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FUNÇÕES DA
LINGUAGEM
REFERENTE
↑
EMISSOR↔MENSAGEM↔RECEPTOR
↓
CÓDIGO
↓
CANAL
a) emissor: é aquele que envia a mensagem (pode ser uma
única pessoa ou um grupo de pessoas).
b) mensagem - é o contéudo (assunto) das informações que ora
são transmitidas.
c) receptor: é aquele a quem a mensagem é endereçada (um
indivíduo ou um grupo), também conhecido como destinatário.
d) canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem é
transmitida.
e) código: é o conjunto de signos e de regras de combinação
desses signos utilizado para elaborar a mensagem: o emissor
codifica aquilo que o receptor irá descodificar.
f) contexto: é o objeto ou a situação a que a mensagem se
refere.
ÊNFASE NO
EMISSOR
FUNÇÃO EMOTIVA ou
EXPRESSIVA
CARACTERÍSTICAS
 SUBJETIVIDADE – Predomínio da primeira
pessoa
 VISÃO INTIMISTA
 UNILATERALIDADE
 PREOCUPAÇÃO COM O “EU”
 OPINIÕES E RELATOS PESSOAIS
 INTERJEIÇÕES
 EXCLAMAÇÕES
 AUTOBIOGRAFIAS
Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que
sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se
existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me
ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Fernando Pessoa
ÊNFASE NO
REFERENTE
ASSUNTO
FUNÇÃO REFERENCIAL
INFORMATIVA
COGNITIVA
FUNÇÃO REFERENCIAL
 OBJETIVIDADE
 ÊNFASE NA INFORMAÇÃO
 CONHECIMENTO E ESCLARECIMENTO
 LINGUAGEM DENOTATIVA
 VISÃO UNIVERSAL E NEUTRALIDADE
 PREFERÊNCIA PELA 3ª PESSOA
 TESES, TEXTOS JORNALÍSTICOS, CIENTÍFICOS
 LIVROS TÉCNICOS
 DESCRIÇÕES DE FATOS
20/08/2009 - 14h00
Mulher diz que foi atacada por David Copperfield
da Associated Press, em Seattle
Uma mulher entrou com um processo contra o mágico David Copperfield alegando que foi
ameaçada e atacada sexualmente por ele enquanto passava alguns dias como hóspede da ilha
particular de Copperfield nas Bahamas.
Os advogados do mágico, Angelo Calfo e Parry Eakes, negam as acusações e afirmam que o processo
é uma "extorsão de dinheiro planejada e simples".
O jornal "Seattle Times" afirma que a mulher é uma modelo de 22 anos e antiga candidata ao Miss
Washington.
Ela diz que conheceu Copperfield quando ele se apresentou na cidade de Kennewick, em 2007, e
naquele ano foi convidada para visitar sua ilha particular.
O jornal também afirma que o processo foi registrado em 29 de julho de 2007 em um tribunal de Seattle
contra David Seth Kotkin, nome de batismo de Copperfield.
ÊNFASE NO
RECEPTOR
FUNÇÃO CONATIVA
APELATIVA
FUNÇÃO CONATIVA
 MUDAR HÁBITOS
 INFLUENCIAR
 CONVENCER / PERSUADIR
 ORDENAR
 CONVIDAR
 APELAR
 SUGESTIONAR
CARACTERÍSTICAS
 Verbos no imperativo
 Orações optativas (expressam desejos)
 Referência direta ao receptor
 Segunda pessoa do singular
 Uso de Vocativos
EXEMPLOS
 Sermões
 Manual de montagem
 Discursos políticos
 Promoção em pontos de venda
 Enunciado de exercícios de provas
ÊNFASE NO
CÓDIGO
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
FUNÇÃO
METALINGUÍSTICA
 Código abordando o próprio código
 Poema que fala de poema
 Música que fala de música
 Teatro que fala de teatro
 Propaganda sobre propaganda
 Dicionário
Escher (1898-1972 )
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Drummond
ÊNFASE NO
CANAL
FUNÇÃO FÁTICA
FUNÇÃO FÁTICA
 Testar o canal de comunicação
 Avaliar o nível de entendimento
 Interjeições
 Lugar-comum
 Saudações
 Comentários sobre o clima
 Saudações
 Manter o contato
-Alô
-Alô
-Hummm
-Heinnn?
-Alô
-E aí, cara,
tudo bem?
- Tudo, e lá?
- Indo, tipo
assim, né?
- Pô, e a
meninada?
- É, sei lá, vai
ÊNFASE NA
MENSAGEM
LINGUAGEM POÉTICA
FUNÇÃO POÉTICA
 Preocupação estética
 Linguagem repleta de figuras
 Combinações sonoras, visuais
 Provoca impacto quer seja visual, emotivo ou
mesmo sonoro
 Jogo de palavras
 Pode agir conjuntamente em quase todas as
outras funções
 Subjetividade
No peito a mata
aperta o pranto
do olhar do louco
pra meia-lua.
O clímax da noite,
escorrendo orvalho como estrelas,
refletindo nas águas
da cachoeira gelada.
Cabeça caída, cabelos escorridos,
pêlos eriçados pela emoção nativista.
Segurem as florestas, mãos fortes,
decididas!
Ficar o vazio é não ter a noite
é não ter o clímax.
O clímax da vida!
Marcelo Moura
1- (UEMG-2006) Assinale a alternativa em que o(s) termo(s) em
negrito do fragmento citado NÃO contém (êm) traço(s) da função
emotiva da linguagem.
a) Os poemas (infelizmente!) não estão nos rótulos de embalagens
nem junto aos frascos de remédio.
b) A leitura ganha contornos de “cobaia de laboratório” quando sai
de sua significação e cai no ambiente artificial e na situação
inventada.
c) Outras leituras significativas são o rótulo de um produto que se vai
comprar, os preços do bem de consumo, o tíquete do cinema, as
placas do ponto de ônibus (...)
d) Ler e escrever são condutas da vida em sociedade. Não são
ratinhos mortos (...) prontinhos para ser desmontados e montados,
picadinhos (...)
2- (UFV-2005) Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano
Ramos:
I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa, Alagoas, e logo
planeei adquirir a propriedade S. Bernardo, onde trabalhei, no eito, com salário de cinco
tostões.
II. Uma semana depois, à tardinha, eu, que ali estava aboletado desde meio-dia,
tomava café e conversava, bastante satisfeito.
III. João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de
trás para diante.
IV. Já viram como perdemos tempo em padecimentos inúteis? Não era melhor que
fôssemos como os bois? Bois com inteligência. Haverá estupidez maior que
atormentar-se um vivente por gosto? Será? Não será? Para que isso? Procurar
dissabores! Será? Não será?
V. Foi assim que sempre se fez. [respondeu Azevedo Gondim] A literatura é a literatura,
seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar
palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.
Assinale a alternativa em que ambas as passagens demonstram o exercício de
metalinguagem em São Bernardo:
a) III e V.
b) I e II.
c) I e IV.
d) III e IV.
e) II e V.
3- (Enem-2012)
Desabafo
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje.
Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã
de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à
noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica.
Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou
nervoso. Estou zangado.
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento).
Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias
funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as
outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem
predominante é a emotiva ou expressiva, pois
a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da
comunicação.
4- (Enem-2014)
O telefone tocou.
— Alô? Quem fala?
— Como? Com quem deseja falar?
— Quero falar com o sr. Samuel Cardoso.
— É ele mesmo. Quem fala, por obséquio?
— Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel?
Faça um esforço.
— Lamento muito, minha senhora, mas não me lembro. Pode dizer-
me de quem se trata?
Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o receptor,
predomina no texto a função
a) metalinguística.
b) fática.
c) referencial.
d) emotiva.
e) conativa.
5- (Enem-2014)
Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que
lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom
português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático,
sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo,
falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra
inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar
neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência.
Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância
de uma das funções da
a) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua
portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos
e definições.
b) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato
que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira
pessoa.
c) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão
com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”.
d) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para
textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”.
e) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por
isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”.
6- (Enem-2010)
A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os
seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas,
que podem ser uma tem múltiplos mecanismos que regulam o número
de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento
e migrações.
DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Predomina no texto a função da linguagem:
a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à
ecologia.
b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de
comunicação.
c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de
linguagem.
d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.
e) referencial, porque o texto trata de noções e informações
conceituais.
7- (Enem-2009)
Canção do vento e da minha vida
[...]
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
Predomina no texto a função da linguagem:
a) fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação.
b) metalinguística, porque há explicação do significado das expressões.
c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação.
d) referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos
reais.
e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura
do texto.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
(...)
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
8. Este excerto de Versos íntimos, de Augusto dos Anjos, fala diretamente
com um interlocutor, abordando-o com tratamento em segunda pessoa,
esclarecendo-lhe a natureza da Ingratidão, na primeira parte, e do beijo, na
segunda. E correto dizer que abordagens em geral se desempenham pela:
Fática
Apelativa
Poética
Metalingüística
N.D.A
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
(...)
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
9. No poema, o modo como o poeta ordena ao seu interlocutor que acenda o
cigarro encerra:
a)Fática
b)Apelativa
c)Poética
d)Metalingüística
e)N.D.A

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  • 3. a) emissor: é aquele que envia a mensagem (pode ser uma única pessoa ou um grupo de pessoas). b) mensagem - é o contéudo (assunto) das informações que ora são transmitidas. c) receptor: é aquele a quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou um grupo), também conhecido como destinatário. d) canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida. e) código: é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos utilizado para elaborar a mensagem: o emissor codifica aquilo que o receptor irá descodificar. f) contexto: é o objeto ou a situação a que a mensagem se refere.
  • 5. CARACTERÍSTICAS  SUBJETIVIDADE – Predomínio da primeira pessoa  VISÃO INTIMISTA  UNILATERALIDADE  PREOCUPAÇÃO COM O “EU”  OPINIÕES E RELATOS PESSOAIS  INTERJEIÇÕES  EXCLAMAÇÕES  AUTOBIOGRAFIAS
  • 6.
  • 7.
  • 8. Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)... Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho. Sinto-me múltiplo. Fernando Pessoa
  • 10. FUNÇÃO REFERENCIAL  OBJETIVIDADE  ÊNFASE NA INFORMAÇÃO  CONHECIMENTO E ESCLARECIMENTO  LINGUAGEM DENOTATIVA  VISÃO UNIVERSAL E NEUTRALIDADE  PREFERÊNCIA PELA 3ª PESSOA  TESES, TEXTOS JORNALÍSTICOS, CIENTÍFICOS  LIVROS TÉCNICOS  DESCRIÇÕES DE FATOS
  • 11.
  • 12. 20/08/2009 - 14h00 Mulher diz que foi atacada por David Copperfield da Associated Press, em Seattle Uma mulher entrou com um processo contra o mágico David Copperfield alegando que foi ameaçada e atacada sexualmente por ele enquanto passava alguns dias como hóspede da ilha particular de Copperfield nas Bahamas. Os advogados do mágico, Angelo Calfo e Parry Eakes, negam as acusações e afirmam que o processo é uma "extorsão de dinheiro planejada e simples". O jornal "Seattle Times" afirma que a mulher é uma modelo de 22 anos e antiga candidata ao Miss Washington. Ela diz que conheceu Copperfield quando ele se apresentou na cidade de Kennewick, em 2007, e naquele ano foi convidada para visitar sua ilha particular. O jornal também afirma que o processo foi registrado em 29 de julho de 2007 em um tribunal de Seattle contra David Seth Kotkin, nome de batismo de Copperfield.
  • 13.
  • 15. FUNÇÃO CONATIVA  MUDAR HÁBITOS  INFLUENCIAR  CONVENCER / PERSUADIR  ORDENAR  CONVIDAR  APELAR  SUGESTIONAR
  • 16. CARACTERÍSTICAS  Verbos no imperativo  Orações optativas (expressam desejos)  Referência direta ao receptor  Segunda pessoa do singular  Uso de Vocativos
  • 17. EXEMPLOS  Sermões  Manual de montagem  Discursos políticos  Promoção em pontos de venda  Enunciado de exercícios de provas
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 22. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA  Código abordando o próprio código  Poema que fala de poema  Música que fala de música  Teatro que fala de teatro  Propaganda sobre propaganda  Dicionário
  • 24. Gastei uma hora pensando em um verso que a pena não quer escrever. No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo. Ele está cá dentro e não quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira. Drummond
  • 25.
  • 27. FUNÇÃO FÁTICA  Testar o canal de comunicação  Avaliar o nível de entendimento  Interjeições  Lugar-comum  Saudações  Comentários sobre o clima  Saudações  Manter o contato
  • 29.
  • 30. -E aí, cara, tudo bem? - Tudo, e lá? - Indo, tipo assim, né? - Pô, e a meninada? - É, sei lá, vai
  • 32. FUNÇÃO POÉTICA  Preocupação estética  Linguagem repleta de figuras  Combinações sonoras, visuais  Provoca impacto quer seja visual, emotivo ou mesmo sonoro  Jogo de palavras  Pode agir conjuntamente em quase todas as outras funções  Subjetividade
  • 33. No peito a mata aperta o pranto do olhar do louco pra meia-lua. O clímax da noite, escorrendo orvalho como estrelas, refletindo nas águas da cachoeira gelada. Cabeça caída, cabelos escorridos, pêlos eriçados pela emoção nativista. Segurem as florestas, mãos fortes, decididas! Ficar o vazio é não ter a noite é não ter o clímax. O clímax da vida!
  • 34.
  • 35.
  • 37.
  • 38.
  • 39. 1- (UEMG-2006) Assinale a alternativa em que o(s) termo(s) em negrito do fragmento citado NÃO contém (êm) traço(s) da função emotiva da linguagem. a) Os poemas (infelizmente!) não estão nos rótulos de embalagens nem junto aos frascos de remédio. b) A leitura ganha contornos de “cobaia de laboratório” quando sai de sua significação e cai no ambiente artificial e na situação inventada. c) Outras leituras significativas são o rótulo de um produto que se vai comprar, os preços do bem de consumo, o tíquete do cinema, as placas do ponto de ônibus (...) d) Ler e escrever são condutas da vida em sociedade. Não são ratinhos mortos (...) prontinhos para ser desmontados e montados, picadinhos (...)
  • 40. 2- (UFV-2005) Leia as passagens abaixo, extraídas de São Bernardo, de Graciliano Ramos: I. Resolvi estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa, Alagoas, e logo planeei adquirir a propriedade S. Bernardo, onde trabalhei, no eito, com salário de cinco tostões. II. Uma semana depois, à tardinha, eu, que ali estava aboletado desde meio-dia, tomava café e conversava, bastante satisfeito. III. João Nogueira queria o romance em língua de Camões, com períodos formados de trás para diante. IV. Já viram como perdemos tempo em padecimentos inúteis? Não era melhor que fôssemos como os bois? Bois com inteligência. Haverá estupidez maior que atormentar-se um vivente por gosto? Será? Não será? Para que isso? Procurar dissabores! Será? Não será? V. Foi assim que sempre se fez. [respondeu Azevedo Gondim] A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia. Assinale a alternativa em que ambas as passagens demonstram o exercício de metalinguagem em São Bernardo: a) III e V. b) I e II. c) I e IV. d) III e IV. e) II e V.
  • 41. 3- (Enem-2012) Desabafo Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado. CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento). Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois a) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código. b) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito. c) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem. d) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais. e) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.
  • 42. 4- (Enem-2014) O telefone tocou. — Alô? Quem fala? — Como? Com quem deseja falar? — Quero falar com o sr. Samuel Cardoso. — É ele mesmo. Quem fala, por obséquio? — Não se lembra mais da minha voz, seu Samuel? Faça um esforço. — Lamento muito, minha senhora, mas não me lembro. Pode dizer- me de quem se trata? Pela insistência em manter o contato entre o emissor e o receptor, predomina no texto a função a) metalinguística. b) fática. c) referencial. d) emotiva. e) conativa.
  • 43. 5- (Enem-2014) Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência. Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da a) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa para explicar a própria língua, por isso a utilização de vários sinônimos e definições. b) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa. c) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”. d) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de “hipotrélico”. e) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida “talvez”.
  • 44. 6- (Enem-2010) A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações. DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Predomina no texto a função da linguagem: a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia. b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação. c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem. d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor. e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.
  • 45. 7- (Enem-2009) Canção do vento e da minha vida [...] O vento varria os sonhos E varria as amizades... O vento varria as mulheres... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres. O vento varria os meses E varria os teus sorrisos... O vento varria tudo! E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo. Predomina no texto a função da linguagem: a) fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação. b) metalinguística, porque há explicação do significado das expressões. c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação. d) referencial, já que são apresentadas informações sobre acontecimentos e fatos reais. e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto.
  • 46. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Vês?! Ninguém assistiu ao formidável (...) Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável! 8. Este excerto de Versos íntimos, de Augusto dos Anjos, fala diretamente com um interlocutor, abordando-o com tratamento em segunda pessoa, esclarecendo-lhe a natureza da Ingratidão, na primeira parte, e do beijo, na segunda. E correto dizer que abordagens em geral se desempenham pela: Fática Apelativa Poética Metalingüística N.D.A
  • 47. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Vês?! Ninguém assistiu ao formidável (...) Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável! 9. No poema, o modo como o poeta ordena ao seu interlocutor que acenda o cigarro encerra: a)Fática b)Apelativa c)Poética d)Metalingüística e)N.D.A