A dimensão pessoal
e social da ética
Em discussão
Ética
Disciplina filosófica que se ocupa das questões
relativas à moralidade, tendo em conta,
sobretudo, os conceitos de bem e de mal.
Metaética
Qual é a natureza dos juízos morais?
Ética
normativa
Ética
aplicada
Os juízos morais enquanto
juízos de valor
1
Os valores morais
servem de critérios na
avaliação de
comportamentos e
atitudes.
Valores
Encontram-se na base das nossas avaliações e decisões.
Os juízos morais,
remetendo para valores
morais, podem
classificar-se como
juízos de valor.
Juízos
Juízos de valor
Pretendem avaliar a
realidade, atribuindo a
algo um valor positivo ou
negativo, ou reconhecer
nela a presença de
determinado valor.
Podem ser considerados
normativos ou
prescritivos (mas
também descritivos,
segundo algumas
perspetivas).
Juízos de facto
Pretendem apenas
descrever a realidade
(descritivos). Têm valor
de verdade,
independentemente dos
sujeitos individuais ou
das culturas.
O problema da natureza dos
juízos morais
2
Problema da natureza dos juízos morais
• Será que os juízos morais têm valor de verdade?
• Se sim, esses juízos são objetivos ou dependem
dos sujeitos/das culturas?
Perspetivas cognitivistas
É possível o conhecimento
no domínio da moral. Os
juízos morais possuem valor
de verdade.
Perspetivas não cognitivistas
Não podemos falar de
conhecimento acerca de
questões morais.
Os juízos morais não têm
valor de verdade.
Exemplo: emotivismo
Os enunciados éticos não descrevem factos nem exprimem crenças
acerca de factos, apenas expressam estados emocionais ou afetivos.
Perspetivas cognitivistas
Subjetivismo
moral
Relativismo
moral
Objetivismo
moral
Os juízos morais não
são objetivos.
Os juízos
morais são
objetivos.
Perspetiva segundo a qual os valores morais são
subjetivos, totalmente dependentes da avaliação que os
sujeitos fazem da realidade. Os juízos morais traduzem
as preferências pessoais, sendo a sua verdade relativa ao
sujeito e puramente subjetiva.
Subjetivismo moral
Argumento da
existência de
desacordos sobre
questões morais
Argumento da
tolerância
Não dá conta da nossa falibilidade.
Objeções ao subjetivismo moral
Impossibilita a discussão de questões ou problemas
morais.
Pode levar a consequências indesejáveis do ponto de
vista moral.
O subjetivismo
moral
Torna difícil explicar a existência de acordos e
consensos éticos.
Admite aparentemente algumas formas de
intolerância.
Perspetiva que considera que os valores morais – e os
respetivos juízos morais – são relativos às diferentes
sociedades ou comunidades. Os juízos morais só são
verdadeiros ou falsos relativamente a
uma cultura ou comunidade.
Relativismo moral
Argumento da
diversidade cultural
Argumento da
tolerância
O desacordo entre as crenças morais de diferentes sociedades
não implica que não haja uma verdade moral objetiva.
Objeções ao relativismo moral
O facto de existir diversidade cultural não implica que não haja
valores morais comuns entre diferentes culturas.
A aceitação de determinado código moral pela maior parte dos
elementos de uma sociedade não basta para o considerar justo.
O fenómeno da dissidência mostra que os juízos de valor
morais nem sempre são um reflexo exato da cultura.
O relativismo pode levar ao conformismo e a tolerar atitudes
intolerantes.
Se o relativismo moral for verdadeiro, o progresso moral acaba
por se tornar incompreensível.
Perspetiva que considera que o valor de verdade dos
juízos morais é independente de preferências individuais
ou de contextos culturais, sendo os juízos morais
objetivos (à semelhança dos juízos de facto).
Objetivismo moral
Os realistas morais
entendem que os
juízos morais
descrevem factos
morais, podendo ser
considerados
objetivamente
verdadeiros ou falsos.
Outros filósofos
destacam o papel da
razão e consideram
que um juízo moral
será objetivo se
resultar de uma
avaliação imparcial.
O argumento contra a ideia de tolerância relativa não consegue
provar que a tolerância é um valor objetivo.
Objeções ao objetivismo moral
Os desacordos das perspetivas éticas põem em causa a
objetividade da ética.
Em questões de decisão moral, as pessoas não são
rigorosamente imparciais.
Ao admitir que os valores existem de facto no mundo, teremos
de pressupor a existência de propriedades bizarras (descritivas
e prescritivas ao mesmo tempo).
Desafios das sociedades
multiculturais
3
Sociedades atuais
Marcadamente plurais e multiculturais.
Ocorrência frequente de conflitos de valores e de perspetivas,
que dão origem a fenómenos de racismo, xenofobia, etc.
Na base destes fenómenos estão, muitas
vezes, atitudes de intolerância face à diversidade cultural.
Atitudes face à diversidade cultural
Etnocentrismo Relativismo Interculturalismo
Tendência ou atitude
em que os indivíduos
tomam a sua própria
cultura ou sociedade
como centro, norma
e modelo de
referência para
avaliação de outras
culturas.
Perspetiva que
procura entender e
aceitar a diversidade
cultural. Uma atitude
conformista e
relativista pode levar
a promover a
separação das
diferentes culturas e
comunidades.
Modelo de
compreensão da
realidade
multicultural que
assenta no diálogo,
na interação e no
respeito, encarando
a possibilidade de
alguns valores
serem universais.

eqt10_ppt_5.pptx

  • 1.
    A dimensão pessoal esocial da ética
  • 2.
    Em discussão Ética Disciplina filosóficaque se ocupa das questões relativas à moralidade, tendo em conta, sobretudo, os conceitos de bem e de mal. Metaética Qual é a natureza dos juízos morais? Ética normativa Ética aplicada
  • 3.
    Os juízos moraisenquanto juízos de valor 1
  • 4.
    Os valores morais servemde critérios na avaliação de comportamentos e atitudes. Valores Encontram-se na base das nossas avaliações e decisões. Os juízos morais, remetendo para valores morais, podem classificar-se como juízos de valor.
  • 5.
    Juízos Juízos de valor Pretendemavaliar a realidade, atribuindo a algo um valor positivo ou negativo, ou reconhecer nela a presença de determinado valor. Podem ser considerados normativos ou prescritivos (mas também descritivos, segundo algumas perspetivas). Juízos de facto Pretendem apenas descrever a realidade (descritivos). Têm valor de verdade, independentemente dos sujeitos individuais ou das culturas.
  • 6.
    O problema danatureza dos juízos morais 2
  • 7.
    Problema da naturezados juízos morais • Será que os juízos morais têm valor de verdade? • Se sim, esses juízos são objetivos ou dependem dos sujeitos/das culturas? Perspetivas cognitivistas É possível o conhecimento no domínio da moral. Os juízos morais possuem valor de verdade. Perspetivas não cognitivistas Não podemos falar de conhecimento acerca de questões morais. Os juízos morais não têm valor de verdade. Exemplo: emotivismo Os enunciados éticos não descrevem factos nem exprimem crenças acerca de factos, apenas expressam estados emocionais ou afetivos.
  • 8.
    Perspetivas cognitivistas Subjetivismo moral Relativismo moral Objetivismo moral Os juízosmorais não são objetivos. Os juízos morais são objetivos.
  • 9.
    Perspetiva segundo aqual os valores morais são subjetivos, totalmente dependentes da avaliação que os sujeitos fazem da realidade. Os juízos morais traduzem as preferências pessoais, sendo a sua verdade relativa ao sujeito e puramente subjetiva. Subjetivismo moral Argumento da existência de desacordos sobre questões morais Argumento da tolerância
  • 10.
    Não dá contada nossa falibilidade. Objeções ao subjetivismo moral Impossibilita a discussão de questões ou problemas morais. Pode levar a consequências indesejáveis do ponto de vista moral. O subjetivismo moral Torna difícil explicar a existência de acordos e consensos éticos. Admite aparentemente algumas formas de intolerância.
  • 11.
    Perspetiva que consideraque os valores morais – e os respetivos juízos morais – são relativos às diferentes sociedades ou comunidades. Os juízos morais só são verdadeiros ou falsos relativamente a uma cultura ou comunidade. Relativismo moral Argumento da diversidade cultural Argumento da tolerância
  • 12.
    O desacordo entreas crenças morais de diferentes sociedades não implica que não haja uma verdade moral objetiva. Objeções ao relativismo moral O facto de existir diversidade cultural não implica que não haja valores morais comuns entre diferentes culturas. A aceitação de determinado código moral pela maior parte dos elementos de uma sociedade não basta para o considerar justo. O fenómeno da dissidência mostra que os juízos de valor morais nem sempre são um reflexo exato da cultura. O relativismo pode levar ao conformismo e a tolerar atitudes intolerantes. Se o relativismo moral for verdadeiro, o progresso moral acaba por se tornar incompreensível.
  • 13.
    Perspetiva que consideraque o valor de verdade dos juízos morais é independente de preferências individuais ou de contextos culturais, sendo os juízos morais objetivos (à semelhança dos juízos de facto). Objetivismo moral Os realistas morais entendem que os juízos morais descrevem factos morais, podendo ser considerados objetivamente verdadeiros ou falsos. Outros filósofos destacam o papel da razão e consideram que um juízo moral será objetivo se resultar de uma avaliação imparcial.
  • 14.
    O argumento contraa ideia de tolerância relativa não consegue provar que a tolerância é um valor objetivo. Objeções ao objetivismo moral Os desacordos das perspetivas éticas põem em causa a objetividade da ética. Em questões de decisão moral, as pessoas não são rigorosamente imparciais. Ao admitir que os valores existem de facto no mundo, teremos de pressupor a existência de propriedades bizarras (descritivas e prescritivas ao mesmo tempo).
  • 15.
  • 16.
    Sociedades atuais Marcadamente pluraise multiculturais. Ocorrência frequente de conflitos de valores e de perspetivas, que dão origem a fenómenos de racismo, xenofobia, etc. Na base destes fenómenos estão, muitas vezes, atitudes de intolerância face à diversidade cultural.
  • 17.
    Atitudes face àdiversidade cultural Etnocentrismo Relativismo Interculturalismo Tendência ou atitude em que os indivíduos tomam a sua própria cultura ou sociedade como centro, norma e modelo de referência para avaliação de outras culturas. Perspetiva que procura entender e aceitar a diversidade cultural. Uma atitude conformista e relativista pode levar a promover a separação das diferentes culturas e comunidades. Modelo de compreensão da realidade multicultural que assenta no diálogo, na interação e no respeito, encarando a possibilidade de alguns valores serem universais.