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Está cartilha não deve ser considerada como
    documento para fins legais, não tem o objetivo de
    substituir as normas e leis vigentes em nosso país.


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Cartilha de Proteção Respiratória
Sumario

   1. Introdução.............................................................................................3
   2. Vias de absorção do corpo....................................................................4
   3. Aparelho respiratório............................................................................6
   4. Atmosferas relacionadas ao trabalho....................................................11
   5. Unidades de medida mais utilizadas.....................................................12
   6. Poeiras, gases, vapores, fumaça e outras classificações.......................13
   7. Espaços confinados e atmosfera explosiva...........................................18
   8. Deficiência de oxigênio........................................................................20
   9. Limites de tolerância (LT´s).................................................................21
   10. Como conhecer a concentração dos contaminantes químicos.............23
   11. Riscos Respiratórios na nossa Saúde...................................................28
   12.Medidas de controle dos agentes químicos...........................................37
   13.Programa de Proteção Respiratória- PPR / IN-01 FUNDACENTRO..39
   14. Como se proteger dos Riscos Respiratórios.........................................52
   15.Uso de respiradores purificadores de ar (dependentes do ar local).......57
   16. Uso de respiradores de linha de ar comprimido .(independentes do ar
      local)......................................................................................................58
   17. Uso de Mascaras Autônomas (SCBA)..................................................60
   18.Respiradores para FUGA.......................................................................61
   19. Perguntas para você testar o seu conhecimento....................................64
   20.Bibliografia............................................................................................68




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Cartilha de Proteção Respiratória
1. Introdução


      Esta cartilha foi desenvolvida pensando em colher o máximo de
   informação técnica em uma linguagem coloquial, para tornar a sua leitura
   mais agradável e atrativa, aos nossos amigos estudantes, profissionais da
   área e demais interessados.

   Após a leitura, convidamos aos que precisam se especializar no tema, a ler
   o Manual de Proteção Respiratória, escrito pelos ilustres autores: Profs
   Maurício Torloni e Antônio Vladimir Vieira, que assim, como nós,
   dedicam boa parte de sua ocupação profissional a transmitir o
   conhecimento adquirido.

   Assim, com o objetivo de fomentar o tema com qualidade é que eu tenho o
   imenso prazer de convidar os Senhores leitores a fazerem os seus
   comentários posteriores, pois consideramos a Proteção Respiratória, muito
   importante para as áreas de Higiene Ocupacional, Medicina do Trabalho e
   Engenharia de Segurança.


   Feliz leitura !!!




   Realização Departamento Técnico
   Grupo Alltec do Brasil
   suportetecnico@alltecbrasil.com.br




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Cartilha de Proteção Respiratória
2. Vias de Absorção do Corpo

      A absorção acontece quando uma substancia atinge a nossa corrente
sangüínea. Existem 3 (três) maneiras de uma substancia penetrar e ser
absorvida pelo nosso organismo que são Ingestão, Absorção cutânea e/ou
Inalação.

As vias de Absorção do Corpo:




2.1 Ingestão (Absorção através do ato de comer ou beber)
       Tem como via de entrada a boca. Esta rota de entrada representa apenas
uma via secundária de ingresso de tóxico em nosso organismo. Já que nenhum
trabalhador ingere, conscientemente, produtos tóxicos. Algo que foi engolido
e posteriormente excretado sem mudanças, nas fezes, não foi necessariamente
absorvido pelo nosso organismo, mesmo que tenha permanecido algumas
horas ou até mesmo dias. Os casos mais comuns de contaminação por essa via
é a falta de higiene (Comer no local de trabalho, assim expondo o alimento a

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Cartilha de Proteção Respiratória
contaminantes e por sua vez ingerindo alimento contaminado) ou beber
líquidos por engano (Geralmente por colocar líquidos contaminantes em
garrafas de refrigerante).

2.2 Absorção Cutânea (Absorção através da pele)


      A absorção Cutânea acontece quando substâncias químicas entram em
contado com a nossa pele, é muito comum na industria, usar solventes
industriais para a remoção de graxas e sujeiras das mãos e dos braços, isto
representa uma grande fonte de dermatites.


2.3 Inalação (Absorção através da respiração)


       A inalação é a principal via de entrada dos contaminantes ocupacionais
em nosso corpo, pelo menos 90% de todas as ocorrências (Retirando as
dermatites) isto ocorre porque a área onde ocorre a troca de gases é grande se
comparada com a área de nossa pele, no homem adulto a superfície dos
alvéolos pulmonares é de aproximadamente 90m², esta grande área facilita a
absorção de gases e vapores, que podem passar para o sangue e serem
distribuídos por outras regiões no nosso organismo.

       Alguns sólidos e líquidos ficam reditos nos tecidos do aparelho
respiratório (devido a seu tamanho), podendo produzir uma ação localizada,
ou dissolvem-se e são distribuídos ao nosso organismo através do sistema
circulatório.




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Cartilha de Proteção Respiratória
3. Aparelho Respiratório


      Inspira, expira, inspira, expira. Entra o ar, sai o ar. É assim o tempo
todo! Você pode estar na escola, correndo, comendo, vendo tevê, dormindo,
trabalhando ou executando qualquer outra atividade não importa. Lá está
você: inspirando, expirando,
puxando ar, mandando ar
embora.

       Mas       por       quê
respiramos? Porque somos
formados por células, milhões
de células, e cada uma precisa
de oxigênio (O2), pois é
através delas que o oxigênio
(O2) chega a diversos tecidos
do nosso corpo (o oxigênio é
importante para a formação de
energia em nosso corpo).
Quando fazemos exercícios
físicos como jogar futebol,
correr ou dançar as células precisam de mais oxigênio. Por esse motivo
quando praticamos esportes ou nos submetemos a trabalhos desgastantes,
passamos a respirar mais rapidamente e o coração, que é responsável pelo
bombeamento do sangue bate mais forte elevando assim o sistema circulatório
(trabalhando mais rapidamente). Assim mais oxigênio é liberado para as
nossas células que “alimentaram” os tecidos do corpo.


      A respiração é a função mediante, a qual as células vivas absorvem o
oxigênio (O2) e eliminam o dióxido de carbono (CO2). É um intercambio
gasoso (O2 e CO2) entre o ar da atmosfera e o organismo. É por esse
complexo sistema de respiração que o oxigênio (O2) chega a diversas partes
do nosso corpo.
      Espaço Morto é o volume de CO2 que fica no trato respiratório e deve
ser o mínimo possível. P.e.: Caso você utileze um respirador facial sem a
mascarilha interna, o volume do espaço morto será maior e poderá diminuir o
teor de O2 inalado, deixando-o mais cansado e até com tonturas.
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Cartilha de Proteção Respiratória
3.1 O caminho do Ar

      Para chegar aos pulmões, o ar faz o seu caminho através dos órgãos que
formam o sistema respiratório.
Fluxo


  Cavidade Nasal    Faringe     Laringe     Epiglote    Traquéia
    Tubos Bronquiais     Pulmões      Brônquios      Bronquíolos
    Alvéolos (aqui acontece a troca de gases).


3.2 Funcionamento

Para chegar aos pulmões, o ar
faz seu caminho através dos
órgãos que formam o sistema
respiratório. O fluxo começa
pela Cavidade Nasal e Boca, é
por onde inspiramos o ar da
atmosfera, nos pêlos nasais
ficam retidas as partículas
maiores que 10 µm (mícron),
nossas narinas filtram e
aquecem        o      ar     até
aproximadamente 37 °C. O
muco que reveste a região
condutora de ar até os alvéolos,
desempenha         um     papel
importante no fornecimento de
vapor de água para o
umedecimento do ar e na
retenção das partículas que não ficaram presas aos pêlos da cavidade nasal
ficando retidas a esse muco. O muco e os pêlos nasais são as defesas naturais
do nosso corpo.

      Depois de passar pele cavidade nasal, o ar atravessa a faringe (que fica
na parte de trás da garganta) e a laringe (órgão responsável pela voz).


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Cartilha de Proteção Respiratória
Em seguida passa pela epiglote, uma pequena válvula que se abre
quando respiramos e fecha-se quando engolimos algum alimento, (esta
                                          válvula impede que a comida
                                          penetre nas vias respiratórias). A
                                          seguir o ar chega à traquéia, que
                                          mede entre 12cm a 15 cm,
                                          seguindo     para     os    Tubos
                                          Bronquiais que se ramifica em
                                          dois, dividendo o fluxo de ar para
                                          o pulmão esquerdo e direito.
                                          Finalmente o ar chega ao pulmão,
                                          dentro dele os tubos ramifica-se e
                                          diminuem de espessura na direção
                                          das extremidades, lembrando
                                          galhos de uma árvore, e recebe o
                                          nome de brônquios, seguindo em
                                          seguida para os bronquíolos que
                                          são ramificações menores (galhos
menores), os bronquíolos acabem em sacos microscópicos, chamados alvéolos
pulmonares, se enchem de ar quando inspiramos é aqui que acontece a troca
gasosa as células absorvem o oxigênio (O2) e depositam o dióxido de carbono
(CO2), que faz o caminho inverso quando expiramos.


3.3 Pulmão




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Cartilha de Proteção Respiratória
Por causa dos inúmeros pequenos furos que possuem, nossos dois
pulmões lembram esponjas. Quando respiramos os furos enche-se de ar e os
pulmões bastante flexíveis, expandem-se. Eles bem leves, apesar de poderem
receber alguns litros de ar quando cheios, cada pulmão pesa menos de um
quilo, mas não tem o mesmo tamanho e peso (o pulmão direito pesa cerca de
700 gramas e o esquerdo aproximadamente 600 gramas).
Pulmões sadios têm uma bonita cor rosada. No entanto, a poluição do ar e a
fumaça do cigarro gradualmente mudar a cor para cinza ou ata preta.
       Cada pulmão é envolto por uma dupla e fina
membrana, chamada pleura, que tam a função de
protegê-lo do atrito com as costelas cada vez que
inspiramos ou expiramos. O pulmão esquerdo por
ser menor sobra espaço suficiente para o coração.

3.4 Alvéolos

      Os pulmões contêm entre 300 e 450 milhões
de alvéolos. Se pudéssemos achatá-los, dariam
uma superfície de 70 m². Tamanha quantidade é
necessária por causa do trabalho vital que
desenvolvem, pois através de suas finas paredes os
capilares sanguíneos, pegam o oxigênio (O2) e
deixam o dióxido de carbono (CO2).




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Cartilha de Proteção Respiratória
3.5 Curiosidades do Nosso Organismo (Defesas Naturais)

     O nosso organismo dispõe de algumas defesas naturais, vamos conhecer
algumas defesas relacionadas ao sistema respiratório.

3.6 Por que tossimos?

       A tosse pode aborrecer. Mas ela representa uma maneira efetiva de
ficarmos livres de sujeiras alojadas na garganta e traquéia. Quando você fica
resfriado, o organismo produz uma quantidade extra de muco e isso ajuda o
organismo a voltar mais rapidamente à normalidade. No topo da laringe existe
uma pequena abertura, a glote. Ela se fecha fazendo aumentar a pressão
existente no interior dos pulmões. Repentinamente a glote se abre e ocorre a
tosse: o ar sai com muita força e a uma velocidade superior a 100 quilômetros
por hora. Junto, leva muco e sujeiras.


3.7 Por que espirramos?

       Quando algo irrita o nariz ou a boca o
organismo providencia um espirro para
expulsar a causa da irritação. Tomamos
bastante ar, a garganta se fecha e a pressão
dos pulmões sobe. Ao soltarmos o ar há
uma explosão para ele passar e junto saem
às partículas irritantes. Assim nossas vias
respiratórias ficam mais limpas.


OBSERVAÇÃO IMPORTENTE

       As defesas naturais do nosso corpo não são eficientes para
determinadas partículas, poeiras, gases, vapores, fumos e micro organismos
(vírus e bactérias presentes no ar). É por esse motivo que nas empresas e
industrias , os seus colaboradores, que ficam expostos a tais agentes nocivos
à saúde e em concentrações acima dos limites de tolerância, devem elaborar e
implementar um PPR (Programa de Proteção Respiratória), para proteger os
seus trabalhadores.



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Cartilha de Proteção Respiratória
4. Atmosfera Relacionada ao Trabalho


       Ao realizamos diversas atividades em nossa empresa podemos estar
expostos a diversos agentes nocivos a nossa saúde, muitos destes agentes
podem penetrar em nosso corpo através da nossa respiração, Sabemos que
respiramos oxigênio, este por sua vez está relacionado diretamente com a
atmosfera do ambiente de trabalho (que respiramos). Assim torna-se
fundamental conhecermos alguns conceitos básicos de atmosfera respirável,
atmosfera perigosa e atmosfera IPVS.


4.1 Atmosfera Normal

      É aquela que é composta, normalmente por 21% de oxigênio, 78% de
nitrogênio e 1% de outros gases (Ex. Gás Helio entre outros). Essa atmosfera
também é conhecida como atmosfera limpa.

4.2 Atmosfera Perigosa

       É a deficiência de oxigênio, ou contém substancias tóxicas que podem
estar na forma de pó, gases, vapores, fumos, névoas, organismos vivos ,etc.
Essa atmosfera constitui risco a nossa saúde, porque os agentes nocivos
contidos nela excedem os limites de tolerância, previstos em lei.

4.3 Atmosfera IPVS (Imediatamente Perigosa a Vida e a Saúde)

       Refere-se a qualquer atmosfera que possa constituir ameaça direta de
morte ou conseqüências adversas e irreversíveis a saúde, imediata ou
retardada.

4.4 Atmosfera não IPVS

      Pode causar desconforto físico imediato ou irritação, produz algum mal
após exposição prolongada ou efeito crônico após exposições curtas e
repetidas.




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Cartilha de Proteção Respiratória
4.5 Atmosfera Explosiva

       Provocada por agentes químicos, é aquela na qual a concentração de
gás, vapor ou de material particulado está dentro da faixa de explosividade, ou
seja, há o risco de explosão.



5. Principais Unidades de Medida Utilizadas

     Ao estudarmos os riscos relacionados à respiração, vamos nos deparar
com algumas unidades de medida, sua utilidade é para podemos quantificar a
concentração em ppm (partes por milhão), % Vol (percentual em volume) e
mg/m³ (miligrama por metro cúbico).

5.1 ppm (partes por milhão): unidade usual para gases e vapores

       Esta unidade refere-se à parte por milhão, ou seja, partes do
contaminante por milhão de partes do ar respirável. Esta unidade é utilizada
quando estudamos a concentração dos contaminantes ou a insalubridade dos
locais de trabalho. Os limites de tolerância dos gases são expressos em ppm.

5.2 % Vol (Porcentual em Volume): unidade para altas concentrações de
      gases

      Esta unidade é utilizada para representar grandes concentrações de
gases, 1% vol equivale a 10.000 ppm.

5.3 mg/m³ (Miligramas por metro cúbico de ar): unidade usual para
    aerodispersóides (poeiras e fumos principalmente)

      Miligramas de contaminante por metro cúbico de ar respirado. Esta
unidade é usada para os casos de presença de contaminantes particulados por
metro cúbico de ar .


5.4 Unidades de medida

    para definir o tamanho das partículas sólidas e líquidas.

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Cartilha de Proteção Respiratória
Mícron (µm) corresponde a 0,0000001 m (metros)

                  1000 µm (mícrons) é igual a 1mm (milímetro).

   Micra ( µ ) corresponde a 0,0000001 pol (polegadas)

    1000 µ (micras) corresponde a 0,254 mm


6. Poeiras, Gases, Vapores, Fumaças e Outros

       Nas mais variadas atividades de trabalho existem alguns riscos que
muitas vezes não são percebidos. É importante conhecer tais riscos que podem
afetar nossa saúde, uma atmosfera pode parecer segura porem pode conter
contaminante que não são visíveis e nem possuem cheiro (odor).

6.1 Aerodispersóides

       De uma forma geral, um aerodispersóide é formado por uma dispersão
de partículas sólidas ou líquidas no ar, o tamanho destas partículas podem
varias conforma a substancia:
-de 200µm (mícrons) a 0,5µm (mícron), no caso das poeiras.
- de 0,5µm (mícron) a 0,001µm (mícron), em aerodispersóides formados pela
condensação (fumos)

Quanto menor a partícula, mais tempo ela permanecera suspensa no ar, sendo
maior a chance de ser inalada, porém à partir de 0,001 µm , a partícula é tão
leve que poderá permanecer no trato respiratório e não se depositar nos
alvéolos e até poderá ser expelida naturalmente.

      O grupo dos aerodispersóides é formado por: poeiras, fumos, névoas e
neblinas.



6.2 Poeiras

Definição: São partículas sólidas, produzidas por ruptura mecânica de sólidos.


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Cartilha de Proteção Respiratória
O pó está constituído por partículas
                                       geradas mecanicamente, ou seja, a poeira e
                                       formada quando um material sólido e
                                       quebrado, moído ou triturado; resultantes
                                       de operações tais como moenda,
                                       perfuração, explosões, limpeza abrasiva,
                                       impacto rápido, serviço de lixar, processos
                                       de corte e etc. As poeiras são provenientes
                                       de diversas matérias tais como minério,
                                       madeira, poeiras de grãos, amianto e etc.

Pó Orgânico: São derivados de material orgânico, como exemplo o pó de
algodão, o qual pode causar uma doença chamada Bissinose as primeiras
manifestações desta doença podem ser percebidas depois de vários anos de
exposição a poeiras.

Pó do Bagaço: É um material fibroso, como exemplo o resíduo depois de se
espremer a cana-de-açúcar. A bagaçose é causada por inalação de pó de
bagaço seco, já que o material úmido proveniente de moenda recente não
produz a doença.


6.3 Fumos

Definição: São aerodispersóides gerados termicamente, constituído por
partículas sólidas muito pequenas geralmente inferior a 1µ (mícron),
geralmente os fumos são formados por substancias que em temperatura
normal são sólidas.

                                       A liberação dos fumos ocorre quando um
                                metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado
                                e resfriado rapidamente, formando partículas
                                muito finas que ficam suspensas no ar, exemplo
                                solda, fundição, extrusão de plásticos e etc.

                                Para a higiene industrial, os
fumos de maior interesse são os metálicos. A maioria dos metais e
seus compostos utilizados em qualquer processo industrial
apresentam risco. Os mais importantes são o chumbo, mercúrio,
arsênio, cromo, manganês e seus compostos. Entre os fumos
                                                                               14
Cartilha de Proteção Respiratória
metálicos de maior toxicidade, destaca-se o chumbo, que causa a doença
ocupacional conhecida como saturnismo ou plumbismo.

6.4 Névoas

Definição: É a suspensão de partículas líquidas no ar, as quais são formadas
por ruptura mecânica de um líquido, quando são pulverizados ou remexidos.

                                    Como exemplo a pintura a spray (névoa de
                             tinta), processos que utilizem óleo de corte (névoa
                             de óleo), na aplicação de agrotóxicos por
                             nebulização e etc. As partículas líquidas contêm o
                             agente ativo que normalmente e pouco volátil,
                             acompanhado do liquido utilizado como veículo de
                             dispersão, normalmente água, mas, podendo ser
                             outro, como querosene.

Processo de pintura a revolverGera uma névoa de tinta




Um outro exemplo de névoa seria os agrotóxicos
utilizados por agricultores ou
na aplicação de venenos e pesticidas.




6.5 Neblina

Definição: É a suspensão de partículas líquidas no ar geradas por condensação
do vapor de um líquido volátil.

       Na industria, a ocorrência da neblina de um agente químico é muito
rara, pois a condensação do vapor no ar só pode acontecer quando este fica
muito saturado pelo vapor de um líquido, seguindo-se de diminuição da
temperatura do ar, provocando a condensação do excesso de vapor presente.

6.6 Gases
                                                                             15
Cartilha de Proteção Respiratória
Definição: Substâncias que não são líquidas ou sólidas nas condições normais
de temperatura e pressão. São exemplos oxigênio, dióxido de carbono,
nitrogênio. Como característica os gases tendem a ocupar o ambiente.

                               Os gases são substancia cujas moléculas se
                         encontram dispersas pelo ar, tem como
                         característica mobilidade, ou seja, se difundem e
                         tem como tendência ocupar todo o espaço
                         disponível. Em temperaturas e pressões ambientais
                         usuais, encontra-se sempre no estado gasoso, porem
                         quando armazenados em cilindros ou reservatórios
                         especiais submetidas a altas pressões e baixas
                         temperaturas serão liquefeito. Podemos encontrar
                         gases em diversas atividades de trabalho, como
                         exemplo em processo de solda por acetileno,
                         tubulações de gases existentes nas mais variadas
industrias. São exemplos de gases oxigênio, cloro, amônia, dióxido de
enxofre, gás sulfídrico.


6.7 Vapores

Definição: É a fase gasosa de uma substancia que em temperatura e pressão
normal pode ser líquida ou sólida, Para um vapor retornar ao estado líquido
não é necessária mudança acentuada de temperatura e pressão.
Como ilustração de vapor, podemos mencionar que algumas pessoas executam
inalação com vapor da água fervendo.

Nas industrias o vapor é encontrado em varias substancias, como os vapores
exalados pelos solventes como o álcool, thinner, acetona entre outros.

6.8 Fumaça

Definição: É a mistura formada por partículas suspensas no ar,
gases e vapores gerados pela combustão incompleta de materiais
e partículas líquidas provenientes da condensação de vapores de
hidrocarbonetos.



                                                                         16
Cartilha de Proteção Respiratória
Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, constatou-se que a
maior causa de óbitos em incêndios domésticos em prédios não é o fogo e sim
a fumaça.


Em um incêndio a fuma pode causar :
1) diminuição da visibilidade devido à atenuação luminosa do local,
2) lacrimejamento e irritações dos olhos,
3) modificação de atividade orgânica pela aceleração da respiração e batidas
cardíacas,
4) medo,
5) desorientação,
6) Intoxicação e asfixia,
7) vômitos e tosse,
8) deficiência de oxigênio.

6.9 Organismos Vivos

Definição: São as bactérias, vírus, fungos em suspensão no ar, suas dimensões
variam entre 0,001 µm a 15 µm (Mícron).
       Podemos encontrar riscos respiratórios relacionados aos organismos
vivos em hospitais, limpeza de caixas de água e etc.
       Podemos exemplificar uma situação com organismos vivos na limpeza
de um reservatório de água de grande capacidade (fechado). Imagine que este
reservatório ficou algum tempo sem ser utilizado, iniciando-se a limpeza
retirando toda água suja, neste ambiente há micro organismo vivos que
consomem oxigênio (O2), quando o trabalhador adentra este espaço confinado
sem as devidas verificações e equipamentos, poderá entrar em óbito devido à
deficiência de oxigênio, pois os organismos vivos encontrados neste ambiente
em grandes quantidades consumirão o oxigênio disponível.


Exemplos de alguns organismos vivos:




    Vírus                           Bactérias                 Ácaros
                                                                               17
Cartilha de Proteção Respiratória
7. Espaços Confinados


Definição       Espaço fechado com as seguintes características: a) sua principal
                             função não é a ocupação humana; b) possui
                             entrada e saída de pequenas de pequenas
                             dimensões. Exemplos de espaços confinados:
                             tanques, silos, vasos, poços, redes de esgoto,
                             tubulações, caldeiras, fossas sépticas e cavernas
                             entre outros. Veja as normas da ABNT:

                                    NBR 14.606 Postos de Serviço - Entrada em
                                    Espaço Confinado
                                    NBR 14.787 Espaço Confinado - Prevenção de
                                    Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção.



       Alguns riscos são óbvios. É fácil imaginar o risco de uma lamina de
uma maquina girando. Em espaços confinados a situação é bem diferente,
esses riscos não são tão óbvios. Na realidade, a menos que você receba
treinamento que explique os riscos contidos neste ambiente, não poderia supor
a existência deles.

                              Espaços Confinados são espaços mortais quando
                        incluem deficiência de oxigênio, presença de gases,
                        vapores ou outra substancia tóxicos, calor ou frio
                        excessivo, fogo (gerando consumo de oxigênio) ou
                        substancias que podem gerar explosões.

                        Alguns riscos que podemos encontrar nos espaços
                        confinados são:

                    Atmosfera IPVS          Refere-se aos gases, vapores,
névoas, fumos e partículas em suspensão dentro de um espaço confinado que
são Imediatamente Perigosos a Vida e a Saúde.

Atmosfera Explosiva        Refere-se quando a atmosfera do espaço confinado
esta repleta de Matéria particulada, gases ou vapores que são capazes de sofrer


                                                                                 18
Cartilha de Proteção Respiratória
combustão ou de queimar quando sujeita a uma fonte de ignição. Mantendo
este ambiente de trabalho em constante risco.

Deficiência de Oxigênio      Refere-se quando o nível de oxigênio no espaço
confinado atinge índices inferiores a 19,5 % de O² (oxigênio), este assunto
será tratado de forma mais abrangente no capitulo 8 desta cartilha.




Atenção: Faz-se necessário a todos os trabalhadores que vão executar
suas atividades em espaço confinado, um treinamento especifico sobre os
riscos, equipamentos, meios de resgate e outros pertinentes a trabalhos
em espaço confinado, este curso deverá ser ministrado por profissional
gabaritado para estas atividades.




                                                                        19
Cartilha de Proteção Respiratória
8. Deficiência de Oxigênio (O²)


      É a deficiência (falta) de oxigênio, ou seja, quando o volume do
oxigênio (O2) diminui (cai) para níveis que são perigos a nossa saúde,
transformando essa atmosfera em IPVS (Imediatamente Perigosa a Vida e a
Saúde). A deficiência de oxigênio pode ser causada por vários motivos, que
estão relacionados com três possibilidades que são consumo, diluição e a
adsorção.


8.2 Consumo

      O consumo ocorre quando o ar é consumido por micro organismos
vivos (exemplo limpeza de tanques e caixas de água), combustão (nos
incêndio, por exemplo) e na oxidação de metais (formação de ferrugem em
espaços confinados).

8.3 Diluição

       A diluição acontece quando gases inertes deslocam o ar presente ou o
dilui, abaixando o volume natural do oxigênio que é de 21%, para níveis que
podem ser perigosos a nossa saúde, podendo até mesmo expulsar totalmente o
oxigênio, um exemplo seria a putrefação de matéria orgânico em locais
fechados ou de pouca ventilação e pela fermentação de excrementos em fossas
que podem deslocar o ar ou se misturar com ele causando assim a deficiência
de oxigênio.

8.4 Adsorção

      A adsorção dentro da química e física, é a fixação de duas moléculas de
uma substancia na superfície de outra substancia. A adsorção do oxigênio
contido no ar pode ocorrer em leitos de carvão ativo no interior de reatores ou
câmaras, tornando perigosa às operações de inspeção ou manutenção destes
ambientes.




                                                                            20
Cartilha de Proteção Respiratória
9. Os limites de tolerância (LT´s)


       A presença de agentes nocivos no ambiente de trabalho oferece um
risco à saúde dos trabalhadores. Entretanto, o fato de estarem expostos a estes
agentes agressivos não implica obrigatoriamente que estes trabalhadores
venham a contrair uma doença do trabalho.
       Para que esses agentes nocivos causem danos à saúde, é necessário que
estejam acima de uma determinada concentração, e que o tempo de exposição
seja suficiente para uma atuação nociva destes agentes sobre o ser humano.
       Portanto é muito importante realizar uma avaliação quantitativa do
agente no local de trabalho (veja métodos de coleta de amostragem), e
também constatarmos qual é o tempo real de exposição, ou seja, o tempo que
o trabalhador ficara exposto aos contaminantes.

       Limite de tolerância é um valor atribuído, a base de pesquisas
cientificas, o qual determina qual a concentração de determinada substancia,
que a maioria dos trabalhadores possam estar expostos, repetidamente sem
comprometer a sua saúde. Esses limites de tolerância são encontrados:
-NR-15 da portaria 3214/78 do M.T.E;
-Livreto TLVs e BELs Limites de exposição para Substancias Químicas e
Agentes Físicos da ACGIH (American Conference of Governmental Indutrial
Hygienists), traduzido para o português pela ABHO (Associação Brasileira de
Higienistas Ocupacionais);
-Manual Pró-química da ABIQUIM (associação da indústria química);
-Guia de Seleção de Respiradores da ALLTEC
www.alltecbrasil.com.br/guiadeseleção

9.2 Suscetibilidade Individual

      Devido à grande variação na suscetibilidade individual ou seja, na
sensibilidade da pessoa exposta, uma pequena porcentagem , poderá ser afeta
mesmo em limites iguais ou até inferiores aos LT´s (Limite de Tolerância),
isso pode ocorrer por fatores genético, idade, exposição anteriores, hábitos
pessoais (fumo, álcool, uso de medicamentos ou de outras drogas), entre
outros.


9.3 Definição dos Limites de Exposição

                                                                            21
Cartilha de Proteção Respiratória
Cada país desenvolve o seu limite de tolerância, porem o que tem maior
nível de aceitação são os da ACGIH, denominados TLVs, esses valores são
atualizados anualmente, vamos ver algumas definições:

9.4 Limite de Tolerância Segundo a NR-15

      O limite de tolerância (LT) são relacionado com o tipo de agente e o
tempo de exposição, que não causara dano à saúde da maioria dos
trabalhadores expostos, durante toda a sua vida laboral. Os valores dos
Limites de Tolerância que são encontrados no Anexo 11 da NR-15 foram
baseados nos valores dos TLV´s da ACGIH de 1978, que eram validos para 40
horas/semanais, esses valores foram corrigidos para as 48 horas/semanais.

Atenção Caso o Limite de Tolerância (LT) de alguma substancia, não seja
encontrado na NR-15, podemos utilizar o da ACGIH TLV´s.

9.5 TLV-TWA (Threshold Limit Value-Time Weighted Average) ACGIH

      Significa Limite de Exposição Média Ponderada no Tempo, acredita-se
que a maioria dos trabalhadores adultos saudáveis possa estar exposta,
repetidamente, dia após dia, por 40 horas de trabalho semanais e por toda a
sua vida laboral a esses valores sem causar alterações em sua saúde. Os
valores de TLV-TWA são revisados anualmente pela ACGIH.


9.6 TLV-STEL (Threshold Limit Value-Short Term Exposure Limit)
ACGIH
      É um Limite de Exposição de Curta Duração, é o valor máximo que um
trabalhador com saúde perfeita pode ficar exposto por um período de tempo de
15 minutos, não podendo esse acontecimento ser constatado mais que 4 vezes
ao dia, e deve se respeitar um tempo de 60 minutos para a exposição
sucessiva.

Atenção     O trabalhador não deve ficar exposto a níveis de concentração
superiores ao Limite TLV-STEL em nenhum momento da jornada de trabalho
sem a devida proteção.




                                                                          22
Cartilha de Proteção Respiratória
10. Como Conhecer a Concentração dos Contaminantes


       Para conhecer a concentração do agente que o trabalhador esta exposto,
deve-se fazer uma análise quantitativa do mesmo, para isso existe critérios e
procedimentos que devem ser seguidos rigorosamente.
       A coleta das amostras deve ser feita por pessoa tecnicamente
qualificada. Os dados obtidos através da analise quantitativa devera ser
registrada e documentada no PPRA (Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais) conforme a NR-9 subitem 9.1.1 “Esta Norma Regulamentadora –
NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de
todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como
empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA,
visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da
antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência
de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de
trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos
naturais”.

       Existem varias formas de se realizar uma análise quantitativa, devendo
ser observado que para cada caso (condições do ambiente de trabalho e tipo de
agente) é recomendado um método e aparelho específico, para garantir a
fidelidade da analise quantitativa, a coleta deverá ser realizada segundo certos
critérios, e a analise ser realizada por laboratório devidamente credenciado,
para esta atividade.

10.2 Amostras Passivas

       Este tipo de amostra refere-se a um mecanismo que é colocado no
ambiente de trabalho ou preso a lapela da roupa do trabalhador. Para essa
finalidade podemos utilizar dois mecanismos distintos que são os monitores
passivos ou os tubos colorimétricos ou tubos reagentes.

Descrição sucinta deste método: os mecanismos são fixados em pontos
estratégicos (ambiente de trabalho e/ou lapela do trabalhador), assim ficam
armazenando em seu interior partículas do contaminante contido no ambiente
de trabalho.




                                                                             23
Cartilha de Proteção Respiratória
Observação: No caso do tubinho reagente, pode-se utilizar uma bomba para
realizar a sucção das partículas contidas no ar. Existe uma grande diferença
entre os tubos reagentes e os monitores passivos.




10.3 Monitores Passivos


                       Seguindo        instruções      de
                profissional habilitado, o funcionário
                utiliza no desempenho de suas
                atividades um monitor passivo. O
                monitor passivo fica preso próximo à
                zona respiratória do trabalhador, por um
                tempo determinado, após esse processo
o mesmo é encaminhado a um laboratório credenciado onde é feita a analise
desta amostra emitindo um laudo determinando a concentração.




Suporte preso a
lapela



OBS.: Os tubos passivos colorimétricos NÃO NECESSITAM de análise de
laboratório e revelam a concentração exposta no final da jornada de trabalho,
sendo muito mais econômico.




                                                                          24
Cartilha de Proteção Respiratória
10.4 Amostragem ativa com o uso de Tubos Colorimétricos (Tubos
Reagentes)

                                 Os tubos colorimétricos de reação instantânea,
                          passam por um processo de reação química e ao se
                          estabilizar , fazemos a leitura em uma escala em ppm ou
                          mg/m3 . Assim, podemos saber o valor da concentração
                          que o trabalhador está exposto e montar o gráfico para 10
                          amostragens.. Existem tubos colorimétricos para mais de
                          450 substancias.
                             (vide www.alltecbrasil.com.br/tuboscolorimetricos)


      A coleta para os tubos colorimétricos é feita , utilizando-se uma bomba
para fazer a sucção do ar do ambiente próximo da zona respiratória do
trabalhador .




                                Bomba para amostragem do ar

Deve-se espaçamento mínimo de 20 minutos , para cada coleta, segundo a
NR-15, anexo 11.



                                                         TLV-
 Vapores ou gases a serem     Faixa de   Tempo para
                                                       TWA,C
  medidos , sua fórmula       medição     avaliação
                                                      (ACGIH)
  química e número CAS        (ppm)        (horas)
                                                        (ppm)


Acetaldehyde (Acetaldeído)    0.1-20     1-10          C 25
CH3CHO                        4-1200     1-10
CAS 75-07-0
                              1.2-360    1-10

Àcetic acid (Ácido Acético)   0.5-100    1-10           10
)CH3CO2H
CAS 64-19-7
Acetic anhydride              0.45-90    1-10            5
(Anidrido Acético)
(CH3CO)2º
CAS 108-24-7

                                                                                25
Cartilha de Proteção Respiratória
Acetone (Acetona)              5-1500      1-10     500
CH3COCH3                       1.4-420     1-10
CAS 67-64-1
Ammonia (Amônia)               2.5-1000    0.5-10    25
NH3                            0.1-10      1-10
CAS 7664-41-7
Benzene (Benzeno)              2.4-600     1-10      0.5
C6H6
CAS 71-43-2
1,3-Butadiene (Butadieno)      1.3-200     1-8       2
CH2:CHCH:CH2
CAS 106-99-0
Carbon dioxide (Monóxido de    0.02-16%    0.5-10   5000
Carbono)
CO2
CAS 630-08-0
                               1.04-2000   0.5-48    25
Carbon monoxide                0.4-400     0.5-24
(Monóxido de Carbono)
 CO
CAS 630-08-0
Chlorine (Cloro)               0.08-100    0.5-24    0.5
Cl2                            2.4-240     1-8
CAS 7782-50-5
trans-1,2-Dichloroethylene     3.9-600     1-8      200
(Dicloroetileno)               6-600       1-8
ClCH:CHCl
CAS 540-59-0
Dimethylamine (Dimetilamina)   1.9-750     0.5-10    5
(CH3)2NH
CAS 124-40-3
N,N-Dimethylethylamine         4-1600      0.5-10     -
(Dimetilanilina) ????
C2H5N(CH3)2
CAS 121-69-7
Ethanol (Etanol)               100-25000   1-10     1000
C2H5OH
CAS 64-17-5
Ethyl benzene (Etil benzeno)   2.8-700     1-10     100
C6H5C2H5
Ethylene (etilenio)            1.56-240    1-8        -
CH2:CH2
Ethylene dichloride            3.9-600     1-8       10
(dicloro etileno) ClCH2CH2Cl
Formaldehyde                   0.2-40      1-10     C 0.3
(formaldeido) HCHO
Formic acid (ácido fórmico)    0.55-110    1-10      5
HCO2H
Furfural (furfural)            0.2-40      1-10      2
C5H4O2
Hydrazine (Hidrazina)          1.6-650     0.5-10   0.01

                                                            26
Cartilha de Proteção Respiratória
N2H4                            0.05-0.1    0.05-0.1
Hydrogen chloride (ácido        1-100       1-10       C 4.7
clorídrico)                     1.8-180     1-8
HCl
Hydrogen cyanide                1-200       1-10         -
(ácido cianídrico)HCN
Hydrogen fluoride               1-100       1-10       C3
(ácido fosfórico) HF            1-100       1-10
Hydrogen peroxide               0.5-40      1-10        1
(água oxigenada) H2O2
Hydrogen sulphide               0.2-200     1-48        10
(ácido sulfúrico)H2S
Isoprene                        2.6-400     1-8          -
(Isopropano)
CH2:C(CH3)CH:CH2
Methylamine                     0.19-19     1-10        5
(Metalamina)CH3NH2
Methyl ethyl ketone             2-600       1-10       200
(MEK) CH3COC2H5                 0.125-25    1-10
                                6.5-1950    1-10
Methyl isobutyl ketone          11.5-3450   1-10        50
(MIK) (CH3)2CHCH2COCH3          4-1200      1-10
Nitric acid                     0.8-80      1-10        2
(ácido nítrico) HNO3            0.32-32     1-10
Nitrogen dioxide                0.1-30      1-10        3
(dióxido de nitrogênio)NO2      0.01-3.0    1-24
Sulphur dioxide (dióxido de     10-600      1-5         2
enxofre)                        0.2-100     1-10
SO2
Tetrachloroethane               3-150       1-8         25
(tetracloroetano)Cl2CHCCl3      1.5-150     1-8
Toluene (tolueno)               2-500       1-10        50
C6H5CH3
Trichloroethylene               3-300       1-8         50
(tricloroetileno)
Cl2C:CHCl
Triethylamine (trietilamina)    5.3-2100    0.5-10      1
(C2H5)3N
Trimethylamine (trietilamina)   0.23-23     0.5-10      5
(CH3)3N
Vinyl chloride                  1.56-240    1-8         1
(cloreto de vinila)CH2:CHCl
Vinylidene chloride             6-600       1-8         5
(???) CH2:CCl2
Xylene (xileno)                 3.4-850     1-10       100
C6H4(CH3)2




                                                               27
Cartilha de Proteção Respiratória
10.5 Amostras Ativas com uso de bomba motorizada

                                     Diferente das amostras passivas, este método
                              de coleta é realizado por um equipamento com
                              cassete e uma bomba motorizada, com a finalidade
                              de realizar a sucção do ar do ambiente de trabalho.
                              Esta bomba pode ser instalada em pontos
                              estratégicos, ou próximo à
                              região      respiratória   do
                              trabalhador. Ressaltamos que
                              esta metodologia de analise
                              dos agentes contaminantes
                              deve ser realizada por
                              profissional      devidamente
                              habilitado.

Consulte a Alltec Serviços.

Após a realização da coleta das amostras, as mesmas devem ser encaminhadas
para um laboratório credenciado, o qual emitira um laudo constando à
respectiva concentração do ambiente.

11. Os Riscos Respiratórios e a Saúdo do Trabalhador________________

      As doenças pulmonares de origem ocupacional são causadas pela
inalação de partículas, névoas, vapores ou gases nocivos no ambiente de
trabalho. O local exato das vias aéreas ou dos pulmões onde a substância
(contaminante) inalada irá se depositar e o tipo de doença pulmonar que irá
ocorrer dependerão do tamanho e do tipo das partículas inaladas. As partículas
maiores podem ficar retidas nas narinas ou nas grandes vias aéreas, mas as
menores atingem os pulmões. Quando atingem esses órgãos, algumas
partículas se dissolvem e podem passar para a corrente sangüínea.
     Alguns contaminantes podem causar reações alérgicas. Outras, como o
pó de quartzo e o asbesto, podem causar cicatrizes permanentes no tecido
pulmonar (fibrose pulmonar). Em quantidades importantes, certas partículas,
como o asbesto, podem causar câncer.



                                                                              28
Cartilha de Proteção Respiratória
Devemos mencionar que contrair ou não uma doença ocupacional
depende de vários fatores como tempo de exposição, tipo de contaminante,
concentração no ambiente de trabalho, falta de uso correto de EPI
(Equipamento de Proteção Individual) entre outros.
       Algumas doenças mais conhecidas causadas por problemas respiratório
relacionado ao ambiente de trabalho são Silicose, Pulmão Negro, Asbestose,
Beriliose, Pneumoconiose, Asma Ocupacional, Bissinose, Doença do
Enchedor de silo entre muitas outras.
      Vamos ver algumas doenças e alguns tipos de trabalho que as podem
propiciar, caso o trabalhador não esteja devidamente protegido tanto por
EPC´s (Equipamentos de Proteção Coletiva) ou/e EPI´s (Equipamentos de
Proteção Individual) devidamente aprovados.
Observação: A NR-7 (Norma Regulamentadora-7), Determina a
obrigatoriedade de elaborar e implementar o PCMSO – Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional, por parte dos empregadores, com o objetivo da
promoção e preservação da saúde dos trabalhadores.
11.2 Doenças e os trabalhos que “podem” expor seus trabalhadores,
quando não estão devidamente protegidos:



           Doença                                   Trabalho
                                    • Mineiros de chumbo, cobre, prata e ouro;
Silicose                            • Determinados mineiros de carvão como os
                                      peneiradores que trabalham sobre os veios de
                                      carvão;
                                    • Operários de fundição;
                                    • Ceramistas, oleiros, cortadores de arenito ou
                                      de granito;
                                    • Operários que trabalham na construção de
                                      túneis;



                                                                                 29
Cartilha de Proteção Respiratória
• Trabalhadores    da   indústria   de     sabões
                                      abrasivos;
                                    • Trabalhadores que utilizam jatos de areia;
                                    • E outros trabalhos.


Pulmão negro                        • Mineiros de carvão.


                                    • Operários que mineram,            moem       ou
                                      manufaturam amianto;
Asbestose
                                    • Operários da construção civil que inalem
                                      partículas de amianto, derivado de instalação
                                      ou remoção de materiais que contêm asbesto;
                                    • E outros trabalhos que inalem asbesto.


Berilose                            • Trabalhadores da indústria aeroespacial


                                    • Soldadores;
Pneumoconiose                       • Mineiros de ferro;
                                    • Operários que trabalham com bário;
                                    • Operários que trabalham com estanho;
                                    • E outros trabalhos.
                                    • Indivíduos que trabalham com cereais,
                                      madeira de cedro vermelho ocidental,
Asma Ocupacional                      sementes de rícino, corantes, antibióticos,
                                      resinas de epóxi, chá e enzimas utilizadas na
                                      manufatura de detergentes, malte e objetos de
                                      couro e outros.


                                                                                   30
Cartilha de Proteção Respiratória
Bissinose                           • Operários que trabalham com algodão,
                                      cânhamo, juta e linho;
                                    • E outros trabalhos.




Doença do enchedor de               Trabalhadores de fazendas e agroindústria
silo


11.3 Silicose
      A silicose é a formação de cicatrizes permanentes nos pulmões,
provocado pela inalação do pó de sílica (quartzo). A silicose, a mais antiga
doença ocupacional conhecida, ocorre em indivíduos que inalaram pó de sílica
durante muitos anos. A sílica é o principal constituinte da areia, e por essa
razão, a exposição a essa substância é comum entre os trabalhadores de minas
de metais, os cortadores de arenito e de granito, os operários de fundições e os
ceramistas. Os sintomas manifestam-se somente após muitos anos de
exposição ao pó.
       No entanto, em ocupações que envolvem a utilização de jatos de areia, a
escavação de túneis e a produção de sabões abrasivos, que produzem
quantidades elevadas de pó de sílica, os sintomas podem ocorrer em menos de
dez anos. Quando inalado, o pó de sílica atinge os pulmões, provocando a
formação de tecido cicatricial nos pulmões. Inicialmente, as áreas cicatriciais
são pequenas protuberâncias arredondadas (silicose nodular simples), mas,
finalmente, essas protuberâncias podem aglomerar-se, formando grandes
massas (silicose conglomerada). Essas áreas cicatriciais não permitem a
passagem normal de oxigênio ao sangue. Os pulmões perdem a elasticidade e
a respiração exige um maior esforço.




                                                                                31
Cartilha de Proteção Respiratória
Efeitos da exposição à sílica
       Os indivíduos com silicose nodular simples não apresentam dificuldade
para respirar, mas apresentam tosse e escarro em decorrência da irritação das
grandes vias aéreas, uma condição denominada bronquite. A silicose
conglomerada pode produzir tosse, produção de escarro e dificuldade
respiratória grave. No início, a dificuldade respiratória pode ocorrer somente
durante a realização de exercícios, mas, no estágio final, ela ocorre mesmo
durante o repouso.
       A respiração pode piorar de dois a cinco anos após o indivíduo haver
parado de trabalhar com a sílica. A lesão pulmonar sobrecarrega o coração e,
algumas vezes, acarreta a insuficiência cardíaca, potencialmente letal. Além
disso, quando os indivíduos com silicose são expostos ao agente causador da
tuberculose (Mycobacterium tuberculosis), a probabilidade de contraírem a
infecção é três vezes maior do que a dos indivíduos que não sofrem de
silicose. O diagnóstico de silicose é estabelecido quando um indivíduo que
trabalhou com sílica apresenta uma radiografia torácica com os padrões
característicos de cicatrização e nódulos.
11.4 Pulmão Negro
      O pulmão negro (pneumoconiose do mineiro de carvão) é uma doença
pulmonar causada pela aspiração de pó de carvão durante um período
prolongado, o qual se deposita nos pulmões. No caso de pulmão negro
simples, o pó de carvão acumula-se em torno das pequenas vias aéreas
(bronquíolos) dos pulmões. O pó de carvão dissemina-se por todo o pulmão, o
que é revelado nas radiografias torácicas como pequenas manchas.
       Em alguns indivíduos o pulmão negro simples evolui para uma forma
mais grave da doença, conhecida como fibrose disseminada progressiva, na
qual ocorre à formação de cicatrizes em grandes áreas do pulmão (com pelo
menos 1 centímetro de diâmetro). A fibrose disseminada progressiva pode
piorar mesmo após o indivíduo interromper a exposição ao pó de carvão. O
tecido pulmonar e os vasos sangüíneos pulmonares podem ser destruídos pelas
cicatrizes.
Efeitos
      Normalmente, o pulmão negro simples é assintomático (não produz
sintomas). No entanto, muitos indivíduos com essa doença tossem e,
facilmente, apresentam dificuldade respiratória.

                                                                           32
Cartilha de Proteção Respiratória
Os estágios graves da fibrose disseminada progressiva produzem tosse
e, freqüentemente, dificuldade respiratória incapacitante.
      O médico estabelece o diagnóstico após observar as manchas
características na radiografia torácica de um indivíduo que se expôs ou vem se
expondo ao pó de carvão há muito tempo. Geralmente, trata-se de um
indivíduo que trabalhou em minas subterrâneas durante pelo menos dez anos.
11.5 Asbestose
       A asbestose é a cicatrização disseminada do tecido pulmonar causada
pela aspiração de pó de asbesto (amianto). O asbesto é composto por silicatos
minerais fibrosos com diferentes composições químicas. Quando inaladas, as
fibras de asbesto depositam-se profundamente nos pulmões, provocando a
formação de cicatrizes.
       Os indivíduos que trabalham com asbesto apresentam risco de
desenvolver uma doença pulmonar. Os operários do setor de demolição, que
trabalham em edifícios com isolamento que contém asbesto, também correm
risco, embora menor. Quanto mais o indivíduo se expõe às fibras de asbesto,
maior é o risco de ele desenvolver uma doença relacionada a esse material.
Efeitos
Os sintomas da asbestose aparecem gradualmente, somente após ter havido a
formação de muitas cicatrizes e os pulmões terem perdido a elasticidade. Os
sintomas iniciais são uma dificuldade respiratória discreta e a diminuição da
capacidade de realizar exercícios.
       A respiração torna-se cada vez mais difícil. Aproximadamente 15% dos
indivíduos com asbestose apresentam uma dificuldade respiratória grave e
insuficiência respiratória.
       O câncer de pulmão está relacionado em parte ao grau de exposição às
fibras de asbesto. No entanto, entre os indivíduos com asbestose, o câncer de
pulmão ocorre com mais freqüência nos que também são tabagistas, sobretudo
naqueles que consomem mais de um maço de cigarros por dia.




                                                                           33
Cartilha de Proteção Respiratória
11.6 Beriliose
      A beriliose é uma inflamação pulmonar causada pela inalação de poeira
ou gases que contêm berílio. No passado, o berílio era comumente extraído
para ser utilizado nas indústrias eletrônicas e químicas e na fabricação de
lâmpadas fluorescentes. Atualmente, ele é utilizado principalmente na
indústria aeroespacial. Além dos trabalhadores dessas indústrias, alguns
indivíduos que habitam regiões próximas a refinarias de berílio também
apresentam beriliose.
       A beriliose difere das outras doenças pulmonares, pois os problemas
pulmonares parecem ocorrer apenas em indivíduos sensíveis ao berílio – cerca
de 2% daqueles que entram em contato com a substância. A doença pode
afetar até mesmo indivíduos cuja exposição tenha sido relativamente curta, e
os sintomas podem demorar de dez a vinte anos para se manifestarem.
Efeitos
       Em alguns indivíduos, a beriliose ocorre subitamente (beriliose aguda),
principalmente sob a forma de uma inflamação pulmonar (pneumonite). Os
indivíduos com beriliose aguda apresentam um quadro caracterizado por tosse,
dificuldade respiratória e perda de peso. A beriliose aguda também pode afetar
a pele e os olhos. Outros indivíduos apresentam beriliose crônica, na qual
ocorre a formação de um tecido anormal nos pulmões.
       Nesses indivíduos, a tosse, a dificuldade respiratória e a perda de peso
ocorrem de forma gradual. O diagnóstico é baseado no antecedente do
indivíduo de exposição ao berílio, nos sintomas e nas alterações características
reveladas pela radiografia torácica. No entanto, como as radiografias da
beriliose assemelham-se às de uma outra doença pulmonar, pode ser
necessária a realização de testes imunológicos adicionais.
11.7 Asma Ocupacional
      A asma ocupacional é causada pela inalação de partículas ou de vapores
existentes no ambiente de trabalho, que atuam como irritantes ou causam uma
reação alérgica. Muitas substâncias presentes no local de trabalho podem
causar espasmos das vias aéreas, tornando a respiração difícil. Alguns
indivíduos são particularmente sensíveis a irritantes presentes no ar.




                                                                             34
Cartilha de Proteção Respiratória
Efeitos
       A asma ocupacional pode causar dificuldade respiratória, sensação de
opressão no peito, tosse, espirros, coriza e lacrimejamento. Contudo, em
alguns indivíduos, o único sintoma são os sibilos noturnos. Os sintomas
podem ocorrer durante a jornada de trabalho, mas, freqüentemente, eles
começam apenas algumas horas após o indivíduo ter terminado seu
expediente. Além disso, os sintomas podem aparecer e desaparecer durante
uma semana ou mais após a exposição. Por essa razão, é freqüentemente
difícil estabelecer a relação entre o ambiente de trabalho e os sintomas. Os
sintomas comumente tornam-se mais leves ou desaparecem nos finais de
semana ou durante os feriados. Eles pioram com a exposição repetida.
11.8 Bissinose
      A bissinose é um estreitamento das vias aéreas provocado pela inalação
de partículas de algodão, linho ou cânhamo. Nos Estados Unidos e na
Inglaterra, a bissinose ocorre quase exclusivamente em indivíduos que
trabalham com algodão não-processado, embora indivíduos que trabalham
com linho e cânhamo também possam apresentá-la. Os mais afetados parecem
ser os indivíduos cuja ocupação é abrir fardos de algodão cru ou aqueles que
trabalham nos primeiros estágios do processamento do algodão.
Aparentemente, algo presente no algodão cru provoca o estreitamento das vias
aéreas em indivíduos suscetíveis.
Efeitos
       A bissinose pode causar sibilos e opressão no peito, geralmente no
primeiro dia de trabalho após uma folga. Ao contrário do que ocorre na asma,
os sintomas tendem a diminuir após exposições repetidas, e a opressão
torácica pode desaparecer no final da semana de trabalho. Entretanto, após um
indivíduo ter trabalhado com algodão durante muitos anos, a opressão torácica
pode persistir por dois ou três dias de trabalho ou mesmo por toda a semana.
       A exposição prolongada à poeira do algodão aumenta a freqüência dos
sibilos, mas não evolui para uma doença pulmonar incapacitante permanente.
O diagnóstico é estabelecido por meio de um teste que revela a redução da
capacidade pulmonar ao longo de um dia de trabalho. Normalmente, essa
redução é maior no primeiro dia de trabalho.




                                                                          35
Cartilha de Proteção Respiratória
11.9 Exposição a Gases e a Substâncias Químicas
       Muitos tipos de gases – como o cloro, o fosgênio, o dióxido de enxofre,
sulfato de hidrogênio, o dióxido de nitrogênio e a amônia – podem ser
liberados durante acidentes industriais e irritar gravemente os pulmões. Gases
como o cloro e a amônia dissolvem-se facilmente e produzem irritação
imediata da boca, do nariz e da garganta. As partes inferiores dos pulmões
somente são afetadas quando o gás é inalado profundamente. Gases
radioativos, liberados em acidentes de reatores nucleares, podem causar, em
longo prazo, câncer de pulmão e de outras regiões do corpo.
       Alguns gases, por exemplo o dióxido de nitrogênio, não se dissolve com
facilidade. Por essa razão, eles não produzem sinais precoces da exposição,
como irritação do nariz e dos olhos, aumentando a possibilidade de serem
inalados profundamente nos pulmões. Esses gases podem causar inflamação
das vias aéreas menores (bronquiolite) ou causar um acúmulo de líquido nos
pulmões (edema pulmonar).
      Na doença dos trabalhadores de silos, resultante da inalação dos vapores
que contêm dióxido de nitrogênio liberado pela silagem úmida, o acúmulo de
líquido nos pulmões pode demorar até doze horas após a exposição para
ocorrer. O distúrbio pode apresentar uma melhora temporária e, em seguida,
reincidir dez ou catorze dias depois, mesmo que não ocorram novos contatos
com o gás.
      A recorrência tende a afetar as pequenas vias aéreas (bronquíolos). Em
alguns indivíduos, a exposição a pequenas quantidades de gás ou a outras
substâncias químicas durante um período prolongado pode acarretar uma
bronquite crônica. Além disso, acredita-se que a exposição a determinadas
substâncias químicas, como compostos de arsênico e hidrocarbonetos, seja
responsável pelo câncer em alguns indivíduos. O câncer pode ocorrer nos
pulmões ou em outras partes do corpo, dependendo da substância inalada.
Efeito
       Gases solúveis, como o cloro, causam graves queimaduras nos olhos, no
nariz, na garganta, na traquéia e nas grandes vias aéreas. Freqüentemente,
esses gases produzem tosse e sangue no escarro (hemoptise). Também são
freqüentes a náuseas e a dificuldade respiratória. Gases menos solúveis, como
o dióxido de nitrogênio, causam dificuldade respiratória, algumas vezes grave,
após um período de três a quatro horas. A radiografia torácica pode revelar a
ocorrência de edema pulmonar ou de bronquiolite.

                                                                           36
Cartilha de Proteção Respiratória
12. Medidas de Controle dos Agentes Ambientais


      Existe dois caminhos que podemos estar adotando para a executar a
implementação de medidas de controle, estas medidas podem ser adotas em
conjunto ou individualmente. São as medias relativas ao ambiente, onde o
controle é feito na fonte (maquinas, produtos, operações) e na trajetória desses
agentes até o trabalhador. Podemos utilizar também as medidas relativas ao
trabalhador.

Medidas relativas ao ambiente:

   1)   Substituição do produto tóxico ou nocivo
   2)   Mudança ou alteração do processo
   3)   Enclausuramento da operação
   4)   Ventilação (EPC)
   5)   Manutenção
   6)   Projeto Adequado

1)Substituição do produto tóxico ou nocivo

      A substituição de um material tóxico por outro não tóxico ou menos
tóxico nem sempre é possível; entretanto, quando é, representa a maneira mais
segura de eliminar ou reduzir um risco.

2)Mudança ou alteração do processo

       Uma mudança no processo oferece em geral oportunidades de melhoria
das condições de trabalho. Infelizmente, as maiorias das mudanças ou
alterações, são feitas no sentido de redução de custos e aumento de produção.
Entretanto, o profissional de segurança deve saber aproveitar essa
oportunidade, para orientar de maneira a também conseguir os seus objetivos e
lutar por alterações especificas que visem um ambiente de trabalho mais
adequado.




                                                                             37
Cartilha de Proteção Respiratória
3)Enclausuramento da operação

      Esta medida tem por finalidade impedir a dispersão do contaminante por
todo o ambiente de trabalho. Este confinamento pode incluir ou não o
trabalhador, expondo assim, a menor quantidade de trabalhadores possível ao
risco, caso o trabalhador esteja exposto ao enclausuramento, deve-se observar
algumas medidas de segurança, como qual será a concentração neste
ambiente, se a atmosfera no interior será IPVS (Imediatamente Perigoso a
Vida e a Saúde), deve-se considerar se o nível de oxigênio não será inferior a
19,5%, entre outras medidas de segurança. Um bom exemplo de
enclausuramento são as operações com “Glove Boxes” (caixas com luvas),
que são na verdade um sistema pelo qual o trabalhador vai operar o
equipamento fora da cabine de enclausuramento utilizando uma caixa com
luvas especiais, este sistema é muito utilizado em industrias químicas.

      mesmo nível de diálogo e decisão, possibilita antecipar os riscos e
contribui para soluções mais eficazes.

Medidas relativas ao trabalhador

   7) Equipamento de Proteção Individual (EPI)
   8) Educação e treinamento
   9) Controle médico
   10) Limitação da Exposição


4)Uso do Equipamentos de Proteção Individual-EPI

      As medidas relativas ao trabalhador só devem ser consideradas em
situações especiais, onde as medias de controle ambientais são inaplicáveis,
total ou parcialmente, nesses casos, a única forma de proteger os trabalhadores
será a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

5)Educação e treinamento

     A educação e treinamento desempenham uma função vital, o uso correto
dos EPI´s (Equipamentos de Proteção individual), por parte dos trabalhadores,
assim como as limitações de proteção que eles oferecem, são aspectos que
todos os funcionários da empresa devem conhecer, através de treinamentos
específicos.
                                                                            38
Cartilha de Proteção Respiratória
6) Controle médico

      São os exames médicos realizados através do PCMSO, constituem
medida fundamental. Para algumas atividades que serão exercidas pelo
trabalhador, como no caso os que iram utilizar respiradores, deveram passar
por rigorosa avaliação médica antes de exercerem suas respectiva função.

7) Limitação da exposição

      É a redução dos períodos de trabalho, é mais freqüentemente utilizada
em riscos físicos como o calor e o ruído. Esta medida visa, reduzir o tempo de
exposição aos contaminantes. A limitação da exposição ao risco deve ser
realizada dentro de critérios técnicos, assim este recurso deve ser aplicado
com a orientação de Profissional de Segurança do Trabalho. Ressaltamos que
esta medida só deve ser considerada quando outras alternativas, não foram
eficientes.


13. PPR - Programa de Proteção Respiratória

       O PPR – Programa de Proteção Respiratória da FUNDACENTRO está
descrito na IN-01 (Instrução Normativa-01) e trás informações sobre uso e
seleção de respiradores.
      Recomendamos que todo administrador de um Programa de Proteção
Respiratória tenha uma cópia original do PPR da FUNDACENTRO para
consulta e aprimoramento Técnicos.

13.1 Direcionamento do PPR

       O PPR é direcionado para um efetivo controle das doenças ocupacionais
provocadas pela inalação de ar contaminado, por exemplo, poeiras, fumos,
névoas, gases e vapores. O objetivo principal deve ser minimizar a
contaminação do ambiente de trabalho. Em primeiro lugar devemos
implementar as medidas de controle de engenharia (enclausuramento,
ventilação, substituição de uma substancia tóxica por outra menos nociva).
       Quando as medidas de controle não são viáveis, ou enquanto estão em
fase de implementação ou avaliação, devem ser utilizados respiradores (EPI)
apropriados para cada tipo de situação e contaminante existente.



                                                                           39
Cartilha de Proteção Respiratória
13.2 Responsabilidades dos Empregadores Perante o PPR

     Para que a saúde do usuário seja preservada, o empregador deve, no
mínimo oferecer as seguintes condições:
  1) Fornecer o respirador, quando necessário, para proteger a saúde do
     trabalhador;
  2) Fornecer o respirador conveniente e apropriado para fim desejado;
  3) Ser responsável pela implementação de um Programa de Proteção
     Respiratória e por sua manutenção;
  4) Permitir ao empregado que utiliza respirador, deixar a área de risco por
     qualquer motivo relacionado ao uso deste equipamento, como exemplo:

   •   Falha do respirador que altere a proteção por ele proporcionado;
   •   Mau funcionamento do respirador;
   •   Detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador;
   •   Aumento da resistência à respiração (dificuldades para respirar);
   •   Grande desconforto devido ao uso do respirador;
   •   Mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como náuseas,
       fraqueza, tosse, espirro, calafrio, tontura, vômito, febre entre outros;
   •   Lavar o rosto sempre que necessário;
   •   Trocar o filtro ou outras componentes, sempre que necessário;
   •   Descanso periódico em áreas não contaminadas;
   •   Entre outras alterações anormais da situação comum de trabalho.

   5) Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar as
      devidas providencias.




                                                                            40
Cartilha de Proteção Respiratória
13.3 Responsabilidade do Empregador segundo NR-6:

     Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora –
Equipamentos de Proteção Individual no item 6.6.1”, cabe ao empregador
quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual:

           a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
           b) Exigir o uso;
           c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional
              competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;
           d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e
              conservação;
           e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
           f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
           g) Comunicar o M.T.E. (Ministério do Trabalho e Emprego) sobre
              qualquer irregularidade observada.


13.4 Responsabilidades dos Empregados perante o PPR:


   1) Usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento
      recebidos;
   2) Guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente
      para que não se danifique ou deforme;
   3) Se observado que o respirador não está funcionado bem, deverá deixar
      imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito à pessoa
      responsável pelo PPR indicada pelo empregador;
   4) Comunicar às pessoas responsáveis, se constatado qualquer alteração do
      seu estado de saúde que possa influir na capacidade de uso do
      respirador de modo seguro.




                                                                          41
Cartilha de Proteção Respiratória
13.5 Responsabilidades dos Empregados perante a NR-6

     Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora –
Equipamentos de Proteção Individual no item 6.7.1”, cabe ao empregado
quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual:

   a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
   b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
   c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que torne impróprio para
      uso;
   d) Cumprir as determinações do empregador do empregador sobre o uso
      adequado.

13.6 Treinamento


                                              Com a finalidade de garantir o
                                       uso correto dos equipamentos de
                                       proteção respiratória, devem receber
                                       treinamento adequado e reciclagem
                                       periódica o supervisor do programa,
                                       os usuários, a pessoa que distribui o
                                       respirador e as equipes de emergência
                                       e salvamento (Instrução Normativa-01
                                       da FUNDACENTRO no Item
                                       1.2.4.5).

   a) O risco respiratório e o efeito sobre o organismo humano se o respirador
      não for usado de modo correto;
   b) As medidas de controle coletivo e administrativo que estão sendo
      adotadas e a necessidade do uso de respiradores para proporcionar a
      proteção adequada;
   c) As razões que levaram à seleção de um tipo específico de respirador;
   d) O funcionamento, as características e as limitações do respirador
      selecionado;
   e) O modo correto de usar o respirador e de verificar se ele está colocado
      corretamente no roso;
   f) O modo correto de usar o respirador durante a realização durante a
      realização do trabalho;


                                                                           42
Cartilha de Proteção Respiratória
g) Os cuidados de manutenção, inspeção e guarda, quando não estiver em
      uso;
   h) O reconhecimento de situações de emergência e como enfrentá-las;
   E outras informações, como as exigências legais sobre o uso de
     respiradores para certas substâncias.


13.7 Responsabilidades dos Fabricantes e Importadores perante a NR-6

     Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora -
Equipamentos de Proteção Individual no item 6.8.1”, cabe ao Fabricante e
Importador quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual:

   a) Cadastrar-se, segundo o Anexo II da NR-6, junto ao órgão nacional
      competente me matéria de segurança e saúde no trabalho;
   b) Solicitar a emissão do C.A., conforme o Anexo II da NR-6;
   c) Solicitar a renovação do C.A., conforme o Anexo II da NR-6, quando
      vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente
      em matéria de segurança e saúde do trabalho;
   d) Requer novo C.A. de acordo com o Anexo II da NR-6, quando houver
      alteração das especificações do equipamento aprovado;
   e) Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu
      origem ao Certificado de Aprovação-C.A.;
   f) Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de C.A.
   g) Comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e
      saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos;
   h) Comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional,
      orientando sua utilização, manutenção, restrição, e demais referencias
      ao seu uso.

Entre outras atribuições contidas na NR-6.

13.8 Procedimentos Escritos

      O administrador do PPR deve estabelecer procedimentos operacionais
por escrito para o uso correto dos respiradores em situações de rotina e de
emergência. Cópias destes procedimentos escritos devem estar disponíveis
para que todos os usuários as possam ler. Estes procedimentos devem ser
revisados periodicamente, se necessário.


                                                                          43
Cartilha de Proteção Respiratória
O procedimento escrito para uso rotineiro deve conter no mínimo:

   a)   Política da empresa na área de proteção respiratória;
   b)   Seleção;
   c)   Ensaios de vedação;
   d)   Treinamento dos usuários (descritivo do treinamento e folha de
        presença);
   e)   Distribuição dos respiradores;
   f)   Limpeza, inspeção, higienização, guarda e manutenção;
   g)   Monitoramento de uso;
   h)   Monitoramento do risco.

        O procedimento escrito para o uso em situação de emergência e
        salvamento deve conter no mínimo:

   i) Definir os prováveis respiradores a serem usados, considerando os
      materiais e as substâncias utilizadas, os equipamentos, a área de
      trabalho, o processo e as pessoas envolvidas em cada operação;
   j) Com base nesta análise preliminar, verificar se os respiradores
      disponíveis podem proporcionar a proteção adequada quando os
      usuários necessitarem de entrar na área potencialmente perigosa.

   Observação: Existem situações que podem impedir o usuário de
   respiradores de entrar em uma atmosfera IPVS (Por exemplo, ambientes
   onde haja o risco potencial de atmosfera inflamável ou explosiva. Bem
   como a deficiência de oxigênio está impedira os usuários de respiradores
   purificadores de ar, de entrar neste ambiente).

   k) Selecionar os respiradores apropriados e distribuí-los em quantidade
      adequada para uso nas situações de emergência ou salvamento;
   l) Descrever como esses respiradores devem ser mantidos, inspecionados
      e guardados de modo que sejam acessíveis e estejam em condições de
      uso imediato, quando necessário.

   Deve ser mantidos também um registro escrito constando o nome do
usuário, data, tipo de treinamento recebido, avaliação recebida (se realizada) e
o nome do instrutor.




                                                                             44
Cartilha de Proteção Respiratória
13.9 Ensaios de vedação

                                             Todos     os     usuários    de
                                      respiradores com vedação facial
                                      devem ser submetidos a um ensaio de
                                      vedação qualitativo ou quantitativo.
                                      Estes ensaios têm a finalidade de
                                      determinar se o respirador selecionado
                                      se ajusta bem ao rosto do usuário
                                      oferecendo assim uma boa vedação.
                                             O resultado do ensaio de
                                      vedação deve ser usado, ente outros
                                      parâmetros, na seleção de tipo,
modelo e tamanho do respirador para cada usuário.
     Os respiradores com vedação facial para fuga ou emergência também
devem ser submetidos ao ensaio de vedação.
     Conforme descrito no anexo 5 da IN-01 (Instrução Normativa-01) da
FUNDACENTRO, convém observar a diferença entre as expressões
“VERIFICAÇÃO DE VEDAÇÃO” e “ENSAIO DE VEDAÇÃO”


Verificação de vedação: É uma verificação rápida que deve ser realizada toda
vez que o usuário colocar o respirador antes de entrar na área de risco ou
ajustá-lo quando já estiver no local, com a finalidade de garantir que o
respirador esteja ajustado corretamente na face. Todo procedimento pode ser
encontrado no anexo 4 da IN-01 (Instrução Normativa-01) da
FUNDACENTRO

Verificação de vedação pelo teste negativo:

      Este procedimento pode ser usado com respiradores purificadores de ar
ou de adução de ar, equipados com cobertura das vias respiratórias com
contato facial.
      As aberturas de entrada de ar (filtros) são bloqueadas completamente
pela palma da mão ou pela colocação de um selo na entrada do filtro químico
ou mecânico, ou estrangulando a traquéia ou mangueira. O usuário deve inalar
suavemente e segurar a respiração. Se a peça facial aderir ao rosto, pode-se
afirmar, com razoável segurança, que a vedação da peça facial é satisfatória.



                                                                          45
Cartilha de Proteção Respiratória
Verificação de vedação pelo teste de pressão positiva:

      Este procedimento pode ser aplicado em respiradores com cobertura das
vias respiratórias com contato facial e que contenham válvula de inalação e
exalação.

      A válvula de exalação é bloqueada e o usuário exala suavemente. A
vedação será considerada satisfatória quando o usuário sentir ligeira pressão
dentro da peça facial e não conseguir detectar nenhuma fuga de ar zona de
vedação entre a peça facial e o rosto.

Ensaio de Vedação:

      O ensaio de vedação é feito em uma sala, fora da área de risco, onde,
por exemplo, se observa a resposta sensorial à substância utilizada (Bitrex,
Sacarina entre outras). O ensaio de pode ser qualitativo ou quantitativo.

       O ensaio de vedação tem a finalidades de verificar se à vedação do
respirador no rosto do usuário esta correta (se o treinamento sobre a colocação
foi bem assimilado) e também ajudar a selecionar um respirador que ofereça
uma boa vedação ao rosto do usuário.

Ensaio de vedação quantitativo:

 Este ensaio é realizado com equipamento especial, com a finalidade de
quantificar as partículas que entraram para o interior do respirador através de
possível falha na vedação na execução do teste (entende-se como vedação o
perímetro de contado entre o respirador e o rosto do usuário), ou seja,
verificando a eficiência da vedação do respirador e não do filtro. Este
procedimento está contido na IN-01 (Instrução Normativa-01) da
FUNDACENTRO em seu anexo 5.

Ensaio de vedação qualitativo:

       Este ensaio é realizado com névoa de sacarina (doce-usado como
adoçante) ou névoa de “Bitrex” (benzoato de denatonium, usado pela industria
farmacêutica para deixar os comprimidos amargos evitando-se o seu consumo
exagerado, principalmente por crianças) entre outras substâncias, sua
finalidade é de qualificar se a vedação do respirador entre o perímetro de
contado com o rosto do usuário, está sendo eficaz, ou seja, se a folga é
                                                                            46
Cartilha de Proteção Respiratória
mínima. Para executar esse teste é necessários um equipamento específico
composto por dois capuzes especiais, dois nebulizadores e solução específica
com as substâncias já informadas. Todo o procedimento deste teste bem como
as devidas orientações de como realizá-lo está descrito na IN-01 (Instrução
Normativa-01) da FUNDACENTRO no anexo 5.


13.10 Registros escritos dos ensaios de vedação

      Segundo determinado pela IN-01 (Instrução Normativa-01) da
FUNDACENTRO, deve-se manter um registro escrito dos ensaios de vedação
(que deverá ser anexado no PPR – Programa de Proteção Respiratória, que
deve ser desenvolvido pela empresa, seguindo as orientações contidas da IN-
01).

     Os registros escritos dos ensaios de vedação devem conter no mínimo as
seguintes informações:

   • Procedimento operacional escrito sobre o ensaio de vedação, incluindo
     critérios de aceitação / rejeição;
   • Ensaios de vedação adotados pela empresa e a indicação daquele
     empregado no ensaio realizado;
   • Equipamento e instrumentação usados para a realização do ensaio;
   • Calibração, manutenção e reparos dos equipamentos e instrumentos
     usados, quando aplicável;
   • Nome ou identificação do condutor do ensaio;
   • Nome ou identificação colaborador (trabalhador) que vai utilizar o
     respirados (ficha individual de ensaio);
   • Identificação completa do respirador ensaiado (modelo, tamanho,
     fabricante);
   • Resultados do ensaio de vedação, incluindo: fator de vedação obtido
     (quando o ensaio for quantitativo), observações ou características
     individuais que interferem na vedação (uso de lentes de contato ou
     óculos, dentadura, cicatrizes, verrugas etc).




                                                                         47
Cartilha de Proteção Respiratória
13.11 Fator de Proteção Atribuído e Fator de Proteção Requerido

      O Fator de Proteção Atribuído (FPA) em conjunto com o Fator de
Proteção Requerido (FPR), auxiliam na escolha de um respirador, porém
devemos lembrar que outros aspectos devém ser observados, como IPVS
(Imediatamente Perigoso Vida e a Saúde), Explosividade, Deficiência de
Oxigênio, Característica do Agente, Processo Produtivo, Ambiente de
Trabalho entre outros.

Fator de Proteção Atribuído (FPA):

       É o mínimo de Fator de Proteção esperado do respirador, o FPA (Fator
de Proteção Atribuído) de cada respirador está contido na IN-01 (Instrução
Normativa-01) da FUNDACENTRO, como exemplo, para o respirador
purificador de ar facial (peça inteira) é estabelecido FPA=100, assim espera-
se que para 95% dos usuários treinados que utilizem este respirador, o ar
inalado dentro do respirador com a vedação correta, tenha 100 vezes menos
concentração do contaminante presente no ar do ambiente de trabalho.




                                                                          48
Cartilha de Proteção Respiratória
Tabela de Fator de Proteção Atribuídos (a) conforme tabela da Instrução
                     Normativa-01 da FUNDACENTRO

                                Tipo de coberturas das vias respiratórias
Tipo de Respirador           Com vedação facial       Sem vedação facial (f)
                              Peça      Peça facial    Capuz e       Outros
                            Semifacial    Inteira     capacete
                               (b)
A - Purificador de
ar
não motorizado                  10         100            _

Motorizado                      50       1000 (d)       1000          25
B – De adução de ar

B1 – Linha de ar
comprimido
De demanda sem
pressão positiva (c)            10         100            -            -

De demanda com
pressão positiva                50         1000           -            -

De fluxo contínuo               50         1000         1000          25

B2 – Máscaras
autônomas (circuito
aberto ou fechado)
De demanda sem
pressão positiva                10         100

De demanda com
pressão positiva                    -       (e)




                                                                               49
Cartilha de Proteção Respiratória
Observações sobre a tabela:

(a)    O fator de Proteção Atribuído não é aplicável para respiradores de fuga.
(b)    Incluem a peça quarto facial, a peça semifacial (PFF) e as peças
       semifaciais de elastômeros.
(c)    A máscara autônoma não deve ser usada para situações de emergência,
       como incêndios.
(d)    Os Fatores de Proteção apresentados são de respiradores com filtro P3
       ou sorbentes (cartuchos químicos pequenos ou grandes). Com filtros
       classe P2,deve-se usar Fator de Proteção Atribuído 100, devido às
       limitações do filtro.
(e)    Embora esses respiradores de pressão positiva sejam considerados os
       que proporcionam maior nível de proteção, alguns estudos que simulam
       as condições de trabalho concluíram que nem todos os usuários
       alcançaram o Fator de Proteção 10.000. Com base nesses dados, embora
       limitados, não se pode adotar um Fator de Proteção definitivo para esse
       tipo de respirador. Para planejamento de situações de emergência, nas
       quais as concentrações dos contaminantes possam ser estimadas, deve-
       se usar um Fator de Proteção Atribuído não maior que 10.000.
(f)    Ver definição no Anexo 1 da IN-01 da FUNDACENTRO

Nota: Para combinação de respiradores, como, por exemplo, respirador de
linha de ar comprimido equipado com um filtro purificador de ar na peça
facial, o Fator de Proteção a ser utilizado é o do respirador que está em uso.

Observação importante:

      Os respiradores purificadores de ar, não devem ser utilizados em
atmosfera com índice inferior a 19,5% de oxigênio no ar.

       Devemos respeitar as restrições de uso de cada respirador que são
informadas através da Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO e pelo
fabricante.




                                                                             50
Cartilha de Proteção Respiratória
Fator de Proteção Requerido (FPR):
      O Fator de Proteção Requerido (FPR) é obtido através de uma equação,
sendo considerado como uma das ferramentas necessárias para a seleção de
um respirador.

Para se calcular o FPR devemos seguir a seguinte Regra:
      FPR é igual à concentração do ambiente dividida pelo limite de
tolerância do ambiente de trabalho.




Exemplo:

Álcool Isopropílico
- TLV (Limite de Tolerância) = 400 ppm
- Concentração medida no ambiente = 1560 ppm

Aplicando a Fórmula:




       Logo o FPA (Fator de Proteção Atribuída) do respirador deverá ser
maior que o FPR (Fator de Proteção Requerida), calculado através da
aplicação da fórmula já mencionada.
       Porém não podemos só considerar está fórmula para selecionar um
respirador, outros aspectos devem ser levados em consideração, como limite
de IPVS, Linear de Odor do Agente, Deficiência de Oxigênio, Processo de
Trabalho, Característica Própria da Substância entre outros.
       Considerando-se ainda o exemplo mencionado com o Álcool
Isopropílico:
                                                                       51
Cartilha de Proteção Respiratória
Pelo calculo obtido através da equação, aparentemente qualquer
respirador que tenha seu FPA (Fator de Proteção Atribuído) maior que dez
(FPA > 10) poderia ser utilizado, porém este agente tem como característica
própria ser irritante, sendo necessário se utilizar um respirador do tipo facial
(peça inteira) ou respirador semifacial com óculos de segurança de ampla
visão (Estilo Mergulhador), ou seja, deve -se sempre considerar outros fatores
para a correta escolha de um respirador.
       Assim a seleção de um respirador deve ser realizada por pessoa
qualificada para está finalidade seguindo todos os procedimentos
estabelecidos na Instrução Normativa-01 que é o Programa de Proteção
Respiratória da FUNDACENTRO.

14. Uso de Respiradores Purificadores de Ar


       Primeiramente é necessário esclarecer que nenhum “Respirador
Purificador de Ar” poderá ser utilizado, para substâncias que tenham o limiar
de odor (cheiro característico da substância) superior ao seu limite de
tolerância. Todo respirador tem suas limitações, sendo assim um Respirador
Purificador de Ar, nunca deverá ser utilizado em Atmosfera com Deficiência
de Oxigênio (volume de oxigênio inferior a 19,5%).

       Existem dois tipos de Respiradores Purificadores de Ar, os que
permitem manutenção (possuem peças de reposição) proporcionando uma
maior durabilidade deste EPI (Equipamento de Proteção Individual), neste tipo
de equipamento podemos acoplar diferentes tipos de filtros (químicos,
mecânicos ou combinados), desde que constem no C.A. (Certificado de
Aprovação do equipamento), deste modo realizamos a manutenção do
respirador e substituímos apenas os filtros quando necessário.

Observação         O C.A. (Certificado de Aprovação) refere-se a um
equipamento completo, que oferece proteção ao usuário contra um
determinado risco. Por exemplo, o C.A. de um respirador purificador de ar
com peça facial inteira, refere-se à peça facial e a todos os filtros que foram
ensaiados e atenderam aos requisitos de desempenho especificados nas
normas correspondentes na ocasião do ensaio (para obter o C.A.). Deste modo
os filtros isoladamente não possuem C.A. e somente podem ser utilizados na
peça facial do conjunto que obteve o certificado.



                                                                             52
Cartilha de Proteção Respiratória
O outro tipo são os respiradores conhecidos como descartáveis, no qual
o corpo do respirador e constituído de elemento filtrante, ou seja, o próprio
respirador é o filtro.


15.1 Filtros Mecânicos
(Para respiradores purificadores de ar)

        Os Filtros Mecânicos e Químicos são considerados como parte
integrante dos respiradores purificadores de ar (do tipo com manutenção), os
filtros podem ser mecânicos, químicos ou combinados.

Filtro Mecânico

      Os filtros mecânicos são conhecidos como filtros para aerodispersóide
ou particulado utilizados para névoas, fumos, poeiras entre outros.

Este tipo de filtro é utilizado em respiradores purificadores de ar do tipo com
manutenção.

       Os filtros mecânicos são destinados a reter partículas em suspensão no
ar que podem ser de origem sólida ou líquida como névoas (observando certas
restrições).



                                    Foto: Respirador Purificador de Ar, com
                                    filtro mecânico.

                                                      Filtro Mecânico




                                                                            53
Cartilha de Proteção Respiratória
Os filtros mecânicos são ensaiados conforme NBR 13698, verificando a
penetração inicial máxima dos aerossóis de teste. Os filtros mecânicos são
classificados em P1, P2 e P3.


                         Ensaio de penetração NBR 1369

Tipo / Classe do filtro             Ensaio com           Ensaio com
                                    NaCI (%)         Óleo de parafina (%)
                                     95 L/min              95 L/min

            P1                         20%                Não utilizado

            P2                         6%                      2%

            P3                         3%                      1%

        O filtro mecânico é constituído por camadas de fibras dispostas de
modo não orientado, muitas pessoas pensam que este tipo de filtro é parecido
com uma rede, onde as partículas são maiores que os orifícios dispostos no
filtro e não passando para o interior do respirador, este pensamento é errado.




                                                         Errado.




                                                                           54
Cartilha de Proteção Respiratória
Filtro Mecânico:



                                    Assim são os filtros mecânicos visto por
                                    microscópio, formado por camadas de fibras
                                    dispostas de modo não ordenado.




14.2 Respiradores Purificadores de AR sem Manutenção (Descartáveis)

       Conhecidos como “descartáveis” esses respiradores geralmente são
utilizados em ambiente onde a concentração do agente é baixa, não possui
filtros separadamente como no caso dos respiradores purificadores de ar com
manutenção, pois aqui o próprio respirador faz o papel de filtro. Poucos destes
respiradores oferecem uma boa vedação no perímetro de contato com o rosto
do usuário.

      Existem Respiradores Descartáveis com válvula de exalação e sem esta
válvula.

Respirador Purificador de Ar Descartável
      (Com Válvula de Exalação)




                                      Respirador Purificador de Ar Descartável
                                            (Sem Válvula de Exalação)




                                                                                 55
Cartilha de Proteção Respiratória
Qual a diferença do respirador com válvula para o sem válvula de
exalação?

Resposta: Nos modelos sem válvula de exalação o ar quente e úmido
expirado pelo usuário, atravessa o respirador gerando um aquecimento por
atrito pela passagem do ar, fazendo com que o ar inspirado através do ciclo
respiratório subseqüentemente fique quente, aumentando sensivelmente o
desconforto do usuário. Nos modelos com válvula de exalação a maior
quantidade de ar expirado (aquecido) sairá pela válvula de exalação
aumentando consideravelmente o conforto para o usuário.


14.3 Tipo de Respiradores Descartáveis:



                            Respiradores Descartáveis


           Tipo                 Válvula de Exalação     Código de Venda

            P1                      Sem Válvula            Tec. 1501
            P1                      Com Válvula            Tec. 1505
            P2                      Sem Válvula            Tec. 1503
            P2                      Com Válvula            Tec. 1507
         P2 + VO                    Sem Válvula            Tec. 1504
         P2 + VO                    Com Válvula            Tec. 1508

Legenda
P1 = Filtro Mecânico
P2 = Filtro Mecânico
VO = Filtro Químico para Vapores Orgânicos




                                                                          56
Cartilha de Proteção Respiratória
14.4 Filtros Químicos



                            Os filtros químicos são compostos com carvão
                            ativo (ou ativado) que é um corpo cavernoso
                            (olhado no microscópio) que retém as moléculas
                            de vapores orgânicos (VO) .
                            Para reter moléculas de gases ácidos (GA) e/ou
                            alcalinos (AM) há a necessidade do fabricante do
                            carvão ativo , inserir cristais contendo produtos
                            químicos para reagirem com o contaminante
tóxico (ácido ou alcalino) a fim de se transformarem em sais e água para
ficarem retidos (adsorvidos) nas cavernas do carvão ativo.
Ácido + Base (alcalino)===> Água + SAL

IMPORTANTE: Nunca utilize o filtro/cartucho para reter gases ácidos (GA)
em local com presença de gases alcalinos (AM) pois de nada adiantará (não
haverá a reação de neutralização). Nos casos de haver mistura de gases ácidos
e alcalinos ou do deslocamento por áreas que hajam ora gases ácidos, ora
alcalinos, utilize o filtro/cartucho multiuso (ABEK para norma européia ou
VO/GA/AM/ para norma americana)



15. Uso de Respiradores de Adução de Ar (pressão positiva)

              Respiradores Motorizados (dependentes do ar local)

                               Os respiradores motorizados oferecem um maior
                               conforto ao usuário , pois o ar respirável é
                               direcionado às vias respiratórias do usuário em
                               ventilação constante (80 lpm para usuários de pça
                               facial inteira e semifacial e 120 lpm para usuários
                               de capacetes e capuzes ecom ou sem abas totais).
                               O usuário poderá utilizar óculos com hastes e não
                               se preocupar em fazer barba e pode até ter cicatriz
                               (OBS.: estas exigências são para os usuários de
                               respiradores convencionais de pressão negativa)
                               Com esse fluxo constante de ar, o respirador ganha
                                                                               57
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Cartilha de Proteção Respiratória

  • 1. Está cartilha não deve ser considerada como documento para fins legais, não tem o objetivo de substituir as normas e leis vigentes em nosso país. 1 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 2. Sumario 1. Introdução.............................................................................................3 2. Vias de absorção do corpo....................................................................4 3. Aparelho respiratório............................................................................6 4. Atmosferas relacionadas ao trabalho....................................................11 5. Unidades de medida mais utilizadas.....................................................12 6. Poeiras, gases, vapores, fumaça e outras classificações.......................13 7. Espaços confinados e atmosfera explosiva...........................................18 8. Deficiência de oxigênio........................................................................20 9. Limites de tolerância (LT´s).................................................................21 10. Como conhecer a concentração dos contaminantes químicos.............23 11. Riscos Respiratórios na nossa Saúde...................................................28 12.Medidas de controle dos agentes químicos...........................................37 13.Programa de Proteção Respiratória- PPR / IN-01 FUNDACENTRO..39 14. Como se proteger dos Riscos Respiratórios.........................................52 15.Uso de respiradores purificadores de ar (dependentes do ar local).......57 16. Uso de respiradores de linha de ar comprimido .(independentes do ar local)......................................................................................................58 17. Uso de Mascaras Autônomas (SCBA)..................................................60 18.Respiradores para FUGA.......................................................................61 19. Perguntas para você testar o seu conhecimento....................................64 20.Bibliografia............................................................................................68 2 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 3. 1. Introdução Esta cartilha foi desenvolvida pensando em colher o máximo de informação técnica em uma linguagem coloquial, para tornar a sua leitura mais agradável e atrativa, aos nossos amigos estudantes, profissionais da área e demais interessados. Após a leitura, convidamos aos que precisam se especializar no tema, a ler o Manual de Proteção Respiratória, escrito pelos ilustres autores: Profs Maurício Torloni e Antônio Vladimir Vieira, que assim, como nós, dedicam boa parte de sua ocupação profissional a transmitir o conhecimento adquirido. Assim, com o objetivo de fomentar o tema com qualidade é que eu tenho o imenso prazer de convidar os Senhores leitores a fazerem os seus comentários posteriores, pois consideramos a Proteção Respiratória, muito importante para as áreas de Higiene Ocupacional, Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança. Feliz leitura !!! Realização Departamento Técnico Grupo Alltec do Brasil suportetecnico@alltecbrasil.com.br 3 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 4. 2. Vias de Absorção do Corpo A absorção acontece quando uma substancia atinge a nossa corrente sangüínea. Existem 3 (três) maneiras de uma substancia penetrar e ser absorvida pelo nosso organismo que são Ingestão, Absorção cutânea e/ou Inalação. As vias de Absorção do Corpo: 2.1 Ingestão (Absorção através do ato de comer ou beber) Tem como via de entrada a boca. Esta rota de entrada representa apenas uma via secundária de ingresso de tóxico em nosso organismo. Já que nenhum trabalhador ingere, conscientemente, produtos tóxicos. Algo que foi engolido e posteriormente excretado sem mudanças, nas fezes, não foi necessariamente absorvido pelo nosso organismo, mesmo que tenha permanecido algumas horas ou até mesmo dias. Os casos mais comuns de contaminação por essa via é a falta de higiene (Comer no local de trabalho, assim expondo o alimento a 4 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 5. contaminantes e por sua vez ingerindo alimento contaminado) ou beber líquidos por engano (Geralmente por colocar líquidos contaminantes em garrafas de refrigerante). 2.2 Absorção Cutânea (Absorção através da pele) A absorção Cutânea acontece quando substâncias químicas entram em contado com a nossa pele, é muito comum na industria, usar solventes industriais para a remoção de graxas e sujeiras das mãos e dos braços, isto representa uma grande fonte de dermatites. 2.3 Inalação (Absorção através da respiração) A inalação é a principal via de entrada dos contaminantes ocupacionais em nosso corpo, pelo menos 90% de todas as ocorrências (Retirando as dermatites) isto ocorre porque a área onde ocorre a troca de gases é grande se comparada com a área de nossa pele, no homem adulto a superfície dos alvéolos pulmonares é de aproximadamente 90m², esta grande área facilita a absorção de gases e vapores, que podem passar para o sangue e serem distribuídos por outras regiões no nosso organismo. Alguns sólidos e líquidos ficam reditos nos tecidos do aparelho respiratório (devido a seu tamanho), podendo produzir uma ação localizada, ou dissolvem-se e são distribuídos ao nosso organismo através do sistema circulatório. 5 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 6. 3. Aparelho Respiratório Inspira, expira, inspira, expira. Entra o ar, sai o ar. É assim o tempo todo! Você pode estar na escola, correndo, comendo, vendo tevê, dormindo, trabalhando ou executando qualquer outra atividade não importa. Lá está você: inspirando, expirando, puxando ar, mandando ar embora. Mas por quê respiramos? Porque somos formados por células, milhões de células, e cada uma precisa de oxigênio (O2), pois é através delas que o oxigênio (O2) chega a diversos tecidos do nosso corpo (o oxigênio é importante para a formação de energia em nosso corpo). Quando fazemos exercícios físicos como jogar futebol, correr ou dançar as células precisam de mais oxigênio. Por esse motivo quando praticamos esportes ou nos submetemos a trabalhos desgastantes, passamos a respirar mais rapidamente e o coração, que é responsável pelo bombeamento do sangue bate mais forte elevando assim o sistema circulatório (trabalhando mais rapidamente). Assim mais oxigênio é liberado para as nossas células que “alimentaram” os tecidos do corpo. A respiração é a função mediante, a qual as células vivas absorvem o oxigênio (O2) e eliminam o dióxido de carbono (CO2). É um intercambio gasoso (O2 e CO2) entre o ar da atmosfera e o organismo. É por esse complexo sistema de respiração que o oxigênio (O2) chega a diversas partes do nosso corpo. Espaço Morto é o volume de CO2 que fica no trato respiratório e deve ser o mínimo possível. P.e.: Caso você utileze um respirador facial sem a mascarilha interna, o volume do espaço morto será maior e poderá diminuir o teor de O2 inalado, deixando-o mais cansado e até com tonturas. 6 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 7. 3.1 O caminho do Ar Para chegar aos pulmões, o ar faz o seu caminho através dos órgãos que formam o sistema respiratório. Fluxo Cavidade Nasal Faringe Laringe Epiglote Traquéia Tubos Bronquiais Pulmões Brônquios Bronquíolos Alvéolos (aqui acontece a troca de gases). 3.2 Funcionamento Para chegar aos pulmões, o ar faz seu caminho através dos órgãos que formam o sistema respiratório. O fluxo começa pela Cavidade Nasal e Boca, é por onde inspiramos o ar da atmosfera, nos pêlos nasais ficam retidas as partículas maiores que 10 µm (mícron), nossas narinas filtram e aquecem o ar até aproximadamente 37 °C. O muco que reveste a região condutora de ar até os alvéolos, desempenha um papel importante no fornecimento de vapor de água para o umedecimento do ar e na retenção das partículas que não ficaram presas aos pêlos da cavidade nasal ficando retidas a esse muco. O muco e os pêlos nasais são as defesas naturais do nosso corpo. Depois de passar pele cavidade nasal, o ar atravessa a faringe (que fica na parte de trás da garganta) e a laringe (órgão responsável pela voz). 7 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 8. Em seguida passa pela epiglote, uma pequena válvula que se abre quando respiramos e fecha-se quando engolimos algum alimento, (esta válvula impede que a comida penetre nas vias respiratórias). A seguir o ar chega à traquéia, que mede entre 12cm a 15 cm, seguindo para os Tubos Bronquiais que se ramifica em dois, dividendo o fluxo de ar para o pulmão esquerdo e direito. Finalmente o ar chega ao pulmão, dentro dele os tubos ramifica-se e diminuem de espessura na direção das extremidades, lembrando galhos de uma árvore, e recebe o nome de brônquios, seguindo em seguida para os bronquíolos que são ramificações menores (galhos menores), os bronquíolos acabem em sacos microscópicos, chamados alvéolos pulmonares, se enchem de ar quando inspiramos é aqui que acontece a troca gasosa as células absorvem o oxigênio (O2) e depositam o dióxido de carbono (CO2), que faz o caminho inverso quando expiramos. 3.3 Pulmão 8 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 9. Por causa dos inúmeros pequenos furos que possuem, nossos dois pulmões lembram esponjas. Quando respiramos os furos enche-se de ar e os pulmões bastante flexíveis, expandem-se. Eles bem leves, apesar de poderem receber alguns litros de ar quando cheios, cada pulmão pesa menos de um quilo, mas não tem o mesmo tamanho e peso (o pulmão direito pesa cerca de 700 gramas e o esquerdo aproximadamente 600 gramas). Pulmões sadios têm uma bonita cor rosada. No entanto, a poluição do ar e a fumaça do cigarro gradualmente mudar a cor para cinza ou ata preta. Cada pulmão é envolto por uma dupla e fina membrana, chamada pleura, que tam a função de protegê-lo do atrito com as costelas cada vez que inspiramos ou expiramos. O pulmão esquerdo por ser menor sobra espaço suficiente para o coração. 3.4 Alvéolos Os pulmões contêm entre 300 e 450 milhões de alvéolos. Se pudéssemos achatá-los, dariam uma superfície de 70 m². Tamanha quantidade é necessária por causa do trabalho vital que desenvolvem, pois através de suas finas paredes os capilares sanguíneos, pegam o oxigênio (O2) e deixam o dióxido de carbono (CO2). 9 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 10. 3.5 Curiosidades do Nosso Organismo (Defesas Naturais) O nosso organismo dispõe de algumas defesas naturais, vamos conhecer algumas defesas relacionadas ao sistema respiratório. 3.6 Por que tossimos? A tosse pode aborrecer. Mas ela representa uma maneira efetiva de ficarmos livres de sujeiras alojadas na garganta e traquéia. Quando você fica resfriado, o organismo produz uma quantidade extra de muco e isso ajuda o organismo a voltar mais rapidamente à normalidade. No topo da laringe existe uma pequena abertura, a glote. Ela se fecha fazendo aumentar a pressão existente no interior dos pulmões. Repentinamente a glote se abre e ocorre a tosse: o ar sai com muita força e a uma velocidade superior a 100 quilômetros por hora. Junto, leva muco e sujeiras. 3.7 Por que espirramos? Quando algo irrita o nariz ou a boca o organismo providencia um espirro para expulsar a causa da irritação. Tomamos bastante ar, a garganta se fecha e a pressão dos pulmões sobe. Ao soltarmos o ar há uma explosão para ele passar e junto saem às partículas irritantes. Assim nossas vias respiratórias ficam mais limpas. OBSERVAÇÃO IMPORTENTE As defesas naturais do nosso corpo não são eficientes para determinadas partículas, poeiras, gases, vapores, fumos e micro organismos (vírus e bactérias presentes no ar). É por esse motivo que nas empresas e industrias , os seus colaboradores, que ficam expostos a tais agentes nocivos à saúde e em concentrações acima dos limites de tolerância, devem elaborar e implementar um PPR (Programa de Proteção Respiratória), para proteger os seus trabalhadores. 10 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 11. 4. Atmosfera Relacionada ao Trabalho Ao realizamos diversas atividades em nossa empresa podemos estar expostos a diversos agentes nocivos a nossa saúde, muitos destes agentes podem penetrar em nosso corpo através da nossa respiração, Sabemos que respiramos oxigênio, este por sua vez está relacionado diretamente com a atmosfera do ambiente de trabalho (que respiramos). Assim torna-se fundamental conhecermos alguns conceitos básicos de atmosfera respirável, atmosfera perigosa e atmosfera IPVS. 4.1 Atmosfera Normal É aquela que é composta, normalmente por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases (Ex. Gás Helio entre outros). Essa atmosfera também é conhecida como atmosfera limpa. 4.2 Atmosfera Perigosa É a deficiência de oxigênio, ou contém substancias tóxicas que podem estar na forma de pó, gases, vapores, fumos, névoas, organismos vivos ,etc. Essa atmosfera constitui risco a nossa saúde, porque os agentes nocivos contidos nela excedem os limites de tolerância, previstos em lei. 4.3 Atmosfera IPVS (Imediatamente Perigosa a Vida e a Saúde) Refere-se a qualquer atmosfera que possa constituir ameaça direta de morte ou conseqüências adversas e irreversíveis a saúde, imediata ou retardada. 4.4 Atmosfera não IPVS Pode causar desconforto físico imediato ou irritação, produz algum mal após exposição prolongada ou efeito crônico após exposições curtas e repetidas. 11 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 12. 4.5 Atmosfera Explosiva Provocada por agentes químicos, é aquela na qual a concentração de gás, vapor ou de material particulado está dentro da faixa de explosividade, ou seja, há o risco de explosão. 5. Principais Unidades de Medida Utilizadas Ao estudarmos os riscos relacionados à respiração, vamos nos deparar com algumas unidades de medida, sua utilidade é para podemos quantificar a concentração em ppm (partes por milhão), % Vol (percentual em volume) e mg/m³ (miligrama por metro cúbico). 5.1 ppm (partes por milhão): unidade usual para gases e vapores Esta unidade refere-se à parte por milhão, ou seja, partes do contaminante por milhão de partes do ar respirável. Esta unidade é utilizada quando estudamos a concentração dos contaminantes ou a insalubridade dos locais de trabalho. Os limites de tolerância dos gases são expressos em ppm. 5.2 % Vol (Porcentual em Volume): unidade para altas concentrações de gases Esta unidade é utilizada para representar grandes concentrações de gases, 1% vol equivale a 10.000 ppm. 5.3 mg/m³ (Miligramas por metro cúbico de ar): unidade usual para aerodispersóides (poeiras e fumos principalmente) Miligramas de contaminante por metro cúbico de ar respirado. Esta unidade é usada para os casos de presença de contaminantes particulados por metro cúbico de ar . 5.4 Unidades de medida para definir o tamanho das partículas sólidas e líquidas. 12 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 13. Mícron (µm) corresponde a 0,0000001 m (metros) 1000 µm (mícrons) é igual a 1mm (milímetro). Micra ( µ ) corresponde a 0,0000001 pol (polegadas) 1000 µ (micras) corresponde a 0,254 mm 6. Poeiras, Gases, Vapores, Fumaças e Outros Nas mais variadas atividades de trabalho existem alguns riscos que muitas vezes não são percebidos. É importante conhecer tais riscos que podem afetar nossa saúde, uma atmosfera pode parecer segura porem pode conter contaminante que não são visíveis e nem possuem cheiro (odor). 6.1 Aerodispersóides De uma forma geral, um aerodispersóide é formado por uma dispersão de partículas sólidas ou líquidas no ar, o tamanho destas partículas podem varias conforma a substancia: -de 200µm (mícrons) a 0,5µm (mícron), no caso das poeiras. - de 0,5µm (mícron) a 0,001µm (mícron), em aerodispersóides formados pela condensação (fumos) Quanto menor a partícula, mais tempo ela permanecera suspensa no ar, sendo maior a chance de ser inalada, porém à partir de 0,001 µm , a partícula é tão leve que poderá permanecer no trato respiratório e não se depositar nos alvéolos e até poderá ser expelida naturalmente. O grupo dos aerodispersóides é formado por: poeiras, fumos, névoas e neblinas. 6.2 Poeiras Definição: São partículas sólidas, produzidas por ruptura mecânica de sólidos. 13 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 14. O pó está constituído por partículas geradas mecanicamente, ou seja, a poeira e formada quando um material sólido e quebrado, moído ou triturado; resultantes de operações tais como moenda, perfuração, explosões, limpeza abrasiva, impacto rápido, serviço de lixar, processos de corte e etc. As poeiras são provenientes de diversas matérias tais como minério, madeira, poeiras de grãos, amianto e etc. Pó Orgânico: São derivados de material orgânico, como exemplo o pó de algodão, o qual pode causar uma doença chamada Bissinose as primeiras manifestações desta doença podem ser percebidas depois de vários anos de exposição a poeiras. Pó do Bagaço: É um material fibroso, como exemplo o resíduo depois de se espremer a cana-de-açúcar. A bagaçose é causada por inalação de pó de bagaço seco, já que o material úmido proveniente de moenda recente não produz a doença. 6.3 Fumos Definição: São aerodispersóides gerados termicamente, constituído por partículas sólidas muito pequenas geralmente inferior a 1µ (mícron), geralmente os fumos são formados por substancias que em temperatura normal são sólidas. A liberação dos fumos ocorre quando um metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado e resfriado rapidamente, formando partículas muito finas que ficam suspensas no ar, exemplo solda, fundição, extrusão de plásticos e etc. Para a higiene industrial, os fumos de maior interesse são os metálicos. A maioria dos metais e seus compostos utilizados em qualquer processo industrial apresentam risco. Os mais importantes são o chumbo, mercúrio, arsênio, cromo, manganês e seus compostos. Entre os fumos 14 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 15. metálicos de maior toxicidade, destaca-se o chumbo, que causa a doença ocupacional conhecida como saturnismo ou plumbismo. 6.4 Névoas Definição: É a suspensão de partículas líquidas no ar, as quais são formadas por ruptura mecânica de um líquido, quando são pulverizados ou remexidos. Como exemplo a pintura a spray (névoa de tinta), processos que utilizem óleo de corte (névoa de óleo), na aplicação de agrotóxicos por nebulização e etc. As partículas líquidas contêm o agente ativo que normalmente e pouco volátil, acompanhado do liquido utilizado como veículo de dispersão, normalmente água, mas, podendo ser outro, como querosene. Processo de pintura a revolverGera uma névoa de tinta Um outro exemplo de névoa seria os agrotóxicos utilizados por agricultores ou na aplicação de venenos e pesticidas. 6.5 Neblina Definição: É a suspensão de partículas líquidas no ar geradas por condensação do vapor de um líquido volátil. Na industria, a ocorrência da neblina de um agente químico é muito rara, pois a condensação do vapor no ar só pode acontecer quando este fica muito saturado pelo vapor de um líquido, seguindo-se de diminuição da temperatura do ar, provocando a condensação do excesso de vapor presente. 6.6 Gases 15 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 16. Definição: Substâncias que não são líquidas ou sólidas nas condições normais de temperatura e pressão. São exemplos oxigênio, dióxido de carbono, nitrogênio. Como característica os gases tendem a ocupar o ambiente. Os gases são substancia cujas moléculas se encontram dispersas pelo ar, tem como característica mobilidade, ou seja, se difundem e tem como tendência ocupar todo o espaço disponível. Em temperaturas e pressões ambientais usuais, encontra-se sempre no estado gasoso, porem quando armazenados em cilindros ou reservatórios especiais submetidas a altas pressões e baixas temperaturas serão liquefeito. Podemos encontrar gases em diversas atividades de trabalho, como exemplo em processo de solda por acetileno, tubulações de gases existentes nas mais variadas industrias. São exemplos de gases oxigênio, cloro, amônia, dióxido de enxofre, gás sulfídrico. 6.7 Vapores Definição: É a fase gasosa de uma substancia que em temperatura e pressão normal pode ser líquida ou sólida, Para um vapor retornar ao estado líquido não é necessária mudança acentuada de temperatura e pressão. Como ilustração de vapor, podemos mencionar que algumas pessoas executam inalação com vapor da água fervendo. Nas industrias o vapor é encontrado em varias substancias, como os vapores exalados pelos solventes como o álcool, thinner, acetona entre outros. 6.8 Fumaça Definição: É a mistura formada por partículas suspensas no ar, gases e vapores gerados pela combustão incompleta de materiais e partículas líquidas provenientes da condensação de vapores de hidrocarbonetos. 16 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 17. Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, constatou-se que a maior causa de óbitos em incêndios domésticos em prédios não é o fogo e sim a fumaça. Em um incêndio a fuma pode causar : 1) diminuição da visibilidade devido à atenuação luminosa do local, 2) lacrimejamento e irritações dos olhos, 3) modificação de atividade orgânica pela aceleração da respiração e batidas cardíacas, 4) medo, 5) desorientação, 6) Intoxicação e asfixia, 7) vômitos e tosse, 8) deficiência de oxigênio. 6.9 Organismos Vivos Definição: São as bactérias, vírus, fungos em suspensão no ar, suas dimensões variam entre 0,001 µm a 15 µm (Mícron). Podemos encontrar riscos respiratórios relacionados aos organismos vivos em hospitais, limpeza de caixas de água e etc. Podemos exemplificar uma situação com organismos vivos na limpeza de um reservatório de água de grande capacidade (fechado). Imagine que este reservatório ficou algum tempo sem ser utilizado, iniciando-se a limpeza retirando toda água suja, neste ambiente há micro organismo vivos que consomem oxigênio (O2), quando o trabalhador adentra este espaço confinado sem as devidas verificações e equipamentos, poderá entrar em óbito devido à deficiência de oxigênio, pois os organismos vivos encontrados neste ambiente em grandes quantidades consumirão o oxigênio disponível. Exemplos de alguns organismos vivos: Vírus Bactérias Ácaros 17 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 18. 7. Espaços Confinados Definição Espaço fechado com as seguintes características: a) sua principal função não é a ocupação humana; b) possui entrada e saída de pequenas de pequenas dimensões. Exemplos de espaços confinados: tanques, silos, vasos, poços, redes de esgoto, tubulações, caldeiras, fossas sépticas e cavernas entre outros. Veja as normas da ABNT: NBR 14.606 Postos de Serviço - Entrada em Espaço Confinado NBR 14.787 Espaço Confinado - Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção. Alguns riscos são óbvios. É fácil imaginar o risco de uma lamina de uma maquina girando. Em espaços confinados a situação é bem diferente, esses riscos não são tão óbvios. Na realidade, a menos que você receba treinamento que explique os riscos contidos neste ambiente, não poderia supor a existência deles. Espaços Confinados são espaços mortais quando incluem deficiência de oxigênio, presença de gases, vapores ou outra substancia tóxicos, calor ou frio excessivo, fogo (gerando consumo de oxigênio) ou substancias que podem gerar explosões. Alguns riscos que podemos encontrar nos espaços confinados são: Atmosfera IPVS Refere-se aos gases, vapores, névoas, fumos e partículas em suspensão dentro de um espaço confinado que são Imediatamente Perigosos a Vida e a Saúde. Atmosfera Explosiva Refere-se quando a atmosfera do espaço confinado esta repleta de Matéria particulada, gases ou vapores que são capazes de sofrer 18 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 19. combustão ou de queimar quando sujeita a uma fonte de ignição. Mantendo este ambiente de trabalho em constante risco. Deficiência de Oxigênio Refere-se quando o nível de oxigênio no espaço confinado atinge índices inferiores a 19,5 % de O² (oxigênio), este assunto será tratado de forma mais abrangente no capitulo 8 desta cartilha. Atenção: Faz-se necessário a todos os trabalhadores que vão executar suas atividades em espaço confinado, um treinamento especifico sobre os riscos, equipamentos, meios de resgate e outros pertinentes a trabalhos em espaço confinado, este curso deverá ser ministrado por profissional gabaritado para estas atividades. 19 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 20. 8. Deficiência de Oxigênio (O²) É a deficiência (falta) de oxigênio, ou seja, quando o volume do oxigênio (O2) diminui (cai) para níveis que são perigos a nossa saúde, transformando essa atmosfera em IPVS (Imediatamente Perigosa a Vida e a Saúde). A deficiência de oxigênio pode ser causada por vários motivos, que estão relacionados com três possibilidades que são consumo, diluição e a adsorção. 8.2 Consumo O consumo ocorre quando o ar é consumido por micro organismos vivos (exemplo limpeza de tanques e caixas de água), combustão (nos incêndio, por exemplo) e na oxidação de metais (formação de ferrugem em espaços confinados). 8.3 Diluição A diluição acontece quando gases inertes deslocam o ar presente ou o dilui, abaixando o volume natural do oxigênio que é de 21%, para níveis que podem ser perigosos a nossa saúde, podendo até mesmo expulsar totalmente o oxigênio, um exemplo seria a putrefação de matéria orgânico em locais fechados ou de pouca ventilação e pela fermentação de excrementos em fossas que podem deslocar o ar ou se misturar com ele causando assim a deficiência de oxigênio. 8.4 Adsorção A adsorção dentro da química e física, é a fixação de duas moléculas de uma substancia na superfície de outra substancia. A adsorção do oxigênio contido no ar pode ocorrer em leitos de carvão ativo no interior de reatores ou câmaras, tornando perigosa às operações de inspeção ou manutenção destes ambientes. 20 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 21. 9. Os limites de tolerância (LT´s) A presença de agentes nocivos no ambiente de trabalho oferece um risco à saúde dos trabalhadores. Entretanto, o fato de estarem expostos a estes agentes agressivos não implica obrigatoriamente que estes trabalhadores venham a contrair uma doença do trabalho. Para que esses agentes nocivos causem danos à saúde, é necessário que estejam acima de uma determinada concentração, e que o tempo de exposição seja suficiente para uma atuação nociva destes agentes sobre o ser humano. Portanto é muito importante realizar uma avaliação quantitativa do agente no local de trabalho (veja métodos de coleta de amostragem), e também constatarmos qual é o tempo real de exposição, ou seja, o tempo que o trabalhador ficara exposto aos contaminantes. Limite de tolerância é um valor atribuído, a base de pesquisas cientificas, o qual determina qual a concentração de determinada substancia, que a maioria dos trabalhadores possam estar expostos, repetidamente sem comprometer a sua saúde. Esses limites de tolerância são encontrados: -NR-15 da portaria 3214/78 do M.T.E; -Livreto TLVs e BELs Limites de exposição para Substancias Químicas e Agentes Físicos da ACGIH (American Conference of Governmental Indutrial Hygienists), traduzido para o português pela ABHO (Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais); -Manual Pró-química da ABIQUIM (associação da indústria química); -Guia de Seleção de Respiradores da ALLTEC www.alltecbrasil.com.br/guiadeseleção 9.2 Suscetibilidade Individual Devido à grande variação na suscetibilidade individual ou seja, na sensibilidade da pessoa exposta, uma pequena porcentagem , poderá ser afeta mesmo em limites iguais ou até inferiores aos LT´s (Limite de Tolerância), isso pode ocorrer por fatores genético, idade, exposição anteriores, hábitos pessoais (fumo, álcool, uso de medicamentos ou de outras drogas), entre outros. 9.3 Definição dos Limites de Exposição 21 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 22. Cada país desenvolve o seu limite de tolerância, porem o que tem maior nível de aceitação são os da ACGIH, denominados TLVs, esses valores são atualizados anualmente, vamos ver algumas definições: 9.4 Limite de Tolerância Segundo a NR-15 O limite de tolerância (LT) são relacionado com o tipo de agente e o tempo de exposição, que não causara dano à saúde da maioria dos trabalhadores expostos, durante toda a sua vida laboral. Os valores dos Limites de Tolerância que são encontrados no Anexo 11 da NR-15 foram baseados nos valores dos TLV´s da ACGIH de 1978, que eram validos para 40 horas/semanais, esses valores foram corrigidos para as 48 horas/semanais. Atenção Caso o Limite de Tolerância (LT) de alguma substancia, não seja encontrado na NR-15, podemos utilizar o da ACGIH TLV´s. 9.5 TLV-TWA (Threshold Limit Value-Time Weighted Average) ACGIH Significa Limite de Exposição Média Ponderada no Tempo, acredita-se que a maioria dos trabalhadores adultos saudáveis possa estar exposta, repetidamente, dia após dia, por 40 horas de trabalho semanais e por toda a sua vida laboral a esses valores sem causar alterações em sua saúde. Os valores de TLV-TWA são revisados anualmente pela ACGIH. 9.6 TLV-STEL (Threshold Limit Value-Short Term Exposure Limit) ACGIH É um Limite de Exposição de Curta Duração, é o valor máximo que um trabalhador com saúde perfeita pode ficar exposto por um período de tempo de 15 minutos, não podendo esse acontecimento ser constatado mais que 4 vezes ao dia, e deve se respeitar um tempo de 60 minutos para a exposição sucessiva. Atenção O trabalhador não deve ficar exposto a níveis de concentração superiores ao Limite TLV-STEL em nenhum momento da jornada de trabalho sem a devida proteção. 22 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 23. 10. Como Conhecer a Concentração dos Contaminantes Para conhecer a concentração do agente que o trabalhador esta exposto, deve-se fazer uma análise quantitativa do mesmo, para isso existe critérios e procedimentos que devem ser seguidos rigorosamente. A coleta das amostras deve ser feita por pessoa tecnicamente qualificada. Os dados obtidos através da analise quantitativa devera ser registrada e documentada no PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) conforme a NR-9 subitem 9.1.1 “Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais”. Existem varias formas de se realizar uma análise quantitativa, devendo ser observado que para cada caso (condições do ambiente de trabalho e tipo de agente) é recomendado um método e aparelho específico, para garantir a fidelidade da analise quantitativa, a coleta deverá ser realizada segundo certos critérios, e a analise ser realizada por laboratório devidamente credenciado, para esta atividade. 10.2 Amostras Passivas Este tipo de amostra refere-se a um mecanismo que é colocado no ambiente de trabalho ou preso a lapela da roupa do trabalhador. Para essa finalidade podemos utilizar dois mecanismos distintos que são os monitores passivos ou os tubos colorimétricos ou tubos reagentes. Descrição sucinta deste método: os mecanismos são fixados em pontos estratégicos (ambiente de trabalho e/ou lapela do trabalhador), assim ficam armazenando em seu interior partículas do contaminante contido no ambiente de trabalho. 23 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 24. Observação: No caso do tubinho reagente, pode-se utilizar uma bomba para realizar a sucção das partículas contidas no ar. Existe uma grande diferença entre os tubos reagentes e os monitores passivos. 10.3 Monitores Passivos Seguindo instruções de profissional habilitado, o funcionário utiliza no desempenho de suas atividades um monitor passivo. O monitor passivo fica preso próximo à zona respiratória do trabalhador, por um tempo determinado, após esse processo o mesmo é encaminhado a um laboratório credenciado onde é feita a analise desta amostra emitindo um laudo determinando a concentração. Suporte preso a lapela OBS.: Os tubos passivos colorimétricos NÃO NECESSITAM de análise de laboratório e revelam a concentração exposta no final da jornada de trabalho, sendo muito mais econômico. 24 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 25. 10.4 Amostragem ativa com o uso de Tubos Colorimétricos (Tubos Reagentes) Os tubos colorimétricos de reação instantânea, passam por um processo de reação química e ao se estabilizar , fazemos a leitura em uma escala em ppm ou mg/m3 . Assim, podemos saber o valor da concentração que o trabalhador está exposto e montar o gráfico para 10 amostragens.. Existem tubos colorimétricos para mais de 450 substancias. (vide www.alltecbrasil.com.br/tuboscolorimetricos) A coleta para os tubos colorimétricos é feita , utilizando-se uma bomba para fazer a sucção do ar do ambiente próximo da zona respiratória do trabalhador . Bomba para amostragem do ar Deve-se espaçamento mínimo de 20 minutos , para cada coleta, segundo a NR-15, anexo 11. TLV- Vapores ou gases a serem Faixa de Tempo para TWA,C medidos , sua fórmula medição avaliação (ACGIH) química e número CAS (ppm) (horas) (ppm) Acetaldehyde (Acetaldeído) 0.1-20 1-10 C 25 CH3CHO 4-1200 1-10 CAS 75-07-0 1.2-360 1-10 Àcetic acid (Ácido Acético) 0.5-100 1-10 10 )CH3CO2H CAS 64-19-7 Acetic anhydride 0.45-90 1-10 5 (Anidrido Acético) (CH3CO)2º CAS 108-24-7 25 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 26. Acetone (Acetona) 5-1500 1-10 500 CH3COCH3 1.4-420 1-10 CAS 67-64-1 Ammonia (Amônia) 2.5-1000 0.5-10 25 NH3 0.1-10 1-10 CAS 7664-41-7 Benzene (Benzeno) 2.4-600 1-10 0.5 C6H6 CAS 71-43-2 1,3-Butadiene (Butadieno) 1.3-200 1-8 2 CH2:CHCH:CH2 CAS 106-99-0 Carbon dioxide (Monóxido de 0.02-16% 0.5-10 5000 Carbono) CO2 CAS 630-08-0 1.04-2000 0.5-48 25 Carbon monoxide 0.4-400 0.5-24 (Monóxido de Carbono) CO CAS 630-08-0 Chlorine (Cloro) 0.08-100 0.5-24 0.5 Cl2 2.4-240 1-8 CAS 7782-50-5 trans-1,2-Dichloroethylene 3.9-600 1-8 200 (Dicloroetileno) 6-600 1-8 ClCH:CHCl CAS 540-59-0 Dimethylamine (Dimetilamina) 1.9-750 0.5-10 5 (CH3)2NH CAS 124-40-3 N,N-Dimethylethylamine 4-1600 0.5-10 - (Dimetilanilina) ???? C2H5N(CH3)2 CAS 121-69-7 Ethanol (Etanol) 100-25000 1-10 1000 C2H5OH CAS 64-17-5 Ethyl benzene (Etil benzeno) 2.8-700 1-10 100 C6H5C2H5 Ethylene (etilenio) 1.56-240 1-8 - CH2:CH2 Ethylene dichloride 3.9-600 1-8 10 (dicloro etileno) ClCH2CH2Cl Formaldehyde 0.2-40 1-10 C 0.3 (formaldeido) HCHO Formic acid (ácido fórmico) 0.55-110 1-10 5 HCO2H Furfural (furfural) 0.2-40 1-10 2 C5H4O2 Hydrazine (Hidrazina) 1.6-650 0.5-10 0.01 26 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 27. N2H4 0.05-0.1 0.05-0.1 Hydrogen chloride (ácido 1-100 1-10 C 4.7 clorídrico) 1.8-180 1-8 HCl Hydrogen cyanide 1-200 1-10 - (ácido cianídrico)HCN Hydrogen fluoride 1-100 1-10 C3 (ácido fosfórico) HF 1-100 1-10 Hydrogen peroxide 0.5-40 1-10 1 (água oxigenada) H2O2 Hydrogen sulphide 0.2-200 1-48 10 (ácido sulfúrico)H2S Isoprene 2.6-400 1-8 - (Isopropano) CH2:C(CH3)CH:CH2 Methylamine 0.19-19 1-10 5 (Metalamina)CH3NH2 Methyl ethyl ketone 2-600 1-10 200 (MEK) CH3COC2H5 0.125-25 1-10 6.5-1950 1-10 Methyl isobutyl ketone 11.5-3450 1-10 50 (MIK) (CH3)2CHCH2COCH3 4-1200 1-10 Nitric acid 0.8-80 1-10 2 (ácido nítrico) HNO3 0.32-32 1-10 Nitrogen dioxide 0.1-30 1-10 3 (dióxido de nitrogênio)NO2 0.01-3.0 1-24 Sulphur dioxide (dióxido de 10-600 1-5 2 enxofre) 0.2-100 1-10 SO2 Tetrachloroethane 3-150 1-8 25 (tetracloroetano)Cl2CHCCl3 1.5-150 1-8 Toluene (tolueno) 2-500 1-10 50 C6H5CH3 Trichloroethylene 3-300 1-8 50 (tricloroetileno) Cl2C:CHCl Triethylamine (trietilamina) 5.3-2100 0.5-10 1 (C2H5)3N Trimethylamine (trietilamina) 0.23-23 0.5-10 5 (CH3)3N Vinyl chloride 1.56-240 1-8 1 (cloreto de vinila)CH2:CHCl Vinylidene chloride 6-600 1-8 5 (???) CH2:CCl2 Xylene (xileno) 3.4-850 1-10 100 C6H4(CH3)2 27 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 28. 10.5 Amostras Ativas com uso de bomba motorizada Diferente das amostras passivas, este método de coleta é realizado por um equipamento com cassete e uma bomba motorizada, com a finalidade de realizar a sucção do ar do ambiente de trabalho. Esta bomba pode ser instalada em pontos estratégicos, ou próximo à região respiratória do trabalhador. Ressaltamos que esta metodologia de analise dos agentes contaminantes deve ser realizada por profissional devidamente habilitado. Consulte a Alltec Serviços. Após a realização da coleta das amostras, as mesmas devem ser encaminhadas para um laboratório credenciado, o qual emitira um laudo constando à respectiva concentração do ambiente. 11. Os Riscos Respiratórios e a Saúdo do Trabalhador________________ As doenças pulmonares de origem ocupacional são causadas pela inalação de partículas, névoas, vapores ou gases nocivos no ambiente de trabalho. O local exato das vias aéreas ou dos pulmões onde a substância (contaminante) inalada irá se depositar e o tipo de doença pulmonar que irá ocorrer dependerão do tamanho e do tipo das partículas inaladas. As partículas maiores podem ficar retidas nas narinas ou nas grandes vias aéreas, mas as menores atingem os pulmões. Quando atingem esses órgãos, algumas partículas se dissolvem e podem passar para a corrente sangüínea. Alguns contaminantes podem causar reações alérgicas. Outras, como o pó de quartzo e o asbesto, podem causar cicatrizes permanentes no tecido pulmonar (fibrose pulmonar). Em quantidades importantes, certas partículas, como o asbesto, podem causar câncer. 28 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 29. Devemos mencionar que contrair ou não uma doença ocupacional depende de vários fatores como tempo de exposição, tipo de contaminante, concentração no ambiente de trabalho, falta de uso correto de EPI (Equipamento de Proteção Individual) entre outros. Algumas doenças mais conhecidas causadas por problemas respiratório relacionado ao ambiente de trabalho são Silicose, Pulmão Negro, Asbestose, Beriliose, Pneumoconiose, Asma Ocupacional, Bissinose, Doença do Enchedor de silo entre muitas outras. Vamos ver algumas doenças e alguns tipos de trabalho que as podem propiciar, caso o trabalhador não esteja devidamente protegido tanto por EPC´s (Equipamentos de Proteção Coletiva) ou/e EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) devidamente aprovados. Observação: A NR-7 (Norma Regulamentadora-7), Determina a obrigatoriedade de elaborar e implementar o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, por parte dos empregadores, com o objetivo da promoção e preservação da saúde dos trabalhadores. 11.2 Doenças e os trabalhos que “podem” expor seus trabalhadores, quando não estão devidamente protegidos: Doença Trabalho • Mineiros de chumbo, cobre, prata e ouro; Silicose • Determinados mineiros de carvão como os peneiradores que trabalham sobre os veios de carvão; • Operários de fundição; • Ceramistas, oleiros, cortadores de arenito ou de granito; • Operários que trabalham na construção de túneis; 29 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 30. • Trabalhadores da indústria de sabões abrasivos; • Trabalhadores que utilizam jatos de areia; • E outros trabalhos. Pulmão negro • Mineiros de carvão. • Operários que mineram, moem ou manufaturam amianto; Asbestose • Operários da construção civil que inalem partículas de amianto, derivado de instalação ou remoção de materiais que contêm asbesto; • E outros trabalhos que inalem asbesto. Berilose • Trabalhadores da indústria aeroespacial • Soldadores; Pneumoconiose • Mineiros de ferro; • Operários que trabalham com bário; • Operários que trabalham com estanho; • E outros trabalhos. • Indivíduos que trabalham com cereais, madeira de cedro vermelho ocidental, Asma Ocupacional sementes de rícino, corantes, antibióticos, resinas de epóxi, chá e enzimas utilizadas na manufatura de detergentes, malte e objetos de couro e outros. 30 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 31. Bissinose • Operários que trabalham com algodão, cânhamo, juta e linho; • E outros trabalhos. Doença do enchedor de Trabalhadores de fazendas e agroindústria silo 11.3 Silicose A silicose é a formação de cicatrizes permanentes nos pulmões, provocado pela inalação do pó de sílica (quartzo). A silicose, a mais antiga doença ocupacional conhecida, ocorre em indivíduos que inalaram pó de sílica durante muitos anos. A sílica é o principal constituinte da areia, e por essa razão, a exposição a essa substância é comum entre os trabalhadores de minas de metais, os cortadores de arenito e de granito, os operários de fundições e os ceramistas. Os sintomas manifestam-se somente após muitos anos de exposição ao pó. No entanto, em ocupações que envolvem a utilização de jatos de areia, a escavação de túneis e a produção de sabões abrasivos, que produzem quantidades elevadas de pó de sílica, os sintomas podem ocorrer em menos de dez anos. Quando inalado, o pó de sílica atinge os pulmões, provocando a formação de tecido cicatricial nos pulmões. Inicialmente, as áreas cicatriciais são pequenas protuberâncias arredondadas (silicose nodular simples), mas, finalmente, essas protuberâncias podem aglomerar-se, formando grandes massas (silicose conglomerada). Essas áreas cicatriciais não permitem a passagem normal de oxigênio ao sangue. Os pulmões perdem a elasticidade e a respiração exige um maior esforço. 31 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 32. Efeitos da exposição à sílica Os indivíduos com silicose nodular simples não apresentam dificuldade para respirar, mas apresentam tosse e escarro em decorrência da irritação das grandes vias aéreas, uma condição denominada bronquite. A silicose conglomerada pode produzir tosse, produção de escarro e dificuldade respiratória grave. No início, a dificuldade respiratória pode ocorrer somente durante a realização de exercícios, mas, no estágio final, ela ocorre mesmo durante o repouso. A respiração pode piorar de dois a cinco anos após o indivíduo haver parado de trabalhar com a sílica. A lesão pulmonar sobrecarrega o coração e, algumas vezes, acarreta a insuficiência cardíaca, potencialmente letal. Além disso, quando os indivíduos com silicose são expostos ao agente causador da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis), a probabilidade de contraírem a infecção é três vezes maior do que a dos indivíduos que não sofrem de silicose. O diagnóstico de silicose é estabelecido quando um indivíduo que trabalhou com sílica apresenta uma radiografia torácica com os padrões característicos de cicatrização e nódulos. 11.4 Pulmão Negro O pulmão negro (pneumoconiose do mineiro de carvão) é uma doença pulmonar causada pela aspiração de pó de carvão durante um período prolongado, o qual se deposita nos pulmões. No caso de pulmão negro simples, o pó de carvão acumula-se em torno das pequenas vias aéreas (bronquíolos) dos pulmões. O pó de carvão dissemina-se por todo o pulmão, o que é revelado nas radiografias torácicas como pequenas manchas. Em alguns indivíduos o pulmão negro simples evolui para uma forma mais grave da doença, conhecida como fibrose disseminada progressiva, na qual ocorre à formação de cicatrizes em grandes áreas do pulmão (com pelo menos 1 centímetro de diâmetro). A fibrose disseminada progressiva pode piorar mesmo após o indivíduo interromper a exposição ao pó de carvão. O tecido pulmonar e os vasos sangüíneos pulmonares podem ser destruídos pelas cicatrizes. Efeitos Normalmente, o pulmão negro simples é assintomático (não produz sintomas). No entanto, muitos indivíduos com essa doença tossem e, facilmente, apresentam dificuldade respiratória. 32 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 33. Os estágios graves da fibrose disseminada progressiva produzem tosse e, freqüentemente, dificuldade respiratória incapacitante. O médico estabelece o diagnóstico após observar as manchas características na radiografia torácica de um indivíduo que se expôs ou vem se expondo ao pó de carvão há muito tempo. Geralmente, trata-se de um indivíduo que trabalhou em minas subterrâneas durante pelo menos dez anos. 11.5 Asbestose A asbestose é a cicatrização disseminada do tecido pulmonar causada pela aspiração de pó de asbesto (amianto). O asbesto é composto por silicatos minerais fibrosos com diferentes composições químicas. Quando inaladas, as fibras de asbesto depositam-se profundamente nos pulmões, provocando a formação de cicatrizes. Os indivíduos que trabalham com asbesto apresentam risco de desenvolver uma doença pulmonar. Os operários do setor de demolição, que trabalham em edifícios com isolamento que contém asbesto, também correm risco, embora menor. Quanto mais o indivíduo se expõe às fibras de asbesto, maior é o risco de ele desenvolver uma doença relacionada a esse material. Efeitos Os sintomas da asbestose aparecem gradualmente, somente após ter havido a formação de muitas cicatrizes e os pulmões terem perdido a elasticidade. Os sintomas iniciais são uma dificuldade respiratória discreta e a diminuição da capacidade de realizar exercícios. A respiração torna-se cada vez mais difícil. Aproximadamente 15% dos indivíduos com asbestose apresentam uma dificuldade respiratória grave e insuficiência respiratória. O câncer de pulmão está relacionado em parte ao grau de exposição às fibras de asbesto. No entanto, entre os indivíduos com asbestose, o câncer de pulmão ocorre com mais freqüência nos que também são tabagistas, sobretudo naqueles que consomem mais de um maço de cigarros por dia. 33 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 34. 11.6 Beriliose A beriliose é uma inflamação pulmonar causada pela inalação de poeira ou gases que contêm berílio. No passado, o berílio era comumente extraído para ser utilizado nas indústrias eletrônicas e químicas e na fabricação de lâmpadas fluorescentes. Atualmente, ele é utilizado principalmente na indústria aeroespacial. Além dos trabalhadores dessas indústrias, alguns indivíduos que habitam regiões próximas a refinarias de berílio também apresentam beriliose. A beriliose difere das outras doenças pulmonares, pois os problemas pulmonares parecem ocorrer apenas em indivíduos sensíveis ao berílio – cerca de 2% daqueles que entram em contato com a substância. A doença pode afetar até mesmo indivíduos cuja exposição tenha sido relativamente curta, e os sintomas podem demorar de dez a vinte anos para se manifestarem. Efeitos Em alguns indivíduos, a beriliose ocorre subitamente (beriliose aguda), principalmente sob a forma de uma inflamação pulmonar (pneumonite). Os indivíduos com beriliose aguda apresentam um quadro caracterizado por tosse, dificuldade respiratória e perda de peso. A beriliose aguda também pode afetar a pele e os olhos. Outros indivíduos apresentam beriliose crônica, na qual ocorre a formação de um tecido anormal nos pulmões. Nesses indivíduos, a tosse, a dificuldade respiratória e a perda de peso ocorrem de forma gradual. O diagnóstico é baseado no antecedente do indivíduo de exposição ao berílio, nos sintomas e nas alterações características reveladas pela radiografia torácica. No entanto, como as radiografias da beriliose assemelham-se às de uma outra doença pulmonar, pode ser necessária a realização de testes imunológicos adicionais. 11.7 Asma Ocupacional A asma ocupacional é causada pela inalação de partículas ou de vapores existentes no ambiente de trabalho, que atuam como irritantes ou causam uma reação alérgica. Muitas substâncias presentes no local de trabalho podem causar espasmos das vias aéreas, tornando a respiração difícil. Alguns indivíduos são particularmente sensíveis a irritantes presentes no ar. 34 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 35. Efeitos A asma ocupacional pode causar dificuldade respiratória, sensação de opressão no peito, tosse, espirros, coriza e lacrimejamento. Contudo, em alguns indivíduos, o único sintoma são os sibilos noturnos. Os sintomas podem ocorrer durante a jornada de trabalho, mas, freqüentemente, eles começam apenas algumas horas após o indivíduo ter terminado seu expediente. Além disso, os sintomas podem aparecer e desaparecer durante uma semana ou mais após a exposição. Por essa razão, é freqüentemente difícil estabelecer a relação entre o ambiente de trabalho e os sintomas. Os sintomas comumente tornam-se mais leves ou desaparecem nos finais de semana ou durante os feriados. Eles pioram com a exposição repetida. 11.8 Bissinose A bissinose é um estreitamento das vias aéreas provocado pela inalação de partículas de algodão, linho ou cânhamo. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a bissinose ocorre quase exclusivamente em indivíduos que trabalham com algodão não-processado, embora indivíduos que trabalham com linho e cânhamo também possam apresentá-la. Os mais afetados parecem ser os indivíduos cuja ocupação é abrir fardos de algodão cru ou aqueles que trabalham nos primeiros estágios do processamento do algodão. Aparentemente, algo presente no algodão cru provoca o estreitamento das vias aéreas em indivíduos suscetíveis. Efeitos A bissinose pode causar sibilos e opressão no peito, geralmente no primeiro dia de trabalho após uma folga. Ao contrário do que ocorre na asma, os sintomas tendem a diminuir após exposições repetidas, e a opressão torácica pode desaparecer no final da semana de trabalho. Entretanto, após um indivíduo ter trabalhado com algodão durante muitos anos, a opressão torácica pode persistir por dois ou três dias de trabalho ou mesmo por toda a semana. A exposição prolongada à poeira do algodão aumenta a freqüência dos sibilos, mas não evolui para uma doença pulmonar incapacitante permanente. O diagnóstico é estabelecido por meio de um teste que revela a redução da capacidade pulmonar ao longo de um dia de trabalho. Normalmente, essa redução é maior no primeiro dia de trabalho. 35 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 36. 11.9 Exposição a Gases e a Substâncias Químicas Muitos tipos de gases – como o cloro, o fosgênio, o dióxido de enxofre, sulfato de hidrogênio, o dióxido de nitrogênio e a amônia – podem ser liberados durante acidentes industriais e irritar gravemente os pulmões. Gases como o cloro e a amônia dissolvem-se facilmente e produzem irritação imediata da boca, do nariz e da garganta. As partes inferiores dos pulmões somente são afetadas quando o gás é inalado profundamente. Gases radioativos, liberados em acidentes de reatores nucleares, podem causar, em longo prazo, câncer de pulmão e de outras regiões do corpo. Alguns gases, por exemplo o dióxido de nitrogênio, não se dissolve com facilidade. Por essa razão, eles não produzem sinais precoces da exposição, como irritação do nariz e dos olhos, aumentando a possibilidade de serem inalados profundamente nos pulmões. Esses gases podem causar inflamação das vias aéreas menores (bronquiolite) ou causar um acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar). Na doença dos trabalhadores de silos, resultante da inalação dos vapores que contêm dióxido de nitrogênio liberado pela silagem úmida, o acúmulo de líquido nos pulmões pode demorar até doze horas após a exposição para ocorrer. O distúrbio pode apresentar uma melhora temporária e, em seguida, reincidir dez ou catorze dias depois, mesmo que não ocorram novos contatos com o gás. A recorrência tende a afetar as pequenas vias aéreas (bronquíolos). Em alguns indivíduos, a exposição a pequenas quantidades de gás ou a outras substâncias químicas durante um período prolongado pode acarretar uma bronquite crônica. Além disso, acredita-se que a exposição a determinadas substâncias químicas, como compostos de arsênico e hidrocarbonetos, seja responsável pelo câncer em alguns indivíduos. O câncer pode ocorrer nos pulmões ou em outras partes do corpo, dependendo da substância inalada. Efeito Gases solúveis, como o cloro, causam graves queimaduras nos olhos, no nariz, na garganta, na traquéia e nas grandes vias aéreas. Freqüentemente, esses gases produzem tosse e sangue no escarro (hemoptise). Também são freqüentes a náuseas e a dificuldade respiratória. Gases menos solúveis, como o dióxido de nitrogênio, causam dificuldade respiratória, algumas vezes grave, após um período de três a quatro horas. A radiografia torácica pode revelar a ocorrência de edema pulmonar ou de bronquiolite. 36 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 37. 12. Medidas de Controle dos Agentes Ambientais Existe dois caminhos que podemos estar adotando para a executar a implementação de medidas de controle, estas medidas podem ser adotas em conjunto ou individualmente. São as medias relativas ao ambiente, onde o controle é feito na fonte (maquinas, produtos, operações) e na trajetória desses agentes até o trabalhador. Podemos utilizar também as medidas relativas ao trabalhador. Medidas relativas ao ambiente: 1) Substituição do produto tóxico ou nocivo 2) Mudança ou alteração do processo 3) Enclausuramento da operação 4) Ventilação (EPC) 5) Manutenção 6) Projeto Adequado 1)Substituição do produto tóxico ou nocivo A substituição de um material tóxico por outro não tóxico ou menos tóxico nem sempre é possível; entretanto, quando é, representa a maneira mais segura de eliminar ou reduzir um risco. 2)Mudança ou alteração do processo Uma mudança no processo oferece em geral oportunidades de melhoria das condições de trabalho. Infelizmente, as maiorias das mudanças ou alterações, são feitas no sentido de redução de custos e aumento de produção. Entretanto, o profissional de segurança deve saber aproveitar essa oportunidade, para orientar de maneira a também conseguir os seus objetivos e lutar por alterações especificas que visem um ambiente de trabalho mais adequado. 37 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 38. 3)Enclausuramento da operação Esta medida tem por finalidade impedir a dispersão do contaminante por todo o ambiente de trabalho. Este confinamento pode incluir ou não o trabalhador, expondo assim, a menor quantidade de trabalhadores possível ao risco, caso o trabalhador esteja exposto ao enclausuramento, deve-se observar algumas medidas de segurança, como qual será a concentração neste ambiente, se a atmosfera no interior será IPVS (Imediatamente Perigoso a Vida e a Saúde), deve-se considerar se o nível de oxigênio não será inferior a 19,5%, entre outras medidas de segurança. Um bom exemplo de enclausuramento são as operações com “Glove Boxes” (caixas com luvas), que são na verdade um sistema pelo qual o trabalhador vai operar o equipamento fora da cabine de enclausuramento utilizando uma caixa com luvas especiais, este sistema é muito utilizado em industrias químicas. mesmo nível de diálogo e decisão, possibilita antecipar os riscos e contribui para soluções mais eficazes. Medidas relativas ao trabalhador 7) Equipamento de Proteção Individual (EPI) 8) Educação e treinamento 9) Controle médico 10) Limitação da Exposição 4)Uso do Equipamentos de Proteção Individual-EPI As medidas relativas ao trabalhador só devem ser consideradas em situações especiais, onde as medias de controle ambientais são inaplicáveis, total ou parcialmente, nesses casos, a única forma de proteger os trabalhadores será a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). 5)Educação e treinamento A educação e treinamento desempenham uma função vital, o uso correto dos EPI´s (Equipamentos de Proteção individual), por parte dos trabalhadores, assim como as limitações de proteção que eles oferecem, são aspectos que todos os funcionários da empresa devem conhecer, através de treinamentos específicos. 38 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 39. 6) Controle médico São os exames médicos realizados através do PCMSO, constituem medida fundamental. Para algumas atividades que serão exercidas pelo trabalhador, como no caso os que iram utilizar respiradores, deveram passar por rigorosa avaliação médica antes de exercerem suas respectiva função. 7) Limitação da exposição É a redução dos períodos de trabalho, é mais freqüentemente utilizada em riscos físicos como o calor e o ruído. Esta medida visa, reduzir o tempo de exposição aos contaminantes. A limitação da exposição ao risco deve ser realizada dentro de critérios técnicos, assim este recurso deve ser aplicado com a orientação de Profissional de Segurança do Trabalho. Ressaltamos que esta medida só deve ser considerada quando outras alternativas, não foram eficientes. 13. PPR - Programa de Proteção Respiratória O PPR – Programa de Proteção Respiratória da FUNDACENTRO está descrito na IN-01 (Instrução Normativa-01) e trás informações sobre uso e seleção de respiradores. Recomendamos que todo administrador de um Programa de Proteção Respiratória tenha uma cópia original do PPR da FUNDACENTRO para consulta e aprimoramento Técnicos. 13.1 Direcionamento do PPR O PPR é direcionado para um efetivo controle das doenças ocupacionais provocadas pela inalação de ar contaminado, por exemplo, poeiras, fumos, névoas, gases e vapores. O objetivo principal deve ser minimizar a contaminação do ambiente de trabalho. Em primeiro lugar devemos implementar as medidas de controle de engenharia (enclausuramento, ventilação, substituição de uma substancia tóxica por outra menos nociva). Quando as medidas de controle não são viáveis, ou enquanto estão em fase de implementação ou avaliação, devem ser utilizados respiradores (EPI) apropriados para cada tipo de situação e contaminante existente. 39 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 40. 13.2 Responsabilidades dos Empregadores Perante o PPR Para que a saúde do usuário seja preservada, o empregador deve, no mínimo oferecer as seguintes condições: 1) Fornecer o respirador, quando necessário, para proteger a saúde do trabalhador; 2) Fornecer o respirador conveniente e apropriado para fim desejado; 3) Ser responsável pela implementação de um Programa de Proteção Respiratória e por sua manutenção; 4) Permitir ao empregado que utiliza respirador, deixar a área de risco por qualquer motivo relacionado ao uso deste equipamento, como exemplo: • Falha do respirador que altere a proteção por ele proporcionado; • Mau funcionamento do respirador; • Detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador; • Aumento da resistência à respiração (dificuldades para respirar); • Grande desconforto devido ao uso do respirador; • Mal-estar sentido pelo usuário do respirador, tais como náuseas, fraqueza, tosse, espirro, calafrio, tontura, vômito, febre entre outros; • Lavar o rosto sempre que necessário; • Trocar o filtro ou outras componentes, sempre que necessário; • Descanso periódico em áreas não contaminadas; • Entre outras alterações anormais da situação comum de trabalho. 5) Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar as devidas providencias. 40 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 41. 13.3 Responsabilidade do Empregador segundo NR-6: Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora – Equipamentos de Proteção Individual no item 6.6.1”, cabe ao empregador quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual: a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) Exigir o uso; c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; g) Comunicar o M.T.E. (Ministério do Trabalho e Emprego) sobre qualquer irregularidade observada. 13.4 Responsabilidades dos Empregados perante o PPR: 1) Usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento recebidos; 2) Guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se danifique ou deforme; 3) Se observado que o respirador não está funcionado bem, deverá deixar imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito à pessoa responsável pelo PPR indicada pelo empregador; 4) Comunicar às pessoas responsáveis, se constatado qualquer alteração do seu estado de saúde que possa influir na capacidade de uso do respirador de modo seguro. 41 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 42. 13.5 Responsabilidades dos Empregados perante a NR-6 Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora – Equipamentos de Proteção Individual no item 6.7.1”, cabe ao empregado quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual: a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que torne impróprio para uso; d) Cumprir as determinações do empregador do empregador sobre o uso adequado. 13.6 Treinamento Com a finalidade de garantir o uso correto dos equipamentos de proteção respiratória, devem receber treinamento adequado e reciclagem periódica o supervisor do programa, os usuários, a pessoa que distribui o respirador e as equipes de emergência e salvamento (Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO no Item 1.2.4.5). a) O risco respiratório e o efeito sobre o organismo humano se o respirador não for usado de modo correto; b) As medidas de controle coletivo e administrativo que estão sendo adotadas e a necessidade do uso de respiradores para proporcionar a proteção adequada; c) As razões que levaram à seleção de um tipo específico de respirador; d) O funcionamento, as características e as limitações do respirador selecionado; e) O modo correto de usar o respirador e de verificar se ele está colocado corretamente no roso; f) O modo correto de usar o respirador durante a realização durante a realização do trabalho; 42 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 43. g) Os cuidados de manutenção, inspeção e guarda, quando não estiver em uso; h) O reconhecimento de situações de emergência e como enfrentá-las; E outras informações, como as exigências legais sobre o uso de respiradores para certas substâncias. 13.7 Responsabilidades dos Fabricantes e Importadores perante a NR-6 Segundo estabelecido pela “NR-6 Norma Regulamentadora - Equipamentos de Proteção Individual no item 6.8.1”, cabe ao Fabricante e Importador quando ao EPI – Equipamento de Proteção Individual: a) Cadastrar-se, segundo o Anexo II da NR-6, junto ao órgão nacional competente me matéria de segurança e saúde no trabalho; b) Solicitar a emissão do C.A., conforme o Anexo II da NR-6; c) Solicitar a renovação do C.A., conforme o Anexo II da NR-6, quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; d) Requer novo C.A. de acordo com o Anexo II da NR-6, quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; e) Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação-C.A.; f) Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de C.A. g) Comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos; h) Comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição, e demais referencias ao seu uso. Entre outras atribuições contidas na NR-6. 13.8 Procedimentos Escritos O administrador do PPR deve estabelecer procedimentos operacionais por escrito para o uso correto dos respiradores em situações de rotina e de emergência. Cópias destes procedimentos escritos devem estar disponíveis para que todos os usuários as possam ler. Estes procedimentos devem ser revisados periodicamente, se necessário. 43 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 44. O procedimento escrito para uso rotineiro deve conter no mínimo: a) Política da empresa na área de proteção respiratória; b) Seleção; c) Ensaios de vedação; d) Treinamento dos usuários (descritivo do treinamento e folha de presença); e) Distribuição dos respiradores; f) Limpeza, inspeção, higienização, guarda e manutenção; g) Monitoramento de uso; h) Monitoramento do risco. O procedimento escrito para o uso em situação de emergência e salvamento deve conter no mínimo: i) Definir os prováveis respiradores a serem usados, considerando os materiais e as substâncias utilizadas, os equipamentos, a área de trabalho, o processo e as pessoas envolvidas em cada operação; j) Com base nesta análise preliminar, verificar se os respiradores disponíveis podem proporcionar a proteção adequada quando os usuários necessitarem de entrar na área potencialmente perigosa. Observação: Existem situações que podem impedir o usuário de respiradores de entrar em uma atmosfera IPVS (Por exemplo, ambientes onde haja o risco potencial de atmosfera inflamável ou explosiva. Bem como a deficiência de oxigênio está impedira os usuários de respiradores purificadores de ar, de entrar neste ambiente). k) Selecionar os respiradores apropriados e distribuí-los em quantidade adequada para uso nas situações de emergência ou salvamento; l) Descrever como esses respiradores devem ser mantidos, inspecionados e guardados de modo que sejam acessíveis e estejam em condições de uso imediato, quando necessário. Deve ser mantidos também um registro escrito constando o nome do usuário, data, tipo de treinamento recebido, avaliação recebida (se realizada) e o nome do instrutor. 44 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 45. 13.9 Ensaios de vedação Todos os usuários de respiradores com vedação facial devem ser submetidos a um ensaio de vedação qualitativo ou quantitativo. Estes ensaios têm a finalidade de determinar se o respirador selecionado se ajusta bem ao rosto do usuário oferecendo assim uma boa vedação. O resultado do ensaio de vedação deve ser usado, ente outros parâmetros, na seleção de tipo, modelo e tamanho do respirador para cada usuário. Os respiradores com vedação facial para fuga ou emergência também devem ser submetidos ao ensaio de vedação. Conforme descrito no anexo 5 da IN-01 (Instrução Normativa-01) da FUNDACENTRO, convém observar a diferença entre as expressões “VERIFICAÇÃO DE VEDAÇÃO” e “ENSAIO DE VEDAÇÃO” Verificação de vedação: É uma verificação rápida que deve ser realizada toda vez que o usuário colocar o respirador antes de entrar na área de risco ou ajustá-lo quando já estiver no local, com a finalidade de garantir que o respirador esteja ajustado corretamente na face. Todo procedimento pode ser encontrado no anexo 4 da IN-01 (Instrução Normativa-01) da FUNDACENTRO Verificação de vedação pelo teste negativo: Este procedimento pode ser usado com respiradores purificadores de ar ou de adução de ar, equipados com cobertura das vias respiratórias com contato facial. As aberturas de entrada de ar (filtros) são bloqueadas completamente pela palma da mão ou pela colocação de um selo na entrada do filtro químico ou mecânico, ou estrangulando a traquéia ou mangueira. O usuário deve inalar suavemente e segurar a respiração. Se a peça facial aderir ao rosto, pode-se afirmar, com razoável segurança, que a vedação da peça facial é satisfatória. 45 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 46. Verificação de vedação pelo teste de pressão positiva: Este procedimento pode ser aplicado em respiradores com cobertura das vias respiratórias com contato facial e que contenham válvula de inalação e exalação. A válvula de exalação é bloqueada e o usuário exala suavemente. A vedação será considerada satisfatória quando o usuário sentir ligeira pressão dentro da peça facial e não conseguir detectar nenhuma fuga de ar zona de vedação entre a peça facial e o rosto. Ensaio de Vedação: O ensaio de vedação é feito em uma sala, fora da área de risco, onde, por exemplo, se observa a resposta sensorial à substância utilizada (Bitrex, Sacarina entre outras). O ensaio de pode ser qualitativo ou quantitativo. O ensaio de vedação tem a finalidades de verificar se à vedação do respirador no rosto do usuário esta correta (se o treinamento sobre a colocação foi bem assimilado) e também ajudar a selecionar um respirador que ofereça uma boa vedação ao rosto do usuário. Ensaio de vedação quantitativo: Este ensaio é realizado com equipamento especial, com a finalidade de quantificar as partículas que entraram para o interior do respirador através de possível falha na vedação na execução do teste (entende-se como vedação o perímetro de contado entre o respirador e o rosto do usuário), ou seja, verificando a eficiência da vedação do respirador e não do filtro. Este procedimento está contido na IN-01 (Instrução Normativa-01) da FUNDACENTRO em seu anexo 5. Ensaio de vedação qualitativo: Este ensaio é realizado com névoa de sacarina (doce-usado como adoçante) ou névoa de “Bitrex” (benzoato de denatonium, usado pela industria farmacêutica para deixar os comprimidos amargos evitando-se o seu consumo exagerado, principalmente por crianças) entre outras substâncias, sua finalidade é de qualificar se a vedação do respirador entre o perímetro de contado com o rosto do usuário, está sendo eficaz, ou seja, se a folga é 46 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 47. mínima. Para executar esse teste é necessários um equipamento específico composto por dois capuzes especiais, dois nebulizadores e solução específica com as substâncias já informadas. Todo o procedimento deste teste bem como as devidas orientações de como realizá-lo está descrito na IN-01 (Instrução Normativa-01) da FUNDACENTRO no anexo 5. 13.10 Registros escritos dos ensaios de vedação Segundo determinado pela IN-01 (Instrução Normativa-01) da FUNDACENTRO, deve-se manter um registro escrito dos ensaios de vedação (que deverá ser anexado no PPR – Programa de Proteção Respiratória, que deve ser desenvolvido pela empresa, seguindo as orientações contidas da IN- 01). Os registros escritos dos ensaios de vedação devem conter no mínimo as seguintes informações: • Procedimento operacional escrito sobre o ensaio de vedação, incluindo critérios de aceitação / rejeição; • Ensaios de vedação adotados pela empresa e a indicação daquele empregado no ensaio realizado; • Equipamento e instrumentação usados para a realização do ensaio; • Calibração, manutenção e reparos dos equipamentos e instrumentos usados, quando aplicável; • Nome ou identificação do condutor do ensaio; • Nome ou identificação colaborador (trabalhador) que vai utilizar o respirados (ficha individual de ensaio); • Identificação completa do respirador ensaiado (modelo, tamanho, fabricante); • Resultados do ensaio de vedação, incluindo: fator de vedação obtido (quando o ensaio for quantitativo), observações ou características individuais que interferem na vedação (uso de lentes de contato ou óculos, dentadura, cicatrizes, verrugas etc). 47 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 48. 13.11 Fator de Proteção Atribuído e Fator de Proteção Requerido O Fator de Proteção Atribuído (FPA) em conjunto com o Fator de Proteção Requerido (FPR), auxiliam na escolha de um respirador, porém devemos lembrar que outros aspectos devém ser observados, como IPVS (Imediatamente Perigoso Vida e a Saúde), Explosividade, Deficiência de Oxigênio, Característica do Agente, Processo Produtivo, Ambiente de Trabalho entre outros. Fator de Proteção Atribuído (FPA): É o mínimo de Fator de Proteção esperado do respirador, o FPA (Fator de Proteção Atribuído) de cada respirador está contido na IN-01 (Instrução Normativa-01) da FUNDACENTRO, como exemplo, para o respirador purificador de ar facial (peça inteira) é estabelecido FPA=100, assim espera- se que para 95% dos usuários treinados que utilizem este respirador, o ar inalado dentro do respirador com a vedação correta, tenha 100 vezes menos concentração do contaminante presente no ar do ambiente de trabalho. 48 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 49. Tabela de Fator de Proteção Atribuídos (a) conforme tabela da Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO Tipo de coberturas das vias respiratórias Tipo de Respirador Com vedação facial Sem vedação facial (f) Peça Peça facial Capuz e Outros Semifacial Inteira capacete (b) A - Purificador de ar não motorizado 10 100 _ Motorizado 50 1000 (d) 1000 25 B – De adução de ar B1 – Linha de ar comprimido De demanda sem pressão positiva (c) 10 100 - - De demanda com pressão positiva 50 1000 - - De fluxo contínuo 50 1000 1000 25 B2 – Máscaras autônomas (circuito aberto ou fechado) De demanda sem pressão positiva 10 100 De demanda com pressão positiva - (e) 49 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 50. Observações sobre a tabela: (a) O fator de Proteção Atribuído não é aplicável para respiradores de fuga. (b) Incluem a peça quarto facial, a peça semifacial (PFF) e as peças semifaciais de elastômeros. (c) A máscara autônoma não deve ser usada para situações de emergência, como incêndios. (d) Os Fatores de Proteção apresentados são de respiradores com filtro P3 ou sorbentes (cartuchos químicos pequenos ou grandes). Com filtros classe P2,deve-se usar Fator de Proteção Atribuído 100, devido às limitações do filtro. (e) Embora esses respiradores de pressão positiva sejam considerados os que proporcionam maior nível de proteção, alguns estudos que simulam as condições de trabalho concluíram que nem todos os usuários alcançaram o Fator de Proteção 10.000. Com base nesses dados, embora limitados, não se pode adotar um Fator de Proteção definitivo para esse tipo de respirador. Para planejamento de situações de emergência, nas quais as concentrações dos contaminantes possam ser estimadas, deve- se usar um Fator de Proteção Atribuído não maior que 10.000. (f) Ver definição no Anexo 1 da IN-01 da FUNDACENTRO Nota: Para combinação de respiradores, como, por exemplo, respirador de linha de ar comprimido equipado com um filtro purificador de ar na peça facial, o Fator de Proteção a ser utilizado é o do respirador que está em uso. Observação importante: Os respiradores purificadores de ar, não devem ser utilizados em atmosfera com índice inferior a 19,5% de oxigênio no ar. Devemos respeitar as restrições de uso de cada respirador que são informadas através da Instrução Normativa-01 da FUNDACENTRO e pelo fabricante. 50 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 51. Fator de Proteção Requerido (FPR): O Fator de Proteção Requerido (FPR) é obtido através de uma equação, sendo considerado como uma das ferramentas necessárias para a seleção de um respirador. Para se calcular o FPR devemos seguir a seguinte Regra: FPR é igual à concentração do ambiente dividida pelo limite de tolerância do ambiente de trabalho. Exemplo: Álcool Isopropílico - TLV (Limite de Tolerância) = 400 ppm - Concentração medida no ambiente = 1560 ppm Aplicando a Fórmula: Logo o FPA (Fator de Proteção Atribuída) do respirador deverá ser maior que o FPR (Fator de Proteção Requerida), calculado através da aplicação da fórmula já mencionada. Porém não podemos só considerar está fórmula para selecionar um respirador, outros aspectos devem ser levados em consideração, como limite de IPVS, Linear de Odor do Agente, Deficiência de Oxigênio, Processo de Trabalho, Característica Própria da Substância entre outros. Considerando-se ainda o exemplo mencionado com o Álcool Isopropílico: 51 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 52. Pelo calculo obtido através da equação, aparentemente qualquer respirador que tenha seu FPA (Fator de Proteção Atribuído) maior que dez (FPA > 10) poderia ser utilizado, porém este agente tem como característica própria ser irritante, sendo necessário se utilizar um respirador do tipo facial (peça inteira) ou respirador semifacial com óculos de segurança de ampla visão (Estilo Mergulhador), ou seja, deve -se sempre considerar outros fatores para a correta escolha de um respirador. Assim a seleção de um respirador deve ser realizada por pessoa qualificada para está finalidade seguindo todos os procedimentos estabelecidos na Instrução Normativa-01 que é o Programa de Proteção Respiratória da FUNDACENTRO. 14. Uso de Respiradores Purificadores de Ar Primeiramente é necessário esclarecer que nenhum “Respirador Purificador de Ar” poderá ser utilizado, para substâncias que tenham o limiar de odor (cheiro característico da substância) superior ao seu limite de tolerância. Todo respirador tem suas limitações, sendo assim um Respirador Purificador de Ar, nunca deverá ser utilizado em Atmosfera com Deficiência de Oxigênio (volume de oxigênio inferior a 19,5%). Existem dois tipos de Respiradores Purificadores de Ar, os que permitem manutenção (possuem peças de reposição) proporcionando uma maior durabilidade deste EPI (Equipamento de Proteção Individual), neste tipo de equipamento podemos acoplar diferentes tipos de filtros (químicos, mecânicos ou combinados), desde que constem no C.A. (Certificado de Aprovação do equipamento), deste modo realizamos a manutenção do respirador e substituímos apenas os filtros quando necessário. Observação O C.A. (Certificado de Aprovação) refere-se a um equipamento completo, que oferece proteção ao usuário contra um determinado risco. Por exemplo, o C.A. de um respirador purificador de ar com peça facial inteira, refere-se à peça facial e a todos os filtros que foram ensaiados e atenderam aos requisitos de desempenho especificados nas normas correspondentes na ocasião do ensaio (para obter o C.A.). Deste modo os filtros isoladamente não possuem C.A. e somente podem ser utilizados na peça facial do conjunto que obteve o certificado. 52 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 53. O outro tipo são os respiradores conhecidos como descartáveis, no qual o corpo do respirador e constituído de elemento filtrante, ou seja, o próprio respirador é o filtro. 15.1 Filtros Mecânicos (Para respiradores purificadores de ar) Os Filtros Mecânicos e Químicos são considerados como parte integrante dos respiradores purificadores de ar (do tipo com manutenção), os filtros podem ser mecânicos, químicos ou combinados. Filtro Mecânico Os filtros mecânicos são conhecidos como filtros para aerodispersóide ou particulado utilizados para névoas, fumos, poeiras entre outros. Este tipo de filtro é utilizado em respiradores purificadores de ar do tipo com manutenção. Os filtros mecânicos são destinados a reter partículas em suspensão no ar que podem ser de origem sólida ou líquida como névoas (observando certas restrições). Foto: Respirador Purificador de Ar, com filtro mecânico. Filtro Mecânico 53 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 54. Os filtros mecânicos são ensaiados conforme NBR 13698, verificando a penetração inicial máxima dos aerossóis de teste. Os filtros mecânicos são classificados em P1, P2 e P3. Ensaio de penetração NBR 1369 Tipo / Classe do filtro Ensaio com Ensaio com NaCI (%) Óleo de parafina (%) 95 L/min 95 L/min P1 20% Não utilizado P2 6% 2% P3 3% 1% O filtro mecânico é constituído por camadas de fibras dispostas de modo não orientado, muitas pessoas pensam que este tipo de filtro é parecido com uma rede, onde as partículas são maiores que os orifícios dispostos no filtro e não passando para o interior do respirador, este pensamento é errado. Errado. 54 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 55. Filtro Mecânico: Assim são os filtros mecânicos visto por microscópio, formado por camadas de fibras dispostas de modo não ordenado. 14.2 Respiradores Purificadores de AR sem Manutenção (Descartáveis) Conhecidos como “descartáveis” esses respiradores geralmente são utilizados em ambiente onde a concentração do agente é baixa, não possui filtros separadamente como no caso dos respiradores purificadores de ar com manutenção, pois aqui o próprio respirador faz o papel de filtro. Poucos destes respiradores oferecem uma boa vedação no perímetro de contato com o rosto do usuário. Existem Respiradores Descartáveis com válvula de exalação e sem esta válvula. Respirador Purificador de Ar Descartável (Com Válvula de Exalação) Respirador Purificador de Ar Descartável (Sem Válvula de Exalação) 55 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 56. Qual a diferença do respirador com válvula para o sem válvula de exalação? Resposta: Nos modelos sem válvula de exalação o ar quente e úmido expirado pelo usuário, atravessa o respirador gerando um aquecimento por atrito pela passagem do ar, fazendo com que o ar inspirado através do ciclo respiratório subseqüentemente fique quente, aumentando sensivelmente o desconforto do usuário. Nos modelos com válvula de exalação a maior quantidade de ar expirado (aquecido) sairá pela válvula de exalação aumentando consideravelmente o conforto para o usuário. 14.3 Tipo de Respiradores Descartáveis: Respiradores Descartáveis Tipo Válvula de Exalação Código de Venda P1 Sem Válvula Tec. 1501 P1 Com Válvula Tec. 1505 P2 Sem Válvula Tec. 1503 P2 Com Válvula Tec. 1507 P2 + VO Sem Válvula Tec. 1504 P2 + VO Com Válvula Tec. 1508 Legenda P1 = Filtro Mecânico P2 = Filtro Mecânico VO = Filtro Químico para Vapores Orgânicos 56 Cartilha de Proteção Respiratória
  • 57. 14.4 Filtros Químicos Os filtros químicos são compostos com carvão ativo (ou ativado) que é um corpo cavernoso (olhado no microscópio) que retém as moléculas de vapores orgânicos (VO) . Para reter moléculas de gases ácidos (GA) e/ou alcalinos (AM) há a necessidade do fabricante do carvão ativo , inserir cristais contendo produtos químicos para reagirem com o contaminante tóxico (ácido ou alcalino) a fim de se transformarem em sais e água para ficarem retidos (adsorvidos) nas cavernas do carvão ativo. Ácido + Base (alcalino)===> Água + SAL IMPORTANTE: Nunca utilize o filtro/cartucho para reter gases ácidos (GA) em local com presença de gases alcalinos (AM) pois de nada adiantará (não haverá a reação de neutralização). Nos casos de haver mistura de gases ácidos e alcalinos ou do deslocamento por áreas que hajam ora gases ácidos, ora alcalinos, utilize o filtro/cartucho multiuso (ABEK para norma européia ou VO/GA/AM/ para norma americana) 15. Uso de Respiradores de Adução de Ar (pressão positiva) Respiradores Motorizados (dependentes do ar local) Os respiradores motorizados oferecem um maior conforto ao usuário , pois o ar respirável é direcionado às vias respiratórias do usuário em ventilação constante (80 lpm para usuários de pça facial inteira e semifacial e 120 lpm para usuários de capacetes e capuzes ecom ou sem abas totais). O usuário poderá utilizar óculos com hastes e não se preocupar em fazer barba e pode até ter cicatriz (OBS.: estas exigências são para os usuários de respiradores convencionais de pressão negativa) Com esse fluxo constante de ar, o respirador ganha 57 Cartilha de Proteção Respiratória