INCLUSÃO DIGITAL DE JOVENS NA MICRORREGIÃO DE VIÇOSA/MINAS GERAIS: DIMENSÕES POLÍTICAS E SUBJETIVAS DANIELA ALVES DE ALVES Departamento de Ciências Sociais  Universidade Federal de Viçosa
Reflexões teóricas: Toda inovação é modificada na rede sociotécnica composta por elementos de origens diversas. Apropriação e transformação das inovações pelos atores (avanço e difusão da inovação) Toda inovação é resultado de determinados  enjeux  dos agentes em relação, fusões de interesses, disputas, controvérsias, recrutamentos.
Reflexões teóricas (cont.): Centralidade da informação e da comunicação no capitalismo contemporâneo. A superação da marginalidade (individual e coletiva), a inserção na economia e na cultura dependem da inclusão digital.
Discussão sobre inclusão É possível a exclusão total? -assimetrias (S.Amadeu) -dromoaptidão e dromocracia (P.Virilo) - TICs entrelaçadas ao social (Warschauer) Qual modelo de inclusão digital promove inclusão sócio-econômica? Emancipação digital.
Pesquisa inclusão digital ENTREVISTAS: 3 representantes de superintendências regionais de ensino; 15 diretores de escolas; 36 estudantes.
OBJETIVO DA PESQUISA: Mapear a inserção da microrregião de Viçosa nas políticas públicas de inclusão digital voltadas para os jovens. Verificar como se dá o arranjo sociotécnico entre usuários (estudantes), instituições (escolas), políticas e programas (políticas públicas de inclusão digital) e  objetos (a internet e seus usos).
RESULTADOS Políticas: Proinfo Integrado (Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional) e FIT (Formação Inicial para o Trabalho). Há, em Minas Gerais, entre as políticas e programas das esferas federal e estadual uma integração frágil.
As Políticas Falha na integração entre os diversos níveis envolvidos nas políticas descentralizadas. Não há, na escola, profissionais voltados exclusivamente para a aplicação desta política. O acesso aos laboratórios pelos estudantes depende de iniciativas esporádicas e disponibilidade de professores isolados.
Os estudantes
Os estudantes (cont.): Apenas doze estudantes possuem computador e dez possuem internet na residência. Os pontos de acesso pagos são os lugares mais freqüentes de acesso.  A maior freqüência de acesso aos laboratórios de suas respectivas escolas se deu durante os horários dos cursos do FIT.
Os estudantes Os estudantes concentram sua atenção nos sites de pesquisa e sites de busca, especialmente para as pesquisas escolares. Outro uso predominante da internet são os sites de relacionamento, especialmente o orkut e o programa de mensagens instantâneas MSN Messenger.
As escolas Raramente os professores utilizam os laboratórios para atividades pedagógicas das disciplinas. Existe um gap geracional no que se refere as habilidades voltadas para o uso do computador e da internet. É raro nas escolas projetos que promovam tarefas que estimulem o aprendizado criativo e autônomo dos estudantes.
Considerações ‘finais’ A inclusão digital de jovens, através da escola, é feita através de políticas públicas descentralizadas Constatamos que os laboratórios não têm todo o seu potencial utilizado e a formação abarca um número pequeno de alunos na maioria das escolas.
Considerações ‘finais’ (cont.) Os professores são tímidos nos usos possíveis dos laboratórios A formação básica para a utilização das tecnologias digitais não se traduz em usos criativos.  A potencialidade destas tecnologias nas escolas tem sido bloqueada pela falta de pessoal capacitado e com carga horária específica dedicada às atividades de laboratório.
Considerações ‘finais’ (cont.) Relativo desconhecimento dos gestores escolares sobre os usos possíveis das tecnologias. Os estudantes desenvolvem estratégias de uso das tecnologias digitais a parte dos programas em que estão inseridos e em geral em espaços pagos.
Considerações ‘finais’ (cont.) Os estudantes possuem uma perspectiva ambígua com relação à internet (acesso x risco).
OBRIGADA! DANIELA ALVES (alvesautomatic@gmail.com)

Inclusão digital de Jovens na Microrregião de Viçosa

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    INCLUSÃO DIGITAL DEJOVENS NA MICRORREGIÃO DE VIÇOSA/MINAS GERAIS: DIMENSÕES POLÍTICAS E SUBJETIVAS DANIELA ALVES DE ALVES Departamento de Ciências Sociais Universidade Federal de Viçosa
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    Reflexões teóricas: Todainovação é modificada na rede sociotécnica composta por elementos de origens diversas. Apropriação e transformação das inovações pelos atores (avanço e difusão da inovação) Toda inovação é resultado de determinados enjeux dos agentes em relação, fusões de interesses, disputas, controvérsias, recrutamentos.
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    Reflexões teóricas (cont.):Centralidade da informação e da comunicação no capitalismo contemporâneo. A superação da marginalidade (individual e coletiva), a inserção na economia e na cultura dependem da inclusão digital.
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    Discussão sobre inclusãoÉ possível a exclusão total? -assimetrias (S.Amadeu) -dromoaptidão e dromocracia (P.Virilo) - TICs entrelaçadas ao social (Warschauer) Qual modelo de inclusão digital promove inclusão sócio-econômica? Emancipação digital.
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    Pesquisa inclusão digitalENTREVISTAS: 3 representantes de superintendências regionais de ensino; 15 diretores de escolas; 36 estudantes.
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    OBJETIVO DA PESQUISA:Mapear a inserção da microrregião de Viçosa nas políticas públicas de inclusão digital voltadas para os jovens. Verificar como se dá o arranjo sociotécnico entre usuários (estudantes), instituições (escolas), políticas e programas (políticas públicas de inclusão digital) e objetos (a internet e seus usos).
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    RESULTADOS Políticas: ProinfoIntegrado (Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional) e FIT (Formação Inicial para o Trabalho). Há, em Minas Gerais, entre as políticas e programas das esferas federal e estadual uma integração frágil.
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    As Políticas Falhana integração entre os diversos níveis envolvidos nas políticas descentralizadas. Não há, na escola, profissionais voltados exclusivamente para a aplicação desta política. O acesso aos laboratórios pelos estudantes depende de iniciativas esporádicas e disponibilidade de professores isolados.
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    Os estudantes (cont.):Apenas doze estudantes possuem computador e dez possuem internet na residência. Os pontos de acesso pagos são os lugares mais freqüentes de acesso. A maior freqüência de acesso aos laboratórios de suas respectivas escolas se deu durante os horários dos cursos do FIT.
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    Os estudantes Osestudantes concentram sua atenção nos sites de pesquisa e sites de busca, especialmente para as pesquisas escolares. Outro uso predominante da internet são os sites de relacionamento, especialmente o orkut e o programa de mensagens instantâneas MSN Messenger.
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    As escolas Raramenteos professores utilizam os laboratórios para atividades pedagógicas das disciplinas. Existe um gap geracional no que se refere as habilidades voltadas para o uso do computador e da internet. É raro nas escolas projetos que promovam tarefas que estimulem o aprendizado criativo e autônomo dos estudantes.
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    Considerações ‘finais’ Ainclusão digital de jovens, através da escola, é feita através de políticas públicas descentralizadas Constatamos que os laboratórios não têm todo o seu potencial utilizado e a formação abarca um número pequeno de alunos na maioria das escolas.
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    Considerações ‘finais’ (cont.)Os professores são tímidos nos usos possíveis dos laboratórios A formação básica para a utilização das tecnologias digitais não se traduz em usos criativos. A potencialidade destas tecnologias nas escolas tem sido bloqueada pela falta de pessoal capacitado e com carga horária específica dedicada às atividades de laboratório.
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    Considerações ‘finais’ (cont.)Relativo desconhecimento dos gestores escolares sobre os usos possíveis das tecnologias. Os estudantes desenvolvem estratégias de uso das tecnologias digitais a parte dos programas em que estão inseridos e em geral em espaços pagos.
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    Considerações ‘finais’ (cont.)Os estudantes possuem uma perspectiva ambígua com relação à internet (acesso x risco).
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    OBRIGADA! DANIELA ALVES(alvesautomatic@gmail.com)