GA
     2009


        Gabriel A. S. Couto
        Diagnóstico e Plano Estratégico




                     Daniel Campos | João Nunes | Mário Babo
            Pós-Graduação em Direcção de Empresas | EGP-UPBS
                                        Estratégia Empresarial
FICHA
                                               TÉCNICA

               GABRIEL A. S. COUTO             Título
DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                Sub-Título


                  Daniel Tiago Fraga Campos    Autores
                 João Luís de Menezes Nunes
                     Mário Emílio Brás Babo

                  Escola de Gestão do Porto    Instituição
     Pós-Graduação em Direcção de Empresas     Curso
                      Estratégia Empresarial   Módulo


                             Agosto de 2009    Data
                             Porto, Portugal   Local
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO




                                    SUMÁRIO EXECUTIVO


O diagnóstico e plano estratégico sintetiza e integra o pensamento estratégico dos membros da
organização e cria as bases para o sucesso sustentado da organização. Este encontra-se
estruturado em quatro componentes: a apresentação da empresa, a análise estratégica, a
formulação da estratégia e a sua organização e implementação.


A primeira parte, relativa à apresentação da empresa, descreve os principais dados da empresa, o
seu historial e qual a sua missão e objectivos actuais.


A segunda parte, relativa à análise estratégica, debruça-se sobre a interacção entre a indústria e o
seu meio envolvente, bem como sobre a adequação da empresa aos requisitos competitivos do
seu negócio.


A terceira parte, relativa à formulação da estratégia, explicita as principais orientações estratégicas
da organização.


Finalmente, a quarta parte, relativa à implementação da estratégia, traduz as orientações
estratégicas delineadas em medidas concretas para alcançar os objectivos e indica o modo como a
empresa de deve organizar.
.




                                     DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO




                                    ÍNDICE


PARTE I – DESCRIÇÃO DA EMPRESA ……………………………………….. 5

1. APRESENTAÇÃO ……………………………………………………………….. 6
  1.1. Identificação …………………………………………………………………………………. 6
  1.2. Historial ……………………………………………………………………………………… 7

2. MISSÃO E OBJECTIVOS ……………………………………………………….. 8
  2.1. Produtos e Mercados Actuais …………………………………………………………………             8
  2.2. Recursos e Aptidões …………………………………………………………………………..                9
  2.3. Organização …………………………………………………………………………………..                     10
  2.4. Centros de Interesses e suas Expectativas …………………………………………………….   12
  2.5. Áreas Homogéneas de Negócios ……………………………………………………………...           13
  2.6. Estratégia Actual ……………………………………………………………………………...                14

PARTE II – ANÁLISE ESTRATÉGICA ………………………………………… 15

3. ANÁLISE DO MEIO ENVOLVENTE ………………………………………….. 16
  3.1. Enquadramento Actual ………………………………………………………………………..                16
  3.2. Meio Envolvente Contextual …………………………………………………………………              21
  3.3. Meio Envolvente Transaccional ………………………………………………………………            23
  3.4. Atractividade da Indústria …………………………………………………………………….            30
  3.5. Estrutura da Indústria ………………………………………………………………………...             34
  3.6. Factores Críticos de Sucesso ………………………………………………………………….           34

4. ANÁLISE DA EMPRESA ……………………………………………………….. 35
  4.1. Recursos da Empresa ………………………………………………………………………...                35
  4.2. Dinâmica de Custos ………………………………………………………………………….                  37
  4.3. Competências Centrais ………………………………………………………………………                 39
  4.4. Adequação e Intento Estratégico …………………………………………………………….          41
  4.5. Análise SWOT ……………………………………………………………………………….                      43

PARTE III – FORMULAÇÃO DA ESTRATÉGIA …………………………….. 44

5. ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS …………………………………………….. 45
  5.1. Produtos-Mercados ………………………………………………………………………….                   45
  5.2. Integração Vertical …………………………………………………………………………...               47
  5.3. Internacionalização …………………………………………………………………………..                48
  5.4. Diversificação ………………………………………………………………………………..                   51

6. DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL ……………………………………… 53

7. ESTRATÉGIA EMPRESARIAL ………………………………………………… 55


PARTE IV – IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA ………………………… 57

8. ORIENTAÇÕES ORGANIZACIONAIS E DE GESTÃO ……………………. 58

9. PROCESSOS DE CONCRETIZAÇÃO ………………………………………… 59




                          DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO




                                    ÍNDICE DE QUADROS


PARTE I – DESCRIÇÃO DA EMPRESA
Quadro 1 – Caracterização da Sociedade
Quadro 2 – Mapa de Equipamentos
Quadro 3 – Responsabilidades dos Órgãos da Organização
Quadro 4 – Empresas participadas da GASC

PARTE II – ANÁLISE ESTRATÉGICA
Quadro 5 – Indicadores Económicos
Quadro 6 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Contextual
Quadro 7 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Transaccional
Quadro 8 – Síntese dos clientes segmentados por actividade e produto
Quadro 9 – Síntese de Fornecedores
Quadro 10 – Síntese dos Agentes e Grupos de Interesse
Quadro 11 – Síntese dos concorrentes
Quadro 12 – Mapas de Grupos Estratégicos
Quadro 13 – Síntese da Atractividade Sectorial
Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
Quadro 15 – Identificação dos Factores Críticos de Sucesso
Quadro 16 – Descrição dos Recursos Humanos
Quadro 17 – Avaliação de Performance Conjunta
Quadro 18 – Indicadores Financeiros
Quadro 19 – Avaliação do Activos Intangíveis
Quadro 20 – Síntese das Medidas de Dinâmica de Custos
Quadro 21 – Benchmarking Estratégico
Quadro 22 – Identificação da Competências Centrais
Quadro 23 – Síntese da Análise de Adequação Estratégica
Quadro 24 – Evolução das Competências Centrais
Quadro 25 – Intento Estratégico
Quadro 26 – Análise SWOT

PARTE III – FORMULAÇÃO DA ESTRATÉGIA
Quadro 27 – Matriz de Produtos-Mercados
Quadro 28 – Segmentos de Mercados Estratégicos e Complementares
Quadro 29 – Vantagens Competitivas
Quadro 30 – Análise da Cadeia Operacional
Quadro 31 – Factores impulsionadores da internacionalização
Quadro 32 – Grelha de Comparação da Atractividade dos Países
Quadro 33 – Síntese do estudo profundo a desenvolver
Quadro 34 – Síntese das Modalidades de Internacionalização
Quadro 35 – Síntese das Opções de Internacionalização
Quadro 36 – Análise da Estratégia de Diversificação
Quadro 37 – Análise das Vias de Desenvolvimento
Quadro 38 – Síntese das Orientações Estratégicas

PARTE IV – ORGANIZAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA
Quadro 39 – Síntese das Orientações Organizacionais e de Gestão




                                    DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO       5




                         PARTE                  I


                       Descrição da Empresa
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                           6

1. APRESENTAÇÃO


1.1. Identificação


A empresa Construções Gabriel A. S. Couto, S.A (Gabriel Couto) tem sede em Vila Nova de
Famalicão, no distrito de Braga, onde foi criada há cerca de 60 anos. Ao longo da sua existência
evoluiu de uma pequena estrutura empresarial de cariz familiar para uma organização económica
de importância nacional, sendo hoje uma referência no sector da construção, com um volume de
negócios (média 2007/2008) de cerca de EUR 80.000.000,00.


                            Quadro 1 – Caracterização da Sociedade
               CARACTERÍSTICA                                        DESCRIÇÃO
   DENOMINAÇÃO SOCIAL                              Construções Gabriel A. S. Couto
   CAPITAL SOCIAL                                  5.000.000 Euros
   NATUREZA JURÍDICA                               Sociedade Anónima
   SEDE SOCIAL                                     Rua de São João de Pedra Leital, nº1000
                                                   Requião - Vila Nova de Famalicão
   CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO                       Presidente
                                                       Carlos Alberto Freitas Couto, Eng.
                                                   Vogais
                                                       Maria da Conceição Ferreira de Freitas
                                                       António Gabriel Freitas Couto, Eng.
                                                       Avelino Jorge da Silva Oliveira, Eng.
                                                       José Sampaio Couto
   ALVA RÁ DE CONSTRUÇÃO                           Nº 2490




                                   DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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1.2. Historial


A Gabriel Couto completou 60 anos no ano de 2008. Em 1948, sob a forma de sociedade em
nome individual, com o seu fundador, Gabriel Couto, a executar a primeira empreitada, ainda
sem os respectivos alvarás – que só obteria cinco anos depois, em 1953 – e por isso,
subcontratando à empresa de quem o seu pai era sócio.


Nas suas seis décadas de existência a Gabriel Couto evoluiu de uma pequena unidade de
relevância meramente local para uma empresa de dimensão nacional, onde é uma das referências
no sector da construção civil e obras públicas, com intervenção internacional e apta a executar as
mais exigentes e complexas obras no âmbito do seu objecto social. Durante o seu percurso
empresarial a forma societária foi evoluindo, em resposta à complexidade dos desafios. A actual
configuração de sociedade anónima ocorreu no ano de 1973.


Rapidamente se transformou numa organização de dimensão nacional, sendo hoje uma das
maiores empresas da região (só recentemente deixou de ser a maior empresa de construção do
distrito de Braga, sendo agora a 2.ª) e de reconhecida importância no contexto empresarial do
país.


O processo de internacionalização começou em 1999 em Moçambique também na construção de
obras públicas, estando actualmente presente neste país, Angola, Roménia e Irlanda. A área
internacional representou cerca de 15% do Volume de Negócios de 2008.




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2. MISSÃO E OBJECTIVOS


Centrando a sua actuação no sector da construção e obras públicas e, nomeadamente nos
segmentos em que tem afirmado um know-how seguro, a Gabriel Couto tem mantido, contudo,
uma atenção permanente às manifestações do mercado, diversificando e ajustando as suas
actividades de modo a reforçar a sua importância económica e social no seu universo de
negócios. Um exemplo disso é o sector das energias renováveis, onde a Gabriel Couto apostou e
assumiu desde o início, uma posição de destaque neste sector de actividade.


Na linha da orientação estratégica já definida e aceite como decisiva para o crescimento futuro, a
Gabriel Couto está a desenvolver e aprofundar um processo de internacionalização centrado na
área da sua actividade, envolvendo-se decisivamente no processo de globalização que caracteriza
a economia moderna. Após a experiência e posição consolidada em Portugal, a empresa procura
assim expandir-se no mercado internacional, nomeadamente no mercado emergente da Europa
de Leste.


2.1. Produtos e Mercados Actuais


As principais áreas de actuação têm sido a execução de estradas, auto-estradas, pontes, viadutos,
redes de saneamento básico, ETAR´s, redes de armazenamento e distribuição de água, edifícios
escolares   (básicos,   secundários     e   universitários),     arranjos   urbanísticos,   parques   de
estacionamento, edifícios habitacionais, complexos comerciais e turísticos, edifícios industriais e
por último, parques de produção de energia eólica. A Gabriel Couto participou na construção de
cerca de 500 aerogeradores, num total de 900 MW. Estes números representam cerca de 30% de
potência eólica instalada em Portugal em 2008, o que dá à empresa a liderança no sector da
construção civil em parques eólicos.


A opção pela internacionalização tornou-se inevitável, quer pela dimensão da empresa, quer pela
procura de novos negócios e territórios. Desde 1997, a empresa encontra-se em Moçambique e,
mais recentemente, em Angola, República da Irlanda e Roménia.




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2.2. Recursos e Aptidões


A empresa emprega cerca de 500 funcionários e possui um quadro técnico constituído por cerca
de 50 pessoas com formação técnica superior e mais 30 com formação especializada específica.


A empresa tem investido nos últimos anos num adequado apetrechamento tecnológico, quer a
nível de sistemas de gestão e controlo de custos, quer a nível do parque de equipamentos
operativos, sistematicamente renovados para disponibilização de elementos inovadores e de
maior produtividade. Esse investimento permite que a Gabriel Couto possua hoje um parque de
máquinas e equipamentos ao nível das maiores empresas de construção civil e obras públicas
portuguesas. Apresenta-se, de seguida um resumo da lista dos equipamentos ao dispor das
unidades de produção da empresa:


                                    Quadro 2 – Mapa de Equipamentos
        GRUPO DE                                               GRUPO DE
                             EQUIPAMENTO                                                 EQUIPAMENTO
      EQUIPAMENTOS                                           EQUIPAMENTOS
     PRODUÇÃO E        Auto-betoneiras                      PRODUÇÃO DE         Britadeiras móveis
     APLICAÇÃO BETÃO                                        INERTES
                       Centrais                                                 Crivos
                       Máquinas projectar betão                                 Britadeiras
     MOVIMENTO DE      Abre-valas                           COMPACTAÇÃO         Cilindros ligeiros
     TERRAS
                       Buldozer`s                                               Cilindros pesados
                                                            PERFURAÇÃO
                       Dumper`s ligeiros                                        Crawler`s

                       Dumper`s articulados                 ELEVAÇÃO            Empilhadores
                       Dumper's Rigidos                                         Gruas construção civil
                       Escavadoras rastos                                       Gruas móveis
                       Escavadoras rotativas rodas                              Montacargas
                       Motoniveladoras                      GERADORES           Geradores pesados
                       Mini pá-carregadoras                 MARTELOS            Martelos hidráulicos
                       Pá-carregadoras                      MOTORROÇADORAS Motorroçadoras hidráulicas
                       Rectro-escavadoras                   VEÍCULOS PESADOS    Veíc pes mercadorias (2 eixos)
     PRODUÇÃO E        Betop`s                                                  Veíc pes mercadorias (3 eixos)
     APLICAÇÃO
                       Caldeiras ligeiras                                       Veíc pes mercadorias (4 eixos)
     BETUMINOSOS
                                                            PLATAFORMAS
                       Cisternas betuminoso                 DISTRIBUIÇÃO        Plataforma distribuição gasóleo
                                                            GASÓLEO
                                                            TRACTORES
                       Espalhadoras                                             Tractores agrícolas
                                                            AGRÍCOLAS
                       Espalhadoras pneus                   VASSOURAS           Vassouras hidráulicas
                       Fresadoras                                               Vassouras mecânicas
                       Máquinas cortar asfalto              REBOQUES            Atrelados ligeiros
                       Central Grave Emulsão                                    Cisternas água ligeiras
                       Central Grave Cimento                                    Reboques
     COMPRESSORES      Compressores pesados




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GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                         10

De salientar também o laboratório de controlo da qualidade (central e obras), centrais de
produção de misturas betuminosas, unidades de britagem, oficinas de serralharia de alumínios e
carpintaria, equipamentos de transporte de máquinas, oficina e serviços de manutenção.


A Gabriel Couto tem os seus Sistemas da Qualidade, Ambiente e Segurança certificados para
todas as actividades, pela APCER, estando implementado um Sistema Integrado (Qualidade,
Segurança e Ambiente), de acordo com as normas NP EN ISO 9001: 2000, NP 4397: 2001 e NP
EN ISO 14001: 2004. A empresa obteve, em Março de 2008, a marcação CE de todas as misturas
betuminosas produzidas pelas suas centrais de fabrico


2.3. Organização
A estrutura organizacional da Gabriel A.S. Couto, S.A., apresenta-se de acordo com o seguinte
organigrama:




                             Figura 1 – Organograma da Empresa




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                          Quadro 3 – Responsabilidades dos Órgãos da Organização
       ÓRGÃO                                             RESPONSABILIDADES
    Administração             Definição das políticas estratégicas e operacionais da empresa;
                              Gestão global da empresa, nas suas vertentes operacional, comercial e financeira;
                              Assegurar os recursos e os meios e a coordenação das diferentes direcções e
                              departamentos.
Direcção da Qualidade         Garantir a operacionalidade do sistema de gestão da qualidade, ambiente e segurança;
                              Coordenação e organização do laboratório central e laboratórios de obra no âmbito da
                              responsabilidade pelo controlo da qualidade das diferentes empreitadas;
                              Garantir uma adequada gestão dos equipamentos de monitorização e medição
                              (EMM’s);
                              Assegurar a implementação e cumprimento dos controlo de produção em fabrica
                              relativo à produção de misturas betuminosas.
   Gabinete Jurídico          Coordenar todas as actividades respeitantes ao foro jurídico;
                              Estudo e enquadramento legal no desenvolvimento dos negócios da empresa.
      Marketing               Gerir de forma integrada as questões de comunicação e imagem da Gabriel Couto;
                              Apoiar a organização e dar a conhecer à sociedade as actividades e assuntos de carácter
                              público, valorizando o seu papel no meio em que se insere e a postura da sua
                              intervenção social;
                              Coordenar a concepção dos suportes gráficos para divulgação dos trabalhos da Gabriel
                              Couto e das tarefas relacionadas com a afirmação da sua imagem e das acções;
                              Desenvolver as suas actividades direccionadas para o exterior, procurando projectar
                              uma imagem positiva da empresa junto dos seus públicos externos.
  Direcção de Obras           Coordenar todas as actividades relativas às obras de vias de comunicação e Infra-
       Públicas               Estruturas;
                              Definição e coordenação das políticas da produção na área de vias de comunicação e I-
                              E;
                              Definição e coordenação da afectação dos meios produtivos.
Direcção de Construção        Coordenar todas as actividades relativas às obras de construção civil;
         Civil                Definição e coordenação das políticas da produção na área da construção civil;
                              Definição e coordenação da afectação dos meios produtivos.
  Direcção Técnica e          Coordenar todas as actividades relativas a orçamentação, planeamento das empreitadas
      Comercial               e controlo de custos;
                              Estudo de projectos nos seus parâmetros de concepção, estabilidade, variantes e
                              processos construtivos, tendo em conta as condições de segurança, preservação do
                              ambiente e qualidade da sua execução;
                              Correcção de erros e omissões, medições de vários tipos;
                              Apoio às direcções de obra na legislação vigente em obras públicas.
Direcção de Logística e       Coordenar todas as actividades relativas à gestão de equipamentos e viaturas;
    Equipamento               Definir as estratégias de investimento em equipamentos fixos e de transporte;
                              Definição das políticas de manutenção correctiva e preventiva dos equipamentos.
 Direcção de Compras          Negociação e aquisição de materiais, serviços e subempreitadas;
                              Gestão de compras de materiais no armazém central;
                              Avaliação de fornecedores de materiais, serviços e subempreitadas.
Direcção dos Sistemas         Coordenar as actividades de manutenção dos sistemas de informação garantindo o seu
    de Informação             bom desempenho;
                              Investigação, desenvolvimento e acompanhamento da realização das actividades dos
                              sistemas de informação SAP;
                              Gestão e manutenção de hardware e apoio de serviços e software aos utilizadores.
Direcção Administrativa       Definição e implementação da política financeira e fiscal da empresa;
     e Financeira             Gestão da política de participações em empresas associadas.

 Direcção de Recursos         Coordenação dos Recursos Humanos;
      Humanos                 Coordenação e organização de todas as actividades de higiene, saúde e segurança no
                              trabalho;
                              Coordenação e organização de todas as actividades da gestão ambiental da Gabriel
                              Couto.

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GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                          12

2.4. Centros de Interesses e suas Expectativas


A carteira de obras da Gabriel Couto perspectiva que o objectivo dimensão estará garantido para
2009. De facto, apresenta o valor mais elevado de sempre, com cerca de 145 milhões de euros.


O segmento das Vias e Infra-estruturas é o que apresenta maior representação na carteira de
encomendas, com cerca de 56 milhões de euros. De destacar o “Alargamento da A2 entre
Palmela e o Nó de Setúbal”, para a BRISA, com um valor inscrito na carteira de cerca de 17
milhões de euros. A execução de um troço da Scut do Douro Interior, a iniciar em 2009 tem um
valor de 12 milhões de euros. A construção da Scut dos Açores, onde a Gabriel Couto integra um
agrupamento construtor, representará um volume de facturação de cerca de 7 milhões de euros.
Para o EP – Estradas de Portugal, está em curso a empreitada de “Construção da Variante de
Seia”, com um valor a realizar de cerca de 2,5 milhões de euros. O “Alargamento da A3 entre
Águas Santas e a Maia”, empreitada para a BRISA, apresenta um valor a realizar de cerca de 7
milhões de euros. Nas “Obras Hidráulicas” são de destacar a execução de duas empreitadas para a
EDIA – Empresa de Desenvolvimento das Infra-estruturas do Alqueva, que no seu conjunto
ascendem a cerca de 6 milhões de euros. Para a empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro
está em curso a empreitada de “Construção de ETARS no Douro Sul – Lote 1”, com um valor a
realizar de 1,7 milhões de euros.


No segmento da Construção Civil, de destacar a participação da Gabriel Couto no ACE que está a
realizar para a empresa Parque Escolar, EPE uma empreitada de “Modernização do Parque
Escolar Destinado ao Ensino Secundário” intervindo em diversas escolas. O valor a realizar em
2009 é de 13,5 milhões de euros. Este segmento de actividade apresenta já um valor de cerca de
33 milhões de euros de trabalhos a executar. O plano de recuperação escolar que está a ser levado
a cabo pela Parque Escolar e pelas Autarquias permite augurar que o valor desta área de negócio
tenderá a elevar-se de forma significativa.


As empreitadas ligadas à construção de parques de Energia Eólica tem representado nos últimos
anos um papel preponderante na actividade da empresa. Está assegurado que nos próximos anos
esta importância não decrescerá. De facto estão já em curso as empreitadas para a ENEOP que
representam um volume de facturação estimado de 40 milhões de euros.




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GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                          13

O sector da “Promoção Própria” de empreendimentos imobiliários, em face da grave crise que tem
afectado o sector da construção de edifícios para habitação, apresenta uma redução do seu peso
na produção global da empresa. Estão em curso empreendimentos imobiliários em V. N. de
Famalicão – Complexo Habitacional em Calendário – e na Maia – Empreendimento Habitacional
e Comercial em Moutidos. No conjunto este segmento apresenta na carteira de obras um valor de
cerca de 6,5 milhões de euros.


Para 2009, a Gabriel Couto espera reforçar, em parceria com duas empresas do sector, a presença
e o valor da facturação na Roménia, onde, para além do mercado das obras públicas, está a
desenvolver trabalhos na construção de parques eólicos, que apresenta um dinamismo assinalável.
Angola é um mercado prioritário da internacionalização e, por isso, durante 2009 a Gabriel Couto
espera reforçar a presença neste país de língua oficial portuguesa.


2.5. Áreas Homogéneas de Negócios


Tal como já foi mencionado, a área central de desenvolvimento e aprofundamento dos negócios
assenta na construção civil e obras públicas. Porém, áreas específicas e complementares têm sido
integradas no universo de negócios da empresa, quer através da participação directa, quer através
da participação em empresas especificamente dedicadas ao desenvolvimento de actividades
nessas áreas. Os investimentos efectuados na participação de capital em empresas associadas
representam já uma parcela significativa dos investimentos globais da empresa. Apresentam-se de
seguida as principais participações:




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GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                      14

                               Quadro 4 – Empresas participadas da GASC
              EMPRESA                             ACTIVIDADE                  CRIAÇÃO/AQUISIÇÃO
   Abrical – Areias, Granitos e          Exploração de pedreiras e          Adquirida em 1998
   Calcários, Lda                        britagem de inertes.
   AGE – Energias Renováveis, Lda        Energias Renováveis                Criada em 2002
   Comasa – Intervenção na área da       Geotecnia                          Criada em 1987
   Geotecnia
   Euroscut – Sociedade                  Construção e Concessão de Auto-    Criada em 2000
   Concessionária da Scut do             Estradas no sistema de “sem
   Algarve, S.A.                         cobrança do cliente-scut”
   Euroscut Norte – Sociedade            Construção e Concessão de Auto-    Criada em 2001
   Concessionária da Scut do Norte       Estradas no sistema de “sem
   Litoral, S.A.                         cobrança do cliente-scut”
   Euroscut Açores – Sociedade           Construção e Concessão de Auto-    Criada em 2006
   Concessionária da Scut dos            Estradas no sistema de “sem
   Açores, S.A.                          cobrança do cliente-scut”
   Fapre – Fábrica de Pré-               Fabricação de pré-esforçados       Criada em 1967
   Esforçados, S.A.
   Pontalta – Promoção Imobiliária,      Imobiliária
   S.A.

   Parque F – Parques de                 Exploração de parques de           Criada em 2000
   Estacionamento de Famalicão,          estacionamento
   S.A.




2.6. Estratégia Actual


A estratégia actual da Gabriel Couto passa pelo aprofundamento da sua actividade internacional e
pela expansão e diversificação para outras áreas de negócio, através de parcerias estratégicas que
potenciem sinergias e penetração em novos mercados, bem como a diluição de riscos. Neste
campo, a empresa detém já participações nas seguintes áreas:
   • Concessão de Auto-estradas: Euroscut (A28, A22 e futura Euroscut Açores)
   • Parque F – Parques de Estacionamento
   • Lamego Renova, S.A. (regime de PPP)


Internamente, e a curto prazo os objectivos da empresa são a estabilização da sua estrutura
garantindo um volume de negócios na ordem dos 100 M€ /ano e um custo de estrutura de 6%
do seu volume de facturação.




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GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO        15




                         PARTE                  II


                              Análise Estratégica
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                            16

3. ANÁLISE AMBIENTAL


3.1. ENQUADRAMENTO ACTUAL


3.1.1. INTERNACIONAL


O ano de 2008 fica profundamente associado à propagação da crise do mercado de crédito
hipotecário de alto risco norte-americano a demais segmentos de mercado, geografias e sectores
económicos. A instabilidade financeira tornou-se denominador comum nos mercados e a
degradação na actividade económica disseminou-se por países de elevado crescimento. A acção
dos efeitos da globalização, mas em sentido reverso, amplificou ajustamentos e precipitou a
economia mundial num clima de incerteza de aversão ao risco complexo e de difícil erradicação.
O agravamento vertiginoso da conjuntura e o enraizar de um ciclo vicioso de reforço de
estímulos negativos entre sector financeiro e actividade económica suscitou a intervenção
coordenada de governos, bancos centrais e outros agentes económicos, através da adopção de
políticas de estímulo à actividade e de suporte aos mercados financeiros sem precedentes.
Contudo, não deverão evitar um ano 2009 de fraco crescimento económico mundial e de
pressões desinflacionistas, num ambiente muito complexo e delicado no plano social, político e
institucional.


Depois de vários anos de crescimento económico consistente, a economia mundial enfrenta o
risco de recessão e de deflação. Nos mercados internacionais, o petróleo apresentou um
comportamento extremamente volátil, tendo alcançado os 134 USD em Julho e os 45 USD em
Dezembro. Este comportamento implicou preços médios de 99 USD. Estima-se que o Petróleo
retome a sua trajectória ascendente no segundo trimestre de 2009, com um preço médio acima de
50 USD em 2009 e acima de 60 USD em 2010. Paralelamente ao petróleo, as matérias-primas não
energéticas, excluindo alguns metais preciosos como o ouro, apresentaram o mesmo padrão,
gerando pressões inflacionistas por todo o globo e, com o agravar da crise, uma ruptura da sua
procura que levou os preços a correcções violentas. O ouro, utilizado ora como escudo contra a
inflação ora como investimento seguro viu o seu valor aumentar de uma forma mais consistente e
sustentada.
Este cenário foi agravado pela subida da inflação, que contribuiu para a desconfiança generalizada
que se registou nos mercados financeiros. Por seu turno, nos meses de Outono de 2008 registou-
se a maior quebra bolsista desde 1987. Viveu-se o impacto real do subprime nos mercados


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financeiros internacionais, que até então se limitava ao mercado imobiliário norte-americano, o
que provocou o desmoronar dos pressupostos em que assentava a banca de investimento até
então e lançou uma crise generalizada no sistema financeiro internacional. A economia mundial
registou por isso em 2008 uma das suas fases mais turbulentas de sempre. Os primeiros
trimestres do ano ficaram marcados pela especulação que se registou em torno dos preços do
petróleo, aliada ao aumento dos preços das matérias-primas, o que provocou uma acentuada
desaceleração do crescimento económico mundial, que no primeiro trimestre recuou 4,5 pontos
percentuais (p.p.) face ao período homólogo, afectando tanto as economias desenvolvidas como
as emergentes.


A economia europeia que aparentava resistência à crise do imobiliário norte-americano veio a
revelar o oposto. Diversos gigantes financeiros europeus estavam expostos ao subprime e com o
colapso geral das bolsas e quebra de confiança entre instituições financeiras a dificuldade em
obter financiamento, tanto no mercado de capitais como na banca, levou a que diversas entidades
tivessem de ser intervencionadas. O FMI registou um crescimento do PIB da zona euro de 1% e
projecta crescimentos de -2% e 0,2% para 2009 e 2010 respectivamente. No ano de 2008 o euro
valorizou 6,9% em relação ao dólar americano, em 2009 o Banco de Portugal (BdP) antecipa uma
inversão drástica da situação para uma desvalorização de 13%. O Banco Mundial registou uma
taxa de juro média a 6 meses de 4,9% em 2008 e, para o biénio seguinte, projecta taxas de 3,8% e
4,2%.


3.1.2. NACIONAL


À semelhança das restantes economias desenvolvidas, em 2008, a portuguesa registou forte
abrandamento da actividade económica e as expectativas para os anos seguintes são
extremamente negativas.


O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma taxa de crescimento de 0,3% em 2008, e as
últimas projecções do BdP apontam para decréscimos de 0,8% em 2009 e de 0,3% em 2010.
Note-se que o comportamento do PIB é explicado por uma quebra da procura, consequência do
aumento do desemprego, das restrições de crédito a empresas e famílias, falta de confiança na
economia e nas instituições e pela redução expressiva das exportações (estimativa de -3.9% em
2009).




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GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                            18

A taxa de inflação situou-se nos 2.7% em 2008 e projecta-se 1% e 2% para 2009 e 2010
respectivamente. Estas taxas, desconfortavelmente baixas, são justificadas maioritariamente pelas
quebras do preço do petróleo e das matérias-primas não energéticas, mas também pelas
restrições ao crédito e quebra de confiança dos consumidores. Importa ainda realçar que, no
quadro da União Monetária Europeia, deseja-se uma inflação abaixo, mas próxima, dos 2%, e que
o risco de um ciclo longo de crescimento nulo e deflação, embora improvável, existe.
De acordo com BdP o emprego registou um aumento de 0,5% em 2008 fruto essencialmente do
incremento verificado no primeiro semestre, situação que deve inverter para -1% em 2009 e -
0,2% em 2010. Este aumento conjugado com o recurso a crédito pelas famílias (e consequente
redução da taxa de poupança) levou a que o consumo privado apresentasse um abrandamento
marginal.


                             Quadro 5 – Indicadores Económicos




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3.1.3. MERCADOS EXTERNOS


IRLANDA


Apesar de uma redução do crescimento económico, em 2008, a Irlanda tem hoje o quinto PIB
per capita mais elevado do mundo, e o sétimo PIB per capita considerando a paridade do poder
de compra. A Irlanda tem também o quinto IDH mais elevado do mundo. O país também se
orgulha de ter a mais alta qualidade de vida do mundo, estando em primeiro lugar no ranking do
índice de qualidade de vida do Economist Intelligence Unit. A Irlanda foi a sexta classificada no
Índice Global da Paz. A Irlanda também tem uma alta classificação no seu sistema de ensino, na
liberdade política e direitos civis, na liberdade de imprensa e na liberdade económica, a qual foi
também classificada como o quarto país do Índice Failed States, sendo um dos poucos países
"sustentáveis" em todo o mundo. A Irlanda tem emergido como um destino atraente para
imigrantes estrangeiros, que hoje totalizam aproximadamente 10% da população. A população da
Irlanda é a que tem o maior crescimento na Europa, com uma taxa de crescimento anual de
2,5%.


ROMÉNIA


Com uma dimensão geográfica e populacional duas vezes maior que as de Portugal, a Roménia
registou nos últimos cinco anos, segundo o ICEP, um crescimento económico significativo, com
o PIB a variar entre os quatro e os 8,4 por cento, uma taxa de inflação que caiu de 40,7 por cento,
em 2000, para 4,8 por cento no ano passado e uma taxa de desemprego praticamente constante
durante o mesmo período: 7,2% e 7,9% respectivamente no ano passado. A dívida externa
cresceu, nos últimos três anos, um por cento, sendo de 31,1% do PIB em 2006. Ao crescimento
económico acelerado da Roménia, com um aumento substancial do consumo privado, da
desinflação gradual e perspectivas futuras da sua estabilização, fruto de uma política monetária
restritiva adoptada pelo Banco Central, acrescentem--se as boas perspectivas provenientes da sua
adesão à UE e a subida acelerada dos investimentos, incluindo do investimento directo
estrangeiro (quatro mil milhões de euros até Julho), contra o elevado défice da balança corrente,
apesar dos resultados históricos esperados do IDE (balança comercial fortemente deficitária
devido à pressão na procura de produtos importados).




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MOÇAMBIQUE


O cenário-base projecta taxas de crescimento económico acima dos 7%. Os sectores da
agricultura, comércio e transportes irão desempenhar um importante papel no crescimento,
contribuindo para a integração da economia nacional. De acordo com fontes locais, as receitas
públicas passarão de 67 milhões de USD em 2005 para 215 milhões de USD em 2015, a preços
constantes. Quanto à componente externa, muito importante dado que Moçambique apresenta
uma forte dependência de fluxos internacionais, as importações deverão representar 28% do PIB
e as exportações 7% (excluindo as importações e exportações dos mega projectos); as projecções
desta componente pressupõem uma evolução positiva das exportações e a manutenção da ajuda
externa, a qual desempenha um papel crucial para financiar o défice da conta corrente e assegurar
a estabilidade económica face ao exterior. As reservas internacionais diminuirão gradualmente, o
que trará pressões acrescidas sobre a taxa de câmbio. Estas projecções assentam num valor de
recursos externos, em dólares, disponível para financiar as despesas do Estado praticamente
constante a partir de 2006 e, por outro lado, no aumento real das receitas fiscais.


ANGOLA


Em 2008, o PIB de Angola teve um crescimento de 16%, tendo a actividade do sector petrolífero
registado um crescimento de 13%, em comparação com 19% observada nos sectores não
petrolíferos. Com efeito, à medida que a produção de petróleo vai convergindo com a sua quota
de referência na OPEP, a economia angolana vai apresentando cada vez mais sinais de
diversificação económica, reduzindo assim a sua dependência das exportações de petróleo. No
entanto, o sector petrolífero continua a representar 58% do PIB. O sector diamantífero foi
severamente afectado pela queda no preço dos diamantes, no entanto, a Endiama tem 100
projectos de concessão mineira à disposição de investidores privados e espera atingir uma
produção de 17/19 milhões de quilates este ano. A taxa de inflação foi de 13,3%, acima do
objectivo de 10%, e a sua moeda, o Kwanza, manteve a sua paridade relativamente ao dólar. No
entanto, em Dezembro, quando a inflação importada por via do USD já não era evidente, a taxa
de variação mensal foi de 1,78%, o que levou as autoridades monetárias a subir a taxa de juro de
redesconto de 19,5% para 25% e a aumentar as reservas obrigatórias de 15% para 20%.




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3.2. MEIO ENVOLVENTE CONTEXTUAL
                 Quadro 6 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Contextual
CONTEXTO                        TENDÊNCIAS                                                 IMPACTO
Económico        Contracção do crescimento da generalidade das               × Redução significativa do volume de
                 economias mundiais e crescimento das economias              vendas;
                 emergentes com níveis historicamente baixos;
                 Contracção do investimento;                                 × Redução significativa do volume de
                                                                             vendas;
                 Contracção das exportações;                                 × Redução significativa do volume de
                                                                             vendas;
                 Contracção significativa do consumo privado,                × Redução significativa do volume de
                 nomeadamente o consumo de bens duradouros;                  vendas;
                 Grau significativo de restritividade das condições          × Dificuldades de acesso ao
                 de financiamento à escala global;                           financiamento;
                 Regularização progressiva da situação nos                   + Aumento da confiança dos
                 mercados financeiros internacionais;                        consumidores;
                 Manutenção das taxas de juro em níveis mais                 + Manutenção do custo do capital alheio;
                 baixos do que os registados em 2008;                        Favorável aos investimentos;
                 Redução gradual do prémio de risco;                         + Redução do custo do capital próprio;
                 A procura externa dirigida às empresas                      + Aumento das margens de lucro no
                 portuguesas deverá retomar uma trajectória de               mercado externo;
                 crescimento na segunda metade do ano;
                 Contracção da procura interna;                              × Redução das margens de lucro no
                                                                             mercado interno;
                 Abrandamento significativo das importações;                 + Mais consumo interno;
                 Aumento das necessidades de financiamento da                × Menos investimentos públicos;
                 economia portuguesa em 2010
                 Redução temporária da taxa de inflacção e                   × Flutuação excessiva dos preços;
                 posterior aumento em 2010;
                 Fraco crescimento projectado para os preços dos             + Aumento pouco significativo dos custos;
                 bens não energéticos e serviços;                            × Diminuição do investimento
                 Subida continuada do preço do petróleo;                     × Aumento dos custos dos combustíveis e
                                                                             dos betuminosos;
Político-Legal   Instabilidade política motivada por eleição de              × Indefinição de políticas de investimento
                 governo minoritário e/ou mudança de partido no              público;
                 governo;                                                    × Adiamento de investimentos previstos;
                 Legislação laboral mais flexível;                           + Diminuição do custo da mão-de-obra;
                 Adopção de medidas de estímulo orçamental, de               + Manutenção do nível emprego e poder
                 natureza fundamentalmente temporária, e                     de compra;
                 orientada para as famílias e empresas                       + Reforço da protecção social;
                 potencialmente mais afectados pela crise;
                 Governos em todo o mundo têm procurado                      + Geração de novos investimentos;
                 combater a recessão implementando planos de                 + Dinamização da procura;
                 relançamento económico                                      + Manutenção do nível emprego e poder
                                                                             de compra;
                 Aumento do apoio dos governos às empresas;                  + Aumento da liquidez das empresas;
                                                                             + Redução das situações de insolvência;
                 Legislação ambiental mais severa;                           × Aumento dos custos;
                                                                             + Melhoria das condições de concorrência;
                 Aumento do IRS para escalões de rendimentos                 × Desmotivação dos quadros de topo das
                 mais elevados;                                              empresas e abandono do mercado
                                                                             nacional.
                          Legenda: + Impacte Positivo ; × Impacte Negativo ; Ø Impacte Neutro



                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                             22

           Quadro 6 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Contextual (continuação)
CONTEXTO                          TENDÊNCIAS                                              IMPACTO
Sócio-Cultural   Envelhecimento da população, em resultado da                × Menor disponibilidade de mão-de-obra;
                 redução da fecundidade, do aumento da esperança
                 de vida e redução do saldo migratório;
                 Novo modelo familiar no país com a redução do               + Aumento das necessidades de habitação;
                 número de casamentos, o forte acréscimo dos
                 nascimentos com coabitação dos pais, o aumento
                 dos divórcios e da idade média do casamento;
                 Redução da Emigração definitiva e manutenção da             + Aumento da mão-de-obra disponível;
                 Emigração temporária;
                 Aumento da Imigração, nomeadamente de países                + Aumento da mão-de-obra mais barata;
                 de Leste;
                 Redução da população activa;                                × Menor disponibilidade de mão-de-obra;
                 Aumento do nível de escolaridade;                           + Especialização da mão-de-obra;
                 Aumento na desigualdade da distribuição dos                 + Redução do custo da mão-de-obra;
                 rendimentos, com forte perda de poder de compra             × Instabilidade social;
                 da classe média, aumento da pobreza mundial e
                 estrangulamento dos níveis intermédios da
                 pirâmide social;
                 Manutenção do diferencial de remuneração                    Ø Sem efeito pronunciado;
                 Homem/Mulher;
                 Aumento do desemprego, nomeadamente o                       × Redução do poder de compra dos
                 desemprego de longa duração;                                consumidores;
Tecnológico e    Aumento da preocupação com o aquecimento                    × Aumento dos custos de construção;
Ambiental        global e as emissões de resíduos poluentes;                 + Novas oportunidades de negócios,
                                                                             nomeadamente nas energias renováveis;
                 Promoção da utilização de energias renováveis,              + Novas oportunidades de negócios;
                 nomeadamente eólica, hídrica e solar;                       + Aumento do volume de vendas;
                 Promoção da eficiência energética e das redes de            + Novas oportunidades de negócios;
                 transporte de energia;                                      + Aumento do volume de vendas;
                 Melhoria das infra-estruturas e transportes                 + Novas oportunidades de negócios;
                 ferroviários com redes de alta velocidade;                  + Aumento do volume de vendas;
                 Modernização da infra-estrutura tecnológica –               + Novas oportunidades de negócios;
                 redes de banda larga de nova geração e                      + Aumento do volume de vendas;
                 consequente aumento da velocidade de
                 transferência de informação;
                 Aumento da normalização e certificação dos                  + Melhoria da qualidade da construção;
                 produtos e serviços, nomeadamente da construção
                 civil;
                 Maior controlo na gestão de resíduos;                       × Aumento dos custos de construção;
                                                                             + Melhoria da sustentabilidade da
                                                                             construção.
                          Legenda: + Impacte Positivo ; × Impacte Negativo ; Ø Impacte Neutro




                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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3.3. MEIO ENVOLVENTE TRANSACCIONAL


O meio envolvente transaccional é constituído por todos os agentes e factores que interagem
directamente com a indústria em que a empresa actua. O seu impacte no desempenho económico
dos vários concorrentes tende a ser por isso bastante acentuado e rápido. Os principais elementos
que integram o meio envolvente transaccional de qualquer empresa são:
        Clientes – consumidores actuais ou potenciais dos bens e serviços oferecidos pela
        indústria; em conjunto, constituem o mercado ou a procura;
        Concorrentes – competidores actuais e potenciais, bem como produtos substitutos, que
        satisfazem as mesmas necessidades do mercado; em conjunto constituem a indústria ou a
        oferta;
        Fornecedores – agentes económicos que prestam serviços ou vendem produtos à
        indústria;
        Comunidade – organizações, indivíduos e factores que partilham recursos e têm
        interesses directa ou indirectamente relacionados com o mercado e a indústria.


                  Quadro 7 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Transaccional
       Contexto               Tendências                                      Impacto
Clientes                Mais segmentos de         + Maior mercado;
                        mercado                   + Maior Volume de Negócios;
Concorrentes            Aquisições e fusões       + Menos concorrentes;
                                                  × Concorrentes mais fortes;
                        Menos equipamentos e      + Menor capacidade produtiva dos concorrentes;
                        estrutura                 × Estruturas mais ligeiras; Preços mais competitivos;
Fornecedores            Aquisições e fusões       × Menos concorrência;
                                                  × Maior capacidade negocial dos fornecedores;
                                                  × Custos mais elevados;
Comunidade              Sindicatos com maior      × Maior poder negocial dos trabalhadores;
                        dimensão




                                       DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                     24

                   Quadro 8 – Síntese dos clientes segmentados por actividade e produto
Situação       Actividade                       Produto                                    Clientes
Cliente        Vias            Estradas                                   Estado
Actual         Rodoviárias     Pontes e Viadutos                          Empresas Públicas
                                                                          Autarquias
                                                                          Concessões Rodoviárias
               Ambiente        Redes de Abastecimento de Água             Serviços Municipalizados
                               Redes de Saneamento                        Empresas Municipais
                               Estações Tratamento Águas Residuais        Empresas Públicas
                               Estações Tratamento Águas
               Construção      Escolas                                    Estado
               Civil           Ed. Habitacionais                          Privados
                               Complexos Comerciais                       Empresas Mercado a Retalho e Distribuição
                               Complexos Turísticos                       Empresas de Hotelaria
                               Ed. Industriais                            Empresas Industriais de Vários Sectores
               Energias        Parque Eólicos                             Fabricantes de Aerogeradores
               Renováveis      Mini-Hídricas                              Empresas Privadas de Exploração de Energia
                                                                          Empresas Municipais
                                                                          Empresas Públicas
Cliente        -               -                                          -
Potencial




                                        Quadro 9 – Síntese de Fornecedores
Empresas                      Grupos de Fornecedores segmentados quanto à natureza da compra
Galp; Cepsa                   Produtores de Betumes
Mota-Engil Agregados          Pedreiras / Inertes
Sicobrita; Agrepor
Betão Liz; Unibetão           Centrais de Betão
Sardaço; Nordesfer            Siderúrgicas
Jayme da Costa;               Subempreiteiros especializados de construção civil
Edibarra; JFPinheiro




                            Quadro 10 – Síntese dos Agentes e Grupos de Interesse
            Grupos                                              Agentes de Interesse
Sindicatos                         Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil
Associações                        APORBET – Associação Portuguesa Fabricante de Misturas Betuminosas
                                   AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas
                                   AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços
                                   ANEOP – Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas




                                              DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                             25

                             Quadro 11 – Síntese dos concorrentes
      Empresa                     Descrição                                           Análise
EUSÉBIOS &         Data de Fundação: 1942                            Capacidades:
FILHOS, SA         Sede: Amares, Braga                             Elevada     capacidade   em    gestão     de
                   Nº Colaboradores: 500                           subempreitadas de construção civil. Falta de
                                                                   meios próprios.
                   Volume de Negócios: 80m€
                                                                     Objectivos:
                   Crescimento Anual: 20%
                                                                   Aumentar o volume de negócios para 100m€.
                   Mercados:
                                                                     Estratégia:
                Portugal, Espanha, Bélgica, Marrocos,
                Argélia, Líbia e Angola.                           Internacionalização
                   Áreas de Actuação:                                Pressupostos:
                Construção civil (edifícios residenciais,          Mercado nacional com fracas oportunidades.
                escolas, instalações desportivas, edifícios de
                escritórios, piscinas, fábricas, áreas de lazer,
                igrejas, câmaras municipais); Engenharia civil
                (infra-estruturas rodoviárias); Engenharia
                ambiental (estações de tratamento de águas);
                Comércio de Materiais de Construção.
CASAIS            Data de Fundação: 1958                              Capacidades:
                  Sede: Braga                                      Capacidade própria para executar empreitadas
                  Nº Colaboradores:                                de construção civil de elevado nível de
                                                                   complexidade.
                  Volume de Negócios: 200m€
                                                                      Objectivos:
                  Crescimento Anual: 29%
                                                                   Aumentar o volume de negócios para 300m€;
                  Mercados:
                                                                      Estratégia:
                Portugal, Angola, Alemanha, Espanha,
                Bélgica, Gibraltar, Rússia, Marrocos,              Internacionalização      e     diversificação.
                Cazaquistão                                        Privilegiar    as    parcerias    estratégicas,
                                                                   nomeadamente com a Galp Energia no
                  Áreas de Actuação:
                                                                   desenvolvimento de mini-hídricas.
                Obras Especiais, Edíficios Públicos e
                                                                      Pressupostos:
                Privados,      Industriais,    Desportivos,
                Infraestruturas Hidraúlicas, Reabilitação,         Mercado da construção civil nacional com
                Obras de Arte, Turismo, Indústria, Ambiente        fracas oportunidades.
                e Energia;
DST                Data de Fundação:                                 Capacidades:
                   Sede: Braga                                     Forte componente empreendedora
                   Nº Colaboradores: 230                             Objectivos:
                   Volume de Negócios: 150m€                       Aumentar o volume de negócios para 300m€;
                   Crescimento Anual: 31%                            Estratégia:
                   Mercados:                                       Internacionalização e Diversificação não
                Portugal, Hungria, Polónia, Eslováquia,            correlacionada, nomeadamente em energias
                Roménia, Hungria, Brasil, Angola e Argélia         renováveis (energia eólica e solar), concessões
                                                                   municipais de água e fibra óptica.
                   Áreas de Actuação:
                                                                     Pressupostos:
                Construção, engenharia, águas e saneamento,
                telecomunicações e energias renováveis;            Mercado da construção civil é demasiado
                                                                   restito face às ambições da empresa.




                                    DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                           26

                   Quadro 11 – Síntese dos concorrentes (continuação)
   Empresa                      Descrição                                          Análise
ALBERTO           Data de Fundação: 1982                          Capacidades:
COUTO ALVES       Sede: Braga                                   Forte qualificação em obras rodoviárias e de
CONSTRUÇÕES,                                                    requalificação urbana.
                  Nº Colaboradores: 1500
SA                                                                Objectivos:
                  Volume de Negócios: 150m€
                  Crescimento Anual: 27%                        Aumentar o volume de negócios para 250m€;
                  Mercados:                                       Estratégia:
               Portugal, Leste Europeu, Norte de África e       Internacionalização; Reforço da posição da
               Angola                                           produção de pré-fabricados de betão em
                                                                Angola.
                  Áreas de Actuação:
                                                                  Pressupostos:
               Construção de obras rodoviárias, obras de
               arte, trabalhos de requalificação e inserção     A competência central reside nas obras
               urbana, infra-estruturas e construção civil.     rodoviárias,    área   onde    tem     maior
                                                                rentabilidade.
J. GOMES         Data de Fundação: 1968                            Capacidades:
                 Sede: Braga                                    Competência elevada na execução e
                 Nº Colaboradores: 300                          coordenação de obras de construção civil.
                 Volume de Negócios: 60m€                          Objectivos:
                 Crescimento Anual: 18%                         Aumentar o volume de negócios para 80m€;
                 Mercados:                                         Estratégia:
               Portugal, Leste Europeu, Norte de África e       Internacionalização
               Angola                                              Pressupostos:
                 Áreas de Actuação:                             A competência central reside na construção
               Construção de Habitação, edifícios não           civil..
               residenciais, comércio e indústria, educação e
               saúde, obras de engenharia e infra-estruturas,
               recuperação e remodelação.
ABB –             Data de Fundação: 1950                          Capacidades:
ALEXANDRE         Sede: Braga                                   Equipamentos próprios.
BARBOSA                                                           Objectivos:
                  Nº Colaboradores: 420
BORGES, SA
                  Volume de Negócios: 48m€                      Aumentar o volume de negócios para 55m€;
                  Crescimento Anual: 9%                           Estratégia:
                  Mercados:                                     Internacionalização    e     diversificação,
               Portugal, Angola, Polónia                        nomeadamente nas concessões municipais de
                                                                água.
                  Áreas de Actuação:
                                                                  Pressupostos:
               Terraplenagens; Tratamento        de   águas,
               efluentes e resíduos.                            Empresa tem necessidade de diversificar as
                                                                suas áreas de negócio.
MONTE            Data de Fundação: 2004 (Fusão)                   Capacidades:
ADRIANO          Sede: Póvoa de Varzim                          Forte competência na execução de vias de
                 Nº Colaboradores: 1350                         comunicação e infra-estruturas.
                 Volume de Negócios: 267m€                        Objectivos:
                 Crescimento Anual: 10%                         Aumentar o volume de negócios para 320m€;
                 Mercados:                                        Estratégia:
               Portugal, Angola, Cabo Verde, Espanha,           Diversificação     e      internacionalização,
               Roménia e Marrocos.                              nomeadamente para o Médio Oriente. Posição
                                                                de destaque na comercialização de
                 Áreas de Actuação:
                                                                betuminosos     em      Angola.    Promoção
               Produção de inertes e betuminosos, vias de       Imobiliária em Angola.
               comunicação, obras de arte, infra-estruturas
                                                                  Pressupostos:
               ferroviárias,  fundações,   terraplanagens,
               ETA’s, ETAR’s, saneamento e abastecimento        Mercado nacional saturado e em declíneo.
               de água

                                  DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                          27

                 Quadro 11 – Síntese dos concorrentes (continuação)
   Empresa                    Descrição                                         Análise
FDO             Data de Fundação: 1980                         Capacidades:
                Sede: Braga                                  Forte       componente        empreendedora.
                Nº Colaboradores:                            Dificuldade na obtenção de crédito, subida
                                                             dos preços das matérias-primas.
                Volume de Negócios: 169m€
                                                               Objectivos:
                Crescimento Anual: 57%
                                                             Sustentar o crescimento rentável do negócio.
                Mercados:
                                                               Estratégia:
             Portugal, Angola, Marrocos, Espanha,
             França, Polónia e Brasil                        Internacionalização (baseada em parcerias
                                                             com promotores locais) e diversificação,
                Áreas de Actuação:
                                                             nomeadamente no segmento das Energias
             Construção Civil e Obras Públicas,              Renováveis e do Ambiente.
             imobiliária, infra-estruturas, reabilitação,
                                                               Pressupostos:
             comercialização de materiais de construção,
             serralharia, fundações especiais, turismo,      Empresa irá passar de uma empresa de
             ambiente e energia, centros comerciais,         construção a um grupo económico
             parques de estacionamento, transportes e        diversificado a médio prazo.
             aluguer de equipamentos.
TECNOVIA       Data de Fundação: 1973                           Capacidades:
               Sede: Porto Salvo                             Forte competência na construção de grandes
               Nº Colaboradores: 870                         infra-estruturas. Equipamentos próprios.
               Volume de Negócios: 300m€                        Objectivos:
               Crescimento Anual: 17%                        Aumentar o volume de negócios para 400m€;
               Mercados:                                        Estratégia:
             Portugal, Angola, Brasil, Marrocos e São        Consolidação       do    mercado     nacional.
             Tomé e Príncipe                                 Internacionalização.      Diversficação     e
                                                             desenvolvimento de parcerias público-
               Áreas de Actuação:
                                                             privadas no âmbito da construção e serviços,
             Vias de Comunicação, Obras de Arte, Obras       assim como aumentar a proximidade
             Marítimas,      Requalificação      Urbana,     empresa/cliente.
             Construção Civil e Aeroportuárias, Estações
                                                                Pressupostos:
             de Tratamento de Água, Infra-estruturas,
             Concessões Rodoviárias e Parques de             O mercado nacional ainda tem margem de
             Estacionamento.                                 crescimento. O mercado internacional
                                                             constitui uma aposta para acelerar o
                                                             crescimento.
AMÂNDIO        Data de Fundação: 1960                          Capacidades:
CARVALHO       Sede: Vila Nova de Famalicão                  Forte competência na construção de vias de
               Nº Colaboradores: 325                         comunicação.
               Volume de Negócios: 60m€                        Objectivos:
               Crescimento Anual: %                          Aumentar o volume de negócios para 70m€;
               Mercados:                                       Estratégia:
             Portugal, ???                                   Internacionalização. Desenvolvimento de
                                                             parcerias estratégicas.
               Áreas de Actuação:
                                                               Pressupostos:
             Construção e conservação de estradas e infra-
             estruturas urbanas estendendo-se aos sub-       Mercado nacional com fracas oportunidades.
             sectores das infra-estruturas hidráulicas,
             arranjos urbanísticos e ambiente.




                                DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                         28

                    Quadro 11 – Síntese dos concorrentes (continuação)
   Empresa                       Descrição                                         Análise
JAIME RIBEIRO     Data de Fundação: 1960                           Capacidades:
& FILHOS, SA      Sede: Vila Nova de Gaia                        Elevada     capacidade   em     gestão    de
                  Nº Colaboradores: 382                          subempreitadas de construção civil. Falta de
                                                                 meios próprios.
                  Volume de Negócios: 46m€
                                                                   Objectivos:
                  Crescimento Anual: 10%
                                                                 Aumentar o volume de negócios para 50m€;
                  Mercados:
                                                                   Estratégia:
                Portugal, Angola e Marrocos
                                                                 Internacionalização
                  Áreas de Actuação:
                                                                   Pressupostos:
                Obras de Urbanização; Edifícios; Geotecnia;
                Obras Hidráulicas; Túneis; Vias-férreas          Mercado nacional saturado e em declíneo.
ROSAS             Data de Fundação: 1964                           Capacidades:
CONSTRUTORES,     Sede: Águeda                                   Forte competência na execução de vias de
SA (GRUPO FCC                                                    comunicação e infra-estruturas.
                  Nº Colaboradores: 484
Construcción)                                                      Objectivos:
                  Volume de Negócios: 55m€
                  Crescimento Anual: 10%                         Aumentar o volume de negócios para 60m€.
                  Mercados:                                        Estratégia:
                Portugal                                         Diferenciação. Consolidar a actual cota de
                                                                 mercado.
                  Áreas de Actuação:
                                                                   Pressupostos:
                Vias de comunicação, obras de artes e infra-
                estruturas e produção de misturas                O mercado nacional ainda tem margem de
                betuminosas                                      crescimento.
OPWAY              Data de Fundação: 2008 (Fusão)                  Capacidades:
ENGENHARIA,        Sede: Lisboa                                  Leque alargado de competências centrais.
SA                                                               Forte endividamento bancário.
                   Nº Colaboradores: 810
                   Volume de Negócios: 550m€                       Objectivos:
                   Crescimento Anual: 27%                        Aumentar o volume de negócios para 700m€.
                   Mercados:                                     Atingir 80% do volume de facturação com
                Portugal, Espanha, Argélia, Angola, Brasil,      origem internacional.
                Moçambique, Cabo Verde, Congo.                     Estratégia:
                   Áreas de Actuação:                            Internacionalização nomeadamente nos países
                Vias de comunicação (infra estruturas            emergentes no sector das infra-estruturas;
                ferroviárias, infra estruturas aeroportuárias,   Diversificação de actividades; Liderança de
                estradas, pontes e viadutos), Obras marítimas,   Mercado.
                Obras subterrâneas, Construção civil,              Pressupostos:
                urbanística     e     indústria,    Hidráulico   Empresa de engenharia global, integrando
                (barragens), Fundação e Geotecnia, infra-        todas as componentes de realização de um
                estruturas de gás, água, telecomunicações e      projecto, desde a montagem à manutenção,
                electricidade, Concessões, cerâmicas e           passando naturalmente pela construção.
                indústria de pré-fabricados.




                                   DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                                 29

Os grupos estratégicos de uma indústria constituem conjuntos de empresas de um dado sector
que adoptam estratégias idênticas ou semelhantes em função de determinadas variáveis.


                                    Quadro 12 – Mapas de Grupos Estratégicos
   ÁREA ACTUAÇÃO
      Abrangente     9                                   FDO +                  Tecnovia                    OPWAY
                                                         Casais

                     8
                     7
                     6   Jaime                  DST                             Monte
                         Ribeiro                                                Adriano

                     5              GASC        ACA


                     4              Rosas +
                                    Eusébios

                     3
                         ABB +      J.Gomes
                     2   Amândio

     Especializada   1
                         50m€        100          150     200        250         300         350      400    450m€
                         Pequena                                    Média                                   Grande    DIMENSÃO



   ÁREA ACTUAÇÃO
      Abrangente     9                                            Tecnovia                 FDO              Casais
                                                                                                            OPWAY

                     8
                     7                                                                                      DST

                     6                         Jaime                         Monte
                                               Ribeiro                       Adriano

                     5                                            GASC       ACA


                     4   Rosas                                                             Eusébios



                     3
                                               ABB +                         J.Gomes
                     2                         Amândio

     Especializada   1
                            1         2           3       4          5            6           7       8        9
                         Nacional                               Internacional                         Multinacional   COBERTURA
                                                                                                                      GEOGRÁFICA




                                                   DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                              30

3.4. ATRACTIVIDADE DA INDÚSTRIA


3.4.1. Valor da Atractividade Sectorial


Nem todas as indústrias são igualmente atractivas. Assim, o sector é tanto mais atractivo ou
rentável quanto maior for a sua dimensão futura e/ou a sua margem operacional.


                                Quadro 13 – Síntese da Atractividade Sectorial
                                              Vendas               Taxa de                                    Atractividade
        Segmento Sectorial                                                             Rentabilidade
                                               M€                Crescimento                                  Sectorial M€
   Infraestruturas Ferroviárias                10.498                 100%                    25%                     83.984
   Aeroportos                                   3.426                  60%                    30%                     10.777
   Infraestruturas Rodoviárias                  7.482                  40%                    25%                     10.060
   Equipamentos de Energia                     10.935                  20%                    30%                     8.163
   Plataformas Logísticas e
                                                1.550                  60%                    25%                     4.063
   respectivos acessos
   Escolas                                      2.593                  40%                    20%                     2.789
   Barragens                                    1.656                  40%                    30%                     2.672
   Reabilitação Urbana                          5.000                   6%                    20%                     1.338
   Águas e Ambiente                             5.709                   6%                    20%                     1.528
   Equipamentos de Saúde                        1.516                  20%                    20%                      754
   Infraestruturas Judiciais                     620                   40%                    20%                      667
   Portos e obras costeiras                      584                    6%                    30%                      234
                NOTA: Valor Atractividade Sectorial = Vendas x (1+Taxa de Crescimento)^t x Rentabilidade das Vendas
                                                  t – horizonte temporal = 5 anos




                                              DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                   31

3.4.2. Modelo das Cinco Forças


Embora o cálculo do VAS forneça uma estimativa da rentabilidade a longo prazo de um negócio,
não explica as razões dessa atractividade. Para esse efeito, é conveniente recorrer ao modelo das
cinco forças. De acordo com este modelo, a atractividade a longo prazo de uma indústria resulta
da acção conjunta dos seguintes factores: potencial de novas entradas, pressão de produtos
substitutos, poder negocial dos fornecedores, poder negocial dos clientes e rivalidade entre
concorrentes actuais.




                           Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
                  Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Vias Rodoviárias
   POTENCIAL DE NOVAS                               GOVERNO                    PRESSÃO DE PRODUTOS
       ENTRADAS                                                                    SUBSTITUTOS
              Baixo                                                                        Baixa
 Difícil acesso ao mercado                 Redução do Investimento;            Apenas os materiais reciclados
 especializado das vias rodoviárias;       Baixa protecção das empresas        constituem produtos substitutos
 Elevado investimento inicial;             nacionais;                          neste mercado;
   PODER NEGOCIAL DOS                        RIVALIDADE ENTRE                      PODER NEGOCIAL DOS
     FORNECEDORES                             CONCORRENTES                             CLIENTES
             Elevado                                  Elevada                             Elevado
 Elevado poder dos fornecedores            Elevada concorrência de empresas    Elevado poder negocial do estado,
 de combustíveis e betumes;                de média dimensão na área da        das autarquias e dos grandes
                                           manutenção;                         investidores privados motivado
                                           Elevada concorrência de empresas    pela forte concorrência;
                                           de grande dimensão na área da
                                           construção;



                           Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
                  Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Construção Civil
   POTENCIAL DE NOVAS                               GOVERNO                    PRESSÃO DE PRODUTOS
       ENTRADAS                                                                    SUBSTITUTOS
             Elevado                                                                      Elevada
 Fácil acesso ao mercado;                  Redução do Investimento;            Grande variedade de produtos e
 Investimento inicial acessível;           Baixa protecção das empresas        soluções disponíveis no mercado;
                                           nacionais;
   PODER NEGOCIAL DOS                        RIVALIDADE ENTRE                      PODER NEGOCIAL DOS
     FORNECEDORES                             CONCORRENTES                             CLIENTES
              Baixo                                   Elevada                             Elevado
 Elevado número de fornecedores            Elevado número de empresas a        Oferta superior à procura;
 no mercado;                               operar no mercado;




                                           DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                  32

                        Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
              Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Energias Renováveis
 POTENCIAL DE NOVAS                              GOVERNO                    PRESSÃO DE PRODUTOS
     ENTRADAS                                                                   SUBSTITUTOS
             Baixo                                                                      Baixo
Difícil acesso ao mercado;              Forte investimento no sector;       Pouca variedade de produtos e
Necessário elevada experiência;                                             soluções disponíveis no mercado;


 PODER NEGOCIAL DOS                        RIVALIDADE ENTRE                     PODER NEGOCIAL DOS
   FORNECEDORES                             CONCORRENTES                            CLIENTES
             Baixo                                  Baixa                              Elevado
Elevado número de fornecedores          Reduzido número de empresas a       Oferta superior à procura;
no mercado;                             operar no mercado;




                          Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
                     Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Imobiliária
 POTENCIAL DE NOVAS                              GOVERNO                    PRESSÃO DE PRODUTOS
     ENTRADAS                                                                   SUBSTITUTOS
            Elevado                                                                    Elevada
Fácil acesso ao mercado;                Incentivos ao Arrendamento          Oferta excessiva de produtos no
Não é necessário muita experiência,     Imobiliário;                        mercado;
nem estrutura.
 PODER NEGOCIAL DOS                        RIVALIDADE ENTRE                     PODER NEGOCIAL DOS
   FORNECEDORES                             CONCORRENTES                            CLIENTES
             Baixo                                  Elevada                             Médio
Elevado número de fornecedores          Elevado número de empresas a        Clientes com elevado poder
no mercado;                             operar no mercado;                  financeiro possuem maior poder
                                                                            negocial, face a clientes com
                                                                            pouco poder financeiro.




                        Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
                 Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Pré-Fabricação
 POTENCIAL DE NOVAS                              GOVERNO                    PRESSÃO DE PRODUTOS
     ENTRADAS                                                                   SUBSTITUTOS
             Baixo                                                                     Elevada
Investimento inicial elevado;           Redução do Investimento;            Elevada oferta de produtos no
                                                                            mercado;
 PODER NEGOCIAL DOS                        RIVALIDADE ENTRE                     PODER NEGOCIAL DOS
   FORNECEDORES                             CONCORRENTES                            CLIENTES
             Baixo                                 Elevada                             Elevado
Elevado número de fornecedores          Elevado número de empresas a        Oferta superior à procura;
no mercado;                             operar no mercado;




                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                               33

                    Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
         Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Inertes e Betuminosos
POTENCIAL DE NOVAS                            GOVERNO                  PRESSÃO DE PRODUTOS
    ENTRADAS                                                               SUBSTITUTOS
           Baixo                                                                   Baixa
Investimento inicial muito            Redução do Investimento;          Apenas os materiais reciclados
elevado;                                                                constituem produtos
                                                                        substitutos neste mercado;
PODER NEGOCIAL DOS                      RIVALIDADE ENTRE                PODER NEGOCIAL DOS
  FORNECEDORES                           CONCORRENTES                       CLIENTES
          Elevado                                Baixa                             Médio
Elevado poder dos fornecedores        Reduzido número de empresas a     Oferta ajustada à procura;
de combustíveis e betumes;            operar no mercado;




                    Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter
               Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Concessões
POTENCIAL DE NOVAS                            GOVERNO                  PRESSÃO DE PRODUTOS
    ENTRADAS                                                               SUBSTITUTOS
           Baixo                                                                   Baixa
Investimento inicial muito            Forte Investimento;               Não existem produtos
elevado;                                                                substitutos;
Necessário parcerias com a
banca;
PODER NEGOCIAL DOS                      RIVALIDADE ENTRE                PODER NEGOCIAL DOS
  FORNECEDORES                           CONCORRENTES                       CLIENTES
           Baixo                                 Baixa                             Médio
Elevado número de                     Reduzido número de empresas a     Oferta ajustada à procura;
fornecedores no mercado;              operar no mercado;




                                     DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                       34

3.5. ESTRUTURA DA INDÚSTRIA


A indústria da construção assume uma configuração fragmentada com tendência no futuro a
concentrações, no sentido de explorar as economias de escala e de experiência.


3.6. FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO


Uma vez analisadas as tendências do meio envolvente, a atractividade e a estrutura da indústria, é
necessário identificar as actividades ou variáveis de gestão que têm de ser muito bem executadas
para garantir o bom desempenho da empresa no seu negócio, os factores críticos de sucesso. Tal
como a estratégia de uma empresa, os factores críticos de sucesso têm origem na combinação das
características dos clientes com a natureza da concorrência. Os factores críticos de sucesso de um
negócio são pois as variáveis que mais valor proporcionam aos clientes e que melhor diferenciam
os concorrentes na criação desse valor.


                   Quadro 15 – Identificação dos Factores Críticos de Sucesso

                       FACTORES-CHAVE DE                   FACTORES DE
                            COMPRA                    +    COMPETIÇÃO             =   FACTORES CRÍTICOS DE
                         (VALOR PARA OS                   (VARIÁVEIS DE                     SUCESSO
                           CLIENTES)                      COMPETIÇÃO)
VIAS RODOVIÁRIAS       Preço                           Preço                           Custos Operacionais
                       Qualidade                       Qualidade                       Qualidade
                       Prazo de execução               Prazo de execução               Gestão Logística
CONSTRUÇÃO             Preço                           Preço                           Custos Operacionais
CIVIL                  Qualidade                       Qualidade                       Qualidade
                       Prazo de execução               Prazo de execução               Gestão Logística
ENERGIAS               Qualidade                       Qualidade                       Qualidade
RENOVÁVEIS             Prazo de execução               Prazo de execução               Gestão Logística
IMOBILIÁRIA            Preço                           Preço                           Custos de aquisição
                       Qualidade                       Qualidade                       Qualidade
                       Localização                     Condições de pagamento          Relações comerciais com
                                                       Diferenciação do produto        entidades de crédito
                                                       Actividades promocionais        Gama de produtos
                                                                                       Política de Comunicação
PRÉ-FABRICAÇÃO         Preço                           Preço                           Custos Operacionais
                       Qualidade                       Qualidade                       Qualidade
                       Prazo de entrega                Prazo de entrega                Flexibilidade operacional
                       Adaptações técnicas
INERTES E              Preço                           Preço                           Custos Operacionais
BETUMINOSOS
CONCESSÕES             Preço                           Preço                           Custos de aquisição e
                       Qualidade                       Qualidade                       exploração
                                                                                       Qualidade
                                                                                       Relação comercial com
                                                                                       entidades de crédito


                                       DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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4. ANÁLISE DA EMPRESA


4.1. Recursos da Empresa


4.1.1. Recursos Humanos


                            Quadro 16 – Descrição dos Recursos Humanos

       CARACTERÍSTICA                                              DESCRIÇÃO
  Número de trabalhadores              470
  Qualificação                         15% Formação Superior
                                       30% Formação Profissional
                                       55% Sem formação específica
  Idade Média                          42 anos
  Grau de empenho                      - Médio-Elevado
  Formas de motivação                  - Prémios anuais de desempenho
                                       - Regalias
                                       - Ofertas


                          Quadro 17 – Avaliação de Performance Conjunta
   PARÂMETRO                           CARACTERÍSTICA                               AVALIAÇÃO
  Eficácia              Capacidade de alcançar metas                        Alta
                        Capacidade de resolução de problemas                Média          Média/Alta
                        Capacidade de mobilização de meios                  Média/Alta
  Eficiência            Produtividade Mensal                                Média/Alta
                        Autonomia de decisão                                Média/Baixa    Média
                        Polivalência                                        Alta
  Evolução              Progressão das qualificações ao longo do tempo      Alta
                        Tomada de iniciativas próprias                      Média/Alta
                        Ideias para a empresa:                              Média/Alta     Média/Alta
                        Desenvolvimento pessoal                             Alta
  Interacção            Empenhamento em projectos de grupo                  Média
                        Apoio a colegas                                     Alta           Média/Alta
                        Abertura ao diálogo                                 Alta
  Conclusão Final       Performance conjunta de qualidade                            Média/Alta




                                          DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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4.1.2. Recursos Financeiros


A situação económico-financeira de uma empresa influencia as suas políticas de investimento e
financiamento, que afectam o crescimento organizacional. Seguidamente apresentam-se os
indicadores de liquidez, solvabildiade e eficiência que permitem, de uma forma expedita, analisar
a saúde financeira da empresa.


                                   Quadro 18 – Indicadores Financeiros
INDICADOR          2006    2007      2008                        ANÁLISE E TENDÊNCIAS
                                             Verifica-se uma redução contínua da liquidez da empresa nos últimos
                                             anos, com tendência para manter o mesmo comportamento nos
                                             próximos anos. Neste sentido, é possível concluir que a empresa tem
Liquidez Geral     1.22    1.19      1.16
                                             sofrido uma redução da sua capacidade de solver responsabilidades
                                             de forma imediata, o que poderá ser explicado pelas aplicações de
                                             capital efectuadas na actividade produtiva.
                                             Verifica-se uma redução do nível de autonomia financeira da
                                             empresa, o que implica um maior risco de insolvência a prazo, ou
                                             seja, uma evolução desfavorável da empresa pode originar pressões
Autonomia          28,45   24,28     22,59
                                             acrescidas sobre a sua tesouraria. Não obstante, podemos concluir
Financeira          %       %         %
                                             que não existe uma exposição excessiva a capitais alheios, dado que
                                             os níveis de autonomia financeira da empresa mantêm-se sempre
                                             acima dos 20%.
                                             As variações verificadas neste indicador são o resultado das margens
                                             praticadas nas vendas efectuadas, as quais mostram uma tendência
                                             decrescente no ano de 2008. Os valores obtidos neste indicador
EBITDA/Vend        6,48    7,69      5,87
                                             dependem não só das políticas adoptadas pelos órgãos de gestão,
as                  %       %         %
                                             como também da conjuntura económico-financeira vivida pelo
                                             sector, pelo que a tendência decrescente verificada poderá manter-se
                                             ou agravar-se no decorrer do exercício de 2009.
                                             Este indicador permite-nos concluir sobre os meios monetários
                                             libertos através da actividade operacional da empresa, relativamente
                                             ao respectivo volume de vendas. Este indicador reflecte em grande
                                             medida os efeitos das políticas operacionais implementadas pelos
                                             órgãos de gestão, e condiciona em larga medida os meios disponíveis
Cash-              5,72    5,27      4,33    para tomadas de decisão estratégicas associadas às políticas de
Flow/Vendas         %       %         %      investimento e de financiamento. Neste sentido, podemos concluir
                                             que os valores obtidos mostram uma tendência negativa nos meios
                                             monetários disponíveis, em relação ao respectivo volume de vendas,
                                             pelo que importa repensar a política operacional adoptada para que
                                             seja possível recuperar este efeito nos seguintes exercícios
                                             económicos.
                                             Este indicador reflecte a rendibilidade dos capitais próprios
                                             investidos na empresa, a qual apresenta alguma recuperação em
Rentabilidade                                2008, a qual é igualmente um reflexo da melhoria verificada na
                   16,90   10,64     12,10
dos Capitais                                 rendibilidade do activo. Quanto maior for a rendibilidade dos
                    %       %         %
próprios                                     capitais próprios da empresa, mais atraente esta se torna para os
                                             investidores e maior será a possibilidade de esta desenvolver a sua
                                             actividade futura com recurso a autofinanciamento.
                                             Este indicador possui um carácter genérico, reflectindo a
Rentabilidade do   6,52    4,93      5,22    rendibilidade do negócio da empresa como um todo, o qual mostra-
Activo              %       %         %      nos uma recuperação no ano de 2008 relativamente à reduzida
                                             rendibilidade verificada no ano de 2006.



                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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4.1.3. Recursos Organizacionais


Os recursos organizacionais não têm geralmente um valor quantificável por si próprios, o seu
papel é reflectido no valor dos activos intangíveis da empresa, como a reputação, a notoriedade
da imagem, o potencial das invenções ou mesmo a confiança dos parceiros comerciais. A sua
existência pode permitir à empresa contar com a fidelidade dos clientes em períodos mais
competitivos, manter um diferencial no preço de venda em relação à concorrência, explorar com
sucesso novas actividades com tecnologias afins ou criara novos empreendimentos com o apoio
de outras empresas. Seguidamente apresenta-se a avaliação dos activos intangíveis da empresa.
Da análise do quadro conclui-se que as capacidades organizacionais da empresa são elevadas.


                             Quadro 19 – Avaliação do Activos Intangíveis
                           ACTIVOS INTANGÍVEIS                                 AVALIAÇÃO
  Longevidade de Relação com Clientes                                            Elevada
  Longevidade de Relação com Fornecedores                                        Elevada
  Longevidade de Relação com Sócios em Projectos conjuntos                       Elevada
  Potencial de Invenções                                                          Baixo
  Reforço sustentado da Quota de Mercado                                         Médio
  Sistemas de Controlo de Gestão                                                 Elevado
  Reputação da Marca                                                             Elevada




4.2. Dinâmica de Custos


Não basta dispor de recursos abundantes e de boa qualidade para garantir uma superioridade
sustentada sobre a concorrência, é também preciso verificar se estão a ser utilizados de uma
forma produtiva. Com iguais níveis de recursos, a empresa mais eficiente incorre em menos
custos e tem por isso uma vantagem que pode vir a ser decisiva no mercado. Para identificar
potenciais oportunidades para aumentar a produtividade e reduzir os custos, qualquer empresa
deve procurar responder a duas perguntas essenciais: como é possível utilizar menos recursos e
como é possível utilizar melhor os actuais recursos?
A gestão criteriosa dos recursos de uma empresa a longo prazo pode pois gerar benefícios de
carácter estratégico, quer melhorando a competitividade dos custos da empresa face à
concorrência, quer melhorando o seu desempenho no mercado e a satisfação dos consumidores.
A maioria das medidas de aumento da produtividade e da redução dos custos podem ser
enquadradas em três tipos distintos de economias:


                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    Economias de escala: diminuição dos custos unitários através do aumento do volume de
    operações;
    Economias de experiências: diminuição dos custos unitários através da aprendizagem de
    maneiras mais eficientes de desempenhar as funções;
    Economias de gama: diminuição dos custos unitários através da extensão das operações
    da empresa para novas actividades.


                 Quadro 20 – Síntese das Medidas de Dinâmica de Custos
 Tipo de
                      Medida                          Efeito               Processo Concretização
Economia
  Escala      Aumentar o volume de           Redução do custo das          Centralizar as compras de
              compras aos fornecedores;      mercadorias e matérias        famílias de produtos no
                                             consumidas;                   mesmo fornecedor (ex:
                                             Possibilidade de aumento      centralizar a compra de
                                             da margem bruta ou            combustíveis e betumes
                                             redução do preço de venda     num único fornecedor
                                             ao cliente com consequente    petrolífero);
                                             aumento do volume de          Realizar      contratos   de
                                             vendas;                       aquisição com períodos
                                                                           mais alargados (ex: anuais);
              Aumentar o número de           Redução do peso relativo      Aumentar a      prospecção
              clientes;                      dos custos fixos;             comercial;
                                             Possibilidade de aumento
                                             da margem líquida ou
                                             redução do preço de venda
                                             ao cliente com consequente
                                             aumento do volume de
                                             vendas;
              Aumentar     a taxa de         Redução do peso relativo      Diversificar as ofertas ao
              utilização   dos  actuais      dos custos fixos;             mercado com base nos
              recursos;                      Possibilidade de aumento      mesmos recursos (ex: criar
                                             da margem líquida ou          uma empresa de aluguer de
                                             redução do preço de venda     equipamentos e transportes
                                             ao cliente com consequente    utilizando    os     actuais
                                             aumento do volume de          recursos disponíveis);
                                             vendas;
Experiência   Melhorar a capacidade          Melhoria da eficiência e      Implementar sistemas de
              técnica dos trabalhadores;     produtividade;                aprendizagem e melhoria
                                             Custos     relativos  mais    contínua (sistema kaizen);
                                             baixos, preços mais baixos,   Implementar plano de
                                             maiores vendas relativas,     formação adequado às
                                             maior quota de mercado,       funções dos trabalhadores;
                                             maior volume de vendas.
  Gama        Diversificar a oferta com      Aumento do número de          Criar uma empresa de
              base nos produtos e            clientes;                     aluguer de equipamentos e
              recursos existentes;           Aumento das vendas;           transportes utilizando os
                                                                           actuais recursos;
                                                                           Criar      contratos      de
                                                                           manutenção de estradas
                                                                           com                entidades
                                                                           concessionárias;


                                   DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                  39

4.3. Competências Centrais


Uma vez identificado o valor dos diversos elementos da organização, é necessário verificar em
que medida esses recursos são melhores ou piores que os da concorrência, na óptica dos clientes.
Ao entrar em linha de conta com as capacidades dos competidores, a empresa pode assim
identificar as áreas em que possui uma vantagem relativa no mercado. Para sistematizar a
comparação dos recursos da empresa com os da concorrência recorre-se ao benchmarking
estratégico abaixo descrito.


                               Quadro 21 – Benchmarking Estratégico
         Tipo de Referência                                  Análise Comparativa
   Desempenho Passado                  A rentabilidade dos capitais próprios sofreu uma redução até 2007,
                                       atingindo o valor de 10,64%, tendo recuperado em 2008 para 12,10%.
                                       Tendo em conta que houve uma redução das margens brutas, a
                                       evolução da rentabilidade indica-nos que houve uma melhoria do
                                       desempenho da empresa.
   Normas do Sector                    A empresa tem apresentado nos últimos anos um comportamento
                                       próximo do sectorial, significando um desempenho relativo médio.
   Dados da Concorrência               Comparando a GASC com a empresa de maior quota de mercado na
                                       área da construção de vias rodoviárias – Mota-Engil – conclui-se que
                                       a GASC apresenta uma rendibilidade inferior, demonstrando que o
                                       seu desempenho pode ser melhorado.


Os recursos e capacidades de uma empresa que constituem as suas competências centrais devem
preencher três requisitos básicos:
        Valor: as competências centrais devem contribuir significativamente para a criação de
        valor para os clientes;
        Dificuldade de imitação: na medida do possível, as competências centrais devem ser
        difíceis de copiar pela concorrência;
        Acesso a novos mercados: as competências centrais devem proporcionar o acesso
        potencial a novos mercados.
Seguidamente apresentam-se as competências centrais da empresa.




                                       DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                     40

                   Quadro 22 – Identificação da Competências Centrais
  Segmentos de           Produtos/Serviços                    Competências Centrais
    Mercado                  Críticos
Vias Rodoviárias        Estradas                   Tecnologia de produção
                                                   Especialização das equipas
                                                   Tecnologia de materiais
Construção Civil        Edifícios                  Gestão de subempreitadas
                        Infra-Estruturas           Tecnologia de produção
Energias Renováveis     Parques Eólicos            Conhecimento do Processo Construtivo
                        Mini-Hídricas              Tecnologia de produção
Imobiliária             Empreendimentos de         Gestão de Projectos
                        luxo                       Força de Vendas
Pré-Fabricação          Artefactos de cimento      Tecnologia de produção
Inertes e Betuminosos   Agregados;                 Tecnologia de produção
                        Misturas Betuminosas       Tecnologia de materiais
Concessões / PPP        Estradas                   Gestão de Projectos
                        Parques de                 Gestão da Conservação e Manutenção
                        Estacionamento




                                DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                                                                    41

 4.4. Adequação e Intento Estratégico


 Uma vez identificadas as características do meio envolvente e a natureza das competências da
 organização, é então altura de alinhar a empresa com a evolução do mercado e da concorrência.
 Só é possível alcançar um nível de adequação estratégica da empresa elevado, ou seja, um bom
 alinhamento entre as características do negócio e as capacidades da empresa quando as suas
 competências centrais correspondem aos factores críticos de sucesso da indústria. Seguidamente
 apresenta-se a análise da adequação estratégica da empresa.


                     Quadro 23 – Síntese da Análise de Adequação Estratégica

                                                                                FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO

                  COMPETÊNCIAS




                                                                                                          Comerciais c/




                                                                                                                                     Comunicação
                                         Operacionais




                                                                                                                                                    Flexibilidade
                                                                                                                                                    Operacional
  SEGMENTO




                                                                                             Exploração




                                                                                                                                      Política de
                                                        Qualidade




                                                                                                           Entidades
                                                                                             Custos de
                                                                                 Aquisição
                    CENTRAIS




                                                                                                                          Produtos
                                                                                                                          Gama de
                                                                    Logística




                                                                                                            Relações


                                                                                                            Crédito
                                                                     Gestão
                                           Custos




                                                                                  Custo


VIAS             Tecnologia de
                                              3             5           4            -            -             -             -            -              -
RODOVIÁRIAS      produção
                 Especialização das
                                              5             5           -            -            -             -             -            -              -
                 equipas
                 Tecnologia de
                                              5             5           -            -            -             -             -            -              -
                 materiais
CONSTRUÇÃO       Gestão de
                                              3             3           3            -            -             -             -            -              -
CIVIL            subempreitadas
                 Tecnologia de
                                              2             3           3            -            -             -             -            -              -
                 produção
ENERGIAS         Conhecimento do
                                               -            5           5            -            -             -             -            -              -
RENOVÁVEIS       Processo Construtivo
                 Tecnologia de
                                               -            5           5            -            -             -             -            -
                 produção
IMOBILIÁRIA      Gestão de Projectos           -            4           -            4            -             3             -            -              -
                 Força de Vendas               -            -           -            -            -             -            4            4
PRÉ-FABRICAÇÃO   Tecnologia de
                                              5             5           -            -            -             -             -            -              5
                 produção
INERTES E        Tecnologia de
                                              5             -           -            -            -             -             -            -              -
BETUMINOSOS      produção
                 Tecnologia de
                                              5             -           -            -            -             -             -            -              -
                 materiais
CONCESSÕES /     Gestão de Projectos           -            4           -            4           4              4             -            -              -
PPP
                 Gestão da
                 Conservação e                 -            5           -            5           5              -             -            -              -
                 Manutenção
                                          Pontuação: (1) insuficiente a (5) excelente




                                            DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                          42

O intento estratégico de uma empresa reflecte a perspectiva dinâmica da sua adequação
estratégica. Tão importante como o actual enquadramento da empresa no seu meio envolvente, é
a criação de novas competências que correspondam aos futuros factores críticos de sucesso da
indústria e que permitam tirar o máximo partido das novas oportunidades do mercado.


                          Quadro 24 – Evolução das Competências Centrais
         Factores Críticos                    Competências                   Competências Centrais
           de Sucesso                        Centrais Iniciais                  Desenvolvidas
    Custos Operacionais                 Gestão de subempreitadas          Tecnologia de produção
    Qualidade                           Tecnologia de materias            Conhecimento do Processo
    Gestão Logística                                                      Construtivo
    Custos de Aquisição e                                                 Especialização das equipas
    Exploração                                                            Gestão de Projectos
    Relação comercial com                                                 Força de Vendas
    entidades de crédito                                                  Gestão da Conservação e
    Gama de produtos                                                      Manutenção
    Política de Comunicação
    Flexibilidade Operacional


                                    Quadro 25 – Intento Estratégico
         Futuros Factores                     Competências                   Competências Centrais
        Críticos de Sucesso                  Centrais Actuais                   a desenvolver
    Custos de Aquisição e               Gestão de subempreitadas          Gestão de Projectos
    Exploração                          Tecnologia de matérias
    Relações Comerciais c/              Tecnologia de produção
    Entidades Crédito                   Conhecimento do Processo
    Flexibilidade Operacional           Construtivo
                                        Especialização das equipas
                                        Gestão de Projectos
                                        Força de Vendas
                                        Gestão da Conservação e
                                        Manutenção




                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                                    43

4.5. Análise SWOT


Uma vez alinhados os factores críticos de sucesso com as competências centrais da empresa,
torna-se necessário expandir o conceito de adequação estratégica à totalidade do enquadramento
interno e externo da empresa. Nesse sentido, é usual relacionar os pontos fortes e fracos da
empresa com as principais tendências do seu meio envolvente, com o objectivo de gerar medidas
alternativas para lidar com as oportunidades e ameaças identificadas.


                                                  Quadro 26 – Análise SWOT
                                                                FORÇAS                                   FRAQUEZAS
                                                    Diversificação de áreas de negócio         Reduzida         diversificação      de
                                                    (concessões)                               actividades. Utilização quase exclusiva
                                                    Parcerias       em       investimentos     dos recursos na área da construção
                                                    internacionais com parceiros locais        civil e obras públicas
                                                    Experiência       consolidada       na     Dispersão geográfica insuficiente
                                                    construção de parques eólicos              Forte dependência do investimento
                                                    Empresa designada pela ENEOP –             público
                                                    Eólicas de Portugal. Carteira de obras     Empresa de cariz familiar
                                                    consolidada até 2012 no sector dos         Experiência reduzida em obras de arte
                                                    P.E. Eólicos.                              complexas
                                                    Empresa altamente especializada em         Estratégia pouco clara
                                                    vias de comunicação, nomeadamente          Ausência de aliança estratégica com a
                                                    obras de beneficiação e alargamento        banca
                                                    Experiência na área das infra-
                                                    estruturas    hidroeléctricas    (mini-
                                                    hídricas)
            OPORTUNIDADES                                      SUGESTÕES                                  SUGESTÕES
      Programa de investimento público             Criação de empresa especializada em        Criação de rede nacional de imóveis
      “Parque Escolar”                             trabalhos de conservação, manutenção       para arrendamento;
      Investimento       internacional      em     e reparação de equipamentos escolares;     Aliança com parceiro do sector
      energias renováveis, nomeadamente            Aposta na produção de energia;             energético para o sector das energias
      no mercado sul-americano.                                                               renováveis no mercado sul-americano;
                                                   Aposta em contratos de manutenção
      Sector da produção energética com            rodoviária com concessionárias das         Aposta nas concessões rodoviárias nos
      elevada rendibilidade e estabilidade;        estradas;                                  mercados externos;
      Concessões rodoviárias nos mercados
                                                   Criação de centro de investigação e        Reforço da estrutura em Angola;
      externos.
                                                   parcerias com universidades;               Aliança estratégica para aposta em
      Manutenção       de      infra-estruturas
      rodoviárias                                                                             trabalhos de grande volume;
      Investimento público em infra-
      estruturas em Angola.
      Incentivos ao arrendamento de
      imóveis
      Investimento no desenvolvimento de
      novos produtos e materiais na área da
      pavimentação
      Parcerias estratégicas das empresas
                 AMEAÇAS                                       SUGESTÕES                                  SUGESTÕES
      Conjuntura        económico-financeira       Desenvolvimento de novos produtos          Reforço da actividade noutros sectores
      conjugada com proximidade de                 cuja matéria-prima dependa o mínimo        para além das obras públicas;
      período eleitoral pode implicar uma          possível do preço do petróleo;             Aposta na diferenciação no mercado
      revisão/adiamento do programa de
                                                   Diversificar a oferta de                   angolano e reforço das relações
      obras públicas já anunciado pelo
                                                   produtos/serviços na área da               comerciais;
      governo
                                                   imobiliária, apostando no mercado de
      Número significativo de empresas a           arrendamento;
      apostar no mercado Angolano,
      nomeadamente empresas de origem
      chinesa → Saturação do mercado
      Subida do preço do petróleo e por
      conseguinte         dos         produtos
      petrolíferos;
      Contracção do mercado imobiliário;




                                                  DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO         44




                         PARTE                  III


               Formulação da Estratégia
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                             45

5. ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS


5.1. Produtos-Mercados


A finalidade última de uma estratégia é garantir que a empresa satisfaz as necessidades dos
clientes melhor do que a concorrência no seu negócio. Por isso, a formulação da estratégia
empresarial deve ter sempre início numa visão comercial, sendo primeiro determinados quais os
produtos a vender a que segmentos de mercado.


                               Quadro 27 – Matriz de Produtos-Mercados
                                                                                Segmentos
                                                   Vias                                   Construção          Energias
           Produtos/ Serviços                                         Ambiente
                                                Rodoviárias                                 Civil            Renováveis
   Construção de Estradas                              √
   Conservação e Manutenção de
                                                       √
   Estradas
   Concessão de Estradas                              Ø
   Construção de Pontes e Viadutos                     ±
   Construção de Redes de
                                                                            ±
   Abastecimento de Água
   Construção de Redes de Saneamento                                        ±
   Construção de Estações Tratamento
                                                                            ±
   Águas Residuais
   Construção de Estações Tratamento
                                                                            ±
   Águas
   Concessão de Serviços de
   Abastecimento e Tratamento de                                           Ø
   Águas
   Construção de Escolas
   Construção de Ed. Habitacionais                                                              ±
   Construção de Complexos
                                                                                                ±
   Comerciais
   Construção de Complexos Turísticos                                                           ±
   Construção de Ed. Industriais                                                                Ø
   Exploração do Mercado de
                                                                                                Ø
   Arrendamento Imobiliário
   Concessão de Parques de
                                                                                                Ø
   Estacionamento
   Construção de Parque Eólicos                                                                                  √
   Construção de Mini-Hídricas                                                                                   ±
   Exploração de Energia                                                                                         Ø
                    Legenda: √ Boa Cobertura ; ± Média Cobertura ; Ø Cobertura Insuficiente ou Inexistente




                                           DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                 46

Dado que a empresa comercializa mais de um produto ou serviço, é conveniente identificar
eventuais relações de complementaridade entre diferentes produtos/serviços, para explorar os
efeitos de agrupamento ou de subsidiação cruzada.


                 Quadro 28 – Segmentos de Mercados Estratégicos e Complementares
                 Negócio                 Segmentos Estratégicos             Segmentos Complementares
                                                                              Construção de Estradas;
                                                                           Conservação e Manutenção de
           Vias Rodoviárias                Concessão de Estradas
                                                                          Estradas; Construção de Pontes e
                                                                                      Viadutos
                                                                               Construção de Redes de
                                                                               Abastecimento de Água;
                                         Concessão de Serviços de              Construção de Redes de
                 Ambiente              Abastecimento e Tratamento de         Saneamento; Construção de
                                                  Águas                      Estações Tratamento Águas
                                                                              Residuais; Construção de
                                                                             Estações Tratamento Águas
                                                                          Construção de Ed. Habitacionais;
                                                                            Construção de Complexos
                                         Exploração do Mercado de
                 Imobiliária                                                Comerciais; Construção de
                                         Arrendamento Imobiliário
                                                                              Complexos Turísticos;
                                                                           Construção de Ed. Industriais
                                                                            Construção de Parque Eólicos;
         Energias Renováveis               Exploração de Energia
                                                                             Construção de Mini-Hídricas




Seguidamente apresentam-se as vantagens competitivas a adoptar em cada segmento de actuação
da empresa, de forma a obter níveis de rentabilidade operacional superiores à média do sector.


                                 Quadro 29 – Vantagens Competitivas
       Segmento de Actuação                                 Vantagem Competitiva
   Vias Rodoviárias                  Inovação; Qualidade elevada, experiência e qualificação dos técnicos
                                     elevadas
   Ambiente                          Preços competitivos
   Construção Civil                  Preços competitivos
   Energias Renováveis               Experiência e qualificação dos técnicos elevadas
   Imobiliária                       Diferenciação dos produtos




                                       DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                              47

5.2. Integração Vertical


Após definir na estratégia de produtos-mercados quais os produtos e serviços a comercializar em
que segmentos-alvo, a empresa precisa identificar as actividades operacionais que mais
contribuem para a diferenciação da sua oferta e que devem ser por isso executadas internamente.
As restantes actividades têm um contributo marginal para o desempenho competitivo e podem
ser contratadas no mercado. Uma vez que as decisões de integração e desintegração vertical
podem ter impacte significativo na performance a longo prazo da organização, devem ser
enquadradas no contexto da sua estratégia empresarial.


                            Quadro 30 – Análise da Cadeia Operacional
                                                 Vantagem       Vulnerabilidade à             Opção
             Actividade Operacional
                                                Competitiva        externalização         Estratégica
        1. Pesquisa e Desenvolvimento                Elevada                Elevada   Produção Interna
             2. Comercial / Marketing                Elevada                Elevada   Produção Interna
                                                                                          Outsourcing
                           3. Projecto                 Média                 Média
                                                                                           Estratégico
                          4. Compras                 Elevada                Elevada   Produção Interna
                     Vias Rodoviárias                Elevada                Elevada   Produção Interna

               5.                                                                          Compra no
                     Construção Civil               Reduzida               Reduzida
        Produção                                                                             mercado
                            Energias                                                      Outsourcing
                                                       Média                 Média
                          Renováveis                                                       Estratégico
             6. Controlo de Qualidade                Elevada                Elevada   Produção Interna
                 7. Serviço Pós-Venda                Elevada                Elevada   Produção Interna




                                         DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                                     48

5.3. Internacionalização


Uma vez definidas as orientações estratégicas para o país de origem, a empresa deve analisar a
possibilidade de transpor as suas operações para outros mercados geográficos. Para esse efeito,
convém enquadrar o processo de internacionalização da organização com a sua actuação no
mercado doméstico, de forma a garantir o aproveitamento das competências e vantagens
competitivas já desenvolvidas ao longo do tempo. Os factores impulsionadores da
internacionalização são diversos e apresentam-se no quadro seguinte.


                               Quadro 31 – Factores impulsionadores da internacionalização
                     Factor                              Enquadramento
                     Reduzida dimensão do                • A produção em Portugal pesa apenas 1,8% do total da produção europeia
                     mercado nacional                    • O mercado espanhol é sete vezes superior ao português
                     Mercado em crise        Procura     • O sector da construção em Portugal vive crise prolongada e profunda, que se
                     prolongada                          arrasta desde 2002, e originou uma quebra acumulada na actividade superior a 25%
   Mercado Interno




                                                         • Redução do investimento, em particular, do investimento público como resultado
                                                         do esforço de redução de défice orçamental
                                                         • Recessão profunda do sector da habitação
                                             Oferta      • Excesso de capacidade instalada e pressão para aumentar níveis de facturação, com
                                                         dificuldades em garantir um nível ajustado da carteira de encomendas
                                                         • Enquadramento do sector implica elevada concorrência, com competição pelo
                                                         preço
                                                         • Margens reduzidas e resultados negativos
                     Necessidade de                      • A própria actividade de construção faz com que haja necessidade de constante
                     crescimento                         ganho de dimensão e consequente crescimento, implicando níveis de crescimento de
                                                         facturação significativos
                     Envolvente financeira               • Crédito abundante e barato, havendo estímulo ao endividamento
                     favorável                           • Recursos significativos em economias emergentes, pelos efeitos de fundos
                                                         estruturais (Leste), pelo aumento do preço de matérias-primas (África) e pelo
                                                         crescimento económico significativo
                     Mercados em             Procura     • Forte crescimento da economia mundial e, em simultâneo, forte investimento em
                     crescimento                         construção (Infra-estruturas e Imobiliário), em particular em mercados emergentes
                     significativo                       (Angola, Norte África, Oriente)
   Mercado Externo




                                                         • Expansão sincronizada dos diferentes mercados da construção
                                             Oferta      • Elevada procura e em diversos mercados implica diversas oportunidades de
                                                         projectos com significativas margens previstas
                                                         • Segmentação da concorrência: Top Players nas economias desenvolvidas e nas
                                                         grandes economias emergentes; Mid e Low Market Players nos mercados emergentes
                                                         de menor dimensão e com recursos naturais




Uma decisão crítica no processo de internacionalização de qualquer empresa consiste na escolha
dos países para onde deverão ser exportados os produtos ou onde deverão ser localizadas as
actividades no estrangeiro. Seguidamente apresenta-se a análise comparativa da atractividade de
alguns países pré-seleccionados.




                                                       DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                                                 49

                        Quadro 32 – Grelha de Comparação da Atractividade dos Países
                                                                                                          PAÍSES
                                                                                                                República                    África do
             Factores                  Ponderação          México               Chile            Polónia                         Roménia
                                                                                                                 Checa                          Sul
  Comerciais
    Dimensão do Mercado                    15%                 7                 5                   9               6                7         8
    Taxa de Crescimento                    10%                 8                 7                   3               4                5         6
    Nível de Preços                         7%                 4                 5                   6               8                3         3
    Outros                                  3%                 7                 6                   7               6                5         6
           Avaliação Comercial                                6,7                5,7                6,5             5,8              5,5        6,3
  Operacionais
    Regulamentação Legal                   15%                 5                 4                   6               6                5         4
    Custo de Recursos Locais               10%                 7                 6                   6               5                7         5
    Burocracia                              7%                 4                 3                   8               8                7         7
    Outros                                  3%                 6                 5                   7               7                6         5
          Avaliação Operacional                               5,5                4,5                6,5             6,2              6,1        5,0
  Risco
    Cambial                                10%                 5                 5                   7               8                6         7
    Político                               10%                 6                 6                   8               8                7         5
    Competitivo                            10%                 6                 6                   7               7                6         7
             Avaliação do Risco                               5,7                5,7                7,3             7,7              6,3        6,3
               Avaliação Global                        5,95          5,24           6,75           6,51             5,93                       5,83
                         Nota: Avaliação dos factores numa escala de 1 (muito desfavorável) a 10 (muito favorável).



Após a escolha preliminar de potenciais mercados, deve-se seguir um estudo aprofundado da
envolvente macroeconómica e sectorial dos mesmos, de forma a medir a atractividade real dos
mercados assim como a exequibilidade de uma futura internacionalização para esses destinos.

                                Quadro 33 – Síntese do estudo profundo a desenvolver
                          Prospecção                Estudosda envolvente                Definição do modelo
                              de                      macroeconómica e                 de entrada e avaliação         Operacionalização
                           mercados                       sectorial                         de parcerias



                                                   Análise do mercado e da             Análise de clientese
                  Análise detalhada dospaíses                                                                      Análise da concorrência
                                                           indústria                       segmentos


                   Análise detalhada global      Análise detalhada do sector     Análise de clientese           Estudo de concorrentese
                   dospaísesseleccionados        da construção e do              segmentação do mercado         possíveisreacçõesà
                   anteriormente                 mercado nospaíses               alvo, identificando            entrada
                   • S  ituação económica        seleccionados                   segmentosmaisatractivos        Identificar concorrentes
                   • Legislação                  • Estado de maturidade          • Estudo de segmentos          • Objectivos e estratégia
                   • Regulação                       do mercado                      de mercado                     dos concorrentes
                   • Estabilidade da moeda       • Volume de negócios,           • Diferenças entre             • Benchmark da
                   • Questões socioculturais         margens típicas e taxa          segmentos                      concorrência
                   • Riscos políticos                de crescimento              • Rendibilidade por            • Modelos de entrada
                   • Instituições bancárias e    • Penetração no mercado             segmento                       dos concorrentes
                       de crédito                • Barreiras à entrada e à       • Potencial aumento de         • Possíveis parcerias
                                                     saída                           rendibilidade por          • Oportunidades face a
                                                 • S   oluções competitivas          segmento (p.e.,                concorrentes
                                                 • Poder dos fornecedores            sinergias)                 • Impacto na estrutura
                                                     / clientes                  • Desalinhamento entre             do mercado com a
                                                 • Disponibilidade de                as preferências dos            entrada da empresa
                                                     mão-de-obra local e             clientes e o que está
                                                     nacional                        disponível no mercado
                                                 • S   ituação actual das
                                                     infra-estruturas básicas
                                                     (água, electricidade, …)
                                                 • Meios e infra-estruturas
                                                     (aéreo, rodoviário,
                                                     ferroviário e marítimo)




                                                        DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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O processo de internacionalização tem início na identificação das várias modalidades de entrada
nos mercados externos. Em função da análise dos respectivos benefícios, custos e riscos, é
possível determinar quais as vias de internacionalização mais apropriadas à empresa. No quadro
seguinte apresentam-se as modalidades a adoptar por país.


                              Quadro 34 – Síntese das Modalidades de Internacionalização
                                         ATRACTIVIDADE           FORÇA COMPETITIVA        MODALIDADE DE
                 PAÍS
                                            DO PAÍS                   NO PAÍS            ENTRADA A ADOPTAR
                México                        Média                     Reduzida               Joint-Venture
                 Chile                        Média                     Reduzida               Joint-Venture
                Polónia                       Elevada                   Elevada            Investimento Directo
         República Checa                      Elevada                   Elevada            Investimento Directo
                Roménia                       Média                      Média             Investimento Selectivo
              África do Sul                   Média                      Média             Investimento Selectivo




Em seguida é necessário verificar se a actuação nos mercados externos deve ser adaptada para
aumentar a penetração comercial ou se, pelo contrário, pode ser estandardizada para explorar
economias de escala e de experiência. É igualmente importante definir a opção de
internacionalização que melhor conjuga as vantagens da integração global com os proveitos da
adequação local.


                                Quadro 35 – Síntese das Opções de Internacionalização
                                   POSSIBILIDADE DE          NECESSIDADE DE
                                                                                            OPÇÃO DE
     SEGMENTO                        INTEGRAÇÃO                ADEQUAÇÃO
                                                                                       INTERNACIONALIZAÇÃO
                                        GLOBAL                   LOCAL
Vias Rodoviárias                         Reduzida                   Elevada              Empresa Multinacional
Construção Civil                         Reduzida                   Elevada              Empresa Multinacional
Energias Renováveis                       Elevada                  Reduzida                 Empresa Global
Imobiliária                              Reduzida                   Elevada              Empresa Multinacional
Pré-Fabricação                            Elevada                  Reduzida                 Empresa Global
Inertes e Betuminosos                     Elevada                  Reduzida                 Empresa Global
Concessões                                Elevada                   Elevada              Empresa Transnacional




                                               DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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5.4. Diversificação


A diversificação constitui o elemento central da estratégia corporativa, que complementa as
estratégias de negócio das várias actividades da empresa. Diversificar é uma oportunidade para as
construtoras cujo sucesso depende de uma correcta gestão do risco de entrada nos novos
negócios e da capacidade de explorar as suas potenciais sinergias com a construção.
Na realidade, o sucesso da diversificação pressupõe uma reavaliação global do risco da empresa,
porque as construtoras, ao entrarem em novas áreas de negócio, reduzem o risco da construção e
a dependência dos seus ciclos pronunciados mas, simultaneamente, ficam expostas a novas
ameaças, que são directamente proporcionais ao nível de investimento necessário para aceder às
novas actividades. Ao diversificar, as empresas de construção assumem novos riscos, além do
tradicional risco de execução, tendo a natural expectativa de obter um retorno associado, superior
ao verificado na actividade de construção.


A diversificação não é um processo linear que possa ser replicado, apresenta características e
configurações específicas em cada caso concreto, corresponde a uma combinação particular de
negócios e a um peso no total da facturação que varia de empresa para empresa. Não há dois
processos de diversificação iguais, no entanto, as estratégias de entrada em novos negócios
podem ser sistematizadas em:
       Diversificação para jusante, no sentido da prestação de serviços pós-construção;
       Diversificação para montante, nomeadamente, através da integração do conjunto de
       actividades essenciais à execução das obras, incluindo serviços de construção e materiais;
       Diversificação não correlacionada com a construção, numa lógica de criação de um
       conglomerado económico.


Na diversificação relacionada é possível explorar sinergias comerciais e/ou tecnológicas entre os
vários negócios, enquanto na diversificação não relacionada as sinergias apresentam um carácter
mais financeiro. Uma vez analisados em detalhe os benefícios, custos e riscos de cada modalidade
de diversificação, a empresa deve escolher a opção que melhor se adequa aos seus objectivos
estratégicos. Seguidamente apresenta-se a análise da diversificação.




                                    DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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                       Quadro 36 – Análise da Estratégia de Diversificação
 Tipo Diversificação          Custos e Riscos               Benefícios             Oportunidades
                             Riscos de Exploração;     Benefícios decorrentes   Conservação e
    Diversificação           Necessidades de          de sinergias;             Manutenção de
   relacionada para         competências técnicas e    Cash-flows mais          Estradas
        jusante             recursos humanos          estáveis;                 Concessões
 (prestação de serviços     acrescidos;                                         Mercado de
    pós-construção)          Riscos de                                          Arrendamento
                            financiamento;
     Diversificação          Riscos de projecto;       Benefícios decorrentes    Concessões (Gestão de
    relacionada para         Necessidades de          de sinergias;             Projectos)
        montante            competências técnicas e                              Investigação e
(Integração do conjunto     recursos humanos                                    Desenvolvimento
de actividades essenciais   acrescidos;
  à execução das obras,
  incluindo serviços de
 construção e materiais)
                             Riscos de                 Cash-flows mais          Exploração de energia
  Diversificação não        financiamento;            estáveis;
   correlacionada            Necessidades de           Maiores margens;
(numa lógica de criação     competências técnicas e    Meios libertos;
 de um conglomerado         recursos humanos
     económico)             acrescidos;
                             Riscos de Exploração;




                                     DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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6. VIAS DE DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL


Após definir as orientações estratégicas da organização, é necessário integrá-la com as diversas
modalidades de desenvolvimento empresarial: o desenvolvimento interno e o desenvolvimento
externo, que inclui as aquisições e fusões, as alianças estratégicas e as transacções no mercado. A
selecção de qualquer via de desenvolvimento deve ser baseada na análise pormenorizada dos
benefícios, custos e riscos de cada alternativa. Nas modalidades mais complexas de aquisições,
fusões e alianças estratégicas, é importante compreender as respectivas implicações estratégicas e
operacionais para preparar com cuidado a sua opção. No quadro seguinte apresenta-se a análise
de desenvolvimento empresarial da empresa.


                        Quadro 37 – Análise das Vias de Desenvolvimento
                                              Benefícios, Custos e Riscos
                                                          Desenvolvimento Externo
 Segmento      Desenvolvimento
                   Interno             Aquisições e                                   Transacções no
                                                          Alianças Estratégicas
                                          Fusões                                          Mercado
Vias            Geração de novas       Rapidez de            Acesso a novos          Maior flexibilidade
Rodoviárias     competências           entrada;              mercados sem            operacional;
                centrais;              Melhoria da           investimentos           Aproveitamento das
                Maiores custos de      posição               avultados;              competências
                ultrapassagem das      competitiva           Crescimento sem         centrais alheias;
                barreiras à entrada    conjunta;             instabilidade           Concentração dos
                                       Risco de              empresarial;            recursos nas
                                       conflitos de          Partilha de             actividades críticas;
                                       interesse;            competências com        Maior demora no
                                                             concorrentes;           tempo de resposta;
Construção      Geração de novas       Rapidez de             Acesso a novos         Maior flexibilidade
Civil           competências           entrada;               mercados sem           operacional;
                centrais;              Melhoria da            investimentos          Aproveitamento das
                Maiores custos de      posição                avultados;             competências
                ultrapassagem das      competitiva            Crescimento sem        centrais alheias;
                barreiras à entrada    conjunta;              instabilidade          Concentração dos
                                       Maior                  empresarial;           recursos nas
                                       investimento           Partilha de            actividades críticas;
                                       inicial;               competências com       Maior demora no
                                                              concorrentes;          tempo de resposta;
Energias        Geração de novas       Acesso a               Acesso a novos         Aproveitamento das
Renováveis      competências           competências           mercados sem           competências
                centrais;              complementares;        investimentos          centrais alheias;
                Maior estabilidade     Aproveitamento         avultados;             Concentração dos
                empresarial;           de benefícios          Acesso a tecnologias   recursos nas
                Captação de            financeiros;           complementares;        actividades críticas;
                sinergias                                     Perca de               Maior demora no
                tecnológicas e                                flexibilidade de       tempo de resposta;
                comerciais;                                   estratégica;
                Risco de atraso
                tecnológico;




                                      DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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                Quadro 37 – Análise das Vias de Desenvolvimento (continuação)

                                               Benefícios, Custos e Riscos
                                                           Desenvolvimento Externo
 Segmento
              Desenvolv. Interno      Aquisições e                                    Transacções no
                                                           Alianças Estratégicas
                                          Fusões                                         Mercado
Imobiliária     Investimento          Maior                   Crescimento sem        Maior flexibilidade
                Gradual;              investimento            instabilidade          operacional;
                Captação de           inicial;                empresarial;           Necessidade de
                sinergias                                     Perca de               acompanhara a
                comerciais;                                   flexibilidade de       tendência no
                Maior lentidão do                             estratégica;           mercado;
                crescimento;                                  Risco de reduzido      Maior demora no
                                                              envolvimento dos       tempo de resposta;
                                                              parceiros;
Pré-            Geração de novas      Rapidez de              Acesso a tecnologias   Maior flexibilidade
Fabricação      competências          entrada;                complementares;        operacional;
                centrais;             Elevado custo           Partilha de            Necessidade de
                Captação de           de                      competências com       acompanhara a
                sinergias             reestruturações         concorrentes;          tendência no
                tecnológicas e        internas;               Dificuldades de        mercado;
                comerciais;                                   operacionalização;
                Deseconomias de
                escala;
Inertes e       Geração de novas      Rapidez de             Acesso a tecnologias    Maior flexibilidade
Betuminosos     competências          entrada;               complementares;         operacional;
                centrais;             Elevado custo          Partilha de             Necessidade de
                Captação de           de                     competências com        acompanhara a
                sinergias             reestruturações        concorrentes;           tendência no
                tecnológicas e        internas;              Dificuldades de         mercado;
                comerciais;                                  operacionalização;
                Deseconomias de
                escala;
Concessões      Geração de novas      Maior                  Acesso a novos          Concentração dos
                competências          investimento           mercados sem            recursos nas
                centrais;             inicial;               investimentos           actividades críticas;
                Maior estabilidade    Risco de               avultados;              Maior demora no
                empresarial;          conflitos de                                   tempo de resposta;
                Captação de           interesse;
                sinergias
                comerciais;




                                     DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                             55

7. ESTRATÉGIA EMPRESARIAL


As decisões relativas ao âmbito sectorial de actuação da empresa ou do grupo económico são
geralmente tomadas ao nível da sede central da organização e constituem a sua estratégia
corporativa. Pelo contrário, as decisões relativas ao desempenho competitivo em cada sector são
geralmente tomadas ao nível das várias divisões da empresa ou ao nível das diversas empresas do
grupo económico, constituindo a sua estratégia do negócio.


De acordo com o conteúdo das decisões tomadas no contexto da estratégia empresarial, podem
ser identificadas quatro dimensões estratégicas críticas ao sucesso da empresa mencionadas nos
capítulos anteriores: produtos-mercados, integração vertical, internacionalização e diversificação.


Por outro lado, qualquer uma destas iniciativas estratégicas pode ser levada a cabo por
desenvolvimento interno ou externo. As quatros dimensões estratégicas podem ser combinadas
com as duas vias de desenvolvimento empresarial para enquadrar o âmbito da estratégia
corporativa e do negócio, conforme apresentado no quadro seguinte.




                                    DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                             56

                           Quadro 38 – Síntese das Orientações Estratégicas


                                                Estratégia do Negócio

          Vias Rodoviárias                                                                     Construção
Missão                                                                            Missão
Vias para o futuro.                                                               Qualidade e Sustentabilidade
Objectivos                                                                        Objectivos
Aumentar 100% as receitas até 2012.                                               Aumentar 100% as receitas até 2012.
Produtos-Mercado                                                                  Produtos-Mercado
DI: Contratos de Conservação/                                                     DI: Conservação, manutenção e
Manutenção Rodoviária.                                                            reparação de equipamentos escolares
DE: Transacções estratégicas com                                                  DE: Aquisição de empresas
empresas vocacionadas p/ trabalhos                                                especializadas em trabalhos de
complementares.                                                                   manutenção de edifícios.
Integração Vertical                                                               Integração Vertical
DI: Investimento em equipamento                                                   DI: Criação de um departamento p/
especializado.                                                                    gestão de pós-venda
DE: Parcerias estratégicas com                                                    DE: Politica de subcontratação de
empresas vocacionadas p/ trabalhos                                                actividades não críticas
complementares.                                                                   Internacionalização
Internacionalização                                                               DI: Reforço da estrutura em Angola.
DI: Reforço da estrutura de produção                                              DE: Aquisição de posição em
e apoio nos mercados externos alvo                                                empresas consolidadas nos mercados
DE: Aquisição de posição em                                                       externos alvo
empresas consolidadas nos mercados
externos alvo.
                                                 Estratégia Corporativa
            Concessões                                   SEDE                             Energias Renováveis
Missão                                   Missão                                   Missão
Segurança e conforto                     Excelência e notoriedade                 Energia para o mundo
Objectivos                               Objectivos                               Objectivos
Aumentar 100% as receitas até 2012.      Rentabilidade dos capitais próprios de   Aumentar 100% as receitas até 2012.
Produtos-Mercado                         20%                                      Produtos-Mercado
DI: Tratamento de Águas e Resíduos       Diversificação                           DI: Produção de energia. Solução
DE: Alianças estratégicas com            DI: Investimento e desenvolvimento       combinada inovadora para produção
entidades financiadoras                  de sistema de controlo de gestão         de energia.
Integração Vertical                      integrado                                DE: Parceria com fabricantes de
DI: Reforço da estrutura com             DE: Alianças em novos negócios           equipamentos de produção de energia
técnicos especializados                                                           Integração Vertical
DE: Outsourcing estratégico do                                                    DI: Criação de Dep. de Projecto
projecto                                                                          DE: Aliança estratégica com
Internacionalização                                                               empresas consolidadas no sector da
DI: Reforço da estrutura nos                                                      energia.
mercados externos                                                                 Internacionalização
DE: Outsourcing estratégico de                                                    DI: Reforço da estrutura nos países
serviços de consultoria nas áreas                                                 Sul-Americanos e Europa de Leste
fiscal, legal e operacional.                                                      DE: Aliança estratégica com
                                                                                  empresas consolidadas no sector da
                                                                                  energia.

       Inertes e Betuminosos                        Pré-Fabricação                             Imobiliária
Missão                                   Missão                                   Missão
Qualidade a preços competitivos.         Estandardizar a construção.              Vender qualidade de vida.
Objectivos                               Objectivos                               Objectivos
Aumentar 100% as receitas até 2012.      Aumentar 100% as receitas até 2012.      Aumentar 100% as receitas até 2012.
Produtos-Mercado                         Produtos-Mercado                         Produtos-Mercado
DI: I&D; Desenvolvimento de              DI: Criação de novos componentes         DI: Aposta no mercado de
produtos não dependentes das             DE: Parcerias com empresas de            arrendamento. Bolsa nacional de
flutuações do petróleo.                  construção                               imóveis
DE: Venda dos novos produtos e           Integração Vertical                      DE: Parcerias com cadeias hoteleiras
tecnologias                              DI: Investigação e Desenvolvimento       Integração Vertical
Integração Vertical                      DE: Outsourcing estratégico do           DI: Estratégia de Marketing
DI: I&D                                  projecto                                 diferenciadora.
DE: Parcerias com instituições de        Internacionalização                      DE: Parcerias com agências com
ensino e investigação                    DI: Partilha da estrutura de apoio nos   bolsa nacional de imóveis
Internacionalização                      mercados internacionais.                 Internacionalização
DI: Montagem de central de               DE: Transacções no com                   DI: Partilha da estrutura de apoio nos
betuminosos em localização               transportadores e distribuidores         mercados internacionais.
estratégica                              locais.                                  DE: Alianças estratégicas com
DE: Aquisição de pedreiras com                                                    promotores locais.
localização estratégica




                                         DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO        57




                         PARTE                  IV


      Implementação da Estratégia
GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO                                             58

8. ORIENTAÇÕES ORGANIZACIONAIS E DE GESTÃO


                  Quadro 41 – Síntese das Orientações Organizacionais e de Gestão


                                                        Negócios
             Vias Rodoviárias                                                                     Construção
  Estrutura Organizacional                                                           Estrutura Organizacional
  Macroestrutura: Estrutura Funcional                                                Macroestrutura: Estrutura Funcional
  Microestrutura: Grupos                                                             Microestrutura: Grupos
  Departamentais                                                                     Departamentais
  Política de Gestão                                                                 Política de Gestão
  Pessoal: Formação dos técnicos                                                     Pessoal: Formação dos técnicos
  I&D: N/A                                                                           I&D: N/A
  Operações: Melhoria do processo de                                                 Operações: Centralização do
  fresagem                                                                           processo de compras
  Marketing: Aposta na visibilidade das                                              Marketing: Aposta na visibilidade das
  empreitadas                                                                        empreitadas
  Finanças: Investir o cash-flow no                                                  Finanças: Investir o cash-flow no
  crescimento                                                                        crescimento
  Sist. Informação: Equipamentos com                                                 Sist. Informação: Novos programas
  tecnologia GPS                                                                     para gestão de empreitadas
  Controlo de Gestão                                                                 Controlo de Gestão
  Painel de Bordo: Ênfase no controlo                                                Painel de Bordo: Ênfase no controlo
  operacional                                                                        operacional

                                                       Corporação
               Concessões                                   SEDE                              Energias Renováveis
  Estrutura Organizacional                  Estrutura Organizacional                 Estrutura Organizacional
  Macroestrutura: Estrutura Funcional       Macroestrutura: Unidades                 Macroestrutura: Estrutura Funcional
  Microestrutura: Grupos                    Estratégicas de Negócios                 Microestrutura: Grupos
  Departamentais                            Controlo de Gestão                       Departamentais
  Política de Gestão                        Painel de Bordo: Ênfase nas receitas e   Política de Gestão
  Pessoal: Recrutamento de novos            lucros de cada negócio                   Pessoal: Recrutamento de novos
  técnicos                                                                           técnicos
  I&D: N/A                                                                           I&D: Desenvolvimento de sistemas
  Operações: Controlo e Qualidade                                                    combinados de produção de energia
  Marketing: Campanhas publicitárias                                                 Operações: Central de controlo de
  junto do consumidor final                                                          produção de energia
  Finanças: Alianças com instituições                                                Marketing: Criação de marca
  financeiras                                                                        associada à energia “verde”
  Sist. Informação: Implementação de                                                 Finanças: Investir o cash-flow no
  sistemas de controlo de tráfego                                                    crescimento
  Controlo de Gestão                                                                 Sist. Informação: Sistema informático
  Painel de Bordo: Ênfase no controlo                                                de controlo
  da exploração                                                                      Controlo de Gestão
                                                                                     Painel de Bordo: Ênfase no controlo
                                                                                     da exploração

          Inertes e Betuminosos                        Pré-Fabricação                             Imobiliária
  Estrutura Organizacional                  Estrutura Organizacional                 Estrutura Organizacional
  Macroestrutura: Estrutura Funcional       Macroestrutura: Estrutura Funcional      Macroestrutura: Estrutura Funcional
  Microestrutura: Grupos                    Microestrutura: Grupos                   Microestrutura: Grupos
  Departamentais                            Departamentais                           Departamentais
  Política de Gestão                        Política de Gestão                       Política de Gestão
  Pessoal: Recrutamento de                  Pessoal: Recrutamento de pessoal         Pessoal: Recrutamento de pessoal p/
  investigadores                            especializado em inovação                Dep. de Marketing
  I&D: Novos produtos                       I&D: Novos produtos                      I&D: N/A
  Operações: Optimização e renovação        Operações: Controlo e Qualidade          Operações: Controlo de ocupação
  dos equipamentos produtivos               Marketing: Equipa de comerciais          Marketing: Publicidade diferenciadora
  Marketing: Incorporação de produtos       Finanças: Investir o cash-flow no        Finanças: Parceria com instituições
  reciclados                                desenvolvimento de novos produtos        bancárias
  Finanças: Investir o cash-flow em         Sist. Informação: Controlo de            Sist. Informação: Bolsa electrónica de
  novos equipamentos                        produção                                 imóveis
  Sist. Informação: Controlo de             Controlo de Gestão                       Controlo de Gestão
  produção                                  Painel de Bordo: Ênfase no controlo      Painel de Bordo: Ênfase no controlo
  Controlo de Gestão                        operacional                              operacional
  Painel de Bordo: Ênfase no controlo
  operacional




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9. PROCESSOS DE CONCRETIZAÇÃO


Energias Renováveis nos Mercados Externos


O crescimento da empresa e sua internacionalização poderá passar pela sua expansão para o
mercado externo de construção de instalações de produção de energias renováveis,
nomeadamente parques eólicos e mini-hídricas, em países onde se verifica um grande potencial
destas energias, um forte investimento de entidades público-privadas, reforçado pelo interesse
dos respectivos governos em apoiar esse investimento. Referimo-nos nomeadamente ao México,
Chile, África do Sul e Roménia.


O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela aliança estratégica da empresa
com clientes actuais do mercado nacional da energia, em que se verificam relações duradouras,
nomeadamente com a Enercon GmbH e a EDF Energie Nouvelle.


Concessões Rodoviárias nos Mercados Externos


O mercado nacional das concessões rodoviárias está fechado, não havendo espaço para a GASC
operar. Assim a empresa deve apostar nas concessões em mercados externos onde existe um
grande potencial de crescimento deste mercado e do seu respectivo valor. Referimo-nos
nomeadamente à Africa do Sul, Polónia e República Checa.


O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela aquisição de empresas autóctones
do segmento de vias rodoviárias com forte implantação no mercado e boa imagem junto dos
clientes, assim como deverá passar pela aliança estratégica com uma instituição de crédito
bancário, afim de obter a capacidade de financiamento que estes projectos requerem.




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Investimento Directo na produção de energia renovável combinada eólica/mini-hídrica


Dado a empresa ter já uma experiência considerável na construção de parques eólicos e mini-
hídricas, está em condições de iniciar a sua diversificação para o investimento directo em energias
renováveis a par da sua construção. Mais ainda, deverá aproveitar o efeito de sinergias dos dois
segmentos de energia, para promover um sistema de produção de energia eléctrica mais eficiente
– produção de energia renovável combinada. Neste sistema, em período de fraca necessidade de
energia na rede eléctrica, a energia eólica poderá ser convertida em energia potencial hidráulica,
através da bombagem de água entre duas albufeiras a cotas diferentes; em períodos de maior
necessidade de energia na rede eléctrica, a mini-hídrica liberta a água da albufeira superior para a
inferior e gera energia hidroeléctrica. Desta forma, a mini-hídrica funciona como uma bateria de
energia e garante-se a venda de energia à rede nos períodos em que o preço da energia é superior,
obtendo-se assim rentabilidades mais elevadas. A mini-hídrica poderia ainda ser munida de um
sistema de optimização de inércia que permitiria obter maior produção de energia eléctrica com a
mesma energia potencial. Note-se que este sistema ainda se encontra em desenvolvimento, o que
implicaria alguma investigação.


O processo de concretização desta estratégia deverá passar por adquirir um direito de ligação à
rede de energia eléctrica nacional, assim como deverá passar pela aliança estratégica com
empresas do ramo eléctrico e uma instituição de crédito bancário, afim de obter a capacidade de
financiamento que estes projectos requerem.


Contratos de manutenção de vias rodoviárias


Após a construção das concessões rodoviárias que se encontram actualmente em fase de
execução, o mercado da construção de vias rodoviárias deverá estagnar. No entanto, o pavimento
betuminoso que constitui a maioria das actuais vias rodoviárias requer uma manutenção
considerável, sendo objecto de renovação da camada de desgaste num período cíclico de 3 a 5
anos. Isto significa que existe um segmento de mercado das vias rodoviárias com elevado
potencial e sustentabilidade – a manutenção. A empresa deverá portanto apostar em obter a
maior cota de mercado de contratos de manutenção de vias rodoviárias no país.


O processo de concretização desta estratégia deverá passar por abordar directamente as entidades
responsáveis pela gestão das vias rodoviárias não concessionadas – Estradas de Portugal e



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Autarquias – e propor a realização de uma espécie de seguro de manutenção, em que estas
entidades pagam um valor fixo mensal e sempre que seja necessário algum tipo de manutenção,
dentro de determinados critérios, a manutenção é efectuada sem quaisquer custos extraordinários.
O processo de concretização da estratégia deverá igualmente passar pela aliança estratégica com
uma entidade seguradora, em que esta assume a gestão do risco dos custos extraordinários e a
GASC assume a execução de todos os trabalhos de manutenção.


Produção de Energia Rodoviária


O movimento dos automóveis pode ser convertido em electricidade através de geradores
piezoeléctricos colocados debaixo dos pavimentos rodoviários. A empresa deve investir neste
segmento, aproveitando sinergias entre os segmentos de Vias Rodoviárias e Energias Renováveis
e tirando partido das vantagens da solução: nível de produção equivalente à energia eólica
(potencial de captação de energia de 250KW.h, valor suficiente para abastecer mais de 500 casas),
energia economicamente competitiva face à energia do carbono e retorno do investimento
inferior às restantes energias renováveis – no máximo 12 anos.


O processo de concretização da estratégia deverá passar pela aquisição dos equipamentos à
empresa israelita que detém a patente da tecnologia INNOWATTECH e pela aquisição dos
direitos de exploração da energia rodoviária através de alianças estratégicas com as entidades
responsáveis pela gestão das vias rodoviárias não concessionadas – Estradas de Portugal e
Autarquias –, em que a manutenção das vias rodoviárias seria feita a custo zero ou a um custo
reduzido, desde que lhe fosse permitida a exploração do sistema de produção de energia que iria
implementar durante a fase de manutenção das vias rodoviárias.


Bolsa nacional de arrendamento de imóveis


Face à actual situação do mercado imobiliário, as vendas de imóveis, em particular os
apartamentos, diminuiu consideravelmente, deixando a empresa imobiliária do grupo GASC
numa situação delicada com elevado stock de apartamentos. Tendo em conta as perspectivas
aliciantes do segmento de arrendamento imobiliário a médio prazo, relacionadas com a crescente
necessidade de maior mobilidade das pessoas no trabalho, a empresa deverá tirar partido do
potencial deste segmento para resolver o problema do baixo nível de vendas e da falta de retorno
do capital investido.



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O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela criação de uma bolsa nacional de
arrendamento de imóveis distribuídos por todas as capitais de distrito, em que os imóveis são
classificados em função da localização, área, qualidade de construção, proximidade de serviços e
transportes públicos – para edifícios com a mesma classificação, será cobrado o mesmo valor
monetário. Qualquer cliente que necessite mudar de habitação, mantendo a mesma classificação,
sabe que pagará o mesmo valor, não correndo o risco financeiro de mudar de emprego/cidade e
pagar eventualmente valores muito mais elevados. Oferece-se assim a garantia de cobertura de
risco e maior estabilidade financeira ao cliente ao longo da sua vida. Com este modelo garantir-
se-á uma fidelização dos clientes, situação rara no sector da imobiliária. De modo a não
prejudicar os clientes em situações de não disponibilidade imediata de apartamento para a zona
pretendida, deverá ser feita uma aliança estratégica com cadeias hoteleiras para acolherem os
clientes temporariamente ao mesmo custo do aluguer do apartamento.


Investimento em I&D


A empresa possui um laboratório de controlo de qualidade para terraplenagens e betuminosos,
no entanto não possui um laboratório de investigação e desenvolvimento. Os pavimentos
rodoviários são uma área onde ainda existe bastante margem para a criação de novos produtos,
nomeadamente pavimentos betuminosos com maior durabilidade. A aplicação de pavimentos
betuminosos de maior durabilidade em futuras concessões rodoviárias resultará numa redução
considerável dos custos de manutenção dos pavimentos, com ganhos evidentes na rendibilidade
do negócio a longo prazo. Mais ainda, caso avançassem com o investimento directo em energias
renováveis, poderiam ainda alargar a investigação e desenvolvimento para este segmento,
procurando desenvolver tecnologias com forte potencial de retorno, nomeadamente os sistemas
de optimização de inércia em mini-hídricas.


O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela contratação técnicos de
investigação especializados, na aquisição de equipamentos específicos e na aliança estratégica com
instituições de ensino superior de engenharia e investigação, promovendo bolsas de estágios e
projectos para mestrados e doutoramentos.




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GA




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Diagnóstico e Plano Estratégico - Case Study: Gabriel Couto

  • 1.
    GA 2009 Gabriel A. S. Couto Diagnóstico e Plano Estratégico Daniel Campos | João Nunes | Mário Babo Pós-Graduação em Direcção de Empresas | EGP-UPBS Estratégia Empresarial
  • 2.
    FICHA TÉCNICA GABRIEL A. S. COUTO Título DIAGNÓSTICO E PLANO ESTRATÉGICO Sub-Título Daniel Tiago Fraga Campos Autores João Luís de Menezes Nunes Mário Emílio Brás Babo Escola de Gestão do Porto Instituição Pós-Graduação em Direcção de Empresas Curso Estratégia Empresarial Módulo Agosto de 2009 Data Porto, Portugal Local
  • 3.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO SUMÁRIO EXECUTIVO O diagnóstico e plano estratégico sintetiza e integra o pensamento estratégico dos membros da organização e cria as bases para o sucesso sustentado da organização. Este encontra-se estruturado em quatro componentes: a apresentação da empresa, a análise estratégica, a formulação da estratégia e a sua organização e implementação. A primeira parte, relativa à apresentação da empresa, descreve os principais dados da empresa, o seu historial e qual a sua missão e objectivos actuais. A segunda parte, relativa à análise estratégica, debruça-se sobre a interacção entre a indústria e o seu meio envolvente, bem como sobre a adequação da empresa aos requisitos competitivos do seu negócio. A terceira parte, relativa à formulação da estratégia, explicita as principais orientações estratégicas da organização. Finalmente, a quarta parte, relativa à implementação da estratégia, traduz as orientações estratégicas delineadas em medidas concretas para alcançar os objectivos e indica o modo como a empresa de deve organizar. . DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 4.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO ÍNDICE PARTE I – DESCRIÇÃO DA EMPRESA ……………………………………….. 5 1. APRESENTAÇÃO ……………………………………………………………….. 6 1.1. Identificação …………………………………………………………………………………. 6 1.2. Historial ……………………………………………………………………………………… 7 2. MISSÃO E OBJECTIVOS ……………………………………………………….. 8 2.1. Produtos e Mercados Actuais ………………………………………………………………… 8 2.2. Recursos e Aptidões ………………………………………………………………………….. 9 2.3. Organização ………………………………………………………………………………….. 10 2.4. Centros de Interesses e suas Expectativas ……………………………………………………. 12 2.5. Áreas Homogéneas de Negócios ……………………………………………………………... 13 2.6. Estratégia Actual ……………………………………………………………………………... 14 PARTE II – ANÁLISE ESTRATÉGICA ………………………………………… 15 3. ANÁLISE DO MEIO ENVOLVENTE ………………………………………….. 16 3.1. Enquadramento Actual ……………………………………………………………………….. 16 3.2. Meio Envolvente Contextual ………………………………………………………………… 21 3.3. Meio Envolvente Transaccional ……………………………………………………………… 23 3.4. Atractividade da Indústria ……………………………………………………………………. 30 3.5. Estrutura da Indústria ………………………………………………………………………... 34 3.6. Factores Críticos de Sucesso …………………………………………………………………. 34 4. ANÁLISE DA EMPRESA ……………………………………………………….. 35 4.1. Recursos da Empresa ………………………………………………………………………... 35 4.2. Dinâmica de Custos …………………………………………………………………………. 37 4.3. Competências Centrais ……………………………………………………………………… 39 4.4. Adequação e Intento Estratégico ……………………………………………………………. 41 4.5. Análise SWOT ………………………………………………………………………………. 43 PARTE III – FORMULAÇÃO DA ESTRATÉGIA …………………………….. 44 5. ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS …………………………………………….. 45 5.1. Produtos-Mercados …………………………………………………………………………. 45 5.2. Integração Vertical …………………………………………………………………………... 47 5.3. Internacionalização ………………………………………………………………………….. 48 5.4. Diversificação ……………………………………………………………………………….. 51 6. DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL ……………………………………… 53 7. ESTRATÉGIA EMPRESARIAL ………………………………………………… 55 PARTE IV – IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA ………………………… 57 8. ORIENTAÇÕES ORGANIZACIONAIS E DE GESTÃO ……………………. 58 9. PROCESSOS DE CONCRETIZAÇÃO ………………………………………… 59 DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 5.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO ÍNDICE DE QUADROS PARTE I – DESCRIÇÃO DA EMPRESA Quadro 1 – Caracterização da Sociedade Quadro 2 – Mapa de Equipamentos Quadro 3 – Responsabilidades dos Órgãos da Organização Quadro 4 – Empresas participadas da GASC PARTE II – ANÁLISE ESTRATÉGICA Quadro 5 – Indicadores Económicos Quadro 6 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Contextual Quadro 7 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Transaccional Quadro 8 – Síntese dos clientes segmentados por actividade e produto Quadro 9 – Síntese de Fornecedores Quadro 10 – Síntese dos Agentes e Grupos de Interesse Quadro 11 – Síntese dos concorrentes Quadro 12 – Mapas de Grupos Estratégicos Quadro 13 – Síntese da Atractividade Sectorial Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Quadro 15 – Identificação dos Factores Críticos de Sucesso Quadro 16 – Descrição dos Recursos Humanos Quadro 17 – Avaliação de Performance Conjunta Quadro 18 – Indicadores Financeiros Quadro 19 – Avaliação do Activos Intangíveis Quadro 20 – Síntese das Medidas de Dinâmica de Custos Quadro 21 – Benchmarking Estratégico Quadro 22 – Identificação da Competências Centrais Quadro 23 – Síntese da Análise de Adequação Estratégica Quadro 24 – Evolução das Competências Centrais Quadro 25 – Intento Estratégico Quadro 26 – Análise SWOT PARTE III – FORMULAÇÃO DA ESTRATÉGIA Quadro 27 – Matriz de Produtos-Mercados Quadro 28 – Segmentos de Mercados Estratégicos e Complementares Quadro 29 – Vantagens Competitivas Quadro 30 – Análise da Cadeia Operacional Quadro 31 – Factores impulsionadores da internacionalização Quadro 32 – Grelha de Comparação da Atractividade dos Países Quadro 33 – Síntese do estudo profundo a desenvolver Quadro 34 – Síntese das Modalidades de Internacionalização Quadro 35 – Síntese das Opções de Internacionalização Quadro 36 – Análise da Estratégia de Diversificação Quadro 37 – Análise das Vias de Desenvolvimento Quadro 38 – Síntese das Orientações Estratégicas PARTE IV – ORGANIZAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA Quadro 39 – Síntese das Orientações Organizacionais e de Gestão DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 6.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 5 PARTE I Descrição da Empresa
  • 7.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 6 1. APRESENTAÇÃO 1.1. Identificação A empresa Construções Gabriel A. S. Couto, S.A (Gabriel Couto) tem sede em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, onde foi criada há cerca de 60 anos. Ao longo da sua existência evoluiu de uma pequena estrutura empresarial de cariz familiar para uma organização económica de importância nacional, sendo hoje uma referência no sector da construção, com um volume de negócios (média 2007/2008) de cerca de EUR 80.000.000,00. Quadro 1 – Caracterização da Sociedade CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO DENOMINAÇÃO SOCIAL Construções Gabriel A. S. Couto CAPITAL SOCIAL 5.000.000 Euros NATUREZA JURÍDICA Sociedade Anónima SEDE SOCIAL Rua de São João de Pedra Leital, nº1000 Requião - Vila Nova de Famalicão CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Carlos Alberto Freitas Couto, Eng. Vogais Maria da Conceição Ferreira de Freitas António Gabriel Freitas Couto, Eng. Avelino Jorge da Silva Oliveira, Eng. José Sampaio Couto ALVA RÁ DE CONSTRUÇÃO Nº 2490 DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 8.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 7 1.2. Historial A Gabriel Couto completou 60 anos no ano de 2008. Em 1948, sob a forma de sociedade em nome individual, com o seu fundador, Gabriel Couto, a executar a primeira empreitada, ainda sem os respectivos alvarás – que só obteria cinco anos depois, em 1953 – e por isso, subcontratando à empresa de quem o seu pai era sócio. Nas suas seis décadas de existência a Gabriel Couto evoluiu de uma pequena unidade de relevância meramente local para uma empresa de dimensão nacional, onde é uma das referências no sector da construção civil e obras públicas, com intervenção internacional e apta a executar as mais exigentes e complexas obras no âmbito do seu objecto social. Durante o seu percurso empresarial a forma societária foi evoluindo, em resposta à complexidade dos desafios. A actual configuração de sociedade anónima ocorreu no ano de 1973. Rapidamente se transformou numa organização de dimensão nacional, sendo hoje uma das maiores empresas da região (só recentemente deixou de ser a maior empresa de construção do distrito de Braga, sendo agora a 2.ª) e de reconhecida importância no contexto empresarial do país. O processo de internacionalização começou em 1999 em Moçambique também na construção de obras públicas, estando actualmente presente neste país, Angola, Roménia e Irlanda. A área internacional representou cerca de 15% do Volume de Negócios de 2008. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 9.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 8 2. MISSÃO E OBJECTIVOS Centrando a sua actuação no sector da construção e obras públicas e, nomeadamente nos segmentos em que tem afirmado um know-how seguro, a Gabriel Couto tem mantido, contudo, uma atenção permanente às manifestações do mercado, diversificando e ajustando as suas actividades de modo a reforçar a sua importância económica e social no seu universo de negócios. Um exemplo disso é o sector das energias renováveis, onde a Gabriel Couto apostou e assumiu desde o início, uma posição de destaque neste sector de actividade. Na linha da orientação estratégica já definida e aceite como decisiva para o crescimento futuro, a Gabriel Couto está a desenvolver e aprofundar um processo de internacionalização centrado na área da sua actividade, envolvendo-se decisivamente no processo de globalização que caracteriza a economia moderna. Após a experiência e posição consolidada em Portugal, a empresa procura assim expandir-se no mercado internacional, nomeadamente no mercado emergente da Europa de Leste. 2.1. Produtos e Mercados Actuais As principais áreas de actuação têm sido a execução de estradas, auto-estradas, pontes, viadutos, redes de saneamento básico, ETAR´s, redes de armazenamento e distribuição de água, edifícios escolares (básicos, secundários e universitários), arranjos urbanísticos, parques de estacionamento, edifícios habitacionais, complexos comerciais e turísticos, edifícios industriais e por último, parques de produção de energia eólica. A Gabriel Couto participou na construção de cerca de 500 aerogeradores, num total de 900 MW. Estes números representam cerca de 30% de potência eólica instalada em Portugal em 2008, o que dá à empresa a liderança no sector da construção civil em parques eólicos. A opção pela internacionalização tornou-se inevitável, quer pela dimensão da empresa, quer pela procura de novos negócios e territórios. Desde 1997, a empresa encontra-se em Moçambique e, mais recentemente, em Angola, República da Irlanda e Roménia. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 10.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 9 2.2. Recursos e Aptidões A empresa emprega cerca de 500 funcionários e possui um quadro técnico constituído por cerca de 50 pessoas com formação técnica superior e mais 30 com formação especializada específica. A empresa tem investido nos últimos anos num adequado apetrechamento tecnológico, quer a nível de sistemas de gestão e controlo de custos, quer a nível do parque de equipamentos operativos, sistematicamente renovados para disponibilização de elementos inovadores e de maior produtividade. Esse investimento permite que a Gabriel Couto possua hoje um parque de máquinas e equipamentos ao nível das maiores empresas de construção civil e obras públicas portuguesas. Apresenta-se, de seguida um resumo da lista dos equipamentos ao dispor das unidades de produção da empresa: Quadro 2 – Mapa de Equipamentos GRUPO DE GRUPO DE EQUIPAMENTO EQUIPAMENTO EQUIPAMENTOS EQUIPAMENTOS PRODUÇÃO E Auto-betoneiras PRODUÇÃO DE Britadeiras móveis APLICAÇÃO BETÃO INERTES Centrais Crivos Máquinas projectar betão Britadeiras MOVIMENTO DE Abre-valas COMPACTAÇÃO Cilindros ligeiros TERRAS Buldozer`s Cilindros pesados PERFURAÇÃO Dumper`s ligeiros Crawler`s Dumper`s articulados ELEVAÇÃO Empilhadores Dumper's Rigidos Gruas construção civil Escavadoras rastos Gruas móveis Escavadoras rotativas rodas Montacargas Motoniveladoras GERADORES Geradores pesados Mini pá-carregadoras MARTELOS Martelos hidráulicos Pá-carregadoras MOTORROÇADORAS Motorroçadoras hidráulicas Rectro-escavadoras VEÍCULOS PESADOS Veíc pes mercadorias (2 eixos) PRODUÇÃO E Betop`s Veíc pes mercadorias (3 eixos) APLICAÇÃO Caldeiras ligeiras Veíc pes mercadorias (4 eixos) BETUMINOSOS PLATAFORMAS Cisternas betuminoso DISTRIBUIÇÃO Plataforma distribuição gasóleo GASÓLEO TRACTORES Espalhadoras Tractores agrícolas AGRÍCOLAS Espalhadoras pneus VASSOURAS Vassouras hidráulicas Fresadoras Vassouras mecânicas Máquinas cortar asfalto REBOQUES Atrelados ligeiros Central Grave Emulsão Cisternas água ligeiras Central Grave Cimento Reboques COMPRESSORES Compressores pesados DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
  • 11.
    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 10 De salientar também o laboratório de controlo da qualidade (central e obras), centrais de produção de misturas betuminosas, unidades de britagem, oficinas de serralharia de alumínios e carpintaria, equipamentos de transporte de máquinas, oficina e serviços de manutenção. A Gabriel Couto tem os seus Sistemas da Qualidade, Ambiente e Segurança certificados para todas as actividades, pela APCER, estando implementado um Sistema Integrado (Qualidade, Segurança e Ambiente), de acordo com as normas NP EN ISO 9001: 2000, NP 4397: 2001 e NP EN ISO 14001: 2004. A empresa obteve, em Março de 2008, a marcação CE de todas as misturas betuminosas produzidas pelas suas centrais de fabrico 2.3. Organização A estrutura organizacional da Gabriel A.S. Couto, S.A., apresenta-se de acordo com o seguinte organigrama: Figura 1 – Organograma da Empresa DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 11 Quadro 3 – Responsabilidades dos Órgãos da Organização ÓRGÃO RESPONSABILIDADES Administração Definição das políticas estratégicas e operacionais da empresa; Gestão global da empresa, nas suas vertentes operacional, comercial e financeira; Assegurar os recursos e os meios e a coordenação das diferentes direcções e departamentos. Direcção da Qualidade Garantir a operacionalidade do sistema de gestão da qualidade, ambiente e segurança; Coordenação e organização do laboratório central e laboratórios de obra no âmbito da responsabilidade pelo controlo da qualidade das diferentes empreitadas; Garantir uma adequada gestão dos equipamentos de monitorização e medição (EMM’s); Assegurar a implementação e cumprimento dos controlo de produção em fabrica relativo à produção de misturas betuminosas. Gabinete Jurídico Coordenar todas as actividades respeitantes ao foro jurídico; Estudo e enquadramento legal no desenvolvimento dos negócios da empresa. Marketing Gerir de forma integrada as questões de comunicação e imagem da Gabriel Couto; Apoiar a organização e dar a conhecer à sociedade as actividades e assuntos de carácter público, valorizando o seu papel no meio em que se insere e a postura da sua intervenção social; Coordenar a concepção dos suportes gráficos para divulgação dos trabalhos da Gabriel Couto e das tarefas relacionadas com a afirmação da sua imagem e das acções; Desenvolver as suas actividades direccionadas para o exterior, procurando projectar uma imagem positiva da empresa junto dos seus públicos externos. Direcção de Obras Coordenar todas as actividades relativas às obras de vias de comunicação e Infra- Públicas Estruturas; Definição e coordenação das políticas da produção na área de vias de comunicação e I- E; Definição e coordenação da afectação dos meios produtivos. Direcção de Construção Coordenar todas as actividades relativas às obras de construção civil; Civil Definição e coordenação das políticas da produção na área da construção civil; Definição e coordenação da afectação dos meios produtivos. Direcção Técnica e Coordenar todas as actividades relativas a orçamentação, planeamento das empreitadas Comercial e controlo de custos; Estudo de projectos nos seus parâmetros de concepção, estabilidade, variantes e processos construtivos, tendo em conta as condições de segurança, preservação do ambiente e qualidade da sua execução; Correcção de erros e omissões, medições de vários tipos; Apoio às direcções de obra na legislação vigente em obras públicas. Direcção de Logística e Coordenar todas as actividades relativas à gestão de equipamentos e viaturas; Equipamento Definir as estratégias de investimento em equipamentos fixos e de transporte; Definição das políticas de manutenção correctiva e preventiva dos equipamentos. Direcção de Compras Negociação e aquisição de materiais, serviços e subempreitadas; Gestão de compras de materiais no armazém central; Avaliação de fornecedores de materiais, serviços e subempreitadas. Direcção dos Sistemas Coordenar as actividades de manutenção dos sistemas de informação garantindo o seu de Informação bom desempenho; Investigação, desenvolvimento e acompanhamento da realização das actividades dos sistemas de informação SAP; Gestão e manutenção de hardware e apoio de serviços e software aos utilizadores. Direcção Administrativa Definição e implementação da política financeira e fiscal da empresa; e Financeira Gestão da política de participações em empresas associadas. Direcção de Recursos Coordenação dos Recursos Humanos; Humanos Coordenação e organização de todas as actividades de higiene, saúde e segurança no trabalho; Coordenação e organização de todas as actividades da gestão ambiental da Gabriel Couto. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 12 2.4. Centros de Interesses e suas Expectativas A carteira de obras da Gabriel Couto perspectiva que o objectivo dimensão estará garantido para 2009. De facto, apresenta o valor mais elevado de sempre, com cerca de 145 milhões de euros. O segmento das Vias e Infra-estruturas é o que apresenta maior representação na carteira de encomendas, com cerca de 56 milhões de euros. De destacar o “Alargamento da A2 entre Palmela e o Nó de Setúbal”, para a BRISA, com um valor inscrito na carteira de cerca de 17 milhões de euros. A execução de um troço da Scut do Douro Interior, a iniciar em 2009 tem um valor de 12 milhões de euros. A construção da Scut dos Açores, onde a Gabriel Couto integra um agrupamento construtor, representará um volume de facturação de cerca de 7 milhões de euros. Para o EP – Estradas de Portugal, está em curso a empreitada de “Construção da Variante de Seia”, com um valor a realizar de cerca de 2,5 milhões de euros. O “Alargamento da A3 entre Águas Santas e a Maia”, empreitada para a BRISA, apresenta um valor a realizar de cerca de 7 milhões de euros. Nas “Obras Hidráulicas” são de destacar a execução de duas empreitadas para a EDIA – Empresa de Desenvolvimento das Infra-estruturas do Alqueva, que no seu conjunto ascendem a cerca de 6 milhões de euros. Para a empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro está em curso a empreitada de “Construção de ETARS no Douro Sul – Lote 1”, com um valor a realizar de 1,7 milhões de euros. No segmento da Construção Civil, de destacar a participação da Gabriel Couto no ACE que está a realizar para a empresa Parque Escolar, EPE uma empreitada de “Modernização do Parque Escolar Destinado ao Ensino Secundário” intervindo em diversas escolas. O valor a realizar em 2009 é de 13,5 milhões de euros. Este segmento de actividade apresenta já um valor de cerca de 33 milhões de euros de trabalhos a executar. O plano de recuperação escolar que está a ser levado a cabo pela Parque Escolar e pelas Autarquias permite augurar que o valor desta área de negócio tenderá a elevar-se de forma significativa. As empreitadas ligadas à construção de parques de Energia Eólica tem representado nos últimos anos um papel preponderante na actividade da empresa. Está assegurado que nos próximos anos esta importância não decrescerá. De facto estão já em curso as empreitadas para a ENEOP que representam um volume de facturação estimado de 40 milhões de euros. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 13 O sector da “Promoção Própria” de empreendimentos imobiliários, em face da grave crise que tem afectado o sector da construção de edifícios para habitação, apresenta uma redução do seu peso na produção global da empresa. Estão em curso empreendimentos imobiliários em V. N. de Famalicão – Complexo Habitacional em Calendário – e na Maia – Empreendimento Habitacional e Comercial em Moutidos. No conjunto este segmento apresenta na carteira de obras um valor de cerca de 6,5 milhões de euros. Para 2009, a Gabriel Couto espera reforçar, em parceria com duas empresas do sector, a presença e o valor da facturação na Roménia, onde, para além do mercado das obras públicas, está a desenvolver trabalhos na construção de parques eólicos, que apresenta um dinamismo assinalável. Angola é um mercado prioritário da internacionalização e, por isso, durante 2009 a Gabriel Couto espera reforçar a presença neste país de língua oficial portuguesa. 2.5. Áreas Homogéneas de Negócios Tal como já foi mencionado, a área central de desenvolvimento e aprofundamento dos negócios assenta na construção civil e obras públicas. Porém, áreas específicas e complementares têm sido integradas no universo de negócios da empresa, quer através da participação directa, quer através da participação em empresas especificamente dedicadas ao desenvolvimento de actividades nessas áreas. Os investimentos efectuados na participação de capital em empresas associadas representam já uma parcela significativa dos investimentos globais da empresa. Apresentam-se de seguida as principais participações: DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 14 Quadro 4 – Empresas participadas da GASC EMPRESA ACTIVIDADE CRIAÇÃO/AQUISIÇÃO Abrical – Areias, Granitos e Exploração de pedreiras e Adquirida em 1998 Calcários, Lda britagem de inertes. AGE – Energias Renováveis, Lda Energias Renováveis Criada em 2002 Comasa – Intervenção na área da Geotecnia Criada em 1987 Geotecnia Euroscut – Sociedade Construção e Concessão de Auto- Criada em 2000 Concessionária da Scut do Estradas no sistema de “sem Algarve, S.A. cobrança do cliente-scut” Euroscut Norte – Sociedade Construção e Concessão de Auto- Criada em 2001 Concessionária da Scut do Norte Estradas no sistema de “sem Litoral, S.A. cobrança do cliente-scut” Euroscut Açores – Sociedade Construção e Concessão de Auto- Criada em 2006 Concessionária da Scut dos Estradas no sistema de “sem Açores, S.A. cobrança do cliente-scut” Fapre – Fábrica de Pré- Fabricação de pré-esforçados Criada em 1967 Esforçados, S.A. Pontalta – Promoção Imobiliária, Imobiliária S.A. Parque F – Parques de Exploração de parques de Criada em 2000 Estacionamento de Famalicão, estacionamento S.A. 2.6. Estratégia Actual A estratégia actual da Gabriel Couto passa pelo aprofundamento da sua actividade internacional e pela expansão e diversificação para outras áreas de negócio, através de parcerias estratégicas que potenciem sinergias e penetração em novos mercados, bem como a diluição de riscos. Neste campo, a empresa detém já participações nas seguintes áreas: • Concessão de Auto-estradas: Euroscut (A28, A22 e futura Euroscut Açores) • Parque F – Parques de Estacionamento • Lamego Renova, S.A. (regime de PPP) Internamente, e a curto prazo os objectivos da empresa são a estabilização da sua estrutura garantindo um volume de negócios na ordem dos 100 M€ /ano e um custo de estrutura de 6% do seu volume de facturação. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 15 PARTE II Análise Estratégica
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 16 3. ANÁLISE AMBIENTAL 3.1. ENQUADRAMENTO ACTUAL 3.1.1. INTERNACIONAL O ano de 2008 fica profundamente associado à propagação da crise do mercado de crédito hipotecário de alto risco norte-americano a demais segmentos de mercado, geografias e sectores económicos. A instabilidade financeira tornou-se denominador comum nos mercados e a degradação na actividade económica disseminou-se por países de elevado crescimento. A acção dos efeitos da globalização, mas em sentido reverso, amplificou ajustamentos e precipitou a economia mundial num clima de incerteza de aversão ao risco complexo e de difícil erradicação. O agravamento vertiginoso da conjuntura e o enraizar de um ciclo vicioso de reforço de estímulos negativos entre sector financeiro e actividade económica suscitou a intervenção coordenada de governos, bancos centrais e outros agentes económicos, através da adopção de políticas de estímulo à actividade e de suporte aos mercados financeiros sem precedentes. Contudo, não deverão evitar um ano 2009 de fraco crescimento económico mundial e de pressões desinflacionistas, num ambiente muito complexo e delicado no plano social, político e institucional. Depois de vários anos de crescimento económico consistente, a economia mundial enfrenta o risco de recessão e de deflação. Nos mercados internacionais, o petróleo apresentou um comportamento extremamente volátil, tendo alcançado os 134 USD em Julho e os 45 USD em Dezembro. Este comportamento implicou preços médios de 99 USD. Estima-se que o Petróleo retome a sua trajectória ascendente no segundo trimestre de 2009, com um preço médio acima de 50 USD em 2009 e acima de 60 USD em 2010. Paralelamente ao petróleo, as matérias-primas não energéticas, excluindo alguns metais preciosos como o ouro, apresentaram o mesmo padrão, gerando pressões inflacionistas por todo o globo e, com o agravar da crise, uma ruptura da sua procura que levou os preços a correcções violentas. O ouro, utilizado ora como escudo contra a inflação ora como investimento seguro viu o seu valor aumentar de uma forma mais consistente e sustentada. Este cenário foi agravado pela subida da inflação, que contribuiu para a desconfiança generalizada que se registou nos mercados financeiros. Por seu turno, nos meses de Outono de 2008 registou- se a maior quebra bolsista desde 1987. Viveu-se o impacto real do subprime nos mercados DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 17 financeiros internacionais, que até então se limitava ao mercado imobiliário norte-americano, o que provocou o desmoronar dos pressupostos em que assentava a banca de investimento até então e lançou uma crise generalizada no sistema financeiro internacional. A economia mundial registou por isso em 2008 uma das suas fases mais turbulentas de sempre. Os primeiros trimestres do ano ficaram marcados pela especulação que se registou em torno dos preços do petróleo, aliada ao aumento dos preços das matérias-primas, o que provocou uma acentuada desaceleração do crescimento económico mundial, que no primeiro trimestre recuou 4,5 pontos percentuais (p.p.) face ao período homólogo, afectando tanto as economias desenvolvidas como as emergentes. A economia europeia que aparentava resistência à crise do imobiliário norte-americano veio a revelar o oposto. Diversos gigantes financeiros europeus estavam expostos ao subprime e com o colapso geral das bolsas e quebra de confiança entre instituições financeiras a dificuldade em obter financiamento, tanto no mercado de capitais como na banca, levou a que diversas entidades tivessem de ser intervencionadas. O FMI registou um crescimento do PIB da zona euro de 1% e projecta crescimentos de -2% e 0,2% para 2009 e 2010 respectivamente. No ano de 2008 o euro valorizou 6,9% em relação ao dólar americano, em 2009 o Banco de Portugal (BdP) antecipa uma inversão drástica da situação para uma desvalorização de 13%. O Banco Mundial registou uma taxa de juro média a 6 meses de 4,9% em 2008 e, para o biénio seguinte, projecta taxas de 3,8% e 4,2%. 3.1.2. NACIONAL À semelhança das restantes economias desenvolvidas, em 2008, a portuguesa registou forte abrandamento da actividade económica e as expectativas para os anos seguintes são extremamente negativas. O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma taxa de crescimento de 0,3% em 2008, e as últimas projecções do BdP apontam para decréscimos de 0,8% em 2009 e de 0,3% em 2010. Note-se que o comportamento do PIB é explicado por uma quebra da procura, consequência do aumento do desemprego, das restrições de crédito a empresas e famílias, falta de confiança na economia e nas instituições e pela redução expressiva das exportações (estimativa de -3.9% em 2009). DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 18 A taxa de inflação situou-se nos 2.7% em 2008 e projecta-se 1% e 2% para 2009 e 2010 respectivamente. Estas taxas, desconfortavelmente baixas, são justificadas maioritariamente pelas quebras do preço do petróleo e das matérias-primas não energéticas, mas também pelas restrições ao crédito e quebra de confiança dos consumidores. Importa ainda realçar que, no quadro da União Monetária Europeia, deseja-se uma inflação abaixo, mas próxima, dos 2%, e que o risco de um ciclo longo de crescimento nulo e deflação, embora improvável, existe. De acordo com BdP o emprego registou um aumento de 0,5% em 2008 fruto essencialmente do incremento verificado no primeiro semestre, situação que deve inverter para -1% em 2009 e - 0,2% em 2010. Este aumento conjugado com o recurso a crédito pelas famílias (e consequente redução da taxa de poupança) levou a que o consumo privado apresentasse um abrandamento marginal. Quadro 5 – Indicadores Económicos DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 19 3.1.3. MERCADOS EXTERNOS IRLANDA Apesar de uma redução do crescimento económico, em 2008, a Irlanda tem hoje o quinto PIB per capita mais elevado do mundo, e o sétimo PIB per capita considerando a paridade do poder de compra. A Irlanda tem também o quinto IDH mais elevado do mundo. O país também se orgulha de ter a mais alta qualidade de vida do mundo, estando em primeiro lugar no ranking do índice de qualidade de vida do Economist Intelligence Unit. A Irlanda foi a sexta classificada no Índice Global da Paz. A Irlanda também tem uma alta classificação no seu sistema de ensino, na liberdade política e direitos civis, na liberdade de imprensa e na liberdade económica, a qual foi também classificada como o quarto país do Índice Failed States, sendo um dos poucos países "sustentáveis" em todo o mundo. A Irlanda tem emergido como um destino atraente para imigrantes estrangeiros, que hoje totalizam aproximadamente 10% da população. A população da Irlanda é a que tem o maior crescimento na Europa, com uma taxa de crescimento anual de 2,5%. ROMÉNIA Com uma dimensão geográfica e populacional duas vezes maior que as de Portugal, a Roménia registou nos últimos cinco anos, segundo o ICEP, um crescimento económico significativo, com o PIB a variar entre os quatro e os 8,4 por cento, uma taxa de inflação que caiu de 40,7 por cento, em 2000, para 4,8 por cento no ano passado e uma taxa de desemprego praticamente constante durante o mesmo período: 7,2% e 7,9% respectivamente no ano passado. A dívida externa cresceu, nos últimos três anos, um por cento, sendo de 31,1% do PIB em 2006. Ao crescimento económico acelerado da Roménia, com um aumento substancial do consumo privado, da desinflação gradual e perspectivas futuras da sua estabilização, fruto de uma política monetária restritiva adoptada pelo Banco Central, acrescentem--se as boas perspectivas provenientes da sua adesão à UE e a subida acelerada dos investimentos, incluindo do investimento directo estrangeiro (quatro mil milhões de euros até Julho), contra o elevado défice da balança corrente, apesar dos resultados históricos esperados do IDE (balança comercial fortemente deficitária devido à pressão na procura de produtos importados). DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 20 MOÇAMBIQUE O cenário-base projecta taxas de crescimento económico acima dos 7%. Os sectores da agricultura, comércio e transportes irão desempenhar um importante papel no crescimento, contribuindo para a integração da economia nacional. De acordo com fontes locais, as receitas públicas passarão de 67 milhões de USD em 2005 para 215 milhões de USD em 2015, a preços constantes. Quanto à componente externa, muito importante dado que Moçambique apresenta uma forte dependência de fluxos internacionais, as importações deverão representar 28% do PIB e as exportações 7% (excluindo as importações e exportações dos mega projectos); as projecções desta componente pressupõem uma evolução positiva das exportações e a manutenção da ajuda externa, a qual desempenha um papel crucial para financiar o défice da conta corrente e assegurar a estabilidade económica face ao exterior. As reservas internacionais diminuirão gradualmente, o que trará pressões acrescidas sobre a taxa de câmbio. Estas projecções assentam num valor de recursos externos, em dólares, disponível para financiar as despesas do Estado praticamente constante a partir de 2006 e, por outro lado, no aumento real das receitas fiscais. ANGOLA Em 2008, o PIB de Angola teve um crescimento de 16%, tendo a actividade do sector petrolífero registado um crescimento de 13%, em comparação com 19% observada nos sectores não petrolíferos. Com efeito, à medida que a produção de petróleo vai convergindo com a sua quota de referência na OPEP, a economia angolana vai apresentando cada vez mais sinais de diversificação económica, reduzindo assim a sua dependência das exportações de petróleo. No entanto, o sector petrolífero continua a representar 58% do PIB. O sector diamantífero foi severamente afectado pela queda no preço dos diamantes, no entanto, a Endiama tem 100 projectos de concessão mineira à disposição de investidores privados e espera atingir uma produção de 17/19 milhões de quilates este ano. A taxa de inflação foi de 13,3%, acima do objectivo de 10%, e a sua moeda, o Kwanza, manteve a sua paridade relativamente ao dólar. No entanto, em Dezembro, quando a inflação importada por via do USD já não era evidente, a taxa de variação mensal foi de 1,78%, o que levou as autoridades monetárias a subir a taxa de juro de redesconto de 19,5% para 25% e a aumentar as reservas obrigatórias de 15% para 20%. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 21 3.2. MEIO ENVOLVENTE CONTEXTUAL Quadro 6 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Contextual CONTEXTO TENDÊNCIAS IMPACTO Económico Contracção do crescimento da generalidade das × Redução significativa do volume de economias mundiais e crescimento das economias vendas; emergentes com níveis historicamente baixos; Contracção do investimento; × Redução significativa do volume de vendas; Contracção das exportações; × Redução significativa do volume de vendas; Contracção significativa do consumo privado, × Redução significativa do volume de nomeadamente o consumo de bens duradouros; vendas; Grau significativo de restritividade das condições × Dificuldades de acesso ao de financiamento à escala global; financiamento; Regularização progressiva da situação nos + Aumento da confiança dos mercados financeiros internacionais; consumidores; Manutenção das taxas de juro em níveis mais + Manutenção do custo do capital alheio; baixos do que os registados em 2008; Favorável aos investimentos; Redução gradual do prémio de risco; + Redução do custo do capital próprio; A procura externa dirigida às empresas + Aumento das margens de lucro no portuguesas deverá retomar uma trajectória de mercado externo; crescimento na segunda metade do ano; Contracção da procura interna; × Redução das margens de lucro no mercado interno; Abrandamento significativo das importações; + Mais consumo interno; Aumento das necessidades de financiamento da × Menos investimentos públicos; economia portuguesa em 2010 Redução temporária da taxa de inflacção e × Flutuação excessiva dos preços; posterior aumento em 2010; Fraco crescimento projectado para os preços dos + Aumento pouco significativo dos custos; bens não energéticos e serviços; × Diminuição do investimento Subida continuada do preço do petróleo; × Aumento dos custos dos combustíveis e dos betuminosos; Político-Legal Instabilidade política motivada por eleição de × Indefinição de políticas de investimento governo minoritário e/ou mudança de partido no público; governo; × Adiamento de investimentos previstos; Legislação laboral mais flexível; + Diminuição do custo da mão-de-obra; Adopção de medidas de estímulo orçamental, de + Manutenção do nível emprego e poder natureza fundamentalmente temporária, e de compra; orientada para as famílias e empresas + Reforço da protecção social; potencialmente mais afectados pela crise; Governos em todo o mundo têm procurado + Geração de novos investimentos; combater a recessão implementando planos de + Dinamização da procura; relançamento económico + Manutenção do nível emprego e poder de compra; Aumento do apoio dos governos às empresas; + Aumento da liquidez das empresas; + Redução das situações de insolvência; Legislação ambiental mais severa; × Aumento dos custos; + Melhoria das condições de concorrência; Aumento do IRS para escalões de rendimentos × Desmotivação dos quadros de topo das mais elevados; empresas e abandono do mercado nacional. Legenda: + Impacte Positivo ; × Impacte Negativo ; Ø Impacte Neutro DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 22 Quadro 6 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Contextual (continuação) CONTEXTO TENDÊNCIAS IMPACTO Sócio-Cultural Envelhecimento da população, em resultado da × Menor disponibilidade de mão-de-obra; redução da fecundidade, do aumento da esperança de vida e redução do saldo migratório; Novo modelo familiar no país com a redução do + Aumento das necessidades de habitação; número de casamentos, o forte acréscimo dos nascimentos com coabitação dos pais, o aumento dos divórcios e da idade média do casamento; Redução da Emigração definitiva e manutenção da + Aumento da mão-de-obra disponível; Emigração temporária; Aumento da Imigração, nomeadamente de países + Aumento da mão-de-obra mais barata; de Leste; Redução da população activa; × Menor disponibilidade de mão-de-obra; Aumento do nível de escolaridade; + Especialização da mão-de-obra; Aumento na desigualdade da distribuição dos + Redução do custo da mão-de-obra; rendimentos, com forte perda de poder de compra × Instabilidade social; da classe média, aumento da pobreza mundial e estrangulamento dos níveis intermédios da pirâmide social; Manutenção do diferencial de remuneração Ø Sem efeito pronunciado; Homem/Mulher; Aumento do desemprego, nomeadamente o × Redução do poder de compra dos desemprego de longa duração; consumidores; Tecnológico e Aumento da preocupação com o aquecimento × Aumento dos custos de construção; Ambiental global e as emissões de resíduos poluentes; + Novas oportunidades de negócios, nomeadamente nas energias renováveis; Promoção da utilização de energias renováveis, + Novas oportunidades de negócios; nomeadamente eólica, hídrica e solar; + Aumento do volume de vendas; Promoção da eficiência energética e das redes de + Novas oportunidades de negócios; transporte de energia; + Aumento do volume de vendas; Melhoria das infra-estruturas e transportes + Novas oportunidades de negócios; ferroviários com redes de alta velocidade; + Aumento do volume de vendas; Modernização da infra-estrutura tecnológica – + Novas oportunidades de negócios; redes de banda larga de nova geração e + Aumento do volume de vendas; consequente aumento da velocidade de transferência de informação; Aumento da normalização e certificação dos + Melhoria da qualidade da construção; produtos e serviços, nomeadamente da construção civil; Maior controlo na gestão de resíduos; × Aumento dos custos de construção; + Melhoria da sustentabilidade da construção. Legenda: + Impacte Positivo ; × Impacte Negativo ; Ø Impacte Neutro DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 23 3.3. MEIO ENVOLVENTE TRANSACCIONAL O meio envolvente transaccional é constituído por todos os agentes e factores que interagem directamente com a indústria em que a empresa actua. O seu impacte no desempenho económico dos vários concorrentes tende a ser por isso bastante acentuado e rápido. Os principais elementos que integram o meio envolvente transaccional de qualquer empresa são: Clientes – consumidores actuais ou potenciais dos bens e serviços oferecidos pela indústria; em conjunto, constituem o mercado ou a procura; Concorrentes – competidores actuais e potenciais, bem como produtos substitutos, que satisfazem as mesmas necessidades do mercado; em conjunto constituem a indústria ou a oferta; Fornecedores – agentes económicos que prestam serviços ou vendem produtos à indústria; Comunidade – organizações, indivíduos e factores que partilham recursos e têm interesses directa ou indirectamente relacionados com o mercado e a indústria. Quadro 7 – Síntese da Análise do Meio Envolvente Transaccional Contexto Tendências Impacto Clientes Mais segmentos de + Maior mercado; mercado + Maior Volume de Negócios; Concorrentes Aquisições e fusões + Menos concorrentes; × Concorrentes mais fortes; Menos equipamentos e + Menor capacidade produtiva dos concorrentes; estrutura × Estruturas mais ligeiras; Preços mais competitivos; Fornecedores Aquisições e fusões × Menos concorrência; × Maior capacidade negocial dos fornecedores; × Custos mais elevados; Comunidade Sindicatos com maior × Maior poder negocial dos trabalhadores; dimensão DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 24 Quadro 8 – Síntese dos clientes segmentados por actividade e produto Situação Actividade Produto Clientes Cliente Vias Estradas Estado Actual Rodoviárias Pontes e Viadutos Empresas Públicas Autarquias Concessões Rodoviárias Ambiente Redes de Abastecimento de Água Serviços Municipalizados Redes de Saneamento Empresas Municipais Estações Tratamento Águas Residuais Empresas Públicas Estações Tratamento Águas Construção Escolas Estado Civil Ed. Habitacionais Privados Complexos Comerciais Empresas Mercado a Retalho e Distribuição Complexos Turísticos Empresas de Hotelaria Ed. Industriais Empresas Industriais de Vários Sectores Energias Parque Eólicos Fabricantes de Aerogeradores Renováveis Mini-Hídricas Empresas Privadas de Exploração de Energia Empresas Municipais Empresas Públicas Cliente - - - Potencial Quadro 9 – Síntese de Fornecedores Empresas Grupos de Fornecedores segmentados quanto à natureza da compra Galp; Cepsa Produtores de Betumes Mota-Engil Agregados Pedreiras / Inertes Sicobrita; Agrepor Betão Liz; Unibetão Centrais de Betão Sardaço; Nordesfer Siderúrgicas Jayme da Costa; Subempreiteiros especializados de construção civil Edibarra; JFPinheiro Quadro 10 – Síntese dos Agentes e Grupos de Interesse Grupos Agentes de Interesse Sindicatos Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil Associações APORBET – Associação Portuguesa Fabricante de Misturas Betuminosas AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços ANEOP – Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 25 Quadro 11 – Síntese dos concorrentes Empresa Descrição Análise EUSÉBIOS & Data de Fundação: 1942 Capacidades: FILHOS, SA Sede: Amares, Braga Elevada capacidade em gestão de Nº Colaboradores: 500 subempreitadas de construção civil. Falta de meios próprios. Volume de Negócios: 80m€ Objectivos: Crescimento Anual: 20% Aumentar o volume de negócios para 100m€. Mercados: Estratégia: Portugal, Espanha, Bélgica, Marrocos, Argélia, Líbia e Angola. Internacionalização Áreas de Actuação: Pressupostos: Construção civil (edifícios residenciais, Mercado nacional com fracas oportunidades. escolas, instalações desportivas, edifícios de escritórios, piscinas, fábricas, áreas de lazer, igrejas, câmaras municipais); Engenharia civil (infra-estruturas rodoviárias); Engenharia ambiental (estações de tratamento de águas); Comércio de Materiais de Construção. CASAIS Data de Fundação: 1958 Capacidades: Sede: Braga Capacidade própria para executar empreitadas Nº Colaboradores: de construção civil de elevado nível de complexidade. Volume de Negócios: 200m€ Objectivos: Crescimento Anual: 29% Aumentar o volume de negócios para 300m€; Mercados: Estratégia: Portugal, Angola, Alemanha, Espanha, Bélgica, Gibraltar, Rússia, Marrocos, Internacionalização e diversificação. Cazaquistão Privilegiar as parcerias estratégicas, nomeadamente com a Galp Energia no Áreas de Actuação: desenvolvimento de mini-hídricas. Obras Especiais, Edíficios Públicos e Pressupostos: Privados, Industriais, Desportivos, Infraestruturas Hidraúlicas, Reabilitação, Mercado da construção civil nacional com Obras de Arte, Turismo, Indústria, Ambiente fracas oportunidades. e Energia; DST Data de Fundação: Capacidades: Sede: Braga Forte componente empreendedora Nº Colaboradores: 230 Objectivos: Volume de Negócios: 150m€ Aumentar o volume de negócios para 300m€; Crescimento Anual: 31% Estratégia: Mercados: Internacionalização e Diversificação não Portugal, Hungria, Polónia, Eslováquia, correlacionada, nomeadamente em energias Roménia, Hungria, Brasil, Angola e Argélia renováveis (energia eólica e solar), concessões municipais de água e fibra óptica. Áreas de Actuação: Pressupostos: Construção, engenharia, águas e saneamento, telecomunicações e energias renováveis; Mercado da construção civil é demasiado restito face às ambições da empresa. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 26 Quadro 11 – Síntese dos concorrentes (continuação) Empresa Descrição Análise ALBERTO Data de Fundação: 1982 Capacidades: COUTO ALVES Sede: Braga Forte qualificação em obras rodoviárias e de CONSTRUÇÕES, requalificação urbana. Nº Colaboradores: 1500 SA Objectivos: Volume de Negócios: 150m€ Crescimento Anual: 27% Aumentar o volume de negócios para 250m€; Mercados: Estratégia: Portugal, Leste Europeu, Norte de África e Internacionalização; Reforço da posição da Angola produção de pré-fabricados de betão em Angola. Áreas de Actuação: Pressupostos: Construção de obras rodoviárias, obras de arte, trabalhos de requalificação e inserção A competência central reside nas obras urbana, infra-estruturas e construção civil. rodoviárias, área onde tem maior rentabilidade. J. GOMES Data de Fundação: 1968 Capacidades: Sede: Braga Competência elevada na execução e Nº Colaboradores: 300 coordenação de obras de construção civil. Volume de Negócios: 60m€ Objectivos: Crescimento Anual: 18% Aumentar o volume de negócios para 80m€; Mercados: Estratégia: Portugal, Leste Europeu, Norte de África e Internacionalização Angola Pressupostos: Áreas de Actuação: A competência central reside na construção Construção de Habitação, edifícios não civil.. residenciais, comércio e indústria, educação e saúde, obras de engenharia e infra-estruturas, recuperação e remodelação. ABB – Data de Fundação: 1950 Capacidades: ALEXANDRE Sede: Braga Equipamentos próprios. BARBOSA Objectivos: Nº Colaboradores: 420 BORGES, SA Volume de Negócios: 48m€ Aumentar o volume de negócios para 55m€; Crescimento Anual: 9% Estratégia: Mercados: Internacionalização e diversificação, Portugal, Angola, Polónia nomeadamente nas concessões municipais de água. Áreas de Actuação: Pressupostos: Terraplenagens; Tratamento de águas, efluentes e resíduos. Empresa tem necessidade de diversificar as suas áreas de negócio. MONTE Data de Fundação: 2004 (Fusão) Capacidades: ADRIANO Sede: Póvoa de Varzim Forte competência na execução de vias de Nº Colaboradores: 1350 comunicação e infra-estruturas. Volume de Negócios: 267m€ Objectivos: Crescimento Anual: 10% Aumentar o volume de negócios para 320m€; Mercados: Estratégia: Portugal, Angola, Cabo Verde, Espanha, Diversificação e internacionalização, Roménia e Marrocos. nomeadamente para o Médio Oriente. Posição de destaque na comercialização de Áreas de Actuação: betuminosos em Angola. Promoção Produção de inertes e betuminosos, vias de Imobiliária em Angola. comunicação, obras de arte, infra-estruturas Pressupostos: ferroviárias, fundações, terraplanagens, ETA’s, ETAR’s, saneamento e abastecimento Mercado nacional saturado e em declíneo. de água DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 27 Quadro 11 – Síntese dos concorrentes (continuação) Empresa Descrição Análise FDO Data de Fundação: 1980 Capacidades: Sede: Braga Forte componente empreendedora. Nº Colaboradores: Dificuldade na obtenção de crédito, subida dos preços das matérias-primas. Volume de Negócios: 169m€ Objectivos: Crescimento Anual: 57% Sustentar o crescimento rentável do negócio. Mercados: Estratégia: Portugal, Angola, Marrocos, Espanha, França, Polónia e Brasil Internacionalização (baseada em parcerias com promotores locais) e diversificação, Áreas de Actuação: nomeadamente no segmento das Energias Construção Civil e Obras Públicas, Renováveis e do Ambiente. imobiliária, infra-estruturas, reabilitação, Pressupostos: comercialização de materiais de construção, serralharia, fundações especiais, turismo, Empresa irá passar de uma empresa de ambiente e energia, centros comerciais, construção a um grupo económico parques de estacionamento, transportes e diversificado a médio prazo. aluguer de equipamentos. TECNOVIA Data de Fundação: 1973 Capacidades: Sede: Porto Salvo Forte competência na construção de grandes Nº Colaboradores: 870 infra-estruturas. Equipamentos próprios. Volume de Negócios: 300m€ Objectivos: Crescimento Anual: 17% Aumentar o volume de negócios para 400m€; Mercados: Estratégia: Portugal, Angola, Brasil, Marrocos e São Consolidação do mercado nacional. Tomé e Príncipe Internacionalização. Diversficação e desenvolvimento de parcerias público- Áreas de Actuação: privadas no âmbito da construção e serviços, Vias de Comunicação, Obras de Arte, Obras assim como aumentar a proximidade Marítimas, Requalificação Urbana, empresa/cliente. Construção Civil e Aeroportuárias, Estações Pressupostos: de Tratamento de Água, Infra-estruturas, Concessões Rodoviárias e Parques de O mercado nacional ainda tem margem de Estacionamento. crescimento. O mercado internacional constitui uma aposta para acelerar o crescimento. AMÂNDIO Data de Fundação: 1960 Capacidades: CARVALHO Sede: Vila Nova de Famalicão Forte competência na construção de vias de Nº Colaboradores: 325 comunicação. Volume de Negócios: 60m€ Objectivos: Crescimento Anual: % Aumentar o volume de negócios para 70m€; Mercados: Estratégia: Portugal, ??? Internacionalização. Desenvolvimento de parcerias estratégicas. Áreas de Actuação: Pressupostos: Construção e conservação de estradas e infra- estruturas urbanas estendendo-se aos sub- Mercado nacional com fracas oportunidades. sectores das infra-estruturas hidráulicas, arranjos urbanísticos e ambiente. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 28 Quadro 11 – Síntese dos concorrentes (continuação) Empresa Descrição Análise JAIME RIBEIRO Data de Fundação: 1960 Capacidades: & FILHOS, SA Sede: Vila Nova de Gaia Elevada capacidade em gestão de Nº Colaboradores: 382 subempreitadas de construção civil. Falta de meios próprios. Volume de Negócios: 46m€ Objectivos: Crescimento Anual: 10% Aumentar o volume de negócios para 50m€; Mercados: Estratégia: Portugal, Angola e Marrocos Internacionalização Áreas de Actuação: Pressupostos: Obras de Urbanização; Edifícios; Geotecnia; Obras Hidráulicas; Túneis; Vias-férreas Mercado nacional saturado e em declíneo. ROSAS Data de Fundação: 1964 Capacidades: CONSTRUTORES, Sede: Águeda Forte competência na execução de vias de SA (GRUPO FCC comunicação e infra-estruturas. Nº Colaboradores: 484 Construcción) Objectivos: Volume de Negócios: 55m€ Crescimento Anual: 10% Aumentar o volume de negócios para 60m€. Mercados: Estratégia: Portugal Diferenciação. Consolidar a actual cota de mercado. Áreas de Actuação: Pressupostos: Vias de comunicação, obras de artes e infra- estruturas e produção de misturas O mercado nacional ainda tem margem de betuminosas crescimento. OPWAY Data de Fundação: 2008 (Fusão) Capacidades: ENGENHARIA, Sede: Lisboa Leque alargado de competências centrais. SA Forte endividamento bancário. Nº Colaboradores: 810 Volume de Negócios: 550m€ Objectivos: Crescimento Anual: 27% Aumentar o volume de negócios para 700m€. Mercados: Atingir 80% do volume de facturação com Portugal, Espanha, Argélia, Angola, Brasil, origem internacional. Moçambique, Cabo Verde, Congo. Estratégia: Áreas de Actuação: Internacionalização nomeadamente nos países Vias de comunicação (infra estruturas emergentes no sector das infra-estruturas; ferroviárias, infra estruturas aeroportuárias, Diversificação de actividades; Liderança de estradas, pontes e viadutos), Obras marítimas, Mercado. Obras subterrâneas, Construção civil, Pressupostos: urbanística e indústria, Hidráulico Empresa de engenharia global, integrando (barragens), Fundação e Geotecnia, infra- todas as componentes de realização de um estruturas de gás, água, telecomunicações e projecto, desde a montagem à manutenção, electricidade, Concessões, cerâmicas e passando naturalmente pela construção. indústria de pré-fabricados. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 29 Os grupos estratégicos de uma indústria constituem conjuntos de empresas de um dado sector que adoptam estratégias idênticas ou semelhantes em função de determinadas variáveis. Quadro 12 – Mapas de Grupos Estratégicos ÁREA ACTUAÇÃO Abrangente 9 FDO + Tecnovia OPWAY Casais 8 7 6 Jaime DST Monte Ribeiro Adriano 5 GASC ACA 4 Rosas + Eusébios 3 ABB + J.Gomes 2 Amândio Especializada 1 50m€ 100 150 200 250 300 350 400 450m€ Pequena Média Grande DIMENSÃO ÁREA ACTUAÇÃO Abrangente 9 Tecnovia FDO Casais OPWAY 8 7 DST 6 Jaime Monte Ribeiro Adriano 5 GASC ACA 4 Rosas Eusébios 3 ABB + J.Gomes 2 Amândio Especializada 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Nacional Internacional Multinacional COBERTURA GEOGRÁFICA DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 30 3.4. ATRACTIVIDADE DA INDÚSTRIA 3.4.1. Valor da Atractividade Sectorial Nem todas as indústrias são igualmente atractivas. Assim, o sector é tanto mais atractivo ou rentável quanto maior for a sua dimensão futura e/ou a sua margem operacional. Quadro 13 – Síntese da Atractividade Sectorial Vendas Taxa de Atractividade Segmento Sectorial Rentabilidade M€ Crescimento Sectorial M€ Infraestruturas Ferroviárias 10.498 100% 25% 83.984 Aeroportos 3.426 60% 30% 10.777 Infraestruturas Rodoviárias 7.482 40% 25% 10.060 Equipamentos de Energia 10.935 20% 30% 8.163 Plataformas Logísticas e 1.550 60% 25% 4.063 respectivos acessos Escolas 2.593 40% 20% 2.789 Barragens 1.656 40% 30% 2.672 Reabilitação Urbana 5.000 6% 20% 1.338 Águas e Ambiente 5.709 6% 20% 1.528 Equipamentos de Saúde 1.516 20% 20% 754 Infraestruturas Judiciais 620 40% 20% 667 Portos e obras costeiras 584 6% 30% 234 NOTA: Valor Atractividade Sectorial = Vendas x (1+Taxa de Crescimento)^t x Rentabilidade das Vendas t – horizonte temporal = 5 anos DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 31 3.4.2. Modelo das Cinco Forças Embora o cálculo do VAS forneça uma estimativa da rentabilidade a longo prazo de um negócio, não explica as razões dessa atractividade. Para esse efeito, é conveniente recorrer ao modelo das cinco forças. De acordo com este modelo, a atractividade a longo prazo de uma indústria resulta da acção conjunta dos seguintes factores: potencial de novas entradas, pressão de produtos substitutos, poder negocial dos fornecedores, poder negocial dos clientes e rivalidade entre concorrentes actuais. Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Vias Rodoviárias POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Baixo Baixa Difícil acesso ao mercado Redução do Investimento; Apenas os materiais reciclados especializado das vias rodoviárias; Baixa protecção das empresas constituem produtos substitutos Elevado investimento inicial; nacionais; neste mercado; PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Elevado Elevada Elevado Elevado poder dos fornecedores Elevada concorrência de empresas Elevado poder negocial do estado, de combustíveis e betumes; de média dimensão na área da das autarquias e dos grandes manutenção; investidores privados motivado Elevada concorrência de empresas pela forte concorrência; de grande dimensão na área da construção; Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Construção Civil POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Elevado Elevada Fácil acesso ao mercado; Redução do Investimento; Grande variedade de produtos e Investimento inicial acessível; Baixa protecção das empresas soluções disponíveis no mercado; nacionais; PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Baixo Elevada Elevado Elevado número de fornecedores Elevado número de empresas a Oferta superior à procura; no mercado; operar no mercado; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 32 Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Energias Renováveis POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Baixo Baixo Difícil acesso ao mercado; Forte investimento no sector; Pouca variedade de produtos e Necessário elevada experiência; soluções disponíveis no mercado; PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Baixo Baixa Elevado Elevado número de fornecedores Reduzido número de empresas a Oferta superior à procura; no mercado; operar no mercado; Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Imobiliária POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Elevado Elevada Fácil acesso ao mercado; Incentivos ao Arrendamento Oferta excessiva de produtos no Não é necessário muita experiência, Imobiliário; mercado; nem estrutura. PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Baixo Elevada Médio Elevado número de fornecedores Elevado número de empresas a Clientes com elevado poder no mercado; operar no mercado; financeiro possuem maior poder negocial, face a clientes com pouco poder financeiro. Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Pré-Fabricação POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Baixo Elevada Investimento inicial elevado; Redução do Investimento; Elevada oferta de produtos no mercado; PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Baixo Elevada Elevado Elevado número de fornecedores Elevado número de empresas a Oferta superior à procura; no mercado; operar no mercado; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 33 Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Inertes e Betuminosos POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Baixo Baixa Investimento inicial muito Redução do Investimento; Apenas os materiais reciclados elevado; constituem produtos substitutos neste mercado; PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Elevado Baixa Médio Elevado poder dos fornecedores Reduzido número de empresas a Oferta ajustada à procura; de combustíveis e betumes; operar no mercado; Quadro 14 – Modelo das Cinco Forças de Porter Indústria/Segmento: Construção – Segmento de Concessões POTENCIAL DE NOVAS GOVERNO PRESSÃO DE PRODUTOS ENTRADAS SUBSTITUTOS Baixo Baixa Investimento inicial muito Forte Investimento; Não existem produtos elevado; substitutos; Necessário parcerias com a banca; PODER NEGOCIAL DOS RIVALIDADE ENTRE PODER NEGOCIAL DOS FORNECEDORES CONCORRENTES CLIENTES Baixo Baixa Médio Elevado número de Reduzido número de empresas a Oferta ajustada à procura; fornecedores no mercado; operar no mercado; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 34 3.5. ESTRUTURA DA INDÚSTRIA A indústria da construção assume uma configuração fragmentada com tendência no futuro a concentrações, no sentido de explorar as economias de escala e de experiência. 3.6. FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO Uma vez analisadas as tendências do meio envolvente, a atractividade e a estrutura da indústria, é necessário identificar as actividades ou variáveis de gestão que têm de ser muito bem executadas para garantir o bom desempenho da empresa no seu negócio, os factores críticos de sucesso. Tal como a estratégia de uma empresa, os factores críticos de sucesso têm origem na combinação das características dos clientes com a natureza da concorrência. Os factores críticos de sucesso de um negócio são pois as variáveis que mais valor proporcionam aos clientes e que melhor diferenciam os concorrentes na criação desse valor. Quadro 15 – Identificação dos Factores Críticos de Sucesso FACTORES-CHAVE DE FACTORES DE COMPRA + COMPETIÇÃO = FACTORES CRÍTICOS DE (VALOR PARA OS (VARIÁVEIS DE SUCESSO CLIENTES) COMPETIÇÃO) VIAS RODOVIÁRIAS Preço Preço Custos Operacionais Qualidade Qualidade Qualidade Prazo de execução Prazo de execução Gestão Logística CONSTRUÇÃO Preço Preço Custos Operacionais CIVIL Qualidade Qualidade Qualidade Prazo de execução Prazo de execução Gestão Logística ENERGIAS Qualidade Qualidade Qualidade RENOVÁVEIS Prazo de execução Prazo de execução Gestão Logística IMOBILIÁRIA Preço Preço Custos de aquisição Qualidade Qualidade Qualidade Localização Condições de pagamento Relações comerciais com Diferenciação do produto entidades de crédito Actividades promocionais Gama de produtos Política de Comunicação PRÉ-FABRICAÇÃO Preço Preço Custos Operacionais Qualidade Qualidade Qualidade Prazo de entrega Prazo de entrega Flexibilidade operacional Adaptações técnicas INERTES E Preço Preço Custos Operacionais BETUMINOSOS CONCESSÕES Preço Preço Custos de aquisição e Qualidade Qualidade exploração Qualidade Relação comercial com entidades de crédito DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 35 4. ANÁLISE DA EMPRESA 4.1. Recursos da Empresa 4.1.1. Recursos Humanos Quadro 16 – Descrição dos Recursos Humanos CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO Número de trabalhadores 470 Qualificação 15% Formação Superior 30% Formação Profissional 55% Sem formação específica Idade Média 42 anos Grau de empenho - Médio-Elevado Formas de motivação - Prémios anuais de desempenho - Regalias - Ofertas Quadro 17 – Avaliação de Performance Conjunta PARÂMETRO CARACTERÍSTICA AVALIAÇÃO Eficácia Capacidade de alcançar metas Alta Capacidade de resolução de problemas Média Média/Alta Capacidade de mobilização de meios Média/Alta Eficiência Produtividade Mensal Média/Alta Autonomia de decisão Média/Baixa Média Polivalência Alta Evolução Progressão das qualificações ao longo do tempo Alta Tomada de iniciativas próprias Média/Alta Ideias para a empresa: Média/Alta Média/Alta Desenvolvimento pessoal Alta Interacção Empenhamento em projectos de grupo Média Apoio a colegas Alta Média/Alta Abertura ao diálogo Alta Conclusão Final Performance conjunta de qualidade Média/Alta DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 36 4.1.2. Recursos Financeiros A situação económico-financeira de uma empresa influencia as suas políticas de investimento e financiamento, que afectam o crescimento organizacional. Seguidamente apresentam-se os indicadores de liquidez, solvabildiade e eficiência que permitem, de uma forma expedita, analisar a saúde financeira da empresa. Quadro 18 – Indicadores Financeiros INDICADOR 2006 2007 2008 ANÁLISE E TENDÊNCIAS Verifica-se uma redução contínua da liquidez da empresa nos últimos anos, com tendência para manter o mesmo comportamento nos próximos anos. Neste sentido, é possível concluir que a empresa tem Liquidez Geral 1.22 1.19 1.16 sofrido uma redução da sua capacidade de solver responsabilidades de forma imediata, o que poderá ser explicado pelas aplicações de capital efectuadas na actividade produtiva. Verifica-se uma redução do nível de autonomia financeira da empresa, o que implica um maior risco de insolvência a prazo, ou seja, uma evolução desfavorável da empresa pode originar pressões Autonomia 28,45 24,28 22,59 acrescidas sobre a sua tesouraria. Não obstante, podemos concluir Financeira % % % que não existe uma exposição excessiva a capitais alheios, dado que os níveis de autonomia financeira da empresa mantêm-se sempre acima dos 20%. As variações verificadas neste indicador são o resultado das margens praticadas nas vendas efectuadas, as quais mostram uma tendência decrescente no ano de 2008. Os valores obtidos neste indicador EBITDA/Vend 6,48 7,69 5,87 dependem não só das políticas adoptadas pelos órgãos de gestão, as % % % como também da conjuntura económico-financeira vivida pelo sector, pelo que a tendência decrescente verificada poderá manter-se ou agravar-se no decorrer do exercício de 2009. Este indicador permite-nos concluir sobre os meios monetários libertos através da actividade operacional da empresa, relativamente ao respectivo volume de vendas. Este indicador reflecte em grande medida os efeitos das políticas operacionais implementadas pelos órgãos de gestão, e condiciona em larga medida os meios disponíveis Cash- 5,72 5,27 4,33 para tomadas de decisão estratégicas associadas às políticas de Flow/Vendas % % % investimento e de financiamento. Neste sentido, podemos concluir que os valores obtidos mostram uma tendência negativa nos meios monetários disponíveis, em relação ao respectivo volume de vendas, pelo que importa repensar a política operacional adoptada para que seja possível recuperar este efeito nos seguintes exercícios económicos. Este indicador reflecte a rendibilidade dos capitais próprios investidos na empresa, a qual apresenta alguma recuperação em Rentabilidade 2008, a qual é igualmente um reflexo da melhoria verificada na 16,90 10,64 12,10 dos Capitais rendibilidade do activo. Quanto maior for a rendibilidade dos % % % próprios capitais próprios da empresa, mais atraente esta se torna para os investidores e maior será a possibilidade de esta desenvolver a sua actividade futura com recurso a autofinanciamento. Este indicador possui um carácter genérico, reflectindo a Rentabilidade do 6,52 4,93 5,22 rendibilidade do negócio da empresa como um todo, o qual mostra- Activo % % % nos uma recuperação no ano de 2008 relativamente à reduzida rendibilidade verificada no ano de 2006. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 37 4.1.3. Recursos Organizacionais Os recursos organizacionais não têm geralmente um valor quantificável por si próprios, o seu papel é reflectido no valor dos activos intangíveis da empresa, como a reputação, a notoriedade da imagem, o potencial das invenções ou mesmo a confiança dos parceiros comerciais. A sua existência pode permitir à empresa contar com a fidelidade dos clientes em períodos mais competitivos, manter um diferencial no preço de venda em relação à concorrência, explorar com sucesso novas actividades com tecnologias afins ou criara novos empreendimentos com o apoio de outras empresas. Seguidamente apresenta-se a avaliação dos activos intangíveis da empresa. Da análise do quadro conclui-se que as capacidades organizacionais da empresa são elevadas. Quadro 19 – Avaliação do Activos Intangíveis ACTIVOS INTANGÍVEIS AVALIAÇÃO Longevidade de Relação com Clientes Elevada Longevidade de Relação com Fornecedores Elevada Longevidade de Relação com Sócios em Projectos conjuntos Elevada Potencial de Invenções Baixo Reforço sustentado da Quota de Mercado Médio Sistemas de Controlo de Gestão Elevado Reputação da Marca Elevada 4.2. Dinâmica de Custos Não basta dispor de recursos abundantes e de boa qualidade para garantir uma superioridade sustentada sobre a concorrência, é também preciso verificar se estão a ser utilizados de uma forma produtiva. Com iguais níveis de recursos, a empresa mais eficiente incorre em menos custos e tem por isso uma vantagem que pode vir a ser decisiva no mercado. Para identificar potenciais oportunidades para aumentar a produtividade e reduzir os custos, qualquer empresa deve procurar responder a duas perguntas essenciais: como é possível utilizar menos recursos e como é possível utilizar melhor os actuais recursos? A gestão criteriosa dos recursos de uma empresa a longo prazo pode pois gerar benefícios de carácter estratégico, quer melhorando a competitividade dos custos da empresa face à concorrência, quer melhorando o seu desempenho no mercado e a satisfação dos consumidores. A maioria das medidas de aumento da produtividade e da redução dos custos podem ser enquadradas em três tipos distintos de economias: DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 38 Economias de escala: diminuição dos custos unitários através do aumento do volume de operações; Economias de experiências: diminuição dos custos unitários através da aprendizagem de maneiras mais eficientes de desempenhar as funções; Economias de gama: diminuição dos custos unitários através da extensão das operações da empresa para novas actividades. Quadro 20 – Síntese das Medidas de Dinâmica de Custos Tipo de Medida Efeito Processo Concretização Economia Escala Aumentar o volume de Redução do custo das Centralizar as compras de compras aos fornecedores; mercadorias e matérias famílias de produtos no consumidas; mesmo fornecedor (ex: Possibilidade de aumento centralizar a compra de da margem bruta ou combustíveis e betumes redução do preço de venda num único fornecedor ao cliente com consequente petrolífero); aumento do volume de Realizar contratos de vendas; aquisição com períodos mais alargados (ex: anuais); Aumentar o número de Redução do peso relativo Aumentar a prospecção clientes; dos custos fixos; comercial; Possibilidade de aumento da margem líquida ou redução do preço de venda ao cliente com consequente aumento do volume de vendas; Aumentar a taxa de Redução do peso relativo Diversificar as ofertas ao utilização dos actuais dos custos fixos; mercado com base nos recursos; Possibilidade de aumento mesmos recursos (ex: criar da margem líquida ou uma empresa de aluguer de redução do preço de venda equipamentos e transportes ao cliente com consequente utilizando os actuais aumento do volume de recursos disponíveis); vendas; Experiência Melhorar a capacidade Melhoria da eficiência e Implementar sistemas de técnica dos trabalhadores; produtividade; aprendizagem e melhoria Custos relativos mais contínua (sistema kaizen); baixos, preços mais baixos, Implementar plano de maiores vendas relativas, formação adequado às maior quota de mercado, funções dos trabalhadores; maior volume de vendas. Gama Diversificar a oferta com Aumento do número de Criar uma empresa de base nos produtos e clientes; aluguer de equipamentos e recursos existentes; Aumento das vendas; transportes utilizando os actuais recursos; Criar contratos de manutenção de estradas com entidades concessionárias; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 39 4.3. Competências Centrais Uma vez identificado o valor dos diversos elementos da organização, é necessário verificar em que medida esses recursos são melhores ou piores que os da concorrência, na óptica dos clientes. Ao entrar em linha de conta com as capacidades dos competidores, a empresa pode assim identificar as áreas em que possui uma vantagem relativa no mercado. Para sistematizar a comparação dos recursos da empresa com os da concorrência recorre-se ao benchmarking estratégico abaixo descrito. Quadro 21 – Benchmarking Estratégico Tipo de Referência Análise Comparativa Desempenho Passado A rentabilidade dos capitais próprios sofreu uma redução até 2007, atingindo o valor de 10,64%, tendo recuperado em 2008 para 12,10%. Tendo em conta que houve uma redução das margens brutas, a evolução da rentabilidade indica-nos que houve uma melhoria do desempenho da empresa. Normas do Sector A empresa tem apresentado nos últimos anos um comportamento próximo do sectorial, significando um desempenho relativo médio. Dados da Concorrência Comparando a GASC com a empresa de maior quota de mercado na área da construção de vias rodoviárias – Mota-Engil – conclui-se que a GASC apresenta uma rendibilidade inferior, demonstrando que o seu desempenho pode ser melhorado. Os recursos e capacidades de uma empresa que constituem as suas competências centrais devem preencher três requisitos básicos: Valor: as competências centrais devem contribuir significativamente para a criação de valor para os clientes; Dificuldade de imitação: na medida do possível, as competências centrais devem ser difíceis de copiar pela concorrência; Acesso a novos mercados: as competências centrais devem proporcionar o acesso potencial a novos mercados. Seguidamente apresentam-se as competências centrais da empresa. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 40 Quadro 22 – Identificação da Competências Centrais Segmentos de Produtos/Serviços Competências Centrais Mercado Críticos Vias Rodoviárias Estradas Tecnologia de produção Especialização das equipas Tecnologia de materiais Construção Civil Edifícios Gestão de subempreitadas Infra-Estruturas Tecnologia de produção Energias Renováveis Parques Eólicos Conhecimento do Processo Construtivo Mini-Hídricas Tecnologia de produção Imobiliária Empreendimentos de Gestão de Projectos luxo Força de Vendas Pré-Fabricação Artefactos de cimento Tecnologia de produção Inertes e Betuminosos Agregados; Tecnologia de produção Misturas Betuminosas Tecnologia de materiais Concessões / PPP Estradas Gestão de Projectos Parques de Gestão da Conservação e Manutenção Estacionamento DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 41 4.4. Adequação e Intento Estratégico Uma vez identificadas as características do meio envolvente e a natureza das competências da organização, é então altura de alinhar a empresa com a evolução do mercado e da concorrência. Só é possível alcançar um nível de adequação estratégica da empresa elevado, ou seja, um bom alinhamento entre as características do negócio e as capacidades da empresa quando as suas competências centrais correspondem aos factores críticos de sucesso da indústria. Seguidamente apresenta-se a análise da adequação estratégica da empresa. Quadro 23 – Síntese da Análise de Adequação Estratégica FACTORES CRÍTICOS DE SUCESSO COMPETÊNCIAS Comerciais c/ Comunicação Operacionais Flexibilidade Operacional SEGMENTO Exploração Política de Qualidade Entidades Custos de Aquisição CENTRAIS Produtos Gama de Logística Relações Crédito Gestão Custos Custo VIAS Tecnologia de 3 5 4 - - - - - - RODOVIÁRIAS produção Especialização das 5 5 - - - - - - - equipas Tecnologia de 5 5 - - - - - - - materiais CONSTRUÇÃO Gestão de 3 3 3 - - - - - - CIVIL subempreitadas Tecnologia de 2 3 3 - - - - - - produção ENERGIAS Conhecimento do - 5 5 - - - - - - RENOVÁVEIS Processo Construtivo Tecnologia de - 5 5 - - - - - produção IMOBILIÁRIA Gestão de Projectos - 4 - 4 - 3 - - - Força de Vendas - - - - - - 4 4 PRÉ-FABRICAÇÃO Tecnologia de 5 5 - - - - - - 5 produção INERTES E Tecnologia de 5 - - - - - - - - BETUMINOSOS produção Tecnologia de 5 - - - - - - - - materiais CONCESSÕES / Gestão de Projectos - 4 - 4 4 4 - - - PPP Gestão da Conservação e - 5 - 5 5 - - - - Manutenção Pontuação: (1) insuficiente a (5) excelente DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 42 O intento estratégico de uma empresa reflecte a perspectiva dinâmica da sua adequação estratégica. Tão importante como o actual enquadramento da empresa no seu meio envolvente, é a criação de novas competências que correspondam aos futuros factores críticos de sucesso da indústria e que permitam tirar o máximo partido das novas oportunidades do mercado. Quadro 24 – Evolução das Competências Centrais Factores Críticos Competências Competências Centrais de Sucesso Centrais Iniciais Desenvolvidas Custos Operacionais Gestão de subempreitadas Tecnologia de produção Qualidade Tecnologia de materias Conhecimento do Processo Gestão Logística Construtivo Custos de Aquisição e Especialização das equipas Exploração Gestão de Projectos Relação comercial com Força de Vendas entidades de crédito Gestão da Conservação e Gama de produtos Manutenção Política de Comunicação Flexibilidade Operacional Quadro 25 – Intento Estratégico Futuros Factores Competências Competências Centrais Críticos de Sucesso Centrais Actuais a desenvolver Custos de Aquisição e Gestão de subempreitadas Gestão de Projectos Exploração Tecnologia de matérias Relações Comerciais c/ Tecnologia de produção Entidades Crédito Conhecimento do Processo Flexibilidade Operacional Construtivo Especialização das equipas Gestão de Projectos Força de Vendas Gestão da Conservação e Manutenção DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 43 4.5. Análise SWOT Uma vez alinhados os factores críticos de sucesso com as competências centrais da empresa, torna-se necessário expandir o conceito de adequação estratégica à totalidade do enquadramento interno e externo da empresa. Nesse sentido, é usual relacionar os pontos fortes e fracos da empresa com as principais tendências do seu meio envolvente, com o objectivo de gerar medidas alternativas para lidar com as oportunidades e ameaças identificadas. Quadro 26 – Análise SWOT FORÇAS FRAQUEZAS Diversificação de áreas de negócio Reduzida diversificação de (concessões) actividades. Utilização quase exclusiva Parcerias em investimentos dos recursos na área da construção internacionais com parceiros locais civil e obras públicas Experiência consolidada na Dispersão geográfica insuficiente construção de parques eólicos Forte dependência do investimento Empresa designada pela ENEOP – público Eólicas de Portugal. Carteira de obras Empresa de cariz familiar consolidada até 2012 no sector dos Experiência reduzida em obras de arte P.E. Eólicos. complexas Empresa altamente especializada em Estratégia pouco clara vias de comunicação, nomeadamente Ausência de aliança estratégica com a obras de beneficiação e alargamento banca Experiência na área das infra- estruturas hidroeléctricas (mini- hídricas) OPORTUNIDADES SUGESTÕES SUGESTÕES Programa de investimento público Criação de empresa especializada em Criação de rede nacional de imóveis “Parque Escolar” trabalhos de conservação, manutenção para arrendamento; Investimento internacional em e reparação de equipamentos escolares; Aliança com parceiro do sector energias renováveis, nomeadamente Aposta na produção de energia; energético para o sector das energias no mercado sul-americano. renováveis no mercado sul-americano; Aposta em contratos de manutenção Sector da produção energética com rodoviária com concessionárias das Aposta nas concessões rodoviárias nos elevada rendibilidade e estabilidade; estradas; mercados externos; Concessões rodoviárias nos mercados Criação de centro de investigação e Reforço da estrutura em Angola; externos. parcerias com universidades; Aliança estratégica para aposta em Manutenção de infra-estruturas rodoviárias trabalhos de grande volume; Investimento público em infra- estruturas em Angola. Incentivos ao arrendamento de imóveis Investimento no desenvolvimento de novos produtos e materiais na área da pavimentação Parcerias estratégicas das empresas AMEAÇAS SUGESTÕES SUGESTÕES Conjuntura económico-financeira Desenvolvimento de novos produtos Reforço da actividade noutros sectores conjugada com proximidade de cuja matéria-prima dependa o mínimo para além das obras públicas; período eleitoral pode implicar uma possível do preço do petróleo; Aposta na diferenciação no mercado revisão/adiamento do programa de Diversificar a oferta de angolano e reforço das relações obras públicas já anunciado pelo produtos/serviços na área da comerciais; governo imobiliária, apostando no mercado de Número significativo de empresas a arrendamento; apostar no mercado Angolano, nomeadamente empresas de origem chinesa → Saturação do mercado Subida do preço do petróleo e por conseguinte dos produtos petrolíferos; Contracção do mercado imobiliário; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 44 PARTE III Formulação da Estratégia
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 45 5. ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS 5.1. Produtos-Mercados A finalidade última de uma estratégia é garantir que a empresa satisfaz as necessidades dos clientes melhor do que a concorrência no seu negócio. Por isso, a formulação da estratégia empresarial deve ter sempre início numa visão comercial, sendo primeiro determinados quais os produtos a vender a que segmentos de mercado. Quadro 27 – Matriz de Produtos-Mercados Segmentos Vias Construção Energias Produtos/ Serviços Ambiente Rodoviárias Civil Renováveis Construção de Estradas √ Conservação e Manutenção de √ Estradas Concessão de Estradas Ø Construção de Pontes e Viadutos ± Construção de Redes de ± Abastecimento de Água Construção de Redes de Saneamento ± Construção de Estações Tratamento ± Águas Residuais Construção de Estações Tratamento ± Águas Concessão de Serviços de Abastecimento e Tratamento de Ø Águas Construção de Escolas Construção de Ed. Habitacionais ± Construção de Complexos ± Comerciais Construção de Complexos Turísticos ± Construção de Ed. Industriais Ø Exploração do Mercado de Ø Arrendamento Imobiliário Concessão de Parques de Ø Estacionamento Construção de Parque Eólicos √ Construção de Mini-Hídricas ± Exploração de Energia Ø Legenda: √ Boa Cobertura ; ± Média Cobertura ; Ø Cobertura Insuficiente ou Inexistente DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 46 Dado que a empresa comercializa mais de um produto ou serviço, é conveniente identificar eventuais relações de complementaridade entre diferentes produtos/serviços, para explorar os efeitos de agrupamento ou de subsidiação cruzada. Quadro 28 – Segmentos de Mercados Estratégicos e Complementares Negócio Segmentos Estratégicos Segmentos Complementares Construção de Estradas; Conservação e Manutenção de Vias Rodoviárias Concessão de Estradas Estradas; Construção de Pontes e Viadutos Construção de Redes de Abastecimento de Água; Concessão de Serviços de Construção de Redes de Ambiente Abastecimento e Tratamento de Saneamento; Construção de Águas Estações Tratamento Águas Residuais; Construção de Estações Tratamento Águas Construção de Ed. Habitacionais; Construção de Complexos Exploração do Mercado de Imobiliária Comerciais; Construção de Arrendamento Imobiliário Complexos Turísticos; Construção de Ed. Industriais Construção de Parque Eólicos; Energias Renováveis Exploração de Energia Construção de Mini-Hídricas Seguidamente apresentam-se as vantagens competitivas a adoptar em cada segmento de actuação da empresa, de forma a obter níveis de rentabilidade operacional superiores à média do sector. Quadro 29 – Vantagens Competitivas Segmento de Actuação Vantagem Competitiva Vias Rodoviárias Inovação; Qualidade elevada, experiência e qualificação dos técnicos elevadas Ambiente Preços competitivos Construção Civil Preços competitivos Energias Renováveis Experiência e qualificação dos técnicos elevadas Imobiliária Diferenciação dos produtos DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 47 5.2. Integração Vertical Após definir na estratégia de produtos-mercados quais os produtos e serviços a comercializar em que segmentos-alvo, a empresa precisa identificar as actividades operacionais que mais contribuem para a diferenciação da sua oferta e que devem ser por isso executadas internamente. As restantes actividades têm um contributo marginal para o desempenho competitivo e podem ser contratadas no mercado. Uma vez que as decisões de integração e desintegração vertical podem ter impacte significativo na performance a longo prazo da organização, devem ser enquadradas no contexto da sua estratégia empresarial. Quadro 30 – Análise da Cadeia Operacional Vantagem Vulnerabilidade à Opção Actividade Operacional Competitiva externalização Estratégica 1. Pesquisa e Desenvolvimento Elevada Elevada Produção Interna 2. Comercial / Marketing Elevada Elevada Produção Interna Outsourcing 3. Projecto Média Média Estratégico 4. Compras Elevada Elevada Produção Interna Vias Rodoviárias Elevada Elevada Produção Interna 5. Compra no Construção Civil Reduzida Reduzida Produção mercado Energias Outsourcing Média Média Renováveis Estratégico 6. Controlo de Qualidade Elevada Elevada Produção Interna 7. Serviço Pós-Venda Elevada Elevada Produção Interna DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 48 5.3. Internacionalização Uma vez definidas as orientações estratégicas para o país de origem, a empresa deve analisar a possibilidade de transpor as suas operações para outros mercados geográficos. Para esse efeito, convém enquadrar o processo de internacionalização da organização com a sua actuação no mercado doméstico, de forma a garantir o aproveitamento das competências e vantagens competitivas já desenvolvidas ao longo do tempo. Os factores impulsionadores da internacionalização são diversos e apresentam-se no quadro seguinte. Quadro 31 – Factores impulsionadores da internacionalização Factor Enquadramento Reduzida dimensão do • A produção em Portugal pesa apenas 1,8% do total da produção europeia mercado nacional • O mercado espanhol é sete vezes superior ao português Mercado em crise Procura • O sector da construção em Portugal vive crise prolongada e profunda, que se prolongada arrasta desde 2002, e originou uma quebra acumulada na actividade superior a 25% Mercado Interno • Redução do investimento, em particular, do investimento público como resultado do esforço de redução de défice orçamental • Recessão profunda do sector da habitação Oferta • Excesso de capacidade instalada e pressão para aumentar níveis de facturação, com dificuldades em garantir um nível ajustado da carteira de encomendas • Enquadramento do sector implica elevada concorrência, com competição pelo preço • Margens reduzidas e resultados negativos Necessidade de • A própria actividade de construção faz com que haja necessidade de constante crescimento ganho de dimensão e consequente crescimento, implicando níveis de crescimento de facturação significativos Envolvente financeira • Crédito abundante e barato, havendo estímulo ao endividamento favorável • Recursos significativos em economias emergentes, pelos efeitos de fundos estruturais (Leste), pelo aumento do preço de matérias-primas (África) e pelo crescimento económico significativo Mercados em Procura • Forte crescimento da economia mundial e, em simultâneo, forte investimento em crescimento construção (Infra-estruturas e Imobiliário), em particular em mercados emergentes significativo (Angola, Norte África, Oriente) Mercado Externo • Expansão sincronizada dos diferentes mercados da construção Oferta • Elevada procura e em diversos mercados implica diversas oportunidades de projectos com significativas margens previstas • Segmentação da concorrência: Top Players nas economias desenvolvidas e nas grandes economias emergentes; Mid e Low Market Players nos mercados emergentes de menor dimensão e com recursos naturais Uma decisão crítica no processo de internacionalização de qualquer empresa consiste na escolha dos países para onde deverão ser exportados os produtos ou onde deverão ser localizadas as actividades no estrangeiro. Seguidamente apresenta-se a análise comparativa da atractividade de alguns países pré-seleccionados. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 49 Quadro 32 – Grelha de Comparação da Atractividade dos Países PAÍSES República África do Factores Ponderação México Chile Polónia Roménia Checa Sul Comerciais Dimensão do Mercado 15% 7 5 9 6 7 8 Taxa de Crescimento 10% 8 7 3 4 5 6 Nível de Preços 7% 4 5 6 8 3 3 Outros 3% 7 6 7 6 5 6 Avaliação Comercial 6,7 5,7 6,5 5,8 5,5 6,3 Operacionais Regulamentação Legal 15% 5 4 6 6 5 4 Custo de Recursos Locais 10% 7 6 6 5 7 5 Burocracia 7% 4 3 8 8 7 7 Outros 3% 6 5 7 7 6 5 Avaliação Operacional 5,5 4,5 6,5 6,2 6,1 5,0 Risco Cambial 10% 5 5 7 8 6 7 Político 10% 6 6 8 8 7 5 Competitivo 10% 6 6 7 7 6 7 Avaliação do Risco 5,7 5,7 7,3 7,7 6,3 6,3 Avaliação Global 5,95 5,24 6,75 6,51 5,93 5,83 Nota: Avaliação dos factores numa escala de 1 (muito desfavorável) a 10 (muito favorável). Após a escolha preliminar de potenciais mercados, deve-se seguir um estudo aprofundado da envolvente macroeconómica e sectorial dos mesmos, de forma a medir a atractividade real dos mercados assim como a exequibilidade de uma futura internacionalização para esses destinos. Quadro 33 – Síntese do estudo profundo a desenvolver Prospecção Estudosda envolvente Definição do modelo de macroeconómica e de entrada e avaliação Operacionalização mercados sectorial de parcerias Análise do mercado e da Análise de clientese Análise detalhada dospaíses Análise da concorrência indústria segmentos Análise detalhada global Análise detalhada do sector Análise de clientese Estudo de concorrentese dospaísesseleccionados da construção e do segmentação do mercado possíveisreacçõesà anteriormente mercado nospaíses alvo, identificando entrada • S ituação económica seleccionados segmentosmaisatractivos Identificar concorrentes • Legislação • Estado de maturidade • Estudo de segmentos • Objectivos e estratégia • Regulação do mercado de mercado dos concorrentes • Estabilidade da moeda • Volume de negócios, • Diferenças entre • Benchmark da • Questões socioculturais margens típicas e taxa segmentos concorrência • Riscos políticos de crescimento • Rendibilidade por • Modelos de entrada • Instituições bancárias e • Penetração no mercado segmento dos concorrentes de crédito • Barreiras à entrada e à • Potencial aumento de • Possíveis parcerias saída rendibilidade por • Oportunidades face a • S oluções competitivas segmento (p.e., concorrentes • Poder dos fornecedores sinergias) • Impacto na estrutura / clientes • Desalinhamento entre do mercado com a • Disponibilidade de as preferências dos entrada da empresa mão-de-obra local e clientes e o que está nacional disponível no mercado • S ituação actual das infra-estruturas básicas (água, electricidade, …) • Meios e infra-estruturas (aéreo, rodoviário, ferroviário e marítimo) DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 50 O processo de internacionalização tem início na identificação das várias modalidades de entrada nos mercados externos. Em função da análise dos respectivos benefícios, custos e riscos, é possível determinar quais as vias de internacionalização mais apropriadas à empresa. No quadro seguinte apresentam-se as modalidades a adoptar por país. Quadro 34 – Síntese das Modalidades de Internacionalização ATRACTIVIDADE FORÇA COMPETITIVA MODALIDADE DE PAÍS DO PAÍS NO PAÍS ENTRADA A ADOPTAR México Média Reduzida Joint-Venture Chile Média Reduzida Joint-Venture Polónia Elevada Elevada Investimento Directo República Checa Elevada Elevada Investimento Directo Roménia Média Média Investimento Selectivo África do Sul Média Média Investimento Selectivo Em seguida é necessário verificar se a actuação nos mercados externos deve ser adaptada para aumentar a penetração comercial ou se, pelo contrário, pode ser estandardizada para explorar economias de escala e de experiência. É igualmente importante definir a opção de internacionalização que melhor conjuga as vantagens da integração global com os proveitos da adequação local. Quadro 35 – Síntese das Opções de Internacionalização POSSIBILIDADE DE NECESSIDADE DE OPÇÃO DE SEGMENTO INTEGRAÇÃO ADEQUAÇÃO INTERNACIONALIZAÇÃO GLOBAL LOCAL Vias Rodoviárias Reduzida Elevada Empresa Multinacional Construção Civil Reduzida Elevada Empresa Multinacional Energias Renováveis Elevada Reduzida Empresa Global Imobiliária Reduzida Elevada Empresa Multinacional Pré-Fabricação Elevada Reduzida Empresa Global Inertes e Betuminosos Elevada Reduzida Empresa Global Concessões Elevada Elevada Empresa Transnacional DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 51 5.4. Diversificação A diversificação constitui o elemento central da estratégia corporativa, que complementa as estratégias de negócio das várias actividades da empresa. Diversificar é uma oportunidade para as construtoras cujo sucesso depende de uma correcta gestão do risco de entrada nos novos negócios e da capacidade de explorar as suas potenciais sinergias com a construção. Na realidade, o sucesso da diversificação pressupõe uma reavaliação global do risco da empresa, porque as construtoras, ao entrarem em novas áreas de negócio, reduzem o risco da construção e a dependência dos seus ciclos pronunciados mas, simultaneamente, ficam expostas a novas ameaças, que são directamente proporcionais ao nível de investimento necessário para aceder às novas actividades. Ao diversificar, as empresas de construção assumem novos riscos, além do tradicional risco de execução, tendo a natural expectativa de obter um retorno associado, superior ao verificado na actividade de construção. A diversificação não é um processo linear que possa ser replicado, apresenta características e configurações específicas em cada caso concreto, corresponde a uma combinação particular de negócios e a um peso no total da facturação que varia de empresa para empresa. Não há dois processos de diversificação iguais, no entanto, as estratégias de entrada em novos negócios podem ser sistematizadas em: Diversificação para jusante, no sentido da prestação de serviços pós-construção; Diversificação para montante, nomeadamente, através da integração do conjunto de actividades essenciais à execução das obras, incluindo serviços de construção e materiais; Diversificação não correlacionada com a construção, numa lógica de criação de um conglomerado económico. Na diversificação relacionada é possível explorar sinergias comerciais e/ou tecnológicas entre os vários negócios, enquanto na diversificação não relacionada as sinergias apresentam um carácter mais financeiro. Uma vez analisados em detalhe os benefícios, custos e riscos de cada modalidade de diversificação, a empresa deve escolher a opção que melhor se adequa aos seus objectivos estratégicos. Seguidamente apresenta-se a análise da diversificação. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 52 Quadro 36 – Análise da Estratégia de Diversificação Tipo Diversificação Custos e Riscos Benefícios Oportunidades Riscos de Exploração; Benefícios decorrentes Conservação e Diversificação Necessidades de de sinergias; Manutenção de relacionada para competências técnicas e Cash-flows mais Estradas jusante recursos humanos estáveis; Concessões (prestação de serviços acrescidos; Mercado de pós-construção) Riscos de Arrendamento financiamento; Diversificação Riscos de projecto; Benefícios decorrentes Concessões (Gestão de relacionada para Necessidades de de sinergias; Projectos) montante competências técnicas e Investigação e (Integração do conjunto recursos humanos Desenvolvimento de actividades essenciais acrescidos; à execução das obras, incluindo serviços de construção e materiais) Riscos de Cash-flows mais Exploração de energia Diversificação não financiamento; estáveis; correlacionada Necessidades de Maiores margens; (numa lógica de criação competências técnicas e Meios libertos; de um conglomerado recursos humanos económico) acrescidos; Riscos de Exploração; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 53 6. VIAS DE DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL Após definir as orientações estratégicas da organização, é necessário integrá-la com as diversas modalidades de desenvolvimento empresarial: o desenvolvimento interno e o desenvolvimento externo, que inclui as aquisições e fusões, as alianças estratégicas e as transacções no mercado. A selecção de qualquer via de desenvolvimento deve ser baseada na análise pormenorizada dos benefícios, custos e riscos de cada alternativa. Nas modalidades mais complexas de aquisições, fusões e alianças estratégicas, é importante compreender as respectivas implicações estratégicas e operacionais para preparar com cuidado a sua opção. No quadro seguinte apresenta-se a análise de desenvolvimento empresarial da empresa. Quadro 37 – Análise das Vias de Desenvolvimento Benefícios, Custos e Riscos Desenvolvimento Externo Segmento Desenvolvimento Interno Aquisições e Transacções no Alianças Estratégicas Fusões Mercado Vias Geração de novas Rapidez de Acesso a novos Maior flexibilidade Rodoviárias competências entrada; mercados sem operacional; centrais; Melhoria da investimentos Aproveitamento das Maiores custos de posição avultados; competências ultrapassagem das competitiva Crescimento sem centrais alheias; barreiras à entrada conjunta; instabilidade Concentração dos Risco de empresarial; recursos nas conflitos de Partilha de actividades críticas; interesse; competências com Maior demora no concorrentes; tempo de resposta; Construção Geração de novas Rapidez de Acesso a novos Maior flexibilidade Civil competências entrada; mercados sem operacional; centrais; Melhoria da investimentos Aproveitamento das Maiores custos de posição avultados; competências ultrapassagem das competitiva Crescimento sem centrais alheias; barreiras à entrada conjunta; instabilidade Concentração dos Maior empresarial; recursos nas investimento Partilha de actividades críticas; inicial; competências com Maior demora no concorrentes; tempo de resposta; Energias Geração de novas Acesso a Acesso a novos Aproveitamento das Renováveis competências competências mercados sem competências centrais; complementares; investimentos centrais alheias; Maior estabilidade Aproveitamento avultados; Concentração dos empresarial; de benefícios Acesso a tecnologias recursos nas Captação de financeiros; complementares; actividades críticas; sinergias Perca de Maior demora no tecnológicas e flexibilidade de tempo de resposta; comerciais; estratégica; Risco de atraso tecnológico; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 54 Quadro 37 – Análise das Vias de Desenvolvimento (continuação) Benefícios, Custos e Riscos Desenvolvimento Externo Segmento Desenvolv. Interno Aquisições e Transacções no Alianças Estratégicas Fusões Mercado Imobiliária Investimento Maior Crescimento sem Maior flexibilidade Gradual; investimento instabilidade operacional; Captação de inicial; empresarial; Necessidade de sinergias Perca de acompanhara a comerciais; flexibilidade de tendência no Maior lentidão do estratégica; mercado; crescimento; Risco de reduzido Maior demora no envolvimento dos tempo de resposta; parceiros; Pré- Geração de novas Rapidez de Acesso a tecnologias Maior flexibilidade Fabricação competências entrada; complementares; operacional; centrais; Elevado custo Partilha de Necessidade de Captação de de competências com acompanhara a sinergias reestruturações concorrentes; tendência no tecnológicas e internas; Dificuldades de mercado; comerciais; operacionalização; Deseconomias de escala; Inertes e Geração de novas Rapidez de Acesso a tecnologias Maior flexibilidade Betuminosos competências entrada; complementares; operacional; centrais; Elevado custo Partilha de Necessidade de Captação de de competências com acompanhara a sinergias reestruturações concorrentes; tendência no tecnológicas e internas; Dificuldades de mercado; comerciais; operacionalização; Deseconomias de escala; Concessões Geração de novas Maior Acesso a novos Concentração dos competências investimento mercados sem recursos nas centrais; inicial; investimentos actividades críticas; Maior estabilidade Risco de avultados; Maior demora no empresarial; conflitos de tempo de resposta; Captação de interesse; sinergias comerciais; DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 55 7. ESTRATÉGIA EMPRESARIAL As decisões relativas ao âmbito sectorial de actuação da empresa ou do grupo económico são geralmente tomadas ao nível da sede central da organização e constituem a sua estratégia corporativa. Pelo contrário, as decisões relativas ao desempenho competitivo em cada sector são geralmente tomadas ao nível das várias divisões da empresa ou ao nível das diversas empresas do grupo económico, constituindo a sua estratégia do negócio. De acordo com o conteúdo das decisões tomadas no contexto da estratégia empresarial, podem ser identificadas quatro dimensões estratégicas críticas ao sucesso da empresa mencionadas nos capítulos anteriores: produtos-mercados, integração vertical, internacionalização e diversificação. Por outro lado, qualquer uma destas iniciativas estratégicas pode ser levada a cabo por desenvolvimento interno ou externo. As quatros dimensões estratégicas podem ser combinadas com as duas vias de desenvolvimento empresarial para enquadrar o âmbito da estratégia corporativa e do negócio, conforme apresentado no quadro seguinte. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 56 Quadro 38 – Síntese das Orientações Estratégicas Estratégia do Negócio Vias Rodoviárias Construção Missão Missão Vias para o futuro. Qualidade e Sustentabilidade Objectivos Objectivos Aumentar 100% as receitas até 2012. Aumentar 100% as receitas até 2012. Produtos-Mercado Produtos-Mercado DI: Contratos de Conservação/ DI: Conservação, manutenção e Manutenção Rodoviária. reparação de equipamentos escolares DE: Transacções estratégicas com DE: Aquisição de empresas empresas vocacionadas p/ trabalhos especializadas em trabalhos de complementares. manutenção de edifícios. Integração Vertical Integração Vertical DI: Investimento em equipamento DI: Criação de um departamento p/ especializado. gestão de pós-venda DE: Parcerias estratégicas com DE: Politica de subcontratação de empresas vocacionadas p/ trabalhos actividades não críticas complementares. Internacionalização Internacionalização DI: Reforço da estrutura em Angola. DI: Reforço da estrutura de produção DE: Aquisição de posição em e apoio nos mercados externos alvo empresas consolidadas nos mercados DE: Aquisição de posição em externos alvo empresas consolidadas nos mercados externos alvo. Estratégia Corporativa Concessões SEDE Energias Renováveis Missão Missão Missão Segurança e conforto Excelência e notoriedade Energia para o mundo Objectivos Objectivos Objectivos Aumentar 100% as receitas até 2012. Rentabilidade dos capitais próprios de Aumentar 100% as receitas até 2012. Produtos-Mercado 20% Produtos-Mercado DI: Tratamento de Águas e Resíduos Diversificação DI: Produção de energia. Solução DE: Alianças estratégicas com DI: Investimento e desenvolvimento combinada inovadora para produção entidades financiadoras de sistema de controlo de gestão de energia. Integração Vertical integrado DE: Parceria com fabricantes de DI: Reforço da estrutura com DE: Alianças em novos negócios equipamentos de produção de energia técnicos especializados Integração Vertical DE: Outsourcing estratégico do DI: Criação de Dep. de Projecto projecto DE: Aliança estratégica com Internacionalização empresas consolidadas no sector da DI: Reforço da estrutura nos energia. mercados externos Internacionalização DE: Outsourcing estratégico de DI: Reforço da estrutura nos países serviços de consultoria nas áreas Sul-Americanos e Europa de Leste fiscal, legal e operacional. DE: Aliança estratégica com empresas consolidadas no sector da energia. Inertes e Betuminosos Pré-Fabricação Imobiliária Missão Missão Missão Qualidade a preços competitivos. Estandardizar a construção. Vender qualidade de vida. Objectivos Objectivos Objectivos Aumentar 100% as receitas até 2012. Aumentar 100% as receitas até 2012. Aumentar 100% as receitas até 2012. Produtos-Mercado Produtos-Mercado Produtos-Mercado DI: I&D; Desenvolvimento de DI: Criação de novos componentes DI: Aposta no mercado de produtos não dependentes das DE: Parcerias com empresas de arrendamento. Bolsa nacional de flutuações do petróleo. construção imóveis DE: Venda dos novos produtos e Integração Vertical DE: Parcerias com cadeias hoteleiras tecnologias DI: Investigação e Desenvolvimento Integração Vertical Integração Vertical DE: Outsourcing estratégico do DI: Estratégia de Marketing DI: I&D projecto diferenciadora. DE: Parcerias com instituições de Internacionalização DE: Parcerias com agências com ensino e investigação DI: Partilha da estrutura de apoio nos bolsa nacional de imóveis Internacionalização mercados internacionais. Internacionalização DI: Montagem de central de DE: Transacções no com DI: Partilha da estrutura de apoio nos betuminosos em localização transportadores e distribuidores mercados internacionais. estratégica locais. DE: Alianças estratégicas com DE: Aquisição de pedreiras com promotores locais. localização estratégica DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 57 PARTE IV Implementação da Estratégia
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 58 8. ORIENTAÇÕES ORGANIZACIONAIS E DE GESTÃO Quadro 41 – Síntese das Orientações Organizacionais e de Gestão Negócios Vias Rodoviárias Construção Estrutura Organizacional Estrutura Organizacional Macroestrutura: Estrutura Funcional Macroestrutura: Estrutura Funcional Microestrutura: Grupos Microestrutura: Grupos Departamentais Departamentais Política de Gestão Política de Gestão Pessoal: Formação dos técnicos Pessoal: Formação dos técnicos I&D: N/A I&D: N/A Operações: Melhoria do processo de Operações: Centralização do fresagem processo de compras Marketing: Aposta na visibilidade das Marketing: Aposta na visibilidade das empreitadas empreitadas Finanças: Investir o cash-flow no Finanças: Investir o cash-flow no crescimento crescimento Sist. Informação: Equipamentos com Sist. Informação: Novos programas tecnologia GPS para gestão de empreitadas Controlo de Gestão Controlo de Gestão Painel de Bordo: Ênfase no controlo Painel de Bordo: Ênfase no controlo operacional operacional Corporação Concessões SEDE Energias Renováveis Estrutura Organizacional Estrutura Organizacional Estrutura Organizacional Macroestrutura: Estrutura Funcional Macroestrutura: Unidades Macroestrutura: Estrutura Funcional Microestrutura: Grupos Estratégicas de Negócios Microestrutura: Grupos Departamentais Controlo de Gestão Departamentais Política de Gestão Painel de Bordo: Ênfase nas receitas e Política de Gestão Pessoal: Recrutamento de novos lucros de cada negócio Pessoal: Recrutamento de novos técnicos técnicos I&D: N/A I&D: Desenvolvimento de sistemas Operações: Controlo e Qualidade combinados de produção de energia Marketing: Campanhas publicitárias Operações: Central de controlo de junto do consumidor final produção de energia Finanças: Alianças com instituições Marketing: Criação de marca financeiras associada à energia “verde” Sist. Informação: Implementação de Finanças: Investir o cash-flow no sistemas de controlo de tráfego crescimento Controlo de Gestão Sist. Informação: Sistema informático Painel de Bordo: Ênfase no controlo de controlo da exploração Controlo de Gestão Painel de Bordo: Ênfase no controlo da exploração Inertes e Betuminosos Pré-Fabricação Imobiliária Estrutura Organizacional Estrutura Organizacional Estrutura Organizacional Macroestrutura: Estrutura Funcional Macroestrutura: Estrutura Funcional Macroestrutura: Estrutura Funcional Microestrutura: Grupos Microestrutura: Grupos Microestrutura: Grupos Departamentais Departamentais Departamentais Política de Gestão Política de Gestão Política de Gestão Pessoal: Recrutamento de Pessoal: Recrutamento de pessoal Pessoal: Recrutamento de pessoal p/ investigadores especializado em inovação Dep. de Marketing I&D: Novos produtos I&D: Novos produtos I&D: N/A Operações: Optimização e renovação Operações: Controlo e Qualidade Operações: Controlo de ocupação dos equipamentos produtivos Marketing: Equipa de comerciais Marketing: Publicidade diferenciadora Marketing: Incorporação de produtos Finanças: Investir o cash-flow no Finanças: Parceria com instituições reciclados desenvolvimento de novos produtos bancárias Finanças: Investir o cash-flow em Sist. Informação: Controlo de Sist. Informação: Bolsa electrónica de novos equipamentos produção imóveis Sist. Informação: Controlo de Controlo de Gestão Controlo de Gestão produção Painel de Bordo: Ênfase no controlo Painel de Bordo: Ênfase no controlo Controlo de Gestão operacional operacional Painel de Bordo: Ênfase no controlo operacional DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 59 9. PROCESSOS DE CONCRETIZAÇÃO Energias Renováveis nos Mercados Externos O crescimento da empresa e sua internacionalização poderá passar pela sua expansão para o mercado externo de construção de instalações de produção de energias renováveis, nomeadamente parques eólicos e mini-hídricas, em países onde se verifica um grande potencial destas energias, um forte investimento de entidades público-privadas, reforçado pelo interesse dos respectivos governos em apoiar esse investimento. Referimo-nos nomeadamente ao México, Chile, África do Sul e Roménia. O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela aliança estratégica da empresa com clientes actuais do mercado nacional da energia, em que se verificam relações duradouras, nomeadamente com a Enercon GmbH e a EDF Energie Nouvelle. Concessões Rodoviárias nos Mercados Externos O mercado nacional das concessões rodoviárias está fechado, não havendo espaço para a GASC operar. Assim a empresa deve apostar nas concessões em mercados externos onde existe um grande potencial de crescimento deste mercado e do seu respectivo valor. Referimo-nos nomeadamente à Africa do Sul, Polónia e República Checa. O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela aquisição de empresas autóctones do segmento de vias rodoviárias com forte implantação no mercado e boa imagem junto dos clientes, assim como deverá passar pela aliança estratégica com uma instituição de crédito bancário, afim de obter a capacidade de financiamento que estes projectos requerem. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 60 Investimento Directo na produção de energia renovável combinada eólica/mini-hídrica Dado a empresa ter já uma experiência considerável na construção de parques eólicos e mini- hídricas, está em condições de iniciar a sua diversificação para o investimento directo em energias renováveis a par da sua construção. Mais ainda, deverá aproveitar o efeito de sinergias dos dois segmentos de energia, para promover um sistema de produção de energia eléctrica mais eficiente – produção de energia renovável combinada. Neste sistema, em período de fraca necessidade de energia na rede eléctrica, a energia eólica poderá ser convertida em energia potencial hidráulica, através da bombagem de água entre duas albufeiras a cotas diferentes; em períodos de maior necessidade de energia na rede eléctrica, a mini-hídrica liberta a água da albufeira superior para a inferior e gera energia hidroeléctrica. Desta forma, a mini-hídrica funciona como uma bateria de energia e garante-se a venda de energia à rede nos períodos em que o preço da energia é superior, obtendo-se assim rentabilidades mais elevadas. A mini-hídrica poderia ainda ser munida de um sistema de optimização de inércia que permitiria obter maior produção de energia eléctrica com a mesma energia potencial. Note-se que este sistema ainda se encontra em desenvolvimento, o que implicaria alguma investigação. O processo de concretização desta estratégia deverá passar por adquirir um direito de ligação à rede de energia eléctrica nacional, assim como deverá passar pela aliança estratégica com empresas do ramo eléctrico e uma instituição de crédito bancário, afim de obter a capacidade de financiamento que estes projectos requerem. Contratos de manutenção de vias rodoviárias Após a construção das concessões rodoviárias que se encontram actualmente em fase de execução, o mercado da construção de vias rodoviárias deverá estagnar. No entanto, o pavimento betuminoso que constitui a maioria das actuais vias rodoviárias requer uma manutenção considerável, sendo objecto de renovação da camada de desgaste num período cíclico de 3 a 5 anos. Isto significa que existe um segmento de mercado das vias rodoviárias com elevado potencial e sustentabilidade – a manutenção. A empresa deverá portanto apostar em obter a maior cota de mercado de contratos de manutenção de vias rodoviárias no país. O processo de concretização desta estratégia deverá passar por abordar directamente as entidades responsáveis pela gestão das vias rodoviárias não concessionadas – Estradas de Portugal e DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 61 Autarquias – e propor a realização de uma espécie de seguro de manutenção, em que estas entidades pagam um valor fixo mensal e sempre que seja necessário algum tipo de manutenção, dentro de determinados critérios, a manutenção é efectuada sem quaisquer custos extraordinários. O processo de concretização da estratégia deverá igualmente passar pela aliança estratégica com uma entidade seguradora, em que esta assume a gestão do risco dos custos extraordinários e a GASC assume a execução de todos os trabalhos de manutenção. Produção de Energia Rodoviária O movimento dos automóveis pode ser convertido em electricidade através de geradores piezoeléctricos colocados debaixo dos pavimentos rodoviários. A empresa deve investir neste segmento, aproveitando sinergias entre os segmentos de Vias Rodoviárias e Energias Renováveis e tirando partido das vantagens da solução: nível de produção equivalente à energia eólica (potencial de captação de energia de 250KW.h, valor suficiente para abastecer mais de 500 casas), energia economicamente competitiva face à energia do carbono e retorno do investimento inferior às restantes energias renováveis – no máximo 12 anos. O processo de concretização da estratégia deverá passar pela aquisição dos equipamentos à empresa israelita que detém a patente da tecnologia INNOWATTECH e pela aquisição dos direitos de exploração da energia rodoviária através de alianças estratégicas com as entidades responsáveis pela gestão das vias rodoviárias não concessionadas – Estradas de Portugal e Autarquias –, em que a manutenção das vias rodoviárias seria feita a custo zero ou a um custo reduzido, desde que lhe fosse permitida a exploração do sistema de produção de energia que iria implementar durante a fase de manutenção das vias rodoviárias. Bolsa nacional de arrendamento de imóveis Face à actual situação do mercado imobiliário, as vendas de imóveis, em particular os apartamentos, diminuiu consideravelmente, deixando a empresa imobiliária do grupo GASC numa situação delicada com elevado stock de apartamentos. Tendo em conta as perspectivas aliciantes do segmento de arrendamento imobiliário a médio prazo, relacionadas com a crescente necessidade de maior mobilidade das pessoas no trabalho, a empresa deverá tirar partido do potencial deste segmento para resolver o problema do baixo nível de vendas e da falta de retorno do capital investido. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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    GABRIEL COUTO DIAGNÓSTICOE PLANO ESTRATÉGICO 62 O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela criação de uma bolsa nacional de arrendamento de imóveis distribuídos por todas as capitais de distrito, em que os imóveis são classificados em função da localização, área, qualidade de construção, proximidade de serviços e transportes públicos – para edifícios com a mesma classificação, será cobrado o mesmo valor monetário. Qualquer cliente que necessite mudar de habitação, mantendo a mesma classificação, sabe que pagará o mesmo valor, não correndo o risco financeiro de mudar de emprego/cidade e pagar eventualmente valores muito mais elevados. Oferece-se assim a garantia de cobertura de risco e maior estabilidade financeira ao cliente ao longo da sua vida. Com este modelo garantir- se-á uma fidelização dos clientes, situação rara no sector da imobiliária. De modo a não prejudicar os clientes em situações de não disponibilidade imediata de apartamento para a zona pretendida, deverá ser feita uma aliança estratégica com cadeias hoteleiras para acolherem os clientes temporariamente ao mesmo custo do aluguer do apartamento. Investimento em I&D A empresa possui um laboratório de controlo de qualidade para terraplenagens e betuminosos, no entanto não possui um laboratório de investigação e desenvolvimento. Os pavimentos rodoviários são uma área onde ainda existe bastante margem para a criação de novos produtos, nomeadamente pavimentos betuminosos com maior durabilidade. A aplicação de pavimentos betuminosos de maior durabilidade em futuras concessões rodoviárias resultará numa redução considerável dos custos de manutenção dos pavimentos, com ganhos evidentes na rendibilidade do negócio a longo prazo. Mais ainda, caso avançassem com o investimento directo em energias renováveis, poderiam ainda alargar a investigação e desenvolvimento para este segmento, procurando desenvolver tecnologias com forte potencial de retorno, nomeadamente os sistemas de optimização de inércia em mini-hídricas. O processo de concretização desta estratégia deverá passar pela contratação técnicos de investigação especializados, na aquisição de equipamentos específicos e na aliança estratégica com instituições de ensino superior de engenharia e investigação, promovendo bolsas de estágios e projectos para mestrados e doutoramentos. DCAMPOS ▪ JNUNES ▪ MBABO ▪ 2009
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