Reunião de Oração, às 18h todos os
domingos com Pb Jairo T. Pires
As Raízes da fé autêntica, William Guthrie, PES.
Nessa obra o puritano William Guthrie nos fala sobre
quem é verdadeiramente cristão e como se tornar um.
John Owen considerava essa obra superior em
teologia a todos os seus livros.
 Espere uma igreja firmemente bíblica...
 Espere uma igreja ardorosamente acolhedora...
 Espere uma igreja liberalmente generosa...
 Espere uma igreja fielmente missionária...
Isso será alcançado quando você contribuir efetiva e
afetivamente, orando, servindo, honrando e sustentando a
sua igreja.
Rua Tókio 842, Cidade Edson, Suzano/SP
SERÁ QUE EU SOU UM
DOS ELEITOS DE DEUS?
Silas R. Nogueira
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou
para uma viva esperança, mediante a ressurreição de
Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança
incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada
nos céus para vós outros que sois guardados pelo
poder de Deus, mediante a fé, para a salvação
preparada para revelar-se no último tempo.
1 Pedro 1.3-5
Você já se perguntou: “sou mesmo um cristão?”
Já foi assolado por dúvidas quanto à sua eleição
em Cristo? Não? Puxa, eu já! E sei também que
não fui o primeiro e que não serei o ultimo!
Tais questões muitas vezes assolam alguns
queridos irmãos. Muitas vezes algumas pessoas
são tão fortemente afligidos por tais questões que
caem em melancolia e desânimo. Experimentam
 Revelação: Marcos 1.15
 Invocação: Pb. Alan Pires
 Adoração: “Louvai ao Senhor”, Sl 117
 Dedicação: 2 Coríntios 9.7
 Intercessão & Contrição: 1 João 1.9
 Proclamação: Pr. Silas Roberto
 Bênção
Ano II – n° 26 29 de Junho de 2014
Serviços:
Domingo:
EBD às 17h00
Culto às 18h30
Quinta-feira
Oração e estudo às 20h
Ministério:
Pastor:
Silas Roberto Nogueira
(9-9229-2224)
Presbíteros:
Jairo Pires
Alan Junior
Diáconos
Joredson e Ana Souza
O que posso esperar da
Comunidade Batista da Graça?
Ordem de Culto
uma espécie de depressão espiritual. Talvez esse
seja o seu caso, como foi o meu ou até mesmo é
possível que você conheça alguém nessas
condições. Bem, escrevo pensando em alguém
que está nessas condições, para ajudá-lo a
compreender o assunto e a sair de tal situação.
Essa é minha oração, esse é o meu desejo.
A certeza da salvação é um assunto polêmico em
muitos setores do cristianismo moderno. Na
verdade é um assunto meio fora de moda. É um
assunto ligado a doutrina da Perseverança dos
santos, contudo distinto dela. Alguns pensam
que é a mesma coisa, porém estão enganados. É
importante ter em mente que o crente não perde
a salvação, mas a certeza da salvação ele pode
não experimentar ou mesmo experimentá-la e
perde-la sem que isso afete a sua salvação.
A certeza da salvação é um assunto importante,
porém negligenciado atualmente, como tantas
outras doutrinas. Ora, o que queremos dizer com
certeza de salvação? Quando falamos em certeza
da salvação falamos naquela convicção firme, na
mente do cristão, da certeza absoluta de sua
salvação, tanto atual quanto eterna.
Um vislumbre da história da doutrina pode
ajudar-nos a compreender o variado modo de
pensar moderno. O catolicismo sempre afirmou
que ninguém pode obter certeza da salvação,
salvo uma revelação especial da parte de Deus.
Louis Berkhof, teólogo presbiteriano, comenta “a
Igreja católica Romana nega, não somente que a
certeza pessoal pertença à essência da fé, mas até
mesmo que ela seja um actus reflexus (ato
reflexivo) ou fruto da fé”. Para o romanismo a
certeza da salvação é um ensino perigoso,
herético e anátema. O romanismo sempre
defendeu esse modo de pensar, pois isso era
muito vantajoso para eles, pois mantinha o fiel
preso à igreja a aos sacramentos.
O arminianismo primitivo parece ter caminhado
com Roma na questão da certeza da salvação.
John Wesley (1700-1791) era de convicções
arminianas, mas introduziu algumas mudanças
no sistema. Para Wesley a certeza da salvação
provinha do testemunho interno do Espírito
Santo. Portanto, a certeza da salvação faz parte
do arcabouço teológico de Wesley. Ele ensinava a
legitimidade e necessidade de crer e defender a
doutrina da certeza da salvação, embora não
cresse na permanência definitiva dela, isto é, na
Perseverança dos Santos.
Os reformadores sempre afirmaram a certeza da
salvação. Em sua reação a posição do romanismo
muitas vezes eles falavam que a certeza da
salvação era essencial à própria fé, o elemento
mais importante da fé. Sem essa certeza de
salvação podia-se duvidar da presença de
verdadeira fé.
Já os Puritanos davam muita ênfase na certeza
plena da salvação. Augustus Nicodemus Lopes
comenta que os puritanos “sabiam que o propósito
do homem é "glorificar a Deus e gozá-lo para sempre",
mas entendiam que, enquanto não se alcançasse essa
certeza plena de que você era um eleito, não poderia
glorificar a Deus de forma total”.
O puritano Willliam Guthrie, no seu livro, "O
Maior Benefício do Crente" (1658) diz: "Qual a
principal ocupação do homem neste mundo?"
Resposta: "Ter certeza de que participa de Cristo e
viver de acordo com isto". Mas o movimento
puritano avançou em sua concepção do assunto.
Eles compreenderam que a certeza da salvação
não era critério para julgar se uma pessoa era
salva ou não.
Para os Puritanos a certeza da salvação estava
ligada à santificação, não era produto de mera
persuasão conjectural, mas na infalível promessa
de Deus, a manifestação interna de vida
espiritual piedosa e do testemunho interno do
Espírito. Esse ensino é o que se coaduna com o
testemunho das Escrituras. Volte seus olhos para
o texto citado no começo do artigo. O que Pedro
nos diz aqui? . Em que bases podemos ter certeza
plena da nossa salvação?
1. O primeiro ponto que quero ressaltar aqui é
que a certeza da salvação repousa nas
promessas de salvação que o Deus que não pode
mentir nos fez. Pedro nos apresenta a uma
gloriosa promessa de salvação nos v.4,5. Observe
que Pedro declara que fomos regenerados para
herdarmos uma herança que é “incorruptível” ( a
morte não toca), “sem mácula” (não manchada
pelo mal) e “imarcescível” (perene, não
prejudicada pelo tempo) – e que não há nenhum
tom de incerteza em suas palavras, fomos salvos
para herdar e vamos herdar isso, segundo a
promessa da Palavra de Deus. Ora, se a herança
não perece porque os herdeiros também não
perecem. Pedro ainda faz outra afirmação – essa
herança “é reservada nos céus para vós outros”.
O termo usado aqui por Pedro indica que a
herança existe e está sendo preservada aos que
são igualmente guardados para ela (Mt 25.34).
No v.5 Pedro declara que não somente a herança
nos está reservada, mas que nós mesmos somos
guardados para ela. Essa gloriosa promessa das
Escrituras serve como alicerce sobre o qual
construo o edifício da minha certeza.
Continua.

Boletim cbg n°_26_29_junho_2014

  • 1.
    Reunião de Oração,às 18h todos os domingos com Pb Jairo T. Pires As Raízes da fé autêntica, William Guthrie, PES. Nessa obra o puritano William Guthrie nos fala sobre quem é verdadeiramente cristão e como se tornar um. John Owen considerava essa obra superior em teologia a todos os seus livros.  Espere uma igreja firmemente bíblica...  Espere uma igreja ardorosamente acolhedora...  Espere uma igreja liberalmente generosa...  Espere uma igreja fielmente missionária... Isso será alcançado quando você contribuir efetiva e afetivamente, orando, servindo, honrando e sustentando a sua igreja. Rua Tókio 842, Cidade Edson, Suzano/SP SERÁ QUE EU SOU UM DOS ELEITOS DE DEUS? Silas R. Nogueira Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. 1 Pedro 1.3-5 Você já se perguntou: “sou mesmo um cristão?” Já foi assolado por dúvidas quanto à sua eleição em Cristo? Não? Puxa, eu já! E sei também que não fui o primeiro e que não serei o ultimo! Tais questões muitas vezes assolam alguns queridos irmãos. Muitas vezes algumas pessoas são tão fortemente afligidos por tais questões que caem em melancolia e desânimo. Experimentam  Revelação: Marcos 1.15  Invocação: Pb. Alan Pires  Adoração: “Louvai ao Senhor”, Sl 117  Dedicação: 2 Coríntios 9.7  Intercessão & Contrição: 1 João 1.9  Proclamação: Pr. Silas Roberto  Bênção Ano II – n° 26 29 de Junho de 2014 Serviços: Domingo: EBD às 17h00 Culto às 18h30 Quinta-feira Oração e estudo às 20h Ministério: Pastor: Silas Roberto Nogueira (9-9229-2224) Presbíteros: Jairo Pires Alan Junior Diáconos Joredson e Ana Souza O que posso esperar da Comunidade Batista da Graça? Ordem de Culto
  • 2.
    uma espécie dedepressão espiritual. Talvez esse seja o seu caso, como foi o meu ou até mesmo é possível que você conheça alguém nessas condições. Bem, escrevo pensando em alguém que está nessas condições, para ajudá-lo a compreender o assunto e a sair de tal situação. Essa é minha oração, esse é o meu desejo. A certeza da salvação é um assunto polêmico em muitos setores do cristianismo moderno. Na verdade é um assunto meio fora de moda. É um assunto ligado a doutrina da Perseverança dos santos, contudo distinto dela. Alguns pensam que é a mesma coisa, porém estão enganados. É importante ter em mente que o crente não perde a salvação, mas a certeza da salvação ele pode não experimentar ou mesmo experimentá-la e perde-la sem que isso afete a sua salvação. A certeza da salvação é um assunto importante, porém negligenciado atualmente, como tantas outras doutrinas. Ora, o que queremos dizer com certeza de salvação? Quando falamos em certeza da salvação falamos naquela convicção firme, na mente do cristão, da certeza absoluta de sua salvação, tanto atual quanto eterna. Um vislumbre da história da doutrina pode ajudar-nos a compreender o variado modo de pensar moderno. O catolicismo sempre afirmou que ninguém pode obter certeza da salvação, salvo uma revelação especial da parte de Deus. Louis Berkhof, teólogo presbiteriano, comenta “a Igreja católica Romana nega, não somente que a certeza pessoal pertença à essência da fé, mas até mesmo que ela seja um actus reflexus (ato reflexivo) ou fruto da fé”. Para o romanismo a certeza da salvação é um ensino perigoso, herético e anátema. O romanismo sempre defendeu esse modo de pensar, pois isso era muito vantajoso para eles, pois mantinha o fiel preso à igreja a aos sacramentos. O arminianismo primitivo parece ter caminhado com Roma na questão da certeza da salvação. John Wesley (1700-1791) era de convicções arminianas, mas introduziu algumas mudanças no sistema. Para Wesley a certeza da salvação provinha do testemunho interno do Espírito Santo. Portanto, a certeza da salvação faz parte do arcabouço teológico de Wesley. Ele ensinava a legitimidade e necessidade de crer e defender a doutrina da certeza da salvação, embora não cresse na permanência definitiva dela, isto é, na Perseverança dos Santos. Os reformadores sempre afirmaram a certeza da salvação. Em sua reação a posição do romanismo muitas vezes eles falavam que a certeza da salvação era essencial à própria fé, o elemento mais importante da fé. Sem essa certeza de salvação podia-se duvidar da presença de verdadeira fé. Já os Puritanos davam muita ênfase na certeza plena da salvação. Augustus Nicodemus Lopes comenta que os puritanos “sabiam que o propósito do homem é "glorificar a Deus e gozá-lo para sempre", mas entendiam que, enquanto não se alcançasse essa certeza plena de que você era um eleito, não poderia glorificar a Deus de forma total”. O puritano Willliam Guthrie, no seu livro, "O Maior Benefício do Crente" (1658) diz: "Qual a principal ocupação do homem neste mundo?" Resposta: "Ter certeza de que participa de Cristo e viver de acordo com isto". Mas o movimento puritano avançou em sua concepção do assunto. Eles compreenderam que a certeza da salvação não era critério para julgar se uma pessoa era salva ou não. Para os Puritanos a certeza da salvação estava ligada à santificação, não era produto de mera persuasão conjectural, mas na infalível promessa de Deus, a manifestação interna de vida espiritual piedosa e do testemunho interno do Espírito. Esse ensino é o que se coaduna com o testemunho das Escrituras. Volte seus olhos para o texto citado no começo do artigo. O que Pedro nos diz aqui? . Em que bases podemos ter certeza plena da nossa salvação? 1. O primeiro ponto que quero ressaltar aqui é que a certeza da salvação repousa nas promessas de salvação que o Deus que não pode mentir nos fez. Pedro nos apresenta a uma gloriosa promessa de salvação nos v.4,5. Observe que Pedro declara que fomos regenerados para herdarmos uma herança que é “incorruptível” ( a morte não toca), “sem mácula” (não manchada pelo mal) e “imarcescível” (perene, não prejudicada pelo tempo) – e que não há nenhum tom de incerteza em suas palavras, fomos salvos para herdar e vamos herdar isso, segundo a promessa da Palavra de Deus. Ora, se a herança não perece porque os herdeiros também não perecem. Pedro ainda faz outra afirmação – essa herança “é reservada nos céus para vós outros”. O termo usado aqui por Pedro indica que a herança existe e está sendo preservada aos que são igualmente guardados para ela (Mt 25.34). No v.5 Pedro declara que não somente a herança nos está reservada, mas que nós mesmos somos guardados para ela. Essa gloriosa promessa das Escrituras serve como alicerce sobre o qual construo o edifício da minha certeza. Continua.