.~

(

~,

ASPECTOS

DA SEDIMENTAÇÃO,

REGIÃO NORDESTE

PATOS:

DA LAGOA DOS

LAGOA DO CASAMENTO

SACO DO COCURUTO-RS

JORGE

NA

ALBERTO

E

- BRASIL

.VILLWOCK

1 9 7 7
FEDERAL

UNIVERSIDADE

CURSO

DE

p(jS

DO

GRADUAÇÃO

RIO
EM

GRANDE

DO

SUL

GEOCI~NCIAS

-,

"ASPECTOS DA SEDIMENTAÇÃO
LAGOA DOS PATOS:
COCURUTO

-

RS

-

NA REGIÃO NORDESTE

LAGOA DO CASAMENTO

DA

E SACO DO

BRASIL"

Por:

JORGE ALBERTO VILLWOCK

Orientador:

Prof. Dr. LUIZ ROBERTO SILVA MARTINS

r

/-

- 1 9 77r
r
(
(

FEDERAL

UNIVERSIDADE

DO

RIO

r
l

Prof. Homero Só Jobim
(
(
(

REITOR

Prof. Gerhard Jacob
(

PRó-REITOR DE PESQUISA E PóS-GRADUAÇÃO

CURSO DE P6S-GRADUAÇÃO

Profa. Marleni

EM GEOCI~NCIAS

Marques Toigo

COORDENADORA

COMISSÃO

COORDENADORA

Prof. Carlos Alfredo

Bortoluzzi

Prof. Dr. Irajá Damiani Pinto
Prof. Dr. Luiz Roberto Silva Martins
Prof. Dr. Milton

Luiz Laquintinie

Formoso

COMISSÃO E~MINADORA
Prof. Dr. Luiz Roberto Silva Martins
Prof. Dr. Carlos Maria Urien
~

Prof. Dr. Renato Rodolfo Andreis

~

Prof. Dr. Ivan Medeiros

r

Prof. Dr. Paulo da Nóbrega

(
(

~
,
~

(

Tinoco
Coutinho

GRANDE

DO

SUL
,.

4

Quem nada conhece,

nada ama.

Quem nada pode fazer, nada compreende.
Quem nada compreende,
Mas quem compreende

nada vale.

também ama, observa,

Quanto mais conhecimento

ve...

houver inerente

numa coisa, tanto maior o amor...
Aquele que imagina que todos os frutos
amadurecem

ao mesmo

nada sabe a respeito

tempo como as cerejas,
das uvas.
Paracelso.

Ama-se

aquilo por que se trabalha

trabalha-se

e

por aquilo que se ama.
Erich Fromm.

Por e para
MARICE,

LUIS HUMBERTO

E MAlTE.
5

INDICE
Página n9
RESUMO.

1.

.

.

.

.

.

8

..............

.

.

1.1.

Objetivos.

1.2.

Localização

1.3.

Métodos

1.4.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

10

.

INTRODUÇÃO..

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

10

da Ârea

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Agradecimentos.

de

.

Geográfica

.

2.

PANORAMA

GEOL6GICO

3.

GEOMORFOLOGIA

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Trabalho.

11
13

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

15

...........

REGIONAL

E ASPECTOS

RELACIONADOS

16

.

.

.

.

.

.

3.1.
3.2.

A Margem Lagunar

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

O Corpo Lagunar

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

3.3.

Evolução Geomorfológica

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

4.

4.1.
4.2.

Sedimentos

das

59

.

59
60

.

61
61

Âreas

Características

Fonte.

.

.

Terraços

4.2.1.1.2.

Depósitos

4.2.1.1.3.

Terraços

4.2.1.1.4.

Depósitos

4.2.1.1.5.

Depósi

4.2.1.1.6.

Praias

4.2.1.1.7.

Cristas

Lagunares

..'

Fluviais.

4.2.1.2.

Sedimentos

.

4.2.1.3.

Sedimentos

de Fundo

dos

.

.

4.3.1.

.

.

Características

4.3.1.1.

Fácies

Arenosa.

.

64
.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

66
69
72

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

75
75

.

.

79

Fluvial

da Parte
.

.

.

61

,

.

.

.

.

.

.

do Guaíba
Norte

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Lagoa
.

.

.

.

.

.

.

.

.

82

..

.

.

.

.

.

.

.

82
84

.

.

.

.

85

e Saco do. Coc~

.

.

.

.

.

.

.

.

.

..........

Texturais
.

.

da

........

da Lagoa do Casamento
.

.

.

Fração Fina: Argilo-Minerais
.

.

.

Mineralógicas

Grosseira.

.

.

.

4.2.2.2.

.

.

.

Fração

ruto

.

.

4.2.2.1.

Sedimentos

.

.

do Complexo

4.3.

.

.

Praia.

Características

.

.

.

.

.

.

táicos.

Lagunares

.

.

.
.

Flúvio-Del

Patos

.

............

Eólicos

de

.

............

Marinhos

tos

.

..........

Texturais

Sedimentos da Margem Lagunar

4.2.1.1.1.

4.2.2.

49

.................

Generalidades

4.2.1.1.

20
43

.................

SEDIMENTOLOGIA

4.2.1.

19

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

87
87

.

.......

.

.

.

89

4.3.1.1.1.

Sub-Fácies

Areia Média

4.3.1.1.2.

Sub-Fácies

Areia Média-Fina

.......

91
93

4.3.1.1.3.

Sub-Fácies

Areia Fina-Média

.......

94
6

Página n9

4.3.1.2.

Fácies

Areno-Síltica

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

98
99

4.3.1.3.

Fácies

Silto-Arenosa

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

102

4.3.1.4.

Fácies

Síltica

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

106

.

.

.

.

.

.

.

.

108

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

4.3.1.1.4.

SUb-Fâcies

4.3.2.

Areia-Fina.

.

Características

.

.

.

Fração

Grosseira.

4.3.2.2.

Fração

Fina:

Distribuição

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Argilo-Minerais.

Facio16gica

dos Sedimentos

Areia-Silte-Argila

4.4.1.2.

Areia

.

Média-Areia

Variação

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

111
111

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

113

variação da Mediana

4.4.2.2.

variação

4.4.2.3.

variação do Desvio Padrão
Variação

-

do Diâmetro

da

.

Md

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

..

.

.

.

.

.

.

.

.

115

.

-

Médio

Curtosis

Est~

.

-

Mz

al

.

115
117
120
123

Variação da Assimetria - Skl

4.4.2.5.

.

.

4.4.2.1.

4.4.2.4.

.

.

Granulométricos
.

109

Lagun~

...

Fina-Silte

dos parâmetros

tísticos

.

109

111

Distribuição de Fácies-Texturais

4.4.1.1.

4.4.2.

.

.....................

res
4.4.1.

.

Minera16gicas

4.3.2.1.

4.4.

.

.

125

Controles da Distribuição Facio16gica
4.4.3.1.
Características dos Materiais das Áreas Fon

128

....................

129

4.4.3.

.

te
4.4.3.2.

4.5.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Evolução Morfo16gica do Corpo Lagunar

A Sedimentação

Lagunar Caracterizada

metros Granulométricos
4.5.1.

.

Morfologia e Condições Hidrodinâmicas
Corpo Lagunar

4.4.3.3.

.

parâmetros

.

.

.

.

.

Estatísticos

.

do
.

.

.

131

.

.

.

135

pelos Parâ
.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

& WARD

de FOLK

'.

4.5.1.1.

Diâmetro

Médio

versus

Desvio

4.5.1.2.

Diâmetro

Médio

versus

Assimetria

4.5.1.3.

Diâmetro

Médio versus Curtosis

4.5.1.4.

Desvio Padrão versus Assimetria

.

.

.

.

.

.

4.5.1.5.

Desvio Padrão versus Curtosis

.

.

.

.

.

.

4.5.1.6.

Assimetria

4.5.1.7.

CaracterizaçãoAmbiental

Padrão

.

........

versus Curtosis

137
137
141
144
146
148
150
150

_.

4.5.2.
4.5.3.
4.5.3.1.

Diagramas

CM, FM, LM e AM

.

.

.

.

.

.

.

.

.

(PASSEGA & BYRAMJEE)

índices Granulométricosde DOEGLAS
.............
índices Ql Md Q3

.

.

.

.

.

153
160
166
167
_.

7

Página

n9

172
4.5.3.2.

índices

5.

SUMÁRIO

DAS

6.

'lQ1MdQ399

BIBLIOGRAFIA

.

CITADA.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

CONCLUSÕES.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

175

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

184

ANEXOS:

,18 Tabelas,
57 Figuras,

7 Fotografias

e

3 Fotomicrografias,
1 Mapa Geomorfológico

intercaladas

no texto.

em encarte, na contra-capa.
8

RESUMO

A formação
senvolvimento

da Lagoa dos Patos foi condicionada

de uma barreira

das oscilações

eustáticas

Os aspectos
reira evidenciam
,
(

gressao

ocorridas

da margem

Os processos

crescimento

arenosos,

do Casamento

(

mecanismo

acomp~

que os

da laguna

o

mediante

que deu origem a Lagoa

e ao Saco do Cocuruto.

Os sedimentos
(

lagunar desta bar

de sedimentação

a compartimentação

de pontais

sob a influência

de pelo menos quatro ciclos de trans

nharam, proporcionaram

-

arenosa,

durante o Quaternário.

geomorfológicos

a existência

e regressao.

múltipla,

de

pelo

nosos e silticos.

do fundo destes corpos lagunares

As fácies arenosas

e rasas e tem suas caracteristicas
tipo de material

ocorrem

texturais

are

são

nas partes marginais
influenciadas

das áreas fonte, da natureza,

pelo

inte~sidade

tem

e

po de atuação dos agentes de sedimentação.

As fácies silticas

cupam 'as porções

As zonas

o

(
I
.'.

centrais,

rias sao atapetadas

mais profundas.

por fácies transicionais

intermediá

areno-silticas

e sil

to-arenosas.

Os terrenos

quaternários

da margem

dos durante os ciclos transgressivos,
te dos sedimentos
em suspensão

lagunares.

retrabalha

lagunar,

constituem

Parte do material

a principal

trazido

siltico

na

pelas águas da Lagoa dos Patos que ingressam

goa do Casamento,

provém das terras altas que margeiam

fon

La

a provincia

Costeira.

Os principais
mentação

agentes

envolvidos

nos processos

são o vento, as ondas e as correntes

lação das águas é também influenciada

lagunares.

pelos sistemas

de

sedi

A circu

fluviais

atu

antes na região.

A sedimentação se processa em um ambiente de aguas rasas
9

e doces,

levemente

ras nas partes

granulométrica

PASSEGA

é redu

que

os métodos

por vários ambientes

~

& WARD

de

em ana
(1957),

úteis

sedimenta

Entretanto

a sua

paleo-ambiental
costeira

definidos

fi

e

que se des

Ocorre muitas vêzes que o rápido r~
depositados

em ambientes
texturai~

A maior parte dos sedimentos

do fundo lagunar tem propriedades
praiais

recentes

em urna província

gia é incapaz de apagar as características

ambientes

baseadas

de FOLK

único na determinação

de materiais

ciclo anterior.

os aspectos

(1968),são efetivamente

de ambientes

pois a sedimentação

e promovida

ambiental

físicos são conhecidos.

locam no tempo e no espaço.
trabalhamento

da área controlou

(1969) e DOEGLAS

e interpretação

ca prejudicada,

fauna de moluscos.

no corpo lagunar.

corno critério

pOlicíclica

bentônica

de caracterização

ção onde os parâmetros
utilização

biológica

mostraram

& BYRANJEE

na descrição

reduto

geomorfológica

da sedimentação
Tentativas

lise

e pouco

a urna pequena

A evolução
maiores

nas margens

A atividade

centrais.

zida e relacionada

oxidantes

ácidas,

e eólicos.

semelhantes

de alta
herdadas

ener
do

das fácies arenosas
aos depositados

em
~
'"

10

1.

INTRODUÇÃO

1.1.

Objetivos

~

O presente
sedimentologia

trabalho

constitui

da Lagoa dos Patos, cujo estudo vem sendo feito des

de 1963 pela equipe do atual Centro de Estudos de Geologia
ra e Oceânica
Federal

-

CECO, do Instituto

do Rio Grande do Sul.

Esta

de Geociências
iniciativa,

dos para compor o quadro geral dos processos
nesta que constitui

uma das áreas lagunares

tantes da superficie

cessa atualmente

aqui caracterizar

na Lagoa do Casamento

pos d'água em adiantado
nordeste

Costel

da Universidade

pretende

geológicos
costeiras

reunir da

atuantes

impoE

mais

do planeta.

Pretende-se

na porção

a

mais uma contribuição

a sedimentação

que se pr~

e no Saco do Cocuruto,

estado de segmentação

lagun~r,

situados

Costeira

da Lagoa dos Patos, na Planicie

cor

do

Rio Grande do Sul.
Paralelamente

ao mapeamento

do fundo, será efetuado
existente,
texturais

um estudo granulométrico

com a finalidade
com o ambiente
O reconhecimento

te estudos mineralógicos,
cional,

partindo

constituirão

de correlacionar

deposicional

e a compreensão

chaves

sedimentos

do material

os seus

ali

parâmetros

dos sedimentos,

median

do seu mecanismo

deposl

hidrodinâmicas

do corpo

no sentido de prever

na area de estudo, do material
vial do Guaiba que apresenta

dos

lagunar que domina a area.

da proveniência

das condições

elementos

faciológico

a

lagunar,
influência,

trazido pelas águas do complexo flu

niveis de poluição

cada vez 'mais ele

vados.
Nesse sentido,
dos raros criadouros

a Lagoa do Casamento

de peixes não atingidos

é, ainda hoje,
pela poluição,

um
con
11

..

forme afirma FREITAS

(1975).

Além disso, desenvolve-se
ra rizícola

intensa cult~

que depende de suas águas na alimentação

de irrigação

dos sistemas

das lavouras.

~ pois de interesse
-sistema.

às suas margens

regional,

Para sua compreensão

a preservação

estão dirigidos

eco

deste

também os

objet~

vos deste trabalho.
Do mesmo modo,
certa freqüência,

como adequada

tinado a ligar Porto Alegre
sua posição

com

a área em pauta tem sido apontada,
para a construção

ao Oceano Atlântico,

de um canal des
tendo em vista a

geográfica.

~

Não será discutida

aqui a viabilidade

tanto quem o fizer encontrará
tureza geológica

1.2.

indispensáveis

Localização

volve a porção

nordeste

renos constituidos
ternária

anteriormente,

que integram

por

a cobertura

en
ter
qu~

p~

no mapa índice na Fig. 1.

e 30030' de latitude

entre as coordenadas

sul e 50030' e 50050'37"

uma superfície

cípio .de Osório,

a área de estudo

do Rio Grande do Sul, conforme

A área está compreendida

abrangendo

da Ârea

da Lagoa dos Patos e é bordejada

Costeira

de na

para tanto.

pelas formações

da Província

de ser observado

neste estudo alguns subsídios

Geográfica

Como foi méncionado

de tal obra,entr~

Viamão

de longitude

de 1.264 km2, incluindo

e Mostardas.

30008'40"

partes do

oeste,
muni
,I
I

12

---

-

[F---

[I

50° 45 '

500 50'

/

, -,

":-,-- õ.

-30"10'1

,, ',
,, II



I
I
I

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1

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50°35'

50°40'

,,
,
,

,

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. .
.
.

'.

. .

-30°15'

.

t,

..

-30"20'

.'
.

.

. .
. . ..
.. .
.
.
..
.
LAGOA

I

.

.

. .

{X) CASA.fEN
TO

.

.

.

. .. 

.

oos

.

PATOS

.

"

--30"õO'

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.

',,

.
sco

..
.

.

---~

-300 20'

'.''-;),

' /.'- -,,-'-j

.

,
:'

.
",.

~

/:'-~_:::~::)-J
-30°25'

.

.

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iO C8CRUO

.
.
.
. ..

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I~
~
~

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50445'

50"50'

Figura

I
--I,--V

,:

.

r-.-)
LAGOA

.'
--. ,-

o

.

.30°25'

-30"15'

i

-

MAPA DE AMOSTRAGEM E

28°
ARGENTINA

SITUAÇÃO DA ÁREA NO ESTADO.

~
50°

ESCALA

1:200_000

tj
13

1.3.

Métodos

Os trabalhos
1 : 100.000,

de Trabalho

de mapeamento

Lagoa
de

escala

tendo por base as folhas plani altimétricas,

la 1 : 50.000, publicadas
Exército.

na

foram realizados

Foram

pela Diretoria

utilizadas

do Capivari

as folhas

(SH.22-P-I-2),

em esca

do Serviço Geográfico

Passo

Desertas

do Vigário

do

(SH.22-P-I-l),

(SH.22-P-I-3)e

Ilha Gran

(SH.22-P-I-4).
A análise

tuada mediante

das principais

a interpretação

geológica

na escala 1 : 60.000, e posterior
As quarenta
tipo amostra
material

amostras

que, remobilizado

termédio

de um busca-fundo

seira

de um

a ,partir

135 amostras,
na fig~ra

cuja localiza
1.

em sacos plásticos,

foram la
e

descritos

para a classificação
Os resultados
mediante

por peneir~ção,

Foi utilizada

sub
por
gro~

utilizando-se
(grãos

meno

a escala de

Went

de 1/4 ~, e a da fração fina

por pipetagem.

~

rios que neles

(1938), que incluem a análise da Íração
que O,062mm),

in

por

ao longo de perfis

e nos cursos dos diversos

no mapa apresentado

com intervalos

interpretados

do

contribui

da região,

de análise granulométrica

& PETTIJOHN

res que O,062mm),
worth

granulométrico

laboratório e após secagem em estufa, desagregadas

(grãos maiores

peneiras

do tipo raspador,

acondicionadas

aos processos

KRUMBEIN

a controle

pelos pescadores

Nesta etapa foram colhidas

As amostras

metidas

do

na área emersa foram

pelos agentes da superfície,

utilizada

ção pode ser observada

vadasem

colhidas

do fundo foram amostrados

través dos corpos d'água
desaguamo

aereas,

de fotografias

lagunar.

Os sedimentos
embarcação

efe

foi

exame no campo.

simples e se destinaram

para a sedimentação

caíque,

feições morfográficas

de tamanho de grão.

obtidos

da análise granulométrica

a aplicação

dos métodos

de FOLK &

foram

WARD
14

(1957), PASSEGA

(1957) e DOEGLAS

Foram escolhidas

(1968).

quarenta

e cinco amostras

representat~

vas para o estudo mineralógico.
A fração grosseira
seu conteúdo

em minerais

por decantação

foi analisada

em bromofórmio,

conhecer

A separação

leves e pesados~

objetivando

foi

utilizando-se

da entre 0,250 e 0,125 mm, partindo-se

a fração

o

feita

compreend~

de uma amostra

inicial

de

5 gramas.

'A fração pesada

foi montada

do

em lâminas com Bálsamo

Canadá para estudo microscópico.
A fração leve, montada
dá, sem lamínula,
de método
método

foi estudada

colorimétrico,

preconizado

cra separada

para determinar

por HAYES

Os sedimentos

determinar

& KLUGMAN

feldspatos,

conforme

sua fração menor que

e analisada

a natureza

após a aplicação

o

(1959).

finos tiveram

por decantação

X objetivando

em lupa binocular

Cana

do

em lâminas com Bálsamo

no difratômetro

4 p m~
raios

de

dos argilo-minerais

constituin

teso
No estabelecimento
Lagoa do Casamento,
-

do padrão de circulaç~o

no Saco do Cocuruto

norte

da

La

,

goa dos Patos foram utilizadas
lite ERTS-l,
quisas
(1976)

gentilmente

Espaciais

-

efetuou-se

os trabalhos

CLOSS

cedidas pelo Instituto
o método

obtidas

pelo saté

Nac~onal

de

Pes

apresentado por HERZ

.

estudada,

contram

imagens orbitais

INPE, adotando-se

Com o objetivo

NHA

e na porção

das águ~s na

de caracterizar

extensa pesquisa

nela anteriormente

MARTINS

(1963),

MARTINS

(1963, 1970), DELANEY

(1972), VILLWOCK,

de modo global a

bibliográfica,

executados,
(1966),

& FORMOSO

que envolveu

dentre os quais se en

MARTINS

& GAMERMANN

(1960, 1965 e 1966), JOST

MARTINS

região

(1967),

(1971),

(1972) e VILLWOCK

CU

(1973).
15

1.4.

Agradecimentos

Resulta este trabalho

da cooperaçao

e

assistência

a quem apresentamos

parte de pessoas e instituições,

por

sinceros

a

gradecimentos.
Aos professores

Luiz Roberto Martins,

hardt, Eloy Lopes Loss, Inês da Rosa Martins
gestões

e pelo incentivo

Dehn

pelas críticas,

su

constante.

Aos laboratoristas

Rubem Bernardo

artista Naira Jane, ao Sr. Girley Valério
Schmitt Kroeff,

Ely Alberto

pelos trabalhos

e Gilberto

Santos,

Sr.

Simões e ao

de laboratório,

desenho,

à

Rubem
datilo

grafia e fotografia.
Ao Instituto
gens orbitais

do satélite

à FAPERGS,
e que tornaram

de Pesquisas

possível

Espaciais,

pelas ima

ERTS-l.

CNPq, COCEP-UFRGS

Ao Instituto
Rio Grande

Nacional

pelos auxilios

concedidos

a sua execuçao.
de Geociências

do Sul, pela oportunidade.

da Universidade

Federal

do
16

2.

PANORAMA

O sistema
víncia Costeira

do Rio Grande do Sul

geológicos

O primeiro

Província
maiores,

é composto

Ias seqüências

subsidente,

da

e vulcânicas,

instalada

clástica

tectonicamente

Pelotas.

pré-cambriano

e p~

e mesozóicas

de

Pelo tas , compõe-se

acumulada

e

por dois

paleozóicas

de

Pro

cit.).

e a Bacia de

cristalino

a Bacia

ob.

é constituida

o Embasamento

O segundo,

sedimentar

(VILLWOCKi

Costeira

pelo complexo

sedimentares

da Bacia do paraná.
urna seqüência

REGIONAL

lagunar em estudo é parte integrante

A referida
lementos

GEOL6GICO

em urna bacia marginal

na borda do embasamento a paE.

tir do Cretáceo.
Cerca de 1500 metros de espessura
positados

nesta bacia desde os tempos miocênicos

A sedimentação

rinhas.

retrata

taxas de subsidiência
do Pleistoceno,
no decorrer

VILLWOCK

a princípio

e sedimentação

governadas

encerrando

deste

conjunto

cuja porção

superior

urna série de unidades
e no tempo, resultante

tes de sedimentação

ma

pelo balanço entre as

a

partir

ocorridas

eustáticas

se observa

Fig. 2, a area que margeia
ruto é constituida

detalhadamente

por um pacote
expõe-se

descri ta por

sedimentar

na planície

lito-estratigráficas.
do deslocamento

litorânea
desconunuas

de vários

ambien

apresenta

responsáveis

pela

nos dias atuais.

no esboço geológico

a Lagoa do Casamento

fundamentalmente

tran§

região, conforme, atestam as

nela esculpidas,

que a região costeira

Conforme

,i

por sobre a mesma

feições morfográficas

configuração

recente.

e tr~nsgressões

e posteriormente,

pelas variações

(ob. cit.), é constituida

-regressivo,

o

até

da Era Cenozóica.

A cobertura

grandes

urna série de regressões

Estas foram controladas

no espaço

de sedimentos foram d~

apresentado

e o Saco do

pelos terraços marinhos

na
Cocu
da
17

0°
"!...

...
I.

/
1
Y
/.".

30°15'.

LAGOA

CASAMENTO

DO

N

Ô
LAGOA
30°30'

DOS
PATOS

FIG.2 - Esbõco
geológico da porcõonorte da barreira múltiplada Lagoa dos Pg
tos e situacõo da área no Estado.
'1

o

'1

ESCALA:

~

12

___~NTA
CATARINA
ARGENTINA

16 km

1'400.000

LEGENDA:
Estradas

~

~

Drenagens.
o
Z
"-J
<.:>
o

-'
o
:x:

Depósitos eólicos e praiais marinhos atuaisH

C2]

Depósitos lagunares, praiais lagunares, paludois, fluviais, indivisos, atuais e sub-atuais..

~

Ita poõ

§
[[[]]

indiviso

Chuí indiviso
~

{

Emba sa meto

C2j

cristalino

URU:::~j-

-~

~

desenho

o

borbosQ
18

Formação
atuais

Chuí, depósitos

e sub-atuais

lagunar,

paludal,

eólicos da Formação

de ambientes

Itapoã e os de~itos

praial marinho,

fluvial e eólico.

praial

lagunar,
c
r
(
(

19

3. GEOMORFOLOGIA

(
(
(

Para melhor
xos que atuaram
construindo

E ASPECTOS

compreensão

RELACIONADOS

dos fenômenos

geológicos

compl~

na área em apreço e que ainda hoje se manifestam,

e destruindo

as mais variadas

to

feições do modelado

(

pográfico;
l
(

í

nela efetuou-se
Exterioriza-se

Rio Grande

nície Costeira
uma delas,

Costeira

do

sob a forma de Uma extensa

área

cerca de 47.150 km2, denominada

(1948), de Planície
DELANEY

Costeira

em várias unidades

a Planície

Arenosa

(1973), subdividiram

Litorânea,

Por abranger

pelo papel que sua evolução

ção lagunar,

ela será detalhadamente

das Lombas

tos arenosos

Arenosa

e é constituida

das formações

os corpos

lag~

os

que

margeiam,

.

na sedimenta

desempenha

descrita

Litorânea

Em

situam-se

os terrenos

esta PIa

distintas.

geomorfológicas

e, portanto,

A ~lanície

NOGUEIRA

por

do Rio Grande do Sul.

(1965) e VILLWOCK

nares ora em estudo.

Coxilha

geomorfológico.

a maior parte da Província

do Sul, em superfície,

de terras baixas,

í

um reconhecimento

a seguir.

desenvolve-se

leste

a

predominantemente

da

pelos depósl

Chuí e Itapoã, parcialmente

retrabalha

í

,

(

dos e cobertos

por uma grande variedade

de origem praial,

eólica,

táica, entre outras,

paludal,

A grande variedade
í

na difícil

a escolha

lacustre,

que se espalham

lagunar,

fluvial,de!

pela região.

de feições encontradas

de critérios

recentes

de acumulações

que permitam

nesta área tor

sua divisão

em sub

(

-unidades

Entretanto,

/

I

tualmente
,.-

!

(
r

(

í
.
(

c

morfológicas.

a existência

na referida

de tres grandes

ja, uma longa e complexa
ceano Atlântico
dos processos

planície

barreira

domínios

ambientais,

arenosa emersa,

da Lagoa dos Patos, sofrendo

relacionados

a

arenosa observa-se

o

separando

por um lado

ao mar e pelo outro,

ou se

submetido

O

,açao

a

a

ln
20

fluência

dos agentes

lagunares.

to de vista prático,

subdividir

dades,

a barreira

nas seguintes.

predominante,

po~

sub-uni

ou seja,a margem

la

e a margem oceânica.

Pelos mesmos motivos
os aspectos

torna-se mais fácil,do

a planície

de acordo com o ambiente

gunar,

Assim

relacionados

mencionados

com a margem

anteriormente,

apenas
a

lagunar serão descritos

seguir.

,3.1.

A Margem

Conforme

pode ser observado

parte norte da barreira
de VILLWOCK

Lagunar

múltipla

(ob. cit), vide Fig.

o lado oeste da grande barreira
ta lagunar

da

no mapa geomorfológico

da Lagoa dos Patos,

58

em encarte

na

arenosa é constituido

cujos aspectos morfológicos

reproduzido
contracapa,

por uma cos

são . peculiares.

~

Diferindo
costa oceânica,
dos vários

totalmente

as que aqui se apresentam

agentes

envolvidos

na dinâmica

açao nesta região durante os últimos
Deste modo,

Ligada

faz-se necessário

ao Oceano Atlântico

ressaltar

comen

alguns as~

em última análise,

no sentido de BIRD

por um único e permanente

e

Canal de Rio Grande, a Lagoa dos Patos

laguna que se comporta

essencialmente

como um sistema

c~

uma

estuarino,

(1968).

Esta laguna constitui

brasileira.

e tecer maiores

atual de suas margens.

nal de escoamento,

das na planície

interação

tempos geológicos.

da Lagoa dos Patos, responsável

pela configuração

da

lagunar e retratam a sua

antes de descrevê-las

tários sobre a sua origem
tos da dinâmica

resultam

a

junto

das feições observáveis

costeira

a maior das massas d'água

do Rio Grande do Sul e de toda

Possui urna área aproximada

repres~

a

costa

de 11.000 km2, estendendo
21

-se por 250 km de NNE para SSE, com uma largura máxima
A topografia
ria das margens
estando

e 15 metros

mostram-se

rasas, oscilando

pela maré oceânica

que segundo MOTTA

das variações

alterações

(1969) ,é,

médios

aguas

que drenam

u

175.000 km2, cerca de 5/8 da superfície
zonas expostas

a

dife

regimes pluviais.
A descarga

para o interior

dos

rios

Da mesma
variações

,que se projetam

pela configuração

no nível d'água ocasionando

ca em diferentes

Por

oca

de até 2

são influenciadas

Um forte vento soprando
uma forte corrente

mais fracas, reversas,

somados às variações

d'água e controlam,

ao longo do

na região

de pressão

particularmente,

da laguna.

atmosféri

pela movimenta
o fluxo e

fluxo na zona do Canal de Rio Grande e por conseqüência,
no interior

a

ao longo das margens.

partes da laguna são responsáveis

de salinidade

por

da laguna.

desenvolve

Tais agentes

diferenças

geradas nessas condições

da laguna.

da mesma,

xial e correntes

,

forma, o legime dos ventos é responsável

As correntes

ção das massas

correntes

o seu efeito se faz sentir por longos trechos.

entre as extremidades

comprimento

desenvolve

da laguna em torno das desembocaduras.

sião das enchentes

buição

muito

das

no nível

da vazão de seus tributários

do Estado do Rio Grande do Sul', abrangendo

metros

e

do tipo diurno e atinge valores

apreciáveis

ma área de aproximadamente

grandes

com

0,47 metros.
Entretanto,

rentes

às zonas centrais

das águas nesta bacia alongada

na região de Rio Grande,

decorrem

confinadas

(Fig. 3).

influenciada

de apenas

metro,

entre 0,5 e 1

ao longo do Canal de Rio Grande onde oscila entre 10

A movimentação
pouco

A maio

de fundo, embora suave, é variada.

as partes mais profundas

7 a 8 metros

de 60 km.

Maiores

re

a distr~

detalhes

so

bre este mecanismo, podem ser encontrados em CLOSS (1963), CLOSS
22

PÔRTOALEGRE
08
~}<io/

Arr.

O~ '

N
.~./3
~)U'
~.
(-

~~
I

~

,CJ
C,

~

~

r.
'V-

~'v

i

,

'V-

_.._--..--------

FIG. 3

(~

()

G

~

~

~

-

CONFIGURACAO
E BATIMETRIA
DA
LAGOADOS PATOS
10
~

o

ESCALA
10
20

30

40km

Modificadoda carta n22140, Divisãode Hi
drogrofio e Novegão do Ministério dá
Morinho.
.
desenho:

(
,

,

I,

a

barbas

a
23

& MADEIRA

(1968) e VILLWOCK
HERZ

gens orbitais

et alii

(1972).

(1976), fazendo interpretações
obtidas

pelo satélite

preliminares

ERTS-l e laboratório

SKYLAB da área da Lagoa dos Patos, propõe um modelo
para as águas superficiais
rial em suspensão

da referida

como traçador

As conclusões
te as considerações

de im~

espacial

de circulação

o

laguna utilizando

mate

natural.

apresentadas

pelo autor confirmam plenameg

feitas até aqui no que diz respeito

à circula

ção das aguas.
Com

paraçoes

efeito,

HERZ

estabelecidas

dade regular
semelhante

(ob. cit.),

revelaram

mostra

que

o fato de que ventos comintensi

uma

abaixo de cinco nós, podem provocar

à da Fig. 4, onde as descargas

portância

maior

na manutenção

condições

com

as primeiras

fluviais

circulação

im

assumem uma

é do tipo celular.
Por outro

maiores
dendo

do sistema de circulação

lado, quando os ventos assumem

que cinco nós aquela distribuição

chegar ao apresentado

nordeste

de nordeste

As correntes
acima descrita

geradas

de material

mento

de salinidade,

a sua deposição

um

pela movimentação

da massa

a

no que diz respeito

sedimentar

ero

ao longo da laguna. De um

apenas pela manutenção

levando-o

líquida

até o extremo'sul,

através de processos

em suspeg

toda

por

o

onde

de floculação,

au

provoca

(VILLWOCK et alii, ob. cit.).

Entretanto,
vários

as aguas provocando

fino trazido pelos rios, distribuindo-o

a bacia de sedimentação,

de

soprando

para sudoeste.

modo geral elas são responsáveis
são do material

arrasta

não são muito efetivas

são e transpôrte

intensidades

vai sendo modificada,p~

na Fig. 5, onde o vento

com 10 nós de intensidade

fluxo contín~o

,

que nestas

ao longo dos canais que intercomunicam

corpos d'água adjacentes

de nivel, verdadeiras

marés,

os

à Lagoa dos Patos estas variações

geram correntes

muito

fortes.

Deve
24

52°
....
"

.
N

I
I
)

I
I
~

rJ
)..J

/.
32°
<:J~

s
w

Figura - CIRCULACÃODAS ÁGUAS NA LAGOADOS PATOS.
4
ESQUEMA DE INTERPRETACÃODE IMAGEM ERTS /338-12475
DE 26/06/75.

Modtlicodo de HERZ f/97SJ.
~
~

Figura 5

-

-

-

I

CIRCULAÇAO
DAS AGUASNA LAGOADOS PATOS.ESQUEMA
DE INTERPRETAÇAO
ELABORADO
COMIMAGENS

DA ESTACÃOESPECIAL SKYLAB OBTIDASE 01/09/73.

Mod/ficodo de HERZ fl975J.

.~
~
.~
;;;
.~
"
..,
~

IV
U1
26

-se a elas a criaçao

e a manutenção

das profundidades

elevadas

do

Canal de Rio Grande,

bem como das do Canal Furado e do Rio do Mon

o

jolo, estes na área da Lagoa do Casamento

e Saco do Cocuruto.

material

nestes cursos d'água

posita-se

sedimentar

erodido

e movimentado

nas suas desembocaduras

constituindo

deltas de maré como o que se observa

barras

de

e

de areia

na Lagoa dos Gateados,

pouco

ao sul da área em estudo.

exerce

ondas

~ incontestável o fato de que a ação das

um papel proeminente no balanço erosão/deposição responsável pela
configuração
mais efetivas

do que as correntes

Enquanto

xao de ondulações

de maré

(KIDSON, 1968).

que nas costas oceânicas

das ondas resultam

da modificação

as

por refração,

características
difração

independentes

radas na superfície

de uma laguna estão relacionada~

duração

dos ventos

picamente

Elas

e depositar

roes e barreiras.

particularmente

são

capazes

o material

de erodir

erodido,

o assoalho

a costa

alturas

lagunar, trans

eSPQ

praias,

inconsolidados

fundo

do

nas partes mais profundas,

a

lagunar.

As ondas que chegam à linha de costa, fazendo

-

ti

períodos

durante os

construindo

Removem os sedimentos

nas areas mais rasas, depositando-os
plainando

(BIRD, ob cit.) .

sopra forte quando então podem desenvolver

de até 2 metros.
portar

à direção,v~

este último autor, as ondas das lagunas são

curtas e esbeltas,

em que o vento

g~

locais, as ondas

dos ventos que sobre elas sopram e do comprimeg

to do "fetch" sobre o qual o vento atua
Segundo

refle

e

de áreas de geração distantes (KIDSON,

provindas

ob. cit.), portanto

locidade,

muito

Nesse sentido elas são

das linhas de costa.

o--

um angulo de 45 , sao mais efetivas

na geraçao

com

de correntes

ela
lito
Es

râneas do que as que ali incidem com qualquer

outra direção.

tas correntes

são as responsáveis

litorâneas

(longshore currents)

pela movimentação de grande quantidade de material sedimentar,cog
27

tribuindo

sobremaneira

de a orientar-se

para o modelado

perpendicularmente

da linha de costa, que ten

a direção

resultante

ven

dos

tos que nela incidem.
Entretanto,

se a resultante

ondas não for a mesma que as do "fetch" mais
ta orientar-se-á

perpendicularmente

Mudanças
por erosão

nesta orientação

(retrogradação)

gem lagunar,

através

teram o padrão

direta

do

regime

como por deposição

tornando-se
eólico

da

com a resultante

dire

das

expressao

lagunar uma

e duração,

mas usualmente

na direção

em qual

Se os ventos de todas as dire

em velocidade

pode ser atingida,

al

Estas modificações

a configuração
regi ao.

tanto

(progradação) da mar

do "fetch" no sistema lagunar até o ponto

vais em forma, alongadas
ob.

entre as duas.

são sempre acompanhadas

da deriva litorânea.

ções forem equivalentes
circular

longo, a linha de cos

à bissetriz

quer parte da praia o "fetch" coincida
çoes dos ventos

de

desses ventos geradores

uma configuração

as lagunas tornam-se

dos ventos domi~antes

~

(BIRD,

cit.).

De acordo com ZENKOVITCH
estreitas,

estes processos

de

enseadas

que tendem a crescer

e conver

levam ao desenvolvimento

por erosao e esporoes

deposicionais

gir de modo a dividir

a laguna em uma série de bacias menores

ja forma refletirá
processo

o regime regional

foi denominado

e

(1959), em lagoas alongadas

dos ventos

pelo autor acima citado,

(Fig. 6).

de

cu
Este

segmentação

lagunar.

No decorrer

desse processo,

a erosao de ambas as costas

faz com que a largura da laguna torne-se

consideravelmente

maior

do que na sua forma inicial.
Os dados apresentados
ao regime dos ventos
produzidos

na Planície

na Fig. 7, mostram

por DELANEY
Costeira

(ob. cit.), relativos

do Rio Grande do Sul,r~

em resumo que os ventos

ali

predom!

nantes são os de nordeste oriundos da zona de alta pressão da mas
28

"'co S T

.
."

*.

2~

.-'

.::;:;{{{:~:t~~i~::::::~~.>:::;:i:;:~:::::::::..~~:~.~
.::.::::./:~:t:::::.::..=..~...::~:::::::::;i:::::::;::;:~:~:;~:::::;;~:?}-}}}}

3

-

Fig 6

,
DIAGRAMA A EVOLUCAO UMAAREA DELAGOA
D
DE
Segundo

Zenkovitch (1967)
d'$,nhD:

D.

bDfbD$O
29

FIG.7
ROSADOSVENTOS
ANUAIS
GERAIS
E CIRCULACÃO ÁGUANA LAGOADOSPATOS
DA

i

Modificado de DeJaney(19651

+
+

;(

N

~
Os ndm.ffJ'

"p,...rrtam

"p8II(1," que nõo pud"am

ex.mplo: 3 .3p'/Itn
1pino'
1em.

o

d.,.nha:

!JIt m/h

100 ab..rvaçÕe'

ESCALA
50

100km

a. barbo.o

,,,

cDlocada,
30

sa tropical

altlântica que se situa sobre o Oceano Atlântico entre
o'
o
os paralelos 30 e 40 de latitude sul (MORENO, 1961).
Entretanto
forme MOTTA
qüentes

estacional

(1969), os ventos do quadrante

e violentos

maio a agosto,
sobretudo

há uma variação

de setembro

enquanto

mais detalhados

tos, a configuração
trabalho

de

sudeste apresentam-se

e sao mais raros de novembro
estabelecer

no que diz respeito

dinâmicos

acionados

a abril.

padrões qua~

dos

ao regime

atual da Lagoa dos Patos retrata

dos mecanismos

fre

são mais

a abril e mais raros e fracos

Embora não seja ainda possível
titativos

nordeste

que os do quadrante

de maio a outubro

Con

acentuada.

ven
o

fielmente

eólico

pelo sistema

que acima se caracterizou.
As suas margens mostram
esporoes

arenosos

tes litorâneas
te à direção

resultantes

e

de amplas baías

do trabalho das ondas e das

no sentido de orientar

as praias

corren

perpendicularme~

dos ventos dominantes.

O processo
sos enquadra-se
(1959)

uma sucessão

de formação

perfeitamente

e evolução

desses

naquele estabelecido

esporoes

areno

por ZENKOVITCH

.

~
desenvolvidas
com maior

na margem

intensidade

ção contraria

os ventos oriundos

por ondas durante

a

do nordeste.

por FISCHER

lagunar,

desenvolvidos

que

sofre

Tal situa

(1955) ,que atr!

da ilha de são Lourenço,

em ambiente

leques de espraiamento

de material

no Alaska,

detrítico

de

a partir da 'barreira arenosa

tempestades.

A presença
cos, atapetando

estabelecido

dos esporões

ao retrabalhamento

formação

oeste da laguna, exatamente

o processo

buia a formação

dos Patos

mais

notável o fato de que essas feições sejam muito

de sedimentos

finos, predominantemente

a maior parte das porções

(MARTINS & GAMERMANN,
dos referidos

esporões

norte e média da

1967), exclui a
arenosos,

sílti

Lagoa

possibilidade

a partir de

de

remobiliza
31

ção do material
gua da laguna,

de fundo por flutuações
tal corno propuseram

Deste modo,

co mais

dos Abreus

caracterizado

a oeste

é evidente

em sua região

e do Anastácio,

de

segment~

para o interior

se pouco menos

adiantada

As condições

isolam a Lagoa do
que se situa

por

prolonga-se

abrangida

da área lagunar

isto é, margem

nordeste

tal corno se deduz da sua

tivas feitas no local, são esquematizadas
Corno pode ser observado

de

costa.

cimento

configuração,

a circulação

responsáveis

forma, a circulação

d'água ao corpo lagunar,

área entre os pontais

dos Abreus

nesta

area

segue

e que

geram as

pelo modelado

é influenciada

da linha

pelo forne

pelos rios que ali chegam e pela
e Anastácio

que lhe serve de

co

com a Lagoa dos Patos.
Os rios Capivarí,

Palmares

Servem apenas corno elementos

sas e seu regime é controlado
Deste modo,

são

e a Sanga Pángaré,

senis, urna vez que drenam urna superfície

xas.

qualit~

na Fig. 8.

pelo regime dos ventos

litorâneas,

Da mesma

municação

Pa

gerais da Lagoa dos Patos, com a qual se comuni

Aqui ela é controlada

ondas e correntes

dos

d~ Lagoa

do relevo de fundo, do regime dos ventos e de obseryações

ca.

quase

do mesmo mecanismo~

tos e Lagoa do Casamento,

padrões

po~

da Lagoa dos Patos retrata urna fa

hidrodinâmicas

trabalho,

onde os

nordeste,

praticamente

e que com sua parte submersa

20 quilômetros

os mesmos

de

o fato

à sua formação.

Por sua vez, o pontal das Desertas,

pelo presente

(1956).

em franco processo

nos tempos imediatos

O processo

Casamento.

nível d'á

do

urna largura entre baías opostas muito maior do que

a que apresentava

pontais

PRICE & WILSON

fica perfeitamente

que a Lagoa dos Patos encontra-se
ção, mostrando

ressonantes

aplainada

de drenagem

pelas condições

rios

e de cotas bai

das areas

pantan~

pluviométricas.

na maior parte do tempo, a Lagoa do Casamen

to e o Saco do Cocuruto,

recebem uma grande quantidade

d'água pr~
32

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33

veniente

da Lagoa dos Patos.
Tal fato fica perfeitamente

magens

comprovado

tomadas pelo satélite

orbi tais

ERTS-l,

pelo exame das i

nas

apresentadas

Figs. 9 elO.
A imagem obtida

às 09h41m do dia 18/08/73,

a uma altit~

de de 920 km, tomada quando na região soprava uma vento leste,com
velocidade
através

de 1 m/s, aproximadamente

do complexo

2 nós, mostra

fluvial do Guaiba modificando

lular na parte norte da Lagoa, criando correntes
margens

da mesma,

fato que ocasiona

a saida d'água
a circulação

c~

de retorno pelas

com

desta

a troca das águas

as da Lagoa do Casamento.
As condições
cederam

meteorológicas

a tomada da imagem,

tram ventos

variáveis

igualmente

cimento

A precipitação

77,3 mm no mesmo periodo
de águas pluviais

a quantidade

apresentadas

na Fig. 9 mos

um

de leste, sudeste e oeste com

muito grande de calmarias.
elevada,

durante os dez dias que pr~

de material

pluvial,

é responsável

na área lagunar.
em suspensão

período

relativamente

pelq grande

Observa-se

forn~

também que

trazido pelas águas do Gua!

ba é muito maior do que o trazido pelas águas dos r.ios Palmares
Capivari

que chegam no lado leste da Lagoa do Casamento.

seqüência,

ruto

Como con

é a Lagoa dos Patos quem fornece a maior parte da

ga em suspensão

que aporta à Lagoa do Casamento

e

car

e ao Saco do Cocu

.

do dia 11/10

Por outro lado, a imagem obtida às 09h30m
/73 à mesma
te celular.

altitude,

mostra

No momento

mostram

dias entre 2,2 e 3,0 m/s.

ventos

eram

em torno de 1 m/s.

meteorológicas

ventos dominantes

e a precipitação

perfeitameg

em que a imagem foi tomada,os

de leste e sua velocidade
As condições

um padrão de circulação

durante os dias precedentes,

de leste e sudeste,

com velocidades

Houve um periodo pequeno

foi de apenas 30,7 mm.

de

me

calmarias

Nestas condições

observa
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10
VENTOS
30medldas

(PORTO

ALEG RE)'

PRECIPITAÇAO

PER/ODO
TOTAL

09/08/73

a 18/08/7

3

77. 3 mm

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Figura 9

- C/RCULAÇAO
DA

~

::

(",
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LAGOA

DAS AGUAS NA PARTE NORTE
DOS

PATOS

IMAGEM
ORB/TAL: RTS E -,

18/08/73
- 09h:4lmin
92 O km a/t.
COND/ÇOES LOCAIS DE VENTO (PO RTO ALEGRE): /81
08173
09h;00min
E- 1,0 m/s

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-VENTOS

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(PORTO

PRECIPITAC;AO

ALEGRE):
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PERI'ODO
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11/10/73

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10 - CIRCULACAO DAS AGUAS NA PARTE
NORTE DA LAGOA DOS PATOS

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Figura

09h:39min
IMAGEM ORBITAL: ERTS- I - 11/10/73920 km alt.
CONDI COES LOCAIS DE VENTO (PORTO ALEGREJ: I/ /
10/73

09h: OOmin

E - /,° m/ 5

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U1
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36

~

agua

redução no fornecimento

grande

na entrada d'água da Lagoa dos Patos para

aumento

Casamento

rior da Lagoa do
buição

de material

~

mo, particularmente,

com grande

mais uma vez,

inte
contri

Este

o Pontal do Anastácio

como um verdadeiro

ca

o papel dos

neste sistema hidrodinâmico.

separando

o

e um

daquela para com estes.

ressaltar

nais e do rio do Monjolo

de, funciona

e Saco do Cocuruto,

em suspensão

interessante

de

pelo Gualba

-se uma grande

últi

da Ilha Gran

bico injetor d'água para

inte

o

rior do Saco do Cocuruto.
As imagens utilizadas
necidas

pelo Instituto

Nacional

os dadbs meteorológicos
de Meteorologia

para essa interpretação
de Pesquisas

da época,

do Ministério

foram for

Espaciais

e

(INPE),

foram cedidos pelo 89 Distrito

da Agricultura,

com sede

em Porto

Alegre.
Uma vez apontados
costa e conseqüentemente

os agentes delineadores

escultores

-se-a a seguir as características
vas desta

ali um grande

terraço lagunar

a Lagoa do Casamento e o Saco do Cocuruto,

do Anastácio

entre aquelas

apresentar
significat~

e dos Abreus

(TL-l) que bo~
projeta-se

para

recurvados a exemplo dos

que balizam

o limite geográfico

lagoas.

Levemente

inclinado

com uma largura variável
oscila

mais

morfológicas

a Lagoa dos Patos sob a forma de esporões
pontais

lagun~r,

de

zona na área mapeada.
Observa-se

dejando

da margem

linha

da

em direção

às

margens

entre 1 e 12 quilômetros,

sua

lagunares,

altitude

entre 2 e 5 metros.
O limite interno desta superfície

mais variados
Ao

áté 3 metros

sob

os

cordões arenosos

de

manifesta-se

aspectos.
norte,

ocorrem

de altura,

esporadicamente

remanescentes

de antigas

que foram parcialmente retrabalhadas pelo vento,

cristas de praia

constituindoan
37

tigas

hoje fixadas pela vegetação

dunas,

médio.

que usualmente

de porte

cuja confl

correm várias dessas cristas de praia compondo feixes
guração

lembra perfeitamente

arenosos

a dos atuais esporões
(Foto 1).

realidade

em epocas em que

antigos pontais desenvolvidos

águas da laguna situava-se

4 a 5 metros

entre o Arroio Palmares

A leste,

senvolve-se

uma escarpa erosional,

de 4 metros

de altura,

testemunha

vado das águas lagunares
Nos demais
erosivos
d'água,

posteriores
o terraço

cota, até atingir
tinuidade

as superfícies

alguma na topografia.

tes de atingir o terraço lagunar,

vadas,

e. g.,

se de erosão,

igualmente

de um nível mais ele

(Foto 2).

aumentando

por processos
cursos

gradativamente

mais elevadas

a sua

sem mostrar

descon

Alguns destes vales mostram,
depósitos

Retratam modificações

a~

suspensos

estuarinos

hoje recortados

i. é., um abaixamento

de

com cerca

alguns com suas feições características

Sanga pangaré,

que os construiram.

e abrupta,

ao longo dos vales dos principais

se interioriza,

e interiorizados,

o nível

e a'Sanga pangaré,

locais esta escarpa é atenuada
e,

na

acima do atual.

retilínea

que a solaparam

que

Constituem

se projetam .para o interior das lagunas

das

~

Em alguns locais, e. g., ao norte do pontal dos Abreus,

pr~se~

pelos cursos d'água

drásticas

no nível b~

laguna

do nível das águas da

onde desembocam.
Ao sul da Lagoa dos Gateados
raço sofre uma inflexão

o limite interno deste

para oeste e é abruptamente

la linha de costa leste da Lagoa dos Patos.
camente

deixa de existir,

mais baixos

coalescendo

e mais recentes.

com o rebordo
a

erosão sofrida pela costa lagunar e conseqüentemente

transportado

o material dali

para o norte pelas correntes

nas sucessivas

seccionado

p~

Ali o terraço pratl

Este fato, comprova

to da laguna após a sua formação.

ter

litorâneas

cristas de praia que construiram

de

outros,

considerável
o

alargame~

retirado

foi

e depositado

o Pontal do

Anas
38
.

Foto

1

-

Vista aerea dos Pontal dos Abreus.

Cristas de praia limitam o Terraço Marinho
(parte superior esquerda), e o Terraço
Lagunar
1
(Parte inferior esquerda e superior direita). O Te~
raço Lagunar 2, mais estreito, aparece margeando
a
lagoa, limitando internamente por outra
série
de
cristas de praia parcialmente retrabalhadas pelove~
to.
Escala

aproximada:

Foto

1 : 100 000

- Vista

2

aérea da escarpa que limita
interna
mente o Terraço Lagunar 1 (esquerda). Â dI
reita observam-se depósitos eólicos da Segunda
Bar
reira acumulados sobre o Terraço marinho.

Escala

aproximada:

1 : 60 000
39

tácio.
/.

A superfície
te ocupada

do Terraço Lagunar

por arrozais

que afetam e mascaram

as

os feixes de cristas de

em vários

locais ao longo do terraço lagunar,

nastácio,

pontal dos Abreus,

da Ilha Grande

e a norte de Palmares

de quilômetros,
de metros

variável,

entre as cristas,

na parte oriental

alguns atingindo
da ordem de dezenas

estes corpos arenosos

é paralela

a

uma

aprese!!

a atual linha de costa.

Tendo em vista as dimensões
pode-se

dezenas

uma orienta

entre 1 e 3 metros mantendo

çao que em última análise

terial constituinte,

pontal do A

e. g.,

do Sul.

e com um espaçamento

tam alturas que oscilam

cristas

fo togr.ê:

praia preservadas

Ponta do Espinho,

Com um comprimento

centena

em

algumas dignas de destaque.

são notáveis

r

totalme!!

feições morfolá

Mesmo assim elas são visíveis

gicas ali existentes.
fias aéreas,

que

1 é quase

e aspectos

identificar

texturais

do

ma

dois tipo~ de feixes de

de praia.

o primeiro constituido por cristas bem desenvolvidas, i
dentificáveis

no terreno e constituidas

ra, construidos

na margem

nos pontais do Anastácio
Lagoa do Casamento,
Grande

da Lagoa dos Patos,
e dos Abreus,

mais

precisamente

e na margem ocidental

na Ponta do Espinho e na metade

da

leste da Ilha

(Foto 3).
o segundo,

çadas,

por areia média a grosse!

constituido

identificáveis

por areias

cristas

apenas em fotografias

finas e médias,

goa do Casamento

por

construidas

como as que ocorrem

e ainda, as que desenvolvem
como as que se observam

pequenas,

aéreas,

pouco

constituidas

na margem oriental

ao norte de Palmares

nas margens

esp.ê:

de corpos d'água

da

La

do Sul,

menores

no esporão que separa a Lagoa do Capivarí

da Lagoa do Casamento.

A diferença entre os dois tipos de cristas de praia aci
40
.

l

Foto 3

-

Vista aérea do Pontal do Anastácio.

Feixes de cristas de praia, parcialmente r~
trabalhados pelo vento e truncados (parte superior)
pelo Terraço Lagunar 2. O Rio do Anastácio ou Fur~
do (parte superior), evoluiu de um antigo canal
de
maré ativo nas épocas de segmentação da lagoa.
1 : 100 000
Escala aproximada:

ma descritos está claramente
presidiram
maiores

sua formação,

relacionada

mais

meiro

grupo mostram-se

senvolvimento
orientação

de discussão

às vezes de padrão

de formação

JOHNSON

(1919), KING
processos

e vagas decorrentes
A interpretação

fia,

o

pelo vento que proporciona

permite

destas

longitudinal

feições

por parte de vários autores,

(1967), envolvendo
raneas

de praia do pr!

com

de
urna

nordeste.
O mecanismo

destacar

ao vento.

os feixes de cristas

afetados

de dunas,

que

intensa nas margens dos corpos d'água

e nas praias mais expostas
De um modo geral,

a energia dos agentes

concluir

tem

sido objeto

dentre os quais

(1959), SHEPARD
relacionados

se pode

(1963) e ZENKOVITCH

a ondas,

correntes

lito

de tempestades.
das descrições

que as cristas

encontradas

na bibliogr~

de praia podem resultar

na
41

realidade

da interação

lise modificam

de todos estes processos

o perfil

de equilibrio

ção desse perfil de equilibrio
de corpos arenosos
conforme

alongados

demonstram

Mc KEE & STERRET

em laboratório

de dunas que elas se superimpõem,

de dunas

"dune ridges",

discutidas

lagunares

praia,
por

efetuadas

(1964).

formação

a

de praia ocasiona

dando origem

por SHEPARD

encontradas

arenosa.,. estreitas,

se desenvolvem

de

que evoluem para cristas

as experiências

restaura

à acumulação

muitas vezes,

A ação dos ventos sobre as cristas

constituição

A

de uma praia.

leva,

(1961) e MOTTA

As praias

que em última aná

a cristas

(1960).

na área são

muito afetadas

de

sempre

pela vegetação

sobre um terraço lagunar mais jovem

e

cuja

(TL-2),

cota oscila em torno de um metro. O limite mais interno deste ter
raço é muitas

vezes marcado

-praia geralmente
vergadura,

ornamentada

totalmente

temente opserváveis

regra,
quenos

por uma micro-falésia.

por gramineas.

de espraiamento,

por uma franja continua

variações

te, nos dias de hoje

en

freqüe~
via de

secos de junco e p~

sobre a grama, retratando

de nivel que a laguna sofre,

as

esporadicame~

(Foto 4).

O estirâncio
to por material

Al~ são

constitui das,

de fragmentos

galhos de árvores depositados

apreciáveis

a pó~

por cristas de praia de pequena

atapetadas

marcas

Segue-se

com uma largura de

arenoso

constantemente

5 a 10 metros

submetido

é compo~

ao fluxo e reflu

xo das ondas.
A antepraia
do larguras
sencialmente
velmente

encontra-se

de até um quilômetro,

muito bem desenvolvida,
caracterizada

arenoso de declividade

se desenvolve

uma vegetação

constituida

fundo

por um

muito pequena,

atingig

onde

es

invaria

por juncáceas(F~

to 5).
Também aqui no caso das praias,o

vento dominante

deste mostra a sua influência, fazendo com que sejam

de nor

mais desen
42
.

Foto 4

-

mentos

Marcas de espraiamento
de junco seco.

Foto

~

Vista parcial da praia lagunar.
delineadas

5 - Vista parcial da ante-praia
da por juncos.

por fra~

lagunar atapet~
43

volvidas

e constituidas

as praias da La

por areia mais grosseira

Saco

goa dos Patos e as do lado oeste da Lagoa do Casamento

e do

do Cocuruto,

são mais es

treitas,
muitos

enquanto

cobertas

pontos,

que as do leste, mais abrigadas,

por uma vegetação

a verdadeiros

exuberante,

banhados

cedendo

lugar, em

e. g.,

ao leste

costeiros,

da Ilha Grande e ao norte do Pontal do Anastácio.

3.2.

o Corpo Lagunar

Pelo que se deprende
da Lagoa do Casamento,
Hidrográficos

levantada

da Secretaria

Grande

do Sul, gentilmente

Portos

Rios e Canais,

Lagoa do Casamento
descrição
1

2

-

de

do Estado

cuja reprodução

é encontrada

Estudos
Rio

do

de

Estadual

cedida pelo Departamento

na Fig. 11,

interligando

a
de

é um corpo de águas rasas que pa~a efeitos

pode ser dividido

maginária

~

da Carta Batimétrica

pela antiga Divisão

de Obras Públicas

em tres partes distintas:

Parte leste, compreendida

-

da observação

entre a margem

leste de uma linha i

a Ponta do Espinho e a Ilha Grande.

Parte oeste da linha anterior

até os pontais

e

dos Abreus

A

nastácio.

3 - Parte sul, constituida
As partes
xa d'água,

leste e sul interligadas

aproximadamente

racterísticas

comuns.

do é relativamente

minuindo

gradativamente

num espaço relativamente

das margens

por uma estreita

fai

de largura,apresentam

c~

a grandes pratos onde o

plano com profundidades

Nas proximidades

as profundidades

3 quilômetros

Assemelham-se

metros.

de

pelo Saco do Cocuruto.

máximas

inferiores

estas profundidades

até a isóbata dos 2 metros quando
pequeno,

são menores

passam para uma extensa

do que um Iretro. Esta

gura de até 2 quilômetros gradua para as antepraias.

vão

fun
a 4

di

então,
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DO CASAMENTOE SACO DO COCURUTO

EQUID/STANC/ADAS

ISÓSATAS

0.5 m

ESCALA

I: 200.000

.~

!

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l
~I
45

Pelo seu aspecto morfológico,
tada por uma escarpa que cai em direção
superfície

lembra um antigo

Ele é mais

largo nas margens

limi

o de uma plataforma

esta

ao centro da lagoa,

terraço lagunar,

atualmente

submerso.

leste e norte e mais estreito

nas de

oeste.
A parte oeste da Lagoa do Casamento

é de um modo

geral

mais rasa e a maior parte da área ocupada pelo fundo situa-se
ma profundidade
mais central
ma pequena

Somente

que oscila entre 2 e 3 metros.

exibe profundidades

depressão

alongada

superiores

a 3 metros

com mais de 4 metros.

a

a u

parte
u

e mesmo

Aqui osdecli
-

ves marginais
tão

são bem mais suavizados

e o terraço submerso

;

nao e

evidente..

(

Feições
desta bacia,

interessantes

observam-se

nos limites submersos

tanto com a parte leste da Lagoa do Casamento

como

com a Lagoa dos Patos.
(

A leste, um esporão
uma profundidade
Espinho

inferior

arenoso recurvado,

a 1 metro, prolonga-se

até o norte da Ilha Grande,

a

cujp topo jaz

desde a Ponta do

cerca de 6 quilômetros,compa~

,~

timentando

fisicamente

perfeitamente

A sua forma

a Lagoa do Casamento.

lembra

a dos pontais que emersos nos dias atuais tentam se~

(

r

mentar

a Lagoa dos Patos, conforme

lhos moradores

da região referem-se

para invernar
cos, através

foi descrito
a tropeiros

anteriormente.
conduzindo

didades

desta parte rasa da lagoa.

jáz entre os pontais dos Abreus e do Anastácio,
inferiores

tal dos Abreus
de um pontal
trabalhado

gado

nos campos da Ilha Grande, durante os meses mais se

A oeste, uma outra parte rasa, consideravelmente
larga,

Ve

a 2 metros

esta soleira extende-se

até a Ilha do Furado,

simétrico

sugerindo

ao do Anastácio,

pelos agentes da dinâmica

cas de nível mais baixo das águas da lagoa.

com profu~
desde o Pon

ali,

a existência

atualmente

lagunar,

mais

submerso

desenvolvido
Nestas

épocas,

e

re

em ép~

esta
46

belecida

uma compartimentação

ção das águas era'feita

através dos canais do Monjolo

os quais serão oportunamente
Vários
sobre o terraço

banhados,

foram isoladas

encontrados

(TL-l), dentre os quais destacam-se

circundadas

a

La

resultantes

do seu assoreamento,

da Lagoa do Casamento

mediante

A Lagoa da Bonifácia

varam a sua segmentação.
respectivamente,

fases intermediárias

lagoas

estas

o abaixamento

de esporões

por

ocupadas

por terras baixas

vel das águas ou ainda pela formação

tratam,

s~

e a Lagoa do Mato.
r

Geralmente
extensos

e do Furado,

descritos.

corpos di água de menor tamanho
lagunar

goa dos Gateados

a circula

destes corpos lagunares,

arenosos

do ni

que

e a do Capivari

le
re

e finais, destepr~

cesso.
Em sua maior parte estas pequenas
gadas ao corpo dlágua maior por intermédio
dal inlets),

no sentido de PRICE

pres~ntativo

pelas

observa

feições relacionadas

ligando a Lagoa dos Gateados
Responsáveis

de elevada

competência

des razoáveis

e depositando-os
tas de maré
co exemplo

.

Dentre ~les o mais re

que apresenta

que se

é o

hidrodinâmico

entre as

ba

nestes canais,

correntes

capazes de erodir e transportar

quantid~

desenvolvem-se

de material

lateral os depósitos

(ti

de canais de mare

ao Saco do Cocuruto.

pelo equilibrio

cias que intercomunicam,

(Foto

(1968 b)

lagoas encontram-se l~

sedimentar,

retrabalhando

(tidal deltas),

migraçao

redistribuindo-os

das áreas por onde correm

nas desembocaduras

por

construindo

os de~nados

deI

(PRICE, 1968 ã), dos quais um magníf~

ê o que se encontra

no interior

da La~oa dos

Gateados

6).

Este mesmo canal parece ter contribuido
para o assoreamento

da Lagoa dos Gateados,

desde há

conforme

muito

atesta a exis
~

tência de feições de um antigo delta, visível
reas, situado cerca de 6 quilômetros

em fotografias

ao norte do delta atual,

ae

em
47
.

-- - -

Foto

6

--

Vista aérea da Lagoa dos Gateados, mostran
do o delta de maré (a esquerda) e os cog
juntos de cristas de praia ao longo de suas margens.
Abandonada sobre o Terraço Lagunar 2, a Lagoa
dos
Gateados encontra-se em franco processo de assorea
mento.
Escala

-

meio ao terraço
contribuiu

lagunar.

decisivamente

feições peculiares
do Anastácio,
cristas

1 : 100

aproximada:

para o desenvolvimento

que ornamentam

esta porção

tais como a destruição

e mudanças

Cocuruto.

Nesta Gltima,

de pequenos

na posição

ta, vários

o material

ali depositado

feixes de cristas

e truncaduras

testemunham

do

interna
do antigo

de condições

e pânt~

do

energia

em vez de um

de praia cujas diferentes

a instabilidade

de

no Saco

na Lagoa dos Gateados,
construindo

de

de trechos

de

de

Pontal

feixe

lagos alongados

por abandono

a existéncia

série

de uma

de sua desembocadura

praial mais alta do que a encontrada
tribuiram

parcial

de seu assoreamento,

seu curso,

lateral

Por outro lado a sua migração

de praia e a formação

nos resultantes

000.

redi~

del

orientações

deste tipo de curso d'á

gua.
o canal que intercomunica

a Lagoa do Mato quase

inteira
48
.

mente assoreada,

~ do tipo anastomosado e encontra-se modificado

pelas obras de irrigação.
Os canais Furado e Monjolo,
a Ilha do Furado
dos quais

as Lagoas

e a Ilha Grande do Pontal do Anastácio,

se encontram

de 15 metros,

que separam respectivamente

as maiores

a despeito

dos Patos e do Casamento

ruto atuam ainda como verdadeiros

da região,

cerca

áreas de comunicação

entre

profundidades

das grandes

ao longo

e entre esta e o Saco do

Cocu

canais de mar~.

Ainda ~ digno de nota o delta de mar~ ora em construção
na zona de interligação

entre as lagoas do Capivarí

to, a oeste de Palmares

do Sul

tos deltaico-lagunares
Arroio

Palmares

Foto 7

-

(Foto 7).

confundem-se

Naquele

e do

Casamen

local os depós!

com os fluvial-deltáicos

que ali desemboca.

Vista a~rea da localidade de Palmares do SuL

Da direita para a esquerda observa-se,
depó
sitos eólicos da barreira, Terraço Lagunar 1, ornamen
tado com cristas de p~aia de pequena envergadura,
e,
o Terraço Lagunar 2 constituido por pântanos costeiros
e pelos depósitos do delta intra lagunar entre as Ia
go~s do Capivari e do Casamento.
A planície aluviaI
do Arroio Palmares confunde-se com o Terraço Lagunar
li nela observam-se lagos em ferradura originados p~

Ia migração dos meandros.
Escala

aproximada:

1:

.

80 000.

do
49

o Arroio
dos Grande
terraço

e da Cidreira

de inundação

dos retratados

cujas nascentes

atravessando

lagunar construindo

planície

bow

Palmares,

situam-se

a barreira

diques marginais

banha

nos

arenosa

chega ao

uma

e desenvolvendo

onde nao raro observam-se

por típicos lagos em crescente

meandros

abandona

ou em ferradura

(ox

lakes).

No interior
energia,
-foot"

da Lagoa do Capivari,

o Rio Capivari

constroi

um pequeno

em ambientes

de baixa

"bird

delta do tipo

.

3.3.

Evolução

Geomorfológica

r

Da descrição
cas que caracterizam

e discussão

a margem

-se que além dos aspectos

relacionados

fatores exerceram

tabelecimento

de sua configuração

quais se traduziram
margem

feições

morfológl

deduz

lagunar da região em apreço,

dente, outros

-se a lentas e periódicas

das várias

à dinâmica

uma considerável

modificações

em emergências

Estes

atual.

lagunar ali evl
influência

fatores

no es

relacionam

no nível base da região as

e submergências

da

alternadas

lagunar.
o que se segue resume apenas uma tentativa

sucessão

cronológica

lacionando-as

do estabelecimento

com as oscilações

de esboçar

das referidas

trans-regressivas

a

feições

re

muitas

de

que

las retratam.
Torna-se

necessário

tina-se única e exclusivamente
uma compreensao
sedimentação
discussão

correlação

dos processos

no domínio

a

curva

que tal 'procedimento

a fornecer

elementos

morfogenéticos

ambiental

sobre a cronologia

com

esclarecer

lagunar.

absoluta

de variaçao

que

que

permitam

condicionaram

Permanece

dos principais

eustática

de~

a

em aberto a
eventos

proposta

e sua

por
50

FAIRBRIDGE

(1961) e BIGARELLA

de estudo por VILLWOCK

derações

to, durante
merg~ncia

do esboço geomorfológico

dos Abreus

efetuadas

que fez transgredir

tr~s metros

cia, designada

por submerg~ncia

mersos

a uma sub

que

escarpa

(TL-l) cuja base situa-se

Esta

acima do nível atual.

a

submerg~~

lagunar n? 1 (SL-l), foi respons~

do terraço lagunar

e cristas

momen

que em dado

a costa foi submetida

o terraço lagunar

adjac~

em conta as consi

as ãguas at~ a pequena

proximadamente

cro-fal~sias

depreende-se

os tempos geológicos,

vel pela abrasão

na area

da região

(Fig. 12) e, levando-se

anteriormente,

limita internamente

(1966)1 iniciadas

(1972).

Da observação
te ao pontal

& SANCHES

(TL-l) I pela formação

mi

das

hoje

e

cedeu seu lugar a uma fase regressiva.

A

de praia que modelaram

os pontais

ao norte do Pontal dos Abreus.
A submerg~ncia

esta relacionam-se

a emersao do terraço

trução das cristas de praia,
construção

do arcabouço

isolamento

lagunar

(TL-l) com a cons

arenoso do pontal dos Abreus.

das ãguas mais baixo que o atual, esta emerg~ncia
possibilitou

o desenvolvimento

ção do corpo d'ãgua principal

e

de pequenas ,lagoas

do referido

canal de mar~ que se tornava responsãvel

Com o nível
(EL-l)

lagunar

pontal at~ a

proporcionando

a

segment~

o aparecimento

de um

hidrod~

pelo equilíbrio

nâmico da região.
Novo regime
caracter~zou-se

transgressivo,

pela destruição

submerg~ncia

parcial do pontal

lagunar

(SL-2) I

e o restabeleci

do corpo lagunar. Atingindo

cerca de um metro

e

meio acima do nível atual, as ãguas erodiram

o TL-l, modelando

u

mento

da unidade

ma nova linha de costa, atual limite interno do terraço
(TL-2)

lagunar

.

o material
ondas acumulava-se
sua extremidade

erodido das pequenas

no pontal que adquiria

fal~sias

pela ação

nova formal

para leste, fugindo ã sua orientação

das

dirigindo
original

p~
51

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LAGOA

DOS

PA TOS

1
~

O

2 km
~

desenho:

a,

borbo'so

,

"','

"",

,-,
52

ra sul.
Um novo 'período de emergência
cristas

de praia existentes

vavelmente

se estendeu

compartimentação

praias
margens

que se seguiu

(TL-2) que pr~
nova

(SL-3), é a responsável

p~

ela

es

Relacionados

atual da linha de costa.

de boa parte do terraço lagunar

de banhados

arenosas

lagunar

nas

na Lagoa do Casamento.

tão o afogamento
volvimento

sobre o terraço

até a isóbata de 1 metro, ocasionando

A submergência
Ia configuração

(EL-2) está retratado

a este superpostos,

que cobertas

a

desen

(TL-2), o

além das extensas

ante

.parte

das

que se acaba de

ana

de juncos constituem

boa

da Lagoa do Casamento.
o conjunto

de feições morfológicas

em

lisar na área do Pontal dos Abreus, pode ser observado
toda a margem

lagunar,

to do esquema

de evolução

quase

de modo que se torna fácil o desenvolvime~
geomorfológica

que se apresentará

se

a

guir.
Condicionada
durante

o Quaternário,

Costeira
partir

às grandes oscilações

a Lagoa dos Patos instalou-se

do Rio Grande do Sul, isolando-se

do crescimento

um terraço marinho
(1971) e VILLWOCK
Submetida

de uma barreira

arenosa

conforme

regressivo,

na Província

a uma fase de emergência

nadas eram paulatinamente

sugerido

lagunares

EL-O a

por JOST

uma

arenoso

em meio aos quais

transformadas

regressão

e uma série de depósitos
terraço marinho,

delgada

em áreas paludais.

paludais

do

Geriva

que se espalham

so

remanescentes

deste

sis

desta fase regressiva,

e daí

por

constituem

tema lagunar que já no decorrer

do

lagoas abando

A Lagoa dos Barros entre outras, os banhados

bre o antigo

sobre

desenvolvida

foi

a

(ob. cit.).

de sedimentos

e Capivari,

ocorridas

do Oceano Atlântico

corpo lagunar expôs sobre o terraço marinho
espessura

eustáticas

diante, foi assoreado e segmentado.

Q panorama morfológico

apr~
53

sentado pela região na época da emergência
não ter sido muito diferente
A presença

lagunar EL-O, supoe-se

do esquematizado

de depósitos

na Fig. 13 A.

eólicos na Coxilha das Lo.mbas e

sobre a barreira

que separava

to desempenhava,

já naquela época, um papel importante

tação costeira

a lagoa do oceano mostra

na sedimen

da região.

Condicionada

por uma transgressão

marinha,

ao Sul com o Oceano Atlântico,

da submergência

(SL-l) anteriormente

lagunar

dos

a Lagoa

Patos que se comunicava

palco

foi

comentada.

A Fig. 13 B mostra que, nesta época, a superficie
guna ampliava-se

às expensas

tuiam o terraço marinho
mulados

e mesmo dos de origem

na fase de emergência

imediatamente

(TL-l) e as cristas de praia que em muitos
bem como vários

pontais

e estuários

desta transgressão

da la

consti

que

da erosão dos depósitos

lagunar-paludal

acu

anterior.

o terraço

A escarpa que limita internamente

máximo

ven

que o

pontos a

lagunar

acompanham,

hoje suspensos, ,registram

o

três me

a uma cota de aproximadamente

tros acima do nivel atual do mar.
Outra regressão,
gência

(EL-l), permitiu

que ornamentam
modificadas
gressão

Fig. 14 A, marcando

por processos

sobre a superficie

do Anastácio

ta fase, proporcionou,

deste terraço,

quais foram

das

a exemplo
dos pontais

cuja construçao

a medida que as águas

d'água que se interligavam

das

Restos do corpo lagunar em re

O desenvolvimento

e dos Abreus,

ção da atual Lagoa do Casamento

de construiram-se

(TL-l), muitas

eólicos.

lagoas do Mato e dos Gateados.
Espinho,

de emer

a formação das séries de cristas de praia

o terraço lagunar

ficaram

o periodo

do

iniciou-se nes

recuavam,

a segment~

em pelo menos dois grandes

corpos

através dos canais Furado e Monjolo

on

deltas de maré.

Esta segmentação

não deve ter durado muito,

pois

outra

fase transgressiva, SL-2, se fez sentir, afogando parcialmente os
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SIMBOLOGIA

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LOMBAS

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DEPÓSITOS LAGUNARES E PALUDAIS

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I CONFIGURAÇÃO ATUAL

CRISTAS
DEPRAIA
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+

8

12

16 Krn

B: Sl - 1

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Figuro 13

DEPÓSITOS EÓLlCOS E MARINHOS DA BAB

(l1fg;g REIRA DA LAGOA DOS PATOS

.

- ESQUEMADA EVOlUÇAO GEOMORFOLOG'CA MARGEMlAGUNAR DA BARREIRA MUlTlPlA
DA

DA lAGOA DOS PATOS

f:!
,~
'§: Ul
~I ,j::,.
~
55

pontais

rado.

recém construídos
Conforme

voreceu

se observa

na Fig. 14 B, a expansão

a abrasão do TL-l, conforme

atestam a escarpa,

acrescida
micas

colocada

em movimento

aos pontais que submetidos

lagunares

desenvolveram-se

Perdendo
de maré sofreram
aumentando

praticamente

um sensível

foi parcialmente

atingido

hidrodinâ

leste.

migrando

canais

lateralmente

e

deltáica.

Pela cota da base da escarpa de abrasão,
o nível máximo

o TL-2.

a sua função, os antigos

alargamento,

a sua sedimentação

linhas

as

às novas condições

no sentido

fa

da laguna

de praia e as cristas de praia que limitam internamente
A carga elástica

Fu

e dando origem as Ilhas Grande e do

que

estima-se

aci

pela lagoa tenha sido cêrca de 1,5 m

ma do nível atual.
Nova fase regressiva,
sionou a formação
vide Fig. 15 A.

lagunar

Pelo

contorno

apresentado

morfológica

pela

com o TL-2, deduz-se

TL-2,

o nível mais baixo atingido

ta regressão.

Embora de pequena

a emersao

e o crescimento

porcionou

outro período

esta fase de

da Lagoa do Casamento

dos pontais,

de ativação

demarca

pelas águas durante

amplitude,

a segmentação

de 1 metro

do fundo lag~

que aquela isóbata

proximadamente

cia causou novamente

isóbata

que a área marginal

oca

(EL-2),

de uma série de cristas de praia sobre o

e pela continuidade
nar apresenta

a emergência

es

emergeg
mediante

o que conseqüentemente

hidrodinâmica

a

prQ

de

nos canais

mare.
Efeitos de uma posterior
servaram-se

na margem

mento parcial

na

parcial

d'agua.

pela existência
dos

Conforme

pontais

que

se observa

SL-3, oQ

ocasionou

o afog~

pela existência

de exten

A transgressão

do terraço TL-2, retratado

sas ante praias,
truição

lagunar.

fase de submergência,

de pântanos

des

costeiros,

pela

ainda se preservam sob uma

fina

lâmi

na Fig. 15 B, a submergência

SL-3

é a responsável pelo contorno da atual linha de costa lagunar.
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DEPÓSITOS

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EÓLICOS

DA COXILHA

DAS

LOMBAS

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DOS
PATOS

SIMBOLOGIA

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TERRAÇO MARINHO

DEPÓSITOS EÓLlCOS E MARINHOSDA
BARREIRA DA LAGOA DOS PATOS

DEPÓSITOS
TERRAÇO

LAGUNARES E PALUDAIS
LAGUNARAR

CON~GURAÇAO

1

ATUAL

RESÕRDO DE TERRAÇO

CRISTAS DE PRAIA

LEQUE DE DEJEÇÃO
Escola I: 4 00.000
°
4
8
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10 1
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16-m

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- ESQUEMADA EVOLUÇÃOGEOMORfOLÓGICA. MARGEM LAGUNAR DA BARREIRA MÚLTIPLA DA LAGOA DOS PATOS
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SIMBOLOGI A

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DEPÓSITOS EÓLlCOS DA COXILHA

DAS

LOMBAS

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TERRAÇO MARINHO

DEPO'SITOS EÓLlCOS E MARINHOS DA

BARREIRA DA LAGOA DOS PATOS

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DEPÓSITOSLAGUNARES E PALUDAlS

TERRAÇO LAGUNAR 1

TERRAço LAGUNAR 2

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DOS

LAGOA DOS

PATOS

PATOS

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CONFIGURAÇÃO
ATUAL

REBÔRDODE TERRAÇO

CRISTASDE PRAIA

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-

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LEOUE DE DEJEÇÃO
Escola 1:400.000

~.

~

12

16Km

S:SL-3

-,
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Figura 15 - ESQUEMADA EVOLUÇAOGEOMORFOLOG'C'ADA MARGEM LAGUNAR DA BARREIRA MULTfPLAOA LAGOA DOS PATOS

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.~ U1
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~
~
58

o esquema evolutivo

que se acabou de

mostra

analisar

.

que a area da Lagoa do Casamento
de uma série de transgressões
movimentação
balhado

e do Saco do Cocuruto

e regressões

de um grande volume de material

pela ação de ondas, correntes

veis no tempo e no espaço,

palco

foi

sedimentar

que retra

e ve~to, em condições

foi empregado

a

que proporcionaram

variá

dos diver

na construção

~

sos depósitos

que constituem

a margem

e o fundo

lagunar

area

da

em estudo.

Em que pese a quase total inexistência
gicos sobre os depósitos
mente

controladas,

nitude dos eventos
sentados

resultantes

é notável a coincidência
aqui registrados

na curva eustática

apresentada
trabalhos

destas

por BIG~RELLA

absoluta

& SANCHES

de dados cronolQ

oscilações

eustatic~

entre a ordem e a ma~

com os que se encontram
de variação

repr~

do nível marinho,

(ob. cit.), apoiada

em vários

de FAIRBRIDGE.
Conforme

foi apontado

dado de idade absoluta
tra de turfa colhida

por VILLWOCK

disponível

o

(ob. cit),

uma

nesta área provém de

nas proximidades

no

da Lagoa Negra,

único

Pontal

das Desertas,

situada sobre o terraço lagunar TL-l, descrito

te trabalho.

A idade de 2.925 1 125 anos, publicada

(ob. cit.), corresponde

assim ao período de emergência

-1 que pode ser correlacionada
FAIRBRIDGE

por

com a

"Pelham

Bay

amos

nes

DELANEY

lagunar EL

Emergency"

de

(ob. cit.).
Tal dado permite

trutores

e modeladores

decorrer

dos últimos

inferir que os principais

da atual margem
3.000 anos.

eventos cons

lagunar tiveram

lugar

no
59

SEDIMENTOLOGIA

4.

4.1.

Generalidades

A análise
sa fornecer

subsídios

cas texturais
dinâmica
belecer

sedimentológica

parâmetros

cias sedimentares

acumuladas

em ambientes

prováveis

no capítulo

nar as modificações
proveniente

para a sedimentação

texturais

bacia receptora,
fácies mapeadas

lagunar.

e mineralógicas

no material

como fontes

' Com estes da

causadas

agentes

no material

físicos e

qui

e a deposição

constituinte

na

das diversas

das áreas fonte

serao analisados

lagunar, os do complexo

fluvial do Guaíba

como matérias

da margem

e os da parte norte da Lagoa dos Patos e como produtos
tação lagunar na área de estudo,
a Lagoa do Casamento
Para

e determi

no fundo lagunar.

Assim,
os sedimentos

envolvidos

a erosão, o transporte

impressas

area

serão aqui caracteri

de cada ambiente

das áreas fonte pelos diversos

micos que atuaram durante

da

geomorfológica

ambientes

avaliar a contribuição

de antigas seque~

agentes hidrodinâmicos

precedente,

dos diversos

de material

dos pretende-se

da evolução

de esta

costeiros.

os principais

e os passos mais importantes
apontados

na identificação

a

que compoem

da área em estudo, com a finalidade

utilizáveis

zados os sedimentos

a seguir, vi

as característi

e os vários ambientes

Uma vez conhecidos

em estudo,

entre

para uma correlação

dos sedimentos

deposicional

que se apresenta

cada

as diversas

da sedime~

fácies que atapetam

e o Saco do Cocuruto.
unidade

cipais características

considerada

físicas,

Após a apresentação

serão

texturais

apresentadas as

pri~

e mineralógicas.

dos dados seguir-se-á

pretação global e a discussão dos resultados.

a

sua

inter
60

4.2.

Sedimentos

Conforme
te imediata

das Áreas Fonte

ficou demonstrado

dos sedimentos

depositados

-se na area emersa

adjacente

rinhos e lagunares

e por' depósitos

do em quando

no capítulo

anterior,

em ambiente

à lagoa, constituida

fon

a

situa

lagunar

por terraços

qua~

eólicos e praiais que de

a eles se superpõem.

de

o material dai erodido chega à lagoa através
porte em parte fluvial,

trans

em parte eólico.

de

o material fluvial é acumulado predominantemente na
sembocadura
material

dos rios, construindo

eólico é espalhado

posteriormente

margens

pequenos

nas antepraias

remobilizados

Entretanto
dinâmica

m~

deltas, enquanto

Ambos

lagunares;

pelas ondas e correntes

a maior massa de sedimentos

que o
são

litorâneas.

mobilizada

pela

lagunar é sem dúvida a que provém por erosão das próprias
As ondas e as correntes

do corpo d'água.

os últimos

tempos geológicos,

eustáticas,

superpostos

foram os responsáveis

nais e deposicionais
conseqüentemente

que configuram

pela distribuição

deposição

lagunar,

a margem

poã, os terraços
bre estes últimos

Chuí,

lagunares,

Considerando

de

lagunar

de fundo.

consti

Ita

da Formação

so

as cristas de praia desenvolvidas
lagunares

e

hoje

das áreas fonte para a

eólicos

que as margeiam.

de avaliar as características

rial que chegam à lagoa serão considerados
viais e fluvio-deltáicos

oscilações

os terraços marinhos

os depósitos

e as praias

Com a finalidade

durante

de formas erosi~

dos sedimentos

serão considerados

tuidos pela Formação

à ação das

pelo conjunto

Deste modo, dentre os sedimentos

atuando

que se encontram

do

mate

também os depósitos flu
na margem

que a Lagoa do Casamento

lagunar.

mantém

ligação

a

berta com a Lagoa dos Patos e que esta recebe, nas proximidades,t~
do O material

trazido pelas águas do complexo

fluvial do

Guaiba,
61

também aqui serão apresentadas
sedimentos
permitirá
diversas

depositados
estabelecer

bacias,

as principais

Tal

nestes compartimentos.
comparações

dos

características

procedimento

entre os sedimentos de fundo das

isto é, o complexo

fluvial do Guaíba,a

Lagoa dos

de

Patos e a Lagoa do Casamento, bem como avaliar a transferência
material

detrítico

de uma para outra.

4.2.1.

Características

4.2.1.1.

Sedimentos

4.2.1.1.1.

em sua maioria
castanhada~
em muitos

da Margem Lagunar

Terraços

Os sedimentos

Marinhos

que constituem

casos com cimento

e apresentam

Nota-se
lação de graos,
superficial

uma esfericidade
dominante

em algumas amostras

síltica

arredondados

e

e

boa a moderada.

é lisa e polida.

a existência

esses bem arredondados

eólica nestes sedimentos

de

outra pop~
com textura

e esféricos,

que parecem retratar

uma

contaminação

na área amostrada.

As características

sentados

avermelhado, com matriz

a

feito sob o esteriomicroscópio,per

superficial

lisa e fosca,

das na Fig. 16

de cor creme e amarela

que os grãos são predominantemente

A textura

são

ferruginoso.

O exame das amostras

sub-arredondados

marinhos

os terraços

areias semi-consolidadas,
às vezes castanho

mite observar

Texturais

granulométricas

e os parâmetros

estatísticos

visualiza

podem ser

de tamanho são

apr~

na Tabela 1.
Para efeito de classificação

foi utilizado

o

triangular tendo por base a variação das proporções de

diagrama
areia-sil
Argila

%

)

95

75

50

25
si/te

Areia

5
010

010

010

100

.

i

o

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

~

60

40

100

80

40

20

o

80
60

80~

010

100

100

20

~

GRANULOMÉTRICAS AMOSTRAS
DE
REPRESENTATIVAS TERRAÇOS
DE
MARINHOS.
Figura 16 - CARACTERIST/CAS

.

o

80

o

4

6

~

6.

'"
.::,
.~
;;;
.~
!':
..;
~

0'1
N
63

TABELA

1

parâmetros

-

granulométricos

presentativas

Md

Mz

2
3

2,300
2,500
2,980

-

5
6
8

-

10

2,730
2,740

-

LC LC -

LC
LC

LC - 15
LC - 16

2,463
2,893
2,530

2,160

LC

21

0,315

0,082
-0,178

0,632
0,592

-0,122
0,100

0,590
0,569

0,496

0,392
1.086

0,592

0,327
0,140

0,784
0,380

0,500

-0,378

0,291
0,727

2,679
2,743
3,116

2,800

LC - 20

0,366

2,769

K'G

Skl

°1

2,320

2,480
2,800

LC - 12

re

de terraços marinhos.

LC
LC

Amostras

estatísticos.

0,657
0,490
0,582

0,529

0,067
0,362

2,630

2,443
2,253
2,659

0,499

0,297

0,642

27
LC - 28

2,320

2,266

0,940

0,588

2,700

2,753

LC

-

29

1,740

1,766

0,772
0,603

0,063
0,346
0,113

0,493

LC

-

30

2,520

LC

-

32

2,290

2,523
2,370

O,12
0,416

0,577
0,627

LC

-

2,430

-

te e argila,
mostras

conforme

SHEPARD

de terraços marinhos
A análise

0,349

0,479

0,626
0,541

(1954).

Nesse

enquadram-se

representativas,

granulométrica,

permite definir

seritido todas

as a

na classe areia.

das curvas de freq~ência

mas de amostras

0,697

acumulada

e, dos parâmetros
as principais

e histogr~

da distribuição

características

des

ses sedimentos.
são areias finas, de seleção boa a moderada,
simetria

variável

com matriz
cúrticas,
nóstica

desde negativa

síltica,

mostrando

pOLS a presença

.

distribuições

da matriz

de areias acumuladas

tocúrticas)

até muito positiva

com uma a~

nas amostras

dominantemente

não alterou

lept~

a propriedade dia~

neste regime deposicional

(meso-leE
64

Via de regra os graos de quartzo
sedimentos

ocorrem pigmentados
A alteração

cessórias,a
responsáveis
mostras

por óxidos de ferro.

de feldspatos

argilo-minerais

gue ocorrem

e a ferrificação

Depósitos

coletadas

em depósitos

inconsolidadas

a semi-consolidadas

As representativas

ma matriz

síltica e uma cimentação

dos depósitos

que as dos depósitos

das de materiais

a bem arredondados,

lisa, às vezes mamelonada,

fosca.
características

são apresentadas

classificá-los
Da observação
de amostras

tigos da Formação

destes se

2.

de areia, silte e argila ali

presentes,

como areias e areias sílticas.
das curvas de freqüência

representativas,
eólicos.

pela ausência

aos primeiros

acumuladas

a

depreende-se

claramente

existência

das frações sílticas

por processos

a~

das acumulações
que

fo

secundários.

Em ambos os casos a classe modal dominante
fina, embora nos depósitos

e his

Com efeito, os depósitos

Itapoã distinguem-se

eólicas mais recentes,

granulométricas

na Fig. 17 e na Tabela

de dois tipos de sedimentos

ram adicionadas

intensa

bastante

são limpas e desprov!

arredondados

e com uma textura superficial

As quantidades

togramas

u

finos secundários.

As principais

permitem

aver

mais antigos mostram

ferruginosa

mais recentes

Os grãos apresentam-se

dominantemente

eólicos são de areias

de cor amarelo e castanho

melhado.

dimentos

a

em algumas

Eólicos

As amostras

esféricos

sao

dos sedimentos

nesta unidade.

4.2.1.1.2.

enquanto

a

em quantidades

pelo aumento da fração fina verificado

coletadas

desses

constituintes

mais antigos ela possa

é a de areia

se situar no in
Argila

0/0

95

75

50

25

si/te

Areia

/00

'I,
100

'I,
100

'I,

80

80

80

80

60
40
20

o

o

O

2

Figura 17

-

3

4

5

6

7

8

9

10

~

Ó

2

4

e

"

CARACTERIST/CAS

4

.

GRA NULOMETRICAS

DE AMOSTRAS

REPRESENTA

8

(>

TfVAS DE DEPOS/TOS

(>

(>

.

EOLlCOS
.~
.'"
..:::
<;;
."<>
<;
!':
..;
~

0'
Ln
66

TABELA

-

2

parâmetros

granulométricos

presentativas

estatísticos.

de depósitos

M

Md

-

z

Amostras

re

eólicos.

°1

K'G

-

SKl

LC

-

1

2,730

2,676

1,282

0,275

0,805

LC

-

9

2,490

2,473

0,382

-0,056

0,529

LC - 11

2,620

2,.980

1,182

0,655

0,706

LC

14

2,690

2,643

0,331

-0,175

0,524

LC - 22

2,360

3,063

1,762

0,607

0,499

LC - 23

2,130

2,476

1,409

0,493

0,607

-

tervalo

de areia média.
As areias mais velhas

tem uma assimetria
ca,émuito

são muito pobremente

muito positiva

leptocúrtica,

muito bem selecionadas,

enquanto

e sua distribuição
que as mais

tem assimetria

jovens

negativa

selecionadas,
granulométri

sao

e são

bem

a

meso-lept~

cúrticas.

Os produtos
aos materiais
responsáveis

resultantes

em condições

4.2.1.1.3.

Terraços

Os sedimentos
resultantes

tapoã~

são areias

originalmente

sao os

anti

nos depósitos

granulométricas

típicas

de

um

eólicas.

Lagunares

que constituem

do retrabalhamento

som~dos

de ferruginização,

de finos presente

as propriedades

depositado

dos grãos feldspáticos

dos processos

pelo acréscimo

gos, desfigurando
sedimento

de alteração

esse tipo de depósito

das areias das formações

inconsolidadas

de cor creme, às vezes

das por uma incipiente

ferruginização,

té pretas,enriquecidas

em matéria

às vezes cinzento

orgânica.

Chuí e

sao
I

amarela
chumbo a
67

Os grãos constituintes

são dominantemente

arredondados,

.

de esfericidade

média,

com textura superficial

As características
18 e na Tabela
si ficados,

TABELA

3

-

3, mostram

ocorrendo

granulométricas

que esses sedimentos

parâmetros

granulométricos

Md

M

-

4

-

7

3,400
2,960

-

31

2,340

positiva,

°1

3,556

unimodais

dio.

re

K'G

0,369
0,566
0,238

0,428

0,522
0,444
0,561

nas areias é a areia muito

de

bem classificados,

fi

assimetria

leptocúrticos.

oscilam

tria é muito positiva

sua seleção é moderada

e a distribuição

A diversidade
tes sedimentos

podem ser polimodais

ram a sua formação.

com a regressão,

durante

que

des
reg~
sedi

lagunar e posteriormente,

de uma planície

por feixes de cristas de praia e pequenas
tas assoreadas

ambientais

a erosão de'depósitos

a transgressão

a formação

me

assime

a pobre, a

granulométricas

das condições

Elas envolveram

e

pIa ti a mesocúrtica.

das características

é conseqüência

variados

e as classes do

entre areia fina, muito fina, silte grosso

Como conseqüência

mentares

Amostras

SKl

0,653
1.724

3,690
2,376

As areias sílticas
minantes

diver

lagunares.

z

A classe modal dominante
são sedimentos

Fig.

na

são bastante

estatísticos.

de terraços

-

na.

retratadas

tanto areias como areias sílticas.

presentativas

LC
LC
LC

lisa e polidos.

arenosa

ornamentada

lagoas abandonadas,

com o passar do tempo, transformadas

es

em pântanos.
Argila

0/0

(
95

/

Í;

75

50

25

.

Areia

Si/te

5
'/,

'/,

'/,

100

100

10

80

80

80

60

60

60

40

40

40

o

o
Fi gura

2

18 -

3

4

.

5

6

7

8

9

.

20

20

.20

o
o

4

6

.

o

o
o-

2

4

6

.

.

CARACTERISTI AS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS REPRESEN TATIVAS DE TERRAÇOS L AGUNA RES
C

o

~!
~!
<;;.
'"
."<;
!::
.;

0'
(X)
69

4.2.1.1.4.

Depósitos

Os sedimentos
terial em trânsito

Fluviais

fluviais

aqui analisados

representam

o m~

ao longo dos cursos d'água que drenam a margem

lagunar constituida

pelos materiais

descritos

anterio

nos ítens

res.
Para fins de maior representatividade
coletadas

tarito no fundo dos canais como nas planícies

ção adjacentes,
presentadas
mecânica

o que explica

deposicional

aqui abordados

constituintes

marelo

~

da

das variações

Também

tomadas no fundo dos canais

lagun~

apresenta

de campo, deduz-se

resultam

com o fluvial.

claramente

do retrabalhamento

dos terraços marinhos

e lagunares

são areias e areias lamíticas,
claro a cinzento

inunda

de regime fluvial.

que este ambiente

Pelas observações

de

foram

das características

conseq~ência

em cada sub-tipo

aqui amostras

res, pela semelhança

depósitos

a diversidade

por estes sedimentos,

foram incluidas

eólicas.

as amostras

dos materiais

e das acumulações

inconsolidadas,

escuro, seguidamente

os

que

de cor

enriquecidas

~

em maté

ria orgânica.
Os constituintes
esfericidade

çoes de origem diversa,
la sua baixa energia,

texturais

diversos

ocorrendo

também é variável,

retratam

uma mistura

de

as quais o agente transportador,

quer pelo pequeno

atuou sobre os sedimentos,
to é perfeitamente

mostram

e lisos, foscos e polidos.

Tais aspectos

admissível,

sedimentos

4, revelam

intervalo

popul~
quer

p~

de tempo em que

não foi capaz de homogeneizar.
uma vez que sao rios

de

Tal fa
planície

quaternários.

As caracteristicas
19 e na Tabela

bem

A textura superficial

graos mamelonados

retrabalhando

de

embora sejam, em sua maioria,

e arredondamento,

trabalhados.

graus

grosseiros

granulométricas

igualmente

apresentadas

na Fig.

uma grande variação,

ocorren
Argila

%

95

75

50

25

silte

5
'1,

'I,

'I,

/00

/00

100

/00

80

90

80

'I,

80

60

60

40

°

i

o

Figuro 19

2

3

4

5

- CARACTERíSTICAS

6

7

8

9

'°

1/

12

.

2

4

~

z

4

4

4>

,

4

,

GRANULOMÉTRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DE DEPOSITOS FLUVIAIS

6

.0 4>
..
.~
.'"
.!,?
~
~

-.J
o
71

TABELA 4

-

parâmetros

granulométricos

estatísticos.

preserttativas de depósitos

M
z

Md

LC

-

LC
LC

°1

,Amostras

re

fluviais.

K'G

Skl

3,200
2,400

3,960
2,486

1,839
0,591

0,661
0,357

0,523

Meandro abandonado

-

13
17

0,594

Canal fluvial

18
19

2,530
3,000

2,513
3,573

0,338
1.541

-0,098
0,665

0,519
0,504

Canal fluvial

LC

-

LC

-

33

2,090

2,106

0,517

0,375

0,711

Canal fluvial

LC

- 127

2,150

2,116

0,584

-0,158

0,540

Canal fluvial

LC

-

136

2,650

2,653

0,292

0,171

0,637

Canal lagunar

149

2,630

3,309

1.526

0,669

0,507

174

2,160

2,159

0,290

0,066

0,560

Canal lagunar
Canal fluvial

183

2,000

2,050

0,419

0,207

0,566

Canal fluvial

LC
LC
LC

.

Planície

de inundação

do areias e areias sil~icas.
Os depósitos
por areias cuja
da areia média,
--

serve de fonte.
simetria

de canal fluvial são sempre

classe modal dominante

ora da areia fina, dependendo
Sua classificação

é quase sempre positiva,

materiais

é moderada
mostrando

finos sobre os grosseiros,

duas amostras
urna proveio

situa-se

com assimetria

constituidos

no intervalo

do material

que lhe

a muito boa e a

de um pequeno

permitem

dos

em que pese a existência

de

levemente

a retirada

Destas últimas,

negativa.

dos finos, e a outra

as distribuições

exclusivamente

on

proveio

arroio que drena uma área de cristas de praia,

lhe fornece material

as

uma predominância

do leito do curso de maior volume d'água da ârea,

de as. correntes

ora

que

Em todos os casos

grosseiro.

são 1eptocúrticas.

Os sedimentos

dos canais

lagunares

areias finas a muito

finas de classificação

assimetria

mostrando

positiva,

são

consti tuidos

por

pobre a muito boa, com

um enriquecimento

em finos e com u
72

ma distribuição

granulométrica

Os materiais
bandonados,

meso a muito

de planície

embora constituidos

nas a muito

finas são bastante

ma distribuição

leptocúrtica.

de inundação

predominantemente

enriquecidos

Mostram

em silte.

Depósitos

u

Flúvio-Deltáicos

Os cursos d'água que drenam a margem
no corpo de águas relativamente

deltas.

lagoa, desenvolvem

amplamente

lagunarao

desaguar

calmas, perdem a sua competência,

a maior parte da carga sedimentar

truindo verdadeiros

baixios

fi

por areias

mesocúrtica.

4.2.1.1.5.

depositando

a

meandros

e de

que transportam,co~

da

profundidade

Estes, pela pouca

seus fácies de topo, sob a forma de

que aos poucos vão sendo tomados pelos

te dando lugar ao desenvolvimento

juncais e finalmen

de áreas caracteristicamente

p~

ludais.
Tais formas acrescionais
nar e passam
mentar

a contribuir

igualmente

a margem

lag~

como fonte de materialsedi

para o fundo das lagoas.
são sedimentos

de cores amarelo
quecidos

de populações

trazidas

se observa

flúvio deltáicos

depósitos

ou

seja,

iamíticos

enri

sedimentos

forma que os

e

graus de arredondamento
confirmando

variada,

a

pelos rios.
na Fig. 20 e na Tabela

apresentam

embora heterogêneas,

tintos,

diferentes

e/ou

às vezes bastante

sendo a textura superficial

Conforme
mentos

arenosos

Da mesma

orgânica.

estes apresentam

esfericidade,
mixtura

inconsolidados

claro a .cinzento escuro,

em matéria

fluviais,

que,

fazem progradar

permitem

os depósitos

propriedades

arena sílticos esílticos

granulométricas

em dois tipos

dis

de canais deltáicos

e os

agrupá-los

arenosos

os sedi

5,

de fâcies deltáico

de

topo
Argila

%

95

75

50

25

Silte

Areia
5
'I,
100

"'

80

60

40~'

I

60

"'j
40

zo

o

2

o
Fi guro

20

3

-

4

5

6

7

8

9

10

"

~

Ó

4

Z:
o

Z

'I,
100

'I,
100

100

I

80

80

60

'I,

'I,

'I,

80

80

J

80

60

60

40

ZO
4

O'

CARACTERISTICAS GRANULOMÉTRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DE FLUVIO

o

4

6

o
8 ~ o

o
2

6 .

o

4

8 .

- DELTÁIC OS
.~
~
.~
.~
"
.;
~

J
W
74

TABELA

5 -

Parâmetros

granulométricos

presentativas

de depósitos

M

Md

LC LC -

estatísticos.

Amostras

re

fluvio-deltáicos.

K'G

z

°1

Skl

3r616
3,076

0,559

0,202

0,493

0,311

-0,257

0,455

0,487

-0,054
-0,001

0,501
0,638

-0,266

0,489

-0,071

0,473
0,459

34

3,550

66

3.100

LC - 119

2.400

LC - 164

4,900

2,400
4,930

LC - 166

2.280

2,230

1,257
0,334

LC - 167
LC - 168

2,510

2,505
3,03

0,289
1,315

2,506

0,295

0,573
0,042

2,700

3,333

1,494

0,654

0,493

4,31

3.943

1,148

-0,326

0,468

1,890

lf893

0,436

-0,035

0,535

LC
LC
LC

-

2.500
2,500

173
180
181

.

LC - 182

0,516

..

subaquoso.

Os depósitos

de canal deltáico

reias onde a classe modal dominante
fina, mais raramente
classificados,

predominantemente

sos de assimetria

situa-se

no da areia média.

positiva

a

são constituidospor

no intervalo da areia

são sedimentos

simétricos,

podendo

Mostram

ou negativa.

muito bem

ocorrer

ca

distribuições

plati a mesocúrticas.
Os depósitos
modal

dominante

muito

fina ou do silte muito grosso.

predominando

situada

da facies de topo subaquoso
nos intervalos

tem

da areia fina,

são pobremente

-distribuições assimétricas

negativas,

a

classe

da

areia

selecionados,

meso

a

lept~

cúrticas.

Entre os dois tipos bem definidos

dações.

Isto é perfeitamente

topo subaquoso,

observado

onde a terminal

síltica,

existem

nas amostras

todas as

da fácies do

é provavelmente

pela ação das ondas e das correntes que atuam sobre

gr~

retirada

estas

areas
75

relativamente

rasas.

4.2.1.1.6.

Praias Lagunares

As amostras

coletadas

te os terraços

lagunares

amarelo-claro,

resultantes

rial que constitui
buidos

nas praias que limitam extername~

são constituidas

por areias

do retrabalhamento

os próprios

terraços

ao longo das antepraias

superficial

pela ação das correntes

amostras

esféricos

mamelonada

evidenciam

mistura

na Fig.

distri

e subesféricos,

com uma população
esféricos

com

litorâneas.
subarredon

uma

polidos.

textura
Algumas

de grãos mais

e foscos,

gro~

resultantes

eólica recente.

As propriedades
sentadas

por graos

a lisa, predominantemente

seiros, muito bem arredondados,
de uma contaminação

pelas ondas do mate

e dos sedimentos

De um modo geral são constituidos
dados a arredondados,

limpas de cor

granulométricas

21 e na Tabela

destes sedimentos,

6, revelam características

apr~

homog~

neas marcantes.
são areias que apresentam
tuada quase sempre no intervalo

da areia média,

reia fina, muito bem selecionados.
grao é simétrica

até assimétrica

Cristas

4.2.1.1.7.

a classe modal dominante

A distribuição
negativa,

tudo muito

tuais.

de tamanho

de

meso a leptocúrticas.

sobre os terraços

lagun~

por areias limpas de cor amarelo claro,

semelhantes

a

de Praia

As cristas de praia existentes
res são constituidos

às vezes no da

si

às que constituem

as praias

lagunares

em
a
Argila

0/0

95

75
50

25
8
Areia

silte

I

5
/00

/00'/,

'/,
,oo

'/,

:]

40

I

o

Fi gu ro

2

21

-

40

20

4

5

t;

80
60

60-1

60
40

20

o

3

I

/00'/'

100]
80

80

80

110

o

'/,

2

4

o

2

.

o

CAR ACTE Ri STI CAS GRANULOM ÉTRICAS DE A MOSTRAS REPRESENTATIVAS

2

4

.

DE PRAIAS

4.

o

o

LAGUNAR E S

.

q

.~
!
.~
..
.~
'"
~

J
Ci
77

TABELA

6

-

Parâmetros

granulométricos

presentativas

de praias

M

Md

LC

z

24
48

2.590
1.910

2.563

80
92

1.700

1.686

LC LC - 108

2.700
1.980

2.683
2.010

LC

LC - 131

1.900
2.000

LC - 141

2.000

-

LC -

LC -

-

112

qui, urna contaminação

As areias

0,528

0,410
0,222

-0,042
0,012

0,472

0,341

0,162

0,414
0,412

-0,126

2.026

0,377

0,075

0,469
0,547
0,515

0,000

0,519
0,493

por grãos bem trabalhados, arredondados
a subesféricos,

mais grosseira,

com textura
ocorrem

superf~
vestígios

de grãos muito bem arre

lisos e foscos, os quais denunciam,

também a

eólica.

As características

te situada

-0,037

Em quase todas as amostras

esféricos,

22 e na Tabela

.
0,554

1.869
2.000

de urna segunda população,
dondados,

K'G

Skl

°1

-0,220

esféricos

cial lisa e polida.

re

lagunares.

0,219
0,305

1.906

são constituidos
a subarredondados,

Amostras

estatísticos.

7, mostram

nos intervalos
finas ocorrem

granulométricas

apresentadas

na Fig.

areias puras com a classe modal dominan
ora de areia média, ora de areia

sempre confinadas

à margem

do corpo

fina.
lag~

nar.
A seleção
nho são simétricas

caso

é muito boa a boa e as distribuições
até assimétricas

negativas,

m~so a

de

tama

leptocúrt~
Argila

0/0

95

75

50

25
5

.

Areia

I

Silte

5

".

.'.

.,.

.,.

100

100

'00

ao

60

60

60

60

40

40

40

20

20

o

o

F;gu ra

80

40

i

100

80

o

2

22

-

3

4

5

6

~

./.

ao

100

o I 2 3

.

o

90

o
o

2

4

o

o

o

CARACTERI'STICAS GRANULO
MÉTRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVASDE CRISTAISDE PRAIA

o

.~
-t
..
.~
<S
!':
~

-..J
(X)
79

TABELA

7 -

parâmetros

granulométricos

presentativas

Md

-

25

LC

-

26

M

1.590
1.720

z

°1
0,780
0,367

47
LC - 128

2.320
1.800

LC - 142
LC - 159

LC

-

0,501

-0,011

0,540

1.766

0,681
0,304

-0,191

0,497
0,504

1.486

0,369

-0,035

0,505

1.50O
2.000

1.513
2.023

0,366
0.450

0,002
0,343

0,495

4.2.1.2.

Sedimentos

Pelos motivos
aqui um sumário

Aquele

expostos

estudados

distintas,

areno-síltica

renosa grosseira,
As

arenosa,

do

complexo

(1972).

que a sedimentação

a individualização

no interior

de quatro

areno-silto-argilosa,

da

fácies
silto

a

em sub-fácies

e

areno-síl

tica'

sao as que

possuem

em área, seguida pela silto-arenosa.

dados a arredondados,

mamelonada

na Fig.

são constituidos

com urna esfericidade

As características
apresentadas

apresentar-se-á

e urna arenosa subdividida

Estes sedimentos

tura superficial

do Guaíba

dos sedimentos

ou sejam:

0,660

arenosa média e arenosa fina.

fácies

expressão

Fluvial

anteriormente,

por CUNHA

autor observou

quele corpo d'água permitia
granulométricas

do Complexo

das características

fluvial do Guaiba,

maior

0,003
-0,195

1.500

165

arenosa,

K'G

Skl

1.590
1.656
2.313

LC -

re

de cristas de praia.

LC

Amostras

estatísticós.

por grãos

média 'a boa e urna tex

a lisa, mais polidos
granulométricas

subarredon

do que foscos.

mais importantes

23, onde estão representadas

as

são

principais

fácies de fundo.
Tornar-se-ia

fastidioso

discutir

aqui os parâmetros

gr~
"

Argila

°/.

95

75

.

.
. .... . .. . ..
. . .
. .
. . . . .. .. .

50

25
Areia

Si/te

5

'/,

'/,

'/,

100

100
80

80

'/,

'/,

100

80

100

'/,

100

rOO

80

.~
..
.~
..
.~
<:
li
~

80

60
40

o

40

20

20

o

o

Figuro

2

23

-

3

-

4

5

6

7

8

~

Õ

2

o

2

4

6

4

6

8

o
10 12~ o

o
2

4

6

8

10.

,
,
CARACTERISTI
CAS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DO COMPLEXO FLUVIAL DO GUAIBA

o

6

10

12.
CX>
O
81

nulométricos

de cada fácies.

as fácies arenosas

apresentam

assimetria

é negativa

cúrticas.

Por outro

uma classificação

e as distribuições

a assimetria

é positiva

que

dizer

moderada

a boa, a

são dominantemente

lado, as fácies sílticas,

to mal classificadas,
são

De um modo geral pode-se

lept~

polimodais,são
e as

mu~

distribuições

pIa ti a mesocúrticas.

Os sedimentos
tributários

do Guaíba,

do Delta do Jacuí, dos sedimentos

manto de alterações

das rochas graníticas

tuem as suas margens

trazido

em suspensão,

condições
quando

de chegar ao estuário

Entretanto,

a maior parte dos depósitos

Graxaim,

das formações

Formação

Tapes, aos quais se ~omam os produtos
tuais das rochas graníticas
mentares

integram

a margem

estuarina.

arenosos

Guaíba e Alterito
do intemperismo

Serra de

e erosão

a

sedi

de hoje.

os grosseiros

nas áreas

que as fraçaes mais finas são parcialmente

das que se dispõem

ali en

quaternárias,

que assim chega ao corpo d'água é

nas partes mais profundas

cheias,

que junto com aquelas unidades

buido pelo fundo, mantendo-se
enquanto

tem

somente

-

O material

grosse~

das grandes

pelos agentes da dinâmica

provém do retrabalhamento

fino

com material

Estes últimos

por ocasião

Ja

as águas dos rios

contribui

no próprio delta.

tais como a Formação

que consti

já que a maior parte dos sedimentos

são redistribuidos

contrados

do

atuais.

Caí, Sinos e Gravataí,

ros fica depositada

e

quaternários

e migmáticas

O Delta do Jacuí, por onde passam
cuí, Taquarí,

pelos

provém da carga trazida

e nas porções mais abrigadas

redistri
marginais
depositadas
das

ensea

que se adentram

pelo

fino passa em suspensão

pelo

entre as pontas rochosas

estuário.

Uma boa parte do material
estuário

e vai ser depositado

me será visto a seguir.

ao longo da Lagoa dos Patosr confor
82

Sedimentos

4.2.1.3.

dos

Os sedimentos
estudados

por MARTINS

da

de Fundo da Parte Norte

Lagoa

Patos

foram

da parte norte da Lagoa dos Patos

& GAMMERMANN(1967),

sob o ponto de vista de

sua granulometria.
Aqueles
coberta

autores

que a porção norte da lagoa é

em sua maior parte por sedimentos

te por urna estreita
por outra

zona de sedimentos

zona estreita

resultantes

ser observados
saliente

de sedimentos

do retrabalhamento

Os sedimentos

cados,

concluiram

silticos

arenosos
arenosos

a

finos e

,ambas

adjacentes.

podem

cujas caracteristicas

mais

na Fig. 24 e na Tabela 8, tem a classe modal

situada no intervalo

com assimetria

são mal

de silte grosso.

muito positiva

a l~

oeste

grosseiros,

das áreas marginais

dominantes,

limitados

classifi

e sua distribuição

sempre

é

leptocúrtica.
A fonte principal
MARTINS

& GAMMERMANN

desses sedimentos

(ob. cit.), é o material

do pelas águas dos distributários
do pelo complexo
dos Patos,

~

Caracteristicas

do Delta do Jacui e que

Ias da fração

. avaliar,

na

Lagoa

mineralógica

das

dós sedimentos

a saber,

a mineralogia

do que 0,062 rnrn; e a mineralogia

de

da

arg!

fina menor do que 4 micra.

O objetivo

tam

passag

Mineralógicas

areas fontes foi feito em duas etapas,
maior

trazi

em suspensao

de águas mais calmas e profundas.

O estudo da composição

fração grosseira

sugeriram

fluvial do Guaiba vão ser depositados

em ambiente

4.2.2.

conforme

deste estudo é fornecer

posteriormente,

a influência

elementos

das diversas

que

perm!

fontes de
Argila

0/0

~

95

75

50

25

Areia
5
'/,

'/,
100

'00
80

60

40

40

20

o

86

60

20

o

O

Figuro 24

2

-

3

4

5
,-

6

7

8

9

10

~

Ó

2

4

6

8

10 .

o

o

I

CARACTER'STlCAS GRANULOMETRICASDE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DA PARTE NORTE DA LAGOA DOS PATOS

10

.

..
.'.~
..
.!!
ti
'"
.;
't

co
w
84

TABELA

8

parâmetros

-

granu10métricos

presentativas

M

Md

28
29

5,02

5,24

5,50

30
31

5,42
5,15

32
33
34

5,20
5,10

re

K'G

Sk1

°1

z

1.040

0,431

0,549

5,710

'1.168

0,406

0,542

5,600

0,925
1.045

0,432

0,596
,0,559

5,373
5,443

1.108

5,666
5,783

0,536
0,595

0,576
0,483

1.012

0,560
0,568

0,411
0,393

1.150
1.007

5,516

5,24
5,45
5,60

0,439
0,431
0,497

1.105
1.035

5,363
5,196

4,85

37

Amostras

da parte norte da Lagoa dos Patos.

AMOSTRA

35
36

estatísticos.

0,557
0,611

~

material

sedimentar

na deposição

1agunar que se processa

area

na

da Lagoa do Casamento.

4.2.2.1.

Fração Grosseira

A composição

,.

os tipos de depósitos

sa.

minera1ógica

O teor de fe1dspato

casos, como ocorreu
tingir até 7 %.

em algumas amostras
alcalinos

em percentagem

Foram ainda observados
ve pequenas

quantidades

Os depósitos
tidades acessórias

quartz~

oscila em torno de 3 %,podendo

Os fe1dspatos

c1ásios que ocorrem

em todos

1agunar é essencialmente

da margem

das areias presentes

de fragmentos

dos terraços marinhos
dominam sobre os

a

plagio

de até 2 %.

como constituintes

de ca1cedônia
fluviais

em alguns

da fração

1e

e muscovita.

e fluviais

de1tâicos

de madeira,

mostram

carapaças

quag

quitinosas

de insetos e fragmentos de conchas calcáreas de moluscos,

êstes
85

últimos,

também presentes
Os minerais

nas areias de praia e cristas

pesados presentes

de praia.

mostra

nestas areias não

~

ram variações

significativas

teor, nas 18 amostras

analisadas,

A turmalina
tênio, estaurolita,

de ambiente

e o

para ambiente,

jamais ultrapassou

3 % em peso.

é o mineral mais abundante, seguido pelo di~

zircão e opacos. Mais raramente

Nos sedimentos
CUNHA

cialmente

por quartzo,

e mais raramente,

ocorrem minerais

Bão existem
fração grosseira
Entretanto,

as areias

turmalina,

dos sedimentos

a composiçao

mineralógica

sao quase

pOlicíClicos,

dos

Pa
que

-

sao

de abundância

andalusita,

gran~

epidoto,

e monazita.

homogeneidade

da fração grosseira

areas fontes para a sedimentação

da

mineralógica

quartzos as e os mine

em ordem decrescente

rutilo, hornblenda

riais maturos,

zircão e turmalina,

(1963 e 1966), mostrou

são essencialmente

Há pois, uma relativa

os grãos de felds

da porção norte da Lagoa

zircão, opacos, distênio,

essen

rutilo e granadas.

mais ao sul, MARTINS

presentes,

da, muscovita,

opacos,

dados sobre a composição

ali encontradas

rais pesados

monazita,

conforme

é constituida

embora sejam freqüentes

esfênio,

e esfênio.

fluvial do Guaíba,

(ob. cit.), a fração grosseira

pato. Como acessório

tos.

do complexo

ruti

ocorrem

lo,epidoto,tremolita,andalusita,granada,biotita,monazita

reportou

seu

no que diz respeito
dos sedimentos

são mate

da Lagoa do Casamento.

onde as variações

sempre locais, relacionadas

mais

das

acentuadas

com particularidades

de sua

fonte imediata.

4.2.2.2.

Fração

Fina:

Argilo-Minerais

.

A assembléia
tos da margem

de argilo-minerais

lagunar mostrou-se

homogênea

presentes

nos

e constituida

sedimen
dominan
86

temente por montmorilonita,
Ilita somente ocorreu
dro, entretanto,
antigos

com pequenas

em uma amostra de terraço

fica alterado

da Formação

nas amostras

Itapoã, submetidos

Ali o argilo mineral

ferrificação.
cristalizada

quantidades

de caulinita.

lagunar. ,Este qu~

dos depósitos

a processos

dominante

(fire clay) e a montmorilonita

eólicos

secundários

de

mal

é a caulinita

ocorre

em

pequenas

quantidades.

encontra

o quadro abaixo apresenta os argilo minerais
dos na margem

lagunar.

AMOSTRA

DEPOSITO

M

% DE ARGILA
NA AMOSTRA

I

K

LC

1

Eólico

2,4

2

-

8

LC
'"

-

7

Terraço lagunar

1,3

8

1

1

LC

-

8

Terraço marinho

<1,0

traços

-

-

4,2

9

-

1

LC - 13

Fluvial

Os sedimentos
forme estabelecera
argilo-minerais,

finos do complexo

CUNHA

(ob. cit.), apresentam

onde a montmorilonita

a ilita e a caulinita

uma assembléia

é o dominante,

em iguais proporções

con

fluvial do Guaíba,

de

seguindo-se

e mais raramente

ocor

re clorita.
Por outro lado, o estudo dos argilo-minerais
mentos

de fundo da Lagoa dos Patos, efetuado

(ob. cit.), mostrou
dância,

uma assembléia

por montmorilonita,

morilonita,

caulinita

nos sedimentos

do complexo

por VILLWOCK

constituida,

interestratificados

e clorita,

dos

sedi

et alii

em ordem de

abun

do tipo ilita-mon~

muito semelhante

a

encontrada

fluvial do Guaíba acima mencionados,f~

to que constitui um argumento muito forte na comprovação de sua ~
87

rigem comum.
Analisando

as disponibilidades

reas fontes para a sedimentação
cias, conclui-se
seguida

em argilo-minerais

na Lagoa do Casamento

que o mineral mais abundante

e

das ~

adjacêg

é a montmorilonita,

pela ilita e caulinita.
Observa-se

ainda que os sedimentos

da margem

lagunar são

muito mais pobres em ilita que os do Guaíba e Lagoa dos Patos.

4.3.

Sedimentos

da Lagoa do Casamento

e Saco do Cocuru

to

Os materiais
rosivos

das áreas fonte

do Casamento
dinâmica

lagunar

anteriormente

são distribuidos

lagunares

para os sedimentos

4.3.1.

Características

e depositados.
a mesma

processos

chegam à

dos resultados

a distribuição

Lagoa

aos agentes da
A descrição

sistemática

de~

utilizada

e

da análise granulométrica

de areia, silte e argila

em um diagrama
dos sedimentos

triangular,

lanç~

foi

de 'fundo nos corpos

lagunares.

Conforme
foram determinadas

~

Texturais

em conta as quantidades

mapear

descritas,

onde submetidos

obedecerá

das para o fim de classificação
possível

mediante

das áreas fonte.

Partindo-se
levando-se

retirados,

e ao Saco do Cocuruto

tes sedimentos

~

detríticos

se observa

na Fig. 25 quatro

nestes sedimentos:

1

-

Fácies arenosa

2

-

Fácies areno-síltica

fácies

texturais
"

A R G IL A

"
-,
O;
~
;;;

.
AREIA

Figura

"

.

.

.. .

..

-~
<:
SILTE

.;
~

25 - CLASSIFICAÇÃO
TEXTURAL DOS SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E
SACO DO C-OCURUTO. DIAGRAMA
AREIA - SILTE - ARGILA.

OJ
OJ
:89

3

-

Fácies

silto-arenosa

4 - Fácies síltica
A grande variedade
renosa,

evidenciada

permitiram

de sedimentos

durante os trabalhos

sua divisão

em sub-fácies,

agrupados

de campo

e

na fácies

laboratório

o que foi feito lançando

quantidades
triangular,

conforme

as

diagrama

de areia média, areia fina e silte em outro
se observa

a

na Fig. 26.

Foram ali estabelecidas

as seguintes

areno

sub-fácies

sas:
la - Sub-fácies areia média
lb - Sub-fácies areia média-fina
lc - Sub-fácies areia fina-média
ld - Sub-fácies areia fina
o reagrupamento
último

critério

riormente

dos sedimentos

esse

de fundo seguindo

não alterou a distribuição

das demais fácies ante

estabelecidas.
A seguir serão apresentadas

cas petrográficas

as principais

de cada uma das fácies e sub-fácies

das, após o que serão discutidos

característi
identifica

os aspectos mais conspícuos

de

sua distribuição

4.3.1.1.

Fácies Arenosa

Os sedimentos

que integram

pelas partes mais rasas e marginais
são constantemente

submetidas

a fácies arenosa

espalham-se

do corpo lagunar,

aquelas,que

aos efeitos de uma dinâmica

tal mais severa.

são

puras desprovidas

ambien

de silte e argila.

em sua

Pela sua natureza

grande

maioria,

e localização,

constituidas,de

esta fácies é a que d~

vera retratar mais fielmente a influência das margens no que
~

areias

diz
r'

S/L TE

.

.
..

AREIA MÉDIA

Figura

26

-

..
.'~
.~
.~
..
~

..;

ARE fiNA
IA

~

CLASS/FICAÇAO TEXTURAL DOS SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E

SACO DO COCURUTO.

DIAGRAMA

AREIA MEDIA - AREIA FINA - S/LTE.

'-.O
o
'9'1

respeito

ao fornecimento

Sub-Fãcies

4.3.1.1.1.

Somente
Apesar

disso,

tão situadas

três amostras

sua distribuição
em antepraias

renoso praial,
foi coletada

de material

para a sedimentação

Areia M~dia

enquadraram-se
~ bastante

adjacentes

relativamente

na ãrea de comunicação

Duas es

significativa.

à acumulações

grosseiro,

sub-fãcies.

nesta

enquanto

de material

uma

que

outra

entre a Lagoa do Casamento

a Lagoa dos Patos, onde as condições

ambientais,

a

e

via de regra,são

de grande' energia.
De modo geral,
pouco acastanhado,

são areias limpas de cor creme a amarelo

constituidas

por grãos bem trabalhados

a nédio grau de esfericidade e arredondamento

variãvel
mostram

desde mamelonada
uma pigmentação
Observa-se

população

bem arredondados,

a existência

por grãos mais grosseiros,

Alguns

grãos

de uma

segunda

esf~ricos,

muito

lisos e foscos.
granulom~tricas

9 revelam materiais

boa, com uma assimetria
uma distribuição

superficial

por óxidos de ferro.

As caracteristicas
27 e na Tabeia

textura

at~ lisa, fosca a polida.

invariavelmente

constituida

e uma

comaltD

variãvel,

apresentadas

de classificação
tanto positiva

muito

na Fig.

boa

como negativa

a
e

meso a leptocúrtica.

são areias essencialmente
tidades de minerais

pesados

quartzosas,

e fragmentos

com pequenas

de conchas

qua~

de moluscos.
si/te

0/0

95

75

50

25

--

média-L-Areia

5

Areia fina

o/o

%

o/o

100

4

5

t

60

40

40

20

3

80

60

40

2

80

60

O

100

80

o

100

20

20

o

o

o

2

I'

Figuro

27 - CARACTE RISTlCAS

GRANULOMETRICASDE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DA sua

o

-

o

2

I

I

FACIES AREIA MEDIA

"

o

"

""

2

4

"
""
i
<õ
"~
!':
..
~

~

N
93

TABELA

9

parâmetros

granulométricos

sub-f&cies

-

Amostras

Mz

K'G

-

°1

Skl

1.610

1.603

0,279

LC - 132

1.70

1.676

0,418

-0,093
-0,174

LC -163

1,73

1,753

0,214

0,248

LC

-

113

Sub-Fácies

4.3.1.1.2.

o número de amostras

bém não é muito grande.

0,497

des das margens

lagunares

enquadradas

Nestas

mente

de

na área

últimas

mais grosseiros

da fácies arenosa,

situações

gentes que presidem

predominantemente

foscos.

a esféricos,

lisos, polidos.

parece

e redistribuidas

lag~

pelos a

atual.

constituintes

desta sub-fácies

texturais

distintas~

A mais

A mais fina caracteriza-se
arredondamento

variável,

re

acastanhado cons

muito bem arredondados,

Em alguns casos os grãos mostram

por óxidos de ferro.

aparent~

da última regressão

limpas de cor creme, às vezes amarelo

por grãos esféricos

se

de franjas de

de energia ambiental,

modificadas

a sedimentação

por duas populações

subesféricos

a ocorrência

de áreas relíquias

o exame dos materiais

ra composta

in

onde a profundid~

em meio à massa de areia fina,

nar que não foram totalmente

tituidas

nas proximid~

e em alguns locais nas partes mais

com as condições

a existência

vela areias

comunica

maior.

incompatível

retratar

tam

nesta sub-fácies

Elas se distribuem

ternas da área de ocorrência
de é relativamente

0,515
0,570

Areia Média Fina

ção entre a Lagoa dos Patos e a Lagoa do Casamento,

dimentos

de

areia média.

Md

estatísticos.

grosse!,

lisos
por

e

graos

mamelonados

a

uma pigmenbação
94

vis

granulométrica, conforme pode ser

A caracterização

-

reias de classificação
ma distribuição

boa a moderada,

assimetria

aparecendo

dos e fragmentos

TABELA

10

-

negativa,

com u

meso a leptocúrtica.

Do ponto de vista composicional,
quartzosas

a

sao

to na Fig. 28 e na Tabela 10, revela que tais sedimentos

esporadicamente

sao

feldspatos,

dominantemente
minerais

pes~

de conchas de moluscos.

parâmetros

granulométricos

presentativas

estatísticos.

de sub-fácies

Amostras

re

areia média-fina.

Md

M
z

1,940

1,940

0,351

-0,033

0,521

LC - 117

2,05

1,996

0,226

-0,333

0,273

-

125

1,870

1,813

0,617

-0,238

0,535

LC - 133

1,970

1,896

0,467

-0,290

0,526

LC - 134

1,930

1,923

0,286

-0,063

0,531

LC - 146

1,80

1,820

0,557

0,026

0,479

LC LC

110

4.3.1.1.3.

A

os mesmos
embora

Sub-Fácies

distribuição

padrões

primeira

constituida

Lagoa do Casamento.

fácies

arenosa.

anterior

segue

aproximadamente

e sua área de ocorrência,

aparece em três situações

por urna ampla franja situada

A segunda representada

tuadas nas extremidades
ceira constituida

Areia Fina-Média

é bem maior.

A areia fina-média
A

K'G

- Skl

desta sub-fácies

da sub-fácies

descontínua,

al

distintas.

na entrada da

por duas franjas

si

A

ter

norte e sul do Canal do Monjol0.

por manchas

dispostas

na parte mais interna

da
silte

0/0

95

75

50

25

Areio médio

Areio fino

5
O/o

o/o

o/o

100
80

80

80

80

60

60

L

'''j
46:

o/o

100

60

"°1

40

40

20

20

o.

r

o

2

3

4
,

5

6

01

~

o

2

.

4

I

Figuro 28 - CARACTERISTlCAS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS

o

o

2

4

2:o

.
,

2

4

o

.

o

,

DA SUB- FAC/ES AREIA MEDIA

2

FINA

t

"
.~
..
.~
C;;
.~
5
!>
.;
~

O
lT1
96

As duas primeiras
fundidade

localizam-se

com energia ambiental

de areias mais grosseiras

elevada

em zonas de pequena
e onde a

para contaminar

fácies arenosa.

Tais fatos não se verificam

terceira

situação

grosseiros

corno acontece

a areia mais fina

que desconectadas

se distribuem

disponibilidade

das praias e cristas de praia

tes é suficiente

em maiores

adjace~

dominante

na
da

nas ocorrências

das fontes atuais de materiais
profundidades,

com a sub--fácies areia-média-fina,

quias pa~cialrnente modificados

prQ

representando,

reli

sedimentos

arenosa

fração

pela ação de uma

mais fina, mais moderna.
Os aspectos
anteriormente

texturais

descrita,

são semelhantes

igualmente

de natureza

A fração mais fina predominante,
subesféricos,

subarredondados,

ricos e arredondados,

transicional.

é constituida

mamelonados

quanto que a fração mais grosseira

aos da sub~fácies

por grãos

a lisos e polidos,

é caracterizada

en

por grãos esf~

lisos, foscos e freqüentemente

pigmentados

por óxidos de ferro.
Algumas

amostras,

especialmente

tes mais internas, mais profundas,

as que se situam nas pa~

mostram

uma contaminação

silti

ca.
As características
29 e na Tabela 11 mostram
moderadamente

çoes são dominantemente
vas nas amostras
tivas naquelas
predominância

que os sedimentos

classificados

tras em que a contaminação

granulométricas

e pobremente

provenientes

próximo

classificados

As

ocorrendo
às margens

leptocúrticas

nas

e assimetrias

sobre as

sao
amos

distribui

assimetrias

de zonas mais profundas.

das distribuições

na Fig.

dessa .sub-fácies

síltica se faz sentir.

simétricas,

coletadas

apresentadas

negatl
posl

Há uma leve
mesocúrti

caso
são areias constituidas
rendo pequenas

quantidades

essencialmente

de minerais

pesados,

por quartzo,oco~
fragmentos

de con
si/te

010

95

75

25
.

A reio médio

.

--..!

.

Areio fino

5
.,.

.,.
100

.00

100

80

80

80

80

80

60

60

60

60

20

20

.

o

2

3

4

,

5

6

7

8

9

10

q

6

4

40

20

20

o

o
o

4

,

FIgura 29 - CARACTERISTlCAS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS

60

40

40

i

.,.

100

80

o

.,.

.,.

.,.
100

.00

.

o

4 ci

I

REPRESENTATIVAS

o

o

2

4 ci

o

6 .

I

DA SUB-FACIES AREIA FINA MEDIA

.~
-~
;;;
.1:'
<;
'"
..
~

.O
J
98

TABELA

11

-

parâmetros

granulométricos

presentativas

de sub-fácies

Md

LC
LC
LC

76
77

-

fina-média.

°1

Skl

K'G

1,167
0,676

0,441
0,151

0,579
0,483

O,543
0,341

-0,061
-0,072

0,480
0,551

1,983
2,273

2,30
2,30
2,11

LC - 135
LC - 140

re

2,283
2,136

2,15
2,00

LC - 120
LC - 122
LC - 126

Amostras

2,680
2,166

2,08
2,30

78
LC - 115

areia

Mz

2,31

-

estatísticos.

0,431
0,599

-0,054

0,501

-0,081
-0,521

0,482
0,457

0,509

-0,048

0,511

2,030
2,103

O

, 9 6 :;..

2,130

2,103

0,723

-0,060

0,529

LC - 147

2,30

2,230

0,727

-0,187

0,566

LC - 151

2,40

2,730

1,015

0,546

0,615

LC

2,08

2,086

O ,221

0,099

0,557

-

158

chas de moluscos

e restos de matéria orgânica

4.3.1.1.4

Sub-Fácies

Conforme

foi salientado

reia fina mostra um domínio
respeito

são sedimentos
esféricos~
mostras

e distribuição

nas proximidades

que

de materiais

diz

por grãos sub

As

a lisos, 'polidos.

das margens

a

em area.

essencialmente

alguns grãos mais grosseiros,

dos, lisos e foscos.

a sub-fácies

sobre as demais no

mamelonados

pas de cor creme, desprovidas
mostrando

anteriormente,

constituidos

subarredondados,

coletadas

Areia Fina

absoluto

ao volume de material

vegetal.

são de areias

bem

Por outro lado, aquelas obtidas

lim

sempre

finos e quase

esféricos,

a

arredonda
nas

partes

mais internas são de areias sujas, de cor cinzento, às vezes aca~
99

tanhado,

pouco sílticos,

desprovidas

de grãos mais grosseiros

bem

trabalhados.

conforme

Do ponto de vista granulométrico,
na Fig. 30 e na Tabela 12 os materiais
presentam

dois tipos distintos

da sub-fácies

observa

se

areia fina a

Um grupo consti

de comportamento.

o

tuido por areias puras e outro por areias pouco sílticas,
confirma

as observações

texturais

relatados

mente visível
histogramas

dos

feitas quando da descrição

no parágrafo

Tal fato é

anterior.

tanto nas curvas de freqüência

acumulada

que

aspectos

perfeit~
corno nos

ali apresentados.

Na maioria

absoluta

das amostras

a classe modal dominan

te é a de areia fina.
As areias limpas apresentam
a boa, moderada

quando

ções são simétricas
mesocúrticas.

contaminada

urna classificação

por grosseiros,

ou assimétricas

negativas,

muito boa

e as distribui

leptocúrticas

ou

Por outro lado, as areias sujas tem urna classifica

-

ção moderada,
sitivas

às vezes pobre, e tem distribuições

em sua maioria,

negativas,

embora ocorram

simétricas

cos,

p~

e assimétricas

todas, quase sempre leptocúrticas.
Do ponto de vista composicional

contendo

assimétricas

ainda minerais

pesados,

valvas de ostracodes,

cos vegetais,

pelotas

4.3.1.2.

fragmentos

carapaças

areias quartzosas,
de conchas de

de insetos,

molus

restos orgân~

fecais e pelotas de limonita.

Fácies Areno-Síltica

Os sedimentos

que caracterizam

-se nas partes mais internas
transicional

são

do corpo

esta

lagunar

fácies
ocupando

distribuem
urna zona

entre as fácies arenosa e silto-arenosa.

são areias sílticas

onde a fração arenosa é constituida
silte

°/0

95

75

50

25

Areio médio
5

'00

'"

'"

100

'"

",

.:

80

60

60

60

40

40

40

40

20

í

o

Figuro

2

20

20

4

"
30 - CARACTERISTlCAS

5

6

7

8

GRANULOMETRICAS

9

10.

rOO

80

80

60

60

60

20

o

3

'"

'"

80

80

80

o

'"

",

100

'00

'"

DE AMOSTRAS

o

o
4 ~ o

4 .

o

REPRESENTATIVAS

o

o

4

I

o

2

4

,
DA SUB-FACIES

I

40
"'j

00

q024q0246qO

AREIA

fI NA

40
'''j

11

2

4

40

6

.
..
..,
~
.~
..
.~

~
..;

~

.....

o
o
101

TABELA

12

-

parâmetros

granu1ométricos

presentativas

Md

LC

estatístico~.

de sub-fãcies

M

Amostras

re

areia-fina.

z

°1

Skl

K'G

-

35

2,52

2,506

0,301

-0,1 3

0,505

LC -

2,30

2,343

0,644

2,53

-0,2 4

0,542

LC -

43

2,59
3,50

0,641
0,419

0,3 6

-

36
39

3,593

0,611

0,2 6

0,517

LC

-

53

LC

-

0,307
0,691
0,464

0,515
0,550

-

2,220
3,283
2,943

0,0 O
0,6 7

LC

60
64

-

67

2,966

0,455

-0,1 7
-0,1 3

0,521

LC

2,20
2,95
3,00
3,00

LC -

68
69

2,90

2,806
2,766

0,381
0,442

-0,3 8

2,466

0,565

-0,0 1
-0,0 O

0,595
0,501

2,536
2,556

0,479

0,1 9

0,693

3,05

2,910
3,476

1,120
1,179

0,3 8
0,5 8
0,6 1

LC

LC LC LC -

70
81
82

2,80
2,46
2,50

LC
LC
LC

-

83
84

LC

-

85

2,66

2,590

0,445

LC -

86

2,40

2,330

LC -

87

2,55

LC

-

88

LC -

-

2,50
2,64

0,496

0,492
0,501
0,663
0,675
0,650

0,393

-0,3 1
-0,2 7

0,506

2,566

0,422

0,0 6

0,559

2,60

2,566

-0,1 7

89

2,60

2,573

0,459
0,462

-0,1 8

0,527
0,543

LC -

90

2,60

2,626

0,356

0,127

LC

2,53

2,476

LC -

98

2,60
2,50
2,78

2,506
2,503
2,783

0,370
0,526

-0,252

LC LC -

95
96
97

2,52
2,50

2,580
2,526

0,424
0,785
0,535
0,402

2,72
2,56

3,066
2,913

3,04
2,90

LC

-

-

100

LC - 101

LC
LC
LC
LC

-

104
105
106
107

LC - 109
LC - 116
LC - 118
LC - 123

-0,339
-0,094
0,297
0,281

0,520

0,534
0,436
0,490
0,541

0,180

0,732
0,574
0,513

1,128
1,000

0,634
0635

0,737
0,618

3,110

0,818

0,259

0,575

0,224
0,403

-0,091
0,014

0,580

2,50

2,890
2,500

2,80

2,733

0,357

-0,321

0,513
0,494

2,98

2,923
2,556

0,542
0,655

-0,012

0,746

-0,438

0,500
Conto

2,70
102

M

MD

LC
LC

137
138

LC - 144
LC - 145
LC - 150

171
175

2,67
2,52

LC - 179

2,45

LC

-

LC

-

por grãos sUDesféricos

0,142

0,293

-0,350
-0,076

0,277
0,590

-0,267

0,510

0,348

0,654

0,996

0,682

0,259

0,127

0,627
0,540

0,363

0,020

0,495

e subangulares

a lisa, quase

evidênciqs

de contaminação

sempre

As caracteristicas
13 mostram

tanto no intervalo
mesmo

0,577
0,519
0,748

com uma textura superficial
Em algumas amostras

polidos.

com a população

por grãos esféricos,

31 e na Tabela

0,651

2,450
3,143

mamelonada

constituida

0,280

2..46

2,40

2,83

Skl

2,54

3,11
2,50

-

°1

2,453

2,72

-

K'G

z

2,730
2,760
3,020

-

arenosa

mais

muito bem arredondados

granulométricas

muito pobre e as distribuições
tivas em sua maioria

Apresentam

na Fig.
situa-se

ou

uma seleção pobre

a

granulométricas

leptocúrticas,

e foscos.

fina,

da areia fina como no da areia muito

no do silte muito grosso.

matura,

apresentadas

que a classe modal dominante

há

assimétricas

pos!.

com um bom número de amostras

platicúrticas.

Composicionalmente
mentos

sao areias quartzosas,

de conchas e moluscos,

tais e em algumas

4.3.1.3.

amostras,

ostracodes,

restos orgânicos

micro-concreções

fra~

veg~

de pirita.

Fácies Silto-Arenosa

Os sedimentos

que se agrupam

ao longo de uma zona transicional
no-siltica,

contendo

nesta fácies distribuem-se

entre as fácies silticas

nas partes mais internas

e relativamente

e

profundas

are
da
Argila

°/0

95

75

50

25

si/te

Areia

5
0/0

0/0

0/0

0/0

100

100

100

100

ao

80

80

60

60

60

40

40

0/0
100

ao

40
20

o

2
.

FIguro 31

3

4

5

6

7

8

9

10

4
/I

12

.,

G RANULOMETRICAS

8

4

6

8

.

~

"

-CARACTERISTICAS

6

I O.
10 . o

DE AMOSTRAS

REPRESENTATIVAS DA FACIES ARENO -SILTI CA

.~

~
.~

;;;
.~ I-'
<s
<::
I
;.;

~

O
W
104

TABELA 13

-

Parametros
presehtativas

granulométricos
de fácies

Md

LC
LC
LC
LC
LC
LC
LC
LC
LC
LC
LC

M

Amostras

estatisticos.

re

areno-siltica.

z

°1

K'G

Skl

-

37

2,80

3,486

1,483

0,697

0,475

-

42
44

3,85
3,70

3,886
3,700

0,890

0,062

0,515

0,583

0,090

0,592

2,50
3,50
3,20

2,916
3,50
3,360

1 ,458

0,421
0,102
0,378

0,602
0,471

-

49
59
61
62

-

94

3,00
2,96

3,320
3,596

-

102
103
124

3,10
3,00

-

-

-

.

1,040
1,714
1,752

0,648
0,580

0,420
0,712
0,577

0,602

3,690

1,807
1,386

0,711
0,510

0,630

LC - 153

2,239
2,707
1,643

0,517

2,75
3,30

3,933
3,406
3,660

0,462

0,546

LC

162

3,60

3,830

0,262

LC - 172

2,95
2,81
3,30

3,430
3,486

1,244
1,120

0,429
0,419

LC
LC

-

-

-

177
178

3,650

1,480

0,565
0,587

1,315

0,465

0,412

0,419
0,438

bacia de sedimentação.

o material siltico domina sobre a fração areia e as pr~
priedades granulométricas são apresentadas na Fig. 32 e na Tabela
14.
Conforme
classe

moda1

dominante

desde moderada
cas mostram

se observa

nos histogramas

é a do sil te muito

assimetrias

variáveis,

a curtósis,

predominando

são em sua maioria

o quartzo é ainda o consti tuinte
Ocorrem

grosso.

ainda fragmentos

granulométr.!.

as positivas

e no

leptocúrticas.

essencial

destes

de conchas de moluscos,

de diatomáceas e restos orgânicos vegetais.

a

A seleção varia

até muito probre e as distribuições

que diz respeito

tos.

ali apresentados,

sedimen

carapaças
é'

Argila

°/0

95

75

50

25

Areio

Silto

5

./.

./.

./.

100

./.

100

80

o

2

3

4

5

.6

7

8

9

,
Figura

32 - CARACTERiSTICAS

GRANULOMETRICAS

10

1/

12

80

60

60

40

40

20

1

80

60

40

o

80

60

"'j
20

./.

100

,

DE AMOSTRAS

I

o
2

4

60

I

'OOj
40

40

20

O
O

80

6

8

10.

o

2

,
REPRESENTATl,VAS DA FAC'ES

4

6

8

o
2°LL-20
4

10 $ o

2

S'LTO-ARENOSA

O
6

8

$.0

2

4

8 .
..
.~
'"
.~
;;;
.~
"
'"
..
~

t-'
o
U1
106

TABELA 14

-

parâmetros

granulométricos

presentativas

de fácies

Md

M

Skl

4,166

1,069

0,024

0,501

4,05
4,20
4,10

4,110

0,525

0,289

0,579

4,100
3,900

0,636

5,806
4,330

1,003
1,966
2,197

-0,066
0,108

4,50
4,29

0,607

4,170
4,21

0,728
0,791

0,136
-0,058
0,174

0,512

4,25

4,366

1,487

0,169

0,541

4,30

3,966

0,829

-0,457

4,16

52
71
72

LC -

LC
LC

-

75
LC - 79
LC - 114

LC
LC

-

-

K'G

CJl

4,18

45
50

4,160

0,508

0,176

0,686
0,637

4,22
4,30

148
157

LC - 161

re

silto-arenosas.

z

LC LC LC -

Amostras

estatísticos.

0,574
0,496

0,676

0,649
0,662

Fácies Síltica

4.3.1.4.

A fácies síltica distribui-se

pelas

partes

mais

inter

'.

nas e profundas

do corpo lagunar,

zonas de reduzida

ambi

energia

ental.
Os sedimentos

são essencialmente

por grãos de esfericidade
Conforme
cas apresentadas

e arredondamento

se depreende

sitivas,

constituidos

muito baixos.

das características

granulométr!

domi

na Fig. 33 e na Tabela 15, a classe modal

nante é a do silte muito grosso.
leção moderada,

sílticos,

Os sedimentos

apresentam

às vezes pobre, com distribuições

mais raramente

simétricas,

uma se

°assimétricas PQ

predominantemente

leptocúrt!

caso
Composicionalmente,
nante, ocorrendo

o quartzo

ainda em quantidades

é o constituinte

acessórias,

conchas de moluscos e restos orgânicosvegetais.

predom!

fragmentos

de
.'
Argila

%

95

75

50

25

Areia

Si/te

5
0/0

0/0

0/0

0/0

o

I

2

.
Figuro

33

-

3

4

,

5

6

7

.

.

8

9

.
10

.

" ~

100]
80

60

60

O/o

60

40

40

20

.

80

40

.

80

60

I

100

80

0-

0/0

100

.00

!O

o

10Õ

6

8

.

'00

80

2

o

CARACTERISTlCAS GRANUlOMETRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS

80
60

40

6

8

.0. o

2

4

,
I
DA fACIES SllTICA

6

40

20

I

40j
20

o

.00

20

..c

8. o

6

.o

4

6 .
'"
.~
~
.';;;
.~
<;
<::
;.;
..
~

......
o
J
-108

TABELA

15 - parâmetros

granulométricos

presentativas

Hd

LC
LC

estatísticos.

Amostras

re

da fácies síltica.

M

°1

z

K'G

Skl

-

38

4,60

4,666

1,287

0,146

0,659

-

40

4,90

4,843

0,998

-0,064

0,632

LC -

51
54

4,416
4 ,513

0,681
0,500

0,228

LC LC LC LC -

4,40
4,51

0,145

0,626
0,577

4,85
4,59
4,72
4,60

4,993

0,967
0,487

0,394
0,332

0,729
0,765

0,558

-0,041

0,608

4,650

0,752

0,526

4,53
4,29

4,510
4,293

0,694
0,671

0,085
0,134
0,102

0,738
0,558

5,00
4,70

5,033

1,488
1,054

0,151
0,381

0,615
0,743

0,907
0,605

0,294

0,672
0,588

LC -

55
56
57
58

LC - 73
LC - 74
LC - 91
LC - 111
LC - 154
LC - 155

4,40
4,35
5,00

4,646
4,573

4,786
4,443

LC - 156
LC - 160

4,75

4,380
4,900
4,720

LC - 170

4,92

4,966

0,258
0,857

LC

4,70

4,626

0,965

-

176

4.3.2.

Características

A análise da composição
fundo seguiu o mesmo procedimento
das areias-fontes,
ção grosseira

0,767

0,205
-0,266
-0,026

0,735
0,784
0,892

0,424
-0,080

0,684

Mineralógicas

mineralógica

dos sedimentos

de

adotado no estudo dos materiais

isto é, a determinação

da mineralogia

maior do que 0,062 mm, e a mineralogia

da fração fina menor do que 4 micra.

das

da

fra

argilas
10'9

4.3.2.1.

Fração Grosseira

A composição
versas

mineralógica

fácies que atapetam

do Cocuruto

e

o fundo da Lagoa do Casamento

é essencialmente

di

nas

das areias presentes

Saco

quartzosa.

das

o teor de feldspatos é de 2,5 % tomando-se a média
14 amostras
tretanto

estudadas.

Existem variações

não foi observado

tasse a influência

nenhum aspecto de zonalidade

de áreas fontes distintas.

linos dominam

sobre os plagioclásios

constituintes

sofre uma variação

irregular
ocorrem

pela area.

sempre em pequenas

peso da amostra

que retr~

Os feldspatos

alca

estes

dois

e a razao entre

que também se distribui

Os minerais

pesados

quantidades

presentes

de

modo

nestas areias

em

3 %

não ultrapassando

total.

A assembléia

mineralógica

é constante

nas 14 amostras

~

nalisadas

en

entre 0,5 e 8,0 %,

e as pequenas

variações

apresentadas

As turmalinas

sao os minerais

~

alêa

mostraram-se

tórias.

distênio,

estaurolita,

ram epidoto,

zircão e opacos.

rutilo, andalusita,

dominantes,

seguidas

Como acessórios

tremolita,

granada,

pelo

aparec~

biotita

e es

fênid.
A composição
dimentos

mineralógica

de fundo é então muito

constituiram
significativas
de influência

da fração grosseira

semelhante

à dos

,materia:i,s

as suas áreas fontes, não se observando
que servissem

de base para estabelecer

de uma ou de outra área na sedimentação

4.3.2.2.

Fração Fina:

Os sedimentos

destes se

que

modificações
diferenças
lagunar.

Argilo-Minerais

finos que atapetam as zonas mais centrais,
110

e profundas
to p~quena
4 micra,

de parficulas

do tamanho argila,

fato que dificultou

difratom~trica

a separação

isto ~,menores

de material

do que

para análise

de raios X.

Mesmo assim foram examinadas
mostraram

mui

do corpo lagunar tem quase sempre uma quantidade

que os argilo-minerais

a ilita e a caulinita,

conforme

7 amostras

presentes

são a

pode ser observada

e os resultados
montmorilonita,
no quadro

abai

xo.

AMOSTRA
LC
LC

-

38

-

49
54
62

LC LC -

M

0,5
0,9

I

-K

8

% DE ARGILA

1

1
-

-

traços
9

0,7
4,1

traços
traços
1

LC - 103
LC - 114

9,1

9
8

0,1

-

LC - 124

9,6

1
1

10

Os dados acima apresentados
geral apresentado
observa-se

para os sedimentos

que há uma incidência

maior do que a apresentada
to permite

embora

das áreas fontes. Entretanto

de ilita nos sedimentos

pelas fácies da margem

do material

em suspenção

Lagoa dos Patos que periodicamente
estudo,

não diferem muito do quadro

supor que a ilita aqui encontrada

uma contribuição

de fundo,

lagunar.

representa,

Tal f~

em parte,

trazido pelas águas

invadem os corpos lagunares

uma vez que este argilo-mineral
tamb~m em pequenas

1

quantidades.

da
em

ali está sempre presente,
111

4.4.

Distribuição

Faciológica

Uma vez apresentadas
trográficas

turais

dos sedimentos

encontradas

tribuição

as principais

que constituem

p~

as diversas

tex

fácies

a sua dis

em area.
que o ambiente

pacial onde as condições

físicas,

sedimentar

químicas

influências

que afetam o desenvolvimento

cientemente

constantes

si to, conforme

apontaram

SHEPARD

granulométricos

zer uma avaliação

se processou

destes

sedimentos

outras

e

são sufi
de dep~

(1955), buscar-se-á,atr~
e dos de variação

textural

estatísticos

e~

dos materiais

de fundo,f~

entre

na correspondência

e o ambiente

dos

geológico

onde

a sua acumulação.

4.4.1.

Distribuição

4.4.1.1.

silte e argila, observada
para os sedimentos
(1964), RUSNAK
seja, sedimentos

de Fácies-Texturais

Areia-Silte-Argila

A distribuição

faciológica

lagunares,

conforme

(1960), PHLEGER
grosseiros

(siltes), ocupando

baseada

no conteúdo

na Fig. 34, revela um padrão,

gens e porções mais rasas do

o apresentado

(1969) e SHEPARD

(areias) depositados
corpo lagunar,

as partes mais centrais

duas, uma zona de sedimentos
arenosos).

e biológicas

de um sedimento

& MOORE

do grau de fidelidade

as características

é uma unidade

para formar um tipo característico

vés dos mapas de classificação

tes

Lagunares

características

no fundo lagunar cabe aqui analisar

Considerando

parâmetros

dos Sedimentos

transicionais

por

& MOORE

de areia,
clássico

NICHOLS
(1955), ou

ao longo das mar

finos

e sedimentos

e profundas.

Entre as

(areias sílticas

e sil
-I

112

---50" 50'
~

50°45'

' -<::-".

"30°'0'-1

-30"10'

"-

-~15

30"15' li
I
i

:

.-,--i

!

,

,

-"t:~'v"1

-30"20'
f

.-~.

;

-30.20'
'."

; -.,'
1>

_!-

~

,,/

L ilr;OA

30°25'

IJOS

PATOS

-,'O_,

-,

'30"25'

..

:::,:,r-rLJ,'
.,
.
I'
,

.,'

~::::::-:_-:":J-=:::

1
o'

.-

'"

/
'-30°3(1

50°-50'

,..

50"45'

,Fj gUra 34

- SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO
,
FACI ES TEXTURAIS

AREIA

DO COCURUTO

- SILTE - ARGILA

ARGILA

AREIA

SILTE

AREIA
SILTlCA

SILTE
ARENOSO

E SCA LA

"~
õ
"~
..
I: 200.000

-~
I'
.$
113

A fácies arenosa
tinuidade
síltica,

é a dominante

ao longo de toda a.porção
por outra

parte centro

lado, constitui

do Saco do Cocuruto.
nais silte arenoso

na parte noroeste

Ambos

dois bolsões

são circundados

A

isolados,

parte

e outro na

de uma sedimentação

fácies
um

na

central

pelas fácies transicio

mais fina são encontrados

da Lagoa do Casamento

e no interior

das

lagoas

e Capivarí.

Areia Média-Areia

4.4.1.2.

A distribuição
na e silte, observadas
gico apresentado

baseada

Fina-Silte

no conteúdo

areia média, areia fl

na Fig. 35, não modificou

anteriormente.

lidade de subdivisão
importância

da lagoa.

e areia síltica.

Vestígios

da Bonifácia

marginal

sul da Lagoa do Casamento

con

em área e apresenta

Contudo

de fácies arenosa

na interpretação

genética

ele oferece

uma

de

que se revela
dos sedimentos

A areia fina tem uma distribuição
passo que as sub-fácies

o quadro

mais grosseiras

possibl
grande

desta fácies.

dominante

ocorrem

facioló

em área, ao

na zona de comunl

cação com a Lagoa dos Patos, em alguns pontos próximos

às margens

e ainda na parte mais externa da franja arenosa ao longo do aonta
to com a área de ocorréncia
As ocorrências

de areia média e areia média-fina

trada da Lagoa do Casamento
ambiental

da fácies areno-síltica.

são conseqüências

direta da hidrodinâmica

en

do nível energético

mais elevado que aquela área apresenta~

fre a influência

na

uma vez que

so

mais severa da Lagoa dos

Patos.
Por outro lado, as franjas mais grosseiras
ao longo das margens

estão diretamente

relacionadas

que

ocorrem

com o retraba

lhamento da margem lagunar ali constituida por feixes de

cristas
114
- _m

~"

-

_n""---'-

.--'-''''

~.,

l--'.""'-'-,::~,

.n'

---

50°35'

,
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50°45'

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LAGOA

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005

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PATOS

0

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P.U/éARÉ,-_.' ,,0'::;",/

,30°30

50°50'

50d45'

Figur a 35 - SEDIMENTOSDE FUNDo DA LAGOA DO CASAMENTOE SACO DO COCURUTO
FÁC/ES TEXTURAIS

AREIA MEDIA - AREIA FINA. SILTE

SILTE

"
.~
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..,

"

AREIA

AREIA MEDIA
.....-----------

ESCALA

FINA

1:200,000

.~
<:::
~

"
115

de praia,

depósitos

grosseiros

de todá a área estudada.

I

gunar,

mais

que contém, via de regra, os sedimentos

As demais ocorrências,

sugerem uma situação

reliquia

a areia fina, completamente
desequilibrio

situadas

no interior do corpo l~

pois distribuem-se.

desconectadas

com as condições

meio

em

e em

das fontes atuais

energéticas

apresentadas

ali no mo

mento.

4.4.2.

Variação

dos parâmetros

Granulométricos

Estatis

ticos

4.4.2.1.

Variação

da Mediana

De acordo com FOLK & WARD
tro que pode trazer imprecisoes
manho médio,
freqüência

Md

(1957), a mediana

se considerado

é um param~

como medidq

de

ta

uma vez que se baseia em apenas um ponto da curva de

acumulada.
A mediana

é o valor de tamanho médio que não se acha

fetado pelos extremos
correspondendo
modal,

-

ocorrentes

e pela assimetria,

por outro lado ao valor mais próximo

definindo

o tamanho de grão mais abundante,

No presente

caso a análise da variação

lida pois a grande maioria

dos sedimentos

Assim analisando-se
Fig. 36, observa-se
tricas distintas,
fina e sílte

na distribuição

MARTINS

da mediana

apresentado

de quatro populações

ou seja, areia média,

diâmetro

ao

(1967).
é

va

de fundo são unimodais.

o mapa de variação

a existência

a

na

granulom~

areia fina, areia

muito

muito grosso.

A primeira,

mais expressiva

na zona de entrada da Lagoa
Refletem

zo

nas de nivel energético mais elevado que as restantes, onde

mate

do Casamento,

ocorre

também como manchas

isoladas.
..

('

116
50° 45 '

50"50'

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50°40'

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ESPINHO'

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I

r50°'35'

50"45'

50°50'

Figuro 36 - SEDIMENTOS DF FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO 00 COCURUTO
VARIACÃO DA MEDIANA (Md ~)

-

LEGENDA

12

2-3
3-4

..t
,~

4-5
ESCALA

1:200,000

'"
..

~
117

rial grosseiro fornecido pelas fontes próximas, ou de zonas

relí

quias, mantem-se sem contaminação efetiva por populações mais

fi

nas.
A segunda, a mais desenvolvida no fundo lagunar, distr!
bui-se

de maneira

uniforme,

dimento mais abundante
A terceira

caracterizando

a areia fina corno o se

na area.

e a quarta populações,

to fina e silte muito grosso, distribuem-se
trais, retratando

urna dinâmica

ambiental

formadas

por areia mui

pelas partes mais cen

menos ativa.

De um modo geral, o fundo lagunar é constituido por dois
I
tipos principais
admitindo

de misturas,

na Fig. 37 que apresenta

dos valores

da mediana

grosso,

areia fina e silte muito

entre eles uma série contínua

de ser observado
qüência

de sedimentos,

conforme

de

a distribuição

das amostras

p~
fre

ali coletadas.
I

Os dois tipos representam
de retrabalhamento

produtos

lagunar sobre os materiais

Neste particular,

finais

do

processo

das áreas-fontes.

a Lagoa do Casamento

apresenta

um cóm

-

I

portamento
descrita

idêntico

ao da Laguna Madre,

por RUSNAK

na costa do Te~as,E.U.A.,

(ob. cit.).

4.4.2.2.

Variação

O diâmetro

médio

do Diâmetro

Médio - M z

indica a tendência

central ao

tamanho

I

o tama

médio dos grãos do sedimento.
nho médio representa

De acordo com SAHU (l96f)'
a energia cinética média do 'agente de depoS!

ção embora seja também dependente da distribuição de tamanho
grão dos materiais

disponíveis

de

como fonte.

o mapa de variação do diâmetro médio apresentado na Fig.
38, é em traços gerais muito semelhante ao da distribuição da
diana, discutido

no item anterior.

me
118

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15

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10

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I

3

2
Areia Média

Areia

fIna

4
5
Areia mu',ta fina Silte muitaorassa

s i/te

6
grossa

~

Md (I

.

-

-

..

.~
.~

'"

FIgura 37 - DISTRISUIÇAO DE FREQUENC/ADOS VALORESDA MEDIANA DAS AMOSTRAS .~
"
DE SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO.

~
'5
119
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50°45'

50"50'

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50°35'


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-30"20'

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LAGOA

-30°25'

PATOS
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-30°
XI

50.50'

50445'

Figuro 38

-

SEDIMENTOS

DE FUNDO

DA

LAGOA

CASAMENTO

DO

VARIAÇÃO DA MÉDIA ARITMÉTICA

-

E sAco

DO COCURUTO

(Mz~)

LEGENDA
,-2

2-3

3-4

B

-

4-5
ESCAlA I:200.000

5-6

.

--

.~
.~
..
.~
~
~
120
0..

Considerando

que este parâmetro

que todos os diâmetros
tem sua influência,

ocorrentes

do. ,Por outro
sedimentos

lagunares

o diâmetro

a unimodalidade

fundamentais

fácies evidenciadas

a va

estu

na area em

médio caracteriza

uma melhor visualização

4.4.2.3.

confirma

e seu grau de seleção relativamente

sições entre os recobrimentos

cipais

da mediana

lado, ela indica igualmente

Entretanto,

permitindo

acima mencionada

da variação

uma média em

granulométrica

na distribuição

a coincidência

lidade das interpretações

representa

destes
elevado.

melhor

as tra~
lagunar,

do assoalho

do interrelacionamento

das pri~

no mapa textural.

Variação

do Desvio Padrão - °1

o desvio padrão mede o grau de seleção de um
indicando

sedimento

as flutuações

deposici~

nal e sua capacidade

do níyel energético

de classificar

os materiais

Desta modo, o desvio padrão pode retratar
por dOis,diferentes
disponibilidade

modos de deposição.

de diferentes

agente de deposição,
das no material
manho

dos materiais

sedimentos
Entretanto

energéticas

o que mostra

produzidos
se não houver

não serao

que a distribuição

da área fonte influência,

grau de seleção dos sedimentos
SAHU

ali mobilizados.

tamanhos de grãos no fornecimento ao

as diferenças

acumulado,

do agente

deposicionais

retrata
de

de certo modo,

ta
o

em um dado ambiente,

(ob. cit.).

o mapa de variação do desvio padrão apresentado na Fig.
39, parece

refletir

que foi submetido

com exatidão

o material

Os sedimentos

de

selecionamento

a

do fundo lagunar.

bem classificados

longo das áreas marginais,
profundidade

o processo

são os que ocorrem

onde a atividade

inibem a deposição

de qualquer

ao

das ondas e a pequena
material

de

tamanho
121

--50°45' .

50050'
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50'40'

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50° 3 5'

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ESPINHO

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CASAMENTO

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-30°3(1

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50°50'

Figura 39

§

50°'35'

50'45'

-

SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO
VARIAÇÃODO DESVIOPADRÃO
(fI'

LEGENDA
BEM CLASSIFICADA
MODERADAMENTE

MAL CLASSIFICADA

-

(0,5

CLASSIFICADA

.~
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.~
<i

- 0.5-1,0

- ) "O
ESCALA

---

1:200,

OO O

!':

~
122

menor do que o da areia.
,Deve ser levado em consideração
maior parte das areias ali depositadas
sedimentares

também, o fato de que a

são provenientes

de ciclos

anteriores

de onde herdaram

um bom selecionamento.

Os sedimentos

de classificação

moderada

trados nas partes centrais
progressivamente

onde a efetividade

entretanto,

certo ponto, pois os sedimentos
cos, sao um pouco melhor

efetividade

respectivamente

nas

e areias sílticas).
o

desvio

e nas partes mais profundas

onde

relacionamento

deposicionais

Nas partes marginais

sílti

do que os que ocorrem

(siltes arenosos

Existe pois, um estreito
e as condições

até

somente

é válido

das áreas mais profundas,

classificados

partes de média profundidade

há uma maior

diminui

energética

com a profundidade.

Este relacionamento,

padrão

encon

e má são

entre

do ambiente

lagunar.

dos dois tipos de regime

depos~cional,

carga de fundo e carga de suspensão,

o grau de se

leção é bem maior do que nas áreas onde sua atuação é conjunta
interm~tente,

ou seja, naquelas

Cabe observar
mentos

de profundidade

des facilitam
grosseiros,
vamente

a deposição

relíquias

O mesmo

profundid~

fino junto com

sedimentos

efeito pode ser observado
condições

De um modo geral, o comportamento
-padrão mostrou-se
pos lagunares
CHOLS

muito

costeiros,

semelhante

na zona norte

uo
da I

de canal.
da variação

ao encontrado

especialmente

e a Lagoa

do desvio

em outros

com o apresentado

(ob. cit.) em seu estudo sobre a Laguna Moriches,

leste dos Estados Unidos.

efeti

em que este canal atuava

entre o Saco do Cocuruto

lha Grande onde também existiram

pelos sed!

onde as grandes

de material

de períodos

como interligação

Casamento.

intermediária.

ainda a má seleção apresentada

de fundo do Canal do Monjolo,

e

por

cor
NI

na costa
123

4.4.2.4.

Variação

A assimetria
a posição

da mediana

é negativa,

mostrando

HU
~

assi

negativa

elevado

que a média durante um intervalo

de

graos

uma amostra

assi

tamanhos

pelo agente deposicional
nela coletada,

de

da idéia de que uma

de diferentes

(ob. cit.), que o nível energético

que períodos

sedi

que o tamanho médio é mais

área recebe materiais

metricamente

Em um

sobre os finos a

dos grosseiros

Assim, partindo-se

para serem trabalhados

traduz

granulométrica

com relação à média aritmética.

do que o da mediana.
terminada

Skl

-

de uma distribuição

mento onde há predominância
metria

da Assimetria

pode significar,

SA

segundo

do agente é mais elevado

de tempo maior que o normal,

de mais alta energia ocorrem mais seguidamente

do

ou

que o

normal.
Por outro

lado, se os materiais

fonte forem bem selecionados
naisno

ambiente

condições

Conforme

que comandam

se depreende

tre os quais se destacam
DUANE

(1964),MARTINS

a assimetria

(1957), MASON

expressão

da dinâmica

tes sedimentos

(1958),

(1969) e CRONAN

(1972),

na caracterização

muito diagnóstico

granulométr!

ambiental.

da assimetria

apreseht~

no que diz respeito

atual e das características

herdadas

a

por es

em ciclos anteriores.

Observa-se
gunar sao simétricos
parte, herdado

as

& FOLK

como um dos parâmetros

Com efeito, o mapa de variação
da na Fig. 40 mostra-se

deixa de retratar

dos estudos de vários autores,deg

(1965), HAILS & HOYT

mais sensíveis

populaci~

a acumulação.

FOLK & WARD

tem se mostrado

cos estatísticos

a assimetria

area

pela

e se não houver misturas

de deposição,

energéticas

fornecidos

que a maior parte dos sedimentos
ou assimétricos

da margem

lagunar,

negativos,

caráter que é

sua, fonte principal

tituida por sedimentos bem selecionados.

do fundo Ia

Por outro

que é

lado,

em
cons

a dinâ
124

-..--50050'

50° 45 '

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30°25'

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30°30"

50"45'

50050'

Figuro 40

- SEDIMENTOS

500035'

DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUro
VAR IACAO

DA

ASSIMETRIA

(Sk.)

LEGENDA

ASSIMÉTRICA

POSITIVA

o~
q;

SIMÉTRICA

o~
ASS/METRICA

NEGATIVA
ESCALA

1:200.000

.~
'"
i,;
~
125

mica atual do corpo lagunar,

relaciona-se

tantes da atuação do vento dominante
da margem

leste, submetidas

finos e se mostrem

gem leste, permanecem

Fazem exceção
Cocuruto,

positivas.

urna deposição

seus

mar

ao passo que ,as da

simétricas.

as areias da margem

que se mostram

vada promove

mais severas,percam

negativas

dominantemente

resul

ondulações

de NE, faz com que as areias

às condições

assimétricas

com

sudoeste

Ali a profundidade

de finos que contaminam

do

do Saco

ele

mais

o material

are

noso.
Sedimentos
de média parecem

negativos

retratar

Os sedimentos
si ti vos,

urna vez

que

ma maior deposição

encontrados

situações

ali o nível

de materiais

dos sedimentos

te a distribuição
nais submetidos

relíquias.

das áreas centrais

Pamlico,

baixo' promove

das influências

que ali existe.

a um contínuo

u

das áreas fontes,

refle

de fundo da Lagoa do Casamento

energética

joeiramento

Os sedimentos

efetuado

marg!

pelas ondas que

enriquecidos

pelos

~i

em suspensão.

Tal mecanismo
e ALLEN

mais

p~

finos.

lhes retira os finos e os da parte central
nos trazidos

são dominantemente

de energia

Deste modo, a despeito
a assimetria

em áreas de profundid~

confirma

(1971) em seus estudos
nos Estados Unidos

as observações

de DUANE

sobre os sedimentos

(ob.cit.)

da Laguna

de

de Gironde,

na

Fran

(ob. cit), mede

o

grau

o

grau

e os do Estuário

ça.

4.4.2.5.

A curtosis

Variação

da Curtosis

segundo FOLK & WARD

de seleção dos extremos

da distribuição

de seleção da sua porção central.

comparando-o

com

Deste modo, a curtosis

revela
126

a normalidade

da distribuição.

A sensibilidade
arnbientais

não

é ainda

çao na diferenciação

deste parâmetro

bem

ta com relativo

sucesso,

de MASON

(ob. cit.),

& FOLK

especialmente

Verifica-se
mentos

lagunares

(ob. ci t.)

observação

são predominantemente

suficiente
fluenciando

fina

sedi

mostrando

comp~

terminais.

isto parece estar relacionado

de urna terminal

para modificar

da Fig. 41 que os

na parte central quando

dição à areia fina bem classificada,
ou

(ob. ci t,);

caracteriza

na

leptocúrticos,

rada com o grau de seleção das partes

média)

e CRONAN

com a assimetria

um grau de seleção mais expressivo

reia

fei

vem sendo

granulométricas.

mediante

Na fácies arenosa

utiliza

pode ser observado nos trabalhos

HARTINS

de populações

às mudanças

a sua

de sedimentação,

conforme

quando relacionada

ção de misturas

Entretanto

conhecida.

de ambientes

estatístico

de uma terminal
(silte)

com a a

grosseira

(~

pouco

em quantidade

o tamanho médio ou desvio padrão,mas

in

no grau de seleção das terminais.

o mesmo parece
dição de urna terminal

acontecer

a a

com a fácies síltica onde

arenosa resulta

em valores

i

para curtosis

guais aos da fácies arenosa.
As distribuições
mostras

puras, unimodais,

mesocúrticas

normalmente

sem enriquecimento

Por outro lado, as distribuições
caracterizar

sedimentos

se restringem
Ias próximas

bi ou polimodais.

a

nas terminais.
platicúrticas

costumam

Na área em estudo elas

da ação das ondas e ainda

aqu~

dos cursos d'água que fornecem

mate

à regiões abrigadas
a desembocadura

representam

rial mal selecionado.
A predominância

de sedimentos

leptocúrticos,

grosseiros

corno os finos, parece retratar

o ambient~

lagunar possui em separar duas populações

tanto

ainda a habilidade

os

que

dominantes

a

partir do material que lhe é fornecido pelas fontes, ou seja, uma
127
-----50°45'

50"50'

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50445'

-30°30' 50'-50'

Figuro 41

SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO
VARIAÇÃODA CURTOS/S( K'G)

-



LEGENDA

~
§

( 0.47
0,47-

- PLATICURTICA

.~

0,52 - MESOCÚRTICA

> O,52.-.L EPTO RT I C4
CÚ

E SC A LA

I: 200. 000

i
.~
.~
s:
..
~
128

população

arenosa e outra síltica,

tintas na dependência
deposição

distribuindo-as

de seu nível energético,

de sedimentos

nitidamente

o grau de mistura

te sedimentar.

transicionais,
seleção

métricas,

que os tamanhos

em um arnbien

~ácies

as

mesmo
mostram

confirma

como parâmetro

dições deposicionais

4.4.3.

granul~

utiliza

da

capaz de retrataras

con

lagunar.

da Distribuição

Tendo em vista o que foi analisado
tes, conclui-se

mediana

da

lagunar.

pois a validade

estatístico

em ambiente

Controles

do ambiente

de

um grau

de grãos próximos

à ação seletiva

Tal comportamento

,

populações

na porção central das suas distribuições'

sao os mais sensiveis

ção da mediana

de diferentes

areia siltica e silte arenoso,

mostrando

a

permite

da curtosis

No caso da Lagoa do Casamento,

elevado

sem proporcionar

polimodais.

Deste modo, a análise da variação
determinar

dis

em áreas

que a distribuição

nos itens

faciológica

fundo da área lagunar em estudo é controlada
tores, dentre os quais se destacam

Faciológica

.precede!!.

de

dos sedimentos

fa

por uma série de

as caracteristicas

dos,'

mate

<..

riais fornecidos
ambientais,

pelas áreas fontes, as condições

a morfologia

hidrodinâmicas

do corpo lagunar e sua evolução

nos últi

mos tempos geológicos.
Embora

tais aspectos

lhe neste e nos capitulos

precedentes,

sobre o seu interrelacionamento
da Lagoa do Casamento

já tenham sido discutidos
cabe aqui

uma

com det~

apreciação

com o quadro da sedimentação

e Saco do Cocuruto.

a~
129

Características

4.4.3.1.

dos Materiais

Fon

das Áreas

tes

Tanto a distribuição
ção dos diversos

parâmetros

das fácies texturais

granulométricos,

cia direta das características
pela margem

texturais

lagunar 'e pelo material

tos e complexo

uma influên

dos materiais

fornecidos

na Lagoa dos

Pa

que

a

fluvial do Rio Guaíba.

A Fig. 42 é suficientemente
textura dos sedimentos
feitamente

retratam

em suspensão

varia

como a

compatível

lagunares

atuais é, de um modo geral,

com a dos materiais

gunar e ali são retrabalhados
características

clara para mostrar

Ia

que chegam ao corpo
de acordo com

as

da bacia de

acu

entre os sedimentos

da

e redistribuidos

hidrodinâmicas

peE

e geomorfológicas

mulação.

~ notável a identidade
fácies arenosa

textural

com os que constituem

modal dominante

a margem

nas areias da margem

A

lagunar.

classe

lagunar é a mesma que

predQ

mina na fácies arenosa de fundo.
A influência
servada

que assim se retrata

também no detalhe,

dia situadas

de sedimentos

dos Patos pelo complexo
provenientes

longo das margens

média praticamente

fonte.

mais grosseiros

de areia

me

de

um

que derivam
aportados

à

Lagoa

fluvial do Rio Guaíba e ainda pelos detri
do complexo

cristalino

leste da Lagoa do Casamento
inexiste,

nos sedimentos

Nos únicos

por materiais

caso das manchas

que

aflora

ao

deste.

Na margem

classe modal

eo

na entrada da Lagoa do Casamento

retrabalhamento

tos recentes

como

em escala ampla, é ob

o que é resultado
da barreira

da ausência

areia

desta

arenosa que lhe serve

locais em que se observa

mais grosseiros

a sub-fácies

de

uma leve contaminação

que areia fina, a sua deposição

es

tá relacionada com a destruição de antigas cristas de praia acumu
130

--.

",

"
.,~
.-'"
SEDIMENTOS
DA LAGOA
DOS PATOS

SEDIMENTOS
DO GUAIBA

F;gurd 42 - COMPARAÇÃOENTRE AS CARACTERiSTlCAS TEXTURA/S DOS S~
DIMENTOS LAGUNARES E AS DE SUAS PRINCIPAIS FONTES.

-

--'-'--.-

..

.~

i
131

ladas sob condições
material

hidrodinâmicas

severas,

capazes de selecionar

grosseiro.

o material siltico acumulado nas partes mais centrais e
profundas
que drenam

a margem

lagunar e, principalmente,

gressa na Lagoa do Casamento
dos Patos mediante

fácies silto-arenosa
cedência,

geométrica

se observa

tas como leques deposicionais
~

onde ingressa

retratado

que in

Lagoa

d'água da

no capitulo

3.

das

ocorrência

das áreas de

e siltica demonstra

conforme

d'água

junto com as massas

o mecanismo

A configuração

dos cursos
do material

tem sua origem na carga de suspensão

perfeitamente

a sua

pr~

na Fig. 34, onde elas estão dispo~
cujos vértices

jazem nos canais por

o maior volume de águas proveniente

da Lagoa dos Pa

tos.
A identidade

entre os materiais

fundo lagunar não se restringe
Ela também é observada
métricos,

conforme

na, conforme

apenas às características

no que diz respeito

será discutido

ticas composicionais,

Morfologia

~urais.

aos parâmetros

posteriormente,

tanto na fração grosseira

o que foi apontado

4.4.3.2.

das áreas fonte e as do

granul~

e às caracteri~
como na fração fi

no item 4.3.2.

e Condições

do Cor

Hidrodinâmicas

po Lagunar

Em vários momentos
das fácies texturais

quando da discussão

e da variação

foram ressaltados

aspectos

çoes morfológicas

e hidrodinâmicas

Tornou-se
FOLK & WARD

rica,

de sua interdependência

evidente

distribuição

granulométricos
com

as

condi

do corpo lagunar.

que os parâmetros

Cob. cit.), traduzem

as condições

dos parâmetros

da

granulométricos

fidedignamente,

de sedimentação

nesta área e

de

sob a forma numé

neste

ambiente
132

geológico

em estudo.
Para tornar mais fácil a visualização

versos

fatores

interatuantes

da a Fig. 43 que relaciona
turais e parâmetros
longo de perfis

na sedimentação

a batimetria

granulométricos

transversais

conjunta destes di

lagunar foi construi

com as características
de fundo,

ao

e a Lagoa do

Ca

dos sedimentos

ao Saco do Cocuruto

tex

samento.

Antes de se proceder
quadro hidrodinâmico
Conforme

à sua análise,

que o corpo d'água em questão

apresenta.

foi visto no capo 3, a região em que se situam
dominante

estes corpos d'água sofre a ação de ventos que sopram
mente do quadrante

Tais ventos controlam

nordeste.

das águas gerando ondas e correntes
vas nas margens

litorâneas

de oeste do que nas de leste.

ainda influenciada

o

,resumir

convém

pelo fornecimento

los rios provenientes

da margem

través da área de comunica9ão

a

circulação

que são mais efeti

e

Esta circulação

p~

d'água ao corpo lagunar

a

lagunar e pela Lagoa dos Patos

entre os Pontais dos Abreus

e

Anas

tácio.
Os perfis retratados
se que absoluto
classificação

riaFig. 43, mostram

da profundidade

da bacia de sedimentação

textural dos materiais

sas se dispõem

de fundo.

ao longo das áreas marginais,

claramente

~

dominante.

qüentemente
ras as quais

cheguem a constituir

inibem a deposição

fração

uma vez que a parte norte

textu
da

o mais longo "fetch" e conse

é a que padece de condições

granulométricos.

mais rasas, ao passo

no

é a que apresenta

O mesmo controle

areno

nos perfis AA' e BB', permanece

Isto é explicável,

Lagoa do Casamento

As fácies

a

Tal

CC', embora ali os siltes.não
ral

sôbre

~

mais profundas.

que as mais finas ocupam as áreas centrais,
fato, observável

um controle

hidrodinâmicas

dos sedimentos

mais

seve

mais finos.

existe sobre os diversos

parâmetros
133

a-s'

PERfiL

PERFIL A-A'

L~~~~;~~~;z_:I.

TEXTURA

TEXTURA

F.j

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LEGENDA

PE RFIL

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TEXTURAL

ARGIL A
SI L TE

TEXTURA
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VARIAÇÃO DAS CARACTERiSTlCAS

-

'"

LOCAL 11 AÇÃO DOS
BATI METRI A

C'

PERFIS E

LEGENDA
VENTOS DOMINANTES
PERFil.,

.. ~
~'

TEXTURAIS E PARÂMETROS GRANULOMÉTRICOS DOS SEDIMENTO
S

Df -:UNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO, NFLUÊNCIA DA MORFOLOGIA E DAS CONDICÕ ES
I
W ROD/NAMICAS DO CORPO LAGUNAR.
134

A mediana
dêntico

e de um modo geral mostram

do agente deposicional

perfeitamente

constituidos

mar da margem

aumenta

leste com o decréscimo

da maE

domi

se

aprox~

há ~

aumen

Ao

na area.

da profundidade

Esta

situação

tornando-se

deve-se

local a lagoa recebe os sedimentos

ao fato

di

de que

bar

finos trazidos da

pelo Rio Palmares.

A variação
ção do sedimento,

ambiental

sele

do desvio padrão que retrata o grau de

também é conseqüência

pelas áreas fonte.
râmetro

praiais

até que fugindo ao padrão estabelecido,

minui para areia muito fina.

nergético

mate

finos começam a

da fração arenosa que passa a dominar,

reira arenosa

os

oeste

por depósitos

e os sedimentos

afe

define

A medida que se distancia

ao padrão geral observado

mais e mais grosseira

naquele

fornecidos

por areias médias.

nar obedecendo

mais

também são

da fonte e o perfil BB'

Na sua extremidade

são diretamente

gem, a profundidade

to gradativo

Estes parâmetros

dos materiais

esta situação.

riais grosseiros

média

que a energia cinética

é mais alta nas porções mais rasas e

baixa nas áreas mais profundas.
tados pela natureza

~

e o diâmetro médio possuem um comportamento

das flutuações

e das características
Verificou-se,

fornecido

do material

em todos os perfis, que este p~

cresce a medida que as profundidades

a energia do ambiente.

do nível e

Entretanto

diminuindo

aumentam

existem oscilações,e

neste sen

tido são dignas de nota as que ocorrem na parte central do perfil
AA' e na extremidade
-,-

ta a existência
funda

do

Saco

suficientemente

oeste do perfil BB'

de depósitos
do Cocuruto,

caso

retra

sílticos bem selecionados na Parte ma.ispr~
onde

não

existem

altas para transportar

temente baixas para permitir
bos os casos, acarretaria

o primeiro

.

condições

areia até ali nem suficie~

a deposição

de argila, o que, em

na má seleção dos sedimentos

o segundo caso reflete mais uma vez a influência
finos trazidos pelo Rio Palmares,

energéticas

dos

que contaminando

de

am

fundo.

sedimentos

a areia do fun
135

do ocasionou um decréscimo
e BB' mostram

ainda que a pior seleção é encontrada

entre as fácies arenosa e siltica,

transição

AA'

Os perfis

do seu grau de seleção.

zonas

nas

de

discutido

fato já

anteriormente.
A variação
diz respeito
-

çao.

da assimetria

a distribuição

energética

de

do ambiente

recida,

e nos de baixa energia onde a deposição
ela é positiva.

lagunar apresenta
presentados
situação

valores de assimetria

pela que se dispõe

que retrata

de sedimentação,

no lado oeste do

mais baixos do que

ao longo do lado leste

fielmente

o quadro hidrodinâmico

metria

Nas porções

centrais,

ela é mais elevada

que nas zonas marginais.
tre valores
ciona melhor

leptocúrticos,

os

a

do mesmo,

da

bacia

do

quadra~

de energia mais baixa, a assi

a curtosis,

observa-se

que, de modo

do corpo lagunar

do

Embora a maior parte dos sedimentos

mos

nas zonas centrais

observa-se

que o ambiente

lagunar sel~

granulométricas

a porção central das distribuições

dos sedimentos

finos do que a dos grosseiros.

4.4.3.3.

Conforme

Evolução

Morfológica

foi demonstrado

que ocasionaram

trans-regressivas

3, a regiao

modificações

errergências e submergências

Tais oscilações

do Corpo Lagunar

no capitulo

tudo foi palco de lentas e periódicas

nar.

corpo

é sempre positiva.
No que diz respeito

geral,

observ~

isto e, a margem oeste afetada por ondas mais in

tensas geradas pelos ventos que sopram dominantemente
te nordeste.

ela é

dos finos é favo

Em todos os perfis apresentados,

-se que a franja arenosa que se distribui

que

sedimenta

Nos locais de alta energia onde há remoção dos finos

negativa

guas

no

é muito significativa

alternadas

resultaram

em es

do nivel das á
da margem

no

lag~

desenvolvi
136

mento das diversas

feições morfológicas

veis pela configuração

atual da área.

No decorrer
mos milênios,
mentados

pe19s diversos

de material

costeiro.

e evolução

das principais

nifesta-se

também nas caracteristicas

pIes comparação

na

lagunar

ma

formas da margem

e

texturais

dos dad6s apresentados

atuan

retratada

mineralógicas

sim

pela

fato que se observa

que as constituem,

movi

foram

e deposicionais

A sua atuação

construção

dos sedimentos

sedimentar

agentes erosionais

geológico

nos últi

desenvolvidos

de tais processos,

grandes volumes

tes no ambiente

respons~

ali existentes,

quando da sua

descrição,

no item 4.2.1.1.
Entretanto
e materiais
tamente

a sua influência

constituintes

observável

nao se restringe

da área atualmente

na morfologia

do

fundo

formas

as

emersa, ela é perfe~

lagunar

e nôs

sedilrentos

que lhe atapetam.
Assim,

a franja arenosa que recobre as porções

ao bordo do corpo lagunar
depósitos
gressao

da margem

e regressao

texturais

anteriormente,

lém da semelhança

dimentos

arenosos

fericidade

que estes materiais

são resultantes

entre os parâmetros

o fato de que tais sedimentos
ra de populações

apresentem

morfoscopicamente

trans

A

destes processos.

notável

é

constantemente

distintas.

de fundo, a presença

cial fosca, de origem nitidamente

uma mist~
nos

se

de alta

es

Há sempre,

de componentes

com textura

superf~

eólica, associadas aos materiais

subaquosa.

Estudos
ca efetuados

de

apresentam,

granulométricos,

e elevado grau de arredondamento

de deposição

fases

as diversas

de que a área foi palco.

As identidades
já discutidas

dos

retrabalhamento

tem sua origem no

lagunar durante

próximas

da textura superficial

em sedimentos

VILLWOCKi ROCHA CAMPOS

por microscopia

desta área, efetuados

(1967), mostram

eletrôni

por KRAUSPENHARi

que os materiais

arenosos
137

do fundo laguna r apresentam
sociadas
drões,

um conjunto

a ação praial e eólica superpostas

conforme

se observa

mostras

do fundo arenoso,

rial mais grosseiro,
entrada
115),

observadas

que

constituem

sas e parcialmente
ferior a daquele

reliquias

responsável

ocorridas

responsáveis
dimentos

mate

d~spostas

na

(ver Fig. 35, pg.

de antigas cristas de praia hoje submeE

retrabalhadas

morfológica

eustáticas

e no seu interior

das a

de

de manchas

areia média e areia média-fina

Da análise destes
evolução

1, 2 e 3.

na grande maioria

soma-se a presença

da Lagoa do Casamento

p~

segundo diversos

nas fotomicrografias

As tais evidências,

as

de texturas mecânicas

em um ambiente

cuja energia é in

pela sua acumulação
fatos conclui-se

do corpo lagunar,
nos últimos

inicial.

que os mecanismos

relacionados

tempos geológicos,

pelos padrões da distribuição

de fundo da Lagoa do Casamento

da

as oscilações
também

faciológica

foram

que os

e do Saco do Cocuruto

se
a

presentam.

Comportamento
res estudados
alii

idêntico

por PHLEGER

(1967), EMERY

4.5.

foi observado

(1967),

(1967), NEWMANN

A Sedimentação

ZENKOVITCH
& MUNSART

nos corpos

lagun~

CURRAY et

(1967),
(1968).

Lagunar Caracterizada

pelos parâme

tros Granulométricos

4.5.1.

_.

parâmetros

Estatisticos

A partir do trabalho
sao os pesquisadores
buições

tas tentativas

de FOLK & WARD

(ob.cit.), inúmeros

que buscam na análise estatistica

granulométricas

tes sedimentares.

de FOLK & WARD

um critério

para identificação

Grande é o número de trabalhos

e vários

das distri
de

ambien

resultantes

deles foram citados no decorrer

des

do prese~
138
.

Fotomicrografia

n9 1

Nota-se a presença de blocos de contorno bem deli
mitados por sulcos, pequenas indentações
irregul~
res em forma de V, sulcos retos
ou
ligeiramente
curvos e pequenas àreas com superficie
pontuada,
feições caracteristicas de ambiente marinho e indi
cios de ação eólica.
Amostra

LC

Aumento:
Modificado

-

138

-

fundo lagunar

2000 X
de KRAUSPENHARet

ali i (1976)
.
139
.

Fotomicrografia

n9 2

S~o observados grande nGmero de pequenas
indenta
ções irregulares em forma de V, sulcos retos ou II
geiramente curvos, pequenas indentações
em forma
de V ao longo do eixo dos sulcos e áreas
relativa
mente amplas de superfície pontuada.
Feições marI
nhas de praia bem impressas e feições de aç~o eól~
ca mais intensas que as visíveis na
fotomicrogr~
fia n9 1.

Amostra n9 138

-

fundo lagunar

Aumento: 2000 X
Modificado de KRAUSPENHAR et alii (1976)
.
140
.

c,.

Fotomicrografia

n9 3

Nota-se a presença de sulcos ligeiramente
curvos,
cristas meandrantes, pequenas fraturas concóides e
pequenas áreas de superfície pontuada, feições
ca
racterísticas de ambiente marinho praial e de ação
eólica.
Amostra

LC-48 - fundo lagunar

Aumento:
Modificado

2000 X
de KRAUSPENHAR

et alii

(1976)
.
141

te estudo.

em sua grande maioria

Entretanto,

análise

de sedimentos

de tal método

MARTINS

do Saco do Cocuruto
apresentadas

tem sido

HAYLS

HOYT

&

(1970).

no

feita a seguir
da

sentido

Lagoa do Casamento

das características

e

dos seus sedi

nas páginas anteriores.

De acordo com FOLK
ender o significado
tísticos

KLOVAN

&

(1964),

deposicional

partindo-se

A aplicação

lagunares,

DUANE

pois a tentativa

o ambiente

a

ao assunto podem ser observados

(1962),

(1964) e SOLOHUB

~ oportuna
de caracterizar

de sedimentos

e dados relativos

(1960),

(1969), NICHOLS

mentos,

praiais e eólicos.

na caracterização

pouco explorado
em RUSNAK

fluviais,

eles se relacionam

&

geológico

é necessário

WARD

(ob. cit.) ,para melhor

dos parâmetros

correlacioná-los

compr~

granulométricos

através

de

est~

diagramas

dis

sejam geometricamente

in

persos.
Embora
dependentes,

parâmetros

tem se observado

de amostras

que na análise de uma dada seqUência

o seu interrelacionamento

deposicional
ambientes

os diversos

e constituir

um critério

pode retratar

bientais

mecanismo

de

a mais na identificação

sedimentares.
Deste modo serão apresentados

gramas,

o

os quais

serão interpretados

observadas

a seguir vários destes dia

à luz das características

no local e descritas

nos capítulos

a~

anteriores.

'"

4.5.1.1.

Conforme
(ob.cit.),

Diâmetro

apontou

diagramas

de quantidade

Médio versus

INMAN

(1949),

desta natureza,

de informações

Desvio Padrão

citado em'FOLK

geralmente

&

WARD

revelam uma gra,g

sobre um ambiente.

A Fig. 44 mostra que os sedimentos lagunares se agrupam
142

~

L EGEN DA
AREIA

-............---....

AREIA SiLTlCA
SOLTEAREHOSO
SOL
TE

2/J

X
O
...~..,

1,5

b
1.0

/
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0.5

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'

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'

'

,

/
o

O

2

3

4
Mz

5

6

., ~

Figura 44- CORRELAÇÃO
ENTRE DIÂMETROMÉDIO lMzJ E DESVIO PADRÃOIO",J
NAS DIVERSAS FÁCIES DOS SEDIMENTOSDE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO .~
.t
E SACO DO COCURUTO,
..
~
"
'143

em tres conjuntos distintos.

O primeiro constituido por boa

paE.

-

te dos representantes da fácies arenosa com diâmetros médios

si

tuados em .torno de 2 a 3

mo

derado.
renosa,

O segundo

com grau de seleção muito bom até

englobando

com diâmetros

a pobre.

Y5,

médios

O terceiro

silto-a

e

moderada

3 e 4,5 Y5, com uma seleção

constituido

tros médios entre 4,5 e 5~,
Observa-se

as fácies areno-silticas

com

pela fácies siltica

diâme

com seleção dominantemente moderada.

que partindo'

da areia média e fina, em di

reção. às classes modais mais finas, o desvio padrão aumenta
tingir o máximo

entre 3,5 e 4,5 ~, para depois decrescer

mente nos siltes muito grossos, entre 4,5 e 5

abrupt~

~.

de

A distribuição geral revela um padrão em forma
invertido,

onde o melhor

proeminentes

grau de seleção coincide

nos sedimentos

até a

as

com

"V"

modas

e a pior seleção ocorre ao meio do ca

minho entre elas.
Analisando

tido, FOLK & WARD

a declividade

(ob. cit.), concluem

raçao de dois fatores geológicos:
materiais

fornecidos

te transportador
lhe é fornecido.

Citam os autores,

dos

das modas

que essa declividade
lagunares.

do age~

que

é

acen

~ o caso dos que a

e siltes bem classificados,

acumulados

na

Onde estes dois tipos de sedimentos

nas partes de profundidade

média,. onde o ambiente

Ia

a classificação

pobre.
Mais uma vez o comportamento
se mostra muito semelhante

goas costeiras

,

inte

seleção no material

gunar de baixa energia é incapaz de modificá-Ios,

Casamento

a

Areias bem classificadas produzidas nas praias e

parte central mais profunda.

permanece

o "V" inver

que ela representa

(1) a distinção

em fazer a sua própria

partes rasas marginais

se misturam,

compõe

pelas áreas fontes e (2), a eficácia

tua da no caso de alguns sedimentos
qui se estudam.

das retas que

estudadas

dos sedimentos
ao apresentado

por RUSNAK (ob. cit.)

da Lagoa do

pelos das

Ia

e NICHOLS (ob.cit..)..
144

A correlação
la-se desse modo muito
ambientais

entre diâmetro médio e desvio padrão,
eficiente

de sedimentação

Diâmetro

Conforme

se observa

Médio versus

Assimetria

dos pontos é nitidamente

pa de v~riação

deste parâmetro,

sos adjacentes

à linha de costa lagunar,

te joeiramento

por ação das ondas, apresenta

assimétricos
produzida

na parte mais externa da margem

lag~

em finos devido ao nível energético

am

diferente.

finos à

moda
menos

são

negativa

à moda síltica.

ora positivos,

ora neg~

os primeiros.
da distribuição

firmam as idéias de FOLK & WARD
a sensibilidade
Ela

grosseiro

um

são dominante

uma assimetria

síltica tem sedimentos

As características

ambientes.

da primeira

embora positivos

e em alguns casos mostram

pela adição de material

diz respeito

apresentam

da adição de materiais

que os da segunda,

tivos, predominando

negativos.

e silto-arenosa

Os sedimentos

conseqüência

A f~cies

constan

a um

neg~

As f~cies areno-síltica

enquanto

submetidos

ma

areno

na Fig. 40, os sedimentos

mais baixo são assimetricamente

arenosa,

no

uma assimetria

Os que se distribuem

mente positivos

e

cuja assimetria

De acordo com o evidenciado

como negativa.

comportamento

da dis

sinusoidal.

tanto positiva

biental

A tendência

lagunar.

A f~cies arenosa contém sedimentos

nar e que se enriquecem

e

na Fig. 45, também a assimetria

função do tamanho médio do sedimento

tiva.

condições

lagunar.

4.5.1.2.

tribuição

das

na interpretação

reve

é nega ti va

(ob. cit.) e DUANE

da assimetria
sempre

processo de joeiramento que lhe

que

con

aqui analisada
(1964)

no que

na .caracterização

o sedimento

remove os finos~

de

é submetido

a um

E positiva

quaQ
145

...0,9
LEGENDA

~

+ 0,7

/
/

+0,5

..:

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+0.3

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-0,1

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AREIA
SLTlCA X
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SllT E
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x

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- 0,7
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-Q9
O

2

3

4
Mz

5

6

7~

Figura 45 - CORRELACÃO
ENTRE DIÂMETRO MÉDIO (Mz J E ASS/METRIA (SK.J
NAS DIVERSASFÂC/ESDOS SEDIMENTOS FUNDODA LAGOA DO CASAMENTO E
DE
SACO DO COCURUTO,

:i
o;
.§
~
146

do a sedimentação

fina promovida

am

pelo baixo nível energético

.

biental,

domina

sobre a grosseira.

gen~

o quadro assim configurado pode ser perfeitamente
ralizado

para retratar
Nesse

lagunares.

ob.

de sedimentação

ambientes

em

sentido há também aqui uma grande

com os sedimentos
C

as condições

da Laguna Madre,

semelhança

RUSNAK

por

Texas, estudados

ci t .) .

Diâmetro

4.5.1.3.

Médio Versus

A Fig. 46 mostra que a curtosis
dio nos sedimentos

lagunares

Curtosis

me

depende do tamanho

e do grau de mistura

das modas neles

dominantes.

A grande maioria
gunar revelam distribuições
mais elevados
visto,

pertencem

constituem

há uma mistura

os valores

foi

Quando

caso ~as fácies
diminui,

areno-síl

atingindo

valo

até platicúrticos.

dispersos

curtosis

é sensível

firmando

as observações

à utilização

Entretanto

na área em estudo.

o valor da curtosis

Tal comportamento
dos diagramas

de fundo la

à fácies arenosa e síltica que, como

entre essas populações,

res mesocúrticos

de sedimentos

leptocúrticas.

as modas dominantes

tica e silto arenosa,

-

das amostras

complementa

analisados

às condições
de CRONAN

destes parâmétros

sando o grau de polimodalidade

as informações

anteriormente

do ambiente

que

e mostra

para caracterizar

a
con

de sedimentação

Cob. cit.) no que diz

de sedimentos

retiradas

respeito

ambientes

anali

ali depo?itados.
147

0,100
LEGOolDA
ARI:IA....................
0,90

ARrIA SiLTICA
SILTr AArNOSO
SILTL

X
,O
6

0,80

0,70

,

0.60

'"

'"
0.50
0.40

0.30

0,20

0,10

O

2

3

4
Mz

5

6

7~

.~

Figura 46 - CORRELAÇÃO
ENTRE DIÂMETROMÉDIO(Mz) E CURTOS/S
(K'G) NAS D/VEB
.!
SAS FÂC/ES005 SEDIMENroSDE FUNDODA LAGOA DO CASAMENTO SACO
E
DOCOCURUTO.
.~
t
148

Desvio Padrão versus Assimetria

4.5.1.4.

Embora
dentificar

o diagrama

apresentado

um padrão de comportamento

granulométricas

definidas

culiar para os sedimentos

para cada uma

fácies

das

na área, ele revela uma distribuição
lagunares,

no de uma curva, semelhante
os valores

i

na Fig. 47 não permita

dispondo-se

os pontos

a uma semi-hipérbole,

p~

em tor

que

mostrando

de assimetria 'crescem proporcionalmente

diminui

com a

ção do grau de seleção.
~

Os sedimentos

arenosos

sele
Nes

grau

ção apresentam

e tem uma assimetria

te particular,

uma boa parte das areias de fundo lagunar

tam-se de modo semelhante
cido por MARTINS

às areias de praia, conforme

(1965), MARTINS

to, por um lado é conseqüência
tradas ao longo da margem
que impedem
dra-os

a deposição

numa condição

A medida
massa arenosa,
diminui.

das condições

de materiais

de sedimento

que a sedimentação

a assimetria

o estabele

fa

Tal

(1968).

encon

anteriormente,

finos, por o~tro lado

reliquia

afogados

compoE

deposicionais

já discutidas

suas caracteristicas

Observa-se

dois parâmetros

(1967), KOLDIJK

lagunar,

ais que foram paulatinamente
que não modificou

dominantemente

de

negativa.

são os que melhor

isto é, depósitos

pela transgressão

enqu~
pra~

lagunar,

texturaisfina começa a contaminar

se torna positiva

a

e o grau de seleção

no entanto que os valores mais altos para os

são encontrados

nos sedimentos

das fácies

areno

,

-siltica e silte-arenoso.
Os sedimentos

da fácies siltica tem assimetria

e um. grau de seleção moderado.

positiva
149

+0.9

LEGENDA
ARE'A

~

.. 0.3

~

-

..

o

.'
0,0
0.1

.. 0.3

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ARrIA SLTlCA
X
51lH ARGllOSO D
SllTE
........

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x

A
,O

o
o

.. 0.7

..0,9 O

Q5

1.0

0'.

1,5

2,0

2.5

Figuro 47 - CORRELAÇÃO
ENTRE DESVIO
PADRÃO
((li) E ASSIMETRIA
(51<,)NAS DIVERSAS Fi.
CIES DOSSEDIMENTOS FUNDO DA LAGOADO CASAMENTOE SACODO COCURUTO.
DE

c"..

.~
~
~
.~
<I
!"
~
150

4.5.1.5.

Desvio Padrão versus Curtosis

Da mesma
estabelecer

forma que no anterior,

comportamentos

distintos

o diagrama

não

permite
lagun~

para todas as fácies

res.
Entretanto
te dos sedimentos

pode se observar

da fácies arenosa,

paE

na Fig. 48 que a maior
são bem classificados

e meso

-leptocúrticos.
Os sedimentos
relação

das demais

fácies não mostram

entre estes dois parâmetros

misturas

de populações

prios da sedimentação

4.5.1.6.

portamento

definido

das

anteriores,

pr~

na Fig. 49 também não mostra

com

nos diagramas

lagunar.

Assimetria

O diagrama

decorrente

evidenciados

texturais,fato

versus Curtosis

apresentado

para as fácies observadas

Tanto a assimetria

como a curtosis

ções entre as classes modais dominantes
Deste modo a dispersão
uma ampla variação
das condições

observada

de dinâmica

metria

de um escesso
~

biente

lagunares.

lagunar

de areia e silte,

os sedimentos

função

e são dominantemente

as mais afetadas

tem assimetria

das demais

neg~

centrais

pelas condições

assi

fácies tem

leptocúrticos,

de finos sobre os grosseiros

lagunar.

propoE

não se afastam dos de distribuições

rar o grau de seleção das porções
lométrica,

das

nos sedimentos

ali que a fácies arenosa

Entretanto,

positiva

dependem

deposicional.

tiva e os valores de curtosis
unimodais.

no fundo lagunar.

retrata para o ambiente

entre as proporções

Observa-se

uma boa cor

conseqüência

alte

sem, entretanto,
de distribuição
deposicionais

gran~
do

am
151
"'.

lEGENDA
AREIA..............
AREIA
siTlc,...
x
51lH AREN050
0
5IlTE
""" .....

2,0
x

x
1.5

x

x
x
x
x

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x
1,0

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.

o

0,200

0.300

0,400

0.600

0.500

0.700

qooo .~
.i
"í
Figura 48 - CORRELAÇÃO
ENTRE CURTOSIS K'GJE DESVIO PADRÃO (J;J
l
l
NAS DIVERSAS
'5
FÁC/ESDOS SEDIMENTOS FUNDODA LAGOADO CASAMENTO SACO DO COCURUTO. ~
DE
E
K'G

0.800
152

+0.9
LEGENDA
AU.A

+0,7

x

x

o

SILTE

+0,5

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X

Jt

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Jt

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X

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-0.5
-0.7
- :>,9
0,200

Figuro 49-

0,.300

0,400

0,500

0.600

0,700

0,800

0,900

K'G
CORRELAÇAO
ENTRE CURTOSIS (K'G) E ASSIMETRIA (SK,) NAS DIVERSAS

FÁCIES DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO.

:1
~
.~
<::
~
153

4.5.1.7.

Caracterização Ambiental

o emprego

dos parâmetros

cit.), visando
análise

delinear

granulométrica

sedimentar

mostrou-se

eficiente

de sedimentação

da

a partir

de uma determinada

província

no estudo dos sedimentos

ali que a variação

do tipo de material

das variações

(ob.

de FOLK & WARD

de fundo

e do Saco do Cocuruto.

Observou-se

ambiente

as condições
dos materiais

da Lagoa do Casamento

penden~e

texturais

de energia

fornecido

dos agentes

de tais parâmetros

pelas diversas

deposicionais

lagunar e em parte da sua evolução

de

é

áreas fonte,

no

que atuam

nos últimos

t~s

ge~

lógicos.
Há portanto
propriedades

uma correspondência

texturais

tais que se observam

dos sedimentos

na área.

des perfeitamente
presenta,

compatíveis

viais, praiais
Iam

a sua

é aplicado

com características

de modo especial
e eólicos

deposição

a ação de correntes,

são

ambiental

complexas

um determinado
de processos
constantemente

já

comentados

propried~
que ali se

a sedimentos

conhecidas.

nos estudos

perfeitamente

recentes

ob
flu

em depósitos

energéticos

~

publ!

Isto pode ser

efetuados

onde os processos

que contr~

individualizáveis,

ou

seja,

ação das ondas e ação dos ventos.

canais de maré, etc...,

tremamente

dizer

pode-se

apresentam

Por outro lado, em áreas costeiras,
lagunas,

ambien

na maior parte dos trabalhos

cados sôbre o assunto quando êle

servado,

lagunares

com o quadro

tal corno se verifica

em um ambiente

e as características

Em outras palavras,

que a maior parte dos sedimentos

as

muito grande entre

e variáveis

ponto o sedimento

deposicionais,

são

ex

fazendo muitas vezes com que

em

as condições

acumulado

energéticas

represente

fruto de ambientes

no tempo e no espaço.
por KLOVAN

tais corno estuários,

que

A despeito

(1966), VISHER

urna mistura

se

deslocam

de tais aspectos,

(1969) e ALLEN

(1971) ,cog
154

clui-se que os parâmetros

texturais

são bons indicadores

ções de energia mesmo em áreas complexas

de varia

e multiambientais

como é

o caso das lagunas costeiras.
Cabe analisar,
do dos parâmetros

por outro lado, a habilidade

texturais

possui para, partindo-se

to de amostras,

caracterizar

lecer critérios

seguros que permitam

gunares

antigos ambientes

dentre os produzidos

reinam divagantes

sobre uma provincia

Com esta finalidade
53 uma comparação

e Saco do Cocuruto

dos sedimentos
os da margem
dos Patos
gramas

ambiental

lagunar

(diagramas

la

os sedimentos

micro-ambientes

nas Figs.

dispersos

que

50, 51, 52 e

mais

dos sedimentos

(diagramas 1), e

que constituiram

e estabe

costeira.

apresenta-se

entre os diagramas

vos para a interpretação
samento

inúmeros

pelos

de um conju~

lagunares

distinguir

estu

que o

correspondentes
fontes, ou sejam,

Lagoa

(diagramas 2), os da parte central da
3) e os do complexo

Ca

da Lagoa do

os

suas principais

significat!

(dia

fluvial do Guaiba

4).

Cabe ressaltar

que nos diagramas

gem lagunar estão incluidos
terraços

lagunares,

depósitos

eólicos

sedimentos

de depósitos

e depósitos

correspondentes

de terraços

mar

a

de

marinhos,

e flúvio-deltáicos,

de

M z x a l ' M x x Sk l ' M z x K'G

e

fluviais

praiais.

~

Em todos os diagramas,
al x Skl' observa-se
dos sedimentos
to

e

os

acumulados

dos sedinentos

~

uma identidade

notável

na Lagoa do Casamento

que oonstituem

uma semelhança

da margem

sedimentos

Cocuru

dia

em um mesmo

lagunar e da Lagoa dos Patos,

em estudo.

finos que se acumulam

tos, muito mais profunda

e Saco do

quase que total com o diagrama

estão os dados dos sedimentos

texturais

suas fontes atuais.

o fato de que superpondo-se

grama dados dos sedimentos
obtém-se

entre os parâmetros

Apenas

n9 1

onde

fazem exceção

os

na parte central da Lagoa dos Pa

que a Lagoa do Casamento.
155

20

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X

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Figura 50 :. CORRELAÇÃO
ENTRE DIÂMETRO MÉDIO (Mz) E DESVIO PADRÃO (O-. J.
COMPARAÇAOENTRE:
.~
I - SEDIMENTOSDA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO.
..
~
2- SEDIMENTOSDA MARGEM LAGUNAR.
.~
3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS.
~
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4. SEDIMENTOSDO COMPLEXO FLUVIAL DO GUAláA.
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156

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SK.

Figura 51 -_CORRELAÇÃOENTRE DIÂMETROMÉDIO(MzJ E ASSIMETRIA ( SK. J.
COMPARAÇAOENTRE:
1- SEDIMENTOS DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO.
2- SEDIMENTOS DA MARGEM LAGUNAR.
3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS,
I
4- SE"DlMENTOSDO COMPLEXO FLUVIAL DO GUAIBA.

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X

K'G

Figura 52: CORRELAÇÃO ENTRE 91ÂMETRO MÉDIO (Mz) E CURTÓSI S (K'G).
COMPARACAO ENTRE:
.~
..
I SEDIMENTOS DA LAGOA 00 CASAMENTO E SACO DO COCURUTO.
.~
;;
2- SEDIMENTOS DA MARGEM LAGUNAR.
3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS.
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4- SEDIMENTOS DO COMPLEXO FLUVIAL DO GUA(SA.
i

-
158

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X

SK,

Figura 53 -- CORRELAÇÃO ENTRE DESVIO PADRÃO (f,)
E ASS/METRIA
COMPARACAO ENTRE:
I - SEDIMENTOS DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO,
2- SEDIMENTOS DA MARGEM LAGUNAR.
3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS.
4- SEDIMENTOS DO COMPLEXO FLUVIAL DO GUA{BA.

(SK,1.
.'1>
~
..
....
o;
.~
~
.;
~
159

Os sedimentos

do c~mplexo

muito mais do que os demais.

Isto é conseqüência

lidade de condições

energéticas

cidade de processos

deposicionais

po abrangido
observa

baseados

bem mais complexas

por estes sedimentos

para os demais ambientes
Torna-se

sedimentos

lagunares

desvinculadas

da realidade

Confirma-se

difícil

pois as considerações

Tais considerações

estabelecer

ambientes

A

utilização

costeira.

sua

erroneas,

que tais províncias

críticas

& KLOVAN

são perfeitamente

dimé'fi"ʧ~ntigô

d@ márCêtnt~
:b~i~iil

00

retrabalhamento

ia novas

quando

uma vez que

Ptif" &tí~rb

de depósitos

do se

mo

lado,

E6fdpl€dÜ3s

a

retratam

praiais e eólicos,a!!!
pela dinâmica

aplicabilidade do método de

êillibienbtis

a forma e estrutura

e outros que permitam

de

de sedi

inferior.

cresce em importância

qu~ ti ~:L~ f6Jféfu iIiUH1Hi)ioi1d~seutrõs dAdos,

tôlógicas

completa

nas fácies arenosas

que não foram apagados

lagunar energeticamente

zem respeito

aí ~

Isto ocorre de

ambientais.

Observa-se

texturais

bo~ de: alta energia,

.

sedimentar

de fundo da Lagoa do Casamento

esta situação.

fundo características

WARD l)@êf.és

costeira,

a do que ali ,atuava anteriormente.

qu~'

p~rfeitamente

~fitâÇ~o

a adaptação

es

(1970).

válidas

do estoque

sob

a quantidade de energia do novo ambiente é mais

Os sedimentos

/

condições

encerram.

estabelecidas,

(1968) e SOLOHUB

~ tio rápida que não permite

~.i~t~fít.~1

critérios

por outros

a ~Ül~ml~a de ambientes que existe sobre uma província
~~gffl@VefidQ um continuo

o cam

distinguir

pode levar a conclusões

ambiental

te ponto de vista, por GRAF

multipl!

do que se

de FOLK & WARD para

sedimentar

único e absoluto

e da

não é muito diferente

dos demais produzidos

como critériO

variabi

de uma

considerados.

texturais

típicos de uma província

espalham-se

Entretanto

que ali atuam.

pois extremamente

nos parâmetros

fluvial do Guaíba

especialmente

dos depósitos,

FOLK
a

esboçar a evolução

medida

os que

associações

&

d.!.

paleoE

paleogeográfi
160

ca da seqüência

sedimentar

4.5.2.

Diagramas

Os aspectos
teristicas
apontaram

os estudos

texturais

de PASSEGA

evidente

locando-se

ristico

em um diagrama

por dois par~

mediano.

Segundo

na

a cada amostra

e M em abscissas,

& BYRAMJEE

é

presentes

pósito,

a fração mais grosseira

Em conjunto,

autores denominaram

respectivamente,

que atuaram

esses diagramas

precisas

constituem

o

de um de

sobre as condições

hi

na formação do depósito.

A Fig. 54 mostra o diagrama
BYRAMJEE

amos

das

através

de imagem granulométrica

a qual fornece informações

dráulicas

caracte

em peso dos grãos mais finos que 125, 31e4micra

na amostra.

que aqueles

inter

concluiram

(1969),

F-M, L-M e AM, onde F, L e A são,

as percentagens

o auto~

em papel bilogari!

tras e que as frações mais finas ficavam caracterizadas
dos diagramas

pr~

que ali atuou.

PASSEGA

CM caracterizava

Conforme

ou seja, C o valor do

construido

de C em ordenadas

Posteriormente,
que o diagrama

for representada

granulométrica,

do agente deposicional

as carac

(1957 e 1964), esta relação é paE

o ponto correspondente

secção dos valores

refletem

a sua deposição.

e M o valor do diâmetro

o padrão CM revelado

(PASSEGA & BYRAMJEE)

de um sedimento

se a textura

da distribuição

meiro percentil

mico,

CM, FM, LM e AM

do agente que proporcionou

ticularmente
metros

que se quizer analisar.

apresentado

por PASSEGA

&

(ob. cit.).
Os segmentos

R e S correspondem

çao.

A posição

mais

freqüentes

compreendidos

N, O,

entre os pontos

a um tipo particular

de mecanismo

e tamanho destes segmentos

de sedimenta

é variável

do que outros nos :diversos ambientes

P, Q,

e alguns são
estudados.

o segmento NO representa depósitos formados

predomina~
161

.. . . . . . "
li)

:c .
:E
li)

"

ê
4(

4(

-

R:
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50.1.

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..

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'...
---

.o I,," "

"
- - ;100'

0.1.

10000
8000
6000
4000

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Q:
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:I
:I

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Q:
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Q.
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..
....
~
.~
i:;

'"
...

~
~
.;

B

-

M =MEDIANAEM

~
M/CRA

Figura 54 IMAGEMGRANUlOMÉTRICA SEDIMENTOSClÁSTlCOS
DE
A = DIAGRAMASF-M. L-M E A-M
8= DIA6RAMA C-Mo M()tll,iç(J(/o tltI P(J$$tll(J ti 8YI'(JmjN (/969/
:1,.62

temente por graos rolados ao passo que o segmento PQ é fo~
sedimentos

em sua maioria

to intermediário

transportados

OP representa

o segme~

por suspensão.

uma mistura

em proporções

variáveis

o segmento

entre grãos rolados e sedimentos em suspensão.

por

mate

dica depósitos formados por suspensão gradacional, isto é,
rial transportado
tal como acontece

J

em suspensão

e afetado por correntes

nas correntes

de turbidez.

in

QR

fundo,

de

o

Por outro lado,

u

segmento RS é formado por materiais transportados em suspensao
niforme

não afetados

por correntes

de fundo.

considerados

como representantes

Os diagramas

de suspensões

definir

se tais sedimentos

ou gradacional,

enquanto

porcionais,

que no segundo,

conforme

SEGA & BYRAMJEE

caso, a medida

uniforme

di

em que

de L e A aumentam
os aumentos

para

proporcio

L e A não são

pr~

de PAS

(ob. cit.).

lagunares

de apresentar

em estudo

C-M, F-M, L-M e A-M apresentados
O diagrama
fundo lagunar,

por suspensão

pode ser visto na Fig. 55 reproduzida

Com a finalidade
dos sedimentos

são depositados

os valores

grafic~

analisar

finos e em particular

uma' vez que no primeiro

minui o valor da mediana
nalmente,

pelágicas.

F-M, L-M e A-M, permitem

mente o grau de seleção dos sedimentos

ser

podem

Os .sedimentos mais finos que se situam em T

a imagem

foram elaborados

por PASSEGA

arenosas

diagramas

fácies

das diversas

mostra um padrão que permite

54, que as sub-fácies

os

na Fig. 56.

C-M, dos sedimentos

rarmos com o apresentado

granulométrica

afirmar,

& BYRAMJEE

foram depositadas

o

se

do

comp~

(ob. cit.),

Fig.

por suspensao

e

subsidiariamente por rolamento, conforme mostra sua disposição ao
longo do sedimento
segmento

PQ.

As areias finas dispõem-se

QR correspondendo

a uma suspensao

mento que também é apresentado

ao

longo

gradacional,

do

comport~

pela fácies areno-síltica.

/

As fácies silto-arenosa

,]
r1

e sIltica,

depositadas

ao longo
163

100°/0
SUSPENsÃo GRAOACIONAL

SUSPENSÃO
UNlFaiME .

--

""

50

'.

~4,

.

""-..... --

---

'I
Fi9ura 55- DIAGRAMAS ESQUEMÁnCOS
L-M E A-M DE D~ .~
poslros PRODUZIDOSPOR SUSPENSÃOUNIFORMEE POR SU~ 'i

:3

4

10

31

100

PENSÃO GRADACIONAL.
I,(odif;t:odode

M I

Micro)

1000

Posse§o e B)'f'omjetl /969J. ~
1
164

100./.

~.

..

50

A-M

LESEN
DA
A................

L

,

o

F.................

A

O,
1000

500

o

....
1000

SUSPENSAO ,
UNIFORME

;::
Z
U

" ".'

IX
I

<

I
I
I
I

4

,..

AA

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I
I X
I
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~ AGUASCALM I
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EM
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"

-J

5

)(

-.:!::..

(-- -I
I
I
I

. 

.I
LEGENDA
I

AREIA MEDIA..................
-FINA........
AREIA MÉDIA
AREIA FINA-MI!DIA
O
AREIA FINA
:r ,
AREIA SIÜ,CA
4
SILTE ARENOSO
SILTE
.,,, X

.......

B

Figura 56

- IMAGEM GRANULOMÉTRICAOS SEDIMENTOS FUNDO
D
DE

DA LAGOA DO CASAMENTO SACODO COCURUTO.
E
A- DIAGRAMAS-M. L-M . A - IA
F
B - DIAGRAMA CoM

.!'!
o;
.~
.~
c::
i.;
t
165

dos segmentos

RS e ST são depositadas

por suspensão

'aparentemente

o quadro apresentado pelo diagrama C-M é

perfeitamente

uniforme.

compatível

com as condições

goa do Casamento

de sedimentação

pela

La

por rolamentos

e

apresentadas

e Saco do Cocuruto.

Os sedimentos

grosseiros

depositados

das

por suspensão gradacional são os que ocorrem ao longo
marginais

do corpo lagunar, mais rasas, submetidas

ção das ondas, o que confirma

nal da mesma

sedimentos

forma que as correntes

apon

(1964),

por suspensão

de turbidez.

a

a constante

as idéias de PASSEGA

tando que as ondas transportam

zonas

gradaci~

O autor ainda a

firma que a diferença entre a suspensão gradacional gerada por

u

mas e outras reside no ,fato de que a turbulência das ondas nao re
quer movimentação
das correntes

lateral do sedimento

de turbidez

ao passo que a turbulência

en

é gerada por fricção de fundo o que

volve correntes de alta velocidade.
Os sedimentos
fundas são transportados
A análise

mais finos, das partes mais centrais e pr~
por suspensão.

dos diagramas

F-M, L-M e A-M mostra

que

-tam

bém na disposição dos sedimentos finos o processo atuante é o

de

suspensão gradacional.

um

comportamento

peculiar.

Na realidade,
Para F

=

tais sedimentos

20 % o valor de M oscila em tor

no de 160 micra e os de L e A são praticamente nulos.
finas e médias bem classificadas
ial e que se mantém
Ia agitação

de origem

limpas pela ação de joeiramento

entretanto

e M = 200, uma grande dispersão
do as misturas

deposição

provavelmente

são areias

p~

produzida

p~

das ondas nas partes rasas da lagoa. '

Observa-se

ao material

-

revelam

populacionais

que há entre os ~ores
dos valores

produzidas

=

de M

100

de F, L e A, retratag

pela adição de grosseiros

mais fino, em épocas de grande agitação,

ou ainda por

de finos sobre os grosseiros nos períodos de calma

no.
166

corpo

Tais processos

lagunar.

mediárias,

deposi~ando

sao os que ocorrem

nas zonas inter

ali as fácies transicionais.

A medida que M diminui, aumenta os valores de L e A. No
entanto este aumento não é proporcional.
de M é 42 e A é menor do que 10%.
prisionando
argilosos

valor

o

a

o silte grosseiro deposita

menos do que 10 % de material

estão totalmente

Para L = 20 %

Sedimentos

argiloso.,

ausentes mostrando

de

que na bacia de

posição as condições hidráulicas não permitem a sua deposição.
aqui

Com efeito, a imagem granulométrica
retrata

perfeitamente

as condições

deposicionais

guas rasa que é a Lagoa do Casamento
dimentos

são depositados

gradacional

neste corpo de ~

de suspensão

pelos

onde as frações mais finas traz idas quer
a margem

lagunar,

dos Patos,

jamais chegam a constituir
em constante

Seus se

e Saco do Cocuruto.

em um regime dominantemente

que drenam

manecendo

representada

rios

quer pela invasão das águas da Lagoa

suspensão

depósitos

promovida

expressivos,

e

pelas ondas

pe~
corren

tes de maré.

4.5.3.

índices Granulométricos

Utilizando
WENTWORTH,

os valores

correspondente

e o terc~fr0

quartil

riais detríticos,
classificação

em

g

ao primeiro

textural

quartil

"Ql",

de

mediana "M "
d

granulométrica

(1968), desenvolveu

e nomenclatura

escala

"phi", segundo a

"Q3" da distribuição

DOEGLAS

de DOEGLAS

de mate

um outro sistema de

petrográfica

para

sedimen

tos que pretende ser mais completo e efetivo que os estabelecidos
por PETTIJOHN

(1949) e SHEPARD

(1954), este último adotado no pre

sente trabalho.
Na realidade
(ob. cit.), apresentam

os índices Ql
a vantagem

Md

Q3 propostos por DOEGLAS

de oferecer

uma idéia

imediata
167

do grau de seleção e da assimetria da distribuição granulométrica
.

do sedimento

considerado.

o autor tenta ainda construir um esqu~

índi

ma de determinação do ambiente de sedimentação baseado nos

ces Ql

Md

Q3 o qual pode ser detalhado mediante a adição de

lores do 19 ao 999 percentil,
lQlMdQ399,
e eólicos
pósitos

permitindo

a distinção

e em maior detalhe

cinco

criando índices de
de depósitos

de sedimentos

dígitos,

praiais

fluviais,

marinhos

va

rasos e de de

costeiros.
A aplicação

do sistema de DOEGLAS

sedi

(ob. cit.) aos

mentos da área da Lagoa do Casamento tem por objetivo testar a va
lidade do método

no sentido de permitir

tal a partir dos índices
os aspectos

4.5.3.1.

índices

do Casamento

Q3

apresentado

nizado por DOEGLAS

serao

por aquêle autor.

dos sedimentos

foram lançados

na Fig. 57, obedecendo

o diagrama

destes sedimentos

Ql

Md

Q3

Observa-se

cipais de sedimentos.
relativamente

cos correspondentes

ao método

preco

alí a existência

às fácies marginais
sílticos

textural

das distribuições
de três tipos

caracteriza-se

bem selecionados

correspondentes

uma boa ima

onde além do comportamento

O primeiro

O segundo por sedimentos
e simétricos,

de

no diagrama

oferece

visualiza-se o grau de seleção e a assimetria

renosos

de fundo da Lagoa

(ob. cit.).

Efetivamente

granulométricas.

discutidos

Q3

Md

Ql

e do Saco do Cocuruto

classificação

gem gráfica

proposta

Md

Os índices Ql

Não

granulométricos.

da nomenclatura

ambien

a caracterização

prig

por sedimentos

e aproximadamente

~

simétri

e rasas do corpo lagunar.

da mesma

forma bem selecionados

às fácies centrais

e mais profundas.

o terceiro, transicional, constituido por sedimentos

areno-sílti
, "

'--'
('

168

o
« «
- '"
'" '"
~ ~
C>

~
...

~

2

",~,,'

,

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" .. '..:I" ,,:
, ,;:,,', (, ,",
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3

~
.'"
2

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ii:

.

«
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4

..

"

'

5

~ i
;;; I?
-1
'" ~
ti o
;;; IJ

6

'" 2
t; .li!
;;; 2

Figura 57

-

DIAGRAMAO. MdO~ DOS SEDIMENTOSDE FUNDO
LAGOA DO CASAMENTO E SACO 00 COCURUTO.

DA

.;
.~
.1
i
169

a

cos mal selecionados, com assimetria positiva, correspondendo
mistura

dos dois primeiros

deposição

nas zonas intermediárias

de

da bacia

lagunar.
A análise

ma imagem adequada

do diagrama

Md

Ql

das distribuições

fornece,

Q3

u

portanto,

granulométricas

sedimen

dos

tos de fundo, fiel e bem mais prática do que a que se obtém ~~
te a aplicação

dos parâmetros

de FOLK & WARD, apresentada anterioE

mente.
Para avaliara

aplicabilidade dos índices Ql

Md

Q3 na

interpretação ambienta1, são apresentados na Tabela 16 os valores
encontrados

em 173 amostras

distribuidas

o fundo dos corpos lagunares

fluviais

depósitos

acumulações

terraços

praias

coletados

lagunares,

lagunares,

em

terra

depósitos

cristas de praia e

do fundo lagunar.

A Tabela
nos diversos

17, mostra

ambientes

Os sedimentos
guintes

ali sedimentos

eólicos,

e flúvio-deltáicos,

lagunar e

em estudo.

Estão representados
ços marinhos,

entre a margem

a incidência

dos índices Ql

amostra dos, expressos
lagunares

mostram

Md

Q3

em percentagem.

p~eferencialmente

os se

índices:
a

-

333, 334, 233 e 223 (fácies arenosas)

b

-

455, 555 e 556 (fácies sílticas)

Na margem

lagunar observa-se

a - Terraços

marinhos

b - Depósitos

eólicos

c - Terraços

- 234,

lagunares-

e - Depósitos

flúvio-deltáico

g - Cristas de Praia

235 e 333

333, 336 e 444

fluviais-

lagunares

preferências:

- 333, 334 e 233.

d - Depósitos

f - Praias

as seguintes

333, 233, 223 e 335
- 333, 223, 344 e 444

- 223, 333 e 222
- 222 e 223.

Pelos dados acima apresentados,

observa-se

que o

esqu~
170

Tabela 16 - RELAGAO ENTRE OS AMBIENTES
AMOSTRADOS
Q.
2
Q Md SL

-3

2

2

CP-4
PL - I

E OS INDICES'
3
SL

4

5

-6

O, Md O,
6

7

CP- 2

PL- 5

TM- I
OF-2
OFÓ-I
SL-12
2

3

SL - 2

CP - 1 OE- 1
TM -2
Df -3

DE - I

SL - 25 5 L- 17 S L- 5

PL- t

TM-12
DE - I
TL - I

TM-4

OF-2

5 L- 4

3 3

S L- 3

S L- 5

DF-

4

3

4

Df O-I

4

4

TL - I
OFD-'

ITL- I
OF- I

OFD- 2

SL-,

SL - 2

5 L-I
3

5

4

5

5

5

S L- 10

5 L- I
OF- I

SL - 8

$l-7
DF - 2
SL-I

5

LEGENDA
TM
DE
TL
DF

-

-

-

DfDPL CP SL -

6

TERRAÇOS MARINHOS
DEPÓSITOS EÓUCOS
TERRACOS LAGUNARES
DEPÓSITOS

FLUVIAIS

DEPÓSITOS fLUVIAIS
DELTÁICOS
PRAIAS t.AGUNARES
CRISTAIS DE PRAIA
SEDIMENTOS LAGUNARES

..
....
..
.~
"

..
....
i>
~
..
~
Tabelo 17
TM
Q,Ud

Q:5

n!

-

.

INCIDENCIA DOS INDICES O, Md 03

DE
%

T L
%

n!

nJ!

DF
%

n!

AMOSTRA DOS

NOS AMBIENTES

DFD
%

PL
%

n!

CP
%

n!

222

n!

SL
%

n!

TOTAIS
%

./.

1
5,2

2

/3,3

233

2

10,5

3

12,5

4

57,2

3

7

4,6

62,5

2

28,5

6

5,3

/7

9,8

I

14,3

12

10.6

18
3

10,4

1,7'

I

I

5

2

223

0,5

22,1

47

27,'

15.4

21

20,0'

234

I

235

I

33.3

20,0

2,6

33,3

I

I

33,3

33

n!

3

12
4

334

63"

I

33.3

4

26,6

2

40.0

2

25

25.0

17

21,0

1,7

12.1

2
I

33,3

I

13,3

5

4.4

7

4,0

6,6

3

2.6

5

2,9

4

3,5

5

2,9

5

3:5 5
:3 3 6

4,4

5

2,9
1,7

344

I

20,0

:5 45
I

I

0,8

:5

445

2

1,7

2

355

I

0,8

/

0,5

455

/0

5,7

444

I

33.3

20,0

55

6

56

6

I

/9

3

/5

:5

,
DE

TL

..
~.
~.
..

7

8

5

0,8

2

1,1

7.0

8

4.6

6,1

9

5,2

0,8

I

0.5

113

173

LEGENDA

TM - T ERRACOS
,

".
..

13,3

10

7

6,6

555

8,8

I

I

I
8

457

~
..
..
;,
..

1,1

DF

-

MARINHOS

DFD

DEPDSITOS

EÓL/COS

PL

TERRACOS

LAGUNARES

- DEPÓSITOS

CP

FLUVI AIS

SL

-

-

DEPÓSITOS
PRAIAS
CRISTAIS

FLUVIAIS

DEL T.ICOS

LAGUNARES
DE

SEDIM ENTOS

PRAI A
LAGUNARES

I-'
~
I-'
172

ma baseado nos índices Ql
diversos

ambientes

Md

dos

Q3 não é efetivo na distinção

de sedimentação

da região costeira.

Para efeito de comparação

pode

com futuros trabalhos,

-se dizer que os índices mais significativos

para os depósitos co~

teiros da região em estudo são, em ordem de importância,333,

334,

233, 223, 455, 556 e 555.

4.5.3.2.

Indices

Conforme

foi observado,

ficiente

para mostrar

ambientes

amostrados

lhamento

valores

diferenças

do 19 e 999 percentil
Os índices

na Tabela

18, construida

nos índices

acrescentando

foram

Md

aos Ql

deta

de

entre estes ambientes

Q3'

ob
os

granulométrica.

da área em estudo são apresentados

segundo DOEGLAS

Para os sedimentos

dos diversos

Numa tentativa

da distribuição

lQlMdQ399

Q3 não foi su

entre os sedimentos

diferenças

de cinco dígitos,

Md

o sistema Ql

na ár~a de estudo.

que revelasse

tidos índices

lQlMdQ399

(ob. cit.).

lagunares

houve urna maior incidência

12233, 12334, 13334, 23334

(10 %), 23335, 23338,23348

e 35559.

De acordo com os dados apresentados

(ob.

por DOEGLAS

cit.), a maior

parte destes índices são típicos de depósitos

ais e eólicos,

o que conflita

dos sedimentos

aqui estudados.

Transparece
na caracterização
da barreira
praiais

dos sedimentos

arenosa

acumulados

arnbientais

com as características

mais urna vez a influência

das áreas

do fundo lagunar.

Os
por

predominantemente

e eólicos em vários ciclos de sedimentação

prai

fonte

materiais
processos

não sao

sufi
~

cientemente

afetados

por processos

superimpostos

tico menor,

tais como os que se desenrolam

de nível

em ambiente

energ~

lagunar,pa
173

Tabela 18- RELACAOENTRE OS AMBIENTES AMOSTRADOS E OS INDlCES r o. Md 05 99
MEDIANA2
222

.

'9./.
..1. SL- 2
I cP-.
PL- I

223

6

5
n%
4
6
1"10 SL - 5 SL- I
I CP - S c P-, TU- 1 DF-I
DF -, PL- I

$l-'

MEDIANA

..

, ,..

9

8

cP-,

I

TU-'

OF-I

SL- 3 SL-'

7

333

8

9

o

19%

0'-'

TI/-I

OF,

..

$L-"

SL- I
Df -, OE- I

I

5

TM-I

,'/. H-'

9

o

990/.
1"1.

se ,
-

SL- I SL-'

I

336

9

8

o

SL- I

2

.sL- I

3

9

99.
1%

IL- I

I

SL - 8 IL - S I L - I
IL - I
TI/- I TI/ - Z

o

0'- I

I

2

SL- 2

DF-'

SL - I

2

DF-,

SL- I

3

SL-"

TM-' oro'
TI/-'

OF- I

335
8

9

SL-I

DFO-I

TI/." 0'-1 TL-'
-,
DF-' OFO O,. I

7

6

8

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2 PL- I TI/ -2 TI/-3 Df -,

2

334
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7

I

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3

99.

8

5

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234

233
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8

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2

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o

IL- Z $l-Z

SL-,

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LEGENDA
TM
DE
TL
DF

-

TER~ACOS
DEPOSITOS

MARINHOS
fOi. I c O5

DFD
PL

TERRACOS

LASUN ARES

,
DEPOSITO FLUVIAIS
5

CP

CRISTAS

-

SL

SEDIMENTDS

-

DEPÓSITOS FLUVIO DELTÁICOS
PRAIAS
LAGUNARES
.
DE

PRAI A
LAGUNARES

..
.~
..

.~
..
..
.~
..
~
..
~
17~,

ra modificar as características herdadas dos ambientes anteriores
de maior

energia.
Entretanto

da observação

na área de estudo os índices
lacionados

com a~umulações

praia e sedimentos
com mediana

12223, 12233, 12234 e 22233 estão re

praiais

lagunares

(praias 1agunares,

marginais)

4 e 5 com o 19 percentil

o 999 percentil

variando

rnentos acumulados

que

da Tabela 18, conclui-se

.

Por outro lado

variando

entre 7, 8, 9 e °

em ambiente

de

cristas

índices

entre 1, 2, 3 e 4 e

são típicos

lagunar sob condições

de

sedi

de baixa ener

gia.
Os índices com mediana
tre -1 e 3 e o 999 percentil
sedimentos

acumulados

a província

biente

mostra-se

particular

e~

caracterizam

entre 3 e °,
ambientes

vari~ndo

reinantes

sobre

costeira.

que o sistema elaborado

é efetivo para classificar
tretanto,

variando

nos mais variados

sedimentar

Conclui-se

3 com o 19 percentil

os sedimentos

inadequado

por DOEGLAS

da província

para identificar

em que os mesmos

(ob. cit.)

costeira,en

com precisão

foram acumulados.

o aro
175

5. SUMÁRIO DAS CONCLUSÕES

O estudo da sedimentação
Patos, mais especificamente

na região nordeste

na Lagoa do Casamento

da Lagoa dos

Cocu

e Saco do

~

ruto, constitui-se

em mais uma contribuição

rea lagunar que se desenvolve
costeira

ao conhecimento

da

sobre a maior parte

do Rio Grande do Sul, reconhecidamente

a

da

província

mais

uma das

ex

tensas que ocorrem ao longo das atuais regiões costeiras do plan~

ta.
O sistema lagunar em discussão tem origem no desenvolvi
mento

de uma

barreira

cujo crescimento
corridas

múltipla

no sentido

foi condicionado

de CURRAY

,

eustáticas

o

do corpo lagunar,

as

pelas oscilações

durante o Quaternário.
Desde o início do desenvolvimento

oscilações

eustáticas

mir seus efeitos
oceânica

et alii (1969)

em dois domínios

e a margem

tercomunicavam-se

dos processos

na região passaram

ambientais

a impr!

diferentes,

a margem

lagunar, uma vez que as duas massas

d'água

in

ao sul.

A análise
lagunar permite

que se sucederam

geomorfológica

da área que constitui

deduzir que sua configuração

sedimentares

que acompanharam,

a margem

da

resulta

atuação
quatro

pelo menos,

ciclos trans-regressivos.
No decorrer
os processos

destes ciclos de submergência

deposicionais

mais efetivos

os

foram

emergência

e

relacionados

~

com a ação das ondas, correntes e ventos, responsáveis em
análise

pela morfografia
Partindo-se

última

que a área apresenta.

deste contexto

evolutivo

procurou-se

estab~'
~

lecer o quadro

geral das condições

rea lagunar nos dias de hoje.

hidrodinâmicas

Paralelamente

que atuam na

buscou-se

a

caracteri
176

zar o comportamento
dos materiais

petrográfico

que constituiram

dos sedimentos

ali depositados

e

suas fontes mais prováveis.

o interrelacionamento dos dados obtidos sob estes diver
sos enfoques

visou o estabelecimento

lagunar capaz de ser estendido

de um modelo

ao restante

de sedimentação

utilizável

do Rio Grande do Sul, ou outras regiões semelhantes,
também no reconhecimento

de antigas

Costeira

da Província

seqüências

lagunares.

de fundo da Lagoa

do

Casamento e do Saco do Cocuruto permitiu agrupá-Ias em quatro

fá

A análise

textural

dos sedimentos

silto-arenosa

e

A fácies arenosa dividida em subfácies areia média,

me

cies distintas,

a saber, arenosa,

areno-síltica,

síltica.
~

dia-fina,

fina-média

e marginais

e fina, distribui-se

do corpo lagunar.

t

constituida

sas, geralmente

bem selecionadas.

mais importante

no que diz respeito

tribuição

pelas partes mais rasas
por areias

A sub-fácies

quartz~
e

areia-fina

ao volume de material

e

a
dis

em áreas.
A fácies síltica ocupa as partes centrais

das do corpo lagunar.

t

constituida

e mais profu~

por silte muito grosseiro

~

se sempre moderadamente selecionado.
As fácies areno-síltica e silto-arenosa são
nais e ocupam

as partes de profundidade

gunar, dispostas
arenosa

do corpo l~

via de regra entre as zonas ocupadas pelas fácies

e síltica.
A análise da variação

dos parâmetros

táticos de FOLK & WARD revelou-se
rização

intermediária

transicio

da sedimentação

granulométricos

de grande utilidade

na

caracte

lagunar.

Considerando que a maioria dos sedimentos de fundo
unimodais,
-se muito

o comportamento
semelhante.

e~

da mediana

A vari~ção

sao

e do diâmetro médio mostrou'

dos valores

destes

parâmetros

granulométricos mostrou ser dependente da hidrodinâmica do ambien
-,

177

te de deposição
fornecidos

e também da distribuição

pelas áreas fonte.

Assim, o fundo lagunar é constitui

do por dois tipos principais
to grosseiro,

admitindo

de sedimentos,

areia fina e silte mui

entre êles uma série continua

Os dois tipos principais
de retrabalhamento

de tamanho dos materiais

representam

produtos

de misturas.

finais do

lagunar sobre os materiais

processo

das áreas fonte.

O desvio padrão mede o grau de seleção de um
as flutuaç5es

indicando

sedimento
deposicio

nal e sua capacidade
A variação

do nivel energético

de classificar

deste parâmetro

assertiva.

maior efetividade

os materiais

nos sedimentos

Nas partes marginais

do agente

ali mobilizados.

estudados

tal

confirma

e nas mais profundas

onde há uma

dos dois tipos de regime deposicional,

respecti
-

vamente

carga de fundo e carga de suspensão,

o grau de seleção

e

intermi

bem maior do que nas áreas onde sua atuação é conjunta e
tente, ou seja, naquelas de profundidade intermediária.
A variação
mais

sensiveis

da dinâmica
risticas

na caracterização

atual do ambiente

herdadas

submetidos

da assimetria,

das áreas fonte.

No que diz respeito
grau de seleção

dos extremos

te dos sedimentos
rece retratar

lagunares

a habilidade

rar duas populações
fornecido
r

grau das caract~

negativos,

distribuindo-as

ao

passo

fino tra

que

parâmetro

da sua porção central,

mostrou-se

paE

Tal fato p~

lagunar possui em

sep~
-

lhe

e

arenosa e

ou

na dependência

de

a partir do material"

em áreas distintas

o

comp~

a maior

leptocúrtica.

que o ambiente

mede

granulométrica

pelas áreas fonte, ou seja, uma população

tra siltica,

marginais

por material

da distribuição

dominantes

dos

positivos.

a curtosis,

com o grau de seleção

um

dependente

Assim os sedimentos

emriquecidas

são assimétricos

como

mostrou-se

a ação das ondas são assimétricos

zido em suspensão

rando-o

ambiental,

tido

lagunar e em menor

que os das zonas mais centrais

~

parâmetro

que

seu nível energético, sem proporcionar a deposição de

sedimentos
17?

nitidamente polimodais.
Verific~u-se
ral dos sedimentos
curuto

que tanto a distribuição

de fundo da Lagoa do Casamento

como as variações

por eles apresentados,
materiais

fornecidos

micas ambientais,
nos últimos

dos diversos

são controlados

parâmetros

pela morfologia

granulométricos

dos

pelas características

hidrodinâ

do corpo lagunar e sua evolução

tempos geológicos.

nais que se distribuem

acumulados
pela margem

cipal das areias que caracterizam

em vários ambientes

deposicio

lagunar constituem

a fonte pr~

as fácies marginais

do fundo Ia

~ notável a identidade textural que estes materiais

sentam. A classe modal dominante em ambos os domínios é a
reia

textu

e do Saco do Co

pelas áreas fonte, pelas condições

Os sedimentos

gunar.

faciológica

apr~
da

a

fina.

/

O material

síltico acumulado

origem na carga de suspensão

Patos.

do complexo

do material

que ingressa

junto com as massas d'água provenientes

O material

mar

dos cursos d'água que drenam a

gem lagunar e, principalmente,
do Casamento

nas partes centrais tem sua

Lagoa

na

da Lagoa dos

análise

trazido desta forma provém em última

fluvial do Guaíba.

A identidade entre os materiais das áreas fonte e os do
fundo lagunar não se restringe

apenas às características

texturais

granulométricas, ela também é observada no que diz respeito às ca
racterísticas
fração

mineralógicas,

como

tanto na fração grosseira

na

fina.
A hidrodinâmica

do corpo

lagunar

me dos ventos que sopram dominantemente
les geram ondas e correntes
tes de transporte

litorâneas

e deposição

do quadrante

pelo

sedimentar.

pela descarga

reg!

nordeste.

que são os principais

do material

ção das águas é ainda influen~iada

é controlada

A

dos rios

E.

ageg

circula.

prov~

nientes da margem lagunar e pelo influxo de massas d'água. da

La
179

goa

dos

Patos através

e Anastácio,
do

este

da área

último

fundamentalmente

pelo

age

entre

Pontais

como um mecanismo

regime

conjunta

A ação

de canunicação

eólico

de marés

e fluvial

desta hidrodinâmica

da

Abreus

dos

controla

região.

com 'a morfologia

do

corpo lagunar exerce um controle direto sôbre a distribuição

fa

ciológica

an

dos sedimentos

de fundo, conforme

já foi mencionado

teriormente.

Também

a evolução

sôbre a distribuição
que esta depende

geomorfológica

faciológica

sua margem,

dos sedimentos

da configuração

po lagunar e do retrabalhamento

da área lagunar influi

morfológica

de fundo, uma vez

e batimétrica

dos materiais

do cor

a

constituem

que

ambos diretamente controlados por aquela.
Deste modo a sedimentação

giao nordeste

lagunar que se processa

da Lagoa dos Patos pode ser caracterizada

na re

pelos se

guintes parâmetros.

a

-

Tipo de Sedimento

Fácies grosseiras,
das por um continuo

retrabalhamento

ocupando

as zonas marginais

e demais

características

finas, silticas,

trais e profundas
carga

aportam

o

tamanho

dependem do material

e ventos,
de

grao

da

área

e do tempo de ação dos agentes

depositadas

nas partes mais cen

o materialé originário

da bacia de acumulação.

de suspensão trazida pelas águas de qualquerna~eza que
ao corpo lagunar.
Material

suspensao.

por ondas, correntes

seleciona

e deposição.

Fácies

da

da intensidade

bem

geralmente

do corpo lagunar.

texturais

fonte, da natureza,
de transporte

arenosas,

Ele

mais fino, argiloso,

sobrepassa

a maior

parte

geralmente
da

laguna

permanece

em

e somente é de

positado nos locais onde o aumento de salinidade promove a sua fio
180

culação ou então nos locais abrigados ou muito profundos onde a e
nergia ambiental é quase nula.
Entre

as fácies grosseiras

outras,

e as finas ocorrem

transicionais.

b -

Fonte e Agentes

A fonte principal
renos que constituem

de Transporte

dos sedimentos

as áreas marginais

é constituida

da laguna.

pelos ter

cenozói

questão e de um modo geral eles são depósitos costeiros
cos acumulados

em diversos

quais predominam
depósitos

o marinho

lagunares,
Também

ambientes

paludais,

dentre

deposicionais,

e o eólico.
fluviais

em

Na "área

ocorrem

Em menor volume
e deltáicos.

se faz sentir a influência

do material

em suspe~

a

são trazido pelos rios que drenam as terras altas adjacentes
Província

os

Costeira.

o material erodido das áreas fonte é transportado pelos
cursos d'água que desembocam

no corpo lagunar.

Ali, o material é

redistribuido pela ação das ondas e das correntes lagunares. O r~
gime fluvial é controlado
os processos
biente

pela pluviosidade

mais eficientes

no transporte

lagunar são os relacionados

tema de correntes

litorâneas

temas fluviais

e pelo mecanismo

porte dos sedimentos
Finalmente
anteriores

controladas

em

com a ação das ondas e do

am
sis

As ondas são dêpe~

lagunar.
o papel desempenhado

pelas

pelo vento, pela descarga

dos sis

Ainda deve ser considerado
lagunares

Entretanto

dos sedimentos

dela decorrente.

dentes do vento e da configuração

correntes

regional.

das marés,

responsáveis

pelo trans

finos.
o vento que atua indiretamente

é responsável

também pelo transporte

so varrido da margem para o corpo lagunar.

nos processos

de material

areno
181

c

-

Ambiente

Deposicional

o ambiente deposicional na área de estudo é francamente
o de águas rasas e salinidade nula.

A influência

da

salinidade

f;Ó se faz sentir na porção média da Lagoa dos Patos e daí para
sul aumentando

a medida que se aproxima

o

do canal do Rio Grande por

onde ela se comunica permanentemente com o Oceano Atlântico.
Não foram efetuadas medidas de pH, entretanto a

preseg

ça constante de fragmentos parcialmente dissolvidos de conchas de
moluscos permite estimar que as águas desta parte da laguna sejam
,
fracamente

ácidas.
Em alguns pontos amostrados

rificou-se

a presença

racteristicas
partes

de micro-concreções

redutoras

arenosas

contrastantes

de pirita,

indicando

com as oxidantestípicas

ca

das

mais rasas.

A não ser pela presença
moluscos,

nas zonas mais profundas,ve

gastrópodos

de conchas e pelotas

e pelecipodos,

algumas carapaças

fecais

de

de diatomá

ceas e pelo grande desenvolvimento de juncos ao longo

das

-praias

na sedimen

lagunares,

a influência

da atividade

biológica

ante

tação é reduzida.

d

-

Evolução Geomorfológica

Levando-se
dimentação

dependem

em conta que os parâmetros

que governam

em última análise da morfologia

nar, do retrabalhamento
tuem as suas margens,

dos sedimentos
da yariação

a se

do corpo lag~
,é consti

que lhe atapetam

da energia ambiental

e

sabendo

-se que estes fatores são controlados pelas variações do nível b~
se de erosão regional, a evolução geomorfológica das áreas laguna'
res está intimamente

estas apresentam.

,.-

relacionada

com o quadro sedimentológico

que
182

Uma vez que esta evolução está relacionada com as varia
çoes eustáticas o~orridas no Quaternário,estas jamais poderão ser
desconsideradas quando se quizer estudar os sistemas lagunares de
senvolvidos

nas províncias

costeiras

Uma vez conhecidos
ção lagunar e os parâmetros

WARD,

PASSEGA

e habilidade

os principais

& BYRAMJEE

visando

sedimenta

da

procurou-se

aplicar,

sedimentar

de análise

e DOEGLAS,

para, partindo-se

junto de amostras,

aspectos

que a governam,

os métodos

nesta área de estudo,

cenozóicas.

de FOLK &

testar sua capacidade

dos parâmetros

texturais

de um con

caraéterizar antigos ambientes lagunares e e~

tabelecer critérios seguros que permitam distinguir os sedimentos
lagunares

dentre os produzidos

reinam divagantes
Embora
eficientes

sobre uma província
os parâmetros

mentos

correspondência

dimentos

tar costeira

levar a conclusões

critérios

desvinculadas

texturais

em uma província

a adaptação

ambientais.

dade de energia

costeira,

completa

sedimen

ambiental

promovendo

de ambientes
um contínuo

do sedimento

que

retr~

rápida que

antigo às novas con

Isto ocorre de modo marcante

do novo ambiente

atuava anteriormente.

se

isolada pode

da realidade

balhamento do estoque sedimentar ali existente é tão

dições

a sua

encerram.

sobre uma província

não permite

dos sedi

par~ distin9uir

Isto se deve ao fato de que a dinâmica
existe

uma

mostrando

difícil e sua utilização

errôneas,

que tais províncias

sedimentação

que ali se observam,

dos demais produzidos

é extremamente

de

e Saco do Cocuruto,

no sentido de estabelecer
lagunares

costeira.

as condições

ambientais

que

tenham se mostrado

entre as propriedades

e as características

aplicação

sedimentar

de FOLK & WARD

no sentido de determinar

na área da Lagoa do Casamento
perfeita

pelos inúmeros micro-ambientes

quando

a quanti

é mais baixa do que a do que ali

Esta situação é perfeitamente retratada na

área de estudo onde as fácies arenosas de fundo apresentam

carac
IL

183

terísticas

texturais

de depósitos

praiais e eólicos,

ta energia, que não foram apagadas pela dinâmica da
lagunar energeticamente
o método

Torna-se

inferior.

de FOLK & WARD nestes complexos

resultados

às associações

mitam

sedimen~ação

necessário

ao aplicar

ambientais,associar

seus

a forma e estrutura

com outros dados pertinentes

depósitos,

dos

paleontológicas

aplicada

a área de estudo,

posicionais

proposta

por PASSEGA

retrata perfeitamente

& BYRANJEE,

as condições

dominantemente

Seus sedimentos

de suspensão

sao depositados

gradacional

das áreas fonte jamais chegam a constituir

expressivos,

permanecendo

ondas e correntes

suspensão

depósitos

pelas

promovida

do sistema de DOEGLAS aos sedimentos da área

Md

que os índices Ql

quada de suas distribuições

Q3 fornecem

granulométricas,

tica do que a que se obtém mediante
FOLK & WARD.

fi

de maré.

A aplicação
lagunar mostrou

em constante

regime

em

onde as frações mais

nas trazidas

uma imagem ade

fiel e bem mais

a aplicação

dos parâmetros

Entretanto, ele não é efetivo na distinção dos

versos ambientes

de sedimentação

A análise
mas restrições.

dos índices lQ1MdQ399

também apresenta

A maior parte dos sedimentos

fatores apontados
os parâmetros

quando,

pr~
de

di

da região costeira.

apresentam

as mes

índices

próprios de acumulações praiais e eólicas o que é cons~cia

analisados

de

neste corpo de águas rasas que é a Lagoa do Casamento

e o Saco do Cocuruto.

r-

peE

e outros dados que

esboçar a sua evolução paleogeográfica.
A imagem granulométrica

mesmos

al

ambos de

dos

sob o mesmo ponto de vista foram

de FOLK & WARD.
184

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  • 1.
    .~ ( ~, ASPECTOS DA SEDIMENTAÇÃO, REGIÃO NORDESTE PATOS: DALAGOA DOS LAGOA DO CASAMENTO SACO DO COCURUTO-RS JORGE NA ALBERTO E - BRASIL .VILLWOCK 1 9 7 7
  • 2.
    FEDERAL UNIVERSIDADE CURSO DE p(jS DO GRADUAÇÃO RIO EM GRANDE DO SUL GEOCI~NCIAS -, "ASPECTOS DA SEDIMENTAÇÃO LAGOADOS PATOS: COCURUTO - RS - NA REGIÃO NORDESTE LAGOA DO CASAMENTO DA E SACO DO BRASIL" Por: JORGE ALBERTO VILLWOCK Orientador: Prof. Dr. LUIZ ROBERTO SILVA MARTINS r /- - 1 9 77r
  • 3.
    r ( ( FEDERAL UNIVERSIDADE DO RIO r l Prof. Homero SóJobim ( ( ( REITOR Prof. Gerhard Jacob ( PRó-REITOR DE PESQUISA E PóS-GRADUAÇÃO CURSO DE P6S-GRADUAÇÃO Profa. Marleni EM GEOCI~NCIAS Marques Toigo COORDENADORA COMISSÃO COORDENADORA Prof. Carlos Alfredo Bortoluzzi Prof. Dr. Irajá Damiani Pinto Prof. Dr. Luiz Roberto Silva Martins Prof. Dr. Milton Luiz Laquintinie Formoso COMISSÃO E~MINADORA Prof. Dr. Luiz Roberto Silva Martins Prof. Dr. Carlos Maria Urien ~ Prof. Dr. Renato Rodolfo Andreis ~ Prof. Dr. Ivan Medeiros r Prof. Dr. Paulo da Nóbrega ( ( ~ , ~ ( Tinoco Coutinho GRANDE DO SUL
  • 4.
    ,. 4 Quem nada conhece, nadaama. Quem nada pode fazer, nada compreende. Quem nada compreende, Mas quem compreende nada vale. também ama, observa, Quanto mais conhecimento ve... houver inerente numa coisa, tanto maior o amor... Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo nada sabe a respeito tempo como as cerejas, das uvas. Paracelso. Ama-se aquilo por que se trabalha trabalha-se e por aquilo que se ama. Erich Fromm. Por e para MARICE, LUIS HUMBERTO E MAlTE.
  • 5.
    5 INDICE Página n9 RESUMO. 1. . . . . . 8 .............. . . 1.1. Objetivos. 1.2. Localização 1.3. Métodos 1.4. . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 . INTRODUÇÃO.. . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 da Ârea . . . . . . . . . Agradecimentos. de . Geográfica . 2. PANORAMA GEOL6GICO 3. GEOMORFOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . Trabalho. 11 13 . . . . . . . . . . . . 15 ........... REGIONAL EASPECTOS RELACIONADOS 16 . . . . . . 3.1. 3.2. A Margem Lagunar . . . . . . . . . . . . . . . . O Corpo Lagunar . . . . . . . . . . . . . . . . 3.3. Evolução Geomorfológica . . . . . . . . . . . . 4. 4.1. 4.2. Sedimentos das 59 . 59 60 . 61 61 Âreas Características Fonte. . . Terraços 4.2.1.1.2. Depósitos 4.2.1.1.3. Terraços 4.2.1.1.4. Depósitos 4.2.1.1.5. Depósi 4.2.1.1.6. Praias 4.2.1.1.7. Cristas Lagunares ..' Fluviais. 4.2.1.2. Sedimentos . 4.2.1.3. Sedimentos de Fundo dos . . 4.3.1. . . Características 4.3.1.1. Fácies Arenosa. . 64 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 69 72 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 75 . . 79 Fluvial da Parte . . . 61 , . . . . . . do Guaíba Norte . . . . . . . . . . Lagoa . . . . . . . . . 82 .. . . . . . . . 82 84 . . . . 85 e Saco do. Coc~ . . . . . . . . . .......... Texturais . . da ........ da Lagoa do Casamento . . . Fração Fina: Argilo-Minerais . . . Mineralógicas Grosseira. . . . 4.2.2.2. . . . Fração ruto . . 4.2.2.1. Sedimentos . . do Complexo 4.3. . . Praia. Características . . . . . . táicos. Lagunares . . . . Flúvio-Del Patos . ............ Eólicos de . ............ Marinhos tos . .......... Texturais Sedimentos da Margem Lagunar 4.2.1.1.1. 4.2.2. 49 ................. Generalidades 4.2.1.1. 20 43 ................. SEDIMENTOLOGIA 4.2.1. 19 . . . . . . . . . . 87 87 . ....... . . . 89 4.3.1.1.1. Sub-Fácies Areia Média 4.3.1.1.2. Sub-Fácies Areia Média-Fina ....... 91 93 4.3.1.1.3. Sub-Fácies Areia Fina-Média ....... 94
  • 6.
    6 Página n9 4.3.1.2. Fácies Areno-Síltica . . . . . . . . . . . 98 99 4.3.1.3. Fácies Silto-Arenosa . . . . . . . . . . . 102 4.3.1.4. Fácies Síltica . . . . . . . . . . . 106 . . . . . . . . 108 . . . . . . . . . . . . . . 4.3.1.1.4. SUb-Fâcies 4.3.2. Areia-Fina. . Características . . . Fração Grosseira. 4.3.2.2. Fração Fina: Distribuição . . . . . . . . . Argilo-Minerais. Facio16gica dos Sedimentos Areia-Silte-Argila 4.4.1.2. Areia . Média-Areia Variação . . . . . . . . . . . . . . 111 111 . . . . . . . . . . 113 variaçãoda Mediana 4.4.2.2. variação 4.4.2.3. variação do Desvio Padrão Variação - do Diâmetro da . Md . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . 115 . - Médio Curtosis Est~ . - Mz al . 115 117 120 123 Variação da Assimetria - Skl 4.4.2.5. . . 4.4.2.1. 4.4.2.4. . . Granulométricos . 109 Lagun~ ... Fina-Silte dos parâmetros tísticos . 109 111 Distribuição de Fácies-Texturais 4.4.1.1. 4.4.2. . ..................... res 4.4.1. . Minera16gicas 4.3.2.1. 4.4. . . 125 Controles da Distribuição Facio16gica 4.4.3.1. Características dos Materiais das Áreas Fon 128 .................... 129 4.4.3. . te 4.4.3.2. 4.5. . . . . . . . . . . . . Evolução Morfo16gica do Corpo Lagunar A Sedimentação Lagunar Caracterizada metros Granulométricos 4.5.1. . Morfologia e Condições Hidrodinâmicas Corpo Lagunar 4.4.3.3. . parâmetros . . . . . Estatísticos . do . . . 131 . . . 135 pelos Parâ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . & WARD de FOLK '. 4.5.1.1. Diâmetro Médio versus Desvio 4.5.1.2. Diâmetro Médio versus Assimetria 4.5.1.3. Diâmetro Médio versus Curtosis 4.5.1.4. Desvio Padrão versus Assimetria . . . . . . 4.5.1.5. Desvio Padrão versus Curtosis . . . . . . 4.5.1.6. Assimetria 4.5.1.7. CaracterizaçãoAmbiental Padrão . ........ versus Curtosis 137 137 141 144 146 148 150 150 _. 4.5.2. 4.5.3. 4.5.3.1. Diagramas CM, FM, LM e AM . . . . . . . . . (PASSEGA & BYRAMJEE) índices Granulométricosde DOEGLAS ............. índices Ql Md Q3 . . . . . 153 160 166 167
  • 7.
  • 8.
    8 RESUMO A formação senvolvimento da Lagoados Patos foi condicionada de uma barreira das oscilações eustáticas Os aspectos reira evidenciam , ( gressao ocorridas da margem Os processos crescimento arenosos, do Casamento ( mecanismo acomp~ que os da laguna o mediante que deu origem a Lagoa e ao Saco do Cocuruto. Os sedimentos ( lagunar desta bar de sedimentação a compartimentação de pontais sob a influência de pelo menos quatro ciclos de trans nharam, proporcionaram - arenosa, durante o Quaternário. geomorfológicos a existência e regressao. múltipla, de pelo nosos e silticos. do fundo destes corpos lagunares As fácies arenosas e rasas e tem suas caracteristicas tipo de material ocorrem texturais are são nas partes marginais influenciadas das áreas fonte, da natureza, pelo inte~sidade tem e po de atuação dos agentes de sedimentação. As fácies silticas cupam 'as porções As zonas o ( I .'. centrais, rias sao atapetadas mais profundas. por fácies transicionais intermediá areno-silticas e sil to-arenosas. Os terrenos quaternários da margem dos durante os ciclos transgressivos, te dos sedimentos em suspensão lagunares. retrabalha lagunar, constituem Parte do material a principal trazido siltico na pelas águas da Lagoa dos Patos que ingressam goa do Casamento, provém das terras altas que margeiam fon La a provincia Costeira. Os principais mentação agentes envolvidos nos processos são o vento, as ondas e as correntes lação das águas é também influenciada lagunares. pelos sistemas de sedi A circu fluviais atu antes na região. A sedimentação se processa em um ambiente de aguas rasas
  • 9.
    9 e doces, levemente ras naspartes granulométrica PASSEGA é redu que os métodos por vários ambientes ~ & WARD de em ana (1957), úteis sedimenta Entretanto a sua paleo-ambiental costeira definidos fi e que se des Ocorre muitas vêzes que o rápido r~ depositados em ambientes texturai~ A maior parte dos sedimentos do fundo lagunar tem propriedades praiais recentes em urna província gia é incapaz de apagar as características ambientes baseadas de FOLK único na determinação de materiais ciclo anterior. os aspectos (1968),são efetivamente de ambientes pois a sedimentação e promovida ambiental físicos são conhecidos. locam no tempo e no espaço. trabalhamento da área controlou (1969) e DOEGLAS e interpretação ca prejudicada, fauna de moluscos. no corpo lagunar. corno critério pOlicíclica bentônica de caracterização ção onde os parâmetros utilização biológica mostraram & BYRANJEE na descrição reduto geomorfológica da sedimentação Tentativas lise e pouco a urna pequena A evolução maiores nas margens A atividade centrais. zida e relacionada oxidantes ácidas, e eólicos. semelhantes de alta herdadas ener do das fácies arenosas aos depositados em ~
  • 10.
    '" 10 1. INTRODUÇÃO 1.1. Objetivos ~ O presente sedimentologia trabalho constitui da Lagoados Patos, cujo estudo vem sendo feito des de 1963 pela equipe do atual Centro de Estudos de Geologia ra e Oceânica Federal - CECO, do Instituto do Rio Grande do Sul. Esta de Geociências iniciativa, dos para compor o quadro geral dos processos nesta que constitui uma das áreas lagunares tantes da superficie cessa atualmente aqui caracterizar na Lagoa do Casamento pos d'água em adiantado nordeste Costel da Universidade pretende geológicos costeiras reunir da atuantes impoE mais do planeta. Pretende-se na porção a mais uma contribuição a sedimentação que se pr~ e no Saco do Cocuruto, estado de segmentação lagun~r, situados Costeira da Lagoa dos Patos, na Planicie cor do Rio Grande do Sul. Paralelamente ao mapeamento do fundo, será efetuado existente, texturais um estudo granulométrico com a finalidade com o ambiente O reconhecimento te estudos mineralógicos, cional, partindo constituirão de correlacionar deposicional e a compreensão chaves sedimentos do material os seus ali parâmetros dos sedimentos, median do seu mecanismo deposl hidrodinâmicas do corpo no sentido de prever na area de estudo, do material vial do Guaiba que apresenta dos lagunar que domina a area. da proveniência das condições elementos faciológico a lagunar, influência, trazido pelas águas do complexo flu niveis de poluição cada vez 'mais ele vados. Nesse sentido, dos raros criadouros a Lagoa do Casamento de peixes não atingidos é, ainda hoje, pela poluição, um con
  • 11.
    11 .. forme afirma FREITAS (1975). Alémdisso, desenvolve-se ra rizícola intensa cult~ que depende de suas águas na alimentação de irrigação dos sistemas das lavouras. ~ pois de interesse -sistema. às suas margens regional, Para sua compreensão a preservação estão dirigidos eco deste também os objet~ vos deste trabalho. Do mesmo modo, certa freqüência, como adequada tinado a ligar Porto Alegre sua posição com a área em pauta tem sido apontada, para a construção ao Oceano Atlântico, de um canal des tendo em vista a geográfica. ~ Não será discutida aqui a viabilidade tanto quem o fizer encontrará tureza geológica 1.2. indispensáveis Localização volve a porção nordeste renos constituidos ternária anteriormente, que integram por a cobertura en ter qu~ p~ no mapa índice na Fig. 1. e 30030' de latitude entre as coordenadas sul e 50030' e 50050'37" uma superfície cípio .de Osório, a área de estudo do Rio Grande do Sul, conforme A área está compreendida abrangendo da Ârea da Lagoa dos Patos e é bordejada Costeira de na para tanto. pelas formações da Província de ser observado neste estudo alguns subsídios Geográfica Como foi méncionado de tal obra,entr~ Viamão de longitude de 1.264 km2, incluindo e Mostardas. 30008'40" partes do oeste, muni
  • 12.
    ,I I 12 --- - [F--- [I 50° 45 ' 50050' / , -, ":-,-- õ. -30"10'1 ,, ', ,, II I I I --nu --"---"°'/",// 1 ~i "'-" ---~, ) "'. , ---o-nu. ?>~ '. , ., '. ,--- '- 50°35' 50°40' ,, , , , '. . . . . '. . . -30°15' . t, .. -30"20' .' . . . . . . .. .. . . . .. . LAGOA I . . . . {X) CASA.fEN TO . . . . .. . oos . PATOS . " --30"õO' f . ',, . sco .. . . ---~ -300 20' '.''-;), ' /.'- -,,-'-j . , :' . ",. ~ /:'-~_:::~::)-J -30°25' . . .;.::<~--~~_L(, iO C8CRUO . . . . .. . -C:~::-_'--:_~§2'; I~ ~ ~ ~ 50445' 50"50' Figura I --I,--V ,: . r-.-) LAGOA .' --. ,- o . .30°25' -30"15' i - MAPA DE AMOSTRAGEM E 28° ARGENTINA SITUAÇÃO DA ÁREA NO ESTADO. ~ 50° ESCALA 1:200_000 tj
  • 13.
    13 1.3. Métodos Os trabalhos 1 :100.000, de Trabalho de mapeamento Lagoa de escala tendo por base as folhas plani altimétricas, la 1 : 50.000, publicadas Exército. na foram realizados Foram pela Diretoria utilizadas do Capivari as folhas (SH.22-P-I-2), em esca do Serviço Geográfico Passo Desertas do Vigário do (SH.22-P-I-l), (SH.22-P-I-3)e Ilha Gran (SH.22-P-I-4). A análise tuada mediante das principais a interpretação geológica na escala 1 : 60.000, e posterior As quarenta tipo amostra material amostras que, remobilizado termédio de um busca-fundo seira de um a ,partir 135 amostras, na fig~ra cuja localiza 1. em sacos plásticos, foram la e descritos para a classificação Os resultados mediante por peneir~ção, Foi utilizada sub por gro~ utilizando-se (grãos meno a escala de Went de 1/4 ~, e a da fração fina por pipetagem. ~ rios que neles (1938), que incluem a análise da Íração que O,062mm), in por ao longo de perfis e nos cursos dos diversos no mapa apresentado com intervalos interpretados do contribui da região, de análise granulométrica & PETTIJOHN res que O,062mm), worth granulométrico laboratório e após secagem em estufa, desagregadas (grãos maiores peneiras do tipo raspador, acondicionadas aos processos KRUMBEIN a controle pelos pescadores Nesta etapa foram colhidas As amostras metidas do na área emersa foram pelos agentes da superfície, utilizada ção pode ser observada vadasem colhidas do fundo foram amostrados través dos corpos d'água desaguamo aereas, de fotografias lagunar. Os sedimentos embarcação efe foi exame no campo. simples e se destinaram para a sedimentação caíque, feições morfográficas de tamanho de grão. obtidos da análise granulométrica a aplicação dos métodos de FOLK & foram WARD
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    14 (1957), PASSEGA (1957) eDOEGLAS Foram escolhidas (1968). quarenta e cinco amostras representat~ vas para o estudo mineralógico. A fração grosseira seu conteúdo em minerais por decantação foi analisada em bromofórmio, conhecer A separação leves e pesados~ objetivando foi utilizando-se da entre 0,250 e 0,125 mm, partindo-se a fração o feita compreend~ de uma amostra inicial de 5 gramas. 'A fração pesada foi montada do em lâminas com Bálsamo Canadá para estudo microscópico. A fração leve, montada dá, sem lamínula, de método método foi estudada colorimétrico, preconizado cra separada para determinar por HAYES Os sedimentos determinar & KLUGMAN feldspatos, conforme sua fração menor que e analisada a natureza após a aplicação o (1959). finos tiveram por decantação X objetivando em lupa binocular Cana do em lâminas com Bálsamo no difratômetro 4 p m~ raios de dos argilo-minerais constituin teso No estabelecimento Lagoa do Casamento, - do padrão de circulaç~o no Saco do Cocuruto norte da La , goa dos Patos foram utilizadas lite ERTS-l, quisas (1976) gentilmente Espaciais - efetuou-se os trabalhos CLOSS cedidas pelo Instituto o método obtidas pelo saté Nac~onal de Pes apresentado por HERZ . estudada, contram imagens orbitais INPE, adotando-se Com o objetivo NHA e na porção das águ~s na de caracterizar extensa pesquisa nela anteriormente MARTINS (1963), MARTINS (1963, 1970), DELANEY (1972), VILLWOCK, de modo global a bibliográfica, executados, (1966), & FORMOSO que envolveu dentre os quais se en MARTINS & GAMERMANN (1960, 1965 e 1966), JOST MARTINS região (1967), (1971), (1972) e VILLWOCK CU (1973).
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    15 1.4. Agradecimentos Resulta este trabalho dacooperaçao e assistência a quem apresentamos parte de pessoas e instituições, por sinceros a gradecimentos. Aos professores Luiz Roberto Martins, hardt, Eloy Lopes Loss, Inês da Rosa Martins gestões e pelo incentivo Dehn pelas críticas, su constante. Aos laboratoristas Rubem Bernardo artista Naira Jane, ao Sr. Girley Valério Schmitt Kroeff, Ely Alberto pelos trabalhos e Gilberto Santos, Sr. Simões e ao de laboratório, desenho, à Rubem datilo grafia e fotografia. Ao Instituto gens orbitais do satélite à FAPERGS, e que tornaram de Pesquisas possível Espaciais, pelas ima ERTS-l. CNPq, COCEP-UFRGS Ao Instituto Rio Grande Nacional pelos auxilios concedidos a sua execuçao. de Geociências do Sul, pela oportunidade. da Universidade Federal do
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    16 2. PANORAMA O sistema víncia Costeira doRio Grande do Sul geológicos O primeiro Província maiores, é composto Ias seqüências subsidente, da e vulcânicas, instalada clástica tectonicamente Pelotas. pré-cambriano e p~ e mesozóicas de Pelo tas , compõe-se acumulada e por dois paleozóicas de Pro cit.). e a Bacia de cristalino a Bacia ob. é constituida o Embasamento O segundo, sedimentar (VILLWOCKi Costeira pelo complexo sedimentares da Bacia do paraná. urna seqüência REGIONAL lagunar em estudo é parte integrante A referida lementos GEOL6GICO em urna bacia marginal na borda do embasamento a paE. tir do Cretáceo. Cerca de 1500 metros de espessura positados nesta bacia desde os tempos miocênicos A sedimentação rinhas. retrata taxas de subsidiência do Pleistoceno, no decorrer VILLWOCK a princípio e sedimentação governadas encerrando deste conjunto cuja porção superior urna série de unidades e no tempo, resultante tes de sedimentação ma pelo balanço entre as a partir ocorridas eustáticas se observa Fig. 2, a area que margeia ruto é constituida detalhadamente por um pacote expõe-se descri ta por sedimentar na planície lito-estratigráficas. do deslocamento litorânea desconunuas de vários ambien apresenta responsáveis pela nos dias atuais. no esboço geológico a Lagoa do Casamento fundamentalmente tran§ região, conforme, atestam as nela esculpidas, que a região costeira Conforme ,i por sobre a mesma feições morfográficas configuração recente. e tr~nsgressões e posteriormente, pelas variações (ob. cit.), é constituida -regressivo, o até da Era Cenozóica. A cobertura grandes urna série de regressões Estas foram controladas no espaço de sedimentos foram d~ apresentado e o Saco do pelos terraços marinhos na Cocu da
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    17 0° "!... ... I. / 1 Y /.". 30°15'. LAGOA CASAMENTO DO N Ô LAGOA 30°30' DOS PATOS FIG.2 - Esbõco geológicoda porcõonorte da barreira múltiplada Lagoa dos Pg tos e situacõo da área no Estado. '1 o '1 ESCALA: ~ 12 ___~NTA CATARINA ARGENTINA 16 km 1'400.000 LEGENDA: Estradas ~ ~ Drenagens. o Z "-J <.:> o -' o :x: Depósitos eólicos e praiais marinhos atuaisH C2] Depósitos lagunares, praiais lagunares, paludois, fluviais, indivisos, atuais e sub-atuais.. ~ Ita poõ § [[[]] indiviso Chuí indiviso ~ { Emba sa meto C2j cristalino URU:::~j- -~ ~ desenho o borbosQ
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    18 Formação atuais Chuí, depósitos e sub-atuais lagunar, paludal, eólicosda Formação de ambientes Itapoã e os de~itos praial marinho, fluvial e eólico. praial lagunar,
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    c r ( ( 19 3. GEOMORFOLOGIA ( ( ( Para melhor xosque atuaram construindo E ASPECTOS compreensão RELACIONADOS dos fenômenos geológicos compl~ na área em apreço e que ainda hoje se manifestam, e destruindo as mais variadas to feições do modelado ( pográfico; l ( í nela efetuou-se Exterioriza-se Rio Grande nície Costeira uma delas, Costeira do sob a forma de Uma extensa área cerca de 47.150 km2, denominada (1948), de Planície DELANEY Costeira em várias unidades a Planície Arenosa (1973), subdividiram Litorânea, Por abranger pelo papel que sua evolução ção lagunar, ela será detalhadamente das Lombas tos arenosos Arenosa e é constituida das formações os corpos lag~ os que margeiam, . na sedimenta desempenha descrita Litorânea Em situam-se os terrenos esta PIa distintas. geomorfológicas e, portanto, A ~lanície NOGUEIRA por do Rio Grande do Sul. (1965) e VILLWOCK nares ora em estudo. Coxilha geomorfológico. a maior parte da Província do Sul, em superfície, de terras baixas, í um reconhecimento a seguir. desenvolve-se leste a predominantemente da pelos depósl Chuí e Itapoã, parcialmente retrabalha í , ( dos e cobertos por uma grande variedade de origem praial, eólica, táica, entre outras, paludal, A grande variedade í na difícil a escolha lacustre, que se espalham lagunar, fluvial,de! pela região. de feições encontradas de critérios recentes de acumulações que permitam nesta área tor sua divisão em sub ( -unidades Entretanto, / I tualmente ,.- ! ( r ( í . ( c morfológicas. a existência na referida de tres grandes ja, uma longa e complexa ceano Atlântico dos processos planície barreira domínios ambientais, arenosa emersa, da Lagoa dos Patos, sofrendo relacionados a arenosa observa-se o separando por um lado ao mar e pelo outro, ou se submetido O ,açao a a ln
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    20 fluência dos agentes lagunares. to devista prático, subdividir dades, a barreira nas seguintes. predominante, po~ sub-uni ou seja,a margem la e a margem oceânica. Pelos mesmos motivos os aspectos torna-se mais fácil,do a planície de acordo com o ambiente gunar, Assim relacionados mencionados com a margem anteriormente, apenas a lagunar serão descritos seguir. ,3.1. A Margem Conforme pode ser observado parte norte da barreira de VILLWOCK Lagunar múltipla (ob. cit), vide Fig. o lado oeste da grande barreira ta lagunar da no mapa geomorfológico da Lagoa dos Patos, 58 em encarte na arenosa é constituido cujos aspectos morfológicos reproduzido contracapa, por uma cos são . peculiares. ~ Diferindo costa oceânica, dos vários totalmente as que aqui se apresentam agentes envolvidos na dinâmica açao nesta região durante os últimos Deste modo, Ligada faz-se necessário ao Oceano Atlântico ressaltar comen alguns as~ em última análise, no sentido de BIRD por um único e permanente e Canal de Rio Grande, a Lagoa dos Patos laguna que se comporta essencialmente como um sistema c~ uma estuarino, (1968). Esta laguna constitui brasileira. e tecer maiores atual de suas margens. nal de escoamento, das na planície interação tempos geológicos. da Lagoa dos Patos, responsável pela configuração da lagunar e retratam a sua antes de descrevê-las tários sobre a sua origem tos da dinâmica resultam a junto das feições observáveis costeira a maior das massas d'água do Rio Grande do Sul e de toda Possui urna área aproximada repres~ a costa de 11.000 km2, estendendo
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    21 -se por 250km de NNE para SSE, com uma largura máxima A topografia ria das margens estando e 15 metros mostram-se rasas, oscilando pela maré oceânica que segundo MOTTA das variações alterações (1969) ,é, médios aguas que drenam u 175.000 km2, cerca de 5/8 da superfície zonas expostas a dife regimes pluviais. A descarga para o interior dos rios Da mesma variações ,que se projetam pela configuração no nível d'água ocasionando ca em diferentes Por oca de até 2 são influenciadas Um forte vento soprando uma forte corrente mais fracas, reversas, somados às variações d'água e controlam, ao longo do na região de pressão particularmente, da laguna. atmosféri pela movimenta o fluxo e fluxo na zona do Canal de Rio Grande e por conseqüência, no interior a ao longo das margens. partes da laguna são responsáveis de salinidade por da laguna. desenvolve Tais agentes diferenças geradas nessas condições da laguna. da mesma, xial e correntes , forma, o legime dos ventos é responsável As correntes ção das massas correntes o seu efeito se faz sentir por longos trechos. entre as extremidades comprimento desenvolve da laguna em torno das desembocaduras. sião das enchentes buição muito das no nível da vazão de seus tributários do Estado do Rio Grande do Sul', abrangendo metros e do tipo diurno e atinge valores apreciáveis ma área de aproximadamente grandes com 0,47 metros. Entretanto, rentes às zonas centrais das águas nesta bacia alongada na região de Rio Grande, decorrem confinadas (Fig. 3). influenciada de apenas metro, entre 0,5 e 1 ao longo do Canal de Rio Grande onde oscila entre 10 A movimentação pouco A maio de fundo, embora suave, é variada. as partes mais profundas 7 a 8 metros de 60 km. Maiores re a distr~ detalhes so bre este mecanismo, podem ser encontrados em CLOSS (1963), CLOSS
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    22 PÔRTOALEGRE 08 ~}<io/ Arr. O~ ' N .~./3 ~)U' ~. (- ~~ I ~ ,CJ C, ~ ~ r. 'V- ~'v i , 'V- _.._--..-------- FIG. 3 (~ () G ~ ~ ~ - CONFIGURACAO EBATIMETRIA DA LAGOADOS PATOS 10 ~ o ESCALA 10 20 30 40km Modificadoda carta n22140, Divisãode Hi drogrofio e Novegão do Ministério dá Morinho. . desenho: ( , , I, a barbas a
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    23 & MADEIRA (1968) eVILLWOCK HERZ gens orbitais et alii (1972). (1976), fazendo interpretações obtidas pelo satélite preliminares ERTS-l e laboratório SKYLAB da área da Lagoa dos Patos, propõe um modelo para as águas superficiais rial em suspensão da referida como traçador As conclusões te as considerações de im~ espacial de circulação o laguna utilizando mate natural. apresentadas pelo autor confirmam plenameg feitas até aqui no que diz respeito à circula ção das aguas. Com paraçoes efeito, HERZ estabelecidas dade regular semelhante (ob. cit.), revelaram mostra que o fato de que ventos comintensi uma abaixo de cinco nós, podem provocar à da Fig. 4, onde as descargas portância maior na manutenção condições com as primeiras fluviais circulação im assumem uma é do tipo celular. Por outro maiores dendo do sistema de circulação lado, quando os ventos assumem que cinco nós aquela distribuição chegar ao apresentado nordeste de nordeste As correntes acima descrita geradas de material mento de salinidade, a sua deposição um pela movimentação da massa a no que diz respeito sedimentar ero ao longo da laguna. De um apenas pela manutenção levando-o líquida até o extremo'sul, através de processos em suspeg toda por o onde de floculação, au provoca (VILLWOCK et alii, ob. cit.). Entretanto, vários as aguas provocando fino trazido pelos rios, distribuindo-o a bacia de sedimentação, de soprando para sudoeste. modo geral elas são responsáveis são do material arrasta não são muito efetivas são e transpôrte intensidades vai sendo modificada,p~ na Fig. 5, onde o vento com 10 nós de intensidade fluxo contín~o , que nestas ao longo dos canais que intercomunicam corpos d'água adjacentes de nivel, verdadeiras marés, os à Lagoa dos Patos estas variações geram correntes muito fortes. Deve
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    24 52° .... " . N I I ) I I ~ rJ )..J /. 32° <:J~ s w Figura - CIRCULACÃODASÁGUAS NA LAGOADOS PATOS. 4 ESQUEMA DE INTERPRETACÃODE IMAGEM ERTS /338-12475 DE 26/06/75. Modtlicodo de HERZ f/97SJ.
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    ~ ~ Figura 5 - - - I CIRCULAÇAO DAS AGUASNALAGOADOS PATOS.ESQUEMA DE INTERPRETAÇAO ELABORADO COMIMAGENS DA ESTACÃOESPECIAL SKYLAB OBTIDASE 01/09/73. Mod/ficodo de HERZ fl975J. .~ ~ .~ ;;; .~ " .., ~ IV U1
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    26 -se a elasa criaçao e a manutenção das profundidades elevadas do Canal de Rio Grande, bem como das do Canal Furado e do Rio do Mon o jolo, estes na área da Lagoa do Casamento e Saco do Cocuruto. material nestes cursos d'água posita-se sedimentar erodido e movimentado nas suas desembocaduras constituindo deltas de maré como o que se observa barras de e de areia na Lagoa dos Gateados, pouco ao sul da área em estudo. exerce ondas ~ incontestável o fato de que a ação das um papel proeminente no balanço erosão/deposição responsável pela configuração mais efetivas do que as correntes Enquanto xao de ondulações de maré (KIDSON, 1968). que nas costas oceânicas das ondas resultam da modificação as por refração, características difração independentes radas na superfície de uma laguna estão relacionada~ duração dos ventos picamente Elas e depositar roes e barreiras. particularmente são capazes o material de erodir erodido, o assoalho a costa alturas lagunar, trans eSPQ praias, inconsolidados fundo do nas partes mais profundas, a lagunar. As ondas que chegam à linha de costa, fazendo - ti períodos durante os construindo Removem os sedimentos nas areas mais rasas, depositando-os plainando (BIRD, ob cit.) . sopra forte quando então podem desenvolver de até 2 metros. portar à direção,v~ este último autor, as ondas das lagunas são curtas e esbeltas, em que o vento g~ locais, as ondas dos ventos que sobre elas sopram e do comprimeg to do "fetch" sobre o qual o vento atua Segundo refle e de áreas de geração distantes (KIDSON, provindas ob. cit.), portanto locidade, muito Nesse sentido elas são das linhas de costa. o-- um angulo de 45 , sao mais efetivas na geraçao com de correntes ela lito Es râneas do que as que ali incidem com qualquer outra direção. tas correntes são as responsáveis litorâneas (longshore currents) pela movimentação de grande quantidade de material sedimentar,cog
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    27 tribuindo sobremaneira de a orientar-se parao modelado perpendicularmente da linha de costa, que ten a direção resultante ven dos tos que nela incidem. Entretanto, se a resultante ondas não for a mesma que as do "fetch" mais ta orientar-se-á perpendicularmente Mudanças por erosão nesta orientação (retrogradação) gem lagunar, através teram o padrão direta do regime como por deposição tornando-se eólico da com a resultante dire das expressao lagunar uma e duração, mas usualmente na direção em qual Se os ventos de todas as dire em velocidade pode ser atingida, al Estas modificações a configuração regi ao. tanto (progradação) da mar do "fetch" no sistema lagunar até o ponto vais em forma, alongadas ob. entre as duas. são sempre acompanhadas da deriva litorânea. ções forem equivalentes circular longo, a linha de cos à bissetriz quer parte da praia o "fetch" coincida çoes dos ventos de desses ventos geradores uma configuração as lagunas tornam-se dos ventos domi~antes ~ (BIRD, cit.). De acordo com ZENKOVITCH estreitas, estes processos de enseadas que tendem a crescer e conver levam ao desenvolvimento por erosao e esporoes deposicionais gir de modo a dividir a laguna em uma série de bacias menores ja forma refletirá processo o regime regional foi denominado e (1959), em lagoas alongadas dos ventos pelo autor acima citado, (Fig. 6). de cu Este segmentação lagunar. No decorrer desse processo, a erosao de ambas as costas faz com que a largura da laguna torne-se consideravelmente maior do que na sua forma inicial. Os dados apresentados ao regime dos ventos produzidos na Planície na Fig. 7, mostram por DELANEY Costeira (ob. cit.), relativos do Rio Grande do Sul,r~ em resumo que os ventos ali predom! nantes são os de nordeste oriundos da zona de alta pressão da mas
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    29 FIG.7 ROSADOSVENTOS ANUAIS GERAIS E CIRCULACÃO ÁGUANALAGOADOSPATOS DA i Modificado de DeJaney(19651 + + ;( N ~ Os ndm.ffJ' "p,...rrtam "p8II(1," que nõo pud"am ex.mplo: 3 .3p'/Itn 1pino' 1em. o d.,.nha: !JIt m/h 100 ab..rvaçÕe' ESCALA 50 100km a. barbo.o ,,, cDlocada,
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    30 sa tropical altlântica quese situa sobre o Oceano Atlântico entre o' o os paralelos 30 e 40 de latitude sul (MORENO, 1961). Entretanto forme MOTTA qüentes estacional (1969), os ventos do quadrante e violentos maio a agosto, sobretudo há uma variação de setembro enquanto mais detalhados tos, a configuração trabalho de sudeste apresentam-se e sao mais raros de novembro estabelecer no que diz respeito dinâmicos acionados a abril. padrões qua~ dos ao regime atual da Lagoa dos Patos retrata dos mecanismos fre são mais a abril e mais raros e fracos Embora não seja ainda possível titativos nordeste que os do quadrante de maio a outubro Con acentuada. ven o fielmente eólico pelo sistema que acima se caracterizou. As suas margens mostram esporoes arenosos tes litorâneas te à direção resultantes e de amplas baías do trabalho das ondas e das no sentido de orientar as praias corren perpendicularme~ dos ventos dominantes. O processo sos enquadra-se (1959) uma sucessão de formação perfeitamente e evolução desses naquele estabelecido esporoes areno por ZENKOVITCH . ~ desenvolvidas com maior na margem intensidade ção contraria os ventos oriundos por ondas durante a do nordeste. por FISCHER lagunar, desenvolvidos que sofre Tal situa (1955) ,que atr! da ilha de são Lourenço, em ambiente leques de espraiamento de material no Alaska, detrítico de a partir da 'barreira arenosa tempestades. A presença cos, atapetando estabelecido dos esporões ao retrabalhamento formação oeste da laguna, exatamente o processo buia a formação dos Patos mais notável o fato de que essas feições sejam muito de sedimentos finos, predominantemente a maior parte das porções (MARTINS & GAMERMANN, dos referidos esporões norte e média da 1967), exclui a arenosos, sílti Lagoa possibilidade a partir de de remobiliza
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    31 ção do material guada laguna, de fundo por flutuações tal corno propuseram Deste modo, co mais dos Abreus caracterizado a oeste é evidente em sua região e do Anastácio, de segment~ para o interior se pouco menos adiantada As condições isolam a Lagoa do que se situa por prolonga-se abrangida da área lagunar isto é, margem nordeste tal corno se deduz da sua tivas feitas no local, são esquematizadas Corno pode ser observado de costa. cimento configuração, a circulação responsáveis forma, a circulação d'água ao corpo lagunar, área entre os pontais dos Abreus nesta area segue e que geram as pelo modelado é influenciada da linha pelo forne pelos rios que ali chegam e pela e Anastácio que lhe serve de co com a Lagoa dos Patos. Os rios Capivarí, Palmares Servem apenas corno elementos sas e seu regime é controlado Deste modo, são e a Sanga Pángaré, senis, urna vez que drenam urna superfície xas. qualit~ na Fig. 8. pelo regime dos ventos litorâneas, Da mesma municação Pa gerais da Lagoa dos Patos, com a qual se comuni Aqui ela é controlada ondas e correntes dos d~ Lagoa do relevo de fundo, do regime dos ventos e de obseryações ca. quase do mesmo mecanismo~ tos e Lagoa do Casamento, padrões po~ da Lagoa dos Patos retrata urna fa hidrodinâmicas trabalho, onde os nordeste, praticamente e que com sua parte submersa 20 quilômetros os mesmos de o fato à sua formação. Por sua vez, o pontal das Desertas, pelo presente (1956). em franco processo nos tempos imediatos O processo Casamento. nível d'á do urna largura entre baías opostas muito maior do que a que apresentava pontais PRICE & WILSON fica perfeitamente que a Lagoa dos Patos encontra-se ção, mostrando ressonantes aplainada de drenagem pelas condições rios e de cotas bai das areas pantan~ pluviométricas. na maior parte do tempo, a Lagoa do Casamen to e o Saco do Cocuruto, recebem uma grande quantidade d'água pr~
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    32 O.J""~/I' .. , tT 1 .,'.. ' ""!'OU: $'11 o o o " <:> - .. .. ~ .. " .. ... <t O Z lI.J ~ lI.J ...J (~ V). .., ..... ;z <t ;z ~ O a V) <t .., :;z .'<t :Q: 'o ..... ...J V) ..., . ..... ';z V) V) °<tQ: a ;z :z ~ o .., Q: O u o I2: ~ ~ ~ cn ~ u o O ~ O (!) ~ -J J ~ O .', cn ~ U ~ I~ 2: .0 O Q: O :i: DOS I.A0° A , cn 4J 10 U. O 2: O u Q) o L. :;, 0 ~
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    33 veniente da Lagoa dosPatos. Tal fato fica perfeitamente magens comprovado tomadas pelo satélite orbi tais ERTS-l, pelo exame das i nas apresentadas Figs. 9 elO. A imagem obtida às 09h41m do dia 18/08/73, a uma altit~ de de 920 km, tomada quando na região soprava uma vento leste,com velocidade através de 1 m/s, aproximadamente do complexo 2 nós, mostra fluvial do Guaiba modificando lular na parte norte da Lagoa, criando correntes margens da mesma, fato que ocasiona a saida d'água a circulação c~ de retorno pelas com desta a troca das águas as da Lagoa do Casamento. As condições cederam meteorológicas a tomada da imagem, tram ventos variáveis igualmente cimento A precipitação 77,3 mm no mesmo periodo de águas pluviais a quantidade apresentadas na Fig. 9 mos um de leste, sudeste e oeste com muito grande de calmarias. elevada, durante os dez dias que pr~ de material pluvial, é responsável na área lagunar. em suspensão período relativamente pelq grande Observa-se forn~ também que trazido pelas águas do Gua! ba é muito maior do que o trazido pelas águas dos r.ios Palmares Capivari que chegam no lado leste da Lagoa do Casamento. seqüência, ruto Como con é a Lagoa dos Patos quem fornece a maior parte da ga em suspensão que aporta à Lagoa do Casamento e car e ao Saco do Cocu . do dia 11/10 Por outro lado, a imagem obtida às 09h30m /73 à mesma te celular. altitude, mostra No momento mostram dias entre 2,2 e 3,0 m/s. ventos eram em torno de 1 m/s. meteorológicas ventos dominantes e a precipitação perfeitameg em que a imagem foi tomada,os de leste e sua velocidade As condições um padrão de circulação durante os dias precedentes, de leste e sudeste, com velocidades Houve um periodo pequeno foi de apenas 30,7 mm. de me calmarias Nestas condições observa
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    .. <:j< (Y) . - ' .. a c" "i:"V-" i 'IL ?j"~" ~~;~ I ~ IIIf ' -J"',, 'I' ., , ".,"" a '11' a :y ""IJ' I 11 " .J: .. " a' 11 'I " , '" li '" ~ ~. ~ p~' ~ 10 VENTOS 30medldas (PORTO ALEG RE)' PRECIPITAÇAO PER/ODO TOTAL 09/08/73 a 18/08/7 3 77. 3 mm & :::: ,~ 't ;::: 't Figura 9 - C/RCULAÇAO DA ~ :: (", ~ LAGOA DAS AGUAS NA PARTE NORTE DOS PATOS IMAGEM ORB/TAL: RTS E -, 18/08/73 - 09h:4lmin 92 O km a/t. COND/ÇOES LOCAIS DE VENTO (PO RTO ALEGRE): /81 08173 09h;00min E- 1,0 m/s <> .~ ~ ;;; <> .'<:; '" v, ~
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    . . . ,/~ ~ r .., ~ -VENTOS ENCOBERTO - (PORTO PRECIPITAC;AO ALEGRE): TOTAL' PERI'ODO 30, 02- 11/10/73 30meó;óos, ?mm 0>"',0.(1," ' ;Ú,,';:I >~) ~n:"",: f ~' . ' ",q " ~ / ,~ ' i:::' ~ " ,'q, ;: ~ 10 - CIRCULACAO DAS AGUAS NA PARTE NORTE DA LAGOA DOS PATOS } ~ '1 Figura 09h:39min IMAGEM ORBITAL: ERTS- I - 11/10/73920 km alt. CONDI COES LOCAIS DE VENTO (PORTO ALEGREJ: I/ / 10/73 09h: OOmin E - /,° m/ 5 '" ," ~ '~ ,~ " " w U1
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    , 36 ~ agua redução no fornecimento grande naentrada d'água da Lagoa dos Patos para aumento Casamento rior da Lagoa do buição de material ~ mo, particularmente, com grande mais uma vez, inte contri Este o Pontal do Anastácio como um verdadeiro ca o papel dos neste sistema hidrodinâmico. separando o e um daquela para com estes. ressaltar nais e do rio do Monjolo de, funciona e Saco do Cocuruto, em suspensão interessante de pelo Gualba -se uma grande últi da Ilha Gran bico injetor d'água para inte o rior do Saco do Cocuruto. As imagens utilizadas necidas pelo Instituto Nacional os dadbs meteorológicos de Meteorologia para essa interpretação de Pesquisas da época, do Ministério foram for Espaciais e (INPE), foram cedidos pelo 89 Distrito da Agricultura, com sede em Porto Alegre. Uma vez apontados costa e conseqüentemente os agentes delineadores escultores -se-a a seguir as características vas desta ali um grande terraço lagunar a Lagoa do Casamento e o Saco do Cocuruto, do Anastácio entre aquelas apresentar significat~ e dos Abreus (TL-l) que bo~ projeta-se para recurvados a exemplo dos que balizam o limite geográfico lagoas. Levemente inclinado com uma largura variável oscila mais morfológicas a Lagoa dos Patos sob a forma de esporões pontais lagun~r, de zona na área mapeada. Observa-se dejando da margem linha da em direção às margens entre 1 e 12 quilômetros, sua lagunares, altitude entre 2 e 5 metros. O limite interno desta superfície mais variados Ao áté 3 metros sob os cordões arenosos de manifesta-se aspectos. norte, ocorrem de altura, esporadicamente remanescentes de antigas que foram parcialmente retrabalhadas pelo vento, cristas de praia constituindoan
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    37 tigas hoje fixadas pelavegetação dunas, médio. que usualmente de porte cuja confl correm várias dessas cristas de praia compondo feixes guração lembra perfeitamente arenosos a dos atuais esporões (Foto 1). realidade em epocas em que antigos pontais desenvolvidos águas da laguna situava-se 4 a 5 metros entre o Arroio Palmares A leste, senvolve-se uma escarpa erosional, de 4 metros de altura, testemunha vado das águas lagunares Nos demais erosivos d'água, posteriores o terraço cota, até atingir tinuidade as superfícies alguma na topografia. tes de atingir o terraço lagunar, vadas, e. g., se de erosão, igualmente de um nível mais ele (Foto 2). aumentando por processos cursos gradativamente mais elevadas a sua sem mostrar descon Alguns destes vales mostram, depósitos Retratam modificações a~ suspensos estuarinos hoje recortados i. é., um abaixamento de com cerca alguns com suas feições características Sanga pangaré, que os construiram. e abrupta, ao longo dos vales dos principais se interioriza, e interiorizados, o nível e a'Sanga pangaré, locais esta escarpa é atenuada e, na acima do atual. retilínea que a solaparam que Constituem se projetam .para o interior das lagunas das ~ Em alguns locais, e. g., ao norte do pontal dos Abreus, pr~se~ pelos cursos d'água drásticas no nível b~ laguna do nível das águas da onde desembocam. Ao sul da Lagoa dos Gateados raço sofre uma inflexão o limite interno deste para oeste e é abruptamente la linha de costa leste da Lagoa dos Patos. camente deixa de existir, mais baixos coalescendo e mais recentes. com o rebordo a erosão sofrida pela costa lagunar e conseqüentemente transportado o material dali para o norte pelas correntes nas sucessivas seccionado p~ Ali o terraço pratl Este fato, comprova to da laguna após a sua formação. ter litorâneas cristas de praia que construiram de outros, considerável o alargame~ retirado foi e depositado o Pontal do Anas
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    38 . Foto 1 - Vista aerea dosPontal dos Abreus. Cristas de praia limitam o Terraço Marinho (parte superior esquerda), e o Terraço Lagunar 1 (Parte inferior esquerda e superior direita). O Te~ raço Lagunar 2, mais estreito, aparece margeando a lagoa, limitando internamente por outra série de cristas de praia parcialmente retrabalhadas pelove~ to. Escala aproximada: Foto 1 : 100 000 - Vista 2 aérea da escarpa que limita interna mente o Terraço Lagunar 1 (esquerda). Â dI reita observam-se depósitos eólicos da Segunda Bar reira acumulados sobre o Terraço marinho. Escala aproximada: 1 : 60 000
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    39 tácio. /. A superfície te ocupada doTerraço Lagunar por arrozais que afetam e mascaram as os feixes de cristas de em vários locais ao longo do terraço lagunar, nastácio, pontal dos Abreus, da Ilha Grande e a norte de Palmares de quilômetros, de metros variável, entre as cristas, na parte oriental alguns atingindo da ordem de dezenas estes corpos arenosos é paralela a uma aprese!! a atual linha de costa. Tendo em vista as dimensões pode-se dezenas uma orienta entre 1 e 3 metros mantendo çao que em última análise terial constituinte, pontal do A e. g., do Sul. e com um espaçamento tam alturas que oscilam cristas fo togr.ê: praia preservadas Ponta do Espinho, Com um comprimento centena em algumas dignas de destaque. são notáveis r totalme!! feições morfolá Mesmo assim elas são visíveis gicas ali existentes. fias aéreas, que 1 é quase e aspectos identificar texturais do ma dois tipo~ de feixes de de praia. o primeiro constituido por cristas bem desenvolvidas, i dentificáveis no terreno e constituidas ra, construidos na margem nos pontais do Anastácio Lagoa do Casamento, Grande da Lagoa dos Patos, e dos Abreus, mais precisamente e na margem ocidental na Ponta do Espinho e na metade da leste da Ilha (Foto 3). o segundo, çadas, por areia média a grosse! constituido identificáveis por areias cristas apenas em fotografias finas e médias, goa do Casamento por construidas como as que ocorrem e ainda, as que desenvolvem como as que se observam pequenas, aéreas, pouco constituidas na margem oriental ao norte de Palmares nas margens esp.ê: de corpos d'água da La do Sul, menores no esporão que separa a Lagoa do Capivarí da Lagoa do Casamento. A diferença entre os dois tipos de cristas de praia aci
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    40 . l Foto 3 - Vista aéreado Pontal do Anastácio. Feixes de cristas de praia, parcialmente r~ trabalhados pelo vento e truncados (parte superior) pelo Terraço Lagunar 2. O Rio do Anastácio ou Fur~ do (parte superior), evoluiu de um antigo canal de maré ativo nas épocas de segmentação da lagoa. 1 : 100 000 Escala aproximada: ma descritos está claramente presidiram maiores sua formação, relacionada mais meiro grupo mostram-se senvolvimento orientação de discussão às vezes de padrão de formação JOHNSON (1919), KING processos e vagas decorrentes A interpretação fia, o pelo vento que proporciona permite destas longitudinal feições por parte de vários autores, (1967), envolvendo raneas de praia do pr! com de urna nordeste. O mecanismo destacar ao vento. os feixes de cristas afetados de dunas, que intensa nas margens dos corpos d'água e nas praias mais expostas De um modo geral, a energia dos agentes concluir tem sido objeto dentre os quais (1959), SHEPARD relacionados se pode (1963) e ZENKOVITCH a ondas, correntes lito de tempestades. das descrições que as cristas encontradas na bibliogr~ de praia podem resultar na
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    41 realidade da interação lise modificam detodos estes processos o perfil de equilibrio ção desse perfil de equilibrio de corpos arenosos conforme alongados demonstram Mc KEE & STERRET em laboratório de dunas que elas se superimpõem, de dunas "dune ridges", discutidas lagunares praia, por efetuadas (1964). formação a de praia ocasiona dando origem por SHEPARD encontradas arenosa.,. estreitas, se desenvolvem de que evoluem para cristas as experiências restaura à acumulação muitas vezes, A ação dos ventos sobre as cristas constituição A de uma praia. leva, (1961) e MOTTA As praias que em última aná a cristas (1960). na área são muito afetadas de sempre pela vegetação sobre um terraço lagunar mais jovem e cuja (TL-2), cota oscila em torno de um metro. O limite mais interno deste ter raço é muitas vezes marcado -praia geralmente vergadura, ornamentada totalmente temente opserváveis regra, quenos por uma micro-falésia. por gramineas. de espraiamento, por uma franja continua variações te, nos dias de hoje en freqüe~ via de secos de junco e p~ sobre a grama, retratando de nivel que a laguna sofre, as esporadicame~ (Foto 4). O estirâncio to por material Al~ são constitui das, de fragmentos galhos de árvores depositados apreciáveis a pó~ por cristas de praia de pequena atapetadas marcas Segue-se com uma largura de arenoso constantemente 5 a 10 metros submetido é compo~ ao fluxo e reflu xo das ondas. A antepraia do larguras sencialmente velmente encontra-se de até um quilômetro, muito bem desenvolvida, caracterizada arenoso de declividade se desenvolve uma vegetação constituida fundo por um muito pequena, atingig onde es invaria por juncáceas(F~ to 5). Também aqui no caso das praias,o vento dominante deste mostra a sua influência, fazendo com que sejam de nor mais desen
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    42 . Foto 4 - mentos Marcas deespraiamento de junco seco. Foto ~ Vista parcial da praia lagunar. delineadas 5 - Vista parcial da ante-praia da por juncos. por fra~ lagunar atapet~
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    43 volvidas e constituidas as praiasda La por areia mais grosseira Saco goa dos Patos e as do lado oeste da Lagoa do Casamento e do do Cocuruto, são mais es treitas, muitos enquanto cobertas pontos, que as do leste, mais abrigadas, por uma vegetação a verdadeiros exuberante, banhados cedendo lugar, em e. g., ao leste costeiros, da Ilha Grande e ao norte do Pontal do Anastácio. 3.2. o Corpo Lagunar Pelo que se deprende da Lagoa do Casamento, Hidrográficos levantada da Secretaria Grande do Sul, gentilmente Portos Rios e Canais, Lagoa do Casamento descrição 1 2 - de do Estado cuja reprodução é encontrada Estudos Rio do de Estadual cedida pelo Departamento na Fig. 11, interligando a de é um corpo de águas rasas que pa~a efeitos pode ser dividido maginária ~ da Carta Batimétrica pela antiga Divisão de Obras Públicas em tres partes distintas: Parte leste, compreendida - da observação entre a margem leste de uma linha i a Ponta do Espinho e a Ilha Grande. Parte oeste da linha anterior até os pontais e dos Abreus A nastácio. 3 - Parte sul, constituida As partes xa d'água, leste e sul interligadas aproximadamente racterísticas comuns. do é relativamente minuindo gradativamente num espaço relativamente das margens por uma estreita fai de largura,apresentam c~ a grandes pratos onde o plano com profundidades Nas proximidades as profundidades 3 quilômetros Assemelham-se metros. de pelo Saco do Cocuruto. máximas inferiores estas profundidades até a isóbata dos 2 metros quando pequeno, são menores passam para uma extensa do que um Iretro. Esta gura de até 2 quilômetros gradua para as antepraias. vão fun a 4 di então, zona on zona, com lar
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    44 . -..---..-.......... -11 50"50' 50° 45' ,'. L.,,~ I. 50"40' o, ! /,,--" ,, "- /" " '.-c- - : ' .'- _/ --.,I '::"'<00- ~ '30°10' (J ~ ( ~(' -30°15' -30"15' -', -.". ) o_.-"~-":~'v-30"20' , .----- -30"20' '-~ .j , : "/. .",-,'.,.;- -30°25' ,'" / SACO 4.5 d:J ' '30"25' .- ..-" r~".:.:::.. -tL,~' ~,: : : ~.. :::::::':::.::.r=z, '6.5 ;2:, . 30°30' 50°50' Figura " !:> BATlMETRIADALAGOA DO CASAMENTOE SACO DO COCURUTO EQUID/STANC/ADAS ISÓSATAS 0.5 m ESCALA I: 200.000 .~ ! 'i..'J l ~I
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    45 Pelo seu aspectomorfológico, tada por uma escarpa que cai em direção superfície lembra um antigo Ele é mais largo nas margens limi o de uma plataforma esta ao centro da lagoa, terraço lagunar, atualmente submerso. leste e norte e mais estreito nas de oeste. A parte oeste da Lagoa do Casamento é de um modo geral mais rasa e a maior parte da área ocupada pelo fundo situa-se ma profundidade mais central ma pequena Somente que oscila entre 2 e 3 metros. exibe profundidades depressão alongada superiores a 3 metros com mais de 4 metros. a a u parte u e mesmo Aqui osdecli - ves marginais tão são bem mais suavizados e o terraço submerso ; nao e evidente.. ( Feições desta bacia, interessantes observam-se nos limites submersos tanto com a parte leste da Lagoa do Casamento como com a Lagoa dos Patos. ( A leste, um esporão uma profundidade Espinho inferior arenoso recurvado, a 1 metro, prolonga-se até o norte da Ilha Grande, a cujp topo jaz desde a Ponta do cerca de 6 quilômetros,compa~ ,~ timentando fisicamente perfeitamente A sua forma a Lagoa do Casamento. lembra a dos pontais que emersos nos dias atuais tentam se~ ( r mentar a Lagoa dos Patos, conforme lhos moradores da região referem-se para invernar cos, através foi descrito a tropeiros anteriormente. conduzindo didades desta parte rasa da lagoa. jáz entre os pontais dos Abreus e do Anastácio, inferiores tal dos Abreus de um pontal trabalhado gado nos campos da Ilha Grande, durante os meses mais se A oeste, uma outra parte rasa, consideravelmente larga, Ve a 2 metros esta soleira extende-se até a Ilha do Furado, simétrico sugerindo ao do Anastácio, pelos agentes da dinâmica cas de nível mais baixo das águas da lagoa. com profu~ desde o Pon ali, a existência atualmente lagunar, mais submerso desenvolvido Nestas épocas, e re em ép~ esta
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    46 belecida uma compartimentação ção daságuas era'feita através dos canais do Monjolo os quais serão oportunamente Vários sobre o terraço banhados, foram isoladas encontrados (TL-l), dentre os quais destacam-se circundadas a La resultantes do seu assoreamento, da Lagoa do Casamento mediante A Lagoa da Bonifácia varam a sua segmentação. respectivamente, fases intermediárias lagoas estas o abaixamento de esporões por ocupadas por terras baixas vel das águas ou ainda pela formação tratam, s~ e a Lagoa do Mato. r Geralmente extensos e do Furado, descritos. corpos di água de menor tamanho lagunar goa dos Gateados a circula destes corpos lagunares, arenosos do ni que e a do Capivari le re e finais, destepr~ cesso. Em sua maior parte estas pequenas gadas ao corpo dlágua maior por intermédio dal inlets), no sentido de PRICE pres~ntativo pelas observa feições relacionadas ligando a Lagoa dos Gateados Responsáveis de elevada competência des razoáveis e depositando-os tas de maré co exemplo . Dentre ~les o mais re que apresenta que se é o hidrodinâmico entre as ba nestes canais, correntes capazes de erodir e transportar quantid~ desenvolvem-se de material lateral os depósitos (ti de canais de mare ao Saco do Cocuruto. pelo equilibrio cias que intercomunicam, (Foto (1968 b) lagoas encontram-se l~ sedimentar, retrabalhando (tidal deltas), migraçao redistribuindo-os das áreas por onde correm nas desembocaduras por construindo os de~nados deI (PRICE, 1968 ã), dos quais um magníf~ ê o que se encontra no interior da La~oa dos Gateados 6). Este mesmo canal parece ter contribuido para o assoreamento da Lagoa dos Gateados, desde há conforme muito atesta a exis ~ tência de feições de um antigo delta, visível reas, situado cerca de 6 quilômetros em fotografias ao norte do delta atual, ae em
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    47 . -- - - Foto 6 -- Vistaaérea da Lagoa dos Gateados, mostran do o delta de maré (a esquerda) e os cog juntos de cristas de praia ao longo de suas margens. Abandonada sobre o Terraço Lagunar 2, a Lagoa dos Gateados encontra-se em franco processo de assorea mento. Escala - meio ao terraço contribuiu lagunar. decisivamente feições peculiares do Anastácio, cristas 1 : 100 aproximada: para o desenvolvimento que ornamentam esta porção tais como a destruição e mudanças Cocuruto. Nesta Gltima, de pequenos na posição ta, vários o material ali depositado feixes de cristas e truncaduras testemunham do interna do antigo de condições e pânt~ do energia em vez de um de praia cujas diferentes a instabilidade de no Saco na Lagoa dos Gateados, construindo de de trechos de de Pontal feixe lagos alongados por abandono a existéncia série de uma de sua desembocadura praial mais alta do que a encontrada tribuiram parcial de seu assoreamento, seu curso, lateral Por outro lado a sua migração de praia e a formação nos resultantes 000. redi~ del orientações deste tipo de curso d'á gua. o canal que intercomunica a Lagoa do Mato quase inteira
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    48 . mente assoreada, ~ dotipo anastomosado e encontra-se modificado pelas obras de irrigação. Os canais Furado e Monjolo, a Ilha do Furado dos quais as Lagoas e a Ilha Grande do Pontal do Anastácio, se encontram de 15 metros, que separam respectivamente as maiores a despeito dos Patos e do Casamento ruto atuam ainda como verdadeiros da região, cerca áreas de comunicação entre profundidades das grandes ao longo e entre esta e o Saco do Cocu canais de mar~. Ainda ~ digno de nota o delta de mar~ ora em construção na zona de interligação entre as lagoas do Capivarí to, a oeste de Palmares do Sul tos deltaico-lagunares Arroio Palmares Foto 7 - (Foto 7). confundem-se Naquele e do Casamen local os depós! com os fluvial-deltáicos que ali desemboca. Vista a~rea da localidade de Palmares do SuL Da direita para a esquerda observa-se, depó sitos eólicos da barreira, Terraço Lagunar 1, ornamen tado com cristas de p~aia de pequena envergadura, e, o Terraço Lagunar 2 constituido por pântanos costeiros e pelos depósitos do delta intra lagunar entre as Ia go~s do Capivari e do Casamento. A planície aluviaI do Arroio Palmares confunde-se com o Terraço Lagunar li nela observam-se lagos em ferradura originados p~ Ia migração dos meandros. Escala aproximada: 1: . 80 000. do
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    49 o Arroio dos Grande terraço eda Cidreira de inundação dos retratados cujas nascentes atravessando lagunar construindo planície bow Palmares, situam-se a barreira diques marginais banha nos arenosa chega ao uma e desenvolvendo onde nao raro observam-se por típicos lagos em crescente meandros abandona ou em ferradura (ox lakes). No interior energia, -foot" da Lagoa do Capivari, o Rio Capivari constroi um pequeno em ambientes de baixa "bird delta do tipo . 3.3. Evolução Geomorfológica r Da descrição cas que caracterizam e discussão a margem -se que além dos aspectos relacionados fatores exerceram tabelecimento de sua configuração quais se traduziram margem feições morfológl deduz lagunar da região em apreço, dente, outros -se a lentas e periódicas das várias à dinâmica uma considerável modificações em emergências Estes atual. lagunar ali evl influência fatores no es relacionam no nível base da região as e submergências da alternadas lagunar. o que se segue resume apenas uma tentativa sucessão cronológica lacionando-as do estabelecimento com as oscilações de esboçar das referidas trans-regressivas a feições re muitas de que las retratam. Torna-se necessário tina-se única e exclusivamente uma compreensao sedimentação discussão correlação dos processos no domínio a curva que tal 'procedimento a fornecer elementos morfogenéticos ambiental sobre a cronologia com esclarecer lagunar. absoluta de variaçao que que permitam condicionaram Permanece dos principais eustática de~ a em aberto a eventos proposta e sua por
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    50 FAIRBRIDGE (1961) e BIGARELLA deestudo por VILLWOCK derações to, durante merg~ncia do esboço geomorfológico dos Abreus efetuadas que fez transgredir tr~s metros cia, designada por submerg~ncia mersos a uma sub que escarpa (TL-l) cuja base situa-se Esta acima do nível atual. a submerg~~ lagunar n? 1 (SL-l), foi respons~ do terraço lagunar e cristas momen que em dado a costa foi submetida o terraço lagunar adjac~ em conta as consi as ãguas at~ a pequena proximadamente cro-fal~sias depreende-se os tempos geológicos, vel pela abrasão na area da região (Fig. 12) e, levando-se anteriormente, limita internamente (1966)1 iniciadas (1972). Da observação te ao pontal & SANCHES (TL-l) I pela formação mi das hoje e cedeu seu lugar a uma fase regressiva. A de praia que modelaram os pontais ao norte do Pontal dos Abreus. A submerg~ncia esta relacionam-se a emersao do terraço trução das cristas de praia, construção do arcabouço isolamento lagunar (TL-l) com a cons arenoso do pontal dos Abreus. das ãguas mais baixo que o atual, esta emerg~ncia possibilitou o desenvolvimento ção do corpo d'ãgua principal e de pequenas ,lagoas do referido canal de mar~ que se tornava responsãvel Com o nível (EL-l) lagunar pontal at~ a proporcionando a segment~ o aparecimento de um hidrod~ pelo equilíbrio nâmico da região. Novo regime caracter~zou-se transgressivo, pela destruição submerg~ncia parcial do pontal lagunar (SL-2) I e o restabeleci do corpo lagunar. Atingindo cerca de um metro e meio acima do nível atual, as ãguas erodiram o TL-l, modelando u mento da unidade ma nova linha de costa, atual limite interno do terraço (TL-2) lagunar . o material ondas acumulava-se sua extremidade erodido das pequenas no pontal que adquiria fal~sias pela ação nova formal para leste, fugindo ã sua orientação das dirigindo original p~
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    52 ra sul. Um novo'período de emergência cristas de praia existentes vavelmente se estendeu compartimentação praias margens que se seguiu (TL-2) que pr~ nova (SL-3), é a responsável p~ ela es Relacionados atual da linha de costa. de boa parte do terraço lagunar de banhados arenosas lagunar nas na Lagoa do Casamento. tão o afogamento volvimento sobre o terraço até a isóbata de 1 metro, ocasionando A submergência Ia configuração (EL-2) está retratado a este superpostos, que cobertas a desen (TL-2), o além das extensas ante .parte das que se acaba de ana de juncos constituem boa da Lagoa do Casamento. o conjunto de feições morfológicas em lisar na área do Pontal dos Abreus, pode ser observado toda a margem lagunar, to do esquema de evolução quase de modo que se torna fácil o desenvolvime~ geomorfológica que se apresentará se a guir. Condicionada durante o Quaternário, Costeira partir às grandes oscilações a Lagoa dos Patos instalou-se do Rio Grande do Sul, isolando-se do crescimento um terraço marinho (1971) e VILLWOCK Submetida de uma barreira arenosa conforme regressivo, na Província a uma fase de emergência nadas eram paulatinamente sugerido lagunares EL-O a por JOST uma arenoso em meio aos quais transformadas regressão e uma série de depósitos terraço marinho, delgada em áreas paludais. paludais do Geriva que se espalham so remanescentes deste sis desta fase regressiva, e daí por constituem tema lagunar que já no decorrer do lagoas abando A Lagoa dos Barros entre outras, os banhados bre o antigo sobre desenvolvida foi a (ob. cit.). de sedimentos e Capivari, ocorridas do Oceano Atlântico corpo lagunar expôs sobre o terraço marinho espessura eustáticas diante, foi assoreado e segmentado. Q panorama morfológico apr~
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    53 sentado pela regiãona época da emergência não ter sido muito diferente A presença lagunar EL-O, supoe-se do esquematizado de depósitos na Fig. 13 A. eólicos na Coxilha das Lo.mbas e sobre a barreira que separava to desempenhava, já naquela época, um papel importante tação costeira a lagoa do oceano mostra na sedimen da região. Condicionada por uma transgressão marinha, ao Sul com o Oceano Atlântico, da submergência (SL-l) anteriormente lagunar dos a Lagoa Patos que se comunicava palco foi comentada. A Fig. 13 B mostra que, nesta época, a superficie guna ampliava-se às expensas tuiam o terraço marinho mulados e mesmo dos de origem na fase de emergência imediatamente (TL-l) e as cristas de praia que em muitos bem como vários pontais e estuários desta transgressão da la consti que da erosão dos depósitos lagunar-paludal acu anterior. o terraço A escarpa que limita internamente máximo ven que o pontos a lagunar acompanham, hoje suspensos, ,registram o três me a uma cota de aproximadamente tros acima do nivel atual do mar. Outra regressão, gência (EL-l), permitiu que ornamentam modificadas gressão Fig. 14 A, marcando por processos sobre a superficie do Anastácio ta fase, proporcionou, deste terraço, quais foram das a exemplo dos pontais cuja construçao a medida que as águas d'água que se interligavam das Restos do corpo lagunar em re O desenvolvimento e dos Abreus, ção da atual Lagoa do Casamento de construiram-se (TL-l), muitas eólicos. lagoas do Mato e dos Gateados. Espinho, de emer a formação das séries de cristas de praia o terraço lagunar ficaram o periodo do iniciou-se nes recuavam, a segment~ em pelo menos dois grandes corpos através dos canais Furado e Monjolo on deltas de maré. Esta segmentação não deve ter durado muito, pois outra fase transgressiva, SL-2, se fez sentir, afogando parcialmente os
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    ~ nn MA~ :xx I( ~ . """." I ; "..f " I ": ,". ~ f "" I ? ! ({ ':-.!f:-""', i, ". """"'. I :...'..' ". """ "'-"" . 'MO' DOS PATOS . { 7l; ~ ) .. ':",""""'''''' ,.<,,,-,, ' """ ::::! , i ,I I I: :' [ I'j SIMBOLOGIA ~ ~ DEPÓSITOSEÓLlCOS DA COXILHA DAS LOMBAS ~ TERRAÇO MARINHO lfFFfFR Ii . LAGOA OOS PATOS ~ : ". f: I ./ I ;,' / I ~ ~ : " .! l Y , '>::~':,.,..: """ ! i """""": ,: ". ", ",:",:" ... , " 1' ', r. V I T , ...,y.--,~'~ ::" I " , ;,,' " I , I I ,I .~' :,'1""" ~I LlII4iII~ I ( , I i . == li """ (1""""~'" " I " I1I1111I1 ~ v ~ . '/ [[]]I]] DEPÓSITOS LAGUNARES E PALUDAIS .,. """'r"""" I . r"""~:~ ~ ('.1111 .t:':l' I lil I1 i I CONFIGURAÇÃO ATUAL CRISTAS DEPRAIA Escala I AOO,OOO j I A:EL-O 4 o IoIWII...WI.-..... + 8 12 16 Krn B: Sl - 1 -. Figuro 13 DEPÓSITOS EÓLlCOS E MARINHOS DA BAB (l1fg;g REIRA DA LAGOA DOS PATOS . - ESQUEMADA EVOlUÇAO GEOMORFOLOG'CA MARGEMlAGUNAR DA BARREIRA MUlTlPlA DA DA lAGOA DOS PATOS f:! ,~ '§: Ul ~I ,j::,. ~
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    55 pontais rado. recém construídos Conforme voreceu se observa naFig. 14 B, a expansão a abrasão do TL-l, conforme atestam a escarpa, acrescida micas colocada em movimento aos pontais que submetidos lagunares desenvolveram-se Perdendo de maré sofreram aumentando praticamente um sensível foi parcialmente atingido hidrodinâ leste. migrando canais lateralmente e deltáica. Pela cota da base da escarpa de abrasão, o nível máximo o TL-2. a sua função, os antigos alargamento, a sua sedimentação linhas as às novas condições no sentido fa da laguna de praia e as cristas de praia que limitam internamente A carga elástica Fu e dando origem as Ilhas Grande e do que estima-se aci pela lagoa tenha sido cêrca de 1,5 m ma do nível atual. Nova fase regressiva, sionou a formação vide Fig. 15 A. lagunar Pelo contorno apresentado morfológica pela com o TL-2, deduz-se TL-2, o nível mais baixo atingido ta regressão. Embora de pequena a emersao e o crescimento porcionou outro período esta fase de da Lagoa do Casamento dos pontais, de ativação demarca pelas águas durante amplitude, a segmentação de 1 metro do fundo lag~ que aquela isóbata proximadamente cia causou novamente isóbata que a área marginal oca (EL-2), de uma série de cristas de praia sobre o e pela continuidade nar apresenta a emergência es emergeg mediante o que conseqüentemente hidrodinâmica a prQ de nos canais mare. Efeitos de uma posterior servaram-se na margem mento parcial na parcial d'agua. pela existência dos Conforme pontais que se observa SL-3, oQ ocasionou o afog~ pela existência de exten A transgressão do terraço TL-2, retratado sas ante praias, truição lagunar. fase de submergência, de pântanos des costeiros, pela ainda se preservam sob uma fina lâmi na Fig. 15 B, a submergência SL-3 é a responsável pelo contorno da atual linha de costa lagunar.
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    <xxx?9 XJ 1 Wf "IITI X rv</ 1~W:m II ' ~ ,,"-"0 ,/', I B I:;'~ , ~ ( f-- " -<-< i; ~ ~, t ", :: ... ''''''0'':':'''-- ,; " 1J / (':;'/"""0' ((@/ o,;{ ~S:i. . w/~ LAGOA . ~ : :,' """'",:~:: ~.::",,7a1 ... ,./1i1 Wo":~::::;"'-""": " .,. '/, USOA 80S PATOS ~.. " 0 ""'-;:"0 1-:Y/o"o""o" ,/, ;1.~~~~...,. "o ,:,;:,}/1; // , '..,' <V/I """'" 1m A:EL-f Figuro14 ',: . k;;:'k '", ~'/ ~ ~ DEPÓSITOS . § Ibt!m rum .: Tm IG; ~ ~ ~ 4 EÓLICOS DA COXILHA DAS LOMBAS ~ L:::d DOS PATOS SIMBOLOGIA lti=FfR1 (:.P_'-, t , ... ,', ~ !Y;; / ," ~ % ' --." ~..,i-". TERRAÇO MARINHO DEPÓSITOS EÓLlCOS E MARINHOSDA BARREIRA DA LAGOA DOS PATOS DEPÓSITOS TERRAÇO LAGUNARES E PALUDAIS LAGUNARAR CON~GURAÇAO 1 ATUAL RESÕRDO DE TERRAÇO CRISTAS DE PRAIA LEQUE DE DEJEÇÃO Escola I: 4 00.000 ° 4 8 12 10 1 ..-_. 16-m 8 : SL 2 - - ESQUEMADA EVOLUÇÃOGEOMORfOLÓGICA. MARGEM LAGUNAR DA BARREIRA MÚLTIPLA DA LAGOA DOS PATOS DA ,~ ~ '~ U1 .~ 0' " .. ~
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    ~ SIMBOLOGI A ~ ~ '/ DEPÓSITOS EÓLlCOSDA COXILHA DAS LOMBAS ~ . mm lffIm TERRAÇO MARINHO DEPO'SITOS EÓLlCOS E MARINHOS DA BARREIRA DA LAGOA DOS PATOS [[Iill] DEPÓSITOSLAGUNARES E PALUDAlS TERRAÇO LAGUNAR 1 TERRAço LAGUNAR 2 LAGO~ DOS LAGOA DOS PATOS PATOS --~--. 1"'"""0:. I 0 ~ CONFIGURAÇÃO ATUAL REBÔRDODE TERRAÇO CRISTASDE PRAIA CIISJ -~- 4 A: EL 2 - .q LEOUE DE DEJEÇÃO Escola 1:400.000 ~. ~ 12 16Km S:SL-3 -, , Figura 15 - ESQUEMADA EVOLUÇAOGEOMORFOLOG'C'ADA MARGEM LAGUNAR DA BARREIRA MULTfPLAOA LAGOA DOS PATOS .~ .-'!: ;;; .~ U1 <; -..J ~ ~
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    58 o esquema evolutivo quese acabou de mostra analisar . que a area da Lagoa do Casamento de uma série de transgressões movimentação balhado e do Saco do Cocuruto e regressões de um grande volume de material pela ação de ondas, correntes veis no tempo e no espaço, palco foi sedimentar que retra e ve~to, em condições foi empregado a que proporcionaram variá dos diver na construção ~ sos depósitos que constituem a margem e o fundo lagunar area da em estudo. Em que pese a quase total inexistência gicos sobre os depósitos mente controladas, nitude dos eventos sentados resultantes é notável a coincidência aqui registrados na curva eustática apresentada trabalhos destas por BIG~RELLA absoluta & SANCHES de dados cronolQ oscilações eustatic~ entre a ordem e a ma~ com os que se encontram de variação repr~ do nível marinho, (ob. cit.), apoiada em vários de FAIRBRIDGE. Conforme foi apontado dado de idade absoluta tra de turfa colhida por VILLWOCK disponível o (ob. cit), uma nesta área provém de nas proximidades no da Lagoa Negra, único Pontal das Desertas, situada sobre o terraço lagunar TL-l, descrito te trabalho. A idade de 2.925 1 125 anos, publicada (ob. cit.), corresponde assim ao período de emergência -1 que pode ser correlacionada FAIRBRIDGE por com a "Pelham Bay amos nes DELANEY lagunar EL Emergency" de (ob. cit.). Tal dado permite trutores e modeladores decorrer dos últimos inferir que os principais da atual margem 3.000 anos. eventos cons lagunar tiveram lugar no
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    59 SEDIMENTOLOGIA 4. 4.1. Generalidades A análise sa fornecer subsídios castexturais dinâmica belecer sedimentológica parâmetros cias sedimentares acumuladas em ambientes prováveis no capítulo nar as modificações proveniente para a sedimentação texturais bacia receptora, fácies mapeadas lagunar. e mineralógicas no material como fontes ' Com estes da causadas agentes no material físicos e qui e a deposição constituinte na das diversas das áreas fonte serao analisados lagunar, os do complexo fluvial do Guaíba como matérias da margem e os da parte norte da Lagoa dos Patos e como produtos tação lagunar na área de estudo, a Lagoa do Casamento Para e determi no fundo lagunar. Assim, os sedimentos envolvidos a erosão, o transporte impressas area serão aqui caracteri de cada ambiente das áreas fonte pelos diversos micos que atuaram durante da geomorfológica ambientes avaliar a contribuição de antigas seque~ agentes hidrodinâmicos precedente, dos diversos de material dos pretende-se da evolução de esta costeiros. os principais e os passos mais importantes apontados na identificação a que compoem da área em estudo, com a finalidade utilizáveis zados os sedimentos a seguir, vi as característi e os vários ambientes Uma vez conhecidos em estudo, entre para uma correlação dos sedimentos deposicional que se apresenta cada as diversas da sedime~ fácies que atapetam e o Saco do Cocuruto. unidade cipais características considerada físicas, Após a apresentação serão texturais apresentadas as pri~ e mineralógicas. dos dados seguir-se-á pretação global e a discussão dos resultados. a sua inter
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    60 4.2. Sedimentos Conforme te imediata das ÁreasFonte ficou demonstrado dos sedimentos depositados -se na area emersa adjacente rinhos e lagunares e por' depósitos do em quando no capítulo anterior, em ambiente à lagoa, constituida fon a situa lagunar por terraços qua~ eólicos e praiais que de a eles se superpõem. de o material dai erodido chega à lagoa através porte em parte fluvial, trans em parte eólico. de o material fluvial é acumulado predominantemente na sembocadura material dos rios, construindo eólico é espalhado posteriormente margens pequenos nas antepraias remobilizados Entretanto dinâmica m~ deltas, enquanto Ambos lagunares; pelas ondas e correntes a maior massa de sedimentos que o são litorâneas. mobilizada pela lagunar é sem dúvida a que provém por erosão das próprias As ondas e as correntes do corpo d'água. os últimos tempos geológicos, eustáticas, superpostos foram os responsáveis nais e deposicionais conseqüentemente que configuram pela distribuição deposição lagunar, a margem poã, os terraços bre estes últimos Chuí, lagunares, Considerando de lagunar de fundo. consti Ita da Formação so as cristas de praia desenvolvidas lagunares e hoje das áreas fonte para a eólicos que as margeiam. de avaliar as características rial que chegam à lagoa serão considerados viais e fluvio-deltáicos oscilações os terraços marinhos os depósitos e as praias Com a finalidade durante de formas erosi~ dos sedimentos serão considerados tuidos pela Formação à ação das pelo conjunto Deste modo, dentre os sedimentos atuando que se encontram do mate também os depósitos flu na margem que a Lagoa do Casamento lagunar. mantém ligação a berta com a Lagoa dos Patos e que esta recebe, nas proximidades,t~ do O material trazido pelas águas do complexo fluvial do Guaiba,
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    61 também aqui serãoapresentadas sedimentos permitirá diversas depositados estabelecer bacias, as principais Tal nestes compartimentos. comparações dos características procedimento entre os sedimentos de fundo das isto é, o complexo fluvial do Guaíba,a Lagoa dos de Patos e a Lagoa do Casamento, bem como avaliar a transferência material detrítico de uma para outra. 4.2.1. Características 4.2.1.1. Sedimentos 4.2.1.1.1. em sua maioria castanhada~ em muitos da Margem Lagunar Terraços Os sedimentos Marinhos que constituem casos com cimento e apresentam Nota-se lação de graos, superficial uma esfericidade dominante em algumas amostras síltica arredondados e e boa a moderada. é lisa e polida. a existência esses bem arredondados eólica nestes sedimentos de outra pop~ com textura e esféricos, que parecem retratar uma contaminação na área amostrada. As características sentados avermelhado, com matriz a feito sob o esteriomicroscópio,per superficial lisa e fosca, das na Fig. 16 de cor creme e amarela que os grãos são predominantemente A textura são ferruginoso. O exame das amostras sub-arredondados marinhos os terraços areias semi-consolidadas, às vezes castanho mite observar Texturais granulométricas e os parâmetros estatísticos visualiza podem ser de tamanho são apr~ na Tabela 1. Para efeito de classificação foi utilizado o triangular tendo por base a variação das proporções de diagrama areia-sil
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    63 TABELA 1 parâmetros - granulométricos presentativas Md Mz 2 3 2,300 2,500 2,980 - 5 6 8 - 10 2,730 2,740 - LC LC - LC LC LC- 15 LC - 16 2,463 2,893 2,530 2,160 LC 21 0,315 0,082 -0,178 0,632 0,592 -0,122 0,100 0,590 0,569 0,496 0,392 1.086 0,592 0,327 0,140 0,784 0,380 0,500 -0,378 0,291 0,727 2,679 2,743 3,116 2,800 LC - 20 0,366 2,769 K'G Skl °1 2,320 2,480 2,800 LC - 12 re de terraços marinhos. LC LC Amostras estatísticos. 0,657 0,490 0,582 0,529 0,067 0,362 2,630 2,443 2,253 2,659 0,499 0,297 0,642 27 LC - 28 2,320 2,266 0,940 0,588 2,700 2,753 LC - 29 1,740 1,766 0,772 0,603 0,063 0,346 0,113 0,493 LC - 30 2,520 LC - 32 2,290 2,523 2,370 O,12 0,416 0,577 0,627 LC - 2,430 - te e argila, mostras conforme SHEPARD de terraços marinhos A análise 0,349 0,479 0,626 0,541 (1954). Nesse enquadram-se representativas, granulométrica, permite definir seritido todas as a na classe areia. das curvas de freq~ência mas de amostras 0,697 acumulada e, dos parâmetros as principais e histogr~ da distribuição características des ses sedimentos. são areias finas, de seleção boa a moderada, simetria variável com matriz cúrticas, nóstica desde negativa síltica, mostrando pOLS a presença . distribuições da matriz de areias acumuladas tocúrticas) até muito positiva com uma a~ nas amostras dominantemente não alterou lept~ a propriedade dia~ neste regime deposicional (meso-leE
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    64 Via de regraos graos de quartzo sedimentos ocorrem pigmentados A alteração cessórias,a responsáveis mostras por óxidos de ferro. de feldspatos argilo-minerais gue ocorrem e a ferrificação Depósitos coletadas em depósitos inconsolidadas a semi-consolidadas As representativas ma matriz síltica e uma cimentação dos depósitos que as dos depósitos das de materiais a bem arredondados, lisa, às vezes mamelonada, fosca. características são apresentadas classificá-los Da observação de amostras tigos da Formação destes se 2. de areia, silte e argila ali presentes, como areias e areias sílticas. das curvas de freqüência representativas, eólicos. pela ausência aos primeiros acumuladas a depreende-se claramente existência das frações sílticas por processos a~ das acumulações que fo secundários. Em ambos os casos a classe modal dominante fina, embora nos depósitos e his Com efeito, os depósitos Itapoã distinguem-se eólicas mais recentes, granulométricas na Fig. 17 e na Tabela de dois tipos de sedimentos ram adicionadas intensa bastante são limpas e desprov! arredondados e com uma textura superficial As quantidades togramas u finos secundários. As principais permitem aver mais antigos mostram ferruginosa mais recentes Os grãos apresentam-se dominantemente eólicos são de areias de cor amarelo e castanho melhado. dimentos a em algumas Eólicos As amostras esféricos sao dos sedimentos nesta unidade. 4.2.1.1.2. enquanto a em quantidades pelo aumento da fração fina verificado coletadas desses constituintes mais antigos ela possa é a de areia se situar no in
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    66 TABELA - 2 parâmetros granulométricos presentativas estatísticos. de depósitos M Md - z Amostras re eólicos. °1 K'G - SKl LC - 1 2,730 2,676 1,282 0,275 0,805 LC - 9 2,490 2,473 0,382 -0,056 0,529 LC -11 2,620 2,.980 1,182 0,655 0,706 LC 14 2,690 2,643 0,331 -0,175 0,524 LC - 22 2,360 3,063 1,762 0,607 0,499 LC - 23 2,130 2,476 1,409 0,493 0,607 - tervalo de areia média. As areias mais velhas tem uma assimetria ca,émuito são muito pobremente muito positiva leptocúrtica, muito bem selecionadas, enquanto e sua distribuição que as mais tem assimetria jovens negativa selecionadas, granulométri sao e são bem a meso-lept~ cúrticas. Os produtos aos materiais responsáveis resultantes em condições 4.2.1.1.3. Terraços Os sedimentos resultantes tapoã~ são areias originalmente sao os anti nos depósitos granulométricas típicas de um eólicas. Lagunares que constituem do retrabalhamento som~dos de ferruginização, de finos presente as propriedades depositado dos grãos feldspáticos dos processos pelo acréscimo gos, desfigurando sedimento de alteração esse tipo de depósito das areias das formações inconsolidadas de cor creme, às vezes das por uma incipiente ferruginização, té pretas,enriquecidas em matéria às vezes cinzento orgânica. Chuí e sao I amarela chumbo a
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    67 Os grãos constituintes sãodominantemente arredondados, . de esfericidade média, com textura superficial As características 18 e na Tabela si ficados, TABELA 3 - 3, mostram ocorrendo granulométricas que esses sedimentos parâmetros granulométricos Md M - 4 - 7 3,400 2,960 - 31 2,340 positiva, °1 3,556 unimodais dio. re K'G 0,369 0,566 0,238 0,428 0,522 0,444 0,561 nas areias é a areia muito de bem classificados, fi assimetria leptocúrticos. oscilam tria é muito positiva sua seleção é moderada e a distribuição A diversidade tes sedimentos podem ser polimodais ram a sua formação. com a regressão, durante que des reg~ sedi lagunar e posteriormente, de uma planície por feixes de cristas de praia e pequenas tas assoreadas ambientais a erosão de'depósitos a transgressão a formação me assime a pobre, a granulométricas das condições Elas envolveram e pIa ti a mesocúrtica. das características é conseqüência variados e as classes do entre areia fina, muito fina, silte grosso Como conseqüência mentares Amostras SKl 0,653 1.724 3,690 2,376 As areias sílticas minantes diver lagunares. z A classe modal dominante são sedimentos Fig. na são bastante estatísticos. de terraços - na. retratadas tanto areias como areias sílticas. presentativas LC LC LC lisa e polidos. arenosa ornamentada lagoas abandonadas, com o passar do tempo, transformadas es em pântanos.
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    69 4.2.1.1.4. Depósitos Os sedimentos terial emtrânsito Fluviais fluviais aqui analisados representam o m~ ao longo dos cursos d'água que drenam a margem lagunar constituida pelos materiais descritos anterio nos ítens res. Para fins de maior representatividade coletadas tarito no fundo dos canais como nas planícies ção adjacentes, presentadas mecânica o que explica deposicional aqui abordados constituintes marelo ~ da das variações Também tomadas no fundo dos canais lagun~ apresenta de campo, deduz-se resultam com o fluvial. claramente do retrabalhamento dos terraços marinhos e lagunares são areias e areias lamíticas, claro a cinzento inunda de regime fluvial. que este ambiente Pelas observações de foram das características conseq~ência em cada sub-tipo aqui amostras res, pela semelhança depósitos a diversidade por estes sedimentos, foram incluidas eólicas. as amostras dos materiais e das acumulações inconsolidadas, escuro, seguidamente os que de cor enriquecidas ~ em maté ria orgânica. Os constituintes esfericidade çoes de origem diversa, la sua baixa energia, texturais diversos ocorrendo também é variável, retratam uma mistura de as quais o agente transportador, quer pelo pequeno atuou sobre os sedimentos, to é perfeitamente mostram e lisos, foscos e polidos. Tais aspectos admissível, sedimentos 4, revelam intervalo popul~ quer p~ de tempo em que não foi capaz de homogeneizar. uma vez que sao rios de Tal fa planície quaternários. As caracteristicas 19 e na Tabela bem A textura superficial graos mamelonados retrabalhando de embora sejam, em sua maioria, e arredondamento, trabalhados. graus grosseiros granulométricas igualmente apresentadas na Fig. uma grande variação, ocorren
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    71 TABELA 4 - parâmetros granulométricos estatísticos. preserttativas dedepósitos M z Md LC - LC LC °1 ,Amostras re fluviais. K'G Skl 3,200 2,400 3,960 2,486 1,839 0,591 0,661 0,357 0,523 Meandro abandonado - 13 17 0,594 Canal fluvial 18 19 2,530 3,000 2,513 3,573 0,338 1.541 -0,098 0,665 0,519 0,504 Canal fluvial LC - LC - 33 2,090 2,106 0,517 0,375 0,711 Canal fluvial LC - 127 2,150 2,116 0,584 -0,158 0,540 Canal fluvial LC - 136 2,650 2,653 0,292 0,171 0,637 Canal lagunar 149 2,630 3,309 1.526 0,669 0,507 174 2,160 2,159 0,290 0,066 0,560 Canal lagunar Canal fluvial 183 2,000 2,050 0,419 0,207 0,566 Canal fluvial LC LC LC . Planície de inundação do areias e areias sil~icas. Os depósitos por areias cuja da areia média, -- serve de fonte. simetria de canal fluvial são sempre classe modal dominante ora da areia fina, dependendo Sua classificação é quase sempre positiva, materiais é moderada mostrando finos sobre os grosseiros, duas amostras urna proveio situa-se com assimetria constituidos no intervalo do material que lhe a muito boa e a de um pequeno permitem dos em que pese a existência de levemente a retirada Destas últimas, negativa. dos finos, e a outra as distribuições exclusivamente on proveio arroio que drena uma área de cristas de praia, lhe fornece material as uma predominância do leito do curso de maior volume d'água da ârea, de as. correntes ora que Em todos os casos grosseiro. são 1eptocúrticas. Os sedimentos dos canais lagunares areias finas a muito finas de classificação assimetria mostrando positiva, são consti tuidos por pobre a muito boa, com um enriquecimento em finos e com u
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    72 ma distribuição granulométrica Os materiais bandonados, mesoa muito de planície embora constituidos nas a muito finas são bastante ma distribuição leptocúrtica. de inundação predominantemente enriquecidos Mostram em silte. Depósitos u Flúvio-Deltáicos Os cursos d'água que drenam a margem no corpo de águas relativamente deltas. lagoa, desenvolvem amplamente lagunarao desaguar calmas, perdem a sua competência, a maior parte da carga sedimentar truindo verdadeiros baixios fi por areias mesocúrtica. 4.2.1.1.5. depositando a meandros e de que transportam,co~ da profundidade Estes, pela pouca seus fácies de topo, sob a forma de que aos poucos vão sendo tomados pelos te dando lugar ao desenvolvimento juncais e finalmen de áreas caracteristicamente p~ ludais. Tais formas acrescionais nar e passam mentar a contribuir igualmente a margem lag~ como fonte de materialsedi para o fundo das lagoas. são sedimentos de cores amarelo quecidos de populações trazidas se observa flúvio deltáicos depósitos ou seja, iamíticos enri sedimentos forma que os e graus de arredondamento confirmando variada, a pelos rios. na Fig. 20 e na Tabela apresentam embora heterogêneas, tintos, diferentes e/ou às vezes bastante sendo a textura superficial Conforme mentos arenosos Da mesma orgânica. estes apresentam esfericidade, mixtura inconsolidados claro a .cinzento escuro, em matéria fluviais, que, fazem progradar permitem os depósitos propriedades arena sílticos esílticos granulométricas em dois tipos dis de canais deltáicos e os agrupá-los arenosos os sedi 5, de fâcies deltáico de topo
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    74 TABELA 5 - Parâmetros granulométricos presentativas de depósitos M Md LCLC - estatísticos. Amostras re fluvio-deltáicos. K'G z °1 Skl 3r616 3,076 0,559 0,202 0,493 0,311 -0,257 0,455 0,487 -0,054 -0,001 0,501 0,638 -0,266 0,489 -0,071 0,473 0,459 34 3,550 66 3.100 LC - 119 2.400 LC - 164 4,900 2,400 4,930 LC - 166 2.280 2,230 1,257 0,334 LC - 167 LC - 168 2,510 2,505 3,03 0,289 1,315 2,506 0,295 0,573 0,042 2,700 3,333 1,494 0,654 0,493 4,31 3.943 1,148 -0,326 0,468 1,890 lf893 0,436 -0,035 0,535 LC LC LC - 2.500 2,500 173 180 181 . LC - 182 0,516 .. subaquoso. Os depósitos de canal deltáico reias onde a classe modal dominante fina, mais raramente classificados, predominantemente sos de assimetria situa-se no da areia média. positiva a são constituidospor no intervalo da areia são sedimentos simétricos, podendo Mostram ou negativa. muito bem ocorrer ca distribuições plati a mesocúrticas. Os depósitos modal dominante muito fina ou do silte muito grosso. predominando situada da facies de topo subaquoso nos intervalos tem da areia fina, são pobremente -distribuições assimétricas negativas, a classe da areia selecionados, meso a lept~ cúrticas. Entre os dois tipos bem definidos dações. Isto é perfeitamente topo subaquoso, observado onde a terminal síltica, existem nas amostras todas as da fácies do é provavelmente pela ação das ondas e das correntes que atuam sobre gr~ retirada estas areas
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    75 relativamente rasas. 4.2.1.1.6. Praias Lagunares As amostras coletadas teos terraços lagunares amarelo-claro, resultantes rial que constitui buidos nas praias que limitam extername~ são constituidas por areias do retrabalhamento os próprios terraços ao longo das antepraias superficial pela ação das correntes amostras esféricos mamelonada evidenciam mistura na Fig. distri e subesféricos, com uma população esféricos com litorâneas. subarredon uma polidos. textura Algumas de grãos mais e foscos, gro~ resultantes eólica recente. As propriedades sentadas por graos a lisa, predominantemente seiros, muito bem arredondados, de uma contaminação pelas ondas do mate e dos sedimentos De um modo geral são constituidos dados a arredondados, limpas de cor granulométricas 21 e na Tabela destes sedimentos, 6, revelam características apr~ homog~ neas marcantes. são areias que apresentam tuada quase sempre no intervalo da areia média, reia fina, muito bem selecionados. grao é simétrica até assimétrica Cristas 4.2.1.1.7. a classe modal dominante A distribuição negativa, tudo muito tuais. de tamanho de meso a leptocúrticas. sobre os terraços lagun~ por areias limpas de cor amarelo claro, semelhantes a de Praia As cristas de praia existentes res são constituidos às vezes no da si às que constituem as praias lagunares em a
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    Argila 0/0 95 75 50 25 8 Areia silte I 5 /00 /00'/, '/, ,oo '/, :] 40 I o Fi gu ro 2 21 - 40 20 4 5 t; 80 60 60-1 60 40 20 o 3 I /00'/' 100] 80 80 80 110 o '/, 2 4 o 2 . o CARACTE Ri STI CAS GRANULOM ÉTRICAS DE A MOSTRAS REPRESENTATIVAS 2 4 . DE PRAIAS 4. o o LAGUNAR E S . q .~ ! .~ .. .~ '" ~ J Ci
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    77 TABELA 6 - Parâmetros granulométricos presentativas de praias M Md LC z 24 48 2.590 1.910 2.563 80 92 1.700 1.686 LC LC- 108 2.700 1.980 2.683 2.010 LC LC - 131 1.900 2.000 LC - 141 2.000 - LC - LC - - 112 qui, urna contaminação As areias 0,528 0,410 0,222 -0,042 0,012 0,472 0,341 0,162 0,414 0,412 -0,126 2.026 0,377 0,075 0,469 0,547 0,515 0,000 0,519 0,493 por grãos bem trabalhados, arredondados a subesféricos, mais grosseira, com textura ocorrem superf~ vestígios de grãos muito bem arre lisos e foscos, os quais denunciam, também a eólica. As características te situada -0,037 Em quase todas as amostras esféricos, 22 e na Tabela . 0,554 1.869 2.000 de urna segunda população, dondados, K'G Skl °1 -0,220 esféricos cial lisa e polida. re lagunares. 0,219 0,305 1.906 são constituidos a subarredondados, Amostras estatísticos. 7, mostram nos intervalos finas ocorrem granulométricas apresentadas na Fig. areias puras com a classe modal dominan ora de areia média, ora de areia sempre confinadas à margem do corpo fina. lag~ nar. A seleção nho são simétricas caso é muito boa a boa e as distribuições até assimétricas negativas, m~so a de tama leptocúrt~
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    Argila 0/0 95 75 50 25 5 . Areia I Silte 5 ". .'. .,. .,. 100 100 '00 ao 60 60 60 60 40 40 40 20 20 o o F;gu ra 80 40 i 100 80 o 2 22 - 3 4 5 6 ~ ./. ao 100 o I2 3 . o 90 o o 2 4 o o o CARACTERI'STICAS GRANULO MÉTRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVASDE CRISTAISDE PRAIA o .~ -t .. .~ <S !': ~ -..J (X)
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    79 TABELA 7 - parâmetros granulométricos presentativas Md - 25 LC - 26 M 1.590 1.720 z °1 0,780 0,367 47 LC -128 2.320 1.800 LC - 142 LC - 159 LC - 0,501 -0,011 0,540 1.766 0,681 0,304 -0,191 0,497 0,504 1.486 0,369 -0,035 0,505 1.50O 2.000 1.513 2.023 0,366 0.450 0,002 0,343 0,495 4.2.1.2. Sedimentos Pelos motivos aqui um sumário Aquele expostos estudados distintas, areno-síltica renosa grosseira, As arenosa, do complexo (1972). que a sedimentação a individualização no interior de quatro areno-silto-argilosa, da fácies silto a em sub-fácies e areno-síl tica' sao as que possuem em área, seguida pela silto-arenosa. dados a arredondados, mamelonada na Fig. são constituidos com urna esfericidade As características apresentadas apresentar-se-á e urna arenosa subdividida Estes sedimentos tura superficial do Guaíba dos sedimentos ou sejam: 0,660 arenosa média e arenosa fina. fácies expressão Fluvial anteriormente, por CUNHA autor observou quele corpo d'água permitia granulométricas do Complexo das características fluvial do Guaiba, maior 0,003 -0,195 1.500 165 arenosa, K'G Skl 1.590 1.656 2.313 LC - re de cristas de praia. LC Amostras estatísticós. por grãos média 'a boa e urna tex a lisa, mais polidos granulométricas subarredon do que foscos. mais importantes 23, onde estão representadas as são principais fácies de fundo. Tornar-se-ia fastidioso discutir aqui os parâmetros gr~
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    " Argila °/. 95 75 . . . .... ... . .. . . . . . . . . . .. .. . 50 25 Areia Si/te 5 '/, '/, '/, 100 100 80 80 '/, '/, 100 80 100 '/, 100 rOO 80 .~ .. .~ .. .~ <: li ~ 80 60 40 o 40 20 20 o o Figuro 2 23 - 3 - 4 5 6 7 8 ~ Õ 2 o 2 4 6 4 6 8 o 10 12~ o o 2 4 6 8 10. , , CARACTERISTI CAS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DO COMPLEXO FLUVIAL DO GUAIBA o 6 10 12. CX> O
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    81 nulométricos de cada fácies. asfácies arenosas apresentam assimetria é negativa cúrticas. Por outro uma classificação e as distribuições a assimetria é positiva que dizer moderada a boa, a são dominantemente lado, as fácies sílticas, to mal classificadas, são De um modo geral pode-se lept~ polimodais,são e as mu~ distribuições pIa ti a mesocúrticas. Os sedimentos tributários do Guaíba, do Delta do Jacuí, dos sedimentos manto de alterações das rochas graníticas tuem as suas margens trazido em suspensão, condições quando de chegar ao estuário Entretanto, a maior parte dos depósitos Graxaim, das formações Formação Tapes, aos quais se ~omam os produtos tuais das rochas graníticas mentares integram a margem estuarina. arenosos Guaíba e Alterito do intemperismo Serra de e erosão a sedi de hoje. os grosseiros nas áreas que as fraçaes mais finas são parcialmente das que se dispõem ali en quaternárias, que assim chega ao corpo d'água é nas partes mais profundas cheias, que junto com aquelas unidades buido pelo fundo, mantendo-se enquanto tem somente - O material grosse~ das grandes pelos agentes da dinâmica provém do retrabalhamento fino com material Estes últimos por ocasião Ja as águas dos rios contribui no próprio delta. tais como a Formação que consti já que a maior parte dos sedimentos são redistribuidos contrados do atuais. Caí, Sinos e Gravataí, ros fica depositada e quaternários e migmáticas O Delta do Jacuí, por onde passam cuí, Taquarí, pelos provém da carga trazida e nas porções mais abrigadas redistri marginais depositadas das ensea que se adentram pelo fino passa em suspensão pelo entre as pontas rochosas estuário. Uma boa parte do material estuário e vai ser depositado me será visto a seguir. ao longo da Lagoa dos Patosr confor
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    82 Sedimentos 4.2.1.3. dos Os sedimentos estudados por MARTINS da deFundo da Parte Norte Lagoa Patos foram da parte norte da Lagoa dos Patos & GAMMERMANN(1967), sob o ponto de vista de sua granulometria. Aqueles coberta autores que a porção norte da lagoa é em sua maior parte por sedimentos te por urna estreita por outra zona de sedimentos zona estreita resultantes ser observados saliente de sedimentos do retrabalhamento Os sedimentos cados, concluiram silticos arenosos arenosos a finos e ,ambas adjacentes. podem cujas caracteristicas mais na Fig. 24 e na Tabela 8, tem a classe modal situada no intervalo com assimetria são mal de silte grosso. muito positiva a l~ oeste grosseiros, das áreas marginais dominantes, limitados classifi e sua distribuição sempre é leptocúrtica. A fonte principal MARTINS & GAMMERMANN desses sedimentos (ob. cit.), é o material do pelas águas dos distributários do pelo complexo dos Patos, ~ Caracteristicas do Delta do Jacui e que Ias da fração . avaliar, na Lagoa mineralógica das dós sedimentos a saber, a mineralogia do que 0,062 rnrn; e a mineralogia de da arg! fina menor do que 4 micra. O objetivo tam passag Mineralógicas areas fontes foi feito em duas etapas, maior trazi em suspensao de águas mais calmas e profundas. O estudo da composição fração grosseira sugeriram fluvial do Guaiba vão ser depositados em ambiente 4.2.2. conforme deste estudo é fornecer posteriormente, a influência elementos das diversas que perm! fontes de
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    Argila 0/0 ~ 95 75 50 25 Areia 5 '/, '/, 100 '00 80 60 40 40 20 o 86 60 20 o O Figuro 24 2 - 3 4 5 ,- 6 7 8 9 10 ~ Ó 2 4 6 8 10 . o o I CARACTER'STlCASGRANULOMETRICASDE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DA PARTE NORTE DA LAGOA DOS PATOS 10 . .. .'.~ .. .!! ti '" .; 't co w
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    84 TABELA 8 parâmetros - granu10métricos presentativas M Md 28 29 5,02 5,24 5,50 30 31 5,42 5,15 32 33 34 5,20 5,10 re K'G Sk1 °1 z 1.040 0,431 0,549 5,710 '1.168 0,406 0,542 5,600 0,925 1.045 0,432 0,596 ,0,559 5,373 5,443 1.108 5,666 5,783 0,536 0,595 0,576 0,483 1.012 0,560 0,568 0,411 0,393 1.150 1.007 5,516 5,24 5,45 5,60 0,439 0,431 0,497 1.105 1.035 5,363 5,196 4,85 37 Amostras da parte norteda Lagoa dos Patos. AMOSTRA 35 36 estatísticos. 0,557 0,611 ~ material sedimentar na deposição 1agunar que se processa area na da Lagoa do Casamento. 4.2.2.1. Fração Grosseira A composição ,. os tipos de depósitos sa. minera1ógica O teor de fe1dspato casos, como ocorreu tingir até 7 %. em algumas amostras alcalinos em percentagem Foram ainda observados ve pequenas quantidades Os depósitos tidades acessórias quartz~ oscila em torno de 3 %,podendo Os fe1dspatos c1ásios que ocorrem em todos 1agunar é essencialmente da margem das areias presentes de fragmentos dos terraços marinhos dominam sobre os a plagio de até 2 %. como constituintes de ca1cedônia fluviais em alguns da fração 1e e muscovita. e fluviais de1tâicos de madeira, mostram carapaças quag quitinosas de insetos e fragmentos de conchas calcáreas de moluscos, êstes
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    85 últimos, também presentes Os minerais nasareias de praia e cristas pesados presentes de praia. mostra nestas areias não ~ ram variações significativas teor, nas 18 amostras analisadas, A turmalina tênio, estaurolita, de ambiente e o para ambiente, jamais ultrapassou 3 % em peso. é o mineral mais abundante, seguido pelo di~ zircão e opacos. Mais raramente Nos sedimentos CUNHA cialmente por quartzo, e mais raramente, ocorrem minerais Bão existem fração grosseira Entretanto, as areias turmalina, dos sedimentos a composiçao mineralógica sao quase pOlicíClicos, dos Pa que - sao de abundância andalusita, gran~ epidoto, e monazita. homogeneidade da fração grosseira areas fontes para a sedimentação da mineralógica quartzos as e os mine em ordem decrescente rutilo, hornblenda riais maturos, zircão e turmalina, (1963 e 1966), mostrou são essencialmente Há pois, uma relativa os grãos de felds da porção norte da Lagoa zircão, opacos, distênio, essen rutilo e granadas. mais ao sul, MARTINS presentes, da, muscovita, opacos, dados sobre a composição ali encontradas rais pesados monazita, conforme é constituida embora sejam freqüentes esfênio, e esfênio. fluvial do Guaíba, (ob. cit.), a fração grosseira pato. Como acessório tos. do complexo ruti ocorrem lo,epidoto,tremolita,andalusita,granada,biotita,monazita reportou seu no que diz respeito dos sedimentos são mate da Lagoa do Casamento. onde as variações sempre locais, relacionadas mais das acentuadas com particularidades de sua fonte imediata. 4.2.2.2. Fração Fina: Argilo-Minerais . A assembléia tos da margem de argilo-minerais lagunar mostrou-se homogênea presentes nos e constituida sedimen dominan
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    86 temente por montmorilonita, Ilitasomente ocorreu dro, entretanto, antigos com pequenas em uma amostra de terraço fica alterado da Formação nas amostras Itapoã, submetidos Ali o argilo mineral ferrificação. cristalizada quantidades de caulinita. lagunar. ,Este qu~ dos depósitos a processos dominante (fire clay) e a montmorilonita eólicos secundários de mal é a caulinita ocorre em pequenas quantidades. encontra o quadro abaixo apresenta os argilo minerais dos na margem lagunar. AMOSTRA DEPOSITO M % DE ARGILA NA AMOSTRA I K LC 1 Eólico 2,4 2 - 8 LC '" - 7 Terraço lagunar 1,3 8 1 1 LC - 8 Terraço marinho <1,0 traços - - 4,2 9 - 1 LC - 13 Fluvial Os sedimentos forme estabelecera argilo-minerais, finos do complexo CUNHA (ob. cit.), apresentam onde a montmorilonita a ilita e a caulinita uma assembléia é o dominante, em iguais proporções con fluvial do Guaíba, de seguindo-se e mais raramente ocor re clorita. Por outro lado, o estudo dos argilo-minerais mentos de fundo da Lagoa dos Patos, efetuado (ob. cit.), mostrou dância, uma assembléia por montmorilonita, morilonita, caulinita nos sedimentos do complexo por VILLWOCK constituida, interestratificados e clorita, dos sedi et alii em ordem de abun do tipo ilita-mon~ muito semelhante a encontrada fluvial do Guaíba acima mencionados,f~ to que constitui um argumento muito forte na comprovação de sua ~
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    87 rigem comum. Analisando as disponibilidades reasfontes para a sedimentação cias, conclui-se seguida em argilo-minerais na Lagoa do Casamento que o mineral mais abundante e das ~ adjacêg é a montmorilonita, pela ilita e caulinita. Observa-se ainda que os sedimentos da margem lagunar são muito mais pobres em ilita que os do Guaíba e Lagoa dos Patos. 4.3. Sedimentos da Lagoa do Casamento e Saco do Cocuru to Os materiais rosivos das áreas fonte do Casamento dinâmica lagunar anteriormente são distribuidos lagunares para os sedimentos 4.3.1. Características e depositados. a mesma processos chegam à dos resultados a distribuição Lagoa aos agentes da A descrição sistemática de~ utilizada e da análise granulométrica de areia, silte e argila em um diagrama dos sedimentos triangular, lanç~ foi de 'fundo nos corpos lagunares. Conforme foram determinadas ~ Texturais em conta as quantidades mapear descritas, onde submetidos obedecerá das para o fim de classificação possível mediante das áreas fonte. Partindo-se levando-se retirados, e ao Saco do Cocuruto tes sedimentos ~ detríticos se observa na Fig. 25 quatro nestes sedimentos: 1 - Fácies arenosa 2 - Fácies areno-síltica fácies texturais
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    " A R GIL A " -, O; ~ ;;; . AREIA Figura " . . .. . .. -~ <: SILTE .; ~ 25 - CLASSIFICAÇÃO TEXTURAL DOS SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO C-OCURUTO. DIAGRAMA AREIA - SILTE - ARGILA. OJ OJ
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    :89 3 - Fácies silto-arenosa 4 - Fáciessíltica A grande variedade renosa, evidenciada permitiram de sedimentos durante os trabalhos sua divisão em sub-fácies, agrupados de campo e na fácies laboratório o que foi feito lançando quantidades triangular, conforme as diagrama de areia média, areia fina e silte em outro se observa a na Fig. 26. Foram ali estabelecidas as seguintes areno sub-fácies sas: la - Sub-fácies areia média lb - Sub-fácies areia média-fina lc - Sub-fácies areia fina-média ld - Sub-fácies areia fina o reagrupamento último critério riormente dos sedimentos esse de fundo seguindo não alterou a distribuição das demais fácies ante estabelecidas. A seguir serão apresentadas cas petrográficas as principais de cada uma das fácies e sub-fácies das, após o que serão discutidos característi identifica os aspectos mais conspícuos de sua distribuição 4.3.1.1. Fácies Arenosa Os sedimentos que integram pelas partes mais rasas e marginais são constantemente submetidas a fácies arenosa espalham-se do corpo lagunar, aquelas,que aos efeitos de uma dinâmica tal mais severa. são puras desprovidas ambien de silte e argila. em sua Pela sua natureza grande maioria, e localização, constituidas,de esta fácies é a que d~ vera retratar mais fielmente a influência das margens no que ~ areias diz
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    r' S/L TE . . .. AREIA MÉDIA Figura 26 - .. .'~ .~ .~ .. ~ ..; AREfiNA IA ~ CLASS/FICAÇAO TEXTURAL DOS SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO. DIAGRAMA AREIA MEDIA - AREIA FINA - S/LTE. '-.O o
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    '9'1 respeito ao fornecimento Sub-Fãcies 4.3.1.1.1. Somente Apesar disso, tão situadas trêsamostras sua distribuição em antepraias renoso praial, foi coletada de material para a sedimentação Areia M~dia enquadraram-se ~ bastante adjacentes relativamente na ãrea de comunicação Duas es significativa. à acumulações grosseiro, sub-fãcies. nesta enquanto de material uma que outra entre a Lagoa do Casamento a Lagoa dos Patos, onde as condições ambientais, a e via de regra,são de grande' energia. De modo geral, pouco acastanhado, são areias limpas de cor creme a amarelo constituidas por grãos bem trabalhados a nédio grau de esfericidade e arredondamento variãvel mostram desde mamelonada uma pigmentação Observa-se população bem arredondados, a existência por grãos mais grosseiros, Alguns grãos de uma segunda esf~ricos, muito lisos e foscos. granulom~tricas 9 revelam materiais boa, com uma assimetria uma distribuição superficial por óxidos de ferro. As caracteristicas 27 e na Tabeia textura at~ lisa, fosca a polida. invariavelmente constituida e uma comaltD variãvel, apresentadas de classificação tanto positiva muito na Fig. boa como negativa a e meso a leptocúrtica. são areias essencialmente tidades de minerais pesados quartzosas, e fragmentos com pequenas de conchas qua~ de moluscos.
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    si/te 0/0 95 75 50 25 -- média-L-Areia 5 Areia fina o/o % o/o 100 4 5 t 60 40 40 20 3 80 60 40 2 80 60 O 100 80 o 100 20 20 o o o 2 I' Figuro 27 -CARACTE RISTlCAS GRANULOMETRICASDE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS DA sua o - o 2 I I FACIES AREIA MEDIA " o " "" 2 4 " "" i <õ "~ !': .. ~ ~ N
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    93 TABELA 9 parâmetros granulométricos sub-f&cies - Amostras Mz K'G - °1 Skl 1.610 1.603 0,279 LC - 132 1.70 1.676 0,418 -0,093 -0,174 LC-163 1,73 1,753 0,214 0,248 LC - 113 Sub-Fácies 4.3.1.1.2. o número de amostras bém não é muito grande. 0,497 des das margens lagunares enquadradas Nestas mente de na área últimas mais grosseiros da fácies arenosa, situações gentes que presidem predominantemente foscos. a esféricos, lisos, polidos. parece e redistribuidas lag~ pelos a atual. constituintes desta sub-fácies texturais distintas~ A mais A mais fina caracteriza-se arredondamento variável, re acastanhado cons muito bem arredondados, Em alguns casos os grãos mostram por óxidos de ferro. aparent~ da última regressão limpas de cor creme, às vezes amarelo por grãos esféricos se de franjas de de energia ambiental, modificadas a sedimentação por duas populações subesféricos a ocorrência de áreas relíquias o exame dos materiais ra composta in onde a profundid~ em meio à massa de areia fina, nar que não foram totalmente tituidas nas proximid~ e em alguns locais nas partes mais com as condições a existência vela areias comunica maior. incompatível retratar tam nesta sub-fácies Elas se distribuem ternas da área de ocorrência de é relativamente 0,515 0,570 Areia Média Fina ção entre a Lagoa dos Patos e a Lagoa do Casamento, dimentos de areia média. Md estatísticos. grosse!, lisos por e graos mamelonados a uma pigmenbação
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    94 vis granulométrica, conforme podeser A caracterização - reias de classificação ma distribuição boa a moderada, assimetria aparecendo dos e fragmentos TABELA 10 - negativa, com u meso a leptocúrtica. Do ponto de vista composicional, quartzosas a sao to na Fig. 28 e na Tabela 10, revela que tais sedimentos esporadicamente sao feldspatos, dominantemente minerais pes~ de conchas de moluscos. parâmetros granulométricos presentativas estatísticos. de sub-fácies Amostras re areia média-fina. Md M z 1,940 1,940 0,351 -0,033 0,521 LC - 117 2,05 1,996 0,226 -0,333 0,273 - 125 1,870 1,813 0,617 -0,238 0,535 LC - 133 1,970 1,896 0,467 -0,290 0,526 LC - 134 1,930 1,923 0,286 -0,063 0,531 LC - 146 1,80 1,820 0,557 0,026 0,479 LC LC 110 4.3.1.1.3. A os mesmos embora Sub-Fácies distribuição padrões primeira constituida Lagoa do Casamento. fácies arenosa. anterior segue aproximadamente e sua área de ocorrência, aparece em três situações por urna ampla franja situada A segunda representada tuadas nas extremidades ceira constituida Areia Fina-Média é bem maior. A areia fina-média A K'G - Skl desta sub-fácies da sub-fácies descontínua, al distintas. na entrada da por duas franjas si A ter norte e sul do Canal do Monjol0. por manchas dispostas na parte mais interna da
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    silte 0/0 95 75 50 25 Areio médio Areio fino 5 O/o o/o o/o 100 80 80 80 80 60 60 L '''j 46: o/o 100 60 "°1 40 40 20 20 o. r o 2 3 4 , 5 6 01 ~ o 2 . 4 I Figuro28 - CARACTERISTlCAS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS o o 2 4 2:o . , 2 4 o . o , DA SUB- FAC/ES AREIA MEDIA 2 FINA t " .~ .. .~ C;; .~ 5 !> .; ~ O lT1
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    96 As duas primeiras fundidade localizam-se comenergia ambiental de areias mais grosseiras elevada em zonas de pequena e onde a para contaminar fácies arenosa. Tais fatos não se verificam terceira situação grosseiros corno acontece a areia mais fina que desconectadas se distribuem disponibilidade das praias e cristas de praia tes é suficiente em maiores adjace~ dominante na da nas ocorrências das fontes atuais de materiais profundidades, com a sub--fácies areia-média-fina, quias pa~cialrnente modificados prQ representando, reli sedimentos arenosa fração pela ação de uma mais fina, mais moderna. Os aspectos anteriormente texturais descrita, são semelhantes igualmente de natureza A fração mais fina predominante, subesféricos, subarredondados, ricos e arredondados, transicional. é constituida mamelonados quanto que a fração mais grosseira aos da sub~fácies por grãos a lisos e polidos, é caracterizada en por grãos esf~ lisos, foscos e freqüentemente pigmentados por óxidos de ferro. Algumas amostras, especialmente tes mais internas, mais profundas, as que se situam nas pa~ mostram uma contaminação silti ca. As características 29 e na Tabela 11 mostram moderadamente çoes são dominantemente vas nas amostras tivas naquelas predominância que os sedimentos classificados tras em que a contaminação granulométricas e pobremente provenientes próximo classificados As ocorrendo às margens leptocúrticas nas e assimetrias sobre as sao amos distribui assimetrias de zonas mais profundas. das distribuições na Fig. dessa .sub-fácies síltica se faz sentir. simétricas, coletadas apresentadas negatl posl Há uma leve mesocúrti caso são areias constituidas rendo pequenas quantidades essencialmente de minerais pesados, por quartzo,oco~ fragmentos de con
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    si/te 010 95 75 25 . A reio médio . --..! . Areiofino 5 .,. .,. 100 .00 100 80 80 80 80 80 60 60 60 60 20 20 . o 2 3 4 , 5 6 7 8 9 10 q 6 4 40 20 20 o o o 4 , FIgura 29 - CARACTERISTlCAS GRANULOMETRICAS DE AMOSTRAS 60 40 40 i .,. 100 80 o .,. .,. .,. 100 .00 . o 4 ci I REPRESENTATIVAS o o 2 4 ci o 6 . I DA SUB-FACIES AREIA FINA MEDIA .~ -~ ;;; .1:' <; '" .. ~ .O J
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    98 TABELA 11 - parâmetros granulométricos presentativas de sub-fácies Md LC LC LC 76 77 - fina-média. °1 Skl K'G 1,167 0,676 0,441 0,151 0,579 0,483 O,543 0,341 -0,061 -0,072 0,480 0,551 1,983 2,273 2,30 2,30 2,11 LC -135 LC - 140 re 2,283 2,136 2,15 2,00 LC - 120 LC - 122 LC - 126 Amostras 2,680 2,166 2,08 2,30 78 LC - 115 areia Mz 2,31 - estatísticos. 0,431 0,599 -0,054 0,501 -0,081 -0,521 0,482 0,457 0,509 -0,048 0,511 2,030 2,103 O , 9 6 :;.. 2,130 2,103 0,723 -0,060 0,529 LC - 147 2,30 2,230 0,727 -0,187 0,566 LC - 151 2,40 2,730 1,015 0,546 0,615 LC 2,08 2,086 O ,221 0,099 0,557 - 158 chas de moluscos e restos de matéria orgânica 4.3.1.1.4 Sub-Fácies Conforme foi salientado reia fina mostra um domínio respeito são sedimentos esféricos~ mostras e distribuição nas proximidades que de materiais diz por grãos sub As a lisos, 'polidos. das margens a em area. essencialmente alguns grãos mais grosseiros, dos, lisos e foscos. a sub-fácies sobre as demais no mamelonados pas de cor creme, desprovidas mostrando anteriormente, constituidos subarredondados, coletadas Areia Fina absoluto ao volume de material vegetal. são de areias bem Por outro lado, aquelas obtidas lim sempre finos e quase esféricos, a arredonda nas partes mais internas são de areias sujas, de cor cinzento, às vezes aca~
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    99 tanhado, pouco sílticos, desprovidas de grãosmais grosseiros bem trabalhados. conforme Do ponto de vista granulométrico, na Fig. 30 e na Tabela 12 os materiais presentam dois tipos distintos da sub-fácies observa se areia fina a Um grupo consti de comportamento. o tuido por areias puras e outro por areias pouco sílticas, confirma as observações texturais relatados mente visível histogramas dos feitas quando da descrição no parágrafo Tal fato é anterior. tanto nas curvas de freqüência acumulada que aspectos perfeit~ corno nos ali apresentados. Na maioria absoluta das amostras a classe modal dominan te é a de areia fina. As areias limpas apresentam a boa, moderada quando ções são simétricas mesocúrticas. contaminada urna classificação por grosseiros, ou assimétricas negativas, muito boa e as distribui leptocúrticas ou Por outro lado, as areias sujas tem urna classifica - ção moderada, sitivas às vezes pobre, e tem distribuições em sua maioria, negativas, embora ocorram simétricas cos, p~ e assimétricas todas, quase sempre leptocúrticas. Do ponto de vista composicional contendo assimétricas ainda minerais pesados, valvas de ostracodes, cos vegetais, pelotas 4.3.1.2. fragmentos carapaças areias quartzosas, de conchas de de insetos, molus restos orgân~ fecais e pelotas de limonita. Fácies Areno-Síltica Os sedimentos que caracterizam -se nas partes mais internas transicional são do corpo esta lagunar fácies ocupando distribuem urna zona entre as fácies arenosa e silto-arenosa. são areias sílticas onde a fração arenosa é constituida
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    silte °/0 95 75 50 25 Areio médio 5 '00 '" '" 100 '" ", .: 80 60 60 60 40 40 40 40 20 í o Figuro 2 20 20 4 " 30 -CARACTERISTlCAS 5 6 7 8 GRANULOMETRICAS 9 10. rOO 80 80 60 60 60 20 o 3 '" '" 80 80 80 o '" ", 100 '00 '" DE AMOSTRAS o o 4 ~ o 4 . o REPRESENTATIVAS o o 4 I o 2 4 , DA SUB-FACIES I 40 "'j 00 q024q0246qO AREIA fI NA 40 '''j 11 2 4 40 6 . .. .., ~ .~ .. .~ ~ ..; ~ ..... o o
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    101 TABELA 12 - parâmetros granu1ométricos presentativas Md LC estatístico~. de sub-fãcies M Amostras re areia-fina. z °1 Skl K'G - 35 2,52 2,506 0,301 -0,1 3 0,505 LC- 2,30 2,343 0,644 2,53 -0,2 4 0,542 LC - 43 2,59 3,50 0,641 0,419 0,3 6 - 36 39 3,593 0,611 0,2 6 0,517 LC - 53 LC - 0,307 0,691 0,464 0,515 0,550 - 2,220 3,283 2,943 0,0 O 0,6 7 LC 60 64 - 67 2,966 0,455 -0,1 7 -0,1 3 0,521 LC 2,20 2,95 3,00 3,00 LC - 68 69 2,90 2,806 2,766 0,381 0,442 -0,3 8 2,466 0,565 -0,0 1 -0,0 O 0,595 0,501 2,536 2,556 0,479 0,1 9 0,693 3,05 2,910 3,476 1,120 1,179 0,3 8 0,5 8 0,6 1 LC LC LC LC - 70 81 82 2,80 2,46 2,50 LC LC LC - 83 84 LC - 85 2,66 2,590 0,445 LC - 86 2,40 2,330 LC - 87 2,55 LC - 88 LC - - 2,50 2,64 0,496 0,492 0,501 0,663 0,675 0,650 0,393 -0,3 1 -0,2 7 0,506 2,566 0,422 0,0 6 0,559 2,60 2,566 -0,1 7 89 2,60 2,573 0,459 0,462 -0,1 8 0,527 0,543 LC - 90 2,60 2,626 0,356 0,127 LC 2,53 2,476 LC - 98 2,60 2,50 2,78 2,506 2,503 2,783 0,370 0,526 -0,252 LC LC - 95 96 97 2,52 2,50 2,580 2,526 0,424 0,785 0,535 0,402 2,72 2,56 3,066 2,913 3,04 2,90 LC - - 100 LC - 101 LC LC LC LC - 104 105 106 107 LC - 109 LC - 116 LC - 118 LC - 123 -0,339 -0,094 0,297 0,281 0,520 0,534 0,436 0,490 0,541 0,180 0,732 0,574 0,513 1,128 1,000 0,634 0635 0,737 0,618 3,110 0,818 0,259 0,575 0,224 0,403 -0,091 0,014 0,580 2,50 2,890 2,500 2,80 2,733 0,357 -0,321 0,513 0,494 2,98 2,923 2,556 0,542 0,655 -0,012 0,746 -0,438 0,500 Conto 2,70
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    102 M MD LC LC 137 138 LC - 144 LC- 145 LC - 150 171 175 2,67 2,52 LC - 179 2,45 LC - LC - por grãos sUDesféricos 0,142 0,293 -0,350 -0,076 0,277 0,590 -0,267 0,510 0,348 0,654 0,996 0,682 0,259 0,127 0,627 0,540 0,363 0,020 0,495 e subangulares a lisa, quase evidênciqs de contaminação sempre As caracteristicas 13 mostram tanto no intervalo mesmo 0,577 0,519 0,748 com uma textura superficial Em algumas amostras polidos. com a população por grãos esféricos, 31 e na Tabela 0,651 2,450 3,143 mamelonada constituida 0,280 2..46 2,40 2,83 Skl 2,54 3,11 2,50 - °1 2,453 2,72 - K'G z 2,730 2,760 3,020 - arenosa mais muito bem arredondados granulométricas muito pobre e as distribuições tivas em sua maioria Apresentam na Fig. situa-se ou uma seleção pobre a granulométricas leptocúrticas, e foscos. fina, da areia fina como no da areia muito no do silte muito grosso. matura, apresentadas que a classe modal dominante há assimétricas pos!. com um bom número de amostras platicúrticas. Composicionalmente mentos sao areias quartzosas, de conchas e moluscos, tais e em algumas 4.3.1.3. amostras, ostracodes, restos orgânicos micro-concreções fra~ veg~ de pirita. Fácies Silto-Arenosa Os sedimentos que se agrupam ao longo de uma zona transicional no-siltica, contendo nesta fácies distribuem-se entre as fácies silticas nas partes mais internas e relativamente e profundas are da
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    104 TABELA 13 - Parametros presehtativas granulométricos de fácies Md LC LC LC LC LC LC LC LC LC LC LC M Amostras estatisticos. re areno-siltica. z °1 K'G Skl - 37 2,80 3,486 1,483 0,697 0,475 - 42 44 3,85 3,70 3,886 3,700 0,890 0,062 0,515 0,583 0,090 0,592 2,50 3,50 3,20 2,916 3,50 3,360 1,458 0,421 0,102 0,378 0,602 0,471 - 49 59 61 62 - 94 3,00 2,96 3,320 3,596 - 102 103 124 3,10 3,00 - - - . 1,040 1,714 1,752 0,648 0,580 0,420 0,712 0,577 0,602 3,690 1,807 1,386 0,711 0,510 0,630 LC - 153 2,239 2,707 1,643 0,517 2,75 3,30 3,933 3,406 3,660 0,462 0,546 LC 162 3,60 3,830 0,262 LC - 172 2,95 2,81 3,30 3,430 3,486 1,244 1,120 0,429 0,419 LC LC - - - 177 178 3,650 1,480 0,565 0,587 1,315 0,465 0,412 0,419 0,438 bacia de sedimentação. o material siltico domina sobre a fração areia e as pr~ priedades granulométricas são apresentadas na Fig. 32 e na Tabela 14. Conforme classe moda1 dominante desde moderada cas mostram se observa nos histogramas é a do sil te muito assimetrias variáveis, a curtósis, predominando são em sua maioria o quartzo é ainda o consti tuinte Ocorrem grosso. ainda fragmentos granulométr.!. as positivas e no leptocúrticas. essencial destes de conchas de moluscos, de diatomáceas e restos orgânicos vegetais. a A seleção varia até muito probre e as distribuições que diz respeito tos. ali apresentados, sedimen carapaças
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    é' Argila °/0 95 75 50 25 Areio Silto 5 ./. ./. ./. 100 ./. 100 80 o 2 3 4 5 .6 7 8 9 , Figura 32 - CARACTERiSTICAS GRANULOMETRICAS 10 1/ 12 80 60 60 40 40 20 1 80 60 40 o 80 60 "'j 20 ./. 100 , DEAMOSTRAS I o 2 4 60 I 'OOj 40 40 20 O O 80 6 8 10. o 2 , REPRESENTATl,VAS DA FAC'ES 4 6 8 o 2°LL-20 4 10 $ o 2 S'LTO-ARENOSA O 6 8 $.0 2 4 8 . .. .~ '" .~ ;;; .~ " '" .. ~ t-' o U1
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    106 TABELA 14 - parâmetros granulométricos presentativas de fácies Md M Skl 4,166 1,069 0,024 0,501 4,05 4,20 4,10 4,110 0,525 0,289 0,579 4,100 3,900 0,636 5,806 4,330 1,003 1,966 2,197 -0,066 0,108 4,50 4,29 0,607 4,170 4,21 0,728 0,791 0,136 -0,058 0,174 0,512 4,25 4,366 1,487 0,169 0,541 4,30 3,966 0,829 -0,457 4,16 52 71 72 LC- LC LC - 75 LC - 79 LC - 114 LC LC - - K'G CJl 4,18 45 50 4,160 0,508 0,176 0,686 0,637 4,22 4,30 148 157 LC - 161 re silto-arenosas. z LC LC LC - Amostras estatísticos. 0,574 0,496 0,676 0,649 0,662 Fácies Síltica 4.3.1.4. A fácies síltica distribui-se pelas partes mais inter '. nas e profundas do corpo lagunar, zonas de reduzida ambi energia ental. Os sedimentos são essencialmente por grãos de esfericidade Conforme cas apresentadas e arredondamento se depreende sitivas, constituidos muito baixos. das características granulométr! domi na Fig. 33 e na Tabela 15, a classe modal nante é a do silte muito grosso. leção moderada, sílticos, Os sedimentos apresentam às vezes pobre, com distribuições mais raramente simétricas, uma se °assimétricas PQ predominantemente leptocúrt! caso Composicionalmente, nante, ocorrendo o quartzo ainda em quantidades é o constituinte acessórias, conchas de moluscos e restos orgânicosvegetais. predom! fragmentos de
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    .' Argila % 95 75 50 25 Areia Si/te 5 0/0 0/0 0/0 0/0 o I 2 . Figuro 33 - 3 4 , 5 6 7 . . 8 9 . 10 . " ~ 100] 80 60 60 O/o 60 40 40 20 . 80 40 . 80 60 I 100 80 0- 0/0 100 .00 !O o 10Õ 6 8 . '00 80 2 o CARACTERISTlCAS GRANUlOMETRICASDE AMOSTRAS REPRESENTATIVAS 80 60 40 6 8 .0. o 2 4 , I DA fACIES SllTICA 6 40 20 I 40j 20 o .00 20 ..c 8. o 6 .o 4 6 . '" .~ ~ .';;; .~ <; <:: ;.; .. ~ ...... o J
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    -108 TABELA 15 - parâmetros granulométricos presentativas Hd LC LC estatísticos. Amostras re dafácies síltica. M °1 z K'G Skl - 38 4,60 4,666 1,287 0,146 0,659 - 40 4,90 4,843 0,998 -0,064 0,632 LC - 51 54 4,416 4 ,513 0,681 0,500 0,228 LC LC LC LC - 4,40 4,51 0,145 0,626 0,577 4,85 4,59 4,72 4,60 4,993 0,967 0,487 0,394 0,332 0,729 0,765 0,558 -0,041 0,608 4,650 0,752 0,526 4,53 4,29 4,510 4,293 0,694 0,671 0,085 0,134 0,102 0,738 0,558 5,00 4,70 5,033 1,488 1,054 0,151 0,381 0,615 0,743 0,907 0,605 0,294 0,672 0,588 LC - 55 56 57 58 LC - 73 LC - 74 LC - 91 LC - 111 LC - 154 LC - 155 4,40 4,35 5,00 4,646 4,573 4,786 4,443 LC - 156 LC - 160 4,75 4,380 4,900 4,720 LC - 170 4,92 4,966 0,258 0,857 LC 4,70 4,626 0,965 - 176 4.3.2. Características A análise da composição fundo seguiu o mesmo procedimento das areias-fontes, ção grosseira 0,767 0,205 -0,266 -0,026 0,735 0,784 0,892 0,424 -0,080 0,684 Mineralógicas mineralógica dos sedimentos de adotado no estudo dos materiais isto é, a determinação da mineralogia maior do que 0,062 mm, e a mineralogia da fração fina menor do que 4 micra. das da fra argilas
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    10'9 4.3.2.1. Fração Grosseira A composição versas mineralógica fáciesque atapetam do Cocuruto e o fundo da Lagoa do Casamento é essencialmente di nas das areias presentes Saco quartzosa. das o teor de feldspatos é de 2,5 % tomando-se a média 14 amostras tretanto estudadas. Existem variações não foi observado tasse a influência nenhum aspecto de zonalidade de áreas fontes distintas. linos dominam sobre os plagioclásios constituintes sofre uma variação irregular ocorrem pela area. sempre em pequenas peso da amostra que retr~ Os feldspatos alca estes dois e a razao entre que também se distribui Os minerais pesados quantidades presentes de modo nestas areias em 3 % não ultrapassando total. A assembléia mineralógica é constante nas 14 amostras ~ nalisadas en entre 0,5 e 8,0 %, e as pequenas variações apresentadas As turmalinas sao os minerais ~ alêa mostraram-se tórias. distênio, estaurolita, ram epidoto, zircão e opacos. rutilo, andalusita, dominantes, seguidas Como acessórios tremolita, granada, pelo aparec~ biotita e es fênid. A composição dimentos mineralógica de fundo é então muito constituiram significativas de influência da fração grosseira semelhante à dos ,materia:i,s as suas áreas fontes, não se observando que servissem de base para estabelecer de uma ou de outra área na sedimentação 4.3.2.2. Fração Fina: Os sedimentos destes se que modificações diferenças lagunar. Argilo-Minerais finos que atapetam as zonas mais centrais,
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    110 e profundas to p~quena 4micra, de parficulas do tamanho argila, fato que dificultou difratom~trica a separação isto ~,menores de material do que para análise de raios X. Mesmo assim foram examinadas mostraram mui do corpo lagunar tem quase sempre uma quantidade que os argilo-minerais a ilita e a caulinita, conforme 7 amostras presentes são a pode ser observada e os resultados montmorilonita, no quadro abai xo. AMOSTRA LC LC - 38 - 49 54 62 LC LC - M 0,5 0,9 I -K 8 % DE ARGILA 1 1 - - traços 9 0,7 4,1 traços traços 1 LC - 103 LC - 114 9,1 9 8 0,1 - LC - 124 9,6 1 1 10 Os dados acima apresentados geral apresentado observa-se para os sedimentos que há uma incidência maior do que a apresentada to permite embora das áreas fontes. Entretanto de ilita nos sedimentos pelas fácies da margem do material em suspenção Lagoa dos Patos que periodicamente estudo, não diferem muito do quadro supor que a ilita aqui encontrada uma contribuição de fundo, lagunar. representa, Tal f~ em parte, trazido pelas águas invadem os corpos lagunares uma vez que este argilo-mineral tamb~m em pequenas 1 quantidades. da em ali está sempre presente,
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    111 4.4. Distribuição Faciológica Uma vez apresentadas trográficas turais dossedimentos encontradas tribuição as principais que constituem p~ as diversas tex fácies a sua dis em area. que o ambiente pacial onde as condições físicas, sedimentar químicas influências que afetam o desenvolvimento cientemente constantes si to, conforme apontaram SHEPARD granulométricos zer uma avaliação se processou destes sedimentos outras e são sufi de dep~ (1955), buscar-se-á,atr~ e dos de variação textural estatísticos e~ dos materiais de fundo,f~ entre na correspondência e o ambiente dos geológico onde a sua acumulação. 4.4.1. Distribuição 4.4.1.1. silte e argila, observada para os sedimentos (1964), RUSNAK seja, sedimentos de Fácies-Texturais Areia-Silte-Argila A distribuição faciológica lagunares, conforme (1960), PHLEGER grosseiros (siltes), ocupando baseada no conteúdo na Fig. 34, revela um padrão, gens e porções mais rasas do o apresentado (1969) e SHEPARD (areias) depositados corpo lagunar, as partes mais centrais duas, uma zona de sedimentos arenosos). e biológicas de um sedimento & MOORE do grau de fidelidade as características é uma unidade para formar um tipo característico vés dos mapas de classificação tes Lagunares características no fundo lagunar cabe aqui analisar Considerando parâmetros dos Sedimentos transicionais por & MOORE de areia, clássico NICHOLS (1955), ou ao longo das mar finos e sedimentos e profundas. Entre as (areias sílticas e sil
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    -I 112 ---50" 50' ~ 50°45' ' -<::-". "30°'0'-1 -30"10' "- -~15 30"15'li I i : .-,--i ! , , -"t:~'v"1 -30"20' f .-~. ; -30.20' '." ; -.,' 1> _!- ~ ,,/ L ilr;OA 30°25' IJOS PATOS -,'O_, -, '30"25' .. :::,:,r-rLJ,' ., . I' , .,' ~::::::-:_-:":J-=::: 1 o' .- '" / '-30°3(1 50°-50' ,.. 50"45' ,Fj gUra 34 - SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO , FACI ES TEXTURAIS AREIA DO COCURUTO - SILTE - ARGILA ARGILA AREIA SILTE AREIA SILTlCA SILTE ARENOSO E SCA LA "~ õ "~ .. I: 200.000 -~ I' .$
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    113 A fácies arenosa tinuidade síltica, éa dominante ao longo de toda a.porção por outra parte centro lado, constitui do Saco do Cocuruto. nais silte arenoso na parte noroeste Ambos dois bolsões são circundados A isolados, parte e outro na de uma sedimentação fácies um na central pelas fácies transicio mais fina são encontrados da Lagoa do Casamento e no interior das lagoas e Capivarí. Areia Média-Areia 4.4.1.2. A distribuição na e silte, observadas gico apresentado baseada Fina-Silte no conteúdo areia média, areia fl na Fig. 35, não modificou anteriormente. lidade de subdivisão importância da lagoa. e areia síltica. Vestígios da Bonifácia marginal sul da Lagoa do Casamento con em área e apresenta Contudo de fácies arenosa na interpretação genética ele oferece uma de que se revela dos sedimentos A areia fina tem uma distribuição passo que as sub-fácies o quadro mais grosseiras possibl grande desta fácies. dominante ocorrem facioló em área, ao na zona de comunl cação com a Lagoa dos Patos, em alguns pontos próximos às margens e ainda na parte mais externa da franja arenosa ao longo do aonta to com a área de ocorréncia As ocorrências de areia média e areia média-fina trada da Lagoa do Casamento ambiental da fácies areno-síltica. são conseqüências direta da hidrodinâmica en do nível energético mais elevado que aquela área apresenta~ fre a influência na uma vez que so mais severa da Lagoa dos Patos. Por outro lado, as franjas mais grosseiras ao longo das margens estão diretamente relacionadas que ocorrem com o retraba lhamento da margem lagunar ali constituida por feixes de cristas
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    114 - _m ~" - _n""---'- .--'-'''' ~., l--'.""'-'-,::~, .n' --- 50°35' , ' '..-----~ ",- : .,' " '; " '. - 50.40' 50°45' 50"50' ij -- // 'o '" "I. ""-.. g= (J , , ,~r. " ' -:fu°15' '30"15' ," --, , , ,, ~.-t_--v , , , I 030"20' 0-""30"20' '--:.J , '-- -L.:: ,-,- / ,,' , a li! ,: , " ~ :_~-;.., '1 . ,. ! ( : .--- "- I , -~ .~::.~ , -':-~ i. - -~:;-' -- ,:.~ ~ "U__oco'''L.--~_. -_o/)) LAGOA -:30°25' 005 -,,--, PATOS 0 -30"25' " ,_;0- .:>-- rt-1,", ' : ~,,,o , ~ " ,/- r.:;,'~ 1 =.i' ",); ~ .../ P.U/éARÉ,-_.' ,,0'::;",/ ,30°30 50°50' 50d45' Figur a 35 - SEDIMENTOSDE FUNDo DA LAGOA DO CASAMENTOE SACO DO COCURUTO FÁC/ES TEXTURAIS AREIA MEDIA - AREIA FINA. SILTE SILTE " .~ .~ .., " AREIA AREIA MEDIA .....----------- ESCALA FINA 1:200,000 .~ <::: ~ "
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    115 de praia, depósitos grosseiros de todáa área estudada. I gunar, mais que contém, via de regra, os sedimentos As demais ocorrências, sugerem uma situação reliquia a areia fina, completamente desequilibrio situadas no interior do corpo l~ pois distribuem-se. desconectadas com as condições meio em e em das fontes atuais energéticas apresentadas ali no mo mento. 4.4.2. Variação dos parâmetros Granulométricos Estatis ticos 4.4.2.1. Variação da Mediana De acordo com FOLK & WARD tro que pode trazer imprecisoes manho médio, freqüência Md (1957), a mediana se considerado é um param~ como medidq de ta uma vez que se baseia em apenas um ponto da curva de acumulada. A mediana é o valor de tamanho médio que não se acha fetado pelos extremos correspondendo modal, - ocorrentes e pela assimetria, por outro lado ao valor mais próximo definindo o tamanho de grão mais abundante, No presente caso a análise da variação lida pois a grande maioria dos sedimentos Assim analisando-se Fig. 36, observa-se tricas distintas, fina e sílte na distribuição MARTINS da mediana apresentado de quatro populações ou seja, areia média, diâmetro ao (1967). é va de fundo são unimodais. o mapa de variação a existência a na granulom~ areia fina, areia muito muito grosso. A primeira, mais expressiva na zona de entrada da Lagoa Refletem zo nas de nivel energético mais elevado que as restantes, onde mate do Casamento, ocorre também como manchas isoladas.
  • 116.
    .. (' 116 50° 45 ' 50"50' ;-> <::'", ,. '. :"------ " :, ., '3O"IO'i " 50°40' ",' :,'".. )/ ./ . >'"- . ~ ,, () : ~ , ' ~t':. -30°15' POHTAl DO ESPINHO' : --~---~.-::r.::~ , .' I .' (-~ ' , -30"20' I " ,. f./ -30020' ---" i "; , -." ---/.....,.. ...-- . LAGOA f)()$ '30°25' PATOS ,. ,-- , ...'.- " ,-'~ , I' :r'i, ..' -~ 1 ,'--", ~ I' j " , ~:::::---::::~J:::::' .. '. .../.. , ,,;7'l'illAMIIf ./ , .--- ..' '.... , '" ".. ~, -30°30' I r50°'35' 50"45' 50°50' Figuro 36 - SEDIMENTOS DF FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO 00 COCURUTO VARIACÃO DA MEDIANA (Md ~) - LEGENDA 12 2-3 3-4 ..t ,~ 4-5 ESCALA 1:200,000 '" .. ~
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    117 rial grosseiro fornecidopelas fontes próximas, ou de zonas relí quias, mantem-se sem contaminação efetiva por populações mais fi nas. A segunda, a mais desenvolvida no fundo lagunar, distr! bui-se de maneira uniforme, dimento mais abundante A terceira caracterizando a areia fina corno o se na area. e a quarta populações, to fina e silte muito grosso, distribuem-se trais, retratando urna dinâmica ambiental formadas por areia mui pelas partes mais cen menos ativa. De um modo geral, o fundo lagunar é constituido por dois I tipos principais admitindo de misturas, na Fig. 37 que apresenta dos valores da mediana grosso, areia fina e silte muito entre eles uma série contínua de ser observado qüência de sedimentos, conforme de a distribuição das amostras p~ fre ali coletadas. I Os dois tipos representam de retrabalhamento produtos lagunar sobre os materiais Neste particular, finais do processo das áreas-fontes. a Lagoa do Casamento apresenta um cóm - I portamento descrita idêntico ao da Laguna Madre, por RUSNAK na costa do Te~as,E.U.A., (ob. cit.). 4.4.2.2. Variação O diâmetro médio do Diâmetro Médio - M z indica a tendência central ao tamanho I o tama médio dos grãos do sedimento. nho médio representa De acordo com SAHU (l96f)' a energia cinética média do 'agente de depoS! ção embora seja também dependente da distribuição de tamanho grão dos materiais disponíveis de como fonte. o mapa de variação do diâmetro médio apresentado na Fig. 38, é em traços gerais muito semelhante ao da distribuição da diana, discutido no item anterior. me
  • 118.
    118 ,,- 15 <J) <t Q: I<J) O 10 <t LI C O CI:. LI 5 ':;) :z o I 3 2 Areia Média Areia fIna 4 5 Areia mu',tafina Silte muitaorassa s i/te 6 grossa ~ Md (I . - - .. .~ .~ '" FIgura 37 - DISTRISUIÇAO DE FREQUENC/ADOS VALORESDA MEDIANA DAS AMOSTRAS .~ " DE SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO. ~ '5
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    119 ------.-.----- 50°45' 50"50' { 50040' " --, :',:: ". ' .30"10'-1 ..' .-- :.- , , -. 50°35' I XI ~ ./ 5C7' -" "" '..------ () ,~ ~r --- I- .- -30°15' : ~:;:,: --- I , I -, - -""-,, -30"20' -30"20' ,---- i.> ,-" , ~-_...-. r,/ ,"-- 005 LAGOA -30°25' PATOS - JO"25' --D;::::~~~~ ': ...'<" . ""'5~~ .:::;/' ,. ',~ -30° XI 50.50' 50445' Figuro 38 - SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA CASAMENTO DO VARIAÇÃO DA MÉDIA ARITMÉTICA - E sAco DO COCURUTO (Mz~) LEGENDA ,-2 2-3 3-4 B - 4-5 ESCAlA I:200.000 5-6 . -- .~ .~ .. .~ ~ ~
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    120 0.. Considerando que este parâmetro quetodos os diâmetros tem sua influência, ocorrentes do. ,Por outro sedimentos lagunares o diâmetro a unimodalidade fundamentais fácies evidenciadas a va estu na area em médio caracteriza uma melhor visualização 4.4.2.3. confirma e seu grau de seleção relativamente sições entre os recobrimentos cipais da mediana lado, ela indica igualmente Entretanto, permitindo acima mencionada da variação uma média em granulométrica na distribuição a coincidência lidade das interpretações representa destes elevado. melhor as tra~ lagunar, do assoalho do interrelacionamento das pri~ no mapa textural. Variação do Desvio Padrão - °1 o desvio padrão mede o grau de seleção de um indicando sedimento as flutuações deposici~ nal e sua capacidade do níyel energético de classificar os materiais Desta modo, o desvio padrão pode retratar por dOis,diferentes disponibilidade modos de deposição. de diferentes agente de deposição, das no material manho dos materiais sedimentos Entretanto energéticas o que mostra produzidos se não houver não serao que a distribuição da área fonte influência, grau de seleção dos sedimentos SAHU ali mobilizados. tamanhos de grãos no fornecimento ao as diferenças acumulado, do agente deposicionais retrata de de certo modo, ta o em um dado ambiente, (ob. cit.). o mapa de variação do desvio padrão apresentado na Fig. 39, parece refletir que foi submetido com exatidão o material Os sedimentos de selecionamento a do fundo lagunar. bem classificados longo das áreas marginais, profundidade o processo são os que ocorrem onde a atividade inibem a deposição de qualquer ao das ondas e a pequena material de tamanho
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    121 --50°45' . 50050' ,r-.-o---" 50'40' --". 50° 35' _' '__"__-- ,- "/ '30010'-t '~ :., .' ,.' ". " , I -L ""-" ~ (j ~ o/o' '.-( ~r: '30°15' PONTAl 00 ESPINHO LA6(!)l1 f)() CASAMENTO '--':::. -- ~ --I;.-v o, '30"20' --_/ , : -30020' , '-' ,o - _.,.-- -~- --" I I " " ,, , .>/ I,' r: i,. LAGOA -30°25' DOS io- -::'~' ,- ~:.:, ,j.. -~--___L.'o' PATOS -_.<-.>:r--f, '30"25' 1 '0"">--- ';~'--':<'1 ~~--:::-::_~-§< ), __,0/'."--' ~~o-_/,,:o' r-' -30°3(1 ,/ 50°50' Figura 39 § 50°'35' 50'45' - SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO VARIAÇÃODO DESVIOPADRÃO (fI' LEGENDA BEM CLASSIFICADA MODERADAMENTE MAL CLASSIFICADA - (0,5 CLASSIFICADA .~ ,! ;;; .~ <i - 0.5-1,0 - ) "O ESCALA --- 1:200, OO O !': ~
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    122 menor do queo da areia. ,Deve ser levado em consideração maior parte das areias ali depositadas sedimentares também, o fato de que a são provenientes de ciclos anteriores de onde herdaram um bom selecionamento. Os sedimentos de classificação moderada trados nas partes centrais progressivamente onde a efetividade entretanto, certo ponto, pois os sedimentos cos, sao um pouco melhor efetividade respectivamente nas e areias sílticas). o desvio e nas partes mais profundas onde relacionamento deposicionais Nas partes marginais sílti do que os que ocorrem (siltes arenosos Existe pois, um estreito e as condições até somente é válido das áreas mais profundas, classificados partes de média profundidade há uma maior diminui energética com a profundidade. Este relacionamento, padrão encon e má são entre do ambiente lagunar. dos dois tipos de regime depos~cional, carga de fundo e carga de suspensão, o grau de se leção é bem maior do que nas áreas onde sua atuação é conjunta interm~tente, ou seja, naquelas Cabe observar mentos de profundidade des facilitam grosseiros, vamente a deposição relíquias O mesmo profundid~ fino junto com sedimentos efeito pode ser observado condições De um modo geral, o comportamento -padrão mostrou-se pos lagunares CHOLS muito costeiros, semelhante na zona norte uo da I de canal. da variação ao encontrado especialmente e a Lagoa do desvio em outros com o apresentado (ob. cit.) em seu estudo sobre a Laguna Moriches, leste dos Estados Unidos. efeti em que este canal atuava entre o Saco do Cocuruto lha Grande onde também existiram pelos sed! onde as grandes de material de períodos como interligação Casamento. intermediária. ainda a má seleção apresentada de fundo do Canal do Monjolo, e por cor NI na costa
  • 123.
    123 4.4.2.4. Variação A assimetria a posição damediana é negativa, mostrando HU ~ assi negativa elevado que a média durante um intervalo de graos uma amostra assi tamanhos pelo agente deposicional nela coletada, de da idéia de que uma de diferentes (ob. cit.), que o nível energético que períodos sedi que o tamanho médio é mais área recebe materiais metricamente Em um sobre os finos a dos grosseiros Assim, partindo-se para serem trabalhados traduz granulométrica com relação à média aritmética. do que o da mediana. terminada Skl - de uma distribuição mento onde há predominância metria da Assimetria pode significar, SA segundo do agente é mais elevado de tempo maior que o normal, de mais alta energia ocorrem mais seguidamente do ou que o normal. Por outro lado, se os materiais fonte forem bem selecionados naisno ambiente condições Conforme que comandam se depreende tre os quais se destacam DUANE (1964),MARTINS a assimetria (1957), MASON expressão da dinâmica tes sedimentos (1958), (1969) e CRONAN (1972), na caracterização muito diagnóstico granulométr! ambiental. da assimetria apreseht~ no que diz respeito atual e das características herdadas a por es em ciclos anteriores. Observa-se gunar sao simétricos parte, herdado as & FOLK como um dos parâmetros Com efeito, o mapa de variação da na Fig. 40 mostra-se deixa de retratar dos estudos de vários autores,deg (1965), HAILS & HOYT mais sensíveis populaci~ a acumulação. FOLK & WARD tem se mostrado cos estatísticos a assimetria area pela e se não houver misturas de deposição, energéticas fornecidos que a maior parte dos sedimentos ou assimétricos da margem lagunar, negativos, caráter que é sua, fonte principal tituida por sedimentos bem selecionados. do fundo Ia Por outro que é lado, em cons a dinâ
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    124 -..--50050' 50° 45 ' "., ;:~"o,oo0'::::'-" ""'0., ., ,:' '30"10'''' 50°35' '" ,', ,', ~ ~ . " "" c-,-.-, -., -', , ~i, ~' /", 'o" (J ' 'o". "'" ,,-~:~//"/ '" ,,' '30°15' , 30"15' : ,o. ,', ,, ,, '~ --I.~-v -- . '30"20' '30020' r~~::~ ',' -",--"./ -~- ,0"-' ,.~ , / ; : .... "-.m LAaOA 30°25' , } I ( ~ :~~:~~~~:~t:~l ooS PATOS 030"25' ---c;~c~I~:~ .o.i ,,,,,,,;,,-,,,,,,:;,~,- 30°30" 50"45' 50050' Figuro 40 - SEDIMENTOS 500035' DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUro VAR IACAO DA ASSIMETRIA (Sk.) LEGENDA ASSIMÉTRICA POSITIVA o~ q; SIMÉTRICA o~ ASS/METRICA NEGATIVA ESCALA 1:200.000 .~ '" i,; ~
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    125 mica atual docorpo lagunar, relaciona-se tantes da atuação do vento dominante da margem leste, submetidas finos e se mostrem gem leste, permanecem Fazem exceção Cocuruto, positivas. urna deposição seus mar ao passo que ,as da simétricas. as areias da margem que se mostram vada promove mais severas,percam negativas dominantemente resul ondulações de NE, faz com que as areias às condições assimétricas com sudoeste Ali a profundidade de finos que contaminam do do Saco ele mais o material are noso. Sedimentos de média parecem negativos retratar Os sedimentos si ti vos, urna vez que ma maior deposição encontrados situações ali o nível de materiais dos sedimentos te a distribuição nais submetidos relíquias. das áreas centrais Pamlico, baixo' promove das influências que ali existe. a um contínuo u das áreas fontes, refle de fundo da Lagoa do Casamento energética joeiramento Os sedimentos efetuado marg! pelas ondas que enriquecidos pelos ~i em suspensão. Tal mecanismo e ALLEN mais p~ finos. lhes retira os finos e os da parte central nos trazidos são dominantemente de energia Deste modo, a despeito a assimetria em áreas de profundid~ confirma (1971) em seus estudos nos Estados Unidos as observações de DUANE sobre os sedimentos (ob.cit.) da Laguna de de Gironde, na Fran (ob. cit), mede o grau o grau e os do Estuário ça. 4.4.2.5. A curtosis Variação da Curtosis segundo FOLK & WARD de seleção dos extremos da distribuição de seleção da sua porção central. comparando-o com Deste modo, a curtosis revela
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    126 a normalidade da distribuição. Asensibilidade arnbientais não é ainda çao na diferenciação deste parâmetro bem ta com relativo sucesso, de MASON (ob. cit.), & FOLK especialmente Verifica-se mentos lagunares (ob. ci t.) observação são predominantemente suficiente fluenciando fina sedi mostrando comp~ terminais. isto parece estar relacionado de urna terminal para modificar da Fig. 41 que os na parte central quando dição à areia fina bem classificada, ou (ob. ci t,); caracteriza na leptocúrticos, rada com o grau de seleção das partes média) e CRONAN com a assimetria um grau de seleção mais expressivo reia fei vem sendo granulométricas. mediante Na fácies arenosa utiliza pode ser observado nos trabalhos HARTINS de populações às mudanças a sua de sedimentação, conforme quando relacionada ção de misturas Entretanto conhecida. de ambientes estatístico de uma terminal (silte) com a a grosseira (~ pouco em quantidade o tamanho médio ou desvio padrão,mas in no grau de seleção das terminais. o mesmo parece dição de urna terminal acontecer a a com a fácies síltica onde arenosa resulta em valores i para curtosis guais aos da fácies arenosa. As distribuições mostras puras, unimodais, mesocúrticas normalmente sem enriquecimento Por outro lado, as distribuições caracterizar sedimentos se restringem Ias próximas bi ou polimodais. a nas terminais. platicúrticas costumam Na área em estudo elas da ação das ondas e ainda aqu~ dos cursos d'água que fornecem mate à regiões abrigadas a desembocadura representam rial mal selecionado. A predominância de sedimentos leptocúrticos, grosseiros corno os finos, parece retratar o ambient~ lagunar possui em separar duas populações tanto ainda a habilidade os que dominantes a partir do material que lhe é fornecido pelas fontes, ou seja, uma
  • 127.
    127 -----50°45' 50"50' i~ '-", "'<:='O- , '3QO'O'i) :/ /" . ".. SO"30' 50°4{)' I ' .,' . ' . .,' ' ,..,._-' I , -" "'-., ~ " ~ :,. ~ " ~r. -30°15' ,- IX)CA w ," -.-' , ,-,I:~:- . , --".'-" . I ., -- '30"20' ,_..~.. '-;.: -,' -30"20: ,~'-. ...-'r' ";- LMOA -:30°25' DOS PATOS -- ,-. ' '' '30'25' ' .,-:-,:.:'-- -'rt.t', ! ~.., ~.. j r:~-"'''' ,...u -----c-:-.i":', " o'':!. 50445' -30°30' 50'-50' Figuro 41 SEDIMENTOS DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO VARIAÇÃODA CURTOS/S( K'G) - LEGENDA ~ § ( 0.47 0,47- - PLATICURTICA .~ 0,52 - MESOCÚRTICA > O,52.-.L EPTO RT I C4 CÚ E SC A LA I: 200. 000 i .~ .~ s: .. ~
  • 128.
    128 população arenosa e outrasíltica, tintas na dependência deposição distribuindo-as de seu nível energético, de sedimentos nitidamente o grau de mistura te sedimentar. transicionais, seleção métricas, que os tamanhos em um arnbien ~ácies as mesmo mostram confirma como parâmetro dições deposicionais 4.4.3. granul~ utiliza da capaz de retrataras con lagunar. da Distribuição Tendo em vista o que foi analisado tes, conclui-se mediana da lagunar. pois a validade estatístico em ambiente Controles do ambiente de um grau de grãos próximos à ação seletiva Tal comportamento , populações na porção central das suas distribuições' sao os mais sensiveis ção da mediana de diferentes areia siltica e silte arenoso, mostrando a permite da curtosis No caso da Lagoa do Casamento, elevado sem proporcionar polimodais. Deste modo, a análise da variação determinar dis em áreas que a distribuição nos itens faciológica fundo da área lagunar em estudo é controlada tores, dentre os quais se destacam Faciológica .precede!!. de dos sedimentos fa por uma série de as caracteristicas dos,' mate <.. riais fornecidos ambientais, pelas áreas fontes, as condições a morfologia hidrodinâmicas do corpo lagunar e sua evolução nos últi mos tempos geológicos. Embora tais aspectos lhe neste e nos capitulos precedentes, sobre o seu interrelacionamento da Lagoa do Casamento já tenham sido discutidos cabe aqui uma com det~ apreciação com o quadro da sedimentação e Saco do Cocuruto. a~
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    129 Características 4.4.3.1. dos Materiais Fon das Áreas tes Tantoa distribuição ção dos diversos parâmetros das fácies texturais granulométricos, cia direta das características pela margem texturais lagunar 'e pelo material tos e complexo uma influên dos materiais fornecidos na Lagoa dos Pa que a fluvial do Rio Guaíba. A Fig. 42 é suficientemente textura dos sedimentos feitamente retratam em suspensão varia como a compatível lagunares atuais é, de um modo geral, com a dos materiais gunar e ali são retrabalhados características clara para mostrar Ia que chegam ao corpo de acordo com as da bacia de acu entre os sedimentos da e redistribuidos hidrodinâmicas peE e geomorfológicas mulação. ~ notável a identidade fácies arenosa textural com os que constituem modal dominante a margem nas areias da margem A lagunar. classe lagunar é a mesma que predQ mina na fácies arenosa de fundo. A influência servada que assim se retrata também no detalhe, dia situadas de sedimentos dos Patos pelo complexo provenientes longo das margens média praticamente fonte. mais grosseiros de areia me de um que derivam aportados à Lagoa fluvial do Rio Guaíba e ainda pelos detri do complexo cristalino leste da Lagoa do Casamento inexiste, nos sedimentos Nos únicos por materiais caso das manchas que aflora ao deste. Na margem classe modal eo na entrada da Lagoa do Casamento retrabalhamento tos recentes como em escala ampla, é ob o que é resultado da barreira da ausência areia desta arenosa que lhe serve locais em que se observa mais grosseiros a sub-fácies de uma leve contaminação que areia fina, a sua deposição es tá relacionada com a destruição de antigas cristas de praia acumu
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    130 --. ", " .,~ .-'" SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS SEDIMENTOS DOGUAIBA F;gurd 42 - COMPARAÇÃOENTRE AS CARACTERiSTlCAS TEXTURA/S DOS S~ DIMENTOS LAGUNARES E AS DE SUAS PRINCIPAIS FONTES. - --'-'--.- .. .~ i
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    131 ladas sob condições material hidrodinâmicas severas, capazesde selecionar grosseiro. o material siltico acumulado nas partes mais centrais e profundas que drenam a margem lagunar e, principalmente, gressa na Lagoa do Casamento dos Patos mediante fácies silto-arenosa cedência, geométrica se observa tas como leques deposicionais ~ onde ingressa retratado que in Lagoa d'água da no capitulo 3. das ocorrência das áreas de e siltica demonstra conforme d'água junto com as massas o mecanismo A configuração dos cursos do material tem sua origem na carga de suspensão perfeitamente a sua pr~ na Fig. 34, onde elas estão dispo~ cujos vértices jazem nos canais por o maior volume de águas proveniente da Lagoa dos Pa tos. A identidade entre os materiais fundo lagunar não se restringe Ela também é observada métricos, conforme na, conforme apenas às características no que diz respeito será discutido ticas composicionais, Morfologia ~urais. aos parâmetros posteriormente, tanto na fração grosseira o que foi apontado 4.4.3.2. das áreas fonte e as do granul~ e às caracteri~ como na fração fi no item 4.3.2. e Condições do Cor Hidrodinâmicas po Lagunar Em vários momentos das fácies texturais quando da discussão e da variação foram ressaltados aspectos çoes morfológicas e hidrodinâmicas Tornou-se FOLK & WARD rica, de sua interdependência evidente distribuição granulométricos com as condi do corpo lagunar. que os parâmetros Cob. cit.), traduzem as condições dos parâmetros da granulométricos fidedignamente, de sedimentação nesta área e de sob a forma numé neste ambiente
  • 132.
    132 geológico em estudo. Para tornarmais fácil a visualização versos fatores interatuantes da a Fig. 43 que relaciona turais e parâmetros longo de perfis na sedimentação a batimetria granulométricos transversais conjunta destes di lagunar foi construi com as características de fundo, ao e a Lagoa do Ca dos sedimentos ao Saco do Cocuruto tex samento. Antes de se proceder quadro hidrodinâmico Conforme à sua análise, que o corpo d'água em questão apresenta. foi visto no capo 3, a região em que se situam dominante estes corpos d'água sofre a ação de ventos que sopram mente do quadrante Tais ventos controlam nordeste. das águas gerando ondas e correntes vas nas margens litorâneas de oeste do que nas de leste. ainda influenciada o ,resumir convém pelo fornecimento los rios provenientes da margem través da área de comunica9ão a circulação que são mais efeti e Esta circulação p~ d'água ao corpo lagunar a lagunar e pela Lagoa dos Patos entre os Pontais dos Abreus e Anas tácio. Os perfis retratados se que absoluto classificação riaFig. 43, mostram da profundidade da bacia de sedimentação textural dos materiais sas se dispõem de fundo. ao longo das áreas marginais, claramente ~ dominante. qüentemente ras as quais cheguem a constituir inibem a deposição fração uma vez que a parte norte textu da o mais longo "fetch" e conse é a que padece de condições granulométricos. mais rasas, ao passo no é a que apresenta O mesmo controle areno nos perfis AA' e BB', permanece Isto é explicável, Lagoa do Casamento As fácies a Tal CC', embora ali os siltes.não ral sôbre ~ mais profundas. que as mais finas ocupam as áreas centrais, fato, observável um controle hidrodinâmicas dos sedimentos mais seve mais finos. existe sobre os diversos parâmetros
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    133 a-s' PERfiL PERFIL A-A' L~~~~;~~~;z_:I. TEXTURA TEXTURA F.j ~~~~- :::: :::: -:-:':-:':-:':-:':-.. --- - ---- - -- - ....... - ::-:.:.:.:" '-'-~~' 0'6 0.7 O,, KG' 0.5 04 0.2 '" - -------------------..... - -- - - - - - ~ . """" ':::... j ~.~~ 0:31 0,2 ~OO 51<,'J-. ,~--~~= -o.oJ~ --- ,.O / l~ -~~-/ ..- :~ lC ~ ., ::1 o ,.,-.., --.-------. ",' . .. --- . 1 -~ ~ W':~~- '" '" a",,,, '" .. '" '" ==~=_.. '" '" o '" rc~---- :. ~ '" - ..a' ~7 --~ ",' ~- '. aATlMfTRIA~ "7 -~--=--=-, 5' - ./ Mz 4>2' I O I r--=--~- / ,,51 .':: oJ SKI~O':I--0,5 ~ 11 A o D em -- '" .. BATlMETRIA:~-':?-~"! 3J 4 LEGENDA PE RFIL .. C-C' "--- .. '" -- .. y '" A' TEXTURAL ARGIL A SI L TE TEXTURA [..::l0T~m0><:mu A R EI A ~:;1 I<G' D.ei 1 ~= -~ .----------- 0.3 0.21 r-------. SI<,~o'° o - 0.0 r- -7"--- --------- /' ) "O I.~ (J", i 0,5 o ,...---- ' 5 Mz $ ~ /~-------- -. --- -----------..- L ~ o ..5' .' . ",' jL aATlMETRtA - '" '" ;i~ 41 ~ Fi, !ro 43 <.; ------ " '~ <ri ~ '-'-'-r! o C i .. .. '" .. '-- N .. ~_/7 ---- VARIAÇÃO DAS CARACTERiSTlCAS - '" LOCAL 11 AÇÃO DOS BATI METRI A C' PERFIS E LEGENDA VENTOS DOMINANTES PERFil., .. ~ ~' TEXTURAIS E PARÂMETROS GRANULOMÉTRICOS DOS SEDIMENTO S Df -:UNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO, NFLUÊNCIA DA MORFOLOGIA E DAS CONDICÕ ES I W ROD/NAMICAS DO CORPO LAGUNAR.
  • 134.
    134 A mediana dêntico e deum modo geral mostram do agente deposicional perfeitamente constituidos mar da margem aumenta leste com o decréscimo da maE domi se aprox~ há ~ aumen Ao na area. da profundidade Esta situação tornando-se deve-se local a lagoa recebe os sedimentos ao fato di de que bar finos trazidos da pelo Rio Palmares. A variação ção do sedimento, ambiental sele do desvio padrão que retrata o grau de também é conseqüência pelas áreas fonte. râmetro praiais até que fugindo ao padrão estabelecido, minui para areia muito fina. nergético mate finos começam a da fração arenosa que passa a dominar, reira arenosa os oeste por depósitos e os sedimentos afe define A medida que se distancia ao padrão geral observado mais e mais grosseira naquele fornecidos por areias médias. nar obedecendo mais também são da fonte e o perfil BB' Na sua extremidade são diretamente gem, a profundidade to gradativo Estes parâmetros dos materiais esta situação. riais grosseiros média que a energia cinética é mais alta nas porções mais rasas e baixa nas áreas mais profundas. tados pela natureza ~ e o diâmetro médio possuem um comportamento das flutuações e das características Verificou-se, fornecido do material em todos os perfis, que este p~ cresce a medida que as profundidades a energia do ambiente. do nível e Entretanto diminuindo aumentam existem oscilações,e neste sen tido são dignas de nota as que ocorrem na parte central do perfil AA' e na extremidade -,- ta a existência funda do Saco suficientemente oeste do perfil BB' de depósitos do Cocuruto, caso retra sílticos bem selecionados na Parte ma.ispr~ onde não existem altas para transportar temente baixas para permitir bos os casos, acarretaria o primeiro . condições areia até ali nem suficie~ a deposição de argila, o que, em na má seleção dos sedimentos o segundo caso reflete mais uma vez a influência finos trazidos pelo Rio Palmares, energéticas dos que contaminando de am fundo. sedimentos a areia do fun
  • 135.
    135 do ocasionou umdecréscimo e BB' mostram ainda que a pior seleção é encontrada entre as fácies arenosa e siltica, transição AA' Os perfis do seu grau de seleção. zonas nas de discutido fato já anteriormente. A variação diz respeito - çao. da assimetria a distribuição energética de do ambiente recida, e nos de baixa energia onde a deposição ela é positiva. lagunar apresenta presentados situação valores de assimetria pela que se dispõe que retrata de sedimentação, no lado oeste do mais baixos do que ao longo do lado leste fielmente o quadro hidrodinâmico metria Nas porções centrais, ela é mais elevada que nas zonas marginais. tre valores ciona melhor leptocúrticos, os a do mesmo, da bacia do quadra~ de energia mais baixa, a assi a curtosis, observa-se que, de modo do corpo lagunar do Embora a maior parte dos sedimentos mos nas zonas centrais observa-se que o ambiente lagunar sel~ granulométricas a porção central das distribuições dos sedimentos finos do que a dos grosseiros. 4.4.3.3. Conforme Evolução Morfológica foi demonstrado que ocasionaram trans-regressivas 3, a regiao modificações errergências e submergências Tais oscilações do Corpo Lagunar no capitulo tudo foi palco de lentas e periódicas nar. corpo é sempre positiva. No que diz respeito geral, observ~ isto e, a margem oeste afetada por ondas mais in tensas geradas pelos ventos que sopram dominantemente te nordeste. ela é dos finos é favo Em todos os perfis apresentados, -se que a franja arenosa que se distribui que sedimenta Nos locais de alta energia onde há remoção dos finos negativa guas no é muito significativa alternadas resultaram em es do nivel das á da margem no lag~ desenvolvi
  • 136.
    136 mento das diversas feiçõesmorfológicas veis pela configuração atual da área. No decorrer mos milênios, mentados pe19s diversos de material costeiro. e evolução das principais nifesta-se também nas caracteristicas pIes comparação na lagunar ma formas da margem e texturais dos dad6s apresentados atuan retratada mineralógicas sim pela fato que se observa que as constituem, movi foram e deposicionais A sua atuação construção dos sedimentos sedimentar agentes erosionais geológico nos últi desenvolvidos de tais processos, grandes volumes tes no ambiente respons~ ali existentes, quando da sua descrição, no item 4.2.1.1. Entretanto e materiais tamente a sua influência constituintes observável nao se restringe da área atualmente na morfologia do fundo formas as emersa, ela é perfe~ lagunar e nôs sedilrentos que lhe atapetam. Assim, a franja arenosa que recobre as porções ao bordo do corpo lagunar depósitos gressao da margem e regressao texturais anteriormente, lém da semelhança dimentos arenosos fericidade que estes materiais são resultantes entre os parâmetros o fato de que tais sedimentos ra de populações apresentem morfoscopicamente trans A destes processos. notável é constantemente distintas. de fundo, a presença cial fosca, de origem nitidamente uma mist~ nos se de alta es Há sempre, de componentes com textura superf~ eólica, associadas aos materiais subaquosa. Estudos ca efetuados de apresentam, granulométricos, e elevado grau de arredondamento de deposição fases as diversas de que a área foi palco. As identidades já discutidas dos retrabalhamento tem sua origem no lagunar durante próximas da textura superficial em sedimentos VILLWOCKi ROCHA CAMPOS por microscopia desta área, efetuados (1967), mostram eletrôni por KRAUSPENHARi que os materiais arenosos
  • 137.
    137 do fundo lagunar apresentam sociadas drões, um conjunto a ação praial e eólica superpostas conforme se observa mostras do fundo arenoso, rial mais grosseiro, entrada 115), observadas que constituem sas e parcialmente ferior a daquele reliquias responsável ocorridas responsáveis dimentos mate d~spostas na (ver Fig. 35, pg. de antigas cristas de praia hoje submeE retrabalhadas morfológica eustáticas e no seu interior das a de de manchas areia média e areia média-fina Da análise destes evolução 1, 2 e 3. na grande maioria soma-se a presença da Lagoa do Casamento p~ segundo diversos nas fotomicrografias As tais evidências, as de texturas mecânicas em um ambiente cuja energia é in pela sua acumulação fatos conclui-se do corpo lagunar, nos últimos inicial. que os mecanismos relacionados tempos geológicos, pelos padrões da distribuição de fundo da Lagoa do Casamento da as oscilações também faciológica foram que os e do Saco do Cocuruto se a presentam. Comportamento res estudados alii idêntico por PHLEGER (1967), EMERY 4.5. foi observado (1967), (1967), NEWMANN A Sedimentação ZENKOVITCH & MUNSART nos corpos lagun~ CURRAY et (1967), (1968). Lagunar Caracterizada pelos parâme tros Granulométricos 4.5.1. _. parâmetros Estatisticos A partir do trabalho sao os pesquisadores buições tas tentativas de FOLK & WARD (ob.cit.), inúmeros que buscam na análise estatistica granulométricas tes sedimentares. de FOLK & WARD um critério para identificação Grande é o número de trabalhos e vários das distri de ambien resultantes deles foram citados no decorrer des do prese~
  • 138.
    138 . Fotomicrografia n9 1 Nota-se apresença de blocos de contorno bem deli mitados por sulcos, pequenas indentações irregul~ res em forma de V, sulcos retos ou ligeiramente curvos e pequenas àreas com superficie pontuada, feições caracteristicas de ambiente marinho e indi cios de ação eólica. Amostra LC Aumento: Modificado - 138 - fundo lagunar 2000 X de KRAUSPENHARet ali i (1976) .
  • 139.
    139 . Fotomicrografia n9 2 S~o observadosgrande nGmero de pequenas indenta ções irregulares em forma de V, sulcos retos ou II geiramente curvos, pequenas indentações em forma de V ao longo do eixo dos sulcos e áreas relativa mente amplas de superfície pontuada. Feições marI nhas de praia bem impressas e feições de aç~o eól~ ca mais intensas que as visíveis na fotomicrogr~ fia n9 1. Amostra n9 138 - fundo lagunar Aumento: 2000 X Modificado de KRAUSPENHAR et alii (1976) .
  • 140.
    140 . c,. Fotomicrografia n9 3 Nota-se apresença de sulcos ligeiramente curvos, cristas meandrantes, pequenas fraturas concóides e pequenas áreas de superfície pontuada, feições ca racterísticas de ambiente marinho praial e de ação eólica. Amostra LC-48 - fundo lagunar Aumento: Modificado 2000 X de KRAUSPENHAR et alii (1976) .
  • 141.
    141 te estudo. em suagrande maioria Entretanto, análise de sedimentos de tal método MARTINS do Saco do Cocuruto apresentadas tem sido HAYLS HOYT & (1970). no feita a seguir da sentido Lagoa do Casamento das características e dos seus sedi nas páginas anteriores. De acordo com FOLK ender o significado tísticos KLOVAN & (1964), deposicional partindo-se A aplicação lagunares, DUANE pois a tentativa o ambiente a ao assunto podem ser observados (1962), (1964) e SOLOHUB ~ oportuna de caracterizar de sedimentos e dados relativos (1960), (1969), NICHOLS mentos, praiais e eólicos. na caracterização pouco explorado em RUSNAK fluviais, eles se relacionam & geológico é necessário WARD (ob. cit.) ,para melhor dos parâmetros correlacioná-los compr~ granulométricos através de est~ diagramas dis sejam geometricamente in persos. Embora dependentes, parâmetros tem se observado de amostras que na análise de uma dada seqUência o seu interrelacionamento deposicional ambientes os diversos e constituir um critério pode retratar bientais mecanismo de a mais na identificação sedimentares. Deste modo serão apresentados gramas, o os quais serão interpretados observadas a seguir vários destes dia à luz das características no local e descritas nos capítulos a~ anteriores. '" 4.5.1.1. Conforme (ob.cit.), Diâmetro apontou diagramas de quantidade Médio versus INMAN (1949), desta natureza, de informações Desvio Padrão citado em'FOLK geralmente & WARD revelam uma gra,g sobre um ambiente. A Fig. 44 mostra que os sedimentos lagunares se agrupam
  • 142.
    142 ~ L EGEN DA AREIA -............---.... AREIASiLTlCA SOLTEAREHOSO SOL TE 2/J X O ...~.., 1,5 b 1.0 / / '/ , 0.5 ," " / ,'/' ' ' : / :/ " / .t" '~ ,': ' " ' ' , / o O 2 3 4 Mz 5 6 ., ~ Figura 44- CORRELAÇÃO ENTRE DIÂMETROMÉDIO lMzJ E DESVIO PADRÃOIO",J NAS DIVERSAS FÁCIES DOS SEDIMENTOSDE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO .~ .t E SACO DO COCURUTO, .. ~ "
  • 143.
    '143 em tres conjuntosdistintos. O primeiro constituido por boa paE. - te dos representantes da fácies arenosa com diâmetros médios si tuados em .torno de 2 a 3 mo derado. renosa, O segundo com grau de seleção muito bom até englobando com diâmetros a pobre. Y5, médios O terceiro silto-a e moderada 3 e 4,5 Y5, com uma seleção constituido tros médios entre 4,5 e 5~, Observa-se as fácies areno-silticas com pela fácies siltica diâme com seleção dominantemente moderada. que partindo' da areia média e fina, em di reção. às classes modais mais finas, o desvio padrão aumenta tingir o máximo entre 3,5 e 4,5 ~, para depois decrescer mente nos siltes muito grossos, entre 4,5 e 5 abrupt~ ~. de A distribuição geral revela um padrão em forma invertido, onde o melhor proeminentes grau de seleção coincide nos sedimentos até a as com "V" modas e a pior seleção ocorre ao meio do ca minho entre elas. Analisando tido, FOLK & WARD a declividade (ob. cit.), concluem raçao de dois fatores geológicos: materiais fornecidos te transportador lhe é fornecido. Citam os autores, dos das modas que essa declividade lagunares. do age~ que é acen ~ o caso dos que a e siltes bem classificados, acumulados na Onde estes dois tipos de sedimentos nas partes de profundidade média,. onde o ambiente Ia a classificação pobre. Mais uma vez o comportamento se mostra muito semelhante goas costeiras , inte seleção no material gunar de baixa energia é incapaz de modificá-Ios, Casamento a Areias bem classificadas produzidas nas praias e parte central mais profunda. permanece o "V" inver que ela representa (1) a distinção em fazer a sua própria partes rasas marginais se misturam, compõe pelas áreas fontes e (2), a eficácia tua da no caso de alguns sedimentos qui se estudam. das retas que estudadas dos sedimentos ao apresentado por RUSNAK (ob. cit.) da Lagoa do pelos das Ia e NICHOLS (ob.cit..)..
  • 144.
    144 A correlação la-se dessemodo muito ambientais entre diâmetro médio e desvio padrão, eficiente de sedimentação Diâmetro Conforme se observa Médio versus Assimetria dos pontos é nitidamente pa de v~riação deste parâmetro, sos adjacentes à linha de costa lagunar, te joeiramento por ação das ondas, apresenta assimétricos produzida na parte mais externa da margem lag~ em finos devido ao nível energético am diferente. finos à moda menos são negativa à moda síltica. ora positivos, ora neg~ os primeiros. da distribuição firmam as idéias de FOLK & WARD a sensibilidade Ela grosseiro um são dominante uma assimetria síltica tem sedimentos As características ambientes. da primeira embora positivos e em alguns casos mostram pela adição de material diz respeito apresentam da adição de materiais que os da segunda, tivos, predominando negativos. e silto-arenosa Os sedimentos conseqüência A f~cies constan a um neg~ As f~cies areno-síltica enquanto submetidos ma areno na Fig. 40, os sedimentos mais baixo são assimetricamente arenosa, no uma assimetria Os que se distribuem mente positivos e cuja assimetria De acordo com o evidenciado como negativa. comportamento da dis sinusoidal. tanto positiva biental A tendência lagunar. A f~cies arenosa contém sedimentos nar e que se enriquecem e na Fig. 45, também a assimetria função do tamanho médio do sedimento tiva. condições lagunar. 4.5.1.2. tribuição das na interpretação reve é nega ti va (ob. cit.) e DUANE da assimetria sempre processo de joeiramento que lhe que con aqui analisada (1964) no que na .caracterização o sedimento remove os finos~ de é submetido a um E positiva quaQ
  • 145.
    145 ...0,9 LEGENDA ~ + 0,7 / / +0,5 ..: '. +0.3 /. ;;, ~ ' . . / Y' .,L.;;-. >C0,0 -0,1 ' "'./ ' -I-QI '" '. .REI ......... AREIA SLTlCA X a I 5IlTE'RENOsa D SllT E & . / x x :. './: .-- ~- ~ /. - 0,3 / -0.5 l ~'~'. ~. -~ ':' '" - 0,7 .II -Q9 O 2 3 4 Mz 5 6 7~ Figura 45 - CORRELACÃO ENTRE DIÂMETRO MÉDIO (Mz J E ASS/METRIA (SK.J NAS DIVERSASFÂC/ESDOS SEDIMENTOS FUNDODA LAGOA DO CASAMENTO E DE SACO DO COCURUTO, :i o; .§ ~
  • 146.
    146 do a sedimentação finapromovida am pelo baixo nível energético . biental, domina sobre a grosseira. gen~ o quadro assim configurado pode ser perfeitamente ralizado para retratar Nesse lagunares. ob. de sedimentação ambientes em sentido há também aqui uma grande com os sedimentos C as condições da Laguna Madre, semelhança RUSNAK por Texas, estudados ci t .) . Diâmetro 4.5.1.3. Médio Versus A Fig. 46 mostra que a curtosis dio nos sedimentos lagunares Curtosis me depende do tamanho e do grau de mistura das modas neles dominantes. A grande maioria gunar revelam distribuições mais elevados visto, pertencem constituem há uma mistura os valores foi Quando caso ~as fácies diminui, areno-síl atingindo valo até platicúrticos. dispersos curtosis é sensível firmando as observações à utilização Entretanto na área em estudo. o valor da curtosis Tal comportamento dos diagramas de fundo la à fácies arenosa e síltica que, como entre essas populações, res mesocúrticos de sedimentos leptocúrticas. as modas dominantes tica e silto arenosa, - das amostras complementa analisados às condições de CRONAN destes parâmétros sando o grau de polimodalidade as informações anteriormente do ambiente que e mostra para caracterizar a con de sedimentação Cob. cit.) no que diz de sedimentos retiradas respeito ambientes anali ali depo?itados.
  • 147.
    147 0,100 LEGOolDA ARI:IA.................... 0,90 ARrIA SiLTICA SILTr AArNOSO SILTL X ,O 6 0,80 0,70 , 0.60 '" '" 0.50 0.40 0.30 0,20 0,10 O 2 3 4 Mz 5 6 7~ .~ Figura46 - CORRELAÇÃO ENTRE DIÂMETROMÉDIO(Mz) E CURTOS/S (K'G) NAS D/VEB .! SAS FÂC/ES005 SEDIMENroSDE FUNDODA LAGOA DO CASAMENTO SACO E DOCOCURUTO. .~ t
  • 148.
    148 Desvio Padrão versusAssimetria 4.5.1.4. Embora dentificar o diagrama apresentado um padrão de comportamento granulométricas definidas culiar para os sedimentos para cada uma fácies das na área, ele revela uma distribuição lagunares, no de uma curva, semelhante os valores i na Fig. 47 não permita dispondo-se os pontos a uma semi-hipérbole, p~ em tor que mostrando de assimetria 'crescem proporcionalmente diminui com a ção do grau de seleção. ~ Os sedimentos arenosos sele Nes grau ção apresentam e tem uma assimetria te particular, uma boa parte das areias de fundo lagunar tam-se de modo semelhante cido por MARTINS às areias de praia, conforme (1965), MARTINS to, por um lado é conseqüência tradas ao longo da margem que impedem dra-os a deposição numa condição A medida massa arenosa, diminui. das condições de materiais de sedimento que a sedimentação a assimetria o estabele fa Tal (1968). encon anteriormente, finos, por o~tro lado reliquia afogados compoE deposicionais já discutidas suas caracteristicas Observa-se dois parâmetros (1967), KOLDIJK lagunar, ais que foram paulatinamente que não modificou dominantemente de negativa. são os que melhor isto é, depósitos pela transgressão enqu~ pra~ lagunar, texturaisfina começa a contaminar se torna positiva a e o grau de seleção no entanto que os valores mais altos para os são encontrados nos sedimentos das fácies areno , -siltica e silte-arenoso. Os sedimentos da fácies siltica tem assimetria e um. grau de seleção moderado. positiva
  • 149.
    149 +0.9 LEGENDA ARE'A ~ .. 0.3 ~ - .. o .' 0,0 0.1 .. 0.3 ..0,5 x x +0,5 ... 0,/ x x ..0.7 d', oo . ~ ./ t...~_r . /' i . /'" . ./. . I o .,............... ARrIA SLTlCA X 51lH ARGllOSO D SllTE ........ x x '-----_..- x x x ."'---0 . . A o/, o /x AA A /. o x / . : . : 1. -:iI.' o x A ,O o o .. 0.7 ..0,9 O Q5 1.0 0'. 1,5 2,0 2.5 Figuro 47 - CORRELAÇÃO ENTRE DESVIO PADRÃO ((li) E ASSIMETRIA (51<,)NAS DIVERSAS Fi. CIES DOSSEDIMENTOS FUNDO DA LAGOADO CASAMENTOE SACODO COCURUTO. DE c".. .~ ~ ~ .~ <I !" ~
  • 150.
    150 4.5.1.5. Desvio Padrão versusCurtosis Da mesma estabelecer forma que no anterior, comportamentos distintos o diagrama não permite lagun~ para todas as fácies res. Entretanto te dos sedimentos pode se observar da fácies arenosa, paE na Fig. 48 que a maior são bem classificados e meso -leptocúrticos. Os sedimentos relação das demais fácies não mostram entre estes dois parâmetros misturas de populações prios da sedimentação 4.5.1.6. portamento definido das anteriores, pr~ na Fig. 49 também não mostra com nos diagramas lagunar. Assimetria O diagrama decorrente evidenciados texturais,fato versus Curtosis apresentado para as fácies observadas Tanto a assimetria como a curtosis ções entre as classes modais dominantes Deste modo a dispersão uma ampla variação das condições observada de dinâmica metria de um escesso ~ biente lagunares. lagunar de areia e silte, os sedimentos função e são dominantemente as mais afetadas tem assimetria das demais neg~ centrais pelas condições assi fácies tem leptocúrticos, de finos sobre os grosseiros lagunar. propoE não se afastam dos de distribuições rar o grau de seleção das porções lométrica, das nos sedimentos ali que a fácies arenosa Entretanto, positiva dependem deposicional. tiva e os valores de curtosis unimodais. no fundo lagunar. retrata para o ambiente entre as proporções Observa-se uma boa cor conseqüência alte sem, entretanto, de distribuição deposicionais gran~ do am
  • 151.
    151 "'. lEGENDA AREIA.............. AREIA siTlc,... x 51lH AREN050 0 5IlTE """ ..... 2,0 x x 1.5 x x x x x b x x 1,0 '.. a x . .'a" . ..; 0.5 . . a a . o. . ':.)' . ., .' .: . ..:. . '0 'x . . . . . . o . o 0,200 0.300 0,400 0.600 0.500 0.700 qooo .~ .i "í Figura 48 - CORRELAÇÃO ENTRE CURTOSIS K'GJE DESVIO PADRÃO (J;J l l NAS DIVERSAS '5 FÁC/ESDOS SEDIMENTOS FUNDODA LAGOADO CASAMENTO SACO DO COCURUTO. ~ DE E K'G 0.800
  • 152.
    152 +0.9 LEGENDA AU.A +0,7 x x o SILTE +0,5 . X Jt +O,;' , . " X , .O' , '. , O Jt +0.1 <>.. O ,O X li) . .. . -0,1 , , .A .Jt.' . . :' . ,;: 0,0 : Jt Jt .0 X X S'LTE ARENOSO.. 0...0 X X "" ..... ARE.A S'LTlCA.. .' x X . 'O ' ," , . -o.;' -0.5 -0.7 - :>,9 0,200 Figuro 49- 0,.300 0,400 0,500 0.600 0,700 0,800 0,900 K'G CORRELAÇAO ENTRE CURTOSIS (K'G) E ASSIMETRIA (SK,) NAS DIVERSAS FÁCIES DE FUNDO DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO. :1 ~ .~ <:: ~
  • 153.
    153 4.5.1.7. Caracterização Ambiental o emprego dosparâmetros cit.), visando análise delinear granulométrica sedimentar mostrou-se eficiente de sedimentação da a partir de uma determinada província no estudo dos sedimentos ali que a variação do tipo de material das variações (ob. de FOLK & WARD de fundo e do Saco do Cocuruto. Observou-se ambiente as condições dos materiais da Lagoa do Casamento penden~e texturais de energia fornecido dos agentes de tais parâmetros pelas diversas deposicionais lagunar e em parte da sua evolução de é áreas fonte, no que atuam nos últimos t~s ge~ lógicos. Há portanto propriedades uma correspondência texturais tais que se observam dos sedimentos na área. des perfeitamente presenta, compatíveis viais, praiais Iam a sua é aplicado com características de modo especial e eólicos deposição a ação de correntes, são ambiental complexas um determinado de processos constantemente já comentados propried~ que ali se a sedimentos conhecidas. nos estudos perfeitamente recentes ob flu em depósitos energéticos ~ publ! Isto pode ser efetuados onde os processos que contr~ individualizáveis, ou seja, ação das ondas e ação dos ventos. canais de maré, etc..., tremamente dizer pode-se apresentam Por outro lado, em áreas costeiras, lagunas, ambien na maior parte dos trabalhos cados sôbre o assunto quando êle servado, lagunares com o quadro tal corno se verifica em um ambiente e as características Em outras palavras, que a maior parte dos sedimentos as muito grande entre e variáveis ponto o sedimento deposicionais, são ex fazendo muitas vezes com que em as condições acumulado energéticas represente fruto de ambientes no tempo e no espaço. por KLOVAN tais corno estuários, que A despeito (1966), VISHER urna mistura se deslocam de tais aspectos, (1969) e ALLEN (1971) ,cog
  • 154.
    154 clui-se que osparâmetros texturais são bons indicadores ções de energia mesmo em áreas complexas de varia e multiambientais como é o caso das lagunas costeiras. Cabe analisar, do dos parâmetros por outro lado, a habilidade texturais possui para, partindo-se to de amostras, caracterizar lecer critérios seguros que permitam gunares antigos ambientes dentre os produzidos reinam divagantes sobre uma provincia Com esta finalidade 53 uma comparação e Saco do Cocuruto dos sedimentos os da margem dos Patos gramas ambiental lagunar (diagramas la os sedimentos micro-ambientes nas Figs. dispersos que 50, 51, 52 e mais dos sedimentos (diagramas 1), e que constituiram e estabe costeira. apresenta-se entre os diagramas vos para a interpretação samento inúmeros pelos de um conju~ lagunares distinguir estu que o correspondentes fontes, ou sejam, Lagoa (diagramas 2), os da parte central da 3) e os do complexo Ca da Lagoa do os suas principais significat! (dia fluvial do Guaiba 4). Cabe ressaltar que nos diagramas gem lagunar estão incluidos terraços lagunares, depósitos eólicos sedimentos de depósitos e depósitos correspondentes de terraços mar a de marinhos, e flúvio-deltáicos, de M z x a l ' M x x Sk l ' M z x K'G e fluviais praiais. ~ Em todos os diagramas, al x Skl' observa-se dos sedimentos to e os acumulados dos sedinentos ~ uma identidade notável na Lagoa do Casamento que oonstituem uma semelhança da margem sedimentos Cocuru dia em um mesmo lagunar e da Lagoa dos Patos, em estudo. finos que se acumulam tos, muito mais profunda e Saco do quase que total com o diagrama estão os dados dos sedimentos texturais suas fontes atuais. o fato de que superpondo-se grama dados dos sedimentos obtém-se entre os parâmetros Apenas n9 1 onde fazem exceção os na parte central da Lagoa dos Pa que a Lagoa do Casamento.
  • 155.
    155 20 '. b .. ., . .. . .;." 10 . .. . ',: .' " :'.. . . ...",:. : .,' '.' ',::~~.~" ' ': I ": . '..,,', .,:3, . :!:,~', ' 2 2 Mz 3 4 5 6 7 , ' , , ,': ' ," , ,," , " " , ' " .. , , ' "':,,:: ::. " " , ',' '. 3 Mz :' 4 X (f; Figura 50 :. CORRELAÇÃO ENTRE DIÂMETRO MÉDIO (Mz) E DESVIO PADRÃO (O-. J. COMPARAÇAOENTRE: .~ I - SEDIMENTOSDA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO. .. ~ 2- SEDIMENTOSDA MARGEM LAGUNAR. .~ 3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS. ~ '" 4. SEDIMENTOSDO COMPLEXO FLUVIAL DO GUAláA. ~ .. ~
  • 156.
    156 , +0.5 : : " ," ~l' ' , , , ": ' ," .., ' :". , " ,,:" ,,!, , , , ,..".. ' ~ 0.0'- " V) " , ' ",' ' " ' ~'..:,::: ,,', ..', ": .. " ..' , ': :,1,: "-' " , " , , ',' " -0,5 2 2 Mz 3 4 5 6 7 ' : , , '. . '" . :::': "': " , , , ',' , , , , , " " , , , , , , ' , :: ' " , , ,- 3 Mz 4 X SK. Figura 51 -_CORRELAÇÃOENTRE DIÂMETROMÉDIO(MzJ E ASSIMETRIA ( SK. J. COMPARAÇAOENTRE: 1- SEDIMENTOS DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO. 2- SEDIMENTOS DA MARGEM LAGUNAR. 3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS, I 4- SE"DlMENTOSDO COMPLEXO FLUVIAL DO GUAIBA. .. .... ;; '" .":::: .. ~ .~ " .; ~
  • 157.
    "'" 157 0.900 .. .. , ", , ..' . .',. .~"':. .;'.:::'" .:,:: '. . " . CI ~ 0.500 . ... . 1 " . '.. :.'" : ::.:;:::'.1 .:,:.:.., . ~ 0,2001 , : ;',:': I -, , '" " ' 2 ;z Mz :5 4 5 6 7 , " : , ' ,.' . '.,, . " ' , t,::;: "1'. .. , " .' . , , " , ," , , , , , :' " .',' 4 :3 Mz '. X K'G Figura 52: CORRELAÇÃO ENTRE 91ÂMETRO MÉDIO (Mz) E CURTÓSI S (K'G). COMPARACAO ENTRE: .~ .. I SEDIMENTOS DA LAGOA 00 CASAMENTO E SACO DO COCURUTO. .~ ;; 2- SEDIMENTOS DA MARGEM LAGUNAR. 3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS. .~ o; 4- SEDIMENTOS DO COMPLEXO FLUVIAL DO GUA(SA. i -
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    158 , " , ", " , ~O,5 , ", " " ... : ': ", " I", ,:'", ",' ;;. 0,0 IJ) , '"" ',',' , , ',"" ',' " , , " ',' , ',..: " ~ , '>' " /,' , , , -0,5 ,. 2 f, 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 , " , , ':~' ::,:' " ' " , : .. , , ' . '. <T. " , " " .. , 3 , : " . . , ' ,.4 X SK, Figura 53 -- CORRELAÇÃO ENTRE DESVIO PADRÃO (f,) E ASS/METRIA COMPARACAO ENTRE: I - SEDIMENTOS DA LAGOA DO CASAMENTO E SACO DO COCURUTO, 2- SEDIMENTOS DA MARGEM LAGUNAR. 3- SEDIMENTOS DA LAGOA DOS PATOS. 4- SEDIMENTOS DO COMPLEXO FLUVIAL DO GUA{BA. (SK,1. .'1> ~ .. .... o; .~ ~ .; ~
  • 159.
    159 Os sedimentos do c~mplexo muitomais do que os demais. Isto é conseqüência lidade de condições energéticas cidade de processos deposicionais po abrangido observa baseados bem mais complexas por estes sedimentos para os demais ambientes Torna-se sedimentos lagunares desvinculadas da realidade Confirma-se difícil pois as considerações Tais considerações estabelecer ambientes A utilização costeira. sua erroneas, que tais províncias críticas & KLOVAN são perfeitamente dimé'fi"ʧ~ntigô d@ márCêtnt~ :b~i~iil 00 retrabalhamento ia novas quando uma vez que Ptif" &tí~rb de depósitos do se mo lado, E6fdpl€dÜ3s a retratam praiais e eólicos,a!!! pela dinâmica aplicabilidade do método de êillibienbtis a forma e estrutura e outros que permitam de de sedi inferior. cresce em importância qu~ ti ~:L~ f6Jféfu iIiUH1Hi)ioi1d~seutrõs dAdos, tôlógicas completa nas fácies arenosas que não foram apagados lagunar energeticamente zem respeito aí ~ Isto ocorre de ambientais. Observa-se texturais bo~ de: alta energia, . sedimentar de fundo da Lagoa do Casamento esta situação. fundo características WARD l)@êf.és costeira, a do que ali ,atuava anteriormente. qu~' p~rfeitamente ~fitâÇ~o a adaptação es (1970). válidas do estoque sob a quantidade de energia do novo ambiente é mais Os sedimentos / condições encerram. estabelecidas, (1968) e SOLOHUB ~ tio rápida que não permite ~.i~t~fít.~1 critérios por outros a ~Ül~ml~a de ambientes que existe sobre uma província ~~gffl@VefidQ um continuo o cam distinguir pode levar a conclusões ambiental te ponto de vista, por GRAF multipl! do que se de FOLK & WARD para sedimentar único e absoluto e da não é muito diferente dos demais produzidos como critériO variabi de uma considerados. texturais típicos de uma província espalham-se Entretanto que ali atuam. pois extremamente nos parâmetros fluvial do Guaíba especialmente dos depósitos, FOLK a esboçar a evolução medida os que associações & d.!. paleoE paleogeográfi
  • 160.
    160 ca da seqüência sedimentar 4.5.2. Diagramas Osaspectos teristicas apontaram os estudos texturais de PASSEGA evidente locando-se ristico em um diagrama por dois par~ mediano. Segundo na a cada amostra e M em abscissas, & BYRAMJEE é presentes pósito, a fração mais grosseira Em conjunto, autores denominaram respectivamente, que atuaram esses diagramas precisas constituem o de um de sobre as condições hi na formação do depósito. A Fig. 54 mostra o diagrama BYRAMJEE amos das através de imagem granulométrica a qual fornece informações dráulicas caracte em peso dos grãos mais finos que 125, 31e4micra na amostra. que aqueles inter concluiram (1969), F-M, L-M e AM, onde F, L e A são, as percentagens o auto~ em papel bilogari! tras e que as frações mais finas ficavam caracterizadas dos diagramas pr~ que ali atuou. PASSEGA CM caracterizava Conforme ou seja, C o valor do construido de C em ordenadas Posteriormente, que o diagrama for representada granulométrica, do agente deposicional as carac (1957 e 1964), esta relação é paE o ponto correspondente secção dos valores refletem a sua deposição. e M o valor do diâmetro o padrão CM revelado (PASSEGA & BYRAMJEE) de um sedimento se a textura da distribuição meiro percentil mico, CM, FM, LM e AM do agente que proporcionou ticularmente metros que se quizer analisar. apresentado por PASSEGA & (ob. cit.). Os segmentos R e S correspondem çao. A posição mais freqüentes compreendidos N, O, entre os pontos a um tipo particular de mecanismo e tamanho destes segmentos de sedimenta é variável do que outros nos :diversos ambientes P, Q, e alguns são estudados. o segmento NO representa depósitos formados predomina~
  • 161.
    161 .. . .. . . " li) :c . :E li) " ê 4( 4( - R: li) "" ..,. I~ :E <.,) ~ .'" -I ~ ;; 4( o li) :I I00.1. ". " '. "', ".. "+ '- - : :I ... '" ., '"'' 50.1. ".. I() N '" <O '" 4( ~ o j I) Q: <r :::> '" Q. .Z -.. .. A M=M ......... r.. '", ..... '....- '... --- .o I,," " " - - ;100' 0.1. 10000 8000 6000 4000 <r Q: <.I :I :I '" ..J t: ~ <.I Q: '" Q. o Q: '" :I Q: Q. <.I .. .... ~ .~ i:; '" ... ~ ~ .; B - M =MEDIANAEM ~ M/CRA Figura 54 IMAGEMGRANUlOMÉTRICA SEDIMENTOSClÁSTlCOS DE A = DIAGRAMASF-M. L-M E A-M 8= DIA6RAMA C-Mo M()tll,iç(J(/o tltI P(J$$tll(J ti 8YI'(JmjN (/969/
  • 162.
    :1,.62 temente por graosrolados ao passo que o segmento PQ é fo~ sedimentos em sua maioria to intermediário transportados OP representa o segme~ por suspensão. uma mistura em proporções variáveis o segmento entre grãos rolados e sedimentos em suspensão. por mate dica depósitos formados por suspensão gradacional, isto é, rial transportado tal como acontece J em suspensão e afetado por correntes nas correntes de turbidez. in QR fundo, de o Por outro lado, u segmento RS é formado por materiais transportados em suspensao niforme não afetados por correntes de fundo. considerados como representantes Os diagramas de suspensões definir se tais sedimentos ou gradacional, enquanto porcionais, que no segundo, conforme SEGA & BYRAMJEE caso, a medida uniforme di em que de L e A aumentam os aumentos para proporcio L e A não são pr~ de PAS (ob. cit.). lagunares de apresentar em estudo C-M, F-M, L-M e A-M apresentados O diagrama fundo lagunar, por suspensão pode ser visto na Fig. 55 reproduzida Com a finalidade dos sedimentos são depositados os valores grafic~ analisar finos e em particular uma' vez que no primeiro minui o valor da mediana nalmente, pelágicas. F-M, L-M e A-M, permitem mente o grau de seleção dos sedimentos ser podem Os .sedimentos mais finos que se situam em T a imagem foram elaborados por PASSEGA arenosas diagramas fácies das diversas mostra um padrão que permite 54, que as sub-fácies os na Fig. 56. C-M, dos sedimentos rarmos com o apresentado granulométrica afirmar, & BYRAMJEE foram depositadas o se do comp~ (ob. cit.), Fig. por suspensao e subsidiariamente por rolamento, conforme mostra sua disposição ao longo do sedimento segmento PQ. As areias finas dispõem-se QR correspondendo a uma suspensao mento que também é apresentado ao longo gradacional, do comport~ pela fácies areno-síltica. / As fácies silto-arenosa ,] r1 e sIltica, depositadas ao longo
  • 163.
    163 100°/0 SUSPENsÃo GRAOACIONAL SUSPENSÃO UNlFaiME . -- "" 50 '. ~4, . ""-.....-- --- 'I Fi9ura 55- DIAGRAMAS ESQUEMÁnCOS L-M E A-M DE D~ .~ poslros PRODUZIDOSPOR SUSPENSÃOUNIFORMEE POR SU~ 'i :3 4 10 31 100 PENSÃO GRADACIONAL. I,(odif;t:odode M I Micro) 1000 Posse§o e B)'f'omjetl /969J. ~ 1
  • 164.
    164 100./. ~. .. 50 A-M LESEN DA A................ L , o F................. A O, 1000 500 o .... 1000 SUSPENSAO , UNIFORME ;:: Z U " ".' IX I < I I I I 4 ,.. AA X I IX I )( )( ~ AGUASCALM I !jUSPENSAO EM X a.. AS I )( o e: Lo.I :! !f A ,.... I' /X u " -J 5 )( -.:!::.. (-- -I I I I . .I LEGENDA I AREIA MEDIA.................. -FINA........ AREIA MÉDIA AREIA FINA-MI!DIA O AREIA FINA :r , AREIA SIÜ,CA 4 SILTE ARENOSO SILTE .,,, X ....... B Figura 56 - IMAGEM GRANULOMÉTRICAOS SEDIMENTOS FUNDO D DE DA LAGOA DO CASAMENTO SACODO COCURUTO. E A- DIAGRAMAS-M. L-M . A - IA F B - DIAGRAMA CoM .!'! o; .~ .~ c:: i.; t
  • 165.
    165 dos segmentos RS eST são depositadas por suspensão 'aparentemente o quadro apresentado pelo diagrama C-M é perfeitamente uniforme. compatível com as condições goa do Casamento de sedimentação pela La por rolamentos e apresentadas e Saco do Cocuruto. Os sedimentos grosseiros depositados das por suspensão gradacional são os que ocorrem ao longo marginais do corpo lagunar, mais rasas, submetidas ção das ondas, o que confirma nal da mesma sedimentos forma que as correntes apon (1964), por suspensão de turbidez. a a constante as idéias de PASSEGA tando que as ondas transportam zonas gradaci~ O autor ainda a firma que a diferença entre a suspensão gradacional gerada por u mas e outras reside no ,fato de que a turbulência das ondas nao re quer movimentação das correntes lateral do sedimento de turbidez ao passo que a turbulência en é gerada por fricção de fundo o que volve correntes de alta velocidade. Os sedimentos fundas são transportados A análise mais finos, das partes mais centrais e pr~ por suspensão. dos diagramas F-M, L-M e A-M mostra que -tam bém na disposição dos sedimentos finos o processo atuante é o de suspensão gradacional. um comportamento peculiar. Na realidade, Para F = tais sedimentos 20 % o valor de M oscila em tor no de 160 micra e os de L e A são praticamente nulos. finas e médias bem classificadas ial e que se mantém Ia agitação de origem limpas pela ação de joeiramento entretanto e M = 200, uma grande dispersão do as misturas deposição provavelmente são areias p~ produzida p~ das ondas nas partes rasas da lagoa. ' Observa-se ao material - revelam populacionais que há entre os ~ores dos valores produzidas = de M 100 de F, L e A, retratag pela adição de grosseiros mais fino, em épocas de grande agitação, ou ainda por de finos sobre os grosseiros nos períodos de calma no.
  • 166.
    166 corpo Tais processos lagunar. mediárias, deposi~ando sao osque ocorrem nas zonas inter ali as fácies transicionais. A medida que M diminui, aumenta os valores de L e A. No entanto este aumento não é proporcional. de M é 42 e A é menor do que 10%. prisionando argilosos valor o a o silte grosseiro deposita menos do que 10 % de material estão totalmente Para L = 20 % Sedimentos argiloso., ausentes mostrando de que na bacia de posição as condições hidráulicas não permitem a sua deposição. aqui Com efeito, a imagem granulométrica retrata perfeitamente as condições deposicionais guas rasa que é a Lagoa do Casamento dimentos são depositados gradacional neste corpo de ~ de suspensão pelos onde as frações mais finas traz idas quer a margem lagunar, dos Patos, jamais chegam a constituir em constante Seus se e Saco do Cocuruto. em um regime dominantemente que drenam manecendo representada rios quer pela invasão das águas da Lagoa suspensão depósitos promovida expressivos, e pelas ondas pe~ corren tes de maré. 4.5.3. índices Granulométricos Utilizando WENTWORTH, os valores correspondente e o terc~fr0 quartil riais detríticos, classificação em g ao primeiro textural quartil "Ql", de mediana "M " d granulométrica (1968), desenvolveu e nomenclatura escala "phi", segundo a "Q3" da distribuição DOEGLAS de DOEGLAS de mate um outro sistema de petrográfica para sedimen tos que pretende ser mais completo e efetivo que os estabelecidos por PETTIJOHN (1949) e SHEPARD (1954), este último adotado no pre sente trabalho. Na realidade (ob. cit.), apresentam os índices Ql a vantagem Md Q3 propostos por DOEGLAS de oferecer uma idéia imediata
  • 167.
    167 do grau deseleção e da assimetria da distribuição granulométrica . do sedimento considerado. o autor tenta ainda construir um esqu~ índi ma de determinação do ambiente de sedimentação baseado nos ces Ql Md Q3 o qual pode ser detalhado mediante a adição de lores do 19 ao 999 percentil, lQlMdQ399, e eólicos pósitos permitindo a distinção e em maior detalhe cinco criando índices de de depósitos de sedimentos dígitos, praiais fluviais, marinhos va rasos e de de costeiros. A aplicação do sistema de DOEGLAS sedi (ob. cit.) aos mentos da área da Lagoa do Casamento tem por objetivo testar a va lidade do método no sentido de permitir tal a partir dos índices os aspectos 4.5.3.1. índices do Casamento Q3 apresentado nizado por DOEGLAS serao por aquêle autor. dos sedimentos foram lançados na Fig. 57, obedecendo o diagrama destes sedimentos Ql Md Q3 Observa-se cipais de sedimentos. relativamente cos correspondentes ao método preco alí a existência às fácies marginais sílticos textural das distribuições de três tipos caracteriza-se bem selecionados correspondentes uma boa ima onde além do comportamento O primeiro O segundo por sedimentos e simétricos, de no diagrama oferece visualiza-se o grau de seleção e a assimetria renosos de fundo da Lagoa (ob. cit.). Efetivamente granulométricas. discutidos Q3 Md Ql e do Saco do Cocuruto classificação gem gráfica proposta Md Os índices Ql Não granulométricos. da nomenclatura ambien a caracterização prig por sedimentos e aproximadamente ~ simétri e rasas do corpo lagunar. da mesma forma bem selecionados às fácies centrais e mais profundas. o terceiro, transicional, constituido por sedimentos areno-sílti
  • 168.
    , " '--' (' 168 o « « -'" '" '" ~ ~ C> ~ ... ~ 2 ",~,,' , ~, " .. '..:I" ,,: , ,;:,,', (, ,", , ...' '," ..:,"', , 3 ~ .'" 2 '~' .. " ~i o:: ... « ~ ii: . « j;:j o o:: ... « :5 4 .. " ' 5 ~ i ;;; I? -1 '" ~ ti o ;;; IJ 6 '" 2 t; .li! ;;; 2 Figura 57 - DIAGRAMAO. MdO~ DOS SEDIMENTOSDE FUNDO LAGOA DO CASAMENTO E SACO 00 COCURUTO. DA .; .~ .1 i
  • 169.
    169 a cos mal selecionados,com assimetria positiva, correspondendo mistura dos dois primeiros deposição nas zonas intermediárias de da bacia lagunar. A análise ma imagem adequada do diagrama Md Ql das distribuições fornece, Q3 u portanto, granulométricas sedimen dos tos de fundo, fiel e bem mais prática do que a que se obtém ~~ te a aplicação dos parâmetros de FOLK & WARD, apresentada anterioE mente. Para avaliara aplicabilidade dos índices Ql Md Q3 na interpretação ambienta1, são apresentados na Tabela 16 os valores encontrados em 173 amostras distribuidas o fundo dos corpos lagunares fluviais depósitos acumulações terraços praias coletados lagunares, lagunares, em terra depósitos cristas de praia e do fundo lagunar. A Tabela nos diversos 17, mostra ambientes Os sedimentos guintes ali sedimentos eólicos, e flúvio-deltáicos, lagunar e em estudo. Estão representados ços marinhos, entre a margem a incidência dos índices Ql amostra dos, expressos lagunares mostram Md Q3 em percentagem. p~eferencialmente os se índices: a - 333, 334, 233 e 223 (fácies arenosas) b - 455, 555 e 556 (fácies sílticas) Na margem lagunar observa-se a - Terraços marinhos b - Depósitos eólicos c - Terraços - 234, lagunares- e - Depósitos flúvio-deltáico g - Cristas de Praia 235 e 333 333, 336 e 444 fluviais- lagunares preferências: - 333, 334 e 233. d - Depósitos f - Praias as seguintes 333, 233, 223 e 335 - 333, 223, 344 e 444 - 223, 333 e 222 - 222 e 223. Pelos dados acima apresentados, observa-se que o esqu~
  • 170.
    170 Tabela 16 -RELAGAO ENTRE OS AMBIENTES AMOSTRADOS Q. 2 Q Md SL -3 2 2 CP-4 PL - I E OS INDICES' 3 SL 4 5 -6 O, Md O, 6 7 CP- 2 PL- 5 TM- I OF-2 OFÓ-I SL-12 2 3 SL - 2 CP - 1 OE- 1 TM -2 Df -3 DE - I SL - 25 5 L- 17 S L- 5 PL- t TM-12 DE - I TL - I TM-4 OF-2 5 L- 4 3 3 S L- 3 S L- 5 DF- 4 3 4 Df O-I 4 4 TL - I OFD-' ITL- I OF- I OFD- 2 SL-, SL - 2 5 L-I 3 5 4 5 5 5 S L- 10 5 L- I OF- I SL - 8 $l-7 DF - 2 SL-I 5 LEGENDA TM DE TL DF - - - DfDPL CP SL - 6 TERRAÇOS MARINHOS DEPÓSITOS EÓUCOS TERRACOS LAGUNARES DEPÓSITOS FLUVIAIS DEPÓSITOS fLUVIAIS DELTÁICOS PRAIAS t.AGUNARES CRISTAIS DE PRAIA SEDIMENTOS LAGUNARES .. .... .. .~ " .. .... i> ~ .. ~
  • 171.
    Tabelo 17 TM Q,Ud Q:5 n! - . INCIDENCIA DOSINDICES O, Md 03 DE % T L % n! nJ! DF % n! AMOSTRA DOS NOS AMBIENTES DFD % PL % n! CP % n! 222 n! SL % n! TOTAIS % ./. 1 5,2 2 /3,3 233 2 10,5 3 12,5 4 57,2 3 7 4,6 62,5 2 28,5 6 5,3 /7 9,8 I 14,3 12 10.6 18 3 10,4 1,7' I I 5 2 223 0,5 22,1 47 27,' 15.4 21 20,0' 234 I 235 I 33.3 20,0 2,6 33,3 I I 33,3 33 n! 3 12 4 334 63" I 33.3 4 26,6 2 40.0 2 25 25.0 17 21,0 1,7 12.1 2 I 33,3 I 13,3 5 4.4 7 4,0 6,6 3 2.6 5 2,9 4 3,5 5 2,9 5 3:5 5 :3 3 6 4,4 5 2,9 1,7 344 I 20,0 :5 45 I I 0,8 :5 445 2 1,7 2 355 I 0,8 / 0,5 455 /0 5,7 444 I 33.3 20,0 55 6 56 6 I /9 3 /5 :5 , DE TL .. ~. ~. .. 7 8 5 0,8 2 1,1 7.0 8 4.6 6,1 9 5,2 0,8 I 0.5 113 173 LEGENDA TM - T ERRACOS , ". .. 13,3 10 7 6,6 555 8,8 I I I 8 457 ~ .. .. ;, .. 1,1 DF - MARINHOS DFD DEPDSITOS EÓL/COS PL TERRACOS LAGUNARES - DEPÓSITOS CP FLUVI AIS SL - - DEPÓSITOS PRAIAS CRISTAIS FLUVIAIS DEL T.ICOS LAGUNARES DE SEDIM ENTOS PRAI A LAGUNARES I-' ~ I-'
  • 172.
    172 ma baseado nosíndices Ql diversos ambientes Md dos Q3 não é efetivo na distinção de sedimentação da região costeira. Para efeito de comparação pode com futuros trabalhos, -se dizer que os índices mais significativos para os depósitos co~ teiros da região em estudo são, em ordem de importância,333, 334, 233, 223, 455, 556 e 555. 4.5.3.2. Indices Conforme foi observado, ficiente para mostrar ambientes amostrados lhamento valores diferenças do 19 e 999 percentil Os índices na Tabela 18, construida nos índices acrescentando foram Md aos Ql deta de entre estes ambientes Q3' ob os granulométrica. da área em estudo são apresentados segundo DOEGLAS Para os sedimentos dos diversos Numa tentativa da distribuição lQlMdQ399 Q3 não foi su entre os sedimentos diferenças de cinco dígitos, Md o sistema Ql na ár~a de estudo. que revelasse tidos índices lQlMdQ399 (ob. cit.). lagunares houve urna maior incidência 12233, 12334, 13334, 23334 (10 %), 23335, 23338,23348 e 35559. De acordo com os dados apresentados (ob. por DOEGLAS cit.), a maior parte destes índices são típicos de depósitos ais e eólicos, o que conflita dos sedimentos aqui estudados. Transparece na caracterização da barreira praiais dos sedimentos arenosa acumulados arnbientais com as características mais urna vez a influência das áreas do fundo lagunar. Os por predominantemente e eólicos em vários ciclos de sedimentação prai fonte materiais processos não sao sufi ~ cientemente afetados por processos superimpostos tico menor, tais como os que se desenrolam de nível em ambiente energ~ lagunar,pa
  • 173.
    173 Tabela 18- RELACAOENTREOS AMBIENTES AMOSTRADOS E OS INDlCES r o. Md 05 99 MEDIANA2 222 . '9./. ..1. SL- 2 I cP-. PL- I 223 6 5 n% 4 6 1"10 SL - 5 SL- I I CP - S c P-, TU- 1 DF-I DF -, PL- I $l-' MEDIANA .. , ,.. 9 8 cP-, I TU-' OF-I SL- 3 SL-' 7 333 8 9 o 19% 0'-' TI/-I OF, .. $L-" SL- I Df -, OE- I I 5 TM-I ,'/. H-' 9 o 990/. 1"1. se , - SL- I SL-' I 336 9 8 o SL- I 2 .sL- I 3 9 99. 1% IL- I I SL - 8 IL - S I L - I IL - I TI/- I TI/ - Z o 0'- I I 2 SL- 2 DF-' SL - I 2 DF-, SL- I 3 SL-" TM-' oro' TI/-' OF- I 335 8 9 SL-I DFO-I TI/." 0'-1 TL-' -, DF-' OFO O,. I 7 6 8 $l-" $l-' !L-li 2 PL- I TI/ -2 TI/-3 Df -, 2 334 .. 7 I , L-, 3 99. 8 5 ,% I n- I $l-I SI.-. I 6 99.!' 1./. H-2 DF-' , 2 7 6 5 cP- I 3 234 233 99% cp-, 2 2 H-I TL- I 3 MEDIANA 4 344 8 .. .'.4 8 7 345 , 8 SL-I , "I. o 99"1 ,'/. , 8 444 o "';' ,'/. I IL-2 n- I IL - , 2 3 H-' SL-' I L- 2 MEDIANA 455 99% o '"I. 2 I L- I S .. T S 4 6 IL -, o H- 2 SL-Z SL-, 99.' 1./. Z 9 H-zilL-1 IL-, SL, 456 99%ro- ,,/. z T 8 t 'O'!, 1'/. I 2 SL , - 3 TL-I 0'0-1 3 355 445 2 , I 2 0'0- I T O SL-I. IL-! 3 5 U. 8 555 9 556 o ,"10 2 99.'" 8 .s 1% SL-' SL-' 2 H-" s 10'-' S 4 4 3 SL- 2 H-I IL- , o IL- Z $l-Z SL-, .. LEGENDA TM DE TL DF - TER~ACOS DEPOSITOS MARINHOS fOi. I c O5 DFD PL TERRACOS LASUN ARES , DEPOSITO FLUVIAIS 5 CP CRISTAS - SL SEDIMENTDS - DEPÓSITOS FLUVIO DELTÁICOS PRAIAS LAGUNARES . DE PRAI A LAGUNARES .. .~ .. .~ .. .. .~ .. ~ .. ~
  • 174.
    17~, ra modificar ascaracterísticas herdadas dos ambientes anteriores de maior energia. Entretanto da observação na área de estudo os índices lacionados com a~umulações praia e sedimentos com mediana 12223, 12233, 12234 e 22233 estão re praiais lagunares (praias 1agunares, marginais) 4 e 5 com o 19 percentil o 999 percentil variando rnentos acumulados que da Tabela 18, conclui-se . Por outro lado variando entre 7, 8, 9 e ° em ambiente de cristas índices entre 1, 2, 3 e 4 e são típicos lagunar sob condições de sedi de baixa ener gia. Os índices com mediana tre -1 e 3 e o 999 percentil sedimentos acumulados a província biente mostra-se particular e~ caracterizam entre 3 e °, ambientes vari~ndo reinantes sobre costeira. que o sistema elaborado é efetivo para classificar tretanto, variando nos mais variados sedimentar Conclui-se 3 com o 19 percentil os sedimentos inadequado por DOEGLAS da província para identificar em que os mesmos (ob. cit.) costeira,en com precisão foram acumulados. o aro
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    175 5. SUMÁRIO DASCONCLUSÕES O estudo da sedimentação Patos, mais especificamente na região nordeste na Lagoa do Casamento da Lagoa dos Cocu e Saco do ~ ruto, constitui-se em mais uma contribuição rea lagunar que se desenvolve costeira ao conhecimento da sobre a maior parte do Rio Grande do Sul, reconhecidamente a da província mais uma das ex tensas que ocorrem ao longo das atuais regiões costeiras do plan~ ta. O sistema lagunar em discussão tem origem no desenvolvi mento de uma barreira cujo crescimento corridas múltipla no sentido foi condicionado de CURRAY , eustáticas o do corpo lagunar, as pelas oscilações durante o Quaternário. Desde o início do desenvolvimento oscilações eustáticas mir seus efeitos oceânica et alii (1969) em dois domínios e a margem tercomunicavam-se dos processos na região passaram ambientais a impr! diferentes, a margem lagunar, uma vez que as duas massas d'água in ao sul. A análise lagunar permite que se sucederam geomorfológica da área que constitui deduzir que sua configuração sedimentares que acompanharam, a margem da resulta atuação quatro pelo menos, ciclos trans-regressivos. No decorrer os processos destes ciclos de submergência deposicionais mais efetivos os foram emergência e relacionados ~ com a ação das ondas, correntes e ventos, responsáveis em análise pela morfografia Partindo-se última que a área apresenta. deste contexto evolutivo procurou-se estab~' ~ lecer o quadro geral das condições rea lagunar nos dias de hoje. hidrodinâmicas Paralelamente que atuam na buscou-se a caracteri
  • 176.
    176 zar o comportamento dosmateriais petrográfico que constituiram dos sedimentos ali depositados e suas fontes mais prováveis. o interrelacionamento dos dados obtidos sob estes diver sos enfoques visou o estabelecimento lagunar capaz de ser estendido de um modelo ao restante de sedimentação utilizável do Rio Grande do Sul, ou outras regiões semelhantes, também no reconhecimento de antigas Costeira da Província seqüências lagunares. de fundo da Lagoa do Casamento e do Saco do Cocuruto permitiu agrupá-Ias em quatro fá A análise textural dos sedimentos silto-arenosa e A fácies arenosa dividida em subfácies areia média, me cies distintas, a saber, arenosa, areno-síltica, síltica. ~ dia-fina, fina-média e marginais e fina, distribui-se do corpo lagunar. t constituida sas, geralmente bem selecionadas. mais importante no que diz respeito tribuição pelas partes mais rasas por areias A sub-fácies quartz~ e areia-fina ao volume de material e a dis em áreas. A fácies síltica ocupa as partes centrais das do corpo lagunar. t constituida e mais profu~ por silte muito grosseiro ~ se sempre moderadamente selecionado. As fácies areno-síltica e silto-arenosa são nais e ocupam as partes de profundidade gunar, dispostas arenosa do corpo l~ via de regra entre as zonas ocupadas pelas fácies e síltica. A análise da variação dos parâmetros táticos de FOLK & WARD revelou-se rização intermediária transicio da sedimentação granulométricos de grande utilidade na caracte lagunar. Considerando que a maioria dos sedimentos de fundo unimodais, -se muito o comportamento semelhante. e~ da mediana A vari~ção sao e do diâmetro médio mostrou' dos valores destes parâmetros granulométricos mostrou ser dependente da hidrodinâmica do ambien
  • 177.
    -, 177 te de deposição fornecidos etambém da distribuição pelas áreas fonte. Assim, o fundo lagunar é constitui do por dois tipos principais to grosseiro, admitindo de sedimentos, areia fina e silte mui entre êles uma série continua Os dois tipos principais de retrabalhamento de tamanho dos materiais representam produtos de misturas. finais do lagunar sobre os materiais processo das áreas fonte. O desvio padrão mede o grau de seleção de um as flutuaç5es indicando sedimento deposicio nal e sua capacidade A variação do nivel energético de classificar deste parâmetro assertiva. maior efetividade os materiais nos sedimentos Nas partes marginais do agente ali mobilizados. estudados tal confirma e nas mais profundas onde há uma dos dois tipos de regime deposicional, respecti - vamente carga de fundo e carga de suspensão, o grau de seleção e intermi bem maior do que nas áreas onde sua atuação é conjunta e tente, ou seja, naquelas de profundidade intermediária. A variação mais sensiveis da dinâmica risticas na caracterização atual do ambiente herdadas submetidos da assimetria, das áreas fonte. No que diz respeito grau de seleção dos extremos te dos sedimentos rece retratar lagunares a habilidade rar duas populações fornecido r grau das caract~ negativos, distribuindo-as ao passo fino tra que parâmetro da sua porção central, mostrou-se paE Tal fato p~ lagunar possui em sep~ - lhe e arenosa e ou na dependência de a partir do material" em áreas distintas o comp~ a maior leptocúrtica. que o ambiente mede granulométrica pelas áreas fonte, ou seja, uma população tra siltica, marginais por material da distribuição dominantes dos positivos. a curtosis, com o grau de seleção um dependente Assim os sedimentos emriquecidas são assimétricos como mostrou-se a ação das ondas são assimétricos zido em suspensão rando-o ambiental, tido lagunar e em menor que os das zonas mais centrais ~ parâmetro que seu nível energético, sem proporcionar a deposição de sedimentos
  • 178.
    17? nitidamente polimodais. Verific~u-se ral dossedimentos curuto que tanto a distribuição de fundo da Lagoa do Casamento como as variações por eles apresentados, materiais fornecidos micas ambientais, nos últimos dos diversos são controlados parâmetros pela morfologia granulométricos dos pelas características hidrodinâ do corpo lagunar e sua evolução tempos geológicos. nais que se distribuem acumulados pela margem cipal das areias que caracterizam em vários ambientes deposicio lagunar constituem a fonte pr~ as fácies marginais do fundo Ia ~ notável a identidade textural que estes materiais sentam. A classe modal dominante em ambos os domínios é a reia textu e do Saco do Co pelas áreas fonte, pelas condições Os sedimentos gunar. faciológica apr~ da a fina. / O material síltico acumulado origem na carga de suspensão Patos. do complexo do material que ingressa junto com as massas d'água provenientes O material mar dos cursos d'água que drenam a gem lagunar e, principalmente, do Casamento nas partes centrais tem sua Lagoa na da Lagoa dos análise trazido desta forma provém em última fluvial do Guaíba. A identidade entre os materiais das áreas fonte e os do fundo lagunar não se restringe apenas às características texturais granulométricas, ela também é observada no que diz respeito às ca racterísticas fração mineralógicas, como tanto na fração grosseira na fina. A hidrodinâmica do corpo lagunar me dos ventos que sopram dominantemente les geram ondas e correntes tes de transporte litorâneas e deposição do quadrante pelo sedimentar. pela descarga reg! nordeste. que são os principais do material ção das águas é ainda influen~iada é controlada A dos rios E. ageg circula. prov~ nientes da margem lagunar e pelo influxo de massas d'água. da La
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    179 goa dos Patos através e Anastácio, do este daárea último fundamentalmente pelo age entre Pontais como um mecanismo regime conjunta A ação de canunicação eólico de marés e fluvial desta hidrodinâmica da Abreus dos controla região. com 'a morfologia do corpo lagunar exerce um controle direto sôbre a distribuição fa ciológica an dos sedimentos de fundo, conforme já foi mencionado teriormente. Também a evolução sôbre a distribuição que esta depende geomorfológica faciológica sua margem, dos sedimentos da configuração po lagunar e do retrabalhamento da área lagunar influi morfológica de fundo, uma vez e batimétrica dos materiais do cor a constituem que ambos diretamente controlados por aquela. Deste modo a sedimentação giao nordeste lagunar que se processa da Lagoa dos Patos pode ser caracterizada na re pelos se guintes parâmetros. a - Tipo de Sedimento Fácies grosseiras, das por um continuo retrabalhamento ocupando as zonas marginais e demais características finas, silticas, trais e profundas carga aportam o tamanho dependem do material e ventos, de grao da área e do tempo de ação dos agentes depositadas nas partes mais cen o materialé originário da bacia de acumulação. de suspensão trazida pelas águas de qualquerna~eza que ao corpo lagunar. Material suspensao. por ondas, correntes seleciona e deposição. Fácies da da intensidade bem geralmente do corpo lagunar. texturais fonte, da natureza, de transporte arenosas, Ele mais fino, argiloso, sobrepassa a maior parte geralmente da laguna permanece em e somente é de positado nos locais onde o aumento de salinidade promove a sua fio
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    180 culação ou entãonos locais abrigados ou muito profundos onde a e nergia ambiental é quase nula. Entre as fácies grosseiras outras, e as finas ocorrem transicionais. b - Fonte e Agentes A fonte principal renos que constituem de Transporte dos sedimentos as áreas marginais é constituida da laguna. pelos ter cenozói questão e de um modo geral eles são depósitos costeiros cos acumulados em diversos quais predominam depósitos o marinho lagunares, Também ambientes paludais, dentre deposicionais, e o eólico. fluviais em Na "área ocorrem Em menor volume e deltáicos. se faz sentir a influência do material em suspe~ a são trazido pelos rios que drenam as terras altas adjacentes Província os Costeira. o material erodido das áreas fonte é transportado pelos cursos d'água que desembocam no corpo lagunar. Ali, o material é redistribuido pela ação das ondas e das correntes lagunares. O r~ gime fluvial é controlado os processos biente pela pluviosidade mais eficientes no transporte lagunar são os relacionados tema de correntes litorâneas temas fluviais e pelo mecanismo porte dos sedimentos Finalmente anteriores controladas em com a ação das ondas e do am sis As ondas são dêpe~ lagunar. o papel desempenhado pelas pelo vento, pela descarga dos sis Ainda deve ser considerado lagunares Entretanto dos sedimentos dela decorrente. dentes do vento e da configuração correntes regional. das marés, responsáveis pelo trans finos. o vento que atua indiretamente é responsável também pelo transporte so varrido da margem para o corpo lagunar. nos processos de material areno
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    181 c - Ambiente Deposicional o ambiente deposicionalna área de estudo é francamente o de águas rasas e salinidade nula. A influência da salinidade f;Ó se faz sentir na porção média da Lagoa dos Patos e daí para sul aumentando a medida que se aproxima o do canal do Rio Grande por onde ela se comunica permanentemente com o Oceano Atlântico. Não foram efetuadas medidas de pH, entretanto a preseg ça constante de fragmentos parcialmente dissolvidos de conchas de moluscos permite estimar que as águas desta parte da laguna sejam , fracamente ácidas. Em alguns pontos amostrados rificou-se a presença racteristicas partes de micro-concreções redutoras arenosas contrastantes de pirita, indicando com as oxidantestípicas ca das mais rasas. A não ser pela presença moluscos, nas zonas mais profundas,ve gastrópodos de conchas e pelotas e pelecipodos, algumas carapaças fecais de de diatomá ceas e pelo grande desenvolvimento de juncos ao longo das -praias na sedimen lagunares, a influência da atividade biológica ante tação é reduzida. d - Evolução Geomorfológica Levando-se dimentação dependem em conta que os parâmetros que governam em última análise da morfologia nar, do retrabalhamento tuem as suas margens, dos sedimentos da yariação a se do corpo lag~ ,é consti que lhe atapetam da energia ambiental e sabendo -se que estes fatores são controlados pelas variações do nível b~ se de erosão regional, a evolução geomorfológica das áreas laguna' res está intimamente estas apresentam. ,.- relacionada com o quadro sedimentológico que
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    182 Uma vez queesta evolução está relacionada com as varia çoes eustáticas o~orridas no Quaternário,estas jamais poderão ser desconsideradas quando se quizer estudar os sistemas lagunares de senvolvidos nas províncias costeiras Uma vez conhecidos ção lagunar e os parâmetros WARD, PASSEGA e habilidade os principais & BYRAMJEE visando sedimenta da procurou-se aplicar, sedimentar de análise e DOEGLAS, para, partindo-se junto de amostras, aspectos que a governam, os métodos nesta área de estudo, cenozóicas. de FOLK & testar sua capacidade dos parâmetros texturais de um con caraéterizar antigos ambientes lagunares e e~ tabelecer critérios seguros que permitam distinguir os sedimentos lagunares dentre os produzidos reinam divagantes Embora eficientes sobre uma província os parâmetros mentos correspondência dimentos tar costeira levar a conclusões critérios desvinculadas texturais em uma província a adaptação ambientais. dade de energia costeira, completa sedimen ambiental promovendo de ambientes um contínuo do sedimento que retr~ rápida que antigo às novas con Isto ocorre de modo marcante do novo ambiente atuava anteriormente. se isolada pode da realidade balhamento do estoque sedimentar ali existente é tão dições a sua encerram. sobre uma província não permite dos sedi par~ distin9uir Isto se deve ao fato de que a dinâmica existe uma mostrando difícil e sua utilização errôneas, que tais províncias sedimentação que ali se observam, dos demais produzidos é extremamente de e Saco do Cocuruto, no sentido de estabelecer lagunares costeira. as condições ambientais que tenham se mostrado entre as propriedades e as características aplicação sedimentar de FOLK & WARD no sentido de determinar na área da Lagoa do Casamento perfeita pelos inúmeros micro-ambientes quando a quanti é mais baixa do que a do que ali Esta situação é perfeitamente retratada na área de estudo onde as fácies arenosas de fundo apresentam carac
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    IL 183 terísticas texturais de depósitos praiais eeólicos, ta energia, que não foram apagadas pela dinâmica da lagunar energeticamente o método Torna-se inferior. de FOLK & WARD nestes complexos resultados às associações mitam sedimen~ação necessário ao aplicar ambientais,associar seus a forma e estrutura com outros dados pertinentes depósitos, dos paleontológicas aplicada a área de estudo, posicionais proposta por PASSEGA retrata perfeitamente & BYRANJEE, as condições dominantemente Seus sedimentos de suspensão sao depositados gradacional das áreas fonte jamais chegam a constituir expressivos, permanecendo ondas e correntes suspensão depósitos pelas promovida do sistema de DOEGLAS aos sedimentos da área Md que os índices Ql quada de suas distribuições Q3 fornecem granulométricas, tica do que a que se obtém mediante FOLK & WARD. fi de maré. A aplicação lagunar mostrou em constante regime em onde as frações mais nas trazidas uma imagem ade fiel e bem mais a aplicação dos parâmetros Entretanto, ele não é efetivo na distinção dos versos ambientes de sedimentação A análise mas restrições. dos índices lQ1MdQ399 também apresenta A maior parte dos sedimentos fatores apontados os parâmetros quando, pr~ de di da região costeira. apresentam as mes índices próprios de acumulações praiais e eólicas o que é cons~cia analisados de neste corpo de águas rasas que é a Lagoa do Casamento e o Saco do Cocuruto. r- peE e outros dados que esboçar a sua evolução paleogeográfica. A imagem granulométrica mesmos al ambos de dos sob o mesmo ponto de vista foram de FOLK & WARD.
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