GUIA DA EFICIÊNCIA
ENERGÉTICA
GUIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
06   PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA                      55        ACABAMENTOS ExTERIORES E ENvOlvENTES DO EDIFíCIO
08    CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ENERGIA               55        PAISAGISMO
09      FONTES DE ENERGIA RENOvávEIS E NÃO RENOvávEIS   55        IlUMINAÇÃO NATURAl
10      IMPACTOS NEGATIvOS SOBRE O MEIO AMBIENTE        56      ENERGIAS RENOvávEIS EM CASA
11      NóS TAMBÉM PRODUzIMOS CO2 EM CASA               57        ENERGIA SOlAR TÉRMICA
11      O EFEITO DE ESTUFA                              57        ENERGIA SOlAR FOTOvOlTAICA
11      O PROTOCOlO DE QUIOTO                           58        ENERGIA DA BIOMASSA
12    O CONSUMO ENERGÉTICO EM PORTUGAl                  59        ENERGIA EólICA
13      CONSUMO DE ENERGIA
13      POR SECTORES                                    61   O CARRO
                                                        63    CONSUMO, CUSTOS E UTIlIzAÇÃO
14   A HABITAÇÃO                                        64    O CARRO E A POlUIÇÃO
16    ElECTRODOMÉSTICOS                                 64      EMISSÕES
18      FRIGORíFICO                                     64      RUíDO
20      MáQUINA DE lAvAR lOIÇA                          64      A COMPRA DO CARRO
22      MáQUINA DE lAvAR ROUPA                          65      NOvAS ENERGIAS NOS TRANSPORTES
24      MáQUINA DE SECAR ROUPA                          65      ETIQUETA INFORMATIvA DE ECONOMIA DE COMBUSTívEl
26      MáQUINA DE lAvAR E SECAR ROUPA                  65      CONDUÇÃO EFICIENTE DO AUTOMóvEl
27      FORNO                                           66    OS 10 MANDAMENTOS DE UMA CONDUÇÃO EFICIENTE
29     PlACAS                                           70    MOBI.E — A ENERGIA QUE NOS MOvE
30     MICROONDAS                                       70      FUNCIONAMENTO DA REDE
31    ElECTRODOMÉSTICOS SEM ETIQUETA ENERGÉTICA         71      REDE DE ABASTECIMENTO
32      Tv E EQUIPAMENTOS AUDIOvISUAIS                  72      lOCAlIzAÇÃO DOS PONTOS DE ABASTECIMENTO
33      EQUIPAMENTOS INFORMáTICOS                       72      ABASTECIMENTO DO vEíCUlO ElÉCTRICO
34    IlUMINAÇÃO                                        73      FUNCIONAMENTO DO ABASTECIMENTO
38    AQUECIMENTO                                       73      NO FUTURO
43      O ISOlAMENTO
45      AR CONDICIONADO                                 74   O lIxO E O APROvEITAMENTO ENERGÉTICO
47    áGUA QUENTE                                       77    A REGRA DOS TRÊS R'S (REDUzIR, REUTIlIzAR, RECIClAR)

50   A CASA NOvA                                        80   PlANO NACIONAl DE ACÇÃO PARA
52    CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DAS CASAS                      A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
54      ASPECTOS BIOClIMáTICOS
54        FORMA E ORIENTAÇÃO                            82   QUEM É A ADENE?
VAMOS    Promover a eficiência energética é tornar o mundo
            melhor e mais sustentável.

  POUPAR
 ENERGIA
            Algumas medidas de eficiência energética são amplamente conhecidas por
            serem do senso comum, por exemplo, apagar a luz quando não estamos
            numa divisão da casa. Outras, são alcançadas por desenvolvimentos

     PARA   tecnológicos e não são do conhecimento geral, por exemplo, a
            possibilidade de produzimos energia na nossa casa.

  POUPAR    Este guia pretende ajudar a utilizar a energia de forma moderada e
            eficiente assim como apresentar algumas medidas para que todos

PORTUGAL    possamos contribuir com um consumo mais racional e aumentar deste
            modo, a eficiência global.
PRODUÇÃO E CONSUMO
    DE ENERGIA




6
À medida que uma sociedade é mais
desenvolvida, aumenta o consumo
de energia, mas nem sempre de um
modo eficiente. Com uma utilização
responsável podemos ter disponíveis
uma maior diversidade de serviços e
conforto, sem aumentar o consumo.

Os países serão mais competitivos à medida
que aumentarem a sua eficiência energética,
consumindo menos energia por unidade de
produto realizado ou de serviço prestado.
Este é o cenário actual dos países desenvolvidos,
particularmente no sector industrial.
No entanto, nos sectores dos transportes e dos
edifícios, incluindo as habitações, a situação é
diferente, pois a eficiência energética não tem
aumentado como seria desejável.




                                                    7
CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ENERGIA




8
O consumo de energia                     FONtES DE ENErGIA rENOvávEIS E NãO rENOvávEIS
é necessário para o                      As fontes de energia renováveis          Podem ser de origem fóssil,                 Inevitavelmente, se se mantiver
                                         são todas aquelas a que se pode          formadas pela transformação de              o modelo de consumo actual, os
desenvolvimento económico
                                         recorrer de forma permanente,            restos orgânicos acumulados na              recursos não renováveis deixarão
e social a nível mundial.                porque são inesgotáveis, como por        natureza há milhões de anos ou              de estar disponíveis num futuro
                                         exemplo a energia Solar, Hídrica,        de origem mineral. São de origem            próximo, quer seja pela extinção
Graças à energia, é possível ter um      Eólica, Biomassa, Marés, Energia         fóssil o carvão, o petróleo e o gás         das suas reservas, quer seja porque
estilo de vida que seria impossível      das Ondas e Geotérmica.                  natural. De origem mineral, temos           a sua extracção deixará de ser
desfrutar caso não dispuséssemos         As energias renováveis caracterizam-se   o urânio, utilizado para produzir           economicamente rentável a
de recursos energéticos.                 igualmente por terem um impacto          energia eléctrica.                          médio prazo.
                                         ambiental nulo na emissão de gases
Então por que é que temos que poupar                                              À medida que as reservas são
                                         que provocam o efeito de estufa.
energia? Por que é que devemos mudar                                              menores, torna-se cada vez
o modelo energético actual? Por que      As energias não renováveis, são          mais difícil a sua extracção e,
é que se torna necessário aumentar a     aquelas cujas reservas são limitadas,    consequentemente, aumenta o
eficiência energética?                   ou seja, diminuem à medida que           seu custo.
                                         as consumimos. São exemplos o
Existem razões importantes, tais como:   Carvão, Gás Natural, Petróleo
• A extinção das energias não            e Urânio.
     renováveis ou de origem fóssil.
•   Os impactos negativos sobre                                                                                                          Recursos      Anos
    o meio-ambiente.
                                                                                                                                         Carvão        200-250
                                                                                                                                         Urânio        70-90
                                                                                                                                         Gás Natural   60-80
                                                 Exemplo de energias renováveis          Exemplo de energias não renováveis              Petróleo      40-50




                                                                                                                                                                    9
IMPACtOS NEGAtIvOS SOBrE O MEIO AMBIENtE
     A transformação, transporte e uso          Há que ter em conta que a produção      PrinciPais emissões causadas Pelo consumo de energia
     final da energia causam impactos           de energia e o seu uso, tanto na
                                                                                                                 Origem                            Efeitos
     negativos no meio-ambiente, quer seja      indústria como nas habitações e
     a nível local, quer seja a nível global.   meios de transporte, é responsável       CO2                     reacções de combustão             Contribui para o efeito de
     Inicialmente, durante a fase de            pela maioria das emissões de CO2         (Dióxido de carbono)                                      estufa ao reter a radiação
                                                                                                                                                   infravermelha que a terra emite
     exploração produzem-se resíduos,           causadas pelo Homem.                                                                               para o espaço
     contaminam-se as águas e os solos,         Devemos saber também que a
                                                                                         CO                      Produz-se na combustão            Altamente tóxico para
     além de se gerarem emissões para           geração de electricidade com centrais    (Monóxido de carbono)   incompleta da mistura             o Homem
     a atmosfera. também o transporte           nucleares não produz CO2, criando                                combustível-ar
     e distribuição da energia afecta o         resíduos radioactivos de difícil e       NOX                     reacções de alta temperatura      Chuva ácida, alterações de
     meio-ambiente através dos impactos         dispendioso tratamento.                  (Óxido de Nitrogénio)   entre o nitrogénio e o            ecossistemas florestais e
                                                                                                                 oxigénio presentes no ar, nos     aquáticos. Irrita os brônquios
     das redes eléctricas ou oleodutos e                                                                         processos de combustão
     gasodutos e até as chamadas marés
     negras, com dramáticas consequências                                                SO2                     resulta da combustão dos          Chuva ácida, alterações de
                                                                                         (Dióxido de enxofre)    combustíveis fósseis, devido ao   ecossistemas florestais e
     para os ecossistemas e economias das                                                                        enxofre que contêm                aquáticos. Doenças do tipo
     zonas afectadas.                                                                                                                              alérgico, irritação dos olhos
                                                                                                                                                   e vias respiratórias
     Paralelamente, o consumo energético
     a partir de energias fósseis,                                                       COV                     Gases de escape originários de    Efeitos cancerígenos, doenças
                                                                                         (Compostos Orgânicos    uma combustão deficiente ou       do tipo alérgico, irritação dos
     necessita sempre de um processo                                                     voláteis)               da evaporação de combustível      olhos e vias respiratórias
     de combustão, tanto nas centrais
     eléctricas para produzir electricidade,                                             Partículas e fumo       resulta da má combustão dos       Sujidade ambiental, visibilidade
     como localmente em caldeiras ou                                                                             combustíveis (especialmente       reduzida e afectam as vias
                                                                                                                 motores Diesel)                   respiratórias
     motores de veículos.
     Esta combustão dá lugar à formação
     de CO2, o principal gás causador do
     efeito de estufa, e a outros gases e
     partículas poluentes que prejudicam
     a saúde.




10
NÓS tAMBéM PrODUzIMOS CO2 EM CASA
O uso do veículo, o aquecimento e, inclusivamente, o nosso consumo eléctrico
(nas centrais térmicas onde é gerada a electricidade) são responsáveis pela emissão
de 5 toneladas de CO2 por ano.


O EFEItO DE EStUFA                                                                        nÃo se esQueÇa
O efeito estufa é o processo natural responsável pela regulação da temperatura na
terra. A radiação directa do sol é absorvida à superficie, existindo uma quantidade de    •   O consumo de energias de origem fóssil
calor que é reflectida pela próprio Planeta. Esta última, é por sua vez devolvida pelas       provoca a extinção de reservas, dependência
moléculas de determinados gases existentes na atmosfera. Quando artificialmente se            energética, dificuldade de abastecimento e
aumenta a concentração destes no ar, rompe-se o equilíbrio natural e é devolvida uma          contaminação ambiental;
quantidade maior de radiação, a qual produz um aumento artificial da temperatura. Este    •   O principal problema do consumo actual do
acto conduz a fenómenos como a desertificação, diminuição das massas de gelo nos              meio ambiente à escala mundial é o efeito
pólos ou inundações. Por isso, a atmosfera actua como o vidro de uma estufa: permite          de estufa;
a passagem de luz, mas não deixa escapar o calor recolhido junto da superfície. Este      •   O uso do veículo, do aquecimento
fenómeno conduz ao aquecimento do planeta terra.                                              e o consumo eléctrico em casa, são os
                                                                                              principais responsáveis pela emissão
                                                                                              de CO2 para a atmosfera, aumentando
O PrOtOCOlO DE QUIOtO                                                                         o efeito de estufa;
A consequência mais importante do aumento do efeito de estufa são as alterações           •   As energias renováveis não se esgotam
climáticas. Para diminuir ao máximo as suas consequências, 36 países industrializados         quando as consumimos, visto que se
assinaram em 1997 o Protocolo de Quioto, cujo principal objectivo é a redução                 renovam de forma natural. Além disso, têm
global de emissões de gases que provocam o efeito de estufa.                                  um reduzido impacto ambiental.
Para que o Protocolo de Quioto entrasse em vigor deveria ser assinado por um
número suficiente de países, que em conjunto fossem responsáveis por 55% das
emissões dos países industrializados. Depois da assinatura da rússia em 2004, o
protocolo entra em vigor em Fevereiro de 2005, e, para o período de 2008-2012,
prevê a redução global acordada de 5,2%. A redução seria de 8% para o conjunto da
UE comparativamente às emissões de 1990.

                                                                                                                                            11
O CONSUMO ENERGÉTICO EM PORTUGAl




12
Peso dos sectores no consumo de
                                                                                                                           energia %

CONSUMO DE ENErGIA                                   POr SECtOrES                                                                                    1990       2008

Segundo a DGEG (Direcção Geral de Energia e          De acordo com a DGEG, desde o início da década                         Indústria                35,4       29,5

Geologia) em 2008, a dependência de Portugal em      de noventa, o consumo de energia final cresceu                         Transportes              30,7       36,3
termos de importação de energia foi de 82%. A        3,2% ao ano, cerca de sete décimas acima da taxa                       Sector Doméstico         20,8       16,8
produção interna baseou-se, exclusivamente, em       de crescimento média do PIB registada nesse
                                                                                                                            Serviços                 6,7        11,5
fontes de energia renováveis, fundamentalmente       período.
hídrica e eólica. Esta produção cresceu 45% desde    A pressionar o crescimento energético estiveram                        Agricultura              4,9        2,4
1990.                                                os sectores de Serviços e transportes, que cresceram                   Construção e             1,5        3,4
O abastecimento de energia primária no nosso         consistentemente acima dos 5% ao ano. Especial                         Obras Públicas
país também cresceu visivelmente desde 1990 em       destaque para o sector de Serviços que, na                             TOTAL                    100,0      100,0
cerca de 55%. Este valor deve-se, principalmente,    segunda metade da década, apresentou taxas de                         Fonte: DGEG - Direcção Geral de Energia e Geologia
ao aumento do abastecimento de petróleo (29%         crescimento médias anuais de dois dígitos (11%).
desde 1990) e de combustíveis sólidos (31% desde     No balanço de 2008, os transportes eram
1990).                                               responsáveis por 36,3% da energia consumida,
                                                                                                                               nÃo se esQueÇa
O gás natural foi introduzido no abastecimento de    a Indústria por 29,5%, o Sector Doméstico por
energia primária de Portugal, pela primeira vez em   16,8%, os Serviços por 11,5% e os restantes 5,8%                          •     Cada vez consumimos mais energia.
1997 e atingiu os 17% de quota de abastecimento      em outras actividades como a Agricultura, Pesca,                                Assim, apenas serão necessários
total de energia em 2008. Em termos de fontes        Construção e Obras Públicas.                                                    35 anos para duplicar o consumo
renováveis a quota foi de 18%.                                                                                                       mundial de energia e menos de 55
A nível internacional existem os seguintes                                                                                           anos para o triplicar.
                                                     abastecimento de energia Primária (2008)
compromissos até 2020:
                                                                                                                               •     Os sectores da habitação e dos
• redução do consumo de energia primária                                                                                             transportes foram, nos últimos anos,
                                                                        3%
      em 20% (meta da eficiência energética);              18%                                                                       os que mais aumentaram o consumo.
•   aumento do recurso a energias renováveis                                                        Petróleo                   •     Portugal tem uma dependência
    para 20% do mix europeu (meta indicativa                                                        Combustiveis sólidos             energética do exterior de 82%.
    para Portugal: 31%);                             17%                                52%         Gás natural
                                                                                                    Renováveis
                                                                                                                               •     A principal fonte de energia para
•   incorporação de 20% dos biocombustíveis                                                                                          o consumo energético em Portugal
                                                                                                    Outros
    nos carburantes até 2020.                                                                                                        é o petróleo e os seus derivados
                                                           10%
                                                                                                                                     (gasolina, gasóleo, butano e propano).
                                                     Fonte: DGEG, Estatísticas-Balanços Energéticos 2008 (provisório)


                                                                                                                                                                                13
A HABITAÇÃO




14
O consumo de energia na nossa habitação depende de diversos
factores, tais como a zona onde se situa a casa, a qualidade
de construção, o nível de isolamento, o tipo de equipamentos
utilizados e até o uso que lhe damos.



Em Portugal, o sector residencial,          Com algumas pequenas intervenções
                                                                                        rePartiÇÃo dos consumos de electricidade Pelos diferentes usos
com cerca de 3,3 milhões de edifícios,      nos edifícios, é possível poupar até        finais (TOTAL 2004: 11087 GWh)
contribuiu com 17% do consumo de            30-35% de energia, mantendo as
energia primária em termos nacionais,       mesmas condições de conforto.
                                                                                                                                                            Frigorífico / Combinado
representando cerca de 29% do consumo
                                                                                                            12%                                             Congelador
de electricidade, o que evidencia,                                                              1%
                                                                                                                                     22%
desde logo, a necessidade de moderar          Existem medidas de baixo                                                                                      Máquina Lavar Roupa
                                                                                                 2%
especialmente o consumo eléctrico.            custo, ou sem qualquer custo                                                                                  Secador Roupa
Outra causa para o aumento do                 adicional, que podem reduzir
                                                                                                                                                            Máquina Lavar Loiça
                                              o nosso gasto de energia entre
consumo de energia reside na ineficiência     os 10% e os 40%.                            15%                                                               Audiovisuais
dos próprios equipamentos utilizados
                                                                                                                                                10%         Informática
no sector, edifícios incluídos, e dos
                                                                                                                                                            Iluminação
procedimentos e hábitos de utilização       Os consumos energéticos das
desses mesmos equipamentos.                                                                                                                                 AQS Eléctrico
                                            habitações portuguesas têm registado           5%                                              5%
Isto deve-se, não só a razões               um crescimento significativo, em parte,                                                                         Aquecimento ambiente
comportamentais dos consumidores,           também devido ao aumento da aquisição                     12%
                                                                                                                                3%      2%                  Arrefecimento ambiente
                                                                                                                  2%
como também ao período necessário           de equipamentos consumidores de energia.                                     9%                                 Forno
para a substituição dos equipamentos e      No que diz respeito ao consumo                                                                                  Outros
progressiva recuperação dos edifícios.      eléctrico, uma habitação média consome
                                            cerca de 4.000 kWh por ano, divididos da   Fonte: DGEG/IP-3E, Eficiência Energética em Equipamentos e Sistemas Eléctricos no Sector
                                            seguinte forma:                            Residencial, Abril 2004




                                                                                                                                                                                      15
ElECTRODOMÉSTICOS




16
Os electrodomésticos de linha branca (máquinas de lavar,                                                  Existem 7 classes de eficiência,            vida útil que supera os 10 anos,
frigoríficos, etc), os fornos eléctricos, o ar condicionado e as                                          identificadas por um código de              podemos ter uma poupança
                                                                                                          cores e letras que vão desde                energética de 780€.
fontes de luz, são equipamentos de uso comum nas nossas casas.                                            o verde para a letra A, no                  Por isso, na hora da compra,
Comprar um equipamento eficiente é importante e fácil de                                                  caso dos equipamentos mais                  há que ter em atenção o
identificar, graças à etiqueta energética..                                                               eficientes, até ao vermelho                 consumo energético e escolher,
                                                                                                          para a letra G, no caso dos                 preferencialmente, os de classe
                                                                                                          equipamentos menos eficientes.              A, pois são energeticamente
                                                                                                          A etiqueta energética é                     mais eficientes.
                                                                                                          regulada a nível europeu por
A EtIQUEtA ENErGétICA                                                                                     uma normativa composta por                    É muito importante
O seu âmbito de utilização         Estabelecem o valor máximo         A etiqueta energética permite       diversas Directivas Europeias.                escolher um
é comum em toda a Europa           para o consumo energético do       ao consumidor conhecer                                                            electrodoméstico adaptado
                                                                                                                                                        às nossas necessidades.
e constitui uma ferramenta         aparelho quando não está a ser     de forma rápida a eficiência              + Eficiente
                                                                                                                                                        Não basta que seja
                                                                                                                         A
informativa ao serviço dos         utilizado ou quando está em        energética de um equipamento.                           B                         eficiente, mas também
utilizadores de aparelhos          modo de espera (stand-by).         As etiquetas têm uma parte                                  C                     que tenha o tamanho e
eléctricos. Segundo a legislação   Os tipos de equipamentos que       comum que faz referência                                        D                 desempenho ajustado ao
vigente, é obrigatório o           têm estabelecida a etiquetagem     à marca, denominação do                                             E             que precisamos.
                                                                                                                                              F         Por exemplo, um frigorífico
vendedor exibir a etiqueta         energética são:                    aparelho e classe de eficiência                                             G     de classe A de 300 litros
energética de cada modelo de                                          energética. têm uma outra                               - Eficiente               de capacidade pode gastar
electrodoméstico, assim como       •   Frigoríficos, congeladores e   parte, que varia consoante                                                        mais electricidade do
                                       combinados.                                                        é fundamental saber que                       que um de 100 litros de
é obrigatório para o fabricante                                       o electrodoméstico, que
fornecer os valores que                                               apresenta outras características,   o consumo de energia, para                    classe G.
                                   •   Máquinas de lavar e/ou
avaliam um dado modelo de              secar roupa.                   segundo a sua funcionalidade.       desempenhos idênticos,
electrodoméstico com etiqueta                                         Por exemplo, a capacidade de        pode chegar a ser quase
                                   •   lâmpadas.
energética.                                                           congelamento para frigoríficos      três vezes superior nos
As etiquetas Energy Star e GEA     •   Forno eléctrico.               ou o consumo de água para           electrodomésticos da classe G,
são utilizadas em equipamentos                                        máquinas de lavar roupa.            quando comparados com os da
                                   •   Ar condicionado.
de escritório e na electrónica                                                                            classe A. Se a isto, juntarmos o
de consumo.                                                                                               facto de que a maior parte dos
                                                                                                          equipamentos (com excepção
                                                                                                          das fontes de luz) têm uma
                                                                                                                                                                                         17
Este é o electrodoméstico que mais energia consome. Por ter um uso contínuo
                   (apenas se desliga para limpeza ou devido a ausências prolongadas), tem um consumo
                   considerável, ainda que não tenha uma potência elevada: 200 W, face a um secador
                   que pode chegar a atingir potências de 2.000 W. No entanto, o uso que fazemos do
                   secador é inferior, tal como o seu consumo ao longo do ano.


                   O gelo que se forma no
                                                         etiQueta energÉtica Para eQuiPamentos de frio domÉstico
                   interior do frigorífico é isolante
                   e dificulta o arrefecimento.
                   Existem modelos, conhecidos            Energia                                        Designação ou marca
                   por “no-frost”, ou sem gelo,           Fabricante                                     do fabricante/Referência
                   que têm uma circulação                 Modelo                                         do aparelho

                   contínua de ar no interior             Mais Eficiente
                                                                                                         Classe de
                   que evita a formação de gelo,                            A                            eficiência energética
                   resultando numa melhoria                                     B
                                                                                    C
                   da eficiência energética.                                                             Etiqueta ecológica europeia
                                                                                        D
                                                                                            E
                   Classe A+ e A++                                                               F
                   Para os frigoríficos e congeladores                                               G
                                                          Menos Eficiente
                   aprovaram-se duas novas                Consumo de Energia                  kWh/ano
                                                          Com base nos resultados de ensaio
                   classes energéticas ainda mais         normalizado de 24 h                            Consumo anual de energia kWh
                                                          O consumo real varia com as condições de
                   eficientes do que a classe A:          utilização da máquina e com a sua
                                                          localização

                   a classe A+ que engloba todos          Volume de alimentos frescos L
                                                                                                         Capacidade (I)
                   aqueles aparelhos que tenham           Volume de alimentos congelados L               e número de estrelas
                   um consumo inferior a 42%
                                                          Nível de ruído                                 Nível de ruído (dB(A))
                   do consumo médio de um                 [dB(A) re 1 pW]

                   aparelho equivalente e a classe        ficha pormenorizada no
                                                          folheto do produto
                   A++ para todos aqueles com                                                            Bandeira Europeia
                                                          Norma EN 153, Maio de 1990

                   um consumo inferior a 30%.             Directiva 94/2/CE relativa a etiquetagem de


     FRIGORíFICO
                                                          frigoríficos




18
Praticamente 32% da electricidade consumida nas habitações portuguesas                                  conselHos Práticos
     destina-se à refrigeração e congelação dos alimentos.
                                                                                                             1.   Compre frigoríficos com etiqueta energética de classe
tabela comParativa de classe de eficiência energÉtica
                                                                                                                  A+ e A++. Poupam energia e dinheiro.
             Consumo de energia           Custo económico          Poupança na substituição por              2.   Não compre um equipamento com mais capacidade
             em 15 anos (kWh)             em 15 anos (ˆ )          um produto de classe A++ (ˆ )                  do que necessita.
 a++         2.956                        325                      -                                         3.   Coloque o frigorífico ou o congelador num local fresco
 a+          4.138                        455                      130                                            e ventilado, afastado de possíveis fontes de calor:
                                                                                                                  radiação solar, forno, etc.
 a           5.420                        596                      271
             6.406                        705                      380
                                                                                                             4.   limpe, pelo menos uma vez por ano, a parte traseira
 b
                                                                                                                  do aparelho.
 c           8.130                        894                      569
                                                                                                             5.   Descongele antes que a camada de gelo atinga os
 d           9.855                        1084                     759
                                                                                                                  3mm de espessura. Com isto, poderá conseguir
 e           10.348                       1138                     813                                            poupanças até 30%.
 f           11.580                       1274                     949                                       6.   Certifique-se que as borrachas das portas estão em
 g           12.319                       1355                     1030                                           boas condições e fecham bem de modo a evitar perdas
Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable          Custo considerado por kWh: 0,11ˆ
                                                                                                                  de frio.
                                                                                                             7.   Nunca coloque alimentos quentes no frigorífico.
 causas Para a Perda de frio                                                                                      Se os deixar arrefecer no exterior, poupa energia.
                  4%                                                                                         8.   Quando tira um alimento do congelador, para consumi-lo
           7%
                                                                                                                  no dia seguinte, descongele-o no frigorífico em vez de
      8%                                         Isolamento                                                       no exterior. Deste modo, terá ganhos gratuitos de frio.
                                                 Alimentos
                                                                                                             9.   Abra a porta o menos possível e feche-a rapidamente.
  13%                                            Junta da porta                                                   Evitará um gasto inútil de energia.
                                   68%           Aberturas
                                                                                                             10. Ajuste o termostato de forma a manter a temperatura
                                                 Outros
                                                                                                                 de 5ºC no compartimento do frigorífico e -18ºC
                                                                                                                 no congelador.


                                                                                                                                                                            19
É um dos electrodomésticos
                                                             etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar loiÇa
                              que mais energia consome,
                              correspondendo 90% desse
                                                                                                               Máquina de
                              consumo ao aquecimento                                                           lavar loiça


                              da água.                         Energia                                                       Designação ou marca
                                                               Fabricante                                                    do fabricante/Referência
                                                               Modelo                                                        do aparelho
                              A etiqueta energética de uma     Mais Eficiente
                                                                                                                             Classe de
                              máquina de lavar loiça tem                         A                                           eficiência energética
                              em linha de conta a eficácia                           B
                              da lavagem, da secagem e os                                C
                                                                                                                             Etiqueta ecológica europeia
                                                                                             D
                              consumos de água e energia
                                                                                                  E
                              por lavagem, mensurados no                                              F
                              programa económico.                                                          G
                                                               Menos Eficiente
                                                               Consumo de Energia                  kWh/ciclo
                                                               Com base nos resultados dos ensaios para                      Consumo de energia
                                                               o ciclo de lavagem padrão recomendado
                                                               pelo fabricante, com enchimento a água fria                   (kWh) por ciclo padrão
                                                               O consumo real de energia dependerá das
                                                               condições de utilização do aparelho


                                                               Eficiência de lavagem                                         Classe de
                                                               A: mais elevada                G: mais baixa                  eficiência de lavagem
                                                               Eficiência de secagem
                                                                                                                             Classe de
                                                               A: mais elevada                G: mais baixa
                                                               velocidade de centrifugação
                                                                                                                             eficiência de secagem

                                                               Serviços de loiça padrão                                      Capacidade do aparelho e
                                                               Consumo de água                      l/ciclo                  consumo de água (I)
                                                               Nível de ruído                                                Nível de ruído
                                                               [dB(A) re 1 pW]


                                                               ficha pormenorizada no
                                                               folheto do produto
                                                               Norma EN 50242
                                                                                                                             Bandeira Europeia
                                                               Directiva 97/17/CE relativa a etiquetagem
                                                               de máquinas de lavar loiça




     MÁQUINA DE LAVAR LOIÇA

20
conselHos Práticos
UM CASO PRáTICO
                                                                                                            1.   As máquinas com etiqueta energética de classe A
Nesta tabela, podemos verificar a poupança que é possível alcançar, com uma                                      poupam dinheiro e energia.
máquina de lavar loiça de classe A ao longo da sua vida útil, face a outra de
classe inferior.                                                                                            2.   Escolha a capacidade da sua máquina de acordo
                                                                                                                 com as suas necessidades.
 Classe       Consumo de energia            Custo económico        Poupança na substituição por             3.   Procure utilizar a máquina quando está
              em 10 anos (kWh)              em 10 anos (€)         um produto de classe A (€)
                                                                                                                 completamente cheia.
 A            2.544                         280                    -
                                                                                                            4.   Com meia carga, use programas curtos ou
 B            2.784                         306                    26                                            económicos.
 C            3.240                         356                    77
                                                                                                            5.   Se necessita de passar a loiça por água antes
 D            3.720                         409                    129                                           de a meter na máquina, utilize água fria.
 E            4.200                         462                    182                                      6.   Uma boa manutenção melhora o comportamento
 F            4.680                         515                    235                                           energético: limpe frequentemente o filtro.

 G            4.920                         541                    261                                      7.   Mantenha sempre cheios os depósitos de
                                                                                                                 abrilhantador e sal, pois reduzem o consumo de
Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable         Custo considerado por kWh: 0,11€
                                                                                                                 energia na lavagem e secagem, respectivamente.




                                                                                                                                                                   21
A maior parte da energia que
                                                                  etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar rouPa
                              consome (entre 80% e 85%) é
                              utilizada para aquecer a água,
                              pelo que é muito importante                                                             Máquina de
                                                                                                                      lavar roupa

                              recorrer a programas de               Energia                                                         Designação ou marca
                              baixas temperaturas.                  Fabricante                                                      do fabricante/Referência
                                                                    Modelo                                                          do aparelho
                                                                    Mais Eficiente
                              Na etiqueta energética                                                                                Classe de
                                                                                      A                                             eficiência energética
                              da máquina de lavar roupa                                   B
                              aparecem reflectidos a eficácia                                 C
                                                                                                                                    Etiqueta ecológica europeia
                              da lavagem e da centrifugação                                       D
                                                                                                      E
                              assim como o consumo de
                                                                                                           F
                              água e de energia por ciclo.                                                     G
                                                                    Menos Eficiente
                                                                    Consumo de Energia                    kWh/ciclo
                              Começam a aparecer no                 Com base nos resultados do ciclo de                             Consumo de energia (kWh)
                              mercado máquinas de lavar             lavagem normalizado de tecidos de algodão
                                                                    a 60ºC                                                          relativamente a um ciclo a 60ºC
                                                                    O consumo real de energia dependerá das
                              roupa de entrada bitérmica            condições de utilização do aparelho


                              (entradas separadas para água         Eficiência de lavagem
                                                                                                                                    Eficiência de lavagem
                              quente e fria), as quais reduzem      A: mais elevada               G: mais baixa

                              o tempo de aquecimento                Eficiência de centrifugação
                                                                    A: mais elevada               G: mais baixa                     Eficiência de centrifugação
                              da água, alcançando uma               velocidade de centrifugação
                              importante poupança de                                                                                Capacidade (algodão) kg e
                                                                    Capacidade (algodão) kg
                              energia, especialmente                Consumo de água                   l                             consumo de água (I)
                              associada à utilização de painéis     Nível de ruído             Lavagem                              Nível de ruído para a lavagem
                              solares térmicos.                     [dB(A) re 1 pW]            Centrifugação                        e centrifugação (dB(A))
                                                                    ficha pormenorizada no
                                                                    folheto do produto
                                                                   Norma EN 60466                                                   Bandeira Europeia
                                                                   Directiva 95/12/CE relativa a etiquetagem
                                                                   de máquinas de lavar roupa




     MÁQUINA DE LAVAR ROUPA

22
UM CASO PRáTICO                                                                                             conselHos Práticos

 Nesta tabela, podemos ver a poupança de energia que se pode obter, ao longo                                 1.   Compre máquinas de lavar roupa com etiqueta
 da sua vida útil, com uma máquina de lavar roupa de classe A, face a outra de                                    energética de classe A. Poupará energia e dinheiro.
 classe inferior.
                                                                                                             2.   Aproveite ao máximo a capacidade da sua
  Classe       Consumo de energia            Custo económico        Poupança na substituição por                  máquina e coloque-a em funcionamento sempre
               em 10 anos (kWh)              em 10 anos (ˆ )        um produto de classe A (ˆ )                   com carga completa.
  A            2.508                         276                    -                                        3.   Existem no mercado máquinas com programas
  B            2.964                         326                    50                                            de meia carga, o que reduz substancialmente
                                                                                                                  o consumo de energia.
  C            3.762                         414                    138
                                                                                                             4.   As máquinas com sonda de água, que mede a
  D            4.560                         502                    226
                                                                                                                  sujidade da mesma, não a renovam enquanto
  E            4.788                         527                    251                                           tal não for necessário, reduzindo de forma
                                                                                                                  importante o consumo de água e de energia.
  F            5.358                         589                    314

  G            5.700                         627                    351                                      5.   Utilize preferencialmente programas de baixa
                                                                                                                  temperatura.
 Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable         Custo considerado por kWh: 0,11ˆ
                                                                                                             6.   Aproveite o calor do sol para secar a roupa.
 Ao substituir uma máquina de classe G por uma de classe A, a poupança ao longo                              7.   Utiliza-se muito menos energia centrifugando
 da sua vida útil ascende a 351ˆ , compensando assim o valor da nova.                                             do que utilizando uma máquina de secar roupa.
                                                                                                             8.   Use produtos anti-calcário e limpe regularmente
                                                                                                                  de impurezas o filtro da máquina. Assim, não
                                                                                                                  diminuirá o seu desempenho, poupando energia.
                                                                                                             9.   Se tem contratada a tarifa bi-horária, procure
Embora pouco difundidas, existem no mercado máquinas bitérmicas, com duas                                         fazer as lavagens e utilizar a maior parte dos
entradas de água independentes: uma para a água fria e outra para a quente.                                       electrodomésticos no período nocturno.
Desta forma utiliza-se o sistema de produção de águas quentes da casa, permitindo
poupanças de 25% no tempo de lavagem.



                                                                                                                                                                        23
É um grande consumidor de
                                                               etiQueta energÉtica Para máQuinas de secar rouPa
                              energia. Assim, recomenda-se
                              que o seu uso seja restrito
                              a situações em que as                                                             secador de roupa


                              condições climatéricas não        Energia                                                            Designação ou marca
                              permitam a secagem da roupa       Fabricante                                                         do fabricante/Referência
                                                                Modelo                                                             do aparelho
                              ao sol. Em qualquer caso,
                              é conveniente centrifugar          Mais Eficiente
                                                                                                                                   Classe de
                              a roupa antes de utilizar a                         A                                                eficiência energética
                                                                                      B
                              máquina de secar.                                           C                                        Etiqueta ecológica europeia
                                                                                               D
                                                                                                   E
                              Depois de uma centrifugação                                              F
                              a 1.000rpm existe um                                                          G
                              remanescente de humidade de        Menos Eficiente
                                                                 Consumo de Energia                 kWh/ciclo
                              60%. Quer isto dizer que se a      Com base nos resultados do ciclo                                  Consumo de energia (kWh)
                                                                 normalizado “secagem de tecidos de
                              carga da máquina é de 6kg de       algodão”                                                          relativamente a programa de
                                                                 O consumo real varia com as condições de                          5kg de algodão
                              algodão, no final da lavagem       utilização da máquina e com a sua
                                                                 localização

                              a roupa contém cerca de 3,5        Capacidade (algodão) kg                                           Capacidade (kg)
                              litros de água que tem que         Extracção (Saída de Ar)
                                                                                                                                   Tipo de aparelho
                              ser eliminada pelo processo        Condensação


                              de secagem. Por isso, é tão        Nível de ruído             Lavagem                                Nível de ruído (dB(A)) -
                                                                 [dB(A) re 1 pW]            Centrifugação                          Facultativo
                              importante centrifugar a roupa
                              o máximo possível para poupar      ficha pormenorizada no
                                                                 folheto do produto
                              energia durante a secagem.        Norma EN 61121
                                                                                                                                   Bandeira Europeia
                                                                Directiva 95/13/CE relativa a etiquetagem

                              Na etiqueta energética da         de secadores de roupa



                              máquina de secar está indicado
                              se a lavagem é de extracção ou
                              condensação.

     MÁQUINA DE SECAR ROUPA

24
A secagem pode ser feita por:
UM CASO PRáTICO                                                                                            •   EXtrACÇãO: O ar aquecido e húmido é expulso para o exterior
Nesta tabela, podemos verificar a poupança que é possível alcançar, com uma                                    de modo a eliminar a humidade e continuar a secagem (Ineficiente).
máquina de secar roupa de classe A ao longo da sua vida útil, face a outra de                              •   CONDENSAÇãO: O ar quente e húmido da secagem é utilizado
classe inferior.                                                                                               num circuito de condensação que elimina a água (Eficiente).
 Classe       Consumo de energia            Custo económico        Poupança na substituição por            O controlo pode ser por:
              em 10 anos (kWh)              em 10 anos (ˆ )        um produto de classe A (ˆ )
                                                                                                           •   SENSOr DE HUMIDADE: Sistema inteligente que pára o processo
 A            1.672                         184                    -
                                                                                                               quando é atingida a humidade desejada pelo utilizador (Eficiente).
 B            1.976                         217                    33
                                                                                                           •   tEMPOrIzADOr: O processo pára quando passa o tempo
 C            2.508                         276                    92                                          previsto de programação (Ineficiente).
 D            3.040                         334                    150

 E            3.192                         351                    167
                                                                                                               conselHos Práticos
 F            3.572                         393                    209

 G            3.800                         418                    234                                         1.   Aproveite ao máximo a capacidade de carga
Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable        Custo considerado por kWh: 0,11ˆ
                                                                                                                    e procure que trabalhe sempre quando completa.
                                                                                                               2.   Antes de cada utilização, centrifugue a roupa na
                                                                                                                    máquina de lavar.
                                                                                                               3.   Não seque a roupa de algodão e a roupa pesada
                                                                                                                    na mesma carga de secagem.
                                                                                                               4.   Periodicamente limpe o filtro da máquina e
                                                                                                                    inspeccione a saída de ventilação para assegurar-se
                                                                                                                    que a mesma não está obstruída.
                                                                                                               5.   Use o sensor de humidade para evitar que a sua
                                                                                                                    roupa seque excessivamente.
                                                                                                               6.   Se tiver disponível, utilize o programa “passar
                                                                                                                    a ferro”, que não seca a roupa completamente.


                                                                                                                                                                                    25
A máquina de lavar e secar
                                                                        etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar e secar rouPa
                                      combina duas funções
                                      num só equipamento.
                                                                                                                          Máquina de lavar e
                                                                                                                            secar roupa

                                                                         Energia                                                               Designação ou marca
                                      Como máquina de lavar              Fabricante                                                            do fabricante/Referência
                                      aplicam-se as mesmas melhorias     Modelo                                                                do aparelho
                                      tecnológicas das máquinas de       Mais Eficiente
                                                                                                                                               Classe de
                                      lavar "normais".                                     A                                                   eficiência energética
                                      As recomendações de                                      B
                                                                                                   C
                                      manutenção são também                                                                                    Etiqueta ecológica europeia
                                                                                                       D
                                      idênticas.                                                            E
                                                                                                                F
                                      Como máquina de secar,                                                         G
                                                                         Menos Eficiente
                                                                                                                                               Consumo de energia (kWh) para um
                                      trata-se de um tipo especial de    Consumo de Energia                  kWh
                                                                                                                                               ciclo completo (lavagem + centrifugação +
                                                                                                                                               secagem) a 60ºC
                                      secador por condensação, mais      Com base nos resultados de ensaio para
                                                                         um ciclo completo (lavagem e secagem de
                                                                         capacidade máxima de 60ºC)
                                      eficiente que um de extracção.     Lavagem (unicamente)                                                  Consumo de energia (kWh) para um
                                                                         O consumo de energia dependente das                                   ciclo completo (lavagem + centrifugação)
                                                                         condições de utilização do aparelho
                                                                                                                                               a 60ºC
                                      Numa máquina de lavar e secar      Eficiência de lavagem
                                                                         A: mais elevada      G: mais baixa
                                      roupa pode-se secar metade         Velocidade de centrifugação                                           Eficiência de lavagem
                                      da roupa que se pode lavar         Capacidade                             Lavagem                        Capacidade para a lavagem e
                                                                         (algodão) kg                           Secagem                        secagem (kg)
                                      (6kgs lavados contra apenas        Consumo de água (total) l                                             Consumo de água (I)
                                      3kgs secos). A sua etiqueta
                                                                         Nível de ruído             Lavagem
                                      energética, na verdade, unifica    [dB(A) re 1 pW]            Centrifugação                              Nível de ruído (dB(A))
                                                                                                    Secagem
                                      2 etiquetas, com especial          ficha pormenorizada no
                                      atenção para a lavagem.            folheto do produto
                                                                                                                                               Bandeira Europeia
                                                                         Norma EN 50229
                                                                         Directiva 96/60/CE relativa a etiquetagem
                                                                         de máquinas de lavar/secar roupa




     MÁQUINA DE LAVAR E SECAR ROUPA

26
Existem 2 tipos de fornos:
                                        etiQueta energÉtica fornos elÉctricos
        a gás e eléctricos, sendo
        que os primeiros são
        energeticamente mais                                                            forno eléctrico


        eficientes.                      Energia                                                          Designação ou marca
                                         Fabricante                                                       do fabricante/Referência
                                         Modelo                                                           do aparelho
        Os fornos eléctricos dispõem     Mais Eficiente
                                                                                                          Classe de
        de etiquetas energéticas que                       A                                              eficiência energética
        nos permitem saber quais os                            B
        aparelhos mais eficientes.                                 C
                                                                                                          Etiqueta ecológica europeia
        A sua etiqueta energética                                      D
                                                                           E
        distingue entre 3 tipos de
                                                                                F
        tamanho, segundo o volume                                                   G
        útil do forno: pequeno, médio    Menos Eficiente

        e grande.                        Consumo de Energia
                                         Função de aquecimento:
                                                                               (kWh)

                                                        Convencional
                                                        Convecção focada de ar
                                                                                                          Consumo de energia (kWh)
        Um forno de classe G             (Com base na carga - padrão)



        consumirá mais do dobro          Volume Útil                  litros                              Volume útil (I)
        da energia de um forno de        Tamanho                      Pequeno
                                                                      Médio                               Tamanho do compartimento
        classe A.                                                     Grande


                                         Nível de ruído                                                   Nível de ruído (dB(A))
                                         [dB(A) re 1 pW]


                                         ficha pormenorizada no
                                         folheto do produto
                                                                                                          Bandeira Europeia
                                         Norma EN 50304
                                         Directiva 2002/40/CE relativa a etiquetagem
                                         de fornos eléctricos




FORNO

                                                                                                                                        27
conselHos Práticos

     1.   Procure um forno de classe A.
     2.   Não abra o forno
          desnecessariamente. Cada vez
          que o faz está a perder no
          mínimo 20% da energia
          acumulada no seu interior.
     3.   Procure aproveitar ao
          máximo a capacidade do
          forno e cozinhe, se tal for
          possível, o maior número
          de alimentos.
     4.   Normalmente não é
          necessário pré-aquecer o
          forno para cozinhados com
          duração superior a 1 hora.
     5.   Apague o forno um pouco
          antes de acabar de cozinhar:
          o calor residual será suficiente
          para acabar o processo.
     6.   Os fornos com ventilação
          interna favorecem a
          distribuição uniforme de calor,
          poupam tempo e, portanto,
          gastam menos energia.




28
Dependendo da energia que utilizam, podemos
         distinguir dois tipos de placas: a gás e eléctricas.


         Estas últimas, por sua vez, podem ser de resistências
         convencionais, de tipo vitrocerâmico ou de indução.
         As placas de indução aquecem os alimentos ao gerarem
         campos magnéticos. São muito mais rápidas e eficientes
         que as eléctricas.




           Numa placa eléctrica, se utilizarmos uma panela
           aberta e com um fundo com má difusão de calor,
           implica que para manter em ebulição 1,5 litros
           de água seja necessária uma potência de 850 W.
           Numa panela com um fundo que difunda bem o
           calor, o mesmo exercício requer apenas 150 W.




PLACAS

                                                                  29
Trata-se de um dos electrodomésticos com maior
                  taxa de crescimento nos últimos anos.


                  Utilizar o microondas em vez do forno tradicional
                  reduz o consumo de energia em cerca de 60% a 70%,
                  para além de uma poupança significativa de tempo.




                      conselHos Práticos

                      1.   Para cozinhar, escolha eficazmente os recursos
                           disponíveis: microondas, fogão e por último, o
                           forno.
                      2.   Procure que o fundo dos recipientes seja
                           ligeiramente maior do que o bico do fogão
                           de modo a aproveitar o calor ao máximo.
                      3.   Utilize panelas com fundos de grande difusão
                           de calor.
                      4.   Sempre que possível, utilize panelas de pressão:
                           consomem menos energia e poupam muito
                           tempo.
                      5.   tape as panelas durante a cozedura: consumirá
                           menos energia.
                      6.   Aproveite o calor residual das placas eléctricas,
                           apagando-as uns cinco minutos antes do prato
     MICROONDAS            estar pronto.


30
PEQUENOS DOMéStICOS
                                            Os pequenos electrodomésticos que se limitam a realizar alguma acção
                                            mecânica (bater, cortar, etc.), com excepção do aspirador, têm geralmente baixas
                                            potências. No entanto, os que produzem calor, (ferro, torradeira, secador, etc.)
                                            têm potências maiores e, consequentemente, consumos mais significativos.




                                              Uma curiosidade: o uso de uma máquina de barbear eléctrica pode significar
                                              um consumo de energia menor do que uma barba feita com uma lâmina.
                                              tudo depende do tempo que a água estiver aberta, pois o consumo desta
                                              implica igualmente um consumo de electricidade, ao accionarem-se bombas
                                              de pressão eléctricas que fazem chegar a água à torneira.
ElECTRODOMÉSTICOS SEM ETIQUETA ENERGÉTICA



                                                conselHos Práticos
                                                1.   Não deixe os aparelhos ligados se tiver que interromper a tarefa
                                                     (por exemplo, o ferro de engomar).
                                                2.   Aproveite o aquecimento do ferro para passar grandes
                                                     quantidades de roupa de uma só vez, evitando ligar o ferro muitas
                                                     vezes para pequenas quantidades de roupa.
                                                3.   A escolha acertada de um pequeno electrodoméstico pode
                                                     poupar energia, devido ao seu menor consumo energético.
                                                4.   Às vezes, é possível evitar o uso da ventilação, abrindo a janela
                                                     e provocando correntes de ar naturais.


                                                                                                                               31
Tal como acontece com os
                                      frigoríficos, a potência
                                      unitária destes aparelhos
                                      é pequena, mas a sua utilização
                                      é constante, o que os faz serem
                                      responsáveis por um
                                      consumo importante de energia.
                                      A tendência actual evidencia       Os audiovisuais representam 9% do consumo
                                                                         eléctrico das famílias portuguesas e, depois
                                      um aumento da procura de           dos frigoríficos, são o equipamento de maior
                                      aparelhos de ecrã cada vez         consumo a nível global.
                                      maior e com mais potência.


                                      Uma televisão em modo de
                                      espera (stand-by), pode consumir    conselHos Práticos
                                      até 15% do consumo realizado        1.   Não deixe a sua televisão em modo
                                      em condições normais. Por isso,          de espera.
                                      em ausências prolongadas ou
                                      quando não está a ver televisão,    2.   Uma boa ideia é ligar a televisão e todos
                                      convém apagá-la, no botão                os equipamentos audiovisuais (sistema de
                                      de desligar.                             som, DvD, descodificador digital, etc.) a
                                                                               uma ficha múltipla com botão ON e OFF.
                                                                               Ao desligarmos este botão, apagaremos
                                                                               todos os aparelhos, conseguindo-se
                                                                               poupanças superiores a 40 euros por ano.




     TV E EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS


32
Na última década, os equipamentos
                            informáticos tiveram um rápido                       Os equipamentos informáticos
                            crescimento.                                         com etiqueta Energy Star
                                                                                 têm a capacidade de passar
                                                                                 ao modo de baixo consumo
                                                                                 (estado de repouso) passado
                            O ecrã do computador é o                             algum tempo de não estarem
                            componente que mais energia                          a ser utilizados. Neste estado
                            consome e quanto maior for,                          o seu consumo de energia é
                            mais consumirá.                                      apenas 15% do normal.
                            Os ecrãs planos (tFt) consomem
                            menos energia do que os
                            convencionais.




                               conselHos Práticos
                                1.   Compre equipamentos com sistemas de poupança de energia (símbolo Energy Star)
                                     e desligue-os completamente caso preveja ausências superiores a 30 minutos.
                                2.   Opte por comprar impressoras que imprimam dos dois lados do papel e aparelhos
                                     de fax que usem papel comum.
                                3.   Ao utilizarmos o computador apenas por períodos curtos, podemos desligar somente
                                     o ecrã, poupando assim energia. Ao regressarmos, não teremos que esperar que se
                                     reinicie o equipamento.
                                4.   Os ecrãs lCD poupam cerca de 37% de energia em funcionamento e cerca de 40% em
                                     modo de espera.
                                5.   A protecção do ecrã que mais energia poupa é a totalmente negra.
                                6.   Devem ligar-se vários equipamentos informáticos a uma ficha múltipla com botão
                                     de ON e OFF. Ao desligar este botão, desligaremos automaticamente todos os aparelhos,
EQUIPAMENTOS INFORMÁTICOS            poupando energia.


                                                                                                                             33
IlUMINAÇÃO




34
A luz faz parte da nossa vida. Por esta razão é uma das necessidades
energéticas mais importantes nos nossos lares, representando cerca
de 20% da electricidade que consumimos em casa.

Para conseguir uma boa iluminação, há que      EXIStEM DIFErENtES tIPOlOGIAS DE lÂMPADAS
analisar as necessidades de luz de cada uma
                                               1.   Lâmpadas incandescentes: A luz       3.   Lâmpadas fluorescentes                e suportes (casquilhos) das
das zonas da casa, já que nem todos os
                                                    produz-se pela passagem da                tubulares: Baseiam-se na              lâmpadas a que estamos
espaços requerem a mesma luminosidade,
                                                    corrente eléctrica através de             emissão luminosa que alguns           normalmente habituados.
nem durante o mesmo tempo, nem com                  um filamento metálico, com                gases como o flúor emitem             Por esta razão, as lâmpadas
a mesma intensidade. torna-se fundamental           grande resistência. São as que            quando submetidos a uma               de baixo consumo são também
esclarecer a ideia errada, mas muito comum,         apresentam maior consumo                  corrente eléctrica. A eficácia        conhecidas por compactas. São
de associar a luz que uma lâmpada difunde           eléctrico, as mais baratas e as de        luminosa é assim muito maior          mais caras que as tradicionais,
com a quantidade de electricidade necessária        menor duração (1.000 horas).              do que no caso das lâmpadas           se bem que a sua poupança em
para a produzir. Falamos assim de uma                                                         incandescentes, pois neste            electricidade permite amortizar
lâmpada de 60 a 100 watts como sinónimo        2.   Lâmpadas de halogéneo: têm o              processo produz-se menos              um maior investimento muito
de lâmpadas que produzem uma certa                  mesmo princípio das anteriores.           calor e a electricidade destina-se,   antes de terminar o seu tempo
luminosidade, quando na realidade, o "watt"         Caracterizam-se por uma                   em maior proporção, à                 de vida útil (entre 8.000 e
é uma medida de potência e a luz tem a sua          maior duração e pela qualidade            obtenção da própria luz. São          10.000 horas).
própria unidade de medida: "o lumen".               especial da sua luz.                      mais caras do que as lâmpadas         Duram oito vezes mais que
                                                    Existem lâmpadas de halogéneo             incandescentes, mas consomem          as lâmpadas tradicionais e
                                                    que necessitam de um                      até menos 80% de electricidade        proporcionam a mesma luz,
                                                    transformador. Os do tipo                 que estas para a mesma                poupando cerca de 80% de
  A eficácia luminosa de uma lâmpada
  é a quantidade de luz emitida por                 electrónico diminuem as perdas            emissão luminosa e têm uma            energia quando comparado
  unidade de potência eléctrica (W)                 de energia, quando comparados             duração entre 8 a 10 vezes            com as incandescentes. Por isso,
  consumida. Mede-se em “lumens por                 com os tradicionais, e o consumo          superior.                             o seu uso é recomendável.
  watt” e permite comparar a eficiência             final de electricidade (lâmpada                                                 Em locais onde o acender e
  de diferentes fontes de luz. A eficácia           mais transformador) pode             4.   Lâmpadas de baixo consumo:            apagar seja muito frequente,
  luminosa das lâmpadas incandescentes              ser até 30% inferior ao das               São pequenos tubos                    não é recomendável o uso de
  situa-se entre os 12 lm/W e os 20                 lâmpadas convencionais.                   fluorescentes que têm sido            lâmpadas de baixo consumo
  lm/W, sendo que, para as lâmpadas                                                                                                 convencionais, isto porque a sua
  fluorescentes, a eficácia situa-se entre                                                    progressivamente adaptados
                                                                                              a vários tamanhos, formas             vida útil será reduzida de forma
  os 40 lm/W e os 100 lm/W.
                                                                                                                                    significativa.

                                                                                                                                                                       35
As lâmpadas convencionais
     incandescentes só aproveitam em
     iluminação cerca de 5% da energia
     eléctrica que consomem. Os restantes
     95% são transformados em calor, sem
     aproveitamento luminoso.




                                                                                                             INStAlAÇõES EM
      UM CASO PRÁTICO                                                                                        CONDOMíNIOS
       Lâmpada                 Lâmpada de baixo             Poupança em kWh     Poupança em custo            Podem-se conseguir poupanças
       convencional            consumo com a                durante a vida de   de electricidade
       a substituir            mesma intensidade            uma lâmpada         durante a vida de
                                                                                                             energéticas, criando-se sectores de
                               de luz                                           uma lâmpada (€)              iluminação de forma a que se acendam
       25 W                    5W                           160                 18
                                                                                                             somente as luzes do espaço onde se
                                                                                                             encontra.
       40 W                    9W                           248                 27
       60 W                    11 W                         392                 43
                                                                                                             Nas zonas de passagem, como
                                                                                                             escadas ou halls, é importante
       75 W                    15 W                         480                 53
                                                                                                             utilizar sistemas temporizados ou
       100 W                   20 W                         640                 70                           detectores de presença que accionem
      Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable    Custo considerado por kWh: 0,11€   automaticamente as luzes.




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conselHos Práticos                                                        nÃo se esQueÇa

1.   Sempre que possível, utilize luz natural.                            •   Os equipamentos com a etiqueta energética A,
2.   Prefira cores claras nas paredes e tectos. Aproveitará melhor            A+ ou A++ são os mais eficientes e, ao longo
     a iluminação natural e poderá reduzir a artificial.                      da sua vida útil, poderão trazer poupanças
                                                                              significativas na factura de electricidade.
3.   Não deixe luzes acesas em divisões que não estão a ser utilizadas.
                                                                          •   Não escolha aparelhos com maior potência
4.   reduza ao mínimo a iluminação ornamental em zonas                        do que aquilo que necessita. Estará a gastar
     exteriores (jardins, etc.).                                              dinheiro e energia.
5.   Mantenha limpas as lâmpadas e respectivas protecções                 •   A manutenção adequada e a limpeza dos
     ou ornamentos. terá mais luminosidade, sem aumentar                      electrodomésticos, prolonga a sua vida e
     a potência.                                                              poupa energia.
6.   Substitua as lâmpadas incandescentes pelas de baixo consumo.         •   O frigorífico e a televisão são os electrodomésticos
     Para um nível idêntico de iluminação, poupam até 80% de                  de maior consumo global, apesar de terem
     energia e duram 8 vezes mais. Na substituição, dê prioridade             potências unitárias inferiores a outros
     às que têm mais uso.                                                     electrodomésticos, tais como as máquinas de
7.   Adapte a iluminação às suas necessidades e dê preferência                lavar roupa, loiça ou o ferro eléctrico.
     à que é localizada. Para além de poupar, conseguirá ambientes        •   é recomendável desligar a televisão e ter todos
     mais confortáveis.                                                       os aparelhos em modo de repouso quando não
8.   Coloque reguladores de intensidade luminosa electrónicos.                estão em uso.
     Poupará energia.                                                     •   Escolha computadores e impressoras que
9.   Use lâmpadas tubolares fluorescentes onde necessite de luz por           tenham modo de poupança de energia.
     muitas horas, como por exemplo, na cozinha.                          •   Nos pontos de luz que estejam acesos mais
10. Nos halls, garagens ou zonas comuns, coloque detectores                   do que uma hora por dia, instale lâmpadas de
    de presença para que as luzes se acendam e apaguem                        baixo consumo ou tubolares fluorescentes.
    automaticamente.




                                                                                                                                     37
AQUECIMENTO




38
SIStEMAS DE AQUECIMENtO
Cerca de 15% do consumo de electricidade                                                                     é importante que escolhamos caldeiras de maior
de uma família portuguesa é destinado ao                                                                     rendimento. Atendendo ao tipo de combustão,
aquecimento ambiente.                                                                                        as caldeiras podem ser:
A zona climática, o tipo de uso que se dá                                                                    •	   Atmosféricas: quando a combustão se realiza
à habitação, o custo dos diferentes sistemas                                                                      em contacto com o ar da divisão em que está
e equipamentos podem condicionar as                                                                               colocada.
nossas escolhas.
                                                                                                             •	   Estanques: quando a admissão de ar e a
                                                                                                                  extracção de gases têm lugar numa câmara
                                                                                                                  fechada, sem qualquer tipo de contacto com
                                                                                                                  o ar da divisão onde se encontra instalada.
SIStEMA DE AQUECIMENtO                                                                                            têm melhor rendimento que as caldeiras
CENtrAl                                                                                                           atmosféricas.
Sistema destinado ao aquecimento das divisões,           CAlDEIrAS                                           Destacam-se também as caldeiras com modelação
pode ainda produzir água quente para uso                                                                     automática da chama. Este sistema minimiza os
doméstico. Os sistemas mais comuns de                    Para as caldeiras domésticas (entre 4 e 400 kW      arranques e paragens da caldeira, poupando energia
aquecimento central são compostos pelos                  de potência) e que utilizem combustíveis líquidos   ao adequar continuamente o calor produzido às
seguintes elementos:                                     ou gasosos, existe um sistema de catalogação por    necessidades reais, mediante o controlo da potência
                                                         estrelas que compara os rendimentos energéticos.    térmica produzida (potência da chama).
1.   Gerador de calor: geralmente uma caldeira,
     na qual a água é aquecida até uma temperatura       Define-se numa escala de uma a quatro estrelas.     Além das caldeiras normais, existem no mercado
     próxima dos 90ºC.                                   Quanto maior for a caldeira maior será a sua        outro tipo de caldeiras com rendimentos
                                                         eficiência.                                         superiores:
2.   Unidades de regulação e controlo: servem
     para adequar a resposta do sistema às
     necessidades de aquecimento, procurando                                                                 •	   Caldeiras de temperatura variável
     que se alcancem, mas não se ultrapassem, as                                                             •	   Caldeiras de condensação
     temperaturas de conforto pré-estabelecidas.
                                                                                                             Apesar de serem mais caras que as convencionais
3.   Sistema de distribuição e emissão de calor:                                                             (até ao dobro do preço), podem produzir poupanças
     composto por tubagens, bombas e radiadores,                                                             de energia superiores a 25%, recuperando-se desta
     no interior dos quais a água circula distribuindo                                                       forma o seu investimento adicional.
     o calor.

                                                                                                                                                                   39
O aquecimento central colectivo,
                                                                                                                   é do ponto de vista energético
                                                                                                                   e económico, um sistema
                                                                                                                   muito mais eficiente que o de
                                                                                                                   aquecimento individual.



                                                                                                                 Num bloco de apartamentos, um sistema de
     rADIADOrES                                             SIStEMA DE PISO rADIANtE                             aquecimento central colectivo apresenta vantagens
                                                                                                                 importantes quando comparado com um individual:
     Os radiadores são os elementos onde é feita            Os radiadores de água quente podem ser
                                                                                                                 o rendimento de uma caldeira de maior capacidade
     a troca de calor entre a água aquecida e o espaço      substituídos por uma serpentina em tubo flexível
                                                                                                                 e potência é superior ao das pequenas caldeiras,
     que se quer aquecer. São fabricados em chapa,          onde circula água quente, estando o mesmo
                                                                                                                 pelo que o consumo de energia é inferior.
     alumínio ou aço.                                       embutido no chão das divisões. Desta forma, o solo
                                                                                                                 Consegue-se aceder a tarifas mais económicas para
                                                            converte-se em emissor de calor. A temperatura
     A melhor colocação dos radiadores, por motivos de                                                           os combustíveis e o custo de instalação colectiva é
                                                            a que tem que se aquecer a água é muito inferior
     conforto, é por baixo das janelas, fazendo coincidir                                                        inferior à soma dos custos das instalações individuais.
                                                            (normalmente entre os 35ºC e os 45ºC) face a um
     a longitude do radiador com a da janela, de modo
                                                            sistema de aquecimento tradicional.
     a favorecer a correcta difusão do ar quente pela
     divisão aquecida.




40
SIStEMAS EléCtrICOS                                                                                          A rEGUlAÇãO DO
RADIADORES E CONVECTORES ELÉCTRICOS                       Nestes casos, alguns equipamentos recorrem         AQUECIMENtO
São equipamentos independentes nos quais                  a resistências eléctricas de apoio.                As necessidades de aquecimento de uma habitação
o aquecimento se realiza mediante resistências            Os aparelhos do tipo “inverter”, que regulam       são inconstantes, tanto ao longo do ano, como
eléctricas. Do ponto de vista de eficiência energética,   a potência por variação da frequência eléctrica,   ao longo do dia, pois existem oscilações de
não são aconselháveis.                                    poupam energia e são mais eficazes com baixas      temperatura diária não sendo necessária a mesma
                                                          temperaturas exteriores.                           em todas as divisões de uma habitação. Naquelas
PISO RADIANTE ELÉCTRICO
tal como no caso anterior, o aquecimento faz-se           AQUECIMENTO ELÉCTRICO POR                          que se utilizem de dia (zona de dia), a temperatura
com o passar da corrente eléctrica por um fio ou          ACUMULAÇÃO                                         deverá ser maior do que nos quartos (zona de noite).
resistência (efeito "Joule"). Estas soluções eléctricas   Este sistema costuma estar associado à             Há igualmente espaços, como a cozinha, que têm
não são tão económicas.                                   contratação da tarifa bi-horária, mediante         as suas próprias fontes de calor e que requerem
                                                          a qual se obtêm descontos no preço do              menos aquecimento.
SISTEMA DE BOMBA DE CALOR                                 kWh consumido durante a noite. O calor             Por isso, é muito importante dispor de um sistema
Sendo na sua generalidade equipamentos                    é armazenado num núcleo de placas de               de regulação de aquecimento que adapte as
independentes, são mais recomendáveis os sistemas         acumulação, ficando disponível para aquecer        temperaturas da habitação às nossas necessidades.
centralizados, nos quais o calor transferido pela         a casa de acordo com as necessidades, sem um
bomba de calor é distribuído por uma rede de              consumo energético adicional até ao início do
condutas de ar e difusores (o mais comum),                próximo período de carga, na noite seguinte.
ou mediante a passagem de ar por entre tubos              O aquecimento eléctrico por acumulação tem
com água quente (fan-coils). A vantagem do sistema        o inconveniente da recarga estar relacionada
é a sua alta eficiência: por cada kWh de calor de         com o período nocturno anterior, não se
electricidade consumida, transfere-se entre 2 a 4 kWh     podendo adaptar às condições de cada dia,
de calor. Para além disso, a bomba de calor permite,      pelo que poderá existir um excedente de
não apenas aquecer a habitação, mas igualmente            calor ou a recarga não ser suficiente para
arrefecê-la.                                              as necessidades.
O seu inconveniente dá-se quando as temperaturas
exteriores são muito baixas, pela dificuldade em
captar o calor necessário para aquecer o interior.




                                                                                                                                                                    41
Nos casos em que a habitação      conselHos Práticos
     A temperatura de conforto no Inverno            esteja vazia durante um elevado   1.   Uma temperatura de 20ºC é suficiente para manter o conforto
     A temperatura a que programamos o               número de horas, é importante          numa habitação. Nos quartos a temperatura pode variar
     aquecimento condiciona o consumo de energia     considerar a substituição              entre os 15ºC e os 17ºC.
     do próprio sistema.                             do termostato normal por
     Cada grau de temperatura que aumentamos,                                          2.   ligue o aquecimento só após ter arejado a casa e fechado as
                                                     um programável, em que se
     implica igualmente um acréscimo do consumo                                             janelas.
                                                     pode fixar as temperaturas
     de energia em aproximadamente 7%.               em diferentes ciclos horários,    3.   As válvulas termostáticas em radiadores e os termostatos
     Ainda que a sensação de conforto seja           inclusivé fins de semana ou            programáveis são soluções práticas, fáceis de instalar e que
     subjectiva, pode-se assegurar que uma           dias específicos.                      podem amortizar rapidamente o investimento realizado
     temperatura entre os 19ºC e os 21ºC                                                    através de importantes poupanças de energia (entre 8% e
     é suficiente para a maioria das pessoas.                                               13%).
     Para além disso, durante a noite, nos quartos
     basta ter uma temperatura de 15ºC a 17ºC                                          4.   Se se ausentar por umas horas, reduza a posição do
     para nos sentirmos confortáveis.                                                       termostato para os 15ºC (o modo de “economia” de alguns
                                                                                            modelos corresponde a esta temperatura).
                                                                                       5.   Não espere que os aparelhos se degradem. Uma manutenção
                                                                                            adequada da caldeira individual poupar-lhe-á até 15% em
                                                                                            energia.
                                                                                       6.   No caso dos radiadores a água, o ar que possam conter no
     Em condições normais, é suficiente ligar                                               seu interior dificulta a transmissão de calor da água quente
     o aquecimento durante a manhã. Durante
     a noite, excepto em zonas muito frias, deve                                            para o exterior. é conveniente purgar este ar, pelo menos uma
     apagar-se o mesmo, já que o calor acumulado                                            vez por ano, no início da utilização. No momento em que
     na habitação costuma ser mais do que                                                   deixe de sair ar e passe apenas a sair água, a purga estará feita.
     suficiente (especialmente se se fecharem                                          7.   Não cubra os radiadores nem encoste nenhum objecto, pois
     persianas e cortinas).
                                                                                            dificultará a adequada difusão do ar quente.
                                                                                       8.   Para ventilar completamente uma habitação é suficiente abrir
                                                                                            as janelas por um período de 10 minutos. Não é necessário
                                                                                            mais tempo para a renovação do ar.
                                                                                       9.   Feche as persianas e cortinas durante a noite para evitar
                                                                                            perdas de calor significativas.


42
É importante saber a             é através da cobertura exterior
               quantidade de calor que          de um edifício que se perde ou
               se necessita para manter         ganha calor, se esta não estiver
               a casa a uma temperatura         bem isolada. Por essa razão,
               confortável. Tal depende, em     os sótãos são geralmente mais
               boa medida, do seu nível de      frios no Inverno e mais quentes
               isolamento térmico. Uma casa     no verão.
               mal isolada, necessita de mais
                                                De qualquer forma, um bom
               energia. No Inverno, arrefece
                                                isolamento das paredes, mesmo
               mais rapidamente e pode
                                                as que separam habitações
               apresentar condensações no
                                                contíguas, para além de diminuir
               interior. No Verão, aquece
                                                os ruídos, evita perdas de calor.
               mais e em menos tempo.
                                                Mas o calor pode sair
                                                por muitos outros sítios,
                                                principalmente, pelas janelas
                                                e superfícies vidradas, molduras
                                                das portas e das janelas, caixas
                                                de persianas de enrolar sem
                                                isolamento, tubos e condutas,
                                                chaminés, etc.
                                                Por isso, é muito importante
                                                dispor de um sistema de
                                                regulação de aquecimento
                                                que adapte as temperaturas
                                                da habitação às nossas
                                                necessidades.


O ISOLAMENTO

                                                                                    43
JANElAS
                                                                                   conselHos Práticos
     Cerca de 25% a 30% das nossas necessidades de aquecimento são devidas
     às perdas de calor que se originam nas janelas. O isolamento térmico de       1.   Se vai construir ou reconstruir uma habitação
                                                                                        não poupe nos isolamentos de todos os
     uma janela depende da qualidade do vidro e do seu caixilho. Os sistemas
                                                                                        acabamentos exteriores. Ganhará em conforto
     de vidro duplo ou janela dupla reduzem praticamente para metade as                 e poupará dinheiro em climatização.
     perdas de calor, face ao vidro normal, para além de diminuirem as correntes
     de ar, a condensação de água e a formação de gelo.                            2.   Instale janelas com vidro duplo ou janelas duplas
     O tipo de moldura é igualmente determinante. Alguns materiais como                 e caixilharias com corte térmico.
     o ferro ou o alumínio caracterizam-se pela sua alta condutividade térmica,    3.   Descubra as correntes de ar. Por exemplo,
     pelo que permitem a passagem do frio ou do calor com muita facilidade.             num dia de muito vento, coloque uma vela acesa
     São de destacar as caixilharias denominadas com corte térmico, as quais            junto às janelas, portas, condutas ou qualquer
     contêm material isolante entre a parte interna e externa.                          outro lugar por onde possa passar o ar exterior.
                                                                                        Se a chama oscilar, localizou um ponto onde se
                                                                                        produzem infiltrações de ar.
                                                                                   4.   Para tapar fugas ou diminuir as infiltrações de ar
                                                                                        de portas e janelas, pode utilizar materiais
                                                                                        fáceis e baratos como o silicone, massa ou
                                                                                        fitas isolantes.




44
O ar condicionado é também          tIPO DE APArElHO DE Ar
                  um dos equipamentos mais
                  adquiridos nos últimos anos.
                                                      CONDICIONADO
                                                      •    Monoblocos convencionais, (instalação em
                                                           janela), compostos por uma só unidade,
                  Ao contrário do que acontece             geralmente com dimensões mais pequenas
                  no caso dos aquecimentos, são            que os outros tipos de aparelhos, o que pode
                  muito poucas as casas que são            prejudicar a eficácia. Consomem mais energia
                  construídas com instalações              que os split.
                  centralizadas de ar condicionado.   •    Unidades portáteis convencionais; semelhantes
                  Isto provoca que a maioria               aos monoblocos mas portáteis. São modelos
                  das instalações seja composta            de pequenas dimensões, o que os torna
                  por elementos independentes,             menos eficazes.
                  sendo particularmente raras
                  as instalações centralizadas ou     •	   Split, os modelos mais comuns, são compostos
                                                           por duas unidades: uma para colocar no
                  colectivas, que são muito mais
                                                           interior e outra no exterior da habitação.
                  eficientes e evitam o problema
                                                           Existem modelos que apenas permitem
                  de ter que colocar os aparelhos          arrefecer o ar ou adicionalmente, aquecê-lo,
                  nas fachadas dos prédios.                quando equipados com bomba de calor.
                                                      •	   Multi-split, compostos por uma unidade
                                                           para colocação no exterior e várias para o
                                                           interior da habitação, o que permite ter ar
                                                           condicionado em várias divisões da casa.




                    Para o mesmo nível de
                    desempenho, há aparelhos
                    que consomem até mais
AR CONDICIONADO     60% de electricidade do
                    que outros.

                                                                                                           45
tabela orientativa Para eleger a Potência de refrigeraÇÃo       A etiqueta energética dos
     de um eQuiPamento de ar condicionado                            equipamentos de ar condicionado,         conselHos Práticos
      Superfície a refrigerar (m2)   Potência de refrigeração (kW)   contém a seguinte informação:
                                                                                                              1.   Na hora da compra, aconselhe-se com profissionais.
      9-15                           1.5                             • Consumo anual de energia.
                                                                                                              2.   Fixe a temperatura de refrigeração nos 25ºC.
      15-20                          1.8                             •   A capacidade de arrefecimento.
                                                                                                              3.   Quando ligar o aparelho de ar condicionado,
      20-25                          2.1                             •   Os coeficientes de eficiência             não ajuste a temperatura para um valor mais
      25-30                          2.4                                 energética em frio (EEr) ou calor         baixo do que o normal: não arrefecerá a casa
      30-35                          2.7
                                                                         (COP), e respectivas medidas de           de forma mais rápida, podendo o arrefecimento
                                                                         eficiência (conforme existam).            ser excessivo e, por isso, resultar num gasto
      35-40                          3.0
                                                                     •   Os aparelhos com EEr ou COP               desnecessário.
      40-50                          3.6                                 elevados são os mais eficientes no   4.   Instalar toldos, fechar as persianas e correr
      50-60                          4.2                                 desempenho e na poupança de               as cortinas são sistemas eficazes para reduzir
                                                                         energia.                                  a subida de temperatura nas nossas casas.
                                                                                                              5.   No verão, areje a casa quando o ar da rua
     é importante deixar-se aconselhar por um profissional           Os aparelhos do tipo “inverter”               estiver mais fresco (primeiras horas da manhã
     qualificado sobre o tipo de equipamento e potência que          consomem entre 20 a 30% menos                 ou à noite).
     melhor responde às suas necessidades de frio e/ou calor.        de electricidade que os aparelhos
     Dependendo das características da habitação a climatizar,       ditos convencionais, constituindo        6.   Uma ventoínha, especialmente de tecto, pode
     se a habitação é muito solarenga, ou no caso de um sótão,       uma solução eficiente.                        ser suficiente para manter um nível adequado
     devemos incrementar os valores da anterior tabela em 15%.                                                     de conforto.
     Por outro lado, os materiais de construção, a orientação da                                              7.   é importante colocar os aparelhos de ar
     nossa casa e o desenho da mesma, influenciam em grande                                                        condicionado em locais que não sejam
     medida as necessidades de climatização.                                                                       atingidos pelo sol, bem como onde haja uma
                                                                                                                   boa circulação de ar. No caso das unidades
                                                                                                                   condensadoras encontrarem-se colocadas no
      É possível conseguir poupanças superiores a 30%,
      caso se instalem toldos nas janelas mais expostas ao                                                         telhado, é recomendável criar um sistema de
      sol e isolando adequadamente paredes e tectos.                                                               sombreamento.
                                                                                                              8.   As cores claras em tectos e paredes exteriores
                                                                                                                   reflectem a radiação solar evitando, assim, o
                                                                                                                   aquecimento dos espaços interiores.


46
áGUA QUENTE




              47
A produção de água quente, é o segundo maior factor
     de consumo de energia nas nossas casas: 26% do consumo
     energético total.



     Existem dois tipos principais de sistemas    Por outro lado, apresentam igualmente   Os sistemas de caldeira com acumulador      Os termoacumuladores de resistência
     de águas quentes sanitárias:                 prestações muito limitadas no           integrado, são os mais utilizados entre     eléctrica são um sistema pouco
     • Sistemas instantâneos                      abastecimento de dois pontos de         os sistemas de produção centralizada        recomendável do ponto de vista
                                                  consumo em simultâneo. Apesar disto,    de água quente. A água, uma vez aquecida,   energético e financeiro.
     •    Sistemas de acumulação                  os sistemas instantâneos continuam      é armazenada para uso posterior, num        Quando a temperatura da água contida
     Os sistemas instantâneos aquecem a           a ser os mais habituais na produção     tanque acumulador isolado.                  baixa a um determinado nível, entra em
     água ao mesmo tempo em que tal é             de água quente.                         Estes sistemas apresentam inúmeras          funcionamento uma resistência auxiliar.
     solicitado. é o caso dos esquentadores                                               vantagens:                                  é, por isso, importante que o
                                                  Os sistemas de acumulação podem ser
     a gás, eléctricos ou das caldeiras murais.                                           • Evitam os permanentes                     termoacumulador, para além de estar
                                                  subdivididos em dois tipos:
                                                                                               “pára-arranca”, passando a trabalhar   bem isolado, seja apenas utilizado
     O seu inconveniente é que, até que           • Equipamento que aquece a                   de forma contínua e, portanto,         quando é realmente necessário, através
     se atinja a temperatura desejada,                água (por exemplo, uma caldeira          mais eficiente.                        de um relógio programador.
     desperdiça-se uma quantidade                     ou uma bomba de calor) e
     considerável de água e energia, tanto            termoacumulador.                    •   A água quente acumulada permite
                                                                                              utilizações simultâneas mantendo
     maior quanto a distância entre o             •   termoacumuladores de resistência        os níveis de conforto.
     sistema de aquecimento e o ponto                 eléctrica.
     de consumo. Outra desvantagem
     importante é que cada vez que
     queremos água quente, colocamos o
     equipamento em funcionamento. Este
     “pára-arranca” do sistema incrementa
     consideravelmente o consumo, bem
     como deteora o equipamento.



48
conselHos Práticos                                       nÃo se esQueÇa

1.   Os sistemas com acumulação de água quente           •   Um bom isolamento é a base da poupança em
     são mais eficientes que os sistemas de produção         climatização.
     instantânea e sem acumulação.
                                                         •   O aquecimento representa quase metade da energia
2.   é muito importante que os acumuladores e as             que consumimos em casa.
     tubagens de distribuição de água quente estejam
     bem isolados.                                       •   Os telhados e as janelas são responsáveis pela saída do
                                                             calor interior no Inverno assim como pela entrada do
3.   Um duche pode consumir cerca de quatro vezes
                                                             calor exterior no verão.
     menos água que um banho de imersão. tenha isso
     em conta.                                           •   é importante ajustar a temperatura do aquecimento
4.   Evite fugas e o pingar das torneiras.                   às necessidades reais de cada zona da nossa habitação.
     O simples gotejar de uma torneira pode significar   •   Para a produção de água quente são aconselháveis
     uma perda de 100 litros de água por mês.                os sistemas com acumulação.
5.   Coloque nas torneiras redutores de caudal           •   Analisar e comparar anualmente os consumos de energia,
     de água.
                                                             é uma mais valia que permite realizar propostas de
6.   Os reguladores de temperatura com termostato,           melhoria energética e controlar os custos.
     principalmente no duche, podem poupar entre
     4% a 6% de energia.                                 •   A soma de uma correcta manutenção e um bom sistema
                                                             de regulação permite poupanças totais superiores a 20%
7.   Uma temperatura entre os 30ºC e os 35ºC                 nos serviços comuns.
     é mais do que suficiente para ter uma sensação
     de conforto na higiene pessoal.                     •   Em geral, os sistemas eléctricos de aquecimento e produção
                                                             de água quente sanitária não são recomendáveis do ponto
8.   troque as torneiras independentes de água fria
                                                             de vista energético. Dentro das variantes de aquecimento
     e água quente por aquelas que misturam as águas
     de diferentes temperaturas.                             eléctrico, os sistemas mais adequados são a bomba
                                                             de calor e a acumulação com tarifa bi-horária. Os menos
9.   Os sistemas de duplo botão ou de descarga               adequados são os elementos individuais (radiadores
     parcial para o autoclismo, poupam uma grande            eléctricos, convectores, etc.) distribuídos pelas habitações.
     quantidade de água.


                                                                                                                             49
A CASA NOvA




50
O conforto de uma casa fica
comprometido por vários factores, tais
como, maus acabamentos, isolamentos
inadequados ou insuficientes assim como
instalações de aquecimento, água quente
e ar-condicionado de menor qualidade.
Por fim, os elevados custos da factura
energética aumentarão também, o
desconforto.

A avaliação das características de construção
e dos sistemas de aquecimento e arrefecimento é
especialmente importante quando se compra uma
casa nova. é fundamental que, para além
do aspecto agradável da habitação e do seu
custo de aquisição, também sejam tidos em
conta os pré-requisitos de eficiência energética.




                                                    51
CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DAS CASAS




52
Sistema Nacional de Certificação Energética e                                                                                                 Mediante a certificação energética,
                                                                                                                                              os proprietários podem conhecer a qualidade
da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE)                                                                                               energética de uma casa antes de a comprarem
                                                                                                                                              e os promotores e construtores terão
Numa óptica de eficiência energética, é urgente incentivar a integração dos princípios                                                        tendência a utilizar componentes estruturais
de racionalização de energia nos edifícios em construção ou reabilitação de forma a evitar que                                                e equipamentos de maior qualidade.
os consumos energéticos aumentem drasticamente. O principal objectivo do Sistema Nacional                                                     A face mais visível deste trabalho é o Certificado
de Certificação Energética e da Qualidade do Ar dos Edifícios (SCE) é o de melhorar o                                                         Energético e da Qualidade do Ar Interior
desempenho energético dos edifícios e tem como base o seguinte plano de acções:                                                               emitido por um perito qualificado para cada
                                                                                                                                              edifício ou fracção autónoma, onde o mesmo
     Sistema Nacional de Certificação                                                                                                         será classificado em função do seu desempenho
         Energética e da Qualidade                    Eficiência nos edifícios residenciais              Eficiência nos Serviços              numa escala predefinida de 9 classes (A+ a G).
         do Ar nos Edifícios (SCE)                                                                                                            Uma fracção que cumpra os mínimos exigidos
                                                                                                                                              pelos novos regulamentos será enquadrada na
 Implementação faseada do Sistema de              Alinhamento progressivo da fiscalidade        Obrigatoriedade para edifícios > 1.000 m2:
 Certificação Energética de acordo com            com a classe de eficiência energética dos     . realização de auditoria energética de
                                                                                                                                              classe energética “B -”.
 o definido na respectiva regulamentação          edifícios:                                    6 em 6 anos e inspecções periódicas a         Nos edifícios existentes, o certificado
 legal, nomeadamente:                              . Em sede de IrS, bonificação em 10% dos     caldeiras e sistemas de ar condicionado.      energético proporciona informação sobre
  . 1ª fase - a partir de 1 de Julho de 2007       benefícios associados ao crédito habitação   . Plano de manutenção e técnico
  aos novos grandes edifícios de habitação         para edifícios classe A/A+.                  responsável pelo bom funcionamento dos        as medidas de melhoria de desempenho
  e de serviços (>1.000 m2) ou grandes
                                                  Acesso a crédito bonificado para
                                                                                                sistemas de climatização.                     energético e da qualidade do ar interior, com
  remodelações.                                                                                                                               viabilidade económica, que o proprietário pode
                                                  implementação das medidas de eficiência       Dinamização da instalação de sistemas de
  . 2ª fase - a partir de 1 de Julho de 2008      energética e reabilitação previstas no
  a todos os edifícios novos de habitação
                                                                                                monitorização e gestão de energia:            implementar para reduzir as suas despesas
                                                  certificado energético.                        . Obrigatória em equipamentos com
  e serviços independentemente da área                                                                                                        energéticas, bem como para assegurar uma boa
  ou fim.                                         Incentivo à bonificação de Licença de          potência > 100kW (monitorização)
                                                  Construção que prevejam a edificação de        e 200kW (gestão).                            qualidade do ar interior, isento de riscos para
  . 3ª fase - a partir de 1 de Janeiro de 2009                                                                                                a saúde pública e potenciador de conforto
  aos edifícios existentes para habitação         edifícios classe A ou superior.               Incentivo à cogeração através da
  e serviços, aquando da celebração de                                                          dinamização de estudos de viabilidade:        e produtividade.
  contratos de venda e locação ou cuja área                                                      . Obrigatória para edifícios > 10000 m2      é importante, na altura da compra ou
  seja superior a 1.000 m2.                                                                      dos sectores de saúde, turismo e comércio.
                                                                                                                                              arrendamento de uma casa, analisar as
                                                                                                Regulamentação sobre iluminação com           respectivas características ambientais e
                                                                                                máximo de W/m2 consoante as utilizações
                                                                                                                                              tecnológicas desejadas.
                                                                                                                                              Apresentam-se algumas informações úteis que
 Residencial: 200 mil fogos/ano certificados      1 em cada 15 lares com classe energética      30% do parque > B- em 2015                    podem ajudar na decisão.
 Serviços: 20 mil fracções/ano certificadas       eficiente (B- ou superior)                    50% das grandes reparações A
Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética

                                                                                                                                                                                                   53
Se vai construir uma casa ou tem capacidade de decisão sobre a sua construção,
                              convém saber que pode poupar na factura energética se tiver em conta
                              determinados aspectos de construção, nomeadamente a localização do edifício e
                              o microclima em que este se integrará. Poderá assim adaptar o imóvel à envolvência
                              em que será construído.




                                                                           FOrMA E OrIENtAÇãO
                                Objectivos da arquitectura
                                bioclimática:                              A forma desempenha um papel essencial nas
                                                                           perdas de calor de um edifício. Em linhas gerais,
                                1. limitar as perdas de energia            pode-se dizer que as estruturas compactas e
                                   do edifício, orientando-o               com formas arredondadas têm menos perdas
                                   e desenhando adequadamente              de energia do que aquelas que têm inúmeras
                                   a sua forma, bem como organizar
                                                                           cavidades recolhidas ou salientes.
                                   os espaços interiores e utilizar
                                                                           A orientação das paredes e das janelas de um
                                   envolventes protectores.
                                                                           edifício pode influenciar os ganhos ou perdas
                                2. Optimizar a orientação solar,           de calor. Em zonas frias, interessa que as
                                   mediante superfícies vidradas           paredes de maiores dimensões, superfícies
                                   e utilizando sistemas passivos          envidraçadas e as divisões com maior uso,
                                   de captação solar.                      estejam orientadas a sul e sudoeste. Em zonas
                                3. Utilizar materiais de construção        de muito calor, devem ser orientadas a norte.
                                   que requeiram pouca energia na
                                   sua transformação ou fabrico.




     ASPECTOS BIOCLIMÁTICOS

54
ACABAMENtOS EXtErIOrES                          PAISAGISMO                                         IlUMINAÇãO NAtUrAl
E ENvOlvENtES DO EDIFíCIO                       As árvores, arbustos e trepadeiras colocados       A luz natural que entra em casa depende,
Actuando sobre o exterior do edifício           em lugares adequados, não só melhoram              não só, da iluminação exterior mas também dos
é possível captar, conservar e armazenar        a estética e a qualidade ambiental, como           obstáculos existentes, da orientação da fachada,
recursos energéticos.                           proporcionam sombra e protecção do vento.          espessura das paredes, do tipo de vidros
As superfícies envidraçadas, átrios e pátios,   Por outro lado, a água que se evapora durante      e dos elementos de sombreamento existentes
se possuírem uma correcta orientação,           a actividade fotossintética arrefece o ar e pode   (persianas e toldos).
permitem que a radiação solar penetre           conseguir um ligeira descida da temperatura,
directamente no espaço, o que garantirá uma     que pode variar entre os 3ºC e 6ºC nas zonas
poupança no aquecimento durante o Inverno.      arborizadas.
No verão, os elementos de sombreamento,         Paralelamente, as árvores de folha caduca,
como toldos e persianas, também podem evitar    oferecem um excelente grau de protecção
calor excessivo e o uso de ar condicionado.     do sol no verão, ao passo que no Inverno
                                                permitem que o sol aqueça a casa.
                                                Adicionalmente, se rodearmos o edifício
                                                com plantas, em vez de pavimento de cimento,
                                                alcatrão ou similares, podemos diminuir a
                                                acumulação de calor.




                                                                                                                                                      55
Além da captação directa da energia solar a partir dos elementos estruturais
                                   dos edifícios, existem outras possibilidades de aproveitar as energias renováveis
                                   em nossa casa, mediante a utilização de equipamento específico capaz de
                                   transformar em energia útil, a proveniente do sol ou do vento. Os mais comuns
                                   são os painéis solares e as caldeiras da biomassa.




                                   Em Portugal, existe o Programa
                                   “renováveis na Hora”, que tem como             Renováveis na Hora:                  Renováveis na Hora:
                                                                                    Micro-geração                    Programa Solar Térmico
                                   principal objectivo promover a
                                   substituição do consumo de energia
                                   não renovável por energia renovável         Sistema simplificado de             Campanhas de divulgação
                                                                               registo para instalação de          Programa "Renove - Solar
                                   através de uma maior facilidade no          micro-geração renovável até         Térmico":
                                   acesso a tecnologias de micro-geração       5kW:                                . Apoio à revitalização de
                                   e de aquecimento solar.                     . 10MW por ano a crescer            equipamentos de solar térmico
                                                                               20%/ano.                            existentes.
                                   O uso generalizado das energias             Obrigatoriedade de instalação       Programa de incentivos para
                                   renováveis não se justifica apenas          2m2 de solar térmico para           instalação de novo solar
                                                                               aceder à tarifa bonificada:         térmico:
                                   por uma poupança de energia e               . Estimado em cerca de 1m2.         . Benefício fiscal até 30% do
                                   rentabilidade económica. Contribui,         por kW instalado.                   investimento em sede de IrS
                                   igualmente, para melhorar o meio            Isenção de licenciamento            Obrigatoriedade de instalação
                                   ambiente.                                   camarário para pequenas             de solar térmico nos novos
                                                                               instalações.                        edifícios.
                                   Com um simples registo on-line, o                                               Programas orientados a
                                   consumidor pode iniciar “na hora”                                               segmentos específicos:
                                   a construção de uma unidade de                                                  . Habitações Sociais; Piscinas e
                                                                                                                   Balneários; Condomínio Solar.
                                   microprodução. toda a informação está
                                   disponível em www.renovaveisnahora.pt
     ENERGIAS RENOVÁVEIS EM CASA                                              165 MW de capacidade
                                                                              instalada
                                                                                                                   1 em cada 15 edifícios com
                                                                                                                   Solar térmico
                                                                            Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética

56
O correcto dimensionamento do sistema
                                                  e uma manutenção adequada, garantem
                                                  uma elevada produção e uma durabilidade
                                                  significativa que pode superar os vinte anos,
                                                  sempre com um bom desempenho.

                                                    A energia solar térmica integra-se nos
                                                    novos edifícios como uma instalação
                                                    adicional que pode garantir uma
                                                    parte importante das necessidades de
                                                    água quente sanitária, aquecimento e
                                                    refrigeração.


                                                    A refrigeração com energia solar é
                                                    uma das aplicações com mais futuro, já
ENErGIA SOlAr térMICA                               que as épocas de maior radiação solar         ENErGIA SOlAr
A sua principal aplicação é a produção de           coincidem com o período de maior              FOtOvOltAICA
água quente sanitária. No entanto, pode ser         necessidade de refrigeração.
                                                                                                  A descoberta do efeito fotovoltaico permitiu
um interessante complemento de apoio ao                                                           converter a energia libertada pelo sol, sob
aquecimento, sobretudo para sistemas que          Os sistemas solares nunca se devem desenhar     a forma de radiação solar, directamente em
utilizem água a menos de 60ºC, tal como           de forma a responder a 100% das exigências,     energia eléctrica.
sucede com os sistemas de piso radiante.          visto pressupor instalar um sistema capaz
Em todos os casos, os sistemas de energia solar   de atender às necessidades nas épocas de        As primeiras aplicações significativas foram
térmica necessitam de um apoio de sistemas        maior consumo, permanecendo o excesso           realizadas em casas isoladas e sistemas de
convencionais para produção de água quente        dos colectores sem uso nas épocas de menor      bombagem. No entanto, o desenvolvimento
(caldeira a gás, caldeira a gasóleo, etc.).       consumo.                                        do sector deu-se com as instalações ligadas
                                                  Um sistema solar térmico, como qualquer         à rede, que permitiram o crescimento
                                                  outra instalação num edifício, deve ter uma     exponencial da capacidade de produção
                                                  manutenção adequada, realizada por técnicos     e da potência instalada a nível mundial.
                                                  credenciados.



                                                                                                                                                 57
As utilizações são crescentes e cada vez mais                                                           tIPOS DE BIOMASSA
     diversificadas. Podem estabelecer-se dois                                                               1. Resíduos florestais: são produzidos durante
     grandes grupos:                                                                                            as actividades florestais, quer para sua
                                                                                                                defesa e melhoria, quer para a obtenção
     •	   Instalações isoladas da rede eléctrica:                                                               de matérias primas para o sector florestal
          destacam-se a electrificação rural e as                                                               (madeira, resinas, etc.).
          aplicações agrícolas (bombas de água,
          sistemas de rega, iluminação, fornecimento                                                         2. Resíduos agrícolas herbáceos e de lenha:
          eléctrico a sistema de ordenha,                                                                       obtém-se durante a colheita de alguns
          refrigeração e depuração de águas).                                                                   cultivos, como os dos cereais ou milho
          No campo das sinalizações e comunicações,                                                             e na colheita da azeitona, vinha e árvores
          existem aplicações utilizadas na navegação                                                            de fruto.
          aérea e marítima, como faróis, semáforos,                                                          3. Resíduos de indústrias florestais e
          indicadores na sinalização rodo e ferroviária,                                                        agrícolas: são compostos pelas cascas
          repetidores de sinal de rádio, televisão                                                              e lascas das indústrias de madeira e pelos
          e telemóveis, etc.                                                                                    caroços, cascas e outros resíduos da
                                                           ENErGIA DA BIOMASSA                                  indústria agroalimentar.
     •    Instalações ligadas à rede eléctrica:
          podem ser centrais fotovoltaicas                 A biomassa é a matéria orgânica de origem
                                                           animal ou vegetal, incluindo os resíduos          4. Cultivos energéticos: são cultivos de
          (de qualquer potência) ou instalações                                                                 espécies vegetais destinados especificamente
          integradas ou sobrepostas nos edifícios          orgânicos, susceptíveis de aproveitamento
                                                           energético.                                          à produção de biomassa para uso energético.
          (fachadas e telhados). Nestas instalações,
          o investimento é recuperado mediante                                                               5. Outros tipos de biomassa: também podem
                                                           De entre os principais biocombustíveis sólidos,
          a venda de energia produzida a uma tarifa                                                             ser utilizados para usos energéticos outros
          regulada.                                        podemos destacar os caroços de azeitona,             materiais como a matéria orgânica do lixo
                                                           cascas de frutos secos (amêndoa, pinhão) e,          doméstico ou os subprodutos reciclados da
                                                           claro, os resíduos florestais e das indústrias       madeira ou de matérias vegetais e animais.
                                                           respectivas.




58
Possibilidades de aproveitamento da biomassa                                                          Os aerogeradores que actualmente existem
na habitação:                                                                                         no mercado para uso doméstico, de reduzida
                                                                                                      potência (inferior a 10kW), são utilizados
Entre os usos tradicionais da biomassa, o mais
                                                                                                      normalmente para bombear água ou como
conhecido é o aproveitamento de lenha
                                                                                                      mini-geradores eólicos para produção de
em casas unifamiliares. Estas aplicações têm
                                                                                                      energia eléctrica.
evoluído nas últimas décadas, incorporando
equipamentos modernos, mais eficientes e
versáteis.
Actualmente, a maioria das aplicações térmicas
em edifícios ou redes centralizadas com                                                                 Os investimentos em energias
                                                                                                        renováveis, destinados a satisfazer as
biomassa, supõem uma poupança de 10%,                                                                   necessidades energéticas de uma casa
comparativamente ao uso de combustíveis                                                                 isolada, são cada vez mais valorizados.
fósseis, podendo alcançar níveis ainda maiores,
dependendo do tipo de biomassa, localização
e tipo de combustível fóssil substituído.         ENErGIA EÓlICA
                                                  trata-se da energia do vento, capaz de girar
No mercado existem modelos de caldeiras a         as pás das turbinas eólicas, transmitindo o seu
biomassa que podem ajustar-se às necessidades     movimento a um gerador que o converte em
de cada um, desde casas unifamiliares até         electricidade.
grandes blocos de habitação e desenvolvimento
urbanístico.
                                                  A tecnologia eólica já está na sua fase madura
                                                  e tem assistido a um grande desenvolvimento
                                                  comercial. A instalação desta tecnologia de baixa
  A biomassa é uma excelente opção para           ou muito baixa potência, é indicada para casas
  combinar com a energia solar térmica na         isoladas, que se encontrem em zonas ventosas.
  produção de água quente e aquecimento.
  Adicionalmente, a biomassa é um
  combustível mais barato e ecológico
  que os convencionais, permitindo ainda
  gerar emprego nas zonas rurais, prevenir
  incêndios e manter os ecossistemas.


                                                                                                                                                   59
nÃo se esQueÇa

     •   O consumo de energia de uma casa tem um grande
         impacto na nossa qualidade de vida e no rendimento
         familiar. Por isso, na hora da aquisição é muito
         importante solicitar informação sobre a eficiência
         energética da casa, tanto dos seus componentes
         estruturais como dos sistemas de climatização e         A Poupança de Energia é a primeira
         produção de água quente e ter em conta a qualidade      fonte de energia renovável actualmente
                                                                 disponível.
         das instalações.
     •   Os equipamentos para aproveitamento térmico             Uma utilização eficaz da energia pode
         da energia solar constituem um desenvolvimento          melhorar o comportamento energético
         tecnológico fiável e rentável para a produção de        das casas e o ambiente.
         água quente sanitária no sector da habitação.
                                                                 Cada cidadão pode e deve desempenhar
     •   Um edifício eficiente, com boa arquitectura             a sua parte na poupança de energia.
         bioclimática, pode atingir poupanças de até 70%
         para a climatização e iluminação da casa.               Com algumas melhorias nas habitações,
                                                                 é possível poupar até 30-35% de energia,
     •   é possível utilizar as energias renováveis no           mantendo as mesmas condições de conforto.
         fornecimento de energia, incorporando equipamentos
         que aproveitem a energia proveniente do sol, do vento
         e da biomassa.
     •   Desde 2007 generalizou-se em toda a Europa,
         com caracter obrigatório, a certificação energética
         dos edifícios, a qual proporciona informação sobre
         a eficiência energética de cada casa, em função das
         características do isolamento, vidros, sistemas de
         aquecimento, produção de água quente sanitária
         e ar condicionado.




60
O CARRO




          61
O desenvolvimento social                                No ano de 2005, o sector de
     e económico proporcionou                                transportes consumiu cerca de
     mundialmente um aumento na                              36,7% da energia em Portugal,
     capacidade de mobilidade das                            cabendo ao transporte rodoviário
                                                             cerca de 90% do consumo energético,
     pessoas. Este crescimento é uma
                                                             sendo por isso, a principal fonte de
     das causas para a dependência                           emissão de substâncias poluentes.
     actual dos derivados de
     petróleo e, consequentemente, a
     manifestação de graves problemas
     de contaminação ambiental.


      consumo de energia final Por modo de transPorte                                                        DIFErENtES MEIOS
                                                                                                             DE trANSPOrtE
      Toneladas equivalentes
      de petróleo TEP                                                                                        Existem grandes diferenças entre os diferentes
                                                                                                             meios de transporte no que se refere à energia
      7.000                                                                                                  despendida por viajante/km. Em viagens
      6.000
                                                                                                             interurbanas, o carro consome por viajante/km
                                                                                                Caminhos     quase 3 vezes mais do que o autocarro. Estas
                                                                                                de ferro
      5.000                                                                                                  diferenças acentuam-se no meio urbano, onde
                                                                                                Barcos       o transporte público é ainda mais eficiente que
                                                                                                nacionais
      4.000
                                                                                                             o carro, para além de que, em muitos casos, é
                                                                                                Aviões       mais rápido e mais barato. Pense nisso antes de
      3.000                                                                                     nacionais
                                                                                                             utilizar o automóvel para se deslocar na cidade!
      2.000                                                                                     Rodoviário

      1.000
                                                                                                Total
          0
              1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005


     Fonte: Balanços Energéticos (DGEG); INE; Análise ADENE/DGEG

62
CONSUMO                                         CUStOS EXtErNOS
                  O desenvolvimento tecnológico nos últimos       Para além dos custos directos, o trânsito gera
                  20 anos permitiu reduzir o consumo de           outros custos chamados “externos”.
                  combustível dos automóveis em cerca de 20%.     São custos que são suportados por todos em
                                                                  consequência dos acidentes, engarrafamentos,
                                                                  contaminação atmosférica e o ruído.
                  CUStOS                                          A Comissão Europeia estima que os custos
                                                                  externos causados pelo congestionamento do
                  Para calcular o custo total que anualmente
                                                                  trânsito e acidentes representam cerca de 0,5%
                  representa a utilização do automóvel, há que
                                                                  e 2%, respectivamente, do Produto Interno
                  ter em conta os seguintes aspectos:
                                                                  Bruto da UE.
                  1.   o custo do combustível.
                  2.   o imposto de circulação, o seguro,
                       estacionamento, manutenção e reparações.   UtIlIzAÇãO
                  3.   a amortização do custo de aquisição        Mais de 75% das deslocações urbanas realizam-
                       do veículo. Este custo depende do tipo     se em veículos privados apenas com 1ocupante,
                       de veículo e do número de anos que         sendo que o índice médio de ocupação é de
                       o venhamos a usar. Pode ser superior       1,2 pessoas por veículo. Na cidade, 50% das
                       à soma dos dois pontos mencionados         viagens de carros são para percorrer menos
                       anteriormente.                             de 3 kms.
                                                                  é muito importante utilizar os transportes
                                                                  públicos ou, como alternativa, considerar a
                                                                  possibilidade de dividir o automóvel com
                                                                  outras pessoas que realizem o mesmo percurso.
                                                                  Além de se consumir menos combustível por
                                                                  pessoa, poder-se-á dividir os gastos.


CONSUMO, CUSTOS
   E UTILIZAÇÃO

                                                                                                                   63
EMISSõES                                   rUíDO
                            O processo de combustão nos                O trânsito é hoje em dia o principal foco de ruído nas
                            motores gera emissões poluentes que        nossas cidades, um problema agravado pelo crescimento
                            têm efeitos nocivos no ser humano          do mercado automóvel. O ruído, além de desagradável,
                            e no meio ambiente.                        provoca efeitos negativos na saúde.
                            Estes efeitos acentuam-se principalmente
                            nos núcleos urbanos, devido à elevada
                                                                         20% da população da UE está exposta a níveis de
                            concentração de veículos. Nas                ruído superiores a 65%, o limite estabelecido pela
                            cidades, o automóvel é a principal           Organização Mundial de Saúde.
                            fonte de poluição e um dos maiores
                            responsáveis pela emissão de gases que
                            contribuem para o efeito de estufa.        A COMPrA
                            As emissões de gases dos automóveis
                            variam dependendo do tipo de               Na hora de comprar um carro, são muitos os factores
                            combustível.                               que influenciam a nossa decisão: a marca, a potência,
                            Actualmente, existem tecnologias ou        o tamanho, a segurança, etc. Para além das nossas
                            tratamentos associados ao processo         preferências pessoais, é recomendável escolher um carro
                            de combustão relativamente rápidos         que se adapte às nossas necessidades: por exemplo,
                            na redução dos problemas ambientais.       para deslocações na cidade não é aconselhável um carro
                            O mesmo não se passa com o CO2,            grande ou de elevada potência, visto que gasta e polui
                            cujas emissões são inevitáveis com a       mais, e as vantagens da condução não se aplicarem ao
                            utilização de combustíveis fósseis.        meio urbano.
                            Daí a importância de mudarmos os           O Imposto sobre veículos, criado em 2007, pretende
                            nossos hábitos, de forma a consumirmos     penalizar os veículos mais poluentes; alterar a importância
                            menos combustível e, assim, emitirmos      da cilindrada no cálculo do imposto para dar mais relevo
                            menos gases poluentes para a atmosfera.    às emissões de CO2 e transferir parte da cobrança do
                                                                       imposto no momento da compra para um pagamento
                                                                       anual recorrente (pago todos os anos).
                                                                       Assim, na altura de compra de um carro, o consumidor
                                                                       deverá conhecer a cilindrada, o valor de emissões de
     O CARRO E A POLUIÇÃO                                              CO2 e, caso seja um diesel (gasóleo), saber se tem filtro
                                                                       de partículas.

64
NOvAS ENErGIAS NOS                                          EtIQUEtA INFOrMAtIvA DE ECONOMIA DE COMBUStívEl
trANSPOrtES                                                 Esta etiqueta tem como objectivo informar os consumidores, através de uma escala de cores e letras
A Comunidade Europeia tem defendido a concretização         sobre o consumo de combustível e a emissão de CO2 de cada veículo. Servirá também de base para
de um conjunto de acções destinadas a promover              calcular o valor do imposto automóvel.
a diversidade de utilização de combustíveis obtidos
a partir de energias renováveis.                              Marca / Modelo / Versão
Nessa medida, os Estados-Membros devem:                                                                                   Consumo de Combustível
                                                              Cilindrada / Transmissão
1.   Assegurar em 2010, a promoção de uma quota de
                                                              Combustível
     mercado de 7% para os biocombustíveis;
                                                              Consumo de combustível*
2.   Encorajar a redução do diferencial de preços entre                                                   -           6             10         14           +
     os biocombustíveis e os combustíveis tradicionais;       Emissão de CO2

3.   Incrementar a promoção voluntária de distribuição        * Combinados

     dos biocombustíveis em larga escala pelas
     companhias petrolíferas;
                                                            CONDUÇãO EFICIENtE DO AUtOMÓvEl
4.   Intensificar os esforços de pesquisa neste sector.
                                                            Por forma a alcançar uma redução considerável no consumo total de energia no sector dos transportes,
Entendem-se por biocombustíveis, os combustíveis            o primeiro passo é aumentar a utilização de meios de transporte mais eficientes (comboio e autocarro
líquidos ou gasosos produzidos a partir de biomassa,        para viagens interurbanas e andar a pé, de bicicleta ou de transporte público no meio urbano).
sendo por isso considerados uma energia renovável.          Ainda assim, é muito importante saber que mesmo que utilizemos o automóvel para nos deslocarmos
Actualmente, encontram-se disponíveis essencialmente        são possíveis grandes poupanças de energia e emissões poluentes.
dois tipos: o biodiesel, obtido a partir de sementes        Com uma condução eficiente, para além de uma melhoria do conforto, um aumento de segurança
(girassol, soja, etc.), óleos vegetais usados e gorduras    e uma diminuição do tempo de viagem, conseguiremos também uma redução do consumo de
animais; e o bioetanol, obtido a partir de sementes ricas   combustível e respectivas emissões poluentes, bem como menores custos de manutenção.
em açúcar, amido ou celulose mediante fermentação.
A Directiva 2003/30/CE estabeleceu em termos
                                                              Uma condução eficiente permite alcançar ganhos de 15% na redução do combustível e
energéticos, o objectivo de alcançar em 2010, uma quota       emissões de CO2.
de mercado de 5,75% de biocombustíveis para os
transportes. No final de 2005, representava 0,44%.




                                                                                                                                                                   65
1.   Arranque e colocação em marcha                   6.   Abrandar
                                      • ligar o motor sem carregar                          • Sempre que a velocidade e o espaço
                                          no acelerador.                                        o permitam, abrande o veículo sem
                                      • Nos motores a gasolina, iniciar a                       reduções de caixas.
                                          marcha logo depois do arranque.              7.   Paragens
                                      • Nos motores diesel, esperar uns                     • Em paragens prolongadas, por mais
                                          segundos antes de iniciar a marcha.                   de 60 segundos, é aconselhável
                                 2.   1ª Velocidade                                             desligar o motor.
                                      • Usá-la somente no início da marcha             8.   Antecipação e previsão
                                           e passar para a 2ª velocidade cerca
                                           de 2 segundos ou 6 metros depois.                • Conduzir sempre com uma distância
                                                                                                de segurança adequada e garantir um
                                 3.   Utilização da caixa de velocidades                        campo de visão que lhe permita ver
                                      • Circular sempre que possível                            2 ou 3 carros à sua frente.
                                           com as mudanças mais elevadas                    • tente prever o que vai acontecer,
                                           (5ª e 6ª velocidade) e a baixas rotações.            antecipando as manobras seguintes,
                                      • Durante a aceleração, troque                            tornando a sua condução mais
                                           de mudança:                                          controlada e segura.
                                           - Nos motores a gasolina entre              9.   Segurança
                                           as 2000 e 2500 rpm.                              • Na maioria das situações, a aplicação
                                           - Nos motores a gasóleo entre                        destas regras de condução eficiente
                                            as 1500 e 2000 rpm.                                 contribui para o aumento da segurança
                                                                                                rodoviária. Naturalmente que existem
                                 4.   Velocidade de circulação                                  situações que requerem acções
                                      • Manter a velocidade o mais uniforme                     específicas e distintas para que a
                                          possível, evitando travagens,                         segurança não seja afectada.
                                          acelerações ou passagens de caixa
                                          desnecessárias.
                                 5.   Desaceleração
                                      • levantar o pé do acelerador e
                                          deixar o carro rodar com a mudança
     OS 10 MANDAMENTOS DE UMA             engrenada, sem reduzir.
            CONDUÇÃO EFICIENTE        • travar de forma suave e progressiva.

66
Outros factores a ter em conta                                     nÃo se esQueÇa
1.   Os acessórios exteriores aumentam a resistência do veículo    •   Na cidade, 50% das viagens de carro são
     ao ar, aumentando também o consumo de combustível (até            inferiores a 3 km e 10% inferiores a 500
     +35%). Não é recomendável transportar objectos no exterior        metros. Evite viajar de carro em distâncias
     do veículo, a não ser que seja estritamente necessário.           curtas. vá a pé.
2.   O uso de equipamentos auxiliares aumenta significativamente   •   Uma condução eficiente permite poupar,
     o consumo de combustível, sendo o ar condicionado o               em média, 15% de combustível e de
     que mais influencia (até 25%). Devem ser utilizados com           emissões de CO2.
     moderação. Para manter uma sensação de conforto dentro
     do carro, aconselha-se a manter a temperatura em torno        •   Na maioria das vezes existem alternativas
     dos 23-24ºC.                                                      à utilização do carro, como é o caso
                                                                       dos transportes públicos, que são mais
3.   Conduzir com as janelas abertas provoca uma maior                 eficientes do ponto de vista energético.
     resistência ao movimento do veículo, aumentando o esforço
     do motor e elevando o consumo (+5%). Para ventilar            •   Os carros são a principal fonte de poluição
     o interior, é recomendável utilizar, de forma adequada,           e ruído das cidades, assim como um dos
     o ar condicionado.                                                maiores responsáveis pela emissão de
                                                                       gases de efeito de estufa.
4.   O peso dos objectos transportados, incluindo os ocupantes,
     influencia o consumo de forma apreciável, especialmente nos   •   Na hora da compra, é importante
     arranques e períodos de aceleração (100kg correspondem            escolher um modelo de carro adaptado
     a um consumo 5% superior). Uma má distribuição da carga,          às nossas necessidades e ter em atenção
     afecta a segurança e aumenta os gastos em reparações e            as características de consumo e emissões
     manutenção.                                                       de CO2.
5.   A manutenção do veículo também influencia o consumo.
     é especialmente importante o bom estado do motor, o
     controlo dos níveis e filtros e especialmente uma pressão
     adequada dos pneus.




                                                                                                                     67
Para o aumento da                                                            Tributação Verde - Revisão do
     eficiência energética             Revitalação do abate de                   regime de tributação de veículos              "Pneu certo" e eficiência fuel            Novos veiculos mais "conscientes"
                                    automóveis em fim de vida (1)                         particulares (1)                                                                para a poupança de combustivel
     neste sector, o Plano
     Nacional para a
     Eficiência Energética      Redução do imposto automóvel na               Incorporação do factor de emissão de         Campanha "Pneu Certo":                        Acordos voluntários com
                                compra de automóvel ligeiro novo:             CO2 no cálculo do ISV e IUC:                 . Incentivo a verificação periódica           importadores auto, para inclusão
     integra o programa                                                                                                                                                  nas versões base de equipamentos
                                 . revisão e simplificação do regime           . Aplicado a veículos novos:;               da pressão de pneus;
     “renove Carro” que          de atribuição do incentivo.                   . Aplicado a veículos usados                . Acordos voluntários para veículos           indutores de eficiência no consumo:
     tem como objectivo                                                        importados de outros Estados-               base com pneus eficientes.(2)                 . Computador de bordo;
                                Nova tributação automóvel:                     membros.
     o aumento da                                                                                                                                                        . GPS;
                                . Substituição parcial do ISv por IUC                                                      Incremento na utilização de aditivos
                                                                                                                                                                         . Cruise control;
     eficiência energética      (novos + atractivos);                          Veículos híbridos em redução de             e lubrificantes "fuel efficient":
                                                                               50% no ISV.                                                                               . Sistemas de verificação automática
     no transporte              . Componente ambiental no IUC                                                              . Campanhas de Informação;
                                                                                                                                                                         da pressão dos pneus.
     particular, por via do     (penalizando veículos Ineficientes).                                                       . Etiquetagem dos produtos.
     estimulo à aquisição       Revitalização do programa de abate de
     de veículos e produtos     veiculos em fim de vida:
                                 . Aumento da eficiência na cobrança
     energeticamente             e incidência do IUC.
     eficientes, e baseia-se
     nas seguintes acções:
                                 . reduzir o peso das viaturas ligeiras        . Emissões médias dos carros novos:         . Aumentar em 2% ano a penetração             % do parque automóvel com
                                 com mais de 10 anos de 37% para:                  - Em 2010 de 120 gr/km                  de pneus eficientes                           equipamentos de monitorização:
                                     - Em 2010: 35%                                - Em 2015 de 110 gr/km                  . reduzir em 1% ano a taxa de veículos           - 2010: 2%
                                     - Em 2015: 30%                                                                        com pressão incorrecta                           - 2015: 20%
                                                                                                                           . Aumento em 1% ano da quota de
                                                                                                                           aditivos e lubrificantes eficientes


                               (1) revitalização de Medida prevista no âmbito do PNAC
                               (2) Iniciativa dependente da criação de uma classificação energética dos pneus a nível europeu, com excepção das acções orientadas para a verificação da pressão do pneus
                               Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética




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também para o
                                Ordenamento do território                   Planos de mobilidade urbana em             Melhoria da eficiência dos          Plataforma de gestão de tráfego nos
melhoramento nesta                 e mobilidade urbana
                                  nas capitais de distrito                  office parks e parques industriais           transportes públicos                    grandes centros urbanos
área foi desenvolvido
o programa
“Mobilidade Urbana”        Planos de Mobilidade Urbana por               Centros empresariais ou parques          Aumento da quota de veículos com         Criação de uma plataforma
                           capital de distrito;                          industriais com mais de 500              emissões <110 g/Km nas frotas de         inovadora de gestão de tráfego:
que visa estimular a                                                     trabalhadores devem ter plano de         táxis:                                   . Oferta de GPS a táxis com envio de
utilização de meios        Expansão do metroplitano de                   mobilidade integrando:                   . Crédito eficiência acessível para      informação sobre velocidade
                           Lisboa;(1)
de transporte                                                             . Serviço shuttle/mini-bus com pontos   renovação de táxis por "táxis verdes".   e localização;
                           Construção do Metro Sul do Tejo;(1)            de ligação modais;                                                               . Desenvolvimento de sistema
energeticamente mais                                                                                              Introdução de Sistema de Gestão de
                           Construção do Metro do Porto;(1)               . Serviços bancários;                                                            de informação;
eficientes, como os                                                                                               Frotas em autocarros nos grandes
                                                                          . Serviços de restauração;              centros urbanos:                         . Novos equipamentos GPS com
transportes colectivos,    Metro Ligeiro do Mondego;(1)                   . Serviços de papelaria e/ou correio.                                            recepção de dados e optimização
                                                                                                                  . Indicadores de performance por
em detrimento do           Autoridades Metropolitanas de                                                          condutor;
                                                                                                                                                           de rotas;
transporte individual                                                                                                                                      . Integração com sinalização rodoviária.
                           Transportes de Lisboa e Porto.(1)                                                      . Formação em eco-condução.
nas deslocações                                                                                                                                            Dinamização de consórcio nacional
pendulares, não                                                                                                                                            e apoio ao projecto.
deixando de aumentar
sempre que possível
                            . transferência modal de 5% dos               . 50% das necessidade básicas           . Sistema de Gestão de Frotas em         . Piloto operacional em 2010
a eficiência energética     pKm(2) do transporte individual para          cobertas por circuitos pedestres        lisboa e Porto até 2010                  . Sistema implementado em lisboa
dos primeiros, que          o transporte colectivo, nas AMt de            (menos de 15 minutos)                                                            e Porto até 2015
desenvolve as seguintes     lisboa e Porto                                . 500 Planos de mobilidade aprovados
                                                                          até 2015
acções:
                          (1) Medida prevista no âmbito do PNAC 2006
                          (2) pkm - passageiros Km
                          Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética




                                                                                                                                                                                                      69
Uma das formas de aumentar a utilização de energias renováveis e reduzir
                               drasticamente a emissão de CO2 é a utilização de veículos eléctricos. Portugal
                               já é líder mundial na produção de energias renováveis. Cerca de 43% da
                               electricidade produzida em Portugal já provém de fontes renováveis, que geram
                               uma energia mais limpa, mais eficiente, mais económica e mais sustentável.




                               Agora, esta energia também pode                 FUNCIONAMENtO DA rEDE
                               abastecer os nossos veículos.
                                                                               A rede para a mobilidade eléctrica é compatível com
                               Portugal é um dos primeiros países
                                                                               todas as marcas de veículos eléctricos. O carregamento
                               a ter uma política integrada para a
                                                                               é extremamente simples e seguro, através da ligação
                               mobilidade eléctrica e será o pioneiro
                                                                               da ficha do veículo ao ponto de carregamento. Numa
                               na implementação de uma rede de
                                                                               primeira fase, até 2011, os utilizadores poderão adquirir
                               carregamento para veículos eléctricos
                                                                               um cartão pré-pago da entidade gestora Mobi-e, sendo
                               de âmbito nacional. Com 1.300 pontos
                                                                               debitado o valor do carregamento efectuado.
                               de carregamento em 2011, a rede
                                                                               A operação e a comercialização de energia são separadas
                               permitirá o crescimento gradual da
                                                                               e independentes, garantindo assim a livre concorrência
                               frota de veículos eléctricos. Estima-se
                                                                               e a hipótese de escolha por parte dos proprietários
                               que em 2020, a frota nacional venha
                                                                               de veículos eléctricos, que poderão optar, em cada
                               a ter 160.000 veículos eléctricos, que
                                                                               carregamento, pelo fornecedor de electricidade que
                               permitirão reduzir cerca de 25% das
                                                                               for mais vantajoso no momento. é possível escolher
                               emissões de CO2. Além de 0% de
                                                                               também entre um carregamento rápido ou lento, de
                               emissão de gases poluentes, os veículos
                                                                               acordo com a necessidade.
                               eléctricos são mais económicos e silenciosos.
                                                                               Pode carregar o seu veículo, por exemplo, enquanto
                                                                               dorme, potenciando assim a utilização de energias
                                                                               renováveis, como a proveniente de parques eólicos.
                                                                               Desta forma, terá acesso à tarifa mais reduzida.
                      MOBI.E                                                   Durante o dia, pode ligar o seu automóvel a um dos
     A ENERGIA QUE NOS MOVE                                                    pontos de carregamento que se encontram na via
                                                                               pública ou nos parques de estacionamento, para repor
70
rEDE DE ABAStECIMENtO
os níveis de energia gastos. Só tem que passar o seu         A rede de Mobilidade Eléctrica está presente em vários pontos do
cartão de identificação no leitor e ligar a viatura ao       território nacional, dinamizada pela entidade gestora MOBI.E, que
ponto de carregamento. Assim que a operação for              permitirá o abastecimento dos veículos eléctricos, mediante um
autorizada, a carga é iniciada.                              cartão de carregamento.
toda a tecnologia envolvida foi desenvolvida em Portugal e
permite encontrar o ponto de carregamento mais próximo
de si, e reservá-lo através do seu telemóvel ou PDA.
                                                              rede de abastecimento mobi.e
Sempre que queira, basta aceder à internet para saber
qual é o estado do carregamento do seu carro. Pode
também fazê-lo através do seu telemóvel ou do PDA.                                             Guimarães
                                                                     Almada
Planear viagens torna-se também um processo fácil.                                             Leiria
                                                                     Aveiro
Na internet, pode ficar a conhecer todos os pontos                                             Lisboa
                                                                        Beja
de carregamento que ficam no seu percurso. Durante                                             Loures
                                                                      Braga
a viagem, o seu GPS ou Smart Phone, dar-lhe-ão                                                 Porto
                                                                     Cascais
informações actualizadas sobre ocupação e localização                                          Santarém
dos pontos disponíveis.                                       Castelo Branco
                                                                                               Setúbal
Ao chegar a casa, poderá confirmar na factura digital               Coimbra
                                                                                               Sintra
os custos discriminados das operações realizadas em                   Évora
                                                                                               Torres Vedras
viagem e comprovar o quanto poupa em relação a um                      Faro
                                                                                               Viana do Castelo
carro convencional.                                                  Guarda
                                                                                               Vila Nova de Gaia



                                                                                                                                 71
lOCAlIzAÇãO DOS PONtOS
     DE ABAStECIMENtO
     Este projecto tem uma incidência muito forte sobre o
     sector residencial, mas terá também muitos pontos de
     carregamento de acesso público nomeadamente parques
     de estacionamento público e de centros comerciais,
     hotéis, aeroportos, bombas de gasolina e na via pública
     dos municípios que aderiram à rede piloto.


     ABAStECIMENtO DO vEíCUlO
     EléCtrICO
     Durante a noite, aproveitando a energia produzida por
     fontes renováveis nos momentos de menor consumo
     (e que de outra forma seria desperdiçada) e através de
     carregamentos rápidos durante o dia, de acordo com as
     necessidades do utilizador.


         CARREGAMENTO                  CARREGAMENTO
         LENTO: 6 - 8 Horas            RÁPIDO: 20 - 30 Minutos


72
FUNCIONAMENtO
DO ABAStECIMENtO
Através de um cartão pré-pago CHArG.E da rede
Mobi.e que lhe dará acesso aos pontos de carregamento,
sendo descontado o valor deste. Este valor inclui a
electricidade consumida e uma taxa pelo serviço de
carregamento.


NO FUtUrO
todo o sistema foi pensado de raiz, para permitir que,
futuramente, possa aceder ainda a mais funcionalidades,
tais como vender à rede a sua carga disponível ou
gerir a sua energia de forma integrada, produzindo
a sua própria electricidade. Por exemplo, através de
painéis fotovoltaicos poderá carregar o seu automóvel
minimizando a compra de energia a um fornecedor. A
mobilidade eléctrica será uma parte fundamental das
redes inteligentes, que permitirão a gestão dos sistemas
energéticos das cidades.



                                                           73
O lIxO E O APROvEITAMENTO
     ENERGÉTICO




74
O lIXO DOMéStICO                                                                            tiPo de resÍduo                    %
Cada habitante em Portugal gera em média 1,7 kg de lixo por dia. Os resíduos                Fermentáveis                       37,49
são uma fonte potencial de energia e matérias-primas que podem ser aproveitadas             Papéis                             11,52
nos ciclos produtivos, mediante tratamentos adequados.
                                                                                            Cartões                            4,51
Cerca de 70% do lixo vai para ao caixote do lixo, pelo que só uma pequena
parte é recuperada. Actualmente, existem formas de não gerar tantos                         Compósitos                         3,32

resíduos e recuperar as matérias-primas e os recursos contidos no lixo. Para                têxteis                            4,57
que as coisas mudem, nós, como cidadãos, devemo-nos responsabilizar e                       têxteis Sanitários                 7,11
actuar, adquirindo novos hábitos de compra, reduzindo os resíduos, fazendo                  Plásticos                          8,84
a separação selectiva do lixo, bem como solicitar às autoridades e empresas
                                                                                            Combustíveis não especificados     1,59
medidas correctivas.
                                                                                            Madeira                            0,96
                                                                                            vidro                              6,01

COMPOSIÇãO DO lIXO                                                                          Metais ferrosos                    1,41
                                                                                            Metais não ferrosos                0,45
Os lixos domésticos são conhecidos como resíduos sólidos urbanos (rSU).
Cada família deita fora anualmente dezenas de quilos de papel, de metal, de                 Incombustíveis não especificados   1,28
                                                                                                                                        É preciso uma maior
plástico e de restos orgânicos. Os resíduos sólidos urbanos são essencialmente              resíduos domésticos especiais      0,46     consciencialização de
constituídos por materiais fermentáveis, papel e cartão, metal e vidros. São os             resíduos finos (<20 mm)            10,49    que é imprescindível
constituintes das vulgares latas, embalagens, garrafas, sacos de plástico, entre outros.                                                separar o lixo e fazer
                                                                                            TOTAL                              100,00   a recolha selectiva.
                                                                                           Fonte: Valorsul dados 2009
Em 2009, a produção de resíduos sólidos urbanos em Portugal Continental
atingiu 4,5 milhões de toneladas.
A título de exemplo apresenta-se a composição do lixo urbano, nas cidades                  Em Portugal, recicla-se cerca de
da Amadora, lisboa, loures, Odivelas e vila Franca de Xira (dados de 2009):                15,7% do lixo produzido. é um
                                                                                           número pequeno quando comparado
                                                                                           com a meta de 25% estipulada pela
                                                                                           União Europeia.




                                                                                                                                                                 75
rESíDUOS DOMéStICOS
     Matéria orgânica                  A reciclagem de plásticos é um       substituído por outros tipos de   embalagens de bebidas.
                                       processo complexo. No ano            embalagem. O vidro é 100%         São fabricados a partir de finas                Para fabricar uma
     A quantidade de alimentos                                                                                                                                tonelada de papel, são
     que entra em nossa casa           de 2009 foram reciclados 55,4        reciclável. As embalagens de      camadas de celulose, alumínio
                                                                                                                                                              necessárias entre 12 e
     diariamente pode ser estimada     mil toneladas de plásticos em        vidro podem ser reutilizadas      e plástico que são muito difíceis               16 árvores de tamanho
     em aproximadamente 2 kg           Portugal.                            várias vezes antes de serem       de separar, o que dificulta a sua               médio, cerca de 50.000
     por pessoa. Quase 90% do                                               recicladas. Um problema           reciclagem.                                     litros de água e mais de
                                       Papel e cartão                                                                                                         300 kg de petróleo.
     lixo que se produz numa                                                actual é a generalização de
                                       São de fácil reciclagem. Em                                            Aparelhos electrónicos
     casa deriva directamente do                                            embalagens de vidro “não
                                       2009, reciclou-se em Portugal                                          e electrodomésticos
     processamento de alimentos                                             retornáveis” não havendo
                                       mais de 236,1 mil toneladas          uniformização nas garrafas         Actualmente, qualquer ponto
     (restos orgânicos e embalagens
                                       de papel e cartão. A procura         de forma a que possam             de venda é obrigado a aceitar
     de alimentos). Os resíduos
                                       crescente de papel obriga a          ser reutilizadas. Em 2009         o equipamento velho em                          Com a energia
     alimentares podem ser
                                       recorrer à pasta de celulose,        reciclaram-se 168,2 mil           troca do novo sem cobrar                        necessária para produzir
     utilizados, nomeadamente                                                                                                                                 uma lata de alumínio,
                                       a qual é responsável pelo            toneladas de vidro em Portugal.   nenhuma taxa adicional.
     como adubo.                                                                                                                                              consegue-se ter um
                                       abate de árvores, bem como                                             Contudo, nem todos os lojistas
                                                                            Latas                                                                             televisor a funcionar
     Plásticos                         pela plantação de espécies de                                          estão sensibilizados para esta                  durante duas horas.
     Na sua maioria provêm de          cultivo rápido, como o pinheiro      Apenas podem ser utilizadas       responsabilidade. O consumidor
     embalagens. Há que ter em         ou o eucalipto, em detrimento        uma vez. O seu fabrico implica    pode ainda optar por entregar
     conta que todos os plásticos      das florestas originais. é preciso   um grande consumo de energia      os equipamentos velhos num
     são fabricados a partir           ter atenção que alguns tipos         e matérias-primas, se bem que     centro de recolha. O fabricante
     do petróleo. Por isso, ao         de papel, como os plastificados,     no processo de fabricação         deve assumir todos os custos
     consumirmos plástico, estamos     os adesivos, os encerados e os       é comum a reciclagem de           de recolha e as diferentes
     a contribuir para o fim de        papéis químicos, não podem           embalagens. No ano de 2009,       administrações públicas devem
     um produto não renovável.         ser reciclados.                      foram recicladas 37,9 mil         estar dotadas de centros de
     Os plásticos demoram muito                                             toneladas de metal no             reciclagem para tratamento
                                       Vidro
     tempo a decompor-se e, caso                                            nosso país.                       deste tipo de equipamentos.
                                       Pelas suas características é a
     se opte pela sua incineração,                                          Pacotes (Tetrapack)
                                       embalagem ideal para quase
     são emitidos para a atmosfera,
                                       qualquer tipo de alimento            Por serem estanques de pouco
     para além de CO2, contaminantes
                                       ou bebida, no entanto, tem           peso e de fácil transporte,
     muito perigosos para a saúde
                                       vindo a ser progressivamente         estão a ganhar espaço como        Fonte: Sociedade Ponto Verde, valores de 2009
     e para o meio ambiente.
76
Minimizar os problemas                     rEDUzIr O lIXO
                                  originados pelo lixo doméstico             As embalagens familiares são preferíveis às
                                  depende em grande parte                    embalagens individuais. Em geral, devemos
                                                                             ser mais cuidadosos na compra de produtos
                                  dos consumidores.                          descartáveis, como por exemplo, guardanapos de
                                                                             papel ou pratos de plástico. é preferível optar
                                                                             por objectos que possam ser utilizados mais do
                                  O consumidor responsável deve escolher     que uma vez. Ao fazer compras devemos levar
                                  os produtos que não criem resíduos em      os nossos próprios sacos poupando assim o seu
                                  excesso ou aqueles que são recicláveis.    consumo.
                                  Outra acção importante é a separação
                                  dos resíduos, facilitando desta forma
                                  o seu tratamento posterior. A chave
                                  para abordar de forma sistemática o lixo
                                                                             rEUtIlIzAr OS PrODUtOS
                                  em nossas casas são os famosos 3 r’s:      ANtES QUE EStES SE
                                  reduzir, reutilizar, reciclar.             CONvErtAM EM rESíDUOS
                                                                             Consiste em aproveitar todo o potencial que
                                                                             estes produtos nos podem oferecer ou caso
                                                                             tal não seja possível, devolvê-los ao circuito
                                                                             comercial onde foram adquiridos. Existem
                                                                             tipos de bebidas que ainda mantém uma
                                                                             distribuição comercial baseada em garrafas
                                                                             de vidro reutilizáveis, que depois de serem
                                                                             lavadas, voltam ao circuito. A utilização de
                                                                             pilhas recarregáveis, nos equipamentos que
                                                                             o permitam, é outra excelente forma de
                                                                             reutilização de produtos.

           A REGRA DOS TRêS R'S
(REDUZIR, REUTILIZAR, RECICLAR)

                                                                                                                               77
rECIClAr O lIXO
                                                                                                                conselHos Práticos
     Consiste em colocar os materiais recicláveis nos respectivos ecopontos para
     que depois de um tratamento adequado, possam incorporar-se de novo no                                      1.   Sempre que possível, escolha produtos
     processo. Deste modo, consegue-se não só evitar a deterioração do                                               que venham em embalagens recicláveis.
     meio-ambiente, como uma poupança significativa de matérias-primas e energia.                                    Deposite posteriormente a embalagem
     Os materiais com maior percentagem de reciclagem são o papel, o vidro                                           nos ecopontos.
     e os metais. Por exemplo, os pneus podem ser utilizados para materiais                                     2.   Escolha produtos de tamanho familiar, em
     redutores de som nas estradas ou podem igualmente ser aproveitados, dum                                         detrimento dos individuais.
     ponto de vista energético, em substituição de combustíveis fósseis nos fornos
     das cimenteiras. Actualmente, o óleo alimentar está a ser utilizado na produção                            3.   Modere a utilização de papel de alumínio
                                                                                                                     e de plástico aderente.
     de biodiesel. Para além dos conhecidos contentores para reciclagem de
     embalagens, restos orgânicos e papel, existem também contentores e serviços                                4.   Evite sacos de plástico. Procure levar
     específicos para recolha de:                                                                                    sempre o seu próprio saco.
     • Pilhas;                                                                                                  5.   Evite produtos descartáveis. Opte por
     •   Medicamentos e radiografias;                                                                                produtos reutilizáveis.

     •   roupa;                                                                                                 6.   Prefira sempre uma embalagem de vidro
                                                                                                                     a uma de metal e uma de papel a uma
     •   Electrodomésticos.                                                       Os sacos de plástico
                                                                                  das compras podem ser              de plástico.
                                                                                  reutilizados para sacos       7.   Confirme com as entidades municipais
                                                                                  de lixo.                           onde pode depositar materiais tóxicos,
                                                                                                                     tais como, baterias, tintas e sprays, e nunca
                                                                                                                     os coloque no caixote do lixo.
                                                                                  Já existem tecnologias para   8.   Sempre que possa opte por um relógio,
                                                                                  transformar borracha e             calculadora ou qualquer outro aparelho
                                                                                  plásticos em combustíveis          que não funcione com pilhas ou que utilize
                                                                                  líquidos ou gasosos.               pilhas recarregáveis.




78
nÃo se esQueÇa

•   Cada habitante produz em média 1,7
    kg de lixo por dia.
•   65% do lixo doméstico é susceptível
    de ser reciclado.
•   Por cada tonelada de vidro que
    se recicla, poupam-se 1.200 kg
    de matérias-primas e 130 kg de
    combustíveis.
•   Por cada tonelada de papel que se recicla,
    evita-se que se cortem 14 árvores,
    se consumam 50.000 litros de água
    e mais de 300 kg de petróleo.




                                                 79
O Plano Nacional de
                      Acção para a Eficiência
                      Energética – Portugal
                      Eficiência 2015 (PNAEE),
                      aprovado pelo Conselho de
     PlANO NACIONAl   Ministros, estabelece como
                      meta a alcançar até 2015, a
     DE ACÇÃO PARA    implementação de medidas
                      de melhoria de eficiência
     A EFICIÊNCIA     energética, equivalentes a 10%
     ENERGÉTICA       do consumo final de energia.

                      O Plano abrange quatro áreas específicas:
                      transportes, residencial e Serviços,
                      Indústria e Estado.




80
Neste guia salientámos duas áreas extremamente importantes do
nosso dia-a-dia - Residencial e Serviços e os Transportes - onde os
nossos comportamentos podem fazer toda a diferença.



A área residencial e Serviços integra três       A área de transportes agrupa três programas      O Conselho de Ministros atribuiu ao Ministério
programas de eficiência energética:              de melhoria da eficiência energética:            da Economia e da Inovação a responsabilidade
•	 Renove Casa, onde são definidas               •	 Renove Carro, relacionado com a               pela monitorização do plano e dos seus
    diversas medidas relacionadas com                melhoria da eficiência energética dos        resultados mediante relatório anual a preparar
    a eficiência energética na iluminação,           veículos, nomeadamente na renovação de       pela Direcção Geral da Energia e Geologia, com
    electrodomésticos, electrónica de                equipamentos e utilização de produtos        o apoio da Agência para a Energia - ADENE.
    consumo e reabilitação de espaços.               mais eficientes.
•	   Sistema de Eficiência Energética nos        •	   Mobilidade Urbana, que identifica medidas
     Edifícios, que agrupa medidas que                relacionadas com as necessidades modais
     resultam do processo de certificação             e pendulares do transporte público nos
     energética nos edifícios, nomeadamente           grandes centros urbanos e empresariais.
     ao nível de isolamentos, melhoria de vãos
     envidraçados e sistemas energéticos.        •	   Sistema de Eficiência Energética nos
                                                      Transportes, que procura quantificar
•	   Renováveis na Hora, que é orientado              o impacto na utilização eficiente do
     para o aumento da penetração de                  conceito de plataformas logísticas
     energias endógenas nos sectores                  e auto-estradas do mar.
     residencial e serviços.




                                                                                                                                                   81
QUEM É A ADENE?

     A ADENE - Agência para a Energia -
     tem por missão promover e realizar
     actividades de interesse público na
     área da energia.                                     r. Dr. António loureiro Borges, nº 5, 6º andar
                                                          Arquiparque - Miraflores, 1495-131 - AlGéS

                                                          tel.: 214 722 800
     Desenvolve a sua actividade junto dos diferentes     Fax: 214 722 898
     sectores económicos e dos consumidores, visando
                                                          e-mail: geral@adene.pt
     a racionalização dos respectivos comportamentos      www.adene.pt
     energéticos, a aplicação de novos métodos
     de gestão de energia e a utilização de novas
     tecnologias.
     As actividades actuais compreendem mais de
     duas dezenas de projectos no âmbito de vários
     programas comunitários. Em parceria com outras
     Agências e Organizações Internacionais, de áreas
     prioritárias de intervenção nacional, destacamos
     os Programas “Eficiência Energética nos Edifícios”
     e “água Quente Solar para Portugal” assim como
     as intervenções nos domínios da Gestão da Procura
     e das Energias renováveis, como grandes actores
     do mercado energético português.




82
ficHa tÉcnica


TíTUlO
GUIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
EDIÇÃO
ADENE - AGÊNCIA PARA A ENERGIA
TIRAGEM
185.000 EXEMPLARES
ISBN
978-972-8646-17-2
DEPóSITO lEGAl
311607/10
FOTOGRAFIAS
ShUTTERSTOCK
FOTOLIA
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DESIGN E PAGINAÇÃO
DESIGNSETE


MAIO DE 2010

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS




         ESTA PUbLICAçãO FOI IMPRESSA EM PAPEL RECICLADO
Cordenação::

Guia da eficiência energética

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    06 PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA 55 ACABAMENTOS ExTERIORES E ENvOlvENTES DO EDIFíCIO 08 CONSEQUÊNCIAS DO CONSUMO DE ENERGIA 55 PAISAGISMO 09 FONTES DE ENERGIA RENOvávEIS E NÃO RENOvávEIS 55 IlUMINAÇÃO NATURAl 10 IMPACTOS NEGATIvOS SOBRE O MEIO AMBIENTE 56 ENERGIAS RENOvávEIS EM CASA 11 NóS TAMBÉM PRODUzIMOS CO2 EM CASA 57 ENERGIA SOlAR TÉRMICA 11 O EFEITO DE ESTUFA 57 ENERGIA SOlAR FOTOvOlTAICA 11 O PROTOCOlO DE QUIOTO 58 ENERGIA DA BIOMASSA 12 O CONSUMO ENERGÉTICO EM PORTUGAl 59 ENERGIA EólICA 13 CONSUMO DE ENERGIA 13 POR SECTORES 61 O CARRO 63 CONSUMO, CUSTOS E UTIlIzAÇÃO 14 A HABITAÇÃO 64 O CARRO E A POlUIÇÃO 16 ElECTRODOMÉSTICOS 64 EMISSÕES 18 FRIGORíFICO 64 RUíDO 20 MáQUINA DE lAvAR lOIÇA 64 A COMPRA DO CARRO 22 MáQUINA DE lAvAR ROUPA 65 NOvAS ENERGIAS NOS TRANSPORTES 24 MáQUINA DE SECAR ROUPA 65 ETIQUETA INFORMATIvA DE ECONOMIA DE COMBUSTívEl 26 MáQUINA DE lAvAR E SECAR ROUPA 65 CONDUÇÃO EFICIENTE DO AUTOMóvEl 27 FORNO 66 OS 10 MANDAMENTOS DE UMA CONDUÇÃO EFICIENTE 29 PlACAS 70 MOBI.E — A ENERGIA QUE NOS MOvE 30 MICROONDAS 70 FUNCIONAMENTO DA REDE 31 ElECTRODOMÉSTICOS SEM ETIQUETA ENERGÉTICA 71 REDE DE ABASTECIMENTO 32 Tv E EQUIPAMENTOS AUDIOvISUAIS 72 lOCAlIzAÇÃO DOS PONTOS DE ABASTECIMENTO 33 EQUIPAMENTOS INFORMáTICOS 72 ABASTECIMENTO DO vEíCUlO ElÉCTRICO 34 IlUMINAÇÃO 73 FUNCIONAMENTO DO ABASTECIMENTO 38 AQUECIMENTO 73 NO FUTURO 43 O ISOlAMENTO 45 AR CONDICIONADO 74 O lIxO E O APROvEITAMENTO ENERGÉTICO 47 áGUA QUENTE 77 A REGRA DOS TRÊS R'S (REDUzIR, REUTIlIzAR, RECIClAR) 50 A CASA NOvA 80 PlANO NACIONAl DE ACÇÃO PARA 52 CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA DAS CASAS A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA 54 ASPECTOS BIOClIMáTICOS 54 FORMA E ORIENTAÇÃO 82 QUEM É A ADENE?
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    VAMOS Promover a eficiência energética é tornar o mundo melhor e mais sustentável. POUPAR ENERGIA Algumas medidas de eficiência energética são amplamente conhecidas por serem do senso comum, por exemplo, apagar a luz quando não estamos numa divisão da casa. Outras, são alcançadas por desenvolvimentos PARA tecnológicos e não são do conhecimento geral, por exemplo, a possibilidade de produzimos energia na nossa casa. POUPAR Este guia pretende ajudar a utilizar a energia de forma moderada e eficiente assim como apresentar algumas medidas para que todos PORTUGAL possamos contribuir com um consumo mais racional e aumentar deste modo, a eficiência global.
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    À medida queuma sociedade é mais desenvolvida, aumenta o consumo de energia, mas nem sempre de um modo eficiente. Com uma utilização responsável podemos ter disponíveis uma maior diversidade de serviços e conforto, sem aumentar o consumo. Os países serão mais competitivos à medida que aumentarem a sua eficiência energética, consumindo menos energia por unidade de produto realizado ou de serviço prestado. Este é o cenário actual dos países desenvolvidos, particularmente no sector industrial. No entanto, nos sectores dos transportes e dos edifícios, incluindo as habitações, a situação é diferente, pois a eficiência energética não tem aumentado como seria desejável. 7
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    O consumo deenergia FONtES DE ENErGIA rENOvávEIS E NãO rENOvávEIS é necessário para o As fontes de energia renováveis Podem ser de origem fóssil, Inevitavelmente, se se mantiver são todas aquelas a que se pode formadas pela transformação de o modelo de consumo actual, os desenvolvimento económico recorrer de forma permanente, restos orgânicos acumulados na recursos não renováveis deixarão e social a nível mundial. porque são inesgotáveis, como por natureza há milhões de anos ou de estar disponíveis num futuro exemplo a energia Solar, Hídrica, de origem mineral. São de origem próximo, quer seja pela extinção Graças à energia, é possível ter um Eólica, Biomassa, Marés, Energia fóssil o carvão, o petróleo e o gás das suas reservas, quer seja porque estilo de vida que seria impossível das Ondas e Geotérmica. natural. De origem mineral, temos a sua extracção deixará de ser desfrutar caso não dispuséssemos As energias renováveis caracterizam-se o urânio, utilizado para produzir economicamente rentável a de recursos energéticos. igualmente por terem um impacto energia eléctrica. médio prazo. ambiental nulo na emissão de gases Então por que é que temos que poupar À medida que as reservas são que provocam o efeito de estufa. energia? Por que é que devemos mudar menores, torna-se cada vez o modelo energético actual? Por que As energias não renováveis, são mais difícil a sua extracção e, é que se torna necessário aumentar a aquelas cujas reservas são limitadas, consequentemente, aumenta o eficiência energética? ou seja, diminuem à medida que seu custo. as consumimos. São exemplos o Existem razões importantes, tais como: Carvão, Gás Natural, Petróleo • A extinção das energias não e Urânio. renováveis ou de origem fóssil. • Os impactos negativos sobre Recursos Anos o meio-ambiente. Carvão 200-250 Urânio 70-90 Gás Natural 60-80 Exemplo de energias renováveis Exemplo de energias não renováveis Petróleo 40-50 9
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    IMPACtOS NEGAtIvOS SOBrEO MEIO AMBIENtE A transformação, transporte e uso Há que ter em conta que a produção PrinciPais emissões causadas Pelo consumo de energia final da energia causam impactos de energia e o seu uso, tanto na Origem Efeitos negativos no meio-ambiente, quer seja indústria como nas habitações e a nível local, quer seja a nível global. meios de transporte, é responsável CO2 reacções de combustão Contribui para o efeito de Inicialmente, durante a fase de pela maioria das emissões de CO2 (Dióxido de carbono) estufa ao reter a radiação infravermelha que a terra emite exploração produzem-se resíduos, causadas pelo Homem. para o espaço contaminam-se as águas e os solos, Devemos saber também que a CO Produz-se na combustão Altamente tóxico para além de se gerarem emissões para geração de electricidade com centrais (Monóxido de carbono) incompleta da mistura o Homem a atmosfera. também o transporte nucleares não produz CO2, criando combustível-ar e distribuição da energia afecta o resíduos radioactivos de difícil e NOX reacções de alta temperatura Chuva ácida, alterações de meio-ambiente através dos impactos dispendioso tratamento. (Óxido de Nitrogénio) entre o nitrogénio e o ecossistemas florestais e oxigénio presentes no ar, nos aquáticos. Irrita os brônquios das redes eléctricas ou oleodutos e processos de combustão gasodutos e até as chamadas marés negras, com dramáticas consequências SO2 resulta da combustão dos Chuva ácida, alterações de (Dióxido de enxofre) combustíveis fósseis, devido ao ecossistemas florestais e para os ecossistemas e economias das enxofre que contêm aquáticos. Doenças do tipo zonas afectadas. alérgico, irritação dos olhos e vias respiratórias Paralelamente, o consumo energético a partir de energias fósseis, COV Gases de escape originários de Efeitos cancerígenos, doenças (Compostos Orgânicos uma combustão deficiente ou do tipo alérgico, irritação dos necessita sempre de um processo voláteis) da evaporação de combustível olhos e vias respiratórias de combustão, tanto nas centrais eléctricas para produzir electricidade, Partículas e fumo resulta da má combustão dos Sujidade ambiental, visibilidade como localmente em caldeiras ou combustíveis (especialmente reduzida e afectam as vias motores Diesel) respiratórias motores de veículos. Esta combustão dá lugar à formação de CO2, o principal gás causador do efeito de estufa, e a outros gases e partículas poluentes que prejudicam a saúde. 10
  • 11.
    NÓS tAMBéM PrODUzIMOSCO2 EM CASA O uso do veículo, o aquecimento e, inclusivamente, o nosso consumo eléctrico (nas centrais térmicas onde é gerada a electricidade) são responsáveis pela emissão de 5 toneladas de CO2 por ano. O EFEItO DE EStUFA nÃo se esQueÇa O efeito estufa é o processo natural responsável pela regulação da temperatura na terra. A radiação directa do sol é absorvida à superficie, existindo uma quantidade de • O consumo de energias de origem fóssil calor que é reflectida pela próprio Planeta. Esta última, é por sua vez devolvida pelas provoca a extinção de reservas, dependência moléculas de determinados gases existentes na atmosfera. Quando artificialmente se energética, dificuldade de abastecimento e aumenta a concentração destes no ar, rompe-se o equilíbrio natural e é devolvida uma contaminação ambiental; quantidade maior de radiação, a qual produz um aumento artificial da temperatura. Este • O principal problema do consumo actual do acto conduz a fenómenos como a desertificação, diminuição das massas de gelo nos meio ambiente à escala mundial é o efeito pólos ou inundações. Por isso, a atmosfera actua como o vidro de uma estufa: permite de estufa; a passagem de luz, mas não deixa escapar o calor recolhido junto da superfície. Este • O uso do veículo, do aquecimento fenómeno conduz ao aquecimento do planeta terra. e o consumo eléctrico em casa, são os principais responsáveis pela emissão de CO2 para a atmosfera, aumentando O PrOtOCOlO DE QUIOtO o efeito de estufa; A consequência mais importante do aumento do efeito de estufa são as alterações • As energias renováveis não se esgotam climáticas. Para diminuir ao máximo as suas consequências, 36 países industrializados quando as consumimos, visto que se assinaram em 1997 o Protocolo de Quioto, cujo principal objectivo é a redução renovam de forma natural. Além disso, têm global de emissões de gases que provocam o efeito de estufa. um reduzido impacto ambiental. Para que o Protocolo de Quioto entrasse em vigor deveria ser assinado por um número suficiente de países, que em conjunto fossem responsáveis por 55% das emissões dos países industrializados. Depois da assinatura da rússia em 2004, o protocolo entra em vigor em Fevereiro de 2005, e, para o período de 2008-2012, prevê a redução global acordada de 5,2%. A redução seria de 8% para o conjunto da UE comparativamente às emissões de 1990. 11
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    O CONSUMO ENERGÉTICOEM PORTUGAl 12
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    Peso dos sectoresno consumo de energia % CONSUMO DE ENErGIA POr SECtOrES 1990 2008 Segundo a DGEG (Direcção Geral de Energia e De acordo com a DGEG, desde o início da década Indústria 35,4 29,5 Geologia) em 2008, a dependência de Portugal em de noventa, o consumo de energia final cresceu Transportes 30,7 36,3 termos de importação de energia foi de 82%. A 3,2% ao ano, cerca de sete décimas acima da taxa Sector Doméstico 20,8 16,8 produção interna baseou-se, exclusivamente, em de crescimento média do PIB registada nesse Serviços 6,7 11,5 fontes de energia renováveis, fundamentalmente período. hídrica e eólica. Esta produção cresceu 45% desde A pressionar o crescimento energético estiveram Agricultura 4,9 2,4 1990. os sectores de Serviços e transportes, que cresceram Construção e 1,5 3,4 O abastecimento de energia primária no nosso consistentemente acima dos 5% ao ano. Especial Obras Públicas país também cresceu visivelmente desde 1990 em destaque para o sector de Serviços que, na TOTAL 100,0 100,0 cerca de 55%. Este valor deve-se, principalmente, segunda metade da década, apresentou taxas de Fonte: DGEG - Direcção Geral de Energia e Geologia ao aumento do abastecimento de petróleo (29% crescimento médias anuais de dois dígitos (11%). desde 1990) e de combustíveis sólidos (31% desde No balanço de 2008, os transportes eram 1990). responsáveis por 36,3% da energia consumida, nÃo se esQueÇa O gás natural foi introduzido no abastecimento de a Indústria por 29,5%, o Sector Doméstico por energia primária de Portugal, pela primeira vez em 16,8%, os Serviços por 11,5% e os restantes 5,8% • Cada vez consumimos mais energia. 1997 e atingiu os 17% de quota de abastecimento em outras actividades como a Agricultura, Pesca, Assim, apenas serão necessários total de energia em 2008. Em termos de fontes Construção e Obras Públicas. 35 anos para duplicar o consumo renováveis a quota foi de 18%. mundial de energia e menos de 55 A nível internacional existem os seguintes anos para o triplicar. abastecimento de energia Primária (2008) compromissos até 2020: • Os sectores da habitação e dos • redução do consumo de energia primária transportes foram, nos últimos anos, 3% em 20% (meta da eficiência energética); 18% os que mais aumentaram o consumo. • aumento do recurso a energias renováveis Petróleo • Portugal tem uma dependência para 20% do mix europeu (meta indicativa Combustiveis sólidos energética do exterior de 82%. para Portugal: 31%); 17% 52% Gás natural Renováveis • A principal fonte de energia para • incorporação de 20% dos biocombustíveis o consumo energético em Portugal Outros nos carburantes até 2020. é o petróleo e os seus derivados 10% (gasolina, gasóleo, butano e propano). Fonte: DGEG, Estatísticas-Balanços Energéticos 2008 (provisório) 13
  • 14.
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    O consumo deenergia na nossa habitação depende de diversos factores, tais como a zona onde se situa a casa, a qualidade de construção, o nível de isolamento, o tipo de equipamentos utilizados e até o uso que lhe damos. Em Portugal, o sector residencial, Com algumas pequenas intervenções rePartiÇÃo dos consumos de electricidade Pelos diferentes usos com cerca de 3,3 milhões de edifícios, nos edifícios, é possível poupar até finais (TOTAL 2004: 11087 GWh) contribuiu com 17% do consumo de 30-35% de energia, mantendo as energia primária em termos nacionais, mesmas condições de conforto. Frigorífico / Combinado representando cerca de 29% do consumo 12% Congelador de electricidade, o que evidencia, 1% 22% desde logo, a necessidade de moderar Existem medidas de baixo Máquina Lavar Roupa 2% especialmente o consumo eléctrico. custo, ou sem qualquer custo Secador Roupa Outra causa para o aumento do adicional, que podem reduzir Máquina Lavar Loiça o nosso gasto de energia entre consumo de energia reside na ineficiência os 10% e os 40%. 15% Audiovisuais dos próprios equipamentos utilizados 10% Informática no sector, edifícios incluídos, e dos Iluminação procedimentos e hábitos de utilização Os consumos energéticos das desses mesmos equipamentos. AQS Eléctrico habitações portuguesas têm registado 5% 5% Isto deve-se, não só a razões um crescimento significativo, em parte, Aquecimento ambiente comportamentais dos consumidores, também devido ao aumento da aquisição 12% 3% 2% Arrefecimento ambiente 2% como também ao período necessário de equipamentos consumidores de energia. 9% Forno para a substituição dos equipamentos e No que diz respeito ao consumo Outros progressiva recuperação dos edifícios. eléctrico, uma habitação média consome cerca de 4.000 kWh por ano, divididos da Fonte: DGEG/IP-3E, Eficiência Energética em Equipamentos e Sistemas Eléctricos no Sector seguinte forma: Residencial, Abril 2004 15
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    Os electrodomésticos delinha branca (máquinas de lavar, Existem 7 classes de eficiência, vida útil que supera os 10 anos, frigoríficos, etc), os fornos eléctricos, o ar condicionado e as identificadas por um código de podemos ter uma poupança cores e letras que vão desde energética de 780€. fontes de luz, são equipamentos de uso comum nas nossas casas. o verde para a letra A, no Por isso, na hora da compra, Comprar um equipamento eficiente é importante e fácil de caso dos equipamentos mais há que ter em atenção o identificar, graças à etiqueta energética.. eficientes, até ao vermelho consumo energético e escolher, para a letra G, no caso dos preferencialmente, os de classe equipamentos menos eficientes. A, pois são energeticamente A etiqueta energética é mais eficientes. regulada a nível europeu por A EtIQUEtA ENErGétICA uma normativa composta por É muito importante O seu âmbito de utilização Estabelecem o valor máximo A etiqueta energética permite diversas Directivas Europeias. escolher um é comum em toda a Europa para o consumo energético do ao consumidor conhecer electrodoméstico adaptado às nossas necessidades. e constitui uma ferramenta aparelho quando não está a ser de forma rápida a eficiência + Eficiente Não basta que seja A informativa ao serviço dos utilizado ou quando está em energética de um equipamento. B eficiente, mas também utilizadores de aparelhos modo de espera (stand-by). As etiquetas têm uma parte C que tenha o tamanho e eléctricos. Segundo a legislação Os tipos de equipamentos que comum que faz referência D desempenho ajustado ao vigente, é obrigatório o têm estabelecida a etiquetagem à marca, denominação do E que precisamos. F Por exemplo, um frigorífico vendedor exibir a etiqueta energética são: aparelho e classe de eficiência G de classe A de 300 litros energética de cada modelo de energética. têm uma outra - Eficiente de capacidade pode gastar electrodoméstico, assim como • Frigoríficos, congeladores e parte, que varia consoante mais electricidade do combinados. é fundamental saber que que um de 100 litros de é obrigatório para o fabricante o electrodoméstico, que fornecer os valores que apresenta outras características, o consumo de energia, para classe G. • Máquinas de lavar e/ou avaliam um dado modelo de secar roupa. segundo a sua funcionalidade. desempenhos idênticos, electrodoméstico com etiqueta Por exemplo, a capacidade de pode chegar a ser quase • lâmpadas. energética. congelamento para frigoríficos três vezes superior nos As etiquetas Energy Star e GEA • Forno eléctrico. ou o consumo de água para electrodomésticos da classe G, são utilizadas em equipamentos máquinas de lavar roupa. quando comparados com os da • Ar condicionado. de escritório e na electrónica classe A. Se a isto, juntarmos o de consumo. facto de que a maior parte dos equipamentos (com excepção das fontes de luz) têm uma 17
  • 18.
    Este é oelectrodoméstico que mais energia consome. Por ter um uso contínuo (apenas se desliga para limpeza ou devido a ausências prolongadas), tem um consumo considerável, ainda que não tenha uma potência elevada: 200 W, face a um secador que pode chegar a atingir potências de 2.000 W. No entanto, o uso que fazemos do secador é inferior, tal como o seu consumo ao longo do ano. O gelo que se forma no etiQueta energÉtica Para eQuiPamentos de frio domÉstico interior do frigorífico é isolante e dificulta o arrefecimento. Existem modelos, conhecidos Energia Designação ou marca por “no-frost”, ou sem gelo, Fabricante do fabricante/Referência que têm uma circulação Modelo do aparelho contínua de ar no interior Mais Eficiente Classe de que evita a formação de gelo, A eficiência energética resultando numa melhoria B C da eficiência energética. Etiqueta ecológica europeia D E Classe A+ e A++ F Para os frigoríficos e congeladores G Menos Eficiente aprovaram-se duas novas Consumo de Energia kWh/ano Com base nos resultados de ensaio classes energéticas ainda mais normalizado de 24 h Consumo anual de energia kWh O consumo real varia com as condições de eficientes do que a classe A: utilização da máquina e com a sua localização a classe A+ que engloba todos Volume de alimentos frescos L Capacidade (I) aqueles aparelhos que tenham Volume de alimentos congelados L e número de estrelas um consumo inferior a 42% Nível de ruído Nível de ruído (dB(A)) do consumo médio de um [dB(A) re 1 pW] aparelho equivalente e a classe ficha pormenorizada no folheto do produto A++ para todos aqueles com Bandeira Europeia Norma EN 153, Maio de 1990 um consumo inferior a 30%. Directiva 94/2/CE relativa a etiquetagem de FRIGORíFICO frigoríficos 18
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    Praticamente 32% daelectricidade consumida nas habitações portuguesas conselHos Práticos destina-se à refrigeração e congelação dos alimentos. 1. Compre frigoríficos com etiqueta energética de classe tabela comParativa de classe de eficiência energÉtica A+ e A++. Poupam energia e dinheiro. Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por 2. Não compre um equipamento com mais capacidade em 15 anos (kWh) em 15 anos (ˆ ) um produto de classe A++ (ˆ ) do que necessita. a++ 2.956 325 - 3. Coloque o frigorífico ou o congelador num local fresco a+ 4.138 455 130 e ventilado, afastado de possíveis fontes de calor: radiação solar, forno, etc. a 5.420 596 271 6.406 705 380 4. limpe, pelo menos uma vez por ano, a parte traseira b do aparelho. c 8.130 894 569 5. Descongele antes que a camada de gelo atinga os d 9.855 1084 759 3mm de espessura. Com isto, poderá conseguir e 10.348 1138 813 poupanças até 30%. f 11.580 1274 949 6. Certifique-se que as borrachas das portas estão em g 12.319 1355 1030 boas condições e fecham bem de modo a evitar perdas Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11ˆ de frio. 7. Nunca coloque alimentos quentes no frigorífico. causas Para a Perda de frio Se os deixar arrefecer no exterior, poupa energia. 4% 8. Quando tira um alimento do congelador, para consumi-lo 7% no dia seguinte, descongele-o no frigorífico em vez de 8% Isolamento no exterior. Deste modo, terá ganhos gratuitos de frio. Alimentos 9. Abra a porta o menos possível e feche-a rapidamente. 13% Junta da porta Evitará um gasto inútil de energia. 68% Aberturas 10. Ajuste o termostato de forma a manter a temperatura Outros de 5ºC no compartimento do frigorífico e -18ºC no congelador. 19
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    É um doselectrodomésticos etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar loiÇa que mais energia consome, correspondendo 90% desse Máquina de consumo ao aquecimento lavar loiça da água. Energia Designação ou marca Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho A etiqueta energética de uma Mais Eficiente Classe de máquina de lavar loiça tem A eficiência energética em linha de conta a eficácia B da lavagem, da secagem e os C Etiqueta ecológica europeia D consumos de água e energia E por lavagem, mensurados no F programa económico. G Menos Eficiente Consumo de Energia kWh/ciclo Com base nos resultados dos ensaios para Consumo de energia o ciclo de lavagem padrão recomendado pelo fabricante, com enchimento a água fria (kWh) por ciclo padrão O consumo real de energia dependerá das condições de utilização do aparelho Eficiência de lavagem Classe de A: mais elevada G: mais baixa eficiência de lavagem Eficiência de secagem Classe de A: mais elevada G: mais baixa velocidade de centrifugação eficiência de secagem Serviços de loiça padrão Capacidade do aparelho e Consumo de água l/ciclo consumo de água (I) Nível de ruído Nível de ruído [dB(A) re 1 pW] ficha pormenorizada no folheto do produto Norma EN 50242 Bandeira Europeia Directiva 97/17/CE relativa a etiquetagem de máquinas de lavar loiça MÁQUINA DE LAVAR LOIÇA 20
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    conselHos Práticos UM CASOPRáTICO 1. As máquinas com etiqueta energética de classe A Nesta tabela, podemos verificar a poupança que é possível alcançar, com uma poupam dinheiro e energia. máquina de lavar loiça de classe A ao longo da sua vida útil, face a outra de classe inferior. 2. Escolha a capacidade da sua máquina de acordo com as suas necessidades. Classe Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por 3. Procure utilizar a máquina quando está em 10 anos (kWh) em 10 anos (€) um produto de classe A (€) completamente cheia. A 2.544 280 - 4. Com meia carga, use programas curtos ou B 2.784 306 26 económicos. C 3.240 356 77 5. Se necessita de passar a loiça por água antes D 3.720 409 129 de a meter na máquina, utilize água fria. E 4.200 462 182 6. Uma boa manutenção melhora o comportamento F 4.680 515 235 energético: limpe frequentemente o filtro. G 4.920 541 261 7. Mantenha sempre cheios os depósitos de abrilhantador e sal, pois reduzem o consumo de Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11€ energia na lavagem e secagem, respectivamente. 21
  • 22.
    A maior parteda energia que etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar rouPa consome (entre 80% e 85%) é utilizada para aquecer a água, pelo que é muito importante Máquina de lavar roupa recorrer a programas de Energia Designação ou marca baixas temperaturas. Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho Mais Eficiente Na etiqueta energética Classe de A eficiência energética da máquina de lavar roupa B aparecem reflectidos a eficácia C Etiqueta ecológica europeia da lavagem e da centrifugação D E assim como o consumo de F água e de energia por ciclo. G Menos Eficiente Consumo de Energia kWh/ciclo Começam a aparecer no Com base nos resultados do ciclo de Consumo de energia (kWh) mercado máquinas de lavar lavagem normalizado de tecidos de algodão a 60ºC relativamente a um ciclo a 60ºC O consumo real de energia dependerá das roupa de entrada bitérmica condições de utilização do aparelho (entradas separadas para água Eficiência de lavagem Eficiência de lavagem quente e fria), as quais reduzem A: mais elevada G: mais baixa o tempo de aquecimento Eficiência de centrifugação A: mais elevada G: mais baixa Eficiência de centrifugação da água, alcançando uma velocidade de centrifugação importante poupança de Capacidade (algodão) kg e Capacidade (algodão) kg energia, especialmente Consumo de água l consumo de água (I) associada à utilização de painéis Nível de ruído Lavagem Nível de ruído para a lavagem solares térmicos. [dB(A) re 1 pW] Centrifugação e centrifugação (dB(A)) ficha pormenorizada no folheto do produto Norma EN 60466 Bandeira Europeia Directiva 95/12/CE relativa a etiquetagem de máquinas de lavar roupa MÁQUINA DE LAVAR ROUPA 22
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    UM CASO PRáTICO conselHos Práticos Nesta tabela, podemos ver a poupança de energia que se pode obter, ao longo 1. Compre máquinas de lavar roupa com etiqueta da sua vida útil, com uma máquina de lavar roupa de classe A, face a outra de energética de classe A. Poupará energia e dinheiro. classe inferior. 2. Aproveite ao máximo a capacidade da sua Classe Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por máquina e coloque-a em funcionamento sempre em 10 anos (kWh) em 10 anos (ˆ ) um produto de classe A (ˆ ) com carga completa. A 2.508 276 - 3. Existem no mercado máquinas com programas B 2.964 326 50 de meia carga, o que reduz substancialmente o consumo de energia. C 3.762 414 138 4. As máquinas com sonda de água, que mede a D 4.560 502 226 sujidade da mesma, não a renovam enquanto E 4.788 527 251 tal não for necessário, reduzindo de forma importante o consumo de água e de energia. F 5.358 589 314 G 5.700 627 351 5. Utilize preferencialmente programas de baixa temperatura. Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11ˆ 6. Aproveite o calor do sol para secar a roupa. Ao substituir uma máquina de classe G por uma de classe A, a poupança ao longo 7. Utiliza-se muito menos energia centrifugando da sua vida útil ascende a 351ˆ , compensando assim o valor da nova. do que utilizando uma máquina de secar roupa. 8. Use produtos anti-calcário e limpe regularmente de impurezas o filtro da máquina. Assim, não diminuirá o seu desempenho, poupando energia. 9. Se tem contratada a tarifa bi-horária, procure Embora pouco difundidas, existem no mercado máquinas bitérmicas, com duas fazer as lavagens e utilizar a maior parte dos entradas de água independentes: uma para a água fria e outra para a quente. electrodomésticos no período nocturno. Desta forma utiliza-se o sistema de produção de águas quentes da casa, permitindo poupanças de 25% no tempo de lavagem. 23
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    É um grandeconsumidor de etiQueta energÉtica Para máQuinas de secar rouPa energia. Assim, recomenda-se que o seu uso seja restrito a situações em que as secador de roupa condições climatéricas não Energia Designação ou marca permitam a secagem da roupa Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho ao sol. Em qualquer caso, é conveniente centrifugar Mais Eficiente Classe de a roupa antes de utilizar a A eficiência energética B máquina de secar. C Etiqueta ecológica europeia D E Depois de uma centrifugação F a 1.000rpm existe um G remanescente de humidade de Menos Eficiente Consumo de Energia kWh/ciclo 60%. Quer isto dizer que se a Com base nos resultados do ciclo Consumo de energia (kWh) normalizado “secagem de tecidos de carga da máquina é de 6kg de algodão” relativamente a programa de O consumo real varia com as condições de 5kg de algodão algodão, no final da lavagem utilização da máquina e com a sua localização a roupa contém cerca de 3,5 Capacidade (algodão) kg Capacidade (kg) litros de água que tem que Extracção (Saída de Ar) Tipo de aparelho ser eliminada pelo processo Condensação de secagem. Por isso, é tão Nível de ruído Lavagem Nível de ruído (dB(A)) - [dB(A) re 1 pW] Centrifugação Facultativo importante centrifugar a roupa o máximo possível para poupar ficha pormenorizada no folheto do produto energia durante a secagem. Norma EN 61121 Bandeira Europeia Directiva 95/13/CE relativa a etiquetagem Na etiqueta energética da de secadores de roupa máquina de secar está indicado se a lavagem é de extracção ou condensação. MÁQUINA DE SECAR ROUPA 24
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    A secagem podeser feita por: UM CASO PRáTICO • EXtrACÇãO: O ar aquecido e húmido é expulso para o exterior Nesta tabela, podemos verificar a poupança que é possível alcançar, com uma de modo a eliminar a humidade e continuar a secagem (Ineficiente). máquina de secar roupa de classe A ao longo da sua vida útil, face a outra de • CONDENSAÇãO: O ar quente e húmido da secagem é utilizado classe inferior. num circuito de condensação que elimina a água (Eficiente). Classe Consumo de energia Custo económico Poupança na substituição por O controlo pode ser por: em 10 anos (kWh) em 10 anos (ˆ ) um produto de classe A (ˆ ) • SENSOr DE HUMIDADE: Sistema inteligente que pára o processo A 1.672 184 - quando é atingida a humidade desejada pelo utilizador (Eficiente). B 1.976 217 33 • tEMPOrIzADOr: O processo pára quando passa o tempo C 2.508 276 92 previsto de programação (Ineficiente). D 3.040 334 150 E 3.192 351 167 conselHos Práticos F 3.572 393 209 G 3.800 418 234 1. Aproveite ao máximo a capacidade de carga Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11ˆ e procure que trabalhe sempre quando completa. 2. Antes de cada utilização, centrifugue a roupa na máquina de lavar. 3. Não seque a roupa de algodão e a roupa pesada na mesma carga de secagem. 4. Periodicamente limpe o filtro da máquina e inspeccione a saída de ventilação para assegurar-se que a mesma não está obstruída. 5. Use o sensor de humidade para evitar que a sua roupa seque excessivamente. 6. Se tiver disponível, utilize o programa “passar a ferro”, que não seca a roupa completamente. 25
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    A máquina delavar e secar etiQueta energÉtica Para máQuinas de lavar e secar rouPa combina duas funções num só equipamento. Máquina de lavar e secar roupa Energia Designação ou marca Como máquina de lavar Fabricante do fabricante/Referência aplicam-se as mesmas melhorias Modelo do aparelho tecnológicas das máquinas de Mais Eficiente Classe de lavar "normais". A eficiência energética As recomendações de B C manutenção são também Etiqueta ecológica europeia D idênticas. E F Como máquina de secar, G Menos Eficiente Consumo de energia (kWh) para um trata-se de um tipo especial de Consumo de Energia kWh ciclo completo (lavagem + centrifugação + secagem) a 60ºC secador por condensação, mais Com base nos resultados de ensaio para um ciclo completo (lavagem e secagem de capacidade máxima de 60ºC) eficiente que um de extracção. Lavagem (unicamente) Consumo de energia (kWh) para um O consumo de energia dependente das ciclo completo (lavagem + centrifugação) condições de utilização do aparelho a 60ºC Numa máquina de lavar e secar Eficiência de lavagem A: mais elevada G: mais baixa roupa pode-se secar metade Velocidade de centrifugação Eficiência de lavagem da roupa que se pode lavar Capacidade Lavagem Capacidade para a lavagem e (algodão) kg Secagem secagem (kg) (6kgs lavados contra apenas Consumo de água (total) l Consumo de água (I) 3kgs secos). A sua etiqueta Nível de ruído Lavagem energética, na verdade, unifica [dB(A) re 1 pW] Centrifugação Nível de ruído (dB(A)) Secagem 2 etiquetas, com especial ficha pormenorizada no atenção para a lavagem. folheto do produto Bandeira Europeia Norma EN 50229 Directiva 96/60/CE relativa a etiquetagem de máquinas de lavar/secar roupa MÁQUINA DE LAVAR E SECAR ROUPA 26
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    Existem 2 tiposde fornos: etiQueta energÉtica fornos elÉctricos a gás e eléctricos, sendo que os primeiros são energeticamente mais forno eléctrico eficientes. Energia Designação ou marca Fabricante do fabricante/Referência Modelo do aparelho Os fornos eléctricos dispõem Mais Eficiente Classe de de etiquetas energéticas que A eficiência energética nos permitem saber quais os B aparelhos mais eficientes. C Etiqueta ecológica europeia A sua etiqueta energética D E distingue entre 3 tipos de F tamanho, segundo o volume G útil do forno: pequeno, médio Menos Eficiente e grande. Consumo de Energia Função de aquecimento: (kWh) Convencional Convecção focada de ar Consumo de energia (kWh) Um forno de classe G (Com base na carga - padrão) consumirá mais do dobro Volume Útil litros Volume útil (I) da energia de um forno de Tamanho Pequeno Médio Tamanho do compartimento classe A. Grande Nível de ruído Nível de ruído (dB(A)) [dB(A) re 1 pW] ficha pormenorizada no folheto do produto Bandeira Europeia Norma EN 50304 Directiva 2002/40/CE relativa a etiquetagem de fornos eléctricos FORNO 27
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    conselHos Práticos 1. Procure um forno de classe A. 2. Não abra o forno desnecessariamente. Cada vez que o faz está a perder no mínimo 20% da energia acumulada no seu interior. 3. Procure aproveitar ao máximo a capacidade do forno e cozinhe, se tal for possível, o maior número de alimentos. 4. Normalmente não é necessário pré-aquecer o forno para cozinhados com duração superior a 1 hora. 5. Apague o forno um pouco antes de acabar de cozinhar: o calor residual será suficiente para acabar o processo. 6. Os fornos com ventilação interna favorecem a distribuição uniforme de calor, poupam tempo e, portanto, gastam menos energia. 28
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    Dependendo da energiaque utilizam, podemos distinguir dois tipos de placas: a gás e eléctricas. Estas últimas, por sua vez, podem ser de resistências convencionais, de tipo vitrocerâmico ou de indução. As placas de indução aquecem os alimentos ao gerarem campos magnéticos. São muito mais rápidas e eficientes que as eléctricas. Numa placa eléctrica, se utilizarmos uma panela aberta e com um fundo com má difusão de calor, implica que para manter em ebulição 1,5 litros de água seja necessária uma potência de 850 W. Numa panela com um fundo que difunda bem o calor, o mesmo exercício requer apenas 150 W. PLACAS 29
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    Trata-se de umdos electrodomésticos com maior taxa de crescimento nos últimos anos. Utilizar o microondas em vez do forno tradicional reduz o consumo de energia em cerca de 60% a 70%, para além de uma poupança significativa de tempo. conselHos Práticos 1. Para cozinhar, escolha eficazmente os recursos disponíveis: microondas, fogão e por último, o forno. 2. Procure que o fundo dos recipientes seja ligeiramente maior do que o bico do fogão de modo a aproveitar o calor ao máximo. 3. Utilize panelas com fundos de grande difusão de calor. 4. Sempre que possível, utilize panelas de pressão: consomem menos energia e poupam muito tempo. 5. tape as panelas durante a cozedura: consumirá menos energia. 6. Aproveite o calor residual das placas eléctricas, apagando-as uns cinco minutos antes do prato MICROONDAS estar pronto. 30
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    PEQUENOS DOMéStICOS Os pequenos electrodomésticos que se limitam a realizar alguma acção mecânica (bater, cortar, etc.), com excepção do aspirador, têm geralmente baixas potências. No entanto, os que produzem calor, (ferro, torradeira, secador, etc.) têm potências maiores e, consequentemente, consumos mais significativos. Uma curiosidade: o uso de uma máquina de barbear eléctrica pode significar um consumo de energia menor do que uma barba feita com uma lâmina. tudo depende do tempo que a água estiver aberta, pois o consumo desta implica igualmente um consumo de electricidade, ao accionarem-se bombas de pressão eléctricas que fazem chegar a água à torneira. ElECTRODOMÉSTICOS SEM ETIQUETA ENERGÉTICA conselHos Práticos 1. Não deixe os aparelhos ligados se tiver que interromper a tarefa (por exemplo, o ferro de engomar). 2. Aproveite o aquecimento do ferro para passar grandes quantidades de roupa de uma só vez, evitando ligar o ferro muitas vezes para pequenas quantidades de roupa. 3. A escolha acertada de um pequeno electrodoméstico pode poupar energia, devido ao seu menor consumo energético. 4. Às vezes, é possível evitar o uso da ventilação, abrindo a janela e provocando correntes de ar naturais. 31
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    Tal como acontececom os frigoríficos, a potência unitária destes aparelhos é pequena, mas a sua utilização é constante, o que os faz serem responsáveis por um consumo importante de energia. A tendência actual evidencia Os audiovisuais representam 9% do consumo eléctrico das famílias portuguesas e, depois um aumento da procura de dos frigoríficos, são o equipamento de maior aparelhos de ecrã cada vez consumo a nível global. maior e com mais potência. Uma televisão em modo de espera (stand-by), pode consumir conselHos Práticos até 15% do consumo realizado 1. Não deixe a sua televisão em modo em condições normais. Por isso, de espera. em ausências prolongadas ou quando não está a ver televisão, 2. Uma boa ideia é ligar a televisão e todos convém apagá-la, no botão os equipamentos audiovisuais (sistema de de desligar. som, DvD, descodificador digital, etc.) a uma ficha múltipla com botão ON e OFF. Ao desligarmos este botão, apagaremos todos os aparelhos, conseguindo-se poupanças superiores a 40 euros por ano. TV E EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS 32
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    Na última década,os equipamentos informáticos tiveram um rápido Os equipamentos informáticos crescimento. com etiqueta Energy Star têm a capacidade de passar ao modo de baixo consumo (estado de repouso) passado O ecrã do computador é o algum tempo de não estarem componente que mais energia a ser utilizados. Neste estado consome e quanto maior for, o seu consumo de energia é mais consumirá. apenas 15% do normal. Os ecrãs planos (tFt) consomem menos energia do que os convencionais. conselHos Práticos 1. Compre equipamentos com sistemas de poupança de energia (símbolo Energy Star) e desligue-os completamente caso preveja ausências superiores a 30 minutos. 2. Opte por comprar impressoras que imprimam dos dois lados do papel e aparelhos de fax que usem papel comum. 3. Ao utilizarmos o computador apenas por períodos curtos, podemos desligar somente o ecrã, poupando assim energia. Ao regressarmos, não teremos que esperar que se reinicie o equipamento. 4. Os ecrãs lCD poupam cerca de 37% de energia em funcionamento e cerca de 40% em modo de espera. 5. A protecção do ecrã que mais energia poupa é a totalmente negra. 6. Devem ligar-se vários equipamentos informáticos a uma ficha múltipla com botão de ON e OFF. Ao desligar este botão, desligaremos automaticamente todos os aparelhos, EQUIPAMENTOS INFORMÁTICOS poupando energia. 33
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    A luz fazparte da nossa vida. Por esta razão é uma das necessidades energéticas mais importantes nos nossos lares, representando cerca de 20% da electricidade que consumimos em casa. Para conseguir uma boa iluminação, há que EXIStEM DIFErENtES tIPOlOGIAS DE lÂMPADAS analisar as necessidades de luz de cada uma 1. Lâmpadas incandescentes: A luz 3. Lâmpadas fluorescentes e suportes (casquilhos) das das zonas da casa, já que nem todos os produz-se pela passagem da tubulares: Baseiam-se na lâmpadas a que estamos espaços requerem a mesma luminosidade, corrente eléctrica através de emissão luminosa que alguns normalmente habituados. nem durante o mesmo tempo, nem com um filamento metálico, com gases como o flúor emitem Por esta razão, as lâmpadas a mesma intensidade. torna-se fundamental grande resistência. São as que quando submetidos a uma de baixo consumo são também esclarecer a ideia errada, mas muito comum, apresentam maior consumo corrente eléctrica. A eficácia conhecidas por compactas. São de associar a luz que uma lâmpada difunde eléctrico, as mais baratas e as de luminosa é assim muito maior mais caras que as tradicionais, com a quantidade de electricidade necessária menor duração (1.000 horas). do que no caso das lâmpadas se bem que a sua poupança em para a produzir. Falamos assim de uma incandescentes, pois neste electricidade permite amortizar lâmpada de 60 a 100 watts como sinónimo 2. Lâmpadas de halogéneo: têm o processo produz-se menos um maior investimento muito de lâmpadas que produzem uma certa mesmo princípio das anteriores. calor e a electricidade destina-se, antes de terminar o seu tempo luminosidade, quando na realidade, o "watt" Caracterizam-se por uma em maior proporção, à de vida útil (entre 8.000 e é uma medida de potência e a luz tem a sua maior duração e pela qualidade obtenção da própria luz. São 10.000 horas). própria unidade de medida: "o lumen". especial da sua luz. mais caras do que as lâmpadas Duram oito vezes mais que Existem lâmpadas de halogéneo incandescentes, mas consomem as lâmpadas tradicionais e que necessitam de um até menos 80% de electricidade proporcionam a mesma luz, transformador. Os do tipo que estas para a mesma poupando cerca de 80% de A eficácia luminosa de uma lâmpada é a quantidade de luz emitida por electrónico diminuem as perdas emissão luminosa e têm uma energia quando comparado unidade de potência eléctrica (W) de energia, quando comparados duração entre 8 a 10 vezes com as incandescentes. Por isso, consumida. Mede-se em “lumens por com os tradicionais, e o consumo superior. o seu uso é recomendável. watt” e permite comparar a eficiência final de electricidade (lâmpada Em locais onde o acender e de diferentes fontes de luz. A eficácia mais transformador) pode 4. Lâmpadas de baixo consumo: apagar seja muito frequente, luminosa das lâmpadas incandescentes ser até 30% inferior ao das São pequenos tubos não é recomendável o uso de situa-se entre os 12 lm/W e os 20 lâmpadas convencionais. fluorescentes que têm sido lâmpadas de baixo consumo lm/W, sendo que, para as lâmpadas convencionais, isto porque a sua fluorescentes, a eficácia situa-se entre progressivamente adaptados a vários tamanhos, formas vida útil será reduzida de forma os 40 lm/W e os 100 lm/W. significativa. 35
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    As lâmpadas convencionais incandescentes só aproveitam em iluminação cerca de 5% da energia eléctrica que consomem. Os restantes 95% são transformados em calor, sem aproveitamento luminoso. INStAlAÇõES EM UM CASO PRÁTICO CONDOMíNIOS Lâmpada Lâmpada de baixo Poupança em kWh Poupança em custo Podem-se conseguir poupanças convencional consumo com a durante a vida de de electricidade a substituir mesma intensidade uma lâmpada durante a vida de energéticas, criando-se sectores de de luz uma lâmpada (€) iluminação de forma a que se acendam 25 W 5W 160 18 somente as luzes do espaço onde se encontra. 40 W 9W 248 27 60 W 11 W 392 43 Nas zonas de passagem, como escadas ou halls, é importante 75 W 15 W 480 53 utilizar sistemas temporizados ou 100 W 20 W 640 70 detectores de presença que accionem Fonte: Guia Prático de Energia - Consumo Eficiente y Responsable Custo considerado por kWh: 0,11€ automaticamente as luzes. 36
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    conselHos Práticos nÃo se esQueÇa 1. Sempre que possível, utilize luz natural. • Os equipamentos com a etiqueta energética A, 2. Prefira cores claras nas paredes e tectos. Aproveitará melhor A+ ou A++ são os mais eficientes e, ao longo a iluminação natural e poderá reduzir a artificial. da sua vida útil, poderão trazer poupanças significativas na factura de electricidade. 3. Não deixe luzes acesas em divisões que não estão a ser utilizadas. • Não escolha aparelhos com maior potência 4. reduza ao mínimo a iluminação ornamental em zonas do que aquilo que necessita. Estará a gastar exteriores (jardins, etc.). dinheiro e energia. 5. Mantenha limpas as lâmpadas e respectivas protecções • A manutenção adequada e a limpeza dos ou ornamentos. terá mais luminosidade, sem aumentar electrodomésticos, prolonga a sua vida e a potência. poupa energia. 6. Substitua as lâmpadas incandescentes pelas de baixo consumo. • O frigorífico e a televisão são os electrodomésticos Para um nível idêntico de iluminação, poupam até 80% de de maior consumo global, apesar de terem energia e duram 8 vezes mais. Na substituição, dê prioridade potências unitárias inferiores a outros às que têm mais uso. electrodomésticos, tais como as máquinas de 7. Adapte a iluminação às suas necessidades e dê preferência lavar roupa, loiça ou o ferro eléctrico. à que é localizada. Para além de poupar, conseguirá ambientes • é recomendável desligar a televisão e ter todos mais confortáveis. os aparelhos em modo de repouso quando não 8. Coloque reguladores de intensidade luminosa electrónicos. estão em uso. Poupará energia. • Escolha computadores e impressoras que 9. Use lâmpadas tubolares fluorescentes onde necessite de luz por tenham modo de poupança de energia. muitas horas, como por exemplo, na cozinha. • Nos pontos de luz que estejam acesos mais 10. Nos halls, garagens ou zonas comuns, coloque detectores do que uma hora por dia, instale lâmpadas de de presença para que as luzes se acendam e apaguem baixo consumo ou tubolares fluorescentes. automaticamente. 37
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    SIStEMAS DE AQUECIMENtO Cercade 15% do consumo de electricidade é importante que escolhamos caldeiras de maior de uma família portuguesa é destinado ao rendimento. Atendendo ao tipo de combustão, aquecimento ambiente. as caldeiras podem ser: A zona climática, o tipo de uso que se dá • Atmosféricas: quando a combustão se realiza à habitação, o custo dos diferentes sistemas em contacto com o ar da divisão em que está e equipamentos podem condicionar as colocada. nossas escolhas. • Estanques: quando a admissão de ar e a extracção de gases têm lugar numa câmara fechada, sem qualquer tipo de contacto com o ar da divisão onde se encontra instalada. SIStEMA DE AQUECIMENtO têm melhor rendimento que as caldeiras CENtrAl atmosféricas. Sistema destinado ao aquecimento das divisões, CAlDEIrAS Destacam-se também as caldeiras com modelação pode ainda produzir água quente para uso automática da chama. Este sistema minimiza os doméstico. Os sistemas mais comuns de Para as caldeiras domésticas (entre 4 e 400 kW arranques e paragens da caldeira, poupando energia aquecimento central são compostos pelos de potência) e que utilizem combustíveis líquidos ao adequar continuamente o calor produzido às seguintes elementos: ou gasosos, existe um sistema de catalogação por necessidades reais, mediante o controlo da potência estrelas que compara os rendimentos energéticos. térmica produzida (potência da chama). 1. Gerador de calor: geralmente uma caldeira, na qual a água é aquecida até uma temperatura Define-se numa escala de uma a quatro estrelas. Além das caldeiras normais, existem no mercado próxima dos 90ºC. Quanto maior for a caldeira maior será a sua outro tipo de caldeiras com rendimentos eficiência. superiores: 2. Unidades de regulação e controlo: servem para adequar a resposta do sistema às necessidades de aquecimento, procurando • Caldeiras de temperatura variável que se alcancem, mas não se ultrapassem, as • Caldeiras de condensação temperaturas de conforto pré-estabelecidas. Apesar de serem mais caras que as convencionais 3. Sistema de distribuição e emissão de calor: (até ao dobro do preço), podem produzir poupanças composto por tubagens, bombas e radiadores, de energia superiores a 25%, recuperando-se desta no interior dos quais a água circula distribuindo forma o seu investimento adicional. o calor. 39
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    O aquecimento centralcolectivo, é do ponto de vista energético e económico, um sistema muito mais eficiente que o de aquecimento individual. Num bloco de apartamentos, um sistema de rADIADOrES SIStEMA DE PISO rADIANtE aquecimento central colectivo apresenta vantagens importantes quando comparado com um individual: Os radiadores são os elementos onde é feita Os radiadores de água quente podem ser o rendimento de uma caldeira de maior capacidade a troca de calor entre a água aquecida e o espaço substituídos por uma serpentina em tubo flexível e potência é superior ao das pequenas caldeiras, que se quer aquecer. São fabricados em chapa, onde circula água quente, estando o mesmo pelo que o consumo de energia é inferior. alumínio ou aço. embutido no chão das divisões. Desta forma, o solo Consegue-se aceder a tarifas mais económicas para converte-se em emissor de calor. A temperatura A melhor colocação dos radiadores, por motivos de os combustíveis e o custo de instalação colectiva é a que tem que se aquecer a água é muito inferior conforto, é por baixo das janelas, fazendo coincidir inferior à soma dos custos das instalações individuais. (normalmente entre os 35ºC e os 45ºC) face a um a longitude do radiador com a da janela, de modo sistema de aquecimento tradicional. a favorecer a correcta difusão do ar quente pela divisão aquecida. 40
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    SIStEMAS EléCtrICOS A rEGUlAÇãO DO RADIADORES E CONVECTORES ELÉCTRICOS Nestes casos, alguns equipamentos recorrem AQUECIMENtO São equipamentos independentes nos quais a resistências eléctricas de apoio. As necessidades de aquecimento de uma habitação o aquecimento se realiza mediante resistências Os aparelhos do tipo “inverter”, que regulam são inconstantes, tanto ao longo do ano, como eléctricas. Do ponto de vista de eficiência energética, a potência por variação da frequência eléctrica, ao longo do dia, pois existem oscilações de não são aconselháveis. poupam energia e são mais eficazes com baixas temperatura diária não sendo necessária a mesma temperaturas exteriores. em todas as divisões de uma habitação. Naquelas PISO RADIANTE ELÉCTRICO tal como no caso anterior, o aquecimento faz-se AQUECIMENTO ELÉCTRICO POR que se utilizem de dia (zona de dia), a temperatura com o passar da corrente eléctrica por um fio ou ACUMULAÇÃO deverá ser maior do que nos quartos (zona de noite). resistência (efeito "Joule"). Estas soluções eléctricas Este sistema costuma estar associado à Há igualmente espaços, como a cozinha, que têm não são tão económicas. contratação da tarifa bi-horária, mediante as suas próprias fontes de calor e que requerem a qual se obtêm descontos no preço do menos aquecimento. SISTEMA DE BOMBA DE CALOR kWh consumido durante a noite. O calor Por isso, é muito importante dispor de um sistema Sendo na sua generalidade equipamentos é armazenado num núcleo de placas de de regulação de aquecimento que adapte as independentes, são mais recomendáveis os sistemas acumulação, ficando disponível para aquecer temperaturas da habitação às nossas necessidades. centralizados, nos quais o calor transferido pela a casa de acordo com as necessidades, sem um bomba de calor é distribuído por uma rede de consumo energético adicional até ao início do condutas de ar e difusores (o mais comum), próximo período de carga, na noite seguinte. ou mediante a passagem de ar por entre tubos O aquecimento eléctrico por acumulação tem com água quente (fan-coils). A vantagem do sistema o inconveniente da recarga estar relacionada é a sua alta eficiência: por cada kWh de calor de com o período nocturno anterior, não se electricidade consumida, transfere-se entre 2 a 4 kWh podendo adaptar às condições de cada dia, de calor. Para além disso, a bomba de calor permite, pelo que poderá existir um excedente de não apenas aquecer a habitação, mas igualmente calor ou a recarga não ser suficiente para arrefecê-la. as necessidades. O seu inconveniente dá-se quando as temperaturas exteriores são muito baixas, pela dificuldade em captar o calor necessário para aquecer o interior. 41
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    Nos casos emque a habitação conselHos Práticos A temperatura de conforto no Inverno esteja vazia durante um elevado 1. Uma temperatura de 20ºC é suficiente para manter o conforto A temperatura a que programamos o número de horas, é importante numa habitação. Nos quartos a temperatura pode variar aquecimento condiciona o consumo de energia considerar a substituição entre os 15ºC e os 17ºC. do próprio sistema. do termostato normal por Cada grau de temperatura que aumentamos, 2. ligue o aquecimento só após ter arejado a casa e fechado as um programável, em que se implica igualmente um acréscimo do consumo janelas. pode fixar as temperaturas de energia em aproximadamente 7%. em diferentes ciclos horários, 3. As válvulas termostáticas em radiadores e os termostatos Ainda que a sensação de conforto seja inclusivé fins de semana ou programáveis são soluções práticas, fáceis de instalar e que subjectiva, pode-se assegurar que uma dias específicos. podem amortizar rapidamente o investimento realizado temperatura entre os 19ºC e os 21ºC através de importantes poupanças de energia (entre 8% e é suficiente para a maioria das pessoas. 13%). Para além disso, durante a noite, nos quartos basta ter uma temperatura de 15ºC a 17ºC 4. Se se ausentar por umas horas, reduza a posição do para nos sentirmos confortáveis. termostato para os 15ºC (o modo de “economia” de alguns modelos corresponde a esta temperatura). 5. Não espere que os aparelhos se degradem. Uma manutenção adequada da caldeira individual poupar-lhe-á até 15% em energia. 6. No caso dos radiadores a água, o ar que possam conter no Em condições normais, é suficiente ligar seu interior dificulta a transmissão de calor da água quente o aquecimento durante a manhã. Durante a noite, excepto em zonas muito frias, deve para o exterior. é conveniente purgar este ar, pelo menos uma apagar-se o mesmo, já que o calor acumulado vez por ano, no início da utilização. No momento em que na habitação costuma ser mais do que deixe de sair ar e passe apenas a sair água, a purga estará feita. suficiente (especialmente se se fecharem 7. Não cubra os radiadores nem encoste nenhum objecto, pois persianas e cortinas). dificultará a adequada difusão do ar quente. 8. Para ventilar completamente uma habitação é suficiente abrir as janelas por um período de 10 minutos. Não é necessário mais tempo para a renovação do ar. 9. Feche as persianas e cortinas durante a noite para evitar perdas de calor significativas. 42
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    É importante sabera é através da cobertura exterior quantidade de calor que de um edifício que se perde ou se necessita para manter ganha calor, se esta não estiver a casa a uma temperatura bem isolada. Por essa razão, confortável. Tal depende, em os sótãos são geralmente mais boa medida, do seu nível de frios no Inverno e mais quentes isolamento térmico. Uma casa no verão. mal isolada, necessita de mais De qualquer forma, um bom energia. No Inverno, arrefece isolamento das paredes, mesmo mais rapidamente e pode as que separam habitações apresentar condensações no contíguas, para além de diminuir interior. No Verão, aquece os ruídos, evita perdas de calor. mais e em menos tempo. Mas o calor pode sair por muitos outros sítios, principalmente, pelas janelas e superfícies vidradas, molduras das portas e das janelas, caixas de persianas de enrolar sem isolamento, tubos e condutas, chaminés, etc. Por isso, é muito importante dispor de um sistema de regulação de aquecimento que adapte as temperaturas da habitação às nossas necessidades. O ISOLAMENTO 43
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    JANElAS conselHos Práticos Cerca de 25% a 30% das nossas necessidades de aquecimento são devidas às perdas de calor que se originam nas janelas. O isolamento térmico de 1. Se vai construir ou reconstruir uma habitação não poupe nos isolamentos de todos os uma janela depende da qualidade do vidro e do seu caixilho. Os sistemas acabamentos exteriores. Ganhará em conforto de vidro duplo ou janela dupla reduzem praticamente para metade as e poupará dinheiro em climatização. perdas de calor, face ao vidro normal, para além de diminuirem as correntes de ar, a condensação de água e a formação de gelo. 2. Instale janelas com vidro duplo ou janelas duplas O tipo de moldura é igualmente determinante. Alguns materiais como e caixilharias com corte térmico. o ferro ou o alumínio caracterizam-se pela sua alta condutividade térmica, 3. Descubra as correntes de ar. Por exemplo, pelo que permitem a passagem do frio ou do calor com muita facilidade. num dia de muito vento, coloque uma vela acesa São de destacar as caixilharias denominadas com corte térmico, as quais junto às janelas, portas, condutas ou qualquer contêm material isolante entre a parte interna e externa. outro lugar por onde possa passar o ar exterior. Se a chama oscilar, localizou um ponto onde se produzem infiltrações de ar. 4. Para tapar fugas ou diminuir as infiltrações de ar de portas e janelas, pode utilizar materiais fáceis e baratos como o silicone, massa ou fitas isolantes. 44
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    O ar condicionadoé também tIPO DE APArElHO DE Ar um dos equipamentos mais adquiridos nos últimos anos. CONDICIONADO • Monoblocos convencionais, (instalação em janela), compostos por uma só unidade, Ao contrário do que acontece geralmente com dimensões mais pequenas no caso dos aquecimentos, são que os outros tipos de aparelhos, o que pode muito poucas as casas que são prejudicar a eficácia. Consomem mais energia construídas com instalações que os split. centralizadas de ar condicionado. • Unidades portáteis convencionais; semelhantes Isto provoca que a maioria aos monoblocos mas portáteis. São modelos das instalações seja composta de pequenas dimensões, o que os torna por elementos independentes, menos eficazes. sendo particularmente raras as instalações centralizadas ou • Split, os modelos mais comuns, são compostos por duas unidades: uma para colocar no colectivas, que são muito mais interior e outra no exterior da habitação. eficientes e evitam o problema Existem modelos que apenas permitem de ter que colocar os aparelhos arrefecer o ar ou adicionalmente, aquecê-lo, nas fachadas dos prédios. quando equipados com bomba de calor. • Multi-split, compostos por uma unidade para colocação no exterior e várias para o interior da habitação, o que permite ter ar condicionado em várias divisões da casa. Para o mesmo nível de desempenho, há aparelhos que consomem até mais AR CONDICIONADO 60% de electricidade do que outros. 45
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    tabela orientativa Paraeleger a Potência de refrigeraÇÃo A etiqueta energética dos de um eQuiPamento de ar condicionado equipamentos de ar condicionado, conselHos Práticos Superfície a refrigerar (m2) Potência de refrigeração (kW) contém a seguinte informação: 1. Na hora da compra, aconselhe-se com profissionais. 9-15 1.5 • Consumo anual de energia. 2. Fixe a temperatura de refrigeração nos 25ºC. 15-20 1.8 • A capacidade de arrefecimento. 3. Quando ligar o aparelho de ar condicionado, 20-25 2.1 • Os coeficientes de eficiência não ajuste a temperatura para um valor mais 25-30 2.4 energética em frio (EEr) ou calor baixo do que o normal: não arrefecerá a casa 30-35 2.7 (COP), e respectivas medidas de de forma mais rápida, podendo o arrefecimento eficiência (conforme existam). ser excessivo e, por isso, resultar num gasto 35-40 3.0 • Os aparelhos com EEr ou COP desnecessário. 40-50 3.6 elevados são os mais eficientes no 4. Instalar toldos, fechar as persianas e correr 50-60 4.2 desempenho e na poupança de as cortinas são sistemas eficazes para reduzir energia. a subida de temperatura nas nossas casas. 5. No verão, areje a casa quando o ar da rua é importante deixar-se aconselhar por um profissional Os aparelhos do tipo “inverter” estiver mais fresco (primeiras horas da manhã qualificado sobre o tipo de equipamento e potência que consomem entre 20 a 30% menos ou à noite). melhor responde às suas necessidades de frio e/ou calor. de electricidade que os aparelhos Dependendo das características da habitação a climatizar, ditos convencionais, constituindo 6. Uma ventoínha, especialmente de tecto, pode se a habitação é muito solarenga, ou no caso de um sótão, uma solução eficiente. ser suficiente para manter um nível adequado devemos incrementar os valores da anterior tabela em 15%. de conforto. Por outro lado, os materiais de construção, a orientação da 7. é importante colocar os aparelhos de ar nossa casa e o desenho da mesma, influenciam em grande condicionado em locais que não sejam medida as necessidades de climatização. atingidos pelo sol, bem como onde haja uma boa circulação de ar. No caso das unidades condensadoras encontrarem-se colocadas no É possível conseguir poupanças superiores a 30%, caso se instalem toldos nas janelas mais expostas ao telhado, é recomendável criar um sistema de sol e isolando adequadamente paredes e tectos. sombreamento. 8. As cores claras em tectos e paredes exteriores reflectem a radiação solar evitando, assim, o aquecimento dos espaços interiores. 46
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    A produção deágua quente, é o segundo maior factor de consumo de energia nas nossas casas: 26% do consumo energético total. Existem dois tipos principais de sistemas Por outro lado, apresentam igualmente Os sistemas de caldeira com acumulador Os termoacumuladores de resistência de águas quentes sanitárias: prestações muito limitadas no integrado, são os mais utilizados entre eléctrica são um sistema pouco • Sistemas instantâneos abastecimento de dois pontos de os sistemas de produção centralizada recomendável do ponto de vista consumo em simultâneo. Apesar disto, de água quente. A água, uma vez aquecida, energético e financeiro. • Sistemas de acumulação os sistemas instantâneos continuam é armazenada para uso posterior, num Quando a temperatura da água contida Os sistemas instantâneos aquecem a a ser os mais habituais na produção tanque acumulador isolado. baixa a um determinado nível, entra em água ao mesmo tempo em que tal é de água quente. Estes sistemas apresentam inúmeras funcionamento uma resistência auxiliar. solicitado. é o caso dos esquentadores vantagens: é, por isso, importante que o Os sistemas de acumulação podem ser a gás, eléctricos ou das caldeiras murais. • Evitam os permanentes termoacumulador, para além de estar subdivididos em dois tipos: “pára-arranca”, passando a trabalhar bem isolado, seja apenas utilizado O seu inconveniente é que, até que • Equipamento que aquece a de forma contínua e, portanto, quando é realmente necessário, através se atinja a temperatura desejada, água (por exemplo, uma caldeira mais eficiente. de um relógio programador. desperdiça-se uma quantidade ou uma bomba de calor) e considerável de água e energia, tanto termoacumulador. • A água quente acumulada permite utilizações simultâneas mantendo maior quanto a distância entre o • termoacumuladores de resistência os níveis de conforto. sistema de aquecimento e o ponto eléctrica. de consumo. Outra desvantagem importante é que cada vez que queremos água quente, colocamos o equipamento em funcionamento. Este “pára-arranca” do sistema incrementa consideravelmente o consumo, bem como deteora o equipamento. 48
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    conselHos Práticos nÃo se esQueÇa 1. Os sistemas com acumulação de água quente • Um bom isolamento é a base da poupança em são mais eficientes que os sistemas de produção climatização. instantânea e sem acumulação. • O aquecimento representa quase metade da energia 2. é muito importante que os acumuladores e as que consumimos em casa. tubagens de distribuição de água quente estejam bem isolados. • Os telhados e as janelas são responsáveis pela saída do calor interior no Inverno assim como pela entrada do 3. Um duche pode consumir cerca de quatro vezes calor exterior no verão. menos água que um banho de imersão. tenha isso em conta. • é importante ajustar a temperatura do aquecimento 4. Evite fugas e o pingar das torneiras. às necessidades reais de cada zona da nossa habitação. O simples gotejar de uma torneira pode significar • Para a produção de água quente são aconselháveis uma perda de 100 litros de água por mês. os sistemas com acumulação. 5. Coloque nas torneiras redutores de caudal • Analisar e comparar anualmente os consumos de energia, de água. é uma mais valia que permite realizar propostas de 6. Os reguladores de temperatura com termostato, melhoria energética e controlar os custos. principalmente no duche, podem poupar entre 4% a 6% de energia. • A soma de uma correcta manutenção e um bom sistema de regulação permite poupanças totais superiores a 20% 7. Uma temperatura entre os 30ºC e os 35ºC nos serviços comuns. é mais do que suficiente para ter uma sensação de conforto na higiene pessoal. • Em geral, os sistemas eléctricos de aquecimento e produção de água quente sanitária não são recomendáveis do ponto 8. troque as torneiras independentes de água fria de vista energético. Dentro das variantes de aquecimento e água quente por aquelas que misturam as águas de diferentes temperaturas. eléctrico, os sistemas mais adequados são a bomba de calor e a acumulação com tarifa bi-horária. Os menos 9. Os sistemas de duplo botão ou de descarga adequados são os elementos individuais (radiadores parcial para o autoclismo, poupam uma grande eléctricos, convectores, etc.) distribuídos pelas habitações. quantidade de água. 49
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    O conforto deuma casa fica comprometido por vários factores, tais como, maus acabamentos, isolamentos inadequados ou insuficientes assim como instalações de aquecimento, água quente e ar-condicionado de menor qualidade. Por fim, os elevados custos da factura energética aumentarão também, o desconforto. A avaliação das características de construção e dos sistemas de aquecimento e arrefecimento é especialmente importante quando se compra uma casa nova. é fundamental que, para além do aspecto agradável da habitação e do seu custo de aquisição, também sejam tidos em conta os pré-requisitos de eficiência energética. 51
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    Sistema Nacional deCertificação Energética e Mediante a certificação energética, os proprietários podem conhecer a qualidade da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE) energética de uma casa antes de a comprarem e os promotores e construtores terão Numa óptica de eficiência energética, é urgente incentivar a integração dos princípios tendência a utilizar componentes estruturais de racionalização de energia nos edifícios em construção ou reabilitação de forma a evitar que e equipamentos de maior qualidade. os consumos energéticos aumentem drasticamente. O principal objectivo do Sistema Nacional A face mais visível deste trabalho é o Certificado de Certificação Energética e da Qualidade do Ar dos Edifícios (SCE) é o de melhorar o Energético e da Qualidade do Ar Interior desempenho energético dos edifícios e tem como base o seguinte plano de acções: emitido por um perito qualificado para cada edifício ou fracção autónoma, onde o mesmo Sistema Nacional de Certificação será classificado em função do seu desempenho Energética e da Qualidade Eficiência nos edifícios residenciais Eficiência nos Serviços numa escala predefinida de 9 classes (A+ a G). do Ar nos Edifícios (SCE) Uma fracção que cumpra os mínimos exigidos pelos novos regulamentos será enquadrada na Implementação faseada do Sistema de Alinhamento progressivo da fiscalidade Obrigatoriedade para edifícios > 1.000 m2: Certificação Energética de acordo com com a classe de eficiência energética dos . realização de auditoria energética de classe energética “B -”. o definido na respectiva regulamentação edifícios: 6 em 6 anos e inspecções periódicas a Nos edifícios existentes, o certificado legal, nomeadamente: . Em sede de IrS, bonificação em 10% dos caldeiras e sistemas de ar condicionado. energético proporciona informação sobre . 1ª fase - a partir de 1 de Julho de 2007 benefícios associados ao crédito habitação . Plano de manutenção e técnico aos novos grandes edifícios de habitação para edifícios classe A/A+. responsável pelo bom funcionamento dos as medidas de melhoria de desempenho e de serviços (>1.000 m2) ou grandes Acesso a crédito bonificado para sistemas de climatização. energético e da qualidade do ar interior, com remodelações. viabilidade económica, que o proprietário pode implementação das medidas de eficiência Dinamização da instalação de sistemas de . 2ª fase - a partir de 1 de Julho de 2008 energética e reabilitação previstas no a todos os edifícios novos de habitação monitorização e gestão de energia: implementar para reduzir as suas despesas certificado energético. . Obrigatória em equipamentos com e serviços independentemente da área energéticas, bem como para assegurar uma boa ou fim. Incentivo à bonificação de Licença de potência > 100kW (monitorização) Construção que prevejam a edificação de e 200kW (gestão). qualidade do ar interior, isento de riscos para . 3ª fase - a partir de 1 de Janeiro de 2009 a saúde pública e potenciador de conforto aos edifícios existentes para habitação edifícios classe A ou superior. Incentivo à cogeração através da e serviços, aquando da celebração de dinamização de estudos de viabilidade: e produtividade. contratos de venda e locação ou cuja área . Obrigatória para edifícios > 10000 m2 é importante, na altura da compra ou seja superior a 1.000 m2. dos sectores de saúde, turismo e comércio. arrendamento de uma casa, analisar as Regulamentação sobre iluminação com respectivas características ambientais e máximo de W/m2 consoante as utilizações tecnológicas desejadas. Apresentam-se algumas informações úteis que Residencial: 200 mil fogos/ano certificados 1 em cada 15 lares com classe energética 30% do parque > B- em 2015 podem ajudar na decisão. Serviços: 20 mil fracções/ano certificadas eficiente (B- ou superior) 50% das grandes reparações A Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética 53
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    Se vai construiruma casa ou tem capacidade de decisão sobre a sua construção, convém saber que pode poupar na factura energética se tiver em conta determinados aspectos de construção, nomeadamente a localização do edifício e o microclima em que este se integrará. Poderá assim adaptar o imóvel à envolvência em que será construído. FOrMA E OrIENtAÇãO Objectivos da arquitectura bioclimática: A forma desempenha um papel essencial nas perdas de calor de um edifício. Em linhas gerais, 1. limitar as perdas de energia pode-se dizer que as estruturas compactas e do edifício, orientando-o com formas arredondadas têm menos perdas e desenhando adequadamente de energia do que aquelas que têm inúmeras a sua forma, bem como organizar cavidades recolhidas ou salientes. os espaços interiores e utilizar A orientação das paredes e das janelas de um envolventes protectores. edifício pode influenciar os ganhos ou perdas 2. Optimizar a orientação solar, de calor. Em zonas frias, interessa que as mediante superfícies vidradas paredes de maiores dimensões, superfícies e utilizando sistemas passivos envidraçadas e as divisões com maior uso, de captação solar. estejam orientadas a sul e sudoeste. Em zonas 3. Utilizar materiais de construção de muito calor, devem ser orientadas a norte. que requeiram pouca energia na sua transformação ou fabrico. ASPECTOS BIOCLIMÁTICOS 54
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    ACABAMENtOS EXtErIOrES PAISAGISMO IlUMINAÇãO NAtUrAl E ENvOlvENtES DO EDIFíCIO As árvores, arbustos e trepadeiras colocados A luz natural que entra em casa depende, Actuando sobre o exterior do edifício em lugares adequados, não só melhoram não só, da iluminação exterior mas também dos é possível captar, conservar e armazenar a estética e a qualidade ambiental, como obstáculos existentes, da orientação da fachada, recursos energéticos. proporcionam sombra e protecção do vento. espessura das paredes, do tipo de vidros As superfícies envidraçadas, átrios e pátios, Por outro lado, a água que se evapora durante e dos elementos de sombreamento existentes se possuírem uma correcta orientação, a actividade fotossintética arrefece o ar e pode (persianas e toldos). permitem que a radiação solar penetre conseguir um ligeira descida da temperatura, directamente no espaço, o que garantirá uma que pode variar entre os 3ºC e 6ºC nas zonas poupança no aquecimento durante o Inverno. arborizadas. No verão, os elementos de sombreamento, Paralelamente, as árvores de folha caduca, como toldos e persianas, também podem evitar oferecem um excelente grau de protecção calor excessivo e o uso de ar condicionado. do sol no verão, ao passo que no Inverno permitem que o sol aqueça a casa. Adicionalmente, se rodearmos o edifício com plantas, em vez de pavimento de cimento, alcatrão ou similares, podemos diminuir a acumulação de calor. 55
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    Além da captaçãodirecta da energia solar a partir dos elementos estruturais dos edifícios, existem outras possibilidades de aproveitar as energias renováveis em nossa casa, mediante a utilização de equipamento específico capaz de transformar em energia útil, a proveniente do sol ou do vento. Os mais comuns são os painéis solares e as caldeiras da biomassa. Em Portugal, existe o Programa “renováveis na Hora”, que tem como Renováveis na Hora: Renováveis na Hora: Micro-geração Programa Solar Térmico principal objectivo promover a substituição do consumo de energia não renovável por energia renovável Sistema simplificado de Campanhas de divulgação registo para instalação de Programa "Renove - Solar através de uma maior facilidade no micro-geração renovável até Térmico": acesso a tecnologias de micro-geração 5kW: . Apoio à revitalização de e de aquecimento solar. . 10MW por ano a crescer equipamentos de solar térmico 20%/ano. existentes. O uso generalizado das energias Obrigatoriedade de instalação Programa de incentivos para renováveis não se justifica apenas 2m2 de solar térmico para instalação de novo solar aceder à tarifa bonificada: térmico: por uma poupança de energia e . Estimado em cerca de 1m2. . Benefício fiscal até 30% do rentabilidade económica. Contribui, por kW instalado. investimento em sede de IrS igualmente, para melhorar o meio Isenção de licenciamento Obrigatoriedade de instalação ambiente. camarário para pequenas de solar térmico nos novos instalações. edifícios. Com um simples registo on-line, o Programas orientados a consumidor pode iniciar “na hora” segmentos específicos: a construção de uma unidade de . Habitações Sociais; Piscinas e Balneários; Condomínio Solar. microprodução. toda a informação está disponível em www.renovaveisnahora.pt ENERGIAS RENOVÁVEIS EM CASA 165 MW de capacidade instalada 1 em cada 15 edifícios com Solar térmico Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética 56
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    O correcto dimensionamentodo sistema e uma manutenção adequada, garantem uma elevada produção e uma durabilidade significativa que pode superar os vinte anos, sempre com um bom desempenho. A energia solar térmica integra-se nos novos edifícios como uma instalação adicional que pode garantir uma parte importante das necessidades de água quente sanitária, aquecimento e refrigeração. A refrigeração com energia solar é uma das aplicações com mais futuro, já ENErGIA SOlAr térMICA que as épocas de maior radiação solar ENErGIA SOlAr A sua principal aplicação é a produção de coincidem com o período de maior FOtOvOltAICA água quente sanitária. No entanto, pode ser necessidade de refrigeração. A descoberta do efeito fotovoltaico permitiu um interessante complemento de apoio ao converter a energia libertada pelo sol, sob aquecimento, sobretudo para sistemas que Os sistemas solares nunca se devem desenhar a forma de radiação solar, directamente em utilizem água a menos de 60ºC, tal como de forma a responder a 100% das exigências, energia eléctrica. sucede com os sistemas de piso radiante. visto pressupor instalar um sistema capaz Em todos os casos, os sistemas de energia solar de atender às necessidades nas épocas de As primeiras aplicações significativas foram térmica necessitam de um apoio de sistemas maior consumo, permanecendo o excesso realizadas em casas isoladas e sistemas de convencionais para produção de água quente dos colectores sem uso nas épocas de menor bombagem. No entanto, o desenvolvimento (caldeira a gás, caldeira a gasóleo, etc.). consumo. do sector deu-se com as instalações ligadas Um sistema solar térmico, como qualquer à rede, que permitiram o crescimento outra instalação num edifício, deve ter uma exponencial da capacidade de produção manutenção adequada, realizada por técnicos e da potência instalada a nível mundial. credenciados. 57
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    As utilizações sãocrescentes e cada vez mais tIPOS DE BIOMASSA diversificadas. Podem estabelecer-se dois 1. Resíduos florestais: são produzidos durante grandes grupos: as actividades florestais, quer para sua defesa e melhoria, quer para a obtenção • Instalações isoladas da rede eléctrica: de matérias primas para o sector florestal destacam-se a electrificação rural e as (madeira, resinas, etc.). aplicações agrícolas (bombas de água, sistemas de rega, iluminação, fornecimento 2. Resíduos agrícolas herbáceos e de lenha: eléctrico a sistema de ordenha, obtém-se durante a colheita de alguns refrigeração e depuração de águas). cultivos, como os dos cereais ou milho No campo das sinalizações e comunicações, e na colheita da azeitona, vinha e árvores existem aplicações utilizadas na navegação de fruto. aérea e marítima, como faróis, semáforos, 3. Resíduos de indústrias florestais e indicadores na sinalização rodo e ferroviária, agrícolas: são compostos pelas cascas repetidores de sinal de rádio, televisão e lascas das indústrias de madeira e pelos e telemóveis, etc. caroços, cascas e outros resíduos da ENErGIA DA BIOMASSA indústria agroalimentar. • Instalações ligadas à rede eléctrica: podem ser centrais fotovoltaicas A biomassa é a matéria orgânica de origem animal ou vegetal, incluindo os resíduos 4. Cultivos energéticos: são cultivos de (de qualquer potência) ou instalações espécies vegetais destinados especificamente integradas ou sobrepostas nos edifícios orgânicos, susceptíveis de aproveitamento energético. à produção de biomassa para uso energético. (fachadas e telhados). Nestas instalações, o investimento é recuperado mediante 5. Outros tipos de biomassa: também podem De entre os principais biocombustíveis sólidos, a venda de energia produzida a uma tarifa ser utilizados para usos energéticos outros regulada. podemos destacar os caroços de azeitona, materiais como a matéria orgânica do lixo cascas de frutos secos (amêndoa, pinhão) e, doméstico ou os subprodutos reciclados da claro, os resíduos florestais e das indústrias madeira ou de matérias vegetais e animais. respectivas. 58
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    Possibilidades de aproveitamentoda biomassa Os aerogeradores que actualmente existem na habitação: no mercado para uso doméstico, de reduzida potência (inferior a 10kW), são utilizados Entre os usos tradicionais da biomassa, o mais normalmente para bombear água ou como conhecido é o aproveitamento de lenha mini-geradores eólicos para produção de em casas unifamiliares. Estas aplicações têm energia eléctrica. evoluído nas últimas décadas, incorporando equipamentos modernos, mais eficientes e versáteis. Actualmente, a maioria das aplicações térmicas em edifícios ou redes centralizadas com Os investimentos em energias renováveis, destinados a satisfazer as biomassa, supõem uma poupança de 10%, necessidades energéticas de uma casa comparativamente ao uso de combustíveis isolada, são cada vez mais valorizados. fósseis, podendo alcançar níveis ainda maiores, dependendo do tipo de biomassa, localização e tipo de combustível fóssil substituído. ENErGIA EÓlICA trata-se da energia do vento, capaz de girar No mercado existem modelos de caldeiras a as pás das turbinas eólicas, transmitindo o seu biomassa que podem ajustar-se às necessidades movimento a um gerador que o converte em de cada um, desde casas unifamiliares até electricidade. grandes blocos de habitação e desenvolvimento urbanístico. A tecnologia eólica já está na sua fase madura e tem assistido a um grande desenvolvimento comercial. A instalação desta tecnologia de baixa A biomassa é uma excelente opção para ou muito baixa potência, é indicada para casas combinar com a energia solar térmica na isoladas, que se encontrem em zonas ventosas. produção de água quente e aquecimento. Adicionalmente, a biomassa é um combustível mais barato e ecológico que os convencionais, permitindo ainda gerar emprego nas zonas rurais, prevenir incêndios e manter os ecossistemas. 59
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    nÃo se esQueÇa • O consumo de energia de uma casa tem um grande impacto na nossa qualidade de vida e no rendimento familiar. Por isso, na hora da aquisição é muito importante solicitar informação sobre a eficiência energética da casa, tanto dos seus componentes estruturais como dos sistemas de climatização e A Poupança de Energia é a primeira produção de água quente e ter em conta a qualidade fonte de energia renovável actualmente disponível. das instalações. • Os equipamentos para aproveitamento térmico Uma utilização eficaz da energia pode da energia solar constituem um desenvolvimento melhorar o comportamento energético tecnológico fiável e rentável para a produção de das casas e o ambiente. água quente sanitária no sector da habitação. Cada cidadão pode e deve desempenhar • Um edifício eficiente, com boa arquitectura a sua parte na poupança de energia. bioclimática, pode atingir poupanças de até 70% para a climatização e iluminação da casa. Com algumas melhorias nas habitações, é possível poupar até 30-35% de energia, • é possível utilizar as energias renováveis no mantendo as mesmas condições de conforto. fornecimento de energia, incorporando equipamentos que aproveitem a energia proveniente do sol, do vento e da biomassa. • Desde 2007 generalizou-se em toda a Europa, com caracter obrigatório, a certificação energética dos edifícios, a qual proporciona informação sobre a eficiência energética de cada casa, em função das características do isolamento, vidros, sistemas de aquecimento, produção de água quente sanitária e ar condicionado. 60
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    O desenvolvimento social No ano de 2005, o sector de e económico proporcionou transportes consumiu cerca de mundialmente um aumento na 36,7% da energia em Portugal, capacidade de mobilidade das cabendo ao transporte rodoviário cerca de 90% do consumo energético, pessoas. Este crescimento é uma sendo por isso, a principal fonte de das causas para a dependência emissão de substâncias poluentes. actual dos derivados de petróleo e, consequentemente, a manifestação de graves problemas de contaminação ambiental. consumo de energia final Por modo de transPorte DIFErENtES MEIOS DE trANSPOrtE Toneladas equivalentes de petróleo TEP Existem grandes diferenças entre os diferentes meios de transporte no que se refere à energia 7.000 despendida por viajante/km. Em viagens 6.000 interurbanas, o carro consome por viajante/km Caminhos quase 3 vezes mais do que o autocarro. Estas de ferro 5.000 diferenças acentuam-se no meio urbano, onde Barcos o transporte público é ainda mais eficiente que nacionais 4.000 o carro, para além de que, em muitos casos, é Aviões mais rápido e mais barato. Pense nisso antes de 3.000 nacionais utilizar o automóvel para se deslocar na cidade! 2.000 Rodoviário 1.000 Total 0 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Fonte: Balanços Energéticos (DGEG); INE; Análise ADENE/DGEG 62
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    CONSUMO CUStOS EXtErNOS O desenvolvimento tecnológico nos últimos Para além dos custos directos, o trânsito gera 20 anos permitiu reduzir o consumo de outros custos chamados “externos”. combustível dos automóveis em cerca de 20%. São custos que são suportados por todos em consequência dos acidentes, engarrafamentos, contaminação atmosférica e o ruído. CUStOS A Comissão Europeia estima que os custos externos causados pelo congestionamento do Para calcular o custo total que anualmente trânsito e acidentes representam cerca de 0,5% representa a utilização do automóvel, há que e 2%, respectivamente, do Produto Interno ter em conta os seguintes aspectos: Bruto da UE. 1. o custo do combustível. 2. o imposto de circulação, o seguro, estacionamento, manutenção e reparações. UtIlIzAÇãO 3. a amortização do custo de aquisição Mais de 75% das deslocações urbanas realizam- do veículo. Este custo depende do tipo se em veículos privados apenas com 1ocupante, de veículo e do número de anos que sendo que o índice médio de ocupação é de o venhamos a usar. Pode ser superior 1,2 pessoas por veículo. Na cidade, 50% das à soma dos dois pontos mencionados viagens de carros são para percorrer menos anteriormente. de 3 kms. é muito importante utilizar os transportes públicos ou, como alternativa, considerar a possibilidade de dividir o automóvel com outras pessoas que realizem o mesmo percurso. Além de se consumir menos combustível por pessoa, poder-se-á dividir os gastos. CONSUMO, CUSTOS E UTILIZAÇÃO 63
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    EMISSõES rUíDO O processo de combustão nos O trânsito é hoje em dia o principal foco de ruído nas motores gera emissões poluentes que nossas cidades, um problema agravado pelo crescimento têm efeitos nocivos no ser humano do mercado automóvel. O ruído, além de desagradável, e no meio ambiente. provoca efeitos negativos na saúde. Estes efeitos acentuam-se principalmente nos núcleos urbanos, devido à elevada 20% da população da UE está exposta a níveis de concentração de veículos. Nas ruído superiores a 65%, o limite estabelecido pela cidades, o automóvel é a principal Organização Mundial de Saúde. fonte de poluição e um dos maiores responsáveis pela emissão de gases que contribuem para o efeito de estufa. A COMPrA As emissões de gases dos automóveis variam dependendo do tipo de Na hora de comprar um carro, são muitos os factores combustível. que influenciam a nossa decisão: a marca, a potência, Actualmente, existem tecnologias ou o tamanho, a segurança, etc. Para além das nossas tratamentos associados ao processo preferências pessoais, é recomendável escolher um carro de combustão relativamente rápidos que se adapte às nossas necessidades: por exemplo, na redução dos problemas ambientais. para deslocações na cidade não é aconselhável um carro O mesmo não se passa com o CO2, grande ou de elevada potência, visto que gasta e polui cujas emissões são inevitáveis com a mais, e as vantagens da condução não se aplicarem ao utilização de combustíveis fósseis. meio urbano. Daí a importância de mudarmos os O Imposto sobre veículos, criado em 2007, pretende nossos hábitos, de forma a consumirmos penalizar os veículos mais poluentes; alterar a importância menos combustível e, assim, emitirmos da cilindrada no cálculo do imposto para dar mais relevo menos gases poluentes para a atmosfera. às emissões de CO2 e transferir parte da cobrança do imposto no momento da compra para um pagamento anual recorrente (pago todos os anos). Assim, na altura de compra de um carro, o consumidor deverá conhecer a cilindrada, o valor de emissões de O CARRO E A POLUIÇÃO CO2 e, caso seja um diesel (gasóleo), saber se tem filtro de partículas. 64
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    NOvAS ENErGIAS NOS EtIQUEtA INFOrMAtIvA DE ECONOMIA DE COMBUStívEl trANSPOrtES Esta etiqueta tem como objectivo informar os consumidores, através de uma escala de cores e letras A Comunidade Europeia tem defendido a concretização sobre o consumo de combustível e a emissão de CO2 de cada veículo. Servirá também de base para de um conjunto de acções destinadas a promover calcular o valor do imposto automóvel. a diversidade de utilização de combustíveis obtidos a partir de energias renováveis. Marca / Modelo / Versão Nessa medida, os Estados-Membros devem: Consumo de Combustível Cilindrada / Transmissão 1. Assegurar em 2010, a promoção de uma quota de Combustível mercado de 7% para os biocombustíveis; Consumo de combustível* 2. Encorajar a redução do diferencial de preços entre - 6 10 14 + os biocombustíveis e os combustíveis tradicionais; Emissão de CO2 3. Incrementar a promoção voluntária de distribuição * Combinados dos biocombustíveis em larga escala pelas companhias petrolíferas; CONDUÇãO EFICIENtE DO AUtOMÓvEl 4. Intensificar os esforços de pesquisa neste sector. Por forma a alcançar uma redução considerável no consumo total de energia no sector dos transportes, Entendem-se por biocombustíveis, os combustíveis o primeiro passo é aumentar a utilização de meios de transporte mais eficientes (comboio e autocarro líquidos ou gasosos produzidos a partir de biomassa, para viagens interurbanas e andar a pé, de bicicleta ou de transporte público no meio urbano). sendo por isso considerados uma energia renovável. Ainda assim, é muito importante saber que mesmo que utilizemos o automóvel para nos deslocarmos Actualmente, encontram-se disponíveis essencialmente são possíveis grandes poupanças de energia e emissões poluentes. dois tipos: o biodiesel, obtido a partir de sementes Com uma condução eficiente, para além de uma melhoria do conforto, um aumento de segurança (girassol, soja, etc.), óleos vegetais usados e gorduras e uma diminuição do tempo de viagem, conseguiremos também uma redução do consumo de animais; e o bioetanol, obtido a partir de sementes ricas combustível e respectivas emissões poluentes, bem como menores custos de manutenção. em açúcar, amido ou celulose mediante fermentação. A Directiva 2003/30/CE estabeleceu em termos Uma condução eficiente permite alcançar ganhos de 15% na redução do combustível e energéticos, o objectivo de alcançar em 2010, uma quota emissões de CO2. de mercado de 5,75% de biocombustíveis para os transportes. No final de 2005, representava 0,44%. 65
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    1. Arranque e colocação em marcha 6. Abrandar • ligar o motor sem carregar • Sempre que a velocidade e o espaço no acelerador. o permitam, abrande o veículo sem • Nos motores a gasolina, iniciar a reduções de caixas. marcha logo depois do arranque. 7. Paragens • Nos motores diesel, esperar uns • Em paragens prolongadas, por mais segundos antes de iniciar a marcha. de 60 segundos, é aconselhável 2. 1ª Velocidade desligar o motor. • Usá-la somente no início da marcha 8. Antecipação e previsão e passar para a 2ª velocidade cerca de 2 segundos ou 6 metros depois. • Conduzir sempre com uma distância de segurança adequada e garantir um 3. Utilização da caixa de velocidades campo de visão que lhe permita ver • Circular sempre que possível 2 ou 3 carros à sua frente. com as mudanças mais elevadas • tente prever o que vai acontecer, (5ª e 6ª velocidade) e a baixas rotações. antecipando as manobras seguintes, • Durante a aceleração, troque tornando a sua condução mais de mudança: controlada e segura. - Nos motores a gasolina entre 9. Segurança as 2000 e 2500 rpm. • Na maioria das situações, a aplicação - Nos motores a gasóleo entre destas regras de condução eficiente as 1500 e 2000 rpm. contribui para o aumento da segurança rodoviária. Naturalmente que existem 4. Velocidade de circulação situações que requerem acções • Manter a velocidade o mais uniforme específicas e distintas para que a possível, evitando travagens, segurança não seja afectada. acelerações ou passagens de caixa desnecessárias. 5. Desaceleração • levantar o pé do acelerador e deixar o carro rodar com a mudança OS 10 MANDAMENTOS DE UMA engrenada, sem reduzir. CONDUÇÃO EFICIENTE • travar de forma suave e progressiva. 66
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    Outros factores ater em conta nÃo se esQueÇa 1. Os acessórios exteriores aumentam a resistência do veículo • Na cidade, 50% das viagens de carro são ao ar, aumentando também o consumo de combustível (até inferiores a 3 km e 10% inferiores a 500 +35%). Não é recomendável transportar objectos no exterior metros. Evite viajar de carro em distâncias do veículo, a não ser que seja estritamente necessário. curtas. vá a pé. 2. O uso de equipamentos auxiliares aumenta significativamente • Uma condução eficiente permite poupar, o consumo de combustível, sendo o ar condicionado o em média, 15% de combustível e de que mais influencia (até 25%). Devem ser utilizados com emissões de CO2. moderação. Para manter uma sensação de conforto dentro do carro, aconselha-se a manter a temperatura em torno • Na maioria das vezes existem alternativas dos 23-24ºC. à utilização do carro, como é o caso dos transportes públicos, que são mais 3. Conduzir com as janelas abertas provoca uma maior eficientes do ponto de vista energético. resistência ao movimento do veículo, aumentando o esforço do motor e elevando o consumo (+5%). Para ventilar • Os carros são a principal fonte de poluição o interior, é recomendável utilizar, de forma adequada, e ruído das cidades, assim como um dos o ar condicionado. maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito de estufa. 4. O peso dos objectos transportados, incluindo os ocupantes, influencia o consumo de forma apreciável, especialmente nos • Na hora da compra, é importante arranques e períodos de aceleração (100kg correspondem escolher um modelo de carro adaptado a um consumo 5% superior). Uma má distribuição da carga, às nossas necessidades e ter em atenção afecta a segurança e aumenta os gastos em reparações e as características de consumo e emissões manutenção. de CO2. 5. A manutenção do veículo também influencia o consumo. é especialmente importante o bom estado do motor, o controlo dos níveis e filtros e especialmente uma pressão adequada dos pneus. 67
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    Para o aumentoda Tributação Verde - Revisão do eficiência energética Revitalação do abate de regime de tributação de veículos "Pneu certo" e eficiência fuel Novos veiculos mais "conscientes" automóveis em fim de vida (1) particulares (1) para a poupança de combustivel neste sector, o Plano Nacional para a Eficiência Energética Redução do imposto automóvel na Incorporação do factor de emissão de Campanha "Pneu Certo": Acordos voluntários com compra de automóvel ligeiro novo: CO2 no cálculo do ISV e IUC: . Incentivo a verificação periódica importadores auto, para inclusão integra o programa nas versões base de equipamentos . revisão e simplificação do regime . Aplicado a veículos novos:; da pressão de pneus; “renove Carro” que de atribuição do incentivo. . Aplicado a veículos usados . Acordos voluntários para veículos indutores de eficiência no consumo: tem como objectivo importados de outros Estados- base com pneus eficientes.(2) . Computador de bordo; Nova tributação automóvel: membros. o aumento da . GPS; . Substituição parcial do ISv por IUC Incremento na utilização de aditivos . Cruise control; eficiência energética (novos + atractivos); Veículos híbridos em redução de e lubrificantes "fuel efficient": 50% no ISV. . Sistemas de verificação automática no transporte . Componente ambiental no IUC . Campanhas de Informação; da pressão dos pneus. particular, por via do (penalizando veículos Ineficientes). . Etiquetagem dos produtos. estimulo à aquisição Revitalização do programa de abate de de veículos e produtos veiculos em fim de vida: . Aumento da eficiência na cobrança energeticamente e incidência do IUC. eficientes, e baseia-se nas seguintes acções: . reduzir o peso das viaturas ligeiras . Emissões médias dos carros novos: . Aumentar em 2% ano a penetração % do parque automóvel com com mais de 10 anos de 37% para: - Em 2010 de 120 gr/km de pneus eficientes equipamentos de monitorização: - Em 2010: 35% - Em 2015 de 110 gr/km . reduzir em 1% ano a taxa de veículos - 2010: 2% - Em 2015: 30% com pressão incorrecta - 2015: 20% . Aumento em 1% ano da quota de aditivos e lubrificantes eficientes (1) revitalização de Medida prevista no âmbito do PNAC (2) Iniciativa dependente da criação de uma classificação energética dos pneus a nível europeu, com excepção das acções orientadas para a verificação da pressão do pneus Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética 68
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    também para o Ordenamento do território Planos de mobilidade urbana em Melhoria da eficiência dos Plataforma de gestão de tráfego nos melhoramento nesta e mobilidade urbana nas capitais de distrito office parks e parques industriais transportes públicos grandes centros urbanos área foi desenvolvido o programa “Mobilidade Urbana” Planos de Mobilidade Urbana por Centros empresariais ou parques Aumento da quota de veículos com Criação de uma plataforma capital de distrito; industriais com mais de 500 emissões <110 g/Km nas frotas de inovadora de gestão de tráfego: que visa estimular a trabalhadores devem ter plano de táxis: . Oferta de GPS a táxis com envio de utilização de meios Expansão do metroplitano de mobilidade integrando: . Crédito eficiência acessível para informação sobre velocidade Lisboa;(1) de transporte . Serviço shuttle/mini-bus com pontos renovação de táxis por "táxis verdes". e localização; Construção do Metro Sul do Tejo;(1) de ligação modais; . Desenvolvimento de sistema energeticamente mais Introdução de Sistema de Gestão de Construção do Metro do Porto;(1) . Serviços bancários; de informação; eficientes, como os Frotas em autocarros nos grandes . Serviços de restauração; centros urbanos: . Novos equipamentos GPS com transportes colectivos, Metro Ligeiro do Mondego;(1) . Serviços de papelaria e/ou correio. recepção de dados e optimização . Indicadores de performance por em detrimento do Autoridades Metropolitanas de condutor; de rotas; transporte individual . Integração com sinalização rodoviária. Transportes de Lisboa e Porto.(1) . Formação em eco-condução. nas deslocações Dinamização de consórcio nacional pendulares, não e apoio ao projecto. deixando de aumentar sempre que possível . transferência modal de 5% dos . 50% das necessidade básicas . Sistema de Gestão de Frotas em . Piloto operacional em 2010 a eficiência energética pKm(2) do transporte individual para cobertas por circuitos pedestres lisboa e Porto até 2010 . Sistema implementado em lisboa dos primeiros, que o transporte colectivo, nas AMt de (menos de 15 minutos) e Porto até 2015 desenvolve as seguintes lisboa e Porto . 500 Planos de mobilidade aprovados até 2015 acções: (1) Medida prevista no âmbito do PNAC 2006 (2) pkm - passageiros Km Fonte: PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética 69
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    Uma das formasde aumentar a utilização de energias renováveis e reduzir drasticamente a emissão de CO2 é a utilização de veículos eléctricos. Portugal já é líder mundial na produção de energias renováveis. Cerca de 43% da electricidade produzida em Portugal já provém de fontes renováveis, que geram uma energia mais limpa, mais eficiente, mais económica e mais sustentável. Agora, esta energia também pode FUNCIONAMENtO DA rEDE abastecer os nossos veículos. A rede para a mobilidade eléctrica é compatível com Portugal é um dos primeiros países todas as marcas de veículos eléctricos. O carregamento a ter uma política integrada para a é extremamente simples e seguro, através da ligação mobilidade eléctrica e será o pioneiro da ficha do veículo ao ponto de carregamento. Numa na implementação de uma rede de primeira fase, até 2011, os utilizadores poderão adquirir carregamento para veículos eléctricos um cartão pré-pago da entidade gestora Mobi-e, sendo de âmbito nacional. Com 1.300 pontos debitado o valor do carregamento efectuado. de carregamento em 2011, a rede A operação e a comercialização de energia são separadas permitirá o crescimento gradual da e independentes, garantindo assim a livre concorrência frota de veículos eléctricos. Estima-se e a hipótese de escolha por parte dos proprietários que em 2020, a frota nacional venha de veículos eléctricos, que poderão optar, em cada a ter 160.000 veículos eléctricos, que carregamento, pelo fornecedor de electricidade que permitirão reduzir cerca de 25% das for mais vantajoso no momento. é possível escolher emissões de CO2. Além de 0% de também entre um carregamento rápido ou lento, de emissão de gases poluentes, os veículos acordo com a necessidade. eléctricos são mais económicos e silenciosos. Pode carregar o seu veículo, por exemplo, enquanto dorme, potenciando assim a utilização de energias renováveis, como a proveniente de parques eólicos. Desta forma, terá acesso à tarifa mais reduzida. MOBI.E Durante o dia, pode ligar o seu automóvel a um dos A ENERGIA QUE NOS MOVE pontos de carregamento que se encontram na via pública ou nos parques de estacionamento, para repor 70
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    rEDE DE ABAStECIMENtO osníveis de energia gastos. Só tem que passar o seu A rede de Mobilidade Eléctrica está presente em vários pontos do cartão de identificação no leitor e ligar a viatura ao território nacional, dinamizada pela entidade gestora MOBI.E, que ponto de carregamento. Assim que a operação for permitirá o abastecimento dos veículos eléctricos, mediante um autorizada, a carga é iniciada. cartão de carregamento. toda a tecnologia envolvida foi desenvolvida em Portugal e permite encontrar o ponto de carregamento mais próximo de si, e reservá-lo através do seu telemóvel ou PDA. rede de abastecimento mobi.e Sempre que queira, basta aceder à internet para saber qual é o estado do carregamento do seu carro. Pode também fazê-lo através do seu telemóvel ou do PDA. Guimarães Almada Planear viagens torna-se também um processo fácil. Leiria Aveiro Na internet, pode ficar a conhecer todos os pontos Lisboa Beja de carregamento que ficam no seu percurso. Durante Loures Braga a viagem, o seu GPS ou Smart Phone, dar-lhe-ão Porto Cascais informações actualizadas sobre ocupação e localização Santarém dos pontos disponíveis. Castelo Branco Setúbal Ao chegar a casa, poderá confirmar na factura digital Coimbra Sintra os custos discriminados das operações realizadas em Évora Torres Vedras viagem e comprovar o quanto poupa em relação a um Faro Viana do Castelo carro convencional. Guarda Vila Nova de Gaia 71
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    lOCAlIzAÇãO DOS PONtOS DE ABAStECIMENtO Este projecto tem uma incidência muito forte sobre o sector residencial, mas terá também muitos pontos de carregamento de acesso público nomeadamente parques de estacionamento público e de centros comerciais, hotéis, aeroportos, bombas de gasolina e na via pública dos municípios que aderiram à rede piloto. ABAStECIMENtO DO vEíCUlO EléCtrICO Durante a noite, aproveitando a energia produzida por fontes renováveis nos momentos de menor consumo (e que de outra forma seria desperdiçada) e através de carregamentos rápidos durante o dia, de acordo com as necessidades do utilizador. CARREGAMENTO CARREGAMENTO LENTO: 6 - 8 Horas RÁPIDO: 20 - 30 Minutos 72
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    FUNCIONAMENtO DO ABAStECIMENtO Através deum cartão pré-pago CHArG.E da rede Mobi.e que lhe dará acesso aos pontos de carregamento, sendo descontado o valor deste. Este valor inclui a electricidade consumida e uma taxa pelo serviço de carregamento. NO FUtUrO todo o sistema foi pensado de raiz, para permitir que, futuramente, possa aceder ainda a mais funcionalidades, tais como vender à rede a sua carga disponível ou gerir a sua energia de forma integrada, produzindo a sua própria electricidade. Por exemplo, através de painéis fotovoltaicos poderá carregar o seu automóvel minimizando a compra de energia a um fornecedor. A mobilidade eléctrica será uma parte fundamental das redes inteligentes, que permitirão a gestão dos sistemas energéticos das cidades. 73
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    O lIxO EO APROvEITAMENTO ENERGÉTICO 74
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    O lIXO DOMéStICO tiPo de resÍduo % Cada habitante em Portugal gera em média 1,7 kg de lixo por dia. Os resíduos Fermentáveis 37,49 são uma fonte potencial de energia e matérias-primas que podem ser aproveitadas Papéis 11,52 nos ciclos produtivos, mediante tratamentos adequados. Cartões 4,51 Cerca de 70% do lixo vai para ao caixote do lixo, pelo que só uma pequena parte é recuperada. Actualmente, existem formas de não gerar tantos Compósitos 3,32 resíduos e recuperar as matérias-primas e os recursos contidos no lixo. Para têxteis 4,57 que as coisas mudem, nós, como cidadãos, devemo-nos responsabilizar e têxteis Sanitários 7,11 actuar, adquirindo novos hábitos de compra, reduzindo os resíduos, fazendo Plásticos 8,84 a separação selectiva do lixo, bem como solicitar às autoridades e empresas Combustíveis não especificados 1,59 medidas correctivas. Madeira 0,96 vidro 6,01 COMPOSIÇãO DO lIXO Metais ferrosos 1,41 Metais não ferrosos 0,45 Os lixos domésticos são conhecidos como resíduos sólidos urbanos (rSU). Cada família deita fora anualmente dezenas de quilos de papel, de metal, de Incombustíveis não especificados 1,28 É preciso uma maior plástico e de restos orgânicos. Os resíduos sólidos urbanos são essencialmente resíduos domésticos especiais 0,46 consciencialização de constituídos por materiais fermentáveis, papel e cartão, metal e vidros. São os resíduos finos (<20 mm) 10,49 que é imprescindível constituintes das vulgares latas, embalagens, garrafas, sacos de plástico, entre outros. separar o lixo e fazer TOTAL 100,00 a recolha selectiva. Fonte: Valorsul dados 2009 Em 2009, a produção de resíduos sólidos urbanos em Portugal Continental atingiu 4,5 milhões de toneladas. A título de exemplo apresenta-se a composição do lixo urbano, nas cidades Em Portugal, recicla-se cerca de da Amadora, lisboa, loures, Odivelas e vila Franca de Xira (dados de 2009): 15,7% do lixo produzido. é um número pequeno quando comparado com a meta de 25% estipulada pela União Europeia. 75
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    rESíDUOS DOMéStICOS Matéria orgânica A reciclagem de plásticos é um substituído por outros tipos de embalagens de bebidas. processo complexo. No ano embalagem. O vidro é 100% São fabricados a partir de finas Para fabricar uma A quantidade de alimentos tonelada de papel, são que entra em nossa casa de 2009 foram reciclados 55,4 reciclável. As embalagens de camadas de celulose, alumínio necessárias entre 12 e diariamente pode ser estimada mil toneladas de plásticos em vidro podem ser reutilizadas e plástico que são muito difíceis 16 árvores de tamanho em aproximadamente 2 kg Portugal. várias vezes antes de serem de separar, o que dificulta a sua médio, cerca de 50.000 por pessoa. Quase 90% do recicladas. Um problema reciclagem. litros de água e mais de Papel e cartão 300 kg de petróleo. lixo que se produz numa actual é a generalização de São de fácil reciclagem. Em Aparelhos electrónicos casa deriva directamente do embalagens de vidro “não 2009, reciclou-se em Portugal e electrodomésticos processamento de alimentos retornáveis” não havendo mais de 236,1 mil toneladas uniformização nas garrafas Actualmente, qualquer ponto (restos orgânicos e embalagens de papel e cartão. A procura de forma a que possam de venda é obrigado a aceitar de alimentos). Os resíduos crescente de papel obriga a ser reutilizadas. Em 2009 o equipamento velho em Com a energia alimentares podem ser recorrer à pasta de celulose, reciclaram-se 168,2 mil troca do novo sem cobrar necessária para produzir utilizados, nomeadamente uma lata de alumínio, a qual é responsável pelo toneladas de vidro em Portugal. nenhuma taxa adicional. como adubo. consegue-se ter um abate de árvores, bem como Contudo, nem todos os lojistas Latas televisor a funcionar Plásticos pela plantação de espécies de estão sensibilizados para esta durante duas horas. Na sua maioria provêm de cultivo rápido, como o pinheiro Apenas podem ser utilizadas responsabilidade. O consumidor embalagens. Há que ter em ou o eucalipto, em detrimento uma vez. O seu fabrico implica pode ainda optar por entregar conta que todos os plásticos das florestas originais. é preciso um grande consumo de energia os equipamentos velhos num são fabricados a partir ter atenção que alguns tipos e matérias-primas, se bem que centro de recolha. O fabricante do petróleo. Por isso, ao de papel, como os plastificados, no processo de fabricação deve assumir todos os custos consumirmos plástico, estamos os adesivos, os encerados e os é comum a reciclagem de de recolha e as diferentes a contribuir para o fim de papéis químicos, não podem embalagens. No ano de 2009, administrações públicas devem um produto não renovável. ser reciclados. foram recicladas 37,9 mil estar dotadas de centros de Os plásticos demoram muito toneladas de metal no reciclagem para tratamento Vidro tempo a decompor-se e, caso nosso país. deste tipo de equipamentos. Pelas suas características é a se opte pela sua incineração, Pacotes (Tetrapack) embalagem ideal para quase são emitidos para a atmosfera, qualquer tipo de alimento Por serem estanques de pouco para além de CO2, contaminantes ou bebida, no entanto, tem peso e de fácil transporte, muito perigosos para a saúde vindo a ser progressivamente estão a ganhar espaço como Fonte: Sociedade Ponto Verde, valores de 2009 e para o meio ambiente. 76
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    Minimizar os problemas rEDUzIr O lIXO originados pelo lixo doméstico As embalagens familiares são preferíveis às depende em grande parte embalagens individuais. Em geral, devemos ser mais cuidadosos na compra de produtos dos consumidores. descartáveis, como por exemplo, guardanapos de papel ou pratos de plástico. é preferível optar por objectos que possam ser utilizados mais do O consumidor responsável deve escolher que uma vez. Ao fazer compras devemos levar os produtos que não criem resíduos em os nossos próprios sacos poupando assim o seu excesso ou aqueles que são recicláveis. consumo. Outra acção importante é a separação dos resíduos, facilitando desta forma o seu tratamento posterior. A chave para abordar de forma sistemática o lixo rEUtIlIzAr OS PrODUtOS em nossas casas são os famosos 3 r’s: ANtES QUE EStES SE reduzir, reutilizar, reciclar. CONvErtAM EM rESíDUOS Consiste em aproveitar todo o potencial que estes produtos nos podem oferecer ou caso tal não seja possível, devolvê-los ao circuito comercial onde foram adquiridos. Existem tipos de bebidas que ainda mantém uma distribuição comercial baseada em garrafas de vidro reutilizáveis, que depois de serem lavadas, voltam ao circuito. A utilização de pilhas recarregáveis, nos equipamentos que o permitam, é outra excelente forma de reutilização de produtos. A REGRA DOS TRêS R'S (REDUZIR, REUTILIZAR, RECICLAR) 77
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    rECIClAr O lIXO conselHos Práticos Consiste em colocar os materiais recicláveis nos respectivos ecopontos para que depois de um tratamento adequado, possam incorporar-se de novo no 1. Sempre que possível, escolha produtos processo. Deste modo, consegue-se não só evitar a deterioração do que venham em embalagens recicláveis. meio-ambiente, como uma poupança significativa de matérias-primas e energia. Deposite posteriormente a embalagem Os materiais com maior percentagem de reciclagem são o papel, o vidro nos ecopontos. e os metais. Por exemplo, os pneus podem ser utilizados para materiais 2. Escolha produtos de tamanho familiar, em redutores de som nas estradas ou podem igualmente ser aproveitados, dum detrimento dos individuais. ponto de vista energético, em substituição de combustíveis fósseis nos fornos das cimenteiras. Actualmente, o óleo alimentar está a ser utilizado na produção 3. Modere a utilização de papel de alumínio e de plástico aderente. de biodiesel. Para além dos conhecidos contentores para reciclagem de embalagens, restos orgânicos e papel, existem também contentores e serviços 4. Evite sacos de plástico. Procure levar específicos para recolha de: sempre o seu próprio saco. • Pilhas; 5. Evite produtos descartáveis. Opte por • Medicamentos e radiografias; produtos reutilizáveis. • roupa; 6. Prefira sempre uma embalagem de vidro a uma de metal e uma de papel a uma • Electrodomésticos. Os sacos de plástico das compras podem ser de plástico. reutilizados para sacos 7. Confirme com as entidades municipais de lixo. onde pode depositar materiais tóxicos, tais como, baterias, tintas e sprays, e nunca os coloque no caixote do lixo. Já existem tecnologias para 8. Sempre que possa opte por um relógio, transformar borracha e calculadora ou qualquer outro aparelho plásticos em combustíveis que não funcione com pilhas ou que utilize líquidos ou gasosos. pilhas recarregáveis. 78
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    nÃo se esQueÇa • Cada habitante produz em média 1,7 kg de lixo por dia. • 65% do lixo doméstico é susceptível de ser reciclado. • Por cada tonelada de vidro que se recicla, poupam-se 1.200 kg de matérias-primas e 130 kg de combustíveis. • Por cada tonelada de papel que se recicla, evita-se que se cortem 14 árvores, se consumam 50.000 litros de água e mais de 300 kg de petróleo. 79
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    O Plano Nacionalde Acção para a Eficiência Energética – Portugal Eficiência 2015 (PNAEE), aprovado pelo Conselho de PlANO NACIONAl Ministros, estabelece como meta a alcançar até 2015, a DE ACÇÃO PARA implementação de medidas de melhoria de eficiência A EFICIÊNCIA energética, equivalentes a 10% ENERGÉTICA do consumo final de energia. O Plano abrange quatro áreas específicas: transportes, residencial e Serviços, Indústria e Estado. 80
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    Neste guia salientámosduas áreas extremamente importantes do nosso dia-a-dia - Residencial e Serviços e os Transportes - onde os nossos comportamentos podem fazer toda a diferença. A área residencial e Serviços integra três A área de transportes agrupa três programas O Conselho de Ministros atribuiu ao Ministério programas de eficiência energética: de melhoria da eficiência energética: da Economia e da Inovação a responsabilidade • Renove Casa, onde são definidas • Renove Carro, relacionado com a pela monitorização do plano e dos seus diversas medidas relacionadas com melhoria da eficiência energética dos resultados mediante relatório anual a preparar a eficiência energética na iluminação, veículos, nomeadamente na renovação de pela Direcção Geral da Energia e Geologia, com electrodomésticos, electrónica de equipamentos e utilização de produtos o apoio da Agência para a Energia - ADENE. consumo e reabilitação de espaços. mais eficientes. • Sistema de Eficiência Energética nos • Mobilidade Urbana, que identifica medidas Edifícios, que agrupa medidas que relacionadas com as necessidades modais resultam do processo de certificação e pendulares do transporte público nos energética nos edifícios, nomeadamente grandes centros urbanos e empresariais. ao nível de isolamentos, melhoria de vãos envidraçados e sistemas energéticos. • Sistema de Eficiência Energética nos Transportes, que procura quantificar • Renováveis na Hora, que é orientado o impacto na utilização eficiente do para o aumento da penetração de conceito de plataformas logísticas energias endógenas nos sectores e auto-estradas do mar. residencial e serviços. 81
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    QUEM É AADENE? A ADENE - Agência para a Energia - tem por missão promover e realizar actividades de interesse público na área da energia. r. Dr. António loureiro Borges, nº 5, 6º andar Arquiparque - Miraflores, 1495-131 - AlGéS tel.: 214 722 800 Desenvolve a sua actividade junto dos diferentes Fax: 214 722 898 sectores económicos e dos consumidores, visando e-mail: geral@adene.pt a racionalização dos respectivos comportamentos www.adene.pt energéticos, a aplicação de novos métodos de gestão de energia e a utilização de novas tecnologias. As actividades actuais compreendem mais de duas dezenas de projectos no âmbito de vários programas comunitários. Em parceria com outras Agências e Organizações Internacionais, de áreas prioritárias de intervenção nacional, destacamos os Programas “Eficiência Energética nos Edifícios” e “água Quente Solar para Portugal” assim como as intervenções nos domínios da Gestão da Procura e das Energias renováveis, como grandes actores do mercado energético português. 82
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    ficHa tÉcnica TíTUlO GUIA DAEFICIÊNCIA ENERGÉTICA EDIÇÃO ADENE - AGÊNCIA PARA A ENERGIA TIRAGEM 185.000 EXEMPLARES ISBN 978-972-8646-17-2 DEPóSITO lEGAl 311607/10 FOTOGRAFIAS ShUTTERSTOCK FOTOLIA iSTOCK DESIGN E PAGINAÇÃO DESIGNSETE MAIO DE 2010 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS ESTA PUbLICAçãO FOI IMPRESSA EM PAPEL RECICLADO
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