O Movimento Ambientalista e suas correntes
Professor João Alfredo
Fa7
FÁBIO FELDMANN:
CONSERVACIONISTAS E ATIVISTAS
No mundo, as primeiras iniciativas seguiram uma
corrente chamada CONSERVACIONISTAS, isto é, a
luta pela preservação das espécies e seus habitats.
1872 – Criação da primeira área protegida (unidade de
conservação): Parque Nacional de Yellowstone.
1948 – criação da União Internacional para a
Conservação da Natureza - http://www.iucn.org/
No Brasil, em 1876, inspirado pela criação de
Yellowstone, o abolicionista André Rebouças propõe a
proteção da Ilha do Bananal e de Sete Quedas (extinta
em 1981, por Itaipu)
1937 – criação do Parque Nacional de Itataia (MG/RJ);
1939 – Parque de Iguaçu (PR)
1958 – criação da Fundação Brasileira de Conservação da
Natureza (FBCN), vinculada à UICN, inaugurando o
conservacionismo no Brasil -
No mundo, Feldmann considerara como início do
ATIVISMO ambiental o surgimento do Greenpeace
(paz verde), em 1969, quando do protesto feito por
canadenses e americanos contra testes nucleares nas
ilhas Aleutas.
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/
No Brasil, com a criação da AGAPAN (Assoc. Gaúcha de
Proteção ao Ambiente Natural), em 1971, liderada por
José Lutzemberger. http://agapan.blogspot.com.br/
J.M. ALIER: CULTO À VIDA SILVESTRE, CREDO
DA ECOEFICIÊNCIA E ECOLOGISMO DOS
POBRES
Em termos cronológicos, a primeira corrente é a da defesa da
natureza intocada, o amor aos bosques primários e aos
cursos dágua: o Culto da Vida Silvestre (o mesmo
Conservacionismo)
Não ataca o crescimento econômico (?)... Mas visa preservar e
manter o que resta dos espaços da natureza original
situados fora da influência do Mercadono
(No entanto, ao fazer essa defesa, muitas vezes se choca com
os interesses da especulação imobiliária e construção civil,
nas cidade, e ruralistas e madereiros, no campo)
A sacralidade da Natureza (religiões orientais, Francisco de Assis, crenças
indígenas, “Ecologia Profunda” etc.) têm importância pelo papel do sagrado em
algumas culturas e porque leva à incomensurabilidade dos valores.
Além disso, abre um debate importante sobre Direitos da Natureza (vide
Equador e Bolívia) e, especificamente, sobre Direitos dos Animais (Código
Civil Francês:
http://ongcea.eco.br/?p=41337&utm_source=feedburner&utm_medium=email
&utm_campaign=Feed%3A+Ongcea+%28OngCea%29
Constituição da República do Equador:
 Derechos de la naturaleza
 Art. 71.- La naturaleza o Pacha Mama, donde se reproduce y realiza la vida,
tiene derecho a que se respete integralmente su existencia y el mantenimiento y
regeneración de sus ciclos vitales, estructura, funciones y procesos evolutivos.
Toda persona, comunidad, pueblo o nacionalidad podrá exigir a la autoridad
pública el cumplimiento de los derechos de la naturaleza.
Para aplicar e interpretar estos derechos se observaran los principios establecidos
en la Constitución, en lo que proceda.
El Estado incentivará a las personas naturales y jurídicas, y a los colectivos, para
que protejan la naturaleza, y promoverá el respeto a todos los elementos que
forman un ecosistema.
A Lei da Mãe Terra (Pachamama) na Bolívia:
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517692-a-lei-da-mae-terra-
um-novo-momento-da-luta-na-bolivia
 Artículo 1. (OBJETO).
 La presente Ley tiene por objeto reconocer los derechos de la Madre
Tierra, así como las obligaciones y deberes del Estado Plurinacional y
de la sociedad para garantizar el respeto de estos derechos.
 Artículo 3. (MADRE TIERRA).
 La Madre Tierra es el sistema viviente dinámico conformado por la
comunidad indivisible de todos los sistemas de vida y los seres
vivos, interrelacionados, interdependientes y complementarios,
que comparten un destino común.
Principal proposta: manter reservas naturais (parques, p. ex.) livres da
interferência humana.
Ex de ONG: WWF - http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/
O Credo (ou Evangelho) da Ecoeficiência
(Ecocapitalismo ou Capitalismo Verde) defende o
crescimento econômico, mas, não a qualquer custo;
acredita no “desenvolvimento sustentável”, na
“modernização ecológica” e na “boa utilização” dos
recursos naturais.
“Nossa missão é criar valor financeiro em longo prazo (...) o
meio ambiente tornou-se um tema de investimento (...) a
forma de tratá-lo é por meio da tecnologia” (Executivo da
Cia. Financeira Edmond Rotschild)
Não falam em “Natureza” (que perde a sacralidade), mas, em
“recursos naturais”, “capital natural” e “serviços
ambientais”,
A modernização ecológica caminha sobre duas pernas:
econômica (taxas, subsídios, mercados de licenças de
emissões) e tecnológica (economia de energia e matérias
primas).
Exemplos: tributos (IPTU e ICMS verdes)
A Ecologia se converte em uma ciência gerencial para limpar
ou remediar a degradação causada pela industrialização.
Vínculo empresarial com o Desenvolvimento Sustentável.
Ex: CEBDS - http://www.cebds.org.br/
O Ecologismo dos Pobres, Ecologismo Popular ou
movimento de Justiça Ambiental assinala que
desgraçadamente o crescimento econômico implica
maiores impactos no meio ambiente, chamando atenção
para o deslocamento das fontes de recursos e das áreas de
descarte dos resíduos.
Sua ética nasce de uma demanda por justiça social
Os grupos indígenas e camponeses, por exemplo, têm co-
evolucionado sustentavelmente com a natureza e têm
assegurado a conservação da biodiversidade
(Aqui, há como que um “encontro” do Culto à Vida Silvestre
com o Ecologismo dos Pobres).
Nos EUA, a luta por Justiça Ambiental é um movimento
organizado contra casos locais de racismo ambiental.
Resistência indígena, camponesa e popular contra a
construção de grandes barragens:
http://www.xinguvivo.org.br/
O Ecologismo popular denuncia que as novas tecnologias não
representam necessariamente uma solução para os conflitos
entre a Natureza e a economia (ex.: o caso das eólicas em nosso
litoral).
Parque eólico em Flecheiras, Trairi:
http://flecheirasceara.blogspot.com.br/2012_04_01_archive.html
Impactos das eólicas no Cumbe, Aracati:
http://comunidadesitiocumbe.blogspot.com.br/2013/06/parque-
eolico-causa-problemas.html
Ele nasce de conflitos ambientais (socioambientais) em nível local,
regional, nacional ou global, causados pelo crescimento
econômico e pela desigualdade social.
J. SANTILLI: DO AMBIENTALISMO
AO SOCIOAMBIENTALISMO
1. Secs. XVIII e XIX: nascimento da crítica ambiental
no Brasil – José Bonifácio, p. ex., em reação à
devastação ambiental causada pelo modelo de
exploração colonial, escravista, monocultor e
degradador do meio meio ambiente.
2. Sec. XX – das décadas de 20 à de 70 – iniciativas
conservacionistas, como a criação dos parques de
Itataia (1929) e Iguaçu (1939)
Primeiro Código Florestal, em 1934, o segundo(que foi
revogado em 2012) em 1965, em 1967, a Lei de Proteção
à Fauna;
1972 – Primeira Conferência Mundial sobre Meio
Ambiente (Estocolmo), com 113 países e 250 ongs:
Declaração de Estocolmo e PNUMA;
1973 – criação do primeiro órgão de meio ambiente: a
SEMA (Sec. Especial do M.A.)
3. Década de 80: Relatório Brundtland, PNMA, CF e
início do socioambientalismo:
1981 – Lei 6938 (PNMA e SISNAMA);
1987 – Relatório “Nosso Futuro Comum”, coordenado por
Gro Brundtland traz o conceito de desenvolvimento
sustentável (que atende às necessidades das atuais
gerações sem prejudicar as necessidades das gerações
futuras) e suas três dimensões (econômica, social e
ambiental);
1988 – Promulgação da Constituição Cidadã (capítulo do
Meio Ambiente); Chico Mendes recebe o Prêmio
Global 500 da ONU – inspirador das reservas
extrativistas.
Vídeo Chico Mendes – http://youtu.be/cgD2z-l9Uqg
Socioambientalismo: políticas públicas ambientais
devem envolver as comunidades locais, com
conhecimentos tradicionais e práticas sustentáveis.
Sustentabilidade ambiental, social e cultural, com
justiça social e eqüidade.
4. Os anos 90 e o início do Sec. XXI: Rio 92, o FBOMS, as
grandes ONGS e a consolidação do socioambientalismo
1990: surgimento do FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e
Movimentos Sociais para o Desenvolvimento Sustentável),
que organizou e liderou a atuação do evento paralelo;
1992: Eco 92 ou Rio 92. Principais documentos: Declaração
do Rio, Convenção sobre Diversidade Biológica, Convenção
sobre Mudanças Climáticas e Agenda 21.
1992: chegado do Greenpeace ao Brasil;
1994: fundação do ISA (Instituto Socioambiental)
http://www.socioambiental.org/
1996: chegada do WWF ao Brasil;
2000: Lei 9985, que criou o SNUC (Sistema Nacional de
Unidades de Conservação), adotando os princípios do
socioambientalismo
H. ACSELRAD ET ALII: JUSTIÇA
AMBIENTAL
Justiça Ambiental é a condição de existência social
através do tratamento justo e do envolvimento de todas
as pessoas (independente de cor, raça, classe etc.) no
que diz respeito à elaboração, desenvolvimento,
implementação e aplicação de políticas, leis e
regulações ambientais.
Por tratamento justo, entenda-se que nenhum grupo
de pessoas deve suportar uma parcela desproporcional
de impactos ambientais negativos derivados de
empreendimentos públicos ou privados.
Justiça ambiental implica pois o Direito a um M. A.
seguro, sadio e produtivo para todos, onde este (M.A) é
considerado em sua totalidade (dimensões ecológicas,
sociais, políticas, estéticas e econômicas)
Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e
saúde no Brasil:
http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/
Boletim Combate ao Racismo Ambiental:
http://racismoambiental.net.br/
M. Löwy: Ecossocialismo
O Ecossocialismo é uma proposta estratégica que resulta
da convergência entre a reflexão ecológica e a reflexão
marxista, socialista.
Critica a ecologia não socialista (capitalismo verde), que
considera possível reformar o capitalismo, desenvolver
um capitalismo mais respeitoso ao meio ambiente.
Crítica ao socialismo não ecológico (URSS, China), tanto
pelo autoritarismo burocrático, como pela destruição
da natureza
Ecosssocialismo: novo modo de produção + sociedade mais
igualitária, solidária e democrática + modo de vida alternativa,
nova civilização, além do reino do dinheiro, dos hábitos de
consumo perdulários e da produção infinita de mercadorias
inúteis.
Baseia-se na agroecologia, nas cooperativas agrárias, nos
transportes coletivos, nas energias alternativas e na satisfação
democrática e igualitária das necessidades sociais de todos.
MANIFESTO ECOSSOCIALISTA:
http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica-de-
educacao-ambiental/documentos-referenciais/item/8075
BLOG ECOSSOCIALISMO OU BARBÁRIE:
http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/
Principais movimentos ecológicos
em Fortaleza
 SOS COCÓ: https://www.facebook.com/soscoco?fref=ts
 OCUPE O COCÓ:
https://www.facebook.com/groups/393368354116852/?fref=
ts
 MOVIMENTO PRÓ-ÁRVORE:
https://www.facebook.com/groups/proarvore/?fref=ts
 COLETIVO AGROFLORESTAR:
https://www.facebook.com/groups/752753891408028/?fref
=ts
 DIREITOS URBANOS:
https://www.facebook.com/groups/DireitosUrbanosFortal
/?fref=ts
 MOVIMENTO PROPARQUE:
https://www.facebook.com/pages/Movimento-
Proparque/126313437472452?fref=ts
 UM SONHO:
 https://www.youtube.com/watch?v=e2EM7362Ttg
 João Alfredo Telles Melo
 Professor de Direito Ambiental
 Faculdade 7 de setembro
Direito ambiental   aula - movimento ambientalista - atual

Direito ambiental aula - movimento ambientalista - atual

  • 2.
    O Movimento Ambientalistae suas correntes Professor João Alfredo Fa7
  • 3.
    FÁBIO FELDMANN: CONSERVACIONISTAS EATIVISTAS No mundo, as primeiras iniciativas seguiram uma corrente chamada CONSERVACIONISTAS, isto é, a luta pela preservação das espécies e seus habitats. 1872 – Criação da primeira área protegida (unidade de conservação): Parque Nacional de Yellowstone. 1948 – criação da União Internacional para a Conservação da Natureza - http://www.iucn.org/
  • 5.
    No Brasil, em1876, inspirado pela criação de Yellowstone, o abolicionista André Rebouças propõe a proteção da Ilha do Bananal e de Sete Quedas (extinta em 1981, por Itaipu) 1937 – criação do Parque Nacional de Itataia (MG/RJ); 1939 – Parque de Iguaçu (PR) 1958 – criação da Fundação Brasileira de Conservação da Natureza (FBCN), vinculada à UICN, inaugurando o conservacionismo no Brasil -
  • 6.
    No mundo, Feldmannconsiderara como início do ATIVISMO ambiental o surgimento do Greenpeace (paz verde), em 1969, quando do protesto feito por canadenses e americanos contra testes nucleares nas ilhas Aleutas. http://www.greenpeace.org/brasil/pt/ No Brasil, com a criação da AGAPAN (Assoc. Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), em 1971, liderada por José Lutzemberger. http://agapan.blogspot.com.br/
  • 7.
    J.M. ALIER: CULTOÀ VIDA SILVESTRE, CREDO DA ECOEFICIÊNCIA E ECOLOGISMO DOS POBRES Em termos cronológicos, a primeira corrente é a da defesa da natureza intocada, o amor aos bosques primários e aos cursos dágua: o Culto da Vida Silvestre (o mesmo Conservacionismo) Não ataca o crescimento econômico (?)... Mas visa preservar e manter o que resta dos espaços da natureza original situados fora da influência do Mercadono (No entanto, ao fazer essa defesa, muitas vezes se choca com os interesses da especulação imobiliária e construção civil, nas cidade, e ruralistas e madereiros, no campo)
  • 8.
    A sacralidade daNatureza (religiões orientais, Francisco de Assis, crenças indígenas, “Ecologia Profunda” etc.) têm importância pelo papel do sagrado em algumas culturas e porque leva à incomensurabilidade dos valores. Além disso, abre um debate importante sobre Direitos da Natureza (vide Equador e Bolívia) e, especificamente, sobre Direitos dos Animais (Código Civil Francês: http://ongcea.eco.br/?p=41337&utm_source=feedburner&utm_medium=email &utm_campaign=Feed%3A+Ongcea+%28OngCea%29 Constituição da República do Equador:  Derechos de la naturaleza  Art. 71.- La naturaleza o Pacha Mama, donde se reproduce y realiza la vida, tiene derecho a que se respete integralmente su existencia y el mantenimiento y regeneración de sus ciclos vitales, estructura, funciones y procesos evolutivos. Toda persona, comunidad, pueblo o nacionalidad podrá exigir a la autoridad pública el cumplimiento de los derechos de la naturaleza. Para aplicar e interpretar estos derechos se observaran los principios establecidos en la Constitución, en lo que proceda. El Estado incentivará a las personas naturales y jurídicas, y a los colectivos, para que protejan la naturaleza, y promoverá el respeto a todos los elementos que forman un ecosistema.
  • 9.
    A Lei daMãe Terra (Pachamama) na Bolívia: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/517692-a-lei-da-mae-terra- um-novo-momento-da-luta-na-bolivia  Artículo 1. (OBJETO).  La presente Ley tiene por objeto reconocer los derechos de la Madre Tierra, así como las obligaciones y deberes del Estado Plurinacional y de la sociedad para garantizar el respeto de estos derechos.  Artículo 3. (MADRE TIERRA).  La Madre Tierra es el sistema viviente dinámico conformado por la comunidad indivisible de todos los sistemas de vida y los seres vivos, interrelacionados, interdependientes y complementarios, que comparten un destino común. Principal proposta: manter reservas naturais (parques, p. ex.) livres da interferência humana. Ex de ONG: WWF - http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/
  • 10.
    O Credo (ouEvangelho) da Ecoeficiência (Ecocapitalismo ou Capitalismo Verde) defende o crescimento econômico, mas, não a qualquer custo; acredita no “desenvolvimento sustentável”, na “modernização ecológica” e na “boa utilização” dos recursos naturais. “Nossa missão é criar valor financeiro em longo prazo (...) o meio ambiente tornou-se um tema de investimento (...) a forma de tratá-lo é por meio da tecnologia” (Executivo da Cia. Financeira Edmond Rotschild) Não falam em “Natureza” (que perde a sacralidade), mas, em “recursos naturais”, “capital natural” e “serviços ambientais”,
  • 11.
    A modernização ecológicacaminha sobre duas pernas: econômica (taxas, subsídios, mercados de licenças de emissões) e tecnológica (economia de energia e matérias primas). Exemplos: tributos (IPTU e ICMS verdes) A Ecologia se converte em uma ciência gerencial para limpar ou remediar a degradação causada pela industrialização. Vínculo empresarial com o Desenvolvimento Sustentável. Ex: CEBDS - http://www.cebds.org.br/
  • 12.
    O Ecologismo dosPobres, Ecologismo Popular ou movimento de Justiça Ambiental assinala que desgraçadamente o crescimento econômico implica maiores impactos no meio ambiente, chamando atenção para o deslocamento das fontes de recursos e das áreas de descarte dos resíduos. Sua ética nasce de uma demanda por justiça social Os grupos indígenas e camponeses, por exemplo, têm co- evolucionado sustentavelmente com a natureza e têm assegurado a conservação da biodiversidade (Aqui, há como que um “encontro” do Culto à Vida Silvestre com o Ecologismo dos Pobres). Nos EUA, a luta por Justiça Ambiental é um movimento organizado contra casos locais de racismo ambiental.
  • 13.
    Resistência indígena, camponesae popular contra a construção de grandes barragens: http://www.xinguvivo.org.br/
  • 14.
    O Ecologismo populardenuncia que as novas tecnologias não representam necessariamente uma solução para os conflitos entre a Natureza e a economia (ex.: o caso das eólicas em nosso litoral). Parque eólico em Flecheiras, Trairi: http://flecheirasceara.blogspot.com.br/2012_04_01_archive.html Impactos das eólicas no Cumbe, Aracati: http://comunidadesitiocumbe.blogspot.com.br/2013/06/parque- eolico-causa-problemas.html Ele nasce de conflitos ambientais (socioambientais) em nível local, regional, nacional ou global, causados pelo crescimento econômico e pela desigualdade social.
  • 15.
    J. SANTILLI: DOAMBIENTALISMO AO SOCIOAMBIENTALISMO 1. Secs. XVIII e XIX: nascimento da crítica ambiental no Brasil – José Bonifácio, p. ex., em reação à devastação ambiental causada pelo modelo de exploração colonial, escravista, monocultor e degradador do meio meio ambiente. 2. Sec. XX – das décadas de 20 à de 70 – iniciativas conservacionistas, como a criação dos parques de Itataia (1929) e Iguaçu (1939)
  • 16.
    Primeiro Código Florestal,em 1934, o segundo(que foi revogado em 2012) em 1965, em 1967, a Lei de Proteção à Fauna; 1972 – Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente (Estocolmo), com 113 países e 250 ongs: Declaração de Estocolmo e PNUMA; 1973 – criação do primeiro órgão de meio ambiente: a SEMA (Sec. Especial do M.A.)
  • 17.
    3. Década de80: Relatório Brundtland, PNMA, CF e início do socioambientalismo: 1981 – Lei 6938 (PNMA e SISNAMA); 1987 – Relatório “Nosso Futuro Comum”, coordenado por Gro Brundtland traz o conceito de desenvolvimento sustentável (que atende às necessidades das atuais gerações sem prejudicar as necessidades das gerações futuras) e suas três dimensões (econômica, social e ambiental);
  • 18.
    1988 – Promulgaçãoda Constituição Cidadã (capítulo do Meio Ambiente); Chico Mendes recebe o Prêmio Global 500 da ONU – inspirador das reservas extrativistas. Vídeo Chico Mendes – http://youtu.be/cgD2z-l9Uqg Socioambientalismo: políticas públicas ambientais devem envolver as comunidades locais, com conhecimentos tradicionais e práticas sustentáveis. Sustentabilidade ambiental, social e cultural, com justiça social e eqüidade.
  • 19.
    4. Os anos90 e o início do Sec. XXI: Rio 92, o FBOMS, as grandes ONGS e a consolidação do socioambientalismo 1990: surgimento do FBOMS (Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Desenvolvimento Sustentável), que organizou e liderou a atuação do evento paralelo; 1992: Eco 92 ou Rio 92. Principais documentos: Declaração do Rio, Convenção sobre Diversidade Biológica, Convenção sobre Mudanças Climáticas e Agenda 21.
  • 20.
    1992: chegado doGreenpeace ao Brasil; 1994: fundação do ISA (Instituto Socioambiental) http://www.socioambiental.org/ 1996: chegada do WWF ao Brasil; 2000: Lei 9985, que criou o SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), adotando os princípios do socioambientalismo
  • 21.
    H. ACSELRAD ETALII: JUSTIÇA AMBIENTAL Justiça Ambiental é a condição de existência social através do tratamento justo e do envolvimento de todas as pessoas (independente de cor, raça, classe etc.) no que diz respeito à elaboração, desenvolvimento, implementação e aplicação de políticas, leis e regulações ambientais.
  • 22.
    Por tratamento justo,entenda-se que nenhum grupo de pessoas deve suportar uma parcela desproporcional de impactos ambientais negativos derivados de empreendimentos públicos ou privados. Justiça ambiental implica pois o Direito a um M. A. seguro, sadio e produtivo para todos, onde este (M.A) é considerado em sua totalidade (dimensões ecológicas, sociais, políticas, estéticas e econômicas) Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil: http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/ Boletim Combate ao Racismo Ambiental: http://racismoambiental.net.br/
  • 23.
    M. Löwy: Ecossocialismo OEcossocialismo é uma proposta estratégica que resulta da convergência entre a reflexão ecológica e a reflexão marxista, socialista. Critica a ecologia não socialista (capitalismo verde), que considera possível reformar o capitalismo, desenvolver um capitalismo mais respeitoso ao meio ambiente. Crítica ao socialismo não ecológico (URSS, China), tanto pelo autoritarismo burocrático, como pela destruição da natureza
  • 24.
    Ecosssocialismo: novo modode produção + sociedade mais igualitária, solidária e democrática + modo de vida alternativa, nova civilização, além do reino do dinheiro, dos hábitos de consumo perdulários e da produção infinita de mercadorias inúteis. Baseia-se na agroecologia, nas cooperativas agrárias, nos transportes coletivos, nas energias alternativas e na satisfação democrática e igualitária das necessidades sociais de todos. MANIFESTO ECOSSOCIALISTA: http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica-de- educacao-ambiental/documentos-referenciais/item/8075 BLOG ECOSSOCIALISMO OU BARBÁRIE: http://ecossocialismooubarbarie.wordpress.com/
  • 25.
    Principais movimentos ecológicos emFortaleza  SOS COCÓ: https://www.facebook.com/soscoco?fref=ts  OCUPE O COCÓ: https://www.facebook.com/groups/393368354116852/?fref= ts  MOVIMENTO PRÓ-ÁRVORE: https://www.facebook.com/groups/proarvore/?fref=ts  COLETIVO AGROFLORESTAR: https://www.facebook.com/groups/752753891408028/?fref =ts  DIREITOS URBANOS: https://www.facebook.com/groups/DireitosUrbanosFortal /?fref=ts  MOVIMENTO PROPARQUE: https://www.facebook.com/pages/Movimento- Proparque/126313437472452?fref=ts
  • 26.
     UM SONHO: https://www.youtube.com/watch?v=e2EM7362Ttg  João Alfredo Telles Melo  Professor de Direito Ambiental  Faculdade 7 de setembro