Grupo 1
Denis Gomes – Janaína Bandeira – Jander Rodrigues – Leandro Goulart – Ana Paula
Urbanismo I - Orientação: Samuel Silva - Faculdade FMG UNIMOGI
Espaço público como objeto de transformação e formação social
Base textual de Ermínia Maricato
Ermínia Maricato
Nasceu 1947 (71 anos), na Cidade de Santa Ernestina, São Paulo;
Arquiteta, Urbanista, Professora e Ativista;
Estudou Física na USP, mas desistiu do curso para Arquitetura;
Formou-se em Arquitetura e Urbanismo na FAU- USP, onde também fez mestrado
e doutorado, e se especializou em planejamento urbano;
Participou da criação do Partido dos Trabalhadores (PT) e de movimentos habitacionais da época;
Defendeu a proposta de Reforma Urbana de iniciativa popular na Assembleia Constituinte do Brasil em 1988, onde pela
primeira vez a questão urbana passa a ter um capítulo próprio na carta magna;
Em 1989, no governo de Luiza Erundina em São Paulo, ela se torna Secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano,
ficando no cargo até 1992;
Foi também autora de todas as propostas para a área urbana das candidaturas de Lula para a presidência de 1989 até a
vitória em 2002;
Na USP, fundou o Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP em 1997 e se tornou professora
titular em 1999.
Ermínia Maricato
Coordena a Pós Graduação da FAUUSP de 1998 a 2002, quando se torna
Secretária Executiva do Ministérios das Cidades, ministério esse que ela
coordenou a criação;
Para o movimento de luta pela reforma urbana, ter uma pasta para isso seria um
passo importante para consolidar o planejamento urbano como uma política de
estado;
No ministério, foi coordenadora técnica da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e ocasionalmente assume o
cargo de ministra;
Ela deixa o cargo em 2005, com as mudanças de rumo da política petista;
Em 2009, foi conselheira do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat);
Foi também Professora visitante do Human Settlements Centre da University of British Columbia, no Canadá, em
2002 e da School of Architecture and Urban Planning of Witwatersrand de Joanesburgo, na África do Sul, em 2006;
Atualmente aposentada da USP, Ermínia é professora visitante do Instituto de Economia da Unicamp e professora
colaboradora da Pós Graduação da FAUUSP, além de participar de eventos e corpos editoriais. Recentemente também
participou também da formação da Frente Povo Sem Medo.
Autora dos livros:
2015 - Para entender a crise urbana. São Paulo: Expressão Popular.
2011 - O impasse da política urbana no Brasil. Petrópolis: Vozes.
2009 - A cidade do pensamento único (com Carlos Vainer e Otilia Beatriz Fiori
Arantes). Petrópolis: Vozes.
2001 - Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes,
2001.
1999 - Cenários do Contraste. Uma incursão no interior da habitação popular
paulistana (com Telmo Pamplona e Yvonne Mautner)
1997 - Habitação e cidade. São Paulo: Atual.
1996 - Metrópole na periferia do capitalismo. São Paulo: Hucitec.
1987 - Política habitacional no regime militar. Petrópolis: Ed. Vozes.
1979 - A produção capitalista da casa (e da cidade) no Brasil industrial. São
Paulo, SP: Alfa Omega
A Estação da Luz, em 1911
Urbanização séc. XX
Herança da cultura colonial
se reflete no meio do
processo urbano mais
moderno, pelo qual
carregamos até os dias de
hoje.
Urbanização séc. XX Brasil
Praça da Sé SP
Teatro Municipal SP
Rua XV de Novembro
Urbanização séc. XIX - XX Europa
Centro Londres Inglaterra
Paris França (foto colorizada)
Urbanização tardia
Imigrantes 1820-1970
Migrantes 1950-1970
Reforçam o movimento migratório campo-cidade.
As oportunidades que de fato
havia nas primeiras décadas do
século XX para a população
imigrante, já não existiam mais
para os imigrantes tardio,
migrantes e para o reforço
migratório campo-cidade que
ainda era estimulado.
O Formidável
Desenvolvimento de
S.Paulo
Nesta reportagem
publicada em 1923
pela Revista da
Semana, destaque
para os novos prédios
de nossa cidade na
década de 20. Alguns
já estavam concluídos
e outros, em
construção.
Destaque para o
Martinelli, ainda em
obras, e cuja cobertura
com a mansão do
comendador ainda não
havia sido idealizada.
1938
Propaganda de Jornal de 1930, Guarulhos - SP.
Era este o apelo para
vender as últimas
unidades do Palacete
Riachuelo que ainda
estava disponíveis
em 1949.
Centro São Paulo inicio Década 20 Foto Colorizada Rua 7 Abril, Centro São Paulo 1951. Foto Colorizada Av São João, Centro São Paulo 1950.
Vale Anhangabaú 1985 Vale Anhangabaú 1961
Não foi só o governo. A sociedade brasileira em peso embriagou-se, desde os tempos
da abolição e da republica velha, com as idealizações sobre progresso e
modernização. A salvação parecia estar nas cidades, onde o futuro já havia chegado.
Então era só vir para elas e desfrutar de fantasias como emprego pleno, assistência
social providenciada pelo Estado, lazer, novas oportunidades para os filhos... Não
aconteceu nada disso, é claro, e, aos poucos, os sonhos viraram pesadelos (Santos,
1986, p. 2).
A alta densidade de ocupação do solo e a
exclusão social representam uma situação
inédita.
Ocupação ilegal área pública Poluição das águas Poluição do ar
Violência nas ruas Crianças desamparadas
CortiçosEnchentes
Trafego caótico
A dificuldade de atender
e acolher os moradores
de rua não é um
problema recente de
nossas cidades.
Este artigo do jornal
Correio Paulistano,
publicado em julho de
1935, alerta para a triste
situação de pessoas
que dormem ao relento
na Praça da República e
Anhangabaú.
O interessante da
notícia é que além da
atualidade dos fatos, os
lugares de 80 anos
atrás são os mesmos da
atualidade.
Fonte: saopauloantiga.com
Propaganda de Jornal de 1930, São Paulo - SP.
ilustração do cartunista Belmonte.
``Menores vagabundos´´
na Santa Ifigênia - Veja
como a imprensa
paulistana descrevia os
menores infratores em
1902.
Nota policial publicada
no jornal Correio
Paulistano em 17 de
novembro de 1910.
Encostas dos morros
Mangues
Áreas de proteção ambiental
Beira de córregos
Áreas sujeitas a enchentes
Áreas poluídas
Segregação por parte administrativa
Códigos municipais de Posturas faz
a expulsão da classe pobre dos
centro
Infraestrutura, Cultura e Lazer
Áreas nobres e de
interesse imobiliário:
A ideia colonial que separa ricos dos pobres é forte na sociedade e promovida pelo próprio governo
para atender os interesses da burguesia.
Espaços Públicos e
ilegais para construção:
Trabalhadores do setor secundário e até mesmo da indústria fordista brasileira foram excluídos do mercado
imobiliário privado e, frequentemente, buscaram a favela como forma de moradia.
( Metrópole, legislação e desigualdade, Maricato, Ermínia, p 153.)
Espaço Público Espaço Privado
``Ser pobre não é apenas não ter, mas sobretudo ser impedido de ter,
o que aponta muito mais para uma questão de ser do que de ter´´
(Demo, 1993, p. 2)
A Ordem social competitiva reconhece a pluralidade das estruturas econômicas e sociais. Os que são excluídos do
privilegiamento econômico, sociocultural e politico também são excluídos do valimento social e do valimento politico.
Os excluídos são necessários para a existência do estilo de dominação burguesa, que se monta dessa maneira.
(Fernandes, 1977, p. 222).
A Companhia Sabesp responsável
pelo saneamento básico da rede água
de São Paulo ampliou a rede de águas
até os loteamentos ilegais, mesmo os
situados em áreas de mananciais.
 Queda no índice de mortalidade infantil
Porém entre 1989 e 1992, a mesma
companhia se recusou a atender
loteamentos ilegais situados na
mesma região de proteção dos
mananciais na Capela do Socorro em
São Paulo.
Alegando que os loteamentos eram
ilegais.
 inúmeros os casos de hepatite na região
• Consolidação de ocupação ilegal em áreas de proteção ambiental
• Custo inviável para remoção
• Terra perdeu valor no mercado imobiliário
• Loteamentos irregulares
Represa do Guarapiranga - São Paulo SP
Apesar dessa áreas públicas serem irregulares e possuir lei de
proteção, teve um tempo em que o poder público incentivou as
invasões para ocupação ilegal, afim de tirar o peso de suas costas a
responsabilidade de arrumar um local com condições decentes a
população, colocando em risco as áreas urbanas de proteção
ambiental e dos ocupantes.
No inicio das ocupações ilegais, não havia exigência por parte dos
moradores por uma infraestrutura, pois os mesmos se sentiam
infratores por ocuparem áreas públicas e demonstravam medo de
serem despejado.
Aspectos positivos de mudanças:
ABCD – região municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema
• Modernas empresas Fordistas, produtora de automóveis
Politicas sociais / emprego / previdência social / assistência a saúde / educação / moradia / transporte / saneamento
Sindicatos e empresas mudando a politica
Estatuto da Cidade 2000 constituem paradigmas inovadores sobre base fundiária e imobiliária urbana.
Novos instrumentos urbanísticos
Reestruturação
Produção habitacional
Contenção da ocupação ilegal por falta de alternativas
Financiamentos
Terras urbanizadas
Atuais Problemas, são os mesmo velhos problemas mal solucionados
Trabalhadores Fordistas Trabalhadores de diversos setores
Centro antigo, área vista como local de trabalho Novas centralizações que atendem a burguesia e mais trabalhadores
Permanente dificuldade de
se pagar uma moradia
decente, pois o que se ganha
não é suficiente para esta e
outras necessidades.
Referências Bibliográficas:
ARANTES, O.; VAINER, C. e MARICATO, E. Acidade do pensamento único. Petrópolis, Vozes, 2000.
ARANTES, P. E. Sentimentos da dialética. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992.
BALDEZ, M. Solo urbano, reforma urbana, proposta para a constituinte. Rio de Janeiro, Fase, 1986.
BOSI, A. Dialética da colonização. São Paulo, Companhia das Letras, 1992.
CARVALHO, E. G. O negócio da terra. Rio de Janeiro, UFRJ, 1991.
CEDU – Companhia Estadual de desenvolvimento Urbano/ Governo do Estado da Bahia. A grande salvador: posse
e uso da terra. Salvador, 1978.
DEMO, P. ``Pobreza política´´ . Papers. São Paulo, Fundação Konrad Adenauer-Stiftung, 1993.
DENALDI, R. Politicas de urbanização de favelas: evolução e impasse. São Paulo, Tese de Doutorado, FAU-USP,
2003.
FERNANDES, F. A revolução burguesa no Brasil. Rio de Janeiro, Zahar, 1976.
``Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina´´
ZENTENO, R. B. As classes sociais na América Latina. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977.
FRANCO, M. S. ``As ideias estão no lugar´´. Caderno de debates, 1. São Paulo, Brasiliense, 1976.
HARVEY, D. A condição pós-moderna. São Paulo, Loyola, 1993.
________________________________________________________________________________________________
Imagens de jornais e fotografias de época: sãopauloantiga.com.br
Apresentação baseada no texto de ERMÍNIA MARICATO, Estudos Avançados 17, Metrópole, legislação e
desigualdade. P 151-164.

Espaço público como objeto de transformação e formação social

  • 1.
    Grupo 1 Denis Gomes– Janaína Bandeira – Jander Rodrigues – Leandro Goulart – Ana Paula Urbanismo I - Orientação: Samuel Silva - Faculdade FMG UNIMOGI Espaço público como objeto de transformação e formação social Base textual de Ermínia Maricato
  • 2.
    Ermínia Maricato Nasceu 1947(71 anos), na Cidade de Santa Ernestina, São Paulo; Arquiteta, Urbanista, Professora e Ativista; Estudou Física na USP, mas desistiu do curso para Arquitetura; Formou-se em Arquitetura e Urbanismo na FAU- USP, onde também fez mestrado e doutorado, e se especializou em planejamento urbano; Participou da criação do Partido dos Trabalhadores (PT) e de movimentos habitacionais da época; Defendeu a proposta de Reforma Urbana de iniciativa popular na Assembleia Constituinte do Brasil em 1988, onde pela primeira vez a questão urbana passa a ter um capítulo próprio na carta magna; Em 1989, no governo de Luiza Erundina em São Paulo, ela se torna Secretária de Habitação e Desenvolvimento Urbano, ficando no cargo até 1992; Foi também autora de todas as propostas para a área urbana das candidaturas de Lula para a presidência de 1989 até a vitória em 2002; Na USP, fundou o Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAUUSP em 1997 e se tornou professora titular em 1999.
  • 3.
    Ermínia Maricato Coordena aPós Graduação da FAUUSP de 1998 a 2002, quando se torna Secretária Executiva do Ministérios das Cidades, ministério esse que ela coordenou a criação; Para o movimento de luta pela reforma urbana, ter uma pasta para isso seria um passo importante para consolidar o planejamento urbano como uma política de estado; No ministério, foi coordenadora técnica da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e ocasionalmente assume o cargo de ministra; Ela deixa o cargo em 2005, com as mudanças de rumo da política petista; Em 2009, foi conselheira do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat); Foi também Professora visitante do Human Settlements Centre da University of British Columbia, no Canadá, em 2002 e da School of Architecture and Urban Planning of Witwatersrand de Joanesburgo, na África do Sul, em 2006; Atualmente aposentada da USP, Ermínia é professora visitante do Instituto de Economia da Unicamp e professora colaboradora da Pós Graduação da FAUUSP, além de participar de eventos e corpos editoriais. Recentemente também participou também da formação da Frente Povo Sem Medo.
  • 4.
    Autora dos livros: 2015- Para entender a crise urbana. São Paulo: Expressão Popular. 2011 - O impasse da política urbana no Brasil. Petrópolis: Vozes. 2009 - A cidade do pensamento único (com Carlos Vainer e Otilia Beatriz Fiori Arantes). Petrópolis: Vozes. 2001 - Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001. 1999 - Cenários do Contraste. Uma incursão no interior da habitação popular paulistana (com Telmo Pamplona e Yvonne Mautner) 1997 - Habitação e cidade. São Paulo: Atual. 1996 - Metrópole na periferia do capitalismo. São Paulo: Hucitec. 1987 - Política habitacional no regime militar. Petrópolis: Ed. Vozes. 1979 - A produção capitalista da casa (e da cidade) no Brasil industrial. São Paulo, SP: Alfa Omega
  • 5.
    A Estação daLuz, em 1911 Urbanização séc. XX Herança da cultura colonial se reflete no meio do processo urbano mais moderno, pelo qual carregamos até os dias de hoje.
  • 6.
    Urbanização séc. XXBrasil Praça da Sé SP Teatro Municipal SP Rua XV de Novembro Urbanização séc. XIX - XX Europa Centro Londres Inglaterra Paris França (foto colorizada) Urbanização tardia
  • 7.
  • 8.
    Reforçam o movimentomigratório campo-cidade. As oportunidades que de fato havia nas primeiras décadas do século XX para a população imigrante, já não existiam mais para os imigrantes tardio, migrantes e para o reforço migratório campo-cidade que ainda era estimulado.
  • 9.
    O Formidável Desenvolvimento de S.Paulo Nestareportagem publicada em 1923 pela Revista da Semana, destaque para os novos prédios de nossa cidade na década de 20. Alguns já estavam concluídos e outros, em construção. Destaque para o Martinelli, ainda em obras, e cuja cobertura com a mansão do comendador ainda não havia sido idealizada.
  • 10.
    1938 Propaganda de Jornalde 1930, Guarulhos - SP. Era este o apelo para vender as últimas unidades do Palacete Riachuelo que ainda estava disponíveis em 1949.
  • 11.
    Centro São Pauloinicio Década 20 Foto Colorizada Rua 7 Abril, Centro São Paulo 1951. Foto Colorizada Av São João, Centro São Paulo 1950. Vale Anhangabaú 1985 Vale Anhangabaú 1961
  • 12.
    Não foi sóo governo. A sociedade brasileira em peso embriagou-se, desde os tempos da abolição e da republica velha, com as idealizações sobre progresso e modernização. A salvação parecia estar nas cidades, onde o futuro já havia chegado. Então era só vir para elas e desfrutar de fantasias como emprego pleno, assistência social providenciada pelo Estado, lazer, novas oportunidades para os filhos... Não aconteceu nada disso, é claro, e, aos poucos, os sonhos viraram pesadelos (Santos, 1986, p. 2).
  • 13.
    A alta densidadede ocupação do solo e a exclusão social representam uma situação inédita. Ocupação ilegal área pública Poluição das águas Poluição do ar Violência nas ruas Crianças desamparadas CortiçosEnchentes Trafego caótico
  • 14.
    A dificuldade deatender e acolher os moradores de rua não é um problema recente de nossas cidades. Este artigo do jornal Correio Paulistano, publicado em julho de 1935, alerta para a triste situação de pessoas que dormem ao relento na Praça da República e Anhangabaú. O interessante da notícia é que além da atualidade dos fatos, os lugares de 80 anos atrás são os mesmos da atualidade. Fonte: saopauloantiga.com
  • 15.
    Propaganda de Jornalde 1930, São Paulo - SP. ilustração do cartunista Belmonte. ``Menores vagabundos´´ na Santa Ifigênia - Veja como a imprensa paulistana descrevia os menores infratores em 1902. Nota policial publicada no jornal Correio Paulistano em 17 de novembro de 1910.
  • 16.
    Encostas dos morros Mangues Áreasde proteção ambiental Beira de córregos Áreas sujeitas a enchentes Áreas poluídas Segregação por parte administrativa Códigos municipais de Posturas faz a expulsão da classe pobre dos centro Infraestrutura, Cultura e Lazer Áreas nobres e de interesse imobiliário: A ideia colonial que separa ricos dos pobres é forte na sociedade e promovida pelo próprio governo para atender os interesses da burguesia. Espaços Públicos e ilegais para construção:
  • 17.
    Trabalhadores do setorsecundário e até mesmo da indústria fordista brasileira foram excluídos do mercado imobiliário privado e, frequentemente, buscaram a favela como forma de moradia. ( Metrópole, legislação e desigualdade, Maricato, Ermínia, p 153.) Espaço Público Espaço Privado
  • 18.
    ``Ser pobre nãoé apenas não ter, mas sobretudo ser impedido de ter, o que aponta muito mais para uma questão de ser do que de ter´´ (Demo, 1993, p. 2) A Ordem social competitiva reconhece a pluralidade das estruturas econômicas e sociais. Os que são excluídos do privilegiamento econômico, sociocultural e politico também são excluídos do valimento social e do valimento politico. Os excluídos são necessários para a existência do estilo de dominação burguesa, que se monta dessa maneira. (Fernandes, 1977, p. 222).
  • 19.
    A Companhia Sabespresponsável pelo saneamento básico da rede água de São Paulo ampliou a rede de águas até os loteamentos ilegais, mesmo os situados em áreas de mananciais.  Queda no índice de mortalidade infantil Porém entre 1989 e 1992, a mesma companhia se recusou a atender loteamentos ilegais situados na mesma região de proteção dos mananciais na Capela do Socorro em São Paulo. Alegando que os loteamentos eram ilegais.  inúmeros os casos de hepatite na região
  • 20.
    • Consolidação deocupação ilegal em áreas de proteção ambiental • Custo inviável para remoção • Terra perdeu valor no mercado imobiliário • Loteamentos irregulares Represa do Guarapiranga - São Paulo SP
  • 21.
    Apesar dessa áreaspúblicas serem irregulares e possuir lei de proteção, teve um tempo em que o poder público incentivou as invasões para ocupação ilegal, afim de tirar o peso de suas costas a responsabilidade de arrumar um local com condições decentes a população, colocando em risco as áreas urbanas de proteção ambiental e dos ocupantes. No inicio das ocupações ilegais, não havia exigência por parte dos moradores por uma infraestrutura, pois os mesmos se sentiam infratores por ocuparem áreas públicas e demonstravam medo de serem despejado.
  • 23.
    Aspectos positivos demudanças: ABCD – região municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema • Modernas empresas Fordistas, produtora de automóveis Politicas sociais / emprego / previdência social / assistência a saúde / educação / moradia / transporte / saneamento Sindicatos e empresas mudando a politica Estatuto da Cidade 2000 constituem paradigmas inovadores sobre base fundiária e imobiliária urbana. Novos instrumentos urbanísticos Reestruturação Produção habitacional Contenção da ocupação ilegal por falta de alternativas Financiamentos Terras urbanizadas
  • 24.
    Atuais Problemas, sãoos mesmo velhos problemas mal solucionados Trabalhadores Fordistas Trabalhadores de diversos setores Centro antigo, área vista como local de trabalho Novas centralizações que atendem a burguesia e mais trabalhadores Permanente dificuldade de se pagar uma moradia decente, pois o que se ganha não é suficiente para esta e outras necessidades.
  • 25.
    Referências Bibliográficas: ARANTES, O.;VAINER, C. e MARICATO, E. Acidade do pensamento único. Petrópolis, Vozes, 2000. ARANTES, P. E. Sentimentos da dialética. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992. BALDEZ, M. Solo urbano, reforma urbana, proposta para a constituinte. Rio de Janeiro, Fase, 1986. BOSI, A. Dialética da colonização. São Paulo, Companhia das Letras, 1992. CARVALHO, E. G. O negócio da terra. Rio de Janeiro, UFRJ, 1991. CEDU – Companhia Estadual de desenvolvimento Urbano/ Governo do Estado da Bahia. A grande salvador: posse e uso da terra. Salvador, 1978. DEMO, P. ``Pobreza política´´ . Papers. São Paulo, Fundação Konrad Adenauer-Stiftung, 1993. DENALDI, R. Politicas de urbanização de favelas: evolução e impasse. São Paulo, Tese de Doutorado, FAU-USP, 2003. FERNANDES, F. A revolução burguesa no Brasil. Rio de Janeiro, Zahar, 1976. ``Problemas de conceituação das classes sociais na América Latina´´ ZENTENO, R. B. As classes sociais na América Latina. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1977. FRANCO, M. S. ``As ideias estão no lugar´´. Caderno de debates, 1. São Paulo, Brasiliense, 1976. HARVEY, D. A condição pós-moderna. São Paulo, Loyola, 1993. ________________________________________________________________________________________________ Imagens de jornais e fotografias de época: sãopauloantiga.com.br Apresentação baseada no texto de ERMÍNIA MARICATO, Estudos Avançados 17, Metrópole, legislação e desigualdade. P 151-164.