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CURSO INTRODUTÓRIO EM PRÁTICAS
INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES:
ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE
FENOMENOLOGIA DE GOETHE
Ricardo Ghelman
FENOMENOLOGIA DE GOETHE
MEDICINA ANTROPOSÓFICA
• De um lado a observação atenta, interessada,
exata, “isenta” de pré-conceitos, metodologia
fenomenológica sobre a planta medicinal e as
doenças
• De outro lado, os conceitos arquetípicos
antroposóficos sobre a planta medicinal e as
doenças
• Goethe trabalhou para elaborar uma metodologia
científica que valorizasse a percepção sensorial
direta, qualitativa, processual, antecipando em mais
de um século as teorias sistêmicas e o pensamento
complexo e metodologia participativa, valorizando a
contribuição que o observador traz ao que é
observado.
1749 - 1832
PRIMEIRO PASSO DA FENOMENOLOGIA
•Etapa inicial: Descritiva, Sólida, Estática
PERCEPÇÃO SENSORIAL EXATA - Goethe
Figura 1. Detalhe de fotografia de Aquilea milefolium.
Fonte: Arquivo da fotógrafa Zaida Siqueira.
SEGUNDO PASSO
•Etapa fluida e dinâmica
Percepção Temporal e das Relações
Goethe com 40/41 anos
Metamorfose das plantas
Figura 2 – Capa do livro Metamorfose das Plantas.
Fonte: Editora antroposófica.
TERCEIRO PASSO
•Etapa sintética
Percepção de forma qualitativa, contemplativa e
empática
Figura 3 – Fotografia da flor da Lagenaria siceraria (Cabaceira).
Fonte: arquivo de Ricardo Ghelman.
Sentimento de mistério e cautela ao contemplar esta flor
VOLTANDO AO SEGUNDO PASSO
Percebendo polaridades
S
Si
Macro
- Rochas sedimentares:
Arenito, Calcareo
- Rochas metamórficas:
Gnaisse, Ardósia/Xisto, Mármore
- Rochas ígneas:
Granito, Basalto
Composição do Granito
Quartzo
Feldspato
Mica
Sílica Micro
Enxofre
Figura 5. Detalhe da rocha mica.
Fonte:INDUSTRIAL
MINERALS.
Figura 6. Detalhe de rocha feldspato.
Fonte: UNIÃO BRASILEIRA DE
MINERAÇÃO.
Figura 4. Detalhe de rocha
quartzo. Fonte: SHOPPING
DOS CRISTAIS.
3D
2D
1D
NA FLOR E FRUTO O ESPAÇO SE ORGANIZA
EM
NA FOLHA O ESPAÇO SE ORGANIZA
EM
NA RAIZ O ESPAÇO SE ORGANIZA
EM
POLARIDADES NA PLANTA
MUNDO LINEAR 1 D
MINERALIZADO
PRINCÍPIO SILÍCEA
1 T: Tempo linear contínuo do passado para o futuro
NA RAIZ, no envelhecimento E NA DIFERENCIAÇÃO
CELULAR
MUNDO TRIDIMENSIONAL 3D
COLORIDO E PERFUMADO
PRINCÍPIO SULPHUR
3 T: Tempo da simultaneidade, da sincronicidade
– NAS FLORES (desde sépalas)
Inversão
do tempo
MUNDO BIDIMENSIONAL VERDE
QUE RESPIRA
PRINCÍPIO MERCÚRIO
2 T: Tempo descontínuo, em saltos, do futuro para
o passado NAS FOLHAS, no CÂNCER e NO
SONO vegetativo
Figura 7. Desenvolvimento de uma das
primeiras folhas individuais de Hairy
bittercress. Fonte: Grohmann G. The Plant.
SONO, ESTADO VEGETATIVO
Sono REM (sonho)
Sono não-REM (sono profundo)
A
B
A
A
A
B
B
B =
A =
A > B
B > A
SONO X VIGÍLIA
EnvelhecimentoRejuvenescimento
Melatonina x Cortisol
3D
2D
1D
NA FLOR E FRUTO O ESPAÇO SE ORGANIZA
EM E O TEMPO EM 3T E 4T
NA FOLHA O ESPAÇO SE ORGANIZA
EM E O TEMPO EM 2T
NA RAIZ O ESPAÇO SE ORGANIZA
EM E O TEMPO EM 1T
FRIO
Si
X
CALOR
S
Figura 8. Termografia por infra-vermelho.
Fonte: NEUROTHERMOSCAN
CALOR
S
X
FRIO
Si
Figura 9. Árvore com raiz.
Fonte: DREAMSTIME.
OS TRÊS SISTEMAS ORGÂNICOS
FUNCIONAIS
SISTEMA NEURO-SENSORIAL (SNS)
associado ao ectoderma e RAÍZ
SISTEMA RÍTMICO (SR) associado ao
mesoderma e FOLHA
SISTEMA METABÓLICO – MOTOR (SMM)
associado ao endoderma e FLOR/FRUTO
SNS
SMM
SR
METAMORFOSE
HORIZONTAL:
FOLHAS, SÉPALAS,
PÉTALAS, ESTAMES
X
METAMORFOSE
VERTICAL:
RAIZ, CAULE,
OVÁRIO, PISTILO
(estigma e estilete)
MUNDO MASCULINO
CÓSMICO E CÍCLICO:
FOLHAS, SÉPALAS,
PÉTALAS, ESTAMES
X
MUNDO FEMININO
TERRNO E PERENE:
RAIZ, CAULE,
OVÁRIO, PISTILO
(estigma e estilete)
EFEITO DA LUZ E DA ESCURIDÃO
Na escuridão: caule se alonga e folhas
permanecem como escamas violáceas e não se
desenvolvem.
ESTIMULA A VERTICALIDADE AXIAL (forças
terrestres-aquosos)
Na luz: folhas bem diferenciadas em caule curto.
ESTIMULA A HORIZONTALIDADE FOLIAR E INIBE
O EIXO ASCENDENTE (forças cósmicas)
PONTO DE ENTRADA DAS FORÇAS
CÓSMICAS: O NÓ
Se forças cósmicas predominam: metamorfose das
folhas e inflorescência exuberante.
Se força terrestres predominam: sem metamorfose e
ausência ou fraca inflorescência.
PLANTAS conectadas NO
TEMPO...
PRIMEIRA ONDA – PALEOFÍTICO
Cambriano: ALGAS (TRILOBITAS)
Siluriano: PSILOFITOS (PEIXES CARTILAGINOSOS)
Devoniano: CONIFERAS ANCESTRAIS (ANFIBIOS)
Carbonífero: SAMAMBAIAS, LYCOPODIUM, EQUISETOS e
CONIFERAS VERDADEIRAS (TRILOBITAS MORREM)
Baixo Arenito: SAMAMBAIAS ARVORES, CONIFERAS (ARAUCARIAS)
PRIMEIRA ONDA – PALEOFÍTICO
A FOLHA
Figura 10. Fotografia de diferentes formas de folhas de Aquilea milefolium, Boldo africano,
Espinheira-Santa, Plantago e Guaco. Fonte: Zaida Siqueira.
Condições para o desenvolvimento:
Calor
Ar iluminado
Forças biológicas liberadas da agua
Húmus vivo da terra
GERAM
– Desde plantas alimentícias até plantas tóxicas
Figura 11. Representação das forças modeladoras das folhas. Fonte: Grohmann G. The Plant.
a. ELEMENTO TERRA
d. ELEMENTO FOGO
c. ELEMENTO AR
b. ELEMENTO ÁGUA
A ORGANIZAÇÃO DO EU – FOGO
... é avaliada pelo equilíbrio, postura, temperatura,
olhar presente e imunocompetência (TH3).
Psiquicamente pela resiliência, religiosidade,
capacidade de concentração, pela ‘presença de
espírito’, pela determinação, cordialidade, pela
coerência, atuação com intencionalidade,
entusiasmo, grau de autoconsciência e interesse e
pelo temperamento colérico.
A ORGANIZAÇÃO ANÍMICA - AR
... é avaliada pelo tônus muscular, motricidade
grosseira e fina, sensibilidade (dor), agilidade, ruídos
hidro-aéreos (peristalse), distribuição da gordura e
sua absorção, sensibilidade gástrica, secreções,
pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória e
pela distribuição de gases.
Psiquicamente pela irritabilidade, ansiedade,
atenção, vigília, animação, dispersão e
temperamento sanguíneo.
A ORGANIZAÇÃO VITAL - ÁGUA
... é avaliada pelas formas convexas (formas
infantis), pela distribuição dos líquidos, pela leveza,
pela capacidade de regeneração e crescimento, pelo
turgor úmido e maciez da pele, pela falta de cansaço
e pela boa disposição.
Psiquicamente pela boa memória, pela profundidade
do sono, pelo temperamento fleumático, pela
inconsciência, pela adaptabilidade e pela capacidade
de produção de cores fisiológicas pela visão.
A ORGANIZAÇÃO FÍSICA - TERRA
... é avaliada através do peso (quantitativo e
qualitativo) do paciente em relação a sua leveza, do
IMC, da densidade óssea (RX e Densitometria
óssea), coloração pálida e textura seca da pele,
tendência a mineralização e pelo edema (água
submetida às forças da gravidade).
No aspecto psíquico é investigada pelo grau de
melancolia (peso d’alma), rigidez e dureza mental,
cristalização de idéias, idéias fixas e pela paralisia
anímica.
ALGAS
APENAS FOLHAS, NA AGUA e NA LUZ, VIVENDO
EM SUPERFICIES
na inter-relação entre o elemento aéreo e o aquoso
Unem 6 (H2O + CO2) = C6 H12 O6 e liberam O12
São PRO-TALOS COLORIDOS COM CLOROFILA
OU XANTOFILA que OFERECEM O OXIGENIO
PARA A TERRA (AZUL, VERDE, VERMELHO,
MARROM)
medusas se tornam suas borboletas
FUNGOS OU COGUMELOS
(sem fotossíntese na escuridão)
Tecido indiferenciado: micélio
Vivem entre estrutura mineralizante de quitina (RAIZ)
e enorme atividade metabólica em explosões
sucessivas (FLORES) sem FOLHAS, e bem
animalizadas (alcalóides tóxicos nitrogenados).
Como raiz-flor animal
Secale cornutum (Claviceps purpurea): esterilidade,
aborto, contrações uterinas, erotismo
Agaricus muscaricus: sintomas típicos SNC com
“possessão” (agaricina induz espasmos e
alucinações), regeneração nervosa
Algas sem raiz nem flor, concentram IODO, calcáreo
ou silícia (SiO2) e integram (ar/luz) com a vitalidade
(água)
X
Cogumelos (raiz que floresce)
Submersos na ESCURIDÃO DA TERRA
FUCUS VESICULOSUS
(Fucus iodo culta)
Talo coriaceo marrom de 1 metro, com bifurcações
lisas sem metamorfose, e vesículas contendo ar.
Rica em muco, metilpentose, bromo, arsênico, cloro
(15,24%) e iodo (0,31%) x 0,000001% (D6) no mar.
Para bócio, escrófula, enfartamento ganglionar,
obesidade (eliminação de gordura)
LIQUENS
cogumelos + algas
Forma (escura) dos cogumelos com Luz (fluida) das
algas – caráter pulmonar mercurial (Certraria
islandica para afecções catarrais)
EQUISETUM ARVENSE
Remanescente de plantas pré-históricas; único
sobrevivente de um gênero fóssil que existiu antes
do aparecimento do homem há 300 milhões de anos.
É uma planta que não possui flores e
consequentemente sementes. Tem sabor e odor
fracos, levemente salgados e quando mastigada
range entre os dentes. Nasce espontaneamente e na
colheita cortam-se somente os caules estéreis.
Embora saturado de álcalis sulfurosos, mantém-se
esbelto e ereto, enquanto as plantas do sal são
inchadas e aquosas. A melhor época para o corte é o
Verão.
EQUISETOS
(Cavalinha)
Cauda de cavalo, Cavalinha, Cola de cavalo (Equs)
Plantas articuladas (artrofitas) desenvolvem caule
em anéis com lignina e celulose, com 50% Si nas
cinzas, como excreção no crescimento.
Grande quantidade de ácido silícico, saponinas,
ácidos orgânicos, substâncias amargas, flavonóides,
sais de potássio, ferro, magnésio, tanino, etc.
Contém sílica na epiderme dos talos.
O ar e a água são unidos de um modo particular,
pela expressiva produção de saponinas, substâncias
que facilitam a mistura do ar com a água em uma
espuma como "mousse“.
O processo saponina une-se ao processo Silicea, o
qual é tão acentuado que quase transforma nossa
planta em um esqueleto mineral, pois a Silicea em
sua periferia é secretada e cristalizada.
O organismo dos líquidos é dominado por forças
estruturantes E EXCRETORAS.
METAMORFOSE DOS PRINCÍPIOS
ATIVOS
Mucilagem, corantes e vitaminas (mais leve)
Saponinas – elemento de união AR/ÁGUA
característica mercurial
Alcalóides – substância nitrogenada (AR/ TOXICO)
Flavonóides – anti-oxidantes
Glicosídios cardiotonicos
Taninos, amargos/irritantes – adstringente
Óleos fixos (mais pesado)
COMO O RIM
Uma planta silicosa em terreno pantanoso (sulfúreo),
com interior aéreo - luz (Si) se encontra com a água.
Uma planta silicosa em terreno pantanoso (sulfureo),
com interior aéreo e luminoso (Si) se encontra com a
água através de las saponinas – SNS/SM
LYCOPODIUM
(pés-de-lobo)
desenvolvem esporângios cujos esporos, como pó
amarelo oxidativo, formam chamas coloridas
(Enxofre vegetal)
Integram calor com a água, ou seja aquecem o
metabolismo: indicado para fígado e distúrbios
sexuais – DEPRESSÃO E IMPOTÊNCIA SEXUAL
SEGUNDA ONDA - MESOFÍTICO
O CAULE
A TERRA SOBE
ENRIJECE COMO UMA PEDRA E ELEVA O CAULE
ATÉ AS ALTURAS
COMO SE O PRINCÍPIO SILÍCEA DA RAIZ
QUISESSE SUBIR ENDURECENDO ATÉ AS
EXTREMIDADES
O CAULE
SEGUNDA ONDA - MESOFÍTICO
Permiano: GINKO
Triássico: CONIFERAS (Gimnospermas)
Jurássico: SAMAMBAIAS PALMEIRAS, CONIFERAS
(PEIXES OSSEOS E DINOSSAUROS)
Baixo Cretáceo: SAMAMBAIAS PALMEIRAS
GIMNOSPERMAS
sementes nuas (Pinha)
Grandes arvores, “Evaginação da Terra” de troncos
lenhosos bem enrijecidos, altamente longevos
(Sequóia californiana de 3212 e Pinus aristata de
4600 anos) e altamente calóricos (Resinas)
THUYA OCCIDENTALIS
folhas altamente contraídas, ricas em mucilagem
(vitalidade contida): indicado para processos
inflamatórios crônicos e neoformações benignas
(infecções geniturinárias)
TERCEIRA ONDA - CENOFÍTICO
A FLOR
TERCEIRA ONDA - CENOFÍTICO
E O MUNDO FLORIU
Alto Cretáceo: SAMAMBAIAS PALMEIRAS,
ANGIOSPERMAS (decíduas)
Terciário: ANGIOSPERMAS MODERNOS
(MAMIFEROS GIGANTES)
Quaternário (Idade do Gelo): ORGANIZACAO
GEOGRAFICA (HOMEM)
Tempo da simultaneidade, da
sincronicidade
– NAS FLORES (desde sépalas)
Pólen - terra
Androceu/Gineceu - água
Pétalas - ar
Sépalas - fogo
X
Ponta - fogo
Recorte - ar
Limbo - água
Pecíolo - terra
NA FLOR, OS ELEMENTOS SE
REFLETEM
Fenomenologia de Goethe
na prática clínica
De um lado a observação atenta, interessada,
exata, “isenta” de pré-conceitos, metodologia
fenomenológica
De outro lado, os conceitos arquetípicos
antroposóficos (trimembração, quadrimembração,
sete planetas e 12 arquétipos zodiacais no espaço,
no tempo e na doença)
E tudo junto na alma do profissional de saúde
Percepção sensorial exata
NA CONSULTA
Observar como se expressa o paciente:
– O aperto de mão: temperatura, tônus, textura, turgor,
velocidade do movimento, volume
– Seu olhar
– Sua forma, odor e coloração (pele, cabelo, vestimenta)
– Seu equilíbrio, seu movimento (caminhar, seus membros)
– Sua voz (timbre, intensidade, frequência, calado/falante,
sotaque)
– Exame físico (inclui “sinais vitais”, ausculta, percussão,
palpação, ectoscopia, mensurações, etc)
Percepção temporal
NA CONSULTA
A HISTÓRIA DO PACIENTE (as transformações)
Historia dos pais e avós, primeira infância, segunda
infância, adolescência, casamento(s), filhos – história
patológica pregressa com detalhes até, enfim, a
queixa principal
descongelar a percepção estática do encontro no
presente
Diagnóstico inspirativo
NA CONSULTA
A ATMOSFERA DO PACIENTE É PERCEBIDA, SEU
GESTO ANÍMICO
Após descongelar a percepção estática do fenômeno
humano, através da percepção temporal de sua
biografia e história patológica pregressa,
percebemos com nosso peito seu “pathos”, sua crise
e seu ser, numa dimensão realmente anímica
meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada m omento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
parte II do Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro
(Fernando Pessoa)
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
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Amar é a eterna inocência,
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(Fernando Pessoa)
Figura 1. Detalhe de fotografia de Aquilea milefolium. Arquivo da fotógrafa Zaida Siqueira
de curso realizado no Viveiro Manequinho Lopes no Parque Ibirapuera em 2013.
Figura 2 – Capa do livro Metamorfose das Plantas. Editora antroposófica.
Figura 3 – Fotografia da flor da Lagenaria siceraria (Cabaceira). Arquivo fotográfico de
Ricardo Ghelman realizado em curso de Botânica fenomenológica em Recife em 2005.
Figura 4. Rocha quartzo. Disponível em http://shopdoscristais.com.br/loja/produto/ponta-
de-cristal-de-quartzo-natural-elo-do-tempo/. Acessado em 20 de junho de 2015.
Figura 5. Rocha mica. Disponível em http://www.ima-europe.eu/about-industrial-
minerals/industrial-minerals-ima-europe/mica. Acessado em 20 de junho de 2015.
Figura 6. Rocha feldspato. Disponível em http://www.ubm-pb.com/feldspato/. Acessado
em 20 de junho de 2015.
Figura 7. Desenvolvimento de uma das primeiras folhas individuais de Hairy bittercress.
Fonte: Grohmann G. The Plant, vol 1, 2009.
Figura 8. Termografia por infra-vermelho. Disponível em http://neurothermoscan.com.br/.
Acessado em 15 de junho de 2015.
Figura 9. Arvore com raiz. Disponível em http://pt.dreamstime.com/foto-de-stock-
%C3%A1rvore-da-raiz-na-frente-da-floresta-do-conceito-da-
constru%C3%A7%C3%A3o-da-cidade-e-urbanos-grandes-crescem-acima-junto-
image44188068. Acessado em 15 de junho de 2015.
Figura 10. Fotografia de diferentes formas de folhas de Aquilea milefolium, Boldo
africano, Espinheira-Santa, Plantago e Guaco. Fonte: Arquivo fotográfico de Zaida
Siqueira.
Figura 11. Representação das forças configurativas das folhas. Fonte: Grohmann
G. The Plant, vol 1, 2009.
ANTROPOSOFIA
sites importantes como referência da Antroposofia na
área da Saúde:
http://www.abmanacional.com.br/
http://www.ivaa.info/home/
http://www.rsarchive.org/Medicine/?rfr=elib
Fenomenologia

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Fenomenologia

  • 1. CURSO INTRODUTÓRIO EM PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES: ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE FENOMENOLOGIA DE GOETHE Ricardo Ghelman
  • 2. FENOMENOLOGIA DE GOETHE MEDICINA ANTROPOSÓFICA • De um lado a observação atenta, interessada, exata, “isenta” de pré-conceitos, metodologia fenomenológica sobre a planta medicinal e as doenças • De outro lado, os conceitos arquetípicos antroposóficos sobre a planta medicinal e as doenças
  • 3. • Goethe trabalhou para elaborar uma metodologia científica que valorizasse a percepção sensorial direta, qualitativa, processual, antecipando em mais de um século as teorias sistêmicas e o pensamento complexo e metodologia participativa, valorizando a contribuição que o observador traz ao que é observado. 1749 - 1832
  • 4. PRIMEIRO PASSO DA FENOMENOLOGIA •Etapa inicial: Descritiva, Sólida, Estática PERCEPÇÃO SENSORIAL EXATA - Goethe
  • 5. Figura 1. Detalhe de fotografia de Aquilea milefolium. Fonte: Arquivo da fotógrafa Zaida Siqueira.
  • 6. SEGUNDO PASSO •Etapa fluida e dinâmica Percepção Temporal e das Relações
  • 7. Goethe com 40/41 anos Metamorfose das plantas Figura 2 – Capa do livro Metamorfose das Plantas. Fonte: Editora antroposófica.
  • 8. TERCEIRO PASSO •Etapa sintética Percepção de forma qualitativa, contemplativa e empática
  • 9. Figura 3 – Fotografia da flor da Lagenaria siceraria (Cabaceira). Fonte: arquivo de Ricardo Ghelman. Sentimento de mistério e cautela ao contemplar esta flor
  • 10. VOLTANDO AO SEGUNDO PASSO Percebendo polaridades
  • 11. S Si Macro - Rochas sedimentares: Arenito, Calcareo - Rochas metamórficas: Gnaisse, Ardósia/Xisto, Mármore - Rochas ígneas: Granito, Basalto
  • 12. Composição do Granito Quartzo Feldspato Mica Sílica Micro Enxofre Figura 5. Detalhe da rocha mica. Fonte:INDUSTRIAL MINERALS. Figura 6. Detalhe de rocha feldspato. Fonte: UNIÃO BRASILEIRA DE MINERAÇÃO. Figura 4. Detalhe de rocha quartzo. Fonte: SHOPPING DOS CRISTAIS.
  • 13. 3D 2D 1D NA FLOR E FRUTO O ESPAÇO SE ORGANIZA EM NA FOLHA O ESPAÇO SE ORGANIZA EM NA RAIZ O ESPAÇO SE ORGANIZA EM POLARIDADES NA PLANTA
  • 14. MUNDO LINEAR 1 D MINERALIZADO PRINCÍPIO SILÍCEA 1 T: Tempo linear contínuo do passado para o futuro NA RAIZ, no envelhecimento E NA DIFERENCIAÇÃO CELULAR
  • 15. MUNDO TRIDIMENSIONAL 3D COLORIDO E PERFUMADO PRINCÍPIO SULPHUR 3 T: Tempo da simultaneidade, da sincronicidade – NAS FLORES (desde sépalas)
  • 16. Inversão do tempo MUNDO BIDIMENSIONAL VERDE QUE RESPIRA PRINCÍPIO MERCÚRIO 2 T: Tempo descontínuo, em saltos, do futuro para o passado NAS FOLHAS, no CÂNCER e NO SONO vegetativo Figura 7. Desenvolvimento de uma das primeiras folhas individuais de Hairy bittercress. Fonte: Grohmann G. The Plant.
  • 17. SONO, ESTADO VEGETATIVO Sono REM (sonho) Sono não-REM (sono profundo) A B A A A B B B = A = A > B B > A
  • 19. 3D 2D 1D NA FLOR E FRUTO O ESPAÇO SE ORGANIZA EM E O TEMPO EM 3T E 4T NA FOLHA O ESPAÇO SE ORGANIZA EM E O TEMPO EM 2T NA RAIZ O ESPAÇO SE ORGANIZA EM E O TEMPO EM 1T
  • 20. FRIO Si X CALOR S Figura 8. Termografia por infra-vermelho. Fonte: NEUROTHERMOSCAN
  • 21. CALOR S X FRIO Si Figura 9. Árvore com raiz. Fonte: DREAMSTIME.
  • 22. OS TRÊS SISTEMAS ORGÂNICOS FUNCIONAIS SISTEMA NEURO-SENSORIAL (SNS) associado ao ectoderma e RAÍZ SISTEMA RÍTMICO (SR) associado ao mesoderma e FOLHA SISTEMA METABÓLICO – MOTOR (SMM) associado ao endoderma e FLOR/FRUTO SNS SMM SR
  • 24. MUNDO MASCULINO CÓSMICO E CÍCLICO: FOLHAS, SÉPALAS, PÉTALAS, ESTAMES X MUNDO FEMININO TERRNO E PERENE: RAIZ, CAULE, OVÁRIO, PISTILO (estigma e estilete)
  • 25. EFEITO DA LUZ E DA ESCURIDÃO Na escuridão: caule se alonga e folhas permanecem como escamas violáceas e não se desenvolvem. ESTIMULA A VERTICALIDADE AXIAL (forças terrestres-aquosos) Na luz: folhas bem diferenciadas em caule curto. ESTIMULA A HORIZONTALIDADE FOLIAR E INIBE O EIXO ASCENDENTE (forças cósmicas)
  • 26. PONTO DE ENTRADA DAS FORÇAS CÓSMICAS: O NÓ Se forças cósmicas predominam: metamorfose das folhas e inflorescência exuberante. Se força terrestres predominam: sem metamorfose e ausência ou fraca inflorescência.
  • 28. PRIMEIRA ONDA – PALEOFÍTICO Cambriano: ALGAS (TRILOBITAS) Siluriano: PSILOFITOS (PEIXES CARTILAGINOSOS) Devoniano: CONIFERAS ANCESTRAIS (ANFIBIOS) Carbonífero: SAMAMBAIAS, LYCOPODIUM, EQUISETOS e CONIFERAS VERDADEIRAS (TRILOBITAS MORREM) Baixo Arenito: SAMAMBAIAS ARVORES, CONIFERAS (ARAUCARIAS)
  • 29. PRIMEIRA ONDA – PALEOFÍTICO A FOLHA
  • 30. Figura 10. Fotografia de diferentes formas de folhas de Aquilea milefolium, Boldo africano, Espinheira-Santa, Plantago e Guaco. Fonte: Zaida Siqueira.
  • 31. Condições para o desenvolvimento: Calor Ar iluminado Forças biológicas liberadas da agua Húmus vivo da terra GERAM – Desde plantas alimentícias até plantas tóxicas
  • 32. Figura 11. Representação das forças modeladoras das folhas. Fonte: Grohmann G. The Plant. a. ELEMENTO TERRA d. ELEMENTO FOGO c. ELEMENTO AR b. ELEMENTO ÁGUA
  • 33. A ORGANIZAÇÃO DO EU – FOGO ... é avaliada pelo equilíbrio, postura, temperatura, olhar presente e imunocompetência (TH3). Psiquicamente pela resiliência, religiosidade, capacidade de concentração, pela ‘presença de espírito’, pela determinação, cordialidade, pela coerência, atuação com intencionalidade, entusiasmo, grau de autoconsciência e interesse e pelo temperamento colérico.
  • 34. A ORGANIZAÇÃO ANÍMICA - AR ... é avaliada pelo tônus muscular, motricidade grosseira e fina, sensibilidade (dor), agilidade, ruídos hidro-aéreos (peristalse), distribuição da gordura e sua absorção, sensibilidade gástrica, secreções, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória e pela distribuição de gases. Psiquicamente pela irritabilidade, ansiedade, atenção, vigília, animação, dispersão e temperamento sanguíneo.
  • 35. A ORGANIZAÇÃO VITAL - ÁGUA ... é avaliada pelas formas convexas (formas infantis), pela distribuição dos líquidos, pela leveza, pela capacidade de regeneração e crescimento, pelo turgor úmido e maciez da pele, pela falta de cansaço e pela boa disposição. Psiquicamente pela boa memória, pela profundidade do sono, pelo temperamento fleumático, pela inconsciência, pela adaptabilidade e pela capacidade de produção de cores fisiológicas pela visão.
  • 36. A ORGANIZAÇÃO FÍSICA - TERRA ... é avaliada através do peso (quantitativo e qualitativo) do paciente em relação a sua leveza, do IMC, da densidade óssea (RX e Densitometria óssea), coloração pálida e textura seca da pele, tendência a mineralização e pelo edema (água submetida às forças da gravidade). No aspecto psíquico é investigada pelo grau de melancolia (peso d’alma), rigidez e dureza mental, cristalização de idéias, idéias fixas e pela paralisia anímica.
  • 37. ALGAS APENAS FOLHAS, NA AGUA e NA LUZ, VIVENDO EM SUPERFICIES na inter-relação entre o elemento aéreo e o aquoso Unem 6 (H2O + CO2) = C6 H12 O6 e liberam O12 São PRO-TALOS COLORIDOS COM CLOROFILA OU XANTOFILA que OFERECEM O OXIGENIO PARA A TERRA (AZUL, VERDE, VERMELHO, MARROM) medusas se tornam suas borboletas
  • 38. FUNGOS OU COGUMELOS (sem fotossíntese na escuridão) Tecido indiferenciado: micélio Vivem entre estrutura mineralizante de quitina (RAIZ) e enorme atividade metabólica em explosões sucessivas (FLORES) sem FOLHAS, e bem animalizadas (alcalóides tóxicos nitrogenados). Como raiz-flor animal
  • 39. Secale cornutum (Claviceps purpurea): esterilidade, aborto, contrações uterinas, erotismo Agaricus muscaricus: sintomas típicos SNC com “possessão” (agaricina induz espasmos e alucinações), regeneração nervosa
  • 40. Algas sem raiz nem flor, concentram IODO, calcáreo ou silícia (SiO2) e integram (ar/luz) com a vitalidade (água) X Cogumelos (raiz que floresce) Submersos na ESCURIDÃO DA TERRA
  • 41. FUCUS VESICULOSUS (Fucus iodo culta) Talo coriaceo marrom de 1 metro, com bifurcações lisas sem metamorfose, e vesículas contendo ar. Rica em muco, metilpentose, bromo, arsênico, cloro (15,24%) e iodo (0,31%) x 0,000001% (D6) no mar. Para bócio, escrófula, enfartamento ganglionar, obesidade (eliminação de gordura)
  • 42. LIQUENS cogumelos + algas Forma (escura) dos cogumelos com Luz (fluida) das algas – caráter pulmonar mercurial (Certraria islandica para afecções catarrais)
  • 43. EQUISETUM ARVENSE Remanescente de plantas pré-históricas; único sobrevivente de um gênero fóssil que existiu antes do aparecimento do homem há 300 milhões de anos.
  • 44. É uma planta que não possui flores e consequentemente sementes. Tem sabor e odor fracos, levemente salgados e quando mastigada range entre os dentes. Nasce espontaneamente e na colheita cortam-se somente os caules estéreis. Embora saturado de álcalis sulfurosos, mantém-se esbelto e ereto, enquanto as plantas do sal são inchadas e aquosas. A melhor época para o corte é o Verão.
  • 45. EQUISETOS (Cavalinha) Cauda de cavalo, Cavalinha, Cola de cavalo (Equs) Plantas articuladas (artrofitas) desenvolvem caule em anéis com lignina e celulose, com 50% Si nas cinzas, como excreção no crescimento.
  • 46. Grande quantidade de ácido silícico, saponinas, ácidos orgânicos, substâncias amargas, flavonóides, sais de potássio, ferro, magnésio, tanino, etc. Contém sílica na epiderme dos talos.
  • 47. O ar e a água são unidos de um modo particular, pela expressiva produção de saponinas, substâncias que facilitam a mistura do ar com a água em uma espuma como "mousse“. O processo saponina une-se ao processo Silicea, o qual é tão acentuado que quase transforma nossa planta em um esqueleto mineral, pois a Silicea em sua periferia é secretada e cristalizada. O organismo dos líquidos é dominado por forças estruturantes E EXCRETORAS.
  • 48. METAMORFOSE DOS PRINCÍPIOS ATIVOS Mucilagem, corantes e vitaminas (mais leve) Saponinas – elemento de união AR/ÁGUA característica mercurial Alcalóides – substância nitrogenada (AR/ TOXICO) Flavonóides – anti-oxidantes Glicosídios cardiotonicos Taninos, amargos/irritantes – adstringente Óleos fixos (mais pesado)
  • 49. COMO O RIM Uma planta silicosa em terreno pantanoso (sulfúreo), com interior aéreo - luz (Si) se encontra com a água. Uma planta silicosa em terreno pantanoso (sulfureo), com interior aéreo e luminoso (Si) se encontra com a água através de las saponinas – SNS/SM
  • 50. LYCOPODIUM (pés-de-lobo) desenvolvem esporângios cujos esporos, como pó amarelo oxidativo, formam chamas coloridas (Enxofre vegetal) Integram calor com a água, ou seja aquecem o metabolismo: indicado para fígado e distúrbios sexuais – DEPRESSÃO E IMPOTÊNCIA SEXUAL
  • 51. SEGUNDA ONDA - MESOFÍTICO O CAULE
  • 52. A TERRA SOBE ENRIJECE COMO UMA PEDRA E ELEVA O CAULE ATÉ AS ALTURAS COMO SE O PRINCÍPIO SILÍCEA DA RAIZ QUISESSE SUBIR ENDURECENDO ATÉ AS EXTREMIDADES O CAULE
  • 53. SEGUNDA ONDA - MESOFÍTICO Permiano: GINKO Triássico: CONIFERAS (Gimnospermas) Jurássico: SAMAMBAIAS PALMEIRAS, CONIFERAS (PEIXES OSSEOS E DINOSSAUROS) Baixo Cretáceo: SAMAMBAIAS PALMEIRAS
  • 54. GIMNOSPERMAS sementes nuas (Pinha) Grandes arvores, “Evaginação da Terra” de troncos lenhosos bem enrijecidos, altamente longevos (Sequóia californiana de 3212 e Pinus aristata de 4600 anos) e altamente calóricos (Resinas)
  • 55. THUYA OCCIDENTALIS folhas altamente contraídas, ricas em mucilagem (vitalidade contida): indicado para processos inflamatórios crônicos e neoformações benignas (infecções geniturinárias)
  • 56. TERCEIRA ONDA - CENOFÍTICO A FLOR
  • 57. TERCEIRA ONDA - CENOFÍTICO E O MUNDO FLORIU Alto Cretáceo: SAMAMBAIAS PALMEIRAS, ANGIOSPERMAS (decíduas) Terciário: ANGIOSPERMAS MODERNOS (MAMIFEROS GIGANTES) Quaternário (Idade do Gelo): ORGANIZACAO GEOGRAFICA (HOMEM)
  • 58. Tempo da simultaneidade, da sincronicidade – NAS FLORES (desde sépalas)
  • 59. Pólen - terra Androceu/Gineceu - água Pétalas - ar Sépalas - fogo X Ponta - fogo Recorte - ar Limbo - água Pecíolo - terra NA FLOR, OS ELEMENTOS SE REFLETEM
  • 60. Fenomenologia de Goethe na prática clínica
  • 61. De um lado a observação atenta, interessada, exata, “isenta” de pré-conceitos, metodologia fenomenológica De outro lado, os conceitos arquetípicos antroposóficos (trimembração, quadrimembração, sete planetas e 12 arquétipos zodiacais no espaço, no tempo e na doença) E tudo junto na alma do profissional de saúde
  • 62. Percepção sensorial exata NA CONSULTA Observar como se expressa o paciente: – O aperto de mão: temperatura, tônus, textura, turgor, velocidade do movimento, volume – Seu olhar – Sua forma, odor e coloração (pele, cabelo, vestimenta) – Seu equilíbrio, seu movimento (caminhar, seus membros) – Sua voz (timbre, intensidade, frequência, calado/falante, sotaque) – Exame físico (inclui “sinais vitais”, ausculta, percussão, palpação, ectoscopia, mensurações, etc)
  • 63. Percepção temporal NA CONSULTA A HISTÓRIA DO PACIENTE (as transformações) Historia dos pais e avós, primeira infância, segunda infância, adolescência, casamento(s), filhos – história patológica pregressa com detalhes até, enfim, a queixa principal descongelar a percepção estática do encontro no presente
  • 64. Diagnóstico inspirativo NA CONSULTA A ATMOSFERA DO PACIENTE É PERCEBIDA, SEU GESTO ANÍMICO Após descongelar a percepção estática do fenômeno humano, através da percepção temporal de sua biografia e história patológica pregressa, percebemos com nosso peito seu “pathos”, sua crise e seu ser, numa dimensão realmente anímica
  • 65. meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada m omento É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo comigo Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento Para a eterna novidade do mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... O mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.
  • 66. Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar... parte II do Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
  • 67. Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar... parte II do Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
  • 68. Figura 1. Detalhe de fotografia de Aquilea milefolium. Arquivo da fotógrafa Zaida Siqueira de curso realizado no Viveiro Manequinho Lopes no Parque Ibirapuera em 2013. Figura 2 – Capa do livro Metamorfose das Plantas. Editora antroposófica. Figura 3 – Fotografia da flor da Lagenaria siceraria (Cabaceira). Arquivo fotográfico de Ricardo Ghelman realizado em curso de Botânica fenomenológica em Recife em 2005. Figura 4. Rocha quartzo. Disponível em http://shopdoscristais.com.br/loja/produto/ponta- de-cristal-de-quartzo-natural-elo-do-tempo/. Acessado em 20 de junho de 2015. Figura 5. Rocha mica. Disponível em http://www.ima-europe.eu/about-industrial- minerals/industrial-minerals-ima-europe/mica. Acessado em 20 de junho de 2015. Figura 6. Rocha feldspato. Disponível em http://www.ubm-pb.com/feldspato/. Acessado em 20 de junho de 2015. Figura 7. Desenvolvimento de uma das primeiras folhas individuais de Hairy bittercress. Fonte: Grohmann G. The Plant, vol 1, 2009. Figura 8. Termografia por infra-vermelho. Disponível em http://neurothermoscan.com.br/. Acessado em 15 de junho de 2015.
  • 69. Figura 9. Arvore com raiz. Disponível em http://pt.dreamstime.com/foto-de-stock- %C3%A1rvore-da-raiz-na-frente-da-floresta-do-conceito-da- constru%C3%A7%C3%A3o-da-cidade-e-urbanos-grandes-crescem-acima-junto- image44188068. Acessado em 15 de junho de 2015. Figura 10. Fotografia de diferentes formas de folhas de Aquilea milefolium, Boldo africano, Espinheira-Santa, Plantago e Guaco. Fonte: Arquivo fotográfico de Zaida Siqueira. Figura 11. Representação das forças configurativas das folhas. Fonte: Grohmann G. The Plant, vol 1, 2009.
  • 70. ANTROPOSOFIA sites importantes como referência da Antroposofia na área da Saúde: http://www.abmanacional.com.br/ http://www.ivaa.info/home/ http://www.rsarchive.org/Medicine/?rfr=elib