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As Raízes do
Modernismo
Brasileiro
 O Pré-modernismo
 Modernismo
 Suas Fases
ManoelBandeira
Equipe:
Carolayne
Elbia
Isabel
Miguel
Rayane
MonteiroLobato
Sumário:
Pré-modernismo..............................................................................................4
Pontos de conflito no brasil pré-modernista................................................5
Caracterização...............................................................................................7
Principais autores pré-modernistas...............................................................8
 Monteiro Lobato.........................................................................................9
 Euclides da Cunha....................................................................................11
 Lima Barreto...............................................................................................13
Augusto dos anjos.........................................................................................15
Modernismo...................................................................................................17
Fases................................................................................................................21
A semana de arte moderna........................................................................22
A semana.......................................................................................................24
Manuel Bandeira...........................................................................................27
 Principais obras..........................................................................................29
 Poemas.......................................................................................................30
Pré-modernismo
O pré-modernismo ou Também
chamado estética impressionista foi um
período literário brasileiro, que marcau a
transição entre o simbolismo e o
movimento modernista. Em Portugal, o
pré-modernismo configura o movimento
denominado saudosismo .
O termo pré-modernismo parece ter
sido criado por Tristão de Athayde, para
designar os "escritores contemporâneos
do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920",
no dizer de Joaquim Francisco Coelho
Pontos de conflito no
Brasil pré-
modernista
Para os autores, o momento histórico brasileiro
interferiu na produção literária, marcando a transição dos
valores éticos do século XIX para uma nova realidade
que se desenhava, essencialmente pautado por uma
série de conflitos como o fanatismo religioso do Padre
Cícero e de Antônio Conselheiro e o cangaço,
no Nordeste, as revoltas da Vacina e da Chibata, no Rio
de Janeiro, as greves operárias em São Paulo e a Guerra
do Contestado (na fronteira entre Paraná e Santa
Catarina); além disso a política seguia marcadamente
dirigida pela oligarquia rural, o nascimento
da burguesia urbana, a industrialização, segregação dos
negros pós-abolição, o surgimento do proletariado e:
finalmente, a imigração europeia.
Além desses fatos somam-se as lutas políticas
constantes pelo coronelismo, e disputas provincianas
como as existentes no Rio Grande do
Sul entre maragatos e republicanos.
Caracterização:
Embora vários autores sejam classificados
como pré-modernistas, este não se constituiu num
estilo ou escola literária, dado a forte individualidade
de suas obras , mas essencialmente eram marcados
por duas características comuns:
 conservadorismo - traziam na sua estética os valores
naturalistas;
 renovação - demonstravam íntima relação com a
realidade brasileira e as tensões vividas pela
sociedade do período
Embora tenham rompido com a temática dos
períodos anteriores, esses autores não avançaram o
bastante para ser considerados modernos - notando-
se, até, alguns casos, resistência às novas estéticas.
Principais Autores
Pré-modernista
PRINCIPAIS OBRAS:
 Urupês (1918) - Aborda a decadência da agricultura no
Vale do Paraíba, após o “ciclo” do café.
 Ideias de Jeca Tatu (1919) - História de Vilela, Camilo e
Rita envolvidos em um triângulo amoroso.
 A Menina do Narizinho Arrebitado (1920) - Tem como
personagens principais Emília e Narizinho em mais uma
de suas histórias inéditas.
 O Pica-Pau Amarelo (1939) - Aborda a Turma do Sítio
(Emília, Narizinho, Pedrinho, Marquês de Rabicó,
Conselheiro, Quindim, Visconde de Sabugosa, Dona
Benta, Tia Nastácia, Tio Barnabé, Cuca, Saci, etc)
vivendo situações e aventuras que mexem com a
imaginação da criançada.
 Os Sertões (1902) - Retrata a Guerra dos Canudos,
sendo publicado nos seguintes idiomas: alemão, chinês,
francês, inglês, dinamarquês, espanhol, holandês,
italiano e sueco.
 Contrastes e Confrontos (1907) - Pode-se dizer que é
uma obra científica e uma obra de arte. Trata-se de
uma obra única na história das letras brasileiras.
 À Margem da História (1909) - Publicação póstuma,
reúne os artigos de Euclides sobre a Amazônia antes e
após sua viagem à região. Os ensaios amazônicos
reforçam a tese de uma formação histórica marcada
por contrastes e antagonismos. O dever da ciência e
dos intelectuais era, para Euclides da Cunha, promover
o encontro entre Estado e nação.
PRINCIPAIS OBRAS:
 Recordações do Escrivão Isaías
Caminha (romance – 1909)
 Triste Fim de Policarpo Quaresma (romance – 1911)
 Numa e Ninfa (romance – 1915)
 Morte e M. J. Gonzaga de Sá (romance – 1919)
 Os Bruzundangas (crônica – 1923)
 Clara dos Anjos (romance – 1924)
 Histórias e Sonhos (contos – 1956)
 Diário Íntimo (memórias – 1956)
 Cemitério dos Vivos (memórias – 1956)
PRINCIPAIS OBRAS:
 Saudade (poema - 1900) - Mostra que tanto os atos
bons quanto os ruins do passado de alguém são
necessários para completar o indivíduo.
 Eu e Outras Poesias (único livro de poemas - 1912) -
Articula o trinômio como reflexo de um momento
histórico marcado por um sentimento de perda, um
mal-estar disseminado entre os intelectuais, uma
angústia diante da falência da Civilização Ocidental e
dos ideais do Progresso.
 Psicologia de um Vencido (soneto) - Com o uso de
palavras rebuscadas e repleto de simbolismo, este
soneto aborda o pessimismo marcante e retrata a
tragédia da morte com naturalidade.
 Versos íntimos - Como todos os outros poemas e sonetos
de Anjos, este também aborda a morte e o próprio "eu"
o centro do seu pensamento.
PRINCIPAIS OBRAS:
Modernismo
O modernismo brasileiro foi um amplo
movimento cultural que repercutiu fortemente
sobre a cena artística e a sociedade brasileira na
primeira metade do século XX, sobretudo no
campo da literatura e das artes plásticas. O
movimento no Brasil foi desencadeado a partir da
assimilação de tendências culturais e artísticas
lançadas pelas vanguardas europeias no período
que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, como
o Cubismo e o Futurismo. As novas linguagens
modernas colocadas pelos movimentos artísticos e
literários europeus foram aos poucos assimiladas
pelo contexto artístico brasileiro, mas colocando
como enfoque elementos da cultura brasileira.
Considera-se a Semana de Arte
Moderna, realizada em São Paulo, em 1922,
como ponto de partida do modernismo no
Brasil. Porém, nem todos os participantes
desse evento eram modernistas: Graça
Aranha, um pré-modernista, por exemplo,
foi um dos oradores. Não sendo dominante
desde o início, o modernismo, com o
tempo, suplantou os anteriores. Foi
marcado, sobretudo, pela liberdade de
estilo e aproximação com a linguagem
falada, sendo os da primeira fase mais
radicais em relação a esse marco.
Fases:
Didaticamente, divide-se o Modernismo
em três fases: a primeira fase, mais radical e
fortemente oposta a tudo que foi anterior,
cheia de irreverência e escândalo; uma
segunda mais amena, que formou grandes
romancistas e poetas; e uma terceira,
também chamada Pós-Modernismo por
vários autores, que se opunha de certo modo
a primeira e era por isso ridicularizada com o
apelido de Parnasianismo.
A semana de arte moderna
A Semana de Arte Moderna,
também chamada de Semana de 22,
ocorreu em São Paulo no ano
de 1922, entre os dias 11 a 17 de
fevereiro, no Teatro Municipal da
cidade.
Apesar do designativo
"semana", o evento ocorreu em três
dias. Cada dia da semana trabalhou
um aspecto
cultural: pintura, escultura,
poesia, literatura e música. O evento
marcou o início do modernismo no
Brasil e tornou-se referência cultural
do século XX.
A Semana de Arte Moderna representou uma
verdadeira renovação de linguagem, na busca de
experimentação, na liberdade criadora da ruptura
com o passado e até corporal, pois a arte passou
então da vanguarda, para o modernismo. O evento
marcou época ao apresentar novas ideias e
conceitos artísticos, como a poesia através da
declamação, que antes era só escrita; a música por
meio de concertos, que antes só havia cantores sem
acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte
plástica exibida em telas, esculturas e maquetes
de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.
O adjetivo "novo" passou a ser marcado em todas
estas manifestações que propunha algo no mínimo
curioso e de interesse.
A Semana:
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi
do que uma ebulição de novas ideias totalmente
libertadas, nacionalista em busca de uma identidade
própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se
tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais
um desejo de experimentar diferentes caminhos do que
de definir um único ideal moderno.
 13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura
oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro
Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas
provocam reações de espanto e repúdio por parte do
público. O espetáculo tem início com a confusa
conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção
estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa
calma neste dia.
 15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novaes era
para ser a grande atração da noite. Contra a vontade
dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo
do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados,
iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração"
dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a
arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos
novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos
(miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam
e confundem com aplausos. Quando Ronald de
Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manuel
Bandeira, (poema criticando abertamente
o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro
atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em
algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois
Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma
crise de tuberculose.
 17 de fevereiro (Sexta-feira)
- O dia mais tranquilo da
semana, apresentações
musicais de Villa-Lobos, com
participação de vários
músicos. O público em
número reduzido, portava-
se com mais respeito, até
que Villa-Lobos entra de
casaca, mas com um pé
calçado com um sapato, e
outro com chinelo; o
público interpreta a atitude
como futurista e
desrespeitosa e vaia o
artista impiedosamente.
Mais tarde, o maestro
explicaria que não se
tratava de modismo e, sim,
de um calo inflamado…
Manuel Bandeira
Manuel Carneiro
de Sousa Bandeira
Filho (Recife, 19 de
abril de 1886 - Rio
de Janeiro, 13 de
outubro de 1968)
foi um poeta,
crítico literário e
de arte, professor
de literatura e
tradutor brasileiro.
 A Cinza das Horas – Jornal do Comércio – Rio de Janeiro,
1917 (Edição do Autor)
 Carnaval – Rio de janeiro,1919 (Edição do Autor)
 Poesias (acrescida de O Ritmo Dissoluto) – Rio de Janeiro,
1924
 Libertinagem – Rio de Janeiro, 1930 (Edição do Autor)
 Estrela da Manhã – Rio de Janeiro, 1936 (Edição do Autor)
 Mafuá do Malungo – Barcelona, 1948 (Editor João Cabral de
Melo Neto)
 Poesias completas (acrescidas de Opus 10) – Rio de Janeiro,
1955
 Poesia e prosa completa (acrescida de Estrela da Tarde), Rio
de Janeiro, 1958
 Alumbramentos – Rio de Janeiro, 1960
 Estrela da Tarde – Rio de Janeiro, 1960
 Estrela a vida inteira, Rio de Janeiro, 1966 (edição em
homenagem aos 80 anos do poeta)
PRINCIPAIS OBRAS:
Os Sapos
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
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A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
— “Meu pai foi à guerra!”
— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”.
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas…”
O Anel de Vidro
Aquele pequenino anel que tu me deste,
— Ai de mim — era vidro e logo se quebrou
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— Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.
Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,
Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, —
Aquele pequenino anel que tu me deste,
— Ai de mim — era vidro e logo se quebrou
Não me turbou, porém, o despeito que investe
Gritando maldições contra aquilo que amou.
De ti conservo no peito a saudade celeste
Como também guardei o pó que me ficou
Daquele pequenino anel que tu me deste
O BICHO
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
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Não era um gato,
Não era um rato.
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Estrela da tarde
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Bandeira
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almas não.
A única coisa a fazer é tocar um
tango argentino.
Vou-me embora pra Pasárgada!
Aqui eu não sou feliz.
Quero esquecer tudo:
– A dor de ser homem...
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Quero descansar
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vida e nas mulheres
que amei...
Na vida inteira que podia ter sido
e que não foi.
Quero descansar.
Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.
(Todas as manhãs o aeroporto
em frente me
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As raízes do modernismo brasileiro

  • 1. As Raízes do Modernismo Brasileiro  O Pré-modernismo  Modernismo  Suas Fases ManoelBandeira
  • 3. Sumário: Pré-modernismo..............................................................................................4 Pontos de conflito no brasil pré-modernista................................................5 Caracterização...............................................................................................7 Principais autores pré-modernistas...............................................................8  Monteiro Lobato.........................................................................................9  Euclides da Cunha....................................................................................11  Lima Barreto...............................................................................................13 Augusto dos anjos.........................................................................................15 Modernismo...................................................................................................17 Fases................................................................................................................21 A semana de arte moderna........................................................................22 A semana.......................................................................................................24 Manuel Bandeira...........................................................................................27  Principais obras..........................................................................................29  Poemas.......................................................................................................30
  • 4. Pré-modernismo O pré-modernismo ou Também chamado estética impressionista foi um período literário brasileiro, que marcau a transição entre o simbolismo e o movimento modernista. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo . O termo pré-modernismo parece ter sido criado por Tristão de Athayde, para designar os "escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920", no dizer de Joaquim Francisco Coelho
  • 5. Pontos de conflito no Brasil pré- modernista
  • 6. Para os autores, o momento histórico brasileiro interferiu na produção literária, marcando a transição dos valores éticos do século XIX para uma nova realidade que se desenhava, essencialmente pautado por uma série de conflitos como o fanatismo religioso do Padre Cícero e de Antônio Conselheiro e o cangaço, no Nordeste, as revoltas da Vacina e da Chibata, no Rio de Janeiro, as greves operárias em São Paulo e a Guerra do Contestado (na fronteira entre Paraná e Santa Catarina); além disso a política seguia marcadamente dirigida pela oligarquia rural, o nascimento da burguesia urbana, a industrialização, segregação dos negros pós-abolição, o surgimento do proletariado e: finalmente, a imigração europeia. Além desses fatos somam-se as lutas políticas constantes pelo coronelismo, e disputas provincianas como as existentes no Rio Grande do Sul entre maragatos e republicanos.
  • 7. Caracterização: Embora vários autores sejam classificados como pré-modernistas, este não se constituiu num estilo ou escola literária, dado a forte individualidade de suas obras , mas essencialmente eram marcados por duas características comuns:  conservadorismo - traziam na sua estética os valores naturalistas;  renovação - demonstravam íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período Embora tenham rompido com a temática dos períodos anteriores, esses autores não avançaram o bastante para ser considerados modernos - notando- se, até, alguns casos, resistência às novas estéticas.
  • 9.
  • 10. PRINCIPAIS OBRAS:  Urupês (1918) - Aborda a decadência da agricultura no Vale do Paraíba, após o “ciclo” do café.  Ideias de Jeca Tatu (1919) - História de Vilela, Camilo e Rita envolvidos em um triângulo amoroso.  A Menina do Narizinho Arrebitado (1920) - Tem como personagens principais Emília e Narizinho em mais uma de suas histórias inéditas.  O Pica-Pau Amarelo (1939) - Aborda a Turma do Sítio (Emília, Narizinho, Pedrinho, Marquês de Rabicó, Conselheiro, Quindim, Visconde de Sabugosa, Dona Benta, Tia Nastácia, Tio Barnabé, Cuca, Saci, etc) vivendo situações e aventuras que mexem com a imaginação da criançada.
  • 11.
  • 12.  Os Sertões (1902) - Retrata a Guerra dos Canudos, sendo publicado nos seguintes idiomas: alemão, chinês, francês, inglês, dinamarquês, espanhol, holandês, italiano e sueco.  Contrastes e Confrontos (1907) - Pode-se dizer que é uma obra científica e uma obra de arte. Trata-se de uma obra única na história das letras brasileiras.  À Margem da História (1909) - Publicação póstuma, reúne os artigos de Euclides sobre a Amazônia antes e após sua viagem à região. Os ensaios amazônicos reforçam a tese de uma formação histórica marcada por contrastes e antagonismos. O dever da ciência e dos intelectuais era, para Euclides da Cunha, promover o encontro entre Estado e nação. PRINCIPAIS OBRAS:
  • 13.
  • 14.  Recordações do Escrivão Isaías Caminha (romance – 1909)  Triste Fim de Policarpo Quaresma (romance – 1911)  Numa e Ninfa (romance – 1915)  Morte e M. J. Gonzaga de Sá (romance – 1919)  Os Bruzundangas (crônica – 1923)  Clara dos Anjos (romance – 1924)  Histórias e Sonhos (contos – 1956)  Diário Íntimo (memórias – 1956)  Cemitério dos Vivos (memórias – 1956) PRINCIPAIS OBRAS:
  • 15.
  • 16.  Saudade (poema - 1900) - Mostra que tanto os atos bons quanto os ruins do passado de alguém são necessários para completar o indivíduo.  Eu e Outras Poesias (único livro de poemas - 1912) - Articula o trinômio como reflexo de um momento histórico marcado por um sentimento de perda, um mal-estar disseminado entre os intelectuais, uma angústia diante da falência da Civilização Ocidental e dos ideais do Progresso.  Psicologia de um Vencido (soneto) - Com o uso de palavras rebuscadas e repleto de simbolismo, este soneto aborda o pessimismo marcante e retrata a tragédia da morte com naturalidade.  Versos íntimos - Como todos os outros poemas e sonetos de Anjos, este também aborda a morte e o próprio "eu" o centro do seu pensamento. PRINCIPAIS OBRAS:
  • 18. O modernismo brasileiro foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas. O movimento no Brasil foi desencadeado a partir da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, como o Cubismo e o Futurismo. As novas linguagens modernas colocadas pelos movimentos artísticos e literários europeus foram aos poucos assimiladas pelo contexto artístico brasileiro, mas colocando como enfoque elementos da cultura brasileira.
  • 19.
  • 20. Considera-se a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922, como ponto de partida do modernismo no Brasil. Porém, nem todos os participantes desse evento eram modernistas: Graça Aranha, um pré-modernista, por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o início, o modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores. Foi marcado, sobretudo, pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada, sendo os da primeira fase mais radicais em relação a esse marco.
  • 21. Fases: Didaticamente, divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de Parnasianismo.
  • 22. A semana de arte moderna A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, entre os dias 11 a 17 de fevereiro, no Teatro Municipal da cidade. Apesar do designativo "semana", o evento ocorreu em três dias. Cada dia da semana trabalhou um aspecto cultural: pintura, escultura, poesia, literatura e música. O evento marcou o início do modernismo no Brasil e tornou-se referência cultural do século XX.
  • 23. A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos. O adjetivo "novo" passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.
  • 24. A Semana: A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas ideias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.  13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
  • 25.  15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novaes era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos…) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.
  • 26.  17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranquilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava- se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado…
  • 28. Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 - Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.
  • 29.  A Cinza das Horas – Jornal do Comércio – Rio de Janeiro, 1917 (Edição do Autor)  Carnaval – Rio de janeiro,1919 (Edição do Autor)  Poesias (acrescida de O Ritmo Dissoluto) – Rio de Janeiro, 1924  Libertinagem – Rio de Janeiro, 1930 (Edição do Autor)  Estrela da Manhã – Rio de Janeiro, 1936 (Edição do Autor)  Mafuá do Malungo – Barcelona, 1948 (Editor João Cabral de Melo Neto)  Poesias completas (acrescidas de Opus 10) – Rio de Janeiro, 1955  Poesia e prosa completa (acrescida de Estrela da Tarde), Rio de Janeiro, 1958  Alumbramentos – Rio de Janeiro, 1960  Estrela da Tarde – Rio de Janeiro, 1960  Estrela a vida inteira, Rio de Janeiro, 1966 (edição em homenagem aos 80 anos do poeta) PRINCIPAIS OBRAS:
  • 30. Os Sapos Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: — “Meu pai foi à guerra!” — “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: — “Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinquenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A fôrmas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas…”
  • 31. O Anel de Vidro Aquele pequenino anel que tu me deste, — Ai de mim — era vidro e logo se quebrou Assim também o eterno amor que prometeste, — Eterno! era bem pouco e cedo se acabou. Frágil penhor que foi do amor que me tiveste, Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, — Aquele pequenino anel que tu me deste, — Ai de mim — era vidro e logo se quebrou Não me turbou, porém, o despeito que investe Gritando maldições contra aquilo que amou. De ti conservo no peito a saudade celeste Como também guardei o pó que me ficou Daquele pequenino anel que tu me deste
  • 32. O BICHO VI ONTEM um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem.
  • 33. Estrela da tarde Estrela da tarde - Manuel Bandeira A vida Não vale a pena e a dor de ser vivida Os corpos se entendem mas as almas não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. Vou-me embora pra Pasárgada! Aqui eu não sou feliz. Quero esquecer tudo: – A dor de ser homem... Este anseio infinito e vão De possuir o que me possuí. Quero descansar Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei... Na vida inteira que podia ter sido e que não foi. Quero descansar. Morrer. Morrer de corpo e de alma. Completamente. (Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.) Quando a Indesejada das gentes chegar Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Cada coisa em seu lugar.