma Apple-Macintosh geralmente são acompanhados com
baterias que duram aproximadamente cinco horas.
                   Outro importante fator a ser considerável nos laptops é o
seu peso. Os modelos básicos pesam em torno de três quilos e meio e os
mais sofisticados pesam em média um quilo e meio, uma grande revolução
em relação aos primeiros laptops que pesavam cerca de dez quilos, sendo
considerados por muitos, como computadores arrastáveis e não portáteis.
                   Atualmente       algo    importante   da   versatilidade   dos
computadores portáteis é sua alta capacidade de conectividade com a internet
e redes sem fio através da tecnologia Wi-fi. Com o objetivo de customizar a
versatilidade dos portáteis as empresas que fabricam processadores estão
incluindo em seus processadores tecnologias que visam dar maior controle
sobre a tecnologia Wi-fi e desenvolvendo processadores que possam oferecer
o maior desempenho com o menor gasto possível de energia, um exemplo
disso são os processadores Intel Centrino e Pentium M. Mas quem necessita
de performance extrema dos laptops ainda pode optar por processadores
como o Intel Pentium 4, que geralmente é muito utilizado nos desktops
profissionais.
                   Havia há pouco tempo atrás também de uso um pouco
mais popularizado, o equipamento Docking Station para laptops, que visava
aumentar seu desempenho transformando-o em um computador de mesa,
quando não estivesse sendo usado fora do ambiente de trabalho.
18



                   Embora ofereçam tecnologia e versatilidade, o maior
número de computadores vendidos ainda são os desktops, pois um notebook
pode chegar a custar de três a dez vezes mais caro que um desktop de
mesma configuração.
                   Em detrimento do alto custo que apresentam, as empresas
e usuários domésticos ainda optam na hora da compra pelos desktops.


              1.5.3. Workstations


                   Há Workstations de médio porte e as de mesmo porte de
microcomputadores. São computadores mais poderosos e mais caros.
Geralmente rodam sistemas operacionais como Windows 2000, 2003 ou
ainda NT (os mais antigos) e Unix. Sua utilização geralmente é restrita em
sistemas que exijam alto poder de processamento, segurança e confiabilidade
tais como: sistemas bancários, corporativos, governamentais, hospitalares
entre outros. Também há workstations para uso destinado à computação
gráfica, para criação de animações para vinhetas de TV, animações para a
internet, criação de desenhos voltados para produção industrial entre outros.


   2. A ORIGEM DOS COMPUTADORES


                   O homem sempre procurou uma maneira de produzir mais
com menos. E para satisfazer a essa exigência, ele desenvolveu máquinas
capazes de otimizar determinadas atividades, que se feitas por humanos,
seriam complicadas e morosas.
                   No princípio o homem se utilizava de hieróglifos e pinturas
em suas cavernas para expressar o seu viver. Essas e outras atividades que
visavam facilitar a sua vida diária, o levou a outras grandes descobertas como
o fogo, machado, roda, números entre outras que visavam inibir as suas
limitações.
19



                  No campo matemático podemos destacar que homem se
utilizava do sistema numérico decimal, que exigia um tipo de trabalho mais
aplicado e com isso mais vagaroso. Visando justamente suprir a esta
necessidade que foi inventado o Ábaco por volta de -3000 A.D.
                  O Ábaco é um dos mais antigos instrumentos de cálculos
de que se tem conhecimento. Ele era constituído por uma armação produzida
de madeira onde eram amarrados fios com pequenas pedras calcárias
denominadas Calculis. A estes eram atribuídos valores na ordem de
centenas, dezenas, unidades entre outras. Os cálculos eram feitos com o
deslocamento dos Calculis. Para a época isto representou uma revolução
suficiente para desencadear uma verdadeira corrida rumo ao desenvolvimento
de novos instrumentos de cálculo para atender a demanda. Porém ainda
assim o Ábaco é ainda usado nos dias de hoje em diversos países do oriente.
Pelo decorrer do tempo foram criados diversos instrumentos visando à
mecanização do cálculo, algo complexo para a humanidade resolver de forma
rápida.
                  Mas a primeira calculadora que realizava operações
básicas como adição e subtração foi criada por Blaise Pascal no século XVII.
Filósofo e cientista, Pascal cria aos seus dezoito anos de idade a Pascaline,
constituída de um mecanismo com certo número de rodas dentadas, que
tornava possível através de sucessivos giros a execução de cálculos de até
oito dígitos como presente nas calculadoras comuns de hoje. Porém sua
operação por ser vagarosa não apresentou nenhuma vantagem sobre o
famigerado cálculo manual.
                  Analisando a genialidade da criação de Pascal, Gottfried
Leibniz projetou uma máquina bem mais sofisticada que além de executar
operações de adição e subtração também multiplicava e dividia valores. A
máquina de Leibniz era constituída de cilindros de rodas dentadas e um
complexo sistemas de engrenagens capazes de assombrar qualquer
engenheiro contemporâneo.
20



                   As primeiras máquinas comercializadas no século XIX eram
baseadas nos princípios de funcionamento de sua máquina. Porém estas
máquinas não podem nem de longe serem comparadas à atual tecnologia
presente em nossas vidas. Elas trabalhavam basicamente combinando
números nela inseridos através de alavancas e relógios, desprovidas de uma
condição de armazenamento e um tipo de instrução automatizada.
Porém as coisas começaram a apresentar um avanço significativo a partir da
época da Revolução Industrial, quando definitivamente a idéia de substituir o
trabalho humano por máquinas começou a ser implantado.
Foi neste século que Charles Babbage deu um grande impulso ao
desenvolvimento das “Máquinas Matemáticas”.
                   Babbage dedicou sua vida ao projeto de tais máquinas,
porém sempre se deparou com problemas, pois a complexidade mecânica
que envolvia tais máquinas era excessiva para a época. Porém o seu objetivo
de criar máquinas que calculassem e imprimissem foi bem sucedido, pois foi
ele quem criou o conceito de uma leitora de cartões, que muito se
assemelham as nossas impressoras matriciais e que tornou possível técnicas
de programação que viriam a ser aplicadas no século XX.
Babbage idealizou um pequeno modelo constituído por 96 rodas e 24 eixos
que denominou “Máquina Diferencial”. Estimou aproximadamente 3 anos este
projeto, porém à medida que ele avançava novas idéias surgiam e
inutilizavam todo o trabalho anterior.
                   Logo após a “Maquina Diferencial”, Babbage passou ao
desenvolvimento da “Máquina Analítica”, que foi a primeira máquina
considerada programável, capaz de executar quaisquer cálculos, ainda que
através de programação externa. A máquina deveria dispor de uma memória
capaz de mil números de cinqüenta dígitos, comparando-os e agindo de
acordo com o resultado obtido. Sua limitação se baseava no fato de que toda
a informação seria armazenada em cartões perfurados, contendo programa e
dados, através de arames que podiam ou não perfurar os cartões, princípio
inicial da programação dos computadores eletrônicos.
21



Embora os projetos de Charles Babbage fossem revolucionários, sua
complexidade era tamanha que desencadearam diversos fracassos que
fizeram seu projetos permanecerem abandonados.
Na mesma época o inglês George Boole, depois de estudar várias teorias
matemáticas estabelece a “Lógica Formal” ou “Álgebra de Boole”. Através
desta lógica, foi permitido o estabelecimento de procedimentos que
identificam se uma situação é falsa ou verdadeira através de operadores
lógicos “AND”, “OR” e “NOT”, que foi de grande valia para o procedimento
para o uso da técnica de programação.
Outros matemáticos continuaram seus estudos após a morte de Boole,
criando os sistema de numeração binária, base dos modernos computadores
eletrônicos.
                 Foi nesta época que foi desenvolvida as diretrizes que
impulsionaram as atuais técnicas de programação (técnicas que inserem nas
máquinas os procedimentos e diretrizes para que elas realizem as
operações).
Foi Alan Turing quem criou o que hoje é à base de todas as técnicas de
programação, que consistia numa forma de inserir dados nas máquinas,
denominada decodificação.
                 Concretizava-se assim a ideologia da possibilidade de uma
máquina trabalhar com diversos tipos de dados diferentes, dependendo
apenas dos procedimentos e diretrizes que nela fossem inseridos, surgindo-se
assim a máquina programável.
22



   3. O ÍNICIO DA ERA DA COMPUTAÇÃO


      3.1. Aplicação da Tecnologia das Máquinas


                   Essa crescente evolução das máquinas de calcular e
computar tornou possível em 1890 à elaboração do Censo Estado-Unidense
por Herman Hollerith. Porém se ele se utilizasse da máquina presente na
época, só terminaria o censo na época de realizar outro (1900). Assim
Hollerith fez um aperfeiçoamento dos cartões perfurados e consegui com êxito
obter os resultados em três anos. Para isso ele introduziu o uso da
eletricidade em sua máquina. Os cartões eram introduzidos na máquina que
os lia a partir de pinos metálicos, que ao entrarem em contato com os cartões
ultrapassavam a as marcas perfuradas e entravam em contato direto com
uma superfície também metálica. No contato dos pinos com a superfície
metálica era transmitida uma corrente elétrica, que era registrada e
armazenada na memória da máquina. A máquina de Hollerith ficou conhecida
com Tabulador de Hollerith.
                   Em função do sucesso obtido com o censo, Herman
Hollerith fundou a TMC (Tabulation Machine Company) em 1896, se
associando em 1914 com outras duas pequenas empresas e formando a
Computing Tabulation Recording Company que veio a se tornar em 1924 a
famosa IBM (Internacional Business Machine).
                   Em 1930, os cientistas começaram a progredir nas
invenções de máquinas complexas sendo o Analisador Diferencial de Vanner
Bush o marco para o início da moderna era do computador.
Em 1936, Allan Turing faz a publicação de um artigo sobre números
computáveis e Claude Shannon demonstra numa tese a conexão entre a
lógica, simbólica e circuitos elétricos.
                   Em 1937, George Stibitz desenvolve em sua mesa de
cozinha um “Somador Binário”.
23



                  Porém ainda que haja estas menções acima, nada de novo
foi especialmente criado, tudo isto foi apenas um aperfeiçoamento das
máquinas já existentes.


      3.2. Sistemas Numéricos


                  Muitas pessoas alguma vez em suas vidas ouviram dizer
que o computador trabalha apenas com números e de uma maneira ainda
mais estranha, apenas com zeros e uns.
                  Visto que as informações dos computadores são passados
através de circuitos eletrônicos e estes são ativados através de impulsos
elétricos, estes podem apenas estabelecer apenas dois estados estáveis:
positivo e negativo. A partir daí então foi desenvolvido um sistema
representativo de apenas dois símbolos (0,1) que representam os impulsos
elétricos negativo e positivo respectivamente.
                  Todos os sistemas então obedecem a regra chamada de
“Sistema Posicional”, que determina que a composição de algarismos não
depende somente dos algarismos que o compõem como também a sua
devida posição.
                  Para que o computador possa processar uma informação
ele se utiliza da linguagem de máquina. Não importa se inserimos um dado
em letra ou número ou ainda vetores de desenho, para o computador isto tudo
sempre será representado por números.
                  As bases numéricas mais comuns na informática são
binária, decimal e hexadecimal.


            3.2.1. Sistema Binário


                  Usualmente aplicado na linguagem de máquina apresenta
somente os algarismos: 0 e 1.
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               3.2.2. Sistema Decimal


                    Usualmente      aplicado   em   diversas    linguagens    de
programação, vetores de imagens gráficas, cálculos é composto dos
algarismos: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.


               3.2.3. Sistema Hexadecimal


                    Usualmente      aplicado   em   algumas     linguagens    de
programação tem seu uso bastante difundido na aplicação de codificação de
cores, é composto pelos seguintes algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B,
C, D, E e F.


   4. COMPUTADORES DE PRIMEIRA GERAÇÃO


      4.1. Mark I


                    O crescente avanço nas tecnologias das máquinas
chamaram a atenção dos militares estado-unidenses, que interessados no
poder que estas máquinas poderiam trazer a longo prazo, investiram alto em
pesquisas e projetos, que começaram a trazer resultados durante a Segunda
Guerra Mundial.
                    Em meados de 1944, graças a grandes avanços obtidos no
campo da eletricidade, inicia-se a construção de uma máquina baseada nos
princípios de funcionamento de dispositivos eletromecânicos conhecidos
como relês. Assim pela primeira vez foram implementados os princípios da
Álgebra de Boole que foram implementados através de circuitos de
chaveamento, tipo abre e fecha de relês, de modo a expressarem alternativas
SIM/NÃO, 1/0, Ligado/Desligado, que identificam a validade ou não uma
proposição.
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                  Este incrível computador eletromecânico foi desenvolvido
na Universidade de Harvard, pela equipe do professor H. Aiken com ajuda
financeira da IBM, que veio a investir US$ 500.000,000 no projeto. Seu nome
era Mark I e era controlado por programa que usava o sistema numérico
decimal. Ele tinha 15 metros de profundidade e 2,5 metros de altura,
envolvido por vidro e aço inoxidável brilhante.
Suas principais características eram:
                   •     760.000 peças;
                   •     800 km de fios;
                   •     420 interruptores para controle;
                   •     Realizava uma multiplicação em 0,4 segundos;
                   •     Realizava uma divisão em aproximadamente 10
                   segundos;


                  O Mark I prestou serviços matemáticos na Universidade de
Harvard por dezesseis anos completos, apesar de não ter feito muito sucesso,
por razão de ser obsoleto antes mesmo de ser concluído. Um dos seus
maiores inconvenientes no uso, porém era o intenso ruído que emita quando
estava em funcionamento.


      4.2. Hitler, o destruidor de projetos


                  Em 1941, ao passo do desenvolvimento do Mark I, Konrad
Zuse, na Alemanha, já estava a criar modelos de teste muito superiores ao
Mark I: o Z1 e Z2. Logo após estes, completou um computador operacional
que chamou de Z3, que consistia num dispositivo controlado por programa
baseado no sistema binário, e era muito menor e de construção bem mais
barata que o famigerado Mark I.
                  Os computadores Z3 e logo a seguir o Z4, foram utilizados
na solução de problemas de engenharia de aeronaves e projetos de mísseis.
Zuse construiu outros vários computadores para fins especiais, mas não teve
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apoio do governo alemão. Hitler na época mandou embargar todas as
pesquisas científicas, excetos as de curto prazo, sendo que o projeto Zuse
levaria cerca de dois anos para ser concluído. Uma das principais aplicações
das máquinas de Zuse era quebrar os códigos secretos que os ingleses
utilizavam para se comunicarem com os comandantes no campo.


      4.3 Colossus


                  Em face o crescente avanço na tecnologia das máquinas
computáveis, em 1943, sob a liderança de Alan Turing, criador do que
originaria os parâmetros da programação moderna, foi desenvolvido o
computador Colossus, que era muito mais ambiciosa que o famigerado
Mark I, uma vez que ao invés de relés eletromecânicos se utilizava do novo e
revolucionário invento da época, as válvulas.
                  Trabalhando com símbolos perfurados numa argola de fita
de papel, o Colossos trouxe uma grande revolução para as máquinas da
época, pois utilizava-se da leitura fito elétrica, comparando a mensagem
cifrada no papel coma os códigos conhecidos até encontrar uma coincidência
e assim processar a informação.
                  O Colossus possuía aproximadamente 2.000 válvulas e era
capaz de processar até 25.000 caracteres por segundo. Por coincidência o
número de válvulas de que ele se utilizava era aproximadamente o número
proposto para a nova máquina que não lhe foi permitido desenvolver.
                  Em 1945, Jonh Von Nemann delineia os elementos críticos
de um computador, possibilitando-se assim uma melhora na resolução de
problemas e desenvolvimento de soluções para as máquinas computáveis.
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      4.4. Eniac


                    Com a invenção da válvula e com o aprimoramento da
álgebra de Boole, foi possível o desenvolvimento do primeiro computador
digital eletrônico de grande escala: o Eniac – Eletronic Numeric Integrator and
Calculator (Computador e Integrador Numérico Eltrônico).
                    Com o seu desenvolvimento impulsionado pela Segunda
Guerra Mundial, seu uso era voltado para efetuar cálculos balísticos e decifrar
códigos inimigos.
                    Projetado pelos engenheiros Jonh W. Mauchly e J. Presper
Eckert, que era um gênio em engenharia (desenvolveu um rádio a cristal com
apenas oito anos de idade e o colocou na ponta de um lápis), com o apoio do
Departamento de Material de Guerra do Éxercito dos Estados Unidos da
América, na Universidade da Pensilvânia, o Eniac representou a revolução
que teve a maior repercussão por todo o mundo, uma vez que era
extremamente melhor que as máquinas criadas até então.
                    Porém ainda que desenvolvido para fins militares, o
desenvolvimento do Eniac foi concluído em apenas 1946, um ano após o
término da Segunda Guerra Mundial.
                    Programado através de números binários aliados a álgebra
de Boole, diferentemente da programação baseada em números decimais que
estava presente em uma grande maioria das máquinas eletromecânicas, sua
principais características eram:
               • Totalmente eletrônico;
               • Possuía      17.468   válvulas   de   vidro   interligadas   por
                    aproximadamente 300 km de fios;
               • 500.000 conexões de solda;
               • Consumia aproximadamente 250 kW de potência elétrica
                    por hora (gasto aproximado de um mês inteiro na média de
                    casas da maioria da população do país);
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               • Alcançava altas temperaturas quando se encontrava em
                  plena operação;
               • Uma válvula queimava a cada cinco minutos;
               • Não     possuía    capacidade    de    armazenamento      de
                  informações em sua memória;
               • Eram necessários no mínimo 5 operadores;
               • Pesava por volta de 30 toneladas;
               • Ocupava uma área de aproximadamente 180 metros
                  quadrados    de   área   construída   e   com   altura   de
                  aproximadamente 9 metros;
               • 2 vezes maior que o Mark I;
               • Realizava uma soma em 0,0002 segundos e uma
                  multiplicação com números de 10 dígitos em apenas 0,005
                  segundos;


                  Ainda que possuísse um grande potencial para cálculos,
apresentava um enorme problema: com um número extremamente alto de
válvulas operando a uma taxa de 100.000 pulsos por segundo, havia 1,7
bilhão de chances por segundo de que uma válvula viesse a falhar,
apresentando também aquecimento demasiadamente alto. Em detrimento das
válvulas liberarem muito calor, mesmo com os ventiladores, a temperatura
subia às vezes até a 67ºC. Eckert, aproveitando-se da idéia que era utilizada
em equipamentos eletrônicos, diminuiu a tensão elétrica das válvulas,
reduzindo as falhas para apenas 1 ou 2 vezes por semana.
                  Embora tenha sido uma máquina extremamente poderosa
para a época, apresentava muitos inconvenientes que fizeram com que fosse
deixada de lado em 1948 e desativada em 2 de Outubro de 1955.
29



      4.5. Válvulas Termoiônicas


                   Embora apresentassem um grande avanço tecnológico, as
válvulas apresentavam os seguintes problemas:
               • Aquecimento demasiado;
               • Queima freqüente em razão do elevado aquecimento;
               • Elevado consumo de energia;
               • As válvulas eram relativamente lentas;


      4.6. Edvac


                   O sucessor do Eniac foi o Edvac – Eletronic Discrete
Variable Computer (Computador Eletrônico de Variáveis Discretas).
                   Também desenvolvido pelo engenheiro Eckert, o Edvac
trouxe alguns avanços significativos em relação ao Eniac, pois permitia que o
trabalho fosse acelerado com a capacidade de armazenamento de dados e
programas.
                   Os dados eram armazenados eletronicamente num meio
matéria composto de um tubo cheio de mercúrio, conhecido como linha de
retardo, onde cristais dentro do tubo geravam pulsos eletrônicos que se
refletiam para frente e para trás, tão lentamente quanto podiam com o objetivo
de reter a informação, semelhante a um desfiladeiro que retém um eco, que
Eckert descobriu por acaso ao trabalhar com um radar.
                   Embora apresentasse um sistema de armazenamento, este
não era seguro o suficiente.
                   Outra grande característica do Edvac era o poder de
codificar as informações em forma binária em vez da forma decimal, ao
contrário do Eniac que era programado por números binários e codificados no
sistema decimal, reduzindo assim significativamente o número de válvulas.
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      4.7. Edsac


                   Em 1949, o cientista inglês Maurice Wilkes, desenvolve o
Edsac      –     Eletronic      Delay     Storage    Automatic     Calculator
(Calculadora/Computador Automático com Armazenamento por Retardo
Eletrônico).
                   O Edsac além de se utilizar do avanço em questão de
armazenamento que o sistema de memória por retardo eletrônico, o que
marcou o seus sucesso foi o fato de ele ser o primeiro computador
operacional com a capacidade de armazenar os seus próprios programas.
                   Em face ao crescimento inicial da indústria do computador,
em 1951 surge o primeiro computador comercial o Leo.


5. COMPUTADORES DE SEGUNDA GERAÇÃO


      5.1. Transistores


                   Em meados de 1947 e 1948, os estudos realizados por
Willian Shockley, Jonh Bardeen e Walter Brattain, levam ao aparecimento de
um novo componente que revolucionou o mundo da eletrônica e da
informática: Transistor.
                   Desenvolvido em 1952 pela Bell Laboratories, o Transistor
passou a ser um componente básico na construção de computadores,
assinalando o início da Segunda Geração de Computadores.
                   Este      componente    baseava-se     nas    propriedades
semicondutoras de alguns elementos tais como o germânio e o silício,
representando assim uma versão de válvula em estado sólido.
                   Suas principais vantagens sobre a válvula:
                • Tamanho reduzido;
                • Menor dissipação de calor;
                • Menor consumo de energia elétrica;
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               • Apresentava maior velocidade de operação;
               • Mais confiável e sujeito a menores danos mecânicos;
               • Mais econômicos;


      5.2. Linguagens de Programação


            5.2.1 Assembly


                  Nesta geração de computadores inicia-se a imposição do
termo Software para a parte lógica da informática, composta basicamente por
programas e dados, e Hardware, para a parte física da informática, composta
por discos, máquinas, cabos entre outros.
                  Se houve uma crescente evolução nos computadores em
termos de hardware, também o mesmo aconteceu com as linguagens de
programação desde o Eniac. Até então a programação era feita em linguagem
de máquina, classificada como linguagem de baixo nível, por razão de muito
se distanciar da linguagem utilizada por nós. Além de a codificação ser feita
toda de acordo com o sistema binário, não apresentava nenhuma facilidade
para ser projeta, editada e ser efetuada manutenção de programas.
                  Estas linguagens foram substituídas pelas linguagens de
montagem, conhecidas como Assembly, que contém a mesma instrução das
linguagens de máquina, só que representadas por uma seqüência de códigos
simbólicos, que convencionou-se chamar de mnemônicos.
                  A vantagem que esta linguagem apresentou sobre as
linguagens de máquina foram que ao invés de utilizar uma seqüência
numérica desde o seu desenvolvimento, passaram a ser desenvolvidas
através do formato de códigos, que permitiram uma melhor visualização,
aumentando a confiabilidade, eficiência e rapidez no seu desenvolvimento.
                  Porém    ainda   que      a   linguagem   Assembly   tenha
proporcionado um grande avanço tecnológico, manteve a certas dificuldades
como por exemplo o fato de que os programas só poderiam ser executados
32



em computadores com o mesmo sistema operacional, do qual o programador
era obrigado conhecer detalhes.
                     Embora possuíssem as dificuldades apresentadas acima,
as linguagens de montagem são utilizadas até hoje, mais precisamente no
desenvolvimento de software básico, mas desde meados da década de 90, o
seu uso decaiu de maneira drástica.
                     Visando uma solução menos complicada, surgiram anos
após as linguagens de Alto Nível. Dentre as primeiras podemos destacar a
Fortran e a Cobol.


            5.2.2. Compliadores


                     Essas linguagens de programação são digitadas em forma
de texto e gravadas em um arquivo de computador (os programas). Os
compiladores, são responsáveis pela “tradução” destes programas em
linguagem de máquina, ou seja à partir de um arquivo de texto contendo um
programa elaborado em determinada linguagem, eles geram um outro arquivo
de maneira que o computador “entenda” as instruções contidas nele e as
execute.


            5.2.3. Interpretadores


                     Os interpretadores são programas que não geram um novo
arquivo de forma que o computador possa entender as instruções. Eles lêem,
interpretam e executam as instruções contidas no programa, comando por
comando, o que os torna mais lentos do que os compiladores, uma vez que
neste últimos não existe a necessidade de interpretação, pois as instruções já
estão codificadas.
                     Embora apresentem um meio mais sofisticado de trabalhar
com a programação, não apresentam uma relação de vantagens grande para
serem substitutos dos compiladores.
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      5.3. Univac


                    Em meados de 1951 e 1952, Jonh Mauchly e J. Presper
Eckert abriram a sua própria firma na Filadélfia e desenvolveram o Univac –
Universal Automatic Computer (Computador Automático Universal).
                    O Univac era o primeiro computador a utilizar-se da nova
tecnologia dos transistores, o que o tornou muito mais versátil e confiável que
os computadores eletrônicos de válvulas termoiônicas.
                    Era um computador voltado para uso comercial e suas
principais inovações consistiam no fato de que armazenava seus programas e
recebia instruções de uma fita magnética de alta velocidade, que
representavam grandes vantagens em relação aos famigerados cartões
perfurados.
                    Para   comprovar     a   sua    eficácia     no   campo   dos
computadores, o Univac foi utilizado para prever os resultados de uma eleição
presidencial dos Estados Unidos.


      5.4. Outras Inovações


                    No ano de 1952, Grace Hopper transformou-se em uma
pioneira no processamento de dados, por haver criado o primeiro compilador
que ajudou a desenvolver duas linguagens de programação que tornaram os
computadores mais atrativos para uso comercial.
                    Em 1953, Jay Forester, do MITS (Micro Instrumentation and
Telemetry Systems), construiu uma memória magnética muito menor que a
utilizada pelo Univac e bem mais rápida, a qual substituía as que usavam
válvulas eletrônicas, feitas sob o processo de retardo eletrônico.
                    Gordon Teal em 1954, descobre um meio de fabricar
transistores de cristais isolados de silício a um custo baixo.
                    A IBM em 1954 conclui o projeto do primeiro computador
produzido em série e de porte médio, o IBM/650.
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      5.5 Tradic


                   Em meados de 1955 conclui-se o primeiro computador
totalmente transistorizado, desenvolvido no âmago da Bell Laboratories: o
Tadic.
                   O Tradic inovou em diversos aspectos em relação aos
computadores que já começavam a utilizar-se de maneira parcial os
transistores, pois possuía apenas 800 deles, sendo cada um em seu próprio
recipiente, contribuindo bastante para minimizar o espaço físico ocupado pelo
computador.


   6. COMPUTADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO


      6.1. Circuito Integrado


                   Conclui-se em meados de 1960, o projeto do CI – Circuitos
   Integrados. De aproximadamente 1958 a 1959, Robert Noyce, Jean
   Hoerni, Jack Kilby e Kurt Lehovec, participam do desenvolvimento
   revolucionário que haveria de permitir posteriormente o surgimento dos
   microcomputadores, os Circuitos Integrados, pastilhas que ficaram
   conhecidas como Chips.
                   Estes chips incorporavam, numa única peça de dimensões
   exageradamente reduzidas, várias dezenas de transistores interligados
   formando assim complexos circuitos eletrônicos.
                   Com as técnicas desenvolvidas por esta equipe, foi
   possível produzir o componente com dezenas de transistores e outros
   componentes eletrônicos com apenas cinco centímetros quadrados.
                   Os circuitos integrados podem ser classificados em: SSI,
   MSI e LSI.
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         6.1.1. SSI


               O cirrcuito integrado do tipo SSI podia abrigar em seu
componente cerca de 100 transistores. SSI é o acrônimo de “Small Scale
Integration” (Pequena Escala de Integração).


         6.1.2. MSI


               O circuito integrado do tipo MSI podia abrigar em seu
componente cerca de 1.000 transistores. MSI é acrônimo de “Middle Scale
Integration” (Média Escala de Integração).


         6.1.3. LSI


               O circuito integrado do tipo LSI podia abrigar em seu
componente cerca de 10.000 transistores. LSI é acrônimo de “Large Scale
Integration” (Larga Escala de Integração).


   6.2. Computadores com tecnologia CI


               Aproveitando a deixa da nova tecnologia que diminuía o
tamanho dos computadores e conferia a eles maior desempenho, a IBM,
uma das corporações líderes no desenvolvimento de computadores em
série, desenvolve em 1960 o IBM/360.
               Em 1961, Steven Hofstei, descobriu o transistor de efeito
campo, usados nos circuitos integrados dos componentes da MOS
Technology.
               Em 1965, a Digital Equipament introduz no mercado o
PDP-8, o primeiro Minicomputador comercial com preço bastante
convidativo.
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                 Em 1968, a Burroughs criou os primeiro computadores que
   utilizavam-se totalmente da tecnologia proporcionada pelos circuitos
   integrados: o B2500 e o B3500.


     6.3. Os primeiros Microprocessadores


           6.3.1. Intel 4004


                 Até então a unidade de processamento central dos
   computadores era descentralizada em vários componentes, o que muito
   dificultava um processamento mais ágil.
                 Em 1971, revolucionando o mercado de computadores do
   mundo, foi desenvolvido o primeiro microprocessador do mundo: o
   processador Intel 4004.
                 O Intel 4004 era um único chip com todas as partes básicas
   de um processador central, uma CPU de um computador de 4 bits.
                 Suas principais características eram:
               • Primeiro Microprocessador do mundo;
               • Possuía 2.250 componentes em um único chip;
               • Somava 2 números de 4 bits em 11 milionésimos de
                  segundo;


           6.3.2. Intel 8080


                 A Intel Corporation, uma das maiores corporações de
desenvolvimento de processadores de época traz uma nova revolução em
1974, o microprocessador Intel 8080.
                 Abrigando muito mais componentes que seus antecessores
Intel 4004 e 8008, este microprocessador trouxe um novo padrão para a
indústria de computadores possibilitando assim uma maior performance em
37



microcomputadores, que na época estavam começando a surgir a até então
não eram tão interessantes ao ponto de serem primordiais no uso comercial.
                 Suas principais características eram:
               • Tornou-se padrão para a indústria de microcomputadores;
               • Possuía 4.500 componentes;
               • Somava dois números de 8 bits em 2,5 milionésimos de
                 segundo;


           6.3.3. MOS Technology 6502


                 Em     1975    a    MOS      Techonoly,    desenvolve       o
microprocessador MOS-6502 e representou uma outra revolução no mercado
de processadores. Dando assim início a uma crescente demanda de
desenvolvimento de novas tecnologias em microprocessadores.
                 Suas principais características eram:
               • Muito utilizado em computadores domésticos;
               • 4.300 componentes;
               • Somava 2 números de 8 bits em 1 milionésimo de segundo;


     6.4. Altair 8800


                 Em 1974, Ed Roberts, do MITS, em Albuquerque
   desenvolve o Altair 8800: um dos mais revolucionários microcomputadores
   da época.
                 O Altair era baseado no microprocessador Intel 8080, que
   possibilitou uma performance mais que suficiente para aplicações
   doméstica, comercial e para pequenas empresas.
                 O nome Altair segundo dizem se deve a uma estrela, pois
   consideravam o lançamento da máquina um “evento estelar”.
                 O Altair veio a se tornar o maior sucesso, marcando o ínicio
   de uma indústria multibilionária, pois ao passo que Roberts esperava
38



vender aproximadamente 800 unidades, teve dificuldades para atender a
mais de 4.000 pedidos.


   6.5. Linguagens de Programação


         6.5.1 Linguagens de Alto Nível


                Com o grande aumento da capacidade e velocidade dos
computadores,      começaram   a   surgir   no   mercado   linguagens   de
programação orientadas para a resolução de problemas específicos.
                Em virtude da linguagem de montagem desenvolvida na
segunda geração de computadores não atender a necessidade da
crescente demanda de novas tecnologias que surgiam, houve a
necessidade da criação de linguagens de Alto Nível, que tornava a
programação mais fácil e rápida, através de comandos de fácil
aprendizado para que possuíam comandos em inglês que substituíam as
instruções de máquina. Estas linguagens tornaram muitas pessoas aptas a
programar.
                Dentre elas as principais que podemos destacar são a
Fortran e Cobol.


         6.5.2. Cobol


                O Cobol (COmmon Bussiness Oriented Language) era uma
linguagem de programação destinada ao processamento de serviços
comerciais. Por esta razão, possui maiores facilidades para definir e
manipular nomes de pessoas, códigos, formação de arquivos, edição de
valores monetários, elaboração de relatórios, emissão de cheques, nota
fiscais entre outros.
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         6.5.3. Fortran


                 O   Fortran   (FORmula   TRANslation)    foi   originalmente
desenvolvido pela IBM, em 1956, e destinado a resolver problemas
científicos, pois possui facilidades para manipulação e cálculos de fórmulas
matemáticas.
                 Devido ao seu grande uso, pois é uma linguagem que está
disponível em quase todos os tipos de computadores, o Fortran evoluiu
muito e possui várias versões e variações tais como: Fortran I, Fortran II,
Fortran IV, Fortran IV-G, Fortran IV-H entre outras versões.


   6.6. Final da Terceira Geração


                 No final da terceira geração de computadores é que
finalmente passaram a se popularizar o uso de microcomputadores, porém
ainda assim não chegava nem perto da grande expansão que vivemos na
última década.
                 Logo após o desenvolvimento do Altair, em 1975 os
estudantes Willian (Bill) Gates e Paul Allen criam o primeiro software para
microcomputador, o qual era uma adaptação do BASIC (Begginners All-
Purpose Symbolic Insruction Code) para o Altair. Anos mais tarde, Gates e
Allen fundam a Microsoft, a mais rica companhia de softwares para
microcomputadores do mundo.
                 Em 1977 surge no mercado de produção em série três
microcomputadores: o Apple II, O TRS-80 da Radio Shack (vendido no
Brasil sob produção da Prológica) e o PET da Commodore.
                 Em 1979 é lançado pela Software Arts o VisiCalc, o
primeiro programa comercial para microcomputadores.
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   7. COMPUTADORES DE QUARTA GERAÇÃO


        7.1. Circuito Integrado em Larga Escala


                   Na década de 80, foi desenvolvido o IC-LSI – Integrated
Circuit Large Scale Integration (Circuito Integrado em Larga Escala de
Integração), que possuía uma tecnologia tão superior aos circuitos integrados,
que era possível haver em um mesmo chip até 300.000 componentes.
                   Dentre os processadores que tiveram um grande destaque
nesta época tivemos os processadores da HP e Motorola.
                   Foi   nesta   geração    que    se   iniciou    a    criação   de
microprocessadores de até 32 bits que revolucionaram de tal forma o
mercado de microcomputadores que estão presentes até os dias de hoje.
                   Em meados de 1978 a 1980 uma equipe comandada pela
IBM, desenvolveu o sistema de arquitetura aberta, que possibilitou o
lançamento da plataforma IBM-PC, utilizando-se da tecnologia que o
IC-LSI    podia   proporcionar para   que    ela   entrasse       no   mercado    de
microcomputadores sem problemas, que se encontra presente até os dias de
hoje.
                   Em 1984, a Apple lança o Macintosh, que vendeu milhares
de unidades devido à sua versatilidade e interface gráfica, beneficiando-se da
tecnologia IC-LSI para construí-lo em forma de monobloco.
                   Também em 1984 foi comercializado o micro MMX,
destinado ao uso doméstico com boa aceitação no mercado.


        7.2. Microprocessadores da Quarta Geração


             7.2.1. Motorola 68000


                   O microprocessador desenvolvido pela Motorola em 1979
era um dos chips de 16 bits mais poderosos e versáteis da época, pois a
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maioria que havia no mercado não atingia a sua performance ou processava
informações em modo de 8 bits. Através deste desenvolvimento, os chips que
foram desenvolvidos posteriormente baseados nele, foram utilizado nos
computadores Apple durante toda a década de 80, porém ele não foi o único a
equipar os computadores Apple, também estiveram presentes em sua
unidade central de processamento chips da IBM e MOS.
                  Suas principais características eram:
               • Um dos mais poderosos e versáteis chips de 16 bits;
               • Executava multiplicações de uma só vez ao invés de o
                  fazer através da repetição de adições como a maioria dos
                  microprocessadores        da   época,    apresentando   maior
                  velocidade e agilidade;
               • Possuía 70.000 componentes;
               • Multiplicava 2 números de 16 bits em 3,3 milionésimos de
                  segundo;


            7.2.2. Hewlett Packard Super Chip


                  Uma nova revolução que reflete até os dias de hoje foi-nos
proporcionada pela HP com seu micro processador Super Chip o primeiro de
32 bits do mundo, desenvolvido em 1981.
                  Porém a Hewlett Packard não investiu mais na produção de
microprocessadores como o fazia a Intel, Motorola e MOS Technology, e por
isso o que mais se aproveitou de seu chip foi a tecnologia aplicada, pois o seu
uso em computadores da época foi muito pouco difundido. Uma das razões
para que seu uso fosse restrito é que a maioria dos processadores da época
trabalhava com 8, que por ter atingido uma maior maturidade no mercado
possuía maior número de periféricos e softwares compatíveis e ainda havia os
de 16 bits que começavam a se popularizar lentamente.
                  Suas principais características foram:
               • Primeiro microprocessador de 32 bits do mundo;
42



              • O seu projeto durou 18 meses;
              • Possuía o número revolucionário de 450.000 componentes;
              • Multiplicava 2 números de 32 bits em 1,8 milionésimos de
                segundo;


8. COMPUTADORES DE QUINTA GERAÇÃO


   8.1. Circuitos Integrados VLSI


                É nesta geração que se encontram os microcomputadores
utilizados por nós até os dias de hoje, pois são baseados na tecnologia IC-
VLSI.
                Os componentes IC-VLSI – Integrated Circuit Very Large
Scale Integration (Circuitos Integrados em uma Escala Muito Maior de
Integração) – permitiram uma miniaturização ainda maior dos circuitos
integrados.    Através desta tecnologia que foi possível a considerável
diminuição dos computadores e a produção de computadores portáteis de
maneira a expressarem ainda maior tecnologia e capacidade de expansão
que os baseados em IC-LSI.
                Generaliza-se nesta época os termos Multiprogramação,
Multiprocessamento e o Teleprocessamento.
                É nesta geração também que passam a surgir aplicações
gráficas mais sofisticadas e aplicações educacionais.
                Tamanha foi a diminuição dos chips que o F-100,
desenvolvido na década de 80, media apenas 6 milímetros quadrado,
sendo pequeno o suficiente para passar pelo buraco de uma agulha.
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      8.2.   Multiprogramação


                   Até então a maioria dos microcomputadores estava limitado
à execução de apenas um programa que era operado através de algumas das
linguagens de programação da época e que não podia ficar retido no
computador para ser usado posteriormente, uma vez que se utilizavam da
memória ROM (Read Only Memory – Memória Somente de Leitura) por razão
dos processadores da época terem baixo desempenho e ainda não ser
popularizado o uso de discos rígidos.
                   A partir de então os computadores, dotados de tecnologias
que favoreciam o surgimento de diversos programas, eles passaram a possuir
a capacidade de executar vários programas em um mesmo computador,
através de discos rígidos e unidades removíveis, assim era possível executar
em um mesmo computador programas gráficos, comerciais entre outros.


      8.2.   Multiprocessamento


                   É a capacidade que os computadores da quinta geração
passaram a apresentar de executar simultaneamente vários programas em
computador que utiliza mais de uma unidade central. Um dos princípios que
possibilitariam o uso de vários processadores em um computador e trabalho
em redes locais.


      8.3.   Teleprocessamento


                   É nesta época que se inicia o uso daquela que mais tarde
viria a ser a grande rede mundial de computadores: a internet.
                   Com origem em 1969, a ARPANET visava apenas ligar
poucos pontos estratégicos durante a Guerra Fria, porém nesta época havia
tipo uma pequena expansão sendo utilizada por técnicos e cientistas.
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                  Teleprocessamento nada mais era que a definição da
capacidade que um computador tinha de enviar e receber informações de
locais remotos via telecomunicação.
                  O teleprocessamento pode ser on-line e off-line.


            8.3.1. On-Line


                  Se um computador estiver diretamente conectado ao meio
ou canal de telecomunicação, recebendo e transmitindo as informações
processadas.


            8.3.2. Off-Line


                  Quando um computador não efetua diretamente a recepção
e transmissão que ficam a cargo de um outro computador (que está, então,
on-line com a transmissão). O computador off-line recebe e entrega ao on-line
uma fita, disco magnético ou rede a informação a ser processada.


     8.4.   Linguagens de Programação


            8.4.1. Basic


                  Na meados da década de 70 e 80 foi desenvolvida a
linguagem de programação Basic. Acrônimo de Begginers All-purpose
Symbolic Instruction Code (Código de Instruções Simbólicas para Todos os
Propósitos dos Principiantes), trouxe um caráter revolucionário ao trazer uma
sintaxe de codificação simples e de fácil aprendizado que tornou muitas
pessoas aptas a programar e assim atender às suas pequenas necessidades,
como comércios, ambiente doméstico entre outros.
45



                  Mas também ao mesmo passo que atendia a demanda
comercial e doméstica, podia também ser utilizada em terminais remotos de
computadores.
                  Seu caráter conversacional (isto é o programador pode
executar e corrigir seu programa diretamente pelo terminal, sem interferência
de outro operador) proporciona estrutura simples aos comandos, embora
permita também programação de problemas complexos.
                  A linguagem de programação Basic foi utilizada até o início
da década de 90, sendo aos poucos substituída pelas linguagens Qbasic e
posteriormente Visual Basic, ambas da Microsoft.


           8.4.2. PL/1


                  O PL/1 (Programing Language One) era uma das
linguagens mais poderosas que se conheceu em meados do final da década
de 70 e década de 80. Sua principal característica era oferecer ao
programador um imenso repertório de recursos e comandos de programação
para o desenvolvimento de qualquer tipo de aplicação.
                  Basicamente o PL/1 possuía, ao mesmo tempo:
                • Todos os recursos de Fortran para programação de
                   problemas científicos;
                • Todos os recursos do Cobol para a programação de
                   problemas comerciais;
                • Os recursos de programação modular em estrutura de
                   blocos e outras facilidades da linguagem chamada Algol;
                • Facilidade para manipular seqüência de caracteres ou listas
                   de nomes ou tabelas, como ocorre com linguagens
                   especiais para processar listas e chamadas Lisp, Snobol
                   etc.;
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                  Além disso, o PL/1 possuía a facilidade ou opção para
escrever programas simplificados através de comandos padronizados,
semelhantes aos usados em Basic.
                  O PL/1 possuía portanto, as seguintes vantagens:
               • Era apropriado para programação de problemas que
                  envolviam tanto aspecto científico como comercial ou
                  processamento de tabelas ou listas;
               • A riqueza de comandos e de recursos que permitiam a
                  programação adequada de problemas extensos;
               • Permitia unificar a linguagem de programação usada na
                  empresa     tanto       pelos   engenheiros   como   pelos
                  programadores comerciais;


                  Algumas das desvantagens que o PL/1 apresentava eram:
               • O seu compilador era extenso, só permitindo o uso em
                  computadores de porte médio para cima;
               • Se o problema for exclusivamente científico ou comercial, a
                  eficiência de um programa PL/1 pode ser bem menor que o
                  mesmo escrito em Fortran ou Cobol.


            8.4.3. A Linguagem Pascal


                  A linguagem Pascal (em homenagem ao matemático
francês Blaise Pascal do século XVII) era uma linguagem poderosa e
compacta para mini e microcomputadores. Foi definida em 1968 pelo
professor Niklaus Wirth do Instituto Federal de Tecnologia, de Zurique Suíça,
e possuía as seguintes características:
               • É uma linguagem estruturalmente mais poderosa do que o
                  Basic e Fortran por possibilitar a programação modular em
                  forma de blocos estruturados, como acontecia com as
                  linguagens Algol e PL/1;
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               • A sua simplicidade e precisão na definição de comandos
                  poderosos permitiu a sua implementação em mini e
                  microcomputadores, o que não tinha sido possível em
                  linguagens do mesmo tipo como o Algol e P/L1;
               • Sua característica marcante era a maneira simples para
                  definir os tipos possíveis de estrutura de dados (variáveis,
                  matrizes, seqüência de caracteres e registro de dados
                  comerciais) englobando todos os tipos possíveis de dados
                  que existem em outras linguagens, tais como o Basic,
                  Fortran, Cobol e PL/1;
               • Possuía    essencialmente    os   mesmos     comandos     ou
                  comandos principais da linguagem Algol e PL/1;
               • Os comandos podem ser utilizadas de formas simples e
                  livre como acontece com a linguagem Basic, o que muito
                  facilitava o aprendizado;


                  Uma das desvantagens era o trabalho adicional oferecido
pelo Pascal: a necessidade de declarar previamente todas as variáveis e
matrizes (o que era obrigatória em Algol, PL/1 e Cobol) e todos os rótulos ou
labels (o que era novidade do Pascal). Porém este fato tinha a finalidade
também de forçar o programador a rever e conferir a lista de variáveis,
matrizes e rótulos do seu programa antes da execução.


           8.4.4. O programa Visicalc


                  Um programa que merece destaque em ser mencionado é
o Visicalc. Na época inicial do início dos microcomputadores, os usuários que
não tinham dinheiro suficiente para investir em um Apple Lisa ou Macintosh
que possuía interface gráfica, ou no ambiente operacional Microsoft Windows
lançado em 1985, ele era um meio versátil para desenvolvimento de
aplicações em detrimento das facilidades visuais que apresentava.
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                 O Visicalc possuiu boa divulgação e utilização ampla entre
usuários de microcomputadores para a manipulação e preparação de dados
em forma de tabelas.
                 A maior vantagem e o motivo do sucesso do Visicalc,
residia no fato de oferecer ao usuário, através da tela do terminal, amplo
conhecimento visual e acompanhamento de todas as operações que estavam
acontecendo com os dados, em contraste com outros tipos de linguagem de
programação ou aplicação, onde os dados e resultados estavam sempre
armazenados em memórias e portanto invisíveis até serem solicitados.
                 O Visicalc efetuava através de comandos simples, as
seguintes categorias de operações com uma tabela de dados:
              • Efetuava    cálculos   matemáticos,     tais   como:     adição,
                 subtração, multiplicação, totalização de linhas ou colunas,
                 cálculos de valores médios etc.;
              • Possibilitava   colocar   livremente    títulos   e    diretrizes
                 (cabeçalhos) sobre qualquer parte dos dados, preparando-
                 os em forma de relatórios, documentos, gráficos etc.;
              • Podia armazenar em arquivos de dados na memória partes
                 ou a totalidade dos dados da tabela;


                 Em resumo, a partir do instante em que o usuário sentava
diante do microcomputador, o Visicalc permitia a operação imediata e fácil
com o conjunto de dados que surgiam na tela do terminal.
                 Entretanto, para aplicações envolvendo grande quantidade
de dados ou cálculos sofisticados que ultrapassem a capacidade operacional
do Visicalc, há a necessidade de utilização conjunta do mesmo com a
linguagem de programação Basic.
49



             8.4.5. Outras Linguagens de Programação


                  Outras linguagens de programação surgiram desde esta
época até os dias de hoje, dentre elas podemos destacar algumas que
tiveram uma relevada importância. Algumas delas caíram em desuso, outras
continuam a ser utilizadas até hoje:
               • Pascal;
               • Microsoft Qbasic;
               • Fortran;
               • Cobol;
               • Mumps;
               • Clipper;
               • Assembler;
               • Microsoft Visual C++
               • Sun Linguagem C;
               • Sun Java;
               • Microsoft Visual Basic;


9. SOFTWARE


      9.1.   O que é?


             Software é um conjunto de instruções colocadas em ordem lógica
que quando executada, a seqüência de comandos presente nele controla o
computador de modo a levá-lo a realização de tarefas de maneira eficiente e
rápida, que para o ser humano seria de maneira difícil e morosa.
50



      9.2.   Classificação de Softwares


                    Existem atualmente no mercado softwares que nos
solucionam os mais diversos problemas com resultados excelentes ou
customizam o desenvolvimento de trabalhos que se fossem feitos de maneira
análoga, não teriam a versatilidade, precisão e rapidez que se obtidos através
de softwares.
                    Há hoje softwares de caráter original e protegidos, onde é
necessário fazer a aquisição de uma licença para utiliza-lo, há os de uso e
distribuição livre, conhecidos como freeware e há ainda aqueles que depois
de um tempo de uso é necessário licenciá-lo, porém com preço muito inferior
a   um   software    análogo   distribuído   por       uma   grande   empresa   no
desenvolvimento de softwares. Há ainda os programas desenvolvidos de
forma personalizada para atender a exigências específicas.
                    A divisão é feita basicamente em softwares de base e de
aplicação, e softwares sob medida e aplicativos.


             9.2.1. Softwares de Base


                    Podemos    afirmar   que       é    parte   indispensável   ao
funcionamento do computador, pois sem eles o computador funciona, mas
numa espécie de estado “vegetativo”, uma vez que fica impossibilitado de
realizar tarefas de quaisquer espécie.
                    Um exemplo deste tipo de software são os Sistemas
Operacionais, que controlam a unidade central de processamento do
computador (CPU ou UCP), gerenciam memória, monitoram as atividades do
processador, controla os acessos aos periféricos, coordena a entrada e saída
de informações, asseguram a estabilidade de outros softwares que estejam
sendo executados no momento, de maneira a oferecer o melhor desempenho
e estabilidade ao usuário.
51



                 Nesta classificação também era costumeiro incluir os
ambientes operacionais, que representavam uma interface gráfica que rodava
sob um sistema operacional de comandos. Visto o desenvolvimento
tecnológico deste ambientes operacionais, também conhecidos como
plataformas operacionais gráficas, eles passaram a ser independentes dos
sistemas operacionais não gráficos, tornando-se eles próprios também
sistemas operacionais. Um exemplo clássico é o Microsoft Windows.


           9.2.2. Softwares de Aplicação


                 Os softwares de aplicação são nada mais que os
programas de que nos utilizamos dia-a-dia para a resolução de problemas
específicos ou execução de tarefas de maneira customizada.
                 Podem     ser   desenvolvidos    por   Softhouses,   firmas
especializadas, empresas de desenvolvimento de programas ou pelo próprio
usuário, desde que este tenha domínio em alguma linguagem de
programação.


           9.2.3. Softwares Sob Medida


                 São     desenvolvidos   por     empresas    especializadas,
programadores ou mesmo usuário, desde que tenham conhecimento de
alguma linguagem de programação.
                 São criados para atenderem a necessidades muito
específicas e exclusivas do usuário ou empresas. Geralmente são
desenvolvidos por razão dos softwares aplicativos não atenderem ou
atenderem mal as necessidades do usuário.
                 Podemos exemplificá-los como sistemas de lojas, bancos,
empresas em geral etc.
52



           9.2.4. Softwares Aplicativos


                  São   programas      destinado   a   diversas    aplicações,
geralmente comercializados mundialmente para atender de uma forma padrão
e versátil as mais diversas necessidades de milhões de usuários.
                  A seguir mencionamos uma das maiores empresas
especializadas no desenvolvimento de softwares que são utilizados
diariamente por um número extremamente grande de usuários.


                 9.2.4.1. Sistemas Operacionais


                 Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft,
                 Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems etc.


                 9.2.4.2. Pacotes de Produtividade


                 Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft,
                 Apple, Corel, Sun Microsystens etc.


                 9.2.4.3. Editoração Gráfica


                 Principais empresas que atuam no segmento: Adobe,
                 Quark, Corel etc.


                 9.2.4.4. Multimídia


                 Principais empresas que atuam no segmento: Apple,
                 Macromedia, Adobe, Corel, Amabilis etc.
53



9.2.4.5. Computação Gráfica


Principais empresas que atuam no segmento: Macromedia,
Adobe, Corel etc.


9.2.4.6. Internet


Principais empresas que atuam no segmento: Macromedia,
Adobe, Microsoft, Apple, Netscape – AOL, Opera etc.


9.2.4.7. Programação


Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft,
Apple,   IBM,   Conectiva,   Sun   Microsystems,   Borland
Ebendinger etc.;


9.2.4.8. Entretenimento


Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft,
Apple, Eletronic Arts etc.


9.2.4.9. Utilitários


Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft,
Apple, MacAfee, Symantec, PowerQuest etc.


9.2.4.10. Sistemas para Sevidores e Workstations


Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft,
Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems, Bell Labs etc.
54



10.   HARDWARE


      10.1. Definição


                   Hardware é a parte física do computador, geralmente
composta por monitor, drives de mídia removível, teclado, mouse, impressora,
memória entre outros itens.


      10.2. Componentes


            10.2.1.       Unidade Central de Processamento


                   A Unidade Central de Processamento, denominada CPU
(UCP) é composta por um conjunto de componentes que torna possível o
desenvolvimento dos trabalhos a serem executados pelos softwares.
             A CPU é geralmente composta por diversos itens tais como:
processador, memória, disco rígido, placas entre outros.
             É também nela que se encontram as portas de comunicação com
os periféricos tais como: USB, firewire, porta serial, paralela, vga etc.


                   10.2.1.1. Motherboard


                   A Motherboard ou Placa Mãe, é a placa na qual são
inseridos o conjunto de componentes que tornará possível o funcionamento
do computador, tais como: processador, memória, placa de vídeo etc.
                   Podem ser onboard ou offboard. As motherboards onboard
vêm com as interfaces de som, vídeo e fax entre outras em si, utilizando-se do
desempenho da memória e processador, roubando assim um pouco de
desempenho do computador para atender a execução das tarefas destas
interfaces e as placas offboad, têm necessariamente que possuir estas
interfaces com seu processamento e memória próprios, que além de garantir
55



um desempenho superior, não diminuem o desempenho do computador na
execução de outras tarefas.


                  10.2.1.2. Processador


                  Este é certamente o mais importante componente que
compõe um computador. Ele está para o computador como o cérebro está
para nós, é ele que gerencia todos os dispositivos, programas, sistemas e
entrada e saída de informações.
                  Atualmente a maioria dos microcomputadores pessoais e
de pequenas empresas, possuem o processamento de 32 bits. Os de 64 bits
embora já existissem há algum tempo, estão passando a entrar no mercado
de microcomputadores domésticos e de pequenas empresas agora. Por razão
de a plataforma de 32 bits já ser mundialmente difundida, e haver disponíveis
uma quantidade infindável de softwares e itens de hardware compatíveis, a
transição deverá ser lenta e o menos transtornante possível, uma vez que não
a imposição para esta, pois os computadores e itens de 32 bits ainda
continuam a evoluir.
                  As empresas de maior expressividade no mercado de
processadores são a Intel e AMD para microcomputadores baseados na
plataforma IBM-PC, e IBM, Apple e Motorola para microcomputadores da
plataforma Apple Macintosh.
                  Por volta dos anos 80 os processadores operavam a uma
taxa de aproximadamente 4 MHz a 10 MHz e tinham processamento
geralmente de 8 ou 16 bits. Com a crescente evolução no campo da
informática, para atender a demanda da novas tecnologias, hoje os
processadores são operados a uma taxa de 1200 MHz (ou 1,2 GHz) a
3600 MHz (u 3,6GHz) para os processadores Intel e AMD, com
processamento de 32 ou 64 bits e a uma taxa de 933 MHz a 1800 MHz
(ou 1,8 GHz) para os processadores IBM-Apple.
56



                  Com o desenvolvimento de tecnologias mais avançadas a
cada dia, os atuais processadores possuem embutidos tecnologias onde os
componentes atingem tamanhos excepcionalmente pequenos na casa dos
nanômetros. Atualmente há processadores com tecnologia especial para
portáteis, há processadores econômicos, porém que não deixam a desejar em
desempenho, e há ainda os topo de linha que oferecem a maior performance
para aplicações que exijam um alto poder de processamento.
                  Outro importante fator a ser levado em consideração em
um processador é a sua memória de cache e a freqüência de barramento, que
conferem ao processador maior poder de processamento, e se possuem uma
tecnologia chamada Hyper Threading, que confere ao microprocessador
caráter de bi-processamento, fazendo-o se comportar como se fossem dois
processadores.
                       10.2.1.2.1. Intel Celeron


                  Atualmente os processadores da linha econômica Intel
Celeron, têm uso muito difundido no mercado de microcomputadores
domésticos e corporativos. Possuem entre 128 (Celeron) e 256 KB (Celeron
D) de memória de cache e operam na freqüência de 400 (Celeron) a 533 MHz
(Celeron D) no barramento frontal. Seu clock atualmente se encontra entre 2,2
a 2,8 GHz.


                       10.2.1.2.2. Intel Centrino


                  Descendentes da linha de processadores Intel Celeron, os
processadores Centrino (ou Celeron M) possuem a nova tecnologia Wi-fi
embutida no processador e exigem menor uso de energia, sendo para isso
utilizados em laptops com o intuito de oferecer o melhor desempenho e exigir
a menor performance possível bem como economizar energia. Assim como os
da linha Celeron possuem entre 128 e 256 KB de memória de cache e
57



operam na freqüência de 400 a 533 MHz no barramento frontal. Seu clock
atualmente se encontra entre 1,1 GHz e 1,8 GHz.


                       10.2.1.2.3. Intel Pentium 4


                  Os processadores da linha Pentium 4, topo de linha da
Intel, oferecem o melhor desempenho e alta velocidade de processamento
para as mais diversos tipos de aplicações. Possui duas classes, os com
tecnologia Hyper Threading e os sem esta tecnologia, que conferem ao
processador caráter de 2 processadores. Possuem entre 512 KB a 2 MB de
memória de cache e operam na freqüência de 533 a 800 MHz no barramento
frontal.


                       10.2.1.2.4. Intel Pentium M


                  Os   processadores    da   linha   Intel   Pentium   Móbile,
apresentam as mesmas tecnologia e características dos processadores
Centrino, porém com performance análoga ao dos processadores Pentium 4,
para serem utilizados em computadores portáteis. Possuem entre 512 KB e
2 MB de memória de cache e operam à taxa de 400 MHz no barramento
frontal. Atualmente seu clock se encontra entre 1,6 GHz e 1,8 GHz.


                       10.2.1.2.5. Intel Xeon


                  Os processadores da linha Intel Xeon são destinados para
uso em servidores, visando oferecer a maior performance em ambientes de
rede. Tem versões comum e versões que visam maior economia de energia
elétrica, os da linha Low Voltage. Possuem entre 512 KB e 1MB de memória
de cache e operam a freqüência de 533 a 800MHz. Seu clock atual se
encontra entre 2,0 GHz e 2,8 GHz.
58



                        10.2.1.2.6. Intel Itanium e Itanium2


                  São processadores de 64 bits destinado a serem usados
em computadores que exijam um alto poder de processamento em aplicações
pesadas. O Itanium 2, nova versão sofre atualmente com a resistência que as
empresas têm em aderí-lo devido ao fato de ele possuir uma nova estrutura
de arquitetura diferente da difundida arquitetura de instrução x-86, utilizada
em praticamente todos os computadores da atualidade. Embora melhor, o
Itanium 2 enfrenta muitas incompatibilidades com os aplicativos para x-86.


                        10.2.1.2.7. AMD Duron ou K7


                  Este processador da linha econômica da AMD, teve boa
aceitação no mercado de computadores domésticos, porém muito perdia em
desempenho para o rival chip econômico da Intel, o Celeron, pela sua baixa
velocidade de processamento. Atualmente está em fase de substituição pela
nova linha de processadores AMD Semprom. Possuem 128 KB de memória
de cache e operam a freqüência de 100 MHz no barramento frontal. Seu clock
atualmente se encontra em 950 MHz a 1,8 GHz.


                        10.2.1.2.8. AMD Athlon XP


                  Os processadores AMD Athlon, apresentam o melhor
custo-benefício para aqueles que desejam obter um boa performance do
computador. Teve excelente aceitação no mercado de computadores
domésticos e profissionais, e atualmente continua a ser vendido, porém já há
uma visão de transição para o novo processador Semprom. O único
inconveniente, como em todos os processadores da AMD, é a alta dissipação
de calor que ele apresenta. Possui 384 KB de memória de cache e opera na
freqüência de 333 MHz no barramento frontal. Atualmente seu clock se
encontra entre 1,6 GHz e 2,9 GHz.
59




                        10.2.1.2.9. AMD Athlon 64 FX


                  É uma nova linha de processadores de 64 bits desenvolvida
pela AMD, com o intuito de representar o melhor custo benefício para
computadores que precisem de um alto poder de processamento para a
utilização de aplicações pesadas. Rivalizando com o Itanium, o Athlon Fx, tem
melhor aceitação e esta começando a ser difundida a sua utilização em
computadores domésticos e profissionais, e os motivos principais são:
continua a utilizar-se da arquitetura baseada em x-86 e possui baixo custo.


                        10.2.1.2.10. AMD Opteron


                  É outra linha de processadores de 64 bis da AMD. Novo no
mercado este processador apresenta um futuro promissor em ambientes
corporativos pelo seu alto desempenho e performance, apresentando a
melhor relação custo-benefício. Rivaliza diretamente com o Itanium 2 e assim
como o Athlon Fx, além de apresentar boa relação custo-benefício ainda
possui resquícios da arquitetura x-86. Porém perde em velocidade para o
concorrente operando em 1,6 GHz no se clock.


                        10.2.1.2.11. IBM-Apple PowerPC G4


                  A linha de processadores desenvolvidos pela IBM e Apple
trouxeram desde meados da década de 90 uma nova forma de tecnologia
para os microcomputadores Apple, ao ser competitivo o suficiente para
disputar na corrida dos chips com o Intel Pentium, apresentando performance
muitas vezes igual e superior. Ao se libertar da Motorola que não tinha muito
interesse em investir no chip, a plataforma PowerPC que vive sobre a
plataforma Macintosh da qual os modelos Apple são derivados ganhou
atualmente dimensões de tecnologia relativamente altas, conferindo excelente
60



desempenho aos computadores Apple. Atualmente se encontra na maioria de
seus modelos o chip PowerPC G4. Geralmente possuem entre 256 KB e 2B
de memória de cache e operam a freqüência de 300 a 733 MHz no
barramento frontal. Seu clock se encontra atualmente entre 700 MHz e
1,25 GHz, porém ainda que por muitos seja considerado um clock baixo, ele
pode ser até 70% mais rápido que um Intel Pentium 4 na execução de
algumas tarefas, principalmente gráficas.


                        10.2.1.2.12. IBM-Apple PowerPC G5


                  Lançado em meados de 2003, o novo processador de 64
bits da Apple e IBM para computadores Macintosh, trouxe uma verdadeira
revolução ao esbanjar em alta tecnologia, versatilidade, desempenho e
performance, muito superior a maioria dos chips que se encontram no
mercado atualmente. Equipando o Power Macintosh G5, o estado da arte em
matéria de alta tecnologia, e mais recentemente o novo iMac, o processador
G5 pode ter entre 1 e 2 MB de memória de cache e seu clock pode atingir de
1,6 a 1,8 GHz.


                  10.2.1.3. Fonte


                  A fonte é o equipamento designado a enviar energia para
alimentar os outros componentes, como placa-mãe, drives de cd-rom, disco
rígido, que por razão de consumirem uma voltagem menor (geralmente
aproximadamente 3, 5, 12 volts) necessitam de um aparelho que administre
essas quantidades de maneira correta.
                  A fonte também é responsável pela proteção dos
componentes que compõem a unidade central de processamento através de
mecanismos que devem estar presentes nela. Cada fonte têm uma
capacidade de administração de energia, geralmente nos microcomputadores
essa média fica em 200 W para os domésticos e 500 W para os profissionais
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  • 1. 1 DIEGO ANDRADE CERQUEIRA A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA Desde os séculos passados até os dias de hoje ETE. “RUBENS DE FARIA E SOUZA”
  • 2. 2 SOROCABA/ 2004 DIEGO ANDRADE CERQUEIRA A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA Desde os séculos passados até os dias de hoje TCC apresentado à ETE. “Rubens de Faria e Souza.”, como exigência parcial para conclusão do Curso do Ensino Médio em 2004 _______________ Orientador: Prof.(a) Acidália C. Moretti. ETE. “RUBENS DE FARIA E SOUZA” SOROCABA/ 2004
  • 3. 3
  • 4. 4 Dedico aos meus pais que não mediram esforços para investir em minha formação acadêmica, o que tornou possível a abertura das portas de uma vida profissional de grandes sucessos a mim.
  • 5. 5 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus que a cada dia me dá sabedoria e vigor, para avançar sempre vencendo a todas as barreiras que se interpõem em meu caminho. Agradeço a Ângela Maria Exner, valorosa amiga, sempre presente em todos os momentos, dedicada, alegre e compreensiva. Agradeço aos professores que se empenharam em ser mais que instrutores e com sua dedicação trouxeram para mim conselhos e momentos que haverei de levar por toda minha vida, a saber, Cíntia, Fátima, Acidália e Márcia. Agradeço a Sergio Rosa e Kaliny Lourenção Consorte, instrutores de informática, pelo apoio dispensado para o enriquecimento de meus conhecimentos relacionados à minha profissão. Agradeço aos meus pais por todo apoio que dispensaram durante a elaboração deste trabalho. Agradeço a mim mesmo pelas horas de dedicação aos estudos autodidatas que tornaram possível a elaboração deste trabalho.
  • 6. 6 RESUMO Visando justamente apresentar de uma forma clara e objetiva a história da informática, que impulsiona a globalização atualmente, foi desenvolvida esta obra que mostra os principais acontecimentos que desencadearam esta revolução digital que está presente em todos os lugares e campos da humanidade. De uma maneira dinâmica são apresentados ordenadamente os acontecimentos no campo da informática desde a criação do primeiro computador eletrônico até os microcomputadores presentes em milhares de casas, é apresentada a internet desde a sua criação para fins relacionados à guerra até a sua popularização atual. Esta obra foi desenvolvida com o justo intuito de preencher um espaço deixado pela falta de livros de informática que nesta linha de pensamento demonstrem a história da informática utilizando-se de termos técnicos acessíveis. O que há hoje a respeito da evolução da informática são vagos resumos de alguns fatos relevantes, porém sem uma explicação aprofundada. A obra foi divida por categorias e as categorias por assuntos de maneira bastante objetiva. Através deste minucioso estudo é possível compreender de forma mais facilitada os avanços tecnológicos da atualidade, quebrar certas credulidades impostas por mitos pregados pelas corporações participantes, mostrar idéias que também foram ou/e ainda são inovadoras, de maneira a apresentar a informática sob um ângulo menos unilateral, podendo-se assim aproveitar este estudo de forma a utilizar-se da informática de uma maneira que favoreça um maior progresso. Pois somente conhecendo-se as várias marcas, plataformas e tecnologias que se pode então afirmar e aplicar as que se apresentam como as melhores.
  • 7. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...................................................................................... 01 1. O QUE É INFORMÁTICA................................................................. 03 1.1. Classificação............................................................................... 03 1.2. Tipo de Computadores................................................................ 03 1.3. As Gerações............................................................................... 04 1.4. Classificação do Porte dos Computadores................................. 05 1.6. Classificação dos Microcomputadores........................................ 06 2. A ORIGEM DOS COMPUTADORES................................................ 08 3. INÍCIO DA ERA DA COMPUTAÇÃO................................................ 12 3.1. Aplicação da Tecnologia das Máquinas...................................... 12 3.2. Sistemas Numéricos................................................................... 13 4. COMPUTADORES DE PRIMEIRA GERAÇÃO................................ 14 4.1. Mark I.......................................................................................... 14 4.2. Hitler, o destruidor de projetos................................................... 15 4.3. Colossus..................................................................................... 16 4.4. Eniac........................................................................................... 17 4.5. Válvulas Termoiôncas................................................................. 19 4.6. Edvac.......................................................................................... 19 4.7. Edsac.......................................................................................... 20 5. COMPUTADORES DE SEGUNDA GERAÇÂO................................ 20 5.1. Transistores................................................................................ 20 5.2. Linguagens de Programação...................................................... 21 5.3. Univac......................................................................................... 23 5.4. Outras Inovações........................................................................ 23 5.5. Tradic.......................................................................................... 24
  • 8. 8 6. COMPUTADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO............................... 24 6.1. Circuito Integrado........................................................................ 24 6.2. Componentes com tecnologia CI................................................ 25 6.3. Os primeiros Microcomputadores............................................... 26 6.4. Altair 8800................................................................................... 27 6.5. Linguagens de Programação...................................................... 28 6.6. Final da Terceira Geração.......................................................... 29 7. COMPUTADORES DE QUARTA GERAÇÃO.................................. 30 7.1. Circuito Integrado em Larga Escala............................................. 30 7.2. Microprocessadores de Quarta Geração.................................... 30 8. COMPUTADORES DE QUINTA GERAÇÃO.................................... 32 8.1 Circuitos Integrados de VLSI....................................................... 32 8.2. Multiprogramação....................................................................... 33 8.3. Teleprocessamento..................................................................... 33 8.4. Linguagens de Programação...................................................... 34 9. SOFTWARE...................................................................................... 39 9.1. O que é?..................................................................................... 39 9.2. Classificação de Softwares......................................................... 40 10. HARDWARE................................................................................... 44 10.1. Definição................................................................................... 44 10.2. Componentes............................................................................ 44 11. HISTÓRIA DOS COMPUTADORES IBM PC E PS/2..................... 71 11.1 IBM-PC....................................................................................... 71 11.2. IBM-PC XT................................................................................ 73 11.3. IBM-PCjr.................................................................................... 74
  • 9. 9 11.4. IBM-PC AT................................................................................ 74 11.5. IBM-PS/2.................................................................................. 75 11.6. IBM-PC’s Portáteis................................................................... 77 11.7. A atualidade............................................................................. 78 12. FAMILÍA DE PROCESSADORES INTEL....................................... 79 12.1. Origens – 8086/8088................................................................. 79 12.2. Melhoria 80186/80188.............................................................. 81 12.3. Evolução – 80286..................................................................... 82 12.4. Tecnologia – 386...................................................................... 83 12.5. Inovação – 486.......................................................................... 84 12.6. Tecnologia dos Co-processadores Matemáticos...................... 85 12.7. Performance – Pentium............................................................ 86 12.8. A tecnologia MMX..................................................................... 87 13. A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES APPLE MACINTOSH........ 88 13.1. Apple II...................................................................................... 88 13.2. Outros Modelos Apple............................................................... 90 13.3. Revolução Macintosh................................................................ 92 13.4. Viagem através doa anos na história do Apple Macintosh....... 94 14. HISTÓRIA DOS SISTEMAS OPERACIONAIS............................... 105 14.1. Definição e CP/M...................................................................... 105 14.2. Microsoft DOS........................................................................... 108 14.3. Unix........................................................................................... 108 14.4. Microsoft Windows.................................................................... 110 14.5. Mac OS..................................................................................... 117 14.6. IBM OS/2................................................................................... 118 14.7. Linux ......................................................................................... 118 15. A INTERNET................................................................................... 123
  • 10. 10 15.1. As origens – ARPANET............................................................ 123 15.2. AS origens – WWW.................................................................. 124 15.3. Definições................................................................................. 125 15.4. A Internet.................................................................................. 125 15.5. A Internet e as empresas.......................................................... 126 15.6. Geração Sites........................................................................... 129 16. CONCLUSÃO................................................................................. 130 BIBLIOGRAFIA..................................................................................... 132
  • 11. 11 INTRODUÇÃO Se olharmos a nossa volta, certamente notaremos a presença de diversos equipamentos eletrônicos, porém sem vislumbrar de maneira aprofundada a importância que cada um representa para nossas vidas, uma vez que isso somente acontece quando algum deles apresenta algum problema que venha a inviabilizar o seu uso. Devido ao avanço tecnológico do século passado, hoje é impossível imaginar as nossas vidas sem as magníficas invenções que ocupam os nossos lares, nosso local de trabalho e até mesmo lazer. As invenções que surgiram ao longo dos tempos mudou as estruturas de nossas vidas de alguma forma, tais como a roda, eletricidade, imprensa, automóvel, televisor, entre outras, de maneira que hoje se uma delas faltar, certamente causará grandes transtornos em nosso cotidiano, uma vez que se tornaram imprescindíveis. Mas de todas as invenções citadas acima, certamente o computador é o que trouxe em menos tempo as mais radicais revoluções a nível mundial. Hoje se o computador vier a faltar, certamente o mundo irá ficar inerte, uma vez que hoje tudo está computadorizado, tudo está a um clique de distância! Criado a princípio apenas efetuar cálculos de uma maneira menos complicada e rápida, os computadores tomaram dimensões de importância tão grandes, que rapidamente passaram a contribuir de alguma maneira em quase todos os campos da humanidade. Potencialmente o equipamento mais versátil da atualidade, pode ser utilizado para enviar e receber mensagens, ampliar os horizontes de conhecimento, trazer entretenimento, possibilitar a comunicação mundial de maneira simples, barata, rápida e eficaz, automatizar indústrias inteiras, efetuar complicados cálculos, armazenar grandes quantidades de informações de maneira dinâmica entre outras milhões de utilidades. Justamente visando explorar um pouco deste vasto mundo e de maneira clara e objetiva mostrar a evolução da informática é que esta obra foi desenvolvida. O principal intuito é apresentar de forma clara para aqueles que se utilizam diariamente do computador como ferramenta de trabalho e desejam obter mais informações a respeito da evolução das diferentes tecnologias que envolvem o mundo da informática e suas aplicações, ou para aqueles que são usuários e desejam simplesmente vislumbrar o histórico da informática desde os seus primórdios até os presentes dias.
  • 12. 12 E com a grande demanda e crescimento das tecnologias que envolvem o mundo da informática se faz necessário saber porque os rumos assim são tomados e como avaliar o que cada corporação pode oferecer tendo em vista o agir dela e os resultados trazidos ao longo dos tempos. Justamente também visando esta conscientização de que não é necessário andar debaixo das regras ditadas pelas maiores corporações que atuam no ramo da informática, muitas vezes de maneira antiética é que são expressas as vantagens e desvantagens de cada uma das tecnologias que surgiram e/ou estão presentes no nosso cotidiano. E assim com base em mais de dois anos de pesquisa está obra poderá assumir uma posição pouco difundida e explorada no mundo da informática, de maneira a trazer para os que se utilizam da informática em seu dia-a-dia uma visão mais crítica e menos unilateral a respeito do que se pode visualizar no mercado a cada dia.
  • 13. 13 1. O QUE É INFORMÁTICA? 1.1. Classificação Quando ouvimos a palavra informática, de imediato a associamos aos computadores. Esta associação é muito lógica, pois nada mais é do que a junção das palavras “informação” e “automática”, que emergiram com os progressos realizados no domínio dos computadores que estiveram na base do desenvolvimento desta nova ciência que denominamos Cibernética. Informática nada mais é do que o tratamento automático da informação através da utilização de técnicas, procedimentos e equipamentos adequados. O minidicionário “Silveira Bueno” define a palavra “computador” como sendo: processador de dados capaz de aceitar informações, efetuar “operações programadas e fornecer resultados para resolução de problemas. Existem computadores de grande porte e os microcomputadores. Quanto à evolução tecnológica os computadores se dividem em: 1ª geração (utilização de válvulas); 2ª geração (utilização de transistores); 3ª geração (utilização de circuitos integrados: chip). E a palavra “informática” como sendo: “emprego da computação eletrônica na ciência ou matéria da informação”. 1.2. Tipo de Computadores Há ainda uma classificação de tipos de computadores, porém esta classificação é pouco difundida uma vez que na atualidade quase todos os computadores utilizados são basicamente do mesmo tipo.
  • 14. 14 1.2.1. Computadores Analógicos São aqueles que operam por simulação de sinais elétricos semelhantes e costumam ser aplicados em problemas de controle de processos. A sua programação é integrada aos circuitos e não são muito precisos e nem velozes. Possuem uma grande área de processamento e um pequeno volume de entrada e saída de volume de dados. 1.2.2. Computadores Digitais Representam a programação e os dados através de cadeias de dígitos binários (0 e 1). Encontram aplicação em praticamente todos os campos de atividade humana, são mais precisos e velozes que os computadores analógicos. Possuem uma pequena área de processamento de dados e um grande volume de entrada e saída de dados. 1.2.3 Computadores Híbridos São os que possuem as características dos analógicos e dos digitais. A entrada de dados é controlada por um conversor “analógico- digital”, a informação é processada por um conversor digital e a saída é canalizada por um conversor “digital-analógico”. 1.3. As Gerações A partir daí então é que se começa a dividir os computadores, porém não há um consenso pré-determinado, há autores que fazem a divisão em 4 gerações, outros em 5, outros em 6 e ainda outros em 3 ou 2, por isso convencionou-se fazer a divisão em 5 gerações.
  • 15. 15 1.4 Classificação do Porte dos Computadores Assim como a classificação dos computadores por geração não é precisa, do mesmo modo não há um consenso com relação à classificação do porte dos computadores. Por isso convencionou-se fazer a classificação dos computadores em relação ao se porte em: super computadores, minicomputadores e microcomputadores. Porém ainda assim esta classificação não é muito difundida, pois computadores de diferentes portes podem ser utilizados para desenvolver as mesmas tarefas, ainda que em proporções diferentes. 1.4.1. Super Computadores ou Mainframes São utilizados em grandes corporações onde há uma necessidade de processar grande volumes de dados. Sua aplicação consiste em emissão de taxas e impostos, estatística, meteorologia, planejamento econômico, sistemas bancários, controle de viagens espaciais entre outros. Podem ocupar salas inteiras devido a exigência de uma alta capacidade de processamento. 1.4.2. Minicomputadores São utilizados pelas médias empresas onde o volume de informações a serem processadas é grande, mas menor em relação ao das grandes corporações. Sua aplicação consiste em folhas de pagamento, estatística, merketing e vendas, consultoria, controle de produtos e estoques, planejamentos e produções entre outras atividades.
  • 16. 16 1.4.3. Microcomputadores É nesta categoria que se englobam os computadores utilizados no dia-a-dia por milhões de pessoas em todo o mundo. Embora possuam capacidade inferior de memória, velocidade e processamento são os microcomputadores que movimentam a maior parte da economia baseada na tecnologia da informação. Através deles pode se desenvolver tarefas destinadas a uso doméstico e empresarial. São aplicados basicamente em todos os campos da humanidade. 1.5. Classificação dos Microcomputadores 1.5.1. Desktops São os microcomputadores mais comuns de serem encontrados. Geralmente são utilizados para aplicações domésticas e de empresas. Apresentam construção modular, seus periféricos podem ser unidos como alguns modelos da Apple e outros da antiga Compaq, ou separados de sua Unidade Central de Processamento, como a maioria dos computadores. As vantagens que apresentam sobre os outros tipos de microcomputadores são: baixo custo de manutenção e equipamentos, alta capacidade de expansão, flexibilidade, tamanho relativamente bom para ser transportado. 1.5.2. Portáteis São geralmente chamados de laptops ou notebooks. São extremamente versáteis, uma vez que podem apresentar o mesmo desempenho dos desktops com a vantagem de poderem ser transportados
  • 17. 17 para qualquer lugar, trazendo um melhor aproveitamento do tempo principalmente para quem trabalha fora da empresa. Os atuais laptops têm a vantagem de não somente ser transportado com facilidade como também de poderem trabalhar desconectados da tomada através de uma bateria que os acompanha. Os modelos atuais de notebook da plataforma IBM-PC são acompanhados com baterias de duração média de uma hora e meia nos modelos básicos e aproximadamente três horas e meia nos modelos mais sofisticados. Os laptops da plataforma Apple-Macintosh geralmente são acompanhados com baterias que duram aproximadamente cinco horas. Outro importante fator a ser considerável nos laptops é o seu peso. Os modelos básicos pesam em torno de três quilos e meio e os mais sofisticados pesam em média um quilo e meio, uma grande revolução em relação aos primeiros laptops que pesavam cerca de dez quilos, sendo considerados por muitos, como computadores arrastáveis e não portáteis. Atualmente algo importante da versatilidade dos computadores portáteis é sua alta capacidade de conectividade com a internet e redes sem fio através da tecnologia Wi-fi. Com o objetivo de customizar a versatilidade dos portáteis as empresas que fabricam processadores estão incluindo em seus processadores tecnologias que visam dar maior controle sobre a tecnologia Wi-fi e desenvolvendo processadores que possam oferecer o maior desempenho com o menor gasto possível de energia, um exemplo disso são os processadores Intel Centrino e Pentium M. Mas quem necessita de performance extrema dos laptops ainda pode optar por processadores como o Intel Pentium 4, que geralmente é muito utilizado nos desktops profissionais. Havia há pouco tempo atrás também de uso um pouco mais popularizado, o equipamento Docking Station para laptops, que visava aumentar seu desempenho transformando-o em um computador de mesa, quando não estivesse sendo usado fora do ambiente de trabalho.
  • 18. 18 Embora ofereçam tecnologia e versatilidade, o maior número de computadores vendidos ainda são os desktops, pois um notebook pode chegar a custar de três a dez vezes mais caro que um desktop de mesma configuração. Em detrimento do alto custo que apresentam, as empresas e usuários domésticos ainda optam na hora da compra pelos desktops. 1.5.3. Workstations Há Workstations de médio porte e as de mesmo porte de microcomputadores. São computadores mais poderosos e mais caros. Geralmente rodam sistemas operacionais como Windows 2000, 2003 ou ainda NT (os mais antigos) e Unix. Sua utilização geralmente é restrita em sistemas que exijam alto poder de processamento, segurança e confiabilidade tais como: sistemas bancários, corporativos, governamentais, hospitalares entre outros. Também há workstations para uso destinado à computação gráfica, para criação de animações para vinhetas de TV, animações para a internet, criação de desenhos voltados para produção industrial entre outros. 2. A ORIGEM DOS COMPUTADORES O homem sempre procurou uma maneira de produzir mais com menos. E para satisfazer a essa exigência, ele desenvolveu máquinas capazes de otimizar determinadas atividades, que se feitas por humanos, seriam complicadas e morosas. No princípio o homem se utilizava de hieróglifos e pinturas em suas cavernas para expressar o seu viver. Essas e outras atividades que visavam facilitar a sua vida diária, o levou a outras grandes descobertas como o fogo, machado, roda, números entre outras que visavam inibir as suas limitações.
  • 19. 19 No campo matemático podemos destacar que homem se utilizava do sistema numérico decimal, que exigia um tipo de trabalho mais aplicado e com isso mais vagaroso. Visando justamente suprir a esta necessidade que foi inventado o Ábaco por volta de -3000 A.D. O Ábaco é um dos mais antigos instrumentos de cálculos de que se tem conhecimento. Ele era constituído por uma armação produzida de madeira onde eram amarrados fios com pequenas pedras calcárias denominadas Calculis. A estes eram atribuídos valores na ordem de centenas, dezenas, unidades entre outras. Os cálculos eram feitos com o deslocamento dos Calculis. Para a época isto representou uma revolução suficiente para desencadear uma verdadeira corrida rumo ao desenvolvimento de novos instrumentos de cálculo para atender a demanda. Porém ainda assim o Ábaco é ainda usado nos dias de hoje em diversos países do oriente. Pelo decorrer do tempo foram criados diversos instrumentos visando à mecanização do cálculo, algo complexo para a humanidade resolver de forma rápida. Mas a primeira calculadora que realizava operações básicas como adição e subtração foi criada por Blaise Pascal no século XVII. Filósofo e cientista, Pascal cria aos seus dezoito anos de idade a Pascaline, constituída de um mecanismo com certo número de rodas dentadas, que tornava possível através de sucessivos giros a execução de cálculos de até oito dígitos como presente nas calculadoras comuns de hoje. Porém sua operação por ser vagarosa não apresentou nenhuma vantagem sobre o famigerado cálculo manual. Analisando a genialidade da criação de Pascal, Gottfried Leibniz projetou uma máquina bem mais sofisticada que além de executar operações de adição e subtração também multiplicava e dividia valores. A máquina de Leibniz era constituída de cilindros de rodas dentadas e um complexo sistemas de engrenagens capazes de assombrar qualquer engenheiro contemporâneo.
  • 20. 20 As primeiras máquinas comercializadas no século XIX eram baseadas nos princípios de funcionamento de sua máquina. Porém estas máquinas não podem nem de longe serem comparadas à atual tecnologia presente em nossas vidas. Elas trabalhavam basicamente combinando números nela inseridos através de alavancas e relógios, desprovidas de uma condição de armazenamento e um tipo de instrução automatizada. Porém as coisas começaram a apresentar um avanço significativo a partir da época da Revolução Industrial, quando definitivamente a idéia de substituir o trabalho humano por máquinas começou a ser implantado. Foi neste século que Charles Babbage deu um grande impulso ao desenvolvimento das “Máquinas Matemáticas”. Babbage dedicou sua vida ao projeto de tais máquinas, porém sempre se deparou com problemas, pois a complexidade mecânica que envolvia tais máquinas era excessiva para a época. Porém o seu objetivo de criar máquinas que calculassem e imprimissem foi bem sucedido, pois foi ele quem criou o conceito de uma leitora de cartões, que muito se assemelham as nossas impressoras matriciais e que tornou possível técnicas de programação que viriam a ser aplicadas no século XX. Babbage idealizou um pequeno modelo constituído por 96 rodas e 24 eixos que denominou “Máquina Diferencial”. Estimou aproximadamente 3 anos este projeto, porém à medida que ele avançava novas idéias surgiam e inutilizavam todo o trabalho anterior. Logo após a “Maquina Diferencial”, Babbage passou ao desenvolvimento da “Máquina Analítica”, que foi a primeira máquina considerada programável, capaz de executar quaisquer cálculos, ainda que através de programação externa. A máquina deveria dispor de uma memória capaz de mil números de cinqüenta dígitos, comparando-os e agindo de acordo com o resultado obtido. Sua limitação se baseava no fato de que toda a informação seria armazenada em cartões perfurados, contendo programa e dados, através de arames que podiam ou não perfurar os cartões, princípio inicial da programação dos computadores eletrônicos.
  • 21. 21 Embora os projetos de Charles Babbage fossem revolucionários, sua complexidade era tamanha que desencadearam diversos fracassos que fizeram seu projetos permanecerem abandonados. Na mesma época o inglês George Boole, depois de estudar várias teorias matemáticas estabelece a “Lógica Formal” ou “Álgebra de Boole”. Através desta lógica, foi permitido o estabelecimento de procedimentos que identificam se uma situação é falsa ou verdadeira através de operadores lógicos “AND”, “OR” e “NOT”, que foi de grande valia para o procedimento para o uso da técnica de programação. Outros matemáticos continuaram seus estudos após a morte de Boole, criando os sistema de numeração binária, base dos modernos computadores eletrônicos. Foi nesta época que foi desenvolvida as diretrizes que impulsionaram as atuais técnicas de programação (técnicas que inserem nas máquinas os procedimentos e diretrizes para que elas realizem as operações). Foi Alan Turing quem criou o que hoje é à base de todas as técnicas de programação, que consistia numa forma de inserir dados nas máquinas, denominada decodificação. Concretizava-se assim a ideologia da possibilidade de uma máquina trabalhar com diversos tipos de dados diferentes, dependendo apenas dos procedimentos e diretrizes que nela fossem inseridos, surgindo-se assim a máquina programável.
  • 22. 22 3. O ÍNICIO DA ERA DA COMPUTAÇÃO 3.1. Aplicação da Tecnologia das Máquinas Essa crescente evolução das máquinas de calcular e computar tornou possível em 1890 à elaboração do Censo Estado-Unidense por Herman Hollerith. Porém se ele se utilizasse da máquina presente na época, só terminaria o censo na época de realizar outro (1900). Assim Hollerith fez um aperfeiçoamento dos cartões perfurados e consegui com êxito obter os resultados em três anos. Para isso ele introduziu o uso da eletricidade em sua máquina. Os cartões eram introduzidos na máquina que os lia a partir de pinos metálicos, que ao entrarem em contato com os cartões ultrapassavam a as marcas perfuradas e entravam em contato direto com uma superfície também metálica. No contato dos pinos com a superfície metálica era transmitida uma corrente elétrica, que era registrada e armazenada na memória da máquina. A máquina de Hollerith ficou conhecida com Tabulador de Hollerith. Em função do sucesso obtido com o censo, Herman Hollerith fundou a TMC (Tabulation Machine Company) em 1896, se associando em 1914 com outras duas pequenas empresas e formando a Computing Tabulation Recording Company que veio a se tornar em 1924 a famosa IBM (Internacional Business Machine). Em 1930, os cientistas começaram a progredir nas invenções de máquinas complexas sendo o Analisador Diferencial de Vanner Bush o marco para o início da moderna era do computador. Em 1936, Allan Turing faz a publicação de um artigo sobre números computáveis e Claude Shannon demonstra numa tese a conexão entre a lógica, simbólica e circuitos elétricos. Em 1937, George Stibitz desenvolve em sua mesa de cozinha um “Somador Binário”.
  • 23. 23 Porém ainda que haja estas menções acima, nada de novo foi especialmente criado, tudo isto foi apenas um aperfeiçoamento das máquinas já existentes. 3.2. Sistemas Numéricos Muitas pessoas alguma vez em suas vidas ouviram dizer que o computador trabalha apenas com números e de uma maneira ainda mais estranha, apenas com zeros e uns. Visto que as informações dos computadores são passados através de circuitos eletrônicos e estes são ativados através de impulsos elétricos, estes podem apenas estabelecer apenas dois estados estáveis: positivo e negativo. A partir daí então foi desenvolvido um sistema representativo de apenas dois símbolos (0,1) que representam os impulsos elétricos negativo e positivo respectivamente. Todos os sistemas então obedecem a regra chamada de “Sistema Posicional”, que determina que a composição de algarismos não depende somente dos algarismos que o compõem como também a sua devida posição. Para que o computador possa processar uma informação ele se utiliza da linguagem de máquina. Não importa se inserimos um dado em letra ou número ou ainda vetores de desenho, para o computador isto tudo sempre será representado por números. As bases numéricas mais comuns na informática são binária, decimal e hexadecimal. 3.2.1. Sistema Binário Usualmente aplicado na linguagem de máquina apresenta somente os algarismos: 0 e 1.
  • 24. 24 3.2.2. Sistema Decimal Usualmente aplicado em diversas linguagens de programação, vetores de imagens gráficas, cálculos é composto dos algarismos: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. 3.2.3. Sistema Hexadecimal Usualmente aplicado em algumas linguagens de programação tem seu uso bastante difundido na aplicação de codificação de cores, é composto pelos seguintes algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E e F. 4. COMPUTADORES DE PRIMEIRA GERAÇÃO 4.1. Mark I O crescente avanço nas tecnologias das máquinas chamaram a atenção dos militares estado-unidenses, que interessados no poder que estas máquinas poderiam trazer a longo prazo, investiram alto em pesquisas e projetos, que começaram a trazer resultados durante a Segunda Guerra Mundial. Em meados de 1944, graças a grandes avanços obtidos no campo da eletricidade, inicia-se a construção de uma máquina baseada nos princípios de funcionamento de dispositivos eletromecânicos conhecidos como relês. Assim pela primeira vez foram implementados os princípios da Álgebra de Boole que foram implementados através de circuitos de chaveamento, tipo abre e fecha de relês, de modo a expressarem alternativas SIM/NÃO, 1/0, Ligado/Desligado, que identificam a validade ou não uma proposição.
  • 25. 25 Este incrível computador eletromecânico foi desenvolvido na Universidade de Harvard, pela equipe do professor H. Aiken com ajuda financeira da IBM, que veio a investir US$ 500.000,000 no projeto. Seu nome era Mark I e era controlado por programa que usava o sistema numérico decimal. Ele tinha 15 metros de profundidade e 2,5 metros de altura, envolvido por vidro e aço inoxidável brilhante. Suas principais características eram: • 760.000 peças; • 800 km de fios; • 420 interruptores para controle; • Realizava uma multiplicação em 0,4 segundos; • Realizava uma divisão em aproximadamente 10 segundos; O Mark I prestou serviços matemáticos na Universidade de Harvard por dezesseis anos completos, apesar de não ter feito muito sucesso, por razão de ser obsoleto antes mesmo de ser concluído. Um dos seus maiores inconvenientes no uso, porém era o intenso ruído que emita quando estava em funcionamento. 4.2. Hitler, o destruidor de projetos Em 1941, ao passo do desenvolvimento do Mark I, Konrad Zuse, na Alemanha, já estava a criar modelos de teste muito superiores ao Mark I: o Z1 e Z2. Logo após estes, completou um computador operacional que chamou de Z3, que consistia num dispositivo controlado por programa baseado no sistema binário, e era muito menor e de construção bem mais barata que o famigerado Mark I. Os computadores Z3 e logo a seguir o Z4, foram utilizados na solução de problemas de engenharia de aeronaves e projetos de mísseis. Zuse construiu outros vários computadores para fins especiais, mas não teve
  • 26. 26 apoio do governo alemão. Hitler na época mandou embargar todas as pesquisas científicas, excetos as de curto prazo, sendo que o projeto Zuse levaria cerca de dois anos para ser concluído. Uma das principais aplicações das máquinas de Zuse era quebrar os códigos secretos que os ingleses utilizavam para se comunicarem com os comandantes no campo. 4.3 Colossus Em face o crescente avanço na tecnologia das máquinas computáveis, em 1943, sob a liderança de Alan Turing, criador do que originaria os parâmetros da programação moderna, foi desenvolvido o computador Colossus, que era muito mais ambiciosa que o famigerado Mark I, uma vez que ao invés de relés eletromecânicos se utilizava do novo e revolucionário invento da época, as válvulas. Trabalhando com símbolos perfurados numa argola de fita de papel, o Colossos trouxe uma grande revolução para as máquinas da época, pois utilizava-se da leitura fito elétrica, comparando a mensagem cifrada no papel coma os códigos conhecidos até encontrar uma coincidência e assim processar a informação. O Colossus possuía aproximadamente 2.000 válvulas e era capaz de processar até 25.000 caracteres por segundo. Por coincidência o número de válvulas de que ele se utilizava era aproximadamente o número proposto para a nova máquina que não lhe foi permitido desenvolver. Em 1945, Jonh Von Nemann delineia os elementos críticos de um computador, possibilitando-se assim uma melhora na resolução de problemas e desenvolvimento de soluções para as máquinas computáveis.
  • 27. 27 4.4. Eniac Com a invenção da válvula e com o aprimoramento da álgebra de Boole, foi possível o desenvolvimento do primeiro computador digital eletrônico de grande escala: o Eniac – Eletronic Numeric Integrator and Calculator (Computador e Integrador Numérico Eltrônico). Com o seu desenvolvimento impulsionado pela Segunda Guerra Mundial, seu uso era voltado para efetuar cálculos balísticos e decifrar códigos inimigos. Projetado pelos engenheiros Jonh W. Mauchly e J. Presper Eckert, que era um gênio em engenharia (desenvolveu um rádio a cristal com apenas oito anos de idade e o colocou na ponta de um lápis), com o apoio do Departamento de Material de Guerra do Éxercito dos Estados Unidos da América, na Universidade da Pensilvânia, o Eniac representou a revolução que teve a maior repercussão por todo o mundo, uma vez que era extremamente melhor que as máquinas criadas até então. Porém ainda que desenvolvido para fins militares, o desenvolvimento do Eniac foi concluído em apenas 1946, um ano após o término da Segunda Guerra Mundial. Programado através de números binários aliados a álgebra de Boole, diferentemente da programação baseada em números decimais que estava presente em uma grande maioria das máquinas eletromecânicas, sua principais características eram: • Totalmente eletrônico; • Possuía 17.468 válvulas de vidro interligadas por aproximadamente 300 km de fios; • 500.000 conexões de solda; • Consumia aproximadamente 250 kW de potência elétrica por hora (gasto aproximado de um mês inteiro na média de casas da maioria da população do país);
  • 28. 28 • Alcançava altas temperaturas quando se encontrava em plena operação; • Uma válvula queimava a cada cinco minutos; • Não possuía capacidade de armazenamento de informações em sua memória; • Eram necessários no mínimo 5 operadores; • Pesava por volta de 30 toneladas; • Ocupava uma área de aproximadamente 180 metros quadrados de área construída e com altura de aproximadamente 9 metros; • 2 vezes maior que o Mark I; • Realizava uma soma em 0,0002 segundos e uma multiplicação com números de 10 dígitos em apenas 0,005 segundos; Ainda que possuísse um grande potencial para cálculos, apresentava um enorme problema: com um número extremamente alto de válvulas operando a uma taxa de 100.000 pulsos por segundo, havia 1,7 bilhão de chances por segundo de que uma válvula viesse a falhar, apresentando também aquecimento demasiadamente alto. Em detrimento das válvulas liberarem muito calor, mesmo com os ventiladores, a temperatura subia às vezes até a 67ºC. Eckert, aproveitando-se da idéia que era utilizada em equipamentos eletrônicos, diminuiu a tensão elétrica das válvulas, reduzindo as falhas para apenas 1 ou 2 vezes por semana. Embora tenha sido uma máquina extremamente poderosa para a época, apresentava muitos inconvenientes que fizeram com que fosse deixada de lado em 1948 e desativada em 2 de Outubro de 1955.
  • 29. 29 4.5. Válvulas Termoiônicas Embora apresentassem um grande avanço tecnológico, as válvulas apresentavam os seguintes problemas: • Aquecimento demasiado; • Queima freqüente em razão do elevado aquecimento; • Elevado consumo de energia; • As válvulas eram relativamente lentas; 4.6. Edvac O sucessor do Eniac foi o Edvac – Eletronic Discrete Variable Computer (Computador Eletrônico de Variáveis Discretas). Também desenvolvido pelo engenheiro Eckert, o Edvac trouxe alguns avanços significativos em relação ao Eniac, pois permitia que o trabalho fosse acelerado com a capacidade de armazenamento de dados e programas. Os dados eram armazenados eletronicamente num meio matéria composto de um tubo cheio de mercúrio, conhecido como linha de retardo, onde cristais dentro do tubo geravam pulsos eletrônicos que se refletiam para frente e para trás, tão lentamente quanto podiam com o objetivo de reter a informação, semelhante a um desfiladeiro que retém um eco, que Eckert descobriu por acaso ao trabalhar com um radar. Embora apresentasse um sistema de armazenamento, este não era seguro o suficiente. Outra grande característica do Edvac era o poder de codificar as informações em forma binária em vez da forma decimal, ao contrário do Eniac que era programado por números binários e codificados no sistema decimal, reduzindo assim significativamente o número de válvulas.
  • 30. 30 4.7. Edsac Em 1949, o cientista inglês Maurice Wilkes, desenvolve o Edsac – Eletronic Delay Storage Automatic Calculator (Calculadora/Computador Automático com Armazenamento por Retardo Eletrônico). O Edsac além de se utilizar do avanço em questão de armazenamento que o sistema de memória por retardo eletrônico, o que marcou o seus sucesso foi o fato de ele ser o primeiro computador operacional com a capacidade de armazenar os seus próprios programas. Em face ao crescimento inicial da indústria do computador, em 1951 surge o primeiro computador comercial o Leo. 5. COMPUTADORES DE SEGUNDA GERAÇÃO 5.1. Transistores Em meados de 1947 e 1948, os estudos realizados por Willian Shockley, Jonh Bardeen e Walter Brattain, levam ao aparecimento de um novo componente que revolucionou o mundo da eletrônica e da informática: Transistor. Desenvolvido em 1952 pela Bell Laboratories, o Transistor passou a ser um componente básico na construção de computadores, assinalando o início da Segunda Geração de Computadores. Este componente baseava-se nas propriedades semicondutoras de alguns elementos tais como o germânio e o silício, representando assim uma versão de válvula em estado sólido. Suas principais vantagens sobre a válvula: • Tamanho reduzido; • Menor dissipação de calor; • Menor consumo de energia elétrica;
  • 31. 31 • Apresentava maior velocidade de operação; • Mais confiável e sujeito a menores danos mecânicos; • Mais econômicos; 5.2. Linguagens de Programação 5.2.1 Assembly Nesta geração de computadores inicia-se a imposição do termo Software para a parte lógica da informática, composta basicamente por programas e dados, e Hardware, para a parte física da informática, composta por discos, máquinas, cabos entre outros. Se houve uma crescente evolução nos computadores em termos de hardware, também o mesmo aconteceu com as linguagens de programação desde o Eniac. Até então a programação era feita em linguagem de máquina, classificada como linguagem de baixo nível, por razão de muito se distanciar da linguagem utilizada por nós. Além de a codificação ser feita toda de acordo com o sistema binário, não apresentava nenhuma facilidade para ser projeta, editada e ser efetuada manutenção de programas. Estas linguagens foram substituídas pelas linguagens de montagem, conhecidas como Assembly, que contém a mesma instrução das linguagens de máquina, só que representadas por uma seqüência de códigos simbólicos, que convencionou-se chamar de mnemônicos. A vantagem que esta linguagem apresentou sobre as linguagens de máquina foram que ao invés de utilizar uma seqüência numérica desde o seu desenvolvimento, passaram a ser desenvolvidas através do formato de códigos, que permitiram uma melhor visualização, aumentando a confiabilidade, eficiência e rapidez no seu desenvolvimento. Porém ainda que a linguagem Assembly tenha proporcionado um grande avanço tecnológico, manteve a certas dificuldades como por exemplo o fato de que os programas só poderiam ser executados
  • 32. 32 em computadores com o mesmo sistema operacional, do qual o programador era obrigado conhecer detalhes. Embora possuíssem as dificuldades apresentadas acima, as linguagens de montagem são utilizadas até hoje, mais precisamente no desenvolvimento de software básico, mas desde meados da década de 90, o seu uso decaiu de maneira drástica. Visando uma solução menos complicada, surgiram anos após as linguagens de Alto Nível. Dentre as primeiras podemos destacar a Fortran e a Cobol. 5.2.2. Compliadores Essas linguagens de programação são digitadas em forma de texto e gravadas em um arquivo de computador (os programas). Os compiladores, são responsáveis pela “tradução” destes programas em linguagem de máquina, ou seja à partir de um arquivo de texto contendo um programa elaborado em determinada linguagem, eles geram um outro arquivo de maneira que o computador “entenda” as instruções contidas nele e as execute. 5.2.3. Interpretadores Os interpretadores são programas que não geram um novo arquivo de forma que o computador possa entender as instruções. Eles lêem, interpretam e executam as instruções contidas no programa, comando por comando, o que os torna mais lentos do que os compiladores, uma vez que neste últimos não existe a necessidade de interpretação, pois as instruções já estão codificadas. Embora apresentem um meio mais sofisticado de trabalhar com a programação, não apresentam uma relação de vantagens grande para serem substitutos dos compiladores.
  • 33. 33 5.3. Univac Em meados de 1951 e 1952, Jonh Mauchly e J. Presper Eckert abriram a sua própria firma na Filadélfia e desenvolveram o Univac – Universal Automatic Computer (Computador Automático Universal). O Univac era o primeiro computador a utilizar-se da nova tecnologia dos transistores, o que o tornou muito mais versátil e confiável que os computadores eletrônicos de válvulas termoiônicas. Era um computador voltado para uso comercial e suas principais inovações consistiam no fato de que armazenava seus programas e recebia instruções de uma fita magnética de alta velocidade, que representavam grandes vantagens em relação aos famigerados cartões perfurados. Para comprovar a sua eficácia no campo dos computadores, o Univac foi utilizado para prever os resultados de uma eleição presidencial dos Estados Unidos. 5.4. Outras Inovações No ano de 1952, Grace Hopper transformou-se em uma pioneira no processamento de dados, por haver criado o primeiro compilador que ajudou a desenvolver duas linguagens de programação que tornaram os computadores mais atrativos para uso comercial. Em 1953, Jay Forester, do MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems), construiu uma memória magnética muito menor que a utilizada pelo Univac e bem mais rápida, a qual substituía as que usavam válvulas eletrônicas, feitas sob o processo de retardo eletrônico. Gordon Teal em 1954, descobre um meio de fabricar transistores de cristais isolados de silício a um custo baixo. A IBM em 1954 conclui o projeto do primeiro computador produzido em série e de porte médio, o IBM/650.
  • 34. 34 5.5 Tradic Em meados de 1955 conclui-se o primeiro computador totalmente transistorizado, desenvolvido no âmago da Bell Laboratories: o Tadic. O Tradic inovou em diversos aspectos em relação aos computadores que já começavam a utilizar-se de maneira parcial os transistores, pois possuía apenas 800 deles, sendo cada um em seu próprio recipiente, contribuindo bastante para minimizar o espaço físico ocupado pelo computador. 6. COMPUTADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO 6.1. Circuito Integrado Conclui-se em meados de 1960, o projeto do CI – Circuitos Integrados. De aproximadamente 1958 a 1959, Robert Noyce, Jean Hoerni, Jack Kilby e Kurt Lehovec, participam do desenvolvimento revolucionário que haveria de permitir posteriormente o surgimento dos microcomputadores, os Circuitos Integrados, pastilhas que ficaram conhecidas como Chips. Estes chips incorporavam, numa única peça de dimensões exageradamente reduzidas, várias dezenas de transistores interligados formando assim complexos circuitos eletrônicos. Com as técnicas desenvolvidas por esta equipe, foi possível produzir o componente com dezenas de transistores e outros componentes eletrônicos com apenas cinco centímetros quadrados. Os circuitos integrados podem ser classificados em: SSI, MSI e LSI.
  • 35. 35 6.1.1. SSI O cirrcuito integrado do tipo SSI podia abrigar em seu componente cerca de 100 transistores. SSI é o acrônimo de “Small Scale Integration” (Pequena Escala de Integração). 6.1.2. MSI O circuito integrado do tipo MSI podia abrigar em seu componente cerca de 1.000 transistores. MSI é acrônimo de “Middle Scale Integration” (Média Escala de Integração). 6.1.3. LSI O circuito integrado do tipo LSI podia abrigar em seu componente cerca de 10.000 transistores. LSI é acrônimo de “Large Scale Integration” (Larga Escala de Integração). 6.2. Computadores com tecnologia CI Aproveitando a deixa da nova tecnologia que diminuía o tamanho dos computadores e conferia a eles maior desempenho, a IBM, uma das corporações líderes no desenvolvimento de computadores em série, desenvolve em 1960 o IBM/360. Em 1961, Steven Hofstei, descobriu o transistor de efeito campo, usados nos circuitos integrados dos componentes da MOS Technology. Em 1965, a Digital Equipament introduz no mercado o PDP-8, o primeiro Minicomputador comercial com preço bastante convidativo.
  • 36. 36 Em 1968, a Burroughs criou os primeiro computadores que utilizavam-se totalmente da tecnologia proporcionada pelos circuitos integrados: o B2500 e o B3500. 6.3. Os primeiros Microprocessadores 6.3.1. Intel 4004 Até então a unidade de processamento central dos computadores era descentralizada em vários componentes, o que muito dificultava um processamento mais ágil. Em 1971, revolucionando o mercado de computadores do mundo, foi desenvolvido o primeiro microprocessador do mundo: o processador Intel 4004. O Intel 4004 era um único chip com todas as partes básicas de um processador central, uma CPU de um computador de 4 bits. Suas principais características eram: • Primeiro Microprocessador do mundo; • Possuía 2.250 componentes em um único chip; • Somava 2 números de 4 bits em 11 milionésimos de segundo; 6.3.2. Intel 8080 A Intel Corporation, uma das maiores corporações de desenvolvimento de processadores de época traz uma nova revolução em 1974, o microprocessador Intel 8080. Abrigando muito mais componentes que seus antecessores Intel 4004 e 8008, este microprocessador trouxe um novo padrão para a indústria de computadores possibilitando assim uma maior performance em
  • 37. 37 microcomputadores, que na época estavam começando a surgir a até então não eram tão interessantes ao ponto de serem primordiais no uso comercial. Suas principais características eram: • Tornou-se padrão para a indústria de microcomputadores; • Possuía 4.500 componentes; • Somava dois números de 8 bits em 2,5 milionésimos de segundo; 6.3.3. MOS Technology 6502 Em 1975 a MOS Techonoly, desenvolve o microprocessador MOS-6502 e representou uma outra revolução no mercado de processadores. Dando assim início a uma crescente demanda de desenvolvimento de novas tecnologias em microprocessadores. Suas principais características eram: • Muito utilizado em computadores domésticos; • 4.300 componentes; • Somava 2 números de 8 bits em 1 milionésimo de segundo; 6.4. Altair 8800 Em 1974, Ed Roberts, do MITS, em Albuquerque desenvolve o Altair 8800: um dos mais revolucionários microcomputadores da época. O Altair era baseado no microprocessador Intel 8080, que possibilitou uma performance mais que suficiente para aplicações doméstica, comercial e para pequenas empresas. O nome Altair segundo dizem se deve a uma estrela, pois consideravam o lançamento da máquina um “evento estelar”. O Altair veio a se tornar o maior sucesso, marcando o ínicio de uma indústria multibilionária, pois ao passo que Roberts esperava
  • 38. 38 vender aproximadamente 800 unidades, teve dificuldades para atender a mais de 4.000 pedidos. 6.5. Linguagens de Programação 6.5.1 Linguagens de Alto Nível Com o grande aumento da capacidade e velocidade dos computadores, começaram a surgir no mercado linguagens de programação orientadas para a resolução de problemas específicos. Em virtude da linguagem de montagem desenvolvida na segunda geração de computadores não atender a necessidade da crescente demanda de novas tecnologias que surgiam, houve a necessidade da criação de linguagens de Alto Nível, que tornava a programação mais fácil e rápida, através de comandos de fácil aprendizado para que possuíam comandos em inglês que substituíam as instruções de máquina. Estas linguagens tornaram muitas pessoas aptas a programar. Dentre elas as principais que podemos destacar são a Fortran e Cobol. 6.5.2. Cobol O Cobol (COmmon Bussiness Oriented Language) era uma linguagem de programação destinada ao processamento de serviços comerciais. Por esta razão, possui maiores facilidades para definir e manipular nomes de pessoas, códigos, formação de arquivos, edição de valores monetários, elaboração de relatórios, emissão de cheques, nota fiscais entre outros.
  • 39. 39 6.5.3. Fortran O Fortran (FORmula TRANslation) foi originalmente desenvolvido pela IBM, em 1956, e destinado a resolver problemas científicos, pois possui facilidades para manipulação e cálculos de fórmulas matemáticas. Devido ao seu grande uso, pois é uma linguagem que está disponível em quase todos os tipos de computadores, o Fortran evoluiu muito e possui várias versões e variações tais como: Fortran I, Fortran II, Fortran IV, Fortran IV-G, Fortran IV-H entre outras versões. 6.6. Final da Terceira Geração No final da terceira geração de computadores é que finalmente passaram a se popularizar o uso de microcomputadores, porém ainda assim não chegava nem perto da grande expansão que vivemos na última década. Logo após o desenvolvimento do Altair, em 1975 os estudantes Willian (Bill) Gates e Paul Allen criam o primeiro software para microcomputador, o qual era uma adaptação do BASIC (Begginners All- Purpose Symbolic Insruction Code) para o Altair. Anos mais tarde, Gates e Allen fundam a Microsoft, a mais rica companhia de softwares para microcomputadores do mundo. Em 1977 surge no mercado de produção em série três microcomputadores: o Apple II, O TRS-80 da Radio Shack (vendido no Brasil sob produção da Prológica) e o PET da Commodore. Em 1979 é lançado pela Software Arts o VisiCalc, o primeiro programa comercial para microcomputadores.
  • 40. 40 7. COMPUTADORES DE QUARTA GERAÇÃO 7.1. Circuito Integrado em Larga Escala Na década de 80, foi desenvolvido o IC-LSI – Integrated Circuit Large Scale Integration (Circuito Integrado em Larga Escala de Integração), que possuía uma tecnologia tão superior aos circuitos integrados, que era possível haver em um mesmo chip até 300.000 componentes. Dentre os processadores que tiveram um grande destaque nesta época tivemos os processadores da HP e Motorola. Foi nesta geração que se iniciou a criação de microprocessadores de até 32 bits que revolucionaram de tal forma o mercado de microcomputadores que estão presentes até os dias de hoje. Em meados de 1978 a 1980 uma equipe comandada pela IBM, desenvolveu o sistema de arquitetura aberta, que possibilitou o lançamento da plataforma IBM-PC, utilizando-se da tecnologia que o IC-LSI podia proporcionar para que ela entrasse no mercado de microcomputadores sem problemas, que se encontra presente até os dias de hoje. Em 1984, a Apple lança o Macintosh, que vendeu milhares de unidades devido à sua versatilidade e interface gráfica, beneficiando-se da tecnologia IC-LSI para construí-lo em forma de monobloco. Também em 1984 foi comercializado o micro MMX, destinado ao uso doméstico com boa aceitação no mercado. 7.2. Microprocessadores da Quarta Geração 7.2.1. Motorola 68000 O microprocessador desenvolvido pela Motorola em 1979 era um dos chips de 16 bits mais poderosos e versáteis da época, pois a
  • 41. 41 maioria que havia no mercado não atingia a sua performance ou processava informações em modo de 8 bits. Através deste desenvolvimento, os chips que foram desenvolvidos posteriormente baseados nele, foram utilizado nos computadores Apple durante toda a década de 80, porém ele não foi o único a equipar os computadores Apple, também estiveram presentes em sua unidade central de processamento chips da IBM e MOS. Suas principais características eram: • Um dos mais poderosos e versáteis chips de 16 bits; • Executava multiplicações de uma só vez ao invés de o fazer através da repetição de adições como a maioria dos microprocessadores da época, apresentando maior velocidade e agilidade; • Possuía 70.000 componentes; • Multiplicava 2 números de 16 bits em 3,3 milionésimos de segundo; 7.2.2. Hewlett Packard Super Chip Uma nova revolução que reflete até os dias de hoje foi-nos proporcionada pela HP com seu micro processador Super Chip o primeiro de 32 bits do mundo, desenvolvido em 1981. Porém a Hewlett Packard não investiu mais na produção de microprocessadores como o fazia a Intel, Motorola e MOS Technology, e por isso o que mais se aproveitou de seu chip foi a tecnologia aplicada, pois o seu uso em computadores da época foi muito pouco difundido. Uma das razões para que seu uso fosse restrito é que a maioria dos processadores da época trabalhava com 8, que por ter atingido uma maior maturidade no mercado possuía maior número de periféricos e softwares compatíveis e ainda havia os de 16 bits que começavam a se popularizar lentamente. Suas principais características foram: • Primeiro microprocessador de 32 bits do mundo;
  • 42. 42 • O seu projeto durou 18 meses; • Possuía o número revolucionário de 450.000 componentes; • Multiplicava 2 números de 32 bits em 1,8 milionésimos de segundo; 8. COMPUTADORES DE QUINTA GERAÇÃO 8.1. Circuitos Integrados VLSI É nesta geração que se encontram os microcomputadores utilizados por nós até os dias de hoje, pois são baseados na tecnologia IC- VLSI. Os componentes IC-VLSI – Integrated Circuit Very Large Scale Integration (Circuitos Integrados em uma Escala Muito Maior de Integração) – permitiram uma miniaturização ainda maior dos circuitos integrados. Através desta tecnologia que foi possível a considerável diminuição dos computadores e a produção de computadores portáteis de maneira a expressarem ainda maior tecnologia e capacidade de expansão que os baseados em IC-LSI. Generaliza-se nesta época os termos Multiprogramação, Multiprocessamento e o Teleprocessamento. É nesta geração também que passam a surgir aplicações gráficas mais sofisticadas e aplicações educacionais. Tamanha foi a diminuição dos chips que o F-100, desenvolvido na década de 80, media apenas 6 milímetros quadrado, sendo pequeno o suficiente para passar pelo buraco de uma agulha.
  • 43. 43 8.2. Multiprogramação Até então a maioria dos microcomputadores estava limitado à execução de apenas um programa que era operado através de algumas das linguagens de programação da época e que não podia ficar retido no computador para ser usado posteriormente, uma vez que se utilizavam da memória ROM (Read Only Memory – Memória Somente de Leitura) por razão dos processadores da época terem baixo desempenho e ainda não ser popularizado o uso de discos rígidos. A partir de então os computadores, dotados de tecnologias que favoreciam o surgimento de diversos programas, eles passaram a possuir a capacidade de executar vários programas em um mesmo computador, através de discos rígidos e unidades removíveis, assim era possível executar em um mesmo computador programas gráficos, comerciais entre outros. 8.2. Multiprocessamento É a capacidade que os computadores da quinta geração passaram a apresentar de executar simultaneamente vários programas em computador que utiliza mais de uma unidade central. Um dos princípios que possibilitariam o uso de vários processadores em um computador e trabalho em redes locais. 8.3. Teleprocessamento É nesta época que se inicia o uso daquela que mais tarde viria a ser a grande rede mundial de computadores: a internet. Com origem em 1969, a ARPANET visava apenas ligar poucos pontos estratégicos durante a Guerra Fria, porém nesta época havia tipo uma pequena expansão sendo utilizada por técnicos e cientistas.
  • 44. 44 Teleprocessamento nada mais era que a definição da capacidade que um computador tinha de enviar e receber informações de locais remotos via telecomunicação. O teleprocessamento pode ser on-line e off-line. 8.3.1. On-Line Se um computador estiver diretamente conectado ao meio ou canal de telecomunicação, recebendo e transmitindo as informações processadas. 8.3.2. Off-Line Quando um computador não efetua diretamente a recepção e transmissão que ficam a cargo de um outro computador (que está, então, on-line com a transmissão). O computador off-line recebe e entrega ao on-line uma fita, disco magnético ou rede a informação a ser processada. 8.4. Linguagens de Programação 8.4.1. Basic Na meados da década de 70 e 80 foi desenvolvida a linguagem de programação Basic. Acrônimo de Begginers All-purpose Symbolic Instruction Code (Código de Instruções Simbólicas para Todos os Propósitos dos Principiantes), trouxe um caráter revolucionário ao trazer uma sintaxe de codificação simples e de fácil aprendizado que tornou muitas pessoas aptas a programar e assim atender às suas pequenas necessidades, como comércios, ambiente doméstico entre outros.
  • 45. 45 Mas também ao mesmo passo que atendia a demanda comercial e doméstica, podia também ser utilizada em terminais remotos de computadores. Seu caráter conversacional (isto é o programador pode executar e corrigir seu programa diretamente pelo terminal, sem interferência de outro operador) proporciona estrutura simples aos comandos, embora permita também programação de problemas complexos. A linguagem de programação Basic foi utilizada até o início da década de 90, sendo aos poucos substituída pelas linguagens Qbasic e posteriormente Visual Basic, ambas da Microsoft. 8.4.2. PL/1 O PL/1 (Programing Language One) era uma das linguagens mais poderosas que se conheceu em meados do final da década de 70 e década de 80. Sua principal característica era oferecer ao programador um imenso repertório de recursos e comandos de programação para o desenvolvimento de qualquer tipo de aplicação. Basicamente o PL/1 possuía, ao mesmo tempo: • Todos os recursos de Fortran para programação de problemas científicos; • Todos os recursos do Cobol para a programação de problemas comerciais; • Os recursos de programação modular em estrutura de blocos e outras facilidades da linguagem chamada Algol; • Facilidade para manipular seqüência de caracteres ou listas de nomes ou tabelas, como ocorre com linguagens especiais para processar listas e chamadas Lisp, Snobol etc.;
  • 46. 46 Além disso, o PL/1 possuía a facilidade ou opção para escrever programas simplificados através de comandos padronizados, semelhantes aos usados em Basic. O PL/1 possuía portanto, as seguintes vantagens: • Era apropriado para programação de problemas que envolviam tanto aspecto científico como comercial ou processamento de tabelas ou listas; • A riqueza de comandos e de recursos que permitiam a programação adequada de problemas extensos; • Permitia unificar a linguagem de programação usada na empresa tanto pelos engenheiros como pelos programadores comerciais; Algumas das desvantagens que o PL/1 apresentava eram: • O seu compilador era extenso, só permitindo o uso em computadores de porte médio para cima; • Se o problema for exclusivamente científico ou comercial, a eficiência de um programa PL/1 pode ser bem menor que o mesmo escrito em Fortran ou Cobol. 8.4.3. A Linguagem Pascal A linguagem Pascal (em homenagem ao matemático francês Blaise Pascal do século XVII) era uma linguagem poderosa e compacta para mini e microcomputadores. Foi definida em 1968 pelo professor Niklaus Wirth do Instituto Federal de Tecnologia, de Zurique Suíça, e possuía as seguintes características: • É uma linguagem estruturalmente mais poderosa do que o Basic e Fortran por possibilitar a programação modular em forma de blocos estruturados, como acontecia com as linguagens Algol e PL/1;
  • 47. 47 • A sua simplicidade e precisão na definição de comandos poderosos permitiu a sua implementação em mini e microcomputadores, o que não tinha sido possível em linguagens do mesmo tipo como o Algol e P/L1; • Sua característica marcante era a maneira simples para definir os tipos possíveis de estrutura de dados (variáveis, matrizes, seqüência de caracteres e registro de dados comerciais) englobando todos os tipos possíveis de dados que existem em outras linguagens, tais como o Basic, Fortran, Cobol e PL/1; • Possuía essencialmente os mesmos comandos ou comandos principais da linguagem Algol e PL/1; • Os comandos podem ser utilizadas de formas simples e livre como acontece com a linguagem Basic, o que muito facilitava o aprendizado; Uma das desvantagens era o trabalho adicional oferecido pelo Pascal: a necessidade de declarar previamente todas as variáveis e matrizes (o que era obrigatória em Algol, PL/1 e Cobol) e todos os rótulos ou labels (o que era novidade do Pascal). Porém este fato tinha a finalidade também de forçar o programador a rever e conferir a lista de variáveis, matrizes e rótulos do seu programa antes da execução. 8.4.4. O programa Visicalc Um programa que merece destaque em ser mencionado é o Visicalc. Na época inicial do início dos microcomputadores, os usuários que não tinham dinheiro suficiente para investir em um Apple Lisa ou Macintosh que possuía interface gráfica, ou no ambiente operacional Microsoft Windows lançado em 1985, ele era um meio versátil para desenvolvimento de aplicações em detrimento das facilidades visuais que apresentava.
  • 48. 48 O Visicalc possuiu boa divulgação e utilização ampla entre usuários de microcomputadores para a manipulação e preparação de dados em forma de tabelas. A maior vantagem e o motivo do sucesso do Visicalc, residia no fato de oferecer ao usuário, através da tela do terminal, amplo conhecimento visual e acompanhamento de todas as operações que estavam acontecendo com os dados, em contraste com outros tipos de linguagem de programação ou aplicação, onde os dados e resultados estavam sempre armazenados em memórias e portanto invisíveis até serem solicitados. O Visicalc efetuava através de comandos simples, as seguintes categorias de operações com uma tabela de dados: • Efetuava cálculos matemáticos, tais como: adição, subtração, multiplicação, totalização de linhas ou colunas, cálculos de valores médios etc.; • Possibilitava colocar livremente títulos e diretrizes (cabeçalhos) sobre qualquer parte dos dados, preparando- os em forma de relatórios, documentos, gráficos etc.; • Podia armazenar em arquivos de dados na memória partes ou a totalidade dos dados da tabela; Em resumo, a partir do instante em que o usuário sentava diante do microcomputador, o Visicalc permitia a operação imediata e fácil com o conjunto de dados que surgiam na tela do terminal. Entretanto, para aplicações envolvendo grande quantidade de dados ou cálculos sofisticados que ultrapassem a capacidade operacional do Visicalc, há a necessidade de utilização conjunta do mesmo com a linguagem de programação Basic.
  • 49. 49 8.4.5. Outras Linguagens de Programação Outras linguagens de programação surgiram desde esta época até os dias de hoje, dentre elas podemos destacar algumas que tiveram uma relevada importância. Algumas delas caíram em desuso, outras continuam a ser utilizadas até hoje: • Pascal; • Microsoft Qbasic; • Fortran; • Cobol; • Mumps; • Clipper; • Assembler; • Microsoft Visual C++ • Sun Linguagem C; • Sun Java; • Microsoft Visual Basic; 9. SOFTWARE 9.1. O que é? Software é um conjunto de instruções colocadas em ordem lógica que quando executada, a seqüência de comandos presente nele controla o computador de modo a levá-lo a realização de tarefas de maneira eficiente e rápida, que para o ser humano seria de maneira difícil e morosa.
  • 50. 50 9.2. Classificação de Softwares Existem atualmente no mercado softwares que nos solucionam os mais diversos problemas com resultados excelentes ou customizam o desenvolvimento de trabalhos que se fossem feitos de maneira análoga, não teriam a versatilidade, precisão e rapidez que se obtidos através de softwares. Há hoje softwares de caráter original e protegidos, onde é necessário fazer a aquisição de uma licença para utiliza-lo, há os de uso e distribuição livre, conhecidos como freeware e há ainda aqueles que depois de um tempo de uso é necessário licenciá-lo, porém com preço muito inferior a um software análogo distribuído por uma grande empresa no desenvolvimento de softwares. Há ainda os programas desenvolvidos de forma personalizada para atender a exigências específicas. A divisão é feita basicamente em softwares de base e de aplicação, e softwares sob medida e aplicativos. 9.2.1. Softwares de Base Podemos afirmar que é parte indispensável ao funcionamento do computador, pois sem eles o computador funciona, mas numa espécie de estado “vegetativo”, uma vez que fica impossibilitado de realizar tarefas de quaisquer espécie. Um exemplo deste tipo de software são os Sistemas Operacionais, que controlam a unidade central de processamento do computador (CPU ou UCP), gerenciam memória, monitoram as atividades do processador, controla os acessos aos periféricos, coordena a entrada e saída de informações, asseguram a estabilidade de outros softwares que estejam sendo executados no momento, de maneira a oferecer o melhor desempenho e estabilidade ao usuário.
  • 51. 51 Nesta classificação também era costumeiro incluir os ambientes operacionais, que representavam uma interface gráfica que rodava sob um sistema operacional de comandos. Visto o desenvolvimento tecnológico deste ambientes operacionais, também conhecidos como plataformas operacionais gráficas, eles passaram a ser independentes dos sistemas operacionais não gráficos, tornando-se eles próprios também sistemas operacionais. Um exemplo clássico é o Microsoft Windows. 9.2.2. Softwares de Aplicação Os softwares de aplicação são nada mais que os programas de que nos utilizamos dia-a-dia para a resolução de problemas específicos ou execução de tarefas de maneira customizada. Podem ser desenvolvidos por Softhouses, firmas especializadas, empresas de desenvolvimento de programas ou pelo próprio usuário, desde que este tenha domínio em alguma linguagem de programação. 9.2.3. Softwares Sob Medida São desenvolvidos por empresas especializadas, programadores ou mesmo usuário, desde que tenham conhecimento de alguma linguagem de programação. São criados para atenderem a necessidades muito específicas e exclusivas do usuário ou empresas. Geralmente são desenvolvidos por razão dos softwares aplicativos não atenderem ou atenderem mal as necessidades do usuário. Podemos exemplificá-los como sistemas de lojas, bancos, empresas em geral etc.
  • 52. 52 9.2.4. Softwares Aplicativos São programas destinado a diversas aplicações, geralmente comercializados mundialmente para atender de uma forma padrão e versátil as mais diversas necessidades de milhões de usuários. A seguir mencionamos uma das maiores empresas especializadas no desenvolvimento de softwares que são utilizados diariamente por um número extremamente grande de usuários. 9.2.4.1. Sistemas Operacionais Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems etc. 9.2.4.2. Pacotes de Produtividade Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, Corel, Sun Microsystens etc. 9.2.4.3. Editoração Gráfica Principais empresas que atuam no segmento: Adobe, Quark, Corel etc. 9.2.4.4. Multimídia Principais empresas que atuam no segmento: Apple, Macromedia, Adobe, Corel, Amabilis etc.
  • 53. 53 9.2.4.5. Computação Gráfica Principais empresas que atuam no segmento: Macromedia, Adobe, Corel etc. 9.2.4.6. Internet Principais empresas que atuam no segmento: Macromedia, Adobe, Microsoft, Apple, Netscape – AOL, Opera etc. 9.2.4.7. Programação Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems, Borland Ebendinger etc.; 9.2.4.8. Entretenimento Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, Eletronic Arts etc. 9.2.4.9. Utilitários Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, MacAfee, Symantec, PowerQuest etc. 9.2.4.10. Sistemas para Sevidores e Workstations Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems, Bell Labs etc.
  • 54. 54 10. HARDWARE 10.1. Definição Hardware é a parte física do computador, geralmente composta por monitor, drives de mídia removível, teclado, mouse, impressora, memória entre outros itens. 10.2. Componentes 10.2.1. Unidade Central de Processamento A Unidade Central de Processamento, denominada CPU (UCP) é composta por um conjunto de componentes que torna possível o desenvolvimento dos trabalhos a serem executados pelos softwares. A CPU é geralmente composta por diversos itens tais como: processador, memória, disco rígido, placas entre outros. É também nela que se encontram as portas de comunicação com os periféricos tais como: USB, firewire, porta serial, paralela, vga etc. 10.2.1.1. Motherboard A Motherboard ou Placa Mãe, é a placa na qual são inseridos o conjunto de componentes que tornará possível o funcionamento do computador, tais como: processador, memória, placa de vídeo etc. Podem ser onboard ou offboard. As motherboards onboard vêm com as interfaces de som, vídeo e fax entre outras em si, utilizando-se do desempenho da memória e processador, roubando assim um pouco de desempenho do computador para atender a execução das tarefas destas interfaces e as placas offboad, têm necessariamente que possuir estas interfaces com seu processamento e memória próprios, que além de garantir
  • 55. 55 um desempenho superior, não diminuem o desempenho do computador na execução de outras tarefas. 10.2.1.2. Processador Este é certamente o mais importante componente que compõe um computador. Ele está para o computador como o cérebro está para nós, é ele que gerencia todos os dispositivos, programas, sistemas e entrada e saída de informações. Atualmente a maioria dos microcomputadores pessoais e de pequenas empresas, possuem o processamento de 32 bits. Os de 64 bits embora já existissem há algum tempo, estão passando a entrar no mercado de microcomputadores domésticos e de pequenas empresas agora. Por razão de a plataforma de 32 bits já ser mundialmente difundida, e haver disponíveis uma quantidade infindável de softwares e itens de hardware compatíveis, a transição deverá ser lenta e o menos transtornante possível, uma vez que não a imposição para esta, pois os computadores e itens de 32 bits ainda continuam a evoluir. As empresas de maior expressividade no mercado de processadores são a Intel e AMD para microcomputadores baseados na plataforma IBM-PC, e IBM, Apple e Motorola para microcomputadores da plataforma Apple Macintosh. Por volta dos anos 80 os processadores operavam a uma taxa de aproximadamente 4 MHz a 10 MHz e tinham processamento geralmente de 8 ou 16 bits. Com a crescente evolução no campo da informática, para atender a demanda da novas tecnologias, hoje os processadores são operados a uma taxa de 1200 MHz (ou 1,2 GHz) a 3600 MHz (u 3,6GHz) para os processadores Intel e AMD, com processamento de 32 ou 64 bits e a uma taxa de 933 MHz a 1800 MHz (ou 1,8 GHz) para os processadores IBM-Apple.
  • 56. 56 Com o desenvolvimento de tecnologias mais avançadas a cada dia, os atuais processadores possuem embutidos tecnologias onde os componentes atingem tamanhos excepcionalmente pequenos na casa dos nanômetros. Atualmente há processadores com tecnologia especial para portáteis, há processadores econômicos, porém que não deixam a desejar em desempenho, e há ainda os topo de linha que oferecem a maior performance para aplicações que exijam um alto poder de processamento. Outro importante fator a ser levado em consideração em um processador é a sua memória de cache e a freqüência de barramento, que conferem ao processador maior poder de processamento, e se possuem uma tecnologia chamada Hyper Threading, que confere ao microprocessador caráter de bi-processamento, fazendo-o se comportar como se fossem dois processadores. 10.2.1.2.1. Intel Celeron Atualmente os processadores da linha econômica Intel Celeron, têm uso muito difundido no mercado de microcomputadores domésticos e corporativos. Possuem entre 128 (Celeron) e 256 KB (Celeron D) de memória de cache e operam na freqüência de 400 (Celeron) a 533 MHz (Celeron D) no barramento frontal. Seu clock atualmente se encontra entre 2,2 a 2,8 GHz. 10.2.1.2.2. Intel Centrino Descendentes da linha de processadores Intel Celeron, os processadores Centrino (ou Celeron M) possuem a nova tecnologia Wi-fi embutida no processador e exigem menor uso de energia, sendo para isso utilizados em laptops com o intuito de oferecer o melhor desempenho e exigir a menor performance possível bem como economizar energia. Assim como os da linha Celeron possuem entre 128 e 256 KB de memória de cache e
  • 57. 57 operam na freqüência de 400 a 533 MHz no barramento frontal. Seu clock atualmente se encontra entre 1,1 GHz e 1,8 GHz. 10.2.1.2.3. Intel Pentium 4 Os processadores da linha Pentium 4, topo de linha da Intel, oferecem o melhor desempenho e alta velocidade de processamento para as mais diversos tipos de aplicações. Possui duas classes, os com tecnologia Hyper Threading e os sem esta tecnologia, que conferem ao processador caráter de 2 processadores. Possuem entre 512 KB a 2 MB de memória de cache e operam na freqüência de 533 a 800 MHz no barramento frontal. 10.2.1.2.4. Intel Pentium M Os processadores da linha Intel Pentium Móbile, apresentam as mesmas tecnologia e características dos processadores Centrino, porém com performance análoga ao dos processadores Pentium 4, para serem utilizados em computadores portáteis. Possuem entre 512 KB e 2 MB de memória de cache e operam à taxa de 400 MHz no barramento frontal. Atualmente seu clock se encontra entre 1,6 GHz e 1,8 GHz. 10.2.1.2.5. Intel Xeon Os processadores da linha Intel Xeon são destinados para uso em servidores, visando oferecer a maior performance em ambientes de rede. Tem versões comum e versões que visam maior economia de energia elétrica, os da linha Low Voltage. Possuem entre 512 KB e 1MB de memória de cache e operam a freqüência de 533 a 800MHz. Seu clock atual se encontra entre 2,0 GHz e 2,8 GHz.
  • 58. 58 10.2.1.2.6. Intel Itanium e Itanium2 São processadores de 64 bits destinado a serem usados em computadores que exijam um alto poder de processamento em aplicações pesadas. O Itanium 2, nova versão sofre atualmente com a resistência que as empresas têm em aderí-lo devido ao fato de ele possuir uma nova estrutura de arquitetura diferente da difundida arquitetura de instrução x-86, utilizada em praticamente todos os computadores da atualidade. Embora melhor, o Itanium 2 enfrenta muitas incompatibilidades com os aplicativos para x-86. 10.2.1.2.7. AMD Duron ou K7 Este processador da linha econômica da AMD, teve boa aceitação no mercado de computadores domésticos, porém muito perdia em desempenho para o rival chip econômico da Intel, o Celeron, pela sua baixa velocidade de processamento. Atualmente está em fase de substituição pela nova linha de processadores AMD Semprom. Possuem 128 KB de memória de cache e operam a freqüência de 100 MHz no barramento frontal. Seu clock atualmente se encontra em 950 MHz a 1,8 GHz. 10.2.1.2.8. AMD Athlon XP Os processadores AMD Athlon, apresentam o melhor custo-benefício para aqueles que desejam obter um boa performance do computador. Teve excelente aceitação no mercado de computadores domésticos e profissionais, e atualmente continua a ser vendido, porém já há uma visão de transição para o novo processador Semprom. O único inconveniente, como em todos os processadores da AMD, é a alta dissipação de calor que ele apresenta. Possui 384 KB de memória de cache e opera na freqüência de 333 MHz no barramento frontal. Atualmente seu clock se encontra entre 1,6 GHz e 2,9 GHz.
  • 59. 59 10.2.1.2.9. AMD Athlon 64 FX É uma nova linha de processadores de 64 bits desenvolvida pela AMD, com o intuito de representar o melhor custo benefício para computadores que precisem de um alto poder de processamento para a utilização de aplicações pesadas. Rivalizando com o Itanium, o Athlon Fx, tem melhor aceitação e esta começando a ser difundida a sua utilização em computadores domésticos e profissionais, e os motivos principais são: continua a utilizar-se da arquitetura baseada em x-86 e possui baixo custo. 10.2.1.2.10. AMD Opteron É outra linha de processadores de 64 bis da AMD. Novo no mercado este processador apresenta um futuro promissor em ambientes corporativos pelo seu alto desempenho e performance, apresentando a melhor relação custo-benefício. Rivaliza diretamente com o Itanium 2 e assim como o Athlon Fx, além de apresentar boa relação custo-benefício ainda possui resquícios da arquitetura x-86. Porém perde em velocidade para o concorrente operando em 1,6 GHz no se clock. 10.2.1.2.11. IBM-Apple PowerPC G4 A linha de processadores desenvolvidos pela IBM e Apple trouxeram desde meados da década de 90 uma nova forma de tecnologia para os microcomputadores Apple, ao ser competitivo o suficiente para disputar na corrida dos chips com o Intel Pentium, apresentando performance muitas vezes igual e superior. Ao se libertar da Motorola que não tinha muito interesse em investir no chip, a plataforma PowerPC que vive sobre a plataforma Macintosh da qual os modelos Apple são derivados ganhou atualmente dimensões de tecnologia relativamente altas, conferindo excelente
  • 60. 60 desempenho aos computadores Apple. Atualmente se encontra na maioria de seus modelos o chip PowerPC G4. Geralmente possuem entre 256 KB e 2B de memória de cache e operam a freqüência de 300 a 733 MHz no barramento frontal. Seu clock se encontra atualmente entre 700 MHz e 1,25 GHz, porém ainda que por muitos seja considerado um clock baixo, ele pode ser até 70% mais rápido que um Intel Pentium 4 na execução de algumas tarefas, principalmente gráficas. 10.2.1.2.12. IBM-Apple PowerPC G5 Lançado em meados de 2003, o novo processador de 64 bits da Apple e IBM para computadores Macintosh, trouxe uma verdadeira revolução ao esbanjar em alta tecnologia, versatilidade, desempenho e performance, muito superior a maioria dos chips que se encontram no mercado atualmente. Equipando o Power Macintosh G5, o estado da arte em matéria de alta tecnologia, e mais recentemente o novo iMac, o processador G5 pode ter entre 1 e 2 MB de memória de cache e seu clock pode atingir de 1,6 a 1,8 GHz. 10.2.1.3. Fonte A fonte é o equipamento designado a enviar energia para alimentar os outros componentes, como placa-mãe, drives de cd-rom, disco rígido, que por razão de consumirem uma voltagem menor (geralmente aproximadamente 3, 5, 12 volts) necessitam de um aparelho que administre essas quantidades de maneira correta. A fonte também é responsável pela proteção dos componentes que compõem a unidade central de processamento através de mecanismos que devem estar presentes nela. Cada fonte têm uma capacidade de administração de energia, geralmente nos microcomputadores essa média fica em 200 W para os domésticos e 500 W para os profissionais