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João Cândido, o  Almirante Negro Prof. Vinicius P. de Oliveira
Música de João Bosco e Aldir Blanc  Mestre Sala dos Mares :  “ Há muito tempo nas águas da Guanabara, O Dragão do Mar reapareceu...” Dragão do Mar era o apelido do jangadeiro cearense Francisco José do Nascimento, caboclo, um dos líderes do movimento que culminou na “abolição antecipada” no Ceará em 1884. Nesta ocasião, junto com sua jangada, desfilou pelas ruas da capital imperial
João Candido Felisberto – histórico de vida : ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
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Grumetes na Igreja da Candelária/RJ – alistados para serem “corrigidos” ou para terem uma “colocação”
Cosmopolismo: por onde  passou João Candido
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Modernas embarcações conviviam com aquelas herdadas do Império Marinha Brasileira
Histórico Recrutamento e Castigos Corporais na Marinha: ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Acima: Minas Gerais . Abaixo: São Paulo . A Revolta Eclodiu entre os dias 22 e 27/11/1910, tomando 4 possantes e modernos navios de guerra (Minas Gerais, Bahia, São Paulo e o antigo Deodoro) e apontando os canhões para a capital exigindo o fim dos castigos corporais vigentes na Marinha.  O estopim para a revolta foram as chibatadas no marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes, no dia 21/11/1910. “ Naquela noite o clarim não pediria silêncio e sim combate” (depoimento  de JC a Edgar Morel).
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Capitão Batista Neves, comandante do Minas Gerais e conhecido por aplicar com rigor a chibata. Foi morto durante os confrontos pela tomada do navio.
Encouraçado São Paulo – observe-se a bandeira vermelha, que ficou hasteada durante todo o movimento
Quem eram os revoltosos? Marinheiros músicos do Minas Gerias ,[object Object],[object Object]
“ Liberdade” e “abaixo a chibata” eram gritadas pelos marujos.
O “pessoal do porão”-  maquinistas do  São Paulo
Dos navios se ouviam gritos de “Viva a liberdade”, e “Abaixo a chibata”.
Oficialidade rebelde do encouraçado São Paulo (o terceiro da esquerda para a direita é André Avelino, confundido futuramente com João Candido
Sociedade e governo em pânico Correria no Rio de Janeiro, após tiros de canhão
Fuga de famílias abastadas – observe-se a criadagem negra e mestiça
Charge da época ironizando a Correria no Rio de Janeiro
Canhões na Praia de Santa Luiza/RJ – população ao fundo
Oficiais do Exército observando a esquadra rebelde
Tropas no alto do  Morro do Castelo
João Candido e demais revoltosos, na presença do jornalista Júlio de Medeiros (Jornal do Comércio)
Reivindicações - Mensagem enviada ao governo
“ Rio de Janeiro, 22 de novembro de 1910 Il.mo e Ex.mo Sr. Presidente da República Brasileira Cumpre-nos comunicar a V. Ex.a, como Chefe da Nação brasileira: Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá; e até então não nos chegou; rompemos o negro véu que nos cobria aos olhos do patriótico e enganado povo. Achando-se todos os navios em nosso poder, tendo a seu bordo prisioneiros todos os oficiais, os quais têm sido os causadores da Marinha brasileira não ser grandiosa, porque durante vinte anos de República ainda não foi bastante para tratar-nos como cidadãos fardados em defesa da Pátria, mandamos esta honrada mensagem para que V. Ex.a faça aos marinheiros brasileiros possuirmos os direitos sagrados que as leis da República nos facilita, acabando com a desordem e nos dando outros gozos que venham engrandecer a Marinha brasileira; bem assim como: retirar os oficiais incompetentes e indignos de servir à Nação brasileira. Reformar o código imoral e vergonhoso que nos rege, a fim de que desapareça a chibata, o bolo e outros castigos semelhantes; aumentar o nosso soldo pelos últimos planos do ilustre Senador José Carlos de Carvalho, educar os marinheiros que não têm competência para vestir a orgulhosa farda, mandar pôr em vigor a tabela de serviço diário, que a acompanha. Tem V. Ex.a o prazo de 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de ver a Pátria aniquilada. Bordo do encouraçado São Paulo, em 22 de novembro de 1910. Nota: Não poderá ser interrompida a ida e volta do mensageiro. Marinheiros”
João Cândido, ao lado do marinheiro Antônio Ferreira de Andrade, lê o decreto da Anistia ,[object Object],[object Object]
João Cândido, ao lado do marinheiro Antônio Ferreira de Andrade, lê o decreto da Anistia Sobre as águas da Guanabara: marujos do Minas Gerais no momento em que a bandeira vermelha foi retirada do mastro .
Dia 27/11 - João Cândido bate continência ao Cap. Pereira Leite – o fim da revolta e da chibata na Marinha estava decretado.
Hermes da Fonseca assinando a Anistia, apoiado pela “Burguesia” e “Política” e deixando de lado a “Pátria” e o “Zé Povo”
 
João Candido e os marinheiros revoltosos depois da Revolta:
   Um dia após a pacificação, o marechal Hermes da Fonseca desconsiderou a anistia negociada e assinou o decreto 8.400, excluindo da Armada todos os marujos cuja presença fosse considerada inconveniente por seus superiores. Iniciava uma repressão em massa, intensa e arbitrária.    1216 foram explusos da Marinha (mais da metade dos insurgentes), com prisões, degredo e trabalho escravo para centenas. Além de diversos assassinatos, dentro os quais cerca de 30 são conhecidos os nomes e o modo como ocorreu.
Sede do Batalhão Naval – Ilha das Cobras (bombardeada em dezembo de 1910)
Centenas de marinheiros (inclusive anistiados) foram detidos
Massacre da Ilha das Cobras   ,[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],Cela encravada na pedra
João Candido conduzido à Ilha das Cobras em 24 de dezembro de 1910
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Hospital Nacional dos Alienados “ Louco” – frente ao sofrido, JC fica traumatizado e tinha visões dos companheiros mortos, que reapareciam em sua memória gritando e agonizando, deformados e sofrendo. Examinado por uma junta médica, concluíram que estava louco e o mandaram para o Hospital Nacional dos Alienados (bairro Urca, Praia Vermelha), ambiente marcado por paradigmas da antropologia física e racial.
Bordados de João Candido após a revolta – reveladores do amor próprio ferido
[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Sob forte vigilância, João Candido é fotografado horas antes de ser absolvido no Conselho de Guerra e expulso da Marinha Brasileira
Julgamento no Conselho de Guerra – setembro de 1912
Perseguido, perde empregos seguidos e tem documentos apreendidos pela Capitania Portos (Foto: 50 anos ) João Candido – perseguição e símbolo de luta
A difícil vida de pescador artesanal Esquerda: carregado peixes em 1937 – Direita: Cais Pharoux (Praça XV – RJ)
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Vendendo peixe no cais em 1957, com 77 anos, ladeado por fiscais da inspeção sanitária que queriam aparecer na foto com ele.
Com a terceira esposa e filhos, no suburbio carioca
 
 
Um símbolo de luta
 
Acenando para marinheiros rebelados em 25/03/1964
 
 
Esq :  Palácio do Catete/RJ Abaixo :  Parque Marinha do Brasil (Porto Alegre)
 
Falecimento em 06/12/1869 aos 89 anos – enterro sob vigilância policial
 
Outros heróis e vítimas anônimas da Revolta da Chibata
 
 
O  Mestre-Sala Dos Mares (Elis Regina - Composição: João Bosco/Aldir Blanc) Há muito tempo nas águas da Guanabara O dragão do mar reapareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a história não esqueceu Conhecido como o navegante negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao acenar pelo mar na alegria das regatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhões de mulatas Rubras cascatas Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas Inundando o coração do pessoal do porão Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então Glória aos piratas Às mulatas, às sereias Glória à farofa à cachaça, às baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas salve Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo

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João Candido ea Chibata

  • 1. João Cândido, o Almirante Negro Prof. Vinicius P. de Oliveira
  • 2. Música de João Bosco e Aldir Blanc Mestre Sala dos Mares : “ Há muito tempo nas águas da Guanabara, O Dragão do Mar reapareceu...” Dragão do Mar era o apelido do jangadeiro cearense Francisco José do Nascimento, caboclo, um dos líderes do movimento que culminou na “abolição antecipada” no Ceará em 1884. Nesta ocasião, junto com sua jangada, desfilou pelas ruas da capital imperial
  • 3.
  • 4.
  • 5.
  • 6. Grumetes na Igreja da Candelária/RJ – alistados para serem “corrigidos” ou para terem uma “colocação”
  • 7. Cosmopolismo: por onde passou João Candido
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  • 9. Modernas embarcações conviviam com aquelas herdadas do Império Marinha Brasileira
  • 10.
  • 11. Acima: Minas Gerais . Abaixo: São Paulo . A Revolta Eclodiu entre os dias 22 e 27/11/1910, tomando 4 possantes e modernos navios de guerra (Minas Gerais, Bahia, São Paulo e o antigo Deodoro) e apontando os canhões para a capital exigindo o fim dos castigos corporais vigentes na Marinha. O estopim para a revolta foram as chibatadas no marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes, no dia 21/11/1910. “ Naquela noite o clarim não pediria silêncio e sim combate” (depoimento de JC a Edgar Morel).
  • 12.
  • 13. Encouraçado São Paulo – observe-se a bandeira vermelha, que ficou hasteada durante todo o movimento
  • 14.
  • 15. “ Liberdade” e “abaixo a chibata” eram gritadas pelos marujos.
  • 16. O “pessoal do porão”- maquinistas do São Paulo
  • 17. Dos navios se ouviam gritos de “Viva a liberdade”, e “Abaixo a chibata”.
  • 18. Oficialidade rebelde do encouraçado São Paulo (o terceiro da esquerda para a direita é André Avelino, confundido futuramente com João Candido
  • 19. Sociedade e governo em pânico Correria no Rio de Janeiro, após tiros de canhão
  • 20. Fuga de famílias abastadas – observe-se a criadagem negra e mestiça
  • 21. Charge da época ironizando a Correria no Rio de Janeiro
  • 22. Canhões na Praia de Santa Luiza/RJ – população ao fundo
  • 23. Oficiais do Exército observando a esquadra rebelde
  • 24. Tropas no alto do Morro do Castelo
  • 25. João Candido e demais revoltosos, na presença do jornalista Júlio de Medeiros (Jornal do Comércio)
  • 26. Reivindicações - Mensagem enviada ao governo
  • 27. “ Rio de Janeiro, 22 de novembro de 1910 Il.mo e Ex.mo Sr. Presidente da República Brasileira Cumpre-nos comunicar a V. Ex.a, como Chefe da Nação brasileira: Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá; e até então não nos chegou; rompemos o negro véu que nos cobria aos olhos do patriótico e enganado povo. Achando-se todos os navios em nosso poder, tendo a seu bordo prisioneiros todos os oficiais, os quais têm sido os causadores da Marinha brasileira não ser grandiosa, porque durante vinte anos de República ainda não foi bastante para tratar-nos como cidadãos fardados em defesa da Pátria, mandamos esta honrada mensagem para que V. Ex.a faça aos marinheiros brasileiros possuirmos os direitos sagrados que as leis da República nos facilita, acabando com a desordem e nos dando outros gozos que venham engrandecer a Marinha brasileira; bem assim como: retirar os oficiais incompetentes e indignos de servir à Nação brasileira. Reformar o código imoral e vergonhoso que nos rege, a fim de que desapareça a chibata, o bolo e outros castigos semelhantes; aumentar o nosso soldo pelos últimos planos do ilustre Senador José Carlos de Carvalho, educar os marinheiros que não têm competência para vestir a orgulhosa farda, mandar pôr em vigor a tabela de serviço diário, que a acompanha. Tem V. Ex.a o prazo de 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de ver a Pátria aniquilada. Bordo do encouraçado São Paulo, em 22 de novembro de 1910. Nota: Não poderá ser interrompida a ida e volta do mensageiro. Marinheiros”
  • 28.
  • 29. João Cândido, ao lado do marinheiro Antônio Ferreira de Andrade, lê o decreto da Anistia Sobre as águas da Guanabara: marujos do Minas Gerais no momento em que a bandeira vermelha foi retirada do mastro .
  • 30. Dia 27/11 - João Cândido bate continência ao Cap. Pereira Leite – o fim da revolta e da chibata na Marinha estava decretado.
  • 31. Hermes da Fonseca assinando a Anistia, apoiado pela “Burguesia” e “Política” e deixando de lado a “Pátria” e o “Zé Povo”
  • 32.  
  • 33. João Candido e os marinheiros revoltosos depois da Revolta:
  • 34. Um dia após a pacificação, o marechal Hermes da Fonseca desconsiderou a anistia negociada e assinou o decreto 8.400, excluindo da Armada todos os marujos cuja presença fosse considerada inconveniente por seus superiores. Iniciava uma repressão em massa, intensa e arbitrária.  1216 foram explusos da Marinha (mais da metade dos insurgentes), com prisões, degredo e trabalho escravo para centenas. Além de diversos assassinatos, dentro os quais cerca de 30 são conhecidos os nomes e o modo como ocorreu.
  • 35. Sede do Batalhão Naval – Ilha das Cobras (bombardeada em dezembo de 1910)
  • 36. Centenas de marinheiros (inclusive anistiados) foram detidos
  • 37.
  • 38.
  • 39. João Candido conduzido à Ilha das Cobras em 24 de dezembro de 1910
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  • 41. Hospital Nacional dos Alienados “ Louco” – frente ao sofrido, JC fica traumatizado e tinha visões dos companheiros mortos, que reapareciam em sua memória gritando e agonizando, deformados e sofrendo. Examinado por uma junta médica, concluíram que estava louco e o mandaram para o Hospital Nacional dos Alienados (bairro Urca, Praia Vermelha), ambiente marcado por paradigmas da antropologia física e racial.
  • 42. Bordados de João Candido após a revolta – reveladores do amor próprio ferido
  • 43.
  • 44. Sob forte vigilância, João Candido é fotografado horas antes de ser absolvido no Conselho de Guerra e expulso da Marinha Brasileira
  • 45. Julgamento no Conselho de Guerra – setembro de 1912
  • 46. Perseguido, perde empregos seguidos e tem documentos apreendidos pela Capitania Portos (Foto: 50 anos ) João Candido – perseguição e símbolo de luta
  • 47. A difícil vida de pescador artesanal Esquerda: carregado peixes em 1937 – Direita: Cais Pharoux (Praça XV – RJ)
  • 48.
  • 49. Vendendo peixe no cais em 1957, com 77 anos, ladeado por fiscais da inspeção sanitária que queriam aparecer na foto com ele.
  • 50. Com a terceira esposa e filhos, no suburbio carioca
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  • 54.  
  • 55. Acenando para marinheiros rebelados em 25/03/1964
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  • 58. Esq : Palácio do Catete/RJ Abaixo : Parque Marinha do Brasil (Porto Alegre)
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  • 60. Falecimento em 06/12/1869 aos 89 anos – enterro sob vigilância policial
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  • 62. Outros heróis e vítimas anônimas da Revolta da Chibata
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  • 64.  
  • 65. O Mestre-Sala Dos Mares (Elis Regina - Composição: João Bosco/Aldir Blanc) Há muito tempo nas águas da Guanabara O dragão do mar reapareceu Na figura de um bravo feiticeiro A quem a história não esqueceu Conhecido como o navegante negro Tinha a dignidade de um mestre-sala E ao acenar pelo mar na alegria das regatas Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por batalhões de mulatas Rubras cascatas Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas Inundando o coração do pessoal do porão Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então Glória aos piratas Às mulatas, às sereias Glória à farofa à cachaça, às baleias Glória a todas as lutas inglórias Que através da nossa história não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas salve Salve o navegante negro Que tem por monumento as pedras pisadas do cais Mas faz muito tempo