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ANÁLISE DA FÁBULA DE LA FONTAINE “O LEÃO E O RATO” E SUA
CONTRIBUIÇÃO PARA A LINGUAGEM
José Flávio Rodrigues Siqueira
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
siqueirajfr@gmail.com
Eixo temático: Cultura, arte e tecnologias na educação da infância
Comunicação Oral
RESUMO
Este artigo tem como objetivo apresentar e analisar a fábula “O leão e o rato” de La Fontaine
a partir das múltiplas dimensões da literatura infantil descritas por Souza (2010) que tem
como alicerce o método da Ciência da História. Para isso será apresentada a antologia de onde
foi extraída a fábula a ser analisada, bem como os seus aspectos históricos, estéticos e
pedagógicos da fábula escolhida. A escolha da antologia de La Fontaine deve-se ao caráter
clássico de sua obra, sobre a importância dos clássicos e sua relevância educacional
recorremos a Calvino (1993) e Alves (1990). Destaca-se que as fábulas de La Fontaine são
descritas por Pinheiro Chagas como não originais porque encontram muita inspiração em
Esopo e Phedro, fabulários de meia-idade e contos italianos; sem beleza excepcional e
ausência de pureza de metrificação. Porém, exalta a quão verdade humana e zoológica
presentes nas personagens de suas fábulas. Desta maneira, propícias para despertar o prazer
pela leitura, aperfeiçoar a linguagem e ampliar valores e atitudes vivenciados pelas crianças e
para com os adultos.
Palavras-chaves: Fábula, Literatura Infantil, Linguagem.
INTRODUÇÃO
O presente texto tem como objetivo apresentar e analisar a fábula “O leão e o rato” de
La Fontaine a partir das múltiplas dimensões da literatura infantil descritas por Souza (2010)
que tem como alicerce o método da Ciência da História.
Marx e Engels (2007) na obra “A ideologia Alemã” ao apresentarem o método de
trabalho dizem que:
os pressupostos de que partimos não são pressupostos arbitrários, dogmas, mas
pressupostos reais, de que só se pode abstrair na imaginação. São os indivíduos
reais, sua ação e suas condições materiais de vida, tanto aquelas por eles já
encontradas como as já produzidas por sua própria ação. Esses pressupostos são,
portanto, contáveis por via puramente empírica. (MARX e ENGELS: 2007, 86-87)
Fica evidente que para os autores faz-se necessário um método empírico que não seja
desvinculado da materialidade dos objetos estudados. Este método, em nota de rodapé, foi
nomeado por Marx e Engels (2007) de Ciência da História. Tanto o autor deste texto quanto
Souza (2010), idealizadora das múltiplas dimensões da literatura infantil, utilizam este
método.
Será apresentada a antologia de onde foi extraída a fábula a ser analisada, bem como
serão descritos os aspectos históricos, estéticos e pedagógicos da fábula escolhida. De acordo
com o dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa (2009) a etimologia da palavra
antologia refere-se a “coleção de trechos literários” e quando tratada como substantivo
feminino pode ser “coleção de textos em prosa e/ou em verso, geralmente de autores
consagrados, organizados segundo tema, época, autoria etc”.
Sendo assim, a antologia “Fábulas de La Fontaine” é uma coleção composta de 92
fábulas distribuídas em 12 livros.
Quanto à análise da fábula “O Leão e o Rato”, o principal texto utilizado para nortear
a crítica foi “Literatura Infantil na escola: a leitura em sala de aula” de Ana A. Arguelho de
Souza.
A escolha da antologia de La Fontaine deve-se ao caráter clássico de sua obra. Sobre
obras clássicas, Calvino determina que “os clássicos são aqueles livros que chegam até nós
trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que
eixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram” (CALVINO: 1993, 11). Ainda sobre
estas obras, Alves nomeia “clássicas são aquelas obras de literatura, de filosofia, de política,
etc., que permaneceram no tempo e continuam sendo buscadas como fontes do
conhecimento” (ALVES: 1990, 112).
Desta maneira, percebe-se que os escritos de La Fontaine se encaixam no conceito de
clássico de ambos os autores. A escolha de uma fábula está intimamente relacionada pelo seu
significado para os leitores, pois de acordo com Mores (s/d):
As fábulas constituem meios de inculcação de ideias em várias culturas do mundo,
inclusive no Brasil. São histórias que contêm concepções sobre a natureza física, a
organização e funcionamento das sociedades, regras de conduta e comportamento,
objetivos de vida que devemser almejados (MORES: s/d, 9)
Tornam-se assim, as fábulas excelentes textos de análise histórica, estética e
pedagógica, inclusive com potencial extraordinário para diversas estratégias educativas.
Ao definir a dimensão histórica da literatura infantil, Souza (2010) coloca que “diz
respeito ao fato de que a ficção necessariamente revela as circunstâncias e os valores da época
em que foi produzida” (SOUZA: 2010, 49). Quanto a dimensão estética a autora afirma que:
a literatura infantil, como se viu, revela sua dimensão histórica por meio de
componentes estéticos que a estruturam. É, portanto, sobre essa natureza estética
primeira, imanente ao texto, que se deve debruçar, para a apreensão da demais
dimensões do texto literário (SOUZA: 2010, 59).
E por fim, a dimensão pedagógica, a autora acrescenta “o conteúdo literário possui
uma dimensão pedagógica, que lhe é inerente porque humana, ainda que a obra não tenha sido
escrita com a clara intenção de ensinar” (SOUZA: 2010, 68).
Cabe destacar que a autora defende que as três dimensões foram separadas para fins
ilustrativos e didáticos, pois estas dimensões estão intimamente relacionadas e são
simultâneas durante a leitura de qualquer obra literária clássica.
Espera-se com este texto indicar como a fábula “O Leão e o Rato” está estruturada
esteticamente, como revela a história dos homens e por consequência da sociedade, e suas
aplicações pedagógicas.
FÁBULAS – LA FONTAINE: A ANTOLOGIA
A antologia, base deste texto, foi traduzida pela editora Martin Claret em 2005,
contém 280 páginas distribuídas em sessões, tais como: Prefácio com o texto “A história
do livro e a coleção “A obra-prima de cada autor”; Introdução distribuída em “La Fontaine e
as suas fábulas” escrita por Pinheiro Chagas, “Processo artístico de La Fontaine” de
Theophilo Braga, “Quem foi o ilustrador Grandville” e “A monsenhor, o Delfim”; Prefácio;
12 Livros totalizando 92 fábulas; e a cronologia de Jean de La Fontaine.
Destaca-se ao final do livro VI uma advertência redigida pelo La Fontaine com a
explicação da diferença entre as fábulas anteriores e as descritas posteriormente, com a
explicação das primeiras serem baseadas mais em Esopo que as posteriores. Ainda, no
término do livro XI, La Fontaine registra uma carta ao senhor Duque de Borgonha onde
explicita apreço e admiração pelo Duque.
As fábulas de La Fontaine são descritas por Pinheiro Chagas como não originais
porque encontram muita inspiração em Esopo e Phedro, fabulários de meia-idade e contos
italianos; sem beleza excepcional e ausência de pureza de metrificação. Porém, exalta a quão
verdade humana e zoológica presentes nas personagens de suas fábulas. Ilustra-se com a
sentença: “o que constitui o seu encanto supremo é a vida que ele sabe dar a todos esses
animais que se movem no imenso tablado da natureza, que falam a linguagem que ele lhes
presta, obedecendo as paixões que ele lhes atribui” (CIAREI, 2005, p.12).
Theophilo Braga comenta o processo artístico de La Fontaine e diz que os temas
poéticos presentes nas fábulas do autor não lhe pertencem, pelo contrário, são baseadas no
muito conhecido, mas o que o torna gênio é a individualidade com que apresentou a forma, a
síntese filosófica e a moral.
Sobre a utilização das fábulas de La Fontaine, Theophilo Braga acrescenta:
As fábulas de La Fontaine, nascidas neste campo comum da tradição universal,
também tiveram o mesmo destino que as fábulas esópicas e pódricas, entraram nas
escolas, e serviram de leitura e para caligráficos. A grande obra de arte, assim
vulgarizada, decaiu da sua imponente majestade, a que a crítica a restitui pondo em
evidência o lado individual, a forma pitoresca, a exclusiva idealização de La
Fontaine (CIAREI: 2005, 25).
Diante da citação evidenciou-se o cuidado necessário para a inserção de fábulas no
contexto da educação formal, para que a forma, a filosofia e a moral não sejam popularizadas
e por consequência ocorra a decadência cultural da obra.
O LEÃO E O RATO: DIMENSÕES HISTÓRICA, ESTÉTICA E PEDAGÓGICA
Para iniciar a apresentação da dimensão estética da fábula “O leão e o rato” faz-se
necessária a conceituação do gênero fábula que para Milliet (1957) é uma “narrativa alegórica
de que se terá uma moralidade” (MILLIET apud ARANTES: 2006, 46). De maneira auxiliar
o dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa (2009) descreve fábula como “curta
narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que
ilustra um preceito moral”. Theophilo Braga posiciona-se sobre este assunto na antologia e
coloca:
De fato, a Fábula, que é o desenvolvimento de uma comparação espontânea,
aparece-nos entre os povos mais antigos como um produto impessoal, anônimo,
igualmente como o Anexim, do que ela é muitas vezes um resumo, circula sem a
responsabilidade de autor, e por isso mesmo como maior poder moral. (CIAREI:
2005, 23)
Desta forma, fica evidente que as fábulas propõem uma moral e utilizam-se de
personagens animais para atingir este fim. A fábula, em destaque, traduzida por Curvo
Semedo1, está centralizada na folha, porém ajustada a esquerda, de modo a trazer o leitor para
1 Belchior Manuel Curvo Semedo Torres de Sequeira foi um poeta português e fidalgo da
Casa Real.
a parte central da página. Além disso, está dividida em cinco estrofes tendo uma imagem ao
final da segunda estrofe.
A imagem revela o leão deitado de maneira majestosa em meio a floresta sendo
observado a curta distância por um pequeno rato. Esta imagem não é colorida, ou seja, em
escala de cinza e disforme, mas representa de maneira significativa as personagens. Diante da
dimensão estética é relevante dizer que apesar dos versos na fábula analisada, esta ainda se
mantém narrativa.
A dimensão histórica revela-se pela relação entre os dois personagens. De um lado, o
leão, denominado por La Fontaine como “monarca das feras” que decide, logo no início da
fábula, sobre a vida da outra personagem, o rato, rotulado como “daninho” e “pequeno”.
La Fontaine, a medida que versa, apresenta palavras que exaltam o leão em detrimento
ao rato, tais como: “rei das selvas”, “vil rato” e “garras de um leão”. Desse modo, pode-se
relacionar o leão às figuras que detém o poder na sociedade atual, tais como as multinacionais
que aterrorizam os empresários individuais e/ou familiares; e os grupos econômicos
organizados por países intitulados desenvolvidos que oprimem o desenvolvimento econômico
de outros países que não participam deste grupo.
Ao mesmo tempo o autor insere o leão em uma situação de perigo, torna-se indefeso,
perante o problema e é salvo pelo rato, tanto menosprezado pelo “rei das selvas”. Os versos
que retratam esta problemática relacionam-se com a atualidade quando é percebida a
dependência das multinacionais e dos grupos econômicos, exemplos elencados anteriormente,
de trabalhadores assalariados e/ou dos produtos eletrônicos que realizam parte do trabalho. A
dependência é entendida neste campo como a necessidade das multinacionais de terem
trabalhadores assalariados que estão em suas bases industriais e dos instrumentos
tecnológicos que sustentam a fabricação.
Cabe ilustrar que os exemplos citados somente revelam o sistema vigente no mundo
atual, ou seja, o capitalismo monopólico. Sobre esse sistema, Souza (2008) escreve que:
As sucessivas crises na economia capitalista do final do século XIX, no entanto,
começam a apontar a passagem dessa fase concorrencial para a fase monopólica que
configura a sociedade do século XX até os dias de hoje. Marxassinala esse período
como o longo processo de decadência do modo burguês de produzir a vida, isto é,
daquele período em que toda uma civilização perde seus parâmetros habituais,
construídos ao longo da sua ascensão e apogeu, para ceder espaço a um modo de
produzir a vida. Considera-se, então, que os séculos XX e XXI representam o
desmanche lento e gradativo da forma original da civilização burguesa (SOUZA:
2008, 06).
Diante destas informações, pode-se inferir na fábula a fragilidade do Leão perante a
armadilha e a sua salvação pelo ser que menosprezava.
Por fim, a dimensão pedagógica da fábula pode ser elucidada, por meio da moral, que
aborda a paciência e a imprudência. Além disso, admite-se, conforme exposto por Souza
(2010), que “literatura é linguagem, e, à medida que o ser humano exercita sua linguagem por
meio da leitura, que nada mais é do que interagir com o autor do livro, eleva-se seu nível de
consciência” (SOUZA: 2010, 68).
Assim, na pré-escola podemos vivenciar situações de contação de histórias que
utilizem as fábulas de La Fontaine para possibilitar as crianças de 4 e 5 anos o contato com
este gênero textual, além de interpretar as situações vivenciadas pelos personagens e
reconhecer os diálogos e imagens presentes na obra. Além disso, a moral trazida pelas fábulas
oportuniza aos professores o momento para reflexão junto aos pequenos de atitudes e valores
que são vivenciados em sociedade. Lembra-se a sociedade mencionada é globalizada e
capitalista sedimentada em valores da burguesia quando em ascensão.
Portanto, a dimensão pedagógica da fábula é traduzida além da moral, simplesmente
por possibilitar o estudo da língua, da cultura e da história do ser humano.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir do exposto, defende-se o uso de obras literárias clássicas desde a educação
infantil por “terem registrado, com riqueza de minúcias e muita inspiração, as contradições
históricas de seu tempo” (ALVES, 1990: 112). Além disso, vale dizer que o potencial
educativo com as obras clássicas, aqui destacadas as fábulas, envolvem as boas condições dos
instrumentos, do espaço físico e da relação entre professor e crianças, o que quer dizer que
“dela dependem, ainda, a abrangência, a repercurssão e os efeitos práticos do trabalho
educacional transformador” (ALVES, 1990: 112).
Sendo assim, reforça-se a importância das fábulas de La Fontaine para o estudo da
linguagem. Sendo possível sua inserção nas escolas para estimular a leitura e aperfeiçoar o
estudo da língua, além de transmitir valores apropriados a sociedade vigente.
A influência da leitura é revelada na antologia por Pinheiro Chagas logo na
introdução. Durante a descrição da vida de La Fontaine por Chagas constata-se que “o seu
parente Pintrel e o seu colega Maucroix recomendam-lhe a leitura dos antigos, e dentro em
pouco aparece o nosso fabulista com uma comédia de Terêncio traduzida” (CIAREI: 2005,
17).
A fábula “O leão e o rato” tratada neste texto deve ser introduzida na escola, assim
como todas as outras fábulas de La Fontaine por revelarem dimensão histórica, estética e
pedagógica. Assim, Souza (2010) sugere que “a presença da literatura na escola é um
importante instrumento de superação do manual didático, além de constituir poderosa arma de
formação de consciências, na luta pela cidadania” (SOUZA: 2010, 77).
Encerra-se com a frase de La Fontaine no prefácio da Antologia Fábulas “Mas, não é
tanto pela forma que dei a esse trabalho que se deve aquilatar o seu valor, senão por sua
utilidade e por seu conteúdo” (CIAREI: 2005, 37). Prova-se, desta maneira, que o autor já
anunciava a utilização de suas fábulas para a educação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Gilberto Luiz. As funções da escola de educação geral sobre o imperialismo.
Revista Novos Rumos, ano 5, n. 16. Instituto Astrojildo Pereira; Editora Novos Rumos, 1990.
CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. Trad. Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das
Letras, 1993.
CIAREI, Martin. Fábulas: La Fontaine – Antologia. São Paulo: Editora Martin Claret Ltda,
2005.
DICIONÁRIO eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. (Versão Monousuário 3.0) Rio de
Janeiro, Objetiva, 2009.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã : crítica da mais recente filosofia
alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus
diferentes profetas (1845-1846). Tradução de Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano
Cavini Martorano. São Paulo: Boitempo, 2007.
MILLIET, Sérgio. Obras primas da fábula universal – seleção, introdução e notas. São Paulo:
Martins Fontes, 1957. In: ARANTES, Marilza Borges. A argumentação nos gêneros fábula,
parábola e apólogo. 2006. Dissertação (Mestrado em Linguística). Universidade Federal de
Uberlândia, Uberlândia, 2006.
MORES, Ridendo Castigat. Fábulas (imitadas de Esopo e La Fontaine) Justiniano José da
Rocha (1812-1863). Disponível em http://www.ebooksbrasil.org/-adobeebook/fabulas.pdf
Acesso em 14 jun 2015.
SOUZA, Ana A. Arguelho de. Literatura infantil na escola: a leitura em sala de aula.
Campinas, SP: Autores Associados, 2010.
_______, Ana A. Arguelho de. A atualidade do pensamento de Marx. Revista Trabalho
necessário (online), Niterói: UFF, ano 6, n. 6, 2008.

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  • 1. ANÁLISE DA FÁBULA DE LA FONTAINE “O LEÃO E O RATO” E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A LINGUAGEM José Flávio Rodrigues Siqueira Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul siqueirajfr@gmail.com Eixo temático: Cultura, arte e tecnologias na educação da infância Comunicação Oral RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar e analisar a fábula “O leão e o rato” de La Fontaine a partir das múltiplas dimensões da literatura infantil descritas por Souza (2010) que tem como alicerce o método da Ciência da História. Para isso será apresentada a antologia de onde foi extraída a fábula a ser analisada, bem como os seus aspectos históricos, estéticos e pedagógicos da fábula escolhida. A escolha da antologia de La Fontaine deve-se ao caráter clássico de sua obra, sobre a importância dos clássicos e sua relevância educacional recorremos a Calvino (1993) e Alves (1990). Destaca-se que as fábulas de La Fontaine são descritas por Pinheiro Chagas como não originais porque encontram muita inspiração em Esopo e Phedro, fabulários de meia-idade e contos italianos; sem beleza excepcional e ausência de pureza de metrificação. Porém, exalta a quão verdade humana e zoológica presentes nas personagens de suas fábulas. Desta maneira, propícias para despertar o prazer pela leitura, aperfeiçoar a linguagem e ampliar valores e atitudes vivenciados pelas crianças e para com os adultos. Palavras-chaves: Fábula, Literatura Infantil, Linguagem. INTRODUÇÃO O presente texto tem como objetivo apresentar e analisar a fábula “O leão e o rato” de La Fontaine a partir das múltiplas dimensões da literatura infantil descritas por Souza (2010) que tem como alicerce o método da Ciência da História. Marx e Engels (2007) na obra “A ideologia Alemã” ao apresentarem o método de trabalho dizem que:
  • 2. os pressupostos de que partimos não são pressupostos arbitrários, dogmas, mas pressupostos reais, de que só se pode abstrair na imaginação. São os indivíduos reais, sua ação e suas condições materiais de vida, tanto aquelas por eles já encontradas como as já produzidas por sua própria ação. Esses pressupostos são, portanto, contáveis por via puramente empírica. (MARX e ENGELS: 2007, 86-87) Fica evidente que para os autores faz-se necessário um método empírico que não seja desvinculado da materialidade dos objetos estudados. Este método, em nota de rodapé, foi nomeado por Marx e Engels (2007) de Ciência da História. Tanto o autor deste texto quanto Souza (2010), idealizadora das múltiplas dimensões da literatura infantil, utilizam este método. Será apresentada a antologia de onde foi extraída a fábula a ser analisada, bem como serão descritos os aspectos históricos, estéticos e pedagógicos da fábula escolhida. De acordo com o dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa (2009) a etimologia da palavra antologia refere-se a “coleção de trechos literários” e quando tratada como substantivo feminino pode ser “coleção de textos em prosa e/ou em verso, geralmente de autores consagrados, organizados segundo tema, época, autoria etc”. Sendo assim, a antologia “Fábulas de La Fontaine” é uma coleção composta de 92 fábulas distribuídas em 12 livros. Quanto à análise da fábula “O Leão e o Rato”, o principal texto utilizado para nortear a crítica foi “Literatura Infantil na escola: a leitura em sala de aula” de Ana A. Arguelho de Souza. A escolha da antologia de La Fontaine deve-se ao caráter clássico de sua obra. Sobre obras clássicas, Calvino determina que “os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que eixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram” (CALVINO: 1993, 11). Ainda sobre estas obras, Alves nomeia “clássicas são aquelas obras de literatura, de filosofia, de política, etc., que permaneceram no tempo e continuam sendo buscadas como fontes do conhecimento” (ALVES: 1990, 112). Desta maneira, percebe-se que os escritos de La Fontaine se encaixam no conceito de clássico de ambos os autores. A escolha de uma fábula está intimamente relacionada pelo seu significado para os leitores, pois de acordo com Mores (s/d): As fábulas constituem meios de inculcação de ideias em várias culturas do mundo, inclusive no Brasil. São histórias que contêm concepções sobre a natureza física, a organização e funcionamento das sociedades, regras de conduta e comportamento, objetivos de vida que devemser almejados (MORES: s/d, 9) Tornam-se assim, as fábulas excelentes textos de análise histórica, estética e pedagógica, inclusive com potencial extraordinário para diversas estratégias educativas.
  • 3. Ao definir a dimensão histórica da literatura infantil, Souza (2010) coloca que “diz respeito ao fato de que a ficção necessariamente revela as circunstâncias e os valores da época em que foi produzida” (SOUZA: 2010, 49). Quanto a dimensão estética a autora afirma que: a literatura infantil, como se viu, revela sua dimensão histórica por meio de componentes estéticos que a estruturam. É, portanto, sobre essa natureza estética primeira, imanente ao texto, que se deve debruçar, para a apreensão da demais dimensões do texto literário (SOUZA: 2010, 59). E por fim, a dimensão pedagógica, a autora acrescenta “o conteúdo literário possui uma dimensão pedagógica, que lhe é inerente porque humana, ainda que a obra não tenha sido escrita com a clara intenção de ensinar” (SOUZA: 2010, 68). Cabe destacar que a autora defende que as três dimensões foram separadas para fins ilustrativos e didáticos, pois estas dimensões estão intimamente relacionadas e são simultâneas durante a leitura de qualquer obra literária clássica. Espera-se com este texto indicar como a fábula “O Leão e o Rato” está estruturada esteticamente, como revela a história dos homens e por consequência da sociedade, e suas aplicações pedagógicas. FÁBULAS – LA FONTAINE: A ANTOLOGIA A antologia, base deste texto, foi traduzida pela editora Martin Claret em 2005, contém 280 páginas distribuídas em sessões, tais como: Prefácio com o texto “A história do livro e a coleção “A obra-prima de cada autor”; Introdução distribuída em “La Fontaine e as suas fábulas” escrita por Pinheiro Chagas, “Processo artístico de La Fontaine” de Theophilo Braga, “Quem foi o ilustrador Grandville” e “A monsenhor, o Delfim”; Prefácio; 12 Livros totalizando 92 fábulas; e a cronologia de Jean de La Fontaine. Destaca-se ao final do livro VI uma advertência redigida pelo La Fontaine com a explicação da diferença entre as fábulas anteriores e as descritas posteriormente, com a explicação das primeiras serem baseadas mais em Esopo que as posteriores. Ainda, no término do livro XI, La Fontaine registra uma carta ao senhor Duque de Borgonha onde explicita apreço e admiração pelo Duque. As fábulas de La Fontaine são descritas por Pinheiro Chagas como não originais porque encontram muita inspiração em Esopo e Phedro, fabulários de meia-idade e contos italianos; sem beleza excepcional e ausência de pureza de metrificação. Porém, exalta a quão verdade humana e zoológica presentes nas personagens de suas fábulas. Ilustra-se com a sentença: “o que constitui o seu encanto supremo é a vida que ele sabe dar a todos esses
  • 4. animais que se movem no imenso tablado da natureza, que falam a linguagem que ele lhes presta, obedecendo as paixões que ele lhes atribui” (CIAREI, 2005, p.12). Theophilo Braga comenta o processo artístico de La Fontaine e diz que os temas poéticos presentes nas fábulas do autor não lhe pertencem, pelo contrário, são baseadas no muito conhecido, mas o que o torna gênio é a individualidade com que apresentou a forma, a síntese filosófica e a moral. Sobre a utilização das fábulas de La Fontaine, Theophilo Braga acrescenta: As fábulas de La Fontaine, nascidas neste campo comum da tradição universal, também tiveram o mesmo destino que as fábulas esópicas e pódricas, entraram nas escolas, e serviram de leitura e para caligráficos. A grande obra de arte, assim vulgarizada, decaiu da sua imponente majestade, a que a crítica a restitui pondo em evidência o lado individual, a forma pitoresca, a exclusiva idealização de La Fontaine (CIAREI: 2005, 25). Diante da citação evidenciou-se o cuidado necessário para a inserção de fábulas no contexto da educação formal, para que a forma, a filosofia e a moral não sejam popularizadas e por consequência ocorra a decadência cultural da obra. O LEÃO E O RATO: DIMENSÕES HISTÓRICA, ESTÉTICA E PEDAGÓGICA Para iniciar a apresentação da dimensão estética da fábula “O leão e o rato” faz-se necessária a conceituação do gênero fábula que para Milliet (1957) é uma “narrativa alegórica de que se terá uma moralidade” (MILLIET apud ARANTES: 2006, 46). De maneira auxiliar o dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa (2009) descreve fábula como “curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustra um preceito moral”. Theophilo Braga posiciona-se sobre este assunto na antologia e coloca: De fato, a Fábula, que é o desenvolvimento de uma comparação espontânea, aparece-nos entre os povos mais antigos como um produto impessoal, anônimo, igualmente como o Anexim, do que ela é muitas vezes um resumo, circula sem a responsabilidade de autor, e por isso mesmo como maior poder moral. (CIAREI: 2005, 23) Desta forma, fica evidente que as fábulas propõem uma moral e utilizam-se de personagens animais para atingir este fim. A fábula, em destaque, traduzida por Curvo Semedo1, está centralizada na folha, porém ajustada a esquerda, de modo a trazer o leitor para 1 Belchior Manuel Curvo Semedo Torres de Sequeira foi um poeta português e fidalgo da Casa Real.
  • 5. a parte central da página. Além disso, está dividida em cinco estrofes tendo uma imagem ao final da segunda estrofe. A imagem revela o leão deitado de maneira majestosa em meio a floresta sendo observado a curta distância por um pequeno rato. Esta imagem não é colorida, ou seja, em escala de cinza e disforme, mas representa de maneira significativa as personagens. Diante da dimensão estética é relevante dizer que apesar dos versos na fábula analisada, esta ainda se mantém narrativa. A dimensão histórica revela-se pela relação entre os dois personagens. De um lado, o leão, denominado por La Fontaine como “monarca das feras” que decide, logo no início da fábula, sobre a vida da outra personagem, o rato, rotulado como “daninho” e “pequeno”. La Fontaine, a medida que versa, apresenta palavras que exaltam o leão em detrimento ao rato, tais como: “rei das selvas”, “vil rato” e “garras de um leão”. Desse modo, pode-se relacionar o leão às figuras que detém o poder na sociedade atual, tais como as multinacionais que aterrorizam os empresários individuais e/ou familiares; e os grupos econômicos organizados por países intitulados desenvolvidos que oprimem o desenvolvimento econômico de outros países que não participam deste grupo. Ao mesmo tempo o autor insere o leão em uma situação de perigo, torna-se indefeso, perante o problema e é salvo pelo rato, tanto menosprezado pelo “rei das selvas”. Os versos que retratam esta problemática relacionam-se com a atualidade quando é percebida a dependência das multinacionais e dos grupos econômicos, exemplos elencados anteriormente, de trabalhadores assalariados e/ou dos produtos eletrônicos que realizam parte do trabalho. A dependência é entendida neste campo como a necessidade das multinacionais de terem trabalhadores assalariados que estão em suas bases industriais e dos instrumentos tecnológicos que sustentam a fabricação. Cabe ilustrar que os exemplos citados somente revelam o sistema vigente no mundo atual, ou seja, o capitalismo monopólico. Sobre esse sistema, Souza (2008) escreve que: As sucessivas crises na economia capitalista do final do século XIX, no entanto, começam a apontar a passagem dessa fase concorrencial para a fase monopólica que configura a sociedade do século XX até os dias de hoje. Marxassinala esse período como o longo processo de decadência do modo burguês de produzir a vida, isto é, daquele período em que toda uma civilização perde seus parâmetros habituais, construídos ao longo da sua ascensão e apogeu, para ceder espaço a um modo de produzir a vida. Considera-se, então, que os séculos XX e XXI representam o desmanche lento e gradativo da forma original da civilização burguesa (SOUZA: 2008, 06). Diante destas informações, pode-se inferir na fábula a fragilidade do Leão perante a armadilha e a sua salvação pelo ser que menosprezava.
  • 6. Por fim, a dimensão pedagógica da fábula pode ser elucidada, por meio da moral, que aborda a paciência e a imprudência. Além disso, admite-se, conforme exposto por Souza (2010), que “literatura é linguagem, e, à medida que o ser humano exercita sua linguagem por meio da leitura, que nada mais é do que interagir com o autor do livro, eleva-se seu nível de consciência” (SOUZA: 2010, 68). Assim, na pré-escola podemos vivenciar situações de contação de histórias que utilizem as fábulas de La Fontaine para possibilitar as crianças de 4 e 5 anos o contato com este gênero textual, além de interpretar as situações vivenciadas pelos personagens e reconhecer os diálogos e imagens presentes na obra. Além disso, a moral trazida pelas fábulas oportuniza aos professores o momento para reflexão junto aos pequenos de atitudes e valores que são vivenciados em sociedade. Lembra-se a sociedade mencionada é globalizada e capitalista sedimentada em valores da burguesia quando em ascensão. Portanto, a dimensão pedagógica da fábula é traduzida além da moral, simplesmente por possibilitar o estudo da língua, da cultura e da história do ser humano. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir do exposto, defende-se o uso de obras literárias clássicas desde a educação infantil por “terem registrado, com riqueza de minúcias e muita inspiração, as contradições históricas de seu tempo” (ALVES, 1990: 112). Além disso, vale dizer que o potencial educativo com as obras clássicas, aqui destacadas as fábulas, envolvem as boas condições dos instrumentos, do espaço físico e da relação entre professor e crianças, o que quer dizer que “dela dependem, ainda, a abrangência, a repercurssão e os efeitos práticos do trabalho educacional transformador” (ALVES, 1990: 112). Sendo assim, reforça-se a importância das fábulas de La Fontaine para o estudo da linguagem. Sendo possível sua inserção nas escolas para estimular a leitura e aperfeiçoar o estudo da língua, além de transmitir valores apropriados a sociedade vigente. A influência da leitura é revelada na antologia por Pinheiro Chagas logo na introdução. Durante a descrição da vida de La Fontaine por Chagas constata-se que “o seu parente Pintrel e o seu colega Maucroix recomendam-lhe a leitura dos antigos, e dentro em pouco aparece o nosso fabulista com uma comédia de Terêncio traduzida” (CIAREI: 2005, 17). A fábula “O leão e o rato” tratada neste texto deve ser introduzida na escola, assim como todas as outras fábulas de La Fontaine por revelarem dimensão histórica, estética e
  • 7. pedagógica. Assim, Souza (2010) sugere que “a presença da literatura na escola é um importante instrumento de superação do manual didático, além de constituir poderosa arma de formação de consciências, na luta pela cidadania” (SOUZA: 2010, 77). Encerra-se com a frase de La Fontaine no prefácio da Antologia Fábulas “Mas, não é tanto pela forma que dei a esse trabalho que se deve aquilatar o seu valor, senão por sua utilidade e por seu conteúdo” (CIAREI: 2005, 37). Prova-se, desta maneira, que o autor já anunciava a utilização de suas fábulas para a educação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Gilberto Luiz. As funções da escola de educação geral sobre o imperialismo. Revista Novos Rumos, ano 5, n. 16. Instituto Astrojildo Pereira; Editora Novos Rumos, 1990. CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. Trad. Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. CIAREI, Martin. Fábulas: La Fontaine – Antologia. São Paulo: Editora Martin Claret Ltda, 2005. DICIONÁRIO eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. (Versão Monousuário 3.0) Rio de Janeiro, Objetiva, 2009. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã : crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas (1845-1846). Tradução de Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Cavini Martorano. São Paulo: Boitempo, 2007. MILLIET, Sérgio. Obras primas da fábula universal – seleção, introdução e notas. São Paulo: Martins Fontes, 1957. In: ARANTES, Marilza Borges. A argumentação nos gêneros fábula, parábola e apólogo. 2006. Dissertação (Mestrado em Linguística). Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2006. MORES, Ridendo Castigat. Fábulas (imitadas de Esopo e La Fontaine) Justiniano José da Rocha (1812-1863). Disponível em http://www.ebooksbrasil.org/-adobeebook/fabulas.pdf Acesso em 14 jun 2015.
  • 8. SOUZA, Ana A. Arguelho de. Literatura infantil na escola: a leitura em sala de aula. Campinas, SP: Autores Associados, 2010. _______, Ana A. Arguelho de. A atualidade do pensamento de Marx. Revista Trabalho necessário (online), Niterói: UFF, ano 6, n. 6, 2008.