SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E
SERVIÇOS EM ELETRICIDADE
NRNR 1010
CURSO DECURSO DE
Básico
OBJETIVOOBJETIVO DO CURSODO CURSO
Capacitar os participantes para
prevenção de acidentes de trabalho com
eletricidade, em atendimento ao novo
texto da portaria nº 598 de 07/12/2004
do Ministério do Trabalho e Emprego,
viabilizando a autorização para
trabalhos em Instalações Elétricas.
Equivale ao curso presencial
Módulo Básico - Baixa Tensão – 40 horas.
PÚBLICOPÚBLICO ALVOALVO
Todos os funcionários que trabalham
direta ou indiretamente com eletricidade.
Esta Norma Regulamentadora fixa as condições mínimas
exigíveis para implementação de medidas de controle e
sistemas preventivos destinados a garantir a segurança e
saúde dos trabalhadores que direta ou indiretamente
interajam em instalações elétricas e serviços com
eletricidade nas fases de geração, transmissão,
distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto,
construção, montagem, operação, manutenção das
instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados
nas suas proximidades.
Introdução à segurança com eletricidade
Riscos em instalações e serviços com eletricidade
Técnicas de análise de risco
Medidas de controle do risco elétrico
Normas técnicas brasileira
Regulamentações do MTb
Equipamentos de proteção coletiva
Equipamentos de proteção individual
Rotinas de trabalho – procedimentos
Documentação de instalações elétricas
Riscos adicionais
Proteção e combate a incêndios
Acidentes de origem elétrica
Primeiros socorros
Responsabilidades
CONTEÚDOCONTEÚDO PROGRAMÁTICOPROGRAMÁTICO
A Norma Regulamentadora n° 10 é uma norma do Ministério do Trabalho e
Emprego que estabelece as medidas de controle, os sistemas preventivos, as
técnicas e práticas de serviços relacionadas a serviços realizados em
instalações elétricas e nos serviços com eletricidade. O objetivo dessa norma
é garantir a segurança e a saúde daqueles que realizam esses serviços e
mesmo dos consumidores finais.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Acidentes no setor elétrico podem ocasionar desde leves ferimentos,
até mesmo a morte das pessoas envolvidas.
ENERGIA ELÉTRICA: GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO
A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é gerada
principalmente em usinas hidrelétricas, onde a passagem da água por turbinas
geradoras transformam a energia mecânica, originada pela queda d’agua, em
energia elétrica.
No Brasil a GERAÇÃO de energia elétrica é 80% produzida a partir de
hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos. A partir
da usina a energia é transformada, em subestações elétricas, e elevada a
níveis de tensão (69/88/138/240/440 kV) e transportada em corrente alternada
(60 Hertz) através de cabos elétricos, até as subestações rebaixadoras,
delimitando a fase de TRANSMISSÃO.
Já na fase de DISTRIBUIÇÃO (11,9 / 13,8 / 23 kV), nas proximidades dos
centros de consumo, a energia elétrica é tratada nas subestações, com seu
nível de tensão rebaixado e sua qualidade controlada, sendo transportada por
redes elétricas aéreas ou subterrâneas, constituídas por estruturas (postes,
torres, dutos subterrâneos e seus acessórios), cabos elétricos e
transformadores para novos rebaixamentos (110 / 127 / 220 / 380 V), e
finalmente entregue aos clientes industriais, comerciais, de serviços e
residenciais em níveis de tensão variáveis, de acordo com a capacidade de
consumo instalada de cada cliente.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Quando falamos em setor elétrico, referimo-nos normalmente ao Sistema
Elétrico de Potência (SEP), definido como o conjunto de todas as
instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e
distribuição de energia elétrica até a medição inclusive.
Com o objetivo de uniformizar o entendimento é importante informar que o
SEP trabalha com vários níveis de tensão, classificadas em alta e baixa
tensão e normalmente com corrente elétrica alternada (60 Hz).
Conforme definição dada pela ABNT através das NBR (Normas Brasileiras
Regulamentadoras), considera-se “baixa tensão”, a tensão superior a 50
volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou
inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente
contínua, entre fases ou entre fase e terra. Da mesma forma considera-se
“alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500
volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Geração de Energia Elétrica
Manutenção: São atividades de intervenção realizadas nas unidades
geradoras, para restabelecer ou manter suas condições adequadas de
funcionamento.
Essas atividades são realizadas nas salas de máquinas, salas de
comando, junto a painéis elétricos energizados ou não, junto a
barramentos elétricos, instalações de serviço auxiliar, tais como:
transformadores de potencial, de corrente, de aterramento, banco de
baterias, retificadores, geradores de emergência, etc.
Os riscos na fase de geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são
similares e comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão
presentes em diversas atividades, destacando:
• Instalação e manutenção de equipamentos e maquinários (turbinas,
geradores, transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de
medição, etc.);
• Manutenção das instalações industriais após a geração;
• Operação de painéis de controle elétrico;
• Acompanhamento e supervisão dos processos;
• Transformação e elevação da energia elétrica;
• Processos de medição da energia elétrica.
As atividades características da geração se encerram nos sistemas de
medição da energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface
com a transmissão de energia elétrica.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Transmissão de Energia Elétrica
Basicamente está constituída por linhas de condutores destinados a
transportar a energia elétrica desde a fase de geração até a fase de
distribuição, abrangendo processos de elevação e rebaixamento de tensão
elétrica, realizados em subestações próximas aos centros de consumo.
Essa energia é transmitida em corrente alternada (60 Hz) em elevadas
tensões (138 a 500 kV). Os elevados potenciais de transmissão se
justificam para evitar as perdas por aquecimento e redução no custo de
condutores e métodos de transmissão da energia, com o emprego de
cabos com menor bitola ao longo das imensas extensões a serem
transpostas, que ligam os geradores aos centros consumidores.
Atividades características do setor de transmissão:
Inspeção de Linhas de Transmissão
Neste processo são verificados: o estado da estrutura e seus elementos, a
altura dos cabos elétricos, condições da faixa de servidão e a área ao
longo da extensão da linha de domínio. As inspeções são realizadas
periodicamente por terra ou por helicóptero.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Manutenção de Linhas de Transmissão
• Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma
série de “discos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura);
• Limpeza de isoladores;
• Substituição de elementos pára-raios;
• Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas;
• Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos;
• Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc.
Construção de Linhas de Transmissão
• Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de
impacto do meio ambiente e projetos;
• Desmatamentos e desflorestamentos;
• Escavações e fundações civis;
• Montagem das estruturas metálicas;
• Distribuição e posicionamento de bobinas em campo;
• Lançamento de cabos (condutores elétricos);
• Instalação de acessórios (isoladores, pára-raios);
• Tensionamento e fixação de cabos;
• Ensaios e testes elétricos.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Salientamos que essas atividades de construção são sempre realizadas
com os circuitos desenergizados, via de regra, destinadas à ampliação ou
em substituição a linhas já existentes, que normalmente estão
energizadas. Dessa forma é muito importante a adoção de procedimentos
e medidas adequadas de segurança, tais como: seccionamento,
aterramento elétrico, equipotencialização de todos os equipamentos e
cabos, dentre outros que assegurem a execução do serviço com a linha
desenergizada (energizada).
Distribuição de Energia Elétrica
É o segmento do setor elétrico que compreende os potenciais após a
transmissão, indo das subestações de distribuição entregando energia
elétrica aos clientes. A distribuição de energia elétrica aos clientes é
realizada nos potenciais:
• Médios clientes abastecidos por tensão de 11,9 kV / 13,8 kV / 23 kV;
• Clientes residenciais, comerciais e industriais até a potência de 75 kVA (o
abastecimento de energia é realizado no potencial de 110, 127, 220 e 380
Volts);
• Distribuição subterrânea no potencial de 24 kV.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
A distribuição de energia elétrica possui diversas etapas de
trabalho, conforme descrição abaixo:
• Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;
• Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;
• Construção de redes de distribuição;
• Construção de estruturas e obras civis;
• Montagens de subestações de distribuição;
• Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas
redes de distribuição;
• Manutenção das redes de distribuição aérea;
• Manutenção das redes de distribuição subterrânea;
• Poda de árvores;
• Montagem de cabinas primárias de transformação;
• Limpeza e desmatamento das faixas de servidão;
• Medição do consumo de energia elétrica;
• Operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Na história do setor elétrico o entendimento dos trabalhos
executados em linha viva estão associados às atividades
realizadas na rede de alta tenção energizada pelos métodos: ao
contato, ao potencial e à distância e deverão ser executados por
profissionais capacitados especificamente em curso de linha viva.
Manutenção com a linha desenergizada “linha morta”
Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico
devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar
de desenergizadas devem obedecer a procedimentos e medidas
de segurança adequado.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações
elétricas liberadas para serviços mediante os procedimentos
apropriados: seccionamento, impedimento de reenergização,
constatação da ausência de tensão, instalação de aterramento
temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos,
proteção dos elementos energizados existentes, instalação da
sinalização de impedimento de energização.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
Manutenção com a linha energizada “linha viva”
Esta atividade deve ser realizada mediante a adoção de procedimentos e
metodologias que garantam a segurança dos trabalhadores. Nesta
condição de trabalho as atividades devem ser realizadas mediante os
métodos abaixo descritos:
Método ao contato
O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica no mesmo
potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando
equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva
adequados a tensão da rede.
Método ao potencial
É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da
rede, no mesmo potencial. Nesse método é necessário o emprego de
medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo
inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimenta
condutiva (roupas, capuzes, luvas e botas), ligadas através de cabo
condutor elétrico e cinto à rede objeto da atividade.
Método à distância
É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma
distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas,
equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados.
Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
CHOQUE ELÉTRICO
O choque elétrico é um estímulo rápido no corpo humano, ocasionado pela
passagem da corrente elétrica. Essa corrente circulará pelo corpo onde ele
tornar-se parte do circuito elétrico, onde há uma diferença de potencial
suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo.
Embora tenhamos dito, no parágrafo acima, que o circuito elétrico deva
apresentar uma diferença de potencial capaz de vencer a resistência
elétrica oferecida pelo corpo humano, o que determina a gravidade do
choque elétrico é a intensidade da corrente circulante pelo corpo.
O caminho percorrido pela corrente elétrica no corpo humano é outro fator
que determina a gravidade do choque, sendo os choques elétricos de
maior gravidade aqueles em que a corrente elétrica passa pelo coração.
Efeitos
O choque elétrico pode ocasionar contrações violentas dos músculos, a
fibrilação ventricular do coração, lesões térmicas e não térmicas, podendo
levar a óbito como efeito indireto as quedas e batidas, etc.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Efeitos
A morte por asfixia ocorrerá, se a intensidade da corrente elétrica for de
valor elevado, normalmente acima de 30 mA e circular por um período de
tempo relativamente pequeno, normalmente por alguns minutos. Daí a
necessidade de uma ação rápida, no sentido de interromper a passagem
da corrente elétrica pelo corpo. A morte por asfixia advém do fato do
diafragma da respiração se contrair tetanicamente, cessando assim, a
respiração. Se não for aplicada a respiração artificial dentro de um
intervalo de tempo inferior a três minutos, ocorrerá sérias lesões cerebrais
e possível morte.
A fibrilação ventricular do coração ocorrerá se houver intensidades de
corrente da ordem de 15mA que circulem por períodos de tempo
superiores a um quarto de segundo. A fibrilação ventricular é a contração
disritimada do coração que, não possibilitando desta forma a circulação do
sangue pelo corpo, resulta na falta de oxigênio nos tecidos do corpo e no
cérebro. O coração raramente se recupera por si só da fibrilação
ventricular. No entanto, se aplicarmos um desfribilador, a fibrilação pode
ser interrompida e o ritmo normal do coração pode ser restabelecido. Não
possuindo tal aparelho, a aplicação da massagem cardíaca permitirá que o
sangue circule pelo corpo, dando tempo para que se providencie o
desfribilador, na ausência do desfribilador deve ser aplicada a técnica de
massagem cardíaca até que a vítima receba socorro especializado.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Efeitos
Além da ocorrência destes efeitos, podemos ter queimaduras tanto
superficiais, na pele, como profundas, inclusive nos órgãos internos.
Por último, o choque elétrico poderá causar simples contrações
musculares que, muito embora não acarretem de uma forma direta lesões,
fatais ou não, como vimos nos parágrafos anteriores, poderão originá-las,
contudo, de uma maneira indireta: a contração do músculo poderá levar a
pessoa a, involuntariamente, chocar-se com alguma superfície, sofrendo,
assim, contusões, ou mesmo, uma queda, quando a vitima estiver em local
elevado. Uma grande parcela dos acidentes por choque elétrico conduz a
lesões provenientes de batidas e quedas.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Fatores determinantes da gravidade
Analisaremos, a seguir, os seguintes fatores que determinam a
gravidade do choque elétrico:
• percurso da corrente elétrica;
• características da corrente elétrica;
• resistência elétrica do corpo humano.
Percurso da corrente elétrica
Tem grande influência na gravidade do choque elétrico o percurso
seguido pela corrente no corpo. A figura abaixo demonstra os
caminhos que podem ser percorridos pela corrente no corpo
humano.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Características da corrente elétrica
Outros fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são
as características da corrente elétrica. Nos parágrafos anteriores
vimos que a intensidade da corrente era um fator determinante na
gravidade da lesão por choque elétrico; no entanto, observa-se
que, para a Corrente Contínua (CC), as intensidades da corrente
deverão ser mais elevadas para ocasionar as sensações do
choque elétrico, a fibrilação ventricular e a morte. No caso da
fibrilação ventricular, esta só ocorrerá se a corrente continua for
aplicada durante um instante curto e especifico do ciclo cardíaco.
As correntes alternadas de frequência entre 20 e 100 Hertz são as
que oferecem maior risco. Especificamente as de 60 Hertz, usadas
nos sistemas de fornecimento de energia elétrica, são
especialmente perigosas, uma vez que elas se situam próximas à
frequência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação
ventricular é maior.
Ocorrem também diferenças nos valores da intensidade da
corrente para uma determinada sensação do choque elétrico, se a
vítima for do sexo feminino ou masculino. A tabela abaixo ilustra o
que acabamos de dizer.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Resistência elétrica do corpo humano
A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima
dependerá, em muito, da resistência elétrica que esta oferecer à
passagem da corrente, e também de qualquer outra resistência
adicional entre a vítima e a terra. A resistência que o corpo
humano oferece à passagem da corrente é quase que
exclusivamente devida à camada externa da pele, a qual é
constituída de células mortas. Esta resistência está situada entre
100.000 e 600.000 ohms, quando a pele encontra-se seca e não
apresenta cortes, e a variação apresentada é função da sua
espessura.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Resistência elétrica do corpo humano
Quando a pele encontra-se úmida, condição mais facilmente
encontrada na prática, a resistência elétrica do corpo diminui.
Cortes também oferecem uma baixa resistência. Pelo mesmo
motivo, ambientes que contenham muita umidade fazem com que
a pele não ofereça uma elevada resistência elétrica à passagem
da corrente.
A pele seca, relativamente difícil de ser encontrado durante a
execução do trabalho, oferece maior resistência a passagem da
corrente elétrica. A resistência oferecida pela parte interna do
corpo, constituída, pelo sangue músculos e demais tecidos,
comparativamente à da pele é bem baixa, medindo normalmente
300 ohms em média e apresentando um valor máximo de 500
ohms.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Resistência elétrica do corpo humano
As diferenças da resistência elétrica apresentadas pela pele à
passagem da corrente, ao estar seca ou molhada, podem ser
grande, considerando que o contato foi feito em um ponto do
circuito elétrico que apresente uma diferença de potencial de 120
volts, teremos:
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Causas determinantes
Veremos a seguir os meios através dos quais são criadas condições para
que uma pessoa venha a sofrer um choque elétrico.
Contato com um condutor nú energizado Uma das causas mais comuns
desses acidentes é o contato com condutores aéreos energizados.
Normalmente o que ocorre é que equipamentos tais como guindastes,
caminhões basculantes tocam nos condutores, tornando-se parte do
circuito elétrico; ao serem tocados por uma pessoa localizada fora dos
mesmos, ou mesmo pelo motorista, se este, ao sair do veículo, mantiver
contato simultâneo com a terra e o mesmo, causam um acidente fatal.
Com frequência, pessoas sofrem choque elétrico em circuitos com banca
de capacitores, os quais, embora desligados do circuito que os alimenta,
conservam por determinado intervalo de tempo sua carga elétrica. Daí a
importância de se seguir as normativas referentes a estes dispositivos.
Grande cuidado deve ser observado, ao desligar-se o primário de
transformadores, nos quais se pretende executar algum serviço. O risco
que se corre é que do lado do secundário pode ter sido ligado algum
aparelho, o que poderá induzir no primário uma tensão elevadíssima. Daí a
importância de, ao se desligarem os condutores do primário de um
transformador, estes serem aterrados.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Falha na isolação elétrica
Os condutores quer sejam empregados isoladamente, como nas
instalações elétricas, quer como partes de equipamentos, são
usualmente recobertos por uma película isolante. No entanto, a
deterioração por agentes agressivos, o envelhecimento natural ou
forçado ou mesmo o uso inadequado do equipamento podem
comprometer a eficácia da película, como isolante elétrico.
Veremos, a seguir, os vários meios pelos quais o isolamento
elétrico pode ficar comprometido:
Calor e Temperaturas Elevadas
A circulação da corrente em um condutor sempre gera calor e, por
conseguinte, aumento da temperatura do mesmo. Este aumento
pode causar a ruptura de alguns polímeros, de que são feitos
alguns materiais isolantes, dos condutores elétricos.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Umidade
Alguns materiais isolantes que revestem condutores absolvem umidade,
como é o caso do nylon. Isto faz com que a resistência isolante do material
diminua.
Oxidação
Esta pode ser atribuída à presença de oxigênio, ozônio ou outros
oxidantes na atmosfera. O ozônio torna-se um problema especial em
ambientes fechados, nos quais operem motores, geradores. Estes
produzem em seu funcionamento arcos elétricos, que por sua vez geram o
ozônio. O ozônio é o oxigênio em sua forma mais instável e reativa.
Embora esteja presente na atmosfera em um grau muito menor do que o
oxigênio, por suas características, ele cria muito maior dano ao isolamento
do que aquele.
Radiação
As radiações ultravioleta têm a capacidade de degradar as propriedades
do isolamento, especialmente de polímeros. Os processos fotoquímicos
iniciados pela radiação solar provocam a ruptura de polímeros, tais como,
o cloreto de vinila, a borracha sintética e natural, a partir dos quais o
cloreto de hidrogênio é produzido. Esta substância causa, então, reações e
rupturas adicionais, comprometendo, desta forma, as propriedades físicas
e elétricas do isolamento.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Produtos Químicos
Os materiais normalmente utilizados como isolantes elétricos
degradam-se na presença de substâncias como ácidos, lubrificantes e
sais.
Desgaste Mecânico
As grandes causas de danos mecânicos ao isolamento elétrico são a
abrasão, o corte, a flexão e torção do recobrimento dos condutores. O
corte do isolamento dá-se quando o condutor é puxado através de
uma superfície cortante. A abrasão tanto pode ser devida à puxada de
condutores por sobre superfícies abrasivas, por orifícios por demais
pequenos, quanto à sua colocação em superfícies que vibrem, as
quais consomem o isolamento do condutor. As linhas de pipas com
cerol (material cortante) também agridem o isolamento dos
condutores.
Fatores Biológicos
Roedores e insetos podem comer os materiais orgânicos de que são
constituídos os isolamentos elétricos, comprometendo a isolação dos
condutores. Outra forma de degradação das características do
isolamento elétrico é a presença de fungos, que se desenvolvem na
presença da umidade.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Altas Tensões
Altas tensões podem dar origem à arcos elétricos ou efeitos corona,
os quais criam buracos na isolação ou degradação química,
reduzindo, assim, a resistência elétrica do isolamento.
Pressão
O vácuo pode causar o desprendimento de materiais voláteis dos
isolantes orgânicos, causando vazios internos e consequente variação
nas suas dimensões, perda de peso e consequentemente, redução de
sua resistividade.
QUEIMADURAS
A corrente elétrica atinge o organismo através do revestimento
cutâneo. Por esse motivo, as vitimas de acidente com eletricidade
apresentam, na maioria dos casos queimaduras.
Devido à alta resistência da pele, a passagem de corrente elétrica
produz alterações estruturais conhecidas como “marcas de corrente”.
As características, portanto, das queimaduras provocadas pela
eletricidade diferem daquelas causadas por efeitos químicos, térmicos
e biológicos.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Em relação às queimaduras por efeito térmico, aquelas causadas
pela eletricidade são geralmente menos dolorosas, pois a
passagem da corrente poderá destruir as terminações nervosas.
Não significa, porém que sejam menos perigosas, pois elas
tendem a progredir em profundidade, mesmo depois de desfeito o
contato elétrico ou a descarga.
A passagem de corrente elétrica através de um condutor cria o
chamado efeito joule, ou seja, uma certa quantidade de energia
elétrica é transformada em calor.
Essa energia (Watts) varia de acordo com a resistência que o
corpo oferece à passagem da corrente elétrica, com a intensidade
da corrente elétrica e com o tempo de exposição, podendo ser
calculada pela expressão:
onde: W - energia dissipada
R - resistência
I - intensidade da corrente
t - tempo
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
É importante destacar que não há necessidade de contato direto da
pessoa com partes energizadas. A passagem da corrente poderá ser
devida a uma descarga elétrica em caso de proximidade do individuo
com partes eletricamente carregadas.
A eletricidade pode produzir queimaduras por diversas formas, o que
resulta na seguinte classificação;
• queimaduras por contato;
• queimaduras por arco voltaico;
• queimaduras por radiação (em arcos produzidos por curtos-
circuitos);
• queimaduras por vapor metálico.
Queimaduras por contato
“Quando se toca uma superfície condutora energizada, as
queimaduras podem ser locais e profundas atingindo até a parte
óssea, ou por outro lado muito pequenas, deixando apenas uma
pequena “mancha branca na pela”. Em caso de sobrevir à morte, esse
último caso é bastante importante, e deve ser verificado no exame
necrológico, para possibilitar a reconstrução, mais exata possível, do
caminho percorrido pela corrente
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Queimaduras por arco voltaico
O arco elétrico caracteriza-se pelo fluxo de corrente elétrica através do ar,
e geralmente é produzido quando da conexão e desconexão de
dispositivos elétricos e também em caso de curto-circuito, provocando
queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico possui energia
suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores
de material ionizado e raios ultravioletas.
Queimaduras por vapor metálico
Na fusão de um elo fusível ou condutor, há a emissão de vapores e
derramamento de metais derretidos (em alguns casos prata ou estanho)
podendo atingir as pessoas localizadas nas proximidades.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS
É gerado quando da passagem da corrente elétrica nos meios condutores. O
campo eletromagnético está presente em inúmeras atividades humanas, tais
como trabalhos com circuitos ou linhas energizadas, solda elétrica, utilização
de telefonia celular e fornos de microondas.
Os trabalhadores que interagem com Sistema Elétrico Potência estão expostos
ao campo eletromagnético, quando da execução de serviços em linhas de
transmissão aérea e subestações de distribuição de energia elétrica, nas quais
empregam-se elevados níveis de tensão e corrente.
Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo
eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Onde o empregado fica
exposto ao campo onde seu corpo sofre uma indução, estabelecendo um
diferencial de potencial entre o empregado e outros objetos inerentes às
atividades.
A unidade de medida do campo magnético é o Ampére por Volt, Gaus ou Tesla
cujo símbolo é representado pela letra T.
Cuidados especiais devem ser tomados por trabalhadores ou pessoas que
possuem em seu corpo aparelhos eletrônicos, tais como marca passo,
aparelhos auditivos, dentre outros, pois seu funcionamento pode ser
comprometido na presença de campos magnéticos intenso.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
RISCOS ADICIONAIS
São considerados como riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são
específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente,
possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade.
Classificação dos riscos adicionais
Altura Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as
instruções relativas a segurança descritas abaixo:
• É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular.
• Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu
uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e
travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular.
• Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em
bolsas especiais, evitando o seu arremesso. Quando for imprescindível o uso de
andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão:
• Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de
montagem e desmontagem;
• Estar aterrados;
• Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura,
travadas e que nunca ultrapassem o andaime;
•Ter base com sapatas;
• Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos
máximos de trinta centímetros;
•Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2
metros; •Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Manuseio de Escada Simples e de Extensão:
•Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam
rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados,
etc.
• Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para
reparo ou troca.
• Devem ser manuseadas sempre com luvas.
• Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la.
• No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos-
suportes, devidamente amarradas.
• Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os
montantes.
• Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de
segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus.
• Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça.
• Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida
paralelamente ao meio fio.
•Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja
de aproximadamente ¼ do seu comprimento.
• Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la.
Somente o dispense depois de amarrar a escada.
• Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do
degrau, verificando o travamento da extensão.
• Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no
pé dela, segurando-a.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Ambientes Confinados
Nas atividades que exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão,
intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de
proteção, a saber:
a) treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão
submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de
risco;
b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão
realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória;
c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção
prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados;
d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e
intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob
supervisão de responsável técnico;
e) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado;
f ) ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e
ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente,
garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar;
g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos
no interior de espaços confinados;
h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que
possibilitem meios seguros de resgates;
i) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na
aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares;
j) a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados
para resgate;
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
k) manter ao alcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo
para resgate;
l) no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da
execução do trabalho.
Áreas Classificadas
São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de
vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido a
razões diversas, como, por exemplo, desgaste ou deterioração de equipamentos.
Tais áreas, também chamadas de ambientes explosivos, são classificadas conforme
normas internacionais, e de acordo com a classificação exigem a instalação de
equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. As
áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases
inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de
explosão ou combustão. É evidente que um equipamento instalado dentro de uma
área classificada também deve ser classificado, e esta é baseada na temperatura
superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em
caso de falha. A EN 50.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis,
assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. Para exemplificar, um
equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases
possuem temperatura de combustão superior a 200ºC.
Para diminuirmos o risco de uma explosão, podemos adotar diversos métodos. Um
deles é eliminarmos um dos elementos do triângulo do fogo: temperatura, oxigênio e
combustível. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir:
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
a) Contenção da explosão: na verdade, este é o único método que permite que
haja a explosão, porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e
não pode propagar-se para a atmosfera do entorno.
b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes
elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva.
c) Prevenção: através deste método limita-se a energia, seja térmica ou
elétrica, a níveis não perigosos. A técnica de segurança intrínseca é a mais
empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. O que se faz é
limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los
totalmente incapazes, tanto em condições normais de operação quanto em
situações de falha, de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que
possam causar a explosão.
As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se
apresentem na forma de pó, são indústrias de alto potencial de risco quanto a
incêndios e explosões, e devem, antes de sua implantação, efetuar uma
análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis, pois na fase de
projeto as soluções são mais simples e econômicas.
Porém, as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os
problemas, minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional
competente.
A seguir, citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas
quanto aos riscos de incêndios e explosões:
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
» indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas;
» indústrias fabricantes de rações animais;
» indústrias alimentícias;
» indústrias metalúrgicas;
» indústrias farmacêuticas;
» indústrias plásticas;
» indústrias de beneficiamento de madeira;
» indústrias do carvão.
Acidentes de Origem Elétrica
A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar
acidentes nos locais de trabalho, sendo um item obrigatório em
todos os tipos de trabalho. Podemos classificar os acidentes de
trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e
com o ambiente (condições inseguras). Essas causas são
apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. No
entanto, deve-se levar em conta que, às vezes, os acidentes são
provocados pela presença de condições inseguras e atos
inseguros ao mesmo tempo.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Atos Inseguros
Os atos inseguros são, geralmente, definidos como causas de acidentes do
trabalho que residem exclusivamente no fator humano, isto é, aqueles que
decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança.
É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou
inconscientemente) aos riscos de acidentes. É falsa a ideia de que não se pode
predizer nem controlar o comportamento humano. Na verdade, é possível
analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e
controlá-los. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a
praticarem atos inseguros:
• Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo
no momento. Ex.: problemas familiares, abalos emocionais, discussão com
colegas, alcoolismo, estado de fadiga, doença, etc.
• Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. Estes
fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz, falhas de
treinamento, falta de treinamento.
• Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas
do trabalho. Ex.: problema com a chefia, problemas com os colegas, políticas
salariais impróprias, política promocional imprópria, clima de insegurança.
• Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade
do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. Ex.: o
desleixado, o machão, o exibicionista, o desatento, o brincalhão.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Condições Inseguras
São aquelas que, presentes no ambiente de trabalho, põem
em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador,
devido à possibilidade deste acidentar-se. Tais condições
manifestam-se como deficiências técnicas, podendo
apresentar-se:
• Na construção e instalações em que se localiza a
empresa: áreas insuficientes, pisos fracos e irregulares,
excesso de ruído e trepidações, falta de ordem e limpeza,
instalações elétricas impróprias ou com defeitos, falta de
sinalização.
• Na maquinaria: localização imprópria das máquinas, falta
de proteção em partes móveis, pontos de agarramento e
elementos energizados, máquinas apresentando defeitos.
• Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou
totalmente ausente, roupa e calçados impróprios,
equipamentos de proteção com defeito (EPI’s, EPC’s),
ferramental defeituoso ou inadequado.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Causas Diretas de Acidentes com Eletricidade
Podemos classificar como causas diretas de acidentes
elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de
isolamento, podendo estas ainda serem classificadas
quanto ao tipo de contato físico:
• Contatos diretos – consistem no contato com partes
metálicas normalmente sob tensão (partes vivas).
• Contatos indiretos – consistem no contato com partes
metálicas normalmente não energizadas (massas), mas
que podem ficar energizadas devido a uma falha de
isolamento. O acidente mais comum a que estão
submetidas as pessoas, principalmente aquelas que
trabalham em processos industriais ou desempenham
tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais,
é o toque acidental em partes metálicas energizadas,
ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase
e terra.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Causas Indiretas de Acidentes Elétricos
Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por
descargas atmosféricas, tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas.
Descargas Atmosféricas
As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de
transmissão e distribuição de energia elétrica, além de provocarem danos materiais
nas construções atingidas por elas, sem contar os riscos de vida a que as pessoas e
animais ficam submetidos. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que
chegam a centenas de quilovolts. A fricção entre as partículas de água que formam
as nuvens, provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade, dá origem a
uma grande quantidade de cargas elétricas. Verifica-se experimentalmente que as
cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem, enquanto as cargas
elétricas negativas se posicionam na parte inferior, acarretando consequentemente
uma intensa migração de cargas positivas na superfície da terra para a área
correspondente à localização da nuvem, dando dessa forma uma característica
bipolar às nuvens. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa
determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. No
entanto, o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica, normalmente elevada,
que depende de certas condições ambientais. O aumento dessa diferença de
potencial, que se denomina gradiente de tensão, poderá atingir um valor que supere
a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra, fazendo com que as
cargas elétricas migrem na direção da terra, num trajeto tortuoso e normalmente
cheio de ramificações, cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. É de
aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez
dielétrica do ar é rompida.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Tensão Estática
Os condutores possuem elétrons livres e, portanto, podem ser eletrizados
por indução.
Os isoladores, conhecidos também por dielétricos, praticamente não
possuem elétrons livres. Será que eles podem ser eletrizados por indução,
isto é, aproximando um corpo eletrizado, em contudo tocá-los?
Normalmente, os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons
de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. Quando um
corpo carregado se aproxima desses átomos, há um deslocamento muito
pequeno dos seus elétrons e prótons, de modo que os centros de
gravidade destes não mais se coincidem, formando assim um dipolo
elétrico. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados)
está eletricamente polarizado.
Tensões Induzidas em Linhas de Transmissões de Alta-Tensão
Devido ao atrito com o vento e com a poeira, e em condições secas, as
linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões
presentes. As tensões estáticas crescem continuamente, e após um longo
período de tempo podem ser relativamente elevadas. Podemos ter tensões
induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético.
Se dois condutores, ou um condutor e o potencial de terra, estiverem
separados por um dielétrico e em potenciais diferentes, surgirá entre
ambos o efeito capacitivo.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Ao aterrarmos uma linha, as correntes, devido às tensões induzidas
capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra, são drenadas
imediatamente. Todavia, existirão tensões de acoplamento capacitivo e
eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha.
Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são
paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. Essa
tensão é função da distância entre linhas, da corrente de carga das linhas
energizadas, do comprimento do trecho onde há paralelismo ou
cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. No caso de
uma linha aterrada em apenas uma das extremidades, a tensão induzida
eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada; e
se ambas as extremidades estiverem aterradas, existirá uma corrente
fluindo num circuito fechado com a terra.
Ao se instalar o aterramento provisório, uma corrente fluirá por seu
intermédio, diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo
tempo jampeando a área de trabalho, o que possibilita neste ponto uma
maior segurança para o homem de manutenção. Além disso, nos casos de
circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão, portanto com indução elevada, é
recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão
dos circuitos e a distância entre eles, o que poderá determinar se as outras
medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o
trabalho deverá ser feito como em linha energizada.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Técnicas de Análise de Riscos
Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades,
procedimentos, projetos e instalações, máquinas e equipamentos. Para
reduzir a frequência de acidentes, é preciso avaliar e controlar os riscos.
» Que pode acontecer errado?
» Quais são as causas básicas dos eventos não desejados?
» Quais são as consequências?
A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a
uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos
que essa atividade representa para a população exposta, para o meio
ambiente e para a empresa, de uma forma geral. Os principais resultados
de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes,
suas frequências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis
consequências.
A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e
as medidas para controle das consequências de acidentes para os
trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à
instalação ou para o meio ambiente.
As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de
execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. Alguns
exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena
descrição do método.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Conceitos Básicos
Perigo
Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de
causar danos às pessoas, à propriedade, ao ambiente ou uma
combinação de todos.
Risco
Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana,
resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a
magnitude das perdas ou danos (consequências).
O risco também pode ser definido através das seguintes
expressões:
» combinação de incerteza e de dano; » razão entre o perigo e as
medidas de segurança;
» combinação entre o evento, a probabilidade e suas
consequências.
A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes
são causados por eventos pouco frequentes, mas que causam
danos importantes.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Conceitos Básicos
Perigo
Uma ou mais condições físicas ou químicas com possibilidade de
causar danos às pessoas, à propriedade, ao ambiente ou uma
combinação de todos.
Risco
Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana,
resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a
magnitude das perdas ou danos (consequências).
O risco também pode ser definido através das seguintes
expressões:
» combinação de incerteza e de dano; » razão entre o perigo e as
medidas de segurança;
» combinação entre o evento, a probabilidade e suas
consequências.
A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes
são causados por eventos pouco frequentes, mas que causam
danos importantes.
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Análise de Riscos
É a atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa
ou quantitativa) do riscos, baseada na engenharia de avaliação e
técnicas estruturadas para promover a combinação das
frequências e consequências de cenários acidentais.
Avaliação de Riscos
É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os
compara com os critérios de tolerabilidade previamente
estabelecidos.
Gerenciamento de Riscos
É a formulação e a execução de medidas e procedimentos
técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever, controlar
ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial, objetivando
mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança
considerados toleráveis.
Níveis de Risco
» Catastrófico » Moderado » Desprezível » Crítico » Não Crítico
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Classificação dos Riscos
Quanto à severidade das consequências:
Categoria I Desprezível – Quando as consequências / danos
estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com
controle imediato.
Categoria II Marginal – Quando as consequências / danos
atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com
controle e sem contaminação do solo, ar ou recursos hídricos.
Categoria III Crítica – Quando as consequências / danos provocam
contaminação temporária do solo, ar ou recursos hídricos, com
possibilidade de ações de recuperação imediatas.
Categoria IV Catastrófica – Quando as consequências / danos
atingem áreas externas, comunidade circunvizinha e/ou meio
ambiente
Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
Os objetivos de uma ARP são:
Identificar e caracterizar os perigos potenciais dos
processos e dos materiais perigosos envolvidos e os
cenários associados a eles, que possam conduzir à
consequências indesejáveis;
Avaliar e classificar as magnitudes e consequências
das situações potenciais de perigo encontradas;
Sugerir recomendações praticáveis para minimizar e
controlar os perigos encontrados.
As ARP’s devem ser realizadas:
Antes da partida de novos projetos;
A cada 5 anos (Revisão Periódica);
Caso hajam alterações relevantes no processo;
Para verificação de deficiência em ARP’s existentes;
Por Solicitações/Exigências externas.
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
METODOLOGIAS DE IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PERIGOS E RISCOS
QUALITATIVAS:
Análise de Check list (listas de Verificação);
Revisão de Segurança;
Análise Preliminar de Perigos;
Análise What If / Check lists;
Análise de Perigos e Operabilidade – HAZOP;
Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA;
Análise de Árvore de Falhas;
Análise de Árvore de Eventos;
Análise de Causa Consequência;‐
Análise de Confiabilidade Humana;
QUANTITATIVAS:
Utilizadas principalmente em estudos de Vulnerabilidade.
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
1) ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO- APR1) ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO- APR
Análise Preliminar de Risco consiste em um estudo durante a fase
de projeto de um sistema, com o objetivo de se determinar os
riscos que poderão estar presente na fase operacional do mesmo.
Em uma APR, determinamos o Risco, a Causa desse risco, o
Efeito provocado por ele, A Categoria de Risco e as Medidas
Preventivas ou Corretivas.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO- APR
IDENTIFICAÇÃO....................
SUBSISTEMA........................
RISCO CAUSA EFEITO
CAT.
RISCO
MED.
PREV.
I
II
III
IV
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
2. WHAT IF/CHECKLIST2. WHAT IF/CHECKLIST
CARACTERÍSTICAS:
Análise geral e qualitativa
Ideal para a primeira abordagem.
Objetiva a identificação e o tratamento de riscos.
METODOLOGIA:
O WIC é um procedimento de revisão de riscos de processos que se
desenvolve através de reuniões de questionamento de
procedimentos, instalações etc. de um processo, gerando também
soluções para os problemas levantados. Utiliza-se de uma
sistemática técnico-administrativa que inclui princípios de dinâmica
de grupos.
Uma vez utilizado, é reaplicado periodicamente.
BENEFÍCIOS:
Revisão de um largo espectro de riscos, consenso entre áreas de
atuação (produção, processo, segurança) sobre a operação segura
da planta. Gera um relatório detalhado, de fácil entendimento, que é
também um material de treinamento e base de revisões futuras.
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
3. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF)3. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF)
Utiliza-se de portas lógicas OU ; E para o relacionamento entre as
causas e os efeitos.
Parte-se de um evento complexo, que é desenvolvido sucessivamente
em eventos mais simples.
Os Eventos Básicos serão apenas:
falhas ou defeitos de componentes
falhas operacionais
eventos da natureza
PROCEDIMENTO INTEGRAL
seleção do evento topo
determinação dos fatores contribuintes até as falhas
básicas(componentes, erros operacionais ou eventos da natureza)
aplicação de dados quantitativos (taxas de falha, confiabilidade,
probabilidade de ocorrência)
determinação da probabilidade de ocorrência do evento topo.
Outros benefícios.
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
3. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF)3. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF)
PROCEDIMENTO FINAL
análise dos “cut-sets” (combinações de eventos que sozinhas levam
ao evento topo)
classificação dos cut-sets por importância
determinação dos fatores mais críticos (subsistemas, componentes,
operações)
tratamento dos ramos críticos da árvore e recálculo para analisar
custo-benefício de futuras intervenções ou modificações.
PORTAS LÓGICAS PORTA OU (OR)
O evento saída ocorre se qualquer evento entrada ou combinação dos
mesmos ocorrer.
EVENTOS BÁSICOS
EXEMPLO DE PORTA “OU”
EXEMPLO DE PORTA “E”
A ASSOCIAÇÃO SÓ É POSSÍVEL MEDIANTE OS TRÊS
COMPROVANTES
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
4. ANÁLISE DE MODOS E EFEITOS DE FALHA (FMEA)4. ANÁLISE DE MODOS E EFEITOS DE FALHA (FMEA)
Esta técnica permite analisar como podem falhar os componentes de um
equipamento ou sistema, estimar as taxas de falha, determinar os
efeitos que poderão advir, e, estabelecer as mudanças que deverão ser
feitas para aumentar a probabilidade de que o sistema ou equipamento
funcione de forma segura.
CARACTERÍSTICAS DA ANÁLISE DE MODOS DE FALHA E EFEITOS
METODOLOGIA: determinar os modos de falha de componentes e seus
efeitos em outros componentes e no sistema e determinar os meio de
detecção e compensação das falha e reparos necessários e categorizar
falhas para priorização das ações corretivas.
CARACTERÍSTICAS:
análise detalhada, qualitativa/quantitativa.
aplicação a riscos associados a falhas em equipamentos
objetiva determinar falhas de efeito crítico e componentes críticos,
análise de confiabilidade de conjuntos, equipamentos e sistemas.
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
VANTAGENS:
Detecção precoce de falhas, aumento da confiabilidade de equipamentos e
sistemas através do tratamento de componentes críticos, e muito úteis em
emergências de processos ou utilidades.
Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
DESENERGIZAÇÃO
A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e
controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito,
trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob
controle dos trabalhadores envolvidos.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas
liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e
obedecida a sequência a seguir:
Seccionamento
É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento
adequado entre um circuito ou dispositivo e outro, obtida mediante o
acionamento de dispositivo apropriado (chave seccionadora, interruptor,
disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda através
de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.
Impedimento de reenergização
É o estabelecimento de condições que impedem, de modo
reconhecidamente garantido, a reenergização do circuito ou equipamento
desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento.
Na prática trata-se da aplicação de travamentos mecânicos, por meio de
fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou com
sistemas informatizados equivalentes.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Deve-se utilizar um sistema de travamento do dispositivo de
seccionamento, para o quadro, painel ou caixa de energia elétrica e
garantir o efetivo impedimento de reenergização involuntária ou
acidental do circuito ou equipamento durante a execução da atividade
que originou o seccionamento. Deve-se também fixar placas de
sinalização alertando sobre a proibição da ligação da chave e
indicando que o circuito está em manutenção.
O risco de energizar inadvertidamente o circuito é grande em
atividades que envolvam equipes diferentes, onde mais de um
empregado estiver trabalhando. Nesse caso a eliminação do risco é
obtida pelo emprego de tantos bloqueios quantos forem necessários
para execução da atividade.
Dessa forma, o circuito será novamente energizado quando o último
empregado concluir seu serviço e destravar os bloqueios. Após a
conclusão dos serviços deverão ser adotados os procedimentos de
liberação específicos.
A desenergização de circuito ou mesmo de todos os circuitos numa
instalação deve ser sempre programada e amplamente divulgada para
que a interrupção da energia elétrica reduza os transtornos e a
possibilidade de acidentes. A reenergização deverá ser autorizada
mediante a divulgação a todos os envolvidos.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Constatação da ausência de tensão
É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito
elétrico. Deve ser feita com detectores testados antes e após a verificação
da ausência de tensão, sendo realizada por contato ou por aproximação e
de acordo com procedimentos específicos. Instalação de aterramento
temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos
Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de
aterramento temporário deverá ser ligado a uma haste conectada à terra.
Na sequência, deverão ser conectadas as garras de aterramento aos
condutores fase, previamente desligados.
OBS.: Trabalhar entre dois pontos devidamente aterrados.
Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada
Define-se zona controlada como, área em torno da parte condutora
energizada, segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo
com nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais
autorizados, como disposto no anexo II da Norma Regulamentadora Nº10.
Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação invólucros, etc.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Instalação da sinalização de impedimento de reenergização
Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à
advertência e à identificação da razão de desenergização e informações
do responsável.
Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou
bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados. No caso de método
alternativo, procedimentos específicos deverão assegurar a comunicação
da condição impeditiva de energização a todos os possíveis usuários do
sistema.
Somente após a conclusão dos serviços e verificação de ausência de
anormalidades, o trabalhador providenciará a retirada de ferramentas,
equipamentos e utensílios e por fim o dispositivo individual de travamento
e etiqueta correspondente.
Os responsáveis pelos serviços, após inspeção geral e certificação da
retirada de todos os travamentos, cartões e bloqueios, providenciará a
remoção dos conjuntos de aterramento, e adotará os procedimentos de
liberação do sistema elétrico para operação.
A retirada dos conjuntos de aterramento temporário deverá ocorrer em
ordem inversa à de sua instalação.
Os serviços a serem executados em instalações elétricas desenergizadas,
mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão,
devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6. da NR 10, que
diz respeito a segurança em instalações elétricas desenergizadas.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Aterramento Temporário
A instalação de aterramento temporário tem como finalidade a
equipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou
equipamento), ou seja, ligar eletricamente ao mesmo potencial, no caso ao
potencial de terra, interligando-se os condutores ou equipamentos à malha
de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão
nominal do circuito.
Para a execução do aterramento, devemos seguir às seguintes etapas:
• Solicitar e obter autorização formal;
•Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar
a desenergização.
• Delimitar a área de trabalho, sinalizando-a;
• Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente.
•Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário
antes de sua utilização.
• Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com
firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores
ou equipamentos que serão ligados à terra, utilizando equipamentos de
isolação e proteção apropriados à execução da tarefa.
• Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa;
• Na rede de distribuição deve-se trabalhar, no mínimo, entre dois
aterramentos.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Aterramento
Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança
das pessoas e funcionais da instalação. O valor da resistência de aterramento
deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação
elétrica.
Ligação à Terra
Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional), o aterramento deve
ser único em cada local da instalação. Para casos específicos, de acordo com
as prescrições da instalação, o aterramento pode ser usado separadamente,
desde que sejam tomadas as devidas precauções.
Aterramento Funcional
É o aterramento de um ponto (do sistema, da instalação ou do equipamento)
destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Em
particular, no contexto da seção, o termo "funcional" está associado ao uso do
aterramento e da equipotencialização para fins de transmissão de sinais e de
compatibilidade eletromagnética.
Aterramento do Condutor Neutro
Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária, o
condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Aterramento de Proteção (PE)
A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo
equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada
aos equipamentos classe I.
Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é
provida de meios de aterramento, isto é, o equipamento vem com
condutor de proteção (condutor PE, ou "fio terra") incorporado ou não ao
cordão de
ligação,ouentãosuacaixadeterminaisincluiumterminalPEparaaterramento.
Essaéapartequetocaaopróprio equipamento. A parte que toca à
instalação é ligar esse equipamento adequadamente, conectando-se o
PE do equipamento ao PE da instalação, na tomada ou caixa de
derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE,
evidentemente (e isso deve ser regra, e não exceção); e garantir que, em
caso de falha na isolação desse equipamento, um dispositivo de proteção
atue automaticamente, promovendo o desligamento do circuito.
A secção mínima do condutor de proteção (PE) deve obedecer aos
valores estabelecidos pela ABNT NBR 5410.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Aterramento por Razões Combinadas de Proteção e Funcionais
Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção
e funcionais, as prescrições relativas às medidas de proteção devem
prevalecer.
Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão:
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Esquemas de Ligação de Aterramento em MédiaTensão
Segundo a norma NBR 14039/2003, são considerados os esquemas
de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados,
descritos a seguir, sendo estes classificados conforme a seguinte
simbologia:
•Primeira letra – situação da alimentação em relação à terra:
»T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente
aterrado;
» I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou
aterramento de um ponto através de uma impedância.
•Segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em
relação à terra:
» T = massas diretamente aterradas, independentemente do
aterramento eventual de ponto de alimentação; » N = massas ligadas
diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada,
o ponto aterrado é normalmente o neutro).
•Terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do
ponto de alimentação:
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Esquemas de Ligação de Aterramento em MédiaTensão
» R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas
simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas
da instalação;
» N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente
ao aterramento do neutro da instalação, mas não estão ligadas às
massas da instalação;
»S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um
aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das
massas da instalação.
Esquema TNR
O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente
aterrado, sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação
ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. Nesse
esquema, toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de
curto-circuito.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Esquemas TTN e TTS
Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente
aterrado, estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de
aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do
ponto de alimentação. Nesse esquema, as correntes de falta direta
fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto circuito,
sendo, porém, suficientes para provocar o surgimento de tensões de
contato perigosas.
São considerados dois tipos de esquemas, TTN e TTS, de acordo com
a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das
massas do ponto de alimentação, a saber:
a) esquema TTN, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção
das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo
de aterramento;
b) esquema TTS, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção
das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de
aterramento distintos.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Esquemas ITN, ITS e ITR
Os esquemas Itx não possuem qualquer ponto da alimentação
diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado
através de uma impedância, estando as massas da instalação ligadas
a seus próprios eletrodos de aterramento. Nesse esquema, a corrente
resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade
suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas.
São considerados três tipos de esquemas, ITN, ITS e ITR, de acordo
com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção
das massas da instalação e do ponto de alimentação, a saber:
a) Esquema ITN, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção
das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo
de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo
distinto;
b) Esquema ITS, no qual o condutor neutro, os condutores de proteção
das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a
eletrodos de aterramento distintos;
c) Esquema ITR, no qual o condutor neutro, os condutores de proteção
das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um
único eletrodo de aterramento.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Medida da resistência de aterramento
Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é
importante considerar as condições locais, a natureza do terreno e a
resistência de contato do aterramento. O trabalho de aterramento
depende desses fatores e das condições ambientais.
É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. Influem a
resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência
do condutor de terra.
Sejam A e B tubos condutores, convenientes para um bom
aterramento. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente
e por ambos circular uma corrente, pode-se medir uma tensão "U“ em
relação à terra, tendo-se M como ponto de referência, encontrando-se
a curva indicada em "B". É fácil verificar que nas proximidades dos
aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce, sendo nula a
tensão no ponto de referência. Esse crescimento da tensão nas
proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que
as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de
aterramento. Ao mesmo tempo, afastando-se destes, há uma seção
bem maior para a passagem da corrente, o que provoca uma queda
nula de tensão.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável,
devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela.
Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto
distante a 20 metros, de tal forma que no mesmo potencial seja nulo.
A resistência de contato tem a resistência do solo com o fator
muitíssimo importante.
Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. No
primeiro caso, geralmente, usam-se tubos de ferro galvanizado, em
geral de 3/4", ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre
depositada eletroliticamente (copperweld), de comprimento grande,
cravados no solo.
No caso de aterramento superficial, usam-se cabos condutores ou
chapas, enterrados a uma profundidade média de 0,50 metro,
preferindo-se uma disposição radial e com centro comum.
Equipotencialização
Podemos definir equipotencialização como o conjunto de medidas que
visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de
instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações, rede de
dados, etc.), prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis
aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos
equipamentos a elas conectados.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Condições de Equipotencialização
Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação,
sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia.
• O quadro geral de baixa tensão (QGBT), o distribuidor geral da rede
telefônica, o da rede de comunicação de dados, etc., deverão ser
convenientemente interligados, formando um só aterramento.
• Todas as massas metálicas de uma edificação, como ferragens
estruturais, grades, guarda-corpos, corrimãos, portões, bases de
antenas, bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos,
devem ser convenientemente interligadas ao aterramento.
• Todas as tubulações metálicas da edificação, como rede de
hidrantes, eletrodutos e outros, devem ser interligadas ao aterramento
de forma conveniente.
• Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado, malha, ou
preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da
edificação, quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das
vezes é).
• Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar
interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que,
obviamente, deverão estar distribuídos por toda a instalação da
edificação.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Condições de Equipotencialização
•Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem
ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos),
constituídos por varistores centelhadores, diodos especiais, Taz ou
Tranzooby, ou uma associação deles.
• Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP
(barramento de equipotencialização principal) através da ligação da
massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE.
• No QDP, ou no quadro do secundário do transformador, dependendo
da configuração da instalação elétrica de baixa tensão, deve ser
instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de
características nominais mais elevadas que possibilite uma
coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais
que alimentamos ETIs.
• Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o
custo da instalação, como, por exemplo, o aproveitamento de
bandejamento dos cabos, hidrantes, caso seja garantida sua
continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Seccionamento Automático da Alimentação
Dispositivo de proteção a corrente diferencial – residual – DR
Proteção por Extra baixa Tensão
Proteção por Barreiras e Invólucros
Proteção por Obstáculos e Anteparos
Locais de Serviço Elétrico
Proteção por Isolamento das Partes Vivas
Proteção Parcial por Colocação Fora de Alcance
Proteção por separação elétrica
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Equipamentos de Proteção Coletiva
Como estudado anteriormente, em todos os serviços executados
em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas
prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a
segurança e a saúde dos trabalhadores.
As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a
desenergização elétrica, e na sua impossibilidade, o emprego de
tensão de segurança, conforme estabelece a NR-10. Essas
medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com
a atividade principal que será executada e que gerou o risco, como
também à proteção de outros funcionários que possam executar
atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes, cujo
percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. A seguir
serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção
coletiva usados nas instalações elétricas:
Conjunto de Aterramento
Equipamento destinado à execução de aterramento temporário,
visando à equipotencialização e proteção pessoal contra
energização indevida do circuito em intervenção.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Tapetes de Borracha Isolantes
Acessório utilizado principalmente em subestações, sendo aplicado
na execução da isolação contra contatos indiretos, minimizando
assim as consequências por uma falha de isolação nos
equipamentos.
Cones e Bandeiras de Sinalização
Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam
sendo executadas intervenções.
Placas de Sinalização
São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida, etc.) e situação
dos equipamentos (equipamentos energizados, não manobre este
equipamento sobre carga, etc.), visando assim à proteção de
pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que
venham a manobrar os sistemas elétricos.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Protetores Isolantes de Borracha ou PVC Para Redes Elétricas
Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes
aéreas, são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em
redes energizadas.
Equipamentos de Proteção Individual
Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de
proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para
controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção
individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas,
em atendimento ao disposto na NR-6, a norma regulamentadora do
Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos.
As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades,
considerando-se, também, a condutibilidade, a inflamabilidade e as
influências eletromagnéticas.
É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações
elétricas ou em suas proximidades, principalmente se forem metálicos
ou que facilitem a condução de energia.
Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo
Ministério do Trabalho e Emprego. O EPI deve ser usado quando:
»não for possível eliminar o risco por outros meios;
»for necessário complementar a proteção coletiva;
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Exemplos de EPIs
Óculos de Segurança
Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a
prejudicar a visão, como, por exemplo, descargas elétricas.
Capacetes de Segurança
Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e
contatos acidentais com as partes energizadas da instalação. O
capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B
(submetido a testes de rigidez dielétrica a 20kV).
Luvas Isolantes
Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da
existência de furos, e por injeção de tensão de testes. As luvas
isolantes apresentam identificação no punho, próximo da borda,
marcada de forma indelével, que contém informações importantes,
como a tensão de uso, por exemplo, nas cores correspondentes a cada
uma das seis classes existentes.
Elas são classificadas segundo NBR10622 pelo nível de tensão de
trabalho e de teste:
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Calçados (Botinas, Sem Biqueira de Aço)
Equipamento utilizado para minimizar as consequências de contatos com
partes energizadas, as botinas são selecionadas conforme o nível de
tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou
não). Devem ser acondicionadas em local apropriado, para a não perder
suas características de isolação.
Cinturão de Segurança
Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas, sendo
obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2metros de altura. Pode
ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista).
Para o tipo pára-quedista, podem ser utilizados trava-quedas instalados em
cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Protetores Auriculares
Equipamento destinado a minimizar as consequências de ruídos
prejudiciais à audição.
Para trabalhos com eletricidade, devem ser utilizados protetores
apropriados, sem elementos metálicos.
Máscaras/Respiradores
Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a
emissão de gases e poeiras.
Legislação aplicável
A Norma Regulamentadora nº6, ao tratar dos equipamentos de proteção
individual, estabelece as obrigações do empregador:
a) Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;
b) Exigir seu uso;
c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e
conservação;
e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
g) Comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer
irregularidade observada.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Quanto ao EPI, o empregado deverá:
a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para
uso.
O artigo 158 da CLT dispõe:
“ConstituiatofaltosodoempregadoarecusadousodoEPI.”
Além dessas obrigações legais, todo EPI antes de sua utilização deve ser
inspecionado visualmente.
Caso haja dúvidas sobre sua integridade, devem ser consultados suas
especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da
empresa.
Normas Técnicas Brasileiras
No Brasil, as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto
Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). Essas normas são
o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições,
organizados em grupos de estudos, comissões e comitês. A sigla NBR que
antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada.
A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de
normalização, composto de entidades nacionais, regionais e internacionais.
Para atividades com eletricidade, há diversas normas, abrangendo quase
todos os tipos de instalações e produtos.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão
A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com
eletricidade. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de
condutores e dispositivos de proteção. Nela estão as diferentes formas de
instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. Os
aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada, incluindo o
aterramento, a proteção por dispositivos de corrente de fuga, de sobre
tensões e sobre correntes.
Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção
também são apresentados na norma, incluindo etapas de inspeção visual e
de ensaios específicos.
NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão, de 1,0kV a 36,2kV
A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores, incluindo suas
subestações, dentro da faixa de tensão especificada. Ela não inclui as redes
de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. Além de
todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes
dessas instalações, a norma estabelece critérios específicos de segurança
para as subestações consumidoras, incluindo acesso, parâmetros físicos e
de infra-estrutura. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção
da referida norma que, a exemplo da NBR 5410, também especifica as
características de aceitação e manutenção dessas instalações.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas,
cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem,
de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. As normas a
seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são
auto-explicativos a respeito do seu escopo.
Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas
normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas.
A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores, incluindo suas
subestações, dentro da faixa de tensão especificada. Ela não inclui as redes
de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. Além de
todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes
dessas instalações, a norma estabelece critérios específicos de segurança
para as subestações consumidoras, incluindo acesso, parâmetros físicos e
de infra-estrutura. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção
da referida norma que, a exemplo da NBR 5410, também especifica as
características de aceitação e manutenção dessas instalações. Existem
muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas, cabendo
aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem, de
acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. As normas a
seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são
auto-explicativos a respeito do seu escopo.
Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas
normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas
normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas.
Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos, projeto
e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou
vapores inflamáveis.
Fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas
de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como
de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido.
NBR5418–Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas
Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos, projeto
e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou
vapores inflamáveis.
NBR5419–Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas
Fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas
de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como
de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido.
Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do
consumidor, o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a
Avaliação de Conformidade desse produto. Isso aumenta a confiança de que o produto
está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. Já existem
vários produtos cuja certificação é obrigatória, alguns deles apenas aguardando o prazo
limite para proibição de comercialização. Entre os produtos de certificação compulsória,
por exemplo, estão os plugues, tomadas, interruptores, disjuntores, equipamentos para
atmosferas explosivas, estabilizadores de tensão, entre outros.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Regulamentações do MTE
Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na
Constituição Federal que, ao relacionar os direitos dos trabalhadores, incluiu
entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas
específicas. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas
regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da
Portaria nº 3.214/78. A partir de então, uma série de outras portarias foram
editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou
acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador,
conhecidas pelas suas iniciais: NR. Sobre a segurança em instalações e
serviços em eletricidade, a referência é a NR-10, que estabelece as
condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que
trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo
elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e
ampliação, em quaisquer das fases de geração, Transmissão, distribuição e
consumo de energia elétrica. A NR-10 exige também que sejam observadas
as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas
internacionais. A fundamentação legal, que dá o embasamento jurídico à
existência desta NR, está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do
Trabalho – CLT.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Habilitação, Qualificação, Capacitação e Autorização dos Profissionais
Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os
profissionais que atuem em instalações elétricas, que considera: Profissional
qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área
elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente
habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente
conselho de classe.
É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes
condições simultaneamente:
a)Seja treinado por profissional habilitado e autorizado;
b)Trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado.
São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados
com anuência formal da empresa. Todo profissional autorizado deve portar
identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de
sua autorização. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações
elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de
empregado da empresa. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar
em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com
as atividades a serem desenvolvidas. Os profissionais e pessoas autorizadas
a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico
sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais
medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Rotinas de trabalho
Procedimentos de trabalho
Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados,
programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho
específicos e adequados.
Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de
serviço com especificação mínima do tipo de serviço, do local e dos
procedimentos a serem adotados.
Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do
trabalho, de forma a atender a esta NR. As instruções de segurança do
trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter,
no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competência e
responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações
finais. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida
por profissional habilitado, com anuência formal da administração, devendo
ser coordenada pela área de segurança do trabalho, quando houver, de
acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em
engenharia de segurança e em medicina do trabalho.
Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos,
circuitos e intervenção, deve-se confirmar a desenergização do circuito/
equipamento a ser executada a intervenção (manutenção), seguindo os
procedimentos:
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
a) Seccionamento - Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser
executada a intervenção, mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de
procedimentos e a identificação do mesmo em campo.
b) Impedimento de reenergização - Verificar as medidas de impedimento de
reenergização aplicadas, que sejam compatíveis ao circuito em intervenção, como:
abertura de seccionadoras, retirada de fusíveis, afastamento de disjuntores de barras,
relés de bloqueio, travamento por chaves, utilização de cadeados.
c) Constatação de ausência de tensão - É feita no próprio ambiente de trabalho
através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de
tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos), verificar se os EPI’s
e EPC’s necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas
envolvidas estão devidamente protegidas.
d) Instalação de aterramento temporário - Verificar a instalação do aterramento
temporário quanto à perfeita equipotencialização dos condutores do circuito ao
referencial de terra, com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos
apropriados.
e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada - Verificar a
existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento
a sofrer intervenção, checando assim os procedimentos, materiais e EPI’s necessários
para a execução dos trabalhos, obedecendo à tabela de zona de risco e zona
controlada. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras, de acordo
com a análise de risco.
f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita
a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o
circuito ou equipamento em intervenção. Na falta de sinalização de todos os
equipamentos, esta deve ser providenciada.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Liberação para serviços
Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente, o circuito ou equipamento
estará liberado para intervenção, sendo a liberação executada pelo técnico responsável
pela execução dos trabalhos. Somente estarão liberados para a execução dos serviços
os profissionais autorizados, devidamente orientados e com equipamentos de proteção
e ferramental apropriado.
Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema,
deve-se:
•Retirar todas as ferramentas, utensílios e equipamentos;
•Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona
controlada; •Remover o aterramento temporário da equipotencialização e as proteções
adicionais;
•Remover a sinalização de impedimento de energização; •Destravar, se houver, e
realizar os dispositivos de seccionamento.
Responsabilidades
Gerência imediata
• Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e
sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações.
• Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os
empregados, sem exceção.
Designarsomentepessoaldevidamentehabilitadoparaaexecuçãodecadatarefa. • Manter-
se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho,
transmitindo-as a seus funcionários.
• Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas
que possam evitar sua repetição.
• Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Supervisores e encarregados
• Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do
trabalho.
• Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início
de execução dos serviços.
• Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem
executados e quanto às precauções a serem observadas no seu desenvolvimento.
• Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das
normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de
serviço.
• Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando
deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho.
• Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim
como pela sua correta utilização. • Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem
ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos.
• Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. • Manter-se a par das inovações
introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de
sua equipe. • Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários
acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência.
• Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que
possam evitar sua repetição. • Conservar o local de trabalho organizado e limpo.
• Cooperar com as CIPA’s na sugestão de medidas de segurança do trabalho.
• Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente
capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de
cada um. • Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu
reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi
feita antes do início do trabalho.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Empregados
• Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso
correto dos equipamentos de segurança.
• Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva.
• Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços
de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes.
• Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho
qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com
colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis.
• Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em
condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado.
• Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar
riscos de segurança.
• Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos
ou durante a jornada de trabalho.
• Evitar brincadeiras em serviço.
• Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela
Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham.
• Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes,
relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, afim de se evitar o
agravamento das lesões em caso de acidente elétrico.
• Não usar aparelhos sonoros.
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
Visitantes
O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da
empresa, deverá:
• Dar-lhes conhecimento das normas de segurança.
• Fazer com que se mantenham juntos.
• Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos,
não os tocando.
• Fornecer-lhes EPI’s aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.).
Documentação de instalações elétricas
Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das
instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e
demais equipamentos e dispositivos de proteção.
Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações
elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais
equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência
instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações
Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo:
a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações
dos dispositivos de proteção das instalações elétricas;
b) O relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e
cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos;
Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de
segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas
de controle existentes;
d) A documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra
descargas atmosféricas;
e) Os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis,
conforme determina a NR-10;
f) A documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação,
autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados;
g) As certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada. As
empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do
sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao
prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a)
Descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas; b)
Certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual.
O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo
empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à
disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade.
O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que
ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. Os documentos previstos no
Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais
legalmente habilitados. No interior das subestações deverá estar disponível, em
local acessível, um esquema geral da instalação. Toda a documentação deve ser
em língua portuguesa, sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional.
Fogo é um processo químico de transformação, também chamado de
combustão. Podemos defini-lo, ainda como, o resultado de uma reação
química que desprende luz e calor devido à combustão de matérias diversos.
DEFINIÇÃO DEDEFINIÇÃO DE FOGOFOGO
ELEMENTOSELEMENTOS QUE COMPÕEM O FOGOQUE COMPÕEM O FOGO
Para que haja fogo, necessitamos reunir os quatro elementos essenciais:
• CombustívelCombustível
• CalorCalor
• ComburenteComburente
• Reação em cadeiaReação em cadeia
O Combustível em contato com uma fonte de Calor e em
presença de um Comburente (geralmente o oxigênio contido
no ar) começará inflamar gerando a Reação em cadeia.
PREVENÇÃOPREVENÇÃO
E COMBATEE COMBATE ÀÀ
INCÊNDIOINCÊNDIO
PROPOGAÇÃO DOPROPOGAÇÃO DO CALORCALOR
 ConduçãoCondução
Transferência de calor através de um corpo sólido de molécula
em molécula.
O calor pode se propagar de três diferentes maneiras:
convecção, condução e irradiação.
Transferência de calor através de um corpo.
PROPOGAÇÃO DOPROPOGAÇÃO DO CALORCALOR
 ConvecçãoConvecção
Transferência de calor pelo movimento ascendente de massas
de gases.
Movimentação de massas gasosas transporta o calor
para cima e horizontalmente nos andares.
PROPOGAÇÃO DOPROPOGAÇÃO DO CALORCALOR
 IrradiaçãoIrradiação
Transferência de calor por ondas de energia calorífica que
deslocam através do espaço.
Ondas caloríficas atingem os objetos,
aquecendo-as.
COMBUSTÍVELCOMBUSTÍVEL
É o elemento que alimenta o fogo e serve de campo para
sua propagação.
Os combustíveis podem ser sólido, líquido ou gasoso, e a
grande maioria precisa passar pelo estado gasoso para,
então, combinar com o oxigênio.
A maioria dos combustíveis sólidos
transformam-se em vapores e, então,
reagem com o oxigênio. Outros
(ferro, parafina, cobre, bronze)
primeiro transformam-se em líquidos
e posteriormente em gases.
Esse tipo de combustível queima em
superfície e profundidade.
Quanto maior for a superfície
exposta, mais rápido será o
aquecimento do material e
conseqüentemente o processo de
combustão.
 Combustíveis SólidosCombustíveis Sólidos
Combustível sólido – Papel,
paletes, tecido, madeira,
plásticos, etc.
COMBUSTÍVELCOMBUSTÍVEL
O líquido inflamável tem
propriedades que dificultam a
extinção do calor, pois ele assume a
forma do recipiente e se derramado
tomam a forma do piso, e assim se
espalham escorrendo nas partes
mais baixas. Esse tipo de
combustível queima somente em
superfície.
 Combustíveis LíquidoCombustíveis Líquido
Solventes, álcool, tintas,
vernizes, etc...
Os gases não tem volume definido,
tendendo, rapidamente, a opcupar
todo o recipiente em que estão
contidos. Mas para que haja
combustão há necessidade de que
esteja em uma mistura ideal com o ar
atmosférico.
 Combustíveis GasososCombustíveis Gasosos
Propano, GLP, etc...
REAÇÃO EM CADEIAREAÇÃO EM CADEIA
O combustível, após iniciar a
combustão, gera mais calor, este por
sua vez provocará o desprendimento
de mais gases ou vapores
combustíveis, desenvolvendo uma
transformação em cadeia. É o produto
de uma transformação, gerando outra
transformação.
O calor age em um corpo,
decompondo-o em parte cada vez
menores.
COMBURENTECOMBURENTE
O elemento que possibilita a vida às chamas e
intensifica a combustão. O mais comum é que o
oxigênio desempenhe esse papel. A atmosfera é
composta por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e
1º de outros gases, nesta condição normal a queima
ocorre com velocidade e completa; Contudo a
combustão consome o oxigênio do ar num processo
contínuo, e se a porcentagem de oxigênio for caindo a
velocidade da queima dimunui, quando chegar a 8%
não haverá combustão.
O comburente mais
comum: oxigênio
A reação em cadeia torna a queima auto-
sustentável.
FASES DOFASES DO FOGOFOGO
Se o fogo ocorrer em área ocupada por pessoas, há grande
chances que o fogo seja descoberto no início e a situação
resolvida, mas do contrário o fogo irá continuar crescendo até
ganhar grandes proporções. Por isso fiquem atentos as 03
(três) fases do fogo:
Nesta fase existe muito oxigênio, o fogo está produzindo vapor d
´agua e dióxido de carbono e outros gases. Grande parte do calor
está sendo consumido no aquecimento dos combustíveis e a
temperatura um pouco acima do normal. O calor está aumentando
gradativamente assim como o fogo.
 Fase inicialFase inicial
Na fase inicial não
há alterações
drástica no
ambiente, mas já
há indícios de
calor, fumaça e
danos causados
pelas chamas.
FASES DOFASES DO FOGOFOGO
Nesta fase o fogo atrai mais oxigênio e libera mais ar quente que se
espelha pelo ambiente aumentando a temperatura de todo
ambiente, em alguns casos podem atingir até 700ºC. A temperatura
vai elevando cada vez mais, gradativamente, fazendo com que
cada combustível atinja seu ponto de ignição. Quando essa ignição
acontece simultaneamente, todos os produtos combustível ao
mesmo tempo, ocorre um fenômeno que chamamos de
“Flashover”.
 Queima LivreQueima Livre
Na queima livre, o
fogo aumenta
rapidamente,
usando muito
oxigênio, e eleva a
quantidade de
calor.
FASES DOFASES DO FOGOFOGO
Nesta fase existe o oxigênio que continuou a ser consumido atingiu
um ponto insuficiente (0 a 8%). O fogo é reduzido a brasas e o
ambiente ocupado por uma densa e escura fumaça. Devido a
pressão internas os gases procuram por fendas para saírem e ocupa
todo o ambiente.
 Queima LentaQueima Lenta
Na fase inicial não
há alterações
drástica no
ambiente, mas já
há indícios de
calor, fumaça e
danos causados
pelas chamas.
FASES DOFASES DO FOGOFOGO
Apesar de não haver chamas, a temperatura no ambiente continua
altíssimo e continuar rico em partículas de carbono e gases infláveis
prontos para receber oxigênio e continuar a combustão. Em um
ambiente deste fazer com que uma quantidade oxigênio entre pode
resultar em uma grande explosão, fenômeno essa chamado
“Backdraft”.
As condições do
ambiente
alertam para a
iminência de um
Backdraft.
A entrada de ar
rico em oxigênio
provocará a
explosão
ambiental
FORMAS DEFORMAS DE COMBUSTÃOCOMBUSTÃO
É aquela em que a queima produz calor e chamas e se
processa em ambiente rico em oxigênio.
 Combustão completaCombustão completa
É aquela em que a queima produz calor e pouca ou nenhuma
chama, e se processa em ambientes pobre em oxigênio.
 Combustão IncompletaCombustão Incompleta
É o que ocorre quando alguma material entre em combustão
sem fonte externa de calor (materiais com baixo ponto de
ignição).
 Combustão espontâneaCombustão espontânea
É a queima de gases (ou partículas sólidas), em altíssima
velocidade, em locais confinados, com grande liberação de
energia e deslocamento de ar.
ExplosãoExplosão
MÉTODO DE EXTINÇÃOMÉTODO DE EXTINÇÃO DO FOGODO FOGO
A extinção do fogo baseia-se na retirada de um dos
quatro elementos essenciais que provocam o fogo .
 Retirada de materialRetirada de material
É a forma mais simples de se extinguir um incêndio. Baseia-
se na retirada do material combustível, ainda não atingido,
da área de propagação do fogo, interrompendo a
alimentação da combustão. Método também denominado
corte ou remoção do suprimento do combustível.
Ex.: fechamento de válvula ou interrupção de vazamento de
combustível líquido ou gasoso, retirada de materiais
combustíveis do ambiente em chamas, realização de aceiro,
etc.
Nesse método
de extinção é
retirada o
elemento
combustível.
MÉTODO DE EXTINÇÃOMÉTODO DE EXTINÇÃO DO FOGODO FOGO
 ResfriamentoResfriamento
É o método mais utilizado. Consiste em diminuir a
temperatura do material combustível que está
queimando, diminuindo, conseqüentemente, a liberação
de gases ou vapores inflamáveis. A água é o
agente extintor mais usado, por ter grande capacidade de
absorver calor e ser facilmente encontrada na natureza.
É inútil porem usar esse método com combustíveis com baixo
ponto de combustão (menos de 20ºC), pois a água resfria até a
temperatura ambiente.
Ex.: Uso de Sprinkler e hidrantes em forma de neblina para
combate incêndio.
Nesse método
de extinção é
retirada o
elemento Calor.
MÉTODO DE EXTINÇÃOMÉTODO DE EXTINÇÃO DO FOGODO FOGO
 AbafamentoAbafamento
Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio
com o material combustível. Não havendo comburente para reagir
com o combustível, não haverá fogo. A diminuição do oxigênio
em contato com o combustível vai tornando a combustão
mais lenta, até a concentração de oxigênio chegar próxima de
8%, onde não haverá mais combustão.
Ex.: Uso de uma tampa de panela para apagar uma chama na
frigideira ou “bater” com a vassoura sobre a chama.
As chamas estão “vivas” enquanto há
oxigênio suficiente, a falta do mesmo
resultará na extinção do fogo, é
exatamente isso que o abafamento
faz, isola o combustível em chamas do
comburente.
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Os incêndios são classificados de acordo com os
materiais neles envolvidos, bem como a situação em que
se encontram. Essa classificação é feita para determinar o
agente extintor adequado para o tipo de incêndio
específico.
Incêndio Classe “A”Incêndio Classe “A”
Incêndio envolvendo combustíveis sólidos
comuns, como papel, madeira, pano, borracha.
É caracterizado pelas cinzas e brasas que
deixam como resíduos e por queimar razão do
seu volume, isto é, a queima se dá na
superfície e profundidade.
PapéisPapéis PlásticosPlásticos MadeirasMadeiras
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Incêndio Classe “A” –Incêndio Classe “A” – Método de ExtinçãoMétodo de Extinção
Necessita de resfriamento para a sua extinção, isto é, do uso
de água ou soluções que contenham em grande porcentagem, a
fim de reduzir a temperatura do material em combustão, abaixo do
seu ponto de ignição.
Para extinguir o
incêndio classe “A”,
resfriar é a melhor
opção.
O emprego de pós químicos irá apenas retardar a combustão, não
agindo na queima em profundidade, assim como o gás carbônico
(CO2), que além disto por espalhar brasas ou resíduos aquecidos
e ajudar na propagação do incêndio.
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Incêndio Classe “B”Incêndio Classe “B”
Incêndio envolvendo líquidos inflamáveis, graxas e gases
combustíveis.
É caracterizado por não deixar resíduos e queimar apenas na
superfície exposta e não em profundidade.
TintasTintas Resíduos InflamáveisResíduos Inflamáveis Central de gásCentral de gás
Não deixar
resíduos e
queimar apenas
na superfície
exposta e não em
profundidade.
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
O abafamento por espuma destaca-se
como o método mais eficaz, porem hoje
usa-se com maior freqüência o pó
químico.
Incêndio Classe “B” -Incêndio Classe “B” - Método de ExtinçãoMétodo de Extinção
Necessita para a sua extinção do
abafamento ou da
interrupção (quebra) da
reação em cadeia. No caso
de líquido muito aquecido (ponto
e ignição), é necessário
resfriamento.
O emprego de água se dará
apenas, em último caso, em forma
de neblina para resfriamento dos
líquidos superaquecidos, pois o
uso de jato pode espalhar as
chamas ajudando na propagação
do incêndio.
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Incêndio Classe “C”Incêndio Classe “C”
Incêndio envolvendo equipamentos
energizados. É caracterizado pelo risco de
vida que oferece.
PainéisPainéis
elétricoselétricos
MáquinasMáquinasEletroeletrônicoEletroeletrônico
Esta classe de incêndio pode ser mudada para “A”, se for
interrompido o fluxo elétrico. Deve-se tomar cuidado com
equipamentos que acumulam energia elétrica, pois
continuam energizados mesmo após a interrupção da
corrente elétrica (exemplo televisores).
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Incêndio Classe “C” -Incêndio Classe “C” - Método de ExtinçãoMétodo de Extinção
Para a sua extinção necessita de agente extintor que não conduza
a corrente elétrica e utilize o princípio de abafamento ou da
interrupção (quebra) da reação em cadeia.
Lançar um agente
que não conduza
eletricidade num
incêndio classe “C”
por exemplo, CO2)
Não recomenda-se o emprego de Pó químico para
extinção de incêndios em equipamentos de armazenamento de
dados ou com circuitos “delicados”, como por exemplo
computadores, pois o pó químicos pode danifica-los e causar
perda de informações importantes.
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Incêndio Classe “D”Incêndio Classe “D”
Incêndios envolvendo metais combustíveis
pirofóricos (magnésio, selênio, antimônio,
lítio, potássio, alumínio fragmentado,
zinco, títânio, sódio, zircônio).
É caracterizado pela queima em altas temperaturas e por
reagir com agentes extintores comuns (principalmente os
que contenham água).
Antimônio usados na
fabricação de placas
para baterias,
revestimento de cabos
e tipos de impressão
Pó de Alumínio
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE INCÊNDIOSINCÊNDIOS
Incêndio Classe “D”Incêndio Classe “D” -- Método de ExtinçãoMétodo de Extinção
Para a sua extinção, necessita de agentes extintores especiais
que se fundam em contato com o metal combustível, formando
uma espécie de capa que isola do ar atmosférico, interrompendo a
combustão pelo princípio de abafamento.
Lítio e cádmio (em
bateriais) e
magnésio (em
motores) são
exemplos de
metais
combustíveis)
A utilização de pós
químicos especiais
é eficaz no
combate ao fogo
classe “D”.
AGENTEAGENTE EXTINTOREXTINTOR
Trata-se de certas substâncias sólidas, líquidas ou
gasosas que são utilizadas na extinção de um incêndio,
que agem de acordo com as classes de incêndio.
Os principais e mais conhecidos são:
ÁGUAÁGUA Espuma MecânicaEspuma Mecânica
Pó QuímicoPó Químico Gás CarbônicoGás Carbônico
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
São aparelhos destinados a combaterSão aparelhos destinados a combater
princípios de incêndios, bastando uma únicaprincípios de incêndios, bastando uma única
pessoa para sua operação. A legislação dopessoa para sua operação. A legislação do
Corpo de Bombeiro determina que os extintoresCorpo de Bombeiro determina que os extintores
portáteis devem estar:portáteis devem estar:
 Visíveis (bem localizado);Visíveis (bem localizado);
 Desobstruídos (livres de qualquer obstáculo que possaDesobstruídos (livres de qualquer obstáculo que possa
dificultar o acesso até eles);dificultar o acesso até eles);
 Instalados entre 20 cm e 1,60 m de altura,Instalados entre 20 cm e 1,60 m de altura,
medindo do piso à parte superior do aparelho;medindo do piso à parte superior do aparelho;
 Não devendo o usuário percorrer mais do que 15 ouNão devendo o usuário percorrer mais do que 15 ou
20m para pegar um extintor.20m para pegar um extintor.
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
 Extintor de Água PressurizadaExtintor de Água Pressurizada
É indicado para incêndio classe A,
age por resfriamento e/ou
abafamento (na forma de jato
compacto,chuveiro, neblina ou
vapor).Tem a desvantagem, em
alguns casos, de danificar o material
que atinge. Age por pressão interna
que expele o jato quando o gatilho é
acionado.
NÃO PODE SER UTILIZADO EM
LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS E
EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS.
Capacidade de carga: 10 Litros
Alcance do jato: 9
a 11 metros Tempo
de uso: 64 segundos
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
 Extintor de Água Pressurizada –Extintor de Água Pressurizada – Modo de OperaçãoModo de Operação
1. Leve sempre o extintor ao local próximo do fogo antes
de operá-lo ;
2. Posicione-se com o extintor a uma distância segura
do local do fogo e dentro do raio de alcance do lato;
3. Retire a trava se segurança, empenhe a mangueira e
aperte o gatilho;
4. Dirija o jato para a base das chamas. Caso queira
estancar o jato, basta soltar o gatilho.
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
 Extintor de Pó QuímicoExtintor de Pó Químico
Age pela quebra de reação em
cadeia e por abafamento. Sua
ação consiste na formação de uma
nuvem sobre a superfície em chamas.
O pó, sob pressão, é expelido quando
o gatilho é acionado. É mais eficiente
nas classes B e C.
Capacidade de carga: 1,2,4,6,8 e 12 Kg
Alcance do jato: 5 metros
Tempo de uso: 15 segundos para15 segundos para
extintor de 4 kg e 25 segundos para de 12 kg.extintor de 4 kg e 25 segundos para de 12 kg.
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
 Extintor de Pó Químico –Extintor de Pó Químico – Modo de OperaçãoModo de Operação
1. Leve sempre o extintor ao local próximo do fogo antes
de operá-lo ;
2. Posicione-se com o extintor a uma distância segura
do local do fogo e dentro do raio de alcance do lato;
3. Retire a trava se segurança, empenhe a mangueira e
aperte o gatilho;
4. Dirija o pó procurando cobrir o fogo, principalmente
se for de Classe “B”.
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
 Extintor de CO2 (Gás Carbônico)Extintor de CO2 (Gás Carbônico)
O gás Dióxido de Carbono (CO2) é
inodoro, incolor e não conduz
eletricidade. É especialmente indicado
nos incêndios das Classes “B” e
“C”. Tem a vantagem de nunca
danificar o material que atinge,
podendo ser empregado em aparelhos
delicados (filamentos,centrais
telefônicas, computadores e outros).
Age por abafamento como ação
principal e resfriamento
secundariamente.
Capacidade de carga: 2,4 e 6 Kg
Alcance do jato: 2,5 metros
Tempo de uso: 2525
segundossegundos
EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS
 Extintor de CO2 –Extintor de CO2 – Modo de OperaçãoModo de Operação
1. Leve sempre o extintor ao local próximo do fogo antes
de operá-lo ;
2. Retire a trava se segurança, empenhe a mangueira e
aperte o gatilho;
3. Retire o esguicho (difusor) do seu suporte, empunhando-o
com uma das mãos, na manopla ;
4. Acione a válvula e movimente o difusor, horizontalmente,
em ziguezague.
EXTINTORESEXTINTORES SOBRE RODASSOBRE RODAS
São aparelhos com maior quantidade de agente extintor,
montados sobre rodas para serem conduzidos com
facilidade. As carretas recebem o nome do agente extintor
que transportam, como os extintores portáteis. Devido ao
seu tamanho e a sua capacidade de carga, a operação
destes aparelhos obriga o emprego de pelo menos dois
operadores.
As carretas podem ser:
 de água;
 de pó químico seco;
 de gás carbônico.
EXTINTORESEXTINTORES SOBRE RODASSOBRE RODAS
 Modo de OperaçãoModo de Operação
1. Transporte a carreta e libere a mangueira;
2. Abra o cilindro para pressurizar a carreta;
3. Após pressurizar a carreta, acione o gatilho e
dirija o jato para o fogo.
Transporte a
carreta e libere a
mangueira
Abra o cilindro
para pressurizar a
carreta
Após pressurizar a
carreta, acione o
gatilho e dirija o jato
para o fogo
EXTINTORESEXTINTORES SOBRE RODASSOBRE RODAS
 Carreta de Água PressurizadaCarreta de Água Pressurizada
Capacidade de carga: 75 a 150 litros
Alcance do jato: 13
metros Tempo de uso:
180 segundos (75 litros)
 Carreta de Pó QuímicoCarreta de Pó Químico
Capacidade de carga: 20 a 100 Kg
Tempo de uso: 120
segundos (20 Kg)
 Carreta de CO2 (Gás Carbônico)Carreta de CO2 (Gás Carbônico)
Capacidade de carga: 25 a 50 Kg
Alcance do jato: 3 metros
Tempo de uso: 60
segundos (30 litros)
CUIDADOS COM OSCUIDADOS COM OS EXTINTORESEXTINTORES
 Instalar o extintor em local visível e sinalizado;
 O extintor não deverá ser instalado em
escadas, portas e rotas de fuga;
 O extintor deverá ser instalado na parede ou
colocado em suportes de piso;
 O lacre não poderá estar rompido;
 O manômetro deverá indicar a carga.
PRIMEIROSPRIMEIROS
SOCORROSSOCORROS
Definição
Denomina-se Primeiro Socorros o conjunto de medidas prestado,
por pessoa leiga a um acidente ou a alguém acometido de mal
súbito, antes da chegada do médico. Numa situação de
emergência, muitas vezes, procedimentos corretos pode salvar a
vida de uma pessoa. A vítima só deve ser retirada do local do
acidente, se isto, for absolutamente necessário. Para livrar a
pessoa de um perigo maior: risco de explosão; desabamento; etc.
Neste caso tem que ter alguns critérios para o transporte do
acidentado, como:
 Manter a vítima deitada, em posição confortável;
 Verificar os sinais vitais do vitima (pulso - respiração);
 Investigar a existência de hemorragia, envenenamento; parada
cardiorrespiratória, ferimento, queimaduras, fraturas;
 Não dar líquidos a pessoas inconscientes, pois poderão sufoca-
las;
 Afrouxar roupas, cintos, gravatas ou algo que prejudique a
circulação;
 Agir com calma e segurança, evitando o pânico.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
1) CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS
Para que consiga agir adequadamente, é necessário que se tenha uma
caixa de primeiros socorros. A caixa de primeiros socorros deve estar
presente em locais de livre acesso (empresa, em casa). Deve ser
manuseada por pessoas treinadas, que saiba aproveitar seu conteúdo. Os
medicamentos devem ser vistoriados, verificando o prazo de validade, os
que estiverem vencidos deverão ser inutilizados e substituídos por novos.
A Caixa de Primeiros Socorros deve ter:
a)Instrumentos
 Termômetro
 Tesoura
 Espátulas
 Pinça
b) Material Para Curativo
 Cotonetes
 Algodão hidrófilo
 Gaze esterilizada
 Atadura de crepe
 Caixa de curativo adesivo
 Esparadrapo
Observações: Medicamentos somente poderão ser administrados por
pessoal especializado
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
2) PARADA CARDÍACA - MASSAGEM CARDÍACA
Define-se parada cardíaca como a interrupção do funcionamento do
coração. Ela pode ser constatada quando não se percebem os batimentos
do coração, através da pulsação, e há dilatação das pupilas diante de um
estimulo luminoso. Nos ambientes de trabalho onde se encontram
trabalhadores expostos a determinados agentes químicos, como:
monóxido de carbono, defensivo agrícola, etc. há o perigo de
colaboradores serem acometidos de uma parada cardíaca. Ela também
pode estar presente no enfarte do miocárdio, em choques elétricos,
intoxicações, medicamentos, acidentes graves e afogamentos.
Para agirmos corretamente devemos:
a) colocar a vítima deitada de costas em uma superfície rígida;
b) apoiar a metade inferior da palma da mão no terço inferior do osso
esterno e colocar a outra mão por cima da primeira - os dedos e o restante
da palma da mão não devem encostar no tórax da vítima;
c) esticar os braços e comprimir verticalmente o tórax do vitima;
d) “Realizar manobras ininterruptas de reanimação cardíaca até a chegada
de pessoal especializado” ;
e) Não desista, continue a massagem cardíaca sem interrupções até que
volte a presença de batimentos ou a presença de pessoal especializado
“SAMU 192 / BOMBEIRO 193”.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR
REALIZAR A MASSAGEM CARDÍACA SEM PARAR, ATÉ QUE A VÍTIMA SEJA
REANIMADA OU CHEGUE O SOCORRO ESPECIALIZADO.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
3) FERIMENTOS
Ferida é a ruptura da pele, com ou sem comprometimento dos
tecidos subjacentes. Como devemos proceder:
 Lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo;
 Lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local
eventual corpo estranho como: terra, graxa, fragmentos de vidro,
etc.;
 Colocar sobre o ferimento água oxigenada;
 Passar um antisséptico, existente na caixa de primeiros socorros;
 Cobrir o local com gaze esterilizada esparadrapo, não deixando o
ferimento aberto;
 Procurar um serviço médico.
4) FERIMENTOS COM HEMORRAGIA
Considera-se hemorragia a saída de sangue dos vasos para o
exterior, tecidos vizinhos ou cavidades do nosso corpo, quando há
rompimento desses vasos sanguíneos (artérias e veias). As
hemorragias podem ser externas ou internas. A hemorragia externa
deve ser tratada imediatamente.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
5) FRATURAS
O que fazer:
a) Colocar a vítima em posição confortável;
b) Imobilizar a região da fratura, com a finalidade de impedir os
movimentos das duas articulações entre as quais ela se localiza (acima e
abaixo). Para isto, usar madeira, tábuas, jornais dobrados ou similares;
c) Estancar eventual hemorragia;
d) Procurar o Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e
tratamentos preciosos.
A Imobilização é um tratamento de urgência, aplica-se, de modo geral, a
qualquer tipo de fratura. Deve-se, antes de qualquer coisa, colocar o
membro ou segmento do membro afetado o mais próximo possível da
posição normal, impedindo o deslocamento das partes quebradas.
Se houver grande hemorragia ou choque, estes deverão ser previamente
tratados. Deve-se, sempre que possível, imobilizar acima e abaixo da
parte afetada com talas. Para imobilizar é necessário que se use materiais
de que dispuser no momento, como: papelão, tábuas, estaca, varas de
metal, etc.
Convêm acolchoar com algodão, lã, trapo, etc. os pontos em que os
ossos estão sob a pele entram em contato com a tala. Deve-se fixar a tala
no mínimo em quatro pontos: abaixo e acima da articulação e da fratura.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
6) CONTUSÃO
Lesão produzida nos tecidos por uma pancada, sem que haja
rompimento da pele, pode ocorrer presença de hematoma (sangue
parado no local). Manifesta-se através da dor de edema (inchação)
no local.
Deve-se proceder da mesma maneira como tratamos de uma
contusão. Cuidados:
- No 1º dia do ato da contusão, deve-se colocar gelo no local ou éter.
- No 2º dia colocar compressas ou bolsa com água quente.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
7) CHOQUE ELÉTRICO
Dependendo das condições orgânicas da vítima e das
características da corrente elétrica o acidentado pode apresentar:
 Sensação de formigamento;
 Contrações musculares fracas, que poderão tornar-se violentas
e dolorosas;
 Inconsciência;
 Dificuldade ou parada respiratória;
 Queimaduras;
 Traumatismos.
Em alguns casos de acidentes elétricos, a vítima pode ficar presa
ao condutor elétrico ou ser violentamente projetado a distância.
Quando acontecer algum acidente desse tipo deve afastar
imediatamente a pessoa do contato com a corrente elétrica,
utilizando-se dos seguintes recursos:
 Desligue o interruptor ou chave elétrica;
 Remover o fio condutor elétrico com auxílio de um material bem
seco;
 Puxe a vítima pelo pé ou pela mão, sem lhe tocar a pele.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
8) DESMAIO
É a perda momentânea da consciência. Nervosismo, emoções súbitas,
fadiga, local mal ventilado, etc.
Como se manifesta:
- Palidez;
- Transpiração visual;
- Tonteira; - Pulso fraco.
Como proceder:
- Remova a vítima para ambiente arejado;
- Desaperte-lhe a roupa;
- Coloque a vítima em posição confortável e em frequente monitoramento.
- Acionar SAMU 192 ou BOMBEIROS 193
Sendo você a vítima e sentindo que vai desfalecer, baixe imediatamente a
cabeça ou sente-se em uma cadeira, incline o corpo para frente, coloque
a cabeça entre as pernas de modo a ficar mais baixa que os joelhos e
respire profundamente.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
9) CONVULSÃO (EPILEPSIA)
Contratura involuntária dos músculos, provocando movimentos
desordenados e em geral, acompanhados de perda da consciência.
A convulsão se manifesta pela:
 Perda súbita da consciência;
 Queda desamparada; salivação abundante; contratura desordenada de
fezes e urinas.
Devemos proceder:
 Projetar a cabeça da vítima;
 Afrouxar as roupas;
 Deixar a vítima debater livremente; evite a mordedura da língua,
colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias;
 Mantendo a vítima em repouso;
 Deixe-a dormir;
 Não tente despertar a vítima;
 Não tenha receio, a saliva de um epiléptico não transmite a doença.
 Não dê a vítima nenhuma medicação ou líquido pela boca, pois ela
poderá se sufocar.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
10) QUEIMADURAS
Toda lesão na pele ocasionada pelo calor, em qualquer uma de suas
modalidades, denomina-se queimadura. É importante considerar a
extensão da queimadura, pois apesar de ser superficial uma queimadura,
se ela for extensa será considerada grave.
Temos três tipos de queimaduras:
 1º. Grau - Quando a lesão é superficial, aparecerá alguma vermelhidão
na pele. Motivo: exposição prolongada à luz solar ou contato com líquidos
ferventes.
 2º. Grau - Quando a ação do calor é mais intensa, haverá bolhas.
Desprendimento das camadas da pele provoca dor e ardência local.
 3º. Grau - Há a destruição de bolhas na pele, atingindo gorduras,
músculos e até ossos. Há também a destruição de terminações nervosas.
Devemos proceder da seguinte forma: - Não retirar as vestes, pois tal
procedimento pode vir a arrancar pedaços da pele lesionada; - Água
somente com autorização medica ou pessoal especializado no local,
mesmo que esteja consciente; - Lavar a queimadura com água fria ou
soro fisiológico somente com a certeza que as lesões não foram
originadas de queimaduras químicas; - Nunca utilizar qualquer tipo de
produto ou medicamento para passar nas lesões.
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
QUEIMADURAS
PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
TRANSPORTE DE VÍTIMAS
PARABÉNSPARABÉNS
VOCÊ CONCLUIU O CURSOVOCÊ CONCLUIU O CURSO
Professor Sergio RobertoProfessor Sergio Roberto
SERGIO ROBERTO DA SILVASERGIO ROBERTO DA SILVA
TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHOTÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO
REG. MTE: SP/008753.0REG. MTE: SP/008753.0
Técnico de Segurança do Trabalho – 15 anos de experiênciaTécnico de Segurança do Trabalho – 15 anos de experiência
Tecnólogo em Gestão Ambiental – Gestor AmbientalTecnólogo em Gestão Ambiental – Gestor Ambiental
tecnolsergio@gmail.comtecnolsergio@gmail.com / profsergiorobertosilva.blogspot.com.br/ profsergiorobertosilva.blogspot.com.br

Curso nr10 básico

  • 1.
    SEGURANÇA EM INSTALAÇÕESE SERVIÇOS EM ELETRICIDADE NRNR 1010 CURSO DECURSO DE Básico
  • 2.
    OBJETIVOOBJETIVO DO CURSODOCURSO Capacitar os participantes para prevenção de acidentes de trabalho com eletricidade, em atendimento ao novo texto da portaria nº 598 de 07/12/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego, viabilizando a autorização para trabalhos em Instalações Elétricas. Equivale ao curso presencial Módulo Básico - Baixa Tensão – 40 horas.
  • 3.
    PÚBLICOPÚBLICO ALVOALVO Todos osfuncionários que trabalham direta ou indiretamente com eletricidade. Esta Norma Regulamentadora fixa as condições mínimas exigíveis para implementação de medidas de controle e sistemas preventivos destinados a garantir a segurança e saúde dos trabalhadores que direta ou indiretamente interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade nas fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades.
  • 4.
    Introdução à segurançacom eletricidade Riscos em instalações e serviços com eletricidade Técnicas de análise de risco Medidas de controle do risco elétrico Normas técnicas brasileira Regulamentações do MTb Equipamentos de proteção coletiva Equipamentos de proteção individual Rotinas de trabalho – procedimentos Documentação de instalações elétricas Riscos adicionais Proteção e combate a incêndios Acidentes de origem elétrica Primeiros socorros Responsabilidades CONTEÚDOCONTEÚDO PROGRAMÁTICOPROGRAMÁTICO
  • 5.
    A Norma Regulamentadoran° 10 é uma norma do Ministério do Trabalho e Emprego que estabelece as medidas de controle, os sistemas preventivos, as técnicas e práticas de serviços relacionadas a serviços realizados em instalações elétricas e nos serviços com eletricidade. O objetivo dessa norma é garantir a segurança e a saúde daqueles que realizam esses serviços e mesmo dos consumidores finais. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 6.
    Acidentes no setorelétrico podem ocasionar desde leves ferimentos, até mesmo a morte das pessoas envolvidas. ENERGIA ELÉTRICA: GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é gerada principalmente em usinas hidrelétricas, onde a passagem da água por turbinas geradoras transformam a energia mecânica, originada pela queda d’agua, em energia elétrica. No Brasil a GERAÇÃO de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos. A partir da usina a energia é transformada, em subestações elétricas, e elevada a níveis de tensão (69/88/138/240/440 kV) e transportada em corrente alternada (60 Hertz) através de cabos elétricos, até as subestações rebaixadoras, delimitando a fase de TRANSMISSÃO. Já na fase de DISTRIBUIÇÃO (11,9 / 13,8 / 23 kV), nas proximidades dos centros de consumo, a energia elétrica é tratada nas subestações, com seu nível de tensão rebaixado e sua qualidade controlada, sendo transportada por redes elétricas aéreas ou subterrâneas, constituídas por estruturas (postes, torres, dutos subterrâneos e seus acessórios), cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos (110 / 127 / 220 / 380 V), e finalmente entregue aos clientes industriais, comerciais, de serviços e residenciais em níveis de tensão variáveis, de acordo com a capacidade de consumo instalada de cada cliente. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 7.
    Quando falamos emsetor elétrico, referimo-nos normalmente ao Sistema Elétrico de Potência (SEP), definido como o conjunto de todas as instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição inclusive. Com o objetivo de uniformizar o entendimento é importante informar que o SEP trabalha com vários níveis de tensão, classificadas em alta e baixa tensão e normalmente com corrente elétrica alternada (60 Hz). Conforme definição dada pela ABNT através das NBR (Normas Brasileiras Regulamentadoras), considera-se “baixa tensão”, a tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. Da mesma forma considera-se “alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 8.
    Geração de EnergiaElétrica Manutenção: São atividades de intervenção realizadas nas unidades geradoras, para restabelecer ou manter suas condições adequadas de funcionamento. Essas atividades são realizadas nas salas de máquinas, salas de comando, junto a painéis elétricos energizados ou não, junto a barramentos elétricos, instalações de serviço auxiliar, tais como: transformadores de potencial, de corrente, de aterramento, banco de baterias, retificadores, geradores de emergência, etc. Os riscos na fase de geração (turbinas/geradores) de energia elétrica são similares e comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão presentes em diversas atividades, destacando: • Instalação e manutenção de equipamentos e maquinários (turbinas, geradores, transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de medição, etc.); • Manutenção das instalações industriais após a geração; • Operação de painéis de controle elétrico; • Acompanhamento e supervisão dos processos; • Transformação e elevação da energia elétrica; • Processos de medição da energia elétrica. As atividades características da geração se encerram nos sistemas de medição da energia usualmente em tensões de 138 a 500 kV, interface com a transmissão de energia elétrica. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 9.
    Transmissão de EnergiaElétrica Basicamente está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a energia elétrica desde a fase de geração até a fase de distribuição, abrangendo processos de elevação e rebaixamento de tensão elétrica, realizados em subestações próximas aos centros de consumo. Essa energia é transmitida em corrente alternada (60 Hz) em elevadas tensões (138 a 500 kV). Os elevados potenciais de transmissão se justificam para evitar as perdas por aquecimento e redução no custo de condutores e métodos de transmissão da energia, com o emprego de cabos com menor bitola ao longo das imensas extensões a serem transpostas, que ligam os geradores aos centros consumidores. Atividades características do setor de transmissão: Inspeção de Linhas de Transmissão Neste processo são verificados: o estado da estrutura e seus elementos, a altura dos cabos elétricos, condições da faixa de servidão e a área ao longo da extensão da linha de domínio. As inspeções são realizadas periodicamente por terra ou por helicóptero. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 10.
    Manutenção de Linhasde Transmissão • Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma série de “discos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura); • Limpeza de isoladores; • Substituição de elementos pára-raios; • Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas; • Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos; • Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc. Construção de Linhas de Transmissão • Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de impacto do meio ambiente e projetos; • Desmatamentos e desflorestamentos; • Escavações e fundações civis; • Montagem das estruturas metálicas; • Distribuição e posicionamento de bobinas em campo; • Lançamento de cabos (condutores elétricos); • Instalação de acessórios (isoladores, pára-raios); • Tensionamento e fixação de cabos; • Ensaios e testes elétricos. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 11.
    Salientamos que essasatividades de construção são sempre realizadas com os circuitos desenergizados, via de regra, destinadas à ampliação ou em substituição a linhas já existentes, que normalmente estão energizadas. Dessa forma é muito importante a adoção de procedimentos e medidas adequadas de segurança, tais como: seccionamento, aterramento elétrico, equipotencialização de todos os equipamentos e cabos, dentre outros que assegurem a execução do serviço com a linha desenergizada (energizada). Distribuição de Energia Elétrica É o segmento do setor elétrico que compreende os potenciais após a transmissão, indo das subestações de distribuição entregando energia elétrica aos clientes. A distribuição de energia elétrica aos clientes é realizada nos potenciais: • Médios clientes abastecidos por tensão de 11,9 kV / 13,8 kV / 23 kV; • Clientes residenciais, comerciais e industriais até a potência de 75 kVA (o abastecimento de energia é realizado no potencial de 110, 127, 220 e 380 Volts); • Distribuição subterrânea no potencial de 24 kV. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 12.
    A distribuição deenergia elétrica possui diversas etapas de trabalho, conforme descrição abaixo: • Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações; • Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica; • Construção de redes de distribuição; • Construção de estruturas e obras civis; • Montagens de subestações de distribuição; • Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuição; • Manutenção das redes de distribuição aérea; • Manutenção das redes de distribuição subterrânea; • Poda de árvores; • Montagem de cabinas primárias de transformação; • Limpeza e desmatamento das faixas de servidão; • Medição do consumo de energia elétrica; • Operação dos centros de controle e supervisão da distribuição. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 13.
    Na história dosetor elétrico o entendimento dos trabalhos executados em linha viva estão associados às atividades realizadas na rede de alta tenção energizada pelos métodos: ao contato, ao potencial e à distância e deverão ser executados por profissionais capacitados especificamente em curso de linha viva. Manutenção com a linha desenergizada “linha morta” Todas as atividades envolvendo manutenção no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizadas devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança adequado. Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para serviços mediante os procedimentos apropriados: seccionamento, impedimento de reenergização, constatação da ausência de tensão, instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos, proteção dos elementos energizados existentes, instalação da sinalização de impedimento de energização. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 14.
    Manutenção com alinha energizada “linha viva” Esta atividade deve ser realizada mediante a adoção de procedimentos e metodologias que garantam a segurança dos trabalhadores. Nesta condição de trabalho as atividades devem ser realizadas mediante os métodos abaixo descritos: Método ao contato O trabalhador tem contato com a rede energizada, mas não fica no mesmo potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva adequados a tensão da rede. Método ao potencial É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensão da rede, no mesmo potencial. Nesse método é necessário o emprego de medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimenta condutiva (roupas, capuzes, luvas e botas), ligadas através de cabo condutor elétrico e cinto à rede objeto da atividade. Método à distância É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados. Introdução à segurança com eletricidadeIntrodução à segurança com eletricidade
  • 15.
    CHOQUE ELÉTRICO O choqueelétrico é um estímulo rápido no corpo humano, ocasionado pela passagem da corrente elétrica. Essa corrente circulará pelo corpo onde ele tornar-se parte do circuito elétrico, onde há uma diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. Embora tenhamos dito, no parágrafo acima, que o circuito elétrico deva apresentar uma diferença de potencial capaz de vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo humano, o que determina a gravidade do choque elétrico é a intensidade da corrente circulante pelo corpo. O caminho percorrido pela corrente elétrica no corpo humano é outro fator que determina a gravidade do choque, sendo os choques elétricos de maior gravidade aqueles em que a corrente elétrica passa pelo coração. Efeitos O choque elétrico pode ocasionar contrações violentas dos músculos, a fibrilação ventricular do coração, lesões térmicas e não térmicas, podendo levar a óbito como efeito indireto as quedas e batidas, etc. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 16.
    Efeitos A morte porasfixia ocorrerá, se a intensidade da corrente elétrica for de valor elevado, normalmente acima de 30 mA e circular por um período de tempo relativamente pequeno, normalmente por alguns minutos. Daí a necessidade de uma ação rápida, no sentido de interromper a passagem da corrente elétrica pelo corpo. A morte por asfixia advém do fato do diafragma da respiração se contrair tetanicamente, cessando assim, a respiração. Se não for aplicada a respiração artificial dentro de um intervalo de tempo inferior a três minutos, ocorrerá sérias lesões cerebrais e possível morte. A fibrilação ventricular do coração ocorrerá se houver intensidades de corrente da ordem de 15mA que circulem por períodos de tempo superiores a um quarto de segundo. A fibrilação ventricular é a contração disritimada do coração que, não possibilitando desta forma a circulação do sangue pelo corpo, resulta na falta de oxigênio nos tecidos do corpo e no cérebro. O coração raramente se recupera por si só da fibrilação ventricular. No entanto, se aplicarmos um desfribilador, a fibrilação pode ser interrompida e o ritmo normal do coração pode ser restabelecido. Não possuindo tal aparelho, a aplicação da massagem cardíaca permitirá que o sangue circule pelo corpo, dando tempo para que se providencie o desfribilador, na ausência do desfribilador deve ser aplicada a técnica de massagem cardíaca até que a vítima receba socorro especializado. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 17.
    Efeitos Além da ocorrênciadestes efeitos, podemos ter queimaduras tanto superficiais, na pele, como profundas, inclusive nos órgãos internos. Por último, o choque elétrico poderá causar simples contrações musculares que, muito embora não acarretem de uma forma direta lesões, fatais ou não, como vimos nos parágrafos anteriores, poderão originá-las, contudo, de uma maneira indireta: a contração do músculo poderá levar a pessoa a, involuntariamente, chocar-se com alguma superfície, sofrendo, assim, contusões, ou mesmo, uma queda, quando a vitima estiver em local elevado. Uma grande parcela dos acidentes por choque elétrico conduz a lesões provenientes de batidas e quedas. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 18.
    Fatores determinantes dagravidade Analisaremos, a seguir, os seguintes fatores que determinam a gravidade do choque elétrico: • percurso da corrente elétrica; • características da corrente elétrica; • resistência elétrica do corpo humano. Percurso da corrente elétrica Tem grande influência na gravidade do choque elétrico o percurso seguido pela corrente no corpo. A figura abaixo demonstra os caminhos que podem ser percorridos pela corrente no corpo humano. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 19.
    Características da correnteelétrica Outros fatores que determinam a gravidade do choque elétrico são as características da corrente elétrica. Nos parágrafos anteriores vimos que a intensidade da corrente era um fator determinante na gravidade da lesão por choque elétrico; no entanto, observa-se que, para a Corrente Contínua (CC), as intensidades da corrente deverão ser mais elevadas para ocasionar as sensações do choque elétrico, a fibrilação ventricular e a morte. No caso da fibrilação ventricular, esta só ocorrerá se a corrente continua for aplicada durante um instante curto e especifico do ciclo cardíaco. As correntes alternadas de frequência entre 20 e 100 Hertz são as que oferecem maior risco. Especificamente as de 60 Hertz, usadas nos sistemas de fornecimento de energia elétrica, são especialmente perigosas, uma vez que elas se situam próximas à frequência na qual a possibilidade de ocorrência da fibrilação ventricular é maior. Ocorrem também diferenças nos valores da intensidade da corrente para uma determinada sensação do choque elétrico, se a vítima for do sexo feminino ou masculino. A tabela abaixo ilustra o que acabamos de dizer. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 20.
    Resistência elétrica docorpo humano A intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá, em muito, da resistência elétrica que esta oferecer à passagem da corrente, e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítima e a terra. A resistência que o corpo humano oferece à passagem da corrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele, a qual é constituída de células mortas. Esta resistência está situada entre 100.000 e 600.000 ohms, quando a pele encontra-se seca e não apresenta cortes, e a variação apresentada é função da sua espessura. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 21.
    Resistência elétrica docorpo humano Quando a pele encontra-se úmida, condição mais facilmente encontrada na prática, a resistência elétrica do corpo diminui. Cortes também oferecem uma baixa resistência. Pelo mesmo motivo, ambientes que contenham muita umidade fazem com que a pele não ofereça uma elevada resistência elétrica à passagem da corrente. A pele seca, relativamente difícil de ser encontrado durante a execução do trabalho, oferece maior resistência a passagem da corrente elétrica. A resistência oferecida pela parte interna do corpo, constituída, pelo sangue músculos e demais tecidos, comparativamente à da pele é bem baixa, medindo normalmente 300 ohms em média e apresentando um valor máximo de 500 ohms. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 22.
    Resistência elétrica docorpo humano As diferenças da resistência elétrica apresentadas pela pele à passagem da corrente, ao estar seca ou molhada, podem ser grande, considerando que o contato foi feito em um ponto do circuito elétrico que apresente uma diferença de potencial de 120 volts, teremos: Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 23.
    Causas determinantes Veremos aseguir os meios através dos quais são criadas condições para que uma pessoa venha a sofrer um choque elétrico. Contato com um condutor nú energizado Uma das causas mais comuns desses acidentes é o contato com condutores aéreos energizados. Normalmente o que ocorre é que equipamentos tais como guindastes, caminhões basculantes tocam nos condutores, tornando-se parte do circuito elétrico; ao serem tocados por uma pessoa localizada fora dos mesmos, ou mesmo pelo motorista, se este, ao sair do veículo, mantiver contato simultâneo com a terra e o mesmo, causam um acidente fatal. Com frequência, pessoas sofrem choque elétrico em circuitos com banca de capacitores, os quais, embora desligados do circuito que os alimenta, conservam por determinado intervalo de tempo sua carga elétrica. Daí a importância de se seguir as normativas referentes a estes dispositivos. Grande cuidado deve ser observado, ao desligar-se o primário de transformadores, nos quais se pretende executar algum serviço. O risco que se corre é que do lado do secundário pode ter sido ligado algum aparelho, o que poderá induzir no primário uma tensão elevadíssima. Daí a importância de, ao se desligarem os condutores do primário de um transformador, estes serem aterrados. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 24.
    Falha na isolaçãoelétrica Os condutores quer sejam empregados isoladamente, como nas instalações elétricas, quer como partes de equipamentos, são usualmente recobertos por uma película isolante. No entanto, a deterioração por agentes agressivos, o envelhecimento natural ou forçado ou mesmo o uso inadequado do equipamento podem comprometer a eficácia da película, como isolante elétrico. Veremos, a seguir, os vários meios pelos quais o isolamento elétrico pode ficar comprometido: Calor e Temperaturas Elevadas A circulação da corrente em um condutor sempre gera calor e, por conseguinte, aumento da temperatura do mesmo. Este aumento pode causar a ruptura de alguns polímeros, de que são feitos alguns materiais isolantes, dos condutores elétricos. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 25.
    Umidade Alguns materiais isolantesque revestem condutores absolvem umidade, como é o caso do nylon. Isto faz com que a resistência isolante do material diminua. Oxidação Esta pode ser atribuída à presença de oxigênio, ozônio ou outros oxidantes na atmosfera. O ozônio torna-se um problema especial em ambientes fechados, nos quais operem motores, geradores. Estes produzem em seu funcionamento arcos elétricos, que por sua vez geram o ozônio. O ozônio é o oxigênio em sua forma mais instável e reativa. Embora esteja presente na atmosfera em um grau muito menor do que o oxigênio, por suas características, ele cria muito maior dano ao isolamento do que aquele. Radiação As radiações ultravioleta têm a capacidade de degradar as propriedades do isolamento, especialmente de polímeros. Os processos fotoquímicos iniciados pela radiação solar provocam a ruptura de polímeros, tais como, o cloreto de vinila, a borracha sintética e natural, a partir dos quais o cloreto de hidrogênio é produzido. Esta substância causa, então, reações e rupturas adicionais, comprometendo, desta forma, as propriedades físicas e elétricas do isolamento. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 26.
    Produtos Químicos Os materiaisnormalmente utilizados como isolantes elétricos degradam-se na presença de substâncias como ácidos, lubrificantes e sais. Desgaste Mecânico As grandes causas de danos mecânicos ao isolamento elétrico são a abrasão, o corte, a flexão e torção do recobrimento dos condutores. O corte do isolamento dá-se quando o condutor é puxado através de uma superfície cortante. A abrasão tanto pode ser devida à puxada de condutores por sobre superfícies abrasivas, por orifícios por demais pequenos, quanto à sua colocação em superfícies que vibrem, as quais consomem o isolamento do condutor. As linhas de pipas com cerol (material cortante) também agridem o isolamento dos condutores. Fatores Biológicos Roedores e insetos podem comer os materiais orgânicos de que são constituídos os isolamentos elétricos, comprometendo a isolação dos condutores. Outra forma de degradação das características do isolamento elétrico é a presença de fungos, que se desenvolvem na presença da umidade. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 27.
    Altas Tensões Altas tensõespodem dar origem à arcos elétricos ou efeitos corona, os quais criam buracos na isolação ou degradação química, reduzindo, assim, a resistência elétrica do isolamento. Pressão O vácuo pode causar o desprendimento de materiais voláteis dos isolantes orgânicos, causando vazios internos e consequente variação nas suas dimensões, perda de peso e consequentemente, redução de sua resistividade. QUEIMADURAS A corrente elétrica atinge o organismo através do revestimento cutâneo. Por esse motivo, as vitimas de acidente com eletricidade apresentam, na maioria dos casos queimaduras. Devido à alta resistência da pele, a passagem de corrente elétrica produz alterações estruturais conhecidas como “marcas de corrente”. As características, portanto, das queimaduras provocadas pela eletricidade diferem daquelas causadas por efeitos químicos, térmicos e biológicos. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 28.
    Em relação àsqueimaduras por efeito térmico, aquelas causadas pela eletricidade são geralmente menos dolorosas, pois a passagem da corrente poderá destruir as terminações nervosas. Não significa, porém que sejam menos perigosas, pois elas tendem a progredir em profundidade, mesmo depois de desfeito o contato elétrico ou a descarga. A passagem de corrente elétrica através de um condutor cria o chamado efeito joule, ou seja, uma certa quantidade de energia elétrica é transformada em calor. Essa energia (Watts) varia de acordo com a resistência que o corpo oferece à passagem da corrente elétrica, com a intensidade da corrente elétrica e com o tempo de exposição, podendo ser calculada pela expressão: onde: W - energia dissipada R - resistência I - intensidade da corrente t - tempo Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 29.
    É importante destacarque não há necessidade de contato direto da pessoa com partes energizadas. A passagem da corrente poderá ser devida a uma descarga elétrica em caso de proximidade do individuo com partes eletricamente carregadas. A eletricidade pode produzir queimaduras por diversas formas, o que resulta na seguinte classificação; • queimaduras por contato; • queimaduras por arco voltaico; • queimaduras por radiação (em arcos produzidos por curtos- circuitos); • queimaduras por vapor metálico. Queimaduras por contato “Quando se toca uma superfície condutora energizada, as queimaduras podem ser locais e profundas atingindo até a parte óssea, ou por outro lado muito pequenas, deixando apenas uma pequena “mancha branca na pela”. Em caso de sobrevir à morte, esse último caso é bastante importante, e deve ser verificado no exame necrológico, para possibilitar a reconstrução, mais exata possível, do caminho percorrido pela corrente Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 30.
    Queimaduras por arcovoltaico O arco elétrico caracteriza-se pelo fluxo de corrente elétrica através do ar, e geralmente é produzido quando da conexão e desconexão de dispositivos elétricos e também em caso de curto-circuito, provocando queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico possui energia suficiente para queimar as roupas e provocar incêndios, emitindo vapores de material ionizado e raios ultravioletas. Queimaduras por vapor metálico Na fusão de um elo fusível ou condutor, há a emissão de vapores e derramamento de metais derretidos (em alguns casos prata ou estanho) podendo atingir as pessoas localizadas nas proximidades. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 31.
    CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS É geradoquando da passagem da corrente elétrica nos meios condutores. O campo eletromagnético está presente em inúmeras atividades humanas, tais como trabalhos com circuitos ou linhas energizadas, solda elétrica, utilização de telefonia celular e fornos de microondas. Os trabalhadores que interagem com Sistema Elétrico Potência estão expostos ao campo eletromagnético, quando da execução de serviços em linhas de transmissão aérea e subestações de distribuição de energia elétrica, nas quais empregam-se elevados níveis de tensão e corrente. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposição ao campo eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Onde o empregado fica exposto ao campo onde seu corpo sofre uma indução, estabelecendo um diferencial de potencial entre o empregado e outros objetos inerentes às atividades. A unidade de medida do campo magnético é o Ampére por Volt, Gaus ou Tesla cujo símbolo é representado pela letra T. Cuidados especiais devem ser tomados por trabalhadores ou pessoas que possuem em seu corpo aparelhos eletrônicos, tais como marca passo, aparelhos auditivos, dentre outros, pois seu funcionamento pode ser comprometido na presença de campos magnéticos intenso. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 32.
    RISCOS ADICIONAIS São consideradoscomo riscos adicionais aqueles que, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processo de trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde dos que trabalham com eletricidade. Classificação dos riscos adicionais Altura Em trabalhos com energia elétrica feitos em alturas, devemos seguir as instruções relativas a segurança descritas abaixo: • É obrigatório o uso do cinto de segurança e do capacete com jugular. • Os equipamentos acima devem ser inspecionados pelo trabalhador antes do seu uso, no que concerne a defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e travas, bem como quanto à integridade da carneira e da jugular. • Ferramentas, peças e equipamentos devem ser levados para o alto apenas em bolsas especiais, evitando o seu arremesso. Quando for imprescindível o uso de andaimes tubulares em locais próximos à rede elétrica, eles deverão: • Respeitar as distâncias de segurança, principalmente durante as operações de montagem e desmontagem; • Estar aterrados; • Ter as tábuas da(s) plataforma(s) com, no mínimo, uma polegada de espessura, travadas e que nunca ultrapassem o andaime; •Ter base com sapatas; • Ter guarda-corpo de noventa centímetros de altura em todo o perímetro com vãos máximos de trinta centímetros; •Ter cinturão de segurança tipo pára-quedista para alturas iguais ou superiores a 2 metros; •Ter estais a partir de 3 metros e a cada 5 metros de altura. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 33.
    Manuseio de EscadaSimples e de Extensão: •Inspecione visualmente antes de usá-las, a fim de verificar se apresentam rachaduras, degraus com jogo ou soltos, corda desajustada, montantes descolados, etc. • Se houver qualquer irregularidade, devem ser entregues ao superior imediato para reparo ou troca. • Devem ser manuseadas sempre com luvas. • Limpe sempre a sola do calçado antes de subi-la. • No transportar em veículos, coloque-as com cuidado nas gavetas ou nos ganchos- suportes, devidamente amarradas. • Ao subir ou descer, conserve-se de frente para ela, segurando firmemente os montantes. • Trabalhe somente depois dela estar firmemente amarrada, utilizando o cinto de segurança e com os pés apoiados sobre os seus degraus. • Devem ser conservadas com verniz ou óleo de linhaça. • Cuidado ao atravessar as vias públicas, observando que ela deverá ser conduzida paralelamente ao meio fio. •Ao instalar a escada, observe que a distância entre o suporte e o pé da escada seja de aproximadamente ¼ do seu comprimento. • Antes de subir ou descer, exija um companheiro ao pé da escada para segurá-la. Somente o dispense depois de amarrar a escada. • Instalar a escada usando o pé direto para o apoio e a mão fechando por cima do degrau, verificando o travamento da extensão. • Não podendo amarrar a escada (fachada de prédio), mantenha o companheiro no pé dela, segurando-a. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 34.
    Ambientes Confinados Nas atividadesque exponham os trabalhadores a riscos de asfixia, explosão, intoxicação e doenças do trabalho devem ser adotadas medidas especiais de proteção, a saber: a) treinamento e orientação para os trabalhadores quanto aos riscos a que estão submetidos, a forma de preveni-los e o procedimento a ser adotado em situação de risco; b) nos serviços em que se utilizem produtos químicos, os trabalhadores não poderão realizar suas atividades sem um programa de proteção respiratória; c) a realização de trabalho em recintos confinados deve ser precedida de inspeção prévia e elaboração de ordem de serviço com os procedimentos a serem adotados; d) monitoramento permanente de substância que cause asfixia, explosão e intoxicação no interior de locais confinados realizado por trabalhador qualificado sob supervisão de responsável técnico; e) proibição de uso de oxigênio para ventilação de local confinado; f ) ventilação local exaustora eficaz que faça a extração dos contaminantes e ventilação geral que execute a insuflação de ar para o interior do ambiente, garantindo de forma permanente a renovação contínua do ar; g) sinalização com informação clara e permanente durante a realização de trabalhos no interior de espaços confinados; h) uso de cordas ou cabos de segurança e pontos fixos para amarração que possibilitem meios seguros de resgates; i) acondicionamento adequado de substâncias tóxicas ou inflamáveis utilizadas na aplicação de laminados, pisos, papéis de parede ou similares; j) a cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores, pelo menos 2 (dois) devem ser treinados para resgate; Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 35.
    k) manter aoalcance dos trabalhadores ar mandado e/ou equipamento autônomo para resgate; l) no caso de manutenção de tanque, providenciar desgaseificação prévia antes da execução do trabalho. Áreas Classificadas São considerados ambientes de alto risco aqueles nos quais existe a possibilidade de vazamento de gases inflamáveis em situação de funcionamento normal devido a razões diversas, como, por exemplo, desgaste ou deterioração de equipamentos. Tais áreas, também chamadas de ambientes explosivos, são classificadas conforme normas internacionais, e de acordo com a classificação exigem a instalação de equipamentos e/ou interfaces que atendam às exigências prescritas nas mesmas. As áreas classificadas normalmente cobrem uma zona cujo limite é onde o gás ou gases inflamáveis estarão tão diluídos ou dispersos que não poderão apresentar perigo de explosão ou combustão. É evidente que um equipamento instalado dentro de uma área classificada também deve ser classificado, e esta é baseada na temperatura superficial máxima que o mesmo possa alcançar em funcionamento normal ou em caso de falha. A EN 50.014 especifica a temperatura superficial máxima em 6 níveis, assumindo como temperatura ambiente de referência 40ºC. Para exemplificar, um equipamento classificado como T3 pode ser utilizado em ambientes cujos gases possuem temperatura de combustão superior a 200ºC. Para diminuirmos o risco de uma explosão, podemos adotar diversos métodos. Um deles é eliminarmos um dos elementos do triângulo do fogo: temperatura, oxigênio e combustível. E um outro é através de uma das três alternativas a seguir: Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 36.
    a) Contenção daexplosão: na verdade, este é o único método que permite que haja a explosão, porque esta fica confinada em um ambiente bem definido e não pode propagar-se para a atmosfera do entorno. b) Segregação: é o método que permite separar ou isolar fisicamente as partes elétricas ou as superfícies quentes da mistura explosiva. c) Prevenção: através deste método limita-se a energia, seja térmica ou elétrica, a níveis não perigosos. A técnica de segurança intrínseca é a mais empregada deste método de proteção e também a mais efetiva. O que se faz é limitar a energia armazenada em circuitos elétricos de modo a torná-los totalmente incapazes, tanto em condições normais de operação quanto em situações de falha, de produzir faíscas elétricas ou de gerar arcos voltaicos que possam causar a explosão. As indústrias que processam produtos que em alguma de suas fases se apresentem na forma de pó, são indústrias de alto potencial de risco quanto a incêndios e explosões, e devem, antes de sua implantação, efetuar uma análise acurada dos riscos e tomar as precauções cabíveis, pois na fase de projeto as soluções são mais simples e econômicas. Porém, as indústrias já implantadas poderão equacionar razoavelmente bem os problemas, minorando os riscos inerentes com o auxílio de um profissional competente. A seguir, citamos alguns tipos de indústrias reconhecidamente perigosas quanto aos riscos de incêndios e explosões: Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 37.
    » indústrias debeneficiamento de produtos agrícolas; » indústrias fabricantes de rações animais; » indústrias alimentícias; » indústrias metalúrgicas; » indústrias farmacêuticas; » indústrias plásticas; » indústrias de beneficiamento de madeira; » indústrias do carvão. Acidentes de Origem Elétrica A segurança no trabalho é essencial para garantir a saúde e evitar acidentes nos locais de trabalho, sendo um item obrigatório em todos os tipos de trabalho. Podemos classificar os acidentes de trabalho relacionando-os com fatores humano (atos inseguros) e com o ambiente (condições inseguras). Essas causas são apontadas como responsáveis pela maioria dos acidentes. No entanto, deve-se levar em conta que, às vezes, os acidentes são provocados pela presença de condições inseguras e atos inseguros ao mesmo tempo. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 38.
    Atos Inseguros Os atosinseguros são, geralmente, definidos como causas de acidentes do trabalho que residem exclusivamente no fator humano, isto é, aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária às normas de segurança. É a maneira como os trabalhadores se expõem (consciente ou inconscientemente) aos riscos de acidentes. É falsa a ideia de que não se pode predizer nem controlar o comportamento humano. Na verdade, é possível analisar os fatores relacionados com a ocorrência dos atos inseguros e controlá-los. Seguem-se alguns fatores que podem levar os trabalhadores a praticarem atos inseguros: • Fatores circunstanciais: fatores que influenciam o desempenho do indivíduo no momento. Ex.: problemas familiares, abalos emocionais, discussão com colegas, alcoolismo, estado de fadiga, doença, etc. • Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los. Estes fatores são na maioria das vezes causados por: seleção ineficaz, falhas de treinamento, falta de treinamento. • Desajustamento: este fator é relacionado com certas condições específicas do trabalho. Ex.: problema com a chefia, problemas com os colegas, políticas salariais impróprias, política promocional imprópria, clima de insegurança. • Personalidade: fatores que fazem parte das características da personalidade do trabalhador e que se manifestam por comportamentos impróprios. Ex.: o desleixado, o machão, o exibicionista, o desatento, o brincalhão. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 39.
    Condições Inseguras São aquelasque, presentes no ambiente de trabalho, põem em risco a integridade física e/ou mental do trabalhador, devido à possibilidade deste acidentar-se. Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas, podendo apresentar-se: • Na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes, pisos fracos e irregulares, excesso de ruído e trepidações, falta de ordem e limpeza, instalações elétricas impróprias ou com defeitos, falta de sinalização. • Na maquinaria: localização imprópria das máquinas, falta de proteção em partes móveis, pontos de agarramento e elementos energizados, máquinas apresentando defeitos. • Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente, roupa e calçados impróprios, equipamentos de proteção com defeito (EPI’s, EPC’s), ferramental defeituoso ou inadequado. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 40.
    Causas Diretas deAcidentes com Eletricidade Podemos classificar como causas diretas de acidentes elétricos as propiciadas pelo contato direto por falha de isolamento, podendo estas ainda serem classificadas quanto ao tipo de contato físico: • Contatos diretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente sob tensão (partes vivas). • Contatos indiretos – consistem no contato com partes metálicas normalmente não energizadas (massas), mas que podem ficar energizadas devido a uma falha de isolamento. O acidente mais comum a que estão submetidas as pessoas, principalmente aquelas que trabalham em processos industriais ou desempenham tarefas de manutenção e operação de sistemas industriais, é o toque acidental em partes metálicas energizadas, ficando o corpo ligado eletricamente sob tensão entre fase e terra. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 41.
    Causas Indiretas deAcidentes Elétricos Podemos classificar como causas indiretas de acidentes elétricos as originadas por descargas atmosféricas, tensões induzidas eletromagnéticas e tensões estáticas. Descargas Atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas redes aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica, além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas, sem contar os riscos de vida a que as pessoas e animais ficam submetidos. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de quilovolts. A fricção entre as partículas de água que formam as nuvens, provocada pelos ventos ascendentes de forte intensidade, dá origem a uma grande quantidade de cargas elétricas. Verifica-se experimentalmente que as cargas elétricas positivas ocupam a parte superior da nuvem, enquanto as cargas elétricas negativas se posicionam na parte inferior, acarretando consequentemente uma intensa migração de cargas positivas na superfície da terra para a área correspondente à localização da nuvem, dando dessa forma uma característica bipolar às nuvens. A concentração de cargas elétricas positivas e negativas numa determinada região faz surgir uma diferença de potencial entre a terra e a nuvem. No entanto, o ar apresenta uma determinada rigidez dielétrica, normalmente elevada, que depende de certas condições ambientais. O aumento dessa diferença de potencial, que se denomina gradiente de tensão, poderá atingir um valor que supere a rigidez dielétrica do ar interposto entre a nuvem e a terra, fazendo com que as cargas elétricas migrem na direção da terra, num trajeto tortuoso e normalmente cheio de ramificações, cujo fenômeno é conhecido como descarga piloto. É de aproximadamente 1kV/mm o valor do gradiente de tensão para o qual a rigidez dielétrica do ar é rompida. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 42.
    Tensão Estática Os condutorespossuem elétrons livres e, portanto, podem ser eletrizados por indução. Os isoladores, conhecidos também por dielétricos, praticamente não possuem elétrons livres. Será que eles podem ser eletrizados por indução, isto é, aproximando um corpo eletrizado, em contudo tocá-los? Normalmente, os centros de gravidade das massas dos elétrons e prótons de um átomo coincidem-se e localizam-se no seu centro. Quando um corpo carregado se aproxima desses átomos, há um deslocamento muito pequeno dos seus elétrons e prótons, de modo que os centros de gravidade destes não mais se coincidem, formando assim um dipolo elétrico. Um dielétrico que possui átomos assim deformados (achatados) está eletricamente polarizado. Tensões Induzidas em Linhas de Transmissões de Alta-Tensão Devido ao atrito com o vento e com a poeira, e em condições secas, as linhas sofrem uma contínua indução que se soma às demais tensões presentes. As tensões estáticas crescem continuamente, e após um longo período de tempo podem ser relativamente elevadas. Podemos ter tensões induzidas na linha por causa do acoplamento capacitivo e eletromagnético. Se dois condutores, ou um condutor e o potencial de terra, estiverem separados por um dielétrico e em potenciais diferentes, surgirá entre ambos o efeito capacitivo. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 43.
    Ao aterrarmos umalinha, as correntes, devido às tensões induzidas capacitivas e às tensões estáticas ao referencial de terra, são drenadas imediatamente. Todavia, existirão tensões de acoplamento capacitivo e eletromagnético induzidas pelos condutores energizados próximos à linha. Essa tensão é induzida por linha ou linhas energizadas que cruzam ou são paralelas à linha ou equipamento desenergizado no qual se trabalha. Essa tensão é função da distância entre linhas, da corrente de carga das linhas energizadas, do comprimento do trecho onde há paralelismo ou cruzamento e da existência ou não de transposição nas linhas. No caso de uma linha aterrada em apenas uma das extremidades, a tensão induzida eletromagneticamente terá seu maior vulto na extremidade não aterrada; e se ambas as extremidades estiverem aterradas, existirá uma corrente fluindo num circuito fechado com a terra. Ao se instalar o aterramento provisório, uma corrente fluirá por seu intermédio, diminuindo a diferença de potencial existente e ao mesmo tempo jampeando a área de trabalho, o que possibilita neste ponto uma maior segurança para o homem de manutenção. Além disso, nos casos de circuito de alta-extra ou ultra-alta tensão, portanto com indução elevada, é recomendável a adoção de critérios que levem em conta o nível de tensão dos circuitos e a distância entre eles, o que poderá determinar se as outras medidas de segurança ainda deverão ser adotadas ou até mesmo se o trabalho deverá ser feito como em linha energizada. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 44.
    Técnicas de Análisede Riscos Os acidentes são materializações dos riscos associados a atividades, procedimentos, projetos e instalações, máquinas e equipamentos. Para reduzir a frequência de acidentes, é preciso avaliar e controlar os riscos. » Que pode acontecer errado? » Quais são as causas básicas dos eventos não desejados? » Quais são as consequências? A análise de riscos é um conjunto de métodos e técnicas que aplicado a uma atividade identifica e avalia qualitativa e quantitativamente os riscos que essa atividade representa para a população exposta, para o meio ambiente e para a empresa, de uma forma geral. Os principais resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes, suas frequências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis consequências. A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes e as medidas para controle das consequências de acidentes para os trabalhadores e para as pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente. As metodologias representam os tipos de processos ou de técnicas de execução dessas análises de riscos da instalação ou da tarefa. Alguns exemplos dessas técnicas são apresentados a seguir com uma pequena descrição do método. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 45.
    Conceitos Básicos Perigo Uma oumais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas, à propriedade, ao ambiente ou uma combinação de todos. Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana, resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (consequências). O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » combinação de incerteza e de dano; » razão entre o perigo e as medidas de segurança; » combinação entre o evento, a probabilidade e suas consequências. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco frequentes, mas que causam danos importantes. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 46.
    Conceitos Básicos Perigo Uma oumais condições físicas ou químicas com possibilidade de causar danos às pessoas, à propriedade, ao ambiente ou uma combinação de todos. Risco Medida da perda econômica e/ou de danos para a vida humana, resultante da combinação entre a freqüência da ocorrência e a magnitude das perdas ou danos (consequências). O risco também pode ser definido através das seguintes expressões: » combinação de incerteza e de dano; » razão entre o perigo e as medidas de segurança; » combinação entre o evento, a probabilidade e suas consequências. A experiência demonstra que geralmente os grandes acidentes são causados por eventos pouco frequentes, mas que causam danos importantes. Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 47.
    Análise de Riscos Éa atividade dirigida à elaboração de uma estimativa (qualitativa ou quantitativa) do riscos, baseada na engenharia de avaliação e técnicas estruturadas para promover a combinação das frequências e consequências de cenários acidentais. Avaliação de Riscos É o processo que utiliza os resultados da análise de riscos e os compara com os critérios de tolerabilidade previamente estabelecidos. Gerenciamento de Riscos É a formulação e a execução de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que têm o objetivo de prever, controlar ou reduzir os riscos existentes na instalação industrial, objetivando mantê-la operando dentro dos requerimentos de segurança considerados toleráveis. Níveis de Risco » Catastrófico » Moderado » Desprezível » Crítico » Não Crítico Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 48.
    Classificação dos Riscos Quantoà severidade das consequências: Categoria I Desprezível – Quando as consequências / danos estão restritas à área industrial da ocorrência do evento com controle imediato. Categoria II Marginal – Quando as consequências / danos atingem outras subunidades e/ou áreas não industriais com controle e sem contaminação do solo, ar ou recursos hídricos. Categoria III Crítica – Quando as consequências / danos provocam contaminação temporária do solo, ar ou recursos hídricos, com possibilidade de ações de recuperação imediatas. Categoria IV Catastrófica – Quando as consequências / danos atingem áreas externas, comunidade circunvizinha e/ou meio ambiente Riscos em Instalações e Serviços com EletricidadeRiscos em Instalações e Serviços com Eletricidade
  • 49.
    Os objetivos deuma ARP são: Identificar e caracterizar os perigos potenciais dos processos e dos materiais perigosos envolvidos e os cenários associados a eles, que possam conduzir à consequências indesejáveis; Avaliar e classificar as magnitudes e consequências das situações potenciais de perigo encontradas; Sugerir recomendações praticáveis para minimizar e controlar os perigos encontrados. As ARP’s devem ser realizadas: Antes da partida de novos projetos; A cada 5 anos (Revisão Periódica); Caso hajam alterações relevantes no processo; Para verificação de deficiência em ARP’s existentes; Por Solicitações/Exigências externas. Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 50.
    METODOLOGIAS DE IDENTIFICAÇÃOE AVALIAÇÃO DE PERIGOS E RISCOS QUALITATIVAS: Análise de Check list (listas de Verificação); Revisão de Segurança; Análise Preliminar de Perigos; Análise What If / Check lists; Análise de Perigos e Operabilidade – HAZOP; Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA; Análise de Árvore de Falhas; Análise de Árvore de Eventos; Análise de Causa Consequência;‐ Análise de Confiabilidade Humana; QUANTITATIVAS: Utilizadas principalmente em estudos de Vulnerabilidade. Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 51.
    1) ANÁLISE PRELIMINARDE RISCO- APR1) ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO- APR Análise Preliminar de Risco consiste em um estudo durante a fase de projeto de um sistema, com o objetivo de se determinar os riscos que poderão estar presente na fase operacional do mesmo. Em uma APR, determinamos o Risco, a Causa desse risco, o Efeito provocado por ele, A Categoria de Risco e as Medidas Preventivas ou Corretivas. ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO- APR IDENTIFICAÇÃO.................... SUBSISTEMA........................ RISCO CAUSA EFEITO CAT. RISCO MED. PREV. I II III IV Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 52.
    Análise de Riscos– Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 53.
    2. WHAT IF/CHECKLIST2.WHAT IF/CHECKLIST CARACTERÍSTICAS: Análise geral e qualitativa Ideal para a primeira abordagem. Objetiva a identificação e o tratamento de riscos. METODOLOGIA: O WIC é um procedimento de revisão de riscos de processos que se desenvolve através de reuniões de questionamento de procedimentos, instalações etc. de um processo, gerando também soluções para os problemas levantados. Utiliza-se de uma sistemática técnico-administrativa que inclui princípios de dinâmica de grupos. Uma vez utilizado, é reaplicado periodicamente. BENEFÍCIOS: Revisão de um largo espectro de riscos, consenso entre áreas de atuação (produção, processo, segurança) sobre a operação segura da planta. Gera um relatório detalhado, de fácil entendimento, que é também um material de treinamento e base de revisões futuras. Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 54.
    3. ANÁLISE DEÁRVORE DE FALHAS (AAF)3. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF) Utiliza-se de portas lógicas OU ; E para o relacionamento entre as causas e os efeitos. Parte-se de um evento complexo, que é desenvolvido sucessivamente em eventos mais simples. Os Eventos Básicos serão apenas: falhas ou defeitos de componentes falhas operacionais eventos da natureza PROCEDIMENTO INTEGRAL seleção do evento topo determinação dos fatores contribuintes até as falhas básicas(componentes, erros operacionais ou eventos da natureza) aplicação de dados quantitativos (taxas de falha, confiabilidade, probabilidade de ocorrência) determinação da probabilidade de ocorrência do evento topo. Outros benefícios. Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 55.
    3. ANÁLISE DEÁRVORE DE FALHAS (AAF)3. ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS (AAF) PROCEDIMENTO FINAL análise dos “cut-sets” (combinações de eventos que sozinhas levam ao evento topo) classificação dos cut-sets por importância determinação dos fatores mais críticos (subsistemas, componentes, operações) tratamento dos ramos críticos da árvore e recálculo para analisar custo-benefício de futuras intervenções ou modificações. PORTAS LÓGICAS PORTA OU (OR) O evento saída ocorre se qualquer evento entrada ou combinação dos mesmos ocorrer. EVENTOS BÁSICOS EXEMPLO DE PORTA “OU” EXEMPLO DE PORTA “E” A ASSOCIAÇÃO SÓ É POSSÍVEL MEDIANTE OS TRÊS COMPROVANTES Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 56.
    4. ANÁLISE DEMODOS E EFEITOS DE FALHA (FMEA)4. ANÁLISE DE MODOS E EFEITOS DE FALHA (FMEA) Esta técnica permite analisar como podem falhar os componentes de um equipamento ou sistema, estimar as taxas de falha, determinar os efeitos que poderão advir, e, estabelecer as mudanças que deverão ser feitas para aumentar a probabilidade de que o sistema ou equipamento funcione de forma segura. CARACTERÍSTICAS DA ANÁLISE DE MODOS DE FALHA E EFEITOS METODOLOGIA: determinar os modos de falha de componentes e seus efeitos em outros componentes e no sistema e determinar os meio de detecção e compensação das falha e reparos necessários e categorizar falhas para priorização das ações corretivas. CARACTERÍSTICAS: análise detalhada, qualitativa/quantitativa. aplicação a riscos associados a falhas em equipamentos objetiva determinar falhas de efeito crítico e componentes críticos, análise de confiabilidade de conjuntos, equipamentos e sistemas. Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 57.
    VANTAGENS: Detecção precoce defalhas, aumento da confiabilidade de equipamentos e sistemas através do tratamento de componentes críticos, e muito úteis em emergências de processos ou utilidades. Análise de Riscos – Conceitos BásicosAnálise de Riscos – Conceitos Básicos
  • 58.
    DESENERGIZAÇÃO A desenergização éum conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos trabalhadores envolvidos. Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a sequência a seguir: Seccionamento É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado entre um circuito ou dispositivo e outro, obtida mediante o acionamento de dispositivo apropriado (chave seccionadora, interruptor, disjuntor), acionado por meios manuais ou automáticos, ou ainda através de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos. Impedimento de reenergização É o estabelecimento de condições que impedem, de modo reconhecidamente garantido, a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento. Na prática trata-se da aplicação de travamentos mecânicos, por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares de travamento ou com sistemas informatizados equivalentes. Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
  • 59.
    Deve-se utilizar umsistema de travamento do dispositivo de seccionamento, para o quadro, painel ou caixa de energia elétrica e garantir o efetivo impedimento de reenergização involuntária ou acidental do circuito ou equipamento durante a execução da atividade que originou o seccionamento. Deve-se também fixar placas de sinalização alertando sobre a proibição da ligação da chave e indicando que o circuito está em manutenção. O risco de energizar inadvertidamente o circuito é grande em atividades que envolvam equipes diferentes, onde mais de um empregado estiver trabalhando. Nesse caso a eliminação do risco é obtida pelo emprego de tantos bloqueios quantos forem necessários para execução da atividade. Dessa forma, o circuito será novamente energizado quando o último empregado concluir seu serviço e destravar os bloqueios. Após a conclusão dos serviços deverão ser adotados os procedimentos de liberação específicos. A desenergização de circuito ou mesmo de todos os circuitos numa instalação deve ser sempre programada e amplamente divulgada para que a interrupção da energia elétrica reduza os transtornos e a possibilidade de acidentes. A reenergização deverá ser autorizada mediante a divulgação a todos os envolvidos. Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
  • 60.
    Constatação da ausênciade tensão É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Deve ser feita com detectores testados antes e após a verificação da ausência de tensão, sendo realizada por contato ou por aproximação e de acordo com procedimentos específicos. Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos Constatada a inexistência de tensão, um condutor do conjunto de aterramento temporário deverá ser ligado a uma haste conectada à terra. Na sequência, deverão ser conectadas as garras de aterramento aos condutores fase, previamente desligados. OBS.: Trabalhar entre dois pontos devidamente aterrados. Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada Define-se zona controlada como, área em torno da parte condutora energizada, segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados, como disposto no anexo II da Norma Regulamentadora Nº10. Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação invólucros, etc. Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
  • 61.
    Instalação da sinalizaçãode impedimento de reenergização Deverá ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável. Os cartões, avisos, placas ou etiquetas de sinalização do travamento ou bloqueio devem ser claros e adequadamente fixados. No caso de método alternativo, procedimentos específicos deverão assegurar a comunicação da condição impeditiva de energização a todos os possíveis usuários do sistema. Somente após a conclusão dos serviços e verificação de ausência de anormalidades, o trabalhador providenciará a retirada de ferramentas, equipamentos e utensílios e por fim o dispositivo individual de travamento e etiqueta correspondente. Os responsáveis pelos serviços, após inspeção geral e certificação da retirada de todos os travamentos, cartões e bloqueios, providenciará a remoção dos conjuntos de aterramento, e adotará os procedimentos de liberação do sistema elétrico para operação. A retirada dos conjuntos de aterramento temporário deverá ocorrer em ordem inversa à de sua instalação. Os serviços a serem executados em instalações elétricas desenergizadas, mas com possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6. da NR 10, que diz respeito a segurança em instalações elétricas desenergizadas. Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
  • 62.
    Aterramento Temporário A instalaçãode aterramento temporário tem como finalidade a equipotencialização dos circuitos desenergizados (condutores ou equipamento), ou seja, ligar eletricamente ao mesmo potencial, no caso ao potencial de terra, interligando-se os condutores ou equipamentos à malha de aterramento através de dispositivos apropriados ao nível de tensão nominal do circuito. Para a execução do aterramento, devemos seguir às seguintes etapas: • Solicitar e obter autorização formal; •Afastar as pessoas não envolvidas na execução do aterramento e verificar a desenergização. • Delimitar a área de trabalho, sinalizando-a; • Confirmar a desenergização do circuito a ser aterrado temporariamente. •Inspecionar todos os dispositivos utilizados no aterramento temporário antes de sua utilização. • Ligar o grampo de terra do conjunto de aterramento temporário com firmeza à malha de terra e em seguida a outra extremidade aos condutores ou equipamentos que serão ligados à terra, utilizando equipamentos de isolação e proteção apropriados à execução da tarefa. • Obedecer os procedimentos específicos de cada empresa; • Na rede de distribuição deve-se trabalhar, no mínimo, entre dois aterramentos. Medidas de Controle do Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
  • 63.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Aterramento Os sistemas de aterramento devem satisfazer às prescrições de segurança das pessoas e funcionais da instalação. O valor da resistência de aterramento deve satisfazer às condições de proteção e de funcionamento da instalação elétrica. Ligação à Terra Qualquer que seja sua finalidade (proteção ou funcional), o aterramento deve ser único em cada local da instalação. Para casos específicos, de acordo com as prescrições da instalação, o aterramento pode ser usado separadamente, desde que sejam tomadas as devidas precauções. Aterramento Funcional É o aterramento de um ponto (do sistema, da instalação ou do equipamento) destinado a outros fins que não a proteção contra choques elétricos. Em particular, no contexto da seção, o termo "funcional" está associado ao uso do aterramento e da equipotencialização para fins de transmissão de sinais e de compatibilidade eletromagnética. Aterramento do Condutor Neutro Quando a instalação for alimentada diretamente pela concessionária, o condutor neutro deve ser aterrado na origem da instalação.
  • 64.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Aterramento de Proteção (PE) A proteção contra contatos indiretos proporcionada em parte pelo equipamento e em parte pela instalação é aquela tipicamente associada aos equipamentos classe I. Um equipamento classe I tem algo além da isolação básica: sua massa é provida de meios de aterramento, isto é, o equipamento vem com condutor de proteção (condutor PE, ou "fio terra") incorporado ou não ao cordão de ligação,ouentãosuacaixadeterminaisincluiumterminalPEparaaterramento. Essaéapartequetocaaopróprio equipamento. A parte que toca à instalação é ligar esse equipamento adequadamente, conectando-se o PE do equipamento ao PE da instalação, na tomada ou caixa de derivação – o que pressupõe uma instalação dotada de condutor PE, evidentemente (e isso deve ser regra, e não exceção); e garantir que, em caso de falha na isolação desse equipamento, um dispositivo de proteção atue automaticamente, promovendo o desligamento do circuito. A secção mínima do condutor de proteção (PE) deve obedecer aos valores estabelecidos pela ABNT NBR 5410.
  • 65.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Aterramento por Razões Combinadas de Proteção e Funcionais Quando for exigido um aterramento por razões combinadas de proteção e funcionais, as prescrições relativas às medidas de proteção devem prevalecer. Esquemas de ligação de aterramento em baixa tensão:
  • 66.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico
  • 67.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Esquemas de Ligação de Aterramento em MédiaTensão Segundo a norma NBR 14039/2003, são considerados os esquemas de aterramento para sistemas trifásicos comumente utilizados, descritos a seguir, sendo estes classificados conforme a seguinte simbologia: •Primeira letra – situação da alimentação em relação à terra: »T = um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado; » I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento de um ponto através de uma impedância. •Segunda letra – situação das massas da instalação elétrica em relação à terra: » T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de ponto de alimentação; » N = massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em corrente alternada, o ponto aterrado é normalmente o neutro). •Terceira letra – situação de ligações eventuais com as massas do ponto de alimentação:
  • 68.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Esquemas de Ligação de Aterramento em MédiaTensão » R = as massas do ponto de alimentação estão ligadas simultaneamente ao aterramento do neutro da instalação e às massas da instalação; » N = as massas do ponto de alimentação estão ligadas diretamente ao aterramento do neutro da instalação, mas não estão ligadas às massas da instalação; »S = as massas do ponto de alimentação estão ligadas a um aterramento eletricamente separado daquele do neutro e daquele das massas da instalação. Esquema TNR O esquema TNR possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as massas da instalação e do ponto de alimentação ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. Nesse esquema, toda corrente de falta direta fase-massa é uma corrente de curto-circuito.
  • 69.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Esquemas TTN e TTS Os esquemas TTx possuem um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo de aterramento do ponto de alimentação. Nesse esquema, as correntes de falta direta fase-massa devem ser inferiores a uma corrente de curto circuito, sendo, porém, suficientes para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. São considerados dois tipos de esquemas, TTN e TTS, de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção das massas do ponto de alimentação, a saber: a) esquema TTN, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento; b) esquema TTS, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a eletrodos de aterramento distintos.
  • 70.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Esquemas ITN, ITS e ITR Os esquemas Itx não possuem qualquer ponto da alimentação diretamente aterrado ou possuem um ponto da alimentação aterrado através de uma impedância, estando as massas da instalação ligadas a seus próprios eletrodos de aterramento. Nesse esquema, a corrente resultante de uma única falta fase-massa não deve ter intensidade suficiente para provocar o surgimento de tensões de contato perigosas. São considerados três tipos de esquemas, ITN, ITS e ITR, de acordo com a disposição do condutor neutro e dos condutores de proteção das massas da instalação e do ponto de alimentação, a saber: a) Esquema ITN, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção das massas do ponto de alimentação são ligados a um único eletrodo de aterramento e as massas da instalação ligadas a um eletrodo distinto; b) Esquema ITS, no qual o condutor neutro, os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a eletrodos de aterramento distintos; c) Esquema ITR, no qual o condutor neutro, os condutores de proteção das massas do ponto de alimentação e da instalação são ligados a um único eletrodo de aterramento.
  • 71.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Medida da resistência de aterramento Na escolha dos eletrodos de aterramento e sua posterior distribuição é importante considerar as condições locais, a natureza do terreno e a resistência de contato do aterramento. O trabalho de aterramento depende desses fatores e das condições ambientais. É comum encontrar baixa resistência ôhmica no aterramento. Influem a resistência de contato (ou de difusão) do aterramento e a resistência do condutor de terra. Sejam A e B tubos condutores, convenientes para um bom aterramento. Se entre os pontos A e B existir uma distância suficiente e por ambos circular uma corrente, pode-se medir uma tensão "U“ em relação à terra, tendo-se M como ponto de referência, encontrando-se a curva indicada em "B". É fácil verificar que nas proximidades dos aterramentos a tensão em relação ao ponto M cresce, sendo nula a tensão no ponto de referência. Esse crescimento da tensão nas proximidades dos aterramentos pode ser explicado se lembrarmos que as linhas de corrente se concentram nas proximidades dos pontos de aterramento. Ao mesmo tempo, afastando-se destes, há uma seção bem maior para a passagem da corrente, o que provoca uma queda nula de tensão.
  • 72.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Para se obter uma resistência ôhmica de aterramento favorável, devemos medir a corrente e a queda de tensão provocada por ela. Para isso basta medir a tensão entre uma tomada de terra e um ponto distante a 20 metros, de tal forma que no mesmo potencial seja nulo. A resistência de contato tem a resistência do solo com o fator muitíssimo importante. Os eletrodos de aterramento podem ser profundos ou superficiais. No primeiro caso, geralmente, usam-se tubos de ferro galvanizado, em geral de 3/4", ou hastes de aço revestidas com uma película de cobre depositada eletroliticamente (copperweld), de comprimento grande, cravados no solo. No caso de aterramento superficial, usam-se cabos condutores ou chapas, enterrados a uma profundidade média de 0,50 metro, preferindo-se uma disposição radial e com centro comum. Equipotencialização Podemos definir equipotencialização como o conjunto de medidas que visa minimizar as diferenças de potenciais entre componentes de instalações elétricas de energia e de sinal (telecomunicações, rede de dados, etc.), prevenindo acidentes com pessoas e baixando a níveis aceitáveis os danos tanto nessas instalações quanto nos equipamentos a elas conectados.
  • 73.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Condições de Equipotencialização Interligação de todos os aterramentos de uma mesma edificação, sejam eles o do quadro de distribuição principal de energia. • O quadro geral de baixa tensão (QGBT), o distribuidor geral da rede telefônica, o da rede de comunicação de dados, etc., deverão ser convenientemente interligados, formando um só aterramento. • Todas as massas metálicas de uma edificação, como ferragens estruturais, grades, guarda-corpos, corrimãos, portões, bases de antenas, bem como carcaças metálicas dos equipamentos elétricos, devem ser convenientemente interligadas ao aterramento. • Todas as tubulações metálicas da edificação, como rede de hidrantes, eletrodutos e outros, devem ser interligadas ao aterramento de forma conveniente. • Os aterramentos devem ser realizados em anel fechado, malha, ou preferencialmente pelas ferragens estruturais das fundações da edificação, quando esta for eletricamente contínua (e na maioria das vezes é). • Todos os terminais "terra" existentes nos equipamentos deverão estar interligados ao aterramento via condutores de proteção PE que, obviamente, deverão estar distribuídos por toda a instalação da edificação.
  • 74.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Condições de Equipotencialização •Todos os ETIs (equipamentos de tecnologia de informações) devem ser protegidos por DPSs (dispositivos de proteção contra surtos), constituídos por varistores centelhadores, diodos especiais, Taz ou Tranzooby, ou uma associação deles. • Todos os terminais "terra" dos DPSs devem ser ligados ao BEP (barramento de equipotencialização principal) através da ligação da massa dos ETIs pelo condutor de proteção PE. • No QDP, ou no quadro do secundário do transformador, dependendo da configuração da instalação elétrica de baixa tensão, deve ser instalado um DPS (dispositivo de proteção contra surtos) de características nominais mais elevadas que possibilite uma coordenação eficaz nos quadros de alimentação dos circuitos terminais que alimentamos ETIs. • Nestes casos podem ser utilizados vários recursos que otimizem o custo da instalação, como, por exemplo, o aproveitamento de bandejamento dos cabos, hidrantes, caso seja garantida sua continuidade elétrica em parâmetros aceitáveis.
  • 75.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Seccionamento Automático da Alimentação Dispositivo de proteção a corrente diferencial – residual – DR Proteção por Extra baixa Tensão Proteção por Barreiras e Invólucros Proteção por Obstáculos e Anteparos Locais de Serviço Elétrico Proteção por Isolamento das Partes Vivas Proteção Parcial por Colocação Fora de Alcance Proteção por separação elétrica
  • 76.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Equipamentos de Proteção Coletiva Como estudado anteriormente, em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas prioritariamente medidas de proteção coletiva para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. As medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente a desenergização elétrica, e na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança, conforme estabelece a NR-10. Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidos com a atividade principal que será executada e que gerou o risco, como também à proteção de outros funcionários que possam executar atividades paralelas nas redondezas ou até de passantes, cujo percurso pode levá-los à exposição ao risco existente. A seguir serão descritos alguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nas instalações elétricas: Conjunto de Aterramento Equipamento destinado à execução de aterramento temporário, visando à equipotencialização e proteção pessoal contra energização indevida do circuito em intervenção.
  • 77.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Tapetes de Borracha Isolantes Acessório utilizado principalmente em subestações, sendo aplicado na execução da isolação contra contatos indiretos, minimizando assim as consequências por uma falha de isolação nos equipamentos. Cones e Bandeiras de Sinalização Materiais destinados a fazer a isolação de uma área onde estejam sendo executadas intervenções. Placas de Sinalização São utilizadas para sinalizar perigo (perigo de vida, etc.) e situação dos equipamentos (equipamentos energizados, não manobre este equipamento sobre carga, etc.), visando assim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e de pessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos.
  • 78.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Protetores Isolantes de Borracha ou PVC Para Redes Elétricas Anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redes aéreas, são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redes energizadas. Equipamentos de Proteção Individual Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR-6, a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego relativa a esses equipamentos. As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, considerando-se, também, a condutibilidade, a inflamabilidade e as influências eletromagnéticas. É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades, principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução de energia. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O EPI deve ser usado quando: »não for possível eliminar o risco por outros meios; »for necessário complementar a proteção coletiva;
  • 79.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Exemplos de EPIs Óculos de Segurança Equipamento destinado à proteção contra elementos que venham a prejudicar a visão, como, por exemplo, descargas elétricas. Capacetes de Segurança Equipamento destinado à proteção contra quedas de objetos e contatos acidentais com as partes energizadas da instalação. O capacete para uso em serviços com eletricidade deve ser da classe B (submetido a testes de rigidez dielétrica a 20kV). Luvas Isolantes Elas podem ser testadas com inflador de luvas para verificação da existência de furos, e por injeção de tensão de testes. As luvas isolantes apresentam identificação no punho, próximo da borda, marcada de forma indelével, que contém informações importantes, como a tensão de uso, por exemplo, nas cores correspondentes a cada uma das seis classes existentes. Elas são classificadas segundo NBR10622 pelo nível de tensão de trabalho e de teste:
  • 80.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Calçados (Botinas, Sem Biqueira de Aço) Equipamento utilizado para minimizar as consequências de contatos com partes energizadas, as botinas são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e aplicabilidade (trabalhos em linhas energizadas ou não). Devem ser acondicionadas em local apropriado, para a não perder suas características de isolação. Cinturão de Segurança Equipamento destinado à proteção contra queda de pessoas, sendo obrigatória sua utilização em trabalhos acima de 2metros de altura. Pode ser basicamente de dois tipos: abdominal e de três pontos (pára-quedista). Para o tipo pára-quedista, podem ser utilizados trava-quedas instalados em cabos de aço ou flexível fixados em estruturas a serem escaladas.
  • 81.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Protetores Auriculares Equipamento destinado a minimizar as consequências de ruídos prejudiciais à audição. Para trabalhos com eletricidade, devem ser utilizados protetores apropriados, sem elementos metálicos. Máscaras/Respiradores Equipamento destinado à utilização em áreas confinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras. Legislação aplicável A Norma Regulamentadora nº6, ao tratar dos equipamentos de proteção individual, estabelece as obrigações do empregador: a) Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; b) Exigir seu uso; c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; g) Comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada.
  • 82.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Quanto ao EPI, o empregado deverá: a) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação; c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. O artigo 158 da CLT dispõe: “ConstituiatofaltosodoempregadoarecusadousodoEPI.” Além dessas obrigações legais, todo EPI antes de sua utilização deve ser inspecionado visualmente. Caso haja dúvidas sobre sua integridade, devem ser consultados suas especificações técnicas ou o responsável pela área de segurança da empresa. Normas Técnicas Brasileiras No Brasil, as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO). Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionais e instituições, organizados em grupos de estudos, comissões e comitês. A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada. A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização, composto de entidades nacionais, regionais e internacionais. Para atividades com eletricidade, há diversas normas, abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos.
  • 83.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com eletricidade. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção. Nela estão as diferentes formas de instalação e as influências externas a serem consideradas em um projeto. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada, incluindo o aterramento, a proteção por dispositivos de corrente de fuga, de sobre tensões e sobre correntes. Os procedimentos para aceitação da instalação nova e para sua manutenção também são apresentados na norma, incluindo etapas de inspeção visual e de ensaios específicos. NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão, de 1,0kV a 36,2kV A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores, incluindo suas subestações, dentro da faixa de tensão especificada. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações, a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras, incluindo acesso, parâmetros físicos e de infra-estrutura. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que, a exemplo da NBR 5410, também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações.
  • 84.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas, cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem, de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores, incluindo suas subestações, dentro da faixa de tensão especificada. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica. Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento dos componentes dessas instalações, a norma estabelece critérios específicos de segurança para as subestações consumidoras, incluindo acesso, parâmetros físicos e de infra-estrutura. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da referida norma que, a exemplo da NBR 5410, também especifica as características de aceitação e manutenção dessas instalações. Existem muitas outras normas técnicas direcionadas às instalações elétricas, cabendo aos profissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem, de acordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. As normas a seguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos são auto-explicativos a respeito do seu escopo. Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas.
  • 85.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Muitas delas são complementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicas de baixa e média tensão anteriormente citadas. Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos, projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. Fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. NBR5418–Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas Fixa condições exigíveis para seleção e aplicação de equipamentos, projeto e montagem de instalações elétricas em atmosferas explosivas por gás ou vapores inflamáveis. NBR5419–Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas Fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. Quando a utilização de um produto pode comprometer a segurança ou a saúde do consumidor, o INMETRO ou outro órgão regulamentador pode tornar obrigatória a Avaliação de Conformidade desse produto. Isso aumenta a confiança de que o produto está de acordo com as Normas e com os Regulamentos Técnicos aplicáveis. Já existem vários produtos cuja certificação é obrigatória, alguns deles apenas aguardando o prazo limite para proibição de comercialização. Entre os produtos de certificação compulsória, por exemplo, estão os plugues, tomadas, interruptores, disjuntores, equipamentos para atmosferas explosivas, estabilizadores de tensão, entre outros.
  • 86.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Regulamentações do MTE Os instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem na Constituição Federal que, ao relacionar os direitos dos trabalhadores, incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio de normas específicas. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essas regulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio da Portaria nº 3.214/78. A partir de então, uma série de outras portarias foram editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificar ou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador, conhecidas pelas suas iniciais: NR. Sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade, a referência é a NR-10, que estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, em quaisquer das fases de geração, Transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica. A NR-10 exige também que sejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais. A fundamentação legal, que dá o embasamento jurídico à existência desta NR, está nos artigos 179 a 181 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
  • 87.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Habilitação, Qualificação, Capacitação e Autorização dos Profissionais Entre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender os profissionais que atuem em instalações elétricas, que considera: Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino profissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições simultaneamente: a)Seja treinado por profissional habilitado e autorizado; b)Trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado. São considerados autorizados os trabalhadores habilitados ou capacitados com anuência formal da empresa. Todo profissional autorizado deve portar identificação visível e permanente contendo as limitações e a abrangência de sua autorização. Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas.
  • 88.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Rotinas de trabalho Procedimentos de trabalho Todos os serviços em instalações elétricas devem ser planejados, programados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos e adequados. Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço com especificação mínima do tipo de serviço, do local e dos procedimentos a serem adotados. Os procedimentos de trabalho devem conter instruções de segurança do trabalho, de forma a atender a esta NR. As instruções de segurança do trabalho necessárias à realização dos serviços em eletricidade devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação, base técnica, competência e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais. A autorização para serviços em instalações elétricas deve ser emitida por profissional habilitado, com anuência formal da administração, devendo ser coordenada pela área de segurança do trabalho, quando houver, de acordo com a Norma Regulamentadora nº 4 – Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. Na liberação de serviços em instalação desenergizada para equipamentos, circuitos e intervenção, deve-se confirmar a desenergização do circuito/ equipamento a ser executada a intervenção (manutenção), seguindo os procedimentos:
  • 89.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico a) Seccionamento - Confirmar se o circuito desligado é o alimentador do circuito a ser executada a intervenção, mediante a verificação dos diagramas elétricos e folha de procedimentos e a identificação do mesmo em campo. b) Impedimento de reenergização - Verificar as medidas de impedimento de reenergização aplicadas, que sejam compatíveis ao circuito em intervenção, como: abertura de seccionadoras, retirada de fusíveis, afastamento de disjuntores de barras, relés de bloqueio, travamento por chaves, utilização de cadeados. c) Constatação de ausência de tensão - É feita no próprio ambiente de trabalho através de: instrumentos de medições dos painéis (fixo) ou instrumentos detectores de tensão (observar sempre a classe de tensão desses instrumentos), verificar se os EPI’s e EPC’s necessários para o serviço estão dentro das normas vigentes e se as pessoas envolvidas estão devidamente protegidas. d) Instalação de aterramento temporário - Verificar a instalação do aterramento temporário quanto à perfeita equipotencialização dos condutores do circuito ao referencial de terra, com a ligação dos mesmos a esse referencial com equipamentos apropriados. e) Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada - Verificar a existência de equipamentos energizados nas proximidades do circuito ou equipamento a sofrer intervenção, checando assim os procedimentos, materiais e EPI’s necessários para a execução dos trabalhos, obedecendo à tabela de zona de risco e zona controlada. A proteção poderá ser feita por meio de obstáculos ou barreiras, de acordo com a análise de risco. f) Instalação da sinalização de impedimento de energização – Confirmar se foi feita a instalação da sinalização em todos os equipamentos que podem vir a energizar o circuito ou equipamento em intervenção. Na falta de sinalização de todos os equipamentos, esta deve ser providenciada.
  • 90.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Liberação para serviços Tendo como base os procedimentos já vistos anteriormente, o circuito ou equipamento estará liberado para intervenção, sendo a liberação executada pelo técnico responsável pela execução dos trabalhos. Somente estarão liberados para a execução dos serviços os profissionais autorizados, devidamente orientados e com equipamentos de proteção e ferramental apropriado. Após a conclusão dos serviços e com a autorização para reenergização do sistema, deve-se: •Retirar todas as ferramentas, utensílios e equipamentos; •Retirar todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização da zona controlada; •Remover o aterramento temporário da equipotencialização e as proteções adicionais; •Remover a sinalização de impedimento de energização; •Destravar, se houver, e realizar os dispositivos de seccionamento. Responsabilidades Gerência imediata • Instruir e esclarecer seus funcionários sobre as normas de segurança do trabalho e sobre as precauções relativas às peculiaridades dos serviços executados em estações. • Fazer cumprir as normas de segurança do trabalho a que estão obrigados todos os empregados, sem exceção. Designarsomentepessoaldevidamentehabilitadoparaaexecuçãodecadatarefa. • Manter- se a par das alterações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as a seus funcionários. • Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. • Proibir a entrada de menores aprendizes em estações ou em áreas de risco.
  • 91.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Supervisores e encarregados • Instruir adequadamente os funcionários com relação às normas de segurança do trabalho. • Certificar-se da colocação dos equipamentos de sinalização adequados antes do início de execução dos serviços. • Orientar os integrantes de sua equipe quanto às características dos serviços a serem executados e quanto às precauções a serem observadas no seu desenvolvimento. • Comunicar à gerência imediata irregularidades observadas no cumprimento das normas de segurança do trabalho, inclusive quando ocorrerem fora de sua área de serviço. • Advertir pronta e adequadamente os funcionários sob sua responsabilidade, quando deixarem de cumprir as normas de segurança do trabalho. • Zelar pela conservação das ferramentas e dos equipamentos de segurança, assim como pela sua correta utilização. • Proibir que os integrantes de sua equipe utilizem ferramentas e equipamentos inadequados ou defeituosos. • Usar e exigir o uso de roupa adequada ao serviço. • Manter-se a par das inovações introduzidas nas normas de segurança do trabalho, transmitindo-as aos integrantes de sua equipe. • Providenciar prontamente os primeiros socorros para os funcionários acidentados e comunicar o acidente à gerência imediata, logo após sua ocorrência. • Estudar as causas dos acidentes e incidentes ocorridos e fazer cumprir as medidas que possam evitar sua repetição. • Conservar o local de trabalho organizado e limpo. • Cooperar com as CIPA’s na sugestão de medidas de segurança do trabalho. • Atribuir serviços somente a funcionários que estejam física e emocionalmente capacitados a executá-los e distribuir as tarefas de acordo com a capacidade técnica de cada um. • Quando houver a interrupção dos serviços em execução, antes de seu reinício devem ser tomadas precauções para verificação da segurança geral, como foi feita antes do início do trabalho.
  • 92.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Empregados • Observar as normas e preceitos relativos à segurança do trabalho e ao uso correto dos equipamentos de segurança. • Utilizar os equipamentos de proteção individual e coletiva. • Alertar os companheiros de trabalho quando estes executarem os serviços de maneira incorreta ou atos que possam gerar acidentes. • Comunicar imediatamente ao seu superior e aos companheiros de trabalho qualquer acidente, por mais insignificante que seja, ocorrido consigo, com colegas ou terceiros, para que sejam tomadas as providências cabíveis. • Avisar seu superior imediato quando, por motivo de saúde, não estiver em condições de executar o serviço para o qual tenha sido designado. • Observar a proibição da ocorrência de procedimentos que possam gerar riscos de segurança. • Não ingerir bebidas alcoólicas ou usar drogas antes do início, nos intervalos ou durante a jornada de trabalho. • Evitar brincadeiras em serviço. • Não portar arma, excluindo-se os casos de empregados autorizados pela Administração da Empresa, em razão das funções que desempenham. • Não utilizar objetos metálicos de uso pessoal, tais como: anéis, correntes, relógios, bota com biqueira de aço, isqueiros a gás, afim de se evitar o agravamento das lesões em caso de acidente elétrico. • Não usar aparelhos sonoros.
  • 93.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico Visitantes O empregado encarregado de conduzir visitantes pelas instalações da empresa, deverá: • Dar-lhes conhecimento das normas de segurança. • Fazer com que se mantenham juntos. • Alertar-lhes para que mantenham a distância adequada dos equipamentos, não os tocando. • Fornecer-lhes EPI’s aplicáveis (capacetes, protetores auriculares, etc.). Documentação de instalações elétricas Todas as empresas estão obrigadas a manter diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Devem ser mantidos atualizados os diagramas unifilares das instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Os estabelecimentos com potência instalada igual ou superior a 75 kW devem constituir Prontuário de Instalações Elétricas, de forma a organizar o memorial contendo, no mínimo: a) os diagramas unifilares, os sistemas de aterramento e as especificações dos dispositivos de proteção das instalações elétricas; b) O relatório de auditoria de conformidade à NR-10, com recomendações e cronogramas de adequação, visando ao controle de riscos elétricos;
  • 94.
    Medidas de Controledo Risco ElétricoMedidas de Controle do Risco Elétrico c) o conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas à NR-10 e descrição das medidas de controle existentes; d) A documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas; e) Os equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental aplicáveis, conforme determina a NR-10; f) A documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos profissionais e dos treinamentos realizados; g) As certificações de materiais e equipamentos utilizados em área classificada. As empresas que operam em instalações ou com equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os documentos relacionados anteriormente e os a seguir listados: a) Descrição dos procedimentos de ordem geral para contingências não previstas; b) Certificados dos equipamentos de proteção coletiva e individual. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido pelo empregador ou por pessoa formalmente designada pela empresa e permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviço em eletricidade. O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que ocorrerem alterações nos sistemas elétricos. Os documentos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissionais legalmente habilitados. No interior das subestações deverá estar disponível, em local acessível, um esquema geral da instalação. Toda a documentação deve ser em língua portuguesa, sendo permitido o uso de língua estrangeira adicional.
  • 95.
    Fogo é umprocesso químico de transformação, também chamado de combustão. Podemos defini-lo, ainda como, o resultado de uma reação química que desprende luz e calor devido à combustão de matérias diversos. DEFINIÇÃO DEDEFINIÇÃO DE FOGOFOGO ELEMENTOSELEMENTOS QUE COMPÕEM O FOGOQUE COMPÕEM O FOGO Para que haja fogo, necessitamos reunir os quatro elementos essenciais: • CombustívelCombustível • CalorCalor • ComburenteComburente • Reação em cadeiaReação em cadeia O Combustível em contato com uma fonte de Calor e em presença de um Comburente (geralmente o oxigênio contido no ar) começará inflamar gerando a Reação em cadeia.
  • 96.
  • 97.
    PROPOGAÇÃO DOPROPOGAÇÃO DOCALORCALOR  ConduçãoCondução Transferência de calor através de um corpo sólido de molécula em molécula. O calor pode se propagar de três diferentes maneiras: convecção, condução e irradiação. Transferência de calor através de um corpo.
  • 98.
    PROPOGAÇÃO DOPROPOGAÇÃO DOCALORCALOR  ConvecçãoConvecção Transferência de calor pelo movimento ascendente de massas de gases. Movimentação de massas gasosas transporta o calor para cima e horizontalmente nos andares.
  • 99.
    PROPOGAÇÃO DOPROPOGAÇÃO DOCALORCALOR  IrradiaçãoIrradiação Transferência de calor por ondas de energia calorífica que deslocam através do espaço. Ondas caloríficas atingem os objetos, aquecendo-as.
  • 100.
    COMBUSTÍVELCOMBUSTÍVEL É o elementoque alimenta o fogo e serve de campo para sua propagação. Os combustíveis podem ser sólido, líquido ou gasoso, e a grande maioria precisa passar pelo estado gasoso para, então, combinar com o oxigênio. A maioria dos combustíveis sólidos transformam-se em vapores e, então, reagem com o oxigênio. Outros (ferro, parafina, cobre, bronze) primeiro transformam-se em líquidos e posteriormente em gases. Esse tipo de combustível queima em superfície e profundidade. Quanto maior for a superfície exposta, mais rápido será o aquecimento do material e conseqüentemente o processo de combustão.  Combustíveis SólidosCombustíveis Sólidos Combustível sólido – Papel, paletes, tecido, madeira, plásticos, etc.
  • 101.
    COMBUSTÍVELCOMBUSTÍVEL O líquido inflamáveltem propriedades que dificultam a extinção do calor, pois ele assume a forma do recipiente e se derramado tomam a forma do piso, e assim se espalham escorrendo nas partes mais baixas. Esse tipo de combustível queima somente em superfície.  Combustíveis LíquidoCombustíveis Líquido Solventes, álcool, tintas, vernizes, etc... Os gases não tem volume definido, tendendo, rapidamente, a opcupar todo o recipiente em que estão contidos. Mas para que haja combustão há necessidade de que esteja em uma mistura ideal com o ar atmosférico.  Combustíveis GasososCombustíveis Gasosos Propano, GLP, etc...
  • 102.
    REAÇÃO EM CADEIAREAÇÃOEM CADEIA O combustível, após iniciar a combustão, gera mais calor, este por sua vez provocará o desprendimento de mais gases ou vapores combustíveis, desenvolvendo uma transformação em cadeia. É o produto de uma transformação, gerando outra transformação. O calor age em um corpo, decompondo-o em parte cada vez menores. COMBURENTECOMBURENTE O elemento que possibilita a vida às chamas e intensifica a combustão. O mais comum é que o oxigênio desempenhe esse papel. A atmosfera é composta por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1º de outros gases, nesta condição normal a queima ocorre com velocidade e completa; Contudo a combustão consome o oxigênio do ar num processo contínuo, e se a porcentagem de oxigênio for caindo a velocidade da queima dimunui, quando chegar a 8% não haverá combustão. O comburente mais comum: oxigênio A reação em cadeia torna a queima auto- sustentável.
  • 103.
    FASES DOFASES DOFOGOFOGO Se o fogo ocorrer em área ocupada por pessoas, há grande chances que o fogo seja descoberto no início e a situação resolvida, mas do contrário o fogo irá continuar crescendo até ganhar grandes proporções. Por isso fiquem atentos as 03 (três) fases do fogo: Nesta fase existe muito oxigênio, o fogo está produzindo vapor d ´agua e dióxido de carbono e outros gases. Grande parte do calor está sendo consumido no aquecimento dos combustíveis e a temperatura um pouco acima do normal. O calor está aumentando gradativamente assim como o fogo.  Fase inicialFase inicial Na fase inicial não há alterações drástica no ambiente, mas já há indícios de calor, fumaça e danos causados pelas chamas.
  • 104.
    FASES DOFASES DOFOGOFOGO Nesta fase o fogo atrai mais oxigênio e libera mais ar quente que se espelha pelo ambiente aumentando a temperatura de todo ambiente, em alguns casos podem atingir até 700ºC. A temperatura vai elevando cada vez mais, gradativamente, fazendo com que cada combustível atinja seu ponto de ignição. Quando essa ignição acontece simultaneamente, todos os produtos combustível ao mesmo tempo, ocorre um fenômeno que chamamos de “Flashover”.  Queima LivreQueima Livre Na queima livre, o fogo aumenta rapidamente, usando muito oxigênio, e eleva a quantidade de calor.
  • 105.
    FASES DOFASES DOFOGOFOGO Nesta fase existe o oxigênio que continuou a ser consumido atingiu um ponto insuficiente (0 a 8%). O fogo é reduzido a brasas e o ambiente ocupado por uma densa e escura fumaça. Devido a pressão internas os gases procuram por fendas para saírem e ocupa todo o ambiente.  Queima LentaQueima Lenta Na fase inicial não há alterações drástica no ambiente, mas já há indícios de calor, fumaça e danos causados pelas chamas.
  • 106.
    FASES DOFASES DOFOGOFOGO Apesar de não haver chamas, a temperatura no ambiente continua altíssimo e continuar rico em partículas de carbono e gases infláveis prontos para receber oxigênio e continuar a combustão. Em um ambiente deste fazer com que uma quantidade oxigênio entre pode resultar em uma grande explosão, fenômeno essa chamado “Backdraft”. As condições do ambiente alertam para a iminência de um Backdraft. A entrada de ar rico em oxigênio provocará a explosão ambiental
  • 107.
    FORMAS DEFORMAS DECOMBUSTÃOCOMBUSTÃO É aquela em que a queima produz calor e chamas e se processa em ambiente rico em oxigênio.  Combustão completaCombustão completa É aquela em que a queima produz calor e pouca ou nenhuma chama, e se processa em ambientes pobre em oxigênio.  Combustão IncompletaCombustão Incompleta É o que ocorre quando alguma material entre em combustão sem fonte externa de calor (materiais com baixo ponto de ignição).  Combustão espontâneaCombustão espontânea É a queima de gases (ou partículas sólidas), em altíssima velocidade, em locais confinados, com grande liberação de energia e deslocamento de ar. ExplosãoExplosão
  • 108.
    MÉTODO DE EXTINÇÃOMÉTODODE EXTINÇÃO DO FOGODO FOGO A extinção do fogo baseia-se na retirada de um dos quatro elementos essenciais que provocam o fogo .  Retirada de materialRetirada de material É a forma mais simples de se extinguir um incêndio. Baseia- se na retirada do material combustível, ainda não atingido, da área de propagação do fogo, interrompendo a alimentação da combustão. Método também denominado corte ou remoção do suprimento do combustível. Ex.: fechamento de válvula ou interrupção de vazamento de combustível líquido ou gasoso, retirada de materiais combustíveis do ambiente em chamas, realização de aceiro, etc. Nesse método de extinção é retirada o elemento combustível.
  • 109.
    MÉTODO DE EXTINÇÃOMÉTODODE EXTINÇÃO DO FOGODO FOGO  ResfriamentoResfriamento É o método mais utilizado. Consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando, diminuindo, conseqüentemente, a liberação de gases ou vapores inflamáveis. A água é o agente extintor mais usado, por ter grande capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrada na natureza. É inútil porem usar esse método com combustíveis com baixo ponto de combustão (menos de 20ºC), pois a água resfria até a temperatura ambiente. Ex.: Uso de Sprinkler e hidrantes em forma de neblina para combate incêndio. Nesse método de extinção é retirada o elemento Calor.
  • 110.
    MÉTODO DE EXTINÇÃOMÉTODODE EXTINÇÃO DO FOGODO FOGO  AbafamentoAbafamento Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio com o material combustível. Não havendo comburente para reagir com o combustível, não haverá fogo. A diminuição do oxigênio em contato com o combustível vai tornando a combustão mais lenta, até a concentração de oxigênio chegar próxima de 8%, onde não haverá mais combustão. Ex.: Uso de uma tampa de panela para apagar uma chama na frigideira ou “bater” com a vassoura sobre a chama. As chamas estão “vivas” enquanto há oxigênio suficiente, a falta do mesmo resultará na extinção do fogo, é exatamente isso que o abafamento faz, isola o combustível em chamas do comburente.
  • 111.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Os incêndios são classificados de acordo com os materiais neles envolvidos, bem como a situação em que se encontram. Essa classificação é feita para determinar o agente extintor adequado para o tipo de incêndio específico. Incêndio Classe “A”Incêndio Classe “A” Incêndio envolvendo combustíveis sólidos comuns, como papel, madeira, pano, borracha. É caracterizado pelas cinzas e brasas que deixam como resíduos e por queimar razão do seu volume, isto é, a queima se dá na superfície e profundidade. PapéisPapéis PlásticosPlásticos MadeirasMadeiras
  • 112.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Incêndio Classe “A” –Incêndio Classe “A” – Método de ExtinçãoMétodo de Extinção Necessita de resfriamento para a sua extinção, isto é, do uso de água ou soluções que contenham em grande porcentagem, a fim de reduzir a temperatura do material em combustão, abaixo do seu ponto de ignição. Para extinguir o incêndio classe “A”, resfriar é a melhor opção. O emprego de pós químicos irá apenas retardar a combustão, não agindo na queima em profundidade, assim como o gás carbônico (CO2), que além disto por espalhar brasas ou resíduos aquecidos e ajudar na propagação do incêndio.
  • 113.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Incêndio Classe “B”Incêndio Classe “B” Incêndio envolvendo líquidos inflamáveis, graxas e gases combustíveis. É caracterizado por não deixar resíduos e queimar apenas na superfície exposta e não em profundidade. TintasTintas Resíduos InflamáveisResíduos Inflamáveis Central de gásCentral de gás Não deixar resíduos e queimar apenas na superfície exposta e não em profundidade.
  • 114.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS O abafamento por espuma destaca-se como o método mais eficaz, porem hoje usa-se com maior freqüência o pó químico. Incêndio Classe “B” -Incêndio Classe “B” - Método de ExtinçãoMétodo de Extinção Necessita para a sua extinção do abafamento ou da interrupção (quebra) da reação em cadeia. No caso de líquido muito aquecido (ponto e ignição), é necessário resfriamento. O emprego de água se dará apenas, em último caso, em forma de neblina para resfriamento dos líquidos superaquecidos, pois o uso de jato pode espalhar as chamas ajudando na propagação do incêndio.
  • 115.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Incêndio Classe “C”Incêndio Classe “C” Incêndio envolvendo equipamentos energizados. É caracterizado pelo risco de vida que oferece. PainéisPainéis elétricoselétricos MáquinasMáquinasEletroeletrônicoEletroeletrônico Esta classe de incêndio pode ser mudada para “A”, se for interrompido o fluxo elétrico. Deve-se tomar cuidado com equipamentos que acumulam energia elétrica, pois continuam energizados mesmo após a interrupção da corrente elétrica (exemplo televisores).
  • 116.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Incêndio Classe “C” -Incêndio Classe “C” - Método de ExtinçãoMétodo de Extinção Para a sua extinção necessita de agente extintor que não conduza a corrente elétrica e utilize o princípio de abafamento ou da interrupção (quebra) da reação em cadeia. Lançar um agente que não conduza eletricidade num incêndio classe “C” por exemplo, CO2) Não recomenda-se o emprego de Pó químico para extinção de incêndios em equipamentos de armazenamento de dados ou com circuitos “delicados”, como por exemplo computadores, pois o pó químicos pode danifica-los e causar perda de informações importantes.
  • 117.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Incêndio Classe “D”Incêndio Classe “D” Incêndios envolvendo metais combustíveis pirofóricos (magnésio, selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, títânio, sódio, zircônio). É caracterizado pela queima em altas temperaturas e por reagir com agentes extintores comuns (principalmente os que contenham água). Antimônio usados na fabricação de placas para baterias, revestimento de cabos e tipos de impressão Pó de Alumínio
  • 118.
    CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DEINCÊNDIOSINCÊNDIOS Incêndio Classe “D”Incêndio Classe “D” -- Método de ExtinçãoMétodo de Extinção Para a sua extinção, necessita de agentes extintores especiais que se fundam em contato com o metal combustível, formando uma espécie de capa que isola do ar atmosférico, interrompendo a combustão pelo princípio de abafamento. Lítio e cádmio (em bateriais) e magnésio (em motores) são exemplos de metais combustíveis) A utilização de pós químicos especiais é eficaz no combate ao fogo classe “D”.
  • 119.
    AGENTEAGENTE EXTINTOREXTINTOR Trata-se decertas substâncias sólidas, líquidas ou gasosas que são utilizadas na extinção de um incêndio, que agem de acordo com as classes de incêndio. Os principais e mais conhecidos são: ÁGUAÁGUA Espuma MecânicaEspuma Mecânica Pó QuímicoPó Químico Gás CarbônicoGás Carbônico
  • 120.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS São aparelhosdestinados a combaterSão aparelhos destinados a combater princípios de incêndios, bastando uma únicaprincípios de incêndios, bastando uma única pessoa para sua operação. A legislação dopessoa para sua operação. A legislação do Corpo de Bombeiro determina que os extintoresCorpo de Bombeiro determina que os extintores portáteis devem estar:portáteis devem estar:  Visíveis (bem localizado);Visíveis (bem localizado);  Desobstruídos (livres de qualquer obstáculo que possaDesobstruídos (livres de qualquer obstáculo que possa dificultar o acesso até eles);dificultar o acesso até eles);  Instalados entre 20 cm e 1,60 m de altura,Instalados entre 20 cm e 1,60 m de altura, medindo do piso à parte superior do aparelho;medindo do piso à parte superior do aparelho;  Não devendo o usuário percorrer mais do que 15 ouNão devendo o usuário percorrer mais do que 15 ou 20m para pegar um extintor.20m para pegar um extintor.
  • 121.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS  Extintorde Água PressurizadaExtintor de Água Pressurizada É indicado para incêndio classe A, age por resfriamento e/ou abafamento (na forma de jato compacto,chuveiro, neblina ou vapor).Tem a desvantagem, em alguns casos, de danificar o material que atinge. Age por pressão interna que expele o jato quando o gatilho é acionado. NÃO PODE SER UTILIZADO EM LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS E EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS. Capacidade de carga: 10 Litros Alcance do jato: 9 a 11 metros Tempo de uso: 64 segundos
  • 122.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS  Extintorde Água Pressurizada –Extintor de Água Pressurizada – Modo de OperaçãoModo de Operação 1. Leve sempre o extintor ao local próximo do fogo antes de operá-lo ; 2. Posicione-se com o extintor a uma distância segura do local do fogo e dentro do raio de alcance do lato; 3. Retire a trava se segurança, empenhe a mangueira e aperte o gatilho; 4. Dirija o jato para a base das chamas. Caso queira estancar o jato, basta soltar o gatilho.
  • 123.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS  Extintorde Pó QuímicoExtintor de Pó Químico Age pela quebra de reação em cadeia e por abafamento. Sua ação consiste na formação de uma nuvem sobre a superfície em chamas. O pó, sob pressão, é expelido quando o gatilho é acionado. É mais eficiente nas classes B e C. Capacidade de carga: 1,2,4,6,8 e 12 Kg Alcance do jato: 5 metros Tempo de uso: 15 segundos para15 segundos para extintor de 4 kg e 25 segundos para de 12 kg.extintor de 4 kg e 25 segundos para de 12 kg.
  • 124.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS  Extintorde Pó Químico –Extintor de Pó Químico – Modo de OperaçãoModo de Operação 1. Leve sempre o extintor ao local próximo do fogo antes de operá-lo ; 2. Posicione-se com o extintor a uma distância segura do local do fogo e dentro do raio de alcance do lato; 3. Retire a trava se segurança, empenhe a mangueira e aperte o gatilho; 4. Dirija o pó procurando cobrir o fogo, principalmente se for de Classe “B”.
  • 125.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS  Extintorde CO2 (Gás Carbônico)Extintor de CO2 (Gás Carbônico) O gás Dióxido de Carbono (CO2) é inodoro, incolor e não conduz eletricidade. É especialmente indicado nos incêndios das Classes “B” e “C”. Tem a vantagem de nunca danificar o material que atinge, podendo ser empregado em aparelhos delicados (filamentos,centrais telefônicas, computadores e outros). Age por abafamento como ação principal e resfriamento secundariamente. Capacidade de carga: 2,4 e 6 Kg Alcance do jato: 2,5 metros Tempo de uso: 2525 segundossegundos
  • 126.
    EXTINTORESEXTINTORES PORTÁTEISPORTÁTEIS  Extintorde CO2 –Extintor de CO2 – Modo de OperaçãoModo de Operação 1. Leve sempre o extintor ao local próximo do fogo antes de operá-lo ; 2. Retire a trava se segurança, empenhe a mangueira e aperte o gatilho; 3. Retire o esguicho (difusor) do seu suporte, empunhando-o com uma das mãos, na manopla ; 4. Acione a válvula e movimente o difusor, horizontalmente, em ziguezague.
  • 127.
    EXTINTORESEXTINTORES SOBRE RODASSOBRERODAS São aparelhos com maior quantidade de agente extintor, montados sobre rodas para serem conduzidos com facilidade. As carretas recebem o nome do agente extintor que transportam, como os extintores portáteis. Devido ao seu tamanho e a sua capacidade de carga, a operação destes aparelhos obriga o emprego de pelo menos dois operadores. As carretas podem ser:  de água;  de pó químico seco;  de gás carbônico.
  • 128.
    EXTINTORESEXTINTORES SOBRE RODASSOBRERODAS  Modo de OperaçãoModo de Operação 1. Transporte a carreta e libere a mangueira; 2. Abra o cilindro para pressurizar a carreta; 3. Após pressurizar a carreta, acione o gatilho e dirija o jato para o fogo. Transporte a carreta e libere a mangueira Abra o cilindro para pressurizar a carreta Após pressurizar a carreta, acione o gatilho e dirija o jato para o fogo
  • 129.
    EXTINTORESEXTINTORES SOBRE RODASSOBRERODAS  Carreta de Água PressurizadaCarreta de Água Pressurizada Capacidade de carga: 75 a 150 litros Alcance do jato: 13 metros Tempo de uso: 180 segundos (75 litros)  Carreta de Pó QuímicoCarreta de Pó Químico Capacidade de carga: 20 a 100 Kg Tempo de uso: 120 segundos (20 Kg)  Carreta de CO2 (Gás Carbônico)Carreta de CO2 (Gás Carbônico) Capacidade de carga: 25 a 50 Kg Alcance do jato: 3 metros Tempo de uso: 60 segundos (30 litros)
  • 130.
    CUIDADOS COM OSCUIDADOSCOM OS EXTINTORESEXTINTORES  Instalar o extintor em local visível e sinalizado;  O extintor não deverá ser instalado em escadas, portas e rotas de fuga;  O extintor deverá ser instalado na parede ou colocado em suportes de piso;  O lacre não poderá estar rompido;  O manômetro deverá indicar a carga.
  • 131.
  • 132.
    Definição Denomina-se Primeiro Socorroso conjunto de medidas prestado, por pessoa leiga a um acidente ou a alguém acometido de mal súbito, antes da chegada do médico. Numa situação de emergência, muitas vezes, procedimentos corretos pode salvar a vida de uma pessoa. A vítima só deve ser retirada do local do acidente, se isto, for absolutamente necessário. Para livrar a pessoa de um perigo maior: risco de explosão; desabamento; etc. Neste caso tem que ter alguns critérios para o transporte do acidentado, como:  Manter a vítima deitada, em posição confortável;  Verificar os sinais vitais do vitima (pulso - respiração);  Investigar a existência de hemorragia, envenenamento; parada cardiorrespiratória, ferimento, queimaduras, fraturas;  Não dar líquidos a pessoas inconscientes, pois poderão sufoca- las;  Afrouxar roupas, cintos, gravatas ou algo que prejudique a circulação;  Agir com calma e segurança, evitando o pânico. PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
  • 133.
    1) CAIXA DEPRIMEIROS SOCORROS Para que consiga agir adequadamente, é necessário que se tenha uma caixa de primeiros socorros. A caixa de primeiros socorros deve estar presente em locais de livre acesso (empresa, em casa). Deve ser manuseada por pessoas treinadas, que saiba aproveitar seu conteúdo. Os medicamentos devem ser vistoriados, verificando o prazo de validade, os que estiverem vencidos deverão ser inutilizados e substituídos por novos. A Caixa de Primeiros Socorros deve ter: a)Instrumentos  Termômetro  Tesoura  Espátulas  Pinça b) Material Para Curativo  Cotonetes  Algodão hidrófilo  Gaze esterilizada  Atadura de crepe  Caixa de curativo adesivo  Esparadrapo Observações: Medicamentos somente poderão ser administrados por pessoal especializado PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
  • 134.
    2) PARADA CARDÍACA- MASSAGEM CARDÍACA Define-se parada cardíaca como a interrupção do funcionamento do coração. Ela pode ser constatada quando não se percebem os batimentos do coração, através da pulsação, e há dilatação das pupilas diante de um estimulo luminoso. Nos ambientes de trabalho onde se encontram trabalhadores expostos a determinados agentes químicos, como: monóxido de carbono, defensivo agrícola, etc. há o perigo de colaboradores serem acometidos de uma parada cardíaca. Ela também pode estar presente no enfarte do miocárdio, em choques elétricos, intoxicações, medicamentos, acidentes graves e afogamentos. Para agirmos corretamente devemos: a) colocar a vítima deitada de costas em uma superfície rígida; b) apoiar a metade inferior da palma da mão no terço inferior do osso esterno e colocar a outra mão por cima da primeira - os dedos e o restante da palma da mão não devem encostar no tórax da vítima; c) esticar os braços e comprimir verticalmente o tórax do vitima; d) “Realizar manobras ininterruptas de reanimação cardíaca até a chegada de pessoal especializado” ; e) Não desista, continue a massagem cardíaca sem interrupções até que volte a presença de batimentos ou a presença de pessoal especializado “SAMU 192 / BOMBEIRO 193”. PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS
  • 135.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR REALIZARA MASSAGEM CARDÍACA SEM PARAR, ATÉ QUE A VÍTIMA SEJA REANIMADA OU CHEGUE O SOCORRO ESPECIALIZADO.
  • 136.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 3) FERIMENTOS Feridaé a ruptura da pele, com ou sem comprometimento dos tecidos subjacentes. Como devemos proceder:  Lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo;  Lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local eventual corpo estranho como: terra, graxa, fragmentos de vidro, etc.;  Colocar sobre o ferimento água oxigenada;  Passar um antisséptico, existente na caixa de primeiros socorros;  Cobrir o local com gaze esterilizada esparadrapo, não deixando o ferimento aberto;  Procurar um serviço médico. 4) FERIMENTOS COM HEMORRAGIA Considera-se hemorragia a saída de sangue dos vasos para o exterior, tecidos vizinhos ou cavidades do nosso corpo, quando há rompimento desses vasos sanguíneos (artérias e veias). As hemorragias podem ser externas ou internas. A hemorragia externa deve ser tratada imediatamente.
  • 137.
  • 138.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 5) FRATURAS Oque fazer: a) Colocar a vítima em posição confortável; b) Imobilizar a região da fratura, com a finalidade de impedir os movimentos das duas articulações entre as quais ela se localiza (acima e abaixo). Para isto, usar madeira, tábuas, jornais dobrados ou similares; c) Estancar eventual hemorragia; d) Procurar o Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamentos preciosos. A Imobilização é um tratamento de urgência, aplica-se, de modo geral, a qualquer tipo de fratura. Deve-se, antes de qualquer coisa, colocar o membro ou segmento do membro afetado o mais próximo possível da posição normal, impedindo o deslocamento das partes quebradas. Se houver grande hemorragia ou choque, estes deverão ser previamente tratados. Deve-se, sempre que possível, imobilizar acima e abaixo da parte afetada com talas. Para imobilizar é necessário que se use materiais de que dispuser no momento, como: papelão, tábuas, estaca, varas de metal, etc. Convêm acolchoar com algodão, lã, trapo, etc. os pontos em que os ossos estão sob a pele entram em contato com a tala. Deve-se fixar a tala no mínimo em quatro pontos: abaixo e acima da articulação e da fratura.
  • 139.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 6) CONTUSÃO Lesãoproduzida nos tecidos por uma pancada, sem que haja rompimento da pele, pode ocorrer presença de hematoma (sangue parado no local). Manifesta-se através da dor de edema (inchação) no local. Deve-se proceder da mesma maneira como tratamos de uma contusão. Cuidados: - No 1º dia do ato da contusão, deve-se colocar gelo no local ou éter. - No 2º dia colocar compressas ou bolsa com água quente.
  • 140.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 7) CHOQUEELÉTRICO Dependendo das condições orgânicas da vítima e das características da corrente elétrica o acidentado pode apresentar:  Sensação de formigamento;  Contrações musculares fracas, que poderão tornar-se violentas e dolorosas;  Inconsciência;  Dificuldade ou parada respiratória;  Queimaduras;  Traumatismos. Em alguns casos de acidentes elétricos, a vítima pode ficar presa ao condutor elétrico ou ser violentamente projetado a distância. Quando acontecer algum acidente desse tipo deve afastar imediatamente a pessoa do contato com a corrente elétrica, utilizando-se dos seguintes recursos:  Desligue o interruptor ou chave elétrica;  Remover o fio condutor elétrico com auxílio de um material bem seco;  Puxe a vítima pelo pé ou pela mão, sem lhe tocar a pele.
  • 141.
  • 142.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 8) DESMAIO Éa perda momentânea da consciência. Nervosismo, emoções súbitas, fadiga, local mal ventilado, etc. Como se manifesta: - Palidez; - Transpiração visual; - Tonteira; - Pulso fraco. Como proceder: - Remova a vítima para ambiente arejado; - Desaperte-lhe a roupa; - Coloque a vítima em posição confortável e em frequente monitoramento. - Acionar SAMU 192 ou BOMBEIROS 193 Sendo você a vítima e sentindo que vai desfalecer, baixe imediatamente a cabeça ou sente-se em uma cadeira, incline o corpo para frente, coloque a cabeça entre as pernas de modo a ficar mais baixa que os joelhos e respire profundamente.
  • 143.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 9) CONVULSÃO(EPILEPSIA) Contratura involuntária dos músculos, provocando movimentos desordenados e em geral, acompanhados de perda da consciência. A convulsão se manifesta pela:  Perda súbita da consciência;  Queda desamparada; salivação abundante; contratura desordenada de fezes e urinas. Devemos proceder:  Projetar a cabeça da vítima;  Afrouxar as roupas;  Deixar a vítima debater livremente; evite a mordedura da língua, colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias;  Mantendo a vítima em repouso;  Deixe-a dormir;  Não tente despertar a vítima;  Não tenha receio, a saliva de um epiléptico não transmite a doença.  Não dê a vítima nenhuma medicação ou líquido pela boca, pois ela poderá se sufocar.
  • 144.
    PRIMEIROSPRIMEIROS SOCORROSSOCORROS 10) QUEIMADURAS Todalesão na pele ocasionada pelo calor, em qualquer uma de suas modalidades, denomina-se queimadura. É importante considerar a extensão da queimadura, pois apesar de ser superficial uma queimadura, se ela for extensa será considerada grave. Temos três tipos de queimaduras:  1º. Grau - Quando a lesão é superficial, aparecerá alguma vermelhidão na pele. Motivo: exposição prolongada à luz solar ou contato com líquidos ferventes.  2º. Grau - Quando a ação do calor é mais intensa, haverá bolhas. Desprendimento das camadas da pele provoca dor e ardência local.  3º. Grau - Há a destruição de bolhas na pele, atingindo gorduras, músculos e até ossos. Há também a destruição de terminações nervosas. Devemos proceder da seguinte forma: - Não retirar as vestes, pois tal procedimento pode vir a arrancar pedaços da pele lesionada; - Água somente com autorização medica ou pessoal especializado no local, mesmo que esteja consciente; - Lavar a queimadura com água fria ou soro fisiológico somente com a certeza que as lesões não foram originadas de queimaduras químicas; - Nunca utilizar qualquer tipo de produto ou medicamento para passar nas lesões.
  • 145.
  • 146.
  • 147.
    PARABÉNSPARABÉNS VOCÊ CONCLUIU OCURSOVOCÊ CONCLUIU O CURSO Professor Sergio RobertoProfessor Sergio Roberto SERGIO ROBERTO DA SILVASERGIO ROBERTO DA SILVA TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHOTÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO REG. MTE: SP/008753.0REG. MTE: SP/008753.0 Técnico de Segurança do Trabalho – 15 anos de experiênciaTécnico de Segurança do Trabalho – 15 anos de experiência Tecnólogo em Gestão Ambiental – Gestor AmbientalTecnólogo em Gestão Ambiental – Gestor Ambiental tecnolsergio@gmail.comtecnolsergio@gmail.com / profsergiorobertosilva.blogspot.com.br/ profsergiorobertosilva.blogspot.com.br