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SUMÁRIO
UNIDADE I – INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA
ADMINISTRAÇÃO
UNIDADE II – A INSTITUIÇÃO EDUCATIVA E A ORGANIZAÇÃO DOS
ESPAÇOS EDUCATIVOS: estrutura física e dinâmica administrativa
UNIDADE III – FUNDAMENTOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS
SISTEMAS DE ENSINO E DAS ESCOLAS
UNIDADE IV – A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA GESTÃO EDUCACIONAL
E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA
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UNIDADE I
INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA
ADMINISTRAÇÃO
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Objetivos:
Conhecer os fundamentos teórico-metodológicos
da Administração, compreendendo-o, como ele-
mento norteador para os processos de Gestão Es-
colar;
Estabelecer interligações entre o planejamento, a
gestão, a coordenação e ação administrativa no
ambiente escolar;
Alinhar o planejamento escolar aos pressupostos
da Gestão Educacional.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que vamos estudar?
1.1 Competências e Habilidades do
Gestor;
1.2 Noção de planejamento, coorde-
nação e ação administrativa;
1.3 Gestão Educacional e Escolar e
as competências: técnica, inter-
pessoal, organizacional e política.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Vamos conversar sobre Gestão!
A Gestão é um dos principais fun-
damentos para a organização das
comunidades humanas, abrangen-
do desde processos cotidianos até
a gestão de recursos financeiros.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Administrar é um trabalho em que as pessoas buscam realizar seus objetivos
próprios ou de terceiros (organizações) com a finalidade de alcançar as metas
traçadas. Dessas metas fazem parte as decisões que formam a base do ato
de administrar e que são as mais necessárias. O planejamento, a organização,
a liderança, a execução e o controle são considerados decisões e/ou funções,
sem as quais o ato de administrar estaria incompleto (MAXIMIANO, 2007).
No contexto escolar, a Gestão auxilia na organização e na eficiência dos
processos administrativos institucionais, sistematizando as atividades exe-
cutadas e incentivando o desenvolvimento das habilidades de cada cola-
borador desse processo.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
1.1 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO GESTOR
A convivência em grupo de fato é extre-
mamente complexa, porém é necessária;
As maiores corporações empresariais do
mundo exigem a troca de informações
entre colaboradores e diretores para
que o processo gestacional seja pleno e
abranja todos os setores da empresa;
Para compreendermos os processos de
gestão no ambiente escolar, é necessá-
rio um embasamento teórico sobre os
fundamentos teóricos e metodológicos
da Administração.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
E você Estagiário (a), já se questionou sobre:
Como acontecem os processos de ge-
renciamento do espaço escolar?
Quais desafios os gestores escolares en-
frentam todos os dias?
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
1.2 NOÇÃO DE PLANEJAMENTO, COORDENAÇÃO E AÇÃO
ADMINISTRATIVA
O gestor escolar insere-se nesse processo no exercício da gestão no que
implica legitimamente ou legitimação do poder legal neles investidos, bem
como, a gestão e sua relação com órgãos deliberativos, no que diz respeito
à concepção de sociedade/homem/educação, a função social da escola,
gestão de currículos e gestão financeira e bem como relação com a demo-
cratização (BRANDÃO, 2018, p. 1).
De acordo com Dias (2019, p. 6):
Dentro de uma organização, é a divisão do trabalho basicamente respon-
sável pela formação de grupos. Entre as características básicas do grupo
encontram-se metas, coesão, normas e acordo;
A meta principal e formal do grupo será derivada de metas formais da or-
ganização.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
a) Normas: regras informais ou padrões de conduta
segundo os quais o grupo se desenvolve e aos
quais se espera que os membros se conectam;
b) Grupos formais: são os criados pela organização
formal. Estes, podem ser permanentes ou tempo-
rários;
c) Grupos informais: estes surgem espontaneamen-
te, eles podem ser verticais ou horizontais.
Os verticais, são alianças recíprocas entre pessoas
formalmente desiguais e os horizontais cruzam as li-
nhas departamentais.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Olá, Estagiário (a)!
Converse com o gestor e com os
professores da escola - campo de
estágio, sobre a dinâmica dos pla-
nejamentos e das atribuições da
Coordenação.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
1.3 GESTÃO EDUCACIONAL E ESCOLAR E AS COMPETÊN-
CIAS: Técnica, Interpessoal, Organizacional e Política
Trata-se do conjunto das características necessárias para a execução de
determinadas atividades, sendo estas próprias de instituições, organiza-
ções e do indivíduo. A competência está aplicada em diversos traços hu-
manos, e é fundamental para o desenvolvimento de atividades no cotidia-
no (BRANDÃO, 2017).
A eficácia do trabalho didático-pedagógico depende em grande parte da
organização, coerência e flexibilidade do planejamento que tem como fun-
ção orientar e reorientar a prática dos professores, oportunizando uma
reflexão da sua ação no processo de ensino-aprendizagem, criando condi-
ções favoráveis ao progresso individual e coletivo dos alunos e dos profes-
sores. Portanto de acordo com o estudioso (LIBÂNEO, 2004).
Competências - Conceito:
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das re-
lações sociais; tudo o que acontece no meio escolar está atravessado por
influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade
de classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar – ob-
jetivos, conteúdos, métodos – estão recheados de implicações sociais, têm
um significado genuinamente político (LIBÂNEO, 1994).
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
// REFERÊNCIAS
BRANDÃO, Hugo Pena. Mapeamento de Competências: Ferramentas,
Exercícios e Aplicações em Gestão de Pessoas. 2. ed. Atlas: São Paulo, 2017.
BRANDÃO, Adilma Lopes. Gestão democrática na LDB 9394/96:
contraponto ente a proposição legal e as estruturas para de implementação
no estado capitalista neoliberal. Revista científica multidisciplinar núcleo
do conhecimento. São Paulo, Ano 03, v. 6, n. 8, p. 5-28, ago., 2018.
DIAS. Maria Sara de Lima. Ética e relacionamento interpessoal. Portal Fael, [2019].
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. In: LIBÂNEO, José Carlos. O Planejamento
Escolar. São Paulo: Cortez, 1994. p. 221-247.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2004.
MAXIMIANO, Antonio César Amauri. Teoria Geral da Administração: da
Revolução Urbana à Revolução Digital. São Paulo: Atlas, 2007.
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UNIDADE II
A INSTITUIÇÃO EDUCATIVA E A
ORGANIZAÇÃO DOS ESPAÇOS
EDUCATIVOS: estrutura física e dinâmica
administrativa
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Objetivos:
Apresentar ao estudante os fundamentos da orga-
nização escolar, enfatizando os principais meca-
nismos de gestão e os suportes necessários para
a tomada de decisões;
Debater as habilidades e procedimentos necessá-
rios para a participação da comunidade escolar no
cotidiano institucional;
Conhecer os fundamentos e as ferramentas utili-
zadas para a gestão escolar, reconhecendo o pro-
cesso administrativo e considerando os aspectos
políticos, humanos, pedagógicos, culturais, admi-
nistrativos, financeiros e tecnológicos.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que vamos estudar?
2.1 A Instituição Educativa e a orga-
nização dos espaços educativos:
estrutura física e dinâmica admi-
nistrativa;
2.2 Variáveis comportamentais e am-
bientais na organização escolar;
2.3 Gestão do espaço físico.
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
2.1 A INSTITUIÇÃO EDUCATIVA E A ORGANIZAÇÃO DOS
ESPAÇOS EDUCATIVOS: estrutura física e dinâmica admi-
nistrativa
O processo de Gestão Escolar alinha diversos elementos complexos na sua
organização, exigindo conhecimentos específicos e habilidades de todos
os envolvidos nas atividades administrativas.
Gerir o processo educacional envolve ferramentas administrativas, recur-
sos humanos, financeiros, suporte pedagógico, logísticos e suporte da tec-
nologia da informação.
O processo de ensino e aprendizagem permite desenvolver as habilidades
e competências do educando, estimulando sua capacidade de autonomia,
de responsabilidade (individual e coletiva), o conjunto de qualidades de
cada indivíduo (memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas e
aptidão para comunicar-se).
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
No Brasil, a preocupação com a construção de um lugar específico para
funcionar como escola teve como marco histórico o advento da República.
A partir desse período, um novo modelo de prédio escolar foi implantado
em diferentes cantos do país (FARIA FILHO, 1998; SOUZA, 1998).
Quem é o professor nesse contexto?
O conhecimento surgiria a partir do con-
junto de estímulos e de procedimentos
didáticos aplicados no cotidiano escolar,
sendo o professor o preletor e o organiza-
dor das metodologias e das práticas para
difundir entre os discentes os conteúdos e
saberes.
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22
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
ESTRUTURA FÍSICA E DINÂMICA ADMINISTRATIVA: itens básicos para
execução das atividades escolares.
Salas de aulas confortáveis
Manutenção e limpeza
dos ambientes
Salas de professores,
coordenadores e diretores
Banheiros e cozinha
Laboratórios
Secretarias
Almoxarifados
Bibliotecas
Pátios
Fonte: Elaborada pela autora (2022).
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23
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Conforme a LDB, Lei 9394 de 1996, (Lei de Diretrizes
e Base da Educação Brasileira), o Estado tem o de-
ver de garantir padrões mínimos de qualidade de
ensino, definidos como a variedade e quantidade
mínima por aluno, de insumos indispensáveis ao
desenvolvimento do processo de ensino-aprendi-
zagem.
Toda escola é diferente em sua estrutura física, o
qual, naturalmente, não foi decisão dos profes-
sores: as medidas, os espaços e as determinadas
distribuições são fixos. O que é possível é adaptar
os espaços às necessidades educativas da escola
(ALMEIDA; BRITO, 2008).
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
2.2 VARIÁVEIS COMPORTAMENTAIS E AMBIENTAIS NA
ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
Vivemos em sociedade!
Essa conhecida frase, leva-nos a refletir
sobre todos os processos que ocorrem
nas organizações sociais e como devemos
agir para formalizar os relacionamentos
com os demais integrantes dos grupos
sociais.
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25
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O indivíduo no grupo sempre influencia e é influenciado, não só pelas
palavras ditas oralmente, mas também pelas palavras não ditas, traduzi-
das em gestos e posturas de aprovação e desaprovação, de acolhimento
e aceitação ou de rejeição e indiferença. O homem é um ser altamente
perceptivo e certamente percebe os seus semelhantes em atitudes fa-
voráveis e desfavoráveis à sua pessoa também pela linguagem do corpo
(CHIAVANETO, 2003).
A capacidade de estabelecer relacionamentos indica a formação do indiví-
duo como ser social, como pessoa, em que este deixa de ser egocêntrico e
adquire a maturidade psíquica.
Os estilos e formas de sociabilidade variam muito e também dependem
das situações, sendo necessário, para a boa relação interpessoal, certa dis-
posição de ânimo e interesse pelo outro: ver e ser visto escutar e ser escu-
tado, compreender e ser compreendido (MORAES, 2004).
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Deve-se destacar que o desenvolvimento da quali-
dade de vida no ambiente de trabalho é fundamen-
tal para o crescimento de qualquer organização;
Diversos elementos compõem esse desenvolvimen-
to, como as relações entre colaboradores que traba-
lham em equipe, princípios de padrões de gestão e
logística;
A Psicologia Organizacional auxilia na gestão des-
ses processos, compreendendo o comportamento
dos indivíduos no ambiente de trabalho.
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27
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Qual o papel da escola?
A escola deve ser um espaço facilitador
para a busca do senso crítico e da auto-
nomia corporal, capaz de possibilitar ao
educando formas de expressão da sua
cultura e de suas vivências sociais, afeti-
vas e motoras, sejam estes espaços, qua-
dras esportivas, piscinas, salas, pátios, etc
(MATOS, 2005).
2.3 GESTÃO DO ESPAÇO FÍSICO
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28
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Estimado (a) Estagiário (a),
Na sua opinião, gerir o espaço físi-
co de uma escola é:
( ) Fácil, mas requer atenção. No
entanto, qualquer pessoa con-
segue.
( ) Complexo, pois requer atenção
e habilidades específicas para
o cargo.
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29
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Compreenda!
O modelo de Gestão Democrática defende a parti-
cipação do docente, dos estudantes, pais, responsá-
veis, da direção, da equipe pedagógica e de todos os
colaboradores/servidores da instituição no processo
de gerenciamento, assim como a participação de to-
das as decisões na escola.
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30
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
// REFERÊNCIAS
ALMEIDA, H. L. M.; BRITO, V. M. Espaço Escolar. 26 nov. 2008.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez.
1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm.
Acesso em: 7 nov. 2022.
CHIAVANETO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2003.
FARIA FILHO, L. M. O espaço escolar como objeto da história da educação:
algumas reflexões. Revista da Faculdade de Educação, São Paulo, v. 24, n.
1, p. 141-159, jan./jun., 1998.
MATOS, M. C. A. Organização espacial escolar e as aulas de Educação Física.
2005. Monografia (Graduação em Educação Física) - Universidade Federal
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.
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31
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
MORAES, Anna Maris Pereira. Introdução à Administração. São Paulo:
Prentice Hall, 2004.
SOUZA, M. W. L. Espaços Educativos: usos e construções. Brasília: MEC,
1998.
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UNIDADE III
FUNDAMENTOS DA GESTÃO
DEMOCRÁTICA DOS SISTEMAS DE ENSINO
E DAS ESCOLAS
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33
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Objetivos:
Desenvolver competências e habilidades essen-
ciais para o exercício da participação consciente e
responsável na Gestão Escolar;
Apresentar os elementos essenciais para a elabo-
ração e promoção do Projeto Politico Pedagógico
(PPP), do Regimento Escolar e dos Planos de Ges-
tão;
Inserir os estagiários(as) no processos administra-
tivos do espaço escolar.
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34
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que vamos estudar?
3.1 Fundamentos da Gestão Demo-
crática dos sistemas de ensino e
das escolas;
3.2 Instrumentos para Gestão: Proj-
eto Pedagógico, Regimento Es-
colar e Plano de Gestão;
3.3 Planos de Ensino de Gestão Edu-
cacional.
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35
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
3.1 FUNDAMENTOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS SIS-
TEMAS DE ENSINO E DAS ESCOLAS
O debate sobre a Gestão Democrática intensificou-se nos últimos anos,
fundamentada pelo pensamento que a associação entre ações, condutas
e a proposta da participação social ativa na comunidade escolar. Este mo-
delo revolucionou os moldes tradicionais implementados nas instituições;
O modelo de Gestão Democrática defende a participação docente, dos es-
tudantes, pais, responsáveis, da direção, da equipe pedagógica e de todos
os colaboradores/servidores da instituição no processo de gerenciamento
e na tomada de decisões na escola.
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36
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Um ponto interessante desse modelo de
gestão é o fomento à participação crítica
e consciente de todos os atores da comu-
nidade escolar, o que torna imprescindí-
vel as ações que cada um destes sujeitos,
baseada no conhecimento, nas vivências
e na ciência do seu papel, enquanto par-
ticipante da comunidade escolar.
A defesa da gestão descentralizada da Educação no Brasil, remonta ao
contexto da década de 1990, situa-se em uma nova conjuntura redesenha-
da pela influência das estratégias neoliberais, que imprimem o reordena-
mento das relações entre o Estado e a sociedade.
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37
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Fica evidente o caráter ideológico das concepções de democracia nas so-
ciedades capitalistas, evidente também de similitude entre gestão pública
e administração privada em educação, nos sistemas capitalistas de ideo-
logia neoliberal, o caráter legitimador da implicação, nas práxis social, da
ambiguidade expressa nos temas da lei, no que se refere à gestão demo-
crática dependendo dos sistemas educacionais (FRANÇA, 2005).
A Gestão Democrática pode ser lida por contras-
te com a gestão hierárquica que, sob a forma pa-
ternalista por autoritária, tem sido hegemônica na
condução da coisa pública;
A Gestão Democrática é mais do que a exigência
de transparência, da impessoalidade e moralidade.
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38
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que explicam os estudiosos?
A Gestão Democrática expressa tan-
to a vontade de participação que
tem se revelado lá onde a sociedade
civil conseguiu se organizar autono-
mamente, quando o empenho por
reverter à tradição que confunde os
espaços públicos com os privados
(FERREIRA, et al.,2004).
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39
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O termo Gestão Democrática deve ser compreendido na sua totalidade,
focando que o objetivo central é a associação entre o ato administrativo
e participação de todos. Sua base é ideológica, associando ideias sobre a
democracia e sua conotação de gestão participativa, que permite a inte-
ração entre gerir a escola, e ao mesmo tempo alicerçar essa gestão com a
participação de todos (FERREIRA, et al., 2004).
Analisar os pressupostos científicos do Projeto Pedagógico da Escola é
um processo que abrange diversos segmentos educacionais, pois precisa
considerar as diretrizes curriculares atuais para entender de que maneira a
atividade docente deve ser pautada, considerando ainda se essas práticas
estão alinhadas a Educação Básica ou Superior.
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40
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O PROJETO PEDAGÓGICO
O Projeto Pedagógico é um documento base,
que estrutura o plano de metas e a proposta
da Instituição tendo como foco central a edu-
cação;
Este importante documento, apresenta o con-
junto das diretrizes institucionais que serão
seguidas no processos e ações de ensino re-
alizadas naquele local, sendo que estão dire-
tamente alinhados ao processo de ensino e
aprendizagem.
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41
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O Projeto Político Pedagógico surge da proposta institucionalizada pela
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei 9394/1996, devido à
sua importância, pois é um documento que reflete toda a dinâmica sócio
espacial da escola, e permite a busca por sua autonomia, identidade, quali-
dade e aponta todos os elementos que compõem este importante espaço
de conhecimento.
A construção do Projeto Político deve ser pauta-
da no comprometimento e na responsabilidade de
promover à todos da comunidade escolar os pres-
supostos da organização do trabalho pedagógi-
co, com criticidade e permitindo que todos parti-
cipem do processo, debatendo as dificuldades e
avaliando os desafios no intuito de enfrentá-los;
Esse documento deve ser cuidadosamente elabo-
rado e difundido entre todos os agentes envolvi-
dos no processo educacional.
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42
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
A construção do Projeto Político Pedagógico deve contemplar, na sua
essência, a qualidade de ensino a ser oferecida, pautando-se na Gestão
Democrática, com princípios de igualdade e liberdade. A LDB (1996), esta-
belece essa relação nos seguintes trechos:
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas
as normas comuns e as do seu sistema de ensino, te-
rão a incumbência:
I – elaborar e executar sua proposta pedagógica;
VI – articular-se com as famílias e a comunidade,
criando processos de integração da sociedade com
a escola;
VII – informar os pais e responsáveis sobre a frequ-
ência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a
execução da sua proposta pedagógica.
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43
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I – participar da elaboração da proposta pedagógica
do estabelecimento de ensino;
II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a
proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da
gestão democrática do ensino público na educação
básica, de acordo com as suas peculiaridades e con-
forme os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na ela-
boração do projeto pedagógico da escola.
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44
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Projeto Político Pedagógico
Fonte: Elaborado pela autora (2022).
Fluxos de
aprendizagem
Planos de
ação
Procedimentos
de ensino
Composição
escolar
Fluxos de
avaliação
Recursos de
ensino
PPP
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45
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que é o Regimento Escolar?
No Regimento Escolar são descrimi-
nados de forma detalhada os direitos
e deveres dos estudantes, professo-
res, gestores, pais/responsáveis e de
toda equipe que compõem a comu-
nidade escolar;
São apresentadas também, a com-
posição do Conselho Escolar, a or-
ganização curricular, a estrutura, fun-
cionamento, normas para matrícula e
transferência.
O REGIMENTO ESCOLAR
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46
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O Regimento como o resultado de um processo em que todos se en-
volvem e elaboram um conjunto de ideais, um compromisso que torna
esse instrumento legítimo, conquistado e formulado. Assim, criando con-
dições que visam um trabalho de qualidade dentro da escola , segundo
(WATANEBE, 1999).
O Regimento Escolar é um instrumento que fun-
damenta e organiza a estrutura administrativa e
pedagógica da escola;
A elaboração do documento visa expressar os
princípios da comunidade escolar através de um
processo dialógico e coletivo.
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47
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O Regimento Escolar é um documento com regras, com direitos e deveres
de todos aqueles que fazem parte do contexto escolar: pais, alunos, fun-
cionários, professores, diretor e coordenador, sendo assim, cada um têm
clareza das suas atribuições e compromissos na função que desempenha
(WATANEBE, 1999).
O Plano de Gestão ou Plano Escolar, pode ser
considerado uma das atividades pedagógicas
mais importantes das Instituições Escolares, sen-
do parte integrante de todo o planejamento es-
colar;
Ele deve ser elaborado periodicamente para de-
finir as atividades institucionais.
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48
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O planejamento educacional geralmente é concebido em três etapas: pre-
paração, acompanhamento e aperfeiçoamento, portanto elas também de-
vem estar “visíveis” no planejamento apresentado, visto que todo o conjun-
to anterior de valores, atitudes, habilidades e conhecimentos pesam tanto
na elaboração do plano da disciplina como nos planos de aula (CASTRO;
TUCUNDUVA; ARNS, 2008).
O Plano de Gestão será influenciado pela visão, crenças, expectativas do
professor e conscientização da necessidade da formação pedagógica, tudo
isso torna o processo de ensino e aprendizagem mais efetivo e comprome-
tido com uma formação integral e não só tecnológica.
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49
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
// REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez.
1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm.
Acesso em: 7 nov. 2022.
CASTRO, P. A. P. P. de; TUCUNDUVA, C. C.; ARNS, E. M. A importância do
planejamento das aulas para organização do trabalho do professor em sua
prática docente. Revista Científica de Educação, Rio de Janeiro, v. 10, n.
10, p. 49-62, 2008.
FERREIRA, M. S. C. et al. (orgs.) Gestão da Educação: impasses, perspectivas
e compromissos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2004.
FRANÇA, Magna. Gestão e financiamento na escola: o que mudou na
escola? Rio Grande do Norte: UFRN, 2005.
Anterior Próxima
50
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
WATANEBE, Tsutaka. O papel do regimento escolar na organização
e funcionamento da escola pública. 1999. 654f. Tese (Doutorado em
Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas,
Campinas, 1999.
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UNIDADE IV
A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA GESTÃO
EDUCACIONAL E A ATUAÇÃO DO
PROFESSOR DE GEOGRAFIA
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52
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Objetivos:
Debater a importância da implantação dos pro-
jetos educacionais para os processos de ensino-
-aprendizagem para a educação formal;
Incentivar ações que desenvolvam a autonomia
intelectual do discente e estimulem habilidades e
competências para sua atuação como profissional
da educação;
Promover o conhecimento técnico e pedagógico
sobre a elaboração e a Gestão dos Projetos Edu-
cacionais.
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53
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que vamos estudar?
4.1 A Prática Pedagógica da Gestão
Educacional e a atuação do pro-
fessor de Geografia;
4.2 A relação entre aula, prática do-
cente e suporte administrativo;
4.3 Projetos educacionais.
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54
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
4.1 A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA GESTÃO EDUCACIONAL E
A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA
A eficácia do trabalho didático-pedagógico de-
pende em grande parte da organização, coe-
rência e flexibilidade do planejamento que tem
como função orientar e reorientar a prática dos
professores, oportunizando uma reflexão da
sua ação no processo de ensino-aprendizagem,
criando condições favoráveis ao progresso in-
dividual e coletivo dos estudantes e dos pro-
fessores. Portanto, de acordo com o estudioso
(LIBÂNEO, 2004).
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55
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Qual a função das Metodologias
de Ensino?
Conhecidas por direcionarem as ações desen-
volvidas pelo professor, as Metodologias de
Ensino, organizam os procedimentos no pro-
cesso de ensino-aprendizagem, possibilitando
ao estudante atingir objetivos traçados ao lon-
go das aulas;
As metodologias auxiliam o professor na or-
ganização do conteúdo, delimitando os proce-
dimentos didáticos, os recursos utilizados e o
sistema avaliativo adequado para cada segui-
mento.
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56
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
A metodologia de ensino pode ser compreendida como aplicação de prin-
cípios gerais da ciência, traduzidos nos métodos de investigação nas situ-
ações de ensino. Concretiza-se pela aplicação dos métodos de ensino em
seus pressupostos teóricos. A metodologia constitui a doutrina do método,
a sua teoria (CORTALAZZO, 2008).
4.2 A RELAÇÃO ENTRE AULA, PRÁTICA DOCENTE E SU-
PORTE ADMINISTRATIVO
Os profissionais da educação precisam ter um pleno domínio das bases te-
óricas, científicas e tecnológicas e sua articulação com as exigências con-
cretas do ensino, pois é através desse domínio que ele poderá estar reven-
do, analisando e aprimorando sua prática educativa (LIBÂNEO, 2002).
Compreender a importância das abordagens multidimensionais nos pro-
cessos de ensino e aprendizagem, permeia por uma discussão que remete
a reflexão das práticas pedagógicas, perfil do estudante, metodologias de
ensino e a descrição também do professor.
Anterior Próxima
57
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
Compreender todos esses elementos e de que forma estão interligados,
pode ser útil para adequar os procedimentos didáticos na obtenção dos
resultados nas transformações no contexto político-social dos processos
educacionais.
O suporte administrativo é fundamental para a execução das atividades
escolares. O pleno funcionamento de todos os setores requer gestão dos
eixos administrativos.
Os conteúdos a serem ensinados passam necessariamente pela análise das
diferentes culturas presentes nas instituições, bem como pela análise das
tensões e dos valores necessários à explicitação das finalidades do ensino;
pela análise das diversas e divergentes concepções de educação e ideolo-
gias presentes nos sistemas de ensino (FRANCO, 2010).
Os processos de ensino que acontecem no ambiente escolar, que deve
também ser compreendido como ambiente social, permite o pleno desen-
volvimento do educando, difundindo conhecimento e construindo uma re-
lação com os outros mediante a intervenção do professor.
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58
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
O que é o Relatório de Estágio?
É o documento que relata as atividades execu-
tadas no campo de estágio;
Ele é fundamental para registrar as atividades e
ordenar as etapas do estágio.
4.3 RELATÓRIO DE ESTÁGIO
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UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
59
Olá, estagiários!
Observem esta Estrutura de Relatório de Es-
tágio:
Capa
Folha de rosto
Sumário
1 IDENTIFICAÇÃO
2 INTRODUÇÃO
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral
3.2 Objetivos Específicos
4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES EXECUTADAS
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
6 CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
APÊNDICES (1 FICHA DE ESTÁGIO ASSINA-
DA PELO SUPERVISOR)
ANEXO
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Anterior
60
UNIDADE I UNIDADE II UNIDADE III UNIDADE IV
// REFERÊNCIAS
CORTALAZZO, Iolanda Bueno de Camargo. Pesquisa e Prática Profissional:
Relação Escola Comunidade. Curitiba: Ibpex, 2008.
FRANCO, M. A. R. S. Observatório da prática docente. Relatório CNPQ.
São Paulo, 2010.
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2002.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2004.
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Guia Básico.pdf

  • 1.
  • 2.
    Caro estudante, Além dotexto com as informações do conteúdo da disci- plina, estamos lhe apresentando os ícones, elementos gráfi- cos que ampliam as formas de linguagem e simplificam a or- ganização e a leitura hipertextual. Você deve clicá-los para ter acesso às informações que cada um representa. Observe os significados: Saiba mais Atenção Atividade Clique aqui Este material NÃO pode ser disponibilizado, transmitido, exibido, vendido, licenciado, al- terado, modificado ou utilizado por quaisquer outras instituições e cursistas, exceto se autorizado de forma expressa, mediante a permissão prévia da própria instituição deten- tora dos direitos da obra. Anterior Próxima
  • 3.
    SUMÁRIO UNIDADE I –INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO UNIDADE II – A INSTITUIÇÃO EDUCATIVA E A ORGANIZAÇÃO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS: estrutura física e dinâmica administrativa UNIDADE III – FUNDAMENTOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS SISTEMAS DE ENSINO E DAS ESCOLAS UNIDADE IV – A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA GESTÃO EDUCACIONAL E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA Anterior Próxima
  • 4.
    UNIDADE I INTRODUÇÃO AOSPRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO Anterior Próxima
  • 5.
    Objetivos: Conhecer os fundamentosteórico-metodológicos da Administração, compreendendo-o, como ele- mento norteador para os processos de Gestão Es- colar; Estabelecer interligações entre o planejamento, a gestão, a coordenação e ação administrativa no ambiente escolar; Alinhar o planejamento escolar aos pressupostos da Gestão Educacional. Anterior Próxima
  • 6.
    6 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que vamos estudar? 1.1 Competências e Habilidades do Gestor; 1.2 Noção de planejamento, coorde- nação e ação administrativa; 1.3 Gestão Educacional e Escolar e as competências: técnica, inter- pessoal, organizacional e política. Anterior Próxima
  • 7.
    UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Vamos conversar sobre Gestão! A Gestão é um dos principais fun- damentos para a organização das comunidades humanas, abrangen- do desde processos cotidianos até a gestão de recursos financeiros. 7 Próxima Anterior
  • 8.
    8 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Administrar é um trabalho em que as pessoas buscam realizar seus objetivos próprios ou de terceiros (organizações) com a finalidade de alcançar as metas traçadas. Dessas metas fazem parte as decisões que formam a base do ato de administrar e que são as mais necessárias. O planejamento, a organização, a liderança, a execução e o controle são considerados decisões e/ou funções, sem as quais o ato de administrar estaria incompleto (MAXIMIANO, 2007). No contexto escolar, a Gestão auxilia na organização e na eficiência dos processos administrativos institucionais, sistematizando as atividades exe- cutadas e incentivando o desenvolvimento das habilidades de cada cola- borador desse processo. Anterior Próxima
  • 9.
    9 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 1.1 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO GESTOR A convivência em grupo de fato é extre- mamente complexa, porém é necessária; As maiores corporações empresariais do mundo exigem a troca de informações entre colaboradores e diretores para que o processo gestacional seja pleno e abranja todos os setores da empresa; Para compreendermos os processos de gestão no ambiente escolar, é necessá- rio um embasamento teórico sobre os fundamentos teóricos e metodológicos da Administração. Anterior Próxima
  • 10.
    UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV E você Estagiário (a), já se questionou sobre: Como acontecem os processos de ge- renciamento do espaço escolar? Quais desafios os gestores escolares en- frentam todos os dias? 1 2 10 Próxima Anterior
  • 11.
    11 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 1.2 NOÇÃO DE PLANEJAMENTO, COORDENAÇÃO E AÇÃO ADMINISTRATIVA O gestor escolar insere-se nesse processo no exercício da gestão no que implica legitimamente ou legitimação do poder legal neles investidos, bem como, a gestão e sua relação com órgãos deliberativos, no que diz respeito à concepção de sociedade/homem/educação, a função social da escola, gestão de currículos e gestão financeira e bem como relação com a demo- cratização (BRANDÃO, 2018, p. 1). De acordo com Dias (2019, p. 6): Dentro de uma organização, é a divisão do trabalho basicamente respon- sável pela formação de grupos. Entre as características básicas do grupo encontram-se metas, coesão, normas e acordo; A meta principal e formal do grupo será derivada de metas formais da or- ganização. Anterior Próxima
  • 12.
    12 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV a) Normas: regras informais ou padrões de conduta segundo os quais o grupo se desenvolve e aos quais se espera que os membros se conectam; b) Grupos formais: são os criados pela organização formal. Estes, podem ser permanentes ou tempo- rários; c) Grupos informais: estes surgem espontaneamen- te, eles podem ser verticais ou horizontais. Os verticais, são alianças recíprocas entre pessoas formalmente desiguais e os horizontais cruzam as li- nhas departamentais. Anterior Próxima
  • 13.
    13 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Olá, Estagiário (a)! Converse com o gestor e com os professores da escola - campo de estágio, sobre a dinâmica dos pla- nejamentos e das atribuições da Coordenação. Próxima Anterior
  • 14.
    14 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 1.3 GESTÃO EDUCACIONAL E ESCOLAR E AS COMPETÊN- CIAS: Técnica, Interpessoal, Organizacional e Política Trata-se do conjunto das características necessárias para a execução de determinadas atividades, sendo estas próprias de instituições, organiza- ções e do indivíduo. A competência está aplicada em diversos traços hu- manos, e é fundamental para o desenvolvimento de atividades no cotidia- no (BRANDÃO, 2017). A eficácia do trabalho didático-pedagógico depende em grande parte da organização, coerência e flexibilidade do planejamento que tem como fun- ção orientar e reorientar a prática dos professores, oportunizando uma reflexão da sua ação no processo de ensino-aprendizagem, criando condi- ções favoráveis ao progresso individual e coletivo dos alunos e dos profes- sores. Portanto de acordo com o estudioso (LIBÂNEO, 2004). Competências - Conceito: Anterior Próxima
  • 15.
    15 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das re- lações sociais; tudo o que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedade de classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar – ob- jetivos, conteúdos, métodos – estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político (LIBÂNEO, 1994). Anterior Próxima
  • 16.
    16 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV // REFERÊNCIAS BRANDÃO, Hugo Pena. Mapeamento de Competências: Ferramentas, Exercícios e Aplicações em Gestão de Pessoas. 2. ed. Atlas: São Paulo, 2017. BRANDÃO, Adilma Lopes. Gestão democrática na LDB 9394/96: contraponto ente a proposição legal e as estruturas para de implementação no estado capitalista neoliberal. Revista científica multidisciplinar núcleo do conhecimento. São Paulo, Ano 03, v. 6, n. 8, p. 5-28, ago., 2018. DIAS. Maria Sara de Lima. Ética e relacionamento interpessoal. Portal Fael, [2019]. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. In: LIBÂNEO, José Carlos. O Planejamento Escolar. São Paulo: Cortez, 1994. p. 221-247. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2004. MAXIMIANO, Antonio César Amauri. Teoria Geral da Administração: da Revolução Urbana à Revolução Digital. São Paulo: Atlas, 2007. Anterior Próxima
  • 17.
    UNIDADE II A INSTITUIÇÃOEDUCATIVA E A ORGANIZAÇÃO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS: estrutura física e dinâmica administrativa Anterior Próxima
  • 18.
    UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Objetivos: Apresentar ao estudante os fundamentos da orga- nização escolar, enfatizando os principais meca- nismos de gestão e os suportes necessários para a tomada de decisões; Debater as habilidades e procedimentos necessá- rios para a participação da comunidade escolar no cotidiano institucional; Conhecer os fundamentos e as ferramentas utili- zadas para a gestão escolar, reconhecendo o pro- cesso administrativo e considerando os aspectos políticos, humanos, pedagógicos, culturais, admi- nistrativos, financeiros e tecnológicos. 18 Próxima Anterior
  • 19.
    19 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que vamos estudar? 2.1 A Instituição Educativa e a orga- nização dos espaços educativos: estrutura física e dinâmica admi- nistrativa; 2.2 Variáveis comportamentais e am- bientais na organização escolar; 2.3 Gestão do espaço físico. Anterior Próxima
  • 20.
    20 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 2.1 A INSTITUIÇÃO EDUCATIVA E A ORGANIZAÇÃO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS: estrutura física e dinâmica admi- nistrativa O processo de Gestão Escolar alinha diversos elementos complexos na sua organização, exigindo conhecimentos específicos e habilidades de todos os envolvidos nas atividades administrativas. Gerir o processo educacional envolve ferramentas administrativas, recur- sos humanos, financeiros, suporte pedagógico, logísticos e suporte da tec- nologia da informação. O processo de ensino e aprendizagem permite desenvolver as habilidades e competências do educando, estimulando sua capacidade de autonomia, de responsabilidade (individual e coletiva), o conjunto de qualidades de cada indivíduo (memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas e aptidão para comunicar-se). Anterior Próxima
  • 21.
    21 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV No Brasil, a preocupação com a construção de um lugar específico para funcionar como escola teve como marco histórico o advento da República. A partir desse período, um novo modelo de prédio escolar foi implantado em diferentes cantos do país (FARIA FILHO, 1998; SOUZA, 1998). Quem é o professor nesse contexto? O conhecimento surgiria a partir do con- junto de estímulos e de procedimentos didáticos aplicados no cotidiano escolar, sendo o professor o preletor e o organiza- dor das metodologias e das práticas para difundir entre os discentes os conteúdos e saberes. Anterior Próxima
  • 22.
    22 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV ESTRUTURA FÍSICA E DINÂMICA ADMINISTRATIVA: itens básicos para execução das atividades escolares. Salas de aulas confortáveis Manutenção e limpeza dos ambientes Salas de professores, coordenadores e diretores Banheiros e cozinha Laboratórios Secretarias Almoxarifados Bibliotecas Pátios Fonte: Elaborada pela autora (2022). Anterior Próxima
  • 23.
    23 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Conforme a LDB, Lei 9394 de 1996, (Lei de Diretrizes e Base da Educação Brasileira), o Estado tem o de- ver de garantir padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínima por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendi- zagem. Toda escola é diferente em sua estrutura física, o qual, naturalmente, não foi decisão dos profes- sores: as medidas, os espaços e as determinadas distribuições são fixos. O que é possível é adaptar os espaços às necessidades educativas da escola (ALMEIDA; BRITO, 2008). Próxima Anterior
  • 24.
    24 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 2.2 VARIÁVEIS COMPORTAMENTAIS E AMBIENTAIS NA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR Vivemos em sociedade! Essa conhecida frase, leva-nos a refletir sobre todos os processos que ocorrem nas organizações sociais e como devemos agir para formalizar os relacionamentos com os demais integrantes dos grupos sociais. Anterior Próxima
  • 25.
    25 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O indivíduo no grupo sempre influencia e é influenciado, não só pelas palavras ditas oralmente, mas também pelas palavras não ditas, traduzi- das em gestos e posturas de aprovação e desaprovação, de acolhimento e aceitação ou de rejeição e indiferença. O homem é um ser altamente perceptivo e certamente percebe os seus semelhantes em atitudes fa- voráveis e desfavoráveis à sua pessoa também pela linguagem do corpo (CHIAVANETO, 2003). A capacidade de estabelecer relacionamentos indica a formação do indiví- duo como ser social, como pessoa, em que este deixa de ser egocêntrico e adquire a maturidade psíquica. Os estilos e formas de sociabilidade variam muito e também dependem das situações, sendo necessário, para a boa relação interpessoal, certa dis- posição de ânimo e interesse pelo outro: ver e ser visto escutar e ser escu- tado, compreender e ser compreendido (MORAES, 2004). Anterior Próxima
  • 26.
    26 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Deve-se destacar que o desenvolvimento da quali- dade de vida no ambiente de trabalho é fundamen- tal para o crescimento de qualquer organização; Diversos elementos compõem esse desenvolvimen- to, como as relações entre colaboradores que traba- lham em equipe, princípios de padrões de gestão e logística; A Psicologia Organizacional auxilia na gestão des- ses processos, compreendendo o comportamento dos indivíduos no ambiente de trabalho. Anterior Próxima
  • 27.
    27 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Qual o papel da escola? A escola deve ser um espaço facilitador para a busca do senso crítico e da auto- nomia corporal, capaz de possibilitar ao educando formas de expressão da sua cultura e de suas vivências sociais, afeti- vas e motoras, sejam estes espaços, qua- dras esportivas, piscinas, salas, pátios, etc (MATOS, 2005). 2.3 GESTÃO DO ESPAÇO FÍSICO Anterior Próxima
  • 28.
    28 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Estimado (a) Estagiário (a), Na sua opinião, gerir o espaço físi- co de uma escola é: ( ) Fácil, mas requer atenção. No entanto, qualquer pessoa con- segue. ( ) Complexo, pois requer atenção e habilidades específicas para o cargo. Próxima Anterior
  • 29.
    29 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Compreenda! O modelo de Gestão Democrática defende a parti- cipação do docente, dos estudantes, pais, responsá- veis, da direção, da equipe pedagógica e de todos os colaboradores/servidores da instituição no processo de gerenciamento, assim como a participação de to- das as decisões na escola. Anterior Próxima
  • 30.
    30 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV // REFERÊNCIAS ALMEIDA, H. L. M.; BRITO, V. M. Espaço Escolar. 26 nov. 2008. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 7 nov. 2022. CHIAVANETO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. FARIA FILHO, L. M. O espaço escolar como objeto da história da educação: algumas reflexões. Revista da Faculdade de Educação, São Paulo, v. 24, n. 1, p. 141-159, jan./jun., 1998. MATOS, M. C. A. Organização espacial escolar e as aulas de Educação Física. 2005. Monografia (Graduação em Educação Física) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005. Anterior Próxima
  • 31.
    31 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV MORAES, Anna Maris Pereira. Introdução à Administração. São Paulo: Prentice Hall, 2004. SOUZA, M. W. L. Espaços Educativos: usos e construções. Brasília: MEC, 1998. Anterior Próxima
  • 32.
    UNIDADE III FUNDAMENTOS DAGESTÃO DEMOCRÁTICA DOS SISTEMAS DE ENSINO E DAS ESCOLAS Anterior Próxima
  • 33.
    33 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Objetivos: Desenvolver competências e habilidades essen- ciais para o exercício da participação consciente e responsável na Gestão Escolar; Apresentar os elementos essenciais para a elabo- ração e promoção do Projeto Politico Pedagógico (PPP), do Regimento Escolar e dos Planos de Ges- tão; Inserir os estagiários(as) no processos administra- tivos do espaço escolar. Próxima Anterior
  • 34.
    34 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que vamos estudar? 3.1 Fundamentos da Gestão Demo- crática dos sistemas de ensino e das escolas; 3.2 Instrumentos para Gestão: Proj- eto Pedagógico, Regimento Es- colar e Plano de Gestão; 3.3 Planos de Ensino de Gestão Edu- cacional. Anterior Próxima
  • 35.
    35 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 3.1 FUNDAMENTOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS SIS- TEMAS DE ENSINO E DAS ESCOLAS O debate sobre a Gestão Democrática intensificou-se nos últimos anos, fundamentada pelo pensamento que a associação entre ações, condutas e a proposta da participação social ativa na comunidade escolar. Este mo- delo revolucionou os moldes tradicionais implementados nas instituições; O modelo de Gestão Democrática defende a participação docente, dos es- tudantes, pais, responsáveis, da direção, da equipe pedagógica e de todos os colaboradores/servidores da instituição no processo de gerenciamento e na tomada de decisões na escola. Anterior Próxima
  • 36.
    36 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Um ponto interessante desse modelo de gestão é o fomento à participação crítica e consciente de todos os atores da comu- nidade escolar, o que torna imprescindí- vel as ações que cada um destes sujeitos, baseada no conhecimento, nas vivências e na ciência do seu papel, enquanto par- ticipante da comunidade escolar. A defesa da gestão descentralizada da Educação no Brasil, remonta ao contexto da década de 1990, situa-se em uma nova conjuntura redesenha- da pela influência das estratégias neoliberais, que imprimem o reordena- mento das relações entre o Estado e a sociedade. Anterior Próxima
  • 37.
    37 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Fica evidente o caráter ideológico das concepções de democracia nas so- ciedades capitalistas, evidente também de similitude entre gestão pública e administração privada em educação, nos sistemas capitalistas de ideo- logia neoliberal, o caráter legitimador da implicação, nas práxis social, da ambiguidade expressa nos temas da lei, no que se refere à gestão demo- crática dependendo dos sistemas educacionais (FRANÇA, 2005). A Gestão Democrática pode ser lida por contras- te com a gestão hierárquica que, sob a forma pa- ternalista por autoritária, tem sido hegemônica na condução da coisa pública; A Gestão Democrática é mais do que a exigência de transparência, da impessoalidade e moralidade. Anterior Próxima
  • 38.
    38 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que explicam os estudiosos? A Gestão Democrática expressa tan- to a vontade de participação que tem se revelado lá onde a sociedade civil conseguiu se organizar autono- mamente, quando o empenho por reverter à tradição que confunde os espaços públicos com os privados (FERREIRA, et al.,2004). Anterior Próxima
  • 39.
    39 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O termo Gestão Democrática deve ser compreendido na sua totalidade, focando que o objetivo central é a associação entre o ato administrativo e participação de todos. Sua base é ideológica, associando ideias sobre a democracia e sua conotação de gestão participativa, que permite a inte- ração entre gerir a escola, e ao mesmo tempo alicerçar essa gestão com a participação de todos (FERREIRA, et al., 2004). Analisar os pressupostos científicos do Projeto Pedagógico da Escola é um processo que abrange diversos segmentos educacionais, pois precisa considerar as diretrizes curriculares atuais para entender de que maneira a atividade docente deve ser pautada, considerando ainda se essas práticas estão alinhadas a Educação Básica ou Superior. Anterior Próxima
  • 40.
    40 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O PROJETO PEDAGÓGICO O Projeto Pedagógico é um documento base, que estrutura o plano de metas e a proposta da Instituição tendo como foco central a edu- cação; Este importante documento, apresenta o con- junto das diretrizes institucionais que serão seguidas no processos e ações de ensino re- alizadas naquele local, sendo que estão dire- tamente alinhados ao processo de ensino e aprendizagem. Anterior Próxima
  • 41.
    41 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O Projeto Político Pedagógico surge da proposta institucionalizada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei 9394/1996, devido à sua importância, pois é um documento que reflete toda a dinâmica sócio espacial da escola, e permite a busca por sua autonomia, identidade, quali- dade e aponta todos os elementos que compõem este importante espaço de conhecimento. A construção do Projeto Político deve ser pauta- da no comprometimento e na responsabilidade de promover à todos da comunidade escolar os pres- supostos da organização do trabalho pedagógi- co, com criticidade e permitindo que todos parti- cipem do processo, debatendo as dificuldades e avaliando os desafios no intuito de enfrentá-los; Esse documento deve ser cuidadosamente elabo- rado e difundido entre todos os agentes envolvi- dos no processo educacional. Anterior Próxima
  • 42.
    42 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV A construção do Projeto Político Pedagógico deve contemplar, na sua essência, a qualidade de ensino a ser oferecida, pautando-se na Gestão Democrática, com princípios de igualdade e liberdade. A LDB (1996), esta- belece essa relação nos seguintes trechos: Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, te- rão a incumbência: I – elaborar e executar sua proposta pedagógica; VI – articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola; VII – informar os pais e responsáveis sobre a frequ- ência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da sua proposta pedagógica. Anterior Próxima
  • 43.
    43 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e con- forme os seguintes princípios: I – participação dos profissionais da educação na ela- boração do projeto pedagógico da escola. Anterior Próxima
  • 44.
    44 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Projeto Político Pedagógico Fonte: Elaborado pela autora (2022). Fluxos de aprendizagem Planos de ação Procedimentos de ensino Composição escolar Fluxos de avaliação Recursos de ensino PPP Próxima Anterior
  • 45.
    45 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que é o Regimento Escolar? No Regimento Escolar são descrimi- nados de forma detalhada os direitos e deveres dos estudantes, professo- res, gestores, pais/responsáveis e de toda equipe que compõem a comu- nidade escolar; São apresentadas também, a com- posição do Conselho Escolar, a or- ganização curricular, a estrutura, fun- cionamento, normas para matrícula e transferência. O REGIMENTO ESCOLAR Anterior Próxima
  • 46.
    46 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O Regimento como o resultado de um processo em que todos se en- volvem e elaboram um conjunto de ideais, um compromisso que torna esse instrumento legítimo, conquistado e formulado. Assim, criando con- dições que visam um trabalho de qualidade dentro da escola , segundo (WATANEBE, 1999). O Regimento Escolar é um instrumento que fun- damenta e organiza a estrutura administrativa e pedagógica da escola; A elaboração do documento visa expressar os princípios da comunidade escolar através de um processo dialógico e coletivo. Anterior Próxima
  • 47.
    47 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O Regimento Escolar é um documento com regras, com direitos e deveres de todos aqueles que fazem parte do contexto escolar: pais, alunos, fun- cionários, professores, diretor e coordenador, sendo assim, cada um têm clareza das suas atribuições e compromissos na função que desempenha (WATANEBE, 1999). O Plano de Gestão ou Plano Escolar, pode ser considerado uma das atividades pedagógicas mais importantes das Instituições Escolares, sen- do parte integrante de todo o planejamento es- colar; Ele deve ser elaborado periodicamente para de- finir as atividades institucionais. Anterior Próxima
  • 48.
    48 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O planejamento educacional geralmente é concebido em três etapas: pre- paração, acompanhamento e aperfeiçoamento, portanto elas também de- vem estar “visíveis” no planejamento apresentado, visto que todo o conjun- to anterior de valores, atitudes, habilidades e conhecimentos pesam tanto na elaboração do plano da disciplina como nos planos de aula (CASTRO; TUCUNDUVA; ARNS, 2008). O Plano de Gestão será influenciado pela visão, crenças, expectativas do professor e conscientização da necessidade da formação pedagógica, tudo isso torna o processo de ensino e aprendizagem mais efetivo e comprome- tido com uma formação integral e não só tecnológica. Anterior Próxima
  • 49.
    49 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV // REFERÊNCIAS BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 7 nov. 2022. CASTRO, P. A. P. P. de; TUCUNDUVA, C. C.; ARNS, E. M. A importância do planejamento das aulas para organização do trabalho do professor em sua prática docente. Revista Científica de Educação, Rio de Janeiro, v. 10, n. 10, p. 49-62, 2008. FERREIRA, M. S. C. et al. (orgs.) Gestão da Educação: impasses, perspectivas e compromissos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2004. FRANÇA, Magna. Gestão e financiamento na escola: o que mudou na escola? Rio Grande do Norte: UFRN, 2005. Anterior Próxima
  • 50.
    50 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV WATANEBE, Tsutaka. O papel do regimento escolar na organização e funcionamento da escola pública. 1999. 654f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1999. Anterior Próxima
  • 51.
    UNIDADE IV A PRÁTICAPEDAGÓGICA DA GESTÃO EDUCACIONAL E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA Anterior Próxima
  • 52.
    52 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Objetivos: Debater a importância da implantação dos pro- jetos educacionais para os processos de ensino- -aprendizagem para a educação formal; Incentivar ações que desenvolvam a autonomia intelectual do discente e estimulem habilidades e competências para sua atuação como profissional da educação; Promover o conhecimento técnico e pedagógico sobre a elaboração e a Gestão dos Projetos Edu- cacionais. Próxima Anterior
  • 53.
    53 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que vamos estudar? 4.1 A Prática Pedagógica da Gestão Educacional e a atuação do pro- fessor de Geografia; 4.2 A relação entre aula, prática do- cente e suporte administrativo; 4.3 Projetos educacionais. Anterior Próxima
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    54 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 4.1 A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA GESTÃO EDUCACIONAL E A ATUAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA A eficácia do trabalho didático-pedagógico de- pende em grande parte da organização, coe- rência e flexibilidade do planejamento que tem como função orientar e reorientar a prática dos professores, oportunizando uma reflexão da sua ação no processo de ensino-aprendizagem, criando condições favoráveis ao progresso in- dividual e coletivo dos estudantes e dos pro- fessores. Portanto, de acordo com o estudioso (LIBÂNEO, 2004). Anterior Próxima
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    55 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Qual a função das Metodologias de Ensino? Conhecidas por direcionarem as ações desen- volvidas pelo professor, as Metodologias de Ensino, organizam os procedimentos no pro- cesso de ensino-aprendizagem, possibilitando ao estudante atingir objetivos traçados ao lon- go das aulas; As metodologias auxiliam o professor na or- ganização do conteúdo, delimitando os proce- dimentos didáticos, os recursos utilizados e o sistema avaliativo adequado para cada segui- mento. Anterior Próxima
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    56 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV A metodologia de ensino pode ser compreendida como aplicação de prin- cípios gerais da ciência, traduzidos nos métodos de investigação nas situ- ações de ensino. Concretiza-se pela aplicação dos métodos de ensino em seus pressupostos teóricos. A metodologia constitui a doutrina do método, a sua teoria (CORTALAZZO, 2008). 4.2 A RELAÇÃO ENTRE AULA, PRÁTICA DOCENTE E SU- PORTE ADMINISTRATIVO Os profissionais da educação precisam ter um pleno domínio das bases te- óricas, científicas e tecnológicas e sua articulação com as exigências con- cretas do ensino, pois é através desse domínio que ele poderá estar reven- do, analisando e aprimorando sua prática educativa (LIBÂNEO, 2002). Compreender a importância das abordagens multidimensionais nos pro- cessos de ensino e aprendizagem, permeia por uma discussão que remete a reflexão das práticas pedagógicas, perfil do estudante, metodologias de ensino e a descrição também do professor. Anterior Próxima
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    57 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV Compreender todos esses elementos e de que forma estão interligados, pode ser útil para adequar os procedimentos didáticos na obtenção dos resultados nas transformações no contexto político-social dos processos educacionais. O suporte administrativo é fundamental para a execução das atividades escolares. O pleno funcionamento de todos os setores requer gestão dos eixos administrativos. Os conteúdos a serem ensinados passam necessariamente pela análise das diferentes culturas presentes nas instituições, bem como pela análise das tensões e dos valores necessários à explicitação das finalidades do ensino; pela análise das diversas e divergentes concepções de educação e ideolo- gias presentes nos sistemas de ensino (FRANCO, 2010). Os processos de ensino que acontecem no ambiente escolar, que deve também ser compreendido como ambiente social, permite o pleno desen- volvimento do educando, difundindo conhecimento e construindo uma re- lação com os outros mediante a intervenção do professor. Anterior Próxima
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    58 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV O que é o Relatório de Estágio? É o documento que relata as atividades execu- tadas no campo de estágio; Ele é fundamental para registrar as atividades e ordenar as etapas do estágio. 4.3 RELATÓRIO DE ESTÁGIO Anterior Próxima
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    UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV 59 Olá, estagiários! Observem esta Estrutura de Relatório de Es- tágio: Capa Folha de rosto Sumário 1 IDENTIFICAÇÃO 2 INTRODUÇÃO 3 OBJETIVOS 3.1 Objetivo Geral 3.2 Objetivos Específicos 4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES EXECUTADAS 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 6 CONCLUSÃO REFERÊNCIAS APÊNDICES (1 FICHA DE ESTÁGIO ASSINA- DA PELO SUPERVISOR) ANEXO Próxima Anterior
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    60 UNIDADE I UNIDADEII UNIDADE III UNIDADE IV // REFERÊNCIAS CORTALAZZO, Iolanda Bueno de Camargo. Pesquisa e Prática Profissional: Relação Escola Comunidade. Curitiba: Ibpex, 2008. FRANCO, M. A. R. S. Observatório da prática docente. Relatório CNPQ. São Paulo, 2010. LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2002. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2004. Anterior Próxima
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