©Greenpeace/Otávio Almeida

Cartilha

Solar
nergia elétrica é essencial para a vida moderna, e é preciso
produzi-la em larga escala para atender toda a população de
um país. Porém, esse processo de produção de eletricidade
pode causar enormes impactos ambientais. É o que acontece
com as termelétricas à carvão, que lançam toneladas de CO2 na
atmosfera, ou pode acontecer com as grandes hidrelétricas, que
alagam grandes porções de terra, desalojando pessoas e animais
de seu habitat natural. Frente a isso, o Greenpeace ressalta a
importância do investimento em energias renováveis, como
a solar. A partir da medida da Aneel (Agência Nacional de Energia
Elétrica), que permite a instalação de microgeradores renováveis
em residências, como placas solares, é possível baratear a conta
de luz em até 60%.

E

Além disso, energia solar é sustentável, infinita e se mostra
cada vez mais competitiva no mercado mundial.

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ad
cont tual
a
luz

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+

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Descrição

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160
160

Medidor

cador

Fator Multipli

12345678

Tensão Nominal

127/220 (BT)

1

V

09/12 08/12
160
160

07/12 06/12
160
160

12345678

e devoluções

-

R

=

TOTAL A PAGA

64,35

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de faturam

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Consumo X
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consum
Histórico de

Mês/Ano
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Vencimento

15 JUL 2013

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Tributos

Distribuição

+

03 JUL 2013

JUL 2013

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Resumo da
Fornecimento

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Data de Emiss

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Faturamento

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38,08

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Distribuição Tra
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* Cálculo feito com base no consumo médio de uma
família de quatro pessoas em 2013, segundo a Aneel, estipulado em 160 kWh.
02	 Cartilha Solar
que se paga na
O
conta de luz?
o contrário do que muitos podem pensar, a eletricidade é o nosso menor
gasto. Por exemplo, você sabia que o valor da distribuição e transporte
de energia equivale à 32,2% da conta de luz?

A

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o 100% seu valor
conta de luz, send
de custos de uma
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de energia

CUSTO DE
ENERGIA
31%

Segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), os impostos
também superam o valor gasto com eletricidade, representando 36,8% da
conta de luz contra 31% do valor da eletricidade.
Essas informações mostram que o problema não está no custo da energia
em si, mas em seu longo transporte desde as hidrelétricas até o consumidor
final. Este modelo de transmissão e de distribuição é pouco eficiente: 	
10% da energia se perde no caminho e tem um elevado custo operacional,
aumentando o valor da conta de luz.
Greenpeace Brasil	

03
Horizont

e solar

energia solar no Brasil já é uma realidade, permitindo ao cidadão
produzir energia elétrica em sua própria casa. É uma fonte
de energia limpa e renovável que se utiliza dos raios do Sol,
cujo impacto no meio ambiente é menor do que o de uma usina
hidrelétrica, nuclear ou termelétrica. Estas últimas, por exemplo, são
responsáveis por grande parte das emissões de CO2 na atmosfera,
gás considerado um dos grandes vilões das mudanças climáticas.

A

Painéis solares em telhados ou quintais permitem a produção local
de energia ao captar a luz solar. Esse tipo de energia torna-se
uma opção ainda mais valiosa para os brasileiros graças a nova
regulamentação da Aneel, que permite a troca da energia produzida
pelos paineis por créditos em kWh1 na conta de luz.

Além disso, trata-se de uma fonte de
energia com grande potencial de produção,
que pode atender toda a necessidade
de energia do Brasil. Os investimentos
começaram a crescer a partir de 2007, 		
e em 2010 bateram recorde, financiando
a criação de aproximadamente 980 mil
metros quadrados de área de captação		
de energia solar, o que equivale a mais 		
de cem campos de futebol juntos.

1 - kWh: quilowatt-hora é a medida usada para indicar o consumo elétrico nas contas de luz residenciais

04	 Cartilha Solar

© Greenpeace / Rogerio Reis/Tyba

É uma fonte de energia com grande potencial e que ainda pode ser
muito explorada,
r
ntraliza
Desce
er opcao
et
oje, as hidrelétricas
compõem a maior parte da
matriz energética brasileira,
respondendo por 69% da
demanda nacional. Essa
centralização do fornecimento
encarece a conta de luz, uma
vez que a energia tem que
percorrer grandes distâncias até
chegar ao consumidor final.

©Greenpeace/Otávio Almeida

H

Uma das principais vantagens
da instalação de paineis
solares em residências é a
descentralização da produção
de energia no Brasil. Poder
produzir eletricidade em seu
próprio domicílio representa
mais independência para
o consumidor, isto é, não
depender dos custos de
distribuição e nem dos altos
encargos do governo. Com isso,
o brasileiro passará a entender
com mais clareza sua conta de
luz e o real valor da energia.

Greenpeace Brasil	

5
PASSO A PASSO
TOVOLTAICOS
DE GERADORES FO
O
PARA A INSTALAÇÃ
1. Fazer o pré-dimensionamento
com o simulador solar no site
http://www.americadosol.org/simulador/

2. Contratar
uma empresa
qualificada para
projetar, instalar
e conectar à
rede um sistema
fotovoltaico.

5. Solicitar o
acesso à rede
encaminhando a
documentação
informada no 3º
item e o projeto
das instalações
de conexão.

3. Fornecer a
documentação
estipulada
pela empresa
contratada.

4. Projetar o
microgerador
a partir do prédimensionamento
realizado com o
simulador solar.

1

2

3

4

9. Solicitar a vistoria da
distribuidora em até 30
dias após o pedido formal,
para que o ponto de
conexão seja aprovado.

7. Providenciar
adequações,
caso seja
solicitado no
Parecer de
Acesso, no
prazo de 60 dias
após a emissão
do documento.

8. Instalar
e testar o
microgerador.

6. Acompanhar
junto à distribuidora
a aprovação da
conexão, que
deverá ser enviado
a você em até 30
dias após feito o
pedido.

5

6

10. Acompanhar
a instalação do
novo medidor,
que deve ser feita
dentro do prazo
para realização
da vistoria.

12. Acompanhar
junto à
distribuidora
a emissão do
Relatório de
Vistoria, que você
deve receber em
até 15 dias após
a vistoria.

11. Acompanhar
a vistoria da
distribuidora.

7

8

9

10

11

12

14. Acompanhar junto à
distribuidora a aprovação do ponto
de conexão, no prazo de até 7 dias
após receber o Relatório da Vistoria.

13. Em até
90 dias após
a emissão do
Parecer de
Acesso, solicitar
orientação
quanto à
elaboração e
assinatura do
Relacionamento
Operacional
entre você e a
distribuidora.

13

15. Caso tenha
dificuldades para
receber informações
da distribuidora sobre
os procedimentos
para conexão
à rede, procure
sua ouvidoria. Se
mesmo assim não
for atendido, entre
em contato com a
ouvidoria da ANEEL.

14

15
Sua nova
conta
de luz v
erde
om o sistema de compensação estabelecido pela Aneel em dezembro
de 2012, é possível injetar a energia produzida por suas placas solares
na rede elétrica pública e ganhar em troca kWh de sua distribuidora de
energia. Ou seja, sua nova conta de luz será a seguinte:

C

e elétrica
umo da red
Cons
ada pelas
Energia ger
ia
na residênc
cas solares
pla

de luz
Nova conta

É uma maneira de incentivar as energias renováveis uma vez que a
compensação é prevista apenas para geração renovável de pequeno porte.
Se seu microgerador gerar mais energia que o consumido por você no mês,
o excedente será usado para diminuir o custo do consumo nos 		
meses seguintes.
É importante dizer que sua conta nunca chegará a zero, pois os
consumidores residenciais e de propriedades rurais devem pagar um custo
mínimo de disponibilidade. Mas com certeza será um valor muito menor se
comparado ao atual.
Greenpeace Brasil	

07
Fornecimento
e instalacao
or se tratar de um serviço muito recente no Brasil, são poucas as
empresas que atendem essa demanda. Por isso é importante escolher
com cautela a prestadora de serviço, sempre pesquisando uma
segunda opinião. Trata-se de uma escolha importante pois será o técnico
desta empresa que auxiliará em todo o processo de projeção, instalação e
vistoria das placas solares.

P

O site América do Sol disponibiliza uma lista de fornecedoras2, que pode
servir como um guia preliminar para a escolha do prestador de serviço.
No site www.americadosol.org/fornecedores/, é possível selecionar a
empresa por região e cidade num mapa interativo.

Cabe a
o produ
tor
de ener
gia:

Solicitar a conexão de suas placas 			
solares à rede elétrica;
Comunicar sua distribuidora antes de qualquer
intervenção no sistema fotovoltaico;

Cumprir os termos do contrato assinado junto à 	
empresa contratada ou com a distribuidora de energia;
Pagar os custos de adequação do 			
sistema de medição
2 - A lista de fornecedoras foi desenvolvida pelo Instituto Ideal. Para saber mais, acesse: www.institutoideal.org

08	 Cartilha Solar
© Greenpeace / Rogerio Reis/Tyba

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Greenpeace Brasil	

9
Empregos
do futuro

renovável criam, em média,
empregos
verdes.

680

© Greenpeace / Rogerio Reis/Tyba

{

R$ 1 milhão
investidos em energia

s empregos verdes são ocupações que ajudam a desenvolver e
incentivar tecnologias sustentáveis, que não agridem o planeta. Isso
envolve empregos nas áreas de construção civil, fabricação, operação,
manutenção e fornecimento de combustível.

O

Conforme a utilização de fontes renováveis cresce, cada vez mais empregos
verdes são criados. No Brasil, a previsão é de que apenas a indústria de
energia solar passe de 1,5 mil empregos em 2010 para
aproximadamente 40 mil em 2030. Se considerarmos
todas as energias renováveis, o Brasil pode criar mais de
500 mil empregos verdes até 2030, aproximadamente
dez vezes a mais do que as fontes fósseis.

10	

Cartilha Solar
no bolso
© Greenpeace / Rogerio Reis/Tyba

$

Economia

$$

gasto médio de energia de uma família
brasileira varia entre 150 e 170 kWh por
mês e sabe-se que um microgerador tem
capacidade de produzir até 100 kWh. Levando
em conta o gasto médio de uma família, 	
o uso de placas solares pode reduzir 	
seu gasto energético em até 60%.

O

No final das contas, produzir sua própria energia
utilizando como fonte o sol pode ser muito
proveitoso. Você economiza com os gastos de
transporte e de distribuição, compreende o real
valor da energia e usa energia limpa e sustentável,
contribuindo para o meio-ambiente.

60%
- gasto

$$
$

$
$
Greenpeace Brasil	

11
©Greenpeace/Otávio Almeida

ASSOCIAÇÃO CIVIL GREENPEACE
Conselho diretor
Presidente
	
Laura Valente
Vice-presidente
	
Leda Machado
Conselheiros
	
Marcelo Estravitz
	
Marcos Nisti
	
Oskar Metsavaht 
	
Vera Frascino
	
Diretor-executivo
	
Marcelo Furtado
Diretora de campanhas
	
Annette Cotter
	 Diretor de políticas públicas
Sérgio Leitão
Diretora de mobilização
	
e comunicação
	
Lisa Gunn
Diretor de marketing
e captação de recursos
	
André Bogsan	
Diretora do organizacional
	
Karla Battistella
CARTILHA Solar
É uma publicação do Greenpeace Brasil
	
	
	
	
	
	
	
	

Editor
Editora de fotografia
Redator
Revisor
Designer gráfico
Prepress e impressão

Leonardo Medeiros
(MTb 39511)
Danielle Bambace
Alan Azevedo
Ricardo Baitelo
Karen Francis
W5 Criação e Design
Hawaii Gráfica & Editora

Tiragem: ?? mil exemplares

©shutterstock

www.greenpeace.org.br

Cartilha solar

  • 1.
  • 2.
    nergia elétrica éessencial para a vida moderna, e é preciso produzi-la em larga escala para atender toda a população de um país. Porém, esse processo de produção de eletricidade pode causar enormes impactos ambientais. É o que acontece com as termelétricas à carvão, que lançam toneladas de CO2 na atmosfera, ou pode acontecer com as grandes hidrelétricas, que alagam grandes porções de terra, desalojando pessoas e animais de seu habitat natural. Frente a isso, o Greenpeace ressalta a importância do investimento em energias renováveis, como a solar. A partir da medida da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que permite a instalação de microgeradores renováveis em residências, como placas solares, é possível baratear a conta de luz em até 60%. E Além disso, energia solar é sustentável, infinita e se mostra cada vez mais competitiva no mercado mundial. sua e ad cont tual a luz nta (R$) 38,08 s e serviços + 14,01 + 12,26 Descrição 06/13 05/13 160 160 03/13 02/13 160 160 04/13 160 01/13 160 10/12 160 12/12 11/12 160 160 Medidor cador Fator Multipli 12345678 Tensão Nominal 127/220 (BT) 1 V 09/12 08/12 160 160 07/12 06/12 160 160 12345678 e devoluções - R = TOTAL A PAGA 64,35 ento de faturam sse Classe/Subcla Resid/Resid Tensão Mínima 116/201 V 0,15 0,71 13,15 Tributos 41%) PIS/PASEP (0, % COFINS (1,89 ICMS ção icos da instala Dados técn Abatimentos ação Nº da instal 38,08 to Fornecimen do kWh) TUSD (valor Consumo X 0,238 kWh x R$ 160,0 o consum Histórico de Mês/Ano kWh Vencimento 15 JUL 2013 Outros produto Tributos Distribuição + 03 JUL 2013 JUL 2013 sua co Resumo da Fornecimento ão Data de Emiss ea Conta Referent Faturamento Bifásico Tipo de Tarifa B1_RESID Composição Tensão Máxima 133/231 V R$ Energia 38,08 nto do fornecime conta rados nesta e tributos cob utos cargos nsmissão En Distribuição Tra 4,15 2,17 10,09 R TURA A PAGA VALOR DA FA Trib 9,86 R$ 64,35 * Cálculo feito com base no consumo médio de uma família de quatro pessoas em 2013, segundo a Aneel, estipulado em 160 kWh. 02 Cartilha Solar
  • 3.
    que se pagana O conta de luz? o contrário do que muitos podem pensar, a eletricidade é o nosso menor gasto. Por exemplo, você sabia que o valor da distribuição e transporte de energia equivale à 32,2% da conta de luz? A total, o 100% seu valor conta de luz, send de custos de uma res finais. umido a a composição energia até os cons Esta imagem ilustr rcurso da usina de decorrer de seu pe no TRANSMISSÃO O caminho e os cu stos da energia atE a sua casa 5, %. 7 Conjunto Gerador torres de tran smissão de energia Transformado r ENCARGOS 10 ,9% subestação DISTRIBUIÇÃO TRIBUTOS 25 ,9% 26,5% Linhas de distr ibuição de energia CUSTO DE ENERGIA 31% Segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), os impostos também superam o valor gasto com eletricidade, representando 36,8% da conta de luz contra 31% do valor da eletricidade. Essas informações mostram que o problema não está no custo da energia em si, mas em seu longo transporte desde as hidrelétricas até o consumidor final. Este modelo de transmissão e de distribuição é pouco eficiente: 10% da energia se perde no caminho e tem um elevado custo operacional, aumentando o valor da conta de luz. Greenpeace Brasil 03
  • 4.
    Horizont e solar energia solarno Brasil já é uma realidade, permitindo ao cidadão produzir energia elétrica em sua própria casa. É uma fonte de energia limpa e renovável que se utiliza dos raios do Sol, cujo impacto no meio ambiente é menor do que o de uma usina hidrelétrica, nuclear ou termelétrica. Estas últimas, por exemplo, são responsáveis por grande parte das emissões de CO2 na atmosfera, gás considerado um dos grandes vilões das mudanças climáticas. A Painéis solares em telhados ou quintais permitem a produção local de energia ao captar a luz solar. Esse tipo de energia torna-se uma opção ainda mais valiosa para os brasileiros graças a nova regulamentação da Aneel, que permite a troca da energia produzida pelos paineis por créditos em kWh1 na conta de luz. Além disso, trata-se de uma fonte de energia com grande potencial de produção, que pode atender toda a necessidade de energia do Brasil. Os investimentos começaram a crescer a partir de 2007, e em 2010 bateram recorde, financiando a criação de aproximadamente 980 mil metros quadrados de área de captação de energia solar, o que equivale a mais de cem campos de futebol juntos. 1 - kWh: quilowatt-hora é a medida usada para indicar o consumo elétrico nas contas de luz residenciais 04 Cartilha Solar © Greenpeace / Rogerio Reis/Tyba É uma fonte de energia com grande potencial e que ainda pode ser muito explorada,
  • 5.
    r ntraliza Desce er opcao et oje, ashidrelétricas compõem a maior parte da matriz energética brasileira, respondendo por 69% da demanda nacional. Essa centralização do fornecimento encarece a conta de luz, uma vez que a energia tem que percorrer grandes distâncias até chegar ao consumidor final. ©Greenpeace/Otávio Almeida H Uma das principais vantagens da instalação de paineis solares em residências é a descentralização da produção de energia no Brasil. Poder produzir eletricidade em seu próprio domicílio representa mais independência para o consumidor, isto é, não depender dos custos de distribuição e nem dos altos encargos do governo. Com isso, o brasileiro passará a entender com mais clareza sua conta de luz e o real valor da energia. Greenpeace Brasil 5
  • 6.
    PASSO A PASSO TOVOLTAICOS DEGERADORES FO O PARA A INSTALAÇÃ 1. Fazer o pré-dimensionamento com o simulador solar no site http://www.americadosol.org/simulador/ 2. Contratar uma empresa qualificada para projetar, instalar e conectar à rede um sistema fotovoltaico. 5. Solicitar o acesso à rede encaminhando a documentação informada no 3º item e o projeto das instalações de conexão. 3. Fornecer a documentação estipulada pela empresa contratada. 4. Projetar o microgerador a partir do prédimensionamento realizado com o simulador solar. 1 2 3 4 9. Solicitar a vistoria da distribuidora em até 30 dias após o pedido formal, para que o ponto de conexão seja aprovado. 7. Providenciar adequações, caso seja solicitado no Parecer de Acesso, no prazo de 60 dias após a emissão do documento. 8. Instalar e testar o microgerador. 6. Acompanhar junto à distribuidora a aprovação da conexão, que deverá ser enviado a você em até 30 dias após feito o pedido. 5 6 10. Acompanhar a instalação do novo medidor, que deve ser feita dentro do prazo para realização da vistoria. 12. Acompanhar junto à distribuidora a emissão do Relatório de Vistoria, que você deve receber em até 15 dias após a vistoria. 11. Acompanhar a vistoria da distribuidora. 7 8 9 10 11 12 14. Acompanhar junto à distribuidora a aprovação do ponto de conexão, no prazo de até 7 dias após receber o Relatório da Vistoria. 13. Em até 90 dias após a emissão do Parecer de Acesso, solicitar orientação quanto à elaboração e assinatura do Relacionamento Operacional entre você e a distribuidora. 13 15. Caso tenha dificuldades para receber informações da distribuidora sobre os procedimentos para conexão à rede, procure sua ouvidoria. Se mesmo assim não for atendido, entre em contato com a ouvidoria da ANEEL. 14 15
  • 7.
    Sua nova conta de luzv erde om o sistema de compensação estabelecido pela Aneel em dezembro de 2012, é possível injetar a energia produzida por suas placas solares na rede elétrica pública e ganhar em troca kWh de sua distribuidora de energia. Ou seja, sua nova conta de luz será a seguinte: C e elétrica umo da red Cons ada pelas Energia ger ia na residênc cas solares pla de luz Nova conta É uma maneira de incentivar as energias renováveis uma vez que a compensação é prevista apenas para geração renovável de pequeno porte. Se seu microgerador gerar mais energia que o consumido por você no mês, o excedente será usado para diminuir o custo do consumo nos meses seguintes. É importante dizer que sua conta nunca chegará a zero, pois os consumidores residenciais e de propriedades rurais devem pagar um custo mínimo de disponibilidade. Mas com certeza será um valor muito menor se comparado ao atual. Greenpeace Brasil 07
  • 8.
    Fornecimento e instalacao or setratar de um serviço muito recente no Brasil, são poucas as empresas que atendem essa demanda. Por isso é importante escolher com cautela a prestadora de serviço, sempre pesquisando uma segunda opinião. Trata-se de uma escolha importante pois será o técnico desta empresa que auxiliará em todo o processo de projeção, instalação e vistoria das placas solares. P O site América do Sol disponibiliza uma lista de fornecedoras2, que pode servir como um guia preliminar para a escolha do prestador de serviço. No site www.americadosol.org/fornecedores/, é possível selecionar a empresa por região e cidade num mapa interativo. Cabe a o produ tor de ener gia: Solicitar a conexão de suas placas solares à rede elétrica; Comunicar sua distribuidora antes de qualquer intervenção no sistema fotovoltaico; Cumprir os termos do contrato assinado junto à empresa contratada ou com a distribuidora de energia; Pagar os custos de adequação do sistema de medição 2 - A lista de fornecedoras foi desenvolvida pelo Instituto Ideal. Para saber mais, acesse: www.institutoideal.org 08 Cartilha Solar
  • 9.
    © Greenpeace /Rogerio Reis/Tyba a da aére ar isão ina sol V s iniu lada na e m ta d ins idade do un com Jesus o Bom uari, n Pud zonas. Ama Greenpeace Brasil 9
  • 10.
    Empregos do futuro renovável criam,em média, empregos verdes. 680 © Greenpeace / Rogerio Reis/Tyba { R$ 1 milhão investidos em energia s empregos verdes são ocupações que ajudam a desenvolver e incentivar tecnologias sustentáveis, que não agridem o planeta. Isso envolve empregos nas áreas de construção civil, fabricação, operação, manutenção e fornecimento de combustível. O Conforme a utilização de fontes renováveis cresce, cada vez mais empregos verdes são criados. No Brasil, a previsão é de que apenas a indústria de energia solar passe de 1,5 mil empregos em 2010 para aproximadamente 40 mil em 2030. Se considerarmos todas as energias renováveis, o Brasil pode criar mais de 500 mil empregos verdes até 2030, aproximadamente dez vezes a mais do que as fontes fósseis. 10 Cartilha Solar
  • 11.
    no bolso © Greenpeace/ Rogerio Reis/Tyba $ Economia $$ gasto médio de energia de uma família brasileira varia entre 150 e 170 kWh por mês e sabe-se que um microgerador tem capacidade de produzir até 100 kWh. Levando em conta o gasto médio de uma família, o uso de placas solares pode reduzir seu gasto energético em até 60%. O No final das contas, produzir sua própria energia utilizando como fonte o sol pode ser muito proveitoso. Você economiza com os gastos de transporte e de distribuição, compreende o real valor da energia e usa energia limpa e sustentável, contribuindo para o meio-ambiente. 60% - gasto $$ $ $ $ Greenpeace Brasil 11
  • 12.
    ©Greenpeace/Otávio Almeida ASSOCIAÇÃO CIVILGREENPEACE Conselho diretor Presidente Laura Valente Vice-presidente Leda Machado Conselheiros Marcelo Estravitz Marcos Nisti Oskar Metsavaht  Vera Frascino Diretor-executivo Marcelo Furtado Diretora de campanhas Annette Cotter Diretor de políticas públicas Sérgio Leitão Diretora de mobilização e comunicação Lisa Gunn Diretor de marketing e captação de recursos André Bogsan Diretora do organizacional Karla Battistella CARTILHA Solar É uma publicação do Greenpeace Brasil Editor Editora de fotografia Redator Revisor Designer gráfico Prepress e impressão Leonardo Medeiros (MTb 39511) Danielle Bambace Alan Azevedo Ricardo Baitelo Karen Francis W5 Criação e Design Hawaii Gráfica & Editora Tiragem: ?? mil exemplares ©shutterstock www.greenpeace.org.br