Niterói
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Zona Sul, Oceânica e Centro de Niterói Circulação Quinzenal 16 Mil Exemplares Impressos
Diretor Responsável: Edgard Fonseca
Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil LeitoresDiz: A Verdade Escrita
2ª Quinzena
Nº 230
de Agosto
Ano 12
de 2019
CarineLemes*Maquiagem:RoziCampos*Foto:JulioCerino
Ineficazes
Página 03
Protetivas.
Medidas
As
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2
Informes
Expediente
Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ.
Diretor/Editor: Edgard Fonseca
Registro Profíssional MT 29931/RJ
Distribuição, circulação e logística:
Ernesto Guadelupe
Diagramação: Eri Alencar
Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares
Redação do Diz
R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ -
Tel: 3628-0552 |9613-8634
CEP 24.020-270
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responsabilidade dos autores.
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DG
D
ezesseis crianças, com idades entre 7 e 10 anos, moradoras de comunidades
da Grota, Castelo e da Igrejinha, participaram de atividades esportivas náuticas
e de educação ambiental no Núcleo Náutico do parque, no canto esquerdo da
praia de Camboinhas, nesta sexta, dia 30.
Esta é mais uma edição mensal do Dia no Mar, realização da Associação de Windsurf
de Niterói (AWN) em parceria com o Parque Estadual da Serra da Tiririca – PESET e o
projeto social Avante.
As crianças vivenciam os esportes náuticos não motorizados por professores, veleja-
dores, e surfistas voluntários, incluindo a atual campeã brasileira de windsurf slalom e
medalhista panamericana Christina Mattoso.
São aulas básicas e experimentação de caiaque, windsurf, stand-up paddle (SUP) e surf,
seguidas de palestras e trilhas guiadas pelo Setor Lagunar do PESET. Nessas atividades
são passadas informações e cuidados com o meio ambiente e segurança no mar. Esti-
mulam a sensibilização sobre o Patrimônio cultural de Niterói, especialmente os sítios
arqueológicos de Itaipu e Camboinhas.
N
o próximo dia 04 de setembro, às 18h30, a Escola Sá Pereira, que fica na Rua
Capistrano de Abreu, 29, em Botafogo, receberá a psicóloga Renata Lacombe,
o psicanalista Rodrigo Lyra e Laís Fleury, do Instituto Alana, para um debate. O
tema será “Infância e Tecnologia Combinam?”, num momento de muita preocupação e
desinformação dos pais e educadores infantis. Serão discutidos assuntos como déficit
da natureza e desemparedamento da infância, letramento digital, liberdade de expressão,
direito à participação e protagonismo infantil.
O evento é gratuito e aberto ao público.
Debate Sobre Infância
e Tecnologia
Dia do Mar
Renata Lacombe
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Documento
Ineficácia das Medidas Protetivas
Existem no Brasil múltiplas violências domésticas, de maridos e companheiros
contra mulheres, contra crianças e contra muitos idosos, produzidos por par-
entes, com ênfase em filhos desajustados, que é um capítulo a parte na história
dos crimes bárbaros sem solução. As leis são muito condescendentes com es-
tes casos e os mecanismos disponíveis refletem a interação e comportamentos
mais comuns. Desde 1986 foram criadas as “Medidas Protetivas”, que é um
instrumento jurídico, que estabelece um distanciamento físico entre os agres-
sores e vítimas. Se o agressor ultrapassar o distanciamento estabelecido pelo
juiz, poderá ser preso imediatamente, considerado em flagrante delito. Apesar
de parecer eficaz, é meramente normativo; para execução da prisão, quando
possível e posterior a invasão do espaço determinado, na maioria das vezes as
conseqüências são trágicas.
O
Estatuto do idoso, Lei 10.741/03,
dispõe em seu artigo 43 que sem-
pre que os direitos reconhecidos
aos Idosos forem ameaçados ou violados
serão aplicadas as “Medidas Protetivas”
previstas no artigo 45.
Um estudo do Instituto de Segurança
Pública (ISP) demonstra que a violência
contra a população de mais de 60 anos,
cresce num ritmo preocupante. A pesqui-
sa, intitulada “Dossiê da pessoa idosa”,
revela, com base em registros da Polícia
Civil, que a ocorrência de crimes con-
tra os idosos cresceu 91,2% entre 2002
e 2010. Número bastante expressivo se
for levado em conta que, de acordo com
o IBGE, o aumento da população com
mais de 60 anos foi de 35% entre 2000 e
2010. (Acesso: http://oglobo.globo.com/
rio/violencia-contra-idosos-quase-dobrou-
-6254585#ixzz4RInN3Nzl).
Aplicação das medidas protetivas de ur-
gência previstas na Lei Maria da Penha é
aplicável aos idosos. A Constituição Fede-
ral estabelece como dever da família, da
sociedade e do Estado amparar as pessoas
idosas (art. 230). Para tanto, o legislador
elaborou a Lei 10.741/2003, Estatuto do
Idoso, a qual dispõe, no Título III, sobre as
medidas de proteção, sendo que os arts.
44 e 45 tratam delas, especificamente:
Art. 44. As medidas de proteção ao idoso
previstas nesta Lei poderão ser aplicadas,
isolada ou cumulativamente, e levarão em
conta os fins sociais a que se destinam e
o fortalecimento dos vínculos familiares e
comunitários.
Art. 45. Verificada qualquer das hipóteses
previstas no art. 43, o Ministério Público
ou o Poder Judiciário, a requerimento da-
quele, poderá determinar, dentre outras
medidas:
“Imputados aos parentes do idoso a prática
de maus tratos, é necessária a participação
dos mesmos no pólo passivo de medida
protetiva que visa à aplicação do art. 45,
inc. V, do Estatuto do Idoso.” (TJMG - Ape-
lação Cível 1.0079.06.303023-7/001,
Relator (a): Des.(a) Manuel Saramago, 3ª
Câmara Cívil)
A ineficácia das medidas protetivas nos ca-
sos de violência doméstica é constantemen-
te discutida nos meios jurídicos. O principal
problema é a falta de meios para fiscaliza-
ção e proteção efetiva da vítima. O artigo
22 da lei 11.340/06 é taxativo quanto às
possibilidades de proteger a vítima de seu
agressor, entretanto do ponto de vista prá-
tico, as ações são ineficazes, situações que
se tornam mais freqüentes, resultando em
danos irreparáveis. A deficiência no siste-
ma jurídico brasileiro é constante, omissa
e viciosa. A proteção à vítima, na maioria
dos casos de violência sofrida no âmbito
doméstico familiar, tem desfechos graves. A
imensa impunidade, omissão e negligência
fizeram com que o Brasil fosse condenado
pela Comissão Interamericana de Direitos
Humanos, no episódio que deu origem ao
nome da Lei Maria da Penha. Evidencia-se
que o Estado não está preparado para
integralmente proteger a vida das pes-
soas que sofrem violências, pelo fato
de não dispor de mão de obra qualifi-
cada, não contratar e treinar agentes,
habilitando-os para este enfrentamen-
to. A fiscalização assídua e presencial
é indispensável, visto que a maioria
das vítimas é morta por arma de fogo,
facas ou objetos contundentes.
Reconhecida a impossibilidade de
proteção constante e integral, criou-
-se o acolhimento das vítimas num
programa de proteção nas “Casas
Abrigo”. São 155 em funcionamento
no país. Pioneiras no acolhimento de
mulheres vítimas de violência domés-
tica no Brasil, as Casas Abrigo existem
desde 1986, quando a primeira foi
inaugurada em São Paulo pela Secretaria
de Segurança Pública. Mulheres e crianças
vítimas de violência doméstica já viveram
nesses espaços de acolhimento sigilosos,
previstos na Lei 11.340/2006 (Maria da
Penha). É uma alternativa, mas de grandes
dificuldades para quem delas necessita. É
um imenso transtorno, separando e privan-
do as vítimas do seu habitat, longe dos seus
pertences habituais. As Casas Abrigo têm
como objetivo prestar atendimento psico-
lógico e jurídico e encaminhar para progra-
mas de geração de renda, e até fornecer
acompanhamento pedagógico às crianças,
uma vez que não poderão freqüentar uma
escola comum enquanto estiverem abriga-
das.
É uma situação constrangedora, embora
irrecusável em alguns casos, visto que pe-
las leis brasileiras, somente haverá prisão
do agressor em caso de flagrante delito. As
ameaças (ainda que graves e de até de mor-
te) e as agressões passadas não produzem
“razões jurídicas” para prisão. Uma senho-
ra procurou uma delegacia e fez uma de-
núncia contra uma filha, com envolvimento
com tráfico de drogas e crime organizado,
relatando agressões físicas para obtenção
de dinheiro, e por último, ameaças de mor-
te. A delegada sugeriu que ela procurasse o
Ministério Público e pedisse celeridade para
obtenção de medida de proteção e retirada
da filha de casa. A promotora foi categóri-
ca: “só poderemos tomar uma atitude des-
te tipo no momento em que ela cometer
uma agressão constatada e prendê-la em
flagrante.” A senhora retrucou: “então será
preciso que ela execute a ameaça, que me
mate, para que eu obtenha a proteção do
Estado? A esta altura me restará apenas a
proteção de Deus numa outra dimensão!”
Estas deficiências das Leis impedem que o
MP tome atitudes de proteção e antecipa-
ção aos delitos em curso. Muita gente não
faz denúncias das agressões constantes,
ameaças com extorsão de dinheiro e bens,
cometidas domesticamente, por se senti-
rem desprotegidas e temerem reações ain-
da piores dos impunes agressores.
As mulheres não estão totalmente protegi-
das pela Lei Maria da Penha. É preciso que
o agressor seja o companheiro ou marido.
Quando o agressor é um pai ou irmão,
agressão não se enquadra na lei, nem pro-
duz os mesmos efeitos da tão decantada e
almejada “Medida Protetiva”.
É preciso urgentemente rever estes con-
ceitos de laços familiares. Será preciso que
um irmão mate uma irmã para que se criem
medidas e leis mais duras para estes deli-
tos? A proporção da violência é a mesma!
Até quando idosos serão alvos fáceis de
parentes e filhos psicopatas e drogados? O
Estado brasileiro deveria qualificar e quan-
tificar melhor estes quadros da realidade
brasileira.
O Estado é contemplativo e omisso. Até
quando, deputados e senadores, não aten-
tarão para esta dura realidade?
Com inúmeras denúncias registradas, medida protetiva de 500 metros de dis-
tância, um agressor invadiu a casa onde morava com a mulher, (que tinha dois
filhos de outro relacionamento anterior, e mais um com o ex-marido), tentou
estuprar a enteada de 13 anos, e quando o irmão de 11 anos interveio para
ajudar a irmã, foram esfaqueados e mortos, na frente do outro irmão de 9 anos.
Não houve “medida protetiva” capaz de evitar os crimes. Este é somente um
dos muitos crimes cometidos apesar das “Medidas Protetivas”.
Os idosos são estatisticamente tão prejudicados quanto às mulheres. Os relatos
de violência a idosos são sub-notificados, visto que o temor é maior que a vida
humilhada e sub-julgada por agressões físicas e tortura emocional.
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Cultura
Paulo Roberto Cecchetti
cecchettipaulo@gmail.com
Internet
DIZ pra mim... (que eu conto)
Robôs Humanoides
R
obôs com aparência e movimentos
parecidos com os dos humanos são
figurinhas fáceis na cultura popular.
Dos romances robóticos de Isaac Asimov
aos "Vingadores: A Era de Ultron" — pa-
rece que, no imaginário, robôs aparecem
cada vez mais como seres sensíveis, donos
de uma consciência quase humana. Mas,
será que a perspectiva dos robôs se tor-
narem quase indistinguíveis dos humanos é
mesmo desejável e realista?
Segundo Ben Goertzel, que programou a
inteligência artificial de Sophia, os robôs
devem ser parecidos com humanos para
ajudar a "quebrar desconfianças e reservas
que as pessoas possam ter" e existirão por-
que as pessoas gostam, preferindo dar or-
dens ou reclamar de seu parceiro com um
robô humanoide do que com um Roomba
[robô aspirador de pó].
Entretanto, muitos desenvolvedores de
robôs discordam dessa abordagem. Dor
Skuler, co-fundador e executivo da Intuitio-
nRobotics, opõe-se fortemente a produção
de robôs que se parecem com humanos.
Sua empresa fabrica a ElliQ, uma pequena
robô socializadora para idosos criada para
combater a solidão. Ela é capaz de falar e
responder perguntas, mas constantemente
lembra os usuários de que estão diante de
uma máquina, não de um ser humano.
Atualmente, a IntuitionRobotics colabora
com o Instituto de Pesquisas Toyota para
desenvolver um agente interno que funcio-
ne como uma companhia digital no auto-
móvel. O objetivo é aumentar a segurança
de motoristas e passageiros, detectando e
compreendendo emoções nas palavras.
De fato a robótica chegou e já conquis-
tou um espaço merecido na humanidade,
negar isso é impossível. O que anos atrás
era um sonho, hoje se torna possível gra-
ças às inovações trazidas pela inserção das
maquinas na produção de bens de consu-
mo. Agora a robótica pode ser usada para
auxiliar a humanidade mais profundamente
em seu cotidiano. Quanto à aparência que
o “acompanhante” robô terá não importa
muito, visto que o que deve ser levado em
conta é o motivo pelo qual a máquina foi
inserida naquela realidade.
- As obras grafitadas de Isabella Marinho
estão em exposição no Espaço Cultu-
ral Correios Niterói (Av. Visconde do Rio
Branco, nº 481 - Centro), com visitação
gratuita, até 14 de setembro. Vale conferir!
- Tomou posse na
Academia Nite-
roiense de Letras/
ANL a escritora
e editora Labouré
Lima, em concor-
rida presença aca-
dêmica.
- A Orquestra
Popular Aprendiz
(OPA) se apre-
sentou na Sala de
Cultura Leila Diniz
(Rua Heitor Carri-
lho, nº 81 - Centro)
na série “Concertos
na Imprensa”.
- Até 20 de setembro a Casa Verde Kafu-
bah (Av. Dr. Raul de Oliveira Rodrigues,
nº 2414 - Cafubá) apresenta a exposição
"4X4", com Antonio Machado, Bernardii,
Jorge Novaes e Tatiana Reversé. Visitação
de 4ª a domingo, das 14 às 20 horas.
- A Sala José Cândido de Carvalho (Rua
Presidente Pedreira, nº 98 - Ingá) apresen-
ta a exposição "Silenciosa Geometria", de
Lucia Vilaseca, até 07 de outubro. Visitação
de 2ª a 6ª, das 9 às 17 horas.
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Edgard Fonsecaedgardfonseca22@hotmail.com
D
iz-se que a partir do
dia 21 de julho des-
te ano uma nova era
implantou-se; onde haverá uma
revolução nos conceitos da fi-
losofia, da moral, da sociologia
e dos desígnios de humanida-
de. Um novo tempo numa ou-
tra dimensão. Será duro e porá
os “pontos nos ìs”. Mudanças
não acontecem da noite para o
dia, assim como nascer depende de uma
gestação. Uma antecedência de fatos e ra-
zões para concepção e realização. Diz-se
também que a nossa realidade é ilusória e
apenas uma criação das nossas energéticas
mentes. Tudo não passa de energia quân-
tica e vivemos na atemporalidade, embora
contemos os dias. Uma espécie de Matrix,
onde cada um vai ver e realizar seus traje-
tos mundanos, dentro dos seus códigos de
crença.
Uma forma ou de outra, algo está aconte-
cendo, e se prevê, que para haver solução
satisfatória, na maioria das vezes, temos
que quebrar para emendar algo que se
apresentará com novo e evoluído. É uma
espécie de estimulo irrecusável para que
tudo tenha um desfecho, pouco importan-
do se o resultado será bom ou não.
Não obstante a todas estas considerações,
se observarmos bem, o ritmo e rumos do
mundo mudaram. Se não houver uma rá-
pida mudança de rota, iremos entrar numa
perigosa recessão mundial. A guerra co-
mercial entre China e Estados Unidos refle-
te negativamente nos quatro cantos escuros
do planeta. Assistimos o desmascaramento
de tantos, até então insuspeitos, e as puni-
ções equivalentes se consumando. O tempo
dos enganadores está acabando, e aqueles
O Mundo em Questão
que se apresentavam com “a pessoa mais
honesta do mundo” tem seus crimes cada
vez mais evidentes. Líderes mundiais, como
Emmanuel Macron, entraram em franca
decadência e tenta desesperadamente usar
levianamente fatos destorcidos, como é o
caso das queimadas na Amazônia, para an-
gariar “simpatias” e ganhos políticos, ainda
que insustentáveis.
Não se pode tapar o sol com a peneira e a
podridão, a maldita falácia, hipócrita e sem
nenhuma ética, está saltando pelas costuras
das roupas de desses tipos, desnudando os
farsantes com sangue nos olhos. Dizem-se
aguerridos, mas encontrarão nesses novos
tempos a classificação que lhes cabe. São
aqueles, por exemplo, que recentemente
assinaram um manifesto de líderes estran-
geiros, interesseiros e usurpadores, traindo
a pátria brasileira, encorajando uma inter-
venção internacional na Amazônia, (ainda
que seja militar) que somente nós somos
seus legítimos donos. Estão ombreados
com Macron, contra o Brasil e irão regia-
mente ser responsabilizados. Tipos como
o Guilherme Boulos, Glauber Braga, Paulo
Pimenta, Humberto Costa, Vagner Freitas,
Gleisi Hoffmann, David Miranda e outros
mais, deverão enfrentar suas decadências,
atolados na vergonha, apesar de desconhe-
cerem este vocábulo.
Observatório de Pesquisas
A
inauguração do Observatório de Pesquisas Bryant Garth, na Emerj é uma inicia-
tiva pioneira, nasce com Núcleos de Estudos e Pesquisas empíricas em Violência
de Gênero e Mediação de Conflitos, Liberdade de Expressão e relacionamento
com instituições nacionais e internacionais. É o início de uma nova época para o judiciá-
rio e a sociedade do Rio de Janeiro.
M
arcio Meira, presidente da FU-
NAI, afirmou recentemente que
36 contratos firmados entre al-
deias indígenas e empresas estrangeiras,
como negociação de crédito de carbono na
Amazônia, são considerados nulos e serão
analisados individualmente pela Advocacia-
-Geral da União (AGU).
Uma empresa irlandesa comprou os direi-
tos de uma área equivalente ao dobro da
área de Portugal. Poderão explorar tudo, incluindo a biodiversidade, pelos próximos 30
anos. Negócio na ordem de 120 milhões de dólares. Estes indígenas protegidos e que
não pagam impostos, fazem negócios desta monta. É claro que existem “lideres brancos”
orientando o jogo.
Está na hora de acabar com essa ”lambança”.
Amazônia e Contratos Nulos
M
aria Labouré Almei-
da Lima Ribeiro é a
nova acadêmica da
Ilustre Academia Niteroiense
de Letras. Autora e editora
ocupará a Cadeira 01, patro-
nímica de Alberto Oliveira e
que teve como antecessores
Raul de Oliveira Rodrigues e
Salvador Matta e Silva. Seja
bem vinda ilustre confreira!
Todo sucesso e acolhimento!
Posse na ANL
E
ncerra-se neste final
de semana a exposição
Equilíbrios Artísticos,
oitava edição do ENTREAR-
TES no Museu do Ingá. Como
nominaram, as obras reafir-
maram equilíbrio, a despeito
das técnicas e características
individuais. Participaram: Re-
nata Barreto, Ana Morche,
Lia Berber, Bia Câmara Torres
e Ana Schieck.
Equilíbrios Artísticos
Professor Bryant Garth e desembargador Cesar Cury
Maria Labouré Almeida Lima RibeiroAs artistas Ana Schieck e Bia Torres na vernissage
Toni Coutinho
Alberto Araújo
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Fernando Mello - fmelloadv@gmail.com
Fernando de Farias Mello
Queimaram a Língua
Fernando Mello, Advogado
www.fariasmelloberanger.com.br
e-mail: fmelloadv@gmail.com
N
ão estamos acostumados com a
direita brasileira. Acho que sem-
pre quando pensamos em gover-
nos de direita, aparecem em nossa men-
te os militares descendo o cassetete nas
cabeças dos estudantes ou simplesmente
torturando comunistas.
E é essa imagem que a maioria das cabe-
ças da minha geração tem gravada.
Portanto, posso dizer que a geração atu-
al que grita nas ruas protestando contra
a direita, chamando governos eleitos de-
mocraticamente de ditadura, que chama o
governador do Estado do Rio de Janeiro
de assassino, no caso do seqüestro do
ônibus da Ponte, é uma geração domina-
da pela desinformação, embora crítica e
aguerrida.
Eles não sabem ou não conhecem bem o
que é tortura. Ainda bem.
A nefasta prática da tortura foi o que fez
ruir o governo militar pós 1964 e que
cresceu absurdamente após 1968; e deu
no que deu.
Não acho que devemos esquecer esses
episódios tristes pelos quais passamos.
Mas, trazer e comparar com o atual go-
verno é uma discussão sem justos para-
lelos e equivalência, e que ninguém, prin-
cipalmente alguém com razoável memória
como eu, vai se convencer que é preciso
derrubá-lo a qualquer custo.
O que depreendo dos governos de direita
atuais, como Witzel e Bolsonaro é que es-
tão num embate, com uma oposição ven-
cida e raivosa, mas muito preparada para
desestabilizar governos; e numa guerra
com a grande imprensa, com as torneiras
da publicidade estatal fechada. Nem o que
os governos fazem corretamente é comen-
tado. Só existem críticas a apontamento
dos erros.
Parece até que estão cultuando uma derru-
bada de governo para ter notícia e aumen-
tar a audiência.
É impressionante. Eles se esqueceram que
no regime militar a censura correu solta?
Duvido!
Vi muita receita de bolo impressa no lugar
dos editoriais dos jornais. Era a censura.
Músicas eram censuradas, peças de teatro
eram canceladas no meio da temporada...
Lembro do filme Laranja Mecânica que a
censura de forma ridícula colocou uma bor-
ra preta sobre a genitália dos atores nus.
Como diz um amigo meu, que é jornalis-
ta: “todo jornalista já nasce esquerdista”.
Pode até ser se estivermos falando do senti-
do humanista da profissão. Que não é bem
isso... O justo é que todo jornalista é críti-
co, e não aceita o fato como se apresenta,
mais como é apurado.
Assim como o advogado luta sempre por
um julgamento justo, com base em precei-
tos constitucionais, o jornalista luta pelos
direitos humanos e contra a miséria no pla-
neta terra.
Antes que escrevam e-mails me detonando,
me adianto em dizer que também acho o
Bolsonaro sem postura para um governan-
te. Contudo, ele é ele mesmo e não um po-
lítico que finge ser alguém para ter sucesso.
Bolsonaro foi eleito porque é honesto, sin-
cero até demais; mas, não tem manejo polí-
tico. É parcial na crítica dos erros dos filhos,
o que poderá torná-lo refém das irregulari-
dades. E isso é um prato cheio para aqueles
que se esbaldavam no banquete irregular
dos governos anteriores.
As críticas estão exageradas demais e todos
estão percebendo isso. O brasileiro não é
bobo, mas gosta de lutar por sua “grani-
nha” no final do mês.
Há queimadas na Amazônia, sim. Mas elas
aumentaram muito mesmo? Um amigo de
esquerda me disse via Facebook que a “pre-
ocupação está no aumento das queima-
das”. Respondi com um gráfico que obtive
no INPE e que mostra que nesse ano as
queimadas são as menores em muitos anos.
Ele não quis saber. Ele é contra a Lava-jato,
contra o Moro, odeia o Bolsonaro... Não
consegue enxergar nada de positivo neste
governo, grita Lula Livre, delira que Lula é
preso político e xinga toda a família Bolso-
naro.
Nem o presidente da França, Macron, que
foi desmentido e abandonado em suas teses
sobre o Brasil no G7 (isso a grande impren-
sa não publica), pensa assim. Afinal, lutar
contra quem luta contra a corrupção parece
ser algo, no mínimo esquizofrênico.
Macron queimou a língua, assim como,
Bolsonaro também fala cotidianamente pé-
rolas impublicáveis.
Acabo por me lembrar da época do gover-
no militar: quando um jornalista fazia uma
pergunta ouvia um sonoro “nada a decla-
rar”. E ficava por isso mesmo!
Prefiro um ogro honesto que um bandido
simpático e que fala o que quero ouvir.
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Conexões erialencar.arte@gmail.com
E! Games
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Game Cinematográfico
F
oi lançado recentemente, um game exclusivo para PS4 que homenageia os filmes de
suspense dos anos 90 e ao mesmo tempo surpreende pelo poder de imersão que
provoca no jogador. Trata-se de “Erica” um game que funciona como um Thriller
interativo. Nele, os jogadores acompanham o desenrolar de uma trama repleta de misté-
rios, onde cada decisão pode levar a rumos bem diferentes e surpreendentes.
Erica é um jogo que carrega uma trama tensa. Nele, você assume o controle da protago-
nista que dá nome ao jogo, e que precisa ajudar um detetive a solucionar um assassinato
que envolve uma série de mistérios como o passado da personagem.
O desfecho do enredo é cirurgicamente encaminhado para rumos moldados de acordo
as decisões do jogador. Em outras palavras, em determinado momento, uma simples
decisão de ir ou não para um local pode mudar completamente a trama, levando a finais
bem diferentes. Isso faz com que o jogo tenha um fator replay altíssimo, até pelo tempo
de conclusão, cerca de 2 a 3 horas.
O que mais agrada aos fãs é
a forma como o roteiro não
entrega os desfechos da
trama. Por mais que você
esteja confiante nos rumos
de a personagem vai tomar,
e em quem realmente deve
confiar, a história te afron-
ta e surpreende e mostra
que não é bem assim como
você pensa. E para comple-
tar, todo o jogo está loca-
lizado, ou seja, conta com
legendas e dublagem em
português, que não deixa
em nada a desejar com um excelente trabalho feito por nossos dubladores brasileiros.
O único deslize é que muitos documentos, textos e anotações encontrados por Erica
acabaram não sendo traduzidos, o que prejudica bastante os que não dominam o inglês.
Pensar nos gráficos de Erica é um tanto estranho, afinal, estamos diante de um filme in-
terativo com atores e cenários reais. Entretanto, ainda é possível deixar uma crítica e um
elogio para o contexto visual do game.
O elogio é justamente para a qualidade das imagens. A sensação é a de estar assistindo
um filme em 4K, que encanta os olhos em uma fotografia muito bem feita, principalmente
por se tratar de um game e não uma obra cinematográfica que será exibida em cinemas
ou plataformas de streaming.
E a crítica é para a construção de alguns cenários do jogo, pois as principais locações
da parte final do enredo foram gravadas em lugares cuja composição não é a das mais
convincentes, o que quebra um pouco o realismo do jogo justamente no momento em
que o foco maior é o desenrolar da trama.
Até a próxima!
Cidade do Papelzinho
Definitivamente Niterói é a cidade do “papelzinho”. No Centro é um verdadeiro hor-
ror. Tem sempre uma moça entregando, ou quase forçando a entrega daquelas mal-
ditas “publicidades”. Todo mundo sabe que é ilegal, o código de postura da prefeitura
é claro nessa matéria, mas, os fiscais do município não combatem esta prática. Sujam
as ruas, importunam as pessoas e na verdade, não contribui para melhorar as vendas
do “anunciante”. Até lojas, disfarçam a prática colocando escrita, “distribuição interna”.
Conversa! Ficam na porta da loja acessando o público que passa. É a típica propaganda
porca, em todos os sentidos. Não ajuda e atrapalha demais!
Barca Turca
Todo mundo sabe que a situação econômica está difícil para todo mundo. Mas, conve-
nhamos, nos ônibus forçam a venda de balas e quinquilharias, com a conivência dos
motoristas que permitem e até incentivam. Viajar na barca hoje é um desespero. Tem sem-
pre alguém gritando, dizendo-se artista. Raramente aparece um artista de verdade. O res-
to é engodo. O artista de rua tem alguma qualificação, sabe tocar ou cantar, pelo menos
razoavelmente. Estes “poetas” que aparecem nas barcas são muito ruins e barulhentos.
Ninguém paga uma passagem para ser importunado. E deve ter alguma conivência dos
funcionários, pois ainda aparecem ambulantes, até mais sofisticados, vendendo produtos
chineses. Outro dia, na estação do Rio, ao meu lado estavam cinco vendedores fazendo
uma reunião de trabalho, carregados de produtos diversos. Tinha um que até mais parecia
o supervisor, que dava orientações e cobrava produção. E a empresa Barcas SA participa
desse comércio “informal”. Te algum interesse nisso? Os passageiros, na maioria não
gostam de ser importunados, para não dizermos, afrontados. Ninguém fiscaliza é porque
se beneficia.
Intolerância com Idosos
Continua a saga de intolerância o constrangimento de idosos nos ônibus de Niterói.
Se as empresas determinam que o motorista faça um relatório sobre o idoso que é
isento de pagar passagem acima dos 65 anos, a culpa não é do idoso. Mas, os motoristas
estão estressados sem paciência e revoltados, e dão socos no volante e na alavanca de
marcha toda vez que entra um idoso e apresenta sua carteira de identidade. Como se não
bastasse a exposição do idoso, em pé ao lado do motorista mal encarado, e todos os pas-
sageiros do coletivo olhando para o idoso como se ele fosse um estorvo, que atrapalha e
atrasa a viagem. As empresas impõem este expediente de propositalmente, “vingando-se”
dos passageiros isentos. As pessoas não são responsáveis pelos desvios e propinas pagas
pelas empresas a autoridades municipais. Por tanto, deveriam deixar os idosos em paz e
respeitá-los na medida necessária à dignidade humana.
Niterói
31/08 a 14/09/19
www.dizjornal.com
Renda Fina
8
Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores
Aniversariantes da Edição
Camila Diuana Martins Alexandre Ignacio Luana Pimentel Aristeu Pessanha Cristina Fuscaldo João Carvalho Silva
Homenagem à Classe dos Advogados
Por iniciativa do vereador Bruno Lessa, que também é advogado, foi realizada uma Ses-
são Solene (dia 20) em homenagem a classe dos advogados, para celebrar o Dia do
Advogado, comemorado em 11 de agosto. Prestigiaram o evento o presidente da OAB
do Estado do Rio de Janeiro, Luciano Bandeira, o presidente da OAB-Niterói, Claudio
Vianna, o presidente do Sindicato dos Advogados, Álvaro Quintão, o presidente da CA-
ARJ, Ricardo Menezes, e o representante da OAB Estadual em Niterói, Claudio Goulart.
Saudação feita pelo decano e ex presidente da OAB Niterói, Orquinésio Oliveira. Seguiu-
-se de um coquetel para convívio social da classe, vereadores, jornalistas, e amigos.
Andrea Machado
Bruno Lessa e Luciano Bandeira, presidente da OAB Rio de Janeiro Ricardo Menezes (presidente da CAARJ), Claudio Vianna, Bruno Lessa, Luciano Bandeira (presidente OAB-Rio) e Alvaro Quintão
Claudio Vianna (presidente OAB-Niterói), Bruno Lessa e Paulo Eduardo Gomes Claudio Goulart, Ricardo Quintão, Luciano Bandeira e Silvio Lessa

Diz Jornal - Edição 230

  • 1.
    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com ZonaSul, Oceânica e Centro de Niterói Circulação Quinzenal 16 Mil Exemplares Impressos Diretor Responsável: Edgard Fonseca Edição Online Para Um Milhão e Oitocentos Mil LeitoresDiz: A Verdade Escrita 2ª Quinzena Nº 230 de Agosto Ano 12 de 2019 CarineLemes*Maquiagem:RoziCampos*Foto:JulioCerino Ineficazes Página 03 Protetivas. Medidas As
  • 2.
    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com 2 Informes Expediente EdgardFonseca Comunicação Ltda. R Otavio Carneiro 143/704 - Niterói/RJ. Diretor/Editor: Edgard Fonseca Registro Profíssional MT 29931/RJ Distribuição, circulação e logística: Ernesto Guadelupe Diagramação: Eri Alencar Impressão: Tribuna | Tiragem 16.000 exemplares Redação do Diz R. Cônsul Francisco Cruz, nº 3 Centro - Niterói, RJ - Tel: 3628-0552 |9613-8634 CEP 24.020-270 dizjornal@hotmail.com www.dizjornal.com Os artigos assinados são de integral e absoluta responsabilidade dos autores. Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Distribuidora Guadalupe 30 Anos de bons serviços Jornais Alternativos - Revistas - Folhetos - En- cartes Demonstração de Placas Sinalizadoras Entrega de Encomendas e Entregas Seletivas Niterói - Rio de Janeiro - São Gonçalo - Itaboraí - Teresópolis - Petrópolis - Maricá - Macaé eguada@ar.microlink.com.br guada@ar.microlink.com.br 21-98111-0289 96474-3808| 96467-3995 97407-9707 DG D ezesseis crianças, com idades entre 7 e 10 anos, moradoras de comunidades da Grota, Castelo e da Igrejinha, participaram de atividades esportivas náuticas e de educação ambiental no Núcleo Náutico do parque, no canto esquerdo da praia de Camboinhas, nesta sexta, dia 30. Esta é mais uma edição mensal do Dia no Mar, realização da Associação de Windsurf de Niterói (AWN) em parceria com o Parque Estadual da Serra da Tiririca – PESET e o projeto social Avante. As crianças vivenciam os esportes náuticos não motorizados por professores, veleja- dores, e surfistas voluntários, incluindo a atual campeã brasileira de windsurf slalom e medalhista panamericana Christina Mattoso. São aulas básicas e experimentação de caiaque, windsurf, stand-up paddle (SUP) e surf, seguidas de palestras e trilhas guiadas pelo Setor Lagunar do PESET. Nessas atividades são passadas informações e cuidados com o meio ambiente e segurança no mar. Esti- mulam a sensibilização sobre o Patrimônio cultural de Niterói, especialmente os sítios arqueológicos de Itaipu e Camboinhas. N o próximo dia 04 de setembro, às 18h30, a Escola Sá Pereira, que fica na Rua Capistrano de Abreu, 29, em Botafogo, receberá a psicóloga Renata Lacombe, o psicanalista Rodrigo Lyra e Laís Fleury, do Instituto Alana, para um debate. O tema será “Infância e Tecnologia Combinam?”, num momento de muita preocupação e desinformação dos pais e educadores infantis. Serão discutidos assuntos como déficit da natureza e desemparedamento da infância, letramento digital, liberdade de expressão, direito à participação e protagonismo infantil. O evento é gratuito e aberto ao público. Debate Sobre Infância e Tecnologia Dia do Mar Renata Lacombe
  • 3.
    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com 3 Documento Ineficáciadas Medidas Protetivas Existem no Brasil múltiplas violências domésticas, de maridos e companheiros contra mulheres, contra crianças e contra muitos idosos, produzidos por par- entes, com ênfase em filhos desajustados, que é um capítulo a parte na história dos crimes bárbaros sem solução. As leis são muito condescendentes com es- tes casos e os mecanismos disponíveis refletem a interação e comportamentos mais comuns. Desde 1986 foram criadas as “Medidas Protetivas”, que é um instrumento jurídico, que estabelece um distanciamento físico entre os agres- sores e vítimas. Se o agressor ultrapassar o distanciamento estabelecido pelo juiz, poderá ser preso imediatamente, considerado em flagrante delito. Apesar de parecer eficaz, é meramente normativo; para execução da prisão, quando possível e posterior a invasão do espaço determinado, na maioria das vezes as conseqüências são trágicas. O Estatuto do idoso, Lei 10.741/03, dispõe em seu artigo 43 que sem- pre que os direitos reconhecidos aos Idosos forem ameaçados ou violados serão aplicadas as “Medidas Protetivas” previstas no artigo 45. Um estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP) demonstra que a violência contra a população de mais de 60 anos, cresce num ritmo preocupante. A pesqui- sa, intitulada “Dossiê da pessoa idosa”, revela, com base em registros da Polícia Civil, que a ocorrência de crimes con- tra os idosos cresceu 91,2% entre 2002 e 2010. Número bastante expressivo se for levado em conta que, de acordo com o IBGE, o aumento da população com mais de 60 anos foi de 35% entre 2000 e 2010. (Acesso: http://oglobo.globo.com/ rio/violencia-contra-idosos-quase-dobrou- -6254585#ixzz4RInN3Nzl). Aplicação das medidas protetivas de ur- gência previstas na Lei Maria da Penha é aplicável aos idosos. A Constituição Fede- ral estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado amparar as pessoas idosas (art. 230). Para tanto, o legislador elaborou a Lei 10.741/2003, Estatuto do Idoso, a qual dispõe, no Título III, sobre as medidas de proteção, sendo que os arts. 44 e 45 tratam delas, especificamente: Art. 44. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas, isolada ou cumulativamente, e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Art. 45. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 43, o Ministério Público ou o Poder Judiciário, a requerimento da- quele, poderá determinar, dentre outras medidas: “Imputados aos parentes do idoso a prática de maus tratos, é necessária a participação dos mesmos no pólo passivo de medida protetiva que visa à aplicação do art. 45, inc. V, do Estatuto do Idoso.” (TJMG - Ape- lação Cível 1.0079.06.303023-7/001, Relator (a): Des.(a) Manuel Saramago, 3ª Câmara Cívil) A ineficácia das medidas protetivas nos ca- sos de violência doméstica é constantemen- te discutida nos meios jurídicos. O principal problema é a falta de meios para fiscaliza- ção e proteção efetiva da vítima. O artigo 22 da lei 11.340/06 é taxativo quanto às possibilidades de proteger a vítima de seu agressor, entretanto do ponto de vista prá- tico, as ações são ineficazes, situações que se tornam mais freqüentes, resultando em danos irreparáveis. A deficiência no siste- ma jurídico brasileiro é constante, omissa e viciosa. A proteção à vítima, na maioria dos casos de violência sofrida no âmbito doméstico familiar, tem desfechos graves. A imensa impunidade, omissão e negligência fizeram com que o Brasil fosse condenado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, no episódio que deu origem ao nome da Lei Maria da Penha. Evidencia-se que o Estado não está preparado para integralmente proteger a vida das pes- soas que sofrem violências, pelo fato de não dispor de mão de obra qualifi- cada, não contratar e treinar agentes, habilitando-os para este enfrentamen- to. A fiscalização assídua e presencial é indispensável, visto que a maioria das vítimas é morta por arma de fogo, facas ou objetos contundentes. Reconhecida a impossibilidade de proteção constante e integral, criou- -se o acolhimento das vítimas num programa de proteção nas “Casas Abrigo”. São 155 em funcionamento no país. Pioneiras no acolhimento de mulheres vítimas de violência domés- tica no Brasil, as Casas Abrigo existem desde 1986, quando a primeira foi inaugurada em São Paulo pela Secretaria de Segurança Pública. Mulheres e crianças vítimas de violência doméstica já viveram nesses espaços de acolhimento sigilosos, previstos na Lei 11.340/2006 (Maria da Penha). É uma alternativa, mas de grandes dificuldades para quem delas necessita. É um imenso transtorno, separando e privan- do as vítimas do seu habitat, longe dos seus pertences habituais. As Casas Abrigo têm como objetivo prestar atendimento psico- lógico e jurídico e encaminhar para progra- mas de geração de renda, e até fornecer acompanhamento pedagógico às crianças, uma vez que não poderão freqüentar uma escola comum enquanto estiverem abriga- das. É uma situação constrangedora, embora irrecusável em alguns casos, visto que pe- las leis brasileiras, somente haverá prisão do agressor em caso de flagrante delito. As ameaças (ainda que graves e de até de mor- te) e as agressões passadas não produzem “razões jurídicas” para prisão. Uma senho- ra procurou uma delegacia e fez uma de- núncia contra uma filha, com envolvimento com tráfico de drogas e crime organizado, relatando agressões físicas para obtenção de dinheiro, e por último, ameaças de mor- te. A delegada sugeriu que ela procurasse o Ministério Público e pedisse celeridade para obtenção de medida de proteção e retirada da filha de casa. A promotora foi categóri- ca: “só poderemos tomar uma atitude des- te tipo no momento em que ela cometer uma agressão constatada e prendê-la em flagrante.” A senhora retrucou: “então será preciso que ela execute a ameaça, que me mate, para que eu obtenha a proteção do Estado? A esta altura me restará apenas a proteção de Deus numa outra dimensão!” Estas deficiências das Leis impedem que o MP tome atitudes de proteção e antecipa- ção aos delitos em curso. Muita gente não faz denúncias das agressões constantes, ameaças com extorsão de dinheiro e bens, cometidas domesticamente, por se senti- rem desprotegidas e temerem reações ain- da piores dos impunes agressores. As mulheres não estão totalmente protegi- das pela Lei Maria da Penha. É preciso que o agressor seja o companheiro ou marido. Quando o agressor é um pai ou irmão, agressão não se enquadra na lei, nem pro- duz os mesmos efeitos da tão decantada e almejada “Medida Protetiva”. É preciso urgentemente rever estes con- ceitos de laços familiares. Será preciso que um irmão mate uma irmã para que se criem medidas e leis mais duras para estes deli- tos? A proporção da violência é a mesma! Até quando idosos serão alvos fáceis de parentes e filhos psicopatas e drogados? O Estado brasileiro deveria qualificar e quan- tificar melhor estes quadros da realidade brasileira. O Estado é contemplativo e omisso. Até quando, deputados e senadores, não aten- tarão para esta dura realidade? Com inúmeras denúncias registradas, medida protetiva de 500 metros de dis- tância, um agressor invadiu a casa onde morava com a mulher, (que tinha dois filhos de outro relacionamento anterior, e mais um com o ex-marido), tentou estuprar a enteada de 13 anos, e quando o irmão de 11 anos interveio para ajudar a irmã, foram esfaqueados e mortos, na frente do outro irmão de 9 anos. Não houve “medida protetiva” capaz de evitar os crimes. Este é somente um dos muitos crimes cometidos apesar das “Medidas Protetivas”. Os idosos são estatisticamente tão prejudicados quanto às mulheres. Os relatos de violência a idosos são sub-notificados, visto que o temor é maior que a vida humilhada e sub-julgada por agressões físicas e tortura emocional.
  • 4.
    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com 4 Cultura PauloRoberto Cecchetti cecchettipaulo@gmail.com Internet DIZ pra mim... (que eu conto) Robôs Humanoides R obôs com aparência e movimentos parecidos com os dos humanos são figurinhas fáceis na cultura popular. Dos romances robóticos de Isaac Asimov aos "Vingadores: A Era de Ultron" — pa- rece que, no imaginário, robôs aparecem cada vez mais como seres sensíveis, donos de uma consciência quase humana. Mas, será que a perspectiva dos robôs se tor- narem quase indistinguíveis dos humanos é mesmo desejável e realista? Segundo Ben Goertzel, que programou a inteligência artificial de Sophia, os robôs devem ser parecidos com humanos para ajudar a "quebrar desconfianças e reservas que as pessoas possam ter" e existirão por- que as pessoas gostam, preferindo dar or- dens ou reclamar de seu parceiro com um robô humanoide do que com um Roomba [robô aspirador de pó]. Entretanto, muitos desenvolvedores de robôs discordam dessa abordagem. Dor Skuler, co-fundador e executivo da Intuitio- nRobotics, opõe-se fortemente a produção de robôs que se parecem com humanos. Sua empresa fabrica a ElliQ, uma pequena robô socializadora para idosos criada para combater a solidão. Ela é capaz de falar e responder perguntas, mas constantemente lembra os usuários de que estão diante de uma máquina, não de um ser humano. Atualmente, a IntuitionRobotics colabora com o Instituto de Pesquisas Toyota para desenvolver um agente interno que funcio- ne como uma companhia digital no auto- móvel. O objetivo é aumentar a segurança de motoristas e passageiros, detectando e compreendendo emoções nas palavras. De fato a robótica chegou e já conquis- tou um espaço merecido na humanidade, negar isso é impossível. O que anos atrás era um sonho, hoje se torna possível gra- ças às inovações trazidas pela inserção das maquinas na produção de bens de consu- mo. Agora a robótica pode ser usada para auxiliar a humanidade mais profundamente em seu cotidiano. Quanto à aparência que o “acompanhante” robô terá não importa muito, visto que o que deve ser levado em conta é o motivo pelo qual a máquina foi inserida naquela realidade. - As obras grafitadas de Isabella Marinho estão em exposição no Espaço Cultu- ral Correios Niterói (Av. Visconde do Rio Branco, nº 481 - Centro), com visitação gratuita, até 14 de setembro. Vale conferir! - Tomou posse na Academia Nite- roiense de Letras/ ANL a escritora e editora Labouré Lima, em concor- rida presença aca- dêmica. - A Orquestra Popular Aprendiz (OPA) se apre- sentou na Sala de Cultura Leila Diniz (Rua Heitor Carri- lho, nº 81 - Centro) na série “Concertos na Imprensa”. - Até 20 de setembro a Casa Verde Kafu- bah (Av. Dr. Raul de Oliveira Rodrigues, nº 2414 - Cafubá) apresenta a exposição "4X4", com Antonio Machado, Bernardii, Jorge Novaes e Tatiana Reversé. Visitação de 4ª a domingo, das 14 às 20 horas. - A Sala José Cândido de Carvalho (Rua Presidente Pedreira, nº 98 - Ingá) apresen- ta a exposição "Silenciosa Geometria", de Lucia Vilaseca, até 07 de outubro. Visitação de 2ª a 6ª, das 9 às 17 horas.
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    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com 5 EdgardFonsecaedgardfonseca22@hotmail.com D iz-se que a partir do dia 21 de julho des- te ano uma nova era implantou-se; onde haverá uma revolução nos conceitos da fi- losofia, da moral, da sociologia e dos desígnios de humanida- de. Um novo tempo numa ou- tra dimensão. Será duro e porá os “pontos nos ìs”. Mudanças não acontecem da noite para o dia, assim como nascer depende de uma gestação. Uma antecedência de fatos e ra- zões para concepção e realização. Diz-se também que a nossa realidade é ilusória e apenas uma criação das nossas energéticas mentes. Tudo não passa de energia quân- tica e vivemos na atemporalidade, embora contemos os dias. Uma espécie de Matrix, onde cada um vai ver e realizar seus traje- tos mundanos, dentro dos seus códigos de crença. Uma forma ou de outra, algo está aconte- cendo, e se prevê, que para haver solução satisfatória, na maioria das vezes, temos que quebrar para emendar algo que se apresentará com novo e evoluído. É uma espécie de estimulo irrecusável para que tudo tenha um desfecho, pouco importan- do se o resultado será bom ou não. Não obstante a todas estas considerações, se observarmos bem, o ritmo e rumos do mundo mudaram. Se não houver uma rá- pida mudança de rota, iremos entrar numa perigosa recessão mundial. A guerra co- mercial entre China e Estados Unidos refle- te negativamente nos quatro cantos escuros do planeta. Assistimos o desmascaramento de tantos, até então insuspeitos, e as puni- ções equivalentes se consumando. O tempo dos enganadores está acabando, e aqueles O Mundo em Questão que se apresentavam com “a pessoa mais honesta do mundo” tem seus crimes cada vez mais evidentes. Líderes mundiais, como Emmanuel Macron, entraram em franca decadência e tenta desesperadamente usar levianamente fatos destorcidos, como é o caso das queimadas na Amazônia, para an- gariar “simpatias” e ganhos políticos, ainda que insustentáveis. Não se pode tapar o sol com a peneira e a podridão, a maldita falácia, hipócrita e sem nenhuma ética, está saltando pelas costuras das roupas de desses tipos, desnudando os farsantes com sangue nos olhos. Dizem-se aguerridos, mas encontrarão nesses novos tempos a classificação que lhes cabe. São aqueles, por exemplo, que recentemente assinaram um manifesto de líderes estran- geiros, interesseiros e usurpadores, traindo a pátria brasileira, encorajando uma inter- venção internacional na Amazônia, (ainda que seja militar) que somente nós somos seus legítimos donos. Estão ombreados com Macron, contra o Brasil e irão regia- mente ser responsabilizados. Tipos como o Guilherme Boulos, Glauber Braga, Paulo Pimenta, Humberto Costa, Vagner Freitas, Gleisi Hoffmann, David Miranda e outros mais, deverão enfrentar suas decadências, atolados na vergonha, apesar de desconhe- cerem este vocábulo. Observatório de Pesquisas A inauguração do Observatório de Pesquisas Bryant Garth, na Emerj é uma inicia- tiva pioneira, nasce com Núcleos de Estudos e Pesquisas empíricas em Violência de Gênero e Mediação de Conflitos, Liberdade de Expressão e relacionamento com instituições nacionais e internacionais. É o início de uma nova época para o judiciá- rio e a sociedade do Rio de Janeiro. M arcio Meira, presidente da FU- NAI, afirmou recentemente que 36 contratos firmados entre al- deias indígenas e empresas estrangeiras, como negociação de crédito de carbono na Amazônia, são considerados nulos e serão analisados individualmente pela Advocacia- -Geral da União (AGU). Uma empresa irlandesa comprou os direi- tos de uma área equivalente ao dobro da área de Portugal. Poderão explorar tudo, incluindo a biodiversidade, pelos próximos 30 anos. Negócio na ordem de 120 milhões de dólares. Estes indígenas protegidos e que não pagam impostos, fazem negócios desta monta. É claro que existem “lideres brancos” orientando o jogo. Está na hora de acabar com essa ”lambança”. Amazônia e Contratos Nulos M aria Labouré Almei- da Lima Ribeiro é a nova acadêmica da Ilustre Academia Niteroiense de Letras. Autora e editora ocupará a Cadeira 01, patro- nímica de Alberto Oliveira e que teve como antecessores Raul de Oliveira Rodrigues e Salvador Matta e Silva. Seja bem vinda ilustre confreira! Todo sucesso e acolhimento! Posse na ANL E ncerra-se neste final de semana a exposição Equilíbrios Artísticos, oitava edição do ENTREAR- TES no Museu do Ingá. Como nominaram, as obras reafir- maram equilíbrio, a despeito das técnicas e características individuais. Participaram: Re- nata Barreto, Ana Morche, Lia Berber, Bia Câmara Torres e Ana Schieck. Equilíbrios Artísticos Professor Bryant Garth e desembargador Cesar Cury Maria Labouré Almeida Lima RibeiroAs artistas Ana Schieck e Bia Torres na vernissage Toni Coutinho Alberto Araújo
  • 6.
    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com 6 FernandoMello - fmelloadv@gmail.com Fernando de Farias Mello Queimaram a Língua Fernando Mello, Advogado www.fariasmelloberanger.com.br e-mail: fmelloadv@gmail.com N ão estamos acostumados com a direita brasileira. Acho que sem- pre quando pensamos em gover- nos de direita, aparecem em nossa men- te os militares descendo o cassetete nas cabeças dos estudantes ou simplesmente torturando comunistas. E é essa imagem que a maioria das cabe- ças da minha geração tem gravada. Portanto, posso dizer que a geração atu- al que grita nas ruas protestando contra a direita, chamando governos eleitos de- mocraticamente de ditadura, que chama o governador do Estado do Rio de Janeiro de assassino, no caso do seqüestro do ônibus da Ponte, é uma geração domina- da pela desinformação, embora crítica e aguerrida. Eles não sabem ou não conhecem bem o que é tortura. Ainda bem. A nefasta prática da tortura foi o que fez ruir o governo militar pós 1964 e que cresceu absurdamente após 1968; e deu no que deu. Não acho que devemos esquecer esses episódios tristes pelos quais passamos. Mas, trazer e comparar com o atual go- verno é uma discussão sem justos para- lelos e equivalência, e que ninguém, prin- cipalmente alguém com razoável memória como eu, vai se convencer que é preciso derrubá-lo a qualquer custo. O que depreendo dos governos de direita atuais, como Witzel e Bolsonaro é que es- tão num embate, com uma oposição ven- cida e raivosa, mas muito preparada para desestabilizar governos; e numa guerra com a grande imprensa, com as torneiras da publicidade estatal fechada. Nem o que os governos fazem corretamente é comen- tado. Só existem críticas a apontamento dos erros. Parece até que estão cultuando uma derru- bada de governo para ter notícia e aumen- tar a audiência. É impressionante. Eles se esqueceram que no regime militar a censura correu solta? Duvido! Vi muita receita de bolo impressa no lugar dos editoriais dos jornais. Era a censura. Músicas eram censuradas, peças de teatro eram canceladas no meio da temporada... Lembro do filme Laranja Mecânica que a censura de forma ridícula colocou uma bor- ra preta sobre a genitália dos atores nus. Como diz um amigo meu, que é jornalis- ta: “todo jornalista já nasce esquerdista”. Pode até ser se estivermos falando do senti- do humanista da profissão. Que não é bem isso... O justo é que todo jornalista é críti- co, e não aceita o fato como se apresenta, mais como é apurado. Assim como o advogado luta sempre por um julgamento justo, com base em precei- tos constitucionais, o jornalista luta pelos direitos humanos e contra a miséria no pla- neta terra. Antes que escrevam e-mails me detonando, me adianto em dizer que também acho o Bolsonaro sem postura para um governan- te. Contudo, ele é ele mesmo e não um po- lítico que finge ser alguém para ter sucesso. Bolsonaro foi eleito porque é honesto, sin- cero até demais; mas, não tem manejo polí- tico. É parcial na crítica dos erros dos filhos, o que poderá torná-lo refém das irregulari- dades. E isso é um prato cheio para aqueles que se esbaldavam no banquete irregular dos governos anteriores. As críticas estão exageradas demais e todos estão percebendo isso. O brasileiro não é bobo, mas gosta de lutar por sua “grani- nha” no final do mês. Há queimadas na Amazônia, sim. Mas elas aumentaram muito mesmo? Um amigo de esquerda me disse via Facebook que a “pre- ocupação está no aumento das queima- das”. Respondi com um gráfico que obtive no INPE e que mostra que nesse ano as queimadas são as menores em muitos anos. Ele não quis saber. Ele é contra a Lava-jato, contra o Moro, odeia o Bolsonaro... Não consegue enxergar nada de positivo neste governo, grita Lula Livre, delira que Lula é preso político e xinga toda a família Bolso- naro. Nem o presidente da França, Macron, que foi desmentido e abandonado em suas teses sobre o Brasil no G7 (isso a grande impren- sa não publica), pensa assim. Afinal, lutar contra quem luta contra a corrupção parece ser algo, no mínimo esquizofrênico. Macron queimou a língua, assim como, Bolsonaro também fala cotidianamente pé- rolas impublicáveis. Acabo por me lembrar da época do gover- no militar: quando um jornalista fazia uma pergunta ouvia um sonoro “nada a decla- rar”. E ficava por isso mesmo! Prefiro um ogro honesto que um bandido simpático e que fala o que quero ouvir.
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    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com 7 Conexõeserialencar.arte@gmail.com E! Games dizjornal@hotmail.com Game Cinematográfico F oi lançado recentemente, um game exclusivo para PS4 que homenageia os filmes de suspense dos anos 90 e ao mesmo tempo surpreende pelo poder de imersão que provoca no jogador. Trata-se de “Erica” um game que funciona como um Thriller interativo. Nele, os jogadores acompanham o desenrolar de uma trama repleta de misté- rios, onde cada decisão pode levar a rumos bem diferentes e surpreendentes. Erica é um jogo que carrega uma trama tensa. Nele, você assume o controle da protago- nista que dá nome ao jogo, e que precisa ajudar um detetive a solucionar um assassinato que envolve uma série de mistérios como o passado da personagem. O desfecho do enredo é cirurgicamente encaminhado para rumos moldados de acordo as decisões do jogador. Em outras palavras, em determinado momento, uma simples decisão de ir ou não para um local pode mudar completamente a trama, levando a finais bem diferentes. Isso faz com que o jogo tenha um fator replay altíssimo, até pelo tempo de conclusão, cerca de 2 a 3 horas. O que mais agrada aos fãs é a forma como o roteiro não entrega os desfechos da trama. Por mais que você esteja confiante nos rumos de a personagem vai tomar, e em quem realmente deve confiar, a história te afron- ta e surpreende e mostra que não é bem assim como você pensa. E para comple- tar, todo o jogo está loca- lizado, ou seja, conta com legendas e dublagem em português, que não deixa em nada a desejar com um excelente trabalho feito por nossos dubladores brasileiros. O único deslize é que muitos documentos, textos e anotações encontrados por Erica acabaram não sendo traduzidos, o que prejudica bastante os que não dominam o inglês. Pensar nos gráficos de Erica é um tanto estranho, afinal, estamos diante de um filme in- terativo com atores e cenários reais. Entretanto, ainda é possível deixar uma crítica e um elogio para o contexto visual do game. O elogio é justamente para a qualidade das imagens. A sensação é a de estar assistindo um filme em 4K, que encanta os olhos em uma fotografia muito bem feita, principalmente por se tratar de um game e não uma obra cinematográfica que será exibida em cinemas ou plataformas de streaming. E a crítica é para a construção de alguns cenários do jogo, pois as principais locações da parte final do enredo foram gravadas em lugares cuja composição não é a das mais convincentes, o que quebra um pouco o realismo do jogo justamente no momento em que o foco maior é o desenrolar da trama. Até a próxima! Cidade do Papelzinho Definitivamente Niterói é a cidade do “papelzinho”. No Centro é um verdadeiro hor- ror. Tem sempre uma moça entregando, ou quase forçando a entrega daquelas mal- ditas “publicidades”. Todo mundo sabe que é ilegal, o código de postura da prefeitura é claro nessa matéria, mas, os fiscais do município não combatem esta prática. Sujam as ruas, importunam as pessoas e na verdade, não contribui para melhorar as vendas do “anunciante”. Até lojas, disfarçam a prática colocando escrita, “distribuição interna”. Conversa! Ficam na porta da loja acessando o público que passa. É a típica propaganda porca, em todos os sentidos. Não ajuda e atrapalha demais! Barca Turca Todo mundo sabe que a situação econômica está difícil para todo mundo. Mas, conve- nhamos, nos ônibus forçam a venda de balas e quinquilharias, com a conivência dos motoristas que permitem e até incentivam. Viajar na barca hoje é um desespero. Tem sem- pre alguém gritando, dizendo-se artista. Raramente aparece um artista de verdade. O res- to é engodo. O artista de rua tem alguma qualificação, sabe tocar ou cantar, pelo menos razoavelmente. Estes “poetas” que aparecem nas barcas são muito ruins e barulhentos. Ninguém paga uma passagem para ser importunado. E deve ter alguma conivência dos funcionários, pois ainda aparecem ambulantes, até mais sofisticados, vendendo produtos chineses. Outro dia, na estação do Rio, ao meu lado estavam cinco vendedores fazendo uma reunião de trabalho, carregados de produtos diversos. Tinha um que até mais parecia o supervisor, que dava orientações e cobrava produção. E a empresa Barcas SA participa desse comércio “informal”. Te algum interesse nisso? Os passageiros, na maioria não gostam de ser importunados, para não dizermos, afrontados. Ninguém fiscaliza é porque se beneficia. Intolerância com Idosos Continua a saga de intolerância o constrangimento de idosos nos ônibus de Niterói. Se as empresas determinam que o motorista faça um relatório sobre o idoso que é isento de pagar passagem acima dos 65 anos, a culpa não é do idoso. Mas, os motoristas estão estressados sem paciência e revoltados, e dão socos no volante e na alavanca de marcha toda vez que entra um idoso e apresenta sua carteira de identidade. Como se não bastasse a exposição do idoso, em pé ao lado do motorista mal encarado, e todos os pas- sageiros do coletivo olhando para o idoso como se ele fosse um estorvo, que atrapalha e atrasa a viagem. As empresas impõem este expediente de propositalmente, “vingando-se” dos passageiros isentos. As pessoas não são responsáveis pelos desvios e propinas pagas pelas empresas a autoridades municipais. Por tanto, deveriam deixar os idosos em paz e respeitá-los na medida necessária à dignidade humana.
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    Niterói 31/08 a 14/09/19 www.dizjornal.com RendaFina 8 Edição na internet para Hum milhão e 800 mil leitores Aniversariantes da Edição Camila Diuana Martins Alexandre Ignacio Luana Pimentel Aristeu Pessanha Cristina Fuscaldo João Carvalho Silva Homenagem à Classe dos Advogados Por iniciativa do vereador Bruno Lessa, que também é advogado, foi realizada uma Ses- são Solene (dia 20) em homenagem a classe dos advogados, para celebrar o Dia do Advogado, comemorado em 11 de agosto. Prestigiaram o evento o presidente da OAB do Estado do Rio de Janeiro, Luciano Bandeira, o presidente da OAB-Niterói, Claudio Vianna, o presidente do Sindicato dos Advogados, Álvaro Quintão, o presidente da CA- ARJ, Ricardo Menezes, e o representante da OAB Estadual em Niterói, Claudio Goulart. Saudação feita pelo decano e ex presidente da OAB Niterói, Orquinésio Oliveira. Seguiu- -se de um coquetel para convívio social da classe, vereadores, jornalistas, e amigos. Andrea Machado Bruno Lessa e Luciano Bandeira, presidente da OAB Rio de Janeiro Ricardo Menezes (presidente da CAARJ), Claudio Vianna, Bruno Lessa, Luciano Bandeira (presidente OAB-Rio) e Alvaro Quintão Claudio Vianna (presidente OAB-Niterói), Bruno Lessa e Paulo Eduardo Gomes Claudio Goulart, Ricardo Quintão, Luciano Bandeira e Silvio Lessa