Jornal dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do ES - 1º de agosto de 2013 - Distribuição: Rio de Janeiro Refrescos
Nessa terça-feira (30) os trabalhadores da logística pa-
ralisaram as atividades na Rio de Janeiro Refrescos. O Sindia-
limentação realizou assembleia com os trabalhadores para
levantar a pauta de reivindicações e iniciou o processo de
negociação com a empresa ainda durante a paralisação.
O Sindicato negociou com a empresa todos os pontos le-
vantados pelos trabalhadores e garantiu conquistas.
Os motivos que levaram à paralisação são extrema-
mente justos. Havia cobrança indevida de faltas que não
existiram, diferenças no pagamento do salário-família, não
pagamento do adicional de periculosidade em alguns ca-
sos, falta de pagamento de adicional noturno, atrasos e er-
ros na contagem das horas extras realizadas pelos trabalha-
dores. Além disso, como havia lançamento errado de faltas,
em alguns casos, a empresa automaticamente também sus-
pendia o tíquete-alimentação. Esses erros fizeram com que o
contracheque de muitos trabalhadores viesse zerado, o que
revoltou à todos. Participaram das negociações os diretores
Fabiano (que suspendeu as férias para participar das nego-
ciações), Mara Lira, Edmilson Lani e Valdemar de Oliveira.
Sindicato negocia com Rio de Janeiro Refrescos
e conquista reivindicações do setor da Logística
Problemas no sistema de registro
de ponto geraram insatisfação
entre os trabalhadores. Sindicato
conseguiu definir prazos e
condições para que a empresa
repare os danos.
• Faltas lançadas indevidamente – todas as faltas
dos últimos 3 meses serão abonadas e o valor que
foi descontado será devolvido aos trabalhadores na
sexta-feira (2).
• Cobrança indevida das refeições – a empresa
analisará caso a caso para verificar se houve erros
de lançamento com base no extrato do PAC. Nos
casos em que forem verificados erros, será devolvido
ao trabalhador.
• Salário-família – será verificado caso a caso com
base na legislação que define as regras para paga-
mento do salário-família. Os casos que não estive-
rem dentro do estipulado pela lei serão ajustados.
• Periculosidade – a empresa fará o levantamento
dos casos individualmente e ajustará a situação, pa-
gando, inclusive, o retroativo até sexta-feira (2).
• Descontos sobre o PIS – a empresa irá aplicar o que
a lei determinar sobre o caso. Sindicato e empresa
divulgarão a regra para a cobrança do PIS.
• Adicional Noturno – os casos serão analisado indi-
vidualmente. O pagamento será corrigido até sexta-
-feira (2).
Condições e prazos
Após a assembleia com os trabalhadores, o Sindialimentação realizou negociação com o
RH da Rio de Janeiro Refrescos sobre os pontos levantados. Veja como ficou a negociação:
• Tíquete-alimentação – os trabalhadores que não
receberam o tíquete por causa do lançamento er-
rado de faltas receberão o benefício na segunda-
-feira (5). Os demais trabalhadores recebem na data
normal.
• Horas-extras – a empresa verificará o pico de ho-
ras extras dos últimos 12 meses e multiplicará por 3.
Logo após, verificará o pico de horas extras de cada
trabalhador nos últimos 3 meses e subtrair das horas
extras apuradas pela empresa.
Exemplo: se o maior pico de horas-extras realizadas
no último mês foi de 100 horas, então 100 x 3 = 300
horas extras. Se o trabalhador realizou 50 horas ex-
tras, então 300 – 50 = 250 horas extras. Logo, nesse
exemplo, a empresa pagará 250 horas extras ao tra-
balhador. Esse valor será pago na sexta-feira (2).
• Retaliação – o Sindicato deixou claro para a em-
presa que não admite retaliação a qualquer traba-
lhador que tenha participado do protesto. A empre-
sa se comprometeu a não tomar nenhuma medida
repressiva contra os trabalhadores. Em assembleia,
definimos com os trabalhadores que isso é ponto es-
sencial da negociação.
INFORMATIVO DOS TRABALHADORES NAS
INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO DO ES
Estrada Jerônimo Monteiro, 1732 - Vila Velha - ES
Telefone: 3339-5027
E-mail: comunica.sindi@terra.com.br
COORDENADORA GERAL DO SINDICATO
Linda Morais
COORDENADOR DA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO
Elifas Medeiros
EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO
Sylvia Ruth
ESTAGIÁRIA
Marina Denadai
A maioria dos problemas que
aconteceram com os trabalha-
dores da logística tem uma única
razão: o registro irregular do
ponto. Isso mesmo! Em alguns
casos, por problemas técni-
cos, o ponto estava sendo
registrado manualmente
pelo gestor. O Sindicato dei-
xou claro para a empresa
que não aceita esse tipo
de registro, pois abre espaço
para erros e cobranças injustas.
Ponto manual gerou irregularidades
Mesmo no registro de ponto eletrônico, é fundamental ficar atento.
Faça cópias do seu comprovante semanalmente, pois com o tempo
as informações se apagam, por causa do tipo de papel que é utilizado.
Em nenhuma hipótese pode
ser feito registro manual. O registro
feito pela empresa não tinha se-
quer a assinatura do trabalhador
concordando com os dados lan-
çados. Um absurdo!
A empresa se comprometeu
a suspender o sistema manual de
registro, resolvendo os problemas
técnicos e voltando ao registro
eletrônico de ponto. Registro ma-
nual é ilegal!
Nesta segunda-feira (5), às
14 horas, a diretoria do Sindiali-
mentação vai iniciar as negocia-
ções sobre a jornada de trabalho.
Sabemos que, para a empre-
sa, é muito importante ter a jorna-
da 6x2 como uma opção caso a
demanda de produção seja ele-
vada pelos números das vendas.
Assim, queremos que as melho-
rias dos benefícios nessa escala
também sejam reconhecidos na
mesa de negociação, como a
mudança no valor do adicional
noturno, por exemplo.
Sindicato e empresa discutem jornada de trabalho
Acordo coletivo
A primeira rodada de nego-
ciação do acordo coletivo ainda
não foi marcada, mas a data-
-base está garantida. Está previs-
ta para a segunda quinzena des-
te mês a primeira apresentação
das propostas da empresa para
o acordo. O Sindialimentação vai
defender o aumento dos benefí-
cios e da qualidade de vida dos
trabalhadores. Desde já, convi-
damos todos os trabalhadores a
participar das votações do novo
acordo coletivo.
facebook.com/SindialimentacaoAtitude
Junte-se ao Sindialimentação
também no Facebook!
O salário-família é um benefí-
cio pago aos trabalhadores com
salário mensal de até R$ 971,78,
para auxiliar no sustento dos fi-
lhos, enteados e tutelados de até
14 anos de idade ou inválidos de
qualquer idade. Quando o pai e a
mãe são segurados empregados
ou trabalhadores avulsos, ambos
têm direito ao salário-família.
O direito deve ser solicitado
por meio de formulário e encami-
nhado para a Previdência Social.
Não é necessário ter tempo mí-
nimo de contribuição no INSS. A
empresa deve pagar o benefício
mensalmente, junto com o res-
pectivo salário. O benefício será
Conheça esse importante direito para quem tem filhos com
até 14 anos e saiba como o cálculo do benefício é feito.
Salário-família: regras e direitos
pago diretamente pela Previdên-
cia Social quando o segurado es-
tiver recebendo auxílio-doença
ou aposentadoria, desde que
cumpridos os requisitos mínimos.
O valor do salário-família é
de R$ 33,16 por filho, para quem
ganha até R$ 646,55. Para o tra-
balhador que recebe de R$
646,55 até R$ 971,78, o valor do
salário-família é de R$ 23,36.
Tendo havido divórcio, sepa-
ração judicial ou de fato dos pais
ou em caso de perda do pátrio-
-poder, o pagamento será feito
diretamente ao responsável pelo
sustento do menor ou à pessoa
designada judicialmente.

[Coca Cola] 01 08 13

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    Jornal dos Trabalhadoresnas Indústrias de Alimentação do ES - 1º de agosto de 2013 - Distribuição: Rio de Janeiro Refrescos Nessa terça-feira (30) os trabalhadores da logística pa- ralisaram as atividades na Rio de Janeiro Refrescos. O Sindia- limentação realizou assembleia com os trabalhadores para levantar a pauta de reivindicações e iniciou o processo de negociação com a empresa ainda durante a paralisação. O Sindicato negociou com a empresa todos os pontos le- vantados pelos trabalhadores e garantiu conquistas. Os motivos que levaram à paralisação são extrema- mente justos. Havia cobrança indevida de faltas que não existiram, diferenças no pagamento do salário-família, não pagamento do adicional de periculosidade em alguns ca- sos, falta de pagamento de adicional noturno, atrasos e er- ros na contagem das horas extras realizadas pelos trabalha- dores. Além disso, como havia lançamento errado de faltas, em alguns casos, a empresa automaticamente também sus- pendia o tíquete-alimentação. Esses erros fizeram com que o contracheque de muitos trabalhadores viesse zerado, o que revoltou à todos. Participaram das negociações os diretores Fabiano (que suspendeu as férias para participar das nego- ciações), Mara Lira, Edmilson Lani e Valdemar de Oliveira. Sindicato negocia com Rio de Janeiro Refrescos e conquista reivindicações do setor da Logística Problemas no sistema de registro de ponto geraram insatisfação entre os trabalhadores. Sindicato conseguiu definir prazos e condições para que a empresa repare os danos. • Faltas lançadas indevidamente – todas as faltas dos últimos 3 meses serão abonadas e o valor que foi descontado será devolvido aos trabalhadores na sexta-feira (2). • Cobrança indevida das refeições – a empresa analisará caso a caso para verificar se houve erros de lançamento com base no extrato do PAC. Nos casos em que forem verificados erros, será devolvido ao trabalhador. • Salário-família – será verificado caso a caso com base na legislação que define as regras para paga- mento do salário-família. Os casos que não estive- rem dentro do estipulado pela lei serão ajustados. • Periculosidade – a empresa fará o levantamento dos casos individualmente e ajustará a situação, pa- gando, inclusive, o retroativo até sexta-feira (2). • Descontos sobre o PIS – a empresa irá aplicar o que a lei determinar sobre o caso. Sindicato e empresa divulgarão a regra para a cobrança do PIS. • Adicional Noturno – os casos serão analisado indi- vidualmente. O pagamento será corrigido até sexta- -feira (2). Condições e prazos Após a assembleia com os trabalhadores, o Sindialimentação realizou negociação com o RH da Rio de Janeiro Refrescos sobre os pontos levantados. Veja como ficou a negociação: • Tíquete-alimentação – os trabalhadores que não receberam o tíquete por causa do lançamento er- rado de faltas receberão o benefício na segunda- -feira (5). Os demais trabalhadores recebem na data normal. • Horas-extras – a empresa verificará o pico de ho- ras extras dos últimos 12 meses e multiplicará por 3. Logo após, verificará o pico de horas extras de cada trabalhador nos últimos 3 meses e subtrair das horas extras apuradas pela empresa. Exemplo: se o maior pico de horas-extras realizadas no último mês foi de 100 horas, então 100 x 3 = 300 horas extras. Se o trabalhador realizou 50 horas ex- tras, então 300 – 50 = 250 horas extras. Logo, nesse exemplo, a empresa pagará 250 horas extras ao tra- balhador. Esse valor será pago na sexta-feira (2). • Retaliação – o Sindicato deixou claro para a em- presa que não admite retaliação a qualquer traba- lhador que tenha participado do protesto. A empre- sa se comprometeu a não tomar nenhuma medida repressiva contra os trabalhadores. Em assembleia, definimos com os trabalhadores que isso é ponto es- sencial da negociação.
  • 2.
    INFORMATIVO DOS TRABALHADORESNAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO DO ES Estrada Jerônimo Monteiro, 1732 - Vila Velha - ES Telefone: 3339-5027 E-mail: comunica.sindi@terra.com.br COORDENADORA GERAL DO SINDICATO Linda Morais COORDENADOR DA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO Elifas Medeiros EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO Sylvia Ruth ESTAGIÁRIA Marina Denadai A maioria dos problemas que aconteceram com os trabalha- dores da logística tem uma única razão: o registro irregular do ponto. Isso mesmo! Em alguns casos, por problemas técni- cos, o ponto estava sendo registrado manualmente pelo gestor. O Sindicato dei- xou claro para a empresa que não aceita esse tipo de registro, pois abre espaço para erros e cobranças injustas. Ponto manual gerou irregularidades Mesmo no registro de ponto eletrônico, é fundamental ficar atento. Faça cópias do seu comprovante semanalmente, pois com o tempo as informações se apagam, por causa do tipo de papel que é utilizado. Em nenhuma hipótese pode ser feito registro manual. O registro feito pela empresa não tinha se- quer a assinatura do trabalhador concordando com os dados lan- çados. Um absurdo! A empresa se comprometeu a suspender o sistema manual de registro, resolvendo os problemas técnicos e voltando ao registro eletrônico de ponto. Registro ma- nual é ilegal! Nesta segunda-feira (5), às 14 horas, a diretoria do Sindiali- mentação vai iniciar as negocia- ções sobre a jornada de trabalho. Sabemos que, para a empre- sa, é muito importante ter a jorna- da 6x2 como uma opção caso a demanda de produção seja ele- vada pelos números das vendas. Assim, queremos que as melho- rias dos benefícios nessa escala também sejam reconhecidos na mesa de negociação, como a mudança no valor do adicional noturno, por exemplo. Sindicato e empresa discutem jornada de trabalho Acordo coletivo A primeira rodada de nego- ciação do acordo coletivo ainda não foi marcada, mas a data- -base está garantida. Está previs- ta para a segunda quinzena des- te mês a primeira apresentação das propostas da empresa para o acordo. O Sindialimentação vai defender o aumento dos benefí- cios e da qualidade de vida dos trabalhadores. Desde já, convi- damos todos os trabalhadores a participar das votações do novo acordo coletivo. facebook.com/SindialimentacaoAtitude Junte-se ao Sindialimentação também no Facebook! O salário-família é um benefí- cio pago aos trabalhadores com salário mensal de até R$ 971,78, para auxiliar no sustento dos fi- lhos, enteados e tutelados de até 14 anos de idade ou inválidos de qualquer idade. Quando o pai e a mãe são segurados empregados ou trabalhadores avulsos, ambos têm direito ao salário-família. O direito deve ser solicitado por meio de formulário e encami- nhado para a Previdência Social. Não é necessário ter tempo mí- nimo de contribuição no INSS. A empresa deve pagar o benefício mensalmente, junto com o res- pectivo salário. O benefício será Conheça esse importante direito para quem tem filhos com até 14 anos e saiba como o cálculo do benefício é feito. Salário-família: regras e direitos pago diretamente pela Previdên- cia Social quando o segurado es- tiver recebendo auxílio-doença ou aposentadoria, desde que cumpridos os requisitos mínimos. O valor do salário-família é de R$ 33,16 por filho, para quem ganha até R$ 646,55. Para o tra- balhador que recebe de R$ 646,55 até R$ 971,78, o valor do salário-família é de R$ 23,36. Tendo havido divórcio, sepa- ração judicial ou de fato dos pais ou em caso de perda do pátrio- -poder, o pagamento será feito diretamente ao responsável pelo sustento do menor ou à pessoa designada judicialmente.