BRIGADA DE
EMERGÊNCIA
TREINAMENTO
OBJETIVO DO CURSO
Possibilitar aos participantes o desenvolvimento
técnico exigido em uma brigada eficaz além e
adequar a empresa às legislações específicas.
O Instituto Vida Básica tem como objetivo promover
a formação da brigada de incêndio, com técnicas,
competências, habilidades e valores visando
oferecer capacitação através de aulas teóricas e
práticas de Combate à Incêndio e Primeiros
Socorros.
ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA
Coordenador Geral
Brigadista responsável geral por todas as
edificações que compõem uma planta.
Chefe de Brigada
Brigadista responsável por uma edificação
com mais de um pavimento /
compartimento.
Líder
Brigadista responsável pela coordenação e
execução das ações de emergência em sua
área de atuação.
Brigadista
Membros da brigada que executam as
atribuições
de ações de prevenção e emergência.
ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA
Ações de Prevenção
• Conhecer o plano de emergência da planta;
• Realizar a análise dos riscos existentes durante as
reuniões da Brigada;
• Notificar o setor competente da empresa ou da
edificação, das eventuais irregularidades encontradas no
tocante a prevenção e proteção contra incêndio;
• Orientação à população fixa e flutuante; e
• Participação nos exercícios simulados.
ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA
Ações de Emergência
• Identificação da situação;
• Alarme/abandono de área;
• Acionamento do Corpo de Bombeiro e/ou ajuda externa;
• Corte de energia;
• Primeiros socorros;
• Combate ao princípio de incêndio; e
• Recepção e orientação ao Corpo de Bombeiros.
COMPORTAMENTO DO BRIGADISTA
Todo brigadista deve se comportar de forma serena, demonstrando conhecimento, sobre os
assuntos inerentes a emergência e ter autocontrole em momentos de crise.
MÓDULO 2
F O G O
FOGO:
É uma reação química de oxidação (denominada combustão), autossustentável , com liberação de luz,
calor, fumaça e gases. Necessitando de 04 (quatro) componentes:
1.Combustível,
2.Comburente,
3.Calor (energia de ativação),
4.Reação em Cadeia.
SEM ESSES QUATRO COMPONENTES JUNTOS NÃO HAVERÁ FOGO.
A TEORIA DO FOGO
O fogo pode construir e também destruir, causando prejuízos a vida, meio ambiente e
patrimônio.
X
O Fogo esta sob o
nosso controle
Incêndio é o Fogo
fora de controle
FOGO CONTRUIR
GRAN CIRCO NORTE AMERICANO –
DEZEMBRO 1961 – NITERÓI RJ 503
VÍTIMAS FATAIS.
FOGO SEM CONTROLE
EDIFÍCIO JOELMA –
FEVEREIRO DE 1974 – SÃO
PAULO
191 VÍTIMAS FATAIS.
CANECÃO MINEIRO – NOVEMBRO 2001
BELO HORIZONTE
07 VÍTIMAS FATAIS
MUSEU NACIONAL – SETEMBRO 2018
RIO DE JANEIRO
0 VÍTIMAS
PERCA DE ACERVO HISTÓRICO
ELEMENTOS DA COMBUSTÃO
TETRAEDRO DO FOGO
COMBUSTIVEL
COMPONENTES DO FOGO
o elemento que serve de campo de propagação
ao fogo, englobando materiais que podem
queimar, como papel, madeira, tecidos, tintas,
gasolina, graxa, acetileno e gás de cozinha.
OXIGÊNIO
O oxigênio é o componente que alimenta o fogo,
permitindo sua propagação e intensificando a
combustão.
Ele é o comburente mais comum.
CALOR (ENERGIA DE ATIVAÇÃO)
O calor é a energia que eleva a temperatura do
combustível, gerando gases ou vapores
inflamáveis. Com o oxigênio na proporção certa,
esses gases iniciam o fogo.
REAÇÃO EM CADEIA
A reação em cadeia é a interação contínua entre
combustível, oxigênio e calor, mantendo o fogo
até a remoção de um dos componentes ou sua
extinção química.
CONDUÇÃO
Propagação do fogo
através das moléculas
CONVECÇÃO
Propagação através de
massas de ar quente
(a fumaça pode chegar
a 1000 Cº)
IRRADIAÇÃO
Propagação do calor através
das ondas caloríficas, ou seja,
da mesma maneira que nós
recebemos o calor do Sol
MÓDULO 3
C L A S S I F I C A Ç Ã O D E
I N C Ê N D I O S
Os incêndios são classificados em classes para facilitar a prevenção e o combate, permitindo a escolha
das técnicas e agentes extintores adequados.
Classe A
São incêndios em materiais
combustíveis sólidos, como
madeira, papel, borracha,
plástico, etc. (devendo ser
extintos por resfriamento.)
Classe B
São incêndios em materiais
combustíveis líquidos e gasosos,
como: gás de cozinha, gasolina,
diesel, acetileno, etc. (devendo
ser extintos por abafamento.)
Classe C
São incêndios em
materiais elétricos
energizados. (devendo ser
extintos por abafamento.)
Classe E
São incêndios em materiais radioativos
ou químicos em ambientes como
hospitais, clínicas e indústrias químicas.
A prioridade é proteger esses materiais
para controlar os riscos. A Comissão
Nacional de Energia Nuclear regula as
atividades com materiais radioativos. Se
não houver procedimento específico,
deve-se usar CO2 ou pó como extintores,
evitando agentes úmidos.
Classe D
São incêndios em materiais
pirofóricos, como magnésio, titânio
e lítio, que reagem violentamente
com água e outros extintores.
Deve-se usar PQS Especial (Cloreto
de Sódio), exceto para lítio, que
exige pó de cobre, terra ou areia
seca, com extinção por
abafamento.
Classe K
São incêndios em óleo
vegetal ou gordura animal
no estado líquido ou
sólido.
Exemplo: cozinha
residencial, comercial e
industrial, agente extintor
Acetato de Potássio)
CLASSES DE INCÊNDIO MAIS COMUNS
MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS
Sãoastécnicasparaextinguirofogoquesãobaseadosnasclassesdeincêndioetiposdecombustíveisqueestão
queimandoparasabermosqualoagenteextintorquevamosutilizar
R E S F R I A M E N T O
É o método em que se retira o calor do fogo, provocando sua extinção. Por
exemplo, utilizando a água como agente extintor
A B A FA M E N T O
É o método em que se utiliza o agente extintor, de modo a reduzir ou impedir o
contato do oxigênio com o fogo.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS
I S O L A M E N T O
É o método que se utiliza a força física ou uso de máquinas para retirar o
combustível que ainda não está queimando, impedindo a propagação do
incêndio.
Q U E B R A R E AÇ ÃO E M C A D E I A
É o método que quebra a reação em cadeia, impedindo a geração de vapores
inflamáveis, através do uso de agentes extintores adequados. Ex: Fosfato
monoamônico
AGENTES EXTINTORES
É todo material que aplicado ao fogo, elimina um dos seus componentes, extinguindo-o.
Lembrando que se não existir os 4 (quatro) componentes juntos não haverá fogo
A G E N T E S N AT U R A I S A G E N T E S Q U I M I C O S
G ÁS CO 2
PÓ
E S PU M A
EQUIPAMENTOS EXTINTORES
São os equipamentos de segurança destinados a aplicar um agente extintor sobre o foco de incêndio.
Os equipamentos extintores podem ser classificados em:
1.Portáteis (extintores)
2.Sobre Rodas (carretas sempre acima de 20 kg, até 250 kg), )
3.Sistemas Fixos (hidrantes, sprinklers, Sistemasde espuma, Sistema de CO², entre outros).
No seu corpo há um quadro de instruções com
as especificações das classes de incêndio em que
pode ser utilizado, o tipo de agente extintor e o
modo de utilização
APARELHOS
EXTINTORES
São equipamentos para combate a princípios de
incêndio, ou seja na “1ªFase do Fogo”.
EXTINTORES
1.Puxe a trava rompendo o lacre;
2.Segure firme a mangueira;
3.Aproxime-se com o vento pelas costas;
4.Aperte o gatilho e aponte o jato para a
base do fogo, fazendo movimentos laterais.
COMO UTILIZAR O EXTINTOR
PONTOS DE CONFERÊNCIA
OBSERVAÇÃO
A escolha do EPI depende dos riscos
específicos existentes na planta e
nas ações previstas dentro do Plano
de Emergência
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL -
EPI
O Equipamento de Proteção Individual (EPI), é todo dispositivo ou produto, de uso
individual utilizado pelo trabalhador, com o objetivo de proteger sua integridade física,
frente a riscos à segurança e a saúde no trabalho. Os brigadistas deverão utilizar nas
intervenções práticas.
SISTEMAS FIXOS
HIDRANTES
São equipamentos que utilizam água da reserva técnica de incêndio do estabelecimento para dar o
combate ao incêndio.
SISTEMAS FIXOS
É uma extensão da rede hidráulica, composta por uma conexão e um registro de parada em uma
caixa de alvenaria. Fica abaixo do nível do solo, próximo à entrada principal do prédio, e serve para
os bombeiros enviarem ou captarem água em caso de emergência. Pode ser instalado na parede
atualmente.
REGISTRO DE RECALQUE
TIPOS DE MANGUEIRAS DE INCÊNDIO
• TIPO 1: DESTINADA A EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS, COMO CONDOMÍNIOS.
• TIPO 2: UTILIZADA EM EDIFÍCIOS COMERCIAIS, INDÚSTRIAS E PELO CORPO DE BOMBEIROS.
• TIPO 3: UTILIZADA EM AMBIENTES INDUSTRIAIS E NAVAIS, COM ELEVADA RESISTÊNCIA À PRESSÃO.
• TIPO 4: POSSUI MAIOR RESISTÊNCIA AO CONTATO FÍSICO, COMO RASPAGENS OU FRICÇÕES EM
SUPERFÍCIES.
• TIPO 5: UTILIZADA NA INDÚSTRIA, COM RESISTÊNCIA A RASPAGENS E A SUPERFÍCIES QUENTES.
• MANGOTINHO: MANGUEIRA SEMIRRÍGIDA.
ACONDICIONAMENTO DE MANGUEIRAS DE
INCÊNDIO
PRECAUÇÕES:
●Mangueira de incêndio deve ser usada somente por pessoal treinado
●Não arraste a mangueira sem pressão: isso causa furos no vinco
●Não utilize a mangueira para nenhum outro fim, que não seja o combate de incêndio
●Evite a queda das uniões
●Evite arrastar a mangueira sobre cantos vivos: estes objetos podem causar cortes ou furos
●Cuidado com sobrecargas causadas por entrada de pressão abrupta
ADUCHADA
ZIGUE ZAGUE ESPIRAL
X
TIPOS DE JATOS
Jato neblina:
Para uma maior proteção ao
combatente ao aproximar-se
do fogo.
Jato cone de força:
Para um combate com
maior volume de água.
Jato compacto:
Para ataque a distância.
COMO SEGURAR A MANGUEIRA
DE INCÊNDIO?
1.Empunhe a mão sobre o esguicho
2.Posicione-se com as pernas levemente fletidas para
a frente, uma lateralizada, para melhorar o apoio
3.Trabalhe sempre em 2 pessoas, no mínimo, para não
sofrer acidentes
MÓDULO 4
S I S T E M A D E D E T E C Ç Ã O
ALARME DE INCÊNDIO:
O sistema de alarme de incêndio é um dispositivo elétrico
que emite sons ou sons e luzes para alertar os ocupantes
de uma edificação em caso de emergência.
Pode ser acionado manualmente pelos usuários ou de
forma automática.
CENTRAL DO ALARME
Uma vez que o fogo foi descoberto, a sequência de ações
normalmente adotada é a seguinte: alertar o controle central do
alarme de incêndio do edifício; fazer a tentativa de extinção do
fogo pelos brigadistas, alertar os ocupantes do edifício para
iniciar o abandono do edifício e informar o Corpo de Bombeiros.
Pode ser acionado manualmente pelos usuários ou de forma
automática.
PAINEL CENTRAL DE ALARME
(deve estar em local com vigilância 24 horas)
DETECTORES DE FUMAÇA
O detector de fumaça é um dispositivo que detecta gases
e partículas gerados pela combustão.
Deve ser instalado em tetos planos, não é recomendado
para salas com ar condicionado e tem uma área
de atuação máxima de 82 metros quadrados.
DETECTORES TÉRMICOS OU DE
TEMPERATURA
Os detectores térmicos ou de temperatura acionam-se
quando a temperatura ambiente ou o gradiente de
temperatura ultrapassa um valor pré-determinado.
Não são aplicáveis em salas com ar condicionado e
têm uma área máxima de atuação de 36 metros
quadrados.
CHUVEIROS AUTOMÁTICOS
(SPRINKLERS)
Sprinkler é um sistema fixo de combate a incêndio,
projetados para controle do fogo em seu estágio inicial.
●DETECTA
●ACIONA
●ALARMA
●CONTROLA E/OU EXTINGUE
●NÃO NECESSITA DE AÇÃO HUMANA
PARA ACIONAR O EQUIPAMENTO
SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO
DE EMERGÊNCIA
Sistema que permite clarear áreas escuras de
passagens, horizontais e verticais, incluindo áreas de
trabalho e áreas técnicas de controle de
restabelecimento de serviços essenciais e normais,
na falta de iluminação normal, devendo ter
autonomia mínima de 01 (uma) hora.
SINALIZAÇÃO DE
EMERGÊNCIA
Trata de um conjunto de sinais visuais, que
indicam, de forma rápida e eficaz, a existência, a
localização e os procedimentos referentes a
saídas de emergências, equipamentos de
segurança contra incêndios e riscos potenciais de
uma edificação ou áreas de risco.
ILUMINAÇÃO POR
GERADOR
Sistema de iluminação ligado a um grupo
gerador de energia que alimenta a rede de
iluminação de emergência e outros.
O gerador deve ser testado periodicamente
conferindo funcionamento e nível de
combustível.
SAÍDA DE EMERGÊNCIA
Além dos equipamentos para a proteção contra
incêndios as normas exigem em determinadas
edificações saídas de emergência. Estas saídas
destinam-se a proporcionar um abandono seguro
aos ocupantes da edificação em caso de
emergência
MÓDULO 5
P L A N O D E A Ç Ã O
A técnica de abandono de área é uma estratégia para desocupar um prédio/edificação
em situações de emergência, visando prevenir e reduzir danos pessoais. As empresas
devem ter um plano de emergência e realizar treinamentos periódicos.
OS BRIGADISTAS PRECISAM CONHECER AS TÉCNICAS DE:
> Abandono de Área
> Saída Organizada
> Pontos de encontro
> Conferência
> Controle de pânico
ABANDONO DE ÁREA
COMO AGIR EM CASOS DE EMERGÊNCIA
E EVACUAÇÃO
• Manter o autocontrole e manter a calma.
• Acionar o PAE (Plano de Atendimento a Emergências).
• Conduzir todos para o ponto de encontro pelas rotas de fuga ou
alternativas, se necessário.
• Realizar busca por pessoas que não conseguiram sair do local.
• Orientar todos a seguir em fila indiana, mantenha curso abaixados em
caso de fumaça..
COMO AGIR EM CASOS DE
EMERGÊNCIA E EVACUAÇÃO
• Dar passagem para as equipes de socorro pela escada interna.
• Acalmar ou guiar pessoas eufóricas por rotas alternativas.
• Siga a sinalização de saída de emergência e não volte para pegar
pertences.
• Ao descer escadas, segure o corrimão e evite o meio da escada.
• Confie nas equipes especializadas do lado de fora que estão ali para
ajudar.
PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA
O s b r i g a d i s t a s d e v e m t e r o c o n h e c i m e n t o d e
t o d a s a s p e s s o a s c o m m o b i l i d a d e r e d u z i d a n a
P l a n t a , b e m c o m o a s t é c n i c a s d e a b o r d a g e m ,
c u i d a d o s e c o n d u ç ã o d e a c o r d o c o m o P l a n o
d e E m e r g ê n c i a
A cadeira para descida vertical é um dispositivo que
permite descer escadas quando o elevador não pode
ser usado, garantindo uma descida segura.
Pode ser operado por uma única pessoa e possui
mecanismo de auto frenagem, facilitando seu uso.
CADEIRA PARA
DESCIDA VERTICAL
• O ponto de encontro deve ser seguro, a 100m da área sinistrada, permitindo fluxo
de pessoas e passagem das equipes de socorro.
• Ao chegar, as pessoas devem ser identificadas por setor para conferência e
garantir que todos foram evacuados.
• Pessoas feridas ou com mal-estar devem ser separadas da
multidão para fácil atendimento e possível remoção para hospitais.
PONTO DE ENCONTRO
BRIGADISTA
• O brigadista deve estar identificado com boton, logo no
crachá, ou em local visível durante o expediente
• Em emergências, a identificação deve ser mais visível,
como capacetes, coletes ou braçadeiras.
• Cada setor deve ter um quadro com a localização, nome
e contato dos brigadistas.
BRIGADISTA
BRIGADA DE
INCÊNDIO
BRIGADISTA
IDENTIFICAÇÃO BRIGADISTAS
• Os riscos específicos devem ser identificados e sinalizados com quadros e
procedimentos rápidos.
• Esses quadros e procedimentos devem estar localizados em locais estratégicos,
como recepção e halls, para fácil visualização.
RISCOS ESPECÍFICOS DE UMA PLANTA
MAPA DE RISCO
• CBMMG (CORPO DE BOMBEIROS DE MINAS GERAIS)
Instrução Técnica - Brigadas de Incêndio, do Corpo de Bombeiros Estadual
• MTE (MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO)
NR 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
• NBR (NORMA BRASILEIRA REGULAMENTADORA) / ABNT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS)
14276 – BRIGADA DE INCÊNDIO
12693 – SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTOR DE INCÊNDIO
15219 – PLANO DE EMERGÊNCIA
ASPECTOS NORMATIVOS E LEGAIS
Revise seus conhecimentos e
participe de exercícios simulados.
Você pode fazer a diferença através
de seu aprendizado.

BRIGADA DE EMERGÊNCIA................pptx

  • 1.
  • 2.
    OBJETIVO DO CURSO Possibilitaraos participantes o desenvolvimento técnico exigido em uma brigada eficaz além e adequar a empresa às legislações específicas. O Instituto Vida Básica tem como objetivo promover a formação da brigada de incêndio, com técnicas, competências, habilidades e valores visando oferecer capacitação através de aulas teóricas e práticas de Combate à Incêndio e Primeiros Socorros.
  • 3.
    ORGANIZAÇÃO DA BRIGADA CoordenadorGeral Brigadista responsável geral por todas as edificações que compõem uma planta. Chefe de Brigada Brigadista responsável por uma edificação com mais de um pavimento / compartimento. Líder Brigadista responsável pela coordenação e execução das ações de emergência em sua área de atuação. Brigadista Membros da brigada que executam as atribuições de ações de prevenção e emergência.
  • 4.
    ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA Açõesde Prevenção • Conhecer o plano de emergência da planta; • Realizar a análise dos riscos existentes durante as reuniões da Brigada; • Notificar o setor competente da empresa ou da edificação, das eventuais irregularidades encontradas no tocante a prevenção e proteção contra incêndio; • Orientação à população fixa e flutuante; e • Participação nos exercícios simulados.
  • 5.
    ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA Açõesde Emergência • Identificação da situação; • Alarme/abandono de área; • Acionamento do Corpo de Bombeiro e/ou ajuda externa; • Corte de energia; • Primeiros socorros; • Combate ao princípio de incêndio; e • Recepção e orientação ao Corpo de Bombeiros.
  • 6.
    COMPORTAMENTO DO BRIGADISTA Todobrigadista deve se comportar de forma serena, demonstrando conhecimento, sobre os assuntos inerentes a emergência e ter autocontrole em momentos de crise.
  • 7.
  • 8.
    FOGO: É uma reaçãoquímica de oxidação (denominada combustão), autossustentável , com liberação de luz, calor, fumaça e gases. Necessitando de 04 (quatro) componentes: 1.Combustível, 2.Comburente, 3.Calor (energia de ativação), 4.Reação em Cadeia. SEM ESSES QUATRO COMPONENTES JUNTOS NÃO HAVERÁ FOGO. A TEORIA DO FOGO O fogo pode construir e também destruir, causando prejuízos a vida, meio ambiente e patrimônio. X O Fogo esta sob o nosso controle Incêndio é o Fogo fora de controle
  • 9.
  • 10.
    GRAN CIRCO NORTEAMERICANO – DEZEMBRO 1961 – NITERÓI RJ 503 VÍTIMAS FATAIS. FOGO SEM CONTROLE EDIFÍCIO JOELMA – FEVEREIRO DE 1974 – SÃO PAULO 191 VÍTIMAS FATAIS. CANECÃO MINEIRO – NOVEMBRO 2001 BELO HORIZONTE 07 VÍTIMAS FATAIS MUSEU NACIONAL – SETEMBRO 2018 RIO DE JANEIRO 0 VÍTIMAS PERCA DE ACERVO HISTÓRICO
  • 11.
  • 12.
    COMBUSTIVEL COMPONENTES DO FOGO oelemento que serve de campo de propagação ao fogo, englobando materiais que podem queimar, como papel, madeira, tecidos, tintas, gasolina, graxa, acetileno e gás de cozinha. OXIGÊNIO O oxigênio é o componente que alimenta o fogo, permitindo sua propagação e intensificando a combustão. Ele é o comburente mais comum. CALOR (ENERGIA DE ATIVAÇÃO) O calor é a energia que eleva a temperatura do combustível, gerando gases ou vapores inflamáveis. Com o oxigênio na proporção certa, esses gases iniciam o fogo. REAÇÃO EM CADEIA A reação em cadeia é a interação contínua entre combustível, oxigênio e calor, mantendo o fogo até a remoção de um dos componentes ou sua extinção química.
  • 13.
    CONDUÇÃO Propagação do fogo atravésdas moléculas CONVECÇÃO Propagação através de massas de ar quente (a fumaça pode chegar a 1000 Cº) IRRADIAÇÃO Propagação do calor através das ondas caloríficas, ou seja, da mesma maneira que nós recebemos o calor do Sol
  • 14.
    MÓDULO 3 C LA S S I F I C A Ç Ã O D E I N C Ê N D I O S
  • 15.
    Os incêndios sãoclassificados em classes para facilitar a prevenção e o combate, permitindo a escolha das técnicas e agentes extintores adequados. Classe A São incêndios em materiais combustíveis sólidos, como madeira, papel, borracha, plástico, etc. (devendo ser extintos por resfriamento.) Classe B São incêndios em materiais combustíveis líquidos e gasosos, como: gás de cozinha, gasolina, diesel, acetileno, etc. (devendo ser extintos por abafamento.) Classe C São incêndios em materiais elétricos energizados. (devendo ser extintos por abafamento.)
  • 16.
    Classe E São incêndiosem materiais radioativos ou químicos em ambientes como hospitais, clínicas e indústrias químicas. A prioridade é proteger esses materiais para controlar os riscos. A Comissão Nacional de Energia Nuclear regula as atividades com materiais radioativos. Se não houver procedimento específico, deve-se usar CO2 ou pó como extintores, evitando agentes úmidos. Classe D São incêndios em materiais pirofóricos, como magnésio, titânio e lítio, que reagem violentamente com água e outros extintores. Deve-se usar PQS Especial (Cloreto de Sódio), exceto para lítio, que exige pó de cobre, terra ou areia seca, com extinção por abafamento. Classe K São incêndios em óleo vegetal ou gordura animal no estado líquido ou sólido. Exemplo: cozinha residencial, comercial e industrial, agente extintor Acetato de Potássio)
  • 17.
  • 18.
    MÉTODOS DE EXTINÇÃODE INCÊNDIOS Sãoastécnicasparaextinguirofogoquesãobaseadosnasclassesdeincêndioetiposdecombustíveisqueestão queimandoparasabermosqualoagenteextintorquevamosutilizar R E S F R I A M E N T O É o método em que se retira o calor do fogo, provocando sua extinção. Por exemplo, utilizando a água como agente extintor A B A FA M E N T O É o método em que se utiliza o agente extintor, de modo a reduzir ou impedir o contato do oxigênio com o fogo.
  • 19.
    MÉTODOS DE EXTINÇÃODE INCÊNDIOS I S O L A M E N T O É o método que se utiliza a força física ou uso de máquinas para retirar o combustível que ainda não está queimando, impedindo a propagação do incêndio. Q U E B R A R E AÇ ÃO E M C A D E I A É o método que quebra a reação em cadeia, impedindo a geração de vapores inflamáveis, através do uso de agentes extintores adequados. Ex: Fosfato monoamônico
  • 20.
    AGENTES EXTINTORES É todomaterial que aplicado ao fogo, elimina um dos seus componentes, extinguindo-o. Lembrando que se não existir os 4 (quatro) componentes juntos não haverá fogo A G E N T E S N AT U R A I S A G E N T E S Q U I M I C O S G ÁS CO 2 PÓ E S PU M A
  • 21.
    EQUIPAMENTOS EXTINTORES São osequipamentos de segurança destinados a aplicar um agente extintor sobre o foco de incêndio. Os equipamentos extintores podem ser classificados em: 1.Portáteis (extintores) 2.Sobre Rodas (carretas sempre acima de 20 kg, até 250 kg), ) 3.Sistemas Fixos (hidrantes, sprinklers, Sistemasde espuma, Sistema de CO², entre outros).
  • 22.
    No seu corpohá um quadro de instruções com as especificações das classes de incêndio em que pode ser utilizado, o tipo de agente extintor e o modo de utilização APARELHOS EXTINTORES São equipamentos para combate a princípios de incêndio, ou seja na “1ªFase do Fogo”.
  • 23.
  • 24.
    1.Puxe a travarompendo o lacre; 2.Segure firme a mangueira; 3.Aproxime-se com o vento pelas costas; 4.Aperte o gatilho e aponte o jato para a base do fogo, fazendo movimentos laterais. COMO UTILIZAR O EXTINTOR
  • 25.
  • 26.
    OBSERVAÇÃO A escolha doEPI depende dos riscos específicos existentes na planta e nas ações previstas dentro do Plano de Emergência EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI O Equipamento de Proteção Individual (EPI), é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, com o objetivo de proteger sua integridade física, frente a riscos à segurança e a saúde no trabalho. Os brigadistas deverão utilizar nas intervenções práticas.
  • 27.
    SISTEMAS FIXOS HIDRANTES São equipamentosque utilizam água da reserva técnica de incêndio do estabelecimento para dar o combate ao incêndio.
  • 28.
    SISTEMAS FIXOS É umaextensão da rede hidráulica, composta por uma conexão e um registro de parada em uma caixa de alvenaria. Fica abaixo do nível do solo, próximo à entrada principal do prédio, e serve para os bombeiros enviarem ou captarem água em caso de emergência. Pode ser instalado na parede atualmente. REGISTRO DE RECALQUE
  • 29.
    TIPOS DE MANGUEIRASDE INCÊNDIO • TIPO 1: DESTINADA A EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS, COMO CONDOMÍNIOS. • TIPO 2: UTILIZADA EM EDIFÍCIOS COMERCIAIS, INDÚSTRIAS E PELO CORPO DE BOMBEIROS. • TIPO 3: UTILIZADA EM AMBIENTES INDUSTRIAIS E NAVAIS, COM ELEVADA RESISTÊNCIA À PRESSÃO. • TIPO 4: POSSUI MAIOR RESISTÊNCIA AO CONTATO FÍSICO, COMO RASPAGENS OU FRICÇÕES EM SUPERFÍCIES. • TIPO 5: UTILIZADA NA INDÚSTRIA, COM RESISTÊNCIA A RASPAGENS E A SUPERFÍCIES QUENTES. • MANGOTINHO: MANGUEIRA SEMIRRÍGIDA.
  • 30.
    ACONDICIONAMENTO DE MANGUEIRASDE INCÊNDIO PRECAUÇÕES: ●Mangueira de incêndio deve ser usada somente por pessoal treinado ●Não arraste a mangueira sem pressão: isso causa furos no vinco ●Não utilize a mangueira para nenhum outro fim, que não seja o combate de incêndio ●Evite a queda das uniões ●Evite arrastar a mangueira sobre cantos vivos: estes objetos podem causar cortes ou furos ●Cuidado com sobrecargas causadas por entrada de pressão abrupta ADUCHADA ZIGUE ZAGUE ESPIRAL X
  • 31.
    TIPOS DE JATOS Jatoneblina: Para uma maior proteção ao combatente ao aproximar-se do fogo. Jato cone de força: Para um combate com maior volume de água. Jato compacto: Para ataque a distância.
  • 32.
    COMO SEGURAR AMANGUEIRA DE INCÊNDIO? 1.Empunhe a mão sobre o esguicho 2.Posicione-se com as pernas levemente fletidas para a frente, uma lateralizada, para melhorar o apoio 3.Trabalhe sempre em 2 pessoas, no mínimo, para não sofrer acidentes
  • 33.
    MÓDULO 4 S IS T E M A D E D E T E C Ç Ã O
  • 34.
    ALARME DE INCÊNDIO: Osistema de alarme de incêndio é um dispositivo elétrico que emite sons ou sons e luzes para alertar os ocupantes de uma edificação em caso de emergência. Pode ser acionado manualmente pelos usuários ou de forma automática.
  • 35.
    CENTRAL DO ALARME Umavez que o fogo foi descoberto, a sequência de ações normalmente adotada é a seguinte: alertar o controle central do alarme de incêndio do edifício; fazer a tentativa de extinção do fogo pelos brigadistas, alertar os ocupantes do edifício para iniciar o abandono do edifício e informar o Corpo de Bombeiros. Pode ser acionado manualmente pelos usuários ou de forma automática. PAINEL CENTRAL DE ALARME (deve estar em local com vigilância 24 horas)
  • 36.
    DETECTORES DE FUMAÇA Odetector de fumaça é um dispositivo que detecta gases e partículas gerados pela combustão. Deve ser instalado em tetos planos, não é recomendado para salas com ar condicionado e tem uma área de atuação máxima de 82 metros quadrados.
  • 37.
    DETECTORES TÉRMICOS OUDE TEMPERATURA Os detectores térmicos ou de temperatura acionam-se quando a temperatura ambiente ou o gradiente de temperatura ultrapassa um valor pré-determinado. Não são aplicáveis em salas com ar condicionado e têm uma área máxima de atuação de 36 metros quadrados.
  • 38.
    CHUVEIROS AUTOMÁTICOS (SPRINKLERS) Sprinkler éum sistema fixo de combate a incêndio, projetados para controle do fogo em seu estágio inicial. ●DETECTA ●ACIONA ●ALARMA ●CONTROLA E/OU EXTINGUE ●NÃO NECESSITA DE AÇÃO HUMANA PARA ACIONAR O EQUIPAMENTO
  • 39.
    SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO DEEMERGÊNCIA Sistema que permite clarear áreas escuras de passagens, horizontais e verticais, incluindo áreas de trabalho e áreas técnicas de controle de restabelecimento de serviços essenciais e normais, na falta de iluminação normal, devendo ter autonomia mínima de 01 (uma) hora.
  • 40.
    SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA Trata deum conjunto de sinais visuais, que indicam, de forma rápida e eficaz, a existência, a localização e os procedimentos referentes a saídas de emergências, equipamentos de segurança contra incêndios e riscos potenciais de uma edificação ou áreas de risco.
  • 41.
    ILUMINAÇÃO POR GERADOR Sistema deiluminação ligado a um grupo gerador de energia que alimenta a rede de iluminação de emergência e outros. O gerador deve ser testado periodicamente conferindo funcionamento e nível de combustível.
  • 42.
    SAÍDA DE EMERGÊNCIA Alémdos equipamentos para a proteção contra incêndios as normas exigem em determinadas edificações saídas de emergência. Estas saídas destinam-se a proporcionar um abandono seguro aos ocupantes da edificação em caso de emergência
  • 43.
    MÓDULO 5 P LA N O D E A Ç Ã O
  • 44.
    A técnica deabandono de área é uma estratégia para desocupar um prédio/edificação em situações de emergência, visando prevenir e reduzir danos pessoais. As empresas devem ter um plano de emergência e realizar treinamentos periódicos. OS BRIGADISTAS PRECISAM CONHECER AS TÉCNICAS DE: > Abandono de Área > Saída Organizada > Pontos de encontro > Conferência > Controle de pânico ABANDONO DE ÁREA
  • 45.
    COMO AGIR EMCASOS DE EMERGÊNCIA E EVACUAÇÃO • Manter o autocontrole e manter a calma. • Acionar o PAE (Plano de Atendimento a Emergências). • Conduzir todos para o ponto de encontro pelas rotas de fuga ou alternativas, se necessário. • Realizar busca por pessoas que não conseguiram sair do local. • Orientar todos a seguir em fila indiana, mantenha curso abaixados em caso de fumaça..
  • 46.
    COMO AGIR EMCASOS DE EMERGÊNCIA E EVACUAÇÃO • Dar passagem para as equipes de socorro pela escada interna. • Acalmar ou guiar pessoas eufóricas por rotas alternativas. • Siga a sinalização de saída de emergência e não volte para pegar pertences. • Ao descer escadas, segure o corrimão e evite o meio da escada. • Confie nas equipes especializadas do lado de fora que estão ali para ajudar.
  • 47.
    PESSOAS COM MOBILIDADEREDUZIDA O s b r i g a d i s t a s d e v e m t e r o c o n h e c i m e n t o d e t o d a s a s p e s s o a s c o m m o b i l i d a d e r e d u z i d a n a P l a n t a , b e m c o m o a s t é c n i c a s d e a b o r d a g e m , c u i d a d o s e c o n d u ç ã o d e a c o r d o c o m o P l a n o d e E m e r g ê n c i a
  • 48.
    A cadeira paradescida vertical é um dispositivo que permite descer escadas quando o elevador não pode ser usado, garantindo uma descida segura. Pode ser operado por uma única pessoa e possui mecanismo de auto frenagem, facilitando seu uso. CADEIRA PARA DESCIDA VERTICAL
  • 49.
    • O pontode encontro deve ser seguro, a 100m da área sinistrada, permitindo fluxo de pessoas e passagem das equipes de socorro. • Ao chegar, as pessoas devem ser identificadas por setor para conferência e garantir que todos foram evacuados. • Pessoas feridas ou com mal-estar devem ser separadas da multidão para fácil atendimento e possível remoção para hospitais. PONTO DE ENCONTRO
  • 50.
    BRIGADISTA • O brigadistadeve estar identificado com boton, logo no crachá, ou em local visível durante o expediente • Em emergências, a identificação deve ser mais visível, como capacetes, coletes ou braçadeiras. • Cada setor deve ter um quadro com a localização, nome e contato dos brigadistas. BRIGADISTA BRIGADA DE INCÊNDIO BRIGADISTA IDENTIFICAÇÃO BRIGADISTAS
  • 51.
    • Os riscosespecíficos devem ser identificados e sinalizados com quadros e procedimentos rápidos. • Esses quadros e procedimentos devem estar localizados em locais estratégicos, como recepção e halls, para fácil visualização. RISCOS ESPECÍFICOS DE UMA PLANTA MAPA DE RISCO
  • 52.
    • CBMMG (CORPODE BOMBEIROS DE MINAS GERAIS) Instrução Técnica - Brigadas de Incêndio, do Corpo de Bombeiros Estadual • MTE (MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO) NR 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO • NBR (NORMA BRASILEIRA REGULAMENTADORA) / ABNT (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS) 14276 – BRIGADA DE INCÊNDIO 12693 – SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTOR DE INCÊNDIO 15219 – PLANO DE EMERGÊNCIA ASPECTOS NORMATIVOS E LEGAIS
  • 53.
    Revise seus conhecimentose participe de exercícios simulados. Você pode fazer a diferença através de seu aprendizado.