JB NEWS
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Editoria: Ir Jeronimo Borges
Academia Catarinense Maçônica de Letras
Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte
Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro
Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário
Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário
Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente
Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente
O JB News saúda os Irmãos leitores de Icó - CE
Saudações, Prezado Irmão!
Índice do JB News nr. 2.197 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Bloco 1-Almanaque
Bloco 2-IrOsvaldo Pereira Rocha – Dia das Crianças
Bloco 3-IrAnestor Porfírio da Silva – Um rastro Apagado pelas Brumas do Tempo
Bloco 4-IrKennyo Ismail – O que é Cabala e qual sua Verdadeira Relação com a Maçonaria?
Bloco 5-IrAntonio Rocha Fadista – A Lei Iniciática do Silêncio
Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Morel Marques Andrade – de Morrinhos (GO)
Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 7 de outubro
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7 de outubro
3761 a.C. – Primeiro dia da era judaica.
1806 — Patenteado o primeiro papel químico, pelo inventor Ralph
Wedgewood, inglês.
1832 – Filiou-se no G.O. do Brasil a Loja 6 de Março de 1817, ex-Guatimozin, fundada em
1816, a despeito da publicação de 1818, a loja continuou a funcionar na Confederação do Equador.
1837 — Criado o município de Oliveira de Frades.
1849 — Faleceu em Baltimore, Edgar Allan Poe (19/1/1809).
1875 – Inaugurada a ferrovia que ligou a Póvoa de Varzim ao Porto.
1891 — Nasceu em Lisboa, Camilo de Sena de Oliveira, capitão, pertenceu à G.N.R., participou
na revolução de 19/10/1921, iniciado maçon na Loja Solidariedade, de Lisboa, com o nome
simbólico de Sincero (6/6/1948).
Nesta edição:
Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet
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Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste
informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
1 – ALMANAQUE
Hoje é o 281º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Nova)
Faltam 85 dias para terminar este ano bissexto
Início da Semana da Criança. Dia do Compositor
Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico,
POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar
atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado.
Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária.
EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Lisboa)
(Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016)
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1898 — Constituída a obediência maçónica e aprovada a constituição do G.O. de
Portugal.
1901 – Foi criada a freguesia da Trafaria.
1903 – Langley ao comando da Aerodrome A, tentou fazer com que seu avião
descolasse.
1910 – Pelas três da tarde do 5 de Outubro, apresentou-se o cidadão José Cordeiro Júnior,
maçon, membro da comissão revolucionária (maçónica e carbonária em representação do
G.O.L.U.), ao tenente de infantaria Ferreira Dinis, com um alvará
nomeando-o administrador do concelho de Oeiras. Neste dia logo pela
manhã, recorreu à força para mandar prender o marquês de Pombal e
Ferreira Dinis nomeou seis praças que procederam à diligência
acompanhado de dois filhos, e uma malas que foram alvo de umas
malas, tendo sido apreendidos manuscritos e cartas, tendo tudo sido
presentes no Quartel-General da Divisão, tendo sido dado conta desta
ação ao governo provisório, pela comissão revolucionária
representada por José Cordeiro Júnior, natural de Ansião,
comerciante, fundador da Loja Acácia, republicano e carbonário, deputado à constituinte por
Torres Vedras, considerado como “incansável trabalhador… encarregado (da distribuição) dos
víveres, tanto para tropas revolucionárias de terra e mar como para os civis”.
1912 — Realizou-se em Washington a 2ª Conferência Internacional dos Supremos
Conselhos do R.E.A.A., com as presenças: Bélgica, França, Itália, Portugal, Sérvia, Suíça,
Canadá, Brasil, Centro América, México, Argentina, Paraguai, Jurisdições Sul e Norte dos E.U.A.,
Uruguai, Venezuela, Colômbia, Cuba e República Dominicana.
1931 – Nasceu em Klerksdorp, Desmond Mpilo Tutu, arcebispo e primaz da
igreja anglicano na África do Sul, estudou teologia em Londres, político
adversário do apartheid, defendeu a não violência na África do Sul sempre
aliado a Nelson mandela, Prémio Nobel da Paz em 1988.
1932 – Revolta contra a ditadura do regimento de infantaria de Bragança,
sufocada rapidamente.
1949 – Criada a República Democrática Alemã, comunista, sob a esfera
soviética.
1959 – O lado oculto da Lua foi fotografado pela primeira vez pela sonda russa
Luna 3, equipada com sistema de comunicações por rádio e telemetria, sistema
de televisão, unidade de processamento de
filmes e instrumentos científicos.
1984 – O papa João Paulo II manifestou-se contra o crime organizado, o que aconteceu no
Vaticano pela primeira vez, mencionando a mafia italiana
1985 – A Frente de Libertação da Palestina sequestrou o paquete
italiano Achille Lauro, com 450 passageiros e tripulação a bordo, ao
largo de Alexandria, ação que durou 44 horas.
2001 – Os E.U.A. desencadearam o ataque ao Afeganistão, depondo o
regime vigente, por ser o local de atuação de Osama Bin Laden e da
organização terrorista Al-Qaeda.
2011 – Instalada no Rio de Janeiro a Academia Maçónica de Ciências, Letras e Artes.
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1832 Filia-se ao Grande Oriente do Brasil a Loja Seis de Março de 1817, ex-Guatimozin, fundada em
1816, a despeito da publicação de 181 a loja continuou a funcionar até a Confederação do Equador.
1973 Fundação da Loja Maçônica Lindolfo Pires nr. 1894, de Souza, PB, que trabalha no REAA
(GOB/PB)
1978 Fundação da Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso
1991 FILIA-SE ao GOB a Loja Maçônica Seis de Março de 1817, ex-Guatimozim, fundada em 1816, a
despeito da publicação de 1818 a Loja continuou a funcionar até a Confederação do Equador.
2000 Fundação da Loja Maçônica Fraternidade Acadêmica Vigilantes Da Ordem no. 3342 – Oriente de
Uberlândia MG – Obediência: G O E M G – Federado ao GOB – Rito: Brasileiro
2011 Instalada no Rio de Janeiro a Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes
Florianópolis vai sediar nos dias 14 e 15 de outubro o
XXIII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas
Fatos maçônicos do dia
Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
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Osvaldo Pereira Rocha
Grão-Mestre “Ad Vitam” do GOAM.
Colaborador do JB News - Registro DRT/MA 53.
São Luiz - MA
E-mail rocha.osvaldo@uol.com.br
site www.osvaldopereirarocha.com.br
O Irmão Osvaldo Pereira Rocha, de São Luiz (MA),
antecipa para o JB News a sua crônica e
homenagem para o “Dia da Criança”
DIA DAS CRIANÇAS
Para glória do Grande Arquiteto do Universo.
Criado em 1924, por iniciativa do Deputado Federal Galdino do Vale Filho, que teve seu
projeto aprovado por seus pares, mas apenas em 1960 esse projeto foi transformado em
Lei e comemorado com promoção criada pela Fábrica de Brinquedos Estrela e a Johnson
& Johnson, com a chamada Semana do Bebê, que incrementou e muito o número de
vendas.
O Dia das Crianças é comemorado anualmente no Brasil em 12 de outubro, e a maior
parte das lojas de brinquedos fazem promoções especiais, para aumentar ainda mais
suas vendas, aproveitando a supracitada data.
O dia 12 de outubro é, igualmente, comemorado em nosso país como sendo o Dia de
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil (Feriado Nacional) e, para imensa alegria
minha e dos meus familiares, tenho uma neta que nasceu nesse dia e reside na
Austrália. Trata-se de Monique Rocha Betlem, que mora com seus pais Magda Lucia
Rocha Betlem e Cees Jan Betlem e sua irmã Isabelle Rocha Betlem.
Chamada de Príncipe ou Princesa a criança é a alegria de todo lar, brasileiro ou
estrangeiro. Desde a gestação, ela é querida dos seus pais, principalmente da mãe. Seus
primeiros passos e suas primeiras palavras são festejados. Suas idas para as Creches e
depois para receberem o ensino fundamental, base do conhecimento escolar; seus
aniversários e todas as suas vitórias, são vitórias de todos os familiares, principalmente
dos seus pais.
2 – Dia das Crianças
Osvaldo Pereira Rocha
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Como é triste ver-se crianças sofrendo de fome ou de dor. Conforta-nos um pouco a
existência de programas de proteção ou amparo a crianças, no Brasil e no exterior, a
exemplo da Fundação Abring, em nosso país e do programa “Médicos sem Fronteiras”,
com experiências bem-sucedidas no campo da saúde e da desnutrição em países como
Níger, Iêmen, Afeganistão, Síria, etc. Também é motivo de bastante preocupação o
drama da atual crise migratória e de refugiados, que já deslocou, fugindo de guerras,
mais de 60 milhões de pessoas, inclusive crianças.
Todo neto e toda neta ou bisneto ou bisneta, dão mais vida aos seus avós ou bisavós.
Dizem que neto é filho duas vezes e que bisneto é filho três vezes... Será isso verdade?
Afirmo, por experiência própria, já que, graças a Deus, sou avô e bisavô, que sim.
A primeira e mais importante criança para o Cristianismo é o Menino Jesus, que nasceu
espiritualmente de Deus-Pai; nasceu da Virgem Maria, que tinha por esposo José e que
veio a este mundo para nos purificar dos nossos pecados. E Jesus Cristo, já adulto, disse
aos seus discípulos “vinde a mim as crianças”. Senhor Deus, ajuda-nos a receber toda
criança como recebemos Jesus, não em uma gruta fria, mas com o calor do coração
repleto de amor!
É verdade que ainda existem pessoas que ignoram suas crianças, e outras que apenas
pagam pensão alimentícia ou lhes enviam uma lembrança e acham que fazem muito por
elas, não tendo a consciência de que sua presença, sua proteção, seu cuidado, seu
carinho e seu amor são atitudes muito mais importantes.
A criança é pura, verdadeira, sem mentira e sem maldade, é tudo de bom. No sorriso de
uma criança, a pureza do amor. Não existe coisa mais linda do que o sorriso de uma
criança.
Feliz Dia das Crianças, 12 de outubro, para todas elas e seus familiares!
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Ir Anestor Porfírio da Silva
M.I. e Membro da ARLS Adelino Ferreira Machado
Or. de Hidrolândia-GO
Conselheiro do Grande Oriente do Estado de Goiás.
Um Rastro Apagado
Pelas Brumas do Tempo
O surgimento da maçonaria pode ter ocorrido há séculos ou, quem sabe, há
milênios atrás.
No labirinto de uma intrigante história, talvez, de milhões de anos, muitos
estudiosos têm penetrado e ido fundo no rastro das civilizações passadas em busca de
respostas concretas sobre a nossa verdadeira origem, nossa evolução, nossa razão de
ser e o nosso destino, ou seja, como e quando surgimos na terra, quem somos, para
quê viemos e para onde estamos indo.
Mas esse árduo trabalho sempre esbarra em adversidades insuperáveis
porque, ao adentrarem no espaço de tempo em que não era possível aos nossos
antepassados deixarem qualquer registro daquilo que foram, as pesquisas tentam
encontrar respostas às suas indagações e nada conseguem, visto que o silêncio das
provas transforma tudo em mistério insondável. Daí para trás são somente incertezas e
dúvidas, pois as brumas do tempo, que já é longo demais, encobrem a exata cronologia
dos fatos que se desdobraram em períodos anteriores ao início da antiguidade, era que
começou com a invenção da escrita (entre os anos 4.000 – 3.500 a.C.) e terminou com a
queda do Império Romano (ano 476 d.C.).
Se correta a afirmativa de que quanto mais distante, mais apagada vai ficando a
história de todas as espécies vivas que já existiram e as que ainda existem, pode-se
afirmar que o que aconteceu com as civilizações mais antigas foi exatamente isto. O
período, por assim dizer, bastante crítico do ponto de vista probatório é o que se inicia
no mais remoto dos dias vividos pelos nossos antepassados e se estende até alcançar o
ano de 4.500 a.C.. Nesse espaço de tempo há um vazio, uma espécie de densa
nebulosidade que nos impede de ver e saber como se deu a sequência dos
3 – Um Rastro Apagado pelas Brumas do Tempo
Anestor Porfírio da Silva
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acontecimentos, e aí, ficamos sem poder formar nossa própria convicção a respeito do
que realmente fomos. Nele, não se tem certeza de quase nada sobre o processo
evolutivo da espécie humana, por tudo ter se esvaído em completo esquecimento. Seu
histórico dentro daqueles distantes tempos não permite ser levantado em razão da
dificuldade naturalmente surgida ante a ausência, quase completa, de provas. Inexistem
trilhas confiáveis, servíveis como orientação aos pesquisadores ou que, pelo menos, a
eles inspirem confiança e lhes possibilitem uma visualização do que de fato aconteceu
com os grupos humanos ao longo da travessia de todo o mencionado período.
Por conseguinte, sem registros escritos, ou símbolos decifráveis, tudo o que
dele nos restou foram apenas figuras e sinais gravados em rochas, dialetos, idiomas,
vestígios de civilizações extintas, ruínas das cidades mais antigas, muitas delas
soterradas há milênios, além de enigmas e misteriosas lendas.
Então, sem qualquer outro recurso esclarecedor, o levantamento histórico do
que teria acontecido no referido espaço de tempo passa a fundamentar-se na ciência,
em achados arqueológicos, em hipóteses e em suposições.
Porém, as provas da nossa história se robustecem a partir da invenção da
escrita, acontecimento marcante ocorrido entre os anos 4.000 e 3.500 a.C.. De lá para
cá, temos a certeza de que fatos importantes como, por exemplo, o da existência de
Jesus de Nazaré, o qual, segundo relatos bíblicos escritos nos séculos I e II d.C., teria
nascido em Belém, na faixa de tempo compreendida entre os anos 4 e 2 da idade
antiga.
Já nos encontramos na Idade Contemporânea, iniciada em 1.789 e cujo marco
foi a Revolução Francesa. No decorrer de todos esses séculos os fatos que se
sucederam até os dias de hoje têm motivado um estado de incerteza entre os maçons
ao se virem diante de, pelo menos, duas vertentes sobre as origens da maçonaria. Uma
que sustenta ser a referida Ordem uma instituição secular e outra que afirma ter ela
surgido há mais de mil anos atrás.
Fatos e hipóteses existem que nos levam a crer que, o que hoje denominamos
de princípios e fundamentos da Ordem Maçônica Universal tivesse se manifestado no
comportamento humano de modo embrionário, empírico, em época anterior à vinda de
Cristo. Registros históricos nos mostram que bem antes da ocorrência do mencionado
fato histórico já existiam alguns raros segmentos sociais definidos, dentre eles, o
feudalismo, os camponeses e instituições como a cristandade medieval, as guildas
(associações de construtores medievais que tinham por fim a defesa dos interesses da
classe) a Illuminati (Os Iluminados – instituição milenar nascida no início da história das
civilizações, que tinha a disciplina, a ordem, o segredo e a obediência como princípios
basilares e indispensáveis à boa formação do caráter e da personalidade do homem), os
grandes exércitos Romano, Grego e Persa e, depois de Cristo, a Ordem dos Cavaleiros
Templários, o Priorado de Sião (sociedade secreta, fundada em 1.099, para proteger o
segredo do Santo Graal), além de outras de menor expressão.
Para alguns estudiosos da história da Ordem Maçônica, Jesus de Nazaré teria
sido um de seus iniciados e quando da sua prisão, condenação e morte, estaria
ocupando o cargo de Venerável, naquele tempo, com outra designação, “Mestre dos
Mestres”. Dentre os doze apóstolos que o seguiam contava com Pedro e Paulo como
seus mais próximos auxiliares (Vigilantes) e Judas Iscariotes, presumivelmente, o
tesoureiro.
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Apesar do anonimato em que viveu mais da metade de sua vida, por certo, a
aproximação de Jesus de Nazaré com os Essênios, povo humilde e de grandes
conhecimentos, tenha sido um dos motivos que deram suporte à opinião dos que
defendem a origem milenar da maçonaria. Aquele povo se constituía em uma das
principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariseus e Essênios).
Conta-nos a história que do meio dos Essênios se separou um grupo de judeus
por motivos não conhecidos. Os membros desse grupo abandonaram as cidades e
seguiram em direção ao deserto, indo viver às margens do Mar Morto. Jesus de Nazaré,
segundo relatos históricos, ficou fazendo parte do grupo do Norte - que se encontrava
ao redor do Monte Carmelo - ao qual também pertencia seu primo João Batista.
O lugar de encontro desse grupo era Nazaré, por isso os membros que dele
faziam parte eram chamados de nazarenos e tal como Jesus, todos trajavam-se de
branco, levando uma vida simples, de entrega a Deus, de isolamento, de amor ao
próximo e aos demais seres da criação de Deus. Todos se abstinham do consumo de
carne, pois eram contra o sacrifício de animais para esse fim.
Entre as citações acima há duas, que são milenares e se apresentam confiáveis
em termos de prova, sobre as quais, por seus princípios e por sua simbologia, recai a
possibilidade de terem sido o berço de onde teria surgido a maçonaria. Trata-se das
Associações dos Pedreiros Livres (secretas, responsáveis pela construção das grandes
catedrais medievais) e dos Templários, instituição, do mesmo modo secreta, militar e
religiosa, obediente ao Papa, surgida no ano de 1.096 para proteger os cristãos que
voltavam em peregrinação de Jerusalém. Os Templários eram conhecidos também
como Ordem do Templo e Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de
Salomão.
Contudo, por ainda não se ter a verdade como certeza absoluta a respeito de
qualquer das opiniões constantes do tema em destaque, o contraditório segue sem data
para ser concluído, e a celeuma também, ou seja, o que muitos afirmam, outros tantos
não confirmam. Mas, apesar disso, há um ponto em que as visões de ambos os lados
não manifestam discordância. É que, a maçonaria ao ser instituída adotou os mesmos
princípios e simbologia que já vinham sendo adotados pelos Templários. E a identidade
entre as duas instituições vai ainda mais além se compararmos atentamente outras
coincidências, a começar pela construção do Templo de Salomão, onde a hierarquia do
canteiro de obras era, para os Templários, dividida em Aprendiz, Companheiro e Mestre,
a mesma aceita pela maçonaria. Ligadas à construção do Templo de Salomão estão
também as grandes catedrais da Idade Média construídas pela Sociedade de Pedreiros
Livres de onde muitos afirmam ter originado a maçonaria, um grupo fechado do qual
faziam parte apenas os trabalhadores que detinham certo grau de conhecimento na arte
da construção civil, como os construtores, lapidadores de pedras, forjadores, pedreiros,
artífices, artesãos etc.. Isso levou os historiadores a classificarem as organizações a que
se achavam vinculadas aquelas classes de operários, por diversos fatores, como
maçonaria operativa vez que as principais características das mencionadas instituições
eram: a) realização de reuniões secretas; b) obediência de regras de conduta baseadas
na ética e na moral; c) manutenção do segredo profissional; e d) fortalecimento da
representatividade das respectivas categorias profissionais.
Se a existência da maçonaria não remonta a tempos anteriores ao século XVIII,
teria ela, então, decidido quanto à adoção de certos procedimentos e expressões que
eram próprios da Ordem dos Cavaleiros Templários, tais como: a) reuniões realizadas
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pelos maçons em ambiente fechado e protegido; b) o modo como estes se reconhecem
por meio de sinais, toques e palavras; c) a expressão de Grão-Mestre dada pela
maçonaria ao seu dirigente máximo; d) etc.
Com o fim da Ordem dos Cavaleiros Templários, no ano de 1.312, quando
foram queimados os três últimos Templários, muitos de seus membros foram para a
Escócia fugindo dos temíveis julgamentos da inquisição. Lá se associaram às guildas
dos construtores medievais, não se sabe como, nem por que, já que não lidavam com
construções e tinham como conhecimento a filosofia e o esoterismo.
Atribui-se a esses fugitivos da inquisição influente participação (não a autoria)
na elaboração de um dos rituais mais usados pela maçonaria, que é o do Rito Escocês
Antigo e Aceito – R.E.A.A. – semelhante ao dos Templários, cujo esboço inicial teve
origem na Escócia.
Já a outra corrente que afirma ser a maçonaria apenas secular, admite que a
referida Ordem “surgiu no século XVII quando as associações de pedreiros livres da
Inglaterra deixaram de ser simples associações profissionais para admitir como
membros honorários gente da nobreza, do clero anglicano e outros profissionais
liberais”. Essa corrente não concebe o resultado do processo revolucionário, inovador e
progressista por que passaram as ditas associações naquele século, que culminou por
transformá-las em uma nova Ordem com objetivos mais amplos, mantendo incorporados
aos seus preceitos os princípios e a simbologia das instituições que a precederam.
Para os adeptos desta corrente, mesmo que tudo tenha acontecido fundamentado no
que já existia não se trata de transformação, mas sim, de uma nova instituição surgida a
partir de então chamada maçonaria.
Do ponto de vista histórico, o hoje tão notório fato transcorrido no ano de 1.717
foi marcante porque, em virtude de seu revigoramento, a maçonaria deixou de ser
operativa por ter assumido contornos de uma instituição especulativa, evoluindo-se,
espalhando-se rapidamente pelo mundo e alcançando os nossos dias, farta de
competência e poder. O caráter progressista e evolucionista que a ela se incorporou é o
elixir da sua juventude, que a deixa sempre renovada não aparentando ser tão antiga
quanto a história a descreve.
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Ir Kennyo Ismail
kennyoismail@hotmail.com
www.noesquadro.com.br
O QUE É CABALA E QUAL SUA
VERDADEIRA RELAÇÃO
COM A MAÇONARIA?
O que é Cabala?
Cabala é o esoterismo judaico. Existe o esotérico e o exotérico. O exotérico é o conhecimento
ensinado ao povo, enquanto o esotérico é o conhecimento oculto no exotérico, restrito aos
escolhidos, aos iniciados.
Trata-se de um sistema de simbologia e numerologia de origem judaica que teoricamente serve
para desvendar os segredos ocultos na Torá.
Apesar dos cabalistas acreditarem que a Cabala foi transmitida pelo próprio Deus a Moisés, vários
historiadores concordam que sua origem é nórdica, baseada na lenda de Odin. Por coincidência, a
Capela de Roslin, considerada por muitos como um verdadeiro Templo Maçônico do século XV,
possui a lenda de Odin com sua árvore sagrada ilustrada na chamada “Coluna do Aprendiz”.
O alfabeto hebraico possui 22 letras, enquanto a Cabala possui 22 caminhos que ligam às 10
esferas (sefirás) que formam sua estrutura, comumente chamada de “árvore da vida”. A árvore da
vida é de uma certa maneira formada por triângulos, quadrados e círculos, três formas geométricas
muito comuns na Maçonaria.
Qual sua relação com a Maçonaria?
Muitos são os trabalhos, estudos e livros relacionando a Cabala com a Maçonaria, alguns chegam
a inventar que existe a Cabala Operativa e a Cabala Especulativa, para aproximá-la ainda mais das
raízes da Maçonaria. Porém, nenhum autor faz o favor de citar um fato ou documento histórico
que liga a Cabala à Maçonaria ou mostrar onde há Cabala na Maçonaria. Tudo é muito vago ou,
como alguns preferem, está tudo “oculto”, “entre linhas”.
A verdade é que a Cabala se popularizou entre os intelectuais do século XVIII e XIX. E se
poderiam haver ensinamentos ocultos na Torah, muitos acreditavam que também poderia haver na
Bíblia, nos rituais antigos, etc. A busca pelo oculto se tornou obsessão para a classe intelectual
dessa época, aproveitando a onda de decadência da Igreja e das Monarquias e o fortalecimento da
massa crítica da sociedade. Nessa época, Maçonaria era moda na Europa e várias outras
sociedades secretas brotavam nas cidades, prometendo conhecimento oculto. Somente na
Maçonaria Francesa, mais de 1.000 graus maçônicos surgiram dentro de dezenas de Ritos, todos
com supostas origens honrosas como Egito Antigo, Palestina, Templários, celtas, Antiga Grécia e
outras. O conteúdo e costumes nascidos da Maçonaria Operativa tentavam sobreviver em meio a
essa avalanche de novas histórias, crenças, símbolos e práticas, todas novas, mas se auto-
intitulando como “antigas”.
Os “criadores” dos Ritos e rituais chamados “Superiores” necessitavam de conteúdo para criar
tantos graus. Ora, a Maçonaria sempre teve uma relação com o Templo de Salomão, com uma
Palavra Perdida. Não há misticismo mais próximo disso do que a Cabala, a moda do momento!
4– O que é Cabala e qual sua
Verdadeira Relação com a Maçonaria? - Kennyo Ismail
JB News – Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 12/29
A origem judaica e a busca por um conhecimento que se perdeu nas brumas do tempo e pode estar
oculto é um prato cheio para aqueles sedentos por conteúdo para enxertar na criação de dezenas de
novos graus de um sistema.
Dessa forma, a Cabala foi introduzida na Maçonaria quando da criação dos Ritos Maçônicos,
entre eles, o Rito de Heredom, sistema de 25 graus, que deu origem ao Rito Escocês.
Onde pode ser visto a Cabala no REAA?
Sua presença mais evidente está no Templo do Rito Escocês: o Templo e suas mesas e altar
seguem a famosa Árvore da Vida.
Nos templos originais do REAA, o trono do 2º Vigilante fica no lado ocidental da Coluna do Sul,
paralelo ao trono do 1º Vigilante, assim como ainda é mantido nos Graus Superiores do REAA. A
mudança do 2º Vigilante para o centro da Coluna do Sul, como podemos observar nas Lojas
Simbólicas atuais, somente ocorreu pela influência dos templos ingleses e do Rito de York.
Observando o formato original do Templo do REAA, o mesmo formato em que a Loja de
Perfeição é organizada, vê-se claramente a formação da Árvore da Vida:
O Átrio, onde os candidatos aguardam para serem iniciados, é onde se inicia a senda maçônica. É
o ponto intermediário, que separa o profano do sagrado. Em seguida há a Porta do Templo, no
Ocidente, que dá acesso á Luz, a partir de onde se inicia o trabalho. Os tronos dos dois Vigilantes
seguem paralelos, em suas extremidades, representando o VM no governo de suas Colunas. Tem-
se o Altar dos Juramentos no Centro. Observe que o Altar é o único ponto da Árvore em que todos
os outros pontos têm caminho direto, menos o Átrio de onde só há acesso ao Altar após atravessar
a Porta. Isso mostra que todos estão ligados por meio do GADU, representado pelo Livro da Lei
no Altar. Seguindo, vê-se as mesas do Chanceler e o Tesoureiro, paralelas. A partir daí, inicia-se o
Oriente, onde se vê as mesas do Secretário e do Orador nas laterais e, por fim, a cabeça da Árvore
da Vida, ponto mais alto da Sabedoria da Cabala, o trono do Venerável Mestre.
Essa herança da Cabala se faz presente nos Templos do Rito Escocês e demais Ritos de origem
francesa. Já nos templos ingleses (Rituais ingleses modernos, pós 1813) e nos templos americanos
(Rito de York, a partir de 1797), não se vê tal característica, visto os templos serem mais próximos
do chamado “Antigo Ofício”, ou seja, dos costumes da Maçonaria Operativa, exatamente por não
terem sofrido essa influência “ocultista” ou “esotérica” que a maçonaria da Europa Latina (França,
Portugal, Espanha e Itália) sofreu.
A Maçonaria Simbólica brasileira, por desconhecimento, promoveu com o passar dos tempos
diversas adaptações em seus templos do REAA, desfigurando a Árvore da Vida pela influência de
outros Ritos e Rituais. Porém, a mesma encontra-se preservada através dos Graus Superiores,
ainda inviolados.
Por que não há registros explícitos disso?
Porque os criadores e líderes dos Ritos na época buscavam a atração e aceitação de seus
adeptos através de afirmações de que o Rito surgiu de uma expedição de Napoleão ao Egito, ou
dos escritos de um antigo Imperador, ou de um pergaminho protegido por um cavaleiro templário
que sobreviveu à Inquisição. Era mais interessante do que confessar que se tratava de um trabalho
um pouco mais recente, fruto de uma miscelânea de história, parábola, símbolos, com uma pitada
de Cabala e outros misticismos.
JB News – Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 13/29
A Lei Iniciática do Silêncio
Publicado pelo IrLuiz Marcelo Viegas
(https://opontodentrodocirculo.wordpress.com)
Autor: Ir Antonio Rocha Fadista
Fadista, é Mestre Instalado da ‘Loja Gayrú
GOERJ/GOB-RJ
Platão, chamado a ensinar a arte de conhecer os
homens, assim se expressou: “os homens e os vasos
de terracota se conhecem do mesmo modo: os
vasos, quando tocados, têm sons diferentes; os
homens se distinguem facilmente pelo seu modo de
falar”.
O pensamento do filósofo Iniciado nos oferece excelente oportunidade para uma profunda
reflexão, principalmente para os que integram a Ordem Maçônica. Nem sempre nos damos
conta de como nos tornamos prisioneiros das palavras que proferimos. Por serem a expressão
do nosso pensamento, por traduzirem as idéias e os sentimentos, as palavras se tornam um
centro emissor de vibrações, tanto positivas quanto negativas.
A palavra é o elemento que identifica o Homem e é a síntese de todas as forças vitais; é o
elemento que interliga todos os planos, do mais denso ao mais sutil. A palavra está intimamente
ligada ao silêncio, outra sublime expressão da psique humana.
No mundo profano a palavra – falada ou escrita – é usada indiscriminadamente. A sociedade
humana está cheia de palavras que ofendem, que humilham, que magoam e que denigrem a
honra do próximo. Se se trabalhasse mais e se falasse menos, com certeza que a humanidade
seria mais evoluída e mais civilizada. Infelizmente existem palavras em excesso, não só no
mundo profano como também nos Templos Maçônicos. Tal situação é inconcebível em um
Maçom, pois no estudo dos símbolos ele aprende a refletir sobre o conteúdo oculto das palavras
que, em última análise, refletem a essência interior do ser humano.
Não por acaso a doutrina Maçônica reserva o silêncio aos seus membros, de acordo, aliás, com a
Tradição Pitagórica. A Escola Iniciática de Pitágoras tinha um sistema de três graus: o de
Preparação, o de Purificação e o de Perfeição.
5 – A Lei Iniciática do Silêncio (do site O Ponto D entro do
Círculo) - Antonio Rocha Fadista
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Os neófitos do grau de Preparação, equivalente ao grau maçônico de Aprendiz, eram proibidos
de falar; eram só ouvintes e cumpriam um período de observação de três anos, durante o qual a
regra era calar e pensar no que ouviam. No grau de Purificação, equivalente ao de Companheiro
Maçom, o silêncio se estendia por mais dois anos, adquirindo estes Irmãos o direito de ouvir as
palestras do Mestre Pitágoras. Assim, para atingir o grau de Perfeição, equivalente ao de Mestre
Maçom, quando então os Irmãos podiam fazer uso da palavra, era necessário praticar o silêncio
durante cinco anos.
Nas reuniões maçônicas, sem dúvida, constitui uma prova de sabedoria saber ouvir e manter o
silêncio. Chílon, um dos sete sábios da Grécia Antiga, quando perguntado sobre qual a virtude
mais difícil de praticar, respondia: “calar”. No Zend Avesta, que contém toda a sabedoria da
antiga Pérsia, encontramos normas e regras sobre o uso e o controle da palavra, cuja
universalidade desafia os séculos. No mundo maçônico, a dimensão da palavra falada e escrita
não é diferente.
Ao entrar em nossa Sublime Instituição encontramos, na ritualística, referências à sacralidade
da palavra que, como meio de expressão dos pensamentos e dos sentimentos, deve ser sempre
dosada, moderada, e deve espelhar o equilíbrio interno do orador. Em nossa Ordem, a palavra
deve ser usada no mesmo sentido em que Dante Alighieri exortava o seu personagem Metelo, na
Divina Comédia: “usa a tua palavra como um ornamento”.
À primeira vista, o silêncio poderia parecer um condicionamento e um castigo. Na realidade, o
silêncio, a meditação e o raciocínio, são a única via que leva à libertação das paixões e dos maus
pensamentos. Além de exercitar a autodisciplina, em seu silêncio o Maçom apreende com muito
maior intensidade tudo o que ouve e tudo o que vê.
Assim, a voz do Irmão que se mantém em silêncio é a sua voz interior, quando ele dialoga
consigo mesmo e, neste diálogo, analisa, critica, tira suas próprias conclusões e aprimora o seu
caráter. Em suma, pelo silêncio, a Maçonaria estimula os Irmãos a desenvolver a arte de pensar,
a verdadeira e nobre Arte Real. Deste modo, o silêncio em Maçonaria não é meramente
simbólico e não é também um meio de castrar a iniciativa dos Irmãos. O silêncio é indispensável
e decisivo no processo de lapidação da Pedra Bruta e no aperfeiçoamento interno dos Irmãos.
Ao cruzar as portas de uma Loja Maçônica, trazendo consigo a liberdade total de expressão, um
direito natural que lhe é garantido pela Declaração dos Direitos Humanos, sem as restrições que
lhe impõem a moral e a razão, o novo Maçom aprende a controlar os seus impulsos, pela prática
espartana do silêncio. Assim ele aprimora o seu caráter e prepara-se para ser um líder, numa
sociedade na qual prevaleçam a Liberdade responsável, a Igualdade de oportunidades e a
Fraternidade solidária.
Se tiver de falar, que o maçom siga o conselho de Dante e use a sua palavra como um
ornamento. Tudo se resume na prática da Lei do Amor e da Tolerância. Certamente que o
Grande Arquiteto do Universo ilumina e abençoa a todos os que pensam mais do que falam, pois
estes espiritualizam a sua matéria, e são os Seus filhos mais diletos.
EM TEMPO:
O Irmão Aprendiz não só pode como precisa e deve usar a palavra quando apresentar os seus
trabalhos, quando for questionado por outro Irmão, quando tiver informação relevante sobre
qualquer candidato à Iniciação, ou quando tiver informação fundamental para a Loja ou para a
Ordem. Basta pedir a palavra ao Vigilante de sua Coluna.
Autor: Antônio Rocha Fadista
Mestre Instalado da ARLS Cayrú, Nº 762 – GOERJ / GOB
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Este Bloco é produzido
pelo Irmão Pedro Juk, às segundas,
quartas e sextas-feiras
Transmissão da Palavra - Abertura e Encerramento
Em 18/03/2016 o Respeitável Irmão Morel Marques Andrade, Loja Luz e Liberdade, 1.191, REAA,
GOB, Oriente de Morrinhos, Estado de Goiás, faz a seguinte solicitação:
leromma@yahoo.com.br
Passagem da palavra sagrada / Abertura e Encerramento dos trabalhos.
Mano Pedro tem como você me enviar a origem histórica da pratica ritualística de passagem da
palavra sagrada entre os diáconos e vigilantes?
O mano tem algum estudo sobre a filosofia e simbologia da abertura e encerramento dos
trabalhos nas sessões em loja?
Considerações:
TRANSMISSÃO DA PALAVRA.
A origem da transmissão da Palavra Sagrada está no modo especulativo usado pela
Moderna Maçonaria para reviver uma prática operativa haurida do passado medieval e revivida
pelo simbolismo do REAA.
No passado operativo ao início das etapas das construções o Mestre da Obra
assessorado pelos seus auxiliares imediatos - mais tarde seriam os Vigilantes - mandava que os
mesmos conferissem os cantos da construção na sua aprumada e nivelamento. Desse modo os
6 – Perguntas & Respostas
Pedro Juk
Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
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auxiliares imediatos ou zeladores (wardens) percorriam o canteiro de obra cada qual munido
pelo nível e pelo prumo e faziam a verificação.
Estando tudo nivelado e aprovado eles enviavam o oficial de chão (nome originário
dos Diáconos na Maçonaria) para comunicar o Mestre da Obra que estava tudo “justo e perfeito”
no canteiro. Só assim então é que o Mestre determinava que os trabalhos fossem iniciados.
Considere-se a extensão imensa do canteiro de obras que abrigava, por exemplo, a construção
de uma catedral no passado.
Ao final da etapa da construção (período de trabalho), novamente os auxiliares
imediatos eram convocados e percorriam o canteiro procedendo à verificação e a qualidade do
serviço realizado utilizando o nível e o prumo nos cantos elevados. Estando tudo de acordo, os
wardens remetiam novamente o mensageiro ao Mestre da Obra com a notícia de que tudo
estava ajustado, portanto “justo e perfeito”. Desse modo ele mandava que fosse encerrada
aquela etapa da construção, pagando os obreiros e despedindo-os contentes e satisfeitos, não
sem antes recomendar o retorno de todos após o inverno quando eram na oportunidade
retomados dos serviços.
Como hoje não vivemos mais na Maçonaria Operativa e sim na Especulativa, a matéria
prima na Moderna Maçonaria deixaria de ser a pedra calcária, passando a ser o Homem (o
maçom).
Revivendo alegoricamente esse costume é que o REAA substituiu essa atividade de
conferência operativa pelo ato da transmissão de uma Palavra que, estando ela adequada, a
Loja especulativa pode ser aberta ou fechada. É daí a origem do termo “justo e perfeito”
comunicado pelos Vigilantes ao Venerável após a transmissão da Palavra.
As próprias joias distintivas dos Vigilantes revivem essa prática pela representação
do Nível e do Prumo, assim como também se apresentam os antigos oficiais de chão na figura
dos atuais Diáconos.
Em resumo a regra prática atual está na forma peculiar de se transmitir
maçônicamente uma Palavra conforme o grau de trabalho da Loja. Obviamente que o ato
substitui a prática operativa por um método especulativo que rege a formação do ser humano
como elemento primário da Ordem.
ABERTURA E ENCERRAMENTO.
Não se trata bem de um aspecto filosófico, porém no ato de rememorar
esotericamente o início e o fim de uma jornada de trabalho que visa de acordo com o objetivo
final de a Maçonaria preparar o Homem como componente elementar na construção de um
Templo à Virtude Universal - trocando em miúdos, é um método iniciático de aperfeiçoamento
humano sustentado pela liturgia de um rito maçônico.
Na concepção ritualística da escola maçônica, a Loja da atualidade é o símbolo do
canteiro de obras operativo (passado medieval) ou a Oficina de Trabalho. Nesse ambiente, que
não pode ser confundido com Templo religioso, a Loja é o canteiro e o maçom o operário, cujo
objetivo principal é o de transformar a si próprio conforme o método doutrinário maçônico do
Rito adotado. Assim, a abertura dos trabalhos de uma Loja na Moderna Maçonaria, nada mais é
do que reviver uma prática antiga, tornando-a simbolicamente como método contemporâneo de
aprimoramento interno.
A abertura da Loja traz em ciclos ou etapas as particularidades de cada Rito, desde o
ingresso dos operários no canteiro (ambiente de trabalho), sua preparação e por fim, o início
das atividades. Alguns desses aspectos são práticas peculiares de cada rito, outros, no entanto,
são procedimentos universais maçônicos (comuns em todos os Ritos) que genericamente são
os seguintes:
a) Ingressar no ambiente – denota de disciplina, de vestimenta e de condição regular
para aquela atividade específica (grau).
b) Antes dos procedimentos litúrgicos, premente é se verificar a cobertura do local,
levando-se em conta um importante Landmark que é o sigilo.
c) Posteriormente há a verificação da qualidade dos presentes que se manifestam
pelo Sinal, cujo ato reveste-se se um profundo significado. Não só pela qualidade
do grau iniciático, mas pelo que representa a alegoria do Sinal que atua no
aperfeiçoamento do Obreiro.
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d) Como organização, existe o número mínimo exigido na Oficina para o início dos
trabalhos conjuminados às atribuições dos cargos inerentes (quantos assinaram o
livro e quando todos estão devidamente identificados pelas suas insígnias).
e) No caso do REAA, existe o teatro da verificação do canteiro de obras, o que se faz
representativamente pela transmissão de uma Palavra, cujo resultado é obtido
claramente pelo anúncio de que tudo está “justo e perfeito” (expressão simbólica
de profundo significado na Maçonaria).
f) Como regra, nenhuma Loja poderá ser aberta sem a exposição das Três Grandes
Emblemáticas ou as Três Luzes Maiores. No caso do REAA, existem inclusive
leituras em trechos distintos do Livro da Lei de acordo com o grau. Esse ato é um
dos momentos primordiais e sublimes da Sessão, já que dele depende a
declaração de abertura da Loja, porém não pode nunca ser confundido com uma
celebração religiosa.
g) Dada à cerimônia de abertura como concluída é declarada a Loja aberta pelo
Venerável Mestre. Assim é identificada a Corporação de Construtores pelo
Estandarte e do canteiro de trabalho pelo Painel da Loja.
h) No caso do REAA são acesas Luzes Litúrgicas de acordo com o grau de
esclarecimento (evolução do obreiro). O acendimento dessas Luzes no Rito em
questão não está atrelado a nenhuma cerimônia especial. Simplesmente acendem-
se essas luzes pelo meio que se fizer necessário e oportuno. As Luzes Litúrgicas
identificam as Luzes da Loja (o Venerável e os Vigilantes).
i) Comunicado e recomendado o acontecimento pelo Venerável Mestre, a Loja
(Canteiro, Oficina) passa a partir daí para o desenvolvimento dos trabalhos
administrativos e litúrgicos.
Ao término da jornada de trabalho, a mesma prática ritualística é inserida para que a
Loja seja declarada fechada pelo Primeiro Vigilante.
a) Sob o ponto de vista legal o Guarda da Lei faz a analise de praxe seguida pela
comunicação de que tudo ocorreu conforme as Leis.
b) Pela alegoria da transmissão da Palavra Sagrada confere-se a qualidade dos
trabalhos concluídos na jornada que se iniciou ao meio-dia e é finalizada agora à
meia-noite.
c) Justos e perfeitos os trabalhos, há o encerramento com o fechamento do Livro da
Lei, oportunidade que a Loja é declarada fechada pelo Primeiro Vigilante (é aquele
que tradicionalmente paga os Obreiros e os despede contentes e satisfeitos).
d) Os trabalhos de aperfeiçoamento da jornada são encerrados no Canteiro e por
extensão também a Corporação, quando o Painel é coberto para o descanso e as
Luzes Litúrgicas são apagadas para a retirada das Luzes da Loja (do Venerável e
os Vigilantes).
De certo modo essa é a dinâmica da doutrina que visa mostrar ao maçom que o
trabalho é fruto constante de organização aplicado às ferramentas imprescindíveis, de tal
maneira que as práticas sejam incondicionalmente adequadas ao código de moral e ética,
independente do credo ou da religião, daí o Livro da Lei em exposição durante o trabalho não
exprime uma individualidade religiosa, mas sim o prazer no trabalho de servir e amar o próximo
(ética).
A Maçonaria está muito longe da crença de que ela é uma religião. Mais longe também
está em se imaginar que a Sala da Loja é um palco de proselitismo, sejam eles, religioso ou
políticos. A Loja é um espaço de liberdade com responsabilidade e não admite manifestações
sectárias, nem de posições particulares. Sobre o pavimento de uma Loja Maçônica adotam-se
opiniões que mesmo divergentes, acolhem entre elas a mais perfeita harmonia.
T.F.A. PEDRO JUK –
jukirm@hotmail.com –
Mai/2016
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(as letras em vermelho significam que a Loja completou
ou está completando aniversário)
GLSC -
http://www.mrglsc.org.br
GOSC
https://www.gosc.org.br
Data Nome da Loja Oriente
03.10.1981 Ação e Fraternidade Gasparense nr. 26 Gaspar
17.10.1969 São João Batista nr. 14 Orleans
19.10.2000 Gênesis nr. 47 Florianópolis
20.10.1977 Duque de Caxias nr. 21 Florianópolis
22.10.1970 Sentinela do Oeste nr. 17 Chapecó
25.10.1978 Harmonia e Fraternidade nr. 22 Joinville
25.10.1996 Cavaleiros da Luz nr. 64 Florianópolis
28.10.1989 Jack Malt nr. 49 Rio Negrinho
28.10.2008 Delta do Universo nr. 98 Florianópolis
Data Nome da Loja Oriente
05/10/1991 Zezinho Cascaes Braço do Norte
12/10/1994 Fraternidade Serrana São Joaquim
13/10/2004 Portal da Serra Bom Retiro
15/10/1985 Lealdade, Ação e Vigilância Florianópolis
16/10/1951 Estrela do Planalto Curitibanos
18/10/1997 Acácia das Gaivotas Bal. Gaivota
20/10/2008 Construtores da Paz Chapecó
21/10/1972 General Bento Gonçalves Araranguá
22/10/1997 Sol do Oriente Camboriú
26/10/1975 Acácia das Neves São Joaquim
30/10/2002 Frank Shermann Land Florianópolis
7 – Destaques (Resenha Final)
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina
Mês de setembro
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GOB/SC –
http://www.gob-sc.org.br/gobsc
Data Loja Oriente
03.10.03 Delta de Ingleses - 3535 Florianópolis
06.10.81 Prof. Clementino Brito - 2115 Florianópolis
13.10.07 Luz de São Joaquim - 3884 São Joaquim
15.10.93 Cidade Azul - 2779 Tubarão
15.10.05 Estácio de Sá -3763 Florianópolis
17.10.08 Luz de Órion - 3951 Itapema
23.10.00 Luz e Harmonia - 3347 Brusque
26.10.96 Arquitetos do Vale - 2996 Blumenau
26.10.08 Amigos da Liberdade - 3967 Palhoça
27.10.97 Atalaia -3116 Itajaí
28.10.95 Luz do Atlântico Sul - 2894 Baln. Camboriú
Sensatez
“Hoje se pergunte: Que tipo de pensamento me dá força e que
tipo de pensamento tira minha força? Aprenda a criar
pensamentos puros. Veja que, a medida que você entra em si
mesmo, aquela honestidade verdadeira e profunda aparece. É
quando a alma se torna honesta que o conhecimento espiritual
entra na alma. E quando isso acontece você descobre uma mina
de joias dentro de si. Portanto, tenha a sensatez de usar a
mente de forma correta. Independente do que os outros estão
fazendo, eu tenho de ser feliz comigo e feliz com todos.”
Irmão José Aparecido dos Santos
TIM: 044-9846-3552 – Maringá - PR
E-mail: aparecido14@gmail.com
Visite nosso site: www.ourolux.com.br
"Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
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Educação, Instrução e
Comunicação Maçônica
(a grande palestra do Irmão Girardi)
– A Loja Templários da Nova Era promoveu na noite de quarta-feira (5) a
palestra do Irmão João Ivo Girardi que falou sobre “Educação, Comunicação e
Informação Maçônica” com casa cheia.
Lindíssima a imagem vista do Oriente com toda a Loja tomada por obreiros
das três potências, sete Veneráveis Mestres, inúmeros Mestres Instalados,
figuras maçônicas exponenciais, Mestres, Companheiros e inúmeros
Aprendizes, que compareceram para prestigiar o Irmão Girardi, Mestre
Instalado da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39, do Oriente de Blumenau, que
veio acompanhado de comitiva de sua Loja.
Maçom preparadíssimo, que escreve às quartas-feiras e domingos no
informativo virtual “JB News”, a sua palestra abrangeu 50 minutos de
selecionada informação filosófica e cultural, tendo sido, ao final homenageado
com a Comenda de “Honra ao Mérito” e respectivo Diploma, pelo que produziu
em prol da cultura da maçonaria universal com a sua obra Vade-Mécum
Maçônico “Do Meio-Dia à Meia-Noite”.
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Paralelamente, as cunhadas se reuniram no Salão de Eventos, com a
realização de um bingo e comemoração dos aniversariantes dos meses de
setembro e outubro.
Ao final, um churrasco de confraternização selou a grande noitada.
Acompanhe alguns registros fotográficos produzidos pelos repórteres do JB
News, Fernando Fernandes e Roberto Borba.
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Ir. João Ivo Girardi e a Comenda de Mérito Templária
Acompanhe os demais registros acessando o link abaixo:
https://get.google.com/albumarchive/103634428674850958508/album/AF1QipNc
2R0TCkE4r_LyOKLOrJi_3vPsu8_eZVoz0Kns?source=pwa&authKey=CISO5s
3E6IS27wE
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Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴
MI da Loja Razão e Lealdade nº 21
Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI
Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no
JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO,
cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico /
Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6)
Para o dia 7 de outubro: Pesquisas
A pesquisa envolve o trabalho pertinaz em busca de elementos para esclarecer fatos
do passado.
A arqueologia não passa de uma ciência pesquisadora. Muitos escritores maçons
têm-se dedicado a pesquisar, nas bibliotecas e museus europeus, documentos que
possam revelar fatos desconhecidos maçônicos dos séculos passados.
Em nosso país, os fatos maçônicos têm ligação exclusivas com os movimentos
libertários, e nossos bons escritores já vasculharam museus e bibliotecas. Resta-nos
encontrar os primeiros passos de como nos chegou a Arte Real, se por meio dos
ingleses com o mercantilismo, ou mais tarde, com a chegada de D. João VI, em cuja
corte, certamente, chegaram maçons ingleses e franceses.
Esse aspecto permanece obscuro.
O sociólogo Gilberto Freire nos deixou algo de curioso ao tentar erguer o véu que
cobre esse aspecto, ainda oculto.
Faz-se necessário que os nossos pesquisadores maçons atuem com pertinácia e
ousadia.
Cada maçom deveria deper si transformar-se em pesquisador para iluminar um pouco
mais as densas trevas do passado maçônico Brasileiro
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 299.
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Loja Cavaleiros da Liberdade nr. 21 – Icó - Ceará
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1 –
A mais bela das músicas
tocadas no piano por Jarrod
Radnic..
2 –
O ser humano é capaz de ter
atitudes maravilhosas!
3 –
24 Imagens que mostram a
bondade e amor do ser
humano
4 – Toulouse (França):
<http://www.imagensviagens.com/toulouse.htm>
5 – A Bahia em francês. Vejam o belo vídeo sobre a Bahia.
youtube.com/watch_popup?v=AXRZwNTSais&feature=player_popout#t=22s
6 -Amazônia Venezuelana:
AMAZONIA VENEZUELANA.ppsx
7 - Filme do dia- “Invasão a Londres ” – Ação - Dublado
https://www.youtube.com/watch?v=H3qwhdhX7JQ
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Castelo construído pelos Templários – León – Espanha.
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Jb news informativo nr. 2197

  • 1.
    JB NEWS Filiado àABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente O JB News saúda os Irmãos leitores de Icó - CE Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.197 – Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrOsvaldo Pereira Rocha – Dia das Crianças Bloco 3-IrAnestor Porfírio da Silva – Um rastro Apagado pelas Brumas do Tempo Bloco 4-IrKennyo Ismail – O que é Cabala e qual sua Verdadeira Relação com a Maçonaria? Bloco 5-IrAntonio Rocha Fadista – A Lei Iniciática do Silêncio Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Morel Marques Andrade – de Morrinhos (GO) Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 7 de outubro
  • 2.
    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 2/29 7 de outubro 3761 a.C. – Primeiro dia da era judaica. 1806 — Patenteado o primeiro papel químico, pelo inventor Ralph Wedgewood, inglês. 1832 – Filiou-se no G.O. do Brasil a Loja 6 de Março de 1817, ex-Guatimozin, fundada em 1816, a despeito da publicação de 1818, a loja continuou a funcionar na Confederação do Equador. 1837 — Criado o município de Oliveira de Frades. 1849 — Faleceu em Baltimore, Edgar Allan Poe (19/1/1809). 1875 – Inaugurada a ferrovia que ligou a Póvoa de Varzim ao Porto. 1891 — Nasceu em Lisboa, Camilo de Sena de Oliveira, capitão, pertenceu à G.N.R., participou na revolução de 19/10/1921, iniciado maçon na Loja Solidariedade, de Lisboa, com o nome simbólico de Sincero (6/6/1948). Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 281º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Nova) Faltam 85 dias para terminar este ano bissexto Início da Semana da Criança. Dia do Compositor Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EFEMÉRIDES DO DIA -Ir Daniel Madeira de Castro (Lisboa) (Fonte: Livro das Efemérides - Históricas, Políticas, Maçônicas e Sociais - 2016)
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 3/29 1898 — Constituída a obediência maçónica e aprovada a constituição do G.O. de Portugal. 1901 – Foi criada a freguesia da Trafaria. 1903 – Langley ao comando da Aerodrome A, tentou fazer com que seu avião descolasse. 1910 – Pelas três da tarde do 5 de Outubro, apresentou-se o cidadão José Cordeiro Júnior, maçon, membro da comissão revolucionária (maçónica e carbonária em representação do G.O.L.U.), ao tenente de infantaria Ferreira Dinis, com um alvará nomeando-o administrador do concelho de Oeiras. Neste dia logo pela manhã, recorreu à força para mandar prender o marquês de Pombal e Ferreira Dinis nomeou seis praças que procederam à diligência acompanhado de dois filhos, e uma malas que foram alvo de umas malas, tendo sido apreendidos manuscritos e cartas, tendo tudo sido presentes no Quartel-General da Divisão, tendo sido dado conta desta ação ao governo provisório, pela comissão revolucionária representada por José Cordeiro Júnior, natural de Ansião, comerciante, fundador da Loja Acácia, republicano e carbonário, deputado à constituinte por Torres Vedras, considerado como “incansável trabalhador… encarregado (da distribuição) dos víveres, tanto para tropas revolucionárias de terra e mar como para os civis”. 1912 — Realizou-se em Washington a 2ª Conferência Internacional dos Supremos Conselhos do R.E.A.A., com as presenças: Bélgica, França, Itália, Portugal, Sérvia, Suíça, Canadá, Brasil, Centro América, México, Argentina, Paraguai, Jurisdições Sul e Norte dos E.U.A., Uruguai, Venezuela, Colômbia, Cuba e República Dominicana. 1931 – Nasceu em Klerksdorp, Desmond Mpilo Tutu, arcebispo e primaz da igreja anglicano na África do Sul, estudou teologia em Londres, político adversário do apartheid, defendeu a não violência na África do Sul sempre aliado a Nelson mandela, Prémio Nobel da Paz em 1988. 1932 – Revolta contra a ditadura do regimento de infantaria de Bragança, sufocada rapidamente. 1949 – Criada a República Democrática Alemã, comunista, sob a esfera soviética. 1959 – O lado oculto da Lua foi fotografado pela primeira vez pela sonda russa Luna 3, equipada com sistema de comunicações por rádio e telemetria, sistema de televisão, unidade de processamento de filmes e instrumentos científicos. 1984 – O papa João Paulo II manifestou-se contra o crime organizado, o que aconteceu no Vaticano pela primeira vez, mencionando a mafia italiana 1985 – A Frente de Libertação da Palestina sequestrou o paquete italiano Achille Lauro, com 450 passageiros e tripulação a bordo, ao largo de Alexandria, ação que durou 44 horas. 2001 – Os E.U.A. desencadearam o ataque ao Afeganistão, depondo o regime vigente, por ser o local de atuação de Osama Bin Laden e da organização terrorista Al-Qaeda. 2011 – Instalada no Rio de Janeiro a Academia Maçónica de Ciências, Letras e Artes.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 4/29 1832 Filia-se ao Grande Oriente do Brasil a Loja Seis de Março de 1817, ex-Guatimozin, fundada em 1816, a despeito da publicação de 181 a loja continuou a funcionar até a Confederação do Equador. 1973 Fundação da Loja Maçônica Lindolfo Pires nr. 1894, de Souza, PB, que trabalha no REAA (GOB/PB) 1978 Fundação da Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso 1991 FILIA-SE ao GOB a Loja Maçônica Seis de Março de 1817, ex-Guatimozim, fundada em 1816, a despeito da publicação de 1818 a Loja continuou a funcionar até a Confederação do Equador. 2000 Fundação da Loja Maçônica Fraternidade Acadêmica Vigilantes Da Ordem no. 3342 – Oriente de Uberlândia MG – Obediência: G O E M G – Federado ao GOB – Rito: Brasileiro 2011 Instalada no Rio de Janeiro a Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes Florianópolis vai sediar nos dias 14 e 15 de outubro o XXIII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 5/29 Osvaldo Pereira Rocha Grão-Mestre “Ad Vitam” do GOAM. Colaborador do JB News - Registro DRT/MA 53. São Luiz - MA E-mail rocha.osvaldo@uol.com.br site www.osvaldopereirarocha.com.br O Irmão Osvaldo Pereira Rocha, de São Luiz (MA), antecipa para o JB News a sua crônica e homenagem para o “Dia da Criança” DIA DAS CRIANÇAS Para glória do Grande Arquiteto do Universo. Criado em 1924, por iniciativa do Deputado Federal Galdino do Vale Filho, que teve seu projeto aprovado por seus pares, mas apenas em 1960 esse projeto foi transformado em Lei e comemorado com promoção criada pela Fábrica de Brinquedos Estrela e a Johnson & Johnson, com a chamada Semana do Bebê, que incrementou e muito o número de vendas. O Dia das Crianças é comemorado anualmente no Brasil em 12 de outubro, e a maior parte das lojas de brinquedos fazem promoções especiais, para aumentar ainda mais suas vendas, aproveitando a supracitada data. O dia 12 de outubro é, igualmente, comemorado em nosso país como sendo o Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil (Feriado Nacional) e, para imensa alegria minha e dos meus familiares, tenho uma neta que nasceu nesse dia e reside na Austrália. Trata-se de Monique Rocha Betlem, que mora com seus pais Magda Lucia Rocha Betlem e Cees Jan Betlem e sua irmã Isabelle Rocha Betlem. Chamada de Príncipe ou Princesa a criança é a alegria de todo lar, brasileiro ou estrangeiro. Desde a gestação, ela é querida dos seus pais, principalmente da mãe. Seus primeiros passos e suas primeiras palavras são festejados. Suas idas para as Creches e depois para receberem o ensino fundamental, base do conhecimento escolar; seus aniversários e todas as suas vitórias, são vitórias de todos os familiares, principalmente dos seus pais. 2 – Dia das Crianças Osvaldo Pereira Rocha
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 6/29 Como é triste ver-se crianças sofrendo de fome ou de dor. Conforta-nos um pouco a existência de programas de proteção ou amparo a crianças, no Brasil e no exterior, a exemplo da Fundação Abring, em nosso país e do programa “Médicos sem Fronteiras”, com experiências bem-sucedidas no campo da saúde e da desnutrição em países como Níger, Iêmen, Afeganistão, Síria, etc. Também é motivo de bastante preocupação o drama da atual crise migratória e de refugiados, que já deslocou, fugindo de guerras, mais de 60 milhões de pessoas, inclusive crianças. Todo neto e toda neta ou bisneto ou bisneta, dão mais vida aos seus avós ou bisavós. Dizem que neto é filho duas vezes e que bisneto é filho três vezes... Será isso verdade? Afirmo, por experiência própria, já que, graças a Deus, sou avô e bisavô, que sim. A primeira e mais importante criança para o Cristianismo é o Menino Jesus, que nasceu espiritualmente de Deus-Pai; nasceu da Virgem Maria, que tinha por esposo José e que veio a este mundo para nos purificar dos nossos pecados. E Jesus Cristo, já adulto, disse aos seus discípulos “vinde a mim as crianças”. Senhor Deus, ajuda-nos a receber toda criança como recebemos Jesus, não em uma gruta fria, mas com o calor do coração repleto de amor! É verdade que ainda existem pessoas que ignoram suas crianças, e outras que apenas pagam pensão alimentícia ou lhes enviam uma lembrança e acham que fazem muito por elas, não tendo a consciência de que sua presença, sua proteção, seu cuidado, seu carinho e seu amor são atitudes muito mais importantes. A criança é pura, verdadeira, sem mentira e sem maldade, é tudo de bom. No sorriso de uma criança, a pureza do amor. Não existe coisa mais linda do que o sorriso de uma criança. Feliz Dia das Crianças, 12 de outubro, para todas elas e seus familiares!
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 7/29 Ir Anestor Porfírio da Silva M.I. e Membro da ARLS Adelino Ferreira Machado Or. de Hidrolândia-GO Conselheiro do Grande Oriente do Estado de Goiás. Um Rastro Apagado Pelas Brumas do Tempo O surgimento da maçonaria pode ter ocorrido há séculos ou, quem sabe, há milênios atrás. No labirinto de uma intrigante história, talvez, de milhões de anos, muitos estudiosos têm penetrado e ido fundo no rastro das civilizações passadas em busca de respostas concretas sobre a nossa verdadeira origem, nossa evolução, nossa razão de ser e o nosso destino, ou seja, como e quando surgimos na terra, quem somos, para quê viemos e para onde estamos indo. Mas esse árduo trabalho sempre esbarra em adversidades insuperáveis porque, ao adentrarem no espaço de tempo em que não era possível aos nossos antepassados deixarem qualquer registro daquilo que foram, as pesquisas tentam encontrar respostas às suas indagações e nada conseguem, visto que o silêncio das provas transforma tudo em mistério insondável. Daí para trás são somente incertezas e dúvidas, pois as brumas do tempo, que já é longo demais, encobrem a exata cronologia dos fatos que se desdobraram em períodos anteriores ao início da antiguidade, era que começou com a invenção da escrita (entre os anos 4.000 – 3.500 a.C.) e terminou com a queda do Império Romano (ano 476 d.C.). Se correta a afirmativa de que quanto mais distante, mais apagada vai ficando a história de todas as espécies vivas que já existiram e as que ainda existem, pode-se afirmar que o que aconteceu com as civilizações mais antigas foi exatamente isto. O período, por assim dizer, bastante crítico do ponto de vista probatório é o que se inicia no mais remoto dos dias vividos pelos nossos antepassados e se estende até alcançar o ano de 4.500 a.C.. Nesse espaço de tempo há um vazio, uma espécie de densa nebulosidade que nos impede de ver e saber como se deu a sequência dos 3 – Um Rastro Apagado pelas Brumas do Tempo Anestor Porfírio da Silva
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 8/29 acontecimentos, e aí, ficamos sem poder formar nossa própria convicção a respeito do que realmente fomos. Nele, não se tem certeza de quase nada sobre o processo evolutivo da espécie humana, por tudo ter se esvaído em completo esquecimento. Seu histórico dentro daqueles distantes tempos não permite ser levantado em razão da dificuldade naturalmente surgida ante a ausência, quase completa, de provas. Inexistem trilhas confiáveis, servíveis como orientação aos pesquisadores ou que, pelo menos, a eles inspirem confiança e lhes possibilitem uma visualização do que de fato aconteceu com os grupos humanos ao longo da travessia de todo o mencionado período. Por conseguinte, sem registros escritos, ou símbolos decifráveis, tudo o que dele nos restou foram apenas figuras e sinais gravados em rochas, dialetos, idiomas, vestígios de civilizações extintas, ruínas das cidades mais antigas, muitas delas soterradas há milênios, além de enigmas e misteriosas lendas. Então, sem qualquer outro recurso esclarecedor, o levantamento histórico do que teria acontecido no referido espaço de tempo passa a fundamentar-se na ciência, em achados arqueológicos, em hipóteses e em suposições. Porém, as provas da nossa história se robustecem a partir da invenção da escrita, acontecimento marcante ocorrido entre os anos 4.000 e 3.500 a.C.. De lá para cá, temos a certeza de que fatos importantes como, por exemplo, o da existência de Jesus de Nazaré, o qual, segundo relatos bíblicos escritos nos séculos I e II d.C., teria nascido em Belém, na faixa de tempo compreendida entre os anos 4 e 2 da idade antiga. Já nos encontramos na Idade Contemporânea, iniciada em 1.789 e cujo marco foi a Revolução Francesa. No decorrer de todos esses séculos os fatos que se sucederam até os dias de hoje têm motivado um estado de incerteza entre os maçons ao se virem diante de, pelo menos, duas vertentes sobre as origens da maçonaria. Uma que sustenta ser a referida Ordem uma instituição secular e outra que afirma ter ela surgido há mais de mil anos atrás. Fatos e hipóteses existem que nos levam a crer que, o que hoje denominamos de princípios e fundamentos da Ordem Maçônica Universal tivesse se manifestado no comportamento humano de modo embrionário, empírico, em época anterior à vinda de Cristo. Registros históricos nos mostram que bem antes da ocorrência do mencionado fato histórico já existiam alguns raros segmentos sociais definidos, dentre eles, o feudalismo, os camponeses e instituições como a cristandade medieval, as guildas (associações de construtores medievais que tinham por fim a defesa dos interesses da classe) a Illuminati (Os Iluminados – instituição milenar nascida no início da história das civilizações, que tinha a disciplina, a ordem, o segredo e a obediência como princípios basilares e indispensáveis à boa formação do caráter e da personalidade do homem), os grandes exércitos Romano, Grego e Persa e, depois de Cristo, a Ordem dos Cavaleiros Templários, o Priorado de Sião (sociedade secreta, fundada em 1.099, para proteger o segredo do Santo Graal), além de outras de menor expressão. Para alguns estudiosos da história da Ordem Maçônica, Jesus de Nazaré teria sido um de seus iniciados e quando da sua prisão, condenação e morte, estaria ocupando o cargo de Venerável, naquele tempo, com outra designação, “Mestre dos Mestres”. Dentre os doze apóstolos que o seguiam contava com Pedro e Paulo como seus mais próximos auxiliares (Vigilantes) e Judas Iscariotes, presumivelmente, o tesoureiro.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 9/29 Apesar do anonimato em que viveu mais da metade de sua vida, por certo, a aproximação de Jesus de Nazaré com os Essênios, povo humilde e de grandes conhecimentos, tenha sido um dos motivos que deram suporte à opinião dos que defendem a origem milenar da maçonaria. Aquele povo se constituía em uma das principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariseus e Essênios). Conta-nos a história que do meio dos Essênios se separou um grupo de judeus por motivos não conhecidos. Os membros desse grupo abandonaram as cidades e seguiram em direção ao deserto, indo viver às margens do Mar Morto. Jesus de Nazaré, segundo relatos históricos, ficou fazendo parte do grupo do Norte - que se encontrava ao redor do Monte Carmelo - ao qual também pertencia seu primo João Batista. O lugar de encontro desse grupo era Nazaré, por isso os membros que dele faziam parte eram chamados de nazarenos e tal como Jesus, todos trajavam-se de branco, levando uma vida simples, de entrega a Deus, de isolamento, de amor ao próximo e aos demais seres da criação de Deus. Todos se abstinham do consumo de carne, pois eram contra o sacrifício de animais para esse fim. Entre as citações acima há duas, que são milenares e se apresentam confiáveis em termos de prova, sobre as quais, por seus princípios e por sua simbologia, recai a possibilidade de terem sido o berço de onde teria surgido a maçonaria. Trata-se das Associações dos Pedreiros Livres (secretas, responsáveis pela construção das grandes catedrais medievais) e dos Templários, instituição, do mesmo modo secreta, militar e religiosa, obediente ao Papa, surgida no ano de 1.096 para proteger os cristãos que voltavam em peregrinação de Jerusalém. Os Templários eram conhecidos também como Ordem do Templo e Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Contudo, por ainda não se ter a verdade como certeza absoluta a respeito de qualquer das opiniões constantes do tema em destaque, o contraditório segue sem data para ser concluído, e a celeuma também, ou seja, o que muitos afirmam, outros tantos não confirmam. Mas, apesar disso, há um ponto em que as visões de ambos os lados não manifestam discordância. É que, a maçonaria ao ser instituída adotou os mesmos princípios e simbologia que já vinham sendo adotados pelos Templários. E a identidade entre as duas instituições vai ainda mais além se compararmos atentamente outras coincidências, a começar pela construção do Templo de Salomão, onde a hierarquia do canteiro de obras era, para os Templários, dividida em Aprendiz, Companheiro e Mestre, a mesma aceita pela maçonaria. Ligadas à construção do Templo de Salomão estão também as grandes catedrais da Idade Média construídas pela Sociedade de Pedreiros Livres de onde muitos afirmam ter originado a maçonaria, um grupo fechado do qual faziam parte apenas os trabalhadores que detinham certo grau de conhecimento na arte da construção civil, como os construtores, lapidadores de pedras, forjadores, pedreiros, artífices, artesãos etc.. Isso levou os historiadores a classificarem as organizações a que se achavam vinculadas aquelas classes de operários, por diversos fatores, como maçonaria operativa vez que as principais características das mencionadas instituições eram: a) realização de reuniões secretas; b) obediência de regras de conduta baseadas na ética e na moral; c) manutenção do segredo profissional; e d) fortalecimento da representatividade das respectivas categorias profissionais. Se a existência da maçonaria não remonta a tempos anteriores ao século XVIII, teria ela, então, decidido quanto à adoção de certos procedimentos e expressões que eram próprios da Ordem dos Cavaleiros Templários, tais como: a) reuniões realizadas
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 10/29 pelos maçons em ambiente fechado e protegido; b) o modo como estes se reconhecem por meio de sinais, toques e palavras; c) a expressão de Grão-Mestre dada pela maçonaria ao seu dirigente máximo; d) etc. Com o fim da Ordem dos Cavaleiros Templários, no ano de 1.312, quando foram queimados os três últimos Templários, muitos de seus membros foram para a Escócia fugindo dos temíveis julgamentos da inquisição. Lá se associaram às guildas dos construtores medievais, não se sabe como, nem por que, já que não lidavam com construções e tinham como conhecimento a filosofia e o esoterismo. Atribui-se a esses fugitivos da inquisição influente participação (não a autoria) na elaboração de um dos rituais mais usados pela maçonaria, que é o do Rito Escocês Antigo e Aceito – R.E.A.A. – semelhante ao dos Templários, cujo esboço inicial teve origem na Escócia. Já a outra corrente que afirma ser a maçonaria apenas secular, admite que a referida Ordem “surgiu no século XVII quando as associações de pedreiros livres da Inglaterra deixaram de ser simples associações profissionais para admitir como membros honorários gente da nobreza, do clero anglicano e outros profissionais liberais”. Essa corrente não concebe o resultado do processo revolucionário, inovador e progressista por que passaram as ditas associações naquele século, que culminou por transformá-las em uma nova Ordem com objetivos mais amplos, mantendo incorporados aos seus preceitos os princípios e a simbologia das instituições que a precederam. Para os adeptos desta corrente, mesmo que tudo tenha acontecido fundamentado no que já existia não se trata de transformação, mas sim, de uma nova instituição surgida a partir de então chamada maçonaria. Do ponto de vista histórico, o hoje tão notório fato transcorrido no ano de 1.717 foi marcante porque, em virtude de seu revigoramento, a maçonaria deixou de ser operativa por ter assumido contornos de uma instituição especulativa, evoluindo-se, espalhando-se rapidamente pelo mundo e alcançando os nossos dias, farta de competência e poder. O caráter progressista e evolucionista que a ela se incorporou é o elixir da sua juventude, que a deixa sempre renovada não aparentando ser tão antiga quanto a história a descreve.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 11/29 Ir Kennyo Ismail kennyoismail@hotmail.com www.noesquadro.com.br O QUE É CABALA E QUAL SUA VERDADEIRA RELAÇÃO COM A MAÇONARIA? O que é Cabala? Cabala é o esoterismo judaico. Existe o esotérico e o exotérico. O exotérico é o conhecimento ensinado ao povo, enquanto o esotérico é o conhecimento oculto no exotérico, restrito aos escolhidos, aos iniciados. Trata-se de um sistema de simbologia e numerologia de origem judaica que teoricamente serve para desvendar os segredos ocultos na Torá. Apesar dos cabalistas acreditarem que a Cabala foi transmitida pelo próprio Deus a Moisés, vários historiadores concordam que sua origem é nórdica, baseada na lenda de Odin. Por coincidência, a Capela de Roslin, considerada por muitos como um verdadeiro Templo Maçônico do século XV, possui a lenda de Odin com sua árvore sagrada ilustrada na chamada “Coluna do Aprendiz”. O alfabeto hebraico possui 22 letras, enquanto a Cabala possui 22 caminhos que ligam às 10 esferas (sefirás) que formam sua estrutura, comumente chamada de “árvore da vida”. A árvore da vida é de uma certa maneira formada por triângulos, quadrados e círculos, três formas geométricas muito comuns na Maçonaria. Qual sua relação com a Maçonaria? Muitos são os trabalhos, estudos e livros relacionando a Cabala com a Maçonaria, alguns chegam a inventar que existe a Cabala Operativa e a Cabala Especulativa, para aproximá-la ainda mais das raízes da Maçonaria. Porém, nenhum autor faz o favor de citar um fato ou documento histórico que liga a Cabala à Maçonaria ou mostrar onde há Cabala na Maçonaria. Tudo é muito vago ou, como alguns preferem, está tudo “oculto”, “entre linhas”. A verdade é que a Cabala se popularizou entre os intelectuais do século XVIII e XIX. E se poderiam haver ensinamentos ocultos na Torah, muitos acreditavam que também poderia haver na Bíblia, nos rituais antigos, etc. A busca pelo oculto se tornou obsessão para a classe intelectual dessa época, aproveitando a onda de decadência da Igreja e das Monarquias e o fortalecimento da massa crítica da sociedade. Nessa época, Maçonaria era moda na Europa e várias outras sociedades secretas brotavam nas cidades, prometendo conhecimento oculto. Somente na Maçonaria Francesa, mais de 1.000 graus maçônicos surgiram dentro de dezenas de Ritos, todos com supostas origens honrosas como Egito Antigo, Palestina, Templários, celtas, Antiga Grécia e outras. O conteúdo e costumes nascidos da Maçonaria Operativa tentavam sobreviver em meio a essa avalanche de novas histórias, crenças, símbolos e práticas, todas novas, mas se auto- intitulando como “antigas”. Os “criadores” dos Ritos e rituais chamados “Superiores” necessitavam de conteúdo para criar tantos graus. Ora, a Maçonaria sempre teve uma relação com o Templo de Salomão, com uma Palavra Perdida. Não há misticismo mais próximo disso do que a Cabala, a moda do momento! 4– O que é Cabala e qual sua Verdadeira Relação com a Maçonaria? - Kennyo Ismail
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 12/29 A origem judaica e a busca por um conhecimento que se perdeu nas brumas do tempo e pode estar oculto é um prato cheio para aqueles sedentos por conteúdo para enxertar na criação de dezenas de novos graus de um sistema. Dessa forma, a Cabala foi introduzida na Maçonaria quando da criação dos Ritos Maçônicos, entre eles, o Rito de Heredom, sistema de 25 graus, que deu origem ao Rito Escocês. Onde pode ser visto a Cabala no REAA? Sua presença mais evidente está no Templo do Rito Escocês: o Templo e suas mesas e altar seguem a famosa Árvore da Vida. Nos templos originais do REAA, o trono do 2º Vigilante fica no lado ocidental da Coluna do Sul, paralelo ao trono do 1º Vigilante, assim como ainda é mantido nos Graus Superiores do REAA. A mudança do 2º Vigilante para o centro da Coluna do Sul, como podemos observar nas Lojas Simbólicas atuais, somente ocorreu pela influência dos templos ingleses e do Rito de York. Observando o formato original do Templo do REAA, o mesmo formato em que a Loja de Perfeição é organizada, vê-se claramente a formação da Árvore da Vida: O Átrio, onde os candidatos aguardam para serem iniciados, é onde se inicia a senda maçônica. É o ponto intermediário, que separa o profano do sagrado. Em seguida há a Porta do Templo, no Ocidente, que dá acesso á Luz, a partir de onde se inicia o trabalho. Os tronos dos dois Vigilantes seguem paralelos, em suas extremidades, representando o VM no governo de suas Colunas. Tem- se o Altar dos Juramentos no Centro. Observe que o Altar é o único ponto da Árvore em que todos os outros pontos têm caminho direto, menos o Átrio de onde só há acesso ao Altar após atravessar a Porta. Isso mostra que todos estão ligados por meio do GADU, representado pelo Livro da Lei no Altar. Seguindo, vê-se as mesas do Chanceler e o Tesoureiro, paralelas. A partir daí, inicia-se o Oriente, onde se vê as mesas do Secretário e do Orador nas laterais e, por fim, a cabeça da Árvore da Vida, ponto mais alto da Sabedoria da Cabala, o trono do Venerável Mestre. Essa herança da Cabala se faz presente nos Templos do Rito Escocês e demais Ritos de origem francesa. Já nos templos ingleses (Rituais ingleses modernos, pós 1813) e nos templos americanos (Rito de York, a partir de 1797), não se vê tal característica, visto os templos serem mais próximos do chamado “Antigo Ofício”, ou seja, dos costumes da Maçonaria Operativa, exatamente por não terem sofrido essa influência “ocultista” ou “esotérica” que a maçonaria da Europa Latina (França, Portugal, Espanha e Itália) sofreu. A Maçonaria Simbólica brasileira, por desconhecimento, promoveu com o passar dos tempos diversas adaptações em seus templos do REAA, desfigurando a Árvore da Vida pela influência de outros Ritos e Rituais. Porém, a mesma encontra-se preservada através dos Graus Superiores, ainda inviolados. Por que não há registros explícitos disso? Porque os criadores e líderes dos Ritos na época buscavam a atração e aceitação de seus adeptos através de afirmações de que o Rito surgiu de uma expedição de Napoleão ao Egito, ou dos escritos de um antigo Imperador, ou de um pergaminho protegido por um cavaleiro templário que sobreviveu à Inquisição. Era mais interessante do que confessar que se tratava de um trabalho um pouco mais recente, fruto de uma miscelânea de história, parábola, símbolos, com uma pitada de Cabala e outros misticismos.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 13/29 A Lei Iniciática do Silêncio Publicado pelo IrLuiz Marcelo Viegas (https://opontodentrodocirculo.wordpress.com) Autor: Ir Antonio Rocha Fadista Fadista, é Mestre Instalado da ‘Loja Gayrú GOERJ/GOB-RJ Platão, chamado a ensinar a arte de conhecer os homens, assim se expressou: “os homens e os vasos de terracota se conhecem do mesmo modo: os vasos, quando tocados, têm sons diferentes; os homens se distinguem facilmente pelo seu modo de falar”. O pensamento do filósofo Iniciado nos oferece excelente oportunidade para uma profunda reflexão, principalmente para os que integram a Ordem Maçônica. Nem sempre nos damos conta de como nos tornamos prisioneiros das palavras que proferimos. Por serem a expressão do nosso pensamento, por traduzirem as idéias e os sentimentos, as palavras se tornam um centro emissor de vibrações, tanto positivas quanto negativas. A palavra é o elemento que identifica o Homem e é a síntese de todas as forças vitais; é o elemento que interliga todos os planos, do mais denso ao mais sutil. A palavra está intimamente ligada ao silêncio, outra sublime expressão da psique humana. No mundo profano a palavra – falada ou escrita – é usada indiscriminadamente. A sociedade humana está cheia de palavras que ofendem, que humilham, que magoam e que denigrem a honra do próximo. Se se trabalhasse mais e se falasse menos, com certeza que a humanidade seria mais evoluída e mais civilizada. Infelizmente existem palavras em excesso, não só no mundo profano como também nos Templos Maçônicos. Tal situação é inconcebível em um Maçom, pois no estudo dos símbolos ele aprende a refletir sobre o conteúdo oculto das palavras que, em última análise, refletem a essência interior do ser humano. Não por acaso a doutrina Maçônica reserva o silêncio aos seus membros, de acordo, aliás, com a Tradição Pitagórica. A Escola Iniciática de Pitágoras tinha um sistema de três graus: o de Preparação, o de Purificação e o de Perfeição. 5 – A Lei Iniciática do Silêncio (do site O Ponto D entro do Círculo) - Antonio Rocha Fadista
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 14/29 Os neófitos do grau de Preparação, equivalente ao grau maçônico de Aprendiz, eram proibidos de falar; eram só ouvintes e cumpriam um período de observação de três anos, durante o qual a regra era calar e pensar no que ouviam. No grau de Purificação, equivalente ao de Companheiro Maçom, o silêncio se estendia por mais dois anos, adquirindo estes Irmãos o direito de ouvir as palestras do Mestre Pitágoras. Assim, para atingir o grau de Perfeição, equivalente ao de Mestre Maçom, quando então os Irmãos podiam fazer uso da palavra, era necessário praticar o silêncio durante cinco anos. Nas reuniões maçônicas, sem dúvida, constitui uma prova de sabedoria saber ouvir e manter o silêncio. Chílon, um dos sete sábios da Grécia Antiga, quando perguntado sobre qual a virtude mais difícil de praticar, respondia: “calar”. No Zend Avesta, que contém toda a sabedoria da antiga Pérsia, encontramos normas e regras sobre o uso e o controle da palavra, cuja universalidade desafia os séculos. No mundo maçônico, a dimensão da palavra falada e escrita não é diferente. Ao entrar em nossa Sublime Instituição encontramos, na ritualística, referências à sacralidade da palavra que, como meio de expressão dos pensamentos e dos sentimentos, deve ser sempre dosada, moderada, e deve espelhar o equilíbrio interno do orador. Em nossa Ordem, a palavra deve ser usada no mesmo sentido em que Dante Alighieri exortava o seu personagem Metelo, na Divina Comédia: “usa a tua palavra como um ornamento”. À primeira vista, o silêncio poderia parecer um condicionamento e um castigo. Na realidade, o silêncio, a meditação e o raciocínio, são a única via que leva à libertação das paixões e dos maus pensamentos. Além de exercitar a autodisciplina, em seu silêncio o Maçom apreende com muito maior intensidade tudo o que ouve e tudo o que vê. Assim, a voz do Irmão que se mantém em silêncio é a sua voz interior, quando ele dialoga consigo mesmo e, neste diálogo, analisa, critica, tira suas próprias conclusões e aprimora o seu caráter. Em suma, pelo silêncio, a Maçonaria estimula os Irmãos a desenvolver a arte de pensar, a verdadeira e nobre Arte Real. Deste modo, o silêncio em Maçonaria não é meramente simbólico e não é também um meio de castrar a iniciativa dos Irmãos. O silêncio é indispensável e decisivo no processo de lapidação da Pedra Bruta e no aperfeiçoamento interno dos Irmãos. Ao cruzar as portas de uma Loja Maçônica, trazendo consigo a liberdade total de expressão, um direito natural que lhe é garantido pela Declaração dos Direitos Humanos, sem as restrições que lhe impõem a moral e a razão, o novo Maçom aprende a controlar os seus impulsos, pela prática espartana do silêncio. Assim ele aprimora o seu caráter e prepara-se para ser um líder, numa sociedade na qual prevaleçam a Liberdade responsável, a Igualdade de oportunidades e a Fraternidade solidária. Se tiver de falar, que o maçom siga o conselho de Dante e use a sua palavra como um ornamento. Tudo se resume na prática da Lei do Amor e da Tolerância. Certamente que o Grande Arquiteto do Universo ilumina e abençoa a todos os que pensam mais do que falam, pois estes espiritualizam a sua matéria, e são os Seus filhos mais diletos. EM TEMPO: O Irmão Aprendiz não só pode como precisa e deve usar a palavra quando apresentar os seus trabalhos, quando for questionado por outro Irmão, quando tiver informação relevante sobre qualquer candidato à Iniciação, ou quando tiver informação fundamental para a Loja ou para a Ordem. Basta pedir a palavra ao Vigilante de sua Coluna. Autor: Antônio Rocha Fadista Mestre Instalado da ARLS Cayrú, Nº 762 – GOERJ / GOB
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 15/29 Este Bloco é produzido pelo Irmão Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Transmissão da Palavra - Abertura e Encerramento Em 18/03/2016 o Respeitável Irmão Morel Marques Andrade, Loja Luz e Liberdade, 1.191, REAA, GOB, Oriente de Morrinhos, Estado de Goiás, faz a seguinte solicitação: leromma@yahoo.com.br Passagem da palavra sagrada / Abertura e Encerramento dos trabalhos. Mano Pedro tem como você me enviar a origem histórica da pratica ritualística de passagem da palavra sagrada entre os diáconos e vigilantes? O mano tem algum estudo sobre a filosofia e simbologia da abertura e encerramento dos trabalhos nas sessões em loja? Considerações: TRANSMISSÃO DA PALAVRA. A origem da transmissão da Palavra Sagrada está no modo especulativo usado pela Moderna Maçonaria para reviver uma prática operativa haurida do passado medieval e revivida pelo simbolismo do REAA. No passado operativo ao início das etapas das construções o Mestre da Obra assessorado pelos seus auxiliares imediatos - mais tarde seriam os Vigilantes - mandava que os mesmos conferissem os cantos da construção na sua aprumada e nivelamento. Desse modo os 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 16/29 auxiliares imediatos ou zeladores (wardens) percorriam o canteiro de obra cada qual munido pelo nível e pelo prumo e faziam a verificação. Estando tudo nivelado e aprovado eles enviavam o oficial de chão (nome originário dos Diáconos na Maçonaria) para comunicar o Mestre da Obra que estava tudo “justo e perfeito” no canteiro. Só assim então é que o Mestre determinava que os trabalhos fossem iniciados. Considere-se a extensão imensa do canteiro de obras que abrigava, por exemplo, a construção de uma catedral no passado. Ao final da etapa da construção (período de trabalho), novamente os auxiliares imediatos eram convocados e percorriam o canteiro procedendo à verificação e a qualidade do serviço realizado utilizando o nível e o prumo nos cantos elevados. Estando tudo de acordo, os wardens remetiam novamente o mensageiro ao Mestre da Obra com a notícia de que tudo estava ajustado, portanto “justo e perfeito”. Desse modo ele mandava que fosse encerrada aquela etapa da construção, pagando os obreiros e despedindo-os contentes e satisfeitos, não sem antes recomendar o retorno de todos após o inverno quando eram na oportunidade retomados dos serviços. Como hoje não vivemos mais na Maçonaria Operativa e sim na Especulativa, a matéria prima na Moderna Maçonaria deixaria de ser a pedra calcária, passando a ser o Homem (o maçom). Revivendo alegoricamente esse costume é que o REAA substituiu essa atividade de conferência operativa pelo ato da transmissão de uma Palavra que, estando ela adequada, a Loja especulativa pode ser aberta ou fechada. É daí a origem do termo “justo e perfeito” comunicado pelos Vigilantes ao Venerável após a transmissão da Palavra. As próprias joias distintivas dos Vigilantes revivem essa prática pela representação do Nível e do Prumo, assim como também se apresentam os antigos oficiais de chão na figura dos atuais Diáconos. Em resumo a regra prática atual está na forma peculiar de se transmitir maçônicamente uma Palavra conforme o grau de trabalho da Loja. Obviamente que o ato substitui a prática operativa por um método especulativo que rege a formação do ser humano como elemento primário da Ordem. ABERTURA E ENCERRAMENTO. Não se trata bem de um aspecto filosófico, porém no ato de rememorar esotericamente o início e o fim de uma jornada de trabalho que visa de acordo com o objetivo final de a Maçonaria preparar o Homem como componente elementar na construção de um Templo à Virtude Universal - trocando em miúdos, é um método iniciático de aperfeiçoamento humano sustentado pela liturgia de um rito maçônico. Na concepção ritualística da escola maçônica, a Loja da atualidade é o símbolo do canteiro de obras operativo (passado medieval) ou a Oficina de Trabalho. Nesse ambiente, que não pode ser confundido com Templo religioso, a Loja é o canteiro e o maçom o operário, cujo objetivo principal é o de transformar a si próprio conforme o método doutrinário maçônico do Rito adotado. Assim, a abertura dos trabalhos de uma Loja na Moderna Maçonaria, nada mais é do que reviver uma prática antiga, tornando-a simbolicamente como método contemporâneo de aprimoramento interno. A abertura da Loja traz em ciclos ou etapas as particularidades de cada Rito, desde o ingresso dos operários no canteiro (ambiente de trabalho), sua preparação e por fim, o início das atividades. Alguns desses aspectos são práticas peculiares de cada rito, outros, no entanto, são procedimentos universais maçônicos (comuns em todos os Ritos) que genericamente são os seguintes: a) Ingressar no ambiente – denota de disciplina, de vestimenta e de condição regular para aquela atividade específica (grau). b) Antes dos procedimentos litúrgicos, premente é se verificar a cobertura do local, levando-se em conta um importante Landmark que é o sigilo. c) Posteriormente há a verificação da qualidade dos presentes que se manifestam pelo Sinal, cujo ato reveste-se se um profundo significado. Não só pela qualidade do grau iniciático, mas pelo que representa a alegoria do Sinal que atua no aperfeiçoamento do Obreiro.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 17/29 d) Como organização, existe o número mínimo exigido na Oficina para o início dos trabalhos conjuminados às atribuições dos cargos inerentes (quantos assinaram o livro e quando todos estão devidamente identificados pelas suas insígnias). e) No caso do REAA, existe o teatro da verificação do canteiro de obras, o que se faz representativamente pela transmissão de uma Palavra, cujo resultado é obtido claramente pelo anúncio de que tudo está “justo e perfeito” (expressão simbólica de profundo significado na Maçonaria). f) Como regra, nenhuma Loja poderá ser aberta sem a exposição das Três Grandes Emblemáticas ou as Três Luzes Maiores. No caso do REAA, existem inclusive leituras em trechos distintos do Livro da Lei de acordo com o grau. Esse ato é um dos momentos primordiais e sublimes da Sessão, já que dele depende a declaração de abertura da Loja, porém não pode nunca ser confundido com uma celebração religiosa. g) Dada à cerimônia de abertura como concluída é declarada a Loja aberta pelo Venerável Mestre. Assim é identificada a Corporação de Construtores pelo Estandarte e do canteiro de trabalho pelo Painel da Loja. h) No caso do REAA são acesas Luzes Litúrgicas de acordo com o grau de esclarecimento (evolução do obreiro). O acendimento dessas Luzes no Rito em questão não está atrelado a nenhuma cerimônia especial. Simplesmente acendem- se essas luzes pelo meio que se fizer necessário e oportuno. As Luzes Litúrgicas identificam as Luzes da Loja (o Venerável e os Vigilantes). i) Comunicado e recomendado o acontecimento pelo Venerável Mestre, a Loja (Canteiro, Oficina) passa a partir daí para o desenvolvimento dos trabalhos administrativos e litúrgicos. Ao término da jornada de trabalho, a mesma prática ritualística é inserida para que a Loja seja declarada fechada pelo Primeiro Vigilante. a) Sob o ponto de vista legal o Guarda da Lei faz a analise de praxe seguida pela comunicação de que tudo ocorreu conforme as Leis. b) Pela alegoria da transmissão da Palavra Sagrada confere-se a qualidade dos trabalhos concluídos na jornada que se iniciou ao meio-dia e é finalizada agora à meia-noite. c) Justos e perfeitos os trabalhos, há o encerramento com o fechamento do Livro da Lei, oportunidade que a Loja é declarada fechada pelo Primeiro Vigilante (é aquele que tradicionalmente paga os Obreiros e os despede contentes e satisfeitos). d) Os trabalhos de aperfeiçoamento da jornada são encerrados no Canteiro e por extensão também a Corporação, quando o Painel é coberto para o descanso e as Luzes Litúrgicas são apagadas para a retirada das Luzes da Loja (do Venerável e os Vigilantes). De certo modo essa é a dinâmica da doutrina que visa mostrar ao maçom que o trabalho é fruto constante de organização aplicado às ferramentas imprescindíveis, de tal maneira que as práticas sejam incondicionalmente adequadas ao código de moral e ética, independente do credo ou da religião, daí o Livro da Lei em exposição durante o trabalho não exprime uma individualidade religiosa, mas sim o prazer no trabalho de servir e amar o próximo (ética). A Maçonaria está muito longe da crença de que ela é uma religião. Mais longe também está em se imaginar que a Sala da Loja é um palco de proselitismo, sejam eles, religioso ou políticos. A Loja é um espaço de liberdade com responsabilidade e não admite manifestações sectárias, nem de posições particulares. Sobre o pavimento de uma Loja Maçônica adotam-se opiniões que mesmo divergentes, acolhem entre elas a mais perfeita harmonia. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com – Mai/2016
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 18/29 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 03.10.1981 Ação e Fraternidade Gasparense nr. 26 Gaspar 17.10.1969 São João Batista nr. 14 Orleans 19.10.2000 Gênesis nr. 47 Florianópolis 20.10.1977 Duque de Caxias nr. 21 Florianópolis 22.10.1970 Sentinela do Oeste nr. 17 Chapecó 25.10.1978 Harmonia e Fraternidade nr. 22 Joinville 25.10.1996 Cavaleiros da Luz nr. 64 Florianópolis 28.10.1989 Jack Malt nr. 49 Rio Negrinho 28.10.2008 Delta do Universo nr. 98 Florianópolis Data Nome da Loja Oriente 05/10/1991 Zezinho Cascaes Braço do Norte 12/10/1994 Fraternidade Serrana São Joaquim 13/10/2004 Portal da Serra Bom Retiro 15/10/1985 Lealdade, Ação e Vigilância Florianópolis 16/10/1951 Estrela do Planalto Curitibanos 18/10/1997 Acácia das Gaivotas Bal. Gaivota 20/10/2008 Construtores da Paz Chapecó 21/10/1972 General Bento Gonçalves Araranguá 22/10/1997 Sol do Oriente Camboriú 26/10/1975 Acácia das Neves São Joaquim 30/10/2002 Frank Shermann Land Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de setembro
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 19/29 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 03.10.03 Delta de Ingleses - 3535 Florianópolis 06.10.81 Prof. Clementino Brito - 2115 Florianópolis 13.10.07 Luz de São Joaquim - 3884 São Joaquim 15.10.93 Cidade Azul - 2779 Tubarão 15.10.05 Estácio de Sá -3763 Florianópolis 17.10.08 Luz de Órion - 3951 Itapema 23.10.00 Luz e Harmonia - 3347 Brusque 26.10.96 Arquitetos do Vale - 2996 Blumenau 26.10.08 Amigos da Liberdade - 3967 Palhoça 27.10.97 Atalaia -3116 Itajaí 28.10.95 Luz do Atlântico Sul - 2894 Baln. Camboriú Sensatez “Hoje se pergunte: Que tipo de pensamento me dá força e que tipo de pensamento tira minha força? Aprenda a criar pensamentos puros. Veja que, a medida que você entra em si mesmo, aquela honestidade verdadeira e profunda aparece. É quando a alma se torna honesta que o conhecimento espiritual entra na alma. E quando isso acontece você descobre uma mina de joias dentro de si. Portanto, tenha a sensatez de usar a mente de forma correta. Independente do que os outros estão fazendo, eu tenho de ser feliz comigo e feliz com todos.” Irmão José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 – Maringá - PR E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 20/29 Educação, Instrução e Comunicação Maçônica (a grande palestra do Irmão Girardi) – A Loja Templários da Nova Era promoveu na noite de quarta-feira (5) a palestra do Irmão João Ivo Girardi que falou sobre “Educação, Comunicação e Informação Maçônica” com casa cheia. Lindíssima a imagem vista do Oriente com toda a Loja tomada por obreiros das três potências, sete Veneráveis Mestres, inúmeros Mestres Instalados, figuras maçônicas exponenciais, Mestres, Companheiros e inúmeros Aprendizes, que compareceram para prestigiar o Irmão Girardi, Mestre Instalado da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39, do Oriente de Blumenau, que veio acompanhado de comitiva de sua Loja. Maçom preparadíssimo, que escreve às quartas-feiras e domingos no informativo virtual “JB News”, a sua palestra abrangeu 50 minutos de selecionada informação filosófica e cultural, tendo sido, ao final homenageado com a Comenda de “Honra ao Mérito” e respectivo Diploma, pelo que produziu em prol da cultura da maçonaria universal com a sua obra Vade-Mécum Maçônico “Do Meio-Dia à Meia-Noite”.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 21/29 Paralelamente, as cunhadas se reuniram no Salão de Eventos, com a realização de um bingo e comemoração dos aniversariantes dos meses de setembro e outubro. Ao final, um churrasco de confraternização selou a grande noitada. Acompanhe alguns registros fotográficos produzidos pelos repórteres do JB News, Fernando Fernandes e Roberto Borba.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 24/29 Ir. João Ivo Girardi e a Comenda de Mérito Templária Acompanhe os demais registros acessando o link abaixo: https://get.google.com/albumarchive/103634428674850958508/album/AF1QipNc 2R0TCkE4r_LyOKLOrJi_3vPsu8_eZVoz0Kns?source=pwa&authKey=CISO5s 3E6IS27wE
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 25/29 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) Para o dia 7 de outubro: Pesquisas A pesquisa envolve o trabalho pertinaz em busca de elementos para esclarecer fatos do passado. A arqueologia não passa de uma ciência pesquisadora. Muitos escritores maçons têm-se dedicado a pesquisar, nas bibliotecas e museus europeus, documentos que possam revelar fatos desconhecidos maçônicos dos séculos passados. Em nosso país, os fatos maçônicos têm ligação exclusivas com os movimentos libertários, e nossos bons escritores já vasculharam museus e bibliotecas. Resta-nos encontrar os primeiros passos de como nos chegou a Arte Real, se por meio dos ingleses com o mercantilismo, ou mais tarde, com a chegada de D. João VI, em cuja corte, certamente, chegaram maçons ingleses e franceses. Esse aspecto permanece obscuro. O sociólogo Gilberto Freire nos deixou algo de curioso ao tentar erguer o véu que cobre esse aspecto, ainda oculto. Faz-se necessário que os nossos pesquisadores maçons atuem com pertinácia e ousadia. Cada maçom deveria deper si transformar-se em pesquisador para iluminar um pouco mais as densas trevas do passado maçônico Brasileiro Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 299.
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 26/29 Loja Cavaleiros da Liberdade nr. 21 – Icó - Ceará
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 27/29 1 – A mais bela das músicas tocadas no piano por Jarrod Radnic.. 2 – O ser humano é capaz de ter atitudes maravilhosas! 3 – 24 Imagens que mostram a bondade e amor do ser humano 4 – Toulouse (França): <http://www.imagensviagens.com/toulouse.htm> 5 – A Bahia em francês. Vejam o belo vídeo sobre a Bahia. youtube.com/watch_popup?v=AXRZwNTSais&feature=player_popout#t=22s 6 -Amazônia Venezuelana: AMAZONIA VENEZUELANA.ppsx 7 - Filme do dia- “Invasão a Londres ” – Ação - Dublado https://www.youtube.com/watch?v=H3qwhdhX7JQ
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    JB News –Informativo nr. 2.197– Florianópolis (SC) – sexta-feira, 7 de outubro de 2016 Pág. 28/29 Castelo construído pelos Templários – León – Espanha.
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