Data:04deMaiode2016
Lição 10
4º trimestre de 2016
Título: Em Espírito e em
verdade — A essência da
adoração cristã
Comentarista:
Thiago Brazil
EM ESPÍRITO E
EM VERDADE
TextodoDia
“Jesus respondeu e disse-lhe:
Se tu conheceras o dom de
Deus e quem é o que te diz:
Dá-me de beber, tu lhe
pedirias, e ele te daria ÁGUA
VIVA” (Jo 4.10).
Síntese
Agendadeleitura
SEGUNDA — Jo 4.9
O trauma sociocultural
TERÇA — Jo 4.10
A ignorância da mulher
QUARTA — Rm 10.14
A impossibilidade de uma fé genuína em virtude da
ignorância
QUINTA — At 17.23
Os atenienses e o deus desconhecido
SEXTA — Jo 4.23
A revelação da essência da adoração
SÁBADO — Jo 4.42
As consequências da verdadeira adoração
Objetivos
IDENTIFICAR as
características de
quem não adora a
Deus;
ANALISAR o perfil do
verdadeiro adorador;
APONTAR as
consequências da
adoração para a vida
daquele que tem esta
experiência.
TextoBíblico
João 4.19-24.
19 — Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 — Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve
adorar.
21 — Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém
adorareis o Pai.
22 — Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
23 — Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 — Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
Introdução
O episódio da mulher de Samaria pode ser tomado
como uma imagem da condição espiritual de muitas
pessoas na época de Jesus e ainda hoje há pessoas
que elegem lugares, outras pessoas e até elas
mesmas como elementos dignos de adoração. A
ignorância é um perigoso estado para aquele que
busca a Deus.
Lugares
Pessoas
Eu
Centro da nossa adoração não deve ser
Somente
DeusMas
I. O ESTADO DAQUELES QUE DESENVOLVEM UMA INADEQUADA ADORAÇÃO
A ignorância cega a razão e o coração.
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1
Sicar, cuja localização exata é desconhecida, ficava numa região
árida. Ao meio-dia, horário do encontro da mulher com Jesus, o clima é
extenuante. O Mestre aguarda seus amigos que foram à procura de
alimentação; o pedido por água — ainda que estranho em nossos dias de
violência e individualismo —, era uma prática corriqueira naquela época. A
mulher, fundamentada em seu preconceito, nega o pedido. Como alguém,
que inclusive afirmará que adora a Deus (v.20), poderia ser tão insensível à
necessidade do próximo? Está é a desprezível consequência que a ignorância
espiritual causa: dureza de coração (Is 46.12; Ez 2.4). Note-se assim que a
falta de um conhecimento verdadeiro de Deus pode, rapidamente,
transformar indiferença em conivência com o sofrimento alheio. Quem
conhece a Deus não negará um copo de água fria a nenhum dos filhos dEle
(Mt 10.42).
O pragmatismo toma-se o objetivo do culto.
1
2
A ausência de um conhecimento verdadeiro sobre quem é Deus e sua obra,
conduz os indivíduos a perderem a percepção de uma existência além do
imediatismo da vida, ou seja, de um pragmatismo existencial (Is 22.13; 1Co
15 32). Para estas pessoas, aqui representadas pela mulher de Samaria, a
solução de seus problemas mais urgentes é a razão de ser de qualquer culto,
louvor ou relacionamento com Deus. Na verdade, para esse tipo de pessoa,
Deus só “serve” para resolver os problemas do momento. Para a mulher,
alguém que a auxiliasse a ter água com facilidade (Jo 4.15), de modo que ela
não necessitasse mais expor-se como fazia todo meio-dia, seria alguém
digno de ser, no mínimo, seguido, quem sabe até adorado.
O pragmatismo é uma filosofia que toma “por critério da verdade o valor prático e se opõe ao intelectualismo” (priberam.pt). Em outras
palavras, se algo dá certo é porque e verdade – não precisamos ficar pensando sobre o assunto. O problema do pragmatismo puro é que
ele é reducionista. Ele só vê consequências imediatas. Por exemplo: “Vamos despejar nossos produtos aqui no rio, assim enviamos o
problema pra longe. Qual o problema? Funciona. Mas e a poluição?”
http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/02/augustus-nicodemus-o-que-e-uma-igreja-pragmatica/
Fonte:
A normalização do pecado.
1
3
Todos somos pecadores, todavia lutamos diariamente
para que o pecado não nos domine (Gn 4.7; Rm 3.23;
6.14). Aqueles que não mantêm um relacionamento
pleno e consciente com Deus, “domesticam” o pecado e
fazem dele algo próprio de suas vidas. Aquela mulher já
havia mantido cinco outros relacionamentos, e agora
estava numa sexta aventura amorosa ilicitamente (v.18).
Mesmo assim, ela se considerava uma adoradora de
Jeová.
II. A VERDADEIRA ADORAÇÃO
A adoração é algo consciente.
2
1
Um dos primeiros fatos que denunciam a fragilidade da fé da mulher que
conversa com Jesus é sua incerteza sobre onde adorar (v.20). A pergunta
sobre “onde adorar?”, traz consigo implícitas outras questões: “Como
adorar?” e “Quem adorar?”. Pode-se assim concluir que a espiritualidade
daquela mulher era algo que refletia muito mais a reprodução de
comportamento cultural do que uma ação consciente. Somente é possível
prestar o verdadeiro louvor a Deus se, pelo menos, soubermos quem Ele é.
Logo, a adoração não pode resumir-se a um simples êxtase ou um impulso
irracional em busca do desconhecido. A oração de Jesus em João 17 é um
maravilhoso exemplo de que um dos fundamentos da adoração é uma
relação consciente com o Pai, um processo gradual e espiritual de
conhecimento em amor (Jo 17.24,25).
Adorar em espírito e em verdade.
2
2
A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico — um
determinado local, por exemplo —, muito menos pode ser fundamentada
sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é “em espirito”,
ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior do homem,
que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus para serem
canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27). Além disso o
louvor a Deus deve ser “em verdade”, isto é, por meio de uma “revelação” —
que é o significado imediato da palavra grega (aletheia) (2Co 13.8). A verdade
na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente aos cuidados
de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não apenas nos
momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos da vida
comum, como trabalho, estudos, família e demais relacionamentos onde
Deus também deve se manifestar.
Adoração como uma urgência.
2
3
Jesus não mediu palavras e disse à mulher que o tempo para a vivência de
uma verdadeira adoração já havia chegado (v.21). O erro daquela mulher,
que é o mesmo de muitas pessoas ainda hoje, foi imaginar que o louvor ao
Pai era algo apenas para um momento específico ou para um tempo futuro.
Não há mais tempo a perder, o desenvolvimento de uma vida de adoração é
algo urgente, uma viva necessidade da Igreja para o tempo que se chama
hoje! Infelizmente em muitas igrejas o tempo da adoração tem sido
consumido por infindáveis, e muitas vezes dispensáveis, avisos; já em outras
comunidades é a má gerência do tempo de acontecimento do culto (atraso
para começar, demorar para execução dos louvores, hiatos de continuidade)
que atrapalham a adoração. Cada instante de nossas vidas, especialmente
aqueles que dedicamos a Deus na igreja, precisam ser bem aproveitados.
III. OS EFEITOS DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
Compreensão da adoração como comunhão com Deus.
3
1
Antes de assimilar o verdadeiro conceito de adoração, a
mulher estava preocupada com o protocolo certo a
seguir: deveria adorar no Templo em Jerusalém ou em
Siquém, no monte Gerizim (v.20)? Após a percepção de
que Jesus não era um profeta qualquer (v.19), mas o
próprio ungido de Deus enviado a terra (v.26), a mulher
quebra todos os protocolos culturais e sociais, chama os
habitantes da cidade a virem conhecer aquEle que os
judeus, mas também os samaritanos esperam, o Cristo
(v.29).
O desejo de partilhar o conhecimento de Deus.
3
2
A aproximação entre a mulher de Sicar e Jesus foi
inicialmente turbulenta e cheia de rancores culturais (ela
era samaritana, Jesus judeu; ela uma mulher de vida
complicada, Jesus um santo homem). Contudo, após o
esclarecimento sobre a pessoa e natureza da missão de
Jesus, a mulher não conseguiu conter-se, e pessoalmente
foi compartilhar a maravilhosa revelação a que teve
acesso com seus conterrâneos.
Tornar-se inspiração para a vida de outros.
3
3
Num mundo tão repleto de exemplos negativos, devemos nos
empenhar em ter uma vida de adoração ao Pai, e por meio desta,
tornarmo-nos exemplo para nossa geração. A mulher pode ouvir,
dos habitantes de sua vila, que a fé em Jesus que ela inicialmente
testemunhara, tornara-se uma viva consciência espiritual em
cada pessoa daquele vilarejo. A adoração não nos torna
escandalosos, de modo a afastar pessoas de Cristo; ao contrário,
a fé no Salvador é algo tão poderoso e transformador do caráter
de uma pessoa que esta passa a ser exemplo e inspiração a todos
aqueles que o cercam (At 9.19-21).
Assim como a mulher em Samaria teve sua história revolucionada,
que nosso encontro com Jesus transforme tudo em nós: que nosso
testemunho seja para edificação daqueles que estão à nossa volta,
que sejamos libertos de todos os nossos pecados, até daqueles que
estão no mais profundo de nossas almas. Mas, acima de tudo, que
sejamos partícipes da comunidade dos verdadeiros adorares do
Pai.
CONCLUSÃO
Horadarevisão
1. Apresente as principais características daqueles que ainda não adoram, verdadeiramente, ao Pai.
Possuem o coração e a mente cegos, o culto tem como objetivo a obtenção de resultados; veem o pecado
como algo normal.
2. O que significa dizer que nossa adoração a Deus precisa ser consciente?
Que somente podemos adorar a Deus se de fato conhecermo-lo, numa experiência pessoal e espiritual.
3. Quais as principais consequências de uma vida de adoração?
Uma vida de comunhão com Deus, desejo de comunicar o amor de Deus, tornar-se inspiração para
outras pessoas.
4. É possível adorar a Deus sem reconhecer quem Ele ê? Justifique sua resposta.
Não. Resposta pessoal (Sugestão: Alguém que ignora quem é o Senhor corre o risco de adorar pessoas ou
seres, tornando-se assim um idólatra).
5. Um verdadeiro adorador pode ser tão egoísta a ponto de não desejar partilhar o Evangelho? Justifique
sua resposta.
Não. Resposta pessoal (Sugestão: Pois o amor de Deus transborda em nossos corações a ponto de ser
impossível, se há de fato adoração e comunhão, não partilhar o amor de Deus).

Lbj lição 10 a adoração sem conhecimento

  • 1.
    Data:04deMaiode2016 Lição 10 4º trimestrede 2016 Título: Em Espírito e em verdade — A essência da adoração cristã Comentarista: Thiago Brazil EM ESPÍRITO E EM VERDADE
  • 3.
    TextodoDia “Jesus respondeu edisse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria ÁGUA VIVA” (Jo 4.10).
  • 4.
  • 5.
    Agendadeleitura SEGUNDA — Jo4.9 O trauma sociocultural TERÇA — Jo 4.10 A ignorância da mulher QUARTA — Rm 10.14 A impossibilidade de uma fé genuína em virtude da ignorância QUINTA — At 17.23 Os atenienses e o deus desconhecido SEXTA — Jo 4.23 A revelação da essência da adoração SÁBADO — Jo 4.42 As consequências da verdadeira adoração
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    Objetivos IDENTIFICAR as características de quemnão adora a Deus; ANALISAR o perfil do verdadeiro adorador; APONTAR as consequências da adoração para a vida daquele que tem esta experiência.
  • 7.
    TextoBíblico João 4.19-24. 19 —Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20 — Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. 21 — Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 — Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. 23 — Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24 — Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
  • 8.
    Introdução O episódio damulher de Samaria pode ser tomado como uma imagem da condição espiritual de muitas pessoas na época de Jesus e ainda hoje há pessoas que elegem lugares, outras pessoas e até elas mesmas como elementos dignos de adoração. A ignorância é um perigoso estado para aquele que busca a Deus.
  • 9.
    Lugares Pessoas Eu Centro da nossaadoração não deve ser Somente DeusMas
  • 10.
    I. O ESTADODAQUELES QUE DESENVOLVEM UMA INADEQUADA ADORAÇÃO
  • 11.
    A ignorância cegaa razão e o coração. 1 1 Sicar, cuja localização exata é desconhecida, ficava numa região árida. Ao meio-dia, horário do encontro da mulher com Jesus, o clima é extenuante. O Mestre aguarda seus amigos que foram à procura de alimentação; o pedido por água — ainda que estranho em nossos dias de violência e individualismo —, era uma prática corriqueira naquela época. A mulher, fundamentada em seu preconceito, nega o pedido. Como alguém, que inclusive afirmará que adora a Deus (v.20), poderia ser tão insensível à necessidade do próximo? Está é a desprezível consequência que a ignorância espiritual causa: dureza de coração (Is 46.12; Ez 2.4). Note-se assim que a falta de um conhecimento verdadeiro de Deus pode, rapidamente, transformar indiferença em conivência com o sofrimento alheio. Quem conhece a Deus não negará um copo de água fria a nenhum dos filhos dEle (Mt 10.42).
  • 12.
    O pragmatismo toma-seo objetivo do culto. 1 2 A ausência de um conhecimento verdadeiro sobre quem é Deus e sua obra, conduz os indivíduos a perderem a percepção de uma existência além do imediatismo da vida, ou seja, de um pragmatismo existencial (Is 22.13; 1Co 15 32). Para estas pessoas, aqui representadas pela mulher de Samaria, a solução de seus problemas mais urgentes é a razão de ser de qualquer culto, louvor ou relacionamento com Deus. Na verdade, para esse tipo de pessoa, Deus só “serve” para resolver os problemas do momento. Para a mulher, alguém que a auxiliasse a ter água com facilidade (Jo 4.15), de modo que ela não necessitasse mais expor-se como fazia todo meio-dia, seria alguém digno de ser, no mínimo, seguido, quem sabe até adorado.
  • 13.
    O pragmatismo éuma filosofia que toma “por critério da verdade o valor prático e se opõe ao intelectualismo” (priberam.pt). Em outras palavras, se algo dá certo é porque e verdade – não precisamos ficar pensando sobre o assunto. O problema do pragmatismo puro é que ele é reducionista. Ele só vê consequências imediatas. Por exemplo: “Vamos despejar nossos produtos aqui no rio, assim enviamos o problema pra longe. Qual o problema? Funciona. Mas e a poluição?” http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/02/augustus-nicodemus-o-que-e-uma-igreja-pragmatica/ Fonte:
  • 15.
    A normalização dopecado. 1 3 Todos somos pecadores, todavia lutamos diariamente para que o pecado não nos domine (Gn 4.7; Rm 3.23; 6.14). Aqueles que não mantêm um relacionamento pleno e consciente com Deus, “domesticam” o pecado e fazem dele algo próprio de suas vidas. Aquela mulher já havia mantido cinco outros relacionamentos, e agora estava numa sexta aventura amorosa ilicitamente (v.18). Mesmo assim, ela se considerava uma adoradora de Jeová.
  • 16.
    II. A VERDADEIRAADORAÇÃO
  • 17.
    A adoração éalgo consciente. 2 1 Um dos primeiros fatos que denunciam a fragilidade da fé da mulher que conversa com Jesus é sua incerteza sobre onde adorar (v.20). A pergunta sobre “onde adorar?”, traz consigo implícitas outras questões: “Como adorar?” e “Quem adorar?”. Pode-se assim concluir que a espiritualidade daquela mulher era algo que refletia muito mais a reprodução de comportamento cultural do que uma ação consciente. Somente é possível prestar o verdadeiro louvor a Deus se, pelo menos, soubermos quem Ele é. Logo, a adoração não pode resumir-se a um simples êxtase ou um impulso irracional em busca do desconhecido. A oração de Jesus em João 17 é um maravilhoso exemplo de que um dos fundamentos da adoração é uma relação consciente com o Pai, um processo gradual e espiritual de conhecimento em amor (Jo 17.24,25).
  • 18.
    Adorar em espíritoe em verdade. 2 2 A vivência da adoração não é algo limitado a um aspecto físico — um determinado local, por exemplo —, muito menos pode ser fundamentada sobre opiniões ou tradições míticas. A verdadeira adoração é “em espirito”, ou seja, é uma experiência que tem seu nascedouro no interior do homem, que mobiliza partes do ser homem que foram criadas por Deus para serem canal de comunicação entre o Criador e seus filhos (Pv 20.27). Além disso o louvor a Deus deve ser “em verdade”, isto é, por meio de uma “revelação” — que é o significado imediato da palavra grega (aletheia) (2Co 13.8). A verdade na vida de um adorador implica uma vida entregue realmente aos cuidados de Deus, onde Ele tem total comando, e onde é adorado não apenas nos momentos de comunhão do culto, mas também nos momentos da vida comum, como trabalho, estudos, família e demais relacionamentos onde Deus também deve se manifestar.
  • 19.
    Adoração como umaurgência. 2 3 Jesus não mediu palavras e disse à mulher que o tempo para a vivência de uma verdadeira adoração já havia chegado (v.21). O erro daquela mulher, que é o mesmo de muitas pessoas ainda hoje, foi imaginar que o louvor ao Pai era algo apenas para um momento específico ou para um tempo futuro. Não há mais tempo a perder, o desenvolvimento de uma vida de adoração é algo urgente, uma viva necessidade da Igreja para o tempo que se chama hoje! Infelizmente em muitas igrejas o tempo da adoração tem sido consumido por infindáveis, e muitas vezes dispensáveis, avisos; já em outras comunidades é a má gerência do tempo de acontecimento do culto (atraso para começar, demorar para execução dos louvores, hiatos de continuidade) que atrapalham a adoração. Cada instante de nossas vidas, especialmente aqueles que dedicamos a Deus na igreja, precisam ser bem aproveitados.
  • 20.
    III. OS EFEITOSDA VERDADEIRA ADORAÇÃO
  • 21.
    Compreensão da adoraçãocomo comunhão com Deus. 3 1 Antes de assimilar o verdadeiro conceito de adoração, a mulher estava preocupada com o protocolo certo a seguir: deveria adorar no Templo em Jerusalém ou em Siquém, no monte Gerizim (v.20)? Após a percepção de que Jesus não era um profeta qualquer (v.19), mas o próprio ungido de Deus enviado a terra (v.26), a mulher quebra todos os protocolos culturais e sociais, chama os habitantes da cidade a virem conhecer aquEle que os judeus, mas também os samaritanos esperam, o Cristo (v.29).
  • 22.
    O desejo departilhar o conhecimento de Deus. 3 2 A aproximação entre a mulher de Sicar e Jesus foi inicialmente turbulenta e cheia de rancores culturais (ela era samaritana, Jesus judeu; ela uma mulher de vida complicada, Jesus um santo homem). Contudo, após o esclarecimento sobre a pessoa e natureza da missão de Jesus, a mulher não conseguiu conter-se, e pessoalmente foi compartilhar a maravilhosa revelação a que teve acesso com seus conterrâneos.
  • 23.
    Tornar-se inspiração paraa vida de outros. 3 3 Num mundo tão repleto de exemplos negativos, devemos nos empenhar em ter uma vida de adoração ao Pai, e por meio desta, tornarmo-nos exemplo para nossa geração. A mulher pode ouvir, dos habitantes de sua vila, que a fé em Jesus que ela inicialmente testemunhara, tornara-se uma viva consciência espiritual em cada pessoa daquele vilarejo. A adoração não nos torna escandalosos, de modo a afastar pessoas de Cristo; ao contrário, a fé no Salvador é algo tão poderoso e transformador do caráter de uma pessoa que esta passa a ser exemplo e inspiração a todos aqueles que o cercam (At 9.19-21).
  • 24.
    Assim como amulher em Samaria teve sua história revolucionada, que nosso encontro com Jesus transforme tudo em nós: que nosso testemunho seja para edificação daqueles que estão à nossa volta, que sejamos libertos de todos os nossos pecados, até daqueles que estão no mais profundo de nossas almas. Mas, acima de tudo, que sejamos partícipes da comunidade dos verdadeiros adorares do Pai. CONCLUSÃO
  • 25.
    Horadarevisão 1. Apresente asprincipais características daqueles que ainda não adoram, verdadeiramente, ao Pai. Possuem o coração e a mente cegos, o culto tem como objetivo a obtenção de resultados; veem o pecado como algo normal. 2. O que significa dizer que nossa adoração a Deus precisa ser consciente? Que somente podemos adorar a Deus se de fato conhecermo-lo, numa experiência pessoal e espiritual. 3. Quais as principais consequências de uma vida de adoração? Uma vida de comunhão com Deus, desejo de comunicar o amor de Deus, tornar-se inspiração para outras pessoas. 4. É possível adorar a Deus sem reconhecer quem Ele ê? Justifique sua resposta. Não. Resposta pessoal (Sugestão: Alguém que ignora quem é o Senhor corre o risco de adorar pessoas ou seres, tornando-se assim um idólatra). 5. Um verdadeiro adorador pode ser tão egoísta a ponto de não desejar partilhar o Evangelho? Justifique sua resposta. Não. Resposta pessoal (Sugestão: Pois o amor de Deus transborda em nossos corações a ponto de ser impossível, se há de fato adoração e comunhão, não partilhar o amor de Deus).