Projeto TROCO troca de conhecimento
Dicas para a construção de sites e materiais multimídia ... e para o que mais  você achar que seja útil.
98,76% das vezes você não conseguirá seguir este roteiro.  ... em todo caso serve como base.
Ciclo genérico do projeto
1 - Levantamento das informações A parte mais difícil.
1 - Levantamento das informações O levantamento de informações deve ser feito com a participação  de pelo menos um membro de cada equipe envolvida  no desenvolvimento;  A capacidade de pessoas de áreas diferentes captarem detalhes e necessidades em sua área, pode fazer com que se obtenha um maior número de dados para a produção de um projeto mais completo;
1 - Levantamento das informações É quase um dogma  a necessidade de se conhecer TUDO o que seu projeto contemplará antes de começá-lo. Entretanto, 99% das vezes, não é assim que acontece.  Irônico, não? :) Logo, é necessário ao coordenador exercer uma força além da humana para identificar com o cliente, pelo menos,  os módulos principais (macro) .
1 - Levantamento das informações Glossário: Dogma : Fundamento de qualquer sistema ou doutrina (michaelis); TUDO : Tudo mesmo!  Cliente : Aquele personagem interno ou externo à organização que sabe o que quer, mas não sabe muito bem o que quer. :D
1 - Levantamento das informações É fácil saber quais são os módulos principais. Pense assim:  O que poderá me dar mais trabalho no futuro caso seja mudado ? A resposta serão os módulos principais.  Fácil! Ou então faça a seguinte pergunta ao cliente: “ Quais são os módulos principais? ” :D  Ajude ele a não perder o foco  e faça várias perguntas até começar a encher as paciências.
1 - Levantamento das informações Nesta mesma reunião com o cliente, não perca  tempo ! Busque identificar o que ele espera que cada módulo principal tenha:  os sub-módulos ou as sub-categorias .
1 - Levantamento das informações Glossário: Encher as paciências :   Utilizar de recursos da paciência alheia até o ponto destas se esgotarem e começarem a tomar emprestado recursos da raiva; Tempo : Dinheiro;
1 - Levantamento das informações Por fim, aproveite a reunião para saber onde encontrar o  material ou as pessoas necessárias para você entrevistar (explorar) . Essa parte é quase tão importante quanto ter um computador; Sim!  Os detalhes vão ficar por sua conta . O que você queria mais? Entretanto é ainda possível extrair do cliente  alguns lapsos de desejos intrínsecos ;
1 - Levantamento das informações Glossário: Lapsos : Momentos, não raros, nos quais o cliente sabe  exatamente  o que quer. São seguidos de momentos que contradizem este primeiro; Desejo :  O que o cliente quer naquele lapso de tempo; Intrínseco : Vontades não condicionadas à lapsos, mas difíceis de se manifestar corretamente em desejos;
1 - Levantamento das informações Já percebeu que esta fase é importante, né? Esse é o 8º slide só dela.  Pois é aqui que vai se criar a base para todas as outras fases, então busque identificar: Público alvo; Objetivos; Prazo; Liberdade de criação; Equipe; Módulos / Áreas / Detalhes preliminares;
1 - Levantamento das informações Na prática a teoria é outra: Não adianta! Você nunca vai ter todas as informações! “ Dê seus pulos! ”; Depois daquela conversa rápida com o cliente, faça um e-mail confirmando tudo e preenchendo as lacunas com suas sugestões.  Coloque a produção em paralelo enquanto o cliente não responde o e-mail;
Ruídos na comunicação
Problemas de ruídos na comunicação
Problemas de ruídos na comunicação
2 – Arquitetura da informação A parte mais impactante.
2 – Arquitetura da informação Nesta fase você reúne  tudo o que foi possível da fase 1  e pensa na melhor forma de  organizar isso para acesso; Esta é uma fase mais  reflexiva e filosófica   na qual você irá  abstrair  categorias, áreas, itens relacionados, itens parcialmente relacionados, itens não relacionados e  itens que não eram para estar ali.
2 – Arquitetura da informação Glossário: Tudo o que foi possível : Tudo o que foi possível; Filosófica:  Atividade que exige esforço cefálico relacional;  Abstrair:  Ato de filosofar rumo à uma entidade maior;
2 – Arquitetura da informação Existem técnicas que podem ser utilizadas nesta fase. Conheça uma: Faça papeizinhos com o nome das informações e categorias que você deseja organizar; Reúna uns 5 colegas de trabalho; Espalhe os papeizinhos sobre uma mesa; Peça a seus colegas de trabalho que organizem os papéis categorizando-os da forma que lhes convier; Espalhe novamente e peça para outros colegas fazerem o mesmo; (é divertido!!!)
2 – Arquitetura da informação Você também pode fazer o exercício anterior em forma de questionário. (não precisa dificultar tanto); Sua estrutura tem que estar de acordo com o público. Para informações do tipo  nome da rua , por exemplo, você não precisa abstrair ao ponto de chegar na categoria  Espaço . Nem especificar muito uma categoria, como  Endereço , ao ponto de chegar em  Constelação Estelar . A menos que seu público seja extra-terrestres. Tudo depende do público!
2 – Arquitetura da informação Glossário: Categorizar : Ato de juntar tudo numa coisa só; Público : Conjunto de pessoas interessadas no seu negócio*; Seu negócio : Seu business; Seu empreendimento; Seu site; Seu material multimídia; (não pense besteira!)
2 – Arquitetura da informação Nesta fase você já deve ter em mente: As informações que serão transmitidas; As informações (módulos) mais importantes; Estas informações categorizadas; Uma idéia do fluxo da navegação; Que a vida é uma caixinha de surpresas;
2 – Arquitetura da informação Na prática a teoria é outra : Nada de técnicas de arquitetura da informação ou  brainstorm  para identificar as melhores formas de organização; Eleve ao nível 5 o  bom senso  e tente fazer o que o cliente “acha” melhor;
3 – Planejamento do Layout  A parte mais suscetível a “pitácos”
3 – Planejamento do Layout  Glossário; Pitácos : Chuva de opiniões advindas de transeuntes próximos ao computador do designer. Geralmente de amigos de trabalho, coordenadores e clientes; Ditado atualizado : “De médico, louco e designer todo mundo tem um pouco”;
3 – Planejamento do Layout  O planejamento do layout é um  trabalho conjunto com o coordenador do projeto e do(s) designer(s) responsável(veis).  São  realizados  drafts  baseados na fase 02  e submetidos à  validação do cliente  para então partir para a produção.
3 – Planejamento do Layout  Glossário: Draft : Rascunho  simples  e  rápido  de algo mais  complexo  e  demorado  cuja continuidade depende da ação decisiva do todo poderoso cliente; Validação do cliente : Período no qual os contratados torcem para que o contratante escolha a versão já em andamento na produção.
3 – Planejamento do Layout  É nesta fase também que  o conceito da obra é planejado graficamente ; Conceitos de cores, movimentos, traços, estilos, formas e brilhos servirão para despertar  sensações, desejos, interesses, animações, atrações ; Ditado criado : “O design é a arte profissional da sedução”
3 – Planejamento do Layout  Na prática a teoria é outra : Não perca tempo com  drafts!!  Faça acontecer  de primeira!!  Você é phoda! Não use cores bregas ou muito extravagantes; Seu lema deve ser:  Na vida nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma! O bom senso aqui se eleva para o nível 6.
4 – Produção A parte mais recorrente.
4 – Produção A produção é a fase em que o criador fica, enfim,  a sós com suas ferramentas . Chegou a hora de colocar a “ mão no teclado ”. Chegou a hora de criar.  É também o período mais feliz e de exaltação cósmica de agradecimento pela possibilidade da criação.  É um momento realmente transcendental .
4 – Produção Glossário: Criar : Verbo associado ao ato de fazer-se uma coisa nova a partir de outras; Ação de quem usa ferramentas da Adobe e Microsoft; Criação : Ação da transformação; Frankenstein; Coisas que se faz com o Flash, Photoshop, DreamWeaver ou com o Visual Studio, por exemplo; Transcendental : Que pertence à razão pura, anteriormente a toda experiência (michaelis);
4 – Produção Mas nem tudo são flores na Produção. É o momento de se  escolher as ferramentas certas  e entrar em um fluxo de ações  constantes, rápidas, precisas e acertadas ; Neste instante o responsável pela criação deve buscar em sua vivida experiência o  melhor composto de ferramentas e tecnologias ;
4 – Produção Pergunte-se!!! VAI SER EM FLASH? Vai ser um .exe? Como vai abrir isso? O usuário tem flash player? Vamos disponibilizar? Vai abrir no navegador (browser)? E as mensagens de segurança do navegador? Vai abrir no IE? Xiiii Em qual versão publicar os SWFs? Por quê? Qual a resolução mínima deve ser atendida? Qual o tamanho que a brincadeira deve ter? Vai pra internet? Só em CD? Vai por e-mail? Por carta? Por sedex? (saiba tudo!) O usuário final tem computador?  (muito importante esta) É um computador pós-386? (essencial esta)
4 – Produção Pergunte-se!!! VAI TER PDF? O usuário tem  PDF Reader ? Vamos disponibilizar? Vai abrir no navegador (browser)? E as mensagens de segurança do navegador? Qual o tamanho deste cara? Vai pra internet? E-mail? Carta? Sedex?  Vai no pé de alguma pomba ou coruja? O usuário final sabe ler? (muito importante esta!)
4 – Produção Pergunte-se!!! VAI TER INSTALADOR? Vai ser em que? Delphi, .Net, Assembly?  E o Framework? Vai junto? Tem certeza? Vai instalar o quê?  Vai instalar onde? E a pergunta que não quer calar: “Precisa instalar tudo isso mesmo?”
4 – Produção Pergunte-se!!! VAI SÓ NA INTERNET / INTRANET? Tem que ser em flash? Por que não HTML? Precisa ser dinâmico? Quer em 3D Studio? Ficou louco? Como oferecer mais com menos bytes?
4 – Produção Depois dessa parte chata, vem uma parte mais chata: Dentro desta fase são criados  milestones  nos quais haverá a  intervenção de agentes externos . Ação importantíssima para o refino e a qualidade do projeto;
4 – Produção Glossário: MileStone : Pedra de milha (rsrsrs); Marco no cronograma no qual acontecerá algo; Ações acertadas : Ações certas segundo a visão do cliente; (essas coisas são muito relativas)
4 – Produção Na prática a teoria é outra : A fase 4 de Produção acaba trazendo consigo todas as outras. Como um  buraco negro  ou uma  célula faminta , ela fagocita partes das outras fases sendo um pequeno TODO dentro do todo; Alguém conhece a teoria do caos?
4 – Produção Na prática a teoria é outra : Você vai se sentir várias vezes na fase 01 ou na fase 02, às vezes até na fase 03, e o incrível é que você realmente  vai estar Lá !  Por vezes você achará que está na fase 06 ou 07. Pare de achar e tenha certeza! Milestone  é só teoria;
4 – Produção Na prática a teoria é outra : + ou - assim:
4 – Produção Na prática a teoria é outra : Sua missão 01 : “Fazer o que o cliente quer”
4 – Produção Na prática a teoria é outra : Sua missão 02 : “Sugerir que haja primeiramente uma versão 01 do site ou material para posteriores ajustes”
4 – Produção Na prática a teoria é outra : Sua missão 03 : “Convide o cliente para tomar um café e defina melhor as coisas que já eram para estar definidas”
4 – Produção Na prática a teoria é outra : Não se esqueça da segurança e dos contratempos que o usuário pode ter com seu trabalho; O usuário não pode pagar por um erro de cronograma seu! Viva o usuário Feliz!!!
5 – Intervenções A parte mais conflituosa.
5 – Intervenções Como você já deve ter esquecido, na fase 4 existem os  milestones.  Nestes pontos acontecerão as  Intervenções .  Algumas cirúrgicas, outras revolucionárias , mas todas intervenções necessárias.  Por quê? Porque é o cliente que manda!!
5 – Intervenções Glossário: Intervenções cirúrgicas : Ex. “vamos trocar esta frase de ‘ o melhor para o professor ’ para ‘ o melhor para o professor ado ’”; Devem ser coletas e realizadas em uma força tarefa só para poupar o designer e não gastar tempo de set-up*; Intervenções revolucionárias : Ex. “Vamos mudar de um portfólio digital para um portfólio impresso em uma pasta” ou então “Vamos sair pra comer no Habib’s?” Completamente o contrário das intervenções cirúrgicas, aqui deve-se realizá-las o quantos antes;
5 – Intervenções Esta fase dependerá muito do tipo de cliente com o qual você estiver lidando. Há 4 tipos de clientes : O que não sabe o que quer;  O que  acha  que sabe o que quer; O que sabe o que quer;  O que se sente coordenador de produção;
5 – Intervenções O cliente que  não  sabe o que quer;  Estão inseguros e variam de intervenções cirúrgicas à revolucionárias com freqüência; Dica : Para evitar intervenções significativas explore as primeiras fases deste roteiro buscando dar segurança e mostrar o que o cliente receberá no final.  Encontrar e evidenciar a real necessidade do cliente ;
5 – Intervenções O cliente que  acha  que sabe o que quer;  Hora querem de um jeito, outrora querem de outro. Depois voltam na proposta inicial. Realizam intervenções revolucionárias; Dica : Aqui não tem jeito. Ou você DE-SE-NHA para ele o sistema antes de fazer ou você RE-FAZ todo o sistema depois de um bom pedaço em andamento. Perca 90% especificando com ele e corra para fazer no prazo. Caso não dê pra conversar, Reze!;
5 – Intervenções O cliente que sabe o que quer;  Você não terá muitos problemas com este cliente, porque ele fez questão de deixar claro o que quer nas fases iniciais (e é claro, você fez um bom trabalho);  Dica : Um problema grande que pode acontecer aqui é a presença  de ruídos na comunicação . Não corra o risco de estar 100% certo do que o cliente quer,  explore o período do  draft  do layout  para garantir. Caso contrário haverá intervenções revolucionárias;
5 – Intervenções O cliente que se sente coordenador de produção;  Além de saber exatamente o que quer, este cliente ainda conhece as ferramentas e dá sugestões de como fazer aquilo que pede. Suas intervenções tendem a ser cirúrgicas depois de tudo bem esclarecido;
5 – Intervenções Dica1 : Este tipo de cliente tende a confundir um pouco misturando idéias com aplicação. Cuidado!  Não saia das reuniões iniciais sem ter bem definido as melhores maneiras, ferramentas e práticas para realizar o trabalho ; Dica2 : Busque  envolver mais este cliente nas fases iniciais  já que ele conhece os procedimentos e ferramentas. Quando ganhar confiança sobre o que o cliente realmente quer, avance sem hesitar.
5 – Intervenções Na prática a teoria é outra: Clientes externos: 45% não sabe o que quer! 45% acha que sabe o que quer! Clientes internos: 90% sabe o que quer! Em ambas as situações o tipo de intervenção é diretamente proporcional ao tempo para produção;
6 – Revisão A parte mais legal.
6 – Revisão Se as  fases anteriores foram seguidas  e a  fase de intervenções bem estruturada , na revisão o trabalho se deterá a pequenas correções. Hahahahhaha; (desculpe, não agüentei);
6 – Revisão O que se faz na revisão*: Se revisa; Se vê novamente; Se examina; Se confere; Se inspeciona; Se pericia; Se sugere pontualmente; *Revisão : 1. Ato ou efeito de rever. 2. Exame minucioso e atento em nova leitura.  (Michaelis)
6 – Revisão O que  não  se faz na revisão: Não se inventa; Não se acrescenta; Não se filosofa;  Não se desiste;
6 – Revisão É preferível que o revisor não seja a pessoa que produziu o trabalho; É preferível que haja mais de 1 revisor; É preferível que os 2 ou mais revisores não sejam quem produziu o trabalho; 
6 – Revisão Na prática a teoria é outra: Quando o cliente é interno boa parte da revisão está embutida nas intervenções; Esta fase pode não existir em alguns casos;
7 – Testes/Controle A parte menos feita.
7 – Testes/Controle “ Testar não é o mesmo que revisar?”; R: Não!  Geralmente esta fase está junto com a fase de Revisão, mas podemos encontrar  algumas peculiaridades ;
7 – Testes/Controle No teste busca-se ver se o  conjunto  produção + revisão  foi bem sucedido; Testa-se a eficiência do site ou material multimídia em  seu lugar de aplicação . O famoso, mas pouco conhecido,  teste de ambiente .
7 – Testes/Controle Aqui temos dois tipos de teste: o do  sistema  (software) e o do  conteúdo ; No teste do sistema verificamos se,  em massa , o software está atendendo às  expectativas de segurança ,  desempenho , etc; No teste do conteúdo precisamos verificar se está  entendível  e  atraente  ao usuário final.
7 – Testes/Controle Como?  Se o sistema está na Internet : Ferramentas de análise de tráfego e rejeição ( Google analytics ); Cadastros de usuários no ambiente (caso exista); Objetivos atendidos (caso especificados); Se o sistema é desktop : Feedback do cliente; Taxa de aumento em contatos; Objetivos atendidos (caso especificados);
7 – Testes/Controle Na prática a teoria é outra: A prática deveria ser igual a teoria neste caso; Caso contrário você não tem uma fase de teste/controle;
Considerações
Considerações Como pôde perceber existe um ciclo. Neste ciclo entra todo e qualquer módulo que seu trabalho contemple.  Inclusive novos pedidos . Não deixe, porém, virar um ciclo sem fim . Todo projeto tem começo/meio/fim; Tenha prazos e um cronograma definido ( mesmo que informalmente ).  Divirta-se!!
Revisão deste Roteiro: Rafael Ferreira Buzon –  [email_address]   Eugeni Dodonov Lílian Martins Luiz Guelfi Lúcia Nomiso Renata Mola

Dicas para a construção de sites e materiais multimídia

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    Projeto TROCO trocade conhecimento
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    Dicas para aconstrução de sites e materiais multimídia ... e para o que mais você achar que seja útil.
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    98,76% das vezesvocê não conseguirá seguir este roteiro. ... em todo caso serve como base.
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    1 - Levantamentodas informações A parte mais difícil.
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    1 - Levantamentodas informações O levantamento de informações deve ser feito com a participação de pelo menos um membro de cada equipe envolvida no desenvolvimento; A capacidade de pessoas de áreas diferentes captarem detalhes e necessidades em sua área, pode fazer com que se obtenha um maior número de dados para a produção de um projeto mais completo;
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    1 - Levantamentodas informações É quase um dogma a necessidade de se conhecer TUDO o que seu projeto contemplará antes de começá-lo. Entretanto, 99% das vezes, não é assim que acontece. Irônico, não? :) Logo, é necessário ao coordenador exercer uma força além da humana para identificar com o cliente, pelo menos, os módulos principais (macro) .
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    1 - Levantamentodas informações Glossário: Dogma : Fundamento de qualquer sistema ou doutrina (michaelis); TUDO : Tudo mesmo! Cliente : Aquele personagem interno ou externo à organização que sabe o que quer, mas não sabe muito bem o que quer. :D
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    1 - Levantamentodas informações É fácil saber quais são os módulos principais. Pense assim: O que poderá me dar mais trabalho no futuro caso seja mudado ? A resposta serão os módulos principais. Fácil! Ou então faça a seguinte pergunta ao cliente: “ Quais são os módulos principais? ” :D Ajude ele a não perder o foco e faça várias perguntas até começar a encher as paciências.
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    1 - Levantamentodas informações Nesta mesma reunião com o cliente, não perca tempo ! Busque identificar o que ele espera que cada módulo principal tenha: os sub-módulos ou as sub-categorias .
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    1 - Levantamentodas informações Glossário: Encher as paciências : Utilizar de recursos da paciência alheia até o ponto destas se esgotarem e começarem a tomar emprestado recursos da raiva; Tempo : Dinheiro;
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    1 - Levantamentodas informações Por fim, aproveite a reunião para saber onde encontrar o material ou as pessoas necessárias para você entrevistar (explorar) . Essa parte é quase tão importante quanto ter um computador; Sim! Os detalhes vão ficar por sua conta . O que você queria mais? Entretanto é ainda possível extrair do cliente alguns lapsos de desejos intrínsecos ;
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    1 - Levantamentodas informações Glossário: Lapsos : Momentos, não raros, nos quais o cliente sabe exatamente o que quer. São seguidos de momentos que contradizem este primeiro; Desejo : O que o cliente quer naquele lapso de tempo; Intrínseco : Vontades não condicionadas à lapsos, mas difíceis de se manifestar corretamente em desejos;
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    1 - Levantamentodas informações Já percebeu que esta fase é importante, né? Esse é o 8º slide só dela. Pois é aqui que vai se criar a base para todas as outras fases, então busque identificar: Público alvo; Objetivos; Prazo; Liberdade de criação; Equipe; Módulos / Áreas / Detalhes preliminares;
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    1 - Levantamentodas informações Na prática a teoria é outra: Não adianta! Você nunca vai ter todas as informações! “ Dê seus pulos! ”; Depois daquela conversa rápida com o cliente, faça um e-mail confirmando tudo e preenchendo as lacunas com suas sugestões. Coloque a produção em paralelo enquanto o cliente não responde o e-mail;
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    Problemas de ruídosna comunicação
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    Problemas de ruídosna comunicação
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    2 – Arquiteturada informação A parte mais impactante.
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    2 – Arquiteturada informação Nesta fase você reúne tudo o que foi possível da fase 1 e pensa na melhor forma de organizar isso para acesso; Esta é uma fase mais reflexiva e filosófica na qual você irá abstrair categorias, áreas, itens relacionados, itens parcialmente relacionados, itens não relacionados e itens que não eram para estar ali.
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    2 – Arquiteturada informação Glossário: Tudo o que foi possível : Tudo o que foi possível; Filosófica: Atividade que exige esforço cefálico relacional; Abstrair: Ato de filosofar rumo à uma entidade maior;
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    2 – Arquiteturada informação Existem técnicas que podem ser utilizadas nesta fase. Conheça uma: Faça papeizinhos com o nome das informações e categorias que você deseja organizar; Reúna uns 5 colegas de trabalho; Espalhe os papeizinhos sobre uma mesa; Peça a seus colegas de trabalho que organizem os papéis categorizando-os da forma que lhes convier; Espalhe novamente e peça para outros colegas fazerem o mesmo; (é divertido!!!)
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    2 – Arquiteturada informação Você também pode fazer o exercício anterior em forma de questionário. (não precisa dificultar tanto); Sua estrutura tem que estar de acordo com o público. Para informações do tipo nome da rua , por exemplo, você não precisa abstrair ao ponto de chegar na categoria Espaço . Nem especificar muito uma categoria, como Endereço , ao ponto de chegar em Constelação Estelar . A menos que seu público seja extra-terrestres. Tudo depende do público!
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    2 – Arquiteturada informação Glossário: Categorizar : Ato de juntar tudo numa coisa só; Público : Conjunto de pessoas interessadas no seu negócio*; Seu negócio : Seu business; Seu empreendimento; Seu site; Seu material multimídia; (não pense besteira!)
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    2 – Arquiteturada informação Nesta fase você já deve ter em mente: As informações que serão transmitidas; As informações (módulos) mais importantes; Estas informações categorizadas; Uma idéia do fluxo da navegação; Que a vida é uma caixinha de surpresas;
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    2 – Arquiteturada informação Na prática a teoria é outra : Nada de técnicas de arquitetura da informação ou brainstorm para identificar as melhores formas de organização; Eleve ao nível 5 o bom senso e tente fazer o que o cliente “acha” melhor;
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    3 – Planejamentodo Layout A parte mais suscetível a “pitácos”
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    3 – Planejamentodo Layout Glossário; Pitácos : Chuva de opiniões advindas de transeuntes próximos ao computador do designer. Geralmente de amigos de trabalho, coordenadores e clientes; Ditado atualizado : “De médico, louco e designer todo mundo tem um pouco”;
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    3 – Planejamentodo Layout O planejamento do layout é um trabalho conjunto com o coordenador do projeto e do(s) designer(s) responsável(veis). São realizados drafts baseados na fase 02 e submetidos à validação do cliente para então partir para a produção.
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    3 – Planejamentodo Layout Glossário: Draft : Rascunho simples e rápido de algo mais complexo e demorado cuja continuidade depende da ação decisiva do todo poderoso cliente; Validação do cliente : Período no qual os contratados torcem para que o contratante escolha a versão já em andamento na produção.
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    3 – Planejamentodo Layout É nesta fase também que o conceito da obra é planejado graficamente ; Conceitos de cores, movimentos, traços, estilos, formas e brilhos servirão para despertar sensações, desejos, interesses, animações, atrações ; Ditado criado : “O design é a arte profissional da sedução”
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    3 – Planejamentodo Layout Na prática a teoria é outra : Não perca tempo com drafts!! Faça acontecer de primeira!! Você é phoda! Não use cores bregas ou muito extravagantes; Seu lema deve ser: Na vida nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma! O bom senso aqui se eleva para o nível 6.
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    4 – ProduçãoA parte mais recorrente.
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    4 – ProduçãoA produção é a fase em que o criador fica, enfim, a sós com suas ferramentas . Chegou a hora de colocar a “ mão no teclado ”. Chegou a hora de criar. É também o período mais feliz e de exaltação cósmica de agradecimento pela possibilidade da criação. É um momento realmente transcendental .
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    4 – ProduçãoGlossário: Criar : Verbo associado ao ato de fazer-se uma coisa nova a partir de outras; Ação de quem usa ferramentas da Adobe e Microsoft; Criação : Ação da transformação; Frankenstein; Coisas que se faz com o Flash, Photoshop, DreamWeaver ou com o Visual Studio, por exemplo; Transcendental : Que pertence à razão pura, anteriormente a toda experiência (michaelis);
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    4 – ProduçãoMas nem tudo são flores na Produção. É o momento de se escolher as ferramentas certas e entrar em um fluxo de ações constantes, rápidas, precisas e acertadas ; Neste instante o responsável pela criação deve buscar em sua vivida experiência o melhor composto de ferramentas e tecnologias ;
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    4 – ProduçãoPergunte-se!!! VAI SER EM FLASH? Vai ser um .exe? Como vai abrir isso? O usuário tem flash player? Vamos disponibilizar? Vai abrir no navegador (browser)? E as mensagens de segurança do navegador? Vai abrir no IE? Xiiii Em qual versão publicar os SWFs? Por quê? Qual a resolução mínima deve ser atendida? Qual o tamanho que a brincadeira deve ter? Vai pra internet? Só em CD? Vai por e-mail? Por carta? Por sedex? (saiba tudo!) O usuário final tem computador? (muito importante esta) É um computador pós-386? (essencial esta)
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    4 – ProduçãoPergunte-se!!! VAI TER PDF? O usuário tem PDF Reader ? Vamos disponibilizar? Vai abrir no navegador (browser)? E as mensagens de segurança do navegador? Qual o tamanho deste cara? Vai pra internet? E-mail? Carta? Sedex? Vai no pé de alguma pomba ou coruja? O usuário final sabe ler? (muito importante esta!)
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    4 – ProduçãoPergunte-se!!! VAI TER INSTALADOR? Vai ser em que? Delphi, .Net, Assembly? E o Framework? Vai junto? Tem certeza? Vai instalar o quê? Vai instalar onde? E a pergunta que não quer calar: “Precisa instalar tudo isso mesmo?”
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    4 – ProduçãoPergunte-se!!! VAI SÓ NA INTERNET / INTRANET? Tem que ser em flash? Por que não HTML? Precisa ser dinâmico? Quer em 3D Studio? Ficou louco? Como oferecer mais com menos bytes?
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    4 – ProduçãoDepois dessa parte chata, vem uma parte mais chata: Dentro desta fase são criados milestones nos quais haverá a intervenção de agentes externos . Ação importantíssima para o refino e a qualidade do projeto;
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    4 – ProduçãoGlossário: MileStone : Pedra de milha (rsrsrs); Marco no cronograma no qual acontecerá algo; Ações acertadas : Ações certas segundo a visão do cliente; (essas coisas são muito relativas)
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    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : A fase 4 de Produção acaba trazendo consigo todas as outras. Como um buraco negro ou uma célula faminta , ela fagocita partes das outras fases sendo um pequeno TODO dentro do todo; Alguém conhece a teoria do caos?
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    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : Você vai se sentir várias vezes na fase 01 ou na fase 02, às vezes até na fase 03, e o incrível é que você realmente vai estar Lá ! Por vezes você achará que está na fase 06 ou 07. Pare de achar e tenha certeza! Milestone é só teoria;
  • 45.
    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : + ou - assim:
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    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : Sua missão 01 : “Fazer o que o cliente quer”
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    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : Sua missão 02 : “Sugerir que haja primeiramente uma versão 01 do site ou material para posteriores ajustes”
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    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : Sua missão 03 : “Convide o cliente para tomar um café e defina melhor as coisas que já eram para estar definidas”
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    4 – ProduçãoNa prática a teoria é outra : Não se esqueça da segurança e dos contratempos que o usuário pode ter com seu trabalho; O usuário não pode pagar por um erro de cronograma seu! Viva o usuário Feliz!!!
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    5 – IntervençõesA parte mais conflituosa.
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    5 – IntervençõesComo você já deve ter esquecido, na fase 4 existem os milestones. Nestes pontos acontecerão as Intervenções . Algumas cirúrgicas, outras revolucionárias , mas todas intervenções necessárias. Por quê? Porque é o cliente que manda!!
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    5 – IntervençõesGlossário: Intervenções cirúrgicas : Ex. “vamos trocar esta frase de ‘ o melhor para o professor ’ para ‘ o melhor para o professor ado ’”; Devem ser coletas e realizadas em uma força tarefa só para poupar o designer e não gastar tempo de set-up*; Intervenções revolucionárias : Ex. “Vamos mudar de um portfólio digital para um portfólio impresso em uma pasta” ou então “Vamos sair pra comer no Habib’s?” Completamente o contrário das intervenções cirúrgicas, aqui deve-se realizá-las o quantos antes;
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    5 – IntervençõesEsta fase dependerá muito do tipo de cliente com o qual você estiver lidando. Há 4 tipos de clientes : O que não sabe o que quer; O que acha que sabe o que quer; O que sabe o que quer; O que se sente coordenador de produção;
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    5 – IntervençõesO cliente que não sabe o que quer; Estão inseguros e variam de intervenções cirúrgicas à revolucionárias com freqüência; Dica : Para evitar intervenções significativas explore as primeiras fases deste roteiro buscando dar segurança e mostrar o que o cliente receberá no final. Encontrar e evidenciar a real necessidade do cliente ;
  • 55.
    5 – IntervençõesO cliente que acha que sabe o que quer; Hora querem de um jeito, outrora querem de outro. Depois voltam na proposta inicial. Realizam intervenções revolucionárias; Dica : Aqui não tem jeito. Ou você DE-SE-NHA para ele o sistema antes de fazer ou você RE-FAZ todo o sistema depois de um bom pedaço em andamento. Perca 90% especificando com ele e corra para fazer no prazo. Caso não dê pra conversar, Reze!;
  • 56.
    5 – IntervençõesO cliente que sabe o que quer; Você não terá muitos problemas com este cliente, porque ele fez questão de deixar claro o que quer nas fases iniciais (e é claro, você fez um bom trabalho); Dica : Um problema grande que pode acontecer aqui é a presença de ruídos na comunicação . Não corra o risco de estar 100% certo do que o cliente quer, explore o período do draft do layout para garantir. Caso contrário haverá intervenções revolucionárias;
  • 57.
    5 – IntervençõesO cliente que se sente coordenador de produção; Além de saber exatamente o que quer, este cliente ainda conhece as ferramentas e dá sugestões de como fazer aquilo que pede. Suas intervenções tendem a ser cirúrgicas depois de tudo bem esclarecido;
  • 58.
    5 – IntervençõesDica1 : Este tipo de cliente tende a confundir um pouco misturando idéias com aplicação. Cuidado! Não saia das reuniões iniciais sem ter bem definido as melhores maneiras, ferramentas e práticas para realizar o trabalho ; Dica2 : Busque envolver mais este cliente nas fases iniciais já que ele conhece os procedimentos e ferramentas. Quando ganhar confiança sobre o que o cliente realmente quer, avance sem hesitar.
  • 59.
    5 – IntervençõesNa prática a teoria é outra: Clientes externos: 45% não sabe o que quer! 45% acha que sabe o que quer! Clientes internos: 90% sabe o que quer! Em ambas as situações o tipo de intervenção é diretamente proporcional ao tempo para produção;
  • 60.
    6 – RevisãoA parte mais legal.
  • 61.
    6 – RevisãoSe as fases anteriores foram seguidas e a fase de intervenções bem estruturada , na revisão o trabalho se deterá a pequenas correções. Hahahahhaha; (desculpe, não agüentei);
  • 62.
    6 – RevisãoO que se faz na revisão*: Se revisa; Se vê novamente; Se examina; Se confere; Se inspeciona; Se pericia; Se sugere pontualmente; *Revisão : 1. Ato ou efeito de rever. 2. Exame minucioso e atento em nova leitura. (Michaelis)
  • 63.
    6 – RevisãoO que não se faz na revisão: Não se inventa; Não se acrescenta; Não se filosofa; Não se desiste;
  • 64.
    6 – RevisãoÉ preferível que o revisor não seja a pessoa que produziu o trabalho; É preferível que haja mais de 1 revisor; É preferível que os 2 ou mais revisores não sejam quem produziu o trabalho; 
  • 65.
    6 – RevisãoNa prática a teoria é outra: Quando o cliente é interno boa parte da revisão está embutida nas intervenções; Esta fase pode não existir em alguns casos;
  • 66.
    7 – Testes/ControleA parte menos feita.
  • 67.
    7 – Testes/Controle“ Testar não é o mesmo que revisar?”; R: Não! Geralmente esta fase está junto com a fase de Revisão, mas podemos encontrar algumas peculiaridades ;
  • 68.
    7 – Testes/ControleNo teste busca-se ver se o conjunto produção + revisão foi bem sucedido; Testa-se a eficiência do site ou material multimídia em seu lugar de aplicação . O famoso, mas pouco conhecido, teste de ambiente .
  • 69.
    7 – Testes/ControleAqui temos dois tipos de teste: o do sistema (software) e o do conteúdo ; No teste do sistema verificamos se, em massa , o software está atendendo às expectativas de segurança , desempenho , etc; No teste do conteúdo precisamos verificar se está entendível e atraente ao usuário final.
  • 70.
    7 – Testes/ControleComo? Se o sistema está na Internet : Ferramentas de análise de tráfego e rejeição ( Google analytics ); Cadastros de usuários no ambiente (caso exista); Objetivos atendidos (caso especificados); Se o sistema é desktop : Feedback do cliente; Taxa de aumento em contatos; Objetivos atendidos (caso especificados);
  • 71.
    7 – Testes/ControleNa prática a teoria é outra: A prática deveria ser igual a teoria neste caso; Caso contrário você não tem uma fase de teste/controle;
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  • 73.
    Considerações Como pôdeperceber existe um ciclo. Neste ciclo entra todo e qualquer módulo que seu trabalho contemple. Inclusive novos pedidos . Não deixe, porém, virar um ciclo sem fim . Todo projeto tem começo/meio/fim; Tenha prazos e um cronograma definido ( mesmo que informalmente ). Divirta-se!!
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    Revisão deste Roteiro:Rafael Ferreira Buzon – [email_address] Eugeni Dodonov Lílian Martins Luiz Guelfi Lúcia Nomiso Renata Mola