UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO Amanda Montalvão Andréa França Luciana Guedes Karla Florêncio Priscila Antão
Farelo de Trigo em Substituição ao Fubá de Milho em Dietas de Vacas em Lactação.  3-consumo e Digestibilidade
INTRODUÇÃO Na prática de criação de ruminantes, a alimentação tem sido responsável pela maior parte dos custos (60 a 70%), sejam esses animais criados confinados ou extensivamente.  Dentro de algumas opções de ingredientes de concentrados para o gado leiteiro, o farelo de trigo pode ser uma alternativa viável, quando o seu preço estiver conveniente, entretanto, pouco se sabe sobre o seu valor nutritivo para estes animais.
A ingestão de matéria seca (IMS) é um importante critério para avaliação de dietas, especialmente para vacas de alta produção. A IMS depende de uma série de fatores, incluindo peso vivo, nível de produção de leite, estádio de lactação, condições ambientais, fatores psicogênicos e de manejo, histórico de alimentação, condição corporal e qualidade dos ingredientes da ração, particularmente  forragens.  A digestibilidade é um dos parâmetros mais importantes para avaliação do valor nutritivo de um alimento.
OBJETIVO: Determinar o tempo necessário para adaptação e medição de consumo e avaliar o efeito de níveis crescentes de farelo de trigo em substituição ao fubá de milho em dietas de vacas em lactação sobre o consumo de MS, MO, PB, EE, FDN, CHOT, CNF e NDT, e as digestibilidades da MS, MO, PB, CHOT e FDN.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi conduzido na Unidade de Ensino Pesquisa e Extensão em Gado de Leite (UEPE-GL) da Universidade Federal de Viçosa (MG); Foram utilizadas  12 vacas  da raça Holandesa puras e mestiças , em sistema de confinamento total e em baias individuais, distribuídas em  três quadrados latinos balanceados , com quatro períodos de 15 dias;
Os períodos foram divididos em  3 sub-períodos de 5 dias  para coleta de amostras para medição do  consumo de MS  e 10 dias de adaptação e cinco dias de coletas para análise dos nutrientes, foram utilizadas para avaliar o efeito da substituição do  fubá de milho  pelo  farelo de trigo  em  0, 33, 67 e 100% na dieta  de vacas em lactação;
As dietas foram isoprotéicas (15%PB) compostas de silagem de milho, fubá de milho e/ou farelo de trigo, além de farelo soja, algodão, uréia e minerais.  A relação  volumoso : concentrado  foi de 70:30% na base seca. As dietas foram balanceadas para atender as exigências, segundo o NRC (1989) de vacas leiteiras, pesando 550 kg de peso vivo e produzindo  20 kg de leite/dia com 3,5% de gordura. As fezes foram coletadas diretamente da ampola retal duas vezes ao dia, as 8 h e as 15 h no décimo quarto dia de cada período experimental.
A fibra em detergente ácido indigestível (FDAi) foi utilizada como indicador interno para determinar a digestibilidade aparente dos nutrientes, conforme técnica descrita por CRAIG et al. (1984) , exceto para a incubação, que foi feita diretamente no rúmen por seis dias. Os dados foram avaliados por meio de análises de variância e regressão  utilizando-se um nível de 5% de significância.
RESULTADOS E DISCUSSÃOS
Tabela 1  –  Consumo médio diário de matéria seca estimadas para três sub-períodos em função dos níveis de farelo de trigo na dieta e suas respectivas médias e coeficientes de variação (CV) Sub-período Níveis de farelo de trigo (%) 0 33 67 100 Média geral CV (%) CMS(kg/dia) 17,00 17,65 17,26 CMS(%PV) 3,14 3,27 3,2 CMS(g/kg º ׂ , 75 ) 151,52 157,62 154,23 16,28 17,63 16,46 3,01 3,27 3,06 145,12 157,57 147,12 1 2 3 1 2 3 1 2 3 16,95 17,10 16,45 3,17 3,19 3,07 152,35 153,35 147,52 16,37 17,23 17,04 3,06 3,21 3,18 146,91 154,5 152,82 Y= 16,65 Y= 17,40 Y= 16,80 Y= 3,10 Y= 3,24 Y= 3,13 Y= 148,97 Y= 155,81 Y= 150,42 7,75 7,19 7,59 6,69 5,72 6,98 6,92 6,06 7,04
TABELA 1-  Observou-se que em nenhum dos sub-períodos os consumos de matéria seca foram influenciados pelos níveis de farelo de trigo nas rações.
Tabela 2  –  Consumo médios diários de matéria seca (MS) matéria orgânica (MO), proteina bruta (PB), extrato etéreo (EE), carboidratos totais (CT), fibra em detergente neutro (FDN), carboidratos não fibrosos (CNF) e nutrientes digetíveis totais (NDT) das dietas experimentais e suas respectivas equações de regressão, coeficiebte de determinação (R²) e coeficiente de variação (CV) Itens Níveis de farelo de trigo (%) 0 33 67 100 Equação de  regressão CV (%) º ,75 17,26 154,23 16,1 2,91 0,498 11,90 6,42 5,34 11,65 3,2 1,19 16,46 147,12 15,33 2,83 0,450 11,25 8,10 4,52 10,82 3,06 1,51 MS kg/dia MS g/kg MO kg/dia PB kg/dia EE kg/dia CT kg/dia FDN kg/dia CNF g/kg NDT kg/dia MS %PV FDN %PV 16,45 147,52 15,64 2,80 0,453 11,73 8,12 4,13 11,08 3,07 1,52 17,04 152,82 15,74 2,91 0,468 11,91 9,29 3,79 10,31 3,18 1,73 Y= 16,08 Y= 150,42 Y= 15,7 Y= 2,86 Y= 0,467 Y= 11,7 Y= 6.696+0,025NT Y= 5,205-0,015NT Y= 10,96 Y= 3,12 Y= 1,242+0,005NT 7,59 7,04 5,79 6,34 11,25 6,43 7,66 10,12 10,26 6,98 7,07 R² Consumos 0,88 0,94 0,88
TABELA 2 -  Os consumos de MS, MO, PB, EE e NDT não variaram com o aumento dos níveis de trigo da ração, entretanto, os consumos de FDN expressos em kg/dia e %PVaumentaram (P<0,05) com o aumentos dos níveis de trigo, uma vez que este apresenta alto teor de fibra, já o consumo de CNF decresceu (P<0,05) com o aumento dos níveis de farelo de trigo.
As digestibilidades aparentes da MS, MO, CHOT e PB decresceram linearmente (P<0,05) com o aumento dos níveis de trigo da ração; as digestibildades do EE e FDN não variaram.
CONCLUSÕES A redução do período experimental para 10 dias poderá resultar em 33% de economia em tempo e custos de alimentação. Os consumos de nutrientes, com exceção dos consumos de FDN e CNF não foram afetados pelos níveis de farelo de trigo nas dietas de vacas em lactação. Entretanto, as digestibilidades foram influenciadas, exceto apenas para a digestibilidade do extrato etéreo e FDN.
OBRIGADA !!!

Bovino De Leite

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    UNIVERSIDADE FEDERAL RURALDE PERNAMBUCO Amanda Montalvão Andréa França Luciana Guedes Karla Florêncio Priscila Antão
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    Farelo de Trigoem Substituição ao Fubá de Milho em Dietas de Vacas em Lactação. 3-consumo e Digestibilidade
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    INTRODUÇÃO Na práticade criação de ruminantes, a alimentação tem sido responsável pela maior parte dos custos (60 a 70%), sejam esses animais criados confinados ou extensivamente. Dentro de algumas opções de ingredientes de concentrados para o gado leiteiro, o farelo de trigo pode ser uma alternativa viável, quando o seu preço estiver conveniente, entretanto, pouco se sabe sobre o seu valor nutritivo para estes animais.
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    A ingestão dematéria seca (IMS) é um importante critério para avaliação de dietas, especialmente para vacas de alta produção. A IMS depende de uma série de fatores, incluindo peso vivo, nível de produção de leite, estádio de lactação, condições ambientais, fatores psicogênicos e de manejo, histórico de alimentação, condição corporal e qualidade dos ingredientes da ração, particularmente forragens. A digestibilidade é um dos parâmetros mais importantes para avaliação do valor nutritivo de um alimento.
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    OBJETIVO: Determinar otempo necessário para adaptação e medição de consumo e avaliar o efeito de níveis crescentes de farelo de trigo em substituição ao fubá de milho em dietas de vacas em lactação sobre o consumo de MS, MO, PB, EE, FDN, CHOT, CNF e NDT, e as digestibilidades da MS, MO, PB, CHOT e FDN.
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    O experimento foiconduzido na Unidade de Ensino Pesquisa e Extensão em Gado de Leite (UEPE-GL) da Universidade Federal de Viçosa (MG); Foram utilizadas 12 vacas da raça Holandesa puras e mestiças , em sistema de confinamento total e em baias individuais, distribuídas em três quadrados latinos balanceados , com quatro períodos de 15 dias;
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    Os períodos foramdivididos em 3 sub-períodos de 5 dias para coleta de amostras para medição do consumo de MS e 10 dias de adaptação e cinco dias de coletas para análise dos nutrientes, foram utilizadas para avaliar o efeito da substituição do fubá de milho pelo farelo de trigo em 0, 33, 67 e 100% na dieta de vacas em lactação;
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    As dietas foramisoprotéicas (15%PB) compostas de silagem de milho, fubá de milho e/ou farelo de trigo, além de farelo soja, algodão, uréia e minerais. A relação volumoso : concentrado foi de 70:30% na base seca. As dietas foram balanceadas para atender as exigências, segundo o NRC (1989) de vacas leiteiras, pesando 550 kg de peso vivo e produzindo 20 kg de leite/dia com 3,5% de gordura. As fezes foram coletadas diretamente da ampola retal duas vezes ao dia, as 8 h e as 15 h no décimo quarto dia de cada período experimental.
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    A fibra emdetergente ácido indigestível (FDAi) foi utilizada como indicador interno para determinar a digestibilidade aparente dos nutrientes, conforme técnica descrita por CRAIG et al. (1984) , exceto para a incubação, que foi feita diretamente no rúmen por seis dias. Os dados foram avaliados por meio de análises de variância e regressão utilizando-se um nível de 5% de significância.
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    Tabela 1 – Consumo médio diário de matéria seca estimadas para três sub-períodos em função dos níveis de farelo de trigo na dieta e suas respectivas médias e coeficientes de variação (CV) Sub-período Níveis de farelo de trigo (%) 0 33 67 100 Média geral CV (%) CMS(kg/dia) 17,00 17,65 17,26 CMS(%PV) 3,14 3,27 3,2 CMS(g/kg º ׂ , 75 ) 151,52 157,62 154,23 16,28 17,63 16,46 3,01 3,27 3,06 145,12 157,57 147,12 1 2 3 1 2 3 1 2 3 16,95 17,10 16,45 3,17 3,19 3,07 152,35 153,35 147,52 16,37 17,23 17,04 3,06 3,21 3,18 146,91 154,5 152,82 Y= 16,65 Y= 17,40 Y= 16,80 Y= 3,10 Y= 3,24 Y= 3,13 Y= 148,97 Y= 155,81 Y= 150,42 7,75 7,19 7,59 6,69 5,72 6,98 6,92 6,06 7,04
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    TABELA 1- Observou-se que em nenhum dos sub-períodos os consumos de matéria seca foram influenciados pelos níveis de farelo de trigo nas rações.
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    Tabela 2 – Consumo médios diários de matéria seca (MS) matéria orgânica (MO), proteina bruta (PB), extrato etéreo (EE), carboidratos totais (CT), fibra em detergente neutro (FDN), carboidratos não fibrosos (CNF) e nutrientes digetíveis totais (NDT) das dietas experimentais e suas respectivas equações de regressão, coeficiebte de determinação (R²) e coeficiente de variação (CV) Itens Níveis de farelo de trigo (%) 0 33 67 100 Equação de regressão CV (%) º ,75 17,26 154,23 16,1 2,91 0,498 11,90 6,42 5,34 11,65 3,2 1,19 16,46 147,12 15,33 2,83 0,450 11,25 8,10 4,52 10,82 3,06 1,51 MS kg/dia MS g/kg MO kg/dia PB kg/dia EE kg/dia CT kg/dia FDN kg/dia CNF g/kg NDT kg/dia MS %PV FDN %PV 16,45 147,52 15,64 2,80 0,453 11,73 8,12 4,13 11,08 3,07 1,52 17,04 152,82 15,74 2,91 0,468 11,91 9,29 3,79 10,31 3,18 1,73 Y= 16,08 Y= 150,42 Y= 15,7 Y= 2,86 Y= 0,467 Y= 11,7 Y= 6.696+0,025NT Y= 5,205-0,015NT Y= 10,96 Y= 3,12 Y= 1,242+0,005NT 7,59 7,04 5,79 6,34 11,25 6,43 7,66 10,12 10,26 6,98 7,07 R² Consumos 0,88 0,94 0,88
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    TABELA 2 - Os consumos de MS, MO, PB, EE e NDT não variaram com o aumento dos níveis de trigo da ração, entretanto, os consumos de FDN expressos em kg/dia e %PVaumentaram (P<0,05) com o aumentos dos níveis de trigo, uma vez que este apresenta alto teor de fibra, já o consumo de CNF decresceu (P<0,05) com o aumento dos níveis de farelo de trigo.
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    As digestibilidades aparentesda MS, MO, CHOT e PB decresceram linearmente (P<0,05) com o aumento dos níveis de trigo da ração; as digestibildades do EE e FDN não variaram.
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    CONCLUSÕES A reduçãodo período experimental para 10 dias poderá resultar em 33% de economia em tempo e custos de alimentação. Os consumos de nutrientes, com exceção dos consumos de FDN e CNF não foram afetados pelos níveis de farelo de trigo nas dietas de vacas em lactação. Entretanto, as digestibilidades foram influenciadas, exceto apenas para a digestibilidade do extrato etéreo e FDN.
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