Internet e arquitetura TCP/IP
Protocolo de roteamento dinâmico: BGP – Border Gateway Protocol
ADMINISTRAÇÃO E SEGURANÇA DE SISTEMAS COMPUTACIONAIS
DAVID ANDRE MONEIRO TERAM
EDUARDO SILVA ALMEIDA
TENISSON JOSE ANDRADE FONSECA
THIAGO BRUNO SOARES SILVA
WELSON CAVALCANTE JÚNIOR
BGP – Border Gateway Protocol
 O BGP é um protocolo de roteamento para ser usado entre múltiplos SAs em internet baseada no
protocolo TCP/IP.
 Tornou-se o sucessor natural do EGP, efetivamente atacando suas deficiências mais sérias!
 Evita "loops" de roteamento e permite o uso de políticas de roteamento entre SAs baseado em
regras arbitrárias por eles definidas.
 Em sua versão BGP-4 foi o primeiro a suportar endereços agregados (Classless Interdomain
Routing, ou simplesmente CIDR) e o conceito de supernets.
 Com o BGP é possível que cada subrede anuncie sua existência na grande rede mundial. Uma
subrede identifica-se e o protocolo de roteador de borda satisfaz as condições para que todos os
SAs da internet saibam da existência desta subrede e, também, como chegar a mesma. Sem o BGP
não seria possível interligar as Sas. (KUROSE, ROSS, 2009)
 Protocolo de anuncio de alcançabilidade, podendo anunciar ou não as subredes.
BGP – Border Gateway Protocol
 Atualmente na versão 4
 Especificado nas RFC 1171, 1172, 1173, 1174, 2283(+)
 Protocolo de roteamento de gateway exterior normalmente utilizado entre SAs, com
objetivos diferentes do gateway interior.
 Protocolo de gateway interior
Tem como objetivo movimentar pacotes de forma mais eficiente possível da origem até o destino
sem se preocupar com política.
 Protocolo de gateway exterior
Projetados para permitir a imposição de muitos tipos de políticas de roteamento no tráfego entre
Sas.
Se preocupar muito com política, além de envolver considerações econômicas e de segurança.
Fonte: A.S Tanenbaum
BGP – Border Gateway Protocol
Exemplo:
 Nenhum trafego deve passar por certos SAs.
 Nunca colocar o Iraque em uma rota que comece no pentágono.
 Não usar os Estados Unidos para ir da Columbia Britânica até Ontário.
 Só passar pela China se não houver nenhuma alternativa para chegar ao destino.
 O tráfego que começar ou terminar na IBM não deve transitar pela Microsoft.
BGP – Border Gateway Protocol
É um protocolo vetor de caminho(path vector) e vetor de distância
 Mantem o custo para cada destino
 Cada roteador tem controle de qual caminho está sendo usado
 Informa aos vizinhos o caminho exato que está usando
É diferenciado dos demais protocolos de vetor distância
 Pois o problema de contagem até o infinito inexiste nesse protocolo assim, o BGP
obtém uma convergência muito mais rápida (STALLINGS, 2003).
BGP – Border Gateway Protocol
Agrupada em três categorias
 Redes Stub
 Redes Multiconectadas
 Redes de Trânsito
O BGP também está presente (em uma versão chamada BGP-4+ [RFC 2283])
“backbone Internet do futuro”, o “6BONE”.
BGP – Border Gateway Protocol
Estrutura e Funcionamento
 O BGP constrói um gráfico dos SAs, usando as informações trocadas pelos
"vizinhos BGP" (BGP neighbors), que são compostas dos números
identificadores dos SAs, os ASN. A conexão entre SAs forma um "caminho"
(path), e a coleção desses caminhos acaba formando uma rota composta pelos
números dos SAs que devem ser percorridos até se chegar a um determinado
AS destino.
 O BGP faz uso do TCP (porta 179) para o transporte das informações de
roteamento.
 Atualização das tabelas de rotas feitas de forma incremental, como nos
algoritmos de estado de enlace. A atualização completa da tabela de rotas é
feita somente uma vez, quando se estabelece a sessão entre os neighbors ou
peers.
BGP – Border Gateway Protocol
Estrutura e Funcionamento
Estabelecimento de uma sessão BGP
 É estabelecida a conexão TCP entre os dois roteadores que trocam mensagens de abertura da
sessão e negociam os parâmetros de operação;
 O primeiro fluxo de dados transmitido é a tabela de rotas BGP completa. Posteriores
atualizações nesta tabela são feitas, incrementalmente, à medida que as mudanças
ocorrerem;
 Como não há a atualização completa da tabela após a primeira, o roteador mantém a
informação da versão da tabela que todos os seus peers possuem, enquanto durar a sessão
entre eles. Se esta for interrompida por qualquer motivo, o processo é iniciado novamente a
partir do primeiro passo;
 Mensagens de keepalive são enviadas periodicamente para manter a sessão aberta;
 Mensagens de aviso são enviadas quando ocorrem erros ou outras situações especiais;
 Caso uma conexão verifique um erro, uma mensagem é enviada e a conexão fechada,
encerrando a sessão.
BGP – Border Gateway Protocol
Estrutura e Funcionamento
Estabelecimento de uma sessão BGP
 Uma vez que a conexão tenha sido estabelecida, cada roteador envia uma mensagem abrir ao seu
vizinho, essa mensagem como todas as outras mensagens do BGP , consiste de um cabeçalho de
um campo de 16 octetos, com todos os bits iguais a 1, quando o código de autenticação for 0, do
comprimento do pacote BGP total, e de um campo de tipo que especifica o pacote como sendo um
dos quatro tipos possíveis:
1. ABRIR
2. ATUALIZAR
3. NOTIFICAR
4. MANTER VIVA (keepalive)
 O BGP usa mensagens Manter viva para manter a conexão entre os vizinhos, essa mensagem
consistem apenas do cabeçalho do pacote BGP, sem nenhum dado.
 A RFC recomenda que o cronômetro de retenção seja de 90 segundos e o cronômetro Manter viva
seja de 30 segundos.
BGP – Border Gateway Protocol
eBGP
 O algoritmo do eBGP(externo)
trabalha, basicamente, anunciando
todas rotas que conhece, enquanto
o do iBGP(interno) faz o possível
para não anunciar rotas.
BGP – Border Gateway Protocol
iBGP
 Assim, para fazer o iBGP funcionar
adequadamente dentro de um AS é
necessário estabelecer sessões BGP
entre todos os roteadores que
"falam" iBGP, formando uma "malha
completa" (full mesh) de sessões
iBGP dentro do AS.
BGP – Border Gateway Protocol
Topologia
Fonte: RNP
iBGP Full Mesh
BGP – Border Gateway Protocol
Topologia
Fonte: RNP
eBGP e iBGPh atuando em Cluster
 Referencias
TANEMBAUM, A. S. Redes de Computadores. 4. ed. São Paulo: Campus, 2003.
KUROSE, J. F.; ROSS, K. W. Redes de Computadores e a Internet Uma abordagem top-down. 3. ed. São Paulo: Person
Education, 2009.
https://memoria.rnp.br/newsgen/9903/bgp4.html (acessado em 20/11/2015)
http://docplayer.com.br/1044559-Trabalho-de-tcp-ip-avancado.html (acessado em 25/11/2015)
Limitação do Packet Tracer

Introdução ao BGP

  • 1.
    Internet e arquiteturaTCP/IP Protocolo de roteamento dinâmico: BGP – Border Gateway Protocol ADMINISTRAÇÃO E SEGURANÇA DE SISTEMAS COMPUTACIONAIS DAVID ANDRE MONEIRO TERAM EDUARDO SILVA ALMEIDA TENISSON JOSE ANDRADE FONSECA THIAGO BRUNO SOARES SILVA WELSON CAVALCANTE JÚNIOR
  • 2.
    BGP – BorderGateway Protocol  O BGP é um protocolo de roteamento para ser usado entre múltiplos SAs em internet baseada no protocolo TCP/IP.  Tornou-se o sucessor natural do EGP, efetivamente atacando suas deficiências mais sérias!  Evita "loops" de roteamento e permite o uso de políticas de roteamento entre SAs baseado em regras arbitrárias por eles definidas.  Em sua versão BGP-4 foi o primeiro a suportar endereços agregados (Classless Interdomain Routing, ou simplesmente CIDR) e o conceito de supernets.  Com o BGP é possível que cada subrede anuncie sua existência na grande rede mundial. Uma subrede identifica-se e o protocolo de roteador de borda satisfaz as condições para que todos os SAs da internet saibam da existência desta subrede e, também, como chegar a mesma. Sem o BGP não seria possível interligar as Sas. (KUROSE, ROSS, 2009)  Protocolo de anuncio de alcançabilidade, podendo anunciar ou não as subredes.
  • 3.
    BGP – BorderGateway Protocol  Atualmente na versão 4  Especificado nas RFC 1171, 1172, 1173, 1174, 2283(+)  Protocolo de roteamento de gateway exterior normalmente utilizado entre SAs, com objetivos diferentes do gateway interior.  Protocolo de gateway interior Tem como objetivo movimentar pacotes de forma mais eficiente possível da origem até o destino sem se preocupar com política.  Protocolo de gateway exterior Projetados para permitir a imposição de muitos tipos de políticas de roteamento no tráfego entre Sas. Se preocupar muito com política, além de envolver considerações econômicas e de segurança. Fonte: A.S Tanenbaum
  • 4.
    BGP – BorderGateway Protocol Exemplo:  Nenhum trafego deve passar por certos SAs.  Nunca colocar o Iraque em uma rota que comece no pentágono.  Não usar os Estados Unidos para ir da Columbia Britânica até Ontário.  Só passar pela China se não houver nenhuma alternativa para chegar ao destino.  O tráfego que começar ou terminar na IBM não deve transitar pela Microsoft.
  • 5.
    BGP – BorderGateway Protocol É um protocolo vetor de caminho(path vector) e vetor de distância  Mantem o custo para cada destino  Cada roteador tem controle de qual caminho está sendo usado  Informa aos vizinhos o caminho exato que está usando É diferenciado dos demais protocolos de vetor distância  Pois o problema de contagem até o infinito inexiste nesse protocolo assim, o BGP obtém uma convergência muito mais rápida (STALLINGS, 2003).
  • 6.
    BGP – BorderGateway Protocol Agrupada em três categorias  Redes Stub  Redes Multiconectadas  Redes de Trânsito O BGP também está presente (em uma versão chamada BGP-4+ [RFC 2283]) “backbone Internet do futuro”, o “6BONE”.
  • 7.
    BGP – BorderGateway Protocol Estrutura e Funcionamento  O BGP constrói um gráfico dos SAs, usando as informações trocadas pelos "vizinhos BGP" (BGP neighbors), que são compostas dos números identificadores dos SAs, os ASN. A conexão entre SAs forma um "caminho" (path), e a coleção desses caminhos acaba formando uma rota composta pelos números dos SAs que devem ser percorridos até se chegar a um determinado AS destino.  O BGP faz uso do TCP (porta 179) para o transporte das informações de roteamento.  Atualização das tabelas de rotas feitas de forma incremental, como nos algoritmos de estado de enlace. A atualização completa da tabela de rotas é feita somente uma vez, quando se estabelece a sessão entre os neighbors ou peers.
  • 8.
    BGP – BorderGateway Protocol Estrutura e Funcionamento Estabelecimento de uma sessão BGP  É estabelecida a conexão TCP entre os dois roteadores que trocam mensagens de abertura da sessão e negociam os parâmetros de operação;  O primeiro fluxo de dados transmitido é a tabela de rotas BGP completa. Posteriores atualizações nesta tabela são feitas, incrementalmente, à medida que as mudanças ocorrerem;  Como não há a atualização completa da tabela após a primeira, o roteador mantém a informação da versão da tabela que todos os seus peers possuem, enquanto durar a sessão entre eles. Se esta for interrompida por qualquer motivo, o processo é iniciado novamente a partir do primeiro passo;  Mensagens de keepalive são enviadas periodicamente para manter a sessão aberta;  Mensagens de aviso são enviadas quando ocorrem erros ou outras situações especiais;  Caso uma conexão verifique um erro, uma mensagem é enviada e a conexão fechada, encerrando a sessão.
  • 9.
    BGP – BorderGateway Protocol Estrutura e Funcionamento Estabelecimento de uma sessão BGP  Uma vez que a conexão tenha sido estabelecida, cada roteador envia uma mensagem abrir ao seu vizinho, essa mensagem como todas as outras mensagens do BGP , consiste de um cabeçalho de um campo de 16 octetos, com todos os bits iguais a 1, quando o código de autenticação for 0, do comprimento do pacote BGP total, e de um campo de tipo que especifica o pacote como sendo um dos quatro tipos possíveis: 1. ABRIR 2. ATUALIZAR 3. NOTIFICAR 4. MANTER VIVA (keepalive)  O BGP usa mensagens Manter viva para manter a conexão entre os vizinhos, essa mensagem consistem apenas do cabeçalho do pacote BGP, sem nenhum dado.  A RFC recomenda que o cronômetro de retenção seja de 90 segundos e o cronômetro Manter viva seja de 30 segundos.
  • 10.
    BGP – BorderGateway Protocol eBGP  O algoritmo do eBGP(externo) trabalha, basicamente, anunciando todas rotas que conhece, enquanto o do iBGP(interno) faz o possível para não anunciar rotas.
  • 11.
    BGP – BorderGateway Protocol iBGP  Assim, para fazer o iBGP funcionar adequadamente dentro de um AS é necessário estabelecer sessões BGP entre todos os roteadores que "falam" iBGP, formando uma "malha completa" (full mesh) de sessões iBGP dentro do AS.
  • 12.
    BGP – BorderGateway Protocol Topologia Fonte: RNP iBGP Full Mesh
  • 13.
    BGP – BorderGateway Protocol Topologia Fonte: RNP eBGP e iBGPh atuando em Cluster
  • 14.
     Referencias TANEMBAUM, A.S. Redes de Computadores. 4. ed. São Paulo: Campus, 2003. KUROSE, J. F.; ROSS, K. W. Redes de Computadores e a Internet Uma abordagem top-down. 3. ed. São Paulo: Person Education, 2009. https://memoria.rnp.br/newsgen/9903/bgp4.html (acessado em 20/11/2015) http://docplayer.com.br/1044559-Trabalho-de-tcp-ip-avancado.html (acessado em 25/11/2015)
  • 15.