DOCUMENTO PRELIMINAR PARA
A CONSTRUÇÃO DA
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
DA EDUCAÇÃO INFANTIL
PONTOS A DESTACAR
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
1988 – CONSTITUTIÇÃO FEDERAL
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental...
1996 – LEI DE DIRETRIZES E BASES - LDB
Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum...
2010 – DIRETRIZ CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA – DCNEB
Art. 14. A base nacional comum na Educação Básica constitui-se...
2013 – LEI DE DIRETRIZES E BASES – LDB / ALTERAÇÃO REDAÇÃO
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum
2014 – PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE
Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades...
Estratégias: 7.1. Estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa, diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos
currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
Educação Infantil na BNCC: um direito conquistado
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
 Estrutura baseada no sujeito, quebrando com a lógica da organização de conteúdos em áreas de
conhecimento que dá conta de uma concepção baseada no conhecimento;
 Coloca os conteúdos curriculares na perspectiva daquilo que preenche o dia a dia da criança;
 Os campos integram as relações afetivas, o conhecimento de si mesmo e do outro, as explorações dos
objetos e espaços, a linguagem, as normas, as interações, a cultura, a criança, a literatura, a música, a
plástica…
Campos de Experiências
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
 A função essencial das instituições de Educação Infantil de garantir socialização, cuidado e educação se dá
no cotidiano escolar por meio da interação: entre as crianças. entre elas e objetos diversos, entre elas e o
meio ambiente, o seu entorno próximo, entre as crianças e os adultos;
 Como estas interações ocorrem? Basicamente por meio da exploração e da brincadeira.
Ênfase para a interação e o brincar
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
PONTOS DE ATENÇÃO
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
Estrutura com orientações para implementação
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
Importante organizar o texto em categorias claras que permitam a uma melhor
compreensão e conexão entre os princípios considerados no texto inicial, os direitos de
aprendizagem, os campos de experiência e os objetivos de aprendizagem.
Ausência de orientações aos professores(as) não favorece a implementação pelas redes
de ensino e não contribui para gerar a transformação nas práticas pedagógicas.
Sugestão de estrutura norteadora para apresentação dos Campos de Experiências e objetivos de
aprendizagem inspiradas nos documentos de Ontário e Reino Unido
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
Apresentação do campo de experiência: O que é, quais experiências estão envolvidas, qual a sua relevância na promoção do pleno
desenvolvimento infantil e nas aprendizagens.
Como a criança aprende por meio
dessas experiências e o que o educador
precisa saber e fazer:
Indicar exemplos do que o educador pode fazer para dar suporte e consolidar as aprendizagens
das crianças e como pode ajudá-las a progredir em seus aprendizados
Objetivos de aprendizagem: O que é preciso assegurar que as crianças aprendam (domínios e habilidades).
Indicadores (a aprendizagem e
desenvolvimento pode ser observado,
por exemplo, quando elas):
Exemplos do que o que as crianças sabem ou fazem que mostra que esses aprendizados estão
iniciando, sendo praticados ou já elaborados pelas crianças (exemplifica ao mesmo tempo em
que pode mostrar a progressão).
Interações: Exemplos de situações de comunicação adulto-criança, contato ou atividades que são referência
para a construção das aprendizagens esperadas e para as ações indicadas.
Objetivos pedagógicos claros também engajam as famílias
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
No Guia Prático dos Pais (França), os pais ficam sabendo e podem acompanhar o que seus filhos vão aprender na
pré-escola, que termina quando o aluno completa 6 anos e está pronto para seguir para a escola elementar. Os
objetivos de escrita para o final da etapa são:
 identificar as principais funções da escrita;
 ouvir e compreender um texto lido por adultos;
 conhece algumas obras tradicionais, principalmente contos;
 produzir um enunciado oral de tal forma que possa ser escrita por um adulto;
 diferenciar sons;
 distinguir as sílabas de uma palavra pronunciada, reconhecer sílabas repetidas em enunciados
variados;
 fazer a correspondência oral/escrita de palavras em enunciados curtos;
 reconhecer e escrever a maior parte das letras do alfabeto;
 fazer a correspondência grafema/fonema das letras;
 com a ajuda do professor, copiar em letra cursiva palavras curtas e familiares , cuja
correspondência grafema/fonema já tenham sido estudadas;
 escrever seu nome em letra cursiva.
Intencionalidade Educativa e Ênfase nas Aprendizagens
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
É importante uma maior explicitação da intencionalidade educativa ao longo de todo o
documento:
 A palavra professor/a aparece somente 4 vezes no texto;
 “Para isso elas precisam imergir nas situações, pesquisar características, tentar soluções, perguntar e responder a parceiros diversos, em um processo
que é muito mais ligado às possibilidades abertas pelas interações infantis do que a um roteiro de ensino preparado apenas pelo(a) professor(a). “(BNC
EI.
Direitos de aprendizagem x Direito de Aprender:
 se confundem e não enfatizam as conquistas de desenvolvimento e as aprendizagens das crianças.
Os objetivos de aprendizagem não estão claros e aparecem com frequência misturados ou substituídos
por estratégias e atividades:
 Brincar com indumentárias, acessórios, objetos cotidianos associados a diferentes papéis ou cenas sociais, e com elementos da natureza que
apresentam diversidade de formas, texturas, cheiros, cores, tamanhos, pesos, densidades e possibilidades de transformações.
Ausência de especificidades para bebês e crianças pequenas
Ausência de especificidades para bebês e crianças pequenas
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
As etapas do desenvolvimento infantil caracterizam a forma da criança aprender e
interagir com os outros e o mundo a sua volta.
Os bebês e as crianças pequenas têm uma forma muito peculiar de aprender e nessa fase há
importantes conquistas do desenvolvimento a serem garantidas.
A forma como as crianças aprendem e as características de seu
desenvolvimento devem ser um guia para o/a professor/a organizar o tempo e as
experiências das crianças.
Os documentos de Cingapura, Ontário, Inglaterra, Chile, Argentina são referências para uma
abordagem diferenciada entre as diferentes faixas etárias
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
Campo de experiência O EU, O OUTRO E O NÓS
Objetivo de aprendizagem Comunicar às crianças e/ou adultos suas necessidades, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, oposições, utilizando
diferentes linguagens de modo autônomo e criativo e empenhando-se em entender o que eles lhe comunicam.
Objetivos específicos 0 a 24 meses 25 a 47 meses 48 a 72 meses
Vivenciar diversas situações de contato com
fenômenos da natureza manifestando interesse
e curiosidade
Fazer observações simples e descobrir
diferentes elementos fenômenos da
natureza tais como: luz solar, chuva, vento,
duna, lagoas, entre outros
Observar e descrever características e
movimento do sol, da lua, das estrelas e
das nuvens bem como das mudanças do
tempo (calor, frio)
Nomear e identificar características e
semelhanças frente aos fenômenos da
natureza, estabelecendo algumas relações
de causa e efeito, levantando hipóteses,
utilizando distintas técnicas e instrumentos
e reconhecendo algumas características e
consequências para a vida das pessoas
Exemplo de possível progressão, Beatriz Ferraz
Ausência de objetivos de aprendizagem específicos à
linguagem oral e escritaBASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
É preciso considerar o interesse, a vontade de ler e escrever da criança da Educação
Infantil.
Enfatizar objetivos de aprendizagem com ênfase na linguagem escrita não significa
alfabetizar na EI.
Existem aprendizagens altamente significativas a serem construídas pelas crianças nesse
momento de suas vidas (cuidar para não se perder na polarização da recreação x
escolarização).
A leitura compartilhada de livros de literatura infantil de qualidade constitui excelente
contexto para promover o desenvolvimento da linguagem:
1) os livros expõem às crianças a uma linguagem variada (formas e estruturas de pouca
frequência na linguagem oral) e contextualizada, por isso estimulam o enriquecimento do
vocabulário e o desenvolvimento gramatical;
2) a leitura de livros dá lugar a situações nas quais adultos e crianças compartilham o mesmo
foco de interesse e atenção, por isso, podem envolver-se em conversações contingentes;
3) a leitura de histórias ajuda a aprender linguagem, porque requer a participação ativa e
responsiva em torno do significado do que está escrito e ilustrado nos livros.
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
Ausência de objetivos de aprendizagem específicos à
linguagem oral e escrita
Exemplos objetivos de aprendizagem específicos à linguagem oral e escrita
de Ontário, Chile e Cingapura
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR
Ontário 3.14 Começar a escrever letras do alfabeto e algumas palavras de uso frequente:
 reconhecer e escrever seu próprio nome e palavras;
 escrever a maioria das letras e algumas palavras quando ditadas;
 escrever de forma independente muitas letras maiúsculas e minúsculas;
 escrever palavras de uso frequente.
Chile Representar graficamente símbolos e signos (palavras e números) para iniciar a produção de textos simples que lhes são significativos,
respeitando os aspectos formais básicos da escrita: direção, sequencia, organização e distância.
Cingapura Meta 4: Usar o desenho, realizar marcas, símbolos e escrever com a ortografia inventada e convencional para comunicar ideias e informações:
 reconhecer e escrever seu próprio nome;
 usar as letras maiúsculas e minúsculas do alfabeto;
 copiar palavras e frases com a compreensão dos conceitos básicos de convenções de escrita (por exemplo, espaços entre as palavras, o
uso adequado de letras maiúsculas e minúsculas)
* Tradução nossa
 Elaborar um posicionamento claro e objetivo, ao menos no texto inicial, em relação ao
envolvimento das famílias.
 Indicar como se dará a Incorporação das orientações voltadas para processos de
avaliação considerando os objetivos de aprendizagem.
 Indicar que os cursos de formação inicial e continuada devem estar pautados pelos
objetivos de aprendizagem definidos na BNCC.
Outros pontos de atenção
BASE NACIONAL
COMUM CURRICULAR

Base Nacional Comum Curricular_Beatriz Ferraz

  • 1.
    DOCUMENTO PRELIMINAR PARA ACONSTRUÇÃO DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • 2.
    PONTOS A DESTACAR BASENACIONAL COMUM CURRICULAR
  • 3.
    1988 – CONSTITUTIÇÃOFEDERAL Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental... 1996 – LEI DE DIRETRIZES E BASES - LDB Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum... 2010 – DIRETRIZ CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA – DCNEB Art. 14. A base nacional comum na Educação Básica constitui-se... 2013 – LEI DE DIRETRIZES E BASES – LDB / ALTERAÇÃO REDAÇÃO Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum 2014 – PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades... Estratégias: 7.1. Estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa, diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Educação Infantil na BNCC: um direito conquistado BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
  • 4.
     Estrutura baseadano sujeito, quebrando com a lógica da organização de conteúdos em áreas de conhecimento que dá conta de uma concepção baseada no conhecimento;  Coloca os conteúdos curriculares na perspectiva daquilo que preenche o dia a dia da criança;  Os campos integram as relações afetivas, o conhecimento de si mesmo e do outro, as explorações dos objetos e espaços, a linguagem, as normas, as interações, a cultura, a criança, a literatura, a música, a plástica… Campos de Experiências BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
  • 5.
     A funçãoessencial das instituições de Educação Infantil de garantir socialização, cuidado e educação se dá no cotidiano escolar por meio da interação: entre as crianças. entre elas e objetos diversos, entre elas e o meio ambiente, o seu entorno próximo, entre as crianças e os adultos;  Como estas interações ocorrem? Basicamente por meio da exploração e da brincadeira. Ênfase para a interação e o brincar BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
  • 6.
    PONTOS DE ATENÇÃO BASENACIONAL COMUM CURRICULAR
  • 7.
    Estrutura com orientaçõespara implementação BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Importante organizar o texto em categorias claras que permitam a uma melhor compreensão e conexão entre os princípios considerados no texto inicial, os direitos de aprendizagem, os campos de experiência e os objetivos de aprendizagem. Ausência de orientações aos professores(as) não favorece a implementação pelas redes de ensino e não contribui para gerar a transformação nas práticas pedagógicas.
  • 8.
    Sugestão de estruturanorteadora para apresentação dos Campos de Experiências e objetivos de aprendizagem inspiradas nos documentos de Ontário e Reino Unido BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Apresentação do campo de experiência: O que é, quais experiências estão envolvidas, qual a sua relevância na promoção do pleno desenvolvimento infantil e nas aprendizagens. Como a criança aprende por meio dessas experiências e o que o educador precisa saber e fazer: Indicar exemplos do que o educador pode fazer para dar suporte e consolidar as aprendizagens das crianças e como pode ajudá-las a progredir em seus aprendizados Objetivos de aprendizagem: O que é preciso assegurar que as crianças aprendam (domínios e habilidades). Indicadores (a aprendizagem e desenvolvimento pode ser observado, por exemplo, quando elas): Exemplos do que o que as crianças sabem ou fazem que mostra que esses aprendizados estão iniciando, sendo praticados ou já elaborados pelas crianças (exemplifica ao mesmo tempo em que pode mostrar a progressão). Interações: Exemplos de situações de comunicação adulto-criança, contato ou atividades que são referência para a construção das aprendizagens esperadas e para as ações indicadas.
  • 9.
    Objetivos pedagógicos clarostambém engajam as famílias BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR No Guia Prático dos Pais (França), os pais ficam sabendo e podem acompanhar o que seus filhos vão aprender na pré-escola, que termina quando o aluno completa 6 anos e está pronto para seguir para a escola elementar. Os objetivos de escrita para o final da etapa são:  identificar as principais funções da escrita;  ouvir e compreender um texto lido por adultos;  conhece algumas obras tradicionais, principalmente contos;  produzir um enunciado oral de tal forma que possa ser escrita por um adulto;  diferenciar sons;  distinguir as sílabas de uma palavra pronunciada, reconhecer sílabas repetidas em enunciados variados;  fazer a correspondência oral/escrita de palavras em enunciados curtos;  reconhecer e escrever a maior parte das letras do alfabeto;  fazer a correspondência grafema/fonema das letras;  com a ajuda do professor, copiar em letra cursiva palavras curtas e familiares , cuja correspondência grafema/fonema já tenham sido estudadas;  escrever seu nome em letra cursiva.
  • 10.
    Intencionalidade Educativa eÊnfase nas Aprendizagens BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR É importante uma maior explicitação da intencionalidade educativa ao longo de todo o documento:  A palavra professor/a aparece somente 4 vezes no texto;  “Para isso elas precisam imergir nas situações, pesquisar características, tentar soluções, perguntar e responder a parceiros diversos, em um processo que é muito mais ligado às possibilidades abertas pelas interações infantis do que a um roteiro de ensino preparado apenas pelo(a) professor(a). “(BNC EI. Direitos de aprendizagem x Direito de Aprender:  se confundem e não enfatizam as conquistas de desenvolvimento e as aprendizagens das crianças. Os objetivos de aprendizagem não estão claros e aparecem com frequência misturados ou substituídos por estratégias e atividades:  Brincar com indumentárias, acessórios, objetos cotidianos associados a diferentes papéis ou cenas sociais, e com elementos da natureza que apresentam diversidade de formas, texturas, cheiros, cores, tamanhos, pesos, densidades e possibilidades de transformações.
  • 11.
    Ausência de especificidadespara bebês e crianças pequenas Ausência de especificidades para bebês e crianças pequenas BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR As etapas do desenvolvimento infantil caracterizam a forma da criança aprender e interagir com os outros e o mundo a sua volta. Os bebês e as crianças pequenas têm uma forma muito peculiar de aprender e nessa fase há importantes conquistas do desenvolvimento a serem garantidas. A forma como as crianças aprendem e as características de seu desenvolvimento devem ser um guia para o/a professor/a organizar o tempo e as experiências das crianças.
  • 12.
    Os documentos deCingapura, Ontário, Inglaterra, Chile, Argentina são referências para uma abordagem diferenciada entre as diferentes faixas etárias BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Campo de experiência O EU, O OUTRO E O NÓS Objetivo de aprendizagem Comunicar às crianças e/ou adultos suas necessidades, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, oposições, utilizando diferentes linguagens de modo autônomo e criativo e empenhando-se em entender o que eles lhe comunicam. Objetivos específicos 0 a 24 meses 25 a 47 meses 48 a 72 meses Vivenciar diversas situações de contato com fenômenos da natureza manifestando interesse e curiosidade Fazer observações simples e descobrir diferentes elementos fenômenos da natureza tais como: luz solar, chuva, vento, duna, lagoas, entre outros Observar e descrever características e movimento do sol, da lua, das estrelas e das nuvens bem como das mudanças do tempo (calor, frio) Nomear e identificar características e semelhanças frente aos fenômenos da natureza, estabelecendo algumas relações de causa e efeito, levantando hipóteses, utilizando distintas técnicas e instrumentos e reconhecendo algumas características e consequências para a vida das pessoas Exemplo de possível progressão, Beatriz Ferraz
  • 13.
    Ausência de objetivosde aprendizagem específicos à linguagem oral e escritaBASE NACIONAL COMUM CURRICULAR É preciso considerar o interesse, a vontade de ler e escrever da criança da Educação Infantil. Enfatizar objetivos de aprendizagem com ênfase na linguagem escrita não significa alfabetizar na EI. Existem aprendizagens altamente significativas a serem construídas pelas crianças nesse momento de suas vidas (cuidar para não se perder na polarização da recreação x escolarização).
  • 14.
    A leitura compartilhadade livros de literatura infantil de qualidade constitui excelente contexto para promover o desenvolvimento da linguagem: 1) os livros expõem às crianças a uma linguagem variada (formas e estruturas de pouca frequência na linguagem oral) e contextualizada, por isso estimulam o enriquecimento do vocabulário e o desenvolvimento gramatical; 2) a leitura de livros dá lugar a situações nas quais adultos e crianças compartilham o mesmo foco de interesse e atenção, por isso, podem envolver-se em conversações contingentes; 3) a leitura de histórias ajuda a aprender linguagem, porque requer a participação ativa e responsiva em torno do significado do que está escrito e ilustrado nos livros. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Ausência de objetivos de aprendizagem específicos à linguagem oral e escrita
  • 15.
    Exemplos objetivos deaprendizagem específicos à linguagem oral e escrita de Ontário, Chile e Cingapura BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Ontário 3.14 Começar a escrever letras do alfabeto e algumas palavras de uso frequente:  reconhecer e escrever seu próprio nome e palavras;  escrever a maioria das letras e algumas palavras quando ditadas;  escrever de forma independente muitas letras maiúsculas e minúsculas;  escrever palavras de uso frequente. Chile Representar graficamente símbolos e signos (palavras e números) para iniciar a produção de textos simples que lhes são significativos, respeitando os aspectos formais básicos da escrita: direção, sequencia, organização e distância. Cingapura Meta 4: Usar o desenho, realizar marcas, símbolos e escrever com a ortografia inventada e convencional para comunicar ideias e informações:  reconhecer e escrever seu próprio nome;  usar as letras maiúsculas e minúsculas do alfabeto;  copiar palavras e frases com a compreensão dos conceitos básicos de convenções de escrita (por exemplo, espaços entre as palavras, o uso adequado de letras maiúsculas e minúsculas) * Tradução nossa
  • 16.
     Elaborar umposicionamento claro e objetivo, ao menos no texto inicial, em relação ao envolvimento das famílias.  Indicar como se dará a Incorporação das orientações voltadas para processos de avaliação considerando os objetivos de aprendizagem.  Indicar que os cursos de formação inicial e continuada devem estar pautados pelos objetivos de aprendizagem definidos na BNCC. Outros pontos de atenção BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR