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Palestra
Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Tema: O cuidado com os
nossos filhos
Palestrante: Flávio
Mendonça
Rio de Janeiro
16/07/2005
Organizadores da Palestra:
Moderador: "_Alves_" (nick: <_Moderador_>)
"Médium digitador": " Flavio Mendonca " (nick: <Flavio_Mendonca>)
Oração Inicial:
<_Moderador_> Mentalizemos Jesus, e peçamos a ele nos envolva em
bênçãos de muita paz, nestes momentos em que nosso companheiro
Flavio Mendonça nos trará, à luz da Doutrina Espírita,
ensinamentos em seu nome.
Que os Bons Espíritos nos assistam e também inspirem ao nosso
irmão, nesta noite Assim seja!
Considerações Iniciais do Palestrante:
<Flavio_Mendonca> Obrigado e muito boa noite a todos! O tema de
hoje fala a respeito de uma das mais importantes posturas a ser
adotada por nós espíritas: O cuidado com os nossos filhos.
Vamos a exposição da noite e que Jesus nos auxilie! Onde Andam os
Filhos dos Espíritas?
Esta pergunta nos leva, espíritas convictos, a uma profunda
reflexão. Onde andam os filhos dos espíritas na hora em que eles
atuam no movimento?
Estarão eles, da mesma forma integrados ao movimento ou é coisa
apenas para pessoas maduras?
Muitos dirão: "Deixo que eles decidam quando tiverem maturidade
para escolher". Mas vem uma nova pergunta:
Não será muito tarde para transferir valores, uma vez que algumas
idéias já se encontram sedimentadas em sua personalidade?
Em nome de uma pseudoliberdade, muitos espíritas acreditam que
seus filhos só devem buscar "estas coisas" quando sentirem
necessidade; que agir assim é corresponder com a "democracia"
familiar.
Mas não estaria aí uma fuga para não assumirmos nossos
compromissos de tutores responsáveis pelo desenvolvimento do ser
em formação?
Negligenciar a boa formação dos tutelados constitui falta grave
contra os compromissos reencarnatórios assumidos no mundo maior.
Portanto, a alegação de que os filhos só deverão participar do
movimento espírita quando tiverem maturidade ou quando decidirem
define na realidade o desleixo que se atribui aos compromissos.
Evidente que este desleixo não é fruto de uma negligência
consciente, mesmo porque fazemos sempre o que pensamos ser o
melhor, principalmente quando se trata de nossos filhos.
No entanto, o desconhecimento de que é na formação do caráter dos
filhos, pela aquisição de novos valores ético-morais, que eles têm
a chance de se reerguerem de quedas passadas na medida que se
fortalecem no campo da emoção, fazem com que alguns espíritas não
estimulem com mais determinação as atividades nas casas espíritas.
Como construtores multi-milenares, trazemos em nosso bojo, nosso
arcabouço de experiências, no nosso campo perispiritual, todas as
mazelas proporcionadas por nossos equívocos passados.
Desta forma, na fase infantil é que a criatura humana se ajusta
com a natureza que a convida as reparações, ensejando suporte
psicológico para o enfrentamento das dificuldades futuras.
Uma vez tendo a criança, formado sua aparelhagem psicofísica, por
volta dos sete anos de idade, tem ela a oportunidade de adquirir
os valores que lhes serão transmitidos a partir de uma pedagogia
bem estruturada, como é o caso da pedagogia espírita.
Calçada em valores ético-morais de grande envergadura, pode ela,
transferir ao jovem estes valores, até que chegue a sua fase mais
difícil, a puberdade.
Fase esta, em que o funcionamento do sistema endócrino, começa a
produzir hormônios que modificarão toda sua estrutura orgânica e
emocional, perturbando-lhe as idéias.
Uma vez bem repassadas através de ensinamentos teóricos e
práticos, pode a criatura humana atravessar esta difícil fase com
a robustez que o seu psicológico determinou.
Nos diz nosso codificador, pedagogo por excelência, que é
justamente nesta fase que a criança e o jovem mais assimilam seu
aprendizado, de forma que, como espíritas conscientes, devemos
estimular as crianças e jovens a atuarem nos estudos e nos
exercícios do bem.
André Luiz, espírito, autor de obras psicografadas pelo médium
Chico Xavier, nos trás excelente contribuição no livro
Missionários da Luz, no capítulo 2, intitulado Epífise.
Lá, seu orientador espiritual, Alexandre, nos mostra a importância
da formação da criança e do jovem quando as aquisições são
melhores repassadas, reafirmando o que disse Kardec nas obras da
Codificação Espírita.
Do contrário, quando não estimulamos os nossos filhos a se aterem
em direção à Doutrina, estamos na verdade lançando-os a própria
sorte.
Desta maneira estamos nós mesmos nos lançando à própria sorte,
pois que, estamos plantando um fruto amargo que teremos que colher
adiante como respostas as nossas negligências.
Daí vermos tantos desvarios na sociedade, principalmente em
relação aos jovens. Como adultos, caem nas torrentes da sociedade
como bestas desenfreadas a cometerem absurdos e crimes de natureza
indefinível para um ser humano.
É que são soltos no mundo sem o anteparo moral que o Espiritismo
promove.
Colocar os filhos, no movimento espírita fazê-los participativos,
não é apenas ajustá-los para o seu sucesso pessoal no campo moral,
mas acima de tudo contribui para a formação de uma humanidade mais
fraterna, mais justa, onde nós mesmos seremos os beneficiados.
Portanto, que fiquemos conscientes: omitir-se deste compromisso
assumindo, não é democracia, mas sim negligência com os altos
compromissos cósmicos.
É em última análise, contribuir para que o mundo continue
proporcionando as dores morais, das quais vivemos nos queixando.
Lembremos o que nos diz a música de Ivan Lins: "Depende de
nós...".
E quanto às casas espíritas, estão cumprindo sua tarefa, atraindo
o jovem para participar?
Outra reflexão profunda nos acomete, afinal, a casa espírita somos
nós mesmos!
Observamos que na grande maioria, as atividades para crianças e
jovens são minguadas, muitas vezes sem graça, e que não os
estimulam a participar com a habitual energia que possuem.
Surgem então sugestões de alguns abnegados trabalhadores que
desejam profundamente, talvez por intuição, talvez por consciência
plena, "arrumar" as coisas para que elas se efetivem.
Mas são vozes isoladas que pouco ecoam! O que fazer, desistir ou
"tocar o barco" como se estivéssemos numa aventura evangélica como
fazem algumas tradições dogmáticas, que objetivam mais,
arregimentar adeptos sectários, que mesmo instruírem seus
tutelados para serem cidadãos conscientes?
Uma boa questão esta! O que estamos fazendo na casa espírita?
Estão se formando na verdadeira pedagogia proposta por Allan
Kardec?
Como transferir valores sem uma capacitação mais aprofundada?
A coisa parece muito simples, mas na realidade não é. Requer muita
dedicação, muita conscientização e muito esforço.
Temos nos quadros das casas espíritas excelentes profissionais,
pedagogos, pessoas voltadas para a área de educação, psicólogos,
enfim, um arsenal valiosíssimo que não está sendo utilizado.
Como fazer funcionar a proposta básica do espiritismo, que é
formar almas para viverem em plenitude?
Precisamos levar mais a sério a questão da pedagogia espírita,
sobre pena de falirmos como faliram tantas outras propostas
valiosas, e que não encontram adeptos conscientes.
Mas se constatamos deficiência neste campo primordial, não estaria
a solução, ou pelo menos parte dela, na integração que a casa deve
promover entre todos os seus trabalhadores?
E pergunto isso, incluindo na qualidade de trabalhador, não só os
adultos, mas também as crianças e jovens.
Então surge uma nova indagação: há por parte dos dirigentes
espíritas, um plano de integração entre as atividades das
crianças, dos jovens e dos adultos?
Raras são as exceções que promovem atividades intensas, atribuindo
aos jovens e crianças o mesmo peso de compromisso com que sua
identidade exige.
Geralmente os jovens e crianças ficam em atividades isoladas, e
quando muito, passam a "auxiliar" numa determinada tarefa.
Porque não integrá-los, considerando uma avaliação ajustada de
idade, nos serviços diretos de responsabilidade nas tarefas da
casa?
Não estaria faltando aos maduros a sensibilidade de compreender
que os moços são também capazes de realizações e de criações?
É, irmãos de ideal, parece que temos muito ainda que refletir!
Poderíamos então, neste mecanismo, buscar integralizar as
atividades da casa ( ESDE - ESE - AF - COEM - ESDEM -
Evangelização - Reunião Pública ) com as atividades do
departamento de infância e juventude.
Assim, tanto os moços como os maduros interagiriam, sempre
buscando a equação para as atividades que lhes são afins, ou seja,
o compromisso com a casa espírita, com o movimento espírita, e
acima de tudo com a sociedade planetária.
Imaginemos agora uma reunião pública para jovens de 8 a 80 anos,
sendo realizada na casa espírita, tendo como palestrantes jovens
de 8 a 80 anos de idade?
Não seria o máximo? Moços e adultos falando uma só "linguagem"?
Todos imbuídos num só ideal?
Alguns, possivelmente irão pensar: Mas, o jovem teria desenvoltura
para falar em público?
Aí respondo com outra pergunta: E não somos todos crianças no
aprendizado da vida?
Nada que pelo exercício, pelo estudo e aprofundamento não
logremos! Tudo passa a ser questão de promover.
O moço sente necessidade, mais que qualquer um, de ser
reconhecido, de participar efetivamente, com responsabilidade, com
compromisso.
Aliás, ofereçam ao jovem a oportunidade de participação e verão a
força que tem nas mãos.
Mas estamos fazendo isso na casa espírita? Nossos filhos se sentem
comprometidos e responsáveis pelos destinos da casa que
freqüentam, ou que nós freqüentamos?
Se sentem assim em relação ao movimento espírita, a sociedade, ao
planeta?
A casa que nossos filhos freqüentam tem esta preocupação ou pensa
nisso; faz alguma coisa neste sentido?
Ou será que estamos pensando que Espiritismo realmente é coisa
para gente madura, digo, gente grande?
Vejamos, estamos falando de uma etapa primária, que é a de termos
consciências de nossos compromissos.
Mas e os moços, têm? Ora, se nós ainda não temos, como poderiam
eles ter a noção da necessidade de aprender valores pautados numa
pedagogia avançada?
Formando-os com base nesta pedagogia, certamente passariam a ter.
É essencial que passem a ter. Disso depende todo o resto.
Digamos que avançamos a um patamar aceitável, neste caso, pode
haver mais dinamização numa casa espírita, com a participação
efetiva dos moços?
Evidente que com a participação dos moços, uma casa ganha mais
vitalidade, não só pelo simples intercâmbio, que já é por natureza
saudável, revitalizador, mas pela energia, pela capacidade
criativa que os moços trazem em sua natureza.
Sem contar que tudo fica mais estimulante, pois, os vovôs podem
trabalhar lado a lado com seus netinhos, seus pais com seus
filhos, irmãos com irmãos, enfim, uma sonhada harmonia espiritual.
Imaginem a beleza que seria a casa espírita lotada de famílias a
trabalharem juntas, desde cedo, numa causa tão nobre!
Quem, em sã consciência, faria objeção a isso?
É amigos, Precisamos observar por onde andam os nossos filhos.
A quem estão entregues. Se ao mundo ou a Deus. Se estamos
auxiliando no seu progresso, como nos comprometemos ou se estamos
negligenciando nossas tarefas.
Urge que pensemos nisso. A regeneração nos exige que cumpramos
nossos deveres. Que conscientes, possamos não só estimular-lhes,
mas também lhes formar o caráter com base nos ensinos dos
benfeitores, nos ensinos do mestre maior, Jesus.
Que possamos levar a todos os confrades esta idéia, para que todos
se beneficiem dela.
Sejamos sim, os trabalhadores da última hora. (t)
Perguntas/Respostas:
<_Moderador_> [01 - via site] <Ana Paula - Unaí - MG> Qual o maior
erro que os pais espíritas cometem na criação de um filho?
<Flavio_Mendonca> Ana Paula, tomemos como partida, que nenhum erro
é necessariamente consciente. Mas diria que é considerar o
Espiritismo apenas uma religião formalística, onde se deve apenas
freqüentar como obrigação. Não, na verdade o Espiritismo é um
manancial de pedagógico para a formação de todos, principalmente
os pequenos. Assim, um grande equívoco é permitir que eles, os
filhos, não freqüentem a "causa" espírita por se tratar de uma
obrigação religiosa. (t)
<_Moderador_> [02] <lizabeth_3> Flávio, sou justamente a favor de
que os filhos optem pela religião que irão seguir. Sou espírita e
meus filhos católicos (marido tb). Acredito que os valores
cristãos estejam presentes, além da Doutrina Espírita, em outra
religião "cristã". Não vejo isso como negligência. Acredito,
sobretudo, na força do exemplo. O oposto não seria imposição? (t)
<Flavio_Mendonca> lizabeth_3, vejamos: Ao orientarmos as crianças
na formação escolar, permitimos a tal escolha? Não. Geralmente
impomos que eles freqüentem a escola e que se saiam muito bem.
Quanto a saúde, permitimos que eles negligencie o tratamento ou a
prevenção? Não. Ora, por que os valores morais ficariam relegados
a um plano menor se sabemos que são justamente eles que lastrearão
o espírito? Não faz sentido.
A questão é Atendemos as nossas obrigações de tutores ou atendemos
as conveniências sociais? Creio que se acreditamos que no
Espiritismo oferecemos os valores morais mais elevados, porquê
negligenciar esse benefício? (t)
<_Moderador_> [03] <@Lu_Francis> Que tipo de ações práticas você
sugere para que tal integração possa ocorrer de uma forma mais
cotidiana? (t)
<Flavio_Mendonca> Lu_Francis, entendo que a força dos jovens é de
vital importância para o movimento espírita, assim como a
experiência dos mais maduros também o é. A idéia é que houvesse
uma integração entre os diversos setores da casa espírita,
permitindo o intercâmbio dos seus integrantes. Assim, como um
feixe de varas, o movimento se tornaria mais forte, e poderia
influenciar a todos. (t)
<_Moderador_> [04] <lizabeth_3> “Observamos que na grande maioria,
as atividades para crianças e jovens são minguadas, muitas vezes
sem graça, e que não os estimulam a participar com a habitual
energia que possuem.”, em outra passagem: “Como transferir valores
sem uma capacitação mais aprofundada? A coisa parece muito
simples, mas na realidade não é. Requer muita dedicação, muita
conscientização e muito esforço.”
Sou absolutamente a favor do que está escrito. Você acredita que o
educador espírita, tenha que ter um preparo especial para lidar
com crianças e adolescentes? Qual? Onde Andam os Filhos dos
Espíritas?
<Flavio_Mendonca> Esta pergunta nos leva, espíritas convictos, a
uma profunda reflexão. Onde andam os filhos dos espíritas na hora
em que eles atuam no movimento?
Estarão eles, da mesma forma integrados ao movimento ou é coisa
apenas para pessoas maduras?
Muitos dirão: "Deixo que eles decidam quando tiverem maturidade
para escolher". Mas vem uma nova pergunta:
Não será muito tarde para transferir valores, uma vez que algumas
idéias já se encontram sedimentadas em sua personalidade?
Em nome de uma pseudoliberdade, muitos espíritas acreditam que
seus filhos só devem buscar "estas coisas" quando sentirem
necessidade; que agir assim é corresponder com a "democracia"
familiar.
Mas não estaria aí uma fuga para não assumirmos nossos
compromissos de tutores responsáveis pelo desenvolvimento do ser
em formação?
Negligenciar a boa formação dos tutelados constitui falta grave
contra os compromissos reencarnatórios assumidos no mundo maior.
Portanto, a alegação de que os filhos só deverão participar do
movimento espírita quando tiverem maturidade ou quando decidirem
define na realidade o desleixo que se atribui aos compromissos.
Evidente que este desleixo não é fruto de uma negligência
consciente, mesmo porque fazemos sempre o que pensamos ser o
melhor, principalmente quando se trata de nossos filhos.
No entanto, o desconhecimento de que é na formação do caráter dos
filhos, pela aquisição de novos valores ético-morais, que eles têm
a chance de se reerguerem de quedas passadas na medida que se
fortalecem no campo da emoção, fazem com que alguns espíritas não
estimulem com mais determinação as atividades nas casas espíritas.
lizabeth_3, conscientes da responsabilidade que tem o tutor, do
valor de uma pedagogia bem estruturada, compreenderá que deve se
pautar em valores nobres. O Espiritismo traz essa proposta quando
enseja o entendimento da moral do Cristo através do Evangelho. (t)
<_Moderador_> [05] <@Lu_Francis> Você acha que o papel dos pais
também não é fundamental? Sem que haja o incentivo deles
dificilmente haverá mudanças?! (t)
<Flavio_Mendonca> Lu_Francis, fundamental sim. Os pais são os
maiores fomentadores de valores para os filhos em crescimento. Em
geral, os filhos se espelham nos pais, e por isso mesmo é vital
que eles sejam coerentes quando se voltam a atividade espírita.
(t).
<_Moderador_> [06] <lizabeth_3> Sabemos que o comportamento dos
adolescentes nem sempre difere do comportamento das crianças.
Mesmo assim, eles são adolescentes e não crianças, com
necessidades diferentes. Os adolescentes, longe de serem
“perturbadores da ordem” como são rotulados, são pessoas com
características próprias, nem sempre entendidas pelos adultos.
A necessidade afetiva, primeira, do adolescente é ser valorizado
em sua capacidade intelectual. Outra necessidade, é que lhes sejam
dadas responsabilidades. Como a casa espírita trabalha com essas
necessidades dos adolescentes? (t)
<Flavio_Mendonca> lizabeth_3, é justamente essa a crítica que
levantei com esta exposição. Em geral, não levamos nossos filhos
para participar, mas para aprender o espiritismo. Ora, mas como
aprender sem participar, sem se responsabilizar, sem sentir-se
comprometido com a causa? Evidente que os pais, principalmente os
dirigentes das casas espíritas, devem ter consciência desta
necessidade. Integralizando-as com os diversos departamentos,
darão a elas o comprometimento que elas mesmas desejam. Isso é
inerente ao jovem como você mesmo abordou.(t)
<_Moderador_> [07] <CorGan> Assim como a Liz, eu entendo que os
filhos devem escolher livremente a crença que bem queiram. No
entanto, não vejo problema algum em se explicar aos filhos a
respeito da importância de se ter religiosidade, bem como noções
de moral e ética. A minha religião pode não ser a que satisfaça os
anseios do meu filho, o que você acha disso? (t)
<Flavio_Mendonca> CorGan, pode ser sim, a que não atenda a seus
anseios. No entanto, a questão é: Se somos nós, os tutores, os
responsáveis pela sua formação moral, como negar-lhe o benefício
enquanto nossos tutelados? É questão de compromisso. Não podemos
negligenciar nossa parte. Adiante se eles preferirem outro
caminho, é escolha deles. Mas enquanto sobre a tutela dos pais,
devem seguir suas orientações.
Certa vez ouvi de um psiquiatra espírita, Dr Humberto Ferreira,
que os filhos de 0 a 14 atendiam as suas determinações. Dos 15 aos
21, debatiam sobre as questões. Dos 21 em diante, ouviam seus
conselhos. Creio nisso. (t)
<_Moderador_> [08] <@_Alves_> Flávio, a Constituição prevê pena
até de prisão para pais que não coloquem seus filhos em escolas.
Você crê que a responsabilidade dos tutores legais pode ser
ampliada diante das leis universais, podendo ser cobrados em vidas
futuras por negligenciar também a parte moral, além da
educacional/cultural? (t)
<Flavio_Mendonca> _Alves_, certamente serão. E digo mais, o
arquiteto divino jamais se inclinou. Toda responsabilidade
assumida será cobrada como bem disse Jesus: "A quem muito for
dado, muito será cobrado". (t)
<_Moderador_> [09] <lizabeth_3> No caso de um dos cônjuges ser
espírita e o outro não, sendo que o segundo impõe que os filhos
sigam a religião por ele determinada. Como fica a situação do
cônjuge espírita: Ele deve ou não seguir a determinação
imposta?(t)
<Flavio_Mendonca> lizabeth_3, o ideal é que ambos cheguem a um
acordo face a necessidade da boa formação para os filhos. No
entanto, pouco importa a religião, desde que os verdadeiros
valores possam ser repassados. Diz o ditado: As palavras
convencem, mas só o exemplo arrasta. Num caso de intransigência
por parte do não espírita, cabe ao espírita a resignação ativa, ou
seja, mostrar o exemplo acima de tudo. Certamente sairão
vencedores todos os integrantes. (t)
Considerações finais do palestrante:
<Flavio_Mendonca> Amigos, nosso objetivo aqui não foi a censura
pura e simples, mas a crítica que convida-nos a reflexão de nossas
responsabilidades como tutores comprometidos com a causa do bem,
da formação moral dos nossos tutelados.
Assim, que possamos influenciar nossa casa espírita, nossa causa
espírita, para que não só os pais, mas também os dirigentes
comprem a idéia de que é necessário que nossos jovens se integrem
mais ao movimento espírita através de atividades que os
comprometam neste sentido. Que disso possa nascer espíritas mais
conscientes. Muito obrigado e que Jesus nos ilumine a todos! (t)
Oração Final:
<Lu_Francis> Senhor! Te agradecemos por mais essa noite, onde
pudemos estar reunidos com o mesmo propósito e desejo de
aprendermos, de conhecermos, de refletirmos que possamos deixar
nossos corações abertos e ligados ao mais alto, a fim de que
desses conhecimentos possamos nos melhorar e auxiliar àqueles que
nos rodeiam. Que a paz e o amor estejam conosco, agora e sempre!
(t)

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# Flavio mendonça - o cuidado com nossos filhos - [ espiritismo]

  • 1. Palestra Virtual Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: O cuidado com os nossos filhos Palestrante: Flávio Mendonça Rio de Janeiro 16/07/2005
  • 2. Organizadores da Palestra: Moderador: "_Alves_" (nick: <_Moderador_>) "Médium digitador": " Flavio Mendonca " (nick: <Flavio_Mendonca>) Oração Inicial: <_Moderador_> Mentalizemos Jesus, e peçamos a ele nos envolva em bênçãos de muita paz, nestes momentos em que nosso companheiro Flavio Mendonça nos trará, à luz da Doutrina Espírita, ensinamentos em seu nome. Que os Bons Espíritos nos assistam e também inspirem ao nosso irmão, nesta noite Assim seja! Considerações Iniciais do Palestrante: <Flavio_Mendonca> Obrigado e muito boa noite a todos! O tema de hoje fala a respeito de uma das mais importantes posturas a ser adotada por nós espíritas: O cuidado com os nossos filhos. Vamos a exposição da noite e que Jesus nos auxilie! Onde Andam os Filhos dos Espíritas? Esta pergunta nos leva, espíritas convictos, a uma profunda reflexão. Onde andam os filhos dos espíritas na hora em que eles atuam no movimento? Estarão eles, da mesma forma integrados ao movimento ou é coisa apenas para pessoas maduras? Muitos dirão: "Deixo que eles decidam quando tiverem maturidade para escolher". Mas vem uma nova pergunta: Não será muito tarde para transferir valores, uma vez que algumas idéias já se encontram sedimentadas em sua personalidade? Em nome de uma pseudoliberdade, muitos espíritas acreditam que seus filhos só devem buscar "estas coisas" quando sentirem necessidade; que agir assim é corresponder com a "democracia" familiar. Mas não estaria aí uma fuga para não assumirmos nossos compromissos de tutores responsáveis pelo desenvolvimento do ser em formação? Negligenciar a boa formação dos tutelados constitui falta grave contra os compromissos reencarnatórios assumidos no mundo maior. Portanto, a alegação de que os filhos só deverão participar do movimento espírita quando tiverem maturidade ou quando decidirem define na realidade o desleixo que se atribui aos compromissos. Evidente que este desleixo não é fruto de uma negligência consciente, mesmo porque fazemos sempre o que pensamos ser o melhor, principalmente quando se trata de nossos filhos. No entanto, o desconhecimento de que é na formação do caráter dos filhos, pela aquisição de novos valores ético-morais, que eles têm a chance de se reerguerem de quedas passadas na medida que se fortalecem no campo da emoção, fazem com que alguns espíritas não estimulem com mais determinação as atividades nas casas espíritas. Como construtores multi-milenares, trazemos em nosso bojo, nosso arcabouço de experiências, no nosso campo perispiritual, todas as mazelas proporcionadas por nossos equívocos passados.
  • 3. Desta forma, na fase infantil é que a criatura humana se ajusta com a natureza que a convida as reparações, ensejando suporte psicológico para o enfrentamento das dificuldades futuras. Uma vez tendo a criança, formado sua aparelhagem psicofísica, por volta dos sete anos de idade, tem ela a oportunidade de adquirir os valores que lhes serão transmitidos a partir de uma pedagogia bem estruturada, como é o caso da pedagogia espírita. Calçada em valores ético-morais de grande envergadura, pode ela, transferir ao jovem estes valores, até que chegue a sua fase mais difícil, a puberdade. Fase esta, em que o funcionamento do sistema endócrino, começa a produzir hormônios que modificarão toda sua estrutura orgânica e emocional, perturbando-lhe as idéias. Uma vez bem repassadas através de ensinamentos teóricos e práticos, pode a criatura humana atravessar esta difícil fase com a robustez que o seu psicológico determinou. Nos diz nosso codificador, pedagogo por excelência, que é justamente nesta fase que a criança e o jovem mais assimilam seu aprendizado, de forma que, como espíritas conscientes, devemos estimular as crianças e jovens a atuarem nos estudos e nos exercícios do bem. André Luiz, espírito, autor de obras psicografadas pelo médium Chico Xavier, nos trás excelente contribuição no livro Missionários da Luz, no capítulo 2, intitulado Epífise. Lá, seu orientador espiritual, Alexandre, nos mostra a importância da formação da criança e do jovem quando as aquisições são melhores repassadas, reafirmando o que disse Kardec nas obras da Codificação Espírita. Do contrário, quando não estimulamos os nossos filhos a se aterem em direção à Doutrina, estamos na verdade lançando-os a própria sorte. Desta maneira estamos nós mesmos nos lançando à própria sorte, pois que, estamos plantando um fruto amargo que teremos que colher adiante como respostas as nossas negligências. Daí vermos tantos desvarios na sociedade, principalmente em relação aos jovens. Como adultos, caem nas torrentes da sociedade como bestas desenfreadas a cometerem absurdos e crimes de natureza indefinível para um ser humano. É que são soltos no mundo sem o anteparo moral que o Espiritismo promove. Colocar os filhos, no movimento espírita fazê-los participativos, não é apenas ajustá-los para o seu sucesso pessoal no campo moral, mas acima de tudo contribui para a formação de uma humanidade mais fraterna, mais justa, onde nós mesmos seremos os beneficiados. Portanto, que fiquemos conscientes: omitir-se deste compromisso assumindo, não é democracia, mas sim negligência com os altos compromissos cósmicos. É em última análise, contribuir para que o mundo continue proporcionando as dores morais, das quais vivemos nos queixando. Lembremos o que nos diz a música de Ivan Lins: "Depende de nós...". E quanto às casas espíritas, estão cumprindo sua tarefa, atraindo o jovem para participar? Outra reflexão profunda nos acomete, afinal, a casa espírita somos nós mesmos!
  • 4. Observamos que na grande maioria, as atividades para crianças e jovens são minguadas, muitas vezes sem graça, e que não os estimulam a participar com a habitual energia que possuem. Surgem então sugestões de alguns abnegados trabalhadores que desejam profundamente, talvez por intuição, talvez por consciência plena, "arrumar" as coisas para que elas se efetivem. Mas são vozes isoladas que pouco ecoam! O que fazer, desistir ou "tocar o barco" como se estivéssemos numa aventura evangélica como fazem algumas tradições dogmáticas, que objetivam mais, arregimentar adeptos sectários, que mesmo instruírem seus tutelados para serem cidadãos conscientes? Uma boa questão esta! O que estamos fazendo na casa espírita? Estão se formando na verdadeira pedagogia proposta por Allan Kardec? Como transferir valores sem uma capacitação mais aprofundada? A coisa parece muito simples, mas na realidade não é. Requer muita dedicação, muita conscientização e muito esforço. Temos nos quadros das casas espíritas excelentes profissionais, pedagogos, pessoas voltadas para a área de educação, psicólogos, enfim, um arsenal valiosíssimo que não está sendo utilizado. Como fazer funcionar a proposta básica do espiritismo, que é formar almas para viverem em plenitude? Precisamos levar mais a sério a questão da pedagogia espírita, sobre pena de falirmos como faliram tantas outras propostas valiosas, e que não encontram adeptos conscientes. Mas se constatamos deficiência neste campo primordial, não estaria a solução, ou pelo menos parte dela, na integração que a casa deve promover entre todos os seus trabalhadores? E pergunto isso, incluindo na qualidade de trabalhador, não só os adultos, mas também as crianças e jovens. Então surge uma nova indagação: há por parte dos dirigentes espíritas, um plano de integração entre as atividades das crianças, dos jovens e dos adultos? Raras são as exceções que promovem atividades intensas, atribuindo aos jovens e crianças o mesmo peso de compromisso com que sua identidade exige. Geralmente os jovens e crianças ficam em atividades isoladas, e quando muito, passam a "auxiliar" numa determinada tarefa. Porque não integrá-los, considerando uma avaliação ajustada de idade, nos serviços diretos de responsabilidade nas tarefas da casa? Não estaria faltando aos maduros a sensibilidade de compreender que os moços são também capazes de realizações e de criações? É, irmãos de ideal, parece que temos muito ainda que refletir! Poderíamos então, neste mecanismo, buscar integralizar as atividades da casa ( ESDE - ESE - AF - COEM - ESDEM - Evangelização - Reunião Pública ) com as atividades do departamento de infância e juventude. Assim, tanto os moços como os maduros interagiriam, sempre buscando a equação para as atividades que lhes são afins, ou seja, o compromisso com a casa espírita, com o movimento espírita, e acima de tudo com a sociedade planetária. Imaginemos agora uma reunião pública para jovens de 8 a 80 anos, sendo realizada na casa espírita, tendo como palestrantes jovens de 8 a 80 anos de idade?
  • 5. Não seria o máximo? Moços e adultos falando uma só "linguagem"? Todos imbuídos num só ideal? Alguns, possivelmente irão pensar: Mas, o jovem teria desenvoltura para falar em público? Aí respondo com outra pergunta: E não somos todos crianças no aprendizado da vida? Nada que pelo exercício, pelo estudo e aprofundamento não logremos! Tudo passa a ser questão de promover. O moço sente necessidade, mais que qualquer um, de ser reconhecido, de participar efetivamente, com responsabilidade, com compromisso. Aliás, ofereçam ao jovem a oportunidade de participação e verão a força que tem nas mãos. Mas estamos fazendo isso na casa espírita? Nossos filhos se sentem comprometidos e responsáveis pelos destinos da casa que freqüentam, ou que nós freqüentamos? Se sentem assim em relação ao movimento espírita, a sociedade, ao planeta? A casa que nossos filhos freqüentam tem esta preocupação ou pensa nisso; faz alguma coisa neste sentido? Ou será que estamos pensando que Espiritismo realmente é coisa para gente madura, digo, gente grande? Vejamos, estamos falando de uma etapa primária, que é a de termos consciências de nossos compromissos. Mas e os moços, têm? Ora, se nós ainda não temos, como poderiam eles ter a noção da necessidade de aprender valores pautados numa pedagogia avançada? Formando-os com base nesta pedagogia, certamente passariam a ter. É essencial que passem a ter. Disso depende todo o resto. Digamos que avançamos a um patamar aceitável, neste caso, pode haver mais dinamização numa casa espírita, com a participação efetiva dos moços? Evidente que com a participação dos moços, uma casa ganha mais vitalidade, não só pelo simples intercâmbio, que já é por natureza saudável, revitalizador, mas pela energia, pela capacidade criativa que os moços trazem em sua natureza. Sem contar que tudo fica mais estimulante, pois, os vovôs podem trabalhar lado a lado com seus netinhos, seus pais com seus filhos, irmãos com irmãos, enfim, uma sonhada harmonia espiritual. Imaginem a beleza que seria a casa espírita lotada de famílias a trabalharem juntas, desde cedo, numa causa tão nobre! Quem, em sã consciência, faria objeção a isso? É amigos, Precisamos observar por onde andam os nossos filhos. A quem estão entregues. Se ao mundo ou a Deus. Se estamos auxiliando no seu progresso, como nos comprometemos ou se estamos negligenciando nossas tarefas. Urge que pensemos nisso. A regeneração nos exige que cumpramos nossos deveres. Que conscientes, possamos não só estimular-lhes, mas também lhes formar o caráter com base nos ensinos dos benfeitores, nos ensinos do mestre maior, Jesus. Que possamos levar a todos os confrades esta idéia, para que todos se beneficiem dela. Sejamos sim, os trabalhadores da última hora. (t)
  • 6. Perguntas/Respostas: <_Moderador_> [01 - via site] <Ana Paula - Unaí - MG> Qual o maior erro que os pais espíritas cometem na criação de um filho? <Flavio_Mendonca> Ana Paula, tomemos como partida, que nenhum erro é necessariamente consciente. Mas diria que é considerar o Espiritismo apenas uma religião formalística, onde se deve apenas freqüentar como obrigação. Não, na verdade o Espiritismo é um manancial de pedagógico para a formação de todos, principalmente os pequenos. Assim, um grande equívoco é permitir que eles, os filhos, não freqüentem a "causa" espírita por se tratar de uma obrigação religiosa. (t) <_Moderador_> [02] <lizabeth_3> Flávio, sou justamente a favor de que os filhos optem pela religião que irão seguir. Sou espírita e meus filhos católicos (marido tb). Acredito que os valores cristãos estejam presentes, além da Doutrina Espírita, em outra religião "cristã". Não vejo isso como negligência. Acredito, sobretudo, na força do exemplo. O oposto não seria imposição? (t) <Flavio_Mendonca> lizabeth_3, vejamos: Ao orientarmos as crianças na formação escolar, permitimos a tal escolha? Não. Geralmente impomos que eles freqüentem a escola e que se saiam muito bem. Quanto a saúde, permitimos que eles negligencie o tratamento ou a prevenção? Não. Ora, por que os valores morais ficariam relegados a um plano menor se sabemos que são justamente eles que lastrearão o espírito? Não faz sentido. A questão é Atendemos as nossas obrigações de tutores ou atendemos as conveniências sociais? Creio que se acreditamos que no Espiritismo oferecemos os valores morais mais elevados, porquê negligenciar esse benefício? (t) <_Moderador_> [03] <@Lu_Francis> Que tipo de ações práticas você sugere para que tal integração possa ocorrer de uma forma mais cotidiana? (t) <Flavio_Mendonca> Lu_Francis, entendo que a força dos jovens é de vital importância para o movimento espírita, assim como a experiência dos mais maduros também o é. A idéia é que houvesse uma integração entre os diversos setores da casa espírita, permitindo o intercâmbio dos seus integrantes. Assim, como um feixe de varas, o movimento se tornaria mais forte, e poderia influenciar a todos. (t) <_Moderador_> [04] <lizabeth_3> “Observamos que na grande maioria, as atividades para crianças e jovens são minguadas, muitas vezes sem graça, e que não os estimulam a participar com a habitual
  • 7. energia que possuem.”, em outra passagem: “Como transferir valores sem uma capacitação mais aprofundada? A coisa parece muito simples, mas na realidade não é. Requer muita dedicação, muita conscientização e muito esforço.” Sou absolutamente a favor do que está escrito. Você acredita que o educador espírita, tenha que ter um preparo especial para lidar com crianças e adolescentes? Qual? Onde Andam os Filhos dos Espíritas? <Flavio_Mendonca> Esta pergunta nos leva, espíritas convictos, a uma profunda reflexão. Onde andam os filhos dos espíritas na hora em que eles atuam no movimento? Estarão eles, da mesma forma integrados ao movimento ou é coisa apenas para pessoas maduras? Muitos dirão: "Deixo que eles decidam quando tiverem maturidade para escolher". Mas vem uma nova pergunta: Não será muito tarde para transferir valores, uma vez que algumas idéias já se encontram sedimentadas em sua personalidade? Em nome de uma pseudoliberdade, muitos espíritas acreditam que seus filhos só devem buscar "estas coisas" quando sentirem necessidade; que agir assim é corresponder com a "democracia" familiar. Mas não estaria aí uma fuga para não assumirmos nossos compromissos de tutores responsáveis pelo desenvolvimento do ser em formação? Negligenciar a boa formação dos tutelados constitui falta grave contra os compromissos reencarnatórios assumidos no mundo maior. Portanto, a alegação de que os filhos só deverão participar do movimento espírita quando tiverem maturidade ou quando decidirem define na realidade o desleixo que se atribui aos compromissos. Evidente que este desleixo não é fruto de uma negligência consciente, mesmo porque fazemos sempre o que pensamos ser o melhor, principalmente quando se trata de nossos filhos. No entanto, o desconhecimento de que é na formação do caráter dos filhos, pela aquisição de novos valores ético-morais, que eles têm a chance de se reerguerem de quedas passadas na medida que se fortalecem no campo da emoção, fazem com que alguns espíritas não estimulem com mais determinação as atividades nas casas espíritas. lizabeth_3, conscientes da responsabilidade que tem o tutor, do valor de uma pedagogia bem estruturada, compreenderá que deve se pautar em valores nobres. O Espiritismo traz essa proposta quando enseja o entendimento da moral do Cristo através do Evangelho. (t) <_Moderador_> [05] <@Lu_Francis> Você acha que o papel dos pais também não é fundamental? Sem que haja o incentivo deles dificilmente haverá mudanças?! (t) <Flavio_Mendonca> Lu_Francis, fundamental sim. Os pais são os maiores fomentadores de valores para os filhos em crescimento. Em geral, os filhos se espelham nos pais, e por isso mesmo é vital
  • 8. que eles sejam coerentes quando se voltam a atividade espírita. (t). <_Moderador_> [06] <lizabeth_3> Sabemos que o comportamento dos adolescentes nem sempre difere do comportamento das crianças. Mesmo assim, eles são adolescentes e não crianças, com necessidades diferentes. Os adolescentes, longe de serem “perturbadores da ordem” como são rotulados, são pessoas com características próprias, nem sempre entendidas pelos adultos. A necessidade afetiva, primeira, do adolescente é ser valorizado em sua capacidade intelectual. Outra necessidade, é que lhes sejam dadas responsabilidades. Como a casa espírita trabalha com essas necessidades dos adolescentes? (t) <Flavio_Mendonca> lizabeth_3, é justamente essa a crítica que levantei com esta exposição. Em geral, não levamos nossos filhos para participar, mas para aprender o espiritismo. Ora, mas como aprender sem participar, sem se responsabilizar, sem sentir-se comprometido com a causa? Evidente que os pais, principalmente os dirigentes das casas espíritas, devem ter consciência desta necessidade. Integralizando-as com os diversos departamentos, darão a elas o comprometimento que elas mesmas desejam. Isso é inerente ao jovem como você mesmo abordou.(t) <_Moderador_> [07] <CorGan> Assim como a Liz, eu entendo que os filhos devem escolher livremente a crença que bem queiram. No entanto, não vejo problema algum em se explicar aos filhos a respeito da importância de se ter religiosidade, bem como noções de moral e ética. A minha religião pode não ser a que satisfaça os anseios do meu filho, o que você acha disso? (t) <Flavio_Mendonca> CorGan, pode ser sim, a que não atenda a seus anseios. No entanto, a questão é: Se somos nós, os tutores, os responsáveis pela sua formação moral, como negar-lhe o benefício enquanto nossos tutelados? É questão de compromisso. Não podemos negligenciar nossa parte. Adiante se eles preferirem outro caminho, é escolha deles. Mas enquanto sobre a tutela dos pais, devem seguir suas orientações. Certa vez ouvi de um psiquiatra espírita, Dr Humberto Ferreira, que os filhos de 0 a 14 atendiam as suas determinações. Dos 15 aos 21, debatiam sobre as questões. Dos 21 em diante, ouviam seus conselhos. Creio nisso. (t) <_Moderador_> [08] <@_Alves_> Flávio, a Constituição prevê pena até de prisão para pais que não coloquem seus filhos em escolas. Você crê que a responsabilidade dos tutores legais pode ser
  • 9. ampliada diante das leis universais, podendo ser cobrados em vidas futuras por negligenciar também a parte moral, além da educacional/cultural? (t) <Flavio_Mendonca> _Alves_, certamente serão. E digo mais, o arquiteto divino jamais se inclinou. Toda responsabilidade assumida será cobrada como bem disse Jesus: "A quem muito for dado, muito será cobrado". (t) <_Moderador_> [09] <lizabeth_3> No caso de um dos cônjuges ser espírita e o outro não, sendo que o segundo impõe que os filhos sigam a religião por ele determinada. Como fica a situação do cônjuge espírita: Ele deve ou não seguir a determinação imposta?(t) <Flavio_Mendonca> lizabeth_3, o ideal é que ambos cheguem a um acordo face a necessidade da boa formação para os filhos. No entanto, pouco importa a religião, desde que os verdadeiros valores possam ser repassados. Diz o ditado: As palavras convencem, mas só o exemplo arrasta. Num caso de intransigência por parte do não espírita, cabe ao espírita a resignação ativa, ou seja, mostrar o exemplo acima de tudo. Certamente sairão vencedores todos os integrantes. (t) Considerações finais do palestrante: <Flavio_Mendonca> Amigos, nosso objetivo aqui não foi a censura pura e simples, mas a crítica que convida-nos a reflexão de nossas responsabilidades como tutores comprometidos com a causa do bem, da formação moral dos nossos tutelados. Assim, que possamos influenciar nossa casa espírita, nossa causa espírita, para que não só os pais, mas também os dirigentes comprem a idéia de que é necessário que nossos jovens se integrem mais ao movimento espírita através de atividades que os comprometam neste sentido. Que disso possa nascer espíritas mais conscientes. Muito obrigado e que Jesus nos ilumine a todos! (t) Oração Final: <Lu_Francis> Senhor! Te agradecemos por mais essa noite, onde pudemos estar reunidos com o mesmo propósito e desejo de aprendermos, de conhecermos, de refletirmos que possamos deixar nossos corações abertos e ligados ao mais alto, a fim de que desses conhecimentos possamos nos melhorar e auxiliar àqueles que nos rodeiam. Que a paz e o amor estejam conosco, agora e sempre! (t)