Fundamentos de Oncologia
Prof.Gilvando Dias de Sousa filho
PRINCIPIOS DE QUIMIOTERAPIA
Prof.Gilvando Dias de Sousa filho
O QUE É
QUIMIOTERAPIA ?
• A quimioterapia junto com a
radio e a cirurgia é um dos
pilares do tratamento oncológico
e consiste no uso de
medicamentos para eliminar as
células do câncer
.
• A quimioterapia, largamente
utilizada no câncer em geral,
consiste em administrar
substâncias químicas, ao
paciente, com o objetivo de
afetar o seu funcionamento
celular, e, desse modo,
prejudicar as células do câncer,
mas, ao mesmo tempo, acaba,
também, interferindo nas células
boas do organismo
Como ela atua?
Os quimioterápicos, classificam-se em:
• Alquilantes - Ciclo-inespecíficos, agem em todas as fases do
ciclo celular.
• Antimetabólicos - Ciclo-específicos, fase-específicos, agem
na fase de síntese.
• Alcalóides - Ciclo-específicos, fase-específicos, agem na fase
da mitose.
• Antibióticos - Ciclo-específicos, fase inespecíficos, agem em
várias fases do ciclo celular.
• Miscelâneas - Medicamentos de composição química e
mecanismos de ação pouco conhecidos. Ex.: Hidroxiuréia,
procarbazina Lasparaginase.
O que é o Câncer
• O mecanismo de controle do crescimento celular parece estar
na dependência de fatores estimulantes e inibidores e ele
normalmente estaria em equilíbrio até o surgimento de um
estímulo de crescimento efetivo, sem ativação do mecanismo
inibidor
• Em algumas ocasiões, entretanto, ocorre uma ruptura dos
mecanismos reguladores da multiplicação celular e, sem que
seja necessário ao tecido, uma célula começa a crescer e a
dividir-se desordenadamente.
• Pode resultar daí um clone de células descendentes, herdeiras
dessa propensão ao crescimento e divisão anômalos,
insensíveis aos mecanismos reguladores normais, que resulta
na formação do que se chama tumor ou neoplasia, que pode
ser benigna ou maligna
• egípcio, 2600 anos a.C. Na
época, foi descrito pelo. médico
egípcio Imhotep como “massas
salientes no. peito e que se
espalharam pelo peito”.
cauterizar um tumor com ferro incandescente!!!.
• O uso de substâncias químicas e
drogas como medicação data na
época do médico persa,
Muhammad ibn Zakarīya Rāzi (ou
Rasis), que no século X introduziu
o uso de substâncias químicas
como ácido sulfúrico, cobre,
mercúrio, sais de arsênico, sal
amoníaco, ouro, cré, argila, coral,
pérola, alcatrão, betume e álcool
para propósitos médicos.[
• A primeira droga usada para a quimioterapia do câncer,
entretanto, data por volta do século XX, através de uma
substância que não foi primeiramente usada com este
propósito.
• O gás mostarda foi usado na guerra química durante a
Primeira Guerra Mundial e foi estudada posteriormente
durante a Segunda Guerra Mundial.
• Durante uma operação militar na Segunda Guerra
Mundial, um grupo de pessoas foram expostas
acidentalmente ao gás mostarda e posteriormente
descobriu-se que elas tiveram uma diminuição na
contagem de leucócitos do sangue.
• Foi então deduzido que um agente que danificava
rapidamente o crescimento de leucócitos deveria ter um
efeito similar no câncer.
• Depois disto, na década de 1940, muitos pacientes com
linfoma avançado receberam a droga por via intravenosa,
ao invés de inalar o gás.
• pós o início da 2ª Grande Guerra, com receio
que o gás mostarda voltasse a ser usada pela
Alemanha numa nova guerra química, o
Departamento de Guerra de Yale criou uma
equipe que, em segredo, se dedicasse ao estudo
desta substância, a partir de então designada de
"Substância X".
• Nesta equipa, integrava um farmacologista,
Alfred Gilman, e um físico e farmacologista,
Louis S. Goodman, que juntos deram uma
reviravolta na história do gás mostarda. Foi
graças aos seus estudos que a substância até
então responsável apenas por morte e terror foi
associada à terapia do câncer A inicial
substância, uma mostarda sulfurada, foi alvo de
uma alteração estrutural.
• Em 1941, camundongos com linfoma foram
submetidos a testes em laboratório, que
comprovaram a teoria de Louis S. Goodman e
Alfred Gilman: a mostarda nitrogenada agia na
redução dos tumores.
• No ano seguinte, os farmacologistas em
parceria com o cirurgião torácico Gustav
Linskog, desenvolveram e aplicaram a primeira
droga para tratamento de câncer em
pacientes humanos.
• A “Mecloretamina” foi utilizada para casos de
linfoma de Hodkin e leucemia com sucesso
• Poliquimioterapia/ Curativa: É a associação de vários citotóxicos que atuam com
diferentes mecanismos de ação, sinergicamente, com a finalidade de diminuir a dose
de cada fármaco individual e aumentar a potência terapêutica de todas as substâncias
juntas. Esta associação de quimioterápicos costuma ser definida segundo o tipo de
fármacos que formam a associação, dose e tempo de administração, formando um
esquema de quimioterapia.
• Quimioterapia adjuvante: É a quimioterapia que se administra geralmente depois de
um tratamento principal, como por exemplo, a cirurgia, para diminuir a incidência de
disseminação a distância do câncer.
• Quimioterapia neoadjuvante ou de indução: É a quimioterapia que se inicia antes de
qualquer tratamento cirúrgico ou de radioterapia, com a finalidade de avaliar a
efetividade in vivo do tratamento. A quimioterapia neoadjuvante diminui o estado
tumoral, podendo melhorar os resultados da cirurgia e da radioterapia e, em alguns
casos, a resposta obtida para chegar à cirurgia, é fator prognóstico.
• Radioquimioterapia concomitante: Também chamada quimiorradioterapia, costuma
ser administrada em conjunto com a radioterapia, com a finalidade de potencializar
os efeitos da radiação ou de atuar especificamente com ela, otimizando o efeito local
da radiação.
• Paliativa – não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a
qualidade da sobrevida do paciente. É o caso da quimioterapia indicada para
carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão.
• Potencializadora Radio e quioterapia no local irradiado
• Os quimioterápicos são drogas tóxicas para células que estão se proliferando. Uma vez
que os tecidos tumorais costumam apresentar um índice proliferativo maior que os
tecidos saudáveis, estas drogas podem ser utilizadas como tratamento contra o câncer.
• Além disso, os tecidos tumorais não possuem a organização e capacidade de
regeneração dos tecidos saudáveis, por isso precisariam de mais tempo para se
recuperar dos efeitos tóxicos da quimioterapia.
• Desta forma, ao administrarmos a quimioterapia em ciclos, procuramos dar o tempo
exato de intervalo para que os tecidos saudáveis se regenerem da agressão da
quimioterapia, sem que haja tempo para que o tecido tumoral se recupere
plenamente. Desta forma, esperamos enfraquecer o câncer progressivamente a cada
ciclo,
- Determinantes do Plano Terapêutico
Os determinantes básicos na escolha do tratamento são :
• O diagnóstico histológico e a localização do tumor maligno;
• o estágio da doença, incluindo padrões prováveis de disseminação para
localizações regionais e à distância;
• toxicidade potencial de uso;
• duração da toxicidade presumida;
• condições clínicas do paciente, que podem ser quantificadas pelas
escalas de "performance status“ (ECOG)
• O exame imuno-histoquímico
padrão para os tumores de
mama envolve a detecção no
tumor de Receptores de
Estrogênio (REs), Receptores de
Progesterona (RPs), HER2 (do
inglês Human Epidermal growth
factor Receptor 2) e Ki67
(representa o índice de
proliferação do tumor)
• Os tumores luminais, que são os mais
frequentes, expressam receptores
hormonais e, portanto, podem ter seu
crescimento estimulado pelos hormônios
femininos.
• Os receptores funcionam como “portas de
entrada” que recebem estímulos para as
células malignas crescerem. Esses tumores
são passíveis de tratamento com
hormonioterapia
• essas medicações inibem a atividade
hormonal, ajudando na inibição do
crescimento tumoral e reduzindo as
chances de recidivas.
• Os carcinomas de mama HER2 positivos
superexpressam o receptor para fator de
crescimento epidérmico humano tipo 2 (c-
erbB-2), também conhecido como HER2.
Esses receptores, uma vez estimulados
pelos fatores de crescimento, promovem
proliferação, diferenciação e sobrevivência
celular.
• O tratamento da doença HER2 (+) envolve o
uso de medicações que interrompem as vias
de sinalização intracelulares desse receptor.
• A droga mais usada e conhecida é o
transtuzumabe
• O trastuzumabe é um anticorpo
que tem como alvo as células
cancerígenas HER2+. Quando
ligado à proteína HER2, o
trastuzumabe retarda ou
¨Avaliação das condições clínicas
• Para a aplicação da quimioterapia, é necessária uma avaliação prévia
do paciente, cuja finalidade é a de assegurar que o seu organismo se encontra
em condições de superar os efeitos tóxicos dos medicamentos antiblásticos. Os
exames solicitados para proceder-se a esta avaliação dependem das drogas a
ser utilizadas, dos seus efeitos tóxicos, do número de ciclos já recebidos e das
condições clínicas do paciente.
• são requisitos para a aplicação da quimioterapia:
• Perda do peso inferior a 10% do peso corporal anterior ao do início da
doença;
• ausência de contra-indicação clínica para as drogas selecionadas;
• Contra-indicações absoluta
A quimioterapia é totalmente contra-indicada, nos
portadores de doença maligna em fase terminal,
grávidas no primeiro trimestre, portadores de infecções
graves e pacientes comatoso
Contra-indicações relativas
Agentes quimioterápicos podem ser contra-indicados nas seguintes
situações:
• Quando efeitos colaterais potenciais do tratamento excederem os benefícios por ele
proporcionados.
• Quando o paciente não reunir condições clínicas ou apresentar desempenho clínico pessoal
inadequado para receber o tratamento proposto.
Desempenho clínico pessoal (performance status) menor que 50 (escala de Karnofsky e Ecog), a
princípio, deve ser um fator não indicativo de
quimioterapia.
• Meios inadequados para avaliar a resposta do cliente à terapia e para
monitorizar as reações tóxicas.
Toxicidade hematológica –
Os quimioterápicos antineoplásicos podem ser capazes de afetar a função medular e levar o indivíduo a uma
Mielo depressão ficando o tecido hematopoiético vulnerável no período do NADIR da droga (é o tempo transcorrido entre a
aplicação da droga e a ocorrência do
menor valor de contagem hematológica).
Em conseqüência poderá ocorrer:
- Anemia que é a redução da concentração de hemoglobina e da massa de glóbulos vermelhos, situação em que o paciente
relata fadiga aos
menores esforços, nota-se também palidez, dispnéia e taquicardia. Os níveis séricos de hemoglobina e o hematócrito devem ser
monitorizados,
em alguns casos é indicada a administração de fator de crescimento (eritropoietina) ou transfusão de concentrados de hemácia.
- Leucopenia - Ocorre diminuição do número de linfócitos, granulócitos e especialmente neutrófilos, levando a uma supressão
da imunidade celular e humoral, com aumento significativo da suscetibilidade aos quadros infecciosos graves.
- Trombocitopenia - Ocorre uma redução anormal no número de plaquetas, podendo levar o paciente a um quadro de
sangramento ouhemorragia. Existe um risco de sangramento quando o nível de plaquetas
atinge valores inferiores a 20.000/µl.
• Toxicidade cardíaca - manifesta-se pelo
efeito cumulativo de quimioterápicos
antineoplásicos cardiotóxicos, embora
possa ocorrer nas primeiras aplicações.
Pode-se avaliar através de alterações
no ECG tais como:
• Taquicardia sinusal, contração
ventricular prematura e modificações
na onda T e ST.
• O usoprolongado também pode levar
à insuficiência cardíaca congestiva e
falência cardíaca.
• Toxicidade pulmonar - é relativamente
incomum; porém fatal, podendo instalar-
se de forma aguda ou insidiosamente.
• A fisiopatologia das lesões permanece
desconhecida. Seus sinais e sintomas são
tosse não produtiva,
dispnéia,taquipnéia, expansão torácica
incompleta, estertores pulmonares,
fadiga.
• Na biópsia pulmonar há ocorrência de
fibrose pulmonar intersticial, inflamação
modular
• Toxicidade neurológica –
• Ocorre com maior freqüência após o uso dos alcalóides da vinca e o uso
manifestando-se através de sinais e sintomas de anormalidades centrais
(alterações mentais, ataxia cerebral, convulsões) ou anormalidades
periféricas (neuropatia periférica craniana e irritação meníngea
• Toxicidade vesical e renal - A nefrotoxicidade interfere no clearence
das drogas administradas ao paciente, impondo ajuste de dosagem. Alguns
quimioterápicos antineoplásicos (QA) causam irritação química na mucosa
vesical, expressa clinicamente por disúria, urgência urinária e algumas vezes
por hematúria em graus variáveis
• Toxicidade gastrintestinal
• Nauseas
• Vomitos mais i8ncomodos de todos premunitorios
• Mucosite
• Constipação Alguns quimioterápicos antineoplásicos do grupo alcalóide
da vinca podem provocar a diminuição da motilidade gastrintestinal,
devido a sua ação sobre o sistema nervoso do aparelho digestivo, podendo inclusive levar ao quadro de
íleo paralítico
• Diarreias
• Anorexia A ação dos quimioterápicos antineoplásicos pode ocasionar a sensação de plenitude gástrica,
alteração do paladar, percepção aumentada ou diminuída para doces, ácidos, salgados e amargos.
• A perdado sabor dos alimentos pode levar o paciente à perda total do apetite. O paciente que
apresenta o quadro de anorexia deve ser acompanhado de suporte nutricional.
• Complicações do Tratamento QuimioterápicoAntineoplásico
• Síndrome da Lise tumoral aguda - Desequilíbrio metabólico decorrenteda rápida liberação do
potássio, fósforo e dos ácidos nucleicos intracelulares
para a corrente sangüínea como resultado da destruição das células tumorais. A lise que ocorre
durante a quimioterapia pode levar à insuficiência renal e à morte súbita devido à hipercalcemia ou
hipocalcemia, causas de arritmias graves.
• Anafilaxia - É decorrente da sensibilidade, ou seja, de uma reação imunológica ou alérgica imediata
ao início da administração da droga e que se caracteriza por contração da musculatura lisa e
dilatação dos capilares devido à liberação de substâncias farmacologicamente ativas (histamina,
serotonina,bradicinina e etc). Manifesta-se por rubor facial, edema palpebral, dispnéia, tosse,
podendo evoluir para edema de glote.
• Flebite - Geralmente ocorre quando há administração rápida de quimioterápicos antineoplásicos
irritantes ou é administrado em vias de pequeno calibre.
• Os sintomas são dor local, hiperemia, endurecimento e/ou escurecimento do trajeto venoso
• Com base em uma prescrição médica, o tratamento é preparado por um
farmacêutico e administrado por enfermeiros especializados, podendo ser feito das
seguintes maneiras:
• – Via oral (pela boca): o paciente ingere pela boca o medicamento na forma de
comprimidos, cápsulas e líquidos. Pode ser feito em casa.
• – Intravenosa (pela veia): a medicação é aplicada, diretamente, na veia ou por meio
de cateter (um tubo fino colocado na veia), na forma de injeções ou dentro do
soro.
• – Intramuscular (pelo músculo): a medicação é aplicada por meio de injeções no
músculo.
• – Subcutânea (pela pele): a medicação é aplicada por injeções, por baixo da pele.
• -Intracranial (pela espinha dorsal): menos frequente, podendo ser aplicada no
líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico..
• – Tópico (sobre a pele ou mucosa): o medicamento (líquido ou pomada) é aplicado
na região afetada.
Tipos de Medicamentos
• Agentes alquilantes
• Agentes alquilantes são chamados assim porque têm poder de
adicionar um grupo alquila a diversos grupos eletronegativos do
DNA celular (célula neoplásica e sadia), desta maneira alterando
ou evitando a duplicação celular. O primeiro deles a ser usado foi
a Cisplatina.
• Mostardas nitrogenadas: Mecloretamina, Ciclofosfamida,
Ifosfamida, Melfalam e Clorambucil.
• Etileniminas e metilmelaminas: Tiotepa e Hexametilmelamina.
• Alquilsulfonatos: Bussulfano
• Nitrosureias: Carmustina (BCNU) e Estreptozocina.
• Triazenos: Dacarbazina e Temozolomida
• Complexos de Platina: Cisplatina, Carboplatina, Oxaliplatina
• Barnet Rosenberg, um físico, então
trabalhando na Universidade do Estado de
Michigan, nos Estados Unidos, procurava
estudar os efeitos do campo elétrico em uma
cultura de bactérias Escherichia coli.
• Rosenberg observou que a divisão celular era
inibida, e durante o processo, as células de E.
coli, como não podiam se dividir, cresciam
formando filamentos alongados.
• possíveis agentes responsáveis pelo
fenômeno, e as pesquisas mostraram que a
platina do eletrodo se dissolvia no meio de
cultura, que continha sais de amônio, para
formar espécies complexas do metal.
• CICLOFOSFAMIDA:
• Uso oral e intravenoso
• É um pró-fármaco
• Forma ligações covalente com o
DNA
• Impede duplicação
•Desencadeia apoptose
USOS CLÍNICOS:
• Câncer
– Mama
– Ovário
– Linfomas/Leucemias
– Rabdomiosarcoma
– Neuroblastoma
• Imunossupressor
Efeitos adversos
• 1. Náusea e vômito
• 2. Leucopenia
• 3. Anemia
• 4. Sangramento
• 5. Alopecia
• 6. Pigmentação da pele
• 7. Fibrose pulmonar
• 8. Cistite hemorrágica
• Cisplatina, Carboplatina e
Oxiplatina
• • Alquilante
• • Causa ligações intra e
interfilamentos no DNA –
• denaturação local
• • Impede duplicação
• • Desencadeia apoptose
COMPOSTOS DE PLATINA:
• Cisplatina
– Administrada por injeção ou infusão
venosa lenta
– Regime de hidratação durante o uso
– Baixa mielotoxicidade
– Náuseas e vômitos muito graves
– Zumbido e perda auditiva
– Neuropatia periférica
• USO CLÍNICO:
• Câncer de bexiga, ovário,
cabeça e pescoço,
• pulmão, testículo, cervical,
esôfago, mama e
• cérebro
• Tamanho do mercado de
medicamentoscontra o
câncer à base de platina
atingirá US$ 1,8 bilhão até
2026
• RESISTÊNCIA
• Aumento nos mecanismos de
reparo do DNA
• Diminuição do transporte dos
alquilantes para o interior das
células
• Aumento na expressão da
glutationa e proteínas associadas
• Aumento na glutationa S-
tranferase que catalisa a conjugação
• Antimetabólitos
• Um antimetabólito é uma substância com estrutura
similar ao metabólito necessário para reações
bioquímicas normais. O antimetabólito compete com o
metabólito e portanto inibe a função normal da célula,
incluindo a divisão celular. Podem ser de três tipos:
• Análogos do ácido fólico - Inibe a formação do tetra-
hidrofolate, essencial para a síntese de purina e
pirimidina, pela inibição da di-hidrofolate redutase
(exemplos Metotrexato, Trimetoprim e Pirimetamina.
• Análogo da purina - Azatioprina (muito usada em controle
de rejeições a transplantes), Mercaptopurina, Tioguanina,
Fludarabina, Pentostatina e Cladribina.
• Análogos da pirimidina - 5-Fluorouracil, Gencitabina,
Floxuridina e Citarabina
• ANTIMETABÓLITOS
• • Mimetizam a estrutura das moléculas
• naturais
• – Inibem enzimas competitivamente
• – Incorporam inapropriadamente em
moléculas
• à nucleotídeos fraudulentos
• • Matam as células na fase S
• • 3 grupos principais
• – Antagonistas de Folato
• – Análogos de pirimidinas
• – Análogos de purinas
5-Fluorouracila – Análogo de dUMP também atua na via
de síntese de timidilato
– Convertido à Nucleotídeo “fraudulento” FdUMP à
– Inibidor competitivo da timidilato sintase
– Ligação covalente a timidilato sintase
– Mecanismo de ação envolve redução da síntese de
DNA, mas não de RNA
• Capecitabina é um pro-fármaco
– Convertido a 5FU no fígado e no tumor
• Enzima importante para a conversão encontra-se
super-expressa nas células tumorais
O que é o 5-FLUOROURACIL?
• Nosso DNA e composto de unidades de bases nitrogenadas
unidas entre si. Como se o DNA fosse um colar e as bases
nitrogenadas fossem as pérolas. As bases nitrogenadas são
adenina, timina, citosina, e guanina
• , representadas pelas letras A, T, C, e G, respectivamente. O uracil
também é um exemplo de base nitrogenada, semelhante a
timina, mas se encontra presente apenas nas moléculas de RNA,
que é uma fita derivada do DNA que não possui moléculas de
timina. No lugar de T, possui uracil.
• O uracil é um hexágono que possui um átomo de flúor na quinta
posição das seis existentes. Daí o seu nome 5-FLUOROURACIL.
Durante a produção de DNA, uma enzima chamada timidilato
sintetase é fundamental para a formação de componentes que
serão incorporados à fita de DNA.
• O 5-FLUOROURACIL inibe esta enzima, e consequentemente
impedirá a duplicação do DNA e das células. Como os tumores
são formados por células com intensa atividade proliferativa, eles
serão particularmente vulneráveis à ação do quimioterápico, mas
tecidos sadios também sofrerão as ações da droga.
• Inibidores Mitóticos
• Alcaloides da Vinca são agentes
antimitóticos e sob os microtúbulos. Eles
são produzidos sinteticamente e usados
como drogas na terapia do câncer e
como drogas imunossupressoras. São
eles a Vimblastina, Vincristina, Vindesina
e Vinorelbina.
• Terpenoides: Extraído da planta Taxus
brevifolia (ou Teixo do Pacífico), o Taxane
é usado para produzir sinteticamente
drogas como o Paclitaxel e Docetaxel.
• Etoposideo, teniposideo
• – Derivados da podofilotoxina (raiz da
mandrágora)
• – Inibem a função mitocondrial,
transporte de
• nucleosídeos e topoisomerase II
• • Campotecinas: irinotecano, topotecano
• – Irinotecano precisa ser hidrolisado à
forma ativa
• – Liga e inibe topoisomerase I
• – Dificulta o reparo
• AÇÕES TERPÊUTICAS DO ETOPOSÍDEO
• (VEPESID® ) E TENOPOSÍDEO (VUMON®)
• • Inibidores da topisomerase II, função
• mitocondrial e transporte de nucleotídeos
• • Usados em vários tipos de cânceres
• – Cancer de testículo – não responde a outro
• tratamento.
• – Primeira escolha no câncer de pequenas células de
• pulmão.
• – Saroma de Kaposi, linfomas e melanomas malignos.
• • Efeitos adversos: náuseas, vômitos,
• mielossupressão e alopecia
• As propriedades da Vimblastina foram
descobertas por Dr. Robert Laing Noble
em 1952. O Dr. Noble recebeu um
envelope de seu irmão Dr. Clark, que
continha folhas da espécie, que de acordo
com Clark, estaria sendo usado para fazer
um chá que na ausência de insulina era
tomado por diabéticos. Isso levou a uma
investigações sobre as folhas da planta e
logo descobriram que não afetava o
controle de glicose no sangue, mas
mostraram potencial na redução de
glóbulos brancos, sugerindo uma possível
cura para a leucemia
• TUBULINA COM ALVO
• • Bloqueio na mitose
• • Inibe proliferação
• • Morte por apoptose
• Uso clínico:
• • Vincristina – Oncovin®
• , Leucemia, tumor de wilms e
• linfoma
• • Vinblastina - Velban®
• , Linfoma de Hodgkin
• • Efeitos adversos:
• • Mielossupressão alopecia
• Antibióticos anti-tumorais ou
Citotoxicos
• Antibióticos antitumorais ou "antibióticos citotóxicos" são
drogas que inibem e combatem o desenvolvimento do tumor.
• Antraciclinas: Daunorrubicina, Doxorrubicina, Epirubicina,
Idarubicina, Mitoxantrona, Pixantrona, Valrubicina
• Streptomyces: Actinomicina, Bleomicina, Mitomicina,
Plicamicina
• Hidroxiureia
• A Doxorrubicina é antibiótico, mas não é usado como
antimicrobiano. Atua especificamente durante a fase S da
divisão celular, inibindo a síntese de DNA e RNA.
• São substâncias de origem microbiana que tem por objetivo
evitar a divisão celular nos mamíferos. Sua ação citotóxica se
dá devido às suas interações com DNA, levando à
desorganização da sua função, além de inibir as
topoisomerases 1 e 2 e produzir radicais livres.
• Doxorrubicina
• • Intercala no DNA
• • Inibe replicação por inibir ação
da topoisomerase II –
Topoisomerase II cataliza o
relaxamento do DNA
• Inibidores da Topoisomerase
• Topoisomerases são enzimas isomerases que atuam sobre
a topologia do DNA. Inibição das topoisomerases Tipo I e
Tipo II interferem tanto na transcrição quanto na
replicação do DNA controlando o superenrolamento do
DNA.
• Alguns inibidores da topoisomerase tipo I incluem as
camptothecinas: Irinotecana e Topotecana.
• Exemplos de inibidores do tipo II incluem Amsacrina,
Etoposida, Etoposida fosfato, e Teniposida. Estes são
derivados semissintéticos da podofilotoxinas, alcaloides
presentes na raiz da Podophyllum peltatum.
• O irinotecano pertence a uma nova classe de agentes
quimioterápicos citotóxicos 2 com um mecanismo de ação
singular, as camptotecinas. Estes agentes interagem
especificamente com a enzima 3 topoisomerase I, sendo
conhecidos como “inibidores de topoisomerase I”.
• Terapia hormonal
• Muitos tumores malignos respondem a Terapia hormonal.
Rigorosamente falando, isto não é uma quimioterapia.
Câncer surgido em certos tecidos, incluindo mamário e
prostático, podem ser inibidos ou estimulados por mudanças
apropriadas no balanço hormonal.
• Esteroides (exemplo dexametasona) pode inibir o
crescimento tumoral ou a associação edema, e pode regredir
linfonodos malignos. Dexametasona é também um
antiemético, por isso pode ser usado com a quimioterapia
citotóxica até se não tiver um efeito direto no câncer.
• Câncer de próstata é frequentemente sensível a Finasterida,
um agente que bloqueia a conversão periférica da
testosterona em diidrotestosterona.
• Câncer de mama as células geralmente expressam receptor
de estrogêno e/ou progesterona. Inibindo a produção de
estrogênio (com Inibidor da aromatase) ou impedindo sua
ligação ao seu receptor nas mamas (com Tamoxifeno) esses
fármacos podem ser usados como adjuvantes na terapia.
• câncer de mama receptor
hormonal (HR) positivo com
doença localizada,
• câncer de mama receptor hormonal
(HR) positivo com doença localizada,
• câncer de mama HR+ HER2-, a
hormônio terapia é uma parte
essencial do tratamento, e tem um
grande impacto no aumento de
chance de cura das pacientes. Já a
quimio e radioterapia podem ou
não ser recomendadas,
dependendo do perfil da doença e
da paciente
• Agonista do Hormônio libertador de
Gonatropina (ou GnRH, do inglês
"Gonadotropin-releasing hormone agonists"),
como por exemplo Goserelina possui um
efeito negativo feedback paradoxal seguido
pela inibição da liberação do Hormônio
folículo-estimulante (ou FSH, do inglês
"Follicle-Stimulating Hormone") e Hormônio
luteinizante (ou LH, do inglês "Luteinizing
Hormone"), quando dado continuamente.
• Alguns outros tumores também são
hormônio-dependentes, embora o específico
mecanismo ainda seja pouco evidente.
• Anticorpos monoclonais
• Um anticorpo monoclonal (ou Mab, do inglês
Monoclonal antibody) é um anticorpo
homogêneo produzido por uma célula híbrida
produto da fusão de um clone de linfócitos B
descendente de uma só e única célula mãe e
uma célula plasmática tumoral. A terapia
anticorpo monoclonal pode ser usada contra o
câncer, o principal objetivo é simular o sistema
imune do paciente para atacar as células do
tumor maligno e prevenir seu crescimento pelo
bloqueamento de receptores específicos da
célula.
• Exemplos: Trastuzumab, Cetuximab e
Rituximab.
É necessário mudar a rotina diária durante o tratamento?
Não. O paciente pode manter as atividades de trabalho normais, devendo comunicar ao médico qualquer
reação do tratamento.
– Sono: é importante dormir bem e repousar, principalmente após receber a aplicação. Isso porque, um
corpo descansado responde melhor ao tratamento e ajuda a reduzir os efeitos desagradáveis que ele pode
causar.
– Outros medicamentos: o paciente deve informar ao médico se possui outro problema de saúde e se toma
outros remédios.
– Bebidas alcoólicas: são permitidas, desde que ingeridas em pequenas quantidades. É proibido tomar
bebidas alcoólicas poucos dias antes ou poucos dias após receber a aplicação da quimioterapia; também
não deve consumir bebidas alcoólicas o paciente que estiver tomando antibióticos, tranquilizantes ou
remédios para dormir.
– Queda dos cabelos: caso ocorra, é importante saber que o cabelo voltará a crescer quando acabar o
tratamento ou até mesmo antes. Para contornar esse desconforto, podem ser usados bonés, perucas,
lenços etc.
– Menstruação: as mulheres que menstruam podem apresentar algumas alterações no ciclo menstrual, o
fluxo de sangue do período pode aumentar, diminuir ou parar completamente. Se isto acontecer, o médico
responsável deve ser comunicado. No entanto, após o término do tratamento, o ciclo menstrual retornará
ao normal.
– Tratamento dentário: só deve ser feito mediante autorização do médico.
• – Atividades sexuais: a quimioterapia não interfere nem prejudica as relações sexuais, que podem
ser mantidas normalmente. Vale ressaltar que a gravidez deve ser evitada durante o tratamento.
Por isso, homens e mulheres devem usar preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais, e
as mulheres também devem usar pílulas anticoncepcionais se o médico prescrever.
• Quais os efeitos colaterais da quimioterapia?
• Alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer e geralmente estão relacionados com o efeito tóxico dos
quimioterápicos sobre os tecidos normais. Justamente os órgãos e tecidos com maior proliferação
são aqueles que sentem mais o tratamento.
• Por isso é comum que o cabelo caia, que as unhas fiquem mais fracas e quebradiças, que o
paciente se sinta franco pela redução dos glóbulos vermelhos (anemia) e fique mais sujeito a
infecções (queda dos glóbulos brancos, em especial os neutróficlos). O paciente pode apresentar
ainda diarréia e aftas na boca, pois as células das mucosas estão em constante proliferação e
sentem os efeitos da quimioterapia
RESUMINDO…
• 1. O objetivo principal da quimioterapia antineoplásica é eliminar as
• células tumorais sem afetar as células normais – seletividade!
• 2. Diagnóstico precoce é fundamental
• 3. Combinações de fármacos são mais eficazes
• 4. Duas classes principais:
• a. Agentes ciclo específicos
• b. Agentes ciclo não-específicos
• 5. Os agentes antineoplásicos atuam também nas células normais,
gerando efeitos adversos em tecidos com alto potencial replicativo
como: medula, TGI, etc.
• 6. A resistência geralmente está associada a perda de função do p53,
falhas de reparo e aumento da expressão do gene MDR
“Na verdade me disse minha mãe, Tétis dos
pés prateados, que um dual destino me leva
até ao termo da morte: se eu aqui ficar a
combater em torno da cidade de Troia,
perece o meu regresso, mas terei um renome
imorredouro; porém se eu regressar para
casa, para a amada terra pátria, perece o meu
renome glorioso, mas terei uma vida longa,e
o termo da morte não virá depressa ao meu
encontro”
Iliada Canto I
Dilema: Escolher entre uma vida longa e
tranquila ou uma vida curta mas gloriosa:
Aquiles escolheu a glória.

AULA_ONCO_Quimioterapico em oncologia pratica

  • 1.
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    • A quimioterapiajunto com a radio e a cirurgia é um dos pilares do tratamento oncológico e consiste no uso de medicamentos para eliminar as células do câncer
  • 5.
    . • A quimioterapia,largamente utilizada no câncer em geral, consiste em administrar substâncias químicas, ao paciente, com o objetivo de afetar o seu funcionamento celular, e, desse modo, prejudicar as células do câncer, mas, ao mesmo tempo, acaba, também, interferindo nas células boas do organismo
  • 6.
  • 9.
    Os quimioterápicos, classificam-seem: • Alquilantes - Ciclo-inespecíficos, agem em todas as fases do ciclo celular. • Antimetabólicos - Ciclo-específicos, fase-específicos, agem na fase de síntese. • Alcalóides - Ciclo-específicos, fase-específicos, agem na fase da mitose. • Antibióticos - Ciclo-específicos, fase inespecíficos, agem em várias fases do ciclo celular. • Miscelâneas - Medicamentos de composição química e mecanismos de ação pouco conhecidos. Ex.: Hidroxiuréia, procarbazina Lasparaginase.
  • 10.
    O que éo Câncer
  • 11.
    • O mecanismode controle do crescimento celular parece estar na dependência de fatores estimulantes e inibidores e ele normalmente estaria em equilíbrio até o surgimento de um estímulo de crescimento efetivo, sem ativação do mecanismo inibidor • Em algumas ocasiões, entretanto, ocorre uma ruptura dos mecanismos reguladores da multiplicação celular e, sem que seja necessário ao tecido, uma célula começa a crescer e a dividir-se desordenadamente. • Pode resultar daí um clone de células descendentes, herdeiras dessa propensão ao crescimento e divisão anômalos, insensíveis aos mecanismos reguladores normais, que resulta na formação do que se chama tumor ou neoplasia, que pode ser benigna ou maligna
  • 19.
    • egípcio, 2600anos a.C. Na época, foi descrito pelo. médico egípcio Imhotep como “massas salientes no. peito e que se espalharam pelo peito”. cauterizar um tumor com ferro incandescente!!!.
  • 22.
    • O usode substâncias químicas e drogas como medicação data na época do médico persa, Muhammad ibn Zakarīya Rāzi (ou Rasis), que no século X introduziu o uso de substâncias químicas como ácido sulfúrico, cobre, mercúrio, sais de arsênico, sal amoníaco, ouro, cré, argila, coral, pérola, alcatrão, betume e álcool para propósitos médicos.[
  • 23.
    • A primeiradroga usada para a quimioterapia do câncer, entretanto, data por volta do século XX, através de uma substância que não foi primeiramente usada com este propósito. • O gás mostarda foi usado na guerra química durante a Primeira Guerra Mundial e foi estudada posteriormente durante a Segunda Guerra Mundial. • Durante uma operação militar na Segunda Guerra Mundial, um grupo de pessoas foram expostas acidentalmente ao gás mostarda e posteriormente descobriu-se que elas tiveram uma diminuição na contagem de leucócitos do sangue. • Foi então deduzido que um agente que danificava rapidamente o crescimento de leucócitos deveria ter um efeito similar no câncer. • Depois disto, na década de 1940, muitos pacientes com linfoma avançado receberam a droga por via intravenosa, ao invés de inalar o gás.
  • 25.
    • pós oinício da 2ª Grande Guerra, com receio que o gás mostarda voltasse a ser usada pela Alemanha numa nova guerra química, o Departamento de Guerra de Yale criou uma equipe que, em segredo, se dedicasse ao estudo desta substância, a partir de então designada de "Substância X". • Nesta equipa, integrava um farmacologista, Alfred Gilman, e um físico e farmacologista, Louis S. Goodman, que juntos deram uma reviravolta na história do gás mostarda. Foi graças aos seus estudos que a substância até então responsável apenas por morte e terror foi associada à terapia do câncer A inicial substância, uma mostarda sulfurada, foi alvo de uma alteração estrutural.
  • 26.
    • Em 1941,camundongos com linfoma foram submetidos a testes em laboratório, que comprovaram a teoria de Louis S. Goodman e Alfred Gilman: a mostarda nitrogenada agia na redução dos tumores. • No ano seguinte, os farmacologistas em parceria com o cirurgião torácico Gustav Linskog, desenvolveram e aplicaram a primeira droga para tratamento de câncer em pacientes humanos. • A “Mecloretamina” foi utilizada para casos de linfoma de Hodkin e leucemia com sucesso
  • 27.
    • Poliquimioterapia/ Curativa:É a associação de vários citotóxicos que atuam com diferentes mecanismos de ação, sinergicamente, com a finalidade de diminuir a dose de cada fármaco individual e aumentar a potência terapêutica de todas as substâncias juntas. Esta associação de quimioterápicos costuma ser definida segundo o tipo de fármacos que formam a associação, dose e tempo de administração, formando um esquema de quimioterapia. • Quimioterapia adjuvante: É a quimioterapia que se administra geralmente depois de um tratamento principal, como por exemplo, a cirurgia, para diminuir a incidência de disseminação a distância do câncer. • Quimioterapia neoadjuvante ou de indução: É a quimioterapia que se inicia antes de qualquer tratamento cirúrgico ou de radioterapia, com a finalidade de avaliar a efetividade in vivo do tratamento. A quimioterapia neoadjuvante diminui o estado tumoral, podendo melhorar os resultados da cirurgia e da radioterapia e, em alguns casos, a resposta obtida para chegar à cirurgia, é fator prognóstico. • Radioquimioterapia concomitante: Também chamada quimiorradioterapia, costuma ser administrada em conjunto com a radioterapia, com a finalidade de potencializar os efeitos da radiação ou de atuar especificamente com ela, otimizando o efeito local da radiação. • Paliativa – não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente. É o caso da quimioterapia indicada para carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão. • Potencializadora Radio e quioterapia no local irradiado
  • 34.
    • Os quimioterápicossão drogas tóxicas para células que estão se proliferando. Uma vez que os tecidos tumorais costumam apresentar um índice proliferativo maior que os tecidos saudáveis, estas drogas podem ser utilizadas como tratamento contra o câncer. • Além disso, os tecidos tumorais não possuem a organização e capacidade de regeneração dos tecidos saudáveis, por isso precisariam de mais tempo para se recuperar dos efeitos tóxicos da quimioterapia. • Desta forma, ao administrarmos a quimioterapia em ciclos, procuramos dar o tempo exato de intervalo para que os tecidos saudáveis se regenerem da agressão da quimioterapia, sem que haja tempo para que o tecido tumoral se recupere plenamente. Desta forma, esperamos enfraquecer o câncer progressivamente a cada ciclo,
  • 36.
    - Determinantes doPlano Terapêutico Os determinantes básicos na escolha do tratamento são : • O diagnóstico histológico e a localização do tumor maligno; • o estágio da doença, incluindo padrões prováveis de disseminação para localizações regionais e à distância; • toxicidade potencial de uso; • duração da toxicidade presumida; • condições clínicas do paciente, que podem ser quantificadas pelas escalas de "performance status“ (ECOG)
  • 41.
    • O exameimuno-histoquímico padrão para os tumores de mama envolve a detecção no tumor de Receptores de Estrogênio (REs), Receptores de Progesterona (RPs), HER2 (do inglês Human Epidermal growth factor Receptor 2) e Ki67 (representa o índice de proliferação do tumor)
  • 43.
    • Os tumoresluminais, que são os mais frequentes, expressam receptores hormonais e, portanto, podem ter seu crescimento estimulado pelos hormônios femininos. • Os receptores funcionam como “portas de entrada” que recebem estímulos para as células malignas crescerem. Esses tumores são passíveis de tratamento com hormonioterapia • essas medicações inibem a atividade hormonal, ajudando na inibição do crescimento tumoral e reduzindo as chances de recidivas.
  • 44.
    • Os carcinomasde mama HER2 positivos superexpressam o receptor para fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (c- erbB-2), também conhecido como HER2. Esses receptores, uma vez estimulados pelos fatores de crescimento, promovem proliferação, diferenciação e sobrevivência celular. • O tratamento da doença HER2 (+) envolve o uso de medicações que interrompem as vias de sinalização intracelulares desse receptor. • A droga mais usada e conhecida é o transtuzumabe • O trastuzumabe é um anticorpo que tem como alvo as células cancerígenas HER2+. Quando ligado à proteína HER2, o trastuzumabe retarda ou
  • 46.
    ¨Avaliação das condiçõesclínicas • Para a aplicação da quimioterapia, é necessária uma avaliação prévia do paciente, cuja finalidade é a de assegurar que o seu organismo se encontra em condições de superar os efeitos tóxicos dos medicamentos antiblásticos. Os exames solicitados para proceder-se a esta avaliação dependem das drogas a ser utilizadas, dos seus efeitos tóxicos, do número de ciclos já recebidos e das condições clínicas do paciente. • são requisitos para a aplicação da quimioterapia: • Perda do peso inferior a 10% do peso corporal anterior ao do início da doença; • ausência de contra-indicação clínica para as drogas selecionadas;
  • 47.
    • Contra-indicações absoluta Aquimioterapia é totalmente contra-indicada, nos portadores de doença maligna em fase terminal, grávidas no primeiro trimestre, portadores de infecções graves e pacientes comatoso
  • 48.
    Contra-indicações relativas Agentes quimioterápicospodem ser contra-indicados nas seguintes situações: • Quando efeitos colaterais potenciais do tratamento excederem os benefícios por ele proporcionados. • Quando o paciente não reunir condições clínicas ou apresentar desempenho clínico pessoal inadequado para receber o tratamento proposto. Desempenho clínico pessoal (performance status) menor que 50 (escala de Karnofsky e Ecog), a princípio, deve ser um fator não indicativo de quimioterapia. • Meios inadequados para avaliar a resposta do cliente à terapia e para monitorizar as reações tóxicas.
  • 51.
    Toxicidade hematológica – Osquimioterápicos antineoplásicos podem ser capazes de afetar a função medular e levar o indivíduo a uma Mielo depressão ficando o tecido hematopoiético vulnerável no período do NADIR da droga (é o tempo transcorrido entre a aplicação da droga e a ocorrência do menor valor de contagem hematológica). Em conseqüência poderá ocorrer: - Anemia que é a redução da concentração de hemoglobina e da massa de glóbulos vermelhos, situação em que o paciente relata fadiga aos menores esforços, nota-se também palidez, dispnéia e taquicardia. Os níveis séricos de hemoglobina e o hematócrito devem ser monitorizados, em alguns casos é indicada a administração de fator de crescimento (eritropoietina) ou transfusão de concentrados de hemácia. - Leucopenia - Ocorre diminuição do número de linfócitos, granulócitos e especialmente neutrófilos, levando a uma supressão da imunidade celular e humoral, com aumento significativo da suscetibilidade aos quadros infecciosos graves. - Trombocitopenia - Ocorre uma redução anormal no número de plaquetas, podendo levar o paciente a um quadro de sangramento ouhemorragia. Existe um risco de sangramento quando o nível de plaquetas atinge valores inferiores a 20.000/µl.
  • 52.
    • Toxicidade cardíaca- manifesta-se pelo efeito cumulativo de quimioterápicos antineoplásicos cardiotóxicos, embora possa ocorrer nas primeiras aplicações. Pode-se avaliar através de alterações no ECG tais como: • Taquicardia sinusal, contração ventricular prematura e modificações na onda T e ST. • O usoprolongado também pode levar à insuficiência cardíaca congestiva e falência cardíaca.
  • 53.
    • Toxicidade pulmonar- é relativamente incomum; porém fatal, podendo instalar- se de forma aguda ou insidiosamente. • A fisiopatologia das lesões permanece desconhecida. Seus sinais e sintomas são tosse não produtiva, dispnéia,taquipnéia, expansão torácica incompleta, estertores pulmonares, fadiga. • Na biópsia pulmonar há ocorrência de fibrose pulmonar intersticial, inflamação modular
  • 54.
    • Toxicidade neurológica– • Ocorre com maior freqüência após o uso dos alcalóides da vinca e o uso manifestando-se através de sinais e sintomas de anormalidades centrais (alterações mentais, ataxia cerebral, convulsões) ou anormalidades periféricas (neuropatia periférica craniana e irritação meníngea • Toxicidade vesical e renal - A nefrotoxicidade interfere no clearence das drogas administradas ao paciente, impondo ajuste de dosagem. Alguns quimioterápicos antineoplásicos (QA) causam irritação química na mucosa vesical, expressa clinicamente por disúria, urgência urinária e algumas vezes por hematúria em graus variáveis
  • 55.
    • Toxicidade gastrintestinal •Nauseas • Vomitos mais i8ncomodos de todos premunitorios • Mucosite • Constipação Alguns quimioterápicos antineoplásicos do grupo alcalóide da vinca podem provocar a diminuição da motilidade gastrintestinal, devido a sua ação sobre o sistema nervoso do aparelho digestivo, podendo inclusive levar ao quadro de íleo paralítico • Diarreias • Anorexia A ação dos quimioterápicos antineoplásicos pode ocasionar a sensação de plenitude gástrica, alteração do paladar, percepção aumentada ou diminuída para doces, ácidos, salgados e amargos. • A perdado sabor dos alimentos pode levar o paciente à perda total do apetite. O paciente que apresenta o quadro de anorexia deve ser acompanhado de suporte nutricional.
  • 56.
    • Complicações doTratamento QuimioterápicoAntineoplásico • Síndrome da Lise tumoral aguda - Desequilíbrio metabólico decorrenteda rápida liberação do potássio, fósforo e dos ácidos nucleicos intracelulares para a corrente sangüínea como resultado da destruição das células tumorais. A lise que ocorre durante a quimioterapia pode levar à insuficiência renal e à morte súbita devido à hipercalcemia ou hipocalcemia, causas de arritmias graves. • Anafilaxia - É decorrente da sensibilidade, ou seja, de uma reação imunológica ou alérgica imediata ao início da administração da droga e que se caracteriza por contração da musculatura lisa e dilatação dos capilares devido à liberação de substâncias farmacologicamente ativas (histamina, serotonina,bradicinina e etc). Manifesta-se por rubor facial, edema palpebral, dispnéia, tosse, podendo evoluir para edema de glote. • Flebite - Geralmente ocorre quando há administração rápida de quimioterápicos antineoplásicos irritantes ou é administrado em vias de pequeno calibre. • Os sintomas são dor local, hiperemia, endurecimento e/ou escurecimento do trajeto venoso
  • 58.
    • Com baseem uma prescrição médica, o tratamento é preparado por um farmacêutico e administrado por enfermeiros especializados, podendo ser feito das seguintes maneiras: • – Via oral (pela boca): o paciente ingere pela boca o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Pode ser feito em casa. • – Intravenosa (pela veia): a medicação é aplicada, diretamente, na veia ou por meio de cateter (um tubo fino colocado na veia), na forma de injeções ou dentro do soro. • – Intramuscular (pelo músculo): a medicação é aplicada por meio de injeções no músculo. • – Subcutânea (pela pele): a medicação é aplicada por injeções, por baixo da pele. • -Intracranial (pela espinha dorsal): menos frequente, podendo ser aplicada no líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico.. • – Tópico (sobre a pele ou mucosa): o medicamento (líquido ou pomada) é aplicado na região afetada.
  • 61.
  • 63.
    • Agentes alquilantes •Agentes alquilantes são chamados assim porque têm poder de adicionar um grupo alquila a diversos grupos eletronegativos do DNA celular (célula neoplásica e sadia), desta maneira alterando ou evitando a duplicação celular. O primeiro deles a ser usado foi a Cisplatina. • Mostardas nitrogenadas: Mecloretamina, Ciclofosfamida, Ifosfamida, Melfalam e Clorambucil. • Etileniminas e metilmelaminas: Tiotepa e Hexametilmelamina. • Alquilsulfonatos: Bussulfano • Nitrosureias: Carmustina (BCNU) e Estreptozocina. • Triazenos: Dacarbazina e Temozolomida • Complexos de Platina: Cisplatina, Carboplatina, Oxaliplatina
  • 64.
    • Barnet Rosenberg,um físico, então trabalhando na Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, procurava estudar os efeitos do campo elétrico em uma cultura de bactérias Escherichia coli. • Rosenberg observou que a divisão celular era inibida, e durante o processo, as células de E. coli, como não podiam se dividir, cresciam formando filamentos alongados. • possíveis agentes responsáveis pelo fenômeno, e as pesquisas mostraram que a platina do eletrodo se dissolvia no meio de cultura, que continha sais de amônio, para formar espécies complexas do metal.
  • 65.
    • CICLOFOSFAMIDA: • Usooral e intravenoso • É um pró-fármaco • Forma ligações covalente com o DNA • Impede duplicação •Desencadeia apoptose USOS CLÍNICOS: • Câncer – Mama – Ovário – Linfomas/Leucemias – Rabdomiosarcoma – Neuroblastoma • Imunossupressor
  • 66.
    Efeitos adversos • 1.Náusea e vômito • 2. Leucopenia • 3. Anemia • 4. Sangramento • 5. Alopecia • 6. Pigmentação da pele • 7. Fibrose pulmonar • 8. Cistite hemorrágica
  • 67.
    • Cisplatina, Carboplatinae Oxiplatina • • Alquilante • • Causa ligações intra e interfilamentos no DNA – • denaturação local • • Impede duplicação • • Desencadeia apoptose
  • 68.
    COMPOSTOS DE PLATINA: •Cisplatina – Administrada por injeção ou infusão venosa lenta – Regime de hidratação durante o uso – Baixa mielotoxicidade – Náuseas e vômitos muito graves – Zumbido e perda auditiva – Neuropatia periférica • USO CLÍNICO: • Câncer de bexiga, ovário, cabeça e pescoço, • pulmão, testículo, cervical, esôfago, mama e • cérebro • Tamanho do mercado de medicamentoscontra o câncer à base de platina atingirá US$ 1,8 bilhão até 2026
  • 69.
    • RESISTÊNCIA • Aumentonos mecanismos de reparo do DNA • Diminuição do transporte dos alquilantes para o interior das células • Aumento na expressão da glutationa e proteínas associadas • Aumento na glutationa S- tranferase que catalisa a conjugação
  • 72.
    • Antimetabólitos • Umantimetabólito é uma substância com estrutura similar ao metabólito necessário para reações bioquímicas normais. O antimetabólito compete com o metabólito e portanto inibe a função normal da célula, incluindo a divisão celular. Podem ser de três tipos: • Análogos do ácido fólico - Inibe a formação do tetra- hidrofolate, essencial para a síntese de purina e pirimidina, pela inibição da di-hidrofolate redutase (exemplos Metotrexato, Trimetoprim e Pirimetamina. • Análogo da purina - Azatioprina (muito usada em controle de rejeições a transplantes), Mercaptopurina, Tioguanina, Fludarabina, Pentostatina e Cladribina. • Análogos da pirimidina - 5-Fluorouracil, Gencitabina, Floxuridina e Citarabina
  • 73.
    • ANTIMETABÓLITOS • •Mimetizam a estrutura das moléculas • naturais • – Inibem enzimas competitivamente • – Incorporam inapropriadamente em moléculas • à nucleotídeos fraudulentos • • Matam as células na fase S • • 3 grupos principais • – Antagonistas de Folato • – Análogos de pirimidinas • – Análogos de purinas
  • 74.
    5-Fluorouracila – Análogode dUMP também atua na via de síntese de timidilato – Convertido à Nucleotídeo “fraudulento” FdUMP à – Inibidor competitivo da timidilato sintase – Ligação covalente a timidilato sintase – Mecanismo de ação envolve redução da síntese de DNA, mas não de RNA • Capecitabina é um pro-fármaco – Convertido a 5FU no fígado e no tumor • Enzima importante para a conversão encontra-se super-expressa nas células tumorais
  • 75.
    O que éo 5-FLUOROURACIL? • Nosso DNA e composto de unidades de bases nitrogenadas unidas entre si. Como se o DNA fosse um colar e as bases nitrogenadas fossem as pérolas. As bases nitrogenadas são adenina, timina, citosina, e guanina • , representadas pelas letras A, T, C, e G, respectivamente. O uracil também é um exemplo de base nitrogenada, semelhante a timina, mas se encontra presente apenas nas moléculas de RNA, que é uma fita derivada do DNA que não possui moléculas de timina. No lugar de T, possui uracil. • O uracil é um hexágono que possui um átomo de flúor na quinta posição das seis existentes. Daí o seu nome 5-FLUOROURACIL. Durante a produção de DNA, uma enzima chamada timidilato sintetase é fundamental para a formação de componentes que serão incorporados à fita de DNA. • O 5-FLUOROURACIL inibe esta enzima, e consequentemente impedirá a duplicação do DNA e das células. Como os tumores são formados por células com intensa atividade proliferativa, eles serão particularmente vulneráveis à ação do quimioterápico, mas tecidos sadios também sofrerão as ações da droga.
  • 77.
    • Inibidores Mitóticos •Alcaloides da Vinca são agentes antimitóticos e sob os microtúbulos. Eles são produzidos sinteticamente e usados como drogas na terapia do câncer e como drogas imunossupressoras. São eles a Vimblastina, Vincristina, Vindesina e Vinorelbina. • Terpenoides: Extraído da planta Taxus brevifolia (ou Teixo do Pacífico), o Taxane é usado para produzir sinteticamente drogas como o Paclitaxel e Docetaxel.
  • 78.
    • Etoposideo, teniposideo •– Derivados da podofilotoxina (raiz da mandrágora) • – Inibem a função mitocondrial, transporte de • nucleosídeos e topoisomerase II • • Campotecinas: irinotecano, topotecano • – Irinotecano precisa ser hidrolisado à forma ativa • – Liga e inibe topoisomerase I • – Dificulta o reparo • AÇÕES TERPÊUTICAS DO ETOPOSÍDEO • (VEPESID® ) E TENOPOSÍDEO (VUMON®) • • Inibidores da topisomerase II, função • mitocondrial e transporte de nucleotídeos • • Usados em vários tipos de cânceres • – Cancer de testículo – não responde a outro • tratamento. • – Primeira escolha no câncer de pequenas células de • pulmão. • – Saroma de Kaposi, linfomas e melanomas malignos. • • Efeitos adversos: náuseas, vômitos, • mielossupressão e alopecia
  • 79.
    • As propriedadesda Vimblastina foram descobertas por Dr. Robert Laing Noble em 1952. O Dr. Noble recebeu um envelope de seu irmão Dr. Clark, que continha folhas da espécie, que de acordo com Clark, estaria sendo usado para fazer um chá que na ausência de insulina era tomado por diabéticos. Isso levou a uma investigações sobre as folhas da planta e logo descobriram que não afetava o controle de glicose no sangue, mas mostraram potencial na redução de glóbulos brancos, sugerindo uma possível cura para a leucemia
  • 80.
    • TUBULINA COMALVO • • Bloqueio na mitose • • Inibe proliferação • • Morte por apoptose • Uso clínico: • • Vincristina – Oncovin® • , Leucemia, tumor de wilms e • linfoma • • Vinblastina - Velban® • , Linfoma de Hodgkin • • Efeitos adversos: • • Mielossupressão alopecia
  • 81.
    • Antibióticos anti-tumoraisou Citotoxicos • Antibióticos antitumorais ou "antibióticos citotóxicos" são drogas que inibem e combatem o desenvolvimento do tumor. • Antraciclinas: Daunorrubicina, Doxorrubicina, Epirubicina, Idarubicina, Mitoxantrona, Pixantrona, Valrubicina • Streptomyces: Actinomicina, Bleomicina, Mitomicina, Plicamicina • Hidroxiureia • A Doxorrubicina é antibiótico, mas não é usado como antimicrobiano. Atua especificamente durante a fase S da divisão celular, inibindo a síntese de DNA e RNA. • São substâncias de origem microbiana que tem por objetivo evitar a divisão celular nos mamíferos. Sua ação citotóxica se dá devido às suas interações com DNA, levando à desorganização da sua função, além de inibir as topoisomerases 1 e 2 e produzir radicais livres.
  • 82.
    • Doxorrubicina • •Intercala no DNA • • Inibe replicação por inibir ação da topoisomerase II – Topoisomerase II cataliza o relaxamento do DNA
  • 84.
    • Inibidores daTopoisomerase • Topoisomerases são enzimas isomerases que atuam sobre a topologia do DNA. Inibição das topoisomerases Tipo I e Tipo II interferem tanto na transcrição quanto na replicação do DNA controlando o superenrolamento do DNA. • Alguns inibidores da topoisomerase tipo I incluem as camptothecinas: Irinotecana e Topotecana. • Exemplos de inibidores do tipo II incluem Amsacrina, Etoposida, Etoposida fosfato, e Teniposida. Estes são derivados semissintéticos da podofilotoxinas, alcaloides presentes na raiz da Podophyllum peltatum. • O irinotecano pertence a uma nova classe de agentes quimioterápicos citotóxicos 2 com um mecanismo de ação singular, as camptotecinas. Estes agentes interagem especificamente com a enzima 3 topoisomerase I, sendo conhecidos como “inibidores de topoisomerase I”.
  • 87.
    • Terapia hormonal •Muitos tumores malignos respondem a Terapia hormonal. Rigorosamente falando, isto não é uma quimioterapia. Câncer surgido em certos tecidos, incluindo mamário e prostático, podem ser inibidos ou estimulados por mudanças apropriadas no balanço hormonal. • Esteroides (exemplo dexametasona) pode inibir o crescimento tumoral ou a associação edema, e pode regredir linfonodos malignos. Dexametasona é também um antiemético, por isso pode ser usado com a quimioterapia citotóxica até se não tiver um efeito direto no câncer. • Câncer de próstata é frequentemente sensível a Finasterida, um agente que bloqueia a conversão periférica da testosterona em diidrotestosterona. • Câncer de mama as células geralmente expressam receptor de estrogêno e/ou progesterona. Inibindo a produção de estrogênio (com Inibidor da aromatase) ou impedindo sua ligação ao seu receptor nas mamas (com Tamoxifeno) esses fármacos podem ser usados como adjuvantes na terapia. • câncer de mama receptor hormonal (HR) positivo com doença localizada,
  • 88.
    • câncer demama receptor hormonal (HR) positivo com doença localizada, • câncer de mama HR+ HER2-, a hormônio terapia é uma parte essencial do tratamento, e tem um grande impacto no aumento de chance de cura das pacientes. Já a quimio e radioterapia podem ou não ser recomendadas, dependendo do perfil da doença e da paciente
  • 89.
    • Agonista doHormônio libertador de Gonatropina (ou GnRH, do inglês "Gonadotropin-releasing hormone agonists"), como por exemplo Goserelina possui um efeito negativo feedback paradoxal seguido pela inibição da liberação do Hormônio folículo-estimulante (ou FSH, do inglês "Follicle-Stimulating Hormone") e Hormônio luteinizante (ou LH, do inglês "Luteinizing Hormone"), quando dado continuamente. • Alguns outros tumores também são hormônio-dependentes, embora o específico mecanismo ainda seja pouco evidente.
  • 90.
    • Anticorpos monoclonais •Um anticorpo monoclonal (ou Mab, do inglês Monoclonal antibody) é um anticorpo homogêneo produzido por uma célula híbrida produto da fusão de um clone de linfócitos B descendente de uma só e única célula mãe e uma célula plasmática tumoral. A terapia anticorpo monoclonal pode ser usada contra o câncer, o principal objetivo é simular o sistema imune do paciente para atacar as células do tumor maligno e prevenir seu crescimento pelo bloqueamento de receptores específicos da célula. • Exemplos: Trastuzumab, Cetuximab e Rituximab.
  • 92.
    É necessário mudara rotina diária durante o tratamento? Não. O paciente pode manter as atividades de trabalho normais, devendo comunicar ao médico qualquer reação do tratamento. – Sono: é importante dormir bem e repousar, principalmente após receber a aplicação. Isso porque, um corpo descansado responde melhor ao tratamento e ajuda a reduzir os efeitos desagradáveis que ele pode causar. – Outros medicamentos: o paciente deve informar ao médico se possui outro problema de saúde e se toma outros remédios. – Bebidas alcoólicas: são permitidas, desde que ingeridas em pequenas quantidades. É proibido tomar bebidas alcoólicas poucos dias antes ou poucos dias após receber a aplicação da quimioterapia; também não deve consumir bebidas alcoólicas o paciente que estiver tomando antibióticos, tranquilizantes ou remédios para dormir. – Queda dos cabelos: caso ocorra, é importante saber que o cabelo voltará a crescer quando acabar o tratamento ou até mesmo antes. Para contornar esse desconforto, podem ser usados bonés, perucas, lenços etc. – Menstruação: as mulheres que menstruam podem apresentar algumas alterações no ciclo menstrual, o fluxo de sangue do período pode aumentar, diminuir ou parar completamente. Se isto acontecer, o médico responsável deve ser comunicado. No entanto, após o término do tratamento, o ciclo menstrual retornará ao normal. – Tratamento dentário: só deve ser feito mediante autorização do médico.
  • 93.
    • – Atividadessexuais: a quimioterapia não interfere nem prejudica as relações sexuais, que podem ser mantidas normalmente. Vale ressaltar que a gravidez deve ser evitada durante o tratamento. Por isso, homens e mulheres devem usar preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais, e as mulheres também devem usar pílulas anticoncepcionais se o médico prescrever. • Quais os efeitos colaterais da quimioterapia? • Alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer e geralmente estão relacionados com o efeito tóxico dos quimioterápicos sobre os tecidos normais. Justamente os órgãos e tecidos com maior proliferação são aqueles que sentem mais o tratamento. • Por isso é comum que o cabelo caia, que as unhas fiquem mais fracas e quebradiças, que o paciente se sinta franco pela redução dos glóbulos vermelhos (anemia) e fique mais sujeito a infecções (queda dos glóbulos brancos, em especial os neutróficlos). O paciente pode apresentar ainda diarréia e aftas na boca, pois as células das mucosas estão em constante proliferação e sentem os efeitos da quimioterapia
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    • 1. Oobjetivo principal da quimioterapia antineoplásica é eliminar as • células tumorais sem afetar as células normais – seletividade! • 2. Diagnóstico precoce é fundamental • 3. Combinações de fármacos são mais eficazes • 4. Duas classes principais: • a. Agentes ciclo específicos • b. Agentes ciclo não-específicos • 5. Os agentes antineoplásicos atuam também nas células normais, gerando efeitos adversos em tecidos com alto potencial replicativo como: medula, TGI, etc. • 6. A resistência geralmente está associada a perda de função do p53, falhas de reparo e aumento da expressão do gene MDR
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    “Na verdade medisse minha mãe, Tétis dos pés prateados, que um dual destino me leva até ao termo da morte: se eu aqui ficar a combater em torno da cidade de Troia, perece o meu regresso, mas terei um renome imorredouro; porém se eu regressar para casa, para a amada terra pátria, perece o meu renome glorioso, mas terei uma vida longa,e o termo da morte não virá depressa ao meu encontro” Iliada Canto I Dilema: Escolher entre uma vida longa e tranquila ou uma vida curta mas gloriosa: Aquiles escolheu a glória.