SlideShare uma empresa Scribd logo
EEEM "IRMÃ MARIA HORTA"
INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS
HISTÓRIA E TEMPORALIDADE
PROFº FELIPE PAES
Toda a "representação do tempo" é subjetiva , socialmente localizada. Não existe o tempo histórico
em si mesmo, mas apenas formas variadas e predominantes de se conceber o tempo histórico nas várias
sociedades e nas várias épocas.
O camponês medieval tendia a representar o seu tempo cotidiano de maneira cíclica, sob a
influência das atividades que lhe pautavam a existência e que eram regidas pelos ciclos da noite e do dia,
das estações, da alternância de plantio e colheita.
A partir da invenção do relógio no século XIII, o tempo seria medido, contado e percorrido
cronologicamente de uma maneira que pudesse acompanhar os novos desenvolvimentos de uma
sociedade regida pelo comércio, pelos intercâmbios intensos, por um ritmo progressivamente acelerado da
vida nos meios urbanos.
Na transição da sociedade medieval para a moderna, passava-se de uma noção religiosa do tempo
para uma divisão laica do tempo.
Esta nova noção de temporalidade foi sendo progressivamente elaborada pelo mundo moderno. O
homem passava a se imaginar enredado por um tempo dos relógios, dos calendários, das datas
contratuais, das certidões de nascimento e dos registros diários - que passavam também a definir o
homem por sua idade.
Tudo isso contribuía para compor no imaginário social um registro linear e progressivo de tempo
que logo seria intensificado pelos jornais, a martelar insistentemente para cada indivíduo e para a
sociedade inteira uma consciência de que homem está definitivamente amarrado a uma cadeia de eventos
imperceptíveis que o empurram para o futuro.
Adaptado de José D' Assunção Barros. Usos e temporalidade
na escrita da História in Seculum Revista de História (13) jul/dez 2005,
ATIVIDADES
Após a leitura e discussão do texto fazer a seguinte pesquisa:
 O papel do tempo na História.
 Diferença entre História e Memória.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

O tempo em historia
O tempo em historiaO tempo em historia
O tempo em historia
Ana Barreiros
 
Aula 01 construcao da historia
Aula 01   construcao da historiaAula 01   construcao da historia
Aula 01 construcao da historia
Janaina Flavia Santos Azevedo
 
O TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇO
O TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇOO TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇO
O TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇO
Ana Selma Sena Santos
 
Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633
Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633
Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633
Maria José Oliveira
 
Introdução à história
Introdução à históriaIntrodução à história
Introdução à história
Paulo Alexandre
 
O tempo e a historia
O tempo e a historiaO tempo e a historia
O tempo e a historia
Jovania Zanotelli
 
Tempo e história
Tempo e históriaTempo e história
Introdução ao estudo da história
Introdução ao estudo da históriaIntrodução ao estudo da história
Introdução ao estudo da história
Murilo Benevides
 
O Tempo e a História - 6o ano
O Tempo e a História - 6o anoO Tempo e a História - 6o ano
O Tempo e a História - 6o ano
Lucas Degiovani
 
Temporalidades da história 2012
Temporalidades da história 2012Temporalidades da história 2012
Temporalidades da história 2012
ProfessoresColeguium
 
Contagem do tempo na História
Contagem do tempo na HistóriaContagem do tempo na História
Contagem do tempo na História
Professor: Ellington Alexandre
 
Tempo cronólogico
Tempo cronólogicoTempo cronólogico
Tempo cronólogico
Cristina Soares
 
1a¹ _tempo
1a¹ _tempo1a¹ _tempo
1a¹ _tempo
viviancostta
 
Introducao historia
Introducao historiaIntroducao historia
Introducao historia
Elisângela Martins Rodrigues
 
Introdução ao estudo da história pps
Introdução ao estudo da história ppsIntrodução ao estudo da história pps
Introdução ao estudo da história pps
William Cirilo Teixeira Rodrigues
 
O tempo e a história
O  tempo e a históriaO  tempo e a história
O tempo e a história
Debora Barros
 
Conceitos basicos historia
Conceitos basicos historiaConceitos basicos historia
Conceitos basicos historia
Dênis Valério Martins
 
A construção da história
A construção da históriaA construção da história
A construção da história
Dione Pereira
 

Mais procurados (18)

O tempo em historia
O tempo em historiaO tempo em historia
O tempo em historia
 
Aula 01 construcao da historia
Aula 01   construcao da historiaAula 01   construcao da historia
Aula 01 construcao da historia
 
O TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇO
O TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇOO TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇO
O TEMPO NA HISTÓRIA - HISTÓRIA TEMPO E ESPAÇO
 
Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633
Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633
Cap 5 aprendendo a medir o tempo2362010152633
 
Introdução à história
Introdução à históriaIntrodução à história
Introdução à história
 
O tempo e a historia
O tempo e a historiaO tempo e a historia
O tempo e a historia
 
Tempo e história
Tempo e históriaTempo e história
Tempo e história
 
Introdução ao estudo da história
Introdução ao estudo da históriaIntrodução ao estudo da história
Introdução ao estudo da história
 
O Tempo e a História - 6o ano
O Tempo e a História - 6o anoO Tempo e a História - 6o ano
O Tempo e a História - 6o ano
 
Temporalidades da história 2012
Temporalidades da história 2012Temporalidades da história 2012
Temporalidades da história 2012
 
Contagem do tempo na História
Contagem do tempo na HistóriaContagem do tempo na História
Contagem do tempo na História
 
Tempo cronólogico
Tempo cronólogicoTempo cronólogico
Tempo cronólogico
 
1a¹ _tempo
1a¹ _tempo1a¹ _tempo
1a¹ _tempo
 
Introducao historia
Introducao historiaIntroducao historia
Introducao historia
 
Introdução ao estudo da história pps
Introdução ao estudo da história ppsIntrodução ao estudo da história pps
Introdução ao estudo da história pps
 
O tempo e a história
O  tempo e a históriaO  tempo e a história
O tempo e a história
 
Conceitos basicos historia
Conceitos basicos historiaConceitos basicos historia
Conceitos basicos historia
 
A construção da história
A construção da históriaA construção da história
A construção da história
 

Destaque

Atividades meses do ano e dias da semana
Atividades meses do ano e dias da semanaAtividades meses do ano e dias da semana
Atividades meses do ano e dias da semanalyzandra de camargo
 
4.historia 4o-e-5o-ano
4.historia 4o-e-5o-ano4.historia 4o-e-5o-ano
4.historia 4o-e-5o-ano
Maria Vasconcellos
 
O QUE É HISTÓRIA
O QUE É HISTÓRIAO QUE É HISTÓRIA
O QUE É HISTÓRIA
Nila Michele Bastos Santos
 
INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA
INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA
INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA
Isabel Aguiar
 
A SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIAL
A SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIALA SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIAL
A SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIAL
Isabel Aguiar
 
O REINADO DE D. PEDRO I
O REINADO DE D. PEDRO IO REINADO DE D. PEDRO I
O REINADO DE D. PEDRO I
Isabel Aguiar
 
Rebelioes regenciais blog
Rebelioes regenciais blogRebelioes regenciais blog
Rebelioes regenciais blog
Isabel Aguiar
 
A EUROPA NO SÉCULO XIX
A EUROPA NO SÉCULO XIXA EUROPA NO SÉCULO XIX
A EUROPA NO SÉCULO XIX
Isabel Aguiar
 
Slide imigração e fim trafico negreiro
Slide imigração e fim trafico negreiro Slide imigração e fim trafico negreiro
Slide imigração e fim trafico negreiro
Isabel Aguiar
 
AFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASILAFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASIL
Isabel Aguiar
 
SEGUNDO REINADO 1840-1889
SEGUNDO REINADO 1840-1889SEGUNDO REINADO 1840-1889
SEGUNDO REINADO 1840-1889
Isabel Aguiar
 
GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870
GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870
GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870
Isabel Aguiar
 
Atividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdf
Atividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdfAtividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdf
Atividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdf
André Moraes
 
ABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASIL
ABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASILABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASIL
ABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASIL
Isabel Aguiar
 
QUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIO
QUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIOQUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIO
QUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIO
Isabel Aguiar
 
Introdução a historia - fontes históricas
Introdução a historia - fontes históricasIntrodução a historia - fontes históricas
Introdução a historia - fontes históricas
Isabel Aguiar
 
Introdução ao estudo de História
Introdução ao estudo de HistóriaIntrodução ao estudo de História
Introdução ao estudo de História
Alex Ferreira dos Santos
 
História 6º ano
História 6º anoHistória 6º ano
História 6º ano
Eloy Souza
 
O ensino de história e a relação com o presente
O ensino de história e a relação com o presenteO ensino de história e a relação com o presente
O ensino de história e a relação com o presente
eunamahcado
 
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º anoSimulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
Silvânia Silveira
 

Destaque (20)

Atividades meses do ano e dias da semana
Atividades meses do ano e dias da semanaAtividades meses do ano e dias da semana
Atividades meses do ano e dias da semana
 
4.historia 4o-e-5o-ano
4.historia 4o-e-5o-ano4.historia 4o-e-5o-ano
4.historia 4o-e-5o-ano
 
O QUE É HISTÓRIA
O QUE É HISTÓRIAO QUE É HISTÓRIA
O QUE É HISTÓRIA
 
INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA
INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA
INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA
 
A SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIAL
A SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIALA SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIAL
A SOCIEDADE MINERADORA NO BRASIL COLONIAL
 
O REINADO DE D. PEDRO I
O REINADO DE D. PEDRO IO REINADO DE D. PEDRO I
O REINADO DE D. PEDRO I
 
Rebelioes regenciais blog
Rebelioes regenciais blogRebelioes regenciais blog
Rebelioes regenciais blog
 
A EUROPA NO SÉCULO XIX
A EUROPA NO SÉCULO XIXA EUROPA NO SÉCULO XIX
A EUROPA NO SÉCULO XIX
 
Slide imigração e fim trafico negreiro
Slide imigração e fim trafico negreiro Slide imigração e fim trafico negreiro
Slide imigração e fim trafico negreiro
 
AFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASILAFRICANOS NO BRASIL
AFRICANOS NO BRASIL
 
SEGUNDO REINADO 1840-1889
SEGUNDO REINADO 1840-1889SEGUNDO REINADO 1840-1889
SEGUNDO REINADO 1840-1889
 
GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870
GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870
GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870
 
Atividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdf
Atividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdfAtividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdf
Atividade avaliatíva de hist 4º e 5º ano pdf
 
ABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASIL
ABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASILABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASIL
ABOLIÇÃO E REPÚBLICA NO BRASIL
 
QUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIO
QUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIOQUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIO
QUESTÕES DE HISTÓRIA - BRASIL IMPÉRIO
 
Introdução a historia - fontes históricas
Introdução a historia - fontes históricasIntrodução a historia - fontes históricas
Introdução a historia - fontes históricas
 
Introdução ao estudo de História
Introdução ao estudo de HistóriaIntrodução ao estudo de História
Introdução ao estudo de História
 
História 6º ano
História 6º anoHistória 6º ano
História 6º ano
 
O ensino de história e a relação com o presente
O ensino de história e a relação com o presenteO ensino de história e a relação com o presente
O ensino de história e a relação com o presente
 
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º anoSimulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
 

Semelhante a História e temporalidade.

1° ano - E.M. - Introdução à história
1° ano - E.M. - Introdução à história1° ano - E.M. - Introdução à história
1° ano - E.M. - Introdução à história
Daniel Alves Bronstrup
 
Módulo 0
Módulo 0Módulo 0
Módulo 0
cattonia
 
História cultural seminário[1]
História cultural seminário[1]História cultural seminário[1]
História cultural seminário[1]
Wagner Pires da Silva
 
Aula de introdução aos estudos Históricos
Aula de introdução aos estudos Históricos  Aula de introdução aos estudos Históricos
Aula de introdução aos estudos Históricos
Mariana Willendorff Oliveira
 
História conceitos
História   conceitosHistória   conceitos
História conceitos
Neryvann Cliff
 
Revisão galielu
Revisão galieluRevisão galielu
Revisão galielu
Privada
 
Aula história e o tempo
Aula história e o tempoAula história e o tempo
Aula história e o tempo
Rosely Monteiro
 
Aula históriaeotempo
Aula históriaeotempoAula históriaeotempo
Aula históriaeotempo
Rosely Monteiro
 
Revisão galielu
Revisão galieluRevisão galielu
Revisão galielu
Privada
 
Artigo 5 regina abreu
Artigo 5  regina abreuArtigo 5  regina abreu
Artigo 5 regina abreu
thatianne pinheiro lima
 
Os annales e a história nova
Os annales e a história novaOs annales e a história nova
Os annales e a história nova
Mibelly Rocha
 
Nova história cultural
Nova história culturalNova história cultural
Nova história cultural
André Augusto da Fonseca
 
PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS
PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOSPRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS
PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS
Jorge Marcos Oliveira
 
O que e_a_historia
O que e_a_historiaO que e_a_historia
O que e_a_historia
Ana Cristina F
 
História-e-Memória.pdf
História-e-Memória.pdfHistória-e-Memória.pdf
História-e-Memória.pdf
alealmeida14
 
A ciência histórica.pptx
A ciência histórica.pptxA ciência histórica.pptx
A ciência histórica.pptx
FlviaCristina51
 
Introdução - O trabalho do Historiador
Introdução - O trabalho do HistoriadorIntrodução - O trabalho do Historiador
Introdução - O trabalho do Historiador
Andre Lucas
 
Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo Romano
Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo RomanoEscravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo Romano
Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo Romano
André Santos Luigi
 
Complemento 1 - Sociologia
Complemento 1 - SociologiaComplemento 1 - Sociologia
Complemento 1 - Sociologia
Isadora Salvari
 
Certeau a cultura no plural
Certeau a cultura no pluralCerteau a cultura no plural
Certeau a cultura no plural
Myllena Azevedo
 

Semelhante a História e temporalidade. (20)

1° ano - E.M. - Introdução à história
1° ano - E.M. - Introdução à história1° ano - E.M. - Introdução à história
1° ano - E.M. - Introdução à história
 
Módulo 0
Módulo 0Módulo 0
Módulo 0
 
História cultural seminário[1]
História cultural seminário[1]História cultural seminário[1]
História cultural seminário[1]
 
Aula de introdução aos estudos Históricos
Aula de introdução aos estudos Históricos  Aula de introdução aos estudos Históricos
Aula de introdução aos estudos Históricos
 
História conceitos
História   conceitosHistória   conceitos
História conceitos
 
Revisão galielu
Revisão galieluRevisão galielu
Revisão galielu
 
Aula história e o tempo
Aula história e o tempoAula história e o tempo
Aula história e o tempo
 
Aula históriaeotempo
Aula históriaeotempoAula históriaeotempo
Aula históriaeotempo
 
Revisão galielu
Revisão galieluRevisão galielu
Revisão galielu
 
Artigo 5 regina abreu
Artigo 5  regina abreuArtigo 5  regina abreu
Artigo 5 regina abreu
 
Os annales e a história nova
Os annales e a história novaOs annales e a história nova
Os annales e a história nova
 
Nova história cultural
Nova história culturalNova história cultural
Nova história cultural
 
PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS
PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOSPRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS
PRE SEED - 2014 - CONCEITOS BÁSICOS
 
O que e_a_historia
O que e_a_historiaO que e_a_historia
O que e_a_historia
 
História-e-Memória.pdf
História-e-Memória.pdfHistória-e-Memória.pdf
História-e-Memória.pdf
 
A ciência histórica.pptx
A ciência histórica.pptxA ciência histórica.pptx
A ciência histórica.pptx
 
Introdução - O trabalho do Historiador
Introdução - O trabalho do HistoriadorIntrodução - O trabalho do Historiador
Introdução - O trabalho do Historiador
 
Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo Romano
Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo RomanoEscravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo Romano
Escravos sem senhores: escravidão, trabalho e poder no Mundo Romano
 
Complemento 1 - Sociologia
Complemento 1 - SociologiaComplemento 1 - Sociologia
Complemento 1 - Sociologia
 
Certeau a cultura no plural
Certeau a cultura no pluralCerteau a cultura no plural
Certeau a cultura no plural
 

Mais de felipe_paes

Convite reunião 6 junho
Convite reunião 6 junhoConvite reunião 6 junho
Convite reunião 6 junho
felipe_paes
 
Encontro de Professores Articuladores ProEMI/ES
Encontro de Professores Articuladores ProEMI/ESEncontro de Professores Articuladores ProEMI/ES
Encontro de Professores Articuladores ProEMI/ES
felipe_paes
 
Neocolonialismo
NeocolonialismoNeocolonialismo
Neocolonialismo
felipe_paes
 
Exercícios de recuperação
Exercícios de recuperaçãoExercícios de recuperação
Exercícios de recuperação
felipe_paes
 
Ditadura
Ditadura Ditadura
Ditadura
felipe_paes
 
2 reinado
2 reinado2 reinado
2 reinado
felipe_paes
 
ATIVIDADES/2ANOS
ATIVIDADES/2ANOSATIVIDADES/2ANOS
ATIVIDADES/2ANOS
felipe_paes
 
Primeiro reinado
Primeiro reinadoPrimeiro reinado
Primeiro reinado
felipe_paes
 
Brasil primeiro reinado
Brasil primeiro reinadoBrasil primeiro reinado
Brasil primeiro reinado
felipe_paes
 
Entre a democracia e a ditadura
Entre a democracia e a ditaduraEntre a democracia e a ditadura
Entre a democracia e a ditadura
felipe_paes
 
Brasil populista
Brasil populistaBrasil populista
Brasil populista
felipe_paes
 
Independencia do brasil
Independencia do brasilIndependencia do brasil
Independencia do brasil
felipe_paes
 
O período joanino 1
O período joanino   1O período joanino   1
O período joanino 1
felipe_paes
 

Mais de felipe_paes (13)

Convite reunião 6 junho
Convite reunião 6 junhoConvite reunião 6 junho
Convite reunião 6 junho
 
Encontro de Professores Articuladores ProEMI/ES
Encontro de Professores Articuladores ProEMI/ESEncontro de Professores Articuladores ProEMI/ES
Encontro de Professores Articuladores ProEMI/ES
 
Neocolonialismo
NeocolonialismoNeocolonialismo
Neocolonialismo
 
Exercícios de recuperação
Exercícios de recuperaçãoExercícios de recuperação
Exercícios de recuperação
 
Ditadura
Ditadura Ditadura
Ditadura
 
2 reinado
2 reinado2 reinado
2 reinado
 
ATIVIDADES/2ANOS
ATIVIDADES/2ANOSATIVIDADES/2ANOS
ATIVIDADES/2ANOS
 
Primeiro reinado
Primeiro reinadoPrimeiro reinado
Primeiro reinado
 
Brasil primeiro reinado
Brasil primeiro reinadoBrasil primeiro reinado
Brasil primeiro reinado
 
Entre a democracia e a ditadura
Entre a democracia e a ditaduraEntre a democracia e a ditadura
Entre a democracia e a ditadura
 
Brasil populista
Brasil populistaBrasil populista
Brasil populista
 
Independencia do brasil
Independencia do brasilIndependencia do brasil
Independencia do brasil
 
O período joanino 1
O período joanino   1O período joanino   1
O período joanino 1
 

História e temporalidade.

  • 1. EEEM "IRMÃ MARIA HORTA" INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS HISTÓRIA E TEMPORALIDADE PROFº FELIPE PAES Toda a "representação do tempo" é subjetiva , socialmente localizada. Não existe o tempo histórico em si mesmo, mas apenas formas variadas e predominantes de se conceber o tempo histórico nas várias sociedades e nas várias épocas. O camponês medieval tendia a representar o seu tempo cotidiano de maneira cíclica, sob a influência das atividades que lhe pautavam a existência e que eram regidas pelos ciclos da noite e do dia, das estações, da alternância de plantio e colheita. A partir da invenção do relógio no século XIII, o tempo seria medido, contado e percorrido cronologicamente de uma maneira que pudesse acompanhar os novos desenvolvimentos de uma sociedade regida pelo comércio, pelos intercâmbios intensos, por um ritmo progressivamente acelerado da vida nos meios urbanos. Na transição da sociedade medieval para a moderna, passava-se de uma noção religiosa do tempo para uma divisão laica do tempo. Esta nova noção de temporalidade foi sendo progressivamente elaborada pelo mundo moderno. O homem passava a se imaginar enredado por um tempo dos relógios, dos calendários, das datas contratuais, das certidões de nascimento e dos registros diários - que passavam também a definir o homem por sua idade. Tudo isso contribuía para compor no imaginário social um registro linear e progressivo de tempo que logo seria intensificado pelos jornais, a martelar insistentemente para cada indivíduo e para a sociedade inteira uma consciência de que homem está definitivamente amarrado a uma cadeia de eventos imperceptíveis que o empurram para o futuro. Adaptado de José D' Assunção Barros. Usos e temporalidade na escrita da História in Seculum Revista de História (13) jul/dez 2005, ATIVIDADES Após a leitura e discussão do texto fazer a seguinte pesquisa:  O papel do tempo na História.  Diferença entre História e Memória.