PRINCÍPIOS DE
COMBATE A INCÊNDIO
NR - 23
Eng. Seg. do Trabalho: Felipe Morales Snoeck
RISCO PEQUENO E MÉDIO
TEORIA
 01 – Teoria do Fogo;
 02 – Propagação do Fogo;
 03 – Classes de Incêndio;
 04 – Métodos de Extinção;
 05 – Agentes Extintores;
 06 – Equipamentos de Combate a
Incêndio;
 07- Equipamentos de Detecção, Alarme e
Comunicação;
PRIMEIROS SOCORROS
 08 – Parada cardiorrespiratória:
Procedimentos de RCP –
Reanimação cardiopulmonar;
 09 – OVACE – Obstrução das Vias
Aéreas por Corpos;
 10 – Estranhos: Procedimentos de
desobstrução
PRÁTICA
 11 – Combate a Incêndio;
 12 – RCP;
 13 – Desobstrução das vias aéreas.
TEORIA DO FOGO
DEFINIÇÃO:
Fogo é um processo químico de transformação,
também chamado de combustão.
Fenômeno que consiste no desprendimento de
calor e luz produzidos pela combustão de um corpo.
DEFINIÇÃO DE FOGO
 Definição de Fogo: - Produto de uma reação química,
denominada combustão, que produz luz e calor ou só
calor.
 Elementos do fogo:
 Combustível
 Oxigênio (Comburente)
 Calor
 Ponto de Fulgor - É a temperatura mínima, na qual um corpo começa a
desprender vapores que se inflamam em contato com uma chama.
Afastada a chama, o fogo se apaga devido à insuficiência na quantidade
de vapores.
PONTOS DE TEMPERATURA
 Ponto de Combustão ou inflamação - É a temperatura mínima, na qual os
vapores do combustível se formam com rapidez e em quantidade suficiente
para sustentar a queima, bastando para isso que entre em contato com
uma fonte de ignição.
PONTOS DE TEMPERATURA
 Ponto ou temperatura de Ignição - É a temperatura mínima, na qual os
gases ou vapores desprendidos de um corpo combustível entram em
combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, portanto
independente de contato com uma fonte de ignição.
PONTOS DE TEMPERATURA
DEFINIÇÃO DE FOGO
FOGO INCÊNDIO
DESEJADO
UTILIZADO
SOB CONTROLE
INDESEJADO
DESTRUIDOR
FORA DE CONTRO LE
 Combustível: Material ou substância que possui a
propriedade de queimar. Apresentam-se em três estados:
Sólido
Liquido
Gasoso
 Comburente: É Oxigênio em proporções adequadas (±
8% - 13%).
 Calor: Elemento que proporciona a reação entre o
combustível e o comburente. Há casos em ocorrem combustão
espontânea.
DEFINIÇÃO DE FOGO
COMBUSTÍVEL
COMBURENTE
CALOR
TRIÂNGULO DO FOGO
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
 A extinção do fogo baseia-se na retirada de um dos três
elementos essenciais que provocam o fogo.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO – RETIRADA DO MATERIAL
 Retirada de material
 É a forma mais simples de se extinguir um incêndio. Baseia-se
na retirada do material combustível, ainda não atingido, da
área de propagação do fogo. Interrompendo a alimentação
da combustão.
Nesse método de
extinção é retirada o
elemento
combustível.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
 É o método mais utilizado. Consiste em diminuir a temperatura do material
combustível que está queimando, diminuindo assim, a liberação de gases
ou vapores inflamáveis. A água é o agente extintor mais usado, por ter
grande capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrado.
 Ex: Uso de SPRINKLER e HIDRANTES em forma de neblina para combate
de incêndio.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO - RESFRIAMENTO
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
 Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio com o
material combustível. Não havendo comburente para reagir
com o combustível, não haverá fogo, pois irá diminuir o
oxigênio. Por exemplo o uso de uma tampa de panela para
apagar a chama de uma frigideira.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
 O calor pode se propagar de três diferentes
maneiras: condução, convecção, e irradiação.
PROPAGAÇÃO DE INCÊNDIO
CONDUÇÃO:
Transferência de calor
através de um corpo
sólido de molécula em
molécula.
Convecção: Transferência de
calor pelo movimento ascendente
de massas de gases.
Ex: Chaleira
Irradiação: Transferência de calor por
ondas de energia calorífica que
deslocam através do espaço.
Ex: Fogueira, ela vai emitir ondas de
calor.
 Classe ‘’A” : São materiais de fácil combustão,
queimam tanto na superfície como em profundidade,
deixando resíduos.
 Exemplo: Papel, Madeira, Tecidos, Fibras, etc.
CLASSES DO FOGO
 Classe ‘’B” : São os produtos que queimam somente
na superfície.
 Exemplo: Óleos, Gasolina, GLP,
Thinner, Álcool, Cera, etc.
 Classe “C” : Ocorrem em equipamentos elétricos
energizados.
 Exemplo: Computador, Motores, Painéis, etc.
 Classe “D” : Ocorre em materiais pirofóricos.
 Exemplo: Magnésio, Potássio, Alumínio em pó, etc.
CLASSES DO FOGO
CLASSES DO FOGO
CLASSES DO FOGO
CLASSES DO FOGO
CAUSAS DO INCÊNDIO
Classificação das Causas:
 NATURAIS – FENÔMENOS
 ARTIFICIAIS – AÇÃO DIRETA DO HOMEM
 ACIDENTAIS
DESCUIDO DO HOMEM, SEM INTENÇÃO DE PROVOCÁ-LO.
 PROPOSITAIS
ORIGEM CRIMINOSA, INTENÇÃO DE PROVOCÁ-LO
PRINCIPAIS CAUSAS DO INCÊNDIO
BRINCADEIRA
DE
CRIANÇA
DISPLICÊNCIA NA
COZINHA
DESCUIDO COM
FÓFOROS
VELAS E
LAMPARINAS
VAZAMENTO
G.L.P
PRINCIPAIS CAUSAS DO INCÊNDIO
PONTAS DE
CIGARROS
INSTALAÇÕES
INADEQUADAS
PRINCIPAIS CAUSAS DO INCÊNDIO
TRABALHOS DE
SOLDAGEM
PRODUTOS QUÍMICOS
INFLAMÁVEIS
PRINCIPAIS CAUSAS DO INCÊNDIO
AGENTES EXTINTORES
08 – AGENTES EXTINTORES
CLASSE C – MATERIAIS ELÉTRICOS
AGENTES EXTINTORES
Água: Ação de Extinção é o resfriamento, podendo ser empregada tanto no
estado líquido como no gasoso.
 Estado líquido - JATO COMPACTO E CHUVEIRO (Resfriamento), NEBLINA
(Resfriamento e Abafamento (forma de vapor)).
Espuma: Ação de extinção é de abafamento e, secundariamente, de
resfriamento; por utilizar água na sua formação, conduz corrente elétrica.
ESPUMA QUÍMICA – Reação Química entre Sulfato de Alumínio e Bicarbonato
com estabilizador de espuma.
Por um processo de batimento de uma mistura de água com um agente
espumante e a aspiração simultânea de ar atmosférico em esguicho próprio,
temos também a formação de ESPUMA MECÂNICA, que pode ser de baixa,
média e alta expansão.
Gases Inertes: tais como o anidrido carbônico ou gás carbônico, o
nitrogênio e os hidrocarboneto halogenados, não conduzem corrente
elétrica, e extinguem o fogo por abafamento ou rompimento de
cadeia iônica.
Pós químicos: tais como o bicarbonato de sódio, o sulfato de
alumínio, a grafite, há pós especiais, próprios para fogo em
magnésio, sódio e potássio. Esse pós químico geralmente atuam por
abafamento e rompimento da cadeia iônica e não são condutores de
eletricidade.
AGENTES EXTINTORES
08 – AGENTES EXTINTORES
Capacidade 10 L
Alcance médio do Jato 10 M
Tempo de Descarga 60 s
Funcionamento: A Pressão do Gás
propelente expele a Água quando o
Gatilho é acionado.
Fogo em material combustível
sólido.
 Exemplo: Papel,
Madeira, Tecidos,
Fibras, Plásticos, etc.
08.1 – ÁGUA PRESSURIZADA
Capacidade
2 ; 4 ;6 ; 8 ou
12 Kg
Alcance médio do Jato 2,5 M
Tempo de Descarga 25 s
Funcionamento: Gás armazenado sob pressão,
liberado ao acionar o gatilho.
Fogo em gases, líquidos e
pastas inflamáveis.
Exemplo: Óleos,
Gasolina, GLP, Álcool,
Cola, etc.
08.3 – CO2 – DIÓXIDO DE CARBONO
Capacidade
2 ; 3 ; 4 ; 6 ;
8 ou 12KG
Alcance médio do Jato 5 M
Tempo de Descarga
15 s (4)
25 s (12)
Funcionamento: O pó sob pressão é
expelido quando o gatilho é acionado
Utilizam monofosfato de amônia
08.4 – PÓ QUÍMICO SECO - PQS
COMO USAR O EXTINTOR
EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO, ALARME E
COMUNICAÇÃO
• OBEDIÊNCIA AS SINALIZAÇÕES
• ORIENTAÇÃO SEGURA
Muitas catástrofes com elevado número de vitimas poderiam ter
sido evitadas, se houvesse:
EQUIPAMENTOS DE COMBATE À INCÊNDIOS
SISTEMAS PREVENTIVOS FIXOS
Por canalização preventiva e a rede preventiva.
São dutos destinados a condução da
água exclusivamente
para o combate a incêndios.
Tal duto sairá do fundo do
reservatório
superior, abaixo do qual terá uma
válvula de retenção e de um registro,
atravessando verticalmente todos os
pavimentos da edificação,
com ramificações para todas as
caixas de incêndio e terminando no
hidrante de recalque.
SISTEMAS PREVENTIVOS
 CAIXA DE INCÊNDIO
 REGISTRO
 MANGUEIRA
 ESGUICHO
 BOMBAS DE INCÊNDIO
 CHUVEIROS AUTOMÁTICOS (SPRINKLES)
 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS
ATMOSFÉRICAS (PARA-RAIOS)
 ESCADA ENCLAUSULADA A PROVA DE FUMAÇA
MANGUEIRAS
Tubos enroláveis de nylon revestidos,
internamente, de borracha, possuindo nas
extremidades juntas do tipo storz. Utilizado
como duto para fluxo de água
entre a unidade propulsora e o esguicho.
Diâmetro: 1 1/2" e 2 1/2".
Comprimento: 15m e 30m.,
ESGUICHOS
Utilizado quando a solicitação for jato
compacto. Não possui comando para variação de jato,
sendo o mais utilizado pelos Bombeiros.
TRONCO CÔNICO
Utilizado nas ações que exigem alternância
de tipos de jatos e que possam ter diversas
classes de incêndio envolvidas.
ESGUICHO REGULÁVEL
Utilizado nas ações de combate, onde se deseja que a
água lançada em finas partículas, forme uma neblina,
atuando dessa forma por abafamento.
ESGUICHO REGULÁVEL NEBLINA
ESGUICHOS
NBR 13434-2 : 2004
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
NBR 13434-2 : 2004
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
ERRADO!!!
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
PROCEDIMENTOS EM CASOS
DE INCÊNDIOS
12 –
Avaliar a Situação:
 Existem Vítimas?
 O que Queima?
 Onde Queima?
 Quanto Queima?
Devemos Sempre:
Definir Procedimentos
Verificar Recursos Disponíveis
Redefinir Procedimentos,
sempre que Necessário!
PROCEDIMENTOS EM CASOS
DE INCÊNDIOS
12 –
PROCEDIMENTOS EM CASOS
DE INCÊNDIOS
12 –
PROCEDIMENTOS EM CASOS
DE INCÊNDIOS
12 –
13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
ABANDONO DE ÁREA
Procedimentos de Segurança que
contemplam abandono de área:
•Vazamento de produtos;
•Queima de materiais em equipamentos
•Plano de emergência - Incêndio.
13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
RESPONSABILIDADE E AUTORIDADE
•Gerencia da planta (Diretoria);
•Técnicos em Segurança (se houver!).
•Outros;
•Colaboradores
• Atender os procedimentos
• Praticar os exercícios simulados.
13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
ROTINA DE ABANDONO DE ÁREA
Procedimento estabelecido e implementado para
abandono da área da fábrica.
SINAL SONORO
DESLOCAMENTO ATRAVÉS DAS ROTAS DE FUGA E ACESSO AOS
PONTOS DE ENCONTRO ESTABELECIDOS.
EXIGÊNCIA DE EXERCÍCIOS SIMULADOS REGISTRADOS.
13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
AVISO SONORO
• Sinal de alerta sonoro que indica aos colaboradores o
momento de abandono da área.
ROTAS DE FUGA
• Rota estabelecida para que serve de orientação aos colaboradores no
momento de abandono do ambiente de trabalho;
• Sinalizadas com placas indicativas de material com visibilidade no
escuro;
• Se a energia for desligada as lâmpadas de emergência devem iluminar
os corredores e saídas.
13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
PONTO DE ENCONTRO
• Local seguro e ventilado.
• De fácil acesso e longe dos pontos perigosos da
empresa.
• Onde serão Reunidos os Colaboradores, após o
ABANDONO DA ÁREA.
EQUIPE DE SALVAMENTO
• Equipe constituída por colaboradores treinados na
prestação de socorro e orientação às vítimas que
possam ser envolvidas por emergências diversas no
local de trabalho.
• A equipe devidamente treinada utilizará recursos
de segurança disponibilizados pela empresa.
13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
•PARE o que estiver executando;
•Se possível DESLIGUE a máquina ou aparelho que estiver usando;
•FECHE o gás ou qualquer chama aberta;
•Ao sair, feche as porta se janelas (NÃO AS TRANQUE);
•DESOBSTRUA PASSAGENS caso necessário;
•DIRIJA-SE À SAÍDA INDICADA mantendo-se em fila e aguardando distância
segura do colaborador da frente;
•Movimente-se de modo rápido e ordeiro, NÃO CORRA;
•Mantenha-se em grupo após a saída para facilitar a conferência;
•Na presença de fumaça, movimentar-se abaixado;
•Se a emergência for incêndio e estiver usando roupa de nylon, tire-a do corpo e
carregue na mão;
•SEGUIR AS INSTRUÇÕES DOS MEMBROS DA CIPA E DA BRIGADA DE INCÊNDIO;
•DIRIJA-SE AO PONTO DE ENCONTRO onde haverá esclarecimentos do fato.
PROCEDIMENTOS PARA ABANDONO DE ÁREA
COMO PROCEDER
•Não corra sem saber para onde;
•Não atrase a fim de não atrapalhar a fila;
•Não use sapatos de salto alto;
•Não grite e nem faça barulho desnecessário;
•Não ria e nem fume;
•Não cause qualquer confusão ou brincadeiras;
•Não fique nos sanitários, vestiários ou qualquer outro compartimento;
•Não volte para apanhar roupas ou outros objetos esquecidos;
•Não use elevadores ou saídas designadas para outros fins;
•Não demore em atender as instruções.
PROCEDIMENTOS PARA ABANDONO DE ÁREA
COMO PROCEDER
PROCEDIMENTOS PARA ABANDONO DE ÁREA
CIPEIROS E BRIGADA DE EMERGÊNCIA
• Posicione-se nas saídas;
• Controlar os colaboradores evitando pânico;
• Orientar os colaboradores para as saídas, em ordem;
• Prestar os primeiros socorros, caso haja necessidade;
• Realizar buscas nos pisos e locais fechados;
• Cronometrar o tempo da evacuação.
Obs: Se numa saída houver fila demorada, oriente os
colaboradores para sair por uma mais próxima.
14 - COMO USAR O EXTINTOR

Procure um extintor apropriado para a CLASSE DO INCÊNDIO a ser combatido.

Segure o extintor na posição na posição vertical.

Rompa o lacre.

Retire o pino de segurança.
Observe a posição do vento e fique a favor dele. Isso evita que a fumaça e
o próprio extintor se torne um empecilho.

A distância ideal para o combate gira em torno de um metro.
É claro que às vezes o ideal não é possível, então busque chegar mais o
perto possível, dentro da proporção mencionada.

Dirija o jato para a base do fogo (parte baixa do fogo), deve-se fazer movimentos
como se estivesse varrendo o fogo.

Em combustíveis líquidos o combate deve ser feito cobrindo o fogo, fazendo tipo
uma nuvem de agente extintor.

Aperte o gatilho até o fim.

Ao terminar o combate, verifique se realmente as chamas foram completamente
extintas.
Esse cuidado é importante para evitar que fogo reinicie. Em alguns casos
revirar parte das cinzas será necessário.
• NBR 13434:1995 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Formas, dimensões e cores –
Padronização.
• NBR 13435:1995 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Procedimento
• NBR 13437:1995 – Símbolos gráficos para sinalização contra incêndio e pânico – Simbologia
• NBR 7500:2000 – Símbolos de risco e manuseio para o transporte e
armazenamento de materiais.
• Projeto de Norma ABNT 24:204.02-003 – jul:1999 – Produtos fotoluminescentes para sinalização de
emergência.
• Manual da Brigada de Incêndios de São Paulo – SP, 2008.
•Imagens meramente ilustrativas.
REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS
Para mais esclarecimentos, consultar as seguintes bibliografias:
OBRIGADO PELA ATENÇÃO!!

PRINCÍPIOS-DE-COMBATE-A--INCENDIO -.pptx

  • 1.
    PRINCÍPIOS DE COMBATE AINCÊNDIO NR - 23 Eng. Seg. do Trabalho: Felipe Morales Snoeck
  • 2.
    RISCO PEQUENO EMÉDIO TEORIA  01 – Teoria do Fogo;  02 – Propagação do Fogo;  03 – Classes de Incêndio;  04 – Métodos de Extinção;  05 – Agentes Extintores;  06 – Equipamentos de Combate a Incêndio;  07- Equipamentos de Detecção, Alarme e Comunicação; PRIMEIROS SOCORROS  08 – Parada cardiorrespiratória: Procedimentos de RCP – Reanimação cardiopulmonar;  09 – OVACE – Obstrução das Vias Aéreas por Corpos;  10 – Estranhos: Procedimentos de desobstrução PRÁTICA  11 – Combate a Incêndio;  12 – RCP;  13 – Desobstrução das vias aéreas.
  • 3.
    TEORIA DO FOGO DEFINIÇÃO: Fogoé um processo químico de transformação, também chamado de combustão. Fenômeno que consiste no desprendimento de calor e luz produzidos pela combustão de um corpo.
  • 4.
    DEFINIÇÃO DE FOGO Definição de Fogo: - Produto de uma reação química, denominada combustão, que produz luz e calor ou só calor.  Elementos do fogo:  Combustível  Oxigênio (Comburente)  Calor
  • 5.
     Ponto deFulgor - É a temperatura mínima, na qual um corpo começa a desprender vapores que se inflamam em contato com uma chama. Afastada a chama, o fogo se apaga devido à insuficiência na quantidade de vapores. PONTOS DE TEMPERATURA
  • 6.
     Ponto deCombustão ou inflamação - É a temperatura mínima, na qual os vapores do combustível se formam com rapidez e em quantidade suficiente para sustentar a queima, bastando para isso que entre em contato com uma fonte de ignição. PONTOS DE TEMPERATURA
  • 7.
     Ponto outemperatura de Ignição - É a temperatura mínima, na qual os gases ou vapores desprendidos de um corpo combustível entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, portanto independente de contato com uma fonte de ignição. PONTOS DE TEMPERATURA
  • 8.
    DEFINIÇÃO DE FOGO FOGOINCÊNDIO DESEJADO UTILIZADO SOB CONTROLE INDESEJADO DESTRUIDOR FORA DE CONTRO LE
  • 9.
     Combustível: Materialou substância que possui a propriedade de queimar. Apresentam-se em três estados: Sólido Liquido Gasoso  Comburente: É Oxigênio em proporções adequadas (± 8% - 13%).  Calor: Elemento que proporciona a reação entre o combustível e o comburente. Há casos em ocorrem combustão espontânea. DEFINIÇÃO DE FOGO
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
     A extinçãodo fogo baseia-se na retirada de um dos três elementos essenciais que provocam o fogo. MÉTODOS DE EXTINÇÃO – RETIRADA DO MATERIAL  Retirada de material  É a forma mais simples de se extinguir um incêndio. Baseia-se na retirada do material combustível, ainda não atingido, da área de propagação do fogo. Interrompendo a alimentação da combustão. Nesse método de extinção é retirada o elemento combustível.
  • 16.
  • 17.
     É ométodo mais utilizado. Consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando, diminuindo assim, a liberação de gases ou vapores inflamáveis. A água é o agente extintor mais usado, por ter grande capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrado.  Ex: Uso de SPRINKLER e HIDRANTES em forma de neblina para combate de incêndio. MÉTODOS DE EXTINÇÃO - RESFRIAMENTO
  • 23.
  • 24.
     Consiste emdiminuir ou impedir o contato do oxigênio com o material combustível. Não havendo comburente para reagir com o combustível, não haverá fogo, pois irá diminuir o oxigênio. Por exemplo o uso de uma tampa de panela para apagar a chama de uma frigideira. MÉTODOS DE EXTINÇÃO
  • 26.
     O calorpode se propagar de três diferentes maneiras: condução, convecção, e irradiação. PROPAGAÇÃO DE INCÊNDIO CONDUÇÃO: Transferência de calor através de um corpo sólido de molécula em molécula.
  • 27.
    Convecção: Transferência de calorpelo movimento ascendente de massas de gases. Ex: Chaleira Irradiação: Transferência de calor por ondas de energia calorífica que deslocam através do espaço. Ex: Fogueira, ela vai emitir ondas de calor.
  • 28.
     Classe ‘’A”: São materiais de fácil combustão, queimam tanto na superfície como em profundidade, deixando resíduos.  Exemplo: Papel, Madeira, Tecidos, Fibras, etc. CLASSES DO FOGO  Classe ‘’B” : São os produtos que queimam somente na superfície.  Exemplo: Óleos, Gasolina, GLP, Thinner, Álcool, Cera, etc.
  • 29.
     Classe “C”: Ocorrem em equipamentos elétricos energizados.  Exemplo: Computador, Motores, Painéis, etc.  Classe “D” : Ocorre em materiais pirofóricos.  Exemplo: Magnésio, Potássio, Alumínio em pó, etc. CLASSES DO FOGO
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    CAUSAS DO INCÊNDIO Classificaçãodas Causas:  NATURAIS – FENÔMENOS  ARTIFICIAIS – AÇÃO DIRETA DO HOMEM  ACIDENTAIS DESCUIDO DO HOMEM, SEM INTENÇÃO DE PROVOCÁ-LO.  PROPOSITAIS ORIGEM CRIMINOSA, INTENÇÃO DE PROVOCÁ-LO
  • 34.
    PRINCIPAIS CAUSAS DOINCÊNDIO BRINCADEIRA DE CRIANÇA
  • 35.
    DISPLICÊNCIA NA COZINHA DESCUIDO COM FÓFOROS VELASE LAMPARINAS VAZAMENTO G.L.P PRINCIPAIS CAUSAS DO INCÊNDIO
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
    08 – AGENTESEXTINTORES
  • 42.
    CLASSE C –MATERIAIS ELÉTRICOS
  • 44.
    AGENTES EXTINTORES Água: Açãode Extinção é o resfriamento, podendo ser empregada tanto no estado líquido como no gasoso.  Estado líquido - JATO COMPACTO E CHUVEIRO (Resfriamento), NEBLINA (Resfriamento e Abafamento (forma de vapor)). Espuma: Ação de extinção é de abafamento e, secundariamente, de resfriamento; por utilizar água na sua formação, conduz corrente elétrica. ESPUMA QUÍMICA – Reação Química entre Sulfato de Alumínio e Bicarbonato com estabilizador de espuma. Por um processo de batimento de uma mistura de água com um agente espumante e a aspiração simultânea de ar atmosférico em esguicho próprio, temos também a formação de ESPUMA MECÂNICA, que pode ser de baixa, média e alta expansão.
  • 45.
    Gases Inertes: taiscomo o anidrido carbônico ou gás carbônico, o nitrogênio e os hidrocarboneto halogenados, não conduzem corrente elétrica, e extinguem o fogo por abafamento ou rompimento de cadeia iônica. Pós químicos: tais como o bicarbonato de sódio, o sulfato de alumínio, a grafite, há pós especiais, próprios para fogo em magnésio, sódio e potássio. Esse pós químico geralmente atuam por abafamento e rompimento da cadeia iônica e não são condutores de eletricidade. AGENTES EXTINTORES
  • 46.
    08 – AGENTESEXTINTORES
  • 47.
    Capacidade 10 L Alcancemédio do Jato 10 M Tempo de Descarga 60 s Funcionamento: A Pressão do Gás propelente expele a Água quando o Gatilho é acionado. Fogo em material combustível sólido.  Exemplo: Papel, Madeira, Tecidos, Fibras, Plásticos, etc. 08.1 – ÁGUA PRESSURIZADA
  • 48.
    Capacidade 2 ; 4;6 ; 8 ou 12 Kg Alcance médio do Jato 2,5 M Tempo de Descarga 25 s Funcionamento: Gás armazenado sob pressão, liberado ao acionar o gatilho. Fogo em gases, líquidos e pastas inflamáveis. Exemplo: Óleos, Gasolina, GLP, Álcool, Cola, etc. 08.3 – CO2 – DIÓXIDO DE CARBONO
  • 49.
    Capacidade 2 ; 3; 4 ; 6 ; 8 ou 12KG Alcance médio do Jato 5 M Tempo de Descarga 15 s (4) 25 s (12) Funcionamento: O pó sob pressão é expelido quando o gatilho é acionado Utilizam monofosfato de amônia 08.4 – PÓ QUÍMICO SECO - PQS
  • 50.
    COMO USAR OEXTINTOR
  • 52.
    EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO,ALARME E COMUNICAÇÃO • OBEDIÊNCIA AS SINALIZAÇÕES • ORIENTAÇÃO SEGURA Muitas catástrofes com elevado número de vitimas poderiam ter sido evitadas, se houvesse:
  • 53.
  • 54.
    SISTEMAS PREVENTIVOS FIXOS Porcanalização preventiva e a rede preventiva. São dutos destinados a condução da água exclusivamente para o combate a incêndios. Tal duto sairá do fundo do reservatório superior, abaixo do qual terá uma válvula de retenção e de um registro, atravessando verticalmente todos os pavimentos da edificação, com ramificações para todas as caixas de incêndio e terminando no hidrante de recalque.
  • 55.
    SISTEMAS PREVENTIVOS  CAIXADE INCÊNDIO  REGISTRO  MANGUEIRA  ESGUICHO  BOMBAS DE INCÊNDIO  CHUVEIROS AUTOMÁTICOS (SPRINKLES)  SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS (PARA-RAIOS)  ESCADA ENCLAUSULADA A PROVA DE FUMAÇA
  • 56.
    MANGUEIRAS Tubos enroláveis denylon revestidos, internamente, de borracha, possuindo nas extremidades juntas do tipo storz. Utilizado como duto para fluxo de água entre a unidade propulsora e o esguicho. Diâmetro: 1 1/2" e 2 1/2". Comprimento: 15m e 30m.,
  • 57.
    ESGUICHOS Utilizado quando asolicitação for jato compacto. Não possui comando para variação de jato, sendo o mais utilizado pelos Bombeiros. TRONCO CÔNICO Utilizado nas ações que exigem alternância de tipos de jatos e que possam ter diversas classes de incêndio envolvidas. ESGUICHO REGULÁVEL
  • 58.
    Utilizado nas açõesde combate, onde se deseja que a água lançada em finas partículas, forme uma neblina, atuando dessa forma por abafamento. ESGUICHO REGULÁVEL NEBLINA ESGUICHOS
  • 59.
    NBR 13434-2 :2004 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
  • 60.
    NBR 13434-2 :2004 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64.
    PROCEDIMENTOS EM CASOS DEINCÊNDIOS 12 – Avaliar a Situação:  Existem Vítimas?  O que Queima?  Onde Queima?  Quanto Queima? Devemos Sempre: Definir Procedimentos Verificar Recursos Disponíveis Redefinir Procedimentos, sempre que Necessário!
  • 65.
    PROCEDIMENTOS EM CASOS DEINCÊNDIOS 12 –
  • 66.
    PROCEDIMENTOS EM CASOS DEINCÊNDIOS 12 –
  • 67.
    PROCEDIMENTOS EM CASOS DEINCÊNDIOS 12 –
  • 68.
    13 – PLANODE EMERGÊNCIA ABANDONO DE ÁREA Procedimentos de Segurança que contemplam abandono de área: •Vazamento de produtos; •Queima de materiais em equipamentos •Plano de emergência - Incêndio.
  • 69.
    13 – PLANODE EMERGÊNCIA RESPONSABILIDADE E AUTORIDADE •Gerencia da planta (Diretoria); •Técnicos em Segurança (se houver!). •Outros; •Colaboradores • Atender os procedimentos • Praticar os exercícios simulados.
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    13 – PLANODE EMERGÊNCIA ROTINA DE ABANDONO DE ÁREA Procedimento estabelecido e implementado para abandono da área da fábrica. SINAL SONORO DESLOCAMENTO ATRAVÉS DAS ROTAS DE FUGA E ACESSO AOS PONTOS DE ENCONTRO ESTABELECIDOS. EXIGÊNCIA DE EXERCÍCIOS SIMULADOS REGISTRADOS.
  • 71.
    13 – PLANODE EMERGÊNCIA AVISO SONORO • Sinal de alerta sonoro que indica aos colaboradores o momento de abandono da área. ROTAS DE FUGA • Rota estabelecida para que serve de orientação aos colaboradores no momento de abandono do ambiente de trabalho; • Sinalizadas com placas indicativas de material com visibilidade no escuro; • Se a energia for desligada as lâmpadas de emergência devem iluminar os corredores e saídas.
  • 72.
    13 – PLANODE EMERGÊNCIA PONTO DE ENCONTRO • Local seguro e ventilado. • De fácil acesso e longe dos pontos perigosos da empresa. • Onde serão Reunidos os Colaboradores, após o ABANDONO DA ÁREA.
  • 73.
    EQUIPE DE SALVAMENTO •Equipe constituída por colaboradores treinados na prestação de socorro e orientação às vítimas que possam ser envolvidas por emergências diversas no local de trabalho. • A equipe devidamente treinada utilizará recursos de segurança disponibilizados pela empresa. 13 – PLANO DE EMERGÊNCIA
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    •PARE o queestiver executando; •Se possível DESLIGUE a máquina ou aparelho que estiver usando; •FECHE o gás ou qualquer chama aberta; •Ao sair, feche as porta se janelas (NÃO AS TRANQUE); •DESOBSTRUA PASSAGENS caso necessário; •DIRIJA-SE À SAÍDA INDICADA mantendo-se em fila e aguardando distância segura do colaborador da frente; •Movimente-se de modo rápido e ordeiro, NÃO CORRA; •Mantenha-se em grupo após a saída para facilitar a conferência; •Na presença de fumaça, movimentar-se abaixado; •Se a emergência for incêndio e estiver usando roupa de nylon, tire-a do corpo e carregue na mão; •SEGUIR AS INSTRUÇÕES DOS MEMBROS DA CIPA E DA BRIGADA DE INCÊNDIO; •DIRIJA-SE AO PONTO DE ENCONTRO onde haverá esclarecimentos do fato. PROCEDIMENTOS PARA ABANDONO DE ÁREA COMO PROCEDER
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    •Não corra semsaber para onde; •Não atrase a fim de não atrapalhar a fila; •Não use sapatos de salto alto; •Não grite e nem faça barulho desnecessário; •Não ria e nem fume; •Não cause qualquer confusão ou brincadeiras; •Não fique nos sanitários, vestiários ou qualquer outro compartimento; •Não volte para apanhar roupas ou outros objetos esquecidos; •Não use elevadores ou saídas designadas para outros fins; •Não demore em atender as instruções. PROCEDIMENTOS PARA ABANDONO DE ÁREA COMO PROCEDER
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    PROCEDIMENTOS PARA ABANDONODE ÁREA CIPEIROS E BRIGADA DE EMERGÊNCIA • Posicione-se nas saídas; • Controlar os colaboradores evitando pânico; • Orientar os colaboradores para as saídas, em ordem; • Prestar os primeiros socorros, caso haja necessidade; • Realizar buscas nos pisos e locais fechados; • Cronometrar o tempo da evacuação. Obs: Se numa saída houver fila demorada, oriente os colaboradores para sair por uma mais próxima.
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    14 - COMOUSAR O EXTINTOR  Procure um extintor apropriado para a CLASSE DO INCÊNDIO a ser combatido.  Segure o extintor na posição na posição vertical.  Rompa o lacre.  Retire o pino de segurança. Observe a posição do vento e fique a favor dele. Isso evita que a fumaça e o próprio extintor se torne um empecilho.  A distância ideal para o combate gira em torno de um metro. É claro que às vezes o ideal não é possível, então busque chegar mais o perto possível, dentro da proporção mencionada.  Dirija o jato para a base do fogo (parte baixa do fogo), deve-se fazer movimentos como se estivesse varrendo o fogo.  Em combustíveis líquidos o combate deve ser feito cobrindo o fogo, fazendo tipo uma nuvem de agente extintor.  Aperte o gatilho até o fim.  Ao terminar o combate, verifique se realmente as chamas foram completamente extintas. Esse cuidado é importante para evitar que fogo reinicie. Em alguns casos revirar parte das cinzas será necessário.
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    • NBR 13434:1995– Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Formas, dimensões e cores – Padronização. • NBR 13435:1995 – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Procedimento • NBR 13437:1995 – Símbolos gráficos para sinalização contra incêndio e pânico – Simbologia • NBR 7500:2000 – Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazenamento de materiais. • Projeto de Norma ABNT 24:204.02-003 – jul:1999 – Produtos fotoluminescentes para sinalização de emergência. • Manual da Brigada de Incêndios de São Paulo – SP, 2008. •Imagens meramente ilustrativas. REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS Para mais esclarecimentos, consultar as seguintes bibliografias:
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