Equilíbrio ácido-base e
seus distúrbios
Prof. Douglas Souza
Introdução
• A avaliação do estado ácido-básico do sangue é
rotineiramente realizada nas Enfermarias e na
grande maioria dos doentes atendidos em UTIs.
• Essa avaliação é fundamental, pois, além dos
desvios do equilíbrio ácido-básico propriamente
ditos, pode fornecer dados sobre a função
respiratória e sobreas condições de perfusão
tecidual.
Conceitos
• Ácido é qualquer substância capaz de liberar
íons H+
em solução aquosa ( ânion )
• Base é qualquer substancia capaz de liberar íons
OH–
em solução aquosa ( cátion )
Conceitos
• Acidemia : pH < 7,35
• Alcalemia : pH > 7,45
• Acidose : Processo que tende a reduzir o pH do
LEC ( aumento H +
)
• Alcalose : Processo que tende a elevar o pH do
LEC ( redução H +
)
Conceitos
• Distúrbios simples: presença
de uma alteração isolada com
uma adequada resposta
compensatória
• Distúrbio mistos: mais de uma
alteração ácido-básica
presente ao mesmo tempo com
resposta nao ideal
Princípios do equilíbrio ácido-base
• Ácidos são produzidos diariamente e devem ser
expirados, excretados, metabolizados e/ou
tamponados para evitar acidemias fatais.
1. Dióxido de carbono ( forma ácido carbônico em
contato com agua)
2. Ácidos orgânicos ( cítrico, láctico …)
3. Ácidos não voláteis ( sulfúrico )
Princípios do equilíbrio ácido-base
• Bases são produzidas a partir:
1. Metabolismo de aminoácidos aniônicos
2. Oxidação de substâncias orgânicas como lactato
e citrato
Manutenção do equilíbrio ácido-base
• Sistema tampão
• Regulação renal
• Regulação pulmonar
Compensação Renal
• Secreção de H+ no túbulo
coletor ( para cada H+
secretado, um HCO3 – é
regenerado )
• Excreção de H+ no túbulo
proximal ( ligado a amônia,
que se liga ao H+ formando o
cátion amônio )
• A secreção de H+ a partir do
túbulo coletor cortical está
indiretamente ligada à reabsorção
de Na+.
• O potássio intracelular é trocado
por sódio nas células principais,
enquanto o H+ é transportado
por uma ATPase pelas células
alfaintercalares.
• O HCO3 é devolvido para o sangue
através da membrana peritubular,
em troca de Cl–
, mantendo assim a
eletroneutralidade.
Compensação Pulmonar
• A concentração de CO2 é
regulada basicamente pela FR
e VC
• Corrige o pH de maneira eficaz
em cerca de 50 a 70% dos
casos
Distúrbios Ácido- Base
• Simples
1. Acidose metabólica
2. Alcalose metabólica
3. Acidose respiratória
4. Alcalose respiratória
• Misto
1. Compensação não adequada
2. Resposta maior do que a
esperada
Resposta compensatória
Anion Gap
• diferenciação de etiologias para as acidoses
metabólicas
• Concentração de anions não mensurados
• Com a diminuição do bicarbonato,
automaticamente aumenta o cloro ou o AG
• AG corrigido: AG + 0,25 X ( 45 – Albumina)
Acidose metabólica
• Perda de fluidos contendo bicarbonato
• Produção aumentada de ácidos
• Retenção ou redução da excreção renal de H+
Acidose metabólica
AG NORMAL - hiperclorêmica AG ALTO - normoclorêmica
• Diarréia
• Fístulas entéricas
• Derivações intestinais
• Acidose tubular renal
• Diuréticos poupadores de K
• Nefropatias intersticiais
• Inibidores da anidrase carb
• Hiperaparatireoidismo
• Acidose lática
• Cetoacidose diabética
• Cetoacidose alcoólica
• Intoxicações
• IRA
• IRC
Acidose metabólica
• Náuseas, vômitos
• Taquipneia com hiperventilação ( Kussmaul)
• Disfunção microcirculatória com choque
• Resposta pró inflamatória
• Alterações de condução eletrica miocárdica
• Transporte alterado de co2
• Coagulopatias
• Reduz a afinidade da hb pelo oxigênio
Tratamento
• Baseado na etiologia do quadro.
• Ao corrigir a causa, a acidose é revertida
pricipalmente nas acidoses com AG aumentado.
• Uso de bicarbonato é extremamente controverso
e na maioria das condições os malefícios
superam os possíveis benefícios.
Alcalose metabólica
• Perda de H+ para o extracelular ( TGI, rins)
• Adição de bicarbonato
• Perda de líquido extracelular contendo cloro em
proporção maior do que a concentração de
bicarbonato
Alcalose metabólica
• Vômitos, aspiração gástrica
• Diuréticos
• Estados de edema
• Recuperação de acidoses lática ou cetoacidose
• Hipocalemia, hipomagnesemia
Alcalose metabólica
• Astenia
• Hipotensão postural
• Parestesias
• Poliúria
• Polidipsia
• Alteração de nível de consciência
• Convulsões
• Aumenta a afinidade da hb pelo oxigênio
Tratamento
• Buscar a etiologia do quadro
• A principal medida terapêutica é a
administração de cloreto
• Suspensão do uso de diuréticos
• Uso de antieméticos
• Bloqueadores da secreção gátrica
Acidose respiratória
• Aumento da PaCO2
• Mecanismo base: hipoventilação alveolar
• Retenção de CO2 cursa com acidose que
estimula retenção de bicarbonato ( inicio 12-
24s)
• Podem ser agudas ou crônicas
Acidose respiratória
• Farmacos
• AVC
• Infeccção
• Obstrução de vias aéreas
• Asma
• DPOC
• Miastenia
• Obesidade
Acidose respiratória
Agudo Crônico
• Cefaléia
• Confusão mental
• Rebaixamento do nível de
consciência
• Coma
• Distúrbios do sono
• Perda de memória
• Alterações de coordenação
• Distúrbios motores
• Sintomas de HIC
Tratamento
• Em casos agudos:
reversão imediata!
• Identificar etiologia
• Remoção de fatores
desencadeantes
Alcalose Respiratória
• Redução na PaCO2
• Mecanismo: hiperventilação
• Para cada queda de 10 mmHg, existe uma queda
no bicarbonato entre 2-5 mEq/L.
Alcalose Respiratória
Agudo Crônico
• AVC
• Cirrose
• Dor / ansiedade
• Sepse
• TEP
• EAP
• Hipóxia
• Febre
• Anemia grave
• Trauma
• Doença hepática crônica
• Gravidez ( progesterona
estimula centro resp.)
• Infecção de SNC
• Alta altitude
Alcalose Respiratória
• Confusão mental
• Convulsões
• Tetania
• Síncope
• Desloca sódio, potássio, para o intracelular
• Reduz o cácio ionizado
Tratamento
• Identificação e correção da causa que iniciou o
quadro clínico
Equilíbrio ácido-base e
seus distúrbios
Prof. Douglas Souza
Introdução
• Os desequilíbrios hidroeletrolíticos estão entre os
principais problemas clínicos encontrados na
emergência e podem ser fatais se não corrigidos
adequadamente.
• Os distúrbios hidroeletrolíticos são uma
deficiência na quantidade de eletrólitos no corpo
humano.
• Os principais distúrbios hidroeletrolíticos são os
que ocorrem alterações nos níveis de sódio e de
potássio.
Introdução
• Os distúrbios do sódio caracterizam-se,
principalmente, pelo risco de comprometimento
do sistema nervoso central, e os distúrbios do
potássio, pelo risco de arritmias cardíacas,
merecendo sempre atenção especial e tratamento
cuidadoso.
• Já os distúrbios do cálcio, magnésio e fósforo
estão mais relacionados ao comprometimento da
função neuromuscular e, embora menos
ameaçadores, precisam ser adequadamente
reconhecidos e tratados.
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
Hiponatremia
• É a diminuição da concentração sérica de sódio,
[Na] < 135 mEq/L
• É o distúrbio hidroeletrolítico mais comum em
pacientes internados e está associada à aumento
da mortalidade
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
Pode ser classificada conforme o grau:
• Leve: sódio sérico entre 130 a 135 (raramente precisa de
tratamento)
• Moderada: sódio sérico entre 125 a 129 (paciente
geralmente oligossintomático)
• Severa: sódio sérico menor que 125 (grave)
Pode ser classificada também conforme a osmolaridade
• Hipotônica: osmolaridade menor que 275
• Isotônica: osmolaridade entre 280 a 290 (pouco
preocupante)
• Hipertônica: osmolaridade maior que 290
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
• 1- Hiponatremia Hipotônica Hipovolêmica
Ocorre uma perda tanto de água, quanto de sódio.
Causas: podemos dividir em duas principais causas: renais e
não renais.
Para diferenciarmos as causas renais, é solicitado o parcial de
sódio na urina e caso este venha maior que 20 mEq/L é indicativo
de uma perda renal.
• As duas principais causas de perdas de Na+ renais são o uso de
diuréticos tiazídicos e a nefropatia.
• Já as principais causas de perdas não renais estão a diarreia e o
vômito, as quais causarão desidratação.
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
2- Hiponatremia Hipotônica Hipervolêmica
• Ocorre principalmente em estados edematosos e é
de fácil tratamento, através da restrição hídrica e
utilização de furosemida.
3- Hiponatremia Hipotônica Euvolêmica
• Ela é chamada de euvolêmica pois o paciente não
apresenta sinais de edema, porém, há um
aumento da água corporal INTRACELULAR, por
isso esse aumento não é visível.
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
• Causas: pode ser causada em pós cirúrgicos, hipotireoidismo
(devido ao mixedema) e na polidipsia. Porém, o principal causador é
a Síndrome da Secreção Inapropriada de ADH (SSIADH).
• Na SSIADH há um aumento na liberação de ADH e
consequentemente um aumento da retenção de água corporal (isso
ocorre pois o ADH estimula as aquaporinas que são responsáveis
pela reabsorção da água no rim).
• A SSIADH possui várias causas, tendo como principais:
▫ SNC: infecções, hemorragias, AVE, tumores e traumas;
▫ Neoplasias: pulmonares, pâncreas e duodeno;
▫ TBC e fibrose cística;
▫ Medicamentosa: clorpropamida e triciclico
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
• Tratamento
• Depende da velocidade de instalação, gravidade, e diagnóstico
etiológico.
• Hiponatremias agudas e graves costumam ser sintomáticas,
podendo levar a crises convulsivas (edema cerebral).
• Nestes casos, o [Na+] pode ser elevado em até 2 mEq/L/h nas
primeiras 2h, até que ocorra melhora nos sintomas. Depois, a
velocidade de correção deve ser reduzida para não ultrapassar
a recomendação de < 10- 12 mEq/L, nas primeiras 24h.
DISTÚRBIOS DO SÓDIO (135 - 145 mEq/L)
Hipernatremia
• Hipernatremia é a concentração sérica de sódio
> 145 mmol/L.
• Desenvolve-se a partir de um ganho de sódio ou
pela perda de água livre, ou pela combinação
desses fatores.
• Está sempre associada à hiperosmolalidade.
• Tratamento
• O tratamento de emergência deve ser feito para os
casos nos quais o sódio sérico está entre 158 e 160
mEq/L e, sobretudo, quando os pacientes estejam
sintomáticos.
• A escolha do fluido inicial não parece interferir na
ocorrência de complicações neurológicas. A
hidratação deve ser limitada em 6,8 mL/kg/h e a
correção não maior que 0,05 mEq/h
DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO (3,5 - 55 mEq/L)
O potássio é o cátion mais abundante no corpo e
sua concentração sérica é regulada entre 3,5 a 5,0
mEq/L. É essencialmente intracelular (98%) o que
torna difícil a dimensão de seu déficit com
medidas dos níveis séricos.
DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO (3,5 - 55 mEq/L)
Hipocalemia
É a concentração de potássio sérico < 3,5 mEq/L,
considerada uma anormalidade eletrolítica mais
encontrada na prática clínica. Ocorrendo,
inclusive, em cerca de 50% de pacientes
sobreviventes da RCP após fibrilação ventricular.
DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO (3,5 - 55 mEq/L)
Hipercalemia
É definida como K > 6,0, ocorrendo em cerca de
1,3% de pacientes internados, chegando a 10%
quando K > 5,3. Índices altos parecem estar
associados a mal prognostico e estudos recentes
mostram que mesmo índices entre 4,5 e 5,5 têm
pior desfecho clínico
OBRIGADO!!

DISTURBIO ACIDO BASE HIDROELETROLÍTICOS

  • 1.
    Equilíbrio ácido-base e seusdistúrbios Prof. Douglas Souza
  • 2.
    Introdução • A avaliaçãodo estado ácido-básico do sangue é rotineiramente realizada nas Enfermarias e na grande maioria dos doentes atendidos em UTIs. • Essa avaliação é fundamental, pois, além dos desvios do equilíbrio ácido-básico propriamente ditos, pode fornecer dados sobre a função respiratória e sobreas condições de perfusão tecidual.
  • 3.
    Conceitos • Ácido équalquer substância capaz de liberar íons H+ em solução aquosa ( ânion ) • Base é qualquer substancia capaz de liberar íons OH– em solução aquosa ( cátion )
  • 4.
    Conceitos • Acidemia :pH < 7,35 • Alcalemia : pH > 7,45 • Acidose : Processo que tende a reduzir o pH do LEC ( aumento H + ) • Alcalose : Processo que tende a elevar o pH do LEC ( redução H + )
  • 5.
    Conceitos • Distúrbios simples:presença de uma alteração isolada com uma adequada resposta compensatória • Distúrbio mistos: mais de uma alteração ácido-básica presente ao mesmo tempo com resposta nao ideal
  • 6.
    Princípios do equilíbrioácido-base • Ácidos são produzidos diariamente e devem ser expirados, excretados, metabolizados e/ou tamponados para evitar acidemias fatais. 1. Dióxido de carbono ( forma ácido carbônico em contato com agua) 2. Ácidos orgânicos ( cítrico, láctico …) 3. Ácidos não voláteis ( sulfúrico )
  • 7.
    Princípios do equilíbrioácido-base • Bases são produzidas a partir: 1. Metabolismo de aminoácidos aniônicos 2. Oxidação de substâncias orgânicas como lactato e citrato
  • 8.
    Manutenção do equilíbrioácido-base • Sistema tampão • Regulação renal • Regulação pulmonar
  • 9.
    Compensação Renal • Secreçãode H+ no túbulo coletor ( para cada H+ secretado, um HCO3 – é regenerado ) • Excreção de H+ no túbulo proximal ( ligado a amônia, que se liga ao H+ formando o cátion amônio ) • A secreção de H+ a partir do túbulo coletor cortical está indiretamente ligada à reabsorção de Na+. • O potássio intracelular é trocado por sódio nas células principais, enquanto o H+ é transportado por uma ATPase pelas células alfaintercalares. • O HCO3 é devolvido para o sangue através da membrana peritubular, em troca de Cl– , mantendo assim a eletroneutralidade.
  • 10.
    Compensação Pulmonar • Aconcentração de CO2 é regulada basicamente pela FR e VC • Corrige o pH de maneira eficaz em cerca de 50 a 70% dos casos
  • 11.
    Distúrbios Ácido- Base •Simples 1. Acidose metabólica 2. Alcalose metabólica 3. Acidose respiratória 4. Alcalose respiratória • Misto 1. Compensação não adequada 2. Resposta maior do que a esperada
  • 12.
  • 13.
    Anion Gap • diferenciaçãode etiologias para as acidoses metabólicas • Concentração de anions não mensurados • Com a diminuição do bicarbonato, automaticamente aumenta o cloro ou o AG • AG corrigido: AG + 0,25 X ( 45 – Albumina)
  • 14.
    Acidose metabólica • Perdade fluidos contendo bicarbonato • Produção aumentada de ácidos • Retenção ou redução da excreção renal de H+
  • 15.
    Acidose metabólica AG NORMAL- hiperclorêmica AG ALTO - normoclorêmica • Diarréia • Fístulas entéricas • Derivações intestinais • Acidose tubular renal • Diuréticos poupadores de K • Nefropatias intersticiais • Inibidores da anidrase carb • Hiperaparatireoidismo • Acidose lática • Cetoacidose diabética • Cetoacidose alcoólica • Intoxicações • IRA • IRC
  • 16.
    Acidose metabólica • Náuseas,vômitos • Taquipneia com hiperventilação ( Kussmaul) • Disfunção microcirculatória com choque • Resposta pró inflamatória • Alterações de condução eletrica miocárdica • Transporte alterado de co2 • Coagulopatias • Reduz a afinidade da hb pelo oxigênio
  • 17.
    Tratamento • Baseado naetiologia do quadro. • Ao corrigir a causa, a acidose é revertida pricipalmente nas acidoses com AG aumentado. • Uso de bicarbonato é extremamente controverso e na maioria das condições os malefícios superam os possíveis benefícios.
  • 18.
    Alcalose metabólica • Perdade H+ para o extracelular ( TGI, rins) • Adição de bicarbonato • Perda de líquido extracelular contendo cloro em proporção maior do que a concentração de bicarbonato
  • 19.
    Alcalose metabólica • Vômitos,aspiração gástrica • Diuréticos • Estados de edema • Recuperação de acidoses lática ou cetoacidose • Hipocalemia, hipomagnesemia
  • 20.
    Alcalose metabólica • Astenia •Hipotensão postural • Parestesias • Poliúria • Polidipsia • Alteração de nível de consciência • Convulsões • Aumenta a afinidade da hb pelo oxigênio
  • 21.
    Tratamento • Buscar aetiologia do quadro • A principal medida terapêutica é a administração de cloreto • Suspensão do uso de diuréticos • Uso de antieméticos • Bloqueadores da secreção gátrica
  • 22.
    Acidose respiratória • Aumentoda PaCO2 • Mecanismo base: hipoventilação alveolar • Retenção de CO2 cursa com acidose que estimula retenção de bicarbonato ( inicio 12- 24s) • Podem ser agudas ou crônicas
  • 23.
    Acidose respiratória • Farmacos •AVC • Infeccção • Obstrução de vias aéreas • Asma • DPOC • Miastenia • Obesidade
  • 24.
    Acidose respiratória Agudo Crônico •Cefaléia • Confusão mental • Rebaixamento do nível de consciência • Coma • Distúrbios do sono • Perda de memória • Alterações de coordenação • Distúrbios motores • Sintomas de HIC
  • 25.
    Tratamento • Em casosagudos: reversão imediata! • Identificar etiologia • Remoção de fatores desencadeantes
  • 26.
    Alcalose Respiratória • Reduçãona PaCO2 • Mecanismo: hiperventilação • Para cada queda de 10 mmHg, existe uma queda no bicarbonato entre 2-5 mEq/L.
  • 27.
    Alcalose Respiratória Agudo Crônico •AVC • Cirrose • Dor / ansiedade • Sepse • TEP • EAP • Hipóxia • Febre • Anemia grave • Trauma • Doença hepática crônica • Gravidez ( progesterona estimula centro resp.) • Infecção de SNC • Alta altitude
  • 28.
    Alcalose Respiratória • Confusãomental • Convulsões • Tetania • Síncope • Desloca sódio, potássio, para o intracelular • Reduz o cácio ionizado
  • 29.
    Tratamento • Identificação ecorreção da causa que iniciou o quadro clínico
  • 30.
    Equilíbrio ácido-base e seusdistúrbios Prof. Douglas Souza
  • 31.
    Introdução • Os desequilíbrioshidroeletrolíticos estão entre os principais problemas clínicos encontrados na emergência e podem ser fatais se não corrigidos adequadamente. • Os distúrbios hidroeletrolíticos são uma deficiência na quantidade de eletrólitos no corpo humano. • Os principais distúrbios hidroeletrolíticos são os que ocorrem alterações nos níveis de sódio e de potássio.
  • 32.
    Introdução • Os distúrbiosdo sódio caracterizam-se, principalmente, pelo risco de comprometimento do sistema nervoso central, e os distúrbios do potássio, pelo risco de arritmias cardíacas, merecendo sempre atenção especial e tratamento cuidadoso. • Já os distúrbios do cálcio, magnésio e fósforo estão mais relacionados ao comprometimento da função neuromuscular e, embora menos ameaçadores, precisam ser adequadamente reconhecidos e tratados.
  • 33.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) Hiponatremia • É a diminuição da concentração sérica de sódio, [Na] < 135 mEq/L • É o distúrbio hidroeletrolítico mais comum em pacientes internados e está associada à aumento da mortalidade
  • 34.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) Pode ser classificada conforme o grau: • Leve: sódio sérico entre 130 a 135 (raramente precisa de tratamento) • Moderada: sódio sérico entre 125 a 129 (paciente geralmente oligossintomático) • Severa: sódio sérico menor que 125 (grave) Pode ser classificada também conforme a osmolaridade • Hipotônica: osmolaridade menor que 275 • Isotônica: osmolaridade entre 280 a 290 (pouco preocupante) • Hipertônica: osmolaridade maior que 290
  • 35.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) • 1- Hiponatremia Hipotônica Hipovolêmica Ocorre uma perda tanto de água, quanto de sódio. Causas: podemos dividir em duas principais causas: renais e não renais. Para diferenciarmos as causas renais, é solicitado o parcial de sódio na urina e caso este venha maior que 20 mEq/L é indicativo de uma perda renal. • As duas principais causas de perdas de Na+ renais são o uso de diuréticos tiazídicos e a nefropatia. • Já as principais causas de perdas não renais estão a diarreia e o vômito, as quais causarão desidratação.
  • 36.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) 2- Hiponatremia Hipotônica Hipervolêmica • Ocorre principalmente em estados edematosos e é de fácil tratamento, através da restrição hídrica e utilização de furosemida. 3- Hiponatremia Hipotônica Euvolêmica • Ela é chamada de euvolêmica pois o paciente não apresenta sinais de edema, porém, há um aumento da água corporal INTRACELULAR, por isso esse aumento não é visível.
  • 37.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) • Causas: pode ser causada em pós cirúrgicos, hipotireoidismo (devido ao mixedema) e na polidipsia. Porém, o principal causador é a Síndrome da Secreção Inapropriada de ADH (SSIADH). • Na SSIADH há um aumento na liberação de ADH e consequentemente um aumento da retenção de água corporal (isso ocorre pois o ADH estimula as aquaporinas que são responsáveis pela reabsorção da água no rim). • A SSIADH possui várias causas, tendo como principais: ▫ SNC: infecções, hemorragias, AVE, tumores e traumas; ▫ Neoplasias: pulmonares, pâncreas e duodeno; ▫ TBC e fibrose cística; ▫ Medicamentosa: clorpropamida e triciclico
  • 38.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) • Tratamento • Depende da velocidade de instalação, gravidade, e diagnóstico etiológico. • Hiponatremias agudas e graves costumam ser sintomáticas, podendo levar a crises convulsivas (edema cerebral). • Nestes casos, o [Na+] pode ser elevado em até 2 mEq/L/h nas primeiras 2h, até que ocorra melhora nos sintomas. Depois, a velocidade de correção deve ser reduzida para não ultrapassar a recomendação de < 10- 12 mEq/L, nas primeiras 24h.
  • 39.
    DISTÚRBIOS DO SÓDIO(135 - 145 mEq/L) Hipernatremia • Hipernatremia é a concentração sérica de sódio > 145 mmol/L. • Desenvolve-se a partir de um ganho de sódio ou pela perda de água livre, ou pela combinação desses fatores. • Está sempre associada à hiperosmolalidade.
  • 40.
    • Tratamento • Otratamento de emergência deve ser feito para os casos nos quais o sódio sérico está entre 158 e 160 mEq/L e, sobretudo, quando os pacientes estejam sintomáticos. • A escolha do fluido inicial não parece interferir na ocorrência de complicações neurológicas. A hidratação deve ser limitada em 6,8 mL/kg/h e a correção não maior que 0,05 mEq/h
  • 41.
    DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO(3,5 - 55 mEq/L) O potássio é o cátion mais abundante no corpo e sua concentração sérica é regulada entre 3,5 a 5,0 mEq/L. É essencialmente intracelular (98%) o que torna difícil a dimensão de seu déficit com medidas dos níveis séricos.
  • 42.
    DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO(3,5 - 55 mEq/L) Hipocalemia É a concentração de potássio sérico < 3,5 mEq/L, considerada uma anormalidade eletrolítica mais encontrada na prática clínica. Ocorrendo, inclusive, em cerca de 50% de pacientes sobreviventes da RCP após fibrilação ventricular.
  • 43.
    DISTÚRBIOS DO POTÁSSIO(3,5 - 55 mEq/L) Hipercalemia É definida como K > 6,0, ocorrendo em cerca de 1,3% de pacientes internados, chegando a 10% quando K > 5,3. Índices altos parecem estar associados a mal prognostico e estudos recentes mostram que mesmo índices entre 4,5 e 5,5 têm pior desfecho clínico
  • 44.