INTRODUÇÃO AO
ESTUDO DA
HISTÓRIA
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HISTÓRIA
A História e o
Historiador
Termo História
Processo Histórico
Função da História
Tempo e suas
durações
Periodização: Linha do Tempo
Modos de Produção
Conceitos fundamentais
Fontes Históricas
Tempo e
temporalidade
Calendário
A HISTÓRIA E O HISTORIADOR
É uma ciência que estuda as
ações dos seres humanos e da
natureza no tempo e no espaço
Este estudo envolve
As realizações humanas
As transformações naturais
As realizações sociais
Assim como as permanências (aquilo
que pouco mudou ao longo do
tempo)
A HISTÓRIA E O HISTORIADOR
O HISTORIADOR investiga e interpreta as ações
humanas que, ao longo do tempo, provocaram
mudanças e continuidades em vários aspectos da vida
pública ou privada
A HISTÓRIA E O HISTORIADOR
O HISTORIADOR investiga e interpreta as ações
humanas que, ao longo do tempo, provocaram
mudanças e continuidades em vários aspectos da vida
pública ou privada
Seja na economia Nas artes, na política
No pensamento, nas formas de
ver e sentir o mundo, no
cotidiano
A HISTÓRIA E O HISTORIADOR
O trabalho do historiador consiste em
Perceber e compreender
o processo histórico
O TERMO
Os gregos foram os
primeiros a utilizá-
lo
Histor
História (“His” + “oren”)
Significava aquele que apreende pelo
olhar, aquele que testemunhou com
seus próprios olhos os acontecimentos
Significava apreender pelo olhar aquilo
que se sucede dinamicamente, ou seja,
testemunhar os acontecimentos, a
realidade
O TERMO
Influência de HERÓDOTO: Deu o título de
“Histórias” ao resultado de suas pesquisas
acerca das GUERRAS MÉDICAS
O termo assumiu o sentido particular de busca do
conhecimento das coisas humanas, do saber
histórico
“História passou a significar a busca, a pesquisa e
também os resultados compilados na obra
histórica.”
Outro nome importante é TUCÍDIDES, narrou a
GUERRA DO PELOPONESO usando fontes mais
criteriosas
FUNÇÃO DA HISTÓRIA?
A História nos auxilia a conhecer o passado e,
assim, compreender melhor o presente
Desse modo, nos tornamos
mais capazes de agir para
transformar a sociedade
“Para dar consciência aos
seres humanos do seu poder
de transformar a realidade.”
FONTES HISTÓRICAS
Fonte histórica é tudo aquilo que traz
informações sobre o passado e que serve para
a construção do conhecimento histórico
São os vestígios disponíveis utilizados pelo
historiador
Para obter informações, pistas sobre as
ideias e realizações dos seres humanos, no
transcorrer do tempo
Fontes Históricas
Escritas
Basicamente se dividem em
Não escritas
Embora, atualmente, essa
divisão seja maior e mais
detalhada
TIPOS DE FONTES HISTÓRICAS
É a mais utilizada pelos historiadores,
pois facilita a compreensão do
pensamento da época
Fonte Escrita
Livros, documentos, jornais, revistas
Transmitida de geração a geração
através de costumes, contos e lendas
Fonte Oral
TIPOS DE FONTES HISTÓRICAS
Mapas, anúncios de publicidade,
quadros, pinturas, fotografias
Fontes Visuais
Discos, trilhas sonoras, músicas,
jingles
Fontes Sonoras
TIPOS DE FONTES HISTÓRICAS
Edificações, casas, castelos,
monumentos, cemitérios
Fontes Arquitetônicas
É a cultura material, móveis, joias,
armas, vestimentas, instrumentos de
trabalho, utensílios domésticos
Fonte Material
É a reprodução de pinturas, fotos
antigas, reprodução de cenas de
filmes, de história em quadrinhos
Fonte Imagética
PROCESSO HISTÓRICO
O processo histórico é representado por
acontecimentos, cada fato é a sequência ou
sucessão do que já ocorreu
O processo histórico se transforma, deixa
de ser equilibrado, com as mudanças
qualitativas
“É um período de transição, no qual as
transformações acontecem rapidamente.”
Ocorridas devido ao surgimento de novas
condições
Qualitativas
São as mudanças que se refletem
imediatamente na totalidade da sociedade
Fogo, Renascimento, Revolução Industrial...
Provocadas pelo aumento dos volumes e
proporções (aumento populacional, de
cidades...)
Quantitativas
PROCESSO HISTÓRICO
É o relacionamento do ser humano
com a natureza, ou dos indivíduos
entre si, determinando as leis de
movimento da história e
relacionando com o conjunto de
transformações
PERIODIZAÇÃO
Para organizar a compreensão dos estudos
históricos, as periodizações foram criadas
para ordenar os acontecimentos e temas
analisados
Importante lembrar que as periodizações
históricas estão de acordo com o ponto de
vista de quem as elaborou
“Além do mais, adotam certos fatos como
marcos dos períodos, dando a errônea ideia de
que ocorreram repentinamente, e não que
tenham feito parte de um processo longo e
gradativo.”
2,2 milhões de anos
Pré-História
Paleolítico
Nomadismo, caça e coleta, propriedade
coletiva, matriarcalismo
Aparecimento do
Gênero Homo
Neolítico
Sedentarismo, agricultura,
patriarcalismo, organização social,
propriedade privada, primeiros núcleos
urbanos
4000 a.C.
Idade Antiga
Antiguidade Oriental
Mesopotâmia
Egito
Hebreus
Fenícios e Perdas
Invenção da Escrita
Antiguidade Clássica
Grécia
Roma
476
Idade Média
Alta Idade Média
Bárbaros
Francos
Feudalismo
Bizâncio
Império Islâmico
Queda do Império
Romano do
Ocidente
Baixa Idade Média
Cruzadas
Renascimento Comercial e Urbano
Formação das Monarquias Nacionais
Crise do Século XIV
1453
Idade Moderna
Era das Revoluções
Renascimento Artístico
Grandes Navegações
Absolutismo
Iluminismo
Reforma Protestante
Revoluções Inglesas
Revolução Industrial
Tomada de
Constantinopla
1789
Idade Contemporânea
Era dos Extremos
Revolução Francesa
Napoleão
Congresso de Viena
Revoluções Liberais
Unificações Tardias
Neocolonialismo
Primeira Guerra Mundial
Totalitarismo
Segunda Guerra Mundial
Guerra Fria...
Revolução
Francesa
E CONTINUA...
O TEMPO
Sucessão de momentos, duração
dos acontecimentos, percepções
de mudanças, critérios pelos quais
distinguimos acontecimentos
anteriores, simultâneos ou
posteriores
Importante lembrar que o modo como
medimos o tempo – o relógio, por exemplo –
não é universal
Esse sistema não é válido para todas as
épocas e todos os povos
É apenas uma possibilidade de medição
desenvolvida pela nossa cultura, portanto,
uma construção histórica puramente
convencional
CONCEITOS
Tempo Cronológico
É uma invenção que resulta de uma
combinação de fatores
Cada povo escolheu uma data
importante para dar início a seus
calendários
Judeus: A partir da criação do mundo que,
segundo eles, se deu em 3760 a.C
Muçulmanos: A partir da fuga de Maomé
de Meca para Medina, a “Hégira”, em 622
Cristãos: A partir do nascimento de Cristo
CONCEITOS
Tempo Histórico
É o tempo das transformações, das
mudanças e das permanências e
continuidades que se verificam nas
sociedades humanas ao longo do
tempo
Com os avanços e a
popularização da informática e
das telecomunicações
Criou-se uma nova maneira de
perceber e sentir o tempo
TEMPO DA
INFORMÁTICA
É a organização e divisão do
tempo baseada nos fenômenos
naturais
Como o nascer do sol, as fases da
lua, a época das chuvas, etc
TEMPO DA
NATUREZA
Surge no século XVIII, com a
Revolução Industrial
Os horários eram rigidamente
controlados, e os operários
associavam o tempo com a
vida deles dentro das fábricas
TEMPO DA
FÁBRICA
CALENDÁRIO
Organização do tempo em unidades:
SEMANA, MÊS, ANO
“É uma criação sociocultural ligada a diversos
fatores, como crenças religiosas, valores sociais,
observações astronômicas, etc.”
Diferentes povos criaram diferentes calendários
de acordo com seus conhecimentos e critérios
Supõe-se que o primeiro foi criado pelos
CHINESES, EGÍPCIOS ou SUMÉRIOS, entre 3000 e
2000 a.C., com base na observação do sol e da lua
CALENDÁRIO CRISTÃO
Atualmente o calendário cristão é o
mais utilizado no mundo, embora nem
todos os povos o tenham adotado
Tem como marco básico da contagem do
tempo o nascimento de Cristo
Segundo esse calendário, as datas anteriores a
esse fato recebem a abreviatura a.C. (antes de
Cristo)
CALENDÁRIO CRISTÃO
No calendário cristão, o ano fixado
para o nascimento de Cristo era o
ANO 1 DA ERA CRISTÃ, e não o ano
zero
Isso porque o conceito de ZERO ainda era
pouco difundido na Europa ocidental
CALENDÁRIO CRISTÃO
O calendário gregoriano é utilizado
oficialmente pela maioria dos países
Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de
fevereiro do ano de 1582, pela bula Inter
gravíssimas
Em substituição ao calendário juliano, implantado
por Júlio César em 46 a.C
CALENDÁRIO CRISTÃO
Como convenção e por praticidade, o calendário
gregoriano é adotado para demarcar o ano civil no
mundo inteiro, facilitando o relacionamento entre as
nações.
Essa unificação decorre do fato da
Europa ter, historicamente, exportado
seus padrões para o resto do globo
O TEMPO E SUAS DURAÇÕES
Décadas 10 em 10 anos
Séculos 100 em 100 anos
Milênios 1000 em 1000
anos
Geração Período entre 25 e
30 anos (período
médio onde os
indivíduos constituem
família)
Idade Espaço de tempo
no qual ocorreram
fatos importantes
para a história
(Idade Média, Idade
Moderna)
O TEMPO E SUAS DURAÇÕES
Época Período iniciado
por um fato
importante (época
do Renascimento)
Período É o espaço de
tempo entre dois
acontecimentos
(Período Helenístico)
Etapa É a parte de
um processo
que se realiza
de uma só vez
Fase É um estado
transitório,
menor que a
etapa ou o
período (fases da
Revolução Francesa)
IMPORTANTE!
CONTAGEM DOS SÉCULOS
Contagem dos
Séculos
O “século” é uma unidade de tempo muito utilizada
nos estudos da história e se indica em algarismos
romanos
Exemplo: De 1401 até 1500 é SÉCULO XV
1 século = 100 anos, começando do 1 e terminando no ZERO
Exemplo: Ano 2000 é SÉCULO XX
Se os dois últimos números forem iguais a zero,
DEIXA COMO ESTÁ
Exemplo: Ano 1789 é SECULO XVIII
Se os dois últimos números forem diferentes de zero, SOMA 1
ao número de centenas
CORRENTES HISTORIOGRÁFICAS
“POSITIVISMO”
Influenciados pela filosofia de AUGUSTO
COMTE
Os historiadores positivistas pregavam a
cientifização do pensamento e do estudo humano
Visando a obtenção de resultados claros, objetivos
e completamente corretos
COMTE
DURKHEIN
COULANGE
S
CORRENTES HISTORIOGRÁFICAS
“POSITIVISMO”
Os seguidores desse movimento acreditavam
num ideal de neutralidade, isto é, na
separação entre o pesquisador/autor e sua
obra
Esta, em vez de mostrar as opiniões e julgamentos
de seu criador, retrataria de forma neutra e clara
uma dada realidade a partir de seus fatos, mas sem
os analisar
COMTE
DURKHEIN
COULANGE
S
CORRENTES HISTORIOGRÁFICAS
“POSITIVISMO”
Os positivistas creem que o conhecimento se explica por
si mesmo, necessitando apenas seu estudioso recuperá-
lo e colocá-lo à mostra
COMTE DURKHEIN
COULANGE
S
ESCOLA METÓDICA
A escola metódica surgiu na França em finais
do século XIX
Em um contexto de forte sentimento patriótico e
de formação da unidade nacional
Neste período, buscava-se consagrar à História o
status de ciência
Com a utilização de métodos científicos que a
distanciassem da literatura e um apego extremo
aos documentos
ESCOLA METÓDICA
Charles Victor Langlois e Charles Seignobos
apreendem as ideias de Gabriel Monod, então
fundador da Revue Historique
Produziram um manual intitulado Introdução aos
Estudos Históricos, publicado em 1898
Contém as suas ideias e métodos que os
historiadores deveriam se basear para o seu ofício
LANGLOIS
SEIGNOBOS
ESCOLA DOS ANNALES
É um movimento historiográfico do século XX
tendo se destacado por incorporar métodos
das Ciências Sociais à História
Fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre em 1929
Propunha-se a ir além da visão positivista da
história como crônica de acontecimentos
Substituindo o tempo breve da história dos
acontecimentos pelos processos de longa
duração, com o objetivo de tornar inteligíveis a
civilização e as mentalidades
BLOCH
FEBVRE
ESCOLA DOS ANNALES
Buscavam uma perspectiva
histórica mais abrangente
Através de um olhar mais social e não individual
E ampliando os estudos políticos para questões de
economia, sociedade, cultura, dentre outros
ESCOLA DOS ANNALES
Bloch foi morto pela Gestapo durante a ocupação alemã
da França, na Segunda Guerra Mundial, e Febvre seguiu
com a abordagem dos Annales nas décadas de 1940 e
1950
Nesse período, orientou Fernand Braudel, que se
tornou um dos mais conhecidos expoentes dessa
escola
BLOCH
MARXISMO E OS
MODOS DE
PRODUÇÃO
São formados pelo conjunto das forças
produtivas e pelo conjunto das relações de
produção, na sua interação, num certo estágio
de desenvolvimento
Simultaneamente designam as condições técnicas
e sociais que constituem a estrutura de um
processo historicamente determinado
MARXISMO E OS
MODOS DE
PRODUÇÃO
A maneira como as forças produtivas, as relações
sociais e a forma da apropriação dos produtos
excedentes do trabalho estão combinadas determina
um sistema específico.
MODOS DE
PRODUÇÃO
A organização do trabalho e da
propriedade em determinado período da
história
É um conceito imprescindível para a
análise da história, pois pode ser usado
em todo o tempo da existência do
homem
IMPORTANTE!
MODO DE PRODUÇÃO =
FORÇAS PRODUTIVAS +
RELAÇÕES DE PRODUÇÃO
Comunal
Primitivo
Asiático Socialista
Escravista Feudal Capitalista
EVOLUÇÃO ECONÔMICA DA
HUMANIDADE
Modos de
produção
Comunidade
primitiva
4 milhões – 10.000
a.C
Feudalismo
Século VI d.C
Comunidade
agrária
excedentári
a
Tributo
coletivo
Escravismo
1200 a.C
Escasso e muito lento
Capitalismo
Século XV…
Desenvolviment
o das forças
produtivas
Propriedade de
meios de
produção
Divisão social do
trabalho
Relações sociais
de produção
Relações de
distribuição
Agricultura
Domesticação
de animais
Obras
hidráulicas,
administração,
construção
Ferro, arado,
metal, armas,
transporte,
navegação
Rotação da
terra. Arado,
melhor cavalo,
moinhos
Maquinismo,
Revolução
Industrial 1, 2,
3
Coletiva Coletiva Coletiva
Privada
Terra,
instrumentos,
escravos
Privada
Terra
Privada
Meios de
produção
Gênero, etnia
Territorial
inter-tribus
Campo-cidade,
inter-aldeias
Amos e
escravos
Senhores e
servos
Capitalistas e
assalariados
internacional
Comunitárias, não
antagônicas
Comunitárias,
não
antagônicas
Tributárias, não
antagônicas
Escravistas,
exploração,
antagônicas
Feudais,
exploração,
antagônicas
Capitalistas,
exploração,
antagônicas
Igualitárias,
comunitárias
Igualitárias,
comunitárias
Igualitárias,
comunitárias
Desiguais de
Classe
Desiguais de
Classe
Desiguais de
Classe
Não existe excedente nem intercâmbio Existe excedente nem intercâmbio
Não existe propriedade privada dos meios de produção Existe propriedade privada dos meios de produção
MODOS DE
PRODUÇÃO
É considerado o primeiro modo de
produção da história
Iniciou-se a partir da época em que o homem
deixou de ser nômade e passou a plantar e caçar
Tal modo se baseia no uso coletivo dos meios de
produção, nas relações familiares e no
cooperativismo
Assim, no modo de produção comunal primitivo,
não havia propriedade privada, uma vez que
todos os bens e modos de produção eram
coletivos
Comunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
Socialista
MODOS DE
PRODUÇÃO
Presente principalmente nas
civilizações da antiguidade, como
EGITO e MESOPOTÂMIA
Foi marcado pela existência de um Estado forte
Apresentava mecanismos burocráticos e
eficientes com o fim de submeter toda a
sociedade ao seu poder
Todos os bens e meios de produção eram
pertencentes ao Estado, sendo este encarnado
pelo rei, imperador, etc
Asiático
omunal Primitivo
Escravista
Feudal
Capitalista
Socialista
MODOS DE
PRODUÇÃO
Diferentemente do comunal
primitivo, o modo de produção
escravista foi o primeiro a
estabelecer o conceito de
propriedade privada
Os senhores, a minoria, eram
proprietários dos escravos
Escravista
omunal Primitivo
Asiático
Feudal
Capitalista
Socialista
MODOS DE
PRODUÇÃO
As relações aqui não são de
cooperação, como no modo comunal
primário
Mas sim, de domínio e sujeição, uma vez
que os escravos eram vistos como
instrumentos, como objetos, animais, etc
Escravista
omunal Primitivo
Asiático
Feudal
Capitalista
Socialista
MODOS DE
PRODUÇÃO
Outro importante fato referente a esse
sistema é que foi a partir dele – e do
surgimento da propriedade privada –
que surgiu a necessidade de se criar um
órgão
Para garantir o bem-estar, a justiça, a
ordem e a manutenção dos direitos dos
proprietários de terras
Escravista
omunal Primitivo
Asiático
Feudal
Capitalista
Socialista
O ESTADO
MODOS DE
PRODUÇÃO
Predominante na Europa Ocidental
entre os séculos V e XVI, foi marcado
pelas relações entre senhores e servos
Os senhores eram os donos da terra e do
trabalho agrícola do servo
Feudal
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Capitalista
Socialista
Contudo, os servos não eram vistos
apenas como objetos, como no modo
escravista
MODOS DE
PRODUÇÃO
O servo tinha o direito de cultivar um
pedaço de terra cedido pelo senhor e
viver ali com sua família
Em troca, ele pagava impostos, rendas,
além de trabalhar para o senhor.
Feudal
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Capitalista
Socialista
Os senhores feudais tinham certa
independência em relação ao sistema
político presente, visto que possuíam
seus próprios exércitos
MODOS DE
PRODUÇÃO
Capitalista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Socialista
O capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção
e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos; a
decisão sobre oferta e demanda, preço, distribuição e investimentos
não é feita pelo governo; os lucros são distribuídos para os
proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos
trabalhadores pelas empresas
MODOS DE
PRODUÇÃO
Capitalista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Socialista
É dominante no mundo ocidental desde
o final do feudalismo
O termo capitalismo foi criado e utilizado
por socialistas e anarquistas (Karl Marx,
Proudhon, Sombart), no final do século
XIX e no início do século XX
Para identificar o sistema político-
econômico existente na sociedade
ocidental quando se referiam a ele em
suas críticas
MODOS DE
PRODUÇÃO
Capitalista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Socialista
O que caracteriza o modo de produção
capitalista são as relações assalariadas
de produção (trabalho assalariado)
As relações de produção capitalistas
baseiam-se:
Na propriedade
privada dos meios de
produção pela
burguesia
No trabalho
assalariado
Que substituiu a
propriedade
feudal
Que substituiu o
trabalho servil do
feudalismo
MODOS DE
PRODUÇÃO
Capitalista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Socialista
O capitalismo é movido por lucros,
portanto, temos duas classes sociais:
A burguesia
Os
trabalhadores
assalariados
ETAPAS DO CAPITALISMO
Pré-Capitalismo
Capitalismo
comercial
Capitalismo
industrial
Capitalismo
financeiro
O modo de produção feudal
ainda predomina
Mas já se desenvolvem
relações capitalistas
ETAPAS DO CAPITALISMO
Pré-Capitalismo
Capitalismo
comercial
Capitalismo
industrial
Capitalismo
financeiro
A maior parte dos lucros concentra-se
nas mãos dos comerciantes, que
constituem a camada hegemônica da
sociedade
O trabalho assalariado torna-
se mais comum
ETAPAS DO CAPITALISMO
Pré-Capitalismo
Capitalismo
comercial Capitalismo industrial
Capitalismo
financeiro
Com a revolução industrial, o capital passa a
ser investido basicamente nas indústrias, que
se tornam a atividade econômica mais
importante
O trabalho assalariado firma-se
definitivamente
ETAPAS DO CAPITALISMO
Pré-Capitalismo
Capitalismo
comercial
Capitalismo
industrial Capitalismo financeiro
Os bancos e outras instituições financeiras
passam a controlar as demais atividades
econômicas
Através de financiamentos à agricultura, à
indústria, à pecuária, e ao comércio
MODOS DE
PRODUÇÃO
Socialista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
A base econômica do socialismo é a
propriedade social dos meios de
produção
Isto é, os meios de produção são públicos
ou coletivos, não existindo empresas
privadas
MODOS DE
PRODUÇÃO
Socialista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
A finalidade da sociedade socialista é a
satisfação completa das necessidades
materiais e culturais da população
Emprego, habitação, educação, saúde
MODOS DE
PRODUÇÃO
Socialista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
Nela não há separação entre
proprietário do capital (patrão) e
proprietários da força do trabalho
(empregados).
“Isso não quer dizer que não haja
diferenças sociais entre as pessoas, bem
como salários desiguais em função de o
trabalho ser manual ou intelectual.”
MODOS DE
PRODUÇÃO
Socialista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
Socialismo refere-se a :
Qualquer uma das várias teorias de
organização econômica advogando a
propriedade pública ou coletiva e
administração dos meios de produção e
distribuição de bens e de uma sociedade
caracterizada pela igualdade de
oportunidades/meios para todos os
indivíduos
Com um método mais igualitário de
compensação
MODOS DE
PRODUÇÃO
Socialista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
O socialismo moderno surgiu no
final do século XVIII
Tendo origem na classe intelectual e nos
movimentos políticos da classe
trabalhadora
Que criticavam os efeitos da
industrialização e da sociedade sobre a
propriedade privada
MODOS DE
PRODUÇÃO
Socialista
omunal Primitivo
Asiático
Escravista
Feudal
Capitalista
Karl Marx afirmava que o
socialismo seria alcançado
através da luta de classes e de
uma revolução do proletariado
Tornando-se a fase de transição do
capitalismo para o comunismo
CONCEITOS
FUNDAMENTA
IS REVOLUÇÃO
MODO DE PRODUÇÃO
Ocorrem quando fatos significativos acontecem
próximos uns dos outros, acelerando as
transformações sociais, políticas, econômicas,
culturais e até religiosas
Conceito que permite pensar o modo de
organização da vida, em que a economia
exerce papel determinante
CONCEITOS
FUNDAMENTA
IS SISTEMA
Equivalente ao MODO DE PRODUÇÃO, mas consiste
na ideia de uma combinação de partes que mantêm
relações necessárias entre si.
O sistema inclui bases materiais, relações sociais e
um conjunto de padrões de comportamento
CONCEITOS
FUNDAMENTA
IS
ESTRUTURA
CONJUNTURA
Forma pela qual se articulam as partes de um
modo de produção ou sistema
Palavra que designa mudanças
momentâneas, indicando fragmentos
mensuráveis: salários, taxas demográficas,
etc
PROCESSO
Conjunto de acontecimentos cujo encadeamento
permite compreender a situação no tempo atual
do sujeito agente e sua possível projeção no
futuro

Introducao_conhecimentos_historicos.pptx

  • 1.
  • 2.
    INTRODUÇÃO AO ESTUDODA HISTÓRIA A História e o Historiador Termo História Processo Histórico Função da História Tempo e suas durações Periodização: Linha do Tempo Modos de Produção Conceitos fundamentais Fontes Históricas Tempo e temporalidade Calendário
  • 3.
    A HISTÓRIA EO HISTORIADOR É uma ciência que estuda as ações dos seres humanos e da natureza no tempo e no espaço Este estudo envolve As realizações humanas As transformações naturais As realizações sociais Assim como as permanências (aquilo que pouco mudou ao longo do tempo)
  • 4.
    A HISTÓRIA EO HISTORIADOR O HISTORIADOR investiga e interpreta as ações humanas que, ao longo do tempo, provocaram mudanças e continuidades em vários aspectos da vida pública ou privada
  • 5.
    A HISTÓRIA EO HISTORIADOR O HISTORIADOR investiga e interpreta as ações humanas que, ao longo do tempo, provocaram mudanças e continuidades em vários aspectos da vida pública ou privada Seja na economia Nas artes, na política No pensamento, nas formas de ver e sentir o mundo, no cotidiano
  • 6.
    A HISTÓRIA EO HISTORIADOR O trabalho do historiador consiste em Perceber e compreender o processo histórico
  • 7.
    O TERMO Os gregosforam os primeiros a utilizá- lo Histor História (“His” + “oren”) Significava aquele que apreende pelo olhar, aquele que testemunhou com seus próprios olhos os acontecimentos Significava apreender pelo olhar aquilo que se sucede dinamicamente, ou seja, testemunhar os acontecimentos, a realidade
  • 8.
    O TERMO Influência deHERÓDOTO: Deu o título de “Histórias” ao resultado de suas pesquisas acerca das GUERRAS MÉDICAS O termo assumiu o sentido particular de busca do conhecimento das coisas humanas, do saber histórico “História passou a significar a busca, a pesquisa e também os resultados compilados na obra histórica.” Outro nome importante é TUCÍDIDES, narrou a GUERRA DO PELOPONESO usando fontes mais criteriosas
  • 9.
    FUNÇÃO DA HISTÓRIA? AHistória nos auxilia a conhecer o passado e, assim, compreender melhor o presente Desse modo, nos tornamos mais capazes de agir para transformar a sociedade “Para dar consciência aos seres humanos do seu poder de transformar a realidade.”
  • 10.
    FONTES HISTÓRICAS Fonte históricaé tudo aquilo que traz informações sobre o passado e que serve para a construção do conhecimento histórico São os vestígios disponíveis utilizados pelo historiador Para obter informações, pistas sobre as ideias e realizações dos seres humanos, no transcorrer do tempo
  • 11.
    Fontes Históricas Escritas Basicamente sedividem em Não escritas Embora, atualmente, essa divisão seja maior e mais detalhada
  • 12.
    TIPOS DE FONTESHISTÓRICAS É a mais utilizada pelos historiadores, pois facilita a compreensão do pensamento da época Fonte Escrita Livros, documentos, jornais, revistas Transmitida de geração a geração através de costumes, contos e lendas Fonte Oral
  • 13.
    TIPOS DE FONTESHISTÓRICAS Mapas, anúncios de publicidade, quadros, pinturas, fotografias Fontes Visuais Discos, trilhas sonoras, músicas, jingles Fontes Sonoras
  • 14.
    TIPOS DE FONTESHISTÓRICAS Edificações, casas, castelos, monumentos, cemitérios Fontes Arquitetônicas É a cultura material, móveis, joias, armas, vestimentas, instrumentos de trabalho, utensílios domésticos Fonte Material É a reprodução de pinturas, fotos antigas, reprodução de cenas de filmes, de história em quadrinhos Fonte Imagética
  • 15.
    PROCESSO HISTÓRICO O processohistórico é representado por acontecimentos, cada fato é a sequência ou sucessão do que já ocorreu O processo histórico se transforma, deixa de ser equilibrado, com as mudanças qualitativas “É um período de transição, no qual as transformações acontecem rapidamente.”
  • 16.
    Ocorridas devido aosurgimento de novas condições Qualitativas São as mudanças que se refletem imediatamente na totalidade da sociedade Fogo, Renascimento, Revolução Industrial... Provocadas pelo aumento dos volumes e proporções (aumento populacional, de cidades...) Quantitativas PROCESSO HISTÓRICO É o relacionamento do ser humano com a natureza, ou dos indivíduos entre si, determinando as leis de movimento da história e relacionando com o conjunto de transformações
  • 17.
    PERIODIZAÇÃO Para organizar acompreensão dos estudos históricos, as periodizações foram criadas para ordenar os acontecimentos e temas analisados Importante lembrar que as periodizações históricas estão de acordo com o ponto de vista de quem as elaborou “Além do mais, adotam certos fatos como marcos dos períodos, dando a errônea ideia de que ocorreram repentinamente, e não que tenham feito parte de um processo longo e gradativo.”
  • 18.
    2,2 milhões deanos Pré-História Paleolítico Nomadismo, caça e coleta, propriedade coletiva, matriarcalismo Aparecimento do Gênero Homo Neolítico Sedentarismo, agricultura, patriarcalismo, organização social, propriedade privada, primeiros núcleos urbanos
  • 19.
    4000 a.C. Idade Antiga AntiguidadeOriental Mesopotâmia Egito Hebreus Fenícios e Perdas Invenção da Escrita Antiguidade Clássica Grécia Roma
  • 20.
    476 Idade Média Alta IdadeMédia Bárbaros Francos Feudalismo Bizâncio Império Islâmico Queda do Império Romano do Ocidente Baixa Idade Média Cruzadas Renascimento Comercial e Urbano Formação das Monarquias Nacionais Crise do Século XIV
  • 21.
    1453 Idade Moderna Era dasRevoluções Renascimento Artístico Grandes Navegações Absolutismo Iluminismo Reforma Protestante Revoluções Inglesas Revolução Industrial Tomada de Constantinopla
  • 22.
    1789 Idade Contemporânea Era dosExtremos Revolução Francesa Napoleão Congresso de Viena Revoluções Liberais Unificações Tardias Neocolonialismo Primeira Guerra Mundial Totalitarismo Segunda Guerra Mundial Guerra Fria... Revolução Francesa E CONTINUA...
  • 23.
    O TEMPO Sucessão demomentos, duração dos acontecimentos, percepções de mudanças, critérios pelos quais distinguimos acontecimentos anteriores, simultâneos ou posteriores Importante lembrar que o modo como medimos o tempo – o relógio, por exemplo – não é universal Esse sistema não é válido para todas as épocas e todos os povos É apenas uma possibilidade de medição desenvolvida pela nossa cultura, portanto, uma construção histórica puramente convencional
  • 24.
    CONCEITOS Tempo Cronológico É umainvenção que resulta de uma combinação de fatores Cada povo escolheu uma data importante para dar início a seus calendários Judeus: A partir da criação do mundo que, segundo eles, se deu em 3760 a.C Muçulmanos: A partir da fuga de Maomé de Meca para Medina, a “Hégira”, em 622 Cristãos: A partir do nascimento de Cristo
  • 25.
    CONCEITOS Tempo Histórico É otempo das transformações, das mudanças e das permanências e continuidades que se verificam nas sociedades humanas ao longo do tempo
  • 26.
    Com os avançose a popularização da informática e das telecomunicações Criou-se uma nova maneira de perceber e sentir o tempo TEMPO DA INFORMÁTICA É a organização e divisão do tempo baseada nos fenômenos naturais Como o nascer do sol, as fases da lua, a época das chuvas, etc TEMPO DA NATUREZA Surge no século XVIII, com a Revolução Industrial Os horários eram rigidamente controlados, e os operários associavam o tempo com a vida deles dentro das fábricas TEMPO DA FÁBRICA
  • 27.
    CALENDÁRIO Organização do tempoem unidades: SEMANA, MÊS, ANO “É uma criação sociocultural ligada a diversos fatores, como crenças religiosas, valores sociais, observações astronômicas, etc.” Diferentes povos criaram diferentes calendários de acordo com seus conhecimentos e critérios Supõe-se que o primeiro foi criado pelos CHINESES, EGÍPCIOS ou SUMÉRIOS, entre 3000 e 2000 a.C., com base na observação do sol e da lua
  • 28.
    CALENDÁRIO CRISTÃO Atualmente ocalendário cristão é o mais utilizado no mundo, embora nem todos os povos o tenham adotado Tem como marco básico da contagem do tempo o nascimento de Cristo Segundo esse calendário, as datas anteriores a esse fato recebem a abreviatura a.C. (antes de Cristo)
  • 29.
    CALENDÁRIO CRISTÃO No calendáriocristão, o ano fixado para o nascimento de Cristo era o ANO 1 DA ERA CRISTÃ, e não o ano zero Isso porque o conceito de ZERO ainda era pouco difundido na Europa ocidental
  • 30.
    CALENDÁRIO CRISTÃO O calendáriogregoriano é utilizado oficialmente pela maioria dos países Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII, em 24 de fevereiro do ano de 1582, pela bula Inter gravíssimas Em substituição ao calendário juliano, implantado por Júlio César em 46 a.C
  • 31.
    CALENDÁRIO CRISTÃO Como convençãoe por praticidade, o calendário gregoriano é adotado para demarcar o ano civil no mundo inteiro, facilitando o relacionamento entre as nações. Essa unificação decorre do fato da Europa ter, historicamente, exportado seus padrões para o resto do globo
  • 32.
    O TEMPO ESUAS DURAÇÕES Décadas 10 em 10 anos Séculos 100 em 100 anos Milênios 1000 em 1000 anos Geração Período entre 25 e 30 anos (período médio onde os indivíduos constituem família) Idade Espaço de tempo no qual ocorreram fatos importantes para a história (Idade Média, Idade Moderna)
  • 33.
    O TEMPO ESUAS DURAÇÕES Época Período iniciado por um fato importante (época do Renascimento) Período É o espaço de tempo entre dois acontecimentos (Período Helenístico) Etapa É a parte de um processo que se realiza de uma só vez Fase É um estado transitório, menor que a etapa ou o período (fases da Revolução Francesa) IMPORTANTE!
  • 34.
    CONTAGEM DOS SÉCULOS Contagemdos Séculos O “século” é uma unidade de tempo muito utilizada nos estudos da história e se indica em algarismos romanos Exemplo: De 1401 até 1500 é SÉCULO XV 1 século = 100 anos, começando do 1 e terminando no ZERO Exemplo: Ano 2000 é SÉCULO XX Se os dois últimos números forem iguais a zero, DEIXA COMO ESTÁ Exemplo: Ano 1789 é SECULO XVIII Se os dois últimos números forem diferentes de zero, SOMA 1 ao número de centenas
  • 35.
    CORRENTES HISTORIOGRÁFICAS “POSITIVISMO” Influenciados pelafilosofia de AUGUSTO COMTE Os historiadores positivistas pregavam a cientifização do pensamento e do estudo humano Visando a obtenção de resultados claros, objetivos e completamente corretos COMTE DURKHEIN COULANGE S
  • 36.
    CORRENTES HISTORIOGRÁFICAS “POSITIVISMO” Os seguidoresdesse movimento acreditavam num ideal de neutralidade, isto é, na separação entre o pesquisador/autor e sua obra Esta, em vez de mostrar as opiniões e julgamentos de seu criador, retrataria de forma neutra e clara uma dada realidade a partir de seus fatos, mas sem os analisar COMTE DURKHEIN COULANGE S
  • 37.
    CORRENTES HISTORIOGRÁFICAS “POSITIVISMO” Os positivistascreem que o conhecimento se explica por si mesmo, necessitando apenas seu estudioso recuperá- lo e colocá-lo à mostra COMTE DURKHEIN COULANGE S
  • 38.
    ESCOLA METÓDICA A escolametódica surgiu na França em finais do século XIX Em um contexto de forte sentimento patriótico e de formação da unidade nacional Neste período, buscava-se consagrar à História o status de ciência Com a utilização de métodos científicos que a distanciassem da literatura e um apego extremo aos documentos
  • 39.
    ESCOLA METÓDICA Charles VictorLanglois e Charles Seignobos apreendem as ideias de Gabriel Monod, então fundador da Revue Historique Produziram um manual intitulado Introdução aos Estudos Históricos, publicado em 1898 Contém as suas ideias e métodos que os historiadores deveriam se basear para o seu ofício LANGLOIS SEIGNOBOS
  • 40.
    ESCOLA DOS ANNALES Éum movimento historiográfico do século XX tendo se destacado por incorporar métodos das Ciências Sociais à História Fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre em 1929 Propunha-se a ir além da visão positivista da história como crônica de acontecimentos Substituindo o tempo breve da história dos acontecimentos pelos processos de longa duração, com o objetivo de tornar inteligíveis a civilização e as mentalidades BLOCH FEBVRE
  • 41.
    ESCOLA DOS ANNALES Buscavamuma perspectiva histórica mais abrangente Através de um olhar mais social e não individual E ampliando os estudos políticos para questões de economia, sociedade, cultura, dentre outros
  • 42.
    ESCOLA DOS ANNALES Blochfoi morto pela Gestapo durante a ocupação alemã da França, na Segunda Guerra Mundial, e Febvre seguiu com a abordagem dos Annales nas décadas de 1940 e 1950 Nesse período, orientou Fernand Braudel, que se tornou um dos mais conhecidos expoentes dessa escola BLOCH
  • 43.
    MARXISMO E OS MODOSDE PRODUÇÃO São formados pelo conjunto das forças produtivas e pelo conjunto das relações de produção, na sua interação, num certo estágio de desenvolvimento Simultaneamente designam as condições técnicas e sociais que constituem a estrutura de um processo historicamente determinado
  • 44.
    MARXISMO E OS MODOSDE PRODUÇÃO A maneira como as forças produtivas, as relações sociais e a forma da apropriação dos produtos excedentes do trabalho estão combinadas determina um sistema específico.
  • 45.
    MODOS DE PRODUÇÃO A organizaçãodo trabalho e da propriedade em determinado período da história É um conceito imprescindível para a análise da história, pois pode ser usado em todo o tempo da existência do homem IMPORTANTE!
  • 46.
    MODO DE PRODUÇÃO= FORÇAS PRODUTIVAS + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO Comunal Primitivo Asiático Socialista Escravista Feudal Capitalista
  • 47.
    EVOLUÇÃO ECONÔMICA DA HUMANIDADE Modosde produção Comunidade primitiva 4 milhões – 10.000 a.C Feudalismo Século VI d.C Comunidade agrária excedentári a Tributo coletivo Escravismo 1200 a.C Escasso e muito lento Capitalismo Século XV… Desenvolviment o das forças produtivas Propriedade de meios de produção Divisão social do trabalho Relações sociais de produção Relações de distribuição Agricultura Domesticação de animais Obras hidráulicas, administração, construção Ferro, arado, metal, armas, transporte, navegação Rotação da terra. Arado, melhor cavalo, moinhos Maquinismo, Revolução Industrial 1, 2, 3 Coletiva Coletiva Coletiva Privada Terra, instrumentos, escravos Privada Terra Privada Meios de produção Gênero, etnia Territorial inter-tribus Campo-cidade, inter-aldeias Amos e escravos Senhores e servos Capitalistas e assalariados internacional Comunitárias, não antagônicas Comunitárias, não antagônicas Tributárias, não antagônicas Escravistas, exploração, antagônicas Feudais, exploração, antagônicas Capitalistas, exploração, antagônicas Igualitárias, comunitárias Igualitárias, comunitárias Igualitárias, comunitárias Desiguais de Classe Desiguais de Classe Desiguais de Classe Não existe excedente nem intercâmbio Existe excedente nem intercâmbio Não existe propriedade privada dos meios de produção Existe propriedade privada dos meios de produção
  • 48.
    MODOS DE PRODUÇÃO É consideradoo primeiro modo de produção da história Iniciou-se a partir da época em que o homem deixou de ser nômade e passou a plantar e caçar Tal modo se baseia no uso coletivo dos meios de produção, nas relações familiares e no cooperativismo Assim, no modo de produção comunal primitivo, não havia propriedade privada, uma vez que todos os bens e modos de produção eram coletivos Comunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista Socialista
  • 49.
    MODOS DE PRODUÇÃO Presente principalmentenas civilizações da antiguidade, como EGITO e MESOPOTÂMIA Foi marcado pela existência de um Estado forte Apresentava mecanismos burocráticos e eficientes com o fim de submeter toda a sociedade ao seu poder Todos os bens e meios de produção eram pertencentes ao Estado, sendo este encarnado pelo rei, imperador, etc Asiático omunal Primitivo Escravista Feudal Capitalista Socialista
  • 50.
    MODOS DE PRODUÇÃO Diferentemente docomunal primitivo, o modo de produção escravista foi o primeiro a estabelecer o conceito de propriedade privada Os senhores, a minoria, eram proprietários dos escravos Escravista omunal Primitivo Asiático Feudal Capitalista Socialista
  • 51.
    MODOS DE PRODUÇÃO As relaçõesaqui não são de cooperação, como no modo comunal primário Mas sim, de domínio e sujeição, uma vez que os escravos eram vistos como instrumentos, como objetos, animais, etc Escravista omunal Primitivo Asiático Feudal Capitalista Socialista
  • 52.
    MODOS DE PRODUÇÃO Outro importantefato referente a esse sistema é que foi a partir dele – e do surgimento da propriedade privada – que surgiu a necessidade de se criar um órgão Para garantir o bem-estar, a justiça, a ordem e a manutenção dos direitos dos proprietários de terras Escravista omunal Primitivo Asiático Feudal Capitalista Socialista O ESTADO
  • 53.
    MODOS DE PRODUÇÃO Predominante naEuropa Ocidental entre os séculos V e XVI, foi marcado pelas relações entre senhores e servos Os senhores eram os donos da terra e do trabalho agrícola do servo Feudal omunal Primitivo Asiático Escravista Capitalista Socialista Contudo, os servos não eram vistos apenas como objetos, como no modo escravista
  • 54.
    MODOS DE PRODUÇÃO O servotinha o direito de cultivar um pedaço de terra cedido pelo senhor e viver ali com sua família Em troca, ele pagava impostos, rendas, além de trabalhar para o senhor. Feudal omunal Primitivo Asiático Escravista Capitalista Socialista Os senhores feudais tinham certa independência em relação ao sistema político presente, visto que possuíam seus próprios exércitos
  • 55.
    MODOS DE PRODUÇÃO Capitalista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Socialista Ocapitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos; a decisão sobre oferta e demanda, preço, distribuição e investimentos não é feita pelo governo; os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas
  • 56.
    MODOS DE PRODUÇÃO Capitalista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Socialista Édominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo O termo capitalismo foi criado e utilizado por socialistas e anarquistas (Karl Marx, Proudhon, Sombart), no final do século XIX e no início do século XX Para identificar o sistema político- econômico existente na sociedade ocidental quando se referiam a ele em suas críticas
  • 57.
    MODOS DE PRODUÇÃO Capitalista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Socialista Oque caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado) As relações de produção capitalistas baseiam-se: Na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia No trabalho assalariado Que substituiu a propriedade feudal Que substituiu o trabalho servil do feudalismo
  • 58.
    MODOS DE PRODUÇÃO Capitalista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Socialista Ocapitalismo é movido por lucros, portanto, temos duas classes sociais: A burguesia Os trabalhadores assalariados
  • 59.
    ETAPAS DO CAPITALISMO Pré-Capitalismo Capitalismo comercial Capitalismo industrial Capitalismo financeiro Omodo de produção feudal ainda predomina Mas já se desenvolvem relações capitalistas
  • 60.
    ETAPAS DO CAPITALISMO Pré-Capitalismo Capitalismo comercial Capitalismo industrial Capitalismo financeiro Amaior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade O trabalho assalariado torna- se mais comum
  • 61.
    ETAPAS DO CAPITALISMO Pré-Capitalismo Capitalismo comercialCapitalismo industrial Capitalismo financeiro Com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas indústrias, que se tornam a atividade econômica mais importante O trabalho assalariado firma-se definitivamente
  • 62.
    ETAPAS DO CAPITALISMO Pré-Capitalismo Capitalismo comercial Capitalismo industrialCapitalismo financeiro Os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas Através de financiamentos à agricultura, à indústria, à pecuária, e ao comércio
  • 63.
    MODOS DE PRODUÇÃO Socialista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista Abase econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção Isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, não existindo empresas privadas
  • 64.
    MODOS DE PRODUÇÃO Socialista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista Afinalidade da sociedade socialista é a satisfação completa das necessidades materiais e culturais da população Emprego, habitação, educação, saúde
  • 65.
    MODOS DE PRODUÇÃO Socialista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista Nelanão há separação entre proprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho (empregados). “Isso não quer dizer que não haja diferenças sociais entre as pessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ou intelectual.”
  • 66.
    MODOS DE PRODUÇÃO Socialista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista Socialismorefere-se a : Qualquer uma das várias teorias de organização econômica advogando a propriedade pública ou coletiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos Com um método mais igualitário de compensação
  • 67.
    MODOS DE PRODUÇÃO Socialista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista Osocialismo moderno surgiu no final do século XVIII Tendo origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora Que criticavam os efeitos da industrialização e da sociedade sobre a propriedade privada
  • 68.
    MODOS DE PRODUÇÃO Socialista omunal Primitivo Asiático Escravista Feudal Capitalista KarlMarx afirmava que o socialismo seria alcançado através da luta de classes e de uma revolução do proletariado Tornando-se a fase de transição do capitalismo para o comunismo
  • 69.
    CONCEITOS FUNDAMENTA IS REVOLUÇÃO MODO DEPRODUÇÃO Ocorrem quando fatos significativos acontecem próximos uns dos outros, acelerando as transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e até religiosas Conceito que permite pensar o modo de organização da vida, em que a economia exerce papel determinante
  • 70.
    CONCEITOS FUNDAMENTA IS SISTEMA Equivalente aoMODO DE PRODUÇÃO, mas consiste na ideia de uma combinação de partes que mantêm relações necessárias entre si. O sistema inclui bases materiais, relações sociais e um conjunto de padrões de comportamento
  • 71.
    CONCEITOS FUNDAMENTA IS ESTRUTURA CONJUNTURA Forma pela qualse articulam as partes de um modo de produção ou sistema Palavra que designa mudanças momentâneas, indicando fragmentos mensuráveis: salários, taxas demográficas, etc PROCESSO Conjunto de acontecimentos cujo encadeamento permite compreender a situação no tempo atual do sujeito agente e sua possível projeção no futuro