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Guia do Brincar Inclusivo
Guia do Brincar Inclusivo
Projeto Incluir Brincando
Realização: Sesame Workshop / UNICEF
Coordenação: Ilaria Favero e Priscila Ramalho
Colaboração: Alexandre Amorim, Estela Caparelli e Rui Aguiar
Textos e consultoria pedagógica: Meire Cavalcante
Projeto gráfico: Emiliano Cavalcante
Ilustrações: Cecília Andrade
Impressão: Gráfica Santa Marta
2012
Sesame Workshop é uma organização educacional sem fins lucrativos especializada na criação
de conteúdo multimídia para o desenvolvimento da primeira infância. Produz o seriado de TV
Vila Sésamo, assistido em mais de 140 países.
Leia mais: www.sesameworkshop.org
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) contribui para a construção de um mundo
onde os direitos de cada criança e de cada adolescente sejam cumpridos, respeitados e protegidos.
Presente em 191 países, é referência mundial em conhecimento e ações relacionadas à infância
e adolescência.
Leia mais: www.unicef.org.br
O PROJETO INCLUIR BRINCANDO É UMA INICIATIVA DA VILA SÉSAMO
E DO FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA - UNICEF
QUE BUSCA CONTRIBUIR PARA A GARANTIA DO DIREITO DE BRINCAR
A TODAS AS CRIANÇAS, RESPEITANDO OS RITMOS E A INDIVIDUALIDADE
DE CADA UMA.
NOSSO SONHO É UM BRINCAR INCLUSIVO, QUE PROMOVA A INTERAÇÃO
DE TODAS AS CRIANÇAS, VALORIZE AS DIFERENÇAS, ESTIMULE A AUTONOMIA
E FORTALEÇA A AUTOESTIMA.
NESTE GUIA DO BRINCAR INCLUSIVO, VOCÊ ENCONTRA SUGESTÕES
DE BRINQUEDOS, BRINCADEIRAS E JOGOS QUE PERMITEM A PARTICIPAÇÃO
DE TODAS AS CRIANÇAS. VOCÊ VAI VER: INCLUIR É BEM MAIS SIMPLES
DO QUE PARECE E TORNA A BRINCADEIRA MUITO MAIS DIVERTIDA!
Na cesta
Na trilha
Caixa dos sentidos
Cores e texturas
Livro tátil
Piscina de bolinhas
Fui ao zoológico
Hockey macio
Fantasias
Pintando tudo
Areia no pé
Rola-bola 	
Soprar e soprar
Circuito divertido
Jogo da memória
Colmeia alfabética
Boliche
Jogo da velha
Dominó
Dado de histórias
Quebra-cabeça maluco
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Hora de (todo mundo) brincar!
“Brincar é um direito humano garantido a toda e qualquer criança e adolescente
por inúmeras leis, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, de 1989 (Art. 31),
a Constituição Federal (Art. 217) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Art. 4 e16).”
As pessoas não são iguais – e é isso que torna o mundo tão rico. Iguais, na
verdade, devem ser as oportunidades de sobreviver e de se desenvolver, aprender,
crescer sem violência, brincar! A idade, o gênero, a origem étnico-racial, o credo,
as condições pessoais ou qualquer outra característica jamais podem justificar deixar
alguém de fora na hora de brincar. Por isso, o papel do educador é fundamental.
Ao planejar atividades, brincadeiras e materiais pedagógicos, é preciso fazer
a si mesmo uma pergunta-chave: o que vou oferecer permite queTODOS ETODAS
BRINQUEM JUNTOS, independentemente das características de cada um?
Neste guia, você vai conhecer os princípios do brincar inclusivo e algumas sugestões
que poderão colaborar para a garantia desse direito a toda e qualquer criança.
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Oferecer objetos acessíveis, muitas vezes, depende de adaptações sim-
ples e de criatividade. Para crianças com deficiência visual, por exemplo,
é apropriado revestir os brinquedos com texturas ou usar objetos que
produzam sons.
Usar cores fortes é estimulante para todos
e ajuda quem tem baixa visão a perceber
contrastes. Em brinquedos com escritos,
faça as palavras também em braile.
Nos casos de crianças com deficiência física,
há algumas adaptações simples, como prender
o brinquedo no braço, usar materiais que
não deslizam facilmente e pedir a alguém que
movimente a cadeira de rodas durante o brincar.
Deixar a criança interagir com os brinquedos
é essencial para que você possa observar
quais mudanças e adaptações
são necessárias em cada caso.
sbrinqu oed
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Na Cesta
Um galão de água com o fundo cortado e a alça preservada torna-se
uma cesta. Pinte-a para deixá-la bem colorida. Uma ou mais crianças
arremessam a bola, que deve ser apanhada por quem segura o objeto
(use bola com guizo para as crianças com deficiência visual). No caso
de alguém com o movimento dos braços reduzido, é possível
amarrar a cesta à cadeira de rodas ou ao braço,
por exemplo. Um colega pode ajudar na brincadeira
ao movimentar a cadeira de rodas ou a própria cesta.
NaTrilha
Este brinquedo requer um ímã, um objeto
metálico e papel grosso revestido com adesivo
plástico. Desenhe um caminho que liga dois objetos
afins (rato e queijo, por exemplo) e contorne-o com tinta
plástica, para que fique em alto relevo. O desafio é dirigir
o objeto usando o ímã por baixo do papel. Crianças com
deficiência visual reconhecem o percurso ao tatear
o alto relevo. Para quem tem dificuldade de mobilidade,
o brinquedo pode ser afixado em algum lugar.
7
Caixa dos sentidos
Faça dois buracos na lateral de uma
caixa de papelão para permitir que as
mãos acessem seu interior. Deposite um
ou mais objetos e feche. O jogador precisa
tatear, ouvir e até cheirar para adivinhar
o que tem ali. Ganha quem descobrir tudo
(deixe o tempo de contagem flexível, pois
crianças com deficiência intelectual podem levar mais tempo
para brincar). Quando houver uma pessoa com deficiência física , por exemplo,
que não fala, use comunicação alternativa, como placas ou letras móveis.
Cores e texturas
Em uma caixa, coloque objetos coloridos e com texturas instigantes,
como bola de tênis, brinquedos de aperto que produzem sons, bolas
de fisioterapia (mais ou menos macias, lisas ou com texturas), esponjas
de banho e o que mais lhe ocorrer. Os objetos estimulam os sentidos
e podem desencadear histórias e brincadeiras. Ofereça tapetes
ou colchonetes para que as crianças brinquem à vontade no chão
(inclusive as que têm deficiência física).
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Livro tátil
Escolha uma história. Providencie as páginas impressas em tinta
e em braile, com o texto no topo ou no rodapé, deixando livre o espaço
de ilustração (peça ajuda a instituições que atuam com pessoas com
deficiência visual ou ao centro de apoio técnico da Secretaria de Educação
do seu município). As crianças devem ilustrar as páginas usando materiais
como tinta plástica, lixa, lã, barbante, algodão, botões... Com o tempo,
você pode criar um acervo de livros táteis, que serão usados por todas as
crianças, com ou sem deficiência!
Piscina de bolinhas
As crianças se sentem muito bem nesse brinquedo, pois as bolinhas
coloridas e macias estimulam os sentidos e acalmam. Aquelas com
deficiênciafísicapodemprecisardaajudadeumcolegaoudoeducador para
se acomodarem. Importante: nas brincadeiras em que é preciso tirar
a criança da cadeira de rodas, peça sempre orientação de como fazer isso
à família ou ao profissional de saúde que cuida da criança.
9
Para tornar inclusivas as brincadeiras, bastam algumas mudanças
nas regras ou nos acessórios utilizados. Muitas vezes, quando
uma criança com deficiência participa, é preciso estimular o espírito
colaborativo em todos. Por exemplo: é possível que um amigo empurre
a cadeira de rodas ou ajude a criança com deficiência física
a realizar certos movimentos; que todos orientem
o amigo com deficiência visual na hora em que ele está
arremessando uma bola ou buscando algo; ou que alguém
ajude aquele que não fala ou não se movimenta na hora
de criar palavras para dar respostas.
Crianças surdas podem se comunicar por meio da Língua
Brasileira de Sinais (Libras), por oralização (falam) e por leitura
labial. Fale sempre de frente e articule bem as palavras.
Para chamar sua atenção, acene em seu campo visual ou dê
um toque suave. Se você souber sinais de Libras, mesmo que
poucos, use-os. Se alguém da família da criança souber Libras e puder ser
intérprete, peça ajuda. Aponte, desenhe, escreva ou dramatize se necessário.
sbr rinca aed i
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Fui ao zoológico
Uma criança, andando na parte interna da roda, diz:“Fui ao zoológico
e vi uma girafa!”ou“Fui ao zoológico e vi um elefante!”. Em seguida, aponta
para uma das crianças que, junto com os colegas ao lado, precisa“criar”
o animal escolhido pelo colega (elefante ou girafa).
Para formar a girafa, a criança que foi apontada estica os braços para cima,
enquanto as duas ao seu lado agacham e seguram em seu tornozelo
(veja a ilustração ao lado). Para formar o elefante, a criança apontada estica
um dos braços para frente, enquanto as duas ao seu lado abrem os
braços curvados em sua direção, imitando as orelhas do animal.
Quem se atrapalhar na hora de criar o bicho e errar entra na roda
e passa a apontar. Se houver uma criança surda, use pelúcias para
que ela veja que animal foi escolhido pelo colega. Se a criança
tiver movimentos reduzidos, um colega pode ajudá-la
a mover os braços. No caso de haver uma criança com defi-
ciência visual, quem aponta deve dizer o nome de quem foi
apontado e todo mundo pode descrever o que está havendo,
como“a Lúcia fez a orelha errada!”ou“o Caio, a Lúcia e a Carol fizeram
a girafa bem rápido”.
11
Hockey macio
Nesse jogo, os bastões são substituídos por macarrão utilizado em
natação, pois o material é suave e macio. Use uma bola leve (com guizo,
se for o caso) e improvise um gol, que pode ser um macarrão curvado
fixado ao chão. No caso de criança com mobilidade reduzida, prenda
o macarrão em seu braço ou na cadeira de rodas. Peça que outro jogador
empurre a cadeira do colega. O jogo pode ocorrer entre equipes
ou individualmente (com obstáculos a serem ultrapassados para
se chegar ao gol).
Fantasias
É interessante permitir que as crianças usem
e abusem do faz-de-conta. Por isso, um acervo
com máscaras, roupas, tecidos, plumas e acessórios
é importante. Deixe que as crianças criem suas
narrativas, livremente. Estimule todos a observarem
como o amigo com deficiência pode participar.
Sua intervenção pode ser necessária para ajudar
quem tem deficiência física a vestir algo
ou a se movimentar, por exemplo.
21
Pintando tudo
É possível pintar grandes painéis, em papel pardo colocado no chão.
Todos juntos! A tinta tem uma textura agradável e a experiência pode ser
vivida também por crianças com deficiência visual. No caso de deficiência
física, você pode prender o pincel na mão da criança, ou engrossar o cabo
com borracha ou macarrão de natação fino. Varie o uso do pincel colocando
a tinta em bisnagas de maionese.
Areia no pé
A areia pode ser colocada em uma bacia grande, rasa e de boca larga.
As crianças devem ser desafiadas de diversas maneiras: criando formas
com as mãos ou com o auxílio de objetos (como pás)
ou criando caminhos e formas com
os pés. Outra brincadeira é esconder
objetos na areia. Posicione a criança
com deficiência física sentada,
de maneira confortável e segura,
e estimule-a brincar.
31
Rola-bola	
Em roda, as crianças sentam-se no chão. A bola, que pode ter guizo,
deve ser jogada ao amigo pelo chão (nunca pelo alto). A criança que recebe
a bola deve direcioná-la a outro jogador, e assim por diante. Quanto mais
rápido, mais divertido. Quando houver uma criança com deficiência física,
os colegas podem ajudá-la no arremesso. Em uma variação de regra, o líder
diz o nome para quem a bola deve ser rolada (use placas com nomes, caso
haja surdos no grupo).
Soprar e soprar
Fazer bolinhas de sabão é uma brincadeira divertida e bastante popular.
Para a criança com mobilidade reduzida, você pode segurar o arco com
sabão perto de sua boca, para que ela mesma faça as bolinhas. Soprar
as pequenas bolhas no ar é outra brincadeira bem divertida. Uma variação
dessa brincadeira é soprar uma pena para evitar que caia no chão.
Uma criança pode direcionar a cadeira de rodas para facilitar
a aproximação do colega durante a atividade.
41
Circuito divertido
Divida as crianças em pequenos grupos e crie um circuito com
diversas“estações”. Em cada uma, proponha uma atividade a ser executada
em determinado tempo. Você pode oferecer brinquedos, brincadeiras
ou jogos. Cada grupo brinca nas estações pelo tempo determinado. Depois,
um sinal (sonoro e visual) é dado e os grupos vão para a atividade seguinte.
Exemplos de estações: quebra-cabeças, jogos de encaixe, bolinha de sabão,
leitura e tiro ao alvo. Nessa última brincadeira, as crianças com deficiência
visual podem ser orientadas pelos amigos na hora
de lançar o dardo. Crianças que
não movimentam os braços
podem ter a ajuda
de um amigo
e o alvo pode
ser aproximado.
51
Os jogos são importantes para que as crianças desenvolvam
suas capacidades motoras, cognitivas e sociais. Além disso, eles podem
proporcionar vivências inclusivas. Afinal, muitas vezes, para que o amigo
com deficiência participe, as crianças precisam colaborar.
Para tornar acessíveis os jogos, algumas adaptações simples e baratas
podem resolver: criar alto relevo com barbante ou tinta plástica; usar
materiais como velcro ou ímã; mudar as regras; criar cartelas e dados
maiores para facilitar a leitura de quem tem baixa-visão; usar peças
grandes e com alças para crianças com deficiência física; usar placas
e legendas em braile; ou usar texturas e cores. Geralmente, os jogos
precisam apenas de uma boa dose de criatividade para serem
usados por todos e todas!
jogos
61
Jogo da memória
Este jogo pode ser adaptado de maneira simples. Ao fazer as cartelas,
você pode demarcar o contorno das imagens com tinta plástica (depois
que seca, ela fica em alto relevo). É possível também preencher as imagens
com texturas e objetos (botões, purpurina, lixa, algodão, lã, entre outros).
Além dos elementos táteis, a palavra pode ser escrita em tinta e também
em braile. Como as cartas, ao ficarem viradas, podem ficar instáveis, pode-se
jogar sobre uma toalha. No caso de crianças com dificuldade de mobilidade,
é possível que o educador ou um colega vire a carta. Funciona assim:
a pessoa vai apontando
as cartas desde o início
e, quando a criança
escolhe, ela pisca ou fala.
Daí, o ajudante vira a carta.
Para revelar a segunda peça,
o ajudante recomeça
os apontamentos até
a sinalização da nova carta,
até se formarem os pares.
71
Colmeia alfabética
A colmeia é um móvel, que pode ser feito com caixas de sapato,
madeira ou papelão. Cada favo da colmeia é relativo a uma letra
do alfabeto, simbolizado também em braile e/ou em Língua Brasileira
de Sinais (Libras). Ali, devem ser depositados pequenos objetos
que comecem com cada letra. As crianças podem também buscar
imagens em revistas que, depois de recortadas, são colocadas na colmeia.
Boliche
Faça os pinos com garrafas PET, pintando-os de diferentes cores. Você
pode identificá-los por meio de números feitos com borracha (tipo EVA).
Para fazer peso e evitar que caiam facilmente, coloque pedrinhas
nas garrafas. Use uma bola pesada. No caso de crianças com mobilidade
reduzida, aproxime os pinos ou reduza a quantidade deles. Se houver
uma criança com deficiência visual, os colegas podem ajudar, dando
as coordenadas sobre a direção e a força do arremesso.
81
Jogo da velha
Faça a base em tecido felpudo e as peças com um pedaço de velcro
no fundo (assim, elas não deslizarão facilmente). Crie peças em EVA
ou em alto relevo (com tinta plástica). Essa técnica pode ser usada
para adaptar diversos jogos de tabuleiro, como dama, xadrez ou batalha
naval. Para pessoas
com deficiência física,
coloque alças sobre cada
peça. Assim, é possível
movê-las com um palito
de churrasco com algo
curvo na ponta (um clipe
de papel, por exemplo).
91
Dominó
Você pode criar um dominó que tenha os tradicionais pontinhos
em alto-relevo (faça isso com tinta plástica ou botões, por exemplo).
Em uma variação, use cores e texturas diferentes, que precisam ser
combinadas (lixa, botões, purpurina, borracha...). As peças podem,
ainda, conter os números em braile (as crianças sem deficiência
também podem aprender o alfabeto desse código) ou apenas
figuras coloridas, que chamam a atenção de crianças
com deficiência intelectual e permitem
a participação de quem ainda está
aprendendo as letras e os números.
Usando essas mesmas dicas, você
pode fazer um superdominó,
com caixas de leite
longa vida ou de sabão
em pó (o tamanho
ajuda quem tem
baixa visão).
02
Dado de histórias
Confeccione dados grandes, feitos de papelão. Em cada face,coloque
desenhos em alto relevo (e o nome escrito e em braile) das imagens.
Cada dado pode ter um tipo de informação em suas faces: animais, verbos,
objetos, pessoas, adjetivos, lugares... Quando a criança lança o dado,
precisa inventar na hora uma história que contenha o objeto descrito.
A complexidade das histórias aumenta se dois ou mais dados
forem combinados.
Quebra-cabeça maluco
Recorte figuras de pessoas e de animais, cole em papelão
e encape com adesivo plástico, para dar maior resistência às peças.
Depois, recorte diferentes partes (como braços, pernas, cabeça)
e cole pequenos pedaços de velcro nas extremidades. As crianças
poderão montar as figuras originais e também inventar bichos e pessoas
esquisitos, combinando peças de figuras diferentes. Para crianças com
deficiência visual, use nas figuras tinta plástica e elementos como lã,
barbante e algodão.
12
O brincar inclusivo não implica, necessariamente, em brinquedos
e materiais caros. Ao contrário! Geralmente, as brincadeiras se tornam
acessíveis por meio de adaptações simples e pelo uso de materiais baratos
e facilmente encontrados. Veja, a seguir, uma lista de alguns deles:
22
Colchonetes e tapetes;
Massinha de modelar;
Fantasias e objetos usados (bolsas, roupas, telefones, panelas, espelhos...);
Bolas de todos os tipos e tamanhos (com guizo também!);
Bambolês (muito úteis nos circuitos);
Macarrão de natação (multiuso, auxiliar em jogos com bola, alvo, esgrima...);
Tintas;
Argila;
Lençol grande (as crianças podem arrastar umas às outras com lençóis, além
de criar cabanas e esconderijos);
Caixas de papelão (podem virar móveis, brinquedos, avião, palco de teatro
de fantoches);
Fantoches (podem ser feitos com lã e botões costurados ou colados em meias);
Velcro (para fixar peças de jogos);
Ímã (também para fixar peças).
dt s r nb mu
e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã
aicd s aarp que oodt s r nb i q mue
Aqui vão algumas sugestões importantes ao propor
brincadeiras inclusivas:
32
Estimular as crianças a ajudarem quem tem mobilidade reduzida
e outras dificuldades;
Usar bolas com guizos e objetos sonoros;
Garantir piso plano para a circulação de cadeira de rodas no ambiente;
Respeitar a criança com hipersensibilidade tátil ou visual (realizar as atividades
no ritmo dela);
Criar brinquedos que explorem figuras, cores, cheiros, texturas e sons;
Perguntar sempre à família e ao profissional de saúde se há restrições no brincar;
Ensinar às famílias as brincadeiras para que brinquem em casa com os filhos;
Nos jogos com cartas, usar o segurador de cartas para crianças
com deficiência física;
Interferir quando alguém estiver excluído da brincadeira;
Não permitir manifestações discriminatórias no grupo;
Oferecer brincadeiras que quebrem preconceitos em relação ao gênero;
Privilegiar atividades que valorizem as capacidades
(e não as dificuldades) de cada um.
Para aprender a escrever palavras em braile, acesse este site: http://bit.ly/onm4S
e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã
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  • 1. Guia do Brincar Inclusivo
  • 2. Guia do Brincar Inclusivo Projeto Incluir Brincando Realização: Sesame Workshop / UNICEF Coordenação: Ilaria Favero e Priscila Ramalho Colaboração: Alexandre Amorim, Estela Caparelli e Rui Aguiar Textos e consultoria pedagógica: Meire Cavalcante Projeto gráfico: Emiliano Cavalcante Ilustrações: Cecília Andrade Impressão: Gráfica Santa Marta 2012 Sesame Workshop é uma organização educacional sem fins lucrativos especializada na criação de conteúdo multimídia para o desenvolvimento da primeira infância. Produz o seriado de TV Vila Sésamo, assistido em mais de 140 países. Leia mais: www.sesameworkshop.org O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) contribui para a construção de um mundo onde os direitos de cada criança e de cada adolescente sejam cumpridos, respeitados e protegidos. Presente em 191 países, é referência mundial em conhecimento e ações relacionadas à infância e adolescência. Leia mais: www.unicef.org.br
  • 3. O PROJETO INCLUIR BRINCANDO É UMA INICIATIVA DA VILA SÉSAMO E DO FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA - UNICEF QUE BUSCA CONTRIBUIR PARA A GARANTIA DO DIREITO DE BRINCAR A TODAS AS CRIANÇAS, RESPEITANDO OS RITMOS E A INDIVIDUALIDADE DE CADA UMA. NOSSO SONHO É UM BRINCAR INCLUSIVO, QUE PROMOVA A INTERAÇÃO DE TODAS AS CRIANÇAS, VALORIZE AS DIFERENÇAS, ESTIMULE A AUTONOMIA E FORTALEÇA A AUTOESTIMA. NESTE GUIA DO BRINCAR INCLUSIVO, VOCÊ ENCONTRA SUGESTÕES DE BRINQUEDOS, BRINCADEIRAS E JOGOS QUE PERMITEM A PARTICIPAÇÃO DE TODAS AS CRIANÇAS. VOCÊ VAI VER: INCLUIR É BEM MAIS SIMPLES DO QUE PARECE E TORNA A BRINCADEIRA MUITO MAIS DIVERTIDA!
  • 4. Na cesta Na trilha Caixa dos sentidos Cores e texturas Livro tátil Piscina de bolinhas Fui ao zoológico Hockey macio Fantasias Pintando tudo Areia no pé Rola-bola Soprar e soprar Circuito divertido Jogo da memória Colmeia alfabética Boliche Jogo da velha Dominó Dado de histórias Quebra-cabeça maluco 5 6 7 8 9 01 11 21 31 41 51 61 81 91 02 12 22 32 sbrinqu oed sbr rinca aed i jogosr d çnt ui o ão e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue 7 8 9 21 31 41 71 81 12 r d çnt ui o ão e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue e i qatm r uea si i iacf l t ma a nci aicd s aarp que oodt s r nb i q mue r d çnt ui o ão e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue e i qatm r uea si i iacf l t ma a nci aicd s aarp que oodt s r nb i q mue
  • 5. Hora de (todo mundo) brincar! “Brincar é um direito humano garantido a toda e qualquer criança e adolescente por inúmeras leis, como a Convenção sobre os Direitos da Criança, de 1989 (Art. 31), a Constituição Federal (Art. 217) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Art. 4 e16).” As pessoas não são iguais – e é isso que torna o mundo tão rico. Iguais, na verdade, devem ser as oportunidades de sobreviver e de se desenvolver, aprender, crescer sem violência, brincar! A idade, o gênero, a origem étnico-racial, o credo, as condições pessoais ou qualquer outra característica jamais podem justificar deixar alguém de fora na hora de brincar. Por isso, o papel do educador é fundamental. Ao planejar atividades, brincadeiras e materiais pedagógicos, é preciso fazer a si mesmo uma pergunta-chave: o que vou oferecer permite queTODOS ETODAS BRINQUEM JUNTOS, independentemente das características de cada um? Neste guia, você vai conhecer os princípios do brincar inclusivo e algumas sugestões que poderão colaborar para a garantia desse direito a toda e qualquer criança. 5 r d çnt ui o ão e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue
  • 6. Oferecer objetos acessíveis, muitas vezes, depende de adaptações sim- ples e de criatividade. Para crianças com deficiência visual, por exemplo, é apropriado revestir os brinquedos com texturas ou usar objetos que produzam sons. Usar cores fortes é estimulante para todos e ajuda quem tem baixa visão a perceber contrastes. Em brinquedos com escritos, faça as palavras também em braile. Nos casos de crianças com deficiência física, há algumas adaptações simples, como prender o brinquedo no braço, usar materiais que não deslizam facilmente e pedir a alguém que movimente a cadeira de rodas durante o brincar. Deixar a criança interagir com os brinquedos é essencial para que você possa observar quais mudanças e adaptações são necessárias em cada caso. sbrinqu oed 6
  • 7. Na Cesta Um galão de água com o fundo cortado e a alça preservada torna-se uma cesta. Pinte-a para deixá-la bem colorida. Uma ou mais crianças arremessam a bola, que deve ser apanhada por quem segura o objeto (use bola com guizo para as crianças com deficiência visual). No caso de alguém com o movimento dos braços reduzido, é possível amarrar a cesta à cadeira de rodas ou ao braço, por exemplo. Um colega pode ajudar na brincadeira ao movimentar a cadeira de rodas ou a própria cesta. NaTrilha Este brinquedo requer um ímã, um objeto metálico e papel grosso revestido com adesivo plástico. Desenhe um caminho que liga dois objetos afins (rato e queijo, por exemplo) e contorne-o com tinta plástica, para que fique em alto relevo. O desafio é dirigir o objeto usando o ímã por baixo do papel. Crianças com deficiência visual reconhecem o percurso ao tatear o alto relevo. Para quem tem dificuldade de mobilidade, o brinquedo pode ser afixado em algum lugar. 7
  • 8. Caixa dos sentidos Faça dois buracos na lateral de uma caixa de papelão para permitir que as mãos acessem seu interior. Deposite um ou mais objetos e feche. O jogador precisa tatear, ouvir e até cheirar para adivinhar o que tem ali. Ganha quem descobrir tudo (deixe o tempo de contagem flexível, pois crianças com deficiência intelectual podem levar mais tempo para brincar). Quando houver uma pessoa com deficiência física , por exemplo, que não fala, use comunicação alternativa, como placas ou letras móveis. Cores e texturas Em uma caixa, coloque objetos coloridos e com texturas instigantes, como bola de tênis, brinquedos de aperto que produzem sons, bolas de fisioterapia (mais ou menos macias, lisas ou com texturas), esponjas de banho e o que mais lhe ocorrer. Os objetos estimulam os sentidos e podem desencadear histórias e brincadeiras. Ofereça tapetes ou colchonetes para que as crianças brinquem à vontade no chão (inclusive as que têm deficiência física). 8
  • 9. Livro tátil Escolha uma história. Providencie as páginas impressas em tinta e em braile, com o texto no topo ou no rodapé, deixando livre o espaço de ilustração (peça ajuda a instituições que atuam com pessoas com deficiência visual ou ao centro de apoio técnico da Secretaria de Educação do seu município). As crianças devem ilustrar as páginas usando materiais como tinta plástica, lixa, lã, barbante, algodão, botões... Com o tempo, você pode criar um acervo de livros táteis, que serão usados por todas as crianças, com ou sem deficiência! Piscina de bolinhas As crianças se sentem muito bem nesse brinquedo, pois as bolinhas coloridas e macias estimulam os sentidos e acalmam. Aquelas com deficiênciafísicapodemprecisardaajudadeumcolegaoudoeducador para se acomodarem. Importante: nas brincadeiras em que é preciso tirar a criança da cadeira de rodas, peça sempre orientação de como fazer isso à família ou ao profissional de saúde que cuida da criança. 9
  • 10. Para tornar inclusivas as brincadeiras, bastam algumas mudanças nas regras ou nos acessórios utilizados. Muitas vezes, quando uma criança com deficiência participa, é preciso estimular o espírito colaborativo em todos. Por exemplo: é possível que um amigo empurre a cadeira de rodas ou ajude a criança com deficiência física a realizar certos movimentos; que todos orientem o amigo com deficiência visual na hora em que ele está arremessando uma bola ou buscando algo; ou que alguém ajude aquele que não fala ou não se movimenta na hora de criar palavras para dar respostas. Crianças surdas podem se comunicar por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), por oralização (falam) e por leitura labial. Fale sempre de frente e articule bem as palavras. Para chamar sua atenção, acene em seu campo visual ou dê um toque suave. Se você souber sinais de Libras, mesmo que poucos, use-os. Se alguém da família da criança souber Libras e puder ser intérprete, peça ajuda. Aponte, desenhe, escreva ou dramatize se necessário. sbr rinca aed i 01
  • 11. Fui ao zoológico Uma criança, andando na parte interna da roda, diz:“Fui ao zoológico e vi uma girafa!”ou“Fui ao zoológico e vi um elefante!”. Em seguida, aponta para uma das crianças que, junto com os colegas ao lado, precisa“criar” o animal escolhido pelo colega (elefante ou girafa). Para formar a girafa, a criança que foi apontada estica os braços para cima, enquanto as duas ao seu lado agacham e seguram em seu tornozelo (veja a ilustração ao lado). Para formar o elefante, a criança apontada estica um dos braços para frente, enquanto as duas ao seu lado abrem os braços curvados em sua direção, imitando as orelhas do animal. Quem se atrapalhar na hora de criar o bicho e errar entra na roda e passa a apontar. Se houver uma criança surda, use pelúcias para que ela veja que animal foi escolhido pelo colega. Se a criança tiver movimentos reduzidos, um colega pode ajudá-la a mover os braços. No caso de haver uma criança com defi- ciência visual, quem aponta deve dizer o nome de quem foi apontado e todo mundo pode descrever o que está havendo, como“a Lúcia fez a orelha errada!”ou“o Caio, a Lúcia e a Carol fizeram a girafa bem rápido”. 11
  • 12. Hockey macio Nesse jogo, os bastões são substituídos por macarrão utilizado em natação, pois o material é suave e macio. Use uma bola leve (com guizo, se for o caso) e improvise um gol, que pode ser um macarrão curvado fixado ao chão. No caso de criança com mobilidade reduzida, prenda o macarrão em seu braço ou na cadeira de rodas. Peça que outro jogador empurre a cadeira do colega. O jogo pode ocorrer entre equipes ou individualmente (com obstáculos a serem ultrapassados para se chegar ao gol). Fantasias É interessante permitir que as crianças usem e abusem do faz-de-conta. Por isso, um acervo com máscaras, roupas, tecidos, plumas e acessórios é importante. Deixe que as crianças criem suas narrativas, livremente. Estimule todos a observarem como o amigo com deficiência pode participar. Sua intervenção pode ser necessária para ajudar quem tem deficiência física a vestir algo ou a se movimentar, por exemplo. 21
  • 13. Pintando tudo É possível pintar grandes painéis, em papel pardo colocado no chão. Todos juntos! A tinta tem uma textura agradável e a experiência pode ser vivida também por crianças com deficiência visual. No caso de deficiência física, você pode prender o pincel na mão da criança, ou engrossar o cabo com borracha ou macarrão de natação fino. Varie o uso do pincel colocando a tinta em bisnagas de maionese. Areia no pé A areia pode ser colocada em uma bacia grande, rasa e de boca larga. As crianças devem ser desafiadas de diversas maneiras: criando formas com as mãos ou com o auxílio de objetos (como pás) ou criando caminhos e formas com os pés. Outra brincadeira é esconder objetos na areia. Posicione a criança com deficiência física sentada, de maneira confortável e segura, e estimule-a brincar. 31
  • 14. Rola-bola Em roda, as crianças sentam-se no chão. A bola, que pode ter guizo, deve ser jogada ao amigo pelo chão (nunca pelo alto). A criança que recebe a bola deve direcioná-la a outro jogador, e assim por diante. Quanto mais rápido, mais divertido. Quando houver uma criança com deficiência física, os colegas podem ajudá-la no arremesso. Em uma variação de regra, o líder diz o nome para quem a bola deve ser rolada (use placas com nomes, caso haja surdos no grupo). Soprar e soprar Fazer bolinhas de sabão é uma brincadeira divertida e bastante popular. Para a criança com mobilidade reduzida, você pode segurar o arco com sabão perto de sua boca, para que ela mesma faça as bolinhas. Soprar as pequenas bolhas no ar é outra brincadeira bem divertida. Uma variação dessa brincadeira é soprar uma pena para evitar que caia no chão. Uma criança pode direcionar a cadeira de rodas para facilitar a aproximação do colega durante a atividade. 41
  • 15. Circuito divertido Divida as crianças em pequenos grupos e crie um circuito com diversas“estações”. Em cada uma, proponha uma atividade a ser executada em determinado tempo. Você pode oferecer brinquedos, brincadeiras ou jogos. Cada grupo brinca nas estações pelo tempo determinado. Depois, um sinal (sonoro e visual) é dado e os grupos vão para a atividade seguinte. Exemplos de estações: quebra-cabeças, jogos de encaixe, bolinha de sabão, leitura e tiro ao alvo. Nessa última brincadeira, as crianças com deficiência visual podem ser orientadas pelos amigos na hora de lançar o dardo. Crianças que não movimentam os braços podem ter a ajuda de um amigo e o alvo pode ser aproximado. 51
  • 16. Os jogos são importantes para que as crianças desenvolvam suas capacidades motoras, cognitivas e sociais. Além disso, eles podem proporcionar vivências inclusivas. Afinal, muitas vezes, para que o amigo com deficiência participe, as crianças precisam colaborar. Para tornar acessíveis os jogos, algumas adaptações simples e baratas podem resolver: criar alto relevo com barbante ou tinta plástica; usar materiais como velcro ou ímã; mudar as regras; criar cartelas e dados maiores para facilitar a leitura de quem tem baixa-visão; usar peças grandes e com alças para crianças com deficiência física; usar placas e legendas em braile; ou usar texturas e cores. Geralmente, os jogos precisam apenas de uma boa dose de criatividade para serem usados por todos e todas! jogos 61
  • 17. Jogo da memória Este jogo pode ser adaptado de maneira simples. Ao fazer as cartelas, você pode demarcar o contorno das imagens com tinta plástica (depois que seca, ela fica em alto relevo). É possível também preencher as imagens com texturas e objetos (botões, purpurina, lixa, algodão, lã, entre outros). Além dos elementos táteis, a palavra pode ser escrita em tinta e também em braile. Como as cartas, ao ficarem viradas, podem ficar instáveis, pode-se jogar sobre uma toalha. No caso de crianças com dificuldade de mobilidade, é possível que o educador ou um colega vire a carta. Funciona assim: a pessoa vai apontando as cartas desde o início e, quando a criança escolhe, ela pisca ou fala. Daí, o ajudante vira a carta. Para revelar a segunda peça, o ajudante recomeça os apontamentos até a sinalização da nova carta, até se formarem os pares. 71
  • 18. Colmeia alfabética A colmeia é um móvel, que pode ser feito com caixas de sapato, madeira ou papelão. Cada favo da colmeia é relativo a uma letra do alfabeto, simbolizado também em braile e/ou em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ali, devem ser depositados pequenos objetos que comecem com cada letra. As crianças podem também buscar imagens em revistas que, depois de recortadas, são colocadas na colmeia. Boliche Faça os pinos com garrafas PET, pintando-os de diferentes cores. Você pode identificá-los por meio de números feitos com borracha (tipo EVA). Para fazer peso e evitar que caiam facilmente, coloque pedrinhas nas garrafas. Use uma bola pesada. No caso de crianças com mobilidade reduzida, aproxime os pinos ou reduza a quantidade deles. Se houver uma criança com deficiência visual, os colegas podem ajudar, dando as coordenadas sobre a direção e a força do arremesso. 81
  • 19. Jogo da velha Faça a base em tecido felpudo e as peças com um pedaço de velcro no fundo (assim, elas não deslizarão facilmente). Crie peças em EVA ou em alto relevo (com tinta plástica). Essa técnica pode ser usada para adaptar diversos jogos de tabuleiro, como dama, xadrez ou batalha naval. Para pessoas com deficiência física, coloque alças sobre cada peça. Assim, é possível movê-las com um palito de churrasco com algo curvo na ponta (um clipe de papel, por exemplo). 91
  • 20. Dominó Você pode criar um dominó que tenha os tradicionais pontinhos em alto-relevo (faça isso com tinta plástica ou botões, por exemplo). Em uma variação, use cores e texturas diferentes, que precisam ser combinadas (lixa, botões, purpurina, borracha...). As peças podem, ainda, conter os números em braile (as crianças sem deficiência também podem aprender o alfabeto desse código) ou apenas figuras coloridas, que chamam a atenção de crianças com deficiência intelectual e permitem a participação de quem ainda está aprendendo as letras e os números. Usando essas mesmas dicas, você pode fazer um superdominó, com caixas de leite longa vida ou de sabão em pó (o tamanho ajuda quem tem baixa visão). 02
  • 21. Dado de histórias Confeccione dados grandes, feitos de papelão. Em cada face,coloque desenhos em alto relevo (e o nome escrito e em braile) das imagens. Cada dado pode ter um tipo de informação em suas faces: animais, verbos, objetos, pessoas, adjetivos, lugares... Quando a criança lança o dado, precisa inventar na hora uma história que contenha o objeto descrito. A complexidade das histórias aumenta se dois ou mais dados forem combinados. Quebra-cabeça maluco Recorte figuras de pessoas e de animais, cole em papelão e encape com adesivo plástico, para dar maior resistência às peças. Depois, recorte diferentes partes (como braços, pernas, cabeça) e cole pequenos pedaços de velcro nas extremidades. As crianças poderão montar as figuras originais e também inventar bichos e pessoas esquisitos, combinando peças de figuras diferentes. Para crianças com deficiência visual, use nas figuras tinta plástica e elementos como lã, barbante e algodão. 12
  • 22. O brincar inclusivo não implica, necessariamente, em brinquedos e materiais caros. Ao contrário! Geralmente, as brincadeiras se tornam acessíveis por meio de adaptações simples e pelo uso de materiais baratos e facilmente encontrados. Veja, a seguir, uma lista de alguns deles: 22 Colchonetes e tapetes; Massinha de modelar; Fantasias e objetos usados (bolsas, roupas, telefones, panelas, espelhos...); Bolas de todos os tipos e tamanhos (com guizo também!); Bambolês (muito úteis nos circuitos); Macarrão de natação (multiuso, auxiliar em jogos com bola, alvo, esgrima...); Tintas; Argila; Lençol grande (as crianças podem arrastar umas às outras com lençóis, além de criar cabanas e esconderijos); Caixas de papelão (podem virar móveis, brinquedos, avião, palco de teatro de fantoches); Fantoches (podem ser feitos com lã e botões costurados ou colados em meias); Velcro (para fixar peças de jogos); Ímã (também para fixar peças). dt s r nb mu e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue
  • 23. Aqui vão algumas sugestões importantes ao propor brincadeiras inclusivas: 32 Estimular as crianças a ajudarem quem tem mobilidade reduzida e outras dificuldades; Usar bolas com guizos e objetos sonoros; Garantir piso plano para a circulação de cadeira de rodas no ambiente; Respeitar a criança com hipersensibilidade tátil ou visual (realizar as atividades no ritmo dela); Criar brinquedos que explorem figuras, cores, cheiros, texturas e sons; Perguntar sempre à família e ao profissional de saúde se há restrições no brincar; Ensinar às famílias as brincadeiras para que brinquem em casa com os filhos; Nos jogos com cartas, usar o segurador de cartas para crianças com deficiência física; Interferir quando alguém estiver excluído da brincadeira; Não permitir manifestações discriminatórias no grupo; Oferecer brincadeiras que quebrem preconceitos em relação ao gênero; Privilegiar atividades que valorizem as capacidades (e não as dificuldades) de cada um. Para aprender a escrever palavras em braile, acesse este site: http://bit.ly/onm4S e i qatm r uea si i iacf l t ma a lnci us oã aicd s aarp que oodt s r nb i q mue