GRAZIELA BRANDÃO DE LIMA
CIBERCULTURA E
PARTICIPAÇÃO
DEMOCRÁTICA EM REDE:
PERSPECTIVAS DA
UTILIZAÇÃO DA
TECNOLOGIA BLOCKCHAIN
PARA APLICAÇÕES DE
INTERESSE PÚBLICO
Orientador: Prof. Dr. Rafel de Brito Dias
Coorientador: Prof. Dr. Mauro Simões
Agenda Contextualização
Objetivos
Procedimentos metodológicos
Descobertas da pesquisa
Conclusão
Contextualização
Cibercultura e
Participação
democrática
Sociedade da Informação
Web 2.0
Crise de legitimidade e
representação
Net-Ativismo e E-
democracia
Fake news, Algoritmos e
plataformas de vigilância
QUAL O PAPEL DA TECNOLOGIA
NA TRANSFORMAÇÃO DA
PA TICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA?
Por que
Blockchain?
Crise de confiança
Combate à corrupção
Plataformas de
vigilância e predição
Arquitetura e
infraestrutura
Confiança na tecnologia
Objetivos
trajetória de objetivos
Verificar como a e-democracia /
net-ativismo propiciaria maior
índice de engajamento cívico
atuando como mecanismo de
fomento da participação
democrática.
e-Participação e engajamento
cívico
Ponderar sobre os reflexos na e-
democracia na política e se
estaríamos caminhando para uma
democracia direta a partir da
utilização de meios tecnológicos.
e-Democracia e democracia
direta
Analisar o papel da tecnologia na
transformação da participação
democrática e como a utilização
da tecnologia blockchain poderia
estimular a participação no
ambiente político.
Infraestrutura de
participação
Procedimentos
Metodológicos
PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E
DOCUMENTAL
PESQUISA EXPLORATÓRIA
principais autores
Manuel Castells Pierre Lévy Zygmunt Bauman
Primavera De Filippe Aaron Wright Don Tapscott
Principais
Conceitos
NET-ATIVISMO
E-DEMOCRACIA
CIBERATIVISMO
Fonte: https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/17-11-2017/mamm-recebe-lancamento-de-livro-que-discute-ativismo-no-meio-digital.html
Principais
Conceitos
BITCOIN
BLOCKCHAIN
P OOF OF WORK
Principais
Conceitos
BITCOIN
BLOCKCHAIN
P OOF OF WORK
Principais
Conceitos
BITCOIN
BLOCKCHAIN
P OOF OF WORK
Fonte: http://bit.ly/2NTXwFO
Descobertas da
Pesquisa
CAPÍTULO 1 - DIAGNÓSTICO DA PA TICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NO
BRASIL
Cresce a população de eleitores a partir
dos 35 anos, muito embora a taxa de
acesso à internet na mesma faixa etária
comece a diminuir quando comparado
com o total de pessoas com acesso;
84% dos usuários de internet possuem o
Ensino Médio Completo correspondendo
a 22,98% da população eleitoral de 2018;
No entanto, quando analisamos a maior
parcela dos eleitores (25,75%),
constatamos que estes possuem apenas o
Ensino Fundamental Incompleto e
correspondem a  43% da população com
acesso à internet.
Das pessoas que fazem uso da
internet, 94,2% o fazem com a
inalidade de enviar ou receber
mensagens de texto
''Nesse mundo, as mensagens midiáticas que
formam opinião devem ser extremamente
simples. Sua elaboração é posterior ao seu
impacto. A mensagem mais impactante é
uma imagem. E a imagem mais sintética é
um rosto humano, no qual nos projetamos a
partir de uma relação de identi icação que
gera con iança.'' (Castells, 2018: 20)
CAPÍTULO 1 - DIAGNÓSTICO DA PA TICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NO
BRASIL
CAPÍTULO 2 - DESENVOLVIMENTO POLÍTICO E
TECNOLÓGICO
2.1. Relação Estado-Sociedade e
Democracia
2.2. Da crise representativo-
democrática
2.3. Ciberativismo e net-ativismo
2.3.1. A experiência do net-ativismo
2.4. Limites da e-participação
CAPÍTULO 2 - DESENVOLVIMENTO POLÍTICO E
TECNOLÓGICO
A tecnologia pode tanto entregar participação e deliberação quanto pode entregar
transparência pública, pluralismo, governos abertos, interação entre cidadãos e autoridades,
reforço no acesso a direitos e justiça, defesa de direitos e garantias, mobilização e engajamento.
A tecnologia pode interferir, de forma consistente, na tomada de decisão e no processo de
escolha, como podemos observar nas últimas eleições brasileiras, através do
compartilhamento de dados a partir de plataformas online.
Seria a tecnologia Blockchain uma solução para questões de manipulação de comportamento e
consequentemente aumento de liberdade de escolha ou seria apenas mais uma tecnologia a ser
utilizada por uma pequena parte da população e corporações com o intuito de di icultar ainda
mais o acesso à informação dada a ausência de transparência algorítmica?
CAPÍTULO 3 - PERSPECTIVAS DA UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA
BLOCKCHAIN PARA APLICAÇÕES DE INTERESSE PÚBLICO
3.1. O surgimento do Bitcoin
3.2. Características da tecnologia Blockchain
3.3. Aplicações possíveis – alguns exemplos
3.4. Blockchain e a construção de Democracias
possíveis
3.5. Blockchain e a Lei
Conclusão
CONCLUSÕES
Destacam-se como fatores que inibem ou impedem a
participação o acesso à internet e a falta de
conhecimento relativo a utilização do ambiente digital.
As iniciativas disponíveis até então não conseguem
incentivar o engajamento cívico, muitas vezes por conta
da forma como se deu o design da plataforma.
Participação em rede
Percebemos a utilização do emprego de técnicas para
fins contrários à democracia, tais como elaboração de
fake news e disseminação a partir de bots, influenciando e
interferindo na plena liberdade de pensamento,
estruturando uma política denominada do escândalo
culminando na crise de confiança e legitimidade.
Manipulação da e-participação
A utilização da tecnologia poderia propiciar maior
transparência nas contas públicas, maior eficiência em
determinados tipos de serviço, aumento da confiança em
questões eleitorais, tendo em vista a imutabilidade do
registro e atua como infraestrutura que possibilitaria a
proposição de projetos de lei de iniciativa popular.
Utilização da tecnologia Blockchain
A ideia de uma nova democracia ou democracia digital
mostra-se, aparentemente, distante quando analisamos os
fatores intrínsecos ao processo de tomada de decisão
inerentes ao processo político. A tecnologia empregada para
promoção da democracia digital é apenas um meio, uma
forma, de tornar processos e procedimentos tradicionais
mais eficientes e ágeis.
Democracia Digital
CONCLUSÕES
Quando combinamos (ou associamos) diversas
tecnologias no sentido de automatizar determinadas
atividades, retirando de cena a intervenção humana,
é necessário um estudo profundo de todos os impactos
sociais que esta ação pode causar.
Alertas sobre a utilização da Blockchain
As normas de proteção de dados visam a garantia da
liberdade de comportamento e de pensamento, uma vez
que impedindo a modulação de comportamento e
permite-se o livre pensamento.
Neste sentido, empoderar o titular dos dados é o primeiro
passo na construção de uma governança algorítmica.
Proteção de dados e democracia
A partir da criação de uma identidade digital única e
global, tendo como infraestrutura basilar a tecnologia
blockchain, de forma que o titular dos dados tenha o
controle do compartilhamento e tratamento de seus
dados, poderíamos evoluir nas questões de políticas
públicas fomentando a participação democrática.
Identidade digital 
A utilização de algoritmos (ou códigos) devem estar
pautados em padrões éticos pré-estabelecidos a fim de evitar
preconceitos e a criação um abismo social aflorado pela
exclusão digital, e ainda, de forma a garantir a plena
liberdade de pensamento e comportamento. Portanto, uma
governança algorítmica pautada em transparência e ética
são fundamentais para o desenvolvimento de aplicações
verdadeiramente democráticas.
Governança algorítmica
Mestra em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas pela Faculdade de Ciências
Aplicadas da UNICAMP. Advogada com atuação profissional nas áreas de Direito
Digital e Compliance, com foco em proteção de dados e criptoativos. Especialista
em análise regulatória para novas tecnologias. Professora coordenadora do Curso
de Direito Digital e Indústria 4.0 da Escola Superior de Direito de Campinas.
Graduada em Direito pela Universidade Federal de Alagoas. Participante do
Laboratório de Tecnologia, Sociedade e Democracia (LATESD) da UNICAMP.
Community Builder do movimento Women In Blockchain Campinas.
Coordenadora do Grupo de Trabalho Ambiente Regulatório da Associação
Campinas Tech. Vice-presidente da Comissão de Direito Digital da subseção da
OAB em Limeira/SP. Co-organizadora no Legal Hackers Campinas.
Graziela Brandão de Lima
https://www.linkedin.com/in/grazielabrandao/
http://www.lattes.cnpq.br/6809786600321565
grazielabrandao@yandex.com

Cibercultura e participação democrática em rede: perspectivas da utilização da tecnologia blockchain para aplicações de interesse público. | Dissertação de Mestrado

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    GRAZIELA BRANDÃO DELIMA CIBERCULTURA E PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA EM REDE: PERSPECTIVAS DA UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN PARA APLICAÇÕES DE INTERESSE PÚBLICO Orientador: Prof. Dr. Rafel de Brito Dias Coorientador: Prof. Dr. Mauro Simões
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    Cibercultura e Participação democrática Sociedade daInformação Web 2.0 Crise de legitimidade e representação Net-Ativismo e E- democracia Fake news, Algoritmos e plataformas de vigilância
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    QUAL O PAPELDA TECNOLOGIA NA TRANSFORMAÇÃO DA PA TICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA?
  • 6.
    Por que Blockchain? Crise deconfiança Combate à corrupção Plataformas de vigilância e predição Arquitetura e infraestrutura Confiança na tecnologia
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    trajetória de objetivos Verificarcomo a e-democracia / net-ativismo propiciaria maior índice de engajamento cívico atuando como mecanismo de fomento da participação democrática. e-Participação e engajamento cívico Ponderar sobre os reflexos na e- democracia na política e se estaríamos caminhando para uma democracia direta a partir da utilização de meios tecnológicos. e-Democracia e democracia direta Analisar o papel da tecnologia na transformação da participação democrática e como a utilização da tecnologia blockchain poderia estimular a participação no ambiente político. Infraestrutura de participação
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    principais autores Manuel CastellsPierre Lévy Zygmunt Bauman Primavera De Filippe Aaron Wright Don Tapscott
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    Principais Conceitos BITCOIN BLOCKCHAIN P OOF OFWORK Fonte: http://bit.ly/2NTXwFO
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    CAPÍTULO 1 -DIAGNÓSTICO DA PA TICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NO BRASIL Cresce a população de eleitores a partir dos 35 anos, muito embora a taxa de acesso à internet na mesma faixa etária comece a diminuir quando comparado com o total de pessoas com acesso; 84% dos usuários de internet possuem o Ensino Médio Completo correspondendo a 22,98% da população eleitoral de 2018; No entanto, quando analisamos a maior parcela dos eleitores (25,75%), constatamos que estes possuem apenas o Ensino Fundamental Incompleto e correspondem a  43% da população com acesso à internet.
  • 18.
    Das pessoas quefazem uso da internet, 94,2% o fazem com a inalidade de enviar ou receber mensagens de texto ''Nesse mundo, as mensagens midiáticas que formam opinião devem ser extremamente simples. Sua elaboração é posterior ao seu impacto. A mensagem mais impactante é uma imagem. E a imagem mais sintética é um rosto humano, no qual nos projetamos a partir de uma relação de identi icação que gera con iança.'' (Castells, 2018: 20) CAPÍTULO 1 - DIAGNÓSTICO DA PA TICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NO BRASIL
  • 19.
    CAPÍTULO 2 -DESENVOLVIMENTO POLÍTICO E TECNOLÓGICO 2.1. Relação Estado-Sociedade e Democracia 2.2. Da crise representativo- democrática 2.3. Ciberativismo e net-ativismo 2.3.1. A experiência do net-ativismo 2.4. Limites da e-participação
  • 20.
    CAPÍTULO 2 -DESENVOLVIMENTO POLÍTICO E TECNOLÓGICO A tecnologia pode tanto entregar participação e deliberação quanto pode entregar transparência pública, pluralismo, governos abertos, interação entre cidadãos e autoridades, reforço no acesso a direitos e justiça, defesa de direitos e garantias, mobilização e engajamento. A tecnologia pode interferir, de forma consistente, na tomada de decisão e no processo de escolha, como podemos observar nas últimas eleições brasileiras, através do compartilhamento de dados a partir de plataformas online. Seria a tecnologia Blockchain uma solução para questões de manipulação de comportamento e consequentemente aumento de liberdade de escolha ou seria apenas mais uma tecnologia a ser utilizada por uma pequena parte da população e corporações com o intuito de di icultar ainda mais o acesso à informação dada a ausência de transparência algorítmica?
  • 21.
    CAPÍTULO 3 -PERSPECTIVAS DA UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA BLOCKCHAIN PARA APLICAÇÕES DE INTERESSE PÚBLICO 3.1. O surgimento do Bitcoin 3.2. Características da tecnologia Blockchain 3.3. Aplicações possíveis – alguns exemplos 3.4. Blockchain e a construção de Democracias possíveis 3.5. Blockchain e a Lei
  • 22.
  • 23.
    CONCLUSÕES Destacam-se como fatoresque inibem ou impedem a participação o acesso à internet e a falta de conhecimento relativo a utilização do ambiente digital. As iniciativas disponíveis até então não conseguem incentivar o engajamento cívico, muitas vezes por conta da forma como se deu o design da plataforma. Participação em rede Percebemos a utilização do emprego de técnicas para fins contrários à democracia, tais como elaboração de fake news e disseminação a partir de bots, influenciando e interferindo na plena liberdade de pensamento, estruturando uma política denominada do escândalo culminando na crise de confiança e legitimidade. Manipulação da e-participação A utilização da tecnologia poderia propiciar maior transparência nas contas públicas, maior eficiência em determinados tipos de serviço, aumento da confiança em questões eleitorais, tendo em vista a imutabilidade do registro e atua como infraestrutura que possibilitaria a proposição de projetos de lei de iniciativa popular. Utilização da tecnologia Blockchain A ideia de uma nova democracia ou democracia digital mostra-se, aparentemente, distante quando analisamos os fatores intrínsecos ao processo de tomada de decisão inerentes ao processo político. A tecnologia empregada para promoção da democracia digital é apenas um meio, uma forma, de tornar processos e procedimentos tradicionais mais eficientes e ágeis. Democracia Digital
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    CONCLUSÕES Quando combinamos (ouassociamos) diversas tecnologias no sentido de automatizar determinadas atividades, retirando de cena a intervenção humana, é necessário um estudo profundo de todos os impactos sociais que esta ação pode causar. Alertas sobre a utilização da Blockchain As normas de proteção de dados visam a garantia da liberdade de comportamento e de pensamento, uma vez que impedindo a modulação de comportamento e permite-se o livre pensamento. Neste sentido, empoderar o titular dos dados é o primeiro passo na construção de uma governança algorítmica. Proteção de dados e democracia A partir da criação de uma identidade digital única e global, tendo como infraestrutura basilar a tecnologia blockchain, de forma que o titular dos dados tenha o controle do compartilhamento e tratamento de seus dados, poderíamos evoluir nas questões de políticas públicas fomentando a participação democrática. Identidade digital  A utilização de algoritmos (ou códigos) devem estar pautados em padrões éticos pré-estabelecidos a fim de evitar preconceitos e a criação um abismo social aflorado pela exclusão digital, e ainda, de forma a garantir a plena liberdade de pensamento e comportamento. Portanto, uma governança algorítmica pautada em transparência e ética são fundamentais para o desenvolvimento de aplicações verdadeiramente democráticas. Governança algorítmica
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    Mestra em CiênciasHumanas e Sociais Aplicadas pela Faculdade de Ciências Aplicadas da UNICAMP. Advogada com atuação profissional nas áreas de Direito Digital e Compliance, com foco em proteção de dados e criptoativos. Especialista em análise regulatória para novas tecnologias. Professora coordenadora do Curso de Direito Digital e Indústria 4.0 da Escola Superior de Direito de Campinas. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Alagoas. Participante do Laboratório de Tecnologia, Sociedade e Democracia (LATESD) da UNICAMP. Community Builder do movimento Women In Blockchain Campinas. Coordenadora do Grupo de Trabalho Ambiente Regulatório da Associação Campinas Tech. Vice-presidente da Comissão de Direito Digital da subseção da OAB em Limeira/SP. Co-organizadora no Legal Hackers Campinas. Graziela Brandão de Lima https://www.linkedin.com/in/grazielabrandao/ http://www.lattes.cnpq.br/6809786600321565 grazielabrandao@yandex.com