DISCIPLINA HISTÓRIA
Professor
ADRIANA
Tema conforme
Planejamento
Brasil 1500-1530
Nº de Aulas para
desenvolver o Tema
01AULAS
Período Pré-Colonial
O período que vai de 1500, data da
chegada da esquadra de Pedro
Álvares Cabral, até 1530; é
denominado pelos historiadores
de período pré-colonial. Nestes
primeiros trinta anos, o Brasil foi
objeto de pouco interesse para
Portugal, que estava mais
interessado no lucrativo comércio de
especiarias com as Índias, além de
não dispor de homens suficientes
para povoar todas as regiões
descobertas.
A abundância de pau-brasil e o
descaso português com as novas
terras fo-
ram aproveitados principalmente
pelos franceses, que passaram a vir
com
frequência ao litoral brasileiro.
Expedições de exploração
• Assim, durante trinta anos (1500-1530), não houve colonização sistemática no
Brasil, porque aqui não havia, de imediato, produto que interessasse a
Portugal, principalmente ouro e prata, como ocorrera com a região americana
onde os espanhóis haviam chegado. Ainda assim, Portugal enviou para o
Brasil, durante esse período, algumas expedições exploradoras
• Essas expedições constataram a presença, em grande quantidade, de uma
madeira chamada pelos nativos de “ibirapitanga”, cuja cor avermelhada as
semelhava-se à brasa, o que lhe conferiu a denominação, por parte dos
portugueses, de “pau-brasil.
• A abundância de pau-brasil e o descaso português com as novas terras foram
aproveitados principalmente pelos franceses, que passaram a vir com
frequência ao litoral brasileiro.
Pau-Brasil
• A exploração da árvore do pau-brasil veio a ser a primeira atividade econômica
empreendida pelos portugueses em território brasileiro. Sua extração foi fácil, pois
o pau-brasil estava localizado em florestas adjacentes ao litoral e havia um
intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e conduziam as toras em
troca de mercadorias européias banais, tais como facões, machados, espelhos,
panos, entre outras coisas. (=ESCAMBO)
• O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual
tinha como sócios vários comerciantes judeus, porém, em troca desta permissão,
tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos
trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré -estipulada à Coroa e também
edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança
do novo território tão almejado pelos invasores.
Exploração
do
Pau-Brasil
Curiosidade
• Desde a Idade Média, o pau-brasil era
conhecido na Europa, sob outra variedade
originária da Sumatra, no Oriente, em
malaio, de sapang (do sânscrito patanga ou
“vermelho”). Era usado para tingir sedas e
linhos usados pelos nobres do Oriente.
Como tintura sua cor variava do marrom ao
castanho-claro e, conforme a diluição e as
misturas, podia resultar em tons de rosa,
castanho e púrpura.
• Em janeiro de 1500, o espanhol Vicente
Pinzón carregou seus navios com 350
quintais (ou 21 toneladas) de pau-brasil,
recolhidos nas praias do nordeste do Brasil,
ou talvez na região de Pária, levando-os à
Espanha.
• A exploração do pau-brasil foi feita num
ritmo tão feroz que só no primeiro século
de exploração, cerca de 2 milhões de
árvores foram derrubadas – uma espantosa
média de 20 mil por ano ou quase 50 por
dia.
Consequência da Expedição de
Exploração
• É importante ressaltar que essa atividade extrativa era
amplamente predatória e promoveu uma sistemática destruição
da Mata Atlântica, quase levando à extinção do pau-brasil.
Um alemão no Brasil:
Presença de Hans
Staden
• Hans Staden, um alemão que fora aprisionado pelos
tupinambás no litoral fluminense, em 1554, depois
de ter voltado para casa, escreveu, provavelmente,
um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo.
• Não satisfeitos em ameaçar devorá-lo a qualquer
instante, os seus captores, depois de terem-no
levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam-
no para que presenciasse as cerimônias
antropofágicas que realizavam. Certa vez,
carregaram-no até a aldeia de Tiquaripe, perto de
Angra dos Reis, para ver um dos seus inimigos ter a
cabeça esmagada pelo ibirapema, o tacape de
execuções. Logo em seguida, assistiu os restos do
bravo serem rapidamente deglutidos pela tribo
inteira, embriagada previamente com licor de raízes
de abatí.
Hans Staden,
Execução de
um Prisioneiro
que Está Preso
Xilogravura. Dois
Chefes Tupinambás
com os Corpos
Adornados por
Plumas - ilustração
do livro "Duas
Viagens ao Brasil" de
Hans Staden (1557)
Hans Staden no Meio da Dança das Mulheres da
Aldeia de Ubatuba, obra de Theodore De Bry.
Habitação
Tupinambá
Índios recebem
na Ilha de
Santa Catarina
a expedição na
qual estava
Hans Staden
Os viajantes destacavam que
os tupinambás ocupavam-se
com danças e bebidas para se
animarem, que viviam em
estado de alegria, de festa,
sempre contentes e satisfeitos,
sem preocupações nem
tristezas.
Os índios debochavam e riam
do convívio desajeitado dos
europeus com a natureza e
também das vestimentas que
estes usavam.
Luta entre
Tupinambás e
Tupiniquins na
Ilha de Santo
Amaro, em frente
a Bertioga
Canibais
Brasil Pré-colonial_1500 1530

Brasil Pré-colonial_1500 1530

  • 1.
    DISCIPLINA HISTÓRIA Professor ADRIANA Tema conforme Planejamento Brasil1500-1530 Nº de Aulas para desenvolver o Tema 01AULAS
  • 2.
    Período Pré-Colonial O períodoque vai de 1500, data da chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral, até 1530; é denominado pelos historiadores de período pré-colonial. Nestes primeiros trinta anos, o Brasil foi objeto de pouco interesse para Portugal, que estava mais interessado no lucrativo comércio de especiarias com as Índias, além de não dispor de homens suficientes para povoar todas as regiões descobertas. A abundância de pau-brasil e o descaso português com as novas terras fo- ram aproveitados principalmente pelos franceses, que passaram a vir com frequência ao litoral brasileiro.
  • 3.
    Expedições de exploração •Assim, durante trinta anos (1500-1530), não houve colonização sistemática no Brasil, porque aqui não havia, de imediato, produto que interessasse a Portugal, principalmente ouro e prata, como ocorrera com a região americana onde os espanhóis haviam chegado. Ainda assim, Portugal enviou para o Brasil, durante esse período, algumas expedições exploradoras • Essas expedições constataram a presença, em grande quantidade, de uma madeira chamada pelos nativos de “ibirapitanga”, cuja cor avermelhada as semelhava-se à brasa, o que lhe conferiu a denominação, por parte dos portugueses, de “pau-brasil. • A abundância de pau-brasil e o descaso português com as novas terras foram aproveitados principalmente pelos franceses, que passaram a vir com frequência ao litoral brasileiro.
  • 4.
    Pau-Brasil • A exploraçãoda árvore do pau-brasil veio a ser a primeira atividade econômica empreendida pelos portugueses em território brasileiro. Sua extração foi fácil, pois o pau-brasil estava localizado em florestas adjacentes ao litoral e havia um intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e conduziam as toras em troca de mercadorias européias banais, tais como facões, machados, espelhos, panos, entre outras coisas. (=ESCAMBO) • O primeiro a usufruir dessa concessão, em 1501, foi Fernando de Noronha, o qual tinha como sócios vários comerciantes judeus, porém, em troca desta permissão, tinham por obrigação enviar embarcações à nova terra, encontrar pelo menos trezentas léguas de costa, pagar uma quantia pré -estipulada à Coroa e também edificar e conservar as fortificações, mantendo assim a segurança do novo território tão almejado pelos invasores.
  • 5.
  • 6.
    Curiosidade • Desde aIdade Média, o pau-brasil era conhecido na Europa, sob outra variedade originária da Sumatra, no Oriente, em malaio, de sapang (do sânscrito patanga ou “vermelho”). Era usado para tingir sedas e linhos usados pelos nobres do Oriente. Como tintura sua cor variava do marrom ao castanho-claro e, conforme a diluição e as misturas, podia resultar em tons de rosa, castanho e púrpura. • Em janeiro de 1500, o espanhol Vicente Pinzón carregou seus navios com 350 quintais (ou 21 toneladas) de pau-brasil, recolhidos nas praias do nordeste do Brasil, ou talvez na região de Pária, levando-os à Espanha. • A exploração do pau-brasil foi feita num ritmo tão feroz que só no primeiro século de exploração, cerca de 2 milhões de árvores foram derrubadas – uma espantosa média de 20 mil por ano ou quase 50 por dia.
  • 7.
    Consequência da Expediçãode Exploração • É importante ressaltar que essa atividade extrativa era amplamente predatória e promoveu uma sistemática destruição da Mata Atlântica, quase levando à extinção do pau-brasil.
  • 8.
    Um alemão noBrasil: Presença de Hans Staden • Hans Staden, um alemão que fora aprisionado pelos tupinambás no litoral fluminense, em 1554, depois de ter voltado para casa, escreveu, provavelmente, um dos primeiros best-seller sobre o Novo Mundo. • Não satisfeitos em ameaçar devorá-lo a qualquer instante, os seus captores, depois de terem-no levado para a aldeia deles em Ubatuba, arrastavam- no para que presenciasse as cerimônias antropofágicas que realizavam. Certa vez, carregaram-no até a aldeia de Tiquaripe, perto de Angra dos Reis, para ver um dos seus inimigos ter a cabeça esmagada pelo ibirapema, o tacape de execuções. Logo em seguida, assistiu os restos do bravo serem rapidamente deglutidos pela tribo inteira, embriagada previamente com licor de raízes de abatí.
  • 9.
    Hans Staden, Execução de umPrisioneiro que Está Preso
  • 10.
    Xilogravura. Dois Chefes Tupinambás comos Corpos Adornados por Plumas - ilustração do livro "Duas Viagens ao Brasil" de Hans Staden (1557)
  • 11.
    Hans Staden noMeio da Dança das Mulheres da Aldeia de Ubatuba, obra de Theodore De Bry.
  • 12.
  • 13.
    Índios recebem na Ilhade Santa Catarina a expedição na qual estava Hans Staden
  • 14.
    Os viajantes destacavamque os tupinambás ocupavam-se com danças e bebidas para se animarem, que viviam em estado de alegria, de festa, sempre contentes e satisfeitos, sem preocupações nem tristezas. Os índios debochavam e riam do convívio desajeitado dos europeus com a natureza e também das vestimentas que estes usavam.
  • 15.
    Luta entre Tupinambás e Tupiniquinsna Ilha de Santo Amaro, em frente a Bertioga
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