Gestão ambiental
O Meio Ambiente
• De acordo com a definição contida na norma
NBR ISO 14001:1996, meio ambiente é a
circunvizinhança em que uma organização opera,
incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora,
fauna, seres humanos e suas inter-relações.
• Na Política Nacional de Meio Ambiente, Lei nº
6.938/1981, O meio ambiente, é o conjunto de
condições, leis, influências e interações de ordem
física, química e biológica, que permite, abriga e
rege a vida em todas as suas formas;
O Meio Ambiente
• A Constituição Federal diz, em seu artigo 225,
“Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade
devida, impondo-se ao poder público e à
coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras
gerações”.
• Portanto, com base nas definições acima, pode-se
entender tanto a complexidade quanto a
importância do meio ambiente para a
sobrevivência das espécies, inclusive do homem, e
do papel que temos na sua preservação.
• É nesse sentido que consideramos a relevância
do conceito de Desenvolvimento Sustentável e a
significância da implantação de sistemas de
gestão em geral e, em específico, o Sistema de
Gestão Ambiental (SGA).
Economia do Cowboy
Baixa densidade demográfica
baixa produtividade
tecnologia simples
Economia da Espaçonave
Matéria-prima limitada
não existe preço zero (detritos)
Evolução Histórica da Gestão
Ambiental no Mundo
• 1972: Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente Humano - Estocolmo
• 1984: Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento: Nosso
Futuro Comum (1987)
• 1984: Programa de Atuação Responsável da Indústria Química
• 1991: A ISO discute o desenvolvimento de padrões ambientais
• 1991: 16 Princípios da Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável
• 1992: Rio 92 – Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
• 1992: 27 Princípios da Carta da Terra
• 1994: Normas e esquemas: BS 7750, EMAS, ISO
• 1996: Norma ISO 14001
• 2002: Rio Mais 10
Desenvolvimento Sustentável
“Desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a
capacidade de as futuras gerações atenderem suas próprias necessidades.”
Econômico
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Social Ambiental
=Não comprometer
as gerações futuras
Desenvolvimento Sustentável
• Mudança de paradigma
• Diminuir pressão sobre os recursos naturais
• Gerar menos impactos nas atividades
econômicas
• Apostar na continuidade das atividades
• Assegurar a qualidade de vida para as
gerações futuras
Agenda brasileira
• A Agenda 21 Brasileira, demonstrando grande
visão de futuro, é produto da participação de
cerca de 40 mil pessoas, representantes dos mais
diversos segmentos da comunidade brasileira.
• Essa Agenda lança o destino do Brasil no cenário
internacional, como líder da conservação
ambiental no planeta. Traça, para os próximos
dez anos, 21 objetivos que, se implementados,
colocarão a Nação na liderança mundial do
desenvolvimento sustentável.
• Objetivo 1 – Produção e consumo sustentáveis
contra a cultura do desperdício.
• Objetivo 2 – Ecoeficiência e responsabilidade
social das empresas.
• Objetivo 3 – Retomada do planejamento
estratégico, infra-estrutura e integração regional.
• Objetivo 4 – A energia renovável e a biomassa.
• Objetivo 5 – Informação e conhecimento para o
desenvolvimento sustentável.
• Objetivo 6 – Educação permanente para o
trabalho e a vida.
• Objetivo 7 – Promover a saúde e evitar a doença,
democratizando o SUS.
• Objetivo 8 – Inclusão social e distribuição de renda.
• Objetivo 9 – Universalizar o saneamento ambiental
protegendo o ambiente e a saúde.
• Objetivo 10 – A gestão do espaço urbano e a
autoridade metropolitana
• Objetivo 11 – Desenvolvimento sustentável do Brasil
rural.
• Objetivo 12 – Promoção da agricultura sustentável.
• Objetivo 13 – Promover a Agenda 21 Local e o
desenvolvimento integrado e sustentável.
• Objetivo 14 – Implantar o transporte de massa e a
mobilidade sustentável.
• Objetivo 15 – Preservar a quantidade e melhorar a
qualidade da água nas bacias hidrográficas.
• Objetivo 16 – Política florestal, controle do
desmatamento e corredores de biodiversidade.
• Objetivo 17 – Descentralização e pacto
federativo: parcerias, consórcios e o poder local.
• Objetivo 18 – Modernização do Estado: gestão
ambiental e instrumentos econômicos.
• Objetivo 19 – Relações internacionais e
governança global para o desenvolvimento
sustentável.
• Objetivo 20 – Cultura cívica e novas identidades
na sociedade da comunicação.
• Objetivo 21 – Pedagogia da sustentabilidade:
ética e solidariedade.
OBJETIVOS DA AGENDA 21OBJETIVOS DA AGENDA 21
Desenvolver consciência do meio ambiente
e desenvolvimento em todos os setores da
sociedade;
Facilitar o acesso à educação sobre o
desenvolvimento, vinculada à educação
social;
AGENDA 21 – Plano de AçãoAGENDA 21 – Plano de Ação
Incentivar a produção de conhecimento,
metodologias e práticas em Educação
Ambiental;
Incentivar o compromisso dos meios de
comunicação de massa com a educação
ambiental das comunidades;
Divulgar conhecimento e tecnologias
sustentáveis;
AGENDA 21 – Plano de AçãoAGENDA 21 – Plano de Ação
Reconhecer as diversas culturas, erradicar
o racismo, a discriminação sexual e outros
preconceitos;
Buscar alternativas de autogestão de
desenvolvimento para a melhoria da
qualidade de vida;
Incentivar o compromisso dos meios de
comunicação de massa com a educação
ambiental das comunidades.
AGENDA 21 – ExercícioAGENDA 21 – Exercício
Como construir novas sensibilidades, novas
formas de pensar e novos valores éticos,
visando novas formas de relação entre
natureza, sociedade e cultura?
Como construir a racionalidade ambiental?
Existem questões ambientais de suma importância para a
humanidade, que se caracterizam como impactos ambientais
negativos. Algumas dessas questões são descritas
a seguir:
• o aumento da temperatura da Terra;
• a diminuição das quantidades de espécies vivas (conhecida
como perda da biodiversidade);
• a destruição da camada de ozônio;
• a contaminação ou exploração excessiva dos recursos dos
oceanos;
• a escassez, mau uso e poluição das águas;
• a superpopulação mundial;
• a utilização/desperdício dos recursos naturais não
renováveis (petróleo, carvão mineral, minérios);
• o uso e a ocupação inadequados e a degradação dos solos
agricultáveis;
• a destinação final dos resíduos (lixo);
• a gravidade do aumento das doenças
ambientais, produzidas pelo desequilíbrio da
estabilidade planetária; e
• a busca de novos paradigmas de produção e
consumo.
Causas principais de algumas doenças
Doenças causas
Diarréias Falta de saneamento, de abastecimento d’água, de
higiene
Doenças tropicais Falta de saneamento, má disposição do lixo, foco de
vetores de doenças nas redondezas
Verminoses Falta de saneamento, de abastecimento d’água, de
higiene
Infecções respiratórias Poluição do ar em recinto fechado, superlotação
Doenças respiratórias crônicas Poluição do ar em recinto fechado
Câncer do aparelho respiratório Poluição do ar em recinto fechado
GESTÃO
AMBIENTAL PÚBLICA
Instrumentos de Política
Comando e controle
Econômico
Diversos
Comando e Controle
Padrão de emissão
Padrão de desempenho
Proibições e restrições sobre
produção, comercialização e
uso de produtos
Licenciamento ambiental
Instrumentos Econômicos
Tributação sobre poluição
Tributação sobre o uso de recursos
naturais
Incentivos fiscais
Financiamento em condições
especiais
Licenças negociáveis
Instrumentos Diversos
Educação Ambiental
Reservas ecológicas e outras áreas
de proteção ambiental
Informações ao público
Mecanismos administrativos e
jurídicos de defesa do meio
ambiente
Atividades de Gestão Ambiental de uma
Prefeitura
Gestão do saneamento
Gestão dos espaços urbanos
(planejamento)
Gestão do meio ambiente urbano
(manejo ambiental urbano)
Educação Ambiental
Formal ou informal
Deve tratar de questões globais críticas,
suas causas e inter-relações em uma
perspectiva sistêmica.
Aspectos como: população, saúde, paz,
direitos humanos, democracia, fome,
degradação da flora e da fauna.
Educação Ambiental
Objetivos
Tomada de consciência
Competência – desenvolver ações
concretas sobre o meio ambiente
Conhecimento – compreender as
responsabilidades e seu papel
Atitude – desenvolver valores sociais e
motivação para conservar e melhorar
Resíduos Sólidos Urbanos
Norma 10.004 da ABNT (1987):
resíduos no estados sólido e semi-
sólidos, que resultam de atividades
da comunidade de origem: urbana,
agrícola, radioativa e outros.
Resíduos Sólidos Urbanos
Categorias
Classe I – Perigosos (inflamáveis,
corrosivos, tóxicos, reativos,
patogênicos)
Classe II – Não Inertes (biodegradáveis,
solúveis em água)
Classe III – Inerte (vidro, borracha, certos
tipos de plásticos)
Sistema de Gerenciamento
Integrado de Resíduos
Redução de resíduos (incluindo reuso
dos produtos)
Reciclagem de materiais (incluindo
compostagem)
Recuperação de energia por resíduo
combustível
Disposição final (aterros sanitários)
Resíduos Sólidos Urbanos
Procedimentos
Segregação mecânica (separar orgânicos
de não orgânicos)
Coleta seletiva (separar vidro, papel, metais,
embalagens plásticas, etc)
Compostagem (produzir composto
orgânico)
Incineração (eliminar resíduos de saúde)
Aterro Sanitário Energético (captação dos
gases e seu aproveitamento econômico)
Prefeito(a) por um dia !
Se você fosse eleito(a) prefeito(a) de
Porto Alegre, quais seriam as suas 3
principais medidas para melhorar o
meio ambiente na cidade de Porto
Alegre? (escreva num papel e
justifique)
Atores sociais – Heterogeneidade
Esfera Estatal
• Executivo (União, estados e Distrito Federal,
municípios)
• Legislativo (Câmara de Deputados, Senado
Federal, assembleias legislativas e câmaras de
vereadores)
• Judiciário (Federal e estadual)
Poder executivo
• Compõem as administrações publicas federal,
estadual e municipal, das quais fazem partes
aqueles integrantes do Sisnama, que é o
responsável pela execução da PNMA,
estabelecida pela LEI FEDERAL n° 6938/81.
• Sinama é constituído por um órgão superior, o
conselho de Governo – CONAMA; um órgão
central – MMA; um executor IBAMA; órgãos
seccionais (órgãos e entidades da administração
publica direta e indireta – fundações,
secretarias); e os locais.
MMA
IBAMA
SEMA
FEPAM
Gestão ambiental como mediação de
conflitos
• Cooperação – Art. 225 CF/88 – o meio
ambiente ecologicamente equilibrado é
direito de todos, bem como o uso comum e
essencial à sadia qualidade de vida, atribui a
responsabilidade de sua preservação e defesa
não apenas ao poder público, mas também a
coletividade. Em suma, visa assegurar o
direito à qualidade de vida da geração
presente sem comprometer o da geração
futura.
Sistema de Gestão Ambiental
“A parte do Sistema de Gestão Global que
inclui estrutura organizacional, atividades de
planejamento, responsabilidades, prática,
procedimentos, processos e recursos para
desenvolver, implementar, atingir, analisar
criticamente e manter a política ambiental.”
(NBR ISO 14001)
POR QUE IMPLEMENTAR
SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL?
Ferramentas para Política Ambiental
• As ferramentas para assegurar atenção
sistemática e atingir a política ambiental e os
objetivos ambientais incluem, entre outras,
sistema de gestão ambiental e auditorias
ambientais.
• Ferramentas adicionais também estão à
disposição, como metodologias para avaliação do
ciclo de vida dos produtos, programas de
rotulagem ambiental e métodos para avaliação
de desempenho.
Essas ferramentas quando utilizadas requer
um novo aprendizado não só dos dirigentes
empresariais, mas de todos os atores do
processo produtivo
(colaboradores internos, fornecedores,
terceirizados, vendedores e compradores)
Introdução com base na NBR
ISO 14001
• Auditorias e análises não são suficientes
• Para que sejam eficazes, é necessário que esses
procedimentos sejam conduzidos dentro de um
sistema de gestão estruturado e integrado ao
conjunto das atividades de gestão.
• As Normas Internacionais de gestão ambiental
têm por objetivo prover às organizações os
elementos de um sistema de gestão ambiental
eficaz
Introdução com base na NBR
ISO 14001
• A gestão ambiental abrange uma vasta gama de
questões, inclusive aquelas com implicações
estratégica e de competividade
• A adoção e implementação, de forma
sistemática, de um conjunto de técnicas de
gestão ambiental pode contribuir para a
obtenção de resultados ótimos para todas as
partes interessadas.
• Contudo, a adoção desta Norma não garantirá,
por si só, resultados ambientais ótimos.
Introdução com base na NBR
ISO 14001
• Esta Norma compartilha princípios comuns de
sistemas de gestão com a série de Normas
NBR ISO 9000 para sistemas da qualidade.
• Enquanto os sistemas de gestão da qualidade
tratam das necessidades dos clientes, os
sistemas de gestão ambiental atendem às
necessidades de um vasto conjunto de partes
interessadas e às crescentes necessidades da
sociedade sobre proteção ambiental.
Introdução com base na NBR
ISO 14001
• A gestão ambiental pode ajudar dirigentes de
organizações a abordarem questões
ambientais sistematicamente e a integrarem o
cuidado ambiental como uma parte normal de
suas operações e estratégia comercial.
Benefícios de um Sistema de
Gestão Ambiental (SGA)
• Conformidade legal
• Pressão das partes interessadas, melhoria da
imagem (reputação)
• Melhoria da competitividade
• Redução de custos
• Conformidade junto à matriz e/ou clientes
• Visão preventiva x visão corretiva
• Melhoria contínua
Conformidade legal
• Além da existência de um crescente volume de
requisitos legais (legislação), seu cumprimento é
obrigatório.
• Aumento das penalidades
• Exigência de automonitoramento
• Indenizações civis e processo criminal
• Menor tolerância das autoridades ante
• empresas poluidoras
• Paralisação das atividades
• Mudança de local
• Aquisição de novos equipamentos de
• controle e/ou correção do dano ambiental
Pressão de partes
interessadas/melhoria
da imagem (reputação)• Os consumidores preferem produtos ambientalmente
corretos
• Instituições financeiras e seguradoras avaliam o
desempenho ambiental das empresas
• A comunidade se manifesta contra a concessão de
licenças
• Grupos de pressão e consumidores mais influentes
• Empresas “limpas” são bem vistas
• Divulgar melhorias no desempenho ambiental
• Transparência
• Parceiros da comunidade
Melhoria da competitividade
• por exigências tanto do mercado interno quanto do
externo (barreiras comerciais).
• Custos maiores por desperdício de recursos naturais,
matéria prima, retrabalho
• Exposição do trabalhador à poluição
• Compromisso ambiental é prática básica no comércio
internacional
• Consumidores começam a exigir critérios ambientais
• Padrões internacionais mais rigorosos para acesso a
mercados
Redução de custos (finanças)
• a otimização dos processos e do uso/reuso de
matérias-primas e insumos em geral, resulta na
diminuição dos custos (produção mais limpa e
ecoeficiência);
• na redução do uso de recursos naturais;
• melhoria do grau de risco da instituição (planos de
seguro mais atrativos);
• Favorece a obtenção de financiamentos e prêmios de
seguro
• Funcionários concentram-se nas tarefas principais sem
se preocuparem com riscos ou protestos públicos
• Elimina risco de passivo ambiental e despesas dele
decorrentes
Redução de custos (finanças)
• maiores facilidades de crédito e incentivos do
governo;
• com consequente valorização da empresa;
• e redução nos riscos de acidente e seus custos
financeiros, de remediação, interrupção;e
• pela introdução de instrumentos econômicos
(financeiros), como impostos ou tributos sobre os
resíduos gerados, para estimular a diminuição
nos níveis de poluição;
Conformidade junto à matriz e/ou
clientes
• por determinação ou requisitos da matriz
e/ou de clientes;
Visão preventiva (vigente) x visão
corretiva (antes da existência desta
norma)
• empresas com gestão ambiental conseguem
prevenir ocorrências geradoras de impactos
significativos ao meio ambiente, gerenciando
suas atividades potencialmente poluidoras.
• mudança de paradigma
• evita ocorrência de acidentes e impactos
• minimiza despesas com remediação e multas
Melhoria contínua
• a busca contínua da melhoria de seus
processos que interajam com o meio
ambiente.
• Melhoria contínua dos serviços e produtos

Aula1

  • 1.
  • 2.
    O Meio Ambiente •De acordo com a definição contida na norma NBR ISO 14001:1996, meio ambiente é a circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações. • Na Política Nacional de Meio Ambiente, Lei nº 6.938/1981, O meio ambiente, é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas;
  • 3.
    O Meio Ambiente •A Constituição Federal diz, em seu artigo 225, “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade devida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
  • 4.
    • Portanto, combase nas definições acima, pode-se entender tanto a complexidade quanto a importância do meio ambiente para a sobrevivência das espécies, inclusive do homem, e do papel que temos na sua preservação. • É nesse sentido que consideramos a relevância do conceito de Desenvolvimento Sustentável e a significância da implantação de sistemas de gestão em geral e, em específico, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
  • 5.
    Economia do Cowboy Baixadensidade demográfica baixa produtividade tecnologia simples Economia da Espaçonave Matéria-prima limitada não existe preço zero (detritos)
  • 6.
    Evolução Histórica daGestão Ambiental no Mundo • 1972: Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente Humano - Estocolmo • 1984: Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento: Nosso Futuro Comum (1987) • 1984: Programa de Atuação Responsável da Indústria Química • 1991: A ISO discute o desenvolvimento de padrões ambientais • 1991: 16 Princípios da Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável • 1992: Rio 92 – Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento • 1992: 27 Princípios da Carta da Terra • 1994: Normas e esquemas: BS 7750, EMAS, ISO • 1996: Norma ISO 14001 • 2002: Rio Mais 10 Desenvolvimento Sustentável “Desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem suas próprias necessidades.”
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Desenvolvimento Sustentável • Mudançade paradigma • Diminuir pressão sobre os recursos naturais • Gerar menos impactos nas atividades econômicas • Apostar na continuidade das atividades • Assegurar a qualidade de vida para as gerações futuras
  • 10.
    Agenda brasileira • AAgenda 21 Brasileira, demonstrando grande visão de futuro, é produto da participação de cerca de 40 mil pessoas, representantes dos mais diversos segmentos da comunidade brasileira. • Essa Agenda lança o destino do Brasil no cenário internacional, como líder da conservação ambiental no planeta. Traça, para os próximos dez anos, 21 objetivos que, se implementados, colocarão a Nação na liderança mundial do desenvolvimento sustentável.
  • 11.
    • Objetivo 1– Produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício. • Objetivo 2 – Ecoeficiência e responsabilidade social das empresas. • Objetivo 3 – Retomada do planejamento estratégico, infra-estrutura e integração regional. • Objetivo 4 – A energia renovável e a biomassa. • Objetivo 5 – Informação e conhecimento para o desenvolvimento sustentável. • Objetivo 6 – Educação permanente para o trabalho e a vida. • Objetivo 7 – Promover a saúde e evitar a doença, democratizando o SUS.
  • 12.
    • Objetivo 8– Inclusão social e distribuição de renda. • Objetivo 9 – Universalizar o saneamento ambiental protegendo o ambiente e a saúde. • Objetivo 10 – A gestão do espaço urbano e a autoridade metropolitana • Objetivo 11 – Desenvolvimento sustentável do Brasil rural. • Objetivo 12 – Promoção da agricultura sustentável. • Objetivo 13 – Promover a Agenda 21 Local e o desenvolvimento integrado e sustentável. • Objetivo 14 – Implantar o transporte de massa e a mobilidade sustentável. • Objetivo 15 – Preservar a quantidade e melhorar a qualidade da água nas bacias hidrográficas.
  • 13.
    • Objetivo 16– Política florestal, controle do desmatamento e corredores de biodiversidade. • Objetivo 17 – Descentralização e pacto federativo: parcerias, consórcios e o poder local. • Objetivo 18 – Modernização do Estado: gestão ambiental e instrumentos econômicos. • Objetivo 19 – Relações internacionais e governança global para o desenvolvimento sustentável. • Objetivo 20 – Cultura cívica e novas identidades na sociedade da comunicação. • Objetivo 21 – Pedagogia da sustentabilidade: ética e solidariedade.
  • 14.
    OBJETIVOS DA AGENDA21OBJETIVOS DA AGENDA 21 Desenvolver consciência do meio ambiente e desenvolvimento em todos os setores da sociedade; Facilitar o acesso à educação sobre o desenvolvimento, vinculada à educação social;
  • 15.
    AGENDA 21 –Plano de AçãoAGENDA 21 – Plano de Ação Incentivar a produção de conhecimento, metodologias e práticas em Educação Ambiental; Incentivar o compromisso dos meios de comunicação de massa com a educação ambiental das comunidades; Divulgar conhecimento e tecnologias sustentáveis;
  • 16.
    AGENDA 21 –Plano de AçãoAGENDA 21 – Plano de Ação Reconhecer as diversas culturas, erradicar o racismo, a discriminação sexual e outros preconceitos; Buscar alternativas de autogestão de desenvolvimento para a melhoria da qualidade de vida; Incentivar o compromisso dos meios de comunicação de massa com a educação ambiental das comunidades.
  • 17.
    AGENDA 21 –ExercícioAGENDA 21 – Exercício Como construir novas sensibilidades, novas formas de pensar e novos valores éticos, visando novas formas de relação entre natureza, sociedade e cultura? Como construir a racionalidade ambiental?
  • 18.
    Existem questões ambientaisde suma importância para a humanidade, que se caracterizam como impactos ambientais negativos. Algumas dessas questões são descritas a seguir: • o aumento da temperatura da Terra; • a diminuição das quantidades de espécies vivas (conhecida como perda da biodiversidade); • a destruição da camada de ozônio; • a contaminação ou exploração excessiva dos recursos dos oceanos; • a escassez, mau uso e poluição das águas; • a superpopulação mundial; • a utilização/desperdício dos recursos naturais não renováveis (petróleo, carvão mineral, minérios); • o uso e a ocupação inadequados e a degradação dos solos agricultáveis; • a destinação final dos resíduos (lixo);
  • 19.
    • a gravidadedo aumento das doenças ambientais, produzidas pelo desequilíbrio da estabilidade planetária; e • a busca de novos paradigmas de produção e consumo.
  • 20.
    Causas principais dealgumas doenças Doenças causas Diarréias Falta de saneamento, de abastecimento d’água, de higiene Doenças tropicais Falta de saneamento, má disposição do lixo, foco de vetores de doenças nas redondezas Verminoses Falta de saneamento, de abastecimento d’água, de higiene Infecções respiratórias Poluição do ar em recinto fechado, superlotação Doenças respiratórias crônicas Poluição do ar em recinto fechado Câncer do aparelho respiratório Poluição do ar em recinto fechado
  • 21.
  • 22.
    Instrumentos de Política Comandoe controle Econômico Diversos
  • 23.
    Comando e Controle Padrãode emissão Padrão de desempenho Proibições e restrições sobre produção, comercialização e uso de produtos Licenciamento ambiental
  • 24.
    Instrumentos Econômicos Tributação sobrepoluição Tributação sobre o uso de recursos naturais Incentivos fiscais Financiamento em condições especiais Licenças negociáveis
  • 25.
    Instrumentos Diversos Educação Ambiental Reservasecológicas e outras áreas de proteção ambiental Informações ao público Mecanismos administrativos e jurídicos de defesa do meio ambiente
  • 26.
    Atividades de GestãoAmbiental de uma Prefeitura Gestão do saneamento Gestão dos espaços urbanos (planejamento) Gestão do meio ambiente urbano (manejo ambiental urbano)
  • 27.
    Educação Ambiental Formal ouinformal Deve tratar de questões globais críticas, suas causas e inter-relações em uma perspectiva sistêmica. Aspectos como: população, saúde, paz, direitos humanos, democracia, fome, degradação da flora e da fauna.
  • 28.
    Educação Ambiental Objetivos Tomada deconsciência Competência – desenvolver ações concretas sobre o meio ambiente Conhecimento – compreender as responsabilidades e seu papel Atitude – desenvolver valores sociais e motivação para conservar e melhorar
  • 29.
    Resíduos Sólidos Urbanos Norma10.004 da ABNT (1987): resíduos no estados sólido e semi- sólidos, que resultam de atividades da comunidade de origem: urbana, agrícola, radioativa e outros.
  • 30.
    Resíduos Sólidos Urbanos Categorias ClasseI – Perigosos (inflamáveis, corrosivos, tóxicos, reativos, patogênicos) Classe II – Não Inertes (biodegradáveis, solúveis em água) Classe III – Inerte (vidro, borracha, certos tipos de plásticos)
  • 31.
    Sistema de Gerenciamento Integradode Resíduos Redução de resíduos (incluindo reuso dos produtos) Reciclagem de materiais (incluindo compostagem) Recuperação de energia por resíduo combustível Disposição final (aterros sanitários)
  • 32.
    Resíduos Sólidos Urbanos Procedimentos Segregaçãomecânica (separar orgânicos de não orgânicos) Coleta seletiva (separar vidro, papel, metais, embalagens plásticas, etc) Compostagem (produzir composto orgânico) Incineração (eliminar resíduos de saúde) Aterro Sanitário Energético (captação dos gases e seu aproveitamento econômico)
  • 33.
    Prefeito(a) por umdia ! Se você fosse eleito(a) prefeito(a) de Porto Alegre, quais seriam as suas 3 principais medidas para melhorar o meio ambiente na cidade de Porto Alegre? (escreva num papel e justifique)
  • 34.
    Atores sociais –Heterogeneidade Esfera Estatal • Executivo (União, estados e Distrito Federal, municípios) • Legislativo (Câmara de Deputados, Senado Federal, assembleias legislativas e câmaras de vereadores) • Judiciário (Federal e estadual)
  • 35.
    Poder executivo • Compõemas administrações publicas federal, estadual e municipal, das quais fazem partes aqueles integrantes do Sisnama, que é o responsável pela execução da PNMA, estabelecida pela LEI FEDERAL n° 6938/81. • Sinama é constituído por um órgão superior, o conselho de Governo – CONAMA; um órgão central – MMA; um executor IBAMA; órgãos seccionais (órgãos e entidades da administração publica direta e indireta – fundações, secretarias); e os locais.
  • 36.
  • 37.
    Gestão ambiental comomediação de conflitos • Cooperação – Art. 225 CF/88 – o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos, bem como o uso comum e essencial à sadia qualidade de vida, atribui a responsabilidade de sua preservação e defesa não apenas ao poder público, mas também a coletividade. Em suma, visa assegurar o direito à qualidade de vida da geração presente sem comprometer o da geração futura.
  • 38.
    Sistema de GestãoAmbiental “A parte do Sistema de Gestão Global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, prática, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental.” (NBR ISO 14001)
  • 39.
    POR QUE IMPLEMENTAR SISTEMASDE GESTÃO AMBIENTAL?
  • 40.
    Ferramentas para PolíticaAmbiental • As ferramentas para assegurar atenção sistemática e atingir a política ambiental e os objetivos ambientais incluem, entre outras, sistema de gestão ambiental e auditorias ambientais. • Ferramentas adicionais também estão à disposição, como metodologias para avaliação do ciclo de vida dos produtos, programas de rotulagem ambiental e métodos para avaliação de desempenho.
  • 41.
    Essas ferramentas quandoutilizadas requer um novo aprendizado não só dos dirigentes empresariais, mas de todos os atores do processo produtivo (colaboradores internos, fornecedores, terceirizados, vendedores e compradores)
  • 42.
    Introdução com basena NBR ISO 14001 • Auditorias e análises não são suficientes • Para que sejam eficazes, é necessário que esses procedimentos sejam conduzidos dentro de um sistema de gestão estruturado e integrado ao conjunto das atividades de gestão. • As Normas Internacionais de gestão ambiental têm por objetivo prover às organizações os elementos de um sistema de gestão ambiental eficaz
  • 43.
    Introdução com basena NBR ISO 14001 • A gestão ambiental abrange uma vasta gama de questões, inclusive aquelas com implicações estratégica e de competividade • A adoção e implementação, de forma sistemática, de um conjunto de técnicas de gestão ambiental pode contribuir para a obtenção de resultados ótimos para todas as partes interessadas. • Contudo, a adoção desta Norma não garantirá, por si só, resultados ambientais ótimos.
  • 44.
    Introdução com basena NBR ISO 14001 • Esta Norma compartilha princípios comuns de sistemas de gestão com a série de Normas NBR ISO 9000 para sistemas da qualidade. • Enquanto os sistemas de gestão da qualidade tratam das necessidades dos clientes, os sistemas de gestão ambiental atendem às necessidades de um vasto conjunto de partes interessadas e às crescentes necessidades da sociedade sobre proteção ambiental.
  • 45.
    Introdução com basena NBR ISO 14001 • A gestão ambiental pode ajudar dirigentes de organizações a abordarem questões ambientais sistematicamente e a integrarem o cuidado ambiental como uma parte normal de suas operações e estratégia comercial.
  • 46.
    Benefícios de umSistema de Gestão Ambiental (SGA) • Conformidade legal • Pressão das partes interessadas, melhoria da imagem (reputação) • Melhoria da competitividade • Redução de custos • Conformidade junto à matriz e/ou clientes • Visão preventiva x visão corretiva • Melhoria contínua
  • 47.
    Conformidade legal • Alémda existência de um crescente volume de requisitos legais (legislação), seu cumprimento é obrigatório. • Aumento das penalidades • Exigência de automonitoramento • Indenizações civis e processo criminal • Menor tolerância das autoridades ante • empresas poluidoras • Paralisação das atividades • Mudança de local • Aquisição de novos equipamentos de • controle e/ou correção do dano ambiental
  • 48.
    Pressão de partes interessadas/melhoria daimagem (reputação)• Os consumidores preferem produtos ambientalmente corretos • Instituições financeiras e seguradoras avaliam o desempenho ambiental das empresas • A comunidade se manifesta contra a concessão de licenças • Grupos de pressão e consumidores mais influentes • Empresas “limpas” são bem vistas • Divulgar melhorias no desempenho ambiental • Transparência • Parceiros da comunidade
  • 49.
    Melhoria da competitividade •por exigências tanto do mercado interno quanto do externo (barreiras comerciais). • Custos maiores por desperdício de recursos naturais, matéria prima, retrabalho • Exposição do trabalhador à poluição • Compromisso ambiental é prática básica no comércio internacional • Consumidores começam a exigir critérios ambientais • Padrões internacionais mais rigorosos para acesso a mercados
  • 50.
    Redução de custos(finanças) • a otimização dos processos e do uso/reuso de matérias-primas e insumos em geral, resulta na diminuição dos custos (produção mais limpa e ecoeficiência); • na redução do uso de recursos naturais; • melhoria do grau de risco da instituição (planos de seguro mais atrativos); • Favorece a obtenção de financiamentos e prêmios de seguro • Funcionários concentram-se nas tarefas principais sem se preocuparem com riscos ou protestos públicos • Elimina risco de passivo ambiental e despesas dele decorrentes
  • 51.
    Redução de custos(finanças) • maiores facilidades de crédito e incentivos do governo; • com consequente valorização da empresa; • e redução nos riscos de acidente e seus custos financeiros, de remediação, interrupção;e • pela introdução de instrumentos econômicos (financeiros), como impostos ou tributos sobre os resíduos gerados, para estimular a diminuição nos níveis de poluição;
  • 52.
    Conformidade junto àmatriz e/ou clientes • por determinação ou requisitos da matriz e/ou de clientes;
  • 53.
    Visão preventiva (vigente)x visão corretiva (antes da existência desta norma) • empresas com gestão ambiental conseguem prevenir ocorrências geradoras de impactos significativos ao meio ambiente, gerenciando suas atividades potencialmente poluidoras. • mudança de paradigma • evita ocorrência de acidentes e impactos • minimiza despesas com remediação e multas
  • 54.
    Melhoria contínua • abusca contínua da melhoria de seus processos que interajam com o meio ambiente. • Melhoria contínua dos serviços e produtos